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Sem referência dos EUA, juros futuros intermediários e longos sobem quase 20 pontos-base à espera de ata do Copom

19 de Junho de 2026, 18:16

A curva de juros futuros estendeu em alta pela terceira sessão consecutiva sem a referência dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) por conta do feriado de Juneteenth.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 14,255% ante 14,235% do fechamento anterior, leve alta de 2 pontos-base.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 14,940% ante 14,765% do fechamento anterior, avanço de quase 18 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, subiu 18,5 pontos-base e terminou o dia a 14,650% ante 14,465% do fechamento da última quinta-feira (18).

O que mexeu com os DIs hoje?

A “rolagem” do horizonte relevante do Banco Central para a convergência à meta de inflação no comunicado da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) continuou a pressionar as taxas de DIs de longo prazo.

Para analistas, o comunicado da decisão foi ‘confuso’, gerou ruídos e pareceu sugerir que o BC quer cortar novamente a Selic em agosto, a despeito da piora das expectativas de inflação.

No mercado, a expectativa é de que a ata de decisão, a ser divulgada na manhã de terça-feira(23), corrija o ruído gerado pelo comunicado.

As tensões geopolíticas também voltaram a concentrar as atenções após o cancelamento das negociações entre Estados Unidos e Irã e do encontro de autoridades dos dois países na Suíça para a assinatura oficial do acordo de paz.

Além do impasse nas negociações, os combates entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano se intensificaram durante a madrugada, com mais de 18 pessoas mortas em ataques israelenses e quatro soldados israelenses mortos em um dos ataques mais letais realizados pelo grupo apoiado pelo Irã durante esta guerra.

Teerã condenou os ataques israelenses ao Líbano e alertou sobre suas consequências para a paz e a segurança na região, afirmando que os Estados Unidos são diretamente responsáveis pela situação.

Sem Wall Street, Ibovespa fecha estável com impasse entre EUA-Irã no radar; dólar cai a R$ 5,16

19 de Junho de 2026, 17:16

Sem negociações em Wall Street, o Ibovespa (IBOV) operou instável durante todo o pregão, em dia de vencimento de opções.

Nesta sexta-feira (19), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com leve alta de 0,03%, aos 168.333,61 pontos. Na semana, o IBOV acumulou baixa de 1,64%.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1648, com queda de 0,20%. Na semana, a divisa teve valorização de 2,04% ante o real.

No cenário doméstico, a última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a Selic continuou no radar, com o mercado à espera da ata, que deve trazer mais detalhes da decisão.

Os investidores também acompanharam novas movimentações políticas em torno da corrida eleitoral.

Em destaque, a pesquisa RealTime Big Data, divulgada pela manhã, apontou empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa do segundo turno no Estado do Tocantins. O senador aparece numericamente à frente, com 41% das intenções de voto, contra 40% de Lula, mas a margem de erro é de 2,2 pontos.

Além disso, Lula assinou uma medida para garantir o bloqueio de recursos financeiros de bets ilegais. O dinheiro congelado pelos bancos será incrementado no Fundo Nacional de Segurança Pública, através da cooperação entre o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Altas e quedas do Ibovespa

Com a liquidez mais enxuta, a ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Azzas 2154 (AZZA3), em meio à notícias de que a varejista contrato o Morgan Stanley para a venda da marca Farm. AZZA3 encerrou o pregão com alta de 8,33% (R$ 17,56).

Já a ponta negativa foi liderada por Minerva (BEEF3), que fechou a sessão com baixa de 5,12% (R$ 3,52).

Entre os pesos-pesados, o setor de bancos fechou no tom negativo: Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com queda de 0,29%. Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, teve queda de 0,80% (R$ 39,87).

Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, encerrou o pregão em tom misto, pressionado pelo fluxo doméstico, na contramão do desempenho do petróleo – o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto subiu 0,90%, a US$ 80,57 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

PETR3 terminou o dia com alta de 0,49% (R$ 43,34) e PETR4 registrou perda de 0,13% (R$ 38,80).

Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, avançou com fluxo e destoou do desempenho do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, com baixa de 1,13%, a 747 yuans (US$ 110,34) a tonelada. VALE3 subiu 1,01% (R$ 80,75).

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

Exterior

Os índices de Wall Street não operaram nesta sexta-feira devido ao Dia Nacional da Independência dos Negros nos Estados Unidos (Juneteenth).

Na Europa, os índices fecharam em queda com incertezas sobre o acordo de paz entre EUA e Irã após o cancelamento das negociações e da assinatura do pacto na Suíça. Hoje, o índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,24%, aos 635,61 pontos.

Na Ásia, os índices terminaram a sessão sem direção única. O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,28% os 71.250,06 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, não operou devido a feriado local.

Cury (CURY3) salta e Natura (NTCO3) lidera a ponta negativa; veja os destaque do Ibovespa na semana

13 de Junho de 2026, 10:06

O Ibovespa (IBOV) interrompeu a sequência histórica de quedas e voltou fechar a semana em tom positivo com alívio nas tensõs geopolíticas.

O principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 1,25% na semana e encerrou a última sessão aos 171.132,66 pontos.

Já o dólar à vista terminou a R$ 5,0615 com perda de 1,86% no acumulado da semana.

Por aqui, o noticiário corporativo chamou a atenção dos investidores. A privatização da Copasa (CSMG3) movimentou R$ 8,3 bilhões, considerando o lote principal. Esta foi a segunda maior privatização do setor de saneamento no Brasil feita em bolsa, atrás apenas a da Sabesp, em 2024, que movimentou quase R$ 15 bilhões.

Na operação, as ações foram precificadas a R$ 49,303 cada, valor acima dos R$ 47,23 mínimos estabelecidos pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG).

O cenário eleitoral também continuou no radar com uma nova rodada de pesquisa de intenção de votos.

Em destaque, a pesquisa Genial/Quaest para a eleição presidencial 2026 mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu seis pontos porcentuais de vantagem para Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno.

O presidente chegou a 44% das intenções de voto, ante 42% no levantamento de maio, e venceria o senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que recuou de 41% para 38%.

Já entre os dados, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio, uma desaceleração frente ao avanço de 0,67% no mês passado.

No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,72% — acima da meta perseguida pelo Banco Central (BC) de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Os investidores mantiveram a aposta manutenção da Selic em 14,50% ao ano na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Perto do fechamento, a curva de juros futuros precificava 68% de Selic estável em 17 de junho.

Já nos EUA, o mercado voltou a precificar uma elevação nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) apenas em dezembro.

Para a próxima decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), a ferramenta FedWatch, do CME Group, precificava 98,6% de chance de juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% na próxima quarta-feira (17), no fechamento de ontem (12).

Expectativa de acordo entre EUA e Irã

Na última quinta-feira (11), o presidente norte-americano, Donald Trump, cancelou novos ataques planejados contra o Irã e anunciou o avanço ns negociações para um acordo de paz.

Trump disse que “as discussões e os pontos finais” foram aprovados pelos Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Barein, Kuweit, Jordânia, Egito e outros.

A expectativa é de que a assinatura do memorando entre EUA e Irã aconteça amanhã (14).

Em reação, s preços do petróleo tombaram. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto recuou 6,19% na semana, encerrando a última sessão a US$ 87,33 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Sobe e desce do Ibovespa

Cury (CURY3) liderou os ganhos do Ibovespa nesta semana com revisão positiva de banco para a companhia.

Na última terça-feira (9), o Santander elevou o preço-alvo das ações CURY3 para o fim de 2026, de R$ 49 para R$ 52, e elegeu a companhia como sua principal escolha (top pick) no setor de construção civil.

Em relatório, o banco destacou que a companhia apresenta um conjunto de fatores operacionais positivos, como aumento de lançamentos, reajustes de preços dos imóveis, reconhecimento de receita mais forte do que o esperado e diluição de despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A).

Confira as maiores altas do Ibovespa entre 8 e 12 de maio:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
CURY3Cury ON11,88%
DIRR3Direcional ON8,83%
CYRE3Cyrela ON7,72%
BBSE3BB Seguridade ON7,01%
CXSE3Caixa Seguridade ON5,86%
PSSA3Porto ON5,61%
ITUB4Itaú Unibanco PN4,56%
VIVA3Vivara ON4,46%
EGIE3Engie ON4,39%
HAPV3Hapvida ON4,20%
Fonte: B3

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Natura (NATU3).

Apesar da queda semanal, as ações da varejista ainda acumulam alta de 14,9% no acumulado do ano.

Veja as maiores quedas da semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
NATU3Natura ON-11,93%
TOTS3Totvs ON-9,97%
MRVE3MRV ON-7,50%
CSAN3Cosan ON-6,96%
ASAI3Assaí ON-6,03%
RAIL3Rumo ON-4,16%
USIM5Usiminas PNA-4,07%
MGLU3Magazine Luiza ON-4,04%
SLCE3SLC Agrícola-3,78%
CEAB3C&A Modas ON-3,61%
Fonte: B3

Copasa (CSMG3) salta e Braskem (BRKM5) lidera a ponta negativa; veja os destaque do Ibovespa na semana

6 de Junho de 2026, 10:05

O Ibovespa (IBOV) engatou uma oitava semana consecutiva de perdas, a maior sequência desde o lançamento do Plano Real, em 1994, com incertezas sobre os conflitos no Oriente Médio e risco político no cenário doméstico.

O principal índice da bolsa brasileira acumulou perda de 2,74% na semana e encerrou a última sessão aos 169.019,12 pontos.

Já o dólar à vista terminou a R$ 5,1572 com ganho de 2,27% no acumulado da semana.

Por aqui, o novo ‘tarifaço’ do governo Trump concentrou as atenções do mercado. Na última terça-feira (2), o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou a implementação de uma tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil visto que determinadas práticas brasileiras seriam consideradas injustas com empresas norte-americanas.

No dia seguinte, a Casa Branca ameaçou impor uma nova taxa de 12,5% a importações de 60 países, incluindo o Brasil. Caso seja aplicada, a nova cobrança, de 12,5%, se somaria aos 25% anunciados anteriormente.

Além disso, os EUA oficializaram a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como ‘organizações terroristas’, em publicação no Diário Oficial norte-americano. A decisão, anunciada em 28 de maio, foi assinada pelo secretário de Estado do país, Marco Rubio.

Na avaliação da Eurasia, a medida traz riscos econômicos imediatos para empresas e instituições financeiras do Brasil. Contudo, a analista Julia Thomson, em entrevista ao Money Times, afirmou que considera “improvável” alguma grande medida ou sanção contra alguma instituição financeira brasileira — pelo menos, por ora.

Dados nos EUA também mexeram com a expectativa de juros por lá e por aqui. O payroll, principal relatório do mercado de trabalho norte-americano, apontou a criação de 172 mil empregos em maio, bem acima do esperado pelo mercado. Os economistas consultados pela Reuters esperavam a criação de 85 mil vagas no mês.

Após o relatório, o mercado voltou a precificar uma elevação nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) no segundo semestre deste ano.

No Brasil, os investidores passaram a apostar na manutenção da Selic em 14,50% ao ano na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Perto do fechamento, a curva de juros futuros precificava 68% de Selic estável em 17 de junho.

Tensões no Oriente Médio continuam

No início da semana, Israel e Líbano firmaram um novo cessar-fogo. Já as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã seguem ‘travadas’.

Nesta sexta-feira (5), Mohsen Rezaei, conselheiro militar do Líder Supremo do Irã, afirmou que “as negociações estão num impasse e [o presidente dos EUA, Donald] Trump precisa romper esse impasse”, em entrevista à CNN.

Segundo ele, sem acordo, o país persa pode expandir a guerra para o Oceano Índico e atacar outras bases militares dos EUA.

As falas aconteceram após os EUA anunciarem novas sanções relacionadas ao Irã, concentradas em entidades, indivíduos e navios-tanque de gás GLP.

Entre as 12 entidades designadas, estão cinco sediadas nas Ilhas Marshall, quatro nos Emirados Árabes Unidos e uma na China, de acordo com detalhes publicados no site do departamento. Seis embarcações foram visadas, incluindo quatro navios-tanque com bandeira do Panamá.

Os preços do petróleo continuaram em alta. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto avançou 2,16% na semana, encerrando a última sessão a US$ 93,09 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Copasa (CSMG3), em meio ao avanço do processo de privatização da companhia.

Na última quinta-feira (4), a Itaúsa (ITSA4) informou que a Livorno Participações — consórcio formado pelos acionistas de referência da Aegea, incluindo a própria Itaúsa, o fundo soberano de Cingapura GIC e a Equipav — decidiu não apresentar uma nova proposta para adquirir uma participação de 30% do capital.

Com a saída do Livorno Participações, a Equatorial (EQTL3) foi escolhida como a investidora de referência finalista da privatização.

Segundo a proposta apresentada pela companhia, o compromisso é investir R$ 49,03 por ação na alocação prioritária, o equivalente a aproximadamente R$ 5,59 bilhões considerando a totalidade dos papéis dessa etapa.

A Copasa informou também que a Equatorial manifestou interesse em uma eventual alocação adicional de até 48 milhões de ações remanescentes da oferta profissional. Com isso, o montante máximo potencial de investimento pode alcançar cerca de R$ 7,95 bilhões.

Nas contas do JP Morgan, as ações da empresa mineira podem se valorização mais 10% se a privatização se confirmar. O cálculo do banco tem como referência o prêmio de risco atribuído à Sabesp após a desestatização.

Confira as maiores altas do Ibovespa entre 1 e 5 de maio:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
CSMG3Copasa ON7,19%
GOAU4Metalúrgica Gerdau ON3,67%
BRAV3Brava Energia ON3,60%
GGBR4Gerdau PN2,37%
KLBN11Klabin units2,22%
USIM5Usiminas PNA1,90%
EGIE3Engie ON1,63%
RAIL3Rumo ON1,60%
CMIG4Cemig PN1,30%
TIMS3Tim ON0,78%
Fonte: B3/Broadcast

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Braskem (BRKM5) pela segunda semana consecutiva.

A gestora de private equity IG4 e a Petrobras (PETR4) se tornaram co-controladores da petroquímica, concluindo um negócio assinado em abril.

Sob a nova estrutura de controle, a IG4, por meio do fundo de investimento Shine, deterá 50,1% das ações com direito a voto da Braskem, enquanto a Petrobras terá 47%. A Novonor, controladora anterior, manterá 4% das ações sem direito a voto.

Já na sexta-feira, a companhia afirmou que não tomou qualquer decisão formal sobre uma eventual recuperação extrajudicial ou outras medidas de reestruturação financeira.

A petroquímica ainda declarou que as análises para a otimização da estrutura continuam em andamento e as conversas com assessores de credores estão avançando.

Veja as maiores quedas da semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
BRKM5Braskem PN-16,35%
CYRE3Cyrela ON-11,86%
AZZA3Azzas 2154-11,34%
CSNA3CSN ON-10,73%
HAPV3Hapvida ON-9,88%
CURY3Cury ON-9,61%
MGLU3Magazine Luiza ON-9,03%
DIRR3Direcional ON-8,51%
ENEV3Eneva ON-7,14%
YDUQ3Yduqs ON-6,92%
Fonte: B3/Broadcast

Ibovespa tem leve alta com expectativa de acordo EUA-Irã; dólar fecha próximo da estabilidade

21 de Maio de 2026, 17:18

O Ibovespa (IBOV) acompanhou o desempenho do cenário externo e estendeu os ganhos da véspera com expectativas de acordo definitivo entre Estados Unidos e Irã.

Nesta quinta-feira (21), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,17%, aos 177.649,86 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,0012, com leve queda de 0,04%..

Por aqui, o ruído político continuou a concentrar as atenções dos investidores. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, negou ter requisitado uma reunião ao presidente Trump.

Segundo aliados de Flávio, o senador foi convidado para um encontro com o norte-americano que pode ser realizado na próxima semana.

Perguntado se ele ou o irmão e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediram a conversa, Flávio respondeu em inglês: “No, I didn’t ask anything. Nobody asked”. A frase, dita a jornalistas no Congresso, pode ser traduzida como: “Não, não pedi nada. Ninguém pediu”. Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o ano passado.

A candidatura de Flávio entrou em crise na semana passada com o vazamento do áudio, pelo site Intercept Brasil, do senador pedindo dinheiro para dono do Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme ‘Dark House’, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de forte volatilidade, o alívio na curva de juros futuros abriu espaço para a recuperação das ações cíclicas.

A ponta positiva foi puxada por CSN (CSNA3), que subiu 3,43% (R$ 6,34). O destaque entre as altas, porém, foi Usiminas (USIM5) – com alta de 1,98% (R$ 9,80), beneficiada pela elevação de recomendação de neutra para compra pelo Goldman Sachs.

Na revisão positiva, o banco ainda ajustou o preço-alvo de USIM5 de R$ 6,60 para R$ 10,50 nos próximos 12 meses, o que implica em um potencial de valorização de 19,7% sobre o preço de fechamento anterior.

Os pesos-pesados também encerraram o pregão em alta. O Índice Financeiro (IFNC) encerrou a sessão com ganho de 0,65%. Em destaque, Itaú (ITUB4), detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, também teve alta de 1,13% (R$ 40,12).

Vale (VALE3), que detém 11% de participação no IBOV, subiu 0,77% (R$ 82,63), na contramão do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, em baixa de 1,07%, a 789,50 yuans (US$ 116,07) a tonelada.

Petrobras (PETR4;PETR3) perdeu força ao longo do pregão com a virada do preços do petróleo para o negativo, mas sustentou os ganhos com o barril ainda acima de US$ 100. PETR3 terminou o dia com alta de 1,25% (R$ 50,30) e PETR4 registrou avanço de 0,78% (R$ 44,95) – figurando como a ação mais negociada da B3 com 69,9 mil negócios e giro financeiro de R$ 2,5 bilhões.

Em linha com o bom desempenho das commodities, o CMDB11, ETF do BTG Pactual que segue uma cesta de ações de empresas do setor, subiu 0,17%

Já a ponta negativa foi encabeçada por Hapvida (HAPV3), que recuou 7,01% (R$ 12,34).

Copasa (CSMG3) também figurou entre as quedas, com baixa de 3,14% (R$ 51,14), após a companhia protocolar um um pedido de registro automático de oferta subsequente de ações ordinárias (follow-on) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), dando início às etapas finais do processo de privatização.

Na avaliação do Safra, o avanço da privatização é positivo, mas a menor concorrência pelo ativo pode estar no radar dos investidores – e pode ser um motivo para “decepção” do mercado.

Exterior

Os índices de Wall Street recuperaram as perdas durante o pregão e fecharam em alta com relatos de um potencial acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Em destaque, o Dow Jones fechou em seu recorde histórico.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,55%, aos 50.285,66 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • S&P 500: +0,17%, aos 7.445,72 pontos;
  • Nasdaq: +0,09%, aos 26.293,098 pontos.

Na Europa, os índices fecharam sem direção com foco no Oriente MédioO índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com leve alta de 0,44%, aos 620,56 pontos.

Na Ásia, os principais índices terminaram o dia em tom misto. O índice de Nikkei, do Japão teve alta de 3,14%, aos 61.684,14 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou com baixa de 1,03%, aos 25.386,52 pontos.

Dólar tem leve queda e fecha a R$ 5 de olho nas negociações de paz entre EUA e Irã

21 de Maio de 2026, 17:03

O dólar voltou a perder força com notícias de avanço nas negociações de paz no Oriente Médio, apesar do alívio nos preços do petróleo.

Nesta quinta-feira (21), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,0012, com leve queda de 0,04%.



O dólar operou na contramão do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com ganho de 0,07%, aos 99.165 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio manteve as atenções concentradas no cenário geopolítico, em meio a declarações desencontradas de autoridades do Irã e dos EUA.

Segundo a agência Al Arabiya, os EUA e o Irã alcançaram uma versão final preliminar de um acordo mediado pelo Paquistão. O rascunho prevê um cessar-fogo imeadiato e as partes também se comprometem mutuamente a evitar ataques contra infraestrutura.

A agência noticiou ainda que o acordo deve ser anunciado nas próximas horas.

A notícia repercutiu sobre os preços do petróleo. Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho fecharam em queda de 2,32%, a US$ 102,58 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

O mercado, porém, observa o possível acordo com cautela. Hoje, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que os EUA acabarão por recuperar o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã, necessário para fabricar uma arma atômica.

“Nós vamos obter isso. Não precisamos disso, não queremos isso. Provavelmente vamos destruí-lo depois de consegui-lo, mas não vamos permitir que eles fiquem com isso”, disse Trump a repórteres na Casa Branca.

Acredita-se que o Irã possua cerca de 900 libras (cerca de 408 kg) de urânio altamente enriquecido, que Trump diz ter sido enterrado por ataques aéreos dos EUA e de Israel há quase um ano.

A declaração de Trump aconteceu horas depois de a Reuters noticiar que o líder supremo do Irã emitiu uma diretriz para que o urânio do país, com grau de pureza próximo ao de armas, não seja enviado para o exterior, endurecendo a posição de Teerã em relação a uma das principais exigências dos EUA nas negociações de paz.

Segundo autoridades israelenses à agência, Trump havia garantido a Israel que o estoque de urânio do país persa será enviado para fora do país e que qualquer acordo de paz teria que incluir ao menos uma cláusula sobre o tema.

Por aqui, o cenário eleitoral continuou no radar. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, negou ter requisitado uma reunião ao presidente Trump.

Segundo aliados de Flávio, o senador foi convidado para um encontro com o norte-americano que pode ser realizado na próxima semana.

Perguntado se ele ou o irmão e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediram a conversa, Flávio respondeu em inglês: “No, I didn’t ask anything. Nobody asked”. A frase, dita a jornalistas no Congresso, pode ser traduzida como: “Não, não pedi nada. Ninguém pediu”. Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o ano passado.

A candidatura de Flávio entrou em crise na semana passada com o vazamento do áudio, pelo site Intercept Brasil, do senador pedindo dinheiro para dono do Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme ‘Dark House’, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Juros futuros avançam na esteira dos Treasuries com impasse nas negociações EUA-Irã e Copom no radar

27 de Abril de 2026, 18:25

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta segunda-feira (27) em alta, com avanço de mais de 10 pontos-base no vencimentos de médio e longo prazos, na esteira dos Estados Unidos após a tentativa frustrada de negociações entre Washington e Teerã.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, subiu 4 pontos-base e fechou a 14,135% ante 14,095% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em alta, a 13,615% ante 13,470% do fechamento anterior – um avanço de 14 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 13,650% ante 13,540% do fechamento da última sexta-feira (24), alta de 11 pontos-base.

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, registraram alta.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – terminou a 3,799% ante 3,776% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – caiu a 4,340% ante 4,349% do fechamento anterior.

“As Treasuries sobem de forma relativamente paralela, refletindo a alta no preço do petróleo em meio ao impasse para resolução definitiva entre Irã e EUA”, destacou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

“Adicionalmente, o leilão de 2 anos de títulos do Tesouro americano emitido hoje apresentou leve ‘tail‘ (cauda), sinalizando demanda marginalmente mais fraca. Esse movimento é replicado na curva local, que segue o exterior de forma praticamente uniforme”, acrescentou Shahini.

O que mexeu com os DIs hoje?

Os investidores continuaram a precificar o cenário geopolítico na curva de juros futuros, após a tentativa frustrada de negociações entre Washington e Teerã no fim de semana.

Já na tarde de hoje, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o presidente norte-americano Donald Trump discutiu uma nova proposta iraniana para resolver a guerra com Teerã com seus principais assessores de segurança nacional nesta segunda-feira.

Ela ainda afirmou que o presidente quer que a hidrovia de trânsito de petróleo do Estreito de Ormuz seja aberta e que o Irã entregue seu urânio enriquecido.

“Eu não diria que eles estão considerando a possibilidade. Eu diria apenas que houve uma discussão esta manhã que eu não quero adiantar, e vocês ouvirão diretamente do presidente, tenho certeza, sobre esse assunto”, acrescentou Leavitt.

Expectativa para Selic

O Relatório Focus desta segunda-feira mostrou que a expectativa é de redução de 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50%, na Selic na próxima quarta-feira (29).

As ações do Copom negociadas na B3 precificavam 86,35% de probabilidade de corte de 25 pontos-base na próxima semana, contra 2,5% de chance de redução de 50 pontos-base, de acordo com a atualização mais recente, da última sexta-feira (24).

O Focus ainda apontou a mediana para o IPCA em 2026 aumentou pela sétima semana seguida, a 4,86%, de 4,80% antes.

*Com informações de Reuters

Bolsa brasileira não está mais barata, diz BofA

25 de Abril de 2026, 11:25

Para o Bank of America (BofA), as ações brasileiras não estão mais “baratas” em termos de valuation.

Nas contas do banco, o Ibovespa (IBOV) – principal índice da bolsa brasileira –, excluindo as commodities, está sendo negociado com um prêmio de 6% em relação à média histórica, mas ainda com desconto de 3% em relação aos mercados emergentes.

Apesar da avaliação, os estrategistas do BofA elevaram o preço-alvo para o IBOV para 210 mil pontos no fim deste ano, segundo relatório divulgado no último dia 22. A projeção anterior era de 180 mil pontos em dezembro.

O banco tem a preferência por empresas alavancadas com geração de caixa resiliente, financeiras e utilities com maior crescimento.

Bolsa brasileira e o fluxo estrangeiro

O Ibovespa acumula valorização de 18,4% desde janeiro, registrando 18 recordes nominais. O último foi registrado em 14 de abril, quando o índice encerrou o pregão aos 198.657,33 pontos.

Ainda de acordo com o BofA, os investidores estrangeiros continuam otimistas em relação ao real e às ações brasileiras.

“A recente abertura das taxas de juros locais criou uma assimetria em caso de um resultado eleitoral positivo ou de um cenário de desescalada da guerra”, destacaram os estrategistas.

Além disso, os ativos brasileiros continuam apresentando desempenho superior, com destaque renda variável e câmbio – o que tem levado parte do mercado a questionar se o Brasil estaria se comportando como um ativo quase livre de risco.

Na última semana, os gringos entraram com aproximadamente US$ 6 milhões (R$ 30 milhões) no mercado brasileiro atráves de fundos de ações, segundo o banco.

Esse movimento deve-se ao forte fluxo de capital para mercados emergentes. Excluindo a China, os estrangeiros injetaram US$ 1,4 bilhões entre os dias 20 e 24. Desde janeiro, as entradas chegaram a US$ 96 bilhões, o dobro do registrado em todo 2025.

Controle sem 100%: por que a Ecopetrol não precisa fechar o capital da Brava Energia (BRAV3)

25 de Abril de 2026, 10:27

Na última quinta-feira (23), a Brava Energia (BRAV3) confirmou que recebeu carta da Ecopetrol referente à aquisição de ações detidas por determinados acionistas e que a colombiana pretende realizar uma oferta pública (OPA).

Em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a junior oil afirmou que a Ecopetrol adquiriu 26% do capital social da companhia por meio da compra de participações de acionistas vendedores – fundos da Somah Printemps Quantum Group, Jive Group e Yellowstone, além de outros acionistas que, individualmente, detinham participação inferior a 5% do capital social da empresa.

A operação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A colombiana ainda pretende lançar OPA voluntária ao preço de R$ 23 por ação para alcançar 51% de participação na petroleira brasileira.

Desde então, a pergunta recorrente entre os investidores é: a Ecopetrol não deveria fazer uma OPA por 100% das ações da Brava?

Para o analista Regis Cardoso, da XP, as partes envolvidas — especificamente a Ecopetrol e os acionistas vendedores da Brava — estruturaram a operação como formação de controle, e não como transferência de controle.

“Embora os vendedores sejam signatários do acordo de acionistas da Brava, eles não elegem formalmente a maioria do Conselho de Administração. Sob essa interpretação, não seria obrigatória uma OPA por 100% das ações”, explicou o analista, em relatório.

Cardoso ainda destaca que a colombiana limitou a intenção a 51% do capital votante, participação adicional que deve ser adquirida com uma OPA voluntária. “Percentual suficiente para consolidar o controle”, disse ele.

Caso a operação seja confirmada, a Brava Energia deve ter uma estrutura semelhante a da Isa Energia (ISAE3; ISAE4), que é listada no Brasil e controlada indiretamente pela Ecopetrol.

“Esperamos que a Brava permaneça listada no Brasil, ainda que com um acionista controlador claramente definido — a própria Ecopetrol, que é listada na Colômbia”, afirmou o analista da XP.

Hapvida (HAPV3) lidera os ganhos do Ibovespa e C&A (CEAB3) é ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

25 de Abril de 2026, 10:02

O Ibovespa (IBOV) engatou uma segunda semana consecutiva de perdas com incertezas sobre os conflitos no Oriente Médio.

O principal índice da bolsa brasileira acumulou perda de 2,55% na semana e encerrou a última sessão aos 190.745,02 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a R$ 4,9982 e teve valorização de 0,30% ante o real no acumulado dos últimos cinco pregões.

Por aqui, o mercado continuou a concentrar as atenções nos efeitos do conflito no Oriente Médio e suas implicações na política monetária. Os preços do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, avançaram % na semana, encerrando a última sessão a US$ 99,13 o barril.

Entre os dados, l, o déficit em transações correntes totalizou US$ 6,036 bilhões em março, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,71% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Banco Central.

A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um saldo negativo de US$ 5,489 bilhões no mês. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$ 2,930 bilhões.

Na próxima semana, os investidores devem concentrar as atenções nas decisões de política monetária. No Brasil, a expectativa é um novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros, levando a Selic para 14,50% ao ano. Já nos EUA, o mercado espera a manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

De olho no Oriente Médio

No início da semana, a tensão entre Estados Unidos e Irã aumentou após o novo fechamento do Estreito de Ormuz, afetando o fluxo global de petróleo.

Já na quinta-feira (23), Líbano e Israel fecharam mais um acordo temporário. Os dois países estenderam seu cessar-fogo por três semanas após uma reunião de alto nível na Casa Branca, segundo o presidente norte-americano, Donald Trump.

As expectativas de uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã ganharam força na reta final da semana. Na sexta-feira (24), a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a jornalistas que Trump planejava mandar os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner para negociações com Araqchi em Islamabad, e a dupla partirá ao Paquistão na manhã deste sábado (25).

Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Hapvida (HAPV3), que avançou por quatro sessões consecutivas e superou a cotação de R$ 14 pela primeira vez desde janeiro.

Na última quinta-feira, a companhia informou que os acionistas controladores passaram a deter 55,4% do capital social da empresa. Se forem excluídas em ações em tesouraria, a participação agregada dos acionistas corresponde a 58,62%.

Na visão de analistas, a movimentação da família fundadora é uma sinalização de alinhamento e confiança na companhia.

Confira a seguir as altas do Ibovespa entre 20 e 24 de abril:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
HAPV3Hapvida ON15,21%
USIM5Usiminas PNA5,55%
PETR3Petrobras ON3,88%
RECV3PetroReconcavo ON3,46%
PETR4Petrobras PN3,19%
SBSP3Sabesp ON2,15%
PRIO3PRIO ON1,57%
ENEV3Eneva ON1,52%
GGBR4Gerdau PN1,07%
VBBR3VIBRA energia ON0,27%

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por C&A (CEAB3), com pressão da curva de juros futuros em meio à incertezas quanto aos impactos da guerra no Irã na política monetária e consumo dos brasileiros.

Veja as quedas na semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
CEAB3C&A Modas ON-12,96%
YDUQ3Yduqs ON-10,33%
TOTS3Totvs ON-9,51%
COGN3Cogna ON-9,17%
DIRR3Direcional ON-8,12%
MBRF3MBRF ON-7,70%
LREN3Lojas Renner ON-7,45%
EMBJ3Embraer ON-7,33%
IRBR3IRB Re ON-7,10%
BBAS3Banco do Brasil ON-6,97%

Sabesp (SBSP3) avalia incorporar totalidade das ações da EMAE

25 de Abril de 2026, 09:33

A Sabesp (SBSP3) avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE (EMAE3) – Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. –, ainda não detidas pela companhia, segundo o comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta sexta-feira (24).

Com a incorporação, que ainda precisa do aval dos órgãos de administração das empresas e seus acionistas, a EMAE será convertida em uma subsidiária integral da Sabesp.

Os acionistas receberão ações da Sabesp, com relação de troca a ser definida por comitês independentes.

“A incorporação de ações pretendida tem como objetivo a simplificação e otimização da estrutura societária das companhias, consolidando as suas bases acionárias em uma única companhia e reduzir custos operacionais”, diz a companhia de saneamento básico em comunicado.

Ainda de acordo com o documento, o estudo de viabilidade da operação inclui o levantamento das autorizações, condições e processos necessários para sua implementação, além da constituição de comitês independentes para negociação da relação de troca.

Hoje, a Sabesp detém 79,31% de participação na EMAE – sendo 70,09% de participação direta da Sabesp e 9,22% por meio do Oceania Fundo de Investimento em Ações.

No mês passado, a Sabesp adquiriu 100% das cotas do Oceania FIM por cerca de R$ 171,6 milhões, o que correspondia a 3,4 milhões de ações ordinárias da EMAE.

Em janeiro, a companhia paulista já havia concluído a compra de uma participação relevante na empresa ao adquirir cerca de 14,9 milhões de ações preferenciais da companhia junto à Axia Energia. Na ocasião, a operação representou aproximadamente 40% do capital total da EMAE e quase 67% das ações preferenciais da companhia.

Juros futuros fecham em baixa à espera de negociações entre EUA e Irã

24 de Abril de 2026, 18:18

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta sexta-feira (24) em queda na expectativa de negociações entre Estados Unidos e Irã, preços do petróleo Brent abaixo de US$ 100 o barril e precificação de corte na Selic na próxima semana.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, caiu 4 pontos-base e fechou a 14,095% ante 14,140% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em baixa, a 13,470% ante 13,575% do fechamento anterior – um recuo de 10 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 13,540% ante 13,660% do fechamento da última quinta-feira (23), queda de 12 pontos-base.

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, registraram perdas.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – terminou a 3,785% ante 3,825% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – caiu a 4,306% ante 4,323% do fechamento anterior.

O que mexeu com os DIs hoje?

Os investidores continuaram a precificar o cenário geopolítico na curva de juros futuros, em meio a expectativa de uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã.

Hoje, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a jornalistas que Trump planeja mandar os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner para negociações com o Irã em Islamabad, e a dupla partirá ao Paquistão na manhã deste sábado (25).

Leavitt ainda disse que o governo Trump viu “algum progresso” do lado iraniano nos últimos dias, sem entrar em detalhes.

Ainda em entrevista à Reuters, Trump afirmou que o país persa planeja fazer uma oferta com o objetivo de satisfazer as exigências dos EUA.

Expectativa para Selic

Na próxima semana, os investidores devem concentrar as atenções nas decisões de política monetária. Nos EUA, o mercado espera a manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Já no Brasil, a expectativa é um novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros, levando a Selic para 14,50% ao ano.

Na quarta-feira (22) – dado consolidado mais recente – as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 84% de probabilidade de corte de 25 pontos-base na próxima semana, contra 7% de chance de redução de 50 pontos-base.

Em 6 de abril, um dia antes de EUA e Irã fecharem o cessar-fogo de duas semanas, depois prorrogado, os percentuais eram de 55% e 21,1%, respectivamente.

Mais do que a reunião da próxima semana do Copom, o mercado discute atualmente o que o colegiado fará na reunião seguinte, em junho.

“Tenho dúvidas se ele (o Copom) faz mais uma (redução) de 25 (pontos-base) ou se para por aí”, comentou o economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Gino Olivares. “Mesmo que o conflito no Oriente Médio acabe hoje, já se contratou um desequilíbrio econômico no mundo que vai durar alguns trimestres.”

*Com informações de Reuters

IRB(Re) (IRBR3) cai até 3% após números de fevereiro; Safra diz que resultado foi ‘decepcionante’

22 de Abril de 2026, 12:05

As ações do IRB(Re) (IRBR3) operam entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV) nesta quarta-feira (22) em reação a números mensais da companhia.

Por volta de 11h45 (horário de Brasília), IRBR3 tinha queda de 3,45%, a R$ 56,29, figurando como a quarta maior queda do IBOV. Acompanhe o Tempo Real.



Além da aversão a risco doméstica na retomada das negociações após feriado, as ações da resseguradora reagem a números de fevereiro.

Na última segunda-feira (20), a companhia reportou lucro líquido de R$ 11,5 milhões em fevereiro, abaixo dos R$ 30,2 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.

Os prêmios emitidos aumentaram de R$ 185,9 milhões em fevereiro de 2025 para R$ 399,4 milhões, assim como os prêmios retidos – de R$ 97,1 milhões para R$ 205,6 milhões – e os prêmios ganhos – de R$ 227,2 milhões para R$ 265,5 milhões.

O resultado de “underwriting”, porém, ficou em R$ 19,8 milhões, contra os R$ 23,2 milhões registrados um ano antes.

O índice de sinistralidade do IRB(Re) passou de 63,9% para 73,6% na base anual.

O Safra clasificou o resultado como “negativo”. Os analistas Daniel Vaz, Maria Luisa Guedes e Rafael Nobre destacaram que o lucro líquido vem caindo desde dezembro, situando-se agora em R$ 460 milhões.

“Isso torna as projeções de consenso para 2026, atualmente em torno de R$ 600 milhões, uma meta difícil de ser alcançada, embora reconheçamos a volatilidade dos números mensais e um melhor desempenho de prêmios emitidos no início do ano”, escreveram em relatório divulgado.

Eles ainda consideraram o lucro líquido de R$ 29 milhões no acumulado no trimestre até fevereiro “decepcionante”.

O Safra mantém a recomendação neutra para IRBR3 com preço-alvo de R$ 61 em dezembro deste ano – o que representa um potencial de valorização de 5% sobre o preço de fechamento anterior. Na última segunda-feira (20), as ações encerraram o dia cotadas a R$ 58,30.

Recorde já é passado? Ibovespa entrou em tendência de queda e deve voltar aos 188 mil pontos, diz Itaú BBA

22 de Abril de 2026, 11:27

Depois de iniciar o mês de abril em forte valorização e renovando recordes históricos, o Ibovespa (IBOV) entrou em realização de lucros recentes. Essa é a avaliação, por ora, da análise técnica do Itaú BBA.

As perspectivas de avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguem cercados de incertezas, o que mantém os investidores em região de cautela.

Em relatório, os analistas Fábio Perina e Lucas Piza afirmam, porém, que “ainda falta um impulso adicional para que o mercado, como um todo, fique mais confortável para novas altas”.

Além disso, os índices de Wall Street estão esticados e nas máximas históricas. Já no Brasil, o Ibovespa também opera próximo dos recordes nominais, mas os demais índices setoriais ainda não conseguiram superar as máximas de 2026, diz a equipe de análise técnica do banco.

“A renovação das máximas do ano pelos diferentes índices será um sinal mais claro dessa virada”, destacaram os analistas.

Agora nesse momento de realização de lucros recentes, o Ibovespa deve encontrar suportes em 188.100 e 184.300 pontos – nível em que a tendência volta a ser de alta no curto prazo.

Já em caso de retomada de ganhos, a máxima deixada em 199.354 pontos é o gatilho para a retomada do movimento de alta em busca da marca dos 200 mil pontos.

Sob olhar de médio prazo, a equipe de análise ténica estima que o próximo objetivo está em 250 mil pontos.

“Até lá, a recomendação é manter prudência na seleção dos ativos e uma alocação de risco adequada, atravessando um cenário que segue incerto — apesar do cessar-fogo temporário”, diz o relatório.

Nesta quarta-feira (22), o Ibovespa opera em queda. Por volta de 11h15, o IBOV caía 0,87%, aos 194.430,02 pontos.



Juros futuros invertem sinal e fecham em baixa com expectativa de negociações entre EUA e Irã

7 de Abril de 2026, 18:24

A curva de juros futuros inverteu a trajetória na reta final do pregão com expectativa de um acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã “de última hora” com mediação do Paquistão.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 14,145%, na mínima intradia, ante 14,170% do ajuste anterior. Mais cedo, a taxa chegou a subir mais de 11 pontos-base, registrando máxima a 14,280%.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou a 13,680%, ante 13,725% do fechamento anterior.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o pregão a 13,795%, no menor nível diário, ante 13,820% do fechamento da última segunda-feira (6).

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também inverteram o sinal nos últimos minutos do pregão e fecharam em queda.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – caiu a 3,800% ante 3,850% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – subia a 4,301% ante 4,335% do fechamento anterior.

De olho em acordo no Oriente Médio

Na tentativa de amenizar as tensões geopolíticas, o Pasquistão pediu para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estender o prazo de tratativas por duas semanas.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os “os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo”, em publicação na rede social X.

Sharif ainda sugeriu que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz “como um gesto de boa vontade” nessas duas semanas, como parte do cumprimento de um cessar-fogo entre os dois países nesse intervalo.

Em resposta, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavit, disse ao Axios que Trump informado da proposta e uma “resposta será dada.”

Vale lembrar que, pela manhã, o chefe da Casa Branca afirmou que “uma civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não fosse firmado até às 21h (horário de Brasília), em publicação na rede social Truth.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Ibovespa ganha fôlego na reta final do pregão e fecha em leve alta; dólar sobe a R$ 5,15

7 de Abril de 2026, 17:23

O Ibovespa (IBOV) ganhou fôlego nos últimos minutos do pregão com expectativa de avanço nas negociações de última hora para um cessar-fogo no Oriente Médio.

Nesta terça-feira (7), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com leve alta de 0,05%, aos 188.258,91 pontos, na máxima intradia.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,1550, com alta de 0,16%.

Por aqui, os investidores dividiram as atenções com cenário eleitoral, novas medidas do governo para conter os preços dos combustíveis e dados econômicos.

Entre os dados, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.

Na avaliação de Luiza Pinese, economista da XP, os efeitos do choque do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio devem se tornar mais evidentes nos próximos meses.

O MDIC também revisou as estimativas para 2026 e prevê saldo positivo de US$ 72,1 bilhões, próximo ao piso da projeção anterior, divulgada em janeiro.

Altas e quedas do Ibovespa

Entre as ações negociadas no Ibovespa, a Suzano (SUZB3) despencou 6,39% (R$ 46,43), pressionada pela revisão do Bank of America (BofA). O banco rebaixou a recomendação das ações de compra para neutra.

Além disso, a equipe de analistas cortou o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 82 para R$ 57.

SUZB3 também foi a ação mais negociada da B3 com 56,585 mil negócios e giro financeiro de R$ 2,122 bilhões.

A ponta negativa foi liderada por MRV (MVRE3), com queda de 9,45% (R$ 7,19), em reação à prévia operacional do primeiro trimestre deste ano (1T26).

Já a ponta positiva foi encabeçada por Braskem (BRKM5), que encerrou o pregão com alta de 7,26% (R$ 9,01), em recuperação das perdas da véspera. Ontem (6), os papéis caíram mais de 7%.

Exterior

Os índices de Wall Street tiveram mais um dia de perdas com novo ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Pela manhã, o chefe da Casa Branca disse que “toda a civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não for firmado, em publicação na rede social Truth. O prazo final de negociações imposto por Trump se encerra ainda hoje, às 21h (horário de Brasília).

No final da tarde, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas. Em resposta, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavit, disse ao Axios que Trump informado da proposta e uma “resposta será dada.”

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,18%, aos 46.584,46 pontos;
  • S&P 500: +0,08%, aos 6.616,85 pontos;
  • Nasdaq: +0,10%, aos 22.017,84 pontos.

LEIA MAIS EM: Wall Street fecha sem direção única com expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio

Na Europa, os principais índices também encerraram em queda com incertezas sobre o conflito no Oriente Médio na retomada do feriado prolongado. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com baixa de 1,01%, aos 590,59 pontos.

Na Ásia, os índices tiveram uma sessão mista no primeiro dia de negociações da semana. O índice Nikkei, do Japão, ficou praticamente estável com alta de 0,03%, aos 52.429,56 pontos.

Wall Street fecha sem direção única com expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio

7 de Abril de 2026, 17:12

Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta terça-feira (7) com a expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio após o Paquistão, mediador das negociações entre EUA e Irã, pedir o prolongamento do prazo de Trump.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,18%, aos 46.584,46 pontos;
  • S&P 500: +0,08%, aos 6.616,85 pontos;
  • Nasdaq: +0,10%, aos 22.017,84 pontos.

O VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, encerrou aos 25,74 pontos (+6,41%). O número na faixa de 25 a 30 pontos indica “turbulência” no mercado.

Novas ameaças de Trump ao Irã

Hoje pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom e disse que “toda a civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não for firmado, em publicação na rede social Truth.

Apesar do tom, a pressão para um acordo com o Irã já havia se intensificado nos últimos dias. No domingo (5), Trump emitiu uma ameaça repleto de palavrões, alertando o Irã de que estaria “vivendo no inferno” se o Estreito de Ormuz não fosse reaberto até esta terça-feira às 21h (horário de Brasília).

Também nesta terça-feira, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou que a guerra com o Irã será concluída “muito em breve” e indicou que Washington ainda espera avanços diplomáticos até o prazo final imposto pelo presidente Donald Trump, às 21h (de Brasília).

No início da tarde, o New York Times noticiou que o Irã suspendeu as negociações com os EUA e também informou ao Paquistão, mediador das tratativas entre os dois países, que não participará de mais conversas sobre um cessar-fogo.

Já na reta final do pregão, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os “os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo”, em publicação na rede social X.

Sharif ainda sugeriu que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz “como um gesto de boa vontade” nessas duas semanas, como parte do cumprimento de um cessar-fogo entre os dois países nesse intervalo.

*Com informações de Reuters

Dólar tem leve alta a R$ 5,15 com ultimato de Trump ao Irã

7 de Abril de 2026, 17:08

O dólar à vista ganhou força ante o real, em uma sessão marcada pela expectativa de um acordo de paz no Oriente Médio após o ultimato do presidente norte-americano, Donald Trump.

Nesta terça-feira (7), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,1550, com leve alta de 0,17%.



O movimento destoou do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,33%, aos 99,651 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

A escalada de tensões no Oriente Médio continuou a concentrar o foco dos investidores.

Pela manhã, presidente dos Estados Unidos elevou o tom contra o Irã e disse que “toda uma civilização morrerá hoje à noite” se um acordo de cessar-fogo não fosse firmado ainda hoje, em publicação na rede social Truth.

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, também afirmou que a guerra com o Irã será concluída “muito em breve” e indicou que Washington ainda espera avanços diplomáticos até o prazo final imposto pelo presidente Donald Trump, às 21h (de Brasília).

No início da tarde, o New York Times noticiou que o Irã suspendeu as negociações com os EUA e também informou ao Paquistão, mediador das tratativas entre os dois países, que não participará de mais conversas sobre um cessar-fogo.

Já na reta final do pregão, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os “os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo”, em publicação na rede social X.

Dados locais

Em segundo plano, os investidores reagiram a dados domésticos. Entre eles, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O valor foi alcançado com exportações de US$ 31,603 bilhões e importações de US$ 25,199 bilhões.

O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.

O MDIC também revisou as estimativas para 2026 e prevê saldo positivo de US$ 72,1 bilhões, próximo ao piso da projeção anterior, divulgada em janeiro.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

Juros futuros mantêm trajetória de alta e voltam a superar 14% em todos os vencimentos

26 de Março de 2026, 18:17

A curva de juros futuros brasileira teve mais uma sessão de fortes ganhos, com as taxas voltando a superar 14% em todos os vencimentos, em meio à cautela com a guerra no Irã e choques inflacionários na economia global.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DIs) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 14,320% ante 14,105% do ajuste anterior. Mais cedo, a taxa bateu máxima a 14,360%, uma alta de 25 pontos-base.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, terminou a sessão a 14,085% ante 13,815% do fechamento anterior. Na máxima intradia, o DI subiu a 14,125%, alta de 31 pontos-base.

DI para janeiro de 2036, de longo prazo, encerrou o dia a 14,105% ante 13,980% do fechamento de ontem (23), após subir 16 pontos-base, a 14,130%, na máxima intradia.

O movimento também acompanhou o exterior. Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também fecharam em alta, em meio às incertezas de duração da guerra no Oriente Médio e os preços de petróleo de volta ao nível de US$ 100 o barril.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – fechou próximo da estabilidade a 3,882% ante 3,881% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – subiu a 4,412% ante 4,328% da véspera.

Todos os olhos na inflação

As taxas de DIs reagiram a novos dados de inflação e perspectivas do Banco Central (BC) para a economia brasileira.

A prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), avançou 0,44% em março, puxada por Alimentação e Bebidas e Despesas Pessoais. A estimativa era de alta de 0,29% neste mês, de acordo com a mediana das projeções do Broadcast.

O IPCA-15 fechou o período de 12 meses com alta acumulada de 3,90% – dentro do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima ou para baixo.

Já o BC revisou para cima suas projeções de inflação no chamado horizonte relevante — o período em que o Comitê de Política Monetária (Copom) avalia os efeitos de sua política sobre a economia.

Segundo o Relatório de Política Monetária (RPM), a expectativa para o terceiro trimestre de 2027 subiu 0,1 ponto percentual, para 3,3%.

Entre os fatores de alta, estão a elevação do preço do petróleo e a revisão do hiato do produto, que indica atividade econômica acima da capacidade potencial. Por outro lado, a apreciação do real e a leve queda nas expectativas de mercado ajudaram a conter o avanço.

Na avaliação de economistas consultados pelo Money Times, o RPM veio em linha com a ata e o comunicado do Copom, reforçando o cenário de incertezas geopolíticas com o conflito no Oriente Médio e os riscos, tanto altistas quanto baixistas, que a guerra traz para a inflação.

Durante a coletiva, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que o conservadorismo da política monetária em 2025 deu à autarquia “gordura” para poder analisar os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

Entre profissionais do mercado ouvidos pela Reuters, a avaliação é de que, no cenário atual, o BC caminha para cortar a Selic em apenas 25 pontos-base em abril – e não mais em 50 pontos-base, como os ativos estavam precificando anteriormente. A Selic está em 14,75% ao ano.

“O BC vai acelerar (os cortes da Selic) apenas em junho. Mas, claro, dependendo do cenário internacional”, avaliou o economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano.

Na B3, as opções de Copom precificavam ontem (25) –– na atualização mais recente, 37,50% de chance de o Copom cortar a Selic em 50 pontos-base, para 14,25% ao ano. A probabilidade de redução de 25 pontos-base, para 14,50% a.a., era de 37% e a chance de manutenção em 17%.

Antes da guerra, os percentuais eram de 77,50% para corte de 50 pontos-base em abril, 20,04% para redução de 25 pontos-base e zero para manutenção.

Conflito no Irã

No 27º dia de conflito no Irã, o mercado continuou a monitorar os desdobramentos e aumentou a aversão a risco, com novas incertezas sobre a duração da guerra.

Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã está desesperado por um acordo para pôr fim a quase quatro semanas de combates, mas que os negociadores iranianos são “estranhos”.

“Os negociadores iranianos são muito diferentes e ‘estranhos’. Eles estão ‘implorando’ para que façamos um acordo, o que deveriam estar fazendo, já que foram militarmente aniquilados, sem nenhuma chance de recuperação, e ainda assim declaram publicamente que estão apenas ‘analisando nossa proposta’”, disse Trump na Truth Social.

Na mesma publicação, o chefe da Casa Branca disse que o Irã deve “levar a sério” o acordo para pôr fim à guerra.

Até agora, autoridades do Irã têm negado as negociações para um cessar-fogo. Ontem (25), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse que as “conversas indiretas” não equivalem a uma negociação.

Já no final da tarde, Trump anunciou que estava interrompendo os ataques às usinas de energia do Irã por 10 dias, até 6 de abril, a pedido do governo iraniano, e afirmou que as negociações com Teerã estão indo “muito bem”.

*Com informações de Reuters

Juros futuros fecham em ligeira queda com expectativa de cessar-fogo entre EUA e Irã

25 de Março de 2026, 18:41

A curva de juros futuros brasileira fechou em ligeira queda nesta quarta-feira (25), nos vencimentos de curto e médio prazos, diante de notícias sobre o envio de uma proposta dos Estados Unidos ao Irã sobre um possível cessar-fogo.

A informação ajudou a aliviar os preços do petróleo, com os contratos futuros do Brent para junho fechando abaixo dos US$ 100 o barril, e os temores inflacionários do mercado.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DIs) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou próximo da estabilidade a 14,105%, ante 14,160% do ajuste anterior.

A taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, terminou a sessão a 13,815%, vindo de 13,870% em relação ao fechamento anterior. Na máxima intradia, o DI subiu a 14,030%, alta de 26 pontos-base.

Já o DI para janeiro de 2036, de longo prazo, subiu de 13,935% ontem para 13,980% hoje.

O movimento dos DIs de curto e médio prazo acompanhou o exterior. Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também fecharam em queda, diante da moderação dos preços do petróleo e expectativas de um acordo de cessar-fogo.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – fechou a 3,887% ante 3,936% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – recuou a 4,332%, ante 4,392% da véspera.

Expectativas para a Selic

O mercado aguarda maiores informações quanto às projeções do Banco Central (BC) para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Relatório de Política Monetária (RPM), que será divulgado amanhã (26), às 8h.

Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de março, as projeções para o IPCA subiram de 3,4% para 3,9% em 2026, enquanto as expectativas para o atual horizonte relevante do BC — o terceiro trimestre de 2027 — subiram de 3,2% em janeiro para 3,3%, ainda abaixo das expectativas do último Boletim Focus, de 3,8%, elevadas com o conflito no Oriente Médio.

Além disso, amanhã, às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a prévia da inflação de março, que nesta leitura ainda não deve refletir a pressão altista na gasolina. Segundo a pesquisa Projeções Broadcast, o mercado espera desaceleração do IPCA-15, de 0,84% em fevereiro para 0,29% em março.

Cessar-fogo no Oriente Médio

Ontem (24), o presidente dos EUA, Donald Trump, havia afirmado que as negociações com o Irã estavam mostrando progresso e que as autoridades de Teerã tinham interesse em chegar a um acordo. O jornal The New York Times também noticiou que os Estados Unidos enviaram uma proposta para o Irã.

De acordo com autoridade sênior iraniana à Reuters, o Irã ainda está avaliando uma proposta dos EUA para acabar com a guerra no Oriente Médio, apesar de uma resposta inicial negativa, sinalizando que Teerã ainda não rejeitou a oferta categoricamente.

Publicamente, as autoridades iranianas rejeitaram a perspectiva de quaisquer negociações com o governo Trump. Mas um aparente atraso na entrega de uma resposta formal ao Paquistão, que levou uma proposta de 15 pontos em nome de Washington, pareceu indicar que algumas figuras em Teerã podem estar avaliando-a.

As informações da autoridade sênior iraniana, embora a resposta inicial tenha sido “não positiva”, pareceram contradizer uma reportagem da Press TV que citou uma autoridade não identificada dizendo que o Irã a havia rejeitado.

Hoje, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que, caso o Irã não aceite a derrota, os EUA atacarão o país com mais força.

*Com informações de Reuters

Bolsas da Europa têm saldo positivo, apesar de incertezas sobre conflito no Irã

24 de Março de 2026, 16:09

Os índices europeus encerraram a sessão desta terça-feira (24) em alta, estendendo os ganhos do dia anterior, apesar das incertezas sobre a duração do conflito no Irã em meio a declarações conflitantes de autoridades iranianas e norte-americanas.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 0,43%, aos 579,28 pontos.

Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,72%, aos 9.965,16 pontos; e o CAC 40, de Paris, fechou com alta de 0,23%, aos 7.743,92 pontos.

Apenas o DAX, de Frankfurt, encerrou com queda de 0,07%, aos 22.636,91 pontos, na contramão do desempenho dos principais índices da Europa.

O que movimentou os mercados europeus hoje?

As declarações controversas de autoridades iranianas e norte-americanas sobre negociações de um cessar-fogo concentrou as atençõs dos investidores.

Ontem (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington já havia tido “conversas muito, muito fortes” com Teerã mais de três semanas após o início da guerra.

O Irã, porém, negou publicamente a afirmação. Nesta terça-feira, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que nenhuma negociação para o fim da guerra no Oriente Médio ocorreu com os Estados Unidos e afirmou que a informação passada por Trump era fake news para acalmar o mercado financeiro.

Já no final desta tarde, o presidente Trump disse a repórteres que os Estados Unidos estão conversando com “as pessoas certas” no Irã para chegar a um acordo para acabar com as hostilidades, acrescentando que os iranianos querem muito chegar a um acordo.

Os analistas do Swissquote Bank mencionam que os comentários do mandatário norte-americano não foram capazes de acalmar os mercados por um período prolongado, dada a continuidade de ofensivas do lado iraniano.

A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, ressaltou os riscos de um conflito prolongado, mas prometeu diálogo com bancos e supermercados para atenuar os possíveis impactos da guerra para os clientes.

No mesmo sentido, o economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Huw Pill, afirmou que o BC britânico está pronto para responder às possíveis pressões inflacionárias, caso seja necessário, para garantir estabilidade.

Para a Capital Economics, o conflito no Oriente Médio já está contribuindo significativamente para o aumento da inflação e a redução do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na zona do euro e no Reino Unido.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

Ibovespa tomba 2% com Petrobras (PETR4) e Wall Street em meio à escalada das tensões no Irã; dólar sobe a R$ 5,31

20 de Março de 2026, 17:31

O Ibovespa (IBOV) derreteu 4 mil pontos durante a sessão e zerou os ganhos da semana com a escalada da aversão a risco global, em meio a novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Nesta sexta-feira (20), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 2,25%, aos 176.219,40 pontos. Na semana, o Ibovespa recuou 0,81%.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3092, com alta de 1,79%. Apesar da forte valorização de hoje, o dólar acumulou queda de 0,13% ante o real na semana.

Por aqui, a cautela externa continuou a contaminar o mercado em dia de vencimento de opções. O risco de ingerência na Petrobras (PETR4) diante das medidas do governo para atenuar os efeitos da disparada do petróleo sobre os preços de energia também concentrou as atenções dos investidores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a estatal poderá recomprar a Refinaria de Mataripe (antiga Refinaria Landulpho Alves – Rlam), na Bahia. “Vamos comprar de volta a refinaria na Bahia. Pode demorar um pouco, mas nós vamos”, disse Lula, ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante evento na refinaria da Petrobras em Minas Gerais (Regap).

Altas e quedas do Ibovespa

Apenas cinco ações fecharam em alta no Ibovespa: Prio (PRIO3), Yduqs (YDUQ3), Rede D’Or (RDOR3), Vivara (VIVA3) e Cemig (CMIG4).

Em destaque, as ações da Cemig (CMIG4) figuraram como a única alta nas primeiras duas horas do pregão. Na máxima intradia, CMIG4 subiu 3,53% (R$ 12,62), em reação aos números do balanço do quarto trimestre (4T25) e anúncio da distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 658 milhões, com data “ex-direito” em 25 de março.  

Os papéis da elétrica fecharam com alta de 0,41%, a R$ 12,24.

Já a ponta negativa foi liderada por Braskem (BRKM5), que fechou em queda de 14,21%, a R$ 10,20. O movimento foi atribuído a uma realização de lucros recentes, com as mudanças do Regime Especial da Indústria Química (Reiq) já precificadas anteriormente. 

O benefício corresponde a créditos de PIS/Cofins, incidentes sobre as matérias-primas das indústrias química e petroquímica, passíveis de compensação com tributos federais.

Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR4;PETR3) caiu mais de 2%, em dia de alta nos preços do petróleo Brent no mercado internacional. O movimento de baixa foi acentuado após a publicação de uma Medida Provisória (MP) pelo governo federal que estabelece um subsídio ao diesel para mitigar os efeitos da alta das commodities no mercado global.

PETR4 fechou com queda de 2,37%, a R$ 45,67, sendo a ação mais negociada da B3. O papel teve 95,7 mil negócios e movimentou R$ 2,25 bilhões. PETR3 terminou o dia com baixa de 2,62%, a R$ 50,22.

Exterior 

Os índices de Wall Street encerraram a sessão em forte queda com as novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito no Irã.

No final da tarde, Trump, disse que “está no processo de resolver a situação no Irã”, mas sem mencionar uma perspectiva de cessar-fogo. “Não fazemos cessar-fogo quando estamos vencendo e o outro lado está destruído. […] Estamos muito adiantados no cronograma”, disse o presidente norte-americano.

Mais cedo, a CBS News informou que autoridades do Pentágono fizeram preparativos detalhados para a possível mobilização de forças terrestres dos Estados Unidos no Irã.

O mercado também manteve as apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) até dezembro deste ano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,96%, aos 45.577,47 pontos;
  • S&P 500: -1,51%, aos 6.506,48 pontos; 
  • Nasdaq: -2,01%, aos 21.647,61 pontos.

Na Europa, os principais índices também encerraram em tom negativo, com o temor de um choque inflacionário com a escalada dos preços do petróleo no radar. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com queda de 1,78%, aos 573,28 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam em queda. O índice Nikkei, do Japão, não operou em razão de feriado local e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve recuo de 0,88%, aos 25.277,32 pontos. 

Por lá, o Banco da China (BPoC, na sigla em inglês) manteve os juros inalterados pela 10ª decisão consecutiva. A taxa primária de empréstimo de um ano (LPR) foi mantida em 3,0%, enquanto a LPR de cinco anos ficou inalterada em 3,5%.

Temporada de balanços do 4T25 tem sido decepcionante até agora, diz XP

15 de Março de 2026, 13:02

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) está caminhando para reta final com resultados aquém do esperado, na avaliação da XP.

Em relatório, os estrategistas Fernando Ferreira, Lucas Rosa e Raphael Figueredo afirmam que a proporção de “surpresas positivas” nos principais indicadores — como receita, Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e lucro líquido — caiu para os menores patamares da série histórica da corretora.

De acordo com a equipe, apenas 37% das empresas superaram as estimativas de lucro líquido, ante média histórica de 51%. Em relação ao Ebitda, 21% das companhias apresentaram resultados acima do esperado, contra uma média histórica de 42%.

“Para receita e Ebitda, boa parte da queda na proporção de surpresas positivas foi refletida em uma maior participação de resultados em linha com o esperado, que atingiu os níveis mais altos da nossa série histórica para ambos os indicadores”, diz o relatório.

Já na linha de receita, somente 27% das empresas registraram números acima das projeções, também abaixo da média histórica de 39%.

Na análise, os estrategistas consideraram os resultados de 71 empresas que estão dentro da cobertura da XP.

“Entendemos que esses números podem refletir o pico da desaceleração da atividade econômica doméstica, em grande medida decorrente do ambiente de juros elevados no Brasil”, afirmaram Ferreira, Rosa e Figueredo.

Apesar do desempenho fraco, os estrategistas mantêm uma visão mais construtiva para as empresas, considerando que o início do ciclo de afrouxamento monetário tende a criar um “pano de fundo mais favorável” para os lucros.

A expectativa do mercado é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduza a Selic em 0,25 ponto percentual na próxima quarta-feira (18), levando a taxa de juros de 15% para 14,75% ao ano.

A visão mais otimista também é sustentada pela expectativa de uma reaceleração da atividade econômica a partir do primeiro trimestre de 2026 (1T26), apoiada por maior estímulo fiscal.

Os melhores e piores do 4T25

Para a XP, o setor de papel e celulose tem sido o destaque positivo da temporada de balanços do 4T25 até agora.

Segundo os estrategistas, o setor vem apresentando fortes surpresas tanto na linha de receita quanto na de lucro, impulsionadas especialmente por “resultados sólidos” da Suzano (SUZB3).

O segmento também é uma exceção entre as commodities, cujas empresas têm apresentado um desempenho mais misto até o momento. Mineração e siderurgia, por exemplo, registraram 40% de surpresas positivas e 40% negativas.

Já entre as companhias de óleo e gás, 67% apresentaram resultados abaixo do esperado, embora a temporada de resultados ainda esteja em estágio inicial, destacam os estrategistas da XP.

Em termos de lucro, os destaques positivos vão para os setores de TMT (tecnologia, mídia e telecomunicações) e agronegócio.

O agro, porém, tem apresentado uma dinâmica mais negativa na linha de receita, com 60% das empresas ficando abaixo das estimativas e 80% abaixo das projeções de Ebitda.

Entre os setores de propriedades comerciais e utilidades públicas (utilities), as dinâmicas de resultados têm sido mais fracas, com a maioria das empresas registrando surpresas negativas.

Reação do mercado

No relatório, os estrategistas da XP também destacam que o mercado não tem mostrado uma reação muito forte à divulgação de resultados, em um contexto em que fatores macroeconômicos têm dominado os fundamentos micro.

Além disso, “a forte dispersão de reação entre surpresas positivas e negativas que observamos em trimestres anteriores não tem se repetido neste trimestre, já que as ações que entregaram surpresas negativas vêm apresentando reações mais positivas do que aquelas que entregaram surpresas positivas”, escreveram Fernando Ferreira, Lucas Rosa e Raphael Figueredo.

A equipe também considera que as revisões de lucros para os próximos trimestres seguem “sólidas”.

“As expectativas de lucros para os próximos trimestres têm permanecido amplamente estáveis até agora, apesar das decepções nesta temporada de resultados”, afirmaram.

Isso, segundo os estrategistas da XP, sugere que o mercado não está precificando um cenário micro persistentemente negativo para o Brasil.

Ibovespa cai com Petrobras (PETR4) e aversão a risco em Wall Street; dólar sobe a R$ 5,31 e atinge maior nível desde janeiro

13 de Março de 2026, 17:17

O Ibovespa (IBOV) acompanhou a piora do humor dos investidores no exterior e as mudanças nas precificações de corte nos juros nos Estados Unidos e no Brasil, em meio a disparada dos preços do petróleo.

Nesta sexta-feira (13), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou perda de 0,95%. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3163, com alta de 1,41%, no maior patamar desde janeiro. Na semana, o dólar teve valorização de 1,38% sobre o real.

Por aqui, os investidores ainda repercutiram o pacote de medidas do governo para conter os preços dos combustíveis, anunciado no dia anterior. Hoje, a Petrobras (PETR4) anunciou um reajuste de 11,6% no preço do litro do diesel para as refinarias – o que, nas contas do BCG Liquidez, cancelou o efeito baixista das medidas do governo no IPCA.

Os mercado também ajustou as apostas sobre a trajetória da taxa de juros brasileira, em meio a escalada das tensões geopolícias e possíveis impactos nos preços de energia.

Tanto as Opções do Copom da B3 quanto a curva a termo precificam, majoritariamente, um corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de 15% para 14,75% ao ano, na próxima semana.

Antes da guerra no Irã, a aposta majoritária era de redução inicial de 0,50 ponto percentual.

As pesquisas eleitorais também continuaram no radar. Ainda na seara política, a Reuters noticiou que Fernando Haddad lançará a candidatura para o governo de São Paulo na próima quinta-feira (19).

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de forte aversão a risco, as ações cíclicas lideraram a ponta negativa do Ibovespa, com a abertura da curva de juros. Vivara (VIVA3) figurou enhtre as maiores perdas do pregão, acompanhada de Braskem (BRKM5),  CSN (CSNA3) ainda em reação aos balanços trimestrais e recentes notícias das companhias.

Em destaque, as ações da Petrobras (PETR4), um dos pesos-pesados do Ibovespa, também encerraram em tom negativo após o aumento nos preços do diesel. PETR3 fechou com queda de 0,10%, a R$ 49,60; PETR4 terminou o dia com perda de 0,53%, a R$ 44,76.

Apesar do reajuste, os analistas consideram que os preços praticados pela estatal seguem defasados na comparação a paridade de importação (PPI).

Segundo a Abicom, para alinhar totalmente os preços domésticos às referências internacionais, a Petrobras precisaria elevar o diesel em R$ 2,34 por litro, após mais de 300 dias sem reajustes. No caso da gasolina, a defasagem é de 43%, o que implicaria um aumento de R$ 1,10 por litro.

A expectativa, no entanto, é de que a estatal não repasse integralmente a volatilidade externa ao consumidor. Medidas anunciadas pelo governo nesta semana deram algum alívio à companhia, que já confirmou adesão ao programa de subvenção ao diesel.

Já a ponta positiva do Ibovespa foi liderada por BB Seguridade (BBSE3) e SLC Agrícola (SLCE3).

Exterior 

Os índices de Wall Street intensificaram as perdas na segunda parte do pregão, monitorando as tensões no Oriente Médio.

Os investidores também dividiram as atenções com novos dados de inflação nos Estados Unidos.

O índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), subiu 0,3% em janeiro, em linha com as expectativas. Na comparação anual, o índice apresentou um aumento de 2,8%, ligeiramente abaixo dos 2,9% previstos pelos economistas consultados pela Dow Jones. O dado é a principal referência de inflação para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Com a escalada das tensões e dados de inflação em linha com o esperado, o mercado voltou a considerar setembro comoo mês mais provável para a retomada do ciclo de corte nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano). Perto do fechamento, a probabilidade de corte no sétimo mês do ano era de 54,2%, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group. Na véspera, os traders observaram chance de redução dos juros apenas em dezembro.

Para a decisão da próxima semana, a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano é de 99,1%.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,26%, aos 46.558,47 pontos;
  • S&P 500: -0,61%, aos 6.632,19 pontos; 
  • Nasdaq: -0,93%, aos 22.105,35 pontos.

Na Europa, os principais índices também encerraram em tom negativo, ainda pressionados pelas incertezas geopolíticas. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com queda de 0,50%, aos 595,85 pontos.

Na Ásia, os índices tiveram mais uma sessão de perdas com os investidores incertos quanto à duração do fechamento do Estreito de Ormuz. O índice Nikkei, do Japão, caiu 1,16%, aos 53.819,61 pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,98%, aos 25.465,60 pontos. 

Dólar tem novo salto e fecha a R$ 5,31 com disparada do petróleo e precificação de corte menor na Selic

13 de Março de 2026, 17:05

O dólar repetiu o movimento de fortes ganhos da véspera e encerrou o pregão em alta. 

Nesta sexta-feira (13), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,3163, com ganho de 1,41%. 



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O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,73%, aos 100,466 pontos.

Na semana, o dólar teve valorização de 1,38% sobre o real.

O que mexeu com o dólar hoje?

As tensões no Oriente Médio deram gás para uma nova valorização do petróleo, com o barril Brent encerrando o dia cotado acima de US$ 100.

Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA escoltarão embarcações pelo Estreito de Ormuz, se necessário. Em entrevista à Fox News, o chefe da Casa Branca ainda declarou que as forças militares norte-americanas vão atacar o Irã  “com muita força na próxima semana”.

A declaração foi uma resposta ao Irã. Na véspera, o novo líder supremo Mojtaba Khamenei afirmou que o estreito deve permanecer fechado “como instrumento de pressão contra os EUA e Israel”.

Os investidores também dividiram as atenções com novos dados de inflação nos Estados Unidos.

O índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), subiu 0,3% em janeiro, em linha com as expectativas. Na comparação anual, o índice apresentou um aumento de 2,8%, ligeiramente abaixo dos 2,9% previstos pelos economistas consultados pela Dow Jones. O dado é a principal referência de inflação para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Com a escalada das tensões e dados de inflação em linha com o esperado, o mercado voltou a considerar setembro como o mês mais provável para a retomada do ciclo de corte nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano). Perto do fechamento, a probabilidade de corte no sétimo mês do ano era de 54,2%, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group. Na véspera, os traders observaram chance de redução dos juros apenas em dezembro.

Para a decisão da próxima semana, a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano é de 99,1%.

No Brasil, o mercado também ajustou as apostas de afrouxamento monetário. Tanto as Opções do Copom da B3 quanto a curva a termo precificam um corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de 15% para 14,75% ao ano, na próxima semana. Antes da guerra no Irã, a aposta majoritária era de redução inicial de 0,50 ponto percentual.

Por aqui, o mercado ainda repercutiu o pacote de medidas do governo para conter os preços dos combustíveis, anunciado no dia anterior. As pesquisas eleitorais também continuaram no radar.

Pela manhã, o Banco Central vendeu, em dois leilões simultâneos, US$ 1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$ 1 bilhão de swap cambial reverso – neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.

Ao fazer o “casadão”, o BC eleva a liquidez no mercado à vista em momentos de estresse como o atual, em que o dólar tem sido pressionado pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O efeito das operações sobre as cotações do dólar é, na prática, nulo, já que o BC vendeu US$ 1 bilhão em uma ponta e comprou US$ 1 bilhão em outra.

*Com informações de Reuters

Wall Street fecha sem direção única após Trump reafirmar que guerra no Irã terminará ‘em breve’

11 de Março de 2026, 17:07

Os índices de Wall Street encerraram a sessão desta quarta-feira (11) sem direção única com expectativa de fim próximo da guerra no Irã e nova valorização do petróleo no mercado internacional. Os dados de inflação ficaram em segundo plano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,61%, aos 47.417,27 pontos;
  • S&P 500: -0,08%, aos 6.775,80 pontos; 
  • Nasdaq: +0,08%, aos 22.716,13 pontos.

O que mexeu com Wall Street hoje?

O conflito no Irã entrou em seu 12º dia de combates com uma escalada nas tensões. Durante a madrugada, o comando militar iraniano atacou três navios no Golfo Pérsico.

O comando militar do país persa também afirmou que o mundo deve estar preparado para o petróleo atingir US$ 200 por barril. “Prepare-se para que o petróleo chegue a US$ 200 o barril porque o preço do petróleo depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, disse Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar do Irã, em comentários dirigidos aos Estados Unidos.

Até o momento, não houve nenhuma trégua em terra, nem qualquer sinal de que navios já podem navegar com segurança pelo Estreito de Ormuz – por onde 20% do petróleo do mundo é escoado em tempos de normalidade geopolítica – , na pior interrupção do fornecimento de energia desde os choques do petróleo da década de 1970.

Hoje, os contratos futuros do Brent, com vencimento em maio, fecharam com alta de 4,76%, a US$ 91,98 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que as forças militares atingiram 28 minas no Irã, horas depóis de reafirmar que “praticamente não há mais nada” para atacar no Irã e que a guerra naquele país terminará “em breve”. “Pequenas coisas aqui e ali. Quando eu quiser que isso acabe, vai acabar”, declarou Trump em entrevista ao site Axios.

O presidente também disse que não está preocupado com ataques apoiados pelo Irã em solo norte-americano. A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca e após o FBI alertar para a possibilidade de drones iranianos atingirem a costa oeste dos EUA, segundo a ABC News.

Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) liberou 400 milhões de barris de petróleo das reservas de 32 países-membros na tentativa de conter a alta nos preços de energia em meio a disparada recente dos preços do barril do óleo bruto.

Os dados macroeconômicos ficaram em segundo plano. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% no mês de fevereiro, segundo dados do Departamento do Trabalho do país. No acumulado de 12 meses, o CPI acumula alta de 2,4%.

Embora o dado não seja a referência inflacionária do Federal Reserve (Fed), o CPI ‘ajuda’ o mercado a calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos. Agora os traders veem a retomada de ciclo de corte nos juros apenas em setembro, ante a expectativa anterior de julho, em temor dos impactos inflacionários da guerra no Irã atráves dos preços de energia.

Dólar fica estável a R$ 5,15 com incertezas sobre a guerra no Irã

11 de Março de 2026, 17:02

Depois de duas sessões de queda, o dólar recuperou o fôlego com a escalada das tensões no Oriente Médio. Dados de inflação nos Estados Unidos e cenário eleitoral no Brasil ficaram em segundo plano 

Nesta quarta-feira (11), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,1593, com leve alta de 0,03%. 



  • LEIA MAIS: Comunidade de investidores Money Times reúne tudo o que você precisa saber sobre o mercado; cadastre-se

O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,38%, aos 99.210 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

A guerra no Irã ganhou uma nova escalada nas tensões com ataques iranianos a três navios, durante a madrugada desta quarta-feira (11), no Golfo Pérsico.

O comando militar do país persa também afirmou que o mundo deve estar preparado para o petróleo atingir US$ 200 por barril. “Prepare-se para que o petróleo chegue a US$ 200 o barril porque o preço do petróleo depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, disse Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar do Irã, em comentários dirigidos aos Estados Unidos.

Até o momento, não houve nenhuma trégua em terra, nem qualquer sinal de que navios já podem navegar com segurança pelo Estreito de Ormuz – por onde 20% do petróleo do mundo é escoado em tempos de normalidade geopolítica – , na pior interrupção do fornecimento de energia desde os choques do petróleo da década de 1970.

Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou que “praticamente não há mais nada” para atacar no Irã e que a guerra naquele país terminará “em breve”, em entrevista ao site Axios. “Pequenas coisas aqui e ali. Quando eu quiser que isso acabe, vai acabar”, declarou Trump.

Em segundo plano, os investidores acompanharam novos dados de inflação norte-americana. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% no mês de fevereiro, segundo dados do Departamento do Trabalho do país. No acumulado de 12 meses, o CPI acumula alta de 2,4%.

Embora o dado não seja a referência inflacionária do Federal Reserve (Fed), o CPI ‘ajuda’ o mercado a calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos. Após o resultado, os traders adiaram a leitura de que o Fed vai retomar o ciclo de cortes nos juros de julho para setembro.

Para a próxima decisão de política monetária, que acontece na semana que vem, há 99,4% de chance de o BC manter os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group.

“O mercado vem ajustando as expectativas para a política monetária norte-americana com o mercado passando a precificar cerca de 30 pontos-base de cortes até o fim do ano” como consequências das preocupações sobre inflação em meio a disparada dos preços do petróleo, afirma Bruno Shahini, especialista de investimentos da Nomad.

Saída de dólares e cenário eleitoral

Segundo dados do Banco Central, o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US $3,897 bilhões em março até o dia 6 – a primeira semana de conflitos no Irã.

Por aqui, o cenário eleitoral também movimentou o mercado de câmbio. As pesquisas de intenção de votos apontaram para um empate técnico entre os candidatos  Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

*Com informações de Reuters

Ouro cai 1% com dólar forte e escalada das tensões no Irã

11 de Março de 2026, 16:03

O ouro, considerado um dos ativos mais seguros do mundo, encerrou a sessão desta quarta-feira (11) em forte queda, em meio a escalada das tensões no Irã e fortalecimento do dólar.

O contrato mais líquido do ouro, com vencimento em abril, fechou com recuo de 1,20%, a US$ 5.179,10 por onça-troy na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.



O que mexeu com o ouro?

Os investidores continuaram a monitorar a guerra no Irã e as possíveis consequências do conflito na inflação e trajetória dos juros dos Estados Unidos.

Hoje, o presidente norte-americano Donald Trump voltou a dizer que a guerra no Oriente Médio deve ser encerrada “em breve”, já que não há mais estruturas a serem atacadas.

O Irã, porém, intensificou a sua ofensiva. Durante a madrugada, o comando militar iraniano atacou mais três navios no Golfo Pérsico bloqueado, enquanto Teerã disparou contra Israel e alvos em toda a região. O país também disse que o mundo deveria estar preparado para que o petróleo atinja US$ 200 por barril.

O mercado acompanhou novos dados econômicos. Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% no mês de fevereiro, segundo dados do Departamento do Trabalho do país.

inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 2,4%. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed).

Apesar de ser considerada a referência inflacionária pelo Fed, o mercado consolidou a aposta de corte nos juros pelo Fed a partir de julho. Para a próxima decisão de política monetária, que acontece na semana que vem, há 99,3% de chance de o BC manter os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Dólar engata 2º dia de perdas e fecha a R$ com possível fim do conflito no Irã no radar

10 de Março de 2026, 17:03

O dólar engatou o segundo dia de perdas consecutivas com a melhora no apetite ao risco externo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar o fim do conflito no Irã nos próximos dias. 

Nesta terça-feira (10), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,1575, com queda de 0,13%. 



  • LEIA MAIS: Comunidade de investidores Money Times reúne tudo o que você precisa saber sobre o mercado; cadastre-se

O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com baixa de 0,26%, aos 98,912 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

A expectativa de cessar-fogo no Irã melhorou o apetite ao risco dos investidores e o dólar, considerado um dos ativos de proteção, manteve a trajetória de queda.

Nesta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode negociar com o Irã, dependendo das condições, em entrevista à Fox News.

Questionado sobre a possibilidade de diálogo com líderes iranianos, Trump afirmou que há sinais de que Teerã deseja conversar. “Estou ouvindo que eles querem muito conversar”.

Na véspera, o chefe da Casa Branca já havia afirmado que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”.

Em reação, os preços do petróleo Brent, referência para o mercado global, tombaram mais de 10% ao longo do pregão e voltaram a operar abaixo de US$ 90 o barril.

“A sinalização [de Trump] levou a uma forte correção nos preços do petróleo, o que ajudou a reduzir os temores de um choque energético prolongado e de pressões inflacionárias globais. Com isso, a parte da demanda defensiva por dólar perdeu força”, afirmou Bruno Shahini. especialista de investimentos da Nomad.

No Brasil, o real também foi favorecido pela entrada de fluxo estrangeiro.

*Com informações de Reuters

Bolsas da Europa sobem mais de 1% com melhora do apetite ao risco após falas de Trump

10 de Março de 2026, 16:17

Os índices europeus terminaram a sessão desta terça-feira (10) em forte recuperação das perdas recentes com a expectativa de que os Estados Unidos devem encerrar a guerra no Irã em breve.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 1,88%, aos 606,12 pontos. Na véspera, o índice encerrou no menor nível em mais de dois meses.

Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, subiu 2,39%, aos 23.968,63 pontos; o FTSE 100, de Londres, teve avanço de 1,59%, aos 10.412,24 pontos; e o CAC 40, de Paris, fechou com 1,79%, aos 8.057,36 pontos.

O que movimentou os mercados europeus hoje?

As tensões geopolíticas continuam no centro das atenções dos investidores, mas a aversão a risco diminuiu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ontem (9), o chefe da Casa Branca declarou, em entrevista à CBS News, que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”.

Já nesta terça-feira, o presidente norte-americano disse que que pode negociar com o Irã, dependendo das condições, em entrevista à Fox News.

Questionado sobre a possibilidade de diálogo com líderes iranianos, Trump afirmou que há sinais de que Teerã deseja conversar. “Estou ouvindo que eles querem muito conversar”.

“É possível, depende dos termos, possível, apenas possível… Sabe, nós meio que não precisamos mais conversar, se você realmente pensar sobre isso, mas é possível”, acrescentou.

As declarações reduziram a pressão sobre os preços do petróleo. O barril do Brent, referência para o mercado global, chegou a cair mais de 10% após as falas de Trump e voltou a ser cotado abaixo de US$ 90.

Ainda assim, o Danske Bank recomenda “otimismo cauteloso” ao avaliar as falas e ressalta que o mercado precisa ver a retomada efetiva do tráfego no Estreito de Ormuz para reduzir de forma sustentada a pressão nos mercados de energia.

Já o ING alertou que o apetite por risco pode continuar no curto prazo, mas recomendou cautela diante da incerteza geopolítica.

O recuo do petróleo reduz custos de combustível e tende a diminuir preocupações de choques inflacionárias. Neste cenário, companhias aéreas se recuperaram de perdas recentes, como a Lufthansa, que avançou cerca de 8%, enquanto em Paris a Air France-KLM subiu perto de 4%.

*Com informações de CNBC, Estadão Conteúdo e Reuters

Braskem (BRKM5) lidera os ganhos do Ibovespa e CSN (CSAN3) é ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

7 de Março de 2026, 10:01

O Ibovespa (IBOV) engatou a segunda semana consecutiva de perdas e começou o mês de março em tom negativo com a escalada das tensões geopolíticas. A temporada de balanços e dados locais ficaram em segundo plano.

O principal índice da bolsa brasileira acumulou desvalorização de 5% na semana e encerrou a última sessão aos 179,4 mil pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a R$ 5,2438 e teve avanço de 2,14% ante o real no acumulado na semana.

O cenário externo ‘roubou as atenções’. No último sábado (28), os Estados Unidos em conjunto com Israel atacaram o Irã, com a confirmação da morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo país persa – sendo uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

Em reação, os preços do petróleo Brent dispararam 27% nesta semana, sem qualquer expectativa de retomada do trágefo no Estreito e tratativas de um cessar-fogo.

Ontem (6), o presidente dos Estados Unidos Donald Trump exigiu a “rendição incondicional” do Irã. Os comentários foram realizados horas depois de o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, anunciar que “alguns países “haviam iniciado os esforços de mediação, um dos primeiros sinais de qualquer iniciativa diplomática para encerrar o conflito.

Com a escalada das tensões e disparada do petróleo, o mercado brasileiro passou a precificar um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Desde janeiro, a aposta majoritária era de redução de 0,50 ponto percentual na reunião deste mês, com a sinalização de início de afrouxamento monetário pelo BC.

Os dados, por sua vez, ficaram sem segundo plano. Entre eles, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025 (4T25). O crescimento econômico acumulado em 2025 foi de 2,3%, em linha com o esperado.

Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou a criação de 112.334 vagas formais de trabalho em janeiro, acima do esperado pelos economistas. Segundo a Reuters, a expectativa era de criação de 92 mil postos de trabalho com carteira assinada no mês.

Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Braskem (BRKM5). Na sexta-feira (6), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a transferência do controle da petroquímica para a gestora IG4 Capital, que pertencia à Novonor (ex-Odebrecht).

O destaque, porém, foi Petrobras (PETR4), um dos pesos-pesados do principal índice da bolsa brasileira.

Os papéis PETR3 e PETR4 subiram 7% na semana, com ganhos acumulados apenas no último pregão, em reação ao balanço do quarto trimestre (4T25), ao anúncio de dividendos e à disparada do petróleo.

Entre outubro e novembro, a petroleira registrou lucro líquido de R$ 15,6 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 16,9 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. Na comparação com o terceiro trimestre, porém, o resultado representa uma queda significativa frente aos R$ 32,8 bilhões apurados.

A companhia também anunciou a distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos referentes ao período e acenou, durante a teleconferência de resultados, a retomada do pagamento de dividendos extraordinários.

Com a forte movimentação, a estatal superou R$ 580,1 milhões em valor de mercado pela primeira vez na história durante o pregão

A ‘turbulência’ geopolítica na primeira semana de março fez com que apenas oito ações encerrassem em alta, das 85 que compõem a carteira teórica do Ibovespa.

Confira a seguir as altas do Ibovespa entre 2 e 6 de março: 

CÓDIGO NOME VARIAÇÃO SEMANAL
BRKM5 Braskem PN 30,34%
PRIO3 PRIO ON 8,99%
PETR3 Petrobras ON 7,14%
PETR4 Petrobras PN 7,07%
BRAV3 Brava Energia ON 5,85%
RECV3 PetroReconcavo ON 4,46%
UGPA3 Ultrapar ON 2,44%
VBBR3 VIBRA energia ON 2,14%

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Já a ponta negativa foi encabeçada por CSN (CSNA3)Segundo notícias, a companhia avançou em negociações e caminha para concluir empréstimo com um grupo de bancos, linha que tem as ações da CSN Cimentos entre as garantias.

O montante envolvido varia de US$ 1,35 bilhão a US$ 1,5 bilhão. O valor final ainda depende de discussões que acontecem em torno dos termos do empréstimo, envolvendo juros e mais garantias, disseram pessoas a par das conversas. Uma delas afirmou que a perspectiva para a conclusão do empréstimo em março é positiva.

Veja as maiores quedas na semana:

CÓDIGO NOME VARIAÇÃO SEMANAL
CSNA3 CSN ON -16,59%
BEEF3 Minerva ON -13,79%
EMBJ3 Embraer ON -13,29%
RAIZ4 Raízen ON -12,70%
MBRF3 MBRF ON -12,62%
ASAI3 Assaí ON -12,31%
CSAN3 Cosan ON -11,13%
VALE3 Vale ON -10,86%
YDUQ3 Yduqs ON -10,55%
RENT4 Localiza PN -10,55%
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