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Google e Blackstone lançam empresa de nuvem para IA com aporte de US$ 25 bi

A Alphabet, controladora do Google, concordou em criar um negócio de computação em nuvem voltado à inteligência artificial em parceria com a Blackstone, em uma tentativa de competir com empresas como a CoreWeave em um mercado em rápida expansão.

O projeto contará com um aporte inicial de US$ 5 bilhões em capital próprio da Blackstone, que será a acionista majoritária da nova empresa, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira. Considerando alavancagem financeira, o investimento total chegará a US$ 25 bilhões, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto.

A meta é alcançar, até 2027, uma capacidade computacional equivalente a 500 megawatts. Os data centers utilizarão os chips de inteligência artificial desenvolvidos pelo próprio Google, chamados tensor processing units (TPUs), projetados para treinar e operar modelos de IA. O veterano executivo do Google Benjamin Treynor Sloss assumirá como CEO da nova companhia.

O movimento reforça o boom global de investimentos em infraestrutura computacional, base dos modelos e serviços de inteligência artificial. O Google vem expandindo sua linha de chips de IA e buscando capacidade adicional de data centers para acomodá-los, em resposta ao aumento da demanda tanto de usuários internos quanto de clientes externos.

A nova empresa competirá com as chamadas “neoclouds”, como CoreWeave e Nebius, que oferecem poder computacional para provedores de serviços de IA. Muitas delas têm apoio da Nvidia e utilizam as GPUs da fabricante, unidades de processamento gráfico voltadas a inteligência artificial.

No início deste mês, a Blackstone realizou a oferta pública inicial da Blackstone Digital Infrastructure Trust, veículo de aquisição de data centers criado para comprar propriedades já construídas e alugadas que se beneficiam do boom da inteligência artificial.

A Blackstone, que administra mais de US$ 1,3 trilhão em ativos, se apresenta como a maior fornecedora global de data centers. A gestora adquiriu a operadora de data centers QTS em 2021 e comprou a empresa australiana de computação AirTrunk em 2024.

O Google já desponta como um dos maiores beneficiados pela onda de investimentos em inteligência artificial. As receitas de sua divisão de computação em nuvem aceleram fortemente, enquanto seus próprios serviços de IA ganham adesão entre consumidores.

© 2026 Bloomberg L.P.

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Stone vende sua participação em startup de odontologia

stone

A Capim, fintech de soluções financeiras para o setor odontológico, anunciou a aquisição da Dental Office, operação que deu saída à Stone, que está se desfazendo de uma série de participações em startups como parte de seu processo de reestruturação. Os termos financeiros não foram divulgados. O acordo prevê que os sistemas das duas empresas […]

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Fundadores de XP, Stone e Nubank lançam instituto para apoiar pequenas e médias empresas

Guilherme Benchimol, fundador da XP, André Street, cofundador da Stone, e David Vélez, fundador do Nubank, lançaram nesta terça-feira (10) o Instituto B55, iniciativa sem fins lucrativos voltada a pequenas e médias empresas que já superaram a fase inicial, mas enfrentam dificuldades para ganhar escala.

O instituto parte do diagnóstico de que o Brasil tem alto potencial empreendedor, mas enfrenta obstáculos para transformar esse dinamismo em crescimento. O primeiro produto da iniciativa será lançado em 5 de março, e a operação deve começar efetivamente em abril, com a entrada dos primeiros empreendedores e alunos.

O B55 tem como proposta atuar em gargalos recorrentes do crescimento empresarial, como a falta de conhecimento aplicado, método e estrutura para avançar após a fase inicial. O nome do instituto combina a ideia de “base”, representada pela letra B, com o número 55, código internacional do Brasil.

O projeto é liderado por Cristhiano Faé, cofundador e CEO do B55, fundador de empresas como a Accera, vendida à Neogrid em 2018, e responsável pela execução da iniciativa.

Empresas estagnadas

Segundo Street, o Brasil tem cerca de 47 milhões de empreendedores, mas mais de 70% das empresas enfrentam algum grau de estagnação. Além dos três fundadores, o B55 conta com mais de 20 embaixadores que atuarão em mentorias e atividades de formação. Entre os nomes confirmados estão Jorge Paulo Lemann, David Feffer, Fabricio Bloisi, Mariano Gomide, Pedro Franceschi e Henrique Dubugras.

O público-alvo do instituto são empresas da chamada economia real, incluindo negócios de serviços, logística, saúde e varejo que já superaram a fase inicial, mas encontram dificuldades para escalar. O projeto também dialoga com o setor de tecnologia e se posiciona entre aceleradoras voltadas a startups em estágio inicial e programas de apoio de base, como os do Sebrae.

Estruturado ao longo dos últimos seis meses, o B55 foi organizado em quatro frentes: educação e desenvolvimento; jornada e aceleração; comunidade e networking; e a criação de um hub físico de empreendedorismo e inovação, ainda em fase de estudo. A operação começa com um escritório em São Paulo e uma equipe inicial de cerca de dez pessoas.

Apesar de ser uma organização sem fins lucrativos, o B55 tem como objetivo alcançar autossuficiência financeira. O capital inicial, aportado pelos fundadores, está na casa dos milhões de dólares, e o plano é encerrar o primeiro ano de operação com equilíbrio financeiro.

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