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Com Series B de U$220 milhões, Incode chega ao Brasil como unicórnio

A Incode, plataforma de verificação e autenticação de identidade baseada em Inteligência Artificial (IA), fundada pelo mexicano Ricardo Amper, levantou cerca de U$220 milhões em sua rodada de investimento de Series B, uma das maiores da América Latina. Com o movimento, a empresa atinge uma avaliação de U$ 1,25 bilhão e adquire status de unicórnio. O financiamento ocorre menos de sete meses após o aporte de U$25 milhões em uma rodada de Series A, em março de 2021. 

A recente rodada foi liderada pela General Atlantic e SoftBank Latin America Fund, dois investidores proeminentes, com financiamento adicional de instituições financeiras como:  J.P. Morgan, Capital One Ventures e Coinbase. Também participaram do aporte a SVCI (Silicon Valley CISO Investments), um grupo de mais de 50 CISOs, líderes em tecnologia que estão unindo forças e fundos para impulsionar a próxima geração de inovação em cibersegurança, bem como os fundadores da dLocal, e investidores pré-existentes, como DN Capital, 3L Capital, Framework Ventures, Dila Capital, entre outros.

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Empresas devem gastar US$ 50 bilhões em inteligência artificial em 2020

Os gastos corporativos com sistemas de inteligência artificial devem ultrapassar US$ 50 bilhões neste ano. No entanto, a grande maioria das empresas pode não ter muito retorno imediato sobre esse investimento recorde. Em uma pesquisa com mais de 3.000 gerentes de empresas sobre seus gastos com IA, apenas 10% relataram benefícios financeiros significativos de seu investimento até agora, constatou o novo relatório do “MIT Sloan Management Review”, revista digital de tecnologia e negócios, e do Boston Consulting Group, empresa de consultoria corporativa. LEIA MAIS: Nestlé reforça estratégia de digitalização com centro de inovação e tecnologia Os ganhos com a tecnologia não acompanharam o aumento da adoção do investimento, diz Shervin Khodabandeh, que liderou o estudo e é codiretor de negócios em IA do Boston Consulting Group na América do Norte. “Estamos vendo mais atividades, o que também significa mais investimento em tecnologia e ciência de dados”, diz Khodabandeh. “Mas a linha de impacto ainda não mudou realmente.” Os resultados devem ser preocupantes para as empresas que continuam a despejar dinheiro em projetos de IA em um ritmo vertiginoso, procurando usar as ferramentas alternativas para tudo, desde gerenciamento de contratos até fornecer energia a assistentes domésticos e carros autônomos. Mais de US$ 50 bilhões devem ser investidos em sistemas de IA globalmente neste ano, de acordo com o IDC, empresa de consultoria de mercado, acima dos US$ 37,5 bilhões em 2019. Em 2024, o investimento deve chegar a US$ 110 bilhões, prevê a entidade. Apesar dos bilhões investidos, projetos de IA fracassados são crescentes. A IBM desviou a prioridade de sua tecnologia Watson, sistema de computador de solução de questões, após atrair o desprezo por empreendimentos como um projeto de oncologia de US$ 62 milhões que fez sugestões imprecisas sobre tratamentos de câncer. A Amazon teve de parar com uma ferramenta de recrutamento de IA depois que ela mostrou preconceitos misóginos. E empresas menores descobriram que construir tecnologia é mais difícil do que parece, já que assistentes virtuais supostamente equipados com IA e agendadores de reuniões acabam dependendo de humanos reais nos bastidores. As empresas estão lutando para entregar projetos de IA e ter mais resultados, diz Khodabandeh, porque elas gastam demais em tecnologia e cientistas de dados, sem implementar mudanças nos processos de negócios que poderiam se beneficiar da IA ​​—uma conclusão que ecoa um relatório da “Harvard Business Review” publicado em junho. Tome a Uber como exemplo. No mês passado, os engenheiros da empresa de caronas concluíram que seus carros autônomos não conseguiam dirigir mais de 800 metros até encontrarem um problema. A inteligência artificial do programa ainda "luta com rotinas e manobras simples", de acordo com um relatório na “The Information”. Parte do motivo da falha, de acordo com um memorando interno, são ideias concorrentes sobre como implementar a tecnologia. LEIA MAIS: Honda deixará a F1 para se concentrar em tecnologia de emissão zero Mas, com a promessa da IA ​​de economia e melhorias em grande escala para os negócios, as empresas não vão parar de investir em tecnologia tão cedo. Os pesquisadores do BCG e do MIT descobriram que 57% das empresas disseram ter implantado seus próprios projetos de IA, em relação a 44% das empresas em 2018. Para que esses projetos dêem frutos, Khodabandeh diz que mais usuários de IA precisarão repensar como a tecnologia está integrada em seus negócios. “Claramente há muito exagero”, diz ele. “E parte desse exagero aparece nos dados.”
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Microsoft vai investir US$ 1 bi na OpenAI

A Microsoft informou hoje (22) que está investindo US$ 1 bilhão na OpenAI e que as duas empresas formaram uma parceria para desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial por meio do serviço de computação em nuvem Azure, da gigante do software. LEIA MAIS: Microsoft tem resultado trimestral acima do esperado A OpenAI foi fundada em 2015 como uma entidade não lucrativa e com US$ 1 bilhão em financiamento dos investidores do Vale do Silício Sam Altman, Peter Thiel e Reid Hoffman, cocriador da rede social LinkedIn. O grupo depois criou uma entidade voltada ao lucro para poder receber investimentos externos. Desde sua fundação, a OpenAI utilizou pesquisadores de inteligência artificial para avançar no campo, como ensinar uma mão robótica a executar tarefas humanas por meio de utilização apenas de software, o que reduz o custo e o tempo para se treinar robôs. O grupo também está focado em segurança e nas implicações da tecnologia de inteligência artificial, pesquisando como os computadores podem gerar reportagens realistas com pouco mais que sugestões de manchetes e alertando pesquisadores a considerar como seus trabalhos e algoritmos podem ser usados com implicações negativas antes das descobertas serem publicadas. A OpenAI afirmou que o investimento da Microsoft vai ajudar o grupo a pesquisar "inteligência artificial geral", ou AGI, na sigla em inglês. A tecnologia AGI é o santo Graal do campo e significa que um sistema de computação pode dominar um assunto tão bem ou melhor que humanos, e também dominar mais campos do conhecimento que um humano. "Acreditamos que é crucial que a AGI seja desenvolvida de maneira segura e que os benefícios econômicos disso sejam amplamente distribuídos", disse Altman. As duas partes não responderam perguntas da Reuters sobre os termos do acordo. Quando a OpenAI criou a estrutura com fins lucrativos em março, afirmou que os investidores que colocarem dinheiro na nova entidade terão seus retornos limitados e que a missão da parte não lucrativa da entidade teria precedência sobre a área voltada ao lucro. VEJA TAMBÉM: Microsoft e AT&T fazem parceria de mais de US$ 2 bi As duas empresas também negaram dizer se o investimento da Microsoft será feito em dinheiro ou se vai envolver créditos para utilização do serviço de computação em nuvem Azure. Serviços de computação em nuvem são uma grande fonte de custo para a OpenAI, que gastou US$ 7,9 milhões na atividade no ano fiscal de 2017, ou cerca de um quarto de suas despesas naquele ano, segundo dados da Receita Federal dos Estados Unidos.
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