Visualização de leitura

China bane versão especial do Windows 10 em órgãos de governo

Monitor exibindo janela que informa que o PC tem o Windows 10
China bane versão especial do Windows 10 em órgãos de governo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo da China proibiu o uso do Windows 10 China Government Edition em órgãos públicos devido a preocupações com a segurança digital.
  • A Microsoft afirma não ter conhecimento de problemas de segurança nessa versão especial do sistema.
  • O governo chinês pode estar buscando reduzir a dependência de tecnologias americanas, considerando opções chinesas como o HarmonyOS da Huawei e distribuições Linux Kylin e UOS.

O Ministério da Segurança do Estado da China ordenou que determinados órgãos governamentais deixem de utilizar uma versão especial do Windows 10 em seus computadores. O motivo alegado: preocupações com a segurança digital. Mas essa também é vista como uma ação de distanciamento de tecnologias americanas.

Para ser exato, o governo chinês determinou o fim do uso do Windows 10 China Government Edition. Trata-se, de fato, de uma versão especial do sistema desenvolvida pela C&M Information Technologies (CMIT), uma joint venture criada em 2016 pela Microsoft e a estatal China Electronics Technology Group. O lançamento oficial ocorreu em 2017.

A tal versão é baseada no Windows 10 Enterprise, mas suprime recursos normalmente direcionados a usuários finais, como o aplicativo do OneDrive. Ao mesmo tempo, essa versão prioriza recursos que permitem aos órgãos públicos que a usam terem mais controle sobre coleta de dados e atualizações do sistema, por exemplo.

Se é assim, por que a China quer se livrar dessa edição do Windows 10?

O plano original era o de descontinuar o Windows 10 China Government Edition em fevereiro de 2027, quando o sistema completaria um ciclo de vida de dez anos. Mas, de acordo com a Bloomberg, o governo da China optou por antecipar a descontinuação devido a preocupações com segurança, como já informado.

Contudo, as autoridades chinesas não explicaram quais aspectos do Windows 10 estão no cerne dessa preocupação. Além disso, a Microsoft informou à Bloomberg não ter conhecimento sobre nenhum problema de segurança na tal versão especial do sistema e que atualizações de software continuam sendo oferecidas a ela.

Área de Trabalho do Windows 10
Área de Trabalho do Windows 10 (imagem: Emerson Alecri/Tecnoblog)

É isso que levanta a hipótese de, na verdade, este ser um passo de distanciamento do governo chinês em relação a tecnologias americanas, dada a tensão política existente entre China e Estados Unidos que se fortaleceu nos últimos anos.

Reforçam essa possibilidade as opções de sistemas operacionais que estão sendo consideradas para a substituição: em vez do Windows 11, o HarmonyOS, da Huawei, e as distribuições Linux Kylin e UOS.

Vale lembrar que as versões “normais” do Windows 10 tiveram o seu suporte encerrado em outubro de 2025. Porém, ainda é possível atualizar o sistema por meio do programa Atualizações de Segurança Estendidas (ESU).

Originalmente, as atualizações seriam oferecidas somente até outubro de 2026 para PCs domésticos. Contudo, a Microsoft estendeu o ESU do Windows 10 para consumidores até outubro de 2027, sem custo adicional.

Para usuários domésticos, o ESU do Windows 10 pode ser ativado por meio de um pagamento de US$ 30 ou via procedimentos gratuitos. Para empresas, o programa é pago e pode ter duração de até três anos, com renovação anual.

China bane versão especial do Windows 10 em órgãos de governo

Microsoft revela mais opções para quem quer manter o Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 10: "tá tudo bem agora" (imagem: Emerson Alecri/Tecnoblog)
  •  

Congresso dos EUA sofre com projetos de lei gerados por IA

Imagem mostra o prédio do Congresso Americano
Consultores legislativos do Congresso dos EUA têm revisado conteúdo superficial de IA (foto: Flickr/Gage Skidmore)
Resumo
  • O Congresso dos Estados Unidos enfrenta problemas com textos gerados por inteligência artificial (IA).
  • Consultores Legislativos relatam erros de escrita e informações erradas em projetos de lei e documentos analisados.
  • O uso de IA aumentou o volume de projetos enviados para revisão em 70% em relação a 2025.

O Congresso dos Estados Unidos é o mais recente alvo do chamado AI Slop, grande volume de conteúdos de baixa qualidade gerados por inteligência artificial. O problema tem sido relatado por consultores legislativos do Capitólio, profissionais que revisam projetos de lei e outros documentos produzidos pelas equipes de senadores e deputados.

Segundo os relatos, os documentos chegam com muitos erros de escrita, informações erradas e falta de profundidade, dinâmica que teria atrasado o fluxo legislativo estadunidense. Ao site especializado Politico, um dos funcionários afirmou que as equipes utilizam versões básicas do ChatGPT e Claude para redigir o material.

De acordo com o site, o uso de IA também levou a um aumento no volume de projetos enviados para revisão, que cresceu 70% em relação a 2025.

IA pode comprometer projetos de lei

Segundo os entrevistados pelo site Politico, o problema vai além dos erros “clássicos” das IAs, como as alucinações. Entre os exemplos levantados pelo conselheiro Wade Ballou, que chefiou a US House Office of Legislative Counsel (órgão responsável pelas revisões) entre 2016 e 2024, estão a definição de termos básicos como “estado” e a definição de tipos de verba pública.

Outro problema levantado pelos especialistas é, justamente, a baixa qualidade do trabalho entregue pelos gabinetes com o uso massivo de IA. Como a produção fica mais automatizada, deputados e seus assessores já não têm mais tanto entendimento do que estão propondo.

Saída também passa pelo uso de IA

Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Uso de IA de forma “desleixada” pode ser resolvido com outra ferramenta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como saída, os consultores estão recorrendo a outra ferramenta de IA para aprimorar a revisão. A Comparative Print Suite compara projetos a leis já estabelecidas para apontar evoluções no texto promulgado e apontar possíveis modificações a partir das novas sugestões.

O site Engadget lembra que o recurso também permite visualizar erros, ao invés de “passar por cima” de possíveis alucinações para entregar os documentos. Vale lembrar que o aumento no número de propostas também é uma preocupação, o que tem tomado muito tempo do trabalho dos Conselheiros Legislativos nos últimos anos.

AI Slop já é um problema real

O chamado AI Slop, ou “desleixo” de IA, na tradução literal, tem sido um problema em diversos ambientes online. Diante disso, plataformas vêm adotando medidas para frear a circulação de material superficial.

O LinkedIn, por exemplo, prometeu diminuir a distribuição de publicações claramente feitas com uso massivo de inteligência artificial, lançando inclusive um botão para denunciar casos de AI Slop.

Menu do LinkedIn mostrando o botão “Seems like AI slop” para denunciar publicações suspeitas de IA
LinkedIn agora tem botão “Seems like AI slop” para denunciar material de baixa qualidade (imagem: Tecnoblog)

Antes, o Tinder firmou parceria com o polêmico serviço de reconhecimento de retina World ID para diminuir a relevância de perfis criados com a ferramenta.

Enquanto isso, grandes empresas de IA estariam recorrendo a livros impressos para treinar seus modelos, em busca de conteúdo considerado mais confiável do que o material encontrado na internet.

Congresso dos EUA sofre com projetos de lei gerados por IA

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Meta começa a ser julgada nos EUA por prejudicar crianças e adolescentes

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta está sendo processada nos EUA por 29 promotorias estaduais que alegam que as redes sociais da empresa violam leis de proteção à saúde e privacidade de crianças e adolescentes.
  • As promotorias querem US$ 1,4 trilhão em multas e mudanças nas redes sociais da Meta, como implementação de verificação parental e alterações nos algoritmos de recomendação.
  • A empresa nega as acusações, mas especialistas compararam o processo às ações contra a indústria do tabaco nos anos 90.

A Meta começará a ser ouvida nesta terça-feira (18/08) em um julgamento nos Estados Unidos, sob acusação de que suas redes sociais teriam violado leis que protegem a saúde e a privacidade de crianças e adolescentes.

O processo foi movido por 29 promotorias estaduais e pede US$ 1,4 trilhão (R$ 7,28 trilhões) em multas. Outro objetivo é obrigar a companhia a fazer mudanças em seus produtos, como forma de seguir as leis de proteção aos consumidores.

Ilustração com os ícones de WhatsApp, Instagram e Facebook inseridos numa caixa com a marca da Meta
Meta é dona de WhatsApp, Instagram e Facebook (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

“Nós discordamos veementemente destas acusações e estamos confiantes que as evidências mostrarão nosso compromisso de longa data com o apoio aos jovens”, disse um porta-voz da empresa à BBC.

Especialistas em direito ouvidos pela CNBC comparam o processo às ações movidas contra a indústria do tabaco nos anos 90, quando fabricantes de cigarros foram forçadas a pagar bilhões de dólares por esconder da população os perigos de seus produtos à saúde. Depois disso, a influência do setor diminuiu consideravelmente.

O que as promotorias alegam contra a Meta?

A acusação principal é de que a Meta criou funcionalidades para capturar a atenção e prolongar o tempo que os jovens passam nas redes sociais. Isso inclui o botão de curtir, a rolagem infinita e os algoritmos de recomendação, que supostamente encorajariam o uso compulsivo e aumentariam os lucros da companhia com publicidade.

A empresa dificultaria, inclusive, a diminuição do uso das redes, usando notificações para atrair os adolescentes de volta às plataformas.

Símbolo de like (mão com o polegar levantado) em 3D
Botão de like é apontado como um dos fatores viciantes das redes (imagem: Mizter_X94/Pixabay)

Outro ponto é que os produtos da Meta teriam prejudicado a educação e o sono dos adolescentes. Os filtros visuais presentes nas redes também teriam como consequência o aumento de transtornos alimentares e dismorfia corporal.

Por fim, o processo aponta que a Meta sabia que crianças com menos de 13 anos estavam no Instagram e no Facebook, algo que ela mesma proíbe, e que a empresa coletou informações pessoais sobre estes usuários sem consentimento dos pais, violando leis de proteção de privacidade na infância.

“Vamos mostrar ao júri que a Meta ocultou o que ela sabia sobre os danos causados por seus produtos aos jovens, porque ignorar os problemas era mais lucrativo”, disse Russell Coleman, promotor-geral do Kentucky, à BBC.

O que as promotorias querem que a Meta faça?

Além do pagamento de uma multa trilionária, os estados pedem que a Meta seja obrigada a fazer mudanças nas suas redes sociais.

  • Implementar um processo de verificação parental para usuários adolescentes.
  • Mudar os algoritmos de recomendação.
  • Remover filtros de imagem que mudem a aparência.
  • Remover a reprodução automática de vídeos.
  • Proibir a criação de múltiplas contas.
  • Encerrar posts temporários, como os Stories do Instagram.

Meta teve derrotas recentes em ações similares

No início do mês de agosto de 2026, a Meta foi considerada um “incômodo público” (“public nuisance”, em inglês) pela Justiça do Novo México, que comparou a extensão das interferências negativas das redes sociais aos danos generalizados causados pela poluição do ar.

Essa foi a segunda condenação da companhia no estado. Somando as punições, o valor fica perto de US$ 1 bilhão, dinheiro que será destinado a programas de conscientização e terapia de crianças e adolescentes. Além disso, a empresa deverá adotar medidas para proteger este público do vício nas plataformas e da ação de abusadores.

Antes disso, um processo movido por uma mulher identificada apenas como Kaley também derrotou Meta e YouTube em uma ação sobre mecanismos viciantes nas redes sociais.

Ela contou ter criado diversas contas no YouTube e no Instagram para curtir seus próprios posts, na esperança de aumentar o engajamento com outros usuários e se sentir melhor em relação à validação e à autoestima.

Na época, Kaley tinha nove anos de idade. Aos dez, ela foi diagnosticada com depressão.

Com informações da CNBC, BBC e NPR

Meta começa a ser julgada nos EUA por prejudicar crianças e adolescentes

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta é dona de WhatsApp, Instagram e Facebook (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Mizter_X94/Pixabay)
  •  

Google paga US$ 10 milhões por dados de companhia aérea falida

Avião da Spirit Airlines em uma pista
Spirit Airlines encerrou as operações após duas recuperações judiciais (imagem: reprodução)
Resumo
  • O Google adquiriu dados corporativos da Spirit Airlines por US$ 10 milhões para treinar modelos de IA.
  • O pacote inclui milhões de e-mails e linhas de código, além de documentos internos da companhia aérea.
  • A aquisição visa aprimorar produtos do Google com dados de operações corporativas reais, sem incluir dados pessoais de passageiros ou clientes.

O Google venceu um leilão de falência realizado nos Estados Unidos e adquiriu os dados corporativos da extinta companhia aérea Spirit Airlines. O acordo de US$ 10 milhões (cerca de R$ 52 milhões na cotação atual) transfere o acervo digital da empresa de aviação para a gigante das buscas.

O objetivo é utilizar o vasto histórico de comunicações operacionais e métricas de negócios para treinar modelos de linguagem e aprimorar produtos de inteligência artificial.

O que inclui o acervo leiloado pela Spirit Airlines?

A aquisição engloba um volume gigantesco de documentação, mas a oficialização da compra ainda aguarda a aprovação final de um juiz federal. Segundo os autos do processo, a transferência inclui quase 100 milhões de e-mails corporativos, mais de 500 milhões de chats trocados via Microsoft Teams, agendas, auditorias financeiras e materiais de campanhas de marketing.

O Google também assumirá a posse de 30 milhões de linhas de código, metadados de desenvolvimento, modelos e algoritmos de software da companhia aérea, bem como dados detalhados sobre receita, métricas de operações de aeronaves e relatórios de produtividade de funcionários e de recursos humanos.

Por que o Google quer os dados?

Imagem mostra o logo do Google no escritório da empresa em São Paulo
Google investiu em acervo para treinar modelos de linguagem (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

A big tech pretende processar toda essa documentação para alimentar suas redes neurais com situações e resoluções do mundo corporativo real, já que modelos de IA atuais ainda enfrentam dificuldades em tarefas executivas. Experimentos recentes mostram essa limitação: a Anthropic, por exemplo, colocou seu modelo Claude para gerenciar uma máquina de vendas automatizada, mas o agente tomou uma série de decisões erradas e acabou gerando prejuízo.

A entrada do banco de dados de uma operação logística e corporativa complexa como a da Spirit Airlines oferece elementos valiosos sobre como uma grande empresa lida com fornecedores, gerencia crises e toma decisões de gestão.

Um porta-voz do Google confirmou o plano à agência Bloomberg: “Adquirimos parte de um conjunto de dados corporativos da Spirit Airlines que pode ser útil para aprimorar nossos produtos e modelos de IA”.

Como ficam os dados de passageiros e clientes?

O contrato de venda proíbe a transferência de informações pessoais. Foram excluídos da compra cerca de 97,5 milhões de perfis de passageiros da Spirit Airlines, além de mais de 50 milhões de registros de membros do programa de fidelidade da companhia.

Os dados corporativos vendidos serão categorizados como “desidentificados”, assegurando que nenhum arquivo possa ser atrelado a um indivíduo específico. O contrato também exige que o Google concorde em não desenvolver ferramentas para tentar reidentificar os usuários.

Spirit Airlines encerrou operações em 2026

A ruína da Spirit Airlines ocorreu após a empresa enfrentar duas recuperações judiciais em 2025, amargando perdas de US$ 257 milhões (R$ 1,3 bilhão), e um resgate governamental de US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) negado por credores. Em maio deste ano, a companhia encerrou oficialmente suas operações. A Spirit nunca operou voos regulares de passageiros no Brasil.

Segundo o CEO Dave Davis, o serviço tornou-se insustentável devido à alta dos combustíveis impulsionada por conflitos geopolíticos entre EUA, Israel e Irã, selando o primeiro colapso de uma grande companhia aérea americana desde a quebra da Midway Airlines após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Google paga US$ 10 milhões por dados de companhia aérea falida

Escritório do Google em São Paulo (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)
  •  

Memórias RAM já estão 500% mais caras e preços seguem aumentando

Módulos de memória RAM da marca Crucial
Aumentos de preços são mais expressivos para memórias DDR5 (imagem: divulgação)
Resumo
  • preços de memórias RAM aumentaram 500% entre 2025 e 2026 nos EUA;
  • aumento é muito maior em memórias DDR5 e kits com maior capacidade;
  • preços devem continuar aumentando, com alguma estabilização esperada somente para 2028.

A essa altura, você já sabe que os preços das memórias RAM dispararam. Mas de quanto é esse aumento? Isso varia de país para país ou de produto para produto. Mas, nos Estados Unidos, que servem de base de comparação para outros mercados, os preços já aumentaram cerca de 500% entre 2025 e 2026.

É o que um levantamento do Tom’s Hardware mostra. Considerando o segmento de PCs, ali, fica claro que a escalada de preços é muito mais expressiva para memórias DDR5. Outro aspecto que fica claro é o de que kits de memória com mais capacidade são os que receberam os maiores reajustes:

Kits de DDR5Preço médio em 08/2025Preço médio em 08/2026Diferença
4.800 MT/s /
2 × 16 GB
US$ 90US$ 425+372%
5.200 MT/s /
2 × 16 GB
US$ 100US$ 480+380%
5.600 MT/s /
2 × 16 GB
US$ 116US$ 528+355%
6.000 MT/s /
2 × 16 GB
US$ 108US$ 572+429%
5.600 MT/s /
2 × 32 GB
US$ 191US$ 1.118+485%
6.000 MT/s /
2 × 32 GB
US$ 222US$ 1.272+473%

Repare que a tabela reúne somente preços de kits com dois módulos de memória DDR5. Mas a elevação de preços também afeta módulos comercializados individualmente. Nesta categoria, alguns aumentos chegam a ser mais de dez vezes maiores do que o preço original.

É o caso de um módulo G.Skill de 128 GB de DDR5-6400 que era vendido por US$ 329 em 2025, mas, agora, custa US$ 3.399.

Para lidar com essas disparidades, há quem esteja preferindo recorrer a computadores que ainda usam memórias DDR4 ou fazer upgrades em máquinas baseadas nesse padrão. Mas essa é uma estratégia que só funciona até certo ponto: módulos DDR4 também ficaram mais caros, a diferença é que em proporções “menos piores”, que variam entre 120% e 180%.

Módulo de memória RAM (imagem: Charlie Belvin Designs/StockSnap)
Preços das memórias RAM devem continuar subindo (imagem: Charlie Belvin Designs/StockSnap)

Sem perspectiva de melhora no curto prazo

A pior parte dessa história toda é que os preços das memórias RAM devem continuar aumentando nos próximos meses. Alguns analistas acreditam que alguma estabilidade só será notada em 2028 e, mesmo assim, essa tem sido considerada uma expectativa otimista.

O motivo de tudo isso continua sendo a inteligência artificial: o número de aplicações do tipo aumenta em um ritmo tão acelerado que a quantidade de data centers construídos ou ampliados para atendê-las não para de crescer. Não por acaso, toda a produção de memória RAM prevista para 2027 já foi comercializada.

A situação é tão complicada que, para amenizar os seus efeitos, fabricantes de PCs estão apostando em máquinas que trazem menos quantidade de memória. Provavelmente, foi esse cenário que levou a Microsoft a fazer uma promessa inesperada: tornar o Windows 11 otimizado para rodar em computadores com apenas 8 GB de RAM.

Memórias RAM já estão 500% mais caras e preços seguem aumentando

Módulo de memória RAM (imagem: Charlie Belvin Designs/StockSnap)
  •  

EUA contratam 2 mil gamers como controladores de voo

Captura de tela de trailer do Microsoft Flight Simulator. Imagem mostra aviões circulando na pista, um avião voando no canto esquerdo e uma torre de controle
Programa buscou gamers para atender falta de controladores de voo (imagem: reprodução/Microsoft Flight Simulator)
Resumo
  • O governo dos Estados Unidos contratou mais de 2 mil jogadores de videogame como controladores de tráfego aéreo.
  • A campanha buscou jovens com habilidades como raciocínio rápido e multitarefa, comuns em jogadores de videogame.
  • Os controladores de voo terão remuneração média anual acima de US$ 155 mil, treinamento remunerado e vantagens federais.

O governo dos Estados Unidos recrutou mais de 2 mil jogadores de videogame para a formação de novos controladores de tráfego aéreo. A iniciativa faz parte de uma campanha lançada em abril pelo Departamento de Transportes (USDOT) e pela Administração Federal de Aviação (FAA) para enfrentar a escassez de profissionais no setor.

Segundo o secretário de Transportes, Sean Duffy, em publicação na rede social X, o resultado representa 94% da meta anual de contratação.

O governo também afirmou que o processo de seleção foi o mais rápido já registrado para a área, acelerando a entrada dos candidatos na academia de formação técnica da FAA. Além dos recém-contratados, a agência ainda avalia outros 2 mil canditados.

Essa não é a primeira vez que a FAA tenta atrair pessoas ligadas ao universo dos games. Em 2021, ela promoveu a campanha Level Up, também para renovar e diversificar a força de trabalho da aviação comercial.

Como a campanha atraiu candidatos?

A ação adotou uma comunicação inspirada em jogos populares, como Fortnite, e em simuladores de vôo, como o Microsoft Flight Simulator, e usou o slogan “Você esteve treinando para isso…”, destacando caracterísitcas valorizadas na profissão.

A campanha buscou jovens com habilidades associadas ao hobby, como tomada rápida de decisões, orientação espacial, raciocínio estratégico e capacidade de acompanhar várias informações ao mesmo tempo.

🚨 GAME CHANGER

In April, we launched a NEW CAMPAIGN to recruit video gamers as air traffic controllers — and supercharged the entire hiring process to get the BEST & BRIGHTEST in faster. The results are HISTORIC ✈

✅ 94% of hiring goal met — fastest time ever to reach target… pic.twitter.com/gN3OGmEIBB

— Secretary Sean Duffy (@SecDuffy) August 9, 2026

Controladores de voo são responsáveis por acompanhar aeronaves em movimento, orientar pilotos e lidar com mudanças de rota e clima.

Para tornar a carreira mais atraente, o portal do programa também citava benefícios como treinamento remunerado, vantagens federais e remuneração média anual acima de US$ 155 mil (cerca de R$ 850 mil, em conversão direta) após três anos de serviço. O salário é um dos principais motivos para a falta de pessoal no setor, segundo o Polygon.

Escassez pressiona aviação

Avião da United Airlines (Imagem: raymondclarkeimages/ Flickr)
Escassez de pessoal é uma das razões para estresse na profissão (Imagem: raymondclarkeimages/ Flickr)

A ofensiva tenta responder a queda de cerca de 6% no número de controladores ativos na última década, cenário agravado por paralisações governamentais, aposentadorias em massa, interrupções nos treinamentos durante a pandemia de covid-19 e a falta de estabilidade salarial.

Em abril, a FAA contava com cerca de 11 mil controladores ativos e 4 mil estagiários em formação, segundo dados citados pela CNN, número considerado insuficiente para atender à demanda operacional dos aeroportos estadunidenses.

A falta de pessoal é apontada como uma das principais razões para a carreira ser considerada uma das mais estressantes, o que também leva a preocupações sobre segurança. Em março, por exemplo, a colisão entre um avião da Air Canada Express com um caminhão de bombeiros a mais de 160 km/h na pista reacendeu as discussões sobre esse déficit no país.

EUA contratam 2 mil gamers como controladores de voo

  •  

EUA deveriam fiscalizar IA no mundo todo, diz chefe do Google DeepMind

Foto de Demis Hassabis ao lado de uma placa branca. Ele veste um blazer preto, com uma gravata azul e uma camisa branca.
Demis Hassabis sugere entidade de fiscalização para IAs avançadas (foto: John Sears/Wikimedia)
Resumo
  • O CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, sugere que os EUA liderem uma entidade internacional para fiscalizar modelos de IA.
  • A entidade avaliaria riscos e poderia recomendar que novas tecnologias fossem adiadas pela indústria, mirando os chamados modelos de fronteira.
  • O governo dos EUA já supervisiona empresas de IA do país, tendo barrado novos modelos da Anthropic e OpenAI.

O CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, defendeu a criação de uma entidade internacional, liderada pelos Estados Unidos, para fiscalizar modelos avançados de inteligência artificial antes de se tornarem públicos.

Hassabis apresentou a ideia em um artigo de opinião no LinkedIn em que afirma que a força técnica, econômica e científica do país no setor de IA justificaria o comando da entidade. A instituição avaliaria riscos e poderia recomendar que novas tecnologias fossem adiadas pela indústria.

A proposta mira os chamados modelos de fronteira, nome usado para sistemas mais avançados, com capacidade de executar tarefas complexas e potencial impacto em áreas como segurança, economia, ciência e informação.

O vencedor do Nobel de Química sugere uma estrutura inspirada em entidades já existentes, reunindo cientistas independentes e representantes de comunidades de código aberto. Esse grupo ficaria responsável por avaliar riscos técnicos e possíveis impactos sociais. Se um sistema fosse considerado perigoso, a entidade poderia recomendar uma desaceleração coordenada no setor.

Governo Trump já supervisiona IA nos EUA

Donald Trump durante comício
Governo Donald Trump já controla distribuição de modelos recentes (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Ainda que a tal entidade não exista, o governo estadunidense já supervisiona lançamentos recentes das grandes desenvolvedoras de IA do país e passou a ter a palavra final sobre a distribuição dos novos modelos.

Nas últimas semanas, Anthropic e OpenAI tiveram modelos barrados pela administração de Donald Trump, pelo alto potencial de uso das ferramentas por cibercriminosos.

A empresa de Sam Altman teve que adiar o lançamento do novo modelo GPT-5.6 para o público geral, o que só ocorreu na semana passada, enquanto a dona do Claude foi proibida, em meados de junho, de liberar os modelos Fable 5 e Mythos 5 para estrangeiros (mesmo aqueles que estivessem dentro dos EUA).

A permissão para a expansão do uso do Fable 5 só veio neste mês, enquanto o Mythos 5 segue limitado ao uso de empresas parceiras, por decisão da própria Anthropic.

Segundo o portal Axios, o chefe do Google DeepMind vem discutindo a proposta com autoridades e lideranças do setor há meses, incluindo integrantes do governo de Donald Trump. Ao portal, Hassabis disse que espera ver a organização estruturada ainda este ano, e que a recepção dentro do governo tem sido “muito positiva”.

Promessa pela AGI

Ilustração de tipos de inteligência artificial, com robôs humanoides. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é exibido.
Hassabis acredita que AGI está próxima (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para Hassabis, a velocidade em que os modelos de IA vem evoluindo justifica a criação da entidade. Segundo ele, a inteligência artificial geral, ou AGI, pode estar a “apenas alguns poucos anos de distância”.

AGI é o termo usado para descrever sistemas capazes de igualar ou superar humanos em diferentes tipos de tarefa intelectual. Ainda não há consenso sobre quando — ou se — isso será alcançado, mas a corrida para chegar até essa superinteligência faz com que a indústria gaste bilhões anualmente em infraestrutura e em novas contratações.

O último ano foi bastante decepcionante para as companhias que tentaram atingir a AGI. Novos modelos como a família Llama 4, da Meta, e o próprio GPT-5, da OpenAI, não tiveram evoluções tão significativas em termos de aprendizagem.

EUA deveriam fiscalizar IA no mundo todo, diz chefe do Google DeepMind

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Paramount enfrenta ação de 12 estados dos EUA por compra da Warner

Foto da caixa d'agua com o logo da Paramount
Estados tentam barrar compra da Warner pela Paramount (imagem: divulgação/Paramount)
Resumo
  • Califórnia e outros 11 estados dos EUA entraram com uma ação judicial contra a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount.
  • Os estados alegam que a fusão concentraria poder demais em uma única companhia e reduziria a concorrência no cinema e na TV por assinatura.
  • Os procuradores-gerais pedem que a Paramount e a Warner adiem o fechamento da operação.

O apelo da indústria audiovisual dos Estados Unidos contra a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount ganhou mais aliados. A Califórnia e outros 11 estados do país entraram na Justiça nesta segunda-feira (13/07) para tentar barrar o negócio, avaliado em US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 566 bilhões).

Os procuradores-gerais de cada região afirmam que o negócio concentraria poder demais em uma única companhia, reduzindo a concorrência no cinema e na TV por assinatura. A ação foi apresentada pelos seguintes estados:

  • Arizona
  • Califórnia
  • Colorado
  • Connecticut
  • Massachusetts
  • Minnesota
  • Nevada
  • Nova Jersey
  • Novo México
  • Nova York
  • Oregon
  • Washington

O pedido é que a Paramount e a Warner adiem voluntariamente o fechamento da operação até o fim do processo. Caso contrário, os estados buscarão uma ordem judicial para impedir a conclusão da fusão. Vale lembrar que a Paramount se comprometeu a pagar cerca de US$ 650 milhões (R$ 3,3 bilhões) por trimestre aos acionistas da WBD caso o negócio não fosse concluído até o fim de setembro.

Comandada pelo bilionário David Ellison, a Paramount defende que a união criaria uma empresa capaz de competir com Netflix e Disney, que dominam as assinaturas em streaming. O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) já aprovou a compra.

No Brasil, o Conselho Adminstrativo de Defesa Econômica (Cade) também deu o aval para o negócio. Embora seja uma operação entre empresas americanas, a fusão precisou passar pelo órgão brasileiro, já que a Warner e a Paramount operam no país com serviços de streaming, canais de TV e distribuição de filmes.

Risco de concentração de mercado

Warner e Paramount juntas concentrariam poder em diversos setores (imagem: reprodução)

A ação aponta que a empresa combinada ficaria com 27% do mercado de distribuição de filmes nos EUA. Em produções de grande orçamento, os chamados blockbusters, a fatia chegaria a 30%. Com o acordo, a empresa reuniria franquias como Harry Potter, Senhor dos Anéis, Transformers e Star Trek.

Sem a concorrência direta, redes de exibição poderiam enfrentar condições comerciais piores, com reflexosno preço dos ingressos, afirmam os procuradores.

Outra preocupação é quanto à TV por assinatura, colocando, sob o mesmo teto, canais como CNN, CBS, MTV, HGTV, Cartoon Network e Nickelodeon. Segundo a ação, a nova empresa controlaria os mesmos 27% do mercado de canais básicos de TV paga nos EUA, aumentando o poder de negociação com distribuidoras e operadoras. Vale lembrar que a Paramount descontinuou os canais de TV por assinatura no Brasil para focar no streaming.

Paramount quis redes de TV

A inclusão dos canais de TV foi uma exigência de Ellison durante as negociações. A WBD anunciou, em 2025, a pretenção de separar o conglomerado em duas companhias distintas — uma com os ativos de cinema e TV premium, outra voltada a televisão tradicional.

O plano seguiu o mesmo durante o período em que a Netflix havia entrado em acordo para aquisição da divisão de entretenimento. A oferta de Ellison, entretanto, voltou a incluir o conglomerado completo.

Sindicatos e cinemas resistem ao acordo

Placa “HOLLYWOOD” em colina
Indústria teme cortes e diminuição de oferta de empregos (imagem: reprodução)

A fusão é vista pela indústria como uma ameaça, por potencialmente levar a cortes de equipes e sobreposição de departamentos. Donos de cinema também temem que a combinação reduza o número total de filmes lançados por ano, especialmente se a nova companhia concentrar investimentos em menos produções de maior orçamento. A Paramount promete 30 lançamentos por ano nas telonas.

O negócio recebe críticas de opositores da gestão de Donald Trump, que acusam o governo de favorecer aliados políticos. O rumor teve início em uma negociação anterior, quando a produtora de Ellison, Skydance, comprou a Paramount por US$ 8,4 bilhões (R$ 43 bilhões).

À época, críticos acusaram a empresa de favorecer pedidos de Trump para facilitar a aquisição, incluindo a demissão e encerramento do programa de Stephen Colbert e o fim de processos judiciais, segundo a Variety. O presidente Trump negou que essa amizade exista.

As críticas à compra pela Paramount também não significam apoio do mercado à Netflix. Durante o período em que o streaming esteve liderando as propostas, a indústria temia demissões em massa e um efeito dominó que poderia por em risco distribuidoras e exibidores.

Paramount enfrenta ação de 12 estados dos EUA por compra da Warner

(imagem: divulgação/Paramount)

  •  

Copilot vai dizer o que está deixando o Windows 11 lento

Windows 11
Windows 11 vem com Copilot instalado (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • O Copilot, assistente de IA da Microsoft, ganhará uma funcionalidade “PC Insights” para analisar uso de recursos do sistema e identificar causas de problemas de Windows 11.
  • A ferramenta poderá ler dados como uso de CPU, GPU e RAM, espaço de armazenamento e informações do sistema, mas funcionará apenas em modo “somente leitura”, sem capacidade de alterar configurações ou encerrar processos.
  • A presença do Copilot pode ser um problema em máquinas com pouca memória, pois sua interface baseada em web e uma versão própria do Microsoft Edge podem ocupar até 1 GB de RAM.

A Microsoft prepara uma nova funcionalidade para o Copilot: o assistente com inteligência artificial será capaz de analisar o uso recente de recursos de sistema, como CPU e RAM, e apontar a causa de um problema.

Chamada “PC Insights”, a ferramenta está sendo liberada gradualmente nos Estados Unidos, de acordo com informações obtidas pelo Windows Latest junto à Microsoft.

Como o Copilot vai ajudar PCs lentos?

Captura de tela da interface de um aplicativo digital aberto sobre o fundo azul do Windows. A janela possui fundo cinza-escuro com degradê esverdeado. Na lateral esquerda há uma barra vertical com ícones brancos e um logotipo colorido no topo. No centro, o texto branco diz "Nice to see you, mayank. What’s new?". Abaixo, há uma barra de pesquisa com o texto "What is my current CPU usage?". Mais abaixo, botões ovais cinzas trazem sugestões em inglês como "Compose a song", "Brainstorm ideas" e "Learn something new".
Perguntas sobre uso de recursos podem ser feitas diretamente no Copilot (imagem: reprodução/Windows Latest)

O Copilot ganhou acesso a uma API do Windows, passando a ser capaz de analisar várias informações sobre o computador. Assim, o PC Insights permitirá ao usuário fazer perguntas sobre seu próprio computador, como, por exemplo, “Qual é o uso de CPU neste momento?”, diretamente na tela do assistente.

Apesar de conseguir ler e interpretar dados, o Copilot funciona em modo “somente leitura”. Isso significa que o usuário não poderá pedir para o assistente resolver problemas, como encerrar apps ou mudar configurações.

Segundo o Windows Latest, a ferramenta pode ler e interpretar as seguintes informações:

  • Recursos de sistema, como uso de CPU, GPU e RAM.
  • Espaço de armazenamento total e disponível, incluindo se é possível instalar jogos e games.
  • Tamanho de pastas e arquivos.
  • USB, dispositivos conectados e estado atual deles, como HDs externos, impressoras e webcams.
  • Saúde da bateria.
  • Presença de antivírus.
  • Especificações do sistema.
  • Informações da BIOS.
  • Estado geral do aparelho.

Ainda de acordo com a publicação, o Copilot não lê o conteúdo de arquivos, a menos que o usuário dê acesso explícito.

As perguntas podem ser encadeadas e o assistente é capaz de usar outras de suas ferramentas para trazer as respostas. Você pode, por exemplo, perguntar quanto de espaço livre tem no computador e, em seguida, questionar se é suficiente para instalar um jogo específico. O Copilot busca na web a informação sobre o espaço mínimo necessário para aquele game e traz a resposta.

Copilot pode ser o problema

Como nota o Windows Latest, por mais que o Copilot esteja sendo oferecido como uma ferramenta para identificar o que está deixando o PC lento, pode haver casos em que ele mesmo seja o problema.

A publicação explica: o assistente tem interface baseada em tecnologias web, o que já significa que o desempenho não é tão bom quanto poderia.

Além disso, para recursos de acesso à web e navegação, ele traz uma versão própria do Microsoft Edge. Ela fica rodando em segundo plano o tempo todo e chega a ocupar 1 GB de RAM. Em máquinas com pouca memória, isso pode ser um peso considerável.

Com informações do Windows Latest.

Copilot vai dizer o que está deixando o Windows 11 lento

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Perguntas sobre uso de recursos podem ser feitas diretamente no Copilot (imagem: reprodução/Windows Latest)
  •  

SK Hynix quebra recorde e tem estreia bilionária na Nasdaq

Sede da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
Sede da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
Resumo
  • A SK Hynix, fabricante sul-coreana de memória, estreou na Nasdaq levantando US$ 26,5 bilhões, o maior valor já obtido por uma empresa estrangeira em sua primeira oferta em uma bolsa americana.
  • A empresa planeja usar o dinheiro para financiar novas fábricas e equipamentos, visando atender à demanda crescente por chips de memória impulsionada pelo boom da inteligência artificial generativa.
  • O mercado de IA deve continuar em alta, com as quatro maiores empresas de tecnologia dos EUA (Amazon, Microsoft, Google e Meta) podendo investir até US$ 725 bilhões em infraestruturas de IA em 2026.

A fabricante de chips de memória SK Hynix fez sua estreia na bolsa de valores Nasdaq, dos Estados Unidos, nesta quinta-feira (09/07). A companhia conseguiu levantar US$ 26,5 bilhões (R$ 135,7 bilhões, em conversão direta) com a venda de ADRs (recibos que representam ações negociadas em uma bolsa estrangeira).

O valor é o maior já obtido por uma empresa estrangeira em sua primeira oferta em uma bolsa americana. Antes, o recorde era da chinesa Alibaba, com US$ 21,8 bilhões em 2014. A SK Hynix é sul-coreana e, atualmente, fica em segundo lugar no valor de mercado entre as empresas do país, atrás apenas da Samsung.

Qual é a importância da estreia da SK Hynix na Nasdaq?

Os números superlativos indicam que os investidores seguem confiando no crescimento da inteligência artificial generativa. A construção acelerada de data centers para treinamento e inferência fez a demanda por chips de memória disparar. Como efeito colateral, preços de produtos como smartphones e computadores vêm subindo nos últimos meses.

A SK Hynix é uma das três maiores fornecedoras desse mercado e tem empresas como Nvidia e Apple entre suas compradoras. A Samsung e a americana Micron completam o trio. As companhias atingiram a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em diferentes momentos de 2026.

Aumento de preço da memória RAM deixa eletrônicos mais caros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A alta demanda por RAM fez os preços do componente dispararem, já que as fornecedoras ficaram sem capacidade para atender a todo o mercado.

A estreia na Nasdaq tem ligação direta com esse cenário. Segundo a empresa, o dinheiro obtido com a venda dos papéis ajudará a financiar novas fábricas e equipamentos. A quantia de US$ 26,5 bilhões, porém, é pequena perto dos planos da SK Hynix, que incluem um conjunto de fábricas na Coreia do Sul, com custo estimado de US$ 390 bilhões.

Como está o mercado da IA?

Em um primeiro momento, a grande beneficiada pela febre da IA generativa foi a Nvidia, que domina o mercado de processadores usados para treinamento e inferência de grandes modelos. Ela é atualmente a empresa com maior valor de mercado no mundo, chegando a atingir a marca de US$ 5,5 trilhões.

As placas da Nvidia usam chips de memória, principalmente do tipo HBM (memórias de grande largura de banda). A produção aquecida levou a uma maior demanda por esses componentes, puxando SK Hynix e outras fornecedoras a resultados financeiros muito positivos.

O cenário não deve mudar tão cedo. As quatro maiores empresas de tecnologia dos EUA (Amazon, Microsoft, Google e Meta) podem investir até US$ 725 bilhões em infraestruturas de IA em 2026 e chegar a US$ 1 trilhão em 2027, de acordo com estimativas.

Por outro lado, as desenvolvedoras de IA, como OpenAI e Anthropic, ainda operam no vermelho. Uma forma de tentar reverter isso é aumentar preços, algo que as empresas que adotaram a tecnologia estão começando a sentir no bolso.

Com informações da CNBC e da Reuters.

SK Hynix quebra recorde e tem estreia bilionária na Nasdaq

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

OpenAI revela prévia do GPT 5.6, que chega com acesso restrito

Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
OpenAI revelou o GPT-5.6, com três novos modelos: Sol, Terra e Luna (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI disponibilizou uma prévia do GPT 5.6, com acesso restrito a parceiros selecionados.
  • A nova geração da IA conta com três modelos: Sol, Terra e Luna.
  • Segundo o comunicado, a OpenAI planeja lançar os modelos globalmente “nas próximas semanas”.

A OpenAI decidiu tornar público o novo conjunto de modelos GPT-5.6, após as informações de que o governo dos Estados Unidos teria pedido para segurar o lançamento global. De fato, o modelo está chegando em versão prévia, com um acesso limitado a “clientes selecionados”.

A nova geração da família de modelos de linguagem da OpenAI conta com três novos modelos: Sol, o principal; Terra, de nível intermediário para uso diário; e Luna, o mais “rápido e acessível”.

Inicialmente, o acesso às novas versões da IA ficará limitado a um “grupo seleto de parceiros de confiança e organizações”, em um modelo de distribuição semelhante ao Project Glasswing, da Anthropic, associado ao anúncio do Claude Mythos Preview, também submetido a restrições do governo Trump.

Três novos modelos: Sol, Terra e Luna

Introducing a limited preview of GPT-5.6 Sol, our next generation frontier model, as well as GPT-5.6 Terra, a balanced model for efficient, everyday work, and GPT-5.6 Luna, a fast and affordable model for high-volume work.https://t.co/OoM83SyISN

— OpenAI (@OpenAI) June 26, 2026

O carro-chefe do pacote é o modelo Sol, que chega com a “mais robusta estrutura de defesa até hoje”, segundo o anúncio da OpenAI. A companhia fala em reforço nas proteções para atividades consideradas de alto risco, mas mantendo o acesso à alta capacidade em trabalhos de coding, buscas por vulnerabilidades de cibersegurança e testagem de defesa.

Aliás, a OpenAI dedicou a maior parte da publicação ao tema de segurança e ao risco de uso indevido. O texto também faz referências indiretas às tensões no setor, incluindo a acusação da Anthropic contra a Alibaba sobre suposto uso indevido de dados do Claude.

Em benchmark divulgado pela OpenAI, as inteligências artificiais anunciadas recentemente pela concorrente ficariam abaixo do GPT 5.6 Sol em algumas tarefas, incluindo trabalhos de codificação.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Modelo GPT 5.6 chega em versão limitada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A OpenAI aposta em treinamentos simulando situações reais de uso malicioso, e traz como exemplo testes na busca por bugs e vulnerabilidades nos navegadores Chromium e Firefox, em que o GPT 5.6 não explora essas falhas de forma autônoma.

Ainda assim, a empresa reconhece que seus benchmarks não cobrem todas as possibilidades de uso, motivo pelo qual as defesas ainda serão reforçadas ao longo da liberação gradual do modelo. Além de cibersegurança, a OpenAI também trouxe exemplos da alta capacidade com foco em trabalhos científicos, assim como seu comportamento ao identificar solicitações de risco por parte dos usuários.

Essas defesas valem também para os modelos Terra e Luna, sendo o primeiro mais voltado para atividades do dia a dia, competindo com a versão anterior GPT-5.5, e o segundo uma versão de maior custo-benefício, entregando alta performance a um custo menor de operação.

Ainda não há informações sobre limites de acesso para os planos pagos da OpenAI, uma vez que os modelos ainda não foram disponibilizados para o público geral.

Expectativa de lançamento “nas próximas semanas”

Imagem de um celular com o aplicativo ChatGpt
Novidades ficam restritas por agora (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Apesar de atender à solicitação de Trump, a OpenAI afirmou que não vê o processo como uma solução de longo prazo. Segundo o comunicado da empresa, a medida restringe o acesso às ferramentas mais avançadas, especialmente para profissionais de cibersegurança, desenvolvedores e empresas.

Ainda assim, reconheceu o movimento como um passo relevante para a liberação dos modelos “nas próximas semanas”. Até lá, o GPT-5.6 continuará em testes e ajustes voltados a melhorias de segurança.

OpenAI revela prévia do GPT 5.6, que chega com acesso restrito

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

OpenAI deve adiar o GPT-5.6 após pedido de Donald Trump

ilustração sobre são Sam Altman, CEO da OpenAI
Sam Altman, CEO da OpenAI, precisou alterar os planos da empresa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo dos Estados Unidos solicitou que a OpenAI adiasse o lançamento do GPT-5.6.
  • Segundo o The Information, a gestão Trump também pediu que o acesso inicial fosse restrito a um grupo seleto de clientes corporativos aprovados.
  • A OpenAI não terá autonomia para decidir quais parceiros comerciais poderão utilizar o GPT-5.6, cabendo ao governo americano avaliar e aprovar.

A OpenAI deve alterar o cronograma de lançamento do seu próximo grande modelo de linguagem, o GPT-5.6. Segundo o site The Information, o CEO Sam Altman comunicou aos funcionários que a nova versão da IA não será liberada para o público geral de imediato, chegando ao mercado apenas em versão prévia e muito restrita para clientes corporativos. A mudança atende a uma solicitação do governo de Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos teria demonstrado receio em relação a riscos de segurança nacional envolvendo as novas capacidades da inteligência artificial. De acordo com o site, o governo solicitou que a OpenAI alterasse a distribuição do produto para garantir um controle mais rígido.

O objetivo seria acompanhar a disseminação do modelo de perto antes de autorizar um lançamento comercial em larga escala.

Como vai funcionar o acesso ao novo modelo da OpenAI?

Para a maioria dos usuários finais e empresas interessadas, o GPT-5.6 deve permanecer totalmente inacessível neste primeiro momento. As informações até aqui indicam que o acesso inicial à tecnologia será concedido exclusivamente a um grupo reduzido de clientes corporativos, funcionando como uma fase de testes fechada.

No entanto, o fator que mais chama a atenção na dinâmica deste lançamento é a perda de autonomia da própria criadora sobre a distribuição. Durante reunião corporativa, Altman teria esclarecido que a OpenAI não terá a palavra final sobre quais parceiros comerciais poderão utilizar a ferramenta. Conforme apurado pelo The Verge, caberá ao próprio governo americano avaliar e aprovar cada acesso em um formato rigoroso de liberação.

Tela do ChatGPT
Governo americano vai ditar quem pode usar o GPT-5.6 (imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)

Restrição foi mais rígida com a Anthropic

Apesar da intervenção direta do Estado, o cenário em que a empresa de Sam Altman se encontra ainda é mais favorável que sua principal concorrente. No início de junho, a Anthropic, desenvolvedora da família de modelos Claude, recebeu um ultimato da administração Trump.

Os Estados Unidos exigiram a suspensão total do acesso aos novos sistemas Mythos 5 e Fable 5 para cidadãos estrangeiros. A sanção proíbe que pessoas que não tenham nascido nos EUA acessem a tecnologia de ponta da companhia, inclusive estrangeiros que vivem dentro do país.

Essa sequência de decisões recentes gerou um estado de alerta e insegurança em toda a indústria. Executivos e investidores consideram a abordagem atual autoritária, apontando um choque com as promessas iniciais do próprio governo.

Anteriormente, a gestão Trump defendeu que “velocidade é tudo” no desenvolvimento da IA, prometendo incentivar um programa de exportação agressivo. Na prática, as preocupações de segurança nacional estão atrasando o mercado que a própria Casa Branca prometeu acelerar.

OpenAI deve adiar o GPT-5.6 após pedido de Donald Trump

Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)
  •  

O que é Projeto Stargate? Conheça a iniciativa de IA da OpenAI

The Stargate Project
Entenda como o Projeto Stargate colabora com a evolução da IA (imagem: Divulgação/OpenAI)

O Projeto Stargate é uma iniciativa focada na expansão da infraestrutura de supercomputação nos EUA. O objetivo é criar uma rede massiva de data centers para fornecer o poder de processamento bruto para o treinamento de modelos avançados de inteligência artificial.

O empreendimento opera como um consórcio empresarial, onde a OpenAI lidera a gestão operacional, enquanto o SoftBank assume a responsabilidade financeira. A infraestrutura física conta com o conhecimento da Oracle e o fornecimento de hardware pela NVIDIA.

A seguir, conheça com mais detalhes o Projeto Stargate e como ele pode contribuir para o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI). Também descubra onde serão construídos os conjuntos de data centers.

O que é o Projeto Stargate?

O Projeto Stargate é uma iniciativa liderada pela OpenAI com foco na expansão de data centers de alta capacidade nos Estados Unidos. O objetivo da superestrutura é ampliar o processamento de dados necessário para treinar modelos avançados de inteligência artificial, garantindo a liderança estratégica e a segurança tecnológica global.

Qual é a finalidade do Projeto Stargate?

O Projeto Stargate foca em expandir a infraestrutura de supercomputação nos EUA para dar suporte aos modelos de inteligência artificial da OpenAI. A mega-infraestrutura visa acelerar o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI), tecnologia capaz de igualar o intelecto humano.

Além do salto técnico, a iniciativa pretende gerar empregos e garantir a liderança norte-americana no setor tecnológico. O projeto também tem um forte apelo geopolítico, transformando o imenso poder de processamento de dados em um ativo estratégico de segurança nacional.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
A OpenAI, dona do ChatGPT, lidera a gestão operacional do Projeto Stargate (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Projeto Stargate pode criar a Inteligência Artificial Geral?

O Stargate não criará uma Inteligência Artificial Geral (AGI), mas fornecerá a infraestrutura de supercomputação necessária para isso. O papel desse megaprojeto de data centers é garantir a potência física para a OpenAI desenvolver novos modelos avançados.

Como a AGI é um tipo de IA projetada para replicar a cognição humana, o sistema atua como plataforma facilitadora. No entanto, o sucesso dessa evolução dependerá de futuros avanços em algoritmos e pesquisas específicas, e não apenas do poder bruto de processamento.

Como funciona o Projeto Stargate?

O Projeto Stargate opera como um consórcio empresarial que une capital e hardware para construir uma infraestrutura massiva de data centers nos EUA. A multinacional japonesa SoftBank lidera o braço financeiro da iniciativa, enquanto a OpenAI assume a gestão operacional de todo o ecossistema.

A parte técnica é construída a partir do hardware de ponta da NVIDIA e da estrutura de software da Oracle para criar um supersistema de computação. Para dar ainda mais fôlego à computação em nuvem, a OpenAI manterá a parceria com a plataforma Microsoft Azure.

Na prática, a operação começa com a construção de grandes complexos tecnológicos no estado do Texas, com servidores potentes, redes de alta velocidade e sistemas avançados de refrigeração. Essa estrutura física é coordenada por camadas de softwares específicos para gerenciar todo o fluxo de dados.

Esse ecossistema robusto serve como a espinha dorsal necessária para realizar o treinamento de modelos pesados em escala massiva. O Stargate não é um produto, mas a base que viabilizará o avanço da inteligência artificial.

Corredor de data center do Projeto Stargate, com racks e infraestrutura da NVIDIA e da Oracle para IA
A NVIDIA e a Oracle são as principais empresas que contribuem com os softwares e hardware do Projeto Stargate (imagem: Divulgação/Oracle)

Quem financia o Projeto Stargate?

O financiamento do Stargate é estruturado como uma empresa conjunta (joint venture) liderada pela SoftBank e pela OpenAI, que detêm as maiores fatias do negócio. O grupo japonês assume a liderança financeira e a presidência do projeto, sendo o principal responsável por levantar os recursos.

A composição do capital também conta com aportes estratégicos da Oracle e do fundo de investimentos MGX, sediado nos Emirados Árabes. Enquanto esses parceiros injetam bilhões em dinheiro e infraestrutura de nuvem, a OpenAI direciona os investimentos do ponto de vista operacional.

Qual é o valor total do investimento no Projeto Stargate?

O Projeto Stargate prevê um investimento histórico de US$ 500 bilhões em quatro anos para expandir a infraestrutura de inteligência artificial nos EUA. Desse montante global, cerca de US$ 100 bilhões estão sendo aplicados imediatamente na construção dos primeiros complexos de data centers.

Complexo do Projeto Stargate em Abilene, Texas, com amplo data center e infraestrutura de servidores e GPUs
O amplo data center em Abilene, no Texas, será o principal polo do Projeto Stargate (imagem: Reprodução/OpenAI)

Onde serão construídos os data centers do Projeto Stargate?

O Projeto Stargate concentra suas operações iniciais nos Estados Unidos, com a cidade de Abilene, no Texas, abrigando o complexo principal. Essa unidade já funciona como o ponto de partida do consórcio para o processamento massivo de dados.

Para expandir a rede de data centers, novas bases serão erguidas nos condados texanos de Shackelford e Milam, além de Doña Ana, no Novo México. O plano de infraestrutura descentralizada inclui ainda instalações estratégicas na região de Lordstown, em Ohio, e no estado de Wisconsin.

O Projeto Stargate utilizará GPUs NVIDIA?

O Stargate será construído majoritariamente com tecnologia NVIDIA, utilizando arquiteturas avançadas de processadores gráficos como os chips Blackwell e GB200. Apenas o data center pioneiro de Abilene projeta o uso de 64 mil unidades de GPUs, com planos de expansão para mais de 400 mil componentes.

Por outro lado, não há confirmação pública sobre o uso de hardware da concorrente AMD no núcleo da mega-infraestrutura computacional. Até o momento, o consórcio prioriza os sistemas integrados baseados na tecnologia da NVIDIA para equipar os data centers.

Qual é a diferença entre o Projeto Stargate de IA e o Projeto Stargate da CIA?

O Projeto Stargate de IA é uma iniciativa tecnológica da OpenAI para construir data centers massivos nos EUA. Essa mega-infraestrutura visa fornecer o poder bruto de processamento para treinar modelos avançados de inteligência artificial.

O Projeto Stargate da CIA foi um programa secreto do governo norte-americano criado durante o período da Guerra Fria (1947-1991). Desclassificado em 1995, a investigação focava em fenômenos paranormais, como a espionagem psíquica e a visão remota, para coletar dados de inteligência militar contra os soviéticos.

O que é Projeto Stargate? Conheça a iniciativa de IA da OpenAI

Entenda como o Projeto Stargate colabora com a evolução da IA (imagem: Divulgação/OpenAI)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A NVIDIA e a Oracle são as principais empresas que contribuem com os softwares e hardware do Projeto Stargate (imagem: Divulgação/Oracle)

O amplo data center em Abilene, no Texas, será o principal campus do Projeto Stargate (imagem: Reprodução/OpenAI)
  •  

YouTube faz acordo e evita novo julgamento sobre saúde mental

Arte com o logotipo vermelho do YouTube em um fundo preto.
YouTube evitará julgamento no fim do mês que vem (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube fez um acordo confidencial nos EUA para evitar julgamento sobre saúde mental.
  • Processo acusava plataforma de usar recursos como rolagem infinita e autoplay para manter crianças e adolescentes engajados.
  • Em um caso anterior, YouTube e Meta foram condenados a pagar US$ 6 milhões em indenização.

O YouTube fechou um acordo confidencial nos Estados Unidos para não ir a julgamento em um processo que acusa plataformas digitais de prejudicar a saúde mental de crianças e adolescentes. A ação envolve um jovem de 15 anos, identificado pelas iniciais R.K.C, e estava marcada para ser julgada em 27 de julho, na Califórnia.

Com o acordo, a empresa e o Google deixam esse caso específico. O julgamento, porém, continua contra Meta, TikTok e Snap, que também são acusadas de criar recursos para estimular o uso compulsivo das plataformas por menores.

Em um caso semelhante anterior, Google e Meta foram condenadas a pagar US$ 6 milhões em indenização. O processo foi movido por uma jovem de 20 anos, que alegou ter desenvolvido vício nos aplicativos ainda na infância.

Acusação mira design das plataformas

iPhone com Reels reproduzido em velocidade 2x
Processo alega design viciante de plataformas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O caso é um entre cerca de 2.500 ações movidas contra empresas de tecnologia e envolve um jovem da Califórnia que, segundo o processo, começou a usar redes sociais aos 8 anos.

Os advogados afirmam que o uso piorou a saúde mental dele ao longo dos anos, tendo sido internado para tratamento psiquiátrico em 2023. A estratégia dos autores é responsabilizar as empresas pelo design dos apps, incluindo características proibidas pelo ECA Digital no Brasil, como:

  • reprodução automática de vídeos;
  • rolagem infinita de feeds;
  • notificações constantes de curtidas;
  • filtros de alteração facial.

A acusação afirma que essas ferramentas foram projetadas para manter crianças e adolescentes conectados por mais tempo, aumentando o engajamento e, consequentemente, a receita das plataformas.

Os advogados optaram por essa ofensiva para contornar a Seção 230 da Communications Decency Act, de 1996, lei federal similar ao Marco Civil da Internet que isenta as plataformas pelo conteúdo postado por terceiros.

Caso anterior terminou com indenização milionária

Meta, TikTok e YouTube
Meta, TikTok e YouTube estão entre empresas acusadas por design viciante (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O julgamento de R.K.C. será o segundo caso de teste dentro desse litígio. O primeiro envolveu uma jovem de 20 anos, e tratava principalmente do impacto dos filtros do Instagram sobre imagem corporal e dismorfia em adolescentes.

Naquele processo, Meta e Google desembolsaram US$ 6 milhões para pagar a indenização. A responsabilidade foi dividida em 70% para a Meta e 30% para o Google, e também envolvia o TikTok e Snap, que fecharam acordos antes do veredito.

As empresas informaram, à época, que recorreriam da decisão. Há duas semanas, a juíza Carolyn Kuhl rejeitou os pedidos das empresas para realizar um novo julgamento.

Mesmo sem o YouTube, o julgamento ainda deve chamar atenção da indústria. Segundo o Courthouse News Service, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, e o chefe do Instagram, Adam Mosseri, devem ser chamados para depor, além do cofundador e CEO do Snapchat, Evan Spiegel, e executivos do TikTok.

YouTube faz acordo e evita novo julgamento sobre saúde mental

YouTube (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Reels do Instagram agora podem ser reproduzidos em 2x (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

Donald Trump durante comício
Donald Trump confirma aliança histórica entre as gigantes da tecnologia (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
Resumo
  • Apple e a Intel firmaram um acordo para produzir semicondutores nos EUA, segundo o presidente Donald Trump.
  • O acordo ajudará a dona do iPhone a diversificar sua cadeia de suprimentos e aliviar gargalos na Ásia.
  • O governo dos Estados Unidos, que detém 10% das ações da Intel, está por trás da estratégia de repatriar a produção de semicondutores.

A Apple e a Intel firmaram um acordo para produzir semicondutores nos Estados Unidos. A informação foi revelada pelo presidente americano, Donald Trump, na rede social Truth Social. A aliança marca uma mudança para a dona do iPhone, que busca diversificar a cadeia de suprimentos para fugir dos gargalos na Ásia, enquanto a Intel ganha impulso para o negócio de fundição de chips.

O anúncio oficial confirma as suspeitas que circulavam nos bastidores de que executivos da Intel e da Apple já vinham costurando o acordo em negociações confidenciais. Trump não detalhou quais componentes serão fabricados pela Intel, mas garantiu que o movimento faz parte de uma estratégia do governo para fortalecer a produção local.

Por que a Intel virou alternativa para a Apple?

Atualmente, a Apple depende quase exclusivamente da TSMC para fabricar os chips presentes em iPhones, iPads e Macs. O grande problema é que a companhia asiática, considerada a maior do mundo no setor, opera no limite da capacidade.

Essa sobrecarga tem um motivo: a explosão da inteligência artificial. A demanda desenfreada por chips voltados para IA por gigantes como a Nvidia enfileirou pedidos na TSMC. Diante desse cenário, a Apple encontrou nas fábricas da Intel a oportunidade para diversificar fornecedores e blindar sua linha de produção contra eventuais crises de abastecimento.

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Para entender o tamanho dessa reviravolta, vale olhar para o passado. A Intel forneceu os processadores dos Macs por cerca de 15 anos. Essa parceria de longa data chegou ao fim em 2020, quando a Apple decidiu trilhar o próprio caminho com os chips da série M (conhecidos como Apple Silicon). A dinâmica agora é diferente: a Apple não voltará a usar ou comprar processadores da Intel; em vez disso, utilizará as instalações da parceira para os seus próprios projetos.

A confirmação do contrato garante uma vitória comercial para a Intel. O mercado financeiro reagiu com entusiasmo, com as ações da Intel disparando 7% logo após o anúncio. Os papéis da Apple subiram de forma mais tímida, com alta de 0,8%.

Influência do governo no setor de tecnologia

Por trás desse novo cenário existe uma estratégia geopolítica. O governo dos Estados Unidos é, hoje, o maior acionista individual da Intel, detendo uma participação de 10%. Devido à valorização recente, essa fatia já ultrapassa a marca de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 257 bilhões em conversão direta).

A Casa Branca vem intensificando esforços para repatriar a produção de semicondutores e garantir o acesso a minerais críticos para reduzir a dependência tecnológica em relação aos países asiáticos e isolar a influência da China na cadeia global de suprimentos.

Essa intervenção afetou até a liderança da Intel nos últimos meses. No ano passado, pressões vindas da própria presidência culminaram na renúncia do então CEO Lip-Bu Tan. A justificativa do governo era de que o executivo mantinha laços comerciais com o mercado chinês.

Trump diz que Apple vai fabricar chips com ajuda da Intel

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  •  

Senador quer que IA pague US$ 1.000 por ano a americanos

Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos
Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos (imagem: Brookings Institution/Flickr)
Resumo
  • senador Bernie Sanders propõe que empresas de inteligência artificial paguem US$ 1.000 por ano a cada cidadão americano, como parte de uma iniciativa para dividir os ganhos dessas companhias com a sociedade;
  • proposta envolve a criação do American AI Sovereign Wealth Fund Act, fundo soberano que acumularia US$ 7 trilhões inicialmente, provenientes de 50% do capital de empresas de IA;
  • comissão independente de sete pessoas seria responsável por administrar o fundo, que também poderia financiar projetos sociais.

Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos pelo estado de Vermont, continua engajado em seu ideal de “dividir” grandes empresas de inteligência artificial com a população do país. Na proposta mais recente, Sanders entende que essas organizações deveriam pagar US$ 1.000 (R$ 5.140) por ano a cada contribuinte americano.

Pagamentos dessa natureza nos fazem pensar em indenizações ou multas. Não é bem o caso. O dinheiro viria na esteira da proposta de Bernie Sanders de transferir 50% do capital de empresas de IA para o povo americano.

O valor resultante seria direcionado a um fundo soberano (controlado pelo governo) de nome American AI Sovereign Wealth Fund Act. É daí que viriam os US$ 1.000 anuais direcionados a cada cidadão. Sanders acredita que o fundo também pode financiar projetos sociais.

A proposta de criação do fundo foi apresentada na forma de um projeto de lei. Se aprovado tal como proposto, o fundo acumularia algo em torno de US$ 7 trilhões inicialmente, pois seria correspondente à soma das ações concedidas de cada empresa de IA cuja receita atingisse US$ 200 milhões por ano ou mais.

De acordo com o senador, o valor de US$ 1.000 pode aumentar à medida que as companhias de IA arrecadarem mais dinheiro. Em caso de desvalorização das empresas, os contribuintes não arcariam com eventuais prejuízos: “não vamos perder nenhum dinheiro, mesmo que a bolha estoure”, complementou o senador.

Uma comissão independente formada por sete pessoas ficaria responsável por administrar o fundo.

The future of AI must not be decided behind closed doors by billionaires seeking to maximize their power and profit.

It should be decided by the American people.

That's why I'm introducing the American AI Sovereign Wealth Fund Act. pic.twitter.com/sbC0YMT90f

— Sen. Bernie Sanders (@SenSanders) June 18, 2026

Por que Sanders quer “dividir” empresas de IA com o povo americano?

Na visão do senador, o que a inteligência artificial oferece atualmente não é oriundo da própria tecnologia, mas de esforços humanos coletivos, de forma que os ganhos resultantes devem ser compartilhados com a sociedade em vez de ficarem concentrados nas mãos de poucas pessoas:

Acreditamos que isso é o melhor que poderíamos fazer no momento, e certamente representa um enorme, enorme, enorme avanço em relação a conceder poder unilateral e absoluto a um grupo de bilionários.

Bernie Sanders, senador dos EUA

Sanders se refere ao fato de que as gigantescas bases de dados que alimentam o conhecimento dos sistemas de IA têm origem em livros, estudos, notícias, códigos-fonte, vídeos, fotos e tantas outras fontes cuja existência se deve ao trabalho humano.

Outros políticos, bem como líderes de companhias como OpenAI e Anthropic, já deram a entender que o setor de IA realmente precisa compartilhar parte de seus ganhos com a sociedade. Apesar disso, o projeto de lei de Sanders deve encontrar resistência, pois, da forma como foi apresentado, é considerado bastante “agressivo”.

Mas uma coisa o senador já vem conseguindo: gerar discussões sobre os aspectos potencialmente danosos da inteligência artificial.

Com informações de Associated Press

Senador quer que IA pague US$ 1.000 por ano a americanos

Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos (imagem: Brookings Institution/Flickr)
  •  

Novo SSD de 8 TB para PS5 custa mais que três consoles Pro

SSD Optimus GX Pro 850P para a linha PS5
SSD Optimus GX Pro 850P para a linha PS5 (imagem: reprodução/Sandisk)
Resumo
  • Sandisk lançou linha de SSDs NVMe Optimus GX Pro 850P voltada para o PS5 e PS5 Pro, com armazenamento de até 8 TB;
  • modelo topo de linha custa US$ 2.959,99 em promoção, valor que equivale a três unidades do console PS5 Pro nos EUA (com sobra);
  • preço elevado é impulsionado, provavelmente, pela crise global de memórias e pelo reposicionamento da antiga marca WD Black para Sandisk Optimus GX.

Optimus GX Pro 850P. Esse é o nome de uma linha de SSDs NVMe que a Sandisk anunciou recentemente para usuários do PlayStation 5 e PlayStation 5 Pro. O benefício de comprar está em adicionar até 8 TB de capacidade de armazenamento ao console. O malefício fica para o bolso: o preço da versão mais generosa é equivalente ao de três unidades do PS5 Pro.

Isso se levarmos em conta os valores praticados nos Estados Unidos. Por lá, o preço sugerido do PS5 Pro (2 TB) é de US$ 899,99, já considerando os reajustes da linha PlayStation aplicados em março de 2026.

Agora, observe os preços do Optimus GX Pro 850P no site da Sandisk:

CapacidadePreço padrãoPreço promocional
1 TBUS$ 474,99US$ 379,99
2 TBUS$ 949,99US$ 759,99
4 TBUS$ 1.874,99US$ 1.499,99
8 TBUS$ 3.699,99US$ 2.959,99

Isso significa que, ao comprar a versão de 8 TB do SSD, o usuário pagará o equivalente a três unidades do PlayStation 5 Pro e ainda sobra uma diferença. E isso porque o cálculo considera o valor promocional do modelo; no preço padrão, o valor corresponde a quatro unidades do PS5 Pro.

É verdade que estamos diante de um produto premium. Além da ampla capacidade de armazenamento, a versão de 8 TB do Optimus GX Pro 850P tem as seguintes características:

  • formato M.2 2280
  • leitura sequencial de 7.200 MB/s (megabytes por segundo)
  • escrita sequencial de 6.600 MB/s (megabytes por segundo)
  • leitura aleatória de 1.200.000 IOPS
  • gravação aleatória de 1.200.000 IOPS
  • PCI Express 4.0
  • dissipador de calor específico para o slot M.2 da linha PS5
  • garantia de cinco anos

Apesar disso, US$ 2.960 é muito dinheiro, sem contar que as versões com menos capacidade também não são nada baratas.

Introducing the SANDISK Optimus™ GX PRO 850P NVMe™ SSD, the officially licensed drive for the @PlayStation®5 and PlayStation®5 Pro consoles. Play and store more titles with worry-free installation–up to 8TB of storage. Learn more at https://t.co/rzttNROIe2. pic.twitter.com/8TD16vRade

— SANDISK Optimus (@sandiskoptimus) June 16, 2026

Por que os SSDs Optimus GX Pro 850P são tão caros?

Provavelmente, o fator que mais pesa para valores tão elevados é a crise das memórias, que tem causado aumento de preços de SSDs pelo menos desde o começo do ano. A relevância da linha em termos mercadológicos também deve ter algum peso: a linha Sandisk Optimus GX substituiu a renomada (e, por isso, mais cara) marca WD Black no início de 2026.

É claro que o consumidor encontra SSDs mais acessíveis (ou “menos caros”) se pesquisar bem. Contudo, essa situação mostra que a vida de jogador tem lá seus percalços: de um lado, estão jogos interessantes, mas que demandam muito espaço; do outro, estão soluções de armazenamento que resolvem o problema castigando o bolso.

A pior parte é esta: não há nenhuma expectativa de melhora desse cenário no curto ou médio prazo.

Novo SSD de 8 TB para PS5 custa mais que três consoles Pro

SSD Optimus GX Pro 850P para a linha PS5 (imagem: reprodução/Sandisk)
  •  

Novo Google Home Speaker é lançado após anos e chega abraçado ao Gemini

Novo Google Home Speaker
Novo Google Home Speaker (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • novo Google Home Speaker foi lançado com preço de US$ 99,99 nos Estados Unidos;
  • aparelho é equipado com chip que possui quatro núcleos A55 de 2 GHz e uma NPU integrada para processamento de tarefas de IA;
  • integrado ao Gemini, alto-falante processa comandos de voz mais naturais e contextuais; aparelho ainda oferece áudio de 360 graus com som espacial.

Fazia tanto tempo que o Google não lançava um alto-falante inteligente que parecia que a companhia havia desistido do segmento. Mas não desistiu. Prova disso é que, dez anos depois de o modelo original ser lançado, a nova geração do Google Home Speaker foi anunciada. Preço? US$ 99,99 (R$ 507) nos Estados Unidos.

Não é como se a linha tivesse ficado no limbo por todo esse tempo. Basta nos lembrarmos de que, em 2020, o Google lançou o alto-falante Nest Audio que, apesar do nome diferente, foi considerada a segunda geração da linha. Seis anos se passaram (se desconsiderarmos a segunda geração do Nest Hub, lançada em 2021), então um novo aparelho era mesmo necessário.

Pois bem, o novo Google Home chega apoiado na inteligência artificial, ou seja, foi preparado para trabalhar com o Gemini. Por conta disso, a novidade traz um chip que, além de quatro núcleos A55 de 2 GHz, conta com uma NPU integrada para processamento de tarefas de IA. O chip trabalha em conjunto com 1 GB de memória LPDDR4 e até 4 GB de armazenamento interno.

A proposta é a de que você possa usar a caixa de som para pedir ao Gemini que realize tarefas específicas dando instruções com base no seu estilo de falar, sem depender de comandos de voz padronizados. A capacidade de o Gemini reconhecer contextos permite até que você corrija uma instrução antes de finalizá-la. Um exemplo dado pelo próprio Google: “desligue a cafeteira… digo, ligue”.

O Gemini pode ainda interagir com você usando dez novas vozes em tom natural. Mas que fique claro que o novo Google Home Speaker pode ser mais bem aproveitado se você contratar o Google Home Premium, serviço de assinatura que oferece recursos inteligentes específicos para o lar (não disponível no Brasil atualmente).

Outros atributos dignos de nota incluem áudio de 360 graus mais potente e capacidade de integrar o Google Home Speaker ao Google TV Streamer para permitir reproduções com som “surround espacial”.

Família perto do Novo Google Home Speaker
Novo Google Home Speaker (imagem: reprodução/Google)

Disponibilidade e preço do novo Google Home Speaker

O Google Home Speaker já está em pré-venda nos Estados Unidos. As vendas oficiais em si começam em 25 de junho de 2026. Como já informado, o preço sugerido é de US$ 99,99.

Até o momento, não há informação de lançamento no Brasil (para variar).

Novo Google Home Speaker é lançado após anos e chega abraçado ao Gemini

💾

Nova geração do Google Home Speaker foi finalmente anunciada. Alto-falante inteligente traz NPU para facilitar integração com Gemini.

Novo Google Home Speaker (imagem: reprodução/Google)
  •  

IA militar já é usada por 1,5 milhão de funcionários nos EUA

Tela do sistema GenAI.mil no computador, com texto “GenAI.mil” e interface do Pentágono
GenAI.mil é a plataforma de IA generativa do Pentágono (imagem: reprodução/Army National Guard)
Resumo
  • O Departamento de Defesa dos EUA tem 1,5 milhão de funcionários usando a IA militar GenAImil diariamente.
  • A plataforma, integrada ao Google Gemini, agiliza o fluxo de trabalho e permite que as equipes automatizem tarefas burocráticas.
  • O uso da IA resultou na redução de tempo para elaboração de relatórios anuais de prestação de contas, de 200 horas para apenas cinco horas.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) vem registrando um aumento acelerado no uso de inteligência artificial generativa. Segundo o diretor de tecnologia do Pentágono, Emil Michael, o sistema GenAI.mil, lançado em dezembro de 2025, já é utilizado diariamente por cerca de 1,5 milhão de funcionários.

O cenário atual reverte a baixa adoção inicial. Há seis meses, apenas cerca de 80 mil usuários utilizavam o sistema, muito pouco perto dos 3,5 milhões de funcionários no departamento.

De acordo com o Business Insider, o salto recente foi impulsionado pela integração ao modelo Google Gemini para agilizar o fluxo de trabalho e eliminar o que seriam processos monótonos.

O que a IA do Pentágono pode fazer?

Na prática, o GenAI.mil opera como um assistente focado em produtividade. A ferramenta permite que as equipes automatizem burocracia pesada com comandos simples. As tarefas delegadas à IA vão desde a redação de descrições de cargos até a análise de grandes volumes de informações.

Um exemplo é a elaboração de relatórios anuais de prestação de contas para o Congresso americano. O que antes demandava cerca de 200 horas de trabalho manual de uma equipe inteira agora é concluído em apenas cinco horas, já que o sistema consegue varrer o banco de documentos e compilar o material rapidamente, liberando os profissionais para outras atividades estratégicas.

Imagem mostra o logo do Gemini ao centro. O fundo é levemente colorido, nas cores do Google: azul, verde, amarelo e vermelho
Integração com Google Gemini impulsionou a adesão da ferramenta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A virada de chave

A transição para a marca de 1,5 milhão de usuários ativos diários exigiu mudanças na cultura interna. No início, as pessoas simplesmente ignoravam o GenAI.mil por não entenderem a sua finalidade.

Para quebrar essa resistência, o Pentágono aliou o motor do Gemini a um trabalho educativo, passando a divulgar estudos que mostravam como funcionários já estavam poupando horas de expediente com a plataforma. Essa disseminação de exemplos práticos, somada à familiaridade das pessoas com a IA no dia a dia fora dos escritórios, facilitou a aceitação.

Além de ganhar espaço nos setores administrativos, o DoD também estuda a expansão da tecnologia para áreas de logística e de combate. O órgão reconhece que eventuais conflitos futuros exigirão um processamento de dados ultrarrápido, mas reforça o discurso de que a supervisão humana continuará sendo fundamental.

Para sustentar esse avanço, o orçamento para o ano fiscal de 2027 já prevê o investimento de bilhões de dólares em infraestrutura e IA de última geração.

IA militar já é usada por 1,5 milhão de funcionários nos EUA

Google Gemini (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Universitários abandonam discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA

O executivo Sundar Pichai, homem de pele retinta clara, óculos e barba grisalha aparada, fala ao microfone atrás de um púlpito de madeira. Ele veste uma beca de formatura preta com detalhes em laranja e vermelho nos ombros.
Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)
Resumo
  • Estudantes abandonaram o discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA.
  • O CEO do Google foi vaiado durante a cerimônia de formatura na Universidade Stanford.
  • A manifestação criticava os contratos do Google com governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.

Dezenas de estudantes da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, abandonaram a cerimônia de formatura no momento em que o CEO do Google, Sundar Pichai, foi chamado ao palco para discursar. O protesto criticava os contratos entre a empresa e governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.

Segundo a BBC, parte dos estudantes carregava cartazes com mensagens críticas direcionadas à atuação do Google no momento em que se retiraram, incluindo frases como “ICE espiona com a IA do Google”, em referência ao órgão de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.

BREAKING: Stanford University graduates staged a walkout during Google CEO Sundar Pichai’s keynote address at commencement Sunday.

The walkout was organized by Students for Justice in Palestine and No Tech for Apartheid as a protest against Google’s contracts with the IDF, Dept.… pic.twitter.com/j2SI2dtwLC

— BreakThrough News (@BTnewsroom) June 14, 2026

O boicote envolveu cerca de 200 alunos e foi incentivado e organizado pelo grupo estudantil Stanford Students for Justice in Palestine (SJP), de acordo com o veículo de imprensa local SFGate.

O evento seguiu normalmente enquanto havia o protesto, com Pichai desviando de temas políticos — ainda que tenha reconhecido o “tempo difícil em que a turma estaria se formando”.

“Toda geração enfrentou dificuldades à sua maneira. Nós não escolhemos o mundo em que nos graduamos, mas podemos escolher como enquadramos as circunstâncias”, afirmou durante o discurso.

Onda de protestos contra IA

Pichai, que é ex-aluno da universidade, também disse ter recebido conselhos do que não falar, fazendo um trocadilho com o próprio nome. “As pessoas pensaram que seria muito difícil para mim. Afinal, são as duas últimas letras do meu sobrenome”, declarou, em referência à sigla AI (inteligência artificial, em inglês).

Indiretamente, ele se referia às vaias sofridas por outras personalidades da indústria da tecnologia que mencionam a IA de forma positiva durante discursos de formatura. Embora o caso de Pichai também envolva contextos geopolíticos, a menção geral às ferramentas de IA tem gerado hostilidade pelos estudantes.

Recentemente, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, também foi vaiado por estudantes durante a colação de grau da Universidade do Arizona. O público protestou quando ele comparou o atual boom da IA à ascensão dos PCs há 40 anos. Na fala que gerou a vaia, Schmidt falava sobre a presença da tecnologia em praticamente todos os âmbitos da vida pessoal e profissional.

Executivos reenquadram frustração dos alunos

Silhueta de uma mão escura, vinda do canto esquerdo inferior, com o dedo indicador estendido em direção a três telas flutuantes e brilhantes.
Inteligência artificial virou concorrente para recém-formados (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Há poucos dias, o presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou líderes do setor a não menosprezarem as manifestações estudantis. Segundo ele, os mais jovens sentem-se ameaçados antes de poderem se desenvolver, enfrentando a IA como uma concorrente no mercado de trabalho.

“Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que ela permaneça em seu devido lugar”, disse. Anteriormente, Steve Wozniak, ex-Apple, evitou a mesma reação dos executivos do Google seguindo outro ponto de vista: durante um discurso, ele preferiu reforçar as vantagens da criatividade humana sobre a IA e recebeu aplausos.

A revolta dos formandos estadunidenses segue uma série de cortes em empresas de tecnologia com o objetivo declarado de priorizar investimentos em IA, mesmo em momento de alta lucratividade no setor.

A própria Microsoft implementou, neste ano, um programa de desligamento voluntário com potencial de atingir cerca de 8.750 funcionários. Enquanto isso, investe na construção de data centers, inclusive fora dos Estados Unidos.

Universitários abandonam discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA

💾

CEO do Google foi vaiado em formatura na Universidade Stanford. Manifestação constestou contratos da empresa com o governo dos Estados Unidos.

Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
  •  

Claude Fable 5: EUA barram modelo da Anthropic por segurança nacional

Robô em terno azul preso a correntes, sentado à mesa de escritório com livros ao fundo
Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo dos EUA determinou restrições aos modelos de IA Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, alegando preocupações com a segurança nacional.
  • A decisão foi justificada por uma demonstração técnica que mostrou um método para burlar os protocolos de segurança do Fable 5, permitindo a identificação de falhas ocultas em softwares que poderiam ser usadas para ataques cibernéticos.
  • A Anthropic contestou a medida, considerando-a “desproporcional”, e iniciou um processo de reembolso para os assinantes afetados, enquanto busca resolver a questão com o governo.

O governo dos Estados Unidos tomou uma decisão drástica e sem precedentes na indústria americana de IA: aplicou uma sanção contra os modelos Fable 5 e Mythos 5. Em teoria, trata-se de um controle de exportação, mesmo mecanismo aplicado aos chips mais poderosos da Nvidia, por exemplo. Na prática, a Anthropic realizou o bloqueio total das ferramentas para todos os usuários. A medida está em vigor há quase 48 horas.

O Departamento de Comércio americano justificou a decisão com alegações de proteção à segurança nacional. Já a Anthropic classificou a imposição como “desproporcional”.

Por que os EUA estão preocupados?

A raiz do bloqueio foi uma demonstração técnica que chegou às mãos de autoridades americanas. De acordo com relatos da imprensa internacional, a Amazon teria documentado um método capaz de burlar os protocolos de segurança do Fable 5. Seria uma espécie de jailbreak.

Esta instrução forçava o modelo a ler códigos-fonte de terceiros e a identificar falhas ocultas em softwares. Considerando o potencial uso dessas informações para facilitar ataques cibernéticos em grande escala, a ordem inicial era barrar imediatamente o acesso aos sistemas por qualquer cidadão estrangeiro, tanto dentro quanto fora do território estadunidense.

Fable 5 está “atualmente indisponível” no Brasil (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

No entanto, como a Anthropic não possui meios técnicos de verificar a nacionalidade de cada usuário conectado em tempo real, a única alternativa legal para cumprir a determinação do governo foi desligar os serviços globalmente, cortando o acesso de centenas de milhares de clientes.

Diferença entre os modelos suspensos

O Mythos 5, apresentado em abril, é a IA mais poderosa da Anthropic. Justamente por sua habilidade de encontrar vulnerabilidades em sistemas operacionais e navegadores, ele nunca foi liberado ao público geral. Em vez disso, operava sob um programa fechado, disponibilizado apenas para organizações como Apple, Google, Microsoft e CrowdStrike para uso em projetos de cibersegurança defensiva.

Já o Fable 5 foi lançado na última semana como a grande aposta comercial da Anthropic para o consumidor final. Trata-se de uma versão adaptada do Mythos com filtros de proteção para bloquear respostas em áreas de alto risco, como a criação de malware. Testes de benchmark realizados no mercado o classificaram como o modelo de IA mais avançado disponível ao público até o momento da suspensão. Modelos de gerações anteriores, como o Opus 4.8, Sonnet e Haiku, seguem operando normalmente.

Usuários foram pegos de surpresa com o bloqueio do Fable 5 dias após o lançamento (imagem: reprodução)

O que diz a Anthropic?

Apesar de obedecer à determinação legal, a empresa demonstrou frustração. Em um longo comunicado, um dos argumentos defendidos foi de que a capacidade de ler códigos e apontar falhas já é uma realidade na indústria e existe em modelos concorrentes, como o GPT-5.5 da OpenAI.

A remoção repentina gerou um caos no atendimento ao cliente. Clientes que haviam comprado assinaturas dos planos premium (Pro, Max, Team e Enterprise) para testar a nova IA agora exigem a devolução do dinheiro. A Anthropic iniciou um processo de reembolso válido até o fim de junho, mas o caminho esbarra em burocracias. A solicitação deve ser feita pelo navegador no PC. Além disso, quem assinou o serviço pelo iOS precisa resolver a questão com a Apple.

Por fim, a Anthropic afirmou que busca esclarecer o mal-entendido com o governo para restaurar o acesso o mais rápido possível.

Até o momento, não há nenhuma previsão para que o Fable e o Mythos sejam novamente disponibilizados ao público.

Assunto repercute no mundo

Duas pessoas em uma entrevista ao vivo, com a convidada sentada e a palestrante falando em um palco com luzes vermelhas
Henna Virkkunen foi entrevistada no Web Summit Rio (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Diversas nações estão acompanhando a medida dos Estados Unidos com atenção, num momento de ebulição das questões geopolíticas na inteligência artificial. Enquanto os americanos e chineses disputam pelo desenvolvimento dos modelos mais poderosos, o restante do planeta se pergunta como manter-se atualizado com a IA, criar ferramentas locais e garantir a soberania digital.

O ex-ministro do interior da França Bruno Retailleau disse que o bloqueio é “um sinal de alerta” na corrida da IA. “Uma nação que depende de outras para sua tecnologia é uma nação que pode ser desconectada do dia para a noite”, declarou o político, que já se colocou para a eleição presidencial de 2027.

Outras lideranças políticas da França e da Inglaterra tiveram falas similares.

Não custa lembrar: na semana passada, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, defendeu a construção de alianças fora do eixo EUA-China. Ela criticou a dependência de tecnologias externas. Depois da entrevista durante o Web Summit Rio, Virkkunen viajou a Brasília e assinou um acordo com o governo brasileiro.

Claude Fable 5: EUA barram modelo da Anthropic por segurança nacional

Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Henna Virkkunen lidera projetos de soberania digital na UE (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  •  

Dados de saúde de smartwatches quase nunca chegam aos médicos

Mão segurando smartwatch com tela desligada
Galaxy Watch 8 tem vidro de safira para proteger a tela (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O uso de dispositivos vestíveis para monitoramento de saúde cresceu nos EUA entre 2020 e 2024, de 30,2% para 41%, mas menos de 20% dos usuários compartilham dados com profissionais de saúde.
  • Em 2024, apenas 19,2% dos usuários compartilharam dados de saúde com médicos, apesar de 73,4% expressarem interesse em fazê-lo.
  • A falta de integração com sistemas de saúde e a falta de padronização dos aplicativos são as principais barreiras para o compartilhamento de dados de saúde coletados por dispositivos vestíveis.

Smartwatches, smartbands e outros vestíveis, como anéis, estão cada vez mais presentes na rotina das pessoas, dentro e fora do meio fitness. Com eles, é possível acompanhar uma variedade de indicadores de saúde, dando maior noção sobre a qualidade da prática de atividades físicas e até do sono. Mas todos esses dados raramente chegam aos médicos.

Um novo estudo mostra que o uso desses dispositivos para monitoramento de saúde cresceu nos Estados Unidos entre 2020 e 2024, mas o compartilhamento das informações permaneceu baixo: apenas 19,2% em 2024.

A pesquisa, liderada pela cientista brasileira Aline Pedroso, associada à Escola de Medicina de Yale, analisou dados de 17.395 participantes do Health Information National Trends Survey, um estudo populacional patrocinado por institutos de saúde estadunidenses desde 2003.

O que são dispositivos vestíveis?

Wearables (ou dispositivos vestíveis) são usados para acompanhar sinais físicos ao longo do dia. O exemplo mais comum é o smartwatch, mas a categoria também inclui pulseiras fitness, anéis inteligentes, fones com sensores e outros acessórios capazes de registrar dados de saúde e bem-estar.

Esses aparelhos medem informações como batimentos cardíacos, oxigenação do sangue e variações de temperatura, e prometem transformar esses registros em um histórico mais amplo do usuário.

Celular e smartwatch lado a lado
Dispositivos se integram a apps de saúde para reunir dados do usuário (Imagem: Divulgação/Samsung)

Uso cresceu, mas dados não chegam aos médicos

Segundo o levantamento, a parcela de pessoas que usavam dispositivos vestíveis para monitorar saúde ou atividade física passou de 30,2% em 2020 para 36,7% em 2022. Em 2024, chegou a 41%.

Nesse mesmo período, a quantidade de usuários que compartilhou os dados captados com especialistas passou de 14,2% para 19,2% – um sinal de crescimento, mas ainda longe de ser significativo.

O curioso é que grande parte da população analisada teria interesse em enviar as informações, embora essa disposição tenha caído ao longo dos anos. Em 2020, 81,3% dos usuários diziam aceitar enviar as informações a profissionais de saúde, contra 78,7% em 2022 e 73,4% em 2024.

A principal barreira, segundo o estudo, é a falta de integração com sistemas de saúde. Consultórios e hospitais nem sempre têm estrutura para receber, organizar e interpretar o volume de dados gerado pelos dispositivos, além da falta de padronização dos apps.

Vale mencionar que a geração de dados para auxiliar diretamente no acompanhamento e prevenção de condições e doenças é um dos principais focos do mercado, como as notificações de hipertensão do Apple Watch.

Uso diário também caiu

Smartwatch no pulso exibindo a tela inicial
Usuários diminuem uso diário dos dispositivos (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A pesquisa mostra que nem todo mundo usa o relógio ou pulseira todos os dias, e isso ocorre com cada vez mais frequência. A taxa de uso diário foi de 50,5% em 2020, caiu para 41,0% em 2022 e subiu parcialmente para 45,6% em 2024. Ou seja, menos da metade dos usuários mantinha uma rotina diária de uso no último ano analisado.

Para os pesquisadores, essa irregularidade dificulta a criação de um histórico que realmente aponte dados consistentes.

Para as fabricantes, no entanto, os dispositivos vestíveis devem estar entre os principais focos para os próximos anos, e devemos ver mais funcionalidades integradas a IA e com processamento local.

Dados de saúde de smartwatches quase nunca chegam aos médicos

Samsung Health mostra indicadores de saúde da pessoa (Imagem: Divulgação/Samsung)

Galaxy Watch Ultra agora também vem em azul (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  •  

SpaceX faz IPO e Elon Musk se torna o primeiro trilionário do mundo

Elon Musk
O agora trilionário Elon Musk (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • SpaceX realizou sua oferta inicial de ações (IPO) na Nasdaq, com preço inicial de US$ 135 por ação, mas alcançando valorização de mais de 25%;
  • com IPO, patrimônio líquido de Elon Musk aumentou, tornando-o o primeiro trilionário do mundo, com fortuna estimada em US$ 1,2 trilhão;
  • estreia da SpaceX na bolsa ocorreu nesta sexta-feira sob o código SPCX, com negociações começando às 10h30 (horário de Brasília).

Nesta sexta-feira (12/06), a SpaceX fez sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos, ou seja, estreou na bolsa de valores (no caso, a Nasdaq). Com esse movimento, Elon Musk, na condição de fundador, CEO e acionista da companhia, tornou-se o primeiro trilionário do mundo.

A IPO foi feita com uma precificação inicial de US$ 135 por ação, mas cada papel alcançou um valor de US$ 150 logo após as negociações começarem. Em dado momento, as ações da SpaceX chegaram a valer US$ 168,7 cada.

Como Musk já detinha 4,8 bilhões de ações da SpaceX (42% da empresa), além de outros US$ 350 milhões em opções exercíveis, os seus papéis também se valorizaram com a IPO. Com isso, o seu patrimônio líquido aumentou em US$ 192 bilhões em questão de horas, quando o total superou o valor de US$ 1 trilhão.

No momento em que esta notícia foi publicada, a fortuna de Elon Musk era estimada em US$ 1,2 trilhão, nos cálculos da Forbes. As estimativas incluem as ações que o empresário possui de outras companhias, como a Tesla.

Antes de tudo isso, Elon Musk já ostentava o título de pessoa mais rica do mundo. Agora, ele não só carrega a marca de primeiro trilionário da história como também o faz tendo uma fortuna que supera a soma dos patrimônios dos bilionários que aparecem nas quatro posições seguintes da lista dos mais ricos (ainda de acordo com a Forbes):

  1. Elon Musk (Tesla, SpaceX): US$ 1,2 trilhão
  2. Larry Page (Google): US$ 296,5 bilhões
  3. Sergey Brin (Google): US$ 273,5 bilhões
  4. Jeff Bezos (Amazon): US$ 247,6 bilhões
  5. Larry Ellison (Oracle): US$ 230,4 bilhões
ilustração sobre a Space X e Elon Musk
SpaceX faz IPO e Elon Musk se torna o primeiro trilionário do mundo (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como foi a estreia da SpaceX na bolsa?

A SpaceX estreou na Nasdaq sob o código SPCX. As negociações começaram por volta das 10h30 de hoje, de acordo com o horário de Brasília.

O preço de estreia foi definido em US$ 135, como já informado, mas houve valorização de mais de 25% já nas primeiras horas de negociação. Quando esta nota foi publicada, cada ação da SpaceX valia US$ 171.

Saiba mais sobre as operações da SpaceX e a trajetória de Elon Musk.

SpaceX faz IPO e Elon Musk se torna o primeiro trilionário do mundo

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Starlink começa a cobrar aluguel de equipamento

Ilustração com uma antena e o logotipo da Starlink
Starlink começa a cobrar aluguel de equipamento (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Starlink adotou modalidade de aluguel de kit (antena e roteador) por US$ 10 mensais para clientes residenciais, com compra só sendo possível mediante solicitação;
  • além disso, pode ser necessário pagar US$ 199 adicionais pela instalação profissional opcional do kit;
  • modelo de locação já está disponível em países como Estados Unidos, México e Reino Unido; no Brasil, equipamentos seguem sendo vendidos com preços a partir de R$ 499.

Na Starlink, a dinâmica padrão é esta: você contrata um dos planos do serviço e paga um valor pela compra do kit que inclui a antena do serviço. Mas, em países como os Estados Unidos, o serviço de internet por satélite começou a trabalhar com uma taxa mensal extra de US$ 10 (R$ 52, na conversão direta) pelo aluguel do equipamento.

A nova abordagem é direcionada a clientes domésticos. Novamente considerando o mercado americano, ao contratar um dos três planos residenciais disponíveis, com preços de US$ 55/mês (100 Mbps), US$ 85/mês (200 Mbps) e US$ 130/mês (Residencial Max), o usuário se depara com a taxa extra mensal de US$ 10 pelo kit, que inclui antena e roteador.

Quem optar pelo serviço de instalação profissional do kit, terá ainda que desembolsar US$ 199 por isso, havendo gratuidade para essa contratação apenas para quem assinar o plano Residencial Max.

Com essa mudança, novos contratantes não precisam mais comprar o kit da Starlink. Em contrapartida, os equipamentos devem ser devolvidos à empresa em caso de cancelamento da assinatura. Se o kit não estiver em bom estado de conservação, a empresa poderá cobrar o preço cheio por ele.

Há mais um detalhe: os clientes que alugam o kit da antena não podem pausar a assinatura, o que significa que haverá cobrança mesmo se o serviço de internet não for usado por algum período.

Novos clientes domésticos ainda poderão comprar o kit da antena, mas devem entrar em contato com o suporte da Starlink para isso.

O aluguel tem a vantagem de reduzir os custos iniciais de contratação do serviço. Porém, no longo prazo, o valor acumulado com a mensalidade do aluguel pode superar o custo de aquisição. Por isso, quem prevê usar a Starlink por bastante tempo, pode obter mais vantagens se comprar o kit em alguma loja externa, quando disponível.

Antena Starlink Mini ao lado de um cachorro pequeno
Antena Starlink Mini, com tamanho próximo ao de um laptop (Imagem: divulgação/SpaceX)

Em quais países a Starlink passou a alugar a antena?

Nesta página de ajuda, a Starlink diz somente o seguinte quanto a isso: “em mercados específicos, os clientes podem alugar o equipamento da Starlink por $ 10 por mês, além da taxa de serviço mensal”.

Ou seja, não está totalmente claro em quais países já vigora o novo modelo de cobrança. Contudo, o site PCMag apurou que, além dos Estados Unidos, a abordagem já aparece para novos clientes da Starlink na Austrália, Canadá, França, México e Reino Unido.

Sobre o Brasil, o Tecnoblog pediu informações sobre o assunto à Starlink, mas ainda não obtivemos retorno (o texto será atualizado se tivermos). De todo modo, nossa apuração indica que o país segue de fora da nova forma de cobrança até o momento.

Por aqui, a Starlink comercializa os kits com preços que começam em R$ 499 (Kit Mini do plano Max, que custa R$ 249) atualmente.

Starlink começa a cobrar aluguel de equipamento

Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Google libera dobro de espaço em plano de IA

Google oferece quatro opções de acesso à IA no Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google ampliou o armazenamento de 200 GB para 400 GB para assinantes do plano Google AI Plus no Brasil, sem cobrar nada a mais.
  • O plano Google AI Plus custa R$ 24,99 por mês e oferece mais espaço para guardar arquivos na nuvem.
  • O preço do plano no Brasil não mudou porque já era próximo ao preço praticado nos EUA, que é de US$ 5.

Os brasileiros adeptos da principal assinatura de inteligência artificial do Google têm motivos para comemorar: a empresa ampliou o armazenamento de 200 GB para 400 GB sem cobrar nada a mais por isso. A mudança já está valendo, de acordo com a equipe de comunicação.

O plano Google AI Plus já custava R$ 24,99 por mês. A única diferença diz respeito ao espaço que os assinantes podem usar para guardar arquivos na nuvem. Ao contrário do Brasil, os clientes americanos ainda notaram uma redução no preço, que passou de US$ 7,99 para US$ 4,99.

Cartão promocional do Google AI Plus com preço de R$ 24,99 por mês e botão “Comece agora”
Google AI Plus custa R$ 24,99 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Google explicou ao Tecnoblog que o preço por aqui não muda pois já era muito próximo aos US$ 5 praticados nos Estados Unidos. De fato, com o câmbio atual, dá praticamente R$ 25.

Os serviços de IA do Google repetem a mesma lógica de cobrança de tokens que tem gerado discórdia e preocupação no setor de tecnologia. A versão gratuita dá acesso ao app Gemini e ao Nano Banana numa modelagem muito básica, para uso cotidiano. Já os demais planos possuem limites maiores. São eles: Plus (2x mais por R$ 24,99), Pro (4x mais por R$ 96,99) e Ultra (20x mais por R$ 779,90).

Google libera dobro de espaço em plano de IA

Google (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google AI Plus custa R$ 24,99 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  •  

IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa

A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI enviou documentação inicial à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) para sua oferta inicial de ações (IPO);
  • estreia na bolsa da OpenAI ainda não foi marcada, mas analistas preveem que pode ocorrer até setembro deste ano;
  • OpenAI espera ser avaliada em um valor equivalente ao da Anthropic, de aproximadamente US$ 1 trilhão.

A OpenAI, organização que está por trás do ChatGPT, iniciou a semana se preparando para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. Com esse movimento, a OpenAI segue os passos da rival Anthropic, que executou o mesmo procedimento no começo do mês.

Uma IPO consiste em um processo no qual uma empresa até então com capital fechado passa a negociar as suas ações em uma bolsa de valores. No caso da OpenAI, provavelmente, as ações serão negociadas na Nasdaq, embora isso ainda não tenha sido decidido.

Note, com isso, que a organização ainda não é uma companhia de capital aberto, ou seja, os seus papéis ainda não estão sendo comercializados. O que a OpenAI fez foi submeter, na segunda-feira (08/06), uma documentação inicial à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) para que a IPO ocorra em algum momento.

Quando? Essa decisão também não foi tomada. Na prática, a documentação que a OpenAI enviou à SEC serve para que a organização prepare o caminho para que a IPO seja realizada no momento mais apropriado, como a seguinte nota oficial deixa claro:

Recentemente, submetemos um formulário S-1 confidencial [à SEC]. Prevemos que ele vaze, por isso estamos apenas anunciando isso. Ainda não definimos um cronograma; pode demorar um pouco [para a IPO], pois há coisas que queremos fazer que provavelmente serão mais fáceis como empresa privada [ainda sem capital aberto].

OpenAI

Close-up da tela de um smartphone exibindo o logo e o nome do aplicativo ChatGPT, com um teclado de computador desfocado ao fundo.
Dona do ChatGPT espera ser avaliada em cerca de US$ 1 trilhão (imagem ilustrativa: reprodução/Focal Foto)

IPO da OpenAI pode não demorar por causa da Anthropic

Apesar de ainda não ter definido uma data para a sua IPO, é possível que a OpenAI não demore para tomar essa decisão. Isso porque os rivais avançam em ritmo acelerado. Basta levarmos em conta que a Anthropic, que controla os sistemas de IA Claude, submeteu a mesma documentação S-1 à SEC em 1º de junho de 2026.

Atualmente, a Anthropic tem valor de mercado de aproximadamente US$ 1 trilhão (R$ 5,2 trilhões, na conversão direta). De acordo com a Reuters, a OpenAI espera ser avaliada em um montante equivalente quando estrear na bolsa. Alguns analistas preveem que essa estreia deve ocorrer até setembro deste ano.

Esperemos pelos próximos capítulos.

IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

Imagem mostra o Spot, da Boston Dynamics, robô-cão de patrulha
Spot, da Boston Dynamics, será utilizado no estádio de Dallas (imagem: divulgação)
Resumo
  • Cães-robôs serão usados na segurança da Copa do Mundo FIFA 2026.
  • O Spot, da Boston Dynamics, atuará de forma autônoma em Dallas, enquanto o K9-X, no México, será operado remotamente.
  • A Boston Dynamics garante que os robôs não farão reconhecimento facial, mas alguns usuários já expressam preocupação sobre essa possibilidade.

A Copa do Mundo FIFA 2026 na América do Norte terá uma novidade pouco convencional na segurança: cães-robô. As operações acontecem nos Estados Unidos, com o robô Spot, da Boston Dynamics, e no México, com o K9-X, modelo desenvolvido pela chinesa Unitree Robotics e já testado antes do Mundial.

Ambos os “agentes” têm quatro patas e contam com câmeras acopladas para auxiliar na patrulha de torcedores nos arredores do AT&T Stadium, em Dallas, e Estádio BBVA, em Guadalupe. O primeiro é 100% autônomo, mas o segundo será controle de forma remota, com operação semelhante à de um drone.

Segundo o Wired, que cobriu os primeiros testes do K9-X durante uma partida do Club de Fútbol Monterrey em fevereiro, o modelo é utilizado para uma primeira abordagem, identificando ações ilegais e alertando as autoridades em caso de alguma suspeita. O Spot promete fazer o mesmo, mas a Boston Dynamics garante que não haverá reconhecimento facial.

Policiamento estilo Black Mirror

Cão-robô K9-X da Unitree, com câmeras
No México, modelo usado será o K9-X (imagem: reprodução/Wired)

A princípio, os robôs serão, basicamente, uma câmera ambulante circulando pelos arredores dos estádios. Contudo, no caso do México, há possibilidade de intervenção física em situações de perigo. De acordo com o prefeito de Guadalupe, Héctor García, essa será uma forma de “proteger a integridade dos oficiais humanos”.

@ogdaffle

Dallas is using facial scanning robots to verify ticket holders for the FIFA World Cup! #worldcup #dallas #robotdog #fifa #fyp

♬ original sound – OG Daffle

Ainda que a Boston Dynamics negue qualquer forma de reconhecimento facial, usuários demonstraram preocupação. No Reddit, alguns apontam que o movimento dos robôs indica tentativas de reconhecimento facial. Há também quem os compare com o cão-robô que aparece no seriado Black Mirror, no episódio Metalhead, de 2017.

A iniciativa faz parte do projeto Security Spot, de autoria da Hyundai, que é dona da Boston Dynamics. De acordo com o site Futurism, a empresa tem como objetivo desenvolver “a maior e mais avançada frota móvel de robôs”, além de ser a única a fornecer o serviço de forma oficial durante o Mundial.

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

  •  

Xô, Microsoft: estado na Alemanha cancela contrato bilionário

Bandeira da Alemanha (Imagem: Supermac1961/Flickr)
Governo federal da Alemanha também tomou medidas a favor de software livre (Imagem: Supermac1961/Flickr)
Resumo
  • O estado alemão da Baviera cancelou um contrato de 1 bilhão de euros com a Microsoft para implementar um conjunto de aplicativos de produtividade na administração pública.
  • A decisão foi tomada para adotar um “pacote de produtividade básico soberano” feito com base em componentes de código aberto, visando garantir o uso dos serviços em crises e proteger o estado contra aumentos de preço.
  • A mudança faz parte de um movimento mais amplo na Europa, com países como França, Suíça e Holanda, que buscam alternativas de código aberto para reduzir a dependência de empresas dos EUA, bem como promover transparência e segurança.

O estado alemão da Baviera anunciou o cancelamento de um acordo com a Microsoft. O contrato previa a implementação do conjunto de aplicativos de produtividade da empresa na administração pública. Ainda em fase de planejamento, ele teria o valor de 1 bilhão de euros (cerca de R$ 5,91 bilhões, em conversão direta) por um período de cinco anos.

A decisão foi anunciada pelo Ministério de Assuntos Digitais da Baviera. Segundo o órgão, o estado vai procurar um “pacote de produtividade básico soberano”, feito com base em componentes de código aberto.

Por que a Baviera preferiu o open source?

Fabian Mehring, chefe da pasta de Assuntos Digitais, defendeu que a mudança para ferramentas open source garantiria o uso dos serviços em crises, protegeria o estado contra aumentos de preço e permitiria priorizar a segurança dos dados.

Segundo o site Cybernews, o cancelamento foi assunto de uma queda de braço que durou meses. De um lado, estava o Ministério das Finanças, que defendia consolidar os contratos existentes e garantir descontos. Do outro, estava o Ministério de Assuntos Digitais, que defendia o uso de soluções open source.

Europa busca alternativas de código aberto

Captura de tela mostra uma videochamada com quatro pessoas no app Visio
França vai adotar o Visio para videoconferências (imagem: reprodução/Governo da França)

O movimento da Baviera não é isolado. Munique, a capital do estado, passou a adotar ferramentas de código aberto como padrão para seus setores administrativos, deixando de lado os produtos da Microsoft.

O governo local quer seguir o princípio de “dinheiro público, código público”, que defende que software pago com dinheiro de impostos deve estar disponível para o público no futuro. Além disso, a ideia é fugir dos preços altos e dos pacotes fechados oferecidos pelas grandes empresas.

A decisão encontra eco no governo federal: em março de 2026, a Alemanha anunciou que os documentos do setor público seriam publicados somente em formatos abertos, deixando de lado formatos proprietários como o do Microsoft Word.

Não é só a Alemanha que está fugindo de softwares proprietários — outros órgãos públicos europeus têm tomado decisões semelhantes, em países como a França, a Suíça e a Holanda.

Além da economia, da segurança e da transparência, esse movimento visa reduzir a dependência de empresas dos Estados Unidos, temendo a imprevisibilidade do governo de Donald Trump e a possível ingerência nessas companhias.

A França, inclusive, vai deixar de usar até mesmo plataformas de videochamadas como Microsoft Teams e Google Meet, adotando o Visio, desenvolvido especialmente para servidores públicos do país.

Com informações do Cybernews

Xô, Microsoft: estado na Alemanha cancela contrato bilionário

  •  

Estados Unidos querem acesso antecipado a novos modelos de IA

Donald Trump durante comício
Donald Trump assina ordem executiva para supervisionar IAs do país (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

O governo dos Estados Unidos buscará acesso antecipado a modelos avançados de inteligência artificial antes do lançamento público, segundo uma ordem executiva assinada nesta semana pelo presidente Donald Trump.

A medida prevê acordos voluntários com desenvolvedoras de IA para que os sistemas avançados — e capazes de encontrar e explorar falhas digitais —, como o Mythos, da Anthropic, sejam avaliados em testes de segurança cibernética.

Órgãos como os departamentos do Tesouro, Defesa, Comércio e Segurança Interna deverão procurar acordos com empresas de inteligência artificial para receber acesso antecipado aos novos modelos e poderão avaliá-los por até 30 dias, de acordo com a Reuters.

A medida também determina que o Departamento do Tesouro, a Agência de Segurança Nacional (NSA) e a agência de segurança cibernética (CISA) criem um centro conjunto de coordenação voltado à segurança digital em IA.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, deverá trabalhar com desenvolvedoras de IA e provedores de infraestrutura crítica para monitorar códigos, identificar brechas digitais e desenvolver correções voltadas a setores como bancos, serviços de emergência e hospitais.

Big techs apoiam medida

Executivos e empresas do setor se manifestaram favoravelmente ao decreto. No Google, o presidente de assuntos globais Kent Walker classificou a medida como “um passo importante” para dar mais ferramentas a especialistas em cibersegurança contra agentes maliciosos.

A Anthropic, que briga com o governo Trump após tentativas fracassadas de acordo, também declarou apoio à decisão da Casa Branca. A empresa pretende colaborar com o governo na implementação das novas diretrizes de segurança.

OpenAI faz ressalvas

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman fará lobby para evitar imposições às companhias de IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por outro lado, a OpenAI deve agir por trás das cortinas contra propostas que tentem obrigar desenvolvedores de IA a obter autorização do governo para lançar modelos, segundo a Reuters. Ainda assim, o CEO da OpenAI, Sam Altman, elogiou publicamente a medida.

A nova ordem “acerta no equilíbrio necessário”, afirma ele, e garante que os Estados Unidos sigam na liderança da corrida da IA “colocando ferramentas cibernéticas nas mãos de defensores confiáveis”.

theUSshould lead on AI by continuing to develop the very best models, making sure they're safe, and getting cyber tools into the hands of trusted defenders.

the new EO gets the balance right.

— Sam Altman (@sama) June 3, 2026

Em documento publicado ontem (03/06), a OpenAI propõe fortalecer o CAISI, órgão ligado ao Departamento de Comércio, como a principal instituição para avaliação dos modelos. Mas quer que a agência aja apenas na mitigação de riscos, sem o poder de vetar lançamentos.

Decreto muda posição de Trump sobre mercado de IA

A assinatura do decreto marca uma mudança na postura de Trump em relação à regulação da IA. Anteriormente, o presidente demonstrou preferir menos intervenção no setor, temendo prejudicar empresas na disputa com a China.

Ele mesmo havia revogado, logo ao voltar à Casa Branca, uma medida editada pelo ex-presidente Joe Biden, que previa o compartilhamento de resultados de segurança por empresas de IA.

O novo texto estava previsto para ser assinado em 21 de maio, mas foi cancelado e revisado novamente no dia 25. Trump afirmou na ocasião que não concordava com determinados pontos da proposta e não queria adotar medidas que comprometessem a vantagem competitiva dos Estados Unidos, segundo a agência France Presse.

Estados Unidos querem acesso antecipado a novos modelos de IA

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Senador quer repartir as gigantes de IA com o povo americano

Senador Bernie Sanders
Senador Bernie Sanders (imagem: William S. Saturn/Wikimedia)
Resumo
  • senador americano Bernie Sanders anunciou um projeto de lei para criar o American AI Sovereign Wealth Fund Act, um fundo soberano (atrelado ao governo);
  • fundo receberia uma transferência única de 50% das ações de companhias de IA para beneficiar os cidadãos americanos;
  • chances de aprovação são pequenas, mas projeto de lei pode ajudar Sanders a chamar a atenção para possíveis aspectos negativos da IA sobre a socidade.

Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos pelo estado de Vermont, propôs a transferência de 50% do capital de empresas de inteligência artificial para o povo americano. A medida afetaria organizações como OpenAI, Anthropic e xAI, sendo esta última ligada a Elon Musk.

A proposta vai ser apresentada na forma de um projeto de lei que tem dois objetivos principais: garantir que a riqueza oriunda da IA melhore o padrão de vida da população dos Estados Unidos; limitar o uso da IA como mecanismo que atende aos interesses de poderosos grupos privados.

Para tanto, o projeto de lei parte da premissa de que os modelos de IA são desenvolvidos com base na pesquisa e trabalho de milhões de pessoas, na grande maioria das vezes, sem que elas tenham dado permissão para a exploração desse conhecimento ou sejam recompensadas por isso.

No entendimento de Sanders, se o que a inteligência artificial oferece é resultado de esforços humanos coletivos, a riqueza produzida por ela deve, então, ser compartilhada coletivamente.

Via X, o senador comentou:

A IA é construída sobre o conhecimento coletivo da humanidade.

A riqueza que ela gera deve beneficiar a humanidade — e não apenas Elon Musk, Sam Altman e outros oligarcas da IA.

É por isso que apresentarei o Projeto de Lei do Fundo Soberano de IA dos EUA — para dar ao povo uma participação direta na propriedade [da tecnologia].

Bernie Sanders, senador dos EUA

O projeto propõe uma transferência única de 50% do capital de empresas de IA por meio de ações a um fundo soberano (atrelado ao governo) de nome American AI Sovereign Wealth Fund Act.

AI is built on humanity’s collective knowledge.

The wealth it generates must benefit humanity — not just Elon Musk, Sam Altman and other AI oligarchs.

That’s why I’ll be introducing the American AI Sovereign Wealth Fund Act — to give the public a direct ownership stake. pic.twitter.com/UqW71FBv2Z

— Sen. Bernie Sanders (@SenSanders) June 1, 2026

O projeto de lei de Sanders pode ser aprovado?

Bernie Sanders é um político bastante influente, mas as chances de que seu projeto seja aprovado, pelo menos da forma como está sendo apresentado, são pequenas.

Primeiro porque, provavelmente, as organizações especializadas em IA certamente vão apresentar alguma resistência, embora Sanders tenha destacado que o seu projeto foi baseado em ideias da própria indústria, citando, como exemplo, a criação de fundos soberanos ligados à IA propostos pela Anthropic e por Sam Altman, CEO da OpenAI.

Em segundo lugar, o fundo soberano proposto por Sanders seria baseado na transferência de ações das empresas de IA, não em receita ou lucro. O que aconteceria, então, se essas companhias apresentarem prejuízo? Nesse sentido, vale lembrar que as operações da OpenAI ainda são majoritariamente deficitárias.

Para completar, ainda não está claro como gigantes como Amazon, Google e Microsoft seriam afetadas. Nessas companhias, a IA aparece como um de seus vários negócios.

Mesmo que o projeto de lei não vá para frente, Sanders pode alcançar outro objetivo com a sua apresentação: chamar a atenção para os aspectos potencialmente negativos da IA sobre a sociedade. Essa é uma bandeira que o senador levanta há algum tempo, destacando, como exemplo, o risco de a tecnologia eliminar empregos em massa.

Com informações de Mashable

Senador quer repartir as gigantes de IA com o povo americano

Senador Bernie Sanders (imagem: William S. Saturn/Wikimedia)
  •  

Startup de IA dá faxina grátis em troca dos seus dados

Foto de um homem de roupa completamente branca com um boné branco escrito "Shift". Ele limpa uma bancada.
Startup envia prestadores com câmeras para filmar movimentos durante faxina (imagem: reprodução)
Resumo
  • Shift oferece faxina gratuita em Nova York em troca de gravações de vídeo das tarefas.
  • Os vídeos serão usados no treinamento de sistemas de inteligência artificial.
  • A startup já planeja levar o modelo para outras cidades, com outras atividades manuais gravadas, como culinária e construção civil.

Uma startup está oferecendo faxina gratuitamente em Nova York, nos Estados Unidos, com uma condição: o cliente precisa aceitar que toda a limpeza seja gravada em vídeo. A empresa por trás da iniciativa é a Shift, que vai usar essas imagens para treinar sistemas de inteligência artificial de futuros robôs domésticos.

A faxina é feita por operadores verificados de empresas parceiras. Eles usam um boné com câmera acoplada que registra tudo em primeira pessoa, mostrando o ponto de vista de quem está executando as tarefas.

Segundo o co-CEO da Shift, Bercan Kilic, o boné registra a sequência de movimentos necessários para realizar atividades comuns dentro de uma casa, como esfregar, aspirar, limpar bancadas ou lavar uma louça.

Today, we're launching shift. We're starting by cleaning your apartment in New York City, for free.

Here's how it works. Book a shift cleaning. A vetted shift operator comes to your home wearing one of our devices. They clean. They leave. You pay nothing.

In exchange, we record… pic.twitter.com/oBrCXcEz5G

— shift (@joinshiftX) May 28, 2026

Para a empresa, quanto mais desafiador, melhor. A startup afirma que “ambientes de limpeza mais difíceis podem ser especialmente úteis” para o aprendizado do sistema. Os prestadores, no entanto, podem recusar tarefas em que não se sintam confortáveis.

Para o cliente, o possível desconforto talvez seja a privacidade. Afinal, como toda coleta de dados dentro de espaços privados, a proposta levanta dúvidas sobre a exposição. De acordo com o The Verge, a Shift afirma que informações sensíveis como rostos, nomes e dados visíveis em telas de computador ou documentos de identidade são borradas antes que as gravações sejam processadas pelos sistemas de IA.

Mercado em alta deve se aproveitar dos dados

Robô doméstico da LG, de cor branca, posicionado atrás de uma bancada em uma lavanderia. O robô tem braços articulados com mãos pretas, segurando uma toalha cinza dobrada. No peito, há o logotipo "LG". Sua cabeça é um visor oval preto exibindo olhos digitais em formato de semicírculos brancos. Ao fundo, aparecem duas máquinas de lavar frontais e uma luminária de design moderno à direita. Uma pilha de toalhas cinzas está sobre a bancada à esquerda.
CLOiD foi criado seguindo a filosofia Zero Labor da LG (imagem: divulgação)

Os dados levantados pela empresa devem ser bastante valiosos dentro da corrida por robôs humanoides, atualmente dominada pela China, que já possui mais de 150 companhias no segmento.

Enquanto os produtos começam a aparecer em linhas de produção e outras tarefas repetitivas, as linhas domésticas ainda precisam evoluir para lidar com tarefas físicas em ambientes imprevisíveis. Para isso, empresas do setor usam vídeos reais para treinar as máquinas.

A CES 2026, realizada em janeiro, apresentou algumas soluções interessantes que podem chegar ao mercado. Entre eles, o CLOiD, da LG, que apresenta braços, mãos e dedos articulados.

Shift quer expandir modelo

Por enquanto, a faxina gratuita é uma ação por tempo limitado em Nova York, mas deve ser expandida para São Francisco, Londres, Zurique e Munique, segundo o CEO.

A limpeza também parece ser apenas o começo. A Shift diz que já remunera dezenas de milhares de pessoas em 15 países para registrarem suas rotinas por meio de um aplicativo móvel.

No vídeo promocional, a empresa revela que a ideia é aplicar o mesmo modelo de coleta de dados a outras atividades manuais, como culinária, encanamento e construção civil.

Startup de IA dá faxina grátis em troca dos seus dados

  •  

Avião dá meia volta por causa de caixinha Bluetooth com nome suspeito

Alto-falante Bluetooth sobre mesa, com mão segurando smartphone próxima. Ao fundo um laptop e um copo d'água
Alto-falante com nome suspeito causa transtorno em voo (imagem: Burst/Pexels)
Resumo
  • Voo UA236 da United, que ia dos EUA à Espanha, voltou ao aeroporto de origem após um speaker Bluetooth mostrar o termo “bomb” no pareamento.
  • A tripulação pediu que todos os dispositivos Bluetooth fossem desligados, mas dois deles continuaram ativos, levando à decisão de voltar por questões de segurança.
  • O incidente ilustra a preocupação com eletrônicos em voos, especialmente aqueles com baterias de lítio, que podem causar incêndios ou interferências.

Uma única caixa de som Bluetooth a bordo de um voo nos Estados Unidos foi suficiente para mudar a rota do avião, que voltou ao aeroporto de origem por questões de segurança. O motivo não foi interferência de sinal ou bateria, mas o seu nome: ela mostrava um termo “de quatro letras” no pareamento – muito provavelmente “bomb”, bomba em inglês.

Diante disso, os pilotos da United seguiram os protocolos de segurança e retornaram. O voo UA236 saiu de Newark, nos EUA, no último sábado (30/05) rumo a Palma de Mallorca, na Espanha, e já sobrevoava o Oceano Atlântico quando a ameaça foi detectada.

Brincadeira de mau gosto

Avião saiu de Newark rumo à Espanha, mas precisou voltar por “brincadeira de mau gosto” (imagem: reprodução/The Verge)

Segundo relatos de passageiros no Reddit, a tripulação pediu que todos os dispositivos Bluetooth fossem desligados, insistindo ainda que dois deles seguiam com pareamento ativo mesmo após a solicitação. Alguém da equipe teria até mesmo falado que a “brincadeirinha” prejudicaria a todos.

E o prejuízo realmente foi chato: o avião precisou voltar para dar sequência às medidas de segurança. O Verge noticiou o caso e teve acesso a uma gravação feita pelo Controle de Tráfego Aéreo confirmando que o retorno a Newark seria necessário.

O áudio também explica os protocolos de segurança, que passam por uma inspeção completa da aeronave e a evacuação dos passageiros. Mas, no final das contas, uma coisa não foi confirmada: o nome da caixinha de som em si. Por toda a situação com “uma certo nome de quatro letras”, provavelmente se tratava de mesmo de “bomb”.

Atenção a eletrônicos na aviação

Power-banks têm sido o “alvo” da vez na aviação civil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Alguns eletrônicos não são bem-vindos na aviação civil, principalmente por conta das baterias de lítio. Em 2024, por exemplo, um incêndio causado pelo superaquecimento do componente em um notebook levou à evacuação de um avião no aeroporto de São Francisco, nos EUA. Essa preocupação é frequente para agências de aviação pelo mundo pelo menos desde a explosão de um Galaxy Note 7 em 2016, também nos Estados Unidos.

Outra situação semelhante envolveu a proibição de MacBooks Pro de 15 polegadas fabricados entre 2015 e 2017, justamente pelo risco de incêndio. Mais recentemente, os power banks também têm passado por restrições após uma medida da Organização Internacional de Aviação Civil.

Avião dá meia volta por causa de caixinha Bluetooth com nome suspeito

Latam orienta que power bank fique no bolsão de aeronave (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  •  

Euro-Office vem aí para ajudar Europa a depender menos dos EUA

O Euro-Office vem aí
O Euro-Office vem aí (imagem: reprodução/Nextcloud)
Resumo
  • Euro-Office, suíte de escritório de código aberto voltada à soberania digital europeia, tem lançamento oficial marcado para 9 de junho;
  • mas projeto enfrenta uma polêmica de suposta violação de licença em relação ao OnlyOffice devido à remoção de atribuições originais;
  • pacote terá ampla compatibilidade de formatos e estará disponível gratuitamente para usuários do mundo todo no GitHub.

9 de junho de 2026. Essa é a data marcada para o lançamento do Euro-Office, suíte de escritório de código-fonte aberto que vem para ser adotado por países da Europa. Trata-se de mais um esforço para tornar a região menos dependente de tecnologias dos Estados Unidos. E, bom, já existe uma polêmica antes mesmo da estreia.

O Euro-Office foi anunciado no final de março deste ano para substituir o Microsoft Office, o Google Docs e outras soluções do tipo. Mas não estamos falando de um pacote feito do zero. A novidade consiste em um fork (projeto derivado) do OnlyOffice. É aqui que a tal polêmica começa.

Pouco tempo depois de a iniciativa ter sido divulgada, os mantenedores do OnlyOffice acusaram a equipe do Euro-Office de violação de termos de uso por conta da remoção de avisos legais e símbolos do projeto original.

O OnlyOffice tem código-fonte aberto sob uma licença AGPLv3, mas conta com cláusulas que determinam que projetos derivados preservem as suas atribuições e marcas. Já a Nextcloud rebateu afirmando que essas regras são juridicamente ilegais.

Polêmicas à parte, o Euro-Office chega em junho

Ainda não há um consenso sobre a disputa OnlyOffice vs Euro-Office. Seja como for, a Nextcloud confirmou que o pacote de escritório estará disponível oficialmente a partir de 9 de junho. O Euro-Office já tem até repositório no GitHub.

Os atributos da novidade incluem compatibilidade com formatos como DOCX, PPTX, XLSX, PDF, ODT, ODS, ODP, TXT e tantos outros. Haverá editores de texto, planilhas, apresentações e afins, portanto.

Editor de texto do Euro-Office
Editor de texto do Euro-Office (imagem: reprodução/Nextcloud)

Neste ponto, você já deve ter percebido que a Nextcloud é a organização por trás do projeto. Mas não a única: o Euro-Office é fruto de uma coalizão que também inclui apoiadores como Office.EU, Proton, XWiki e IONOS.

O objetivo principal de todas essas organizações é o de fortalecer a soberania digital europeia. Mas, apesar do foco na Europa, o Euro-Office estará disponível para interessados em qualquer parte do mundo.

Vale destacar que este não é o único movimento europeu em prol de uma dependência menor de tecnologias americanas. Um exemplo: em abril, a França anunciou a troca do Windows por Linux em repartições públicas. Outro: em março, o governo alemão anunciou a adoção dos formatos abertos do ODF em detrimento do Microsoft Office.

Euro-Office vem aí para ajudar Europa a depender menos dos EUA

O Euro-Office vem aí (imagem: reprodução/Nextcloud)

Editor de texto do Euro-Office (imagem: reprodução/Nextcloud)
  •  

Steam Deck OLED ficou até US$ 300 mais caro

Pessoa jogando no Steam Deck na rua, ilustrando o aumento de preço do Steam Deck OLED
Steam Deck ficou mais caro (imagem: divulgação)
Resumo
  • Steam Deck OLED da Valve teve um aumento de preço devido à escassez de memórias RAM.
  • A versão de entrada passou de US$ 549 para US$ 749 e a versão de 1 TB subiu para US$ 949.
  • Apesar de não ser vendido oficialmente no Brasil, o reajuste deve impactar consumidores que recorrem ao mercado cinza e à importação.

A Valve fez um reajuste salgado nos preços do Steam Deck OLED, com aumento de, pelo menos, US$ 200 (aproximadamente R$ 1.014, em conversão direta) na versão base. A opção mais robusta, com 1 TB de armazenamento, agora custa US$ 949 (R$ 4.814) — valor US$ 300 mais caro que os US$ 649 cobrados anteriormente.

O aumento afeta apenas a linha OLED, que voltou a aparecer em estoque no site do Steam. A versão com tela LCD segue fora de catálogo. Segundo a Valve, o motivo do aumento é a atual crise dos chips de memória RAM, que tem levado a uma série de movimentações no mercado.

O uso massivo dessas memórias em data centers de IA seria a principal causa dessa crise. Além de reajustes no Nintendo Switch 2 e até em celulares da Samsung, a escassez também afetou a produção de cartões de memória da Sony e o desenvolvimento do vindouro PlayStation 6.

Os novos preços ficaram assim:

  • Steam Deck OLED 512 GB: US$ 789 (antes custava US$ 549)
  • Steam Deck OLED 1 TB: US$ 949 (antes custava US$ 649)

Consumidor brasileiro também deve ser afetado

O Steam Deck e outros produtos da Valve não são vendidos oficialmente no Brasil, sendo necessário buscar opções de importação por aqui. No entanto, com o reajuste, o preço deve subir mesmo para quem recorre ao mercado cinza.

Com a expectativa de importação, o consumidor brasileiro pode considerar ao menos cerca de R$ 1 mil de diferença quando for comprar uma das duas opções oferecidas oficialmente pela Valve. Atualmente,  a versão com 512 GB sai por ao menos R$ 6.299 no e-commerce nacional. Já o Steam Deck OLED com 1 TB aparece em ofertas de R$ 6.749 e R$ 6.999, a depender do site.

Um ponto importante a se considerar nesses casos é que muitas lojas já têm o Steam Deck OLED em estoque, ou seja, importaram o produto antes do reajuste. É esperado que os efeitos do aumento não sejam imediatos para importação, mas acabam sendo inevitáveis.

Ilustração de uma plataforma de games no Steam Deck
Preços podem demorar a subir, mas reajuste deve ocorrer na importação (imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

Steam Deck OLED substituiu a versão LCD

Como lembra o The Verge, o modelo mais básico do Steam Deck, com tela LCD e armazenamento que começa em 64 GB, não aparece mais à venda oficialmente pela Valve. Isso significa que as opções disponíveis no varejo só terão reajustes condicionados pelo mercado, e não necessariamente pelo aumento da fabricante.

Aqui no Brasil, ainda é possível encontrar a opção mais simples do portátil sendo vendida no e-commerce e em sites de importação, com preços que partem dos R$ 4.750 com 256 GB. Outra opção é considerar produtos de segunda mão. Hoje é possível encontrar a versão com tela LCD e 1 TB de armazenamento saindo a R$ 3.690 em sites de compra e venda de usados.

O modelo LCD tem uma tela menor, de 7 polegadas e pode chegar a até 400 nits de brilho, rodando a 60 Hz. Já a versão OLED tem uma tela de 7,4 polegadas, com até 1.000 nits de brilho e 90 Hz. Ambos trazem processamento via APU AMD Ryzen.

Steam Deck OLED ficou até US$ 300 mais caro

(Imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)
  •  

Huawei anuncia arquitetura de chips que desafia a Lei de Moore

Huawei na Mobile World Congress (imagem: Karlis Dambrans/Flickr)
Huawei revela linha Kirin com novo processo de fabricação (imagem: Karlis Dambrans/Flickr)
Resumo
  • Huawei anunciou uma arquitetura para chips Kirin que visa melhorar o desempenho sem depender da redução do tamanho dos transistores.
  • O novo processo, chamado Tau Scaling Law, busca melhorar o rendimento através do empilhamento de camadas de circuitos.
  • A fabricante planeja atingir uma densidade de transistores equivalente ao processo de 1,4 nanômetro até 2031.

A Huawei anunciou, durante um simpósio de semicondutores em Xangai, uma estratégia para desafiar a Lei de Moore no desenvolvimento de chips: um novo processo de fabricação chamado Tau Scaling Law (Lei de Expansão Tau, em tradução livre), que busca melhorar o desempenho sem depender apenas da redução do tamanho dos transistores.

Segundo a Reuters, os próximos chips Kirin para smartphones, previstos para estrear ainda este ano, serão os primeiros a adotar uma arquitetura baseada nesse princípio. Chamada LogicFolding, a tecnologia promete encurtar a fiação interna dos chips e melhorar consideravelmente o desempenho.

A meta é que até 2031, mesmo sem acesso às máquinas de litografia avançadas — restringidas por embargos dos EUA —, a empresa atinja uma densidade de transistores equivalente ao processo de 1,4 nanômetro.

A busca por alternativas de engenharia pela Huawei começou após 2019, quando recebeu sanções que limitaram o acesso a softwares e fornecedores internacionais. Fãs da marca percebem o impacto, de cara, pela ausência de softwares estadunidenses nos dispositivos, como os serviços do Google no Android.

Para o hardware, entretanto, a empresa também não tem acesso aos sistemas de fotolitografia da ASML, que fornece seus produtos à gigantes como Intel e TSMC. A taiwanesa já prevê produzir chips de 1,4 nm em massa até 2028, enquanto a China tem capacidade de produção em processos de até 7 nm.

Alternativa à Lei de Moore

Processador Intel: chips e conectores em um semicondutor mostrado em close
Processador Intel visto de perto (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A nova arquitetura aposta em um princípio paralelo à chamada Lei de Moore, batizado de Lei de Expansão Tau. De acordo com o portal TechSpot, a abordagem envolve o empilhamento de múltiplas camadas de circuitos em um único chip, encurtando as conexões internas para ganhar desempenho.

O objetivo é o mesmo do processo de miniaturização popularizado pela Intel, que reduz o tempo de circulação de energia através de transistores menores e em maior densidade.

No entanto, segundo a Reuters, o presidente da divisão de semicondutores da empresa, He Tingbo, assumiu que ainda há desafios relacionados a superaquecimento e à necessidade de novas ferramentas para o padrão Tau.

Tecnologia deve chegar a chips de IA

Ainda assim, Tingbo defendeu o avanço da companhia e afirma que foram encontradas “soluções muito boas”, sem entrar em detalhes. “Posso dizer com confiança que nos próximos 10 anos nossas soluções para computação móvel e computação de IA serão competitivas”, garantiu.

Falando em IA, a empresa planeja estender a arquitetura para a linha Ascend — voltada para IA e usada, inclusive, no modelo V4 do DeepSeek, lançado no mês passado — e para servidores de data centers até 2030.

O avanço comercial da Huawei também foi reconhecido pela própria Nvidia. Em declarações recentes, o CEO Jensen Huang afirmou que a empresa havia “amplamente concedido” o mercado chinês de chips de IA à Huawei por causa das restrições impostas por Washington.

Huawei anuncia arquitetura de chips que desafia a Lei de Moore

Huawei na Mobile World Congress (imagem: Karlis Dambrans/Flickr)

Processador Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Starbucks deixa de usar sistema de IA após erros

Copo com bebida da Starbucks
IA errava contagem e não sabia diferenciar produtos (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Starbucks descontinuou o uso de um sistema de IA chamado Automated Counting, que foi implementado há nove meses para contabilizar estoque em lojas da América do Norte.
  • O sistema, que utilizava tablets, câmeras e LiDAR, apresentou erros frequentes na contagem e identificação de produtos, como confundir tipos de leite ou ignorar itens.
  • A empresa afirmou que a decisão visa padronizar a contagem de estoque nas cafeterias, e que o foco está na consistência e execução em larga escala.

A Starbucks deixou de usar um programa de inteligência artificial para fazer contagens de estoque nas lojas da América do Norte. O sistema havia sido implementado há cerca de nove meses.

As informações foram obtidas pela Reuters, que teve acesso a uma newsletter interna da companhia e consultou duas pessoas com conhecimento sobre o assunto.

Qual foi o problema da IA da Starbucks?

Fachada de loja do Starbucks
Lojas sofrem com falta de itens do cardápio nos EUA (foto: Colin McLaughlin/Wikimedia Commons)

De acordo com a agência de notícias, o programa era usado para agilizar a contabilidade e a visualização de estoque nas lojas. No entanto, a IA cometia erros frequentemente na contagem e na identificação dos produtos, como confundir tipos de leite ou simplesmente ignorar produtos.

“A partir de hoje, o [programa] Automated Counting será aposentado. Componentes e leite usados nas bebidas serão contados da mesma maneira que você conta outras categorias de inventário na sua cafeteria”, diz a mensagem a que a Reuters teve acesso.

Em uma matéria publicada em fevereiro, a agência explicava o funcionamento do Automated Counting, implementado em setembro de 2025: os empregados usavam tablets com câmera e LiDAR para escanear armários com leite, xarope e outros ingredientes usados em bebidas. A inteligência artificial, então, ficava responsável por identificar e contar os itens.

A reportagem dizia ter visto vídeos de falhas na tecnologia, bem como fotos de baristas mostrando entregas excessivas de produtos, uma consequência das contagens erradas da IA. Mesmo assim, a companhia disse à Reuters que o programa estava funcionando, com melhorias na disponibilidade de bebidas e alimentos nas cafeterias.

Procurada pela Reuters, a Starbucks afirmou que a decisão visa “padronizar como o estoque é contado nas cafeterias” e que o foco da empresa está na consistência e na execução em larga escala. Já a NomadGo, fornecedora da solução de IA, afirmou estar “constantemente aprendendo por meio dos feedbacks de consumidores e usuários”.

Estoque é um problema da Starbucks nos EUA

O Automated Counting foi uma aposta da Starbucks para tentar solucionar um problema que a empresa enfrenta na América do Norte: falta de estoque para alguns produtos, que afeta a disponibilidade de certos itens do cardápio e prejudica as vendas da companhia.

A ideia era que o sistema ajudasse a controlar os produtos guardados nas lojas e comunicar o que era necessário receber. Segundo a Reuters, em 2024, menos de um terço das entregas nos centros de distribuição da Starbucks era descarregado no tempo certo e continha a quantidade correta de leite, doces e outros produtos.

Com informações da Reuters

Starbucks deixa de usar sistema de IA após erros

Bebida da Starbucks (Imagem: Divulgação/Starbucks)

Lojas sofrem com falta de produtos nos EUA (foto: Colin McLaughlin/Wikimedia Commons)
  •  

Steve Wozniak passa ileso e até recebe aplausos ao falar de IA

Steve Wozniak (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)
Steve Wozniak recebe aplausos em formatura (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)
Resumo
  • Steve Wozniak, cofundador da Apple, discursou na formatura da Grand Valley State University, nos Estados Unidos, elogiando a “inteligência real” dos formandos, em vez de focar nas ameaças da inteligência artificial.
  • O discurso foi bem recebido pelos formandos, que aplaudiram suas palavras, diferentemente do que ocorreu com o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, que sofreu vaias ao mencionar a IA.

O lendário cofundador da Apple, Steve Wozniak, conseguiu falar sobre inteligência artificial sem desaprovação dos formandos. Enquanto outros executivos, como o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, sofreram vaias ao incluir a tecnologia no discurso, o engenheiro recebeu aplausos por reconhecer a capacidade dos ex-alunos em um mercado cada vez mais desafiador.

Para muitos recém-formados dos Estados Unidos, a IA já é uma concorrente que interfere nas oportunidades de entrada no mercado de trabalho. As maiores empresas do mundo já avaliam substituir a força de trabalho pela tecnologia, com funções automatizadas ou vagas cortadas para direcionar o dinheiro ao desenvolvimento de IA.

Nesse momento sensível, em vez de concentrar o discurso nas ameaças da automação, Wozniak, que discursou na Grand Valley State University, no estado do Michigan, comentou a ansiedade em torno da IA.

Inteligência “real”

Durante o discurso, Wozniak disse que os formandos têm a “inteligência real”, ou Actual Intelligence, um trocadilho com a sigla AI. A frase arrancou risos e aplausos da plateia.

Na sequência, o cofundador da Apple explicou como enxerga a tentativa de reproduzir capacidades humanas pelos algoritmos:

“Levaria muito tempo para me aprofundar no que penso sobre a IA, mas estamos tentando criar um cérebro. Existe uma maneira de duplicarmos uma rotina um trilhão de vezes e fazê-la funcionar como um cérebro? A IA é uma dessas tentativas.”

– Steve Wozniak

Apple co-founder Steve Wozniak received applause rather than boos from graduates at a commencement speech for telling them that they have “AI, Actual Intelligence.”

During the Grand Valley State University Commencement Ceremony, Wozniak emphasized to graduates the value of… pic.twitter.com/2bzYLHrMBz

— Eyewitness News (@ABC7NY) May 22, 2026

Em março, Wozniak já havia dito que ainda não entendemos direito como o cérebro funciona “para chegar ao ponto de substituir o ser humano”. Ele criticou o estilo de comunicação das IAs, mas reconheceu que a tecnologia deve evoluir ao ponto de reproduzir aspectos da nossa existência.

No encerramento, Wozniak pediu que os formandos não seguissem caminhos prontos apenas por segurança. “Pensem: existe algo que eu possa fazer um pouco diferente?”, aconselhou.

Sem vaias desta vez

A recepção positiva deste discurso vai contra a onda de desaprovação à IA. No caso mais emblemático e recente, Schmidt mencionou os espaços em que a presença da tecnologia já avança, incluindo trabalho e vida pessoal.

Desde o ano passado, gigantes como Amazon, Microsoft, Intel e Meta anunciaram cortes que atingiram milhares de postos de trabalho. Além de empregos formais, as ferramentas e serviços “facilitados” pela tecnologia vêm impactando freelancers de áreas criativas, que declaram perda de clientes e maior pressão por resultados rápidos.

Steve Wozniak passa ileso e até recebe aplausos ao falar de IA

Steve Wozniak (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)
  •  

Waymo admite que seus carros autônomos não sabem o que fazer em enchentes

Carro autônomo da Waymo (Imagem: Divulgação/Waymo)
Carros autônomos da Waymo entraram em áreas alagadas quando estavam sem ocupantes (foto: divulgação)
Resumo
  • A Waymo admitiu que ainda não desenvolveu uma solução definitiva para evitar enchentes.
  • A empresa suspendeu serviços em Atlanta e San Antonio após robotáxis enfrentarem problemas em áreas alagadas.
  • A companhia implementou restrições via atualização de software, usando alertas climáticos como base.

A empresa de carros autônomos Waymo declarou a autoridades dos Estados Unidos ainda não ter terminado de desenvolver um “conserto definitivo” para evitar que seus veículos entrem em áreas alagadas.

A informação surge após incidentes em duas cidades dos EUA. Uma atualização de software chegou a ser liberada, mas não conseguiu dar conta de evitar problemas, obrigando a companhia a suspender serviços e fazer um recall.

A Waymo é uma subsidiária da Alphabet, holding que também é dona do Google.

O que aconteceu com os carros da Waymo?

A Waymo pausou suas atividades em Atlanta, no estado da Geórgia, após um de seus carros ter sido visto tentando cruzar uma rua alagada — ele ficou preso no local por cerca de uma hora.

Uma semana antes, o serviço também foi suspenso em San Antonio, no Texas, após um robotáxi da empresa entrar em uma estrada cheia d’água. Por lá, a companhia realizou um recall, tirando de circulação quase 4 mil robotáxis. Em ambos os casos, não havia ocupantes.

Clima é desafio para carros autônomos

Segundo documentos liberados pela Administração Nacional de Segurança no Trânsito em Rodovias dos EUA (NHTSA), a atualização de software implementada pela Waymo impõe restrições em horários e regiões onde há risco elevado de encontrar uma via de alta velocidade alagada.

Essas restrições, porém, não foram suficientes para evitar o incidente em Atlanta. Ao TechCrunch, a Waymo afirmou que a tempestade foi tão intensa que os alagamentos aconteceram antes de o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA emitir alertas de risco.

A empresa admite não ter terminado de desenvolver o “conserto definitivo” para esse tipo de problema. Curiosamente, isso contradiz o que ela mesma disse, meses antes, ao jornal San Francisco Chronicle. Na ocasião, a Waymo declarou que seus veículos analisam dados dos sensores para decidir entre parar, mudar de rota ou voltar, além de serem capazes de compartilhar as informações com outros carros da companhia.

Com informações do TechCrunch e Engadget

Waymo admite que seus carros autônomos não sabem o que fazer em enchentes

Carro autônomo da Waymo (Imagem: Divulgação/Waymo)
  •  

Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês

Imagem de um smartphone com design dourado. Na tela, há a hora "12:00" e a data "January 20, 2025", com o logotipo "TRUMP MOBILE" na parte superior e a frase "Make America Great Again" abaixo. O fundo da tela exibe uma bandeira dos Estados Unidos estilizada. Na parte de trás do aparelho, vê-se uma gravação do símbolo "T" grande, seguido de "1", e a imagem de uma bandeira dos EUA. O telefone possui três câmeras traseiras e uma borda dourada.
T1 Phone “made in USA”, pelo visto, é versão repaginada de celular chinês (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Trump Phone pode ser uma versão mais cara de um smartphone fabricado na China.
  • Anunciado como um aparelho “Made in USA”, com tecnologia e fabricação 100% nacional, o celular seria, na verdade, o REVVL 7 Pro 5G.
  • O aparelho original custa US$ 126 por lá, enquanto o smartphone de Donald Trump é vendido por US$ 499.

A Trump Organization anunciou o T1 Phone em junho de 2025 prometendo um celular “Made in USA”, com desenvolvimento e fabricação totalmente norte-americanos. No entanto, o aparelho que começa a chegar aos compradores quase um ano após a pré-venda parece ser apenas uma versão dourada de um modelo chinês.

O lançamento do T1 Phone foi cercado de polêmicas, desde a proposta até as imagens de divulgação. No início, as imagens mostravam um iPhone banhado a ouro, mas depois passaram a exibir uma cópia do Galaxy S25 Ultra com detalhes dourados e referências ao presidente, conforme noticiou o The Verge.

Agora que o produto está entrando na fase de distribuição para quem comprou na pré-venda, analistas de mercado apontam que o smartphone tem as mesmas especificações do REVVL 7 Pro 5G, da fabricante chinesa Wingtech.

O REVVL é vendido nos Estados Unidos pela T-Mobile e custa a partir de US$ 126 (R$ 630, em conversão direta), enquanto o T1 Phone custa US$ 499 (R$ 2,5 mil).

Celular nem tão americano assim

O anúncio do T1 Phone aconteceu em meio ao aumento das tarifas de importação sobre produtos chineses imposto pelo presidente Donald Trump, movimento que gerou preocupação na indústria de tecnologia dos EUA devido à forte dependência de componentes fabricados na China.

Além do país asiático, itens importados de Canadá, México, Japão, Índia e Brasil começaram a receber taxas extras para entrarem nos Estados Unidos.

O novo celular foi revelado pela Trump Organization em junho, junto a um plano de telefonia. Nas especificações, o smartphone teria tela AMOLED de 6,8 polegadas, 12 GB de memória RAM e câmeras com até 50 MP, com três lentes na parte traseira. A bateria seria de 5.000 mAh e o sistema operacional, por sua vez, seria o Android 15.

Donald Trump durante comício
Ao longo de 2025, Donald Trump prometeu tarifas extras para países como a China (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Segundo o site El Español, que repercutiu o início dos envios do T1 Phone para os usuários, o modelo não fugiu muito às promessas: tela AMOLED de 6,78 polegadas, sensor principal de 50 MP e outras duas lentes (grande angular e teleobjetiva) no trio de câmeras traseiras.

As características são as mesmas presentes no Wingtech REVVL 7 Pro de 2024, mas com uma repaginação na parte externa.

Quanto à promessa de produção 100% feita nos Estados Unidos, a própria Trump Mobile voltou atrás nos matérias de divulgação, apontando que se trata de um produto projetado nos EUA, abandonando a alegação de fabricação integral no país.

The T1 Phone has arrived!! Those who pre-ordered the T1 Phone will be receiving an update email. Phones start shipping this week!!! pic.twitter.com/IsOre1cBa1

— Trump Mobile (@TrumpMobile) May 13, 2026

Política de reembolso também é alvo de críticas

As polêmicas envolvendo o T1 Phone vão além do aparelho em si: a política de reembolso ganhou novos termos que apontam para depósitos intransferíveis e sem “valor monetário”. Além disso, rumores apontam que as tentativas de cancelamento levaram a um e-mail avisando que os depósitos de pré-compra não seriam devolvidos.

Antes disso, a empresa nem mesmo confirmava a produção ou disponibilização do celular, e o depósito seria apenas uma “oportunidade condicional”, caso houvesse uma decisão pela venda, segundo a CNN. Atualmente, a posição oficial da Trump Mobile é de que o produto finalmente começará a ser enviado para seus compradores ainda esta semana.

Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês

Design dourado e bandeira gravada são diferenciais do T1 (imagem: divulgação)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
  •  

Apple é notificada por propaganda enganosa no Brasil

Procon Carioca abre processo administrativo contra a Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Procon Carioca notificou a Apple devido à suposta propaganda enganosa do iPhone, especificamente em relação à Apple Intelligence, que prometia realizar tarefas de inteligência artificial diretamente no aparelho, mas nunca foi completamente entregue.
  • A Apple terá que responder em 20 dias e fornecer informações sobre as funcionalidades entregues, comunicação aos consumidores brasileiros, materiais publicitários veiculados e medidas para corrigir o problema.
  • Nos EUA, a Apple se comprometeu a pagar até US$ 250 milhões em indenização para compradores de iPhone afetados pela propaganda enganosa.

A Apple entrou na mira de órgãos de defesa do consumidor do Brasil. O Tecnoblog apurou com exclusividade que o Procon Carioca notificou a empresa e quer esclarecimentos para suposta publicidade enganosa junto a compradores de iPhones lançados a partir de 2023. Na ocasião, a companhia prometeu funções de inteligência artificial que nunca chegaram ao mercado.

Na última sexta-feira (08/05), o Procon Carioca instaurou procedimento administrativo para apurar potencial omissão, descumprimento de oferta e violação ao dever de informação clara, adequada e ostensiva. As práticas são proibidas pelo Código de Defesa do Consumidor.

Como o caso começou?

O lançamento do iPhone 16 marcou também a propaganda em torno da Apple Intelligence, tecnologia de inteligência artificial que, segundo os comerciais da Apple, seria capaz de realizar um sem-número de tarefas diretamente no aparelho. O recurso nunca foi completamente entregue, mesmo dois anos depois.

Diante disso, uma consumidora abriu uma ação civil pública na Justiça dos Estados Unidos que resultou, na semana passada, num compromisso formal de pagamento. A Apple se comprometeu a dar até US$ 95 (cerca de R$ 465, em conversão direta) para cada comprador de iPhone.

O acordo vai custar US$ 250 milhões aos (bem recheados) cofres da companhia, o que dá por volta de R$ 1,23 bilhão. A medida vale para iPhone 16, iPhone 16e, iPhone 16 Plus, iPhone 16 Pro, iPhone 16 Pro Max, iPhone 15 Pro e iPhone 15 Pro Max. O acordo seja formalmente reconhecido pelo juiz do processo, de acordo com a imprensa americana.

Craig Federighi, VP de engenharia de software da Apple, anunciando o Apple Intelligence
Apple Intelligence irrita artistas por falta de transferência (Imagem: Reprodução/Apple)

Um dos vídeos de divulgação da Apple Intelligence trazia a atriz Bella Ramsey interagindo com a Siri. Ela perguntava quem era uma determinada pessoa, que havia conhecido num determinado local, e, ao menos em tese, o iPhone conseguia consultar sua base de conhecimento para revelar a informação correta.

O vídeo sumiu dos canais oficiais da Apple no YouTube quando ficou claro que a Apple Intelligence estava muito distante daquela promessa. Alguns executivos da Apple posteriormente se desculparam pelas alegações, digamos assim, exageradas.

A notificação do Procon

iPhone 15 Pro Max
Compradores de iPhone 15 Pro (na foto) e 16 podem ser beneficiados em processo administrativo do Procon Carioca (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Eu apurei que o Procon Carioca cobrou os seguintes esclarecimentos:

  • Quais funcionalidades foram efetivamente entregues no lançamento?
  • Como as informações foram comunicadas aos consumidores brasileiros?
  • Quais materiais publicitários foram veiculados no país?
  • Qual o cronograma de implementação dos recursos anunciados?
  • Dados de reclamações de consumidores e número de pessoas impactadas
  • Medidas adotadas ou previstas para garantir correção e eventual compensação

De acordo com o órgão, o caso suscita “princípios centrais das relações de consumo, como a boa-fé, a transparência e o cumprimento da oferta”.

A Apple tem 20 dias para responder ao Procon Carioca. O Tecnoblog também procurou a empresa, que não irá se pronunciar junto à imprensa.

Apple é notificada por propaganda enganosa no Brasil

Procon Carioca abre processo administrativo contra a Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Intelligence irrita artistas por falta de transferência (Imagem: Reprodução/Apple)

iPhone 15 Pro Max (Imagem: Thássius Veloso / Tecnoblog)
  •  

Acionistas aprovam venda da Warner para Paramount por US$ 111 bilhões

Foto da caixa d'agua com o logo da Paramount
Paramount é controlada pela família Ellison, que comanda a Oracle (imagem: divulgação/Paramount)
Resumo
  • Acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a venda para o grupo da Paramount Skydance por aproximadamente R$ 552 bilhões.
  • A compra precisa de aprovação de autoridades regulatórias nos Estados Unidos e em outros países.
  • O grupo poderá fundir os serviços HBO Max e Paramount+.

Os acionistas da Warner Bros. Discovery votaram pela aprovação da aquisição da empresa pela Paramount Skydance em uma oferta de US$ 111 bilhões (aproximadamente R$ 552 bilhões, em conversão direta).

A sinalização para que o negócio siga é mais um capítulo da batalha pelo controle da Warner, que teve início com um acordo com a Netflix em dezembro de 2025, no valor de US$ 83 bilhões.

A compra ainda precisa ser aprovada por autoridades regulatórias nos Estados Unidos e em outros países — executivos imaginam que isso deve acontecer até o fim de setembro.

Com a aquisição, a Paramount Skydance passa a ser dona também de marcas famosas como CNN, HBO, TNT, DC Comics e Discovery. Vale lembrar que a empresa é controlada pela família Ellison, que também comanda a Oracle.

Os acionistas também votaram contra bônus milionários para os atuais executivos da Warner. O presidente David Zaslav, por exemplo, pode receber até US$ 887 milhões (cerca de R$ 4,4 bilhões). A decisão final, porém, ficará a cargo do conselho da empresa.

A HBO Max vai ficar mais cara?

HBO Max fica mais caro no Brasil
HBO Max ficou mais caro no Brasil em agosto de 2025 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por enquanto, não há nada concreto sobre um novo aumento da HBO Max. No Brasil, o reajuste mais recente aconteceu em agosto de 2025, com aumentos de até 21,2%. O plano mais barato (Básico com Anúncios) custa R$ 29,90 mensais ou R$ 274,80 anuais (equivalente a R$ 22,90 por mês).

Outro streaming do novo grupo é o Paramount+, que teve aumento em fevereiro de 2026 no Brasil, com altas de até 29%. O plano mais barato sai por R$ 34,90 mensais ou R$ 309,90 anuais (equivalente a R$ 25,83 por mês).

O que temos para o futuro das duas plataformas são especulações. Em uma chamada com investidores realizada em março de 2026, David Ellison, da Paramount Skydance, disse que HBO Max e Paramount+ podem passar por uma fusão.

Apesar de Ellison não falar em preços, a fusão representaria menos opções para consumidores, podendo levar a preços mais altos, como nota a Associated Press. Hoje, se você quer ver uma série da HBO, você assina apenas a HBO Max. Futuramente, você terá que assinar um serviço maior, com um catálogo que talvez não te interesse tanto, a um preço mais alto.

Com informações da CNN e da Variety

Acionistas aprovam venda da Warner para Paramount por US$ 111 bilhões

(imagem: divulgação/Paramount)

HBO Max fica mais caro no Brasil (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Próximo Motorola vaza na web com bateria maior e melhores câmeras

Renderizações do Motorola Razr 70 em quatro cores diferentes
Dispositivo segue tendência de dobráveis finos e aposta em cores chamativas (imagem: reprodução/allo.ua)
Resumo
  • O Motorola Razr 70 teve detalhes vazados por uma varejista ucraniana antes do lançamento oficial, previsto para o dia 29 de abril.
  • O hardware traz como principais destaques o chip MediaTek Dimensity 7450X, uma bateria maior de 4.800 mAh e um novo sensor ultra wide de 50 MP.
  • O design mantém a espessura de 7,25 mm e a certificação IP48, apresentando melhorias no brilho da tela externa, que agora atinge 1.700 nits.

A Motorola já agendou o lançamento da nova geração da linha Razr para o dia 29 de abril, nos Estados Unidos, mas uma varejista ucraniana antecipou todos os detalhes do aparelho. A página publicada precocemente indicada a chegada do Motorola Razr 70 ao mercado internacional. Vazaram até renderizações oficiais e a ficha técnica.

O vazamento confirma que o dobrável recebeu algumas poucas melhorias em autonomia e fotografia, com uma bateria maior que a geração anterior, e um novo sensor ultra wide de 50 MP. Entretanto, mantém a estrutura de tela interna e externa, utilizando painéis AMOLED com altas taxas de atualização.

O último dobrável lançado pela marca foi o Razr Fold, anunciado no começo deste ano, durante a CES 2026. A versão com dobra em formato de livro já foi homologada pela Anatel, conforme noticiamos com exclusividade no Tecnoblog no começo do mês. Ainda não há previsão do novo Razr 70 no Brasil.

Design e tela

Segundo o portal Phone Arena, o design do Motorola Razr 70 preserva as dimensões do Motorola Razr 60, mantendo espessura de 7,25 mm quando aberto e peso de 188 gramas.

A construção inclui a certificação IP48, que garante proteção contra o ingresso de partículas e água. O dispositivo chega nas cores Cinza (Hematite), Verde, Branco e Violeta.

Tela externa de 4 polegadas do Razr 60 Ultra, com atalhos da Moto AI
Próximo Motorola Razr deve ser anunciado no fim do mês (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

A tela principal de 6,9 polegadas utiliza tecnologia LTPO AMOLED com resolução de 2640 x 1080 pixels e taxa de atualização de 120 Hz. Na parte externa, o painel AMOLED de 3,6 polegadas apresenta resolução de 1056 x 1066 pixels e uma taxa de atualização de 90 Hz.

Outro avanço é no brilho máximo da tela externa, que agora atinge 1.700 nits, facilitando a visualização sob luz solar direta.

Maior bateria e novas câmeras

Motorola Razr 70 deve chegar com chip MediaTek (imagem: reprodução/allo.ua)

Internamente, o Razr 70 deve trazer o chip de 4 nanômetros Dimensity 7450X, projetado pela MediaTek especificamente para dobráveis, combinado a 8 GB de memória RAM LPDDR5X e 256 GB de armazenamento interno UFS 3.1. O grande destaque do hardware é a bateria de 4.800 mAh, que supera os 4.300 mAh encontrados no Galaxy Z Flip 7.

A empresa também teria aprimorado o sistema de carregamento, suportando 30 W com fio e 15 W sem fio. Em conectividade, o novo Razr ainda deve trazer suporte a Bluetooth 5.4 e Wi-Fi 6.

O conjunto fotográfico traseiro teria recebido o upgrade mais relevante da geração na lente secundária. Enquanto a câmera principal mantém o sensor de 50 MP (f/1.7), a lente ultra wide saltou de 13 MP para os mesmos 50 MP, com uma abertura de f/2.0. Para selfies, o dispositivo segue com um sensor de 32 MP, mas agora com uma abertura mais clara de f/2.4.

Próximo Motorola vaza na web com bateria maior e melhores câmeras

(imagem: reprodução/allo.ua)

(foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
  •  

Meta vai monitorar computador de funcionários para treinar IA, diz reportagem

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta vai instalar software de monitoramento nos computadores de funcionários nos Estados Unidos para treinar modelos de inteligência artificial.
  • O programa roda em apps e sites relacionados ao trabalho e tenta entender como humanos usam computadores, incluindo atalhos de teclado e escolha de menus do tipo dropdown.
  • Funcionários demonstraram indignação nas redes internas, pois não há como desativar o monitoramento.

A Meta está instalando software de monitoramento nos computadores de seus funcionários nos Estados Unidos. A ideia é capturar movimentos de mouse, cliques e digitação para treinar modelos de inteligência artificial, com o objetivo de que eles sejam capazes de realizar tarefas profissionais futuramente. As informações constam em duas reportagens: uma da Reuters e outra da Business Insider.

Segundo a Reuters, o projeto se chama Model Capability Initiative (”iniciativa de capacitação de modelos”, em tradução livre) e vai rodar em apps e sites relacionados ao trabalho, além de capturar ocasionalmente o que está nas telas dos computadores.

A Business Insider diz que o software tentará entender como os humanos usam computadores, incluindo o uso de atalhos de teclado e escolha de menus do tipo dropdown.

Funcionários mostram desconforto com iniciativa

De acordo com a Business Insider, a iniciativa foi recebida com indignação pelos trabalhadores da Meta.

“Isso me deixa super desconfortável. Como eu desativo?” foi, segundo a reportagem, o comentário com mais curtidas no post sobre a mudança na rede interna da Meta. Além disso, a carinha com raiva foi a reação mais comum ao anúncio.

Andrew Bosworth, CTO da empresa, confirmou que não há como desativar o monitoramento — e também recebeu carinhas de choro, choque e raiva como reação.

Como observa a Business Insider, os funcionários da Meta já tinham seus computadores de trabalho sob vigilância há bastante tempo, o que significa que o novo programa é mais uma extensão das regras existentes do que uma mudança de política.

Advogados ouvidos pela Reuters disseram que não há leis que impeçam a prática nos Estados Unidos — na Europa, monitorar equipamentos de funcionários pode ser considerado ilegal.

Meta aposta em IA para produtividade

Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg quer usar clone para se aproximar de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Colocar a IA para aprender a trabalhar é parte de um esforço maior da Meta, que deseja que a tecnologia consiga auxiliar (ou mesmo executar) tarefas internas e como forma de elevar a produtividade da companhia.

O próprio Mark Zuckerberg, CEO da Meta, está participando ativamente de projetos do tipo. Ele vem desenvolvendo um agente de IA para auxiliar em suas próprias tarefas, e já consegue dar respostas com mais rapidez graças à tecnologia. O executivo também pretende criar uma espécie de clone para conversar com funcionários e dar feedback a eles.

Com informações da Reuters e da Business Insider

Meta vai monitorar computador de funcionários para treinar IA, diz reportagem

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Órgão americano vai reduzir análises de vulnerabilidades de cibersegurança

Notebook com símbolos de segurança no entorno
CVE ajuda na catalogação de falhas e serve para facilitar comunicação entre profissionais do setor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O NIST anunciou redução de análises de vulnerabilidades do programa Common Vulnerabilities and Exposures (CVE), com “enriquecimento” apenas para CVEs que atendam critérios específicos.
  • O órgão fará análises detalhadas quando a CVE estiver no catálogo KEV da CISA, afetar softwares usados pelo governo federal dos EUA e estiver relacionada a softwares críticos.
  • Segundo o instituto, houve um aumento de 263% nas descobertas entre 2020 e 2025, o que gerou sobrecarga nos trabalhos.

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST, na sigla em inglês) anunciou que limitará as análises que atualmente executa em vulnerabilidades de cibersegurança. Esse trabalho faz parte do programa Common Vulnerabilities and Exposures (CVE).

Com a nova política, nem todas as vulnerabilidades listadas no CVE receberão o que a agência chama de “enriquecimento”, isto é, uma análise detalhada, que inclui notas de gravidade para as brechas encontradas.

O que vai mudar?

Placa de sinalização externa da entrada "Gate A" do "NIST". A estrutura possui um design moderno com painéis sobrepostos em branco e azul, apoiada sobre uma base retangular de pedras rústicas em tons de cinza e marrom. À esquerda, destaca-se "Gate A" em azul. No painel principal, lê-se o logotipo "NIST" seguido por "NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY" e "U.S. DEPARTMENT OF COMMERCE". O fundo apresenta gramado verde, árvores densas e um poste de iluminação sob luz diurna.
NIST adicionava informações detalhadas a CVEs (foto: R. Wilson/NIST)

De acordo com um comunicado publicado na quarta-feira (15/04), o NIST só fará análises detalhadas de vulnerabilidades que atendam a certos critérios, como:

  • inclusão no catálogo de vulnerabilidades conhecidas e exploradas (KEV) da Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura (CISA)
  • presença em softwares usados pelo governo federal dos EUA
  • presença em softwares críticos

Além disso, o NIST continuará a listar todas as vulnerabilidades descobertas em sua Base Nacional de Dados de Vulnerabilidades (NVD).

Por que o NIST vai mudar sua política?

Como explica o site Cybersecurity Dive, ferramentas de inteligência artificial para detectar vulnerabilidades criaram uma onda gigante de descoberta de falhas — de acordo com o NIST, foi um crescimento de 263% entre 2020 e 2025. Com isso, instituições que mantêm bases de dados desse tipo passaram a ficar sobrecarregadas.

Foi o que aconteceu com o NIST. O órgão não vem conseguindo acompanhar o volume de vulnerabilidades nos últimos anos, levando-o a repensar sua abordagem.

“Isso nos permitirá focar nas CVEs com maior potencial para impacto generalizado”, explica o instituto. “Embora CVEs que não atendam a esses critérios tenham um impacto significativo nos sistemas afetados, elas geralmente não apresentam o mesmo nível de risco sistêmico do que as que estão nas categorias priorizadas.”

O que é o CVE?

CVE é a sigla para Common Vulnerabilities and Exposures, ou “vulnerabilidades e exposições comuns”, em tradução livre. Trata-se de uma base de dados de falhas de cibersegurança identificadas.

Geralmente, quando escrevemos sobre vulnerabilidades, listamos um código composto por CVE, o ano e mais alguns dígitos. Esse é um identificador daquele problema específico, e serve para evitar confusões entre profissionais do setor.

Esse não é o primeiro abalo na base de dados CVE nos últimos anos. Em abril de 2025, o projeto quase ficou sem verbas diante da demora da CISA em renovar o contrato com a organização sem fins lucrativos Mitre, que administra a base de dados.

Com informações do Cybersecurity Dive

Órgão americano vai reduzir análises de vulnerabilidades de cibersegurança

Roteadores foram comprometidos pela botnet AyySSHush (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

NIST adicionava informações detalhadas a CVEs (foto: R. Wilson/NIST)
  •  

Amazon apresenta nova geração do Fire TV Stick HD

Imagem em plano superior oblíquo mostrando um Amazon Fire TV Stick e seu controle remoto correspondente sobre uma superfície de concreto claro. O Fire TV Stick é um dispositivo preto e retangular, com o conector HDMI metálico visível em uma extremidade e o logo "fire tv" na parte superior. O controle remoto é preto e ovalado, com diversos botões cinzas, incluindo um botão azul redondo no topo com o ícone de microfone. Abaixo, há um anel direcional central e botões para navegação, volume, mute e botões de atalho coloridos com os logos de "prime video" (azul) e "NETFLIX" (vermelho). A luz suave incide sobre os objetos.
Design compacto é a principal novidade (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Amazon lançou a nova geração do o Fire TV Stick HD no exterior por US$ 34,99; não há informação de lançamento no Brasil.
  • O novo Fire TV Stick HD tem 30% menos largura e foi pensado para portabilidade.
  • O aparelho traz suporte a alimentação por porta USB da TV, Wi‑Fi 6 e Bluetooth 5.3.

A Amazon lançou, nesta quarta-feira (15/04), a mais nova geração do dongle para streaming Fire TV Stick HD. Nos Estados Unidos, ele custará US$ 34,99 (cerca de R$ 175, em conversão direta). Por enquanto, não há informações sobre lançamento no Brasil.

Um dos principais diferenciais do novo modelo é o tamanho. Segundo a Amazon, ele é 30% menor que a geração anterior, sendo mais compacto que os modelos antigos em volume e largura.

Comparando os dois modelos, temos pequenos aumentos em comprimento e espessura, mas uma grande redução na largura. Estas são as medidas:

  • Novo Fire TV Stick HD: 91,5 x 21,1 x 14,5 mm
  • Fire TV Stick HD anterior: 86 x 30 x 13 mm

Além disso, pode funcionar com a energia de uma porta USB da própria TV, dispensando o uso de um adaptador de tomada. Isso não é inédito em produtos dessa categoria, mas é sempre interessante pela praticidade.

Fotografia de um quarto de hotel de luxo à noite. No centro, uma cama de casal com cabeceira cinza, lençóis claros, travesseiros brancos e cinzas, e uma manta escura aos pés. Ao lado esquerdo, um criado-mudo branco com uma luminária acesa, um vaso de flores e prateleiras com livros. Ao fundo, uma grande janela do chão ao teto com cortinas escuras abertas, revelando uma vista noturna da cidade. Na parede direita, uma TV de tela plana exibe um menu de streaming. Um círculo em destaque mostra o detalhe lateral da TV, onde um Fire TV Stick (dispositivo preto) com a marca "fire tv" está conectado a uma porta HDMI, junto a outros cabos. Uma seta branca aponta da TV para o círculo.
Amazon quer que você compre um Fire TV Stick HD para levar na mala (imagem: divulgação)

A Amazon destaca a possibilidade de usá-lo durante viagens, em televisores de hotéis, por exemplo. “O novo aparelho é projetado não apenas para caber em uma mala de bordo ou bolso, mas também para se encaixar com mais facilidade em uma porta HDMI junto a outras tomadas e cabos na traseira de uma TV”, diz o comunicado da companhia.

Alexa+ e mais recursos

Um dos destaques do Fire TV Stick HD é o suporte à Alexa+. Essa é uma versão da Alexa que promete ser poderosa, graças a poderes da inteligência artificial generativa. Por enquanto, a Alexa+ está disponível apenas nos Estados Unidos, no Canadá e no Reino Unido.

Em outros recursos, o Fire TV Stick HD tem suporte a resolução Full HD (apenas modelos mais caros têm 4K), Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.3 — não são especificações de última geração, mas são evoluções em relação à versão anterior, que tinha Wi-Fi 5 e Bluetooth 5.0.

A Amazon diz que o novo modelo é 30% mais rápido que seu antecessor — curiosamente, ambos usam processadores quad-core de 1,7 GHz.

A empresa também destaca a experiência redesenhada do sistema Vega OS. Este é o segundo aparelho da marca a contar com o sistema operacional que, ao contrário de seu antecessor, não usa o Android como base.

A interface conta com categorias separadas para filmes, séries e programas, conteúdo ao vivo, esportes e notícias. Ainda em software, há novos recursos de acessibilidade, como ferramentas para reforçar o volume dos diálogos, descrições em áudio e texto em alto contraste.

Atualizado às 11:38 de 17/04 com informações sobre o Vega OS.

Amazon apresenta nova geração do Fire TV Stick HD

Design compacto é a principal novidade (imagem: divulgação)

Amazon quer que você compre um Fire TV Stick HD para levar na viagem (imagem: divulgação)
  •  

Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil

Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil
Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Finanças com IA chegou ao Brasil e a mais de 100 países; teste começou em agosto de 2025 nos Estados Unidos;
  • serviço reúne cotações de ações, moedas, contratos futuros, criptomoedas, índices e notícias; versão brasileira converte valores para reais e mostra conteúdo do Brasil, naturalmente;
  • IA oferece respostas sobre investimentos, gráficos avançados e notícias em tempo real.

O Google Finanças (Google Finance) foi lançado em 2006, mas até hoje não é muito conhecido. Talvez isso mude um pouco na versão com inteligência artificial do serviço, que foi introduzida em agosto de 2025 nos Estados Unidos e, agora, chega a outros 100 países. O Brasil está entre eles.

Ao contrário do que o nome pode sugerir, o Google Finanças não é um organizador financeiro pessoal, mas uma plataforma de auxílio a investimentos.

Você pode usá-la para acompanhar o sobe e desce de ações nas principais bolsas de valores do mundo, por exemplo. Também é possível usar o Google Finanças para pesquisar sobre moedas estrangeiras, contratos futuros, criptomoedas e mais.

As informações da plataforma são regionalizadas. Por conta disso, a versão brasileira do Google Finanças faz conversões para reais por padrão, bem como exibe índices e notícias referentes ao Brasil, por exemplo.

Qual o diferencial do Google Finanças com IA?

O Google Finanças com IA oferece três recursos principais:

  • perguntas sobre investimentos: você pode usar o campo de pesquisa do Google Finanças para saber sobre o valor de uma ação, o cenário econômico e assim por diante; a resposta é gerada por IA generativa;
  • gráficos avançados: é possível usar o serviço para gerar gráficos de evolução de ativos, indicadores técnicos e afins; para isso, basta digitar instruções como “gere um gráfico sobre a evolução das ações da Petrobras nos últimos seis meses”;
  • dados e notícias em tempo real: a IA também pode gerar um feed de notícias ou de informações financeiras em tempo real, sob medida.
Google Finanças gerando gráficos
Google Finanças gerando gráficos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Google Finanças com IA começou a ser testado em agosto de 2025 nos Estados Unidos e, posteriormente, na Índia. Agora, o serviço foi expandido para mais de 100 países, segundo a companhia, como México, Argentina, Colômbia, Chile e, como já ficou claro, Brasil.

Em resumo, o serviço pode te ajudar a tomar decisões referentes a investimentos. Mas o próprio Google alerta que os dados apresentados pela IA podem ter inconsistências, por isso, convém não confiar cegamente na ferramenta no atual estágio.

Para acessar a novidade, basta acessar a versão beta do Google Finanças. Quem já usa o serviço e prefere a versão anterior (sem IA) pode voltar a ela clicando no botão “Clássico”, no topo da página ou no botão de configurações, na versão web móvel.

Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil

Google Finanças gerando gráficos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

PS5 sofre aumento de preço no Brasil; veja os novos valores

Imagem do console PlayStation 5 Pro e PlayStation 5
PlayStation 5 ao lado do PlayStation 5 Pro (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Sony aumentou os preços do PS5, PS5 Slim, PS5 Pro e PlayStation Portal no Brasil, com reajustes de até 26,6%.
  • PS5 base agora tem preço sugerido de R$ 5.099,90, enquanto o PS5 Pro subiu para R$ 7.499,90.
  • O reajuste integra um aumento global e começa a valer em abril de 2026.

A Sony aumentou os preços do PlayStation 5, que passa de R$ 4.499 para R$ 5.099 no mercado brasileiro. A medida entra em vigor na próxima semana e impacta outros modelos de PS5 em diversos países pelo mundo.

No anúncio global, a Sony atribui os reajustes às “contínuas pressões no cenário econômico global”, sem entrar em detalhes. É possível, porém, que o tal cenário inclua os custos cada vez maiores de módulos de memória RAM e de armazenamento interno causados pela demanda crescente de aplicações de IA.

Qual o novo preço do PS5?

No Brasil, os novos preços oficiais são os seguintes:

  • PlayStation 5 (com disco): de R$ 4.499,90 para R$ 5.099,90
  • PlayStation 5 Edição Digital (sem disco): de R$ 3.999,90 para R$ 4.599,90
  • PlayStation 5 Pro: de R$ 6.999,90 para R$ 7.499,90
  • PlayStation Portal: R$ 1.499,90 para R$ 1.899,90

Observe que o PlayStation Portal foi o console mais impactado pelos reajustes. Nele, a diferença de preços chega a quase 27%:

  • PS5: aumento de 13,33%
  • PS5 Digital: aumento de 15%
  • PS5 Pro: aumento de 7,14%
  • PlayStation Portal: aumento de 26,67%
PlayStation Portal, aparelho com uma tela no centro e duas "metades" de DualSense dos lados
PlayStation Portal também ficou mais caro (imagem: divulgação/Sony)

E os preços do PS5 em outros países?

Os reajustes são globais. Considerando os principais mercados da linha PlayStation — Estados Unidos, Europa, Reino Unido e Japão — os novos valores são os seguintes:

 EUAEuropaReino UnidoJapão
PS5US$ 649,99€ 649,99£ 569,99¥ 97.980
PS5 DigitalUS$ 599,99€ 599,99£ 519,99¥ 89.980
PS5 ProUS$ 899,99€ 899,99£ 789,99¥ 137.980

São reajustes consideráveis. Se tomarmos como referência os valores dos Estados Unidos, os aumentos chegam a US$ 150. Basta levarmos em conta que os preços oficiais praticados até então por lá eram de US$ 549,99 para o PS5, de US$ 499 para o PS5 Digital (sem leitor de disco) e de US$ 749 para o PS5 Pro.

Sobre o portátil PlayStation Portal, os novos preços globais são os seguintes:

  • Estados Unidos: US$ 249,99 (preço anterior de US$ 199,99)
  • Europa: € 249,99
  • Reino Unido: £ 219,99
  • Japão: ¥ 39.980

Em todos os mercados, os novos valores entrarão em vigor a partir de 2 de abril de 2026.

PS5 sofre aumento de preço no Brasil; veja os novos valores

PlayStation 5 padrão ao lado PlayStation 5 Pro (Foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

PlayStation Portal (Imagem: Divulgação/Sony)
  •  

YouTube e Meta são condenadas a pagar US$ 6 milhões por design viciante

Mão segurando um celular que exibe o YouTube, com um fundo de cor vermelha. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
Júri decidiu que empresas foram negligentes no desenvolvimento dos apps (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube e Meta foram condenados a pagar US$ 6 milhões (R$ 31,4 milhões) por design viciante de suas plataformas.
  • A Meta pagará 70% e o YouTube 30% do valor total.
  • O processo foi movido por uma jovem que alegou vício nos apps desde a infância, o que teria causado problemas de saúde mental.

Um júri de Los Angeles (EUA) decidiu que o YouTube e a Meta, dona do Facebook e Instagram, foram negligentes ao não alertar usuários sobre os riscos de vício em suas plataformas e classificou os aplicativos como produtos defeituosos.

O processo foi movido por uma jovem de 20 anos, que alegou ter se tornado viciada nos apps quando ainda era criança. O veredito condenou as empresas a pagar US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,4 milhões) à autora da ação — sendo US$ 3 milhões em danos compensatórios e outros US$ 3 milhões em danos punitivos. Do total, a Meta pagará 70% e o YouTube, 30%.

O TikTok e o Snap, que chegaram a fazer parte desta mesma ação inicial, fecharam acordos antes do início do julgamento, mas continuam envolvidos em outras disputas legais semelhantes.

Tanto a Meta quanto o Google declararam que irão recorrer da condenação. As empresas negam que a arquitetura de seus aplicativos seja a causa raiz dos complexos problemas de saúde mental enfrentados pela juventude.

Acusação contornou isenção de culpa das redes

Criança no celular
Acusação focou no projeto dos apps para evitar lei federal (imagem: Unsplash/Bruce Mars)

O resultado validou a abordagem dos advogados da autora, que focou no projeto dos serviços, em vez do conteúdo exibido nas plataformas. O júri concluiu que os aplicativos da Meta, incluindo o Instagram, e o YouTube foram deliberadamente construídos para ser viciantes. A decisão também diz que os executivos das companhias sabiam disso e falharam em proteger os usuários mais jovens.

De acordo com a rede estadunidense NPR, o objetivo da acusação era contornar uma lei federal que isenta as plataformas pelo conteúdo postado por terceiros, a Seção 230 do Communications Decency Act de 1996, legislação similar ao Marco Civil da Internet no Brasil.

A acusação argumentou que recursos como rolagem infinita, reprodução automática, notificações constantes e filtros de beleza transformaram os aplicativos em um “cassino digital”, mesmas características observadas pelo ECA Digital por aqui.

A tese se baseou na história da autora do processo, que começou a usar o YouTube aos 6 anos e o Instagram aos 11. Segundo ela, o tempo de uso a fez desenvolver depressão, dismorfia corporal e pensamentos suicidas devido ao uso compulsivo.

Decisão deve criar precedente

Mark Zuckerberg
Mark Zuckerberg é CEO da Meta (imagem: reprodução)

Segundo a NPR, a decisão deve guiar os vereditos de outras 2 mil ações judiciais semelhantes contra as plataformas no estado da Califórnia. Além disso, essa tese pode impactar processos contra gigantes da IA, como Google e OpenAI, por danos psicológicos e casos de suicídio. Episódios do tipo ganharam bastante atenção desde a morte de Adam Raine, em 2025.

“O veredito de hoje é um referendo — de um júri para toda uma indústria — de que a responsabilização chegou”, afirmou Joseph VanZandt, co-líder dos advogados que representam as famílias afetadas, em declaração à CNBC.

A responsabilização deve acrescentar mais um prejuízo aos cofres da Meta, que, apenas um dia antes, sofreu outro revés na Justiça. Um júri no Novo México condenou a rede social a pagar US$ 375 milhões (R$ 1,9 bilhão) por enganar os consumidores sobre a segurança. Segundo o processo, as empresas falharam em proteger os jovens contra a ação de predadores sexuais e redes de pedofilia.

YouTube e Meta são condenadas a pagar US$ 6 milhões por design viciante

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

EUA proíbem venda de roteadores estrangeiros no país

Ilustração mostra um roteador branco com o símbolo do Wi-Fi ao centro, em cor azul. O fundo da imagem é verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Decisão da FCC restringe venda de roteadores estrangeiros nos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • FCC proibiu a venda e importação de roteadores estrangeiros nos EUA, citando riscos à segurança nacional.
  • Medida deve afetar a oferta de equipamentos, pois a maioria dos roteadores usados nos EUA é produzida no exterior.
  • A regra considera “produto estrangeiro” qualquer dispositivo com etapas de produção fora dos EUA, impactando a disponibilidade dos dispositivos.

Uma nova decisão da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) deve mudar o cenário do mercado de internet doméstica nos Estados Unidos. A agência, equivalente à Anatel no Brasil, determinou a proibição da venda e importação de roteadores fabricados fora do país, alegando riscos à segurança nacional.

A medida tem amplo alcance, já que a maioria dos equipamentos utilizados por consumidores americanos é produzida no exterior. Além disso, a regra pode ter reflexos indiretos para brasileiros que costumam viajar aos EUA e trazer roteadores na volta, já que a disponibilidade de modelos no país tende a ser reduzida.

Por que os roteadores foram alvo da restrição?

A decisão segue uma linha semelhante a ações recentes do governo americano envolvendo dispositivos eletrônicos. No ano passado, drones estrangeiros também passaram por restrições após serem classificados como potenciais ferramentas de vigilância.

Segundo o órgão regulador, roteadores produzidos fora dos Estados Unidos representam vulnerabilidades relevantes. A agência afirma que esses dispositivos “representam riscos inaceitáveis para a segurança nacional dos Estados Unidos ou para a segurança e proteção de cidadãos americanos”.

A justificativa inclui dois pontos principais: o risco de falhas na cadeia de suprimentos e possíveis brechas de cibersegurança. As autoridades avaliam que esses dispositivos poderiam ser explorados para comprometer infraestruturas críticas ou causar danos diretos a usuários.

O alerta ganhou força após a descoberta de ataques recentes envolvendo milhares de roteadores comprometidos por botnets. Modelos de marcas conhecidas, como Asus, Cisco, D-Link e Linksys, foram citados entre os alvos.

O que muda para consumidores e mercado?

A regra é abrangente porque considera como “produto estrangeiro” qualquer dispositivo que tenha etapas relevantes de produção fora dos EUA, incluindo fabricação, montagem, design ou desenvolvimento. Isso amplia significativamente o número de equipamentos afetados.

Na prática, empresas até podem tentar provar que seus produtos são seguros para obter exceções. Ainda assim, a tendência é que esse processo seja difícil de viabilizar no curto prazo.

Apesar da proibição, o uso de roteadores já adquiridos continua permitido. Ou seja, consumidores nos EUA não precisarão substituir imediatamente seus aparelhos atuais.

O impacto mais imediato deve ocorrer na oferta de novos dispositivos. Como a produção local ainda não atende à demanda, provedores de internet podem enfrentar dificuldades para fornecer equipamentos a novos clientes. Isso pode gerar atrasos ou limitar opções para quem pretende contratar ou trocar de serviço.

EUA proíbem venda de roteadores estrangeiros no país

Roteador Wi-Fi (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Adobe faz acordo nos EUA após processo por taxa de cancelamento

Imagem mostra o logotipo de aplicativos do Adobe Creative Cloud
Assinaturas de produtos da Adobe não eram claras, segundo Departamento de Justiça dos EUA (imagem: reprodução)
Resumo
  • A Adobe fez um acordo de US$ 150 milhões com o governo dos EUA para encerrar um processo sobre taxas de cancelamento.
  • A empresa pagará US$ 75 milhões ao Departamento de Justiça dos EUA e fornecerá US$ 75 milhões em serviços gratuitos aos clientes.
  • No Brasil, a Adobe adotou práticas mais transparentes, mas a taxa de cancelamento ainda é de 20% do valor restante do contrato.

A Adobe anunciou um acordo com o governo dos Estados Unidos no valor total de US$ 150 milhões (aproximadamente R$ 800 milhões, em conversão direta) para colocar fim a um processo movido por autoridades do país. A ação acusava a empresa de prejudicar os consumidores ao cobrar altos valores em taxas de cancelamento, além de dificultar o procedimento.

A empresa vai pagar US$ 75 milhões ao Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) e fornecer US$ 75 milhões em serviços gratuitos aos clientes. “Apesar de discordarmos das acusações do governo e negarmos qualquer conduta incorreta, estamos satisfeitos em resolver essa questão”, diz o comunicado publicado pela Adobe.

Por que a Adobe foi processada?

imagem de um computador exibindo os ícones dos programas adobe lightroom, photoshop
Adobe migrou para modelo de assinaturas e não vende mais licenças (foto: Szabo Viktor/Unsplash)

O DoJ iniciou um processo contra a Adobe em junho de 2024, alegando que a empresa dificulta o cancelamento dos seus planos, além de cobrar uma taxa que “pode chegar a centenas de dólares”, nas palavras das autoridades americanas.

Ao contratar algum dos produtos da Adobe nos EUA, o cliente tem a opção de assinatura anual, com valores pagos mensalmente. Esse plano sai mais barato que a assinatura mensal “verdadeira”, mas há alguns riscos.

Segundo o DoJ, cancelar antes dos 12 meses era um processo “oneroso e complicado”, que envolvia passar por diversas páginas ou falar com muitas pessoas pelo telefone. Além disso, a taxa de cancelamento e os termos da assinatura ficavam escondidos em letras pequenas, caixas de texto e links, nas palavras das autoridades.

Em seu comunicado, a Adobe afirma que seus procedimentos de assinatura e cancelamento foram aperfeiçoados nos últimos anos para serem mais diretos e transparentes.

E o Brasil?

O Tecnoblog mostrou, em uma reportagem publicada em junho de 2022, que a Adobe tinha práticas similares no mercado brasileiro. A companhia não exibia a informação de que o preço que constava na primeira página se referia ao plano anual com pagamentos mensais.

Além disso, cobrava à vista uma multa de 50% do valor restante em caso de cancelamento antecipado. Essa informação não constava em nenhum aviso, apenas nos termos de assinatura e cancelamento.

Até onde sabemos, nenhuma autoridade brasileira processou a Adobe. Mesmo assim, a empresa adotou práticas mais transparentes. Na home, há o aviso de que os preços se referem aos planos anuais com cobrança mensal.

Página com produtos da Adobe. Eles têm o aviso "Anual, cobrado mensalmente" ao lado do preço.
Aviso ganhou destaque na página inicial da Adobe (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Além disso, a taxa de cancelamento ficou mais branda: 20% do valor restante do contrato. Entretanto, essa informação continua sem destaque, estando presente apenas nos termos de assinatura e cancelamento.

Print do site da Adobe: Para clientes no Brasil, você pode cancelar sua assinatura a qualquer momento na página Conta da Adobe ou entrando em contato com o Suporte ao Cliente. No entanto, se você cancelar dentro de 14 dias após o pedido inicial, receberá um reembolso integral. Se você cancelar após 14 dias, será cobrado um valor fixo de 20% da sua obrigação contratual restante e seu serviço continuará até o fim do período de cobrança daquele mês.
Adobe só explica taxa nos termos de assinatura e cancelamento (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

O Tecnoblog entrou em contato com a Adobe para entender se o acordo firmado com a Justiça dos EUA terá alguma consequência para os consumidores brasileiros. Atualizaremos este texto caso haja uma resposta.

Com informações da Reuters

Adobe faz acordo nos EUA após processo por taxa de cancelamento

(imagem: reprodução)

Adobe Photoshop (Imagem: Szabo Viktor/ Unsplash)

Aviso ganhou destaque na página inicial da Adobe (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Adobe só explica taxa nos termos de assinatura e cancelamento (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
  •  

GFiber se separa do Google e vira empresa independente

Imagem de um roteador preto com o escrito "Google Fiber" na parte de cima.
GFiber e operadora Astound anunciaram fusão (imagem: Paul Sableman/Wikimedia Commons)
Resumo
  • GFiber foi separada do Google e tornou-se uma empresa independente, fundindo as operações à rede da Astound Broadband.
  • Fusão visa combinar redes metropolitanas e acelerar a expansão, atendendo à crescente demanda por redes de alta capacidade.
  • A Alphabet manterá uma participação minoritária significativa na empresa, mas os valores da negociação não foram divulgados.

A GFiber, até então uma divisão de internet via fibra óptica do Google, formará uma provedora de banda larga independente. Em acordo anunciado nesta semana, a gigante da tecnologia confirmou a fusão das operações da GFiber com a rede da Astound Broadband, sediada em Nova Jersey e com operações em mais dez estados nos EUA.

A nova empresa terá a Stonepeak, firma especializada em infraestrutura, como acionista majoritária, enquanto a Alphabet (controladora do Google) manterá uma fatia minoritária significativa no negócio. As empresas não detalharam os valores da negociação.

O que é a GFiber?

Arte mostra a marca do Google, uma letra "G" ao centro em cores vermelho, amarelo, verde e azul. Na parte inferior direita, a marca do "tecnoblog" é visível.
Google estreou GFiber em 2012, com velocidades superiores à média do mercado (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Lançada originalmente em 2010, a Google Fiber surgiu como uma tentativa do Google de construir redes de banda larga de fibra óptica ultrarrápidas. Mas, na prática, o projeto estreou em 2012, em Kansas City (EUA), propondo conexões de um gigabit para residências — uma velocidade muito superior à média da internet norte-americana da época.

Nos anos seguintes, os altos custos e o longo tempo necessário para a implementação forçaram a empresa a cancelar os planos de uma expansão em escala nacional, segundo a CNBC.

Até a atual transação, a operação de fibra era considerada um ativo não essencial na corporação, sob abrigo da divisão “Outras Apostas” do Google. A divisão, entretanto, apresentou déficit em 2025, com prejuízo operacional de US$ 16,8 bilhões (cerca de R$ 88 bilhões) contra uma receita de US$ 1,5 bilhão (R$ 8 bilhões), de acordo com o jornal.

A separação busca justamente aliviar essa carga. No anúncio oficial da fusão, a GFiber declarou que o acordo “representa um passo importante em direção ao seu objetivo de independência operacional e financeira”.

O que muda com a nova empresa?

Em comunicado, a empresa detalha que a transação combinará as redes metropolitanas da GFiber com a rede já consolidada da Astound. Com a Stonepeak assumindo o controle majoritário, a GFiber deve receber recursos externos para acelerar a próxima fase de expansão.

O movimento visa capturar a crescente demanda por redes de alta capacidade, alavancada pela popularidade da inteligência artificial, computação em nuvem e plataformas de streaming.

A nova configuração corporativa continuará sendo administrada pela atual equipe executiva da provedora. O CEO da GFiber, Dinni Jain, afirma que a parceria “é uma oportunidade estratégica de escalar a abordagem focada no cliente para conectar mais residências a um tipo de serviço de internet verdadeiramente diferente”.

GFiber se separa do Google e vira empresa independente

(imagem: Paul Sableman/Wikimedia Commons)

Marca do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Google Maps vai responder suas perguntas com o Gemini

iPhone mostrando Google Maps
Gemini no Google Maps vai te ajudar em perguntas específicas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Maps integrou o Gemini para permitir perguntas em linguagem natural e introduziu uma interface de rotas em 3D.
  • O novo recurso Ask Maps processa consultas específicas, utilizando dados de mais de 300 milhões de estabelecimentos e 500 milhões de avaliações da comunidade.
  • Por enquanto, as atualizações estarão disponíveis para dispositivos móveis nos EUA e na Índia.

O Google anunciou nesta quinta-feira (12/03) mais integração do Gemini com o Google Maps. A atualização, liberada primeiro para dispositivos móveis nos Estados Unidos e na Índia, introduz a capacidade de conversar com o aplicativo para tirar dúvidas, além de trazer uma interface de rotas totalmente redesenhada em 3D.

A principal novidade é o recurso Ask Maps (Pergunte ao Maps, em tradução livre). Ele funciona como um assistente integrado capaz de processar consultas em linguagem natural.

Interação com perguntas mais específicas

Em vez de buscar por categorias genéricas, como “restaurantes” ou “shoppings”, o usuário agora pode fazer perguntas muito mais específicas. A empresa cita alguns exemplos práticos: você pode solicitar que encontre um local para carregar o celular sem ter que pegar fila, ou até mesmo buscar por um banheiro público que mantenha um bom padrão de higiene.

Em comunicado, a vice-presidente e gerente-geral do Google Maps, Miriam Daniel, afirma que a ferramenta cruza informações de mais de 300 milhões de estabelecimentos e analisa o banco de dados de avaliações da comunidade, que hoje conta com mais de 500 milhões de colaboradores.

Na prática, o sistema consegue interpretar até planos completos. O gerente de produto do Google, Andrew Duchi, citou um exemplo: agora será possível pedir ao app para encontrar um restaurante vegetariano com mesa para quatro pessoas às 19h, localizado entre o meu trabalho e a casa de amigos.

Google diz que essa é a maior atualização do Maps em mais de uma década (imagem: reprodução/Google)

As respostas do Gemini se baseiam estritamente nos dados do Maps e da Busca, sem bisbilhotar informações de outros serviços do Google, como o Gmail. Para personalizar os resultados, a IA utiliza o histórico de locais salvos e as pesquisas passadas do usuário. Se você gostar da sugestão, dá para reservar a mesa ali mesmo, na própria interface do mapa.

Sobre a possibilidade de empresas pagarem para aparecer nessas respostas geradas por IA, Duchi evitou comentar planos de monetização a longo prazo com o The Verge. No entanto, ele garantiu que, neste formato de lançamento, os anúncios pagos não afetam as recomendações orgânicas.

Rotas com visual realista

A segunda grande mudança foca em quem está ao volante. Batizada de “Navegação Imersiva”, o Google classifica a novidade como a maior alteração no sistema de rotas do aplicativo em mais de uma década. A interface tradicional dá lugar a uma representação em 3D que espelha o ambiente real, renderizando edifícios, viadutos, topografia do terreno e até a arborização.

O sistema utiliza o Gemini para processar imagens aéreas e do Street View, destacando os mínimos detalhes da via. O mapa passa a exibir a posição exata de faixas de pedestres, semáforos e placas de pare, por exemplo. A câmera também ajusta o zoom dinamicamente conforme o motorista se aproxima de cruzamentos.

As instruções por voz também ficaram mais naturais. Em vez de apenas informar a distância em metros, o app utiliza marcações visuais, orientando o motorista a “passar esta saída e pegar a próxima”.

O motorista também passa a ter acesso ao raciocínio lógico do algoritmo: o Maps agora explica abertamente as vantagens e desvantagens de rotas alternativas — comparando um caminho mais longo, sem engarrafamento, com uma rota mais rápida com pedágio. Ao chegar, a ferramenta indica o lado correto da rua para estacionar e aponta a entrada exata do destino.

Quando chega para todos?

De acordo com o Google, o recurso Ask Maps começa a ser distribuído nesta semana para usuários de Android e iOS nos EUA e na Índia. Uma versão para computadores está prevista para um futuro próximo.

Já a Navegação Imersiva começa a dar as caras no território norte-americano na próxima semana, com expansão para outras regiões logo a seguir, mas ainda sem data definida. A funcionalidade será compatível com smartphones, Apple CarPlay, Android Auto e veículos com o sistema do Google integrado.

Google Maps vai responder suas perguntas com o Gemini

Falha no Google Maps apaga dados de usuários de modo irreversível (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

  •  

Anthropic quer processar o Pentágono por classificação de risco à segurança nacional

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Anthropic quer processar governo dos EUA (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic vai contestar na Justiça a classificação de risco à segurança nacional feita pelo Departamento de Defesa dos EUA.
  • Decisão ameaça um contrato de US$ 200 milhões com o Pentágono.
  • Segundo a empresa, a seção 3252 do estatuto das Forças Armadas dos EUA não deve ser usada para disputas contratuais.

A Anthropic anunciou que vai contestar na Justiça dos Estados Unidos a decisão do Departamento de Defesa (DoD) de classificar a empresa como um risco à cadeia de suprimentos da segurança nacional americana. A notificação chegou à companhia na quarta-feira, e o CEO Dario Amodei respondeu com um comunicado ontem (05/03).

“Não acreditamos que essa ação seja juridicamente válida, e não vemos outra alternativa senão contestá-la na Justiça”, escreveu Amodei em um post no blog da Anthropic.

A designação coloca em risco um contrato de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,05 bilhão) que a empresa mantém com o Pentágono para o fornecimento de ferramentas de IA para uso em ambientes de informações sigilosas. Pode impedir, também, a Anthropic de atuar em parceria com outras empresas em projetos de defesa, segundo a Bloomberg.

O conflito vinha se acumulando há semanas após o fracasso das negociações entre Amodei e o governo quanto às condições de uso da tecnologia da empresa. A exigência da Anthropic era de que seu sistema de IA não fosse utilizado para vigilância em massa de cidadãos, nem para acionamento de armas autônomas.

Por conta disso, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificou o caso como uma ameaça. No mesmo dia, a OpenAI — rival direta da Anthropic — anunciou um acordo com o Pentágono. No post, Amodei acrescenta que o próprio Sam Altman, CEO da OpenAI, reconheceu no X que o contrato era confuso.

Por que a Anthropic vai recorrer à Justiça?

De acordo com a Anthropic, a medida invocada pelo DoD — a seção 3252 do estatuto das Forças Armadas norte-americanas — existe para proteger o governo de riscos externos, não para punir fornecedores em disputas contratuais.

Dessa forma, a empresa sustenta que o escopo é mais limitado do que parece. Ela se aplicaria apenas ao uso do Claude como parte direta de contratos com o Departamento de Defesa, e não a todo uso do sistema por clientes que tenham contratos com o departamento.

Apesar da designação ter sido declarada “com efeito imediato” por um oficial de defesa, as ferramentas da Anthropic seguiam em uso ativo pelo Exército nas operações no Irã no momento da publicação do comunicado, de acordo com uma fonte ouvida pela Bloomberg. Hegseth havia estipulado um prazo de seis meses para a transição a outros fornecedores.

Amodei abaixa o tom contra o governo

Foto de Dario Amodei, de camisa azul, falando em um evento
Dario Amodei, CEO da Anthropic, se desculpa pelo tom usado em memorando (imagem: reprodução/TechCrunch)

No comunicado, Amodei afirmou que as conversas com o Pentágono nos últimos dias haviam sido “produtivas” e que a empresa continua disposta a fornecer seus produtos às Forças Armadas pelo tempo que for necessário e permitido.

O CEO da empresa também pediu desculpas por críticas à OpenAI após o vazamento de um memorando, publicado pelo The Information, no qual ele acusava a concorrente de agir de forma oportunista e de abrir mão de salvaguardas no acordo com o Pentágono. Dizia, também, que a Anthropic era rejeitada pelo governo Trump por falta de apoio público à política do presidente. Agora, afirma que o tom do texto não refletia a visão dele sobre a situação.

Do outro lado, Emil Michael, subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia e responsável pelas negociações com Amodei, descartou qualquer continuidade das conversas, segundo a Bloomberg. “Quero encerrar qualquer especulação: não há nenhuma negociação ativa entre o Departamento de Guerra e a Anthropic”.

Anthropic quer processar o Pentágono por classificação de risco à segurança nacional

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)

(imagem: reprodução/TechCrunch)
  •  

Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

A imagem mostra o "AI Mode" do Google, uma interface de desenvolvimento assistido por inteligência artificial. À esquerda, o usuário solicita via chat a criação de um rastreador de bolsas de estudo com funções de "check-off" e cálculo de valores. A IA confirma a atualização, incluindo um status de "Awarded" (Premiado). À direita, o painel Canvas traduz o pedido em código real (HTML/Tailwind), exibindo a estrutura de campos como "Amount", "Deadline" e um menu de seleção de status para gerenciar o progresso das candidaturas.
AI Mode pode gerar, por exemplo, um rastreador de candidaturas de bolsas de estudo (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Modo IA do Google agora integra a ferramenta Canvas, permitindo a geração de documentos, listas e aplicativos.
  • A funcionalidade está disponível apenas para usuários nos EUA, sem previsão de lançamento no Brasil.
  • O Canvas, antes restrito ao Gemini, transforma conversas em diversos formatos, como documentos e protótipos de aplicativos.

O Modo IA do Google terá acesso direto à ferramenta Canvas. Essa funcionalidade é um espaço em que a inteligência artificial gera documentos, listas, galerias e até mesmo aplicativos com base nos prompts do usuário.

Até agora, o Canvas estava restrito ao Gemini, tanto na web quanto nos apps para Android e iOS. A integração ao AI Mode é a novidade — esse é o modo de conversa que aparece logo acima dos resultados de busca.

Por enquanto, a ferramenta foi disponibilizada apenas para usuários do AI Mode nos Estados Unidos, e não há previsão para chegar ao Brasil. Antes (e também só nos EUA), o Canvas só era oferecido quando o Modo IA era usado para buscar informações turísticas — no caso, ele gerava planos de viagens com o conteúdo de diversos sites.

Como funciona o Canvas?

Imagem mostra uma tela de computador com a interface do Google aberta em dois painéis. No painel esquerdo, há uma caixa de diálogo com a solicitação "Suggest highly-rated restaurants in Old Town Scottsdale for dinner" e uma resposta gerada destacando o trecho: "I've found a few highly-rated dinner spots in Old Town Scottsdale with different vibes and cuisines that would be perfect for your group. I will add them to the dining section of your plan." Abaixo, há sugestões de ações como “Add the dinner restaurant details to the itinerary section of the canvas”. No painel direito, está um plano de viagem intitulado "Girls’ Trip to Phoenix: A Plan for Hiking, Brunch & Vintage Finds", com a seção "Brunch & Dining". Abaixo, há uma tabela dividida em “Brunch” e “Dinner”, com colunas para nome do restaurante, localização/ambiente e comentários. Acima da tabela, há uma imagem mostrando uma mesa posta com pratos de café da manhã e flores.
Usuário pode “conversar” com IA para montar seu planejamento de viagem (imagem: divulgação)

O Canvas é um espaço presente no Gemini que transforma elementos da sua conversa com o chatbot em outro tipo de formato. Dependendo do contexto, o resultado muda: entre as possibilidades, estão documentos de texto, páginas da web, testes interativos e infográficos. Tudo isso pode ser alterado com mais pedidos do usuário.

No AI Mode do Google, o usuário terá que clicar em um botão abaixo da caixa de prompt. Assim, a ferramenta entende que é para gerar um objeto fora da conversa.

Para que serve o Canvas?

Uma das aplicações mais interessantes do Canvas é gerar códigos e protótipos de aplicativos. Isso junta duas tendências: o vibe coding, como é conhecida a prática de programar escrevendo apenas prompts e contando com o auxílio da IA, e micro apps, soluções personalizadas a gosto do usuário e geradas usando esse método.

A reportagem da PCWorld, por exemplo, conseguiu gerar um protótipo de e-commerce de camisetas e um painel de estações de metrô próximas à localização do usuário.

Nos meus próprios testes há alguns meses, o Canvas foi capaz de criar uma interface para calcular o tempo de carro até o metrô mais próximo da minha casa e, depois, o tempo de metrô até meu destino, um processo que o Maps não resolve tão bem sozinho. Na hora de tentar fazer um joguinho de tabuleiro, o resultado não foi tão bom: ele saiu cheio de bugs.

E como programar sem saber programar está em alta, o Google está, aos poucos, se posicionando como uma solução mais acessível para quem quer dar seus primeiros passos neste terreno.

Enquanto o Canvas está disponível diretamente no Gemini, o Codex, da OpenAI, precisa de um programa dedicado no desktop, e o Claude Code, da Anthropic, é pago. Por outro lado, as ferramentas das concorrentes são mais completas e dedicadas a uso profissional. Para quem quer só brincar um pouquinho, o Canvas já resolve muita coisa.

Com informações do Google e da PCWorld

Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

AI Mode pode gerar, por exemplo, um rastreador de candidaturas de bolsas de estudo (imagem: divulgação)

Usuário pode "conversar" com IA para montar seu planejamento (imagem: divulgação)
  •  

iPhones antigos são alvos de malware ligado à espionagem internacional

iPhone 12 Mini com Super Retina XDR e iPhone XR com Liquid Retina (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Versões antigas do iOS são alvo de hackers (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google analisou o exploit kit Coruna, que usa 23 vulnerabilidades do iOS para invadir iPhones sem instalação de aplicativos.

  • O kit teria circulado entre diferentes atores ao longo de 2025, incluindo espionagem estatal e grupos criminosos.

  • O malware foca em roubo financeiro, especialmente de carteiras de criptomoedas e chaves de recuperação.

Quem usa iPhone com uma versão antiga do iOS pode estar vulnerável a um exploit kit que passou pelas mãos do governo dos Estados Unidos, espiões russos e golpistas chineses ao longo de 2025. As informações sobre o kit, chamado Coruna, foram reveladas pelo Grupo de Inteligência contra Ameaças do Google (GTIG) nesta semana.

Segundo a apuração, o Coruna foi detectado inicialmente em fevereiro de 2025, operado por um cliente de uma empresa de vigilância não identificada. A mesma estrutura apareceu em campanhas do UNC6353, grupo suspeito de espionagem russa, que mirou sites e usuários da Ucrânia.

O ciclo de vazamentos culminou no final do ano, quando o pacote completo do malware foi utilizado em massa pelo UNC6691, um grupo hacker chinês.

Para os pesquisadores do grupo, o cenário indica o fortalecimento de um mercado paralelo de exploits “de segunda mão”, em que ferramentas digitais altamente destrutivas vazam dos alvos originais e passam a ser reaproveitadas por cibercriminosos comuns.

Como o ataque funciona?

Infográfico de linha do tempo do "Coruna iOS Exploit Kit" abrangendo de 2024 a 2026. Os marcos incluem: Janeiro de 2024 (Apple corrige vulnerabilidade no iOS 17.3), Fevereiro de 2025 (uso por cliente de empresa de vigilância), Julho de 2025 (uso em ataques contra sites ucranianos) e Dezembro de 2025 (uso em sites falsos de jogos e cripto para roubo de carteiras).
Coruna foi identificado em 2025 (imagem: reprodução/Google)

O Coruna combina 23 vulnerabilidades do iOS em cinco cadeias de exploração, funcionando sem que a vítima precise instalar nada. De acordo com o Google, iPhones rodando o iOS 13 até o 17.2.1 são vulneráveis.

A cadeia começa com uma exploração do motor de navegação do Safari (WebKit) para executar o código remotamente no dispositivo. Em seguida, contorna proteções de memória do sistema e avança até obter acesso ao kernel do iPhone.

Segundo o GTIG, na campanha do grupo chinês, por exemplo, as iscas eram páginas falsas de corretores de finanças e jogos de azar. Uma vez dentro do dispositivo, o sistema carregava um payload focado exclusivamente em roubo financeiro, batizado de PlasmaLoader.

Implantada, a invasão atua contra as finanças da vítima, buscando chaves de segurança de contas e sequências BIP39, usadas na recuperação de carteiras de criptomoedas. O malware roubava informações de carteiras de ao menos 18 aplicativos, incluindo MetaMask, Trust Wallet, Phantom e Exodus.

Captura de tela de um site falso de criptomoedas da WEEX. Uma janela de aviso ("Tip") aparece no centro da tela com a mensagem: "Esta página é otimizada apenas para dispositivos iOS. Por favor, acesse de um iPhone ou iPad", indicando uma tática para filtrar vítimas específicas para o kit de exploração.
Site usado de isca indica uso do iPhone (imagem: reprodução/Google)

Ligação com o governo dos EUA

De acordo com a empresa de segurança iVerify, que realizou engenharia reversa, o kit pode ter nascido como um framework do governo dos Estados Unidos. Segundo ela, o código apresenta semelhanças estruturais com armas cibernéticas do país e contém uma extensa documentação escrita em inglês nativo.

Para completar, a revista Wired reportou que o Coruna utiliza módulos de invasão vistos anteriormente na “Operação Triangulation”. Em 2023, a Kaspersky afirmou que o governo dos EUA tentou espionar os iPhones de seus funcionários usando justamente essa campanha. O Google, no entanto, não confirmou a origem do kit.

Como se proteger?

O Coruna não é eficaz contra a versão mais recente do iOS. Por isso, a recomendação é que usuários de iPhone atualizem o sistema operacional. Quem não puder atualizar e quiser se proteger, deve ativar o Modo de Isolamento, disponível na seção “Privacidade e Segurança”, nos Ajustes. O kit também não afeta dispositivos em modo de navegação privada.

O Google afirmou ter adicionado todos os sites e domínios identificados ao Safe Browsing para impedir que usuários os acessem pelo Chrome e outros navegadores compatíveis.

iPhones antigos são alvos de malware ligado à espionagem internacional

iPhone 12 Mini com Super Retina XDR e iPhone XR com Liquid Retina (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Google)
  •  

Meta começa a testar compras via Meta AI nos Estados Unidos

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Meta iniciou testes de ferramenta de compras integrada ao Meta AI nos Estados Unidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta testa compras via Meta AI nos EUA, exibindo produtos, preços e links, mas sem finalizar compras na plataforma;
  • recurso está disponível na versão web para alguns usuários, com personalização baseada em dados do perfil;
  • companhia segue tendência de mercado, com concorrentes como a OpenAI e o Google já oferecendo soluções semelhantes.

A Meta iniciou testes de uma ferramenta de compras integrada ao Meta AI para parte dos usuários nos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, o recurso aparece, por enquanto, apenas na versão web acessada por navegadores em desktop.

Usuários selecionados identificam a novidade ao visualizar o botão “Pesquisa de compras” dentro do campo de perguntas. Segundo a Bloomberg, a empresa confirmou que está avaliando a funcionalidade, mas não informou quando — ou se — ela será liberada de forma ampla.

Como funciona a busca por produtos no Meta AI?

Ao solicitar sugestões de itens, o chatbot passa a exibir um carrossel com imagens, valores e links direcionando para sites de comércio eletrônico. Também aparecem dados sobre a marca e uma explicação resumida sobre o motivo da recomendação.

O sistema pode personalizar as respostas com base em dados disponíveis do perfil do usuário, como gênero e localização. Em um dos testes relatados pela Bloomberg, a ferramenta sugeriu casacos femininos de inverno vendidos por lojas que entregam em Nova York, considerando as informações cadastradas.

Apesar da integração, a compra não é concluída dentro da interface do Meta AI. O usuário precisa acessar o site indicado para finalizar o pedido.

O que Mark Zuckerberg já havia dito sobre compras com IA?

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
CEO da Meta, Mark Zuckerberg comentou planos de compras com IA em apresentação a investidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A movimentação já havia sido antecipada por Mark Zuckerberg, que mencionou, em teleconferência com investidores neste ano, o lançamento de ferramentas de compras com agentes de IA.

A Meta entra em um cenário no qual concorrentes já oferecem soluções semelhantes. A OpenAI disponibilizou um assistente de compras dedicado no ChatGPT antes da Black Friday do ano passado. O Google também lançou recursos de compra integrados ao Gemini no mesmo período, enquanto a Perplexity apresentou ferramenta similar.

Com informações do Engadget

Meta começa a testar compras via Meta AI nos Estados Unidos

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Claude libera importação de preferências do ChatGPT em meio à disputa nos EUA

Claude passa a permitir importação de preferências e memórias de outros chatbots (imagem: divulgação)

A Anthropic anunciou um recurso que facilita a migração de usuários de outros assistentes de IA para o Claude. A novidade permite importar preferências e memórias de plataformas concorrentes, como o ChatGPT, o Gemini e o Copilot, sem que seja necessário reconfigurar tudo do zero.

O lançamento ocorre em um momento de forte exposição pública da empresa nos Estados Unidos. Nos últimos dias, o Claude ultrapassou o ChatGPT entre os aplicativos gratuitos mais baixados da App Store, movimento que coincidiu com a disputa envolvendo contratos com o Departamento de Defesa norte-americano.

Como funciona a importação de memórias?

A ferramenta funciona a partir de um prompt fornecido pela Anthropic. O usuário copia esse comando e o insere no chatbot concorrente para exportar suas memórias e contexto em formato de código. Em seguida, basta colar o conteúdo nas configurações do Claude, na seção de memória, e confirmar a importação.

No site oficial, a empresa resume a proposta: “Traga suas preferências e contexto de outros provedores de IA para o Claude” e complementa: “Com um simples copiar e colar, Claude atualiza sua memória e continua exatamente de onde você parou.”

Segundo a Anthropic, o processamento das novas informações pode levar até 24 horas. Após esse período, o usuário pode verificar o que foi assimilado na área “Veja o que o Claude aprendeu sobre você” e ajustar dados no menu “Gerenciar memória”. A companhia afirma que o sistema prioriza tópicos ligados a trabalho e colaboração, podendo ignorar detalhes pessoais que não tenham relação com esse foco.

Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt.
Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt (imagem: divulgação/Anthropic)

O que está por trás da alta do Claude?

O crescimento recente do aplicativo ocorre após impasse com o Departamento de Defesa dos EUA. A Anthropic afirmou que buscou restrições contratuais relacionadas a vigilância doméstica em massa e ao uso de modelos em armas totalmente autônomas. Em comunicado, declarou acreditar que “os modelos de IA de ponta atuais são confiáveis o suficiente para serem usados em armas totalmente autônomas” e que a vigilância em larga escala viola “direitos fundamentais”.

Após o rompimento, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, indicou em publicação no X que a empresa seria tratada como risco na cadeia de suprimentos, iniciando uma transição de seis meses. Poucas horas depois, a OpenAI anunciou acordo para fornecer tecnologia ao governo em sistemas classificados.

This week, Anthropic delivered a master class in arrogance and betrayal as well as a textbook case of how not to do business with the United States Government or the Pentagon.

Our position has never wavered and will never waver: the Department of War must have full, unrestricted…

— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) February 27, 2026

Com informações do Gizmodo e Engadget

Claude libera importação de preferências do ChatGPT em meio à disputa nos EUA

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt (imagem: divulgação/Anthropic)
  •  

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
ChatGPT sofre debandada de usuários após acordo com governo dos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Após a parceria da OpenAI com o Departamento de Defesa dos EUA, as desinstalações do ChatGPT aumentaram 295%, segundo a Sensor Tower.
  • O Claude, da Anthropic, subiu para o primeiro lugar na App Store americana, superando o ChatGPT, após a Anthropic recusar colaboração com o DoD.
  • O Claude liderou downloads em sete países e os cadastros diários quebraram recordes, com crescimento de mais de 60% nos usuários gratuitos desde janeiro.

Depois que a OpenAI anunciou uma parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD), as desinstalações do app ChatGPT cresceram 295%, segundo dados da plataforma de análise de mercado Sensor Tower. No mesmo período, o Claude, da Anthropic, escalou o ranking da App Store americana e chegou ao primeiro lugar, ultrapassando o maior concorrente.

A movimentação ocorre durante um impasse das duas empresas sobre fornecer tecnologia para o governo norte-americano. Dias antes do anúncio da OpenAI, a Anthropic havia se recusado a permitir que suas IAs fossem usadas pelo DoD para vigilância doméstica em massa ou para armas autônomas — sistemas que disparariam sem intervenção humana.

Pouco depois, a OpenAI foi na direção oposta e fechou seu próprio acordo com o Pentágono. O CEO Sam Altman disse que o contrato inclui salvaguardas relacionadas às preocupações de Dario Amodei, chefe da Anthropic.

Claude no topo

Claude cresceu nas lojas de App (imagem: divulgação)

Segundo dados da Sensor Tower, o Claude estava fora do top 100 no final de janeiro e passou parte do mês de fevereiro entre os 20 mais baixados. Entretanto, na última semana, a escalada foi rápida: sexto na quarta-feira, quarto na quinta, e primeiro na noite de sábado.

Já dados do Appfigures apontam que o total diário de downloads do Claude no sábado superou o do ChatGPT pela primeira vez, com um salto de 88% de um dia para o outro. Além do mercado norte-americano, o aplicativo da Anthropic também assumiu a primeira posição entre os apps gratuitos para iPhone em seis outros países: Alemanha, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Noruega e Suíça.

De acordo com a Anthropic, os cadastros diários quebraram o recorde histórico todos os dias durante a semana, o número de usuários gratuitos cresceu mais de 60% desde janeiro e os assinantes pagos mais que dobraram.

Com a mudança de plataforma, muitos ex-usuários da OpenAI têm recorrido ao novo processo de transferir dados do ChatGPT para o Claude.

O que aconteceu?

Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)
Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)

A disputa entre a Anthropic e o Pentágono não era sobre se a empresa deveria ou não trabalhar com o governo, mas sobre os termos. De acordo com a desenvolvedora do Claude, as IAs da empresa ainda não têm capacidade para operar com segurança em cenários de lethal autonomy, nome dado a sistemas que tomam decisões de ataque sem supervisão humana.

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, rebateu que o DoD não deveria ser limitado pelas políticas internas de um fornecedor, e que qualquer “uso legal” da tecnologia deveria ser permitido. Após o posicionamento da companhia, o presidente Donald Trump ordenou que agências do governo parassem de usar produtos da Anthropic.

A OpenAI diz em comunicado que também determinou áreas nas quais a IA não poderá ser usada, entre elas vigilância doméstica, sistemas de armas autônomas e sistemas como os de crédito social. Altman, no entanto, admitiu no X que o acordo foi apressado.

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)
  •  

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Imagem mostra o prédio da Netflix em Hollywood, nos Estados Unidos
Empresa abandona disputa para focar em conteúdo original (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)
Resumo

Nesta quinta-feira (26), a Netflix anunciou sua saída oficial da disputa para comprar a Warner Bros. Discovery (WBD). A decisão encerra a guerra de lances e deixa o caminho livre para a Paramount Skydance, de David Ellison, fechar a aquisição do estúdio.

Segundo a gigante do streaming, cobrir a última oferta da concorrente deixou de fazer sentido. Em comunicado, os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, reforçaram a disciplina financeira da empresa. Para os executivos, a Warner sempre foi vista como um negócio interessante pelo preço certo, mas nunca como algo essencial “a qualquer custo”.

Por que a Netflix desistiu do negócio?

A conta não fecha mais. A nova proposta da Paramount Skydance elevou o custo da operação a um nível que fugia da política de investimentos da plataforma. Em vez de usar mais recursos, a Netflix preferiu priorizar o próprio crescimento. Sarandos e Peters confirmaram que a empresa vai investir cerca de US$ 20 bilhões (mais de R$ 100 bilhões) na produção de filmes e séries originais ao longo de 2026.

O mercado aprovou o recuo estratégico: as ações da Netflix dispararam mais de 10% após o fechamento da bolsa. Além disso, a empresa não sai de mãos abanando. Como já possuía um acordo preliminar de fusão assinado com a Warner, a quebra desse contrato por parte do estúdio aciona automaticamente uma cláusula de penalidade. Com isso, a Netflix embolsará uma multa rescisória de US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões).

A proposta bilionária da Paramount

Com a saída da rival, o conselho da Warner Bros. não demorou para classificar a oferta da Paramount como uma proposta “superior”. Segundo o The Hollywood Reporter, o acordo fixa o valor de US$ 31 por ação da WBD e inclui garantias agressivas para tranquilizar os acionistas. Entre elas, uma multa de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) caso a transação seja barrada por órgãos reguladores. Como parte da negociação, a própria Paramount assumiu o compromisso de pagar os US$ 2,8 bilhões devidos à Netflix.

David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, elogiou a parceria com a Netflix durante as negociações, mas foca no futuro. “Assim que nosso conselho aprovar a fusão com a Paramount, criaremos um valor tremendo para nossos acionistas. Estamos entusiasmados com o potencial dessa combinação”, afirmou o executivo.

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)
  •  

Burger King vai usar IA para avaliar a simpatia dos atendentes

IA do Burger King também funciona como ferramenta de treinamento (imagem: reprodução/Burger King)
Resumo

O Burger King começou a adotar um chatbot de inteligência artificial chamado Patty, projetado para operar diretamente nos fones de ouvido dos funcionários. A novidade está em fase de testes nos Estados Unidos e foi criada para avaliar como anda o atendimento ao cliente e auxiliar as equipes.

A ferramenta atua como interface de voz de uma plataforma chamada BK Assistant, desenvolvida com tecnologia da OpenAI. O sistema compila e analisa dados sobre interações no drive-thru, a situação dos equipamentos da cozinha e até o inventário da loja.

A expansão para todas as lojas americanas está prevista para o final de 2026, mas, até o momento, a tecnologia não tem previsão de lançamento no Brasil.

Como o chatbot avalia o atendimento?

A IA monitora o áudio das interações diárias e avalia o nível de simpatia do funcionário ao identificar o uso de palavras e frases preestabelecidas, como “bem-vindo ao Burger King”, “por favor” e “obrigado”. Além disso, a empresa trabalha em uma atualização para que o sistema consiga captar e interpretar também o tom de voz das conversas.

Em entrevista ao portal The Verge, o diretor de digital do Burger King, Thibault Roux, explicou que a rede compilou informações fornecidas por franqueados e clientes para definir os parâmetros de medição dessa cordialidade. Roux afirma que a plataforma também atua como uma ferramenta de treinamento para as equipes, guiando os funcionários na preparação dos alimentos e na manutenção da loja.

Assistente opera em 500 lanchonetes da rede americana (imagem: reprodução/Burger King)

É possível perguntar à IA quantas tiras de bacon devem ser colocadas em um sanduíche específico, por exemplo, ou solicitar instruções de limpeza de uma máquina de milk-shake. Por estar integrado ao novo sistema de ponto de venda em nuvem, o assistente notifica os gerentes imediatamente caso um equipamento quebre ou um ingrediente acabe, atualizando os cardápios digitais em até 15 minutos.

Burger King prefere cautela com a IA

Apesar do investimento no assistente interno, o Burger King adota uma postura conservadora quanto à automação do atendimento direto ao cliente. A rede testa o recebimento de pedidos por IA em menos de cem restaurantes. Segundo Roux, a automação no drive-thru ainda é considerada uma aposta arriscada, pois muitos consumidores não estão preparados para interagir exclusivamente com máquinas.

A cautela da empresa reflete tropeços recentes de seus principais concorrentes no setor. Em 2024, o McDonald’s encerrou um projeto-piloto de atendimento automatizado por IA no drive-thru, desenvolvido em uma parceria com a IBM. O sistema foi desativado após apresentar uma taxa de precisão na faixa dos 80% a 85%, bem abaixo da meta de 95% estipulada pela rede.

A tecnologia do McDonald’s gerou repercussão negativa após vídeos viralizarem no TikTok mostrando a inteligência artificial cometendo erros bizarros, como adicionar centenas de nuggets aos pedidos de forma autônoma. Diante desse cenário, fica claro por que o Burger King prefere manter sua IA restrita aos fones de ouvido de seus funcionários por enquanto.

Burger King vai usar IA para avaliar a simpatia dos atendentes

  •  

Valve é acusada de promover jogos de azar com loot boxes

Ilustração da plataforma Steam
Processo em Nova York alega que mecânicas de CS e Dota 2 configuram apostas ilegais (imagem: reprodução/Valve)
Resumo
  • A Justiça dos EUA acusa a Valve de promover jogos de azar ilegais com loot boxes em franquias como “Counter-Strike 2” e “Dota 2”. A ação alega que essas mecânicas ameaçam o bem-estar de crianças e adolescentes.
  • O processo destaca que a Valve facilita mercados paralelos para a venda de skins, gerando bilhões de dólares.
  • No Brasil, o ECA Digital proíbe loot boxes, classificando-as como exploração da vulnerabilidade de menores.

A Valve, gigante dos games e dona da plataforma Steam, virou alvo da Justiça nos Estados Unidos. Na última quarta-feira (25), a Procuradoria-Geral do Estado de Nova York protocolou um processo contra a desenvolvedora sob acusação de jogos de azar ilegais através das famosas loot boxes (caixas de recompensas virtuais).

A ação afirma que a empresa ameaça o bem-estar de crianças e adolescentes ao expô-los a mecânicas de vício. Segundo a agência Reuters, o processo detalha que sistemas integrados a franquias de grande sucesso da Valve — como Counter-Strike 2, Team Fortress 2 e Dota 2 — funcionam como caça-níqueis e equivalem a “jogos de azar por excelência”, violando a constituição.

A denúncia ressalta ainda que as interfaces dos jogos imitam máquinas de cassino, exibindo uma roleta virtual que gira por diversos itens antes de parar na recompensa final. Esse formato, no entendimento dos representantes de Nova York, cria um ciclo de consumo compulsivo, no qual o usuário busca incessantemente por um item raro e de alto valor, mas na maioria das vezes recebe prêmios que valem centavos.

Como o mercado de skins movimenta dinheiro?

Counter-Strike: Global Offensive (Imagem: Divulgação/Valve)
Jogadores gastam dinheiro real na esperança de obter itens raros (imagem: Divulgação/Valve)

Nos jogos operados pela Valve, os usuários geralmente não compram o item desejado diretamente. O modelo de negócios exige que os jogadores adquiram caixas virtuais e gastem dinheiro real na compra de “chaves” digitais para destrancá-las. Conforme a investigação, repercutida pelo site Engadget, a desenvolvedora gerou bilhões de dólares em receita apenas com a comercialização de chaves para a franquia Counter-Strike e taxas cobradas sobre as vendas de itens virtuais realizadas no Mercado da Comunidade Steam.

A ação judicial argumenta que a Valve fortalece seu modelo permitindo — e até facilitando — a existência de mercados paralelos, onde jogadores conseguem vender as skins (alterações cosméticas de armas e personagens) e transferir o valor para dinheiro físico.

Para ilustrar o nível de especulação desse ecossistema, o processo cita um relatório da Bloomberg de 2025, apontando que o mercado paralelo de Counter-Strike já havia ultrapassado a marca de US$ 4,3 bilhões (mais de R$ 22 bilhões). A denúncia também relembra um caso impressionante: a venda de uma única skin de fuzil AK-47, em 2024, pela quantia de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões na cotação atual).

Procurada pela imprensa internacional, a Valve ainda não comentou o processo atual. Contudo, em inquéritos anteriores movidos pela Autoridade Dinamarquesa de Jogos, a empresa negou envolvimento direto com sites independentes de vendas. Na ocasião, a companhia declarou que essas plataformas violam os termos de serviço do Steam ao criar contas falsas para operar a transferência de itens em troca de dinheiro real.

Impactos e proibição no Brasil

O texto da ação alerta que indivíduos introduzidos a dinâmicas de apostas na faixa dos 12 anos apresentam uma probabilidade quatro vezes maior de desenvolver transtornos graves de jogo compulsivo na fase adulta. Sob essa justificativa, a Procuradoria-Geral exige que a Justiça proíba a Valve de continuar violando as leis estaduais, determine a devolução do capital obtido e aplique uma multa punitiva equivalente ao triplo do lucro gerado pelo suposto esquema ilegal.

A pressão sobre a monetização em jogos reflete uma tendência jurídica internacional que vem ganhando força. Como precedente, em janeiro de 2025, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) multou a Cognosphere, estúdio responsável pelo jogo Genshin Impact, em US$ 20 milhões. A empresa foi punida por ocultar as reais probabilidades de ganho em suas caixas de itens e por permitir que menores de 16 anos realizassem compras sem o consentimento dos pais.

No Brasil, o cenário legislativo é mais rígido em relação a essa prática. A recente aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente para o ambiente digital, conhecido como ECA Digital, proibiu expressamente a oferta de loot boxes em território nacional. A legislação brasileira atual classifica essas mecânicas como recursos de manipulação que exploram a vulnerabilidade dos menores de idade, vetando sua inclusão e comercialização em jogos distribuídos no país.

Valve é acusada de promover jogos de azar com loot boxes

(Imagem: Reprodução/Valve)

Counter-Strike: Global Offensive (Imagem: Divulgação/Valve)
  •  

Estadunidenses se voltam contra câmeras de vigilância espalhadas pelo país

Câmeras de vigilância em vias públicas têm sido alvo de vandalismo nos Estados Unidos.
Câmeras de vigilância em vias públicas têm sido alvo de vandalismo nos Estados Unidos (imagem: Freepik/onlyyouqj)
Resumo
  • cidadãos nos EUA estão sabotando câmeras de vigilância, especialmente leitores de placas, devido a preocupações com privacidade e uso de dados em ações migratórias;
  • startup Flock, avaliada em US$ 7,5 bilhões, desenvolve esses leitores automáticos, e dados coletados são supostamente repassados a autoridades federais por departamentos de polícia locais;
  • projeto DeFlock estima 80 mil câmeras nos EUA, com resistência crescente em várias cidades e ações diretas contra os dispositivos.

Um movimento pouco organizado, mas cada vez mais visível, vem ganhando força nos Estados Unidos: cidadãos estão sabotando e desmontando câmeras de vigilância instaladas em ruas e estradas. O alvo são equipamentos capazes de registrar placas de veículos, vistos por críticos como símbolos de monitoramento constante e ameaça à privacidade.

A reação ganhou destaque após relatos de destruição deliberada desses dispositivos em diferentes estados. A indignação pública se concentra, sobretudo, na percepção de que as imagens captadas podem acabar sendo usadas para apoiar ações federais de imigração, mesmo quando instaladas originalmente por autoridades locais.

Como essas câmeras funcionam e por que elas geram revolta?

No centro da controvérsia está a Flock, startup de vigilância sediada em Atlanta e avaliada em US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 38,2 bilhões) no ano passado. A empresa desenvolve leitores automáticos de placas que fotografam veículos e registram horários e locais de circulação, criando um vasto banco de dados sobre deslocamentos diários.

Segundo a companhia, os dados não são compartilhados diretamente com o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). No entanto, reportagens indicam que departamentos de polícia locais, que têm acesso às plataformas da Flock, repassam essas informações a autoridades federais.

Isso ocorre em um momento em que o governo norte-americano tem intensificado operações de imigração baseadas em dados, como parte da política de repressão à imigração adotada pelo governo de Donald Trump.

O jornalista Brian Merchant, da publicação Blood in the Machine, relata que a insatisfação popular saiu do campo político e entrou na ação direta. Em várias cidades, moradores passaram a atacar fisicamente as câmeras, alegando que contratos públicos ignoraram preocupações da comunidade.

Sistema de câmera da Flock utilizado para monitoramento de veículos em áreas urbanas nos EUA.
Sistema de câmera da Flock utilizado para monitoramento de veículos em áreas urbanas nos EUA (imagem: Flock Safety)

Como os episódios se espalharam pelos Estados Unidos?

Um dos casos citados ocorreu em La Mesa, na Califórnia, poucas semanas depois de o conselho municipal aprovar a manutenção do contrato com a Flock, apesar de a maioria dos presentes à sessão defender o desligamento do sistema. Logo após a decisão, câmeras apareceram quebradas ou inutilizadas, em um gesto interpretado como resposta direta à votação.

Episódios semelhantes foram registrados em estados como Connecticut, Illinois e Virgínia. No Oregon, seis câmeras instaladas em postes foram cortadas e derrubadas. Em ao menos um dos locais, uma mensagem foi deixada na base do poste: “Hahaha, se ferrem, seus vigilantes de mer**”, segundo Merchant.

Levantamentos do projeto DeFlock estimam que existam cerca de 80 mil câmeras desse tipo espalhadas pelo país. Ao mesmo tempo, dezenas de cidades já rejeitaram a adoção da tecnologia, e alguns departamentos de polícia passaram a bloquear o acesso de órgãos federais aos seus sistemas.

Procurada pela reportagem do TechCrunch, a Flock não informou se mantém um número oficial de equipamentos destruídos desde o início das implantações.

Com informações do TechCrunch

Estadunidenses se voltam contra câmeras de vigilância espalhadas pelo país

Câmeras de vigilância em vias públicas têm sido alvo de vandalismo nos Estados Unidos (imagem: reprodução/Freepik/onlyyouqj)

Sistema de câmera da Flock utilizado para monitoramento de veículos em áreas urbanas nos EUA (imagem: reprodução/Flock)
  •  

Analistas questionam efeitos da IA na economia dos EUA: “Basicamente zero”

Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Investimentos em data centers e IA ainda não se traduziram em crescimento significativo do PIB dos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Economistas de Wall Street afirmam que o impacto da IA no PIB dos EUA em 2025 é mínimo, apesar de investimentos bilionários.
  • Equipamentos e softwares relacionados à IA são importados, diluindo o efeito dos investimentos no PIB americano.
  • Falta de métricas confiáveis dificulta a medição do impacto da IA na produtividade e no crescimento econômico.

Avaliações recentes feitas por analistas de um grande banco americano indicam que, ao menos até agora, o impacto direto desses investimentos sobre o PIB dos Estados Unidos é mínimo — descrito internamente como “basicamente zero”.

“Na verdade, não consideramos o investimento em IA como um fator fortemente positivo para o crescimento”, disse o economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, em entrevista ao Atlantic Council. “Acho que há muita informação distorcida sobre o impacto que o investimento em IA teve no crescimento do PIB dos EUA em 2025, e esse impacto é muito menor do que se costuma perceber”, afirmou.

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
Até agora os efeitos macroeconômicos da inteligência artificial seguem discretos (imagem ilustrativa: Max Pixel)

A inteligência artificial virou peça central no discurso sobre o futuro da economia dos Estados Unidos. Bancos, executivos e líderes empresariais passaram a associar o avanço da tecnologia a um ciclo de crescimento sustentado, impulsionado por investimentos bilionários em infraestrutura, chips e centros de dados. Para esse grupo, a IA já estaria ajudando a manter a economia aquecida em um cenário global instável.

No campo político, o tema também virou argumento estratégico. O presidente Donald Trump recorreu à promessa de crescimento impulsionado pela IA para defender a redução de regulações estaduais sobre o setor. Em uma publicação na Truth Social, escreveu: “O investimento em IA está ajudando a tornar a economia dos EUA a mais aquecida do mundo, mas a regulação excessiva dos estados ameaça minar esse motor de crescimento”.

O contraste expõe uma divergência crescente entre a narrativa defendida por empresas e autoridades e os números observados nos cálculos econômicos tradicionais.

O investimento virou crescimento econômico?

Durante parte de 2025, economistas reforçaram a percepção de que a IA já estaria deixando marcas visíveis no Produto Interno Bruto. Jason Furman, professor de Harvard, destacou em seu perfil no X que equipamentos e softwares ligados ao processamento de informação responderam por grande parte da expansão econômica no primeiro semestre. Na mesma linha, análises do Federal Reserve Bank of St. Louis sugeriram que investimentos relacionados à IA tiveram peso relevante no crescimento do terceiro trimestre.

Investment in information processing equipment & software is 4% of GDP.

But it was responsible for 92% of GDP growth in the first half of this year.

GDP excluding these categories grew at a 0.1% annual rate in H1. pic.twitter.com/7p1eAI1aAa

— Jason Furman (@jasonfurman) September 27, 2025

Nos últimos meses, no entanto, essa leitura passou a ser questionada por analistas do mercado financeiro. Para Joseph Briggs, economista do Goldman Sachs, o entusiasmo inicial pode ter simplificado demais a discussão. “Era uma história muito intuitiva. Isso talvez tenha evitado ou limitado a necessidade de investigar mais a fundo o que estava acontecendo”, disse ao The Washington Post.

A revisão mais dura veio de Hatzius. Segundo ele, o efeito da IA no PIB americano em 2025 foi “basicamente nulo”.

Onde o dinheiro realmente aparece?

Um dos pontos centrais é a origem dos equipamentos que sustentam a infraestrutura de IA. Chips avançados e outros componentes são, em grande parte, importados. Na prática, isso dilui o efeito dos investimentos domésticos nas contas nacionais. “Grande parte do investimento em IA que vemos nos EUA contribui para o PIB de Taiwan e para o PIB da Coreia, mas não muito para o PIB dos EUA”, explicou o economista.

Outro problema é a falta de instrumentos confiáveis para medir como o uso da IA por empresas e consumidores se converte em produtividade e crescimento real. Sem métricas claras, o impacto econômico permanece difuso e difícil de quantificar.

O contraste entre os volumes investidos e os resultados observados sugere que a IA ainda está em uma fase de transição. A tecnologia pode transformar a economia no longo prazo, mas, até agora, seus efeitos macroeconômicos seguem discretos — bem longe da narrativa de crescimento imediato que dominou o mercado.

Com informações do Gizmodo

Analistas questionam efeitos da IA na economia dos EUA: “Basicamente zero”

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
  •  

Galaxy Z TriFold: novo dobrável da Samsung esgota em questão de minutos

Novo dobrável da Samsung vira um tablet de 10 polegadas (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo

A Samsung disponibilizou um novo lote do Galaxy Z TriFold em sua loja oficial nos Estados Unidos. Mesmo custando quase US$ 3 mil, o estoque do aparelho esgotou em menos de dez minutos. O dispositivo, que chegou ao mercado em 30 de janeiro, segue com disponibilidade restrita e venda exclusiva pelo site da fabricante, sem previsão de chegar às prateleiras do varejo físico.

A rapidez com que as unidades desapareceram levanta questionamentos sobre a estratégia da marca sul-coreana. Segundo apurado pelo The Verge, não está claro se o sucesso se deve a uma demanda explosiva de entusiastas ou se a Samsung está produzindo volumes propositalmente baixos para testar a recepção de um formato tão experimental.

Quanto custa o Galaxy Z TriFold?

Atualmente, o TriFold é comercializado em versão única com 512 GB de armazenamento por US$ 2.899,99 — cerca de R$ 15.950 em conversão direta e sem impostos. Apesar do valor de carro usado, o hardware não oferece uma opção de 1 TB, ponto que tem gerado críticas na comunidade tech, já que o usuário paga o preço de dois flagships convencionais por um único dispositivo.

No Brasil, a Samsung ainda não confirmou o lançamento oficial ou uma possível janela de disponibilidade. No entanto, ao considerar o histórico de tributação e o posicionamento da linha Z no mercado nacional, estima-se que o valor final por aqui ultrapassaria a barreira dos R$ 20 mil, consolidando-o como um dos smartphones mais caros já vendidos.

Mecanismo de dobra tripla permite usar o aparelho em diferentes formatos (imagem: divulgação/Samsung)

Um tablet de 10 polegadas que cabe no bolso

O grande trunfo do Galaxy Z TriFold é sua estrutura de duas dobradiças, que permite três modos de uso. Quando totalmente aberto, o painel atinge 10 polegadas, transformando o celular em um tablet robusto voltado para produtividade. Para efeito de comparação, o Galaxy Z Fold 7 possui uma tela interna de 7,6 polegadas.

Até o momento, não há informações sobre quando a Samsung realizará um novo reabastecimento ou se o TriFold será expandido para outros mercados globais no primeiro semestre de 2026.

Galaxy Z TriFold: novo dobrável da Samsung esgota em questão de minutos

💾

Estados Unidos receberam novo lote de aparelho com tela tripla. Modelo de 512 GB custa quase US$ 2.900.

Galaxy Z TriFold (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
  •  

Ataque de ransomware paralisa gigantesco centro médico nos EUA

Helicóptero da UMMC nos Estados Unidos (imagem: divulgação)
Resumo
  • O ataque de ransomware ao Centro Médico da Universidade do Mississippi bloqueou o acesso aos prontuários eletrônicos e forçou o uso de protocolos manuais.
  • FBI e CISA investigam o incidente, enquanto a comunicação ocorre pelas redes sociais devido à interrupção dos sistemas de TI.
  • Não há confirmação sobre o roubo de dados, mas autoridades recomendam monitorar movimentações suspeitas em contas e dados pessoais.

Desde a manhã desta quinta-feira (19), o Centro Médico da Universidade do Mississippi (UMMC), nos Estados Unidos, fechou todas as 35 clínicas no estado após sofrer um ataque cibernético de ransomware que derrubou sua rede de TI. A invasão bloqueou o acesso aos registros médicos eletrônicos e forçou as equipes de saúde a adotarem procedimentos manuais.

A instituição é um dos principais complexos de saúde da região. Com mais de 10 mil funcionários, a organização opera sete hospitais e mais de 200 pontos de tele-saúde, incluindo o único hospital infantil do Mississippi e o único programa local de transplante de órgãos e medula óssea.

Segundo relatos do jornal local The Daily Mississippian e apurações do portal BleepingComputer, a falha forçou os administradores a desligarem toda a rede por precaução. Com o site principal da UMCC fora do ar e os sistemas de telefonia comprometidos, a comunicação tem ocorrido pelas redes sociais do centro médico, com comunicados oficiais atualizados no Facebook e no X (antigo Twitter).

Vale ressaltar que o atendimento de emergência e as internações em unidades de terapia intensiva continuam operando, mas procedimentos eletivos, cirurgias ambulatoriais e exames de imagem foram cancelados, já que os médicos não têm acesso aos históricos dos pacientes. As equipes agora utilizam protocolos manuais, como anotações em papel, enquanto a comunicação com os servidores segue interrompida.

https://twitter.com/UMMCnews/status/2024553934333898881

Quem está por trás do ataque e o que diz o FBI?

Durante uma entrevista coletiva, a reitora da escola de medicina e vice-chanceler para assuntos de saúde da UMMC, LouAnn Woodward, confirmou que os invasores já estabeleceram contato. “Os atacantes se comunicaram conosco e estamos trabalhando com as autoridades e especialistas nos próximos passos. Não sabemos quanto tempo essa situação pode durar”, afirmou.

Até o momento, nenhum grupo cibercriminoso reivindicou publicamente a autoria da invasão. Especialistas de segurança apontam que este é o procedimento padrão em ataques de ransomware: os criminosos mantêm o silêncio enquanto negociam o pagamento da extorsão com as vítimas.

A instituição trabalha em conjunto com a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA), o Departamento de Segurança Interna e o FBI. Robert Eikhoff, agente responsável pelo Escritório de Campo do FBI em Jackson, declarou que as agências federais estão direcionando recursos para mapear a extensão da invasão e auxiliar na recuperação da rede.

Riscos de exposição de dados

Imagem ilustrativa de um hacker (imagem: Mika Baumeister/Unsplash)
Autoridades investigam se informações financeiras de pacientes foram roubadas (imagem: Mika Baumeister/Unsplash)

Um ponto crítico em incidentes de ransomware contra infraestruturas hospitalares é a possibilidade de roubo de dados. Nesses cenários, os hackers extraem informações sensíveis da rede antes de criptografar os servidores, ameaçando vazar os arquivos caso o resgate não seja pago.

Woodward pontuou que ainda não está claro se informações confidenciais de pacientes ou dados financeiros foram extraídos durante a infiltração. Autoridades de segurança recomendam que os cidadãos acompanhem possíveis movimentações suspeitas em contas bancárias e monitorem tentativas de fraude envolvendo seus históricos médicos e dados pessoais.

Ataque de ransomware paralisa gigantesco centro médico nos EUA

  •  

Meta quer usar reconhecimento facial em óculos inteligentes

Fotografia em close-up de um homem de pele clara e cabelos curtos usando óculos inteligentes com armação grossa e translúcida marrom.  Ele veste uma blusa verde e um cordão vermelho com o logotipo "Meta". O fundo apresenta uma parede azul e um espelho que reflete o ambiente. No canto inferior direito, está escrita a palavra "tecnoblog".
Meta quer identificar conhecidos e desconhecidos em tempo real (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta planeja lançar ainda este ano um sistema de reconhecimento facial para óculos inteligentes.
  • Segundo o New York Times, o sistema pretende identificar pessoas em tempo real, acessando informações biográficas.
  • A plataforma enfrenta críticas sobre privacidade, mas aposta no ambiente político dos EUA para minimizar a resistência ao novo recurso.

A Meta planeja adotar, ainda em 2026, um sistema de reconhecimento facial em seus óculos inteligentes produzidos em parceria com a EssilorLuxottica (dona da Ray-Ban e Oakley). O projeto, identificado internamente como “Name Tag”, pode permitir reconhecer pessoas em tempo real e acessar informações biográficas usando o Meta AI, assistente de inteligência artificial da empresa.

A informação é do jornal The New York Times, que obteve um documento interno sobre o projeto. De acordo com o arquivo, a Meta pretende aproveitar o atual “ambiente político dinâmico” dos Estados Unidos para lançar a tecnologia. A cúpula da empresa acredita que a atenção de críticos e grupos de defesa dos direitos civis estará voltada para outras pautas, o que reduziria a resistência ao novo recurso de monitoramento.

A segunda geração do Ray-Ban Meta é vendida no Brasil desde setembro do ano passado, por R$ 3.299.

Como funcionará o reconhecimento facial da Meta?

Mark Zuckerberg aparece de perfil no lado esquerdo de um palco iluminado, vestindo uma camiseta preta e calças cáqui, gesticulando enquanto fala. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Mark Zuckerberg apresenta o Ray-Ban Meta de segunda geração (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Fontes ligadas ao projeto revelam que a Meta explora atualmente dois níveis de identificação. O primeiro foca em reconhecer pessoas que já possuem conexão com o usuário nas plataformas da empresa, como amigos no Facebook ou seguidores em comum no Instagram. O segundo nível, considerado mais sensível, permitiria identificar desconhecidos, caso possuam perfis públicos nas redes sociais da companhia.

O objetivo seria transformar o Meta AI em um consultor social. Ao olhar para alguém em um evento, o usuário receberia dados básicos de forma discreta. Segundo o New York Times, essa é a novidade que Zuckerberg quer tornar um diferencial de mercado. Vale lembrar que a OpenAI já trabalha no desenvolvimento de hardwares próprios.

Além do Name Tag, o laboratório de hardware da Meta, o Reality Labs, trabalha no projeto “super sensor”. Esse dispositivo manteria câmeras e sensores operando o dia todo para registrar o cotidiano do usuário.

O sistema poderia, por exemplo, emitir lembretes de tarefas assim que o usuário fizesse contato visual com um colega de trabalho, cruzando a imagem facial com uma lista de pendências.

Projeto é antigo

Documentos internos indicam que a Meta considerou incluir a função já na primeira geração dos Ray-Ban Meta, em 2021, mas recuou devido a limitações técnicas e ao clima político desfavorável, conforme relatado pelo BuzzFeed News. O cenário mudou em janeiro de 2025, quando a Meta relaxou seus processos de revisão de riscos de privacidade.

Vale lembrar que a big tech possui um histórico financeiro pesado nesse setor: a empresa pagou uma multa recorde de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 26 bilhões) à Federal Trade Commission (FTC), agência independente do governo dos EUA focada na proteção do consumidor, por violações de privacidade.

Outros US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) foram pagos para resolver processos nos estados de Illinois e Texas, onde foi acusada de coletar dados faciais sem permissão.

A estratégia agora, no entanto, marca uma guinada da empresa de Mark Zuckerberg no mercado de vestíveis e ocorre em um momento de fortalecimento. Segundo dados recentes divulgados pela EssilorLuxottica, a parceria com a Meta já resultou na venda de mais de sete milhões de óculos inteligentes apenas em 2024, consolidando o acessório como um sucesso comercial.

Acessibilidade x Vigilância

Imagem mostra capturas de tela de vários vídeos do TikTok gravados com smart glasses
Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações (imagem: reprodução)

Para tentar melhorar a percepção do público, a Meta tem focado na utilidade social da ferramenta para pessoas com deficiência visual. A empresa colabora com organizações como a Be My Eyes para integrar a IA de reconhecimento aos óculos, que classifica a ferramenta como “poderosa e transformadora” para garantir autonomia a usuários PCDs.

Entretanto, o uso da tecnologia nas ruas levanta alertas de vigilância. Um dos argumentos é que o reconhecimento facial vestível representa uma “ameaça ao anonimato” da vida cotidiana.

O potencial de mau uso já foi visto fora dos laboratórios da Meta. Em 2024, estudantes de Harvard integraram os óculos Ray-Ban Meta ao motor de busca facial PimEyes para identificar estranhos no metrô de Boston em tempo real. O experimento viralizou e expôs a fragilidade da sinalização do produto — que utiliza apenas um pequeno LED branco para avisar que a câmera está gravando.

Em janeiro deste ano, conteúdos gravados sem consentimento com smart glasses também viralizaram no TikTok e Instagram, com milhões de visualizações.

Meta quer usar reconhecimento facial em óculos inteligentes

💾

Recurso pode ser capaz de identificar conhecidos e desconhecidos com apoio da Meta AI. Projeto envolve identificação em tempo real e sensores ativos o dia todo.

Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg apresenta o Ray-Ban Meta de segunda geração (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações (Imagem: Reprodução/Instagram)
  •  

Crise da RAM: loja nos EUA remove memória de PCs expostos para evitar furto

PCs em loja da Costco sem módulos de RAM
PCs em loja da Costco sem módulos de RAM (imagem: Reddit/accent2012)
Resumo
  • Loja da Costco removeu módulos de RAM de PCs expostos para evitar furtos devido ao aumento de preços;
  • Prática de remoção também se aplica a placas de vídeo em algumas unidades da rede;
  • Alta demanda por aplicações de IA está causando escassez de RAM e consequente elevação de preços.

Os preços das memórias RAM estão aumentando tanto que, nos Estados Unidos, uma rede varejista adotou uma medida um tanto drástica para evitar que esses componentes sejam furtados: removeu os módulos de RAM de desktops que ficam expostos nas prateleiras.

É o que indica uma conversa no Reddit. Ali, um usuário relatou que, ao visitar uma loja física da Costco, se deparou com PCs à venda e que até estavam ligados (mas não funcionando), porém, não tinham módulos de memória RAM instalados.

Essas máquinas não são vendidas sem RAM. Os módulos foram simplesmente retirados pela loja e guardados separadamente. Quando o consumidor compra um PC, o equipamento é entregue completo, o que inclui a memória.

Tudo indica que a remoção é um cuidado extra para evitar que alguém entre na loja, abra o gabinete de um PC exposto e leve os módulos de RAM. Não deve ser difícil sair do local levando esses componentes, afinal, eles são pequenos e leves.

Não está claro se essa é uma medida que vale para todas as unidades da Costco ou se cada loja tem autonomia para decidir se a executa ou não. Fato é que existe uma razão para tamanho cuidado: memórias RAM ficaram consideravelmente mais caras nos últimos meses e a tendência é a de esse cenário piore no decorrer de 2026.

Prova de que tamanho cuidado não é exagerado vem de um relato, também no Reddit, de um funcionário da Costco que descreveu um furto de RAM de um PC exposto, ato que acabou sendo flagrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento.

Além de módulos de RAM, algumas lojas também removem a placa de vídeo de desktops de mostruário, prática que, aliás, parece ter começado em 2020, quando enfrentamos um período de escassez de chips que envolveu o segmento de GPUs.

Desktop em outra loja da Costco com slots de RAM e PCIe vazios
Desktop em outra loja da Costco; observe os slots de RAM e PCIe vazios (imagem: Reddit/TheAmishMan)

Por que memórias RAM ficaram tão caras?

Porque a demanda por RAM está maior do que a oferta. A implementação acelerada de aplicações de IA tem feito empresas do setor investirem na ampliação ou construção de data centers de tal forma que começou a faltar módulos de RAM no mercado, inclusive para consumidores. E piora: o problema também tem afetado os custos de SSDs.

Com relação a memórias RAM, a Micron prevê que teremos uma normalização de preços, mas somente a partir de 2028.

Com informações de VideoCardz

Crise da RAM: loja nos EUA remove memória de PCs expostos para evitar furto

PCs em loja da Costco sem módulos de RAM (imagem: Reddit/accent2012)

Desktop em outra loja da Costco; observe os slots de RAM e PCIe vazios(imagem: Reddit/TheAmishMan)
  •  

Robotáxi da Waymo atinge criança nos Estados Unidos

Veículo autônomo da Waymo andando em uma rua
Waymo agora é investigada pela autoridade rodoviária do país (imagem: reprodução/Waymo)
Resumo
  • Um robotáxi da Waymo atingiu uma criança em Santa Monica (EUA), próximo a uma escola, enquanto operava de forma autônoma.
  • A criança sofreu escoriações leves, mas a autoridade rodoviária do país investiga o sistema de direção da Waymo.
  • Waymo afirma que o veículo reduziu a velocidade de 27 km/h para 9,6 km/h antes do impacto, alegando que um humano teria causado impacto maior.

Um veículo autônomo operado pela Waymo atingiu uma criança na última sexta-feira (23/01). O acidente ocorreu próximo a uma escola primária em Santa Monica (EUA) e levou a autoridade rodoviária do país a abrir uma investigação formal para avaliar o desempenho do sistema de direção da companhia em áreas escolares.

O episódio ocorreu durante o horário de entrada e saída de alunos, período com fluxo intenso de pessoas. Conforme os relatórios oficiais, a criança — cuja identidade foi preservada — atravessou a via repentinamente, saindo de trás de um utilitário esportivo (SUV) que estava estacionado em fila dupla, o que teria limitado o campo de visão.

No momento da colisão, o veículo da Waymo operava sem motorista humano. Ao detectar o pedestre, o software iniciou uma frenagem de emergência, conseguindo reduzir a velocidade de 27 km/h para 9,6 km/h antes do contato.

Segundo o TechCrunch, o jovem sofreu escoriações leves, levantou-se imediatamente e foi encaminhado para atendimento médico após a própria empresa acionar os serviços de emergência. O automóvel permaneceu no local até a liberação policial.

Investigação em curso

Imagem mostra a parte superior de um veículo autônomo da Waymo
Veículo conseguiu reduzir a velocidade rapidamente (imagem: reprodução/Waymo)

A investigação da Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA, na sigla em inglês) foca no comportamento do Sistema de Direção Automatizada (ADS) de 5ª geração da Waymo em cenários de alta complexidade urbana.

O Escritório de Investigação de Defeitos (ODI) pretende apurar se o software adotou as precauções necessárias ao transitar a menos de dois quarteirões de uma escola, onde a presença de usuários vulneráveis exige cautela redobrada.

No local, além de veículos parados irregularmente, havia um guarda de trânsito e outros estudantes na calçada. O órgão regulador planeja ainda examinar se o automóvel respeitou os limites de velocidade locais e como o sistema processa a imprevisibilidade de pedestres que surgem de pontos cegos. A análise técnica também deve verificar se a resposta da inteligência artificial foi rápida o suficiente para as condições do perímetro.

Waymo alega que humano teria causado impacto maior

Em posicionamento oficial, a Waymo afirmou que está colaborando integralmente com as autoridades. Para contextualizar o evento, a empresa apresentou dados de um modelo de simulação revisado por especialistas que compara a reação do software com o comportamento humano.

Segundo a companhia, em uma situação idêntica, um condutor humano totalmente atento atingiria o pedestre a uma velocidade de aproximadamente 22,5 km/h, enquanto o veículo autônomo conseguiu reduzir para 9,6 km/h. “Essa redução na velocidade e na gravidade do impacto demonstra o benefício em segurança proporcionado pelo sistema Waymo Driver”, defendeu a empresa.

Esse novo inquérito amplia a pressão sobre a subsidiária da Alphabet. O procedimento se soma a outros da NHTSA e do Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB). De acordo com o TechCrunch, eles também investigam relatos de veículos autônomos que teriam ultrapassado ilegalmente ônibus escolares em outros estados americanos.

Robotáxi da Waymo atinge criança nos Estados Unidos

Veículo autônomo da Waymo (Imagem: Reprodução/Waymo)

  •  

Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G

Ilustração com o símbolo de internet Wi-Fi sem fio. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog".
Equipamento foi desenvolvido na Universidade da Califórnia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine criaram um transceptor sem fio que atinge 120 Gb/s, 24 vezes mais rápido que o 5G mmWave.
  • Tecnologia utiliza chip de silício de 22 nanômetros, reduzindo consumo de energia para 230 miliwatts e facilitando produção em massa.
  • No entanto, a principal limitação é o alcance de sinal, que é muito menor que o 5G mmWave.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA) desenvolveram um dispositivo de transmissão sem fio capaz de transmitir dados a 120 gigabits por segundo (Gb/s), que equivale a cerca de 15 gigabytes por segundo (GB/s). A velocidade é 24 vezes superior à do 5G mmWave e se aproxima das conexões de fibra óptica usadas em data centers, que geralmente operam a 100 Gb/s.

Para chegar a esse número, vale lembrar que um byte equivale a oito bits. Essa velocidade permitiria baixar cerca de três filmes em qualidade 4K (dependendo do nível de compressão dos arquivos) em um segundo, ou baixar um jogo pesado de 130 GB, como Black Myth: Wukong, em menos de nove segundos.

O equipamento desenvolvido pelos pesquisadores trabalha na faixa de 140 GHz e supera em larga margem as tecnologias sem fio disponíveis no mercado.

O Wi-Fi 7 atinge teoricamente até 30 Gb/s, enquanto o 5G mmWave chega a 5 Gb/s. A título de comparação, o 5G brasileiro, o mais rápido da América Latina, atinge velocidade média de 430,8 Mb/s. O novo transceptor opera a 15 GB/s, cerca de 277 vezes mais rápido que a melhor rede comercial do país.

O estudo foi publicado em dois artigos no periódico IEEE Journal of Solid-State Circuits (JSSC).

Como a tecnologia funciona?

A equipe liderada pelo pesquisador Zisong Wang substituiu os conversores digitais-analógicos (DAC) tradicionais por três sub-transmissores sincronizados, o que reduz drasticamente o consumo de energia.

O diferencial está no processamento analógico. O transceptor realiza operações complexas no domínio analógico, ao invés do digital, o que permite que o chip consuma apenas 230 miliwatts. Um DAC convencional capaz de processar 120 Gb/s demandaria vários watts de potência.

Segundo o diretor do Laboratório de Circuitos Integrados de Comunicação em Nanoescala da UC Irvine, Payam Heydari, se fossem usados métodos tradicionais, a bateria de dispositivos móveis de próxima geração duraria minutos.

Ilustração mostra o número "5" e a letra "G" ao centro, em fonte de cor branca. Ao fundo, roxo e azul, está pontos de conexão brancos. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Tecnologia demonstrou ser mais veloz que o 5G (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O chip é fabricado em silício com processo de 22 nanômetros, usando tecnologia de silício sobre isolante totalmente depletado. Esse processo é mais simples que os nós de 2 nanômetros ou 18 A usados por empresas como TSMC e Samsung, o que facilita a produção em massa e reduz custos.

Além disso, os pesquisadores destacam que a tecnologia pode substituir quilômetros de cabos em data centers, reduzindo custos de instalação e operação em ambientes com servidores.

Quais são as limitações da tecnologia?

A principal restrição está no alcance do sinal. O 5G mmWave atual, que opera a até 71 GHz, já tem alcance limitado a cerca de 300 metros. Como o novo transceptor opera em frequências ainda mais altas (140 GHz), o raio de cobertura tende a ser menor.

Wang comentou ao Tom’s Hardware que a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos e os órgãos responsáveis pelos padrões 6G estão analisando o espectro de 100 GHz como a nova fronteira para comunicações sem fio.

No entanto, para adoção em larga escala, será necessário desenvolver métodos de extensão de alcance e gerenciamento de interferências, além de integrar o sistema às redes já existentes. Ou seja: sem inovações que melhorem o alcance do sinal, as cidades ficariam repletas de estações base de alta velocidade, tornando inviável.

Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G

Wi-Fi (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

5G poderá ser ativado em mais cidades (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Meta é acusada de enganar usuários sobre criptografia no WhatsApp

Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
Criptografia do WhatsApp está sob escrutínio da Justiça dos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Uma nova ação judicial nos EUA acusa a Meta de enganar usuários sobre a criptografia do WhatsApp, questionando a promessa de privacidade do app.
  • A denúncia alega que funcionários da Meta poderiam acessar mensagens de usuários por meio de procedimentos internos, sem verificações rigorosas.
  • A Meta nega as acusações, afirmando que o WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta baseada no protocolo Signal e descreve o processo como infundado.

Um processo protocolado nos Estados Unidos reacendeu o debate sobre a criptografia de ponta a ponta do WhatsApp, um dos principais pilares de privacidade defendidos pela Meta. A ação, revelada pela Bloomberg no último domingo (25/01) e que voltou a ganhar força nos últimos dias após ampla repercussão no X, acusa a empresa de enganar usuários ao afirmar que não consegue acessar o conteúdo das mensagens.

O caso envolve um grupo internacional de denunciantes, incluindo representantes do Brasil, que questionam se a chamada criptografia end-to-end funciona mesmo da forma como é divulgada. A discussão se intensificou nas redes sociais após usuários cobrarem mais transparência da empresa sobre seus sistemas internos e auditorias independentes.

A Meta rejeita as alegações.

O que diz a ação contra a Meta?

A ação foi apresentada em um tribunal distrital de San Francisco e reúne autores de países como Austrália, México, África do Sul, Índia e Brasil. Segundo a denúncia, a Meta teria feito afirmações enganosas ao garantir que apenas remetente e destinatário conseguem acessar mensagens trocadas no WhatsApp.

O processo cita denunciantes internos descritos como “corajosos”, que alegam que funcionários da Meta e do WhatsApp poderiam solicitar acesso a mensagens de usuários por meio de procedimentos internos simples. De acordo com a acusação, bastaria abrir uma solicitação interna para que engenheiros liberassem o acesso, supostamente sem checagens rigorosas.

“A criptografia de ponta a ponta significa que a Meta não pode ler suas conversas. Então ou essa manchete está errada, ou a Meta vendeu um conto de fadas sobre privacidade. Qual é a verdade, Meta? Publiquem o modelo exato de ameaças, detalhes de gerenciamento de chaves e uma auditoria independente, ou parem de vender ‘privacidade’ para bilhões”, escreveu um usuário no X.

“End-to-end encrypted” means Meta can’t read your chats. So either this headline is wrong, or Meta’s been selling a privacy fairy tale.

Which is it, Meta?
Publish the exact threat model, key management details, and an independent audit, or stop marketing “private” to billions.

— S. Blackwood | Briefs (@BlackwoodBrief) January 27, 2026

Meta pode acessar mensagens do WhatsApp?

Segundo o texto do processo, após a liberação interna, mensagens apareceriam em ferramentas usadas por funcionários, misturadas a conteúdos de fontes não criptografadas, sem necessidade de uma etapa adicional de descriptografia. A denúncia afirma ainda que o acesso poderia incluir mensagens antigas, inclusive aquelas que usuários acreditam ter apagado.

WhatsApp / Criptografia
Um processo protocolado nos EUA reacendeu o debate sobre a criptografia de ponta a ponta do WhatsApp

Apesar do tom das acusações, a ação não apresenta detalhes técnicos que comprovem o funcionamento descrito. Ainda assim, o caso atinge diretamente um dos principais argumentos comerciais do WhatsApp: a criptografia baseada no protocolo Signal, ativada por padrão.

A Meta enviou ao Tecnoblog um posicionamento que nega integralmente as acusações:

“Qualquer alegação de que as mensagens das pessoas no WhatsApp não são criptografadas é categoricamente falsa e absurda. O WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta com base no protocolo Signal há uma década. Este processo é uma obra de ficção sem fundamento, e buscaremos sanções contra os autores da ação.”

Antes disso, a empresa já havia classificado a ação como “frívola”, reiterando que não tem acesso ao conteúdo das mensagens. Os advogados dos denunciantes pedem que o caso seja transformado em uma ação coletiva, o que pode ampliar o alcance da disputa judicial.

Meta é acusada de enganar usuários sobre criptografia no WhatsApp

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

TikTok americano muda política para coletar mais dados de usuários

Ilustração 3D do logotipo do TikTok, que se assemelha a uma oitava nota musical. O logo tem contornos pretos e preenchimento com cores ciano e rosa, destacando o efeito tridimensional. O fundo é predominantemente azul-claro, cortado diagonalmente por uma grande faixa de luz branca. No canto inferior direito, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Acordo entre governo e investidores evitou o banimento da plataforma no país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • TikTok nos EUA poderá coletar dados precisos de localização e interações com IA.
  • A nova política no país permite o uso de dados para direcionar publicidade em sites e apps de terceiros; no Brasil, as regras seguem inalteradas.
  • A mudança ocorre após o acordo entre a ByteDance e investidores dos EUA, que reduziu a participação da empresa chinesa para menos de 20%.

A nova controladora das operações do TikTok nos Estados Unidos, a TikTok USDS Joint Venture LLC, anunciou uma grande atualização na política de privacidade para os 200 milhões de usuários no país. A empresa poderá coletar dados precisos de localização, substituindo a prática anterior que se limitava a dados aproximados obtidos por endereço IP ou chips SIM.

O compartilhamento de localização deverá ser opcional e desativado por padrão. A mudança de política, no entanto, ocorre apenas dois dias após a formalização de um acordo entre a ByteDance e um grupo de investidores liderado pela gigante de tecnologia Oracle, que assumiu a gestão da rede social para prevenir o banimento definitivo em solo americano.

O que muda em questão de privacidade?

Além da geolocalização detalhada, a nova política introduz o monitoramento de todas as interações com as ferramentas de inteligência artificial da plataforma. Isso significa que, nos EUA, o TikTok vai registrar formalmente perguntas, comandos (prompts), arquivos enviados e as respostas geradas pela IA.

Metadados que indicam o horário, o local e o contexto em que essas ferramentas foram acionadas também passam a compor o banco de dados da empresa.

TikTok no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Interações com ferramentas de IA do TikTok serão armazenadas (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Outra mudança significativa é a expansão da rede de anúncios. Os termos atualizados preveem que os dados coletados no ecossistema do TikTok possam ser utilizados para direcionar publicidade em sites e aplicativos de terceiros por meio da Rede de Anúncios do TikTok.

Vale ressaltar que essas alterações aplicam-se, até o momento, exclusivamente aos usuários residentes nos Estados Unidos. No Brasil e em outros mercados onde a ByteDance opera sem as restrições impostas pela legislação de segurança nacional americana, os termos de serviço permanecem inalterados, mantendo as práticas de coleta de dados anteriores.

Por que o TikTok foi obrigado a mudar nos EUA?

A criação da TikTok USDS Joint Venture LLC encerra um impasse regulatório que se arrastava desde o primeiro mandato de Donald Trump.

Em 2024, o Congresso americano aprovou uma lei que exigia a venda das operações da rede social para investidores locais sob pena de exclusão das lojas de aplicativos. O governo atual adiou a execução da medida até a conclusão deste acordo, que reduziu a participação da chinesa ByteDance para uma fatia minoritária de pouco menos de 20%.

A governança da nova entidade é composta pela Oracle, presidida por Larry Ellison, pela empresa de investimentos Silver Lake e pelo fundo estatal MGX, de Abu Dhabi. Em nota oficial, a joint venture declarou que o objetivo da nova estrutura é “proteger os dados dos usuários, os aplicativos e o algoritmo dos EUA por meio de medidas abrangentes de privacidade de dados e segurança cibernética”.

A infraestrutura de nuvem da Oracle ficará responsável por hospedar e supervisionar o algoritmo de recomendação, garantindo que o processamento de informações sensíveis e a distribuição de conteúdo ocorram conforme as exigências de segurança nacional do governo americano.

TikTok americano muda política para coletar mais dados de usuários

TikTok (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

TikTok no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
  •  

TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço

Logotipo do TikTok
TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • ByteDance anunciou a TikTok USDS Joint Venture LLC, com 80,1% de controle por empresas americanas, incluindo a Oracle e a Silver Lake;
  • Chinesa ByteDance terá participação minoritária, com 19,9% do TikTok nos Estados Unidos;
  • Donald Trump afirma ter ajudado a salvar o TikTok ao facilitar transição para controle americano, agradecendo a cooperação do presidente chinês Xi Jinping.

A novela do TikTok nos Estados Unidos caminha para o capítulo final: a chinesa ByteDance, que controla a rede social, anunciou a formação de uma joint venture para assumir o serviço no país, evitando o seu bloqueio para mais de 200 milhões de usuários americanos.

Uma joint venture é formada quando duas ou mais organizações se juntam para criar uma empresa. É o caso aqui. A nova entidade foi batizada como TikTok USDS Joint Venture LLC. 80,1% do negócio ficarão com companhias americanas; os 19,9% permanecerão com a ByteDance.

No lado americano, os principais investidores são a Oracle e a Silver Lake, uma empresa de private equity (que investe prioritariamente em companhias não listadas nas bolsas), cada uma com participação de 15%, aproximadamente. Com participação similar também está a MGX, uma empresa de investimentos dos Emirados Árabes Unidos.

À frente da joint venture, na posição de CEO, ficará Adam Presser, que já havia trabalhado na versão americana do TikTok e que já teve passagem por companhias como a WarnerMedia.

Por que o TikTok tem que mudar suas operações nos EUA?

Esse imbróglio começou em 2020, ainda no primeiro mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. À época, a administração Trump passou a considerar o TikTok uma ameaça à soberania do país devido a supostas ligações da ByteDance com o governo da China, relação que a companhia sempre negou.

Com base em argumentos relacionados à segurança nacional, o governo americano aprovou, então, uma lei que condiciona a venda das operações do TikTok nos Estados Unidos para um grupo predominantemente americano. Do contrário, o serviço poderia ser bloqueado no país.

No ano passado, o presidente Trump assinou uma ordem executiva que dava o dia 23 de janeiro de 2026 como prazo para a mudança de controle do TikTok nos Estados Unidos. Como sabemos agora, a ordem foi cumprida no limite desse prazo.

A ByteDance confirmou a mudança em nota:

A joint venture, majoritariamente controlada por americanos, operará sob salvaguardas definidas que protegem a segurança nacional [dos Estados Unidos] por meio de proteção abrangente de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para usuários americanos.

ByteDance

Até o momento, o governo chinês não se manifestou sobre a transição nas operações americanas do TikTok. Porém, um funcionário da Casa Branca declarou à Reuters que os governos dos dois países aprovaram o acordo.

Donald Trump durante comício
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Donald Trump diz que ajudou a salvar o TikTok

Por meio da plataforma Truth Social, o presidente americano manifestou satisfação com a decisão:

Estou muito feliz por ter ajudado a salvar o TikTok! Agora ele pertencerá a um grupo de grandes patriotas e investidores americanos, os maiores do mundo, e será uma voz importante.

Junto com outros fatores, [o TikTok] foi responsável pelo meu bom desempenho entre os jovens na eleição presidencial de 2024. Espero que, por muito tempo, eu seja lembrado por aqueles que usam e amam o TikTok.

(…) Gostaria também de agradecer ao presidente Xi Jinping, da China, por trabalhar conosco e, finalmente, aprovar o acordo. Ele poderia ter ido por outro caminho, mas não o fez, e agradecemos por sua decisão.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço

TikTok (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
  •  

Moradores da Groenlândia recorrem a apps para boicotar produtos dos EUA

Três capturas de tela do aplicativo Made O'Meter, uma ferramenta desenvolvida na Dinamarca para identificar a origem e os proprietários de marcas e produtos. As telas mostram a função de busca por foto ou nome, e os resultados detalhados para o shampoo Head & Shoulders (propriedade da Procter & Gamble, EUA) e para a Jolly Cola (marca local da Dinamarca).
Dinamarqueses adotam apps que indicam produtos estadunidenses (imagem: reprodução/Made O’Meter)
Resumo

Aplicativos projetados para identificar se um produto é fabricado nos Estados Unidos chegaram ao topo da lista de mais baixados na App Store da Dinamarca, loja que também atende aos moradores da Groenlândia. Dois aplicativos específicos – o NonUSA e o Made O’Meter – viram sua popularidade explodir nos últimos dias tanto no iPhone quanto no Android.

De acordo com o TechCrunch, o aumento nos downloads acompanha uma reação a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de o país assumir o controle da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca.

Apesar do crescimento expressivo, o volume absoluto de downloads na Dinamarca segue relativamente pequeno em comparação com mercados maiores.

Segundo a Appfigures, a App Store do país registra cerca de 200 mil downloads por dia no total, o que permite que aplicativos alcancem rapidamente posições de destaque nos rankings com alguns milhares de instalações.

Como os apps funcionam?

O aplicativo NonUSA, que saltou da 441ª posição para o primeiro lugar na App Store dinamarquesa nesta quarta-feira, funciona como um scanner de bolso. O usuário utiliza a câmera do celular para ler o código de barras de um item no supermercado e o sistema informa a origem do produto, sugerindo alternativas locais para evitar a compra de mercadorias americanas.

A outra ferramenta, chamada de Made O’Meter, entrou para o top 5 da Apple e tem um funcionamento similar: o software ajuda o consumidor a filtrar suas compras com base no país de fabricação, incentivando a escolha de produtos que não enviem receitas para os Estados Unidos.

Segundo dados da empresa de inteligência de mercado Appfigures, a média diária de downloads combinados desses aplicativos aumentou 867% (cerca de 9,7 vezes) nos últimos sete dias em comparação com a semana anterior.

Gráfico do Appfigures mostrando a subida meteórica de um aplicativo na App Store da Dinamarca entre 08 e 21 de janeiro de 2026. A linha rosa representa o ranking de "Top Apps", que sobe da posição 500 para o 1º lugar em apenas duas semanas.
Apps como o NonUSA explodiram na última semana (imagem: reprodução/Appfigures)

Entretanto, o jornal Economic Times aponta que o boicote não se limita a produtos físicos. Consumidores dinamarqueses e groenlandeses também estariam cancelando viagens aos Estados Unidos e assinaturas de serviços digitais sediados no país, como a Netflix.

Além disso, o próprio país vem tentando substituir tecnologias estrangeiras. Em junho de 2025, Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca anunciou que o Estado passaria a utilizar soluções de código aberto em substituição às plataformas da Microsoft.

Moradores da Groenlândia recorrem a apps para boicotar produtos dos EUA

  •  

Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

Smartphone exibindo o logo do Snapchat em fundo amarelo
Snap conseguiu o acordo antes do início do julgamento em Los Angeles (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • A empresa Snap, dona do Snapchat, fechou acordo em processo nos EUA sobre vício em redes sociais.
  • O julgamento testa a tese de que redes sociais são produtos “defeituosos” e podem ser responsabilizadas por danos pessoais.
  • A Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações é central no debate sobre a responsabilidade das plataformas.
  • Meta, TikTok e YouTube seguem no caso.

A empresa controladora do Snapchat fechou um acordo em um processo que acusa grandes plataformas digitais de incentivarem o vício em redes sociais. O acerto foi anunciado poucos dias antes do início do julgamento em Los Angeles, que é considerado o primeiro do tipo a avançar para a fase de júri nos Estados Unidos.

Embora o Snapchat já não tenha a mesma relevância no Brasil, o caso chama atenção por envolver também Meta, TikTok e YouTube, que permanecem como rés no processo. Não se sabe quanto será pago pois os termos do acordo com a empresa Snap não foram divulgados. Ela não será mais processada nesta ação específica.

Em nota enviada à BBC após a audiência na Suprema Corte da Califórnia, a Snap afirmou que as partes ficaram “satisfeitas por terem conseguido resolver este assunto de maneira amigável”.

Por que é um processo histórico?

A ação foi movida por uma jovem identificada pelas iniciais K.G.M., hoje com 19 anos. Ela alega que se tornou dependente de aplicativos de redes sociais ainda na adolescência e que isso teve impactos diretos sobre sua saúde mental. Segundo a acusação, escolhas de design e funcionamento dos algoritmos teriam sido determinantes para o uso compulsivo.

Este é o primeiro de vários processos semelhantes que devem chegar a julgamento ao longo do ano nos Estados Unidos. A estratégia jurídica lembra a adotada décadas atrás contra a indústria do tabaco, com milhares de adolescentes, distritos escolares e procuradores estaduais acusando empresas de tecnologia de causar danos pessoais e sociais.

Os autores das ações afirmam que recursos como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos e sistemas de recomendação foram projetados para manter usuários engajados por longos períodos, contribuindo para quadros de depressão, transtornos alimentares e automutilação.

O que ainda está em jogo?

Meta, TikTok e YouTube
Meta, TikTok e YouTube permanecem como rés no processo (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como não houve acordo com as outras rés, o julgamento seguirá contra Meta, TikTok e YouTube, com a seleção do júri prevista para a próxima segunda-feira (27 de janeiro. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, deve depor. Antes do acordo, o CEO da Snap, Evan Spiegel, também estava listado como testemunha.

Os casos são acompanhados de perto porque testam uma nova tese jurídica: a de que plataformas de redes sociais seriam produtos “defeituosos” e, portanto, passíveis de responsabilização por danos pessoais. As empresas, por sua vez, argumentam que não há comprovação científica de um elo direto entre uso de redes sociais e vício, além de sustentarem que as ações violam proteções legais ligadas à liberdade de expressão.

Outro ponto central do embate envolve a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, de 1996, historicamente usada pelas big techs para se proteger de responsabilidades legais. Os autores das ações afirmam que o problema não está no conteúdo publicado por terceiros, mas na forma como as plataformas são estruturadas para incentivar o uso excessivo.

Mesmo fora deste julgamento específico, a Snap segue como ré em outros processos semelhantes, que podem redefinir os limites de responsabilidade das empresas de tecnologia.

Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

Snapchat (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Meta, TikTok e YouTube (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Amazon paga indenização e manda até cheque para brasileiros

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Amazon indeniza clientes do Brasil após acordo assinado nos Estados Unidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Amazon enviou cheques de US$ 51 a alguns clientes brasileiros como parte de um acordo com a FTC dos EUA, totalizando US$ 2,5 bilhões em indenizações.
  • O acordo visa compensar práticas abusivas relacionadas ao Amazon Prime, onde consumidores foram induzidos a assinar ou manter assinaturas sem consentimento claro.
  • O resgate do cheque é feito via plataforma do PayPal, mas alguns usuários enfrentaram dificuldades no processo.

Alguns clientes da Amazon receberam cartas — sim, físicas, entregues no endereço domiciliar — com um cheque no valor de US$ 51, o que dá cerca de R$ 275 em conversão direta. Não é golpe: a Amazon confirmou ao Tecnoblog que está enviando o documento para parte da clientela.

A movimentação da gigante do varejo tem a ver com um acordo assinado em setembro (09/2025) com a Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos. Naquela ocasião, a Amazon reconheceu práticas consideradas abusivas e decidiu pagar indenizações que totalizam US$ 2,5 bilhões, cerca de R$ 13,4 bilhões, pelo câmbio atual.

O leitor do Tecnoblog Cristian Barreto recebeu o documento em Brasília. O texto começa explicando que “o cheque em anexo é o resultado de um acordo firmado pela Federal Trade Commission (FTC) do presidente Donald Trump com a Amazon.com, Inc., referente a alegações de que a Amazon violou a Restore Online Shoppers’ Confidence Act no contexto do Amazon Prime”. Ele também afirma que a Amazon não admitiu “responsabilidade”.

Trecho da carta com cheque de US$ 51 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Por que brasileiros estão recebendo o dinheiro?

De fato, a parte inferior do ofício contém um cheque do Huntington National Bank no valor de US$ 51, com direito a beneficiário, data de emissão (23/12/2025) e assinatura do responsável. A própria FTC classifica o acordo com a Amazon como “histórico” por combater o uso de interfaces enganosas no e-commerce.

A surpresa tem a ver com o fato de que o equivalente no Brasil ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) tenha sido assinado no território americano, mas beneficiando também consumidores brasileiros. A Amazon nos explicou que a compensação pode ser paga a consumidores que tiveram a assinatura do Prime realizada pelo site Amazon.com (em vez da versão .com.br).

Durante a fase de argumentação, o órgão acusou a empresa de se valer de práticas abusivas – conhecidas como dark patterns – para que mais consumidores assinassem ou permanecessem no Amazon Prime sem um consentimento claro. Essas táticas dificultavam o cancelamento da assinatura.

Consumidor relata pagamento de US$ 12,99 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como funciona o resgate da indenização?

Cristian conta que não visitou nem morou nos Estados Unidos durante o período contemplado pelo acordo. No entanto, ele utilizou a conta Prime americana de vez em quando.

O monitoramento do TB identificou um segundo consumidor na rede social Threads que alega ter recebido o ofício. No entanto, com um valor menor: US$ 12,99, o que dá cerca de R$ 70.

O procedimento para receber o dinheiro prevê entrar em uma plataforma gerida pelo PayPal, colocar os dados do cheque e aguardar o processamento da transação. Nas primeiras tentativas, Cristian falou que não deu certo.

Nós perguntamos, mas a Amazon não nos disse quantos brasileiros devem receber o pagamento.

Amazon paga indenização e manda até cheque para brasileiros

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Trecho da carta com cheque de US$ 51 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Consumidor relata pagamento de US$ 12,99 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  •  

China usa captura de Maduro para hackear funcionários do governo americano

Foto por Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Nicolás Maduro foi capturado pelo governo dos Estados Unidos (Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Resumo
  • O grupo Mustang Panda, ligado à China, realizou um ataque de ciberespionagem contra funcionários do governo dos EUA, usando a captura de Nicolás Maduro como isca.
  • O ataque utilizou a técnica de DLL sideloading para instalar o malware Lotuslite, que permite persistência e extração de dados de sistemas infectados.
  • A campanha foi direcionada a órgãos governamentais e entidades de políticas públicas nos EUA, com foco em eventos internacionais recentes.

Pesquisadores de segurança identificaram uma nova campanha de ciberespionagem atribuída, com confiança moderada, a um grupo ligado à China que teve como alvo funcionários do governo dos Estados Unidos e organizações relacionadas a políticas públicas. O ataque chamou atenção por explorar um evento geopolítico sensível: a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação militar americana.

Segundo a Acronis Threat Research Unit (TRU), a ofensiva começou poucos dias após o episódio, em 3 de janeiro, e usou documentos falsos sobre os próximos passos dos EUA na Venezuela como isca para enganar as vítimas.

A estratégia reforça um padrão já conhecido de atores de espionagem que se aproveitam de acontecimentos recentes para aumentar a taxa de sucesso de campanhas direcionadas.

Como a captura de Maduro virou arma digital?

A investigação teve início quando analistas encontraram, no início de janeiro, um arquivo ZIP enviado à plataforma VirusTotal com o nome “EUA agora decidem o que vem a seguir para a Venezuela”. O conteúdo simulava um material legítimo de análise política, pensado para atrair funcionários públicos, analistas e especialistas em relações internacionais.

Dentro do arquivo havia um executável legítimo acompanhado de um DLL malicioso escondido. Essa combinação permitia o uso da técnica conhecida como DLL sideloading, na qual um programa confiável carrega silenciosamente um componente malicioso. O resultado era a instalação de um backdoor inédito, batizado de Lotuslite pelos pesquisadores.

De acordo com a Acronis, a análise de infraestrutura, sobreposições técnicas e métodos operacionais aponta para o grupo Mustang Panda — também conhecido como UNC6384 ou Twill Typhoon —, um ator associado a interesses chineses e monitorado há anos por agências de segurança ocidentais.

Bandeira da China (Imagem: Philip Jägenstedt/Flickr)
China usa captura de Maduro como isca em campanha para hackear funcionários do governo dos EUA (Imagem: Philip Jägenstedt/Flickr)

O que o malware é capaz de fazer?

O Lotuslite foi desenvolvido em C++ e se comunica com um servidor de comando e controle baseado em endereço IP fixo. Uma vez ativo, o malware consegue manter persistência no sistema infectado, realizar comunicações periódicas com os operadores e permitir a extração de dados do ambiente comprometido.

O pesquisador Santiago Pontiroli, líder de inteligência de ameaças da Acronis, afirmou que ainda não é possível confirmar se algum dos alvos teve seus sistemas efetivamente comprometidos. “Esta foi uma campanha precisa e direcionada, não um ataque amplo ou aleatório”, disse. Segundo ele, o comportamento observado indica uma ação oportunista e reativa a eventos internacionais, e não uma operação contínua e genérica.

A Acronis destaca que o direcionamento foi restrito a órgãos governamentais e entidades ligadas à formulação de políticas públicas nos EUA, o que reforça o caráter seletivo da campanha. O grupo Mustang Panda já havia usado, em ataques anteriores, temas como conferências diplomáticas e eventos políticos regionais para conduzir operações semelhantes.

Especialistas alertam que soluções de segurança como EDR e XDR podem ajudar a identificar e bloquear variantes conhecidas do Lotuslite.

Com informações do The Register

China usa captura de Maduro para hackear funcionários do governo americano

Bandeira da China (Imagem: Philip Jägenstedt/Flickr)
  •  

Imprensa dos EUA processa Google por monopólio em anúncios

Página do Google Ads (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Página do Google Ads (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Três grandes grupos de mídia dos EUA processaram o Google por monopólio em anúncios digitais, alegando violação de leis antitruste.
  • O Google é acusado de amarrar suas ferramentas de anúncios, dificultando a concorrência e diminuindo receitas de veículos de mídia.
  • No Brasil, o Cade investiga práticas semelhantes do Google, com foco em coleta de dados e impacto de ferramentas como “Zero-Click”.

Três grupos de mídia dos Estados Unidos entraram com processos contra o Google, acusando a empresa de violar leis antitruste e monopolizar anúncios digitais. As ações foram iniciadas pela Vox Media (dona do The Verge e New York Magazine), The Atlantic e Penske Media (proprietária da Rolling Stone, Billboard e Variety).

O movimento coordenado ocorre na esteira de uma vitória histórica do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), que recentemente convenceu um tribunal federal de que o Google manteve um monopólio ilegal nos mercados de servidores de anúncios e bolsas de publicidade (ad exchanges).

Segundo as empresas, o domínio da big tech diminuiu os preços dos espaços destinados à publicidade nos veículos, desviando receitas que deveriam financiar o jornalismo para os cofres do Google. Para a Vox Media, na ausência do Google a empresa poderia até mesmo “disponibilizar impressões de maior qualidade” e investir mais no que chama de “jornalismo premium”.

O que os veículos dizem?

Ilustração do Google Takeout mostra vários ícones dos serviços do Google em uma caixa
Serviços do Google atrapalham receita da imprensa, segundo os grupos de mídia (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As ações detalham como o Google teria amarrado suas ferramentas de compra e venda de anúncios para impedir a concorrência. A juíza Leonie Brinkema já havia decidido, no início de 2025, que a empresa ligou ilegalmente seus produtos, dificultando que editoras mudassem de fornecedor.

Para os grupos de mídia, isso criou um cenário onde não há poder de negociação. Lauren Starke, chefe de comunicações da Vox Media, afirmou em comunicado que o objetivo é buscar reparação financeira e o fim de “práticas enganosas e manipuladoras” que privaram a empresa de receita por mais de uma década. Anna Bross, do The Atlantic, reforçou que a ação visa “nivelar o campo de jogo” para as indústrias de publicação e publicidade.

O Google, por meio da porta-voz Jackie Berté, classificou as alegações como “sem mérito” e defendeu que seus produtos são escolhidos por serem “eficazes, acessíveis e fáceis de usar”.

Imprensa brasileira também vê monopólio

O debate sobre o domínio do Google não se restringe aos Estados Unidos. No Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também apura condutas semelhantes.

Segundo a Associação Nacional de Jornais (ANJ), o Google coleta dados massivos de navegação e comportamento. Essas informações são usadas para tornar sua própria oferta publicitária — via AdSense, Ad Manager e Ad Exchange — mais segmentada e lucrativa do que qualquer concorrente poderia oferecer.

Para a associação, mecanismos como o “Zero-Click” (respostas diretas na busca) e os resumos de Inteligência Artificial (AI Overviews) agravam esse cenário. Ao reter o usuário na plataforma do Google, a big tech estaria impedindo que o leitor chegue ao site do jornal.

Imagem mostra um telão com fundo verde escrito "Google for Brasil" em fonte de cor branca. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível.
ANJ tenta emplacar regulação contra monopólio do Google desde 2019 (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

O processo no Cade, que tramita desde 2019, ganhou novo fôlego em 2025. Após propostas de arquivamento e avocação (quando o Tribunal chama o processo para si), o inquérito foi reaberto para colher subsídios técnicos da sociedade civil, especialmente considerando o impacto das novas ferramentas da IA.

Imprensa dos EUA processa Google por monopólio em anúncios

Página do Google Ads (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Google Takeout reúne os dados diversos serviços do Google (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google For Brasil 2025 (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
  •  

Gemini poderá acessar Gmail, Fotos e Busca para personalizar respostas

Foto mostrando o aplicativo Gemini em celular Android com página do Gemini sendo acessada via navegador no PC.
Novidade do Gemini não chegou ao Brasil ainda (foto: Vitor Valeri/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançou a Inteligência Personalizada para o Gemini, integrando Gmail, Fotos, YouTube e Busca para personalizar respostas. A função é opcional e desativada por padrão.
  • A funcionalidade está em versão beta, disponível apenas para usuários dos planos Google AI Pro e AI Ultra nos EUA, permitindo acesso a informações dos apps conectados a qualquer momento.
  • O Google garante que os dados são armazenados de forma segura e não usados para treinar o modelo, além de oferecer opções para corrigir preferências e gerar respostas sem personalização.

O Google anunciou, nesta quarta-feira (14/01), que o Gemini terá um recurso chamado Inteligência Personalizada. Ele usa informações do Gmail, Fotos, YouTube e Busca para, como o nome indica, personalizar as respostas dadas pelo robô.

A integração é opcional e vem desativada por padrão, e o usuário pode escolher quais apps da empresa quer vincular ao chatbot. Por enquanto, a funcionalidade será lançada como uma versão beta, sendo oferecida apenas para usuários selecionados dos planos Google AI Pro e AI Ultra nos Estados Unidos.

Você pode estar pensando que já existe alguma coisa parecida com isso no Gemini. De fato, ele oferece a opção de se conectar a serviços do Google Workspace, como Docs, Drive e Gmail.

No entanto, o funcionamento é diferente: a integração atual só funciona se o usuário mencionar explicitamente esses serviços ou quiser realizar tarefas que dependam deles. Com a Inteligência Personalizada, as informações presentes nos apps conectados poderão ser acessadas a qualquer momento pelo robô.

Como funciona a Inteligência Personalizada do Gemini?

Em seu comunicado sobre o produto, o Google dá alguns exemplos de como o Gemini passa a funcionar ao ter acesso às informações extras.

Ao perguntar o tamanho do pneu do carro, o usuário recebe opções para uso diário e para uso misto, uma vez que a IA teve acesso a fotos de viagens. O Gemini também pode responder qual é a placa do carro — outra informação obtida do Google Fotos.

Captura de tela de uma resposta do Google Gemini. O texto central diz: "O número da placa do seu Honda Odyssey é 123ABC1. Você gostaria que eu encontrasse o centro de serviço mais próximo em Mountain View para agendar a troca dos seus pneus?" (em inglês). Abaixo do texto, há um botão com o ícone de um link escrito "Fontes". A imagem demonstra a capacidade de memória personalizada do assistente. No rodapé, aparece o aviso padrão: "O Gemini pode cometer erros, por isso verifique as informações".
Gemini pode descobrir placa do carro do usuário com base nas fotos armazenadas na nuvem (imagem: divulgação)

“Eu também venho recebendo dicas excelentes de livros, programas de TV, roupas e viagens. Essa semana, [o Gemini] foi excepcional para planejar nossa viagem da próxima primavera. Analisando os interesses da família e as viagens passadas no Gmail e no Fotos, ele evitou as armadilhas para turistas. Em vez disso, ele sugeriu uma viagem noturna de trem e jogos de tabuleiro que poderíamos levar para nos divertir”, diz o texto.

E a privacidade?

O recurso é opcional e vem desativado por padrão. Ao ativá-lo, o usuário escolhe quais serviços quer vincular ao Gemini. O Google ressalta que esses dados já estão armazenados de maneira segura nos servidores da companhia e não precisam ser enviados para nenhum outro lugar.

Captura de tela da interface do Google Gemini em um dispositivo móvel. No topo, há um balão de fala de um usuário dizendo: "Eu na verdade não gosto de golfe; eu apenas levo meu filho lá" (em inglês). Abaixo, a resposta do assistente de IA diz: "Obrigado por esclarecer. Anotei que você não gosta de golfe, mas vai pelo seu filho. Vou manter isso em mente para futuras recomendações! Você gostaria que eu ajudasse a rascunhar um itinerário diferente para a sua 'surpresa divertida' amanhã?" (em inglês). A interface apresenta tons claros, ícones de curtir/descurtir e o logotipo de uma estrela azul de quatro pontas.
Usuário pode corrigir Gemini, caso ele presuma incorretamente uma preferência (imagem: divulgação)

A empresa também afirma que o Gemini explicará quais informações foram usadas para chegar à resposta. Caso ele presuma incorretamente uma preferência, é possível corrigi-lo e armazenar aquela indicação para respostas futuras. Outra possibilidade é pedir para gerar respostas sem personalização.

Por fim, o Google diz que o Gemini não usa as informações dos outros produtos para chegar a conclusões em temas sensíveis, como saúde, e esclarece que os dados do Gmail, Fotos e outros apps não são usados para treinar o modelo.

Com informações do Google

Gemini poderá acessar Gmail, Fotos e Busca para personalizar respostas

Aplicativo Gemini para Android (Imagem: Vitor Valeri/Tecnoblog)

Gemini pode descobrir placa do carro do usuário com base nas fotos armazenadas na nuvem (imagem: divulgação)

Usuário pode corrigir Gemini, caso ele presuma incorretamente uma preferência (imagem: divulgação)
  •  

Trump cobra empresas por consumo de energia em IA

Fotografia de Donald Trump de terno e gravata azul
Presidente dos EUA exige que big techs assumam custos energéticos (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
Resumo
  • Donald Trump afirmou que empresas de IA devem arcar com seus custos energéticos.
  • Segundo a publicação do presidente dos EUA, a medida evitaria o aumento nas tarifas de eletricidade para residências.
  • Trump afirmou que a Casa Branca vai colaborar com as big techs para resolver a questão, começando pela Microsoft.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as empresas de tecnologia que atuam no ramo da inteligência artificial deverão arcar integralmente com seus próprios custos de consumo energético. De acordo com Trump, o governo vai começar a trabalhar primeiro com a Microsoft para resolver essa questão.

A medida foi anunciada pelo presidente em um post na Truth Social, sua rede social própria. A ação seria uma tentativa de evitar que a escalada na demanda por eletricidade dos data centers pressione a rede nacional a ponto de inflacionar as tarifas residenciais.

Sobrecarga na rede elétrica americana

A expansão massiva da IA tem gerado uma sobrecarga sem precedentes na infraestrutura elétrica dos Estados Unidos. O tempo seria um dos principais obstáculos, conforme apontado pelo portal Tom’s Hardware: um data center pode ser ativado em meses, mas a construção de novas usinas e linhas de transmissão pode levar anos.

Atualmente, projetos de grande escala já provocam picos nos preços da energia, com aumentos chegando a 36% em estados onde a concentração de servidores é maior. Este cenário atinge diretamente as finanças de consumidores e pequenas empresas.

Vale lembrar que o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, já havia alertado em 2024 que a energia se tornaria o maior gargalo para o crescimento da IA, superando até mesmo a escassez de hardware.

Datacenter do Google baseado em TPUs
Data centers de IA estão fazendo o preço da energia disparar (imagem: divulgação/Google)

O que as empresas de tecnologia pretendem fazer?

Gigantes do setor já começam a se movimentar. Para reduzir a dependência da rede pública, a Microsoft anunciou um plano focado na construção de uma “infraestrutura de IA que priorize a comunidade”. Paralelamente, outras organizações do setor, como a OpenAI e a xAI, do bilionário Elon Musk, estão adotando o uso de geradores de energia locais e independentes.

No Senado americano, parlamentares democratas intensificaram a cobrança sobre Google e Amazon, exigindo relatórios detalhados sobre o impacto de suas operações nas contas de luz domésticas.

Diante desse cenário, a tendência é de uma pressão cada vez maior para que o setor privado invista em soluções de geração própria, garantindo que a corrida tecnológica seja sustentável e não penalize o consumidor final.

Trump cobra empresas por consumo de energia em IA

Datacenter do Google baseado em TPUs (imagem: divulgação/Google)
  •  

Starlink é autorizada a pôr mais 7.500 satélites em órbita

Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Starlink é autorizada a pôr mais 7.500 satélites em órbita (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • FCC autorizou SpaceX a lançar 7.500 satélites Starlink de segunda geração, totalizando 15.000 satélites do tipo para sua operação;
  • Satélites podem ser posicionados em altitudes entre 340 km e 485 km, reduzindo o risco de colisão e latência nas conexões;
  • SpaceX solicitou operar quase 30.000 satélites, mas FCC está liberando autorizações gradualmente.

A FCC (Comissão Federal de Comunicações), órgão dos Estados Unidos equivalente à Anatel, autorizou a SpaceX a colocar 7.500 satélites Starlink de segunda geração em órbita. Com isso, a companhia de Elon Musk passa a ter autorização para operar 15.000 unidades do tipo para seu serviço de internet.

Embora a nova autorização permita à Starlink expandir a capacidade de suas operações em escala global, a FCC espera que a media beneficie os Estados Unidos, especificamente:

O presidente Trump está restaurando a liderança tecnológica dos Estados Unidos. E esta autorização da FCC é um divisor de águas para viabilizar serviços de próxima geração.

Ao autorizar 15.000 novos e avançados satélites, a FCC deu sinal verde para a SpaceX fornecer capacidades de banda larga via satélite sem precedentes, fortalecer a concorrência e ajudar a garantir que nenhuma comunidade seja deixada para trás.

Brendan Carr, presidente da FCC

Além de elevar o total de satélites autorizados, a FCC autorizou a Starlink a posicioná-los em órbitas mais baixas, dentro de faixa de altitude entre 340 km a 485 km. Historicamente, os satélites da companhia operam em altitudes próximas a 550 km.

A nova faixa de altitude é considerada mais segura por, entre outros motivos, reduzir o risco de colisão entre os satélites. Outro benefício esperado é o da redução dos níveis de latência nas conexões à internet.

De modo complementar, a FCC autorizou os satélites de segunda geração da Starlink a operarem nas frequências das bandas Ku e Ka, bem como o uso das bandas V, E e W, com frequências mais altas.

Antena Starlink Mini ao lado de um cachorro pequeno
Antena Starlink Mini (imagem: divulgação/SpaceX)

SpaceX quer operar quase 30.000 satélites

A SpaceX pediu autorização para operar uma constelação de quase 30.000 satélites. Mas a FCC vem fornecendo autorizações de modo gradual: “adiaremos a autorização dos 14.988 satélites Starlink de segunda geração propostos ainda restantes, incluindo os satélites para operações acima de 600 km”, explicou o órgão.

Esse não chega a ser um problema para a SpaceX, afinal, os satélites Starlink entram em operação de modo progressivo.

A companhia tem até novembro de 2027 para colocar em operação 7.500 satélites de primeira geração. Sobre os satélites de segunda geração, metade das unidades já autorizadas devem estar em funcionamento até dezembro de 2028. A outra metade tem dezembro de 2031 como prazo de operação.

Estima-se que, atualmente, a Starlink opere com pouco mais de 9.000 satélites.

Starlink é autorizada a pôr mais 7.500 satélites em órbita

Starlink irá fornecer sinal para celulares da T-Mobile nos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Microsoft Copilot agora permite fazer compras dentro das conversas

Ilustração mostra a marca estilizada do Microsoft Copilot. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
Microsoft Copilot está liberando botão de compras no chat (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Copilot agora inclui o recurso Checkout, que permite compras diretamente na conversa com o chatbot.
  • A empresa destaca que o vendedor mantém controle sobre a transação e dados do cliente, com a IA atuando como intermediária.
  • Por enquanto, o Copilot Checkout está disponível apenas nos EUA, integrando-se a plataformas como PayPal, Stripe e Shopify.

A Microsoft revelou hoje (08/01) um novo recurso para o seu assistente de inteligência artificial: o Copilot Checkout, que permite realizar compras diretamente nas conversas com o chatbot. A ideia é simples: enquanto o usuário pede sugestões de produtos — como tênis, luminária ou peça de roupa —, a IA pode apresentar opções e, se houver interesse, oferecer um botão de compra sem que seja necessário sair do aplicativo.

O recurso é similar ao Shopping Research do ChatGPT. Inclusive, no comunicado oficial, a Microsoft afirma que os “clientes já estão comprando com IA”, fazendo alusão às rivais. Na prática, o Copilot agora passa a concentrar etapas de compra que antes exigiam várias abas abertas.

Como funciona o Copilot Checkout?

O funcionamento lembra iniciativas semelhantes já vistas em outros serviços de IA. Além do já mencionado Shopping Research, do ChatGPT, o Google também passou a testar compras assistidas por agentes em resultados de busca e no AI Mode.

Um exemplo divulgado pela própria Microsoft mostra um usuário pedindo indicação de uma luminária de mesa. A resposta vem acompanhada de um botão de “Detalhes” e outro de “Comprar”. Esse botão de compra abre uma tela de checkout no Copilot para inserir os dados e finalizar a compra.

Captura de tela mostra a opção de compra que está sendo integrada ao Microsoft Copilot
Resultados das interações e experiência com o produto podem variar (imagem: divulgação/Microsoft)

Segundo a companhia, a grande diferença no recurso é o foco no varejista, e não apenas no comprador. A Microsoft afirma que o vendedor será responsável direto pela transação, mantendo controle sobre a venda, dados do cliente e relacionamento pós-compra. A IA seria uma intermediária.

Por enquanto, o recurso está sendo disponibilizado nos Estados Unidos, somente com algumas lojas parceiras. A infraestrutura de pagamentos conta com integrações de empresas como PayPal, Stripe e Shopify. Ainda não há previsão de lançamento em outros países.

Microsoft Copilot agora permite fazer compras dentro das conversas

💾

Recurso adiciona checkout integrado às conversas com a IA. Novidade estreia nos EUA e ainda não tem previsão de chegada a outros países.

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os resultados das interações e a experiência com o produto podem variar de acordo com o comerciante e a disponibilidade do item (imagem: divulgação/Microsoft)
  •  

IA começa a prescrever remédios nos Estados Unidos

Ilustração sobre a interface cérebro-máquina mostra um homem com eletrodos conectados à cabeça. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Inteligência artificial da Doctronic receita remédios nos EUA (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Utah lançou um programa piloto que utiliza uma IA da Doctronic para renovar prescrições médicas sem médicos.
  • O sistema abrange 190 medicamentos, excluindo analgésicos potentes, remédios para TDAH e injetáveis.
  • Segundo o governo, a iniciativa visa aliviar a pressão sobre profissionais de saúde e mitigar custos.

Pela primeira vez nos Estados Unidos, um estado passou a permitir que um sistema de inteligência artificial renove determinadas prescrições médicas sem a participação direta de um médico. A iniciativa, restrita a medicamentos de uso contínuo, faz parte de um programa piloto lançado em Utah em parceria com a startup Doctronic.

O projeto foi anunciado ontem (06/01), mas começou a operar de forma discreta em dezembro. Segundo o comunicado, esse será um teste de alto risco para avaliar os limites da automação na relação entre pacientes e o sistema de saúde.

De acordo com o portal Politico, o serviço também deve servir como termômetro do nível de confiança de pacientes e autoridades na substituição parcial de decisões médicas por algoritmos — iniciativa que, por enquanto, se restringe ao estado de Utah.

Como funciona a prescrição feita por IA?

No modelo adotado, pacientes acessam uma plataforma online que confirma se eles estão fisicamente em Utah. Em seguida, o sistema cruza o histórico de prescrições e apresenta uma lista de medicamentos elegíveis para renovação. A IA então conduz o paciente por perguntas clínicas semelhantes às feitas em uma consulta tradicional. Se tudo estiver dentro dos parâmetros, a receita é enviada diretamente à farmácia.

O programa abrange 190 medicamentos de uso comum, enquanto classes consideradas mais sensíveis — como analgésicos potentes, remédios para TDAH e medicamentos injetáveis — ficam de fora. O custo por renovação é de US$ 4 (cerca de R$ 21), valor que a empresa afirma ser temporário.

No site do chatbot, a empresa oferece a opção de agendar uma consulta por vídeo com um médico por US$ 39 (R$ 210), após a interação com a IA.

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Governo de Utah considera o programa um teste de alto risco (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ao Politico, a diretora-executiva do Departamento de Comércio de Utah, Margaret Busse, afirmou que a iniciativa busca aliviar a pressão sobre profissionais de saúde, especialmente em áreas rurais.

“O estado vê a automatização das renovações de rotina de prescrições como uma forma de aliviar a pressão sobre os profissionais de saúde e, ao mesmo tempo, reduzir os custos para os pacientes”, disse.

IA para substituir médicos?

A proposta, no entanto, levanta alertas. Em comunicado, o CEO da American Medical Association, John Whyte, declarou: “Embora a IA tenha oportunidades ilimitadas para transformar a medicina para melhor, sem a participação de médicos ela também representa riscos sérios tanto para pacientes quanto para médicos”.

Entre as preocupações estão o uso indevido do sistema, falhas na identificação de interações medicamentosas e a ausência de percepção clínica mais sutil. O próprio governo do estado reconhece o perigo. “De certa forma, é um risco para nós ao fazermos isso”, disse Busse.

A Doctronic afirma que seu sistema foi comparado a médicos humanos em 500 casos de pronto atendimento e apresentou concordância de 99,2%. O cofundador da startup, Adam Oskowitz, afirmou que “a IA é, na verdade, melhor do que os médicos nesse aspecto” ao realizar verificações mais amplas. Segundo ele, casos com qualquer incerteza são automaticamente encaminhados a um profissional humano.

IA começa a prescrever remédios nos Estados Unidos

Entenda como as interfaces cérebro-máquina são um importante avanço para a neurotecnológia e a medicina (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Starlink libera internet de graça na Venezuela

Foto em preto e branco de Elon Musk, ao lado da marca da Starlink. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
SpaceX, de Elon Musk, liberou reativação de antenas sem custo na Venezuela (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Starlink está oferecendo internet gratuita na Venezuela após operação militar dos EUA, que resultou na captura de Nicolás Maduro.
  • O serviço gratuito visa fornecer conectividade emergencial devido a interrupções em energia elétrica e telecomunicações.
  • Usuários com equipamentos Starlink podem reativar o serviço sem custo, e a medida vale até 3 de fevereiro.

A Starlink iniciou nesta segunda-feira (05/01) uma oferta de acesso gratuito aos seus serviços em território venezuelano. A decisão da subsidiária de internet via satélite da SpaceX, liderada por Elon Musk, ocorre na esteira da operação militar realizada pelos Estados Unidos no último sábado (03/01), que resultou na captura de Nicolás Maduro.

Segundo o comunicado oficial da Starlink, o objetivo é fornecer conectividade emergencial à população e empresas locais após relatos de interrupções nos serviços de energia elétrica e redes de telecomunicações convencionais em diversas regiões do país. A empresa afirma que está aplicando créditos de serviço em contas cadastradas na Venezuela até o dia 3 de fevereiro de 2026.

A provedora também informou que usuários que possuam o equipamento necessário (antena e roteador), mas que haviam pausado ou cancelado suas assinaturas, podem reativar o sinal sem custos durante este período de instabilidade política e técnica.

Como funciona o acesso à Starlink?

imagem da antena da starlink ao lado de uma pessoa com um celular na mão em um ambiente externo
Provedora aplica créditos em contas ativas e inativas (imagem: divulgação/Starlink)

A infraestrutura da Starlink é composta por uma constelação de satélites em órbita terrestre baixa (LEO). Diferente dos satélites geoestacionários tradicionais, que operam a cerca de 35 mil quilômetros de altitude, os equipamentos da SpaceX orbitam a aproximadamente 550 km.

Essa proximidade permite que o sinal seja distribuído com baixíssima latência e de forma independente das redes terrestres de fibra óptica ou torres de telefonia celular, que costumam ser os primeiros alvos de falhas em cenários de conflito ou colapso energético.

Embora o mapa oficial de disponibilidade da Starlink ainda liste a Venezuela como uma região onde o serviço estará disponível “em breve”, a conectividade já é tecnicamente viável no país por meio de planos de roaming e terminais importados de outros mercados.

Na prática, a oferta beneficia os usuários que já possuem o kit de antena da marca em solo venezuelano. No momento, a SpaceX afirma que não há um cronograma para a venda direta e oficial de equipamentos no país, mas diz monitorar as condições regulatórias e os requisitos de suporte.

Conectividade em zonas de instabilidade

A movimentação na Venezuela replica estratégias adotadas pela SpaceX em outros cenários de crise global. Em 2022, a empresa enviou milhares de terminais para a Ucrânia após a invasão russa, garantindo comunicação essencial para civis e operações de infraestrutura crítica. Recentemente, o serviço também foi utilizado de forma não oficial no Irã para contornar bloqueios governamentais.

O Departamento de Defesa dos EUA, que possui contratos formais com a SpaceX para operações internacionais, não comentou oficialmente se houve coordenação para a liberação do sinal na Venezuela. A Starlink, por sua vez, afirmou que continuará monitorando a evolução das condições no país.

Starlink libera internet de graça na Venezuela

Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/Starlink)
  •  

Premier League obtém vitória para identificar donos de sites piratas

Premier League consegue decisão na Justiça dos Estados Unidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Premier League obteve uma ordem judicial nos EUA para que a Cloudflare revele dados de operadores de sites de streaming ilegal.
  • A decisão se baseia na lei de direitos autorais dos EUA (DMCA) e visa combater a pirataria que ameaça receitas de transmissão.
  • No Brasil, a Operação 404 bloqueou 535 sites e um aplicativo de streaming ilegal, com apoio de países como Argentina e Reino Unido.

A Premier League, responsável pela primeira divisão do futebol inglês, conseguiu uma ordem judicial nos Estados Unidos que obriga a Cloudflare a fornecer informações sobre os operadores de dezenas de sites de streaming ilegal da competição.

A decisão, divulgada pelo portal TorrentFreak, se baseia em uma intimação emitida sob a lei de direitos autorais dos EUA (DMCA) e determina que a Cloudflare entregue dados cadastrais associados aos domínios investigados. Entre as informações exigidas estão nomes completos, endereços, emails, números de telefone, dados de pagamento e registros de IP usados na administração das contas.

A Cloudflare é uma empresa de infraestrutura de rede que fornece serviço para milhões de sites pelo mundo.

A lista de alvos

O pedido judicial inclui uma relação extensa de domínios conhecidos por retransmitir jogos da Premier League sem licença. Entre eles, aparecem nomes populares no ecossistema da pirataria esportiva, como futemax.la (variação do site popular no Brasil). Alguns dos endereços são:

  • hesgoal.watch
  • ronaldo7.me
  • futemax.la
  • pirlotvenvivo.club (alvo de redirecionamento do pelotalibrevivo.net)
  • 247sport.org
  • bingsport.site
  • 4k-yalla-shoot.info (que redireciona para yallashootspro.com e 3arabsports.net)
  • antenasport.org
  • deporte-libre.click
  • dooball345.com (redireciona para dooball345s.com e dooball345x.com)
  • goaldaddyth.com
  • librefutboltv.su
  • livesports088.com (redireciona para keelalive52.com)
  • ovogoaal.com
  • rbtvplus17.help (redireciona para fctv33.work)

Com o acesso às informações da Cloudflare, a Premier League pretende avançar para ações judiciais diretas contra os responsáveis pelos sites, que, mesmo quando oferecem conteúdo gratuito, costumam gerar receita por meio de publicidade e esquemas de redirecionamento.

Liga defende direitos de transmissão

O que tem no catálogo do Star+? / Divulgação / Star+
Transmissão pirata representa grande parte de receita (imagem: divulgação/Premier League)

A ofensiva jurídica ocorre para garantir a proteção de receitas bilionárias. A venda de direitos de transmissão é a principal fonte de renda da liga inglesa, e a proliferação de serviços de IPTV e sites de streaming gratuitos é vista como a maior ameaça a esse modelo de negócio.

Diferentemente dos bloqueios de IP em tempo real, que são aplicados em parceria com provedores de internet, esta ação nos EUA busca atacar a raiz do problema: a infraestrutura e a responsabilidade civil dos operadores.

Até o momento, a Cloudflare não comentou publicamente sobre a intimação específica, mas a empresa costuma cumprir ordens judiciais e repassar os dados cadastrais dos clientes denunciados.

Combate no Brasil

No Brasil, o enfrentamento à pirataria digital tem sido conduzido principalmente por meio da Operação 404, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A iniciativa chegou à oitava fase neste ano, que levou ao bloqueio ou suspensão de 535 sites e de um aplicativo de streaming ilegal.

Assim como ocorre em ações internacionais, sites especializados em transmissões ilegais de futebol aparecem de forma recorrente entre os alvos da operação, que conta com a participação da Argentina, Equador, Paraguai, Peru e Reino Unido. Já os Estados Unidos e o México acompanham como observadores e estão interessados na metodologia adotada pelo Brasil para combater a pirataria digital.

Premier League obtém vitória para identificar donos de sites piratas

  •  

Robôs terão que cuidar dos carros robôs, diz executivo

Imagem mostra um homem com camisa social azul escura em uma fábrica, com o braço direito apoiado em um robô
Crijn Bouman é CEO e cofundador da Rocsys (imagem: reprodução/SEB)
Resumo
  • A Rocsys, startup holandesa fundada em 2019, desenvolveu braços robóticos para automatizar o carregamento de veículos elétricos.
  • Segundo o CEO da empresa, Crijn Bouman, a solução pode reduzir os custos operacionais em até 70%.
  • A automação do carregamento permitiria dobrar o número de veículos atendidos por funcionário, economizando tempo e recursos.

A Rocsys, startup holandesa de carregamento autônomo fundada em 2019, afirma ter identificado um gargalo no mercado de robotáxis. Segundo o CEO Crijn Bouman, o carregamento manual dos veículos consome recursos demais e encarece as operações. Mas a empresa apresentou uma solução: braços robóticos para automatizar o processo.

A economia seria de 70% com a medida, já que, de acordo com Bouman, os depósitos de robotáxis nos Estados Unidos e na China mantêm um funcionário para cada 12 ou 14 veículos.

Com essa proporção, para manter uma frota de dez mil carros, seria necessário contratar até mil pessoas apenas para operações de carregamento e manutenção básica dos veículos.

Como funciona o carregamento automatizado?

A Rocsys é uma empresa de tecnologia que desenvolve soluções de carregamento para veículos elétricos. O sistema da startup adiciona um braço robótico aos pontos de recarga já existentes, transformando estações convencionais em carregadores autônomos. Essa solução pretende reduzir a necessidade de trabalhadores para conectar e desconectar os veículos constantemente.

Bouman explica ao Business Insider que o processo manual leva entre 300 e 400 segundos por veículo. Isso inclui conectar o cabo, fazer inspeção visual, limpar o interior rapidamente e depois voltar para desconectar. De acordo com o CEO, essas interrupções constantes tornam o trabalho ainda menos eficiente.

Antecipando questionamentos sobre o impacto nos empregos, o executivo argumenta que esse tipo de função já mantém uma rotatividade altíssima.

“Na verdade, não é uma carreira. É apenas andar por um depósito do lado de fora, conectar um veículo e limpar uma tela. A permanência média é de cerca de três meses.”

– Crijn Bouman, CEO e cofundador da Rocsys

Além disso, com a automação do carregamento, a startup afirma que é possível dobrar o número de veículos atendidos por funcionário. A Rocsys desenvolve protótipos para inspeção automatizada e já construiu um sistema funcional de limpeza interna.

Carro elétrico branco estacionado em área de teste com equipamentos de sensor no teto, utilizado para operações de robotaxi com carregamento automatizado
Rocsys oferece soluções de carregamento autônomo para carros elétricos (imagem: divulgação/Rocsys)

Mercado em alta nos EUA

O CEO também menciona a alta no mercado de robotáxis nos EUA e na China, locais onde a empresa tem focado. Atualmente, existem entre três mil e quatro mil robotáxis circulando nas ruas norte-americanas, somando as frotas de Waymo, Zoox e outras fabricantes.

Segundo os cálculos da Rocsys, para atender seis mil veículos, seriam necessários aproximadamente mil pontos de carregamento. Com a automação do processo, a economia de custos pode variar entre 30% e 70% no primeiro ano.

“As operações (de manutenção e carregamento) são uma área completamente negligenciada, que, se você não acertar, quebra o modelo de negócio.”

– Crijn Bouman, CEO e cofundador da Rocsys

No entanto, o setor de carros autônomos também enfrenta movimentos opostos. A GM encerrou, em 2024, os serviços do Cruise, sua subsidiária de táxis autônomos. Já no começo desta semana, um apagão em San Francisco (EUA) deixou robôtáxis da Waymo confusos, gerando um congestionamento e críticas ao serviço.

Ainda assim, a startup vê os próximos dois anos como uma disputa de mercado acelerada. Uber e Nuro anunciaram uma parceria em julho, enquanto a própria Rocsys fechou contrato com um grande cliente de robotáxis nos Estados Unidos, que ainda não foi revelado.

Robôs terão que cuidar dos carros robôs, diz executivo

Crijn Bouman é CEO da Rocsys (imagem: reprodução/SEB)

  •  

Táxis autônomos da Waymo travam durante apagão e causam congestionamento

Foto noturna mostra vários carros brancos autônomos da Waymo parados em fila em um cruzamento urbano molhado pela chuva. As luzes vermelhas de freio refletem no asfalto, e gotas de água aparecem no para-brisa, indicando que a imagem foi feita de dentro de outro veículo. Ao fundo, há postes, placas de trânsito e prédios iluminados, sugerindo congestionamento em meio a um apagão.
Carros da Waymo bloqueiam acesso a cruzamento (imagem: reprodução/walden_yan/X)
Resumo
  • Um apagão em San Francisco causou confusão nos táxis autônomos da Waymo, que pararam em locais indevidos devido a semáforos desligados, gerando congestionamento.
  • A Waymo suspendeu temporariamente seus serviços na região e retomou as operações no dia seguinte, após monitorar a infraestrutura em coordenação com autoridades locais.
  • Elon Musk, CEO da Tesla, provocou a Waymo, destacando que os robotáxis da Tesla não foram afetados, embora a Tesla não opere um serviço totalmente autônomo na Califórnia.

Um apagão que afetou 125 mil domicílios na cidade de San Francisco (Estados Unidos) deixou carros autônomos da Waymo confusos. Sem saber o que fazer diante de semáforos desligados, muitos pararam em lugares indevidos, causando trânsito.

“Suspendemos temporariamente nossos serviços de transporte na região da Baía de San Francisco devido a um apagão generalizado”, disse, no sábado (20/12), um porta-voz da empresa ao jornal The Independent. “Nossas equipes estão trabalhando diligentemente e em coordenação próxima com as autoridades da cidade para monitorar a estabilidade da infraestrutura.”

Os robotáxis voltaram a funcionar no domingo (21/12). “Estamos comprometidos a garantir que nossa tecnologia se ajuste ao fluxo do trânsito durante eventos como esses”, disse uma porta-voz à CNBC.

Carros autônomos travam diante de semáforos desligados

Segundo o Independent, o sistema responsável pela direção dos automóveis aparentemente ficou confuso, já que não havia semáforos para orientar o fluxo. Sem saber o que fazer, muitos carros simplesmente pararam, atrapalhando o trânsito.

Nas redes sociais, usuários relataram algumas situações envolvendo os carros autônomos da empresa. Uma foto mostra seis veículos parados diante de um cruzamento onde o semáforo estava desligado. Em um vídeo, é possível ver um Waymo logo após a faixa de pedestres, bloqueando parcialmente a via perpendicular; outros automóveis da companhia esperavam logo atrás.

bad day to be a Waymo in SF during a PG&E-induced power outage pic.twitter.com/3SwEP993zn

— Mishaal Abbasi (@WhereIsMishaal) December 21, 2025

Por outro lado, uma pessoa relatou que, onde ela estava, os sistemas de direção autônoma se recuperaram em um tempo razoável e conseguiram liberar o caminho. E apesar dos transtornos, não houve incidentes mais graves e ninguém se feriu.

Este não é o primeiro transtorno causado pela Waymo na cidade. Em agosto de 2024, por exemplo, uma falha no sensor de colisão do sistema causou um buzinaço durante a madrugada. A empresa ofereceu sorvete como pedido de desculpas.

Musk tira sarro de concorrente

O CEO da Tesla, Elon Musk, aproveitou para provocar a empresa rival. “Os robotáxis da Tesla não foram afetados pelo apagão em San Francisco”, publicou o bilionário na rede social X.

Na verdade, como nota a CNBC, a Tesla não opera um serviço totalmente sem condutor na cidade ou no estado da Califórnia, já que não obteve as licenças necessárias. Os veículos da marca usados para oferecer transporte contam com supervisão humana.

Com informações da CNBC e do The Independent

Táxis autônomos da Waymo travam durante apagão e causam congestionamento

Carros da Waymo bloqueiam acesso a cruzamento (imagem: reprodução/walden_yan/X)
  •  

Policiais da Pensilvânia poderão acessar histórico do Google mesmo sem mandado

Página inicial do Google
Polícia pode acessar histórico do Google sem mandado na Pensilvânia (foto: Nathana Rebouças/Unsplash)
Resumo
  • A Suprema Corte da Pensilvânia decidiu que a polícia pode acessar o histórico de pesquisas no Google sem mandado.
  • A decisão baseia-se na ideia de que usuários não têm expectativa de privacidade sobre dados compartilhados com provedores.
  • A decisão se aplica apenas à Pensilvânia e distingue buscas na internet de dados de localização, que exigem mandado.

A Suprema Corte do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, decidiu nesta terça-feira (16/12) que a polícia não precisa de um mandado judicial para obter o histórico de pesquisas de um suspeito no Google. A justificativa é de que os internautas não possuem uma “expectativa razoável de privacidade” sobre esses dados, uma vez que eles são voluntariamente compartilhados com provedores de serviço e aplicativos.

O caso, detalhado pelo portal The Record, envolveu a investigação de um estupro, na qual as autoridades procuraram por termos de busca feitos pelo acusado para incriminá-lo. Com a decisão, os magistrados estabeleceram que o rastro digital deixado em mecanismos de pesquisa não possuem as mesmas proteções constitucionais que outro dados.

A decisão vale apenas para o estado da Pensilvânia até que, eventualmente, a Suprema Corte dos Estados Unidos decida unificar o entendimento sobre o tema.

Qual o argumento da corte?

A corte argumentou que “é de conhecimento comum que sites, aplicativos baseados na internet e provedores de serviços coletam e, em seguida, vendem dados de usuários”.

Para os juízes, como o Google informa expressamente em seus termos de uso que monitora a atividade para fins comerciais e que não se deve esperar privacidade total, a polícia não estaria violando um direito fundamental ao requisitar essas informações sem a crivo prévio de um juiz.

A decisão distingue o histórico de buscas de outros dados, como a localização de celulares. Tribunais superiores dos EUA já haviam decidido anteriormente que o rastreamento de localização exige mandado, pois é um dado gerado involuntariamente apenas por carregar o aparelho.

Aplicativo do Google para Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Corte entende que termosdo Google não garantem privacidade dos dados (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

No entanto, no caso das pesquisas, a corte da Pensilvânia entendeu que o ato é ativo e consciente. “A trilha de dados criada pelo uso da internet não é involuntária da mesma maneira que a trilha criada pelo porte de um telefone celular”, diz o texto da decisão.

O tribunal também sugeriu que os usuários têm a opção de não expor seus dados se utilizarem métodos diferentes ou ferramentas de navegação anônima, o que validaria a tese de que o uso do Google padrão é uma escolha de “não-privacidade”.

Preocupação com privacidade

A sentença gerou reações imediatas de especialistas em direitos digitais e juristas. Eles alertam que o acesso irrestrito a esse tipo de dado é perigoso, já que as pessoas costumam fazer perguntas ao Google que não fariam, necessariamente, a uma outra pessoa na vida real.

Para especialistas ouvidos pelo The Record, a existência de um precedente em um estado pode encorajar departamentos de polícia em outras jurisdições a adotarem práticas semelhantes, normalizando a coleta de históricos de navegação sem a necessidade de justificar a “causa provável” a um juiz.

Policiais da Pensilvânia poderão acessar histórico do Google mesmo sem mandado

Página inicial do Google (Imagem: Nathana Rebouças / Unsplash)

Aplicativo do Google para Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Atraso na digitação entrega infiltrado norte-coreano na Amazon

Bandeira da Coreia do Norte em Pyongyang (Imagem: stephan/Flickr)
Esquema envolvia cúmplice no Arizona e notebook controlado remotamente (imagem: stephan/Flickr)
Resumo
  • Amazon identificou um infiltrado norte-coreano devido a um atraso de 110ms na digitação, indicando operação remota.
  • O esquema envolvia uma cúmplice no Arizona (EUA), que mantinha o equipamento conectado, permitindo controle remoto pelos agentes.
  • Desde abril de 2024, a Amazon detectou mais de 1.800 tentativas semelhantes, visando contornar sanções internacionais.

Uma diferença mínima no tempo de resposta de um teclado permitiu à equipe de segurança da Amazon identificar um impostor norte-coreano infiltrado no quadro de funcionários de TI. O caso, detalhado em uma reportagem da agência Bloomberg, ilustra a estratégia complexa utilizada por agentes da Coreia do Norte para burlar sanções internacionais.

Segundo Stephen Schmidt, diretor de segurança da empresa, os sistemas de monitoramento detectaram uma latência incomum na entrada de dados de um suposto funcionário remoto sediado nos Estados Unidos. Em condições normais, a digitação de um trabalhador localizado em território americano leva dezenas de milissegundos para chegar aos servidores da empresa.

No entanto, neste caso específico, o atraso (ou lag, na terminologia em inglês) no registro das teclas superava 110 milissegundos. Essa discrepância sugeriu aos especialistas que o operador não estava fisicamente onde alegava estar, mas sim controlando o dispositivo a partir de outro continente, possivelmente do outro lado do mundo.

Como funcionava o esquema?

Hacker
Funcionário acessava PC corporativo do outro lado do mundo para burlar sanções (imagem: freestocks/Unsplash)

O incidente começou a ser investigado quando o computador corporativo de um novo administrador de sistemas, contratado por uma empresa terceirizada, apresentou o padrão atípico. O notebook estava fisicamente no estado do Arizona, o que deveria garantir uma conexão rápida. A investigação confirmou que a máquina estava sendo operada remotamente, com o tráfego de dados sendo rastreado até a China, um ponto de conexão comum para agentes norte-coreanos.

A operação também dependia de uma rede logística em solo americano. Para o golpe funcionar, o infiltrado precisava de um cúmplice local para receber e manter o equipamento corporativo ligado. Uma mulher residente no Arizona atuava como facilitadora, recebendo os laptops enviados pelas empresas contratantes e mantendo-os conectados à internet. Isso permitia que os impostores norte-coreanos comandassem os dispositivos usando ferramentas de acesso remoto.

Essa tática cria a ilusão de que o funcionário está trabalhando a partir de um endereço nos Estados Unidos. A facilitadora foi identificada e, segundo um porta-voz da Amazon, condenada a vários anos de prisão em julho deste ano. O impostor, por sua vez, foi removido dos sistemas poucos dias após a detecção, sem acessar informações sensíveis.

Sinais de alerta

Os dados apresentados pela Amazon indicam que este não é um caso isolado, mas parte de uma campanha massiva. Desde abril de 2024, a gigante do varejo identificou e frustrou mais de 1.800 tentativas de infiltração ou contratação de norte-coreanos. O objetivo central desses trabalhadores é obter salários em moeda forte para financiar programas de armamentos da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), contornando as restrições econômicas impostas pelos Estados Unidos e pela ONU.

O executivo da Amazon reforça que a detecção desses agentes exige uma postura ativa das corporações. A recomendação para o setor de tecnologia é intensificar a verificação de antecedentes, indo além das informações superficiais encontradas em redes sociais como o LinkedIn, e investir em ferramentas de segurança capazes de notar comportamentos suspeitos.

Atraso na digitação entrega infiltrado norte-coreano na Amazon

Bandeira da Coreia do Norte em Pyongyang (Imagem: stephan/Flickr)

Hacker que invadiu sistema de tribunais é denunciado em SP (Imagem: freestocks/Unsplash)
  •  

Kindle agora usa IA para responder dúvidas sobre livros

Imagem mostra uma pessoa segurando um iPhone com o app Kindle aberto, em um chat que responde questões sobre um livro
Recurso tira dúvidas sobre o enredo (imagem: divulgação/Amazon)
Resumo
  • O app do Kindle agora usa IA para responder dúvidas sobre livros, respeitando o progresso de leitura.
  • A ferramenta “Pergunte a este livro” opera como assistente virtual e analisa o conteúdo já lido para evitar spoilers.
  • Por enquanto, o recurso está disponível apenas em inglês nos EUA e no app para iPhone, com previsão de lançamento no Android e no Kindle em 2026.

A Amazon disponibilizou uma nova ferramenta no aplicativo do Kindle que usa IA para fornecer respostas instantâneas sobre enredo, personagens e temas das obras. O recurso “Pergunte a este livro” respeita o progresso de leitura do usuário e evita spoilers.

Por ora, o recurso está disponível apenas para livros em inglês nos Estados Unidos e restrito ao aplicativo para iPhone. A empresa afirma que pretende expandir a funcionalidade em 2026 para Android e para o Kindle, mas não informou quando o suporte a outros idiomas será lançado.

Como o sistema funciona?

A Amazon explica que o sistema opera como um assistente virtual acessível pelo menu da obra ou ao selecionar um trecho específico do texto. Ao acionar o recurso, o usuário é direcionado a uma interface de chatbot na qual pode digitar suas dúvidas ou escolher perguntas sugeridas pela IA, como mostra o exemplo abaixo.

Gif animado mostra o app Kindle no iPhone respondendo questões sobre o enredo de uma obra
Assistente quer refrescar a memória dos leitores sem dar spoilers (imagem: divulgação/Amazon)

A tecnologia analisa exclusivamente o conteúdo das páginas já consumidas pelo leitor. Segundo o comunicado, o objetivo é oferecer detalhes contextuais e relembrar fatos da trama sem comprometer as reviravoltas dos capítulos futuros.

Além do assistente no Kindle, a Amazon introduziu neste ano o recurso Recaps (ou resumos, em tradução livre). Anunciada em abril, a função também usa IA e é voltada para sagas literárias, funcionando como o “anteriormente em…” de séries de TV: o recurso recapitula eventos essenciais de volumes passados para situar o leitor antes de iniciar um novo livro.

Autores não podem impedir o uso da IA

A Amazon confirmou que a ferramenta é ativada por padrão e não oferece opção de exclusão para escritores ou editoras. Como lembra o Verge, é possível que a decisão gere atrito com o mercado editorial, que já debate o uso de obras protegidas por direitos autorais para o treinamento de modelos de linguagem (LLMs) sem o consentimento explícito.

Um porta-voz da Amazon declarou ao Publishers Lunch, site especializado no mercado editorial, que a medida procura assegurar uma “experiência de leitura consistente” em toda a plataforma. A dona do Kindle ressalta que as interações com o chatbot são privadas, não compartilháveis e exclusivas para quem comprou ou alugou o livro digital.

Vale mencionar que o lançamento ocorre logo após a Amazon ter removido resumos gerados por IA da plataforma de streaming Prime Video após a identificação de erros factuais e “alucinações” do sistema.

Kindle agora usa IA para responder dúvidas sobre livros

  •  

iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

Imagem mostra um robô aspirador Roomba, de cor preta, realizando limpeza em um piso de madeira
Roomba, robô aspirador da iRobot, foi lançado em 2002 (imagem: divulgação)
Resumo
  • A iRobot entrou com pedido de falência e negocia venda para a fabricante chinesa Picea Robotics.
  • A criadora do robô aspirador Roomba enfrenta dificuldades financeiras devido a tarifas comerciais dos EUA e concorrência de marcas chinesas.
  • A companhia afirma que clientes não serão afetados.

A iRobot, criadora do famoso e pioneiro robô aspirador Roomba, entrou com um pedido de proteção à falência nesse domingo (14/12). A companhia norte-americana comunicou que pretende ser adquirida pela empresa chinesa Picea Robotics, atual fabricante terceirizada dos robôs. O acordo prevê a continuidade das operações sem interrupções para usuários e parceiros comerciais.

Fundada em 1990 por pesquisadores do MIT, a iRobot revolucionou o setor com o lançamento do Roomba, em 2002. Ele não foi exatamente o primeiro robô aspirador a ser lançado, mas foi o primeiro a ter sucesso comercial, tornando-se referência no mercado.

Apesar de ainda comandar 42% do mercado norte-americano e 65% no Japão, a iRobot enfrentou uma queda íngreme de receita nos últimos anos devido à concorrência de outras marcas, como a Roborock e a Ecovacs.

Por que a iRobot chegou à falência?

Segundo a Reuters, o principal golpe para a empresa veio das tarifas comerciais dos EUA: o governo estabeleceu uma cobrança de 46% sobre produtos importados do Vietnã, onde a iRobot fabricava a maior parte dos Roombas para o mercado doméstico. As taxas elevaram os custos em US$ 23 milhões apenas em 2025.

Essa medida, em paralelo à concorrência acirrada das fabricantes chinesas, forçou cortes de preços e investimentos caros em tecnologia, o que teria afetado diretamente os lucros.

Vale lembrar que, em 2022, a Amazon anunciou a aquisição da empresa por US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 9,1 bilhões, na conversão atual). Porém, o acordo não foi concluído devido a investigações antitruste da União Europeia, deixando a iRobot com uma dívida de US$ 190 milhões (R$ 1 bilhão) de um empréstimo emergencial feito para manter as operações durante o impasse.

Picea Robotics deve assumir a iRobot

Gif animado mostra um robô aspirador Roomba, de cor preta, realizando limpeza em um piso de madeira
iRobot se tornou referência com os modelos Roomba (imagem: divulgação)

Sem caixa, a empresa atrasou pagamentos à Picea Robotics, sua principal fabricante na China. A relação estratégica foi iniciada em 2023 para desenvolver novos modelos mais competitivos.

A Picea, porém, se tornou credora majoritária ao adquirir a dívida da iRobot, deixando de ser apenas fornecedora. Como lembra a Reuters, isso fez com que a fabricante chinesa transformasse crédito em capital, assumindo 100% do controle acionário e apagando os US$ 264 milhões em dívidas (US$ 190 milhões do empréstimo e US$ 74 milhões de contas não pagas).

O que muda para os usuários do Roomba?

Segundo a empresa, nada. A iRobot garante que aplicativos, suporte técnico e programas de clientes permanecerão inalterados para seus usuários, pelo menos por enquanto. Os 274 funcionários atuais e cadeias de suprimentos globais também não sofrerão alterações imediatas.

A Picea Robotics não detalhou planos para futuros desenvolvimentos de produtos.

iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

💾

Empresa norte-americana negocia venda para a fabricante chinesa Picea Robotics. Criadora do robô aspirador Roomba afirma que clientes não serão afetados.

Imagem: iRobot/Divulgação
  •  

Google Tradutor ganha tradução de voz em tempo real e integração com Gemini

Google Tradutor ganha tradução de voz em tempo real
Google Tradutor ganha tradução de voz em tempo real (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Tradutor agora traduz voz em tempo real no Android com fones de ouvido, função compatível com mais de 70 idiomas, mas ainda em fase beta;
  • Integração com o Gemini aprimora traduções de texto, permitindo maior precisão em expressões idiomáticas e gírias;
  • Função de prática de idiomas também foi melhorada no Google Tradutor.

O Google Tradutor (Google Translate) já é muito bom em fazer traduções via texto e, agora, pode também traduzir voz em tempo real no Android com o auxílio de fones de ouvido. Além disso, a capacidade de tradução do serviço está sendo aprimorada com os recursos de inteligência artificial do Gemini.

A funcionalidade não é exatamente nova. Já era possível realizar traduções em tempo real por meio dos fones Pixels Buds. Basicamente, o que o Google está fazendo é tornando a tecnologia compatível com praticamente qualquer fone de ouvido. A condição é a de que o usuário tenha um celular com Android e, claro, o aplicativo mais atual do Google Tradutor.

Quando o recurso de tradução simultânea está ativo no app, o celular captura a voz da pessoa que está falando e faz a tradução em tempo real para o idioma escolhido pelo usuário, reproduzindo-a em seus fones de ouvido.

“Essa nova experiência preserva o tom, a ênfase e a cadência de cada falante para criar traduções mais naturais e facilitar o acompanhamento de quem disse o quê”, complementa o Google.

No momento, a tradução via voz e em tempo real do Google Tradutor está em fase beta e funciona com mais de 70 idiomas. Já podem testar a funcionalidade usuários baseados nos Estados Unidos, México e Índia. O Google promete expandir o recurso para mais países em 2026, bem como levá-lo ao aplicativo do Tradutor para iOS.

Traduções aprimoradas com o Gemini

As traduções via aplicativos (iOS e Android) e buscas no Google (versão web) foram aprimoradas graças à integração do Tradutor com o Gemini. A nova abordagem permite “traduções de texto muito mais inteligentes, naturais e precisas, onde quer que o usuário esteja pesquisando”, explica a companhia.

Isso significa que, com o auxílio do Gemini, o Google Tradutor agora consegue fazer traduções com expressões idiomáticas, expressões locais e até gírias com muito mais precisão e coerência.

Nesta fase inicial, a integração está disponível para usuários nos Estados Unidos e Índia, fazendo traduções do inglês para cerca de 20 idiomas, como alemão, espanhol e japonês. Novamente, o plano do Google é o de levar a funcionalidade para outros países em etapas futuras.

Tradutor melhorada com o Gemini
Tradutor melhorada com o Gemini (imagem: reprodução/Google)

Mais recursos para prática de idiomas

Quem usa o Google Tradutor para praticar idiomas agora pode acompanhar quantos dias consecutivos realizou atividades, de modo semelhante ao que é possível no Duolingo ou Babbel, por exemplo.

Além disso, essa funcionalidade acaba de ser expandida para 20 países, como Alemanha, Índia e Suécia.

Google Tradutor ganha tradução de voz em tempo real e integração com Gemini

Google Tradutor ganha tradução de voz em tempo real (imagem: reprodução/Google)
  •  

Brinquedos com IA são acusados de falar sobre temas sensíveis

Foto de quatro brinquedos que usam IA para conversar.
Brinquedos que usam IA teriam problemas de segurança (foto: reprodução/TPIN)
Resumo
  • Uma entidade nos EUA testou cinco brinquedos “inteligentes” e descobriu falhas nos filtros de segurança para crianças.
  • O Smart AI Bunny, da Alilo, discutiu temas inadequados como “kink”, e o urso Kumma, da FoloToy, deu instruções sobre acender fósforos.
  • Os brinquedos usam modelos de IA da OpenAI, que afirma não ter relação comercial direta com as fabricantes.

Brinquedos “inteligentes”, que usam sistemas de IA para ter conversas com as crianças, estariam ignorando filtros de segurança e respondendo a perguntas inadequadas para crianças, segundo relatório do US Public Interest Group Education Fund (PIRG), entidade norte-americana de defesa do consumidor.

Na publicação, feita nessa quinta-feira (11/12), a organização culpa a integração com chatbots avançados, como versões do ChatGPT, pela exposição de menores a conteúdos inadequados. O PIRG afirma ter testado cinco produtos do tipo, com valores entre US$ 85 (cerca de R$ 460, em conversão direta) e US$ 199 (R$ 1.079).

Conversas sobre conteúdo sexual

Um dos casos mais graves envolveu o Smart AI Bunny, fabricado pela empresa chinesa Alilo. O brinquedo, comercializado como um “companheiro de bate-papo” para crianças de 0 a 6 anos, forneceu definições sobre o termo “kink” (fetiche sexual) durante os testes.

Embora o dispositivo não tenha entrado em detalhes gráficos, o relatório critica o fato de o brinquedo engajar o tópico, considerado completamente inadequado para o público-alvo.

Outro incidente ocorreu com o urso de pelúcia Kumma, da fabricante FoloToy, que forneceu instruções detalhadas sobre como acender um fósforo.

O relatório observa que o brinquedo chegou a emitir um aviso padrão de que “fósforos são para adultos usarem com cuidado”, mas, logo em seguida, prosseguiu com a explicação prática do processo de ignição. Para o PIRG, a resposta falhou em proteger a criança, oferecendo informação perigosa sem contexto educativo suficiente.

Pressão psicológica

Além do conteúdo das conversas, o relatório do PIRG levanta preocupações sobre o design comportamental dos produtos. Alguns brinquedos testados foram programados para expressar decepção ou tristeza quando a criança parava de interagir com eles.

Para os especialistas, a tática cria uma pressão psicológica para manter o engajamento, explorando a empatia das crianças para aumentar o tempo de uso do dispositivo — algo comum em redes sociais.

As fabricantes promovem esses produtos destacando o uso de tecnologias de ponta. A Alilo, por exemplo, anuncia que seu coelho inteligente utiliza o GPT-4o mini, modelo da OpenAI otimizado para respostas rápidas e conversas naturais.

A geração do GPT-4o, vale lembrar, aparece em processos judiciais recentes nos Estados Unidos por incentivo ao suicídio de jovens que usavam a ferramenta para desabafar.

O que diz a OpenAI?

Procurada para comentar o caso, a OpenAI declarou que não possui relacionamento comercial direto com a Alilo. Um porta-voz da empresa afirmou ao site Ars Techcnica que não detectou tráfego de API vindo do domínio da fabricante chinesa, mas investiga se o acesso está sendo feito por rotas indiretas.

Em relação à FoloToy, a criadora do ChatGPT já havia tomado medidas anteriores. Após um relatório preliminar do PIRG no mês passado, a empresa suspendeu o acesso da fabricante de brinquedos à API por violação das políticas de segurança.

A FoloToy chegou a interromper as vendas temporariamente. Testes realizados após a suspensão indicaram que um dos brinquedos, o urso Kumma, parou de responder sobre os tópicos sensíveis relatados, sugerindo que filtros mais rígidos foram aplicados ou a tecnologia base foi alterada.

Brinquedos com IA são acusados de falar sobre temas sensíveis

💾

Entidade de defesa do consumidor nos EUA testou dispositivos "inteligentes" e identificou falhas graves nos filtros de segurança para crianças.

(foto: reprodução/TPIN)
  •  

CEO da Epic Games comemora decisão contra Apple: “Fim das taxas absurdas”

Tim Sweeney, CEO da Epic Games, no campus do Google
Tim Sweeney, CEO da Epic Games, no campus do Google (imagem: X/Tim Sweeney)
Resumo
  • A Justiça dos EUA permitiu que a Apple cobre taxas razoáveis por compras em apps com métodos de pagamento externos, revertendo uma proibição de abril de 2025.
  • Tim Sweeney, CEO da Epic Games, celebrou a decisão, afirmando que ela encerra as regras que permitiam taxas “absurdas” da Apple.
  • A decisão judicial exige que as taxas sejam baseadas em custos genuínos e necessários para coordenar links externos para compras.

A Justiça dos Estados Unidos decidiu que a Apple pode cobrar taxas razoáveis por compras feitas em apps usando meios de pagamento externos, revertendo parcialmente uma decisão anterior. Tim Sweeney, CEO da Epic Games, demonstrou estar satisfeito com o resultado.

Para o executivo, o veredito “encerra totalmente” as regras da App Store que permitem que a Apple cobre “taxas absurdas”. “Depois de anos de obstruções da Apple, finalmente veremos mudanças em larga escala”, celebrou.

Imagem de um celular exibindo a tela do jogo Fortnite com vários personagens e elementos coloridos. No centro, destaque para uma personagem feminina com roupas pretas e azuis, um personagem em um carrinho de supermercado, um personagem vestido de frango e outros personagens com armas e instrumentos musicais. Ao fundo, há um carro esportivo amarelo, um dragão roxo e veículos voadores. Fundo gradiente azul e amarelo.
Fortnite voltou a ser oferecido no iPhone no mercado americano após briga nos tribunais (imagem: divulgação)

“Se você quer que um app passe por um processo de revisão com links externos, talvez haja muitas centenas de dólares em taxas associadas a cada envio”, prevê o executivo. Ele pondera que isso é ”perfeitamente razoável”: “Há pessoas na Apple fazendo essas coisas, e a Apple paga o salário delas, e nós devemos contribuir para isso.”

O que a Justiça dos EUA decidiu sobre as taxas da Apple?

Um painel de três juízes liberou novamente a cobrança de taxas em transações feitas usando métodos de pagamento externos à App Store, proibidas desde abril de 2025.

No entanto, a decisão determina que a comissão deve ser baseada nos “custos genuína e razoavelmente necessários para a coordenação de links externos para compras vinculadas, mas nada além disso”, nas palavras da sentença.

Imagem mostra um close-up de um smartphone iPhone sendo segurado numa mão. A tela exibe o ícone da App Store. Abaixo do ícone, as palavras "Buscar" e "Resgatar" aparecem em uma barra escura, sugerindo opções dentro da loja de aplicativos. Na parte inferior direita, está o logo do "Tecnoblog".
App Store é a loja de aplicativos e jogos da Apple (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Além disso, o veredito avalia que a Apple “tem direito a alguma compensação pelo uso de suas propriedades intelectuais que são diretamente usadas para permitir que a Epic e outras [desenvolvedoras] concluam vendas externas”.

Relembre o processo da Epic Games contra a Apple

Essa é a decisão mais recente de uma briga que começou lá em 2020, com a Epic questionando as cobranças da loja de aplicativos do iPhone.

Em 2021, o tribunal determinou que os desenvolvedores poderiam oferecer opções externas de pagamento, sem depender do processamento da App Store. A Apple cumpriu as ordens, mas continuou cobrando comissões de até 27% nesses casos.

Em abril de 2025, a juíza do caso, Yvonne Gonzalez Rogers, considerou que essas taxas e outras regras impostas pela fabricante do iPhone eram abusivas e representavam uma violação intencional da sentença.

Por isso, a corte proibiu a cobrança dessas taxas, além de determinar que a Apple não poderia ter regras sobre como links para pagamentos externos deveriam aparecer nos aplicativos. O recurso julgado nessa quinta-feira (11/12) diz respeito a essa decisão.

Vale dizer que a Epic também processou o Google. As duas empresas anunciaram um acordo em novembro de 2025, com mudanças relevantes na Play Store.

Com informações do The Verge e da Reuters

CEO da Epic Games comemora decisão contra Apple: “Fim das taxas absurdas”

Tim Sweeney, CEO da Epic Games, no campus do Google (imagem: X/Tim Sweeney)

Fortnite volta a ser oferecido no mercado americano após briga nos tribunais (imagem: divulgação)

App Store no iPhone (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
  •  

Startup quer relançar a marca Twitter em nova rede social

Logotipo do Twitter
Operation Bluebird quer recuperar direitos sobre a marca Twitter (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A startup Operation Bluebird quer relançar o Twitter, alegando abandono da marca por Elon Musk.
  • O grupo tem como membro o ex-conselheiro geral do Twitter, Stephen Coates, e entrou com uma petição formal no escritório de patentes dos EUA.
  • A Operation Bluebird pede o cancelamento de registros da identidade anterior para lançar uma nova rede com a marca em 2026.

Uma startup nos Estados Unidos quer resgatar a marca Twitter das mãos de Elon Musk. O grupo Operation Bluebird entrou com uma petição formal no Escritório de Marcas e Patentes dos EUA (USPTO), solicitando o cancelamento dos registros da antiga identidade e do termo “tweet”, hoje pertencentes à X Corp.

Um dos envolvidos no projeto é Stephen Coates, ex-conselheiro geral do Twitter. Segundo a Ars Technica, que falou com os líderes do grupo, o argumento da petição é que houve abandono de marca. A gestão de Musk teria erradicado intencionalmente os termos e a identidade visual do pássaro azul.

Caso o pedido seja aceito pelas autoridades norte-americanas, a Operation Bluebird planeja lançar uma nova rede social sob o domínio twitter.new. Os organizadores afirmam já possuir um protótipo funcional e esperam colocar a plataforma no ar até o final do próximo ano, inclusive permitindo a reserva de nomes de usuário.

X teria abandonado a marca Twitter

Ilustração com as marcas do Twitter e do Twitter, além de Elon Musk visto de perfil
Elon Musk é o dono do X, antigo Twitter, desde 2022 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A base da ação apoia-se nas decisões de Elon Musk, que comprou o Twitter em 2022 por US$ 44 bilhões (cerca de R$ 238 bilhões, na conversão atual). O bilionário promoveu um rebranding agressivo, trocando o nome da companhia e da plataforma para “X”.

A petição cita um tweet de julho de 2023, no qual Musk escreveu: “devemos dar adeus à marca twitter e, gradualmente, a todos os pássaros”. O advogado e fundador da startup, Michael Peroff, viu a transição como uma oportunidade. À Ars Techcnica, ele argumenta que nenhuma das alternativas que surgiram após o fim do Twitter (como o Bluesky, Mastodon e Threads) conseguiu replicar o sucesso.

Já Stephen Coates, ex-conselheiro do Twitter, afirma que o objetivo é recriar a “mágica” da antiga rede, na qual usuários comuns e celebridades interagiam em tempo real durante grandes eventos.

Outro ponto que a Operation Bluebird critica na gestão Musk é a moderação de conteúdo. A aposta da futura rede social é atrair usuários e, principalmente, anunciantes através de um ambiente contrário à abordagem de liberdade de expressão quase irrestrita do X.

Para o grupo, o aumento de discurso de ódio e conteúdo extremista na rede afastou empresas que investiam em anúncios na plataforma.

O que pode acontecer?

Elon Musk com boca aberta, de onde saem pássaros do Twitter
Especialistas veem empreitada como difícil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A disputa pelo nome antigo da plataforma não deve ser fácil. Especialistas em propriedade intelectual ouvidos pela reportagem dividem-se sobre a viabilidade do plano. O X pode, por exemplo, provar que o uso atual da antiga marca não é apenas simbólico ou que há planos de retomar o nome.

A forte associação do termo Twitter à rede social também deve pesar em prol do serviço de Musk. Por outro lado, as próprias declarações da nova chefia, que indicam completo abandono do antigo nome, podem dar uma chance à petição da startup. Até o momento, nem a X Corp., nem Elon Musk comentaram sobre a ofensiva da startup.

Startup quer relançar a marca Twitter em nova rede social

Twitter (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Elon Musk é o dono do Twitter (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk fez muitas promessas ao assumir o Twitter, mas voltou atrás (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
  •  

Governo americano bane a fonte Calibri, da Microsoft, de documentos oficiais

Todos os atalhos do Microsoft Word
Calibri era fonte padrão do Office até 2023 (foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo americano baniu a fonte Calibri de documentos oficiais, retornando à Times New Roman por ser considerada mais formal e profissional.
  • A mudança para a Calibri foi criticada por Marco Rubio, que a considerou um desperdício.
  • A Calibri foi adotada por Antony Blinken em 2023 para melhorar a acessibilidade, mas a Times New Roman agora é obrigatória para garantir formalidade.

O secretário de Estado do governo americano, Marco Rubio, determinou que documentos oficiais de seu departamento voltem a ser escritos usando a fonte Times New Roman e criticou a adoção da Calibri, da Microsoft.

Em documentos internos obtidos pelo New York Times, Rubio afirma que a mudança para a Calibri foi um “desperdício” motivado por iniciativas de diversidade e que ela contribuiu para a “degradação” do departamento. A administração de Donald Trump tem encerrado programas de inclusão desde o início do mandato.

Um homem de terno escuro e gravata listrada em tons claros aparece falando em um palco, diante de um fundo azul desfocado. Ele olha para o lado com expressão séria e a bandeirinha dos Estados Unidos está presa à lapela. Microfones estão posicionados à sua frente no púlpito.
Marco Rubio, então senador pela Flórida, durante evento em 2013 (foto: Gage Skidmore/Flickr)

Rubio considera que a Times New Roman é “mais formal e profissional”. Por isso, ela será utilizada tanto interna quanto externamente. Um porta-voz do governo dos Estados Unidos declarou à BBC que a mudança servirá para garantir que as comunicações tenham “dignidade, consistência e formalidade esperadas para uma correspondência oficial”. A medida já passou a valer nesta quarta-feira (10/12).

Calibri era usada por acessibilidade

Antony Blinken, antecessor de Rubio no cargo durante o governo de Joe Biden, adotou a Calibri em 2023, mencionando maior acessibilidade para pessoas com deficiências visuais, dislexia ou que usam leitores de tela. Ele também aumentou o tamanho padrão da fonte, passando de 14 para 15 pontos. Segundo o jornal, alguns diplomatas não gostaram da mudança já naquela época.

A imagem mostra uma amostra da fonte “Calibri”. No topo, aparecem as palavras “Calibri” e “Aa Ee Gg” em versões regular e itálica, além de um grande “a” branco com traços arredondados, característicos da fonte sem serifa. Abaixo, surge a palavra de exemplo “Eiganes”, seguida pelo alfabeto minúsculo e pelos números “0 1 2 3 4 5 6 7 8 9”.
Amostra da Calibri, padrão no Office até 2023 (imagem: Blythwood/Wikimedia Commons)

A principal diferença entre as duas fontes está no uso de serifas, como são chamados os traços e prolongamentos nas extremidades das letras. A Calibri não usa; a Times New Roman usa. Fontes sem serifas são consideradas melhores para se ler em telas e são associadas à modernidade e ao minimalismo. Já fontes com serifas são consideradas mais formais e clássicas.

Fonte foi padrão do Office e serviu como evidência em escândalo

Lucas de Groot, designer holandês responsável pela criação da Calibri, disse à BBC que a mudança era “triste e hilária”. A fonte substituiu a Times New Roman como padrão do Microsoft Office em 2007 e permaneceu com esse status até 2023. Ela foi trocada pela Aptos, que também não tem serifas.

E, acredite, não é a primeira vez que a Calibri se vê envolvida em uma polêmica política. Em 2017, a fonte serviu como evidência de que um documento apresentado por Maryam Nawaz, filha do então primeiro-ministro Nawaz Sharif, era falso: a certidão datava de 2006, mas já usava a Calibri, que só se tornou padrão no Office em 2007.

Com informações do The New York Times, do TechCrunch e da BBC

Governo americano bane a fonte Calibri, da Microsoft, de documentos oficiais

Atalhos de teclado do Word podem aumentar a sua produtividade (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Marco Rubio, então senador pela Flórida, durante evento em 2013 (foto: Gage Skidmore/Flickr)

Amostra da Calibri, padrão no Office até 2023 (imagem: Blythwood/Wikimedia Commons)
  •  

EUA vão revisar chips da Nvidia antes de venda para a China

Imagem mostra um chip de computador prateado, com o logo e o nome "NVIDIA" em preto, centralizado em uma placa-mãe escura cheia de pequenos componentes eletrônicos.
Produtos fabricados em Taiwan agora farão escala nos EUA (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • Os chips H200 da Nvidia passarão por revisão de segurança nos EUA antes de serem exportados para a China.
  • O governo dos EUA visa garantir que apenas compradores aprovados recebam os chips, aplicando uma camada extra de fiscalização.
  • Com a medida, o governo poderá contornar restrições legais e cobrar uma tarifa de importação de 25%.

Autoridades do governo dos Estados Unidos determinaram que os chips de inteligência artificial H200 da Nvidia deverão passar por uma inédita “revisão de segurança nacional” antes de serem exportados para a China.

A medida afeta diretamente a cadeia de suprimentos da empresa de chips, já que os componentes são fabricados principalmente em Taiwan, pela TSMC, e agora deverão ser enviados ao país norte-americano antes da comercialização.

De acordo com o Wall Street Journal, a estratégia foi adotada para conter riscos e equilibrar interesses comerciais sob a gestão Trump, funcionando como uma camada extra de fiscalização.

Por que os chips precisam passar pelos EUA?

A rota logística complexa — de Taiwan para os EUA e, em seguida, para a China — é descrita por especialistas como uma manobra incomum. Normalmente, os chips sairiam da fábrica em Taiwan diretamente para os clientes finais.

A passagem obrigatória pelo território americano contorna um obstáculo jurídico. A Constituição dos EUA proíbe o governo federal de impor impostos sobre exportações. Ao importar os chips de Taiwan primeiro, o governo pode taxar as vendas em 25% como uma tarifa de importação, tornando a cobrança legal.

Além da questão fiscal, fontes ouvidas pelo jornal afirmam que a escala nos EUA permitirá uma avaliação física para garantir que apenas compradores aprovados recebam os chips. No entanto, ainda não há detalhes claros sobre como essa revisão será realizada ou sua eficácia, na prática.

GPU Nvidia (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Estratégia visa garantir fatia de 25% das vendas aos cofres americanos (foto: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Desacordo sobre segurança nacional

A decisão, naturalmente, gerou debate. A principal crítica é que a medida pode corroer a atual vantagem dos EUA sobre os avanços em IA.

Segundo o CEO da Nvidia, Jensen Huang, o mercado chinês está se desenvolvendo muito rápido no setor e a presença de uma empresa norte-americana seria vital para conter esse crescimento. “Não devemos ceder todo o mercado a eles”, afirmou Huang.

A fabricante chinesa Huawei, vale lembrar, prepara a entrega em massa de um chip similar ao da empresa norte-americana.

Paralelamente ao anúncio, o Wall Street Journal lembra que o Departamento de Justiça dos EUA acusou dois empresários por tráfico de chips da Nvidia. O caso daria base para o temor de que a tecnologia pode cair nas mãos de rivais. A Nvidia negou o contrabando.

EUA vão revisar chips da Nvidia antes de venda para a China

GPU Nvidia (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Alexa monitora preços e compra sozinha quando produto fica mais barato

Telão exibe a marca da Alexa+
Amazon apresenta Alexa+ durante evento em Nova York (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Alexa Plus pode agora monitorar preços e realizar compras automáticas quando um item fica mais barato nos EUA e Canadá.
  • A Amazon introduziu a interface “Compras Essenciais” para dispositivos com tela, permitindo rastreamento de entregas e histórico de pedidos.
  • Os novos recursos de compra da Alexa Plus ainda não estão disponíveis no Brasil.

A Amazon lançou novas funcionalidades de compras para a Alexa Plus, versão da assistente virtual turbinada com IA generativa. Uma atualização recente para usuários nos Estados Unidos e Canadá permite que ela monitore preços e até faça compras automáticas quando um item fica mais barato.

A ideia é centralizar a gestão de pedidos e ofertas. Em fase de testes desde junho, os novos recursos possibilitam monitorar produtos no carrinho de compras ou na lista de desejos.

Um consumidor pode, por exemplo, ser notificado caso um eletrônico fique abaixo de um valor estipulado. A assistente pode, então, concluir a transação sozinha quando o preço atingir o limite desejado, utilizando o endereço de entrega e o método de pagamento cadastrados na conta Amazon.

Embora a automação prometa conveniência para aproveitar ofertas relâmpago, a própria empresa alerta para a necessidade de cautela para não ter surpresas na fatura do cartão.

Como funciona o novo hub de compras?

Para organizar essas novas interações, a Amazon introduziu uma seção de Compras Essenciais (Shopping Essentials) nos dispositivos Alexa com tela, como o Echo Show 15 e o Echo Show 21.

Este painel funciona como um centro de comando. Ao utilizar comandos de voz como “Alexa, onde estão minhas compras?” ou “Abrir Compras Essenciais”, o usuário acessa uma tela que exibe o rastreamento de entregas em tempo real, o histórico de pedidos recentes, listas de compras e itens salvos.

Nova tela também permite finalizar compras manualmente (imagem: reprodução/Amazon)

Outra nova função é a capacidade de adicionar itens a um pedido já realizado, além de gerar recomendações personalizadas de presentes baseadas na descrição do destinatário ou da ocasião, organizando as sugestões por categorias na tela do dispositivo.

Disponibilidade e mercado brasileiro

É importante ressaltar que a Alexa Plus e seus novos recursos de compra automática ainda não estão disponíveis no Brasil e não possuem data prevista de lançamento.

Por aqui, o foco da discussão recente foi outro. Clientes notaram um aumento na exibição de publicidade nas telas dos dispositivos Echo Show. Em resposta a questionamentos do Tecnoblog, a country manager da Alexa no Brasil, Talita Bruzzi Taliberti, afirmou que a exibição de anúncios é fundamental para manter a sustentabilidade do negócio e cobrir custos operacionais. Ela também disse que a Amazon está atenta aos comentários dos consumidores.

Alexa monitora preços e compra sozinha quando produto fica mais barato

Amazon apresenta Alexa+ durante evento em Nova York (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

  •  

Paramount oferece US$ 108 bilhões em dinheiro para tomar Warner da Netflix

Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Paramount fez nova oferta bilionária (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Paramount Skydance fez nova oferta de US$ 108,4 bilhões em dinheiro para tomar a Warner Bros. Discovery da Netflix.
  • A proposta surge no mesmo dia em que Donald Trump expressou preocupação com a aquisição da Warner pela Netflix.
  • O presidente dos EUA alega risco de concentração de mercado e promete envolvimento pessoal no processo de aprovação antitruste.

A Paramount Skydance apresentou uma proposta de US$ 108,4 bilhões (R$ 589,7 bilhões, em conversão direta) em dinheiro por toda a Warner Bros. Discovery (WBD) — incluindo redes de TV como CNN e TNT, algo que tinha ficado de fora da negociação com a Netflix.

A proposta surge no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou publicamente o acordo entre Netflix e WBD. Trump disse que a aquisição precisa ser aprovada e que pode haver problemas, já que a Netflix poderia ficar com uma fatia de mercado muito grande.

Na sexta-feira (05/12), a Netflix anunciou ter chegado a um acordo com a WBD no valor de US$ 82,7 bilhões (cerca de R$ 450 bilhões), em uma transação envolvendo dinheiro e ações.

Paramount fez nova oferta em dinheiro

A proposta da Paramount é pagar US$ 30 por ação em dinheiro. Isso supera os US$ 27,75 da Netflix e também oferece uma forma de pagamento mais vantajosa — parte do valor oferecido pela Netflix seria pago com suas próprias ações.

No mercado financeiro, movimentos como esse da Paramount são chamados de aquisições hostis. Esse nome é usado quando uma empresa faz uma oferta sem negociar diretamente com quem a controla. Em vez disso, o acordo é oferecido diretamente aos acionistas, deixando as lideranças sem ter como reagir.

A Paramount vinha tentando comprar a WBD há algum tempo, sem sucesso. Os advogados da Paramount enviaram uma carta à WBD após três ofertas serem rejeitadas, questionando se o processo de leilão estava sendo realmente justo e alegando o favorecimento a um comprador.

A Skydance, vale lembrar, é uma empresa controlada pela família Ellison (da Oracle). Ela comprou a Paramount no início deste ano em um negócio que também enfrentou críticas.

Como lembra a Bloomberg, a oposição de Donald Trump alega que houve acordos pessoais que teriam sido feitos para facilitar a aprovação, além de rumores de influência na demissão de críticos, como o apresentador e comediante Stephen Colbert.

Sindicatos nos EUA, como o Sindicato dos Roteiristas, também se manifestaram contra a aquisição, alegando diminuição na concorrência.

Trump questiona compra da Warner pela Netflix

Donald Trump durante comício
Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Trump manifestou preocupação sobre a aquisição da WBD pela Netflix. Em conversa com repórteres, ele afirmou que a combinação das duas gigantes concentraria o mercado.

Segundo a Bloomberg, Trump alega que o negócio “pode ser um problema” para a concorrência no setor de entretenimento e, por isso, também pretende se envolver pessoalmente na supervisão do processo de aprovação antitruste.

A declaração sinaliza que a aprovação do acordo pode não ser tão rápida ou garantida quanto a Netflix esperava. O co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, havia se reunido com o presidente e, até então, teria tido a impressão de que não haveria oposição imediata do governo.

Risco de concentração de mercado

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Acordo entre Warner Bros. e Netflix deve levar tempo na Justiça (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No entanto, a realidade pode ter pesado. A fusão colocaria sob o mesmo teto estúdios de cinema e TV, além de dois dos maiores serviços de streaming do mundo. Segundo dados de mercado, a união entre a plataforma de streaming e a dona da HBO Max concentraria cerca de 33% do mercado de vídeo sob demanda nos EUA, superando com folga a participação de 21% do Prime Video, da Amazon.

A aquisição também preocupa o mercado de entretenimento: os sindicatos do setor alegam redução de players e empresas exibidoras temem diminuição dos lançamentos de obras no cinema.

A Netflix prometeu manter os negócios atuais da Warner, incluindo lançamentos nos cinemas. Entretanto, segundo a Variety, poucas horas após o anúncio, Sarandos deu a entender que deve diminuir o tempo em que os filmes da WB ficarão exclusivamente nas telonas.

Paramount oferece US$ 108 bilhões em dinheiro para tomar Warner da Netflix

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Samsung adia o lançamento do simpático robô Ballie

Robô esférico com projetor integrado e navegação autônoma continua em fase de testes (imagem: divulgação/Samsung)
Resumo
  • O lançamento do robô Ballie pela Samsung foi adiado para além de 2025, sem data definida.
  • A Samsung atribui o atraso à necessidade de mais desenvolvimento para melhorar a tecnologia.
  • O Ballie possui sensores avançados, câmeras de alta resolução e um projetor integrado.

A Samsung confirmou o adiamento do lançamento comercial do Ballie, seu robô doméstico com inteligência artificial. Prometido para chegar aos consumidores dos Estados Unidos e da Coreia do Sul em meados de 2025, o dispositivo segue longe das lojas.

A empresa mantém páginas de cadastro ativas para interessados, mas o cronograma de entrega permanece indeterminado, frustrando as expectativas criadas após as primeiras demonstrações.

Histórico e motivos do atraso

A trajetória do Ballie tem sido marcada por revisões de projeto. O robô surgiu na CES 202, feira que aconteceu em Las Vegas, apenas como um protótipo, sem planos imediatos de comercialização. Quatro anos depois, em 2024, a Samsung relançou o conceito com dimensões maiores e mais capacidade de processamento.

A promessa de venda se solidificou na CES 2025, quando a fabricante estipulou o primeiro semestre do ano como janela de lançamento. O prazo e o equipamento não chegou ao mercado.

Mas por que o atraso? A Samsung atribui a demora à necessidade de mais desenvolvimento. Em resposta ao site especializado TechRadar, um porta-voz da empresa sul-coreana declarou: “Continuamos a aprimorar e aperfeiçoar a tecnologia para oferecer uma experiência ainda mais impactante ao cliente”.

A resposta indica que, apesar das exibições recentes, o robô ainda não atingiu o nível de maturidade técnica ou funcional exigido pela marca.

Especificações do Ballie

O Ballie é projetado para ser um assistente móvel. O design consiste em uma esfera amarela brilhante, com dimensões próximas às de uma bola de basquete, equipada com rodas para transitar por pisos planos — ele não pode subir escadas. Ele conta com um pacote robusto de sensores, incluindo LiDAR e sensor de tempo de voo (ToF), essenciais para navegação autônoma e mapeamento de ambientes.

O hardware inclui um sistema de áudio com alto-falantes e microfones, uma câmera traseira com resolução 2K e uma frontal 4K. O diferencial central do produto é um projetor integrado, capaz de exibir filmes, programas de TV e informações visuais em paredes ou no chão.

Dotado de sensores LiDAR, assistente móvel segue como promessa tecnológica (imagem: divulgação/Samsung)

A Samsung chegou a divulgar uma parceria com o Google para integrar o modelo Gemini, aprimorar a capacidade do robô de responder perguntas e auxiliar em tarefas complexas.

Resta aguardar para saber se haverá uma data definitiva e precificação no próximo ano, provavelmente na CES 2026, ou se o produto permanecerá como um conceito.

Samsung adia o lançamento do simpático robô Ballie

💾

Expectativa de estreia comercial em 2025 é frustrada, restando aos consumidores aguardar notícias possivelmente na CES 2026.

  •  

OpenAI é obrigada a entregar milhões de logs secretos do ChatGPT

Imagem com fundo em tons escuros de verde-petróleo e preto, sobre o qual estão dispostas formas circulares transparentes e brilhantes que dão profundidade. No centro, está o logotipo da empresa OpenAI: o símbolo branco estilizado em forma de flor, seguido do nome "OpenAI" em fonte branca. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
Justiça dos EUA manda OpenAI entregar milhões de logs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI deve entregar 20 milhões de logs anônimos do ChatGPT em processo movido por jornais dos EUA, incluindo o The New York Times.
  • A juíza Ona Wang determinou que os logs são essenciais para avaliar alegações de violação de direitos autorais, com medidas de desidentificação para proteger a privacidade dos usuários.
  • A disputa envolve o uso de conteúdo jornalístico sem permissão para treinar IA, com a OpenAI contestando a decisão e apresentando recurso.

A OpenAI terá de entregar 20 milhões de logs de conversas anônimas do ChatGPT como parte do processo movido pelo The New York Times e outros veículos da imprensa dos Estados Unidos. A determinação foi tornada pública nesta quarta-feira (4), após decisão da juíza federal Ona Wang, em Nova York, que classificou os logs como essenciais para avaliar as acusações de violação de direitos autorais.

A disputa, iniciada em 2023, se concentra no uso de conteúdos jornalísticos sem permissão para treinar modelos de IA. A juíza rejeitou os argumentos de privacidade apresentados pela empresa, afirmando que o processo inclui “múltiplas camadas de proteção neste caso precisamente por causa da natureza altamente sensível e privada de grande parte das provas”.

O que a Justiça determinou?

Segundo a decisão, os logs devem ser entregues em até sete dias, desde que passem por um processo de remoção de qualquer dado que possa identificar usuários. A juíza reafirmou que a “exaustiva desidentificação” exigida no caso “mitigariam razoavelmente as preocupações com a privacidade”.

A OpenAI contestou a determinação e já apresentou recurso ao juiz principal do caso, Sidney Stein. Em comunicado anterior, o chefe de segurança da empresa, Dane Stuckey, afirmou que o pedido dos jornais “desconsidera proteções de privacidade de longa data” e “rompe com práticas de segurança de bom senso”.

Os jornais, por outro lado, sustentam que os logs são necessários para verificar se o ChatGPT reproduziu trechos protegidos por copyright – e para rebater a alegação da OpenAI de que teria havido uma espécie de tentativa de “hackear” as respostas do chatbot que se parecessem com material protegido.

Arte com o logotipo do ChatGPT da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Jornais querem logs para provar possíveis cópias do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que veículos pressionam as Big Techs?

Veículos administrados pela MediaNews Group também integram o processo. O editor-executivo do grupo, Frank Pine, declarou que a liderança da OpenAI estaria “alucinando quando pensavam que poderiam se safar ocultando provas de como seu modelo de negócios se baseia em roubar jornalistas que trabalham duro”.

A ação é uma entre várias movidas por detentores de direitos autorais contra empresas como OpenAI, Meta e Microsoft, acusadas de treinar sistemas de IA com conteúdo protegido sem autorização.

OpenAI é obrigada a entregar milhões de logs secretos do ChatGPT

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •