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Defesa de Jairinho anuncia recurso e diz que julgamento pode ser anulado

Condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, ainda terá pela frente uma nova batalha nos tribunais. A defesa do médico confirmou que recorrerá da sentença já na próxima segunda-feira e afirma acreditar que o julgamento poderá ser anulado em razão de uma série de supostas irregularidades ocorridas durante todo o processo.

Segundo o advogado Rodrigo Faucz, a equipe jurídica sustenta que a decisão dos jurados foi contrária ao conjunto de provas produzido ao longo da ação penal. Além disso, a defesa aponta mais de 20 nulidades registradas em ata que, na avaliação dos advogados, comprometem a validade do julgamento.

— Entendo que, como os jurados afastaram duas das torturas, ele também deve ser absolvido da outra. Isso porque, em nenhuma das três, a acusação conseguiu provar que ocorreram. Sobre o homicídio, ficou muito claro à defesa que tampouco ocorreu. Portanto, na segunda-feira, recorreremos da decisão para que o júri seja realizado novamente. Além da decisão ser manifestamente contrária à prova dos autos, ocorreram dezenas de nulidades que devem ser reconhecidas pelos tribunais — afirmou Faucz.

 

A sentença foi proferida pela juíza Elizabeth Machado Louro na madrugada de quinta-feira, após mais de dez dias de julgamento. Jairinho foi condenado a 35 anos, 6 meses e 20 dias pelo homicídio duplamente qualificado de Henry, a 6 anos e 3 meses por tortura e a 2 anos por coação no curso do processo. Além da pena de prisão, ele foi condenado a pagar R$ 400 mil de indenização por danos morais ao pai do menino, Leniel Borel.

 Defesa vê possibilidade de novo júri

Os advogados trabalham com a expectativa de que o julgamento seja revisto pelas instâncias superiores. A tese principal é a de que houve falhas processuais suficientes para justificar a realização de uma nova sessão do Tribunal do Júri.

Embora a controvérsia envolvendo a concessão de perdão judicial a Monique Medeiros tenha aberto uma nova frente de questionamentos sobre o julgamento, a defesa de Jairinho afirma que os recursos serão independentes.

— A princípio, a anulação na decisão referente à Monique não se relaciona com a do Jairinho, mas na do Jairinho existem mais de 20 nulidades que foram apontadas e que constam na ata da sessão. Então, isso geraria uma anulação própria em relação ao Jairinho — disse Faucz.

Quanto tempo Jairinho pode ficar preso

Apesar da condenação superior a 43 anos, a defesa calcula que Jairinho poderá obter progressão de regime após cumprir entre 11 e 12 anos em regime fechado, caso a sentença seja mantida.

A estimativa leva em conta os mais de cinco anos já cumpridos desde sua prisão, em abril de 2021, além da possibilidade de remição da pena por trabalho realizado dentro da unidade prisional.

Segundo os advogados, os cálculos ainda são preliminares e dependem da análise da execução penal. A própria defesa ressalta que trabalha com duas hipóteses principais: a anulação do julgamento ou a redução da pena por tribunais superiores.

Por isso, os defensores consideram prematuro afirmar quanto tempo Jairinho permanecerá preso. A estratégia, neste momento, está concentrada na elaboração dos recursos que serão apresentados ao Tribunal de Justiça do Rio.

Enquanto isso, a condenação permanece válida e o ex-vereador continuará cumprindo pena em regime fechado até que haja eventual decisão das instâncias superiores modificando ou anulando o resultado do júri.

 

 

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Filhos e viúva de Erasmo Carlos brigam por herança deixada pelo cantor

A briga pela herança deixada por Erasmo Carlos, que morreu em 2022, ganhou um novo capítulo. Isso porque os filhos do cantor, Leonardo e Gil Esteves, tiveram um pedido de reintegração de posse de um imóvel localizado em São Conrado, no Rio de Janeiro, concedido, além de terem acionado judicialmente a viúva de Erasmo, Fernanda Esteves, cobrando diárias de aluguel de um carro que estava com ela.

Segundo informações da revista Veja, o imbróglio teria começado por uma suposta rixa dos filhos de Erasmo com Fernanda. A fonte da publicação afirma que o carro em questão foi dado para a viúva, mas estava registrado no nome da produtora responsável pela carreira de Erasmo, que tem Leonardo como um dos sócios.

Dessa forma, Leonardo teria pedido o carro de volta após a morte do pai, além dos filhos terem se apropriado dos direitos de imagem e autorais do cantor, apesar do casamento de Erasmo ter sido em comunhão parcial de bens.

Fernanda alega que teve de deixar o apartamento onde morava com Erasmo justamente por não estar recebendo nada do espólio. O representante do espólio é Leonardo, que se recusou a custear o apartamento enquanto a viúva estivesse morando lá.

A briga judicial corre em segredo de Justiça. Representantes tanto de Fernanda Esteves, quanto dos filhos de Erasmo não se pronunciaram à Veja.

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Yoko Ono perde ação contra rapper brasileiro L7nnon na Justiça; entenda o caso

A 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) rejeitou um pedido de Yoko Ono, viúva de John Lennon, contra o rapper L7nnon, que envolvia o nome artístico do brasileiro.

O artista, que tem como nome de batismo Lennon dos Santos Barbosa Frassetti, poderá continuar usando “L7nnon” como sua marca.

De acordo com Yoko Ono, ele poderia ter sido confundido com o cantor icônico dos Beatles John Lennon, e, dessa forma, ela entrou com um pedido no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) contra o registro do nome artístico do cantor.

O caso avançou para o âmbito judicial. Segundo informações do G1, a defesa de L7nnon alegou que ele possuía uma identidade visual própria. Além disso, foi reforçado que o nome de batismo do brasileiro foi inspirado em um personagem da novela “Top Model”, de 1990.

O tribunal entendeu que a grafia do nome e a “distância temporal e cultural” entre os artistas justificou a rejeição do pedido de Yoko Ono. “A distância temporal e cultural entre as propostas artísticas reduz a possibilidade de associação com o espólio de John Lennon”, diz trecho do acórdão.

Yoko Ono ainda poderá recorrer.

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