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Datafolha: 2º turno, Lula vence Caiado por 47% a 40%, Zema por 48% a 38%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 21, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vence os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) em um eventual segundo turno. O levantamento divulgado hoje foi o primeiro após o início oficial do período de campanha eleitoral.

O petista marca 47% contra 40% de Caiado; 48% contra 38% de Zema; e 47% contra 37% de Renan. O petista empata, no limite da margem de erro, com Flávio – 47% contra 43%.

Primeiro turno

A pesquisa Datafolha mostra que, no primeiro turno, Lula tem 39% das intenções de voto, contra 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em seguida, aparecem o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) com 5%; o ativista Renan Santos (Missão), com 4% e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 3%.

Esse cenário, porém, não leva em consideração a candidatura do empresário Pablo Marçal (PRTB). Com Marçal na disputa, Lula repete os mesmos 39%, enquanto Flávio Bolsonaro cai de 33% para 32%. Ronaldo Caiado aparece com 5%; Renan Santos, com 4%; Romeu Zema, com 3% e Pablo Marçal e Augusto Cury (Avante) empatados com 2%.

No cenário de pesquisa espontânea, na qual os entrevistados não recebem cartões com os nomes dos candidatos, Lula é o mais lembrado, com 32%, enquanto Flávio marca 19%. Os números estão próximos à última pesquisa, de 24 de julho, quando Lula marcou 30% e Flávio, 17%.

O Datafolha ouviu 2.058 entrevistados, com 16 anos ou mais, de 18 a 20 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04496/2026.

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“Efeito Teflon”? Lula resiste nas pesquisas após notícias sobre Lulinha e Marcola

O avanço das investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a proximidade de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência, com lobistas envolvidos no esquema do INSS, aumentou a pressão política sobre a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Até agora, porém, o noticiário negativo não produziu uma queda abrupta do presidente nas pesquisas de intenção de voto.

O primeiro Datafolha realizado desde o início oficial da campanha mostra Lula com 39% no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL). Em uma eventual segunda rodada, o petista marca 47% e o senador, 43%, uma diferença de quatro pontos percentuais, no limite do empate técnico considerando a margem de erro.

Os números não permitem afirmar que as investigações não tiveram efeito eleitoral. Pesquisas medem a fotografia do momento e não isolam o impacto de um episódio específico. O resultado, contudo, indica que a sucessão de notícias ainda não provocou uma ruptura relevante na base de votos de Lula.

Essa resistência já vinha sendo apontada por analistas antes da divulgação do Datafolha. Para Leopoldo Vieira, da Idealpolitik, o comportamento pode ser explicado pelo chamado “efeito Teflon”, expressão usada para definir lideranças que atravessam crises ou acusações sem perder, na mesma intensidade, o apoio de seu eleitorado.

“Na prática, isso sugere a vigência do chamado ‘efeito Teflon’ em benefício do incumbente”, afirma Vieira. Segundo ele, o conceito descreve figuras públicas cuja imagem mantém resistência diante de escândalos ou controvérsias.

Polarização funciona como âncora

Uma segunda explicação aparece nas análises feitas no Mapa de Risco, programa de política do InfoMoney. A eleição já parte de bases eleitorais relativamente consolidadas em torno de Lula e Flávio, o que diminui a quantidade de eleitores disponíveis para mudanças rápidas de preferência.

Em edição recente do programa, Renato Meirelles, fundador do Instituto Locomotiva, observou que o ritmo de absorção dos acontecimentos pelo eleitor costuma ser diferente daquele do mercado e do noticiário. Ao analisar oscilações recentes das pesquisas, ele avaliou que pequenas variações próximas da margem de erro exigem cautela antes de serem interpretadas como mudança de tendência.

Vitor Scalet, analista político da XP, acrescentou que acontecimentos negativos costumam funcionar em ciclos. Um episódio pode pressionar uma candidatura durante algumas semanas e deixar algum efeito residual, mas sua força diminui conforme outros temas passam a disputar espaço.

A polarização reforça essa dinâmica. Scalet descreveu a eleição como submetida a uma “âncora” que empurra a disputa para um cenário apertado entre os dois principais polos. Isso significa que choques políticos podem deslocar votos no curto prazo sem necessariamente desmontar as bases formadas ao redor das candidaturas.

Peso ainda pode crescer

O principal risco para Lula está na continuidade das revelações e na capacidade dos adversários de transformar as investigações em um tema permanente da campanha.

Lulinha é investigado em inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência em negócios relacionados ao governo federal. A Polícia Federal identificou mensagens e relações comerciais envolvendo a empresária Roberta Luchsinger, que buscava abrir caminhos dentro da administração federal para projetos privados. A defesa de Lulinha nega irregularidades e questiona a divulgação fragmentada do material investigativo.

Outra frente envolve Marcola — apelido de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, sem relação com o líder do PCC de mesmo apelido. A PF apura pagamentos feitos por Roberta a despesas pessoais dele durante o período em que a empresária mantinha interesses junto ao governo. Marcola afirma que os valores decorreram de um empréstimo e que foram devolvidos, e nega favorecimento.

O efeito eleitoral pode depender de quanto tempo essas histórias permanecerão em evidência. No Mapa de Risco, a avaliação foi de que os choques ganham importância à medida que a eleição se aproxima, porque diminui o tempo disponível para uma candidatura se recuperar antes das urnas.

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Datafolha: Michelle Bolsonaro lidera disputa e tem 19% na disputa pelo Senado no DF

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e senadora Leila do Vôlei (PDT) aparecem nas primeiras posições da disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21).

Michelle tem 19% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto Leila registra 16%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, as duas estão tecnicamente empatadas.

A disputa também permanece aberta logo atrás. Erika Kokay (PT) aparece com 12% e Bia Kicis (PL), com 11%. Considerando a margem de erro, Leila também está em empate técnico com as duas candidatas.

Sebastião Coelho (Novo) aparece com 3%. Ronaldo Fonseca (PSD), Tiago (Agir) e Professor Guilherme Amorim (UP) têm 2% cada. Guto Felício dos Santos (PSDB), Zanata (PSTU), David Horn (PCO), Avenir Rosa (Democrata) e Marley (Avante) registram 1% cada.

A eleição de 2026 colocará duas das três cadeiras do Distrito Federal no Senado em disputa. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes, e os dois mais votados ficarão com os mandatos de oito anos.

O Datafolha ouviu 910 eleitores em 28 regiões administrativas do Distrito Federal entre terça-feira (18) e esta sexta-feira (21). A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números DF-07561/2026 e BR-02094/2026.

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Datafolha: Marina e Tebet têm 12% e André do Prado, 10%, na disputa ao Senado por SP

A disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado começa a campanha oficial sem um candidato isolado na liderança. Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) aparecem com 12% das intenções de voto cada, enquanto André do Prado (PL) registra 10%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21).

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os três estão tecnicamente empatados.

Na sequência aparecem Guilherme Derrite (PP), com 7%, e Ricardo Salles (Novo), com 6%. Geraldo Rufino (Podemos) marca 4%, enquanto Soninha Francine (Cidadania) e Dra. Eliana Ferreira (PSTU) têm 3% cada.

Maíra de Souza (UP) registra 2%. William Teixeira (Agir), Petter Maahs (PCB) e Ednelson Cesaretti (PCO) aparecem com 1%. Weller Gonçalves (PSTU) não pontuou.

O levantamento mostra ainda um eleitorado pouco definido neste início de campanha. Brancos, nulos ou entrevistados que dizem não votar em nenhum dos candidatos somam 21%. Outros 14% ainda não sabem em quem votar.

Disputa reúne duas chapas estaduais

Marina e Tebet integram o campo político de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, e apoiam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.

Do outro lado, André do Prado e Derrite estão vinculados à chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição e aliado de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida ao Planalto.

A configuração ganha importância porque, em 2026, São Paulo escolherá dois senadores. Cada eleitor poderá votar em dois nomes diferentes, e as duas maiores votações garantirão mandatos de oito anos.

Espontânea mostra cenário ainda mais aberto

Quando o Datafolha não apresenta uma lista de candidatos, 79% dos entrevistados não conseguem apontar espontaneamente um nome para o Senado.

Simone Tebet é a mais lembrada nesse formato, com 3%. Marina Silva e Guilherme Derrite têm 2% cada. André do Prado registra 1%, mesmo percentual de eleitores que responderam genericamente “PT” ou “candidato do PT”.

O resultado reforça o baixo grau de definição da corrida neste momento, sobretudo porque o eleitor terá de escolher dois candidatos para o cargo.

O instituto ouviu 1.610 eleitores em 65 municípios paulistas entre 18 e 19 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números SP-01806/2026 e BR-07185/2026.

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