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Como Apple, Google e Amazon sufocaram uma lei antimonopólio na Califórnia

27 de Abril de 2026, 12:46

Apple, Google e Amazon derrubaram em pouco mais de um mês uma proposta de lei na Califórnia que poderia obrigá-las a parar de privilegiar seus próprios produtos em detrimento dos concorrentes — como fazem na App Store, no Google Search e nos resultados de marketplace da Amazon. A ofensiva, capitaneada pela Câmara de Comércio do estado e pelo grupo setorial Chamber of Progress, enterrou o chamado Based Act antes mesmo de ele ganhar tração legislativa.

O projeto havia nascido de uma aliança incomum entre defensores da “little tech” — liderados pela aceleradora Y Combinator e o vasto ecossistema de startups que ela apoia — e grupos de defesa do consumidor. Foi patrocinado pelo senador estadual Scott Wiener, democrata de São Francisco e uma das principais vozes em regulação de tecnologia na Califórnia, que o modelou a partir das normas antitruste europeias que as grandes empresas resistem há anos.

“Eles absolutamente inundaram o Capitólio de lobistas para atacar o projeto e espalhar desinformação”, disse Wiener, que concorre a uma vaga no Congresso federal. “Foi uma maré de lobbying, e estávamos em clara desvantagem”.

Diferente do Brasil, o exercício do lobbying é legalizado nos Estados Unidos.

A ofensiva avassaladora evidencia a poderosa máquina de influência que as maiores empresas de tecnologia do mundo montaram para barrar projetos que ameacem seus negócios — em especial no estado mais populoso dos EUA, onde novas leis podem forçar mudanças de alcance nacional ou global.

O Based Act se assemelhava às regulações antitruste europeias que as empresas resistem há anos e que podem custar dezenas de bilhões de dólares anuais ao setor, segundo algumas estimativas. Só nos últimos dois anos, a Comissão Europeia aplicou mais de US$ 7 bilhões em multas às grandes empresas de tecnologia.

“As empresas estão muito preocupadas que essas regulações não cheguem aos Estados Unidos”, disse Joseph Coniglio, pesquisador antitruste do think tank Information Technology and Innovation Foundation, financiado pelo setor. “Isso arriscaria mudar fundamentalmente a forma como elas operam na economia digital.”

Minutos depois de Wiener começar a apresentar o projeto, em 18 de março — antes mesmo de terminar seu discurso —, a Chamber of Progress já havia divulgado uma nota atacando a proposta.

O grupo, do qual fazem parte o Google (Alphabet), a Amazon e a Apple, mobilizou ligações de eleitores para os gabinetes dos parlamentares, argumentando que o projeto poderia degradar produtos populares como o Google Search e a App Store da Apple. O grupo veiculou anúncios afirmando que a lei tornaria os resultados de busca “menos úteis”, as entregas “mais lentas” e os celulares “menos seguros”.

A Y Combinator e outros tentaram, sem sucesso, contrariar essa narrativa. Argumentaram que as empresas estavam exagerando os impactos sobre seus negócios e disseminando inverdades sobre os custos potenciais para os consumidores.

Escolha de novo CEO da Apple indica preocupação maior com aparelhos como o iPhone
Lançamento da Apple, iPhone 17 – Foto: Getty Images

Não foi a primeira vez que as grandes empresas derrotaram o movimento da “little tech“. Por dois anos, Google, Apple, Amazon e Meta formaram uma frente unida e gastaram mais de US$ 100 milhões em lobbying e publicidade para enterrar o American Innovation and Choice Online Act — um projeto federal bipartidário semelhante ao Based Act — em 2022. Empresas menores como Yelp, DuckDuckGo e Proton AG apoiaram ambos os projetos.

Quando o Based Act de Wiener emergiu, a rede de grupos e lobistas das grandes empresas de tecnologia reaproveitou parte do material utilizado para derrubar a legislação federal e se opor às regulações europeias. Cinco diferentes organizações setoriais ligadas à big tech trabalharam contra o projeto — uma frente inusualmente coesa para grupos que, nos últimos anos, haviam se dividido em diversas questões.

As próprias empresas também intervieram diretamente, um passo raro para um projeto estadual em fase tão inicial. Kent Walker, presidente de assuntos globais do Google, afirmou que o projeto era “ainda pior” do que regulações similares aprovadas pela União Europeia. O setor chegou a mobilizar lobistas da indústria aérea contra o texto, alegando que ele poderia prejudicar a capacidade do Google de direcionar tráfego para os sites das companhias.

Uma das principais testemunhas a depor contra o projeto — uma residente da Califórnia que disse que a medida poderia prejudicar seu pequeno negócio — era apoiada pelo Connected Commerce Council, grupo financiado pelas grandes empresas de tecnologia.

O pequeno empresário Jerick Sobie afirmou, em entrevista, que o Connected Commerce Council — que recebe recursos da Amazon e do Google — o informou sobre o projeto e pediu que testemunhasse. O grupo reembolsou suas despesas. Sobie disse que enxerga o financiamento como um “mal necessário”, já que pequenas empresas geralmente não têm recursos para fazer lobbying.

O Connected Commerce Council, o Google e a Amazon não responderam a pedidos de comentário.

O projeto foi rejeitado em 20 de abril, após derrota em votação numa comissão legislativa dedicada a privacidade — aprovado na semana anterior pela comissão presidida pelo próprio Wiener.

Tela de celular com ícones de apps: Facebook, Amazon, Netflix, Google.
Ícones do aplicativo Facebook, do aplicativo Amazon.com, do aplicativo Netflix Inc. e do aplicativo Google, uma unidade da Alphabet, aparecem em um smartphone iPhone da Apple nesta fotografia organizada em Londres, Reino Unido. Foto: Jason Alden/Bloomberg

O senador estadual Christopher Cabaldon, democrata que preside a comissão de privacidade, ressaltou a importância do setor de tecnologia para a Califórnia.

“Muitas pessoas trabalham ali, há uma grande arrecadação de impostos, comunidades inteiras fundadas sobre esse setor”, disse Cabaldon em entrevista. “Nossa missão é proteger a privacidade e os consumidores, mas também levar em conta — como fazemos com Hollywood ou com a indústria vinícola no meu distrito — a tecnologia como uma indústria fundamental da Califórnia.”

Cabaldon, porém, tem vínculos com a Chamber of Progress por meio da organização política democrata NewDEAL. Diversas pessoas ligadas à NewDEAL, incluindo sua fundadora Helen Milby, integram o conselho consultivo da Chamber of Progress. Cabaldon recusou-se a comentar sobre a entidade.

Após a votação, Ben Golombek, dirigente da Câmara de Comércio da Califórnia, celebrou o resultado em mensagem interna, descrevendo-o como um “verdadeiro trabalho de equipe” para derrotar o projeto, segundo uma cópia do e-mail obtida pela reportagem. Golombek pediu que os destinatários “agradecessem” aos parlamentares que votaram contra.

“A Câmara de Comércio da Califórnia se opôs ao Projeto de Lei 1074 por entender que ele prejudicaria empresas de todos os portes e os consumidores californianos”, disse a entidade em nota. “Como é prática de outras organizações de representação, a CalChamber rotineiramente elogia legisladores que compartilham nossas posições.”

Golombek encerrou sua mensagem pedindo aos aliados que permanecessem “vigilantes”, observando que Wiener é “incansável” e poderia tentar ressuscitar a proposta pela via da Assembleia Estadual. Wiener é favorito para conquistar a cadeira no Congresso federal deixada vaga pela ex-presidente da Câmara Nancy Pelosi.

Perguntado se tentaria retomar o projeto por meio de manobras legislativas, Wiener respondeu: “Aguardem.”

iPhone dobrável da Apple está previsto para ser lançado em setembro. Veja o que se sabe

7 de Abril de 2026, 15:05

O primeiro celular dobrável da Apple está no caminho certo para chegar durante o período normal de lançamento de iPhones da empresa ainda este ano, disseram pessoas com conhecimento do assunto, refutando preocupações sobre grandes problemas de fabricação.

A empresa deve apresentar o modelo dobrável em setembro, junto com o iPhone 18 Pro e Pro Max, disseram as fontes, que pediram para não ser identificadas porque os planos ainda não foram anunciados. Normalmente, os iPhones chegam às lojas na semana seguinte à apresentação oficial.

Um relatório do Nikkei Asia alimentou preocupações sobre um possível atraso na terça-feira. As ações da Apple caíram até 5,1% após o veículo noticiar que a empresa enfrentava desafios na fase de testes de engenharia do aparelho, o que poderia atrasar o cronograma de produção e envio, segundo o Nikkei Asia.

Embora a complexidade da nova tela e dos materiais possa limitar o fornecimento inicial por algumas semanas, a Apple atualmente opera com o plano de colocar o dispositivo à venda aproximadamente na mesma época — ou logo após — os novos modelos não dobráveis, disseram as fontes.

As ações da Apple reduziram suas perdas depois que a Bloomberg News reportou sobre os planos. O papel estava em queda de cerca de 2,7%, cotado a US$ 251,88 às 13h04 em Nova York na terça-feira.

Ainda assim, o lançamento está a seis meses de distância e a produção ainda não foi intensificada. Isso significa que o cronograma não é definitivo. Um porta-voz da empresa, com sede em Cupertino, Califórnia, se recusou a comentar.

O dispositivo é uma iniciativa importante para a Apple, que busca expandir a linha de iPhones com novos designs, modelos mais caros e recursos aprimorados. O objetivo é competir melhor com a Samsung Electronics e fabricantes chineses de smartphones, que já oferecem opções dobráveis há anos.

iPhone dobrável

Para a Apple, o iPhone dobrável é o segundo passo de um plano de três anos para reinventar o visual e a experiência do seu dispositivo principal. No ano passado, a empresa lançou versões reformuladas do Pro e Pro Max e uma versão mais fina chamada iPhone Air. A Apple também trabalha em uma reformulação separada para 2027, marcando os 20 anos do produto.

O roadmap do iPhone tem sido prioridade para a gestão da Apple — incluindo o chefe de hardware John Ternus, que, segundo a Bloomberg News, é um dos principais candidatos a eventualmente substituir o CEO Tim Cook.

O iPhone dobrável será semelhante aos produtos concorrentes — com alguns pontos de destaque. Engenheiros da Apple acreditam ter resolvido problemas de qualidade da tela e durabilidade geral, duas falhas históricas de aparelhos nessa categoria. Isso inclui tornar a dobra da tela menos visível quando aberta.

O iPhone terá orientação ampla da tela no modo paisagem, tornando-o mais eficaz para assistir vídeos e jogar do que os modelos dobráveis mais estreitos atualmente no mercado. A Apple planeja atualizar o sistema iOS para fazer com que os aplicativos do iPhone se pareçam mais com os do iPad nesse novo dispositivo.

Quanto vai custar o iPhone dobrável?

O preço do produto deve ultrapassar US$ 2.000. Embora isso possa desestimular alguns consumidores, deve elevar o preço médio de venda da Apple e impulsionar o crescimento da receita da empresa.

Ao mesmo tempo, a Apple está ajustando seu calendário anual de lançamentos do iPhone. O próximo modelo de entrada será adiado para a primavera de 2027, informou a Bloomberg News. A empresa também planeja lançar um novo iPhone Air e um iPhone 18e mais econômico nesse período. O iPhone 17e foi lançado no mês passado.

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Apple dá bônus raro de até US$ 400 mil para evitar fuga de engenheiros do iPhone para a OpenAI

26 de Março de 2026, 19:13

A Apple distribuiu nesta semana bônus extraordinários a dezenas de membros da equipe de design de produtos do iPhone, em uma tentativa de conter a debandada dos profissionais para a OpenAI e outras empresas de inteligência artificial

Os pacotes de retenção variam de US$ 200 mil a US$ 400 mil em ações restritas (RSU, em inglês) com liberação gradual ao longo de quatro anos, um mecanismo que obriga o funcionário a permanecer na empresa para embolsar o valor integral. O montante envolvido é um gesto raro para os padrões da empresa liderada por Tim Cook.

Esses profissionais, hoje raros no mercado, são engenheiros responsáveis por definir como o aparelho é construído fisicamente, da escolha de materiais e ligas metálicas à disposição interna de chips e antenas, passando pelo encaixe milimétrico entre vidro e carcaça. São eles que transformam os esboços do time de design industrial em produtos que cabem no bolso de um bilhão de pessoas.

Desde que a OpenAI adquiriu a io Products, startup do lendário designer Jony Ive, por US$ 6,5 bilhões em maio passado, a empresa de Sam Altman vem montando uma divisão de hardware com dezenas de ex-funcionários da Apple

O grupo é liderado por Tang Tan, que até recentemente chefiava justamente a equipe de product design do iPhone, a mesma que agora recebe os bônus de retenção. A OpenAI não está sozinha: a Hark, novo laboratório de IA fundado pelo bilionário Brett Adcock com US$ 100 milhões do próprio bolso, contratou Abidur Chowdhury, designer responsável pelo iPhone Air, além de outros veteranos da Apple. 

Em alguns casos, essas startups estão pagando a engenheiros individuais cerca de US$ 1 milhão em ações por ano para trocar de lado.

Talento específico

Para quem aceita ficar, o cálculo é outro: ações da Apple, hoje avaliada em quase US$ 3 trilhões, são mais previsíveis do que papéis de startups que ainda não geraram um centavo de receita com hardware. Mas a previsibilidade não resolve o problema existencial.

A perda de talentos de engenharia, dos funcionários de base até líderes seniores, está se tornando um dos maiores ventos contrários para a Apple às vésperas de seu 50º aniversário, no mês que vem.

A transição para a inteligência artificial pegou a empresa no contrapé, e os profissionais que sabem projetar hardware de consumo de classe mundial se tornaram, de repente, o recurso mais escasso do Vale do Silício.

A Apple já passou por isso: há três anos, distribuiu pacotes semelhantes durante outra onda de assédio. No ano passado, elevou a remuneração de seu grupo interno de modelos de IA, quando a Meta chegou a oferecer pacotes superiores a US$ 100 milhões para pesquisadores individuais.

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iPhone 17e: uma boa alternativa ao bem mais caro iPhone 17

14 de Março de 2026, 10:10

Depois de atualizar o iPhone tradicional com uma série de melhorias relevantes, a Apple elevou a barra bem alta na linha de entrada, a “e”.

Há diferenças importantes entre o iPhone 17e e o modelo mais caro da linha, e dá para argumentar que vale a pena gastar R$ 1 mil a mais para ter um aparelho mais completo. Ainda assim, o novo modelo de entrada traz avanços suficientes para fazer mais sentido para quem quer gastar o mínimo possível sem abrir mão de um aparelho confiável.

É um celular para quem prioriza preço, e não a melhor câmera do mercado ou os recursos mais chamativos. Mas muita gente simplesmente quer um iPhone. Qualquer iPhone. E, para esse público, eu me sinto bem mais à vontade para recomendar o 17e do que o antecessor, que dizia pouco a que veio.

iPhone 17e, o modelo de entrada da Apple. Foto: Bloomberg

A Apple equipou o 17e com o chip A19 e 256 GB de armazenamento já na versão básica — o que deve garantir vida longa ao aparelho, sem travamentos e sem aperto de espaço para fotos, vídeos e músicas. O modelo também passou a trazer ímãs integrados, o que o torna compatível com a ampla linha de acessórios MagSafe e com bases de carregamento.

As concessões feitas para chegar ao preço na casa dos R$ 5 mil vão saltar aos olhos de quem acompanha tecnologia de perto. Mas, para o público a que o 17e se destina, a maioria delas não deve pesar tanto.

Os pontos fracos do iPhone 17e

Como já acontecia com o antecessor, a tela do 17e continua limitada a 60 hertz, enquanto o 17, o 17 Pro e o iPhone Air oferecem 120 hertz, o que deixa a navegação e os jogos mais fluidos. Algumas pessoas — eu, inclusive — percebem a diferença. Mas muita gente não vai ligar para isso.

A tela também continua com o entalhe tradicional da Apple para abrigar os sensores do Face ID e a câmera frontal. Nos outros iPhones, esses componentes ficam no recorte menor e mais interativo da Dynamic Island.

Também não há modo de tela sempre ativa, que mostra hora e notificações quando o celular está longe das mãos — sobre a mesa ou numa base de carregamento, por exemplo.

Mas a concessão mais evidente está no conjunto de câmeras. A câmera principal de 48 megapixels fica abaixo do nível do que entregam os modelos mais caros da família.

O aparelho não traz lente ultrawide para fotos com enquadramento mais aberto. Sem ela, o usuário também perde o modo macro.

Na parte da frente, a câmera não conta com o sensor quadrado presente no 17, no 17 Pro e no Air, que permite alternar rapidamente entre retrato e paisagem sem precisar girar o aparelho.

Quem comprar o iPhone 17e também fica sem os estilos fotográficos mais recentes da Apple, que oferecem mais flexibilidade e uma variedade maior de filtros para editar imagens. Isso só deve incomodar quem leva fotografia mais a sério. Também aqui, é difícil imaginar que a maioria das pessoas vá sentir falta.

O aparelho grava vídeo em 4K e com alto alcance dinâmico, mas não traz recursos extras como o Action Mode, para estabilização mais eficiente, ou o modo Cinematic, que desfoca o fundo atrás do assunto filmado.

Mas ele também melhorou. Mesmo que a tela mantenha o mesmo brilho e a mesma resolução do 16e, o vidro que a protege está mais resistente, já que usa o mesmo Ceramic Shield dos modelos mais caros.

Na prática, isso significa resistência a riscos três vezes maior que a do 16e, o que reduz a necessidade de usar película. (No meu 17 Pro Max, eu já abandonei esse hábito.) Agora o vidro também tem revestimento antirreflexo, que ajuda a diminuir reflexos. Faz diferença, embora não seja algo transformador.

E, embora a câmera desse iPhone de US$ 599 seja muito parecida com a do 16e, ela ainda representa um salto para quem vem de um iPhone mais antigo. As fotos que fiz até agora saíram nítidas e com boas cores. Quem tira dezenas de fotos por dia talvez ache melhor juntar mais dinheiro e ir de iPhone 17 convencional, que tem lentes superiores. Mas, para registros do dia a dia, o que se vê aqui dá conta do recado.

Para muita gente, os 256 GB de armazenamento da versão básica serão mais do que suficientes. Para mim já bastam — e eu sou do tipo que gosta de tecnologia. O chip A19 também faz o iPhone 17e parecer rápido e responsivo ao navegar pelo iOS 26 e pela interface Liquid Glass. Essa versão do processador tem menos núcleos gráficos — quatro, contra cinco no iPhone 17 e no iPhone Air. Ainda assim, não tive problema para rodar jogos com gráficos pesados.

Mesmo assim, para quem gosta de jogar fora de casa ou usa o celular com frequência para ver vídeos, as telas maiores e os alto-falantes melhores dos modelos superiores podem ser tentadores.

Pagar mais traz, de fato, bastante coisa junto — e a receita recorde da Apple no trimestre passado mostra que muita gente está disposta a isso. Ainda assim, com desempenho mais rápido, tela mais resistente e carregamento MagSafe — além de vários anos de suporte de software pela frente —, o iPhone 17e parece bem menos um modelo de “mínimo necessário” do que o 16e parecia.

Por Chris Welch

iPhone 18 pode ter a maior mudança de design em anos; veja o que já se sabe

14 de Março de 2026, 09:49

O iPhone 18, próximo smartphone da Apple, ainda deve levar alguns meses para ser anunciado oficialmente. Mesmo assim, rumores e informações divulgadas por analistas e por sites de tecnologia já começaram a revelar pistas sobre o que esperar do iPhone 18.

Esses relatos indicam que o iPhone 18 pode trazer uma das maiores mudanças de design dos últimos anos, além de melhorias de desempenho e possíveis novidades na linha de aparelhos.

A seguir, veja o que já se sabe e o que ainda é especulação sobre o iPhone 18.

O que esperar do iPhone 18?

Rumores e análises da indústria indicam que o iPhone 18 pode trazer mudanças importantes em relação à geração atual. Entre as principais expectativas estão um novo design, melhorias nas câmeras, um chip mais potente e até a possibilidade de um iPhone dobrável.

O iPhone 18 terá mudanças no design?

Um dos rumores mais fortes sobre o iPhone 18 Pro envolve a parte frontal do aparelho.

De acordo com veículos especializados em tecnologia, o modelo pode reduzir significativamente o tamanho da Dynamic Island, a área interativa no topo da tela em que ficam sensores e notificações. Segundo o leaker Ice Universe, perfil conhecido por divulgar vazamentos da indústria de smartphones na rede social X, o recorte pode ficar cerca de 35% menor.

A mudança seria possível porque parte dos sensores do Face ID, sistema de reconhecimento facial da Apple, poderia ser colocada sob a tela. A informação foi mencionada por sites especializados como o MacRumors, portal dos Estados Unidos dedicado a notícias e rumores sobre produtos da Apple.

Se confirmada, a mudança representaria um passo importante no plano da empresa de eliminar recortes na tela, escondendo todos os sensores sob o display.

Outras análises publicadas por veículos como Digital Camera World, revista britânica especializada em fotografia, indicam que apenas parte dos sensores ficaria sob o painel inicialmente. Isso permitiria reduzir, mas ainda não eliminar completamente, a Dynamic Island.

O iPhone 18 pode ganhar novas cores?

Outro rumor envolve o visual externo do aparelho. Segundo reportagem da Bloomberg, a Apple estaria testando uma nova cor vermelha para o iPhone 18 Pro.

Se confirmado, seria algo incomum. Historicamente, versões vermelhas do iPhone costumam ser lançadas meses depois da estreia da geração. Isso aconteceu, por exemplo, com os modelos iPhone 7 e iPhone 8, que ganharam edições especiais posteriormente.

Informações publicadas por veículos de tecnologia também indicam que a empresa pode testar novos acabamentos ou cores inéditas para os modelos Pro da próxima geração.

Qual será o processador do iPhone 18?

No campo de hardware, o iPhone 18 Pro deve estrear um novo chip da Apple, possivelmente chamado A20 Pro.

Segundo informações citadas pela Forbes, o processador pode ser produzido com tecnologia de 2 nanômetros.

Se confirmado, o chip deve oferecer:

Outro rumor é que a Apple avance no desenvolvimento de um modem próprio de conectividade, reduzindo gradualmente a dependência de fornecedores externos como a Qualcomm.

Como podem ser a câmera e a tela do iPhone 18?

Rumores também apontam melhorias nas câmeras e na tela do novo iPhone. Segundo veículos especializados como What Hi‑Fi e Digital Camera World, o iPhone 18 pode trazer:

  • câmera frontal com até 24 megapixels;
  • novos sensores ou recursos avançados de fotografia;
  • telas com brilho mais alto;
  • taxa de atualização de até 120 Hz.

Apesar dessas melhorias, analistas do setor afirmam que o tamanho das telas deve permanecer semelhante ao da geração atual, ao menos nos modelos Pro.

A Apple pode lançar um iPhone dobrável?

Outro rumor que ganhou força nos últimos meses envolve um possível iPhone dobrável.

Informações publicadas por sites de tecnologia, como o Tom’s Guide, indicam que a Apple estaria trabalhando em um dispositivo com tela interna de cerca de 7,8 polegadas, tamanho próximo ao de um tablet compacto.

Imagens conceituais divulgadas em vazamentos mostram um aparelho que poderia competir com os celulares dobráveis de empresas como Samsung e Huawei. Ainda não está claro, porém, se esse modelo faria parte da linha iPhone 18 ou se seria lançado como uma nova categoria de produto dentro do portfólio da Apple.

Quando o iPhone 18 será lançado?

Se a Apple mantiver sua estratégia tradicional, o lançamento do iPhone 18 deve acontecer em setembro de 2026, durante o evento anual da empresa dedicado aos novos modelos. Esse calendário tem sido seguido pela companhia há vários anos.

Alguns analistas citados por veículos como What Hi‑Fi afirmam, porém, que a Apple pode testar um novo formato de lançamento. Nesse cenário, os modelos Pro seriam anunciados primeiramente, mas ainda no segundo semestre, enquanto os modelos básicos poderiam chegar meses depois, em um evento separado.

Quanto pode custar o iPhone 18?

A Apple ainda não divulgou informações oficiais sobre o preço do iPhone 18, mas analistas acreditam que a nova geração deve manter valores próximos aos da linha atual.

Nos Estados Unidos, os modelos básicos costumam começar em torno de US$ 799 (R$ 4,2 mil), enquanto versões Pro e Pro Max podem ultrapassar US$ 1 mil (R$ 5,2 mil).

Caso a empresa introduza novas tecnologias, como sensores sob a tela ou chips mais avançados, alguns especialistas avaliam que os modelos Pro podem ficar ainda mais caros.

No Brasil, o preço costuma ser mais alto por causa de impostos e da cotação do dólar, além da própria margem da companhia.

iPhone 18: principais rumores até agora

Os rumores mais recentes indicam que o iPhone 18 pode trazer:

  • Dynamic Island menor;
  • sensores do Face ID sob a tela;
  • novo chip A20 Pro;
  • câmera frontal de até 24 MP;
  • novas cores, incluindo um possível modelo vermelho;
  • telas com taxa de atualização de até 120 Hz;
  • possível modelo dobrável.

A Apple ainda não confirmou oficialmente nenhuma dessas informações.

Tim Cook: ‘Passo muito tempo pensando em quem estará na Apple daqui a cinco, dez e quinze anos’

5 de Fevereiro de 2026, 18:22

O CEO da Apple, Tim Cook, dedicou a reunião geral realizada nesta quinta-feira (5) com funcionários a temas centrais para a empresa, incluindo sucessão executiva, política de imigração, inteligência artificial e estratégia global.

Isso porque nos próximos meses, o diretor de operações, o chefe de assuntos ambientais e o diretor jurídico deixarão a empresa, mudanças que, segundo Cook, foram cuidadosamente planejadas e não representam surpresa.

“Passo muito tempo pensando em quem estará na empresa daqui a cinco, dez e quinze anos. Isso é parte essencial da liderança. Quando as pessoas atingem certa idade, algumas vão se aposentar. Isso é natural”, afirmou.

Cook também expressou profunda preocupação com a política de imigração dos Estados Unidos, especialmente em relação a funcionários da Apple com vistos de trabalho. Ele destacou o programa DACA (Deferred Action for Childhood Arrivals), que protege jovens imigrantes que chegaram ao país ainda crianças.

“Eu amo vocês se estiverem no DACA. Vou pessoalmente defender vocês. Cada pessoa merece ser tratada com dignidade e respeito, não importa de onde venha.” Cook admitiu ter ouvido de alguns colaboradores que eles não se sentem seguros para sair de casa e se comprometeu a continuar pressionando legisladores sobre a questão.

A reunião também abordou a inteligência artificial, considerada por Cook “uma das oportunidades mais profundas de toda a nossa vida”. Ele afirmou que a Apple está bem posicionada para permitir que os clientes usem a tecnologia de forma significativa e anunciou que novos produtos e serviços serão lançados aproveitando IA, com o objetivo de abrir novas categorias de mercado. Cook ainda refletiu sobre o trimestre recorde de fim de ano, o desempenho do negócio de serviços e a posição da Apple frente à concorrência tecnológica.

O executivo destacou ainda a importância de mercados internacionais emergentes, como Índia e Malásia, citando o crescimento potencial mesmo diante da modesta participação atual da Apple nessas regiões. Sobre a escassez global de chips de memória, ele afirmou que a empresa possui uma equipe dedicada e uma série de estratégias para contornar a crise: “Temos a melhor equipe do mundo lidando com isso. É um problema real, mas estamos preparados.”

Cook também compartilhou detalhes sobre o 50º aniversário da Apple, que será comemorado em abril, ressaltando que a empresa está planejando eventos especiais para marcar meio século de inovações e conquistas. Além disso, mencionou que a Apple continuará inovando em produtos e serviços, sempre com foco na diversidade de talentos, liderança responsável e expansão global.

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Apple recorre ao Google para acelerar estratégia de IA e nova Siri será alimentada pelo Gemini

12 de Janeiro de 2026, 19:41

A Apple anunciou nesta segunda-feira (12) uma parceria com o Google para usar os modelos Gemini como base da próxima geração de sua plataforma de inteligência artificial.

Segundo comunicado conjunto, a tecnologia vai sustentar futuros recursos do Apple Intelligence, incluindo uma versão mais personalizada da Siri, com lançamento previsto ainda para este ano.

No texto, a Apple afirmou ter concluído que a tecnologia do Google oferece atualmente a “base mais avançada” em modelos de IA. O acordo ocorre após dificuldades da companhia em emplacar sua própria estratégia de inteligência artificial.

Desde o anúncio do Apple Intelligence, em junho de 2024, a empresa enfrentou atrasos sucessivos na entrega da nova Siri e de outros recursos prometidos, além de críticas sobre a utilidade prática das ferramentas lançadas. Parte das funcionalidades chegou a ser adiada para 2026, e a área de IA passou por mudanças internas de liderança nos últimos meses.

Hoje, a Apple já mantém um acordo com a OpenAI para integrar o ChatGPT à Siri em tarefas específicas, e ainda não está claro como essa parceria coexistirá com a nova arquitetura baseada no Gemini.

Apple e Google afirmaram que o acordo terá duração de “vários anos”, sem detalhar o prazo.

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Apple enfrenta maior debandada de executivos em décadas – e rivais se beneficiam

6 de Dezembro de 2025, 16:11

A Apple, por muito tempo um modelo de estabilidade no Vale do Silício, está passando por sua maior reestruturação de pessoas em décadas, com executivos seniores e engenheiros essenciais para os negócios deixando a companhia e migrando para concorrentes diretos, como Meta e OpenAI.

Só na última semana, os chefes de inteligência artificial e de design de interface pediram demissão. Em seguida, a empresa anunciou que sua diretora jurídica e o chefe de relações governamentais também estão saindo. Todos esses quatro executivos se reportavam diretamente ao CEO, Tim Cook, o que mostra a enorme rotatividade no alto escalão da companhia.

E mais mudanças podem vir. Johny Srouji, vice-presidente sênior de tecnologias de hardware e um dos executivos mais respeitados da empresa, disse recentemente a Cook que está seriamente considerando sair em um futuro próximo, segundo pessoas com conhecimento do assunto. Srouji, arquiteto do prestigiado esforço da Apple de desenvolver chips próprios, já informou colegas de que pretende se juntar a outra empresa caso realmente saia.

Ao mesmo tempo, talentos da área de inteligência artificial têm migrado para rivais, e empresas como Meta e OpenAI, além de diversas outras startups, já contrataram muitos dos engenheiros da Apple. Isso ameaça atrasar o esforço da empresa para alcançar concorrentes em IA, área na qual historicamente teve dificuldades para se destacar.

Esse conjunto de saídas forma um dos períodos mais turbulentos da gestão de Cook. Embora o CEO não deva deixar o cargo tão cedo, a Apple agora precisa reconstruir suas equipes e descobrir como prosperar na era da IA.

Dentro da empresa, algumas das demissões geram preocupação profunda e Cook tenta evitar novas perdas oferecendo pacotes de remuneração mais robustos a funcionários importantes. Em outros casos, as saídas refletem executivos veteranos próximos da aposentadoria. Ainda assim, o volume de mudanças configura uma inquietante fuga de cérebros.

Embora Cook insista que a Apple está trabalhando em sua linha de produtos mais inovadora da história, que deve incluir iPhones e iPads dobráveis, óculos inteligentes e robôs, a empresa não lança uma nova categoria de produto verdadeiramente bem-sucedida há uma década. Isso a torna vulnerável a concorrentes mais ágeis e preparados para desenvolver a próxima geração de dispositivos centrados em IA.

Procurada, a Apple preferiu não comentar.

Saída do chefe de IA expõe tropeços da Apple no setor

A demissão do chefe de IA, John Giannandrea, ocorreu após vários fracassos em IA generativa. A plataforma Apple Intelligence sofreu atrasos e entregou recursos abaixo do esperado. Uma reformulação muito anunciada da assistente Siri está há cerca de um ano e meio atrasada. Além disso, o software dependerá fortemente de uma parceria com a Alphabet, dona do Google, para preencher lacunas de capacidade.

Diante disso, a Apple começou a afastar Giannandrea do cargo em março, mas permitiu que ele permaneça até a próxima primavera. Dentro da empresa, muitos já esperavam sua saída e alguns até se dizem surpresos de ele ainda estar lá. Demiti-lo mais cedo, porém, seria interpretado publicamente como admissão de problema, segundo fontes.

O veterano do design Alan Dye está deixando a Apple rumo ao Reality Labs da Meta, uma deserção notável para um dos maiores rivais da companhia.

No dia seguinte à notícia, a Apple anunciou que havia contratado uma executiva da própria Meta: Jennifer Newstead, diretora jurídica da empresa de redes sociais e que ocupará o mesmo cargo na rival. Ela ajudou a conduzir a batalha bem-sucedida da Meta contra a FTC, órgão antitruste dos EUA que processou a companhia por prática anticompetitivas, experiência valiosa diante da disputa legal da Apple com o Departamento de Justiça dos EUA pelo mesmo motivo.

Newstead substituirá Kate Adams, que ocupou o cargo por oito anos e se aposentará no fim de 2026. Lisa Jackson, vice-presidente de meio ambiente, políticas e iniciativas sociais, também está se aposentando e suas funções serão distribuídas entre outros executivos.

A saída de Adams causou impacto, especialmente dado o número de disputas legais que ela conduzia, mas seu tempo de serviço é considerado longo. A saída de Jackson, por sua vez, já era amplamente esperada.

Essas saídas vêm após outra ainda maior: Jeff Williams, braço direito de Cook e diretor de operações (COO) por uma década, aposentou-se no mês passado. Outro veterano, o diretor financeiro (CFO) Luca Maestri, assumiu um cargo menor no início de 2025 e deve se aposentar em breve.

Especulação sobre CEO cresce, mas saída não é iminente

Cook completou 65 anos no mês passado, aumentando especulações sobre sua aposentadoria. Pessoas próximas afirmam que ele não deve sair tão cedo, embora o planejamento sucessório exista há anos. John Ternus, chefe de engenharia de hardware, de 50 anos, é visto internamente como o principal candidato.

Quando Cook deixar o cargo, deve assumir a presidência do conselho e manter grande influência. Isso torna improvável que a Apple escolha um CEO externo, apesar de nomes como Tony Fadell, ex-Apple e criador do iPod, serem ventilados fora da empresa. Mas Fadell deixou a Apple há 15 anos em termos pouco amistosos.

Internamente, comenta-se também sobre questões envolvendo a saúde de Cook, como tremores nas mãos percebidos durante reuniões da empresa. Pessoas próximas garantem que ele está saudável.

Principal risco imediato: saída de Johny Srouji

Srouji é peça vital para a empresa por ser responsável pela arquitetura dos chips Apple Silicon, pilar do sucesso recente da Apple. Cook tenta retê-lo, oferecendo aumento substancial de salário e a possibilidade de ampliar seu papel. Uma hipótese discutida seria promovê-lo a diretor de tecnologia (CTO), tornando-o possivelmente o segundo nome mais poderoso da Apple.

Mas isso exigiria promover Ternus a CEO, passo para o qual a empresa talvez ainda não esteja pronta. E alguns afirmam que Srouji não gostaria de trabalhar sob outro CEO, mesmo com um título maior. Se Srouji sair, seus sucessores naturais seriam seus dois principais subordinados: Zongjian Chen ou Sribalan Santhanam.

As mudanças já vêm alterando a estrutura de poder. Mais autoridade está concentrada em quatro executivos: Ternus, Eddy Cue (serviços), Craig Federighi (software) e o novo COO, Sabih Khan. Os esforços de IA foram redistribuídos, com Federighi se tornando o chefe de IA na prática.

Equipes de IA, robótica e design são esvaziadas

O esvaziamento não se limita ao alto escalão da companhia. A Apple enfrenta uma fuga de talentos em engenharia. A ordem interna é reforçar contratação e retenção.

Robby Walker, responsável pela Siri e por um projeto de busca semelhante ao ChatGPT, saiu em outubro. Sua substituta, Ke Yang, deixou a empresa em poucas semanas e foi para o novo Superintelligence Labs da Meta.

Para preencher lacunas deixadas por Giannandrea, a Apple contratou Amar Subramanya, ex-Google e Microsoft, como vice-presidente de IA.

Mas houve um colapso mais amplo na organização de IA, intensificado pela saída do chefe de modelos de IA, Ruoming Pang. Ele e outros nomes de peso, como Tom Gunter e Frank Chu, foram para a Meta, que atrai talentos com pacotes de remuneração muito altos.

A equipe de robótica de IA também foi atingida, inclusive seu líder Jian Zhang, que igualmente foi para a Meta. Esse grupo trabalha em tecnologias para futuros produtos, como um robô de mesa e um robô móvel. A equipe de hardware do robô de mesa também perdeu talentos, alguns indo para a OpenAI.

A área de interface do usuário também sofreu baixas, culminando na saída de Dye, do design. Seu desejo era integrar IA mais profundamente aos produtos, algo que sentia que a Apple não estava acompanhando. Billy Sorrentino, outro líder dessa área, também foi para a Meta.

O grupo de design industrial da Apple, responsável pelo design físico dos produtos, praticamente se desfez na última meia década, com muitos profissionais seguindo Jony Ive para seu estúdio LoveFrom ou migrando para outras empresas.

Stephen Lemay substituirá Dye. Cook também está assumindo mais responsabilidade sobre design, função anteriormente de Jeff Williams.

Apesar do caos, há otimismo interno sobre Lemay, um designer veterano com 20 anos de casa.

OpenAI e Meta se beneficiam

Jony Ive agora trabalha com a OpenAI em novos dispositivos reforçados por IA. A OpenAI comprou a startup de Ive por mais de US$ 6 bilhões para acelerar seu esforço em hardware, mirando diretamente o território da Apple.

A OpenAI também contratou dezenas de engenheiros da Apple, incluindo profissionais de iPhone, Mac, câmeras, chips, áudio, Apple Watch e Vision Pro.

Houve outras perdas notáveis: Abidur Chowdhury, que narrou o lançamento do iPhone Air em setembro, saiu para uma startup de IA, uma surpresa interna. E a Apple perdeu o reitor da Apple University, programa criado para preservar sua cultura após a morte de Steve Jobs.

Investimento em IA é bolha? BTG elenca 16 motivos para defender que não

4 de Dezembro de 2025, 19:55

A demanda por cada vez mais poder computacional é o pilar da valorização das empresas de IA. E falou em IA, falou em “bolha” – algo que mais hora menos hora estoura.

É impossível saber se estamos ou não diante de uma. E sempre há a outra possibilidade: a de que os preços das ações simplesmente tenham alcançado um platô permanentemente elevado.

Essa é basicamente a conclusão de uma análise divulgada pelo BTG Pactual. Ela mostra que as grandes empresas do setor, a começar por Nvidia, Google e Microsoft, têm fundamentos sólidos, ou seja: margens saudáveis, baixa alavancagem e geração robusta de caixa.

Por outro lado, sempre vale lembrar a frase do economista americano Irving Fisher. Semanas antes do crash de 1929, o maior estouro de bolha da história, ele disse justamente que “os preços das ações atingiram um platô permanentemente elevado”. Não era o caso.

Seja como for, o BTG lista 16 motivos para acreditar que a revolução da IA tem características estruturais, e que o espaço para a expansão tecnológica e de infraestrutura ainda é vasto. Veja os pontos.

1. Ganhos de produtividade

Eles chegam a 1,3 ponto percentual por ano com a adoção rampante de IA, ou US$ 1,5 trilhão de produção global extra anual. É um choque de produtividade “amplo e duradouro”, de acordo com a análises e, mesmo com concorrência elevada e com o fracasso de algumas companhias com o passar do tempo, a tecnologia em si prospera.

2. Rentabilidade consistente nos investimentos em IA

Os investimentos na área não têm nada de especulativos: o US$ 1,2 trilhão por ano aplicado em infraestrutura – data centers, chips e redes – formam uma base de ativos de US$ 2,4 trilhões, que precisa gerar US$ 1,68 trilhão anuais em retorno para a economia global para dar lucro. Esse volume é, na visão do banco, plenamente compatível com o impacto de produtividade estimado por estudos independentes.

3. Margens mais elevadas

O receio de que a “bolha de IA” esteja se formando faz referência à “bolha ponto com” – a das empresas que, no final da década de 1990, foram superestimadas. A situação é diferente, segundo o BTG, porque as 10 maiores empresas do S&P 500 apresentavam margens líquidas de 17%, em média, naquela época, enquanto os atuais líderes têm 32%. Quer dizer: o ciclo de investimentos em IA é mais lucrativo e mais resiliente hoje.

4. Geração de caixa robusta

Lucro é uma demonstração contábil. Um dado mais sólido é o “fluxo de caixa livre”, o dinheiro que efetivamente sobra no caixa da empresa depois de todos os gastos a cada trimestre. Entre as empresas do S&P 500, ele é hoje de 3,5%. Ou seja, para cada US$ 100 que a empresa coloca no negócio, US$ 3,5 ficam no caixa. Isso é quase três vezes mais do que o período de 2000 a 2001. Em outras palavras: o ciclo atual das empresas é financiado por caixa real e não por dívidas excessivas.

5. Preços bem abaixo dos níveis da última bolha

O Nasdaq 100, índice que reúne as empresas americanas de tecnologia, é negociado entre 29 e 30 vezes o lucro, distante do nível de 44 vezes em 1999 e de 89 vezes em 2000. Você lê essa métrica da seguinte forma: considerando o preço atual, o mercado está disposto a pagar cerca de US$ 29 a US$ 30 por cada US$ 1 de lucro anual da empresa.

É, em resumo, um indicador para as expectativas de crescimento das companhias. Para o BTG, a precificação das ações das big techs hoje é “mais moderada” e também amparada por lucros muito maiores.

6. Líderes de mercado mais baratos do que no passado

Na bolha das ponto com, Cisco, Intel, Microsoft e outras eram negociadas entre 50 vezes a 70 vezes o lucro. Muitas superavam o nível de 100 vezes. Hoje, as gigantes de IA – Google, Nvidia, Meta, Microsoft de novo… – são negociadas entre 20 vezes e 35 vezes o lucro.

7. Capex financiado internamente

Só 46% do fluxo de caixa das empresas hoje é reinvestido, muito baixo dos 75% em 2001. Pode parecer um contrassenso avaliar positivamente empresas que estão investindo menos, mas a leitura do BTG é de que as companhias estão destinando seus recursos de forma mais equilibrada.

8. Alavancagem muito menor

As maiores empresas americanas operam com caixa líquido: a relação entre a dívida líquida e o Ebitda, é de 0,3 vez. Essa relação é conhecida como alavancagem e indica quantos anos a empresa levaria para pagar suas dívidas usando todo o lucro operacional. Em geral, um indicador abaixo de 2x é um sinal de que a empresa está financeiramente saudável. Ou seja, 0,3x é um nível extremamente conservador.

9. Demanda firme e chips duráveis sustentam o ciclo da IA

A demanda por computação em nuvem e IA continua acelerando: os serviços AWS (da Amazon), Azure (da Microsoft) e Google Cloud voltaram a crescer entre 20% e 40% ao ano. Ao mesmo tempo, as GPUs – processadores especializados usados para treinar e operar modelos de IA – têm vida útil longa, de aproximadamente seis anos.

Isso significa que as gigantes globais de computação em nuvem têm receitas futuras mais previsíveis e conseguem extrair valor dos chips por um bom tempo, fortalecendo a sustentabilidade do ciclo de investimentos em IA.

10. A tecnologia está longe do seu potencial máximo

Os avanços recentes mostram que a IA ainda tem muito espaço para evoluir. A redução das alucinações, por exemplo, avança paulatinamente, mas ainda está longe do ideal. Isso indica que a tecnologia não está madura – e que a demanda por mais computação e novos modelos deve seguir crescendo.

11. O mercado de IPOs ainda é fraco

Nos últimos 12 meses, houve 56 IPOs no segmento de IA, contra 511 no auge da bolha das ponto com. Ou seja, o ciclo atual não mostra exuberância especulativa em novas emissões como já ocorreu no passado.

12. O mercado não está em euforia

Mesmo com toda a atenção sobre IA, o humor geral dos investidores ainda é negativo: o índice de “Medo e Ganância”, criado pela CNN, aponta para “Pessimismo Extremo” – próximo de 19 pontos, bem abaixo da linha neutra de 50. Isso significa que, apesar do avanço das empresas de IA, o mercado como um todo não demonstra um comportamento eufórico, nem demanda excessiva por ativos de risco, que é uma condição típica de bolhas. A postura predominante ainda é de cautela, não de entusiasmo.

13. O medo da bolha freia os excessos que poderiam levar a uma bolha

O BTG cita uma pesquisa recente do Bank of America. Ela mostra que 54% dos gestores profissionais creem estar vivendo uma bolha de IA. E isso é bom. Quando o medo de bolha cresce entre profissionais de mercado, os investidores tendem a reduzir posições arriscadas e a operar de forma comedida. Ou seja, paradoxalmente, o fato de muitos acreditarem que há uma bolha diminui a probabilidade de uma bolha clássica se formar, pois os próprios agentes atuam para evitar excessos.

14. O investidor de varejo também está cauteloso

O índice AAII Bull/Bear, que mede o sentimento do investidor individual americano, permanece em território negativo. Isso indica que o pequeno investidor, o primeiro a responder aos ciclos especulativos, não está otimista. A falta de entusiasmo tanto entre profissionais (item 13), quanto no varejo reforça que não há clima emocional típico de bolha.

15. Investimento em IA é pequeno quando comparado a grandes ciclos históricos

O BTG calcula que, hoje, os investimentos em data centers de IA representam 1,3% do PIB. Há quem diga que estão construindo demais. Só que talvez não. Data center é o que há de mais moderno em infraestrutura. Nos momentos do passado em que o hype de infra era a construção de ferrovias, gastava-se muito mais: até 6% do PIB.

16. Queda de juros favorece teses de longo prazo

Juros menores tornam mais valioso cada dólar de lucro futuro. Quando os juros caem, os investidores calculam que o valor presente dos lucros que as empresas vão gerar no futuro é maior. Isso beneficia especialmente negócios cujo potencial econômico está mais avançado, como as empresas de IA, que investem muito agora para colher resultados maiores nos próximos anos.

Apple, Microsoft, Amazon… 5 dos BDRs das 7 Magníficas estão no negativo em 2025

19 de Novembro de 2025, 06:00

É um massacre. Enquanto o Ibovespa sobe 30% no ano, o grosso dos BDRs das sete companhias mais valiosas dos EUA amargam quedas. Em alguns casos, duras quedas. 

BDRs, vale lembrar, são “recibos” de ações gringas. Você negocia na B3 em reais, como se fossem papéis brasileiros. E eles refletem a variação das ações para valer, aquelas negociadas em Nova York.

Esses papéis também flutuam ao sabor do câmbio – já que ações americanas são precificadas em moeda americana, lógico. As quedas do dólar puxam os BDRs para baixo. E haja queda. No ano, as notas verdes cedem 15,5%. E o cenário que temos é o seguinte: 

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O tombo da moeda americana cria distorções interessantes. A Alphabet vai bem, obrigado – até a Berkshire, que não tem comprado quase nada, fez uma fezinha de US$ 5 bilhões na dona do Google. A alta, na bolsa americana, é de 50,1% ano ano. Em reais, porém, a alta se restringe a 26,4%. 

A Nvidia, rainha da IA, também segue testando limites, você sabe. Em julho, virou a primeira empresa a romper a barreira dos US$ 4 trilhões em valor de mercado. No final de outubro, inaugurou o patamar dos US$ 5 trilhões. Desde lá, Nvidia cai 12% (US$ 600 bilhões) – e o termo “bolha da IA” entrou de vez para o léxico popular do planeta. Mesmo assim, ela ainda sobe 35% no ano. Em reais, perém, a alta é menos gráfica: 14,5%.

E daí para baixo é todo mundo debaixo d’água: Microsoft (-0,8%), Apple (-8%), Meta (-13,8%) Amazon (-14,1%), Tesla (-17,2%). 

Mas o dólar não é o único vilão, claro. À parte a Microsoft, que sobe razoáveis 17,1% em sua moeda natal, o cenário é modorrento, com Apple abaixo dos 10%; e Amazon, Meta e Tesla praticamente no zero a zero. Aqui:

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Não é novidade: tem crescido entre investidores a percepção de que a bolsa americana está cara. E na letra fria dos dados está mesmo.

Sabe-se se uma bolsa está cara quando você olha o P/L (preço sobre lucro). Você soma o valor de mercado de todas as empresas do índice e divide pelo lucro que elas deram nos últimos 12 meses.

Se essa divisão dá 10, por exemplo, significa que as empresas valem, na média, 10 anos do lucro que elas propiciam hoje. Quanto dá o do S&P 500? 27,6. É mais do que a média dos últimos 10 anos, 22,8. E bem mais do que série de longo prazo (desde 1950), de 19. 

No Brasil é o contrário. P/L de 8,6, contra uma média maior, de 10,5, para os últimos 20 anos.

Em outros países emergentes, a situação é parecida. E tal como o Brasil eles têm recebido mais dinheiro de fora. Tanto dinheiro que as bolsas de alguns países latino americanos estão até mais exuberantes do que a nossa no ano: 

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Mas o fato é que os movimentos de mercado e de câmbio se retroalimentam. Quando cresce o fluxo de dólares para as bolsas dos emergentes, aumenta a oferta de dólares nesses países. E a moeda americana desvaloriza. É justamente o que está acontecendo: 

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Seja como for, a negociação de BDRs é relativamente pequena na B3. Um levantamento da Quantum Finance mostra que as Mag 7 movimentam algo entre 100 mil e 200 mil negócios por dia. Trata-se de um patamar equivalente ao de empresas brasileiras menos expressivas, que ficam de fora do ranking das 100 mais negociadas.

Sem dar detalhes, governo chinês afirma que Apple deve aumentar investimentos no país

15 de Outubro de 2025, 08:32

A Apple aumentará o investimento na China e intensificará ainda mais a cooperação no país, teria dito o CEO Tim Cook ao ministro da indústria chinês, Li Lecheng, durante uma reunião nesta quarta-feira (15) na capital, Pequim. A informação é do Ministério da Indústria, em um resumo sobre a conversa.

As declarações foram feitas no momento em que a fabricante do iPhone procura evitar as tarifas dos EUA sobre as remessas de países que incluem seus centros de produção na China e na Índia. Há alguns meses, a Apple anunciou investimento nos Estados Unidos de US$ 600 bilhões nos próximos quatro anos.

A China espera que a Apple continue a explorar o mercado local, disse Li Lecheng, que também é responsável pela área de tecnologia da informação.

O resumo não apresentou detalhes sobre o tamanho do investimento projetado. A Apple não respondeu imediatamente a um pedido de entrevista.

Cook, que está na China nesta semana, visitou a loja da Apple em Xangai e se encontrou com desenvolvedores de jogos chineses e com o fabricante dos populares bonecos Labubu, disse ele em publicações no Weibo, rede social chinesa semelhante ao X.

Na segunda-feira, Cook disse que o iPhone Air estaria disponível para pré-venda na China depois que o ministério liberou o caminho para que as principais operadoras de telecomunicações suportassem sua funcionalidade eSIM.

Apple finalmente adere a uma tendência popular na Ásia: uma alça para carregar o celular

10 de Outubro de 2025, 16:19

Quando a Apple realizou sua apresentação anual de hardware no mês passado, os novos iPhones chamaram a atenção. Mas a empresa também anunciou um acessório potencialmente crucial para sua recuperação na China: uma alça fina de tecido que permite o uso dos aparelhos como uma bolsa.

A alça transversal de US$ 59 despertou curiosidade nos Estados Unidos, especialmente entre consumidores não familiarizados com a tendência que une moda e funcionalidade.

Mas em grande parte da Ásia, onde a Apple enfrenta crescente concorrência de marcas locais, a ideia está longe de ser novidade. Há anos, os consumidores têm à disposição faixas transversais coloridas e baratas em mercados e shoppings da região.

Alça combinando com celular da Apple

A primeira tentativa da Apple nesta categoria não é perfeita nem inovadora.

Os ganchos de cordão existentes funcionam com praticamente qualquer tipo de capa de celular. No produto da Apple, a alça pode ser ajustada usando um mecanismo deslizante discreto, mas os dois conectores finos em cada extremidade funcionam melhor se usados com algumas capas da própria empresa.

E, para o bem ou para o mal, a Crossbody Strap combina com a mesma paleta monocromática dos telefones e capas mais novos, o que significa que os compradores interessados em designs mais elaborados provavelmente vão procurá-los em outro lugar.

Eles certamente têm muitas opções.

A Topologie, com sede em Hong Kong, adicionou alças transversais inspiradas em escalada à sua linha em 2019 e viu as vendas saltarem mais de 50% neste ano, para quase 700.000 unidades vendidas. A partir de US$ 28 cada, as alças estão disponíveis em mais de uma dúzia de cores e materiais, desde uma corda de poliéster ou uma corda de bungee jumping até alças mais largas de couro e acolchoadas.

“Estamos surpresos que eles tenham lançado tão tarde”, disse o fundador e CEO da Topologie, Carlos Granon, sobre a incursão da Apple na categoria. Ele acrescentou que grandes varejistas como a Muji já lançaram produtos semelhantes também.

Cerca de 65% dos clientes da Topologie são mulheres, geralmente com idades entre 20 e 40 anos. Granon disse que o tamanho crescente dos smartphones — e a falta de bolsos em muitas roupas femininas — impulsionou a adoção. À medida que os celulares cada vez mais funcionam como carteiras e chaves digitais, a praticidade das alças “maos livres” só aumentou. O fato de, para alguma pessoas, os aparelhos servirem como carteiras e chaves de casa acelerou esta tendência, afirmou Granon.

A popularidade das alças da Topologie ajudou a marca a expandir a presença física para cerca de 30 lojas próprias em todo o mundo, incluindo Paris e Tóquio. A marca abriu sua primeira loja nos EUA no bairro do SoHo, em Nova York, no final de 2024, e a segunda loja no mês passado, em Costa Mesa, na Califórnia.

Granon disse que as mentalidades estão evoluindo e mais homens asiáticos também estão carregando seus celulares usando alças transversais.

O endosso da Apple — ainda que tardio — pode tornar o estilo um item essencial no mundo todo — assim como os AirPods transformaram os fones de ouvido sem fio em um acessório de moda essencial.

“Estou confiante de que, após o lançamento da Apple, as coisas mudarão rapidamente”, acrescentou.

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