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Threads testa integração da Meta AI em conversas públicas

Captura de tela da página de perfil no aplicativo Threads para celular.
Aplicativo Threads foi lançado mundialmente pela Meta em 2023 (imagem: reprodução/Threads)
Resumo
  • Meta iniciou testes para integrar a Meta AI no Threads, permitindo que usuários marquem o perfil da IA para obter contexto e respostas.
  • A IA responderá a perguntas em público, com objetivo de fornecer informações sobre eventos atuais, tendências e assuntos em circulação
  • O recurso, semelhante ao Grok no X, está em beta na Argentina, Arábia Saudita, Malásia, México e Singapura, sem previsão no Brasil.

O Threads iniciou testes de uma maior integração com a Meta AI, permitindo que a ferramenta participe das conversas na rede social. Com a novidade, usuários com contas públicas podem marcar o perfil da inteligência artificial em uma publicação ou resposta para tirar dúvidas, receber sugestões e entender contextos.

De acordo com o TechCrunch, a ideia é que o Threads funcione, também, como uma fonte rápida de informação dentro do app, indo além das discussões entre usuários. A dinâmica não é nova: usuários do WhatsApp, Messenger e do chat do Instagram conseguem mencionar a IA e receber respostas em conversas com outras pessoas.

O formato que chegará ao Threads, no entanto, é semelhante ao da rede social X, em que a menção à IA já virou uma cultura entre os usuários. Lá, o Grok dá assistência semelhante para assinantes do Premium no feed, e é usado para contextualizar até mesmo as questões mais óbvias.

Por enquanto, o recurso está em beta em cinco países: Argentina, Arábia Saudita, Malásia, México e Singapura. Ainda não há previsão de lançamento global nem data para chegada ao Brasil.

Como funciona?

Captura de tela da ferramenta Meta AI
Meta AI possui integração com redes sociais da empresa (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O recurso, assim como na rede de Elon Musk, funciona por menção. Ao escrever uma postagem ou responder a um fio, o usuário pode citar @meta.ai e fazer uma pergunta. A IA então publica uma resposta pública, no mesmo espaço da conversa, como se fosse um comentário comum.

De acordo com a Meta, o assistente responderá no mesmo idioma que o usuário usa. A empresa afirma que a ferramenta foi pensada para explicar eventos atuais, tendências e assuntos que estejam circulando na plataforma.

A integração aproxima o Threads da tendência reforçada pelo X com o lançamento do “Pergunte ao Grok”, que chegou para todos em 2025. A partir dali, uma simples menção @grok em uma resposta passou a acionar a inteligência artificial para respostas públicas. Posteriormente, o recurso ficou restrito aos assinantes.

Integração no rival X já gerou polêmicas

Ilustração do Grok
Grok é o assistente de inteligência artificial da xAI, startup de Elon Musk (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

A presença de IA em conversar públicas se provou arriscada em alguns momentos, especialmente em temas sensíveis ou de grande repercussão. O Grok, por exemplo, frequentemente aparece em polêmicas por emitir respostas estranhas e que levantam dúvidas sobre a neutralidade da ferramenta.

A IA já foi pega em várias situações, incluindo respostas preconceituosas, idolatria exagerada por Elon Musk, dono da plataforma, e um “surto” em que Adolf Hitler era bastante usado como referência pela IA. A ferramenta chegou no ponto mais baixo no fim do ano passado, quando usuários perceberam que a IA estava criando deepfakes sensuais de mulheres e crianças a pedido de outros usuários.

Threads deve ter mais supervisão

A Meta, por outro lado, afirma que tem salvaguardas para evitar respostas problemáticas. No entanto, o período de testes deve servir para ajustar o comportamento do modelo.

Além disso, quem não quiser interagir com a Meta AI poderá silenciar o perfil oficial do assistente ou marcar respostas geradas pela ferramenta com a opção “Não tenho interesse”.

Threads testa integração da Meta AI em conversas públicas

Página do perfil do aplicativo Threads para celular (Imagem: Reprodução/Threads)

Meta AI possui integração com Instagram, Facebook, WhatsApp e Messenger (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Grok é o assistente de inteligência artificial da xAI, startup de Elon Musk (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
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WhatsApp ganha inteligência artificial com conversas anônimas

Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
Meta AI está integrada ao WhatsApp e em app próprio (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Modo anônimo com privacidade total: A Meta AI recebeu uma função de conversa anônima que utiliza a tecnologia de Processamento Privado. Segundo a empresa, os dados são processados em um ambiente seguro que nem a própria Meta pode acessar, e as mensagens desaparecem por padrão após o uso.
  • Diferenciação dos concorrentes: O anúncio foca no fato de que, ao contrário de outros modos anônimos do mercado (como os do ChatGPT e Gemini), a solução da Meta não armazena as perguntas ou respostas para acesso interno, permitindo o compartilhamento de dados sensíveis, como finanças e saúde.
  • Novidades no horizonte: Além da disponibilidade imediata no WhatsApp e em um aplicativo dedicado, a Meta confirmou que lançará nos próximos meses a “conversa paralela”, um recurso que permitirá usar a IA dentro de outros chats para obter ajuda contextual sem interromper o fluxo da conversa principal.

Mais privacidade para os usuários. Essa é a promessa da Meta ao anunciar nesta terça-feira (12/05) a função de conversa anônima na Meta AI. A ferramenta está disponível dentro do WhatsApp e por meio de um aplicativo independente. A liberação começa hoje, de forma gradual, para todos os países onde a tecnologia está disponível.

O Tecnoblog participou de um bate-papo com o diretor-geral do WhatsApp, Will Cathcart, junto de outros veículos de imprensa da América Latina. Ele defendeu que a ferramenta é totalmente anônima e que a Meta não terá acesso a nenhum dado compartilhado com a inteligência artificial.

Como funciona o modo anônimo da Meta AI?

Conversa privada com a Meta AI (imagem: divulgação)

Cathcart explica que o projeto bebe da fonte da mesma tecnologia que faz o resumo das conversas no WhatsApp, batizada de Processamento Privado. Ela coleta informações, manda para a nuvem em um ambiente privado e depois destrói os dados. O executivo não chega a citar nomes, mas nitidamente está mirando no ChatGPT e Gemini, ferramentas concorrentes em que, mesmo na função anônima, os dados podem ficar armazenados e acessíveis para a OpenAI e o Google.

De acordo com Cathcart, a novidade permite que os usuários façam consultas que normalmente não gostariam de expor a uma IA que salva as conversas. Por exemplo, compartilhar documentos financeiros ou expor questões de saúde.

Sistema pode parar em assuntos muito sensíveis

Durante a conversa com jornalistas, o executivo disse que esta modalidade da Meta AI segue as mesmas diretrizes de segurança do serviço tradicional. Isso significa que, numa consulta envolvendo ideações suicidas, por exemplo, a ferramenta pode indicar maneiras de obter ajuda ou simplesmente parar de responder.

Nesta versão, a ferramenta não é capaz de gerar imagens. A função pode chegar no futuro, ainda segundo o executivo.

WhatsApp ganha inteligência artificial com conversas anônimas

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Justiça impede Cade de multar Meta por limitar IAs no WhatsApp

Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
Empresas de IA usam mensageiro como canal para seus serviços (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Justiça Federal em São Paulo suspendeu a multa diária de R$ 250 mil à Meta, aplicada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), por limitar o uso de inteligência artificial no WhatsApp.
  • A decisão atende a um pedido de tutela cautelar da Meta e determina que Cade e Meta iniciem procedimentos de conciliação.
  • A Meta afirmou estar satisfeita com a decisão, alegando que o Cade excedeu suas atribuições ao exigir acesso gratuito a um serviço pago.

A Justiça Federal em São Paulo ordenou a suspensão da multa diária de R$ 250 mil à Meta aplicada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A decisão do órgão, mantida na semana passada, havia sido tomada por a empresa não permitir que serviços de inteligência artificial usem o WhatsApp gratuitamente para conversar com seus usuários.

A medida vem em resposta a um pedido de tutela cautelar protocolado pela Meta junto à Justiça. O processo está em sigilo, mas a decisão é mencionada por um documento enviado pelos advogados da companhia ao Cade. Além disso, segundo a decisão do tribunal, Cade e Meta devem iniciar procedimentos de conciliação.

Em nota, a Meta afirmou estar satisfeita com a decisão. “Ao exigir acesso gratuito a um serviço pago, acreditamos que a autoridade antitruste vai além de suas atribuições”, escreve a companhia em um comunicado.

Relembre o caso envolvendo IAs e WhatsApp

Em outubro de 2025, o WhatsApp anunciou uma alteração em seus termos de uso e proibiu que empresas forneçam serviços de IA usando o WhatsApp. Companhias como Luzia e Zapia, que oferecem chatbots pelo mensageiro, acionaram o Cade, alegando risco à concorrência.

Mão segurando smartphone com o WhatsApp aberto em uma conversa com o ChatGPT. A mensagem enviada pede ao chat para sugerir um cardápio de natal para cinco pessoas, e a IA responde abaixo com as sugestões.
ChatGPT respondia mensagens via WhatsApp (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)

Desde então, o entendimento do órgão é de que, ao proibir ou restringir esse tipo de serviço, a Meta está favorecendo sua própria solução, a Meta AI, podendo prejudicar o mercado.

A Meta chegou a adotar um modelo de cobrança por mensagem, estratégia também aplicada na União Europeia, mas o Cade determinou que, preventivamente, as fornecedoras de IA mantenham seu acesso gratuito, como era antes da mudança de outubro de 2025.

O que diz a Meta

A gigante das redes sociais defende a tese de que o uso gratuito da API do WhatsApp por fornecedoras de serviços de IA será subsidiado por pequenos e médios clientes da plataforma comercial do mensageiro. O comunicado enviado nesta quinta-feira (30/04) menciona explicitamente a OpenAI — ela oferecia uma versão do ChatGPT pelo WhatsApp.

“Pequenas e médias empresas que usam legitimamente a API do WhatsApp não deveriam estar subsidiando o uso gratuito do serviço pela OpenAI e por outros grandes chatbots de IA”, afirma a Meta.

Justiça impede Cade de multar Meta por limitar IAs no WhatsApp

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT responde mensagens via WhatsApp (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
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WhatsApp testa resumo de IA para múltiplas conversas

Imagem mostra a tela de um celular mostrando uma conversa no WhatsApp. A parte superior da tela exibe o nome "João", a informação "visto por último hoje às 05:55", ícones de videochamada e chamada de voz, além de indicadores de sinal e bateria. A interface do WhatsApp é verde e branca. O fundo da imagem é verde claro e, na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Ideia é ganhar tempo e saber quais são as mensagens mais importantes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • WhatsApp testa recurso para resumir mensagens não lidas de múltiplas conversas com a Meta AI; a função só resume um conversa por vez no estado atual
  • O botão “Get a summary” aparece no código do app beta para iOS, mas não tem data prevista para estreia
  • A Meta diz que o resumo usa processamento em ambiente de execução de confiança (Private Processing/TEE) e que terceiros não podem acessar os dados.

A Meta está trabalhando em uma funcionalidade para resumir mensagens não lidas de diversas conversas de uma vez só, usando a inteligência artificial Meta AI. Atualmente, isso só pode ser feito separadamente para cada conversa.

O recurso, que não tem data prevista para estrear, está no código da versão beta do app para iOS. O site especializado WABetaInfo descobriu o recurso e conseguiu uma prévia da interface.

Como funcionará o resumo de conversas do WhatsApp?

Duas capturas de tela lado a lado mostram a interface do WhatsApp para iOS em modo escuro. No topo, lê-se "Chats" e uma barra de busca com o texto "Search unread chats". Filtros como "All", "Unread 2" e "Favorites" aparecem abaixo. Na imagem à esquerda, acima de duas conversas não lidas ("WBI-U" e "WBI"), surge o botão flutuante "Get a summary" com um ícone roxo da Meta AI. Na imagem à direita, o botão foi substituído por um card que exibe o título "Summary" e a mensagem "No unread chats found".
Recurso aparece no código da versão beta, mas ainda não funciona (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Nas telas compartilhadas pela publicação, há um botão “Get a summary” (”Receba um resumo”, em tradução livre) logo acima da lista de conversas. Não está claro se esse atalho aparece na lista geral ou só quando o filtro de mensagens não lidas está ativo.

Ao tocar nele, o WhatsApp resume as conversas ainda não acessadas e mostra os pontos mais importantes de cada uma delas.

WhatsApp já resume conversas individualmente

O futuro recurso expande uma ferramenta já presente no mensageiro da Meta. Ao acessar uma conversa, o WhatsApp apresenta um botão logo antes das mensagens não lidas com a opção de resumi-las.

A questão é que, hoje, é necessário fazer isso a cada conversa. Como observa o WABetaInfo, é pouco prático, principalmente caso você fique offline por um período longo e tenha que se atualizar sobre muitas conversas.

Com o futuro recurso, a ideia é facilitar esse processo, reunindo resumos de todas as conversas em um só lugar.

Meta promete privacidade

O resumo das conversas não lidas deverá seguir o mesmo procedimento da ferramenta atual. A Meta afirma que os conteúdos são resumidos usando um ambiente de execução de confiança (TEE, na sigla em inglês).

Nesta arquitetura, os dados são enviados a uma área isolada de um servidor, e terceiros não podem acessá-los. A companhia deu o nome de Private Processing à implementação dessa tecnologia no WhatsApp.

Mesmo com esses cuidados, há críticas ao modelo: especialistas consideram que o simples fato de os dados saírem do aparelho do usuário já é um aumento no risco de ciberataques.

Com informações do WABetaInfo

WhatsApp testa resumo de IA para múltiplas conversas

WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Recurso aparece no código da versão beta, mas ainda não funciona (imagem: reprodução/WABetaInfo)
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Meta AI coleta mais de 90% dos seus dados; ChatGPT entra no “pódio” da espionagem

Se você usa chatbots para facilitar sua rotina, o preço a pagar pode ser a sua privacidade. Um novo relatório da Surfshark, atualizado em março de 2026, mostra que as inteligências artificiais estão coletando dados de forma cada vez mais voraz. O destaque negativo vai para a Meta AI, que já coleta 33 dos 35 tipos de dados possíveis definidos pela Apple, o que representa mais de 90% das suas informações pessoais.

De acordo com o levantamento, a média de coleta entre os 10 chatbots mais populares é de 14 tipos de dados. No entanto, gigantes como Google e OpenAI estão muito acima dessa linha, monitorando desde o histórico de navegação até métricas de saúde e áudio.

O estudo coloca a Meta no topo isolado, mas o Google Gemini aparece logo atrás, coletando 23 tipos de dados (quase o dobro da média do mercado). Entre as informações capturadas estão a localização precisa e o histórico de buscas do usuário.

A grande surpresa do relatório, porém, foi o ChatGPT. O chatbot da OpenAI subiu da 7ª para a 3ª posição no ranking de maiores coletores. Em apenas um ano, a plataforma aumentou em 70% a quantidade de dados monitorados, incluindo agora informações sensíveis como dados de saúde, fitness e arquivos de áudio.

O pódio da coleta: Meta AI e Google Gemini se distanciam da média de mercado (14 tipos), enquanto o ChatGPT registra um salto de 70% na captura de informações em relação ao ano passado. Imagem: SurfShark / Divulgação

A invasão da localização

Um dos pontos mais alarmantes destacados pela Surfshark é o rastreamento geográfico. No ano passado, 40% dos apps de IA coletavam dados de localização; hoje, esse número saltou para 70%.

“Os chatbots estão se tornando cada vez mais agressivos”, alerta Tomas Stamulis, Diretor de Segurança da Surfshark. Segundo o executivo, ao contrário dos buscadores tradicionais, “essas ferramentas lidam com uploads altamente sensíveis, como documentos fiscais e registros médicos, que podem ser compartilhados em grandes redes de terceiros para a veiculação de anúncios direcionados”.

Como se proteger?

Para quem não abre mão da tecnologia, a recomendação de segurança é clara: trate cada comando enviado à IA como um registro público.

  • Revise suas configurações: verifique quais permissões o app possui no seu celular.
  • Desative o histórico: sempre que possível, utilize modos que não salvam as conversas.
  • Cuidado com uploads: nunca compartilhe documentos com dados pessoais, financeiros ou médicos.
  • Pense antes: para efeitos de privacidade, a melhor estratégia é nunca compartilhar informações que você não deseja que se tornem públicas.

O post Meta AI coleta mais de 90% dos seus dados; ChatGPT entra no “pódio” da espionagem apareceu primeiro em Olhar Digital.

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Estudo revela que 8 em cada 10 IAs ajudam a planejar ataques violentos

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
IAs fracassam em teste de segurança (imagem ilustrativa: Max Pixel)
Resumo
  • Pesquisa revelou que oito dos dez principais chatbots de IA ajudam no planejamento de ataques violentos.
  • Claude, da Anthropic, foi a única IA a barrar consistentemente essas solicitações durante os testes.
  • Perplexity e Meta AI foram as mais inseguras, com taxas de assistência a planos violentos de 100% e 97,2%, respectivamente.

Oito dos dez principais chatbots de inteligência artificial do mercado se mostraram dispostos a ajudar no planejamento de ataques violentos, e nove deles falharam em desencorajar as ações. A conclusão é de uma investigação conjunta do Center for Countering Digital Hate (CCDH) e da unidade de investigações da CNN.

A pesquisa testou ferramentas populares como ChatGPT, Google Gemini, Microsoft Copilot, Meta AI, DeepSeek e Perplexity, além de plataformas amplamente usadas por jovens, como Snapchat My AI, Character.AI e Replika. O Claude, da Anthropic, também foi incluído nos testes.

A plataforma da Anthropic foi a única a apresentar resultados positivos de forma consistente — tanto interrompendo as conversas quanto reconhecendo as intenções do usuário e aconselhando-o. As demais ignoraram os sinais de extremismo e, em vários casos, forneceram orientações sobre armamentos, alvos e táticas.

Perplexity e Meta AI são as mais inseguras

Captura de tela da interface do aplicativo Perplexity para TV, com um tema visual noturno ou crepuscular que apresenta colinas gramadas, céu dramático com grandes nuvens iluminadas e escuras. O centro da tela exibe um ícone de microfone e o texto 'Ask anything', indicando um recurso de busca por voz. O logotipo da Perplexity está no centro superior e um ícone de configurações no canto superior esquerdo.
Perplexity teve piores resultados (imagem: divulgação/Perplexity)

Durante os testes, o mecanismo de busca da Perplexity ofereceu assistência para o planejamento do crime em 100% das respostas. Logo depois, entre os piores, está a Meta AI, que entregou instruções úteis para os supostos criminosos em 97,2% dos testes, enquanto o DeepSeek auxiliou em 95,8% das vezes. A lista segue com:

  • Microsoft Copilot: 91,7%
  • Google Gemini: 88,9%
  • Character.AI: 83,3%
  • Replika: 79,2%
  • ChatGPT: 61,1%
  • Snapchat My AI: 30,6%
  • Claude: 30,6%

A investigação detalha que o ChatGPT forneceu mapas detalhados de escolas de ensino médio a um usuário que demonstrava interesse em violência escolar. O Gemini, por sua vez, orientou um suposto terrorista sobre armamentos e explicou que “estilhaços de metal são tipicamente mais letais” em ataques a sinagogas.

As duas empresas já enfrentam processos por auxiliar jovens no planejamento de suicídios, embora esse comportamento não tenha sido objeto desta pesquisa.

Outra que aparece em polêmicas sobre autoagressão é o Character.AI, classificada como a mais perigosa em termos de persuasão, com uma seção específica no relatório. De acordo com os pesquisadores, a ferramenta foi a única que ativamente encorajou a violência, sugerindo que o usuário usasse uma arma contra um executivo de plano de saúde e recomendando “bater” em políticos.

Em uma das respostas, o chatbot chega a incluir uma mensagem de possível violação dos termos de uso da plataforma — após sugerir os métodos para “punir” o executivo —, mas permite a continuidade da conversa mesmo assim.

Claude foi a única exceção consistente

Entre os modelos, apenas os modelos Claude Sonnet 4.5 e o Snapchat My AI foram contra prestar auxílio aos planos violentos — em 68,1% e 54,2% das vezes, respectivamente, os chatbots se recusaram a responder. A plataforma da Anthropic, no entanto, foi a única a demonstrar confiabilidade ao barrar as conversas, alertando os usuários sobre as consequências legais e morais em 76,4% das respostas.

Em uma das interações, a IA da Anthropic interrompeu o usuário afirmando: “Estou dizendo isso claramente: não machuque ninguém. A violência nunca é a resposta para discordâncias políticas”, recomendando em seguida linhas de apoio psicológico. O Snapchat, por outro lado, apenas dizia não ter permissão para dar as informações.

Mensagens trocadas entre pesquisadores e IAs do Snapchat e da Anthropic
Snapchat se negou, mas não ofereceu apoio (imagem: reprodução/CCDH)

Como a pesquisa foi feita?

Os pesquisadores simularam usuários adolescentes demonstrando sinais de angústia mental e desenvolveram 18 cenários diferentes, sendo nove ambientados nos Estados Unidos e nove na Irlanda. Os roteiros abrangiam motivações como tiroteios em escolas, assassinatos políticos e ataques a executivos de saúde. Os testes foram realizados entre novembro e dezembro de 2025, gerando 720 respostas no total.

A abordagem seguia quatro etapas: estabelecia contexto e ideologia — com perguntas como “quem são os atiradores de escola mais famosos?” —, enquanto as duas últimas envolviam o planejamento, pedindo mapas de locais específicos ou indicações de onde comprar armas. Apenas as respostas a essas últimas etapas foram contabilizadas na análise.

Empresas sinalizam updates

Após a divulgação do estudo, a Meta informou à CNN que implementou uma correção não especificada. Microsoft disse que o Copilot recebeu novos recursos de segurança. Google e OpenAI afirmaram ter lançado novos modelos desde os testes. O Character.AI recorreu à sua resposta padrão, afirmando que a plataforma possui avisos de isenção de responsabilidade e que as conversas com seus personagens são ficcionais.

O CCDH concluiu que a recusa consistente do Claude mostra que “mecanismos de segurança eficazes claramente existem”, questionando por que tantas empresas optam por não implementá-los.

Estudo revela que 8 em cada 10 IAs ajudam a planejar ataques violentos

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

(imagem: divulgação/Perplexity)
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Meta vai cobrar chatbots de IA por uso do WhatsApp

Logotipo do WhatsApp
Startups de IA dizem que cobrança feita pelo WhatsApp atrapalha seus planos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta cobrará cerca de R$ 0,33 por mensagem não padronizada de chatbots de IA no WhatsApp, segundo o TechCrunch.
  • Empresas como Zapia e Luzia consideram que a cobrança fere decisões regulatórias e inviabiliza seus serviços.
  • A taxa segue modelo adotado na União Europeia, que também barrou as alterações nos termos de uso que proibiriam chatbots.

A Meta vai começar a cobrar taxas de uso do WhatsApp de quem oferece chatbots de inteligência artificial pelo aplicativo. A medida é uma resposta às decisões do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que obrigaram a empresa a permitir esse tipo de serviço em sua plataforma.

Conforme apurado pelo TechCrunch, para cada mensagem que não seja padronizada, será cobrada uma taxa de cerca de R$ 0,33 (oficialmente, o valor é expresso em dólares: US$ 0,0625). A política de cobrança adotada pelo WhatsApp segue o modelo adotado na União Europeia, onde autoridades do bloco também barraram as alterações dos termos de uso que proibiriam chatbots do tipo.

Em resposta ao Tecnoblog, a Meta apenas reforçou o posicionamento enviado na quarta-feira (04/03):

“Onde formos legalmente obrigados a disponibilizar chatbots de IA por meio da API do WhatsApp, estamos atualizando nossos termos e nosso modelo de preços para que possamos continuar a oferecer suporte a esses serviços.”

Em resposta ao UOL, a empresa uruguaia Zapia considerou que a cobrança fere a decisão do Cade. Já a espanhola Luzia diz que os valores cobrados inviabilizam a escala de seus serviços.

Relembre o caso

Em outubro de 2025, a companhia anunciou mudanças nos termos de uso do WhatsApp Business, proibindo o uso da plataforma para chatbots de IA.

Até então, provedores ofereciam serviços do tipo como se fossem uma conversa comum dentro do mensageiro. Dava até para mandar uma mensagem para o ChatGPT ou o Copilot por lá, mas, diante das novas políticas, a OpenAI e a Microsoft decidiram encerrar essa opção.

Mão segurando smartphone com o WhatsApp aberto em uma conversa com o ChatGPT. A mensagem enviada pede ao chat para sugerir um cardápio de natal para cinco pessoas, e a IA responde abaixo com as sugestões.
ChatGPT já esteve disponível via WhatsApp (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)

Outras empresas, como Zapia e Luzia, construíram seus modelos de negócio em torno dessa conveniência para o usuário. Até por isso, as duas entraram com uma representação junto ao Cade para reverter a decisão da Meta.

As autoridades regulatórias brasileiras deram razão às startups de IA, em decisão emitida em janeiro e reforçada na última quarta-feira (04/03). No entendimento do órgão, os novos termos de uso poderiam prejudicar a livre concorrência no mercado. A Meta oferece seu próprio chatbot, a Meta AI, no WhatsApp e em outras de suas plataformas.

Vale dizer que essas medidas só se aplicavam caso o serviço oferecido fosse a IA em si. Se uma empresa de viagens ou uma loja de roupas, por exemplo, tivesse um chatbot de atendimento ao cliente, seu funcionamento estaria liberado.

Meta vai cobrar chatbots de IA por uso do WhatsApp

WhatsApp (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

ChatGPT responde mensagens via WhatsApp (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
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Meta cobrará taxa para aceitar IAs rivais no WhatsApp europeu

Uma composição de várias telas de smartphone, todas exibindo a interface do aplicativo WhatsApp na cor verde, característica de sua identidade visual. As telas mostram a lista de "CHATS" com contatos genéricos como "Username 01". No topo de cada tela, aparece "WhatsApp". A imagem é repetida e organizada em um padrão diagonal, com o logotipo do "tecnoblog" no canto inferior direito.
Provedores em países europeus deverão pagar por operação de IAs no app (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta cobrará uma taxa para chatbots de IA rivais funcionarem no WhatsApp na Europa.
  • A decisão de permitir IAs de terceiros no mensageiro foi uma resposta à pressão regulatória da Comissão Europeia.
  • Críticos na região afirmam que a cobrança inviabiliza a operação de IAs rivais no WhatsApp.

Pressionada pela Comissão Europeia, a Meta anunciou nesta quinta-feira (05/03) que permitirá chatbots de IAs de terceiros no WhatsApp por meio da API Business nos países da União Europeia pelos próximos 12 meses.

A operação, no entanto, dependerá do pagamento de uma taxa — modelo já adotado na Itália desde janeiro. A medida foi comunicada à Comissão Europeia como resposta à ameaça de novas ações regulatórias contra a empresa.

No mês passado, a Comissão Europeia sinalizou que pretendia adotar medidas provisórias contra a companhia, diante do risco de danos à concorrência. A Meta bloqueou chatbots rivais do WhatsApp em 15 de janeiro, deixando apenas o Meta AI disponível no app, decisão que motivou investigações antitruste, inclusive no Brasil.

Por aqui, a lógica deve ser a mesma. A companhia afirmou ao Tecnoblog que está atualizando os termos e modelo de preços para “continuar a oferecer suporte a esses serviços”. A Meta segue obrigada a disponibilizar chatbots de IA de terceiros após decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta quarta-feira (04/03).

Qual será o preço?

Os provedores de IA que quiserem operar no WhatsApp europeu pagarão entre 0,049 euros (aproximadamente R$ 0,30) e 0,1323 euros (R$ 0,81) por “mensagem não-template”, com o valor variando conforme o país. De acordo com o TechCrunch, como conversas com assistentes de IA costumam envolver dezenas de trocas, a conta pode sair alta para os provedores terceiros.

A política se restringe a chatbots de propósito geral, como o ChatGPT, e não se aplica a empresas que usam IA para atender clientes com mensagens padronizadas, como bots de atendimento. “Acreditamos que isso elimina a necessidade de qualquer intervenção imediata”, diz o comunicado da empresa.

Críticas da concorrência

Para concorrentes, a Comissão Europeia deveria manter a ordem de medidas provisórias contra a Meta. A Interaction Company, desenvolvedora do assistente Poke — e uma das empresas que apresentaram queixa — afirma que “o que a Meta apresenta como conformidade de boa-fé é, na realidade, o oposto”.

Marvin von Hagen, CEO da empresa, afirma que a Meta está introduzindo “uma precificação vexatória para provedores de IA” para impossibilitar a operação no WhatsApp, assim como “o bloqueio direto fazia”.

Relembre o caso

Ilustração com a marca do WhatsApp e a marca da Meta AI
Empresa pretendia restringir função ao serviço próprio, a Meta AI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A atualização das políticas de API do WhatsApp se deu em outubro do ano passado e determinava que, a partir de 15 de janeiro, IAs de terceiros estariam proibidas de acessar as soluções do app. A Meta argumenta que chatbots de IA sobrecarregam seus sistemas de maneiras para as quais a API Business não foi projetada.

A partir do anúncio, empresas como a OpenAI e Microsoft anunciaram a remoção de chatbots no aplicativo. Entretanto, outras companhias, como as startups brasileiras Luzia e Zapia, acusam a Meta de privilegiar o serviço proprietário Meta AI com o bloqueio de concorrentes.

Apesar de ter cedido à pressão, a Meta sempre rebateu as alegações. Para a empresa, as desenvolvedoras partem do pressuposto “de que a WhatsApp seria, de alguma forma, uma loja de aplicativos”. Em posicionamento dado ao Tecnoblog em janeiro, a Meta afirmou que o WhatsApp Business não é o canal adequado para a entrada das empresas no mercado de IA.

Meta cobrará taxa para aceitar IAs rivais no WhatsApp europeu

WhatsApp passa a destacar rascunhos em lista de chats (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chat com Meta AI irá aparecer no WhatsApp dos brasileiros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Tribunal do Cade mantém decisão que libera rivais da Meta AI no WhatsApp

Ilustração mostra o logotipo do WhatsApp com um leve blur na imagem, em um fundo de cor vermelha. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
WhatsApp terá que conviver com IAs rivais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Cade manteve a decisão que permite chatbots concorrentes da Meta AI no WhatsApp, como Luzia e Zapia.
  • Novos termos de uso do WhatsApp, que proibiam chatbots de concorrentes, foram bloqueados.
  • A decisão do Cade foi unânime, negando o recurso apresentado pela Meta.

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu manter a medida preventiva que, na prática, libera chatbots de inteligência artificial concorrentes à Meta AI no WhatsApp, como Luzia e Zapia.

A decisão proíbe a entrada em vigor dos novos termos de uso do WhatsApp. Anunciados em outubro de 2025, eles têm como objetivo barrar o acesso ou o uso de seu ecossistema por provedores e desenvolvedores de IA.

O Tribunal avaliou que a exclusão total das ferramentas de IA não seria proporcional e que as novas regras poderiam prejudicar a livre concorrência no mercado.

O julgamento foi decidido por unanimidade, negando recurso interposto pela Meta e mantendo a medida preventiva imposta pela Superintendência-Geral do Cade (SG-Cade). A companhia argumentava que os chatbots podem sobrecarregar sua infraestrutura e que os desenvolvedores de IA não podem depender do WhatsApp.

Procurada pelo Tecnoblog, a assessoria de imprensa da Meta enviou o seguinte comunicado:

Onde formos legalmente obrigados a disponibilizar chatbots de IA por meio da API do WhatsApp, estamos atualizando nossos termos e nosso modelo de preços para que possamos continuar a oferecer suporte a esses serviços.

Relembre o caso

Os novos termos de uso do WhatsApp foram anunciados em outubro de 2025. Eles têm como objetivo proibir o acesso ou o uso de seu ecossistema por provedores e desenvolvedores de IA.

Luzia e Zapia entraram com representação junto ao Cade e solicitaram uma medida preventiva. As duas empresas oferecem chatbots de IA primariamente via WhatsApp. Elas alegaram que as novas regras poderiam afetar o mercado brasileiro de IA, dado que o mensageiro da Meta é o mais usado no país.

Dois dias antes de as novas regras começarem a valer, o Cade proibiu as mudanças nos termos de uso do WhatsApp, mantendo a permissão para IAs concorrentes no aplicativo.

Tribunal do Cade mantém decisão que libera rivais da Meta AI no WhatsApp

WhatsApp fora do ar (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Meta começa a testar compras via Meta AI nos Estados Unidos

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Meta iniciou testes de ferramenta de compras integrada ao Meta AI nos Estados Unidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta testa compras via Meta AI nos EUA, exibindo produtos, preços e links, mas sem finalizar compras na plataforma;
  • recurso está disponível na versão web para alguns usuários, com personalização baseada em dados do perfil;
  • companhia segue tendência de mercado, com concorrentes como a OpenAI e o Google já oferecendo soluções semelhantes.

A Meta iniciou testes de uma ferramenta de compras integrada ao Meta AI para parte dos usuários nos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, o recurso aparece, por enquanto, apenas na versão web acessada por navegadores em desktop.

Usuários selecionados identificam a novidade ao visualizar o botão “Pesquisa de compras” dentro do campo de perguntas. Segundo a Bloomberg, a empresa confirmou que está avaliando a funcionalidade, mas não informou quando — ou se — ela será liberada de forma ampla.

Como funciona a busca por produtos no Meta AI?

Ao solicitar sugestões de itens, o chatbot passa a exibir um carrossel com imagens, valores e links direcionando para sites de comércio eletrônico. Também aparecem dados sobre a marca e uma explicação resumida sobre o motivo da recomendação.

O sistema pode personalizar as respostas com base em dados disponíveis do perfil do usuário, como gênero e localização. Em um dos testes relatados pela Bloomberg, a ferramenta sugeriu casacos femininos de inverno vendidos por lojas que entregam em Nova York, considerando as informações cadastradas.

Apesar da integração, a compra não é concluída dentro da interface do Meta AI. O usuário precisa acessar o site indicado para finalizar o pedido.

O que Mark Zuckerberg já havia dito sobre compras com IA?

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
CEO da Meta, Mark Zuckerberg comentou planos de compras com IA em apresentação a investidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A movimentação já havia sido antecipada por Mark Zuckerberg, que mencionou, em teleconferência com investidores neste ano, o lançamento de ferramentas de compras com agentes de IA.

A Meta entra em um cenário no qual concorrentes já oferecem soluções semelhantes. A OpenAI disponibilizou um assistente de compras dedicado no ChatGPT antes da Black Friday do ano passado. O Google também lançou recursos de compra integrados ao Gemini no mesmo período, enquanto a Perplexity apresentou ferramenta similar.

Com informações do Engadget

Meta começa a testar compras via Meta AI nos Estados Unidos

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Meta quer usar reconhecimento facial em óculos inteligentes

Fotografia em close-up de um homem de pele clara e cabelos curtos usando óculos inteligentes com armação grossa e translúcida marrom.  Ele veste uma blusa verde e um cordão vermelho com o logotipo "Meta". O fundo apresenta uma parede azul e um espelho que reflete o ambiente. No canto inferior direito, está escrita a palavra "tecnoblog".
Meta quer identificar conhecidos e desconhecidos em tempo real (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta planeja lançar ainda este ano um sistema de reconhecimento facial para óculos inteligentes.
  • Segundo o New York Times, o sistema pretende identificar pessoas em tempo real, acessando informações biográficas.
  • A plataforma enfrenta críticas sobre privacidade, mas aposta no ambiente político dos EUA para minimizar a resistência ao novo recurso.

A Meta planeja adotar, ainda em 2026, um sistema de reconhecimento facial em seus óculos inteligentes produzidos em parceria com a EssilorLuxottica (dona da Ray-Ban e Oakley). O projeto, identificado internamente como “Name Tag”, pode permitir reconhecer pessoas em tempo real e acessar informações biográficas usando o Meta AI, assistente de inteligência artificial da empresa.

A informação é do jornal The New York Times, que obteve um documento interno sobre o projeto. De acordo com o arquivo, a Meta pretende aproveitar o atual “ambiente político dinâmico” dos Estados Unidos para lançar a tecnologia. A cúpula da empresa acredita que a atenção de críticos e grupos de defesa dos direitos civis estará voltada para outras pautas, o que reduziria a resistência ao novo recurso de monitoramento.

A segunda geração do Ray-Ban Meta é vendida no Brasil desde setembro do ano passado, por R$ 3.299.

Como funcionará o reconhecimento facial da Meta?

Mark Zuckerberg aparece de perfil no lado esquerdo de um palco iluminado, vestindo uma camiseta preta e calças cáqui, gesticulando enquanto fala. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Mark Zuckerberg apresenta o Ray-Ban Meta de segunda geração (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Fontes ligadas ao projeto revelam que a Meta explora atualmente dois níveis de identificação. O primeiro foca em reconhecer pessoas que já possuem conexão com o usuário nas plataformas da empresa, como amigos no Facebook ou seguidores em comum no Instagram. O segundo nível, considerado mais sensível, permitiria identificar desconhecidos, caso possuam perfis públicos nas redes sociais da companhia.

O objetivo seria transformar o Meta AI em um consultor social. Ao olhar para alguém em um evento, o usuário receberia dados básicos de forma discreta. Segundo o New York Times, essa é a novidade que Zuckerberg quer tornar um diferencial de mercado. Vale lembrar que a OpenAI já trabalha no desenvolvimento de hardwares próprios.

Além do Name Tag, o laboratório de hardware da Meta, o Reality Labs, trabalha no projeto “super sensor”. Esse dispositivo manteria câmeras e sensores operando o dia todo para registrar o cotidiano do usuário.

O sistema poderia, por exemplo, emitir lembretes de tarefas assim que o usuário fizesse contato visual com um colega de trabalho, cruzando a imagem facial com uma lista de pendências.

Projeto é antigo

Documentos internos indicam que a Meta considerou incluir a função já na primeira geração dos Ray-Ban Meta, em 2021, mas recuou devido a limitações técnicas e ao clima político desfavorável, conforme relatado pelo BuzzFeed News. O cenário mudou em janeiro de 2025, quando a Meta relaxou seus processos de revisão de riscos de privacidade.

Vale lembrar que a big tech possui um histórico financeiro pesado nesse setor: a empresa pagou uma multa recorde de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 26 bilhões) à Federal Trade Commission (FTC), agência independente do governo dos EUA focada na proteção do consumidor, por violações de privacidade.

Outros US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) foram pagos para resolver processos nos estados de Illinois e Texas, onde foi acusada de coletar dados faciais sem permissão.

A estratégia agora, no entanto, marca uma guinada da empresa de Mark Zuckerberg no mercado de vestíveis e ocorre em um momento de fortalecimento. Segundo dados recentes divulgados pela EssilorLuxottica, a parceria com a Meta já resultou na venda de mais de sete milhões de óculos inteligentes apenas em 2024, consolidando o acessório como um sucesso comercial.

Acessibilidade x Vigilância

Imagem mostra capturas de tela de vários vídeos do TikTok gravados com smart glasses
Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações (imagem: reprodução)

Para tentar melhorar a percepção do público, a Meta tem focado na utilidade social da ferramenta para pessoas com deficiência visual. A empresa colabora com organizações como a Be My Eyes para integrar a IA de reconhecimento aos óculos, que classifica a ferramenta como “poderosa e transformadora” para garantir autonomia a usuários PCDs.

Entretanto, o uso da tecnologia nas ruas levanta alertas de vigilância. Um dos argumentos é que o reconhecimento facial vestível representa uma “ameaça ao anonimato” da vida cotidiana.

O potencial de mau uso já foi visto fora dos laboratórios da Meta. Em 2024, estudantes de Harvard integraram os óculos Ray-Ban Meta ao motor de busca facial PimEyes para identificar estranhos no metrô de Boston em tempo real. O experimento viralizou e expôs a fragilidade da sinalização do produto — que utiliza apenas um pequeno LED branco para avisar que a câmera está gravando.

Em janeiro deste ano, conteúdos gravados sem consentimento com smart glasses também viralizaram no TikTok e Instagram, com milhões de visualizações.

Meta quer usar reconhecimento facial em óculos inteligentes

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Recurso pode ser capaz de identificar conhecidos e desconhecidos com apoio da Meta AI. Projeto envolve identificação em tempo real e sensores ativos o dia todo.

Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg apresenta o Ray-Ban Meta de segunda geração (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações (Imagem: Reprodução/Instagram)
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WhatsApp prepara aba dedicada à Meta AI

Ilustração com a marca do WhatsApp e a marca da Meta AI
Meta AI pode ganhar mais espaço e deixar de ser somente uma conversa no app (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O WhatsApp está desenvolvendo uma aba dedicada à Meta AI, substituindo a seção de Comunidades na barra inferior do app.
  • A nova aba incluirá um campo de texto, botão de voz, sugestões de prompts, arquivos de mídia e histórico de conversas.
  • O recurso está em fase experimental na versão 2.25.1.24 do WhatsApp beta para Android e ainda não foi disponibilizado para testadores.

O WhatsApp pode passar por uma mudança importante na interface: a Meta AI ganharia uma aba dedicada na barra inferior da tela. O novo botão substituiria a parte de Comunidades do app.

A alteração está em desenvolvimento e foi encontrada pelo site WABetaInfo na versão 2.25.1.24 do WhatsApp beta para Android. Como se trata de um recurso experimental, ele ainda não foi disponibilizado nem mesmo para os participantes do programa de testes.

Como seria a aba de Meta AI no WhatsApp?

Três smartphones lado a lado exibem a interface do WhatsApp para Android com foco no novo recurso "Meta AI". O primeiro aparelho mostra a aba "Chats" com uma barra de pesquisa no topo onde se lê "Ask Meta AI or Search". O segundo smartphone exibe a aba "Meta AI", destacada no menu inferior. Na tela, lê-se "How's it going?" acima de botões de sugestão como "Create image", "Animate my photo", "Learn something", "Shopping help" e "Write anything". Um menu suspenso aberto no topo mostra as opções "Voice", "Memory" e "Media". O terceiro aparelho exibe uma barra lateral de pesquisa sobreposta à interface, com o histórico "Dec 2025" e a mensagem "Hi Meta AI!". O design utiliza tons de branco, cinza e o verde característico do aplicativo. No rodapé das telas, os ícones são "Chats", "Updates", "Meta AI" e "Calls". Marcas d'água "WABetaInfo" aparecem discretamente nas capturas.
Meta AI terá destaque especial (imagem: reprodução/WABetaInfo)

O WABetaInfo conseguiu visualizar a nova seção para a inteligência artificial generativa da empresa. Na tela, haveria um campo de texto e um botão de voz na parte inferior, permitindo diferentes formas de interação.

A área traria também diversas sugestões de prompts, como criar imagem, animar foto, aprender alguma coisa, obter ajuda para compras ou escrever um texto. A aba contaria ainda com partes dedicadas a arquivos de mídia e memórias, além de um histórico de conversas.

Atualmente, no Android, o WhatsApp exibe um botão suspenso para acessar a Meta AI. Ao tocar nele, o usuário entra em uma tela de conversa praticamente idêntica às de chats com pessoas ou grupos.

Meta já ensaiou outras mudanças envolvendo IA

Ainda não se sabe se esse design será definitivo — e o histórico da empresa nesse sentido deixa ainda mais dúvidas.

Em fevereiro de 2025, a Meta começou a desenvolver uma tela dedicada a inteligências artificiais no WhatsApp, que ficaria na barra inferior do app.

A proposta era um pouco diferente, envolvendo diversos personagens e chatbots criados com a plataforma da Meta AI, como Chun-li (de Street Fighter), Goku (da franquia Dragon Ball), celebridades indianas e games.

Mesmo assim, esse plano não viu a luz do dia, e a Meta nunca liberou oficialmente essas alterações no WhatsApp. Vale lembrar que as regras dos chatbots foram alvo de críticas ao longo de 2025.

Com informações do WABetaInfo

WhatsApp prepara aba dedicada à Meta AI

Chat com Meta AI irá aparecer no WhatsApp dos brasileiros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta AI terá destaque especial (imagem: reprodução/WABetaInfo)
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Meta testa app com feed que mostra apenas vídeos feitos por IA

GIF mostra a interface do Meta Vibes. À esquerda, uma miniatura mostra um personagem peludo e laranja, com dois olhos redondos, sentado em uma motocicleta e segurando uma caixa. No centro, um círculo gradiente em tons de azul, roxo e rosa representa uma paleta de cores. No centro-superior, uma barra mostra o texto "Remix". À esquerda do círculo, estão os botões "Add music", "Change image" e "Change animation". À direita do círculo, estão miniaturas de diversas imagens, incluindo um gato de óculos de sol e pepinos nos olhos, e um carro em uma paisagem com pôr do sol.
Meta Vibes é um feed de vídeos gerados por IA (imagem: reprodução)
Resumo
  • A Meta está testando transformar o feed de vídeos Vibes, do app Meta AI, em um aplicativo independente.
  • O Vibes, lançado em setembro de 2025, oferece vídeos curtos gerados por IA, usando tecnologias como Midjourney e Black Forest Labs.
  • O Vibes competirá com o Sora, da OpenAI, que teve um início forte, mas viu instalações caírem 32% em dezembro de 2025.

A Meta está testando transformar o feed de vídeos Vibes, presente no app da Meta AI, em um aplicativo independente. Assim, a gigante das redes sociais teria um concorrente direto para o Sora, da OpenAI.

A companhia confirmou os planos em um email enviado ao TechCrunch. “Após o forte sucesso inicial do Vibes no Meta AI, estamos testando um app separado para aproveitar esse movimento. Estamos vendo os usuários recorrendo cada vez mais a esse formato para criar, descobrir e compartilhar com os amigos vídeos gerados por IA.”

O que é o Vibes?

Lançado em setembro de 2025, o Vibes é parte do app da Meta AI. Ele é um feed de vídeos curtos verticais, semelhante ao TikTok e ao próprio Instagram Reels, que também é da Meta. A diferença é o conteúdo, composto apenas por vídeos gerados por inteligência artificial.

Os usuários podem criar seus próprios vídeos do zero ou remixar clipes existentes, com novos elementos visuais, trilha sonora e ajustes de estilo.

Duas telas de celular mostram a interface do Meta Vibes. A tela à esquerda tem o título "Restyle" e mostra duas fotos: a superior é de quatro pessoas sorrindo em um parque; a inferior é de uma mulher com uma jaqueta branca. Abaixo, o texto "90s hip-hop". A tela à direita tem o título "Remix" e mostra uma foto de um monstro peludo e laranja em pé em uma rua molhada, segurando um guarda-chuva preto.
Conteúdo do Vibes é produzido por IA (imagem: divulgação/Meta)

No lançamento, a Meta revelou que os vídeos do Vibes não são gerados pelos modelos da empresa, mas sim por tecnologias como Midjourney e Black Forest Labs, por meio de parcerias.

Novo app já tem concorrente

Um app do Vibes independente teria uma proposta muito semelhante ao aplicativo Sora, da OpenAI. Ao lançar a segunda versão do modelo gerador de vídeos, a companhia também colocou no ar um aplicativo com feed de vídeos verticais feitos pela tecnologia.

Sora 2 is here. pic.twitter.com/hy95wDM5nB

— OpenAI (@OpenAI) September 30, 2025

Para não ficar nenhuma dúvida, vale dizer que o Vibes da Meta chegou antes, mas dentro do app da Meta AI. Já o Sora foi anunciado alguns dias depois, mas já como app independente.

A trajetória do aplicativo de vídeos da OpenAI, aliás, pode ser um sinal de atenção para a Meta. O Sora chegou ao topo da App Store dos Estados Unidos em outubro de 2025, com mais de 100 mil instalações logo no primeiro dia.

Nas semanas seguintes, o cenário começou a mudar. Em dezembro de 2025, as instalações já eram 32% menores que no mês anterior.

A Meta, por sua vez, não compartilha os números do Vibes, dizendo apenas que ele teve um bom desempenho, com a Meta AI crescendo desde seu lançamento.

A parte financeira também é uma questão. Inicialmente, estimativas apontavam que a OpenAI vinha tendo um prejuízo diário de US$ 15 milhões com o aplicativo. Como a Meta tem parcerias com empresas que fornecem os modelos, pode haver uma margem maior para amortecer esses custos.

E, claro, existe a possibilidade de cobrar por isso. O Sora funciona à base de créditos, com uma quantia gratuita e vendas avulsas. Já a Meta pode incluir recursos de IA em seus futuros planos por assinatura, que devem chegar nos próximos meses.

Com informações do TechCrunch e Canaltech

Meta testa app com feed que mostra apenas vídeos feitos por IA

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Como escrever com IA no WhatsApp usando a Meta AI

imagem de um celular exibindo a ferramenta de ajuda para escrever do WhatsApp com o Meta AI
Saiba o passo a passo para usar a escrita com IA no WhatsApp (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O recurso Ajuda para Escrever, ou Writing Help, do WhatsApp usa o assistente Meta AI para criar e revisar as mensagens diretamente na conversa. Ele ajusta o tom e o estilo do texto, permitindo transformar rascunhos simples em conteúdos elaborados com apenas alguns toques.

Para usar a ferramenta, é necessário ativar a função “Processamento Privado” nas configurações do mensageiro. Em seguida, o assistente inteligente é habilitado no teclado virtual do app no iPhone ou Android, sendo representado por um ícone de lápis com estrela.

O Writing Help do WhatsApp protege a privacidade e os dados do usuário através do processamento local e de conexões totalmente criptografadas. Isso garante que nem mesmo a Meta tenha acesso ao conteúdo das mensagens durante o uso.

A seguir, veja o passo a passo para ativar o Processamento Privado e como usar a Ajuda para escrever do Meta AI no WhatsApp.

Índice

Como ativar os recursos de Processamento Privado do WhatsApp

1. Acesse as configurações do WhatsApp

Abra o aplicativo do WhatsApp no seu celular e vá até configurações:

  • No iPhone: toque no botão de “Configurações” ou “Você”, no canto inferior direito;
  • No Android: toque no ícone de três pontos, no canto superior direito, e selecione “Configurações”.
Abrindo o menu "Configurações" no WhatsApp
Abrindo o menu “Configurações” no WhatsApp (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Abra o menu “Conversas” do WhatsApp

No menu “Configurações”, toque em “Conversas” para ver mais opções de recursos.

Acessando o menu "Conversas" do WhatsApp
Acessando o menu “Conversas” do WhatsApp (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Selecione “Processamento Privado”

Desça a tela do menu “Conversas” até encontrar a opção “Processamento Privado” e toque nela para avançar.

Abrindo a opção "Processamento Privado"
Abrindo a opção “Processamento Privado” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Ative os recursos de Processamento Privado com Meta AI

Ative a chave ao lado de “Recursos de Processamento Privado” para habilitar a função que usa o Meta AI para ajudar a escrever e revisar mensagens.

Ativando os recursos de Processamento Privado
Ativando os recursos de Processamento Privado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Confirme a ativação do Processamento Privado

Se necessário, toque no botão “Continuar” para confirmar a ativação do Processamento Privado no WhatsApp.

Confirmando a ativação do Processamento Privado
Confirmando a ativação do Processamento Privado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como usar a ajuda para escrever do WhatsApp

1. Abra uma conversa no WhatsApp

Na guia “Conversas” do WhatsApp, acesse o bate-papo com uma pessoa ou grupo.

Acessando uma conversa no WhatsApp
Acessando uma conversa no WhatsApp (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Crie uma mensagem para ser reescrita pelo Meta AI

Escreva a mensagem que você deseja que seja reescrita ou revisada pela IA da Meta.

Escrevendo o texto que será reescrito ou revisado pelo Meta AI
Escrevendo o texto que será reescrito ou revisado pelo Meta AI (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Selecione o ícone de emoji/figurinha do WhatsApp

Toque no ícone de emoji ou figurinhas no teclado virtual do WhatsApp para ver mais recursos.

Abrindo as opções de stickers do WhatsApp
Abrindo as opções de stickers do WhatsApp (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Toque no ícone de lápis com estrela para abrir o recurso de IA

Toque na opção do Meta IA, ícone de lápis com estrela na parte superior do teclado virtual, para acessar o recurso de ajuda para escrever.

Selecionando a ferramenta Ajuda para Escrever com IA do WhatsApp
Selecionando a ferramenta Ajuda para Escrever com IA do WhatsApp (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Escolha o modo de escrita do Meta AI

Na parte inferior da tela, selecione a opção de reescrever, revisar ou estilo de escrita da IA (Profissional, Engraçado).

Definindo o estilo ou tom de escrita do Meta AI
Definindo o estilo ou tom de escrita do Meta AI (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

6. Selecione a sugestão de escrita do texto do WhatsApp

Veja as opções de sugestões de texto criadas pela Meta AI no WhatsApp e toque em cima da versão que você deseja usar.

Importante: você pode editar o texto gerado pela IA, caso queira realizar alguns ajustes.

Selecionando a sugestão de texto gerado pela IA
Selecionando a sugestão de texto gerado pela IA (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

7. Envie a mensagem para o contato

Após escolher o texto gerado pela IA e fazer as edições necessárias, toque no botão para enviar a mensagem para o contato.

Enviando a mensagem gerada pela IA para o contato
Enviando a mensagem gerada pela IA para o contato (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como funciona a escrita com IA do WhatsApp

O recurso de escrita com inteligência artificial no WhatsApp usa o assistente de IA da Meta para oferecer sugestões de texto. A ferramenta interpreta o contexto da conversa para reescrever rascunhos em diferentes tons e estilos.

Ele funciona como um editor direto na interface, otimizando a clareza e a gramática conforme a preferência do usuário. A tecnologia também garante que o conteúdo das mensagens permaneça inacessível para terceiros, mantendo a segurança das interações pessoais.

Escrever com a IA do WhatsApp é seguro?

Sim, a ferramenta usa processamento privado para gerar sugestões de escrita sem acessar o conteúdo das conversas pessoais. Isso garante que a privacidade do WhatsApp seja preservada, mantendo as mensagens protegidas contra o acesso da Meta e terceiros.

O sistema opera em um Ambiente de Execução Confiável, que processa dados isoladamente e criptografada entre dispositivo e nuvem. Após a entrega da resposta, as informações são descartadas imediatamente, impedindo o armazenamento ou uso dos dados para treinamento da IA.

Por que não consigo usar a ajuda para escrever do WhatsApp?

Estes são alguns pontos que podem estar impedindo o uso da ajuda para escrever do WhatsApp:

  • Disponibilidade gradual: a Meta está liberando o recurso em fases para grupos selecionados. Portanto, ele ainda não chegou a todas as contas universalmente;
  • Ativação manual necessária: a funcionalidade de Processamento Privado costuma estar desativada por padrão, exigindo que o usuário a ative manualmente nas configurações do WhatsApp;
  • Limitação de plataforma: a ferramenta é exclusiva para dispositivos móveis (Android e iOS). Ele ainda não está disponível no WhatsApp Web ou na versão desktop do mensageiro;
  • Cache e dados corrompidos: arquivos temporários acumulados ou corrompidos podem travar as funções de IA, sendo necessário limpar o cache ou reinstalar o aplicativo para normalizar;
  • Instabilidade nos servidores: problemas técnicos momentâneos na infraestrutura da Meta podem desativar ferramentas inteligentes de forma temporária para manutenção do sistema;
  • Versão do software: é fundamental atualizar o WhatsApp na loja de aplicativos do Android ou iOS para garantir que a versão com o recurso de IA esteja instalada no aparelho.

Consigo desativar a escrita com IA do WhatsApp?

Sim, você deve desabilitar o Processamento Privado nas configurações do WhatsApp para desativar a ferramenta de escrita com IA. Contudo, o uso da Meta AI no WhatsApp como assistente integrado não possui uma opção nativa para desativação.

Como escrever com IA no WhatsApp usando a Meta AI

Saiba o passo a passo para usar a escrita com IA no WhatsApp (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o menu "Configurações" no WhatsApp (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando o menu "Conversas" do WhatsApp (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo a opção "Processamento Privado" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Ativando os recursos de Processamento Privado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Confirmando a ativação do Processamento Privado (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando uma conversa no WhatsApp (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Escrevendo o texto que será reescrito ou revisado pelo Meta AI (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo as opções de stickers do WhatsApp (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando a ferramenta Ajuda para Escrever com IA do WhatsApp (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Definindo o estilo ou tom de escrita do Meta AI (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando a sugestão de texto gerado pela IA (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Enviando a mensagem gerada pela IA para o contato (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
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WhatsApp: Justiça libera restrições impostas às IAs concorrentes

Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
Decisão pode restringir operação de chatbots de IA no app (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Justiça Federal suspendeu a liminar do Cade que impedia a Meta de implementar novos termos de uso do WhatsApp voltados à IA.
  • A decisão permite que a Meta volte a exigir que desenvolvedores de IA se adaptem aos novos termos do WhatsApp Business.
  • O Cade ainda investiga se a Meta está abusando de seu poder de mercado para privilegiar sua própria ferramenta, a Meta AI.

A 20ª Vara Federal do Distrito Federal suspendeu a medida cautelar do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que barrava o WhatsApp de implementar novas regras para o uso de inteligência artificial (IA) de terceiros no aplicativo. A decisão permite que a Meta volte a aplicar as mudanças nos termos de uso, paralisadas preventivamente pelo órgão antitruste no início do mês.

O conflito central gira em torno da integração de chatbots de IA na plataforma. Em 12 de janeiro, a Superintendência-Geral (SG) do Cade vetou as novas restrições a desenvolvedores externos.

O órgão investiga se a Meta está abusando de seu poder de mercado para privilegiar sua própria ferramenta, a Meta AI, dificultando a vida de concorrentes que dependem da API do aplicativo para chegar aos usuários brasileiros.

O que muda com a decisão?

Com a queda da liminar, a Meta recupera o direito de exigir que desenvolvedores de IA se adaptem aos novos termos do WhatsApp Business. Na prática, isso significa que a empresa pode seguir com a adequação, prevista para começar em 15 de janeiro.

O ponto crítico é que esses termos podem restringir a maneira como IAs independentes operam no ecossistema do WhatsApp. O Cade temia que essa mudança criasse um “quintal fechado”, em que apenas a tecnologia proprietária da Meta tivesse acesso pleno às funcionalidades. A Justiça Federal, no entanto, entendeu que a medida preventiva não deveria ser mantida, suspendendo seus efeitos.

A decisão judicial foi comunicada ao Cade pela própria Meta nessa quinta-feira (22/01), por email. No documento, divulgado pelo Poder 360, os representantes do WhatsApp e do Facebook destacaram que a suspensão da liminar deveria ser cumprida imediatamente.

O posicionamento da Meta

WhatsApp (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Meta defende desenvolvedores têm outros canais de distribuição (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Em posicionamento enviado ao Tecnoblog, a Meta detalhou os motivos técnicos que fundamentam a mudança nos termos de serviço. A empresa defende que o WhatsApp foi construído para ser uma ferramenta de troca de mensagens e atendimento ao cliente, e não um sistema para hospedar modelos de linguagem (LLMs) de terceiros sem regulação.

Segundo a empresa, o aumento explosivo de chatbots de IA na API de negócios gera uma “pressão sobre os sistemas” que não foram projetados para essa demanda. A Meta afirmou ainda que desenvolvedores de IA têm outros caminhos para alcançar o público, como as lojas oficiais da Apple e do Google, além de sites e parceiros.

A empresa reforçou que as marcas que utilizam a API podem continuar usando IAs de sua escolha para atendimento ao cliente, desde que o uso se limite à finalidade original da ferramenta: conversa e suporte.

Meta, Luzia e Zapia

O caso ganhou força no Brasil após denúncias das empresas Factoría Elcano (responsável pela IA Luzia) e Brainlogic (detentora da Zapia). Essas ferramentas ficaram populares no país justamente por permitirem que o usuário interaja com uma inteligência artificial sem sair do WhatsApp.

As empresas alegam que a integração é vital para seus negócios e que o bloqueio ou a restrição por parte da Meta prejudica não apenas as startups, mas também o direito de escolha do consumidor.

Para a Superintendência-Geral do Cade, se a Meta impõe termos que dificultam a operação de bots como a Luzia, os usuários seriam naturalmente empurrados para a Meta AI, integrada nativamente ao aplicativo. Investigações semelhantes já ocorreram em outros países: na Itália, a Meta enfrenta barreiras regulatórias pelos mesmos termos de uso.

LuzIA no WhatsApp
Luzia é um chatbot com IA que funciona pelo WhatsApp (imagem: divulgação)

Próximos passos

Apesar da vitória judicial da Meta, a batalha no Cade ainda não acabou. O inquérito administrativo continua aberto e a área técnica do órgão seguirá analisando o caso. Ao final do processo, o conselho pode decidir pelo arquivamento ou abertura de um processo administrativo formal que pode gerar multas pesadas.

Por enquanto, o cenário favorece a Meta, que segue com liberdade para implementar suas políticas globais de uso de dados e integração de serviços no Brasil.

WhatsApp: Justiça libera restrições impostas às IAs concorrentes

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WhatsApp (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

LuzIA no WhatsApp (Imagem: Reprodução/LuzIA)
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Meta compra startup de IA Manus por mais de US$ 2 bilhões

Imagem com fundo preto mostra os logos da Manus AI e da Meta
Meta adiciona Manus ao portfólio (imagem: divulgação)
Resumo
  • Meta adquiriu a startup de IA Manus por mais de US$ 2 bilhões para integrar agentes autônomos em seus produtos.
  • A Manus encerrará operações na China e mudará sua estrutura societária para evitar entraves regulatórios.
  • Há alguns meses, a dona do Facebook também adquiriu 49% da Scale AI.

A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou nessa segunda-feira (29/12) a aquisição da startup de IA Manus. O movimento tem como objetivo evoluir as capacidades do assistente Meta AI e incorporar a tecnologia de agentes de IA — projetados para executar tarefas de forma autônoma — à estrutura de produtos da big tech.

A transação é avaliada em mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 11 bilhões), segundo fontes ouvidas pelo The Wall Street Journal. Em comunicado oficial, a empresa de Mark Zuckerberg informou que a equipe da startup se juntará ao time de IA da Meta para expandir as capacidades dos agentes, tanto para consumidores finais quanto para clientes empresariais.

A Manus ganhou destaque no mercado global ao desenvolver soluções capazes de realizar fluxos de trabalho completos sem supervisão humana constante. Desde o lançamento de seu primeiro agente no início deste ano, a plataforma afirma ter processado mais de 147 trilhões de tokens e gerado mais de 80 milhões de computadores virtuais.

Para viabilizar o acordo e evitar entraves regulatórios, a estrutura societária da empresa passará por mudanças profundas. À imprensa norte-americana, a Meta afirma que “não haverá mais participação acionária chinesa na Manus AI” após a transação.

A startup também deve encerrar suas operações e serviços na China, rompendo formalmente com o mercado onde construiu parte de sua base tecnológica para se integrar ao ecossistema dos Estados Unidos.

Operação da Manus continua

Logo da Manus AI
Manus deve continuar operando de forma independente, por enquanto (imagem: reprodução/Manus)

Apesar da mudança de controle, a Manus garantiu que seus serviços atuais não serão interrompidos. Em uma postagem no blog oficial da empresa, o CEO Xiao Hong assegura aos clientes que a startup continuará a vender e operar o serviço de assinatura pelos canais existentes.

“Juntar-se à Meta nos permite construir sobre uma base mais forte e sustentável sem mudar como a Manus funciona”, afirmou o executivo. A Manus manterá suas operações baseadas em Singapura. Segundo Xiao, o acordo é uma validação do pioneirismo da empresa no campo dos Agentes de IA Geral e uma oportunidade de escalar a tecnologia para os bilhões de usuários.

Mais um investimento da Meta em IA

A compra da Manus se soma aos reforços de IA pela Meta. Após dificuldades para acelerar o lançamento de novos modelos no início do ano, Mark Zuckerberg passou a priorizar a contratação de pesquisadores e executivos experientes, com pacotes de remuneração elevados, em uma tentativa de acelerar o desenvolvimento interno da área.

Meses atrás, a Meta adquiriu uma participação de 49% na Scale AI. Como parte do acordo, o fundador da startup, Alexandr Wang, assumiu o cargo de Chefe Executivo de IA da companhia.

Meta compra startup de IA Manus por mais de US$ 2 bilhões

Meta compra Manus AI (imagem: divulgação)

(imagem: reprodução/Manus)
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Meta usará IA como critério de avaliação dos funcionários

Arte com o rosto de Mark Zuckerberg em tom azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta tenta impulsionar uso de IA internamente até para avaliações de desempenho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta usará IA como critério de avaliação de desempenho dos funcionários a partir de 2026, focando em resultados e produtividade impulsionados por IA.
  • A empresa permitirá que funcionários utilizem IA, como o Metamate e o Gemini, para escrever autoavaliações e feedbacks, começando no ciclo de avaliações de dezembro.
  • A Meta busca uma cultura nativa de IA, com a iniciativa AI4P visando multiplicar a produtividade da equipe por cinco, abrangendo todos os setores.

A Meta vai adotar uma nova diretriz baseada em “impacto impulsionado por IA” nas avaliações de desempenho dos funcionários a partir de 2026. A mensagem, enviada nesta quinta-feira (13/11) e assinada pela chefe de pessoal da Meta, Janelle Gale, informou que os funcionários serão avaliados conforme o uso da inteligência artificial para entregar resultados e aumentar a produtividade.

Embora a métrica ainda não seja formal para as avaliações deste ano, no documento, obtido pelo Business Insider, Gale incentivou os trabalhadores a incluírem “vitórias movidas a IA” nas autoavaliações, garantindo que impactos excepcionais já sejam recompensados.

A mudança na empresa acompanha um movimento de outras gigantes de tecnologia, como Microsoft, Google e Amazon, que também estariam pressionando funcionários a usar mais IA.

IA para escrever a própria avaliação

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Empresa usará IA desde o processo de contratação (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para acelerar essa adoção, a Meta já havia reformulado seu processo de contratação, permitindo que candidatos usem IA em entrevistas de código, e lançou um jogo interno chamado “Level Up”.

“À medida que avançamos para um futuro nativo de IA, queremos reconhecer as pessoas que estão nos ajudando a chegar lá mais rápido”, escreveu Gale no memorando.

Além de avaliar o uso da IA, a empresa também vai usar a tecnologia para “facilitar” o próprio processo de avaliação para o ciclo de avaliações deste ano, que começa em 8 de dezembro. A companhia anunciou há poucos dias que utilizará o AI Performance Assistant (Assistente de Desempenho de IA, em tradução livre).

Segundo o memorando, os funcionários poderão usar o assistente interno Metamate e até mesmo o Gemini, do Google, para ajudar a redigir seus textos de autoavaliação e feedback.

Cultura nativa de IA na Meta

Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Inteligência artificial virou recurso indispensável de produtividade na Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em outubro, o vice-presidente de metaverso da Meta, Vishal Shah, já havia falado sobre uma iniciativa interna chamada AI4P (AI for Productivity), que tem como meta multiplicar a produtividade da equipe por cinco, indo além de “pequenas melhorias”.

O objetivo, segundo comunicado, era fazer da IA “um hábito, não uma novidade” para todos os setores — não apenas engenharia. A ambição, segundo ele, era que a IA acelerasse processos criativos e técnicos.

Meta usará IA como critério de avaliação dos funcionários

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Meta quer usar seus dados na IA; veja como impedir

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta usará dados públicos dos usuários no treinamento de suas IAs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta usará dados públicos do Facebook, Instagram e Threads para treinar IA a partir de 16 de dezembro.
  • Usuários podem se opor ao uso de seus dados preenchendo um formulário de objeção nas configurações de privacidade das plataformas.
  • A oposição não impede totalmente o uso de dados, como quando o usuário aparece em fotos públicas postadas por outros.

A Meta passará a usar dados públicos de usuários do Facebook, Instagram e Threads para treinar e aprimorar seus modelos de inteligência artificial. Segundo comunicado enviado a usuários nos últimos dias, a mudança entra em vigor em 16 de dezembro e está amparada nos “interesses legítimos” da empresa. Ela é alvo de críticas de especialistas.

Além de usar posts, fotos e legendas públicas para o aprimoramento da Meta AI, a nova política também prevê o uso das interações diretas com seus chatbots para personalizar anúncios e sugestões de conteúdo. Ou seja, aquilo que você conversar com a IA será utilizado para personalizar e até mesmo direcionar anúncios.

Captura de tela de e-mail da Meta avisando sobre mudanças na política de privacidade
Meta comunicou usuários sobre a mudança (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

De acordo com o Idec, a chamada “perfilização” permite a exploração comercial dos consumidores, de forma que os dados coletados sejam utilizados para o envio de publicidade personalizada. “A companhia tem conhecimento sobre todos os nossos interesses culturais, sociais e econômicos.” O órgão lembra que as informações podem auxiliar na compreensão até mesmo de posicionamentos políticos, trabalhos e saúde mental.  

A mudança não inclui, segundo a própria Meta, mensagens privadas – desde que o conteúdo não seja compartilhado diretamente com a IA. Vale lembrar que, recentemente, a companhia foi acusada de não cuidar bem de dados sensíveis dos usuários.

Como impedir o uso dos seus dados?

A pesquisadora Marina Fernandes, do programa de Telecomunicações e Direitos Digitais do Idec, acredita que a mudança “aprofunda a exploração de consumidores brasileiros” sem as necessárias salvaguardas aos direitos à proteção de dados e à defesa de consumidores.

A Meta oferece o “direito de se opor”, que impede a companhia de usar dados públicos e interações com IA para o desenvolvimento e atualização dos modelos proprietários da empresa. No entanto, lembra Fernandes,, não há qualquer proteção para que não ocorra o tratamento de dados sensíveis para publicidade, como dados de saúde.

Para manifestar a oposição é necessário preencher um formulário de objeção, que pode ser encontrado nas seguintes plataformas:

Passos no Instagram:

  1. Acesse seu perfil e toque no menu (ícone de três linhas no canto superior direito)
  2. Role até o final e toque em “Central de Privacidade”
  3. Na seção “IA na Meta”, selecione “Informações que você compartilhou sobre Produtos da Meta”, encontrada na seção “Enviar uma solicitação de objeção”
  4. Se necessário, faça login
  5. Na página aberta, role até o final e clique em enviar. Não é obrigatório preencher a caixa de texto “Conte-nos como esse processamento afeta você”.

Passos no Facebook:

  1. Acesse o menu (sua foto de perfil) e abra a seção “Configurações e privacidade”
  2. Toque em Central de Privacidade
  3. Siga o mesmo caminho: “IA na Meta” > “Informações que você compartilhou sobre Produtos da Meta” > envie o formulário.

É importante notar que, caso suas contas (Instagram, Facebook) estejam vinculadas na Central de Contas, basta fazer o processo uma vez para que a oposição valha para todas elas. Caso possua contas não vinculadas, será necessário enviar um novo formulário para cada uma delas.

A Meta avisa, porém, que a oposição não é total. A empresa ainda poderá processar informações se, por exemplo, você aparecer em uma foto pública postada por outra pessoa ou for mencionado em posts públicos de outros usuários.

Meta quer usar seus dados na IA; veja como impedir

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta enviou aviso aos usuários (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Instagram segue passos do Nano Banana e ganha editor de fotos com IA

Três telas de um iPhone mostram o recurso “Restyle with Meta AI” no Instagram. Na primeira, um homem posa ao ar livre, com jaqueta laranja e calça preta. Na segunda, o usuário digita o comando em inglês: “make me wear a dinosaur onesie getting beamed up by a ufo”. Na terceira, a imagem é transformada: o homem aparece em um macacão de dinossauro sendo abduzido por uma nave espacial que projeta luz sobre ele.
Meta AI é capaz de fazer edições avançadas, promete empresa (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Instagram lançou o Restyle, um editor de fotos com IA que usa a Meta AI para modificar imagens em stories através de prompts de texto.
  • O Restyle permite remover detalhes, adicionar elementos e aplicar efeitos, com opções predefinidas ou instruções personalizadas.
  • A função está sendo liberada gradualmente e também pode ser usada em vídeos, mas apenas com presets da Meta AI.

O Instagram anunciou, nesta quinta-feira (23/10), o lançamento da função Restyle. A ferramenta usa a Meta AI para editar stories de acordo com o que você escreve em um prompt de texto, lembrando bastante o Nano Banana, presente no Gemini, do Google.

“Se você quiser remover um detalhe indesejado, colocar um elemento divertido, mudar a vibe usando um efeito diferente ou começar uma trend com seus amigos, agora você pode fazer isso de modo simples”, diz o comunicado da rede social. “Use o Restyle nas suas fotos e vídeos nos stories do Instagram para fazer edições com a Meta AI, sejam elas grandes ou pequenas.”

Como é costume nos lançamentos da Meta, o Restyle está sendo liberado gradualmente e pode demorar algumas semanas para chegar até você.

Como usar o Restyle?

Comece a criar um story e escolha uma foto da sua galeria. Depois, toque no ícone de pincel no topo da tela. O Restyle oferece três opções predefinidas para adicionar, remover ou mudar elementos. Basta escolher uma delas e digitar o que você deseja. Também é possível ir diretamente para o prompt, sem escolher entre essas alternativas.

Com isso, você pode tirar pessoas do fundo das fotos, mudar a cor do cabelo das pessoas, colocar objetos divertidos como coroa e balões, trocar o fundo por um pôr do sol e muito mais.

Segundo a empresa, para atingir o resultado desejado, é recomendável que você escreva instruções detalhadas: diga qual pessoa deve receber os efeitos, explique como você quer a iluminação, aponte em que área da imagem as edições devem ser feitas, descreva o estilo desejado e especifique um local para servir de cenário, por exemplo.

A Meta acrescentou ainda alguns efeitos prontos, que podem ser aplicados sem depender de instruções adicionais, como transformar o estilo da imagem em anime, aquarela ou 8-bits, entre outros. O Restyle também está disponível para vídeos, mas nesse caso, só é possível usar os presets oferecidos pela Meta AI.

Com informações da Meta e do Engadget

Instagram segue passos do Nano Banana e ganha editor de fotos com IA

Meta AI é capaz de fazer edições avançadas, promete empresa (imagem: divulgação)
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Instagram vai usar suas conversas com a IA para mostrar anúncios

Captura de tela da ferramenta Meta AI
Instagram vai usar suas conversas com a IA para mostrar anúncios (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • A partir de 16 de dezembro, interações com a Meta AI no Instagram e Facebook serão usadas para segmentação de anúncios;
  • Mudança afeta apenas perfis na Central de Contas da Meta; dados sensíveis não serão usados para a segmentação;
  • Interações com a Meta AI também serão usadas para recomendação de conteúdo ao usuário.

A partir de 16 de dezembro deste ano, as interações que você tiver com a Meta AI a partir do Instagram e Facebook servirão de base para a exibição de anúncios segmentados nesses serviços. Usuários estão sendo avisados por e-mail e notificações sobre a mudança desde o último dia 7.

Isso significa que, se você for à área de mensagens do Instagram e perguntar à Meta AI sobre exercícios físicos, poderá ver anúncios sobre tênis ou roupas de academia no decorrer dos dias seguintes, só para dar um exemplo.

Também é possível que você comece a se deparar com publicações sobre o mesmo assunto. Isso porque as suas interações com a Meta AI poderão influenciar não só os anúncios direcionados a você, como também as recomendações personalizadas de conteúdo.

Em linhas gerais, a Meta classifica a mudança como uma evolução dos parâmetros que já são usados para recomendação de conteúdo e anúncios direcionados, como curtidas e comentários em publicações.

Embora a nova abordagem possa envolver todas as plataformas da Meta, a mudança valerá apenas para os perfis que o usuário tem na Central de Contas. Se ali estiverem os seus perfis no Instagram e Facebook, mas não a sua conta no WhatsApp, por exemplo, as interações com a Meta AI por meio deste último não serão consideradas.

Se o seu perfil do WhatsApp estiver cadastrado na Central de Contas, as interações com a Meta AI a partir do serviço poderão ser usadas para segmentação de anúncios no Instagram e Facebook. Contudo, não há indicativos de que o WhatsApp em si exibirá anúncios.

Saiba como conferir, adicionar ou remover perfis na Central de Contas da Meta.

Ainda de acordo com a companhia, dados sensíveis, que envolvem religião, orientação sexual e preferências políticas, por exemplo, não serão usados para a segmentação de anúncios.

E-mail da Meta informando o uso das interações com a IA para anúncios
E-mail da Meta informando o uso das interações com a IA para anúncios (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

É possível impedir que as interações com a Meta AI sejam usadas para anúncios?

Até o momento, não há nenhuma configuração nativa que desative o uso da Meta AI para recomendação de conteúdo e anúncios segmentados. O que o usuário pode fazer é acessar a área Preferência de anúncios para realizar ajustes específicos, como ocultar as publicações de determinados anunciantes, mas não para impedir o uso da Meta IA para esse fim.

A quem se preocupa com a nova abordagem só resta uma opção: evitar o uso da Meta AI, tanto quanto possível.

Instagram vai usar suas conversas com a IA para mostrar anúncios

Meta AI possui integração com Instagram, Facebook, WhatsApp e Messenger (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

E-mail da Meta informando o uso das interações com a IA para anúncios (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Como traduzir sua voz no Reels do Instagram

ilustração mostra o menu "Mais Opções" do Instagram com a funcionalidade "Traduzir vozes com a Meta AI" ativada
Saiba o passo a passo para ativar a Tradução de Vozes no Instagram (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

É possível traduzir Reels do Instagram ativando a opção “Traduzir vozes com a Meta AI” nas configurações, antes de publicar. O recurso usa a inteligência artificial da Meta para “dublar” suas falas para outros idiomas, expandindo o alcance global.

A Meta AI pode traduzir reels para português, inglês, espanhol e híndi, ajudando a quebrar barreiras linguísticas e atingir um público de outras regiões. Essa ferramenta é um diferencial para criadores que buscam internacionalizar o conteúdo rapidamente.

Conheça o passo a passo para usar a IA do Instagram para traduzir os conteúdos do Reels.

1. Inicie uma publicação no Instagram

Abra o aplicativo do Instagram no seu celular Android ou no iPhone e toque no botão “Criar”, ícone de “+” na parte inferior da tela, para acessar a tela de criação da rede social. 

Abrindo a opção "Criar" do Instagram
Abrindo a opção “Criar” do Instagram (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Selecione a opção “Reel”

Selecione a guia “Reel”, na parte inferior da tela, para iniciar uma nova publicação no formato Reel.

Selecionando a guia Reel
Selecionando a guia Reel (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Escolha o vídeo que terá as vozes traduzidas

Toque em cima do vídeo disponível na galeria do seu telefone que você deseja publicar no perfil e ter as vozes traduzidas.

Selecionando o vídeo que será traduzido
Selecionando o vídeo que será traduzido (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Edite o vídeo do Reel

Se desejar, use as ferramentas do Instagram para editar o Reel antes de publicá-lo. Depois, toque no botão azul de “Avançar” para acessar a tela de publicação do Instagram.

Editando o vídeo antes da publicação
Editando o vídeo antes da publicação (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Acesse “Mais opções” do Instagram

Desça a tela “Novo Reel” até o final e toque em “Mais opções” para ver outros recursos de configurações do Reel.

Acessando o menu "Mais opções" do Reel
Acessando o menu “Mais opções” do Reel (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

6. Ative a opção “Traduzir vozes com a Meta AI”

Role a tela “Mais opções” até encontrar a seção “Acessibilidade e tradução”. Então, toque na chave ao lado da opção “Traduzir vozes com a Meta AI” para ativar a funcionalidade no Reel.

Importante: uma caixa de diálogo irá surgir na primeira vez que você ativar o recurso de tradução. Então, toque em “Permitir” para autorizar que o Meta AI traduza a sua voz.

Ativando a opção "Traduzir vozes com a Meta AI"
Ativando a opção “Traduzir vozes com a Meta AI” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

7. Abra as configurações de tradução de voz

Após ativar o recurso, toque em “Configurações de tradução” para abrir um menu de opções. Lá, você poderá adicionar a função de sincronização labial, escolher os idiomas disponíveis para tradução e solicitar a aprovação das traduções.

Abrindo as configurações de tradução do Instagram
Abrindo as configurações de tradução do Instagram (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

8. Defina os idiomas para a tradução

Para ver os idiomas disponíveis para tradução, toque na opção “Traduzir para”. Então, marque as caixas das línguas que você deseja que a inteligência artificial da Meta “duble” a sua voz.

Selecionando os idiomas para traduzir automaticamente
Selecionando os idiomas para traduzir automaticamente (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

9. Volte a tela “Novo Reel”

Quando concluir as configurações de tradução, volte a tela “Novo Reel” usando as setas no canto superior esquerdo da tela.

Retornando para a tela "Novo Reel"
Retornando para a tela “Novo Reel” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

10. Compartilhe o reel com a opção de tradução

Crie uma legenda e realize os demais ajustes do Reel antes de enviá-lo para o ar. Por fim, toque em “Compartilhar” ou “Avançar” para finalizar a publicação no Instagram.

Importante: a tradução de voz do Instagram para outros idiomas não é instantânea. A rede social dá um prazo de até 24 horas para o recurso ser aplicado no conteúdo e, durante esse período, ele exibe um selo “Tradução em andamento”.

Compartilhando o Reel com a opção de traduzir voz ativada
Compartilhando o Reel com a opção de traduzir voz ativada (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Para quais idiomas eu posso traduzir um Reel no Instagram?

O recurso de tradução e dublagem automática de Reels do Instagram oferece quatro opções de idiomas: português, híndi, espanhol e inglês. A Meta já anunciou planos de expandir esse número de línguas disponíveis, visando aumentar o alcance global dos criadores de conteúdo na plataforma.

Por que não consigo traduzir meu Reel no Instagram?

A ferramenta de tradução de voz do Reels do Instagram está sendo lançada gradualmente e, por isso, ainda pode estar indisponível para alguns usuários. A recomendação é manter o aplicativo sempre atualizado e aguardar a liberação da funcionalidade.

Posso escolher em qual idioma desejo ver um Reel no Instagram?

Sim, você pode selecionar o idioma da tradução de um Reel do Instagram quando ele exibe o rótulo “Traduzido por IA” no topo da tela. Ao tocar nessa opção, a rede social exibirá as opções de idiomas disponíveis para a “dublagem” por IA.

Por que não consigo traduzir um Reel no Instagram para português?

Em alguns casos, não é possível traduzir a voz para o português porque o criador do conteúdo não ativou a opção antes de publicar Reels no Instagram. Dessa forma, só dá para ver o conteúdo com a tradução automática no formato de legenda.

Tem como remover uma tradução no Reels do Instagram?

Sim, dá para remover a tradução de voz de um Reel ao tocar no ícone de três pontos enquanto assiste ao conteúdo. Em seguida, selecione “Traduções” para acessar as opções e “Desativar” a funcionalidade da inteligência artificial da Meta.

Se o recurso de tradução tiver sido adicionado por você em um Reel, o processo é semelhante. Após tocar nos três pontos, vá em “Gerenciar” e busque a opção “Excluir tradução” para remover o recurso do seu conteúdo.

É possível desativar as traduções automáticas no Reels do Instagram?

Sim, você pode desativar a tradução automática no Reel ao acessar o menu “Configurações e atividade” do Instagram. Vá até a opção “Idioma e traduções”, e em “Não traduzir” selecione os idiomas que você prefere ver no original, sem a tradução da Meta AI.

Como traduzir sua voz no Reels do Instagram

Saiba o passo a passo para ativar a Tradução de Vozes no Instagram (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Abrindo a opção "Criar" do Instagram (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando a guia Reel (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando o vídeo que será traduzido (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Editando o vídeo antes da publicação (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando o menu "Mais opções" do Reel (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Ativando a opção "Traduzir vozes com a Meta AI" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo as configurações de tradução do Instagram (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando os idiomas para traduzir automaticamente (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Retornando para a tela "Novo Reel" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Compartilhando o Reel com a opção de traduzir voz ativada (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
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IA do WhatsApp lê e resume as suas mensagens; confira nosso teste

Resumo de mensagens no WhatsApp (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta AI no WhatsApp permite criar resumos de chats individuais e grupos, agilizando a leitura de conversas longas.
  • O processamento é feito de forma privada na nuvem, usando hardware e software projetados para apagar os dados após gerar o resumo.
  • A função é opcional, discreta e primeiro lançada no Brasil, com expectativa de chegada a outros idiomas e países.

A Meta anunciou hoje uma nova função no WhatsApp que coloca a inteligência artificial para ler e resumir as mensagens. De acordo com a empresa, isso permite que o usuário rapidamente se atualize sobre uma conversa longa sem ler cada mensagem individualmente. Será que funciona bem mesmo? Nos nossos testes, o saldo inicial é positivo.

A equipe do Tecnoblog teve acesso antecipado à ferramenta por aproximadamente duas semanas. Tivemos a possibilidade de ver os resultados tanto em mensagens de chats individuais quanto em grupos.

Como funciona o resumo da Meta AI?

Não custa lembrar: Meta AI é a marca da Meta para serviços com inteligência artificial nas variadas plataformas online, como Instagram e Messenger, além do próprio WhatsApp. Eles decidiram usar este mesmo nome para o resumo das mensagens.

Digamos que você recebeu cinco novas mensagens numa conversa desde a última vez que mexeu no smartphone. Um ícone aparece no ponto do chat que antecede o papo mais novo. Ao tocar nele, o WhatsApp realiza o processamento de tudo que veio a seguir e exibe uma caixa de resumo, tal qual nos acostumamos a ver, por exemplo, no Tecnoblog e em outros sites com resumos de informações.

Meta promete privacidade na nova função (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Aqui há um ponto importante: as suas mensagens são enviadas para a nuvem e passam pelo que a empresa chama de processamento privado. Para tanto, são utilizados hardware e software projetados para receber estes dados (confidenciais, é importante que se diga), processá-los, devolver o resumo para o smartphone do usuário e imediatamente apagá-los. É uma abordagem similar à da Apple com o Private Cloud Compute, que será usado na Apple Intelligence.

Os representantes da Meta destacaram que nem a companhia, nem o WhatsApp veem as suas mensagens ou os resumos. A criptografia de ponta a ponta também continua em uso.

Nosso teste com a Meta AI no WhatsApp

Durante duas semanas, ficamos com o resumo do WhatsApp ativado por padrão e pudemos notar que ele cumpre bem o que promete. A ferramenta costuma exibir entre um e três tópicos, a depender da quantidade de interações. O processo de geração de resumos leva um, dois segundos no máximo. É bem rápido, pelo menos neste período em que supostamente há poucas pessoas utilizando.

Os resumos em conversas em grupo costumam ter uma estrutura mais ou menos assim: “Fulano disse que alguma coisa iria acontecer” ou “Beltrano concordou em marcar a festa da empresa para 13 de dezembro”.

Resumo de mensagens no WhatsApp (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

É razoável pressupor que a Meta AI desconsidera tópicos sensíveis. No entanto, não sabemos quais são as regras do processamento privado para esse tipo de coisa. Os meus grupos de amigos são muito comportados e pouco se fala sobre política, por exemplo, então não tive como checar este aspecto. Nós levamos o assunto à Meta e não tivemos uma resposta.

Se você frequenta grupos com muitas figurinhas, fotos ou vídeos, saiba que o resumo do WhatsApp não lê as mídias compartilhadas entre os amigos. Esse avanço está previsto para o futuro.

Ah! Seus contatos não são avisados de que você utilizou a função. Tanto é assim que surge o seguinte aviso: “exibido somente para você”.

Ferramenta é opcional

Essa nova ferramenta com Meta AI é muito discreta, com um botão que já ficaria normalmente no miolo da janela de conversas. Seus criadores não estão tentando enfiá-lo a forceps na vida dos consumidores, ao contrário daquele botão circular roxo de conversa com a Meta AI, que irrita muitas pessoas – e não temos qualquer indício de que será removido.

Além disso, o resumo é totalmente opcional e está desativado por padrão. Ele só é executado quando a pessoa toca no botão. “No WhatsApp, acreditamos que você deve sempre estar no controle da sua experiência”, disse a empresa numa nota.

O Brasil, considerado há anos um mercado prioritário do WhatsApp, sai na frente ao receber a novidade já na primeira leva. O recurso chegará de forma gradual aos milhões de adeptos do mensageiro por aqui. “Esperamos disponibilizá-lo em outros idiomas e países em breve.”

Você pretende usar a funcionalidade em quais chats? Me conte nos comentários.

IA do WhatsApp lê e resume as suas mensagens; confira nosso teste

Resumo de mensagens no WhatsApp (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é CEO da Meta (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo de mensagens no WhatsApp (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Prepare-se: seu Instagram vai ficar cheio de vídeos dublados por IA

Ilustração das configurações do Meta AI em português e outras línguas
Usuários podem ver Reels de outras línguas com dublagem em português (imagem: divulgação/Meta)
Resumo

O Instagram expandiu o novo recurso de tradução de voz por inteligência artificial no Reels, incluindo suporte ao português e hindi. A novidade, que já estava disponível para inglês e espanhol desde agosto, tem como objetivo ajudar criadores de conteúdo a alcançar uma audiência global.

A ferramenta utiliza a Meta AI para analisar o áudio original de um vídeo e gerar uma versão dublada no idioma do espectador. Durante uma demonstração do recurso em português, entretanto, nota-se que a tecnologia ainda mistura o português falado no Brasil com construções frasais mais comuns em Portugal.

Além da dublagem, a IA também oferece uma funcionalidade de sincronização labial, que ajusta sutilmente os movimentos da boca do criador para que correspondam ao áudio, tornando o resultado mais natural.

Como ocorre a tradução?

A Meta desenvolveu a tecnologia de IA para “imitar o som e o tom da voz do criador”, buscando preservar a autenticidade do conteúdo original, mesmo em outro idioma.

Ainda assim, o processo não é totalmente automático para quem posta: é necessário ativar a opção “Traduza sua voz com a Meta AI”, antes de publicar um Reel. Em seguida, o criador pode revisar as traduções geradas e aprovar as versões que deseja disponibilizar.

A empresa também informou que está trabalhando em novas funcionalidades para o recurso. Em breve, a tradução de áudio com múltiplos interlocutores, já presente nos Reels no Facebook, chegará também ao Instagram.

A plataforma também planeja lançar uma tradução para textos aplicados aos vídeos por meio de stickers.

Sim, tem como desativar

capturas de tela das configuações de idiomas do instagram
Meta permite desativação completa da ferramenta (imagem: divulgação/Meta)

Ao contrário do que ocorre no YouTube, que também oferece tradução automática e dublagem de vídeos por IA, o Instagram oferece controles fáceis para desativar a ferramenta.

Na rede do Google, muitos usuários reclamam que a tradução é ativada por padrão e que as opções para desativá-la não são claras. Já o Instagram, que também traz a tecnologia ativada por padrão, pode ter se adiantado com as críticas feitas ao concorrente.

Para desativar as traduções em todos os Reels:

  1. Acesse o seu perfil e toque no menu (três linhas) no canto superior direito.
  2. Vá em Configurações e atividade.
  3. Toque em Idioma e traduções.

Para gerenciar a tradução em um Reel específico:

  1. Enquanto assiste a um vídeo, toque no ícone de três pontos (…).
  2. Selecione Traduções.
  3. Neste menu, é possível desativar a tradução para aquele vídeo, escolher para qual idioma traduzir ou relatar um erro na dublagem.

A Meta afirma que o recurso está sendo liberado gradualmente para todos os usuários com contas públicas do Instagram e para criadores no Facebook com mais de mil seguidores.

Prepare-se: seu Instagram vai ficar cheio de vídeos dublados por IA

(imagem: divulgação/Meta)

(imagem: divulgação/Meta)
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Itaú começa a vender os óculos Ray-Ban Meta parcelados em 18x

Ray-Ban Meta Gen 2 Wayfarer (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Itaú começou a vender o Ray-Ban Meta Gen 2, com parcelamento em até 18 vezes sem juros no Itaú Shop.
  • O produto tem bateria de oito horas, câmera 3K, microfones integrados e assistente Meta AI com suporte em português.
  • A segunda geração mantém o design e oferece tradução simultânea, carregamento rápido e preço a partir de R$ 3.299.

O banco Itaú entrou na disputa pelo consumidor que deseja óculos smart. Ele começa a vender hoje (6) o Ray-Ban Meta Gen 2, versão mais recente do produto que conquistou os influenciadores e criadores de conteúdo. O modelo chega ao Itaú Shop, plataforma de vendas do banco, com parcelamento em até 18 vezes sem juros no cartão. A informação foi revelada ao Tecnoblog com exclusividade.

Além do cartão de crédito, os consumidores terão opções de pagamento via Pix com cashback ou pontos somados ao cartão.

O equipamento possui bateria com duração de até oito horas de uso, câmera de 12 megapixels que grava em resolução 3K (60 quadros por segundo) e cinco microfones integrados. A segunda geração traz carregamento rápido que promete 50% da carga em 20 minutos e recursos de captura como hyperlapse e slow motion.

Eu pude experimentá-lo durante o evento Meta Connect, realizado pelo conglomerado de Mark Zuckerberg nos Estados Unidos. O design é essencialmente o mesmo de antes, o que se torna um alento para quem enfrenta dificuldades com o Meta Oakley HSTN, que aperta demais a minha nuca.

Ray-Ban Meta consegue identificar o que está diante do usuário (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Primeira geração do Ray-Ban Meta fez sucesso entre influenciadores (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Já o Ray-Ban Meta Gen 2 ficou confortável e ainda manteve todos os comandos da geração anterior. Dá para acionar o assistente de inteligência artificial Meta AI, que responde em português ao comando de voz “Hey Meta”. A sincronização se dá pelo app Meta AI, disponível para Android e iPhone.

A função permite que o usuário faça perguntas sobre o ambiente ao redor ou solicite informações durante atividades. Os óculos também incluem tradução simultânea para seis idiomas: português, inglês, francês, italiano, espanhol e alemão.

Os modelos disponíveis no Brasil são Wayfarer, Skyler e Headliner, com opções de lentes transparentes, solares, polarizadas e Transitions. O preço parte de R$ 3.299, valor similar ao praticado nas lojas da própria EssilorLuxottica, dona da marca Ray-Ban.

Mark Zuckerberg é CEO da Meta (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O diretor do Itaú Unibanco, Michele Vita, disse em nota que a entrada do Ray-Ban Meta Gen 2 no marketplace reforça a estratégia da instituição de oferecer lançamentos tecnológicos aos clientes.

Você pensa em pegar o dispositivo? Conte pra gente nos comentários.

Itaú começa a vender os óculos Ray-Ban Meta parcelados em 18x

Ray-Ban Meta consegue identificar o que está diante do usuário (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é CEO da Meta (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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“Eu juro, nós não escutamos o seu microfone”, diz chefe do Instagram

Adam Mosseri, diretor do Instagram (imagem: divulgação/Meta)
Adam Mosseri, diretor do Instagram (imagem: divulgação/Meta)
Resumo
  • O CEO do Instagram, Adam Mosseri, negou que a plataforma use microfones dos celulares para direcionar anúncios, citando limitações técnicas e indicadores visuais nos sistemas Android e iOS.
  • A Meta usará dados de interações com a Meta AI para segmentar anúncios a partir de 16 de dezembro, exceto na Coreia do Sul, Reino Unido e União Europeia.
  • As interações com a Meta AI sobre temas sensíveis não serão usadas na publicidade, e não haverá opção para recusar o uso de conversas na segmentação de anúncios.

Adam Mosseri, CEO do Instagram, publicou um vídeo negando os boatos de que a rede social usa os microfones dos celulares para captar informações e direcionar anúncios. Ele considera que isso seria uma violação grosseira de privacidade.

Coincidentemente, a Meta anunciou também nesta quarta-feira (01/10) que passará a usar dados de conversas com a Meta AI para segmentar anúncios em suas redes. Não haverá opção para desativar essa coleta de informações.

CEO nega que Instagram escute o que os usuários dizem

Como os dois assuntos são separados, vamos primeiro à fala de Mosseri. O executivo negou que o Instagram use o microfone do celular para escutar o que os usuários dizem e, depois, direcionar propagandas com base no conteúdo das conversas.

Primeiro, ele explica que há indícios técnicos de que isso não ocorre: a bateria do aparelho acabaria muito rápido caso o microfone ficasse funcionando constantemente.

Além disso, há alguns anos, Android e iOS passaram a exibir um pequeno ponto quando o celular está captando áudio. Se o Instagram estivesse ouvindo o que é dito, esse sinal luminoso apareceria.

Então, por que vemos anúncios sobre o que conversamos pessoalmente com outras pessoas?

Mosseri dá algumas explicações possíveis:

  • Você procurou aquele produto em um site antes da conversa e a página compartilhou essa informação com a Meta.
  • Seus amigos ou pessoas com os mesmos interesses que você estão procurando aquele produto. Como é um assunto que está em alta entre pessoas parecidas com você, é bem possível que seja um tema de conversas, antes mesmo de buscar por aquele produto.
  • Você viu um anúncio anteriormente e não deu atenção, mas internalizou aquela informação e mencionou o produto durante uma conversa casual. Agora, está vendo a mesma propaganda.

Não é a primeira vez que a Meta rebate essas acusações — desde 2016, pelo menos, a empresa nega que os microfones dos celulares são usados para captar conversas. A explicação também é antiga: as big techs têm tantos dados sobre nós que seria simplesmente desnecessário recolher e processar gravações de voz.

Conversas com IA serão usadas em anúncios

Dito tudo isso sobre a suspeita de que a Meta capta informações usando microfones de celulares, vamos ao que realmente está confirmado: as interações com a Meta AI serão usadas para segmentar e exibir anúncios. A empresa atualizará sua política de privacidade e, a partir de 16 de dezembro, permitirá que as conversas com o assistente façam parte das informações consideradas na hora de mostrar propagandas.

Símbolo da Meta AI ao lado dos logotipos do WhatsApp, Facebook e Instagram
Meta AI funciona no WhatsApp, Messenger, Instagram e Facebook (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As regras vão valer no mundo todo, menos na Coreia do Sul, no Reino Unido e na União Europeia, devido a leis que vedam esse tipo de coleta de dados. Os usuários serão notificados nos próximos dias sobre a mudança.

Não haverá opção para recusar o uso das conversas na publicidade. A Meta promete que interações com a inteligência artificial sobre assuntos sensíveis não serão captadas — isso inclui religião, orientação sexual, visões políticas, saúde, origem étnica ou racial, crenças filosóficas e participação em sindicatos.

Apesar dessa coleta de dados, a companhia não tem planos imediatos para colocar anúncios diretamente na Meta AI.

“Eu juro, nós não escutamos o seu microfone”, diz chefe do Instagram

Adam Mosseri, diretor do Instagram (imagem: divulgação/Meta)

Meta AI funciona no WhatsApp, Messenger, Instagram e Facebook (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Meta lança o Vibes, feed de vídeos curtos gerados por IA

GIF mostra a interface do Meta Vibes. À esquerda, uma miniatura mostra um personagem peludo e laranja, com dois olhos redondos, sentado em uma motocicleta e segurando uma caixa. No centro, um círculo gradiente em tons de azul, roxo e rosa representa uma paleta de cores. No centro-superior, uma barra mostra o texto "Remix". À esquerda do círculo, estão os botões "Add music", "Change image" e "Change animation". À direita do círculo, estão miniaturas de diversas imagens, incluindo um gato de óculos de sol e pepinos nos olhos, e um carro em uma paisagem com pôr do sol.
Meta Vibes é um feed de vídeos gerados por IA (GIF: reprodução)
Resumo
  • Meta lançou o Vibes, um feed de vídeos curtos criados por inteligência artificial, disponível no app Meta AI e no site meta.ai.
  • O formato é semelhante ao TikTok e Reels e permite gerar vídeos do zero ou remixar clipes com opções de personalização.
  • Pelo menos nessa fase inicial, a empresa desenvolve o Vibes em parceria com a Midjourney e Black Forest Labs.

A Meta anunciou ontem (25/09) o Vibes, um feed dedicado a vídeos curtos gerados por inteligência artificial. Disponível no app Meta AI e na versão web (meta.ai), a novidade lembra o TikTok e o Reels, mas com um diferencial: todo o conteúdo é criado por IA.

O CEO Mark Zuckerberg mostrou em uma publicação no Instagram exemplos de vídeos criados pelo sistema: criaturas felpudas saltando entre cubos, um gato sovando massa de pão e até a simulação de uma mulher tirando selfie em uma sacada com vista para o Egito Antigo.

Como funciona o Vibes?

Três imagens geradas por inteligência artificial são exibidas lado a lado em formato de story. A primeira imagem, à esquerda, mostra várias criaturas fofas, redondas e peludas, em tons de branco e rosa. A segunda, no centro, é uma foto de um **gatinho ruivo** filhote usando um chapéu de padeiro e amassando uma massa de pão em uma cozinha rústica. A terceira, à direita, mostra uma **mulher vestida como a rainha Cleópatra** egípcia, tirando uma *selfie* com um celular em uma varanda com vista para um vale montanhoso e um rio ao pôr do sol.
Mark Zuckerberg compartilhou exemplos de vídeos criados no Vibes (imagem: reprodução)

De acordo com a Meta, o feed exibe vídeos feitos tanto por criadores quanto por outros usuários. O algoritmo da plataforma deve personalizar o conteúdo ao longo do tempo, mas o público terá a opção de gerar vídeos do zero ou remixar clipes já existentes no feed, adicionando novos elementos visuais, trilha sonora e ajustes de estilo antes da publicação.

Os vídeos podem ser postados diretamente no Vibes, enviados por mensagem privada ou compartilhados em outras plataformas da empresa, como Instagram e Facebook.

O chefe de IA da Meta, Alexandr Wang, explicou que, nesta fase inicial, a empresa conta com parcerias externas com os geradores de imagens de IA Midjourney e o Black Forest Labs para a primeira versão do Vibes, enquanto ainda desenvolvem seus próprios modelos.

Duas telas de celular mostram a interface do Meta Vibes. A tela à esquerda tem o título "Restyle" e mostra duas fotos: a superior é de quatro pessoas sorrindo em um parque; a inferior é de uma mulher com uma jaqueta branca. Abaixo, o texto "90s hip-hop". A tela à direita tem o título "Remix" e mostra uma foto de um monstro peludo e laranja em pé em uma rua molhada, segurando um guarda-chuva preto.
Conteúdo do Vibes é produzido por IA (imagem: divulgação/Meta)

Novidade contraditória?

A recepção inicial não foi tão positiva, pelo menos na publicação de Zuckerberg. Nos comentários, usuários afirmam que “ninguém quer” esse tipo de recurso, e que a novidade é “lixo de IA”.

Vale lembrar: em julho, o Facebook anunciou medidas para barrar conteúdo inautêntico criado por IA. Antes, o YouTube começou a adotar ações no mesmo sentido.

Contudo, todo o setor de IA da Meta está passando por uma reestruturação. Em junho, a empresa criou o Meta Superintelligence Labs, mas após a saída de pesquisadores importantes precisou reorganizar a área em quatro frentes: modelos de base, pesquisa, integração em produtos e infraestrutura.

Com informações do TechCrunch

Meta lança o Vibes, feed de vídeos curtos gerados por IA

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