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Meta vive clima de velório por mais uma demissão em massa

15 de Maio de 2026, 12:00
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg quer empresa mais enxuta para bancar IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Insatisfeitos, funcionários da Meta expressam desejo de serem demitidos para receber o pacote de rescisão da empresa.
  • A Meta prepara demissão de cerca de 8 mil trabalhadores, o que representa quase 10% do seu quadro global de colaboradores.
  • A companhia justifica as demissões, mesmo em um momento de lucratividade recorde, como redirecionamento de capital para a inteligência artificial.

O clima nos bastidores da Meta é de forte insegurança e descontentamento. De acordo com a revista Wired, funcionários já expressam abertamente o desejo de serem demitidos para receber o pacote de rescisão da empresa, que inclui 16 semanas de indenização e 18 meses de plano de saúde custeado pela big tech.

Segundo a revista, o mais novo motivo do pânico é o corte de 8 mil postos de trabalho, que deve ocorrer mesmo em um momento de alta lucratividade da empresa. O número representa quase 10% do quadro global de colaboradores da Meta, e a previsão é que as demissões comecem na próxima quarta-feira (20/05).

No primeiro trimestre de 2026, a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp faturou US$ 56,31 bilhões (mais de R$ 283 bilhões), um salto de 33% que marca seu ritmo de expansão mais acelerado desde 2021.

Por que demitir mesmo com lucros recordes?

A justificativa oficial da diretoria da Meta é o redirecionamento de capital para a inteligência artificial. Conforme um memorando divulgado pela Bloomberg, as demissões visam compensar gastos massivos com infraestrutura de IA, que devem somar até US$ 145 bilhões (R$ 730 bilhões) em 2026. A diretora financeira Susan Li destacou que a adoção de um modelo operacional mais enxuto ajudará a equilibrar o caixa.

O próprio CEO Mark Zuckerberg confirmou que os cortes refletem esses custos e não descartou novas reduções no segundo semestre. Desde 2022, a dona do Facebook já eliminou mais de 33 mil empregos, segundo a revista Fortune, acompanhando uma reestruturação que já soma 135 mil demissões em todo o Vale do Silício em 2026, conforme dados da plataforma Layoffs.fyi.

Cortes nos bônus e vigilância agressiva

A insatisfação interna aumentou após a Meta reduzir em 5% a fatia das bonificações anuais. Com a mudança, a remuneração média anual caiu quase 7%, passando para US$ 388.200 (cerca de R$ 2 milhões). Em contrapartida, a empresa tem oferecido pacotes multimilionários para atrair novos pesquisadores.

Para piorar a relação com a equipe, a companhia implantou em abril o software Model Capability Initiative nos EUA. O programa monitora cliques, digitação e faz capturas de tela para treinar modelos de IA que replicam o trabalho humano.

O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, afirmou que o rastreamento é obrigatório para os funcionários, mas os escritórios na Europa ficaram de fora devido às restrições da Lei Geral de Proteção de Dados (GDPR).

Meta vive clima de velório por mais uma demissão em massa

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix cria estúdio para produzir animações com IA

15 de Maio de 2026, 09:41
Marca da Netflix é exibida na TV da sala de estar
IA deve acelerar a criação de conteúdo infantil para a Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Netflix criou um estúdio de animação chamado INKubator para produzir conteúdos utilizando inteligência artificial generativa.
  • Segundo o The Verge, a nova unidade busca profissionais como produtores, engenheiros de software e artistas de computação gráfica.
  • O estúdio será liderado por Serrena Iyer, executiva com experiência em Hollywood e inteligência artificial.

A Netflix está organizando um novo estúdio de animação, batizado de INKubator, dedicado exclusivamente à produção de conteúdos utilizando inteligência artificial generativa. A nova unidade já busca profissionais como produtores, engenheiros de software e artistas de computação gráfica para compor o time técnico e artístico.

Segundo o The Verge, a Netflix tem mantido os planos sob sigilo. No entanto, movimentações no LinkedIn indicam que a unidade começou a operar discretamente em março de 2026. A liderança do estúdio está a cargo de Serrena Iyer, executiva com passagens pela DreamWorks Animation e A24 Films, sinalizando uma estratégia que combina experiência de Hollywood com inteligência artificial.

O foco do INKubator deve ser diferente de outras investidas da empresa no setor. No início deste ano, a Netflix adquiriu a InterPositive, startup de IA fundada pelo ator Ben Affleck. No entanto, a InterPositive foca em processos de pós-produção e efeitos visuais com IA, enquanto o INKubator é descrito em vagas de emprego como um estúdio “nativo de GenAI” (IA Generativa).

Por que criar animações com IA?

A estratégia de distribuição para os conteúdos produzidos pelo INKubator aponta para o fortalecimento do Clips, o feed de vídeos verticais inspirado no TikTok que a Netflix lançou recentemente em seu aplicativo oficial.

Atualmente, o recurso exibe apenas trailers e bastidores, mas a criação de curtas originais nativos de IA pode transformar o espaço em um canal de entretenimento, retendo o usuário por mais tempo dentro da plataforma. A ideia lembra o Sora, da OpenAI, que foi descontinuado em março deste ano.

Além disso, há o valioso mercado de conteúdo infantil. A Netflix busca se consolidar como uma alternativa ao YouTube Kids. O uso de IA permitiria produzir em larga escala desenhos animados e especiais educativos, facilitando a competição com estúdios nativos do YouTube que já adotam essas ferramentas, como o Animaj (responsável pelo sucesso Pocoyo) e a Toonstar.

Embora o foco inicial sejam os curtas e experimentos de formato rápido, as vagas também mencionam que o investimento em tecnologia deve permitir a expansão para conteúdos de longa duração no futuro. Isso indica que, se os pilotos de IA funcionarem bem, poderemos ver filmes inteiros gerados por algoritmos no catálogo principal da Netflix.

Claquete com os nomes "Netflix" e "InterPositive"
Startup de IA fundada por Ben Affleck já pertence à Netflix (imagem: divulgação/Netflix)

Resistência na indústria

A movimentação da Netflix ocorre em meio a uma polarização na indústria sobre o papel da IA. Enquanto empresas buscam eficiência e redução de custos, vozes influentes demonstram resistência. O lendário animador Hayao Miyazaki, cofundador do Studio Ghibli, já classificou publicamente o uso de IA na animação como “um insulto à própria vida”.

Além das críticas individuais, há uma pressão institucional. Sindicatos de animadores e artistas de diversos países realizaram protestos no Festival de Annecy em 2025 contra o avanço desregulado da tecnologia. O temor é que a “geração de conteúdo” em massa acabe prejudicando o trabalho criativo e a identidade artística das obras.

Netflix cria estúdio para produzir animações com IA

Empresa aponta queda no crescimento de assinantes da Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/Netflix)

Google reduz espaço do Gmail e só vai te dar mais se souber seu telefone

15 de Maio de 2026, 08:03
Arte mostra um padrão repetitivo de logotipos do Gmail em tons de cinza claro, que preenche um fundo cor-de-rosa pálido. No centro, destaca-se um logotipo do Gmail colorido, com abas em vermelho, azul, verde e amarelo, posicionado ligeiramente para a frente. No canto inferior direito da imagem, há a marca d'água "tecnoblog".
Google pode limitar armazenamento gratuito inicial para combater spam (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google iniciou testes que limitam o espaço inicial de armazenamento gratuito do Gmail e demais serviços a 5 GB, a menos que o usuário vincule um número de telefone celular para obter mais espaço.
  • A mudança marca o fim da política tradicional de 15 GB de armazenamento gratuito, que começou em 2013, e pode ser uma estratégia para reforçar a verificação de identidade e combater a criação automatizada de contas.
  • A restrição está sendo testada em regiões específicas, como Estados Unidos e parte da Europa, e pode ser expandida globalmente, mas não afeta as contas existentes, que permanecem com 15 GB de armazenamento.

O Google iniciou testes que podem mudar o armazenamento gratuito do Gmail e demais serviços para novos usuários. Relatos recentes indicam que a empresa está limitando o espaço inicial das contas para apenas 5 GB, a menos que o usuário vincule um número de telefone celular. A medida pode marcar o fim da política tradicional de 15 GB, um padrão que começou em 2013.

Vale notar que a mudança, ao menos por enquanto, não chegou oficialmente ao Brasil. A restrição parece estar limitada a regiões específicas, como Estados Unidos e parte da Europa. No entanto, atualizações recentes nas páginas de suporte sugerem que a transição pode ser global.

Onde antes o texto explicava que cada conta contava com “15 GB de armazenamento gratuito”, agora a mensagem oficial diz que os usuários podem obter “até 15 GB” sem custo adicional. A alteração foi detectada por usuários em fóruns de tecnologia e noticiada por sites especializados.

Como funciona o novo limite?

Até agora, o usuário recebia 15 GB de armazenamento para o ecossistema do Google – ou seja, Gmail, Google Drive e Google Fotos. O novo fluxo de inscrição apresenta uma oferta de apenas 5 GB. Para “desbloquear” os 10 GB adicionais, o sistema exige a verificação de um número de telefone.

A justificativa apresentada pelo Google é de que o número serve para assegurar que o “bônus” de armazenamento seja aplicado apenas uma vez, evitando abusos. Caso o usuário pule a etapa, ele fica preso ao teto de 5 GB.

A mudança não impacta as contas já existentes, que permanecem com 15 GB.

Segundo o Google, o número de telefone garante que o “bônus” seja liberado uma vez por pessoa (imagem: reprodução)

Segurança ou estratégia comercial?

Essa alteração coloca o Google em um patamar de oferta gratuita similar ao da Apple, que disponibiliza os mesmos 5 GB no iCloud. Ele atrás da Microsoft, que oferece 15 GB para o Outlook, embora limite o OneDrive a 5 GB no plano gratuito.

O objetivo seria criar uma barreira técnica para combater a criação automatizada de contas em massa, geralmente utilizadas para disparar spam ou hospedar arquivos maliciosos.

Curiosamente, o movimento de restrição ocorre no mesmo período em que o Google expandiu as vantagens para assinantes pagos. Recentemente, usuários do plano Google One AI Pro tiveram o limite expandido para 5 TB. A estratégia sinaliza que a prioridade da gigante das buscas é reforçar a segurança e, simultaneamente, incentivar a conversão de usuários gratuitos em pagantes assim que os primeiros 5 GB forem consumidos.

Google reduz espaço do Gmail e só vai te dar mais se souber seu telefone

Apple e OpenAI vivem crise e podem parar na Justiça, diz agência

14 de Maio de 2026, 16:47
Arte com o logotipo da Apple em diferentes gradientes de cores, incluindo tons de azul, roxo, rosa, laranja e amarelo, sobre um fundo preto. Os logos estão levemente inclinados, criando uma sensação de movimento. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Apple avançou em um acordo com o Google para substituir o ChatGPT (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI pode processar a Apple por quebra de contrato devido à baixa adesão do ChatGPT no iOS.
  • Segundo a Bloomberg, a insatisfação da OpenAI é causada pela limitação do uso do ChatGPT em sistemas operacionais da Apple.
  • A Apple abrirá sua plataforma para modelos concorrentes no iOS 27, permitindo escolher qual motor de IA responderá às solicitações na Siri.

Uma das colaborações promissoras do Vale do Silício corre o risco de acabar nos tribunais. Após dois anos, a aliança estratégica entre Apple e OpenAI apresenta fortes sinais de desgaste. Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, a startup de inteligência artificial estuda processar a gigante de Cupertino por quebra de contrato.

O principal motivo para a crise seria a integração do ChatGPT no ecossistema da Maçã, que teria frustrado as expectativas financeiras da desenvolvedora.

Por que a OpenAI pode processar a Apple?

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Empresa de Sam Altman pode levar Apple à Justiça (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A insatisfação da OpenAI envolve a maneira como a Apple limitou o uso do ChatGPT em seus sistemas operacionais. Inicialmente, a startup acreditava que a integração nativa com a Siri e o posicionamento privilegiado em outros softwares impulsionariam a adoção de planos pagos.

Mas, na prática, o uso da tecnologia permaneceu restrito. De acordo com pesquisas conduzidas pela própria OpenAI, as respostas fornecidas pela integração nativa acabam sendo limitadas e exibidas em janelas pequenas. Como resultado, os consumidores continuam usando o aplicativo oficial do chatbot.

À Bloomberg, um executivo da OpenAI afirmou que a empresa fez tudo o que estava ao seu alcance, mas a Apple não se esforçou para promover a ferramenta. Diante desse cenário, a startup estuda uma possível notificação antes de avançar legalmente.

O atrito não seria unilateral. A Apple também acumula críticas em relação à parceira, especialmente no que diz respeito às políticas de proteção de dados dos usuários.

Além disso, a companhia de Sam Altman adquiriu a startup de hardware liderada por Jony Ive, ex-chefe de design da própria Apple. Para agravar a situação, a OpenAI estaria recrutando engenheiros da parceira, o que teria gerado um forte mal-estar nos bastidores.

Novos rivais no iOS 27

ChatGPT no iPhone
Integração do ChatGPT deve perder exclusividade no iOS 27 (ilustração: reprodução/Apple)

Como reflexo dessa relação desgastada, a presença exclusiva do ChatGPT nos softwares da Apple está com os dias contados. A fabricante do iPhone abrirá sua plataforma para modelos concorrentes no iOS 27, que terá mais detalhes revelados na WWDC no dia 8 de junho.

O novo sistema permitirá que os usuários escolham qual motor de IA responderá às solicitações na Siri. A Apple já teria testado integrações com o Claude, da Anthropic, e firmou uma parceria de peso com o Google para reformular seus próprios modelos de IA utilizando o Gemini.

Essa diversificação ocorre em um momento delicado para a Apple, que foi alvo de ações por propaganda enganosa nos Estados Unidos e no Brasil, ambas por atrasos na entrega dos recursos de IA prometidos para 2024.

Apple e OpenAI vivem crise e podem parar na Justiça, diz agência

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Samsung pode levar Galaxy Glasses e inédito Fold Wide para Unpacked em julho

13 de Maio de 2026, 15:14
Dois smartphones dobráveis parcialmente dobrados sobre uma mesa, vistos de trás
Próximo Galaxy Unpacked trará a nova geração de dobráveis da marca (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo

A Samsung deve aumentar o ecossistema de dispositivos lançados no segundo semestre. De acordo com informações vazadas nesta semana, a fabricante sul-coreana deve aproveitar o próximo Galaxy Unpacked, supostamente em 22 de julho, para apresentar os novos dobráveis Z Fold 8 e Z Flip 8, além dos primeiros óculos inteligentes da companhia, conhecidos como Galaxy Glasses.

As novidades do evento, que promete ser um dos maiores em número de novos produtos, foram antecipadas pelo jornal Seoul Economic Daily.

O que são e como devem funcionar os Galaxy Glasses?

Vazamento mostra design minimalista dos Galaxy Glasses (imagem: reproducão/Android Headlines)

A estrela do evento, dividindo os holofotes com os novos celulares, deve ser o Galaxy Glasses. Diferentemente de headsets de realidade mista mais conhecidos, o modelo da Samsung apostaria num formato minimalista e sem tela. O dispositivo é fruto de uma parceria com a marca global de óculos Gentle Monster, buscando um design mais sóbrio para uso prolongado.

O hardware é composto por uma câmera de alta definição, microfones e alto-falantes embutidos nas hastes. Sem um display para projetar imagens, o foco dos Galaxy Glasses seria a inteligência artificial contextual. O dispositivo deve vir com o sistema Android XR, desenvolvido em conjunto com o Google, e deve utilizar o modelo de IA generativa Gemini. Na prática, os óculos capturam o campo de visão do usuário enquanto o Gemini analisa o ambiente em tempo real e fornece informações, traduções ou assistência por comandos de voz.

O lançamento comercial está previsto para o terceiro trimestre de 2026. Com essa estratégia, a Samsung entraria em concorrência direta com os óculos Ray-Ban da Meta. Como diferencial, o acessório promete forte integração com o ecossistema de dispositivos conectados SmartThings e poderá até interagir com veículos por meio do sistema Car-to-Home, fruto de uma parceria com o grupo Hyundai.

Fold Wide e disputa com a Apple

No segmento de smartphones, a Samsung deve introduzir uma mudança na ergonomia. Além do Z Fold 8 e Z Flip 8, o mercado aguarda a revelação de um novo modelo conhecido internamente como Fold Wide. Ele deve apresentar um comprimento horizontal maior e uma largura vertical reduzida em comparação ao design atual, mais ou menos como o Huawei Pura X Max que vimos numa loja da China.

A mudança buscaria resolver uma das dores de cabeça dos usuários: a tela externa muito estreita, que muitas vezes dificulta a digitação. Com o formato mais largo, o aparelho fechado deixaria de parecer um controle remoto e ganharia a usabilidade de um smartphone padrão. A introdução do novo formato é vista como resposta estratégica ao suposto lançamento do primeiro iPhone dobrável, previsto para o final deste ano.

Além dos smartphones e dos inéditos óculos inteligentes, o Galaxy Unpacked de julho pode servir como palco para a nova geração de relógios da marca, a linha Galaxy Watch 9. No entanto, ainda não sabemos quais serão as mudanças de design, sensores ou especificações preparadas pela fabricante.

Samsung pode levar Galaxy Glasses e inédito Fold Wide para Unpacked em julho

Galaxy Z Flip 7 e Z Fold 7 foram lançados na Samsung Unpacked (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Google e SpaceX podem levar data centers ao espaço

13 de Maio de 2026, 13:04
ilustração sobre a Space X e Elon Musk
SpaceX pode enviar infraestrutura de IA à órbita da Terra (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google e SpaceX negociam a instalação de data centers em órbita terrestre, segundo o The Wall Street Journal.
  • O projeto tentaria contornar limitações energéticas e ambientais de servidores na Terra.
  • A infraestrutura seria lançada ao espaço com foguetes da SpaceX e operaria de forma contínua e autônoma, alimentada por energia solar.

Google e SpaceX estariam negociando a instalação de data centers em órbita terrestre. Segundo o The Wall Street Journal, a infraestrutura seria lançada ao espaço com foguetes da empresa de Elon Musk. A proposta seria contornar os gargalos energéticos e as restrições ambientais que hoje limitam a expansão de centros de dados voltados para inteligência artificial na Terra.

A relação entre as duas empresas vem de longa data. De acordo com a imprensa norte-americana, o Google foi um dos primeiros grandes investidores da companhia aeroespacial em 2015. Hoje, a empresa detém uma participação acionária de 6,1% na SpaceX. Mesmo com essa proximidade, o Google também estaria conversando com outras companhias do setor para tocar o projeto.

Faz sentido?

Imagem de servidores em um data center
Servidores na órbita terrestre operariam com energia solar (imagem: Unsplash/Taylor Vick)

Diante da necessidade urgente de contornar as limitações da infraestrutura atual, a ideia pode um dia sair do papel. As ferramentas de IA têm exigido cada vez mais energia dos data centers tradicionais, gerando altos custos de operação. No espaço, os servidores orbitais iriam operar de forma contínua e autônoma, alimentados exclusivamente pela energia captada por painéis solares.

Apesar de tudo, o modelo ainda enfrenta ceticismo. Especialistas ouvidos pelo WSJ afirmam que existem desafios técnicos extraordinários na manutenção e refrigeração de computadores na órbita terrestre. Além disso, o portal TechCrunch lembra que os custos embutidos no projeto fazem com que os data centers terrestres continuem como uma alternativa mais barata.

Planos do Google

Vale destacar que o Google não está parado no desenvolvimento de hardware. No fim do ano passado, a empresa revelou os primeiros detalhes do Projeto Suncatcher, uma iniciativa focada em fabricar e colocar em órbita os primeiros protótipos de satélites de processamento de dados até 2027.

Em novembro, o CEO do Google, Sundar Pichai, declarou que não há dúvidas de que, em pouco mais de uma década, a indústria de tecnologia considerará os data centers orbitais uma das formas comuns para a implantação de novos servidores.

Google e SpaceX podem levar data centers ao espaço

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os servidores de um data center são organizados em racks ou gabinetes (imagem: Unsplash/Taylor Vick)

Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

13 de Maio de 2026, 11:06
Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Novo função do Android 17 quer frear a rolagem infinita nas redes sociais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Android 17 terá um recurso para ajudar a combater o vício em redes sociais.
  • O Pause Point vai exigir uma espera de 10 segundos antes de abrir aplicativos considerados “viciantes”, como Instagram e TikTok.
  • Durante a espera, o Android deve sugerir atividades mais construtivas e permitir visualizar fotos pessoais.

O Google revelou um novo recurso que chegará nativamente com o Android 17 para ajudar a combater o doomscrolling — hábito de ficar rolando a tela do celular de forma viciosa. Chamada Pause Point, a função cria uma trava de segurança: em vez de só alertar o usuário sobre o tempo excessivo de uso, agora o sistema exige uma espera obrigatória antes de abrir apps classificados como distrações.

A novidade deve congelar a inicialização de um app por 10 segundos, caso ele seja marcado pelo usuário como “viciante”. A tela, no entanto, não ficará apagada durante esse intervalo: o Android vai aproveitar esse tempo para sugerir atividades mais construtivas.

O recurso vai exibir desde atalhos para um exercício rápido de respiração até recomendações de aplicativos úteis instalados no celular. Há ainda a opção de visualizar um carrossel com fotos pessoais, funcionando como um estímulo visual para o usuário sair um pouco da tela.

Aplicativos de terceiros focados em controle de tempo, como Finch ou Focus Friend, já têm seu público fiel. O grande trunfo do Pause Point, no entanto, é rodar de forma nativa, o que deve tornar a trava mais difícil de ser ignorada.

Recurso nativo deve ajudar mais o usuário

Recurso aproveita o intervalo obrigatório para sugerir um respiro (imagem: reprodução/Google)

A principal diferença está no momento em que a intervenção acontece. Os limites de tempo tradicionais do Android, lançados em 2018, costumam falhar porque dependem da força de vontade do usuário. A pessoa estoura a cota de uso, recebe um alerta na tela e, na maioria das vezes, o ignora para continuar navegando.

O 9to5Google destaca que, ao bloquear a abertura do aplicativo logo no primeiro toque, a nova função corta a descarga imediata de dopamina gerada pelo carregamento do feed. O usuário é forçado a parar e decidir se realmente quer gastar tempo naquela plataforma ou se o clique foi apenas um movimento no “piloto automático”.

Se, após os 10 segundos, a pessoa confirmar que deseja abrir a rede social, o Android permite até configurar um cronômetro para aquela sessão específica.

Vale mencionar que, para desativar completamente o recurso, será necessário reiniciar o smartphone — uma camada extra criada para dificultar o desligamento da função por impulso. A versão estável do Android 17, que incluirá a novidade, está prevista para junho.

Resposta contra os algoritmos

A aplicação dessa ferramenta mais agressiva não acontece por acaso. O Google apresentou o Pause Point no momento em que governos do mundo todo elaboram planos para restringir ou até proibir o uso de redes sociais por menores de idade.

Ao integrar essa barreira de uso ao sistema móvel mais popular do mundo, o Google se posiciona como parte da solução. O diretor de operações de produto da divisão de Plataformas e Ecossistemas do Google, Dieter Bohn, pontuou durante coletiva de imprensa que a empresa reconhece o problema.

“O Android está mais poderoso do que nunca, mas também queremos oferecer as ferramentas para você se desconectar quando precisar”, afirmou. “Acho que todos nós já pegamos o celular, abrimos algum aplicativo e ficamos no piloto automático, e uma hora se passou.”

O Google já confirmou que mais recursos focados em combater o tempo de tela abusivo serão lançados nos próximos meses.

Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

12 de Maio de 2026, 10:24
Imagem com fundo em tons escuros de verde-petróleo e preto, sobre o qual estão dispostas formas circulares transparentes e brilhantes que dão profundidade. No centro, está o logotipo da empresa OpenAI: o símbolo branco estilizado em forma de flor, seguido do nome "OpenAI" em fonte branca. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
Daybreak deve rivalizar com o Claude Mythos, da Anthropic (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI lançou o Daybreak, uma inteligência artificial projetada para prever e prevenir ataques cibernéticos.
  • O Daybreak analisa o código-fonte de uma organização, simula ataques e identifica vulnerabilidades para aplicar correções automatizadas.
  • A novidade é uma resposta ao lançamento do Claude Mythos pela Anthropic, uma IA considerada “perigosa demais” pela própria empresa.

A OpenAI anunciou ontem (11/05) a chegada do Daybreak, uma inteligência artificial desenvolvida especialmente para o setor de segurança da informação corporativa. A ferramenta promete antecipar ameaças digitais, vasculhando sistemas em busca de vulnerabilidades e aplicando correções antes que cibercriminosos tenham a chance de explorá-las.

Não é uma novidade voltada para o público geral, mas preenche um vazio importante no portfólio da companhia liderada por Sam Altman, que até então não contava com uma solução dedicada à proteção de grandes infraestruturas. De quebra, o lançamento coloca a criadora do ChatGPT em disputa direta com a rival Anthropic, que há pouco lançou o Claude Mythos — IA considerada “perigosa demais” pela própria empresa.

Como o Daybreak funciona?

Segundo a OpenAI, a novidade vai além de um modelo de linguagem comum. Na verdade, é um pacote que une as versões mais recentes das IAs da empresa. Seu grande trunfo é a criação de um modelo feito sob medida para cada organização que contrata o serviço.

O processo começa com a leitura do código-fonte do cliente. Para isso, a ferramenta utiliza o agente do Codex Security — sistema voltado para revisão de programação lançado em março. Após essa varredura profunda, a IA veste o chapéu de um invasor: ela simula o pensamento hacker e mapeia as rotas com maior probabilidade de sucesso em um ataque real.

Nova IA da OpenAI foca em proteger infraestruturas corporativas (imagem: reprodução/OpenAI)

Com as vulnerabilidades identificadas, o Daybreak valida rapidamente quais delas representam riscos práticos no dia a dia da empresa. A etapa final é a ação corretiva automatizada. O sistema isola a ameaça, dispara alertas precisos para a equipe de TI e aplica as correções prioritárias.

Todo esse motor é alimentado por uma nova geração de modelos focados em lógica de programação e defesa de redes, incluindo o recém-anunciado GPT-5.5 e o modelo especializado GPT-5.5-Cyber.

Empresa quer rival para o Claude Mythos

Há pouco mais de um mês, a Anthropic agitou o mercado ao revelar o Claude Mythos. O modelo seria capaz de realizar capacidades analíticas tão impressionantes que a própria desenvolvedora o considerou perigoso demais para o público geral, temendo sua utilização na criação de malwares devastadores.

A estratégia da Anthropic foi restringir o Mythos a um grupo corporativo seleto. O plano de isolamento, porém, falhou. Investigações posteriores revelaram que a infraestrutura da companhia sofreu violações, concedendo acesso não autorizado aos recursos da ferramenta e gerando um enorme constrangimento.

Ciente do tropeço da concorrência, a OpenAI adotou um tom bem cauteloso. A dona do ChatGPT destacou que o desenvolvimento e a implementação do Daybreak estão sendo conduzidos em parceria estreita com especialistas da indústria e agências governamentais.

O objetivo central é garantir proteções rigorosas para que os modelos permaneçam exclusivamente nas mãos de defensores, evitando que a solução se transforme em um novo problema de segurança.

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google afirma ter bloqueado um ataque hacker criado com IA

11 de Maio de 2026, 17:09
Imagem mostra crânios e ossos cruzados brancos e translúcidos sobre um fundo escuro com linhas de código de programação em azul claro. Os crânios representam pirataria, ataque hacker e perigo cibernético. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Hackers conseguiram enganar IAs comerciais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google impediu um ataque hacker que utilizava IA para burlar a autenticação de dois fatores.
  • Os hackers usaram técnicas para contornar as restrições de segurança, instruindo a IA a assumir o papel de um auditor ou pesquisador.
  • A empresa afirma que está investindo em defesas automatizadas, incluindo agentes de IA defensivos, para varrer código e corrigir vulnerabilidades.

O Google confirmou que conseguiu impedir um ataque zero-day criado com o auxílio de inteligência artificial. A descoberta foi divulgada nesta segunda-feira (11/05) pelo Google Threat Intelligence Group (GTIG), equipe responsável por rastrear ameaças cibernéticas.

Segundo o relatório oficial, um grupo hacker planejava um ataque em massa focado em burlar a autenticação de dois fatores (2FA) de uma ferramenta web de código aberto voltada para a administração de sistemas. É a primeira vez que o grupo do Google identificou o uso de IA em um golpe do tipo.

Os pesquisadores encontraram pistas inegáveis da participação de máquinas no script em Python utilizado pelos invasores. O código trazia a mesma organização encontrada em livros de programação gerados por grandes modelos de linguagem (LLMs). Além disso, o script continha alucinações e referências inventadas pela IA.

Apesar das evidências no código interceptado, o Google afirma que não acredita que o seu próprio modelo, o Gemini, tenha sido utilizado na criação do malware.

Como os hackers usaram a IA?

Para contornar as pesadas travas de segurança dos modelos comerciais, os cibercriminosos recorreram a uma técnica conhecida como jailbreaking baseado em persona. Na prática, em vez de pedir para a máquina escrever um vírus diretamente, o hacker instrui a IA a assumir o papel de um auditor de segurança ou de um pesquisador. Enganado pela narrativa, o modelo baixa a guarda, ignora seus filtros éticos e passa a analisar sistemas em busca de brechas reais.

Como aponta o The Verge, a sofisticação dessas campanhas maliciosas está escalando rapidamente. Atores de ameaça estão alimentando LLMs com repositórios inteiros de vulnerabilidades históricas, treinando as máquinas para reconhecer padrões complexos de falhas. O objetivo é testar e ajustar a invasão em ambientes controlados até atingir uma alta taxa de confiabilidade, evitando que o ataque falhe na hora de ser executado no mundo real.

Imagem mostra a tela de um computador com linhas de código
Criminosos estão automatizando a criação de malwares com IA (imagem: Joan Gamell/Unsplash)

IA vem sendo usada como arma

O documento do Google aponta que os invasores estão focando nos componentes que conectam as IAs aos sistemas corporativos, como as habilidades de execução autônoma de bots. A intenção é comprometer as redes, injetando comandos não autorizados que a IA executa achando que são legítimos.

Para tentar manter a vantagem, o Google aposta em defesas automatizadas. A empresa está investindo no uso de agentes de IA defensivos, treinados especificamente para varrer milhões de linhas de código e corrigir vulnerabilidades em softwares antes mesmo que elas cheguem ao conhecimento do cibercrime.

Seguindo essa mesma estratégia, a gigante das buscas também tem utilizado as habilidades de programação do próprio Gemini para acelerar a testagem e a aplicação de atualizações de segurança em seus sistemas.

Google afirma ter bloqueado um ataque hacker criado com IA

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Windows 11 pode ficar 70% mais rápido com novo recurso

11 de Maio de 2026, 14:33
Imagem digital de fundo que mescla tons de azul escuro e marinho. No centro, sobreposto a um padrão abstrato de ondas ou tecido em relevo, está o logotipo do sistema operacional Windows 11: um quadrado formado por quatro janelas quadradas de cor azul-clara luminosa. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto superior direito.
Novo recurso promete turbinar o sistema da Microsoft (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 está sendo testado com um novo recurso chamado “Perfil de Baixa Latência” que aumenta o uso da CPU por curtos períodos.
  • Esse recurso eleva a frequência da CPU ao máximo por um período curto de tempo, quando o sistema identifica uma tarefa de alta prioridade.
  • Os resultados preliminares mostram uma redução de até 40% no tempo de carregamento de aplicativos nativos e uma inicialização até 70% mais ágil.

A Microsoft está testando uma nova funcionalidade no Windows 11 que pode resolver uma frustração comum: a lentidão na hora de abrir aplicativos ou navegar pela interface do sistema. O recurso, identificado como “Perfil de Baixa Latência”, aumenta o uso do processador em momentos essenciais para garantir um tempo de resposta quase instantâneo, aproximando a experiência da agilidade já observada por usuários do macOS.

Essa iniciativa faz parte de um esforço da empresa para otimizar o desempenho e a confiabilidade da plataforma. O objetivo é entregar um ambiente de trabalho mais responsivo, mesmo que o usuário não tenha um hardware tão potente.

Como o recurso “acelera” o Windows 11?

A novidade eleva a frequência da CPU ao máximo, mas apenas por um período curto de tempo — geralmente variando entre um e três segundos. Isso ocorre sempre que o sistema identifica que o usuário iniciou uma tarefa de alta prioridade.

O Windows Central observa que esse pico de processamento é ativado ao realizar ações como abrir um software, expandir o menu Iniciar ou acionar menus de contexto com o botão direito do mouse.

Os resultados preliminares são promissores. O recurso está sendo liberado no programa de testes Windows Insider, e os dados indicam que o tempo de carregamento de aplicativos nativos — incluindo Edge, Outlook, Microsoft Store e Paint — pode ser reduzido em até 40%.

A melhoria mais sensível, no entanto, aparece na navegação principal: elementos pesados, como o Explorador de Arquivos e menus flutuantes, chegam a registrar uma inicialização até 70% mais ágil.

TESTED: Windows 11's upcoming "Low Latency Profile" mode brings genuine performance improvements to the OS, speeding up flyout and app launches significantly.

We've benchmarked opening some apps on video with the Low Latency Profile enabled and disabled, and you can see… pic.twitter.com/BCNtsXmx31

— Windows Central (@WindowsCentral) May 8, 2026

Uma preocupação natural com esse tipo de abordagem é o impacto no consumo de energia e no aquecimento da máquina. Porém, até o momento, os testes indicam que os efeitos na bateria de notebooks e na temperatura do computador são praticamente nulos. Como a aceleração dura poucos segundos, o processador retorna rapidamente ao seu estado base.

Atualmente, o mecanismo funciona em segundo plano, não havendo confirmação se a Microsoft oferecerá uma opção para ativá-lo ou desativá-lo manualmente na versão final.

“Apple faz isso e vocês adoram”

Apesar dos ganhos nos testes iniciais, a descoberta do recurso gerou debates nas redes sociais. Parte da comunidade criticou a abordagem, acusando a Microsoft de criar picos artificiais de energia para “mascarar” ineficiências no código-fonte do Windows 11.

A repercussão negativa fez com que o vice-presidente da equipe técnica de CoreAI, GitHub e Windows, Scott Hanselman, defendesse a estratégia. Ele afirma que o recurso não é um truque, mas sim uma prática padrão da indústria.

“Seu smartphone já faz isso”, argumentou o executivo, destacando que priorizar tarefas com picos breves de processamento é uma técnica consolidada. “A Apple faz isso e vocês adoram. Deixem o Windows funcionar”, completou.

Vale mencionar que a novidade faz parte de um projeto interno conhecido como Windows K2. A iniciativa é basicamente um esforço da Microsoft para refinar o Windows 11, desde a reescrita de códigos antigos até a modernização de mais áreas da interface e do sistema operacional.

Windows 11 pode ficar 70% mais rápido com novo recurso

Windows 11 (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Você pagaria? TikTok ganha plano que remove todos os anúncios

11 de Maio de 2026, 14:29
TikTok
Usuários do Reino Unido já podem optar por remover propagandas do feed principal (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O TikTok lançou uma assinatura paga de 3,99 libras mensais, cerca de R$ 27, que remove anúncios e impede o uso de dados pessoais para fins publicitários, inicialmente disponível no Reino Unido.
  • A nova modalidade, restrita a maiores de 18 anos, visa adequar a operação ao Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) britânico e a outras legislações locais de privacidade.
  • Para usuários que não pagarem, a rotina no aplicativo não sofrerá alterações, com anúncios personalizados continuando a ser exibidos, e uma nova área nas configurações permitirá ajustes de preferências de publicidade ou migração para o plano pago.

O TikTok anunciou nesta segunda-feira (11) a chegada de uma versão paga e livre de anúncios, para os usuários que não querem distrações na interface do app. A nova modalidade, voltada exclusivamente para maiores de 18 anos, será liberada de forma gradativa por 3,99 libras mensais (cerca de R$ 27, em conversão direta) no Reino Unido.

Além de limpar o feed de propagandas, o plano tem outro atrativo de peso em termos de privacidade: impedir que os dados pessoais dos assinantes sejam utilizados para fins publicitários.

A movimentação da ByteDance, empresa dona da rede social, reflete a forte pressão regulatória na Europa. A medida busca adequar a operação ao Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) britânico e a outras legislações locais de privacidade, que proíbem a coleta de dados para publicidade direcionada sem o aval explícito do usuário.

Oferecer uma versão paga resolve esse impasse jurídico. Na prática, o TikTok passa a ter o argumento legal de que entrega uma escolha real para quem deseja evitar o rastreamento online. Vale destacar que essa estratégia não é uma novidade no mercado de tecnologia. No ano passado, a Meta implementou uma tática idêntica para clientes do Facebook e do Instagram no Reino Unido.

O que muda para quem não pagar?

Assinatura sem anúncios do TikTok chega ao Reino Unido (imagem: reprodução/TikTok)

Para a maioria do público, a rotina no aplicativo não sofrerá nenhuma alteração. A rede social continuará exibindo anúncios personalizados para as contas gratuitas, operando exatamente como funciona hoje. O aplicativo só ganhou uma nova área nas configurações, permitindo que os usuários ajustem suas preferências de publicidade ou migrem para o plano pago.

Apesar de ceder à pressão europeia, o TikTok faz questão de defender o seu tradicional modelo de negócio baseado em anúncios. Segundo Kris Boger, diretor-geral do TikTok no Reino Unido, a publicidade na plataforma é uma engrenagem vital que ajuda milhares de negócios locais a encontrar novos clientes e impulsionar as vendas no varejo digital.

O TikTok sem anúncios vem para o Brasil?

Neste primeiro momento, a novidade está restrita aos usuários do Reino Unido. Não existe qualquer cronograma a respeito do lançamento da assinatura sem anúncios no Brasil ou em outros países da América Latina. O foco atual seria apenas a adequação às leis europeias.

Contudo, o histórico recente mostra que uma expansão global não está descartada. O The Verge lembrou que os testes com essa modalidade livre de propagandas começaram ainda no final de 2023. Naquela época, o vazamento de capturas de tela revelou que a plataforma estava cobrando US$ 4,99 mensais (cerca de R$ 25) de um grupo seleto de usuários para remover os anúncios nos Estados Unidos.

Você pagaria? TikTok ganha plano que remove todos os anúncios

TikTok (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google é alvo de críticas após mudança no reCaptcha

11 de Maio de 2026, 11:55
Ilustração com a interface do Google Chrome
Desenvolvedores criticam novo sistema de verificação do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google alterou o sistema de verificação reCaptcha para exigir a leitura de QR Codes.
  • A mudança, no entanto, estaria dificultando o acesso de usuários com dispositivos Android sem serviços do Google instalados.
  • Segundo a big tech, a nova medida tenta conter robôs e agentes de IA na web.

No fim de abril, o Google anunciou uma mudança no reCaptcha: o sistema de verificação passou a exibir QR Codes para confirmar se o usuário é humano. A alteração, porém, vem sendo criticada por desenvolvedores de sistemas Android sem serviços do Google, como GrapheneOS e CalyxOS, que afirmam que o novo método dificulta o acesso a milhões de sites sem a instalação do Google Play Services.

Segundo o Google, a mudança faz parte de uma tentativa de conter robôs e agentes de IA na web, exigindo que o usuário leia um QR Code com o celular. O problema é que, na prática, o novo método estaria bloqueando o acesso de pessoas que optaram por remover ferramentas do Google de seus dispositivos. Vale lembrar que o Android é um sistema com código aberto.

Desenvolvedores criticam a mudança

Imagem mostra o novo ReCaptcha exigindo a verificação por QR Code
Ferramenta agora pode exigir a leitura de um QR Code (imagem: reprodução/Google)

A mudança gerou repúdio em parte da comunidade. A equipe de desenvolvimento do GrapheneOS declarou que a exigência é uma manobra anticompetitiva. Os desenvolvedores apontam que o modelo apenas trava os usuários em um duopólio móvel, forçando o uso de APIs da Apple ou do Google, o que afeta até mesmo o acesso a serviços bancários e governamentais na União Europeia.

No mesmo sentido, a publicação International Cyber Digest apontou que o Google passou a tratar a privacidade de dados como “comportamento suspeito por padrão”.

O CEO e cofundador do navegador Brave, Brendan Eich, reforçou as críticas. Ele defendeu que os serviços na web não deveriam proibir o uso de hardware e sistemas operacionais independentes.

Money shot: “Services shouldn't ban people from using arbitrary hardware and operating systems in the first place. Google's security excuse is clearly bogus when they permit devices with no patches for 10 years… It's for enforcing their monopolies via GMS licensing, that's all.” https://t.co/Eg16JoWb4L

— BrendanEich (@BrendanEich) May 10, 2026

O que muda na verificação por QR Code?

Quando o sistema detecta uma atividade de navegação suspeita, em vez de exibir os tradicionais quebra-cabeças visuais — como pedir para o usuário identificar fotos de motos ou faixas de pedestres —, a ferramenta passa a mostrar um QR Code na tela.

O usuário precisa, então, escanear esse código com a câmera do smartphone para comprovar sua “identidade humana”.

A alteração faz parte do pacote Google Cloud Fraud Defense, apresentado durante o evento Cloud Next. A evolução chega especialmente para tentar identificar, classificar e barrar agentes autônomos de IA suspeitos na web, contando com recursos como o Web Bot Auth (que verifica se um bot é legítimo) e o SPIFEE (que fornece identidade para autenticação).

Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Mudança exige versão 25.41.30 ou superior do Google Play Services (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O obstáculo são os requisitos técnicos. Documentações de suporte da empresa deixam claro que, para concluir a leitura do código no Android, o aparelho precisa estar rodando a versão 25.41.30 ou superior do Google Play Services. Dispositivos da Apple também estão inclusos na exigência, necessitando o iOS 15 ou mais recente.

Vale mencionar que a base para essa exigência não é tão nova assim. Buscas no Internet Archive e discussões no Reddit revelam que a página de suporte já listava a exigência do Google Play Services de forma oculta desde outubro de 2025, rodando silenciosamente em segundo plano antes que a mudança fosse oficialmente anunciada.

Proposta já foi descartada antes

A polêmica atual relembrou uma tentativa semelhante em 2023. Na época, o Google propôs uma tecnologia que daria aos sites o poder de decidir quais dispositivos eram “suficientemente reais” para acessar a web. A proposta também enfrentou forte resistência, sendo abandonada pela empresa.

Especialistas apontam que, três anos depois, a mesma ideia retornou e pode complicar a vida de quem escolhe não utilizar os serviços do Google, bloqueando o tráfego legítimo em milhões de sites.

Google é alvo de críticas após mudança no reCaptcha

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iOS 27 deve ganhar “modo Siri” na câmera do iPhone

30 de Abril de 2026, 12:40
Traseira iPhone 17 Pro Max
Integração com a Siri vai permitir que o iPhone leia rótulos, ingressos e contatos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O iOS 27 terá um novo “modo Siri” integrado ao aplicativo de Câmera
  • A ferramenta transformará o celular em um leitor inteligente, permitindo que o usuário escaneie tabelas nutricionais, cartões de visita e panfletos.
  • O lançamento do iOS 27 está previsto para setembro deste ano e também deve trazer um aplicativo Fotos redesenhado com ferramentas de IA e uma interface de chatbot reformulada.

O iOS 27 deve trazer um novo “modo Siri” integrado ao aplicativo de Câmera, transformando o celular em uma espécie de leitor inteligente do mundo real. A novidade estaria prevista para a Worldwide Developers Conference (WWDC) no dia 8 de junho.

As informações foram reveladas nesta quarta-feira (29/04) pelo jornalista Mark Gurman, da Bloomberg. De acordo com a reportagem, a fabricante identificou que a atual execução da Inteligência Visual sofre com graves problemas de descoberta. Hoje, o recurso exige que o usuário pressione e segure o botão de Controle da Câmera — atalho físico introduzido na linha iPhone 16 —, um gesto que grande parte do público desconhece ou simplesmente não utiliza.

Para solucionar essa barreira, a Apple deve colocar a IA em evidência na própria interface do sistema. Ao abrir o aplicativo Câmera no iOS 27, o usuário encontraria a opção “Siri” posicionada no menu inferior, exatamente ao lado dos modos tradicionais de Foto, Vídeo, Retrato e Panorama.

Ao selecionar essa aba, o botão branco padrão do obturador seria substituído por um ícone luminoso inspirado na Apple Intelligence, indicando visualmente que a lente do aparelho está pronta para analisar o ambiente, e não apenas para registrar uma fotografia na galeria.

O que o novo Modo Siri poderá fazer?

iPhone 13 Mini (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Novidade visa reduzir a dependência de plataformas de terceiros, como o ChatGPT (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Entre as novidades, o Modo Siri permitiria escanear tabelas nutricionais de embalagens para registrar calorias e macronutrientes no aplicativo Saúde, além de ler cartões de visita e panfletos para salvar novos contatos na agenda. A ferramenta também funcionaria como uma ponte para o aplicativo Wallet, conseguindo digitalizar ingressos físicos e cartões de fidelidade, eliminando a necessidade de digitação manual.

A principal mudança com a chegada desse modo seria a expansão das capacidades de processamento local do iPhone, reduzindo a dependência do sistema em relação a serviços de terceiros. Conforme análise inicial da Macworld, o ecossistema dependeria muito menos de plataformas como o ChatGPT para entregar respostas rápidas e extrair informações visuais úteis para o usuário.

Apesar desse movimento em prol do ecossistema próprio, as funções legadas de Inteligência Visual continuariam disponíveis. A câmera do iOS 27 ainda conseguiria identificar rapidamente raças de cães, espécies de plantas e adicionar eventos ao Calendário a partir da leitura de pôsteres.

Se o usuário desejar, os atalhos para enviar uma imagem ao ChatGPT ou realizar uma busca reversa no Google permaneceriam acessíveis, mas a ação de pressionar e segurar passaria a invocar essa nova interface da Siri dentro do app.

Preparando o terreno para novos vestíveis

A reformulação seria apenas a ponta do iceberg de uma estratégia mais ampla. A Bloomberg aponta que o aperfeiçoamento da Inteligência Visual é um requisito essencial para o lançamento dos próximos wearables (dispositivos vestíveis) da marca.

A Apple estaria trabalhando no desenvolvimento de novos AirPods equipados com sensores visuais, óculos inteligentes e até um suposto dispositivo de IA em formato de pingente. Todos esses produtos dependeriam diretamente de uma Siri capaz de “enxergar” e analisar o ambiente ao redor do usuário em tempo real.

Além desse novo modo de câmera, o iOS 27 deve trazer um pacote robusto de atualizações. Espera-se um aplicativo Fotos totalmente redesenhado, contando com ferramentas generativas de IA para ampliar, reenquadrar e aprimorar imagens de forma automática.

O sistema também entregaria uma interface de chatbot reformulada e um aplicativo próprio e independente para a assistente de voz. O lançamento público da versão final do sistema está previsto para setembro deste ano.

iOS 27 deve ganhar “modo Siri” na câmera do iPhone

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iPhone 13 Mini (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

YouTube vai liberar modo picture-in-picture grátis para todos; veja como usar

30 de Abril de 2026, 10:51
Imagem mostra uma mão segurando um smartphone preto que exibe a interface do aplicativo YouTube. O logo do YouTube, um retângulo branco com um triângulo vermelho apontando para a direita, e a palavra "YouTube" em branco, aparecem na parte superior da tela do smartphone. O fundo da imagem é vermelho com vários logos do YouTube em diferentes tamanhos. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Interface do YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube liberou o modo Picture-in-Picture (PiP) gratuitamente para todos os usuários de Android e iOS.
  • A função permite assistir a vídeos em uma janela flutuante. O recurso antes era restrito a assinantes Premium.
  • O PiP gratuito só funciona com “conteúdos longos que não sejam música”. Se o usuário tentar minimizar o aplicativo durante a reprodução de um videoclipe ou de faixas protegidas por direitos autorais, o vídeo será pausado imediatamente.

O Google começou a liberar nesta quarta-feira (29) o modo picture-in-picture (PiP) do YouTube de forma gratuita para todos os usuários. A novidade permite assistir a vídeos em uma janela flutuante e deixa de ser um benefício exclusivo dos assinantes pagos. Com essa expansão, a plataforma busca democratizar a experiência, encerrando também a restrição que limitava a função sem custos apenas aos Estados Unidos.

A mudança foi reportada pelo portal 9to5Google e confirmada pela equipe do YouTube em publicação na comunidade oficial da plataforma. Na prática, a atualização altera o comportamento padrão do aplicativo: ao iniciar um vídeo e retornar à tela inicial do celular, o conteúdo não é mais interrompido. O player se transforma em uma miniatura que pode ser redimensionada e arrastada para qualquer canto da tela.

A janela suspensa mantém botões essenciais, como os controles de reprodução e pausa, além de um atalho para devolver o vídeo à tela cheia, mas há uma limitação no novo modelo. O Google estabeleceu que o picture-in-picture gratuito só funciona com “conteúdos longos que não sejam música”.

Se o usuário tentar minimizar o aplicativo durante a reprodução de um videoclipe ou de faixas protegidas por direitos autorais, o vídeo será pausado imediatamente. Essa é uma estratégia para proteger o ecossistema do YouTube Music, evitando que a versão gratuita do aplicativo principal seja utilizada como um reprodutor de música em segundo plano.

O que muda para os assinantes Premium e Premium Lite?

Para quem já paga pelas versões mais completas do serviço, a experiência permanece sem cortes. Os assinantes do YouTube Premium continuam com acesso irrestrito ao PiP para qualquer formato de vídeo da plataforma, incluindo clipes musicais, sempre livres de anúncios. A modalidade paga também mantém a exclusividade da reprodução em segundo plano com a tela do celular totalmente bloqueada e apagada — um recurso popular que a versão gratuita continua não oferecendo.

No caso do plano Premium Lite, uma assinatura mais barata que foca na remoção da maior parte das propagandas, o funcionamento será equivalente ao da versão gratuita recém-liberada. Esses usuários poderão utilizar a janela flutuante livremente para vídeos tradicionais, mas continuarão bloqueados de usar o recurso com músicas.

YouTube agora oferece Picture-in-Picture gratuito (imagem: reprodução/Google)

Como ativar o Picture-in-Picture?

A novidade chega para todos os usuários de forma gradual, mas antes é preciso garantir que o sistema do celular esteja configurado para permitir a sobreposição de tela, um procedimento varia um pouco dependendo do dispositivo.

No iPhone (e iPad):

A Apple exige que a funcionalidade nativa de PiP esteja habilitada nas configurações do aparelho.

  • Abra o aplicativo “Ajustes“.
  • Toque em “Geral” e depois selecione “Picture in Picture (PIP)“.
  • Confirme se a chave “Iniciar PiP Automaticamente” está ativada.
Ativando a função nativa Picture-in-Picture (PiP) no iOS (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Feito isso, abra o aplicativo do YouTube, toque na sua foto de perfil, acesse o ícone de engrenagem para abrir as “Configurações“, vá em “Reprodução” e ative a opção “Picture-in-picture“.

Habilitando a chave do recurso no aplicativo do YouTube (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Em aparelhos Android:

O sistema do Google geralmente já vem com essa permissão ativada por padrão, mas vale conferir caso a janela flutuante não apareça ao minimizar o app (os nomes dos menus podem variar dependendo da fabricante, como Samsung, Motorola ou Xiaomi).

  • Acesse as “Configurações” do seu aparelho e vá até a lista de “Aplicativos“.
  • Procure pelo “YouTube” e toque nele.
  • Role a tela até encontrar a seção chamada “Picture-in-picture” e certifique-se de que a opção de permissão está ativada.
Verificando a permissão de sobreposição de tela no Android (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Da mesma forma que no iOS, confira também as configurações internas do aplicativo do YouTube (Configurações > Reprodução) para garantir que a chave do recurso esteja habilitada.

Ativando o Picture-in-picture no aplicativo do YouTube para Android (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

YouTube vai liberar modo picture-in-picture grátis para todos; veja como usar

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Apple pode abandonar o MagSafe em futuros iPhones

29 de Abril de 2026, 16:38
Carteira fixada no iPhone 12 Pro Via MagSafe (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Carteira fixada no iPhone 12 Pro via MagSafe (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple avalia remover o MagSafe dos próximos iPhones.
  • Segundo rumores, a empresa trabalha em um projeto interno para redesenhar o smartphone, deixando-o mais fino e sem espaço para a tecnologia.
  • O MagSafe estreou no iPhone 12, em 2020, junto com uma postura agressiva de expansão da tecnologia no ecossistema Apple.

A Apple pode abrir mão de um de seus recursos mais populares. Fontes ligadas à cadeia de suprimentos afirmam que a empresa avalia remover o MagSafe dos próximos iPhones para viabilizar designs mais finos e reduzir custos de produção.

A notícia foi divulgada pelo leaker Instant Digital na rede social chinesa Weibo. Segundo o informante, que possui um histórico de vazamentos precisos sobre a marca, o clima nos corredores da Apple mudou nos últimos anos em torno da conexão magnética.

Quando a tecnologia MagSafe estreou no iPhone 12, em 2020, a empresa adotou uma postura de expansão agressiva. Isso promoveu rapidamente um ecossistema sólido, com fabricantes terceirizados lançando dezenas de carteiras, capas de proteção, suportes e carregadores otimizados para o padrão. Hoje, no entanto, a confiança inicial teria dado lugar à incerteza.

Por que a Apple estuda tirar o MagSafe?

Segundo o portal especializado MacRumors, a possível exclusão do MagSafe seria justificada por uma barreira física e financeira. Os componentes magnéticos ocupam um espaço valioso no interior da carcaça e encarecem a linha de montagem.

De acordo com as fontes, a Apple já trabalha em um projeto interno apelidado de “Glasswing”, cujo objetivo é redesenhar o smartphone para que ele seja estruturado como uma “única folha de vidro”, exigindo a miniaturização de todos os componentes internos.

Além da questão estética, o formato do aguardado iPhone dobrável representaria outro obstáculo para a tecnologia. Modelos de demonstração preliminares do dispositivo não apresentam espaço visível capaz de abrigar o anel magnético necessário para o MagSafe.

Bateria MagSafe no iPhone 12 Pro e 12 Pro Max (Imagem: Divulgação/Apple)
Bateria MagSafe no iPhone 12 Pro e 12 Pro Max (imagem: divulgação)

Especula-se que o celular dobrável terá apenas 4,5 mm de espessura quando aberto, tornando fisicamente inviável a acomodação do hardware de carregamento magnético. Caso essa limitação se confirme, o aparelho — que tem preço inicial estimado em US$ 2 mil (cerca de R$ 10 mil, em conversão direta) — será o primeiro topo de linha a chegar ao mercado sem o recurso desde o iPhone 12 Pro.

Paralelamente aos modelos premium, relatos indicam que a Apple também considera simplificar a estrutura interna do futuro iPhone 18 base para baratear o custo final de montagem, tornando a remoção do componente magnético uma opção econômica para a fabricante.

Apple ajudou a consolidar o padrão Qi2

A dificuldade em expandir o MagSafe já teria afetado outras frentes da empresa. Inicialmente, havia planos de levar os ímãs para a linha de tablets. Contudo, mesmo com os rumores, o iPad segue sem qualquer suporte à tecnologia. No ano passado, a Apple também lançou o iPhone 16e sem a matriz de ímãs, tornando-o o primeiro smartphone novo em anos a omitir a função.

A medida forçou os usuários a recorrerem a capas de terceiros para continuar usando seus acessórios. A decisão foi alvo de críticas da imprensa especializada e dos donos do aparelho, que classificaram a experiência como inferior. Pressionada, a Apple recuou e reintegrou o suporte no iPhone 17e, lançado no início deste ano.

Vale lembrar que a empresa contribuiu com as especificações do sistema MagSafe para a criação do Qi2, o padrão aberto de carregamento sem fio amplamente adotado pela indústria. Abandonar a tecnologia magnética logo após ajudar a consolidá-la como o formato universal representaria uma mudança drástica.

Apple pode abandonar o MagSafe em futuros iPhones

Carteira fixada no iPhone 12 Pro Via MagSafe (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Bateria MagSafe no iPhone 12 Pro e 12 Pro Max (Imagem: Divulgação/Apple)

Meta falha em manter crianças longe das redes, decide UE

29 de Abril de 2026, 16:10
Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta está na mira da União Europeia e pode levar multa histórica (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • União Europeia decidiu, de forma preliminar, que a Meta tem um sistema de verificação de idade ineficaz.
  • Segundo o bloco europeu, crianças com menos de 13 anos conseguem usar as redes administradas pela plataforma com datas de nascimento falsas.
  • Meta afirma que a verificação de idade online é um “desafio para toda a indústria”, mas promete revisão das ferramentas de segurança.

A Comissão Europeia afirma que a Meta está violando as regras da Lei de Serviços Digitais (DSA) do bloco europeu. O motivo? A falha da controladora do Facebook e Instagram em impedir que crianças com menos de 13 anos utilizem suas redes sociais.

Uma decisão preliminar foi divulgada nesta terça-feira (28/04) e surge após uma investigação de quase dois anos, concluindo que as medidas de proteção da gigante da tecnologia são ineficazes. A denúncia foca na facilidade com que o sistema de idade da empresa é burlado.

Na prática, um menor de idade consegue criar um perfil apenas fornecendo uma data de nascimento falsa na tela de cadastro. Ao informarem que têm 13 anos ou mais — a idade mínima estipulada nos termos da Meta —, crianças entram na plataforma sem esbarrar em nenhum mecanismo de verificação real de identidade.

Além dessa brecha, as ferramentas internas para denunciar usuários menores de idade foram classificadas pelo bloco europeu como difíceis de usar. A Comissão constatou que, mesmo quando uma denúncia é feita corretamente, falta acompanhamento por parte da equipe de moderação para investigar e banir a conta irregular.

A líder de política tecnológica da UE, Henna Virkkunen, reforçou a gravidade da situação. “Nossas descobertas preliminares mostram que o Instagram e o Facebook estão fazendo muito pouco para impedir que crianças acessem seus serviços”, destacou a autoridade em comunicado.

Por que o caso preocupa a União Europeia?

A resposta envolve os danos causados pela exposição a um ambiente feito para o público adulto. O acesso descontrolado deixa as crianças mais vulneráveis a perigos da internet, como cyberbullying, aliciamento virtual e consumo de experiências inadequadas para a idade.

O órgão afirma ainda que a Meta ignorou um grande volume de evidências que provam o quão vulneráveis as crianças são a esses serviços digitais. Estatísticas oficiais das autoridades europeias sugerem que entre 10% e 12% dos menores de 13 anos no continente já navegam pelo Facebook ou Instagram.

O impacto desse uso contínuo também motivou uma segunda investigação da Comissão Europeia, que ainda está em andamento. Essa apuração investiga os efeitos dos algoritmos, analisando se o modelo de recomendação de conteúdos também está causando danos à saúde física e gerando vícios comportamentais no público jovem.

Foto de pessoas sentadas usando smartphones. O foco da imagem são os smartphones, e as pessoas não aparecem.
Ferramentas de denúncia foram classificadas como ineficazes pela UE (imagem: Robin Worrall/Unsplash)

Risco de multa bilionária

A exigência principal é que o Facebook e o Instagram atualizem urgentemente suas ferramentas de verificação de idade. Se a Meta não resolver essas falhas e for penalizada, o rombo financeiro pode ser grande.

A legislação da UE permite aplicar multas de até 6% do faturamento anual global da empresa condenada. Como a companhia declarou uma receita de US$ 201 bilhões para o ano fiscal de 2025, a multa máxima aplicável bateria a marca de US$ 12 bilhões (mais de R$ 60 bilhões na cotação atual).

Procurada pelo jornal The Guardian, a Meta negou as irregularidades. Um porta-voz afirmou que a empresa discorda das conclusões da comissão e que investe constantemente em tecnologias para derrubar perfis irregulares.

“Deixamos claro que o Instagram e o Facebook são destinados a pessoas com 13 anos ou mais e temos medidas em vigor para detectar e remover contas de menores”, argumentou. O representante ainda classificou a verificação de idade online como um “desafio para toda a indústria” e avisou que novas ferramentas de segurança serão anunciadas na próxima semana.

Vale mencionar que a pressão sobre a Meta reflete uma tendência no continente europeu. A Espanha lidera um movimento para proibir o acesso de menores de 16 anos, enquanto o parlamento francês aprovou medidas semelhantes para menores de 15 anos. O Reino Unido também confirmou que estuda impor limites para usuários abaixo dos 16 anos.

Meta falha em manter crianças longe das redes, decide UE

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Robin Worrall / Unsplash)

IA custa mais caro do que manter funcionários, diz executivo da Nvidia

29 de Abril de 2026, 12:49
Bryan Catanzaro é vice-presidente de deep learning aplicado da Nvidia (imagem: reprodução)
Resumo
  • O custo de manter sistemas de IA está mais caro do que pagar salários de funcionários, segundo um executivo da Nvidia.
  • Estudos anteriores já indicavam que a IA só é financeiramente viável em 23% dos cargos; no restante, manter um profissional humano ainda é mais barato.
  • Consultorias já projetam que os gastos de capital com infraestrutura de IA alcançarão US$ 740 bilhões em 2026, salto 69% maior que em 2025.

O mercado de tecnologia vive um dilema em 2026. De um lado, grandes empresas justificam demissões em massa pela busca de eficiência. De outro, gastam bilhões em inteligência artificial. Na ponta do lápis, no entanto, a conta não fecha: manter sistemas de IA rodando está mais caro do que pagar salários.

Dessa vez, o alerta vem da Nvidia, justamente a fornecedora que mais lucra com esse setor. Em entrevista ao site Axios, o vice-presidente de deep learning aplicado, Bryan Catanzaro, foi direto: para a sua equipe, “o custo da computação é muito maior do que o custo dos funcionários”.

A realidade começa a tensionar o discurso recente de substituição de humanos por agentes automatizados como solução de custo, já que o movimento não tem se traduzido em alívio imediato no caixa. Só na última semana, a Meta confirmou o corte de milhares de profissionais, enquanto a Microsoft abriu seu maior programa de demissão voluntária.

Segundo a plataforma Layoffs.fyi, o setor já acumula mais de 92 mil demissões no início de 2026, um ritmo que se aproxima perigosamente dos 120 mil desligamentos de todo o ano passado.

IA não compensa financeiramente?

Imagem mostra uma placa de vídeo da Nvidia, com o logo da empresa centralizado. O fundo da imagem é verde e, na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Nvidia é uma das empresas que mais lucra com IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No curto prazo, não. Para a maioria das funções operacionais, a automação não se traduz em economia real. Um estudo do MIT de 2024 já antecipava isso: ao avaliar o custo-benefício, pesquisadores concluíram que a IA só era financeiramente viável em 23% dos cargos. Para os 77% restantes, manter um profissional de carne e osso executando a mesma tarefa continuava mais barato.

Apesar dessa falta de viabilidade, as corporações continuam com o pé no acelerador. A empresa de serviços financeiros Morgan Stanley projeta que os gastos de capital com infraestrutura de IA baterão US$ 740 bilhões (cerca de R$ 3,7 trilhões, em conversão direta) neste ano — um salto de 69% ante 2025.

Esse volume força empresas a refazerem as contas às pressas. O diretor de tecnologia da Uber, Praveen Neppalli Naga, admitiu ao The Information ter estourado o orçamento da área apenas adotando o Claude Code, ferramenta de programação da Anthropic.

O que precisa mudar?

Para o longo prazo, é esperado um cenário ainda mais caro e sem melhorias de eficiência. A consultoria McKinsey projeta gastos globais com IA alcançando US$ 5,2 trilhões até 2030, impulsionados pela manutenção de data centers e equipamentos de TI. Em um ritmo de adoção agressivo, essa fatura pode chegar a US$ 7,9 trilhões.

A boa notícia é que o peso computacional deve cair. Segundo a consultoria Gartner, o custo de inferência — quando o modelo analisa os dados para gerar respostas — despencará mais de 90% nos próximos quatro anos para LLMs de 1 trilhão de parâmetros, graças a otimizações em software e hardware.

Até que os preços caiam e os sistemas operem de forma previsível, a tendência é que a IA deixe de ser vendida como solução mágica para cortar despesas trabalhistas, assumindo o seu papel real: uma ferramenta de apoio poderosa, mas que ainda custa caro.

IA custa mais caro do que manter funcionários, diz executivo da Nvidia

Placa de vídeo Nvidia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

China desenvolve bateria barata que pode durar 16 anos

29 de Abril de 2026, 11:16
Fábrica de produção de baterias de veículos elétricos. Close-up de componentes de bateria de alta tensão de íons de lítio para veículos elétricos ou carros híbridos. Módulo de bateria para linha de produção da indústria automotiva.
Novidade seria alternativa ao lítio em escala industrial (foto: iStock/SweetBunFactory)
Resumo
  • Pesquisadores chineses desenvolveram uma bateria de fluxo à base de ferro que pode durar 16 anos, com 6 mil ciclos de carga.
  • Essa bateria é uma solução de infraestrutura pesada, voltada para armazenamento em escala industrial — e não para celulares.
  • A tecnologia oferece uma alternativa mais barata para armazenar eletricidade em larga escala, demanda cada vez maior no setor.

Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Pesquisa de Metais da Academia Chinesa de Ciências (CAS) desenvolveu uma bateria de fluxo à base de ferro que pode solucionar o maior gargalo da transição energética: o alto custo do armazenamento de eletricidade em larga escala.

O estudo, publicado este mês na revista científica Advanced Energy Materials, apresenta uma inovação capaz de suportar 6 mil ciclos de carga — uma durabilidade de 16 anos em operação diária.

No entanto, vale lembrar que essas baterias não foram projetadas para dispositivos portáteis: elas dependem de tanques de eletrólitos, bombas e tubulações para funcionar. Trata-se de uma solução de infraestrutura pesada, voltada para o armazenamento em escala industrial.

A urgência dessa inovação está na dinâmica do mercado. Hoje, quem dita as regras quando o assunto é armazenamento de energia é o lítio, mas a sua cadeia de suprimentos é complexa e muito cara. Um levantamento repercutido pelo jornal South China Morning Post destaca que o lítio chega a ser negociado por um valor 80 vezes maior que o do ferro na indústria de base.

Essa diferença de preço transforma o material abundante na Terra em uma alternativa mais viável para criar instalações capazes de estabilizar as redes elétricas das grandes cidades, por exemplo, garantindo o fornecimento ininterrupto de energia.

Como a bateria funciona?

Diferente das baterias de íon-lítio dos celulares, as de fluxo de ferro armazenam energia em tanques de líquidos. Historicamente, os modelos à base de ferro esbarravam em uma falha técnica no polo negativo do equipamento: durante o uso, os materiais ativos têm a tendência de vazar. Esse processo, conhecido no jargão técnico como crossover, inviabiliza sua comercialização.

Para resolver o obstáculo do vazamento, os cientistas do CAS desenvolveram um complexo de ferro que funciona como um escudo de dupla camada em nível molecular. Segundo as informações divulgadas pelo portal Interesting Engineering, a molécula usa sua estrutura física — que é mais rígida e volumosa — para proteger o núcleo de ferro. Ao mesmo tempo, esse complexo possui uma forte carga negativa que gera um campo de força, repelindo as partículas que tentam “fugir” de forma indevida.

Contêineres de armazenamento de energia usados para estabilizar a rede elétrica (imagem: reprodução)

A combinação desses mecanismos barra a liberação do material. Além disso, a nova tecnologia adota uma química de base alcalina que impede a formação de dendritos, minúsculos cristais que costumam causar curtos-circuitos e destruir módulos precocemente.

Durante todo o período simulado, a bateria operou sem qualquer perda na capacidade de armazenamento. Mesmo quando os pesquisadores exigiram altas potências de saída, o protótipo reteve 78,5% da sua eficiência energética original.

Corrida para substituir o lítio

Há uma corrida internacional para encontrar alternativas ao lítio. Como as instalações de rede elétrica não sofrem restrições de peso ou espaço físico — ao contrário de carros elétricos ou dispositivos móveis —, as baterias de fluxo despontam como sucessoras mais baratas no setor.

Nos Estados Unidos, o mercado já apresenta movimentações parecidas. A ESS Tech Inc., empresa com sede no Oregon, iniciou a instalação de medidores de fluxo de ferro em infraestruturas privadas, fornecendo suporte de energia para data centers de gigantes da tecnologia como o Google.

Com resultados científicos, o próximo desafio será provar a escalabilidade do projeto, tirando a promessa dos laboratórios e integrando a tecnologia às redes elétricas.

China desenvolve bateria barata que pode durar 16 anos

(imagem: iStock/SweetBunFactory)

União Europeia quer mudanças no Android

28 de Abril de 2026, 11:35
Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
UE entende que IAs rivais do Gemini enfrentam barreiras no Android (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia concluiu que o Google favorece indevidamente o Gemini no Android, violando a Lei de Mercados Digitais.
  • Agora, a UE quer que o Google abra o Android para IAs concorrentes, como ChatGPT e Grok, até julho de 2026.
  • Segundo o Google, a exigência pode comprometer a privacidade dos usuários.

A Comissão Europeia subiu o tom contra o Google nesta semana após uma investigação iniciada em janeiro. O órgão regulador concluiu que a gigante de buscas favorece indevidamente o Gemini dentro do Android, violando a Lei de Mercados Digitais (DMA).

Agora, a União Europeia quer que a empresa abra as portas do sistema até julho deste ano, para que IAs de terceiros, como o ChatGPT e o Grok, tenham o mesmo nível de integração que a ferramenta nativa.

Como lembra o portal ArsTechnica, embora seja possível instalar qualquer chatbot no celular, apenas o Gemini consegue conversar profundamente com o sistema. Para a UE, essa exclusividade precisa acabar nos próximos meses. O Google, por outro lado, afirma que a exigência pode comprometer a privacidade dos usuários.

Vale citar que, no Brasil, um processo similar se desenrola na Justiça, mas envolve a Meta e IAs de terceiros no WhatsApp.

Por que o Gemini tem tratamento especial no Android?

Mão segurando smartphone dobrável aberto, exibindo o Google Gemini e a página do Tecnoblog
UE quer o mesmo nível de integração do Gemini para assistentes concorrentes (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Ao ligar um aparelho com Android hoje, o Gemini já está lá, integrado ao sistema. A Comissão Europeia critica exatamente essa falta de recursos para serviços de terceiros. Para os reguladores, o Google atua como um porteiro que reserva as melhores funções para si.

A vice-presidente da Comissão para a Soberania Tecnológica, Henna Virkkunen, explicou a visão do bloco em comunicado: “À medida que navegamos pelo cenário da IA em rápida evolução, fica claro que a interoperabilidade é fundamental. Essas medidas abrirão os dispositivos Android para uma gama mais ampla de serviços, para que os usuários tenham a liberdade de escolher o que melhor atenda às suas necessidades”.

O que pode mudar na Europa?

Na prática, a UE quer que, se o usuário preferir o ChatGPT, ele possa ser acionado por botões físicos ou palavras-chave de sistema da mesma forma que o Gemini. As mudanças propostas pelos reguladores são técnicas e mexem no motor do Android.

Os principais pontos são:

  • Acesso ao hardware: o Google seria obrigado a permitir que desenvolvedores externos usem os chips de processamento de IA (NPUs) com o mesmo desempenho que o Gemini utiliza para rodar modelos locais.
  • Contexto de tela: IAs rivais poderiam “enxergar” o que o usuário está fazendo para oferecer resumos ou sugestões.
  • APIs gratuitas: o Google teria que criar novas pontes de software (APIs) e oferecer assistência técnica gratuita para que os concorrentes se integrem ao Android.

A reação do Google foi imediata. A conselheira sênior de concorrência da empresa, Claire Kelly, afirmou que a medida eliminaria a autonomia dos fabricantes em personalizar serviços. Segundo Kelly, dar acesso a hardware sensível e permissões profundas de sistema “aumentaria os custos e comprometeria proteções essenciais de privacidade e segurança”.

Multas bilionárias e prazo final

O Google é um velho conhecido dos reguladores europeus. Por causa da DMA, a empresa já teve que implementar telas de escolha de navegador e limitar o compartilhamento de dados entre seus próprios serviços (como Maps e YouTube). Agora, a IA é o tema da vez.

O cronograma é apertado: a Comissão Europeia prevê uma decisão final para 27 de julho de 2026. Se o Google bater o pé e não cumprir as exigências, o prejuízo pode ser grande: a Lei de Mercados Digitais prevê multas de até 10% da receita global anual da companhia.

União Europeia quer mudanças no Android

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tela dobrável do Z Fold 7 tem 8 polegadas (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Google se inspira na Samsung e prepara IA para ajudar usuário

28 de Abril de 2026, 10:33
Mão segurando smartphone dobrável aberto, exibindo o Google Gemini e a página do Tecnoblog
Recursos do Gemini atuarão nos bastidores do Android (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Google está desenvolvendo duas novas ferramentas de inteligência artificial para o Gemini no Android, que lembram funções recentes da Samsung.
  • Assistência Proativa analisa a tela e mensagens localmente para oferecer sugestões em tempo real.
  • Já o Resumo Diário organiza a rotina do usuário compilando dados de sua conta em duas abas: “Metas Ativas” e “Principais Ideias”.

O Google está desenvolvendo mais funcionalidades de inteligência artificial para o Gemini no Android. Descobertos em testes do aplicativo, os recursos batizados de “Assistência Proativa” (Proactive Assistance) e “Resumo Diário” (Daily Brief) analisam o aparelho para exibir sugestões em tempo real.

A ideia é que a IA entregue informações úteis antes mesmo que você faça uma pergunta e a expectativa é que as novidades sejam oficializadas no próximo mês, durante a conferência para desenvolvedores Google I/O 2026.

Como vai funcionar a Assistência Proativa?

A Assistência Proativa foi criada para entender o contexto de uso do seu celular e oferecer ajuda. O recurso foi detalhado pelo portal Android Authority, após uma análise do código da versão 17.18.22.sa.arm64 do aplicativo do Google.

A ferramenta exibe lembretes, atalhos contextuais e resumos de informações no momento em que o usuário precisa, sem que seja necessário digitar um comando. Para que isso funcione, a IA coleta dados a partir de três fontes: o conteúdo exibido na tela do celular, o histórico de notificações recebidas e informações de aplicativos compatíveis.

Para evitar surpresas, o usuário deve ter controle sobre o recurso, podendo ativá-lo ou desativá-lo com uma chave nas configurações. Haverá também um menu de “Aplicativos Conectados” para definir exatamente de onde o Gemini pode puxar os dados. Num primeiro momento, o suporte básico abrange os apps de Contatos e Mensagens.

No entanto, integrações mais profundas com o ecossistema de produtividade da empresa — como Gmail, Google Agenda, Docs, Drive e Google Keep — ficam disponíveis em um painel separado.

Usuário terá controle sobre o fornecimento de dados (imagem: reprodução/Android Authority)

Como a leitura constante da tela e de e-mails levanta preocupações sobre a segurança da informação, o Google adotou uma abordagem com foco na privacidade. Conforme indicam as capturas de tela vazadas, o processamento dos dados ocorre localmente no dispositivo.

As informações ficam em um ambiente criptografado, garantindo que o conteúdo não seja enviado para os servidores da empresa ou seja usado para treinar modelos de IA.

Resumo Diário servirá para organizar a rotina

O Google também está preparando o recurso “Resumo Diário”, acessível a partir de uma barra lateral esquerda dentro do próprio aplicativo do Gemini. A premissa é compilar os dados de uma conta e dividi-los em duas abas: “Metas Ativas” e “Principais Ideias”.

A primeira seção tem como foco os hábitos que você está tentando criar ou temas que vem pesquisando com frequência na Busca do Google. Já a área de “Principais Ideias” atua como um hub inteligente de prioridades, extraindo informações do Gmail e histórico de navegação sem precisar abrir vários aplicativos diferentes.

Inspiração na Samsung

As movimentações do Google parecem uma resposta à sua principal parceira no ecossistema Android. Conforme apontado pelo portal SamMobile, os novos recursos do Gemini bebem muito da fonte de duas ferramentas da Samsung: o Now Brief e o Now Nudge.

Disponibilizadas no início deste ano com o lançamento da família Galaxy S26, as ferramentas da marca sul-coreana já fazem um trabalho semelhante. O Now Brief, por exemplo, concentra em uma única tela os eventos da agenda, previsão do tempo e métricas de exercícios físicos. O sistema ainda recomenda playlists do Spotify ou do YouTube Music e exibe tarefas pendentes, ajustando as sugestões de acordo com a hora do dia.

O Google deve revelar mais detalhes oficiais no palco do Google I/O 2026, marcado para o mês de maio. O evento também servirá de vitrine para outras estreias, incluindo o anúncio do Android 17, novidades do sistema para relógios Wear OS, um novo ChromeOS, além de atualizações para o Android Auto e Android Automotive.

Google se inspira na Samsung e prepara IA para ajudar usuário

Funcionários da Samsung ameaçam greve e exigem parte dos lucros da IA

27 de Abril de 2026, 11:44
Imagem mostra funcionários da Samsung em um proteste com cartazes contra a fabricante
Funcionários exigem que a Samsung repasse os lucros com IA (imagem: reprodução/X)
Resumo
  • Funcionários da Samsung na Coreia do Sul ameaçam uma greve caso a fabricante não repasse 15% dos lucros com IA.
  • O sindicato ameaça uma greve de 18 dias a partir de 21 de maio se as negociações não avançarem.
  • A empresa registrou um lucro operacional de US$ 38 bilhões no primeiro trimestre de 2024, impulsionado pela alta demanda por chips de memória.

Milhares de funcionários da Samsung se reuniram na Coreia do Sul com um ultimato à fabricante dos celulares Galaxy. O sindicato exige a distribuição de 15% dos lucros, impulsionados pela alta demanda por chips de memória usados em data centers de IA — segmento no qual a companhia lidera globalmente.

Essa posição privilegiada expandiu o caixa da empresa. Dados compilados por veículos como a PCMag estimam que a Samsung registrou um lucro operacional astronômico de US$ 38 bilhões (cerca de R$ 189,6 bilhões) apenas no primeiro trimestre de 2026.

Caso ceda à pressão, a companhia precisaria desembolsar entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões anuais em bônus. Até o momento, a diretoria vem recusando a proposta, mantendo o impasse com os fucionários. Os trabalhadores afirmam que, caso as negociações não avançem, uma greve de 18 dias terá início em 21 de maio.

Paralisação aumentaria ainda mais os preços de chips

A faísca que gerou a insatisfação interna veio da concorrência. Conforme relatado pelo TechCrunch, a rival SK Hynix deve pagar bônus médios de cerca de US$ 400 mil para cada um de seus 35 mil empregados (cerca de R$ 2 milhões). O protesto contra a Samsung reuniu entre 30 mil e 39 mil pessoas, segundo estimativas.

Qualquer interrupção nas linhas de montagem da Samsung geraria um efeito dominó global, aumentando ainda mais os preços. O mercado de chips já opera no limite e, atualmente, os data centers focados em IA devem consumir cerca de 70% de todos os chips de memória fabricados neste ano, deixando uma margem apertada para os demais setores da indústria.

Os preços da memória RAM já sofrem com altas constantes. Se a greve de 18 dias sair do papel, a falta de componentes tende a piorar, afetando a fabricação de eletrônicos de consumo, como PCs, notebooks e smartphones. A divisão de celulares da própria Samsung corre o risco de registrar seu primeiro prejuízo em anos, justamente por causa dos altos custos de memória.

Diversos pentes de memória RAM
Oferta restrita pode causar nova escalada nos preços (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Samsung quer intervenção judicial na greve

De acordo com a agência Reuters, a Samsung buscou intervenção judicial para impedir o que classifica como “ações ilegais” durante a possível greve. A intenção é bloquear legalmente qualquer tentativa do sindicato de obstruir as fábricas e interromper as esteiras de produção.

A diretoria também conta com o apoio de investidores: durante o protesto dos trabalhadores, um grupo de acionistas organizou uma manifestação contrária. Eles acusam o sindicato de prejudicar as operações da companhia em um momento estratégico e altamente competitivo, argumentando que as exigências financeiras podem comprometer a capacidade de reinvestimento da empresa em pesquisa e desenvolvimento.

Vale lembrar que esse não é um território desconhecido para a fabricante. Em 2024, a Samsung enfrentou a primeira greve de sua história em mais de cinco décadas de operação. A paralisação durou 25 dias.

O cenário em 2026, contudo, é muito diferente. O futuro da cadeia global de inteligência artificial depende do fornecimento de chips de memória, motivo pelo qual os trabalhadores teriam, agora, um poder de barganha maior.

Funcionários da Samsung ameaçam greve e exigem parte dos lucros da IA

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água

27 de Abril de 2026, 10:57
Arte com o logotipo da Intel ao centro, em fonte de cor branca, e o fundo em cor azul.
Intel aproveita escassez para limpar estoques de chips inferiores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Intel está vendendo processadores de baixa qualidade que seriam normalmente descartados.
  • Empresa criou linhas de produtos com especificações limitadas para clientes corporativos.
  • Demanda por semicondutores, impulsionada pela expansão dos data centers de IA, fez com que big techs aceitassem chips com desempenho inferior.

A Intel parece ter encontrado uma alternativa altamente lucrativa para tentar contornar a crise global de chips gerada pela explosão da inteligência artificial. A gigante dos semicondutores passou a vender processadores que, em condições normais de mercado, seriam descartados como lixo eletrônico.

Essa estratégia impulsionou a receita da empresa e a ajudou a superar, com folga, as previsões de Wall Street no primeiro trimestre de 2026. Como aponta o portal Tom’s Hardware, segundo o relatório financeiro recém-divulgado, a receita total da companhia bateu a marca de US$ 13,6 bilhões, acima da projeção inicial de US$ 12,3 bilhões. Além disso, as ações da Intel registraram um salto de 28%, estabelecendo um novo recorde na bolsa.

A resposta para esse desempenho fora da curva não é uma nova arquitetura ou corte de gastos. O analista financeiro Ben Bajarin detalhou no X/Twitter que a margem subiu porque os clientes corporativos estão comprando CPUs “que poderiam ter sido descartadas”, gerando uma injeção de receita inesperada nos cofres da fabricante.

Reaproveitando “sucata”?

Na indústria de semicondutores, nem todo chip sai perfeito da linha de produção. Se um processador da Intel não atinge as especificações de desempenho para ser considerado um produto premium, a prática comum é a empresa reetiquetar a unidade e vendê-la como um componente de entrada, por um preço mais acessível (um processador Core i3 ou Celeron, por exemplo).

Contudo, existem unidades que não alcançam sequer esse padrão mínimo. Historicamente, esses chips eram classificados como sucata e iam direto para o descarte.

Mas o cenário mudou em 2026. Pressionada pela escassez de componentes, a Intel resgatou essas peças de baixíssima expectativa, criou linhas de produtos com especificações ainda mais limitadas e conseguiu vendê-las.

Processador Core Ultra 200S
Estratégia de vender componentes que iriam para o lixo gerou bilhões (imagem: divulgação/Intel)

IA tem impactado o mercado de hardware

O atual momento do setor de tecnologia prova que as CPUs também voltaram a ser o centro das atenções. O grande motor dessa demanda é a infraestrutura pesada necessária para rodar cargas de trabalho de IA. A expansão acelerada dos data centers consome capacidade computacional em um ritmo feroz, sugando os estoques globais e inflando os preços.

No olho desse furacão estão os processadores Intel Xeon, projetados para servidores. A procura por essas CPUs segue em níveis críticos, estimulada por fabricantes como Dell, HP e Lenovo. Paralelamente, big techs como Microsoft, Google e Amazon continuam adquirindo esses chips em volumes elevados para ampliar suas próprias redes e infraestruturas de nuvem.

Para essas gigantes da tecnologia, o custo de manter a expansão de um data center paralisada por falta de peças é infinitamente maior do que o investimento em processadores de “qualidade inferior”. Aceitar chips com desempenho abaixo do ideal pode ter virado uma decisão estratégica de negócios.

Intel está vendendo chips de má qualidade que nem água

Intel (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Processador Core Ultra 200S (imagem: divulgação/Intel)

DeepSeek V4: startup chinesa revela nova IA um ano após surpreender o mercado

24 de Abril de 2026, 13:25
Logo da DeepSeek
Nova versão foca em programação para impulsionar agentes autônomos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O DeepSeek V4 é um novo modelo de linguagem de grande escala desenvolvido pela startup chinesa DeepSeek, que mantém a estrutura de código aberto e utiliza chips da Huawei para contornar o domínio da americana Nvidia.
  • O modelo V4 tem capacidade aprimorada de codificação, permitindo resolver lógicas de programação complicadas com menos poder bruto de computação, e é compatível com chips da Huawei.
  • A DeepSeek optou por manter a tecnologia sob licença de código aberto para atrair desenvolvedores que procuram alternativas às APIs pagas do Vale do Silício.

A corrida da inteligência artificial ficou mais acirrada nesta sexta-feira (24/04). Um ano depois de causar um alvoroço bilionário no setor, a chinesa DeepSeek liberou uma prévia oficial do V4, sua nova geração de modelos de linguagem de grande escala.

O objetivo da companhia é ambicioso: competir de igual para igual com os sistemas proprietários das gigantes americanas, como o Google, a OpenAI e a Anthropic. Segundo a DeepSeek, o V4 deve atingir ou até mesmo superar os líderes de mercado em testes de desempenho.

O que o DeepSeek V4 traz de novo?

O grande trunfo da versão 4 está na capacidade aprimorada de codificação. Escrever, debugar e interpretar código de software tornou-se a habilidade central para criar agentes autônomos de IA — sistemas capazes de executar tarefas complexas sem a necessidade de intervenção humana. Esse é um segmento corporativo altamente lucrativo, que atualmente é dominado por ferramentas como o ChatGPT Codex e o Claude Code.

Em um documento técnico detalhado publicado no repositório Hugging Face, a equipe de desenvolvedores focou especialmente na variante “V4 Pro”. O texto explica os refinamentos feitos na arquitetura neural do modelo — avanços que permitem à IA resolver lógicas de programação complicadas exigindo menos poder bruto de computação.

Além do aspecto técnico, a DeepSeek optou por manter a tecnologia sob a licença de código aberto, buscando atrair desenvolvedores que procuram alternativas às APIs pagas do Vale do Silício.

Aposta na Huawei para contornar embargos

A companhia também fez questão de destacar que o novo modelo possui compatibilidade nativa com os chips desenvolvidos pela também chinesa Huawei. Historicamente, o treinamento de grandes modelos de linguagem exige data centers massivos, um mercado hoje liderado de forma esmagadora pela americana Nvidia.

Com as pesadas sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos — que restringem a exportação de chips de alto desempenho para a China —, conseguir treinar e rodar uma IA de ponta utilizando infraestrutura nacional sinaliza que o país está mais perto de conseguir sustentar sua própria indústria tecnológica.

Apesar do avanço, a DeepSeek preferiu o silêncio em relação aos números. A empresa afirma que os “custos [foram] drasticamente reduzidos”, mas, diferente de lançamentos passados, não divulgou os custos da fase de treinamento do V4.

Tela inicial do DeepSeek no iPhone, com o texto: "Olá, eu sou o DeepSeek. Como posso ajudar você hoje?"
IA chinesa promete superar modelos proprietários (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Modelo R1 e polêmica com a Anthropic

É difícil analisar a chegada do V4 sem mencionar o impacto causado pelo seu antecessor. Lançado há um ano, o DeepSeek R1 provou para o mercado que era possível treinar um modelo altamente inteligente gastando apenas uma fração dos bilhões de dólares que as rivais americanas costumam investir.

No entanto, a ascensão meteórica da empresa chinesa não ocorreu sem atritos. Autoridades dos Estados Unidos já acusaram publicamente a DeepSeek de burlar as sanções internacionais, alegando que a companhia utilizou chips proibidos da Nvidia, adquiridos por rotas alternativas, para treinar IAs de gerações passadas.

Soma-se a isso uma disputa sobre propriedade intelectual: a Anthropic alega que a DeepSeek utilizou os resultados gerados pela sua família de modelos Claude para criar dados sintéticos. Essas informações teriam sido usadas para treinar e refinar os produtos da própria companhia chinesa, configurando uma violação aos termos de uso da plataforma americana. Até o momento, a DeepSeek tem ignorado o histórico de acusações.

DeepSeek V4: startup chinesa revela nova IA um ano após surpreender o mercado

DeepSeek promete rivalizar com ChatGPT e Gemini (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

DeepSeek funciona como chatbot, de um jeito similar ao ChatGPT (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Microsoft volta a apostar no nome Xbox

24 de Abril de 2026, 11:01
Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Xbox voltou a ser o centro da divisão de jogos da Microsoft (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft encerrou a marca “Microsoft Gaming” e voltou a adotar “Xbox” como identidade central da divisão de games.
  • A mudança foi anunciada pela CEO Asha Sharma em reunião interna.
  • Medida acompanha a redução no preço do Game Pass Ultimate, que ficou 36% mais barato no Brasil: de R$ 119,90 para R$ 76,90 ao mês.

A Microsoft decidiu abandonar de vez a marca Microsoft Gaming. A partir de agora, o nome Xbox volta a ser a identidade central e oficial da companhia no mercado de games. A mudança foi anunciada pela nova CEO da divisão, Asha Sharma, durante uma reunião interna com funcionários nesta semana.

Segundo informações apuradas pelo The Verge, o cancelamento do selo — criado em 2022 na gestão de Phil Spencer para englobar consoles, PC, nuvem e mobile — é uma tentativa de reaproximar a gigante da tecnologia dos jogadores. A sede da companhia, inclusive, já exibe um novo logotipo do Xbox, além de mensagens nas paredes sobre “o retorno do Xbox” e o foco em “grandes jogos”.

Straight up. No stops. 💚 pic.twitter.com/hTGpUwFyB3

— Stein (@steinekin) April 22, 2026

A movimentação de bastidores prepara o terreno para o próximo grande passo da marca: o Project Helix. Esse é o codinome interno do sucessor do Xbox Series X/S, que promete uma arquitetura híbrida com suporte nativo a jogos de PC.

Game Pass Ultimate ficou mais barato no Brasil

A reestruturação acompanha um fôlego financeiro para os assinantes. A mensalidade do Game Pass Ultimate caiu 36% no Brasil, passando de R$ 119,90 para R$ 76,90. O PC Game Pass também foi reduzido e agora custa R$ 59,99.

A medida tenta conter a fuga de usuários gerada pelo aumento agressivo de quase 100% aplicado em outubro do ano passado. Recentemente, Sharma admitiu que o serviço havia ficado “caro demais” e que a relação custo-benefício precisava ser ajustada para manter a plataforma atrativa.

Os planos Essential e Premium (antigos Core e Standard) não sofreram alterações e seguem custando R$ 43,90 e R$ 59,90 por mês, respectivamente.

Fim do Day One para Call of Duty

O alívio no preço da mensalidade, no entanto, custou uma das grandes promessas da plataforma após a aquisição da Activision Blizzard. A Microsoft reverteu sua estratégia e encerrou a inclusão de lançamentos da franquia Call of Duty no primeiro dia (o chamado Day One) no catálogo do Game Pass.

Títulos inéditos da franquia não chegarão mais de imediato aos planos Ultimate e PC. Com a nova regra, os jogadores precisarão aguardar um hiato de aproximadamente um ano, com os novos jogos de tiro desembarcando no serviço apenas na temporada de festas do ano seguinte ao lançamento oficial.

Microsoft volta a apostar no nome Xbox

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Google lança dois chips de IA para bater de frente com a Nvidia

22 de Abril de 2026, 12:01
Nova TPU 8i trabalha em conjunto com CPUs desenvolvidas pelo Google (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou a oitava geração de TPUs no evento Google Cloud Next.
  • Os chips TPU 8t e TPU 8i serão usados para treinar e fazer inferência em nuvem, e devem chegar ao mercado ainda este ano.
  • Segundo o Google, a separação em duas unidades reduz gasto de energia e custo operacional, permitindo suporte a múltiplos agentes de IA.

O Google quer provar que pode liderar a corrida da inteligência artificial. Durante o evento Google Cloud Next, nesta quarta-feira (22/04), a companhia anunciou a oitava geração das suas Unidades de Processamento Tensorial (TPUs) — chips criados sob medida pela empresa para acelerar cálculos complexos.

A novidade desta vez é a estratégia. De forma inédita, o hardware foi dividido em dois processadores com funções diferentes: o TPU 8t e o TPU 8i. A dupla chega para preparar a infraestrutura de nuvem da empresa para a nova era dos agentes autônomos (sistemas de IA capazes de tomar decisões e realizar tarefas sozinhos) e, claro, acirrar a disputa contra a poderosa Nvidia.

Segundo o vice-presidente sênior de infraestrutura de IA do Google, Amin Vahdat, as novas TPUs chegam ao mercado ainda este ano. O desenvolvimento teve forte participação do laboratório Google DeepMind, garantindo que o hardware rode nas ferramentas de código aberto mais populares entre os desenvolvedores.

Por que o Google decidiu separar os chips?

Até então, um mesmo chip tentava fazer tudo. Mas o Google percebeu que as duas fases de uma IA — o treinamento e a inferência — passaram a exigir diferenças. Para criar um modelo inteligente, é preciso uma força bruta colossal de computadores trabalhando sem parar durante meses para “devorar” e aprender com montanhas de dados.

Já a inferência é o uso prático. É o momento em que a IA (como o Gemini) já está pronta para responder às perguntas de milhões de usuários ao mesmo tempo. Aqui, o que manda é uma velocidade de resposta imediata (baixa latência) e um acesso ultrarrápido à memória para que o sistema não trave.

Sundar Pichai, CEO da Alphabet, explicou no blog da companhia que essa separação garante a capacidade exata para rodar múltiplos agentes de IA trabalhando em equipe, entregando respostas na hora e, principalmente, reduzindo o gasto de energia e o custo operacional dos servidores.

Logotipo do Google
Novidade chega para dar conta da nova era dos agentes autônomos (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

TPUs 8t e 8i

Para a pesada fase de estudos, o Google criou o TPU 8t. O foco desse componente é escalar a operação sem perder a estabilidade. O Google garante que o 8t entrega 2,8 vezes mais poder de processamento do que a geração passada, mantendo a mesma faixa de preço.

Na outra ponta, focada no usuário final, atua o TPU 8i, que traz 288 GB de memória ultrarrápida integrada. Ele trabalha em conjunto com as novas CPUs Axion (processadores do próprio Google baseados na arquitetura Arm) e usa um sistema de rede interno que encurta pela metade a distância que os dados precisam viajar. O resultado, segundo a empresa, é um desempenho 80% maior por cada dólar que o cliente investe.

Ecossistema multibilionário

O Google ainda é um dos maiores compradores de chips da Nvidia no mundo. No entanto, fortalecer suas próprias TPUs dentro do Google Cloud é uma cartada para reter clientes, oferecer preços mais competitivos e ter maior controle sobre suas margens de lucro.

Os números justificam esse investimento. Como lembra a CNBC, analistas da DA Davidson fizeram uma estimativa de que a divisão de negócios de TPUs, somada às operações do laboratório DeepMind, já representa um valor de mercado colossal, beirando os US$ 900 bilhões.

Mesmo antes de chegar ao mercado, a oitava geração já tem demanda garantida de parceiros comerciais de peso. A startup Anthropic se comprometeu a usar esses novos chips, assim como laboratórios de pesquisa vinculados ao Departamento de Energia dos Estados Unidos.

Google lança dois chips de IA para bater de frente com a Nvidia

Escritório do Google em São Paulo (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

Firefox 150 corrige 271 falhas após análise de IA da Anthropic

22 de Abril de 2026, 10:47
Imagem mostra o logo do navegador Mozilla Firefox, que é uma raposa laranja e amarela abraçando um globo roxo e azul. Há dois outros logos menores e desfocados ao fundo, em um cenário de degradê de tons rosa e roxo. No canto superior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Mozilla usou inteligência artificial para varrer o código do navegador (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Firefox 150 corrigiu 271 falhas de segurança após análise do Claude Mythos Preview, nova IA da Anthropic.
  • O Claude Mythos teve acesso antecipado ao código do navegador e realizou o trabalho de pesquisadores.
  • A Mozilla, no entanto, levanta um alerta para o ecossistema open source, já que hackers também podem acessar a IA com outros interesses.

A Mozilla lançou o Firefox 150 ontem (21/04), mas desta vez com um diferencial nos bastidores: 271 falhas de segurança foram corrigidas após análise de uma IA. O feito foi possível graças ao acesso antecipado ao Claude Mythos Preview, o mais novo e avançado modelo de IA da Anthropic, que vasculhou todo o código do navegador.

A parceria entre as duas empresas já vinha rendendo frutos. No mês passado, a equipe usou um modelo anterior da Anthropic para encontrar 22 bugs críticos no código do Firefox 148. O salto expressivo em poucas semanas, no entanto, revela o real poder de fogo do Mythos.

Em uma publicação no blog oficial, a fundação indicou que a nova ferramenta consegue compreender a complexa lógica de programação tão bem quanto os melhores pesquisadores do mercado.

IA da Anthropic ajudou a poupar recursos

Historicamente, a vantagem sempre pendeu para o lado dos invasores. Como explicou o diretor de tecnologia do Firefox, Bobby Holley, em entrevista à revista Wired, eles só precisam achar uma única brecha esquecida no sistema para causar um desastre, enquanto a defesa precisa blindar toda a estrutura.

Antes de IAs como a Mythos entrarem em cena, as defesas combinavam isolamento de processos e testes automatizados, o que nem sempre funciona para analisar a fundo o código. A saída até aqui era contratar especialistas humanos, gastando mais tempo e dinheiro. A nova inteligência artificial, no entanto, consegue fazer esse trabalho analítico pesado em menos tempo, barateando a descoberta de falhas.

A própria equipe da Mozilla relatou uma “vertigem” ao receber o relatório com a avalanche de 271 bugs simultâneos para consertar. Desde fevereiro, os desenvolvedores precisaram redirecionar os esforços exclusivamente para solucionar essas falhas.

Ilustração com dois cadeados, representando segurança
Modelo da Anthropic pode automatizar a busca por falhas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Alerta para o ecossistema de código aberto

Se até uma gigante como a Mozilla precisou mobilizar uma força-tarefa, o cenário acende um alerta para o software livre. Grande parte da infraestrutura da internet, por exemplo, roda sobre projetos de código aberto (open source), muitos deles mantidos por grupos de voluntários.

O executivo da Mozilla Raffi Krikorian publicou um artigo no The New York Times alertando para o risco dessa desigualdade. Se cibercriminosos equipados com o Mythos mirarem em códigos públicos e vulneráveis, o estrago pode ser gigantesco.

Para evitar um colapso, a solução passa pela cooperação da indústria. O portal Ars Technica destaca que grandes corporações já planejam realocar milhares de engenheiros para auditar os próprios sistemas com IA. Contudo, a Mozilla levanta a bandeira de que as big techs precisam fornecer ferramentas acessíveis e capacitação para a comunidade open source. A meta é garantir que nenhum projeto crucial da internet vire um alvo indefeso nesta nova era da cibersegurança.

Firefox 150 corrige 271 falhas após análise de IA da Anthropic

Mozilla Firefox (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Toshiba recusa troca de HDs empresariais por falta de estoque

20 de Abril de 2026, 17:31
Visão interna de um disco rígido (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Discos rígidos de alta capacidade viraram artigo de luxo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • Toshiba negou a troca de HD empresarial de mais de 20 TB um cliente que ainda estava dentro da garantia.
  • Segundo o relato do consumidor, a empresa alegou falta de peças no estoque e ofereceu o reembolso apenas com o preço original das peças.
  • No Brasil, o CDC define que, se o defeito não for resolvido em 30 dias, o cliente pode exigir troca, abatimento ou restituição com atualização monetária.

A Toshiba teria recusado a troca de um disco rígido empresarial de mais de 20 TB que ainda estava na garantia. Em vez da substituição, a marca ofereceu o reembolso pelo preço original — desconsiderando o salto de valores que acompanhamos nos últimos meses.

O caso foi relatado pelo consumidor em um post no Reddit. Segundo ele, sua empresa comprou centenas de HDs de altíssima capacidade recentemente. Quando uma unidade falhou, acionaram o RMA (sigla para Autorização de Retorno de Mercadoria), mas a Toshiba negou a troca, alegando falta de peças — a espera por modelos de 24 TB, por exemplo, pode chegar a um ano.

Na prática, o prejuízo ficará com o cliente, que terá que comprar um novo HD pelo preço inflacionado do varejo, muito acima do valor reembolsado. Esse é um exemplo do efeito colateral da crise que se instaurou após o boom da IA: a alta demanda secou os estoques e jogou os preços de armazenamento nas alturas.

Fabricante pode apenas devolver o valor da nota?

Encerrar o RMA com o reembolso do valor da nota fiscal é uma tática comum, mas, no cenário atual, pune o comprador em meio à inflação no setor de hardware causada pela expansão dos data centers de IA. Mas a Toshiba não está sozinha nessa.

O Tom’s Hardware aponta que a Silicon Power chegou a cobrar uma “taxa de depreciação” de 15% de um cliente que devolveu pentes de RAM defeituosos, exatamente quando os preços das memórias DDR5 explodiram no mercado.

E se isso acontecer no Brasil?

HDs empresariais de alta capacidade da Toshiba, como os da linha MG Series, chegam ao Brasil por meio de distribuidores corporativos. Por aqui, no entanto, a recusa de substituição esbarra com o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A legislação diz que, se o defeito não for resolvido em 30 dias, a escolha da solução é do cliente. Ele pode exigir a troca por outro produto em perfeitas condições, o abatimento proporcional do preço ou a restituição da quantia paga — obrigatoriamente com atualização monetária.

Além disso, se não houver componente idêntico em estoque, a troca pode ser feita por um modelo equivalente. Ou seja: forçar o reembolso do valor original sem correção para driblar a inflação das peças é uma conduta que gera dor de cabeça legal no Brasil.

Toshiba recusa troca de HDs empresariais por falta de estoque

Visão interna de um disco rígido (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Claude ganha sua primeira ferramenta de design

20 de Abril de 2026, 16:58
Claude Design já aparece como opção para assinantes (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic anunciou o Claude Design, seu novo produto para gerar interfaces e slides a partir de descrições em texto.
  • A ferramenta permite iniciar projetos com upload de documentos, imagens, código-fonte ou captura da web de um site.
  • O Claude Design usa o Claude Opus 4.7 e já está disponível em preview para assinantes Claude Pro, Max, Team e Enterprise. 

A Anthropic anunciou o Claude Design, seu novo produto para criações visuais. A proposta é que qualquer usuário consiga transformar descrições em texto em recursos visuais refinados, como interfaces e apresentações.

A nova ferramenta se aproxima de plataformas como o Canva, que também vem ampliando seus recursos de inteligência artificial. Segundo a Anthropic, o objetivo é eliminar a barreira técnica, facilitando a vida de quem não tem conhecimento em design gráfico, mas precisa compartilhar conceitos no trabalho.

Na prática, o usuário simplesmente descreve o que deseja criar (como “um protótipo de aplicativo com cores sutis”), e o Claude gera uma versão.

A partir daí, a plataforma cria um ambiente colaborativo. É possível refinar a interface por novos comandos, deixar comentários ou utilizar controles para alterar o espaçamento, a paleta de cores e o layout em tempo real.

O que o Claude Design pode fazer?

Ao contrário de geradores de imagem por IA que focam em arte fotorrealista, o Claude Design tem uma aplicação corporativa. O leque de opções é amplo: designers experientes podem usá-lo para criar protótipos interativos, por exemplo. Já departamentos de marketing e vendas podem gerar apresentações comerciais e conteúdo para redes sociais em minutos.

O usuário pode começar um projeto fazendo o upload de documentos, imagens, inserindo código-fonte ou usando uma ferramenta de captura da web para importar o visual de um site já existente. Outro diferencial é a capacidade de analisar o código-fonte e arquivos de design já existentes para criar um sistema nativo. Isso deve garantir que todos os projetos futuros estejam alinhados com a tipografia e cores oficiais de uma empresa.

Ajustes são feitos conversando com a IA ou usando os controles (imagem: divulgação)

Inteligência visual aprimorada

Ao TechCrunch, a Anthropic esclareceu que a ideia da ferramenta é servir como um complemento e para quem não quer começar o trabalho em um software de edição tradicional.

Depois que as ideias ganham forma no Claude Design, os arquivos podem ser exportados como PDF, HTML, URLs internas para colaboração e arquivos PPTX, ou mesmo enviados diretamente para o próprio Canva, onde continuam editáveis.

Membros da equipe podem editar, comentar e dar novos comandos à IA (imagem: divulgação)

A nova ferramenta é alimentada pelo Claude Opus 4.7, o modelo mais avançado da Anthropic. A desenvolvedora afirma que essa versão possui uma inteligência visual aprimorada, lidando de forma superior com a compreensão de estruturas gráficas.

Atualmente, o Claude Design está disponível em versão de pré-visualização (preview) para assinantes dos planos pagos Claude Pro, Max, Team e Enterprise. No caso do plano Enterprise, o recurso vem desativado por padrão, exigindo que os administradores de TI façam a liberação manual.

Claude ganha sua primeira ferramenta de design

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Novidade da Anthropic foca em ajudar profissionais a montarem interfaces e slides do zero.

Microsoft remove atualização que travava a inicialização do Teams

20 de Abril de 2026, 16:00
Imagem mostra o Microsoft Teams rodando em um computador com Windows 11. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft reverteu a atualização que causava falhas críticas na inicialização do aplicativo Teams para desktop.
  • O erro TM1283300 travava o Teams na tela de carregamento e ocorria por falha de regressão no cache de compilação.
  • Caso o erro persista, a dona do Windows orienta fechar e reiniciar o Teams, já que a reversão no lado do servidor deve descartar o cache corrompido.

A Microsoft removeu uma atualização que causava falhas críticas na inicialização do aplicativo Teams para desktop. O problema, registrado sob o código TM1283300, impedia que parte dos usuários acessasse a plataforma, mantendo o aplicativo travado em uma tela de carregamento infinita.

Segundo o portal BleepingComputer, o erro ocorreu devido a uma falha de regressão no sistema de cache de compilação, que fez com que versões específicas entrassem em um “estado instável”, impedindo o uso da ferramenta. Em muitos casos, o software exibia a mensagem: “Estamos com problemas para carregar sua mensagem. Tente atualizar”.

Como resolver o problema?

Para os usuários que ainda enfrentam dificuldades, a orientação oficial da Microsoft é apenas fechar e reiniciar o aplicativo. Como a atualização problemática foi revertida no lado do servidor, o simples ato de reiniciar o Teams deve forçar o descarte do cache corrompido que causava o travamento.

A companhia afirmou que seu sistema de recuperação automático já solucionou a maior parte dos casos. “Confirmamos que nosso sistema de recuperação automatizado solucionou o problema com sucesso e estamos entrando em contato com representantes para garantir que a solução esteja disponível para todos”, declarou a Microsoft em nota.

Embora a dona do Windows não tenha detalhado o número de usuários atingidos ou quais regiões sofreram mais com o erro, o caso foi classificado internamente como um “incidente de serviço”, categoria reservada para falhas que geram interrupção de funções críticas em larga escala.

Microsoft Teams como sala de aula virtual
Microsoft Teams apresentou instabilidade após atualização de serviço (imagem: reprodução)

Mais um bug

Esse caso se soma a outros bugs que ocorreram neste começo de ano. Em fevereiro, a empresa precisou lidar com bugs no Outlook, que tornavam o cliente de e-mail inutilizável devido a conflitos com suplementos de reunião.

Além disso, falhas de autenticação nas atualizações KB5085516 e KB5079473 quebraram o sistema de login de Contas Microsoft, bloqueando o acesso a aplicativos do Office e serviços na nuvem.

A companhia também lançou patches de emergência no último final de semana para conter loops de reinicialização no Windows Server.

Microsoft remove atualização que travava a inicialização do Teams

Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Escassez de chips de memória pode durar mais que o esperado

20 de Abril de 2026, 11:46
Diversos pentes de memória RAM
Foco das fabricantes em IA já afeta PCs e smartphones (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • A escassez global de chips de memória não deve ter um alívio antes de 2028, segundo informações do jornal japonês Nikkei Asia.
  • As fabricantes em memórias de alta largura de banda (HBM) tem focado no mercado de data centers de IA e baixa expansão de memórias de uso geral (DRAM).
  • Samsung, SK Hynix e Micron controlam 90% desse mercado, mas devem conseguir suprir 60% da demanda global somente até o fim de 2027.

Se você pretende fazer um upgrade no PC ou trocar de smartphone, é bom preparar o bolso. A escassez global de chips de memória pode continuar assombrando o mercado de eletrônicos nos próximos anos: novas informações do jornal Nikkei Asia indicam que o cenário não deve ter um alívio antes de 2028. O motivo já sabemos: o boom da inteligência artificial.

Com o desabastecimento batendo à porta desde o fim do ano passado, as gigantes dos semicondutores redirecionaram suas fábricas para surfar na onda da IA, deixando a produção de componentes para aparelhos de consumo em segundo plano. É essa conta que está chegando ao bolso do consumidor.

Entre janeiro e março de 2026, os preços da memória deram um salto assustador de cerca de 90% em comparação ao trimestre anterior.

Quando a produção vai dar conta do recado?

Hoje, a matemática não fecha. As líderes do setor preferiram focar as atenções nas memórias de alta largura de banda (HBM), que são o motor dos data centers de IA, e pisaram no freio da expansão da produção das memórias de uso geral (DRAM). O detalhe é que Samsung, SK Hynix e Micron Technology dominam 90% do mercado global de DRAM e são, basicamente, as únicas que fabricam chips HBM em larga escala.

Segundo o jornal japonês, o ritmo de expansão atual desse trio só será capaz de suprir 60% da demanda global até o final de 2027. A Counterpoint Research, empresa de pesquisas de consumo, estima que o mercado precisaria crescer 12% ao ano na produção para normalizar as coisas, mas os planos atuais preveem uma expansão tímida de 7,5%. O diretor de pesquisa da consultoria, MS Hwang, afirmou que um alívio não deve chegar antes de 2028.

O presidente do Grupo SK, Chey Tae-won, foi além e jogou um balde de água fria nas expectativas, alertando que os gargalos de fornecimento podem se arrastar até 2030.

imagem do interior do gabinete de computador exibindo a placa-mãe, cooler e pentes de memória RAM
Mercado de hardware deve normalizar só a partir de 2028 (imagem: Erik G/Pexels)

Impacto é global

Esse cenário atinge em cheio os custos de fabricação dos eletrônicos que chegam às prateleiras. A consultoria IDC já prevê um tombo de 13% nas vendas globais de smartphones em 2026, justamente porque a margem de lucro das empresas despencou. Para se ter uma ideia, a memória representa hoje cerca de 20% do custo de um celular de entrada, mas essa fatia deve dobrar, encostando nos 40% até o meio deste ano.

Aqui no Brasil, o sinal de alerta já está aceso. Em conversa com o Tecnoblog, o vice-presidente sênior da Samsung no país, Gustavo Assunção, avisou que os eletrônicos devem ficar até 20% mais caros este ano. A indústria até tentou segurar e absorver os impactos iniciais, mas o salto nos custos da memória RAM tornou o repasse para o consumidor inevitável. O problema também afeta fabricantes como Dell e Lenovo, que já confirmaram que os notebooks vão encarecer globalmente.

A crise força o mercado a tomar decisões drásticas. A Micron, por exemplo, tirou do mercado a icônica marca Crucial após quase 30 anos. Enquanto isso, a japonesa Kioxia (fabricante de memórias flash NAND) condiciona novos investimentos ao crescimento real do setor. Até o futuro PlayStation 6 vem sofrendo com essas dores de cabeça.

Escassez de chips de memória pode durar mais que o esperado

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Clicar para rejeitar os cookies não adianta nada, revela estudo

17 de Abril de 2026, 12:35
Ilustração mostra um laptop cercado por biscoitos. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Pesquisadores afirmam que uma linha de código resolveria o problema (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Auditoria da webXray analisou o tráfego de mais de 7 mil sites e encontrou instalação de cookies após recusa em 55% dos casos.
  • Segundo a empresa, 78% dos banners de consentimento não executaram ações para garantir a escolha do visitante.
  • Google, Microsoft e Meta foram apontadas por ignorar recusas de privacidade, mas todas negaram as acusações.

Você já perdeu tempo clicando em “rejeitar tudo” naqueles banners de cookies ao acessar um site? É uma ação de rotina, mas talvez ela não tenha efeito nenhum. Uma auditoria independente de tráfego web revelou que gigantes da tecnologia — incluindo Google, Microsoft e Meta — continuam rastreando os usuários na internet, mesmo após a recusa explícita.

Procuradas pelo portal 404 Media, as três companhias contestaram o levantamento e rejeitaram as conclusões. O Google afirmou que o relatório parte de um “mal-entendido fundamental” sobre o funcionamento de seus produtos e garantiu que respeita a exclusão exigida por lei.

A Microsoft argumentou que a privacidade é prioridade, justificando que certos cookies são tecnicamente indispensáveis para o funcionamento das páginas, devendo ser instalados mesmo sem a aprovação do usuário. Já a Meta declarou oferecer o recurso de Uso Limitado de Dados, que permite que os próprios sites indiquem as permissões que possuem, restringindo os dados repassados à empresa.

Apesar das justificativas, o levantamento, conduzido na Califórnia em março pela empresa webXray, sugere que as corporações frequentemente ignoram os pedidos de privacidade por encararem possíveis sanções bilionárias como uma espécie de custo operacional.

Clicar em “rejeitar cookies” não protege o usuário?

Cookies
Banners não executam o bloqueio de cookies na prática (imagem: Cleo Stracuzza/Unsplash)

Os pop-ups de consentimento inundaram a web nos últimos anos como resposta a legislações mais rigorosas. A premissa era garantir que o internauta tivesse a opção real de bloquear o rastreamento publicitário. A pesquisa, que analisou o tráfego de mais de 7 mil sites populares, mostrou que, na prática, essa regra é amplamente burlada.

O problema está em uma falha nas Plataformas de Gerenciamento de Consentimento (CMPs), os sistemas responsáveis por exibir e gerenciar os banners nas páginas. Segundo o levantamento, em 55% dos sites avaliados, os cookies são instalados mesmo após a recusa formal. Pior ainda: 78% desses banners de consentimento não executam qualquer ação nos bastidores para garantir a escolha do visitante.

A webXray também destaca ainda um grave conflito de interesses. O Google, um dos maiores distribuidores de cookies do mundo, opera um serviço chamado “Cookiebot”, que certifica essas mesmas plataformas de consentimento. O resultado final é: nenhuma delas funciona com 100% de eficácia.

Bilhões tratados como despesa operacional

A auditoria estima que as empresas de tecnologia podem ter que pagar cerca de US$ 5,8 bilhões em multas (quase R$ 29 bilhões na cotação atual) em vez de cumprirem as normas. O detalhamento divulgado ilustra o tamanho do problema:

  • Google: a empresa ignorou 86% das solicitações de desativação. Segundo o relatório, o rastreamento se manteve ativo em 77% dos sites de clientes. A multa potencial para a gigante das buscas é estimada em US$ 2,31 bilhões.
  • Meta: a infraestrutura da empresa de Mark Zuckerberg apresentou uma taxa de falha de 69%, com rastreamento ativo em 21% dos sites. A auditoria aponta que o código fornecido pela Meta dispara o evento de rastreamento sem sequer verificar as preferências do consumidor. A estimativa aponta que a empresa estaria sujeita a até US$ 9,3 bilhões em sanções acumuladas.
  • Microsoft: a companhia ignorou cerca de metade dos sinais de desativação e continuou monitorando os visitantes em 35% dos sites analisados. As multas estimadas nesse caso rondam a casa dos US$ 390 milhões.

Solução é mais simples do que parece

Mesmo com as defesas apresentadas pelas gigantes da tecnologia, a webXray sustenta que a solução para o impasse seria extremamente simples. Na visão da auditoria, bastaria adicionar uma única linha de código. Quando o servidor recebe o sinal de recusa, ele deveria apenas retornar o código de status HTTP 451 (Não Disponível por Motivos Legais).

Isso indicaria que o conteúdo publicitário não pode ser exibido devido à opção de privacidade do consumidor, bloqueando imediatamente a instalação do cookie.

Clicar para rejeitar os cookies não adianta nada, revela estudo

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Cookies de terceiros rastreiam usuário em diferentes sites (Imagem: Cleo Stracuzza / Unsplash)

Veja a posição do Brasil no ranking de preços de banda larga

17 de Abril de 2026, 10:47
Ilustração sobre conexão ADSL
Estudo global avaliou os custos de mais de 2.600 planos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A plataforma Broadband Genie analisou tarifas em 214 países e mais de 2.600 planos, com dados coletados do fim de janeiro ao início de fevereiro de 2026.
  • O Brasil ocupa a 47ª posição no ranking de preços de banda larga fixa com custo médio mensal de US$ 23,08 (cerca de R$ 114).
  • A banda larga mais barata é do Irã, com US$ 2,61 ao mês (R$ 13), enquanto a internet mais cara é em Wallis e Futuna: US$ 373,88/mês (mais de R$ 1.850).

O acesso à internet de alta velocidade facilita desde o trabalho remoto até serviços de saúde e educação. Para mapear o custo dessa conectividade ao redor do globo, a plataforma britânica de comparação de preços Broadband Genie fez uma classificação: o Brasil ocupa a 47ª posição da lista, próximo das regiões que cobram mais barato.

O levantamento analisou tarifas de banda larga fixa em 214 nações. Os dados, coletados entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2026, avaliaram mais de 2.600 planos de provedores locais para criar um cenário das tendências de precificação.

Provedores regionais baratearam os preços

O mercado brasileiro de telecomunicações passou por uma transformação nos últimos anos, impulsionada especialmente pelos provedores regionais de internet. O aumento da concorrência fora dos grandes centros e a substituição das antigas redes de cobre pela fibra óptica ajudaram a democratizar o acesso e a manter os preços em um patamar competitivo. O custo médio mensal, segundo o estudo, é de US$ 23,08 (cerca de R$ 114, na cotação atual).

Embora o usuário brasileiro ainda esbarre em questões de estabilidade e qualidade de atendimento, do ponto de vista financeiro, o valor médio cobrado por aqui é mais acessível do que em diversos mercados de primeiro mundo.

O Protocolo de Internet é responsável pelo envio de dados ao destino correto
Expansão dos provedores regionais barateou a internet fixa no país (imagem: Glenn Carstens-Peters/Unsplash)

Estados Unidos e Canadá cobram mais caro

Outra constatação do estudo é que riqueza nacional não é sinônimo de internet mais barata. A América do Norte é a segunda sub-região mais cara do planeta para se contratar banda larga, com um custo médio mensal de US$ 98,40 (quase R$ 490).

Os Estados Unidos, por exemplo, amargam a 167ª posição na tabela geral, cobrando em média US$ 80 por mês de seus assinantes. O Canadá aparece um pouco melhor, em 130º lugar, com a tarifa na casa dos US$ 55,26. Segundo o especialista da Broadband Genie Alex Tofts, mercados consolidados sofrem com um custo de vida geral elevado, o que encarece a mão de obra, as operações técnicas e o repasse ao bolso do consumidor.

O Leste Europeu, por outro lado, trilhou um caminho diferente. A sub-região apresenta um custo médio de apenas US$ 15,76 (menos de R$ 80). “As redes de cobre existentes eram tão inadequadas que os provedores optaram diretamente pela fibra ótica, em vez de desperdiçar dinheiro tentando atualizar linhas obsoletas”, explica Tofts.

Qual país cobra mais barato (e mais caro)?

Quando olhamos para o topo do ranking, a banda larga mais barata do mundo está no Irã, com um custo médio de apenas US$ 2,61 (R$ 13). O baixo valor, no entanto, se deve à forte depreciação do rial iraniano frente ao dólar. O portal The Register destaca a ironia desse primeiro lugar, lembrando que o governo local costuma restringir o acesso à internet dos cidadãos durante tensões geopolíticas.

Logo atrás, aparece a Ucrânia (US$ 5,35), que mantém redes de fibra eficientes mesmo em meio ao conflito no país, seguida por Etiópia (US$ 6,46), Bangladesh (US$ 7,38) e Mongólia (US$ 7,41).

Na outra ponta da tabela, a fatura pesa para quem vive isolado. O território de Wallis e Futuna, no Pacífico Sul, tem a internet mais cara do planeta: US$ 373,88 por mês (mais de R$ 1.850). O valor no arquipélago, com cerca de 11 mil habitantes, mostra na prática a dificuldade logística de instalar e manter redes em ilhas remotas.

Metodologia

Para garantir a precisão da comparação, a pesquisa avaliou contratos em diversas faixas de velocidade. Planos corporativos, pacotes combinados (como combos de TV a cabo e telefonia) e taxas de instalação foram excluídos para encontrar o custo real da conexão.

No entanto, há uma ressalva importante: todos os preços foram simplesmente convertidos de moedas locais para dólares americanos. Isso significa que o levantamento não cruza o valor da fatura de internet com a renda média da população.

Portanto, embora a banda larga de US$ 15 no Leste Europeu seja, por exemplo, numericamente mais em conta que a de US$ 55 no Canadá, o impacto real dessa conta mensal no orçamento doméstico do trabalhador local pode contar uma história diferente.

Veja a posição do Brasil no ranking de preços de banda larga

Saiba como funciona a tecnologia ADSL para internet banda larga por meio de linhas telefônicas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Protocolo de Internet é responsável pelo envio de dados ao destino correto (Imagem: Glenn Carstens-Peters/Unsplash)

iPhone 18 Pro pode trazer mini Dynamic Island e nova traseira

10 de Abril de 2026, 12:38
Mão segurando iPhone 17 azul-névoa, destacando a parte frontal e a lateral esquerda, enquadrando metade do aparelho, com mesa em madeira como fundo
Apple estaria testando protótipo com Ilha Dinâmica 35% menor (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple estaria 2 variantes de tela para o iPhone 18 Pro.
  • Segundo o leaker Digital Chat Station, uma variante mantém a Dynamic Island atual e outra reduz o recorte, deixando-a em formato “mini”.
  • O rumor também sugere que a fabricante estuda novos materiais para a traseira do aparelho.

O design do futuro iPhone 18 Pro ainda não está finalizado, mas os bastidores da indústria começam a dar pistas sobre os próximos passos da Apple. Segundo o conhecido leaker Digital Chat Station, a fabricante estuda reduzir as dimensões da Dynamic Island e realizar ajustes sutis no acabamento da parte traseira do aparelho.

De acordo com a publicação, feita na rede social chinesa Weibo nessa quinta-feira (09/04), o objetivo seria corrigir escolhas de design introduzidas no iPhone 17 Pro que acabaram dividindo as opiniões do público.

O que mudaria na Dynamic Island?

O rumor gira em torno da dimensão do recorte superior da tela. Segundo o informante, a cadeia de suprimentos da empresa estaria conduzindo um cenário de testes com duas opções de hardware antes de autorizar o início da produção em massa.

A primeira alternativa manteria o molde de tela já existente, reaproveitando a mesma estrutura frontal adotada nos iPhones lançados no ano passado. Caso essa vertente seja a escolhida, a decisão resultaria em alterações nulas para o consumidor final.

Em contrapartida, a segunda opção introduziria o que o vazamento descreve como uma “Mini Ilha Dinâmica”. Essa versão reduzida do recorte seria viabilizada alterando a posição de alguns componentes do sistema Face ID. Na prática, os sensores de recepção infravermelha, responsáveis por ler a biometria facial em 3D, seriam posicionados por baixo da tela.

iPhone 17 Pro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Sucessor do iPhone 17 Pro também pode trocar acabamento na traseira (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Traseira com novos materiais

Os rumores também fornecem indicativos sobre a parte traseira do celular. Respondendo a perguntas de seguidores no Weibo, a fonte detalhou que o bloco retangular, responsável por abrigar o conjunto de lentes da câmera, deverá permanecer idêntico ao adotado nos modelos de 2025. Contudo, a carcaça principal do telefone apresentaria pequenos ajustes nos materiais de construção para entregar um visual mais coeso e elegante.

Vale lembrar que o iPhone 17 Pro introduziu um design bicolor, caracterizado por uma quebra entre o chassi de alumínio e o recorte principal de vidro. Para a geração deste ano, a Apple adotaria a estética de dois tons, implementando uma transição mais suave e discreta entre o metal e o vidro traseiro. Adicionalmente, as opções de cores para o catálogo do iPhone 18 Pro também seriam reformuladas.

Considerando o histórico recente da Apple, a estratégia relatada pelos informantes acompanha o padrão de lançamentos da empresa. Como a geração de 2025 já apresentou inovações maiores, seria improvável que a fabricante promovesse grandes novidades em apenas um ano.

De qualquer forma, como o modelo ainda está nos estágios de engenharia e produção de protótipos, todas as informações circulam como rumor.

iPhone 18 Pro pode trazer mini Dynamic Island e nova traseira

A tela Super Retina XDR OLED abriga a Dynamic Island e tem taxa de atualização de 120 Hz (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iPhone 17 Pro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Gmail corporativo ganha criptografia de ponta a ponta no Android e iPhone

10 de Abril de 2026, 10:33
Arte mostra três logotipos do Gmail, parecendo envelopes estilizados, flutuando em um fundo branco que se mistura a um azul claro. O logo maior, em primeiro plano, tem suas abas em vermelho, azul, verde e amarelo. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Contas gratuitas do Google ficam de fora (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google liberou a criptografia de ponta a ponta no aplicativo do Gmail para Android e iPhone. O recurso usa Criptografia do Lado do Cliente e impede o acesso do Google ao conteúdo das mensagens.
  • O recurso vale para contas corporativas e instituições de ensino. O acesso exige Workspace Enterprise Plus, Education Plus ou Education Standard, mais os complementos Assured Controls ou Assured Controls Plus.
  • O administrador de TI ativa a função no servidor. No app do Gmail, o usuário toca em novo e-mail, depois no ícone de cadeado e na opção “Criptografia adicional”. O recurso já está disponível no Brasil.

O Google expandiu a tecnologia de criptografia de ponta a ponta para o aplicativo oficial do Gmail nos celulares. A partir de agora, usuários de Android e iPhone ganham uma camada extra de proteção que garante a confidencialidade de dados sigilosos no ambiente corporativo. O bloqueio impede até mesmo a própria gigante de buscas ou terceiros de acessarem ou interceptarem o conteúdo das mensagens.

Segundo detalhes divulgados no blog oficial do Google Workspace, a novidade permite redigir e ler emails de alta segurança direto pelo aplicativo móvel. A grande sacada é a praticidade: a empresa eliminou a necessidade de softwares adicionais ou chaves de decodificação complexas.

Na prática, a ferramenta funciona sob o modelo de Criptografia do Lado do Cliente (CSE, na sigla em inglês). Diferentemente da proteção padrão do serviço — onde o Google gerencia as chaves criptográficas —, no modelo CSE é a própria organização que mantém o controle total, ou seja, essas chaves ficam armazenadas fora dos servidores do Google.

A versão web do Gmail já contava com o modelo CSE desde o início de 2023. A adaptação para os smartphones começou a ser testada em fase beta em abril de 2025 e chega agora em sua versão final.

Quem pode usar a nova criptografia do Gmail no celular?

Gmail (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)
Recurso de segurança exige assinaturas específicas (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)

Se você usa o e-mail tradicional do Google no dia a dia, não crie expectativas. O recurso não está disponível para contas gratuitas (com o sufixo @gmail.com) e também deixa de fora os planos básicos do Google Workspace. O foco aqui é o mercado corporativo e as instituições de ensino.

Para ter acesso, a organização precisa possuir licenças específicas (Workspace Enterprise Plus, Education Plus ou Education Standard). E não para por aí: a empresa também precisa ter adquirido alguns complementos (Assured Controls ou Assured Controls Plus). Sem esse combo comercial, a função nem aparece no aplicativo.

A experiência de quem recebe o email blindado também depende da plataforma. Se o destinatário também usar o aplicativo oficial do Gmail no celular, a mensagem será entregue e exibida como uma conversa normal na caixa de entrada, com toda a decodificação acontecendo silenciosamente em segundo plano. Mas e se a pessoa usar outro cliente de e-mail, como o Outlook? Aí o processo muda. O usuário recebe uma notificação e é direcionado para abrir, ler e responder à mensagem pelo navegador web do próprio smartphone.

Como ativar a criptografia adicional no Gmail?

A liberação exige que o departamento de TI dê o primeiro passo. Os administradores da rede precisam habilitar o suporte ao recurso para os clientes Android e iOS. Com tudo liberado no servidor, enviar uma mensagem blindada pelo celular é simples:

  1. Abra o aplicativo do Gmail e toque no botão para criar uma nova mensagem;
  2. Na tela de composição, toque no ícone de cadeado;
  3. No menu suspenso, selecione a opção “Criptografia adicional”.
Usuários devem ativar opção “Criptografia adicional” antes de enviar mensagens (imagem: reprodução/Google)

A partir desse momento, tanto o texto digitado quanto qualquer anexo inserido serão criptografados no próprio aparelho, antes mesmo de começarem a trafegar pela internet.

O recurso já está disponível no Brasil?

A novidade já está liberada para o mercado brasileiro, mas segue a mesma cartilha global e não há período de testes gratuito para usuários comuns e empresas com planos mais acessíveis (como o Business Starter ou Business Standard). Qualquer corporação ou instituição de ensino no Brasil que assine o combo exigido já pode configurar e utilizar a ferramenta de criptografia em seus aparelhos móveis.

Gmail corporativo ganha criptografia de ponta a ponta no Android e iPhone

Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Gmail (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)

Mais celulares Galaxy ganham suporte ao AirDrop da Apple

9 de Abril de 2026, 11:32
Mão segurando celular, com aviso de compartilhamento na tela
Galaxy S26 com tela de compartilhamento com aparelhos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • One UI 8.5 beta levará o suporte ao AirDrop para os Galaxy S23, S24, S25, Z Flip 5, 6 e 7, Z Fold 5, 6 e 7, e Galaxy A36.
  • O beta fica disponível na Índia, Coreia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos.
  • No Brasil, o beta não está disponível, mas o Galaxy S26 já tem o recurso liberado desde março.

A troca de arquivos sem fio entre dispositivos Android e da Apple ficará mais acessível com o suporte ao AirDrop chegando para uma nova leva de celulares da Samsung. A lista de contemplados ganha o reforço das linhas Galaxy S23, S24 e S25, dos dobráveis Galaxy Z Flip e Z Fold das gerações 5, 6 e 7, e até do intermediário Galaxy A36.

O recurso, que permite enviar e receber arquivos sem fio para aparelhos como iPhones, iPads e Macs, deixa de ser uma exclusividade da família Galaxy S26 e agora acompanha a expansão global do Programa Beta da One UI 8.5.

A disponibilidade, contudo, ainda é restrita. A fabricante sul-coreana está levando o Programa Beta da One UI 8.5 — e, por tabela, a compatibilidade com o AirDrop — para uma lista considerável de aparelhos, mas o acesso, neste primeiro momento, ocorre apenas na Índia, Coreia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos.

Quais celulares Galaxy vão funcionar com o AirDrop?

O anúncio da nova fase do programa de testes da One UI 8.5 inclui aparelhos com até três anos de mercado. Considerando a lista atual, o recurso de compartilhamento funcionará nos seguintes aparelhos:

  • Galaxy S23, S23 Plus, S23 Ultra e S23 FE
  • Galaxy S24, S24 Plus e S24 Ultra
  • Galaxy S25, S25 Plus e S25 Ultra
  • Galaxy Z Flip 5, Z Flip 6 e Z Flip 7
  • Galaxy Z Fold 5, Z Fold 6 e Z Fold 7
  • Galaxy A36

O grande destaque é o Galaxy A36: é a primeira vez que um smartphone intermediário da Samsung recebe um beta dessa magnitude, indicando que a função chegará a modelos mais acessíveis da marca.

Historicamente, o compartilhamento de arquivos entre as plataformas concorrentes sempre dependeu de gambiarras. Agora, a comunicação direta — gerenciada pelo Quick Share no lado do Android e pelo AirDrop no lado da Apple — alcançará milhões de novos usuários, resolvendo uma das principais dores de cabeça para o uso cotidiano.

Se um usuário de um Galaxy S23 ou S25 estiver no mesmo ambiente que amigos utilizando iPhones, por exemplo, o envio de fotos ou vídeos de uma viagem em grupo ocorre de maneira direta. A grande vantagem é que não há perda de qualidade no arquivo, eliminando a necessidade de usar mensageiros como o WhatsApp, que comprimem as mídias.

E no Brasil?

Galaxy A36 foi anunciado em três cores: preto, lavanda e branco (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Galaxy A36 receberá o beta da One UI 8.5 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Brasil ficou de fora desta nova fase de testes. O Programa Beta da One UI 8.5 segue restrito aos países listados acima. Sem o beta oficial em território nacional, os donos dos modelos contemplados precisarão aguardar o lançamento da versão final da atualização. A expectativa é que a One UI 8.5 comece a ser distribuída de forma estável para o público geral ainda no segundo trimestre de 2026.

Vale lembrar que, se você tem um Galaxy S26, não é preciso esperar. A atualização que ativou o AirDrop nesses modelos mais recentes já foi liberada e funciona no Brasil desde o fim de março. Nos nossos primeiros testes, notamos que funciona muito bem.

A tendência é que, nos próximos meses, outras marcas do universo Android também adotem a integração, derrubando de vez os muros entre os ecossistemas.

Mais celulares Galaxy ganham suporte ao AirDrop da Apple

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Recurso de troca de arquivos com iPhone chega a novos aparelhos via beta da One UI 8.5. No entanto, atualização está restrita à Índia, Coreia do Sul, Reino Unido e EUA.

Samsung avisa sobre compartilhamento com aparelhos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Galaxy A36 foi anunciado em três cores: preto, lavanda e branco (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Empresa de MG compra telefonia fixa da Oi por R$ 60,1 milhões

9 de Abril de 2026, 09:57
Orelhão da Oi
Negócio inclui orelhões e manutenção da base de clientes até 2028 (imagem: Barbara Eckstein/Flickr)
Resumo
  • Justiça do Rio de Janeiro aprovou a venda da telefonia fixa da Oi para a Método Telecom por R$ 60,1 milhões à vista.
  • A empresa de Minas Gerais assume a UPI Serviços Telefônicos da Oi, que inclui infraestrutura, base de clientes e operação de serviços de emergência.
  • O negócio, no entanto, depende da aprovação da Anatel, que tenta barrar a operação alegando que o edital do leilão viola uma lei federal.

A Justiça do Rio de Janeiro aprovou nesta quarta-feira (08/04) a venda da operação de telefonia fixa da Oi para a empresa mineira Método Telecom. A transação, avaliada em R$ 60,1 milhões, ocorreu por meio de um leilão conduzido pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), como parte do processo de falência da companhia de telecomunicações.

O certame contou com a participação de duas concorrentes. A Sercomtel Comunicações apresentou uma oferta de R$ 60 milhões, porém com a previsão de pagamento parcelado em dez vezes.

A Método Telecom, por sua vez, ofereceu R$ 60,1 milhões com pagamento à vista, cumprindo as exigências financeiras do edital. O formato de quitação imediata foi determinante para a escolha da vencedora, que recebeu o aval do Ministério Público e dos órgãos de fiscalização.

Com a homologação do leilão, a Justiça fluminense intimou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Tribunal de Contas da União (TCU) e as Fazendas Públicas para acompanharem o resultado do negócio.

O que a Método Telecom leva na compra?

Ao vencer o leilão, a Método Telecom adquire a Unidade Produtiva Isolada (UPI) Serviços Telefônicos da Oi, assumindo infraestruturas críticas e obrigações de longo prazo. A nova operadora passa a ser a responsável pela gestão direta de serviços de utilidade pública, que inclui a operação das linhas de números de emergência, como o 190 (Polícia Militar), 192 (Samu) e 193 (Corpo de Bombeiros).

Como lembra o site Convergência Digital, a transação também engloba a transferência de toda a infraestrutura física remanescente da telefonia fixa da tele. O pacote é composto por postes, torres, cabos, mastros, bases de rádio e os tradicionais orelhões. A compradora também absorve a base de clientes atual que ainda paga por linhas fixas da Oi (cerca de 3,82 milhões, segundo dados da Anatel).

A companhia terá a obrigação de manter a continuidade da prestação desses serviços até, pelo menos, dezembro de 2028. Essa exigência é vital para o atendimento em mais de 7,4 mil localidades brasileiras onde a Oi opera como a única provedora de infraestrutura de telecomunicações.

Impasse com a Anatel

Placa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) fixada sobre um muro de pedras. A placa exibe um logotipo com uma forma curva amarela envolvendo uma esfera azul, seguido do texto "ANATEL" em letras maiúsculas verdes. Ao lado, em letras verdes menores, está escrito "Agência Nacional de Telecomunicações". Ao fundo, parte da fachada do prédio com estruturas verticais amarelas.
Agência quer suspender o leilão alegando violação de acordos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apesar da aprovação na Justiça estadual, a concretização da venda depende da Anatel. O problema é que a agência reguladora tenta barrar a transferência dos ativos, argumentando que as regras do edital violam as diretrizes da Lei Geral de Telecomunicações (LGT) e passam por cima de acordos previamente firmados.

O centro do questionamento é o Termo de Autocomposição. As regras do contrato proíbem a venda de equipamentos essenciais em municípios onde a operadora é a única prestadora disponível. A agência alega que o edital libera a transferência desses ativos sem um filtro rigoroso, gerando o risco de deixar milhares de cidadãos sem sinal. Devido ao que seria um desrespeito às regras, a Anatel pode mudar o curso do negócio.

Além das questões de infraestrutura, a agência aponta a ausência de garantias financeiras para assegurar a operação e defende que a competência para julgar o caso é da Justiça Federal, por envolver o Governo Federal e o Ministério das Comunicações.

Por fim, a autarquia reitera que nenhuma venda no setor pode ser finalizada sem a sua anuência prévia e exige a anulação do edital atual para participar da elaboração de novas regras.

Empresa de MG compra telefonia fixa da Oi por R$ 60,1 milhões

Oi deixará de ser concessionária de telefonia fixa no Brasil (Imagem: Barbara Eckstein/Flickr)

Sede da Anatel em Brasília (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

YouTube esconde botão e deixa mais difícil pular anúncios

8 de Abril de 2026, 14:43
Mão segurando um celular que exibe o YouTube, com um fundo de cor vermelha. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
Plataforma do Google testa mudanças na interface (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube testa ocultar o botão de pular anúncios em alguns formatos de interface.
  • O botão continua ativo, mas o usuário precisa interagir com o cartão de anúncio ou girar o celular para expô-lo.
  • O YouTube testa anúncios não puláveis de 90 segundos em smart TVs. A documentação oficial ainda cita o limite de 30 segundos.

Se você não é assinante do YouTube Premium, deve ter notado que a experiência gratuita está ficando cada vez mais burocrática. Novos relatos indicam que o Google está testando táticas ainda mais agressivas para que o usuário veja os anúncios até o fim.

As novidades incluem uma mudança de interface que “esconde” o botão de pular e o aumento da duração de anúncios ininterruptos em smart TVs para 90 segundos. Vale lembrar que, há um mês, noticiamos aqui no Tecnoblog que a plataforma havia começado a exibir anúncios de 30 segundos sem opção de pular nas TVs.

As alterações foram detalhadas pelo portal Android Police nesta quarta-feira (08/04) e sugerem que o YouTube está refinando a forma como entrega comerciais para maximizar o tempo de tela — ou, no mínimo, para tornar a assinatura paga uma opção quase irresistível para quem busca conveniência.

Onde foi parar o botão “Pular”?

Alguns usuários notaram que o botão “Pular”, tradicionalmente posicionado no canto inferior direito do player, havia sido removido. No entanto, o que parece um erro técnico pode ser, na verdade, um novo teste de design que sobrepõe elementos da interface de forma estratégica.

Segundo informações do site PiunikaWeb, o YouTube está experimentando um novo formato de “cartão de anúncio” interativo que fica posicionado exatamente sobre o comando de ignorar a publicidade.

Essa escolha de layout impede o clique imediato no botão, dando a entender que a opção de avançar para o conteúdo principal foi desabilitada.

Captura de tela mostra um anúncio no YouTube para celular sem opção de pular
Anúncio sobrepõe o botão de “Pular” no app para celular (imagem: reprodução/Reddit)

Discussões no Reddit revelaram que o comando continua ativo, mas estaria escondido. Para recuperá-lo, o espectador precisa interagir com o cartão, deslizando-o para baixo.

Outra alternativa identificada seria girar o celular para o modo paisagem, forçando o player a reorganizar os elementos na tela e expondo o botão oculto.

YouTube pode exibir anúncios de 90 segundos sem pausa

Se no mobile o problema é a interface, nas smart TVs o obstáculo é o tempo. Novos relatos indicam que o YouTube expandiu esse limite para 90 segundos em determinados casos.

De acordo com o Android Authority, a mudança ainda não foi implementada globalmente, sugerindo uma fase de testes regionais para medir a rejeição do público. No Reddit, usuários compartilharam capturas de tela mostrando cronômetros de um minuto e meio em anúncios que não oferecem nenhuma opção de interrupção.

Imagem exibe o símbolo de anúncio de 90 segundos em uma smart TV rodando o YouTube
Cronômetro indica comercial obrigatório de 90 segundos na TV (imagem: reprodução/Reddit)

Diferente dos anúncios de 30 segundos, essa opção de publicidade de 90 segundos não pulável não foi oficialmente comunicada pelo Google. A documentação oficial ainda cita o limite de 30 segundos nas TVs.

YouTube Premium é a forma oficial de burlar publicidade

Para especialistas, a estratégia do Google é clara: ao tornar a experiência gratuita mais cansativa — seja dificultando o acesso a botões ou aumentando o tempo de espera nas TVs —, a plataforma reduz a resistência do usuário em abrir a carteira.

Vale lembrar que o YouTube vem travando uma batalha técnica contra os bloqueadores de anúncios desde o ano passado. No Brasil, os preços da assinatura são os seguintes:

  • Individual: R$ 26,90 por mês
  • Individual anual: R$ 269 (equivalente a R$ 22,41 por mês)
  • Família: R$ 53,90 por mês (para até cinco pessoas)
  • Estudante: R$ 16,90 por mês
  • Premium Lite: R$ 16,90 por mês (opção com menos funcionalidades)

YouTube esconde botão e deixa mais difícil pular anúncios

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anthropic fecha acordo com Google e Broadcom para expandir capacidade de IA

7 de Abril de 2026, 12:17
Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Claude vai ganhar mais fôlego para encarar a concorrência (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic fechou uma parceria com o Google e a Broadcom para ampliar a infraestrutura de IA.
  • O acordo prevê múltiplos gigawatts de capacidade computacional com chips personalizados a partir de 2027.
  • Segundo a Anthropic, mais de 1.000 organizações passaram a gastar acima de US$ 1 milhão por ano com o Claude.

A Anthropic anunciou nesta segunda-feira (06/04) uma nova parceria com o Google e a Broadcom que permitirá uma expansão massiva em sua capacidade de processamento. O acordo garante à startup múltiplos gigawatts de potência computacional em chips de última geração, com previsão para entrar em operação a partir de 2027.

O objetivo é sustentar o desenvolvimento dos modelos Claude e atender à explosão da demanda corporativa global por inteligência artificial.

Por que a Anthropic precisa de tanto hardware?

O investimento é uma resposta direta ao crescimento financeiro sem precedentes da companhia. Segundo dados da própria Anthropic, a receita anual da startup saltou de US$ 9 bilhões no fim de 2025 para mais de US$ 30 bilhões no primeiro trimestre de 2026 — valor que supera os R$ 150 bilhões em conversão direta.

A base de clientes de alto escalão também seguiu o ritmo: o número de empresas que gastam mais de US$ 1 milhão por ano com o Claude dobrou em menos de dois meses, ultrapassando a marca de mil organizações.

“Estamos construindo a capacidade necessária para atender ao crescimento exponencial que temos visto, permitindo que o Claude defina a fronteira do desenvolvimento de IA”, afirmou o diretor financeiro da Anthropic, Krishna Rao.

A maior parte dessa nova infraestrutura será instalada nos Estados Unidos. O projeto faz parte de um compromisso de US$ 50 bilhões para fortalecer o setor tecnológico americano, anunciado pela empresa em novembro do ano passado.

O papel da Broadcom

De acordo com informações do The Wall Street Journal, a Broadcom terá um papel central nesse ecossistema. A fabricante de semicondutores fornecerá ao Google Unidades de Processamento de Tensores (TPUs) personalizadas e componentes de rede até 2031.

Do montante, a Anthropic terá acesso a cerca de 3,5 gigawatts de capacidade baseada nesses chips, que são projetados especificamente para acelerar cálculos matemáticos complexos de redes neurais.

Apesar do novo contrato, a Anthropic mantém a postura de não depender de um único fornecedor de hardware. Atualmente, a startup equilibra suas operações entre três frentes principais: as TPUs do Google, com foco em eficiência energética; o hardware AWS Trainium, da Amazon, principal parceira de treinamento; e as tradicionais GPUs da Nvidia, utilizadas para tarefas específicas de alto desempenho.

Essa diversidade técnica permite que o Claude continue sendo o único modelo de IA de ponta disponível simultaneamente nas três maiores nuvens do mercado: AWS (Amazon), Google Cloud e Microsoft Azure.

Anthropic fecha acordo com Google e Broadcom para expandir capacidade de IA

33% das pessoas já espiaram dados sensíveis no celular alheio

7 de Abril de 2026, 09:42
Foto de pessoas sentadas usando smartphones. O foco da imagem são os smartphones, e as pessoas não aparecem.
Uso do celular no transporte e em filas facilita a vida dos bisbilhoteiros de plantão (foto: Robin Worrall/Unsplash)
Resumo
  • A pesquisa da Samsung ouviu 11.000 pessoas em 11 países da Europa. O estudo mostrou que 56% já olharam a tela de outro celular e 33% já viram dados sensíveis.
  • O transporte público foi o local com maior incidência de exposição, com 57%. Filas de lojas e supermercados tiveram 35%. Bares, cafés e restaurantes tiveram 13%.
  • A Samsung integrou a Tela de Privacidade no Galaxy S26 Ultra. O recurso restringe o ângulo de visão da tela e dificulta a leitura lateral.

Uma pesquisa recente encomendada pela Samsung revela que 56% das pessoas já olharam para a tela do smartphone alheio, na maioria das vezes por acidente. O estudo, divulgado neste mês, foi realizado com milhares de usuários no continente europeu para mapear o comportamento do público em espaços abertos e justificar o desenvolvimento de novas tecnologias.

Baseando-se nas respostas de 11 mil pessoas, os dados indicam que 48% dos entrevistados acreditam que usar celulares em locais de grande circulação é uma prática privada. Em contrapartida, 52% reconhecem ser muito simples enxergar a tela do vizinho.

Esse fenômeno de exposição gera a chamada “audiência acidental”, que ocorre quando a tela entra naturalmente no campo de visão de alguém. O transporte público lidera esse cenário, apontado por 57% da amostra como o local com maior incidência – filas de supermercados e lojas ocupam o segundo lugar (35%), seguidas por bares, cafés e restaurantes (13%).

A espiada nem sempre é obra do acaso. O levantamento mediu a intencionalidade dessas ações e revelou que 24% dos indivíduos olham celulares de estranhos movidos pela curiosidade. As reações variam: enquanto 28% afirmam ignorar o que foi lido e 27% desviam os olhos, 7% admitem que continuam acompanhando disfarçadamente o que se passa no aparelho.

O que as pessoas mais veem em outras telas?

Quando isso acontece, 33% dos entrevistados confirmam já ter visualizado informações sensíveis, enquanto 27% relataram ter cruzado com conteúdos classificados como inapropriados. Entre os itens mais visualizados, destacam-se:

  • Fotos pessoais: 38%
  • Rosto da pessoa durante videochamadas: 32%
  • Mensagens pessoais e de texto: 29%
  • Atividades e notificações em redes sociais: 27%
  • Compras em lojas online: 17%
  • Alertas e perfis em aplicativos de namoro: 12%
  • Saldos e detalhes de contas bancárias: 11%

Essa vulnerabilidade já alterou como parte dos usuários interagem com os dispositivos fora do ambiente doméstico: 49% já tiveram a sensação de estarem sendo monitorados, por exemplo. As operações financeiras são o principal alvo dessa cautela, sendo evitadas por 62% do público.

Adicionalmente, 49% adiam digitar senhas para momentos mais seguros e 43% não abrem mensagens privadas caso não estejam sozinhos. Quando percebem o monitoramento indesejado, a reação de 42% do público é simplesmente guardar o celular no bolso. Apenas 10% demonstram disposição para confrontar verbalmente a pessoa curiosa, enquanto 9% relatam não tomar atitude alguma.

A resposta da tecnologia aos olhares curiosos

Usuários podem configurar o recurso na seção de privacidade da tela do aparelho (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A Samsung aproveitou a divulgação da pesquisa para reforçar as qualidades da Tela de Privacidade, recurso introduzido recentemente no Galaxy S26 Ultra. Diferentemente das clássicas películas escurecidas, o recurso é nativo e pode ser habilitado ou desativado nas configurações da One UI. Quando ligada, a tecnologia trabalha restringindo o ângulo de emissão luminosa da tela, focando a nitidez na direção de quem está na frente do dispositivo e dificultando a visão lateral.

As estatísticas apresentadas baseiam-se em amostras de 11 nações europeias (Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Itália, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Holanda e Bélgica).

33% das pessoas já espiaram dados sensíveis no celular alheio

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Levantamento revela que transporte público é o principal cenário para olhares curiosos; fabricantes começam a integrar soluções para contornar o problema.

(Imagem: Robin Worrall / Unsplash)

Linux bate novo recorde na Steam e cresce entre os gamers

6 de Abril de 2026, 15:21
Ilustração com tons de verde, amarelo e roxo mostra o pinguim Tux, o mascote do sistema operacional Linux, em primeiro plano à direita. Ao fundo, à esquerda, a palavra "Linux" é exibida em letras brancas com uma sombra amarela curva abaixo. Ícones de aplicativos e elementos de uma interface de desktop são vagamente visíveis atrás da palavra "Linux", sugerindo um ambiente de computador. A imagem tem uma textura granulada e um efeito de sobreposição de cores. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Linux bateu novo recorde de adoção no Steam (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux atingiu um recorde histórico entre usuários na Steam, subindo de 2,23% em fevereiro para 5,33% em março.
  • O portátil Steam Deck é indicado como o grande responsável por esse crescimento, representando 25,85% das máquinas com Linux na plataforma.
  • O fim do suporte ao Windows 10 em outubro de 2025 também acelerou a migração.

A base de jogadores que utilizam distribuições Linux na Steam registrou um salto histórico. De acordo com a tradicional pesquisa de hardware e software da plataforma de games, a fatia de uso mais que dobrou, indo de 2,23% em fevereiro para 5,33% em março — um novo recorde que consolida uma tendência observada nos últimos meses.

O marco atual distancia o Linux da terceira colocação entre os sistemas mais populares no software da Valve e o consolida como alternativa real ao Windows. Para efeito de comparação, dados recentes indicam que o macOS hoje orbita a casa dos 2%.

Mais gamers escolhem o Linux

Esse avanço é resultado de uma combinação de fatores: o sucesso do Steam Deck, o aprimoramento da ferramenta de compatibilidade Proton e o cenário de transição forçada imposto pela Microsoft. O principal motor dessa adoção continua sendo o portátil da Valve, com cerca de 25,85% do total de máquinas rodando Linux na plataforma.

O Proton, outro pilar fundamental nessa história, é a camada de compatibilidade oficial da Valve que faz a “mágica” acontecer. Ela traduz jogos desenvolvidos para Windows para o ambiente Linux com perdas mínimas de desempenho. É graças ao Proton que milhares de jogos rodam hoje no sistema do pinguim com um simples clique, quebrando o mito de que o Linux não serve para games.

Já o fim do suporte oficial ao Windows 10, em outubro de 2025, também desempenhou um papel nessa migração. A maioria da base da Steam migrou para o Windows 11 (94,79% dos usuários), mas uma parcela decidiu aproveitar o momento e dar uma chance ao sistema de código aberto.

Ilustração de uma plataforma de games no Steam Deck
Steam Deck ajudou a popularizar o Linux na plataforma (imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

Trajetória de recordes

Os usuários de Linux já vinham conquistando espaço na Steam desde o ano passado. Em novembro de 2025, o sistema ultrapassou a marca de 3% de uso pela primeira vez, atingindo 3,2% de participação. No mês seguinte, consolidou essa tendência de alta.

O portal GamingOnLinux relatou que a fatia bateu 3,58%, cravando o terceiro mês consecutivo de recordes na época. Durante esse período, as distribuições mais populares apontavam o SteamOS na liderança isolada (26,32%), seguido de longe pelo Arch Linux (9,54%), Linux Mint 22.2 (7,85%) e CachyOS (7,20%).

Apesar de os números atuais demonstrarem um cenário positivo, as publicações alertam que essa transição ainda esbarra em um desafio técnico. Softwares antitrapaça (os anti-cheats) que operam em nível de kernel, muito exigidos por jogos multiplayer, ainda são amplamente incompatíveis com o Linux e o Proton. Até que essa barreira caia, muitos jogadores devem continuar no ecossistema da Microsoft.

Linux bate novo recorde na Steam e cresce entre os gamers

Tux, o símbolo do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

Galaxy S25 também ganhará filtro que usa IA para barrar spam

6 de Abril de 2026, 13:21
imagem de unidades do Samsung Galaxy S26, S26 Plus e S26 Ultra
S26 Ultra é o maior dos modelos da linha Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung levará o Filtro de Chamadas com IA do Galaxy S26 para a linha Galaxy S25 com a One UI 8.5.
  • O recurso faz a IA atender ligações, perguntar o motivo do contato, mostrar transcrição em tempo real e permitir que o usuário assuma a chamada.
  • A Samsung indicou suporte para o Galaxy Z Fold 7 e o Galaxy Z Flip 7; o Beta 9 da One UI 8.5 está previsto para 9 de abril.

A Samsung planeja expandir o recurso Filtro de Chamadas com inteligência artificial, lançado como um dos diferenciais do Galaxy S26, para os modelos da série Galaxy S25. A funcionalidade utiliza um assistente virtual para gerenciar chamadas de voz. Ela deve ser integrada aos telefones do ano passado junto com a atualização para a One UI 8.5.

A decisão marca uma mudança de postura da fabricante. Segundo informações dos portais PhoneArena e SamMobile, a decisão só veio após uma forte mobilização dos consumidores em fóruns oficiais. Um moderador da comunidade da Samsung chegou a afirmar que o recurso seria exclusivo dos modelos de 2026. No entanto, um novo comunicado confirmou que a empresa voltou atrás para atender ao feedback dos clientes.

Como funciona o novo Filtro de Chamadas da Samsung?

A IA atende a ligação e transcreve o áudio em tempo real (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Diferentemente das versões anteriores, que permitiam só responder chamadas com mensagens de texto pré-programadas, o novo Filtro de Chamadas é bem mais sofisticado. Ele atua como uma espécie de secretário digital: quando o usuário recebe uma ligação e não pode (ou não quer) atender, ele pode acionar a IA para assumir a conversa.

O assistente atende o telefone e pergunta o motivo do contato. Enquanto isso, o dono do aparelho visualiza uma transcrição em tempo real do diálogo na tela. Se o assunto for urgente, é possível assumir a chamada a qualquer momento; caso contrário, a IA informa que o destinatário está indisponível e encerra a ligação de forma educada. O objetivo é eliminar o incômodo das chamadas de spam e facilitar a triagem de ligações desconhecidas.

Disponibilidade e smartphones compatíveis

Embora a Samsung ainda não tenha divulgado a data oficial para a liberação da versão estável da One UI 8.5, o cronograma de testes segue em ritmo acelerado. Segundo o informante Tarun Vats, a expectativa é que o Beta 9 seja lançado em 9 de abril, seguido pela possível última versão beta no dia 20 de abril. Se as previsões se confirmarem, a versão final pode chegar à linha Galaxy S25 em cerca de um mês.

Além da série S25, a empresa indicou que o Filtro de Chamadas também deve chegar aos dobráveis Galaxy Z Fold 7 e Galaxy Z Flip 7, junto com “melhorias e recursos adicionais” para outros “dispositivos principais”.

Embora não tenha citado modelos, a declaração abre caminho para que a linha S24 também receba parte das funções de IA futuramente, reforçando a estratégia de não deixar gerações recentes defasadas em software.

Galaxy S25 também ganhará filtro que usa IA para barrar spam

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Filtro de Chamadas terá suporte ao suporte nativo a RCS para identificar números desconhecidos e silenciar chamadas de telemarketing automaticamente.

S26 Ultra é o maior dos modelos da linha Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mais controle: Android 17 vai mudar forma de compartilhar contatos

6 de Abril de 2026, 11:03
Ícone do Android ao lado de celular com símbolo de proteção
Novidade garante que os apps não espionem quem você conhece (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Android 17 terá o Seletor de Contatos, que permite compartilhar contatos individuais sem conceder acesso à agenda completa.
  • O sistema atua como intermediário: o aplicativo recebe acesso temporário apenas aos registros e campos escolhidos, como e-mail ou telefone.
  • A versão final do Android 17, atualmente em fase beta, pode chegar entre junho e julho de 2026.

Os aplicativos móveis são conhecidos pela “fome” de dados pessoais, e cabe ao sistema impor limites a esse apetite. No ecossistema do Google, uma das permissões mais invasivas está com os dias contados: o Android 17 terá um novo Seletor de Contatos que deve dar ao usuário o controle que faltava há anos na gestão da agenda.

A mudança resolveria um problema crônico de privacidade: o modelo de permissões amplo demais, do tipo “tudo ou nada”. Atualmente, se você precisa compartilhar um único número de telefone com um aplicativo de entregas, por exemplo, o Android exige a permissão READ_CONTACTS, que entrega de bandeja nomes, e-mails, endereços, fotos e até anotações privadas de todos os seus contatos salvos para terceiros.

Com a atualização, o sistema passa a agir como um intermediário, permitindo a seleção de registros individuais sem que um app sequer saiba quem mais está na sua agenda.

Como vai funcionar o Seletor de Contatos do Android 17?

O funcionamento é inspirado no Seletor de Fotos, introduzido no Android 13. Em vez de o app enxergar toda a lista de contatos, haverá uma interface para pesquisar e selecionar apenas quem deseja compartilhar. No blog oficial, a gerente sênior de produto do Google, Roxanna Aliabadi Walker, afirma que a interface inclui uma barra de busca e suporte para seleção múltipla sem expor o restante da agenda.

Para o usuário, a experiência é transparente: após escolher as pessoas, basta tocar em “Concluído” e o aplicativo recebe um acesso temporário apenas àquelas informações. A ferramenta também reduz a sobrecarga do sistema. Isso significa menos gasto de bateria e memória em comparação ao método antigo, que exigia consultas individuais e lentas.

Assim que o app processa os dados, o acesso expira, impedindo que continue monitorando sua agenda em segundo plano.

Interface permite selecionar contatos individuais antes de compartilhar (imagem: reprodução/Google)

Mais controle para o usuário

Conforme reportado pelo portal MakeUseOf, a permissão de contatos era uma das poucas que ainda contava com acesso limitado no Android. Enquanto o acesso à localização e à galeria de fotos ganhou camadas de proteção nos últimos anos, a agenda permanecia uma caixa aberta aos desenvolvedores. O Android 17 permitirá solicitar apenas campos específicos.

Se um app precisa apenas do e-mail, o desenvolvedor vai poder configurar a solicitação para receber rigorosamente essa informação, e não o número de telefone ou a foto de perfil do contato. O Google reforça que a recomendação agora é pedir apenas o que é essencial para um recurso funcionar. “A abordagem antiga frequentemente concedia aos aplicativos mais dados do que o necessário”, admite a empresa.

Vale destacar que o Android 17 está atualmente em fase beta. Se o cronograma habitual do Google for seguido, a versão final deve chegar aos smartphones da linha Pixel e de outras fabricantes parceiras entre junho e julho de 2026.

Mais controle: Android 17 vai mudar forma de compartilhar contatos

Google Play Protect vai impedir instalação de apps potencialmente maliciosos baixados de fontes alternativas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Perplexity vaza chats para Google e Meta, diz processo

6 de Abril de 2026, 09:40
Ilustração sobre o Perplexity
Dados sensíveis teriam alimentado as redes de publicidade da Meta e do Google (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A ação coletiva nos EUA acusa o Perplexity, o Google e a Meta de compartilhar chats privados sem consentimento por meio de rastreadores de anúncios.
  • A denúncia afirma que o Perplexity envia transcrições, email e outros identificadores ao Google e à Meta, inclusive no modo anônimo, e que usuários sem assinatura recebem URLs acessíveis por terceiros.
  • O processo cobre o período de 7 de dezembro de 2022 a 4 de fevereiro de 2026 e pede liminar, devolução de lucros e multas acima de US$ 5 mil por infração individual.

Uma ação coletiva protocolada nos Estados Unidos acusa o Perplexity, o Google e a Meta de compartilharem indevidamente milhões de conversas privadas. O processo aberto por um usuário não identificado alega que a empresa de inteligência artificial utiliza rastreadores de anúncios embutidos em sua plataforma para enviar transcrições de bate-papos às gigantes da tecnologia.

A prática ocorreria sem o consentimento, com o objetivo claro de turbinar a receita com publicidade direcionada.

Como funciona o rastreamento?

O vazamento de dados afetaria todos os usuários do buscador com IA, independentemente de terem ou não uma conta cadastrada. Conforme relatado pelo site Ars Technica, análises comprovaram que a primeira mensagem digitada no chat e todas as perguntas seguintes são repassadas aos rastreadores. Para quem não é assinante, o cenário é ainda pior: a plataforma geraria um URL que permite a terceiros acessarem a conversa na íntegra.

O rastreamento funciona como uma “escuta telefônica de navegador”, interceptando tudo o que é digitado. Assim que o usuário pesquisa uma dúvida sobre sua vida financeira, um problema legal ou uma questão médica, ferramentas como o Meta Pixel ou Google Ads capturam discretamente essas informações.

Com esses dados em mãos, as empresas conseguem criar perfis detalhados para vender anúncios segmentados. O autor do processo relatou surpresa ao descobrir que partes de suas conversas foram enviadas à Meta e ao Google, acompanhadas de informações de identificação pessoal. Ele utilizava o Perplexity justamente para organizar impostos, tomar decisões de investimento e buscar orientação jurídica.

Ilustração sobre o Perplexity
Denúncia diz que o Perplexity gera URLs para conversas inteiras de usuários (imagem: Divulgação/Perplexity)

Ilusão do modo anônimo

O texto da denúncia classifica ainda o modo anônimo do Perplexity como uma “farsa”. O recurso, vendido como uma garantia de sigilo, não impediria que os bate-papos cheguem aos servidores do Google e da Meta. A acusação aponta que até mesmo os usuários que ativaram essa proteção continuaram tendo seus endereços de email e outros identificadores repassados.

A falta de transparência da IA também é duramente criticada. Segundo a ação, o Perplexity não exige que o usuário aceite os termos de uso na entrada e esconde sua política de privacidade. É preciso caçar o documento, que não menciona nada sobre o uso de rastreadores invasivos.

O Google e a Meta também são descritos como negligentes. O processo argumenta que ambas possuem regras que, na teoria, proíbem a coleta de dados sensíveis por rastreadores.

Risco de multas milionárias

A ação coletiva engloba o período de 7 de dezembro de 2022 a 4 de fevereiro de 2026. O objetivo é representar os usuários do Perplexity nos EUA afetados pelo vazamento. As penalidades previstas são pesadas. Se o Google, a Meta e o Perplexity forem condenados, enfrentarão multas estatutárias que passam de US$ 5 mil por infração individual (cerca de R$ 25 mil).

Como o caso envolve milhões de registros ao longo de três anos, as indenizações podem facilmente chegar à casa dos bilhões. A acusação solicita uma liminar imediata para barrar a coleta de dados e exige o ressarcimento dos lucros obtidos de forma ilícita.

Até o momento, Meta e Perplexity não comentaram o caso. O Google, por sua vez, emitiu uma nota declarando que “as empresas gerenciam os dados que coletam e são responsáveis por informar os usuários”, reforçando que essas informações não identificam indivíduos por padrão e que proíbe anúncios baseados em informações sensíveis.

Perplexity vaza chats para Google e Meta, diz processo

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/Perplexity)

Anatel tenta barrar leilão de telefonia fixa da Oi

27 de Março de 2026, 12:39
Orelhão da Oi
Comprador dos ativos da Oi vai operar números de emergência, como 190 e 192 (imagem: Barbara Eckstein/Flickr)
Resumo
  • Anatel acionou o TJ-RJ para suspender o leilão de telefonia fixa da Oi, alegando que o edital ignora a Lei Geral de Telecomunicações.
  • A agência também argumenta que o plano coloca em risco serviços essenciais em mais de 6 mil cidades do Brasil.
  • Segundo a Anatel, o edital atual permite a venda de ativos sem filtro rigoroso e carece de garantias financeiras para a continuidade dos serviços.

A Anatel é contra o plano da Oi de vender o que restou de sua operação de telefonia fixa. A agência reguladora acionou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para suspender o leilão dos ativos, previsto para o dia 8 de abril de 2026. No recurso, a autarquia afirma que as regras atuais da venda passam por cima da Lei Geral de Telecomunicações (LGT) e de acordos fechados anteriormente com o Tribunal de Contas da União (TCU).

O movimento joga um balde de água fria nos planos da operadora, que obteve autorização judicial há poucas semanas para se desfazer de sua infraestrutura remanescente. O “pacotão” inclui desde a base de clientes até torres, cabos e os clássicos orelhões espalhados por mais de 6,5 mil localidades do Brasil.

Entenda o caso

O problema, segundo o órgão regulador, não é a venda em si, mas como ela está sendo feita. A agência explica que existe um acordo (Termo de Autocomposição) que permitiu à Oi mudar seu regime de trabalho de “concessão” para “autorização”. Como lembra o TeleSíntese, esse contrato proíbe que a empresa venda equipamentos essenciais em cidades onde ela é a única operadora disponível.

Para a autarquia, o edital atual permite que esses ativos sejam passados adiante sem um filtro rigoroso, o que poderia deixar milhares de pessoas sem sinal. Além disso, a Anatel diz que faltam garantias de R$ 500 milhões que deveriam assegurar a continuidade dos serviços. Sem esse depósito, a agência entende que o negócio é arriscado demais.

A Anatel argumenta ainda que a Justiça do Rio não poderia decidir sozinha sobre um contrato que envolve o Governo Federal e o Ministério das Comunicações. Para o órgão, esse caso deveria estar nas mãos da Justiça Federal.

Placa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) fixada sobre um muro de pedras. A placa exibe um logotipo com uma forma curva amarela envolvendo uma esfera azul, seguido do texto "ANATEL" em letras maiúsculas verdes. Ao lado, em letras verdes menores, está escrito "Agência Nacional de Telecomunicações". Ao fundo, parte da fachada do prédio com estruturas verticais amarelas.
Anatel teme que milhares de cidades fiquem sem serviços básicos de comunicação (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que está em jogo no leilão da Oi?

Se o leilão não for barrado, quem comprar o que restou da telefonia fixa da Oi levará:

  • Serviços de utilidade pública: operação de números vitais como 190 (PM), 192 (SAMU) e 193 (Bombeiros);
  • Infraestrutura física: postes, mastros, fiação e bases de rádio;
  • Continuidade do serviço: o comprador terá que manter o serviço funcionando em 6.571 cidades até dezembro de 2028;
  • Base de clientes: toda a base de usuários que ainda paga por uma linha fixa da Oi.

A Anatel reforça que nenhuma venda do setor pode ocorrer sem sua aprovação prévia e exige a anulação do edital para que possa participar da elaboração de novas regras. O órgão também condiciona o avanço do leilão ao desfecho de uma mediação que busca garantir a reposição de cerca de R$ 465 milhões travados em conta judicial para assegurar a manutenção de serviços básicos de telecomunicações.

Anatel tenta barrar leilão de telefonia fixa da Oi

Oi deixará de ser concessionária de telefonia fixa no Brasil (Imagem: Barbara Eckstein/Flickr)

Sede da Anatel em Brasília (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Intel cancela CPU topo de linha da geração Arrow Lake

27 de Março de 2026, 10:32
Chip Intel Core
Linha Arrow Lake Refresh vai ficar sem um chip de ponta (imagem: reprodução/Intel)
Resumo
  • Intel cancelou o processador Core Ultra 9 290K Plus da geração Arrow Lake para focar nos modelos Core Ultra 5 e Ultra 7.
  • A decisão visa oferecer melhor custo-benefício e evitar erros passados, como preços altos sem ganho significativo de desempenho.
  • O Core Ultra 9 290K Plus estava quase finalizado, mas a Intel optou por não lançá-lo para manter uma estratégia financeira competitiva.

A Intel bateu o martelo e confirmou que o Core Ultra 9 290K Plus não verá a luz do dia. A decisão oficializa o cancelamento do que seria o processador mais potente da nova geração Arrow Lake Refresh. Em vez de disputar o segmento de entusiastas com um chip de alto custo, a companhia decidiu mudar a rota e priorizar o custo-benefício, focando seus esforços em processadores mais acessíveis para o público.

A informação foi confirmada pelo gerente de comunicação técnica da Intel na Alemanha, Florian Maislinger, ao portal PC Games Hardware. O executivo afirma que a marca optou por não lançar o chip topo de linha para “maximizar o desempenho para os modelos de desktop amplamente disponíveis”. Com isso, a linha foca nos recém-anunciados Core Ultra 7 270K Plus e Core Ultra 5 250K Plus.

Maislinger ressaltou que a série foi projetada para entregar um “valor excepcional” ao consumidor, unindo “desempenho excepcional em jogos e um valor incrível em comparação com a concorrência”.

Por que o Core Ultra 9 290K Plus foi descontinuado?

A Intel optou por não repetir os erros de um passado recente. O antecessor direto dessa categoria, o Core Ultra 9 285K, chegou ao mercado cobrando um preço muito acima do Core Ultra 7 265K. O problema é que, na prática, essa diferença brutal de valor resultava em um aumento de desempenho praticamente nulo em jogos, frustrando consumidores que buscavam o máximo de quadros por segundo.

Como destacou o site VideoCardz, sem o processador de custo altíssimo no catálogo, a empresa promete entregar alto rendimento em games, mantendo uma posição financeira competitiva.

Caixas dos chips Core Ultra 200S Plus
Novos processadores Core Ultra 200S Plus (imagem: reprodução/Intel)

Processador estava quase pronto

Um aspecto curioso da decisão é que o processador de 24 núcleos estava na reta final de desenvolvimento. Entradas recentes do Core Ultra 9 290K Plus, vazadas no banco de dados do software de testes Geekbench, provam que a Intel possuía amostras funcionais do componente circulando internamente até o último minuto.

A decisão quebra uma longa tradição da empresa de lançar edições especiais (como as famosas variantes “KS”, que forçavam os limites de velocidade da CPU) para coroar suas arquiteturas. Desta vez, o salto de desempenho da geração Arrow Lake ficará restrito aos segmentos intermediário e avançado, deixando o nível entusiasta de fora da jogada.

Intel cancela CPU topo de linha da geração Arrow Lake

Caixas dos chips Core Ultra 200S Plus (imagem: reprodução/Intel)

Galaxy S26: Samsung amplia benefício em seguro de celular

26 de Março de 2026, 17:37
Galaxy S26 Ultra, S26 Plus e S26 vistos de costas. Os aparelhos estão sobre suportes transparentes. O S26 Ultra é o maior deles e tem cor dourada. O S26 Plus é o intermediário, um pouco menor que o Ultra, e está na cor cinza. O S26 é o menor dos três e está na cor preta.
Além da quebra acidental, pacotes também oferecem cobertura contra roubo e furto (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo

A Samsung anunciou nesta quinta-feira (26) uma expansão na cobertura do Samsung Care+, seu serviço oficial de seguro e garantia estendida, para os consumidores que adquirirem smartphones da linha Galaxy S26. A fabricante sul-coreana confirmou que os clientes que contratarem planos selecionados para os modelos S26, S26 Plus e S26 Ultra terão direito a até três acionamentos por quebra acidental.

A medida altera o limite padrão, que era de dois incidentes. A nova condição, no entanto, é uma oferta limitada. O período da ação promocional para novas contratações começou em 11 de março e vale até o dia 30 de junho de 2026.

A empresa ressalta que o benefício extra abrange as adesões efetuadas em todos os canais oficiais de venda, ou seja, tanto para compras no comércio eletrônico — via site e aplicativo Samsung Shop — quanto nas lojas físicas da marca.

O que é considerado quebra acidental?

Para acionar a apólice e utilizar um dos três eventos anuais garantidos, o dano sofrido pelo aparelho precisa se enquadrar nas regras da seguradora. A Samsung define a quebra acidental como qualquer dano físico não intencional que comprometa o funcionamento do celular.

Na prática, o seguro cobre imprevistos como impactos diretos e quedas, torções na estrutura do smartphone, danos causados por sobrepeso sobre o display e falhas por descargas elétricas. Segundo a fabricante, a nova condição foi pensada para entregar mais tranquilidade desde o uso urbano intenso até situações adversas em viagens.

Vale ressaltar que o benefício de três reparos é aplicável para os pacotes que já possuem a cobertura contra danos físicos, chamados de Quebra Acidental e Proteção Completa, além de abranger os assinantes do programa New Galaxy Club. A cobertura com esse novo teto de acionamentos tem validade de um ano, contado a partir da data de adesão.

Quais são os planos e preços para a linha Galaxy S26?

O portfólio do Samsung Care+ é dividido em diferentes categorias. Para os proprietários de dispositivos da série Galaxy S26, os valores de contratação em parcela única variam de R$ 399 a R$ 1.199.

Confira abaixo as opções fornecidas pela empresa e o que cada uma entrega:

  • Proteção Completa (R$ 1.199)
  • Roubo e Furto Qualificado (R$ 949)
  • Quebra Acidental (R$ 799)
  • Garantia Estendida (R$ 629): o cliente adquire mais 12 meses de cobertura para defeitos de fabricação ou de hardware em caso de necessidade de reparo.
  • Quebra de Tela (R$ 399): permite até dois eventos anuais de substituição em caso de vidro trincado ou quebra do painel.

Como contratar o seguro da Samsung?

Janela para garantir a franquia maior vai até o fim do primeiro semestre (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A adesão ao Samsung Care+ não precisa ocorrer no momento da compra do smartphone, embora essa seja a via mais direta. Os consumidores podem realizar a contratação colocando o serviço no carrinho do site oficial da Samsung Shop, no aplicativo da marca ou diretamente com os vendedores nas lojas físicas.

Para os clientes que já estão com o aparelho em mãos, a Samsung permite a contratação avulsa do serviço em um prazo de até 90 dias. A contagem deste período começa na data de emissão da nota fiscal de compra. Nesses casos, o processo deve ser feito pelo site oficial ou presencialmente em uma loja da fabricante.

Galaxy S26: Samsung amplia benefício em seguro de celular

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Ação promocional expande cobertura do Samsung Care+ para até três quebras acidentais para a nova linha de smartphones.

S26 Ultra é o maior dos modelos da linha Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Galaxy S26 Ultra tem 7,9 mm de espessura (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

GitHub vai treinar IA com dados de usuários

26 de Março de 2026, 15:54
Mudança afeta contas Free, Pro e Pro+, mas pode ser desativada (imagem: divulgação)
Resumo
  • O GitHub usará dados de interação de usuários para treinar modelos de IA a partir de 24 de abril de 2026.
  • Dados coletados incluem resultados aceitos ou modificados, entradas fornecidas à IA, contexto do código, comentários e feedback de usuários.
  • Quem não quiser, pode desativar a coleta de dados navegando até “/settings/copilot/features” e desmarcando a opção.

O GitHub anunciou que vai utilizar dados de interação dos usuários para treinar e aprimorar os modelos de inteligência artificial do GitHub Copilot a partir de 24 de abril de 2026. A mudança afeta a base global de programadores que assinam os planos Free, Pro e Pro+ e vai operar no formato de exclusão voluntária — ou seja, quem não quiser compartilhar suas informações terá que desativar a opção manualmente.

Em comunicado oficial no blog da companhia, o diretor de produtos do GitHub, Mario Rodriguez, afirmou que a medida visa ajudar a IA a entender os fluxos de trabalho reais, fornecer sugestões mais seguras e detectar possíveis falhas com mais precisão e rapidez.

Quais dados serão coletados?

A lista de informações que o GitHub passará a extrair durante as sessões de programação inclui:

  • Resultados gerados pelo modelo que foram aceitos ou modificados pelo usuário;
  • Entradas fornecidas à IA, englobando os trechos de código exibidos na tela;
  • O contexto do código ao redor da posição do cursor;
  • Comentários e documentações redigidos durante o desenvolvimento;
  • Nomes de arquivos, estrutura de diretórios do repositório e padrões de navegação;
  • Histórico de interações com os recursos do Copilot, como conversas no chat;
  • Feedback direto do usuário sobre as sugestões (avaliações de “gostei” ou “não gostei”).
imagem de uma tela com códigos de programação
Plataforma vai coletar dados de interação em tempo real (imagem: Ilya Pavlov/Unsplash)

O conteúdo será compartilhado com empresas afiliadas ao grupo corporativo do GitHub, o que engloba a dona do serviço, a Microsoft. Contudo, a empresa garante que não repassará os dados a fornecedores terceirizados de IA ou provedores independentes.

Para justificar a atualização, a plataforma aponta que outras empresas do setor, como a Anthropic, adotam políticas semelhantes de telemetria. Segundo Rodriguez, testes internos demonstraram melhorias na taxa de aceitação de sugestões de código após o treinamento com dados de uso. O GitHub acrescentou que também iniciará a coleta de informações dos próprios funcionários para esse fim.

A coleta de dados em repositórios privados vai ocorrer exclusivamente enquanto o usuário estiver interagindo com o Copilot no ambiente de desenvolvimento. Isso significa que o sistema processa e armazena os trechos apenas durante o uso em tempo real da assistência de IA. Nesse momento, os dados são capturados e enviados para a base de treinamento.

Essa mecânica, conforme analisado pelo portal The Register, redefine o conceito de privacidade dentro da plataforma. Em tese, repositórios privados eram acessíveis apenas ao proprietário e aos colaboradores explícitos. Com a nova política, a blindagem total só é garantida caso o desenvolvedor bloqueie o uso de seus dados.

Como desativar?

Os usuários que preferem manter seus códigos fora da base de treinamento devem navegar até o caminho “/settings/copilot/features” no painel da plataforma e desativar a opção “Permitir que o GitHub use meus dados para treinamento de modelos de IA”, localizada na seção de Privacidade.

O GitHub ressalta que usuários que já haviam desmarcado essa preferência no passado terão suas escolhas preservadas. Os assinantes dos planos Copilot Business e Copilot Enterprise, além de alunos e professores que acessam as ferramentas educacionais, estão isentos da nova regra.

GitHub vai treinar IA com dados de usuários

(imagem: Ilya Pavlov/Unsplash)

Exynos 2800: Samsung pode manter litografia de 2 nm até 2028

26 de Março de 2026, 12:38
Samsung deve otimizar design do chip para evitar superaquecimento (imagem: reprodução/Samsung)
Resumo
  • Samsung deve manter a litografia de 2 nm até 2028 com o chip Exynos 2800, segundo rumores.
  • A fabricante estaria trabalhando para redesenhar a arquitetura interna do chip, buscando mais performance sem reduzir o tamanho dos componentes.
  • O chip deve equipar a linha Galaxy S28 e focar em otimização e eficiência térmica em vez de avançar para 1,4 nm.

Um vazamento pode ter revelado o cronograma da Samsung para o Exynos 2800, chip que deve atuar como o cérebro da futura linha Galaxy S28. Segundo informações do portal ZDNet Korea, a empresa quer concluir o projeto do chip até o final deste ano. Ele já seria, inclusive, conhecido internamente pelo codinome “Vanguard”.

Previsto para 2028, o novo SoC pode marcar uma mudança na filosofia da gigante sul-coreana. Diferente do apontado por rumores anteriores, a Samsung não deve saltar para o processo de 1,4 nanômetro (nm) em 2027.

Em vez disso, a estratégia seria apostar no refinamento da litografia de 2 nanômetros para garantir que os chips cheguem ao mercado com rendimento estável e, principalmente, sem os fantasmas do superaquecimento que assombraram gerações passadas.

Por que manter os 2 nanômetros?

Conforme menciona o SamMobile, a Samsung reconheceu internamente que a tentativa de reduzir o nó de fabricação anualmente tornou-se inviável do ponto de vista econômico e de engenharia. A complexidade física para posicionar bilhões de transistores em espaços cada vez menores exige um tempo de maturação que o ciclo anual de lançamentos não permite.

Para compensar a permanência nos 2 nanômetros, os engenheiros da divisão System LSI estariam focados em uma técnica chamada DTCO (Co-otimização de Tecnologia e Design). Na prática, isso significa que, em vez de apenas diminuir o tamanho dos componentes, a Samsung está redesenhando a arquitetura interna do chip para extrair mais performance.

Ao finalizar o design do Exynos 2800 com antecedência, a empresa ganharia uma janela generosa para testes de estresse e ajustes finos antes da produção em massa esperada para 2027.

O que muda no processo de fabricação?

Imagem digital com fundo preto destaca um processador quadrado e cinza-escuro posicionado verticalmente sobre um smartphone deitado. No chip, lê-se "SAMSUNG Exynos 2600" em branco, abaixo de um ícone azul formado por quadrados conectados. O smartphone reflete uma luz azulada e está sobre uma superfície que simula circuitos eletrônicos integrados em relevo.
Exynos 2600 marcou a estreia dos 2 nanômetros na Samsung (imagem: divulgação)

Embora o Exynos 2600 (do Galaxy S26) e o futuro Exynos 2700 também sejam baseados em 2 nanômetros, o Exynos 2800 do Galaxy S28 deve utilizar a terceira geração dessa tecnologia, batizada de SF2P+.

Essa versão introduz a tecnologia Optic Shrink, que reduz as dimensões dos circuitos sem os riscos de instabilidade de um novo processo de fabricação. O resultado esperado é um processador mais frio e com eficiência energética superior.

Além dos avanços na fabricação, o “Vanguard” traz promessas ousadas para desempenho bruto. Rumores indicam que ele pode ser o primeiro chip da Samsung com núcleos de CPU totalmente customizados e, possivelmente, uma arquitetura de GPU proprietária.

Exynos 2800: Samsung pode manter litografia de 2 nm até 2028

Samsung lança Galaxy A57 5G e A37 5G com seis anos de atualizações

25 de Março de 2026, 10:38
A57 5G será comercializado nas cores azul, lilás, gelo e cinza (imagem: reprodução/Samsung)
Resumo
  • Samsung lançou os Galaxy A57 5G e A37 5G com seis anos de atualizações e câmeras de 50 MP.
  • Ambos os modelos têm bateria de 5.000 mAh, suporte para carregamento rápido e executam Android 16 com One UI 8.5.
  • Ainda não há data de lançamento e preços para o Brasil.

A Samsung anunciou globalmente, nesta quarta-feira (25), os novos Galaxy A57 5G e Galaxy A37 5G. A fabricante sul-coreana atualiza sua linha de smartphones intermediários com o objetivo de democratizar o acesso a ferramentas de inteligência artificial e oferecer um suporte prolongado de software, garantindo maior vida útil aos aparelhos.

O Galaxy A57 5G assume o posto de modelo mais avançado da série A até o momento. O dispositivo apresenta um perfil mais fino em relação ao seu antecessor direto e conta com uma câmara de vapor 13% maior, para controle térmico mais eficiente em tarefas pesadas.

O que muda nos novos Galaxy A?

Tanto o Galaxy A57 5G quanto o A37 5G compartilham um sistema de câmera traseira tripla, liderado por um sensor de 50 megapixels com abertura f/1.8. A promessa é de fotos e vídeos mais claros e nítidos em ambientes com baixa luminosidade sem a necessidade de ajustes manuais.

As diferenças se concentram nas lentes auxiliares. O Galaxy A57 5G traz uma câmera ultrawide de 12 MP, enquanto o A37 5G adota um sensor de 8 MP. Ambos possuem uma lente macro de 5 MP e uma câmera frontal de 12 MP. No design, o modelo superior leva vantagem por ser mais leve e fino: pesa 179 gramas com 6,9 mm de espessura, contra os 196 gramas e 7,4 mm do A37 5G.

Em termos de autonomia, a dupla é equipada com baterias de 5.000 mAh e suporte para a tecnologia de carregamento rápido (Super Fast Charging 2.0), que promete preencher 60% de carga em cerca de 30 minutos.

Já as telas de 6,7 polegadas utilizam painéis Super AMOLED (Super AMOLED+ no A57 5G) com resolução Full HD+ e taxa de atualização que alcança 120 Hz. As opções de memória também variam: o A57 5G chega a 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, enquanto o A37 5G oferece até 12 GB de RAM com 256 GB de espaço interno.

Mais inteligência artificial na One UI 8.5

A grande aposta para esta geração é a One UI 8.5, baseada no Android 16. O sistema introduz o pacote batizado pela empresa de “Inteligência Incrível” (Awesome Intelligence). Essa suíte aproxima a experiência de uso dos intermediários às ferramentas das linhas premium da marca.

Segundo a Samsung, os principais recursos de IA incluem:

  • Transcrição de Voz: o aplicativo Gravador de Voz nativo agora transcreve e traduz áudios de reuniões e converte mensagens de voz em texto.
  • AI Select 2: acessível pelo Painel Edge, a novidade permite extrair textos e manipular conteúdos exibidos na tela.
  • Edição Fotográfica: a ferramenta “Removedor de Objetos 3” promete resultados mais naturais apagando elementos indesejados do fundo das imagens. Exclusivo do A57 5G, o “Melhor Rosto” seleciona as melhores expressões em fotos de grupo, enquanto o “Corte Automático” agiliza a edição nativa de vídeos.

Galaxy A57 5G

Galaxy A57 ficou mais fino e leve que a geração anterior (imagem: reprodução/Samsung)
  • Tela: Super AMOLED+ de 6,7 polegadas, resolução FHD+ e taxa de atualização de 120 Hz.
  • Câmeras traseiras: 50 MP (principal, f/1.8), 12 MP (ultrawide, f/2.2) e 5 MP (macro, f/2.4).
  • Câmera frontal: 12 MP (f/2.2).
  • Memória e Armazenamento: 8 GB ou 12 GB de RAM; 128 GB, 256 GB ou 512 GB de espaço interno.
  • Bateria: 5.000 mAh.
  • Dimensões e peso: 161,5 x 76,8 x 6,9 mm; 179 g.
  • Sistema: Android 16 com One UI 8.5.
  • Proteção: Certificação IP68 (resistência à água e poeira) e Samsung Knox Vault.

Galaxy A37 5G

Opções de cores para o Galaxy A37 5G (imagem: reprodução/Samsung)
  • Tela: Super AMOLED de 6,7 polegadas, resolução FHD+ e taxa de atualização de 120 Hz.
  • Câmeras traseiras: 50 MP (principal, f/1.8), 8 MP (ultrawide, f/2.2) e 5 MP (macro, f/2.4).
  • Câmera frontal: 12 MP (f/2.2).
  • Memória e Armazenamento: 6 GB, 8 GB ou 12 GB de RAM; 128 GB ou 256 GB de espaço interno.
  • Bateria: 5.000 mAh.
  • Dimensões e peso: 162,9 x 78,2 x 7,4 mm; 196 g.
  • Sistema: Android 16 com One UI 8.5.
  • Proteção: Certificação IP68 (resistência à água e poeira) e Samsung Knox Vault.

Suporte e disponibilidade

A Samsung estendeu a política de longevidade para os novos intermediários, garantindo até seis gerações de atualizações do Android e até seis anos de pacotes de segurança. Para a durabilidade no dia a dia, ambos possuem certificação IP68 para resistir a poeira e mergulhos de até 1,5 metro em água doce por 30 minutos.

Os aparelhos estarão disponíveis a partir do dia 10 de abril em mercados selecionados. A fabricante comercializará o Galaxy A57 5G nas cores azul marinho, cinza, azul gelo e lilás. Já o Galaxy A37 5G será oferecido nos tons lavanda, carvão, verde-acinzentado e branco.

Até o momento, a Samsung não confirmou a data do anúncio ou os preços oficiais de lançamento no Brasil. A expectativa é de que isso ocorra nas próximas semanas. Vale mencionar que tanto o Galaxy A57 quanto o A37 já foram homologados pela Anatel.

Samsung lança Galaxy A57 5G e A37 5G com seis anos de atualizações

Banda larga e telefonia fixa lideram satisfação no Brasil, revela Anatel

24 de Março de 2026, 14:37
ilustração sobre conexão ADSL
Internet fibra já é a realidade de 79% dos lares conectados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Internet banda larga e telefonia fixa lideram satisfação, mas pré-pago tem a maior nota individual na avaliação dos consumidores.
  • Segundo a Anatel, provedores regionais superam grandes operadoras na internet fixa.
  • Levantamento da agência ouviu mais de 58 mil pessoas entre 2025 e 2026.

A banda larga e a telefonia fixa são os serviços de telecomunicações mais bem avaliados no Brasil. É o que revela a Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida 2025, divulgada pela Anatel. O levantamento ouviu mais de 58 mil pessoas entre julho de 2025 e fevereiro de 2026.

No entanto, a maior nota de aprovação (7,87) ficou com o celular pré-pago. Vale lembrar que, na semana passada, a agência revelou que as operadoras voltaram a registrar alta de reclamações, mas concentradas principalmente no serviço pós-pago.

O estudo da Anatel funciona como um termômetro anual do setor, avaliando desde o funcionamento técnico até a clareza nas cobranças. Em 2025, quase todos os segmentos subiram de nível, com exceção da TV por assinatura. O serviço, que sofre com a concorrência direta dos streamings, viu sua nota cair para 7,03.

Quais operadoras lideram o ranking de satisfação?

Os dados detalhados pela agência revelam que as Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs), ou provedores regionais, entregaram mais satisfação do que as gigantes nacionais na internet fixa. No móvel, a briga é decidida nos décimos:

Internet fixa (banda larga):

  • BrSuper: 8,89 (a maior nota do país)
  • Dtel: 8,85
  • Unifique: 8,55
  • Grandes operadoras: Vivo (7,78), Claro (7,14) e TIM (6,97)

Celular pós-pago:

  • Vivo: 7,87
  • Claro: 7,72
  • TIM: 7,09

Celular pré-pago:

  • Claro: 8,02
  • Algar: 7,99
  • Vivo: 7,88

Em nível regional, o Ceará se consolidou como o estado com a melhor banda larga do Brasil, enquanto o Rio Grande do Norte liderou na telefonia fixa (nota 7,57).

Atendimento digital x telefônico

Chips miniSIM da Claro, Vivo e TIM
Pós-pago lidera o volume de reclamações (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Apesar das notas positivas em satisfação, o cenário muda quando o assunto é o volume de queixas. Segundo a Anatel, 80% dos clientes precisaram acionar o suporte nos últimos seis meses. O problema? O atendimento telefônico continua sendo o “calcanhar de Aquiles” do setor.

Com exceção do pré-pago, todos os serviços receberam notas baixas no SAC por voz. A superintendente da Anatel Cristiana Camarate pontua que o consumidor migrou para o digital (apps e chat) em busca de agilidade, mas quando o problema é grave e exige o telefone, a experiência despenca.

Esse gargalo explica por que o número de reclamações subiu 6,91% em 2025, com o pós-pago liderando as queixas devido a erros de cobrança e dificuldades no cancelamento de serviços.

Expansão do 5G e domínio da fibra

Torre de telefonia celular. Foto: Lucas Braga
Uso do 5G cresceu 10 pontos percentuais (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

A pesquisa também funciona como um censo tecnológico. A percepção de uso da rede 5G deu um salto de 10% no último ano, acompanhando a expansão da infraestrutura pelo país. Na internet fixa, a fibra óptica é a rainha, sendo a tecnologia utilizada por 79% dos entrevistados.

Outro dado curioso reforça a “cultura do Wi-Fi” no Brasil: 84% dos usuários só navegam em redes sem fio dentro de casa. Até quem tem planos de celular usa o smartphone no Wi-Fi para preservar a franquia de dados (70% no pré e 61% no pós).

Banda larga e telefonia fixa lideram satisfação no Brasil, revela Anatel

A velocidade das conexões ADSL podem variar conforme a distância do usuário da central telefônica (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chips (miniSIM) das principais operadoras brasileiras (Foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Sinal 5G precisa melhorar em municípios que tecnologia já existe (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Claude agora pode controlar seu Mac pelo iPhone

24 de Março de 2026, 11:00
Imagem de divulgação mostra a tela de um iPhone e de um computador Mac trocando informação via IA Claude
Novidade ainda é restrita ao ecossistema Apple (imagem: reprodução/Anthropic)
Resumo
  • Anthropic atualiza ferramentas Claude Cowork e Claude Code com controle remoto de Mac.
  • IA agora pode executar ações no macOS e automatizar tarefas complexas mesmo à distância.
  • Por enquanto, funcionalidade é restrita ao ecossistema Apple e chega em preview para assinantes pagos.

A Anthropic anunciou uma atualização de peso para as ferramentas Claude Cowork e Claude Code. A inteligência artificial da empresa agora consegue assumir o controle de um Mac remotamente para executar tarefas. O recurso permite que a IA aponte, clique, digite e até navegue pela interface do macOS, concluindo tarefas mesmo longe do computador.

A novidade funciona integrada ao Dispatch, outra funcionalidade recente que viabiliza a atribuição de processos entre diferentes aparelhos. Segundo a Anthropic, o sistema funciona da seguinte maneira: um usuário pode solicitar uma tarefa complexa ao Claude pelo aplicativo para iPhone; em seguida, a IA executa os comandos necessários no Mac que ficou em casa ou no escritório.

O modelo foi desenhado para atuar como um assistente. Em uma das demonstrações publicadas no YouTube, a IA recebe a instrução para exportar uma apresentação de vendas no formato PDF e anexá-la a um convite de reunião. A partir daí, o Claude realiza os cliques na interface do sistema de forma independente.

Como o Claude navega pelos aplicativos?

Para interagir com o sistema, o Claude prioriza integrações diretas com ferramentas como Slack ou Google Agenda. Quando essas pontes não existem, a IA passa a interpretar e controlar a tela. Ela rola páginas, clica em botões, abre arquivos e usa o navegador como um humano. O único requisito técnico é que o aplicativo desktop do Claude esteja aberto no macOS.

Apesar do avanço, a desenvolvedora é transparente quanto às atuais limitações. A Anthropic ressalta que o uso de computadores por modelos de IA ainda está em um estágio inicial e a ferramenta pode cometer erros de execução ou necessitar de uma segunda tentativa para finalizar comandos difíceis.

Para reduzir riscos, a IA sempre solicitará o aval do usuário antes de acessar um aplicativo novo ou instalar ferramentas. A companhia também implementou um sistema de verificação automático focado em detectar e neutralizar atividades perigosas. Outra recomendação oficial é evitar expor o recurso a dados sensíveis ou confidenciais, pelo menos neste período inicial.

A novidade já está disponível em formato de pré-visualização (preview) para assinantes dos planos pagos Claude Pro e Claude Max.

Imagem mostra opções de acesso da IA Claude ao sistema Mac
Claude solicita permissão do usuário para acessar novos aplicativos (imagem: reprodução/Anthropic)

Recurso segue tendência do OpenClaw

A nova funcionalidade do Claude segue uma tendência do mercado de agentes autônomos, esbarrando em comparações com o OpenClaw. O projeto de código aberto viralizou no início de 2026 por se conectar a aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram, utilizando um sistema baseado em plugins (“skills”) para automação e gerenciamento de arquivos.

Mas, aqui, há uma diferença no ecossistema. Enquanto o OpenClaw é multiplataforma (suportando macOS, Windows e Linux) e altamente personalizável, a versão da Anthropic aposta em um ambiente mais restritivo e controlado, rodando, até o momento, apenas nos computadores da Apple.

A atualização reforça a lista de melhorias da Anthropic, que também liberou recentemente uma ferramenta oficial de importação de memória. Ela permite transferir históricos de conversas de outras IAs concorrentes, eliminando a necessidade de começar do zero após migrar de serviço.

Claude agora pode controlar seu Mac pelo iPhone

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IA da Anthropic pode receber comandos pelo celular para controlar mouse e teclado e executar tarefas remotamente. Por enquanto, novidade é restrita ao ecossistema Apple.

Galaxy S26 agora tem suporte ao AirDrop da Apple

23 de Março de 2026, 11:25
Galaxy S26 ganha atualização para facilitar a vida de quem usa Android e Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung lançou uma atualização para o Galaxy S26 que adiciona suporte ao AirDrop.
  • A novidade permite transferência direta de arquivos entre dispositivos Android e Apple e encerra uma barreira histórica.
  • Atualização está disponível inicialmente na Coreia do Sul e será expandida para outros países, incluindo o Brasil.

A Samsung começou a distribuir, já nesta segunda-feira (23/03), uma aguardada atualização de software que adiciona suporte nativo ao protocolo AirDrop, da Apple, para smartphones da série Galaxy S26.

A novidade, viabilizada pela integração com o aplicativo Quick Share, permite transferir dados de forma direta entre o ecossistema Android e os dispositivos da Maçã (iPhone, iPad e Mac), resolvendo um gargalo na comunicação sem fio entre as duas principais plataformas do mercado de tecnologia.

Para utilizar a nova ferramenta e enviar arquivos do Galaxy para um iPhone, o usuário precisa primeiro habilitar a função manualmente. O recurso vem desativado de fábrica.

Por enquanto, a atualização chega à Coreia do Sul, mas será expandida gradualmente e também chegará aos dispositivos no Brasil. Neste primeiro momento, a novidade está restrita aos modelos da geração atual: Galaxy S26, Galaxy S26 Plus e Galaxy S26 Ultra.

Como funciona o envio por AirDrop no Galaxy S26?

O procedimento de ativação é rápido. Basta seguir os passos:

  1. Acesse as configurações do seu smartphone;
  2. Toque no menu “Dispositivos conectados”;
  3. Selecione a opção “Quick Share” (ou Compartilhamento Rápido);
  4. Ative a opção que diz “Compartilhar com dispositivos Apple”.
Usuário precisa ativar a ponte com o AirDrop manualmente (imagem: reprodução/Samsung)

Além de acionar o botão nas configurações do aparelho, a integração exige requisitos de software. O celular Android precisa rodar a versão 26.11 (ou superior) do Google Play Services e ter o aplicativo Quick Share devidamente atualizado pela Galaxy Store. As conexões Bluetooth e Wi-Fi de ambos os equipamentos também devem permanecer ativas durante todo o processo.

Na outra ponta da transferência, o proprietário do aparelho da Apple precisa configurar o seu AirDrop para a opção “Todos”. Essa etapa é fundamental para garantir que o dispositivo fique visível na rede, permitindo que o sistema do Google realize o pareamento e inicie o envio dos dados.

O pacote de atualização pesa pouco mais de 700 MB e, como de praxe, também traz as mais recentes correções de estabilidade e segurança para o sistema.

Ecossistema sem barreiras

A movimentação da gigante sul-coreana acompanha uma tendência que já vinha ganhando forma nos bastidores. Desde novembro, o Quick Share do Android é compatível nativamente com o AirDrop. Essa mudança abriu caminho para maior integração entre smartphones do sistema do Google e o ecossistema da Apple.

Na prática, a comunicação direta entre sistemas historicamente isolados elimina de vez a dependência de cabos físicos ou o uso de mensageiros que comprimem a qualidade da mídia. Com a atualização, um usuário pode gravar um projeto em vídeo na resolução 4K utilizando as lentes do Galaxy S26 Ultra e enviar o arquivo pesado diretamente para edição em um MacBook sem perdas.

Essa quebra de paradigma reflete também a crescente pressão governamental sobre as empresas de tecnologia. O fim do isolamento dos ecossistemas atende a exigências recentes impostas por diversos órgãos reguladores. A União Europeia, em especial, tem liderado esse movimento, aprovando leis rigorosas projetadas para impedir que as gigantes do setor prendam os consumidores em plataformas fechadas, forçando a abertura de protocolos proprietários.

Galaxy S26 agora tem suporte ao AirDrop da Apple

S26 Ultra é o maior dos modelos da linha Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

OpenAI planeja superapp para PC com ChatGPT, Codex e Atlas

20 de Março de 2026, 14:42
Ilustração mostra Sam Altman, CEO da OpenAI. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Sam Altman lidera nova fase de integração da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI está desenvolvendo um superaplicativo para desktop que integra o ChatGPT, o navegador Atlas e a plataforma Codex.
  • O projeto busca resolver problemas de fragmentação e compatibilidade, criando um ecossistema multiplataforma.
  • A estratégia é uma resposta à concorrência com a Anthropic e envolve a implementação de agentes autônomos no app.

A OpenAI está desenvolvendo um superaplicativo para computadores que combina o ChatGPT, o navegador Atlas e a plataforma de programação Codex, centralizando o ecossistema da empresa em um único ambiente de trabalho. O objetivo do projeto seria reduzir a fragmentação de serviços e concentrar esforços no mercado corporativo, abandonando a estratégia de manter várias ferramentas independentes.

Segundo informações do The Wall Street Journal, essa pulverização de lançamentos descentralizou as equipes técnicas. Como resultado, alguns desses serviços não alcançaram a tração esperada e geraram gargalos no controle de qualidade da organização.

Como funcionará a integração?

A responsabilidade de liderar o projeto está nas mãos de Fidji Simo, que também coordenará a equipe de vendas do novo software para parceiros corporativos. Oficialmente, a empresa mantém cautela e não comenta o assunto.

A novidade pode resolver um problema de compatibilidade entre sistemas. Atualmente, o Atlas, navegador web com IA integrada, é restrito aos usuários de macOS. Ao fundir essas ferramentas, a OpenAI criaria um ecossistema multiplataforma robusto. A versão móvel do ChatGPT, no entanto, deve continuar operando como um app independente.

O cronograma interno de lançamento prevê uma abordagem em fases. Nos próximos meses, a companhia injetará as novas capacidades autônomas diretamente no Codex, expandindo sua utilidade. Para fortalecer essa infraestrutura, a OpenAI investiu na compra da Astral, desenvolvedora focada em ferramentas para a linguagem Python.

Somente após a consolidação dessa etapa, o ChatGPT e o navegador Atlas serão definitivamente incorporados ao software final.

Por que a OpenAI unificaria seus aplicativos?

Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT será peça central do novo superaplicativo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A decisão nasce de uma necessidade de buscar mais eficiência. Em um memorando interno vazado para a imprensa, a CEO de aplicações da OpenAI, Fidji Simo, explicou que a direção da empresa percebeu que estava “espalhando seus esforços” por muitos aplicativos distintos.

O realinhamento não é uma decisão isolada. Executivos do alto escalão, incluindo o próprio CEO Sam Altman, passaram as últimas semanas revisando todo o portfólio da companhia para definir quais áreas deveriam perder prioridade.

Fidji Simo utilizou o X para confirmar publicamente a mudança de rota, pontuando que as companhias de tecnologia passam por fases de exploração e reorientação.

“Código vermelho” contra a Anthropic

O senso de urgência nos corredores da OpenAI também tem uma motivação comercial: a rápida ascensão da Anthropic. De acordo com o WSJ, o sucesso da rival em atrair desenvolvedores e clientes empresariais fez com que a OpenAI passasse a operar sob “código vermelho”.

A disputa ganha contornos mais competitivos devido à pressão do mercado financeiro. Ambas as startups avaliam a possibilidade de realizar ofertas públicas iniciais (IPO) até o final deste ano, forçando uma corrida para atingir as metas de crescimento de receita apresentadas aos investidores.

Para vencer essa batalha, a grande aposta da OpenAI é a implementação de “agentes” dentro do novo superaplicativo. Na prática, a IA deixaria de ser apenas uma interface reativa de chat e passaria a atuar de forma autônoma no computador do usuário, executando tarefas complexas em segundo plano, desde a análise de dados financeiros até redação e depuração de linhas de código de software.

OpenAI planeja superapp para PC com ChatGPT, Codex e Atlas

Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Stitch agora pode criar interfaces por comandos de voz

20 de Março de 2026, 11:50
Usuários podem solicitar alterações e receber críticas da IA em tempo real (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Stitch agora permite criar interfaces de usuário por comandos de voz com o recurso vibe design.
  • A atualização inclui uma “tela infinita” e novos recursos: Gerenciador de Agentes, DESIGN.md e prototipagem interativa.
  • Após o anúncio do Google, as ações da Figma, principal plataforma de UI/UX, caíram cerca de 8%.

O Google lançou uma grande atualização para o Stitch, sua plataforma de design de inteligência artificial. A empresa introduziu um recurso “vibe design”, função que permite a qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento técnico, criar interfaces de usuário (UI) utilizando apenas comandos de voz e texto.

Segundo o comunicado, o objetivo é transformar a maneira como os softwares são desenvolvidos. A ideia do Google é que o foco deixe de ser o domínio de ferramentas complexas de edição gráfica e passe a ser a comunicação com a máquina.

O que é o vibe design do Google Stitch?

Nova versão usa IA para gerar designs completos (imagem: reprodução/Google)

O vibe design é um formato de criação em que o usuário dita as características e objetivos de uma interface como se estivesse conversando com um assistente virtual — o nome deriva do vibe coding. Segundo o portal XDA, em vez de começar um projeto desenhando botões e menus manualmente, o usuário pode simplesmente explicar o objetivo do software ou até citar exemplos de aplicativos que o inspiram.

O Stitch processa essas informações usando diversos agentes de IA. O grande diferencial desta atualização, no entanto, é o suporte aos comandos de voz. É possível solicitar, por exemplo, que a IA crie três opções de menu diferentes para uma página, ou que mude a tela atual para uma paleta de cores mais escura em tempo real.

Para acomodar essa nova dinâmica de trabalho, a interface do Stitch foi reformulada e agora conta com uma “tela infinita” que abriga rascunhos conceituais até os protótipos finais. Os criadores podem arrastar imagens, blocos de texto e trechos de código para a área de trabalho, e a IA utiliza todo esse material para gerar a interface mais adequada.

Tela infinita agrupa rascunhos e imagens de referência no mesmo espaço (imagem: reprodução/Google)

Para organizar o processo de desenvolvimento, a empresa destaca a chegada de três recursos complementares:

  1. Gerenciador de Agentes, que permite trabalhar em múltiplas ideias de design sem perder o histórico do projeto;
  2. O formato DESIGN.md, um arquivo criado para IA que facilita a importação ou extração de identidades visuais;
  3. E a prototipagem interativa, que traz um botão “Reproduzir” que simula o fluxo do aplicativo.

Após a conclusão da interface, o design pode ser exportado diretamente para ferramentas de programação, como o AI Studio e o Antigravity.

Mercado teme substituição pela IA

Segundo o Business Insider, as ações da Figma — hoje a principal plataforma colaborativa de design de UI e UX do mundo — registraram uma queda de cerca de 8% logo após o anúncio do Google, acumulando mais 5% de retração ao longo da quinta-feira (19/03).

Essa forte reação reflete o receio de investidores de que a IA generativa possa substituir rapidamente os softwares tradicionais e mudar drasticamente a demanda por profissionais de design. Contudo, os principais executivos do setor de tecnologia têm ido a público para tentar acalmar os ânimos.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, declarou recentemente que a ideia de que a IA vai extinguir as empresas de software é “a coisa mais ilógica do mundo”. Sam Altman, CEO da OpenAI, pontuou que a indústria de software não está morta, mas a forma como criamos, desenhamos e consumimos aplicações vai mudar.

Google Stitch agora pode criar interfaces por comandos de voz

IA trouxe benefícios concretos para 81% dos usuários, revela pesquisa da Anthropic

19 de Março de 2026, 16:19
Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Promessa da indústria ainda esbarra no desejo real dos usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Uma pesquisa da Anthropic indicou que 81% dos usuários consideram ter benefícios concretos no uso da IA.
  • O estudo ouviu mais de 80 mil usuários e revelou motivações ocultas, como a busca por mais tempo livre, trabalho gratificante e crescimento pessoal.
  • Frustrações surgiram na tomada de decisões, com 37% dos usuários apontando falta de confiabilidade da IA.

A Anthropic divulgou os resultados do que considera o maior estudo qualitativo sobre inteligência artificial já realizado. Em dezembro, durante uma semana, a empresa colocou o Anthropic Interviewer — uma versão adaptada do seu próprio chatbot, o Claude — para conversar individualmente com 80.508 usuários ativos em 159 países e 70 idiomas.

O objetivo, segundo a empresa, era entender as expectativas, os medos e o impacto real da tecnologia no dia a dia dessas pessoas. Os resultados mostraram que o desejo número um, citado por 19% dos entrevistados, era a excelência profissional.

Quando questionados se a IA já trouxe benefícios concretos, 81% dos participantes responderam que sim. Os ganhos de produtividade lideram (32%), seguidos pela parceria cognitiva (17%).

No entanto, como o formato da pesquisa permitiu perguntas adaptativas, o Claude revelou que a motivação real dos usuários era bem diferente. O interesse em automatizar a redação de e-mails ou planilhas, por exemplo, esconde um desejo de passar mais tempo com a família e recuperar o espaço pessoal engolido pela rotina moderna.

A Anthropic dividiu essas motivações “ocultas” em três frentes:

  1. Cerca de 1/3 quer que a IA libere tempo, dinheiro ou capacidade mental;
  2. 1/4 busca um trabalho mais gratificante;
  3. 1/5 quer usar a ferramenta para crescimento pessoal e aprendizado.

Frustração nas decisões

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
Delegar decisões importantes ainda é um risco (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Os relatos mais impactantes da pesquisa vieram da área de acessibilidade técnica (9%). Uma pessoa com deficiência de fala na Ucrânia, por exemplo, criou um chatbot de conversão de texto em voz com o Claude para conversar com amigos em tempo real. Nos EUA, um trabalhador da construção civil com transtorno de aprendizagem usou a IA para interpretar documentos complexos.

O calcanhar de Aquiles dos resultados está na tomada de decisões: esse foi o único ponto em que as avaliações negativas superaram as positivas. Enquanto 22% elogiaram o julgamento da IA, 37% apontaram a falta de confiabilidade e as famosas alucinações como barreiras.

Advogados foram os que mais relataram frustrações, mostrando que quem depende da ferramenta para decisões de alto risco acaba se decepcionando com frequência, já que a necessidade de checagem humana anula o tempo que seria economizado com o uso de IA.

Outro alerta foi em torno do uso da IA como apoio emocional. Embora seja uma categoria pequena, o caso é sensível: usuários que recorrem ao Claude para lidar com luto ou solidão têm três vezes mais chances de relatar medo de dependência da tecnologia.

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Anthropic vive um bom momento (imagem: divulgação)

Anthropic em alta

O levantamento reflete o momento de expansão da dona do Claude. Dados da plataforma Ramp, divulgados pelo The Register, mostram que 70% das empresas que contratam serviços de IA pela primeira vez agora escolhem a Anthropic.

Esse crescimento também trouxe atritos. No início de março, a empresa se recusou a liberar seus modelos para uso em aplicações militares do Pentágono. Ironicamente, a disputa pública acabou servindo para aumentar ainda mais a visibilidade do Claude.

IA trouxe benefícios concretos para 81% dos usuários, revela pesquisa da Anthropic

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)

Jogadores estão “completamente errados”, diz CEO da Nvidia sobre o DLSS 5

18 de Março de 2026, 12:35
Jensen Huang é CEO da Nvidia (imagem: divulgação)
Resumo
  • CEO da Nvidia, Jensen Huang, defendeu o DLSS 5, afirmando que a tecnologia de IA mantém o controle artístico com os desenvolvedores.
  • O DLSS 5 utiliza IA generativa para criar visuais fotorrealistas em tempo real nos jogos, capturando vetores de cor e movimento e inserindo iluminação.
  • A tecnologia será implementada via Nvidia Streamline, com suporte de desenvolvedoras como Bethesda e Ubisoft.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que os jogadores estão “completamente errados” em relação ao recém-anunciado DLSS 5. A declaração do executivo ocorreu durante uma sessão de perguntas e respostas com a imprensa na conferência GTC 2026.

Huang defendeu a nova tecnologia gráfica da empresa contra queixas de parte da comunidade gamer, que afirma que o uso de inteligência artificial generativa pode padronizar e eliminar a identidade visual dos videogames.

“Estão completamente errados”

Ao Tom’s Hardware, Jensen Huang minimizou o impacto das reações negativas de gamers e entusiastas ao anúncio. “Bem, em primeiro lugar, eles estão completamente errados”, afirmou o CEO.

Huang afirma que há um mal-entendido técnico sobre o funcionamento da tecnologia. Segundo o executivo, o DLSS 5 não opera como um filtro de imagem de smartphone que sobrepõe e ignora a direção de arte original.

“O motivo é que o DLSS 5 combina o controle da geometria, das texturas e de todos os aspectos do jogo com inteligência artificial generativa”, detalhou. “Não é pós-processamento em nível de quadro, é controle generativo em nível de geometria”.

O CEO reforçou que os criadores mantêm controle direto e total sobre o resultado final. Segundo ele, os desenvolvedores podem ajustar os parâmetros da IA para que ela obedeça a estilos variados, seja para criar gráficos no formato de desenho animado ou para simular texturas específicas, como vidro.

A implementação da tecnologia pelas produtoras ocorrerá por meio da plataforma Nvidia Streamline, que já é padronizada na indústria. Gigantes do setor como Bethesda, Capcom e Ubisoft confirmaram suporte ao projeto.

A previsão de lançamento global do DLSS 5 é para a primavera brasileira (entre setembro e dezembro), com integração confirmada em jogos como Starfield, Assassin’s Creed Shadows, Hogwarts Legacy e Resident Evil Requiem.

Durante o evento, Huang classificou a chegada do sistema como o “momento GPT para os gráficos”, sinalizando ambições ainda maiores para o uso da tecnologia em outros setores da indústria no futuro.

Como o DLSS 5 muda os gráficos dos jogos?

O Deep Learning Super Sampling (ou DLSS) é uma tecnologia proprietária da Nvidia conhecida por utilizar IA para aumentar a resolução e a taxa de quadros dos jogos, exigindo menos poder de processamento nativo da placa de vídeo. Desde a primeira versão, lançada em 2019, o mecanismo usa IA. Contudo, o DLSS 5 estabelece uma mudança nessa dinâmica.

Em vez de focar apenas na geração de quadros extras, a nova versão utiliza modelos de IA generativa combinados a dados de gráficos 3D originais para construir visuais fotorrealistas em tempo real.

captura de tela durante uma transição de uma personagem em Hogwarts Legacy com DLSS 5 ligado e desligado
Gamers questionam perda de identidade de jogos com nova ferramenta (imagem: reprodução/Nvidia)

Segundo os detalhes divulgados pela Nvidia, o sistema funciona da seguinte forma:

  • Captura os vetores de cor e movimento de cada quadro gerado pelo jogo;
  • Identifica elementos complexos da cena (como tecidos, fios de cabelo e peles translúcidas);
  • Insere iluminação complexa e materiais avançados com base nessas informações.

Na prática, a IA calcula desde a dispersão da luminosidade sob a pele humana até o reflexo em roupas sob diferentes condições climáticas.

Apesar do salto tecnológico, a recepção pública inicial não foi favorável. Nas redes sociais, parte da comunidade passou a classificar os resultados da ferramenta de forma pejorativa como AI slop (uma espécie de “lixo gerado por IA”).

A principal queixa é de que o DLSS 5 impõe um padrão estético genérico da Nvidia, diluindo o estilo artístico concebido pelos estúdios. A polêmica ganhou força após imagens comparativas mostrarem os rostos modificados de personagens como Grace Ashcroft e Leon Kennedy, do recém-lançado Resident Evil Requiem.

Jogadores estão “completamente errados”, diz CEO da Nvidia sobre o DLSS 5

(imagem: reprodução/Nvidia)

Java 26 chega com otimizações para IA e novas ferramentas

18 de Março de 2026, 11:14
Nova versão faz “faxina” em recursos antigos para melhorar o desempenho (imagem: divulgação)
Resumo
  • Java 26 melhora integração de IA, aumenta segurança e otimiza desempenho com novas interfaces e sistemas de cache.
  • Java Verified Portfolio oferece ferramentas seguras e testadas, simplificando projetos corporativos.
  • JavaFX retorna com suporte estendido, enquanto Helidon é integrado como projeto oficial da comunidade OpenJDK.

A Oracle anunciou o lançamento global do Java 26. A nova versão de uma das linguagens de programação mais populares do mercado chega com o objetivo de simplificar a rotina dos desenvolvedores, aumentando a produtividade e facilitando a integração de recursos de inteligência artificial e criptografia em aplicações comerciais.

Para quem não é da área, vale uma breve explicação (e um aviso: Java não é a mesma coisa que JavaScript). Enquanto o JavaScript foca em dar vida e interatividade aos sites no seu navegador, o Java é a “força bruta” que roda nos bastidores.

Criado na década de 1990, o Java se tornou a espinha dorsal de boa parte do mundo digital moderno. Por conseguir rodar em praticamente qualquer hardware, a linguagem é a base de sistemas críticos em todo o planeta, indo desde o aplicativo do seu banco no celular até sistemas de controle de tráfego. Manter essa tecnologia atualizada é fundamental para garantir que as empresas continuem operando de forma segura.

O que muda com a chegada do Java 26?

Segundo o comunicado da Oracle, o Java 26 traz dez propostas de melhoria (conhecidas tecnicamente como JEPs). Essas atualizações alteram a estrutura da linguagem para torná-la mais rápida, segura e preparada para o boom da IA.

  • Salto em desempenho e IA: a linguagem agora conta com uma nova interface que otimiza o processamento para análises de dados e inferência de IA. Na prática, isso permite que os desenvolvedores extraiam mais poder de processamento sem precisar que as empresas invistam em hardwares mais caros.
  • Inicialização mais rápida: o Java 26 usa novos sistemas de cache e carregamento que fazem com que aplicativos pesados abram muito mais rápido. Além disso, o suporte nativo ao protocolo HTTP/3 reduz o atraso (latência) na troca de informações na internet.
  • Segurança reforçada: o sistema agora alerta automaticamente os desenvolvedores contra modificações acidentais em códigos críticos. A Oracle também facilitou o uso de certificados e adicionou suporte a assinaturas prontas para a era pós-quântica.
  • Faxina no sistema: a empresa removeu definitivamente recursos antigos que já não eram utilizados, como a API Applet, deixando o pacote de instalação mais leve e seguro contra ataques cibernéticos.

De acordo com o vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento de software da agência de inteligência de mercado IDC, Arnal Dayaratna, a evolução contínua da plataforma é vital para o mercado. “Ao estender a funcionalidade do Java com novos recursos e serviços, como IA avançada e recursos de segurança, o Java 26 oferece às organizações um caminho mais rápido para a inovação, preservando a confiabilidade”, afirma o executivo.

Programação (Imagem: Reprodução/PxHere)
Tempo de inicialização de aplicativos pesados também foi reduzido (imagem: reprodução/PxHere)

Novas ferramentas e retorno do JavaFX

A Oracle aproveitou a oportunidade para lançar o Java Verified Portfolio (JVP). Trata-se de um “pacote de confiança” gerenciado pela própria empresa, contendo ferramentas, bibliotecas e estruturas com suporte oficial. O objetivo é reduzir dores de cabeça no meio corporativo, oferecendo um ambiente seguro e testado para a criação de softwares.

“Com a introdução da JVP, os desenvolvedores podem simplificar projetos usando um conjunto confiável de ferramentas”, explicou o vice-presidente sênior da Oracle Java Platform, Georges Saab.

O Java 26 marca também o retorno do JavaFX. Essa tecnologia é bastante utilizada para criar interfaces visuais interativas. O suporte cobrirá as versões mais recentes e também as antigas, estendendo a vida útil do JavaFX no JDK 8 até março de 2028.

Outro destaque do pacote é a inclusão do Helidon, uma estrutura de código aberto leve e voltada para a criação de microsserviços rápidos. A Oracle confirmou que, a partir de agora, as atualizações do Helidon vão andar de mãos dadas com os lançamentos do Java, e que a ferramenta será oferecida como um projeto oficial da comunidade OpenJDK.

Vale ressaltar que o novo portfólio (JVP) será disponibilizado sem custos adicionais para os atuais assinantes do serviço corporativo Java SE e para clientes da nuvem da Oracle (OCI).

Java 26 chega com otimizações para IA e novas ferramentas

Programação (Imagem: Reprodução/PxHere)

Poco X8 Pro chega com bateria maior e versão Homem de Ferro

17 de Março de 2026, 13:27
Nova linha traz visual premium e corpo resistente (imagem: divulgação/Xiaomi)
Resumo
  • Xiaomi anunciou a nova linha Poco X8 Pro com três versões, incluindo modelo Max e edição especial do Homem de Ferro.

  • Os smartphones trazem chips MediaTek Dimensity inéditos, baterias grandes e carregamento rápido de 100 W.

  • Poco X8 Pro já foi homologado pela Anatel, mas ainda não há informação sobre o preço; em marketplaces, ele é encontrado por cerca de R$ 3 mil.

A Poco, marca da Xiaomi, lança globalmente nesta terça-feira (17/03) a nova geração de smartphones da linha X: a série Poco X8 Pro. A família inclui os modelos Poco X8 Pro, Poco X8 Pro Max e uma edição especial temática do Homem de Ferro.

Ainda não se sabe se os três modelos serão oficialmente lançados no Brasil, mas o X8 Pro está homologado na Anatel desde o mês passado. Os preços para o mercado nacional devem ser anunciados em evento marcado para as 20h de hoje.

Os aparelhos trazem hardware avançado, baterias de alta capacidade e design atualizado, em uma tentativa de acirrar a concorrência na categoria. A proposta é reforçar a presença da empresa no segmento de alto desempenho, com foco em público gamer e usuários mais exigentes.

Desempenho e resfriamento líquido

O Poco X8 Pro Max marca a estreia global do processador Dimensity 9500s, da MediaTek. Fabricado no processo de 3 nanômetros, o chip atinge até 3,73 GHz. Segundo a fabricante, o hardware garante mais de 3 milhões de pontos em testes de benchmark no AnTuTu.

O modelo padrão, Poco X8 Pro, é equipado com o também inédito Dimensity 8500-Ultra, que promete um salto de 25% no desempenho gráfico em comparação à geração passada, além de maior eficiência energética.

Ambas as versões oferecem suporte a ray tracing via hardware para entregar iluminação mais realista em jogos compatíveis. Para controlar a temperatura durante o uso intenso, os dispositivos utilizam sistemas de resfriamento líquido.

Maior bateria e recarga de 100 W

Bateria do Poco X8 Pro Max promete até dois dias longe da tomada (imagem: divulgação/Xiaomi)

A nova linha se destaca em autonomia. O Poco X8 Pro Max é equipado com a maior bateria da história da marca, com 8.500 mAh e promessa de até dois dias de uso com uma única carga. A célula de energia foi projetada para manter mais de 80% da saúde mesmo após 1.600 ciclos, garantindo maior longevidade. Já o Poco X8 Pro traz uma bateria de silício-carbono de 6.500 mAh.

Toda a linha suporta carregamento rápido HyperCharge de 100 W e carregamento reverso de 27 W, permitindo que o celular funcione como um power bank para recarregar outros eletrônicos.

Telas mais brilhantes e RGB

Os dois aparelhos contam com painéis com picos de brilho de até 3.500 nits, garantindo ótima visibilidade em ambientes externos. O Poco X8 Pro, com tela de 6,59 polegadas, apresenta um ganho adicional de 20% em eficiência luminosa em relação à geração anterior.

A versão Max traz um painel de 6,83 polegadas, mas ambos suportam escurecimento PWM de 3.840 Hz para maior conforto ocular, além de áudio estéreo com Dolby Atmos.

No design, os novos smartphones se destacam pelas bordas ultrafinas. A fabricante também incluiu iluminação RGB dinâmica na traseira, que reage a notificações, jogos, música e uso da câmera. A durabilidade é reforçada com vidro Corning Gorilla Glass 7i e certificações IP66, IP68, IP69 e IP69K contra água e poeira.

Câmeras e conectividade

O conjunto fotográfico traz melhorias em IA, câmeras principais de 50 MP — com o sensor Light Fusion 600 no modelo Max e o Sony IMX882 no Poco X8 Pro — e lentes frontais de 20 MP. Rodando o Xiaomi HyperOS 3, os aparelhos contam com o recurso HyperIsland, que amplia as interações em tempo real no topo da tela.

A linha também traz integração com o Google Gemini e a ferramenta Circle to Search. Outro diferencial é a comunicação offline, que permite chamadas de voz a curtas distâncias mesmo sem rede de operadora. A versão Pro Max também suporta eSIM.

Edição especial de Homem de Ferro

Estendendo a parceria com a Marvel, a empresa revelou ainda o Poco X8 Pro – Edição Homem de Ferro. O aparelho traz design exclusivo em preto com detalhes dourados, com uma interface de sistema totalmente personalizada para os fãs da franquia.

Edição especial da Marvel chega em versão única (imagem: divulgação/Xiaomi)

Qual é a expectativa de preço?

No mercado internacional, o Poco X8 Pro começa a ser vendido por US$ 299 (cerca de R$ 1.564, em conversão direta) na versão de 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento. O Poco X8 Pro Max tem preço inicial de US$ 429 (aproximadamente R$ 2.236).

Já a versão do Homem de Ferro, ainda sem preço revelado, será comercializada apenas na configuração de 12 GB de RAM e 512 GB de espaço interno.

Alguns varejistas e marketplaces já começam a listar os aparelhos por importação. Nesses canais, o Poco X8 Pro aparece perto da faixa dos R$ 3 mil, enquanto a versão Max é encontrada por mais de R$ 4 mil.

Poco X8 Pro chega com bateria maior e versão Homem de Ferro

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Novo smartphone da subsidiária da Xiaomi tem bateria de 6.500 mAh. Modelos apostam em chips inéditos da MediaTek, ferramentas de inteligência artificial e construção robusta.

Bug no Windows 11 bloqueia acesso ao disco C: em notebooks da Samsung

16 de Março de 2026, 13:07
Tela exibindo o Windows 11 25H2
Usuários de notebooks Samsung relatam erro que bloqueia acesso ao disco C: (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Um bug em notebooks Samsung tem bloqueado o acesso ao disco C:, afetando principalmente modelos Galaxy Book 4 com Windows 11.
  • Aparentemente, a falha está ligada ao app Samsung Galaxy Connect, e não a uma atualização do Windows.
  • Modelos afetados incluem NP750XGJ, NP750XGL, NP754XGJ, NP754XFG, NP754XGK, DM500SGA, DM500TDA, DM500TGA, DM501SGA.

Usuários de notebooks da Samsung têm relatado um bug que bloqueia completamente o acesso ao Disco Local (C:) no Windows 11. O problema é que essa é a unidade principal do sistema.

Segundo os relatos, o erro exibe a mensagem “C:\ não é acessível – Acesso negado”, impedindo a leitura e a gravação de arquivos essenciais nas máquinas afetadas.

Inicialmente, comunidades no Reddit e nos fóruns da Microsoft indicaram que a atualização KB5077181, liberada pela Microsoft no tradicional Patch Tuesday, poderia ser a causa. No entanto, outras investigações rastrearam a falha até um aplicativo pré-instalado nos computadores da marca sul-coreana, isentando o pacote de segurança do sistema operacional.

Por que o bug bloqueia o disco C: em PCs Samsung?

Tudo indica que o bloqueio da unidade não é causado por uma falha nativa do Windows 11. A Microsoft, na verdade, afirma que a causa do problema está no Samsung Galaxy Connect, app pré-instalado em alguns computadores da marca.

Quando o erro se manifesta, o sistema perde subitamente a permissão para acessar o diretório raiz do disco C:. Isso compromete o funcionamento de diversos aplicativos e serviços em segundo plano que dependem da leitura de dados no armazenamento principal para operar.

Na prática, o bloqueio gera um efeito cascata no uso diário do computador. Sem acesso ao diretório raiz, o usuário fica impossibilitado de instalar novos programas, salvar documentos na partição principal ou executar tarefas rotineiras. Como muitos softwares criam arquivos temporários ou de configuração na unidade principal durante o uso, a falta de privilégios resulta em travamentos repentinos.

Galaxy Book 4 Edge rodando o Paint com a ferramenta de IA CoCreator
Notebooks da linha Galaxy Book 4 têm apresentado o bug (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O bug parece ser o resultado de uma implementação incorreta da Lista de Controle de Acesso Discricionário (DACL). Esse é um recurso de segurança vital do Windows que define com precisão quais usuários, grupos ou programas têm permissão para ler, gravar ou modificar determinados arquivos e pastas.

Se essa hipótese for confirmada, o erro teria ocorrido durante a configuração da imagem do sistema operacional — um processo de preparação feito pela própria Samsung antes de os computadores chegarem às lojas.

Alguma solução?

De acordo com os relatos no Reddit, as ferramentas convencionais de reparo do Windows não estão sendo suficientes para contornar o bloqueio. A única solução eficaz seria o uso do utilitário de linha de comando Diskpart, inserindo o comando list disk no terminal (CMD) e, depois, executando o comando clean no disco afetado.

Mas, atenção: não é uma medida oficial e se trata de um método destrutivo. Ao executar o comando “clean”, a tabela de partição é removida e todos os dados do SSD/HD são apagados, permitindo apenas uma instalação limpa do sistema do zero.

O Tecnoblog entrou em contato com a Samsung, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

Quais são os modelos afetados?

Os relatórios de falha concentram-se principalmente nos notebooks da linha Galaxy Book 4, embora alguns computadores de mesa da Samsung também figurem na lista oficial de dispositivos impactados.

Os modelos específicos que apresentam o bloqueio de disco incluem os seguintes códigos:

  • NP750XGJ
  • NP750XGL
  • NP754XGJ
  • NP754XFG
  • NP754XGK
  • DM500SGA
  • DM500TDA
  • DM500TGA
  • DM501SGA

Todos esses equipamentos rodam as versões mais recentes do sistema da Microsoft (24H2 e 25H2). Para conter o avanço do problema, a Microsoft removeu temporariamente o aplicativo Samsung Galaxy Connect da Microsoft Store.

Bug no Windows 11 bloqueia acesso ao disco C: em notebooks da Samsung

Galaxy Book 4 Edge rodando o Paint com a ferramenta de IA CoCreator (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Aether OS quer transformar seu navegador em um PC completo

16 de Março de 2026, 11:19
Interface traz visual cyberpunk e se conecta à conta do Bluesky (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Resumo
  • Aether OS é um sistema operacional experimental que funciona 100% online e oferece 42 aplicativos.
  • Ele usa o Protocolo AT, a mesma arquitetura descentralizada da rede Bluesky.
  • No entanto, o sistema não oferece privacidade, pois não utiliza criptografia, e os dados são públicos.

O Aether OS é um projeto experimental que chama a atenção: ele permite executar um ambiente de trabalho completo direto no navegador, ou quase isso. Desenvolvido com integração nativa ao Protocolo AT — a mesma arquitetura descentralizada que sustenta a rede social Bluesky —, a plataforma dispensa qualquer tipo de instalação local.

Ela opera 100% online e entrega um pacote com 42 aplicativos. Entre as ferramentas disponíveis, o usuário encontra softwares de edição de texto e gerenciadores de tarefas e até programas voltados para a criação multimídia. É possível compor músicas em 8 bits (chiptunes), acessar uma estação de trabalho de áudio digital (DAW) completa e até um editor de vídeo.

Toda a interface do sistema adota uma estética cyberpunk que remete à franquia de filmes Matrix. A navegação ocorre por meio de elementos gráficos sobre fundos escuros e o acesso à plataforma é simples, mas requer que o usuário vincule uma conta ativa do Bluesky, conectando a área de trabalho aos registros públicos da rede.

Na primeira página, o site solicita um identificador, que é o seu handle do Bluesky. Depois, basta confirmar com a senha da rede e acessar a plataforma.

Aether OS ainda está em fase experimental (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Protocolo AT sustenta a plataforma

Para compreender a engenharia por trás do Aether OS, é preciso entender a sua base tecnológica. O Protocolo AT (ou Authenticated Transfer Protocol) é uma rede descentralizada de código aberto criada para sustentar grandes aplicativos sociais. Diferente das plataformas tradicionais, como o X/Twitter — em que uma única grande empresa controla os servidores e retém os dados —, o Protocolo AT permite que vários servidores independentes se conectem e funcionem juntos, formando uma rede unificada.

Essa estrutura faz com que diferentes redes e plataformas conversem de forma transparente. A grande importância dessa arquitetura é a portabilidade e soberania dos dados. Caso decida migrar para outro aplicativo construído sob o mesmo padrão, o usuário pode levar toda a sua rede de contatos, seguidores e até o histórico de publicações.

O Protocolo AT também entrega liberdade algorítmica, permitindo instalar feeds de terceiros para escolher como o conteúdo será filtrado. Um ambiente complexo como o Aether OS mostra como essa infraestrutura descentralizada tem capacidade técnica de ir além de postagens de texto, suportando a troca de arquivos e a execução de softwares em nuvem.

Ok. É funcional?

Sistema conta com 42 aplicativos nativos e não exige instalação (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Apesar do visual diferentão, o uso diário do Aether OS é inviável. Como indicou o The Verge, o sistema encontra-se em fase alfa, ou seja, ainda é altamente experimental. A plataforma sofre com instabilidades durante a execução das tarefas e não possui documentação de suporte estruturada. Se o navegador travar durante a edição de um texto ou se um arquivo não salvar, o usuário estará por conta própria, sem qualquer tipo de assistência oficial.

O principal ponto de alerta, no entanto, é a ausência total de privacidade. O Aether OS não implementa nenhum tipo de criptografia ou gerenciamento de permissões de acesso aos arquivos. Como o sistema grava as informações nos registros públicos do Protocolo AT, qualquer documento, planilha ou arquivo salvo na área de trabalho virtual é publicado de maneira aberta na internet.

Qualquer pessoa com conhecimento básico sobre a rede do protocolo pode visualizar e acessar os dados gerados na plataforma. Por essas razões, o Aether OS deve ser encarado, atualmente, como uma prova de conceito — e só.

Aether OS quer transformar seu navegador em um PC completo

Interface traz visual cyberpunk e se conecta à conta do Bluesky (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Aether OS ainda está em fase experimental (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Sistema conta com 42 aplicativos nativos e não exige instalação (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Meta adia lançamento de nova IA após testes decepcionantes

13 de Março de 2026, 12:48
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Projeto Avocado é aposta da Meta para rivalizar com Google e OpenAI (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta adiou o lançamento do modelo de IA Avocado para maio após testes decepcionantes.
  • Segundo o New York Times, o Avocado superou o Llama 4, da própria empresa, mas ficou atrás do Gemini 3 do Google.
  • O projeto Avocado deve marcar uma mudança estratégica da Meta, que avalia abandonar o open source e adotar modelo fechado e pago.

A Meta decidiu adiar o lançamento de seu novo modelo de inteligência artificial, desenvolvido sob o codinome Avocado. A novidade estava prevista para este mês, mas deve chegar apenas em maio. A mudança de cronograma aconteceu após avaliações internas: a tecnologia registrou resultados de desempenho inferiores aos principais concorrentes do setor.

As informações foram reveladas pelo jornal The New York Times. Segundo fontes familiarizadas com o projeto, nos testes de raciocínio, programação e redação, o Avocado conseguiu superar o Llama 4 — a versão anterior da própria Meta — e o modelo Gemini 2.5, lançado pelo Google em março do ano passado. No entanto, o sistema ficou atrás do mais recente Gemini 3.

Essa defasagem técnica acendeu um alerta e levou os líderes da divisão de IA da Meta a discutirem até o licenciamento temporário do próprio Gemini para alimentar os produtos da companhia, ganhando tempo até que o Avocado atinja o nível esperado. Uma decisão oficial, no entanto, ainda não foi tomada.

A frustração com os prazos contrasta com as expectativas do CEO Mark Zuckerberg. Em 2025, ele afirmou que os novos modelos da empresa iriam revolucionar o setor de tecnologia. Para alcançar esse objetivo, a Meta estruturou um orçamento agressivo: até US$ 135 bilhões em 2026, quase o dobro dos US$ 72 bilhões aplicados em IA no ano passado.

Avocado não será um modelo de código aberto

Historicamente, a Meta tem sido defensora do open source (código aberto), argumentando que disponibilizar a base dos sistemas para desenvolvedores externos acelera a evolução do mercado. No entanto, o cenário está mudando: a companhia estuda abandonar sua tradição para adotar um formato fechado e pago.

De acordo com fontes ouvidas pelo NYT, Zuckerberg demonstra preferência por manter o código do Avocado restrito. Essa mudança de postura alinharia a Meta à estratégia de rivais como a OpenAI e a Anthropic, que justificam o modelo fechado como essencial para evitar riscos de segurança envolvendo o mau uso da tecnologia.

A alteração também responderia à pressão financeira, já que o treinamento de IA envolve grandes custos operacionais.

Bastidores conturbados

Para evitar tropeços enfrentados com o Llama 4 no passado, a Meta investiu US$ 14,3 bilhões na startup Scale AI em junho de 2025 e nomeou o então diretor executivo da empresa, Alexandr Wang, como o novo líder global de IA. Wang foi responsável por montar um laboratório de elite dentro da companhia, o TBD Lab (abreviação de To Be Determined).

Com cerca de 100 funcionários, a equipe do TBD Lab concluiu a fase de pré-treinamento do Avocado no final do ano passado e iniciou o pós-treinamento em janeiro, quando fixou a meta de lançamento para meados de março.

O laboratório também trabalha no projeto Mango (focado em imagens e vídeos) e já lançou o Vibes, um gerador de vídeos com IA nos moldes do Sora, da OpenAI.

Contudo, o atraso no cronograma do Avocado expôs tensões. O Times relata que o laboratório enfrenta alta rotatividade de pesquisadores por discordâncias sobre como os novos modelos deveriam ser aplicados para otimizar os lucros com publicidade.

Meta adia lançamento de nova IA após testes decepcionantes

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple reduz taxas da App Store na China após pressão de reguladores

13 de Março de 2026, 10:13
Marca da Apple
Desenvolvedores independentes ganham fôlego financeiro com a nova política (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple reduzirá a comissão da App Store na China de 30% para 25% a partir de 15 de março, após pressão regulatória.
  • Desenvolvedores no Programa de Pequenas Empresas da App Store também terão a taxa reduzida de 15% para 12%.
  • A decisão visa evitar investigações antitruste na China, um mercado que representa 17% da receita global da dona do iPhone.

A Apple vai reduzir as taxas cobradas de desenvolvedores na App Store da China. Em comunicado, a dona do iPhone confirmou que, a partir de domingo (15/03), a comissão padrão sobre a compra de apps e transações no ecossistema do iOS e iPadOS vai cair dos atuais 30% para 25%.

A decisão acontece após discussões com órgãos reguladores chineses, em uma tentativa clara da empresa de evitar a abertura de uma investigação antitruste no país asiático.

Essa mudança não beneficia apenas as grandes desenvolvedoras. Em nota, a empresa afirma que desenvolvedores qualificados no Programa de Pequenas Empresas da App Store e parceiros de miniaplicativos também terão um alívio: a taxa cai de 15% para 12%.

Por que a Apple decidiu reduzir as taxas na China?

A redução é uma resposta direta à crescente pressão do governo chinês. Em fevereiro, a CNBC relatou que a China estudava abrir uma investigação formal contra a dona do iPhone, focada justamente nas políticas restritivas e altos valores retidos pela App Store. O simples rumor gerou instabilidade no mercado e impactou negativamente o valor das ações da companhia.

Segundo o The Verge, a Maçã preferiu ceder e flexibilizar seu modelo de negócios a encarar uma briga jurídica prolongada. Do ponto de vista estratégico, a decisão faz sentido, já que a China figura como um dos mercados vitais para a empresa de Cupertino, respondendo atualmente por cerca de 17% de toda a sua receita global.

No comunicado, a Apple também justificou a alteração dizendo que quer manter o iOS e o iPadOS como uma “excelente oportunidade de negócios” na região. A empresa reforçou o compromisso com termos justos e transparentes, garantindo que as taxas na China não sejam maiores do que as praticadas em outros mercados.

Apple cede às pressões mais uma vez

O corte tem efeito imediato no bolso de estúdios de jogos, criadores independentes e empresas de serviços digitais que dependem da infraestrutura da Apple. Na prática, a medida aumenta a margem de lucro local retida pelos desenvolvedores em cada transação, o que pode impulsionar ainda mais o ecossistema de criação de software no país.

Ceder às pressões regulatórias, no entanto, não é novidade na estratégia recente da Apple. A empresa já foi forçada a fazer mudanças parecidas na União Europeia por conta da Lei dos Mercados Digitais (DMA). Por lá, a gigante da tecnologia precisou liberar a instalação de lojas de aplicativos de terceiros e autorizar o uso de métodos de pagamento alternativos para acalmar os reguladores e evitar multas bilionárias.

Apple reduz taxas da App Store na China após pressão de reguladores

Apple (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI deve levar o Sora ao ChatGPT

12 de Março de 2026, 15:49
Imagem mostra o logotipo do Sora, da OpenAI
Sora pode gerar vídeos hiper-realistas a partir de descrições em texto (imagem: divulgação)
Resumo
  • OpenAI se prepara para integrar o gerador de vídeos Sora ao ChatGPT.
  • A integração deve permitir criar vídeos durante bate-papos em texto, sem abrir outras janelas.
  • Segundo o The Information, a ação ocorre em meio a desafios financeiros e aumento de desinstalações do ChatGPT.

A OpenAI se prepara para integrar o gerador de vídeos Sora à interface principal do ChatGPT. Segundo o site The Information, a integração deve ser disponibilizada em breve e chega em um momento delicado para a empresa, que tenta frear uma recente onda de desinstalações do chatbot nos Estados Unidos.

Desde o seu lançamento, em setembro de 2025, o Sora funciona de forma isolada, restrito ao site próprio e aplicativo independente. Essa separação fez com que a ferramenta de vídeo não atingisse a mesma popularidade que o ChatGPT conquistou nos últimos anos. A OpenAI aposta que essa facilidade incentive sua base de usuários de texto a criar mais conteúdo audiovisual.

Como o Sora vai funcionar dentro do ChatGPT?

A integração permitirá criar ou editar um vídeo durante um bate-papo em texto com a inteligência artificial, sem a necessidade de abrir outras janelas ou abas no navegador. O processo responderá aos comandos de texto de forma muito semelhante aos recursos de geração de imagens incluídos no chatbot no ano passado.

No entanto, se, por um lado, a unificação atrai engajamento e facilita o acesso à tecnologia, por outro, especialistas em segurança digital soam o alarme para os riscos na moderação de conteúdo. Como lembra o The Verge, tornar o Sora amplamente acessível na principal plataforma da empresa pode impulsionar uma nova onda de deepfakes.

Alerta para violação de direitos

O histórico recente da ferramenta ilustra o problema. Desde que o aplicativo independente do Sora foi lançado, usuários conseguiram gerar vídeos realistas envolvendo figuras históricas, além de criar materiais que violam direitos autorais.

Ao expor o gerador de vídeos a milhões de pessoas no ChatGPT, a probabilidade de que os usuários descubram novas formas de contornar as travas de segurança da OpenAI aumenta.

Uma tática comum e já batida é o ajuste dos comandos de texto para confundir a IA. Outro grande desafio para a desenvolvedora será impedir que as pessoas encontrem brechas para remover a marca d’água obrigatória, recurso essencial que identifica o conteúdo como gerado por inteligência artificial.

Tela do ChatGPT
Facilidade de gerar vídeos de alta qualidade pelo ChatGPT preocupa (imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)

Polêmica com o Claude

A urgência em levar o Sora para o ChatGPT acontece em um cenário de intensa disputa no mercado de IA. Nas últimas semanas, o aplicativo do ChatGPT registrou um aumento atípico de desinstalações nos EUA. Em paralelo, o Claude, modelo de linguagem desenvolvido pela rival Anthropic, experimentou um salto significativo de popularidade.

Essa migração de usuários tem uma motivação: a Anthropic ganhou forte apoio do público norte-americano após se recusar a cumprir uma ordem do Pentágono, que exigia a liberação do Claude para uso em sistemas de vigilância e desenvolvimento de armas pelos militares dos EUA. A OpenAI, no entanto, tomou o caminho oposto e concordou com os termos.

Apesar do potencial atrativo do Sora, a operação também traz desafios financeiros. A reportagem do The Information destaca que a geração de vídeos exige um poder computacional muito superior ao processamento de texto, o que deve aumentar drasticamente os custos operacionais da empresa.

OpenAI deve levar o Sora ao ChatGPT

(Imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)

Google Maps vai responder suas perguntas com o Gemini

12 de Março de 2026, 12:22
iPhone mostrando Google Maps
Gemini no Google Maps vai te ajudar em perguntas específicas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Maps integrou o Gemini para permitir perguntas em linguagem natural e introduziu uma interface de rotas em 3D.
  • O novo recurso Ask Maps processa consultas específicas, utilizando dados de mais de 300 milhões de estabelecimentos e 500 milhões de avaliações da comunidade.
  • Por enquanto, as atualizações estarão disponíveis para dispositivos móveis nos EUA e na Índia.

O Google anunciou nesta quinta-feira (12/03) mais integração do Gemini com o Google Maps. A atualização, liberada primeiro para dispositivos móveis nos Estados Unidos e na Índia, introduz a capacidade de conversar com o aplicativo para tirar dúvidas, além de trazer uma interface de rotas totalmente redesenhada em 3D.

A principal novidade é o recurso Ask Maps (Pergunte ao Maps, em tradução livre). Ele funciona como um assistente integrado capaz de processar consultas em linguagem natural.

Interação com perguntas mais específicas

Em vez de buscar por categorias genéricas, como “restaurantes” ou “shoppings”, o usuário agora pode fazer perguntas muito mais específicas. A empresa cita alguns exemplos práticos: você pode solicitar que encontre um local para carregar o celular sem ter que pegar fila, ou até mesmo buscar por um banheiro público que mantenha um bom padrão de higiene.

Em comunicado, a vice-presidente e gerente-geral do Google Maps, Miriam Daniel, afirma que a ferramenta cruza informações de mais de 300 milhões de estabelecimentos e analisa o banco de dados de avaliações da comunidade, que hoje conta com mais de 500 milhões de colaboradores.

Na prática, o sistema consegue interpretar até planos completos. O gerente de produto do Google, Andrew Duchi, citou um exemplo: agora será possível pedir ao app para encontrar um restaurante vegetariano com mesa para quatro pessoas às 19h, localizado entre o meu trabalho e a casa de amigos.

Google diz que essa é a maior atualização do Maps em mais de uma década (imagem: reprodução/Google)

As respostas do Gemini se baseiam estritamente nos dados do Maps e da Busca, sem bisbilhotar informações de outros serviços do Google, como o Gmail. Para personalizar os resultados, a IA utiliza o histórico de locais salvos e as pesquisas passadas do usuário. Se você gostar da sugestão, dá para reservar a mesa ali mesmo, na própria interface do mapa.

Sobre a possibilidade de empresas pagarem para aparecer nessas respostas geradas por IA, Duchi evitou comentar planos de monetização a longo prazo com o The Verge. No entanto, ele garantiu que, neste formato de lançamento, os anúncios pagos não afetam as recomendações orgânicas.

Rotas com visual realista

A segunda grande mudança foca em quem está ao volante. Batizada de “Navegação Imersiva”, o Google classifica a novidade como a maior alteração no sistema de rotas do aplicativo em mais de uma década. A interface tradicional dá lugar a uma representação em 3D que espelha o ambiente real, renderizando edifícios, viadutos, topografia do terreno e até a arborização.

O sistema utiliza o Gemini para processar imagens aéreas e do Street View, destacando os mínimos detalhes da via. O mapa passa a exibir a posição exata de faixas de pedestres, semáforos e placas de pare, por exemplo. A câmera também ajusta o zoom dinamicamente conforme o motorista se aproxima de cruzamentos.

As instruções por voz também ficaram mais naturais. Em vez de apenas informar a distância em metros, o app utiliza marcações visuais, orientando o motorista a “passar esta saída e pegar a próxima”.

O motorista também passa a ter acesso ao raciocínio lógico do algoritmo: o Maps agora explica abertamente as vantagens e desvantagens de rotas alternativas — comparando um caminho mais longo, sem engarrafamento, com uma rota mais rápida com pedágio. Ao chegar, a ferramenta indica o lado correto da rua para estacionar e aponta a entrada exata do destino.

Quando chega para todos?

De acordo com o Google, o recurso Ask Maps começa a ser distribuído nesta semana para usuários de Android e iOS nos EUA e na Índia. Uma versão para computadores está prevista para um futuro próximo.

Já a Navegação Imersiva começa a dar as caras no território norte-americano na próxima semana, com expansão para outras regiões logo a seguir, mas ainda sem data definida. A funcionalidade será compatível com smartphones, Apple CarPlay, Android Auto e veículos com o sistema do Google integrado.

Google Maps vai responder suas perguntas com o Gemini

Falha no Google Maps apaga dados de usuários de modo irreversível (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

iPhone dobrável pode ter interface de iPad e reviver Touch ID

12 de Março de 2026, 11:18
iPad Mini 6 (2021) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Rumor indica que primeiro dobrável da Apple focará em multitarefa (foto: Darlan Helder/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple pode lançar seu iPhone dobrável até o fim de 2026, com uma interface semelhante à do iPad e Touch ID integrado ao botão lateral.
  • O design incluiria uma tela interna widescreen semelhante ao iPad mini e uma externa compacta, segundo os rumores.
  • A durabilidade dos painéis flexíveis seria um dos focos para competir no setor, com tecnologia para reduzir vincos e reforçar a dobradiça.

Já parece quase certo que a Apple trabalha em um iPhone dobrável. Agora, novas informações do jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, indicam que o primeiro modelo pode chegar até o fim de 2026, com uma interface mais próxima da usada no iPad para facilitar o multitarefa e competir nesse segmento.

A chegada do iPhone Fold aconteceria sete anos após a sul-coreana Samsung apresentar a primeira geração da linha Galaxy Fold. Para compensar a entrada tardia na categoria, a Apple teria concentrado seus esforços na otimização do software para telas maiores e correção de falhas estruturais.

Como seria a interface do iPhone dobrável?

Os rumores indicam um novo smartphone da Apple com uma tela interna de tamanho próximo ao de um iPad mini antigo, adotando um formato widescreen quando aberto.

Esse design se distanciaria das proporções mais estreitas adotadas no recente Galaxy Z Fold 7, aproximando-se mais do visual e usabilidade do Google Pixel Fold original. A tela externa possuiria dimensões equivalentes às de um iPhone de tamanho compacto.

Apesar da semelhança visual com os tablets da companhia, o aparelho executaria a versão padrão do iOS, e não o sistema iPadOS. Na prática, o dispositivo não suportaria, por exemplo, o sistema de múltiplas janelas simultâneas presente no recente iPadOS 26.

Por outro lado, a Apple estaria reformulando seus principais programas nativos do iOS para incluir barras laterais na borda esquerda da tela, aproveitando o espaço do painel expandido. O sistema também permitiria a exibição de dois aplicativos lado a lado. Segundo Gurman, os desenvolvedores ganhariam ferramentas para adaptar aplicativos de iPhone à nova interface no modo paisagem.

iPhone Fold pode ter tela de proporções semelhantes às de um iPad mini (imagem: divulgação/Apple)

Touch ID de volta

Uma das alterações mais significativas de hardware seria a remoção do Face ID. O painel frontal do iPhone dobrável seria fino demais — a espessura lembraria dois “iPhone Air” unidos — para acomodar o complexo conjunto de sensores exigidos para o reconhecimento facial.

A solução da Apple, segundo Gurman, seria integrar o Touch ID ao botão lateral de energia. Esta mudança marcaria o primeiro lançamento de um iPhone com biometria digital desde o iPhone SE de terceira geração, lançado em 2022.

A tela externa também exibiria novidades. O clássico entalhe em formato de pílula daria lugar a um pequeno recorte circular para a câmera frontal, o conhecido “furo na tela”. Mesmo com essa alteração física, o software manteria a interface Dynamic Island ativa para a visualização de alertas do sistema e atividades em segundo plano.

Vale notar que esse mesmo design com furo na tela deve chegar a uma versão com tela touch do MacBook Pro ainda este ano.

Para o display interno principal, a empresa teria testado tecnologias de câmeras ocultas sob a tela. No entanto, a ideia teria sido descartada devido à baixa qualidade fotográfica. A traseira do smartphone, por sua vez, acomodaria duas câmeras, oferecendo um sensor a menos que as lentes triplas da linha Pro.

Durabilidade e preço alto

A durabilidade dos painéis flexíveis teria sido um dos principais empecilhos do projeto. A fabricante teria avaliado que os vincos na área de dobra são a maior deficiência dos dobráveis atuais.

Para contornar o problema, a Apple teria optado por uma tecnologia inédita que reduz a marca central de forma considerável. O esforço da engenharia também envolveria reforçar o mecanismo de dobradiça para aumentar o limite de aberturas e fechamentos antes de apresentar falhas.

Mesmo com um conjunto de câmeras mais modesto, o preço de lançamento do aparelho poderia ficar na casa dos US$ 2.000 (cerca de R$ 10,4 mil em conversão direta, sem impostos). Ou seja, se o produto realmente chegar ao mercado, não deve ser barato.

iPhone dobrável pode ter interface de iPad e reviver Touch ID

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Rumores indicam que a Apple prepara um iPhone dobrável com tela interna nos moldes do iPad mini. Modelo pode trazer leitor de digital de volta.

iPad Mini 6 (2021) (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Apple Music vai rodar dentro do feed do TikTok

11 de Março de 2026, 14:41
Interface nativa do Apple Music dentro do TikTok (imagem: reprodução/TikTok)
Resumo
  • TikTok vai permitir que assinantes do Apple Music ouçam músicas inteiras dentro do aplicativo.
  • A novidade integra o catálogo do streaming de música à plataforma de vídeos curtos, e dependerá de uma assinatura ativa do Apple Music.
  • Recurso usa a API MusicKit da Apple, garantindo que as reproduções contem como streams oficiais.

Apple e TikTok anunciaram, nesta quarta-feira (11/03), uma parceria global que integra o catálogo do Apple Music ao aplicativo de vídeos curtos. Nas próximas semanas, os assinantes da plataforma de áudio da Maçã poderão escutar músicas na íntegra e até participar de audições coletivas sem precisar fechar a rede social.

A iniciativa procura simplificar a descoberta de uma faixa viral e incentivar o consumo de obras completas. Segundo as plataformas, a integração também deve garantir a remuneração de artistas e detentores de direitos autorais. O recurso depende de uma assinatura ativa do Apple Music para funcionar.

Como funciona o novo recurso do TikTok?

A novidade se chama “Reproduzir Música Completa” (ou Play Full Song, em inglês). De acordo com informações divulgadas pelo TikTok, os usuários que encontrarem uma música de seu interesse na aba Para Você ou na página de detalhes do áudio visualizarão um novo botão dedicado.

Ao tocar nessa opção, a interface exibirá um player nativo do Apple Music sobreposto à navegação do TikTok. Nele, o assinante pode escutar a gravação original do começo ao fim. A integração também permite salvar as faixas nas bibliotecas e playlists pessoais do Apple Music, criando um histórico de fácil acesso. Quando a reprodução principal termina, o algoritmo da Apple entra em ação para sugerir outras faixas semelhantes.

Vale mencionar que a infraestrutura dessa ferramenta foi construída utilizando o MusicKit, a API oficial da Apple. Na prática, quando um usuário aperta o play na música dentro do TikTok, o sistema processa a ação como se a faixa estivesse tocando no aplicativo dedicado do Apple Music. Dessa forma, a reprodução contabiliza streams oficiais, e os artistas recebem os royalties devidos.

O pacote de atualizações inclui ainda o Listening Party. A ferramenta cria um ambiente virtual compartilhado no qual diversos usuários do TikTok podem ouvir a mesma música. O objetivo é estreitar os laços entre os criadores e o público. Durante essas sessões de escuta, os fãs podem interagir entre si em tempo real pelos comentários. Em eventos de lançamento específicos, os próprios artistas poderão participar da sala para conversar com os ouvintes.

Como apagar uma playlist do Apple Music / Foto de Andrea Piacquadio no Pexels
Listening Party cria salas virtuais para fãs e artistas escutarem músicas juntos (imagem: Andrea Piacquadio/Pexels)

Nova estratégia da ByteDance

A parceria com o Apple Music representa um dos passos mais profundos de integração do TikTok com o mercado tradicional de áudio, mas o movimento não é isolado. A plataforma de vídeos curtos já havia testado integrações mais simples, como a função de salvar músicas, em colaboração com o Spotify e o SoundCloud.

A colaboração atual, contudo, reforça uma mudança de rota na ByteDance, empresa controladora do TikTok. Em 2024, a companhia optou por encerrar as operações do TikTok Music, sua própria plataforma de streaming musical que tentava competir de frente com gigantes como o próprio Spotify.

Após a experiência de curta duração, o TikTok adota a estratégia de atuar como vitrine. Em vez de arcar com os custos de licenciamento para manter um catálogo próprio, a rede social foca agora em estreitar os laços com antigos concorrentes.

Apple Music vai rodar dentro do feed do TikTok

Adolescentes venderam kits de ataques DDoS para derrubar sites

10 de Março de 2026, 11:02
Ilustração sobre um ataque DDoS
Um dos líderes do grupo tinha 14 anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Autoridades da Polônia desarticularam um grupo de adolescentes, com idades entre 12 e 16 anos, que vendia kits de ataques DDoS.
  • A investigação começou em 2025, levando à apreensão de dispositivos eletrônicos e documentos nas residências dos jovens.
  • Devido à idade, o caso será encaminhado aos tribunais de família, focando na reeducação, já que menores de 13 anos não podem ser presos no país.

A autoridade de combate ao cibercrime da Polônia (CBZC) desarticulou um grupo suspeito de comercializar kits de ataques cibernéticos na internet. A operação teve os detalhes divulgados hoje (10/03), revelando que os envolvidos eram menores de idade.

Os jovens, com idades entre 12 e 16 anos, vendiam ferramentas de interrupção de serviços digitais. A investigação começou em 2025, quando as autoridades identificaram um dos líderes do grupo: um suspeito de 14 anos.

A partir da análise dos artefatos digitais e físicos coletados na residência do primeiro adolescente, os investigadores conseguiram mapear a rede de contatos e chegar aos outros membros do esquema.

Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão nas residências de mais seis jovens. Durante as batidas policiais, foram descobertas as infraestruturas utilizadas para coordenar as invasões. A polícia apreendeu smartphones, desktops, notebooks, discos rígidos, pen drives, além de documentos que detalhavam a contabilidade do grupo.

Agentes exibem computadores e material confiscado (imagem: reprodução/CBZC)

Em comunicado oficial, o CBZC destacou que os adolescentes se conheciam, mantinham contato regular e cooperavam na administração e implantação das plataformas. O órgão policial afirmou que eles agiam com plena consciência da ilegalidade dos atos.

Devido à idade dos indivíduos envolvidos, todo o material resultante das atividades policiais será encaminhado aos tribunais de família, que decidirão as medidas a serem aplicadas. O tratamento legal para crimes juvenis no país foca na reeducação. Crianças menores de 13 anos — categoria que abrange o membro mais novo do grupo — não podem ser responsabilizadas criminalmente, independentemente da infração cometida.

O que é um ataque DDoS?

Apps rastreavam usuários no Android (Imagem: Sora Shimazaki/Pexels)
Jovens administravam plataformas usadas em ataques (imagem: Sora Shimazaki/Pexels)

Um ataque de Negação de Serviço Distribuído (DDoS, na sigla em inglês) pode interromper o funcionamento normal de um site, serviço online ou rede de computadores. A tática consiste em inundar o servidor alvo com uma quantidade massiva de requisições de acesso simultâneas. Esse volume artificial de tráfego causa uma sobrecarga no sistema, resultando na indisponibilidade temporária do serviço.

Segundo as autoridades polonesas, os clientes que compravam as ferramentas utilizaram o software para atacar alvos comerciais variados. A lista de vítimas inclui portais de leilões, plataformas de vendas online, serviços de hospedagem de sites e sistemas de reserva de acomodações.

A agência de combate ao cibercrime ressaltou que a maioria dos incidentes de DDoS costuma ser de curta duração. Graças à cooperação entre instituições e serviços responsáveis pela segurança digital, uma interrupção de 15 minutos, por exemplo, é frequentemente neutralizada com rapidez e pode passar despercebida pelo usuário comum.

Adolescentes venderam kits de ataques DDoS para derrubar sites

Entenda o funcionamento de um ataque DDoS e suas consequências (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apps rastreavam usuários no Android (Imagem: Sora Shimazaki/Pexels)

Copilot Cowork: IA autônoma da Microsoft quer trabalhar no seu lugar

9 de Março de 2026, 15:59
O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Copilot Cowork quer ser seu colega de equipe (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft apresentou o Copilot Cowork, uma IA corporativa capaz de executar tarefas de forma autônoma.

  • A ferramenta analisa dados do Microsoft 365 para organizar agendas, preparar reuniões e gerar relatórios.

  • O recurso está em testes no programa Research Preview e deve chegar primeiro a clientes do programa Frontier.

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (09/03) o Copilot Cowork, uma versão autônoma da sua inteligência artificial voltada para o mundo corporativo. O lançamento marca a transição dos chats interativos para a delegação real de tarefas, uma jogada que tenta consolidar a posição da gigante de Redmond diante do avanço rápido de concorrentes como ChatGPT e Gemini.

Desenvolvida em colaboração com a Anthropic, dona da IA Claude, a ferramenta lê o ecossistema de trabalho do usuário para resolver demandas sozinha, sem precisar de comandos ou monitoramento contínuo humano.

Como o Copilot Cowork funciona?

Na prática, o Cowork atua como um colega de equipe: você delega o que precisa e a IA se vira para executar. A solicitação vira um plano de ação rodando em segundo plano. O bot só entra em contato caso precise de aprovação ou para esclarecer dúvidas, liberando o profissional para focar em outras atividades.

No comunicado, o presidente de aplicativos e agentes de negócios da Microsoft, Charles Lamanna, indicou que o sistema pretende ser uma mudança de paradigma. Como exemplo, ele citou sua própria rotina: a IA analisou sua agenda e histórico de e-mails dos próximos três meses, identificou reuniões dispensáveis e gerou um gráfico de recomendações.

Após a aprovação do executivo, o Cowork recusou os convites indesejados automaticamente. O processo de 40 minutos, segundo Lamanna, poupou horas de trabalho manual da equipe.

Usuário delega a demanda e a IA exibe o progresso em tempo real (imagem: reprodução/Microsoft)

Para garantir esse nível de precisão, a Microsoft desenvolveu o que chama de Work IQ, uma tecnologia que cruza dados do Outlook, Teams, Excel e outras aplicações do Microsoft 365. Segundo a companhia, a ferramenta atua principalmente nos seguintes fluxos:

  • Gestão de agenda: o agente analisa prioridades, identifica conflitos e sugere o cancelamento de compromissos de baixa importância.
  • Preparação de reuniões: o sistema puxa o histórico de e-mails para montar documentos de briefing e apresentações de slides para clientes.
  • Pesquisas complexas: a IA consegue compilar relatórios, juntar notícias e entregar tudo mastigado em planilhas do Excel organizadas.
  • Planos de lançamento: a ferramenta elabora comparações diretas com a concorrência, sintetiza propostas e define responsáveis para projetos.
IA autônoma da Microsoft promete analisar relatórios e montar apresentações (imagem: reprodução/Microsoft)

Já está disponível?

O Copilot Cowork encontra-se atualmente em fase de testes restritos no programa Research Preview. A expansão do acesso está prevista para o final deste mês, sendo liberada primeiramente aos clientes corporativos inscritos no programa Frontier da Microsoft.

Copilot Cowork: IA autônoma da Microsoft quer trabalhar no seu lugar

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

China alerta para nova crise global de chips

9 de Março de 2026, 12:47
Impasse pode ameaçar fabricação de eletrônicos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Ministério do Comércio da China alertou que uma nova crise global de chips pode ocorrer.
  • O alerta acontece após a Nexperia, que controla 40% do mercado global de transistores e diodos, desativar sistemas de TI em território chinês.
  • A disputa entre China e Holanda, país-sede da fabricante, já levou a sanções e controles de exportação.

O Ministério do Comércio da China alertou que uma nova crise global na cadeia de suprimentos de semicondutores pode atingir a indústria de tecnologia. O aviso ocorreu após a sede da fabricante holandesa de chips Nexperia desativar sistemas de TI em território chinês, intensificando uma disputa iniciada no ano passado.

Segundo a Reuters, Pequim declarou que o bloqueio “criou novas dificuldades” para as negociações, alertando que o governo da Holanda assumirá “total responsabilidade” caso o desabastecimento de componentes se espalhe globalmente.

Em resposta, a matriz holandesa da Nexperia contestou a versão de que a ação tenha afetado a linha de produção na unidade situada na província de Guangdong. O Ministério do Comércio da China rejeitou o argumento da empresa.

Qual o impacto de uma paralisação da Nexperia?

Uma interrupção prolongada afetaria as linhas de montagem de automóveis, computadores, smartphones e eletrônicos de consumo em todo o mundo. Isso porque a companhia não atua em um nicho específico: ela responde por cerca de 40% do mercado global de transistores e diodos.

Conforme apontado pelo site Tom’s Hardware, os semicondutores fabricados pela Nexperia são componentes essenciais para fontes de alimentação de PCs, placas-mãe, carregadores de bateria e sistemas eletrônicos dos veículos modernos.

Analistas do setor indicam que a produção nas fábricas chinesas representa quase 75% do volume global da marca. Além disso, o mercado de tecnologia não conseguiria substituir essa demanda rapidamente, e encontrar um novo fornecedor levaria meses.

A vulnerabilidade da indústria a essa cadeia de suprimentos já foi comprovada. Em outubro de 2025, o CEO da Alliance for Automotive Innovation, John Bozzella, alertou que restrições nas exportações causariam um “efeito cascata” em múltiplos setores. Durante os primeiros embargos relacionados a essa crise corporativa, montadoras como Honda, Nissan, Volkswagen e Bosch precisaram interromper a produção por falta de peças.

Impasse já dura meses

Ex-funcionários da Ceitec vão desenvolver semicondutores para EnSilica (Imagem: Jeremy Waterhouse/Pexels)
Governo chinês culpa Holanda por paralisação na produção (imagem: Jeremy Waterhouse/Pexels)

O atual impasse começou justamente em outubro, quando as autoridades holandesas confiscaram a Nexperia de sua então controladora chinesa, a Wingtech Technology, por supostas falhas de governança e urgência de reduzir riscos à segurança econômica do continente europeu. A intervenção resultou na transferência forçada das ações da Wingtech para um advogado independente de Amsterdã.

O governo chinês respondeu com rigorosos controles de exportação sobre os chips da Nexperia fabricados em seu território. Essa primeira sanção foi a responsável por paralisar temporariamente as montadoras de automóveis no ano passado, até que conversas diplomáticas liberaram o fluxo de componentes.

Em retaliação à perda de controle da Wingtech, a subsidiária chinesa da Nexperia declarou-se independente da matriz na Holanda. Desde a separação, a relação entre os escritórios transformou-se em troca pública de acusações. A sede europeia apoia a expulsão definitiva da Wingtech, já a operação chinesa exige a restauração imediata do controle original.

O Ministério do Comércio da China agora acusa as autoridades dos Países Baixos de inércia, argumentando que o país não realiza as pressões necessárias para viabilizar um acordo.

China alerta para nova crise global de chips

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Galaxy S25 deve ganhar abertura virtual nas lentes com zoom

9 de Março de 2026, 11:06
Close-up da parte traseira de um smartphone na cor cinza-claro, segurado por uma mão. O destaque são as cinco aberturas circulares para câmeras e sensores, alinhadas verticalmente em duas colunas: três lentes maiores à esquerda e duas menores à direita, com um flash LED entre elas. O acabamento do aparelho é fosco e as bordas são metálicas e retas. O fundo mostra um estofado cinza desfocado. A marca d'água "tecnoblog" está posicionada de forma semitransparente no canto inferior direito.
Recurso simula a profundidade de campo de câmeras profissionais (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung planeja atualizar o Galaxy S25 para incluir controle de desfoque em câmeras de zoom de 3x e 5x, recurso presente no Galaxy S26.
  • A abertura virtual ajusta o desfoque de fundo usando algoritmos e inteligência artificial, simulando câmeras profissionais (DSLR).
  • Rumores também indicam que o Galaxy S27 Ultra pode ter lente com abertura variável física, tecnologia usada pela última vez no Galaxy S10.

A Samsung deve liberar o recurso de abertura virtual para as câmeras da série Galaxy S25 em uma futura atualização de software. A medida foi confirmada por um executivo de desenvolvimento de câmeras no fórum oficial da fabricante sul-coreana, atendendo a pedidos de usuários que pediam mais controle do desfoque de fundo em fotos com zoom.

Hoje, a abertura virtual está presente no Galaxy S25, S25 Plus e S25 Ultra, mas funciona apenas na lente principal pelo aplicativo Expert RAW, que permite capturar imagens sem compressão e oferece controles manuais avançados. O update levará a tecnologia para as lentes de 3x e 5x, incorporando recursos que estrearam na recém-lançada linha Galaxy S26.

Como funciona o recurso?

A abertura virtual ajusta a intensidade do desfoque de fundo (efeito bokeh) por meio do processamento de imagem. Como as lentes dos aparelhos têm abertura física fixa, a fabricante utiliza algoritmos para simular o comportamento de câmeras profissionais (DSLR), nas quais o fotógrafo controla a profundidade de campo abrindo ou fechando mecanicamente o diafragma.

Segundo informações do site SamMobile, o sistema usa inteligência artificial e reconhecimento de objetos para mapear a cena. O software analisa as texturas do sujeito fotografado, identificando contornos faciais, pele, olhos e até fios de cabelo. Esse detalhamento cria uma transição suave entre o primeiro plano e o fundo, gerando um desfoque com aparência mais natural.

Abertura variável pode voltar no futuro

Enquanto o S25 e o S26 usam software para emular a flexibilidade fotográfica, rumores apontam que a Samsung adotará uma lente com abertura variável física no Galaxy S27 Ultra, previsto para o próximo ano. Se confirmado, a mudança marcará o retorno da tecnologia à fabricante sul-coreana.

A última vez que a Samsung empregou um sistema mecânico de dupla abertura foi em 2019, nas linhas Galaxy S10 e Galaxy Note 10. As câmeras daquela geração alternavam mecanicamente entre f/1.5 e f/2.4 para se adaptar rapidamente à iluminação do ambiente. A partir da série Galaxy S20, a empresa abandonou a função em favor de sensores de imagem maiores com abertura fixa.

A adoção do novo componente no futuro S27 entregaria um desfoque óptico genuíno, controlando ativamente a entrada de luz e reduzindo a dependência da IA para o processamento de fotos em modo retrato.

Galaxy S25 deve ganhar abertura virtual nas lentes com zoom

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Samsung deve levar recurso hoje limitado à câmera principal para as lentes com zoom de 3x e 5x. Função é nativa do recém-lançado Galaxy S26.

Galaxy S26 Ultra mantém o conjunto quádruplo de câmeras na traseira (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Operação da Anatel contra internet pirata prende seis pessoas

6 de Março de 2026, 10:42
Operação Provedor Legal prendeu seis pessoas (imagem: reprodução/Anatel)
Resumo
  • Anatel e forças policiais realizaram a Operação Provedor Legal em todo o país, visando provedores clandestinos de internet.
  • Do total, 52% dos provedores inspecionados eram ilegais, resultando em 15 empresas autuadas e seis pessoas presas.
  • As autoridades apreenderam R$ 200 mil em infraestrutura irregular, incluindo mais de 500 metros de cabos furtados.

A Anatel, em conjunto com as polícias Federal, Civil e Militar, deflagrou nesta quinta-feira (05/03) a Operação Provedor Legal. De âmbito nacional, a iniciativa mira empresas que comercializam banda larga fixa de forma clandestina.

Seis representantes de provedores piratas foram presos em flagrante e levados à sede da Polícia Federal. Eles responderão criminalmente pelo delito de desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicações, previsto no artigo 183 da Lei Geral de Telecomunicações.

A ação busca desarticular provedores clandestinos que prejudicam tanto a infraestrutura nacional quanto a concorrência no mercado de telecomunicações. O balanço oficial da agência mostra a dimensão do problema: mais da metade dos alvos operava fora da legalidade.

Segundo os fiscais, 52% dos provedores inspecionados eram clandestinos. Como resultado do pente-fino, 15 empresas foram autuadas por prestarem serviços de internet sem outorga (a licença exigida por lei) e por utilizarem roteadores e antenas sem homologação da Anatel.

O que foi apreendido na operação?

Mais da metade dos alvos visitados pelos agentes operava de forma clandestina (imagem: reprodução/Anatel)

Durante as buscas, as autoridades confiscaram cerca de R$ 200 mil em infraestrutura instalada em estações irregulares. O detalhe que chamou a atenção dos fiscais foi a origem de parte do material: foram recolhidos mais de 500 metros de cabos furtados de operadoras legalizadas.

Dos 48% restantes, segundo os dados do governo federal, 41% operavam integralmente dentro da lei, sem qualquer irregularidade. Outros 3% utilizavam equipamentos sem certificação, enquanto 4% das inspeções terminaram com laudos inconclusivos — casos que agora passarão por uma análise técnica e documental mais aprofundada da agência.

Proteção da infraestrutura e concorrência

A ofensiva foi coordenada pela Superintendência de Fiscalização (SFI) da Anatel e integra um plano maior de combate à concorrência desleal. Para o conselheiro da agência, Edson Holanda, a operação nacional é um marco necessário para dar estabilidade ao mercado.

Ele ressalta que a atuação pirata vai muito além de uma simples infração administrativa, sendo um ataque direto à segurança jurídica. “Empresas que investem em outorgas, equipamentos homologados e conformidade fiscal não podem ser prejudicadas por quem opera à margem da lei”, declarou.

A superintendente da SFI, Gesiléa Teles, explicou que as auditorias em campo são rigorosas. As equipes verificam desde as licenças de funcionamento e declarações de assinantes até a legalidade dos contratos de compartilhamento de postes e a origem de todo o maquinário.

Segundo Teles, esta rodada de fiscalizações é apenas o pontapé inicial. Novas fases da operação já estão programadas para manter a pressão contra a pirataria.

Operação da Anatel contra internet pirata prende seis pessoas

LibreOffice critica União Europeia por usar Excel em consulta pública

6 de Março de 2026, 09:04
Papel de parede exibindo os ícones das ferramentas do LibreOffice
Organização cobra o fim da dependência de formatos proprietários (imagem: reprodução/The Document Foundation)
Resumo
  • Document Foundation criticou a Comissão Europeia por usar Excel em uma consulta pública, contrariando diretrizes de padrões abertos.
  • Segundo a carta aberta da instituição, a exigência de formato .xlsx dificulta a compatibilidade com software livre, como o LibreOffice.
  • A fundação sugere oferecer formulários em formato .ods e adotar soluções mais acessíveis, como formulários web.

A Document Foundation, organização responsável pelo pacote de produtividade de código aberto LibreOffice, enviou um recado à Comissão Europeia nessa quinta-feira (05/03). Por meio de uma carta aberta, a entidade criticou o órgão governamental por disponibilizar um formulário de consulta pública exclusivamente no formato Microsoft Excel (.xlsx).

Para a fundação, a exigência de um arquivo proprietário para receber respostas da sociedade vai contra as próprias diretrizes de soberania digital e adoção de padrões abertos que a União Europeia tem defendido nos últimos tempos.

Por que a exigência gerou controvérsia?

A Comissão Europeia vem construindo um histórico de defesa da neutralidade tecnológica, ressaltando a necessidade de reduzir a dependência das grandes empresas de tecnologia estrangeiras. Documentos oficiais do bloco, inclusive, recomendam utilizar formatos abertos na prestação de serviços digitais pelo setor público.

No entanto, a Document Foundation argumenta que, ao exigir que cidadãos e organizações enviem feedback preenchendo obrigatoriamente uma planilha vinculada com a extensão .xlsx, a instituição força a adoção de um padrão controlado pela Microsoft. Segundo a nota oficial, o cenário é agravado por questões técnicas.

Embora o formato base do Excel, conhecido como OOXML (ISO/IEC 29500), tenha sido aprovado como um padrão no passado, a implementação real realizada pela Microsoft quase nunca segue as especificações à risca.

Na prática, isso pode destruir a compatibilidade do arquivo. Tentar abrir, preencher e salvar o documento oficial europeu utilizando o LibreOffice Calc, por exemplo, pode resultar em falhas de formatação e perda de dados.

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Document Foundation cobra neutralidade

Para a fundação que mantém o LibreOffice, o caso ultrapassa a classificação de uma simples falha processual ou administrativa e prejudica indivíduos, organizações não governamentais e administrações públicas que já fizeram a transição para fluxos de trabalho baseados em código aberto.

A ironia é que a consulta pública tratava justamente da Lei de Ciber‑Resiliência da União Europeia, proposta criada para reduzir riscos ligados à dependência tecnológica.

A solução técnica cobrada pela criadora do LibreOffice é que todos os formulários e modelos de feedback das consultas públicas passem a ser distribuídos sob neutralidade de formato. Se o órgão governamental deseja manter o modelo .xlsx, deve obrigatoriamente fornecer, em paralelo, uma versão em .ods (planilha ODF), um padrão internacional padronizado pela ISO, livre de royalties e sem um proprietário corporativo, garantindo acesso universal e sem custos.

A longo prazo, a fundação sugere que a União Europeia abandone a dependência de arquivos de planilhas para esse tipo de tarefa. Um formulário direto na web ou documentos em texto simples seriam soluções mais eficientes, eliminando a barreira de instalação de um software local. Para pressionar o órgão, a Document Foundation convocou a comunidade de software livre a enviar e-mails de protesto e mensagens de apoio pelos canais oficiais de contato da UE.

LibreOffice critica União Europeia por usar Excel em consulta pública

Desenvolvedor do LibreOffice tem conta bloqueada pela Microsoft (imagem ilustrativa: reprodução/The Document Foundation)

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Nvidia sinaliza que não investirá mais na OpenAI e Anthropic

5 de Março de 2026, 12:06
Jensen Huang, CEO da Nvidia
Jensen Huang, CEO da Nvidia, recua de megacordo com a OpenAI (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • O CEO da Nvidia, Jensen Huang, revelou que a fabricante de chips não deve fazer novos aportes na OpenAI e Anthropic.
  • Segundo o executivo, a justificativa é apenas financeira, ligada ao plano de abertura de capital das duas startups.
  • Decisão ocorre após questionamentos do mercado sobre acordos circulares entre Nvidia e OpenAI e atritos com a Anthropic.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou durante conferência do Morgan Stanley, em São Francisco (EUA), que a fabricante de chips não pretende realizar novos aportes na OpenAI e na Anthropic.

Segundo o executivo, a decisão está ligada aos planos das duas startups de inteligência artificial de abrir capital (IPO) ainda este ano, o que encerra a janela para investidores privados.

O recuo esfria meses de expectativas do mercado sobre a concretização de rodadas históricas de financiamento lideradas pela gigante dos chips.

Por que a Nvidia desistiu do megacordo com a OpenAI?

A justificativa oficial da companhia é financeira. “O motivo é que eles vão abrir o capital”, resumiu Huang no evento. Informações da Reuters já indicavam que a criadora do ChatGPT estrutura uma oferta pública capaz de avaliá-la em até US$ 1 trilhão. Com o IPO no radar, a Nvidia abandonou o plano inicial de injetar US$ 100 bilhões na parceira, optando por um aporte final de US$ 30 bilhões.

Apesar da declaração de Huang, outro fator pode estar em jogo: o risco dos chamados “acordos circulares”, segundo o Financial Times. O mercado via com desconfiança a dinâmica em que a Nvidia investiria bilhões na OpenAI para que a startup usasse o mesmo dinheiro comprando chips da própria fabricante, um movimento que poderia inflar o setor artificialmente.

Crise com a Anthropic

A relação da Nvidia com a Anthropic, na qual investiu US$ 10 bilhões no ano passado ao lado da Microsoft, também teria chegado ao limite. O distanciamento acontece em um cenário geopolítico tenso: o clima pesou em janeiro, quando o CEO da Anthropic, Dario Amodei, comparou a venda de chips americanos de IA para a China à “venda de armas nucleares para a Coreia do Norte” durante o Fórum de Davos — uma indireta clara à Nvidia.

O racha definitivo veio nesta semana. O governo Trump proibiu agências federais de usarem a tecnologia da Anthropic, pois a startup se recusou a liberar seus modelos para o desenvolvimento de armas autônomas e vigilância. Ironicamente, o boicote governamental impulsionou a Anthropic junto aos usuários: em 24 horas, seu chatbot Claude ultrapassou o ChatGPT na App Store dos EUA, segundo a Sensor Tower.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, tem uma apresentação marcada para o mesmo evento do Morgan Stanley nesta quinta-feira (05/03), onde deverá responder a questionamentos sobre infraestrutura e o IPO trilionário.

Nvidia sinaliza que não investirá mais na OpenAI e Anthropic

Jensen Huang, CEO da Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)

Microsoft quer que o Copilot sincronize suas senhas

5 de Março de 2026, 10:50
O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Copilot para Windows quer facilitar o login nos sites (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft atualizou o Copilot para sincronizar senhas e dados de formulários.
  • O recurso é opcional, desativado por padrão, e requer consentimento do usuário.
  • Por enquanto, a novidade está disponível apenas para os participantes do programa de testes Windows Insider.

A Microsoft começou a liberar uma atualização para o aplicativo Copilot no Windows que permite à inteligência artificial sincronizar suas senhas e dados de formulários. A novidade, por enquanto distribuída apenas para os participantes do programa de testes Windows Insider, deve facilitar o login em sites acessados diretamente pela interface do assistente, eliminando a chateação de digitar a mesma credencial várias vezes.

Colocar um gerenciador de senhas dentro de um aplicativo de IA, no entanto, levanta debates sobre segurança. Mas calma: o modelo de linguagem não deve “ler” a sua senha. Conforme apontado pelo portal XDA Developers, o recurso apenas importa o banco de dados de preenchimento automático que você já usa no seu navegador principal.

Dessa forma, as credenciais são gerenciadas pelo sistema interno, sem que a inteligência artificial utilize esses dados sensíveis para gerar respostas ou processar comandos de texto.

É seguro confiar senhas a uma IA?

Do ponto de vista da segurança cibernética, a proximidade entre o seu cofre de senhas e um chatbot exige cautela. Especialistas alertam para o risco de que agentes maliciosos possam, eventualmente, enganar a inteligência artificial por meio de engenharia social, forçando a ferramenta a revelar dados de acesso pessoais ou corporativos.

Ciente da polêmica, a Microsoft confirmou no blog oficial do Windows Insider que a sincronização é um recurso opcional. A ferramenta vem desativada por padrão e exige o consentimento explícito do usuário nas configurações para funcionar.

Ainda assim, para quem prefere manter uma muralha entre a navegação assistida por IA e as credenciais bancárias e de redes sociais, o uso de gerenciadores de senhas dedicados e independentes continua sendo a principal recomendação.

Copilot ganha navegador embutido

Novo painel lateral do Copilot abre links sem sair do app (imagem: reprodução/Microsoft)

Embora as senhas sejam o assunto do momento, a versão 146.0.3856.39 do aplicativo traz outras mudanças importantes. A principal delas é o novo painel lateral. Agora, ao clicar em um link fornecido pelo Copilot, a página é carregada ali mesmo, ao lado do bate-papo, em vez de abrir uma nova aba no Microsoft Edge.

Além de manter tudo na mesma tela, a Microsoft ampliou a leitura de contexto da IA. O Copilot agora consegue analisar os dados de todas as abas abertas dentro de uma conversa específica. Isso permite, por exemplo, pedir para a ferramenta cruzar e resumir informações de três sites diferentes de uma só vez. O app também salva essas abas no histórico para você retomar a pesquisa de onde parou.

A atualização promete ser mais rápida e traz ainda recursos da versão web, como os modos “Podcasts” e “Estudar e Aprender” (Study and Learn). Ainda não há previsão de quando a versão será liberada para todos os usuários.

Microsoft quer que o Copilot sincronize suas senhas

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Dona do Speedtest e Downdetector é vendida por US$ 1,2 bilhão

5 de Março de 2026, 09:22
Imagem mostra o logo da Ookla ao centro, sobre um mapa mundi
Plataformas famosas por testar a conexão e “dedurar” quedas de serviços mudam de dono (imagem: reprodução)
Resumo
  • Accenture comprou a Ookla da Ziff Davis por US$ 1,2 bilhão para integrar dados de conectividade e otimizar infraestrutura de IA.
  • Operação das plataformas Speedtest e Downdetector permanece inalterada, mas dados dos testes integrarão o portfólio de inteligência da Accenture.
  • A aquisição também inclui Ekahau e RootMetrics, visando aprimorar prevenção de fraudes e otimizar tráfego no varejo.

A Accenture, empresa global de consultoria e serviços de TI, anunciou a compra da Ookla, companhia responsável pelas populares plataformas Speedtest e Downdetector. O acordo de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,3 bilhões) foi fechado em dinheiro com a Ziff Davis, atual proprietária das marcas.

Segundo o comunicado, a aquisição deve viabilizar a utilização dos dados globais de rede da Ookla para ajudar clientes corporativos e governamentais a expandir infraestruturas de inteligência artificial com segurança.

O que muda no Speedtest e Downdetector?

No curto prazo, a operação das plataformas permanece inalterada. Um porta-voz da consultoria confirmou ao site Ars Technica que a Accenture planeja administrar os negócios da Ookla “da mesma forma que operam hoje”. Isso significa que as ferramentas continuarão disponíveis gratuitamente para realizar testes de velocidade de internet e verificar o status de serviços online que estejam fora do ar.

Contudo, com a conclusão do negócio — que ainda depende de aprovação regulatória —, os dados agregados dos cerca de 250 milhões de testes mensais realizados pelo público passarão a integrar o portfólio de inteligência da Accenture. Além disso, os usuários estarão sujeitos às novas políticas de privacidade estabelecidas pela compradora.

Foco corporativo e expansão em IA

Imagem mostra um celular testando a velocidade da internet via Speedtest
Accenture planeja usar dados da Ookla para otimizar infraestrutura de IA e nuvem (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

A transação vai além dos sites voltados ao consumidor final. O pacote inclui também o Ekahau, que oferece ferramentas para solucionar problemas e projetar redes Wi-Fi, e o RootMetrics, plataforma de monitoramento de desempenho de redes móveis. A consultoria utilizará as métricas de bilhões de amostras diárias para auxiliar provedores de nuvem e infraestruturas de IA.

Na prática, as aplicações envolvem aprimorar a prevenção de fraudes bancárias e otimizar o tráfego no varejo. Atualmente, os clientes corporativos dos serviços incluem plataformas de streaming, bancos e órgãos do setor público, como a Força Aérea e o Departamento de Estado dos EUA.

O negócio representa um grande salto financeiro para a Ziff Davis. Conforme relatado pela Reuters, a editora estadunidense comprou a Ookla em 2014 por US$ 15 milhões (R$ 78,9 milhões). Em 2025, a provedora de dados de rede registrou uma receita de US$ 230,7 milhões (R$ 1,2 bilhão) e lucro líquido de US$ 76,1 milhões (R$ 399 milhões).

Dona do Speedtest e Downdetector é vendida por US$ 1,2 bilhão

Speedtest de 5G DSS da Vivo em Belo Horizonte (Imagem: Lucas Braga / Tecnoblog)

Google Maps ganha novo ícone inspirado no Gemini

4 de Março de 2026, 10:31
Ilustração com a marca do Google Maps e paletas de cores ao lado
Visual tradicional dá lugar a um design mais minimalista (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Maps está atualizando seu ícone para um design inspirado no Gemini, em gradiente multicolorido.
  • O novo ícone começa a aparecer nas versões 26.09.06.873668274 para Android e 26.09.5 para iOS.
  • Além da novidade estética, o Google integrou mais recursos de inteligência artificial do Gemini no Maps.

O Google reformulou o design do ícone do Google Maps nos aplicativos para Android e iOS. A mudança, que está sendo aplicada de forma gradual, substitui as tradicionais divisões diagonais em quatro cores por um efeito gradiente.

Segundo o 9to5Google, o objetivo da companhia é padronizar a identidade visual da sua plataforma de navegação com o restante do ecossistema da big tech.

Quando a atualização chega?

Embora o formato clássico de alfinete de mapa tenha sido mantido para preservar a identidade histórica do serviço, a geometria do logotipo passou por um processo de modernização. O anel superior do ícone está visivelmente mais estreito, enquanto o círculo branco na parte interna foi ampliado.

À esquerda, o ícone clássico; à direita, o novo design com gradiente (imagem: reprodução/9to5Google)

A alteração visual não chega ao mesmo tempo para todos. No ecossistema Android, o novo ícone começa a ser implementado a partir da versão 26.09.06.873668274 do Google Maps. Enquanto isso, para os proprietários de iPhone, o visual atualizado está presente na versão 26.09.5 liberada para o iOS.

Com a novidade, o serviço de mapas se junta a um portfólio de serviços do Google que já adotam o padrão de cores em gradiente. Essa lista inclui o Google Fotos, o aplicativo principal de Pesquisa, a página inicial da empresa e o próprio Gemini.

Mais IA no Maps

A reformulação estética acompanha uma mudança funcional no aplicativo. Nos últimos meses, o Google Maps tem recebido mais recursos de inteligência artificial do Gemini. Uma delas é a adoção de uma experiência de navegação conversacional nativa, que substitui o antigo Google Assistente.

Essa ferramenta agora permite interações mais fluidas por comandos de voz durante os trajetos, otimizando as consultas sobre condições de trânsito em tempo real, por exemplo.

Além das melhorias na navegação, a empresa integrou o motor do Gemini diretamente ao Google Lens dentro da interface do Maps. Essa junção facilita a identificação precisa de pontos de referência utilizando apenas a câmera do celular.

O aplicativo também passou a exibir o recurso “Saiba antes de ir” nos anúncios de rotas, entregando um panorama mais completo sobre os destinos antes mesmo do usuário ligar o carro ou iniciar a sua viagem.

Google Maps ganha novo ícone inspirado no Gemini

Google Maps estreia nova paleta de cores (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iPad dobrável de 18 polegadas pode chegar em 2029

3 de Março de 2026, 13:11
iPad rodando iPadOS 26, com várias janelas de diferentes tamanhos na tela
iPad dobrável continua em desenvolvimento nos bastidores da Apple, aponta rumor (imagem: reprodução/Apple)

A Apple estaria desenvolvendo um iPad dobrável de 18 polegadas, com previsão de lançamento para 2029. Segundo informações apuradas pelo jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, o projeto busca entregar uma tela de Mac, mas mantendo a portabilidade de um tablet. O cronograma de desenvolvimento, no entanto, teria sofrido atrasos por obstáculos técnicos associados ao peso do aparelho e à tecnologia do display.

Notícias do ano passado indicavam que a empresa havia pausado a iniciativa. Contudo, os novos rumores apontam que o projeto segue vivo, embora a meta original de lançamento tenha passado de 2028 para o final da década.

Como deve ser o iPad dobrável?

Quando fechado, o equipamento seria parecido com um MacBook, com exterior em alumínio e nenhuma tela externa. Ao ser desdobrado, ele atingiria proporções próximas às de um MacBook Air de 13 polegadas, só que operando pela tela sensível ao toque e sem um teclado físico integrado.

A ausência de teclas físicas tem gerado debates internos sobre a praticidade da digitação, um fator considerado crítico para a produtividade. Além disso, os protótipos atuais pesariam cerca de 1,6 kg. Isso tornaria o dispositivo bem mais pesado que os modelos atuais da linha iPad Pro, contrariando a premissa de ultraportabilidade dos tablets.

Apesar de Gurman afirmar que o dobrável é projetado como um “iPad puro” e não um dispositivo híbrido, as linhas entre os ecossistemas da Apple estão cada vez mais próximas. Rumores recentes apontam que o MacBook Pro de 2026 pode ter tela OLED touch, Dynamic Island e Face ID. Com os Macs ganhando recursos de toque e os iPads ganhando telas de 18 polegadas, a estratégia da empresa parece ser unificar a experiência do usuário.

Fabricação e preço salgado

A tela OLED dobrável estaria sendo fabricada pela Samsung, com a Apple concentrando esforços de engenharia para minimizar o temido vinco central do display. A companhia deve utilizar o aprendizado da produção do aguardado iPhone dobrável — previsto para o final deste ano — para aperfeiçoar o tablet.

O custo de um painel flexível nessas proporções, no entanto, impactaria o bolso do consumidor. Estimativas apontam que ele poderia custar até três vezes mais que o atual iPad Pro de 13 polegadas, comercializado por US$ 1.299. Sendo assim, o valor final poderia alcançar US$ 3.900 (cerca de R$ 20.500 em conversão direta e sem impostos).

iPad dobrável de 18 polegadas pode chegar em 2029

Redimensionar janelas ficou mais fácil no iPadOS 26 (imagem: reprodução)

Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria

3 de Março de 2026, 10:34
Mercado de celulares de entrada também será atingido (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A crise dos chips aumentará os preços das memórias RAM e SSDs, impactando PCs e smartphones até 2028.
  • Notebooks baratos desaparecerão do mercado em até dois anos devido ao aumento dos custos de produção.
  • A demanda dos data centers de IA por memória afetará a disponibilidade de celulares e consoles, atrasando lançamentos.

O segmento de PCs de entrada deve desaparecer do mercado em até dois anos. A previsão drástica é de um novo relatório da consultoria Gartner, que detalha como o boom dos preços de memória em nível global afetará toda a cadeia de produção. Segundo a análise, esse fenômeno reduzirá as remessas globais de computadores em 10,4% e de smartphones em 8,4% já ao longo de 2026.

O que está causando essa crise?

A resposta direta está na estimativa de um aumento de 130% nos preços de memória DRAM e armazenamento SSD ainda este ano. Esse salto astronômico resultará num reajuste inevitável aos consumidores, encarecendo a fabricação de PCs em 17% e de smartphones em 13%, na comparação com 2025.

Toda a indústria tecnológica já se prepara para o que algumas publicações estão chamando de RAMmageddon, impulsionado por uma escassez severa na produção e a fome insaciável dos data centers de inteligência artificial por mais memória.

Historicamente, a memória de um PC representava cerca de 16% do custo total da lista de materiais. Com a crise atual, esse número atingirá 23%. O analista da Gartner Ranjit Atwal explica que essa margem elimina a capacidade das fabricantes e dos fornecedores de absorverem os custos. Como as máquinas de entrada já possuem uma margem de lucro extremamente baixa, produzi-las se tornará um negócio financeiramente inviável.

O resultado? O fim do segmento de computadores baratos e a maior contração nas remessas de dispositivos em mais de uma década.

Fim do notebook “baratinho” no Brasil

imagem de uma mulher segurando um cartão de crédito na frente de um notebook
Comprar um notebook no Brasil exigirá um investimento maior (imagem: Rupixen/Unsplash)

Trazendo essa realidade para o mercado brasileiro, o cenário acende um alerta para o varejo e para o consumidor. Atualmente, é possível encontrar notebooks básicos de entrada no país — geralmente equipados com processadores modestos, 8 GB de RAM e algum SSD — abaixo dos R$ 2 mil.

Se aplicarmos o repasse projetado de 17%, esse equipamento subiria mais de R$ 300. Contudo, no Brasil o cenário é mais complicado. O repasse gringo é focado apenas no custo de fabricação. Por aqui, entram na conta a flutuação do dólar e o efeito cascata dos impostos.

Vale lembrar que, no final de fevereiro, o governo federal chegou a propor o aumento da tarifa de importação de notebooks e smartphones de 16% para 20%. O governo recuou após pressão popular, mas, como os impostos são cobrados sobre o valor do produto importado, uma máquina cuja base já é mais cara em dólar gerará um tributo final maior em reais. Somando a isso a margem de lucro das varejistas, o salto no preço final de prateleira será relevante. Na prática, a barreira financeira para comprar um computador novo deve subir.

Além da alta nos preços, a consultoria aponta para o desinteresse comercial. Em vez de produzir e vender um notebook básico encarecido, as marcas preferem direcionar as memórias escassas para laptops premium, onde as margens de lucro justificam o investimento.

Celulares e consoles também vão sofrer

A demanda dos data centers de IA por chips e memórias também causará um tombo nas vendas de celulares. A Gartner alerta que os usuários de smartphones básicos serão os mais afetados, precisando recorrer cada vez mais a aparelhos de segunda mão.

O setor de games também começa a sentir o baque. A Valve relatou que o Steam Deck tem ficado indisponível com frequência, alertando que o problema se tornará rotineiro devido à falta de componentes. Já a nova geração de consoles pode demorar mais para chegar. Informações divulgadas pela Bloomberg indicam que a Sony avalia adiar o lançamento do PlayStation 6 para 2028 ou 2029. Lançar o hardware nos próximos dois anos significaria esbarrar na escassez de peças ou ter que anunciar um preço final inviável para os compradores.

Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Rupixen/Unsplash)

Microsoft proíbe termo “Microslop” e bloqueia Discord do Copilot

2 de Março de 2026, 11:59
Ilustração do app do Microsoft Pilot no celular
Canal da Comunidade Copilot teve permissões desativadas (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft bloqueou o servidor do Copilot no Discord após críticas usando o termo “Microslop”.
  • Usuários driblaram filtros de moderação com variações do termo, levando ao banimento de contas.
  • A Microsoft ocultou o histórico e restringiu o envio de mensagens no servidor.

A Microsoft tomou medidas drásticas contra o uso do termo Microslop: decidiu bloquear o acesso ao servidor oficial do Copilot no Discord após a comunidade inundar a plataforma com a expressão. Inicialmente, a empresa tentou banir apenas este termo, mas não deu muito certo. Ele é usado para criticar a estratégia focada em inteligência artificial.

O portal Windows Latest foi o primeiro a relatar que a moderação do Discord do Copilot havia configurado um filtro automático para conter as críticas. Qualquer mensagem contendo a palavra “Microslop” era imediatamente retida. O remetente não via seu texto publicado e recebia um aviso informando que o conteúdo violava as regras do servidor.

Por que a palavra “Microslop” viralizou?

O apelido é uma junção do nome da empresa com o termo slop, usado na internet para descrever conteúdos de baixa qualidade e repetitivos, gerados por inteligência artificial. A expressão ganhou força nas redes sociais como uma manifestação de desagrado de usuários, que acusam a Microsoft de priorizar a integração forçada da IA no Windows 11.

Para essa parcela da comunidade, a fabricante de software está descuidando da estabilidade e desempenho geral do sistema em favor de atualizações voltadas à inteligência artificial. Como o Copilot é o rosto mais visível dessa nova fase, o assistente acabou se tornando o principal alvo das críticas.

Efeito reverso e bloqueio do servidor

Usuários que tentavam enviar o termo proibido recebiam alerta de “frase inadequada” (imagem: reprodução/ Windows Latest)

A tentativa de censura gerou uma reação imediata. Logo após a restrição ser divulgada no X, os membros do servidor iniciaram uma disputa com a moderação. Os usuários passaram a driblar o filtro automático utilizando variações ortográficas, como “Microsl0p”, substituindo a letra “o” pelo número zero.

Como esperado, essas versões alternativas passaram pelas barreiras iniciais. O que começou como um teste das restrições de palavras-chaves escalou rapidamente para envios em massa, resultando no banimento de diversas contas que insistiam em publicar as variações do termo.

Sem conseguir controlar o volume de mensagens, a Microsoft tomou medidas mais severas: ocultou o histórico do canal da Comunidade Copilot, restringiu o acesso a diferentes partes do servidor e desativou as permissões de envio de textos para grande parte do público.

Resta saber como a empresa lidará com a crise de imagem, especialmente num momento em que sua vantagem inicial em IA começa a ser ofuscada por concorrentes como Google, OpenAI e Anthropic.

Microsoft proíbe termo “Microslop” e bloqueia Discord do Copilot

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

26 de Fevereiro de 2026, 23:12
Imagem mostra o prédio da Netflix em Hollywood, nos Estados Unidos
Empresa abandona disputa para focar em conteúdo original (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)
Resumo

Nesta quinta-feira (26), a Netflix anunciou sua saída oficial da disputa para comprar a Warner Bros. Discovery (WBD). A decisão encerra a guerra de lances e deixa o caminho livre para a Paramount Skydance, de David Ellison, fechar a aquisição do estúdio.

Segundo a gigante do streaming, cobrir a última oferta da concorrente deixou de fazer sentido. Em comunicado, os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, reforçaram a disciplina financeira da empresa. Para os executivos, a Warner sempre foi vista como um negócio interessante pelo preço certo, mas nunca como algo essencial “a qualquer custo”.

Por que a Netflix desistiu do negócio?

A conta não fecha mais. A nova proposta da Paramount Skydance elevou o custo da operação a um nível que fugia da política de investimentos da plataforma. Em vez de usar mais recursos, a Netflix preferiu priorizar o próprio crescimento. Sarandos e Peters confirmaram que a empresa vai investir cerca de US$ 20 bilhões (mais de R$ 100 bilhões) na produção de filmes e séries originais ao longo de 2026.

O mercado aprovou o recuo estratégico: as ações da Netflix dispararam mais de 10% após o fechamento da bolsa. Além disso, a empresa não sai de mãos abanando. Como já possuía um acordo preliminar de fusão assinado com a Warner, a quebra desse contrato por parte do estúdio aciona automaticamente uma cláusula de penalidade. Com isso, a Netflix embolsará uma multa rescisória de US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões).

A proposta bilionária da Paramount

Com a saída da rival, o conselho da Warner Bros. não demorou para classificar a oferta da Paramount como uma proposta “superior”. Segundo o The Hollywood Reporter, o acordo fixa o valor de US$ 31 por ação da WBD e inclui garantias agressivas para tranquilizar os acionistas. Entre elas, uma multa de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) caso a transação seja barrada por órgãos reguladores. Como parte da negociação, a própria Paramount assumiu o compromisso de pagar os US$ 2,8 bilhões devidos à Netflix.

David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, elogiou a parceria com a Netflix durante as negociações, mas foca no futuro. “Assim que nosso conselho aprovar a fusão com a Paramount, criaremos um valor tremendo para nossos acionistas. Estamos entusiasmados com o potencial dessa combinação”, afirmou o executivo.

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Read AI lança assistente que automatiza e-mails e compromissos

26 de Fevereiro de 2026, 18:25
Integração com Slack e Microsoft Teams está nos planos da empresa (imagem: reprodução/Read AI)
Resumo
  • Read AI lançou a Ada, assistente de IA que automatiza e-mails e compromissos; novidade gerencia reuniões, elabora respostas e interage com calendários;
  • Ada cruza informações de dados corporativos, reuniões e buscas na internet para responder perguntas complexas; assistente também prepara rascunhos de respostas que o usuário revisa antes do envio;
  • com mais de 5 milhões de usuários ativos mensais, Read AI planeja integrar Ada com Slack e Microsoft Teams; empresa enfrenta concorrência de outras startups no setor de produtividade.

Conhecida por bots que participam de videochamadas para transcrever e resumir reuniões, a Read AI decidiu dar um passo além. Nesta quinta-feira (26/02), a startup lançou globalmente a Ada, assistente de inteligência artificial focada em interações por e-mail.

A ferramenta foi apresentada como um “gêmeo digital” que ajuda a gerenciar calendários, elaborar respostas com base no conhecimento interno da empresa e lidar com comunicação cotidiana.

A configuração acontece enviando um e-mail para o endereço “ada@read.ai“. A partir daí, a IA passa a intermediar as tarefas solicitadas. Se pedir para marcar uma reunião, por exemplo, a ferramenta negocia a disponibilidade diretamente com o contato na própria thread do e-mail. Caso os horários não batam, a assistente sugere novas opções sozinha.

Vale mencionar que o sistema acessa o calendário do usuário de forma restrita durante o processo, sem revelar a natureza de outros compromissos.

Como o gêmeo digital da Read AI funciona?

Além de cuidar da agenda, a Ada elabora respostas para perguntas complexas cruzando informações da base de dados corporativa, de reuniões passadas e até de buscas na internet. Se um colega perguntar sobre o andamento das metas do trimestre, por exemplo, o sistema busca os dados internamente e cria um resumo ágil.

Caso um cliente faça uma pergunta na troca de e-mails, a assistente prepara um rascunho de resposta. O titular da conta só precisa revisar e aprovar antes do envio definitivo. A startup garante que nenhuma informação sensível é compartilhada sem autorização explícita.

Justin Farris, vice-presidente de produto da Read AI, explica que a ferramenta constrói um grafo de conhecimento próprio. Ele é alimentado pelas gravações de reuniões e serviços conectados, garantindo respostas muito mais contextualizadas.

Farris acrescentou que, com o tempo, a assistente também tomará ações proativas. Se você mencionar uma tarefa pendente em uma reunião, a Ada enviará um lembrete para configurá-la após a chamada com os dados necessários.

“Quando você adiciona a Ada ao seu fluxo de trabalho e conecta mais serviços para dar contexto, ela começa a evoluir e assumir mais tarefas”, explicou o CEO da Read AI, David Shim, ao TechCrunch. A empresa confirmou que, embora o foco de lançamento seja o e-mail, integrações oficiais com o Slack e o Microsoft Teams chegam em breve.

Expansão e cenário competitivo

A Read AI é hoje uma das empresas em destaque no setor de produtividade. O lançamento reflete esse momento: a companhia ultrapassou a marca de 5 milhões de usuários ativos mensais recentemente. Durante o Web Summit Qatar no início deste mês, Shim revelou que a plataforma registra cerca de 50 mil novas inscrições todos os dias.

Apoiada por mais de US$ 81 milhões em rodadas de financiamento, a startup vem aumentando seu portfólio. No último ano, introduziu o Search Copilot para buscas internas e adicionou capacidades para gerar e-mails personalizados após videoconferências.

O setor de produtividade aplicada a reuniões, no entanto, apresenta um cenário concorrido. Empresas como a Granola adicionaram recursos para extrair conhecimento de dados de reuniões no final do ano passado.

Já a Quill também apresenta ferramentas que conectam notas a gerenciadores como Linear, Notion e plataformas de atendimento ao cliente, mirando a mesma automação de processos corporativos.

Read AI lança assistente que automatiza e-mails e compromissos

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De nome Ada, novidade gerencia reuniões sozinha e promete aprender rotinas de trabalho corporativas.

Burger King vai usar IA para avaliar a simpatia dos atendentes

26 de Fevereiro de 2026, 15:10
IA do Burger King também funciona como ferramenta de treinamento (imagem: reprodução/Burger King)
Resumo

O Burger King começou a adotar um chatbot de inteligência artificial chamado Patty, projetado para operar diretamente nos fones de ouvido dos funcionários. A novidade está em fase de testes nos Estados Unidos e foi criada para avaliar como anda o atendimento ao cliente e auxiliar as equipes.

A ferramenta atua como interface de voz de uma plataforma chamada BK Assistant, desenvolvida com tecnologia da OpenAI. O sistema compila e analisa dados sobre interações no drive-thru, a situação dos equipamentos da cozinha e até o inventário da loja.

A expansão para todas as lojas americanas está prevista para o final de 2026, mas, até o momento, a tecnologia não tem previsão de lançamento no Brasil.

Como o chatbot avalia o atendimento?

A IA monitora o áudio das interações diárias e avalia o nível de simpatia do funcionário ao identificar o uso de palavras e frases preestabelecidas, como “bem-vindo ao Burger King”, “por favor” e “obrigado”. Além disso, a empresa trabalha em uma atualização para que o sistema consiga captar e interpretar também o tom de voz das conversas.

Em entrevista ao portal The Verge, o diretor de digital do Burger King, Thibault Roux, explicou que a rede compilou informações fornecidas por franqueados e clientes para definir os parâmetros de medição dessa cordialidade. Roux afirma que a plataforma também atua como uma ferramenta de treinamento para as equipes, guiando os funcionários na preparação dos alimentos e na manutenção da loja.

Assistente opera em 500 lanchonetes da rede americana (imagem: reprodução/Burger King)

É possível perguntar à IA quantas tiras de bacon devem ser colocadas em um sanduíche específico, por exemplo, ou solicitar instruções de limpeza de uma máquina de milk-shake. Por estar integrado ao novo sistema de ponto de venda em nuvem, o assistente notifica os gerentes imediatamente caso um equipamento quebre ou um ingrediente acabe, atualizando os cardápios digitais em até 15 minutos.

Burger King prefere cautela com a IA

Apesar do investimento no assistente interno, o Burger King adota uma postura conservadora quanto à automação do atendimento direto ao cliente. A rede testa o recebimento de pedidos por IA em menos de cem restaurantes. Segundo Roux, a automação no drive-thru ainda é considerada uma aposta arriscada, pois muitos consumidores não estão preparados para interagir exclusivamente com máquinas.

A cautela da empresa reflete tropeços recentes de seus principais concorrentes no setor. Em 2024, o McDonald’s encerrou um projeto-piloto de atendimento automatizado por IA no drive-thru, desenvolvido em uma parceria com a IBM. O sistema foi desativado após apresentar uma taxa de precisão na faixa dos 80% a 85%, bem abaixo da meta de 95% estipulada pela rede.

A tecnologia do McDonald’s gerou repercussão negativa após vídeos viralizarem no TikTok mostrando a inteligência artificial cometendo erros bizarros, como adicionar centenas de nuggets aos pedidos de forma autônoma. Diante desse cenário, fica claro por que o Burger King prefere manter sua IA restrita aos fones de ouvido de seus funcionários por enquanto.

Burger King vai usar IA para avaliar a simpatia dos atendentes

Valve é acusada de promover jogos de azar com loot boxes

26 de Fevereiro de 2026, 13:50
Ilustração da plataforma Steam
Processo em Nova York alega que mecânicas de CS e Dota 2 configuram apostas ilegais (imagem: reprodução/Valve)
Resumo
  • A Justiça dos EUA acusa a Valve de promover jogos de azar ilegais com loot boxes em franquias como “Counter-Strike 2” e “Dota 2”. A ação alega que essas mecânicas ameaçam o bem-estar de crianças e adolescentes.
  • O processo destaca que a Valve facilita mercados paralelos para a venda de skins, gerando bilhões de dólares.
  • No Brasil, o ECA Digital proíbe loot boxes, classificando-as como exploração da vulnerabilidade de menores.

A Valve, gigante dos games e dona da plataforma Steam, virou alvo da Justiça nos Estados Unidos. Na última quarta-feira (25), a Procuradoria-Geral do Estado de Nova York protocolou um processo contra a desenvolvedora sob acusação de jogos de azar ilegais através das famosas loot boxes (caixas de recompensas virtuais).

A ação afirma que a empresa ameaça o bem-estar de crianças e adolescentes ao expô-los a mecânicas de vício. Segundo a agência Reuters, o processo detalha que sistemas integrados a franquias de grande sucesso da Valve — como Counter-Strike 2, Team Fortress 2 e Dota 2 — funcionam como caça-níqueis e equivalem a “jogos de azar por excelência”, violando a constituição.

A denúncia ressalta ainda que as interfaces dos jogos imitam máquinas de cassino, exibindo uma roleta virtual que gira por diversos itens antes de parar na recompensa final. Esse formato, no entendimento dos representantes de Nova York, cria um ciclo de consumo compulsivo, no qual o usuário busca incessantemente por um item raro e de alto valor, mas na maioria das vezes recebe prêmios que valem centavos.

Como o mercado de skins movimenta dinheiro?

Counter-Strike: Global Offensive (Imagem: Divulgação/Valve)
Jogadores gastam dinheiro real na esperança de obter itens raros (imagem: Divulgação/Valve)

Nos jogos operados pela Valve, os usuários geralmente não compram o item desejado diretamente. O modelo de negócios exige que os jogadores adquiram caixas virtuais e gastem dinheiro real na compra de “chaves” digitais para destrancá-las. Conforme a investigação, repercutida pelo site Engadget, a desenvolvedora gerou bilhões de dólares em receita apenas com a comercialização de chaves para a franquia Counter-Strike e taxas cobradas sobre as vendas de itens virtuais realizadas no Mercado da Comunidade Steam.

A ação judicial argumenta que a Valve fortalece seu modelo permitindo — e até facilitando — a existência de mercados paralelos, onde jogadores conseguem vender as skins (alterações cosméticas de armas e personagens) e transferir o valor para dinheiro físico.

Para ilustrar o nível de especulação desse ecossistema, o processo cita um relatório da Bloomberg de 2025, apontando que o mercado paralelo de Counter-Strike já havia ultrapassado a marca de US$ 4,3 bilhões (mais de R$ 22 bilhões). A denúncia também relembra um caso impressionante: a venda de uma única skin de fuzil AK-47, em 2024, pela quantia de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões na cotação atual).

Procurada pela imprensa internacional, a Valve ainda não comentou o processo atual. Contudo, em inquéritos anteriores movidos pela Autoridade Dinamarquesa de Jogos, a empresa negou envolvimento direto com sites independentes de vendas. Na ocasião, a companhia declarou que essas plataformas violam os termos de serviço do Steam ao criar contas falsas para operar a transferência de itens em troca de dinheiro real.

Impactos e proibição no Brasil

O texto da ação alerta que indivíduos introduzidos a dinâmicas de apostas na faixa dos 12 anos apresentam uma probabilidade quatro vezes maior de desenvolver transtornos graves de jogo compulsivo na fase adulta. Sob essa justificativa, a Procuradoria-Geral exige que a Justiça proíba a Valve de continuar violando as leis estaduais, determine a devolução do capital obtido e aplique uma multa punitiva equivalente ao triplo do lucro gerado pelo suposto esquema ilegal.

A pressão sobre a monetização em jogos reflete uma tendência jurídica internacional que vem ganhando força. Como precedente, em janeiro de 2025, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) multou a Cognosphere, estúdio responsável pelo jogo Genshin Impact, em US$ 20 milhões. A empresa foi punida por ocultar as reais probabilidades de ganho em suas caixas de itens e por permitir que menores de 16 anos realizassem compras sem o consentimento dos pais.

No Brasil, o cenário legislativo é mais rígido em relação a essa prática. A recente aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente para o ambiente digital, conhecido como ECA Digital, proibiu expressamente a oferta de loot boxes em território nacional. A legislação brasileira atual classifica essas mecânicas como recursos de manipulação que exploram a vulnerabilidade dos menores de idade, vetando sua inclusão e comercialização em jogos distribuídos no país.

Valve é acusada de promover jogos de azar com loot boxes

(Imagem: Reprodução/Valve)

Counter-Strike: Global Offensive (Imagem: Divulgação/Valve)

MacBook Pro de 2026 pode ter tela OLED touch, Dynamic Island e Face ID

25 de Fevereiro de 2026, 12:34
MacBook Pro M1 Max (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Possível mudança no recorte da câmera abre caminho para recurso de segurança (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Resumo
  • MacBook Pro de 2026 deverá ter tela OLED touch, Dynamic Island e Face ID, com processadores M6 Pro e M6 Max de 2 nanômetros;
  • já macOS terá interface dinâmica que alterna entre toques e cliques, mantendo teclado físico e trackpad grande;
  • Dynamic Island substituirá o notch, exibindo notificações e integrando Face ID.

A Apple deve lançar os primeiros modelos de MacBook Pro equipados com tela sensível ao toque e painel OLED no final de 2026. Reportagens recentes indicam que a novidade estará presente nas versões de 14 e 16 polegadas do notebook profissional da marca.

Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, o lançamento destes dispositivos não será no evento programado para o início de março de 2026. Os modelos com suporte a toque e tela OLED, conhecidos internamente pelos códigos K114 e K116, devem chegar ao mercado apenas no fim do ano equipados com processadores M6 Pro e M6 Max, construídos em um novo processo de fabricação de 2 nanômetros.

Nova interface do macOS será focada apenas no toque?

Pelo visto, não. O portal MacRumors destaca que o laptop manterá seu design tradicional, preservando o teclado físico completo e o trackpad grande, ainda que a estrutura possa ficar mais fina. O diferencial estará no software.

O macOS receberá uma interface dinâmica, projetada para alternar entre controles otimizados para cliques e toques. Se o usuário tocar na barra de menus, por exemplo, o sistema ampliará os ícones e opções disponíveis, facilitando a seleção com os dedos.

Essa adaptação inclui suporte a gestos já consolidados no ecossistema móvel da empresa, como o movimento de pinça para aplicar zoom em imagens e a rolagem rápida de PDFs e páginas web. Sinais dessa preparação já aparecem no macOS Tahoe, cuja interface trouxe maior espaçamento ao redor de ícones e notificações, além de controles deslizantes na Central de Controle com visual mais adaptado para interações manuais.

Close-up da tela de um Mac exibindo o Dock do macOS com o cursor do mouse posicionado sobre o ícone do novo aplicativo Lupa (Magnifier)
Comandos por toque devem estrear no MacBook Pro com chip M6 (imagem: reprodução/Apple)

Fim do notch e Face ID

Outra alteração no design dos novos computadores pode ser o fim do entalhe na parte superior (o notch). Em seu lugar, a Apple adotará a Dynamic Island. A versão para Mac aparentemente utilizará um recorte menor, em formato de furo na tela, para abrigar a câmera, ocupando menos espaço que nos iPhones atuais — um design que deve, inclusive, antecipar o visual do futuro iPhone 18 Pro.

Esta área interativa exibirá notificações e permitirá que os usuários acompanhem resultados esportivos, reprodução de mídia e mais no topo da tela. O Tom’s Guide observa ainda que a integração de um novo módulo de câmera pode abrir margem para um recurso aguardado há anos pelos usuários: o Face ID. Atualmente, a biometria nos Macs é restrita ao Touch ID no botão de liga/desliga.

Mudança de postura da Apple

A chegada de telas sensíveis ao toque nos MacBooks representa um recuo em relação ao discurso mantido pela Apple por décadas. O cofundador Steve Jobs chegou a classificar a ergonomia de laptops com telas de toque como “terrível”.

Em 2021, John Ternus, chefe de hardware da companhia, declarou que o iPad já cumpria o papel de “melhor computador de toque” e que não havia razão para alterar a essência dos computadores tradicionais. A única tentativa prévia de inserir controles de toque nos laptops da marca foi a Touch Bar, um pequeno painel OLED que acabou descontinuado após baixa aceitação do público e desenvolvedores.

MacBook Pro de 2026 pode ter tela OLED touch, Dynamic Island e Face ID

MacBook Pro M1 Max (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Aplicativo Lupa chega ao MacOS com recursos adicionais - Imagem: reprodução/Apple

Nova CEO assume Xbox e promete barrar “IA ruim” nos jogos

24 de Fevereiro de 2026, 13:45
Executiva promete foco em histórias criadas por humanos (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft nomeou Asha Sharma como nova CEO do Xbox, substituindo Phil Spencer em um momento de reestruturação e foco no ecossistema multiplataforma;
  • Sharma, com experiência em inteligência artificial, prometeu evitar o uso excessivo de “IA ruim” nos jogos, destacando a importância de histórias criadas por humanos;
  • nova liderança tem expectativa de reconquistar a confiança de jogadores e desenvolvedores.

Na última sexta-feira (20/02), a Microsoft anunciou uma mudança histórica na liderança de sua divisão de jogos. Asha Sharma foi nomeada nova vice-presidente executiva (EVP) e CEO da Microsoft Gaming. Ela substitui Phil Spencer, que pegou o mercado de surpresa ao anunciar sua aposentadoria.

A transição ocorre em um momento crítico: a companhia busca redefinir a marca Xbox diante da queda nas vendas de hardware e da migração para um modelo focado no ecossistema multiplataforma.

A reestruturação não se limitou à saída de Spencer. Sarah Bond, presidente e COO do Xbox, também deixou a companhia após quase nove anos de atuação. Segundo o The Verge, Bond enfrentou atritos internos ao defender a estratégia “Xbox Everywhere”, focada em promover jogos em nuvem e dispositivos móveis.

Qual é o papel da IA no futuro do Xbox?

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Com vendas de hardware em baixa, console passa por redefinição de marca (imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Asha Sharma passou os últimos dois anos presidindo o grupo de produtos CoreAI da Microsoft. Por isso, a comunidade de jogadores levantou preocupações sobre o uso maciço de ferramentas generativas nos estúdios da marca. Sharma, no entanto, foi categórica em um memorando interno: a empresa não inundará o ecossistema com “conteúdo de IA sem alma”.

Em entrevista à Variety, a nova CEO detalhou essa visão e afirmou que “não tem tolerância para a má IA”. Ela reconheceu que a tecnologia faz parte do desenvolvimento há anos e continuará sendo um motor de crescimento, mas ressaltou que “grandes histórias são criadas por humanos”.

A declaração toca em um debate sensível na indústria. Conforme destacado pelo Ars Technica, a tolerância do público à inteligência artificial generativa tem sido mínima. Recentemente, o estúdio Sandfall Interactive perdeu um prêmio após admitir o uso de IA em cenários de Clair Obscur: Expedition 33.

Em contrapartida, lendas como John Carmack (criador de Doom) defendem que a tecnologia permite resultados superiores para equipes menores, enquanto Tim Sweeney (CEO da Epic Games) argumenta que a ferramenta estará em praticamente todas as produções futuras.

Um perfil diferente na liderança

A escolha da Asha Sharma marca um desvio em relação ao seu antecessor. Enquanto Phil Spencer construiu uma carreira de décadas dentro do Microsoft Game Studios, a nova CEO assume o cargo sem experiência prévia no setor de videogames. Antes, ela ocupou cargos de alta gestão em empresas como Instacart e Meta.

Apesar da falta de familiaridade com a cultura gamer, a executiva tem demonstrado abertura e afirma entrar na indústria como uma “construtora de plataformas”, com foco em reconquistar a confiança de jogadores e desenvolvedores.

O primeiro grande teste da nova gestão não vai demorar. Com o aniversário de 25 anos do Xbox chegando no final de 2026, a Microsoft planeja usar o GDC Festival of Gaming em março e o Xbox Games Showcase na primavera norte-americana para definir a direção do próximo capítulo da marca.

Nova CEO assume Xbox e promete barrar “IA ruim” nos jogos

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Anthropic lança IA para modernizar COBOL e derruba ações da IBM

24 de Fevereiro de 2026, 11:14
Gráfico da bolsa de valores
Anúncio das novas ferramentas do Claude Code acendeu sinal de alerta em Wall Street (imagem: Maxim Hopman/Unsplash)
Resumo

Nesta segunda-feira (23), a Anthropic anunciou novas ferramentas de inteligência artificial baseadas no Claude Code, projetadas para acelerar a modernização de sistemas corporativos escritos em COBOL. A novidade abalou o mercado financeiro dos Estados Unidos e fez as ações da gigante da tecnologia IBM sofrerem uma queda expressiva de 10% durante o pregão.

Para compreender a reação dos investidores, é preciso olhar para o modelo de negócios da companhia. A IBM mantém divisões lucrativas dedicadas exclusivamente a ajudar outras corporações a atualizar sistemas legados. Historicamente, isso exige grandes equipes de consultores humanos e contratos milionários de longo prazo, que representam uma fonte de receita constante.

Com o anúncio da Anthropic, o mercado financeiro enxergou uma ameaça direta. A nova IA automatiza fases de análise que antes dependiam desses batalhões de especialistas. Segundo o portal Investing.com, o receio de que as consultorias percam espaço para a automação atingiu o setor em cheio: as ações da Accenture também recuaram 6,58%, enquanto os papéis da Cognizant Technology Solutions registraram baixa de 6,00% no mesmo dia.

O que é o COBOL e por que ainda é tão importante?

Exemplo de código em COBOL (Imagem: COBOL Brasil/Facebook)

O Common Business Oriented Language (COBOL) é uma linguagem de programação criada no final da década de 1950, desenvolvida para o processamento de grandes volumes de dados administrativos, comerciais e financeiros. Embora a indústria global de tecnologia tenha migrado para arquiteturas mais modernas nas últimas décadas, o COBOL permanece operando na infraestrutura econômica global.

Conforme dados divulgados pelo Investing.com, sistemas fundamentados em COBOL ainda gerenciam hoje cerca de 95% das transações de caixas eletrônicos realizadas nos Estados Unidos. Diariamente, centenas de bilhões de linhas desse código rodam em ambientes de produção, garantindo o funcionamento de operações essenciais no mercado financeiro, malhas de companhias aéreas e agências governamentais ao redor do planeta.

Muitos desses sistemas foram implementados antes da era da internet, tornando a integração com plataformas atuais um desafio técnico. Outro gargalo que o setor enfrenta hoje é a escassez de mão de obra. A geração de desenvolvedores que planejou, escreveu e implementou essas arquiteturas já se aposentou. Como consequência, o contingente de profissionais com domínio da linguagem diminui a cada ano, tornando a manutenção ou a transição desses ecossistemas um processo arriscado, lento e muito caro.

O impacto da automação no setor de TI

Atualizar bases de código construídas ao longo de décadas exigia métodos manuais. A proposta da Anthropic é eliminar essa dependência inicial, já que a IA consegue analisar mapeamentos e dependências em milhares de linhas de código simultaneamente, reduzindo a necessidade de intervenção humana.

A plataforma também foi treinada para documentar fluxos de trabalho, identificar os pontos de entrada exatos dos programas, rastrear caminhos de execução e sinalizar potenciais riscos operacionais. Segundo a Anthropic, só a execução dessas etapas exigiria meses de trabalho caso fosse conduzida por métodos de consultoria atuais.

Ao agilizar o processo, a nova versão do Claude Code promete capacitar equipes menores a modernizar bases inteiras em questão de poucos trimestres, eliminando cronogramas que costumavam se arrastar por anos, colocando em xeque a necessidade de terceirização e justificando o alerta vermelho aceso em Wall Street.

Anthropic lança IA para modernizar COBOL e derruba ações da IBM

Gráfico da bolsa de valores (Imagem: Maxim Hopman/Unsplash)

Nvidia deve lançar chips para laptops e brigar com Apple e Qualcomm

23 de Fevereiro de 2026, 12:54
Imagem mostra um chip de computador prateado, com o logo e o nome "NVIDIA" em preto, centralizado em uma placa-mãe escura cheia de pequenos componentes eletrônicos.
Nvidia quer ser o “cérebro” do seu próximo notebook (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo

A Nvidia estaria preparando uma nova e ambiciosa aposta para o mercado de PCs ainda no primeiro semestre. Segundo informações apuradas pelo Wall Street Journal, a empresa pode lançar processadores para laptops de marcas como Dell e Lenovo, unindo CPU e GPU num único componente.

O movimento teria como objetivo consolidar a liderança da companhia na era da IA, oferecendo chips que priorizariam eficiência energética para competir diretamente com o hardware da Apple e Qualcomm.

Quais seriam os diferenciais dos novos chips Nvidia?

Os novos processadores seriam projetados sob o conceito de System-on-a-Chip (SoC), integrando o processador central (CPU) às unidades de processamento gráfico (GPUs) que tornaram a Nvidia a empresa mais valiosa do mundo. Esse padrão de integração já é comum em smartphones e MacBooks com chips da linha M, mas ainda não é a norma em PCs Windows.

Conforme o portal Digital Trends, essa arquitetura permitiria lançar notebooks ainda mais finos e leves, mantendo uma bateria de longa duração. Jensen Huang, CEO da Nvidia, teria descrito a tecnologia em eventos recentes como algo de “baixo consumo, mas muito poderoso”.

Ao introduzir chips para computadores pessoais, a Nvidia se posicionaria para enfrentar concorrentes como Qualcomm, Intel e AMD no crescente ecossistema de PCs com IA, os chamados AI PCs em inglês.

Parcerias com MediaTek e Intel

Para viabilizar essa empreitada, a Nvidia estaria buscando uma colaboração com a taiwanesa MediaTek, focada em chips baseados na arquitetura Arm. Essa parceria buscaria entregar um desempenho de IA local robusto, aproveitando a experiência da MediaTek em dispositivos móveis.

A segunda frente seria um trabalho conjunto com a Intel, que ainda detém cerca de 70% do mercado de PCs, para integrar gráficos Nvidia e tecnologias de aceleração de IA nos processadores de próxima geração da companhia, garantindo que a sua tecnologia esteja presente também em arquiteturas tradicionais x86.

Desafios de compatibilidade e preço

Apesar do otimismo, o projeto pode enfrentar barreiras técnicas. Analistas da consultoria Digitimes indicariam que a arquitetura Arm, usada na parceria com a MediaTek, precisaria superar problemas históricos de compatibilidade com jogos e softwares profissionais desenhados para o padrão x86 (Intel/AMD). Em 2024, problemas semelhantes teriam sido relatados por usuários de chips Qualcomm.

Além disso, para a tecnologia ganhar escala, a Nvidia precisaria viabilizar laptops na faixa de preço entre US$ 1.000 e US$ 1.500 (abaixo da faixa de R$ 8 mil em conversão direta). Caso contrário, a novidade poderia ficar restrita a um nicho premium.

Nvidia deve lançar chips para laptops e brigar com Apple e Qualcomm

YouTuber vaza detalhes do Galaxy S26 Ultra antes da hora

23 de Fevereiro de 2026, 10:31
Tecnologia deve restringir o ângulo de visão da tela (imagem: reprodução/Sahil Karoul)
Resumo
  • O Galaxy S26 Ultra possui uma tela de privacidade chamada Genius Display, que usa IA para controlar pixels individualmente, mantendo a qualidade da tela e restringindo o campo de visão lateral.
  • A S Pen do S26 Ultra tem um encaixe que se projeta se inserida invertida e continua sem conectividade Bluetooth.
  • O Galaxy S26 foi homologado pela Anatel, permitindo vendas no Brasil após o anúncio global no evento Galaxy Unpacked.

O YouTuber Sahil Karoul teria conseguido comprar uma unidade do Galaxy S26 Ultra de forma antecipada em Dubai, revelando, no último domingo (22), detalhes sobre o design e uma das funções aguardadas do celular: a tela de privacidade nativa. O aparelho deve ser apresentado oficialmente pela gigante sul-coreana no evento Galaxy Unpacked, marcado para quarta-feira (25) às 15h (horário de Brasília).

De acordo com informações publicadas pelo portal 9to5 Google, o vazamento publicado nas redes sociais exibe o aparelho na cor branca e reforça que a Samsung estaria pronta para apostar na tecnologia de pixels dinâmicos para diferenciar seu modelo mais caro da concorrência.

Como funcionaria a nova tela de privacidade da Samsung?

A novidade seria chamada de Genius Display (ou Tela Privada). O recurso não seria apenas um filtro de software, mas uma integração profunda com o hardware do painel OLED. A tecnologia, apresentada pela Samsung Display na feira de telecomunicações de Barcelona, a MWC 2024, utilizaria inteligência artificial para controlar a emissão de luz de cada pixel individualmente.

Diferentemente das películas de privacidade vendidas em lojas, que costumam comprometer o brilho máximo e a fidelidade de cores do display, a solução da Samsung manteria a qualidade da tela quando estivesse desativada. Ao ser acionada, a função restringiria o campo de visão lateral, tornando o conteúdo ilegível para quem tenta espiar o smartphone em locais públicos.

A praticidade seria outro diferencial. O recurso poderia ser configurado para ativar automaticamente pelo aplicativo Modos e Rotinas. Assim, o usuário conseguiria definir que a proteção entre em ação sempre que abrir aplicativos de bancos ou quando o GPS detectar que o smartphone está em locais de grande circulação, como estações de metrô e aeroportos. Um atalho no Painel Rápido também permitiria o controle manual do recurso de forma instantânea.

No vídeo publicado no X, a tela do smartphone parece escurecer completamente quando observada de ângulos laterais, simulando com precisão o efeito produzido por acessórios de terceiros.

Privacy Display #SamsungS26Ultra pic.twitter.com/ucPDvdnYzr

— Sahil Karoul (@KaroulSahil) February 22, 2026

Design refinado e mudanças na S Pen

Embora o visual geral do S26 Ultra pareça manter a identidade da linha, o vazamento teria revelado particularidades no hardware. Um dos pontos destacados seria o comportamento da S Pen: o acessório teria um encaixe que se projeta para fora do corpo do smartphone caso seja inserido invertido.

Além disso, as imagens sugerem que a caneta stylus continuaria sem conectividade Bluetooth, mantendo a decisão adotada pela fabricante no ano anterior.

No Bluetooth in Spen in #SamsungS26ultra pic.twitter.com/6qAIVDgbmS

— Sahil Karoul (@KaroulSahil) February 22, 2026

S26 está para o mercado brasileiro

Apesar de a Samsung manter o sigilo sobre as especificações, o caminho para o lançamento no Brasil já está livre. O sucessor do Galaxy S25 foi homologado pela Anatel em dezembro de 2025, segundo documentos obtidos pelo Tecnoblog. Com o ok do órgão regulador, as vendas no mercado nacional poderiam começar quase simultaneamente ao anúncio global.

Vale ressaltar que, por se tratar de uma unidade obtida de forma não oficial, os detalhes técnicos finais ainda podem sofrer variações até a apresentação oficial. Todas as confirmações sobre preços, versões e a possível expansão da tela de privacidade para os modelos padrão e Plus — ou até para a próxima geração de dobráveis, como o Galaxy Z Fold 8 — devem ser reveladas apenas durante o Unpacked.

O evento será transmitido ao vivo pelos canais oficiais da Samsung no YouTube e no site da companhia. O Tecnoblog fará a cobertura completa de todos os lançamentos.

YouTuber vaza detalhes do Galaxy S26 Ultra antes da hora

Apple deixa vazar MacBook de baixo custo e novos monitores

20 de Fevereiro de 2026, 19:07
Imagem do Apple MacBook Air M4
Novo MacBook de entrada deve manter design de alumínio, similar ao Air (imagem: Divulgação/Apple)
Resumo
  • O macOS 26.3 revelou três novos produtos da Apple: um MacBook de baixo custo (codinome J700) e duas variantes do Studio Display 2 (codinomes J427 e J527).
  • O MacBook J700 utilizará o chip A18 Pro, similar ao do iPhone 16 Pro, e deve custar entre US$ 599 e US$ 799 nos EUA, com preço estimado no Brasil entre R$ 6.499 e R$ 8.999.
  • O Studio Display 2 incluirá tecnologias como ProMotion e HDR, com taxa de atualização de 120 Hz e um chip A19 para suportar recursos avançados.

Faltando duas semanas para o evento especial de 4 de março, a própria Apple acabou deixando escapar detalhes sobre o que está por vir. A versão final do macOS 26.3, liberada para o público no dia 11 de fevereiro, trouxe no código-fonte referências diretas a três novos produtos.

Conforme revelado pela Macworld, a descoberta aconteceu por extensões de kernel (kexts) que identificam os dispositivos pelos codinomes J700, J427 e J527. Os registros confirmam rumores de que a empresa planeja uma investida agressiva no setor de entrada com um MacBook inédito, além de uma atualização aguardada para a linha de monitores Studio Display.

O que sabemos sobre o MacBook de entrada?

O dispositivo identificado pelo codinome J700 deve ser um MacBook focado em custo-benefício, inaugurando uma categoria abaixo do MacBook Air. O modelo também pode representar uma quebra de paradigma: será o primeiro computador da marca a utilizar um chip da linha “A”, geralmente reservada aos iPhones, em vez da linha “M”.

O processador escolhido seria o A18 Pro, o mesmo do iPhone 16 Pro. Embora possa parecer um “downgrade” para quem está acostumado com os chips M2 ou M3, testes de benchmark indicam que o A18 Pro tem desempenho superior ao do chip M1. Para o público-alvo deste laptop — estudantes e usuários domésticos que priorizam navegação, edição de textos e consumo de mídia —, o poder de fogo é mais do que suficiente.

Mark Gurman, da Bloomberg, antecipou que o design não deve sofrer cortes drásticos. O laptop deve manter o chassi em alumínio e uma tela de aproximadamente 13 polegadas, sem perder o aspecto premium da Apple.

Qual deve ser o preço no Brasil?

Nos Estados Unidos, as projeções variam entre US$ 599 e US$ 799. Fazendo a conversão direta para a cotação atual, teríamos valores entre R$ 3.264 e R$ 4.354. No entanto, o histórico da Apple no Brasil exige incluir na conta custos de importação, impostos e margem de lucro.

Atualmente, o MacBook Air M2 é vendido nos EUA por US$ 999 e chegou ao Brasil oficialmente por R$ 10.999. Seguindo essa proporção de aproximadamente 11 para 1, podemos estimar os seguintes valores para o mercado nacional:

  • Versão de US$ 599: entre R$ 6.499 e R$ 6.999
  • Versão de US$ 799: entre R$ 8.499 e R$ 8.999.

Se o valor inicial for confirmado, este se tornaria o Mac mais acessível do catálogo brasileiro em anos, competindo diretamente com notebooks Windows de alto desempenho.

Studio Display 2 deve trazer ProMotion e HDR

Apple Studio Display (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Studio Display finalmente deve ganhar sucessores com de 120 Hz e suporte a HDR (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Além do novo laptop, o macOS 26.3 detalhou os drivers para os modelos J427 e J527, variantes da segunda geração do Studio Display. O monitor atual da Apple já completa quatro anos de mercado e carece de tecnologias que se tornaram fundamentais, como o ProMotion.

O novo monitor deve vir com taxa de atualização de 120 Hz, garantindo mais fluidez em animações e edição de vídeo. Outra adição esperada é o suporte ao HDR (High Dynamic Range), melhorando o contraste e o brilho máximo do painel.

Para dar conta desses recursos e de funções inteligentes como o Áudio Espacial, o periférico deve ser equipado com um chip A19. A presença de dois codinomes diferentes levanta a possibilidade de a Apple lançar uma versão com tela maior ou, quem sabe, uma opção com acabamento de vidro nanotexture como padrão em um dos modelos.

Onde estão os chips M5?

Um detalhe que chama a atenção no vazamento é a ausência de menções aos chips M5. Rumores indicavam novos MacBook Pro e uma atualização do Mac Studio em desenvolvimento com o novo chip. É provável que a Apple reserve as novidades para o segundo semestre de 2026.

Apple deixa vazar MacBook de baixo custo e novos monitores

(imagem: Divulgação/Apple)

Apple Studio Display (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Galaxy Z TriFold: novo dobrável da Samsung esgota em questão de minutos

20 de Fevereiro de 2026, 14:30
Novo dobrável da Samsung vira um tablet de 10 polegadas (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo

A Samsung disponibilizou um novo lote do Galaxy Z TriFold em sua loja oficial nos Estados Unidos. Mesmo custando quase US$ 3 mil, o estoque do aparelho esgotou em menos de dez minutos. O dispositivo, que chegou ao mercado em 30 de janeiro, segue com disponibilidade restrita e venda exclusiva pelo site da fabricante, sem previsão de chegar às prateleiras do varejo físico.

A rapidez com que as unidades desapareceram levanta questionamentos sobre a estratégia da marca sul-coreana. Segundo apurado pelo The Verge, não está claro se o sucesso se deve a uma demanda explosiva de entusiastas ou se a Samsung está produzindo volumes propositalmente baixos para testar a recepção de um formato tão experimental.

Quanto custa o Galaxy Z TriFold?

Atualmente, o TriFold é comercializado em versão única com 512 GB de armazenamento por US$ 2.899,99 — cerca de R$ 15.950 em conversão direta e sem impostos. Apesar do valor de carro usado, o hardware não oferece uma opção de 1 TB, ponto que tem gerado críticas na comunidade tech, já que o usuário paga o preço de dois flagships convencionais por um único dispositivo.

No Brasil, a Samsung ainda não confirmou o lançamento oficial ou uma possível janela de disponibilidade. No entanto, ao considerar o histórico de tributação e o posicionamento da linha Z no mercado nacional, estima-se que o valor final por aqui ultrapassaria a barreira dos R$ 20 mil, consolidando-o como um dos smartphones mais caros já vendidos.

Mecanismo de dobra tripla permite usar o aparelho em diferentes formatos (imagem: divulgação/Samsung)

Um tablet de 10 polegadas que cabe no bolso

O grande trunfo do Galaxy Z TriFold é sua estrutura de duas dobradiças, que permite três modos de uso. Quando totalmente aberto, o painel atinge 10 polegadas, transformando o celular em um tablet robusto voltado para produtividade. Para efeito de comparação, o Galaxy Z Fold 7 possui uma tela interna de 7,6 polegadas.

Até o momento, não há informações sobre quando a Samsung realizará um novo reabastecimento ou se o TriFold será expandido para outros mercados globais no primeiro semestre de 2026.

Galaxy Z TriFold: novo dobrável da Samsung esgota em questão de minutos

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Estados Unidos receberam novo lote de aparelho com tela tripla. Modelo de 512 GB custa quase US$ 2.900.

Galaxy Z TriFold (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

iPhone salva 6 pessoas após avalanche na Califórnia; satélite foi fundamental

20 de Fevereiro de 2026, 13:01
iPhone salva seis pessoas em avalanche na Califórnia via conexão por satélite
Montanhas da Sierra Nevada são ponto cego para operadoras tradicionais (imagem: Juniper Monkeys/Flickr)
Resumo
  • O recurso SOS de Emergência via satélite do iPhone salvou seis pessoas após uma avalanche na Califórnia, contornando a falta de sinal de celular.
  • A Apple investiu US$ 1,5 bilhão na infraestrutura da Globalstar para garantir a operação do sistema de resgate via satélite.
  • O recurso está disponível para iPhones das linhas 14 a 17 e Apple Watch Ultra 3, com suporte a iOS 16.1 ou superior.

A conexão via satélite da Apple fez a diferença em mais um cenário extremo. Nesta terça-feira (17), seis pessoas foram resgatadas com vida após uma avalanche atingir as proximidades de Lake Tahoe, na Califórnia. O grupo, que fazia parte de uma expedição de 15 pessoas, conseguiu acionar o socorro utilizando o recurso SOS de Emergência do iPhone, contornando a ausência total de sinal de operadora ou redes Wi-Fi no local.

O incidente ocorreu durante uma travessia de vários dias pelas montanhas dos Estados Unidos. Segundo apuração do The New York Times, enquanto a tecnologia garantiu a sobrevivência de seis integrantes, o balanço final da tragédia é pesado: oito mortos e uma pessoa desaparecida.

O Gabinete do Xerife do Condado de Nevada coordenou as buscas e destacou que a comunicação persistente foi o que viabilizou a operação. Don O’Keefe, do Escritório de Serviços de Emergência da Califórnia, relatou a eficácia do sistema: “Um de nossos funcionários esteve em contato direto com um dos guias por um período de quatro horas, repassando dados ao xerife e coordenando a logística das aeronaves e equipes de solo”.

Como funciona o resgate via satélite no iPhone?

Emergency Satelite iPhone 14
iPhone consegue acessar satélites em situações emergenciais (imagem: reprodução/Apple)

O sistema da Apple é projetado para o “pior cenário”: quando a infraestrutura terrestre não existe. Se o usuário tenta discar para o serviço de emergência (como o 911, nos EUA) e a chamada falha, o iPhone oferece o protocolo de satélite automaticamente.

O software então guia o usuário pedindo para apontar o celular para o céu e mover a mão para encontrar um dos 24 satélites da Globalstar em órbita baixa. Como a conexão possui menos largura de banda, o iOS comprime as mensagens ao máximo para garantir o envio. Além das coordenadas de GPS, os socorristas recebem dados cruciais para a gestão do resgate, como quanta bateria ainda resta no aparelho.

Para manter essa rede operando, a Apple investiu cerca de US$ 1,5 bilhão na infraestrutura da Globalstar, garantindo prioridade de tráfego.

Quem pode usar o recurso?

Atualmente, o SOS de Emergência via satélite está disponível para usuários das linhas iPhone 14, 15, 16 e 17, caso estejam rodando o iOS 16.1 ou superior. O Apple Watch Ultra 3 também possui suporte. Recentemente, a empresa da maçã expandiu a funcionalidade para usos não emergenciais, permitindo o envio de mensagens via iMessage e SMS comuns via satélite em áreas remotas.

A Globalstar está lançando uma nova geração de satélites, com operação prevista para o final deste ano, custeada em 95% pela Apple. Rumores indicam que os supostos iPhone 18 Pro e Pro Max podem elevar o patamar da conectividade, oferecendo suporte a dados de maior velocidade para navegação básica na web via satélite.

Concorrência no setor

A Apple não está sozinha nessa corrida. Usuários de dispositivos Android, como nas linhas Pixel 9 e Pixel 10 do Google, já contam com recursos similares. Desde 2022, estima-se que essa tecnologia já tenha auxiliado no resgate de centenas de pessoas, incluindo sobreviventes de incêndios florestais em 2024.

iPhone salva 6 pessoas após avalanche na Califórnia; satélite foi fundamental

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Recurso de SOS de Emergência contornou a falta de sinal de celular; tragédia na Sierra Nevada deixou oito mortos e um desaparecido.

(imagem: Juniper Monkeys/Flickr)

Emergency Satelite iPhone 14 (Imagem: Reprodução / Apple)

Ataque de ransomware paralisa gigantesco centro médico nos EUA

20 de Fevereiro de 2026, 11:42
Helicóptero da UMMC nos Estados Unidos (imagem: divulgação)
Resumo
  • O ataque de ransomware ao Centro Médico da Universidade do Mississippi bloqueou o acesso aos prontuários eletrônicos e forçou o uso de protocolos manuais.
  • FBI e CISA investigam o incidente, enquanto a comunicação ocorre pelas redes sociais devido à interrupção dos sistemas de TI.
  • Não há confirmação sobre o roubo de dados, mas autoridades recomendam monitorar movimentações suspeitas em contas e dados pessoais.

Desde a manhã desta quinta-feira (19), o Centro Médico da Universidade do Mississippi (UMMC), nos Estados Unidos, fechou todas as 35 clínicas no estado após sofrer um ataque cibernético de ransomware que derrubou sua rede de TI. A invasão bloqueou o acesso aos registros médicos eletrônicos e forçou as equipes de saúde a adotarem procedimentos manuais.

A instituição é um dos principais complexos de saúde da região. Com mais de 10 mil funcionários, a organização opera sete hospitais e mais de 200 pontos de tele-saúde, incluindo o único hospital infantil do Mississippi e o único programa local de transplante de órgãos e medula óssea.

Segundo relatos do jornal local The Daily Mississippian e apurações do portal BleepingComputer, a falha forçou os administradores a desligarem toda a rede por precaução. Com o site principal da UMCC fora do ar e os sistemas de telefonia comprometidos, a comunicação tem ocorrido pelas redes sociais do centro médico, com comunicados oficiais atualizados no Facebook e no X (antigo Twitter).

Vale ressaltar que o atendimento de emergência e as internações em unidades de terapia intensiva continuam operando, mas procedimentos eletivos, cirurgias ambulatoriais e exames de imagem foram cancelados, já que os médicos não têm acesso aos históricos dos pacientes. As equipes agora utilizam protocolos manuais, como anotações em papel, enquanto a comunicação com os servidores segue interrompida.

https://twitter.com/UMMCnews/status/2024553934333898881

Quem está por trás do ataque e o que diz o FBI?

Durante uma entrevista coletiva, a reitora da escola de medicina e vice-chanceler para assuntos de saúde da UMMC, LouAnn Woodward, confirmou que os invasores já estabeleceram contato. “Os atacantes se comunicaram conosco e estamos trabalhando com as autoridades e especialistas nos próximos passos. Não sabemos quanto tempo essa situação pode durar”, afirmou.

Até o momento, nenhum grupo cibercriminoso reivindicou publicamente a autoria da invasão. Especialistas de segurança apontam que este é o procedimento padrão em ataques de ransomware: os criminosos mantêm o silêncio enquanto negociam o pagamento da extorsão com as vítimas.

A instituição trabalha em conjunto com a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA), o Departamento de Segurança Interna e o FBI. Robert Eikhoff, agente responsável pelo Escritório de Campo do FBI em Jackson, declarou que as agências federais estão direcionando recursos para mapear a extensão da invasão e auxiliar na recuperação da rede.

Riscos de exposição de dados

Imagem ilustrativa de um hacker (imagem: Mika Baumeister/Unsplash)
Autoridades investigam se informações financeiras de pacientes foram roubadas (imagem: Mika Baumeister/Unsplash)

Um ponto crítico em incidentes de ransomware contra infraestruturas hospitalares é a possibilidade de roubo de dados. Nesses cenários, os hackers extraem informações sensíveis da rede antes de criptografar os servidores, ameaçando vazar os arquivos caso o resgate não seja pago.

Woodward pontuou que ainda não está claro se informações confidenciais de pacientes ou dados financeiros foram extraídos durante a infiltração. Autoridades de segurança recomendam que os cidadãos acompanhem possíveis movimentações suspeitas em contas bancárias e monitorem tentativas de fraude envolvendo seus históricos médicos e dados pessoais.

Ataque de ransomware paralisa gigantesco centro médico nos EUA

Nova guerra dos navegadores: Chrome ganha Split View e edição de PDF

19 de Fevereiro de 2026, 18:15
Google acelera atualizações para não perder espaço (imagem: reprodução/Google)
Resumo

O Google anunciou nesta quinta-feira (19) três novos recursos de produtividade para o Chrome: o modo de visualização dividida (Split View), ferramentas de anotação em documentos PDF e a função “Salvar no Google Drive”.

As atualizações chegam em um momento de transformação no mercado. Com o avanço de startups de IA que propõem navegadores agentes, a gigante de Mountain View quer evitar que o usuário precise alternar entre abas ou baixar arquivos para realizar tarefas simples.

As novidades detalhadas no blog oficial do Google focam em integrar o Chrome mais profundamente ao ecossistema do Google Workspace, respondendo ao crescimento de alternativas como o Arc e o Atlas, da OpenAI.

Multitarefa e edição de documentos na mesma aba

O recurso de Split View (visualização dividida) permite que o usuário coloque duas páginas lado a lado em uma única guia. De acordo com Alex Tsu, gerente de produto do Chrome, a funcionalidade foi desenhada para facilitar a comparação de dados, a redação de textos com base em referências externas ou até o acompanhamento de vídeos enquanto se faz anotações.

Para ativar o modo, basta arrastar uma aba para a extremidade esquerda ou direita da janela ou clicar com o botão direito em um link e selecionar a opção “Abrir link na visualização dividida”.

Chrome permite colocar duas abas lado a lado (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

O Chrome também reforçou seu visualizador de PDF. Agora, o browser conta com um editor nativo que permite destacar trechos de texto e adicionar notas. Na prática, isso elimina a necessidade de baixar o arquivo para abri-lo em softwares de terceiros apenas para preencher um formulário ou assinatura digital.

Para fechar o trio de novas funções, o Google introduziu a opção “Salvar no Google Drive”. A ferramenta permite que documentos e PDFs sejam enviados diretamente para a nuvem. Ao selecionar essa opção, o Chrome organiza os arquivos em uma pasta chamada “Salvo do Chrome” no Drive do usuário. A medida visa acabar com o acúmulo de arquivos na pasta de downloads local e facilitar o acesso aos documentos em outros dispositivos.

Por que o Google está acelerando o desenvolvimento do Chrome?

O lançamento dessas funcionalidades é uma resposta ao novo cenário da “guerra de navegadores”. Embora o Chrome ainda detenha a maior fatia global — posição monitorada pelo Statcounter —, o surgimento de navegadores baseados em IA pode mudar as expectativas dos usuários.

Desde meados de 2025, o mercado de navegadores passou a focar em “agentes”. Em junho de 2025, a The Browser Company lançou o Dia, um navegador “AI-first”. Em seguida, a Perplexity apresentou o Comet, e em outubro, a OpenAI lançou o Atlas, seu próprio navegador alimentado pelo ChatGPT. Esses concorrentes introduziram conceitos como abas verticais e assistentes que executam tarefas complexas de forma autônoma.

Para evitar a migração de sua base de usuários, o Google iniciou uma corrida de desenvolvimento. No mês passado, a empresa já havia expandido as capacidades do Gemini. A empresa também confirmou que o suporte para abas verticais está a caminho. Atualmente, a função já pode ser testada por usuários entusiastas através de flags experimentais no código do navegador.

Nova guerra dos navegadores: Chrome ganha Split View e edição de PDF

Bill Gates cancela palestra em cúpula de IA após novos arquivos do caso Epstein

19 de Fevereiro de 2026, 16:03
Bill Gates (Imagem: OnInnovation/Flickr)
Gates manteve visitas privadas a projetos de saúde e agricultura na Índia (imagem: OnInnovation/Flickr)
Resumo

Nesta quinta-feira (19), a Cúpula de Impacto da IA (AI Impact Summit), realizada em Déli, na Índia, teve um início conturbado. O cofundador da Microsoft, Bill Gates, cancelou sua palestra horas antes de subir ao palco. A desistência ocorre em momento de pressão após a divulgação de novos documentos que detalham sua relação com Jeffrey Epstein.

O evento, que visa consolidar a Índia como um polo tecnológico global e atrair investimentos, conta com a presença de líderes de mais de 100 países, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, o presidente francês Emmanuel Macron e grandes nomes do Vale do Silício, como Sam Altman e Sundar Pichai.

Por que Bill Gates desistiu de discursar?

A ausência de Gates foi divulgada pela Fundação Gates de última hora. Conforme informações da BBC News, a organização afirmou que a decisão foi tomada após “cuidadosa consideração” para garantir que o foco da cúpula permanecesse em suas prioridades centrais: saúde e desenvolvimento tecnológico.

Nos bastidores, a “distração” mencionada pela fundação tem nome: Jeffrey Epstein. Em janeiro de 2026, novos arquivos divulgados pela justiça americana trouxeram detalhes inéditos sobre o convívio de Gates com Epstein, condenado por crimes sexuais. Segundo o The Guardian, embora Gates não tenha sido acusado de crimes, a reaparição do tema intensificou o burburinho público.

Até Melinda Gates, em entrevistas citadas pelo jornal, comentou que as perguntas sobre esses laços devem ser respondidas pelo ex-marido, aumentando a pressão sobre o bilionário. Para evitar um vazio na programação, Ankur Vora, presidente dos escritórios da fundação na África e na Índia, assumiu o lugar de Gates no palco. O cofundador da Microsoft permanece na Índia, mas em agendas privadas.

Bill Gates
Bill Gates cancelou palestra principal após novas pressões sobre o caso Epstein (imagem: Red Maxwell/Flickr)

“Climão” entre CEOs

No setor corporativo, o clima foi de tensão. Um registro em vídeo que circula nas redes sociais capturou o momento em que Dario Amodei (CEO da Anthropic) e Sam Altman (CEO da OpenAI) evitaram um aperto de mãos diante do público.

O episódio reflete a guerra fria comercial entre as empresas. A Anthropic, fundada por ex-funcionários da OpenAI, posiciona-se como uma alternativa mais focada em segurança e ética, enquanto a OpenAI busca a liderança do mercado.

Em seu discurso, Altman defendeu que o mundo precisa de regulação “com urgência”, afirmando que a centralização da IA nas mãos de poucos poderia levar à “ruína”. Já Amodei ressaltou que a Anthropic está disposta a trabalhar com governos para realizar testes rigorosos de segurança em modelos de larga escala.

Lula e investimentos bilionários

Presidente Lula e Primeiro Ministro da Índia, Narendra Modi fotografados com outras pessoas ao fundo durante a AI Impact Summit
Presidente Lula e o Primeiro Ministro da Índia, Narendra Modi durante a Cúpula de Impacto da IA (AI Impact Summit) (foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

O presidente Lula utilizou o palco para defender que a IA deve ser uma ferramenta de inclusão e não um mecanismo para aprofundar desigualdades globais. Essa visão foi compartilhada por Narendra Modi, que ressaltou a importância de o Sul Global não ser apenas “matéria-prima” para algoritmos estrangeiros.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o futuro da IA não pode ser deixado aos “caprichos de alguns bilionários” e propôs a criação de um fundo global de US$ 3 bilhões para garantir o acesso aberto à tecnologia para países em desenvolvimento.

A cúpula também serviu para anúncios financeiros. O bilionário Mukesh Ambani prometeu investir US$ 110 bilhões nos próximos sete anos para fortalecer o ecossistema tecnológico indiano. Já o CEO do Google, Sundar Pichai, anunciou a criação de um centro de IA no país para gerar empregos e infraestrutura de ponta.

A expectativa é que, até o final da semana, os líderes assinem um tratado de cooperação técnica para estabelecer padrões mínimos de segurança e governança ética.

Bill Gates cancela palestra em cúpula de IA após novos arquivos do caso Epstein

Presidente Lula e o Primeiro Ministro da Índia, Narendra Modi durante a Cúpula de Impacto da IA (AI Impact Summit) (foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

Meta quer usar reconhecimento facial em óculos inteligentes

13 de Fevereiro de 2026, 13:24
Fotografia em close-up de um homem de pele clara e cabelos curtos usando óculos inteligentes com armação grossa e translúcida marrom.  Ele veste uma blusa verde e um cordão vermelho com o logotipo "Meta". O fundo apresenta uma parede azul e um espelho que reflete o ambiente. No canto inferior direito, está escrita a palavra "tecnoblog".
Meta quer identificar conhecidos e desconhecidos em tempo real (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta planeja lançar ainda este ano um sistema de reconhecimento facial para óculos inteligentes.
  • Segundo o New York Times, o sistema pretende identificar pessoas em tempo real, acessando informações biográficas.
  • A plataforma enfrenta críticas sobre privacidade, mas aposta no ambiente político dos EUA para minimizar a resistência ao novo recurso.

A Meta planeja adotar, ainda em 2026, um sistema de reconhecimento facial em seus óculos inteligentes produzidos em parceria com a EssilorLuxottica (dona da Ray-Ban e Oakley). O projeto, identificado internamente como “Name Tag”, pode permitir reconhecer pessoas em tempo real e acessar informações biográficas usando o Meta AI, assistente de inteligência artificial da empresa.

A informação é do jornal The New York Times, que obteve um documento interno sobre o projeto. De acordo com o arquivo, a Meta pretende aproveitar o atual “ambiente político dinâmico” dos Estados Unidos para lançar a tecnologia. A cúpula da empresa acredita que a atenção de críticos e grupos de defesa dos direitos civis estará voltada para outras pautas, o que reduziria a resistência ao novo recurso de monitoramento.

A segunda geração do Ray-Ban Meta é vendida no Brasil desde setembro do ano passado, por R$ 3.299.

Como funcionará o reconhecimento facial da Meta?

Mark Zuckerberg aparece de perfil no lado esquerdo de um palco iluminado, vestindo uma camiseta preta e calças cáqui, gesticulando enquanto fala. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Mark Zuckerberg apresenta o Ray-Ban Meta de segunda geração (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Fontes ligadas ao projeto revelam que a Meta explora atualmente dois níveis de identificação. O primeiro foca em reconhecer pessoas que já possuem conexão com o usuário nas plataformas da empresa, como amigos no Facebook ou seguidores em comum no Instagram. O segundo nível, considerado mais sensível, permitiria identificar desconhecidos, caso possuam perfis públicos nas redes sociais da companhia.

O objetivo seria transformar o Meta AI em um consultor social. Ao olhar para alguém em um evento, o usuário receberia dados básicos de forma discreta. Segundo o New York Times, essa é a novidade que Zuckerberg quer tornar um diferencial de mercado. Vale lembrar que a OpenAI já trabalha no desenvolvimento de hardwares próprios.

Além do Name Tag, o laboratório de hardware da Meta, o Reality Labs, trabalha no projeto “super sensor”. Esse dispositivo manteria câmeras e sensores operando o dia todo para registrar o cotidiano do usuário.

O sistema poderia, por exemplo, emitir lembretes de tarefas assim que o usuário fizesse contato visual com um colega de trabalho, cruzando a imagem facial com uma lista de pendências.

Projeto é antigo

Documentos internos indicam que a Meta considerou incluir a função já na primeira geração dos Ray-Ban Meta, em 2021, mas recuou devido a limitações técnicas e ao clima político desfavorável, conforme relatado pelo BuzzFeed News. O cenário mudou em janeiro de 2025, quando a Meta relaxou seus processos de revisão de riscos de privacidade.

Vale lembrar que a big tech possui um histórico financeiro pesado nesse setor: a empresa pagou uma multa recorde de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 26 bilhões) à Federal Trade Commission (FTC), agência independente do governo dos EUA focada na proteção do consumidor, por violações de privacidade.

Outros US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) foram pagos para resolver processos nos estados de Illinois e Texas, onde foi acusada de coletar dados faciais sem permissão.

A estratégia agora, no entanto, marca uma guinada da empresa de Mark Zuckerberg no mercado de vestíveis e ocorre em um momento de fortalecimento. Segundo dados recentes divulgados pela EssilorLuxottica, a parceria com a Meta já resultou na venda de mais de sete milhões de óculos inteligentes apenas em 2024, consolidando o acessório como um sucesso comercial.

Acessibilidade x Vigilância

Imagem mostra capturas de tela de vários vídeos do TikTok gravados com smart glasses
Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações (imagem: reprodução)

Para tentar melhorar a percepção do público, a Meta tem focado na utilidade social da ferramenta para pessoas com deficiência visual. A empresa colabora com organizações como a Be My Eyes para integrar a IA de reconhecimento aos óculos, que classifica a ferramenta como “poderosa e transformadora” para garantir autonomia a usuários PCDs.

Entretanto, o uso da tecnologia nas ruas levanta alertas de vigilância. Um dos argumentos é que o reconhecimento facial vestível representa uma “ameaça ao anonimato” da vida cotidiana.

O potencial de mau uso já foi visto fora dos laboratórios da Meta. Em 2024, estudantes de Harvard integraram os óculos Ray-Ban Meta ao motor de busca facial PimEyes para identificar estranhos no metrô de Boston em tempo real. O experimento viralizou e expôs a fragilidade da sinalização do produto — que utiliza apenas um pequeno LED branco para avisar que a câmera está gravando.

Em janeiro deste ano, conteúdos gravados sem consentimento com smart glasses também viralizaram no TikTok e Instagram, com milhões de visualizações.

Meta quer usar reconhecimento facial em óculos inteligentes

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Recurso pode ser capaz de identificar conhecidos e desconhecidos com apoio da Meta AI. Projeto envolve identificação em tempo real e sensores ativos o dia todo.

Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg apresenta o Ray-Ban Meta de segunda geração (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações (Imagem: Reprodução/Instagram)

Google denuncia tentativa de clonagem do Gemini

12 de Fevereiro de 2026, 15:13
Marca do Gemini em cores claras, num fundo azul. Na parte superior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Criminosos também estão usando a IA do Google para criar malwares indetectáveis (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google relatou tentativas de clonagem do Gemini usando “destilação”, técnica que copia a lógica da IA para criar malwares. China, Coreia do Norte e Irã estão envolvidos.
  • Hackers usaram o Gemini para testar evasão de defesas e refinar ataques de phishing. Malware HONESTCUE utiliza o Gemini para ofuscar código, dificultando a detecção por antivírus.
  • O Google ajustou os algoritmos de segurança do Gemini para bloquear usos maliciosos e destaca a importância da proteção contra destilação.

O Google ligou o sinal de alerta para uma nova ameaça contra sua infraestrutura de inteligência artificial. Em um relatório publicado nesta quinta-feira (12), a gigante das buscas revelou que o Gemini virou alvo de tentativas massivas de clonagem. Segundo o Grupo de Inteligência de Ameaças do Google (GTIG), agentes maliciosos estão utilizando uma técnica de extração de dados para mapear e replicar o funcionamento do seu modelo de linguagem.

Um caso impressionante ocorreu num escritório da empresa em Dublin, na Irlanda. Segundo informações obtidas pela NBC News, uma única campanha de “destilação” disparou mais de 100 mil prompts contra o Gemini antes que os sistemas de segurança identificassem o padrão e bloqueassem a atividade. O objetivo era tentar extrair os padrões lógicos da inteligência proprietária que o Google levou anos e bilhões de dólares para desenvolver.

O que é “destilação” e por que é uma ameaça?

No mercado de IA, o termo “destilação” indica uma técnica em que um modelo menor é treinado utilizando as respostas geradas por um modelo mais robusto, como o Gemini ou o GPT-4. Ao enviar milhares de perguntas cuidadosamente elaboradas, os invasores conseguem mapear os padrões, a lógica e os algoritmos de raciocínio da ferramenta “mestre”.

John Hultquist, analista-chefe do GTIG, explicou à NBC News que esses ataques logo se tornarão comuns contra ferramentas de IA de empresas menores. “Vamos servir de alerta para muitos outros incidentes”, afirmou. Ele ressalta que o perigo vai além do código: se uma empresa treina uma IA com segredos comerciais, um invasor poderia, teoricamente, “destilar” esse conhecimento apenas interagindo com o chatbot.

Essa disputa não é isolada. No ano passado, o mercado acompanhou um embate similar quando a OpenAI acusou a startup chinesa DeepSeek de utilizar ataques de destilação para aprimorar seus modelos.

Como hackers estão explorando a ferramenta?

Grupo do ransomware LockBit promete extorsão tripla (imagem ilustrativa: Kevin Horvat/Unsplash)
Grupos de espionagem estão usando o Gemini para automatizar a busca por vulnerabilidades (imagem: Kevin Horvat/Unsplash)

Além da espionagem industrial, o relatório do Google, também repercutido pelo portal The Record, revela que hackers patrocinados pela China, Irã e Coreia do Norte transformaram o Gemini em um multiplicador de força para suas operações.

Hackers chineses foram identificados utilizando o Gemini para testar técnicas de evasão contra defesas nos Estados Unidos. Já o grupo iraniano APT42 (também conhecido como Charming Kitten ou Mint Sandstorm) utilizou o assistente para refinar ataques de phishing.

Os agentes norte-coreanos focaram na síntese de informações para traçar o perfil de empresas de defesa e cibersegurança. Segundo o Google, o grupo mapeou funções técnicas e até informações salariais para identificar funcionários que pudessem servir como porta de entrada para invasões.

Malware “inteligente”

Ilustração que representa a detecção de ameaças digitais. O centro da imagem é dominado por uma janela de terminal de computador estilizada e uma lupa com cabo amarelo, que está focando em um inseto (bug) vermelho no centro da tela. O fundo é escuro, com códigos binários em roxo e diversas ilustrações de vírus biológicos flutuando, sugerindo o conceito de "vírus" e "malware". No canto inferior direito, o texto secundário em branco diz "tecnoblog".
Ameaça usa a API do Gemini para gerar código malicioso em tempo real (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Outro ponto alarmante envolve a descoberta do malware HONESTCUE. Diferentemente de um vírus tradicional, ele funciona como um “conta-gotas” que não carrega todo o código malicioso de uma vez. Em vez disso, ele faz uma chamada via API ao próprio Gemini e recebe código-fonte em C# como resposta. O código é então executado para baixar a carga final do ataque.

Essa técnica cria uma “ofuscação em múltiplas camadas”. Como o comportamento malicioso é gerado dinamicamente, antivírus tradicionais têm muito mais dificuldade em detectar a ameaça.

O Google afirma que já ajustou os algoritmos de segurança do Gemini para identificar esses padrões de uso malicioso e bloqueou as contas associadas aos grupos identificados. A empresa reforça que, à medida que mais empresas treinam modelos com dados sensíveis, a proteção contra a destilação se tornará tão importante quanto a defesa contra invasões de rede tradicionais.

Google denuncia tentativa de clonagem do Gemini

Gemini substituiu Google Assistente em smartphones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Grupo do ransomware LockBit promete extorsão tripla (imagem ilustrativa: Kevin Horvat/Unsplash)

Entenda o conceito de malware e as diferentes formas de ameaças (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Último suspiro do Ballie: Samsung remove página e sinaliza fim do robô

12 de Fevereiro de 2026, 11:05
Robô Ballie foi exibido em diversas feiras de tecnologia (imagem: divulgação/Samsung)
Resumo
  • Samsung removeu a página do Ballie, robô assistente em formato de esfera.
  • A ação sinaliza que o Ballie pode ter sido descontinuado e nunca chegar às mãos dos consumidores.
  • A fabricante teve dificuldades em justificar o custo do robô, sem funções utilitárias básicas e que poderia chegar com preço elevado.

A Samsung encerrou as expectativas de lançamento comercial do Ballie, o robô assistente em formato de esfera que virou ícone das conferências da marca nos últimos anos. Após a ausência do dispositivo na CES 2026, em Las Vegas, e o descumprimento da janela de lançamento prevista para meados de 2025 nos Estados Unidos, a fabricante tirou do ar a página oficial de cadastro para interessados.

O movimento reafirma que o dispositivo pode nunca chegar às mãos dos consumidores. Segundo o portal SamMobile, os visitantes que tentam acessar o antigo endereço são redirecionados para a seção de projetores convencionais (como o The Freestyle).

O que aconteceu com o Ballie?

A trajetória do Ballie foi marcada por reformulações. Apresentado na CES 2020 como uma pequena bola amarela com foco em acompanhamento doméstico, o robô ressurgiu na edição de 2024 com um chassi maior e um projetor embutido. O dispositivo utilizava inteligência artificial, incluindo integração com o Gemini do Google, para projetar vídeos, realizar chamadas e controlar aparelhos inteligentes da linha SmartThings.

Contudo, no mês passado, a Samsung confirmou que o projeto foi reclassificado como uma “plataforma de inovação ativa”. Na prática, isso significa que o Ballie deixou de ser tratado como um produto de consumo para se tornar um laboratório de testes. A decisão reflete a dificuldade da marca em justificar a venda de um robô que, apesar de avançado, vinha sem funções utilitárias básicas que justificassem seu provável custo elevado.

A mudança é interpretada por analistas da indústria como o encerramento definitivo do ciclo comercial do produto, que não chegou a ter um preço ou uma data de vendas durante seu longo período de desenvolvimento.

“Gadget” sem utilidade prática?

Relatos do setor indicam que a Samsung também enfrentou obstáculos para posicionar o Ballie dentro da sua linha de eletrodomésticos. Enquanto os robôs aspiradores da linha Bespoke Jet Bot entregam uma utilidade clara ao realizar a limpeza autônoma da casa, o Ballie focava apenas em interações sociais e consumo de mídia.

Para o consumidor que ainda busca automação residencial impulsionada por IA, a Samsung agora direciona seus esforços para o Bespoke AI Jet Bot Steam. O novo modelo, previsto para chegar ao mercado neste ano, foca em funções como reconhecimento de manchas e limpeza a vapor.

Com a remoção definitiva da página de interessados, o Ballie entra para a lista de conceitos da marca que, apesar de funcionais, não sobreviveram à transição para as prateleiras.

Último suspiro do Ballie: Samsung remove página e sinaliza fim do robô

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Prometido para 2025, o assistente móvel com projetor integrado foi retirado do site oficial.

Co-CEO da SMIC diz que mercado de RAM está em “pânico”

11 de Fevereiro de 2026, 14:34
Imagem mostra um homem de terno falando em um púlpito com microfone
Zhao Haijun é co-CEO da SMIC (imagem: reprodução)
Resumo
  • O co-CEO da SMIC, Zhao Haijun, afirma que a indústria de semicondutores está em pânico devido à escassez de chips de memória.
  • Os preços de memória RAM subiram até 90% no início de 2026, segundo a Counterpoint Research.
  • A demanda por IA está canibalizando a oferta de componentes, afetando dispositivos como smartphones, enquanto a produção de DRAM para servidores não acompanha a demanda.

A indústria global de semicondutores entrou oficialmente em modo de crise. O co-CEO da Semiconductor Manufacturing International Corp. (SMIC), Zhao Haijun, afirma que o setor vive um estado de “pânico” provocado pela escassez severa de chips de memória.

Durante a última conferência de resultados, realizada em Hong Kong, o executivo explicou que a voracidade do setor de inteligência artificial por hardware está canibalizando a oferta de componentes para outras áreas. A SMIC, vale lembrar, é a maior fabricante de chips sob encomenda da China.

Segundo o executivo, o boom da IA comprimiu a disponibilidade de memórias para dispositivos populares, como smartphones de entrada e intermediários. O cenário atual, relatado pelo The Wall Street Journal, é agravado por um comportamento defensivo das empresas: temendo o desabastecimento, fabricantes estão inflacionando seus pedidos para tentar garantir estoques, gerando uma falsa percepção de demanda ainda maior.

Indústria mudou a prioridade

Imagem mostra um chip da SMIC
Preço das memórias RAM subiu quase 90% em menos de um ano (imagem: reprodução/SMIC)

A crise de abastecimento é um reflexo da mudança de prioridades das “Três Gigantes” da memória: Samsung, SK Hynix e Micron. Juntas, elas controlam mais de 90% do mercado global.

Dados da consultoria Counterpoint Research revelam que os preços da memória RAM dispararam entre 80% e 90% neste início de 2026, em comparação com o final do ano passado.

O aumento foi puxado pela memória DRAM usada em servidores, indispensáveis para treinar e rodar grandes modelos de linguagem. Como a produção dessas empresas não conseguiu escalar na mesma velocidade da demanda por IA, o fornecimento para o mercado de PCs e smartphones acabou ficando em segundo plano.

A SMIC já reportou uma queda nas encomendas vindas de fabricantes de celulares de gama média e baixa, os mais sensíveis a flutuações de custo.

Quando a oferta de memória RAM deve melhorar?

Pente de memória RAM
Escassez de DRAM afeta smartphones de entrada e intermediários (imagem: Liam Briese/Unsplash)

A boa notícia é que há uma perspectiva de alívio no horizonte para o consumidor comum. A má é que ela não será imediata: a previsão da SMIC é que novas remessas de chips de memória RAM convencional cheguem primeiro aos fabricantes de eletrônicos de consumo, podendo equilibrar os estoques globais até o terceiro trimestre de 2026.

A empresa está orientando clientes a não serem tão pessimistas e a evitarem cortes drásticos em outros componentes. O risco, segundo Zhao, é que a memória volte ao mercado em nove meses e as empresas não tenham outros chips necessários para completar a montagem de seus produtos.

Apesar da turbulência no mercado de memórias, a SMIC vive um momento de expansão financeira. A companhia reportou uma receita recorde de US$ 9,32 bilhões em 2025 (cerca de R$ 48 bilhões), um crescimento de 12,8% em relação ao ano anterior. O lucro líquido também subiu 38,9%, atingindo US$ 685 milhões.

Esse desempenho é sustentado por um movimento de reestruturação da indústria na China, focado na localização da cadeia de suprimentos. Segundo a Nikkei Asia, desenvolvedores chineses de chips estão migrando em massa suas linhas de produção do exterior para fábricas locais.

Co-CEO da SMIC diz que mercado de RAM está em “pânico”

Pente de memória RAM (Imagem: Liam Briese/Unsplash)

Elon Musk quer usar a Lua para catapultar satélites

11 de Fevereiro de 2026, 11:26
ilustração sobre a Space X e Elon Musk. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Fusão entre SpaceX e xAI seria aposta para tirar plano do papel (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Elon Musk planeja construir uma fábrica de satélites na Lua com um “impulsionador de massa” para criar centros de dados em órbita.
  • O projeto enfrenta desafios como a necessidade de suportar forças de aceleração superiores a 10 mil g e a logística de construção lunar.
  • A fusão entre a xAI e a SpaceX visa utilizar a nave Starship para construir instalações lunares e aplicar algoritmos de IA na gestão da base.

O empresário Elon Musk, CEO da SpaceX e da xAI, parece ter um plano ambicioso, saído de livros de ficção: construir uma fábrica de satélites na superfície da Lua com uma catapulta gigantesca para lançar equipamentos ao espaço.

A proposta foi apresentada durante uma reunião interna com funcionários da xAI, cujos áudios foram obtidos e divulgados pelo jornal The New York Times nessa terça-feira (10/02). Segundo Musk, a infraestrutura lunar seria fundamental para viabilizar “centros de dados de inteligência artificial” em órbita.

A ideia seria aproveitar o vácuo do espaço para resfriamento e a energia solar ininterrupta para alimentação. O projeto marca uma virada brusca na estratégia do bilionário — até o início do ano passado, ele classificava a Lua como uma “distração” no caminho para Marte.

Como funcionaria isso?

O dispositivo mencionado por Musk é tecnicamente chamado de “impulsionador de massa”. Trata-se de um lançador eletromagnético projetado para propelir objetos ao espaço sem o uso de combustíveis químicos ou foguetes convencionais.

De acordo com o portal Engadget, essa catapulta seria integrada ao complexo industrial construído em solo lunar. A intenção seria fabricar satélites de IA localmente e lançá-los para a órbita lunar ou terrestre de forma muito mais barata. Embora a gravidade da Lua seja apenas 1/6 da terrestre, os desafios físicos para isso são imensos:

  • Velocidade de escape: para atingir a órbita lunar, o satélite precisa ser lançado a pelo menos 6.115 km/h (Mach 5);
  • Aceleração extrema: atualmente, tecnologias de canhões eletromagnéticos da Marinha dos EUA (os railguns) atingem Mach 8,8 (8,8 vezes a velocidade do som), conforme documentado pela Task and Purpose. No entanto, qualquer eletrônico lançado assim precisaria suportar forças de aceleração superiores a 10 mil g;
  • Logística: construir uma fábrica dessas exige dezenas de missões tripuladas e não tripuladas.
Elon Musk com a palavra LAUNCH ao fundo
Musk afirma que “é preciso ir à Lua” para obter capacidade computacional superior à dos concorrentes (imagem: Bill Ingalls/NASA)

Outro ponto controverso do plano é o uso do vácuo para resfriar os servidores de IA. Especialistas consultados pelo The Independent expressaram ceticismo: diferentemente da Terra, onde o calor se dissipa pelo ar (convecção), no vácuo a única forma de resfriamento é por radiação térmica. Isso exigiria radiadores de dimensões monumentais para evitar que os chips derretam sob carga intensa de processamento.

Para viabilizar a execução do plano, Musk confirmou recentemente a fusão operacional entre a xAI e a SpaceX. A união permitiria que a xAI utilizasse a logística da nave Starship para construir as instalações lunares, enquanto a SpaceX utilizaria os algoritmos da companhia de IA para gerenciar a base lunar.

Mudança de foco e incertezas

A fixação recente de Musk pela Lua é uma mudança de postura. Em 2025, ele afirmou no X (antigo Twitter) que a SpaceX iria “direto para Marte”.

No entanto, em postagens recentes, o CEO admitiu que criar uma “cidade autossustentável na Lua” é uma meta alcançável em menos de dez anos, enquanto Marte levaria pelo menos 20.

Vale lembrar que o histórico de previsões de Musk gera cautela. Em 2016, ele prometeu que a SpaceX enviaria missões de carga para Marte até 2018. Em 2017, previu o mesmo para 2022. Agora, em fevereiro de 2026, o foguete Starship está apenas realizando voos de teste.

Elon Musk quer usar a Lua para catapultar satélites

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk no Kennedy Space Center da NASA em 2020 (Imagem: Bill Ingalls / NASA)

Câmara aprova MP para transformar ANPD em agência reguladora

10 de Fevereiro de 2026, 15:06
ilustração sobre LGPD mostra a estátua da Justiça segurando uma balança. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
ANPD pode ganhar independência funcional para aplicar sanções (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória que transforma a ANPD em uma agência reguladora com autonomia administrativa e financeira.
  • Com isso, a ANPD poderá regular o ECA Digital, fiscalizando controle parental e proibindo loot boxes para proteger menores online.
  • A medida, no entanto, ainda não está valendo e segue para análise do Senado Federal.

A Câmara dos Deputados aprovou, nessa segunda-feira (09/02), a Medida Provisória 1.317 de 2025, que transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em uma agência reguladora. O texto, de autoria do governo federal, recebeu 271 votos favoráveis e 127 contrários. Com a aprovação, a matéria segue agora para análise do Senado Federal.

A mudança altera a natureza jurídica do órgão. Até então vinculada à Presidência da República, a ANPD passa a ser uma autarquia de natureza especial vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Na prática, essa nova roupagem jurídica assegura à autoridade independência funcional, técnica e decisória, além de autonomia administrativa e financeira, equiparando-a a órgãos como a Anatel ou a Anvisa.

O que muda com a nova regulação?

A nova estrutura ainda não está valendo, pois precisa ser aprovada no Senado Federal. No entanto, ela permite que a agência gerencie patrimônio próprio e mantenha sede definitiva em Brasília. Para viabilizar a transição, a MP foca na profissionalização do quadro de funcionários. O texto aprovado cria a Carreira de Regulação e Fiscalização de Proteção de Dados, destinada a especialistas que atuarão diretamente no controle de dados pessoais e inspeções técnicas.

Essa medida transforma 797 cargos efetivos vagos de agentes administrativos em 218 cargos efetivos de especialista em regulação, além de criar 26 novos cargos de comissão ou confiança, de acordo com o Poder360.

Essa reestruturação terá um impacto fiscal de R$ 5,1 milhões por ano. Além do reforço no pessoal, a ANPD passa a contar com um órgão de auditoria interna próprio. O objetivo é fortalecer a fiscalização da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em todo o país, garantindo que a agência tenha recursos para aplicar sanções e auditar empresas de forma independente.

Fiscalização do ECA Digital e proteção de menores

A nova agência reguladora terá um papel fundamental na execução do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital. Originada no PL 2.628 de 2022, a norma estabelece regras rígidas para proteger menores de idade no ambiente online, combatendo a exposição a conteúdos violentos e a publicidade predatória.

Entre as novas atribuições da ANPD está a fiscalização de ferramentas de controle parental e a proibição de loot boxes — as polêmicas caixas de recompensa em jogos eletrônicos. A agência deverá assegurar ainda que plataformas digitais criem canais de denúncia acessíveis e combatam a “adultização” precoce na rede.

Câmara aprova MP para transformar ANPD em agência reguladora

A LGPD protege todos os dados pessoais de titulares (imagem: Vitor Pádua/ Tecnoblog)
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