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Musk diz que premiê da Espanha é “tirano” por querer banir menores das redes

Elon Musk
Musk usou sua própria plataforma para disparar ofensas pessoais (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Elon Musk chamou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, de “tirano”e “traidor do povo espanhol” após proposta de regularização das redes.
  • Espanha quer banir menores de 16 anos das redes sociais e responsabilizar criminalmente CEOs e proprietários de plataformas.
  • A medida prevê verificação rigorosa de idade, como integração com o sistema de identidade digital ou biometria facial.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou ontem (03/02) um novo pacote legislativo que pode proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais no país. Em resposta, Elon Musk o chamou de “tirano” e “traidor do povo espanhol”.

O projeto estabelece sistemas rigorosos de verificação de idade e prevê, inclusive, a responsabilização judicial de executivos de tecnologia, o que provocou a reação imediata do dono do X/Twitter.

Quais são as mudanças propostas pela Espanha?

O anúncio de Sánchez faz parte de um plano para combater o que ele define como um “estado de anarquia digital”. Segundo o Euronews, o argumento do premiê espanhol é que as redes sociais falharam em proteger crianças contra discursos de ódio e conteúdos predatórios, motivo pelo qual se exige agora uma intervenção direta.

A nova legislação, que deve ser apresentada formalmente ao parlamento nas próximas semanas, deve eliminar as atuais “caixas de seleção” de idade. O governo pretende obrigar que plataformas como X, Instagram e TikTok adotem ferramentas de verificação mais robustas, como a integração com o sistema de identidade digital da Espanha ou o uso de biometria facial para validar a idade do usuário antes da criação de qualquer conta.

Diferente de regulamentações anteriores que permitiam o uso de redes por menores com autorização parental, o plano de Madri estabelece limite mínimo de 16 anos, sem exceções.

CEOs podem ser responsabilizados

Um dos pontos mais polêmicos da medida é a introdução da responsabilidade criminal para CEOs e proprietários de plataformas. Caso uma rede social permita o acesso de menores ou falhe na moderação de conteúdo, executivos como Musk poderão ser processados e responsabilizados criminalmente em solo espanhol, conforme detalhado pelo portal português Eco Sapo.

A reação de Musk foi rápida e carregada de ofensas. No X, o bilionário utilizou o apelido “Sánchez Sujo”, acompanhado de um emoji ofensivo, alegando que o governo está tentando “destruir a liberdade de informação”.

Esse conflito não é novo e escala uma tensão iniciada em 2025, quando Musk criticou as políticas migratórias de Sánchez. O desgaste do bilionário estende-se ao bloco europeu: no final de janeiro, o X tornou-se alvo de uma nova investigação da União Europeia, agravando os atritos com os reguladores locais.

Dirty Sánchez is a tyrant and traitor to the people of Spain 💩 https://t.co/B3oyHrBYpR

— Elon Musk (@elonmusk) February 3, 2026

Grécia e França aumentam o cerco contra as redes sociais

A movimentação espanhola não é um fato isolado no continente europeu. A Grécia também está finalizando um projeto de lei para banir menores de redes sociais, seguindo o modelo aprovado pela Austrália. O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, afirmou que o objetivo é combater o vício digital e o cyberbullying.

Já a França tem reforçado o rigor das leis atuais. Nesta semana, a sede do X em Paris foi alvo de buscas e apreensões por autoridades francesas. A investigação apura a manipulação de algoritmos, possível interferência estrangeira e a negligência na remoção de conteúdos ilícitos.

Segundo o Diário de Notícias, Elon Musk foi formalmente intimado a prestar depoimento perante os tribunais franceses. Em nota oficial, a equipe jurídica do X afirmou que as alegações são “infundadas”, alegando que a ação põe em risco a liberdade de expressão global.

Foto de pessoas sentadas usando smartphones. O foco da imagem são os smartphones, e as pessoas não aparecem.
Banimento de redes sociais para menores ganha força na Espanha e Grécia (imagem: Robin Worrall/Unsplash)

Se a Espanha conseguir implementar com sucesso a integração de IDs digitais para acesso a redes, abrirá um precedente técnico que forçará gigantes como a Meta e o X a alterarem suas arquiteturas para evitar o bloqueio em mercados europeus.

Historicamente, plataformas digitais se posicionam como “canais neutros”, sem responsabilidade pelo conteúdo gerado por terceiros. No entanto, o pacote legislativo de Sánchez passa a tratar as redes sociais como editoras de conteúdo. O argumento central é que, se a plataforma utiliza algoritmos para lucrar com o engajamento, ela deve ser juridicamente responsável pelo impacto social desse conteúdo.

Musk diz que premiê da Espanha é “tirano” por querer banir menores das redes

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Grok promete mudança após polêmica com imagens de nudez

Ilustração do Grok
IA Grok enfrenta pressão global (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • X/Twitter restringiu o Grok após críticas e investigações sobre deepfakes e nudez não consensual.
  • A plataforma enfrenta críticas por falhas nos filtros de segurança, e testes recentes indicam que a geração de conteúdos banidos ainda é possível.
  • Investigações e possíveis sanções jurídicas pressionam o X a implementar medidas de controle efetivas.

A rede social X anunciou ontem (14/01) que não vai mais permitir que o Grok, seu chatbot de inteligência artificial, gere imagens sexualizadas e deepfakes não consensuais de pessoas.

A medida responde à pressão internacional, investigações e a denúncias de que a ferramenta vinha sendo usada para criar conteúdos de nudez sem consentimento. Contudo, apesar da promessa de implementar barreiras mais rígidas, testes recentes indicam que as novas restrições ainda são frágeis e podem ser contornadas.

Por que o X restringiu recursos do Grok?

A decisão ocorre em um momento de crise. Nas últimas semanas, a plataforma enfrentou uma enxurrada de críticas após usuários demonstrarem que era possível utilizar o chatbot para “despir” pessoas reais ou criar montagens obscenas envolvendo figuras públicas e anônimas.

A principal mudança estabelece que o Grok não permitirá mais a edição de imagens de pessoas reais em contextos de “roupas reveladoras”, como biquínis e trajes de banho.

Além do bloqueio, a rede social decidiu restringir a funcionalidade de geração e edição de imagens apenas para assinantes pagos. Segundo o comunicado, a exigência de uma assinatura facilita a identificação e a punição de indivíduos que tentem utilizar a IA para violar leis ou termos de serviço.

Ilustração do Grok
Grok é o assistente de IA da xAI, startup de Elon Musk (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Longe de ser uma decisão voluntária, o recuo do X foi uma resposta a sanções jurídicas e investigações. Na dianteira está o estado da Califórnia (EUA), que instaurou uma investigação contra a xAI — startup de IA de Elon Musk — e o chatbot Grok.

A ação é baseada em uma análise técnica que revelou um dado alarmante: de 20 mil imagens geradas pela ferramenta entre o Natal e o Ano Novo, mais de 10 mil retratavam pessoas com pouca roupa, incluindo geração de conteúdo com menores de idade.

Simultaneamente, o órgão regulador do Reino Unido (Ofcom) iniciou uma investigação sobre o cumprimento das leis de segurança online pela plataforma. O primeiro-ministro Keir Starmer declarou publicamente que a empresa poderia sofrer sanções caso não demonstrasse controle efetivo sobre a produção de conteúdos abusivos.

A pressão foi global. Conforme reportado pelo The Guardian, países como Malásia e Indonésia bloquearam o acesso ao Grok por preocupações com a disseminação de material sexual explícito.

No continente europeu, a UE sinalizou que investigações sob a Lei de Serviços Digitais (DSA) podem resultar em multas multibilionárias caso a plataforma não resolva os riscos causados por sua tecnologia.

Barreiras burladas

Logo da Grok com o rosto de Elon Musk à direita.
Barreiras do Grok ainda são contornadas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A plataforma sustenta que as novas medidas de segurança já estão em vigor, mas evidências sugerem que a solução prometida é, até o momento, parcial.

The Verge e The Telegraph apontam que, mesmo após a atualização das políticas, ainda é possível induzir o chatbot a gerar conteúdos banidos por engenharia de prompt. Em testes realizados nesta quarta-feira (14/01), foi possível contornar os filtros utilizando comandos modificados.

Outra contradição surgiu na nova política de acesso: apesar da afirmação de que a ferramenta de imagem seria exclusiva para assinantes Premium, relatos indicam que contas gratuitas ainda mantém acesso à funcionalidade.

Elon Musk, dono do X, minimizou as falhas iniciais. O bilionário atribuiu os resultados indesejados a “ataques maliciosos a prompts” — quando usuários tentam intencionalmente quebrar as regras da IA — e afirmou não ter conhecimento de imagens de menores geradas pela ferramenta.

Musk defendeu que, com a configuração NSFW (conteúdo impróprio) ativada, o Grok permite apenas a nudez de “humanos adultos imaginários”, comparando o critério ao de filmes de classificação restrita.

Grok promete mudança após polêmica com imagens de nudez

Grok é o assistente de inteligência artificial da xAI, startup de Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Grok é o assistente de inteligência artificial da xAI, startup de Elon Musk (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Logo da Grok e Elon Musk (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Bug no Instagram gerou alertas de senha alterada

Ilustração mostrando o logotipo do Instagram trêmulo
Instagram enviou mensagem de alteração de senha para os usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Usuários do Instagram receberam e-mails de recuperação ou alteração de senha sem solicitação.
  • Meta confirmou que uma falha permitiu que terceiros solicitassem e-mails de redefinição de senha.
  • A plataforma também afirma que não houve violação dos seus sistemas e que as contas permanecem seguras.

A Meta confirmou ao Tecnoblog que uma falha permitiu o envio de e-mails de redefinição de senha para usuários do Instagram. Nas redes sociais, perfis relataram o recebimento de mensagens de recuperação ou alteração de senha sem terem solicitado.

Segundo a Meta, as “pessoas podem ignorar esses e-mails”. As queixas se acumularam no X/Twitter, indicando que o problema afetou diferentes tipos de contas, com as buscas por “security@mail.instagram.com” crescendo mais de 900% no Google Trends.

Aqui no Tecnoblog, também recebemos e-mails do mesmo tipo, enviadas por canais oficiais da plataforma. O Instagram afirma que não houve violação dos sistemas e que as contas “permanecem seguras”.

Captura de tela exibe um email do Instagram sobre alteração de senha.
Mensagem afirma que a senha da conta foi alterada (imagem: Caio Hansen/Tecnoblog)

Atualização em 12/01

A Meta respondeu nossa solicitação e confirmou a falha.

“Corrigimos um problema que permitia que terceiros solicitassem e-mails de redefinição de senha para alguns usuários do Instagram. Queremos tranquilizar a todos de que não houve violação em nossos sistemas e as contas do Instagram permanecem seguras. As pessoas podem ignorar esses e-mails e pedimos desculpas por qualquer confusão que isso possa ter causado.”

– Porta-voz da Meta

Captura de tela exibe um post no X/Twitter relatam o recebimento de email do Instagram sobre alteraçãod e senha.
E-mails chegaram a diferentes tipos de contas (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Captura de tela exibe um post no X/Twitter relatam o recebimento de email do Instagram sobre alteraçãod e senha.
Relatos se espalham no X (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Captura de tela exibe um post no X/Twitter relatam o recebimento de email do Instagram sobre alteraçãod e senha.
Quantidade de mensagens indicou falha interna (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Bug no Instagram gerou alertas de senha alterada

Instagram fora do ar (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
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X: selo de verificado rende multa de US$ 140 milhões

Ilustração composta por sombras de diversos prédios. Acima deles, Elon Musk observa a marca do aplicativo X.
Plataforma de Musk terá que reformular sistema na UE (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia multou o X/Twitter em 120 milhões de euros (R$ 744 milhões) por infrações à Lei de Serviços Digitais.
  • De acordo com o órgão, o design do sistema de verificação é enganoso e há falta de transparência, além de expor usuários a desinformação.
  • O X também foi penalizado por um repositório de anúncios ineficiente e por restringir o acesso de pesquisadores a dados.

A Comissão Europeia multou o X/Twitter em 120 milhões de euros (cerca de R$ 744 milhões, em conversão direta) por infrações à Lei de Serviços Digitais (DSA). Esta é a primeira sanção financeira aplicada sob essa lei, criada para regular grandes plataformas e combater atividades ilegais online.

A penalidade conclui uma investigação iniciada em dezembro de 2023, responsabilizando a empresa de Elon Musk por utilizar “design enganoso” em seus selos azuis, falhar na transparência de publicidade e restringir o acesso de pesquisadores a dados públicos.

Sistema do X foi considerado ilegal

A Comissão determinou que a interface dos selos azuis da X constitui um “padrão obscuro”, projetado para induzir os usuários ao erro. Embora a DSA não obrigue as plataformas a verificarem a identidade de todos os usuários, a lei proíbe afirmar falsamente que contas foram verificadas quando tal processo não aconteceu.

Na gestão de Musk, a plataforma passou a permitir que qualquer pessoa comprasse o status de “verificado” sem uma checagem significativa de identidade. Historicamente, o selo servia para confirmar a autenticidade de figuras públicas e organizações.

Para os reguladores europeus, a mudança dificulta a distinção entre perfis autênticos e fraudulentos, expondo os usuários a golpes e desinformação. A vice-presidente executiva da Comissão, Henna Virkkunen, afirmou que enganar usuários não tem lugar na internet da UE e que a medida visa restaurar a confiança no ambiente online.

Ilustração mostra um selo de verificação do X/Twitter. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Sistema de verificação pago foi classificado como “enganoso” (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Risco de novas sanções

Além dos selos, o X foi penalizado por manter um repositório de anúncios que não permite pesquisas eficientes nem identifica claramente os financiadores das campanhas — mecanismo considerado crucial pela UE para monitorar operações de desinformação.

Segundo a Comissão, a empresa também violou a lei ao proibir, em seus termos de serviço, que pesquisadores utilizassem técnicas de extração de dados (scraping) para analisar riscos em potencial.

Agora, o X tem 60 dias úteis para informar como corrigirá o uso dos selos e 90 dias para apresentar um plano sobre a transparência de dados. Caso não cumpra os prazos, pode enfrentar multas periódicas e sanções ainda maiores: a DSA permite penalidades de até 6% da receita global da companhia.

X: selo de verificado rende multa de US$ 140 milhões

Elon Musk, dono do X, critica decisões do Supremo Tribunal Federal (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Twitter deve permitir que usuários ocultem selo de verificação (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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IA de Elon Musk passa a decidir o que você vê no X

Silhueta de Elon Musk cercada por pássaros de ponta cabeça. Há ainda a marca do aplicativo X.
Rede social encerra exibição temporal nativa no feed (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O X/Twitter agora usa a IA Grok para classificar o feed “Seguindo” com base em engajamento e relevância, em vez de ordem cronológica.
  • Usuários ainda podem optar por ver o feed cronológico acessando uma seta e selecionando a opção “Mais recente”.
  • A ferramenta “Sobre esta conta” também foi expandida para todos os usuários, ajudando a identificar bots e contas automatizadas.

O X/Twitter adotou uma mudança no feed “Seguindo”. A seção exibia tradicionalmente as publicações das contas seguidas em ordem cronológica, uma alternativa à aba “Para você”, que já exibe conteúdo com base em algoritmos. Agora, o feed passa a ser controlado pela inteligência artificial Grok.

A mudança foi anunciada hoje (27/11) em um post de Elon Musk, dono da plataforma. A medida seria uma estratégia da xAI para refinar a precisão da IA através de mais interações reais.

Update your 𝕏 app and look at your Following timeline.

Posts of people you follow are now ranked by @Grok!

You can still access unfiltered chronological if you want.

— Elon Musk (@elonmusk) November 27, 2025

Funciona assim: o sistema classifica as postagens com base no engajamento e na relevância prevista para cada perfil, em vez de mostrar o conteúdo mais novo. A atualização já está disponível globalmente na versão mais recente do app para iPhone e Android.

Segundo a empresa, a integração utiliza o Grok 4.1. O objetivo é alinhar a aba “Seguindo” à lógica já presente na seção “Para Você”, destacando conteúdos que a IA prevê serem de maior interesse.

É possível desativar?

Sim. A plataforma manteve a opção de visualização temporal. Para os usuários do X que preferem o modelo clássico, é necessário realizar uma pequena alteração manual:

  1. Acesse o feed “Seguindo”;
  2. Se o seu aplicativo já atualizou, uma pequena seta aparece à direita do nome “Seguindo”;
  3. Toque na seta e selecione a opção “Mais recente”, na parte inferior da tela.
Captura de tela mostra a opção Seguindo no X
Usuários podem alternar entre a opção “Popular” e a cronológica (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

O procedimento desativa a curadoria feita pelo Grok e volta a exibir as postagens na ordem exata em que foram publicadas. Vale mencionar que o X costuma liberar essas mudanças em “ondas”. Se você não vê a opção de mudar, é possível que seu feed ainda seja o cronológico.

Combate aos bots

A rede social também expandiu a disponibilidade da ferramenta “Sobre esta conta”, agora acessível para toda a base de usuários. O recurso permite verificar detalhes técnicos de um perfil, como a data exata de criação, alterações recentes no nome de usuário e a localização aproximada da conta baseada em dados de IP.

A novidade é uma camada extra de segurança para distinguir perfis autênticos de bots, spam e contas automatizadas, um problema cada vez maior na plataforma.

IA de Elon Musk passa a decidir o que você vê no X

Elon Musk é dono do X desde 2022 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Instagram agora permite que jovens mudem o ícone do app

Imagem mostra seis opções de ícones do Instagram em um fundo preto
Instagram ganhou seis opções de ícones (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Resumo
  • O Instagram agora permite que as contas de adolescentes personalizem o ícone do aplicativo.
  • São seis versões estilizadas, acessíveis diretamente pelo feed.
  • A novidade é voltada para o público jovem e não deve ser liberada para adultos.

O Instagram liberou a customização do ícone do aplicativo, mas só para adolescentes. A novidade permite que jovens escolham entre seis versões estilizadas do logo tradicional da rede social para usar na tela inicial do celular.

A troca do ícone do app é feita a partir do próprio feed: basta tocar no logotipo do Instagram, exibido no topo da tela inicial, para acessar as opções de personalização. Entre as variações disponíveis estão versões em neon, vidro translúcido, fogo, flores e um design com aparência de “gosma verde”.

An update just for Teen Accounts: now you can change your Instagram app icon to match your aesthetic 🌟

To change the icon, press the Instagram logo at the top of the home feed after opening the app 💗 pic.twitter.com/XZbZzOQ2DR

— Instagram (@instagram) October 21, 2025

Por que só para as contas de adolescentes?

Segundo o TechCrunch, o Instagram quer tornar as contas de adolescentes mais atraentes. A empresa afirmou ao site que lançou os ícones personalizados após descobrir que jovens gostam de customizar a experiência no app. O recurso não deve ser liberado para adultos.

O Instagram vem investindo desde 2024 em versões específicas para menores de idade, que incluem limites de conteúdo classificados para maiores de 13 anos. A empresa também utiliza inteligência artificial para identificar contas de adolescentes que inseriram idades incorretas, migrando-as automaticamente.

Logotipo do Instagram
Novo recurso do Instagram mira o público adolescente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Essas medidas, porém, foram contestadas em um relatório interno da própria Meta. O documento revela falhas nos sistemas de triagem do Instagram e indica que a plataforma exibe mais conteúdo nocivo para adolescentes vulneráveis.

Ainda assim, o Instagram busca conquistar os jovens com recursos que ampliem a sensação de controle e pertencimento à plataforma. Como observa o TechCrunch, a decisão segue uma tendência já consolidada desde o iOS 14, quando a Apple popularizou os widgets e a personalização da tela inicial, especialmente entre adolescentes usuários de iPhone.

Instagram agora permite que jovens mudem o ícone do app

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Instagram (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
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X vai vender usernames inativos para assinantes Premium

Ilustração composta por sombras de diversos prédios. Acima deles, Elon Musk observa a marca do aplicativo X.
Elon Musk quer incentivar novos pagantes na plataforma (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O X lançará um marketplace de venda de usernames inativos para assinantes Premium.
  • Os usernames serão divididos em “priority handles” (gratuitos) e “rare handles” (vendidos em valores que podem passar os US$ 2.500).
  • Usuários que cancelarem a assinatura perderão o username adquirido, que retornará ao sistema.

A plataforma X/Twitter vai começar a vender nomes de usuário inativos para assinantes de suas versões pagas. A empresa está lançando um marketplace que permitirá que usuários Premium Plus e Premium Business pesquisem e solicitem handles (os “@”s) que não estão mais em uso.

Segundo a empresa, alguns nomes podem custar mais de US$ 2.500 (cerca de R$ 13.400, em conversão direta). A medida faz parte da estratégia de Elon Musk para ampliar as vantagens das assinaturas e incentivar novos pagantes. Com o marketplace de usernames, algo que antes era gratuito passa a ser um serviço exclusivo.

Como vai funcionar o X Handle Marketplace?

De acordo com informações oficiais, os usernames disponíveis serão divididos em duas categorias: prioritários e raros. A primeira, chamada “priority handles”, inclui combinações mais comuns, como nomes completos, frases ou conjuntos alfanuméricos — e poderá ser resgatada sem custo adicional pelos assinantes qualificados.

Já os “rare handles”, considerados mais cobiçados por sua brevidade ou singularidade, serão vendidos. Segundo a plataforma, esses nomes podem custar entre US$ 2.500 e mais de sete dígitos, dependendo da demanda e exclusividade.

O processo será contínuo, e não um benefício pontual. O X pretende manter o marketplace ativo, atualizando a disponibilidade conforme novos perfis forem desativados ou removidos.

Ilustração com as marcas do Twitter e do Twitter, além de Elon Musk visto de perfil
Elon Musk é o dono do X, antigo Twitter (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que acontece se o usuário cancelar a assinatura?

A empresa informou que, ao adquirir um novo username, o antigo será congelado — ou seja, não poderá ser usado por outra conta. Segundo o The Verge, há planos de oferecer futuramente um recurso de redirecionamento pago, permitindo que quem visitar o handle antigo seja levado ao novo perfil.

Por outro lado, a plataforma deixou claro que assinantes que cancelarem a assinatura Premium perderão o direito ao nome adquirido. Nesses casos, a conta voltará automaticamente ao username original, e o handle obtido no marketplace retornará ao sistema.

A novidade é mais um passo de Musk para tornar o X um ecossistema sustentado por assinaturas e serviços premium, após mudanças como o pagamento pela verificação e acesso à IA Grok nas respostas e novas mensagens.

Ainda não há uma data oficial para o lançamento do X Handle Marketplace, mas a plataforma liberou uma lista de espera. A expectativa é que o sistema entre em funcionamento nos próximos meses, primeiro para um grupo restrito de assinantes.

X vai vender usernames inativos para assinantes Premium

Elon Musk, dono do X, critica decisões do Supremo Tribunal Federal (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk é o dono do Twitter (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Threads ganha Comunidades para conectar usuários por interesse

Captura de tela mostra comunidades no Threads. Entre elas, a comunidade NBA Threads e Book Threads.
Recurso permite que usuários se aprofundem em discussões (imagem: divulgação/Meta)
Resumo
  • A Meta lançou as Comunidades no Threads para competir com o X/Twitter, conectando usuários por interesses.
  • Os espaços são públicos, com feeds personalizados e recursos exclusivos.
  • Por enquanto, apenas a Meta pode criar as comunidades, sem opção de criação direta pelos usuários.

A Meta anunciou nessa quinta-feira (02/10) o lançamento das Comunidades no Threads, uma novidade voltada para aprofundar o engajamento dos usuários e que intensifica a competição da plataforma com o X/Twitter.

A novidade está em testes com mais de 100 tópicos populares e permitirá que os 400 milhões de usuários ativos do Threads se conectem para discutir desde basquete e K-pop até livros e programas de TV.

O que são as Comunidades do Threads?

A Meta explica que as comunidades são espaços públicos e informais nos quais os usuários podem participar de conversas sobre assuntos de seu interesse.

As interações ganham uma estrutura com feeds personalizados e funcionalidades exclusivas para os membros, em continuidade à opção de compartilhar feeds customizados, que a plataforma liberou no começo do ano.

Ao ingressar em uma comunidade, o usuário passa a ter acesso a um feed dedicado àquele tópico. Essa participação é pública, ou seja, a comunidade da qual o usuário faz parte será exibida em seu perfil e fixada no menu de feeds, sinalizando seus principais interesses. Segundo a Meta, essa transparência facilita conexões baseadas em afinidades.

Cada comunidade também tem um emoji personalizado para o botão “Curtir”. Por exemplo, na comunidade “NBA Threads”, o emoji de curtida é uma bola de basquete.

Captura de tela mostra o recurso Comunidades no Threads. A imagem exibe uma comunidade "NBA Threads", com comentários de usuários
Novidade libera a criação de feeds exclusivos (imagem: divulgação/Meta)

A descoberta de novas comunidades pode ser feita através da barra de pesquisa ou ao tocar em uma tag de tópico em uma postagem. Tópicos que possuem uma comunidade dedicada são identificados por um ícone de três pontos ao lado da tag. Para participar, basta selecionar a opção “Participar” no canto superior direito da página da comunidade.

A Meta também informou que mais comunidades serão adicionadas no futuro. A empresa planeja introduzir novos recursos para aprofundar a experiência. Entre as novidades previstas estão emblemas especiais para destacar os “colaboradores de destaque”, reconhecendo os membros mais engajados que ajudaram a construir conversas em torno dos tópicos mais populares.

Além disso, a companhia trabalha em melhorias nos sistemas de classificação de conteúdo. O objetivo é que os algoritmos priorizem postagens mais relevantes tanto nos feeds das comunidades quanto no feed principal “Para Você”.

Comunidades seguem modelo diferente do X/Twitter

Prints de aplicativo em que é possível ver postagens das pessoas e as reações dos leitores
Threads quer se consolidar como alternativa ao X (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Embora o conceito de agrupar usuários por interesses seja parecido com as comunidades do X, a versão criada pela Meta é diferente.

No X, as comunidades são, na maioria, criadas e moderadas pelos próprios usuários, em um modelo que se assemelha ao Reddit. As postagens dentro dessas comunidades são visíveis para todos, mas somente membros podem interagir.

Já no Threads, a criação das comunidades é, pelo menos no início, responsabilidade da própria Meta. A empresa está selecionando os temas com base nos interesses mais ativos na plataforma, sem, por enquanto, permitir que os usuários criem seus próprios espaços.

Outra distinção importante é que, no Threads, pessoas que não são membros de uma comunidade ainda podem participar das discussões, embora não tenham acesso aos privilégios exclusivos dos membros, como o emoji de “Curtir” personalizado.

Com informações da Meta

Threads ganha Comunidades para conectar usuários por interesse

Zuckerberg anunciou oficialmente o aplicativo Threads em 06.07.2023 (Imagem: Divulgação/Meta e Vitor Pádua/Tecnoblog)
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