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Nunes Marques cancela filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão e mantém senador no PL

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao PL e a exclusão do vínculo com o Partido Missão de seu histórico partidário.

Nunes Marques também ordenou a liberação imediata do sistema da Justiça Eleitoral para que o PL possa protocolar o pedido de registro da candidatura de Flávio à Presidência da República.

A decisão muda a situação enfrentada pela campanha ao longo desta quinta-feira. O PL havia informado que não conseguia registrar a candidatura porque Flávio aparecia filiado ao Missão nos registros da Justiça Eleitoral. O prazo para os pedidos de registro termina às 19h de sábado (15).

A correção do cadastro não encerra a apuração sobre o episódio. O presidente do TSE determinou a preservação dos registros de log e de acesso ao sistema de filiação partidária e o envio do processo e dos documentos à PF (Polícia Federal) para investigar a autoria, as circunstâncias e o contexto da inclusão.

O TSE informou que o vínculo com o Missão não foi resultado de hackeamento do sistema da Justiça Eleitoral. A Corte afirmou que houve uso indevido da ferramenta por alguém que possuía credenciais da legenda para efetivar filiações.

O tribunal também havia informado que Nunes Marques encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para adoção das providências cabíveis.

Filiação fraudulenta

O Missão afirma que também foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta. Em documento elaborado pela área de tecnologia do partido, a legenda informou que o cadastro atribuído a Flávio Bolsonaro trazia como endereço “Rua Dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano, Rio de Janeiro/RJ”.

O partido afirma que a filiação foi realizada por um terceiro não identificado e sem autorização do senador.

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, afirmou que o partido possui dados indicando que uma pessoa acessou o e-mail do gabinete de Flávio no Senado, confirmou a filiação e também acionou o acesso ao aplicativo de militância da legenda. A autoria da operação ainda será apurada.

Flávio Bolsonaro afirmou nas redes sociais que sua filiação foi fraudada e atribuiu o episódio a adversários. O PL oficializou a candidatura do senador à Presidência em convenção nacional realizada em 25 de julho.

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PF mira grupo que movimentou R$ 92 milhões com importação ilícita de resíduos plásticos e sucatas de bateria

Foto: PF / Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (23), a Operação Retorno Paralelo. O objetivo é coibir grupo criminoso especializado na importação ilícita de resíduos plásticos e de sucatas de baterias estrangeiras internalizadas por meio das regiões fronteiriças do RS.

Ao todo, a PF cumpriu 14 mandados de busca e apreensão nos municípios gaúchos de Santana do Livramento, Quaraí, Gravataí, Tramandaí, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Esteio. Além disso, a operação também contou com medidas diversas da prisão, bloqueios nas contas bancárias dos investigados e sequestro de bens móveis e imóveis, todos expedidos pela 11ª Vara Federal de Porto Alegre/RS.

Durante a operação, um homem foi preso em flagrante. No local, os policiais encontraram sucatas de baterias sem autorização ambiental e aduaneira exigidas, além de uma arma de fogo e munições.

Investigações

As investigações iniciaram em abril de 2025, a partir da apreensão em flagrante de um caminhão contendo resíduos plásticos e sucatas de baterias de procedência estrangeira, desacompanhadas da devida documentação emitida pelos órgãos competentes.

As diligências revelaram que o grupo atuava na importação irregular de sucatas, considerando a movimentação financeira identificada, de mais de R$ 92 milhões em período inferior a dois anos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de contrabando, de manejo de produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana e ao meio ambiente, de lavagem de dinheiro e de associação criminosa.

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Banco de Edir Macedo é alvo de operação da Polícia Federal

A Polícia Federal (23) está desde cedo nas ruas para cumprir mandados judiciais no âmbito da Operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira (23) para apurar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos na Lei nº 7.492/1986.

O alvo das investigações é o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus.

Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. Entre as medidas estão a quebra de “sigilos bancário e fiscal dos investigados e o sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões. O alvo da operação é uma instituição financeira

Segundo a PF, as investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central, indicam que os “investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares”.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela Lei nº 7.492/1986.

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