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VÍDEO – Senador bolsonarista é desmentido ao vivo na CNN após fake news sobre Lula

21 de Maio de 2026, 17:20
O senador Rogério Marinho durante entrevista na CNN. Foto: Divulgação

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), passou por um momento de constrangimento após reproduzir uma informação que acabou sendo desmentida durante debate na CNN Brasil.

O parlamentar foi desmentido pela apresentadora Elisa Veeck após afirmar que os filmes do presidente Lula e do ex-presidente Michel Temer foram patrocinados por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

“Só para acrescentar aqui para o senhor, os diretores e produtores, as pessoas envolvidas com os filmes que o senhor citou negam que tenha havido essa conexão que o senhor acabou de afirmar aqui, senador”, disse a apresentadora, deixando o bolsonarista claramente desnorteado.

Fake News do Vorcaro patrocinar filme do Lula é desmentida ao vivo na CNN. Olha o constrangimento do senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flavio Bolsonaro. pic.twitter.com/ctb7htYId8

— GugaNoblat (@GugaNoblat) May 21, 2026

A fake news começou após a publicação da coluna de Lauro Jardim, no O Globo, que afirmava que Vorcaro também teria financiado produções ligadas ao presidente Lula e Michel Temer.

A informação foi rapidamente compartilhada por perfis e grupos bolsonaristas nas redes sociais, que passaram a utilizá-la para rebater as acusações envolvendo o caso atribuído a Flávio Bolsonaro.

A circulação da coluna alimentou a narrativa de que Vorcaro teria mantido relações semelhantes com projetos ligados a diferentes grupos políticos. A estratégia buscava estabelecer uma equivalência entre os casos, sugerindo que o empresário também teria financiado iniciativas associadas a Lula e Temer.

Entretanto, começaram a surgir manifestações contestando a informação. Pessoas diretamente ligadas às produções mencionadas negaram a existência de qualquer aporte financeiro do banqueiro nos projetos citados pela coluna.

Entre elas estava Elsinho Mouco, ex-assessor de Michel Temer, que rejeitou a versão de que Vorcaro teria financiado o documentário relacionado ao ex-presidente. A negativa enfraqueceu a principal sustentação da narrativa que circulava nas redes sociais.

Posteriormente, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República também se manifestou sobre o tema. A Secom informou que o governo Lula não realizou pedido de financiamento para o documentário dirigido pelo cineasta Oliver Stone, outro ponto citado durante a repercussão do caso.

Cantora negacionista receberá R$ 2,7 milhões da prefeitura de Florianópolis por show

27 de Abril de 2026, 21:38
A cantora britânica Joss Stone durante um show.
A cantora britânica Joss Stone. Foto: Mauricio Santana/Getty Images

A cantora britânica Joss Stone voltou a questionar a vacinação infantil às vésperas de um show em Florianópolis, marcado para maio, na avenida Beira-Mar Norte. A apresentação terá custo de R$ 2,7 milhões aos cofres públicos, segundo dados do contrato da prefeitura.

Em publicação nas redes sociais, a artista afirmou que pais não deveriam vacinar bebês “sem questionar”. “Acho que dar vacinas aos bebês sem questionar é difícil para qualquer pai. Fé cega não é apropriada aqui”, disse, em conteúdo da série “Happy Mummy Mondays”.

A fala reforçou o histórico negacionista da cantora. No vídeo, Joss Stone defendeu que pais façam suas “próprias pesquisas” sobre imunizantes, expressão recorrente em discursos usados para desacreditar vacinas.

https://www.youtube.com/shorts/l8eqeAm6wUw?feature=share

A repercussão cresceu porque a cantora será paga com dinheiro público para se apresentar na capital catarinense. O valor previsto inclui estrutura, segurança, som, logística e demais custos do evento.

Não é a primeira vez que Joss Stone coloca vacinas sob suspeita. Em 2022, após contrair Covid-19 mesmo vacinada, ela atacou o imunizante em entrevista à PopMatters: “Essa porcaria não funciona”. Na mesma conversa, afirmou: “A vacinação, eu não sei se funciona. Certamente não funcionou para nós.”

A declaração ignorava o papel central das vacinas contra a Covid-19: reduzir casos graves, internações e mortes, não impedir todas as infecções. Desde a pandemia, autoridades sanitárias reiteram que pessoas vacinadas ainda podem se infectar, mas seguem mais protegidas contra desfechos graves.

André Esteves diz que não importa vencedor entre Lula e Flávio Bolsonaro: “Tem que ser pró-mercado”

25 de Abril de 2026, 09:54
André Esteves, presidente do conselho do BTG. Foto: reprodução

O banqueiro André Esteves, presidente do conselho de administração do BTG Pactual, afirmou que a eleição presidencial no Brasil deve ser marcada por uma disputa polarizada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Para ele, porém, o ponto central não será a orientação ideológica do vencedor, mas a manutenção de uma agenda econômica considerada racional e pró-mercado.

“Estamos caminhando no Brasil para uma eleição 50/50. Temos dois candidatos, o filho do ex-presidente Bolsonaro, Flávio, que é um político experiente, ele não apareceu do nada, é senador, um cara com bom-senso; e o presidente Lula, que foi protagonista nas últimas dez eleições no Brasil, que mesmo sendo de centro-esquerda, é um líder amigável ao mercado”, disse Esteves.

“É difícil prever o vencedor […] mas eu não me importo muito se é esquerda ou direita, desde que o vencedor seja a decisão econômica racional. A racionalidade não pertence à direita ou à esquerda, é mais sobre ser racional contra ser populista. A região [América Latina] tem tomado boas escolhas”.

A declaração foi feita durante o evento Latam Focus 2026, promovido pelo BTG no Chile. No encontro, Esteves avaliou que os Estados Unidos deixaram de funcionar como um “buraco negro” capaz de concentrar grande parte dos investimentos globais. Segundo ele, há uma realocação de capital para outros mercados, impulsionada pela busca de investidores por diversificação.

Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

Esse movimento, na avaliação do executivo, tende a beneficiar economias emergentes, incluindo países da América Latina e o Brasil. Esteves afirmou que, mesmo após a valorização recente dos ativos latino-americanos e brasileiros, esses mercados ainda apresentam um “valuation” atrativo quando comparados aos mercados estadunidenses.

O banqueiro também citou a comparação entre o BTG Pactual e a gestora estadunidense Blackstone, comandada por Stephen A. Schwarzman, de quem disse ser amigo. Para Esteves, a diferença entre os múltiplos das duas empresas era exagerada no início de 2025.

“No começo de 2025, o BTG era negociado a um múltiplo 8 vezes o preço/lucro, e a Blackstone a um múltiplo de 35 vezes. O valor de mercado deles era dez vezes o nosso, apesar de o lucro ser apenas o dobro do nosso. Eu estou bem de ter o CEP errado [a sede do BTG ser no Brasil], mas era uma diferença exagerada. Agora as coisas se corrigiram um pouco, a Blackstone é negociada a 25 vezes e o BTG a 11 vezes, depois de nossa ação ter subido mais de 100%”, comentou.

O presidente do Chile, José Antônio Kast, de direita, também discursou no evento do BTG. Ele afirmou que aprovou um projeto de reconstrução nacional e desenvolvimento econômico e social, que será encaminhado ao Congresso.

“Queremos que seja conversado, não que se fechem ao debate mesmo antes de iniciar o processo. […] Não estamos falando de um projeto ideológico, mas de como transformar, recuperar nossa pátria”.

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