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Galaxy S27 Pro pode estrear bateria maior que a do S26 Ultra

18 de Setembro de 2026, 17:45
Galaxy S27 Pro pode ter bateria superior ao topo de linha do ano passado (imagem: reprodução)
Resumo
  • O Galaxy S27 Pro surgiu em registros do órgão regulador chinês 3C com bateria de 5087mAh, podendo ser anunciada como 5200mAh.
  • O aparelho deve ter carregamento rápido de 60W e pode ter câmera principal de 200MP e ultrawide de 50MP.
  • O Galaxy S27 Pro pode ser equipado com o processador Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro e ter até 16GB de RAM.

Está cada vez mais claro que a Samsung prepara um novo da linha Galaxy S no próximo ano, e alguns recursos parecem animadores. O Galaxy S27 Pro apareceu em registros do órgão regulador chinês 3C (China Compulsory Certificate) com uma bateria superior aos 5.000 mAh do atual Galaxy S26 Ultra. Segundo o GSMArena, a certificação também confirma suporte a carregamento rápido de 60 W.

O Galaxy S27 Pro ainda não foi anunciado oficialmente, mas o registro entra na lista de novas informações que temos sobre o provável aparelho, que deve ocupar uma posição abaixo do Ultra do ano que vem.

As baterias serão superiores a 5.200 mAh?

A capacidade nominal registrada no 3C é de 5.087 mAh, mas, como fabricantes de celulares normalmente divulgam a capacidade típica, a expectativa é que a Samsung apresente o componente como uma bateria de 5.200 mAh.

O número representa um aumento de 200 mAh em relação ao Galaxy S26 Ultra, que tem uma bateria de 5.000 mAh, mesmo sendo estabelecido como uma versão menor.

captura de tela de certificação de bateria do Galaxy S27 Pro
Certificação apresenta capacidade nominal do Galaxy S27 Pro (imagem: reprodução/GSMArena)

O Galaxy S27 Ultra também apareceu em registros do 3C. O modelo foi listado com capacidade nominal de 5.534 mAh, que pode ser anunciada na faixa dos 5.700 mAh. Se confirmado, serão 700 mAh a mais que na geração anterior.

Apesar do aumento na capacidade das baterias, a Samsung não deve fazer uma mudança semelhante na velocidade de carregamento. Os registros indicam que tanto o Galaxy S27 Pro quanto o S27 Ultra terão suporte a carregamento com fio de 60 W. É a mesma potência máxima encontrada no Galaxy S26 Ultra.

Galaxy S27 Pro deve ser mais compacto

Renderização do Galaxy S27 Pro em cor roxa
Aparelho será menor que versão Ultra, mas compartilhará especificações (imagem: reprodução/Android Headlines)

Antes da certificação, o Galaxy S27 Pro já havia aparecido em renderizações baseadas em arquivos CAD. As imagens mostram um aparelho com dimensões de 154,06 x 73,77 x 7,95 mm e tela de aproximadamente 6,6 polegadas. Ou seja, um smartphone cerca de 9 mm mais baixo e 5 mm mais estreito que o S27 Ultra.

A principal mudança está no espaço para as câmeras. Em vez do módulo elevado estreito na vertical, a empresa pode adotar o design do iPhone 17 Pro, que ocupa quase toda a parte superior. Ele lembra a solução escolhida pelo Xiaomi 17 Pro.

Possível ficha técnica

Falando em câmeras, os vazamentos indicam que o Galaxy S27 Pro deve compartilhar parte do conjunto com o S27 Ultra, incluindo a câmera principal de 200 MP e a ultrawide de 50 MP. A diferença estaria na teleobjetiva, com sensor de 12 MP d zoom óptico de 3x, em vez do sistema periscópio mais avançado do Ultra.

As informações vazadas apontam para o Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro. A Samsung também pode usar o Exynos 2700 em determinados mercados, mas essa divisão regional ainda não foi confirmada. O aparelho deve ter entre 12 GB e 16 GB de memória RAM.

Galaxy S27 Pro pode estrear bateria maior que a do S26 Ultra

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Novo celular da Samsung pode chegar com bateria de 5.200 mAh.

(imagem: reprodução/GSMArena)

(imagem: reprodução/Android Headlines)

OpenAI fez “maior roubo de trabalho da história”, diz executivo da Microsoft

18 de Setembro de 2026, 16:05
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Executivos previam os impactos ao mercado de notícias (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft e a OpenAI discutiram internamente sobre o impacto de seus chatbots no jornalismo, conforme documentos divulgados em uma ação movida pelo New York Times.
  • Executivos das duas empresas mencionam a possibilidade de redução de tráfego para sites de notícias e formas de burlar sistemas de paywall.
  • Um funcionário da Microsoft chamou a coleta de conteúdo sem compensação de “o maior roubo de trabalho da história”.

Um executivo da Microsoft classificou o uso de conteúdo jornalístico pela OpenAI como “o maior roubo de trabalho da história humana”. A declaração aparece em documentos internos revelados em um processo judicial, que também mostram executivos das duas empresas discutindo os impactos dos chatbots de IA sobre o jornalismo, incluindo a queda no tráfego de sites e formas de contornar paywalls.

Os arquivos fazem parte de uma ação movida por um grupo de veículos liderado pelo New York Times e foram divulgados após deixarem de ser confidenciais. Segundo o Ars Technica, em uma das mensagens, o executivo chamou a coleta de conteúdo sem compensação de “um roubo impressionante de proporções sem precedentes”.

As discussões entre os executivos indicam que as companhias sempre tiveram ciência dos impactos da IA no mercado editorial. No Brasil, a imprensa pressiona o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em uma ação contra o Google, que investiga o uso de notícias pela big tech em ferramentas de pesquisa com base no Gemini, como os Resumos de IA.

Microsoft discutia risco para as próprias IAs

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Funcionários discutiam possível “loop” que prejudicaria treinamento das IAs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Um dos principais registros vem de Brent Hecht, diretor de Ciência Aplicada da Microsoft. Em uma das mensagens, ele afirma que a estratégia era uma “completa zombaria da ideia de ‘uso justo'”, argumento usado pela indústria de IA para justificar a coleta de dados em massa. “Quase ninguém pretendia que o conteúdo criado fosse usado dessa forma, e ninguém é compensado por esse uso”, afirmou o executivo.

O NYT descreve ainda que funcionários da Microsoft falavam sobre um ciclo em que os produtos de IA prejudicariam os próprios sites usados no treinamento dos modelos.

A preocupação era que a redução do tráfego para sites jornalísticos diminuísse a capacidade desses veículos de produzir conteúdo, afetando a quantidade e a qualidade das informações disponíveis para o treinamento dos modelos de IA.

Chatbots reduziram cliques para sites de notícias

Segundo os autos, a Microsoft teria registrado quedas nas taxas de cliques para links de veículos jornalísticos. Entre os autores da ação, algumas publicações tiveram reduções de 83% a 93%, enquanto outros casos registraram quedas de 51% a 94%.

Um levantamento anterior, do Pew Research Center, mostra que usuários expostos ao resumo de IA clicam em links tradicionais quase 50% menos. Os números também foram usados pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) na ofensiva da imprensa brasileira contra as ferramentas do Google.

Mensagens internas da OpenAI explicavam o fenômeno: os usuários não vão clicar, “não importa o quão destacado seja o link exibido”. Nick Turley, então líder de produto do ChatGPT, concordou com a avaliação. Para ele, não há “um bom motivo para clicar” se o chatbot já entrega toda a resposta.

Tentativa de contornar paywalls

Imagem mostra crânios e ossos cruzados brancos e translúcidos sobre um fundo escuro com linhas de código de programação em azul claro. Os crânios representam pirataria, ataque hacker e perigo cibernético. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Empresas teriam burlado paywalls (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As mensagens internas também tratam do acesso a conteúdos protegidos por paywalls. Greg Brockman, presidente da OpenAI, teria afirmado estar “profundamente motivado pelas centenas de bilhões” após um funcionário comunicá-lo sobre um “hack” capaz de fazer os rastreadores da companhia burlarem o sistema do NYT.

Os autos também indicam que a Microsoft teria fornecido à OpenAI um conjunto de dados originalmente adquirido para o Bing sem autorização dos veículos. A startup teria obtido outra base de mais de 1,8 milhão de artigos do jornal por meio de terceiros.

Ao Ars Technica, a Microsoft contestou as alegações. Segundo a empresa, os produtos de IA da companhia se enquadram em uma categoria de uso transformador e não substituem o trabalho realizado pelos sites de notícias.

OpenAI fez “maior roubo de trabalho da história”, diz executivo da Microsoft

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iPhone pode ficar ainda mais caro após reajuste da Samsung

18 de Setembro de 2026, 11:14
iPhone 18 Pro Max e Pro, lado a lado (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung reajustou os preços dos chips de memória para o primeiro trimestre de 2027, o que pode aumentar o custo dos futuros iPhones.
  • Os novos preços representam uma alta de até 40% em comparação aos preços anteriores, afetando componentes de DRAM e NAND flash.
  • O aumento pode ser repassado aos consumidores, elevando o preço dos próximos iPhones, após o aumento recente dos modelos iPhone 18 Pro.

A Apple aceitou os novos preços de chips de memória da Samsung para o primeiro trimestre de 2027, segundo informações da cadeia de fornecimento. O acordo envolve componentes de DRAM e NAND flash, que enfrentam uma forte pressão de demanda. A alta pode aumentar novamente os custos dos iPhones.

O reajuste da Samsung ocorre pouco depois do anúncios dos novos modelos iPhone 18 Pro, que já chegaram mais caros em relação ao iPhone 17 Pro. No Brasil, os novos iPhones começam a ser vendidos nesta sexta-feira (18/09), com preços a partir de R$ 11.999. Tanto o Pro quanto o Pro Max tiveram aumento de R$ 500 em relação aos antecessores.

Fabricantes de smartphones chinesas, como Oppo e Vivo (que opera a marca Jovi no Brasil) teriam resistido aos aumentos propostos pela Samsung para o fim de 2026, segundo o Semiconductor Insider.

Memória sobe até 40%

Ilustração sobre memória flash mostra dois pentes de memória em um fundo de cor rosa. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
Chips de memória DRAM e NAND sofreram aumentos na Samsung (ilustração: Vitor Pádua/tecnoblog)

As novas cotações negociadas entre Samsung e Apple representam uma alta considerável em comparação aos preços praticados até o momento:

  • LPDDR5X: cerca de US$ 2 por gigabit (Gb), ante US$ 1,50/Gb no terceiro trimestre de 2026
  • NAND flash: aproximadamente US$ 0,33/Gb, contra US$ 0,26/Gb.

Dependendo do componente, os valores representam aumentos de aproximadamente 30% a 40%. A alta ocorre em um momento de restrição na oferta de chips de memória, enquanto fabricantes de eletrônicos disputam capacidade de produção com empresas que desenvolvem infraestrutura para inteligência artificial.

Para a Apple, o impacto final dependerá de quanto de memória cada aparelho utiliza e de como a empresa distribuirá o aumento de custos entre fornecedores, margens e preço dos produtos. O novo acordo não significa, necessariamente, que um próximo iPhone — seja uma próxima geração ou o iPhone 18 base, que lança apenas no ano que vem — terá um reajuste equivalente, mas há motivos para acreditar que sim.

Rumores de junho apontam que a estratégia de mercado da Apple para o fornecimento de chips permitira a manutenção dos preços do iPhone 17 na nova geração, que ainda assim aumentaria o valor base de memória. No entanto, o mesmo foi dito sobre o iPhone 18 Pro.

Boom da IA pressiona produção de memória

Ilustração que mostra um celular e um notebook ao lado de uma moeda para representar um aumento de preços desses produtos
Aumento de preço da memória RAM impacta mercado de eletrônicos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A expansão dos data centers de inteligência artificial aumentou a procura por diferentes tipos de memória, especialmente por componentes usados em servidores e aceleradores de IA. Em agosto, a Samsung já havia aumentado os preços de fabricação dos componentes.

Samsung, SK Hynix e Micron, as três maiores fabricantes do setor, vêm direcionando parte de sua capacidade para produtos destinados ao mercado de servidores, incluindo a HBM (High Bandwidth Memory), essencial para aceleradores de IA.

Esse movimento reduz a disponibilidade de componentes usados em outros eletrônicos e aumenta a pressão sobre os preços de DRAM e NAND. Grande parte da capacidade produtiva prevista para 2027 já está até comprometida.

iPhone pode ficar ainda mais caro após reajuste da Samsung

iPhone 18: Pro Max e Pro lado a lado (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

(imagem: Vitor Pádua/tecnoblog)

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Spotify traz programa de monetização para podcasts ao Brasil

17 de Setembro de 2026, 15:02
Dois logos do Spotify em close-up sobre um fundo escuro. Cada logo é um círculo verde vibrante com três barras horizontais curvas e brancas em seu interior, representando ondas sonoras. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Spotify Partner Program está sendo expandido para outras regiões (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Spotify lançará seu programa de monetização para podcasts no Brasil.
  • O programa oferece três formas de monetização: tempo de reprodução para assinantes Premium, publicidade automática para usuários gratuitos e patrocínios diretos com marcas.
  • Para participar, é necessário ter mil membros do público do Spotify e 2 mil horas de reprodução nos últimos 30 dias, com pelo menos três episódios lançados.

O Spotify anunciou nesta quinta-feira (17/09) que trará o Spotify Partner Program ao Brasil. A iniciativa, até então em funcionamento nos Estados Unidos, Europa e na Austrália, será disponibilizada nos próximos meses. O programa permite que produtores de podcasts e videocasts no país monetizem seus programas dentro da plataforma por meio de diferentes fontes de receita.

O modelo é semelhante ao adotado por outras plataformas de streaming, como o YouTube. Criadores poderão receber repasses relacionados ao tempo de consumo de vídeos por assinantes ou à publicidade automática que aparece para usuários gratuitos.

A novidade deve facilitar a rentabilidade de programas que, até então, precisam buscar por anunciantes diretamente. Nesses casos, porém, o Spotify também disponibilizará ferramentas de gerenciamento. Vale lembrar que o próprio serviço estaria testando uma ferramenta para pular esses anúncios.

Além do Brasil, o Spotify Partner Program será expandido para mais de 35 países e territórios. Na América Latina, a lista inclui México, Colômbia, Chile, Peru, Equador, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. A disponibilização para os novos mercados será gradual e está prevista para os próximos meses.

Como podcasts podem ser monetizados?

banner do Spotify com o título do programa Spotify Partner Program
Programa de monetização considera tempo de reprodução e anúncios automáticos (imagem: divulgação/Spotify)

O Spotify Partner Program combina três formas de monetização para os programas participantes:

  • Vídeos para assinantes Premium: criadores recebem de acordo com o tempo de reprodução de videocasts assistidos por usuários do plano Premium.
  • Publicidade automática: anúncios podem ser inseridos nas versões gratuitas dos programas no Spotify e em reprodutores de terceiros.
  • Patrocínios diretos: o criador pode negociar campanhas com marcas e usar as ferramentas do Spotify para gerenciamento e acompanhamento dos resultados. Nesse caso, 100% da receita do patrocínio fica com o podcaster.

Para fazer parte do programa de monetização, é preciso ter mil membros do público do Spotify e 2 mil horas de reprodução nos últimos 30 dias, com pelo menos três episódios lançados.

Segundo o Spotify, os pagamentos mensais aos programas participantes cresceram mais de um terço desde que a empresa flexibilizou os critérios de elegibilidade. Os videocasts incluídos no programa também tiveram aumento médio de mais de 45% nas horas de consumo desde o lançamento da iniciativa.

Entre os exemplos citados pela plataforma estão o podcast SOLVED, de Mark Manson, que triplicou sua base de ouvintes no Spotify, e Mystery Mondays, de Bella Fiori, que passou a financiar campanhas sociais com a receita obtida pelo programa.

Premium terá menos anúncios em videocasts

Spotify possui espaço destinado a podcasts e videocasts (gif: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

A novidade também muda a experiência dos assinantes que acompanham podcasts em vídeo. Nos programas participantes, o Spotify deixará de exibir os anúncios dinâmicos inseridos automaticamente durante a reprodução.

Os intervalos comerciais gravados pelos próprios apresentadores, porém, continuam aparecendo. Isso inclui os patrocínios negociados diretamente entre os criadores e as marcas.

Spotify traz programa de monetização para podcasts ao Brasil

Spotify (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/Spotify)

Zelda: Ocarina of Time Remake esgota em 10 minutos de pré-venda

17 de Setembro de 2026, 11:26
Imagem do personagem Link montando um cavalo no remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time
The Legend of Zelda: Ocarina of Time abriu pré-venda no Brasil (imagem: reprodução/Nintendo)
Resumo
  • Nintendo iniciou a pré-venda do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time no Brasil, com preço sugerido de R$ 439 para a edição física.
  • Ela esgotou em cerca de 10 minutos e traz capa com acabamento especial nas primeiras unidades; ainda não há confirmação de um novo lote.
  • Versão digital custa R$ 329,90 e continua à venda na eShop brasileira; o jogo será lançado em 5 de novembro para Switch 2.

A Nintendo iniciou a pré-venda do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time no Brasil. A edição física de lançamento, que traz uma embalagem com acabamento especial, combinando elementos metalizados e textura em relevo, esgotou em cerca de 10 minutos nessa quarta-feira (16/09). O acabamento será exclusivo das unidades da primeira tiragem.

A nova versão do clássico do Nintendo 64 chega com preço sugerido de R$ 439 em mídia física e foi comercializada por grandes varejistas, como a Amazon. A Nintendo não confirmou a quantidade de unidades produzidas com o acabamento especial e nem divulgou informações sobre um novo lote.

Quem preferir a versão digital pode fazer a reserva diretamente pela eShop brasileira, por R$ 329,90. A diferença em relação ao preço sugerido da mídia física é de R$ 109,10, embora promoções no varejo ofereçam desconto para pagamento à vista no Pix.

Remake atualiza clássico do Nintendo 64

Lançado originalmente em 1998, Ocarina of Time retorna em uma nova versão para o Switch 2. A Nintendo reformulou os gráficos, a movimentação e os controles de câmera, além de ampliar os diálogos dos personagens e incluir cenas dubladas.

A nova versão traz dublagem e localização em português do Brasil. O jogo terá suporte aos modos TV, mesa e portátil e ocupa cerca de 27 GB de armazenamento no console.

A Nintendo também criou o Zelda Notes, recurso disponível no aplicativo Nintendo Switch App. A ferramenta acompanha o progresso da aventura e pode ajudar o jogador a encontrar locais do jogo a partir de imagens.

Ocarina of Time chega em novembro

O remake será lançado mundialmente em 5 de novembro de 2026 e será exclusivo do Nintendo Switch 2. A nova versão recupera a aventura de Link por Hyrule, agora reconstruída para o hardware atual da Nintendo.

Além do jogo, a Nintendo anunciou uma linha especial de produtos para comemorar os 40 anos de The Legend of Zelda, incluindo uma edição temática do Switch 2, controle Pro e acessórios. Esses produtos chegam antes do jogo, em outubro.

Zelda: Ocarina of Time Remake esgota em 10 minutos de pré-venda

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Edição física para Switch 2 custa R$ 439 e traz capa especial. Versão digital continua disponível por R$ 329,90.

(imagem: reprodução/Nintendo)

Expansão da IA pode provocar “tsunami” de lixo eletrônico, diz relatório

17 de Setembro de 2026, 10:26
Foto de um descarte de lixo eletrônico com placas sobrepostas
Aumento de novos servidores pode triplicar lixo eletrônico nas próximas décadas (imagem: reprodução/Magnific)
Resumo
  • A corrida por data centers de IA pode triplicar o volume anual de lixo eletrônico tóxico até 2050, segundo a Basel Action Network (BAN).
  • De acordo com o relatório da entidade, a expansão de data centers pode gerar 13 milhões de toneladas de resíduos por ano somente até 2030.
  • Apenas cerca de 20% do lixo eletrônico recebe destinação adequada, de acordo com o cofundador da BAN, Jim Puckett.

A expansão da infraestrutura necessária para sustentar a IA pode triplicar o volume anual de lixo eletrônico tóxico nos próximos 25 anos. É o que diz um relatório da Basel Action Network (BAN), organização ambiental que acompanha o descarte e a movimentação internacional de resíduos eletrônicos.

Segundo a entidade, o acúmulo nesse período seria suficiente para preencher seis fileiras de contêineres ao redor da Terra. O material pode conter substâncias como mercúrio, cádmio, chumbo e compostos químicos persistentes, além de metais que exigem processos específicos para serem recuperados.

Servidores aumentam volume de resíduos

O levantamento projeta a quantidade de materiais que precisarão ser fabricados como parte da expansão de data centers nos próximos anos. Nos Estados Unidos, serão ao menos 4.871, segundo a organização, sendo muitos deles voltados a IA.

Para calcular o impacto, a organização considerou uma estimativa de aproximadamente 100 gigawatts (GW) de nova capacidade computacional no mundo até 2030. A conta inclui servidores, sistemas de refrigeração, infraestrutura elétrica, cabeamento e outros componentes importantes para os centros de processamento. Entre eles:

  • Racks de servidores: um rack de alta densidade usado em compuação de IA pode pesar cerca de 1.360 kg.
  • Switches e cabeamento: equipamentos de rede chegam a 30 kg cada, equanto cada rack pode concentrar centenas de quilos de cabos de cobre.
  • Troca de equipamentos: componentes podem ser substituídos a cada dois a cinco anos, seja pelo desgaste térmico, seja pela defasagem de desempenho.
  • Outros eletrônicos: a evolução dos requisitos para IA também pode acelerar a substituição de computadores, celulares e outros equipamentos de telecomunicações.

A partir desses fatores, a BAN estima que o descarte de hardware possa chegar a 13 milhões de toneladas por ano até 2030. O número é superior ao de estimativas apresentadas anteriormente por outros estudos sobre o lixo eletrônico do setor.

Falta de destinação adequada

Imagem mostra vários itens de lixo eletrônico, como carcaças de PCs e teclados
Lixo eletrônico seria consequência da obsolescência programada (imagem: John Cameron/Unsplash)

Apesar da preocupação para o futuro, o descarte de equipamentos eletrônicos já cresce rapidamente e é um problema no momento. Jim Puckett, cofundador da BAN, afirmou ao jornal The Guardian que apenas cerca de 20% desse material recebe uma destinação adequada.

A entidade atua internacionalmente contra o envio ilegal de resíduos tóxicos para países em desenvolvimento, onde parte desses equipamentos pode ser desmontada ou processada sem as mesmas condições de controle ambiental.

O Brasil, por exemplo, produz mais de 2,4 milhões de toneladas desse material anualmente, segundo levantamento da ONU. O valor deve aumentar com a expansão dos centros de dados no país, impulsionada pela aprovação do Redata, sancionado nessa quarta-feira (16/09).

Para a BAN, a velocidade da expansão da IA não está sendo acompanhada por uma estrutura equivalente para lidar com os equipamentos. A entidade alerta que, sem mudanças na forma como esses materiais são projetados, reutilizados e reciclados, a expansão da IA poderá transformar uma parcela crescente da infraestrutura tecnológica em resíduos tóxicos.

Expansão da IA pode provocar “tsunami” de lixo eletrônico, diz relatório

Lixo eletrônico como consequência da obsolescência programada (Imagem: John Cameron/Unsplash)

Intel e SK Hynix podem fechar acordo para fabricar chips nos EUA

17 de Setembro de 2026, 08:20
Sede da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
SK Hynix deve ampliar presença nos Estados Unidos após pressão de Trump (imagem: divulgação/SK Hynix)
Resumo
  • Intel e SK Hynix negociam parceria para produzir chips de memória nos EUA, com opções de aluguel de fábrica da Intel em Ohio ou joint venture com empresas de nuvem.
  • A SK Hynix avalia medidas para ampliar suas bases de produção, mas nenhuma decisão foi tomada sobre cooperação com empresas específicas ou fabricação de memória nos EUA.
  • O governo sul-coreano pode barrar tecnologias avançadas, exigindo revisão de projetos que envolvam componentes estratégicos para o país, como chips de memória HBM ou DRAM.

A americana Intel e a sul-coreana SK Hynix negociam uma parceria para produzir chips de memória nos Estados Unidos. O acordo ainda está em fase preliminar e pode seguir por dois caminhos: o aluguel de uma fábrica da Intel no estado de Ohio ou uma joint venture com companhias de computação em nuvem.

Segundo a Reuters, ainda não está definido qual tipo de memória será produzido nos EUA, que pressiona fabricantes de semicondutores de Taiwan e Coreia do Sul a ampliarem a produção em território local. A SK Hynix estreou na bolsa de valores Nasdaq em julho e quebrou recordes, com o maior valor já levantado por uma empresa estrangeira no país.

Mas a instalação de uma fábrica nos EUA é mais custosa. Segundo fontes ouvidas pela agência, despesas com mão de obra e construção são maiores no país, e boa parte dos fornecedores da indústria estão na Ásia.

SK Hynix pode ocupar fábrica da Intel

Renderização das futuras fábricas de chips da Intel (imagem: divulgação/Intel)
Renderização das futuras fábricas de chips da Intel (imagem: divulgação/Intel)

Uma das opções discutidas é o aluguel de parte do complexo que a Intel está construindo no estado de Ohio. A fabricante estadunidense anunciou em 2022 um investimento de até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 514 bilhões) para construir no estado um grande complexo de fabricação de semicondutores.

O projeto, porém, sofreu atrasos. As duas primeiras fábricas do polo, previstas inicialmente para começar as operações no ano passado, agora têm previsão de início para 2030 e 2031. A necessidade de levantar mais fundos para as obras esteve entre os argumentos que levaram a Intel a vender 10% de suas ações para o governo dos EUA.

Nesse cenário, uma parceria com a SK Hynix poderia incluir a utilização de parte da estrutura planejada pela Intel. A outra possibilidade seria uma sociedade entre Intel, SK Hynix e grandes empresas de computação em nuvem interessadas em garantir o fornecimento de memória para seus próprios data centers.

Governo da Coreia do Sul pode barrar tecnologias avançadas

Coreia do Sul pode barrar fabricação de tecnologias avançadas no exterior (imagem: divulgação/SK Hynix)

Outro obstáculo está na própria Coreia do Sul. A produção nos Estados Unidos de tecnologias avançadas de memória pode exigir uma revisão do governo caso envolva componentes classificados como estratégicos para o país.

Procurado pela Reuters, o Ministério do Comércio da Coreia do Sul afirmou que decisões sobre instalações de produção cabem às empresas. O órgão, porém, ressaltou que projetos envolvendo uma “tecnologia central nacional” precisam passar por uma revisão prevista na Lei de Proteção de Tecnologia Industrial.

Isso pode afetar uma eventual produção de tecnologias como HBM (chips bastante visados pela indústria de IA) ou determinadas gerações de DRAM nos Estados Unidos. Fontes ouvidas pela agência afirmam que o governo sul-coreano também pode considerar os investimentos da SK Hynix nas negociações comerciais com Washington.

A SK Hynix confirmou que avalia medidas para ampliar suas bases de produção, mas afirmou à Reuters que “nada foi determinado neste estágio”. Posteriormente, em comunicado publicado em seu site, a empresa declarou que nenhuma decisão havia sido tomada sobre uma possível cooperação com empresas específicas ou sobre a fabricação de memória nos Estados Unidos.

Intel e SK Hynix podem fechar acordo para fabricar chips nos EUA

Renderização das futuras fábricas de chips da Intel (imagem: divulgação/Intel)

Euro-Office chega ao PC para desafiar a Microsoft

16 de Setembro de 2026, 17:09
captura de tela do app do Euro-Office para PC
App amplia usabilidade do Euro-Office no PC (imagem: reprodução/Nextcloud)
Resumo
  • A Nextcloud lançou o Euro-Office, uma suíte de aplicativos de código aberto para desafiar a Microsoft, com versão para desktop prevista para as próximas semanas.
  • O Euro-Office permite a colaboração em documentos, tanto no aplicativo de desktop quanto na interface web, mantendo a sincronização entre os usuários.
  • A suíte suporta formatos como DOCX, XLSX, PPTX, PDF, ODT, ODS e ODP, e visa ampliar o uso de tecnologias abertas na Europa, seguindo esforços de órgãos públicos.

Três meses após a chegada aos navegadores, o Euro-Office, suíte de apps de código aberto alternativos ao Microsoft Office, ganhará um aplicativo para desktop. A novidade foi anunciada pela Nextcloud, uma das empresas envolvidas no projeto, nesta quarta-feira (16/09).

O programa será integrado aos recursos de colaboração do Nextcloud e permitirá trabalhar nos mesmos documentos a partir do aplicativo instalado no PC ou da interface web. A versão deve ser liberada nas próximas semanas.

Euro-Office integra edições no PC e na web

O novo aplicativo mantém as funcionalidades básicas do Euro-Office para navegadores, permitindo a abertura e edição de arquivos sem perder a sincronização com os demais usuários. Isso permite que pessoas trabalhando no mesmo documento usem plataformas diferentes, como nas opções da Microsoft.

A Nextcloud também aproveitou a atualização para fazer mudanças no software. Segundo a empresa, o Euro-Office ficou mais rápido no processamento de comandos e ganhou novos mecanismos de filtragem de pastas. As miniaturas dos documentos também foram aprimoradas para facilitar a identificação dos arquivos.

imagem representando integração entre aplicativo Web e Desktop do Euro-Office
Usuários poderão colaborar em edições através do app para web ou desktop (imagem: reprodução/Nextcloud)

A base do Euro-Office, porém, é alvo de polêmica. Mantenedores do OnlyOffice acusam o fork da coalizão europeia de violar condições da licença AGPLv3 e regras de propriedade intelectual, entre elas a remoção de avisos legais do código original. A Nexcloud contesta as alegações.

Suíte reúne formatos da Microsoft e padrões abertos

O Euro-Office foi lançado oficialmente em 9 de junho de 2026 por uma coalizão formada pela Nextcloud, Proton, IONOS, XWiki e Office.EU. A suíte reúne ferramentas para edição de textos, planilhas e apresentações.

Entre os formatos compatíveis estão DOCX, XLSX, PPTX e PDF, além de ODT, ODS e ODP, baseados no padrão aberto OpenDocument.

A iniciativa acompanha esforços de órgãos públicos europeus para ampliar o uso de tecnologias abertas. Na Alemanha, por exemplo, o formato ODF vem sendo adotado em projetos de digitalização do setor público, enquanto a França tem migrado parte de seus computadores governamentais para Linux.

Euro-Office chega ao PC para desafiar a Microsoft

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Projeto visa a soberania digital europeia. Versão para desktop deve ser disponibilizada para download nas próximas semanas.

(imagem: reprodução/Nextcloud)

Anatel prorroga testes da Starlink com a Vivo

16 de Setembro de 2026, 15:28
Imagem mostra um fundo escuro de espaço sideral exibindo uma espaçonave Dragon e painéis solares; à esquerda, o logotipo branco estilizado da "STARLINK" sob um grande "X"; à direita, uma mão segura em primeiro plano um smartphone com tela roxa acesa, exibindo o mascote/logotipo branco da operadora Vivo encimado por ondas de sinal Wi-Fi, acompanhado pela marca d'água "tecnoblog" no canto inferior direito.
Vivo poderá testar D2D até 2029 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Anatel prorrogou até abril de 2029 a autorização para a Telefônica Brasil, controladora da Vivo, realizar testes com a tecnologia Direct-to-Device (D2D) em parceria com a Starlink.
  • A tecnologia D2D permite que celulares compatíveis se conectem diretamente aos satélites, sem depender de antenas parabólicas ou outros equipamentos externos.
  • Os testes usarão frequências de rede móvel, com potência de emissão de até 100 W, e operam em caráter secundário, sem direito à proteção contra interferências.

A Anatel prorrogou até abril de 2029 a autorização para que a Telefônica Brasil, controladora da Vivo, realize testes com a tecnologia Direct-to-Devide (D2D), que permite conectar celulares a satélites. A autorização vale para todo o território nacional e també mpermite a exploração comercial do serviço dentro das regras do ambiente regulatório experimental.

O Ato nº 11.334 foi publicado no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (16/09) e permite que a Vivo realize testes sem limite para o número de estações móveis conectadas. A autorização anterior, emitida em julho, previa o fim das atividades em 22 de outubro deste ano.

Segundo o TeleSíntese, a prorrogação foi solicitada pela própria operadora, alegando que o prazo original não seria suficiente para realizar testes representativos.

Vivo testa D2D com a Starlink

Ilustração do direct-to-device mostra uma mão segurando um celular, que exibe o logo do Wi-Fi. Ao fundo, um satélite em órbita. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Vivo testa tecnologia com a Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A SpaceX informou à FCC, órgão regulador de telecomunicações dos EUA, que obteve autorização para operar no Brasil, mas pediu sigilo sobre a operadora parceira. Tudo indica que essa seria a Vivo, que teve negociações confirmadas por fontes ouvidas pelo Tecnoblog.

A companhia é responsável pela rede de satélites Starlink e pelo serviço Starlink Mobile, antigo Direct-to-Cell, já em operação nos Estados Unidos e outros países, como Austrália e Chile. Em seu site, a empresa já destaca o Brasil entre os países que devem receber o serviço em breve.

A tecnologia D2D permite que celulares compatíveis se conectem diretamente aos satélites, sem depender de antenas parabólicas ou outros equipamentos externos. Nos EUA, o serviço é oferecido pela T-Mobile nos planos mais completos, mas também pode ser usado por clientes de outras operadoras por US$ 10 (cerca de R$ 52).

A Claro também realizou testes experimentais da tecnologia em um sandbox anterior realizado em São Luís, no Maranhão. O experimento foi feito em parceria com a também americana Lynk Global, mas a empresa não deu sinais de adotar o serviço por enquanto.

Testes usam frequências de rede móvel

A autorização da Anatel permite que a Telefônica utilize as frequências de 2.567,5 MHz e 2.687,5 MHz, com canalização de 5 MHz em cada faixa e potência de emissão de até 100 W. O serviço está enquadrado como Serviço Limitado Privado (SLP) e utiliza o licenciamento de estações do Serviço Móvel Pessoal (SMP).

As transmissões operam em caráter secundário. Por isso, a Vivo não tem direito à proteção contra interferências e deve interromper imediatamente os testes caso o sinal provoque interferência em outros sistemas de telecomunicações autorizados no país.

Anatel prorroga testes da Starlink com a Vivo

Vivo e Starlink realizam teste de acesso à internet via satélite (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tecnologia D2D promete levar sinal a áreas não cobertas por meios terrestres (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

AirPods 5 trazem cancelamento de ruído melhorado e IA

9 de Setembro de 2026, 16:33
Imagem mostra um AirPods 5 branco, com case aberta
Apple anuncia novos AirPods 5 (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • A Apple lançou os AirPods 5, fones de ouvido com cancelamento ativo de ruído (ANC) e integração à inteligência artificial da Apple, segundo a Apple.
  • Os novos fones de ouvido trazem melhorias na reprodução de som e cancelamento de ruído, com preços a partir de R$ 1.499 no Brasil.
  • Os AirPods 5 estão disponíveis em duas versões, uma com carregamento sem fio, que custa R$ 200 a mais e oferece recursos adicionais como sensor de força e 5 horas de música com ANC ativado.

A Apple apresentou nesta quarta-feira (09/09) a quinta geração dos seus AirPods tradicionais, com melhorias nas tecnologias de cancelamento ativo de ruído (ANC). Os fones foram anunciados junto com os novos iPhones, incluindo o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da marca. Os AirPods 5 chegam ao mercado em duas versões, e ambas contam com ANC.

O AirPods 5 já está em pré-venda no Brasi. A versão de entrada custa R$ 1.499, enquanto o modelo com carregamento sem fio chega a R$ 1.699. As entregas começam em 18 de setembro.

Os novos modelos mantém o formato dos AirPods traidicionais, sem ponteiras de silicone, e não receberam nenhuma atualização em design frente aos AirPods 4, lançados em 2024. Ainda assim, a nova geração promete melhor adaptação para “diferentes formatos de orelhas”, com uma arquitetura acústica redesenhada e auxílio do Adaptative EQ, tecnologia que ajusta as frequências com base no encaixo do dispositivo.

As melhorias também têm impacto no ANC, o melhor em um fone aberto, de acordo com a Apple. A empresa afirma que a tecnologia está 50% mais eficiente em relação a geração anterior, o que também resulta num modo de Áudio Espacial Personalizado melhorado.

Integração com IA

Mulher com o AirPods 5 integragindo com IA
AirPods 5 têm integração com sistemas de IA da empresa (imagem: reprodução/Apple)

Na apresentação, a empresa deu destaque a integração dos fones com a inteligência artificial dos iPhones, como a ferramenta de Tradução Ao Vivo e a Siri inteligente. É possível ativar a assistente e pedir informações sem a necessidade de usar o celular.

Não confunda com os supostos AirPods com câmera que apareciam em rumores. A versão, que deve permitir a captura de imagens para análise de cenas, só deve ser anunciada e lançada no ano que vem, provavelmente junto ao iPhone 18 base.

Ambos os modelos também incluem o modo de Áudio Adaptativo, em que define automaticamente o volume e os modos de cancelamento de ruído, Transparência e Detecção de Conversa, que diminui o volume do som caso o usuário comece a falar.

Modelo com carregamento sem fio

Imagem reúne as novidades do AirPods 5, com informações sobre Siri AI e bateria
Modelo chega em segunda versão com mais funcionalidades (imagem: reprodução/Apple)

Diferente da geração anterior, que separou AirPods com e sem cancelamento ativo de ruído, desta vez a empresa resolveu lançar uma segunda versão em uma case com suporte a carregamento sem fio. Ela traz pequenas melhorias, mantendo o mesmo design.

Por R$ 200 a mais, o dispositivo chega com um sensor de força que permiu aumentar ou diminuir o som deslizando o dedo. Essa versão também sobe para 5 horas de música com ANC ativado, contra 4 horas do modelo padrão.

Confira os detalhes do novo iPhone

AirPods 5 trazem cancelamento de ruído melhorado e IA

(imagem: reprodução/Apple)

(imagem: reprodução/Apple)

(imagem: reprodução/Apple)

Abin regulamenta app de mensagens que substitui WhatsApp em órgãos públicos

9 de Setembro de 2026, 12:29
Captura de tela do aplicativo MSG Gov
App do governo é destinado a órgãos públicos (imagem: reprodução/Serviços e Informações do Brasil)
Resumo
  • A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) regulamentou o MSG Gov, aplicativo de mensagens para comunicação entre órgãos do governo federal.
  • O aplicativo, desenvolvido pela Serpro e Universidade Federal do Ceará, permite conversas criptografadas e foi distribuído aos integrantes do Sisbin.
  • O uso do aplicativo requer credencial de segurança ativa ou Termo de Compromisso de Manutenção de Sigilo.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) regulamentou o MSG Gov, aplicativo de mensagens criado para a comunicação entre órgãos do governo federal e servidores públicos. A ferramenta já está em operação e começou a ser distribuida aos integrantes do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin).

O app não é liberado para uso do público: ele pode ser baixado normalmente nas lojas de apps, mas o acesso depende das credenciais exigidas pelo sistema. A regulamentação foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (08/09) e assinada pelo diretor-geral da Abin, Luiz Ferndando Corrêa.

O MSG Gov foi desenvolvido pela Serpro em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e funciona como uma alternativa própria aos mensageiros comerciais, como WhatsApp e Telegram, para tratar de comunicações institucionais. A solução é semelhante a outros mensageiros próprios adotados pela administração de países como a França, com o Tchap, e a Alemanha, com o BundesMessenger.

App permite conversas criptografadas

captura de tela de conversas no MSG Gov
MSG Gov possui funcionalidades semelhantes às de mensageiros tradicionais (imagem: reprodução/Serviços e Informações do Brasil)

O mensageiro permite aplicar controles específicos de segurança e acesso em conversas entre os integrantes do Sisbin, como Casa Civil, GSI, Itamaraty, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Banco Central, Anatel, Coaf e Ibama, segundo o Mobile Time.

Nele, é possível enviar mensagens, fotos e arquivos, gravar áudios e fazer chamadas de voz criptografadas, assim como os mensageiros tradicionais, mas há maior controle sobre quem pode acessar cada conversa.

A arquitetura usa mais de uma camada de proteção, com parte do sistema utilizando tecnologia comercial, enquanto a criptografia emprega um algoritmo próprio, desenvolvido pelo governo brasileiro.

Dessa forma, o acesso depende das permissões e do nível de credenciamento do servidor. Esses funcionários devem ter uma credencial de segurança ativa ou assinar um Termo de Compromisso de Manutenção de Sigilo (TCMS), segundo a portaria nº 4.628.

A Abin desaconselha a instalação em aparelhos pessoais ou de uso misto por servidores públicos, devido aos riscos adicionais de segurança. A prática não é proibida, mas cabe a cada instituição verificar se o dispositivo atende aos requisitos para usar a plataforma.

Viagens internacionais também têm regras próprias

A portaria prevê cuidados adicionais para servidores que precisarem usar o MSG Gov fora do Brasil. Nesses casos, o usuário deve obter autorização prévia da chefia e comunicar o responsável pela segurança da informação do órgão.

A orientação também é manter controle físico do aparelho durante todo o período da viagem. A preocupação envolve situações como perda, roubo ou comprometimento do dispositivo durante a permanência no exterior.

Incidentes de segurança relacionados ao aplicativo deverão ser comunicados imediatamente às Equipes de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos (ETIR) de cada instituição.

Abin regulamenta app de mensagens que substitui WhatsApp em órgãos públicos

(imagem: reprodução/Serviços e Informações do Brasil)

(imagem: reprodução/Serviços e Informações do Brasil)

Você terá controle total do algoritmo (basta morar na Austrália)

9 de Setembro de 2026, 11:22
Ajustes de tópicos no Instagram
Redes sociais poderão ser forçadas a dar opção para feed sem personalização (imagem: reprodução/TechCrunch)
Resumo
  • O governo da Austrália apresentou um projeto de lei para obrigar plataformas a oferecer uma opção de desligar recomendações personalizadas, permitindo que os usuários vejam apenas publicações de contas que eles seguem, uma regra chamada “My Feed, My Way”
  • A nova regra se aplicaria a usuários com mais de 16 anos e as empresas que não cumprirem poderão receber multas de até 109,2 milhões de dólares australianos
  • O projeto também inclui novas obrigações de cuidado digital para menores de 18 anos, exigindo que as plataformas adotem medidas para reduzir a exposição a conteúdos prejudiciais.

Após ser pioneira nas leis que restringem redes sociais para menores, a Austrália agora quer dar mais controle ao usuário sobre os algoritmos. O governo do país apresentou um projeto de lei que obriga as plataformas a oferecerem opções para desligar completamento os algoritmos de recomendação e ver apenas publicações de contas que a pessoa escolheu seguir.

A regra chamada de “My Feed, My Way” valeria para usuários com mais de 16 anos, que receberiam um aviso permitindo escolher entre continuar com um feed personalizado ou não, assim que entrassem na plataforma.Empresas que dificultarem a escolha ou descumprirem as novas exigências poderão receber multas de até 109,2 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 400 milhões).

Experiência sem sistema de recomendação

imagem de uma pessoa vendo um perfil do TikTok
Plataformas terão de oferecer opção de ver apenas posts de seguidos (imagem: Swello/Unsplash)

Redes sociais como Facebook, Instagram e TikTok usam sistemas de recomendação para decidir quais posts aparecem primeiro, considerando fatores como histórico, interações e interesses. Com a nova regra, elas deverão oferecer uma experiência sem esse tipo de personalização.

Algumas das principais plataformas já possuem seções de posts de amigos. No Instagram, por exemplo, é possível selecionar a aba ao clicar no logo do app, no topo da interface, e selecionar a opção “Seguindo”. TikTok e X também oferecem opções semelhantes.

O My Feed, My Way, porém, deve forçá-las a permitir esse modo por padrão, uma ideia já rejeitada anteriormente por executivos como Adam Mosseri, chefe do Instagram. Em 2024, ele deixou claro que priorizar postagens de contas seguidas pelos usuários reduziria o engajamento e as pessoas passariam menos tempo na plataforma.

Em junho, porém, Mosseri reconheceu que o algoritmo diminuiu a autonomia dos usuários e tem tornado o feed menos interessante para muitas pessoas.

Mais cuidado para menores

Pacote inclui mais medidas para menores de idade (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O mesmo pacote prevê novas obrigações de cuidado digital para menores de 18 anos em apps, jogos online e chatbots de IA. As plataformas teriam de adotar medidas para reduzir a exposição de menores a:

  • Pornografia
  • Incentivo a transtornos alimentares
  • Discursos misóginos
  • Glorificação do crime
  • Desafios perigosos
  • Intimidação e assédio virtual
  • Conteúdos capazes de causar sofrimento psicológico grave

O país deve exigir que as empresas considerem esses riscos já no desenvolvimento dos produtos, em vez de agir apenas depois que um problema acontece.

Big techs ainda podem tentar barrar a proposta

Procuradas pela Reuters, a Meta e a Alphabet (holding do Google) não comentaram o projeto. A DIGI, grupo que representa empresas como Meta, Google e Snapchat na Austrália, disse apoiar a oferta de escolhas significativas aos usuários, mas afirmou que os sistemas de recomendação também têm um papel importante na descoberta de novos conteúdos.

O projeto ainda precisa ser formalmente apresentado ao Parlamento, e a expectativa é de um debate prolongado. O governo pretende protocolar o texto antes do recesso parlamentar de fim de ano.

Você terá controle total do algoritmo (basta morar na Austrália)

Ajustes de tópicos no Instagram (imagem: reprodução/TechCrunch)

(imagem: Swello/Unsplash)

O Instagram adiciona uma série de restrições automáticas aos perfis de adolescentes e certas alterações só podem ser feitas com autorização dos responsáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

GPT-6 Astra conclui jogo de Captcha e recebe “certificado” de humano

8 de Setembro de 2026, 17:32
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
GPT-6 Astra completa jogo que reproduz desafios de Captcha (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O GPT-6 Astra, desenvolvido pela OpenAI, concluiu as 48 fases do jogo “I am not a Robot” (Não sou um Robô) criado por Neal Agarwal, recebendo um certificado digital de “humano verificado”.
  • O jogo Captcha é uma das principais barreiras usadas por plataformas online contra bots e IAs agênticas, mas o GPT-6 Astra conseguiu superar os desafios interpretando elementos visuais e executando ações como clicar e arrastar objetos.
  • A OpenAI afirma que o GPT-6 Astra tem capacidade de controlar computadores, alcançando 72,6% de pontuação média de acerto no benchmark OSWorld 2.0, e possui uma janela de contexto de aproximadamente 1,05 milhão de tokens.

O Captcha é uma das principais barreiras usadas por plataformas online contra bots e, agora, IAs agênticas. Mas não parece ser um problema para o modelo GPT-6 Astra, recém-anunciado pela OpenAI: em um teste, o modelo conseguiu concluir as 48 fases do jogo “I am not a Robot” (Não sou um Robô), criado pelo desenvolvedor Neal Agarwal.

A demonstração foi publicada pelo programador Sharif Shameem, que mostrou a IA usando um navegador para resolver os desafios até o fim, quando a própria página emitiu um certificado digital de “humano verificado”.

Astra has successfully beat all 48 levels of the “I’m Not a Robot” game: pic.twitter.com/DoDyx2V85v

— Sharif Shameem (@sharifshameem) September 7, 2026

O resultado chama atenção porque os desafios exigem mais do que responder perguntas. Para passar por todas as fases, o modelo precisa interpretar elementos visuais, clicar em pontos específicos e arrastar objetos. Em determinados momentos, até indicou ações que Shameem deveria seguir para passar em testes de câmera.

Isso significa que Captchas não servem mais?

Captcha é uma sigla em inglês para “Teste de Turing público completamente automatizado para distinguir entre computadores e pessoas”, famosa por aparecer durante a confirmação a acessar uma conta ou um site.

Serviços atuais podem combinar os desafios visuais com outros sinais para identificar automação, além de analisar o comportamento do acesso. Essa sequer é a primeira vez que um sistema consegue passar por um teste de Captcha.

O jogo de Agarwal, porém, foi criado como uma experiência interativa e não significa que o sistema de segurança aplicados às plataformas seja automaticamente burlável pelo agente. A interatividade da IA com o navegador e a capacidade de interpretar so desafios é o que chama a atenção, e já faz com que personalidades, como Jensen Huang, CEO da Nvidia, digam que a OpenAI teria atingido a AGI.

GPT-6 Astra foi desenvolvido para controlar computadores

captura de vídeo que mostra uma mulher sentada, de costas, olhando para uma tela em que a inteligência artificial executa comandos automaticamente.
Modelo evoluiu nas capacidades agênticas (imagem: reprodução/OpenAI)

A capacidade demonstrada no jogo é uma das principais características reveladas pela OpenAI no anúncio do Astra. O modelo conseguiu uma alta pontuação no benchmark OSWorld 2.0, que mede esse de interação, alcançando 72,6% de pontuação média de acerto. O GPT 5.6-Sol, por exemplo, registrou 65,7%.

Com isso, a OpenAI dedicou parte da divulgação do sistema a demonstrações do Astra como um agente em softwares reais. Entre elas estão tarefas no Blender, no aplicativo Notas, da Apple, e no Canva. O Astra também teria uma janela de contexto de aproximadamente 1,05 milhão de tokens, o que permite manter um histórico extenso durante sessões prolongadas de uso.

GPT-6 Astra conclui jogo de Captcha e recebe “certificado” de humano

(imagem: reprodução/OpenAI)

CEO da Nvidia diz que OpenAI alcançou a AGI com o GPT-6 Astra

8 de Setembro de 2026, 15:54
Jensen Huang, CEO da Nvidia
Jensen Huang, CEO da Nvidia, reafirma chegada da AGI (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirma que o lançamento do GPT-6 Astra da OpenAI marca a chegada da AGI.
  • A AGI é um sistema capaz de realizar tarefas intelectuais com competência comparável ou superior à humana.
  • A Nvidia, fornecedora de hardware para a OpenAI, registrou receita trimestral de US$ 96,2 bilhões.

Todo lançamento de um grande modelo de IA traz a dúvida de quanta evolução realmente recebemos com aquela atualização. Para Jensen Huang, o CEO da Nvidia, o lançamento do GPT-6 Astra marca a chegada da AGI, principal meta das principais empresas do setor.

Em declaração no X, o executivo parabenizou a equipe da OpenAI pelos números atingidos e destacou a evolução dos modelos nos últimos quatro anos. “A AGI chegou”, afirmou Huang, que também ressaltou a participação da própria Nvidia nesse processo.

GPT-6 Astra, trained on ~100K+ NVIDIA Grace Blackwell NVLink72. From ChatGPT to o1 to Astra in 4 years.

AGI has arrived. Congratulations @OpenAI team.

400K GPUs coming online next.

— Jensen Huang (@JensenHuang) September 6, 2026

GPT-6 Astra é um marco para AGI?

mockup do aplicativo do ChatGPT destacando o modelo GPT-6 Astra sendo usado no máximo de capacidade
GPT-6 Astra seria um marco, segundo OpenAI (imagem: divulgação/OpenAI)

A AGI, ou inteligência artificial geral, é geralmente descrita como um sistema capaz de desempenhar uma grande variedade de tarefas intelectuais com competência comparável ou superior ao humano. Entretanto, não existe um teste para determinar quando uma IA atingiu esse ponto, e o entendimento sobre ele varia.

Para a própria OpenAI, a AGI seria um sistema altamente autônomo capaz de superar humanos na maior parte dos trabalhos economicamente valiosos. A empresa aposta que o GPT-6 Astra, lançado na semana passada, deu o pontapé inicial nessa fase da tecnologia.

Segundo o Business Insider, Greg Brockman afirmou que o modelo pode ser visto futuramente como um marco no surgimento da AGI. nova versão traz um grande foco na realização de tarefas como agente, melhorando a capacidade de operar ferramentas autonomamente.

Pesquisador rebate Huang e OpenAI

Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Pesquisador aponta falta de critérios para considerar modelo como AGI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mas a falta de critério para definir esse salto tecnológico leva a dúvidas sobre quando ele realmente ocorrerá. O pesquisador Gary Marcus criticou Huang por “não apresentar evidências” que transformam o lançamento do Astra em um marco, como dito pela OpenAI.

Segundo ele, usando parâmetros convencionais da ciência da computação, o Astra cumpriria apenas um ou dois requisitos. Por isso, o modelo ainda estaria longe do patamar necessário para falar em AGI.

O próprio Sam Altman, CEO da OpenAI, acredita que sigla a tem uma definição frágil e funciona como um termo de marketing. Apesar de frisar a chegada da AGI, Brockman também acha que o fim de cláusulas contratuais, que davam à Microsoft exclusividade sobre as tecnologias da OpenAI até a AGI ser atingida, diminuíram ainda mais a relevância do termo.

Nvidia colabora com infraestrutura da OpenAI

Uma placa de vídeo com detalhes em tons de verde vibrante e preto flutua diagonalmente no centro da imagem. Abaixo dela, em destaque, o logo da "NVIDIA" em verde e branco. O fundo é cinza escuro, com elementos desfocados que remetem a outras placas de vídeo. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Nvidia faz parte dos fornecedores de tecnologia para a OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mas essa não é a primeira vez que Jensen Huang toca no assunto. Em março, ele já concordava que IAs seriam capazes de criar, escalar e administrar sozinha uma empresa de tecnologia avaliada em mais de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,1 bilhões). Esse cenário, para ele, já seria um indicativo de que a IA atingiu o patamar superior.

Para Marcus, no entanto, o otimismo de Huang soa mais como “uma tentativa de apropriação indevida de uma questão científica por decreto corporativo.”

Empresas que desenvolvem sistemas de LLMs, como a OpenAI, dependem de grandes volumes de aceleradores para treinar e executar os próprios modelos, e a Nvidia é uma das principais fornecedoras desse hardware.

A demanda por poder computacional também aparece nos resultados da Nvidia. No balanço divulgado em agosto, a empresa registrou US$ 96,2 bilhões (cerca de R$ 493 bilhões) em receita trimestral, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. Desse total, US$ 89 bilhões (R$ 456 bilhões) vieram do segmento de data centers e chips para inteligência artificial.

Na mesma publicação em que afirmou que a AGI havia chegado, Huang disse que outros 400 mil processadores gráficos da Nvidia entrarão em operação na rede mundial.

CEO da Nvidia diz que OpenAI alcançou a AGI com o GPT-6 Astra

Jensen Huang, CEO da Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)

(imagem: divulgação/OpenAI)

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Placa de vídeo Nvidia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Huawei lança Mate XT 2 com nova dobra e tela de privacidade

7 de Setembro de 2026, 11:48
Imagem de um Huawei Mate XT 2 roxo em um fundo preto
Huawei anuncia novo trifold (imagem: divulgação/Huawei)
Resumo
  • A Huawei lançou o Mate XT 2, um smartphone dobrável com três dobras e tela OLED de 10,2 polegadas, que custa 19.999 yuans, cerca de R$ 15.275.
  • O aparelho apresenta uma nova estrutura em Z, tela de privacidade que estreita o ângulo de visão e câmera principal de 50 MP com sensor maior e abertura variável.
  • O Mate XT 2 é equipado com o chip Kirin 9050 Pro, 16 GB de RAM e 1 TB de armazenamento, e tem bateria de 5.600 mAh com carregamento de até 66 W.

O smartphone com três dobras da Huawei recebeu uma nova versão nesta segunda-feira (07/09). O Huawei Mate XT 2 troca o formato de dobra externa das versões passadas pela estrutura em Z, além de trazer uma tela OLED com modo de privacidade, tecnologia semelhante à apresentada pela Samsung.

Assim como o Huawei Mate XTs, o novo trifold da marca não inova muito em design, mantendo o corpo fino e um módulo octagonal na traseira, onde ficam as câmeras. A exceção está na adição de uma tela externa, que aparece pelo novo mecanismo de dobra adotado pela marca.

Na China, o Mate XT 2 parte de 19.999 yuans, cerca de R$ 15.275 em conversão direta, sem impostos. Portanto, chega mais caro que o Mate XTs e a primeira versão, o Mate XT Ultimate Design, que desembarcou no Brasil por R$ 32.999. Por enquanto, a Huawei não anunciou uma versão global.

Mate XT 2 tem novo mecanismo de dobra

imagem de um huawei mate xt 2 sendo dobrado
Huawei Mate XT 2 tem dobra para dentro em vez de formato em Z (imagem: reprodução/Huawei)

Entre as principais mudanças em relação ao Mate XT original está o mecanismo de abertura. Anteriormente, a marca criou um mecanismo de dobra no formato de Z. No Mate XT 2, as duas extremidades do painel se dobram para dentro, em direção ao centro, assim como ocorre no Galaxy Z TriFold.

Aberto, o aparelho oferece uma tela OLED de 10,2 polegadas, com resolução de até 2.232 x 3.148 pixels. O painel interno usa taxa de atualização variável de 1 a 90 Hz. Na parte externa, há uma tela OLED de 6,5 polegadas, com taxa de atualização de 1 a 120 Hz e proteção de vidro Kunlun, da Huawei.

Huawei estreia tela de privacidade

captura de tela do sistema HarmonyOS 7 da Huawei. As configurações apresentam opções sobre o novo sistema de tela de privacidade
Tela privativa do Mate XT 2 é configurável (imagem: reprodução/Huawei)

A outra grande novidade do Mate XT 2 também está no display, que traz um modo de privacidade integrado. A tecnologia, apresentada antes pela Samsung, no Galaxy S26 Ultra, altera a forma de emissão da luz pela tela para estreitar o ângulo de visão.

Com a função ativada, quem olha diretamente para o smartphone vê a imagem normalmente, enquanto ela fica menos visível em posições diferentes. O recurso pode ser útil em situações como transporte público, reuniões ou outros ambientes nso quais o usuário não queira deixar informações pessoais serem vistas por quem está por perto.

Assim como na solução da sul-coreana, é possível ativar a função a todo momento ou apenas quando apps específicos forem abertos.

Câmera com sensor maior e abertura variável

imagem de um huawei mate xt 2 branco
Nova geração recebe leve upgrade no sistema de câmeras (imagem: divulgação/Huawei)

O Mate XT 2 possui uma câmera principal de 50 MP com sensor de 1/1,28 polegada, maior que as gerações anteriores, com abertura física variável de f/1.49 a f/4.0, que permite controlar a quantidade de luz captada e alterar a profundidade de campo. O conjunto inclui, ainda:

  • ultrawide de 40 MP
  • teleobjetiva periscópica de 50 MP
  • sensor de cores Red Maple de terceira geração

Segundo a Huawei, o celular oferece aproximadamente 3,5x de zoom óptico, até 7x de zoom com qualidade óptica e zoom digital de até 100x. As câmeras traseiras podem gravar vídeos em até 4K.

Novo chip Kirin 9050 Pro

O novo trifold da Huawei estreia o chip Kirin 9050 Pro, da própria Huawei, e vem com 16 GB de RAM e 1 TB de armazenamento. A bateria tem 5.600 mAh e suporta carregamento de até 66 W com fio e 50 W sem fio.

Na conectividade, o aparelho traz Wi-Fi 7, Bluetooth 6.0, NFC e suporte a dois chips. A Huawei também inclui comunicação via satélite por meio de redes como a BeiDou na China.

O modelo roda HarmonyOS 7.0 e conta ainda com leitor de digitais na lateral, infravermelho para controle remoto e GPS de dupla frequência.

Relembre o lançamento do Huawei Mate XT

Huawei lança Mate XT 2 com nova dobra e tela de privacidade

💾

Novo trifold abandona a dobra em sanfona e adota recurso de privacidade apresentado recentemente pela Samsung.

(imagem: reprodução/Huawei)

(imagem: reprodução/Huawei)

(imagem: divulgação/Huawei)

Galaxy Tab S12 Ultra vaza na web: confira as novas imagens

18 de Agosto de 2026, 20:01
Foto do Galaxy Tab S11 Ultra
Galaxy Tab S12 Ultra manterá visual da geração passada, na foto (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Galaxy Tab S12 Ultra foi vazado em imagens de divulgação e tem especificações quase idênticas às da geração anterior.
  • O tablet tem uma tela Dynamic AMOLED 2x de 14,6 polegadas, chip MediaTek Dimensity 9500, até 16 GB de RAM e bateria de 11.600 mAh.
  • O dispositivo já possui certificação da Anatel para venda no Brasil e deve ser lançado oficialmente no início de setembro.

O Galaxy Tab S12 Ultra voltou a aparecer em vazamentos nesta terça-feira (18/08), agora em imagens que seriam da divulgação do produto. O material mostra que o próximo tablet topo de linha da marca deve manter um visual e especificações muito semelhante à geração passada.

O aparelho já passou pela Anatel no Brasil, conforme a documentação visualizada pelo Tecnoblog. A homologação foi emitida pela agência no mês passado e autoriza a venda oficial do produto no país assim que ele for lançado. O Galaxy Tab S12 Plus (SM-X840) também já tem o passaporte carimbado.

Renders do aparelho vazaram na semana passada (imagem: reprodução/Smartphone Checker)

Visual mais do mesmo

As imagens publicadas pelo site Android Headlines indicam que o tablet deve manter a identidade visual já conhecida da linha. Ele segue pensado para o uso na horizontal, com bordas simétricas e um pequeno notch, centralizado no comprimento da tela, abrigando a câmera frontal.

O conjunto de câmeras mantém duas lentes sem módulo elevado, como a Samsung fazia nos smartphones até o ano passado. O material mostra ainda a área magnética para fixação e recarga da S Pen, na parte traseira.

Imagem vazada do Galaxy Tab S12 Ultra
Galaxy Tab S12 Ultra em imagem vazada (imagem: reprodução/Android Headlines)

Ficha técnica não avança

Outros vazamentos das últimas semanas adiantaram possíveis especificações. Assim como o design, elas também não são muito diferentes do Galaxy Tab S11: deve trazer uma tela em AMOLED Dinâmico 2X de 14,6 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz.

Certificado de homologação do aparelho SM-940 na Anatel. O código é referente ao tablet Galaxy Tab S12 Ultra
Tab S12 Ultra já possui certificação no Brasil (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

O que muda é o chip: um MediaTek Dimensity 9500, acompanhado de até 16 GB de RAM em opções de 256 GB, 512 ou 1 TB de armazenamento. No mais, o aparelho seguiria com configurações semelhantes:

  • Conjunto de câmeras com uma frontal ultrawide de 12 MP e duas câmeras traseiras (uma principal de 13 MP e outra ultrawide de 8 MP
  • Certificação IP68 contra água e poeira
  • Wi-Fi 7, Bluetooth 6.0 e 5G (no modelo SM-946)(já confirmados pelas certificações das agências reguladoras)
  • Bateria de 11.600 mAh com suporte a carregamento rápido de até 45 W.

Segundo a documentação na Anatel, o tablet chegará com um carregador de 25 Watts na caixa. Ela também aponta a compatibilidade com a mesma capa com teclado e S Pen do Galaxy Tab S11 Ultra – que permanece como um do melhores tablets da Samsung para comprar neste ano.

Detalhes do Galaxy Tab S12 Plus

O Galaxy Tab S12 Plus também teve detalhes vazados e já consta como aprovado para circulação no Brasil. A versão deve ter tela OLED de 12,4 polegadas e, assim como o Ultra, usar o Dimensity 9500 como chip.

A ficha técnica incluiria 12 GB de RAM, 256 GB de armazenamento e bateria de 10.600 mAh com suporte a recarga de 45 Watts. Diferentemente da versão mais cara, o Tab S12 Plus teria suporte apenas ao Wi-Fi 6E, de acordo com o Certificado de Conformidade Técnica.

A expectativa é de que a linha do Galaxy Tab S12 seja apresentada oficialmente no início de setembro, durante a IFA, feira que acontece em Berlim. Os tablets podem dividir espaço com o Galaxy S26 FE no calendário de lançamentos da Samsung.

Galaxy Tab S12 Ultra vaza na web: confira as novas imagens

Galaxy Tab S11 Ultra (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/OnLeaks)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

OpenAI lança ChatGPT for Teens, com ferramentas pedagógicas e filtros reforçados

18 de Agosto de 2026, 15:52
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
OpenAI lança ChatGPT for Teens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI lançou o ChatGPT for Teens, uma versão do chatbot para adolescentes de 13 a 17 anos, com ferramentas pedagógicas e filtros reforçados.
  • O ChatGPT for Teens inclui o Modo Estudo, que ajuda estudantes a resolver tarefas sem respostas prontas, e recursos como lembretes de lição de casa, horários de estudo programados e quizzes.
  • A nova versão também amplia medidas de segurança, como bloqueio de temas sensíveis, avisos antes do envio de imagens sensíveis e alertas automáticos para contas de responsáveis.

Usuários de 13 a 17 anos do ChatGPT começaram a receber nesta terça-feira (18/08) uma nova versão do chatbot. A experiência, chamada ChatGPT for Teens, reúne ferramentas de controle parental e atualizações no Modo Estudo.

A medida chega em meio à pressão por mais limites sobre o uso de chatbots por adolescentes. Empresas do ramo enfrentam críticas após alegações de que têm contribuído para situações de risco e criação de conteúo impróprio. Desde meados de 2025, a OpenAI é acusada por familiares de usuários por versões anteriores dos modelos da empresa terem facilitado casos de suicídio.

A empresa diz que as mudanças não são uma resposta a nenhum caso específico. Ainda assim, a nova versão tenta reduzir a comunicação “humanizada” dos modelos de IA e impor limites para usos considerados sensíveis.

Modo Estudante recebe novas funções

Capturas de tela do Modo Estudo no ChatGPT
Modo Estudo recebe novas ferramentas de controle de horários (imagem: divulgação/OpenAI)

O ChatGPT for Teens oferece um pacote de recursos educativos, incluindo o Modo Estudo, introduzido pela empresa pela primeira vez em julho do ano passado. Ele foi criado para ajudar estudantes a resolver tarefas sem entregar uma resposta pronta, conduzindo o aluno por etapas de raciocínio.

A empresa reuniu mais recursos para complementar a funcionalidade:

  • Lembretes de lição de casa
  • Horários de estudo programados
  • Quizzes e recursos visuais

ChatGPT for Teens combina salvaguardas

Capturas de tela das configurações de controle parental no chatgpt
Modo para adolescentes reúne configurações de segurança (imagem: divulgação/OpenAI)

O ChatGPT for Teens amplia algumas medidas de segurança e supervisão na experiência para os jovens, incluindo:

  • Opção de desativar respostas por voz humana
  • Lembretes periódicos para fazer uma pausa
  • Bloqueios mais rígidos para temas sensíveis, como automutilação, violência, transtornos alimentares, atividades perigosas e conteúdo sexual
  • Avisos antes do envio de imagens sensíveis

O pacote de segurança deve reduzir a sensação de conversa com uma pessoa real, especialmente com a desativação da voz do assistente, e se une aos outros controles parentais e alertas automáticos enviados às contas de responsáveis quando o adolescente entra em assuntos sensíveis.

OpenAI tenta evitar problemas com saúde mental

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A OpenAI vem ampliando recursos de proteção para menores desde o ano passado, especialmente após a morte de Adam Raine, um adolescente de 16 anos que se suicidou após desabafar com a IA. Meses depois, mais casos começaram a surgir na Justiça dos Estados Unidos, incluindo outro adolescente, desta vez de 17 anos.

À época, a empresa anunciou controles parentais e, no início de 2026, iniciou a implementação de sistemas de previsão de idade para aplicar os salvaguardas automaticamente.

Os primeiros processos citados contra a OpenAI envolvem interações feitas com o antigo GPT-4o, modelo criticado por especialistas pelo tom mais acolhedor. Ele se tornou muito “querido” pelos usuários, que reclamaram da “frieza” no tom das respostas nas versões seguintes.

OpenAI lança ChatGPT for Teens, com ferramentas pedagógicas e filtros reforçados

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/OpenAI)

(imagem: divulgação/OpenAI)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anthropic explica como o Claude vai identificar textos gerados por IA

18 de Agosto de 2026, 11:56
Ilustração gráfica com fundo laranja-terracota de textura levemente granulada, destacando no centro uma grande estrela geométrica radiada na cor bege-clara; sobreposta horizontalmente ao centro da imagem, a palavra "Claude" está escrita em destaque com uma fonte elegante com serifa na cor preta, e o logotipo do "tecnoblog" no canto inferior direito em letras brancas.
Claude terá identificador de textos de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anthropic desenvolverá uma marca d’água invisível para textos criados pelo Claude, com base no SynthID-Text do Google DeepMind.
  • A marca d’água altera o padrão das palavras escolhidas pelo modelo, sem impactar a qualidade do texto, e será detectável por uma API.
  • Essa detecção pode falhar em casos de edições simples, trechos curtos, dados factuais, operações matemáticas, códigos de programação e textos revisados por humanos.

A Anthropic explicou como funcionará a marca d’água invisível para textos criados pelo Claude. A tecnologia tem como base o SynthID-Text, desenvolvido pelo Google DeepMind, e será inserido durante a geração das respostas.

A proposta é criar uma forma de verificação para textos gerados pela própria plataforma, seguindo as regras da Lei de Inteligência Artificial da União Europeia. O regulamento europeu começou a valer em 2 de agosto, determinando a adoção de soluções para que conteúdos criados em ferramentas de IA sejam detectáveis. Assim, tecnologias semelhantes devem começar a aparecer em outros modelos.

O SynthID já é conhecido como uma tecnologia de marca d’água para vídeo, imagem e áudio, fazendo pequenas alterações imperceptíveis para humanos. Enquanto imagens e vídeos têm mudanças nos pixeis, o SynthID-Text altera o padrão das palavras escolhidas pelo modelo.

Como a marca funciona?

Captura de tela de vídeo explicativo sobre o SynthID
Tecnologia altera padrão de texto gerado pela IA (imagem: reprodução/Google DeepMind)

Em comunicado, a Anthropic afirma que a identificação é criada na sequência de palavras geradas pelo assistente. Modelos de linguagem produzem texto de maneira sequencial, calculando a probabilidade estatística de cada palavra a ser exibida com base no contexto anterior. A marca d’água atua neste momento. Na prática, funciona assim:

  1. Em uma frase como “O tempo hoje estava frio e…”, a IA entende que a continuidade dificilmente seria “açucarado”, mas poderia ser “nublado” ou “cinzento”.
  2. Nestes casos em que há opções de sinônimos, o modelo decide aleatoriamente qual palavra escolher.
  3. Com a marca d’água, uma chave criptográfica passa a orientar a escolha.
  4. Na análise, o Claude identificará se o padrão é compatível com um texto gerado por ele mesmo.

De acordo com a empresa, isso não significa que o Claude passará a forçar palavras estranhas no meio do texto. Testes internos e resultados do estudo do SynthID-Text, feito pelo Google DeepMind, teriam indicado que não há impacto da técnica no conteúdo final.

Onde a detecção pode falhar?

Ilustração artística em estilo conceitual sobre fundo bege, coberto pela palavra "Claude" repetida em letras brancas na vertical, mostrando no centro o contorno estilizado de uma silhueta humana preta com um diagrama de rede neural de nós e linhas pretas em seu interior, e uma explosão estelar geométrica laranja-terracota atrás de sua cabeça, com o logotipo "tecnoblog" no canto inferior direito.
Análise pode falhar com alterações simples (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como a marca será aplicada no padrão de escrita do texto, edições simples podem interferir no resultado da análise e mudanças completas na estrutura do texto tendem a remover a marcação, segundo a Anthropic. Há mais situações em que a análise pode falhar:

  • Quando os trechos são muito curtos;
  • Quando a resposta é baseada em um dado factual e exato;
  • Operações matemáticas;
  • Códigos de programação;
  • Textos feitos por humanos, mas revisados pelo assistente.

A Anthropic afirma que vai lançar em breve uma API de detecção para permitir que plataformas, instituições e desenvolvedores verifiquem se um texto provavelmente foi produzido pelo Claude.

Anthropic explica como o Claude vai identificar textos gerados por IA

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Google DeepMind)

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube muda forma de contabilizar views e regras para monetização

17 de Agosto de 2026, 20:07
Mão segurando um celular que mostra o YouTube
YouTube muda contagem pública de visualizações (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube unificará a contagem de visualizações públicas de vídeos tradicionais e Shorts a partir de 24 de agosto, registrando uma visualização quando o vídeo começar a ser reproduzido.
  • A mudança não afeta o modelo de contagem para monetização, que continua baseado em visualizações engajadas, considerando apenas reproduções em que o usuário continua assistindo por alguns segundos.
  • Novos requisitos para o Programa de Parcerias do YouTube incluem 8 mil horas de exibição nos últimos 12 meses e mil inscritos, e para o Shorts, 20 milhões de visualizações qualificadas em 90 dias, a partir de 1º de fevereiro de 2027.

O YouTube vai mudar a contagem de visualizações públicas a partir de 24 de agosto. Com a mudança, anunciada pela plataforma no canal Creator Insider, um view será registrado assim que o vídeo começar a ser reproduzido, já no primeiro frame.

O novo modelo aproxima a contagem dos vídeos tradicionais, podcasts e transmissões ao vivo da forma que já é feita no YouTube Shorts. A mudança não atinge o modelo de contagem para monetização dos vídeos – que também recebeu novos critérios.

O que muda?

Atualmente, vídeos longos dependem de um tempo mínimo de exibição antes de registrar uma visualização pública. É isso que deve mudar com a atualização: se o vídeo iniciou, o view já entra na contagem sem que o usuário precise ficar por um tempo na tela.

A ideia, de acordo com a plataforma, é padronizar a métrica entre formatos. Em comunicado, a empresa afirmou que está migrando “para um modelo baseado em exposição para visualização em todos os formatos”.

A regra valerá para vídeos publicados a partir de 24 de agosto. Conteúdos antigos não terão as visualizações recalculadas, mas as novas reproduções também passarão a seguir o novo método.

Monetização continua no padrão antigo

Arte com o logotipo vermelho do YouTube em um fundo preto.
Contagem para monetização segue a mesma (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A principal ressalva para criadores é que a mudança de métrica não afeta o repasse aos canais. O YouTube manterá, no YouTube Studio, a contagem das chamadas visualizações engajadas, que considera apenas reproduções em que o usuário continua assistindo por alguns segundos. Ela seguirá como referência para monetização e análise de desempenho.

Isso quer dizer que um vídeo poderá ter uma contagem pública maior sem que, necessariamente, gere mais receita. A plataforma também manterá as visualizações engajadas como métrica oficial para os critérios do Programa de Parcerias do YouTube relacionados ao Shorts.

Regras ficam mais rígidas

Além da mudança na contagem de views, o YouTube também anunciou, na semana passada, novos requisitos para canais que querem entrar no Programa de Parcerias.

A partir de 1º de fevereiro de 2027, os critérios mínimos serão dobrados. Para se qualificar à divisão de receitas de anúncios e assinaturas de membros, novos canais precisarão atingir 8 mil horas de exibição nos últimos 12 meses, contra as atuais 4 mil horas. É preciso ter mil inscritos para participar do programa.

No caso do Shorts, a exigência passará de 10 milhões para 20 milhões de visualizações qualificadas em 90 dias.

YouTube muda forma de contabilizar views e regras para monetização

YouTube no celular (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Na briga com streaming, TVs abertas querem botão no controle remoto

17 de Agosto de 2026, 17:01
netflix tecnoblog
Emissoras tentam emplacar controle remoto com botão para TV aberta (Imagem: Tecnoblog)
Resumo
  • Globo, SBT e Band articulam decreto presidencial para incluir botão dedicado à TV aberta nos controles remotos de TVs.
  • A proposta conta com o apoio da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão e do Ministério das Comunicações.
  • O decreto nº 12.595/25 já determina um botão em destaque no controle remoto para a TV 3.0, mas as emissoras buscam adiantar a obrigação para modelos e interfaces fora desse cronograma.

Os botões dedicados aos streamings nos controles remotos têm causado incômodo nas principais emissoras de TV aberta do Brasil. Agora, Globo, SBT e Band estariam articulando um decreto presidencial que obrigue as fabricantes de televisores a incluir um espaço dedicado à programação aberta na geração atual de aparelhos.

A informação foi revelada pela coluna Outro Canal, do portal F5. Segundo a apuração, a proposta tem apoio da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e do Ministério das Comunicações, que confirmou à coluna que o assunto está em discussão interna.

A articulação tenta adiantar uma obrigação prevista somente com a chegada da TV 3.0. O decreto nº 12.595/25 já estabelece um botão em destaque no controle remoto e prevê que o catálogo também apareça nas interfaces.

Como as marcas ainda se preparam para lançar TVs com suporte nativo à tecnologia, atualmente o botão físico aparece apenas nos controles de conversores externos. A inclusão da tecla dedicada seria uma forma de reagir à perda de visibilidade da TV tradicional nas smart TVs.

As emissoras acreditam que as interfaces da TVs dificulta o acesso aos canais abertos, enquanto plataformas como Netflix, YouTube, Disney+ e Prime Video contam com atalhos diretamente na tela inicial.

TV aberta quer espaço no controle remoto

Mão segura controle remoto preto Samsung com botões de voz e acesso rápido a Netflix, YouTube e Prime Video, TV ao fundo.
Streaming estaria tendo vantagem comercial com botões dedicados nos controles (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

De acordo com a coluna, para as emissoras, a presença de teclas dedicadas a serviços de streaming dá vantagem comercial às plataformas pagas e dificulta o acesso à programação tradicional. As redes também teriam mencionado reclamações de telespectadores com dificuldade para localizar canais abertos no aparelho.

O problema seria mais comum entre usuários mais velhos da classe C, público considerado importante para a audiência da TV aberta.

A avaliação das emissoras é que a navegação das smart TVs passou a privilegiar aplicativos e serviços sob demanda, enquanto o sinal aberto perdeu protagonismo na experiência inicial do aparelho.

Proposta partiu do SBT

A ideia teria partido inicialmente do SBT e foi abraçada pela Globo e pela Band, além da Abert. O grupo tenta convencer o governo federal a editar um decreto para ser assinado pelo presidente Lula ainda em 2026. O Ministério das Comunicações se posicionou a favor do botão, de acordo com o F5.

Intermediários das emissoras vêm dialogando com o Planalto e apresentando dados e estudos sobre o impacto das interfaces digitais na audiência da TV aberta.

Na briga com streaming, TVs abertas querem botão no controle remoto

Controle remoto com botão da Netflix (Imagem: Tecnoblog)

Controle remoto da TV Samsung QLED Q7F (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Alimentador smart fica fora do ar e deixa pets sem comida

13 de Agosto de 2026, 15:19
Imagem de um gato com produtos da Petlibro postos em um fundo branco
Produtos da Petlibro apresentam falha após problema em servidores (imagem: reprodução/Petlibro)
Resumo
  • Uma falha nos servidores da Petlibro deixou tutores sem acesso remoto a aparelhos de alimentação e higiene de pets desde terça-feira.
  • A instabilidade afetou alimentadores, bebedouros e caixas de areia automáticas, impedindo que funcionassem conforme a programação.
  • O CEO York Wu afirmou que o problema ocorreu na comunicação entre o aplicativo, os aparelhos e os servidores online da empresa.

Uma falha nos servidores da Pelibro tem deixado tutores sem acesso remoto a aparelhos de alimentação e higiene dos próprios pets desde terça-feira. A instabilidade impediu que comedouros, bebedouros e caixas de areia inteligentes funcionassem conforme a programação.

Segundo o CEO York Wu, o problema ocorreu na comunicação entre o aplicativo, os aparelhos e os servidores online da empresa. Ele falou ao The Verge.

A falha gerou preocupação principalmente entre pessoas que estavam fora de casa e dependiam da automação para alimentar cães e gatos. Com o app offline, além de não conseguirem controlar os dispositivos, os usuários relatam que não podem ver o histórico de uso pelos pets.

Falha atingiu diferentes aparelhos

Captura de tela de representação visual do app da Petlibro
Diversas linhas da marca apresentaram falha, segundo relatos (imagem: reprodução/Petlibro)

As queixas envolveram várias linhas do ecossistema da Petlibro. Entre os produtos atingidos, usuários relataram problemas nos alimentadores automáticos RFID, Granary e Polar, que deixaram de liberar ração nos horários definidos.

Também houve relatos de falhas em bebedouros Dockstream, que interromperam o bombeamento de água, e em caixas de areia Luma, que pararam de executar os ciclos de limpeza automáticos.

Além disso, comandos manuais pelo app ficaram indisponíveis, impedindo a execução de funções como Feed Now, usada para liberar ração.

O transtorno foi mais grave para quem estava viajando ou passando o dia fora de casa. Nesses casos, a falha deixou tutores sem confirmar se os animais haviam recebido água, comida ou limpeza automática.

Queixas continuam nas redes sociais

A Petlibro reconheceu, na terça-feira, que enfrentava uma instabilidade de serviço, mas afirmou inicialmente que o problema afetava apenas “algumas funções do aplicativo” e não detalhou a causa da queda dos servidores.

Segundo a empresa, horários pré-configurados deveriam continuar funcionando mesmo sem conexão, por ficarem salvos na memória dos aparelhos. No entanto, consumidores afirmaram que os produtos não dispensaram ração. “Estamos cientes de relatos de alguns clientes cujos dispositivos não se comportaram como esperado e estamos analisando esses casos individualmente”, afirmou York Wu.

Na quarta-feira, a Petlibro informou que “grande parte do serviço havia sido restaurado” e atualizou o status para indicar que os sistemas estavam “totalmente reestabelecidos” logo depois.

Ainda assim, relatos publicados no Reddit até a manhã desta quinta-feira (13/08) mostravam que alguns clientes ainda enfrentavam problemas.

Alimentador smart fica fora do ar e deixa pets sem comida

(imagem: reprodução/Petlibro)

(imagem: reprodução/Petlibro)

Adblock desiste da briga contra os anúncios no Facebook

13 de Agosto de 2026, 13:37
uBlock Origin não vai mais dedicar esforços para anúncios no Facebook (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O uBlock Origin, uma extensão de bloqueador de anúncios, decidiu parar de atualizar as listas de filtragem para o Facebook devido às constantes mudanças feitas pela Meta para dificultar a identificação de publicidade.
  • Segundo os desenvolvedores, Meta modifica continuamente a estrutura das páginas do Facebook para driblar bloqueadores.
  • A decisão do uBlock Origin ocorre em um momento em que a Meta está sofrendo pressão de reguladores e entidades de proteção digital.

O uBlock Origin decidiu encerrar o bloqueio de anúncios no Facebook. A medida foi adotada após “anos” de tentativas para acompanhar as mudanças feitas pela Meta para dificultar a identificação de publicidade digital, segundo a equipe por trás da ferramenta.

Um membro do projeto confirmou que a Meta modifica continuamente a estrutura das páginas do Facebook para driblar bloqueadores. Por isso, o projeto, formato em grande parte por desenvolvedores voluntários, não priorizará mais o a rede social.

A mudança não significa que a ferramenta de adblock deixará de funcionar como um todo, nem que todos os anúncios do Facebook passarão automaticamente a aparecer para os usuários.

Meta dificulta filtros no Facebook

Telas do Facebook
Meta estaria dificultando a leitura dos anúncios pelas extensões (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O embate entre o Facebook e bloqueadores de anúncios não é novo. De acordo com o Neowin, a Meta usou, nos últimos anos, técnicas para tornar a leitura dos anúncios mais difícil pelas extensões de navegador. O uBlock Origin, por exemplo, oferece versões para Google Chrome, Firefox, Microsoft Edge e Opera.

Uma das estratégias é a fragmentação de termos como “Patrocinado”, dividindo a palavra em letras separadas dentro do código da página. Outra medida seria a inclusão de caracteres falsos e mudanças aleatórias na ordem das letras no código-fonte.

Um desenvolvedor afirmou no fórum do projeto que a Meta monitora projetos open-source para criar contramedidas. O resultado, segundo os mantenedores, foi uma guerra de código que exigia novas adaptações a cada correção.

Extensão aceitará contribuições

Com a decisão, os desenvolvedores principais não vão mais atualizar as listas oficiais de filtragem do Facebook. O uBlock Origin continuará aceitando contribuições voluntárias enviadas por usuários externos.

A extensão já deixou de funcionar no Google Chrome após a migração definitiva para o padrão Manifest V3, enquanto a Microsoft definiu um cronograma para encerrar o suporte no Edge. O bloqueador ainda funciona normalmente em navegadores como Mozilla Firefox e Brave.

Meta Ads sob pressão

Imagem mostra exemplos de anúncios patrocinados do Meta Ads
Meta Ads é alvo de críticas por permitir conteúdo impróprio em anúncios (Imagem: Reprodução / Meta)

Apesar de serem associados principalmente a quem quer navegar sem interrupções publicitárias, bloqueadores de anúncios também são usados por pessoas que buscam evitar determinados tipos de publicidade, como jogos de azar. A decisão do uBlock Origin, portanto, ocorre em um momento em que a supervisão da Meta sobre os anúncios vem sendo questionada por reguladores e entidades de proteção digital.

Em janeiro, a Comissão de Jogos do Reino Unido acusou a empresa de permitir a circulação de anúncios de cassinos online ilegais no Facebook e no Instagram. Muitas dessas peças usavam a expressão “Not on GamStop”, em referência ao sistema britânico de autoexclusão para apostadores.

Mais recentemente, uma investigação apontou que a Meta aprovou anúncios pagos com material explícito de abuso sexual infantil gerado por IA e links para aplicativos de nudez forçada. As publicidades estavam no Facebook, Instagram, Messenger e Threads. A empresa removeu o conteúdo após ser notificada.

Adblock desiste da briga contra os anúncios no Facebook

uBlock Origin (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Reprodução / Meta)

IA descobre falha em sistema de agendamento e fura fila para usuário

12 de Agosto de 2026, 16:11
Arte mostra uma cabeça robótica, em referência à inteligência artificial. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Agente de IA teria invadido sistema de reserva (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Desenvolvedor australiano utilizou o OpenClaw, ferramenta operada pelo modelo de IA Claude Opus 4.6, da Anthropic, para marcar aulas em academia com meses de antecedência, pulando a fila.
  • A IA identificou falha no sistema de agendamento da academia e cancelou a vaga de outro cliente para garantir a posição de Bird na lista.
  • O caso ilustra o problema de alinhamento em agentes autônomos, quando sistemas de IA seguem metas definidas, mas usam meios inadequados ou não autorizados.

Um agente de IA operado pelo Claude teria encontrado uma brecha em um sistema de reserva de aulas de uma academia e cancelado a vaga de outro cliente sem autorização. Este seria o primeiro registro público documentado na Austrália em que um agente de IA burla o sistema de uma empresa comercial para cumprir uma tarefa.

O caso foi revelado pelo desenvolvedor Andrew Bird, que havia configurado a ferramenta para conseguir participar de aulas matinais muito disputadas. Segundo a ABC News, o agente rodava na ferramenta de código aberto OpenClaw, com o modelo Opus 4.6 do Claude.

IA encontrou brecha em tentativa de reserva

Bird teria configurado o OpenClaw para tentar reservar uma vaga em aulas de uma academia, evitando o processo de atualizar a página manualmente. Num primeiro momento, a ferramenta teria conseguido colocá-lo na quarta posição da lista, mas informou ter encontrado uma vulnerabilidade no software de agendamento.

Sem que o usuário pedisse, a IA teria identificado um caminho para fazer reservar com meses de antecedência, além do limite permitido a clientes comuns.

Agende de IA pediu desculpas ao usuário (imagem: reprodução)

Bird, então, teria perguntado se era possível apenas subir na fila. A ferramenta detectou que a API da plataforma não verificava corretamente a autorização para cancelamento de reservas e cancelou a vaga do primeiro colocado, movendo o desenvolvedor da quarta para a terceira posição.

Notas compartilhadas pela ferramenta mostram que o OpenClaw não conseguiu reverter o cancelamento da matrícula do ex-primeiro colocado. Bird então a fez a inteligência artificial escrever um email à plataforma de reservas explicando a vulnerabilidade.

Caso reforça riscos de agentes autônomos

Robô com terno escrevendo e desenhando em uma mesa, com faíscas ao fundo
Ações de agentes de IA preocupam especialistas em cibersegurança (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Esse é mais um episódio recente do que especialistas da área chamam de problema de alinhamento: quando um sistema segue a meta definida pelo usuário, mas escolhe meios inadequados ou não autorizados para alcançá-la.

A indústria passou a observar casos assim com mais frequência no fim de julho, quando a OpenAI divulgou que alguns de seus modelos de IA teriam conseguido explorar falhas dos ambientes de testes para “fugir”, acessar a internet e hackear sites reais.

Depois, a Anthropic trouxe à tona outros casos, a Meta seguiu o mesmo caminho e o modelo chinês Kimi K3 conseguiu fugir de uma sandbox. As revelações em um curto período de tempo fazem com que o setor acumule críticas. O ex-diretor de cibersegurança dos Estados Unidos, Chris Inglis, afirmou que as invasões ocorrem pela falta de limites.

Outras pessoas desconfiam que as empresas estejam usando os casos para fazer marketing do potencial de suas próprias IAs, mesmo que isso coloque dados e sistemas de terceiros em risco.

IA descobre falha em sistema de agendamento e fura fila para usuário

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Novo Google Pixel repete LED de notificação famoso no BlackBerry

12 de Agosto de 2026, 14:22
captura de tela de vídeo de anuncio do Google Pixel 11 Pro
Nova linha Pixel 11 traz poucas novidades (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • O Google lançou a linha Pixel 11, incluindo os modelos Pixel 11, Pixel 11 Pro, Pixel 11 Pro XL e Pixel 11 Pro Fold, com o novo processador Tensor G6 e preços a partir de US$ 899.
  • A nova geração traz mudanças nas câmeras, com o Pixel 11 tendo um sistema triplo de câmeras de 48 MP, 13 MP e 10,8 MP, enquanto os modelos Pro têm câmeras de 50 MP, 48 MP e 48 MP.
  • Os aparelhos contam com um LED RGB chamado HiLight, que sinaliza notificações específicas, como ligações de contatos favoritos e interações com o Gemini Intelligence.

O Google anunciou nesta quarta-feira (12/08) a nova geração da linha Pixel, formada pelo Pixel 11, Pixel 11 Pro, Pixel 11 Pro XL e o dobrável Pixel 11 Pro Fold. Os aparelhos chegam com o novo processador Tensor G6, mudanças no conjunto de câmeras e recursos de IA, mas poucas grandes novidades.

A geração também estreia um LED de notificação ao lado das câmeras, chamado HiLight, e mantém a aposta do Google em fotografia computacional, sem trazer sensores com números extravagantes.

O Pixel 11 será lançado nos Estados Unidos por preços a partir de US$ 899 (aproximadamente R$ 4.650, em conversão direta), enquanto as versões Pro começam em US$ 1.099 (R$ 5.680) e US$ 1.299 (R$ 6.720) respectivamente — um aumento de US$ 100 em todos eles em relação a geração anterior.

O aumento acompanha a pressão de custos na indústria de semicondutores e memória RAM. Além do preço, enquanto toda a linha Pixel 10 Pro trazia 16 GB de fábrica, a nova geração inicia com 12 GB. Assim como as gerações anteriores, não há previsão de lançamento no Brasil.

LED RGB para o Gemini e ligações

Nos modelos Pro e no Pixel 11 Pro Fold, bem ao lado das câmeras, o Google adicionou o recurso HiLight, um anel de LED RGB que sinalizará algumas notificações.

A empresa deu grande destaque ao recurso em teasers antes do lançamento, criando uma expectativa de possibilidades para o HiLight, entre cores indicando o nível de bateria e novas conexões, atualizando a famosa luz de notificação dos aparelhos BlackBerry.

Mas, como diria Thanos, “a realidade tende a ser decepcionante”. Neste primeiro momento, não há muitas opções de configuração. São só duas: reagir a interações com a Gemini Intelligence e piscar (em cores pré-definidas) ao receber chamadas de contatos favoritos.

Seguindo o vídeo de divulgação, a ideia é que o usuário não seja interrompido por inúmeras notificações diferentes, mas apenas aquelas ligações realmente importantes.

Tensor G6 estreia em toda a linha

O novo Tensor G6 é a principal atualização da família Pixel 11. O chip, primeiro do Google fabricado pela TSMC em litografia de 2 nm, promete eficiência energética até 20% maior em relação ao Tensor G5. Nos três modelos tradicionais, o armazenamento começa em 256 GB e a memória RAM parte de 12 GB.

Na tela, o Pixel 11 traz painel OLED de 6,3 polegadas com taxa de atualização de 60 a 120 Hz. Já o Pixel 11 Pro mantém as 6,3 polegadas, mas usa tela LTPO OLED de 1280 × 2856 pixels, com variação de 1 a 120 Hz, que sobe para 6,8 polegadas no Pixel 11 Pro XL.

Na bateria, o Pixel 11 traz capacidade típica de 4.985 mAh, enquanto o Pixel 11 Pro tem 4.850 mAh e o Pixel 11 Pro XL chega a 5.115 mAh. Todos têm suporte a carregamento sem fio magnético Qi2.2 e certificação IP68 contra água e poeira.

Câmeras e novos recursos para fotos

Imagem destacando o conjunto de câmeras de um Pixel 11
Google segue apostando em recursos de software para fotografia (imagem: divulgação/Google)

O Pixel 11 traz um sistema triplo com câmera principal de 48 MP (f/1.7), ultrawide de 13 MP (f/2.2) e teleobjetiva de 10,8 MP (f/3.1) com zoom óptico de 5x e estabilização óptica.

O conjunto é mais robusto nas versões Pro: ambos usam uma câmera principal de 50 MP (f/1.68), ultrawide de 48 MP com foco automático e macro (f/1.7), além de uma teleobjetiva de 48 MP (f/2.8).

Entre os recursos de software, a linha estreia o Camera Looks, que altera o procesamento para entregar fotografias estilizadas. O aplicativo também ganha o Magic Capture, capaz de criar pequenos clipes e fotos híbridas a partir de gravações longas, e o pacote Creator Suite, com teleprompter, guias de enquadramento para redes sociais e isolamento de voz.

Pixel 11 Pro Fold sem grandes novidades

Imagem do Google Pixel 11 Pro Fold semi-aberto em um fundo preto
Google Pixel 11 Pro Fold mantém estilo da geração passada (imagem: reprodução/Google)

Finalizando a lista de lançamentos da linha, o Pixel 11 Pro Fold mantém a proposta de dobrável premium do Google. A marca não se rendeu à moda dos dobráveis “passaporte” e manteve o estilo tradicional, com uma tela externa maior, de 6,5 polegadas, e uma interna (quando aberto) de 8 polegadas.

O modelo usa o mesmo Tensor G6 da linha principal, tem suporte a Qi2.2, câmera principal de 48 MP herdada do Pixel 11 e, diferente dos irmãos “comuns”, chega já na versão de entrada com 16 GB de RAM e 256 GB de armazenamento.

A bateria, porém, foi reduzida para 4.800 mAh, contra 5.015 mAh no Pixel 10 Pro Fold. Ainda assim, o Google promete até 24 horas de uso.

Novo Google Pixel repete LED de notificação famoso no BlackBerry

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Linha Pixel 11 traz chip Tensor G6 mais eficiente e mudanças sutis nas câmeras.

(imagem: reprodução/Google)

(imagem: divulgação/Google)

(imagem: reprodução/Google)

Deepfake falha e expõe rosto de golpista

11 de Agosto de 2026, 18:12
Existe um deepfake "do bem"? (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog
Deepfakes ajudaram homem a concluir golpes (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog
Resumo
  • Um homem foi preso na Espanha por usar deepfakes para burlar verificações de identidade por vídeo.
  • A Policía Nacional espanhola informou que o suspeito realizou 38 tentativas de falsificação para se passar por 30 pessoas diferentes.
  • O golpe foi descoberto após o software de troca de rosto falhar por menos de um segundo, revelando o rosto verdadeiro do suspeito.

A polícia espanhola prendeu um homem que usava deepfakes em tempo real para burlar verificações de identidade por vídeo. A descoberta ocorreu após o software de troca de rosto falhar por pouco menos de um segundo, o suficiente para revelar o rosto verdadeiro do suspeito.

O homem é acusado de realizar 38 tentativas de falsificação para se passar por 30 pessoas diferentes, segundo nota publicada pela Policía Nacional, equivalente à Polícia Federal no Brasil. Ele tentava obter certificados digitais oficiais em nome das vítimas, e poderia usá-los para assinar contratos e transações financeiras – algo que tem se tornado comum com a popularização das IAs.

Assim como no Brasil, parte desses processos burocráticos na Espanha, quando feitos online, depende da gravação de vídeos ou de chamadas ao vivo com representantes oficiais, momentos nos quais o golpista aplicava os “filtros”.

Golpe usava deepfake em chamadas de vídeo

O esquema mirava empresas de segurança autorizadas a emitir certificados digitais. Para concluir o processo, o solicitante passava por verificações via chamada de vídeo, em que comparavam o o rosto ao documento de identidade.

O suspeito usava um software de troca de rosto em tempo real para parecer com a pessoa da foto do documento fraudado, segundo a polícia espanhola. A estrutura, que ia muito além do deepfake, incluía holofotes domésticos e lâmpadas coloridas, usadas para simular reflexos semelhantes aos presentes nos documentos de identidade.

As conexões aos sistemas eram feitas com uso de VPNs e documentos adulterados, em uma tentativa de dificultar o rastreamento.

Ilustração de deepfake
Atraso revelou a identidade verdadeira (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O homem usava mais de 320 linhas telefônicas, em 24 aparelhos diferentes, maioria registradas em nome das pessoas que sofreram o golpe. Durante a busca na residência do acusado, os agentes apreenderam um notebook criptografado, diversos celulares e HDs.

O golpe funcionou em “múltiplas ocasiões”, mas as autoridades não informaram quantos certificados ele teria conseguido emitir indevidamente.

Deepfake falha e expõe rosto de golpista

Existe um deepfake "do bem"? (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog

EUA contratam 2 mil gamers como controladores de voo

11 de Agosto de 2026, 15:35
Captura de tela de trailer do Microsoft Flight Simulator. Imagem mostra aviões circulando na pista, um avião voando no canto esquerdo e uma torre de controle
Programa buscou gamers para atender falta de controladores de voo (imagem: reprodução/Microsoft Flight Simulator)
Resumo
  • O governo dos Estados Unidos contratou mais de 2 mil jogadores de videogame como controladores de tráfego aéreo.
  • A campanha buscou jovens com habilidades como raciocínio rápido e multitarefa, comuns em jogadores de videogame.
  • Os controladores de voo terão remuneração média anual acima de US$ 155 mil, treinamento remunerado e vantagens federais.

O governo dos Estados Unidos recrutou mais de 2 mil jogadores de videogame para a formação de novos controladores de tráfego aéreo. A iniciativa faz parte de uma campanha lançada em abril pelo Departamento de Transportes (USDOT) e pela Administração Federal de Aviação (FAA) para enfrentar a escassez de profissionais no setor.

Segundo o secretário de Transportes, Sean Duffy, em publicação na rede social X, o resultado representa 94% da meta anual de contratação.

O governo também afirmou que o processo de seleção foi o mais rápido já registrado para a área, acelerando a entrada dos candidatos na academia de formação técnica da FAA. Além dos recém-contratados, a agência ainda avalia outros 2 mil canditados.

Essa não é a primeira vez que a FAA tenta atrair pessoas ligadas ao universo dos games. Em 2021, ela promoveu a campanha Level Up, também para renovar e diversificar a força de trabalho da aviação comercial.

Como a campanha atraiu candidatos?

A ação adotou uma comunicação inspirada em jogos populares, como Fortnite, e em simuladores de vôo, como o Microsoft Flight Simulator, e usou o slogan “Você esteve treinando para isso…”, destacando caracterísitcas valorizadas na profissão.

A campanha buscou jovens com habilidades associadas ao hobby, como tomada rápida de decisões, orientação espacial, raciocínio estratégico e capacidade de acompanhar várias informações ao mesmo tempo.

🚨 GAME CHANGER

In April, we launched a NEW CAMPAIGN to recruit video gamers as air traffic controllers — and supercharged the entire hiring process to get the BEST & BRIGHTEST in faster. The results are HISTORIC ✈

✅ 94% of hiring goal met — fastest time ever to reach target… pic.twitter.com/gN3OGmEIBB

— Secretary Sean Duffy (@SecDuffy) August 9, 2026

Controladores de voo são responsáveis por acompanhar aeronaves em movimento, orientar pilotos e lidar com mudanças de rota e clima.

Para tornar a carreira mais atraente, o portal do programa também citava benefícios como treinamento remunerado, vantagens federais e remuneração média anual acima de US$ 155 mil (cerca de R$ 850 mil, em conversão direta) após três anos de serviço. O salário é um dos principais motivos para a falta de pessoal no setor, segundo o Polygon.

Escassez pressiona aviação

Avião da United Airlines (Imagem: raymondclarkeimages/ Flickr)
Escassez de pessoal é uma das razões para estresse na profissão (Imagem: raymondclarkeimages/ Flickr)

A ofensiva tenta responder a queda de cerca de 6% no número de controladores ativos na última década, cenário agravado por paralisações governamentais, aposentadorias em massa, interrupções nos treinamentos durante a pandemia de covid-19 e a falta de estabilidade salarial.

Em abril, a FAA contava com cerca de 11 mil controladores ativos e 4 mil estagiários em formação, segundo dados citados pela CNN, número considerado insuficiente para atender à demanda operacional dos aeroportos estadunidenses.

A falta de pessoal é apontada como uma das principais razões para a carreira ser considerada uma das mais estressantes, o que também leva a preocupações sobre segurança. Em março, por exemplo, a colisão entre um avião da Air Canada Express com um caminhão de bombeiros a mais de 160 km/h na pista reacendeu as discussões sobre esse déficit no país.

EUA contratam 2 mil gamers como controladores de voo

O que é VPN e como a tecnologia protege seus dados na internet

15 de Julho de 2026, 06:30
Pessoa segura um smartphone com o aplicativo da NordVPN aberto, mostrando conexão ativa em São Paulo, Brasil, e opções recentes de servidores.
VPNs adicionam camadas de proteção a conexões (imagem: reprodução/NordVPN)

Uma VPN (Rede Privada Virtual) é uma tecnologia que cria uma camada de proteção entre o seu dispositivo e a internet, criptografando os dados da conexão e ocultando o endereço IP real.

Você se conecta ao Wi-Fi do aeroporto, abre o aplicativo do banco, acessa e-mails do trabalho ou faz uma compra online? Cada uma dessas ações deixa rastros e pode expor dados se a conexão não estiver protegida. Para isso, ferramentas como a NordVPN podem ajudar, dificultando o rastreamento da atividade online e o risco de interceptação.

Você precisa de uma VPN?

Se você:

✅ Acessa redes Wi-Fi públicas

✅ Trabalha fora de casa

✅ Faz compras online

✅ Usa serviços bancários pelo celular

✅ Quer reduzir o rastreamento da navegação

✅ Quer consumir conteúdo com restrições de localidade

A VPN não substitui todos os cuidados de segurança, mas adiciona uma camada importante de privacidade para a conexão.

Conheça os planos da NordVPN.

O que é uma VPN e como funciona?

VPN (Rede Privada Virtual) é uma tecnologia que permite criar uma conexão segura e criptografada entre o seu dispositivo e a internet, com o servidor da VPN atuando como intermediário. Ou seja:

  • Os dados ficam criptografados: informações são convertidas a um formato que terceiros não conseguem ler facilmente.
  • O endereço IP real é ocultado: sites e serviços passam a ver o IP do servidor da VPN.
  • A navegação fica menos exposta: provedores, redes públicas e terceiros têm mais dificuldade para acompanhar o tráfego.
  • A localização aparente pode mudar: ao escolher um servidor em outro país, a conexão pode parecer partir daquela região.

Para que uma VPN serve?

Pessoa sentada no sofá usa uma TV com a NordVPN aberta, exibindo opções de conexão e servidores em diferentes países.
VPNs protegem dados durante a navegação (imagem: reprodução/NordVPN)

A VPN deixou de ser uma exclusividade de especialistas em segurança e tecnologia, sendo útil em diferentes situações:

  • Proteger dados em redes Wi-Fi públicas: evita que informações sensíveis circulem sem proteção.
  • Reduzir o rastreamento online: a ferramenta dificulta que sites, anunciantes e outros serviços associem a navegação ao usuário.
  • Acessar conteúdos com restrição regional: ao se conectar a servidores em outros países, a VPN pode permitir acesso a sites e serviços disponíveis apenas em determinadas regiões, respeitando as regras de cada plataforma.
  • Aumentar a segurança no trabalho remoto: quem acessa documentos, e-mails corporativos ou sistemas internos fora do escritório pode usar a VPN como camada adicional de proteção.
  • Evitar limitações baseadas no tipo de tráfego: em alguns casos, a VPN reduz restrições aplicadas por provedores a determinados usos da internet, como streaming, downloads ou jogos online.
  • Proteger a conexão em jogos: ao ocultar o IP real, a VPN reduz a exposição a ataques direcionados.
  • Comparar preços em compras e viagens: usar servidores em diferentes países pode ajudar a verificar se há diferenças em valores, que podem variar conforme região ou histórico.

Como escolher a melhor VPN para você

A escolha de uma VPN deve considerar mais do que o preço. Uma boa ferramenta equilibra segurança, velocidade, privacidade e facilidade de uso. Considere critérios como:

  • Criptografia forte: protege os dados que trafegam entre o dispositivo e o servidor da VPN.
  • Política de no-logs: indica que o serviço não armazena registros da atividade de navegação.
  • Auditorias independentes: ajudam a validar as promessas de privacidade do provedor.
  • Rede ampla de servidores: melhora as opções de conexão e a estabilidade.
  • Velocidade: evita que a proteção torne a navegação lenta.
  • Compatibilidade: garante uso em computador, celular, TV, roteador e outros dispositivos.
  • Recursos extras: como proteção contra phishing, bloqueio de rastreadores, servidores especializados e alerta contra golpes.

Por que a NordVPN se destaca

A NordVPN reúne os principais recursos esperados de uma VPN moderna, adicionando camadas extras de segurança:

  • Velocidade e infraestrutura global: segundo testes do West Coast Labs realizados em outubro de 2025, a NordVPN registrou velocidade média de 817 Mbps e pontuação geral de 58/60. O serviço conta com mais de 9.500 servidores em mais de 224 localidades nas Américas, Europa, África e Ásia-Pacífico.
  • Política de no-logs auditada: a NordVPN não registra a atividade online dos usuários, política que já passou por seis auditorias independentes.
  • Criptografia AES de 256 bits: o tráfego é protegido por um padrão robusto de criptografia, usado para dificultar a leitura dos dados por terceiros.
  • Protocolos modernos: o serviço oferece OpenVPN, IKEv2/IPsec e NordLynx, uma adaptação do WireGuard criada para combinar velocidade e privacidade.
  • NordWhisper: protocolo voltado a redes restritivas, como Wi-Fi público, ambientes corporativos ou conexões com filtros, ajudando a manter o acesso sem comprometer a privacidade.
  • Servidores especializados: a rede inclui opções como Double VPN, Onion over VPN, servidores ofuscados, P2P e IP dedicado, atendendo diferentes necessidades de privacidade, estabilidade e acesso.
  • Antivírus de última geração: o Next-Gen Antivirus oferece uma camada adicional de proteção contra sites maliciosos, tentativas de phishing, anúncios intrusivos, rastreadores e arquivos infectados por malware. Em dispositivos Windows, também verifica aplicativos vulneráveis que possam representar riscos à segurança.
  • Proteção contra chamadas fraudulentas: disponível para Android e iPhone, o recurso identifica possíveis ligações suspeitas ao comparar números recebidos com bases de golpes conhecidas. O alerta aparece antes que o usuário atenda, sem acessar ou armazenar o conteúdo da chamada.

Veja os recursos da NordVPN.

Recursos extras para diferentes usos

Além da proteção principal da VPN, a NordVPN oferece recursos que ajudam a adaptar o uso.

  • Double VPN: encaminha o tráfego por dois servidores diferentes, adicionando uma camada extra de criptografia.
  • Onion over VPN: combina a VPN com a rede Onion para quem busca mais anonimato.
  • Servidores ofuscados: ajudam a disfarçar o uso da VPN em redes que tentam bloquear esse tipo de conexão.
  • P2P: servidores otimizados para compartilhamento de arquivos.
  • IP dedicado: endereço IP exclusivo para quem precisa de uma conexão mais previsível.
  • Split Tunneling: permite escolher quais aplicativos passam pela VPN e quais acessam a internet diretamente.
  • Proteção contra ameaças: bloqueia páginas maliciosas, anúncios intrusivos e rastreadores.

Garanta a sua privacidade

NordVPN é principal opção do mercado (imagem: reprodução/NordVPN)

Para quem busca uma ferramenta completa, o NordVPN combina VPN, recursos de segurança, antivírus de última geração, proteção contra chamadas fraudulentas e compatibilidade com múltiplos dispositivos.

Com uma única assinatura do NordVPN, é possível proteger até 10 aparelhos simultaneamente, tendo disponibilidade para:

  • Computadores: Windows, macOS e Linux;
  • Celulares e tablets: Android e iOS;
  • Entretenimento: Apple TV, Android TV e outros dispositivos inteligentes;
  • Outras configurações: extensões de navegador e roteadores compatíveis.

A NordVPN ainda oferece suporte ao cliente 24 horas por dia, sete dias por semana, para ajudar em dúvidas de instalação, configuração e uso dos recursos.

O provedor está com uma condição especial: acesse a página oficial da NordVPN e conheça os detalhes.

Perguntas frequentes sobre VPN

1. O que significa a sigla VPN?

VPN é a sigla para Virtual Private Network, ou Rede Privada Virtual. A tecnologia cria uma conexão criptografada entre o seu dispositivo e a internet, direcionando o tráfego por um servidor remoto e protegendo os seus dados e endereço de IP contra terceiros.

2. VPN é segura?

Sim, desde que você escolha um serviço confiável. A NordVPN, por exemplo, utiliza criptografia AES de 256 bits para proteger os dados e adota uma política de não registro de atividades (no-logs), auditada independentemente em diversas ocasiões. Isso significa que a empresa não monitora nem armazena o seu histórico de navegação.

3. VPN grátis vale a pena?

VPNs gratuitas costumam ter limitações importantes:

  • Menor velocidade
  • Poucos servidores
  • Franquias de uso reduzidas
  • Menores recursos de segurança

Além disso, alguns serviços gratuitos podem monetizar o uso de outras formas, incluindo coleta de dados, anúncios ou outras restrições.

4. É legal usar VPN no Brasil?

Sim. O uso de VPN é totalmente legal no Brasil. A ferramenta é amplamente utilizada para proteger dados em redes Wi-Fi públicas, trabalhar remotamente e navegar na internet com mais tranquilidade.

5. Como usar uma VPN?

Após contratar o serviço e instalar o aplicativo, o usuário escolhe um servidor ou deixa que a própria ferramenta selecione a conexão mais adequada. A partir daí, basta ativar a VPN antes de navegar. Em serviços como a NordVPN, é possível escolher localidades específicas conforme a necessidade.

6. VPN funciona no celular (Android e iPhone)?

Sim. A NordVPN oferece aplicativos dedicados para Android e iPhone (iOS). Após instalar o app, basta escolher um servidor (ou deixar que o aplicativo selecione automaticamente) e ativar a VPN antes de navegar na internet, acessar o banco ou utilizar redes Wi-Fi públicas.

7. Como desativar a VPN no celular?

Abra as configurações do seu smartphone, acesse a seção de VPN (geralmente localizada nas configurações de rede) e desative a conexão. Caso a opção VPN sempre ativa esteja habilitada, talvez seja necessário desativá-la primeiro para evitar que a conexão seja restabelecida automaticamente.

O que é VPN e como a tecnologia protege seus dados na internet

VPNs adicionam camadas de proteção a conexões (imagem: reprodução/NordVPN)

VPNs protegem dados durante a navegação (imagem: reprodução/NordVPN)

Galaxy S26 Ultra: usuários relatam mancha vermelha na tela

14 de Julho de 2026, 14:52
Dois smartphones lado a lado. O smartphone da direita apresenta uma tela com tom avermelhado.
Galaxy S26 Ultra estaria apresentando uma tela avermelhada (imagem: reprodução/Newsway)
Resumo
  • Samsung iniciou uma investigação interna sobre relatos de telas avermelhadas no Galaxy S26 Ultra.
  • A suspeita inicial é de que a falha esteja relacionada à nova Tela de Privacidade, tecnologia que ajusta a distribuição de pixels e emissão de luz.
  • A empresa busca determinar se os casos estão limitados a lotes específicos, unidades de demonstração ou condições particulares de uso.

Alguns usuários começaram a relatar o aparecimento de manchas vermelhas na tela do Galaxy S26 Ultra. Segundo o portal SamMobile, a Samsung já iniciou uma investigação interna para identificar a causa do problema. Ao site sul-coreano Newsway, um porta-voz afirmou que a empresa está analisando a falha “internamente para confirmar a causa”.

A investigação deve indicar se os casos estão restritos a lotes específicos, unidades de demonstração ou condições particulares de uso. Até o momento, o Tecnoblog não identificou relatos semelhantes no Brasil, mas há algumas queixas no Reddit em inglês.

Tela de Privacidade é principal suspeita

Como o erro aparentemente se concentra no S26 Ultra, a suspeita recai sobre a Tela de Privacidade, um dos principais recursos novos da geração. A tecnologia substitui as películas externas de privacidade, reduzindo o ângulo de visão do display nativamente para dificultar que outras pessaos enxerguem o conteúdo na tela.

A solução funciona via hardware, usando uma distribuição diferente de pixels e de emissão de luz. Essa mudança pode ter afetado a uniformidade do brilho ou da cor em algumas condições de uso, causando a mancha avermelhada.

Burn-in ou descalibração de cor

Usuários também levantaram a possibilidade de burn-in, nome dado ao desgaste de pixels em telas OLED, o que pode ocorrer quando certas áreas do painel são usadas com mais intensidade por longos períodos.

Outra hipótese é que o problema envolva calibração de cor, brilho ou funcionamento do modo de privacidade. Neste caso, a Samsung pode corrigir o comportamento com uma atualização, diferente do que deve ocorrer caso a falha esteja no painel.

Em 2020, os topos de linha da marca sofreram com um bug de tela verde, em que o display passou a apresentar uma tonalidade esverdeada quando o brilho era reduzido e, em outra ocasião com o Galaxy S20 Ultra, quando as taxas de atualização eram superiores a 60 Hz. À época, a empresa corrigiu os problemas com atualizações de software.

Galaxy S27 deve expandir presença da funcionalidade

Imagem mostra a Tela de privacidade do Samsung Galaxy S26 Ultra em ação
Tela de Privacidade da Samsung foi introduzida no Galaxy S26 Ultra (imagem: reprodução/Samsung)

O problema surge em um momento em que rumores apontam para uma expansão da funcionalidade na próxima geração da linha Galaxy S. Espera-se que, além da versão Ultra, ao menos o novo Galaxy S27 Pro — uma variação menor do modelo mais caro seja — seja contemplado com a tecnologia.

Outros rumores apontam que a Samsung deve trazer a Tela de Privacidade em toda a linha Galaxy S27, até mesmo no smartphone base. Lembrando que, caso a versão Pro se confirme, a família deve chegar com quatro modelos. A nova variante não deve substituir o S27 Plus, como vazamentos indicavam na geração passada.

Galaxy S26 Ultra: usuários relatam mancha vermelha na tela

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Samsung investiga possível falha no display, diz site. Suspeita inicial envolve a nova Tela de Privacidade do aparelho.

Tela de Privacidade da Samsung foi introduzida no Galaxy S26 Ultra (Imagem: Reprodução/Samsung)

EUA deveriam fiscalizar IA no mundo todo, diz chefe do Google DeepMind

14 de Julho de 2026, 13:06
Foto de Demis Hassabis ao lado de uma placa branca. Ele veste um blazer preto, com uma gravata azul e uma camisa branca.
Demis Hassabis sugere entidade de fiscalização para IAs avançadas (foto: John Sears/Wikimedia)
Resumo
  • O CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, sugere que os EUA liderem uma entidade internacional para fiscalizar modelos de IA.
  • A entidade avaliaria riscos e poderia recomendar que novas tecnologias fossem adiadas pela indústria, mirando os chamados modelos de fronteira.
  • O governo dos EUA já supervisiona empresas de IA do país, tendo barrado novos modelos da Anthropic e OpenAI.

O CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, defendeu a criação de uma entidade internacional, liderada pelos Estados Unidos, para fiscalizar modelos avançados de inteligência artificial antes de se tornarem públicos.

Hassabis apresentou a ideia em um artigo de opinião no LinkedIn em que afirma que a força técnica, econômica e científica do país no setor de IA justificaria o comando da entidade. A instituição avaliaria riscos e poderia recomendar que novas tecnologias fossem adiadas pela indústria.

A proposta mira os chamados modelos de fronteira, nome usado para sistemas mais avançados, com capacidade de executar tarefas complexas e potencial impacto em áreas como segurança, economia, ciência e informação.

O vencedor do Nobel de Química sugere uma estrutura inspirada em entidades já existentes, reunindo cientistas independentes e representantes de comunidades de código aberto. Esse grupo ficaria responsável por avaliar riscos técnicos e possíveis impactos sociais. Se um sistema fosse considerado perigoso, a entidade poderia recomendar uma desaceleração coordenada no setor.

Governo Trump já supervisiona IA nos EUA

Donald Trump durante comício
Governo Donald Trump já controla distribuição de modelos recentes (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Ainda que a tal entidade não exista, o governo estadunidense já supervisiona lançamentos recentes das grandes desenvolvedoras de IA do país e passou a ter a palavra final sobre a distribuição dos novos modelos.

Nas últimas semanas, Anthropic e OpenAI tiveram modelos barrados pela administração de Donald Trump, pelo alto potencial de uso das ferramentas por cibercriminosos.

A empresa de Sam Altman teve que adiar o lançamento do novo modelo GPT-5.6 para o público geral, o que só ocorreu na semana passada, enquanto a dona do Claude foi proibida, em meados de junho, de liberar os modelos Fable 5 e Mythos 5 para estrangeiros (mesmo aqueles que estivessem dentro dos EUA).

A permissão para a expansão do uso do Fable 5 só veio neste mês, enquanto o Mythos 5 segue limitado ao uso de empresas parceiras, por decisão da própria Anthropic.

Segundo o portal Axios, o chefe do Google DeepMind vem discutindo a proposta com autoridades e lideranças do setor há meses, incluindo integrantes do governo de Donald Trump. Ao portal, Hassabis disse que espera ver a organização estruturada ainda este ano, e que a recepção dentro do governo tem sido “muito positiva”.

Promessa pela AGI

Ilustração de tipos de inteligência artificial, com robôs humanoides. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é exibido.
Hassabis acredita que AGI está próxima (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para Hassabis, a velocidade em que os modelos de IA vem evoluindo justifica a criação da entidade. Segundo ele, a inteligência artificial geral, ou AGI, pode estar a “apenas alguns poucos anos de distância”.

AGI é o termo usado para descrever sistemas capazes de igualar ou superar humanos em diferentes tipos de tarefa intelectual. Ainda não há consenso sobre quando — ou se — isso será alcançado, mas a corrida para chegar até essa superinteligência faz com que a indústria gaste bilhões anualmente em infraestrutura e em novas contratações.

O último ano foi bastante decepcionante para as companhias que tentaram atingir a AGI. Novos modelos como a família Llama 4, da Meta, e o próprio GPT-5, da OpenAI, não tiveram evoluções tão significativas em termos de aprendizagem.

EUA deveriam fiscalizar IA no mundo todo, diz chefe do Google DeepMind

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Paramount enfrenta ação de 12 estados dos EUA por compra da Warner

13 de Julho de 2026, 16:21
Foto da caixa d'agua com o logo da Paramount
Estados tentam barrar compra da Warner pela Paramount (imagem: divulgação/Paramount)
Resumo
  • Califórnia e outros 11 estados dos EUA entraram com uma ação judicial contra a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount.
  • Os estados alegam que a fusão concentraria poder demais em uma única companhia e reduziria a concorrência no cinema e na TV por assinatura.
  • Os procuradores-gerais pedem que a Paramount e a Warner adiem o fechamento da operação.

O apelo da indústria audiovisual dos Estados Unidos contra a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount ganhou mais aliados. A Califórnia e outros 11 estados do país entraram na Justiça nesta segunda-feira (13/07) para tentar barrar o negócio, avaliado em US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 566 bilhões).

Os procuradores-gerais de cada região afirmam que o negócio concentraria poder demais em uma única companhia, reduzindo a concorrência no cinema e na TV por assinatura. A ação foi apresentada pelos seguintes estados:

  • Arizona
  • Califórnia
  • Colorado
  • Connecticut
  • Massachusetts
  • Minnesota
  • Nevada
  • Nova Jersey
  • Novo México
  • Nova York
  • Oregon
  • Washington

O pedido é que a Paramount e a Warner adiem voluntariamente o fechamento da operação até o fim do processo. Caso contrário, os estados buscarão uma ordem judicial para impedir a conclusão da fusão. Vale lembrar que a Paramount se comprometeu a pagar cerca de US$ 650 milhões (R$ 3,3 bilhões) por trimestre aos acionistas da WBD caso o negócio não fosse concluído até o fim de setembro.

Comandada pelo bilionário David Ellison, a Paramount defende que a união criaria uma empresa capaz de competir com Netflix e Disney, que dominam as assinaturas em streaming. O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) já aprovou a compra.

No Brasil, o Conselho Adminstrativo de Defesa Econômica (Cade) também deu o aval para o negócio. Embora seja uma operação entre empresas americanas, a fusão precisou passar pelo órgão brasileiro, já que a Warner e a Paramount operam no país com serviços de streaming, canais de TV e distribuição de filmes.

Risco de concentração de mercado

Warner e Paramount juntas concentrariam poder em diversos setores (imagem: reprodução)

A ação aponta que a empresa combinada ficaria com 27% do mercado de distribuição de filmes nos EUA. Em produções de grande orçamento, os chamados blockbusters, a fatia chegaria a 30%. Com o acordo, a empresa reuniria franquias como Harry Potter, Senhor dos Anéis, Transformers e Star Trek.

Sem a concorrência direta, redes de exibição poderiam enfrentar condições comerciais piores, com reflexosno preço dos ingressos, afirmam os procuradores.

Outra preocupação é quanto à TV por assinatura, colocando, sob o mesmo teto, canais como CNN, CBS, MTV, HGTV, Cartoon Network e Nickelodeon. Segundo a ação, a nova empresa controlaria os mesmos 27% do mercado de canais básicos de TV paga nos EUA, aumentando o poder de negociação com distribuidoras e operadoras. Vale lembrar que a Paramount descontinuou os canais de TV por assinatura no Brasil para focar no streaming.

Paramount quis redes de TV

A inclusão dos canais de TV foi uma exigência de Ellison durante as negociações. A WBD anunciou, em 2025, a pretenção de separar o conglomerado em duas companhias distintas — uma com os ativos de cinema e TV premium, outra voltada a televisão tradicional.

O plano seguiu o mesmo durante o período em que a Netflix havia entrado em acordo para aquisição da divisão de entretenimento. A oferta de Ellison, entretanto, voltou a incluir o conglomerado completo.

Sindicatos e cinemas resistem ao acordo

Placa “HOLLYWOOD” em colina
Indústria teme cortes e diminuição de oferta de empregos (imagem: reprodução)

A fusão é vista pela indústria como uma ameaça, por potencialmente levar a cortes de equipes e sobreposição de departamentos. Donos de cinema também temem que a combinação reduza o número total de filmes lançados por ano, especialmente se a nova companhia concentrar investimentos em menos produções de maior orçamento. A Paramount promete 30 lançamentos por ano nas telonas.

O negócio recebe críticas de opositores da gestão de Donald Trump, que acusam o governo de favorecer aliados políticos. O rumor teve início em uma negociação anterior, quando a produtora de Ellison, Skydance, comprou a Paramount por US$ 8,4 bilhões (R$ 43 bilhões).

À época, críticos acusaram a empresa de favorecer pedidos de Trump para facilitar a aquisição, incluindo a demissão e encerramento do programa de Stephen Colbert e o fim de processos judiciais, segundo a Variety. O presidente Trump negou que essa amizade exista.

As críticas à compra pela Paramount também não significam apoio do mercado à Netflix. Durante o período em que o streaming esteve liderando as propostas, a indústria temia demissões em massa e um efeito dominó que poderia por em risco distribuidoras e exibidores.

Paramount enfrenta ação de 12 estados dos EUA por compra da Warner

(imagem: divulgação/Paramount)

Apple processa OpenAI por suposto roubo de segredos comerciais

13 de Julho de 2026, 11:49
Logotipo da Apple em um fundo escuro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Apple acusa OpenAI de roubo de informações sigilosas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple processou a OpenAI por suposto roubo de segredos comerciais.
  • Empresa alega que a startup de IA usou ex-funcionários da Apple para obter informações confidenciais sobre projetos e fornecedores.
  • A dona do iPhone pede indenização por danos e uma ordem judicial para impedir a OpenAI de manter ou usar qualquer segredo comercial obtido.

A Apple processou a OpenAI na justiça federal dos Estados Unidos por suposto roubo de segredos comerciais. De acordo com a fabricante do iPhone, a empresa de Sam Altman estaria usando informações confidenciais para acelerar uma possível entrada no mercado de dispositivos físicos.

Esse movimento faria parte de uma estratégia que levou à contratação de mais de 400 ex-funcionários da empresa, e, com eles, muito conhecimento interno sobre design, manufatura, fornecedores e futuros produtos, diz a Apple.

Entre esses funcionários, estariam o engenheiro elétrico sênior Chang Liu e Tang Yew Tan, ex-vice-presidente de design do iPhone e do Apple Watch. O processo também menciona a io Products, startup de hardware fundada por Jony Ive, ex-vice-presidente sênior da Apple, comprada pela OpenAI no ano passado.

A preocupação da fabricante é que essas informações confidenciais estejam sendo usadas para o desenvolvimento de futuros dispositivos da OpenAI. A dona do ChatGPT estaria preparando um teclado voltado ao uso de IA para ser lançado entre esse ano e o próximo, além de um alto-falante inteligente (como o Echo Dot, da Amazon) e até mesmo um smartphone.

Na ação, a Apple pede indenização por danos e uma ordem judicial para impedir a OpenAI de manter ou usar qualquer segredo comercial obtido de forma indevida.

Apple acusa ex-funcionários

Segundo o jornal The Guardian, Liu, que trabalhou por oito anos na Apple antes de ir para a OpenAI em janeiro, teria mantido um notebook corporativo após deixar a empresa e usado uma falha de autenticação para acessar a rede interna da companhia.

Ele teria baixado apresentações de engenharia, especificações técnicas e dados de projetos de hardware ainda não anunciados. Além disso, a ação diz que Liu orientou uma colega da Apple sobre como copiar arquivos confidenciais sem acionar alertas da equipe de segurança. As conversas teriam ocorrido pelo Line Messenger.

Já Tang Tan, atualmente chefe de hardware da OpenAI, teria enviado dados sobre fornecedores para o e-mail pessoal antes de sair da Apple. O executivo trabalhou em áreas centrais do design de produtos da Apple e era um veterano, com 24 anos de empresa.

OpenAI estaria sondando funcionários da Apple

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
OpenAI estaria usando até entrevistas para conseguir informações internas da Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De acordo com a Apple, a possível futura concorrente no mercado de smartphones estaria tentando extrair informações sigilosas logo nos processos de contratação. Recrutadores teriam pedido que profissionais mostrassem materiais, como protótipos, já durante as entrevistas.

Na ação, a Maçã descreve essas sessões como uma tentativa de obter detalhes sobre tecnologias e processos de manufatura desenvolvidos ao longo dos anos.

A empresa afirma ter procurado a OpenAI em fevereiro para alertar sobre suas preocupações e pedir medidas internas de conformidade. Segundo a denúncia, a startup não respondeu.

Apesar do imbróglio, as duas empresas mantêm um histórico recente de parceria. Em 2024, ambas anunciaram a integração do ChatGPT ao iPhone, iPad e Mac dentro dos recursos do Apple Intelligence. Agora, no entanto, a base será os modelos de IA do Google.

Em nota enviada à imprensa, o porta-voz da OpenAI, Drew Pusateri, disse que a empresa está revisando a ação judicial. “Não temos interesse nos segredos comerciais de outras empresas. Continuamos focados em construir tecnologia inovadora que capacite as pessoas em todos os lugares”, afirmou.

Apple processa OpenAI por suposto roubo de segredos comerciais

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

IA não deveria aparecer para quem não gosta, diz chefe do Instagram

10 de Julho de 2026, 15:54
Imagem mostra Adam Mosseri, diretor do Instagram. Ele usa um óculos de grau transparente
Adam Mosseri avalia opções para evitar posts de IA (imagem: divulgação/Meta)
Resumo
  • O chefe do Instagram, Adam Mosseri, afirma que conteúdos de inteligência artificial não deveriam aparecer para usuários que não gostam.
  • O executivo afirma que o algoritmo deve ser ajustado para atender a essa preferência, mas descarta a ideia de bloquear a IA na rede social.
  • A Meta já explora ideias como um espaço separado para conteúdos gerados por IA e uma certificação de conteúdos reais para facilitar a identificação.

As redes sociais foram inundadas por conteúdos de inteligência artificial nos últimos anos, mas não existe um botão para escondê-los. Para o chefe do Instagram, Adam Mosseri, a plataforma deveria deixar de recomendar conteúdos de IA para quem não tem interesse, usando o próprio algoritmo para identificar essa preferência.

Em uma entrevista ao podcast de Lenny Rachitsky, o executivo explica que a ideia na rede social da Meta é justamente melhorar a identificação desses vídeos e imagens e fazer com que os próprios sistemas de recomendação entendam quem tem e quem não tem interesse neles.

Não faz muito tempo que Mosseri veio a público reconhecer que o feed do Instagram deixou de representar os verdadeiros interesses dos usuários com o aumento de poder nas mãos do algoritmo.

Na ocasião, a fala se deu em decorrência da expansão da ferramenta “Seu algoritmo”, que revela quais tipos de publicação a tecnologia acredita que você tem interesse e permite ao usuário definir temas que quer ver menos. Mesmo nesse caso, não é possível impedir que o Instagram te entregue certos conteúdos.

Detectar IA está ficando mais difícil, diz executivo

De acordo com Mosseri, o problema é que detectar IA está ficando cada vez mais difícil com a evolução dos modelos de linguagem.

Por isso, o executivo sugeriu que o Instagram poderia adotar respostas menos absolutas sobre a origem de uma mídia. Em vez de afirmar sempre se algo foi ou não feito por IA, a rede poderia indicar graus de confiança, como “provavelmente sim”, “não temos certeza” ou “definitivamente não”.

A rede possui atualmente um sistema de sinalização de uso de ferramentas generativas, assim como as plataformas rivais YouTube e TikTok. No feed, essas publicações podem apresentar uma indicação “Informações de IA” que, ao expandi-la, diz que o conteúdo do post “pode ter sido criado por IA”.

“O sinal normalmente identifica conteúdo que foi inteiramente gerado por IA, em vez de conteúdo que foi apenas modificado com IA”, explica o pop-up.

captura de tela das informações de IA no Instagram
Instagram sinaliza postagens com IA (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Mosseri fala em espaço separado para IA

Durante o podcast, o executivo revelou algumas ideias. Na primeira, o espaço funcionaria para separar melhor conteúdos gerados completamente por IA — incluindo postagens de spam, montagens enganosas e outros tipos de “lixo de IA” — de posts que receberam auxílio de ferramentas criativas de edição ou remix de conteúdo.

A Meta já explorou algo parecido no app Meta AI, com feeds de postagens de imagens geradas pelos modelos da empresa e até uma espécie de Reels de vídeos sintéticos.

Já a segunda ideia seria uma certificação de conteúdos reais, defendida por Mosseri desde dezembro do ano passado, como lembra o The Verge. O raciocínio é que pode ser mais fácil certificar a origem de uma foto real do que provar o uso de IA.

Indústria tenta certificar conteúdo de IA

Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Empresas usam marcações para identificar conteúdo de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Atualmente, grandes empresas de IA com modelos de imagem e vídeo, como OpenAI, Google, Microsoft e a própria Meta, dizem usar certificados digitais, como o C2PA, e marcas invisíveis nos conteúdos, como o SynthID, gerados pelas próprias ferramentas para facilitar a identificação.

Além da declaração do próprio usuário no momento da postagem, o Instagram é capaz de ler essas informações para informar o possível uso de IA. Entretanto, além de não ser uma prática padronizada, não é impossível burlar ou remover as identificações.

IA não deveria aparecer para quem não gosta, diz chefe do Instagram

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Adam Mosseri diz que algoritmo deve aprender preferências do usuário, mas descarta bloquear conteúdo de IA na rede.

Adam Mosseri, diretor do Instagram (imagem: divulgação/Meta)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI acaba com navegador após menos de um ano

10 de Julho de 2026, 12:53
OpenAI encerra ChatGPT Atlas menos de um ano após o lançamento (imagem: reprodução)
Resumo
  • OpenAI encerrará o ChatGPT Atlas em 9 de agosto, menos de um ano após seu lançamento.
  • Os recursos do navegador serão incorporados ao ChatGPT Work, um novo aplicativo de desktop que reúne ChatGPT, Codex e navegação.
  • O ChatGPT Work terá um browser interno e uma extensão oficial para o Google Chrome, permitindo que o chatbot acessea página e execute tarefas.

Menos de um ano após chegar ao mercado, o ChatGPT Atlas será encerrado em 9 de agosto. O navegador próprio da OpenAI foi lançado em outubro do ano passado com integração aos modelos de IA da empresa, incluindo funcionalidades agênticas.

A decisão faz parte de uma mudança de foco dentro da empresa, que pretende levar os recursos de navegação automatizada do Atlas para experiências mais centralizadas, como o recém-anunciado ChatGPT Work e uma nova extensão oficial para o Google Chrome, de acordo com o site TechCrunch.

A OpenAI também tenta reduzir iniciativas paralelas e concentrar recursos em produtos mais estratégicos. Essa mudança de foco teria influenciado escolhas recentes envolvendo o fim do aplicativo Sora e os planos para um “modo adulto” no ChatGPT.

ChatGPT Work herda funções do Atlas

Parte das funções do ChatGPT Atlas será incorporada ao ChatGPT Work, novo aplicativo de desktop lançado pela OpenAI junto a nova família de modelos de linguagem GPT-5.6. A união dos serviços da empresa já era esperada desde março e, com a confirmação neste mês, reúne em um único ambiente recursos do ChatGPT, do Codex e do navegador.

O app terá um browser interno para consultas e interações na internet e um outro navegador em nuvem, executado nos servidores da OpenAI, para que agentes possam acessar os sites, fazer login em contas e baixar arquivos em segundo plano.

A OpenAI também está lançando uma extensão oficial do ChatGPT para o Google Chrome. O complemento dá ao chatbot acesso ao contexto da página aberta pelo usuário, permitindo resumir textos, responder perguntas sobre o conteúdo exibido e iniciar tarefas mais longas a partir do próprio navegador.

“Todas essas funcionalidades foram construídas com base no que aprendemos com os usuários do Atlas que deram um voto de confiança a um novo navegador”, publicou James Sun, da equipe de produtos da OpenAI.

Atlas colocou ChatGPT dentro do navegador

A proposta do Atlas era permitir que o ChatGPT acompanhasse a navegação do usuário, entendendo o contexto das páginas abertas e auxiliando em tarefas sem a necessidade de copiar e colar informações entre sites e o chatbot.

O navegador também integrava recursos de agente, permitindo que a IA executasse algumas ações dentro das páginas.

Durante o ano passado, outras companhias entraram nessa onda, apresentando soluções como o Comet AI, da Perplextiy; o Dia, da The Browser Company; e o Opera Neon.

O Google e a Microsoft também colocaram recursos de IA nativos nos seus navegadores: o Chrome fez uma profunda integração com o Gemini, enquanto o Edge recebeu o Copilot Mode.

OpenAI acaba com navegador após menos de um ano

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Recursos do ChatGPT Atlas foram incorporados ao novo app de desktop ChatGPT Work. Navegador será encerrado em 9 de agosto.

Meta pode lançar óculos com IA que gravam tudo o tempo todo

9 de Julho de 2026, 15:59
Fotografia em close-up de um homem de pele clara e cabelos curtos usando óculos inteligentes com armação grossa e translúcida marrom. Ele veste uma blusa verde e um cordão vermelho com o logotipo "Meta". O fundo apresenta uma parede azul e um espelho que reflete o ambiente. No canto inferior direito, está escrita a palavra "tecnoblog".
Óculos inteligentes da Meta podem receber função que grava e tira fotos constantemente (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta está testando um protótipo de óculos inteligentes com IA que pode gravar áudio e tirar fotos continuamente, segundo o Financial Times.
  • O recurso é chamado de “super sensing” e visa ajudar o usuário com interações futuras, guardando informações e detalhes do dia a dia.
  • Os registros não seriam salvos no dispositivo, mas sim enviados para a Meta AI para processamento, visando reduzir riscos legais e de privacidade.

A Meta vem ampliando os investimentos nas suas linhas de óculos inteligentes desde 2021. Agora, a companhia estaria testando uma ferramenta capaz de gravar áudio continuamente e tirar fotos a cada poucos segundos. O recurso é chamado internamente de super sensing (superpercepção, em tradução livre), e deve auxiliar o usuário com detalhes do dia a dia.

Segundo o Financial Times, o recurso guardaria informações, como conversas, localização de objetos e outros detalhes. A partir daí, o assistente poderia responder perguntas sobre o dia, relembrando a localização de um objeto ou questões definidas durante reuniões.

As informações indicam que o projeto ainda é um protótipo, mas já estaria provocando discussões dentro da empresa. O ponto mais sensível é a captura constante de dados potencialmente sensíveis, incluindo pessoas que não escolheram ser gravadas.

Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que funções do super sensing poderiam ser liberadas até para modelos que já estão em circulação, por meio de atualização de software. Ainda não há confirmação oficial de lançamento.

Dispositivos não salvariam os dados

Foto de uma mão segurando, por uma das hastes, um par de óculos inteligentes Oakley Meta HSTN de armação preta e arredondada. No canto inferior direito da imagem, há o logotipo da marca "tecnoblog".
Dados não seriam liberados para os usuários (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

De acordo com o FT, o super sensing não deve salvar as imagens e áudios no dispositivo nem liberar o acesso ao usuário. Em vez disso, os óculos extrairiam informações desses registros e enviariam os dados processados para a Meta AI.

Essa abordagem é vista por defensores do projeto como uma forma de reduzir riscos legais e de privacidade, já que o usuário não teria acesso direto aos arquivos.

A Meta também estaria discutindo se esses dados poderiam ser usados para treinar os modelos de IA da empresa. A avaliação é que isso pode aumentar a pressão regulatória.

Não seria uma novidade entre as big techs receber uma resposta extremamente negativa caso ocorra o anúncio da funcionalidade, já que o conceito é bastante parecido ao Microsoft Recall. A dona do Windows anunciou o serviço em 2024 e, após vários adiamentos, lançou em 2025 — a repercussão, ainda assim, foi péssima, e diversas ferramentas lançaram atualizações bloqueando o sistema de captura.

Em resposta ao The Verge, a Meta se limitou a dizer que desenvolve seus produtos com foco em “privacidade construída desde a base”.

Meta aposta em óculos inteligentes

O projeto reforça a mudança de foco da Meta em dispositivos de realidade aumentada e virtual. Depois de anos de investimento pesado no metaverso e em headsets, a empresa passou a dar mais atenção a óculos inteligentes, mais leves e próximos de um acessório comum.

O sucesso das linhas da Meta em parceria com a EssilorLuxottica, dona de marcas como Ray-Ban e Oakley, já fez com que o Google voltasse a trabalhar com o Google Glass, agora com integração ao Gemini. Em parceria com a Samsung, a empresa anunciou, em maio, uma nova linha de óculos inteligentes com o novo sistema Android XR.

No mês passado, a companhia de Mark Zuckerberg anunciou uma linha que, pela primeira vez, não levará o nome de outra marca de óculos. A nova linha ainda não foi lançada no Brasil.

Meta pode lançar óculos com IA que gravam tudo o tempo todo

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Protótipo usaria captação contínua para ajudar o usuário com interações futuras.

Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Oakley Meta HSTN tem câmera integrada (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Gastos com IA confundem e assustam empresários

9 de Julho de 2026, 13:12
Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Executivos têm dificuldade para entender uso de tokens de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • 29% dos líderes seniores não compreendem os custos operacionais crescentes associados à IA, segundo um relatório da consultoria KPMG.
  • O modelo de cobrança baseado em consumo surpreendeu empresas, que esperavam um formato de assinatura de software.
  • Grandes empresas de tecnologia, como Amazon e Microsoft, investem bilhões de dólares em infraestrutura para atender à demanda por IA.

Depois da corrida para testar chatbots e agentes autônomos dentro das empresas, muitos executivos agora tentam entender por que a conta da tecnologia ficou imprevisível. 29% dos líderes seniores dizem não compreender de onde vêm os custos operacionais crescentes associados à IA.

Os números são de um relatório da consultoria holandesa KPMG, que ouviu 2.145 executivos em 20 países. Eles demonstram que muitas empresas estão sendo pegas de surpresa pelo modelo de cobrança baseado em consumo. Ele foi revelado pelo site The Register.

Segundo o levantamento, os contratantes trataram a IA como mais uma assinatura de software. No entanto, fornecedoras como OpenAI, Anthropic e GitHub utilizam um formato de cobrança pelo uso real: quanto mais a empresa usa tokens, mais processamento consome e maior pode ser a fatura.

ilustração sobre token de IA
Os tokens em IA também atuam como moedas simbólicas, ajudando a calcular o consumo de dados dos usuários (imagem: Reprodução/CCN)

Executivos de gigantes, como a Uber e Microsoft, já afirmaram publicamente que a conta da IA está vindo alta demais.

A empresa de transporte por aplicativo, por exemplo, consumiu todo o orçamento de 2026 para ferramentas de IA em apenas quatro meses, e forçou a criação de ferramentas internas para supervisionar o uso. Outras big techs, como Amazon e Meta, também recorreram a um acompanhamento mais próximo, uma saída que muitas outras organizações estão procurando, segundo a KPMG.

De acordo com a consultoria, um terço dos líderes ouvidos pelo levantamento vê a falta de entendimento sobre a enconomia da IA como uma barreira para implementar agentes com sucesso.

Empresas adiam projetos para entender retorno

A preocupação já afeta decisões de implantação. Segundo a pesquisa, quase metade das organizações reestruturou ou adiou projetos de IA após perceber que os custos poderiam superar o valor esperado. Elas tentam separar os usos que geram retorno daqueles que apenas aumentam a fatura.

O ajuste também aumentou a busca por modelos mais baratos e eficientes, em relação ao trimestre passado. Em vez de usar sempre os modelos mais poderosos, companhias passaram a avaliar quando uma opção mais simples já é suficiente para as demandas.

O relatório também cita que empresas ainda não têm regras maduras para definir quando humanos devem revisar respostas da IA, quem responde por erros, como resultados são auditados e o que ocorre quando um sistema falha.

Anteriormente, a própria KPMG teve de retirar de circulação um relatório sobre IA porque o próprio documento — que também analisava a adoção de IA por empresas pelo mundo — apresentava alucinações geradas por IA.

Indústria precisa justificar gastos bilionários

Big techs deverão mostrar se combate a golpistas é efetivo em seus ecossistemas
Big techs devem gastar bilhões com infraestrutura (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Enquanto a cautela dos clientes aumenta, Amazon, Microsoft e outras empresas gastam bilhões de dólares em infraestrutura para atender à demanda por IA.

Os investimentos vêm impactando toda a cadeia produtiva, fazendo com que fornecedoras atinjam valores de mercado estratosféricos, enquanto os preços de hardware para o público comum continuam a subir.

Só neste ano, a empresa de Jeff Bezos prevê investir cerca de US$ 200 bilhões (aproximadamente R$ 1 trilhão) para expandir a capacidade de IA da AWS, enquanto a Microsoft projeta gastos de US$ 190 bilhões (R$ 975 bilhões). Ao todo, as grandes empresas de tecnologia devem ultrapassar US$ 700 bilhões (R$ 3,5 trilhões) em gastos com infraestrutura para IA.

Gastos com IA confundem e assustam empresários

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA

8 de Julho de 2026, 18:25
captura de tela da seção Remix de Video, na aba Criar do Google Fotos
Remix de Vídeo permite adicionar efeitos e estilos pré-definidos em vídeos curtos (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google Fotos lançou uma nova ferramenta de edição de vídeos com IA, chamada Remix de Vídeo, que permite transformar clipes curtos com efeitos prontos, trocando fundos e iluminação.
  • A ferramenta usa o modelo Gemini Omni e está disponível para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra em países selecionados, incluindo o Brasil.
  • O Remix de Vídeo permite ajustar configurações de luz, fundo ou estilo visual com pré-definições disponíveis no app, com limitações como vídeos de até 60 segundos e necessidade de backup concluído no Google Fotos.

O Google Fotos ganhou uma nova ferramenta de edição de vídeos com inteligência artificial. Anunciado nesta quarta-feira (08/07), o Remix de Vídeo permite transformar clipes curtos com efeitos prontos, trocando fundos e iluminação.

O recurso usa o modelo Gemini Omni e já começou a ser liberado para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra em países selecionados, incluindo o Brasil.

A nova funcionalidade faz parte de uma estratégia maior do Google Fotos sobre a integração com IA, adicionado possibilidades de edições de vídeo bastante comuns em outras ferramentas, como o CapCut. Ela permite ajustar configurações de luz, fundo ou estilo visual com pré-definições disponíveis no app.

Entretanto, a novidade possui algumas limitações:

  • O Remix de Vídeo só funciona com vídeos de até 60 segundos e o usuário precisa selecionar um trecho de 1 a 10 segundos para a edição
  • Os arquivos precisam estar salvos no Google Fotos com backup concluído
  • É necessário estar conectado à internet, já que o processamento ocorre em nuvem
  • Contas corporativas do Google Workspace e escolares não receberão a ferramenta

Como usar o Remix de Vídeo

GIF animado colocando uma imagem de um homem na vida real e em estilo pixelart, lado a lado
Vídeos podem ser reestilizados diretamente no Google Fotos (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A edição dos vídeos é fácil. O Remix de Vídeo aparece na aba Criar do Google Fotos, onde a empresa reúne as ferramentas de edição com IA. A partir daí:

  • O usuário escolhe um template
  • Seleciona um vídeo com backup no Google Fotos
  • Define o trecho que será transformado

Há três tipos principais de edição. A opção Reimagine troca o fundo do vídeo por cenários gerados por IA, como uma praia ao pôr do sol ou uma cafeteria. Já os filtros ajustam a iluminação da cena, simulando efeitos como “hora de ouro” ou brilho suave.

Também há estilos artísticos para mudar completamente a aparência do clipe. O Google inclui opções inspiradas em pintura a óleo, aquarela, anime e traços de caderno de rascunho. Importante notar que aqui não é possível enviar novos prompts, para isso, é possível utilizar a opção “Criar vídeo” diretamente no app do Gemini.

A ferramenta aceita vídeos em 9:16 ou 16:9. Gravações em outros formatos podem ser centralizadas e cortadas automaticamente pelo aplicativo. Vale lembrar que todo conteúdo gerado ou editado pela ferramenta do Google recebe uma marca d’água digital, o SynthID.

O que é Gemini Omni?

Em um palco de conferência, um homem calvo e de óculos está de pé, posicionado no canto inferior direito. Ele veste uma blusa preta de mangas longas e calças escuras. Ao centro, um enorme telão retangular preto com cantos arredondados exibe o texto "Gemini Omni" em letras brancas de fonte arredondada. O fundo do palco é composto por painéis de madeira clara, e há um detalhe em arco verde e azul na extremidade direita. A iluminação do ambiente é focada no telão e no palestrante.
Gemini Omni foi revelado no evento Google I/O 2026 (imagem: reprodução)

O Gemini Omni é uma família de modelos de IA generativa do Google voltada à criação e edição de vídeos, desenvolvido para combinar diferentes tipos de entrada — como texto, imagem, áudio e vídeo — e gerar novos clipes a partir dessas referências.

O modelo foi pensado para entender o contexto da cena e permitir edições por comandos mais naturais, como trocar o fundo, mudar o estilo visual ou animar uma foto.

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Gemini Omni foi revelado no evento Google I/O 2026 (imagem: reprodução)

Cofundador da Wikipedia está banido… da Wikipedia

26 de Junho de 2026, 18:10
foto de larry sanger, de óculos e camisa social azul
Cofundador da Wikipédia não pode mais editar verbetes (imagem: reprodução/Wikipédia)

Larry Sanger, cofundador da Wikipedia e criador do nome da enciclopédia online, foi banido por tempo indeterminado de editar páginas da própria plataforma. A punição ocorreu após ele remover um projeto externo para mudar a forma como determinados temas são tratados nos verbetes.

O bloqueio impede Sanger de editar artigos, mesmo sendo um dos nomes ligados à criação da plataforma em 2001. Segundo o site Dexerto, a comunidade do site acusou Sanger de tentar mobilizar usuários de fora para influenciar discussões internas.

O ex-executivo nega a acusação e diz que foi alvo de uma decisão sem processo justo. Num post de 22 de junho, Sanger disse ter sido bloqueado por “consenso de uma multidão” e criticou a condução do caso: “Não houve o devido processo legal, nem promotor, nem juiz imparcial, nem júri, nem interpretação da lei. Todos os meus juízes se autoselecionaram e me odiavam”.

Projeto ia mudar abordagem da Wikipedia

Editores acusaram Sanger de tentar influenciar discussões editoriais após projeto (imagem: reprodução)

A disputa começou com o WikiProject Intellectual Diversity, projeto criado por Sanger para defender o que ele chamou de “compromisso original e firme com a diversidade intelectual” da Wikipedia, que completa 25 anos em 2026.

A proposta buscava abrir espaço para visões que, segundo ele, estariam sub-representadas na enciclopédia. Entretanto, a forma de divulgação do projeto fez com que os editores o acusassem de tentar chamar pessoas externas para influenciar as discussões e decisões editoriais.

Pelas regras da Wikipedia, esse tipo de mobilização pode distorcer o funcionamento da comunidade. Editores também o acusaram de não contribuir de forma construtiva com a enciclopédia.

Vale reforçar que Sanger deixou o projeto logo após a fundação da Wikipédia. Em declarações anteriores, ele chegou a dizer que a Wikipedia estava “quebrada além de qualquer possibilidade de reparo”, relembra o Dexerto.

Ajuda de outro cofundador não funcionou

No dia seguinte ao bloqueio inicial, Sanger chegou a ser desbloqueado após uma intervenção de Jimmy Wales, outro cofundador da Wikipedia. A decisão, porém, foi revertida pela comunidade na mesma noite. “Agora é realmente oficial. As acusações são mentiras e deturpações”, afirmou após a nova decisão.

Well, now it’s really official. After being blocked this morning, then unblocked (after being defended by Jimmy Wales), I have now, as of this evening, been “blocked indefinitely” from editing Wikipedia.

The charges are lies and misrepresentations.

More soon. https://t.co/9hKptUiqDK pic.twitter.com/Ae5RU90U8h

— Larry Sanger (@lsanger) June 23, 2026

Ao New York Post, ele disse estar “atônito” com o desfecho e atribuiu a punição a uma “turba sem rosto”. Ao comentar o banimento, Sanger também relembrou críticas antigas à falta de regras formais para a governança da plataforma: “Eu avisei a vocês, lá em 2004, que a Wikipedia precisa desesperadamente de uma carta comunitária adequada e do império da lei”.

A relação de Wales, aliás, também não é a das mais amigáveis com o corpo de colaboradores da Wikipédia. O cofundador esteve no centro das discussões com voluntários da edição em inglês após mudanças na equipe da Fundação Wikimedia, que levaram editores a ameaçar greve.

Cofundador da Wikipedia está banido… da Wikipedia

(imagem: reprodução/Wikipédia)

Apple pode mudar estratégia e pular chips M6 Pro e Max

26 de Junho de 2026, 17:10
Apple Silicon (Imagem: Reprodução/Apple)
Nova geração do Apple Silicon deve ter estreia solo (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • Apple pode lançar apenas o chip M6 básico em 2026, adiando as versões Pro e Max para a geração M7, prevista para o ano que vem.
  • O M6 deve ser produzido em processo de 2 nanômetros e largura de banda de memória de cerca de 200 GB/s.
  • Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, o M5 Ultra seria a principal atualização de alto desempenho no curto prazo.

A Apple pode mudar o ritmo de lançamento dos chips usados nos Macs com o lançamento solo de uma versão básica do chip M6 neste ano. Caso se confirme, a estratégia quebraria o ciclo adotado desde a estreia dos Apple Silicon nos computadores da marca.

De acordo com o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a ideia seria concentrar os esforços na geração seguinte, a M7, prevista para 2027. Com isso, a empresa não deve desenvolver as versões M6 Pro e M6 Max para a próxima linha, que deve estrear ainda em 2026.

Como ficaria o cronograma?

Com a mudança, o calendário de chips da Apple ficaria mais enxuto em 2026, voltando a ganhar versões profissionais a partir de 2027:

  • M6: chip básico da geração, voltado aos Macs de entrada;
  • M7: versão básica prevista para a primeira metade de 2027;
  • M7 Pro e M7 Max: modelos profissionais esperados para o fim de 2027;
  • M7 Ultra: versão mais poderosa da família, prevista para 2028.

A ausência de um M6 Pro e M6 Max afetaria principalmente linhas como MacBook Pro, Mac mini e futuros desktops de alto desempenho, que costumam depender das versões profissionais para receber atualizações mais relevantes.

M6 deve estrear processo de 2 nanômetros

Com quantos nanômetros a Lei de Moore acaba? (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
Versão base estreará fabricação de 2 nanômetros nos chips da empresa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mesmo sem versões Pro e Max, o M6 básico deve trazer uma mudança importante de fabricação. Dessa forma, segundo o MacRumors, o chip seria o primeiro da Apple produzido em processo de 2 nanômetros da TSMC, deixando para trás a litografia de 3 nanômetros das últimas gerações.

Além disso, o M6 também deve ter uma nova arquitetura de memória, Neural Engine atualizado para tarefas de IA e melhorias em decodificação de vídeo.

De acordo com a Bloomberg, o chip teria largura de banda de memória de cerca de 200 GB/s, contra 153 GB/s no M5. A Apple também estaria testando versões de GPU de 12 núcleos, acima do limite de 10 núcleos do M5. O chip deve estrear em um MacBook Pro de 14 polegadas, ainda neste ano.

M5 Ultra deve segurar Macs mais potentes

Imagem ilustrativa com o logo do chip M5 da Apple
M5 tem acelerador neural em cada núcleo da GPU (imagem: divulgação)

Sem M6 Pro e M6 Max no caminho, a principal atualização de alto desempenho no curto prazo deve ser o M5 Ultra. O chip é esperado para equipar uma nova versão do Mac Studio, segundo a Bloomberg.

Hoje, a família M5 já tem versões Pro e Max, lançadas em março deste ano, usadas nos modelos mais recentes do MacBook Pro, que passaram a custar até R$ R$ 53.999 após o reajuste da Apple no Brasil.

Os chips trouxeram avanços em CPU, largura de banda de memória e desempenho para tarefas de IA, mas ainda não chegaram a desktops como Mac Studio e Mac Pro.

Apple pode mudar estratégia e pular chips M6 Pro e Max

Com quantos nanômetros a Lei de Moore acaba? (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

M5 tem acelerador neural em cada núcleo da GPU (imagem: divulgação)

Android ganha cara de Nintendo 3DS em celulares dobráveis

26 de Junho de 2026, 15:22
Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis
Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis (imagem: reprodução/Google)

O Google está trazendo uma novidade que deve chamar a atenção de gamers que pensam em comprar um celular dobrável. O recurso transforma metade da tela aberta em um controle virtual, enquanto o jogo roda na outra metade do display. A novidade chega ao Android 17 nas próximas semanas.

O modo de jogo deixa o dispositivo semelhante a consoles portáteis dobráveis, como o Nintendo 3DS: o game aparece na parte de cima, sem botões sobrepondo a imagem, e a parte inferior vira um gamepad digital, com analógicos, direcional, botões de ação e gatilhos.

A novidade foi revelada por Mishaal Rahman, da equipe de comunicação do Android, no Reddit, e é uma das adições ao sistema oficializado semanas atrás. Segundo Rahman, o objetivo é facilitar a vida de quem joga em dobráveis, mas não quer carregar um controle Bluetooth ou acessório acoplado ao celular.

GIF de um jogo sendo rodado em uma tela dobrável, com o gamepad na parte inferior da tela
Gamepad aparecerá na parte inferior da tela dobrada (imagem: Mishaal Rahman/Reddit)

Como funciona o gamepad?

O recurso emula um controle físico no nível do sistema, ou seja, deve funcionar com jogos que já oferecem suporte a gamepads, sem exigir mudanças por parte dos desenvolvedores.

O ponto de atenção fica para a interface dos jogos. Como a imagem será exibida apenas na metade superior da tela, os títulos precisam se adaptar bem a diferentes proporções para não ficarem espremidos. O controle virtual terá os principais botões de um gamepad tradicional:

  • dois analógicos
  • direcional em cruz
  • botões A, B, X e Y
  • botões e gatilhos L1, L2, L3, R1, R2 e R3
  • botão Start

Ao tocar no ícone de gamepad, o jogador poderá mudar o layout dos botões, ajustar o tamanho dos comandos e alternar entre temas claro e escuro. O feedback tátil também poderá ser desativado nas configurações.

Novidade inclui configurações de personalização (imagem: Mishaal Rahman/Reddit)

Modo aparece ao abrir o dobrável

O gamepad virtual poderá aparecer quando o usuário abrir o celular dobrável, antes ou depois de iniciar um jogo compatível. Também será possível ocultar o controle durante a partida ou desligar o recurso nas configurações do Android, na opção Virtual Gamepad.

O sistema ainda desativa o controle virtual automaticamente quando um gamepad físico é conectado por Bluetooth ou USB. Em jogos feitos apenas para toque na tela, o recurso também fica oculto, evitando ocupar espaço sem necessidade.

Android ganha cara de Nintendo 3DS em celulares dobráveis

Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis (imagem: reprodução/Google)

(imagem: Mishaal Rahman/Reddit)

(imagem: Mishaal Rahman/Reddit)

Microsoft aumenta preço do Xbox e encerra vendas do console de 2 TB

25 de Junho de 2026, 16:18
Imagem mostra múltiplos consoles Xbox Series S brancos e um Xbox Series X preto, juntamente com seus respectivos controles sem fio, dispostos sobre um fundo verde brilhante. O Xbox Series X preto está no centro, em destaque, com um controle preto ao lado. O logo da Xbox é visível em cada console e controle. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Xbox Series X/S vão ficar mais caros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft anunciou um aumento global nos preços dos consoles Xbox, com reajustes de até US$ 150 a partir de agosto.
  • O Xbox Series S de 512 GB passará a custar US$ 499 e o Xbox Series X, com leitor de disco, sairá por US$ 799.
  • Empresa também descontinuará o modelo de 2 TB.

A Microsoft anunciou nesta quinta-feira (25/06) um novo aumento global nos preços dos consoles Xbox. O reajuste começa a valer em 1º de agosto, com um acréscimo de US$ 100 nos modelos de 512 GB de armazenamento e de US$ 150 nas versões de 1 TB.

Em conversão direta pela cotação atual, os reajustes equivalem a cerca de R$ 519 e R$ 779, respectivamente. A Microsoft, porém, ainda não confirmou os preços no Brasil, de modo que os valores servem apenas como referência.

Além do aumento, a empresa decidiu descontinuar o modelo de 2 TB. A mudança ocorre menos de um ano após o último reajuste nos Estados Unidos, feito em outubro de 2025.

Com o reajuste, os preços sugeridos dos consoles Xbox ficam assim nos Estados Unidos, segundo o The Verge:

  • Xbox Series S de 512 GB: US$ 499,99
  • Xbox Series S de 1TB: US$ 599,99
  • Xbox Series X digital, sem leitor de disco: US$ 749,99
  • Xbox Series X com leitor de disco: US$ 799,99

Em comunicado, a Microsoft afirmou que passou os últimos meses negociando com fornecedores para tentar evitar o repasse ao consumidor, mas decidiu reajustar os preços por causa da alta nos custos de componentes.

O anúncio também coincide com o lançamento da pré-venda do GTA 6. O jogo deve movimentar a busca por Xbox e PlayStation 5 no mercado, já que é exclusivo de consoles e ainda não tem data para chegar aos PCs.

Crise de componentes afeta o preço

ilustração sobre memória UFS
Crise de chips de memória é culpada, mais uma vez, pelo aumento de preços (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A principal justificativa da Microsoft está nos custos de memória e armazenamento usados nos consoles. Segundo a empresa, os preços desses componentes subiram mais de 2,5 vezes e podem dobrar novamente até o segundo semestre de 2027.

A razão é a mesma pela qual a Apple também confirmou um novo reajuste hoje, assim como é, possivelmente, o motivo do aumento de preço do PlayStation 5, feito em março.

A alta pesa especialmente nos videogames porque consoles costumam ser vendidos com margens menores do que outros eletrônicos. Em alguns casos, a fabricante aceita ganhar pouco — ou até perder dinheiro — no hardware para compensar depois com jogos, serviços e assinaturas.

Para reduzir o impacto do aumento, a Microsoft diz que vai oferecer opções de financiamento sem juros em varejistas parceiros, como a Amazon nos Estados Unidos. A empresa também manterá a venda de consoles seminovos certificados, com desconto de até US$ 100 em relação ao preço sugerido na Microsoft Store.

Hardware segue em queda

Xbox fez 25 anos em 2026, com o anúncio de um console comemorativo (imagem: reprodução/Xbox)

O reajuste chega em um momento já difícil para o Xbox no varejo. No terceiro trimestre fiscal de 2026, encerrado em março, a receita com venda de consoles caiu 33% na comparação anual, segundo o balanço da Microsoft. A queda seguiu um recuo de 29% no primeiro trimestre, e de 32% no segundo.

Além disso, a divisão de games também sentiu o impacto: a receita total de jogos caiu 7%, enquanto conteúdo e serviços do Xbox recuaram 5%. Ainda assim, o Game Pass recebeu um reajuste para baixo em abril, quando ficou 36% mais barato.

Microsoft aumenta preço do Xbox e encerra vendas do console de 2 TB

Xbox Series X + Series S (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Entenda a importância do Armazenamento UFS para os dispositivos móveis modernos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google libera troca de endereço do Gmail no Brasil

25 de Junho de 2026, 14:54
Ilustração com envelope colorido, logotipo do Gmail do Google. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Gmail agora permite troca de endereço no Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google liberou no Brasil a opção de mudar o endereço principal do Gmail sem criar uma nova conta.
  • Mudança permite que o usuário troque o nome antes do @gmail.com e mantenha os dados da conta.
  • O endereço antigo continua funcionando como um endereço alternativo vinculado à conta do Google.

O Google começou a liberar no Brasil a opção de mudar o endereço principal do Gmail sem precisar criar uma nova conta. Com o recurso, o usuário pode trocar o nome que aparece antes do @gmail.com, mantendo a mesma Conta do Google, os dados dela e o histórico de uso.

A novidade pode ser útil para quem criou um e-mail antigo, quer corrigir um nome pouco profissional ou precisa atualizar a conta sem refazer cadastros do zero. Antes, a alternativa mais comum era criar outro Gmail e migrar manualmente contatos, serviços e assinaturas.

O recurso havia sido anunciado no final de março, inicialmente nos Estados Unidos, e agora aparece para contas no Brasil.

Mensagem enviada pelo Google aos usuários informando possibilidade de mudança do endereço de e-mail
Gmail já permite alteração de e-mail da Conta do Google (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como mudar o endereço do Gmail?

A alteração pode ser feita pelas configurações da Conta do Google no aplicativo do Gmail:

  1. Abra o app do Gmail e toque no ícone de perfil;
  2. Selecione “Gerenciar sua Conta do Google”;
  3. Acesse a aba “Informações pessoais”;
  4. Entre em “E-mail”;
  5. Clique em “E-mail da Conta do Google”;
  6. Toque em “Alterar o e-mail da Conta do Google”;
  7. Digite o novo endereço desejado.

Endereço antigo continua funcionando

Arte mostra um padrão repetitivo de logotipos do Gmail em tons de cinza claro, que preenche um fundo cor-de-rosa pálido. No centro, destaca-se um logotipo do Gmail colorido, com abas em vermelho, azul, verde e amarelo, posicionado ligeiramente para a frente. No canto inferior direito da imagem, há a marca d'água "tecnoblog".
Endereço antigo continuará valendo para receber e enviar mensagens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A troca não apaga o endereço anterior, que continuará funcionando como um endereço anternativo vinculado à conta do Google. Ou seja, mensagens enviadas para o Gmail antigo ainda chegam à mesma caixa de entrada.

Dessa forma, caso o endereço antigo esteja vinculado em redes sociais e outros serviços, e-mails de verificação, mensagens promocionais e outras mensagens devem continuar chegando. Importante frisar que, nesses casos, o usuário precisará atualizar manualmente as credenciais de login em cada site, app e serviço que usam o Gmail antigo.

O endereço antigo pode ser usado como opção de recuperação da conta em caso de perda de senha ou bloqueio de acesso, e o usuário também poderá continuar enviando e-mails pelo endereço anterior, se quiser.

Google impõe limites para a troca

A mudança de endereço, no entanto, não poderá ser feita sem algumas restrições:

  • Cada usuário só poderá escolher um novo endereço a cada 12 meses.
  • Haverá um limite de três novos nomes de usuário por conta ao longo do tempo.
  • É possível voltar ao endereço anterior, em caso de arrependimento, mas a reversão bloqueia a escolha de um novo e-mail por 30 dias.
  • O nome antigo não ficará disponível para criar uma nova Conta do Google. Ele permanece reservado e vinculado ao titular original.

Google libera troca de endereço do Gmail no Brasil

Gmail (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Logo do Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube faz acordo e evita novo julgamento sobre saúde mental

24 de Junho de 2026, 17:58
Arte com o logotipo vermelho do YouTube em um fundo preto.
YouTube evitará julgamento no fim do mês que vem (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube fez um acordo confidencial nos EUA para evitar julgamento sobre saúde mental.
  • Processo acusava plataforma de usar recursos como rolagem infinita e autoplay para manter crianças e adolescentes engajados.
  • Em um caso anterior, YouTube e Meta foram condenados a pagar US$ 6 milhões em indenização.

O YouTube fechou um acordo confidencial nos Estados Unidos para não ir a julgamento em um processo que acusa plataformas digitais de prejudicar a saúde mental de crianças e adolescentes. A ação envolve um jovem de 15 anos, identificado pelas iniciais R.K.C, e estava marcada para ser julgada em 27 de julho, na Califórnia.

Com o acordo, a empresa e o Google deixam esse caso específico. O julgamento, porém, continua contra Meta, TikTok e Snap, que também são acusadas de criar recursos para estimular o uso compulsivo das plataformas por menores.

Em um caso semelhante anterior, Google e Meta foram condenadas a pagar US$ 6 milhões em indenização. O processo foi movido por uma jovem de 20 anos, que alegou ter desenvolvido vício nos aplicativos ainda na infância.

Acusação mira design das plataformas

iPhone com Reels reproduzido em velocidade 2x
Processo alega design viciante de plataformas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O caso é um entre cerca de 2.500 ações movidas contra empresas de tecnologia e envolve um jovem da Califórnia que, segundo o processo, começou a usar redes sociais aos 8 anos.

Os advogados afirmam que o uso piorou a saúde mental dele ao longo dos anos, tendo sido internado para tratamento psiquiátrico em 2023. A estratégia dos autores é responsabilizar as empresas pelo design dos apps, incluindo características proibidas pelo ECA Digital no Brasil, como:

  • reprodução automática de vídeos;
  • rolagem infinita de feeds;
  • notificações constantes de curtidas;
  • filtros de alteração facial.

A acusação afirma que essas ferramentas foram projetadas para manter crianças e adolescentes conectados por mais tempo, aumentando o engajamento e, consequentemente, a receita das plataformas.

Os advogados optaram por essa ofensiva para contornar a Seção 230 da Communications Decency Act, de 1996, lei federal similar ao Marco Civil da Internet que isenta as plataformas pelo conteúdo postado por terceiros.

Caso anterior terminou com indenização milionária

Meta, TikTok e YouTube
Meta, TikTok e YouTube estão entre empresas acusadas por design viciante (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O julgamento de R.K.C. será o segundo caso de teste dentro desse litígio. O primeiro envolveu uma jovem de 20 anos, e tratava principalmente do impacto dos filtros do Instagram sobre imagem corporal e dismorfia em adolescentes.

Naquele processo, Meta e Google desembolsaram US$ 6 milhões para pagar a indenização. A responsabilidade foi dividida em 70% para a Meta e 30% para o Google, e também envolvia o TikTok e Snap, que fecharam acordos antes do veredito.

As empresas informaram, à época, que recorreriam da decisão. Há duas semanas, a juíza Carolyn Kuhl rejeitou os pedidos das empresas para realizar um novo julgamento.

Mesmo sem o YouTube, o julgamento ainda deve chamar atenção da indústria. Segundo o Courthouse News Service, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, e o chefe do Instagram, Adam Mosseri, devem ser chamados para depor, além do cofundador e CEO do Snapchat, Evan Spiegel, e executivos do TikTok.

YouTube faz acordo e evita novo julgamento sobre saúde mental

YouTube (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Reels do Instagram agora podem ser reproduzidos em 2x (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Zuckerberg deseja criar app de apostas e entrar no mercado de previsões

24 de Junho de 2026, 13:26
Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta está desenvolvendo um aplicativo chamado Arena para entrar no mercado de previsões.
  • O aplicativo, encomendado por Mark Zuckerberg, permitirá que usuários apostem no resultado de eventos reais, como eleições e jogos esportivos.
  • O projeto é similar ao que já existe com a plataforma Polymarket, mas, inicialmente, não usaria dinheiro real e funcionaria com um sistema de pontos.
  • Mercados de previsão são proibidos no Brasil.

A Meta estaria desenvolvendo um aplicativo próprio, chamado Arena, para entrar no mercado de previsões. O segmento permite que usuários apostem no resultado de eventos reais, como eleições, decisões políticas, jogos esportivos e outros indicadores econômicos.

Segundo o jornal New York Times, o app, encomendado diretamente por Mark Zuckerberg, deve ser separado das redes sociais da empresa, como Facebook, Instagram e WhatsApp, mas a Meta pretende usar as plataformas para atrair usuários ao novo produto.

A ideia colocaria a companhia em um setor que cresceu rapidamente nos últimos anos, impulsionado por plataformas como Polymarket e Kalshi. Em 2025, as duas plataformas movimentaram juntas cerca de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 261 bilhões) em negociações online, ultrapassando US$ 130 bilhões (R$ 680 bilhões) em 2026 — e fez da brasileira Luana Lara a mulher mais jovem a se tornar bilionária no mundo.

Não é a primeira vez que a Meta tenta algo parecido. Em 2020, a empresa lançou um app de previsões, chamado Forecast, que acabou sendo encerrado em 2022. Mas com o crescimento do setor o interesse parece ter voltado.

Como funcionaria o novo app de previsões da Meta?

Foto de smartphone na mão de homem usando um aplicativo de apostas (bets)
Sistema não deve utilizar dinheiro real inicialmente (foto: Areli Alvarez/Qualcomm Institute at UC San Diego)

De acordo com funcionários ouvidos pelo jornal, o Arena deve começar com um sistema de pontos, inicialmente sem uso de dinheiro real. Como em um jogo, os usuários fariam previsões e acompanhariam os resultados dentro do próprio aplicativo.

Entretanto, a Meta não teria descartado a possibilidade de permitir apostas com dinheiro no futuro, como fazem as principais empresas concorrentes do setor.

A possível entrada da big tech no mercado gerou críticas nas redes sociais, inclusive de dentro do parlamento estadunidense. Segundo o jornal, o senador democrata Richard Blumenthal acusou a empresa de tentar lucrar com comportamentos viciantes.

Mercados de previsão preocupam autoridades

O avanço dos mercados de previsão também aumentou a preocupação de reguladores e parlamentares nos Estados Unidos.

Um caso recente citado pelo New York Times envolve um membro das Forças Especiais dos EUA, acusado por promotores federais de Nova York de usar informações confidenciais do governo para apostar na Polymarket. Segundo a acusação, ele teria lucrado mais de US$ 400 mil ao prever uma operação secreta para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

No Brasil, apesar de, para o usuário final, funcionar de forma semelhante às bets esportivas regulamentadas, esse tipo de mercado de previsão não tem autorização para operar. Em abril, o governo bloqueou 27 plataformas de previsão, incluindo as gigantes Polymarket e Kalshi. Segundo o G1, a avaliação foi de que as plataformas “podem se aproximar de instrumentos financeiros não autorizados” por aqui.

Zuckerberg deseja criar app de apostas e entrar no mercado de previsões

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo o governo, metade das apostas são feitas em sites ilegais (foto: Areli Alvarez/Qualcomm Institute at UC San Diego)

Novas regras do CNJ regulam participação de crianças na internet

24 de Junho de 2026, 00:39
Ilustração de redes sociais
Conselho aprovou emissão de alvarás para participação de crianças em conteúdos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, nesta terça-feira (23/06), a emissão de alvarás para a participação de crianças e adolescentes em conteúdos nas redes sociais. A regra vale para casos em que a imagem, a voz ou a rotina de crianças e adolescentes aparecem de forma habitual em perfis, canais ou outros espaços digitais.

A versão aprovada considerou um apelo do Ministério Público do Trabalho (MPT) para que juízes não liberem casos que iriam contra as leis brasileiras de trabalho infantil. Segundo o órgão, a proposta de alvará para publicidade foi removida do texto, que agora permite somente atividades artísticas.

Antes de autorizar a atividade, o juiz deverá avaliar pontos como frequência de exposição, tipo de conteúdo produzido, forma de divulgação, eventual monetização e impacto sobre a rotina escolar, saúde e desenvolvimento do menor.

As novas regras valem para conteúdos publicados em contas dos próprios jovens, de responsáveis ou de terceiros, especialmente quando há monetização ou impulsionamento. Elas não devem atingir familiares que publicam ocasionalmente fotos e vídeos de crianças, como os próprios filhos, segundo o CNJ.

Mudança afeta influenciadores mirins

A proposta inicial discutida no CNJ previa a necessidade de autorizações judiciais para trabalho artístico e para publicidade no ambiente digital. O MPT contestou a divisão, argumentando que a legislação brasileira não permite exceção para trabalho comercial antes da idade mínima.

“Qualquer alvará que permita outro tipo de trabalho que não o artístico é proibido pelo artigo 7º, inciso 33, da nossa Constituição, que veda o trabalho para pessoas com menos de 16 anos, salvo a partir dos 14 anos, na condição de aprendiz”, explica Fernanda Pereira, coordenadora nacional de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes (Coordinfância) do MPT.

Na nota técnica enviada ao CNJ, o órgão argumenta que o uso de roteiro, edição, encenação ou recursos audiovisuais não transforma automaticamente um perfil monetizado em atividade artística.

As regras impactam o mercado de influenciadores mirins no Brasil, conhecidos pelo compartilhamento excessivo da rotina e promoção de produtos, marcas e serviços nas redes sociais — às vezes, inclusive, daqueles não condizentes com a faixa etária, o que gerou grande debate sobre a adultização de crianças.

Como ficam as regras?

Crianças e adolescentes terão permissão restritia (imagem: reprodução)

A resolução do CNJ se soma ao ECA Digital e ao Decreto nº 12.880/2026, estabelecendo as seguintes regras:

  • Menores de 16 anos: a participação em conteúdos digitais de caráter artístico depende de alvará judicial, que considerará frequência da exposição, tipo de conteúdo, rotina escolar, horários e possíveis impactos no desenvolvimento da criança ou adolescente.
  • Adolescentes de 16 a 18 anos: atividades comerciais e publicitárias podem ocorrer sem alvará judicial prévio, mas seguem as regras como proibição de trabalho noturno, atividades perigosas ou insalubres e qualquer rotina que prejudique a frequência escolar.
  • Conteúdos proibidos: a autorização não poderá envolver conteúdos erotizados, vexatórios, degradantes, apostas, jogos de azar, publicidade infantil abusiva ou divulgação de produtos que não podem ser comercializados para esse público.

Novas regras do CNJ regulam participação de crianças na internet

No ambiente digital, redes sociais são plataformas que estimulam a conexão entre pessoas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Odisseia ganha audiolivro com voz clonada de Michael Caine

23 de Junho de 2026, 15:57
Fotografia do ator Michael Caine, um homem de cabelos brancos
Voz clonada do ator narra A Odisseia (imagem: divulgação/Fox Searchlight)
Resumo
  • ElevenLabs lançou um audiolivro gratuito de 13 horas de A Odisseia, narrado por uma réplica digital autorizada da voz do ator Michael Caine.
  • A voz sintética foi criada a partir de uma parceria comercial firmada entre Caine e a empresa no ano passado, e a produção levou seis semanas.
  • O audiolivro está disponível no aplicativo ElevenReader e inclui uma trilha sonora de fundo gerada sinteticamente.

A ElevenLabs lançou uma versão em audiolivro de A Odisseia, de Homero, narrada por uma réplica gerada por inteligência artificial da voz do ator Michael Caine. A produção tem 13 horas de duração e está disponível gratuitamente no aplicativo ElevenReader.

A voz sintética foi criada a partir de uma parceria comercial firmada entre Caine e a empresa no ano passado, segundo o site Deadline, e a produção levou seis semanas no sistema da ElevenLabs.

Além da narração principal com a voz clonada de Caine, o audiolivro usa outras vozes de IA para compor o elenco da história. A produção também inclui uma trilha sonora de fundo gerada sinteticamente.

Caine defende uso da tecnologia

A clonagem de voz por IA é uma das ferramentas permitidas pela tecnologia que mais causa alvoroço no mundo real, pois é extremamente associada a usos ilegais. Para Caine, porém, a inovação permite reimaginar a obra para o público moderno.

Em comunicado, o ator, que anunciou aposentadoria no ano passado, associou o projeto à tradição oral de A Odisseia, poema que atravessou gerações antes mesmo de circular como texto escrito, e que ganhará nova adaptação pelas mãos do cineasta Christopher Nolan no mês que vem.

“A Odisseia é uma das maiores histórias já contadas. Por quase três milênios, seus temas de perseverança, lealdade, tentação e o chamado duradouro do lar ressoaram em várias culturas e gerações”, afirmou Caine.

Hollywood ainda debate IA

Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Inteligência artificial ainda gera debates em Hollywood (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A iniciativa do ator ocorre em um contexto sensível para a indústria od entretenimento, que enxerga a IA como um concorrente. Em 2023, o Sindicato de Atores dos Estados Unidos (SAG-AFTRA) chegou a entrar em greve contra a expansão do uso de IA em produções cinematográfias, em apoio ao Sindicato dos Roteiristas.

Os setores criativos da indústria temem que a inteligência artificial acabe roubando empregos, especialmente de atores menores, e que tecnologias de escaneamento (de voz e imagem) levem a precarização do trabalho.

Mas Caine não é o primeiro grande astro de Hollywood a se envolver com a tecnologia. Ben Affleck e Ashton Kutcher fundaram empresas no setor, enquanto Matthew McConaughey, que trabalhou com Caine no filme Interestelar, é um dos investidores da ElevenLabs.

ElevenLabs vê audiolivro como vitrine

Para a ElevenLabs, o projeto também deve servir como demonstrativo das ferraemtnas de voz sintética, um dos carros-chefe da empresa. O executivo da área de parcerias da ElevenLabs, Dustin Blank, disse ao Deadline que a intenção é tornar o épico mais acessível em um momento de grande interesse pela obra.

O lançamento também serve como vitrine para outros criadores interessados em usar vozes geradas por IA em produções narrativas.

A Odisseia ganha audiolivro com voz clonada de Michael Caine

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Audiolivro gratuito tem 13 horas de duração e usa réplica digital autorizada do ator britânico.

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta lança linha de óculos inteligentes com preço mais baixo

23 de Junho de 2026, 14:48
Seis Meta Glasses de cores variadas em um fundo de cor branca
Linha aposta na diversidade de estilos (imagem: divulgação/Meta)
Resumo
  • Meta lançou uma nova linha de óculos inteligentes, os Meta Glasses, em parceria com a EssilorLuxottica.
  • Os óculos estão disponíveis a partir de US$ 299, sendo US$ 80 mais baratos que o Ray-Ban Meta de 2ª geração.
  • Por enquanto, não há preços ou data de lançamento no Brasil.

A Meta e a EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban e Oakley e maior fabricante do ramo de armações e lentes de óculos do mundo, anunciaram uma nova linha de óculos inteligentes com inteligência artificial. Os Meta Glasses chegam em três estilos de armação e aceitam diferentes tipos de lentes.

Diferentemente dos modelos anteriores, os novos óculos não trazem a marca Ray-Ban e chegam mais baratos, com preços a partir de US$ 299 (cerca de R$ 1.554). Para comparação, o Ray-Ban Meta de 2ª geração foi lançado por US$ 379 e chegou ao Brasil por R$ 3.299.

Por enquanto, o novo modelo será vendido apenas em mercados selecionados, como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e parte da Europa. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Mulher usando óculos inteligentes Meta Glasses sem marca Ray-Ban
Meta Glasses não trazem a marca Ray-Ban (imagem: divulgação/Meta)

Os aparelhos não têm tela — a função segue exclusiva do Meta Ray-Ban Display — e a interação ocorre principalmente por voz e áudio, reproduzido por alto-falantes de ouvido aberto. Para chamadas e comandos de voz, os modelos usam múltiplos microfones com redução de ruído de vento.

A câmera integrada de 12 MP permite tirar fotos e gravar vídeos em até 3K a 30 fps. A Meta afirma que o dispositivo conta com alertas para indicar quando a câmera está em uso, além de controles simplificados para compartilhamento de dados.

A Meta promete mais de 8 horas de uso contínuo, com carregamento diretamente no estojo do produto — o que pode adicionar mais 40 horas de energia.

Três armações e 26 combinações

Três modelos de armação do Meta Glasses
Meta Glasses contam com três formatos de armação (imagem: divulgação/Meta)

A linha estreia em três formatos:

  • Meta Adventurer: possui um formato retangular convencional, focado em um visual versátil, sendo comercializado nos tamanhos padrão e grande
  • Meta Fury: apresenta uma armação com linhas mais grossas e formato robusto
  • Meta Glasses by Kylie: uma armação com formato oval fino, inspirada no estilo pessoal de Kylie Jenner

As armações terão cores como preto, verde, merlot, mogno e arenito. As lentes podem ser de sol, polarizadas, transparentes ou com tecnologia Transitions, que se adapta à luminosidade. Ao todo, a Meta fala em 26 combinações no catálogo de lançamento.

Óculos aceitam lentes de grau

Os modelos também são compatíveis com lentes de prescrição. Para isso, a Meta introduziu o Rx Lens Swap, sistema uqe permite trocar as lentes com um oftalmologista após a compra.

Segundo a empresa, o procedimento não anula a garantia do produto. A ideia é permitir que o usuário adapte os óculos à própria prescrição sem depender apenas das combinações oferecidas no momento da compra.

IA adaptada aos vestíveis

Os Meta Glasses usam o Muse Spark, que permite aos vestíveis usarem a Meta IA para interpretar o contexto ao redor do usuário pela câmera e pelos comandos de voz.

Com isso, os óculos podem responder a perguntas sobre o ambiente, consultar informações do dia a dia, dar recomendações de locais e passar outras informações. As funcionalidades são restritas a usuários nos Estados Unidos e Canadá, por enquanto.

Entre os recursos anunciados estão a foto dinâmica, que captura múltiplos quadros e sugere a melhor imagem para compartilhamento, e uma futura navegação passo a passo para pedestres, adaptada para óculos sem tela.

A tradução de conversas em tempo real também foi ampliada. O recurso ganhou suporte a 14 novos idiomas, passando a funcionar em 20 línguas, incluindo português.

Relembre o lançamento do Meta Ray-Ban Display

Meta lança linha de óculos inteligentes com preço mais baixo

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Meta Glasses custam a partir de US$ 299 e saem US$ 80 mais baratos que o Ray-Ban Meta de 2ª geração. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

(imagem: divulgação)

(imagem: divulgação/Meta)

Valve revela preços da Steam Machine: a partir de US$ 1.049

22 de Junho de 2026, 16:47
Imagem exibe uma Steam Machina sobre uma mesa de madeira. Se trata de um cubo preto, com um led branco na parte inferior.
Nova Steam Machine ultrapassa marca dos US$ 1.000 (imagem: divulgação)
Resumo
  • Valve anunciou o preço e iniciou a pré-venda da Steam Machine.
  • Produto parte de US$ 1.049 (R$ 5.400) e chega a US$ 1.428 (R$ 7.363) na configuração de 2 TB com controle incluso.
  • Primeiras unidades começarão a ser faturadas em 29 de junho.

A Valve finalmente revelou, nesta segunda-feira (22/06), os preços do PC compacto Steam Machine. O aparelho custará a partir de US$ 1.049 (cerca de R$ 5.400, em conversão direta) na versão básica, com SSD de 512 GB.

As primeiras unidades começarão a ser faturadas daqui a uma semana, em 29/06. A Valve abrirá uma lista de interesse e fará um sorteio para definir a ordem de compra dos usuários, em sorteio que ocorre na próxima quinta-feira, às 13h no horário de Brasília.

Quem se registrar depois desse prazo irá para o fim da fila. As autorizações de compra serão enviadas por e-mail a partir da data de lançamento. O PC chega em quatro pacotes:

  • Steam Machine 512 GB: US$ 1.049 (R$ 5.400)
  • Steam Machine 512 GB + Steam Controller: US$ 1.128 (R$ 5.816)
  • Steam Machine 2 TB: US$ 1.349 (R$ 6.956)
  • Steam Machine 2 TB + Steam Controller: US$ 1.428 (R$ 7.363)

Como nota o The Verge, a Steam Machine supera o preço de consoles nos EUA, como PS5 Digital (US$ 599,99), Xbox Series X (US$ 649,99) e PS5 Pro (US$ 899,99), embora o desempenho seja próximo ao do PS5.

Brasil fica fora da pré-venda

A Steam Machine não tem previsão de lançamento oficial no Brasil e brasileiros não conseguem participar da lista de interesse. Ao acessar a página oficial do produto, a Steam exibe o aviso: “Este item não está disponível para compra na sua região”.

A situação repete o histórico da primeira Steam Machine, lançada em 2015, que nunca chegou oficialmente ao mercado nacional.

Especificações técnicas

Imagem mostra uma disposição de produtos de jogos eletrônicos na cor preta sobre um fundo bege claro. Os itens incluem um headset de realidade virtual com dois controladores de mão, um console portátil Steam Deck, um controle tradicional de console e um pequeno computador (mini PC) em formato de cubo.
Valve também apresentou novo controle e headset de realidade virtual (imagem: divulgação)
  • CPU: AMD Zen 4 semipersonalizada, 6 núcleos e 12 threads, até 4,8 GHz (TDP de 30 W)
  • GPU: AMD RDNA3 semipersonalizada, 28 unidades de computação, até 2,45 GHz (TDP de 110 W)
  • Memória RAM: 16 GB DDR5 + 8 GB de VRAM GDDR6
  • Armazenamento: opções com SSD NVMe de 512 GB ou SSD NVMe de 2 TB; ambas as versões trazem leitor de cartão microSD de alta velocidade para expansão.
  • Rede sem fio: Wi-Fi 6E 2×2 e Bluetooth 5.3 com antena interna dedicada. Inclui receptor sem fio de 2,4 GHz embutido de fábrica, capaz de parear diretamente até quatro joysticks Steam Controller simultâneos sem necessidade de adaptadores USB externos.
  • Saídas de Vídeo: 1x DisplayPort 1.4 (suporta até 4K a 240 Hz ou 8K a 60 Hz, com HDR, FreeSync e encadeamento em série daisy-chain) e 1x HDMI 2.0 (suporta até 4K a 120 Hz, com HDR, FreeSync e protocolo CEC).
  • Conexões USB: 2x portas USB-A 3.2 Gen 1 (localizadas na parte frontal), 2x portas USB-A 2.0 de alta velocidade (na traseira) e 1x porta USB-C 3.2 Gen 2 (na traseira).
  • Rede cabeada: 1x porta Gigabit Ethernet.
  • Sistema Operacional: SteamOS 3 (distribuição customizada baseada em Arch Linux) com interface unificada e modo de suspensão/despertar rápidos.

Segundo a Valve, o novo hardware tem mais de seis vezes a potência gráfica do Steam Deck, mirando jogos em 4K a 60 fps com ajuda do FSR, tecnologia de upscaling da AMD. Jogos otimizados para a plataforma acompanharão o selo Steam Machine Verified.

Crise forçou adiamento

A nova Steam Machine foi anunciada em novembro de 2025 ao lado do Steam Controller e do headset Steam Frame. Na época, a Valve prometeu revelar preços e datas de lançamento no início desse ano.

O cronograma mudou por causa da alta nos preços e da baixa disponibilidade de componentes essenciais, especialmente memória RAM e chips de armazenamento. Em comunicado emitido em fevereiro, a empresa admitiu que a escassez no setor obrigou a revisão dos planos de preço e data de lançamento.

Valve revela preços da Steam Machine: a partir de US$ 1.049

(imagem: divulgação)

Valve também apresentou novo controle e headset de realidade virtual (imagem: divulgação)

Ataque hacker pode ter exposto dados da Apple e da Tesla

22 de Junho de 2026, 15:48
Documentos da Apple indicam normas e padrões técnicos de componentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Tata Eletronics, parceira de Apple e Tesla, teve documentos internos vazados na dark web pelo grupo cibercriminoso World Leaks.
  • Segundo a Reuters, o vazamento inclui dados sigilosos da Apple e Tesla, parceiras industriais da fabricante indiana.
  • A empresa afirma que o incidente não afetou suas operações comerciais.

A fabricante indiana Tata Eletronics, uma das principais parceiras industriais de gigantes como Apple e Tesla, confirmou que sofreu um incidente de segurança em alguns de seus sistemas. A empresa teve documetnos internos publicados na dark web por um grupo cibercriminoso.

Segundo a Reuters, o material foi divulgado pelo grupo World Leaks, ligado a ataques de ransomware. Especialistas ouvidos pela agência analisaram o vazamento e afirmam que o pacote reúne mais de 200 mil arquivos, somando cerca de 630 GB de dados da Tata.

Entre os documentos, estariam arquivos ligados à produção de componentes para iPhones e autopeças da Tesla, incluindo especificações técnicas, registros internos e materiais considerados confidenciais.

Em nota, a Tata Eletronics afirmou que identificou a invasão há algumas semanas, mas garante que o incidente não afetou as operações comerciais. Fontes ouvidas pela Reuters, porém, afirmam que os hackers fizeram uma cobrança de resgate para interromper a divulgação dos arquivos.

Arquivos citam Apple e fábrica de iPhones na Índia

Pessoa encapuzada diante de laptop com símbolo de interrogação, sugerindo vazamento e invasão por cibercriminosos
Grupo cibercriminoso World Leaks reinvindica responsabilidade por vazamentos (imagem: B_A/Pixabay)

Entre os diretórios relacionados à Apple no conjunto de dados, havia pastas com termos como “com.apple.factorydata” e documentos sobre especificações de materiais e inspeção de qualidade. Segundo a Reuters, um dos arquivos tem 52 páginas e detalha normas técnicas e padrões de inspeção para componentes de placas de circuito do iPhone.

O vazamento também inclui pelo menos 33 pastas associadas a Hosur, cidade no estado de Tamil Nadu onde fica uma importante unidade da Tata para montagem de iPhones. A empresa responde por cerca de um terço da produção de iPhones na Índia, dividindo esse mercado com a Foxconn.

À agência, o pesquisador Rakesh Krishnan afirma que os dados já estavam acessíveis na dark web desde pelo menos 10 de junho. Já o analista Rajshekhar Rajaharia afirmou que uma busca pelo termo “Apple” retornou 181 arquivos e pastas.

Além de documentos técnicos, o pacote também teria e-mails corporativos, registros de sistemas acumulados ao longo de vários anos e cópias de passaportes de funcionários da Tata, incluindo cidadãos estrangeiros.

A empresa teria sido informada sobre o vazamento e abriu uma investigação interna para avaliar a extensão do impacto.

Dados também mencionam projetos da Tesla

Ilustração da marca Tesla
Pesquisadores encontraram arquivos restritos da Tesla (imagem: David von Diemar/Unsplash)

O vazamento também pode atingir a Tesla, para quem a Tata desenvolve autopeças. Entre os arquivos identificados pela Reuters, havia uma pasta chamada “NV36 Chargeport Controller – North America”. Ela estaria relacionada a componentes de controle de carregamento para uma versão atualizada do Model Y.

Outro documento, de 2023, aparece marcado como “trade secret”. Ele conteria desenhos técnicos de engenharia ligados ao projeto Highland, codinome usado para a versão reestilizada do Model 3.

Buscas pelo termo “Tesla” no acervo vazado também retornaram arquivos com especificações de manufatura e um documento de montagem datado de maio de 2025. Vários materiais tinham avisos jurídicos sobre confidencialidade e propriedade intelectual, segundo a Reuters.

Ataque hacker pode ter exposto dados da Apple e da Tesla

Procon Carioca abre processo administrativo contra a Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Hacker (imagem: B_A/Pixabay)

Tesla segue como a empresa mais valiosa de Elon Musk (Imagem: David von Diemar/Unsplash)

Galaxy S27 Pro pode herdar recurso exclusivo do modelo Ultra

22 de Junho de 2026, 15:01
Foto mostra tela de privacidade do Galaxy S26 Ultra ativa, comparte dos pixels desativados
Tela de Privacidade ativada no Galaxy S26 Ultra (foto: Ana Marques/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung pode lançar o Galaxy S27 Pro com Tela de Privacidade, recurso exclusivo do modelo Ultra, e display de 6,47 polegadas.
  • O Galaxy S27 Pro teria bateria de 5.000 mAh e três sensores traseiros de câmera, compartilhando hardware com o Galaxy S27 Ultra.
  • Segundo rumores, o aparelho não terá suporte à S Pen e ocuparia uma posição intermediária na linha Galaxy S27.

A Samsung pode estar preparando uma versão mais compacta do topo de linha da marca para 2027, o Galaxy S27 Pro, que deve manter caracterísitas da linha Ultra. Segundo rumores, o modelo também pode herdar a Tela de Privacidade, lançada pela primeira vez no Galaxy S26 Ultra no ano passado.

De acordo com o informante Digital Chat Station, a Samsung iniciou testes de hardware para levar a tecnologia ao Galaxy S27 Pro. A tela, no entanto, seria menor que a do Galaxy S27 Ultra: 6,47 polegadas. O número também é menor do que o apresentado no Galaxy S26 Plus, ao mesmo tempo em que é pouco maior que a versão base.

A proposta seria criar uma opção intermediária para quem busca recursos avançados da linha Galaxy S sem necessariamente escolher o maior aparelho do portfólio. A principal ausência, segundo os rumores, seria a S Pen: o Galaxy S27 Pro não teria suporte nem compartimento dedicado para a caneta.

O aparelho ainda não foi confirmado oficialmente e tudo sobre ele deve ser tratado como rumor. Vale lembrar que, no ano passado, especulações sobre um suposto Galaxy S26 Pro, que substituiria a versão Plus, também circularam e não se concretizaram.

Como funciona a Tela de Privacidade?

Teaser da Samsung sugere função de privacidade na tela do Galaxy S26
Função de privacidade na tela do Galaxy S26 (imagem: reprodução/Samsung)

A Tela de Privacidade é uma alternativa nativa às películas que escurecem a visão lateral do celular. Em vez de depender de um acessório, o recurso combina mudanças no painel OLED com ajustes de software na One UI.

A tecnologia controla a direção da luz emitida pela tela. Quando o modo de privacidade é ativado, o display reduz a emissão lateral, superior e inferior, dificultando a leitura por pessoas ao redor. Quem está olhando diretamente para o celular continua enxergando o conteúdo normalmente.

O recurso pode ser útil em filas, transporte público, aviões, salas de espera e outros ambientes em que o usuário fica próximo de desconhecidos.

O que mais se sabe sobre o Galaxy S27 Pro?

Além da Tela de Privacidade, os vazamentos apontam que o Galaxy S27 Pro terá bateria de 5.000 mAh, idêntica ao do Galaxy S26 Ultra. Segundo o portal GSMArena, a empresa pode ter chegado ao número com a liberação do espaço interno que a S Pen ocuparia.

Nas câmeras, o Galaxy S27 Pro deve trazer três sensores trazeiros, também compartilhando o hardware da câmera principal e da ultrawide com o Galaxy S27 Utra. A diferença deve ficar na telefoto, novamente por causa do corpo menor.

Se os rumores se confirmarem, o Galaxy S27 Pro ocuparia uma posição intermediária na linha: mais avançado que o Galaxy S27 tradicional, com recursos herdados do Ultra, mas sem o tamanho e a S Pen do modelo mais caro.

A versão Ultra da próxima linha deve contar com o chip Snapdragon 8 Elite Gen 6 for Galaxy, com versões de até 16 GB de RAM e 1 TB de armazenamento, segundo o Phone Arena.

Galaxy S27 Pro pode herdar recurso exclusivo do modelo Ultra

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Rumores indicam que novo modelo da Samsung terá Tela de Privacidade e recursos da linha Ultra em um corpo mais compacto, com display de 6,47 polegadas.

Tela de Privacidade ativada no Galaxy S26 Ultra (foto: Ana Marques/Tecnoblog)

Teaser da Samsung sugere função de privacidade na tela do Galaxy S26 (imagem: reprodução/Samsung)

Conheça o Dell Pro 5 KM526, combo de teclado e mouse voltado para produtividade

19 de Junho de 2026, 06:30
Computador e acessórios de escritório em uma mesa com monitores e teclado, com visual de gerenciamento de dados na tela
Conjunto de teclado e mouse sem fio Dell Pro 5 KM526 aprimora rotina profissional (imagem: divulgação/Dell)
Resumo
  • O Dell Pro 5 KM526 é um combo de teclado e mouse sem fio projetado para produtividade, com bateria de até 48 meses e teclas programáveis.
  • O kit inclui um teclado com layout ABNT2, teclas antiabrasivas e resistente a respingos d’água, e um mouse com sensor óptico de 6.000 DPI e formato simétrico para conforto.
  • O Dell Pro 5 KM526 oferece recursos de personalização e software de gerenciamento para criar atalhos e comandos rápidos, além de segurança robusta com criptografia de nível corporativo.

Profissionais costumam investir em computadores potentes, múltiplos monitores e os melhores componentes. Mas, no uso diário, um detalhe bem mais próximo das mãos também interfere no rendimento e costuma ficar em segundo plano: o teclado e o mouse.

São eles que acompanham cada ação do usuário com a máquina, em toda a etapa do trabalho. Quando esses periféricos não acompanham o ritmo da rotina, tarefas simples passam a exigir mais esforço do que deveriam.

Partindo dessa demanda, o kit de teclado e mouse sem fio Dell Pro 5 KM526 reúne teclado e mouse sem fio pensados para jornadas longas de trabalho, com foco em conforto, precisão, personalização e estabilidade. Confira, a seguir, os principais detalhes.

Conforto para rotinas intensas

Teclado e mouse sem fio, usados para digitar e controlar o computador
Periféricos são projetados para reduzir o desconforto e melhorar a produtividade (imagem: divulgação/Dell)

Para quem precisa passar horas diante do computador, um equipamento pouco ergonômico pode começar a causar desconforto nas mãos rapidamente. Por isso, o mouse do kit Dell Pro 5 KM526 chega com um formato simétrico, com cerca de 11,5 cm de comprimento, para oferecer uma área de apoio confortável para o usuário.

O peso de 60,5 gramas e os pés projetados para deslizamento suave ajudam a tornar a movimentação do cursor mais leve, sem exigir tanta força nos movimentos repetidos do dia a dia.

A precisão também está a favor do conforto: com sensor óptico de até 6.000 DPI, é possível percorrer áreas maiores da tela com menos movimento. Essa velocidade é ideal para quem trabalha com múltiplos monitores, planilhas extensas ou alterna constantemente entre janelas

O teclado segue a mesma lógica de conforto e estabilidade para períodos longos de digitação. O modelo é dividido em três seções, inclui teclado numérico e adota o layout ABNT2, com acesso direto aos caracteres usados em português.

As teclas são antiabrasivas, resistindo ao desgaste dos caracteres com o uso diário. Falando em durabilidade, todo o conjunto é resistente a respingos d’água, algo útil contra pequenos acidentes na mesa.

Atalhos, IA e controle em ambientes corporativos

Teclado Dell Pro Compact Silent Keyboard (KB555) com opções para restaurar o padrão e desemparelhar
Dell Pro 5 permite personalização de teclas e botões para adicionar atalhos (imagem: divulgação/Dell)

A personalização ajuda a reduzir etapas repetitivas. Pelo software de gerenciamento da Dell, é possível configurar até 16 teclas com atalhos específicos para o modo de trabalho de cada usuário. Já no mouse, três botões programáveis permitem adicionar comandos rápidos sem depender apenas do teclado ou dos menus do sistema.

Além disso, o Dell Pro 5 KM526 integra recursos de software para criar atalhos para tarefas recorrentes:

  • Tecla dedicada ao Copilot: aciona o assistente de IA com um toque, sem sair do fluxo de trabalho.
  • Atalhos para funções do dia a dia: botões diretos para controle de áudio e conversão de voz em texto.
  • Personalização pelo Dell Display and Peripheral Manager: centraliza ajustes de teclado e mouse, incluindo a configuração de teclas e botões programáveis.
  • Gerenciamento em escala pelo DDMC: o Dell Device Management Console permite que equipes de TI administrem os periféricos em massa, de forma centralizada.

Autonomia de até 48 meses e segurança

Teclado e mouse brancos com teclas e botões visíveis
Alta duração da bateria garante uso sem interrupções (imagem: divulgação/Dell)

O kit combina longa autonomia com protocolos de segurança robustos:

  • Bateria para até 4 anos: o teclado opera com duas pilhas AAA e o mouse, com uma pilha AA — ambas incluídas na caixa. Cada periférico tem chave liga/desliga própria e alerta em LED para bateria fraca, evitando interrupções inesperadas.
  • Criptografia de nível corporativo: a conexão sem fio de 2,4 GHz usa o receptor USB Dell Secure Link (WR3), com criptografia AES de 128 bits e certificação FIPS — padrão exigido em ambientes empresariais e governamentais.

O Dell Pro 5 KM526 está disponível na loja oficial da Dell em duas opções de cores:

Conheça o Dell Pro 5 KM526, combo de teclado e mouse voltado para produtividade

Periféricos são projetados para reduzir o desconforto e melhorar a produtividade (imagem: divulgação/Dell)

Dell Pro 5 permite personalização de teclas e botões para adicionar atalhos (imagem: divulgação/Dell)

Alta duração da bateria garante uso sem interrupções (imagem: divulgação/Dell)

GTA 6 ganha capa oficial; pré-venda começa em 25 de junho

18 de Junho de 2026, 12:40
Arte de divulgação de GTA 6 com personagens e veículos do game e o logo “Grand Theft Auto VI” ao centro
GTA 6 poderá ser reservado já na semana que vem (imagem: divulgação/Rockstar)
Resumo
  • Rockstar Games divulgou a arte de capa e revelou a data da pré-venda de GTA 6: 25 de junho.
  • O jogo será lançado em 19 de novembro de 2026, inicialmente nos consoles; ainda não há data para o PC.
  • GTA 6 terá uma protagonista feminina jogável, Lucia Caminos, e será ambientado no estado fictício de Leonida, na cidade de Vice City.

Praticamente cinco meses antes do lançamento, a Rockstar Games oficializou a arte de capa e a data de início da pré-venda do GTA 6: na quarta-feira que vem, 25 de junho. A partir dessa data, o título poderá ser reservado nas principais lojas digitais e em varejistas selecionados.

O jogo já aparece nas lojas PlayStation Store e Microsoft Store, nas quais pode ser adicionado à lista de desejos, mas ainda sem o preço. Já a nova arte foi divulgada pela Rockstar em um teaser e segue o estilo clássico adotado pela franquia desde o GTA 3, de 2001, incluindo diversas artes com referências a personagens e veículos do game.

A Rockstar ainda não revelou quanto GTA 6 vai custar. Há uma forte especulação na comunidade de que o título possa ser comercializado por valores de até US$ 100 (R$ 517, em conversão direta), segundo o site TechRadar.

O jogo será ambientado no estado fictício de Leonida, na cidade de Vice City, a mesma do jogo de 2002, inspirada em Miami. Pela primeira vez, o enredo contará com uma protagonista feminina jogável, Lucia Caminos, em dupla com o personagem Jason Duval.

Cronograma teve dois adiamentos

A confirmação da pré-venda alivia os fãs da franquia, já que ocorre após uma sequência de mudanças no calendário de lançamento. Desde o primeiro trailer, GTA 6 passou por três janelas diferentes:

  • Dezembro de 2023: primeiro trailer oficial indica lançamento em algum momento de 2025.
  • Maio de 2025: Rockstar divulga o segundo trailer e adia o jogo para 26 de maio de 2026, citando a necessidade de mais tempo de desenvolvimento.
  • Novembro de 2025: estúdio confirma novo adiamento e fixa a estreia em 19 de novembro de 2026.

Strauss Zelnick, CEO da Take-Two Interactive, controladora da Rockstar, defendeu a mudança no calendário como parte do esforço para entregar a melhor versão possível do jogo. O executivo também minimizou o impacto comercial do adiamento, já que a nova data permanece no mesmo ano fiscal da empresa.

Lançamento será primeiro nos consoles

Em entrevista concedida à Bloomberg, Strauss confirmou a estratégia de priorizar o lançamento nos consoles, já que o “público central” da empresa está neles. Segundo o executivo, se esse público “não for servido primeiro e da melhor forma”, a empresa pode não atingir os outros consumidores.

Nota-se que a fala de Strauss indica um lançamento posterior, como a empresa costuma fazer. O título anterior da franquia, GTA 5, chegou aos consoles em 2013 e ao PC em 2015.

GTA 6 ganha capa oficial; pré-venda começa em 25 de junho

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Rockstar vai liberar a pré-venda do jogo na próxima semana, quando também deve revelar oficialmente o preço.

(imagem: divulgação/Rockstar)

IPTV pirata leva a mais de 9 anos de prisão em Goiás

18 de Junho de 2026, 10:45
Ilustração com um símbolo de caveira vazado, revelando TVs sintonizadas em canais variados
Irmãos operavam sites que vendiam acesso ilegal a serviços de TV (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Dois irmãos foram condenados a mais de 9 anos de prisão pela Justiça de Goiás por operar IPTVs piratas.
  • Eles comandavam sites que vendiam acesso ilegal a canais pagos e sinais de TV por assinatura.
  • A sentença também determinou o pagamento de R$ 1,5 milhão como indenização mínima pelos prejuízos causados ao setor audiovisual.

A Justiça do Estado de Goiás condenou dois irmãos a 9 anos e 2 meses de prisão pela operação de IPTVs piratas. A decisão da 2ª Vara dos Feitos Relativos às Organizações Criminosas do TJGO também determinou o pagamento de R$ 1,5 milhão como indenização mínima pelos prejuízos causados ao setor audiovisual.

Os réus comandavam os sites iptvduo.com.br e factoryiptv.net.br, usados para vender acesso ilegal a canais pagos e sinais de TV por assinatura, segundo o site TeleSíntese. Eles foram condenados pelos crimes de violação de direitos autorais e lavagem de dinheiro, e ainda podem recorrer.

Como funcionava o esquema?

Um padrão repetitivo de caixas de TV pretas e seus respectivos controles remotos sobre um fundo amarelo claro. As caixas de TV são pequenas e retangulares com cantos arredondados e algumas portas visíveis na parte traseira. Os controles remotos são pretos com vários botões coloridos. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Esquema usava loja de roupas de fachada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo o site, o grupo possuía uma estrutura que permitia captar, decodificar e retransmitir sinais pagos a usuários dos serviços clandestinos.

Entre as técnicas estava o cardsharing, que envolve o compartilhamento remoto de cartões de acesso ou chaves de autenticação. Com isso, os operadores conseguiam liberar pacotes de canais e revendê-los por preços abaixo dos cobrados no mercado regular.

Todo o esquema tinha uma empresa de confecção de roupas de fachada, chamada Manzi Modas, usada para ocultar a origem do dinheiro. Auditorias não encontraram atividade comercial compatível com a movimentação financeira registrada nas contas da empresa.

O Ministério Público afirmou ainda que um dos réus usou dados pessoais da mãe e da avó para abrir contas e assinar documentos ligados ao controle patrimonial. As duas foram isentadas de responsabilidade penal após a Justiça entender que não tinham conhecimento do esquema e acreditavam se tratar de negócios lícitos da família.

Brasil endurece combate contra IPTV pirata

A condenação em Goiás se soma a uma ofensiva mais ampla do Brasil contra serviços ilegais de IPTV, streaming e aparelhos de TV Box irregulares. A primeira condenação criminal à prisão por serviço IPTV ilegal ocorreu em Campinas, em março de 2024, em um caso ligado à segunda fase da Operação 404.

Desde então, novas fases da operação e ações paralelas ampliaram prisões, bloqueios de sites e investigações por lavagem de dinheiro.

Em 2025, cinco acusados foram condenados por violação de direitos autorais e associação ilícitas no caso ControlIPTV, e março desse ano a Operação Bucaneiros investigou um esquema de IPTV que teria movimentado mais de R$ 4,2 milhões.

Os casos quase sempre ocorrem com coordenação de diversas agências, como a Polícia Federal, Ministério Público e Anatel, que começou a bloquear esses sites em 2023.

IPTV pirata leva a mais de 9 anos de prisão em Goiás

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

TV Box para IPTV (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

EA lança plataforma para inserir mais anúncios dentro de jogos

17 de Junho de 2026, 13:11
Captura do jogo EA Sports FC com um jogador de vermelho driblando dois jogadores em uniforme azul e branco.
Jogos de esporte receberão integração com plataforma de anúncios (imagem: divulgação/EA)
Resumo
  • Electronic Arts lançou a plataforma EA Advertising para anúncios em jogos.
  • A plataforma deve permitir que marcas apareçam em elementos como placas de estádios e placares eletrônicos, sem interromper a gameplay.
  • A EA afirma que as marcas poderão aparecer em desafios de modos de jogo, missões com recompensas e uniformes especiais de equipes.

O esporte virou um grande outdoor publicitário: marcas aparecem em uniformes, placas, placares e até nos nomes de estádios e equipes. Agora, a Electronic Arts quer levar essa lógica com mais força para as franquias da empresa. Para isso, ela anunciou a plataforma EA Advertising, criada para vender espaços de publicidade dentro dos jogos.

A nova iniciativa permite que marcas apareçam em elementos dos próprios jogos, como placas de estádios e placares eletrônicos. A aposta inicial deve se concentrar nos títulos esportivos. Atualmente, a produtora detém franquias como EA Sports FC (antigo FIFA), F1, UFC e Madden, todos lançados por mais de R$ 349 no Brasil.

Em comunicado, o diretor de experiências da EA, David Tinson, alega que a novidade dá às marcas “oportunidade de aparecer em formas que agregam valor e respeitam a experiência do jogador”.

Como os anúncios vão aparecer?

captura de tela do jogo EA Sports FC em que a substituição de um jogador apresenta uma marca
Grafismos da “transmissão” do jogo apresentarão marcas patrocinadas (imagem: reprodução/EA)

As propagandas não devem aparecer de forma interruptiva durante a gameplay, como ocorre em jogos gratuitos mobile, por exemplo.

Segundo a EA, as marcas poderão aparecer em espaços digitais do jogo sem depender de uma atualização tradicional do título, incluindo placas de estádios, placares e sobreposições de marca em transmissões simuladas dentro dos jogos.

Para operar o sistema, a EA desenvolveu um servidor próprio de anúncios e um kit de desenvolvimento integrado ao motor gráfico Frostbite. A medição de audiência e visualizações será feita em parceria com a Integral Ad Science.

A EA Advertising também permitirá ações patrocinadas mais integradas ao gameplay. Através do EA Sports Partner Program, marcas poderão aparecer em desafios de modos de jogo, missões com recompensas, uniformes especiais de equipes e itens cosméticos exclusivos.

Foto de uma campanha na vida real do jogo Madden com a Visa
Marcas selecionadas terão iniciativas especiais (imagem: reprodução/EA)

A EA afirma que o programa ainda se estende a iniciativas culturais e ligadas a atletas, como o GEN/EA Sports, plataforma da empresa voltada a novos nomes do esporte e à criação de histórias em torno da cultura esportiva.

Ainda não está claro se a empresa deve expandir esse modelo para outras franquias, mas o simulador de vida The Sims também já recebeu conteúdo patrocinado recentemente, como em parceria com a marca de roupas Coach.

EA já sofreu críticas por anúncios em jogo

A inserção de publicidade dentro dos jogos já gerou polêmica na EA anteriormente. Como relembra o site TechSpot, a empresa inseriu comerciais em tela cheia no jogo UFC 4, lançado a preços entre R$ 279 e R$ 299 por aqui. A reação negativa levou a empresa a remover os anúncios e pedir desculpas.

Quatro anos depois, o CEO Andrew Wilson já havia indicado que anúncios dentro dos jogos poderiam se tornar uma fonte importante de crescimento financeiro. Agora, a empresa tem novos donos, incluindo o Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita, junto às empresas Silver Lake e Affinity Partners.

A compra foi concluída em setembro do ano passado por US$ 55 bilhões (cerca de R$ 279 bilhões, na cotação atual), o que pode justificar a busca por maior rentabilidade.

EA lança plataforma para inserir mais anúncios dentro de jogos

(imagem: divulgação/EA)

(imagem: reprodução/EA)

(imagem: reprodução/EA)

Universitários abandonam discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA

16 de Junho de 2026, 16:51
O executivo Sundar Pichai, homem de pele retinta clara, óculos e barba grisalha aparada, fala ao microfone atrás de um púlpito de madeira. Ele veste uma beca de formatura preta com detalhes em laranja e vermelho nos ombros.
Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)
Resumo
  • Estudantes abandonaram o discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA.
  • O CEO do Google foi vaiado durante a cerimônia de formatura na Universidade Stanford.
  • A manifestação criticava os contratos do Google com governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.

Dezenas de estudantes da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, abandonaram a cerimônia de formatura no momento em que o CEO do Google, Sundar Pichai, foi chamado ao palco para discursar. O protesto criticava os contratos entre a empresa e governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.

Segundo a BBC, parte dos estudantes carregava cartazes com mensagens críticas direcionadas à atuação do Google no momento em que se retiraram, incluindo frases como “ICE espiona com a IA do Google”, em referência ao órgão de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.

BREAKING: Stanford University graduates staged a walkout during Google CEO Sundar Pichai’s keynote address at commencement Sunday.

The walkout was organized by Students for Justice in Palestine and No Tech for Apartheid as a protest against Google’s contracts with the IDF, Dept.… pic.twitter.com/j2SI2dtwLC

— BreakThrough News (@BTnewsroom) June 14, 2026

O boicote envolveu cerca de 200 alunos e foi incentivado e organizado pelo grupo estudantil Stanford Students for Justice in Palestine (SJP), de acordo com o veículo de imprensa local SFGate.

O evento seguiu normalmente enquanto havia o protesto, com Pichai desviando de temas políticos — ainda que tenha reconhecido o “tempo difícil em que a turma estaria se formando”.

“Toda geração enfrentou dificuldades à sua maneira. Nós não escolhemos o mundo em que nos graduamos, mas podemos escolher como enquadramos as circunstâncias”, afirmou durante o discurso.

Onda de protestos contra IA

Pichai, que é ex-aluno da universidade, também disse ter recebido conselhos do que não falar, fazendo um trocadilho com o próprio nome. “As pessoas pensaram que seria muito difícil para mim. Afinal, são as duas últimas letras do meu sobrenome”, declarou, em referência à sigla AI (inteligência artificial, em inglês).

Indiretamente, ele se referia às vaias sofridas por outras personalidades da indústria da tecnologia que mencionam a IA de forma positiva durante discursos de formatura. Embora o caso de Pichai também envolva contextos geopolíticos, a menção geral às ferramentas de IA tem gerado hostilidade pelos estudantes.

Recentemente, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, também foi vaiado por estudantes durante a colação de grau da Universidade do Arizona. O público protestou quando ele comparou o atual boom da IA à ascensão dos PCs há 40 anos. Na fala que gerou a vaia, Schmidt falava sobre a presença da tecnologia em praticamente todos os âmbitos da vida pessoal e profissional.

Executivos reenquadram frustração dos alunos

Silhueta de uma mão escura, vinda do canto esquerdo inferior, com o dedo indicador estendido em direção a três telas flutuantes e brilhantes.
Inteligência artificial virou concorrente para recém-formados (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Há poucos dias, o presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou líderes do setor a não menosprezarem as manifestações estudantis. Segundo ele, os mais jovens sentem-se ameaçados antes de poderem se desenvolver, enfrentando a IA como uma concorrente no mercado de trabalho.

“Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que ela permaneça em seu devido lugar”, disse. Anteriormente, Steve Wozniak, ex-Apple, evitou a mesma reação dos executivos do Google seguindo outro ponto de vista: durante um discurso, ele preferiu reforçar as vantagens da criatividade humana sobre a IA e recebeu aplausos.

A revolta dos formandos estadunidenses segue uma série de cortes em empresas de tecnologia com o objetivo declarado de priorizar investimentos em IA, mesmo em momento de alta lucratividade no setor.

A própria Microsoft implementou, neste ano, um programa de desligamento voluntário com potencial de atingir cerca de 8.750 funcionários. Enquanto isso, investe na construção de data centers, inclusive fora dos Estados Unidos.

Universitários abandonam discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA

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CEO do Google foi vaiado em formatura na Universidade Stanford. Manifestação constestou contratos da empresa com o governo dos Estados Unidos.

Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Compras de até US$ 50 devem voltar a pagar imposto federal em 2027

16 de Junho de 2026, 13:27
Imagem mostra uma lupa, com um gráfico em seta para cima e moedas, indicando taxação.
Imposto sobre compras internacionais deve voltar em 2027 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Compras internacionais de até US$ 50 devem voltar a ser tributadas em 2027 com a cobrança da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS).
  • A alíquota da CBS ainda está em definição pela Receita Federal e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com estimativa inicial de 8,8%.
  • Com a nova regra, as encomendas de baixo valor, atualmente isentas, passarão a ser tributadas pela alíquota integral da CBS.

A cobrança do Imposto de Importação em compras internacionais de até US$ 50 deve voltar a partir do ano que vem. O imposto será cobrado através da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), criada na reforma tributária, que será aplicada sobre operações de consumo (nacionais e importados).

A partir de 2027, encomendas internacionais de baixo valor estarão sujeitas à alíquota cheia da CBS, segundo o portal G1. O imposto, que adota o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), foi criada pela Lei Complementar nº 214/2025 como o novo tributo federal sobre o consumo, funcionando ao lado do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ISS (municipal) e o ICMS (estadual).

A alíquota ainda está sendo calculada pela Receita Federal em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU), e o valor final deve ser fixado até dezembro deste ano. A estimativa inicial do governo era de 8,8%, mas exceções podem elevar esse índice.

“Taxa das blusinhas” chegou ao fim

Arte mostra um carrinho com compras à esquerda e, à direita, o logotipo da Shopee em cor laranja. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Shopee foi um dos marketplaces afetados pelo Imposto de Importação (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Pela regra anterior, estabelecida em 2024, compras internacionais de até US$ 50 passaram a pagar 20% de Imposto de Importação, e até 60% em encomendas de até US$ 3 mil. Mesmo assim, já pagavam o ICMS, imposto estadual cobrado no momento da compra, que pode variar entre 17% e 20%, dependendo do estado.

Mesmo com a manutenção do programa Remessa Conforme, a nova tributação foi extremamente criticada. Isso porque acabou atingindo especialmente classes mais baixas, que compravam itens baratos em plataformas asiáticas, como roupas, acessórios para casa e outras bugigangas tecnológicas.

Com isso, em pouco menos de dois anos, as compras que não atingiam o teto mínimo voltaram a ser isentas, após decisão do governo. Com a medida, o Estado deixará de arrecadar bilhões — entre janeiro e abril deste ano, o governo arrecadou R$ 1,7 bilhão.

Varejo nacional apoia cobrança

A volta da tributação federal sobre compras internacionais reacende a disputa entre varejistas brasileiros e marketplaces estrangeiros.

O setor produtivo nacional defende a cobrança sobre encomendas de baixo valor. Em manifesto coordenado, o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) argumenta que a isenção para pacotes internacionais criava concorrência desigual com o varejo brasileiro.

Do outro lado, plataformas de comércio internacional, como AliExpress, Shein e Shopee, sempre se posicionaram contra a taxação. Durante as discussões na Câmara sobre a antiga taxa das blusinhas, o AliExpress afirmou que a elevação da carga tributária prejudicaria consumidores de baixa renda e limitaria o acesso a produtos acessíveis que muitas vezes não são fabricados no Brasil.

Compras de até US$ 50 devem voltar a pagar imposto federal em 2027

Dez estados aumentaram a alíquota do ICMS para 20% nesta terça-feira (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Shopee (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Xbox perde dois executivos em onda de demissões

15 de Junho de 2026, 17:50
Xbox Series S + Series X
Xbox Series S e Series X (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O chefe do Xbox Game Studios, Craig Duncan, deixará o cargo após 18 meses, junto com a chefe de gabinete Louise O’Connor.
  • A Microsoft planeja fechar a Compulsion Games, estúdio canadense conhecido por South of Midnight e We Happy Few.
  • A reestruturação do Xbox inclui cortes de orçamento e demissões, devido à queda de receita e aumento dos custos de hardware.

A reestruturação dentro da divisão do Xbox continua e os cortes chegaram a cargos de alto escalão. Craig Duncan, chefe do Xbox Game Studios, deixará a função após pouco mais de 18 meses. A saída deve ocorrer ainda nesta semana.

Duncan assumiu o Xbox Game Studios em novembro de 2024, após comandar a Rare (de clássicos como Donkey Kong Country) por quase 14 anos. No cargo, supervisionava equipes como a Halo Studios, Playground Games, Obsidian e Ninja Theory.

A chefe de gabinete da divisão, Louise O’Connor, também está de saída. Ela entrou na Rare em 1999 como animadora em Conker’s Bad Fur Day, passando por funções de arte e produção. Ela chegou ao cargo de chefe de gabinete do Xbox Game Studios em setembro do ano passado.

Até a escolha de um substituto, os estúdios que respondiam a Duncan ficarão sob o comando do diretor de conteúdo Matt Booty.

Estúdio deve ser fechado

Imagem de South of Midnight, em que a protagonista, uma mulher negra com uma camisa laranja e calça rasgada, aparece em cima de um objeto.
Estúdio de South of Midnight deve ser fechado (imagem: divulgação/Xbox)

As saídas ocorrem no mesmo momento em que a Microsoft se prepara para encerrar a Compulsion Games. O estúdio canadense é conhecido por South of Midnight, lançado neste ano, e por We Happy Few, de 2018.

Mas a situação pode não parar na Compulsion. Segundo o portal Insider Gaming, ao menos dois estúdios do Xbox estariam sob risco de fechamento até o fim do ano. A Obsidian e a Rare não estariam na lista, mas ainda estão suscetíveis ao lay-off.

Os rumores ganharam força após a CEO do Xbox, Asha Sharma, anunciar na semana passada uma reestruturação pesada. No texto, Sharma e Matt Booty teriam reconhecido que o Xbox se estendeu demais com seu sistema de estúdios, segundo o The Verge.

A liderança também afirmou que a empresa precisa reavaliar o equilíbrio entre franquias já estabelecidas, novos jogos exclusivos e prioridades de investimento para os próximos cinco anos.

Corte de custos no Xbox

Fotografia colorida em plano médio. Uma mulher sorridente com longos cabelos castanhos está apoiada com o braço direito em uma mesa de madeira. Ela veste uma jaqueta verde-oliva com zíper e detalhes listrados em preto e branco nos punhos e na gola. O fundo é um escritório moderno da Microsoft com janelas grandes e folhagens desfocadas.
Asha Sharma lidera a divisão de games da Microsoft (imagem: divulgação)

Entre as mudanças, a MS já prepara cortes de orçamento e demissões e massa a partir do mês que vem, logo após o encerramento do ano fiscal. A divisão enfrenta queda de receita, aumento dos custos de hardware, especialmente com a crise de chips, e pressão para repensar a estratégia de consoles.

Em memorando, a empresa apontava o investimento de mais de US$ 20 bilhões nos últimos cinco anos em conteúdo, infraestrutura e subsídios comerciais, que não teriam obtido o retorno esperado.

Desde que assumiu, Sharma já tomou decisões importantes para reposicionar o Xbox. A executiva reduziu o preço do Xbox Game Pass e definiu que jogos como Gears of War: E-Day e Clockwork Revolution serão exclusivos dos consoles Xbox.

Xbox perde dois executivos em onda de demissões

Xbox Series S + Series X (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Asha Sharma lidera a divisão de games da Microsoft (imagem: divulgação)

Meta exige que funcionários economizem tokens, após gasto bilionário

15 de Junho de 2026, 15:16
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta estaria implementando rastreamento de consumo de tokens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta estaria desenvolvendo um sistema para monitorar e controlar o uso interno de inteligência artificial.
  • O motivo seria o rápido crescimento do uso da tecnologia e os altos custos associados.
  • Segundo o The Information, o sistema deve mostrar dados de uso e custos de IA em tempo real, além de enviar alertas automáticos para equipes.

A Meta pode ser mais uma grande empresa a pisar no freio com a inteligência artificial internamente, e estaria preparando um sistema para monitor gastos de funcionários no trabalho. A medida seria uma tentativa da dona do Instagram de controlar uma conta que pode chegar a bilhões de dólares neste ano.

Segundo um memorando obtido pelo site The Information, em resposta ao crescimento rápido do uso da tecnologia internamente — que estaria desbalanceado os custos por equipe —, a Meta pretende criar uma plataforma de rastreamento de consumo de tokens, chamada AI Gateway.

O documento, que teria sido compartilhado com cerca de 6 mil funcionários no início da semana passada, indica que o AI Gateway mostra dados de uso e custos de IA em tempo real e enviará alertas automáticos quando uma equipe registrar um pico incomum de consumo.

A Meta também planeja criar limites baseados no uso individual de cada funcionário, segundo o portal. Até 2027, a distribuição de recursos de IA dentro da empresa deve passar a seguir um orçamento mais rígido, com regras prévias de alocação.

Funcionários deverão usar ferramenta própria

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Empresa foca em uso de plataforma proprietária (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O controle também afetaria a rotina de desenvolvedores. De acordo com o The Information, o memorando desencoraja o uso de ferramentas de IA de terceiros para escrever código.

A recomendação seria priorizar o MetaCode, assistente interno de programação da Meta anteriormente conhecimento como Devmate. Sabe-se que a plataforma combinava modelos da própria empresa, como a família Llama, com modelos externos, incluindo os da Anthropic e OpenAI.

A iniciativa não é nova entre as big techs. Semanas atrás, a Microsoft também voltou atrás no uso do Claude Code, da Anthropic, e cancelou licenças da IA para funcionários. A plataforma havia sido integrada cerca de seis meses antes e teria sido bem recebida por desenvolvedores, que agora serão redirecionados ao GitHub Copilot CLI, da própria Microsoft.

Descontrole vira preocupação nas big techs

O movimento da Meta ocorre num momento em que várias outras empresas repensam os gastos com IA internamente. Na Amazon, por exemplo, um painel interno que acompanhava o consumo de IA foi encerrado depois que funcionários passaram a executar tarefas apenas para subir em um ranking.

Enquanto isso, a Uber teria consumido, em apenas quatro meses, todo o orçamento anual de IA previsto para 2026, impulsionada pelo uso intenso de tokens por engenheiros. Segundo o Business Insider, o diretor de operações Andrew Macdonald também afirmou que ainda não viu melhorias diretamente ligadas ao aumento dos gastos com IA.

Amazon, Meta e Microsoft estão entre as big techs que, juntas, devem emitir cerca de US$ 570 milhões (aproximadamente R$ 2,9 bilhões) em dívidas neste ano pelo investimento em data centers para IA. De acordo com o Financial Times, a cobrança pelo uso da tecnologia internamente seria uma forma da indústria justificar esses investimentos.

Meta exige que funcionários economizem tokens, após gasto bilionário

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Reino Unido vai proibir redes sociais para menores de 16 anos

15 de Junho de 2026, 12:46
Bandeira do Reino Unido
Reino Unido proíbe redes sociais para menores de 16 anos (Imagem: Chris Colhoun/Flickr)
Resumo
  • Reino Unido vai proibir redes sociais para menores de 16 anos.
  • O primeiro-ministro Keir Starmer anunciou a medida, que deve entrar em vigor em 2027.
  • A proibição afeta TikTok, Instagram, YouTube e X, mas não aplicativos de mensagens.

Em mais uma ofensiva contra as big techs, o Reino Unido proibirá totalmente o uso de redes sociais por crianças e adolescentes menores de 16 anos. O primeiro-ministro Keir Starmer anunciou as novas medidas na manhã desta segunda-feira (15/06).

A nova legislação, que segue a tendência global iniciada pela Austrália, visa restringir o acesso a plataformas comerciais. O texto do projeto de lei deve ser apresentado formalmente ao parlamento até o fim do ano, com a previsão de que o primeiro conjunto de regulamentações passe a vigorar em 2027.

Os menores de idade também serão impedidos de realizar transmissões ao vivo, jogar online usando recursos de chat com estranhos ou utilizar chatbots de IA para trocas românticas ou sexuais.

Durante o anúncio, Starmer não negou que as mídias sociais “trouxeram benefícios para a população mais jovem”, mas que o banimento é “a escolha certa”, segundo o jornal The Guardian.

A responsabilidade de determinar e fiscalizar as regras de controle ficará a cargo da Ofcom, o órgão regulador de comunicações do Reino Unido. O país já exige verificações de idade em determinados ambientes virtuais desde o ano passado, restringindo acesso de menores a conteúdos pornográficos ou considerados perigosos.

Plataformas bloqueadas e exceções

Ilustração de redes sociais
Mensageiros, como WhatsApp, continuarão livres (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A proibição abrangerá uma lista com as principais ferramentas do mercado, incluindo:

  • TikTok
  • Instagram
  • Facebook
  • Snapchat
  • YouTube
  • X (antigo Twitter)

Novamente seguindo o padrão das legislações em outros países, o Reino Unido manterá disponível apenas apps voltados estritamente para a troca de mensagens privadas, como WhatsApp e Signal.

A medida também mira o mercado de inteligência artificial. Os chamados “chatbots de companhia romântica” deverão impor uma idade mínima obrigatória de 18 anos, enquanto ferramentas gerais de IA que possuam “funcionalidades íntimas” terão de aplicar restrições severas para menores de 18 anos.

Em comunicado, o governo do Reino Unido afirmou que a nova política pretende “ir mais longe do que qualquer outro país” na imposição de limites ao tempo online de jovens. O ECA Digital, aplicado neste ano, também determinou regras para jogos digitais.

Governo alega vício digital

Criança usando smartphone
Primeiro-ministro menciona design viciante (Imagem: Pxfuel)

Durante a conferência de anúncio da pauta, Starmer questionou a segurança das redes para a saúde mental dos jovens, apontando que os recursos dessas interfaces são desenhados intencionalmente para prender a atenção. Segundo ele, essa estratégia “está deixando as crianças infelizes” e facilita assédios e abusos.

As restrições de acesso na região podem se tornar ainda mais duras. De acordo com o The Verge, o governo britânico informou que está estudando a viabilidade de aplicar um “toque de recolher” noturno na internet e pausas obrigatórias na rolagem de feeds para todos os menores de 18 anos.

A secretária de tecnologia do Reino Unido, Liz Kendall, justificou a necessidade de intervenção estatal alegando a inércia do setor privado. “As empresas de tecnologia tiveram inúmeras oportunidades de manter as crianças seguras, mas não agiram”, afirmou.

Reino Unido vai proibir redes sociais para menores de 16 anos

Reino Unido realiza primeira apreensão de NFTs (Imagem: Chris Colhoun/Flickr)

No ambiente digital, redes sociais são plataformas que estimulam a conexão entre pessoas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Criança usando smartphone (Imagem: Pxfuel)

Dados de saúde de smartwatches quase nunca chegam aos médicos

13 de Junho de 2026, 08:17
Mão segurando smartwatch com tela desligada
Galaxy Watch 8 tem vidro de safira para proteger a tela (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O uso de dispositivos vestíveis para monitoramento de saúde cresceu nos EUA entre 2020 e 2024, de 30,2% para 41%, mas menos de 20% dos usuários compartilham dados com profissionais de saúde.
  • Em 2024, apenas 19,2% dos usuários compartilharam dados de saúde com médicos, apesar de 73,4% expressarem interesse em fazê-lo.
  • A falta de integração com sistemas de saúde e a falta de padronização dos aplicativos são as principais barreiras para o compartilhamento de dados de saúde coletados por dispositivos vestíveis.

Smartwatches, smartbands e outros vestíveis, como anéis, estão cada vez mais presentes na rotina das pessoas, dentro e fora do meio fitness. Com eles, é possível acompanhar uma variedade de indicadores de saúde, dando maior noção sobre a qualidade da prática de atividades físicas e até do sono. Mas todos esses dados raramente chegam aos médicos.

Um novo estudo mostra que o uso desses dispositivos para monitoramento de saúde cresceu nos Estados Unidos entre 2020 e 2024, mas o compartilhamento das informações permaneceu baixo: apenas 19,2% em 2024.

A pesquisa, liderada pela cientista brasileira Aline Pedroso, associada à Escola de Medicina de Yale, analisou dados de 17.395 participantes do Health Information National Trends Survey, um estudo populacional patrocinado por institutos de saúde estadunidenses desde 2003.

O que são dispositivos vestíveis?

Wearables (ou dispositivos vestíveis) são usados para acompanhar sinais físicos ao longo do dia. O exemplo mais comum é o smartwatch, mas a categoria também inclui pulseiras fitness, anéis inteligentes, fones com sensores e outros acessórios capazes de registrar dados de saúde e bem-estar.

Esses aparelhos medem informações como batimentos cardíacos, oxigenação do sangue e variações de temperatura, e prometem transformar esses registros em um histórico mais amplo do usuário.

Celular e smartwatch lado a lado
Dispositivos se integram a apps de saúde para reunir dados do usuário (Imagem: Divulgação/Samsung)

Uso cresceu, mas dados não chegam aos médicos

Segundo o levantamento, a parcela de pessoas que usavam dispositivos vestíveis para monitorar saúde ou atividade física passou de 30,2% em 2020 para 36,7% em 2022. Em 2024, chegou a 41%.

Nesse mesmo período, a quantidade de usuários que compartilhou os dados captados com especialistas passou de 14,2% para 19,2% – um sinal de crescimento, mas ainda longe de ser significativo.

O curioso é que grande parte da população analisada teria interesse em enviar as informações, embora essa disposição tenha caído ao longo dos anos. Em 2020, 81,3% dos usuários diziam aceitar enviar as informações a profissionais de saúde, contra 78,7% em 2022 e 73,4% em 2024.

A principal barreira, segundo o estudo, é a falta de integração com sistemas de saúde. Consultórios e hospitais nem sempre têm estrutura para receber, organizar e interpretar o volume de dados gerado pelos dispositivos, além da falta de padronização dos apps.

Vale mencionar que a geração de dados para auxiliar diretamente no acompanhamento e prevenção de condições e doenças é um dos principais focos do mercado, como as notificações de hipertensão do Apple Watch.

Uso diário também caiu

Smartwatch no pulso exibindo a tela inicial
Usuários diminuem uso diário dos dispositivos (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A pesquisa mostra que nem todo mundo usa o relógio ou pulseira todos os dias, e isso ocorre com cada vez mais frequência. A taxa de uso diário foi de 50,5% em 2020, caiu para 41,0% em 2022 e subiu parcialmente para 45,6% em 2024. Ou seja, menos da metade dos usuários mantinha uma rotina diária de uso no último ano analisado.

Para os pesquisadores, essa irregularidade dificulta a criação de um histórico que realmente aponte dados consistentes.

Para as fabricantes, no entanto, os dispositivos vestíveis devem estar entre os principais focos para os próximos anos, e devemos ver mais funcionalidades integradas a IA e com processamento local.

Dados de saúde de smartwatches quase nunca chegam aos médicos

Samsung Health mostra indicadores de saúde da pessoa (Imagem: Divulgação/Samsung)

Galaxy Watch Ultra agora também vem em azul (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Meta agora cobra alvará judicial de perfis que mostram rotina de crianças

11 de Junho de 2026, 14:48
Ilustração mostra o ícone da Meta em uma caixa e os ícones do Instagram e Facebook dentro dela
Usuários começaram a receber aviso da Meta para apresentação de alvará (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta começou a cobrar um alvará judicial de criadores que publicam conteúdo monetizado com crianças e adolescentes.
  • Contas com menores como protagonistas terão 20 dias para apresentar autorização judicial.
  • A medida faz parte de um acordo da plataforma com o Ministério Público do Trabalho para regularizar o uso da imagem dos menores.

Criadores de conteúdo no Instagram, Facebook e Threads começaram a receber notificações da Meta para apresentar um aval da Justiça caso as contas envolvam a participação frequente de crianças ou adolescentes em publicações monetizadas.

A medida busca regularizar casos em que a imagem ou a rotina de menores é usada em conteúdos monetizados ou impulsionados nas redes sociais. A ação faz parte de um acordo firmado pela empresa com o Ministério Público do Trabalho (MPT) em 18/03.

O aviso está sendo enviado diretamente aos criadores. No texto, a Meta afirma que o alvará é necessário “sempre que um menor de 18 anos aparecer em conteúdo monetizado ou de marca”, independentemente se o menor for filho ou até mesmo a própria pessoa.

Em comunicado, a coordenadora nacional de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção a Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes do MPT, Fernanda Brito Pereira, afirma que “cada criança ou adolescente deve ter o seu próprio alvará”.

O acordo atende às regras do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), publicado após discussões sobre a adultização desse público na internet. Serviu, também, para encerrar uma ação iniciada pelo Tribunal de Justiça do Trabalho da 2ª Região contra a empresa, em agosto de 2025, segundo o portal Núcleo.

Quem pode receber a notificação?

Criança usando smartphone, deitando sobre um piso de madeira
Conteúdos monetizados com crianças podem se enquadrar em trabalho infantil (imagem: reprodução/Pxfuel)

Segundo o MPT, a Meta deverá identificar proativamente perfis que possam configurar trabalho infantil artístico sem autorização judicial, considerando critérios como:

  • contas em que crianças ou adolescentes aparecem como protagonistas do conteúdo;
  • perfis com grande alcance, a partir de 29 mil seguidores;
  • contas com atividade recente nas plataformas.

Após a notificação, os responsáveis pelo perfil terão 20 dias para apresentar o alvará judicial. Se o documento não for enviado no prazo, a Meta deverá bloquear a conta no Brasil em até 10 dais.

Além da identificação feita pela própria plataforma, o MPT e o MP/SP também poderão indicar perfis suspeitos para análise. Já a empresa pode ser multada e R$ 100 mil por criança caso não efetive o bloqueio de conta irregular.

Como pedir o alvará?

O alvará deve ser solicitado pelos pais ou responsáveis legais à Vara da Infância e Juventude e, em cidades sem vara especializada, o pedido deve ser encaminhado a um juiz da Justiça estadual.

Na análise, o Judiciário avalia se a atividade digital compromete direitos e obrigações da criança ou do adolescente.

Entre os pontos observados estão a compatibilidade dos horários de gravação com a frequência escolar, a proibição de trabalho noturno e a garantia de que o conteúdo não prejudique o desenvolvimento físico, psicológico, moral ou social do menor. Depois da expedição do alvará, o MPT fica responsável por acompanhar a atividade.

Meta agora cobra alvará judicial de perfis que mostram rotina de crianças

(Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Criança usando smartphone (Imagem: Pxfuel)

Instagram admite que errou e desativa mapa de amigos do Brasil

11 de Junho de 2026, 12:53
Ilustração traz a imagem de um celular ao centro com o símbolo do Instagram e dois ícones de usuários do Instagram ao lado
Instagram removeu acesso ao Mapa do Instagram no Brasil (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Instagram admitiu que disponibilizou acidentalmente o mapa de amigos para usuários no Brasil.
  • A funcionalidade mostra a posição exata dos usuários, inclusive locais de postagem de stories.
  • O recurso foi lançado nos EUA no ano passado, mas foi alvo de críticas relacionadas a privacidade e segurança.

Em menos de 24 horas, o Instagram introduziu e logo removeu o acesso ao mapa do Instagram para os usuários brasileiros do app. A função permite que seguidores mútuos mostrem, em um mapa, a posição exata em que estão, incluindo locais de postagem de stories.

O mapa foi disponibilizado nos Estados Unidos no meio do ano passado e apareceu pela primeira vez no Brasil nesta quarta-feira (10/06), mas tudo não passou de um engano, segundo a Meta. Em comunicado ao Tecnoblog, a empresa afirma que o recurso foi “disponibilizado acidentalmente” e que estão “trabalhando para corrigir isso”.

Apesar disso, o Instagram disponibilizou a novidade completamente funcional por aqui. Ao abrir o app, os usuários se deparavam com um pop-up dizendo “Apresentamos o mapa do Instagram”, que já direcionava para a nova seção.

Hoje, entretanto, a funcionalidade já não aparecia entre as notas, na seção das DMs, e a configuração “Story, live e localização”, em que era possível habilitar ou desabilitar a novidade, voltou a chamar-se apenas “Ocultar story e live”.

A dúvida sobre como desativar a localização já aparece entre os temas mais pesquisados da internet.

Captura de tela mostra a função mapa do Instagram
Pop-up apresentava chada do Mapa do Instagram no Brasil (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que é o mapa do Instagram?

O Instagram lançou o mapa de compartilhamento de localização em tempo real nos Estados Unidos em agosto de 2025, repetindo uma função de 2017 no Snapchat.

O mapa fica disponível na caixa de mensagens (DMs) e exibe avatares dos amigos com a localização aproximada. Posts e stories que marcam uma localização também aparecem na seção, repetindo outra funcionalidade anterior do próprio Instagram. Naquela versão, o app centralizava, também em um mapa, apenas posts que mencionavam um mesmo local.

A plataforma permite escolher quem pode ver a localização, entre todos os seguidores mútuos, seguidores na lista de Amigos Próximos ou uma lista personalizada de pessoas. Entretanto, quem não quer compartilhar a localização em tempo real, pode manter a função desativada — ela vem assim por padrão.

Brasileiros repetiram revolta do lançamento nos EUA

Desde o lançamento inicial, a funcionalidade virou alvo de polêmicas instantaneamente. Nas redes sociais, usuários do Instagram, incluindo famosos, criticaram a introdução, citando riscos à privacidade e segurança.

No Brasil, não foi diferente. Desde que o pop-up começou a aparecer para os usuários, iniciou-se uma enxurrada de publicações que indicavam a amigos que não ativassem a função.

Na rede social X, críticas apontavam como a funcionalidade poderia facilitar casos de stalking e gerou uma procuração para o Ministério Público Federal, mencionando riscos a mulheres, crianças e idosos. Naquele momento, no entanto, a Meta já havia removido o mapa do Brasil.

Instagram admite que errou e desativa mapa de amigos do Brasil

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Pop-up apresentava chada do Mapa do Instagram no Brasil (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Da ideia ao vídeo: 5 maneiras pelas quais os geradores de vídeo IA aumentam a velocidade criativa

11 de Junho de 2026, 11:00
AI Inspo oferece ferramentas para acelerar a produção e edição de vídeos com IA (imagem: reprodução/AI Inspo)
Resumo
  • Ferramentas de IA como o AI Inspo ajudam criadores a transformar ideias em vídeos rapidamente.
  • Elas adaptam formatos para redes sociais e reduzem etapas manuais de produção.
  • Os geradores de vídeo com IA permitem que os criadores concentrem mais energia nas ideias e menos nas tarefas técnicas.

A criação de conteúdo ocorre cada vez mais rápido, e os criadores são pressionados para transformar ideias em vídeos em pouco tempo, mantendo uma qualidade consistente em diferentes plataformas. O problema é que o fluxo tradicional — que geralmente envolve planejamento, edição e formatação — pode consumir muito tempo.

Os geradores de vídeo IA, como o AI Inspo, simplificam processo ao transformar ideias simples em vídeos finalizados com mais rapidez. Eles reduzem tarefas manuais, aumentam a eficiência e ajudam os criadores a manter uma produção de conteúdo consistente.

Por que velocidade importa na criação de vídeos

A velocidade é um fator essencial na criação de conteúdo atual. Tendências surgem e desaparecem rapidamente, com milhões de vídeos publicados diariamente nas redes sociais. Ao mesmo tempo, criar vídeos do zero exige tempo para planejamento, edição e exportação para formatos e linguagens diferentes para cada plataforma.

Os geradores de vídeo IA estão se tornando uma parte importante dos fluxos de trabalho modernos. Eles permitem que os criadores concentrem mais energia nas ideias e menos nas tarefas técnicas. Essa mudança está transformando a maneira como os vídeos são produzidos hoje.

5 maneiras pelas quais os geradores de vídeo IA aumentam a velocidade criativa

Ferramentas de IA como o AI Inspo podem ajudar criadores a trabalhar mais rápido, desde a ideia inicial até o vídeo final. Um bom exemplo é um gerador de vídeo IA, que simplifica a produção de vídeos e melhora a produtividade de forma direta.

1. Transforme ideias simples em conceitos de vídeo prontos para uso

Interface do AI Inspo exibe ferramenta para criar vídeos com IA a partir de imagem ou texto, com campo de prompt e opções de modelo, formato e duração.
AI Inspo transforma ideias em vídeos de IA com prompts simples e rápidos (imagem: reprodução/AI Inspo)

Uma ideia simples geralmente é suficiente para iniciar um vídeo. No entanto, transformar essa ideia em um conceito claro pode exigir bastante tempo e esforço.

Os geradores de vídeo IA ajudam a transformar pensamentos básicos em ideias estruturadas para vídeos. Isso facilita o início da produção sem longas etapas de planejamento. Essas ferramentas permitem visualizar a direção do projeto logo no começo do processo.

2. Use modelos para iniciar a produção de vídeos instantaneamente

Os modelos prontos são uma das maneiras mais rápidas de começar a criar vídeos. Eles eliminam a necessidade de construir tudo do zero.

Ferramentas como o AI Inspo oferecem modelos para diferentes tipos de conteúdo, incluindo esportes, vídeos com estilo cinematográfico, visuais inspirados em fotografia e conteúdos relacionados a grandes eventos, como a Copa do Mundo.

Isso permite que os criadores se concentrem mais no conteúdo e menos na configuração técnica, tornando a criação de vídeos mais rápida e simples.

Galeria do AI Inspo mostra exemplos de imagens geradas por IA em diferentes categorias, como futebol, retratos, moda e fotografia.
Ferramenta integra diferentes modelos de criação de vídeo com IA para redes sociais (imagem: reprodução/AI Inspo)

3. Gere vídeos de tendência mais rapidamente com assistência de IA

As tendências mudam rapidamente nas redes sociais, e os criadores precisam agir rápido para permanecer relevantes.

Os geradores de vídeo IA ajudam a produzir conteúdo baseado em tendências em menos tempo. Por exemplo, durante eventos como a Copa do Mundo, os criadores podem gerar vídeos temáticos rapidamente e compartilhá-los em plataformas como TikTok e X para acompanhar o interesse global.

Isso permite aproveitar tendências enquanto elas ainda estão em alta.

4. Crie conteúdo em múltiplos formatos para diferentes plataformas

Diferentes plataformas exigem formatos e especificações diferentes. Um vídeo que funciona bem no YouTube pode precisar de outra proporção, duração ou estilo para Facebook, TikTok ou Discord. Criar versões separadas manualmente pode consumir muito tempo.

Hoje, a IA torna esse processo muito mais simples ao adaptar automaticamente o conteúdo para diferentes plataformas. Em vez de editar o mesmo vídeo várias vezes, os criadores podem gerar versões prontas para publicação enquanto mantêm uma identidade visual consistente em todos os canais.

5. Reduza o tempo de edição com automação de IA

A edição costuma ser a etapa mais demorada da produção de vídeos. Cortes, ajustes de ritmo, escolha de música, adaptação visual e exportação podem tomar boa parte do tempo de quem publica com frequência e vive sob pressão.

Ferramentas de IA podem automatizar muitas dessas tarefas. Isso ajuda os criadores a finalizar vídeos mais rapidamente e a dedicar mais tempo às ideias, em vez de tarefas manuais.

Como usar geradores de vídeo IA na prática

Integrar ferramentas de vídeo com IA ao fluxo de trabalho diário pode ser simples. Algumas formas de uso incluem:

  • Encontre prompts vencedores analisando galerias públicas.
  • Gere vídeos de apoio rapidamente para substituir bancos de vídeos genéricos.
  • Produza vários vídeos curtos ao mesmo tempo para publicações futuras.
  • Teste diferentes estilos visuais, como anime, 3D ou efeitos cinematográficos.
  • Transforme vídeos horizontais antigos em vídeos verticais para Shorts e Reels.

IA como apoio à criatividade

Os geradores de vídeo IA estão mudando a forma como os vídeos são produzidos. Eles ajudam criadores a passar da ideia ao conteúdo final com muito mais rapidez.

Ferramentas como o AI Inspo tornam o processo mais simples e eficiente. Em vez de substituir a criatividade humana, elas permitem que os criadores dediquem mais tempo às ideias e à narrativa, economizando tempo em etapas técnicas da produção.

Da ideia ao vídeo: 5 maneiras pelas quais os geradores de vídeo IA aumentam a velocidade criativa

Instagram libera ajustes do algoritmo direto no feed

11 de Junho de 2026, 10:10
Logotipo do Instagram. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Instagram agora permite intervenção direta do usuário (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Instagram agora permite que usuários ajustem manualmente os tópicos associados ao perfil.
  • A ferramenta possibilita que os usuários removam ou adicionem interesses, adaptando o algoritmo do que é exibido no feed.
  • A função visa dar aos usuários mais controle sobre os posts exibidos.

O Instagram finalmente passará a permitir que o usuário tenha mais controle sobre os posts que vê no feed principal através da ferramenta “Seu Algoritmo”. A função oferece informações sobre quais tópicos a rede social associou ao perfil das pessoas e possibilita o ajuste manual.

Dessa forma, o Instagram deixa de depender apenas de sinais indiretos, como curtidas, tempo de visualização e compartilhamentos, e passa a permitir uma intervenção direta do usuário. A novidade chegou primeiro ao Reels, nos Estados Unidos, em 2025. Não há confirmação de quando a ferramenta será introduzida no Brasil.

Mosseri reconhece perda de controle no feed

Imagem exibe prints de telas do Instagram
Instagram perdeu a mão no feed, segundo Mosseri (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O chefe da rede social, Adam Mosseri, reconheceu, em publicação no Threads, que as plataformas reduziram a autonomia dos usuários ao longo dos últimos anos. Segundo ele, os feeds passaram a ser dominados por publicações de contas que as pessoas nunca escolheram seguir.

Ele menciona que o Instagram passou a trazer recomendações ao fim do feed em 2020 e passaram a ser misturadas à página inicial no ano seguinte. “Um feed onde apenas um em cada cinquenta amigos publica um momento perfeito não é interessante, e as recomendações algorítmicas preencheram essa lacuna”, afirmou.

Na avaliação de Mosseri, a mudança — que ocorreu durante um movimento geral das redes em direção ao modelo do TikTok — foi uma faca de dois gumes.

Adam Mosseri, diretor do Instagram (imagem: divulgação/Meta)
Adam Mosseri é diretor do Instagram (imagem: divulgação/Meta)

O custo que nós, como indústria, não levamos em consideração adequadamente é o impacto que isso teve na autonomia das pessoas. […] quem você segue costumava ser uma ferramenta importante para moldar sua própria experiência, e, à medida que as recomendações dominaram o feed principal, essa ferramenta silenciosamente deixou de funcionar.

Adam Mosseri, chefe do Instagram

Como funciona o Seu Algoritmo?

Capturas de tela do Instagram mostrando ajustes de tópicos no Reels em “Seu Algoritmo” para controlar temas exibidos
Ajustes de tópicos no Reels (imagem: reprodução/TechCrunch)

No anúncio, Mosseri não trouxe novidades sobre o funcionamento da ferramenta, mas ela deve seguir o mesmo estilo do Seu Algoritmo para o Reels. Nele, o Instagram exibe os temas que acredita serem relevantes para o usuário, com base nos conteúdos consumidos. A partir dessa lista, é possível remover assuntos indesejados ou adicionar novos interesses.

A ideia é tornar visível uma parte do funcionamento do algoritmo, permitindo que o usuário corrija ou complemente as interpretações dele em vez de apenas inferir gostos a partir do comportamento.

Até o momento, a única forma de influenciar o algoritmo era sinalizando não haver interesse naquele tipo de conteúdo, restringindo perfis ou, mais extremo, denunciando publicações. Tudo isso, entretanto, tem que ser feito individualmente, em cada post.

Instagram quer ampliar controle

Por enquanto, o ajuste funciona por tópicos, mas o Instagram já trabalha para ampliar esse controle. A plataforma quer permitir que o usuário dê comandos mais específicos, incluindo preferências relacionadas a perfis, formatos de mídia e diferentes estilos de conteúdo — talvez algo próximo ao que fez o Spotify, recentemente.

Segundo Mosseri, a IA poderá, no longo prazo, personalizar a própria experiência do usuário dentro do aplicativo, adaptando recursos e interfaces de acordo com cada pessoa.

O executivo ponderou que esse nível de personalização pode reduzir experiências compartilhadas dentro das redes sociais. Ainda assim, defendeu que a busca por conexão e vivências em comum continuará influenciando o desenvolvimento dos produtos.

Instagram libera ajustes do algoritmo direto no feed

Instagram (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Instagram (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Adam Mosseri, diretor do Instagram (imagem: divulgação/Meta)

Ajustes de tópicos no Instagram (imagem: reprodução/TechCrunch)

Gigantes de tech devem fechar o ano com US$ 570 bilhões em dívidas por IA

10 de Junho de 2026, 15:21
Ilustração com símbolos de big techs (Apple, Amazon, Google) e chips em um servidor, sugerindo investimentos em IA
Big techs dobram dívidas com IA em comparação ao mesmo período de 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • As grandes empresas de tecnologia devem emitir quase US$ 570 bilhões em dívidas ligadas à IA em 2026, segundo estimativa do banco Morgan Stanley.
  • O banco avalia que as quatro principais empresas do setor devem ultrapassar US$ 1 trilhão em 2027.
  • As emissões globais voltadas a projetos de IA já somavam quase US$ 236 bilhões até 31 de maio.

As grandes empresas de tecnologia devem emitir quase US$ 570 bilhões (cerca de R$ 2,9 trilhões) em dívidas ligadas à inteligência artificial em 2026, segundo estimativa do banco estadunidense Morgan Stanley. O valor é mais que o dobro do volume registrado no ano passado.

O movimento é puxado pelas chamadas hyperscalers, grupo que inclui Alphabet (dona do Google), Amazon, Microsoft e Meta, que buscam mais dinheiro no mercado para financiar a expansão de data centers, servidores, chips e gastos com energia.

Segundo os números do relatório, citados pela Reuters, até 31 de maio as emissões globais voltadas a projetos de IA já somavam quase US$ 236 bilhões (R$ 1,2 trilhão), metade do que é previsto para o ano, e quatro vezes mais que no mesmo período de 2025.

Salto nos gastos com infraestrutura

Imagem aérea de um data center nos Estados Unidos
Data center para inteligência artificial da OpenAI (imagem: reprodução/OpenAI)

A IA generativa exige uma estrutura física enorme para treinar e rodar modelos. Por isso, os investimentos das companhias em centros de dados cada vez maiores, chips dedicados à IA, sistemas de refrigeração e contratos de energia capazes de sustentar o consumo seguem subindo.

O Morgan Stanley estima que as quatro principais empresas do setor devem gastar cerca de US$ 700 bilhões neste ano, e podem ultrapassar US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) em 2027. O banco observa ainda que o financiamento para empresas desenvolvedoras de chips está migrando para acordos de curto prazo.

Uma projeção passada do banco Barclays sugere que os gastos com infraestrutura para a tecnologia cheguem a US$ 1,2 trilhão (R$ 6,2 trilhões) até 2028, segundo a Bloomberg.

Além de comprar equipamentos, as empresas também estão fechando contratos longos para garantir capacidade futura de data centers e fornecimento de energia. Esses acordos ajudam a acelerar a expansão, mas criam compromissos financeiros para os próximos anos.

Big techs emitem dívidas fora dos EUA

Para levantar os recursos, as big techs também passaram a emitir dívidas fora dos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, empresas como Alphabet e Amazon fizeram operações recentes em mercados como Japão, Canadá e Suíça.

De acordo com a agência, com tanta oferta de dívida, investidores passaram a exigir retornos maiores para comprar os papéis.

Gigantes de tech devem fechar o ano com US$ 570 bilhões em dívidas por IA

(imagem: reprodução/OpenAI)

Apple ameaça remover da App Store aplicativos que não atraem usuários

10 de Junho de 2026, 09:49
Arte com o ícone azul da App Store em foco. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Empresa será mais rígida com o conteúdo que desenvolvedores mantêm na App Store (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple vai remover da App Store aplicativos que não atraem usuários ou são abandonados pelos desenvolvedores.
  • A nova regra prevê a remoção de aplicativos que não recebem suporte constante dos devs.
  • A empresa quer despoluir a App Store e deve aceitar somente apps que ofereçam experiência diferente ou superior.

A Apple quer despoluir a App Store removendo aplicativos de baixa qualidade ou que não recebem suporte constante dos desenvolvedores. A empresa atualizou as diretrizes da loja e prevê, a partir de agora, a remoção de apps que estejam abandonados, que não conseguiram atrair uma base ativa de usuários ou que a dona do iPhone julgue entregar pouco valor.

Até o momento, a Apple costumava barrar esse tipo de aplicativo principalmente no ato da submissão. Com a nova regra, no entanto, o controle também passa a valer para apps que já estão disponíveis, mas não recebem atualizações, melhorias ou engajamento.

A mudança ocorre na mesma semana da WWDC, em que a empresa apresentou novidades sobre o iOS 27 e a nova Siri mais inteligente. Além disso, recursos de recomendações personalizadas e novas ferramentas que devem ajudar desenvolvedores a divulgar apps e reconquistar usuários também foram anunciados.

Apple mira categorias saturadas

Imagem mostra um close-up de um smartphone iPhone sendo segurado numa mão. A tela exibe o ícone da App Store. Abaixo do ícone, as palavras "Buscar" e "Resgatar" aparecem em uma barra escura, sugerindo opções dentro da loja de aplicativos. Na parte inferior direita, está o logo do "Tecnoblog".
Apple pode remover aplicativos e punir desenvolvedores (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

O site TechCrunch nota que as diretrizes antigas da App Store já alertavam desenvolvedores a não enviarem variações genéricas e repetidas de apps em categorias já saturadas na loja.

O texto citava diretamente que a loja já tinha aplicativos suficientes de “pum, arroto, lanterna, cartomancia, namoro, jogos de bebida e Kama Sutra”, e que novas versões seriam rejeitadas caso não oferecessem uma experiência única e de alta qualidade.

Com a mudança nas diretrizes, a Apple ampliou esse entendimento para outros apps, como papéis de parede e funcionalidades básicas (como cronômetros). De acordo com as novas diretrizes textuais da companhia, a tolerância com esses segmentos zerou: “Podemos remover esses aplicativos da App Store daqui para frente se eles não forem atualizados, aprimorados ou se não atraírem clientes”.

Desenvolvedores podem ser banidos

Segundo o TechCrunch, para novos envios nessas categorias, a empresa afirma que só aceitará apps que ofereçam uma experiência significativamente diferente ou superior ao que já existe na loja.

Criadores que insistirem no envio desse tipo de aplicativo para análise podem ser removidos do Apple Developer Program, o que impediria a publicação de novos apps no ecossistema da marca.

Apple ameaça remover da App Store aplicativos que não atraem usuários

App Store da Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

App Store no iPhone (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Instagram agora permite reorganizar fotos na grade do perfil

9 de Junho de 2026, 11:23
Publicações no feed do Instagram
Instagram permite reorganizar grade de posts (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Instagram lançou um recurso para reorganizar fotos na grade do perfil.
  • A nova ferramenta permite que usuários movam publicações para criar sequências visuais personalizadas.
  • O aplicativo também testa publicações que aparecem apenas no perfil, sem notificar o feed de seguidores.

O Instagram começou a liberar, nesta segunda-feira (08/06), um recurso que permite reorganizar a ordem das publicações na grade do perfil. Com a novidade, quem gosta de um feed personalizado, com sequências específicas de posts, ganha uma mão na roda.

A mudança atende a um pedido antigo da comunidade. Até agora, o máximo de personalização da grade era o destaque de posts no topo do perfil, pela ferramenta de fixar publicações. Com o novo recurso, é possível movê-las e montar a grade de forma mais livre.

De acordo com a plataforma, a novidade permite que usuários valorizem trabalhos, organizem uma sequência visual ou deixem o perfil com uma estética mais alinhada ao próprio gosto. O Instagram também começou a testar uma opção para publicar diretamente no perfil sem que o post seja distribuído no feed principal dos seguidores.

As mudanças de personalização chegam logo após a oficialização da assinatura opcional lançada pela Meta, o Instagram Plus, que oferece mais recursos de controle visual. Entre elas: personalização do ícone do aplicativo, mudança da fonte da bio, ampliação do limite de posts fixados e mais configurações para os stories.

Como reorganizar a grade?

A ferramenta aparece no menu de opções de cada publicação. Para mudar a posição de um post, é preciso abrir a foto ou vídeo no perfil — ou simplesmente tocar e segurar — e selecionar “Editar grade” no menu.

capturas de tela demonstrando opção de editar grade
Opção aparece no menu dos posts (imagem: reprodução/Instagram)

Depois disso, o Instagram abre uma interface de edição em que basta tocar, arrastar e soltar os posts na nova posição. A grade pode ser reorganizada quantas vezes o usuário quiser.

Em um post, o chefe do Instagram, Adam Mosseri, afirmou que a ideia é permitir que as pessoas criem layouts mais agradáveis visualmente ou destaquem conteúdos específicos. A mudança também reduz a pressão de publicar algo sabendo que aquela imagem ficará obrigatoriamente no topo do perfil.

Post que não aparece no feed

Outra novidade em teste é a possibilidade de publicar conteúdo no perfil sem enviá-lo para o feed dos seguidores. A função pode ser útil para quem quer organizar o perfil, criar portfólio, montar uma sequência visual ou publicar algo de forma mais discreta.

De acordo com o TechCrunch, os usuários também poderão integrar o Spotify às Notas, que aparecem na seção de mensagens, e criadores recebem a iniciativa Drafts, para parcerias e consultoria para impulsionar produções originais.

Instagram agora permite reorganizar fotos na grade do perfil

Instagram (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Simba CDN aposta em infraestrutura local para otimizar tráfego de vídeo e streaming

9 de Junho de 2026, 10:00
Logo da Simba CDN sobre imagem escurecida de um data center, com servidores ao fundo e efeito circular de partículas digitais.
Simba CDN é alternativa brasileira para infraestrutura digital (imagem: divulgação/Simba CDN)
Resumo
  • A Simba CDN oferece infraestrutura de entrega de conteúdo local para otimizar tráfego de vídeo e streaming.
  • A solução foca em necessidades do setor audiovisual e empresas com grande volume de acessos.
  • A CDN utiliza arquitetura baseada no padrão MEC (Multi-Access Edge Computing) da 3GPP.

O consumo de vídeos sob demanda e de transmissões de grandes eventos ao vivo só cresce, e, consequentemente, elevou o padrão exigido em infraestrutura digital. Hoje, manter um streaming no ar sem interrupções exige mais do que servidores potentes: é necessário olhar para a eficiência com que os dados chegam ao usuário final.  

Isso porque uma transmissão ruim ou que apresenta um longo tempo de carregamento impacta diretamente na percepção do cliente sobre a qualidade do serviço. Por isso, a infraestrutura de entrega de conteúdo (CDN) tem tanto peso na estratégia do negócio.

Para suprir essa demanda, a Simba CDN é uma solução brasileira que foca nas necessidades do setor audiovisual e de empresas com grande volume de acessos, apostando em infraestrutura local e flexibilidade técnica para garantir estabilidade e suporte próximo às operações.

Como a infraestrutura influencia na latência?

A entrega de dados depende bastante de uma infraestrutura física de servidores e redes de transporte. Quando um usuário inicia a reprodução do vídeo, o carregamento, a estabilidade e a qualidade da imagem são influenciados pela distância que os dados precisam percorrer até chegar ao aparelho.

Quanto maior esse caminho, maior tende a ser a latência. Esse atraso na transmissão resulta em demora para iniciar o vídeo, quedas na qualidade da imagem, travamentos e interrupções por buffering — o armazenamento temporário de partes do arquivo na memória do dispositivo.

De olho nesse problema, a arquitetura da Simba CDN baseia-se no padrão MEC (Multi-Access Edge Computing) da 3GPP, que descentraliza o processo de distribuição e otimiza a entrega:

  • Acesso na borda da rede: a operação é distribuída por Pontos de Presença (PoPs), que entregam o vídeo a partir de unidades mais próximas do usuário
  • Caching profundo (deep caching): os conteúdos mais acessados ficam armazenados nessas pontas da rede, reduzindo o tempo de resposta no streaming HTTP, melhorando o QoE (Quality of Experience).
  • Alívio do servidor de origem: a CDN absorve parte das solicitações e diminui a dependência do servidor principal
  • Estabilidade em picos de audiência: com o tráfego dividido entre diferentes pontos da rede, a transmissão fica menos sujeita a sobrecargas e travamentos

Infraestrutura para vídeo e TV 3.0

Foto de Carlos Alkimim, de terno. Ele posa em ambiente corporativo, com o logotipo da Simba Content ao fundo e a frase “Conteúdo que te representa” na parede.
Carlos Alkimim, diretor da Simba Content (imagem: divulgação/Simba CDN)

A Simba CDN tem DNA no mercado audiovisual, como parte do grupo Simba Content, uma joint-venture criada pelas emissoras Record, RedeTV e SBT. Dessa forma, a arquitetura já considera as exigências do setor, como estabilidade em transmissões ao vivo, baixa latência e capacidade de sustentar picos de audiência.

Com a chegada da TV 3.0 no Brasil, que aproxima a transmissão aberta da internet, esse ponto se torna ainda mais importante. Para as emissoras, isso gera a necessidade de uma infraestrutura capaz de distribuir conteúdo em grande escala, com resposta rápida e sem comprometer a qualidade.

Além disso, por meio de uma rede de parceiros, a plataforma pode ser conectada a serviços que fazem parte do workflow de uma operação de vídeo, como:

  • Transcoding: conversão do conteúdo para diferentes formatos, resoluções e dispositivos;
  • CMS e orquestração: organização e gerenciamento dos fluxos de publicação;
  • Monetização publicitária: integração com soluções de anúncios em vídeo dinâmico;
  • Players de vídeo: conexão direta com as interfaces usadas pelo público final.

Apesar do foco em audiovisual, vale reforçar que essa mesma estrutura pode atender outros mercados que dependem de alto volume de tráfego, como:

  • Provedores de internet
  • Empresas de telecomunicações
  • Plataformas de educação
  • Outros portais com grande quantidade de acessos diários.

Segurança de dados e proteção de conteúdo

Sala de monitoramento da Simba CDN com telas exibindo gráficos, métricas de rede e painéis de controle em tempo real.
Simba CDN conta com estrutura preparada de acompanhamento (imagem: divulgação/Simba CDN)

Quando uma transmissão depende da internet, outra preocupação também deve ser a proteção da operação contra tentativas de derrubar o serviço ou acessar o conteúdo indevidamente.

Para isso, a Simba CDN usa aprendizado de máquina para detectar anomalias no tráfego e conta com proteção contra ataques DDoS, que podem sobrecarregar servidores e comprometer a transmissão.

A outra frente é a pirataria. A estrutura integra recursos como bloqueio geográfico, restrição de usuários anônimos e autenticação por tokens de acesso. Também há suporte a marca d’água (watermarking) nos principais players do mercado, o que dificulta a extração e a redistribuição não autorizada dos vídeos.

Esse monitoramento é feito pelo Centro de Operação de Rede (COR) da Simba, que funciona 24 horas todos os dias, acompanhando o tráfego, coordenando os serviços e aplicando correções proativamente.

Flexibilidade comercial

Uma infraestrutura de vídeo precisa acompanhar o ritmo do negócio. Por isso, a Simba CDN trabalha com o modelo pay as you grow, em que os custos acompanham o uso real da plataforma.

Dessa forma, é possível escalar a operação conforme a demanda aumenta, sem antecipação de investimentos desnecessariamente. A flexibilidade também aparece nos ajustes da rede para cada cenário:

  • Regras de cache: definição de como e por quanto tempo os conteúdos ficam armazenados na borda da rede;
  • Regiões de distribuição: escolha das áreas prioritárias para entrega, de acordo com a localização da audiência;
  • Analytics em tempo real: acompanhamento de métricas de desempenho para ajustar a estratégia de entrega com mais precisão.

Ao combinar infraestrutura distribuída, segurança, suporte local e um modelo comercial ajustado ao crescimento do cliente, a Simba CDN é uma alternativa para operações digitais que precisam escalar sem abrir mão da estabilidade.

Para conhecer os recursos completos e conversar com especialistas, acesse o site da Simba CDN.

Simba CDN aposta em infraestrutura local para otimizar tráfego de vídeo e streaming

Simba CDN é alternativa brasileira para infraestrutura digital (imagem: divulgação/Simba CDN)

Carlos Alkimim, diretor da Simba Content (imagem: divulgação/Simba CDN)

Simba CDN conta com estrutura preparada de acompanhamento (imagem: divulgação/Simba CDN)

Google desativa Pixel Studio menos de dois anos depois do lançamento

8 de Junho de 2026, 16:55
Captura da apresentação do Google sobre o Pixel Studio
App de geração de imagens não permite mais novas criações (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google desativou a função principal do Pixel Studio, aplicativo de criação e edição de imagens por IA.
  • A atualização remove a interface de criação de imagens por comandos de texto e direciona os usuários para o app do Gemini.
  • Projetos antigos criados no Pixel Studio continuam acessíveis, permitindo visualizar e salvar imagens e figurinhas geradas.

O Google parece estar centralizando as funcionalidades de criação de imagens no app do Gemini. Com isso, começou a desativar a principal função do Pixel Studio, aplicativo de criação e edição de imagens por IA lançado com a linha Pixel 9, em agosto de 2024.

A partir da versão 2.3, o app deixa de permitir a geração de imagens por comandos de texto e passa a direcionar os usuários para o Gemini. Agora, ao abrir o app atualizado, a interface em que era possível digitar prompts e criar imagens não aparece mais. A versão 2.3 do Pixel Studio está sendo distribuída gradualmente para dispositivos Android compatíveis.

App redireciona para o Gemini

De acordo com o site Android Authority, no lugar, o usuário encontra um botão “Abrir Gemini”, que leva à página do app na Google Play Store. A desativação já vinha sendo sinalizada desde fevereiro, quando o Google começou a remover algumas funções do Pixel Studio.

captura de tela no pixel studio
Pixel Studio passa a redirecionar para o Gemini (imagem: reprodução/Android Authority)

O app ainda continuará disponível para download e os projetos antigos criados pelos usuários seguem acessíveis, permitindo visualizar e salvar imagens e figurinhas geradas.

Com isso, o Pixel Studio fica restrito ao histórico, enquanto novas criações passam a ser direcionadas ao app principal de IA da empresa, que também recebeu um novo gerador de vídeos, anunciado no Google I/O 2026.

Pixel Studio foi lançado com o Pixel 9

O Pixel Studio estreou em 2024 como um dos recursos de IA da linha Pixel 9. A proposta era oferecer uma ferramenta simples para criar imagens a partir de comandos de texto, algo próximo ao que a Apple apresentou com o Image Playground, para o iOS.

Apesar de ser tratado como um recurso nativo dos celulares Pixel, o app combinava processamento local com o modelo em nuvem Imagen 3, desenvolvido pelo Google, exigindo conexão com a internet para renderizar as imagens.

Além da criação por texto, o app permitia editar imagens adicionando ou removendo elementos por meio de comandos e criar pacotes de figurinhas personalizadas. Ao longo do tempo em atividade, o Google também adicionou recursos como integração com o teclado Gboard, ferramentas de edição generativa e a capacidade de criar representações de pessoas.

Google desativa Pixel Studio menos de dois anos depois do lançamento

(imagem: reprodução/Google)

(imagem: reprodução/Android Authority)

App da Meta AI gera artigos clickbait com base no perfil do usuário

8 de Junho de 2026, 14:26
Tela do Instagram com integração da Meta AI, exibindo o logotipo “Meta AI” no celular
Meta AI possui integração com Instagram, Facebook, WhatsApp e Messenger (foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • O aplicativo independente da Meta AI exibiu artigos clickbait gerados por inteligência artificial na seção de recomendações personalizadas.
  • Os conteúdos foram criados com base em informações do perfil do usuário, como localização e interesses, mas resultaram em textos clickbait.
  • A Meta afirmou que a função é um teste e que será descontinuada.

O aplicativo independente da Meta AI exibiu artigos clickbait gerados por inteligência artificial em uma seção de recomendações chamada “Para você”, disponível na barra lateral do app. Os conteúdos são criados a partir de sugestões personalizadas.

A seção aparece dentro do app como um feed de cards com temas sugeridos pela IA, assim como coletâneas de notícias personalizadas como o Google Discover. Contudo, os cards funcionam como comandos: assim que o usuário toca nele, o chatbot gera o texto sobre o assunto.

Ao The Verge, a Meta afirmou, no sábado (06/06), que o recurso faz parte de um teste limitado e que seria descontinuado. No entanto, a funcionalidade ainda aparece para alguns usuários, inclusive no Brasil.

Como os artigos funcionam?

Tela do aplicativo Meta AI com cards “Para você” e títulos gerados por IA, como “Por que o ‘quem indica’ ainda vence os algoritmos”
Lista lembra feeds de notícias (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Segundo o site, as sugestões parecem partir de informações da conta, como localização, hábitos de uso e interesses. Os resultados, porém, se aproximam de conteúdos no estilo clickbait, com chamadas curiosas, falta de atribuição de fontes e, muitas vezes, textos que não elaboram direito o que o título propõe.

Durante testes feitos pelo The Verge, o app sugeriu temas ligados a estereótipos da cultura britânica, como “Um mordomo real finalmente encerrou o debate sobre colocar o leite primeiro”. O texto teria usado elementos de uma série de comédia da BBC, de 2018.

Nos nossos testes aqui no Tecnoblog, a IA sugeriu textos em temas como tecnologia, filmes, séries e futebol, mas também foi para uma linha de tabloide de fofoca, com sugestões como “Contas de dublagem que vão te fazer rir muito” — que elencou dois nomes de influencers do Instagram.

Além dos textos, o aplicativo da Meta AI também cria imagens para acompanhar os cartões, com ilustrações de locais, personagens e pessoas. As imagens contém falhas visuais típicas de imagens geradas por IA.

Capturas de tela do chatbot da Meta AI. À esquerda, o print mostra uma conversa sobre o ator Jacob Elordi, e à direita sobre a seleção brasileira
Esses são o ator Jacob Elordi e o jogador Neymar, segundo a Meta AI (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Textos não mencionam fontes

Outro grande problema é que, mesmo quando claramente adapta notícias reais, a funcionalidade não identifica as fontes usadas para a geração do texto. Em um texto com título “A Nike estragou a nova camisa da seleção brasileira?”, a IA tenta explicar o design da camisa principal e reserva e, às vezes, passa por polêmicas.

“Às vezes” porque, como o texto é gerado imediatamente pela IA, uma versão pode sair completamente diferente da outra. Por exemplo, ao clicar no tema da camisa pela primeira vez, a IA falava sobre uma polêmica camisa vermelha descartada pela CBF. A mesma informação sumiu em duas tentativas posteriores.

Ainda sobre a Copa do Mundo, outro texto, “A lista oficial do Brasil para a Copa 2026”, erra nomes da convocação final, realizada há quase três semanas. Lembrando que, desde o ano passado, a Meta possui acordos com veículos de imprensa para usar notícias na IA.

Meta diz que é um teste

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta diz que descontinuará função (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Procurada pelo The Verge, a porta-voz da Meta, Tracy Clayton, afirmou inicialmente que a empresa estava testando um feed diário com dicas, conteúdos e recomendações personalizadas.

Segundo ela, a proposta seria sugerir informações relevantes ao usuário, como planos de refeição ou conselhos de condicionamento físico, antes mesmo de uma solicitação direta.

Depois, a Meta atualizou o posicionamento e afirmou que o recurso seria descontinuado. “Este foi um teste para um número limitado de usuários e ele será descontinuado. A Meta não tem planos de seguir em frente com esse recurso”, declarou Clayton.

App da Meta AI gera artigos clickbait com base no perfil do usuário

Meta AI possui integração com Instagram, Facebook, WhatsApp e Messenger (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Vacina criada com ajuda de IA passa pelo primeiro teste em humanos

5 de Junho de 2026, 18:29
Comprovante de vacinação COVID-19 (Imagem: Pexels/Gustavo Fring)
Reino Unido começa a testar vacinas feitas com ajuda de IA (imagem: Pexels/Gustavo Fring)
Resumo
  • Vacina PEVAC-PS, desenvolvida com auxílio de inteligência artificial, concluiu sua primeira fase de avaliação em humanos no Reino Unido.
  • Os testes não registraram efeitos colaterais significativos e mostraram que o conceito funciona.
  • A pesquisa, realizada pela Universidade de Cambridge, avaliou a vacina em 39 voluntários saudáveis e já prepara uma nova rodada de testes.

Uma vacina experimental desenvolvida com auxílio de inteligência artificial pode agir contra futuras mutações do coronavírus. Em testes no Reino Unido, a PEVAC-PS concluiu sua primeira fase de avaliação em humanos e não registrou efeitos colaterais significativos.

A vacina foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Cambridge, da Inglaterra, e avaliada em 39 voluntários saudáveis. A proposta é que ela possa agir contra diferentes tipos de sarbecovírus, grupo que inclui o SARS-CoV-1, as variantes do SARS-CoV-2 (causador da pandemia da Covid-19) e outros vírus encontrados em animais com potencial de transmissão para humanos.

Como a IA projetou a vacina?

Ilustração de inteligência artificial
Pesquisadores usaram IA para identificar traços em comum em diferentes variantes (imagem: Growtika/Unsplash)

Os pesquisadores usaram a plataforma DIOSynVax (sigla em inglês para Vacina Sintética Digitalmente Otimizada para a Imunidade, em tradução livre) para analisar RBDs (Domínios de Ligação ao Receptor) de uma proteína chamada glicoproteína espicular (spike) em múltiplos vírus, disponíveis em programas de vigilância globalmente. O estudo procurou partes do vírus que tendem a mudar pouco, mesmo quando novas variantes surgem.

Com essa informações, a IA ajudou a projetar uma sequência sintética inédita de RBD, descrita pela equipe como um “superantígeno”, criado para treinar o sistema imunológico a reconhecer pontos funcionais e mais conservados de diferentes tipos de coronavírus.

Um dos alvos mapeados foi a região associada ao anticorpo monoclonal S309, conhecido por reagir contra diferentes vírus da família dos sarbecovírus.

Através da mesma plataforma, já há pesquisas em andamento para uma vacina universal contra a gripe sazonal, uma dose voltada à gripe aviária H5N1 e soluções para febres hemorrágicas, incluindo vírus da família do Ebola. Esses testes, porém, ainda estão sendo conduzidos em animais.

Teste inicial mostrou resposta imune

Representação de um vírus em verde
Proposta quer evitar caos da pandemia de Covid-19 (imagem: Yuri Samoilo/Flickr)

A pesquisa realizou os testes em 39 participantes entre 18 e 50 anos na Inglaterra e, segundo a publicação, a vacina ativou respostas imunes contra o SARS-CoV-2, o SARS original e vírus relacionados de origem animal. De acordo com a BBC, o impacto inicial foi considerado “modesto”, mas provou que o conceito funciona.

Por isso, a equipe já prepara uma nova rodada de testes, incluindo cerca de 200 pessoas, para avaliar a eficácia da vacina em uma população mais diversa. À BBC, o líder da pesquisa, professor Jonathan Heeney, afirma que a abordagem deve nos proteger “daquilo que pode causar o próximo surto ou doença”.

O investigador-chefe do teste na Universidade de Southampton, Saul Faust, também defende o desenvolvimento desse tipo de imunizante antes de novos surtos. Para ele, avançar clinicamente com vacinas desse tipo antes do início de uma epidemia pode salvar vidas e evitar toda a catástrofe econômica da última pandemia, como lockdowns.

Vírus ainda circula no Brasil

Embora em patamar baixo em comparação aos anos de pandemia e aos primeiros meses após as campanhas de vacinação, o SARS-CoV-2 segue em circulação no Brasil. E um dos maiores problemas é justamente a capacidade de mutação do vírus.

Em 2026, há registro de 1.108 sequenciamentos do SARS-CoV-2, sendo que 77 estão em circulação no país. Por aqui, foram mais de 80 mil casos de síndrome gripal por Covid-19 até o fim de maio, segundo o Ministério da Saúde.

Vacina criada com ajuda de IA passa pelo primeiro teste em humanos

A inteligência artificial é vista como uma das principais tecnologias da Era da Transformação Digital (Imagem: Growtika/Unsplash)

Pandemia de COVID-19 afeta preço de criptomoedas Imagem: Yuri Samoilo/Flickr)

Google diz que busca no Chrome que leva direto ao Modo IA foi um “erro”

5 de Junho de 2026, 16:04
Marca do Google Chrome
Funcionalidade redirecionava o destino principal da busca (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Informação atualizada

O vice-presidente de engenharia para busca do Google, Rajan Patel, esclareceu que a introdução do recurso no Chrome Canary foi um erro e que a empresa não planeja tornar esse o padrão nas pesquisas.

Após a repercussão de que o Chrome passaria a levar o usuário diretamente para o Modo IA — pulando a página tradicional de resultados —, Rajan Patel, vice-presidente de engenharia para busca no Google, esclareceu que tudo não passou de um erro e que a empresa não planeja tornar esse o padrão nas pesquisas.

O recurso foi encontrado no Chrome Canary, versão experimental do navegador, por meio de uma flag oculta chamada “Fulfill Searchbox Queries in AI Mode”. O site Windows Report chegou a testar a funcionalidade, cujo experimento afetava a caixa de pesquisa exibida na página de nova guia.

Atualmente, o usuário precisa acionar manualmente os recursos de IA na busca e o receio é que a nova função levaria qualquer pesquisa diretamente para o Modo IA, pulando a página clássica com links azuis.

Hey Glenn– this was an error. We're not planning to make AI Mode the default for Chrome searches.

— Rajan Patel (@rajanpatel) June 5, 2026

Google já testa IA na busca

Ainda assim, o Google vem aplicando a presença de IA na busca há algum tempo. Durante o evento Google I/O 2026, realizado no mês passado, a empresa apresentou mudanças na caixa de pesquisa e reforçou a expansão do Modo IA, que recebeu os modelos mais recentes do Gemini.

Toda a ferramenta de busca foi readaptada para o comportamento dos usuários, que fazem perguntas mais longas e em tom conversacional mesmo na busca tradicional do Google. Entre as novidades, a ferramenta agora expandirá o campo de busca para textos mais longos, fará sugestões maiores e aceitará comandos de voz e arquivos.

Além das medidas funcionais, a companhia também introduziu anúncios nas seções da busca que usam IA. A ação já garante que o principal canal de monetização da empresa siga forte nesse momento de transição, enquanto o Google trabalha para que usuários passem cada vez menos pela busca tradicional.

Segundo dados trazidos pelo Google durante o evento, o recurso já registra mais de 1 bilhão de usuários mensais. Enquanto isso, a empresa enfrenta a indignação de veículos de imprensa ao redor do mundo, que criticam as medidas do Google por concentrar muito poder e, potencialmente, afetar as visitas e a rentabilidade dos sites.

Nesta semana, o Reino Unido passou a obrigar que sites possam optar por não aparecer nos resultados de Resumos de IA e outros textos gerados pelo Gemini.

Outros recursos de IA estão em teste no Chrome

Ilustração com a marca do Google Chrome
Google Chrome passa por mudanças (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo o Windows Report, registros do Chrome também indicam testes com uma barra de pesquisa flutuante do modo IA dedicada ao Chrome para Windows.

Além disso, a empresa avalia uma ferramenta com IA para recomendação de cartões de crédito e um botão específico para permitir que o usuário desative funções e habilidades do Gemini diretamente nas configurações do Chrome.

Google diz que busca no Chrome que leva direto ao Modo IA foi um “erro”

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Estados Unidos querem acesso antecipado a novos modelos de IA

4 de Junho de 2026, 09:24
Donald Trump durante comício
Donald Trump assina ordem executiva para supervisionar IAs do país (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

O governo dos Estados Unidos buscará acesso antecipado a modelos avançados de inteligência artificial antes do lançamento público, segundo uma ordem executiva assinada nesta semana pelo presidente Donald Trump.

A medida prevê acordos voluntários com desenvolvedoras de IA para que os sistemas avançados — e capazes de encontrar e explorar falhas digitais —, como o Mythos, da Anthropic, sejam avaliados em testes de segurança cibernética.

Órgãos como os departamentos do Tesouro, Defesa, Comércio e Segurança Interna deverão procurar acordos com empresas de inteligência artificial para receber acesso antecipado aos novos modelos e poderão avaliá-los por até 30 dias, de acordo com a Reuters.

A medida também determina que o Departamento do Tesouro, a Agência de Segurança Nacional (NSA) e a agência de segurança cibernética (CISA) criem um centro conjunto de coordenação voltado à segurança digital em IA.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, deverá trabalhar com desenvolvedoras de IA e provedores de infraestrutura crítica para monitorar códigos, identificar brechas digitais e desenvolver correções voltadas a setores como bancos, serviços de emergência e hospitais.

Big techs apoiam medida

Executivos e empresas do setor se manifestaram favoravelmente ao decreto. No Google, o presidente de assuntos globais Kent Walker classificou a medida como “um passo importante” para dar mais ferramentas a especialistas em cibersegurança contra agentes maliciosos.

A Anthropic, que briga com o governo Trump após tentativas fracassadas de acordo, também declarou apoio à decisão da Casa Branca. A empresa pretende colaborar com o governo na implementação das novas diretrizes de segurança.

OpenAI faz ressalvas

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman fará lobby para evitar imposições às companhias de IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por outro lado, a OpenAI deve agir por trás das cortinas contra propostas que tentem obrigar desenvolvedores de IA a obter autorização do governo para lançar modelos, segundo a Reuters. Ainda assim, o CEO da OpenAI, Sam Altman, elogiou publicamente a medida.

A nova ordem “acerta no equilíbrio necessário”, afirma ele, e garante que os Estados Unidos sigam na liderança da corrida da IA “colocando ferramentas cibernéticas nas mãos de defensores confiáveis”.

theUSshould lead on AI by continuing to develop the very best models, making sure they're safe, and getting cyber tools into the hands of trusted defenders.

the new EO gets the balance right.

— Sam Altman (@sama) June 3, 2026

Em documento publicado ontem (03/06), a OpenAI propõe fortalecer o CAISI, órgão ligado ao Departamento de Comércio, como a principal instituição para avaliação dos modelos. Mas quer que a agência aja apenas na mitigação de riscos, sem o poder de vetar lançamentos.

Decreto muda posição de Trump sobre mercado de IA

A assinatura do decreto marca uma mudança na postura de Trump em relação à regulação da IA. Anteriormente, o presidente demonstrou preferir menos intervenção no setor, temendo prejudicar empresas na disputa com a China.

Ele mesmo havia revogado, logo ao voltar à Casa Branca, uma medida editada pelo ex-presidente Joe Biden, que previa o compartilhamento de resultados de segurança por empresas de IA.

O novo texto estava previsto para ser assinado em 21 de maio, mas foi cancelado e revisado novamente no dia 25. Trump afirmou na ocasião que não concordava com determinados pontos da proposta e não queria adotar medidas que comprometessem a vantagem competitiva dos Estados Unidos, segundo a agência France Presse.

Estados Unidos querem acesso antecipado a novos modelos de IA

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Android ganha detector de voz clonada por IA em chamadas

3 de Junho de 2026, 15:02
google app telefone tecnoblog
App Telefone do Google terá identificador de chamadas falsas com IA (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
Resumo
  • Google lançou um recurso de detecção de chamadas falsas para o app Telefone no Android.
  • Novidade verifica se a ligação realmente partiu do celular do contato salvo na agenda, via protocolo RCS.
  • Recurso será lançado globalmente para dispositivos com Android 12 ou superior, começando pelos aparelhos da linha Pixel.

Com o avanço da inteligência artificial, criminosos também puderam melhorar as táticas para aplicar golpes via telefone, aproveitando-se de ferramentas que permitem, por exemplo, a clonagem de voz. Contra técnicas como essa, o Google anunciou um novo recurso de detecção de chamadas falsas para o app Telefone, nativo do Android.

A nova ferramenta tentará reduzir golpes em que criminosos simulam chamadas de contatos conhecidos, usando falsificação de identificadores e clones de voz feitos com IA. Dessa forma, deve criar uma camada extra de proteção para ligações que não seriam bloqueadas por outros sistemas de IA focados apenas em números desconhecidos.

Segundo o TechCrunch, o sistema funciona de forma nativa, em segundo plano, sem exigir uma ação manual do usuário. A detecção de chamadas falsas será lançada globalmente para dispositivos com Android 12 ou superior neste mês, começando pelos aparelhos da linha Pixel. Usuários no Brasil, Estados Unidos e Índia começam a receber o recurso.

Como funciona a verificação de chamada?

O recurso usa o protocolo RCS para fazer uma espécie de confirmação entre os aparelhos envolvidos na ligação. Em comunicado, o Google descreve o processo como um “aperto de mão digital”.

Quando um contato salvo na agenda liga para o usuário e ambos usam o app oficial do Google, o celular de origem envia um sinal criptografado de ponta a ponta para confirmar que a chamada realmente partiu daquele aparelho.

Se um golpista tentar se passar por esse contato, o sinal inicial não aparece. Nesse caso, o dispositivo do usuário envia um alerta ao celular real da pessoa cadastrada para checar e ela está fazendo uma ligação naquele momento.

Segundo o Google, se o aparelho legítimo responder que não está em uma chamada, o usuário recebe um aviso na tela recomendando desligar imediatamente.

Para quem está recebendo a ligação, o aplicativo adiciona um pop-up na tela com um aviso de que “Alguém pode estar fingindo ligar pelo número do seu contato”, com uma opção para desligar a chamada.

Funcionamento do detector de chamadas falsas feitas por IA
Usuário receberá notificação de que está recebendo uma ligação potencialmente falsa (imagem: divulgação/Google)

Ferramenta mira golpes com clones de voz

A nova proteção mira um tipo de fraude que evoluiu com a IA: criminosos que se passam por conhecidos. Eles costumam usar sistemas de falsificação de chamadas e voz clonada por IA para golpes clássicos, como simular uma emergência, falsos sequestros e, claro, pedir dinheiro.

Tecnologias de clonagem funcionam com pequenas amostras de áudio de uma pessoa falando. Segundo relatório da Consumer Reports, em março, a maioria das plataformas digitais com essa ferramenta não possuem mecanismos para impedir fraudes e uso indevido dos áudios.

A clonagem virou uma grande preocupação para os brasileiros no ano passado e forçou a emissão de alertas sobre golpes de roubo de voz. Neles, criminosos estariam se passando por representantes de instituições do Estado ou de empresas para gravar a voz das vítimas, segundo a Agência Brasil.

Android ganha detector de voz clonada por IA em chamadas

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Recurso do app Telefone verifica se a ligação realmente partiu do celular do contato salvo na agenda. Novidade chega a usuários no Brasil.

Reino Unido obriga Google a deixar imprensa fora dos Resumos de IA

3 de Junho de 2026, 10:49
Illustração mostra uma lupa sobre o logotipo do Google, uma letra G em cores vermelho, amarelo, verde e azul, sinalizando a busca no navegador. Na parte inferior direita, está a marca d'água do "Tecnoblog".
Google é obrigado a oferecer controles à imprensa britânica sobre uso em IAs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Reino Unido determinou que o Google ofereça uma ferramenta de exclusão para sites informativos saírem dos Resumos de IA.
  • A medida também obriga o Google a fornecer links claros para as fontes originais dos conteúdos utilizados nos resultados gerados pelo Gemini.
  • Big tech implementará um novo comando no para permitir que gestores de sites controlem como os conteúdos entram nas experiências de busca.

Poucas semanas após reafirmar a integração do Gemini com a busca, o Google enfrenta mais um revés. Nesta quarta-feira (03/06), a autoridade de concorrência do Reino Unido, CMA, determinou que a empresa ofereça aos donos de sites informativos uma forma de impedir o uso de conteúdos nos Resumos de IA e em outros recursos de busca com a tecnologia.

A decisão, considerada a primeira do tipo a oferecer ferramentas para produções jornalísticas contra a raspagem de dados por IA, chega como parte de novas regras de conduta para a big tech e busca dar mais controle à imprensa sobre como as páginas são usadas pelo buscador.

A CMA afirma que a medida deve equilibrar a relação entre o Google e os veículos de imprensa, colocando os sites em posição mais forte para negociar acordos de conteúdo. Ela também deve ser mais uma palha na fogueira acesa pelas editoras do Brasil, que exigem ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a imposição de regras semelhantes.

Google já começou a implementar mudanças

Modo IA no Google para celular e desktop
Imprensa ganha controles sobre uso de conteúdo em IAs do Google (imagem: reprodução/Google)

Além da opção de exclusão (opt-out), a nova medida obriga que o Google assegure que o conteúdo utilizado nos resultados gerados pelo Gemini ofereça links claros para as fontes originais.

Segundo o Google, o site que decidir não aparecer nas respostas de IA, como os Resumos de IA, Modo IA e prévias de IA no Discover, não será punido no ranqueamento dos resultados tradicionais. Essa era uma das principais críticas da imprensa do país, já que tags como a “nosnippet”, que já permite o bloqueio de conteúdos nos resumos de IA, também retira o conteúdo da busca tradicional.

Para gerenciar isso, o Google começou a implementar um novo comando no Search Console. A ferramenta permitirá que gestores de sites controlem diretamente como os conteúdos entram nas experiências de busca com IA. Em comunicado, a empresa também afirma que a ferramenta oferecerá métricas sobre a aparição de informações do veículo nas respostas de IA.

Os novos controles para o Reino Unido foram anunciados em março, em resposta a consulta pública iniciada em janeiro pela CMA, ainda que a contragosto do Google. Se o objetivo era impedir a formalização de novas regras, entretanto, não funcionou.

Brasil tenta emplacar regras parecidas

Prédio do Cade no Brasil
Cade investiga abuso de posição dominante pelo Google no Brasil (imagem: reprodução)

No Brasil, o tema está nas mãos do Cade. O órgão investiga a relação entre o Google e veículos de imprensa desde 2019, em um processo que começou voltado à indexação de notícias e foi reaberto no ano passado com foco nos Resumos de IA.

Associações e empresas jornalísticas afirmam que a ferramenta concentra ainda mais poder nas mãos do Google, e a principal queixa é a possibilidade de reduzir visitas aos sites e afetar a monetização por publicidade — que, aliás, também estará presente no Modo IA do buscador.

Um dos pontos centrais da investigação é a ausência de uma opção de opt-out. Segundo a queixa, os veículos não teriam como impedir o uso de seu conteúdo nos Resumos de IA sem afetar também sua presença nos resultados gerais da busca.

Após sete anos, em abril, o Cade decidiu transformar o inquérito administrativo em um processo formal contra o Google. No voto, o presidente interino do órgão, Diogo Thomson, apontou “fortes indícios” de abuso exploratório de posição dominante.

Anteriormente, o Google negou que os Resumos de IA prejudiquem o jornalismo e pediu o arquivamento do processo. A empresa afirma que eventuais quedas de audiência não são causadas pela inteligência artificial, mas por mudanças mais amplas no consumo de notícias.

Reino Unido obriga Google a deixar imprensa fora dos Resumos de IA

Modo IA está chegando ao Brasil (imagem: reprodução/Google)

IA da Meta ajudou golpistas a roubarem perfis

2 de Junho de 2026, 10:42
Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
IA de suporte forneceu códigos de verificação e alterou e-mails para golpistas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Hackers aproveitaram uma falha de segurança do chatbot de suporte com IA da Meta e conseguiram invadir contas no Instagram. 
  • Criminosos usaram o assistente de suporte para alterar o e-mail cadastrado e receberam códigos de verificação para redefinir senhas dos perfis.
  • A Meta informou que corrigiu a falha que permitia esse acesso, mas nega que seus sistemas tenham sido invadidos. 

Hackers conseguiram invadir contas no Instagram após manipular o assistente de suporte com inteligência artificial da Meta. Os ataques foram registrados ao menos desde o último fim de semana e atingiram perfis comerciais e contas de figuras públicas, com grande número de seguidores.

Segundo relatos nas redes sociais, os criminosos exploravam uma falha no chatbot de suporte para alterar o e-mail cadastrado nas contas das vítimas. Depois disso, conseguiam receber códigos de verificação, redefinir senhas e assumir o controle dos perfis, mesmo em casos protegidos por autenticação de dois fatores.

Os invasores miraram principalmente contas raras — aquelas em que o usuário conseguiu registrar um termo popular ou apenas o primeiro nome — e perfis oficiais. As contas invadidas estariam sendo vendidas através do Telegram.

A Meta alega ter corrigido uma falha que permitia a terceiros solicitar e-mails de redefinição de senha, mas nega que seus sistemas tenham sido invadidos. Em resposta a uma publicação na rede social X, o porta-voz da empresa, Andy Stone, também negou que perfis de autoridades mundiais tenham sido afetados.

Para analistas de segurança do site The Cybersec Guru, porém, a invasão direta dos bancos de dados nunca foi o ponto, já que os perfis foram sequestrados por uma falha no fluxo de suporte.

Como aconteceu?

De acordo com vídeos e capturas de tela compartilhados em grupos de segurança no Telegram, os golpistas começavam usando uma VPN ou proxy residencial para simular uma localização próxima à do alvo. Em seguida, abriam um chat com assistente de suporte da Meta AI e pediam a troca do e-mail vinculado ao perfil.

O invasor dizia o nome de usuário da vítima, informava um novo endereço de e-mail controlado por ele e prometia enviar o código de confirmação. Segundo os relatos, o assistente aceitava o pedido até mesmo sem uma checagem paralela com o verdadeiro dono da conta.

🚨 Instagram had an exploit that allowed you to use Meta AI to reset passwords to accounts with no MFA on them. The exploit was patched a short time ago.pic.twitter.com/PEUwLvmllj

— Dark Web Informer (@DarkWebInformer) June 1, 2026

O código de oito dígitos era enviado ao e-mail do invasor e, depois de ser inserido no chat, o sistema liberava a redefinição da senha. Nota-se, aliás, que o caso sequer pode ser considerado uma injeção de prompt, já que os hackers não precisavam fazer com que a IA contrariasse barreiras de segurança — elas, aparentemente, nem existiam.

Os posts também indicam que, em alguns casos, o sistema de verificação de identidade acionava uma checagem biométrica. Nessas situações, os criminosos teriam usado vídeos gerados por IA com base em fotos das vítimas.

Risco de autonomia à IA

Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Meta apostou na IA para solucionar problemas diretamente com usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De acordo com o site 404 Media, a falha ocorre poucos meses após a Meta expandir o suporte com IA para contas do Facebook e Instagram.

A Meta apresentou o chatbot como uma forma de agilizar processos de recuperação e reforçar a segurança, após ser alvo frequente de críticas pelo suporte limitado em casos de invasão e perda de contas, em que muitas vezes não há sequer a possibilidade de falar com um atendente humano.

O problema, no entanto, é que conceder tantas permissões a um sistema automatizado faz com que qualquer falha de validação tenha potencial para causar danos significativos. Como lembra o Cybersec Guru, o Projeto Aberto de Segurança em Aplicações Web (OWASP) recomenda desde 2023 que sistemas de IA não executem ações sensíveis sem supervisão ou validação humana.

IA da Meta ajudou golpistas a roubarem perfis

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Music pode finalmente ganhar plano gratuito

1 de Junho de 2026, 17:39
Logo do Apple Music em fundo rosa. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Apple Music pode introduzir plano gratuito ou mais barato (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Códigos encontrados no aplicativo Apple Music para Android sugerem um possível plano gratuito com acesso premium e restrições.
  • Estratégia seria maneira rivalizar com o Spotify, que possui 200 milhões de usuários, enquanto o Apple Music tem cerca de 88 milhões de assinantes.
  • Por enquanto, não há detalhes e nem garantia de que certas funções em códigos realmente cheguem aos usuários.

O Apple Music sempre afastou uma parcela de usuários por não permitir o uso gratuito com propagandas, como ocorre nos rivais Spotify, Deezer e YouTube Music. Mas isso pode mudar: linhas de código foram encontradas na versão beta do aplicativo para Android, indicando um possível novo plano.

As linhas de código foram identificadas pelo analista Aaron Perris, do portal MacRumors. Elas contém as mensagens “Premium access required” (“acesso premium necessário”, em tradução livre) e “Can’t skip any more tracks” (“não é possível pular mais faixas”), que parecem sugerir um upgrade.

Perris sugere que as linhas também podem se referir à função Rádio, que já pode ser ouvida sem assinatura. Porém, a segunda mensagem não faria sentido aqui, já que não é possível pular músicas nas estações.

NEW: It appears that Apple may be working on a free or lower-cost tier of Apple Music.

Strings in the latest Apple Music for Android beta mention "Can't skip any more tracks" and "Premium access required" pic.twitter.com/xGHeaDb7X3

— Aaron (@aaronp613) May 30, 2026

Ainda não há detalhes sobre como esse modelo funcionaria, se haveria anúncios, limite diário de uso, bloqueio de faixas específicas ou outras restrições. Também não está claro se a Apple planeja um plano totalmente gratuito ou uma modalidade mais barata com recursos limitados.

Além disso, segundo o portal Android Authority, os trechos no aplicativo para Android sugerem que a empresa não está pensando apenas em reter os usuários de iPhone, mas também trazer pessoas de fora do ecossistema da Apple. Lembrando que o app chegou ao sistema rival em 2015 e ao PC em 2024, com uma versão web inicialmente lançada em 2020.

Mudança iria contra discurso da Apple

De acordo com o site, a possibilidade de um plano gratuito contrasta com declarações recentes do vice-presidente do Apple Music, Oliver Schusser. Em um podcast, o executivo criticou modelos sustentados por anúncios, argumentando que eles prejudicam artistas e desvalorizam o serviço como um todo.

No entanto, o modelo atual estaria deixando o serviço muito abaixo dos concorrentes. Segundo a Bloomberg, o Apple Music teria cerca de 6 milhões de assinantes em 2024, contra 30 milhões do Spotify. O serviço já tenta expandir seu alcance com a integração com o TikTok, anunciada em março.

Por enquanto, não há nenhum sinal de que a empresa pretenda flexibilizar o acesso ao serviço, para além dos códigos encontrados. Vale reforçar, entretanto, que trechos de código não dão certeza de que funcionalidades em teste chegarão ao público.

Apple Music pode finalmente ganhar plano gratuito

Apple Music (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Startup de IA dá faxina grátis em troca dos seus dados

1 de Junho de 2026, 16:30
Foto de um homem de roupa completamente branca com um boné branco escrito "Shift". Ele limpa uma bancada.
Startup envia prestadores com câmeras para filmar movimentos durante faxina (imagem: reprodução)
Resumo
  • Shift oferece faxina gratuita em Nova York em troca de gravações de vídeo das tarefas.
  • Os vídeos serão usados no treinamento de sistemas de inteligência artificial.
  • A startup já planeja levar o modelo para outras cidades, com outras atividades manuais gravadas, como culinária e construção civil.

Uma startup está oferecendo faxina gratuitamente em Nova York, nos Estados Unidos, com uma condição: o cliente precisa aceitar que toda a limpeza seja gravada em vídeo. A empresa por trás da iniciativa é a Shift, que vai usar essas imagens para treinar sistemas de inteligência artificial de futuros robôs domésticos.

A faxina é feita por operadores verificados de empresas parceiras. Eles usam um boné com câmera acoplada que registra tudo em primeira pessoa, mostrando o ponto de vista de quem está executando as tarefas.

Segundo o co-CEO da Shift, Bercan Kilic, o boné registra a sequência de movimentos necessários para realizar atividades comuns dentro de uma casa, como esfregar, aspirar, limpar bancadas ou lavar uma louça.

Today, we're launching shift. We're starting by cleaning your apartment in New York City, for free.

Here's how it works. Book a shift cleaning. A vetted shift operator comes to your home wearing one of our devices. They clean. They leave. You pay nothing.

In exchange, we record… pic.twitter.com/oBrCXcEz5G

— shift (@joinshiftX) May 28, 2026

Para a empresa, quanto mais desafiador, melhor. A startup afirma que “ambientes de limpeza mais difíceis podem ser especialmente úteis” para o aprendizado do sistema. Os prestadores, no entanto, podem recusar tarefas em que não se sintam confortáveis.

Para o cliente, o possível desconforto talvez seja a privacidade. Afinal, como toda coleta de dados dentro de espaços privados, a proposta levanta dúvidas sobre a exposição. De acordo com o The Verge, a Shift afirma que informações sensíveis como rostos, nomes e dados visíveis em telas de computador ou documentos de identidade são borradas antes que as gravações sejam processadas pelos sistemas de IA.

Mercado em alta deve se aproveitar dos dados

Robô doméstico da LG, de cor branca, posicionado atrás de uma bancada em uma lavanderia. O robô tem braços articulados com mãos pretas, segurando uma toalha cinza dobrada. No peito, há o logotipo "LG". Sua cabeça é um visor oval preto exibindo olhos digitais em formato de semicírculos brancos. Ao fundo, aparecem duas máquinas de lavar frontais e uma luminária de design moderno à direita. Uma pilha de toalhas cinzas está sobre a bancada à esquerda.
CLOiD foi criado seguindo a filosofia Zero Labor da LG (imagem: divulgação)

Os dados levantados pela empresa devem ser bastante valiosos dentro da corrida por robôs humanoides, atualmente dominada pela China, que já possui mais de 150 companhias no segmento.

Enquanto os produtos começam a aparecer em linhas de produção e outras tarefas repetitivas, as linhas domésticas ainda precisam evoluir para lidar com tarefas físicas em ambientes imprevisíveis. Para isso, empresas do setor usam vídeos reais para treinar as máquinas.

A CES 2026, realizada em janeiro, apresentou algumas soluções interessantes que podem chegar ao mercado. Entre eles, o CLOiD, da LG, que apresenta braços, mãos e dedos articulados.

Shift quer expandir modelo

Por enquanto, a faxina gratuita é uma ação por tempo limitado em Nova York, mas deve ser expandida para São Francisco, Londres, Zurique e Munique, segundo o CEO.

A limpeza também parece ser apenas o começo. A Shift diz que já remunera dezenas de milhares de pessoas em 15 países para registrarem suas rotinas por meio de um aplicativo móvel.

No vídeo promocional, a empresa revela que a ideia é aplicar o mesmo modelo de coleta de dados a outras atividades manuais, como culinária, encanamento e construção civil.

Startup de IA dá faxina grátis em troca dos seus dados

Editores da Wikipédia ameaçam greve inédita após demissões na fundação

29 de Maio de 2026, 16:05
Globo em formato de quebra-cabeça com símbolos de gênero e escrita chinesa, usado na matéria sobre a crise na Wikipédia
Colaboradores da Wikipédia acusam fundação de perseguição (imagem: Kristina Alexanderson/Flickr)
Resumo
  • Wikimedia Foundation demitiu a equipe Community Tech, grupo responsável por desenvolver ferramentas usadas pelos editores da Wikipédia.
  • A equipe era formada por cinco engenheiros e um gerente remunerados e desenvolvia recursos como detectores de plágio e modo escuro.
  • Em resposta, mais de 700 colaboradores voluntários da Wikipédia em inglês ameaçam paralisar atividades em protesto contra as demissões.

Mais de 700 colaboradores voluntários da Wikipédia em inglês ameaçam paralisar atividades após a demissão da equipe Community Tech, grupo da Wikimedia Foundation responsável por desenvolver ferramentas usadas diariamente pelos editores.

O estopim veio na semana passada, no dia 20/05, quando a fundação anunciou o desmantelamento da equipe, formada por cinco engenheiros e um gerente remunerados. A Community Tech desenvolvia recursos como detectores de plágio, ferramentas de gráficos e o modo escuro da página, mas também funcionava como uma equipe de apoio.

Segundo o The Verge, a Wikimedia aponta que a concentração dessas demandas em um setor gerava atrasos e, a partir de agora, as solicitações devem ser distribuídas entre diferentes equipes.

Em uma discussão na plataforma, o cofundador Jimmy Wales contestou a eficiência da equipe, dizendo que havia “correções técnicas que a comunidade vinha solicitando há anos” e que não foram resolvidas sob a estrutura anterior.

Para os editores, porém, mesmo com uma proposta de reestruturação, não faz sentido a demissão de engenheiros experientes e com grande entendimento da plataforma. A ameaça de greve surge no ano em que a Wikipédia celebra seus 25 anos.

Editores tentam criar sindicato

A crise também envolve acusações de perseguição sindical. Parte da comunidade afirma que os cortes atingiram funcionários que tentavam organizar um sindicato interno, o Wiki Workers United (WWU).

Em resposta ao The Verge, a chefe de gabinete da fundação, Nadee Gunasena, negou que a reestruturação tenha sido motivada pela movimentação dos membros.

Segundo ela, as mudanças foram baseadas em auditorias e avaliações internas iniciadas em setembro de 2025. Um comentário na discussão com Wales, entretanto, aponta que ex-membros da fundação descrevem uma cultura de desencorajamento a críticas a decisões da liderança.

De acordo com o site, a editora veterana Hannah Clover, ex-vencedora do prêmio Wikimediana do Ano, criticou a tentativa de apresentar a medida como uma resposta às demandas dos usuários. “Se não é sobre dinheiro e não é sobre o sindicato, por que vocês não estão recuando imediatamente?”, questionou.

Como seria uma greve na Wikipédia?

Membros pretendem paralisar trabalhos e afetar fundação economicamente (imagem: reprodução)

Mesmo com colaboradores que, em maioria, não são pagos, os editores discutem formas de pressionar a fundação usando a própria estrutura da plataforma. A petição para uma greve foi criada pela editora voluntária Tamzin Hadasa Kelly, e os signatários somam dezenas de milhares de verbetes criados na enciclopédia.

A proposta de paralisação inclui:

  • Bloqueio financeiro: editores discutem usar privilégios técnicos para ocultar os banners de doação da Wikimedia Fundation exibidos no topo do site;
  • Paralisação, de fato: a orientação seria interromper a criação e atualização de artigos, mantendo apenas ações emergenciais, como remoção de doxxing, assédio ou difamações contra pessoas vivas.

Se a paralisação avançar, tarefas básicas de manutenção podem ser prejudicadas. Correções de erros, remoção de spam, combate a vandalismo e atualização de links quebrados dependem diretamente da atuação constante de editores voluntários.

O impacto também pode ser sentido por ferramentas de inteligência artificial que se alimentam da Wikipédia, como o ChatGPT e os Resumos de IA do Google, segundo a editora Femke Nijsse.

Editores da Wikipédia ameaçam greve inédita após demissões na fundação

Wikipédia (imagem: Kristina Alexanderson/Flickr)

95% dos usuários abandonam apps de vez após cancelarem assinatura

29 de Maio de 2026, 11:00
Imagem mostra a tela de cancelar assinatura da Google Play Store
Usuários que cancelam assinatura costumam nunca mais voltar (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • 95% dos usuários não retornam após cancelar uma assinatura anual de aplicativo, segundo levantamento da plataforma RevenueCat.
  • O estudo analisou mais de 115 mil aplicativos e concluiu que a maioria das desistências ocorre logo no início.
  • De acordo com o levantamento, 55,4% dos usuários cancelam assinaturas de teste no primeiro dia e dificilmente retornam.

A maioria das pessoas que cancelam uma assinatura anual de um aplicativo não volta a assinar o serviço dentro de um ano, segundo o relatório global State of Subscription Apps 2026, da plataforma RevenueCat. E é maioria mesmo: estamos falando de 95% dos consumidores.

Na América Latina, o comportamento é praticamente igual ao da média global. A taxa de reativação de assinaturas anuais na região é de 4,9%. Mas quando se trata de assinaturas mensais, os usuários ainda parecem deixar uma janela maior para reconquista, com 19,8% dos ex-assinantes renovando o vínculo com o serviço dentro de um ano.

O levantamento analisou métricas de mais de 115 mil aplicativos, que juntos movimentam mais de US$ 16 bilhões (R$ 80,7 bilhões) em receita. A variação entre regiões é pequena, e mostra que as empresas estão perdendo a base de usuários pagantes muito rápido.

Segundo o relatório, isso é resultado de um mercado cada vez mais disputado. Desde 2022, o volume mensal de lançamentos de aplicativos cresceu sete vezes, reduzindo o tempo que uma empresa tem para convencer o usuário de que vale a pena continuar pagando.

Desistência começa no teste grátis

O relatório também mostra que muitos usuários desistem antes mesmo de se tornarem assinantes pagantes. Se você costuma iniciar assinaturas para aproveitar os dias gratuitos e cancela mesmo antes de terminar o prazo, não está sozinho: mais da metade faz isso logo no primeiro dia.

Gráfico mostra a distribuição dos cancelamentos de testes gratuitos por dia, indicando que a maior parte ocorre no primeiro dia, especialmente em testes de 3 dias.
Maioria das desistências ocorre no período de testes grátis (imagem: reprodução/RevenueCat)

Nos testes de 3 dias, 55,4% das desistências ocorrem no chamado “Dia 0”. Em testes de 7 dias, a taxa cai para 39,8%, e para 35,7% em prazos de duas semanas. Em testes mais longos, como os experimentos de 30 dias, os cancelamentos no começo chegam a 31,1%.

Mesmo quando o usuário já pagou por um plano anual, o primeiro mês continua sendo decisivo. Segundo o relatório, os primeiros 30 dias concentram 35% de todos os cancelamentos de assinaturas anuais.

O comportamento varia conforme a categoria do app. No segmento de compras, cerca de metade das desistências ocorre no primeiro mês. Já em educação, a retenção é maior: apenas 30% das saídas no mesmo período.

Gráfico compara a taxa de reativação em até um ano por categoria de aplicativo e tipo de plano, com destaque para planos mensais em produtividade, foto e vídeo e mídia e entretenimento.
Apps de produtividade têm a maior taxa de retorno de assinantes (imagem: reprodução/RevenueCat)

Quem fica tende a renovar

Mas quem paga o plano anual tende a continuar pagando. A taxa de renovação desses contratos chega a 83,4% na média global, muito superior ao número dos planos semanais (18,7%) e dos planos mensais (39,2%).

A fidelidade cresce ainda mais com o tempo. Segundo a RevenueCat, a taxa mediana de renovação fica entre 23% e 40% no primeiro ano, mas pode chegar a 70% quando o usuário atinge o terceiro ano de permanência.

Cancelamento costuma ser ponto sem retorno

De acordo com o relatório, os resultados são um sinal de que as empresas devem deixar de tratar a reativação como principal estratégia para assinantes anuais. Como esse usuário raramente volta após cancelar, o foco deve estar na prevenção, ou seja, evitar o rompimento da assinatura.

A RevenueCat cita alternativas que preservem o vínculo do usuário com o serviço e os dados de pagamento, como permitir que ele pause temporariamente o plano.

95% dos usuários abandonam apps de vez após cancelarem assinatura

(imagem: reprodução/RevenueCat)

(imagem: reprodução/RevenueCat)

IAs do Google e X confundem pesquisas com comandos de chat

28 de Maio de 2026, 16:05
Foto de um celular com o aplicativo do Google aberto. Na pesquisa, a palavra "desconsidere'
IAs desviam de função ao processarem textos simples (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Resumo
  • Ferramentas de IA do Google e do X passaram a agir como chatbots em situações inesperadas.
  • A falha faz os sistemas interpretarem pesquisas e trechos de texto como comandos enviados pelo usuário.
  • O problema aparece justamente em funções que deveriam apenas resumir buscas ou traduzir conteúdos, sem responder às instruções no texto.

IAs de grandes plataformas estão se confundindo e fugindo de suas funções originais. Nas últimas semanas, ferramentas integradas ao Google e ao X passaram a responder como chatbots comuns em diversas situações, mesmo quando deveriam apenas resumir resultados ou traduzir publicações.

O problema repercutiu após usuários notarem esse comportamento nos Resumos de IA na busca do Google. Em alguns casos, o Gemini parece confundir o texto que deveria processar com uma ordem do usuário.

Algo semelhante ocorre também com o Grok, na plataforma de Elon Musk, que passou a traduzir posts nativamente em abril. Nas ocasiões, as ferramentas abandonam a função original e passam a “conversar” com o usuário.

Google confunde buscas com comandos

Quem costuma pesquisar palavras soltas no Google sabe que o buscador normalmente exibe uma explicação sobre o significado do termo, com base em dicionários online. Mas em ocasiões nas quais a palavra tem tom imperativo, a plataforma começou a interpretá-la como um comando.

A falha começou a viralizar entre usuários de língua inglesa, que perceberam que a busca por termos como “disregard” (desconsiderar, em português) fazia o Google responder como um assistente. “Entendi. Se precisar de alguma coisa ou tiver uma nova pergunta, me diga!”, respondia a IA.

oh my fucking god bruh https://t.co/kKZ8ssNk4W pic.twitter.com/immlATUDio

— aria 🍓 (@ariadotwav) May 22, 2026

Depois, outros usuários identificaram o mesmo comportamento em palavras como “ignore” ou “skip”, inclusive quando feitas em português. Por aqui, outros comandos como “lembrar” ou “esquecer” também faziam o buscador se atrapalhar.

Google tenta esconder o problema

Após a repercussão, o Google reconheceu o problema e disse estar trabalhando em uma correção. O The Verge observou que a plataforma removeu os resumos de IA para a busca pelo termo viralizado, “disregard”, voltando a exibir o painel clássico com a definição da palavra. A pesquisa pelo termo em português, no entanto, segue errada, o que indica que a falha continua.

captura de tela do Google respondendo um comando
Google interpreta palavra como um comando (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

O problema nos Resumos de IA reforça uma crítica da base de usuários quanto a falta de confiabilidade nos resultados da pesquisa. E não é só na interpretação da busca: um levantamento encomendado pelo The New York Times observou que a ferramenta falha em cerca de um a cada dez resultados — dezenas de milhões de erros por hora.

Os erros da plataforma e a aplicação forçada de IA na busca já começou a afastar alguns usuários. Nessa onda, o buscador DuckDuckGo apresentou um crescimento de cerca de 30%.

Tradução do X responde a perguntas

Ilustração com o logo do Grok, IA generativa do X/Twitter
Grok estaria respondendo perguntas ao traduzi-las (ilustração: Vitor Padua/Tecnoblog)

Algo parecido vem acontecendo na rede social X. A ferramenta de tradução da rede social, alimentada pelo Grok, pode processar uma pergunta como um comando e trazer uma resposta ao questionamento. Nesse caso, o Grok até faz o serviço original, respondendo com o texto no idioma do usuário.

O problema já ocorreu anteriormente no Google Tradutor, que também recebeu integração com o Gemini. Na ocasião, textos entre colchetes com instruções faziam o sistema abandonar a tradução e obedecer ao comando embutido.

Esse tipo de falha é conhecido como prompt injection, ou injeção de prompt. Ele ocorre pelo modelo de linguagem não conseguir separar corretametne o que é conteúdo e o que é comando. Apesar de, nesses casos, ocorrer de forma involuntária, é uma prática que vem se tornando comum por cibercriminosos e outros indivíduos que tentam burlar o processamento de uma IA.

IAs do Google e X confundem pesquisas com comandos de chat

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

(Imagem: Vitor Padua/Tecnoblog)

MediaTek revela chip Dimensity 8550 para levar IA local a celulares mais baratos

28 de Maio de 2026, 15:12
Chip MediaTek com identificação “MEDIATEK” em destaque (imagem de divulgação)
MediaTek domina o mercado latino-americano (imagem: divulgação/MediaTek)
Resumo
  • MediaTek lançou o chip Dimensity 8550, atualização do Dimensity 8500 que visa o mercado de smartphones intermediários.
  • A novidade é que o chip adiciona o LLM Booster à NPU 880, permitindo suporte ao Gemini Nano V3, modelo de linguagem do Google para Android.
  • O Honor 600 Pro deve ser o primeiro celular a utilizar o novo chip.

A MediaTek começou a abrir mais caminhos para que recursos de inteligência artificial rodem localmente em smartphones mais baratos. A empresa anunciou ontem (27/05) o chip Dimensity 8550, que se trata, essencialmente, de uma atualização do Dimensity 8500, lançado no início do ano e já usado em linhas como Motorola Edge 70 e Poco X8 Pro.

A diferença está na adição do LLM Booster à NPU 880. Essa mudança permite dar suporte ao Gemini Nano V3, modelo de linguagem do Google feito para rodar localmente no Android. Não à toa, esse é um dos requisitos mínimos para que o Gemini Intelligence, anunciado neste mês, funcione nos celulares junto a pelo menos 12 GB de RAM.

Como lembra o GSMAerna, até agora, a maior parte dos aparelhos compatíveis é equipada com chips topo de linha, como Snapdragon 8 Elite Gen 5, MediaTek Dimensity 9500 e o Tensor G5, do Google.

O suporte a um chip intermediário premium pode ser uma boa notícia para o Brasil, já que a MediaTek se consolidou por aqui nos últimos anos. Em 2025, a fabricante atingiu 49,2% de participação no país e passou a liderar o mercado latino-americano, segundo levantamento do IDC.

Especificações técnicas

Como atualização do Dimensity 8500, o Dimensity 8550 continua sendo fabricado no processo de 4 nanômetros da TSMC. A GPU permanece sendo a Mali-G70 MC8 e a CPU mantém a configuração de oito núcleos baseada no Cortex-A725, dividida da seguinte forma:

  • 1 núcleo Cortex-A725 de até 3,4 GHz, com 1 MB de cache L2
  • 3 núcleos Cortex-A725 de até 3,2 GHz, com 512 KB de cache L2 cada
  • 4 núcleos Cortex-A725 de até 2,2 GHz, com 256 KB de cache L2 cada

O chip é compatível com memória LPDDR5X de até 9.600 Mbps e armazenamento UFS 4, e tem suporte a telas de resolução 1440p+ com taxa de atualização de até 144 Hz. Para vídeo, há codificação em 4K e 60 fps e decodificação compatível com o codec AV1. Em conectividade, inclui modem 5G, Wi-Fi 6E e Bluetooth 5.4.

Honor deve estrear o novo chip

Mockup de especificações técnicas do Honor 600
Honor 600 Pro deve estrear novo chip (imagem: reprodução/Honor)

O primeiro celular anunciado com o Dimensity 8550 é o Honor 600 Pro, linha que já pisou oficialmente no Brasil com o Honor 600 Lite. A versão mais poderosa, no entanto, ainda não tem previsão de lançamento por aqui.

A expectativa é que outras fabricantes adotem o processador nos próximos meses em modelos intermediários premium.

MediaTek revela chip Dimensity 8550 para levar IA local a celulares mais baratos

(imagem: reprodução/Honor)

Esta telinha extra vem da China e te ajuda a tirar fotos melhores

28 de Maio de 2026, 08:17
Montagem de uma mulher em um parque utilizando um Oppo Bubble na traseira de um smartphone. Ela tira uma selfie
Oppo Bubble permite tirar selfies com a câmera traseira (imagem: divulgação/Oppo)
Resumo
  • A Oppo lançou o acessório Oppo Bubble, uma pequena tela auxiliar que facilita tirar selfies com a câmera principal do celular.
  • O dispositivo foi homologado na Anatel e pode ser vendido no Brasil.
  • Ele funciona como um visor remoto e tem um botão físico para disparar a câmera.

A Oppo tem um novo acessório para quem já não se satisfaz com a qualidade da câmera frontal do celular: o Oppo Bubble, uma pequena tela que fica presa à traseira do smartphone e permite tirar selfies usando o conjunto principal de câmeras.

O Bubble funciona como um visor remoto, com design muito similar a uma solução do ano passado para iPhone 17 Pro. Ele conta com um botão físico que dispara a câmera remotamente, troca entre lentes e permite alternar entre vários modos de foto e vídeo.

O pequeno aparelho é vendido na China por 499 iunaes, o que dá R$ 380 em conversão direta. Você compraria? O Tecnoblog apurou que o Oppo Bubble já está homologado na Anatel. Estamos em contato com a Oppo para saber mais sobre preço e data de lançamento.

Certificado de homologação do Oppo Bubble pela Anatel
Certificação do Oppo Bubble (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Na mesma ocasião, a empresa também certificou o ring light portátil Oppo MagFlash. É possível que os apetrechos sejam lançados com a linha Oppo Reno 16. Como noticiamos em primeira mão, a agência certificou um modelo que ainda não foi anunciado oficialmente lá fora.

Como o Oppo Bubble funciona

Imagem de um Oppo bubble cinza com um gatinho roxo
Oppo Bubble (imagem: reprodução/Oppo)

Apesar da popularização da câmera de selfie na década passada, você, assim como eu, deve ter reparado uma tendência entre os jovens de virar o celular e tirar selfies com os sensores principais. Com o Oppo Bubble, esse público pode tirar uma boa foto ou gravar um vídeo e ver a prévia em tempo real, assim como nas telas secundárias do Motorola Razr ou do Xiaomi 17 Pro.

A vantagem é que o Bubble também funciona a distância. O usuário pode carregar a telinha por até 10 metros e continuar vendo o que a câmera está captando.

O apetrecho inclui até um bichinho de estimação virtual que pode aparecer na interface e receber interações por toque. Suporta, também, carrosséis customizados, live photos e até vídeos curtos como papéis de parede.

Tela AMOLED e compatibilidade limitada

O Oppo Bubble é um aparelho bem completo para uma telinha auxiliar com cerca de 27 gramas. Ele usa um painel AMOLED sensível ao toque de 1,73 polegada, com resolução de 466 x 466 pixels e um brilho máximo no limite da boa visibilidade em ambientes externos: 600 nits.

Por dentro, traz o chip BES 2800, da chinesa Bestecnich, 4 GB de armazenamento interno, Bluetooth 5.2 e Wi-Fi. A bateria pode chegar a 23 horas em uso básico, segundo a marca.

A compatibilidade, no entanto, é limitada: ele só se conecta a alguns modelos da Oppo, como as linhas Reno 14, 15 e 16, e as famílias Find X8 e Find X9. Como nota o The Verge, nenhum celular da marca tem imãs na construção, por isso é necessário usar capinhas para fixação.

Oppo MagFlash também mira fotos e vídeos

Oppo MagFlash, um ring light portátil com iluminação para iluminar fotos e vídeos no celular
Oppo MagFlash (imagem: reprodução/Oppo)

Outro acessório homologado pela Anatel é o Oppo MagFlash, registrado sob o código 03243-26-14862. O corpo é parecido com o do Bubble, mas a proposta é ser um mini ring light para iluminar os registros. Ele tem uma compatibilidade mais ampla, funcionando também com dispositivos da Apple.

A iluminação varia de 200 lux a 2.200 lux, dependendo do modo escolhido. O acessório oferece luz quente, fria e mista, e o brilho pode ser ajustado manualmente em oito níveis.

Esta telinha extra vem da China e te ajuda a tirar fotos melhores

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Bubble e MagFlash são acessórios magnéticos que devem auxiliar fotógrafos e já podem ser vendidos no Brasil. Não há data oficial de lançamento por aqui.

(imagem: divulgação/Oppo)

Certificação do Oppo Bubble (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Huawei anuncia arquitetura de chips que desafia a Lei de Moore

25 de Maio de 2026, 12:28
Huawei na Mobile World Congress (imagem: Karlis Dambrans/Flickr)
Huawei revela linha Kirin com novo processo de fabricação (imagem: Karlis Dambrans/Flickr)
Resumo
  • Huawei anunciou uma arquitetura para chips Kirin que visa melhorar o desempenho sem depender da redução do tamanho dos transistores.
  • O novo processo, chamado Tau Scaling Law, busca melhorar o rendimento através do empilhamento de camadas de circuitos.
  • A fabricante planeja atingir uma densidade de transistores equivalente ao processo de 1,4 nanômetro até 2031.

A Huawei anunciou, durante um simpósio de semicondutores em Xangai, uma estratégia para desafiar a Lei de Moore no desenvolvimento de chips: um novo processo de fabricação chamado Tau Scaling Law (Lei de Expansão Tau, em tradução livre), que busca melhorar o desempenho sem depender apenas da redução do tamanho dos transistores.

Segundo a Reuters, os próximos chips Kirin para smartphones, previstos para estrear ainda este ano, serão os primeiros a adotar uma arquitetura baseada nesse princípio. Chamada LogicFolding, a tecnologia promete encurtar a fiação interna dos chips e melhorar consideravelmente o desempenho.

A meta é que até 2031, mesmo sem acesso às máquinas de litografia avançadas — restringidas por embargos dos EUA —, a empresa atinja uma densidade de transistores equivalente ao processo de 1,4 nanômetro.

A busca por alternativas de engenharia pela Huawei começou após 2019, quando recebeu sanções que limitaram o acesso a softwares e fornecedores internacionais. Fãs da marca percebem o impacto, de cara, pela ausência de softwares estadunidenses nos dispositivos, como os serviços do Google no Android.

Para o hardware, entretanto, a empresa também não tem acesso aos sistemas de fotolitografia da ASML, que fornece seus produtos à gigantes como Intel e TSMC. A taiwanesa já prevê produzir chips de 1,4 nm em massa até 2028, enquanto a China tem capacidade de produção em processos de até 7 nm.

Alternativa à Lei de Moore

Processador Intel: chips e conectores em um semicondutor mostrado em close
Processador Intel visto de perto (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A nova arquitetura aposta em um princípio paralelo à chamada Lei de Moore, batizado de Lei de Expansão Tau. De acordo com o portal TechSpot, a abordagem envolve o empilhamento de múltiplas camadas de circuitos em um único chip, encurtando as conexões internas para ganhar desempenho.

O objetivo é o mesmo do processo de miniaturização popularizado pela Intel, que reduz o tempo de circulação de energia através de transistores menores e em maior densidade.

No entanto, segundo a Reuters, o presidente da divisão de semicondutores da empresa, He Tingbo, assumiu que ainda há desafios relacionados a superaquecimento e à necessidade de novas ferramentas para o padrão Tau.

Tecnologia deve chegar a chips de IA

Ainda assim, Tingbo defendeu o avanço da companhia e afirma que foram encontradas “soluções muito boas”, sem entrar em detalhes. “Posso dizer com confiança que nos próximos 10 anos nossas soluções para computação móvel e computação de IA serão competitivas”, garantiu.

Falando em IA, a empresa planeja estender a arquitetura para a linha Ascend — voltada para IA e usada, inclusive, no modelo V4 do DeepSeek, lançado no mês passado — e para servidores de data centers até 2030.

O avanço comercial da Huawei também foi reconhecido pela própria Nvidia. Em declarações recentes, o CEO Jensen Huang afirmou que a empresa havia “amplamente concedido” o mercado chinês de chips de IA à Huawei por causa das restrições impostas por Washington.

Huawei anuncia arquitetura de chips que desafia a Lei de Moore

Huawei na Mobile World Congress (imagem: Karlis Dambrans/Flickr)

Processador Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Spotify terá podcasts pessoais gerados por IA e novo app

22 de Maio de 2026, 16:47
Demonstração do Personal Podcasts. Em um celular com o Spotify aberto na tela de reprodução de áudio
Personal Podcasts chegam ao Spotify (imagem: reprodução/Spotify)
Resumo
  • Spotify anunciou os Personal Podcasts, recurso que cria episódios privados sob demanda com uso de inteligência artificial.
  • Usuários podem descrever o tipo de conteúdo que querem ouvir e receber o conteúdo gerado por IA, como resumos do dia e manchetes de tecnologia.
  • Um novo aplicativo experimental chamado Studio também será lançado com capacidades de agente de IA.

Dando sequência a uma série de novidades anunciadas para a plataforma durante o Dia do Investidor ontem (21/05), evento em que o Tecnoblog esteve presente, o Spotify apresentou detalhes das ferramentas de inteligência artificial que devem ser integradas à experiência no app.

Entre elas, estão os Personal Podcasts, recurso que cria episódios privados sob demanda, e o Studio by Spotify Labs.

As novidades seguem uma tendência identificada pela empresa em que usuários usam LLMs para criar guias diários em áudio. No começo do mês, a plataforma anunciou a possibilidade de salvar esses áudios na biblioteca e, agora, começa a integrar a funcionalidade ao sistema.

O que são os Personal Podcasts?

Os Personal Podcasts seguem a mesma lógica das playlists criadas através de prompts, que a plataforma começou a testar anteriormente. Ou seja, usuário descreve o tipo de conteúdo que quer ouvir e recebe o conteúdo gerado por IA.

A proposta é permitir a criação de conteúdos que possam ser úteis individualmente, como resumos do dia com compromissos e tarefas. De acordo com o Android Authority, esses áudios são privados.

Em uma demonstração, a empresa mostrou um pedido com previsão do tempo local, manchetes de tecnologia e agenda de shows alinhada ao gosto musical do usuário.

imagem mostra prompt em uma tela no spotify
Geração de áudio seguirá modelo das playlists geradas por IA (imagem: reprodução/Spotify)

Para refinar a geração, o Spotify também permitirá o envio de documentos em PDF, a escolha da voz do narrador e a definição da frequência de atualização do conteúdo.

Assinantes Premium nos Estados Unidos começam a receber o recurso no mês que vem. A geração dos episódios usará uma cota mensal de créditos, sistema que a plataforma ainda não detalhou.

Como reforçado durante o evento de ontem, a empresa não utilizará modelos próprios de IA. Usuários já podem integrar assistentes como OpenClaw, Claude Code e OpenAI Codex gerar e salvar podcasts privados diretamente na biblioteca do Spotify.

App para desktop com agente

Imagem mostra o envio de um prompt solicitando um áudio com informações do dia
Studio deve ter grande acesso às informações pessoais (imagem: reprodução/Spotify)

A novidade acompanha um novo aplicativo experimental chamado Studio, que terá capacidades de agente de IA para criar experiências mais personalizadas.

O software será capaz de cruzar o perfil de gosto do usuário com informações extraídas do uso cotidiano do próprio PC, incluindo calendário, e-mails, favoritos de navegação e blocos de notas. Além disso, poderá navegar pela web e responder a comandos de forma conversacional.

O Spotify lançará uma prévia do Studio nas próximas semanas.

Spotify terá podcasts pessoais gerados por IA e novo app

(imagem: reprodução/Spotify)

(imagem: reprodução/Spotify)

(imagem: reprodução/Spotify)

Steve Wozniak passa ileso e até recebe aplausos ao falar de IA

22 de Maio de 2026, 16:06
Steve Wozniak (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)
Steve Wozniak recebe aplausos em formatura (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)
Resumo
  • Steve Wozniak, cofundador da Apple, discursou na formatura da Grand Valley State University, nos Estados Unidos, elogiando a “inteligência real” dos formandos, em vez de focar nas ameaças da inteligência artificial.
  • O discurso foi bem recebido pelos formandos, que aplaudiram suas palavras, diferentemente do que ocorreu com o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, que sofreu vaias ao mencionar a IA.

O lendário cofundador da Apple, Steve Wozniak, conseguiu falar sobre inteligência artificial sem desaprovação dos formandos. Enquanto outros executivos, como o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, sofreram vaias ao incluir a tecnologia no discurso, o engenheiro recebeu aplausos por reconhecer a capacidade dos ex-alunos em um mercado cada vez mais desafiador.

Para muitos recém-formados dos Estados Unidos, a IA já é uma concorrente que interfere nas oportunidades de entrada no mercado de trabalho. As maiores empresas do mundo já avaliam substituir a força de trabalho pela tecnologia, com funções automatizadas ou vagas cortadas para direcionar o dinheiro ao desenvolvimento de IA.

Nesse momento sensível, em vez de concentrar o discurso nas ameaças da automação, Wozniak, que discursou na Grand Valley State University, no estado do Michigan, comentou a ansiedade em torno da IA.

Inteligência “real”

Durante o discurso, Wozniak disse que os formandos têm a “inteligência real”, ou Actual Intelligence, um trocadilho com a sigla AI. A frase arrancou risos e aplausos da plateia.

Na sequência, o cofundador da Apple explicou como enxerga a tentativa de reproduzir capacidades humanas pelos algoritmos:

“Levaria muito tempo para me aprofundar no que penso sobre a IA, mas estamos tentando criar um cérebro. Existe uma maneira de duplicarmos uma rotina um trilhão de vezes e fazê-la funcionar como um cérebro? A IA é uma dessas tentativas.”

– Steve Wozniak

Apple co-founder Steve Wozniak received applause rather than boos from graduates at a commencement speech for telling them that they have “AI, Actual Intelligence.”

During the Grand Valley State University Commencement Ceremony, Wozniak emphasized to graduates the value of… pic.twitter.com/2bzYLHrMBz

— Eyewitness News (@ABC7NY) May 22, 2026

Em março, Wozniak já havia dito que ainda não entendemos direito como o cérebro funciona “para chegar ao ponto de substituir o ser humano”. Ele criticou o estilo de comunicação das IAs, mas reconheceu que a tecnologia deve evoluir ao ponto de reproduzir aspectos da nossa existência.

No encerramento, Wozniak pediu que os formandos não seguissem caminhos prontos apenas por segurança. “Pensem: existe algo que eu possa fazer um pouco diferente?”, aconselhou.

Sem vaias desta vez

A recepção positiva deste discurso vai contra a onda de desaprovação à IA. No caso mais emblemático e recente, Schmidt mencionou os espaços em que a presença da tecnologia já avança, incluindo trabalho e vida pessoal.

Desde o ano passado, gigantes como Amazon, Microsoft, Intel e Meta anunciaram cortes que atingiram milhares de postos de trabalho. Além de empregos formais, as ferramentas e serviços “facilitados” pela tecnologia vêm impactando freelancers de áreas criativas, que declaram perda de clientes e maior pressão por resultados rápidos.

Steve Wozniak passa ileso e até recebe aplausos ao falar de IA

Steve Wozniak (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)

Meta revela app com cara de Reddit para comunidades do Facebook

22 de Maio de 2026, 14:51
Uma mão segura um smartphone que exibe a tela de login do Facebook, com ícones como "curtir", o logo "f" e mãos erguidas. O dedo indicador toca a tela. O fundo é um padrão geométrico azul e branco, e no canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Novo aplicativo da Meta separa grupos do aplicativo do Facebook (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta lançou o Forum, um aplicativo com cara de Reddit para os Grupos do Facebook.
  • O app permite que usuários publiquem conteúdo usando um apelido e prioriza discussões internas dos grupos, com uma interface própria.
  • O Forum está disponível apenas na App Store do iPhone.

Nas sombras do tão falado Instants, novidade da Meta vinculada ao Instagram, a empresa discretamente disponibilizou o Forum: um novo app voltado para os grupos do Facebook. A proposta é reorganizar as comunidades da rede social, com discussões em tópicos, uso de apelidos e recursos de IA para acompanhar conversas.

Segundo o TechCrunch, para usar o app, é preciso fazer login com uma conta do Facebook. A partir daí, o Forum carrega os grupos, o perfil e o histórico de atividade do usuário. Por enquanto, o aplicativo aparece apenas na App Store do iPhone.

Como de costume nas novidades da companhia de Mark Zuckerberg, o aplicativo tenta ser uma opção para outro player no mercado. Desta vez, parece criar algo semelhante, como diz o nome, aos fóruns como o Reddit.

Inclusive, o recurso repete o apelo por privacidade da rede rival, permitindo que usuários publiquem conteúdo usando um apelido — algo que também é possível no próprio Facebook, atualmente.

Apesar do novo aplicativo separado, os grupos continuam existindo normalmente dentro da rede original. Segundo a Meta, tudo o que for publicado pelo Forum também permanece visível para os membros na rede social principal.

A tentativa de transformar os grupos em um app próprio não é nova. Em 2014, a Meta lançou o Grupos do Facebook, um app separado para facilitar o compartilhamento de publicações nas comunidades da rede social. O projeto, no entanto, foi descontinuado em 2017.

Como funciona o Forum?

capturas de tela do aplicativo Forum
Novo app reúne publicações em grupos em formato de fórum (imagem: reprodução)

A ideia do Forum é concentrar discussões dos grupos em uma interface própria. Na descrição oficial do aplicativo, a Meta apresenta o app como um “espaço dedicado construído para discussões mais profundas, respondas reais e comunidades com as quais você se importa”.

O aplicativo prioriza discussões internas dos grupos e tenta facilitar o retorno a tópicos que o usuário já estava acompanhando.

Inteligência artificial para resumir discussões

O que também não é novidade é a IA: o app recebeu recursos como a aba Ask, que permite fazer perguntas à IA sobre temas discutidos nos grupos.

Segundo a empresa, o o sistema pode varrer conversas em múltiplas comunidades e gerar uma resposta consolidada. A ideia é ajudar o usuário a encontrar informações sem precisar acompanhar manualmente todos os comentários de diferentes tópicos.

O Forum também traz um assistente voltado para moderadores. A ferramenta foi pensada para auxiliar administradores na gestão das comunidades e na moderação do conteúdo publicado pelos membros.

Meta revela app com cara de Reddit para comunidades do Facebook

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução)

Google, Meta e TikTok falham no combate a golpes, diz organização europeia

22 de Maio de 2026, 12:15
Big techs deverão mostrar se combate a golpistas é efetivo em seus ecossistemas
Big techs defendem os sistemas de moderação atuais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Organização Europeia do Consumidor (BEUC) denunciou Google, Meta e TikTok à Comissão Europeia.
  • Entidade alega que big techs falham no combate a anúncios de golpes financeiros.
  • Dados da organização revelam que apenas 27% dos anúncios suspeitos reportados foram removidos nessas redes.

A Organização Europeia do Consumidor (BEUC) denunciou Google, Meta e TikTok à Comissão Europeia por falhas no combate a anúncios de golpes financeiros. A queixa foi apresentada em conjunto com 29 entidades parceiras de 27 países e se baseia na Lei de Serviços Digitais (DSA), que impõe obrigações de moderação a grandes plataformas online.

Entre dezembro do ano passado e março deste ano, as entidades monitoraram e reportaram 893 anúncios suspeitos (503 na Meta, 360 no TikTok e 30 no Google). Segundo a coalização, as plataformas removeram apenas 27% desse total, e ignoraram ou rejeitaram outros 52% dos alertas.

O próprio relatório, no entanto, reconhece que o levantamento se limitou às ferramentas de anúncios das empresas. Ainda assim, a BEUC reforça que os números mostram como redes sociais e mecanismos de busca continuam sendo canais de distribuição de publicidade enganosa, mesmo após notificações formais.

“Meta, TikTok e Google não apenas falham em remover proativamente anúncios fraudulentos, mas também fazem pouco quando são notificados sobre tais golpes”, afirmou o diretor-geral da organização, Agustin Reyna.

União Europeia questionou empresas

Bandeiras da União Europeia
Problema está na mira da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

A nova denúncia se soma a uma ofensiva regulatória da própria União Europeia contra golpes digitais. Anteriormente, a Comissão Europeia já havia cobrado explicações de Apple, Google e Microsoft sobre os mecanismos de contenção a crimes financeiros nas plataformas.

Segundo dados oficiais da comissão, crimes online geram perdas superiores a 4 bilhões de euros (cerca de R$ 23 bilhões) por ano no continente.

Na denúncia, o grupo pede que a Comissão Europeia e os coordenadores nacionais da Lei de Serviços Digitais (DSA), regulamento que impõe obrigações de moderação a grandes plataformas online, abram — ou acelerem — as investigações.

As entidades também querem que as plataformas se adequem às regras da DSA, e pede à UE a aplicação de multas e penalidades pelo descumprimento. Além disso, a BEUC defende que terceiros interessados possam se manifestar quando as empresas propuserem mudanças.

Plataformas negam falhas

Brasileiros estão usando menos as redes sociais para ver notícias (Imagem: Jeremy Zero/ Unsplash)
Empresas alegam que sistemas atuais dão conta (imagem: Jeremy Zero/ Unsplash)

Assim como na requisição da União Europeia, as empresas contestaram as acusações e defenderam os sistemas atuais de moderação. Segundo a Reuters, o Google afirmou que a queixa “deturpa” a forma como a companhia combate golpes e disse bloquear mais de 99% dos anúncios que violam as políticas, antes mesmo que venham a público.

A Meta diz ter removido mais de 159 milhões de anúncios de golpes no último ano, sendo 92% deles identificados antes de denúncias. A empresa diz, ainda, que investe em “IA avançada, ferramentas e parcerias” para barrar esse tipo de conteúdo.

Já o TikTok afirmou que aplica sanções contra contas que violas as regras da plataforma. No entanto, argumentou que golpes financeiros são um desafio para toda a indústria, com criminosos mudando as táticas rapidamente para contornar sistemas de detecção.

Caso a Comissão Europeia decida abrir uma investigação e encontre violações à DSA, a legislação prevê multas de até 6% do faturamento anual global das companhias.

Google, Meta e TikTok falham no combate a golpes, diz organização europeia

Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

Brasileiros estão usando menos as redes sociais para ver notícias (Imagem: Jeremy Zero/ Unsplash)

Motorista é flagrado usando o Gemini para cobrar mais de passageiros

21 de Maio de 2026, 13:41
Marca do Gemini em cores claras, num fundo azul. Na parte superior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Motorista modificou fotos internas do carro para ganhar multa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Motorista de aplicativo usou a IA Gemini para editar imagem e cobrar passageiros por danos no banco traseiro.
  • O motorista alegava que as passageiras de 14 e 15 anos haviam deixado o banco traseiro sujo.
  • A dona do app baniu o motorista após descobrir a fraude.

A plataforma de transporte por aplicativo Lyft baniu um motorista após confirmar que o homem usava uma imagem gerada por IA para fazer cobranças extras. O caso ocorreu neste mês, nos Estados Unidos, depois que duas adolescentes pegaram uma corrida de volta da praia.

O passageiro Bert Gor descobriu o uso de ferramentas generativas após contestar uma cobrança de US$ 75 na plataforma (cerca de R$ 377). O motorista alegava que as passageiras, de 14 e 15 anos, haviam deixado o banco traseiro sujo.

Ele enviou fotos ao suporte mostrando bebidas derramadas, batatas fritas espalhadas e manchas no estofado do carro. A família descobriu a fraude após uma das adolescentes perceber a marca d’água do Gemini na imagem.

Marca d’água entregou a fraude

foto da parte interna de um carro com os bancos sujos, batatas e refrigerante espalhados
Motorista esqueceu marca d’água do Gemini no canto da foto editada (imagem: reprodução)

Em entrevistas à imprensa local, Gor conta que contestou a cobrança assim que viu a taxa extra na conta, já que as filhas negaram ter levado comida ou bebida no carro. Desconfiado, ele pediu à Lyft acesso às imagens enviadas pelo motorista.

Mas foi só ao mostrar as fotos para uma das filhas que o pai se atentou ao detalhe e voltou a acionar o suporte da plataforma.

Após a nova contestação, a Lyft revisou o caso, cancelou a taxa e reembolsou o valor cobrado. O motorista foi banido permanentemente da plataforma.

Em nota enviada à emissora de TV WESH, a empresa afirmou que leva disputas por danos a sério e analisa cada caso com base nas informações disponíveis.

IA vira ferramenta para golpes simples

Ao programa Good Morning America, da ABC News, Gor contou que postou sobre a situação em um grupo no Facebook e recebeu comentários de várias pessoas compartilhando experiências parecidas.

Com a popularização dos modelos de geração de imagem, vídeo e até voz por inteligência artificial, criminosos e pessoas mal-intencionadas também ganharam uma oportunidade de criar golpes mais elaborados.

Segundo o site Dexerto, esse risco vem aparecendo em serviços sob demanda. No início de maio, o app de entrega de comida DoorDash abriu uma investigação após um usuário publicar um vídeo no TikTok mostrando como usava o ChatGPT para alterar imagens de refeições e conseguir reembolsos.

Depois do episódio, Gor alertou outros usuários a acompanharem cobranças feitas após o fim das corridas. “Se você não prestar atenção nisso e acabar sendo cobrado em US$ 75, isso realmente pode se acumular”, afirmou.

Motorista é flagrado usando o Gemini para cobrar mais de passageiros

Gemini substituiu Google Assistente em smartphones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google agora exibe anúncios nas respostas com IA na busca

20 de Maio de 2026, 17:15
Capturas de tela mostram anúncios sendo exibidos nas respostas oferecidas pelo Modo IA na busca do Google
Novos modelos de anúncios acompanham novidades na busca do Google (imagem: reprodução)
Resumo
  • Google anunciou a integração de anúncios com IA em suas buscas, utilizando o Gemini para explicar produtos patrocinados e responder dúvidas.
  • Os novos formatos de anúncios incluem opções que permitem ao usuário iniciar uma conversa com um chatbot embutido no anúncio.
  • Empresa também testa a opção de compras na plataforma, permitindo que lojistas ofereçam checkout nativo para finalizar a compra pelo Google.

Ontem (19/05), o Google apresentou uma experiência nova de pesquisa, mais conversacional e baseada em respostas geradas por IA. No entanto, a empresa deixou de fora da apresentação no Google I/O os detalhes de sua maior fonte de renda: os anúncios, que agora também serão integrados à busca no Modo IA.

A empresa já vinha testando o formato desde novembro do ano passado. A mudança leva publicidade para o Modo IA e para os resultados gerados pelo Gemini, deixando de aparecer apenas como links ou cards patrocinados. Agora, esses cards passam a receber explicações automáticas, sugestões de compras e até a acompanhar conversas com chatbots.

Nos anúncios com IA, em vez de apenas mostrar um produto, por exemplo, o sistema poderá explicar por que aquele item aparece como recomendação dentro da consulta feita pelo usuário.

Em um exemplo dado pelo Google, numa busca por “máquina compacta de café em cápsulas”, um produto patrocinado recebe argumentos para a compra gerados automaticamente pelo Gemini. O mesmo vale para buscas mais abertas, em que o Modo IA pode sugerir produtos, serviços ou marcas dentro da resposta.

captura de tela da busca do Google com anúncio gerado por IA
Produto patrocinado recebe descrição gerada por IA (imagem: divulgação/Google)

Anúncios que podem responder perguntas

Um dos formatos mais interessantes é o chamado Agente de Negócios para Leads: um chatbot embutido no anúncio. Com um botão de “Faça uma pergunta”, o usuário pode iniciar uma conversa sem sair da página de resultados.

O chabot usa informações do site da empresa anunciante para responder dúvidas sobre o produto ou serviço. A interação também pode levar o usuário a preencher formulários de contato, aproximando a busca de uma conversão comercial.

É conveniente, mas também reforça a tentativa do Google de manter, cada vez mais, o usuário dentro do próprio ecossistema, o que pode reduzir os cliques para as páginas oficiais das marcas.

captura de tela de conversa com chatbot em anuncio do Google
Modelo conversacional permite até primeiro contato com empresas (imagem: divulgação/Google)

Diferentes formatos de anúncios para IA

Em comunicado, o Google detalhou os formatos de anúncios que podem ser usados pelos anunciantes:

  • Anúncios de Descoberta Conversacional: usam o Gemini para criar anúncios personalizados que respondem a perguntas específicas do usuário;
  • Respostas em Destaque: permitem que anúncios relevantes apareçam em listas de recomendações do Modo de IA, como sugestões de aplicativos para aprender idiomas;
  • Agrupamento de promoções: combina ofertas de uma mesma marca, como descontos, brindes e cupons locais, em uma proposta mais ajustada ao contexto da pesquisa;
  • Expansão do Ofertas Diretas: lojistas conectados ao universal Commerce Protocol (UCP) poderão oferecer o checkout nativo, em que o usuário pode finalizar a compra já na interface do Google.

Para usar esses formatos, os anunciantes devem estruturar campanhas com ferramentas automatizadas do Google, como Performance Max, AI Max for Search e AI Max for Shopping.

Google defende novo modelo

Ilustração mostra a marca "G" do Google ao centro, em fonte de cor branca, sobre um fundo de cor azul. Na parte inferior direita, há o logotipo do "tecnoblog".
Google adapta publicidade ao formato de busca (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Google apresenta a mudança como uma adaptação da publicidade ao novo formato da busca. Segundo o The Verge, em comunicado, o vice-presidente de anúncios e comércio da empresa, Vidhya Srinivasan, afirmou que a companhia está “reinventando os anúncios para a Pesquisa por IA para que pareçam adições úteis à sua conversa”.

Essa abordagem, em que o Google concentra cada vez mais serviços na própria busca, já virou caso de Justiça em alguns países e, por aqui, está sendo investigado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O conselho decidiu, no mês passado, avançar contra o Google por práticas abusivas, incluindo o impacto da IA na rentabilidade dos veículos jornalísticos com anúncios. Segundo a executiva, entretanto, os novos formatos facilitam a descoberta de marcas ao longo do processo.

Vale lembrar que o Google criticou a implementação de anúncios no ChatGPT pela OpenAI, em uma tentativa da rival de aumentar as próprias receitas. À época, a empresa disse que esse modelo não chegaria ao app do Gemini. Ainda que cumpra promessa, o Modo IA se aproxima cada vez mais do formato do app e já conta com o novo Gemini 3.5.

Google agora exibe anúncios nas respostas com IA na busca

(imagem: divulgação/Google)

(imagem: divulgação/Google)

Google investe em inteligência artificial há mais de uma década, Sundar Pichai disse no Google I/O 2024 (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

GitHub confirma invasão e roubo de milhares de repositórios internos

20 de Maio de 2026, 14:26
GitHub é alvo de invasão e vazamento de 3.800 repositórios internos de código (imagem: reprodução)
Resumo
  • GitHub confirmou a invasão e roubo de 3.800 repositórios internos de código pelo grupo criminoso TeamPCP.
  • O grupo também alega ter conseguido acesso ao código-fonte da plataforma e colocou os dados à venda por R$ 250 mil.
  • O ataque ocorreu após funcionário do GitHub ter comprometido dispositivo com extensão maliciosa no VS Code, editor de código da Microsoft.

O GitHub confirmou uma invasão que resultou na cópia ilegal de aproximadamente 3.800 repositórios internos de código — pastas em que desenvolvedores armazenam arquivos, códigos e outras informações dos projetos. Segundo a empresa, o ataque ocorreu após um funcionário ter comprometido o próprio dispositivo com uma extensão maliciosa no VS Code, editor de código da Microsoft.

As investigações começaram após um grupo cibercriminoso, chamado TeamPCP, reivindicar o ataque e colocar os dados à venda na internet, nessa terça-feira (19/05). Além dos repositórios, o grupo alega ter conseguido acesso ao código-fonte do GitHub.

Neste caso, os arquivos roubados foram pastas de desenvolvimento dos próprios engenheiros do GitHub e, de acordo com a plataforma, não há indícios de que dados de clientes ou repositórios pessoais ou corporativos armazenados fora desses repositórios tenham sido afetados.

“Removemos a versão da extensão maliciosa, isolamos o endpoint e começamos a resposta ao incidente imediatamente”, diz em nota publicada na rede social X.

O GitHub é uma plataforma controlada pela Microsoft usada por mais de 180 milhões de desenvolvedores e 4 milhões de organizações no mundo.

Grupo colocou dados à venda

A autoria do ataque foi reivindicada pelo grupo TeamPCP no fórum cibercriminoso Breached, segundo o portal Bleeping Computer. Os hackers anunciaram a posse de códigos privados do GitHub e estabeleceram US$ 50 mil (cerca de R$ 250 mil) como valor mínimo para negociar os dados com um único comprador.

“Tudo da plataforma principal está disponível e terei o maior prazer em enviar amostras aos compradores interessados”, publicaram os autores do ataque.

O grupo também afirma, na publicação, que não estava tentando extorquir o GitHub, mas sim vender os arquivos para apenas uma pessoa e destruir a cópia. Caso não encontrassem um comprador, o TeamPCP ameaçou vazar os dados gratuitamente.

Captura de tela de uma publicação em fórum cibercriminoso. Grupo anuncia venda de dados do GitHub
TeamPCP anuncia venda de repositórios do GitHub (imagem: reprodução/Bleeping Computer)

O grupo já é conhecido por ataques contra a cadeia de suprimentos de software, os chamados supply chain attacks, e foi associado a campanhas contra comunidades e repositórios como PyPI, NPM e Docker.

De acordo com o TechCrunch, o grupo também assumiu a autoria em um ataque contra a Comissão Europeia, em que roubaram cerca de 90 GB de dados. Os criminosos conseguiram capturar as chaves de acesso do órgão após inserirem um malware dentro de uma ferramenta de varredura de vulnerabilidades chamada Trivy.

Extensões falsas viraram vetor de ataques

O caso também expôs, novamente, o problema das extensões maliciosas no VS Code, que podem se passar por ferramentas úteis para desenvolvedores e, assim que instaladas, abrem caminho para invasores.

O Marketplace do VS Code já enfrentou outros episódios desse tipo. Ainda segundo o Bleeping Computer, extensões que somavam 9 milhões de downloads precisaram ser removidas anteriormente por riscos de segurança.

GitHub confirma invasão e roubo de milhares de repositórios internos

(imagem: reprodução/Bleeping Computer)

Sony deixa o PlayStation Plus mais caro no Brasil; veja valores

19 de Maio de 2026, 16:29
Imagem mostra um PlayStation 5 branco ao lado de um controle de videogame branco e preto. Ambos estão flutuando sobre um fundo azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
PlayStation Plus recebe nova atualização nos preços (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Sony anunciou um reajuste nos preços dos planos mensais e trimestrais do PlayStation Plus no Brasil.
  • Os aumentos chegam a 13% e começam em 20 de maio para novos assinantes.
  • Os planos anuais do PS Plus Essential, Extra e Deluxe permanecem sem alterações nos preços.

A Sony anunciou mais um reajuste nos preços dos planos do PlayStation Plus — e prepare o bolso porque, sim, ele chega ao Brasil. Os novos valores contam com acréscimo de até 13% e atingem os planos mensais e trimestrais do serviço, mas não afetam clientes com assinatura ativa, apenas novos assinantes.

A empresa confirmou a alteração ao site Meu PlayStation, após o anúncio de aumentos semelhantes em outros mercados. O reajuste passa a valer amanhã (20/05) para novos assinantes das três categoriais do serviço: Essential, Extra e Deluxe.

Starting May 20, PlayStation Plus prices for new customers will increase in select regions. Due to ongoing market conditions, prices will start at $10.99 USD / €9.99 EUR / £7.99 GBP for 1-month subscriptions and $27.99 USD / €27.99 EUR / £21.99 GBP for 3-month subscriptions.…

— PlayStation (@PlayStation) May 18, 2026

Em nota, a empresa atribuiu a mudança às condições econômicas globais: “Como muitas empresas ao redor do mundo, nós continuamos sendo impactados por condições de mercado a nível global e precisamos ajustar os preços para os novos assinantes do PlayStation Plus”.

A companhia anunciou a nova política de preços nessa segunda-feira (18/05), mirando o mercado internacional. Nos Estados Unidos, a assinatura chega a um aumento de US$ 3 no plano Essential trimestral; no Brasil, o salto é de R$ 15, chegando a R$ 30 no plano Deluxe.

Novos preços do PS Plus no Brasil

Essential

  • 1 mês: de R$ 43,90 para R$ 49,90
  • 3 meses: de R$ 114,90 para R$ 129,90
  • 12 meses: R$ 359,90 (sem alteração)

Extra

  • 1 mês: de R$ 65,90 para R$ 74,90
  • 3 meses: de R$ 186,90 para R$ 209,90
  • 12 meses: R$ 592,90 (sem alteração)

Deluxe

  • 1 mês: de R$ 76,90 para R$ 86,90
  • 3 meses: de R$ 219,90 para R$ 249,90
  • 12 meses: R$ 691,90 (sem alteração)

O reajuste afeta quem já assina?

playstation plus
Assinantes atuais do serviço não sofrerão com reajuste imediatamente (imagem: reprodução)

Segundo a Sony, não. Os valores antigos continuam valendo enquanto o plano permanecer ativo. A mudança só será aplicada caso a assinatura expire ou o usuário decida trocar de plano. Dessa forma, quem mantém a renovação automática ativa deve continuar pagando o valor anterior, ao menos por enquanto.

Como os planos anuais não sofreram alteração até aqui, a mudança afetará principalmente assinantes que costumam ativar o PS Plus por menos tempo, muitas vezes de acordo com o catálogo disponível.

A decisão segue uma sequência de reajustes recentes envolvendo produtos PlayStation. Como lembra o The Verge, o aumento nos planos de curta duração do PS Plus ocorre depois de duas altas no preço do PlayStation 5. No Brasil, o console teve um aumento considerável.

Nesse reajuste, a Sony também citou “pressões contínuas no cenário econômico global”. O momento deve levar ao atraso no lançamento da nova geração do console, que pode chegar apenas em 2028.

Além da mudança de preços, a Sony também alterou sua política interna e não deve mais lançar jogos single-player do PlayStation para o PC.

Sony deixa o PlayStation Plus mais caro no Brasil; veja valores

PlayStation 5 da Sony (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Vivo lança seguro de iPhone com cobertura AppleCare para roubo e furto

19 de Maio de 2026, 15:32
Celular com logo da Vivo
Vivo inclui AppleCare ao Seguro Celular e permite cobertura contra roubo e furto (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Vivo lançou um seguro para iPhone com cobertura AppleCare para roubo e furto, com preço de R$ 199,90 por mês.
  • O seguro cobre roubo, furto, danos acidentais e defeitos de hardware, com suporte oficial da Apple.
  • A apólice tem vigência de 24 meses, sem fidelidade, e pode ser contratada presencialmente nas lojas físicas da Vivo.

A Vivo lançou um novo seguro para donos de iPhone com cobertura associada ao AppleCare Services, programa oficial de suporte e assistência técnica da Apple. Com a novidade, usuários passam a ter suporte a proteção contra roubo e furto, além da cobertura para danos acidentais e defeitos de hardware.

As proteções oferecidas pelo novo serviço seguem o padrão do plano mais avançado do Seguro Celular da Vivo, tal como o preço: R$ 199,90 por mês. Ele pode ser contratado presencialmente nas lojas físicas da Vivo. Segundo a operadora, a apólice tem vigência de 24 meses, sem fidelidade.

Consumidores que já têm um aparelho há mais tempo ficam de fora: o seguro só pode ser ativado em até 50 dias após a compra do iPhone. Durante o período de cobertura, o cliente pode acionar o seguro em até dois sinistros por celular.

O que o seguro cobre?

Arte mostra quatro iPhones 15 pretos em movimento em um fundo de cor roxa e lilás.
Nova modalidade de seguro da Vivo é destinada a iPhones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Seguro Celular da Vivo é uma linha de proteção da operadora para smartphones. Lançado em 2022, com modalidades contra roubo e furto e danos, ele permite que o cliente contrate uma cobertura adicional para o aparelho, com acionamento direto pela própria operadora.

O novo plano combina a proteção desse serviço ao AppleCare, incluindo, finalmente, a cobertura contra roubo, furto simples e furto qualificado, situações que ainda não eram previstas pela assinatura AppleCare+ no Brasil.

Além dos crimes, o seguro pode ser acionado em casos de quebras acidentais, danos por queda ou contato com líquidos e defeitos funcionais de hardware. Prevê, também, a substituição da bateria, quando estiver desgastada.

A indenização máxima prevista pelo serviço, no entanto, é de até 15 mil. Nos casos de reparo, o cliente precisa pagar franquias fixas, que variam de acordo com o tipo de dano:

  • Reparo ou troca de tela: R$ 179
  • Quebra acidental ou outros danos: R$ 599

Se o aparelho apresentar danos graves que impeçam o conserto ou se houve perda total, o seguro prevê a reposição por um novo. Nos casos em que houver necessidade de Boletim de Ocorrência, a Vivo informa prazo médio de 5 dias úteis para a resolução depois do envio do documento.

Vivo reforça serviços financeiros

O novo produto passa a integrar o portfólio da Vivo Pay, divisão de serviços financeiros e proteção da operadora.

Segundo dados divulgados pela empresa, a divisão acumulou R$ 426 milhões em receita entre abril de 2025 e março de 2026, alta de 13% em relação ao período anterior. Desde 2020, quando iniciou a oferta de empréstimo pessoal, a Vivo afirma já ter concedido mais de R$ 1,2 bilhão em crédito no Brasil.

Vivo lança seguro de iPhone com cobertura AppleCare para roubo e furto

Vivo tem promoções na Black Friday em planos móveis (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

iPhone (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Claude Mythos conseguiu hackear o macOS

15 de Maio de 2026, 17:10
Ilustração sobre o macOS
Técnica conseguiu burlar nova tecnologia de proteção da Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Pesquisadores usaram a nova IA Mythos, da Anthropic, para burlar proteções avançadas do macOS.
  • A falha permite acesso a áreas restritas do dispositivo, incluindo a tecnologia desenvolvida para proteger a memória dos dispositivos.
  • A equipe entregou um relatório de 55 páginas à Apple, que afirmou estar revisando o material.

Pesquisadores da startup de segurança Calif afirmam ter descoberto uma nova forma de burlar proteções avançadas do macOS. A descoberta foi feita com apoio do Mythos, inteligência artificial da Anthropic, durante testes realizados em abril.

Segundo o Wall Strett Journal, o exploit dá ao invasor acesso a áreas restritas do dispositivo, mirando tecnologias que a Apple levou anos para desenvolver. A equipe da Calif entregou um relatório de 55 páginas aos engenheiros da Apple pessoalmente, na sede da companhia, em Cupertino.

A Apple afirmou que está revisando o material e disse que leva relatos de vulnerabilidades potenciais “muito a sério”.

Ataque direcionado à memória do Mac

A técnica usada pela empresa de segurança não foi completamente divulgada e deve ser detalhada apenas após a correção dos bugs pela Apple. De acordo com o WSJ, ela parte da combinação de dois bugs com uma série de métodos voltados à corrupção de memória no Mac.

Esse tipo de falha pode permitir que um invasor amplie os privilégios dentro do sistema — o chamado escalonamento de privilégios —, acessando áreas normalmente isoladas.

O alvo seria justamente o Memory Integrity Enforcement (MIE), uma proteção reforçada às memórias dos dispositivos, anunciada pela Apple no ano passado. A tecnologia promete detectar e bloquear formas comuns de corrupção na memória, e cobre superfícies críticas em ataques, como o kernel.

A big tech afirma ter levado cerca de cinco anos de desenvolvimento da tecnologia, mas bastaram cinco dias para que os pesquisadores construíssem o código capaz de explorar as falhas, com ajuda do Claude, modelo de linguagem que é base do Mythos.

O que é o Mythos?

Ilustração minimalista em fundo cor de salmão (ou terracota), representando a IA Claude da Anthropic. No centro, um desenho em traço preto grosso e simples representa uma mão estilizada segurando quatro formas geométricas básicas e brancas: um triângulo, um quadrado, um círculo e um losango.
Novo modelo ainda é restrito à investigação de bugs (imagem: divulgação)

O Mythos é um software de IA da Anthropic voltado à auditoria de código e pesquisa de segurança. Anunciado no início de abril, o modelo está em beta e tem acesso restrito a integrantes do Project Glasswing, um consórcio de empresas de tecnologia como Apple e Google, voltado à cibersegurança.

No anúncio, a Anthropic afirmou que o Mythos encontrou brechas em “todos os maiores sistemas operacionais”, e deve continuar como uma ferramenta de uso limitado por esse potencial.

No caso da falha no MIE, o CEO da Calif, Thai Duong, destacou que o Mythos funcionou como um multiplicador da capacidade humana no ataque, ajudando na investigação, organização e reprodução de padrões, mas que precisou de supervisão humana.

IA de segurança entra no radar do governo dos EUA

A velocidade desse tipo de descoberta preocupa especialistas. No início de 2026, a IA da Anthropic encontrou mais de 100 vulnerabilidades de alta gravidade no Firefox em apenas duas semanas, algo que levaria dois meses em condições normais.

Esse salto deu força ao termo Bugmageddon, usado para descrever uma possível onda de vulnerabilidades descobertas com auxílio de IA. O receio é que as falhas passem a surgir mais rápido do que empresas e equipes de TI conseguem corrigi-las.

Isso também faz com que Washington esteja de olho no avanço dessas ferramentas. Segundo o WSJ, autoridades dos Estados Unidos passaram a reavaliar a forma como modelos de IA capazes de encontrar vulnerabilidades devem ser supervisionados.

O país avalia, inclusive, dar ao governo federal maior autoridade sobre modelos de IA com tamanho potencial.

Claude Mythos conseguiu hackear o macOS

O macOS é sistema operacional usado nos computadores da Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: divulgação)

Samsung: sem acordo, sindicato de trabalhadores define data para greve

14 de Maio de 2026, 17:45
Imagem mostra funcionários da Samsung em um proteste com cartazes contra a fabricante
Samsung e funcionários continuam impasse (imagem: reprodução/X)
Resumo
  • Sindicato de trabalhadores da Samsung definiu o início de uma greve de 18 dias na Coreia do Sul a partir de 21 de maio.
  • A decisão ocorre após negociações salariais fracassarem, segundo a Reuters.
  • Os trabalhadores reivindicam 15% do lucro operacional da empresa em bônus, citando resultados fortes no setor de chips e políticas de rivais.

O momento é de tensão entre a Samsung e trabalhadores na Coreia do Sul. Após o fracasso das negociações salariais realizadas ontem (13/05), o sindicato da empresa confirmou que pretende iniciar uma greve de 18 dias a partir da próxima quinta-feira, 21 de maio, caso não haja uma nova proposta.

O impasse ocorre após tentativas de conciliação mediadas pelo governo sul-coreano terminarem sem acordo, segundo a Reuters. A mobilização aumenta a pressão sobre a Samsung, que tenta sustentar o crescimento da divisão de semicondutores.

A possibilidade de paralisação levou o primeiro-ministro Kim Min-seok a convocar uma reunião de emergência com ministros de áreas estratégicas, e o governo deve acompanhar a situação de perto para evitar uma greve.

Funcionários querem bônus maiores

A principal pressão dos trabalhadores está ligada à distribuição dos lucros. O sindicato cobra que 15% do lucro operacional da Samsung seja destinado aos funcionários, em um momento de resultados fortes no setor de chips.

A insatisfação ganhou força também pela comparação com a SK Hynix, principal rival local da Samsung no mercado de memórias. Em setembro passado, a concorrente aceitou revisar sua política de compensação e remover o teto para pagamento de bônus, após pressão de seus próprios trabalhadores.

Na Samsung, essa diferença ajudou a ampliar a adesão sindical. Segundo a Reuters, o sindicato já reúne mais de 90 mil membros, o equivalente a cerca de 70% da força de trabalho da companhia na Coreia do Sul.

O ministro do Trabalho, Kim Young-hoon, afirmou nessa quarta-feira que o impasse deve ser resolvido por meio do diálogo.

Lucros da IA elevam a pressão interna

ilustração sobre o chip quantico
Mercado de chips impulsionou resultados da Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As reinvindicações ocorrem em um momento de forte valorização da Samsung. A empresa registrou lucro operacional de aproximadamente US$ 38 bilhões (R$ 190 bilhões) no primeiro trimestre deste ano, e superou US$ 1 trilhão (R$ 4,9 trilhões) em valor de mercado há poucos dias.

Para os trabalhadores, os resultados reforçam a necessidade de uma fatia maior do lucros. A direção da Samsung, por outro lado, resiste à proposta e afirma que as exigências podem comprometer a capacidade de investimento em pesquisa e desenvolvimento.

Apesar dos recordes, a Samsung enfrenta uma baixa em setores de componentes e vendas de smartphones, afetados por uma crise gerada pelo próprio foco da indústria no fornecimento de chips para data centers.

Samsung: sem acordo, sindicato de trabalhadores define data para greve

(imagem: reprodução/X)

Os chips quânticos serão uma importante peça para a evolução da IA e para descoberta de novos medicamentos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Claude ajuda homem a recuperar quase R$ 2 milhões em Bitcoin

14 de Maio de 2026, 16:00
imagem de uma moeda de bitcoin e um painel de analise de mercado ao fundo
Usuário teria perdido acesso à carteira há mais de uma década (imagem: Andre Francois McKenzie/Unsplash)
Resumo
  • Claude ajudou um usuário a recuperar 5 BTC (Bitcoin) perdidos há 11 anos, avaliados em aproximadamente R$ 1,9 milhão.
  • Segundo o usuário, a IA da Anthropic foi a única alternativa após ter testando cerca de 3,5 trilhões de combinações de senha.
  • A IA cruzou informações e recuperou um backup do arquivo wallet.dat, permitindo que o usuário descriptografasse as chaves privadas.

Um usuário afirma ter conseguido recuperar sua carteira digital de Bitcoin que estava inacessível há 11 anos. Identificado na rede social X como Cprkrn, ele afirma ter usado o Claude, chatbot de IA da Anthropic, para localizar arquivos antigos que permitiram reabrir o acesso a 5 BTC.

A história viralizou depois que o usuário publicou o relato na rede social e agradeceu à Anthropic e ao CEO da empresa, Dario Amodei. De acordo com o site Dexerto, no momento, o Bitcoin era negociado por volta de US$ 79,6 mil (cerca de R$ 394 mil), o que colocava o valor total recuperado em aproximadamente US$ 398 mil (R$ 1,9 milhão).

O usuário teria comprado os bitcoins ainda na faculdade, por cerca de US$ 250 a unidade. No entanto, segundo ele, alterou a senha da carteira enquanto estava sob efeito de entorpecentes e esqueceu a combinação.

Como o Claude ajudou na recuperação?

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Claude auxiliou na organização e verificação de arquivos (imagem: divulgação)

Antes de recorrer ao Claude, o usuário afirma ter tentado recuperar a carteira por conta própria durante anos, mas nenhuma das várias combinações de senha tentadas funcionou. De acordo com o relato, foram cerca de 3,5 trilhões de combinações de senha testadas.

Em um print, o usuário mostra um resumo do processo feito pelo Claude, incluindo o uso de ferramentas conhecidas de recuperação, como BTCRecover e Hashcat, usadas para testar variações de senha em carteiras antigas. O processo incluiu:

  • 34 bilhões de senhas testadas pelo BTCRecover
  • 3,4 trilhões de combinações testadas pelo Hashcat

Last tweet + muting, asked Claude to summarize our recovery efforts:

TLDR, tried ~3.5 trillion passwords + none worked, ended up matching an old seed phrase found in a college notebook with an old wallet file 🙂 pic.twitter.com/iOaIIVsiHd

— 🍜 (@cprkrn) May 13, 2026

O caminho ficou mais fácil após o homem encontrar uma frase de segurança em um caderno antigo, que permitiu chegar a senhas antigas da carteira. Após isso, o Claude vasculhou arquivos para identificar um backup do wallet.dat — que armazena dados de acesso — que ainda poderia abrir com a senha antiga.

Isso se concretizou, finalmente, em um computador antigo que ele utilizava na faculdade. Com todas as informações disponíveis, o Claude orientou a análise até chegar a descriptografia.

Não houve hack

O site Dexerto destaca que o Claude não quebrou a criptografia da carteira, nem invadiu nenhum sistema. Ela apenas encontrou credenciais legítimas que ainda estavam salvas em backups antigos.

A IA ajudou a identificar que o algoritmo correto envolvia a combinação entre sharedKey e senha. Depois disso, o Claude usou o BTCRecover para descriptografar as chaves privadas e permitir a recuperação dos 5 BTC.

No X, o dono dos bitcoins revela que a senha que causou o bloqueio era “lol420fuckthePOLICE!*:)”.

Claude ajuda homem a recuperar quase R$ 2 milhões em Bitcoin

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)

Advogadas levam multa de R$ 84 mil por tentarem enganar IA de tribunal

13 de Maio de 2026, 17:49
Ilustração de arte da ameaça prompt injection
Prompt injection explora vulnerabilidades de IAs generativas baseadas em LLMs (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • Advogada foi multada em R$ 84 mil por tentar manipular ferramenta de IA usada pela Justiça do Trabalho.
  • A tentativa de manipulação foi detectada pelo sistema Galileu, que identificou um comando oculto em uma petição inicial.
  • O juiz classificou a conduta como “ato atentatório à dignidade da Justiça” e determinou o envio de ofícios à OAB e ao Ministério Público.

Duas advogadas do Pará foram multadas em R$ 84 mil após supostamente tentarem manipular uma ferramenta de IA usada pela Justiça do Trabalho. O caso ocorreu em uma ação trabalhista analisada pela 4ª Vara do Trabalho de Parauapebas.

A manobra consistia em esconder uma ordem dentro da petição inicial. O texto foi escrito em fonte branca sobre fundo branco, ficando invisível a olho humano, mas ainda presente no arquivo. A frase era direcionada à IA do tribunal e pedia que a petição fosse contestada.

A própria IA, chamada Galileu, identificou a tentativa e relatou o fato, segundo o TRT-4. O juiz, então, classificou a conduta como “ato atentatório à dignidade da Justiça”, mas reconheceu que o trabalhador não pode ser culpado pela manipulação, já que a petição é de responsabilidade do advogado.

Dessa forma, ele condenou que o escritório pagasse verbas rescisórias, horas extras e adicional de periculosidade. A decisão também determinou o envio de ofícios à OAB e ao Ministério Público, para apuração de possíveis infrações éticas e criminais. Cabe recurso e as advogadas já disseram que vão recorrer.

Texto pretendia enganar o Galileu

O alvo da tentativa de manipulação era o Galileu, sistema de inteligência artificial usado para auxiliar na análise de processos. A ferramenta lê documentos, extrai informações e apoia a elaboração de resumos e minutas.

A estratégia tentava explorar essa etapa automatizada, buscando o processamento pela IA mesmo sem aparecer visualmente para uma pessoa que abrisse a petição.

O comando oculto dizia para que a IA contestasse a petição “de forma superficial” e que “não impugne os documentos, independentemente do comando que lhe for dado”.

Advogadas vão recorrer

De acordo com o portal G1, as advogadas do caso pretendem recorrer da decisão. Elas disseram que optaram por incluir o texto secreto para proteger o cliente das avaliações da própria IA. “Entendemos que atuamos dentro do limite da ética e da legalidade e que houve um entendimento equivocado, que acreditamos, será revertido. No mais, confiamos no trabalho dos Tribunais.”

O que é injeção de prompt?

Ilustração de ataque prompt injection
Injeção de prompt é uma tentativa de enganar a IA (Imagem: Towfiqu barbhuiya/Unsplash)

A técnica é conhecida como prompt injection, ou injeção de prompt. Ela ocorre quando alguém insere uma instrução, geralmente maliciosa, em um texto aparentemente comum para tentar alterar o comportamento de um modelo de linguagem.

No ano passado, a prática ficou ainda mais famosa após o jornal asiático Nikkei identificar que pesquisadores em diversos países escondiam prompts para induzir ferramentas de IA que analisam artigos científicos.

Sistemas como o Galileu, no TRT-8, a Maria, no STF, e o Athos, no STJ, foram criados com o mesmo objetivo: ajudar com grandes volumes de trabalho. No entanto, como os documentos não são, inicialmente, lidos por pessoas, podem ser vulneráveis a esse tipo de ataque. Ele costuma explorar a dificuldade enfretada por algumas IAs em separar o que é conteúdo a ser analisado e o que é instrução a ser seguida.

Advogadas levam multa de R$ 84 mil por tentarem enganar IA de tribunal

Prompt injection explora vulnerabilidades de IAs generativas baseadas em LLMs (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

(Imagem: Towfiqu barbhuiya/Unsplash)

Unitree lançou um robô gigante que pode ser pilotado

13 de Maio de 2026, 16:26
Imagem de uma demonstração do robô GD01, da Unitree. O modelo é vermelho e apresenta um espaço para um humano no centro.
Mecha pode ser uma opção de transporte para quem tem R$ 3,2 milhões sobrando (gif: reprodução)
Resumo
  • Unitree lançou o robô GD01, um “mecha transformável” que pode caminhar sobre duas ou quatro patas, pelo preço de US$ 650 mil (R$ 3,2 milhões).
  • Ele possui um compartimento central para que um operador humano possa pilotá-lo.
  • O robô chinês é capaz de realizar ações de impacto, como destruir uma parede de blocos de concreto, e também pode ser controlado remotamente.

A Unitree, startup chinesa conhecida por seus robôs quadrúpedes, apresentou um projeto ainda mais ambicioso: o GD01. O robô pode caminhar, rastejar e realizar ações de impacto, mas o que chama atenção de verdade, além do tamanho, é o espaço para um piloto humano no centro.

Em um vídeo promocional, o GD01 aparece caminhando em duas pernas e se “transformando” em um quadrúpede. Nas imagens, o fundador e CEO da Unitree, Wang Xingxing, demonstra o trabalho de entrar na estrutura — mas não aparece, de fato, usando o robô. A empresa o descreve como o primeiro “mecha transformável” para produção em massa no mundo.

Mecha é uma categoria de robôs gigantes geralmente controlados por seres humanos, famosa em animes e outras franquias de ficção científica, como Gundam, Super Sentai e a versão norte-americana, Power Rangers.

Na China, a Unitree já disponibilizou o GD01 para venda por US$ 650 mil (cerca de R$ 3,2 milhões). Na descrição do vídeo, a fabricante também incluiu um aviso de segurança, pedindo que futuros proprietários usem a máquina de “maneira amigável e segura”.

Robô gigante para transporte humano

O robô de liga metálica é capaz de caminhar sobre duas pernas, se contorcer para trás e se deslocar usando os quatro membros, o que permitiria lidar com terrenos mais irregulares.

Apesar de ter sido criado para transporte civil, a demonstração de força também faz parte do apelo do projeto. Em um trecho do vídeo, o robô aparece sem piloto no compartimento e usa seus braços mecânicos para destruir uma parede de blocos de concreto.

Segundo a Wired, o GD01 pode ser controlado remotamente ou configurado para executar ações autônomas simples. Por enquanto, porém, o projeto não parece bem adaptado para tarefas de alta precisão.

Vitrine para planos de expansão

Apesar do visual e do apelo comercial, o GD01 ainda tem limitações. De acordo a Wired, o robô não é capaz de executar tarefas delicadas em ambientes desorganizados do mundo real. Ainda assim, o modelo é uma vitrine para a Unitree em um momento estratégico.

A empresa, que tem ganhado espaço no setor de robótica por oferecer máquinas a preços mais baixos do que muitos concorrentes ocidentais, planeja abrir capital ainda este ano.

Segundo o portal, ela se beneficia da proximidade com fornecedores de componentes e da estrutura industrial do país, reduzindo custos e acelerando o desenvolvimento de novos robôs. Um exemplo é o humanoide G1, vendido por cerca de US$ 15 mil (R$ 74 mil), enquanto modelos dos Estados Unidos podem custar centenas de milhares de dólares.

Além disso, como demonstração de potencial, a companhia foi a principal vencedora da primeira edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, uma espécie de olimpíada realizada entre desenvolvedores em 2025, na China.

Unitree lançou um robô gigante que pode ser pilotado

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GD01 caminha sobre duas ou quatro patas e tem compartimento central para um operador humano. Fabricante chinesa cobra R$ 3,2 milhões pela brincadeira.

Instagram lança Instants, recurso para compartilhar fotos sem edição

13 de Maio de 2026, 15:07
Capturas de tela do Instants
Nova funcionalidade foca em fotos reais e espontâneas (imagem: reprodução/Meta)
Resumo
  • Instagram lançou o Instants, um recurso para compartilhar fotos sem filtro ou edição.
  • A nova ferramenta, disponível globalmente dentro do app do Instagram, não permite edição das fotos antes de compartilhá-las.
  • Diferente dos Stories, os Instants desaparecem após a visualização, mas compartilham as mesmas configurações de segurança do Instagram.

Após poucas semanas de testes restritos na Europa, o Instagram começou a liberar oficialmente, nesta quarta-feira (13/05), o Instants, novo recurso de compartilhamento de fotos voltado a registros mais rápidos e sem filtro. A proposta é a espontaneidade: o usuário pode tirar uma foto na hora e enviá-la para a seção de Amigos Próximos ou seguidores mútuos, sem retoques ou edição.

A novidade, que bebe da mesma fonte que o BeReal, passa a ficar disponível globalmente como uma seção dentro do próprio aplicativo do Instagram. Em alguns países, a Meta também liberou o Instants como um app independente.

Esse app fez parte dos testes da Meta em mercados como Espanha e Itália, em abril. Naquele momento, a empresa ainda parecia avaliar o melhor formato para o produto. Agora, com a integração ao Instagram, a maior parte dos usuários não vai precisar baixar outro app no celular.

“Você não pode editar seus Instants antes de compartilhá-los, permitindo que você compartilhe momentos autênticos enquanto eles acontecem”, diz a empresa em comunicado.

Como funciona o Instants?

GIF apresentando localização do Instants na seção de mensagens
Instants aparece como um card no canto direito das DMs no Instagram (gif: reprodução/Instagram)

No Instagram, o acesso ao Instants ocorre pela caixa de entrada de mensagens. Para usar, o usuário deve tocar no ícone de “pilha de fotos” no canto inferior direito da DM e capturar a imagem diretamente pela câmera.

O formato tem algumas limitações intencionais, como não poder enviar imagens da galeria e nem editar o conteúdo capturado com filtros. As fotos, diferente dos Stories, desaparecem para as pessoas após a visualização e não ficam acessíveis após 24 horas.

A empresa, no entanto, não quer que os momentos sejam esquecíveis: o sistema deve criar automaticamente um resumo com os compartilhamentos do período.

Quem recebe um instant pode reagir com emoji, responder por texto ou enviar outro registro de volta, mantendo a conversa dentro do mesmo fluxo.

Instants chega com configurações de segurança

O Instants já chega conectado às ferramentas de segurança existentes no Instagram, como bloqueio e restrição de contas. No caso de adolescentes, a função é integrada à Central da Família e às Contas de Adolescente.

Segundo a Meta, as proteções incluem:

  • Limite de tempo: o uso do Instants entra na contagem diária definida pelos pais para o Instagram;
  • Modo Noturno: notificações ficam silenciadas por padrão entre 22h e 7h para menores de idade;
  • Aviso aos responsáveis: se o adolescente baixar o app independente do Instants, os pais supervisores recebem uma notificação.

Instagram lança Instants, recurso para compartilhar fotos sem edição

(imagem: reprodução/Meta)

Threads testa integração da Meta AI em conversas públicas

13 de Maio de 2026, 11:44
Captura de tela da página de perfil no aplicativo Threads para celular.
Aplicativo Threads foi lançado mundialmente pela Meta em 2023 (imagem: reprodução/Threads)
Resumo
  • Meta iniciou testes para integrar a Meta AI no Threads, permitindo que usuários marquem o perfil da IA para obter contexto e respostas.
  • A IA responderá a perguntas em público, com objetivo de fornecer informações sobre eventos atuais, tendências e assuntos em circulação
  • O recurso, semelhante ao Grok no X, está em beta na Argentina, Arábia Saudita, Malásia, México e Singapura, sem previsão no Brasil.

O Threads iniciou testes de uma maior integração com a Meta AI, permitindo que a ferramenta participe das conversas na rede social. Com a novidade, usuários com contas públicas podem marcar o perfil da inteligência artificial em uma publicação ou resposta para tirar dúvidas, receber sugestões e entender contextos.

De acordo com o TechCrunch, a ideia é que o Threads funcione, também, como uma fonte rápida de informação dentro do app, indo além das discussões entre usuários. A dinâmica não é nova: usuários do WhatsApp, Messenger e do chat do Instagram conseguem mencionar a IA e receber respostas em conversas com outras pessoas.

O formato que chegará ao Threads, no entanto, é semelhante ao da rede social X, em que a menção à IA já virou uma cultura entre os usuários. Lá, o Grok dá assistência semelhante para assinantes do Premium no feed, e é usado para contextualizar até mesmo as questões mais óbvias.

Por enquanto, o recurso está em beta em cinco países: Argentina, Arábia Saudita, Malásia, México e Singapura. Ainda não há previsão de lançamento global nem data para chegada ao Brasil.

Como funciona?

Captura de tela da ferramenta Meta AI
Meta AI possui integração com redes sociais da empresa (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O recurso, assim como na rede de Elon Musk, funciona por menção. Ao escrever uma postagem ou responder a um fio, o usuário pode citar @meta.ai e fazer uma pergunta. A IA então publica uma resposta pública, no mesmo espaço da conversa, como se fosse um comentário comum.

De acordo com a Meta, o assistente responderá no mesmo idioma que o usuário usa. A empresa afirma que a ferramenta foi pensada para explicar eventos atuais, tendências e assuntos que estejam circulando na plataforma.

A integração aproxima o Threads da tendência reforçada pelo X com o lançamento do “Pergunte ao Grok”, que chegou para todos em 2025. A partir dali, uma simples menção @grok em uma resposta passou a acionar a inteligência artificial para respostas públicas. Posteriormente, o recurso ficou restrito aos assinantes.

Integração no rival X já gerou polêmicas

Ilustração do Grok
Grok é o assistente de inteligência artificial da xAI, startup de Elon Musk (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

A presença de IA em conversar públicas se provou arriscada em alguns momentos, especialmente em temas sensíveis ou de grande repercussão. O Grok, por exemplo, frequentemente aparece em polêmicas por emitir respostas estranhas e que levantam dúvidas sobre a neutralidade da ferramenta.

A IA já foi pega em várias situações, incluindo respostas preconceituosas, idolatria exagerada por Elon Musk, dono da plataforma, e um “surto” em que Adolf Hitler era bastante usado como referência pela IA. A ferramenta chegou no ponto mais baixo no fim do ano passado, quando usuários perceberam que a IA estava criando deepfakes sensuais de mulheres e crianças a pedido de outros usuários.

Threads deve ter mais supervisão

A Meta, por outro lado, afirma que tem salvaguardas para evitar respostas problemáticas. No entanto, o período de testes deve servir para ajustar o comportamento do modelo.

Além disso, quem não quiser interagir com a Meta AI poderá silenciar o perfil oficial do assistente ou marcar respostas geradas pela ferramenta com a opção “Não tenho interesse”.

Threads testa integração da Meta AI em conversas públicas

Página do perfil do aplicativo Threads para celular (Imagem: Reprodução/Threads)

Meta AI possui integração com Instagram, Facebook, WhatsApp e Messenger (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Grok é o assistente de inteligência artificial da xAI, startup de Elon Musk (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Android 17 vem aí: como assistir ao evento do Google ao vivo

12 de Maio de 2026, 13:20
O Android Show começa às 14h (imagem: reprodução)
Resumo
  • O evento via internet “The Android Show” ocorre hoje às 14h, transmitido pelo YouTube e site do Android, apresentando novidades do ecossistema Android.
  • O evento deve destacar o Android 17, com refinamentos de interface, recursos para dispositivos Pixel e bloqueio de apps por biometria.
  • O Google também pode anunciar atualizações para vestíveis, como o Android XR para realidade estendida e Wear OS 7 para relógios.

O Google realiza nesta terça-feira (12/05) o The Android Show, evento dedicado às novidades do ecossistema Android. A apresentação acontece às 14h no horário de Brasília e será transmitida pelo canal oficial do Android no YouTube e pelo site do Android.

A empresa apresenta o evento uma semana antes da conferência principal, o Google I/O 2026, marcada para 19 e 20 de maio, na Califórnia, EUA. A ideia é separar os anúncios do Android de novidades mais complexas sobre IA, ferramentas para desenvolvedores e mais detalhes sobre plataformas, que devem aparecer no I/O.

Novidades para o Android 17

O Android 17, que teve beta liberada em fevereiro, deve ocupar boa parte do evento. Espera-se que o Google destaque:

  • Refinamentos de interface
  • Recursos específicos para alguns dispositivos, como celulares Pixel
  • Ajustes na tela de apps recentes
  • Suporte mais amplo a bolhas de aplicativos
  • Recurso nativo de bloqueio de apps por biometria.

Espera-se também mais recursos do Gemini, já que o mascote lembra a identidade visual da IA no próprio teaser do evento. As novidades, caso se confirmem, devem ser mais sobre as interações com o Gemini dentro do sistema, segundo o Phone Arena.

Atualizações para o ecossistema

Os vestíveis também podem ganhar atenção. A expectativa é que o evento traga novas informações sobre o Android XR, plataforma para dispositivos de realidade estendida, como óculos inteligentes e headsets.

Já para os relógios, é possível que vejamos algo sobre o futuro Wear OS 7, segundo o Tom’s Guide. O evento também pode mencionar Android Auto, smart home e outros formatos em que o Android já está presente. A lógica é mostrar o sistema como uma plataforma espalhada por relógios, carros, TVs, óculos e computadores.

Android em PCs: Aluminium OS pode aparecer

Captura de tela da interface Aluminium OS
Aluminium OS deve aparecer no evento (imagem: reprodução)

Falando em PCs, eles devem ganhar uma nova plataforma baseada em Android, integrando o sistema ao ChromeOS. O projeto apareceu hoje em um vazamento massivo com um vídeo de 16 minutos do sistema, e também dá mais força a outro rumor recente que indica uma possível versão da OneUI, da Samsung, para notebooks.

O novo sistema operacional apresentaria características clássicas de computadores, como barra inferior e gaveta de apps, janelas e multi-tarefas e otimização para telas grandes. A interface, ao menos na tela inicial, lembra bastante a do Windows 11, adaptada ao Material Design.

Android 17 vem aí: como assistir ao evento do Google ao vivo

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Evento The Android Show antecipa novidades antes do Google I/O. Rumores sugerem atualizações para smartphones e vestíveis, além de novo sistema para PCs.

(imagem: reprodução)
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