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A Europa está quente como o inferno. Por que ela não quer ar-condicionado?

5 de Julho de 2026, 06:00

Luca Funaro, de 32 anos, portador de uma rara doença genética, enfrentou a onda de calor recorde deste mês em seu apartamento na capital francesa sem um sistema de ar-condicionado. Seus vizinhos não permitem a instalação.

Eles rejeitaram seus pedidos para instalar uma unidade no pátio interno do prédio onde mora, no Marais, um movimentado bairro do centro de Paris. Alegaram que o equipamento faria muito barulho. Funaro, que usa cadeira de rodas e depende de um respirador, levou os vizinhos à Justiça. Sua família já gastou milhares de dólares em uma disputa judicial que dura há dois anos.

“Quando faz calor demais, pessoas com deficiência ficam desidratadas e têm dificuldade para respirar”, disse Funaro.

Os europeus há muito evitam o uso de ar-condicionado, considerando-o barulhento, prejudicial ao patrimônio arquitetônico e, acima de tudo, desnecessário, enquanto os verões eram amenos. Também temiam que a adoção em larga escala dessa tecnologia, intensiva em consumo de energia, comprometesse a ambição do continente de liderar o combate às mudanças climáticas.

Essa resistência, porém, está entrando em choque com a realidade de um continente onde as temperaturas estão subindo mais rapidamente do que em qualquer outra região do planeta.

Anos de ondas de calor recordes têm pressionado os sistemas de saúde e a economia europeia. Milhares de escolas na Europa Ocidental, que raramente possuem ar-condicionado, fecharam durante a mais recente onda de calor, obrigando muitos pais a permanecer em casa. Empresas interromperam atividades, fábricas reduziram a produção e linhas ferroviárias foram suspensas. Economistas do banco holandês ING afirmaram que a onda de calor “trouxe de volta memórias dos lockdowns da pandemia”.

A disputa sobre o futuro do ar-condicionado agora molda debates políticos em todo o continente, colocando políticos da direita — que defendem um plano massivo de instalação de aparelhos — contra setores da esquerda, preocupados com o impacto ambiental.

“É vergonhoso que bebês nascidos em hospitais, doentes e idosos sejam forçados a suportar ondas de calor como essas porque se recusam a instalar ar-condicionado”, escreveu a líder da extrema direita francesa, Marine Le Pen, na rede X. “Essas ondas de calor matam; precisamos implementar um grande plano de climatização.”

A infraestrutura europeia foi projetada para um clima muito mais frio do que o atual. Na metade norte do continente, as temperaturas raramente ultrapassavam 32°C, e marcas acima de 38°C eram praticamente desconhecidas.

Calor extremo

Linhas ferroviárias e redes elétricas não foram construídas para suportar calor extremo. Muitos edifícios carecem de elementos arquitetônicos que ajudam a manter os ambientes frescos no verão, como persianas externas para bloquear a incidência solar.

A maioria das residências e instituições do continente não possui ar-condicionado. Na Itália, cerca de 56% das casas contam com o equipamento. Na França, esse percentual cai para 25%, e no Reino Unido, para apenas 5%. As ondas de calor do verão europeu frequentemente causam dezenas de milhares de mortes, muito mais do que nos Estados Unidos. Cientistas afirmam que parte dessa diferença se deve justamente à falta de ar-condicionado.

A infraestrutura do continente está sendo colocada à prova mais rapidamente do que autoridades e cientistas previam poucos anos atrás. A Europa é o continente que mais aquece no mundo, com temperaturas já cerca de 2,5°C acima dos níveis pré-industriais, contra aproximadamente 1,4°C para a média global.

Na semana passada, Paris superou os 40°C na quarta e na quinta-feira. Isso havia ocorrido apenas outras três vezes desde o início dos registros oficiais, no século XIX: em 1947, 2019 e 2022.

“Sempre trabalhamos com a hipótese de que esse cenário seria possível a partir de 2030 e, principalmente, entre 2040 e 2050”, afirmou Audrey Pulvar, vice-prefeita de Paris. “Agora percebemos que ele já chegou.”

Autoridades europeias tentaram evitar a adoção massiva de ar-condicionado. Os efeitos colaterais de uma expansão ampla são considerados significativos: os aparelhos são caros, consomem muita energia e liberam ar quente para as ruas, elevando ainda mais a temperatura das cidades. Além disso, em áreas urbanas densas, produzem um ruído constante dos compressores.

“O objetivo não é nos tornarmos como algumas cidades italianas, brasileiras ou americanas, onde há fileiras inteiras de condensadores do lado de fora dos prédios, fazendo um barulho insuportável e liberando calor e gases tóxicos”, disse Pulvar.

Em Londres, regulamentos municipais exigem que incorporadoras adotem medidas passivas de resfriamento — como ventilação natural, persianas e melhor isolamento térmico — antes de instalar ar-condicionado em novos edifícios. Paris e Berlim planejam ampliar áreas verdes para reduzir o efeito de aquecimento provocado pelas superfícies de pedra durante ondas de calor. Paris chegou a abrir o Canal Saint-Martin para banho durante a recente onda de calor.

O problema é que essas medidas são consideravelmente menos eficazes do que o ar-condicionado para reduzir os riscos do calor extremo, segundo o Intergovernmental Panel on Climate Change, órgão científico da ONU sobre mudanças climáticas.

Em seu relatório mais recente sobre adaptação climática na Europa, o IPCC classificou o ar-condicionado como uma resposta altamente eficaz às ondas de calor. Já a ventilação mecânica recebeu classificação de eficácia média, enquanto a arborização urbana foi considerada de baixa eficácia.

Especialistas afirmam que medidas como ventilação mecânica ou sombreamento deixam de funcionar quando o calor se torna persistente. Durante a mais recente onda de calor, temperaturas noturnas próximas de 29°C impediram que os edifícios esfriassem antes de serem novamente aquecidos pelo sol.

Radhika Khosla, cientista climática da University of Oxford, afirma que os países devem combinar melhor design de edifícios com ar-condicionado para limitar o consumo energético dos aparelhos.

“Você quer usar o equipamento quando ele realmente for necessário, em vez de transformá-lo na solução padrão para tudo”, disse.

Em toda a região, a onda de calor transformou hospitais e casas de repouso sem climatização em verdadeiros fornos. Médicos, enfermeiros e pacientes passaram a cobrir janelas com películas refletivas para bloquear o sol.

“É absolutamente horrível”, disse Wilfrid Sammut, médico de pronto-socorro em Versalhes. “Há até casos de adoecimento entre enfermeiros, paramédicos e médicos porque o ambiente se tornou insuportável.”

O calor europeu impulsionou uma onda de demanda por ar-condicionado e reduziu a resistência das autoridades. Na Inglaterra, mangueiras de exaustão de aparelhos portáteis saindo pelas janelas tornaram-se uma cena cada vez mais comum.

Um relatório recente do Comitê de Mudanças Climáticas do Reino Unido, órgão consultivo do governo, afirmou que, embora medidas passivas possam ser suficientes em alguns locais, “a intensidade e a duração das futuras ondas de calor exigem planejamento para formas mais ativas de resfriamento”.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, declarou na semana passada que escolas, escritórios e hospitais deveriam ser equipados com a tecnologia.

“Precisamos usar todas as ferramentas disponíveis para garantir que Londres esteja preparada para o novo normal, que são ondas de calor mais extremas”, afirmou.

Ainda assim, a expansão do ar-condicionado desperta preocupação entre aqueles que temem que a tecnologia permita aos europeus ignorar as consequências do aquecimento global.

“Fico horrorizada quando ouço pessoas dizendo: ‘Basta instalar ar-condicionado em todos os lugares’”, afirmou Monique Barbut, ministra francesa do clima, durante o auge da onda de calor. “Vocês acham que isso vai impedir incêndios florestais? Acham que isso vai impedir que uma plantação morra?”

Em algumas cidades europeias, instalar um ar-condicionado em um apartamento exige aprovação de todos os moradores do edifício. Autoridades locais também participam do processo para garantir que o sistema respeite normas arquitetônicas, limites de ruído e metas energéticas.

Em Genebra, a instalação de aparelhos está sujeita a rígidas regras de consumo energético. Em Londres, autoridades chegaram a obrigar moradores a remover equipamentos porque não haviam tentado alternativas como ventiladores de teto.

“Moradores que buscam autorização precisam demonstrar que medidas alternativas, mais amigáveis ao clima, não são adequadas e que os aparelhos não causarão ruído nem outros impactos negativos aos vizinhos”, afirmou uma porta-voz do distrito de Camden, no centro de Londres.

Em Paris, disputas envolvendo ar-condicionado se multiplicam à medida que mais moradores tentam instalar os equipamentos para enfrentar o calor. Primeiro, é necessário obter aprovação dos vizinhos. Depois, se o sistema for visível da rua, autoridades locais podem rejeitá-lo caso comprometa as icônicas fachadas de pedra calcária dos edifícios haussmannianos da cidade.

Christophe Sanson, conhecido como “o advogado do barulho”, afirma que seu escritório possui mais de 100 processos envolvendo sistemas de ar-condicionado que desencadearam disputas judiciais — um aumento acentuado em relação aos anos anteriores.

Pela legislação francesa, uma associação de moradores pode impedir a instalação de um equipamento caso ele produza mais de cinco decibéis durante o dia ou três decibéis à noite — aproximadamente o som de uma brisa leve.

“É um ruído capaz de atravessar o concreto, extremamente potente e profundamente perturbador”, afirmou Sanson. “Precisamos encontrar um compromisso.”

A família de Funaro luta para instalar o ar-condicionado em seu apartamento desde que comprou o imóvel, há dois anos.

Luca tem uma forma de miopatia que o deixou praticamente paralisado desde o nascimento. Seus pais adquiriram o apartamento térreo para que ele pudesse viver de forma independente.

Durante a recente onda de calor, o aparelho permaneceu no chão, sem uso, aguardando autorização para instalação.

“Os vizinhos acham que vou deixá-lo ligado dia e noite sem parar”, disse. “Não é verdade. Só quero ligá-lo por um tempo para me refrescar.”

Sua mãe levou um climatizador portátil para ajudá-lo, mas esses aparelhos frequentemente não conseguem enfrentar temperaturas extremas.

“Normalmente é um ou dois dias, e depois acaba”, disse Funaro. “Desta vez, a onda de calor durou a semana inteira.”

Write to Matthew Dalton at Matthew.Dalton@wsj.com

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Dolce & Gabbana se prepara para negociações com credores à medida que a pressão da dívida aumenta

25 de Março de 2026, 17:21

A Dolce & Gabbana iniciou novas negociações com credores após a fraca demanda global por produtos de luxo pressionar seus resultados e os termos de sua dívida, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

A grife italiana está trabalhando com o Rothschild & Co. como assessor financeiro, segundo as fontes. A D&G tem cerca de €450 milhões (US$ 522 milhões) em dívida bancária, após um refinanciamento no ano passado que incluiu a captação adicional de €150 milhões (US$ 174 milhões) para financiar um plano de expansão voltado a manter a empresa independente. Na ocasião, a companhia obteve uma dispensa temporária de exigências da dívida, segundo seu relatório anual mais recente.

Os credores começaram a avaliar alternativas para dar mais fôlego à empresa em relação aos compromissos financeiros, disseram as pessoas, que pediram anonimato. As conversas ainda estão em estágio inicial e nenhum detalhe foi definido.

Conhecida por seus designs inspirados no Mediterrâneo, a empresa tem sido pressionada pela desaceleração do setor de luxo, agravada recentemente pelas incertezas decorrentes da guerra no Irã, acrescentaram as fontes. Representantes da Dolce & Gabbana e do Rothschild não quiseram comentar.

A Dolce & Gabbana não é a única casa de moda a recorrer a negociações com credores. No ano passado, após descumprir cláusulas de sua dívida, os donos da Valentino — Kering e Mayhoola — concordaram em injetar €100 milhões como parte de um acordo com bancos, segundo documentos.

A Dolce & Gabbana foi fundada em 1985 por Domenico Dolce e Stefano Gabbana, que seguem como líderes criativos. A marca, conhecida por estilos exuberantes inspirados no barroco do sul da Itália, tem apostado na expansão do negócio de beleza como forma de preservar sua independência em um setor em rápida transformação.

No ano passado, a empresa renegociou cerca de €300 milhões em dívida com vencimento até fevereiro de 2030. Como parte desse processo, obteve mais €150 milhões para sustentar sua expansão nas áreas de beleza e imóveis.

A retração no varejo de luxo continua, embora tenha dado sinais de melhora antes dos bombardeios de EUA e Israel contra o Irã no fim de fevereiro. Segundo relatório da Bain & Company e da associação Altagamma, as vendas do setor caíram 2% globalmente em 2025.

A guerra trouxe novas incertezas para essa recuperação, especialmente no Oriente Médio — região de alta concentração de riqueza e um dos principais motores da demanda por luxo.

A fabricante de supercarros Ferrari afirmou neste mês que suspendeu temporariamente entregas na região, enquanto a Ermenegildo Zegna disse que o conflito reduziu a visibilidade dos negócios.

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Fundos católicos, tese agnóstica: a carteira de investimentos apoiada pelo Vaticano

10 de Fevereiro de 2026, 17:15

O Banco do Vaticano lançou, em parceria com a gestora Morningstar, dois índices de ações baseados em princípios católicos: o Índice de Princípios Católicos do Banco do Vaticano para a Zona do Euro e o Índice de Princípios Católicos do Banco do Vaticano para os Estados Unidos.

Cada índice reúne 50 empresas de médio e grande porte nos setores de tecnologia, financeiro e telecomunicações, selecionadas por critérios éticos e morais.

São excluídas companhias envolvidas com aborto, contraceptivos, pesquisa com embriões, pornografia e armamentos controversos. Entre elas estão Johnson & Johnson, Pfizer, Disney e fabricantes de armamento nuclear, além de multinacionais como LVMH e Schneider Electric, consideradas fora dos princípios definidos pelo Vaticano.

No índice norte-americano, Meta e Amazon têm os principais pesos, enquanto na Europa lideram ASML Holding, Deutsche Telekom e SAP. Além das exclusões, os índices priorizam empresas que “promovem o bem comum, a justiça social e a ecologia integral”, segundo a Doutrina Social da Igreja.

A Morningstar aplica filtros quantitativos e qualitativos para assegurar que as empresas selecionadas estejam alinhadas à doutrina católica.

Embora siga princípios éticos, a carteira do Banco do Vaticano adota uma tese de investimento que também considera desempenho financeiro e qualidade dos ativos, independentemente da fé do investidor. A “agnosticidade percebida” é relativa.

Os critérios éticos permanecem válidos, mas empresas como Nvidia e Meta entram na carteira com base em sua performance: a Nvidia representava cerca de 8% do ETF Global X CATH em fevereiro de 2026, enquanto a Meta acumulou valorização de mais de 200% desde 2016.

Outros fundos

Fundos como o ETF Global X S&P 500 Catholic Values Index (Índice de Valores Católicos) e os Ave Maria Mutual Funds (Fundos Mútuos Ave Maria) mostram que a abordagem de investimentos guiada por princípios católicos pode gerar retorno financeiro ao longo do tempo. Os Ave Maria Mutual Funds, criados em 2001, acumulam US$ 3,8 bilhões em ativos sob gestão até 2025.

Já o ETF Global X CATH, listado na Nasdaq em 18 de abril de 2016, rastreia o S&P 500 Catholic Values Index (criado em 2015) e registra valorização acumulada de mais de 214% desde seu lançamento, incluindo ganho de 16% em 2025. Entre suas principais posições estão Nvidia, Microsoft, Apple, Alphabet (Google) e Amazon.

Reputação e escândalo

Para o Banco do Vaticano, a iniciativa também tem objetivo estratégico de reorganizar seus investimentos após décadas de escândalos financeiros, incluindo casos de lavagem de dinheiro e perdas de US$ 200 milhões em 2022.

Em outubro de 2025, o Papa Leão XIV aprovou regras que diversificam os investimentos do Vaticano entre a Administração do Patrimônio da Sé Apostólica e outras instituições, aumentando transparência e ativos líquidos do banco para US$ 7 bilhões.

Analistas projetam que ETFs rastreando o Índice de Princípios Católicos do Banco do Vaticano para a Zona do Euro e o Índice de Princípios Católicos do Banco do Vaticano para os Estados Unidos poderão surgir até o fim de 2026, com US$ 500 milhões iniciais em ativos nos Estados Unidos e na Europa.

Desde a sua criação em 1942, o Banco do Vaticano desempenha funções financeiras ligadas à Igreja Católica, administrando recursos destinados a obras religiosas e sociais. Apesar de não atuar como um banco comercial, mantém operações internacionais e desenvolve índices e fundos com critérios éticos, combinando gestão financeira e princípios religiosos.

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Empresas da zona do euro estão otimistas, mas lucros caem, mostra pesquisa

27 de Outubro de 2025, 09:27

O crescimento do crédito para as empresas da zona do euro desacelerou em setembro, mas as companhias permaneceram otimistas, mesmo que os lucros estejam se deteriorando e a inflação possa ficar mais elevada. É o que mostraram pesquisas separadas do Banco Central Europeu (BCE) nesta segunda-feira (27).

A economia da zona do euro mostrou-se resiliente este ano em meio à incerteza tarifária, mas o crescimento ainda é de apenas 1%, sugerindo que a diferença econômica em relação aos EUA continuará a aumentar.

“Cerca de 25% das empresas permaneceu otimista em relação aos acontecimentos no próximo trimestre – mais do que no trimestre anterior”, mostrou a Pesquisa sobre o Acesso das Empresas a Financiamento. “Ao mesmo tempo, as empresas continuaram a observar uma deterioração em seus lucros.”

Inflação na zona do euro

A pesquisa também mostrou que as expectativas de inflação ficaram, de modo geral, estáveis, mas as empresas veem um crescimento de preços acima da meta de 2% do BCE para os próximos anos e até mesmo um risco de aceleração.

A inflação tem se mantido em torno da meta durante quase todo o ano e o próprio BCE a vê abaixo de 2% durante a maior parte dos próximos dois anos, antes de voltar a subir para a meta em 2027.

“A mediana das expectativas para a inflação anual um ano à frente permaneceram em 2,5%, enquanto as expectativas para três e cinco anos à frente permaneceram em 3,0%”, disse o BCE. “Para o horizonte de cinco anos, a maioria das empresas continua a indicar que os riscos para as perspectivas de inflação estão inclinados para o lado positivo.”

O crescimento do crédito às empresas, por sua vez, desacelerou em setembro, embora a taxa tenha permanecido perto de uma máxima de dois anos, e os empréstimos às famílias continuaram a expandir no ritmo mais forte desde o início de 2023, mostrou o relatório do BCE sobre a evolução monetária.

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