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Fazenda espera continuidade dos cortes na Selic mas não faz pressão sobre Copom, diz Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira (27), que a expectativa da equipe econômica é de continuidade no ciclo de cortes da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária. O colegiado vai se reunir entre terça (28) e quarta-feira (29) para decidir o rumo da Selic.

Durigan participou de uma reunião com banqueiros na parte da manhã para discutir o novo programa de renegociação de dívidas proposto pelo Governo Federal. Após o encontro, falou aos jornalistas.

Questionado sobre a possibilidade de a Fazenda ter solicitado ao Banco Central a manutenção da trajetória de queda dos juros, ele negou qualquer interferência.

“Eu não faço pedidos ao Copom. Eu acho que a gente tem que olhar que os dados têm vindo robustos na economia brasileira, com a inflação sob controle. A gente, inclusive nas medidas que estão sendo adotadas com muito rigor, seja no tempo, seja no volume do impacto da guerra principalmente nos combustíveis, tem gerado essa possibilidade de mitigar aumentos de preços no País. Então, a expectativa é que a gente siga tendo os cortes como anunciado, mas aqui não é um pedido para o Copom”, declarou.

Novo programa de renegociação

Na mesma coletiva, o chefe da pasta anunciou que a medida do governo Federal para reduzir o endividamento das famílias deve ser anunciada ainda nesta semana pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele afirmou que o programa pode apresentar descontos de até 90% em dívidas do cartão de crédito, cheque-especial e crédito pessoal.

O ministro afirmou que se reuniu com os presidentes e CEOs de bancos públicos e privados nesta segunda-feira para, junto deles, acertar os detalhes da medida. Ele deve reunir as opiniões dos executivos no encontro e entregá-las a Lula ainda nesta segunda, antes de apresentar o programa final.

A ideia é reduzir os porcentuais cobrados pelos instrumentos mais caros e oferecer um novo financiamento destas dívidas. O programa deve apresentar medidas estruturantes, como o compromisso das instituições financeiras de oferecer crédito a taxas melhores e iniciativas de educação financeira, além de restrição às apostas.

Durigan afirmou que a proposta foi bem recebida pelos banqueiros. “Também com o compromisso dos bancos de ter boas práticas, seja na oferta de crédito futuro, de crédito novo às famílias, seja do ponto de vista de educação financeira”, avaliou.

O FGTS poderá ser usado para abater os débitos, com um saque limitado dentro do programa. “O programa vem em um momento de uma taxa de juros oficial. Na perspectiva de ter cortes, é importante que as famílias se aproveitem da redução”, disse Durigan.

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A nova proposta do governo para aliviar o endividamento das famílias

O ministro da Fazenda, Dario Durigan. Foto: Divulgação

O governo federal está avaliando a possibilidade de permitir a utilização de parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que os trabalhadores brasileiros possam quitar suas dívidas. A medida, confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira (7), visa aliviar o orçamento das famílias, que enfrentam altos níveis de endividamento.

De acordo com ele, a proposta está sendo analisada em conjunto com o Ministério do Trabalho, que tem a preocupação de garantir a integridade do fundo. O ministro afirmou que, caso a avaliação considere razoável o uso do FGTS para refinanciamento de dívidas, a medida poderá ser adotada.

“Estamos avaliando isso com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a higidez do Fundo de Garantia. Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável a utilização para refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido. Isso não é feito só por mim, mas também pelo ministro (Luiz) Marinho (do Trabalho). Estamos caminhando com essa avaliação, do impacto que isso vai ter sobre o FGTS”, disse ele.

A proposta surge em meio a uma série de discussões sobre o crescente endividamento das famílias brasileiras, um tema que tem preocupado o presidente Lula nas últimas semanas. Durante a reunião, Durigan e outros ministros discutiram formas de combater esse endividamento e aliviar a pressão financeira sobre os cidadãos.

Entre as medidas que estão sendo consideradas, está a liberação do FGTS para pagamento de dívidas, o que, segundo o governo, poderia diminuir o comprometimento de renda das famílias. No entanto, também há preocupações sobre o impacto dessa ação na segurança financeira dos trabalhadores, especialmente em caso de perda de emprego.

Usuário acessando o aplicativo da Caixa Econômica Federal. Foto: Divulgação

Além da liberação do FGTS para o pagamento de dívidas, outra medida em discussão envolve a regulamentação do fundo como garantia para operações de crédito consignado privado. Essa proposta busca facilitar o acesso ao crédito de forma mais acessível e com taxas de juros mais baixas.

O governo também estuda outras ações para combater o endividamento, como o uso dos recursos esquecidos nos bancos, atualmente avaliados em R$ 10,5 bilhões. Esses recursos poderiam ser direcionados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), com o objetivo de reforçar as garantias do governo aos empréstimos renegociados.

Embora essa medida tenha gerado expectativa, Durigan optou por não detalhar suas especificidades, prometendo anunciar os detalhes assim que as decisões forem finalizadas. “Não vou entrar nos detalhes das medidas, isso ainda vai ser anunciado com todos os detalhes”, afirmou o ministro.

Além disso, o governo está discutindo dois focos principais para o novo programa de combate ao endividamento: o primeiro seria focado na população de baixa renda, com dívidas em atraso entre 60 e 360 dias, incentivando a renegociação com descontos e novas opções de parcelamento.

O segundo foco seria para pessoas adimplentes, mas com alto comprometimento de renda, que poderiam ser estimuladas a migrar para linhas de crédito com juros mais baixos, aliviando assim suas finanças.

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Governo estuda permitir uso do FGTS para pagamento de dívidas

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (7) que o governo federal está avaliando a possibilidade de permitir que trabalhadores utilizem o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas. A proposta faz parte de um conjunto de medidas voltadas à redução do endividamento das famílias brasileiras. A declaração foi […]
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