❌

Visualização de leitura

Nem tudo são flores: temporada do 2T26 supera expectativas, mas Itaú BBA recomenda cautela

A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) terminou com números acima das expectativas para boa parte das empresas acompanhadas pelo Itaú BBA. Ainda assim, o banco avalia que o cenário segue misto e recomenda cautela aos investidores, diante da reação das ações após os balanços e do risco de novas revisões negativas nas estimativas do mercado.

Entre as empresas do Ibovespa (IBOV), o lucro líquido superou as projeções em 8,2%, enquanto o Ebitda ficou 2,5% acima do esperado e a receita avançou 2,4% em relação ao consenso. Quando excluídas as empresas de commodities, porém, a surpresa positiva foi mais moderada: o lucro ficou 3,4% acima das estimativas, o Ebitda superou as previsões em 0,5% e a receita veio 0,9% acima do projetado.

Na avaliação do Itaú BBA, os resultados foram moderadamente positivos. Do total de empresas analisadas, 35,3% tiveram desempenho classificado como positivo, 43,4% ficaram em linha com as expectativas e 21,3% decepcionaram o mercado.

Além disso, 44,8% das companhias cobertas pelo banco entregaram lucro líquido acima das projeções, enquanto 28,4% vieram em linha e 26,9% reportaram resultados inferiores ao esperado.

Entre os setores, o destaque ficou com bens de capital, que registrou Ebitda 11,9% acima das estimativas, lucro líquido 18,8% superior ao projetado e receita 6,4% maior que o esperado. Os segmentos de transportes e logística e petróleo e gás também apresentaram desempenho considerado positivo pelos analistas.

Na outra ponta, consumo e varejo foi o principal destaque negativo da temporada. O lucro líquido das empresas do setor ficou 18,5% abaixo das expectativas no 2T26 e recuou 10,7% na comparação anual.

Outro ponto destacado pelo Itaú BBA foi a melhora da estrutura financeira das companhias. A alavancagem corporativa, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, caiu para 1,7 vez, ante 1,9 vez no período anterior e abaixo da média histórica de dez anos, de 2,4 vezes.

Para o longo prazo, o banco segue construtivo com a trajetória dos lucros das empresas do Ibovespa e projeta crescimento anual composto de 15% entre 2025 e 2028.

As companhias domésticas aparecem entre os principais motores dessa expansão, com expectativa de alta de 27,3% no lucro líquido em 2026. Já para o setor financeiro, a previsão é de crescimento de 18,2%.

Apesar das perspectivas favoráveis para os resultados corporativos, o Itaú BBA ressalta que o cenário para as revisões de lucros ainda inspira cautela. Enquanto as empresas de commodities tiveram aumento de 36,3% nas projeções de lucro para os próximos 12 meses, impulsionadas principalmente pelo setor de petróleo, as estimativas para as instituições financeiras recuaram 8,2%.

*Com supervisão de Juliana Américo

  •  

Bom pra cachorro: Petz Cobasi (AUAU3) vê lucro líquido ajustado crescer para R$ 70,3 milhões no 2T26

O Grupo Petz Cobasi (AUAU3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 70,3 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), crescimento de 8,4% ante igual período do ano anterior.

Sem ajustes, o lucro líquido alcançou R$ 100,4 milhões, avanço anual de 43,5%. O resultado foi favorecido pelo reconhecimento de R$ 52,9 milhões em créditos tributários referentes a exercícios anteriores.

Já o Ebitda (métrica do mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) ajustado somou R$ 186,7 milhões, alta de 11% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada avançou 0,3 ponto porcentual (p.p.), para 10,6%, refletindo o crescimento das vendas e a diluição das despesas operacionais.

A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 1,7 bilhão, aumento de 7,9%. Já a receita bruta totalizou R$ 2,108 bilhões, avanço de 7,8%, impulsionada principalmente pelo aumento dos volumes.

“Em um cenário de inflação interna acumulada próxima de 1% a 2% e ausência de reajustes de preços pela indústria, esse resultado representa crescimento real”, afirmou o presidente do grupo, Paulo Nassar.

O resultado financeiro foi positivo em R$ 1,2 milhão, ante receita financeira líquida de R$ 1,5 milhão um ano antes. Segundo a companhia, o desempenho refletiu sua posição de caixa líquido.



Outras linhas do Petz Cobasi (AUAU3)

As vendas mesmas lojas cresceram 7,1% no trimestre. Na Petz, o indicador avançou 7,4%, enquanto na Cobasi aumentou 6,6%.

O canal digital registrou vendas de R$ 855,6 milhões, alta anual de 9,2%, e passou a representar 40,6% da receita bruta, crescimento de 0,5 p.p. ante o segundo trimestre de 2025. No canal físico, as vendas aumentaram 7,4%, para R$ 1,2 bilhão.

A receita bruta de serviços avançou 29%, para R$ 47,6 milhões. Enquanto isso, a participação das marcas próprias alcançou 14,4% das vendas da Petz e 9,5% das vendas da Cobasi, altas de 1,5 p.p. e 3,1 p.p., respectivamente.

O grupo encerrou junho com caixa líquido de R$ 286,1 milhões, aumento de 80,5% em relação ao fim do primeiro trimestre, mesmo após o pagamento de R$ 26 milhões em dividendos.

Os investimentos totalizaram R$ 34 milhões, queda anual de 31,5%, diante do menor ritmo de abertura de lojas e da redução dos aportes em reformas, manutenção e logística.

A empresa destaca no release que as comparações com 2025 consideram números pro forma gerenciais e não auditados, que simulam Petz e Cobasi como uma única operação.

  •  

Yduqs (YDUQ3) tem queda de 54% no lucro líquido ajustado no 2T26 e resultado fica abaixo do esperado

A Yduqs (YDUQ3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 14 milhões, queda de 54,2% em relação ao mesmo período de 2025. Sem ajustes, a empresa teve prejuízo de R$ 15 milhão no período.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia somou R$ 400,2 milhões no 2T26, alta de 1,6% na base anual. A margem Ebitda ajustada passou de 28,6% para 28,7%.

Os números ficaram abaixo das estimativas de analistas, que esperavam, em média, lucro líquido de R$29 milhões e Ebitda de R$408 milhões, segundo dados da LSEG.

A receita líquida ficou em R$ 1,392 bilhão, avanço de 1% frente aos R$ 1,378 bilhão registrados no mesmo período do ano passado. Com ajustes, excluindo o efeito da queda na receita DIS, a receita somou R$ 1,415 bilhão, aumento de 2,6% na mesma base comparativa.

Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado pelo Idomed e pelo Ibmec, cujas receitas cresceram 7,4% e 12,5%, respectivamente. Já Estácio & Wyden teve queda de 2,2%, com avanço de 38,2% na receita do ensino semipresencial compensado por recuos de 1,2% no presencial e de 15,2% no digital.

A dívida líquida, excluindo o efeito do IFRS 16, ficou em R$ 2,908 bilhões no período, queda de 1,9% ante os R$ 2,964 bilhões registrados um ano antes.

A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida ex-IFRS 16 e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, caiu de 1,66x no 2T25 para 1,55x no 2T26.

Base de alunos

A base consolidada de alunos da Yduqs ficou em 1,419 milhão no 2T26, queda de 0,9% em relação aos 1,432 milhões de alunos registrados no 2T25.

A composição, porém, mostra uma mudança importante no perfil da base.

No ensino presencial, considerando Estácio & Wyden, Idomed e Ibmec, a base total avançou 19,1%, de 319,1 mil para 380 mil alunos. Na graduação, a base presencial tradicional recuou 3,6%, de 211,8 mil para 204 mil; enquanto o formato semipresencial saltou 66,6%, de 99,2 mil para 165,3 mil alunos. Já o

No ensino à distância, a base de alunos caiu 6,9%, de 1,092 milhão para 1,016 milhão de alunos. A graduação foi a principal responsável pelo recuo, com queda de 18,3%, de 542,1 mil para 443 mil alunos.

A companhia atribui a redução às restrições do novo marco regulatório, que impede a captação de novos alunos em EAD em cursos de Engenharia, Saúde e Licenciaturas, além da migração de estudantes para o formato semipresencial.

*Conteúdo em atualização

  •  

Após balanço, BTG Pactual eleva participação no Méliuz (CASH3) para 10,5%

O Méliuz (CASH3) informou ao mercado na noite desta quinta-feira (13) que recebeu um comunicado do BTG Pactual sobre o aumento de sua participação acionária na companhia.

Segundo o documento, o banco e suas subsidiárias passaram a deter aproximadamente 10,96 milhões de ações ordinárias do Méliuz, o equivalente a cerca de 10,51% do capital social da empresa.

De acordo com o portal de relações com os investidores, o BTG possuía uma participação acionária de 6.987.120 ações, o equivalente a 6,707% do capital acionário da empresa, antes da nova aquisição.

O movimento acontece uma semana após a publicação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2026 (2T26).

A empresa reportou um prejuízo líquido consolidado de R$ 22,4 milhões, revertendo o lucro de R$ 7,6 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. Os números foram pressionados por um impacto contábil negativo de R$ 32,1 milhões relacionado à carteira de bitcoin (BTC) da companhia.

Desconsiderando esse efeito, o lucro líquido ajustado somou R$ 9,7 milhões, o que representa uma alta de 14% na comparação anual. Junto com o release de resultados, o Méliuz também anunciou a criação de um novo programa de recompra de ações de até 8,1 milhões de papéis, equivalente a 10% do free float da companhia.

Outros dados do Méliuz (CASH3)

No comunicado, o BTG destacou que a participação adquirida tem como objetivo apenas a realização de operações financeiras.

O banco também afirmou que não pretende alterar a estrutura de controle ou a administração da companhia, nem busca atingir qualquer percentual específico de participação acionária.

Além da posição acionária, a instituição financeira informou possuir instrumentos derivativos com liquidação exclusivamente financeira referenciados em ações da companhia.

Esses contratos conferem ao banco uma exposição vendida de aproximadamente 8,48 milhões de ações, correspondente a cerca de 8,14% do total de papéis emitidos pelo Méliuz.

  •  

MBRF (MBRF3): lucro cai 19% no 2T26, para R$ 69 milhões

A MBRF (MBRF3) registrou lucro líquido de R$ 69 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 19% em relação ao mesmo período do ano passado.

A companhia vendeu 1,969 milhão de toneladas no trimestre, alta de 1,5% em relação ao segundo trimestre de 2025. Desse total, 1,253 milhão de toneladas foram destinadas ao mercado interno, queda de 3,1% na comparação anual, enquanto 716 mil toneladas foram vendidas no mercado externo, avanço de 10,8%.

A receita no mercado doméstico somou R$ 28,010 bilhões, crescimento de 0,4%. Já a receita proveniente das vendas externas alcançou R$ 12,711 bilhões, alta de 16,5% ante o segundo trimestre do ano passado.

Resultado financeiro

No resultado consolidado, a MBRF registrou resultado financeiro líquido negativo de R$ 1,776 bilhão no segundo trimestre, uma piora de 23% em relação ao resultado negativo de R$ 1,443 bilhão registrado um ano antes. Segundo a companhia, a deterioração ocorreu principalmente em função do aumento das despesas com juros.

A dívida líquida consolidada encerrou junho em R$ 45 bilhões, alta de 2,4% ante o trimestre anterior e de 19,7% na comparação anual. Com isso, a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, passou de 3,37 vezes no primeiro trimestre para 3,41 vezes no segundo trimestre. Um ano antes, o indicador estava em 2,74 vezes.

Caixa e capital de giro

A geração operacional de caixa da MBRF somou R$ 2,168 bilhões no segundo trimestre, enquanto os investimentos alcançaram R$ 1,411 bilhão. O consumo de caixa no período foi de R$ 864 milhões.

Segundo a empresa, a pressão sobre o capital de giro ocorreu principalmente pelo aumento dos estoques e dos ativos biológicos, pela ocupação dos confinamentos na operação de bovinos da América do Sul, pelo início da formação de estoques para a campanha de produtos comemorativos e por ajustes nos prazos médios de pagamento a fornecedores.

Expectativas para o segundo semestre

Para o segundo semestre, o CFO da MBRF, José Ignacio Scoceria, afirmou que a companhia pretende concentrar esforços na melhoria dos indicadores de capital de giro.

“No 2º semestre, estamos concentrando nossos esforços em uma melhora dos indicadores de capital de giro com foco nas rubricas de estoques e fornecedores, com o objetivo de impulsionar a geração de caixa da companhia”, disse o executivo.G.

  •  

Banco do Brasil (BBAS3) vê melhora no agro com MP, mas provisões podem ficar no teto e lucro no piso do guidance

O Banco do Brasil (BBAS3) trabalha com um cenário de melhora nas provisões da carteira de crédito do agronegócio nos próximos meses, apoiada principalmente pelo programa de reestruturação de dívidas do setor rural lançado pelo governo federal no mês passado, mas dúvidas sobre o cumprimento das previsões do banco para o ano pressionaram as ações para mínimas em um ano.

“Nós esperamos uma melhora relevante na PDD do agro em virtude da MP 1.376”, afirmou o vice-presidente de controles internos e gestão de riscos da instituição financeira, Felipe Prince, em teleconferência com analistas para comentar o resultado do banco no segundo trimestre, divulgado na véspera.

“Temos à disposição dos nossos clientes um instrumento para promover essa renegociação. Nós trabalharemos muito fortemente na melhoria das condições do cliente como um todo e isso traz impacto também no relacionamento pessoa física com os produtores rurais”, afirmou.

No segundo trimestre, a inadimplência acima de 90 dias do agro avançou para 6,27%, de 3,16% um ano antes e 6,22% nos três meses imediatamente anteriores. Na pessoa física, atingiu 8,41%, de 5,59% um ano antes e 6,82% nos primeiros três meses de 2026.

A presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, afirmou na teleconferência que o portfólio de crédito potencial do banco para enquadramento na MP 1.376 é de até R$100 bilhões.

De acordo com o vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar do BB, Gilson Bittencourt, o foco inicial será principalmente o produtor inadimplente. Dados do Banco do Brasil divulgados na apresentação mostravam R$36,7 bilhões em operações inadimplentes.

“Esse vai ser o foco central da nossa atuação, seguido por aqueles que estão com operações prorrogadas com taxas livres, que se enquadram dentro do percentual de perdas e dos limites de crédito. Então esse é o público central que a gente vai buscar… trabalharmos com algo de até em torno de R$30 bilhões”, afirmou, ressaltando que tal montante já tem um efeito bastante significativo em relação às operações inadimplentes do banco.

Bittencourt também citou uma expectativa de redução da inadimplência da carteira agro em razão das mudanças nas regras de concessão de empréstimo, que ficaram mais rigorosas. Ele apontou que ainda há um percentual grande de créditos contratados no formato anterior, mas que está aumentando a quantidade de financiamentos que estão vencendo que já foram contratados com a nova matriz de resiliência.

“Em agosto já estamos 35% e esse número vai chegar a 57% até dezembro”, afirmou. “A expectativa é que com a nova matriz a gente já tenha uma redução da inadimplência.”

O Banco do Brasil também afirmou que está preocupado e acompanhando de perto o efeito El Niño, trabalhando para minimizar o máximo possível os impactos nos financiamentos do banco.

Bittencourt, contudo, citou que, no geral, na produção de grãos em anos anteriores, o efeito de El Niño não é tão significativo quando se olha o país como um todo. “Mas quando se olha algumas culturas e algumas regiões, o problema existe e tende a ser grave, o que exige de nós uma ação muito cuidadosa na concessão do crédito, no acompanhamento e na discussão técnica com esses produtores”, pontuou em coletiva de imprensa também nesta quinta-feira.

Guidance

O BB reiterou o guidance para o ano divulgado mais cedo no ano, que inclui um lucro líquido ajustado de R$18 bilhões a R$22 bilhões, bem como custo de crédito de R$65 bilhões a R$70 bilhões, entre outras métricas, o que fez alguns analistas questionarem se tal resultado, principalmente a linha do custo do crédito, será alcançado, uma vez que no primeiro semestre já registrou R$37,3 bilhões.

De acordo com os executivos, o tema foi debatido e prevaleceu a crença na capacidade do banco de entregar os números. Mais uma vez, a MP 1.376 foi citada como “importantíssima” para o BB poder reestruturar as dívidas dos agricultores que estão com seus fluxos de caixa apertados.

Eles observaram que no segundo trimestre houve um efeito de “risco moral”, com o agricultor em compasso de espera, aguardando as discussões que estavam acontecendo envolvendo um projeto de lei de reestruturação.

“Essas discussões se estenderam e o governo achou por bem então emitir essa medida provisória. Estão só aguardando finalizações específicas, então acreditamos que teremos basicamente um pedaço de agosto e setembro para acelerar”, afirmou o vice-presidente de gestão financeira, Geovanne Tobias.

O entendimento no BB foi de que se a instituição financeira executar tão bem quanto executou as operações ligadas à MP 1.314, que estabeleceu regras especiais para produtores rurais liquidarem e amortizarem operações de custeio, investimento e CPR, não seria necessário fazer um ajuste na previsão sobre o custo de crédito agora.

Tobias, contudo, reconheceu que o desempenho está apontando muito mais para a ponta de baixa do guidance para o lucro, com provisão encostando nos R$70 bilhões.

“Vamos trabalhar para não ter que fazer esse ajuste de guidance. Esperem provisão ali na ponta alta e para o lucro na ponta baixa”, afirmou. Tanto Tobias quanto Medeiros reconheceram a chance de um “pequeno desvio” na estimativa do custo do crédito.

BBAS3: Reações no mercado

Em relatório a clientes, o analista Gustavo Schroden, do Citi, afirmou que, embora a administração do BB tenha reiterado confiança no cumprimento de seu guidance, continua acreditando que o guidance mantido apresenta risco de não ser atingido.

“Nós já estamos em meados do terceiro trimestre e as renegociações relacionadas à MP 1.376 ainda não foram iniciadas, o que sugere que quaisquer potenciais efeitos positivos deverão se materializar apenas no quarto trimestre. Dessa forma, mantemos nossa estimativa de lucro líquido recorrente de R$17,5 bilhões para 2026”, afirmou em relatório a clientes após a teleconferência.

Na bolsa paulista, as ações do BB renovaram as mínimas no começo da tarde, sendo negociadas com declínio de 3,89%, a R$18,26, por volta de 14h10, enquanto o Ibovespa cedia 0,23%. No pior momento, os papéis foram cotados a R$18,21, renovando mínima intradia desde o início de agosto do ano passado.

Pessoa física

Executivos do BB também buscaram amenizar preocupações com a piora na inadimplência na pessoa física, que no segundo trimestre foi pressionada principalmente pela linha de cartão de crédito.

Além de um efeito de contaminação da carteira agro, os executivos citaram como componente negativo a adoção de nova sistemática de parcelamento automático da fatura do cartão de crédito. Ao longo do primeiro trimestre, o banco percebeu que os clientes começaram a fazer esse parcelamento automático, o que foi percebido como um risco, um alerta principalmente nas classes D e E.

“Imediatamente, travamos essa linha”, afirmou Tobias, explicando que, agora, para fazer o parcelamento, o cliente precisa pagar a entrada. “Foi um efeito pontual.”

De acordo com os executivos do banco, na pessoa física, o foco tem sido principalmente nos consignados, público e privado.

“Uma vez que já começou a flexibilização monetária, uma redução de taxa de juros, isso pode trazer um benefício marginal para a redução do risco como um todo para a pessoa física. A gente vai estar atento para poder crescer, mas cuidando para que esse crescimento também não traga mais risco, como aconteceu, por exemplo, no segmento D e E de cartão de crédito”, disse Tobias

ROE

De acordo com o executivo, a perspectiva de que a provisão encoste no topo do guidance pressupõe um lucro de R$18 bilhões, o que daria um retorno sobre patrimônio (ROE) “perto dos 10%”. No primeiro semestre do ano, essa métrica ficou em 7,3%.

“O ROE é baixo ainda, mas acreditamos que vamos passar por essa tormenta, por esse meteoro que está caindo aqui no agro, e vamos sim retomar essa lucratividade do banco”, afirmou Tobias.

“A capacidade do banco é de retornar, sim, com maior lucratividade, como entregamos no início da nossa gestão. Mas vai demorar um tempo, porque temos que digerir todo esse processo de aumento de risco da carteira rural, principalmente.”

De acordo com o executivo, o banco está trabalhando para reduzir o risco da carteira de crédito, que está na faixa de 5,9%, bem distante dos outros pares, que têm essa métrica perto de 3%, 3,5%.

  •  

Nubank (ROXO34): Lucro dispara 49% e chega a US$ 1 bi pela primeira vez na história; ação salta 10%

O Nubank (ROXO34) apurou lucro líquido de US$ 1 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 49% em relação ao mesmo período de 2025, mostra balanço divulgado nesta quinta-feira (13).

O banco, que era conhecido por ‘não dar lucro’, superou o bilhão pela primeira vez em sua história.

A cifra também ficou acima da expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg, de US$ 991 milhões.

O aumento do lucro foi impulsionado por receita maior e por uma melhora na margem financeira líquida ajustada ao risco, disse à Reuters o diretor financeiro Rob Livingston, que assumiu o cargo no mês passado.

Na parte de rentabilidade, o roxinho fez a lição de casa. O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) subiu 4,8 pontos percentuais, para 33%. Bem acima dos bancões, como o Itaú (ITUB4), na casa dos 24%.

No trimestre, a alta foi de 3,7 pontos percentuais. Os analistas esperavam, em média, ROE de 30%.

O resultado já faz preço na ação. Em Nova York, o papel dispara 10% no after-market.

O Nubank vem de um período de ceticismo do mercado em meio à alta da inadimplência e dos investimentos, principalmente em outros países, como os Estados Unidos. E, ao que parece, os números serviram para espantar esses fantasmas.

A temida inadimplência

Com a piora da economia, a inadimplência virou a nova ‘tara’ dos investidores. E, nesse aspecto, não houve piora significativa.

A inadimplência de longo prazo, acima de 90 dias, subiu 0,3 ponto percentual, para 6,9%. Segundo o Nubank, a alta foi puxada, principalmente, pela migração sazonal dos atrasos iniciais registrados no primeiro trimestre.

Já a inadimplência de curto prazo, de 15 a 90 dias, teve alta de 0,3 ponto percentual, para 4,8%, mas apresentou queda de 0,2 ponto percentual no trimestre.

‘A maior parte dessa melhora veio da sazonalidade, parcialmente compensada pela expansão deliberada em segmentos de maior risco e maior retorno’, destaca o roxinho.

Outro ponto positivo foi o custo de crédito, que caiu 9% no trimestre, para US$ 1,7 bilhão, ‘principalmente em função da melhora sazonal normalmente observada nos atrasos iniciais durante o segundo trimestre’. Por outro lado, o número saltou 60% na comparação anual.

O banco também viu suas despesas operacionais subirem US$ 258,1 milhões, para US$ 806,2 milhões no segundo trimestre, alta de 47,1%.

Livingston disse à Reuters que o Nubank foi beneficiado pelo programa Desenrola de refinanciamento de dívidas para pessoas físicas lançado pelo governo federal este ano.

Porém, ele acrescentou que a tendência de melhora existiria mesmo sem o programa, dada a sazonalidade e o fato de que a adesão ao Desenrola representou apenas 5% do custo total de crédito do banco.

Receitas sobem e carteira também

Do lado das receitas, outra evolução: a receita financeira líquida de juros (NII) chegou a US$ 3,7 bilhões, alta de 9%, enquanto a receita total foi a US$ 5,8 bilhões, avanço de 39%, superando os US$ 5,60 bilhões esperados pelo consenso da Visible Alpha.

A carteira de crédito total subiu 37% no ano e 5% no trimestre, para US$ 39,4 bilhões. Desse montante, US$ 26 bilhões são de cartões de crédito, US$ 10,3 bilhões de crédito sem garantia e US$ 3,1 bilhões de crédito com garantia.

O Brasil encerrou o período com US$ 36,4 bilhões, o México, com US$ 5,7 bilhões, e a Colômbia, com US$ 3,3 bilhões.

No país da América do Norte, o Nubank explica que os depósitos caíram modestamente novamente neste trimestre, como parte da estratégia deliberada de otimização da captação, ‘que melhora o custo de financiamento ao mesmo tempo que mantém ampla liquidez’.

Número de clientes aumenta

No Brasil, o Nu alcançou quase 118 milhões de clientes, alta de 13%. ‘O Nu já atende a maior parte do segmento de mass market e é o principal banco de uma parcela significativa desses clientes.’

No México, o Nubank já é o maior banco digital do país. Segundo o roxinho, o Nu atende 16,5% da população adulta do México, percentual comparável ao do Brasil em 2020.

Porém, a monetização ocorre mais cedo, com ARPAC (receita média por cliente ativo) de US$ 12,3, ante US$ 5,6 no Brasil no mesmo estágio.

  •  

Empresas do S&P 500 reportarão maior crescimento de lucros em 5 anos no 2T26, projeta FactSet

O índice S&P 500 deve registrar um dos melhores desempenhos de lucro dos últimos anos no segundo trimestre de 2026 (2T26).

Segundo análise de John Butters, da FactSet, a expansão dos resultados das empresas que compõem o índice deve superar 29% na comparação anual, impulsionada pelo número elevado de companhias que vêm entregando resultados acima das expectativas dos analistas.

Com base na melhora média da taxa de crescimento dos lucros ao longo da temporada de balanços, a FactSet projeta um crescimento superior a 29% no segundo trimestre. Esse seria o maior crescimento de lucros reportado pelo S&P 500 desde o quarto trimestre de 2021, quando o índice registrou alta de 32,0%.

A melhora ocorre porque muitas empresas costumam superar as previsões de lucro por ação, segundo a análise. “Quando os resultados efetivos substituem as estimativas anteriores no cálculo do crescimento agregado, a taxa de expansão dos lucros do índice aumenta”, afirma Butters.

Um exemplo citado na análise mostra que, se uma empresa fosse projetada para registrar lucro por ação de US$ 1,05 contra US$ 1,00 no mesmo período do ano anterior, o crescimento esperado seria de 5%. Caso o resultado real chegasse a US$ 1,10, o crescimento efetivo subiria para 10%, cinco pontos porcentuais acima da previsão inicial.

Segundo a análise, os primeiros resultados divulgados reforçam a expectativa de revisão positiva. Até 10 de julho, 18 empresas do S&P 500 haviam apresentado seus balanços do segundo trimestre.

  •  

Cury (CURY3) apresenta lucro líquido de R$ 302,9 milhões no 1T26, alta de 42%

A Cury (CURY3), uma das maiores construtoras do Minha Casa Minha Vida, apresentou lucro líquido de R$ 302,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, montante 41,9% maior do que no mesmo período de 2025.

A melhora no lucro decorre principalmente do ciclo de mais lançamentos e vendas de imóveis, com subida de preços e manutenção de custos sob controle. Essa equação ajudou a aumentar a receita e diluir despesas. No começo deste ano, os apartamentos foram vendidos a R$ 325,4 mil, em média, 5% mais na comparação com um ano antes.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 411,4 milhões, aumento de 42,9% na comparação anual. A margem Ebitda foi a 25,5%, subida de 1,8 de ponto porcentual (p.p.).

A receita operacional líquida somou R$ 1,613 bilhão, crescimento de 32,6%, e recorde para a empresa.

A linha de equivalência patrimonial (que apura os resultados oriundos de empreendimentos feitos em sociedade) gerou um ganho de R$ 2,3 milhões, o triplo na comparação anual.

A margem bruta atingiu a marca de 39,0%, estável na comparação anual. A margem bruta ajustada foi a 39,3%, aumento de 0,1 p.p. Já a margem que estima o resultado dos exercícios futuros foi a 42,9%, queda de 0,4 p.p.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 64,9 milhões, alta de 28,8%. Por sua vez, as despesas comerciais foram de R$ 119,1 milhões, avanço de 12,1%.

A Cury reportou ainda uma despesa de R$ 44,8 milhões na linha de ‘outros’, que foi 12,8% maior na comparação anual.

O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas de natureza financeiras) gerou despesa de R$ 10,7 milhões, valor 26,2% menor.

A companhia reportou geração de caixa de R$ 93,4 milhões, completando 28 trimestres consecutivos de geração de caixa operacional.

Assim, encerrou o trimestre com caixa líquido de R$ 406,9 milhões, 28,8% a mais que no último trimestre do ano passado.

Em sua apresentação de resultados, a direção da Cury afirmou que o começo do ano foi impulsionado pela demanda aquecida por imóveis combinada com a eficiência da empresa na produção das moradias. Como resultado, as vendas líquidas totalizaram 2,3 bilhões, volume recorde.

A construtora destacou que o segundo trimestre começou forte em vendas, já considerando os ajustes recentes no Minha Casa Minha Vida (MCMV), que aumentaram o poder de compra da população, bem como o público identificável pelo programa.

  •  

PagBank (PAGS34): Lucro sobe 4% e chega a R$ 575 mi no 1T26, abaixo do esperado

O banco digital PagBank (PAGS34) teve lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões no primeiro trimestre, avanço de 4% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado nesta terça-feira.

Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$580 milhões para o banco do grupo UOL, segundo dados da LSEG.

A receita líquida somou R$ 3,3 bilhões no primeiro trimestre, representando um ganho de 6% na comparação anual, tendo como impulso a aceleração da plataforma de banking, disse a empresa.

Já o indicador de rentabilidade ROAE do PagBank avançou para 15,8%, subindo 80 pontos básicos em relação ao ano anterior.

O banco encerrou o trimestre com uma base de 34 milhões de clientes, número 6% maior que o visto ano passado. Por conta disso, o volume de cash-in, que soma as entradas de recursos nas contas digitais em adição ao volume na adquirência, totalizou R$ 81 bilhões no período, alta de 11% no ano.

Os depósitos somaram R$ 42 bilhões, avanço de 23% na base anual. A carteira de crédito ficou em R$ 5 bilhões, o que representa um aumento de 36% ano a ano, informou a instituição financeira. O aumento percentual supera levemente o guidance de expansão da carteira que a companhia tinha projetado para o ano, de 25% a 35%.

“Sabemos navegar em ambientes com alto grau de instabilidade e incerteza”, disse Gustavo Sechin, diretor financeiro do PagBank, em entrevista coletiva com jornalistas, comentando os números da instituição em meio ao atual cenário macroeconômico doméstico.

Nesse contexto, o banco elevou sua perspectiva para o nível em que a taxa Selic estará no final do ano. “Estamos olhando para um número provavelmente mais próximo de 13,50%”, disse Carlos Maud, CEO do PagBank.

Desenrola

Ainda avaliando o cenário macroeconômico, a instituição financeira vê como positivo o Novo Desenrola lançado pelo governo federal para renegociação de dívidas, mas não enxerga grandes impactos positivos ou negativos na empresa.

“Vemos com bons olhos, até porque estamos com quase toda a população economicamente ativa com algum tipo de apontamento negativo de crédito, e o crédito para o Brasil é muito relevante para impulsionar o consumo. Mas, para nós, ele (Desenrola) tem baixa relevância, até porque o nosso portfólio é pequeno”, destacou o CEO. “O Desenrola 1 pegou um pedaço maior que o Desenrola 2 para a gente.”

No início do mês, o governo lançou o Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares, prevendo utilizar até R$ 15 bilhões em garantias da União para viabilizar juros mais baixos aos devedores, com um impacto fiscal de até R$ 5 bilhões.

O PagBank também vê pouco impacto das altas taxas da inadimplência no país em seu negócio.

“Esses grandes movimentos de inadimplência são menos importantes para gente porque ainda estamos muito no começo da nossa jornada aqui. O elemento macroeconômico ainda não tem poder de pressionar o nosso portfólio, dado que a gente tem R$5 bilhões de carteira de crédito”, destacou o CEO.

Em fevereiro, o Banco Central informou que a taxa de inadimplência em recursos livres aumentou para 5,5%, de 5,3% em janeiro, marcando o nível mais alto desde agosto de 2017. Em 12 meses, o indicador subiu 1,0 ponto percentual.

  •  

Assaí (ASAI3) tem queda de 47% no lucro no 1T26, a R$ 86 milhões

A rede de atacarejo Assaí (ASAI3) teve lucro líquido de R$ 86 milhões no primeiro trimestre, queda de 46,7% sobre o resultado obtido um ano antes, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira.

A companhia teve resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 1,025 bilhão, praticamente estável sobre o desempenho do primeiro trimestre do ano passado.

A empresa apurou receita líquida de R$ 18,64 bilhões de janeiro ao final de março, praticamente estável antes os três primeiros meses de 2025.

Analistas, em média, esperavam que o Assaí mostrasse Ebitda de R$1,39 bilhão e receita líquida de R$18,95 bilhões, segundo dados recolhidos pela LSEG.

A companhia afirmou que, incluídos novos créditos de PIS/Cofins, o lucro líquido do primeiro trimestre foi de R$367 milhões.

Trimestre com ‘fatores adversos’

Em release de resultados, o Assaí disse que o primeiro trimestre foi marcado por um “conjunto de fatores adversos que, somados, representaram um desafio incomum para quem atende principalmente as famílias de menor renda”.

“Vivemos uma deflação simultânea em commodities essenciais da nossa cesta: arroz, feijão, açúcar, óleo de soja, farinha de trigo e leite UHT apresentaram queda média de 12% no trimestre. Para quem acompanha o setor há décadas, é inédito ver deflação simultânea dessa magnitude nesse grupo de produtos”, disse.

Ao mesmo tempo, acrescentou, o endividamento das famílias atingiu recordes históricos. “Isso se traduz diretamente em menor capacidade de consumo nas classes C, D e E (exatamente o público em maior volume nas nossas lojas)”, afirmou a empresa. “O topo da pirâmide de renda segue consumindo, mas a base está pressionada”.

“Diante de tudo isso, manter a margem Ebitda estável é consequência de disciplina. Significa gestão eficiente de preços, maturação das lojas abertas nos últimos anos, expansão dos serviços em loja, controle rigoroso de despesas abaixo da inflação e ganho de market share”, disse.

*Com informações da Reuters

  •  

Azul (AZUL53), Americanas (AMER3), Equatorial (EQTL3) e outras empresas divulgam balanços do 4T25 nesta semana

Aproximando-se da reta final, a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) tem mais uma semana com a divulgação dos resultados de grandes empresas da Bolsa, entre elas Azul (AZUL53), Americanas (AMER3) e Equatorial (EQTL3).

Ao longo da semana, nomes como Oi (OIBR3), JBS (JBSS32), Automob (AMOB3), Vamos (VAMO3) e Bradespar (BRAP4) também reportam seus números referentes ao período entre outubro e dezembro de 2025.

Azul e mais: veja as empresas que divulgam balanços nesta semana

A elaboração do calendário de resultados do quarto trimestre de 2025 teve como base as datas divulgadas pelas companhias e estão sujeitas a alteração. A realização de atualizações na tabela pode ocorrer para acompanhar eventuais mudanças.

Empresa Ticker Data Horário de divulgação Teleconferência
Movida MOVI3 23/03/26 Após o fechamento 24/03/2026, às 9h
Boa Safra SOJA3 24/03/26 Após o fechamento 25/03/26
Enjoei ENJU3 24/03/26 Após o fechamento 25/03/26
Automob AMOB3 24/03/26 Após o fechamento 25/03/2026, às 9h
Oi OIBR3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/26
Americanas AMER3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/2026, às 11h
Cruzeiro do Sul Educacional CSED3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/2026, às 14h
JBS JBSS32 25/03/26 Após o fechamento 26/03/2026, às 9h
Ser Educacional SEER3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/26
Equatorial EQTL3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/26, às 14h
Petz PETZ3 26/03/26 Após o fechamento 27/03/2026, às 11h
Dasa DASA3 26/03/26 Após o fechamento 27/03/2026, às 14h
Vamos VAMO3 27/03/26 Após o fechamento 30/03/26
Azul AZUL4 27/03/26 Antes da abertura 27/03/2026, às 11h
Bradespar BRAP4 27/03/26 Não informado –

 

  •  

Itaúsa (ITSA4) tem lucro líquido recorrente de R$ 4,45 bi no 4T25, alta de 21%

A holding controladora do Itaú Unibanco, Itaúsa (ITSA4), anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 4,45 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 21% sobre o desempenho de um ano antes, mostra documento enviado ao mercado nesta segunda-feira (16).

No acumulado do ano, a Itaúsa fechou 2025 com lucro recorrente de R$ 16,5 bilhões, alta de 11% e maior lucro anual da série histórica.

  • CONFIRA: Está em dúvida sobre onde aplicar o seu dinheiro? O Money Times mostra os ativos favoritos das principais instituições financeiras do país; acesse gratuitamente

A companhia, que também tem investimentos em empresas como Motiva, Aegea, Alpargatas e Copa Energia, teve um retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio de 19,6% no último trimestre de 2025, ante 16,6% no mesmo período de 2024.

“O resultado recorrente proveniente das empresas investidas, refletido em nosso resultado em 2025, foi de R$ 17,6 bilhões, crescimento de 12% em relação ao ano anterior devido principalmente ao melhor resultado do Itaú Unibanco (+10%), além dos resultados crescentes do setor não financeiro (+42%) com destaque para Alpargatas, Aegea, NTS, Motiva e Copa Energia”, informou a empresa no comunicado.

Já as despesas administrativas totalizaram R$ 52 milhões no 4T25, aumento de 12% na comparação sazonal, reflexo maiores encargos relacionados ao incentivo de longo prazo e despesas com tecnologia.

Em mensagem de administração, Alfredo Setubal, CEO da Itaúsa, comemorou os resultados recordes no ano em que a holding completou 50 anos.

“Mesmo diante de um cenário macroeconômico marcado por juros elevados, reportamos resultados recordes e remuneração atrativa a nossos acionistas e avançamos de forma consistente em nossa estratégia como gestora de portfólio, combinando alocação de capital responsável, desempenho operacional robusto e governança sólida”.

Mais cedo nesta segunda-feira, a Itaúsa anunciou o pagamento de R$ 1,3 bilhão em juros sobre o capital próprio, sendo o valor por ação de R$ 0,116 (R$ 0,09 líquido).

Para ter direito ao provento, o acionista deve ter o papel em sua carteira no dia 19 de março de 2026. O pagamento ocorrerá até o dia 31 de agosto de 2026.

  •  

Sabesp (SBSP3) tem lucro líquido ajustado de R$ 1,9 bi no 4º trimestre de 2025

A Sabesp (SBSP3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,9 bilhão no quarto trimestre de 2025. A cifra ficou estável em relação à registrada em igual intervalo de 2024.

Já o Ebitda ajustado da companhia somou R$ 3,4 bilhões, aumento de 13% na mesma base comparativa. Essa expansão reflete queda de custos de cerca de 10% e aumento de 3% em volume faturado, segundo a empresa.

A receita líquida ajustada cresceu 2,1%, somando R$ 5,7 bilhões. O CFO da Sabesp, Daniel Szlak, atribui o resultado à retirada de descontos para grandes clientes, assim como expansão da base de consumidores com o avanço da universalização.

“Parte desse crescimento é compensada pelo aumento da base de clientes com tarifas subsidiadas. Hoje, cerca de 20% dos consumidores residenciais têm acesso a esse tipo de tarifa, quase o dobro do observado um ano antes”, disse em entrevista à Broadcast.

O executivo destacou ainda os ganhos de eficiência, com reduções nas despesas gerais e administrativas e otimização de energia com migrações para o mercado livre.

Resultados anuais

No acumulado do ano, o lucro líquido ajustado da Sabesp subiu 22,1% em relação a 2024, atingindo R$ 6,3 bilhões.

“A companhia conseguiu reduzir custos em 13% no ano, o que contribuiu para melhorar o resultado final. Esse ganho de eficiência operacional ajudou a ampliar o lucro mesmo em um cenário de juros mais altos”, acrescentou Szlak.

O Ebitda atingiu R$ 13,2 bilhões em 12 meses, 16,6% acima do ano anterior. Enquanto isso, a receita líquida ajustada cresceu 2,2% em 2025, alcançando R$ 22,2 bilhões, impulsionada pelos novos consumidores atendidos no âmbito da universalização e um modesto aumento de consumo per capita.

  •  

Itaú BBA vê oportunidade rara em peso-pesado da bolsa; potencial é de 50%

Quando se fala em varejo, parte dos investidores e do mercado costuma virar a cara. Mas, quando o assunto é o Mercado Livre (MELI), a conversa é outra.

A companhia sempre figura entre as principais escolhas de gestores e analistas. Com o Itaú BBA não foi diferente. Os analistas até reduziram o preço-alvo, de US$ 2.600 para US$ 2.500, porém o valor ainda representa potencial de alta de 50% em relação ao último fechamento.

Os analistas argumentam que reduziram as estimativas para incorporar um período mais longo de margens de lucro operacional (EBIT) mais baixas.

A própria administração reiterou sua confiança em um nível de margem EBIT de aproximadamente 9%, patamar com o qual a MELI encerrou 2025 — sem alavancagem operacional em 2026, dado o nível de investimentos contínuos em frete grátis, cartão de crédito e comércio internacional.

Com isso em mente, o Itaú cortou a projeção de EBIT para 2026 em 13,8%, para US$ 3,5 bilhões (margem de 9,1%), e a de lucro líquido em 14,3%, para US$ 2,37 bilhões.

Para o primeiro trimestre de 2026, os analistas dizem que o nível típico de margem EBIT deverá ficar em torno de 9%.

Crescimento em primeiro lugar, qualidade depois

Um dos pontos que pesam contra a ação é o caminhão de dinheiro que o Mercado Livre gasta em investimentos.

Por outro lado, os resultados aparecem: os indicadores qualitativos e quantitativos sugerem que a execução está indo na direção certa, destaca o Itaú.

Ainda assim, investidores parecem pouco dispostos a pagar por essa melhora.

Desde janeiro, o mercado tem torcido o nariz para as techs por conta do alto investimento em tecnologia e das incertezas envolvendo inteligência artificial.

Os analistas do Itaú lembram que esses investimentos se traduzem em quedas nominais ano a ano no lucro operacional (EBIT) e no lucro por ação (EPS — earnings per share) para uma empresa negociada a um múltiplo preço/lucro (P/L) considerado elevado, de aproximadamente 36 vezes para 2026.

Outras varejistas negociam na faixa de 20 vezes.

A luz no fim do túnel?

A luz no fim do túnel, porém, parece próxima.

Após interagir recentemente com a empresa, os analistas dizem ver as projeções de compra e venda convergindo para um EBIT de aproximadamente US$ 3,5 bilhões (margem de 9%) para 2026.

Isso pode sinalizar que as revisões para baixo estão próximas do fim.

“Poucas coisas são mais prejudiciais para uma ação do que revisões negativas persistentes nos lucros”, afirma o relatório.

Ainda segundo o Itaú BBA, olhando para frente, o segundo semestre de 2026 poderá marcar uma inflexão nas margens, com retomada da expansão ano a ano — o que naturalmente proporcionaria um alívio relevante.

“Até lá, é provável que as ações permaneçam sob pressão, sem catalisadores claros no curto prazo. Assim, para fundos de hedge, a relação risco-retorno parece pouco atraente. Para investidores de longo prazo, talvez seja uma daquelas oportunidades que a MELI raramente oferece.”

  •  

Temporada de balanços do 4T25 tem sido decepcionante até agora, diz XP

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) está caminhando para reta final com resultados aquém do esperado, na avaliação da XP.

Em relatório, os estrategistas Fernando Ferreira, Lucas Rosa e Raphael Figueredo afirmam que a proporção de “surpresas positivas” nos principais indicadores — como receita, Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e lucro líquido — caiu para os menores patamares da série histórica da corretora.

De acordo com a equipe, apenas 37% das empresas superaram as estimativas de lucro líquido, ante média histórica de 51%. Em relação ao Ebitda, 21% das companhias apresentaram resultados acima do esperado, contra uma média histórica de 42%.

“Para receita e Ebitda, boa parte da queda na proporção de surpresas positivas foi refletida em uma maior participação de resultados em linha com o esperado, que atingiu os níveis mais altos da nossa série histórica para ambos os indicadores”, diz o relatório.

Já na linha de receita, somente 27% das empresas registraram números acima das projeções, também abaixo da média histórica de 39%.

Na análise, os estrategistas consideraram os resultados de 71 empresas que estão dentro da cobertura da XP.

“Entendemos que esses números podem refletir o pico da desaceleração da atividade econômica doméstica, em grande medida decorrente do ambiente de juros elevados no Brasil”, afirmaram Ferreira, Rosa e Figueredo.

Apesar do desempenho fraco, os estrategistas mantêm uma visão mais construtiva para as empresas, considerando que o início do ciclo de afrouxamento monetário tende a criar um “pano de fundo mais favorável” para os lucros.

A expectativa do mercado é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduza a Selic em 0,25 ponto percentual na próxima quarta-feira (18), levando a taxa de juros de 15% para 14,75% ao ano.

A visão mais otimista também é sustentada pela expectativa de uma reaceleração da atividade econômica a partir do primeiro trimestre de 2026 (1T26), apoiada por maior estímulo fiscal.

Os melhores e piores do 4T25

Para a XP, o setor de papel e celulose tem sido o destaque positivo da temporada de balanços do 4T25 até agora.

Segundo os estrategistas, o setor vem apresentando fortes surpresas tanto na linha de receita quanto na de lucro, impulsionadas especialmente por “resultados sólidos” da Suzano (SUZB3).

O segmento também é uma exceção entre as commodities, cujas empresas têm apresentado um desempenho mais misto até o momento. Mineração e siderurgia, por exemplo, registraram 40% de surpresas positivas e 40% negativas.

Já entre as companhias de óleo e gás, 67% apresentaram resultados abaixo do esperado, embora a temporada de resultados ainda esteja em estágio inicial, destacam os estrategistas da XP.

Em termos de lucro, os destaques positivos vão para os setores de TMT (tecnologia, mídia e telecomunicações) e agronegócio.

O agro, porém, tem apresentado uma dinâmica mais negativa na linha de receita, com 60% das empresas ficando abaixo das estimativas e 80% abaixo das projeções de Ebitda.

Entre os setores de propriedades comerciais e utilidades públicas (utilities), as dinâmicas de resultados têm sido mais fracas, com a maioria das empresas registrando surpresas negativas.

Reação do mercado

No relatório, os estrategistas da XP também destacam que o mercado não tem mostrado uma reação muito forte à divulgação de resultados, em um contexto em que fatores macroeconômicos têm dominado os fundamentos micro.

Além disso, “a forte dispersão de reação entre surpresas positivas e negativas que observamos em trimestres anteriores não tem se repetido neste trimestre, já que as ações que entregaram surpresas negativas vêm apresentando reações mais positivas do que aquelas que entregaram surpresas positivas”, escreveram Fernando Ferreira, Lucas Rosa e Raphael Figueredo.

A equipe também considera que as revisões de lucros para os próximos trimestres seguem “sólidas”.

“As expectativas de lucros para os próximos trimestres têm permanecido amplamente estáveis até agora, apesar das decepções nesta temporada de resultados”, afirmaram.

Isso, segundo os estrategistas da XP, sugere que o mercado não está precificando um cenário micro persistentemente negativo para o Brasil.

  •  

Itaúsa (ITSA4), Natura (NATU3), Sabesp (SBSP3) e outras empresas divulgam balanços do 4T25 nesta semana

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) ainda reserva duas semanas com relatórios de resultados de grandes empresas. No período entre 16 e 20 de março, alguns dos destaques são Itaúsa (ITSA4), Natura (NATU3) e Sabesp (SBSP3), que divulgam seus números já na segunda-feira (16).

Ao longo da semana, nomes como Minerva (BEEF3), MBRF (MBRF3), PetroReconcanvo (RECV3), Cyrela (CYRE3), Taesa (TAEE3) e Cemig (CMIG4) também reportam seus números referentes ao período entre outubro e dezembro de 2025.

Itaúsa e mais: veja as empresas que divulgam balanços nesta semana

A elaboração do calendário de resultados do quarto trimestre de 2025 teve como base as datas divulgadas pelas companhias e estão sujeitas à alteração. A realização de atualizações na tabela pode ocorrer para acompanhar eventuais mudanças.

Empresa Ticker Data Horário de divulgação Teleconferência
Itaúsa ITSA4 16/03/26 Após o fechamento 17/03/2026, às 10h
Natura NATU3 16/03/26 Após o fechamento 17/03/2026, às 9h
Sabesp SBSP3 16/03/26 Após o fechamento 17/03/2026, às 10h
EcoRodovias ECOR3 17/03/26 Após o fechamento 18/03/2026, às 11h
Taesa TAEE11 17/03/26 Após o fechamento 18/03/2026, às 11h
Minerva BEEF3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 9h
Petroreconcavo RECV3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 10h
Vivara VIVA3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 10h
CVC Brasil CVCB3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 10h
Mills MILS3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 14h
Positivo POSI3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 11h
MBRF MBRF3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 10h
Tupy TUPY3 19/03/26 Após o fechamento 20/03/2026, às 11h
Cemig CMIG4 19/03/26 Após o fechamento 20/03/2026, às 11h
Cyrela CYRE3 19/03/26 Após o fechamento 20/03/2026, às 11h
Unipar UNIP3 19/03/26 Após o fechamento 20/03/26, às 14h
Bemobi BMOB3 19/03/26 Após o fechamento 20/03/2026, às 9h30

 

  •  

Hypera (HYPE3) tem salto no lucro líquido do 4º tri e supera expectativas de analistas

A farmacêutica Hypera (HYPE3) teve lucro líquido de operações continuadas de cerca de R$ 450 milhões no quarto trimestre de 2025, ligeiramente acima do esperado pelo mercado, impulsionada por base de comparação mais fraca com um ano antes, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (12).

O resultado foi bem acima do lucro líquido de R$ 79 milhões obtido pela empresa no quarto trimestre de 2024 e ficou próximo dos 454 milhões do terceiro trimestre do ano passado. Analistas, em média, esperavam que a companhia apresentasse lucro de R$ 395 milhões, segundo dados da LSEG.

  • CONFIRA: Está em dúvida sobre onde aplicar o seu dinheiro? O Money Times mostra os ativos favoritos das principais instituições financeiras do país; acesse gratuitamente 

A companhia também apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda de operações continuadas de R$ 748,4 milhões de outubro ao final de dezembro, ante expectativa média do mercado de R$ 731 milhões, também de acordo com a LSEG.

O resultado do período foi apoiado em parte por um crescimento de 48% na receita líquida ante o quarto trimestre de 2024, para R$ 2,24 bilhões, em meio a uma expansão de 7,4% da venda ao consumidor final do varejo farmacêutico, algo que seguindo a Hypera foi 0,5 ponto percentual “superior ao avanço do mercado de atuação”.

Enquanto isso, as despesas com marketing ficaram relativamente estáveis, recuando 0,7% no período, a R$ 381 milhões. Já as despesas com vendas cresceram 6,8%, para R$ 260 milhões.

O grupo ainda reduziu as despesas gerais e administrativas em 11,6% no quarto trimestre sobre um ano antes, para R$ 88 milhões.

  •  

Energisa (ENGI11): Lucro líquido consolidado soma R$ 975 milhões no 4T25, queda de 54%

O lucro líquido consolidado da Energisa (ENGI11) ficou em R$ 975,2 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 54% na comparação com igual período de 2024. Descontando ajustes, como o Valor Novo de Reposição (VNR) do segmento de distribuição, o lucro líquido societário da transmissão, efeitos não caixa e não recorrentes e adicionando o lucro regulatório do segmento de transmissão, o lucro líquido ajustado recorrente foi de R$ 806,4 milhões, 150,4% acima do reportado um ano antes.

No consolidado de 2025, o lucro líquido consolidado alcançou 3,14 bilhões, montante 32,3% menor que o anotado no exercício anterior. Descontando os ajustes, o resultado líquido recorrente cresceu 9,5%, para R$ 2,06 bilhões.

Pesou no desempenho trimestral a alta de 404,2% do resultado financeiro, que ficou negativo em R$ 957,6 milhões, ante os R$ 189,9 milhões anotados entre outubro e dezembro de 2024.

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) cresceu 11,9% no quarto trimestre, frente igual etapa de 2024, para R$ 2,013 bilhões. Pelo critério ajustado recorrente, o Ebitda chegou a R$ 2,326 bilhões, avanço de 21,7%. Já o Ebitda ajustado para critério de covenants, que considera receitas de acréscimos moratórios, subiu 11,5%, para R$ 2,12 bilhões.

A receita líquida ajustada somou R$ 7,92 bilhões nos últimos três meses de 2025, aumento de 4,3% em relação ao reportado entre outubro e dezembro do ano anterior.

A dívida líquida ajustada da Energisa alcançou R$ 32,829 bilhões ao fim de dezembro, acima dos R$ 29,2 bilhões anotados no encerramento de setembro. A alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado covenants 12 meses ficou em 3,6 vezes, acima dos 3,2 vezes do terceiro trimestre.

Já os investimentos somaram R$ 1,89 bilhão entre outubro e dezembro, queda de 7,5% frente a iguais meses do ano anterior. No consolidado de 2025, os investimentos totalizaram R$ 6,6 bilhões, alta anual de 2,3%.

  •  

Randon (RAPT4) tem prejuízo de R$ 231,3 mi no 4º tri

A Randon (RAPT4) registrou prejuízo líquido de R$ 231 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo os lucros de R$ 118 milhões do mesmo período do ano anterior e de R$ 23 milhões no terceiro trimestre, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (12).

Segundo a fabricante de implementos rodoviários, o prejuízo se deu “diante da queda expressiva de mercado, do aumento das despesas financeiras e de um maior patamar de eventos não recorrentes”.

A empresa apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 330 milhões, queda de 21,3% na comparação com o quarto trimestre do ano anterior.

A receita líquida consolidada do período recuou 1,5% no período, para R$ 3,2 bilhões, segundo o balanço.

A alavancagem financeira líquida ficou em 4,72 vezes ante 2,89 vezes no quarto trimestre de 2024.

A empresa também divulgou nesta quinta-feira suas projeções para 2026. A companhia espera receita líquida consolidada entre R$ 12,5 bilhões e R$ 14 bilhões no ano, ante R$ 13,1 bilhões registrados em 2025. A margem Ebitda esperada é de 12,0% a 14,0% no ano. Em 2025, foi de 12,2%.

  •