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Received today — 5 de Julho de 2026InvestNews

Bilionário tcheco negocia compra de fatia de US$ 1,14 bilhão na Pirelli

3 de Julho de 2026, 10:47

O bilionário tcheco Michal Strnad está em negociações para comprar uma participação minoritária na Pirelli & C. SpA de seu maior acionista, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. A operação poderia ajudar a reduzir a pressão sobre o papel da China na fabricante italiana de pneus.

Strnad negocia com a estatal Sinochem Holdings Corp. a aquisição de uma fatia de 14% da Pirelli, disse uma das fontes, que pediu anonimato por tratar de informações privadas. As conversas estão em andamento e não há garantia de que um acordo será fechado, afirmaram as fontes, citando como possíveis obstáculos a necessidade de autorização de Pequim.

Uma transação desse porte — avaliada em pouco mais de € 1 bilhão (US$ 1,14 bilhão) pelos preços atuais de mercado — deixaria a Sinochem com cerca de 20% da Pirelli. Isso representaria mais um avanço em um esforço diplomática e politicamente sensível para limitar a influência da estatal chinesa na fabricante de pneus, tema que ganhou importância à medida que a Pirelli expande sua tecnologia de pneus conectados.

As ações da Pirelli chegaram a subir 4,1% em Milão após a divulgação da notícia pela Bloomberg. Antes desta sexta-feira, o papel já acumulava alta de 17% em 2026.

Representantes de Strnad, da Sinochem e da Pirelli se recusaram a comentar.

A participação chinesa na Pirelli tem sido alvo de escrutínio nos Estados Unidos, um dos principais mercados da companhia, por questões relacionadas à segurança nacional e ao compartilhamento de dados. A preocupação ocorre enquanto a empresa amplia a oferta de seus pneus Cyber Tyre, equipados com sensores capazes de coletar informações em tempo real.

O governo da Itália tem utilizado seus poderes especiais de intervenção em empresas estratégicas — conhecidos como golden power — para limitar a influência da Sinochem na Pirelli. As restrições incluem limites à representação da estatal no conselho de administração e a determinados direitos de governança enquanto sua participação permanecer acima de 9,99%.

Nas últimas semanas, a Pirelli promoveu mudanças em seu conselho e na liderança executiva, nomeando o ex-presidente-executivo e acionista relevante Marco Tronchetti Provera como presidente executivo, apesar da oposição dos acionistas chineses. A entrada de Strnad, controlador do grupo de defesa tcheco CSG NV, reforçaria ainda mais a presença de capital europeu na companhia.

O principal obstáculo para a conclusão do negócio é a aprovação da Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais da China (SASAC), órgão responsável por supervisionar empresas estatais do país, disse uma das fontes. Segundo ela, já foi discutida uma estrutura básica de preço das ações com pagamento de prêmio, e o fechamento poderia ocorrer, no cenário mais otimista, no fim de julho.

O jornal italiano Corriere della Sera informou anteriormente que Strnad e o bilionário tcheco Pavel Tykac tinham interesse em adquirir conjuntamente entre 10% e 20% da participação da Sinochem na Pirelli.

Segundo as fontes ouvidas pela Bloomberg, Tykac não participa mais das negociações. Um porta-voz de sua empresa, Sev.en Global Investments, se recusou a comentar.

A CSG, sediada em Praga, abriu capital na bolsa de Amsterdã neste ano, na maior oferta pública inicial de ações já realizada por uma empresa exclusivamente voltada ao setor de defesa. Em 2022, o grupo adquiriu 70% da fabricante italiana de munições Fiocchi Munizioni e comprou a participação restante no ano passado.

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Dolce & Gabbana se prepara para negociações com credores à medida que a pressão da dívida aumenta

25 de Março de 2026, 17:21

A Dolce & Gabbana iniciou novas negociações com credores após a fraca demanda global por produtos de luxo pressionar seus resultados e os termos de sua dívida, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

A grife italiana está trabalhando com o Rothschild & Co. como assessor financeiro, segundo as fontes. A D&G tem cerca de €450 milhões (US$ 522 milhões) em dívida bancária, após um refinanciamento no ano passado que incluiu a captação adicional de €150 milhões (US$ 174 milhões) para financiar um plano de expansão voltado a manter a empresa independente. Na ocasião, a companhia obteve uma dispensa temporária de exigências da dívida, segundo seu relatório anual mais recente.

Os credores começaram a avaliar alternativas para dar mais fôlego à empresa em relação aos compromissos financeiros, disseram as pessoas, que pediram anonimato. As conversas ainda estão em estágio inicial e nenhum detalhe foi definido.

Conhecida por seus designs inspirados no Mediterrâneo, a empresa tem sido pressionada pela desaceleração do setor de luxo, agravada recentemente pelas incertezas decorrentes da guerra no Irã, acrescentaram as fontes. Representantes da Dolce & Gabbana e do Rothschild não quiseram comentar.

A Dolce & Gabbana não é a única casa de moda a recorrer a negociações com credores. No ano passado, após descumprir cláusulas de sua dívida, os donos da Valentino — Kering e Mayhoola — concordaram em injetar €100 milhões como parte de um acordo com bancos, segundo documentos.

A Dolce & Gabbana foi fundada em 1985 por Domenico Dolce e Stefano Gabbana, que seguem como líderes criativos. A marca, conhecida por estilos exuberantes inspirados no barroco do sul da Itália, tem apostado na expansão do negócio de beleza como forma de preservar sua independência em um setor em rápida transformação.

No ano passado, a empresa renegociou cerca de €300 milhões em dívida com vencimento até fevereiro de 2030. Como parte desse processo, obteve mais €150 milhões para sustentar sua expansão nas áreas de beleza e imóveis.

A retração no varejo de luxo continua, embora tenha dado sinais de melhora antes dos bombardeios de EUA e Israel contra o Irã no fim de fevereiro. Segundo relatório da Bain & Company e da associação Altagamma, as vendas do setor caíram 2% globalmente em 2025.

A guerra trouxe novas incertezas para essa recuperação, especialmente no Oriente Médio — região de alta concentração de riqueza e um dos principais motores da demanda por luxo.

A fabricante de supercarros Ferrari afirmou neste mês que suspendeu temporariamente entregas na região, enquanto a Ermenegildo Zegna disse que o conflito reduziu a visibilidade dos negócios.

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