Presidente do PT proíbe divulgação de materiais de campanha sem número de Lula



O PT comemorou a inscrição de mais de 50 mil pessoas como “porta-vozes” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais, em uma iniciativa voltada a ampliar a presença digital da pré-campanha de reeleição e responder ao bolsonarismo na internet.
A plataforma foi lançada em 9 de junho para mobilizar simpatizantes a produzir e compartilhar conteúdos favoráveis ao governo. O partido quer atuar com força especial no WhatsApp, apontado como um dos principais terrenos da disputa política digital.
A pré-campanha celebrou o marco de 50 mil inscritos e estabeleceu uma meta mais alta: chegar a meio milhão de apoiadores nas redes até o início dos programas eleitorais no rádio e na TV.
Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT e idealizador da plataforma, disse que a proposta é transformar apoiadores em produtores de conteúdo local. “Nosso convite é para que esses simpatizantes abram a câmara, gravem, postem com seu sotaque, na sua comunidade, e a partir da sua realidade, os feitos do governo do presidente Lula”, afirmou.

A direção petista quer dar mais unidade ao discurso durante a pré-campanha eleitoral. Em discursos, o presidente do PT, Edinho Silva, defendeu que a militância atue com mais força nas redes sociais, e não apenas nas ruas.
Os inscritos já começaram a receber missões para produzir ou compartilhar materiais sobre temas considerados prioritários pela estratégia de comunicação da campanha. A orientação mira assuntos de maior circulação e maior impacto político no ambiente digital.
O partido também pretende usar a rede de porta-vozes no combate à desinformação. A atuação desses apoiadores deve envolver respostas a conteúdos bolsonaristas e difusão de mensagens alinhadas ao governo Lula.
A plataforma funciona como uma ferramenta de mobilização da pré-campanha antes do período de propaganda eleitoral no rádio e na TV, etapa em que o PT espera chegar com uma base digital organizada e mais numerosa.

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) lançou neste sábado (30/5) sua pré-candidatura ao Senado pelo Paraná. O anúncio ocorreu em evento que também apresentou Requião Filho (PDT-PR) como pré-candidato ao governo estadual.
Ao lado do presidente nacional do PT, Edinho Silva, Gleisi afirmou que a esquerda derrotará “a extrema direita no Brasil e o juiz ladrão do Paraná”, em referência ao senador e pré-candidato ao governo estadual Sergio Moro (PL-PR).
➡️ Gleisi se lança ao Senado e diz que esquerda derrotará “juiz ladrão”
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— Metrópoles (@Metropoles) May 31, 2026
O ex-ministro da Justiça Sergio Moro anunciou, na sexta-feira (26/5), sua pré-candidatura ao governo do Paraná. Ele compareceu ao evento acompanhado do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O ato também apresentou a chapa majoritária apoiada pelo PT no Paraná, incluindo as pré-candidaturas do deputado federal Filipe Barros (PL-PR) e do ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado. No evento, Flávio Bolsonaro estava usando colete à prova de balas.
A agenda foi considerada estratégica para o grupo político de Flávio em meio ao desgaste provocado pela divulgação de contatos do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
O PT reforçou que pretende se consolidar no Paraná com a chapa apresentada, mirando as eleições de 2026, enquanto Gleisi Hoffmann busca reforçar seu nome como representante da legenda no Senado e ampliar a atuação política no estado.