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Usuários do Instagram são impactados por conteúdo explícito após Meta flexibilizar regras

Aplicativo do Instagram. Foto: reprodução

A Meta flexibilizou sua política de conteúdo explícito, e vídeos sexuais passaram a permanecer por mais tempo no Instagram, com distribuição em feeds por meio de hashtags sem relação direta com pornografia, como aeronaves, ets e ciência.

A colunista Bruna Maia relatou nesta sexta-feira (10) que o conteúdo adulto deixou de depender apenas da busca ativa do usuário e começou a se misturar à navegação comum na plataforma de Mark Zuckerberg. Para ela, o fenômeno transforma o sexo em uma espécie de spam visual.

Bruna contou que percebeu o mecanismo ao receber vídeos de mulheres com roupas cor da pele em situações banais, como dobrar lençóis, abastecer carros, experimentar joias e passear com cachorros. Um amigo classificou esse tipo de produção como “soft porn”, feito para driblar restrições de conteúdo adulto.

A colunista afirmou que bloqueava uma conta e via outras semelhantes surgirem em seguida. Depois de alterar o comportamento de interação, disse que conseguiu aproximar o feed do que queria consumir, com vídeos de lontras e texugos do mel.

Censura que aparecia em conteúdo inadequado no Instagram. Foto: reprodução

Hashtags comuns ajudam vídeos explícitos a entrar no feed

A mudança apontada por Bruna envolve conteúdos mais explícitos do que os vídeos de “elastano bege” que ela havia encontrado antes. Esses materiais passaram a circular com marcadores aparentemente inocentes, o que permite que apareçam para usuários interessados em temas como animais, astronomia ou ciência.

Ela citou o risco para crianças e adolescentes e a objetificação recorrente do corpo feminino, mas concentrou a análise no impacto sobre a formação do desejo sexual. “O consumo de pornografia vira algorítmico e compulsório”, escreveu.

Bruna comparou o cenário atual com formas anteriores de acesso à pornografia, como revistas, fitas VHS, sites pornográficos e plataformas pagas como OnlyFans e Privacy. A diferença, para ela, está no fato de que o Instagram leva esse conteúdo para o mesmo espaço em que familiares publicam crochês, animais domésticos e cenas cotidianas.

“Quando esse desejo ou impulso deixa de ser um precedente, o sexo ganha ares de spam –aquele conteúdo que você não buscou e não necessariamente quer”, afirmou a colunista. Ela acrescentou que sua reação ao excesso de estímulo tende à irritação ou à indiferença, e não ao interesse.

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Virgínia posa com dono de grife de luxo preso por lavagem de dinheiro do narcotráfico

Jacob Arabo, fundador da Jacob & Co, e a influencer Virginia Fonseca. Foto: reprodução

Durante sua passagem por Nova York para cobrir a Copa do Mundo e cumprir compromissos comerciais, Virginia Fonseca publicou uma foto ao lado do bilionário Jacob Arabo, fundador da grife de relógios e joias de luxo Jacob & Co.

O empresário no mercado de luxo tem uma trajetória controversa: foi preso em um dos maiores casos de investigação financeira ligados ao narcotráfico nos Estados Unidos.

Virginia, que participa da cobertura do Mundial pela TV Globo como “comentarista” do Domingão com Huck, visitou um dos escritórios da Jacob & Co. e compartilhou o registro nas redes sociais.

Na imagem, ela aparece usando uma camiseta da WePink, sua marca de cosméticos, ao lado do empresário, tendo ao fundo a logomarca da companhia.

Conhecido mundialmente como “Jacob o Joalheiro”, Arabo construiu um império no mercado de relógios e joias de luxo.

Nascido no Uzbequistão, ele se mudou ainda jovem para os Estados Unidos e fundou a Jacob & Co. em 1986. Suas peças passaram a ser usadas por celebridades como Jay-Z, Cristiano Ronaldo e Floyd Mayweather Jr., além de colecionadores dispostos a pagar milhões de dólares por modelos exclusivos.

Em 15 de junho de 2006, Jacob foi preso por autoridades federais americanas sob acusações de lavagem de dinheiro e conspiração ligada ao tráfico de drogas. A investigação apontava conexões com a Black Mafia Family (BMF), uma organização criminosa baseada em Detroit que movimentava milhões de dólares provenientes do narcotráfico.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Jacob Arabo (@jacobarabo)

Segundo os promotores, o empresário teria ajudado integrantes da quadrilha a ocultar mais de US$ 270 milhões em recursos obtidos ilegalmente por meio da compra de joias de alto valor, uma estratégia usada para disfarçar a origem do dinheiro.

Em 2007, Jacob fechou um acordo com a Justiça americana. As acusações de lavagem de dinheiro foram retiradas, mas ele admitiu culpa por falsificação de registros comerciais e por fornecer informações falsas a agentes federais durante a investigação.

A sentença veio em 2008: 30 meses de prisão federal. Jacob cumpriu pena e deixou a prisão em 2010. Desde então, retomou o comando da Jacob & Co. e reconstruiu sua imagem no mercado de luxo internacional.

No encontro com Virginia, o empresário usava um relógio avaliado em cerca de US$ 9 milhões. Após publicar a foto, a influenciadora incentivou seus seguidores a comentarem na página de Jacob nas redes sociais, provocando uma invasão bem-humorada de brasileiros no perfil do bilionário.

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Claudia Leitte, Luiza Possi e artistas de extrema-direita defendem Cazarré e seu curso red pill

As cantoras Cláudia Leitte e Luiza Possi e o ator e palestrante red pill Juliano Cazarré. Fotomontagem

O ator Juliano Cazarré passou a receber manifestações públicas de apoio de artistas e celebridades de extrema-direita, após a repercussão negativa do seu evento red pill intintulado “O Farol e a Forja”, voltado ao público masculino.

Entre os nomes que saíram em defesa de Cazarré estão Claudia Leitte, Luiza Possi, Caio Castro, Rodrigo Nogueira e Gabriela Morais. A cantora Claudia Leitte reagiu com emojis de aplauso em postagem de apoio ao ator, enquanto Caio Castro deixou um coração e um gesto de bênção. Já Luiza Possi foi mais enfática e escreveu: “TÔ COM VOCÊ! Queria até palestrar nesse evento maravilhoso!”.

O ator Juliana Knust também gravou vídeo em defesa do colega e criticou a reação negativa ao projeto. “Um homem como Juliano Cazarré, pai de seis filhos, casado, trabalhador, um homem religioso, um cara de bem, cria um encontro para discutir responsabilidade, presença, fé, saúde masculina e isso é tratado como ameaça?”, questionou.

Os comentários no post da atriz que defendeu o Juliano Cazarre e seu curso de introdução a machosfera

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— Amanda Miranda (@amanda_miranda) April 24, 2026

A influenciadora Gabriela Morais, ex-mulher de Gabriela Pugliesi, disse não entender a dimensão da polêmica e afirmou que encontros voltados ao fortalecimento da figura paterna e familiar deveriam ser incentivados. “Nós mulheres adoraríamos viver com homens mais dignos, mais respeitosos, com homens que honrem mais a família, o lar”, declarou.

Também houve apoio da atriz Mônica Carvalho, que associou a repercussão negativa a um incômodo com valores religiosos e familiares. “Quando a alma está alinhada com Deus, nenhuma voz contrária tem poder”, escreveu. O lutador Minotauro ainda afirmou que participará do encontro promovido por Cazarré.

A controvérsia começou depois que atrizes como Marjorie Estiano, Claudia Abreu, Betty Gofman, Julia Lemmertz e Paulo Betti criticaram a proposta, apontando no discurso do evento sinais de machismo e da cultura red pill.

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