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O reencontro de Lula e Trump durante a cúpula do G7 na França

Lula e Donald Trump na cúpula do G7 na França
Lula e Donald Trump próximos a líderes internacionais na cúpula do G7 na França. Foto: Reprodução.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se cumprimentaram na noite de terça-feira (16/6) durante um evento social da cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França, segundo assessores do petista.

Auxiliares de Lula disseram que o cumprimento ocorreu após um concerto organizado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, no hotel onde acontece a cúpula. Eles afirmam que ninguém registrou o momento em foto ou vídeo.

Depois do concerto, Lula e Trump seguiram para um jantar de gala que Macron ofereceu aos líderes presentes no encontro. O contato ocorreu fora da agenda formal de reuniões bilaterais da cúpula.

Mais cedo, durante a chamada “foto de família” dos líderes do G7 e convidados, Lula e Trump passaram próximos um do outro, mas não interagiram diante das câmeras.

Líderes mundias na Cúpula do G7. Foto: Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters

Planalto diz que não houve pedido de reunião bilateral

Integrantes do Palácio do Planalto afirmam que Brasil e Estados Unidos não apresentaram pedido formal para uma reunião bilateral entre Lula e Trump durante a cúpula.

A avaliação de auxiliares do presidente brasileiro é que uma nova conversa formal entre os dois não faria sentido neste momento, porque o grupo criado durante a visita de Lula à Casa Branca, em maio, ainda discute os temas tratados pelos dois governos.

A agenda de Lula no G7 também incluiu conversas com outros líderes. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu uma reunião bilateral com o brasileiro durante a cúpula.

Na programação do encontro, Lula também discutiu o acordo Mercosul-Japão com a primeira-ministra japonesa. Em discurso no G7, o presidente brasileiro enviou recados a Trump sobre facções e tarifaço, segundo a pauta da coluna.

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Acordo Mercosul-União Europeia é aprovado por unanimidade no Senado

Assinatura do acordo do Mercosul-UE
Assinatura do acordo do Mercosul-UE – Reprodução/YouTube

O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). A votação foi unânime. A aprovação encerra a etapa de análise do tratado no Congresso brasileiro para que o acordo avance no processo de entrada em vigor.

O tratado foi assinado em 17 de janeiro no Paraguai. O texto prevê redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação que abrangem mais de 90% do comércio entre os dois blocos. A medida inclui regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, além de disposições sobre investimentos e padrões regulatórios.

Negociado por mais de 25 anos, o acordo cria uma zona comercial que reúne um mercado de mais de 700 milhões de pessoas. A expectativa é ampliar o fluxo de bens e investimentos entre países da América do Sul e da União Europeia.

No Senado, a relatoria ficou com a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ela afirmou que o tratado tem alcance amplo nas relações econômicas entre os blocos. “O alcance do Acordo ultrapassa, de forma incomensurável, a redução de tarifas ou o estabelecimento de quotas. Seu potencial realmente transformador reside nas disciplinas voltadas a temas emergentes que estruturam as bases da competitividade contemporânea: investimentos, fluxos financeiros, serviços, meios de pagamento, transferência de tecnologia, acesso a compras governamentais e regras de concorrência, entre outros”, declarou.

A relatora também mencionou o contexto econômico internacional durante a análise do texto. “O mundo atual é mais fragmentado, mais cético e mais protecionista. Isso torna o acordo com nossos parceiros europeus ainda mais atual — e ainda mais necessário”, disse.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), destacou a tramitação do acordo no Congresso brasileiro. “O parlamento brasileiro demonstra mais uma vez uma maturidade institucional que nós temos e que a cada movimento como este é a constatação de que o parlamento brasileiro está ao lado dos grandes temas de interessa da sociedade”, afirmou.

Na mesma quarta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou decreto que regulamenta medidas chamadas de “salvaguardas bilaterais”. O mecanismo permite adoção de instrumentos de proteção comercial em acordos de livre comércio ou em tratados com preferências tarifárias.

As salvaguardas podem ser aplicadas quando houver aumento relevante das importações em relação à produção nacional ou ao consumo interno, situação que possa causar impacto à indústria brasileira. Entre as medidas possíveis estão elevação temporária de tarifas, limitação de volumes importados ou suspensão de preferências tarifárias.

Além da tramitação no Brasil, o acordo Mercosul-União Europeia ainda precisa ser aprovado por cada país integrante dos dois blocos, conforme os procedimentos legislativos internos. Somente após a ratificação por todos os países o tratado entrará plenamente em vigor.

Enquanto esse processo ocorre, o acordo pode ser aplicado de forma provisória em alguns países. Diplomatas avaliam que a aplicação inicial pode ocorrer já a partir de março, dependendo do andamento das etapas legais nos diferentes parlamentos.

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