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Juiz vê liberdade de expressão e nega remoção de post contra Renan Santos

Renan Santos
O pré-candidato a presidência, Renan Santos. Foto: Divulgação/Luiz Rebelato

A Justiça de São Paulo negou um pedido de Renan Santos, líder do MBL e pré-candidato à Presidência pelo Missão, para que plataformas como X e Instagram removessem uma publicação feita por JR Freitas, líder de motoboys e pré-candidato a deputado estadual pelo PSol.

No post, Freitas publicou trecho de um boletim de ocorrência em que uma mulher relata ter sido vítima de assédio por Renan. O dirigente do MBL nega a acusação e afirma ter sido absolvido no caso. Nos autos, ele apresentou certidões para demonstrar que não possui antecedentes criminais.

Renan alegou à Justiça que era alvo de uma campanha de difamação. Também afirmou que Freitas teria omitido deliberadamente a informação de que ele foi absolvido e divulgado documento que, segundo a defesa, era sigiloso.

Olha o B.O aberto contra o candidato do MBL a presidência da República. Segundo o Renan Santos, isso é invenção da cabeça da garota. pic.twitter.com/PbP6xVTQME

— JR Freitas (@jrfreitasofc_) April 5, 2026

O juiz Fabio Evangelista de Moura, da 45ª Vara Cível de São Paulo, rejeitou o pedido. Na decisão, o magistrado afirmou que a retirada de manifestações em redes sociais é uma medida excepcional e só deve ocorrer diante de clara violação de direitos.

O magistrado também entendeu que a publicação do boletim de ocorrência, por si só, não significa imputação direta de crime ao líder do MBL. Ele ressaltou que Renan, por ser figura pública, tem esfera de proteção à intimidade e à vida privada mais limitada, sem perder proteção contra conteúdos evidentemente falsos.

JR Freitas ganhou projeção em São Paulo durante a disputa sobre a regulamentação do serviço de mototáxi. Ele liderou mobilizações de entregadores e motoboys e atuou como interlocutor da categoria em debates com o governo federal sobre trabalho por aplicativo.

Em maio, Freitas participou de evento com Lula no lançamento de uma linha de crédito para motoristas de aplicativo. O motoboy é apontado como uma das apostas do PSol para a disputa à Assembleia Legislativa de São Paulo.

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Deputado do MBL provoca tumulto em ato do Dia da Mulher na Avenida Paulista

Guto Zacarias em debate – Imagem: Fábio Vieira/Especial Metrópoles @fabiovieirafotorua

O deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil), ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), provocou tumulto na Avenida Paulista na tarde deste domingo (8), durante uma manifestação organizada por grupos de esquerda no Dia Internacional da Mulher.

O parlamentar montou uma tenda no local da manifestação com um cartaz que dizia: “Pix de R$ 1 mil pra quem me convencer que Lula está fazendo um bom governo”. A ação ocorreu enquanto manifestantes participavam de um ato que tinha como pauta principal o combate ao feminicídio.

A presença do deputado e a mensagem exibida no cartaz provocaram reação de manifestantes. Um grupo se aproximou da tenda e iniciou uma discussão com Zacarias, pedindo em coro que ele recuasse do local.

A iniciativa do parlamentar ocorreu de forma semelhante à de outros políticos de direita presentes na Avenida Paulista. O vereador de São Paulo Lucas Pavanato (PL) também participou de ações durante os atos realizados na data.

A manifestação organizada por movimentos de esquerda reuniu participantes que levaram às ruas pautas relacionadas ao enfrentamento da violência contra mulheres. Entre as reivindicações estavam o combate aos feminicídios e melhorias nas condições de trabalho.

Outras demandas apresentadas durante o ato incluíam o fim da escala de trabalho 6×1, críticas à violência policial contra populações negras e periféricas e a retomada do serviço de aborto legal no Hospital Vila Nova Cachoeirinha.

Pela manhã, a Avenida Paulista também recebeu uma caminhada convocada por lideranças políticas de direita. Entre elas estava a vereadora Ana Carolina Oliveira (Podemos), mãe de Isabella Nardoni, morta em 2008 aos 5 anos de idade.

Durante discurso no evento, a vereadora afirmou: “Eu sou uma vítima que ficou”. Ela também declarou: “Quem fala sobre quem ficou? Precisamos falar sobre os filhos do feminicídio, as famílias do entorno, porque muitas dessas mulheres são mães. Eu sou uma vítima secundária, então a gente precisa falar também sobre os cuidados com quem está fica.”

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