Visualização normal

Received before yesterdayTecnoblog

Cofundador da Wikipedia está banido… da Wikipedia

26 de Junho de 2026, 18:10
foto de larry sanger, de óculos e camisa social azul
Cofundador da Wikipédia não pode mais editar verbetes (imagem: reprodução/Wikipédia)

Larry Sanger, cofundador da Wikipedia e criador do nome da enciclopédia online, foi banido por tempo indeterminado de editar páginas da própria plataforma. A punição ocorreu após ele remover um projeto externo para mudar a forma como determinados temas são tratados nos verbetes.

O bloqueio impede Sanger de editar artigos, mesmo sendo um dos nomes ligados à criação da plataforma em 2001. Segundo o site Dexerto, a comunidade do site acusou Sanger de tentar mobilizar usuários de fora para influenciar discussões internas.

O ex-executivo nega a acusação e diz que foi alvo de uma decisão sem processo justo. Num post de 22 de junho, Sanger disse ter sido bloqueado por “consenso de uma multidão” e criticou a condução do caso: “Não houve o devido processo legal, nem promotor, nem juiz imparcial, nem júri, nem interpretação da lei. Todos os meus juízes se autoselecionaram e me odiavam”.

Projeto ia mudar abordagem da Wikipedia

Editores acusaram Sanger de tentar influenciar discussões editoriais após projeto (imagem: reprodução)

A disputa começou com o WikiProject Intellectual Diversity, projeto criado por Sanger para defender o que ele chamou de “compromisso original e firme com a diversidade intelectual” da Wikipedia, que completa 25 anos em 2026.

A proposta buscava abrir espaço para visões que, segundo ele, estariam sub-representadas na enciclopédia. Entretanto, a forma de divulgação do projeto fez com que os editores o acusassem de tentar chamar pessoas externas para influenciar as discussões e decisões editoriais.

Pelas regras da Wikipedia, esse tipo de mobilização pode distorcer o funcionamento da comunidade. Editores também o acusaram de não contribuir de forma construtiva com a enciclopédia.

Vale reforçar que Sanger deixou o projeto logo após a fundação da Wikipédia. Em declarações anteriores, ele chegou a dizer que a Wikipedia estava “quebrada além de qualquer possibilidade de reparo”, relembra o Dexerto.

Ajuda de outro cofundador não funcionou

No dia seguinte ao bloqueio inicial, Sanger chegou a ser desbloqueado após uma intervenção de Jimmy Wales, outro cofundador da Wikipedia. A decisão, porém, foi revertida pela comunidade na mesma noite. “Agora é realmente oficial. As acusações são mentiras e deturpações”, afirmou após a nova decisão.

Well, now it’s really official. After being blocked this morning, then unblocked (after being defended by Jimmy Wales), I have now, as of this evening, been “blocked indefinitely” from editing Wikipedia.

The charges are lies and misrepresentations.

More soon. https://t.co/9hKptUiqDK pic.twitter.com/Ae5RU90U8h

— Larry Sanger (@lsanger) June 23, 2026

Ao New York Post, ele disse estar “atônito” com o desfecho e atribuiu a punição a uma “turba sem rosto”. Ao comentar o banimento, Sanger também relembrou críticas antigas à falta de regras formais para a governança da plataforma: “Eu avisei a vocês, lá em 2004, que a Wikipedia precisa desesperadamente de uma carta comunitária adequada e do império da lei”.

A relação de Wales, aliás, também não é a das mais amigáveis com o corpo de colaboradores da Wikipédia. O cofundador esteve no centro das discussões com voluntários da edição em inglês após mudanças na equipe da Fundação Wikimedia, que levaram editores a ameaçar greve.

Cofundador da Wikipedia está banido… da Wikipedia

(imagem: reprodução/Wikipédia)

Copa do Mundo dispara o tráfego de internet no Brasil

25 de Junho de 2026, 18:56
Neymar e Vini Jr na partida contra a Escócia (imagem: reprodução/Fifa)
Resumo
  • O data center da Elea no Rio de Janeiro registrou um pico de 951,89 Gb/s de trânsito de dados durante a partida da seleção brasileira contra a Escócia.
  • A alta demanda de internet durante a Copa do Mundo levou as operadoras a se prepararem para picos de tráfego, com a TIM projetando uma demanda cinco vezes maior do que o habitual.
  • A TIM está preparando sua infraestrutura de rede, incluindo a redução da latência e a utilização de inteligência artificial para gestão dinâmica da rede, para oferecer uma experiência mais estável aos clientes.

O interesse do brasileiro pela Copa do Mundo, com direito a jogos transmitidos em variados apps, levou a uma alta nunca antes vista de consumo de internet, segundo empresas do setor. O data center da Elea no Rio de Janeiro atingiu pico durante a partida de ontem (24/06), com 951,89 Gb/s de trânsito de dados durante o segundo gol de Vini Jr, por volta das 19h30.

O jogo do Brasil contra a Escócia voltou a evidenciar o impacto dos grandes eventos esportivos sobre a infraestrutura digital. Ao longo da competição, a empresa especializada em data centers também detectou outros dois momentos de tráfego intenso: 865,27 Gb/s na partida contra o Haiti (em 19/06) e 865,02 Gb/s na estreia contra o Marrocos (13/06).

No servidor identificado como RJO1 são processadas as transmissões da Globo e do Globoplay.

De acordo com a Elea, a alta decorre não apenas da transmissão dos jogos, mas também da procura por redes sociais, aplicativos de mensagens, plataformas digitais e serviços financeiros durante jogos da seleção masculina de futebol.

Como as operadoras se preparam para os picos de tráfego?

A operadora TIM projeta uma demanda cinco vezes maior do que o habitual nas próximas etapas do evento esportivo. Por conta disso, disse que está preparando a infraestrutura de rede. Ela afirmou que reduziu a latência e tomou outras providências para oferecer uma experiência mais estável aos clientes, mesmo nos momentos de pico extremo de acessos simultâneos.

Por exemplo, a TIM utiliza inteligência artificial para realizar a gestão dinâmica da rede. Tudo corre em tempo real. Há ainda parcerias com plataformas de streaming.

Copa do Mundo dispara o tráfego de internet no Brasil

Neymar e Vini Jr na partida contra a Escócia (imagem: reprodução/Fifa)

Valve diz que mercado de memória RAM ficou hostil para fabricantes de PCs

24 de Junho de 2026, 16:59
Valve precisou equipar a Steam Machine com apenas um pente de 16 GB de RAM (imagem: divulgação)
Resumo
  • Valve diz que fabricantes de memória RAM passaram a priorizar clientes de IA e deixaram de oferecer contratos de longo prazo para empresas de PCs.
  • Segundo a empresa, essas fabricantes disponibilizam uma cota de memória e um preço fixo, sem negociação.
  • O impacto na Steam Machine será sentido nos primeiros lotes, que chegarão com apenas um módulo de 16 GB de RAM.

A Valve revelou que enfrenta um cenário hostil para produzir as novas Steam Machines. Segundo a empresa, as fabricantes de memória RAM adotaram uma postura de “pegar ou largar” na venda dos componentes, barrando contratos de longo prazo e afetando a indústria de hardware para o consumidor final. O motivo dessa mudança já é conhecido: a prioridade do mercado é atender projetos de inteligência artificial.

Em entrevista ao canal Gamers Nexus, um representante da Valve detalhou a dinâmica agressiva dos fornecedores. Todo mês, os fabricantes disponibilizam uma cota de memória e um preço fixo, sem nenhuma margem para negociação. “É sim ou não. E se dissermos não, eles nunca mais falam com a gente”, relatou.

A falta de opções no mercado forçou a Valve a adaptar o seu novo dispositivo. A empresa afirmou que os primeiros lotes da Steam Machine serão enviados com apenas um pente de 16 GB de RAM.

Essa teria sido a saída encontrada para manter a produção dentro do que as fornecedoras permitem comprar mensalmente, sem comprometer o desempenho, conforme os testes da companhia.

O novo PC de sala da Valve começará a ser distribuido no dia 29/06. Os dispositivos chegam aos consumidores com o preço inicial de US$ 1.049 (cerca de R$ 5.400), valor que reflete essa dificuldade na fabricação.

Por que a memória RAM sumiu do mercado de PCs?

Diversos pentes de memória RAM
Fabricantes de DRAM priorizam IA e deixam mercado doméstico no fim da fila (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O gargalo ocorre porque as gigantes da produção de DRAM, como a Samsung e a Micron, redirecionaram quase toda a sua infraestrutura para suprir a demanda de grandes clientes corporativos, como a OpenAI, que compra volumes massivos de memória. Na prática, é um modelo de negócios mais lucrativo do que fornecer peças para computadores pessoais e consoles.

A transição foi tão brusca que algumas fabricantes abandonaram a produção voltada ao mercado doméstico e outras, como a G.Skill, enfrentam dificuldades para manter suas linhas de produtos voltadas para o consumidor.

Como as gigantes da tecnologia continuam despejando investimentos recordes em data centers e a indústria não consegue suprir a atual demanda, a tendência é que computadores e videogames fiquem ainda mais caros no curto e médio prazo.

Valve diz que mercado de memória RAM ficou hostil para fabricantes de PCs

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A Odisseia ganha audiolivro com voz clonada de Michael Caine

23 de Junho de 2026, 15:57
Fotografia do ator Michael Caine, um homem de cabelos brancos
Voz clonada do ator narra A Odisseia (imagem: divulgação/Fox Searchlight)
Resumo
  • ElevenLabs lançou um audiolivro gratuito de 13 horas de A Odisseia, narrado por uma réplica digital autorizada da voz do ator Michael Caine.
  • A voz sintética foi criada a partir de uma parceria comercial firmada entre Caine e a empresa no ano passado, e a produção levou seis semanas.
  • O audiolivro está disponível no aplicativo ElevenReader e inclui uma trilha sonora de fundo gerada sinteticamente.

A ElevenLabs lançou uma versão em audiolivro de A Odisseia, de Homero, narrada por uma réplica gerada por inteligência artificial da voz do ator Michael Caine. A produção tem 13 horas de duração e está disponível gratuitamente no aplicativo ElevenReader.

A voz sintética foi criada a partir de uma parceria comercial firmada entre Caine e a empresa no ano passado, segundo o site Deadline, e a produção levou seis semanas no sistema da ElevenLabs.

Além da narração principal com a voz clonada de Caine, o audiolivro usa outras vozes de IA para compor o elenco da história. A produção também inclui uma trilha sonora de fundo gerada sinteticamente.

Caine defende uso da tecnologia

A clonagem de voz por IA é uma das ferramentas permitidas pela tecnologia que mais causa alvoroço no mundo real, pois é extremamente associada a usos ilegais. Para Caine, porém, a inovação permite reimaginar a obra para o público moderno.

Em comunicado, o ator, que anunciou aposentadoria no ano passado, associou o projeto à tradição oral de A Odisseia, poema que atravessou gerações antes mesmo de circular como texto escrito, e que ganhará nova adaptação pelas mãos do cineasta Christopher Nolan no mês que vem.

“A Odisseia é uma das maiores histórias já contadas. Por quase três milênios, seus temas de perseverança, lealdade, tentação e o chamado duradouro do lar ressoaram em várias culturas e gerações”, afirmou Caine.

Hollywood ainda debate IA

Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Inteligência artificial ainda gera debates em Hollywood (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A iniciativa do ator ocorre em um contexto sensível para a indústria od entretenimento, que enxerga a IA como um concorrente. Em 2023, o Sindicato de Atores dos Estados Unidos (SAG-AFTRA) chegou a entrar em greve contra a expansão do uso de IA em produções cinematográfias, em apoio ao Sindicato dos Roteiristas.

Os setores criativos da indústria temem que a inteligência artificial acabe roubando empregos, especialmente de atores menores, e que tecnologias de escaneamento (de voz e imagem) levem a precarização do trabalho.

Mas Caine não é o primeiro grande astro de Hollywood a se envolver com a tecnologia. Ben Affleck e Ashton Kutcher fundaram empresas no setor, enquanto Matthew McConaughey, que trabalhou com Caine no filme Interestelar, é um dos investidores da ElevenLabs.

ElevenLabs vê audiolivro como vitrine

Para a ElevenLabs, o projeto também deve servir como demonstrativo das ferraemtnas de voz sintética, um dos carros-chefe da empresa. O executivo da área de parcerias da ElevenLabs, Dustin Blank, disse ao Deadline que a intenção é tornar o épico mais acessível em um momento de grande interesse pela obra.

O lançamento também serve como vitrine para outros criadores interessados em usar vozes geradas por IA em produções narrativas.

A Odisseia ganha audiolivro com voz clonada de Michael Caine

💾

Audiolivro gratuito tem 13 horas de duração e usa réplica digital autorizada do ator britânico.

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Valve quer levar SteamOS para PCs com chips Intel e Nvidia

23 de Junho de 2026, 13:27
SteamOS em um Stem Deck
SteamOS em um Stem Deck (imagem: divulgação/Valve)
Resumo
  • Valve está trabalhando para tornar SteamOS compatível com PCs equipados com processadores Intel e placas de vídeo Nvidia;
  • SteamOS 3.8.10 já introduziu suporte a chips Intel e esforços estão em andamento para adicionar compatibilidade com GPUs Nvidia, embora isso deva levar mais tempo;
  • objetivo é tornar o SteamOS um sistema operacional mais difundido no mercado.

Poderá o SteamOS se tornar tão acessível em termos de hardware quanto o Windows ou distribuições Linux comuns? Bom, o caminho para isso já está sendo preparado. Pelo menos é o que podemos presumir com a confirmação de que a Valve está trabalhando para tornar o sistema plenamente compatível com máquinas equipadas com processador Intel e/ou placa de vídeo Nvidia.

Cabe contextualizar desde já. O SteamOS foi desenvolvido originalmente para rodar no portátil Steam Deck, que chegou ao mercado com uma APU, isto é, um chip da AMD que reúne CPU e GPU.

A base principal do sistema tem sido o hardware da AMD desde então. Vide o exemplo da nova Steam Machine, que teve seus preços liberados nesta semana após meses de espera. A máquina tem CPU com núcleos AMD Zen 4, bem como GPU baseada na arquitetura AMD RDNA 3.

É possível rodar o SteamOS com hardware de outras empresas, mas isso normalmente envolve um nível maior de trabalho. Ao que tudo indica, isso não vai ser necessário em um futuro próximo. Isso porque o SteamOS 3.8.10 introduziu um “firmware inicial” para portáteis equipados com chips Intel, o que inclui algum nível de suporte para os processadores atuais da companhia.

O suporte oficial a chips gráficos da Nvidia deve demorar mais um pouco, mas também está a caminho. Pierre-Loup Griffais, um dos responsáveis pelo SteamOS, revelou ao The Verge que já há esforços nesse sentido, tanto por parte da Valve quanto por parte da Nvidia. Apesar disso, o suporte a GPUs Nvidia não deve chegar em 2026.

Imagem exibe uma Steam Machine sobre uma mesa de madeira. Se trata de um cubo preto, com um led branco na parte inferior.
Uma Steam Machine (imagem: divulgação/Valve)

SteamOS para todo mundo

Esse movimento faz parte de um plano maior: tornar o SteamOS um sistema operacional mais difundido no mercado, de modo que, eventualmente, ele possa até ser instalado em Steam Machines montadas pelos próprios usuários.

Nesse sentido, Griffais até comentou sobre a possibilidade de o SteamOS rodar em dual boot com o Windows ou outros sistemas operacionais — presumivelmente, uma distribuição Linux convencional. Já é possível fazer isso, mas com algum esforço.

O que é o SteamOS?

O SteamOS é um sistema operacional mantido pela Valve e baseado na distribuição Arch Linux, mas tem o diferencial de ter interface e recursos específicos para a execução de jogos. O foco inicial ficou sobre a linha de portáteis Steam Deck, mas, como já ficou claro, a Valve trabalha para tornar o projeto compatível com mais máquinas.

Apesar do foco em jogos, favorecido pelo Gaming Mode, o SteamOS também oferece o Desktop Mode, que é baseado na interface KDE Plasma e permite o uso do computador para outras atividades.

Valve quer levar SteamOS para PCs com chips Intel e Nvidia

SteamOS em um Stem Deck (imagem: divulgação/Valve)

(imagem: divulgação)

União Europeia rejeita proposta que impediria abandono de jogos online

18 de Junho de 2026, 13:23
Joystick para Xbox
União Europeia rejeita proposta que impediria abandono de jogos online (imagem ilustrativa: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • Comissão Europeia rejeitou proposta do movimento Stop Killing Games para proibir que estúdios desativem jogos online deliberadamente;
  • entidade justificou decisão com base nas leis de direitos autorais e de propriedade intelectual das empresas;
  • organizadores do movimento declararam que já esperavam pela resposta e que continuarão com a companha.

Nos últimos anos, a União Europeia adotou uma série de medidas regulatórias de âmbito digital. Mas uma delas ficou de fora: as reivindicações do movimento Stop Killing Games (Pare de Matar Jogos), que visa evitar que empresas desativem jogos pelos quais os usuários pagaram, foram rejeitadas recentemente pela Comissão Europeia.

Estamos falando de uma mobilização iniciada pelo youtuber americano Ross Scott em 2024. A iniciativa ganhou força depois que a Ubisoft desativou os servidores do jogo de corrida The Crewhouve queixa sobre isso até no Brasil. Como o game dependia de recursos online, mesmo no modo de jogador único, a decisão impediu os usuários de continuarem jogando o título.

Como os jogadores pagaram para ter acesso ao game, Scott entendeu que não é justo que companhias do ramo desativem recursos que, no fim das contas, tornam o título afetado inutilizável.

Em linhas gerais, o movimento exige que estúdios de jogos mantenham pelo menos os recursos mínimos necessários para que títulos que dependam de serviços online continuem operantes, o que pode incluir a liberação de ferramentas para a criação de servidores particulares ou atualizações para execução de modo offline, por exemplo.

Comissão Europeia rejeitou proposta

A campanha ganhou adesões a ponto de ter levado à criação de uma petição sobre o assunto direcionada à União Europeia. Por lá, a campanha recebeu o nome Stop Destroying Videogames (Pare de Destruir Videogames) para evitar o uso da palavra “killing” (“matar”) em documentos oficiais.

Cerca de 1,3 milhão de assinaturas foram colhidas para isso com o objetivo de os países do bloco contarem com uma legislação específica para prevenir o encerramento deliberado de jogos.

Do início de 2026 para cá, reuniões, debates e audiências públicas sobre o tema foram realizadas pela Comissão Europeia. Até que, no último dia 16, o órgão anunciou que não levará a proposta adiante:

A Comissão considera que, neste momento, não pode propor uma obrigação legal de manter os videogames jogáveis após a interrupção do seu fornecimento comercial. Isso se deve, também, aos direitos de propriedade intelectual existentes.

De acordo com a legislação de direitos autorais da UE, os detentores de direitos gozam de direitos exclusivos sobre suas criações. Além dos direitos autorais, outros direitos de propriedade intelectual também podem ser relevantes, pois podem proteger diferentes aspectos visuais e tecnológicos de um videogame.

Comissão Europeia

Símbolo da campanha Stop Killing Games
Símbolo da campanha Stop Killing Games (imagem: reprodução)

Movimento Stop Killing Games continua

A declaração desapontou os apoiadores da iniciativa, é claro. Mas, via X, o movimento Stop Killing Games sinalizou não ter ficado surpreso com a decisão da Comissão Europeia e declarou que a campanha continuará:

Esta decisão não é inesperada. Mas estávamos preparados para ela. É por isso que, juntamente com o Parlamento Europeu, estamos pressionando para que a iniciativa Stop Killing Games seja incluída na Lei de Equidade Digital. Podemos continuar mesmo sem a Comissão e sua indecisão.

Quem deve ter comemorado são os estúdios. No ano passado, o CEO da Ubisoft, Yves Guillemot, chegou a declarar que “nada é eterno” ao comentar a companha Stop Killing Games.

União Europeia rejeita proposta que impediria abandono de jogos online

Acessórios para Xbox também ficarão mais caros (imagem ilustrativa: divulgação/Microsoft)

Símbolo da campanha Stop Killing Games (imagem: reprodução)

Samsung já pode vender o Galaxy A27 no Brasil

18 de Junho de 2026, 11:45
Galaxy A27 em ilustração promocional, com câmera traseira tripla
Galaxy A27 está a caminho do Brasil (imagem: reprodução/Samsung Magazine)
Resumo
  • O Galaxy A27 foi homologado na Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • Celular terá 5G, Wi-Fi 5, Bluetooth e NFC.
  • Ainda não há data de lançamento ou preço divulgados para o mercado nacional.

Foi rápido: o novo Galaxy A27 surgiu na República Tcheca na semana passada, sorrateiramente, e agora já está aprovado para venda no nosso país. O Tecnoblog obteve os documentos de certificação do aparelho, com homologação emitida na terça-feira (16/06), cujo código de modelo é SM-A276B/DS.

A certificação não chega a surpreender. Em maio, a Samsung brasileira já havia deixado escapar a existência do modelo na página do Samsung Wallet.

Certificado de homologação da Anatel para o Galaxy A27 (SM-A276B/DS) com emissão em 16/06/2026
Certificado de homologação do Galaxy A27 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Sabemos que o modelo será oferecido lá fora em opções de 6 ou 8 GB de RAM, 128 ou 256 GB de memória interna e com o SoC Snapdragon 6 Gen 3 da Qualcomm.

Se o chip for o mesmo para o modelo vendido na América Latina, se trata de um grande upgrade em relação ao antecessor, que veio com o Exynos 1280, processador que estreou com o Galaxy A53, de 2022. Porém, a certificação não nos permite confirmar esse detalhe.

No Brasil, o modelo virá com o o carregador EP-TA200 de meros 15 W, que a Samsung inclui em modelos mais baratos há anos, apesar de suportar recarga de até 25 W. A inclusão deste modelo de carregador também implica na inclusão de um cabo USB-A para USB-C na caixa.

Mão segurando carregador de celular sobre fundo abstrato
Carregador EP-TA200 de 15 W da Samsung (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog

A bateria também é um ponto em que a Samsung decidiu reaproveitar partes existentes: o componente, modelo EB-BA166ASY, é o mesmo utilizado no Galaxy A16, com 5.000 mAh. Não é algo incomum, considerando que até mesmo o Galaxy A57 reaproveita a bateria do antecessor.

Na parte de conectividade, os documentos corroboram o que já sabíamos graças aos vazamentos e à Samsung da República Tcheca: o modelo tem 5G, Wi-Fi 5 e Bluetooth. A certificação também confirma que o modelo tem NFC — pelo menos na versão homologada aqui, algo que ainda não estava claro mas era esperado pela faixa de preço e a presença no antecessor.

A fabricação do Galaxy A27 ficará a cargo de cinco fábricas da Samsung: duas no Vietnã, uma na Coréia e as duas usuais no Brasil, em Campinas e Manaus.

Quando e quanto?

Linha Galaxy A27 5G
Galaxy A27 5G virá em quatro opções de cores (imagem: reprodução/Samsung)

Ainda permanece o mistério de quando será o lançamento do Galaxy A27. O modelo ainda não recebeu anúncio oficial e as páginas dele no site tcheco foram removidas.

Segundo o GSMArena, o smartphone será vendido em países da Zona do Euro a partir de 350 euros (6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento), um aumento de 50 euros em relação ao preço de lançamento do A26. O modelo de 8/256 GB subiu mais ainda: 70 euros, e deverá ser vendido por 439 euros (cerca de 2.610 reais)

No Brasil, o A26 foi lançado no ano passado apenas na opção de 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento por R$ 2.299. Hoje, ele pode ser encontrado no varejo em torno dos R$ 1.500.

Para comparação, os irmãos A37 e A57 chegaram ao Brasil com preços de lançamento cerca de 600 reais maiores que os antecessores.

Samsung já pode vender o Galaxy A27 no Brasil

Certificado de homologação do Galaxy A27 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Carregador EP-TA200 de 15 W da Samsung (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog

Justiça brasileira multa big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões

16 de Junho de 2026, 15:59
Loot box
Justiça brasileira multa big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões por causa de loot boxes (imagem: Sameboat/Wikimedia)
Resumo
  • Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios multou big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões por usarem loot boxes em jogos;
  • decisão da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF considerou que loot boxes estimulam comportamentos de jogos de azar e afetam principalmente menores de idade;
  • empresas, incluindo Apple, Google e Microsoft, foram condenadas a pagar indenizações cujos valores serão direcionados ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, por meio da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF, determinou que desenvolvedoras de jogos e big techs como Apple, Google e Microsoft paguem indenizações por danos morais coletivos devido ao uso de loot boxes em games. A soma das multas chega a quase R$ 300 milhões.

Uma loot box consiste em uma caixa virtual geralmente oferecida em jogos que fornece recompensas que só se tornam conhecidas após a realização de pagamentos. Essas recompensas podem incluir “skins” para personagens, armas mais potentes, itens raros e assim por diante.

Na primeira olhada, parece não haver nada de errado com isso. Porém, especialistas em saúde mental e autoridades de várias partes do mundo entendem que as loot boxes seguem uma dinâmica de jogos de azar, pois tendem a ativar os mesmos circuitos cerebrais de recompensa ativados em jogos de cassino, por exemplo. Isso pode levar a vícios e outros comportamentos nocivos.

O caso em questão tem como base um processo movido pela Associação Nacional dos Centros de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Anced) contra empresas de games como Activision, Nintendo e Riot.

A acusação é a de que, ao explorarem loot boxes, essas companhias estimulam comportamentos de jogos de azar, afetando principalmente menores de idade.

Com relação a companhias como Apple, Google e Microsoft, elas foram incluídas na ação civil pública por hospedarem ou darem acesso aos tais jogos por meio de suas lojas de aplicativos.

A decisão judicial levou em conta que o ECA Digital, em vigor desde março para a proteção de crianças e adolescentes no âmbito digital, reconhece loot boxes como práticas ilícitas, mas que, mesmo antes disso, já era possível considerar essa abordagem como indevida com base no Estatuto da Criança e do Adolescente em vigor desde 1990.

Diante disso, as empresas envolvidas foram punidas com indenizações cujo valor considera aspectos como gravidade da conduta e capacidade econômica.

Márlon Reis, advogado da Anced, celebrou a decisão judicial:

Qual o valor da multa recebida por cada empresa?

De acordo com uma apuração do Tilt UOL, as companhias multadas e os valores de suas respectivas indenizações são os seguintes:

  • Apple: R$ 50 milhões (responsável pela App Store)
  • Microsoft: R$ 50 milhões (responsável pela Microsoft Store)
  • Google: R$ 40 milhões (responsável pela Play Store)
  • Sony: R$ 40 milhões (responsável pela PlayStation Network)
  • Tencent: R$ 50 milhões (desenvolvedora de PUBG Mobile)
  • Ubisoft: R$ 10 milhões (desenvolvedora de Tom Clancy’s Rainbow Six Siege)
  • Valve: R$ 10 milhões (desenvolvedora de Counter-Strike)
  • Riot Games: R$ 15 milhões (desenvolvedora de League of Legends)
  • Electronic Arts: R$ 20 milhões (desenvolvedora de Fifa, EA Sports UFC Mobile, Apex Legends, Plants vs Zombies e outros)
  • Konami: R$ 8 milhões (desenvolvedora de PES 2019, eFootball PES 2021 Mobile e Yu-Gi-Oh! Duel Links)
  • Nintendo: R$ 5 milhões (desenvolvedora de Mario Kart Tour)

A soma desses valores chega a R$ 298 milhões. As indenizações pagas serão direcionadas ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal.

Além das indenizações, a Justiça determinou a adoção de uma série de medidas pelas empresas apontadas, como exibir informações sobre o caráter aleatório das recompensas, implementar sistemas de verificação de idade e oferecer mecanismos acessíveis de reembolso nos jogos.

Mas, sim, todas as partes envolvidas ainda podem recorrer das decisões.

O número do processo em questão é 0701554-83.2021.8.07.0013.

Justiça brasileira multa big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões

Justiça brasileira multa big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões por causa de loot boxes (imagem: Sameboat/Wikimedia)

Apple é investigada por possível favorecimento ao iCloud

16 de Junho de 2026, 11:49
Ilustração mostra o logo da Apple ao centro, em cor verde claro. O fundo é azul e verde. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Investigação na Itália pode forçar Apple a realizar mudanças (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple é investigada na Itália por possível favorecimento ao iCloud nos sistemas da empresa.
  • A investigação apura se a Apple violou obrigações da Lei dos Mercados Digitais da União Europeia ao restringir serviços de nuvem concorrentes.
  • A dona do iPhone pode sofrer punições, incluindo ordens de modificação em seus sistemas e multas, se for confirmada a violação.

A Apple entrou novamente na mira das autoridades europeias. Nesta terça-feira (16/06), o órgão antitruste de defesa da concorrência da Itália anunciou a abertura de uma investigação para apurar se a dona do iPhone está privilegiando o iCloud em seus dispositivos móveis. A ação vai determinar se a empresa viola ou não obrigações exigidas pela Lei dos Mercados Digitais da União Europeia (DMA, na sigla em inglês).

O argumento principal é que o controle restrito sobre os sistemas iOS e iPadOS estaria limitando recursos de plataformas concorrentes como Google Drive ou OneDrive, criando um ambiente anticompetitivo e sem igualdade de condições para serviços concorrentes de armazenamento em nuvem.

Segundo a Reuters, os investigadores já reuniram indícios de que provedores terceirizados não conseguem operar com a mesma integração da solução nativa da Apple. A empresa aparentemente restringe o acesso aos mesmos componentes de hardware e software que o iCloud utiliza para funcionar.

Por que o iCloud pode violar a lei europeia?

A Lei dos Mercados Digitais da UE foi criada justamente para regular corporações de tecnologia que mantêm controle sobre grandes ecossistemas. Companhias com esse perfil, como o Google e a Apple, possuem o dever legal de assegurar que a concorrência seja justa dentro de seus sistemas.

Conforme dita essa nova legislação, a empresa deve garantir que fornecedores independentes possam funcionar de forma eficaz e gratuita com todos os recursos controlados pelo iOS e iPadOS.

O problema investigado na Itália é a diferença que impacta os serviços oferecidos para o consumidor final. Para quem usa o iPhone, o iCloud entrega uma experiência de sincronização automática e operação em segundo plano muito mais fluida do que outras alternativas de mercado que podem operar no aparelho.

O órgão regulador aponta que essa enorme vantagem acontece porque a Apple limita o acesso de terceiros a APIs fundamentais do sistema, bem como o uso de otimizações de bateria e processamento para aplicativos concorrentes.

A investigação revela que essa falta de igualdade impede que as soluções de terceiros ofereçam uma experiência equivalente à nativa. O resultado, segundo a autoridade antitruste, é que os consumidores acabam adotando o serviço da Apple por “conveniência forçada”, limitando o direito de livre escolha.

Imagem de um iPhone com o logo do iCloud ao centro
Concorrentes não têm acesso às mesmas APIs e otimizações que o iCloud (imagem: sdx15/Shutterstock)

Próximos passos

A iniciativa italiana representa a primeira investigação formal aberta por um órgão nacional europeu baseada na Lei dos Mercados Digitais. A fase atual do processo foca em coletar evidências técnicas, analisar a infraestrutura de software da Apple e receber manifestações oficiais das partes envolvidas.

Assim que essa apuração inicial estiver concluída, um relatório com as provas documentadas será enviado à Comissão Europeia. Caso a infração seja confirmada, a Apple poderá sofrer punições severas, o que inclui ordens de modificação em seus sistemas e multas altíssimas, calculadas de forma proporcional ao faturamento anual global da companhia.

Vale mencionar que a Apple já enfrenta processos antitruste em múltiplos países. Apenas nos últimos dois anos, as sanções impostas à empresa por violações de leis de concorrência e abuso de posição dominante já somaram quase US$ 3 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões em conversão direta).

No Brasil, a empresa enfrenta um inquérito no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por supostas práticas anticompetitivas no Apple Pay.

Apple é investigada por possível favorecimento ao iCloud

Apple (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

“Brasil é um parceiro confiável”: Europa quer aliança para disputar corrida da IA

12 de Junho de 2026, 17:37
Duas pessoas em uma entrevista ao vivo, com a convidada sentada e a palestrante falando em um palco com luzes vermelhas
Henna Virkkunen lidera projetos de soberania digital na UE (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A União Europeia quer o Brasil como parceiro na corrida tecnológica global de inteligência artificial, visando reduzir a dependência de big techs americanas e chinesas, segundo Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão Europeia.
  • O Brasil agora faz parte de um seleto grupo de países com vínculo de parceria com a UE, ao lado de Canadá, Coreia do Sul, Japão e Singapura, com o objetivo de avançar na autonomia e reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras para o desenvolvimento da inteligência artificial.
  • A UE está implementando medidas para aumentar sua soberania tecnológica, incluindo a criação de 19 fábricas de IA, com o objetivo de quintuplicar a capacidade computacional europeia em um ano, e alcançar 75% de adoção de IA nas empresas até 2030.

A União Europeia não esconde de ninguém que quer o Brasil (e tantos países quanto possível) ao seu lado na atual corrida tecnológica global, que foca na inteligência artificial. Nesta sexta-feira (12), o bloco assina uma parceria inédita no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Ontem, durante o Web Summit Rio, uma de suas mais poderosas dirigentes explicou o que está por trás deste gesto.

Henna Virkkunen é vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia. Durante um bate-papo no palco principal, ela foi questionada sobre o que define um “parceiro confiável”, e citou o Brasil pelo nome. Virkkunen também mencionou o acordo recém-assinado com o Mercosul.

Euro-Office
Euro-Office: suíte de produtividade será adotada por vários governos (imagem: reprodução/Nextcloud)

As falas se deram em meio a uma discussão sobre soberania tecnológica e dependência de big techs americanas e chinesas. Para a dirigente, a União Europeia segue com a estratégia de construir alianças fora do eixo EUA-China. Um dos exemplos mais recentes na região é o lançamento do Euro-Office, pacote de produtividade de código aberto que será adotado, a nível governamental, em vários países.

Com o acordo, o Brasil passa a integrar um seleto grupo com apenas outros quatro países com esse tipo de vínculo: Canadá, Coreia do Sul, Japão e Singapura. O acordo prevê cooperação em IA, governança de dados, infraestrutura digital pública, identidade e assinaturas digitais, proteção de crianças no ambiente online e coordenação em fóruns multilaterais de governança da internet.

A parceria não surge do nada porque Brasil e UE vêm construindo essa aproximação digital há anos: em 2024 formalizaram um Diálogo sobre Economia Digital, e em fevereiro de 2025 aprovaram um plano de trabalho conjunto para 2025-2026 com foco em IA, governança de dados, conectividade e redes 6G. O acordo desta sexta eleva esse diálogo técnico a um compromisso político de alto nível. Os temas prioritários incluem regulação de inteligência artificial, computação de alto desempenho, governança de dados e assinaturas digitais.

Recado à Apple e investimento em IA

Demonstração da Siri AI no iOS 27 (imagem: reprodução)

No painel, Virkkunen também detalhou o pacote de soberania tecnológica apresentado pela UE na semana passada, com metas ambiciosas para reduzir a dependência europeia em chips, nuvem e software. Os principais pontos são os seguintes:

  • Apple e Siri na Europa: questionada sobre a decisão da Apple de não lançar a nova Siri AI no mercado europeu por causa da Lei de Mercados Digitais (DMA), Virkkunen foi direta: “não há nada na DMA que impeça a Apple de trazer seus novos produtos para a Europa — foi uma decisão deles”. A executiva defendeu que a exigência de interoperabilidade não significa abrir segredos de negócio, mas sim impedir que gigantes fechem o mercado para concorrentes.
  • Infraestrutura de IA: a UE está criando 19 fábricas de IA distribuídas pelo bloco. Em um ano, a promessa é de que a capacidade computacional europeia seja cinco vezes maior do que a atual. Ela ficará disponível para startups e pequenas empresas treinarem seus próprios modelos.
  • Adoção de IA nas empresas: apenas 20% das empresas europeias usam IA, segundo levantamento de 2025. A meta oficial do bloco é chegar a 75% até 2030. No entanto, a própria Virkkunen admitiu que o número é baixo: “talvez devêssemos ter uma meta ainda maior, porque acho que todos os negócios deveriam usar os benefícios da IA”.
  • AI Act e agentes de IA: diante da crítica de que a UE estaria regulando a tecnologia de ontem, Virkkunen defendeu que o AI Act já cobre agentes de IA, por serem tratados como parte da IA generativa. Essa categoria tem obrigações de avaliação e mitigação de riscos.

“Brasil é um parceiro confiável”: Europa quer aliança para disputar corrida da IA

Henna Virkkunen lidera projetos de soberania digital na UE (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Euro-Office vem aí (imagem: reprodução/Nextcloud)

Demonstração da Siri AI no iOS 27 (imagem: reprodução)

99Compras vem para ser nova opção de compras online de mercado e rotina

10 de Junho de 2026, 15:52
99Compras
99Compras vem para ser nova opção de compras online de mercado e rotina (imagem: reprodução/99)
Resumo
  • serviço de entregas de supermercado, farmácia e afins da 99 chega aos municípios paulistas de Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema após piloto em Goiânia;
  • integrado ao aplicativo principal da 99, 99Compras ainda está em fase experimental para ajustar a interface entre lojistas, consumidores e entregadores antes do lançamento completo;
  • redes como Carrefour, Atacadão e Americanas já estão integradas à plataforma de entregas; plano da companhia é expandir a novidade para outras regiões em breve.

O segmento de compras online de itens de supermercado e rotina tem mais um competidor: a 99Compras. Depois de um período piloto em Goiânia (GO), o serviço estreou, nesta semana, nos munícipios paulistas de Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema.

A proposta da 99Compras é permitir que o usuário adquira, pela internet, itens de supermercado, farmácia, pet shop, floricultura e de várias outras categorias. As compras são feitas dentro do aplicativo da própria 99, não havendo necessidade de instalação de um app dedicado, portanto.

Na prática, é como se a novidade fosse uma expansão da 99Food, só que direcionada a produtos diversos em vez de focar em refeições.

Ainda em fase experimental

Com o novo serviço, a 99 passa a disputar espaço com o iFood e com o Amazon Now, por exemplo. Ou melhor, passará a disputar, pois o serviço ainda está em fase experimental, tal como a companhia explica:

Durante esse período de testes, a operação estará focada no desempenho do aplicativo e em garantir que a interface entre lojistas, consumidores e entregadores funcione de maneira eficiente e fluida para o lançamento completo.

99

Os testes começaram em abril deste ano, em Goiânia. A recente expansão é direcionada ao ABCD Paulista — a novidade estreia agora em Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema, e chegará a São Caetano do Sul em breve.

O plano é expandir a 99Compras para outras regiões, obviamente, o que tornará o serviço oficial. Ainda não há prazo para a chegada em outras localidades, mas a 99 dá a entender que isso não demorará a ocorrer.

Durante muito tempo, fazer compras online foi associado a preços mais altos do que no varejo físico, mas esse cenário vem mudando com a evolução da tecnologia e da logística.

Nosso objetivo é oferecer uma experiência acessível, prática e integrada à rotina das pessoas, conectando conveniência e variedade dentro do ecossistema da 99.

Talita Poleto, diretora comercial da 99Compras

Entre as lojas já integradas à 99Compras estão redes como Americanas, Farmácias Nissei, Carrefour e Atacadão.

99Compras vem para ser nova opção de compras online de mercado e rotina

99Compras vem para ser nova opção de compras online de mercado e rotina (imagem: reprodução/99)

Nvidia RTX Spark chega ao Brasil em novembro

9 de Junho de 2026, 13:18
Laptops abertos mostrando teclado e portas laterais
Notebook Dell XPS 16 Creator Edition tem RTX Spark (imagem: divulgação
Resumo
  • A Nvidia anunciou que os notebooks com o chip RTX Spark serão lançados no Brasil em novembro, segundo o diretor de vendas para América Latina, Marcio Aguiar.
  • O RTX Spark é um superchip que combina GPU e CPU, com arquitetura Blackwell, memória RAM máxima de 128 GB e largura de banda de 600 GB/s.
  • A Dell confirmou o lançamento do Dell XPS 16 Creator Edition com RTX Spark no Brasil, mas ainda não divulgou data e preço.

A Nvidia pretende iniciar as vendas dos notebooks com o novo chip RTX Spark no mercado brasileiro ainda este ano – provavelmente em novembro. O diretor de vendas para América Latina, Marcio Aguiar, confirmou o interesse da companhia no Brasil durante uma conversa com jornalistas no Web Summit Rio.

“Estamos trazendo o conhecimento que temos de GPUs para as work stations, e mesclando capacidade gráfica com inteligência artificial”, disse o executivo. Não custa lembrar: a RTX Spark foi divulgada como um superchip que combina GPU e CPU, mais ou menos na mesma pegada de alguns produtos da Apple. Ela funciona com arquitetura Blackwell, memória RAM máxima de 128 GB e largura de banda de 600 GB/s.

Palestrante em mesa durante o Web Summit, falando ao microfone em um painel
Marcio Aguiar é diretor de vendas da Nvidia na América Latina (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Dell prevê notebook com RTX Spark no país

Eu tive uma conversa exclusiva com Marcio Aguiar sobre os bastidores do projeto. Ele disse que a Nvidia será a responsável por projetar o novo chip e que, na sequência, as fabricantes de aparelhos (OEMs) poderão anunciar seus produtos baseados na RTX Spark. Todas as companhias parceiras da Nvidia poderão lançar produtos com a tecnologia e não haverá exclusividade para nenhuma delas.

O preço ainda não está definido. Quando perguntado sobre a faixa que ocuparia no mercado doméstico, o diretor de vendas disse que cada fabricante irá determinar a estratégia para trazê-lo ao país. Pelo menos oito marcas já embarcaram no projeto: Acer, Asus, Lenovo, Dell, Gigabyte, HP, Microsoft e MSI. A Dell confirmou ao Tecnoblog que lançará o novo Dell XPS 16 Creator Edition por aqui, mas sem precisar data e preço.

Superchip RTX Spark (imagem: reprodução/Nvidia)

Nvidia prepara entrada em mercado de notebooks

O projeto do RTX Spark resulta no ingresso da Nvidia num mercado bastante dinâmico, e que ganhou novos contornos nos últimos meses, após o lançamento do MacBook Neo. O aparelho da Apple traz um design bastante elogiado e uma combinação de hardware que parece atender à maioria dos consumidores. Ele já recebeu várias promoções e foi visto por cerca de R$ 5.300.

As propostas, no entanto, são completamente diferentes. De acordo com Aguiar, o superchip da Nvidia foi desenvolvido especificamente com a IA em mente. “Queremos mostrar ao mercado o potencial da nossa plataforma.” Enquanto isso, o MacBook Neo utiliza processador de celular: o A18 Pro, visto no iPhone 16 Pro, de 2024. “Não foi desenhado para isso”, complementa o executivo.

Nvidia RTX Spark chega ao Brasil em novembro

Notebook Dell XPS 16 Creator Edition tem RTX Spark (imagem: divulgação

Marcio Aguiar é diretor de vendas da Nvidia na América Latina (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Superchip RTX Spark (imagem: reprodução/Nvidia)

Paramount entra no mercado de games e anuncia título das Tartarugas Ninja

8 de Junho de 2026, 08:16
The Last Ronin foi anunciado durante Summer Game Fest 2026 (imagem: divulgação/Paramount Games Studio)
Resumo
  • A Paramount anuncia a entrada no mercado de games com o Paramount Games Studio, que já revelou seu primeiro jogo, Teenage Mutant Ninja Turtles: The Last Ronin, um título AAA baseado no universo das Tartarugas Ninja, desenvolvido pela Platinum Games.
  • O Paramount Games Studio foi formado após a aquisição de projetos da Skydance New Media, incluindo jogos como Marvel 1943: Rise of Hydra e um novo game da franquia Star Wars.
  • A equipe do Paramount Games Studio inclui nomes como Tony Driscoll, Shawn Kittelsen e Amy Hennig, que assumem cargos de liderança no estúdio.

A Paramount passará a apostar nos games como um dos grandes segmentos da empresa, conhecida mundialmente pela atuação no ramo da TV e do cinema. O primeiro título AAA do novo estúdio será Teenage Mutant Ninja Turtles: The Last Ronin, anunciado na última sexta (05/06), durante o Summer Game Fest.

O novo Paramount Games Studio herda os projetos antes tocados pelo Skydance New Media, que já tinha dois grandes jogos a caminho: Marvel 1943 – Rise of Hydra e um novo game da franquia Star Wars, ainda sem nome.

A entrada da gigante do cinema vem em meio ao movimento de compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount por US$ 110 bilhões, cerca de R$ 563 bilhões. O negócio ainda está em processo de concretização nos Estados Unidos.

Para o novo Paramount Games Studio, a compra significaria acesso a IPs de sucesso, como Harry Potter, Game of Thrones, entre outras franquias. Quem fica à frente do projeto é Tony Driscoll, que divide a função de presidente do estúdio com o cargo de Head de Estratégia Corporativa e Desenvolvimento da Paramount.

Jogo de estreia anunciado na Summer Game Fest

A novidade da Paramount foi divulgada em sites especializados horas antes do Summer Game Fest 2026, principal evento de jogos da atualidade, que substitui a saudosa feira E3 desde 2022. The Last Ronin será um jogo de ação e aventura que conta a história da última Tartaruga Ninja sobrevivente em uma missão por vingança.

O game será desenvolvido pela Platinum Games, por trás de Bayonetta, NieR: Automata e outros títulos conhecidos no meio gamer. Seu primeiro teaser mostra algumas imagens que indicam gráficos realistas e uma versão mais obscura do universo das Tartarugas Ninja. Ainda não há uma data de lançamento e tampouco informações sobre plataformas compatíveis, mas a Paramount Games Studio prevê disponibilidade nos consoles e PC.

Nova Paramount Games Studios tem time de peso

Além do presidente Tony Driscoll, o novo estúdio da Paramount terá alguns nomes de peso na equipe. Shawn Kittelsen, que já trabalhou como diretor narrativo em jogos como Mortal Kombat 11 e Injustice 2, chega como head de criação e produção, enquanto Amy Hennig será a nova diretora criativa, após trabalhos em franquias como Forspoken, Battlefield e Uncharted. Ambos já tinham posições de liderança tanto na Skydance Interactive quanto na Skydance New Media. Já Dan Prigg assume como vice-presidente executivo.

Paramount entra no mercado de games e anuncia título das Tartarugas Ninja

💾

Empresa terá acesso a Harry Potter, Game of Thrones e outras franquias de sucesso.

Anatel amplia guerra contra telemarketing abusivo até 2028

5 de Junho de 2026, 11:13
Logotipo da Anatel com cidade ao fundo. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Ligações mudas são o alvo principal da agência reguladora (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anatel ampliou até 2028 a norma que permite suspender empresas de telemarketing por até 15 dias.
  • O prazo original venceria em 2026, mas foi prorrogado por mais dois anos.
  • A agência reguladora estima que 247 bilhões de chamadas indesejadas foram interceptadas nos últimos quatro anos.

A Anatel prorrogou até o dia 31 de outubro de 2028 as medidas que autorizam o bloqueio de empresas responsáveis por práticas de telemarketing abusivo no Brasil. A decisão estende a ofensiva contra centrais de atendimento que disparam chamadas massivas.

O prazo original da norma venceria em 2026, mas foi prorrogado para garantir a persistência da fiscalização. A medida tenta proteger o consumidor dos transtornos gerados pelas “ligações mudas”.

Regra pune as empresas de telemarketing

A Anatel pune as empresas infratoras com a suspensão das operações por 15 dias, impedindo a realização de novas chamadas, além da aplicação de multas. O critério leva em conta o volume diário de tráfego.

Para sofrer a sanção, a empresa precisa atingir simultaneamente dois indicadores em um mesmo dia: realizar mais de 100 mil chamadas curtas e registrar uma taxa de desligamento rápido de pelo menos 85% dessas ligações.

Para fins de regulação, uma chamada é classificada como curta quando é encerrada em um intervalo de até seis segundos. A medida determina que as próprias operadoras de telefonia realizem o bloqueio imediato das linhas pertencentes às companhias infratoras.

Contudo, muitas empresas ainda insistem nessas ligações, pois utilizam robôs para limpar listas de contatos. Funciona assim: o sistema dispara milhares de chamadas de uma vez e, assim que você atende, o algoritmo confirma que o número existe e está ativo, desliga e guarda o contato como “validado” para campanhas futuras. A punição imposta pela Anatel serve justamente para dificultar esse tipo de operação.

247 bilhões de chamadas bloqueadas

A Anatel estima que, somente nos últimos quatro anos, cerca de 247 bilhões de chamadas indesejadas foram interceptadas graças aos mecanismos de fiscalização. Relatórios apontam que aproximadamente 85% dessas ligações irregulares são barradas na própria origem da rede, não chegando a acionar o toque nos celulares dos usuários finais.

Apesar da alta eficácia na retenção, o monitoramento contínuo se mantém devido às operações irregulares que tentam burlar as barreiras. Segundo o Jornal Nacional, usuários ainda recebem a mesma ligação muda até 30 vezes ao dia.

Impasse do prefixo 0303

Ilustração de uma mão segurando um celular. Na tela aparece uma chamada identificada como "telemarketing".
Prefixo 0303 chegou ao fim (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A renovação das medidas cautelares até 2028 é mais um desdobramento do planejamento da Anatel focado na transparência e experiência do usuário. A primeira grande investida ocorreu em 2019, com o lançamento da plataforma Não Me Perturbe, um sistema centralizado e gratuito que permitiu aos brasileiros bloquearem preventivamente ofertas de TV por assinatura, internet e serviços financeiros.

Posteriormente, a agência avançou com a implementação do prefixo 0303 para todas as centrais de telemarketing ativo. Contudo, essa obrigatoriedade chegou ao fim. A Anatel revogou no ano passado a regra que exigia que empresas do setor utilizassem o código para identificar as chamadas de forma explícita na tela do celular.

A mudança gerou debates no setor e levou o Ministério Público Federal (MPF) a recomendar a retomada do uso do prefixo para conter os abusos de forma mais transparente.

Anatel amplia guerra contra telemarketing abusivo até 2028

Anatel exigirá 4G para homologar equipamentos móveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Telemarketing abusivo incomoda brasileiros há anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Polícia Federal faz operação contra central falsa de banco

2 de Junho de 2026, 09:47
Ilustração de uma mão segurando um smartphone. A tela exibe uma chamada recebida, com a identificação de golpe. Na parte inferior direita, o logo do "Tecnoblog" é visível.
Criminosos criaram rede de celular para enviar SMSs golpistas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Polícia Federal realiza a Operação Linha Fantasma para combater o golpe da central falsa de banco, que utilizava SMS fraudulentos e números telefônicos que imitavam bancos e instituições financeiras.
  • Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, mandados de prisão temporária e prisões em flagrante em Feira de Santana (BA) e São Paulo.
  • Os investigados poderão responder por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (02/06) uma operação para combater o golpe da central falsa de banco, que se vale tanto de SMS fraudulentos quanto de números telefônicos que imitam bancos e instituições financeiras.

Na ação, batizada de Operação Linha Fantasma, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Feira de Santana (BA) e um na cidade de São Paulo. Além disso, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e duas prisões em flagrante. As medidas foram expedidas pela 4ª Vara Federal de Sorocaba, no interior de São Paulo.

De acordo com a corporação, os investigados poderão responder pelos crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos eventualmente identificados no curso das investigações.

Diversas mensagens no celular
Enxurrada de mensagens com avisos falsos de compras (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A investigação teve início a partir de informações encaminhadas por uma operadora de telefonia cujo nome não foi informado. Ela identificou o envio em massa de mensagens fraudulentas informando sobre supostas compras ou transações suspeitas. Elas recomendavam o contato com números iniciados por 0800, utilizados como falsas centrais de atendimento.

Segundo as investigações, ao entrarem em contato com os números, as vítimas eram induzidas a fornecer dados pessoais e bancários ou a realizar procedimentos que permitiam o acesso indevido às contas bancárias.

As apurações apontam que o grupo utilizava empresas formalmente constituídas e infraestrutura tecnológica para conferir aparência de legitimidade às fraudes. Também foram identificados indícios de movimentação financeira fracionada, com possível objetivo de dificultar o rastreamento dos valores.

Polícia Federal faz operação contra central falsa de banco

Criminosos criaram rede de celular para enviar SMSs golpistas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Enxurrada de mensagens falsas com compras (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

MediaTek ajudou a criar o Nvidia RTX Spark, e explica como

1 de Junho de 2026, 16:40
Nvidia RTX Spark ao lado dos logotipos da Nvidia e MediaTek
MediaTek ajudou a criar o Nvidia RTX Spark, e explica como (imagem: reprodução/MediaTek)
Resumo
  • Nvidia revelou chip RTX Spark para equipar notebooks e miniPCs focados em inteligência artificial;
  • MediaTek colaborou na integração e gerenciamento de energia do novo chip;
  • novidade traz CPU de arquiterua Arm e GPU integrada Blackwell, marcando a estreia da MediaTek e Nvidia em um novo segmento.

Foram meses de rumores até a Nvidia anunciar, na Computex 2026, o seu “superchip” para PCs. O Nvidia RTX Spark reúne núcleos de CPU e GPU para atender a notebooks ou miniPCs de alto desempenho. Mas a Nvidia não está sozinha no projeto: a novidade foi desenvolvida em parceria com a MediaTek.

Não chega a ser surpresa. O Nvidia RTX Spark é baseado no chip GB10 Grace Blackwell, SoC apresentado no início de 2025 para equipar o DGX Spark AI, supercomputador em formato de miniPC que é direcionado a atividades de inteligência artificial e, no início, era chamado de Project Digits.

O GB10 é resultado de uma parceria entre a Nvidia e a MediaTek. Nada mais natural que ambas as companhias tenham trabalhado juntas para tirar o RTX Spark do papel, desta vez com o intuito de fazer as adaptações necessárias para o chip ser apto ao segmento de PCs — notebooks e miniPCs de alto desempenho, para ser exato.

Qual o papel da MediaTek no RTX Spark?

A própria MediaTek destaca que o seu papel foi o de, essencialmente, aplicar a sua experiência com chips de baixo consumo energético (direcionados principalmente a celulares) para ajudar a Nvidia na integração interna da novidade, de modo a permitir que CPU, cache e outros componentes se comuniquem de modo eficiente.

Isso foi feito por meio de cinco abordagens principais:

  • integração de sistema: combinação dos diferentes blocos do chip, trabalho que contou com o apoio da TSMC, responsável pela litografia de 3 nm do RTX Spark;
  • motor de alto desempenho: significa que a MediaTek foi responsável por desenvolver e combinar o bloco de CPU com o sistema de cache do chip;
  • arquitetura de memória: implementação de um controlador de memória de alto desempenho, capaz de suportar até 128 GB de memória RAM unificada (essa é justamente a quantidade máxima de RAM com a qual o RTX Spark trabalha);
  • gerenciamento inteligente de energia: aplicação de tecnologias de Circuito Integrado de Gerenciamento de Energia (PMIC, na sigla em inglês) para otimizar a alimentação elétrica do chip;
  • conectividade sem fio: integração de tecnologias de comunicação sem fio de latência ultrabaixa para prevenção de atrasos em jogos ou aplicações de IA que se comunicam com as nuvens, por exemplo.

O que é o Nvidia RTX Spark?

O Nvidia RTX Spark é um “superchip” para PCs que combina até 20 núcleos de CPU de arquitetura Arm com uma GPU Nvidia Blackwell com 6.144 núcleos CUDA (equivalente a uma GeForce RTX 5070). A novidade pode trabalhar com até 128 GB de memória LPDDR5X para equipar PCs de alto desempenho focados em execução local de aplicações de IA.

Para a MediaTek, o projeto pode ter um efeito positivo indireto, creio: diminuir a percepção de que a empresa é tecnologicamente inferior à Qualcomm que, aliás, deu as boas-vindas à Nvidia ao segmento de chips Arm para PCs.

Mais interessante, porém, foi a reação da Intel sobre o Nvidia RTX Spark: a companhia manifestou ter uma “dose saudável de paranoia” sobre a novidade, mas ressaltou que ainda acredita que seus próprios chips são as melhores soluções para os clientes.

MediaTek ajudou a criar o Nvidia RTX Spark, e explica como

💾

Direcionado a PCs de alto desempenho focados em IA, RTX Spark é um chip que reúne CPU e GPU. Projeto contou com participação da MediaTek.

MediaTek ajudou a criar o Nvidia RTX Spark, e explica como (imagem: reprodução/MediaTek)

Anatel vai usar IA para barrar eletrônicos piratas no Brasil

1 de Junho de 2026, 12:46
Ilustração com mãos segurando um celular e um ícone de pirataria, simbolizando fiscalização em marketplaces
Marketplaces serão um dos focos da nova fiscalização (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anatel passa a monitorar importações pelo Siscomex a partir de 1º de junho para barrar eletrônicos piratas no Brasil.
  • A agência reguladora também adotará inteligência artificial em seu novo sistema de certificação, o Certifica, previsto para ser lançado em julho.
  • O objetivo é reduzir o prejuízo anual estimado em R$ 600 bilhões causado pela venda de produtos não homologados no país.

A Anatel vai iniciar outra ofensiva para barrar a entrada de eletrônicos irregulares no Brasil. A partir desta segunda-feira (01/06), o órgão passa a monitorar importações por meio da plataforma Siscomex. A autarquia também deve adotar inteligência artificial em seu novo sistema de certificação, com lançamento previsto para julho de 2026.

Segundo o portal especializado TeleSíntese, o objetivo é mapear detalhadamente os produtos que chegam ao país e direcionar a fiscalização contra a venda de itens não homologados, apertando o cerco sobre distribuidores e plataformas de e-commerce. As informações foram comunicadas no 29º Fórum de Produtos para Telecomunicações, que ocorreu em Brasília na sexta-feira (29/05).

O que é e como a Anatel vai usar o Siscomex?

O Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior) é a plataforma do Governo Federal responsável por registrar e controlar todas as operações aduaneiras de importação e exportação do país. A Anatel agora foi formalmente incluída no ecossistema.

A fiscalização ocorrerá logo após a entrada do equipamento, por meio da leitura das informações da Declaração Única de Importação (Duimp). Nesse momento, a autarquia cruzará dados, como o CNPJ da empresa importadora, a classificação fiscal da carga, o tipo de aparelho e o preenchimento correto do código de homologação.

Empresas que atuam dentro das regras terão a operação facilitada. A Anatel concentrará seus esforços nas cargas com indícios de irregularidade. Além de atuar por conta própria, a agência poderá fornecer relatórios à Receita Federal para otimizar as inspeções nas alfândegas.

Novo sistema com inteligência artificial

Logotipo da Anatel com cidade ao fundo. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
IA funcionará como assistente para os analistas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Outra ferramenta que será usada no combate à pirataria é o Certifica. Ele substituirá o antigo Sistema de Certificação e Homologação (SCH) e tem como grande diferencial o uso de automação e inteligência artificial na arquitetura.

A IA deve funcionar como uma assistente para os analistas humanos da agência. O sistema fará uma varredura nos processos, emitirá um relatório estruturado e permitirá que o servidor foque apenas na análise dos riscos de cada aparelho.

A área técnica da agência reconhece que o período de transição para a nova plataforma pode aumentar os prazos atuais — que hoje variam de 15 a 50 dias —, mas projeta uma redução significativa no futuro. Essa agilidade será crucial para liberar dispositivos com Wi-Fi e Bluetooth, que atualmente respondem por 70% de todo o volume de requerimentos processados pelo órgão.

Novo selo e combate ao mercado paralelo

Vale mencionar que a Anatel também está desenvolvendo um novo padrão de selo de segurança, com versões física e digital, para facilitar a verificação de autenticidade de aparelhos como celulares, baterias e carregadores por parte dos consumidores, fiscais e marketplaces.

Para coordenar essas inovações, a autarquia reativou sua comissão de hardware, criando uma força-tarefa que envolve ministérios, o Serpro e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria.

No evento, o superintendente da Anatel Vínicius Caram afirmou que o principal objetivo é frear um mercado paralelo que gera um prejuízo anual estimado em R$ 600 bilhões ao Brasil com a venda de produtos não homologados.

Anatel vai usar IA para barrar eletrônicos piratas no Brasil

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anatel exigirá 4G para homologar equipamentos móveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A reação da Intel ao anúncio do chip Nvidia RTX Spark para PCs

1 de Junho de 2026, 12:43
chip Nvidia RTX Spark
chip Nvidia RTX Spark (imagem: YouTube/Nvidia)
Resumo
  • Nvidia anunciou RTX Spark na Computex 2026, chip de alto desempenho que combina núcleos de CPU e GPU para PCs;
  • executivo da Intel reconheceu potencial do rival, mas destacou que chip de arquitetura Arm pode enfrentar barreiras de compatibilidade;
  • Nvidia RTX Spark é voltado a notebooks e miniPCs potentes, trazendo suporte avançado para IA local.

No segmento de PCs, a Nvidia é referência em placas de vídeo. Mas, na Computex 2026, a companhia deu um passo além ao anunciar o RTX Spark, um chip que reúne núcleos de CPU com GPU e é direcionado a PCs. A Intel ficou preocupada? Sim, mas ainda confia fortemente em seus próprios chips.

É o que Nish Neelalojanan, diretor sênior de gerenciamento de produtos da Intel, dá a entender. O executivo foi questionado pelo Tom’s Hardware sobre como a empresa enxerga a chegada do chip rival. Na resposta, Neelalojanan reconhece o potencial da Nvidia, mas sugere que o fato de o novo chip ser baseado na arquitetura Arm poderá trazer limitações a ele:

A Nvidia lança ótimos produtos, certo? E eles sabem como lidar com jogos, sabem como fazer todas essas coisas diferentes. Então, sempre encaramos tudo com uma dose saudável de paranoia, mas também estamos muito, muito confiantes em nossos produtos.

Quando uma CPU Arm entra no mercado, surgem muitos problemas de compatibilidade, DRM, retrocompatibilidade, então, como resultado, estamos muito confiantes de que temos a combinação certa de CPU e GPU para clientes, tanto em jogos quanto para o que chamamos de cargas de trabalho de inferência de IA.

Nish Neelalojanan, diretor sênior de gerenciamento de produtos da Intel

A resposta me pareceu coerente. Por um lado, Neelalojanan sinaliza que sabe que não pode menosprezar a Nvidia; por outro, demonstra entender que o RTX Spark terá desafios para se consolidar em PCs.

Poderá ter desafios, mesmo. Basta observarmos que, com os chips Snapdragon X, a Qualcomm tenta se estabelecer nesse mercado, mas ainda tem uma penetração muito pequena na comparação com a Intel e a AMD.

O ponto de atenção reside no fato de que o RTX Spark chega com uma proposta diferente. Enquanto os chips Snapdragon X priorizam a autonomia, a novidade da Nvidia foca em desempenho, até porque foi preparada para lidar com altas cargas de trabalho para inteligência artificial.

Além disso, a Microsoft revelou que está trabalhando junto à Nvidia para otimizar a execução do Prism pelo RTX Spark, componente do Windows 11 que emula software x86/x64 em computadores com chips de arquitetura Arm.

Levemos em conta também que a Nvidia fechou parcerias com desenvolvedores de aplicativos e jogos para que esses softwares tenham versões otimizadas para o RTX Spark.

Por conta disso, é prudente a Intel não contar muito com a possibilidade de o RTX Spark enfrentar limitações técnicas em sua estreia no mercado de PCs.

Algo que pode pesar a favor da Intel é o fator preço: como o RTX Spark é direcionado a computadores de alto desempenho, eles não serão baratos. Fala-se em preços começando em US$ 3.500 (R$ 17.650 em conversão direta).

O que é o Nvidia RTX Spark?

O Nvidia RTX Spark é um “superchip” para PCs que combina até 20 núcleos de CPU de arquitetura Arm com uma GPU Nvidia Blackwell com 6.144 núcleos CUDA (equivalente a uma GeForce RTX 5070).

A novidade pode trabalhar com até 128 GB de memória LPDDR5X e promete 1 petaflop de desempenho para aplicações de inteligência artificial considerando a sua versão mais completa.

O foco da Nvidia com o RTX Spark são os segmentos de notebooks e miniPCs de alto desempenho. As primeiras máquinas equipadas com o novo chip deverão ser lançadas até o próximo trimestre por marcas como Acer, Asus, Dell, Gigabyte, HP e Lenovo, além da própria Microsoft com o futuro Surface Ultra.

Cá entre nós, eu torço para o RTX Spark emplaque, mesmo que isso ocorra em versões posteriores, afinal, concorrência nunca é demais nesse setor.

A reação da Intel ao anúncio do chip Nvidia RTX Spark para PCs

💾

Executivo da Intel manifestou "dose saudável de paranoia" sobre o RTX Spark, mas sinalizou que empresa ainda confia em seus próprios chips.

chip Nvidia RTX Spark (imagem: YouTube/Nvidia)

Nvidia RTX Spark: novo chip combina CPU e GPU, e promete revolucionar o PC

1 de Junho de 2026, 10:20
Resumo
  • Nvidia anunciou “superchip” RTX Spark na Computex 2026 para computadores com Windows 11; novidade combina arquitetura Arm e gráficos Blackwell;
  • novo processador promete capacidade de até 1 petaflop para tarefas de inteligência artificial e, como tal, permite execução local de grandes modelos de IA;
  • primeiros computadores equipados com o chip devem chegar ao mercado global a partir de setembro de 2026; grandes fabricantes de PCs e a própria Microsoft confirmaram lançamentos.

Faz tempo que há rumores sobre a Nvidia lançar um processador para PCs de forma a competir com a Intel e a AMD. Esse dia chegou: a companhia aproveitou a Computex 2026 para anunciar o Nvidia RTX Spark para computadores com Windows 11. A novidade não é, porém, uma CPU convencional, mas algo que a própria empresa chama de “superchip”.

Em linhas gerais, o objetivo do novo chip é transformar o Windows em uma plataforma de inteligência artificial, mais precisamente, em um sistema operacional potencializado por agentes de IA. Isso explica o fato de o projeto ter sido conduzido em parceria com a Microsoft.

Para tanto, a Nvidia baseou o RTX Spark no GB10, “superchip” apresentado no começo de 2025 para comandar o DGX Spark AI (inicialmente chamado de Project Digits), aquele supercomputador em forma de miniPC desenvolvido especialmente para aplicações de inteligência artificial.

O Nvidia RTX Spark combina até 20 núcleos de CPU de arquitetura Grace e processo de fabricação de 3 nm da TSMC com uma GPU Nvidia Blackwell com 6.144 núcleos CUDA que, na prática, equivale a uma GeForce RTX 5070. O chip é complementado com algo entre 16 GB e 128 GB de LPDDR5X, com a largura de banda de memória podendo chegar a 300 GB/s (gigabytes por segundo).

Que fique claro que os núcleos de CPU do RTX Spark seguem a arquitetura Arm. Por conta disso, a Microsoft afirma ter otimizado o Prism para trabalhar com o novo chip. O Prism é um componente do Windows 11 que emula software x86/x64 justamente em computadores com chips de arquitetura Arm, vale relembrar.

Apesar disso, a Nvidia também está trabalhando junto com desenvolvedores de softwares e jogos para que estes tenham versões nativamente compatíveis com o novo processador.

No quesito desempenho, a novidade promete não decepcionar. A Nvidia fala em capacidade de processamento de 1 petaflop para aplicações de IA em precisão FP4, ou seja, o chip pode lidar com 1 quatrilhão de operações por segundo focadas em inteligência artificial, considerando as suas especificações mais elevadas.

A Nvidia também destaca que o novo chip permite a execução local de modelos de IA com até 200 bilhões de parâmetros, novamente considerando a versão mais avançada do RTX Spark.

Neste ponto, já deve ter ficado claro para você que a novidade terá versões com diferentes características, havendo variações na quantidade de núcleos de CPU, por exemplo.

Se o RTX Spark será capaz de mudar os rumos do segmento de PCs, é cedo para dizer. Mas essa parece ser a expectativa da Nvidia e da Microsoft.

RTX Spark é direcionado a laptops e miniPCs de alto desempenho
RTX Spark é direcionado a laptops e miniPCs de alto desempenho (imagem: reprodução/Nvidia)

Quando o Nvidia RTX Spark estará disponível?

O Nvidia RTX Spark foi desenvolvido para equipar notebooks de alto desempenho, bem como desktops que seguem o formato de miniPC (remetendo ao DGX Spark AI).

Companhias como Acer, Asus, Dell, Gigabyte, HP e Lenovo confirmaram que lançarão máquinas baseadas no Nvidia RTX Spark. A Microsoft também: trata-se do Surface Ultra, laptop que terá tela de 15 polegadas.

Os primeiros computadores equipados com o Nvidia RTX Spark devem ser lançados a partir de setembro de 2026, ainda não havendo previsão de chegada ao Brasil.

Mais um detalhe: o Nvidia RTX Spark é resultado de uma parceria com a MediaTek.

Nvidia RTX Spark: novo chip combina CPU e GPU, e promete revolucionar o PC

💾

RTX Spark é a aposta da Nvidia para brigar com Intel e AMD nos segmentos de laptops e miniPCs de alto desempenho com Windows 11.

RTX Spark é direcionado a laptops e miniPCs de alto desempenho (imagem: reprodução/Nvidia)

Editores da Wikipédia ameaçam greve inédita após demissões na fundação

29 de Maio de 2026, 16:05
Globo em formato de quebra-cabeça com símbolos de gênero e escrita chinesa, usado na matéria sobre a crise na Wikipédia
Colaboradores da Wikipédia acusam fundação de perseguição (imagem: Kristina Alexanderson/Flickr)
Resumo
  • Wikimedia Foundation demitiu a equipe Community Tech, grupo responsável por desenvolver ferramentas usadas pelos editores da Wikipédia.
  • A equipe era formada por cinco engenheiros e um gerente remunerados e desenvolvia recursos como detectores de plágio e modo escuro.
  • Em resposta, mais de 700 colaboradores voluntários da Wikipédia em inglês ameaçam paralisar atividades em protesto contra as demissões.

Mais de 700 colaboradores voluntários da Wikipédia em inglês ameaçam paralisar atividades após a demissão da equipe Community Tech, grupo da Wikimedia Foundation responsável por desenvolver ferramentas usadas diariamente pelos editores.

O estopim veio na semana passada, no dia 20/05, quando a fundação anunciou o desmantelamento da equipe, formada por cinco engenheiros e um gerente remunerados. A Community Tech desenvolvia recursos como detectores de plágio, ferramentas de gráficos e o modo escuro da página, mas também funcionava como uma equipe de apoio.

Segundo o The Verge, a Wikimedia aponta que a concentração dessas demandas em um setor gerava atrasos e, a partir de agora, as solicitações devem ser distribuídas entre diferentes equipes.

Em uma discussão na plataforma, o cofundador Jimmy Wales contestou a eficiência da equipe, dizendo que havia “correções técnicas que a comunidade vinha solicitando há anos” e que não foram resolvidas sob a estrutura anterior.

Para os editores, porém, mesmo com uma proposta de reestruturação, não faz sentido a demissão de engenheiros experientes e com grande entendimento da plataforma. A ameaça de greve surge no ano em que a Wikipédia celebra seus 25 anos.

Editores tentam criar sindicato

A crise também envolve acusações de perseguição sindical. Parte da comunidade afirma que os cortes atingiram funcionários que tentavam organizar um sindicato interno, o Wiki Workers United (WWU).

Em resposta ao The Verge, a chefe de gabinete da fundação, Nadee Gunasena, negou que a reestruturação tenha sido motivada pela movimentação dos membros.

Segundo ela, as mudanças foram baseadas em auditorias e avaliações internas iniciadas em setembro de 2025. Um comentário na discussão com Wales, entretanto, aponta que ex-membros da fundação descrevem uma cultura de desencorajamento a críticas a decisões da liderança.

De acordo com o site, a editora veterana Hannah Clover, ex-vencedora do prêmio Wikimediana do Ano, criticou a tentativa de apresentar a medida como uma resposta às demandas dos usuários. “Se não é sobre dinheiro e não é sobre o sindicato, por que vocês não estão recuando imediatamente?”, questionou.

Como seria uma greve na Wikipédia?

Membros pretendem paralisar trabalhos e afetar fundação economicamente (imagem: reprodução)

Mesmo com colaboradores que, em maioria, não são pagos, os editores discutem formas de pressionar a fundação usando a própria estrutura da plataforma. A petição para uma greve foi criada pela editora voluntária Tamzin Hadasa Kelly, e os signatários somam dezenas de milhares de verbetes criados na enciclopédia.

A proposta de paralisação inclui:

  • Bloqueio financeiro: editores discutem usar privilégios técnicos para ocultar os banners de doação da Wikimedia Fundation exibidos no topo do site;
  • Paralisação, de fato: a orientação seria interromper a criação e atualização de artigos, mantendo apenas ações emergenciais, como remoção de doxxing, assédio ou difamações contra pessoas vivas.

Se a paralisação avançar, tarefas básicas de manutenção podem ser prejudicadas. Correções de erros, remoção de spam, combate a vandalismo e atualização de links quebrados dependem diretamente da atuação constante de editores voluntários.

O impacto também pode ser sentido por ferramentas de inteligência artificial que se alimentam da Wikipédia, como o ChatGPT e os Resumos de IA do Google, segundo a editora Femke Nijsse.

Editores da Wikipédia ameaçam greve inédita após demissões na fundação

Wikipédia (imagem: Kristina Alexanderson/Flickr)

Samsung revela primeiro chip de memória com 900 camadas do mundo

25 de Maio de 2026, 11:44
Chip de memória flash de 9ª geração com 1 TB de capacidade, mostrando matriz de células em camadas empilhadas
Chip de memória flash de 9ª geração com 1 TB de capacidade (imagem: reprodução)
Resumo
  • Samsung desenvolveu o primeiro chip de memória flash com 900 camadas do mundo.
  • A estrutura une dois wafers de silício de 450 camadas cada, através da técnica Cell Multi-Bonding (CMB).
  • A tecnologia é crucial para servidores de IA, SSDs e smartphones, pois maximiza a capacidade de armazenamento em um espaço menor.

A Samsung alcançou um novo marco na corrida dos semicondutores ao criar o primeiro protótipo de chip de memória flash de 900 camadas. A novidade surge em meio à rápida expansão da IA, que exige cada vez mais volume de armazenamento.

Segundo o portal sul-coreano ETNews, com o feito, a fabricante não só reforça sua liderança no setor, mas também ergue uma barreira contra a expansão de concorrentes vizinhas.

As memórias flash NAND armazenam dados em servidores de IA, SSDs e smartphones. Para aumentar a capacidade sem ampliar o tamanho físico dos chips, a Samsung usa uma arquitetura baseada em camadas: em vez de distribuir os componentes na horizontal, eles são empilhados. A empresa foi pioneira nessa tecnologia em 2013.

Como o chip da Samsung pode ter 900 camadas?

Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Empresa antecipa inovação para frear o avanço de rivais asiáticas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O mecanismo é possível graças a uma mudança radical no método de construção. De acordo com o SamMobile, o novo protótipo adota uma técnica batizada de Cell Multi-Bonding (CMB). Na prática, os engenheiros produziram dois wafers (os discos de silício) independentes com 450 camadas. Em seguida, essas duas metades foram coladas, formando um módulo único de 900 camadas.

O processo de fusão, no entanto, carrega extrema complexidade. O ETNews relata que os principais obstáculos nessa junção são o empenamento e o risco de desalinhamento das trilhas microscópicas no momento exato da colagem. A Samsung conseguiu superar os riscos e aplicou melhorias no design interno de transferência de dados.

O resultado foi um componente com tamanho físico otimizado e consumo de energia ainda menor. Para afastar qualquer dúvida sobre a viabilidade do projeto, a companhia confirmou que as células do protótipo apresentaram funcionamento normal, provando que a solução é real e operacional, e não só um conceito.

Pressão das concorrentes

A pressa em apresentar um chip de 900 camadas ainda na fase de pesquisa tem uma motivação: o mercado asiático está cada vez mais acirrado. Atualmente, quando se fala em produção em massa, o recorde de empilhamento pertence à SK Hynix, conterrânea da Samsung, que já comercializa um chip NAND de 321 camadas.

Para retomar o topo das prateleiras no curto prazo, a gigante sul-coreana prepara o início da fabricação em larga escala da sua V-NAND de 10ª geração (V10), que terá mais de 400 camadas e deve chegar à indústria ainda este ano.

O verdadeiro sinal de alerta, contudo, vem da China. A fabricante Yangtze Memory Technologies Co. (YMTC) já fabrica memórias NAND de 294 camadas, mirando ultrapassar a marca das 300 camadas muito em breve. Impulsionada por pesados aportes financeiros do governo chinês, a YMTC pode inundar o setor de tecnologia com componentes de alta densidade e baixo custo.

Samsung revela primeiro chip de memória com 900 camadas do mundo

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Projeto de R$ 20 milhões leva internet a locais esquecidos pelas operadoras

22 de Maio de 2026, 16:30
Martelo de leiloeiro e mapa do Brasil contendo a bandeira nacional e duas torres de celular. Fundo azul com ondas em verde
Leilão da Seja Digital levará cobertura 4G ou 5G a até 120 localidades (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Cerca de 120 localidades brasileiras sem acesso aos serviços de telefonia poderão receber o 4G/5G num prazo mais breve do que o originalmente previsto. O Ministério das Comunicações viabilizou a liberação de R$ 20 milhões para um leilão reverso, marcado para 16 de junho, com o objetivo de expandir a conectividade ainda este ano em seis estados: Amapá, Bahia, Maranhão, Paraíba, Paraná e Pernambuco. Todas elas são contempladas pelas obrigações do leilão do 5G que ocorreu em 2021.

O objetivo é antecipar a cobertura em até quatro anos, já que as últimas obrigações venceriam no fim de 2030. O movimento ocorre em conjunto com a Anatel e a Associação Administradora do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (também conhecida pela marca Seja Digital).

Este já é o quarto leilão reverso do tipo. Ao todo, foram movimentados R$ 270 milhões. O dinheiro não sairá dos cofres públicos, mas da verba destinada pelas operadoras para a limpeza da faixa de 700 MHz, conforme estabelecido no leilão de 2014.

Como assim “leilão reverso”?

O objetivo do leilão é cobrir até 120 localidades pelo menor valor. Portanto, vence a prestadora que oferecer o menor lance para uma determinada região. Cada participante só poderá oferecer um lance por localidade e não haverá chance para uma contraproposta.

Esta é a lista de localidades, em ordem alfabética, segundo a Seja Digital.

LocalidadeMunicípioEstado
AgricolândiaGovernador Eugênio BarrosMA
Agrovila do PA AR-2RodelasBA
Agrovila do PA AquariusSanta Maria da Boa VistaPE
Agrovila do PA AR-8 AraticumRodelasBA
Agrovila do PA CedroTartarugalzinhoAP
Agrovila do PA MaracáMazagãoAP
Agrovila do PA Maria PretaAraçagiPB
Agrovila do PA Oziel Pereira ou BamerindusPiçarraPA
Agrovila do PA PedrasSão João do SoterMA
Agrovila do PA Quilombola BavieraAragominasTO
Agrovila do PA Quilombola PacovalAlenquerPA
Agrovila do PA Terra LivreSão José do BelmontePE
Agrovila do PA TuiuêManacapuruAM
Água Branca do CajariLaranjal do JariAP
Aldeia Indígena Campina dos ÍndiosMangueirinhaPR
Aldeia Indígena FaxinalCândido de AbreuPR
Aldeia Indígena Kaigang IIpuaçuSC
Aldeia Indígena PoçoGlóriaBA
Aldeia Indígena Reserva do ApucaraninhaTamaranaPR
Alto CastelinhoVargem AltaES
AlvoradaUruaráPA
AngaíFernandes PinheiroPR
BananeirasAreia de BaraúnasPB
Barra do FariasBrejo da Madre de DeusPE
Barra NovaBarra do ChoçaBA
Belo Monte do ParáNovo RepartimentoPA
Bom JesusJunco do SeridóPB
Bom JesusSão José de PiranhasPB
BuritizalMacapáAP
Cabeceira da JiboiaVitória da ConquistaBA
Cacimba NovaBodocóPE
CacimbinhaSão João do TigrePB
Campo AlegreParanãTO
Capim GrossoCanindé de São FranciscoSE
Carmo do MacacoariItaubalAP
Casinha do HomemSanta CruzPB
Centro dos CarlosJoão LisboaMA
Centro dos FirminosCarrasco BonitoTO
Chã do Conselho 1PaudalhoPE
Comunidade Quilombola BoqueirãoTupanatingaPE
Comunidade Quilombola Raimundo SuAlcântaraMA
Comunidade Quilombola Tabuleiro dos NegrosPenedoAL
Comunidade UrucuritubaAutazesAM
CondeixaSalvaterraPA
Corre ÁguaMacapáAP
CorumbazulBuriti AlegreGO
CreporizãoItaitubaPA
CuricacaItaubalAP
Curral NovoÁguas BelasPE
FreguesiaMacapáAP
GameleiraMogeiroPB
Granja Getúlio VargasPalmares do SulRS
Gravatá dos GomesPoçãoPE
GuruporaCutiasAP
Horizonte AlegrePedraPE
IauretêSão Gabriel da CachoeiraAM
ImbiaçabaSanta InêsPR
ItamatatubaMacapáAP
JarilândiaVitória do JariAP
JatobáSão José do BelmontePE
JerimumTaquaritinga do NortePE
Jirau do ItiúbaSão BrásAL
JuáPaulo AfonsoBA
JussiaraKaloréPR
JuverlândiaPraia NorteTO
Lagoa de ForaDormentesPE
Lagoa de JucáAlcantilPB
Lagoa do FélixSapéPB
Lagoa do FélixMariPB
Lamarão do PasséSão Sebastião do PasséBA
Limão do CuruáMacapáAP
MacedôniaMacapáAP
MandiocabaParanavaíPR
ManiaçuCaetitéBA
MaravilhaLondrinaPR
MarinhoBoqueirãoPB
MarizaSão Pedro do IvaíPR
Matinha IBom LugarMA
MimosoSão Francisco do MaranhãoMA
Ouro VerdeSengésPR
PacaréRio TintoPB
ParatiCedralMA
Pau FerroSalgueiroPE
Pelo-SinalSolidãoPE
PilõesTriunfoPB
Pimenta 1São Bento do UnaPE
PirauáNatubaPB
Pitombeira de DentroSantana dos GarrotesPB
Porto São JoséSão Pedro do ParanáPR
PortugalBacuriMA
PurupuruCareiroAM
ReunidasAragominasTO
Riacho FechadoTacaimbóPE
Santa Luzia do PacuíMacapáAP
Santa Luzia do PicuíPicuíPB
Santa ZéliaAstorgaPR
SantanaBarra de SantanaPB
Santiago do IguapeCachoeiraBA
São JoãoAnanásTO
São João da MataGovernador Luiz RochaMA
São JoséIlhéusBA
São Pedro de AlcântaraSanto Antônio de PáduaRJ
São SebastiãoVitória da ConquistaBA
São Tomé do PacuíMacapáAP
Sede-GuaraniMamborêPR
Serra do CabralMogeiroPB
TaciateuaSanta Maria do ParáPA
Tará VelhoVenturosaPE
Terra Nova do PiquiriAssis ChateaubriandPR
Terra Preta do LimãoBarreirinhaAM
Trapiche ou Vila ParaísoMacaéRJ
Três VendasCampos dos GoytacazesRJ
TriânguloDom PedroMA
Una de São JoséPedras de FogoPB
VarzinhaSerra TalhadaPE
Vila AparecidaRiachão do JacuípeBA
Vila de Volta GrandeRio NegrinhoSC
Vila do EngenhoItacoatiaraAM
Vila Gabriel PassosNanuqueMG
Vila UniãoBuriti do TocantinsTO
Tabela elaborada pelo Tecnoblog a partir de dados da Seja Digital

Caso não haja recurso suficiente para todas as 120 localidades, as ofertas serão classificadas por menor valor e IDH do município. Em caso de empate, o prazo de implantação também será levado em conta.

Projeto de R$ 20 milhões leva internet a locais esquecidos pelas operadoras

Leilão de 700 MHz ocorrerá dia 30 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google, Meta e TikTok falham no combate a golpes, diz organização europeia

22 de Maio de 2026, 12:15
Big techs deverão mostrar se combate a golpistas é efetivo em seus ecossistemas
Big techs defendem os sistemas de moderação atuais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Organização Europeia do Consumidor (BEUC) denunciou Google, Meta e TikTok à Comissão Europeia.
  • Entidade alega que big techs falham no combate a anúncios de golpes financeiros.
  • Dados da organização revelam que apenas 27% dos anúncios suspeitos reportados foram removidos nessas redes.

A Organização Europeia do Consumidor (BEUC) denunciou Google, Meta e TikTok à Comissão Europeia por falhas no combate a anúncios de golpes financeiros. A queixa foi apresentada em conjunto com 29 entidades parceiras de 27 países e se baseia na Lei de Serviços Digitais (DSA), que impõe obrigações de moderação a grandes plataformas online.

Entre dezembro do ano passado e março deste ano, as entidades monitoraram e reportaram 893 anúncios suspeitos (503 na Meta, 360 no TikTok e 30 no Google). Segundo a coalização, as plataformas removeram apenas 27% desse total, e ignoraram ou rejeitaram outros 52% dos alertas.

O próprio relatório, no entanto, reconhece que o levantamento se limitou às ferramentas de anúncios das empresas. Ainda assim, a BEUC reforça que os números mostram como redes sociais e mecanismos de busca continuam sendo canais de distribuição de publicidade enganosa, mesmo após notificações formais.

“Meta, TikTok e Google não apenas falham em remover proativamente anúncios fraudulentos, mas também fazem pouco quando são notificados sobre tais golpes”, afirmou o diretor-geral da organização, Agustin Reyna.

União Europeia questionou empresas

Bandeiras da União Europeia
Problema está na mira da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

A nova denúncia se soma a uma ofensiva regulatória da própria União Europeia contra golpes digitais. Anteriormente, a Comissão Europeia já havia cobrado explicações de Apple, Google e Microsoft sobre os mecanismos de contenção a crimes financeiros nas plataformas.

Segundo dados oficiais da comissão, crimes online geram perdas superiores a 4 bilhões de euros (cerca de R$ 23 bilhões) por ano no continente.

Na denúncia, o grupo pede que a Comissão Europeia e os coordenadores nacionais da Lei de Serviços Digitais (DSA), regulamento que impõe obrigações de moderação a grandes plataformas online, abram — ou acelerem — as investigações.

As entidades também querem que as plataformas se adequem às regras da DSA, e pede à UE a aplicação de multas e penalidades pelo descumprimento. Além disso, a BEUC defende que terceiros interessados possam se manifestar quando as empresas propuserem mudanças.

Plataformas negam falhas

Brasileiros estão usando menos as redes sociais para ver notícias (Imagem: Jeremy Zero/ Unsplash)
Empresas alegam que sistemas atuais dão conta (imagem: Jeremy Zero/ Unsplash)

Assim como na requisição da União Europeia, as empresas contestaram as acusações e defenderam os sistemas atuais de moderação. Segundo a Reuters, o Google afirmou que a queixa “deturpa” a forma como a companhia combate golpes e disse bloquear mais de 99% dos anúncios que violam as políticas, antes mesmo que venham a público.

A Meta diz ter removido mais de 159 milhões de anúncios de golpes no último ano, sendo 92% deles identificados antes de denúncias. A empresa diz, ainda, que investe em “IA avançada, ferramentas e parcerias” para barrar esse tipo de conteúdo.

Já o TikTok afirmou que aplica sanções contra contas que violas as regras da plataforma. No entanto, argumentou que golpes financeiros são um desafio para toda a indústria, com criminosos mudando as táticas rapidamente para contornar sistemas de detecção.

Caso a Comissão Europeia decida abrir uma investigação e encontre violações à DSA, a legislação prevê multas de até 6% do faturamento anual global das companhias.

Google, Meta e TikTok falham no combate a golpes, diz organização europeia

Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

Brasileiros estão usando menos as redes sociais para ver notícias (Imagem: Jeremy Zero/ Unsplash)

Anthropic quer chips da Microsoft para driblar dependência da Nvidia

21 de Maio de 2026, 15:50
Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Dona do Windows já levou o Claude para dentro do Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anthropic busca parceria com a Microsoft para usar chips de IA da gigante de Redmond.
  • Segundo o The Information, a dona do Claude quer driblar a dependência da Nvidia.
  • A empresa usaria o chip Maia 200 da Microsoft, desenvolvido para aplicações de IA.

A Anthropic teria iniciado conversas com a Microsoft para alugar servidores equipados com chips de IA desenvolvidos pela gigante de software. O movimento buscaria dar vazão à explosão na demanda global pelo chatbot Claude.

Segundo o The Information, a parceria também serviria como combustível para a dona do Windows consolidar sua própria divisão de semicondutores.

As negociações ainda estariam em estágio inicial e podem não resultar em contrato definitivo. Caso o acordo seja selado, a Microsoft se aproximará de um modelo já explorado por rivais diretos, como o Google.

Por que a Anthropic quer chips da Microsoft?

Imagem mostra o logo do Claude, assistente virtual da Anthropic
Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

A resposta envolve independência. Atualmente, o mercado de IA vive sob uma espécie de monopólio técnico da Nvidia. Os chips da companhia liderada pelo CEO Jensen Huang são os mais eficientes para treinar e rodar grandes modelos de linguagem (LLMs).

No entanto, a indústria lida com a baixa disponibilidade de componentes e preços proibitivos. Para uma startup do tamanho da Anthropic, depender só da Nvidia virou um risco.

Para blindar sua operação, a criadora do Claude já adota uma estratégia bem definida: a empresa possui contratos com a Amazon e o Google, utilizando os chips personalizados dessas big techs. Incluir a infraestrutura da Microsoft na lista concede à Anthropic mais flexibilidade frente à concorrência.

Também vale lembrar que a Microsoft estreitou seus laços com a Anthropic ao integrar os modelos Claude em produtos comerciais, incluindo o Copilot. Essa aproximação permite que a gigante de tecnologia diversifique seu portfólio além da parceria exclusiva com a OpenAI.

Maia 200: o chip da Microsoft feito para IA

Processador Maia 200 com marca Microsoft Azure, em placa de servidor
Processador Maia 200 pode se tornar o novo cérebro do Claude (imagem: divulgação/Microsoft)

Caso as tratativas avancem, o plano é que as cargas de processamento da Anthropic rodem no Maia 200, o chip de IA de segunda geração apresentado pela Microsoft em janeiro deste ano. O chip é fabricado pela TSMC utilizando o processo de 3 nanômetros.

Os engenheiros da Microsoft carregaram o componente com uma quantidade massiva de SRAM (memória estática de acesso aleatório). Essa arquitetura reduz o tempo de resposta quando os servidores precisam processar milhares de requisições simultâneas.

O calcanhar de Aquiles são os módulos de memória de alta largura de banda (HBM) de uma geração mais antiga, deixando o chip numericamente mais lento que os futuros processadores Vera Rubin anunciados pela Nvidia.

Anthropic quer chips da Microsoft para driblar dependência da Nvidia

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Smart TV TCL C7K de 65 polegadas alcança 33% OFF com cupom no Mercado Livre

14 de Maio de 2026, 13:48

Prós
  • Mini LED traz melhor contraste
  • Taxa de 144 Hz e recursos para games
  • Recursos de IA
Contras
  • Exige salas maiores pelo tamanho
PIX Cupom
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

A TCL 4K C7K de 65″ está saindo por R$ 4.989 no Pix com cupom TVCASASBAHIA no marketplace das Casas Bahia no Mercado Livre, um desconto de 33% sobre o preço de lançamento de R$ 7.499.

Esta Smart TV possui painel Mini LED que promete entregar alta definição de cores e preto perfeito, taxa de atualização de 144 Hz ideal para gamers, e recursos de IA para ajuste fino de imagem e som.

TCL C7K é Smart TV com painel 4K Mini LED de 144 Hz

Smart TV TCL 4K C7K (imagem: Divulgação/TCL)
TCL C7K tem painel 4K Mini LED de 144 Hz com HDR10+ e brilho de até 2.600 nits (imagem: Divulgação/TCL)

Um dos destaques da C7K é seu painel QLED de 65 polegadas com tecnologia Mini LED, que apresenta uma qualidade de imagem de alta qualidade, incluindo reprodução fiel de cores, melhor contraste com local dimming e preto perfeito. Além de apresentar menos riscos em relação ao OLED, como menor chance de burn-in.

Além de oferecer suporte a HDR10+ e HLG, a TV possui diversos recursos baseados em Inteligência Artificial, fornecidos pelo chip AIPQ PRO. Ajustes finos otimizam as cores, contraste, brilho, movimento (para reduzir rastros na tela) e cenas (que otimizam a experiência conforme o conteúdo)

Para os gamers, o televisor oferece duas portas HDMI 2.1 que suportam 4K a uma taxa de atualização de 144 Hz, considerada o mínimo necessário para jogos competitivos no PC. Além disso, o aparelho suporta AMD FreeSync Premium Pro, para reduzir o efeito de “quebra” de quadros.

Smart TV TCL 4K C7K (imagem: Divulgação/TCL)
TCL C7K conta com diversos ajustes de IA, incluindo constraste, cores, brilho e movimento (imagem: Divulgação/TCL)

A C7K roda Google TV, que oferece vários serviços de streaming como Netflix, HBO Max, Paramount+, Apple TV, Crunchyroll, Amazon Prime Video, Spotify e outros. Ela também suporta jogos na nuvem através do Xbox Game Pass e Nvidia GeForce Now, bastando parear um controle Bluetooth.

Ainda sobre a plataforma do Google, o televisor oferece suporte de IA por meio do recurso “Ei, Google”, com comandos de voz captados por microfones na TV e no controle remoto. Assim, é possível consultar resultados de jogos da Copa do Mundo FIFA 2026 e controlar aparelhos inteligentes pela casa.

A Smart TV TCL 4K C7K de 65″ está em oferta por R$ 4.989 no Pix com cupom TVCASASBAHIA no marketplace das Casas Bahia no Mercado Livre, um abatimento de 33% frente ao valor original.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Smart TV TCL C7K de 65 polegadas alcança 33% OFF com cupom no Mercado Livre

Funcionários da Amazon fazem “tokenmaxxing” para driblar meta de uso de IA

12 de Maio de 2026, 18:18
Ilustração de inteligência artificial, com um rosto gerado por computador
Uso de IA nas empresas pode dar prejuízo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Funcionários da Amazon estão fazendo “tokenmaxxing” para atingir metas de uso de IA.
  • A Amazon implementou uma ferramenta chamada MeshClaw para automatizar tarefas com IA e estabeleceu metas semanais de uso de IA para mais de 80% dos desenvolvedores.
  • A empresa teria afirmad que as estatísticas não seriam usadas em avaliações, mas os trabalhadores continuam sob pressão para usar as ferramentas.

Funcionários da Amazon estão automatizando tarefas não essenciais de seu trabalho para elevar os indicadores de uso de inteligência artificial e cumprir as metas semanais de adoção da tecnologia. A técnica de gastar tokens de IA desnecessariamente ganhou até apelido: “tokenmaxxing”.

As informações são do Financial Times, que falou com três pessoas familiarizadas com o assunto. De acordo com a publicação, a Amazon implementou uma ferramenta chamada MeshClaw, que permite criar agentes de IA e conectá-los aos softwares da companhia. Assim, eles poderiam executar tarefas de maneira automática.

Não foi só isso: a companhia também colocou metas semanais de uso de IA para mais de 80% dos seus desenvolvedores, acompanhando o uso de tokens de cada um deles.

“Tokenmaxxing” para impressionar o chefe

Ilustração com várias caixas
Amazon teria implementado metas de uso de IA para 80% dos desenvolvedores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a reportagem, a Amazon divulgava as estatísticas de uso de IA pelos times para todos os funcionários, mas passou a limitar as informações apenas para os próprios funcionários e para os chefes.

Os líderes estariam sendo desencorajados a usar o uso de tokens como métrica de desempenho. A empresa também teria dito aos empregados que as estatísticas não seriam usadas em avaliações. Os trabalhadores, porém, não parecem ter confiado muito.

“Quando eles monitoram o uso, criam incentivos distorcidos, e algumas pessoas são muito competitivas”, disse um dos funcionários ouvidos pelo Financial Times em condição de anonimato.

“Há muita pressão para usar essas ferramentas. Algumas pessoas estão usando o MeshClaw apenas para maximizar a contagem de tokens”, afirmou outro trabalhador.

Procurada pelo Financial Times, a Amazon afirmou que a ferramenta permite automatizar tarefas diárias repetitivas e é um exemplo de empoderamento de equipes através da adoção de IA.

Adoção de IA vira dor de cabeça

Como nota a publicação, empresas do Vale do Silício estão cobrando que seus empregados usem IA como forma de justificar os investimentos em infraestrutura e mostrar métricas de adoção das ferramentas.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, declarou recentemente que ficaria alarmado se um engenheiro que ganha US$ 500 mil por ano não estivesse gastando US$ 250 mil por ano em tokens. Ele não é a pessoa mais isenta para falar disso, já que, quanto maior a demanda por IA, mais a Nvidia vende GPUs.

Isso, porém, pode representar custos altos sem retorno — e algumas companhias já perceberam que só cobrar o uso de IA não resolve. A Zapier, por exemplo, monitora o gasto de tokens para encontrar padrões e discrepâncias: quem usa muito pode estar recorrendo à IA de forma ineficiente ou ter descoberto novas formas de fazer seu trabalho.

Com informações do Financial Times e do Tom’s Hardware

Funcionários da Amazon fazem “tokenmaxxing” para driblar meta de uso de IA

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Metade das senhas pode ser hackeada em 1 minuto, diz estudo

11 de Maio de 2026, 09:35
Ilustração mostra seguranças defendendo computador contra vírus de computador e bombas que simulam ataques DDoS; esquema representa o conceito de cibersegurança
Sua senha provavelmente não é tão segura assim (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Kaspersky analisou 231 milhões de senhas vazadas na internet e descobriu que 48% delas podem ser decodificadas em menos de 1 minuto.
  • Cerca de 60% levam menos de 1 hora para serem descobertas.
  • Segundo a análise da empresa de cibersegurança, a capacidade de processamento das GPUs atuais facilita a descoberta por hackers.

Uma pesquisa feita pela Kaspersky descobriu que 48% das senhas já vazadas na internet podem ser descobertas por hackers em menos de um minuto. Além disso, a empresa de cibersegurança revelou outro dado que chama atenção: considerando um tempo maior para descobrir o código, de até uma hora, 60% das senhas usadas no mundo podem ser acessadas.

Segundo a análise, essa facilidade estaria relacionada à capacidade de processamento das placas de vídeo atuais, utilizadas por hackers para acelerar a quebra e decodificação de senhas.

Os resultados acendem um alerta importante de cibersegurança e reforçam a máxima: não dá mais para confiar apenas nas palavras-chave como recurso máximo de proteção para seus dados.

Para chegar nesses números, a Kaspersky analisou 231 milhões de códigos entre 2023 e 2026, e apenas 23% delas se mostraram seguras o suficiente, ou seja, dariam aos hackers um ano inteiro de trabalho para serem descobertas.

Placas de vídeo mais potentes aceleram quebra de senhas

O estudo atribui esse aumento na vulnerabilidade ao avanço das placas de vídeo usadas nos testes. Na edição anterior, publicada em 2024, a análise utilizava a GeForce RTX 4090, da Nvidia. Agora, os pesquisadores adotaram a RTX 5090, cuja capacidade de quebrar o algoritmo MD5 cresceu 34%, atingindo 220 bilhões de hashes por segundo.

Nvidia GeForce RTX 5090 (Imagem: Divulgação)
Placas atuais com alto poder de processamento facilitam o trabalho dos hackers (imagem: divulgação)

Vale explicar que hash, no caso, é uma função matemática que transforma a sequência de carácteres formada pela sua senha em um novo padrão codificado. E, conforme explica um artigo da Avast, MD5 é o algoritmo que gera esses hashes no processo de criptografia. Ou seja: o processo reverso de leitura e compreensão dessas funções para chegar à sequência original ficou bem mais rápida com a placa mais recente.

Pode parecer algo simples de “resolver”: nem todo hacker teria acesso a uma GPU top de linha como essa, que sai a, pelo menos, R$ 21.999 no e-commerce nacional. Ainda assim, a Kaspersky reforça a facilidade com que se pode ter acesso a esse poder de processamento por meio de serviços na nuvem, com aluguel bem mais barato por um tempo curto de uso.

Na prática, isso reduz a barreira para ataques automatizados. Se menos de um minuto já seria suficiente para quebrar quase metade das senhas analisadas — e uma hora bastaria para atingir 60% delas —, não seria necessário investir diretamente em uma placa topo de linha para quebrar as senhas.

Outro ponto levantado foi o esforço feito durante um ataque: ao conseguir decodificar uma senha, alguns padrões utilizados pelo algoritmo MD5 podem se repetir em muitas outras, facilitando a vida do hacker que faz essas tentativas com um grande número de contas como alvo e até justificando o uso de um processamento tão poderoso de uma vez só.

Como proteger a minha senha?

Além do alerta em si, a Kaspersky explica quais fatores contribuem para a vulnerabilidade das senhas. Sequências criadas por humanos, por exemplo, são mais previsíveis e até mesmo aquelas feitas por meio de uma inteligência artificial generativa podem ser descobertas mais facilmente, já que é possível identificar traços humanos no processo criativo.

Ilustração de profissional de cibersegurança
Senhas fortes (e grandes) dão mais trabalho para hackers, mas não são o suficiente (imagem: DC Studio/Freepik)

O fator mais determinante para dificultar a quebra na hora de decodificar foi o tamanho das senhas. Segundo a Kaspersky, 24 horas são suficientes para decifrar praticamente todas as sequências de oito caracteres, por exemplo.

Para reforçar a segurança das senhas, o estudo sugere:

  1. usar um gerenciador que crie sequências aleatórias;
  2. não anotar senhas em arquivos de texto;
  3. evitar o salvamento automático em navegadores;
  4. fazer atualizações periódicas automaticamente.

Esse último fator é, inclusive, determinante para uma segurança maior, chamado na pesquisa de “higiene digital”.

A principal dica, no entanto, é ativar recursos de autenticação em dois fatores, de preferência utilizando um aplicativo de autenticação como Google Authenticator, Authy e Yandex ID.

Apesar da possibilidade de fazer isso por códigos enviados via e-mail ou SMS, por exemplo, a dica é recorrer a esses apps, que geram sequências aleatórias e podem ficar disponíveis em todos os seus dispositivos.

Metade das senhas pode ser hackeada em 1 minuto, diz estudo

Entenda o que significa o conceito de cibersegurança (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Nvidia GeForce RTX 5090 (Imagem: Divulgação)

Meta falha em manter crianças longe das redes, decide UE

29 de Abril de 2026, 16:10
Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta está na mira da União Europeia e pode levar multa histórica (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • União Europeia decidiu, de forma preliminar, que a Meta tem um sistema de verificação de idade ineficaz.
  • Segundo o bloco europeu, crianças com menos de 13 anos conseguem usar as redes administradas pela plataforma com datas de nascimento falsas.
  • Meta afirma que a verificação de idade online é um “desafio para toda a indústria”, mas promete revisão das ferramentas de segurança.

A Comissão Europeia afirma que a Meta está violando as regras da Lei de Serviços Digitais (DSA) do bloco europeu. O motivo? A falha da controladora do Facebook e Instagram em impedir que crianças com menos de 13 anos utilizem suas redes sociais.

Uma decisão preliminar foi divulgada nesta terça-feira (28/04) e surge após uma investigação de quase dois anos, concluindo que as medidas de proteção da gigante da tecnologia são ineficazes. A denúncia foca na facilidade com que o sistema de idade da empresa é burlado.

Na prática, um menor de idade consegue criar um perfil apenas fornecendo uma data de nascimento falsa na tela de cadastro. Ao informarem que têm 13 anos ou mais — a idade mínima estipulada nos termos da Meta —, crianças entram na plataforma sem esbarrar em nenhum mecanismo de verificação real de identidade.

Além dessa brecha, as ferramentas internas para denunciar usuários menores de idade foram classificadas pelo bloco europeu como difíceis de usar. A Comissão constatou que, mesmo quando uma denúncia é feita corretamente, falta acompanhamento por parte da equipe de moderação para investigar e banir a conta irregular.

A líder de política tecnológica da UE, Henna Virkkunen, reforçou a gravidade da situação. “Nossas descobertas preliminares mostram que o Instagram e o Facebook estão fazendo muito pouco para impedir que crianças acessem seus serviços”, destacou a autoridade em comunicado.

Por que o caso preocupa a União Europeia?

A resposta envolve os danos causados pela exposição a um ambiente feito para o público adulto. O acesso descontrolado deixa as crianças mais vulneráveis a perigos da internet, como cyberbullying, aliciamento virtual e consumo de experiências inadequadas para a idade.

O órgão afirma ainda que a Meta ignorou um grande volume de evidências que provam o quão vulneráveis as crianças são a esses serviços digitais. Estatísticas oficiais das autoridades europeias sugerem que entre 10% e 12% dos menores de 13 anos no continente já navegam pelo Facebook ou Instagram.

O impacto desse uso contínuo também motivou uma segunda investigação da Comissão Europeia, que ainda está em andamento. Essa apuração investiga os efeitos dos algoritmos, analisando se o modelo de recomendação de conteúdos também está causando danos à saúde física e gerando vícios comportamentais no público jovem.

Foto de pessoas sentadas usando smartphones. O foco da imagem são os smartphones, e as pessoas não aparecem.
Ferramentas de denúncia foram classificadas como ineficazes pela UE (imagem: Robin Worrall/Unsplash)

Risco de multa bilionária

A exigência principal é que o Facebook e o Instagram atualizem urgentemente suas ferramentas de verificação de idade. Se a Meta não resolver essas falhas e for penalizada, o rombo financeiro pode ser grande.

A legislação da UE permite aplicar multas de até 6% do faturamento anual global da empresa condenada. Como a companhia declarou uma receita de US$ 201 bilhões para o ano fiscal de 2025, a multa máxima aplicável bateria a marca de US$ 12 bilhões (mais de R$ 60 bilhões na cotação atual).

Procurada pelo jornal The Guardian, a Meta negou as irregularidades. Um porta-voz afirmou que a empresa discorda das conclusões da comissão e que investe constantemente em tecnologias para derrubar perfis irregulares.

“Deixamos claro que o Instagram e o Facebook são destinados a pessoas com 13 anos ou mais e temos medidas em vigor para detectar e remover contas de menores”, argumentou. O representante ainda classificou a verificação de idade online como um “desafio para toda a indústria” e avisou que novas ferramentas de segurança serão anunciadas na próxima semana.

Vale mencionar que a pressão sobre a Meta reflete uma tendência no continente europeu. A Espanha lidera um movimento para proibir o acesso de menores de 16 anos, enquanto o parlamento francês aprovou medidas semelhantes para menores de 15 anos. O Reino Unido também confirmou que estuda impor limites para usuários abaixo dos 16 anos.

Meta falha em manter crianças longe das redes, decide UE

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Robin Worrall / Unsplash)

IA custa mais caro do que manter funcionários, diz executivo da Nvidia

29 de Abril de 2026, 12:49
Bryan Catanzaro é vice-presidente de deep learning aplicado da Nvidia (imagem: reprodução)
Resumo
  • O custo de manter sistemas de IA está mais caro do que pagar salários de funcionários, segundo um executivo da Nvidia.
  • Estudos anteriores já indicavam que a IA só é financeiramente viável em 23% dos cargos; no restante, manter um profissional humano ainda é mais barato.
  • Consultorias já projetam que os gastos de capital com infraestrutura de IA alcançarão US$ 740 bilhões em 2026, salto 69% maior que em 2025.

O mercado de tecnologia vive um dilema em 2026. De um lado, grandes empresas justificam demissões em massa pela busca de eficiência. De outro, gastam bilhões em inteligência artificial. Na ponta do lápis, no entanto, a conta não fecha: manter sistemas de IA rodando está mais caro do que pagar salários.

Dessa vez, o alerta vem da Nvidia, justamente a fornecedora que mais lucra com esse setor. Em entrevista ao site Axios, o vice-presidente de deep learning aplicado, Bryan Catanzaro, foi direto: para a sua equipe, “o custo da computação é muito maior do que o custo dos funcionários”.

A realidade começa a tensionar o discurso recente de substituição de humanos por agentes automatizados como solução de custo, já que o movimento não tem se traduzido em alívio imediato no caixa. Só na última semana, a Meta confirmou o corte de milhares de profissionais, enquanto a Microsoft abriu seu maior programa de demissão voluntária.

Segundo a plataforma Layoffs.fyi, o setor já acumula mais de 92 mil demissões no início de 2026, um ritmo que se aproxima perigosamente dos 120 mil desligamentos de todo o ano passado.

IA não compensa financeiramente?

Imagem mostra uma placa de vídeo da Nvidia, com o logo da empresa centralizado. O fundo da imagem é verde e, na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Nvidia é uma das empresas que mais lucra com IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No curto prazo, não. Para a maioria das funções operacionais, a automação não se traduz em economia real. Um estudo do MIT de 2024 já antecipava isso: ao avaliar o custo-benefício, pesquisadores concluíram que a IA só era financeiramente viável em 23% dos cargos. Para os 77% restantes, manter um profissional de carne e osso executando a mesma tarefa continuava mais barato.

Apesar dessa falta de viabilidade, as corporações continuam com o pé no acelerador. A empresa de serviços financeiros Morgan Stanley projeta que os gastos de capital com infraestrutura de IA baterão US$ 740 bilhões (cerca de R$ 3,7 trilhões, em conversão direta) neste ano — um salto de 69% ante 2025.

Esse volume força empresas a refazerem as contas às pressas. O diretor de tecnologia da Uber, Praveen Neppalli Naga, admitiu ao The Information ter estourado o orçamento da área apenas adotando o Claude Code, ferramenta de programação da Anthropic.

O que precisa mudar?

Para o longo prazo, é esperado um cenário ainda mais caro e sem melhorias de eficiência. A consultoria McKinsey projeta gastos globais com IA alcançando US$ 5,2 trilhões até 2030, impulsionados pela manutenção de data centers e equipamentos de TI. Em um ritmo de adoção agressivo, essa fatura pode chegar a US$ 7,9 trilhões.

A boa notícia é que o peso computacional deve cair. Segundo a consultoria Gartner, o custo de inferência — quando o modelo analisa os dados para gerar respostas — despencará mais de 90% nos próximos quatro anos para LLMs de 1 trilhão de parâmetros, graças a otimizações em software e hardware.

Até que os preços caiam e os sistemas operem de forma previsível, a tendência é que a IA deixe de ser vendida como solução mágica para cortar despesas trabalhistas, assumindo o seu papel real: uma ferramenta de apoio poderosa, mas que ainda custa caro.

IA custa mais caro do que manter funcionários, diz executivo da Nvidia

Placa de vídeo Nvidia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

China desenvolve bateria barata que pode durar 16 anos

29 de Abril de 2026, 11:16
Fábrica de produção de baterias de veículos elétricos. Close-up de componentes de bateria de alta tensão de íons de lítio para veículos elétricos ou carros híbridos. Módulo de bateria para linha de produção da indústria automotiva.
Novidade seria alternativa ao lítio em escala industrial (foto: iStock/SweetBunFactory)
Resumo
  • Pesquisadores chineses desenvolveram uma bateria de fluxo à base de ferro que pode durar 16 anos, com 6 mil ciclos de carga.
  • Essa bateria é uma solução de infraestrutura pesada, voltada para armazenamento em escala industrial — e não para celulares.
  • A tecnologia oferece uma alternativa mais barata para armazenar eletricidade em larga escala, demanda cada vez maior no setor.

Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Pesquisa de Metais da Academia Chinesa de Ciências (CAS) desenvolveu uma bateria de fluxo à base de ferro que pode solucionar o maior gargalo da transição energética: o alto custo do armazenamento de eletricidade em larga escala.

O estudo, publicado este mês na revista científica Advanced Energy Materials, apresenta uma inovação capaz de suportar 6 mil ciclos de carga — uma durabilidade de 16 anos em operação diária.

No entanto, vale lembrar que essas baterias não foram projetadas para dispositivos portáteis: elas dependem de tanques de eletrólitos, bombas e tubulações para funcionar. Trata-se de uma solução de infraestrutura pesada, voltada para o armazenamento em escala industrial.

A urgência dessa inovação está na dinâmica do mercado. Hoje, quem dita as regras quando o assunto é armazenamento de energia é o lítio, mas a sua cadeia de suprimentos é complexa e muito cara. Um levantamento repercutido pelo jornal South China Morning Post destaca que o lítio chega a ser negociado por um valor 80 vezes maior que o do ferro na indústria de base.

Essa diferença de preço transforma o material abundante na Terra em uma alternativa mais viável para criar instalações capazes de estabilizar as redes elétricas das grandes cidades, por exemplo, garantindo o fornecimento ininterrupto de energia.

Como a bateria funciona?

Diferente das baterias de íon-lítio dos celulares, as de fluxo de ferro armazenam energia em tanques de líquidos. Historicamente, os modelos à base de ferro esbarravam em uma falha técnica no polo negativo do equipamento: durante o uso, os materiais ativos têm a tendência de vazar. Esse processo, conhecido no jargão técnico como crossover, inviabiliza sua comercialização.

Para resolver o obstáculo do vazamento, os cientistas do CAS desenvolveram um complexo de ferro que funciona como um escudo de dupla camada em nível molecular. Segundo as informações divulgadas pelo portal Interesting Engineering, a molécula usa sua estrutura física — que é mais rígida e volumosa — para proteger o núcleo de ferro. Ao mesmo tempo, esse complexo possui uma forte carga negativa que gera um campo de força, repelindo as partículas que tentam “fugir” de forma indevida.

Contêineres de armazenamento de energia usados para estabilizar a rede elétrica (imagem: reprodução)

A combinação desses mecanismos barra a liberação do material. Além disso, a nova tecnologia adota uma química de base alcalina que impede a formação de dendritos, minúsculos cristais que costumam causar curtos-circuitos e destruir módulos precocemente.

Durante todo o período simulado, a bateria operou sem qualquer perda na capacidade de armazenamento. Mesmo quando os pesquisadores exigiram altas potências de saída, o protótipo reteve 78,5% da sua eficiência energética original.

Corrida para substituir o lítio

Há uma corrida internacional para encontrar alternativas ao lítio. Como as instalações de rede elétrica não sofrem restrições de peso ou espaço físico — ao contrário de carros elétricos ou dispositivos móveis —, as baterias de fluxo despontam como sucessoras mais baratas no setor.

Nos Estados Unidos, o mercado já apresenta movimentações parecidas. A ESS Tech Inc., empresa com sede no Oregon, iniciou a instalação de medidores de fluxo de ferro em infraestruturas privadas, fornecendo suporte de energia para data centers de gigantes da tecnologia como o Google.

Com resultados científicos, o próximo desafio será provar a escalabilidade do projeto, tirando a promessa dos laboratórios e integrando a tecnologia às redes elétricas.

China desenvolve bateria barata que pode durar 16 anos

(imagem: iStock/SweetBunFactory)

União Europeia quer mudanças no Android

28 de Abril de 2026, 11:35
Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
UE entende que IAs rivais do Gemini enfrentam barreiras no Android (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia concluiu que o Google favorece indevidamente o Gemini no Android, violando a Lei de Mercados Digitais.
  • Agora, a UE quer que o Google abra o Android para IAs concorrentes, como ChatGPT e Grok, até julho de 2026.
  • Segundo o Google, a exigência pode comprometer a privacidade dos usuários.

A Comissão Europeia subiu o tom contra o Google nesta semana após uma investigação iniciada em janeiro. O órgão regulador concluiu que a gigante de buscas favorece indevidamente o Gemini dentro do Android, violando a Lei de Mercados Digitais (DMA).

Agora, a União Europeia quer que a empresa abra as portas do sistema até julho deste ano, para que IAs de terceiros, como o ChatGPT e o Grok, tenham o mesmo nível de integração que a ferramenta nativa.

Como lembra o portal ArsTechnica, embora seja possível instalar qualquer chatbot no celular, apenas o Gemini consegue conversar profundamente com o sistema. Para a UE, essa exclusividade precisa acabar nos próximos meses. O Google, por outro lado, afirma que a exigência pode comprometer a privacidade dos usuários.

Vale citar que, no Brasil, um processo similar se desenrola na Justiça, mas envolve a Meta e IAs de terceiros no WhatsApp.

Por que o Gemini tem tratamento especial no Android?

Mão segurando smartphone dobrável aberto, exibindo o Google Gemini e a página do Tecnoblog
UE quer o mesmo nível de integração do Gemini para assistentes concorrentes (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Ao ligar um aparelho com Android hoje, o Gemini já está lá, integrado ao sistema. A Comissão Europeia critica exatamente essa falta de recursos para serviços de terceiros. Para os reguladores, o Google atua como um porteiro que reserva as melhores funções para si.

A vice-presidente da Comissão para a Soberania Tecnológica, Henna Virkkunen, explicou a visão do bloco em comunicado: “À medida que navegamos pelo cenário da IA em rápida evolução, fica claro que a interoperabilidade é fundamental. Essas medidas abrirão os dispositivos Android para uma gama mais ampla de serviços, para que os usuários tenham a liberdade de escolher o que melhor atenda às suas necessidades”.

O que pode mudar na Europa?

Na prática, a UE quer que, se o usuário preferir o ChatGPT, ele possa ser acionado por botões físicos ou palavras-chave de sistema da mesma forma que o Gemini. As mudanças propostas pelos reguladores são técnicas e mexem no motor do Android.

Os principais pontos são:

  • Acesso ao hardware: o Google seria obrigado a permitir que desenvolvedores externos usem os chips de processamento de IA (NPUs) com o mesmo desempenho que o Gemini utiliza para rodar modelos locais.
  • Contexto de tela: IAs rivais poderiam “enxergar” o que o usuário está fazendo para oferecer resumos ou sugestões.
  • APIs gratuitas: o Google teria que criar novas pontes de software (APIs) e oferecer assistência técnica gratuita para que os concorrentes se integrem ao Android.

A reação do Google foi imediata. A conselheira sênior de concorrência da empresa, Claire Kelly, afirmou que a medida eliminaria a autonomia dos fabricantes em personalizar serviços. Segundo Kelly, dar acesso a hardware sensível e permissões profundas de sistema “aumentaria os custos e comprometeria proteções essenciais de privacidade e segurança”.

Multas bilionárias e prazo final

O Google é um velho conhecido dos reguladores europeus. Por causa da DMA, a empresa já teve que implementar telas de escolha de navegador e limitar o compartilhamento de dados entre seus próprios serviços (como Maps e YouTube). Agora, a IA é o tema da vez.

O cronograma é apertado: a Comissão Europeia prevê uma decisão final para 27 de julho de 2026. Se o Google bater o pé e não cumprir as exigências, o prejuízo pode ser grande: a Lei de Mercados Digitais prevê multas de até 10% da receita global anual da companhia.

União Europeia quer mudanças no Android

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tela dobrável do Z Fold 7 tem 8 polegadas (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Honor lança linha 600 com design inspirado no iPhone 17 Pro

23 de Abril de 2026, 16:01
Imagem de um Honor 600 Pro laranja disposto em uma praia, frente ao mar e à luz do sol
Linha Honor 600 parte de design “cópia do iPhone”, mas entrega configurações robustas (imagem: divulgação/Honor)
Resumo
  • A Honor lançou os novos Honor 600 e Honor 600 Pro, modelos que a empresa posiciona como topos de linha acessíveis, com câmera principal de 200 megapixels e baterias de alta capacidade.
  • Os dispositivos têm design inspirado no iPhone 17 Pro e vêm com processadores Snapdragon 7 Gen 4 e Snapdragon 8 Elite na versão Pro, respectivamente.
  • Os aparelhos estão disponíveis na Europa e na Ásia a partir de 30 de abril, com preços que começam em 649,90 euros (cerca de R$ 3.800) para o Honor 600 e 999,90 euros (aproximadamente R$ 5.850) para o Honor 600 Pro.

A Honor anunciou o lançamento global dos novos Honor 600 e Honor 600 Pro, modelos que a empresa posiciona como topos de linha acessíveis. Esses aparelhos chegarão diretamente ao mercado internacional, diferente da geração anterior, que ficou restrita à China.

A estreia ocorre simultaneamente na Europa e na Ásia, com início das vendas previsto para 30 de abril. Os dispositivos chamam atenção por reunir uma câmera principal de 200 megapixels, baterias de alta capacidade e um visual que remete, claramente, à estética adotada pela Apple em seus iPhones mais recentes.

Ainda não há previsão de lançamento do dispositivo no Brasil. Por aqui, a empresa já lista o Honor 600 Lite em seu site oficial, primeiro dispositivo da nova linha e que chegou ao mercado em março.

Estética em linha com a Apple

Imagem de um Honor 600 inclinado em um fundo de céu com nuvens
Honor 600 apresenta tela de 6,57 polegadas com brilho alto (imagem: divulgação/Honor)

O visual da linha 600 lembra, de forma muito próxima, o design implementado pela Apple nos lançamentos do ano passado. Isso se dá, principalmente, graças ao módulo de câmeras e da disposição dos sensores, especialmente na cor alaranjada. Não é a primeira vez, já que a empresa seguiu uma abordagem parecida no Honor Power 2, lançado em janeiro.

Apesar das semelhanças, a empresa mantém algumas escolhas próprias. Ambos os modelos contam com certificação IP69K, que garante resistência a jatos de água de alta pressão e poeira — um nível acima do padrão mais comum no mercado.

O conjunto é complementado por telas AMOLED de 6,57 polegadas, com taxa de atualização de 120 Hz e brilho de pico HDR que chega a 8.000 nits.

Hardware e câmeras

Mockup de especificações técnicas do Honor 600
Honor 600 e 600 Pro chegam com até 12 GB de RAM e 512 de armazenamento (imagem: reprodução/Honor)

Embora compartilhem design e tela, as diferenças entre o Honor 600 e o 600 Pro aparecem principalmente no desempenho e nas câmeras:

  • Processador e memória: o Honor 600 utiliza o Snapdragon 7 Gen 4, enquanto o modelo Pro vem equipado com o Snapdragon 8 Elite, chip presente em flagships de 2025. Ambos oferecem até 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.
  • Câmeras: os dois modelos trazem sensor principal de 200 MP, ultrawide de 12 MP e câmera frontal de 50 MP. O 600 Pro adiciona uma lente teleobjetiva periscópica de 50 MP com zoom óptico de 3,5x.
  • Bateria e carregamento: a capacidade varia por região — 6.400 mAh na Europa e até 7.000 mAh na Ásia. O carregamento com fio é de 80 W em ambos, mas apenas o modelo Pro conta com carregamento sem fio de 50 W.
  • Software e IA: os aparelhos chegam com o MagicOS 10, baseado no Android 16, com recursos de inteligência artificial integrados. Entre eles está o AI Image to Video 2.0, voltado à geração de vídeos, além de um botão físico dedicado para funções de IA.

Preço e disponibilidade

Na Europa, o Honor 600 parte de 649,90 euros (cerca de R$ 3.800), enquanto o Honor 600 Pro começa em 999,90 euros (aproximadamente R$ 5.850).

Segundo o The Verge, o valor do modelo Pro fica próximo ao de um iPhone básico na região, mas ainda abaixo das versões Pro da Apple, justamente as que serviram de referência visual para os novos aparelhos.

Honor lança linha 600 com design inspirado no iPhone 17 Pro

(imagem: divulgação/Honor)

(imagem: divulgação/Honor)

(imagem: reprodução/Honor)

Celular com bateria de 7.000 mAh: 7 modelos para comprar no Brasil em 2026

23 de Abril de 2026, 14:46
Mão segurando smartphone; tela mostra app AccuBattery com capacidade de bateria em 61%
Oppo Find X9 Pro apresenta bateria de 7.500 mAh; confira a lista completa (Imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Celulares com bateria de 7.000 mAh têm se tornado populares no mercado, já que podem armazenar mais energia do que smartphones mais básicos. Como consequência, esses aparelhos costumam ter mais autonomia de bateria, e passam mais tempo longe da tomada.

Mas analisar a capacidade da bateria de um celular não é tudo: também é preciso observar outras questões como tempo de autonomia, tecnologias que otimizam a eficiência energética do sistema e tipos de carregamento suportados.

Neste guia, confira sete celulares com bateria de 7.000 mAh para comprar em 2026, incluindo informações sobre carregamento e recursos voltados para energia.

1. Realme C85


Prós
  • Bateria de 7.000 mAh
  • Resistência a nível militar
  • Tela com taxa de atualização de 144 Hz
  • Desempenho equilibrado para tarefas mais básicas
Contras
  • Falta de suporte para carregamento sem fio
  • Falta de suporte ao 5G (versão 4G)
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Realme C85 é alimentado pela maior bateria da linha Realme C até o momento, com capacidade de 7.000 mAh e saúde da bateria teórica de seis anos. A bateria promete autonomia de 21 horas de reprodução contínua de vídeo, desempenho consistente mesmo em temperaturas entre -20 °C e 53 °C, e traz suporte para carregamento rápido de 45 W (cabeado) e carregamento reverso (10 W).

Outros especificações do smartphone incluem tela de 6,8″ com taxa de atualização de 144 Hz, certificação de resistência a nível militar, processador Snapdragon 685 Mobile (versão 4G) ou Mediatek Dimensity 6300 (versão 5G), 4 GB, 6 GB ou 8 GB de RAM, 128 GB ou 256 GB de armazenamento, além de uma câmera traseira com 50 MP.

2. Jovi Y31


Prós
  • Bateria com 7.200 mAh
  • Bateria com saúde teórica de seis anos
  • Certificação IP68, IP69 e IP69+
Contras
  • Tela com resolução HD+
  • Falta de suporte a carregamento sem fio
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

A bateria de silício-carbono com capacidade de 7.200 mAh é um dos principais destaques do Jovi Y31. O componente foi desenvolvido para se manter saudável durante seis anos e pode durar até 45 horas em reprodução contínua de vídeo. A bateria ainda é compatível com carregamento rápido via cabo (44 W) e carregamento reverso (7,5 W).

Além da bateria, o Jovi Y31 tem proteção SGS contra quedas, certificação IP68, IP69 e IP69+ contra água e poeira, display de 6,75″ com taxa de atualização de 120 Hz, system-on-a-chip (SoC) Snapdragon 6s 4G Gen 2, 8 GB de RAM, 256 GB ou 512 GB de armazenamento e um kit duplo de câmeras na traseira com lente de 50 MP.

3. Jovi V70


Prós
  • Bateria com boa autonomia
  • Tela com taxa de atualização de até 120 Hz
  • Câmera grande-angular de 200 MP com OIS
  • Desempenho equilibrado
Contras
  • Usa a interface OriginOS
  • Sem carregamento wireless ou reverso
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Jovi V70 apresenta uma bateria de silício-carbono, com 7.000 mAh de capacidade e autonomia de até 43,8 horas de vídeos no YouTube. O celular é compatível com carregamento rápido de 90 W (com cabo) e leva cerca de 60 minutos para uma recarga de 1% até 100%, segundo a Jovi.

Ainda falando de bateria, o smartphone traz um circuito de alimentação inteligente e um sistema de resfriamento que ajudam a minimizar o calor e prolongar a vida útil do componente.

Processador Dimensity 7360-Turbo, capacidade de 8 GB RAM e 256 GB de armazenamento, recursos com assistência de inteligência artificial (IA) e lente ultra-angular de 200 MP na traseira completam as principais especificações do celular.

4. Oppo A6 Pro


Prós
  • Certificação IP69 contra água e poeira
  • Resistência de nível militar
  • Bateria com boa autonomia
  • Conectividade aprimorada com o AI LinkBoos 3.0
Contras
  • Não possui lente ultra-angular
  • Não é compatível com carregamento sem fio
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

Lançado em setembro de 2025, o Oppo A6 Pro chegou ao mercado com uma bateria de 7.000 mAh de capacidade, com durabilidade teórica de cinco anos e autonomia de até 31 dias com o celular em stand by. A bateria ainda traz suporte para recarga reversa (5 V) e carregamento rápido cabeado de 80 W, levando 60 minutos para uma recarga completa.

A bateria de alta capacidade é um dos pontos fortes do smartphone, mas outros destaques incluem resistência IP69 contra água e poeira, câmara de vapor para dissipar o calor, processador Mediatek Dimensity 6300, além da combinação de 8 GB de RAM com 256 GB de armazenamento.

5. Realme 15 Pro


Prós
  • Performance avançada com o Qualcomm Snapdragon 7 Gen 4
  • Bateria com capacidade de 7.000 mAh
  • Kit de câmeras interessante
Contras
  • Sem suporte para eSIM
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Realme 15 Pro tem especificações de hardware interessantes, como Qualcomm Snapdragon 7 Gen 4, 8 GB ou 12 GB de RAM, armazenamento de 128 GB a 512 GB e sistema duplo de câmera com lentes de até 50 MP. Mas um dos principais diferenciais destaques do smartphone está na bateria de silício-carbono com capacidade de 7.000 mAh.

A bateria promete autonomia de até 22 horas de reprodução contínua de vídeos no YouTube e suporta carregamento rápido de 80 W com fio, levando 61 minutos para uma recarga completa.

Também vale mencionar que a bateria conta com um chip de longa duração que previne danos ao componente, e o celular tem uma câmara de vapor para mitigar superaquecimentos em tarefas mais intensivas, como jogos.

6. Realme GT 7


Prós
  • Bateria de 7.000 mAh com certificação TÜV Rheinland
  • Tela OLED com taxa de atualização de 120 Hz
  • Sistema de resfriamento 360º
Contras
  • Sem suporte para carregamento sem fio
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

A bateria silício-carbono de 7.000 mAh é o principal destaque do Realme GT 7, tendo recebido a certificação TÜV Rheinland de bateria cinco estrelas.

O componente chega a uma autonomia da bateria de dois (uso moderado) a três dias (uso leve), mantém desempenho estável mesmo em temperaturas entre -20 ºC e 45 ºC, conta com chip que prolonga sua vida útil e traz suporte para carregamento ultra rápido de 120 W, demorando 40 minutos para uma recarga completa.

Internamente, o smartphone da Realme também apresenta um sistema de resfriamento total (360º) para mitigar superaquecimentos, SoC Dimensity 9400e, 8 GB ou 12 GB de RAM, armazenamento de 256 GB ou 512 GB, além de um sistema triplo de câmera com assistência de inteligência artificial.

7. Oppo Find X9 Pro


Prós
  • Sistema avançado com três câmeras
  • Sensor True Color com nove canais espectrais
  • Bateria duradoura de 7.500 mAh
Contras
  • Custo elevado
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

Chegando ao fim da lista, Oppo Find X9 Pro traz uma bateria de silício-carbono com capacidade de 7.500 mAh — a maior entre os modelos mencionados nesse guia. O smartphone suporta carregamento rápido SUPERVOOC de 80 W, carregamento reverso (10 W) e é o único celular da lista compatível com carregamento sem fio (SUPERVOOC de 50 W).

A Oppo menciona autonomia suficiente para um dia inteiro, mas testes do Tecnoblog com o Oppo Find X9 Pro apontaram uma duração média ainda maior, de 40 horas e 20 minutos. Já a recarga completa levou cerca de 1 hora e 45 minutos, com o carregador de 80 W que acompanha o celular.

E a bateria robusta não é o único diferencial do celular: o aparelho ainda conta com chipset MediaTek Dimensity 9500, 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, além do chip S1 que otimiza o sinal da rede. Além disso, o sistema triplo de câmeras (com direito a teleobjetiva de 200 MP) coloca o Oppo Find X9 Pro como um dos celulares com melhor câmera da atualidade.

Quais os prós e contras de celulares com bateria de 7.000 mAh?

Smartphones com baterias de 7.000 mAh apresentam diversas vantagens envolvendo autonomia e tecnologias de eficiência energética. Dentre os principais benefícios desses celulares, estão:

  • Baterias mais duradouras: baterias com 7.000 mAh de capacidade conseguem armazenar mais energia, e tendem a durar mais longe das tomadas.
  • Baterias com ciclos mais longos: por armazenarem mais energia, esses celulares têm ciclos de uso mais longos, o que prolonga a durabilidade da bateria.
  • Sistemas de resfriamento: smartphones com baterias de alta capacidade geralmente trazem sistemas de resfriamento avançados para evitar superaquecimentos.
  • Tecnologias em prol da durabilidade da bateria: diversos celulares apresentam recursos e tecnologias para estender a vida útil e a saúde de baterias com alta capacidade.

No entanto, celulares dessa categoria também trazem limitações, como falta de suporte a carregamento wireless. As principais desvantagens de aparelhos com baterias dessa capacidade incluem:

  • Otimizados para fontes mais potentes: a recarga de smartphones com baterias de 7.000 mAh são otimizadas para fontes mais potentes; se você usar carregadores com potência inferior, o carregamento levará mais tempo.
  • Falta de suporte ao carregamento sem fio: muitos dos celulares com bateria de 7.000 mAh não trazem suporte a carregamento sem fio, devido ao excesso de calor gerado e eficiência de recarga menor no processo.
  • Custo mais elevado: apesar de não ser necessariamente uma regra, celulares com baterias de grande capacidade tendem a ser mais caros.

Quantas horas dura uma bateria de 7.000 mAh?

Celulares com bateria de 7.000 mAh costumam durar de dois a três dias. Contudo, a autonomia varia de modelo para modelo, com base no processador, na construção da bateria e hardwares de otimização do sistema.

Vale mencionar que a duração de uma bateria de 7.000 mAh também muda de acordo com o perfil de uso. Como exemplo, um smartphone usado para tarefas leves tende a durar mais que outro celular usado para jogos e tarefas mais intensas, com gráficos no máximo e todas as conexões ativadas.

Carregador carregamento celular Galaxy A54 (Imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Perfil de uso, capacidade em mAh e recursos de otimização energética interferem na autonomia da bateria (Imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Celular com bateria de 7.000 mAh desgasta mais rápido?

Não necessariamente. A durabilidade das baterias atuais é baseada no número de ciclos, ou seja, quantas vezes o celular utilizou 100% da bateria (de forma contínua ou espaçada). E como baterias de 7.000 mAh armazenam mais energia que baterias com capacidades menores, elas tendem a durar mais, já que o ciclo de uso é mais longo.

O único ponto é que baterias com 7.000 mAh costumam ser de silício-carbono, e essa composição pode trazer riscos de degradação acelerada por conta da expansão volumétrica e natureza do silício. Felizmente, as fabricantes têm incorporado tecnologias que prolongam a saúde e vida útil desses componentes.

Celular com bateria de 7.000 mAh demora muito para carregar?

Smartphones com bateria de 7.000 mAh geralmente levam cerca de uma hora com adaptadores de 80 W ou superiores, mas o tempo pode se estender a aproximadamente duas horas com fontes menos potentes.

Apesar da lógica de que baterias com maiores capacidades precisam de mais tempo na tomada, a potência de carregamento utilizada e tecnologias de otimização durante a recarga também influenciam no tempo médio de recarga.

Celular com bateria de 7.000 mAh é melhor que 5.000 mAh?

Não necessariamente. Em teoria, celulares com bateria de maior capacidade são melhores porque conseguem armazenar mais energia. Mas a autonomia da bateria também depende da otimização de eficiência energética do smartphone.

Como exemplo, uma bateria de de 7.000 mAh pode durar menos que outra com capacidades inferiores se o sistema não for otimizado para lidar com essa alta capacidade energética.

Celular com bateria de 7.000 mAh tem carregamento por indução?

Geralmente não. Recargas por indução são menos eficientes do que carregamentos cabeados, e costumam suportar potências mais baixas. Isso significa que uma recarga por indução eletromagnética seria ainda mais lenta em uma bateria de 7.000 mAh, que armazena mais energia que componentes inferiores.

Além disso, celulares com carregamento por indução tendem a esquentar mais, já que o processo de indução magnética gera mais calor. E como altas temperaturas são grandes vilões das baterias, há riscos de degradação acelerada.

No entanto, é possível encontrar exceções no mercado como o Oppo Find X9 Pro, que é alimentado por uma bateria com 7.500 mAh e suporta carregamento sem fio de 50 W.

Close no módulo de câmeras do Oppo Find X9 Pro com 4 lentes e um flash
Oppo Find X9 Pro é um exemplo de celular com bateria de 7.000 mAh e com suporte para carregamento por indução (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Celular com 7.000 mAh ou carregamento rápido: o que priorizar?

A escolha entre maior capacidade de bateria (mAh) ou potência de carregamento rápido vai depender das suas necessidades e do seu perfil de uso.

Quem costuma passar o dia fora, sem fácil acesso a tomadas para recarga, deve focar nos limites de miliampere-hora do celular. Essa especificação influencia diretamente na quantidade de energia que a bateria pode armazenar, o que também impacta na autonomia. Em teoria, smartphones com maiores capacidades (em mAh) duram mais longe das tomadas.

Já usuários com acesso facilitado a tomadas podem priorizar a potência de carregamento rápido da bateria, mesmo que o hardware tenha uma capacidade menor. A lógica é simples: se você pode recarregar seu celular a qualquer momento, pode focar na potência suportada visando tempos da recarga mais curtos.

Vale destacar que praticamente todos os celulares com bateria de 7.000 mAh suportam carregamento rápido. Mas é o seu perfil de uso que vai definir qual dessas especificações deverá priorizar.

Existe celular com bateria de 10.000 mAh?

Sim. O Oukitel K10000 Pro chegou ao mercado em 2017 com bateria de 10.000 mAh, enquanto o Realme P4 Power é alimentado por uma bateria com capacidade de 10.001 mAh, por exemplo.

Contudo, smartphones com baterias de 10.000 mAh são vendidos para um público bem específico, já que o padrão dos celulares mais atuais costuma ficar entre 5.000 mAh e 7.000 mAh. E a disponibilidade desses aparelhos também é mais restrita, já que a procura é mais nichada.

Celular com bateria de 7.000 mAh: 7 modelos para comprar no Brasil em 2026

💾

Guia reúne sete opções de celular com bateria de 7.000 mAh ou superior, indicadas para quem quer autonomia e menos frequência de carregamento

Oppo Find X9 Pro apresenta bateria de 7.500 mAh; confira a lista completa (Imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Carregador carregamento celular Galaxy A54 (Imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Oppo Find X9 Pro tem câmeras Hasselblad (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Samsung pode ter prejuízo anual na divisão mobile pela primeira vez

23 de Abril de 2026, 10:28
Câmeras do Galaxy S26
Galaxy S26 foi lançado no final de fevereiro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A divisão mobile da Samsung pode registrar prejuízo anual pela primeira vez.
  • Segundo a imprensa sul-coreana, o motivo seria a queda de rentabilidade causada pelo aumento no preço de memórias.
  • Mesmo com a fabricante aumentando o preço dos seus smartphones, o custo não teria sido compensado pelos gastos.

A divisão de smartphones da Samsung pode registrar prejuízo em todo o ano de 2026, segundo informações da imprensa sul-coreana. O alerta teria sido feito internamente pelo chefe da área mobile, Roh Tae-moon, diante da queda de rentabilidade causada pelo aumento no preço de memórias.

De acordo com o jornal Money Today, esse seria o primeiro resultado anual negativo da divisão desde sua criação, em 2021. A pressão vem principalmente do encarecimento de componentes, que tem afetado toda a indústria e forçado fabricantes a subir preços ou operar com margens menores.

A própria Samsung aumentou o preço de tabela de vários dos seus smartphones. Mesmo com o bom desempenho comercial do recém-lançado Galaxy S26, a estratégia não teria sido suficiente para compensar os custos. 

“Considerando que o Galaxy S26 Ultra geralmente vem equipado com 12 GB de [memória] LPDDR5X, um supercomputador de IA consome a memória de cerca de 4.600 smartphones”, alerta a publicação.

Ainda assim, o lucro total da Samsung aumentou oito vezes. Embora pareça contraditório, esse lucro se concentra basicamente na área da crise: o negócio de memória da fabricante cresceu com a alta demanda, já que Samsung, SK Hynix e Micron controlam 90% do mercado global de memórias DRAM.

Escassez de chips pode durar mais que o esperado

Há poucos dias, o jornal japonês Nikkei Asia fez um levantamento e reafirmou que o cenário atual da crise de chips de memória não deve ter um alívio antes de 2028.

O desabastecimento ocorre desde o fim do ano passado: as gigantes dos semicondutores redirecionaram suas fábricas para abastecimento de IA, deixando a produção de componentes para aparelhos de consumo em segundo plano. 

De forma resumida, as líderes do setor preferiram focar na produção de memórias de alta largura de banda (HBM), que são o motor dos data centers de IA, e pararam a produção das memórias de uso geral (DRAM). A Micron, por exemplo, tirou do mercado a icônica marca Crucial após quase 30 anos.

Samsung pode ter prejuízo anual na divisão mobile pela primeira vez

💾

Mesmo com boas vendas, divisão mobile da Samsung pode fechar o ano no vermelho. Encarecimento de componentes tem afetado todo o setor.

Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Google lança dois chips de IA para bater de frente com a Nvidia

22 de Abril de 2026, 12:01
Nova TPU 8i trabalha em conjunto com CPUs desenvolvidas pelo Google (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou a oitava geração de TPUs no evento Google Cloud Next.
  • Os chips TPU 8t e TPU 8i serão usados para treinar e fazer inferência em nuvem, e devem chegar ao mercado ainda este ano.
  • Segundo o Google, a separação em duas unidades reduz gasto de energia e custo operacional, permitindo suporte a múltiplos agentes de IA.

O Google quer provar que pode liderar a corrida da inteligência artificial. Durante o evento Google Cloud Next, nesta quarta-feira (22/04), a companhia anunciou a oitava geração das suas Unidades de Processamento Tensorial (TPUs) — chips criados sob medida pela empresa para acelerar cálculos complexos.

A novidade desta vez é a estratégia. De forma inédita, o hardware foi dividido em dois processadores com funções diferentes: o TPU 8t e o TPU 8i. A dupla chega para preparar a infraestrutura de nuvem da empresa para a nova era dos agentes autônomos (sistemas de IA capazes de tomar decisões e realizar tarefas sozinhos) e, claro, acirrar a disputa contra a poderosa Nvidia.

Segundo o vice-presidente sênior de infraestrutura de IA do Google, Amin Vahdat, as novas TPUs chegam ao mercado ainda este ano. O desenvolvimento teve forte participação do laboratório Google DeepMind, garantindo que o hardware rode nas ferramentas de código aberto mais populares entre os desenvolvedores.

Por que o Google decidiu separar os chips?

Até então, um mesmo chip tentava fazer tudo. Mas o Google percebeu que as duas fases de uma IA — o treinamento e a inferência — passaram a exigir diferenças. Para criar um modelo inteligente, é preciso uma força bruta colossal de computadores trabalhando sem parar durante meses para “devorar” e aprender com montanhas de dados.

Já a inferência é o uso prático. É o momento em que a IA (como o Gemini) já está pronta para responder às perguntas de milhões de usuários ao mesmo tempo. Aqui, o que manda é uma velocidade de resposta imediata (baixa latência) e um acesso ultrarrápido à memória para que o sistema não trave.

Sundar Pichai, CEO da Alphabet, explicou no blog da companhia que essa separação garante a capacidade exata para rodar múltiplos agentes de IA trabalhando em equipe, entregando respostas na hora e, principalmente, reduzindo o gasto de energia e o custo operacional dos servidores.

Logotipo do Google
Novidade chega para dar conta da nova era dos agentes autônomos (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

TPUs 8t e 8i

Para a pesada fase de estudos, o Google criou o TPU 8t. O foco desse componente é escalar a operação sem perder a estabilidade. O Google garante que o 8t entrega 2,8 vezes mais poder de processamento do que a geração passada, mantendo a mesma faixa de preço.

Na outra ponta, focada no usuário final, atua o TPU 8i, que traz 288 GB de memória ultrarrápida integrada. Ele trabalha em conjunto com as novas CPUs Axion (processadores do próprio Google baseados na arquitetura Arm) e usa um sistema de rede interno que encurta pela metade a distância que os dados precisam viajar. O resultado, segundo a empresa, é um desempenho 80% maior por cada dólar que o cliente investe.

Ecossistema multibilionário

O Google ainda é um dos maiores compradores de chips da Nvidia no mundo. No entanto, fortalecer suas próprias TPUs dentro do Google Cloud é uma cartada para reter clientes, oferecer preços mais competitivos e ter maior controle sobre suas margens de lucro.

Os números justificam esse investimento. Como lembra a CNBC, analistas da DA Davidson fizeram uma estimativa de que a divisão de negócios de TPUs, somada às operações do laboratório DeepMind, já representa um valor de mercado colossal, beirando os US$ 900 bilhões.

Mesmo antes de chegar ao mercado, a oitava geração já tem demanda garantida de parceiros comerciais de peso. A startup Anthropic se comprometeu a usar esses novos chips, assim como laboratórios de pesquisa vinculados ao Departamento de Energia dos Estados Unidos.

Google lança dois chips de IA para bater de frente com a Nvidia

Escritório do Google em São Paulo (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

Nintendo Switch Lite sai com 33% de desconto no Mercado Livre

20 de Abril de 2026, 18:17
R$ 1.899,0033% OFF

Prós
  • Roda jogos no modo portátil
  • Tela com recurso touchscreen
  • Design leve de 277 g
Contras
  • Sem controles desacopláveis
  • Não tem suporte para jogar na TV
PIX
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Nintendo Switch Lite está 33% mais barato no Mercado Livre em relação ao seu preço de lançamento de R$ 1.899. Você encontra o console portátil agora em oferta por R$ 1.268 no pagamento por Pix. A versão abre mão da proposta híbrida para ser um pouco mais acessível.

Nintendo Switch Lite conta com tela LCD e bateria para até 7 horas

Nintendo Switch Lite
Nintendo Switch Lite (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

O videogame portátil apresenta uma tela touchscreen LCD de 5,5 polegadas, responsável por exibir imagens em resolução HD e densidade de pixels de 267 ppi. O Switch Lite fica marcado por não possuir controles Joy-Con, o que significa entregar experiência exclusivamente portátil, sem suporte ao sistema de mesa ou na TV.

O hardware interno conta com o processador Tegra X1 customizado pela Nvidia e 32 GB de armazenamento expansível até 2 TB por meio de cartão microSD. A bateria de 3.570 mAh entrega autonomia entre três e sete horas, o período depende do jogo a ser executado.

O console tem acesso à boa parte da biblioteca de jogos do Switch, incluindo algumas franquias exclusivas e famosas como MarioThe Legend of ZeldaDonkey Kong e Pokémon. Já em termos de conectividade, suporta conexões de Wi-Fi 5 e Bluetooth 4.1.

O Nintendo Switch Lite está em oferta por R$ 1.268 no Pix no Mercado Livre, o que representa um desconto de 33% em relação ao preço original.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Nintendo Switch Lite sai com 33% de desconto no Mercado Livre

Nintendo Switch Lite (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

Criptografia quântica: saiba como funciona e quais são as aplicações da tecnologia

17 de Abril de 2026, 15:42
Ilustração sobre criptografia quântica
Saiba como a criptografia quântica poderá fortalecer a segurança digital (imagem: Reprodução/Shutterstock)

A criptografia quântica, ou criptografia baseada em física, utiliza leis como a superposição para criar chaves de segurança impossíveis de clonar. Diferente dos métodos matemáticos atuais, qualquer tentativa de espionagem altera os dados e denuncia o invasor.

O sistema funciona através do envio de fótons que, se interceptados, colapsam e alertam imediatamente os usuários sobre a falha. Essa comunicação quântica via lasers permite distribuir chaves secretas de forma totalmente inviolável por redes de fibra óptica.

Para a sociedade, a tecnologia significa blindar transferências bancárias, prontuários médicos e comunicações militares contra hackers. Ela protege informações sensíveis a longo prazo, sendo imune até ao poder de processamento de futuros supercomputadores.

A seguir, entenda o conceito de criptografia quântica, como a tecnologia funciona detalhadamente e os tipos de aplicações mais comuns. Também conheça os pontos fortes e fracos desta nova forma de proteção digital.

O que é criptografia quântica?

A criptografia quântica aplica leis da física para criar chaves de segurança que denunciam instantaneamente qualquer tentativa de interceptação. Diferente dos métodos clássicos, ele se baseia no teorema da não-clonagem, garantindo que a espionagem altere o estado físico da informação e alerte os usuários.

Como funciona a criptografia quântica?

A criptografia quântica opera usando as leis da física, como a polarização de fótons, para criar chaves que detectam qualquer tentativa de espionagem. Enquanto a computação quântica ameaça os sistemas atuais, a natureza dessas partículas impede cópias sem que o sinal original seja corrompido.

No envio de dados, o emissor dispara partículas de luz em estados aleatórios que o receptor mede usando filtros específicos. Após compararem as bases de medição, o sistema descarta as inconsistências e estabelece uma chave secreta compartilhada via rede.

Baseado no teorema da não-clonagem, qualquer interceptação de terceiros altera o estado do fóton, gerando erros que revelam imediatamente a presença do invasor. Se a integridade for confirmada, o processo de destilação purifica as informações e finaliza uma chave de segurança.

A estratégia de criptografia pós-quântica foca em novos algoritmos matemáticos, mas o canal quântico usa lasers para distribuir chaves de forma inviolável. Essa técnica garante que o fluxo de dados permaneça seguro contra ataques sofisticados, protegendo a infraestrutura da comunicação moderna.

Infográfico sobre criptografia quântica
O sistema de criptografia quântica consegue identificar quando a informação foi interceptada por terceiros (imagem: Reprodução/Radio IP)

Quais são os tipos de criptografia quântica?

A criptografia quântica engloba diversas abordagens que utilizam mecânica quântica para comunicação segura, principalmente por meio da distribuição de chaves e outros protocolos:

  • Distribuição de chave quântica (QKD): é o modelo mais avançado, que utiliza o comportamento dos fótons para criar chaves de criptografia que revelam imediatamente qualquer tentativa de espionagem ou interceptação;
  • Criptografia baseada em posição: utiliza a localização geográfica exata como credencial de segurança, exigindo que o receptor responda a desafios quânticos em um tempo preciso para provar onde está;
  • Criptografia independente de dispositivo: garante proteção total sem que o usuário precise confiar no fabricante do hardware, validando a segurança por meio de testes físicos de entrelaçamento entre partículas;
  • Assinaturas digitais quânticas: substituem as assinaturas eletrônicas comuns por estados quânticos únicos, impossibilitando falsificar a identidade do remetente ou alterar a autenticidade de um documento oficial;
  • Autenticação de mensagens quântica: foca na integridade total da informação, usando códigos de correção de erro quânticos para detectar e descartar qualquer dado que tenha sofrido a mínima tentativa de alteração;
  • Protocolo de três estágios de Kak: permite a transmissão direta de dados em superposição quântica entre dois pontos, eliminando a necessidade de chaves complexas e reduzindo etapas de processamento clássico.
Ilustração de criptografia
A criptografia quântica pode ser usada para gerar chaves, assinaturas digitais e autenticação de mensagens (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são as aplicações da criptografia quântica?

A criptografia quântica eleva os padrões de comunicação e de cibersegurança com aplicações que abrangem diferentes setores. Alguns deles são:

  • Comunicações governamentais e militares: protege segredos de Estado e canais militares via satélite, usando o protocolo QKD para detectar qualquer tentativa de espionagem;
  • Blindagem do sistema financeiro: bancos aplicam redes quânticas para proteger transferências de grandes ativos e dados bancários contra a interceptação de hackers e futuros computadores quânticos;
  • Proteção de dados na saúde: garante a privacidade de prontuários e pesquisas genéticas em teleconsultas, assegurando que informações sensíveis do paciente jamais sejam acessadas por terceiros;
  • Segurança de infraestrutura crítica: monitora redes elétricas e sistemas de abastecimento de água, impedindo que hackers assumam o controle de serviços essenciais à sociedade;
  • Comunicação direta segura (QSDC): viabiliza o envio de mensagens em chats sem chaves prévias, onde qualquer tentativa de leitura indesejada destrói a própria informação enviada;
  • Autenticação em nuvem e Internet das Coisas (IoT): utiliza assinaturas quânticas para validar dados em dispositivos inteligentes, garantindo que o conteúdo não foi alterado durante o percurso.

A criptografia quântica é segura contra hackers?

Depende. A criptografia quântica usa a Distribuição de Chave Quântica para gerar códigos invioláveis, onde qualquer espionagem altera os fótons e denuncia o invasor. Essa segurança é blindada pelo teorema da não-clonagem, que impede a cópia de dados e neutraliza a força bruta de futuros supercomputadores.

Contudo, o risco migra do software para o hardware: imperfeições físicas nos detectores podem abrir brechas para ataques de canal lateral. Assim, embora a matemática seja perfeita, a proteção real depende de uma engenharia rigorosa que vede falhas de infraestrutura contra hackers.

Ilustração de um computador quântico
O nível de segurança da criptografia quântica irá depender da infraestrutura física do computador quântico contra hackers (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são as vantagens da criptografia quântica?

Estes são os pontos fortes da criptografia quântica:

  • Segurança incondicional: diferente da criptografia tradicional, utiliza o teorema da não-clonagem, garantindo que uma chave de segurança jamais seja copiada sem destruir a informação original;
  • Detecção de espionagem: qualquer tentativa de interceptação altera o estado dos fótons, criando erros imediatos que denunciam o espião e invalidam a chave comprometida na hora;
  • Imunidade a computadores quânticos: enquanto o padrão RSA atual será vulnerável a supercomputadores, esta tecnologia é matematicamente imune ao poder de processamento até das máquinas quânticas;
  • Validade de longo prazo: por gerar chaves por meio de aleatoriedade quântica pura, a segurança não diminui com o tempo, impedindo que dados roubados hoje sejam descriptografados no futuro;
  • Compatibilidade com infraestrutura: a tecnologia se integra às redes de fibra óptica já existentes, permitindo que governos e empresas atualizem a segurança sem trocar a infraestrutura física;
  • Eficiência para setores críticos: com sistemas cada vez mais automatizados, setores bancários e militares já operam essa rede para proteger segredos de Estado com alta velocidade e baixo erro humano.

Quais são as desvantagens da criptografia quântica?

Estes são os pontos fracos da tecnologia de criptografia quântica:

  • Custos de implementação elevados: exige hardware ultraespecífico, como detectores de fótons e lasers de alta precisão, tornando o investimento proibitivo para a maioria das empresas;
  • Limitação crítica de distância: os sinais sofrem com a atenuação em fibras ópticas comuns, o que limita transmissões seguras a pouco mais de 100 km sem que a informação se perca no trajeto;
  • Complexidade e necessidade de especialistas: operar essa infraestrutura exige especialistas em física e mecânica quântica, criando uma barreira de entrada imensa por falta de mão de obra qualificada;
  • Vulnerabilidades de canal lateral (Side-channel): embora a teoria seja perfeita, o hardware físico pode apresentar brechas térmicas ou eletromagnéticas que hackers utilizam para burlar o sistema sem “quebrar” a física;
  • Incompatibilidade e nós de confiança: a tecnologia não integra bem com a infraestrutura de internet atual, exigindo pontos intermediários para repetir o sinal que, se comprometidos, invalidam toda a segurança quântica;
  • Fragilidade ambiental extrema: o estado quântico é instável. Qualquer variação mínima de temperatura ou vibração externa pode causar decoerência, colapsando os dados e interrompendo a comunicação.
Ilustração sobre criptografia quântica
A criptografia quântica oferece ampla proteção contra os dados, mas ainda é uma tecnologia que exige um amplo investimento e mão de obra especializada na implantação (imagem: Reprodução/MIT Technology Review)

Qual é a diferença entre criptografia quântica e criptografia tradicional?

A criptografia tradicional é o padrão atual baseado em algoritmos matemáticos complexos que protegem os dados via cálculos que computadores comuns levariam milênios para decifrar. Sua segurança reside na dificuldade computacional de fatorar números primos gigantescos, criando uma barreira lógica quase impossível de ser quebrada hoje.

A criptografia quântica usa leis da mecânica quântica e protocolos, como o QKD, para criar chaves de segurança por meio de partículas de luz (fótons). Qualquer tentativa de espionagem altera o estado quântico da chave, revelando a intrusão instantaneamente graças ao princípio da incerteza.

Criptografia quântica: saiba como funciona e quais são as aplicações da tecnologia

A criptografia é uma técnica de segurança usada para codificar e decifrar dados (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Conheça os detalhes de um computador quântico (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Reprodução/MIT Technology Review)

Europa quer que Google compartilhe dados de busca com concorrentes

17 de Abril de 2026, 13:42
Illustração mostra uma lupa sobre o logotipo do Google, uma letra G em cores vermelho, amarelo, verde e azul, sinalizando a busca no navegador. Na parte inferior direita, está a marca d'água do "Tecnoblog".
Europa quer que Google compartilhe dados de busca com concorrentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia propôs que Google compartilhe dados de busca com rivais para cumprir legislação de concorrência da região;
  • Google teria que fornecer dados de pesquisa como classificação, consultas, cliques e visualizações;
  • companhia já manifestou que é contrária às medidas apresentadas pela Comissão Europeia e que lutará contra elas.

A DMA (Lei dos Mercados Digitais) da União Europeia visa tornar o setor de tecnologia mais equilibrado em termos de competitividade nos países do bloco. É com base nessa lei que a Comissão Europeia propôs medidas para que o Google se adeque ao regulamento. Entre elas está o de que a companhia divida determinados dados de seu mecanismo de busca com concorrentes.

De acordo com a própria entidade, “o objetivo das medidas é permitir que mecanismos de busca online de terceiros, ou ‘beneficiários de dados’, otimizem seus serviços de pesquisa e contestem a posição do Google Search”.

Ainda de acordo com a Comissão Europeia, isso significa que o Google teria que compartilhar, com companhias rivais, “dados de pesquisa, como dados de classificação, consultas, cliques e visualizações, em termos justos, razoáveis e não discriminatórios”.

O compartilhamento também incluiria dados de pesquisas a partir de chatbots de IA, ou seja, feitos via Gemini.

A razão disso é um tanto óbvia: o Google é o mecanismo de busca mais popular da web, inclusive na Europa; teoricamente, o compartilhamento desses dados faria o Google ser menos dominante no segmento de buscas online, criando o equilíbrio concorrencial que é almejado pela DMA.

Bandeiras da União Europeia
Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

O Google aceitará o que a Comissão Europeia propõe?

O que a Comissão Europeia fez foi propor medidas para que o Google se adeque à DMA, mas, até o momento, não há nenhuma imposição para que a companhia siga as orientações da entidade. Uma decisão só deverá ser anunciada pelo órgão no fim de julho deste ano. Enquanto isso, Google e outras partes interessadas podem enviar comentários a respeito.

De todo modo, à Reuters, o Google já sinalizou que não concorda com as medidas:

Centenas de milhões de europeus confiam ao Google suas buscas mais sensíveis — incluindo perguntas privadas sobre sua saúde, família e finanças — e a proposta da Comissão nos obrigaria a entregar esses dados a terceiros, com proteções de privacidade perigosamente ineficazes.

Clare Kelly, conselheira sênior de concorrência do Google

Não surpreende. O que a Comissão Europeia propõe não é pouca coisa. Os dados que o Google teria que compartilhar com rivais são tão sensíveis para o negócio de buscas que, pior do que isso, seria apenas a imposição de que a companhia compartilhasse a sua própria tecnologia de pesquisa.

Seja como for, o imbróglio do Google na Europa está longe do fim. Há pouco mais de um ano que a companhia foi acusada de violar a DMA. De lá para cá, a empresa anunciou algumas medidas de ajustes que, até agora, foram consideradas insuficientes.

Vale lembrar que, ainda no âmbito da DMA, uma das investigações mais recentes da União Europeia, iniciada em novembro de 2025, tenta apurar se o Google estaria prejudicando veículos jornalísticos nos resultados de buscas.

Europa quer que Google compartilhe dados de busca com concorrentes

Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

O que é bateria? Saiba para que serve o componente e quais os principais tipos

10 de Abril de 2026, 12:03
Bateria continua removível na GoPro Hero 9 Black (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Baterias são essenciais para o fornecimento de energia a aparelhos eletrônicos (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Bateria é um componente que armazena energia e converte energia química em corrente elétrica. Com isso, as baterias podem alimentar dispositivos sem a necessidade de uma fonte contínua de energia, como as tomadas.

Os tipos de bateria são categorizados pelos elementos químicos presentes nas células das bateria. Como exemplo, baterias de íon-lítio são compostas de óxido metálico de lítio e grafite, enquanto as baterias alcalinas são formadas por zinco e dióxido de manganês.

Independentemente dos elementos químicos de composição, o funcionamento da bateria segue um padrão: o ânodo fornece elétrons, que passam pelo circuito externo até chegarem ao cátodo. Esse fluxo de elétrons ilustra o que chamamos de corrente elétrica, de forma resumida.

A seguir, entenda melhor o que é a bateria, e confira as classificações, o funcionamento e as características desse componente.

O que é bateria?

Bateria é um componente com capacidade para armazenar e converter energia, transformando energia química em corrente elétrica. O hardware pode alimentar aparelhos eletrônicos, automóveis, entre outros dispositivos.

Para que serve a bateria?

A bateria tem a função de armazenar energia e fornecê-la na forma de corrente elétrica para alimentar dispositivos e aparelhos que dependem de energia para funcionamento.

Ao cumprirem esse papel, as baterias oferecem mais praticidade e portabilidade de uso, substituindo a necessidade de uma fonte de energia contínua como as tomadas.

Quais são as classificações das baterias?

As baterias são classificadas em duas categorias, com base em suas capacidades de recarga:

  • Baterias primárias: baterias que não podem ser recarregadas, e são descartadas após uma descarga completa; costumam alimentar dispositivos com consumo de energia baixo ou moderado, como brinquedos, controles e lanternas.
  • Baterias secundárias: baterias que podem ser recarregadas, e que possuem vida útil baseada em ciclos de uso; a capacidade de recarga faz com que esse tipo de bateria geralmente alimente dispositivos com alto consumo de energia, a exemplo de smartphones, notebooks e automóveis.


Quais são os principais tipos de bateria?

Além das classificações entre primária e secundária, as baterias podem ser categorizadas de acordo com os elementos químicos presentes internamente. Confira abaixo os principais tipos de bateria.

Bateria de níquel-cádmio (NiCd)

Bateria de níquel-cádmio usa hidróxido de níquel no cátodo e cádmio metálico no ânodo. Aguenta alto números de ciclos, mas se tornou obsoleta por ser relativamente maior e mais pesada que as baterias modernas, pela densidade de energia mais baixa, e por questões ambientais devido à toxicidade do cádmio.

Foi esse tipo de bateria que gerou o mito “efeito memória” ou “bateria viciada”, visto em casos raros e sob condições específicas.

Ilustração de bateria de níquel-cádmio
Ilustração de bateria de níquel-cádmio (Imagem: Reprodução/DirectIndustry)

Bateria de íon-lítio (Li-ion)

As baterias de íon-lítio costumam utilizar óxido metálico de lítio no cátodo e grafite no ânodo. Com o tempo, as baterias Li-ion substituíram as antigas baterias NiCd, pela alta densidade energética em um espaço menor e mais leve.

Atualmente, a bateria de íon-lítio é amplamente usada pelo mercado, sendo vista na maioria de smartphones, notebooks e carros elétricos.

Bateria de íons de lítio em celular (imagem: Unsplash/Tyler Lastovich)
Ilustração de bateria de íon-lítio (Imagem: Unsplash/Tyler Lastovich)

Bateria de silício-carbono (Si-C)

Baterias de silício-carbono têm cátodo formado por óxido metálico de lítio e ânodo composto por grafite e nanopartículas de silício no ânodo. Essa arquitetura aumenta a densidade energética da bateria e otimiza o carregamento mais rápido.

As baterias de Si-C são encontradas em smartphones e notebooks mais modernos, indicados para quem precisa de mais autonomia de uso. No entanto, há riscos de degradação mais acelerada devido a questões ligadas à expansão volumétrica.

ilustração de um celular com bateria de silício-carbono
Ilustração de uma bateria de silício-carbono (Imagem: Reprodução/Vivo)

Bateria chumbo-ácido

As baterias de chumbo-ácido utilizam chumbo esponjoso no ânodo e dióxido de chumbo no cátodo. Esse tipo de bateria consegue entregar descarga elétrica massiva em pouco tempo, mas costuma ocupar muito espaço e ser pesado pela densidade do chumbo.

Por conta disso, a bateria de chumbo-ácido é vista em carros, caminhões e sistemas de energia mais robustos.

Ilustração de bateria chumbo-ácido
Ilustração de bateria chumbo-ácido (Imagem: Vladimir Srajber/Pexels)

Bateria de polímero de lítio (Li-Po)

A bateria de polímero de lítio tem cátodo formado por óxidos metálicos de lítio e ânodo composto por grafite, bastante similar à estrutura de baterias de íon-lítio. A grande diferença é que baterias Li-Po usam polímero sólido ou gel fresco como eletrólitos.

Esse tipo de bateria é tratado como uma evolução da estrutura íon-lítio, e alimenta smartphones e notebooks com design mais finos e leves.

Ilustração de bateria de polímero de lítio
Ilustração de bateria de polímero de lítio (Imagem: Reprodução)

Bateria alcalina

Baterias alcalinas utilizam zinco no ânodo e dióxido de manganês no cátodo. Tratam-se daquelas baterias primárias (não recarregáveis) que costumamos encontrar em mercados e padarias.

Esse tipo de bateria é recomendável para aparelhos que não demandam muita energia. O ponto positivo é que elas perdem pouquíssima carga quando não estão em uso, embora sejam descartáveis pelo fato de não serem recarregáveis.

Ilustração de bateria alcalina
Ilustração de bateria alcalina (Imagem: Brett Jordan/Unsplash)


Como funciona uma bateria

O funcionamento de uma bateria se baseia na conversão de energia química em energia elétrica, devido a reações químicas de oxidação e redução que ocorrem no interior do componente. Isso é algo padrão, independente dos elementos químicos que compõem a bateria.

Dentro de cada bateria existem duas ou mais células, que são responsáveis pelo armazenamento de energia. E cada célula é composta por quatro componentes principais: ânodo (polo negativo), cátodo (polo positivo), eletrólito e separador.

O ânodo fornece elétrons para o circuito externo em um processo de oxidação. Os elétrons então percorrem o circuito externo até chegarem ao cátodo, onde ocorre o processo de redução. Entre esses dois polos, há o separador, que evita curtos-circuitos e superaquecimentos que ocorreriam se ânodo e cátodo se tocassem.

Para equilibrar o fluxo de elétrons, o eletrólito atua como um condutor que transporta íons entre os dois polos e compensa o acúmulo de carga elétrica formado durante as reações químicas.

Fluxo de funcionamento de bateria
Fluxo de funcionamento de bateria (Imagem: Reprodução/Australian Academy of Science)

Esse fluxo de elétrons ilustra o que chamamos de corrente elétrica, que fornece energia suficiente para que aparelhos funcionem corretamente.

Com o uso, as reações químicas que geram elétrons vão consumindo os materiais ativos dos eletrodos, diminuindo a força da corrente e o fornecimento de energia. Esse é o resumo do processo de descarga de um dispositivo.

Se a bateria for primária, ela precisará ser substituída após a descarga completa. Mas se a bateria for recarregável (secundária), a conexão a uma fonte de energia externa (como a tomada) vai forçar o fluxo de elétrons no sentindo contrário e fazer com que as reações químicas internas voltem ao estado inicial — o que chamamos de processo de recarga.


As baterias podem “viciar”?

Não. “Bateria viciada” ou “efeito memória” é um mito que surgiu na década de 60, quando baterias de níquel-cádmio de alguns satélites demonstraram perda de capacidade após serem constantemente carregadas de 25% até 100%. Esse fenômeno foi visto em casos raros, sob condições específicas e podia ser reparado.

O problema é que essa ocorrência específica gerou rumores de que todas as baterias viciam — o que não é verdade. Todas as baterias perdem capacidade com o tempo, e “bateria viciada” se tornou uma expressão popular para ilustrar uma bateria degradada, com potencial inferior ao estado original.

Quais são as características de uma bateria?

As baterias contêm diversas especificações, que indicam questões como capacidade, composição e ciclos de vida. Dentre as principais características do componente, estão:

  • Capacidade: indicador sobre a quantidade de carga que a bateria pode armazenar, geralmente medido em miliampere-hora (mAh); a capacidade nominal é o valor indicado pela fabricante sob condições específicas, enquanto a capacidade típica aponta para o valor médio em uso real.
  • Tensão: potencial energético da bateria, geralmente medida em volts (V); as especificações podem conter tensão nominal (valor padrão de operação), tensão máxima (valor quando a bateria está completamente carregada) e tensão mínima (limite mínimo e seguro de descarga).
  • Corrente: quantidade de fluxo de carga elétrica que uma bateria pode fornecer ou receber, medida em amperes (A).
  • Composição química: detalha os elementos químicos que compõem a bateria e indicam o tipo do componente; essa especificação costuma ser indicada como íon-lítio, silício-carbono e chumbo-ácido, por exemplo.
  • Ciclos de vida: indicador usado para determinar a vida útil da bateria, em que cada ciclo corresponde ao uso de 100% do componente (de forma contínua ou acumulada).
  • Temperatura de operação: faixa de temperatura indicada para um funcionamento seguro e adequado da bateria; pode incluir limites de temperaturas ideais, mínimas ou altas (picos).
  • Taxa de carga e descarga (C-rate): taxa de velocidade que a bateria leva para carregar ou descarregar em relação à sua capacidade, ilustrada pela letra “C” e por números; como exemplo, 1C representa a taxa de carga ou descarga que corresponde a uma corrente suficiente para carregar ou descarregar a bateria em uma hora.
  • Tecnologias de carregamento: suporte (ou a falta de) para diferentes tipos de recargas, como carregamento rápido, carregamento por indução, carregamento reverso ou carregamento GaN.

Qual é o prazo de vida útil de uma bateria?

O prazo de vida útil de uma bateria pode variar, dependendo das especificações de ciclos, da finalidade de uso e do nível de desgaste.

Baterias de smartphones e notebooks têm vida útil baseada em ciclos, ou seja, quantas vezes a bateria completou 100% de uso (de forma contínua ou espaçada). Essa métrica costuma aparecer de forma simplificada na seção “saúde da bateria”.

Como exemplo, a saúde da bateria de iPhones começa em 100% em um aparelho novo, e decai ao longo dos anos, devido aos ciclos de uso e desgastes químicos internos. Apple e outras marcas de celular sugerem que níveis abaixo de 80% indicam uma bateria degradada.

imagem de um iphone exibindo a página de saúde de bateria
iPhone oferece indicador sobre a saúda da bateria (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Já baterias automotivas podem duram entre três e cinco anos. E a vida útil desses componentes geralmente envolve tempo de uso e condições da peça — diferentemente da contagem de ciclos da maioria dos aparelhos eletrônicos.

Importante ter em mente que as informações das fabricantes indicam a vida útil teórica da bateria. Contudo, práticas de uso, manutenção e temperatura são fatores que encurtam ou prolongam a durabilidade do componente.

O que fazer quando a bateria chega ao fim da vida útil?

Se a bateria do seu dispositivo chegou ao fim da vida útil, a única saída será trocá-la por outra bateria. Lembre-se que a bateria vai se degradar com o tempo, e não há como consertar ou reverter o desgaste provocado pelas reações químicas e pelo uso.

Só certifique-se de trocar por uma bateria original para manter o pleno funcionamento do seu aparelho. E vale buscar assistências oficiais ou autorizadas pela fabricante para fazer a manutenção.

É possível prolongar a vida útil de uma bateria?

Sim. Fazer pequenas pausas durante usos intensivos, evitar carregamento por indução eletromagnética e utilizar fontes e cabos originais são práticas que reduzem as chances de calor excessivo, que é um dos principais inimigos das baterias. Também é recomendável não deixar o dispositivo descarregar até 0% para não aumentar o estresse do componente.

Essas “boas práticas” de uso vão reduzir a degradação da bateria, fazendo com que ela se mantenha saudável por mais tempo.

Qual é a diferença entre bateria e pilha?

Baterias são componentes que convertem energia química em corrente elétrica. Esses componentes são formados por várias células, de modo a oferecer voltagens maiores e atender a dispositivos que demandam mais energia.

As pilhas também fazem a conversão de energia química para corrente elétrica, mas é composta por uma única célula. Por conta disso, elas têm voltagem mais baixa e são mais indicadas para aparelhos com menor consumo de energia.

O que é bateria? Saiba para que serve o componente e quais os principais tipos

Bateria continua removível na GoPro Hero 9 Black (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

(Imagem: Reprodução/Vivo)

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Gmail corporativo ganha criptografia de ponta a ponta no Android e iPhone

10 de Abril de 2026, 10:33
Arte mostra três logotipos do Gmail, parecendo envelopes estilizados, flutuando em um fundo branco que se mistura a um azul claro. O logo maior, em primeiro plano, tem suas abas em vermelho, azul, verde e amarelo. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Contas gratuitas do Google ficam de fora (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google liberou a criptografia de ponta a ponta no aplicativo do Gmail para Android e iPhone. O recurso usa Criptografia do Lado do Cliente e impede o acesso do Google ao conteúdo das mensagens.
  • O recurso vale para contas corporativas e instituições de ensino. O acesso exige Workspace Enterprise Plus, Education Plus ou Education Standard, mais os complementos Assured Controls ou Assured Controls Plus.
  • O administrador de TI ativa a função no servidor. No app do Gmail, o usuário toca em novo e-mail, depois no ícone de cadeado e na opção “Criptografia adicional”. O recurso já está disponível no Brasil.

O Google expandiu a tecnologia de criptografia de ponta a ponta para o aplicativo oficial do Gmail nos celulares. A partir de agora, usuários de Android e iPhone ganham uma camada extra de proteção que garante a confidencialidade de dados sigilosos no ambiente corporativo. O bloqueio impede até mesmo a própria gigante de buscas ou terceiros de acessarem ou interceptarem o conteúdo das mensagens.

Segundo detalhes divulgados no blog oficial do Google Workspace, a novidade permite redigir e ler emails de alta segurança direto pelo aplicativo móvel. A grande sacada é a praticidade: a empresa eliminou a necessidade de softwares adicionais ou chaves de decodificação complexas.

Na prática, a ferramenta funciona sob o modelo de Criptografia do Lado do Cliente (CSE, na sigla em inglês). Diferentemente da proteção padrão do serviço — onde o Google gerencia as chaves criptográficas —, no modelo CSE é a própria organização que mantém o controle total, ou seja, essas chaves ficam armazenadas fora dos servidores do Google.

A versão web do Gmail já contava com o modelo CSE desde o início de 2023. A adaptação para os smartphones começou a ser testada em fase beta em abril de 2025 e chega agora em sua versão final.

Quem pode usar a nova criptografia do Gmail no celular?

Gmail (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)
Recurso de segurança exige assinaturas específicas (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)

Se você usa o e-mail tradicional do Google no dia a dia, não crie expectativas. O recurso não está disponível para contas gratuitas (com o sufixo @gmail.com) e também deixa de fora os planos básicos do Google Workspace. O foco aqui é o mercado corporativo e as instituições de ensino.

Para ter acesso, a organização precisa possuir licenças específicas (Workspace Enterprise Plus, Education Plus ou Education Standard). E não para por aí: a empresa também precisa ter adquirido alguns complementos (Assured Controls ou Assured Controls Plus). Sem esse combo comercial, a função nem aparece no aplicativo.

A experiência de quem recebe o email blindado também depende da plataforma. Se o destinatário também usar o aplicativo oficial do Gmail no celular, a mensagem será entregue e exibida como uma conversa normal na caixa de entrada, com toda a decodificação acontecendo silenciosamente em segundo plano. Mas e se a pessoa usar outro cliente de e-mail, como o Outlook? Aí o processo muda. O usuário recebe uma notificação e é direcionado para abrir, ler e responder à mensagem pelo navegador web do próprio smartphone.

Como ativar a criptografia adicional no Gmail?

A liberação exige que o departamento de TI dê o primeiro passo. Os administradores da rede precisam habilitar o suporte ao recurso para os clientes Android e iOS. Com tudo liberado no servidor, enviar uma mensagem blindada pelo celular é simples:

  1. Abra o aplicativo do Gmail e toque no botão para criar uma nova mensagem;
  2. Na tela de composição, toque no ícone de cadeado;
  3. No menu suspenso, selecione a opção “Criptografia adicional”.
Usuários devem ativar opção “Criptografia adicional” antes de enviar mensagens (imagem: reprodução/Google)

A partir desse momento, tanto o texto digitado quanto qualquer anexo inserido serão criptografados no próprio aparelho, antes mesmo de começarem a trafegar pela internet.

O recurso já está disponível no Brasil?

A novidade já está liberada para o mercado brasileiro, mas segue a mesma cartilha global e não há período de testes gratuito para usuários comuns e empresas com planos mais acessíveis (como o Business Starter ou Business Standard). Qualquer corporação ou instituição de ensino no Brasil que assine o combo exigido já pode configurar e utilizar a ferramenta de criptografia em seus aparelhos móveis.

Gmail corporativo ganha criptografia de ponta a ponta no Android e iPhone

Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Gmail (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)

Smart TV 4K LG QNED de 65″ está 40% mais barata em promoção no Mercado Livre

9 de Abril de 2026, 19:12

Prós
  • Tecnologia QNED oferece alto volume de cores e pretos profundos
  • IA integrada personaliza conteúdos e faz recomendações
  • Controle remoto pode ser utilizado como mouse
Contras
  • Menos avançada em relação às TVs QNED com MiniLED da LG
  • Taxa de atualização limitada a 60 Hz
PIX Cupom
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

A LG QNED73 de 65 polegadas está saindo por apenas R$ 3.320,10 no Pix com o cupom CASASBAHIATV no Mercado Livre. A smart TV está com preço 40% abaixo do lançamento (R$ 5.499) e se destaca pela presença da tecnologia QNED no televisor e pelos recursos de inteligência artificial disponíveis, incluindo recomendações de conteúdo e suporte inteligente.

TV LG QNED entrega bom volume de cores e IA integrada

Controle Remoto da LG QNED73
Controle Remoto da LG QNED73 (imagem: Divulgação)

A tecnologia QNED presente na QNED73 associa cristais de pontos quânticos ao filtro NanoCell para expandir o volume de cores do painel. Essa estrutura entrega tonalidades vibrantes e precisas, superando a fidelidade cromática de televisores LED básicos.

A TV da LG ainda conta com processador α7 AI Processor 4K Gen8, que realiza o upscaling de conteúdos para a resolução 4K. O sistema utiliza inteligência artificial para aprimorar a funcionalidade e outras configurações de imagem, assim como para oferecer outros recursos interessantes para o usuário.

Por exemplo, um chatbot de suporte para pequenos problemas. Recomendação inteligente de conteúdos com base no histórico do usuário. E otimização da clareza de áudio e precisão de tons. O áudio de 20W, inclusive, pode acabar sendo insuficiente para salas amplas, mas a TV pode ser facilmente conectada a uma soundbar externa.

O controle remoto permite controle por voz e navegação por cursor na TV da LG. A conectividade inclui três entradas HDMI, com suporte para eARC e tecnologias de jogos como ALLM e VRR até 60 Hz. E o design apresenta bordas finas e espessura de apenas 6,79 centímetros sem a base.

Hoje no Mercado Livre, a smart TV LG QNED73 de 65 polegadas sai por R$ 3.320,10 no Pix com o cupom CASASBAHIATV, e pode ser uma boa compra para assistir à Copa do Mundo de 2026.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Smart TV 4K LG QNED de 65″ está 40% mais barata em promoção no Mercado Livre

Controle Remoto da LG QNED73 (imagem: Divulgação)

Mais um país europeu bloqueará redes sociais para menores

8 de Abril de 2026, 16:59
Criança no celular
Grécia se une à Portugal, Espanha e França por regulação de redes (imagem: Unsplash/Bruce Mars)
Resumo
  • Grécia proibirá o acesso de menores de 15 anos às redes sociais.
  • O anúncio foi feito pelo TikTok do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis.
  • A regulamentação grega entra em vigor em 1º de janeiro de 2027 e deve ser detalhada um pouco antes.
  • França, Portugal, Espanha, Austrália e Brasil já adotaram medidas sobre acesso de menores a plataformas digitais.

A Grécia é o mais novo país europeu a anunciar restrições ao acesso de menores às redes sociais. Em um anúncio feito via TikTok, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis confirmou que o país proibirá o acesso de menores de 15 anos a essas plataformas. A regulamentação será detalhada no verão de 2026 do hemisfério norte e entra em vigor em 1º de janeiro de 2027.

“A Grécia é um dos primeiros países europeus a tomar essa iniciativa, mas tenho certeza de que não será o último”, disse Mitsotakis. “Nosso objetivo é pressionar a União Europeia nessa direção”. Atualmente, França, Espanha e Portugal já anunciaram medidas semelhantes, seguindo o projeto pioneiro da Austrália aprovado em 2024.

O país entra numa lista crescente de nações que, nos últimos meses, aprovaram ou avançaram em restrições ao público infantil na internet, um movimento que começou na Austrália em 2024 e que já chegou ao Brasil, à França, a Portugal e à Espanha.

Países europeus aderem à proibição

Europeus avançam com leis locais enquanto UE avalia medidas (imagem: reprodução)

Países europeus, até o momento, seguem caminhos distintos com base na Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês). A França é o caso mais próximo do modelo discutido na Grécia, com um projeto que mira o acesso de menores de 15 anos às redes sociais. Por lá, a ideia é bloquear plataformas consideradas nocivas e liberar outras com a autorização dos pais.

Neste mês, o projeto voltou à Assembleia Nacional (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil), após aprovação de um texto modificado no Senado do país.

Em Portugal, o projeto aprovado em fevereiro de 2026 vai além das redes sociais: inclui jogos, marketplaces e outros serviços digitais, semelhante ao ECA Digital brasileiro. O corte etário, entretanto, é mais rígido — uso autônomo só a partir dos 16 anos; entre 13 e 15, apenas com consentimento parental verificável.

O texto também entra no design das plataformas, exigindo contas privadas, perfis não pesquisáveis e limitação de recomendações algorítmicas para menores.

Já a Espanha discute uma lei orgânica mais ampla de proteção digital. A ideia é reformar o sistema, elevando a idade de consentimento para uso de dados, impor verificação de idade e reforçar o controle parental em serviços audiovisuais e plataformas.

Austrália criou precedente

A onda regulatória segue o precedente criado pela Austrália em 2024, quando aprovou a lei que proíbe o acesso de menores de 16 anos a redes sociais. Até então, um dos marcos mais rígidos do mundo.

Em setembro de 2025, o Brasil sancionou o ECA Digital. A lei entrou em vigor em março deste ano, determinando que menores de 16 anos só podem usar redes sociais em contas vinculadas à de um responsável maior de idade. Estabelece, também, obrigações às plataformas, como mecanismos de verificação de idade.

Segundo a Bloomberg, Donald Trump tem criticado repetidamente o que considera um excesso de regulações digitais da União Europeia contra empresas de tecnologia do país.

Mais um país europeu bloqueará redes sociais para menores

Netflix terá que reembolsar clientes na Itália por aumentos ilegais

3 de Abril de 2026, 11:39
Ilustração mostra boneco saindo da marca da Netflix, que está com um cadeado. Moedas estão pelo caminho.
Netflix terá que reembolsar clientes na Itália por aumentos ilegais (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Tribunal de Roma determinou que Netflix reembolse clientes na Itália por aumentos de preços considerados indevidos;
  • decisão se baseia na ausência de cláusulas contratuais que justifiquem reajustes, conforme exigido pela legislação italiana;
  • Netflix declarou que irá recorrer da decisão judicial.

De tempos em tempos, a Netflix aplica reajustes nas mensalidades de suas assinaturas, em escala global. Porém, na Itália, aumentos de preços aplicados pela empresa desde 2017 foram considerados indevidos pelo Tribunal de Roma, e isso deve resultar em reembolsos que podem chegar a 500 euros por cliente.

O entendimento da justiça italiana tem como base reajustes que foram aplicados pela Netflix no país entre 2017 e 2024. Foram pelo menos quatro aumentos de preços nesse período: em 2017, 2019, 2021 e novembro de 2024.

Não é que reajustes de preços sejam proibidos na Itália. O problema é que os aumentos promovidos pela Netflix entre 2017 e 2024 se basearam em cláusulas contratuais que, segundo um processo judicial aberto pelo Movimento Consumatori (entidade de defesa dos interesses dos consumidores) são abusivas.

De acordo com a legislação italiana, informar o cliente com 30 dias de antecedência sobre o aumento de preço e dar a ele a opção de cancelar a assinatura não são medidas suficientes. É necessário que o contrato também tenha cláusulas que expliquem o porquê de eventuais reajustes de preços poderem ser aplicados.

Como as tais cláusulas estavam ausentes, o Tribunal de Roma concluiu que os reajustes aplicados pela Netflix entre 2017 e 2024 são indevidos. Houve alterações contratuais referentes a reajustes entre janeiro de 2024 e abril de 2025, mas elas também foram consideradas problemáticas.

Imagem mostra o prédio da Netflix em Hollywood, nos Estados Unidos
Prédio da Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Eis as consequências: a Netflix terá que publicar o conteúdo da sentença em seu site e em jornais de circulação nacional, bem como notificar seus clientes sobre o direito a reembolso, o que vale inclusive para aqueles que não assinam mais o serviço.

O reembolso varia de acordo com o plano contratado pelo usuário e o tempo de assinatura. Quem assinou a Netflix no plano Premium entre 2017 e 2024 terá direito a um reembolso de aproximadamente 500 euros (montante equivalente a R$ 2.975), só para dar um exemplo.

A Netflix também terá que reduzir os valores das assinaturas vigentes atualmente e estará sujeita ao pagamento de indenizações individuais.

Em abril de 2025, a Netflix incluiu cláusulas em seus contratos condizentes com as exigências italianas (ou seja, agora há indicação de motivos que justifiquem reajustes) e, portanto, reajustes aplicados após esse mês não são considerados indevidos.

Qual é a reação da Netflix?

Procurada, a Netflix declarou que irá recorrer da decisão judicial, como esperado:

Vamos apresentar um recurso contra a decisão. Na Netflix, nossos assinantes vêm em primeiro lugar. Levamos os direitos do consumidor muito a sério e acreditamos que nossas condições sempre estiveram em conformidade com a legislação e a prática italianas.

Com informações de Il Sole 24 Ore

Netflix terá que reembolsar clientes na Itália por aumentos ilegais

Netflix é multada em R$ 11 milhões pelo Procon-MG (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Wikipédia proíbe uso de IA para criar e reescrever artigos

27 de Março de 2026, 14:52
Wikipédia (Imagem: Kristina Alexanderson/Flickr)
Wikipédia passa a restringir uso de inteligência artificial (imagem: Kristina Alexanderson/Flickr)
Resumo
  • Wikipédia proibiu o uso de LLMs para criar ou reescrever artigos, após votação com 40 votos a favor e 2 contra.
  • A decisão foi motivada devido à alta de problemas de qualidade nos textos gerados por IA.
  • Desde o ano passado, editores já tinham acesso à exclusão rápida de artigos ruins gerados por essas ferramentas.

A comunidade de editores da Wikipédia aprovou uma nova diretriz que limita o uso de inteligência artificial na plataforma. Segundo o site 404 Media, a decisão foi tomada em 20 de março e veta a utilização de modelos de linguagem (LLMs) para criar ou reescrever artigos na enciclopédia colaborativa.

A medida surge após meses de discussões internas e uma sequência de tentativas anteriores de regulamentar o uso dessas ferramentas na plataforma. O avanço de conteúdos gerados por IA, muitas vezes com falhas ou inconsistências, pressionou voluntários a estabelecer regras mais rígidas.

Por que a Wikipédia proibiu o uso de LLMs?

Captura de tela mostra a página do artigo da Wikipédia sobre a própria Wikipédia
Wikipédia foi lançada em 2001 (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

A nova diretriz defende que o principal problema está na qualidade do conteúdo gerado automaticamente. “O texto gerado por grandes modelos de linguagem (LLMs) frequentemente viola várias das políticas de conteúdo principais da Wikipédia”, escrevem os editores. “Por esse motivo, o uso de LLMs para gerar ou reescrever o conteúdo de artigos é proibido, exceto pelas exceções mencionadas abaixo”.

A votação teve ampla maioria favorável, com 40 votos a 2. Ainda assim, a política não impede totalmente o uso de IA. Os editores podem recorrer às ferramentas para sugerir ajustes simples em textos próprios, desde que haja revisão humana e que o sistema não produza conteúdo novo de forma autônoma.

A diretriz também alerta para riscos adicionais. Segundo o documento, é “necessário cautela, pois os LLMs podem ir além do que foi solicitado e alterar o significado do texto, de forma que ele não seja sustentado pelas fontes citadas”. Em traduções entre idiomas, por exemplo, o uso de IA deve seguir orientações específicas para evitar distorções.

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
Wikipédia ainda permite IA em traduções, desde que sejam revisadas (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Editores já podiam excluir artigos de IA rapidamente

O debate interno foi impulsionado pelo aumento de problemas relacionados à IA. Relatos administrativos envolvendo erros gerados por essas ferramentas se tornaram mais frequentes, sobrecarregando a equipe de voluntários responsável pela revisão de conteúdo.

Em agosto do ano passado, a organização aprovou a exclusão rápida de artigos ruins gerados por IA. A atual proposta, de proibição, foi elaborada com apoio de grupos como o WikiProject AI Cleanup, dedicado a identificar e remover conteúdos problemáticos criados por sistemas automatizados.

Ao mesmo tempo, a Wikimedia Foundation e os próprios editores evitam uma proibição total da tecnologia, reconhecendo que ferramentas automatizadas já fazem parte do funcionamento da plataforma.

Wikipédia proíbe uso de IA para criar e reescrever artigos

Wikipédia (Imagem: Kristina Alexanderson/Flickr)

Wikipédia foi lançada em 2001 (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Ancine ganha mais poder para bloquear sites de pirataria

27 de Março de 2026, 11:43
Ilustração com um símbolo de caveira vazado, revelando TVs sintonizadas em canais variados
Mudança deve acelerar bloqueio de sites e plataformas que distribuem conteúdo pirata (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Ancine aprovou uma norma que permite bloquear sites piratas sem denúncia prévia dos donos dos direitos autorais.
  • A Anatel ficará responsável por executar o bloqueio de domínios e IPs, após ser acionada pela Ancine.
  • Provedores de conexão, redes de publicidade e empresas de pagamento podem ser notificados, mas usuários finais não serão afetados.

A Ancine (Agência Nacional do Cinema) aprovou nesta semana uma instrução normativa que regulamenta o bloqueio administrativo de sites e aplicativos de pirataria digital. Com a nova regra, a agência poderá instaurar processos e determinar o bloqueio de plataformas ilegais por iniciativa própria, sem depender de denúncia prévia dos donos dos direitos autorais.

De acordo com o portal especializado TeleSíntese, a medida regulamenta os procedimentos previstos na Lei 14.815/2024 e entra em vigor assim que for publicada no Diário Oficial da União.

O objetivo, segundo a agência, é agilizar as ações contra a distribuição não autorizada de obras audiovisuais e inviabilizar o modelo de negócio dos infratores. Dessa forma, quando a Ancine identificar uma irregularidade — ou receber uma notificação formal com evidências como URLs e IPs —, ela notificará o responsável pelo site pirata, que terá 48 horas para remover o conteúdo ou apresentar defesa.

Caso a plataforma ignore a ordem ou tenha a justificativa rejeitada, a agência avança para a fase de sanções. Nela, a Ancine acionará a Anatel para executar o bloqueio dos domínios e IPs na infraestrutura de internet. As duas agências já firmaram um acordo de cooperação, no ano passado, para garantir o bloqueio de sites de conteúdos audiovisuais piratas.

Para asfixiar a operação financeiramente, a agência também poderá notificar provedores de conexão, redes de publicidade e empresas de meios de pagamento, com o objetivo de impedir transações e cortar a monetização da plataforma infratora.

Mudanças não afetam usuário final

Foto por LiadePaula/MinC/Flickr
Medida da agência não responsabiliza usuários pelo consumo de conteúdo pirata (imagem: reprodução)

Apesar do rigor contra as plataformas, não há novidades para seus adeptos. De acordo com a norma, a Ancine não deve tomar nenhuma ação contra o usuário final dos serviços.

O texto também prevê punições para falsas denúncias de direitos autorais. Notificantes que prestarem informações erradas ou agirem de má-fé responderão legalmente.

A diretoria da Ancine determinou a criação de relatórios semestrais de transparência para prestar contas sobre a eficiência dos bloqueios. O texto prevê acordos de cooperação voluntária com plataformas digitais para agilizar remoções consensuais de conteúdo.

Ancine ganha mais poder para bloquear sites de pirataria

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iFood aposta em IA e melhora busca por itens específicos

27 de Março de 2026, 08:45
Ilustração de celular na mão com o logo do iFood na tela
iFood usa inteligência artificial para tornar buscas mais precisas no app (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O iFood atualizou o sistema de busca com inteligência artificial, reduzindo em 20% o tempo médio entre pesquisa e pedido.
  • A busca agora reconhece termos mais específicos, exibindo resultados alinhados à intenção do cliente, com suporte a mais de 20 modelos de IA.
  • A taxa de conversão aumentou mais de 10% entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, com filtros dinâmicos adaptando-se ao tipo de busca.

O iFood anuncia nesta sexta-feira (27) mudanças no sistema de busca do app, com o objetivo de tornar a navegação mais eficiente para os clientes. A empresa passou a usar inteligência artificial para refinar os resultados e facilitar a localização de itens dentro do aplicativo.

O iFood revelou ao Tecnoblog que o tempo médio entre a pesquisa e a finalização de um pedido caiu cerca de 20%, porém sem informar os números absolutos. A novidade já está disponível para todos os clientes da plataforma, tanto no Android quanto no iPhone.

O que muda na busca do iFood?

A principal alteração está na forma como o sistema interpreta os termos digitados. Antes focado em buscas mais genéricas, o app agora reconhece pedidos mais específicos, exibindo resultados alinhados à intenção do cliente.

Na prática, os clientes que antes pesquisavam por “pizza” agora podem buscar por “pizza de calabresa com queijo” ou “pizza pequena”. Os exemplos compartilhados conosco incluem “fralda infantil XG” (em vez de apenas “fralda”), “Coca-Cola Zero 2L” e “picolé diet”.

A mudança é sustentada por mais de 20 modelos de inteligência artificial, que priorizam a exibição direta de produtos, e não apenas de estabelecimentos.

Como a IA impacta os pedidos?

Nova busca do iFood destaca produtos específicos e usa filtros dinâmicos.
Nova busca do iFood destaca produtos específicos e usa filtros dinâmicos (imagem: divulgação/iFood)

Além disso, o iFood implementou filtros dinâmicos, que se adaptam ao tipo de busca. Ao procurar por pizza, por exemplo, o cliente pode filtrar rapidamente por sabor, tamanho ou promoções. Já em buscas por hambúrguer, surgem opções relacionadas a tipos de proteína. Em produtos como fraldas, os filtros priorizam tamanho e marca.

O avanço está ligado ao uso de modelos de busca semântica e de intenção, capazes de interpretar com mais precisão o que o cliente deseja encontrar. Além de simplificar a jornada de compra, a empresa afirma que a mudança também amplia a visibilidade dos produtos oferecidos por parceiros.

Os efeitos da nova busca já aparecem em indicadores internos. A taxa de conversão — clientes que pesquisam e concluem a compra — cresceu mais de 10% na comparação entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026.

iFood aposta em IA e melhora busca por itens específicos

Código de confirmação do iFood é essencial para o login (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Nova busca do iFood destaca produtos específicos e usa filtros dinâmicos (imagem: divulgação/iFood)

OpenAI recua e suspende chatbot erótico por tempo indeterminado

26 de Março de 2026, 16:19
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI suspendeu o mecanismo de interações eróticas no chatbot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI suspendeu o projeto de chatbot erótico devido a críticas internas e pressão de investidores.
  • Desafios técnicos e regulatórios teriam dificultado a implementação segura do “modo adulto”.
  • Segundo o Financial Times, preocupações sobre os riscos emocionais e exposição de menores a conteúdos sensíveis também pesaram na decisão.

A OpenAI decidiu suspender, sem prazo definido, os planos de lançar um chatbot com interações eróticas. A iniciativa, que vinha sendo discutida internamente, acabou deixada de lado após preocupações levantadas por funcionários e investidores, segundo informações do Financial Times.

A proposta previa um “modo adulto” dentro do ChatGPT, mas o projeto passou a enfrentar resistência. As principais queixas, segundo o jornal, envolvem o risco de incentivar vínculos emocionais com sistemas de IA e a possibilidade de exposição indevida de menores a conteúdos sensíveis.

Por que o projeto foi interrompido?

A decisão estaria ligada à falta de estudos conclusivos sobre os efeitos de interações com conteúdo sexual em sistemas de inteligência artificial. Ao jornal, a OpenAI afirmou que pretende aprofundar pesquisas antes de tomar qualquer decisão definitiva, destacando que ainda não há “evidência empírica” suficiente sobre o tema.

Internamente, o projeto também teria gerado desconforto. Parte da equipe questionou se a criação de um produto com apelo romântico ou sexual estaria alinhada à missão da empresa. “A IA não deveria substituir seus amigos ou sua família; você deve ter conexões humanas”, disse um ex-funcionário que, segundo o Financial Times, deixou a empresa por esse problema.

Além disso, houve pressão de investidores, que avaliaram os riscos reputacionais e o retorno financeiro limitado da iniciativa. Vale lembrar que, na terça-feira (24/03), a OpenAI decidiu encerrar de forma abrupta o Sora, sua ferramenta de vídeos de IA.

Limites técnicos e legais

A criação de um modelo voltado a interações adultas também teria esbarrado em desafios técnicos. Sistemas de IA costumam ser treinados para evitar esse tipo de conteúdo, o que dificulta reverter essas restrições com segurança.

Um dos principais pontos seria a verificação de idade para acesso ao modo adulto. Soma-se a isso a pressão regulatória: casos envolvendo conteúdos prejudiciais a menores já levaram a OpenAI à Justiça.

Concorrentes também enfrentam críticas ao explorar recursos semelhantes. A xAI, por exemplo, foi alvo de reações negativas após o Grok gerar imagens sensíveis envolvendo pessoas reais.

OpenAI recua e suspende chatbot erótico por tempo indeterminado

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta faz nova rodada de demissões para priorizar IA

26 de Março de 2026, 14:50
Ilustração com a marca da Meta e o avatar de Mark Zuckerberg
Meta promove cortes em diferentes áreas da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta realizou demissões em várias áreas, incluindo Reality Labs, para focar em inteligência artificial.
  • Segundo a CNBC, a empresa ofereceu a alguns funcionários a chance de mudar de função, mas exigindo mudança de cidade.
  • A Meta continua investindo em dispositivos vestíveis e soluções de IA, mas tem abandonado gradualmente o metaverso.

A Meta iniciou uma nova rodada de demissões que afeta centenas de funcionários em diferentes áreas da companhia, incluindo operações globais, recrutamento, vendas, Facebook e a divisão de realidade virtual Reality Labs, segundo informações da CNBC.

Os cortes acontecem em um momento de reestruturação interna, com a empresa redirecionando recursos para inteligência artificial. Segundo o jornal, parte dos colaboradores impactados recebeu oferta para migrar de função dentro da companhia, embora algumas dessas oportunidades exijam mudança de cidade.

Funcionários orientados a trabalhar de casa

Segundo o Business Insider, alguns funcionários foram orientados a trabalhar remotamente, em meio à iminência de demissão. De acordo com um porta-voz da empresa, as “equipes da Meta se reestruturam ou implementam mudanças regularmente para garantir que estejam na melhor posição para atingir seus objetivos”.

Nos últimos meses, a Meta já vinha sinalizando mudanças: a movimentação faz parte de um ajuste na estratégia da empresa, que vem priorizando investimentos em IA para competir com rivais como OpenAI, Google e Anthropic.

De acordo com a CNBC, em janeiro, a companhia cortou mais de mil postos ligados à Reality Labs, o equivalente a cerca de 10% da unidade responsável por produtos como os headsets Quest e a plataforma Horizon Worlds.

Além disso, há relatos de que a empresa estuda medidas mais amplas de redução de custos, com estimativas indicando a possibilidade de cortes que poderiam atingir uma parcela significativa da força de trabalho global.

O que acontece com a Reality Labs?

A divisão Reality Labs, voltada ao desenvolvimento de realidade virtual e aumentada, tem sido uma das mais impactadas pelas mudanças. A Meta, inclusive, tem abandonado cada vez mais o metaverso.

Ao mesmo tempo, a Meta segue investindo em outras áreas consideradas estratégicas, como dispositivos vestíveis e soluções baseadas em IA. A divisão de wearables — que inclui óculos inteligentes e iniciativas de realidade aumentada — é considerada uma das áreas estratégicas de investimento da empresa.

Outro ponto relevante é a criação de novos pacotes de remuneração em ações para executivos de alto escalão, como forma de retenção em meio ao reposicionamento da empresa. Segundo a Meta, esses incentivos estão atrelados ao desempenho futuro e só terão valor caso metas ambiciosas sejam atingidas.

Meta faz nova rodada de demissões para priorizar IA

💾

Empresa realizou cortes em várias áreas, incluindo a Reality Labs. Funcionários teriam sido orientados a trabalhar de casa sob risco iminente de demissão.

Meta e avatar de Mark Zuckerberg (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iPhone 17 (256 GB) recebe 22% de desconto em oferta na Amazon

25 de Março de 2026, 11:37
R$ 7.999,0022% OFF

Oferta encerrada 🙁
Avise-me por e-mail
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O iPhone 17 de 256 GB está em oferta por R$ 6.236 no Pix na Amazon. O celular da Apple que se destaca pela tela OLED de 120 Hz e pelas câmeras de 48 MP recebe um desconto de 22% em relação ao valor original de R$ 7.999.

iPhone 17 tem tela OLED de 120 Hz, chip A19 e 12 GB de RAM

Modelo de entrada da linha 2025 de celulares da Apple, o iPhone 17 possui um painel Super Retina XDR OLED de 6,3 polegadas com ProMotion de 120 Hz e brilho de até 3.000 nits, combinação que oferece cores fiéis, fluidez na rolagem e visibilidade sob luz forte. A tela é revestida pelo vidro Ceramic Shield 2 três vezes mais resistente contra arranhões e pancadas.

O chip Apple A19 de 3 nanômetros e 8 GB de RAM entregam desempenho de ponta na execução de multitarefa, apps mais exigentes e soluções de Inteligência Artificial (IA) do Apple Intelligence. Os 512 GB de armazenamento são espaço interno mais do que suficiente para guardar vídeos, arquivos e fotos.

O corpo de alumínio é revestido pelo vidro Ceramic Shield 2 na traseira e reforçado pela certificação IP68 que garante proteção contra poeira e mergulhos acidentais de até 6 m de profundidade em água doce por no máximo 30 minutos.

Mão segurando iPhone 17 azul-névoa, com mesa em madeira como fundo
Câmeras wide e ultrawide do iPhone 17 são ambas de 48 MP (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O kit principal de câmeras é composto de uma wide com estabilização óptica de imagem (OIS) e uma ultrawide, ambas de 48 MP e que captam cenas em grande campo de visão. A câmera frontal Center Stage de 18 MP tira selfies no modo Paisagem sem precisar virar o celular. Todas gravam vídeos em 4K a 60 fps.

Na conectividade, o celular é compatível com redes 5G, Wi-Fi 7Bluetooth 6.0Ultra Wideband (UWB), NFC e comporta eSIM. Sua bateria de 3.692 mAh tem autonomia de até 30 horas de reprodução de vídeo segundo a Apple. Além disso, é compatível com MagSafe e carregamento rápido de até 25 W, que vai de 0 a 50% em apenas 20 minutos.

O iPhone 17 (512 GB) roda iOS 26 e deve receber ao menos cinco atualizações do sistema operacional. O celular está saindo por R$ 6.236 no Pix na Amazon, um abatimento de 22% frente ao preço de lançamento.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

iPhone 17 (256 GB) recebe 22% de desconto em oferta na Amazon

💾

iPhone 17 de 256 GB conta com tela OLED de 120 Hz, chip A19 e câmeras de 48 MP; celular da Apple recebe desconto de 22% no Pix sobre o preço de lançamento

Realme P4 Power, com bateria de powerbank, agora pode ser vendido no Brasil

25 de Março de 2026, 11:33
Imagem promocional mostra um smartphone em um fundo preto, com a parte da bateria destacada com uma arte que ilustra a capacidade de 10.001 miliampere-hora
Realme P4 Power tem bateria de 10.001 mAh (imagem: divulgação)
Resumo
  • Realme P4 Power foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • O celular possui bateria de 10.001 mAh e carregador de 80 W.
  • Ele será fabricado na China ou em Manaus e virá com NFC.

Agora vai: o Realme P4 Power, anunciado no final de janeiro na Índia, já pode ser vendido no Brasil. A certificação do smartphone, com código de modelo RMX5107, foi emitida pela Anatel na segunda-feira (23/03), conforme documentos vistos pelo Tecnoblog.

O modelo se destaca pela enorme bateria (que a Realme chama de Titan), com capacidade de 10.001 mAh típicos (9.900 nominais), inserida num smartphone que possui meros 9,1 milímetros de espessura, graças ao uso de ânodos de silício-carbono. O componente tem código de modelo BLPE07 e também já foi aprovado pela agência reguladora.

Imagem mostra um documento de certificação da Anatel
Certificado de homologação do Realme P4 Power (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Para recarregar tamanha bateria, a caixa (que também terá cabo USB, capinha, ferramenta para abrir a bandeja de chip e manuais) inclui o carregador VCB8OABH de 80 W. Este carregador também é utilizado por modelos da Oppo, dona da Realme.

O P4 Power não abre mão de um chip decente, mesmo com uma bateria grande: ele utiliza o SoC Dimensity 7400 Ultra da MediaTek, fabricado no processo de 4 nm da TSMC e com desempenho adequado para a faixa intermediária.

Imagem mostra a bateria do Realme P4 Power sobre uma mesa
Bateria do Realme P4 Power durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

São 8 ou 12 GB de RAM e 128 ou 256 GB de memória interna, duas câmeras traseiras (50 e 8 megapixels), câmera frontal de 16 megapixels e tela AMOLED com taxa de atualização de 144 Hz. Tudo isso rodando o Android 16 (com atualizações prometidas até o Android 20) e com peso de 219 gramas.

Imagem mostra a traseira do P4 Power da Realme. O celular é da cor laranja
Realme P4 Power na cor Flash Orange durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Curiosamente, a certificação brasileira conta com a presença de NFC, recurso que não está presente no modelo indiano. A certificação também revela que ele será fabricado pela Realme na China ou pela Digitron em Manaus (AM).

Qual o preço?

Na Índia, o modelo é vendido a partir de 26.499 rúpias, quase R$ 1.500 em conversão direta. No Brasil, continuamos sem previsão de lançamento ou valores oficiais, mas a fabricante já indicou que lançará o modelo em nosso país.

Realme P4 Power, com bateria de powerbank, agora pode ser vendido no Brasil

Certificado de homologação do Realme P4 Power (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Realme P4 Power na cor Flash Orange durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

IA vai reduzir jornada de trabalho sem afetar salários, diz bilionário

24 de Março de 2026, 17:39
Mark Cuban, empresário e investidor, afirma que IA pode reduzir a jornada de trabalho sem cortar salários.
IA vai reduzir a jornada de trabalho, afirma o bilionário Mark Cuban (imagem: reprodução)
Resumo
  • O bilionário Mark Cuban afirma que a inteligência artificial permitirá reduzir a jornada de trabalho em até uma hora diária, sem afetar salários.
  • Cuban acredita que empresas adotarão políticas formais para encurtar o expediente, devolvendo o tempo economizado com automação aos funcionários.
  • Ele destaca que o uso de agentes de IA dentro das empresas será crucial para aumentar a produtividade.

A inteligência artificial pode provocar uma mudança direta na rotina de trabalho nos próximos anos. Para o empresário bilionário e investidor Mark Cuban, a tecnologia vai permitir que empresas reduzam a carga horária diária sem impacto nos salários.

A avaliação foi publicada pelo próprio investidor no X/Twitter. De acordo com Cuban, as companhias devem adotar políticas formais para encurtar o expediente. A ideia, segundo ele, é que o tempo economizado com automação seja devolvido aos funcionários.

Menos trabalho e mais IA

Smart, bigger companies will enable their employees to create and use agents (within security guardrails ), improve their productively but MOST IMPORTANTLY, they will reduce their work day by an hour to start. Same pay.

Reward people doing the daily with more time.

I get… https://t.co/jmuc2qqvIG

— Mark Cuban (@mcuban) March 22, 2026

Na visão de Cuban, o uso de agentes de IA dentro das empresas será determinante para essa transformação. “Empresas maiores e mais inteligentes vão permitir que seus funcionários criem e utilizem agentes (dentro de limites de segurança), aumentando sua produtividade”, escreveu. “Mas, mais importante, elas vão reduzir a jornada de trabalho em uma hora, para começar. Com o mesmo salário”.

O empresário também observa que o trabalho remoto já alterou, na prática, o controle rígido de horários. Ainda assim, acredita que empresas mais estratégicas devem oficializar essa mudança. “É um passo que define o tom dentro de uma empresa”, afirmou.

A análise parte da experiência do próprio Cuban com tecnologia. Além de ser um dos donos do clube de basquete Dallas Mavericks, ele é conhecido por investimentos em startups e por ter vendido a Broadcast.com por bilhões.

Cuban afirma já ter utilizado dezenas de aplicativos de IA em sua rotina de trabalho, o que teria lhe dado uma visão concreta sobre o potencial de economia de tempo proporcionado por essas ferramentas.

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
IA pode ser usada para automatizar tarefas (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Fim do modelo tradicional de trabalho?

A revista Fortune lembra que o modelo clássico de trabalho, de 40 horas semanais e popularizado por Henry Ford, pouco mudou ao longo do tempo. No entanto, o trabalho remoto e os hábitos pós-pandemia fizeram profissionais reorganizarem suas rotinas, diminuindo o ritmo no fim do dia e adaptando horários para equilibrar produtividade e compromissos pessoais.

Para Cuban, reduzir a jornada sem cortar salários poderia ser um benefício, mas também uma forma de devolver aos trabalhadores o tempo economizado com o uso de IA. O discurso, vale lembrar, dialoga com as declarações de Elon Musk meses atrás.

Será?

IA vai reduzir jornada de trabalho sem afetar salários, diz bilionário

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Wozniak diz usar pouco IA e critica respostas “secas e perfeitas”

24 de Março de 2026, 15:10
Steve Wozniak (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)
Steve Wozniak, cofundador da Apple, critica respostas de IA e diz preferir interações mais humanas (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)
Resumo
  • O cofundador da Apple Steve Wozniak critica a inteligência artificial por respostas “secas e perfeitas” e falta de compreensão emocional.
  • Wozniak expressa preocupação com a confiabilidade e a capacidade da IA de entender o ponto central das perguntas.
  • O ícone da tecnologia acredita que a IA ainda está longe de substituir a experiência humana devido à complexidade do cérebro e das emoções.

O cofundador da Apple, Steve Wozniak, afirmou que raramente utiliza ferramentas de inteligência artificial e demonstrou ceticismo em relação à tecnologia. Em entrevista à CNN e ao programa The Claman Countdown, da Fox Business, ele foi questionado sobre o impacto da IA e destacou mais preocupações do que entusiasmo.

Para Wozniak, um dos principais problemas está na forma como os sistemas respondem às perguntas. Ele afirma que as respostas costumam ser detalhadas, mas nem sempre atendem ao que realmente busca — além de serem, em muitos casos, “secas e perfeitas”, o que considera distante de uma interação humana.

O que incomoda Wozniak na inteligência artificial?

Ao comentar sua experiência com ferramentas baseadas em IA, o executivo afirmou que as respostas costumam ser extensas, mas pouco alinhadas ao ponto central da pergunta. “Eu faço uma pergunta onde uma palavra-chave é o ponto principal, a direção que quero seguir, e a IA retorna várias explicações claras sobre o assunto, mas não sobre o que realmente me interessa”, disse.

Ele também criticou o estilo das respostas, que considera excessivamente técnico e distante, afirmando que elas são “secas e perfeitas”, e que prefere algo vindo de um ser humano, o que o deixa frequentemente decepcionado.

Outro aspecto levantado por Wozniak é a falta de confiabilidade. Após testar diferentes modelos, ele afirmou que nem sempre consegue obter respostas diretas ou consistentes. “Quero um conteúdo confiável sempre. Não sou fã de IA”, disse.

Além disso, o engenheiro destacou a ausência de características humanas nas interações, dizendo que gostaria de saber que “um ser humano como eu está pensando, entendendo o que eu posso sentir e compreendendo emoções”.

A IA pode substituir humanos no futuro?

Saiba o que é e como funciona o Apple Intelligence
Apple também avança em IA com o Apple Intelligence, apesar de desafios na implementação (imagem: João Vitor Nunes/Tecnoblog)

Apesar das críticas, Wozniak reconheceu que a tecnologia tende a evoluir. Ainda assim, avalia que há um longo caminho até que sistemas consigam reproduzir aspectos essenciais da experiência humana. “Não entendemos suficientemente bem como o cérebro funciona para chegar ao ponto de substituir o ser humano, ter emoções, se importar com as coisas, querer ajudar os outros e ser uma boa pessoa”, afirmou.

Ele pondera que não é possível descartar completamente avanços mais profundos no futuro, incluindo sistemas mais sofisticados, que possam “entender você da mesma forma que outro ser humano entenderia”.

A posição cautelosa contrasta com a visão de outros nomes do setor. Executivos como Sundar Pichai, Tim Cook e Satya Nadella já afirmaram que a IA pode ter impacto comparável ou superior ao da internet. Há ainda avaliações mais otimistas, como a de Bill Gates, que coloca a tecnologia no mesmo nível de revoluções anteriores da computação.

Enquanto isso, a própria Apple tenta avançar no segmento com iniciativas como o Apple Intelligence, anunciado anos após a popularização de ferramentas como o ChatGPT. Parte dos recursos apresentados pela empresa, no entanto, ainda não foi implementada.

Com informações de TechRadar e TechSpot

Wozniak diz usar pouco IA e critica respostas “secas e perfeitas”

💾

Cofundador da Apple afirma que prefere interações humanas e aponta limitações da IA em compreensão emocional e confiabilidade.

Saiba o que é e como funciona o Apple Intelligence (imagem: João Vitor Nunes/Tecnoblog)

Emissoras e streamings pedem regulação de smart TVs na UE

23 de Março de 2026, 15:54
Bandeiras da União Europeia
Empresas pedem que plataformas sejam submetidas à DMA (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)
Resumo
  • Empresas de mídia pressionam a União Europeia por regras mais duras contra sistemas de smart TVs e assistentes de voz.
  • O grupo afirma que empresas como Google, Amazon e Samsung já controlam o acesso ao conteúdo e dificultam a concorrência.
  • Proposta quer que Alexa, Siri e ChatGPT entrem na regulação.

Um grupo formado pelas maiores empresas de televisão e streaming na Europa está pressionando a União Europeia para aplicar as regras antitruste mais rígidas do bloco aos sistemas de smart TVs e assistentes de voz. O lobby, que inclui gigantes como Disney, Warner Bros. Discovery, Paramount+ e Sky, quer que softwares como Android TV (Google), Fire OS (Amazon) e Tizen (Samsung) sejam submetidos à Lei dos Mercados Digitais (DMA).

De acordo com apuração da Reuters, o grupo considera que as empresas de tecnologia passaram a controlar por onde o conteúdo audiovisual chega ao espectador europeu. Para o setor, essas plataformas já funcionam como gatekeepers do acesso, ditando o que milhões de pessoas podem assistir.

Em vigor desde o início de 2024, o DMA é a principal ferramenta antitruste da UE para frear o monopólio das big techs dentro dos países do bloco. A lei as proíbe de favorecer os próprios serviços em detrimento de rivais, além de obrigá-las a abrir seus ecossistemas para garantir a livre escolha do consumidor. É nesse enquadramento que as emissoras querem que as plataformas estejam.

Associação pressiona UE por medidas rígidas

Tela de smart TV de 55 polegadas exibindo menu inicial com opções de apps como Netflix, Prime Video, Disney+, YouTube e Apple TV. No centro da tela, texto em inglês: "Explore your favorite content quickly and easily" e abaixo, seleção de dramas em destaque. A TV está sobre suporte branco e há uma soundbar preta à frente. Ao lado, placa com texto "7 anos Atualização garantida Sistema Operacional Tizen".
Sistemas de televisões servem como gatekeepers, segundo associação (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A frente é liderada pela Associação de Serviços de Televisão Comercial e Vídeo sob Demanda na Europa (ACT). Segundo a agência, em cartas enviadas à chefe antitruste da UE, Teresa Ribera, a entidade afirma que as big techs têm fortes incentivos para restringir a concorrência e fechar seus ecossistemas.

Para as redes de mídia, quem controla o sistema operacional da TV controla o acesso ao espectador. A ACT alerta que esse domínio permite impor barreiras contratuais e técnicas para dificultar que o usuário migre livremente entre aplicativos e serviços concorrentes dentro da mesma televisão.

Dados apresentados pela ACT à Comissão Europeia mostram como o mercado de sistemas operacionais para TVs mudou nos últimos cinco anos: o Tizen, da Samsung, lidera na Europa com 24% de participação. O Android TV, do Google, saltou de 16% em 2019 para 23% no início de 2024. O crescimento mais agressivo foi o do Fire OS, da Amazon, que foi de 5% para 12% no mesmo período.

Assistentes de voz na mira

ilustração sobre a Alexa
Alexa e outros assistentes virtuais também são alvo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Além das telas, a ACT também quer que a UE aplique a DMA a assistentes virtuais como Alexa (Amazon), Siri (Apple) e recursos integrados do ChatGPT. Para as emissoras, esses assistentes controlam o acesso ao conteúdo em smart TVs, celulares, carros e sistemas de som.

A exigência é que a Comissão enquadre essas ferramentas na lei com base em critérios “qualitativos” de domínio de mercado, uma tentativa de forçar a regulação mesmo que algumas dessas IAs ainda não atinjam os limites financeiros (75 bilhões de euros em valor de mercado) ou de audiência (45 milhões de usuários ativos mensais) exigidos pelo texto atual da DMA.

Emissoras e streamings pedem regulação de smart TVs na UE

Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Correios da Itália oferecem R$ 66 bi para reestatizar a TIM

23 de Março de 2026, 15:38
Ilustração mostra um martelo de juiz com as bandeiras da Itália, ao lado do logo da operadora TIM. O fundo é azul
Conglomerado da Itália pretende comprar ações restantes da TIM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O conglomerado estatal Poste Italiane ofereceu 10,8 bilhões de euros (R$ 66 bilhões) para adquirir 100% da TIM, visando reestatizar a operadora.
  • A aquisição, prevista para ser concluída até o final do ano, busca controlar a infraestrutura digital da TIM, incluindo redes e data centers.
  • Segundo a Reuters, a ação integra a estratégia de toda a União Europeia para recuperar ativos sensíveis.

O conglomerado estatal Poste Italiane, responsável pelos serviços de correios na Itália, apresentou uma oferta de 10,8 bilhões de euros (cerca de R$ 66 bilhões) para adquirir a Telecom Italia (TIM). Segundo a agência Reuters, a proposta pretende devolver o controle da operadora ao Estado italiano, três décadas após a privatização.

A Poste Italiane, que oferece o pagamento em dinheiro e ações, projeta concluir a aquisição até o final deste ano e espera impacto positivo nos lucros por ação a partir de 2027. A diretoria da TIM se reúne nesta segunda-feira (23/03) para iniciar a avaliação formal da proposta.

Controle e soberania digital

A oferta atual mira as ações da TIM que a Poste ainda não tem em carteira. No ano passado, o conglomerado já havia se tornado o principal acionista da operadora ao comprar a fatia de 27% do capital ordinário que pertencia à francesa Vivendi.

Para o CEO da Poste, Matteo Del Fante, assumir o controle da infraestrutura digital da TIM — que engloba redes, computação em nuvem e data centers — é essencial para garantir vantagem competitiva no mercado. O negócio também colocaria a unidade de cibersegurança da operadora, a Telsy, sob o guarda-chuva da estatal.

A Reuters aponta que o movimento faz parte de uma estratégia mais ampla dos governos da União Europeia para recuperar o controle sobre ativos que lidam com dados sensíveis de cidadãos e empresas. O objetivo da região é criar “campeões nacionais” capazes de fazer frente ao domínio das big techs americanas.

O mercado, porém, reagiu com cautela ao anúncio surpresa: as ações da Poste caíram 7% na manhã desta segunda-feira, enquanto os papéis da TIM subiram 5%.

TIM perde mercado no Brasil

Celular com logo da TIM
TIM habilita conversão para eSIM no iPhone (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A TIM detém a terceira maior fatia do mercado brasileiro de telefonia móvel, mas apresenta quedas consecutivas de participação desde 2022. Segundo dados da consultoria Teleco, a empresa respondia por 22,9% do mercado brasileiro em janeiro deste ano, atrás da Vivo (38%) e da Claro (33,1%).

Desde 2022, a permanência da subsidiária brasileira é colocada em dúvida por personalidades políticas italianas. Eles enxergam a venda da operação no Brasil como uma saída para evitar impactos maiores na sede, uma possibilidade também avaliada pela Telefónica, dona da Vivo.

A tentativa de aquisição chega num momento em que a TIM tenta colocar as finanças em ordem. De acordo com a agência, a empresa carrega um endividamento crônico, resultado das compras feitas logo após a privatização.

Correios da Itália oferecem R$ 66 bi para reestatizar a TIM

TIM Brasil pode ser vendida após eleições na Itália (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

TIM habilita conversão para eSIM no iPhone (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

OpenAI vai comprar startup de ferramentas open source para Python

19 de Março de 2026, 15:43
Imagem com fundo em tons escuros de verde-petróleo e preto, sobre o qual estão dispostas formas circulares transparentes e brilhantes que dão profundidade. No centro, está o logotipo da empresa OpenAI: o símbolo branco estilizado em forma de flor, seguido do nome "OpenAI" em fonte branca. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
OpenAI negocia aquisição de startup Astral (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI anunciou a aquisição da Astral para integrar suas ferramentas ao Codex, plataforma de programação com IA.
  • O Codex possui mais de 2 milhões de usuários e a aquisição da Astral visa ampliar suas capacidades.
  • A Astral desenvolve ferramentas de código aberto para Python, otimizando o fluxo de trabalho em áreas como ciência de dados e IA.

A OpenAI anunciou, nesta quinta-feira (19/03), que vai comprar a Astral, startup que criou ferramentas de código aberto para Python. O acordo ainda não foi finalizado, mas a expectativa é que a equipe da Astral passe a integrar os esforços do Codex, plataforma da dona do ChatGPT voltada à programação com IA.

Segundo o comunicado, o Codex já ultrapassa a marca de 2 milhões de usuários, número que triplicou desde o início deste ano. Vale lembrar que, para ser finalizada, a compra deve obter aprovação regulatória.

Aquisição para reforçar o Codex

A integração da Astral tende a ampliar o escopo do Codex, que atualmente é capaz de gerar trechos de código, corrigir falhas e executar testes. Com a incorporação das ferramentas da startup, a OpenAI pretende transformar a plataforma em um conjunto mais completo de serviços para desenvolvedores.

A Astral se concentra em construir ferramentas para facilitar o trabalho dos desenvolvedores com Python. Segundo o fundador da startup, Charlie Marsh, a “empresa continuará evoluindo suas ferramentas de código aberto dentro da OpenAI”.

As soluções da empresa se popularizam pela otimização do fluxo de trabalho em Python, linguagem amplamente utilizada em áreas como ciência de dados, automação e aplicações de IA.

Imagem de um computador executando um código em Python
Código em Python ilustra o foco da Astral em ferramentas para desenvolvedores (imagem: Xavier Cee/Unsplash)

Vibe coding está na moda

A movimentação ocorre em meio a uma disputa acirrada entre empresas que buscam liderar o uso de IA como assistente de programação. Esse movimento já tem até nome: vibe coding, e foi aprovado por nomes como Linus Torvalds, o “pai” do Linux.

Além da OpenAI, empresas como Anthropic e Microsoft também investem pesado nesse segmento. A startup Cursor, por exemplo, negocia uma nova rodada de investimentos que pode avaliá-la em cerca de US$ 50 bilhões (aproximadamente R$ 250 bilhões), segundo informações da Bloomberg.

OpenAI vai comprar startup de ferramentas open source para Python

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Positivo lança Vision Tab 11 com 4G e caneta digital na caixa

19 de Março de 2026, 10:48
Imagem mostra um tablet Positivo Vision Tab 11 sobre uma mesa de madeira
Positivo Vision Tab 11 é o novo tablet da marca (imagem: divulgação)
Resumo
  • Positivo Vision Tab 11 é o novo tablet da marca, com tela IPS Incell de 10,9 polegadas e resolução Full HD.
  • O dispositivo tem conectividade 4G, processador UNISOC T606 e já vem com uma caneta digital na caixa.
  • Ele está disponível no Brasil por R$ 1.499 com capa protetora ou R$ 1.699 com capa teclado.

A Positivo Tecnologia revelou o Positivo Vision Tab 11, novo tablet da marca com recursos voltados ao consumo de conteúdo e produtividade. O dispositivo chega ao mercado brasileiro por R$ 1.499 e, segundo a fabricante, busca aproveitar um mercado em alta no país.

Dados da consultoria IDC indicam que o setor saltou de 1,4 milhão de unidades vendidas em 2022 para mais de 2,1 milhões em 2025, consolidando uma retomada relevante. Aparelhos com telas entre 10 e 11 polegadas passaram a liderar as vendas no país, com mais de 40% da demanda.

O que o Positivo Vision Tab 11 oferece?

O tablet chega com tela IPS Incell de 10,9 polegadas e resolução Full HD. Um dos principais diferenciais é que o aparelho vem com uma caneta digital já na caixa.

O Vision Tab 11 também conta com conectividade 4G nativa, o que amplia as possibilidades de uso fora de redes Wi-Fi. A ideia é permitir acesso à internet em deslocamentos ou ambientes sem conexão fixa, algo cada vez mais demandado em rotinas híbridas.

Pensado para tarefas do dia a dia, o modelo traz processador UNISOC T606, 4 GB de memória RAM e armazenamento interno de 128 GB, com opção de expansão via cartão microSD. A configuração atende a atividades como navegação, aplicativos de trabalho, videoaulas e reuniões online.

Imagem promocional mostra duas pessoas utilizando o novo tablet Positivo Vision Tab 11
Novo tablet da Positivo chega com caneta inclusa e conectividade 4G (imagem: divulgação)

Outro ponto é a bateria de 6.000 mAh, projetada para garantir autonomia ao longo de um dia de uso moderado. Há ainda a possibilidade de acoplar uma capa com teclado destacável, vendida separadamente.

Quanto custa?

A Positivo posiciona o Vision Tab 11 como uma opção versátil dentro de uma faixa de preço intermediária. No Brasil, o modelo está disponível para compra no site oficial da Positivo e nas varejistas parceiras, em duas versões: uma com capa protetora tradicional, por R$ 1.499, e outra com capa teclado, por R$ 1.699 — ambas acompanhadas de caneta digital.

Positivo lança Vision Tab 11 com 4G e caneta digital na caixa

Novo tablet da Positivo chega com caneta inclusa e conectividade 4G para uso dentro e fora de casa (imagem: divulgação/Positivo)

Empresas monitoram consumo de tokens para controlar custos com IA

18 de Março de 2026, 14:54
Funcionários em escritório (Imagem: Alex Kotliarskyi/Unsplash)
Empresas monitoram o uso de inteligência artificial por funcionários (imagem: Alex Kotliarskyi/Unsplash)
Resumo
  • Empresas estão monitorando o consumo de tokens para avaliar eficiência e controlar custos com IA.
  • Tokens medem processamento em sistemas de IA, influenciando custos por uso.
  • Vercel e Kumo AI relatam impactos financeiros e operacionais do uso de IA.

O avanço das ferramentas de inteligência artificial no ambiente corporativo começa a trazer um novo tipo de preocupação: o custo por uso. Empresas mais avançadas na adoção dessas soluções já monitoram quantos “tokens” seus funcionários consomem ao utilizar as IAs.

Segundo o Wall Street Journal, a prática surge em meio ao aumento da produtividade proporcionado pela IA, mas também à necessidade de entender o impacto financeiro dessa tecnologia. Cada interação com sistemas — seja para gerar texto, código ou automatizar tarefas — exige processamento computacional, que é convertido em tokens e, consequentemente, em custo.

Na Zapier, empresa de automação de fluxos de trabalho com inteligência artificial, dashboards internos passaram a incluir esse tipo de métrica, segundo executivos da empresa. O objetivo é identificar padrões de uso e avaliar se os recursos estão sendo bem aproveitados.

O que são tokens?

Tokens são unidades que medem o volume de processamento necessário para executar tarefas em sistemas de IA. Em aplicações de texto, por exemplo, cerca de 750 palavras podem representar aproximadamente 1.000 tokens. Em atividades mais complexas, como geração de código ou uso de agentes automatizados, o cálculo se torna mais sofisticado, mas segue a mesma lógica.

Embora os preços por token tenham diminuído, modelos mais avançados ainda apresentam valores elevados, e o volume total de uso tende a crescer. Algumas companhias adotam planos sob demanda, enquanto outras negociam pacotes corporativos com limites por funcionário.

Ao jornal, o diretor de transformação em IA da Zapier, Brandon Sammut, afirma que o uso de IA — seja para atendimento ao cliente ou fechamento de negócios — passou a ter um custo direto que precisa ser considerado pelas empresas.

Ilustração mostra moedas, um celular e um notebook, em um gráfico de seta indicando aumento. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Monitoramento de tokens ajuda empresas a avaliar custos com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Monitorar tokens pode melhorar (ou expor) desempenho?

Empresas que já superaram a fase inicial de adoção da IA começam a analisar o uso de tokens de forma mais estratégica. A ideia é identificar tanto boas práticas quanto desperdícios.

Na Zapier, discrepâncias chamam atenção. Se um funcionário consome muito mais tokens que os colegas, a liderança tenta entender o motivo. O resultado pode indicar tanto ineficiência quanto alto desempenho, diz Sammut: “Começamos a tirar conclusões, seja para identificar padrões que queremos replicar ou comportamentos que precisam ser corrigidos”.

Na Vercel, empresa de infraestrutura e computação em nuvem para desenvolvimento web, um engenheiro utilizou agentes de IA para criar um serviço complexo em um dia — tarefa que levaria semanas. O custo foi de cerca de US$ 10 mil (aproximadamente R$ 50 mil).

Já na Kumo AI, startup de inteligência artificial, o monitoramento individual revelou ganhos indiretos, como redução de custos em nuvem após otimizações de código geradas por IA. “Encontramos exemplos em que os agentes realmente nos ajudaram a escrever códigos mais otimizados, o que reduziu nossos custos na nuvem”, afirmou a cofundadora da startup, Hema Raghavan.

Empresas monitoram consumo de tokens para controlar custos com IA

Funcionários em escritório (Imagem: Alex Kotliarskyi/Unsplash)

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Jogadores estão “completamente errados”, diz CEO da Nvidia sobre o DLSS 5

18 de Março de 2026, 12:35
Jensen Huang é CEO da Nvidia (imagem: divulgação)
Resumo
  • CEO da Nvidia, Jensen Huang, defendeu o DLSS 5, afirmando que a tecnologia de IA mantém o controle artístico com os desenvolvedores.
  • O DLSS 5 utiliza IA generativa para criar visuais fotorrealistas em tempo real nos jogos, capturando vetores de cor e movimento e inserindo iluminação.
  • A tecnologia será implementada via Nvidia Streamline, com suporte de desenvolvedoras como Bethesda e Ubisoft.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que os jogadores estão “completamente errados” em relação ao recém-anunciado DLSS 5. A declaração do executivo ocorreu durante uma sessão de perguntas e respostas com a imprensa na conferência GTC 2026.

Huang defendeu a nova tecnologia gráfica da empresa contra queixas de parte da comunidade gamer, que afirma que o uso de inteligência artificial generativa pode padronizar e eliminar a identidade visual dos videogames.

“Estão completamente errados”

Ao Tom’s Hardware, Jensen Huang minimizou o impacto das reações negativas de gamers e entusiastas ao anúncio. “Bem, em primeiro lugar, eles estão completamente errados”, afirmou o CEO.

Huang afirma que há um mal-entendido técnico sobre o funcionamento da tecnologia. Segundo o executivo, o DLSS 5 não opera como um filtro de imagem de smartphone que sobrepõe e ignora a direção de arte original.

“O motivo é que o DLSS 5 combina o controle da geometria, das texturas e de todos os aspectos do jogo com inteligência artificial generativa”, detalhou. “Não é pós-processamento em nível de quadro, é controle generativo em nível de geometria”.

O CEO reforçou que os criadores mantêm controle direto e total sobre o resultado final. Segundo ele, os desenvolvedores podem ajustar os parâmetros da IA para que ela obedeça a estilos variados, seja para criar gráficos no formato de desenho animado ou para simular texturas específicas, como vidro.

A implementação da tecnologia pelas produtoras ocorrerá por meio da plataforma Nvidia Streamline, que já é padronizada na indústria. Gigantes do setor como Bethesda, Capcom e Ubisoft confirmaram suporte ao projeto.

A previsão de lançamento global do DLSS 5 é para a primavera brasileira (entre setembro e dezembro), com integração confirmada em jogos como Starfield, Assassin’s Creed Shadows, Hogwarts Legacy e Resident Evil Requiem.

Durante o evento, Huang classificou a chegada do sistema como o “momento GPT para os gráficos”, sinalizando ambições ainda maiores para o uso da tecnologia em outros setores da indústria no futuro.

Como o DLSS 5 muda os gráficos dos jogos?

O Deep Learning Super Sampling (ou DLSS) é uma tecnologia proprietária da Nvidia conhecida por utilizar IA para aumentar a resolução e a taxa de quadros dos jogos, exigindo menos poder de processamento nativo da placa de vídeo. Desde a primeira versão, lançada em 2019, o mecanismo usa IA. Contudo, o DLSS 5 estabelece uma mudança nessa dinâmica.

Em vez de focar apenas na geração de quadros extras, a nova versão utiliza modelos de IA generativa combinados a dados de gráficos 3D originais para construir visuais fotorrealistas em tempo real.

captura de tela durante uma transição de uma personagem em Hogwarts Legacy com DLSS 5 ligado e desligado
Gamers questionam perda de identidade de jogos com nova ferramenta (imagem: reprodução/Nvidia)

Segundo os detalhes divulgados pela Nvidia, o sistema funciona da seguinte forma:

  • Captura os vetores de cor e movimento de cada quadro gerado pelo jogo;
  • Identifica elementos complexos da cena (como tecidos, fios de cabelo e peles translúcidas);
  • Insere iluminação complexa e materiais avançados com base nessas informações.

Na prática, a IA calcula desde a dispersão da luminosidade sob a pele humana até o reflexo em roupas sob diferentes condições climáticas.

Apesar do salto tecnológico, a recepção pública inicial não foi favorável. Nas redes sociais, parte da comunidade passou a classificar os resultados da ferramenta de forma pejorativa como AI slop (uma espécie de “lixo gerado por IA”).

A principal queixa é de que o DLSS 5 impõe um padrão estético genérico da Nvidia, diluindo o estilo artístico concebido pelos estúdios. A polêmica ganhou força após imagens comparativas mostrarem os rostos modificados de personagens como Grace Ashcroft e Leon Kennedy, do recém-lançado Resident Evil Requiem.

Jogadores estão “completamente errados”, diz CEO da Nvidia sobre o DLSS 5

(imagem: reprodução/Nvidia)

Nvidia revela DLSS 5 com IA generativa para gráficos fotorrealistas

17 de Março de 2026, 07:49
Imagem comparativa mostrando Grace Ashcroft, protagonista de Resident Evil Requiem. No lado esquerdo, com o DLSS 5 desligado, e no lado direito, ligado.
DLSS usa IA para levar fotorrealismo em tempo real aos jogos (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • O DLSS 5 da Nvidia utiliza IA generativa para adaptar materiais e iluminação em jogos em tempo real.
  • A companhia promete gráficos fotorrealistas comparáveis a efeitos especiais de Hollywood, sem comprometer o desempenho dos jogos.
  • Desenvolvedoras como Bethesda, Capcom e Ubisoft apoiam o DLSS 5, que será integrado em jogos como Starfield e Resident Evil: Requiem.

A Nvidia anunciou nessa segunda-feira (16/03), durante a conferência GTC, o DLSS 5, sua nova geração de tecnologia gráfica impulsionada por IA. O lançamento global é previsto para o outono do hemisfério norte — entre setembro e dezembro.

Para quem está acostumado com a tecnologia como um sinônimo de geração de quadros extras, foco do DLSS 3, há uma grande mudança. Agora, a ferramenta usa modelos de IA generativa, combinados a dados de gráficos 3D, para trabalhar na fidelidade visual e na física dos materiais, resultando em visuais fotorrealistas em tempo real.

A Nvidia descreve a novidade como o avanço mais significativo da empresa desde a estreia do ray tracing, em 2018. Em comunicado, compara a qualidade visual pretendida à dos efeitos especiais de Hollywood.

Como a tecnologia atua nos jogos?

O DLSS 5 vai capturar os vetores de cor e movimento de cada quadro gerado pelo jogo. A partir dessas informações, o modelo de IA insere iluminação e materiais fotorrealistas que permanecem ancorados ao conteúdo 3D original e consistentes quadro a quadro.

De acordo com a Nvidia, a tecnologia aprimora os gráficos através de:

  • Processamento semântico: o sistema foi treinado para analisar um único quadro e identificar elementos complexos da cena, como personagens, tecidos, fios de cabelo e peles translúcidas.
  • Física de luz e materiais: a IA calcula detalhes específicos, como a dispersão da luz sob a pele humana, o brilho de tecidos finos, a interação luminosa nos cabelos e as condições de iluminação do ambiente (luz frontal, contraluz ou céu nublado).
  • Execução de alto desempenho: todo o processamento neural ocorre em tempo real, com suporte a resoluções de até 4K para garantir a fluidez exigida pelos videogames.

Imoral a NVIDIA ter visto essas imagens do DLSS 5 e aprovado

Estão matando a arte na indústria dos Videogames para "aprimorarem" com I.A. pic.twitter.com/BAE1k2WtfE

— Sucumba Games (@SucumbaGames) March 16, 2026

A recepção, no entanto, não foi totalmente positiva. Ao redor do mundo, em posts no X e no Reddit, usuários apresentam preocupações sobre a integração do DLSS 5 com o estilo artístico das obras, por exemplo — há quem chame de AI slop.

Nesse sentido, a empresa reforça que os estúdios poderão controlar intensidade, gradação de cores e mascaramento para “manter a estética única de cada jogo”.

Para os desenvolvedores, a integração ocorrerá pela estrutura Nvidia Streamline, já usada nas tecnologias atuais da empresa. As desenvolvedoras Bethesda, Capcom e Ubisoft já apoiam o projeto, e a ferramenta deve chegar a títulos como Starfield, Assassin’s Creed Shadows, Hogwarts Legacy e o recém-lançado Resident Evil Requiem.

Ambições além dos games

captura de tela durante uma transição de uma personagem em Hogwarts Legacy com DLSS 5 ligado e desligado
Gamers questionam perda de identidade de jogos com nova ferramenta (imagem: reprodução/Nvidia)

Durante o evento, o CEO Jensen Huang classificou o lançamento como o “momento GPT para os gráficos”. Para o portal especializado TechCrunch, entretanto, a lógica de combinar dados estruturados com IA generativa deve ser replicada em outros setores.

O portal destaca a citação de plataformas como Snowflake, Databricks e BigQuery pelo executivo, exemplos de repositórios de dados corporativos que as IAs também analisarão para gerar soluções de negócio.

Nvidia revela DLSS 5 com IA generativa para gráficos fotorrealistas

💾

Nova versão do DLSS usa modelos de inteligência artificial para adaptar materiais e iluminação dos jogos em tempo real. Parte da comunidade critica e chama de AI slop.

(imagem: divulgação/Nvidia)

(imagem: reprodução/Nvidia)

IA aumentou produtividade de cibercriminosos, diz Interpol

16 de Março de 2026, 18:31
Há diferenças entre os golpes de pharming e phishing (Imagem: Mikhail Nilov/Pexels)
Uso de IA aumentou fraudes e golpes digitais (imagem: Mikhail Nilov/Pexels)
Resumo
  • A Interpol relatou que o uso de IA aumentou em 4,5 vezes a produtividade de cibercriminosos em fraudes financeiras.
  • Ferramentas de IA generativa e deepfake são usadas para criar e-mails e mensagens mais convincentes e clones de voz realistas.
  • Kits de “deepfake-as-a-service” e centros de fraude estão se expandindo, com perdas globais estimadas em US$ 442 bilhões em 2025.

A Interpol confirma: a inteligência artificial está aumentando a produtividade. Mas não como se esperava: o uso de IA aumentou a eficiência de esquemas de fraude financeira ao redor do mundo. Segundo um relatório divulgado pela organização hoje (16/03), crimes que utilizam IA chegam a ser 4,5 vezes mais lucrativos do que aqueles sem apoio da tecnologia.

O avanço ocorre em paralelo à popularização de ferramentas digitais acessíveis, que permitem a criminosos aprimorar abordagens, automatizar processos e atingir um número maior de vítimas com menos esforço.

A entidade destaca no relatório que a IA tem sido empregada principalmente para refinar detalhes que antes denunciavam golpes, como erros de linguagem ou inconsistências em mensagens fraudulentas.

Como a IA está sendo usada em golpes?

Ferramentas de IA generativa têm sido usadas para reescrever e-mails e mensagens, tornando o conteúdo mais natural e convincente. Isso facilita a simulação de empresas conhecidas ou contatos confiáveis, aumentando as chances de sucesso.

Em um nível mais avançado, tecnologias de deepfake também ganharam espaço. Segundo a Interpol, criminosos conseguem criar clones de voz realistas com poucos segundos de áudio, extraídos, por exemplo, de redes sociais.

Além disso, já existem kits completos vendidos em mercados clandestinos, conhecidos como “deepfake-as-a-service”, que oferecem identidades falsas prontas para uso. Esses pacotes têm custo relativamente baixo e contribuem para a expansão desse tipo de crime.

Existe um deepfake "do bem"? (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog
Criminosos têm usado ferramentas de IA para criar identidades falsas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Interpol também alerta para a expansão de centros de fraude em diversas regiões do mundo, incluindo América Latina e África. Esses locais frequentemente operam com pessoas traficadas, forçadas a aplicar golpes online.

Dados da organização indicam que, apenas em 2025, perdas globais com fraudes financeiras chegaram a cerca de US$ 442 bilhões (aproximadamente R$ 2,3 trilhões) — valor que tende a crescer nos próximos anos com o avanço da IA.

IA aumentou produtividade de cibercriminosos, diz Interpol

Existe um deepfake "do bem"? (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog

Google Maps vai responder suas perguntas com o Gemini

12 de Março de 2026, 12:22
iPhone mostrando Google Maps
Gemini no Google Maps vai te ajudar em perguntas específicas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Maps integrou o Gemini para permitir perguntas em linguagem natural e introduziu uma interface de rotas em 3D.
  • O novo recurso Ask Maps processa consultas específicas, utilizando dados de mais de 300 milhões de estabelecimentos e 500 milhões de avaliações da comunidade.
  • Por enquanto, as atualizações estarão disponíveis para dispositivos móveis nos EUA e na Índia.

O Google anunciou nesta quinta-feira (12/03) mais integração do Gemini com o Google Maps. A atualização, liberada primeiro para dispositivos móveis nos Estados Unidos e na Índia, introduz a capacidade de conversar com o aplicativo para tirar dúvidas, além de trazer uma interface de rotas totalmente redesenhada em 3D.

A principal novidade é o recurso Ask Maps (Pergunte ao Maps, em tradução livre). Ele funciona como um assistente integrado capaz de processar consultas em linguagem natural.

Interação com perguntas mais específicas

Em vez de buscar por categorias genéricas, como “restaurantes” ou “shoppings”, o usuário agora pode fazer perguntas muito mais específicas. A empresa cita alguns exemplos práticos: você pode solicitar que encontre um local para carregar o celular sem ter que pegar fila, ou até mesmo buscar por um banheiro público que mantenha um bom padrão de higiene.

Em comunicado, a vice-presidente e gerente-geral do Google Maps, Miriam Daniel, afirma que a ferramenta cruza informações de mais de 300 milhões de estabelecimentos e analisa o banco de dados de avaliações da comunidade, que hoje conta com mais de 500 milhões de colaboradores.

Na prática, o sistema consegue interpretar até planos completos. O gerente de produto do Google, Andrew Duchi, citou um exemplo: agora será possível pedir ao app para encontrar um restaurante vegetariano com mesa para quatro pessoas às 19h, localizado entre o meu trabalho e a casa de amigos.

Google diz que essa é a maior atualização do Maps em mais de uma década (imagem: reprodução/Google)

As respostas do Gemini se baseiam estritamente nos dados do Maps e da Busca, sem bisbilhotar informações de outros serviços do Google, como o Gmail. Para personalizar os resultados, a IA utiliza o histórico de locais salvos e as pesquisas passadas do usuário. Se você gostar da sugestão, dá para reservar a mesa ali mesmo, na própria interface do mapa.

Sobre a possibilidade de empresas pagarem para aparecer nessas respostas geradas por IA, Duchi evitou comentar planos de monetização a longo prazo com o The Verge. No entanto, ele garantiu que, neste formato de lançamento, os anúncios pagos não afetam as recomendações orgânicas.

Rotas com visual realista

A segunda grande mudança foca em quem está ao volante. Batizada de “Navegação Imersiva”, o Google classifica a novidade como a maior alteração no sistema de rotas do aplicativo em mais de uma década. A interface tradicional dá lugar a uma representação em 3D que espelha o ambiente real, renderizando edifícios, viadutos, topografia do terreno e até a arborização.

O sistema utiliza o Gemini para processar imagens aéreas e do Street View, destacando os mínimos detalhes da via. O mapa passa a exibir a posição exata de faixas de pedestres, semáforos e placas de pare, por exemplo. A câmera também ajusta o zoom dinamicamente conforme o motorista se aproxima de cruzamentos.

As instruções por voz também ficaram mais naturais. Em vez de apenas informar a distância em metros, o app utiliza marcações visuais, orientando o motorista a “passar esta saída e pegar a próxima”.

O motorista também passa a ter acesso ao raciocínio lógico do algoritmo: o Maps agora explica abertamente as vantagens e desvantagens de rotas alternativas — comparando um caminho mais longo, sem engarrafamento, com uma rota mais rápida com pedágio. Ao chegar, a ferramenta indica o lado correto da rua para estacionar e aponta a entrada exata do destino.

Quando chega para todos?

De acordo com o Google, o recurso Ask Maps começa a ser distribuído nesta semana para usuários de Android e iOS nos EUA e na Índia. Uma versão para computadores está prevista para um futuro próximo.

Já a Navegação Imersiva começa a dar as caras no território norte-americano na próxima semana, com expansão para outras regiões logo a seguir, mas ainda sem data definida. A funcionalidade será compatível com smartphones, Apple CarPlay, Android Auto e veículos com o sistema do Google integrado.

Google Maps vai responder suas perguntas com o Gemini

Falha no Google Maps apaga dados de usuários de modo irreversível (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Nvidia pode lançar plataforma aberta para agentes de IA

12 de Março de 2026, 08:50
Imagem mostra uma placa de vídeo da Nvidia, com o logo da empresa centralizado. O fundo da imagem é verde e, na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Nvidia estaria investindo em plataforma de agentes de IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Nvidia pode lançar uma plataforma de criação e gerenciamento de agentes de IA de código aberto.
  • Segundo a revista Wired, o projeto, chamado NemoClaw, pode ser anunciado já neste mês.
  • O NemoClaw permitiria executar tarefas autônomas com segurança e privacidade, funcionando mesmo fora do ecossistema da Nvidia.

A Nvidia quer uma plataforma para criação e gerenciamento de agentes de inteligência artificial para chamar de sua. O anúncio do sistema, chamado internamente de NemoClaw e desenvolvido em código aberto, pode ocorrer durante a conferência anual de desenvolvedores da fabricante, marcada para começar no dia 16 de março em San Jose, na Califórnia.

Segundo a revista Wired, a gigante dos chips já começou a apresentar o produto a empresas de software corporativo. A proposta é que a plataforma permita que companhias enviem agentes autônomos para executar tarefas do dia a dia, e que funcione mesmo fora de ecossistemas com hardware da própria Nvidia.

A empresa teria entrado em contato com possíveis parceiras para contribuições ao projeto, entre elas Salesforce, Cisco, Google, Adobe e CrowdStrike. Ainda não está claro se as empresas fecharam acordos.

Mais um “claw”

O investimento no NemoClaw ocorre durante uma alta nas notícias sobre agentes autônomos (os “claws”), que, diferente de chatbots comuns como o ChatGPT, Gemini e Claude, devem executar tarefas sem supervisão humana.

A tecnologia virou tendência especialmente após o hype em cima do assistente OpenClaw e do projeto Moltbook, uma “rede social de robôs” que viralizou nos últimos meses por permitir essa autonomia.

Vale lembrar que, mesmo com a divulgação de problemas graves de segurança, líderes dos projetos, como Peter Steinberger, criador do OpenClaw, e Matt Schlicht e Ben Parr, fundadores do Moltbook, já estão em outras big techs — OpenAI e Meta, respectivamente.

Essa última, aliás, havia pedido para que os funcionários evitassem a tecnologia de Steinberger, após uma funcionária da divisão de segurança relatar que o agente saiu do controle.

Para contornar esse receio e atrair o mercado, a Nvidia planeja oferecer ferramentas robustas de segurança e privacidade integradas nativamente à nova plataforma, diz a Wired.

Mudança de estratégia

Jensen Huang, CEO da Nvidia
Jensen Huang, CEO da Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)

Segundo a revista, o NemoClaw é mais um passo da Nvidia na adoção de modelos de IA de código aberto. Até então, a estratégia de software da fabricante centrava-se quase inteiramente no CUDA (Compute Unified Device Architecture), sistema proprietário desenvolvido para manter os desenvolvedores dentro do ecossistema das próprias GPUs da empresa.

Abraçar o modelo aberto seria uma manobra para garantir a relevância da empresa na infraestrutura de IA, mesmo que aumente a disputa pelo domínio do hardware.

Nvidia pode lançar plataforma aberta para agentes de IA

Placa de vídeo Nvidia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Jensen Huang, CEO da Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)

Adolescentes venderam kits de ataques DDoS para derrubar sites

10 de Março de 2026, 11:02
Ilustração sobre um ataque DDoS
Um dos líderes do grupo tinha 14 anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Autoridades da Polônia desarticularam um grupo de adolescentes, com idades entre 12 e 16 anos, que vendia kits de ataques DDoS.
  • A investigação começou em 2025, levando à apreensão de dispositivos eletrônicos e documentos nas residências dos jovens.
  • Devido à idade, o caso será encaminhado aos tribunais de família, focando na reeducação, já que menores de 13 anos não podem ser presos no país.

A autoridade de combate ao cibercrime da Polônia (CBZC) desarticulou um grupo suspeito de comercializar kits de ataques cibernéticos na internet. A operação teve os detalhes divulgados hoje (10/03), revelando que os envolvidos eram menores de idade.

Os jovens, com idades entre 12 e 16 anos, vendiam ferramentas de interrupção de serviços digitais. A investigação começou em 2025, quando as autoridades identificaram um dos líderes do grupo: um suspeito de 14 anos.

A partir da análise dos artefatos digitais e físicos coletados na residência do primeiro adolescente, os investigadores conseguiram mapear a rede de contatos e chegar aos outros membros do esquema.

Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão nas residências de mais seis jovens. Durante as batidas policiais, foram descobertas as infraestruturas utilizadas para coordenar as invasões. A polícia apreendeu smartphones, desktops, notebooks, discos rígidos, pen drives, além de documentos que detalhavam a contabilidade do grupo.

Agentes exibem computadores e material confiscado (imagem: reprodução/CBZC)

Em comunicado oficial, o CBZC destacou que os adolescentes se conheciam, mantinham contato regular e cooperavam na administração e implantação das plataformas. O órgão policial afirmou que eles agiam com plena consciência da ilegalidade dos atos.

Devido à idade dos indivíduos envolvidos, todo o material resultante das atividades policiais será encaminhado aos tribunais de família, que decidirão as medidas a serem aplicadas. O tratamento legal para crimes juvenis no país foca na reeducação. Crianças menores de 13 anos — categoria que abrange o membro mais novo do grupo — não podem ser responsabilizadas criminalmente, independentemente da infração cometida.

O que é um ataque DDoS?

Apps rastreavam usuários no Android (Imagem: Sora Shimazaki/Pexels)
Jovens administravam plataformas usadas em ataques (imagem: Sora Shimazaki/Pexels)

Um ataque de Negação de Serviço Distribuído (DDoS, na sigla em inglês) pode interromper o funcionamento normal de um site, serviço online ou rede de computadores. A tática consiste em inundar o servidor alvo com uma quantidade massiva de requisições de acesso simultâneas. Esse volume artificial de tráfego causa uma sobrecarga no sistema, resultando na indisponibilidade temporária do serviço.

Segundo as autoridades polonesas, os clientes que compravam as ferramentas utilizaram o software para atacar alvos comerciais variados. A lista de vítimas inclui portais de leilões, plataformas de vendas online, serviços de hospedagem de sites e sistemas de reserva de acomodações.

A agência de combate ao cibercrime ressaltou que a maioria dos incidentes de DDoS costuma ser de curta duração. Graças à cooperação entre instituições e serviços responsáveis pela segurança digital, uma interrupção de 15 minutos, por exemplo, é frequentemente neutralizada com rapidez e pode passar despercebida pelo usuário comum.

Adolescentes venderam kits de ataques DDoS para derrubar sites

Entenda o funcionamento de um ataque DDoS e suas consequências (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apps rastreavam usuários no Android (Imagem: Sora Shimazaki/Pexels)

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global

10 de Março de 2026, 09:29
Imagem mostra crânios e ossos cruzados brancos e translúcidos sobre um fundo escuro com linhas de código de programação em azul claro. Os crânios representam pirataria, ataque hacker e perigo cibernético. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Contas de WhatsApp e Signal viram alvo de hackers (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Relatório de serviços de inteligência da Holanda detalha campanha de espionagem digital, que foca em usuários do WhatsApp e Signal.

  • Segundo o documento, operação usa engenharia social para invadir contas nos mensageiros e mira autoridades, militares e jornalistas.

  • Os investigadores atribuem a campanha a agentes ligados ao governo russo.

Autoridades de inteligência da Holanda divulgaram nessa segunda-feira (09/03) detalhes de uma campanha global de ataques digitais contra usuários do WhatsApp e do Signal, mensageiro popular no país. Segundo o relatório, a operação teria como foco autoridades governamentais, integrantes das forças armadas e jornalistas.

A investigação foi conduzida pelo Serviço de Inteligência e Segurança da Defesa da Holanda (MIVD) e o Serviço Geral de Inteligência e Segurança (AIVD). As agências afirmam que os ataques fazem parte de uma campanha de grande escala atribuída a agentes ligados ao governo russo.

De acordo com o documento, os invasores não dependem principalmente de malware para comprometer contas. Em vez disso, utilizam técnicas de engenharia social e phishing para enganar as vítimas e obter acesso às contas nos aplicativos de mensagens.

Hackers se passam por equipe de suporte

No caso do Signal, os hackers entram em contato diretamente com a vítima alegando atividades suspeitas, vazamento de dados ou tentativa de acesso indevido à conta.

Se a pessoa acredita na mensagem, os criminosos solicitam o código de verificação enviado por SMS e o PIN do usuário. Esses dados permitem registrar um novo dispositivo vinculado à conta da vítima e assumir o controle do perfil.

Depois disso, os hackers podem se passar pelo usuário e acessar contatos armazenados no aplicativo. A vítima geralmente é desconectada da conta, mas consegue recuperar o acesso registrando novamente o número.

O relatório dos serviços de inteligência alerta que essa situação pode gerar uma falsa sensação de normalidade. “Como o Signal armazena o histórico de bate-papo localmente no telefone, a vítima pode recuperar o acesso a esse histórico após o novo registro. Como resultado, a vítima pode presumir que nada está errado. Os serviços holandeses querem enfatizar que essa suposição pode estar incorreta”, diz o documento.

Exemplo de mensagem fraudulenta usada por hackers para tentar assumir contas no Signal.
Exemplo de mensagem fraudulenta usada por hackers (imagem: reprodução/AIVD)

O que muda no caso do WhatsApp?

Os investigadores também apontaram ataques direcionados ao recurso “dispositivos conectados” do WhatsApp, que permite acessar a conta em computadores ou tablets.

Nesse cenário, as vítimas são induzidas a clicar em links maliciosos ou escanear QR Codes que, na prática, conectam o dispositivo do invasor à conta. Em vez de adicionar alguém a um grupo ou abrir um conteúdo legítimo, o processo acaba autorizando o acesso remoto ao aplicativo.

Diferentemente do que ocorre em alguns casos no Signal, o usuário pode não perceber imediatamente a invasão, já que a conta continua ativa no celular original.

Ao TechCrunch, o porta-voz da Meta Zade Alsawah afirma que a recomendação do WhatsApp é que usuários nunca compartilhem o código de verificação de seis dígitos e fiquem atentos a mensagens suspeitas.

As agências holandesas afirmam que métodos semelhantes já foram observados em campanhas ligadas à guerra na Ucrânia, indicando que o uso de engenharia social continua sendo uma das principais ferramentas em operações de espionagem digital.

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que são redes de computadores? Veja tipos e exemplos de computer networks

9 de Março de 2026, 17:33
Cabo de rede Ethernet (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Exemplo de um cabo de rede usado para conexão (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Uma rede de computador é uma tecnologia que permite o compartilhamento de informações entre usuários. É a partir dessas redes que dados são transmitidos entre cliente-servidor ou empresas armazenam informações que podem ser acessadas por funcionários, por exemplo.

Podemos dividir redes de computadores por tipos e categorias. Existem redes de alcance geográfico, outras que têm funcionalidades diferentes e até mesmo separá-las por arquitetura de desenvolvimento.

A internet é a principal rede WAN usada no mundo, por exemplo. A seguir, conheça detalhes sobre cada tipo de computer network e veja exemplos do dia a dia.

O que são redes de computadores?

Redes de computadores são infraestruturas que possibilitam a troca de informações e conexão entre dispositivos variados, como celulares e servidores, por exemplo.

Utilizam meios físicos ou sem fio para a transferência de dados a partir de uma padronização de rede. As redes de computadores são usadas no dia a dia, desde infraestruturas pessoais até a conexão entre filiais de grandes empresas e cidades.

Quais são os tipos de redes de computadores?

As redes de computadores podem ser classificadas em três categorias: por alcance geográfico, por topologia ou arquitetura e por natureza ou funcionalidade. Cada tipo de rede de computador tem uma finalidade específica na sociedade.

Redes de alcance geográfico são classificadas de acordo com a distância física de cobertura. Topologia e arquitetura diz respeito à estrutura de organização da rede, já a divisão por funcionalidade classifica redes de computadores por propósito de uso.

Cabo Ethernet em roteador Wi-Fi (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Conexão WAN e LAN, exemplos de rede de alcance geográfio (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Alcance geográfico

As redes de computadores de alcance geográfico são aquelas que operam em diferentes distâncias, de acordo com a necessidade. Existem redes pessoais, locais, de longa distância e até usadas em grandes metrópoles. A internet que conhecemos é um exemplo de rede de longa distância, conectando diversos países de todo o mundo.

Topologia ou arquitetura

As redes de computadores também podem ser separadas por arquitetura, definindo a hierarquia e como os serviços são prestados. Podemos definir a interação cliente-servidor e P2P como redes de computadores desta categoria.

Natureza ou funcionalidade

Pode-se também dividir as redes de computadores por natureza ou funcionalidade. Redes intranet, extranet e internet são alguns dos exemplos de categorização. Também podemos incluir as VPNs e as SANs, usadas para armazenamento de grandes volumes de dados.

Quais são as redes de computadores baseadas em alcance geográfico?

As redes WAN, LAN, PAN, MAN e CAN são exemplos de redes de computadores de alcance geográfico. Cada um dos tipos é baseado no tamanho da operação, sendo algumas mais pessoais e locais, e outras mais amplas com alcance intercontinental. Conheça as peculiaridades de cada rede abaixo.

Wide Area Network (WAN)

A rede de longa distância (WAN), do inglês Wide Area Network, é uma tecnologia que conecta computadores em uma grande área de abrangência, como cidades, estados ou países. Esse tipo de rede faz a conexão de diversas redes locais (LAN), permitindo o compartilhamento de informações e dados entre dispositivos conectados.

As redes de longa distância surgiram em 1965, conectando computadores em dois estados dos Estados Unidos da América.

Com o passar do tempo, o crescimento das redes WAN se tornou fundamental para o compartilhamento de informações entre empresas de diferentes localidades, e usuários domésticos com computadores pessoais. Exemplos de rede WAN: internet, redes corporativas, caixas eletrônicos.

Local Area Network (LAN)

A rede de área local (LAN), do inglês Local Area Network, é uma tecnologia que conecta dispositivos em uma pequena área, como uma casa, apartamento ou edifício, por meio de fios. O funcionamento das redes LAN é feito por meio de roteadores ou switches, conectando computadores em uma mesma rede.

As primeiras redes de área local (LAN) foram desenvolvidas no final da década de 1970 para atender a necessidade de universidades e laboratórios de pesquisa. A tecnologia se popularizou e passou a ser utilizada no ramo empresarial e doméstico, para a troca de arquivos ou informações entre dispositivos de uma mesma localidade.

Personal Area Network (PAN)

A rede de área pessoal (PAN), do inglês Personal Area Network, é uma rede que permite conectar dispositivos que estiverem próximos um do outro, podendo ser com fio ou sem fio.

Diferente das redes de área local, as redes PAN não se conectam diretamente à internet. Porém, dispostivos dentro de uma rede PAN podem se conectar com redes LAN ou WLAN. Exemplos de rede PAN: Bluetooth, USB e Thunderbolt.

Metropolitan Area Network (MAN)

A rede de área metropolitana (MAN), do inglês Metropolitan Area Network, é uma tecnologia utilizada em grandes centros, como metrópoles, porém com área de abrangência menor do que as redes de longa distância (WAN).

O funcionamento das redes MAN é feito por diversas redes LAN conectadas, muitas vezes por cabos de fibra óptica. As redes MAN podem ser utilizadas para conectar escritórios de empresas em bairros ou cidades próximas, por provedores de internet local, além de centros universitários.

Campus Area Network (CAN)

A rede de área de campus (CAN), do inglês, Campus Area Network, é a infraestrutura que conecta uma série de redes locais (LAN) em uma área específica, como os campi universitários, industrias, corporações e até mesmo bases militares.

Esse tipo de rede usa conexão própria, possuindo todos os equipamentos necessários para funcionamento, sem depender de provedores externos.

Quais são as redes de computadores baseadas em topologia ou arquitetura?

Redes de característica cliente-servidor e P2P (Peer-to-peer) são exemplos de infraestruturas baseadas em arquitetura. Entenda as características de cada rede a seguir.

P2P

A rede P2P (peer-to-peer) é uma rede de computador na qual não existe uma hierarquia, visto que todos os dispositivos conectados são considerados pares, mantendo as mesmas responsabilidades e funcionalidades.

Cada computador é, ao mesmo tempo, cliente e servidor, aumentando a resistência a falhas, por exemplo. Tecnologias como torrent e blockchain, no uso de criptomoedas, são exemplos de redes P2P.

Cliente-servidor

Cliente-servidor é o modelo mais comum de rede de computador. Esse tipo de rede separa as responsabilidades, sendo o servidor o responsável por fornecer informações, serviços e aplicações.

Já o cliente é o dispositivo usado pelo usuário, como smartphones, tablets e PCs, que solicita as informações do servidor. Grande parte do que vemos na internet usa este modelo, seja no uso de redes sociais ou streaming de vídeo, por exemplo.

Quais são as redes de computadores baseadas em natureza ou funcionalidade?

Também é possível dividir as redes de computadores por funcionalidade, sendo algumas públicas, outras privadas e até mesmo usadas no armazenamento de informações como uma Storage Area Network (SAN), por exemplo.

Virtual Private Network (VPN)

Uma rede privada virtual (VPN), do inglês Virtual Private Network, é uma tecnologia de conexão que permite aos usuários acessarem redes privadas e compartilharem dados pela internet de forma segura.

Um dos principais propósitos das VPNs é permitir que colaboradores e dispositivos de uma empresa acessem a rede interna da sede de qualquer lugar do mundo. Isso é feito por meio da internet, sem a necessidade de uma conexão física dedicada entre os pontos de acesso.

Já no uso doméstico, a VPN costuma ser usada para acessar a internet por meio de uma rede diferente da usada normalmente. Esse tipo de conexão é útil para se conectar a servidores de VPN localizados em outros países, por exemplo.

Foto mostra app de VPN da Surfshark no celular
Aplicativo de VPN para celular (Imagem: Divulgação/Surfshark)

Rede pública

Uma rede de computador pública é aquela na qual qualquer usuário pode se conectar, desde que esteja sem senha ou funcione por meio de cadastro prévio. As redes públicas são consideradas menos seguras do que as redes privadas, já que qualquer usuário pode ter acesso.

É comum que supermercados, shoppings e aeroportos ofereçam redes públicas para clientes. Alguns estabelecimentos, porém, exigem que o usuário faça o cadastro com dados pessoais para ter acesso à conexão.

Rede privada

Uma rede privada exige senha para ter acesso à conexão com a internet. Esse tipo de rede de computador é mais segura que as redes públicas, visto que é possível ter controle sobre quem acessa as informações, além do uso de protocolos adicionais de segurança. Wi-Fi doméstico, redes corporativas e VPNs são alguns exemplos de redes privadas.

Storage Area Network (SAN)

A rede de área de armazenamento, do inglês Storage Area Network, é uma tecnologia que permite armazenar dados em rede, conectando servidores, software e serviços de uma organização. Dessa forma, é possível ter um espaço dedicado a uma grande quantidade de dados, aprimorando o gerenciamento dessas informações.

O uso da rede SAN é comum em bancos de dados, sistemas empresariais como SAP e ERP, além de empresas de e-commerce.

Qual é a diferença entre as redes WAN, MAN e LAN?

A rede WAN é capaz de conectar diversas pessoas ao redor do mundo através da internet. Esse tipo de conexão é a que abrange uma maior área de conexão entre todas as redes existentes, sendo feita a partir de diversas redes LAN ou WLAN conectadas.

Uma rede LAN permite conectar apenas dispositivos que estejam sob uma mesma rede, seja com fio ou sem fio, como computadores, tablets ou smartphones.

Já uma rede MAN permite a conexão de aparelhos que estejam em uma área do tamanho de uma metrópole, como bairros e cidades.

Enquanto a rede WAN conecta pessoas em todo o mundo e a rede LAN conecta dispositivos sob uma mesma rede, a rede MAN é usada por empresas que possuem filiais próximas e provedores locais de internet, por exemplo.

Qual é a diferença entre rede pública e rede privada?

Rede pública é um tipo de rede de computador que pode ser acessada por qualquer usuário, sem a exigência de uma senha. Pela falta de necessidade de credenciais, sua segurança é menor em comparação com as redes privadas.

Já uma rede privada é aquela na qual o administrador consegue controlar quem tem acesso. Redes corporativas, domésticas ou servidores são exemplos de redes privadas, visto que exigem senha para ter acesso às informações.

O que são redes de computadores? Veja tipos e exemplos de computer networks

Cabo de rede Ethernet (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Cabo Ethernet em roteador Wi-Fi (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

VPN da Surfshark (Imagem: Divulgação/Surfshark)

China alerta para nova crise global de chips

9 de Março de 2026, 12:47
Impasse pode ameaçar fabricação de eletrônicos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Ministério do Comércio da China alertou que uma nova crise global de chips pode ocorrer.
  • O alerta acontece após a Nexperia, que controla 40% do mercado global de transistores e diodos, desativar sistemas de TI em território chinês.
  • A disputa entre China e Holanda, país-sede da fabricante, já levou a sanções e controles de exportação.

O Ministério do Comércio da China alertou que uma nova crise global na cadeia de suprimentos de semicondutores pode atingir a indústria de tecnologia. O aviso ocorreu após a sede da fabricante holandesa de chips Nexperia desativar sistemas de TI em território chinês, intensificando uma disputa iniciada no ano passado.

Segundo a Reuters, Pequim declarou que o bloqueio “criou novas dificuldades” para as negociações, alertando que o governo da Holanda assumirá “total responsabilidade” caso o desabastecimento de componentes se espalhe globalmente.

Em resposta, a matriz holandesa da Nexperia contestou a versão de que a ação tenha afetado a linha de produção na unidade situada na província de Guangdong. O Ministério do Comércio da China rejeitou o argumento da empresa.

Qual o impacto de uma paralisação da Nexperia?

Uma interrupção prolongada afetaria as linhas de montagem de automóveis, computadores, smartphones e eletrônicos de consumo em todo o mundo. Isso porque a companhia não atua em um nicho específico: ela responde por cerca de 40% do mercado global de transistores e diodos.

Conforme apontado pelo site Tom’s Hardware, os semicondutores fabricados pela Nexperia são componentes essenciais para fontes de alimentação de PCs, placas-mãe, carregadores de bateria e sistemas eletrônicos dos veículos modernos.

Analistas do setor indicam que a produção nas fábricas chinesas representa quase 75% do volume global da marca. Além disso, o mercado de tecnologia não conseguiria substituir essa demanda rapidamente, e encontrar um novo fornecedor levaria meses.

A vulnerabilidade da indústria a essa cadeia de suprimentos já foi comprovada. Em outubro de 2025, o CEO da Alliance for Automotive Innovation, John Bozzella, alertou que restrições nas exportações causariam um “efeito cascata” em múltiplos setores. Durante os primeiros embargos relacionados a essa crise corporativa, montadoras como Honda, Nissan, Volkswagen e Bosch precisaram interromper a produção por falta de peças.

Impasse já dura meses

Ex-funcionários da Ceitec vão desenvolver semicondutores para EnSilica (Imagem: Jeremy Waterhouse/Pexels)
Governo chinês culpa Holanda por paralisação na produção (imagem: Jeremy Waterhouse/Pexels)

O atual impasse começou justamente em outubro, quando as autoridades holandesas confiscaram a Nexperia de sua então controladora chinesa, a Wingtech Technology, por supostas falhas de governança e urgência de reduzir riscos à segurança econômica do continente europeu. A intervenção resultou na transferência forçada das ações da Wingtech para um advogado independente de Amsterdã.

O governo chinês respondeu com rigorosos controles de exportação sobre os chips da Nexperia fabricados em seu território. Essa primeira sanção foi a responsável por paralisar temporariamente as montadoras de automóveis no ano passado, até que conversas diplomáticas liberaram o fluxo de componentes.

Em retaliação à perda de controle da Wingtech, a subsidiária chinesa da Nexperia declarou-se independente da matriz na Holanda. Desde a separação, a relação entre os escritórios transformou-se em troca pública de acusações. A sede europeia apoia a expulsão definitiva da Wingtech, já a operação chinesa exige a restauração imediata do controle original.

O Ministério do Comércio da China agora acusa as autoridades dos Países Baixos de inércia, argumentando que o país não realiza as pressões necessárias para viabilizar um acordo.

China alerta para nova crise global de chips

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

LibreOffice critica União Europeia por usar Excel em consulta pública

6 de Março de 2026, 09:04
Papel de parede exibindo os ícones das ferramentas do LibreOffice
Organização cobra o fim da dependência de formatos proprietários (imagem: reprodução/The Document Foundation)
Resumo
  • Document Foundation criticou a Comissão Europeia por usar Excel em uma consulta pública, contrariando diretrizes de padrões abertos.
  • Segundo a carta aberta da instituição, a exigência de formato .xlsx dificulta a compatibilidade com software livre, como o LibreOffice.
  • A fundação sugere oferecer formulários em formato .ods e adotar soluções mais acessíveis, como formulários web.

A Document Foundation, organização responsável pelo pacote de produtividade de código aberto LibreOffice, enviou um recado à Comissão Europeia nessa quinta-feira (05/03). Por meio de uma carta aberta, a entidade criticou o órgão governamental por disponibilizar um formulário de consulta pública exclusivamente no formato Microsoft Excel (.xlsx).

Para a fundação, a exigência de um arquivo proprietário para receber respostas da sociedade vai contra as próprias diretrizes de soberania digital e adoção de padrões abertos que a União Europeia tem defendido nos últimos tempos.

Por que a exigência gerou controvérsia?

A Comissão Europeia vem construindo um histórico de defesa da neutralidade tecnológica, ressaltando a necessidade de reduzir a dependência das grandes empresas de tecnologia estrangeiras. Documentos oficiais do bloco, inclusive, recomendam utilizar formatos abertos na prestação de serviços digitais pelo setor público.

No entanto, a Document Foundation argumenta que, ao exigir que cidadãos e organizações enviem feedback preenchendo obrigatoriamente uma planilha vinculada com a extensão .xlsx, a instituição força a adoção de um padrão controlado pela Microsoft. Segundo a nota oficial, o cenário é agravado por questões técnicas.

Embora o formato base do Excel, conhecido como OOXML (ISO/IEC 29500), tenha sido aprovado como um padrão no passado, a implementação real realizada pela Microsoft quase nunca segue as especificações à risca.

Na prática, isso pode destruir a compatibilidade do arquivo. Tentar abrir, preencher e salvar o documento oficial europeu utilizando o LibreOffice Calc, por exemplo, pode resultar em falhas de formatação e perda de dados.

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Document Foundation cobra neutralidade

Para a fundação que mantém o LibreOffice, o caso ultrapassa a classificação de uma simples falha processual ou administrativa e prejudica indivíduos, organizações não governamentais e administrações públicas que já fizeram a transição para fluxos de trabalho baseados em código aberto.

A ironia é que a consulta pública tratava justamente da Lei de Ciber‑Resiliência da União Europeia, proposta criada para reduzir riscos ligados à dependência tecnológica.

A solução técnica cobrada pela criadora do LibreOffice é que todos os formulários e modelos de feedback das consultas públicas passem a ser distribuídos sob neutralidade de formato. Se o órgão governamental deseja manter o modelo .xlsx, deve obrigatoriamente fornecer, em paralelo, uma versão em .ods (planilha ODF), um padrão internacional padronizado pela ISO, livre de royalties e sem um proprietário corporativo, garantindo acesso universal e sem custos.

A longo prazo, a fundação sugere que a União Europeia abandone a dependência de arquivos de planilhas para esse tipo de tarefa. Um formulário direto na web ou documentos em texto simples seriam soluções mais eficientes, eliminando a barreira de instalação de um software local. Para pressionar o órgão, a Document Foundation convocou a comunidade de software livre a enviar e-mails de protesto e mensagens de apoio pelos canais oficiais de contato da UE.

LibreOffice critica União Europeia por usar Excel em consulta pública

Desenvolvedor do LibreOffice tem conta bloqueada pela Microsoft (imagem ilustrativa: reprodução/The Document Foundation)

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Meta cobrará taxa para aceitar IAs rivais no WhatsApp europeu

5 de Março de 2026, 15:41
Uma composição de várias telas de smartphone, todas exibindo a interface do aplicativo WhatsApp na cor verde, característica de sua identidade visual. As telas mostram a lista de "CHATS" com contatos genéricos como "Username 01". No topo de cada tela, aparece "WhatsApp". A imagem é repetida e organizada em um padrão diagonal, com o logotipo do "tecnoblog" no canto inferior direito.
Provedores em países europeus deverão pagar por operação de IAs no app (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta cobrará uma taxa para chatbots de IA rivais funcionarem no WhatsApp na Europa.
  • A decisão de permitir IAs de terceiros no mensageiro foi uma resposta à pressão regulatória da Comissão Europeia.
  • Críticos na região afirmam que a cobrança inviabiliza a operação de IAs rivais no WhatsApp.

Pressionada pela Comissão Europeia, a Meta anunciou nesta quinta-feira (05/03) que permitirá chatbots de IAs de terceiros no WhatsApp por meio da API Business nos países da União Europeia pelos próximos 12 meses.

A operação, no entanto, dependerá do pagamento de uma taxa — modelo já adotado na Itália desde janeiro. A medida foi comunicada à Comissão Europeia como resposta à ameaça de novas ações regulatórias contra a empresa.

No mês passado, a Comissão Europeia sinalizou que pretendia adotar medidas provisórias contra a companhia, diante do risco de danos à concorrência. A Meta bloqueou chatbots rivais do WhatsApp em 15 de janeiro, deixando apenas o Meta AI disponível no app, decisão que motivou investigações antitruste, inclusive no Brasil.

Por aqui, a lógica deve ser a mesma. A companhia afirmou ao Tecnoblog que está atualizando os termos e modelo de preços para “continuar a oferecer suporte a esses serviços”. A Meta segue obrigada a disponibilizar chatbots de IA de terceiros após decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta quarta-feira (04/03).

Qual será o preço?

Os provedores de IA que quiserem operar no WhatsApp europeu pagarão entre 0,049 euros (aproximadamente R$ 0,30) e 0,1323 euros (R$ 0,81) por “mensagem não-template”, com o valor variando conforme o país. De acordo com o TechCrunch, como conversas com assistentes de IA costumam envolver dezenas de trocas, a conta pode sair alta para os provedores terceiros.

A política se restringe a chatbots de propósito geral, como o ChatGPT, e não se aplica a empresas que usam IA para atender clientes com mensagens padronizadas, como bots de atendimento. “Acreditamos que isso elimina a necessidade de qualquer intervenção imediata”, diz o comunicado da empresa.

Críticas da concorrência

Para concorrentes, a Comissão Europeia deveria manter a ordem de medidas provisórias contra a Meta. A Interaction Company, desenvolvedora do assistente Poke — e uma das empresas que apresentaram queixa — afirma que “o que a Meta apresenta como conformidade de boa-fé é, na realidade, o oposto”.

Marvin von Hagen, CEO da empresa, afirma que a Meta está introduzindo “uma precificação vexatória para provedores de IA” para impossibilitar a operação no WhatsApp, assim como “o bloqueio direto fazia”.

Relembre o caso

Ilustração com a marca do WhatsApp e a marca da Meta AI
Empresa pretendia restringir função ao serviço próprio, a Meta AI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A atualização das políticas de API do WhatsApp se deu em outubro do ano passado e determinava que, a partir de 15 de janeiro, IAs de terceiros estariam proibidas de acessar as soluções do app. A Meta argumenta que chatbots de IA sobrecarregam seus sistemas de maneiras para as quais a API Business não foi projetada.

A partir do anúncio, empresas como a OpenAI e Microsoft anunciaram a remoção de chatbots no aplicativo. Entretanto, outras companhias, como as startups brasileiras Luzia e Zapia, acusam a Meta de privilegiar o serviço proprietário Meta AI com o bloqueio de concorrentes.

Apesar de ter cedido à pressão, a Meta sempre rebateu as alegações. Para a empresa, as desenvolvedoras partem do pressuposto “de que a WhatsApp seria, de alguma forma, uma loja de aplicativos”. Em posicionamento dado ao Tecnoblog em janeiro, a Meta afirmou que o WhatsApp Business não é o canal adequado para a entrada das empresas no mercado de IA.

Meta cobrará taxa para aceitar IAs rivais no WhatsApp europeu

WhatsApp passa a destacar rascunhos em lista de chats (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chat com Meta AI irá aparecer no WhatsApp dos brasileiros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Nvidia sinaliza que não investirá mais na OpenAI e Anthropic

5 de Março de 2026, 12:06
Jensen Huang, CEO da Nvidia
Jensen Huang, CEO da Nvidia, recua de megacordo com a OpenAI (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • O CEO da Nvidia, Jensen Huang, revelou que a fabricante de chips não deve fazer novos aportes na OpenAI e Anthropic.
  • Segundo o executivo, a justificativa é apenas financeira, ligada ao plano de abertura de capital das duas startups.
  • Decisão ocorre após questionamentos do mercado sobre acordos circulares entre Nvidia e OpenAI e atritos com a Anthropic.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou durante conferência do Morgan Stanley, em São Francisco (EUA), que a fabricante de chips não pretende realizar novos aportes na OpenAI e na Anthropic.

Segundo o executivo, a decisão está ligada aos planos das duas startups de inteligência artificial de abrir capital (IPO) ainda este ano, o que encerra a janela para investidores privados.

O recuo esfria meses de expectativas do mercado sobre a concretização de rodadas históricas de financiamento lideradas pela gigante dos chips.

Por que a Nvidia desistiu do megacordo com a OpenAI?

A justificativa oficial da companhia é financeira. “O motivo é que eles vão abrir o capital”, resumiu Huang no evento. Informações da Reuters já indicavam que a criadora do ChatGPT estrutura uma oferta pública capaz de avaliá-la em até US$ 1 trilhão. Com o IPO no radar, a Nvidia abandonou o plano inicial de injetar US$ 100 bilhões na parceira, optando por um aporte final de US$ 30 bilhões.

Apesar da declaração de Huang, outro fator pode estar em jogo: o risco dos chamados “acordos circulares”, segundo o Financial Times. O mercado via com desconfiança a dinâmica em que a Nvidia investiria bilhões na OpenAI para que a startup usasse o mesmo dinheiro comprando chips da própria fabricante, um movimento que poderia inflar o setor artificialmente.

Crise com a Anthropic

A relação da Nvidia com a Anthropic, na qual investiu US$ 10 bilhões no ano passado ao lado da Microsoft, também teria chegado ao limite. O distanciamento acontece em um cenário geopolítico tenso: o clima pesou em janeiro, quando o CEO da Anthropic, Dario Amodei, comparou a venda de chips americanos de IA para a China à “venda de armas nucleares para a Coreia do Norte” durante o Fórum de Davos — uma indireta clara à Nvidia.

O racha definitivo veio nesta semana. O governo Trump proibiu agências federais de usarem a tecnologia da Anthropic, pois a startup se recusou a liberar seus modelos para o desenvolvimento de armas autônomas e vigilância. Ironicamente, o boicote governamental impulsionou a Anthropic junto aos usuários: em 24 horas, seu chatbot Claude ultrapassou o ChatGPT na App Store dos EUA, segundo a Sensor Tower.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, tem uma apresentação marcada para o mesmo evento do Morgan Stanley nesta quinta-feira (05/03), onde deverá responder a questionamentos sobre infraestrutura e o IPO trilionário.

Nvidia sinaliza que não investirá mais na OpenAI e Anthropic

Jensen Huang, CEO da Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)

iPhones antigos são alvos de malware ligado à espionagem internacional

5 de Março de 2026, 09:52
iPhone 12 Mini com Super Retina XDR e iPhone XR com Liquid Retina (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Versões antigas do iOS são alvo de hackers (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google analisou o exploit kit Coruna, que usa 23 vulnerabilidades do iOS para invadir iPhones sem instalação de aplicativos.

  • O kit teria circulado entre diferentes atores ao longo de 2025, incluindo espionagem estatal e grupos criminosos.

  • O malware foca em roubo financeiro, especialmente de carteiras de criptomoedas e chaves de recuperação.

Quem usa iPhone com uma versão antiga do iOS pode estar vulnerável a um exploit kit que passou pelas mãos do governo dos Estados Unidos, espiões russos e golpistas chineses ao longo de 2025. As informações sobre o kit, chamado Coruna, foram reveladas pelo Grupo de Inteligência contra Ameaças do Google (GTIG) nesta semana.

Segundo a apuração, o Coruna foi detectado inicialmente em fevereiro de 2025, operado por um cliente de uma empresa de vigilância não identificada. A mesma estrutura apareceu em campanhas do UNC6353, grupo suspeito de espionagem russa, que mirou sites e usuários da Ucrânia.

O ciclo de vazamentos culminou no final do ano, quando o pacote completo do malware foi utilizado em massa pelo UNC6691, um grupo hacker chinês.

Para os pesquisadores do grupo, o cenário indica o fortalecimento de um mercado paralelo de exploits “de segunda mão”, em que ferramentas digitais altamente destrutivas vazam dos alvos originais e passam a ser reaproveitadas por cibercriminosos comuns.

Como o ataque funciona?

Infográfico de linha do tempo do "Coruna iOS Exploit Kit" abrangendo de 2024 a 2026. Os marcos incluem: Janeiro de 2024 (Apple corrige vulnerabilidade no iOS 17.3), Fevereiro de 2025 (uso por cliente de empresa de vigilância), Julho de 2025 (uso em ataques contra sites ucranianos) e Dezembro de 2025 (uso em sites falsos de jogos e cripto para roubo de carteiras).
Coruna foi identificado em 2025 (imagem: reprodução/Google)

O Coruna combina 23 vulnerabilidades do iOS em cinco cadeias de exploração, funcionando sem que a vítima precise instalar nada. De acordo com o Google, iPhones rodando o iOS 13 até o 17.2.1 são vulneráveis.

A cadeia começa com uma exploração do motor de navegação do Safari (WebKit) para executar o código remotamente no dispositivo. Em seguida, contorna proteções de memória do sistema e avança até obter acesso ao kernel do iPhone.

Segundo o GTIG, na campanha do grupo chinês, por exemplo, as iscas eram páginas falsas de corretores de finanças e jogos de azar. Uma vez dentro do dispositivo, o sistema carregava um payload focado exclusivamente em roubo financeiro, batizado de PlasmaLoader.

Implantada, a invasão atua contra as finanças da vítima, buscando chaves de segurança de contas e sequências BIP39, usadas na recuperação de carteiras de criptomoedas. O malware roubava informações de carteiras de ao menos 18 aplicativos, incluindo MetaMask, Trust Wallet, Phantom e Exodus.

Captura de tela de um site falso de criptomoedas da WEEX. Uma janela de aviso ("Tip") aparece no centro da tela com a mensagem: "Esta página é otimizada apenas para dispositivos iOS. Por favor, acesse de um iPhone ou iPad", indicando uma tática para filtrar vítimas específicas para o kit de exploração.
Site usado de isca indica uso do iPhone (imagem: reprodução/Google)

Ligação com o governo dos EUA

De acordo com a empresa de segurança iVerify, que realizou engenharia reversa, o kit pode ter nascido como um framework do governo dos Estados Unidos. Segundo ela, o código apresenta semelhanças estruturais com armas cibernéticas do país e contém uma extensa documentação escrita em inglês nativo.

Para completar, a revista Wired reportou que o Coruna utiliza módulos de invasão vistos anteriormente na “Operação Triangulation”. Em 2023, a Kaspersky afirmou que o governo dos EUA tentou espionar os iPhones de seus funcionários usando justamente essa campanha. O Google, no entanto, não confirmou a origem do kit.

Como se proteger?

O Coruna não é eficaz contra a versão mais recente do iOS. Por isso, a recomendação é que usuários de iPhone atualizem o sistema operacional. Quem não puder atualizar e quiser se proteger, deve ativar o Modo de Isolamento, disponível na seção “Privacidade e Segurança”, nos Ajustes. O kit também não afeta dispositivos em modo de navegação privada.

O Google afirmou ter adicionado todos os sites e domínios identificados ao Safe Browsing para impedir que usuários os acessem pelo Chrome e outros navegadores compatíveis.

iPhones antigos são alvos de malware ligado à espionagem internacional

iPhone 12 Mini com Super Retina XDR e iPhone XR com Liquid Retina (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Google)

Códigos e cheats de Pokémon Gaia

4 de Março de 2026, 17:26
Ilustração do jogo Pokémon Gaia
Veja todos os códigos para aproveitar a ROM rack Pokémon Gaia (imagem: Reprodução/Spherical Ice)

Pokémon Gain é uma versão de FireRed modificada pelo grupo de fãs Spherical Ice, exclusiva para emuladores de Game Boy Advance. Nele, o treinador se aventura pelo continente de Orbtus e encontra criaturas da 4ª até a 6ª geração da franquia

Um dos atrativos desta ROM rack está na inclusão de funcionalidades exclusivas dos títulos de Nintendo DS, como as Mega Evoluções. Além disso, alguns Pokémon que originalmente precisavam ser trocados para evoluir, agora evoluem com pedras especiais disponíveis no game modificado.

A seguir, confira todos os códigos e cheats que facilitam o avanço na história de Pokémon Gain. A lista inclui “trapaças” para obter itens, Pokémon lendários e até ganhar mais experiência a cada batalha. 

Master Codes de Pokémon Gaia

Você deve usar um dos Master Code na opção “List Cheats” ou semelhante do emulador para conseguir usufruir dos cheats de Pokémon Gaia. Use somente um código por vez, a inserção de outros códigos ao mesmo tempo pode travar o jogo.

Opções de Master CodeCódigo
Master Code I0000BE99 000A
Master Code II1003DAE6 0007
Master Code III000014D1 000A
Master Code IV10044EC8 0007

Importante

É recomendado salvar o progresso do jogo antes de ativar os códigos e, se possível, criar uma cópia do arquivo. Em alguns casos, o uso dos cheats pode corromper o save e o jogador pode perder o conteúdo obtido.

Lista de cheats de dinheiro e itens em Pokémon Gaia

CheatCódigo
Dinheiro Infinito820257BC 423F 820257BE 000F
Itens na PokeMart custam $13C25A344 FD8F451C  AD86124F 2823D8DA
Master ball no PokeMart82003884 0001
RareCandy82003884 0044
Atravessar paredes509197D3 542975F4  78DA95DF 44018CB4

Lista de cheats para batalhas e captura em Pokémon Gaia

CheatCódigo
100% taxa de captura87ACF659 707466DC 8BB602F7 8CEB681A
Ganhar 5000 de XP7300218C0001 82023D501388
Aparecer Pokémon Brilhante (Shiny)39584B19 D80CC66A CE71B3D3 1F6A85FB 198DF179 5413C867 73ECB8A0 BDD8B251 D5AFFB37 6855972C 73ECB8A0 BDD8B251
Sem lutas aleatóriasD41DD0CA 33A629E5 8E883EFF 92E9660D
Captura de tela do jogo Pokémon Gaia
Tela inicial de Pokémon Gaia (imagem: Reprodução/Spherical Ice)

Lista de cheats para modificador de estado do Pokémon selvagem em Pokémon Gaia

Para ativar esse cheat, é necessário incluir primeiro o seguinte código: AA3BB0ED 41CD5D95.

Em seguida, você deve inserir o código referente ao estado do Pokémon. 

Por exemplo, se você deseja uma criatura Adamant, o cheat que deve ser inserido é: AA3BB0ED 41CD5D95 5EB8DEEE 692ED298

EstadoCódigo
HardyD0E34D66 5796A7D3
LonelyD73BC50A 5F47AA0E
BraveE485844D 2F24038C
Adamant5EB8DEEE 692ED298
Naughty83286B46 6479AA98
Bold35EB915F 08F33974
DocileA58F6F1B BFB13FEF
Relaxed34027F23 7E7E1599
ImpishCDA2AB99 F89D5BB9
LaxD593BF29 E18AAAE5
Quiet1BC372C9 06B4D17F
HastyD4950A99 D729D80A
Serious93F04759 F95753D9
JollyE9EC2CBF A7EDD4A7
Naive 56F744B0 37E16732
ModestE1EB2109 4480C28D
MildA2461E51 304137B6
Timid0456554B 66D3AAF9
BashfulB05B4CCD A0A1505B
Rash909149AB 2DE8726A
Calm31F62F82 D9A0C100
Gentle9A41D845 41B93FE6
SassyD47DA721 6C3B9FFC
Careful1A15BF1E E72650E4
Quirky5A7B2626 21ECD183
Captura de tela do jogo Pokémon Gaia
Pokémon Gaia traz uma história original, escrita por fãs da franquia (imagem: Reprodução/Spherical Ice)

Lista de cheats para encontrar Pokémon Míticos

PokémonCódigo
Arceus83007CEE 0222
Vulcanion83007CEE 0306
Darkrai83007CEE 0220
Palkia83007CEE 0219
Dialga83007CEE 0218
Shaymin83007CEE 0221
Victini83007CEE 0223
Hoopa83007CEE 0305
Diancie83007CEE 0304
Zygarde83007CEE 0303
Yvetal83007CEE 0302
Xerneas83007CEE 0301

Lista de cheats de Megastone em Pokémon Gaia

Ao ativar um destes códigos de Megastone, você deve ir até um Pokemart e comprar o primeiro item por $0.

Dica

Use o comando CTRL+F do seu navegador para pesquisar o nome da Megastone que você deseja obter e encontrar o código.

MegastoneCódigo
Mega Ring82003884 0109
Venusaurite82003884 00E6
Charizite X82003884 00E7
Charizite Y82003884 00E8
Blastoisite82003884 00E9
Alakazite82003884 00EA
Gengarite82003884 00EB
Kangaskhite82003884 00EC
Pinsirite82003884 00ED
Gyaradosite82003884 00EE
Aerodactice82003884 00EF
Mewtwonite X82003884 00F0
Mewtwonite Y82003884 00F1
Ampharosite82003884 00F2
Scizorite82003884 00F3
Heracronite82003884 00F4
Houndoomite82003884 00F5
Tyranitarite82003884 00F6
Blazikenite82003884 00F7
Gardevoirite82003884 00F8
Mawilite82003884 00F9
Aggronite82003884 00FA
Glalitite82003884 0120
Medichamite82003884 0100
Banettite82003884 0101
Absolite82003884 0102
Garchompite82003884 0103
Lucarionite82003884 010A
Abomasite82003884 010B
Steelixite82003884 0116
Swarmpertite82003884 0117
Sablenite82003884 0118
Sharpedonite82003884 0119
Cameruptite82003884 011A
Altarianite82003884 011B
Audinite82003884 0163
Sceptilite82003884 0164
Salamencite82003884 015B
Metagrossite82003884 015C
Latiasite82003884 015D
Latiosite82003884 015F
Lopunnite82003884 0160
Galladite82003884 0161
Diancite82003884 0167
Beedrillite82003884 010F
Pidgeotite82003884 0110
SlowBronite82003884 0111
Manectite82003884 016B
Captura de tela do jogo Pokémon Gaia
Captura de tela do jogo Pokémon Gaia (imagem: Reprodução/Spherical Ice)

Lista de cheats para obter TM/HM em Pokémon Gaia

Ao usar um destes códigos de TM/HM, vá até um Pokemart e compre o primeiro item.

TM/HMCódigo
TM01 (Magic Shine)82003884 0121
TM02 (Dragon Claw)82003884 0122
TM03 (Water Pulse)82003884 0123
TM04 (Calm Mind)82003884 0124
TM05 (Roar)82003884 0125
TM06 (Toxic)82003884 0126
TM07 (Hail)82003884 0127
TM08 (Bulk Up)82003884 0128
TM09 (Bullet Seed)82003884 0129
TM10 (Hidden Power)82003884 012A
TM11 (Sunny Day)82003884 012B
TM12 (Taunt)82003884 012C
TM13 (Ice Beam)82003884 012D
TM14 (Blizzard)82003884 012E
TM15 (Hyper Beam)82003884 012F
TM16 (Light Screen)82003884 0130
TM17 (Protect)82003884 0131
TM18 (Rain Dance)82003884 0132
TM19 (Giga Drain)82003884 0133
TM20 (Safeguard)82003884 0134
TM21 (Frustration)82003884 0135
TM22 (Solar Beam)82003884 0136
TM23 (Iron Tail)2003884 0137
TM24 (Thunderbolt)82003884 0138
TM25 (Thunder)82003884 0139
TM26 (Earthquake)82003884 013A
TM27 (Return)82003884 013B
TM28 (Dig)82003884 013C
TM29 (Psychic)82003884 013D
TM30 (Shadow Ball)82003884 013E
TM31 (Brick Break)82003884 013F
TM32 (Double Team)82003884 0140
TM33 (Reflect)82003884 0141
TM34 (Shock Wave)82003884 0142
TM35 (Flamethrower)82003884 0143
TM36 (Sludge Bomb)82003884 0144
TM37 (Sandstorm)82003884 0145
TM38 (Fire Blast)82003884 0146
TM39 (Rock Tomb)82003884 0147
TM40 (Aerial Ace)82003884 0148
TM41 (Torment)82003884 0149
TM42 (Facade)82003884 014A
TM43 (Secret Power)82003884 014B
TM44 (Rest)82003884 014C
TM45 (Attract)82003884 014D
TM46 (Thief)82003884 014E
TM47 (Steel Wing)82003884 014F
TM48 (Skill Swap)82003884 0150
TM49 (Snatch)82003884 0151
TM50 (Overheat)82003884 0152
HM01 (Cut)82003884 0153
HM02 (Fly)82003884 0154
HM03 (Surf)82003884 0155
HM04 (Strength)82003884 0156
HM05 (Flash)82003884 0157
HM06 (Rock Smash)82003884 0158
HM07 (Waterfall)82003884 0159
HM08 (Dive)82003884 015A

Lista de cheats para obter itens em Pokémon Gaia

Para o usar o cheat para obter itens, é necessário inserir o código: 82003884 YYYY.

Então, substitua o “YYYY” pelo código do item correspondente na tabela abaixo. Em seguida, visite um Pokemart e compre o primeiro item.

Dica

Use o comando CTRL+F do seu navegador para pesquisar o nome do item que você deseja obter e encontrar o código.

ItemCódigo
Master Ball0001
Ultra Ball0002
Great Ball0003
Poke Ball0004
Safari Ball0005
Net Ball0006
Dive Ball0007
Nest Ball0008
Repeat Ball0009
Timer Ball000A
Luxury Ball000B
Premier Ball000C
Heal Ball0057
Dusk Ball0058
Cherish Ball0059
Park Ball005A
Smoke Ball00C2
Potion000D
Antidote000E
Burn Heal000F
Ice Heal0010
Awakening0011
Parlyz Heal0012
Full Restore0013
Max Potion0014
Hyper Potion0015
Super Potion0016
Full Heal0017
Revive0018
Max Revive0019
Fresh Water001A
Soda Pop001B
Lemonade001C
MooMoo Milk001D
Energy Powder001E
Energy Root001F
Heal Powder0020
Revival Herb0021
Ether0022
Max Ether0023
Elixir0024
Max Elixir0025
Lava Cookie0026
Blue Flute0027
Yellow Flute0028
Red Flute0029
Black Flute002A
White Flute002B
Berry Juice002C
Sacred Ash002D
Shoal Salt002E
Shoal Shell002F
Red Shard0030
Blue Shard0031
Yellow Shard0032
Green Shard0033
Casteliacone0034
Relic Copper0035
Relic Silver0036
Relic Gold0037
Relic Vase0038
Relic Band0039
Relic Statue003A
Relic Crown003B
HP Up003F
Protein0040
Iron0041
Carbos0042
Calcium0043
Rare Candy0044
PP Up0045
Zinc0046
PP Max0047
Guard Spec0049
Dire Hit004A
X Attack004B
X Defend004C
X Speed004D
X Accuracy004E
X Special004F
Poke Doll0050
Fluffy Tail0051
Super Repel0053
Max Repel0054
Escape Rope0055
Repel0056
Sun Stone005D
Moon Stone005E
Fire Stone005F
Thunder Stone0060
Water Stone0061
Leaf Stone0062
Regal Stone0063
Shiny Stone0064
Dusk Stone0065
Baie Robuste0066
Tiny Mushroom0067
Big Mushroom0068
Rare Bone0069
Pearl006A
Big Pearl006B
Stardust006C
Star Piece006D
Nugget006E
Heart Scale006F
Life Orb0070
Toxic Orb0071
Flame Orb0072
Black Sludge0073
Orange Mail0079
Harbor Mail007A
Glitter Mail007B
Mech Mail007C
Wood Mail007D
Wave Mail007E
Bead Mail007F
Shadow Mail0080
Tropic Mail0081
Dream Mail0082
Fab Mail0083
Retro Mail0084
Cheri Berry0085
Chesto Berry0086
Pecha Berry0087
Rawst Berry0088
Aspear Berry0089
Leppa Berry008A
Oran Berry008B
Persim Berry008C
Lum Berry008D
Sitrus Berry008E
Figy Berry008F
Wiki Berry0090
Mago Berry0091
Aguav Berry0092
Iapapa Berry0093
Razz Berry0094
Bluk Berry0095
Nanab Berry0096
Wepear Berry0097
Pinap Berry0098
Pomeg Berry0099
Kelpsy Berry009A
Qualot Berry009B
Hondew Berry009C
Grepa Berry009D
Tamato Berry009E
Cornn Berry009F
Magost Berry00A0
Rabuta Berry00A1
Nomel Berry00A2
Spelon Berry00A3
Pamtre Berry00A4
Watmel Berry00A5
Durin Berry00A6
Belue Berry00A7
Liechi Berry00A8
Ganlon Berry00A9
Salac Berry00AA
Petaya Berry00AB
Apicot Berry00AC
Lansat Berry00AD
Starf Berry00AE
Enigma Berry00AF
Choice Band00B0
Choice Specs00B1
Choice Scarf00B2
Bright Powder00B3
White Herb00B4
Macho Brace00B5
Exp Share00B6
Quick Claw00B7
Soothe Bell00B8
Mental Herb00B9
Choice Band00BA
King’s Rock00BB
Silver Powder00BC
Amulet Coin00BD
Cleanse Tag00BE
Soul Dew00BF
Deep Sea Tooth00C0
Deep Sea Scale00C1
Everstone00C3
Focus Band00C4
Lucky Egg00C5
Scope Lens00C6
Metal Coat00C7
Leftovers00C8
Dragon Scale00C9
Light Ball00CA
Soft Sand00CB
Hard Stone00CC
Miracle Seed00CD
Black Glasses00CE
Black Belt00CF
Magnet00D0
Mystic Water00D1
Sharp Beak00D2
Poison Barb00D3
Nevermelt Ice00D4
Spell Tag00D5
Twisted Spoon00D6
Charcoal00D7
Dragon Fang00D8
Silk Scarf00D9
Up-Grade00DA
Shell Bell00DB
Sea Incense00DC
Lax Incense00DD
Lucky Punch00DE
Metal Powder00DF
Thick Club00E0
Stick00E1
Assault Vest00E2
Ability Pill00E3
Polkadot Bow00E4
Pink Bow00E5
Red Scarf00FB
Blue Scarf00FC
Pink Scarf00FD
Green Scarf00FE
Yellow Scarf00FF
Coin Case0104
ItemFinder0105
Old Rod0106
Good Rod0107
Super Rod0108
Mega Ring0109
Care Package010C
Dusty Tome010D
Redwood Card010E
Letter0112
Camera0113
Broken Tool0114
Secret Potion0115
Purple Key011C
Storage Key011D
Root Fossil011E
Claw Fossil011F
Poke Flute015E
Old Amber0162
Helix Fossil0165
Dome Fossil0166
Bicycle0168
Town Map0169
Battle Searcher016A
Voice Checker016B
TM Case016C
Berry Pouch016D
Ragged Map016E
Gas Mask016F
Dubious Disc0074
Eviolite0077
Cover Fossil0075
Plume Fossil0076
Sail Fossil003D
Jaw Fossil003C
Skull Fossil0175
Armor Fossil0176

Códigos e cheats de Pokémon Gaia

(imagem: Reprodução/Spherical Ice)

(imagem: Reprodução/Spherical Ice)

(imagem: Reprodução/Spherical Ice)

(imagem: Reprodução/Spherical Ice)

Tribunal do Cade mantém decisão que libera rivais da Meta AI no WhatsApp

4 de Março de 2026, 12:31
Ilustração mostra o logotipo do WhatsApp com um leve blur na imagem, em um fundo de cor vermelha. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
WhatsApp terá que conviver com IAs rivais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Cade manteve a decisão que permite chatbots concorrentes da Meta AI no WhatsApp, como Luzia e Zapia.
  • Novos termos de uso do WhatsApp, que proibiam chatbots de concorrentes, foram bloqueados.
  • A decisão do Cade foi unânime, negando o recurso apresentado pela Meta.

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu manter a medida preventiva que, na prática, libera chatbots de inteligência artificial concorrentes à Meta AI no WhatsApp, como Luzia e Zapia.

A decisão proíbe a entrada em vigor dos novos termos de uso do WhatsApp. Anunciados em outubro de 2025, eles têm como objetivo barrar o acesso ou o uso de seu ecossistema por provedores e desenvolvedores de IA.

O Tribunal avaliou que a exclusão total das ferramentas de IA não seria proporcional e que as novas regras poderiam prejudicar a livre concorrência no mercado.

O julgamento foi decidido por unanimidade, negando recurso interposto pela Meta e mantendo a medida preventiva imposta pela Superintendência-Geral do Cade (SG-Cade). A companhia argumentava que os chatbots podem sobrecarregar sua infraestrutura e que os desenvolvedores de IA não podem depender do WhatsApp.

Procurada pelo Tecnoblog, a assessoria de imprensa da Meta enviou o seguinte comunicado:

Onde formos legalmente obrigados a disponibilizar chatbots de IA por meio da API do WhatsApp, estamos atualizando nossos termos e nosso modelo de preços para que possamos continuar a oferecer suporte a esses serviços.

Relembre o caso

Os novos termos de uso do WhatsApp foram anunciados em outubro de 2025. Eles têm como objetivo proibir o acesso ou o uso de seu ecossistema por provedores e desenvolvedores de IA.

Luzia e Zapia entraram com representação junto ao Cade e solicitaram uma medida preventiva. As duas empresas oferecem chatbots de IA primariamente via WhatsApp. Elas alegaram que as novas regras poderiam afetar o mercado brasileiro de IA, dado que o mensageiro da Meta é o mais usado no país.

Dois dias antes de as novas regras começarem a valer, o Cade proibiu as mudanças nos termos de uso do WhatsApp, mantendo a permissão para IAs concorrentes no aplicativo.

Tribunal do Cade mantém decisão que libera rivais da Meta AI no WhatsApp

WhatsApp fora do ar (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta começa a testar compras via Meta AI nos Estados Unidos

3 de Março de 2026, 18:05
Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Meta iniciou testes de ferramenta de compras integrada ao Meta AI nos Estados Unidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta testa compras via Meta AI nos EUA, exibindo produtos, preços e links, mas sem finalizar compras na plataforma;
  • recurso está disponível na versão web para alguns usuários, com personalização baseada em dados do perfil;
  • companhia segue tendência de mercado, com concorrentes como a OpenAI e o Google já oferecendo soluções semelhantes.

A Meta iniciou testes de uma ferramenta de compras integrada ao Meta AI para parte dos usuários nos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, o recurso aparece, por enquanto, apenas na versão web acessada por navegadores em desktop.

Usuários selecionados identificam a novidade ao visualizar o botão “Pesquisa de compras” dentro do campo de perguntas. Segundo a Bloomberg, a empresa confirmou que está avaliando a funcionalidade, mas não informou quando — ou se — ela será liberada de forma ampla.

Como funciona a busca por produtos no Meta AI?

Ao solicitar sugestões de itens, o chatbot passa a exibir um carrossel com imagens, valores e links direcionando para sites de comércio eletrônico. Também aparecem dados sobre a marca e uma explicação resumida sobre o motivo da recomendação.

O sistema pode personalizar as respostas com base em dados disponíveis do perfil do usuário, como gênero e localização. Em um dos testes relatados pela Bloomberg, a ferramenta sugeriu casacos femininos de inverno vendidos por lojas que entregam em Nova York, considerando as informações cadastradas.

Apesar da integração, a compra não é concluída dentro da interface do Meta AI. O usuário precisa acessar o site indicado para finalizar o pedido.

O que Mark Zuckerberg já havia dito sobre compras com IA?

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
CEO da Meta, Mark Zuckerberg comentou planos de compras com IA em apresentação a investidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A movimentação já havia sido antecipada por Mark Zuckerberg, que mencionou, em teleconferência com investidores neste ano, o lançamento de ferramentas de compras com agentes de IA.

A Meta entra em um cenário no qual concorrentes já oferecem soluções semelhantes. A OpenAI disponibilizou um assistente de compras dedicado no ChatGPT antes da Black Friday do ano passado. O Google também lançou recursos de compra integrados ao Gemini no mesmo período, enquanto a Perplexity apresentou ferramenta similar.

Com informações do Engadget

Meta começa a testar compras via Meta AI nos Estados Unidos

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Claude libera importação de preferências do ChatGPT em meio à disputa nos EUA

3 de Março de 2026, 12:46
Claude passa a permitir importação de preferências e memórias de outros chatbots (imagem: divulgação)

A Anthropic anunciou um recurso que facilita a migração de usuários de outros assistentes de IA para o Claude. A novidade permite importar preferências e memórias de plataformas concorrentes, como o ChatGPT, o Gemini e o Copilot, sem que seja necessário reconfigurar tudo do zero.

O lançamento ocorre em um momento de forte exposição pública da empresa nos Estados Unidos. Nos últimos dias, o Claude ultrapassou o ChatGPT entre os aplicativos gratuitos mais baixados da App Store, movimento que coincidiu com a disputa envolvendo contratos com o Departamento de Defesa norte-americano.

Como funciona a importação de memórias?

A ferramenta funciona a partir de um prompt fornecido pela Anthropic. O usuário copia esse comando e o insere no chatbot concorrente para exportar suas memórias e contexto em formato de código. Em seguida, basta colar o conteúdo nas configurações do Claude, na seção de memória, e confirmar a importação.

No site oficial, a empresa resume a proposta: “Traga suas preferências e contexto de outros provedores de IA para o Claude” e complementa: “Com um simples copiar e colar, Claude atualiza sua memória e continua exatamente de onde você parou.”

Segundo a Anthropic, o processamento das novas informações pode levar até 24 horas. Após esse período, o usuário pode verificar o que foi assimilado na área “Veja o que o Claude aprendeu sobre você” e ajustar dados no menu “Gerenciar memória”. A companhia afirma que o sistema prioriza tópicos ligados a trabalho e colaboração, podendo ignorar detalhes pessoais que não tenham relação com esse foco.

Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt.
Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt (imagem: divulgação/Anthropic)

O que está por trás da alta do Claude?

O crescimento recente do aplicativo ocorre após impasse com o Departamento de Defesa dos EUA. A Anthropic afirmou que buscou restrições contratuais relacionadas a vigilância doméstica em massa e ao uso de modelos em armas totalmente autônomas. Em comunicado, declarou acreditar que “os modelos de IA de ponta atuais são confiáveis o suficiente para serem usados em armas totalmente autônomas” e que a vigilância em larga escala viola “direitos fundamentais”.

Após o rompimento, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, indicou em publicação no X que a empresa seria tratada como risco na cadeia de suprimentos, iniciando uma transição de seis meses. Poucas horas depois, a OpenAI anunciou acordo para fornecer tecnologia ao governo em sistemas classificados.

This week, Anthropic delivered a master class in arrogance and betrayal as well as a textbook case of how not to do business with the United States Government or the Pentagon.

Our position has never wavered and will never waver: the Department of War must have full, unrestricted…

— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) February 27, 2026

Com informações do Gizmodo e Engadget

Claude libera importação de preferências do ChatGPT em meio à disputa nos EUA

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt (imagem: divulgação/Anthropic)

Sam Altman alega que humanos também consomem muita energia

23 de Fevereiro de 2026, 15:09
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman contesta estimativas sobre impacto ambiental da inteligência artificial (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

O CEO da OpenAI, Sam Altman, voltou a rebater críticas sobre o impacto ambiental da inteligência artificial durante um evento na Índia. Em entrevista ao The Indian Express, ele comparou o gasto de energia dos data centers com o que os seres humanos precisam até se desenvolverem totalmente, por volta dos 20 anos.

Altman participou da Cúpula do Impacto da IA e aproveitou o palco para contestar números amplamente compartilhados nas redes, ao mesmo tempo em que reconheceu que o crescimento acelerado desta tecnologia pressiona a demanda global por energia. Para ele, o debate precisa ser mais técnico e menos baseado em comparações simplistas.

Água, energia e números questionados

Segundo Altman, afirmações de que uma única consulta ao ChatGPT consumiria dezenas de litros de água não correspondem à realidade atual. Ele explicou que esse tipo de preocupação fazia mais sentido no passado, quando alguns data centers utilizavam sistemas de resfriamento evaporativo. Hoje, segundo o executivo, esse método deixou de ser padrão na infraestrutura da empresa.

“Agora que não fazemos isso, você vê essas coisas na internet como ‘não use o ChatGPT, são 17 galões de água por consulta’ ou algo assim”, disse. “Isso é completamente falso, totalmente insano, sem nenhuma conexão com a realidade.”

Apesar do tom duro sobre a água, Altman reconheceu que o consumo total de energia é um ponto legítimo de atenção. Com mais empresas e pessoas utilizando IA, a demanda elétrica cresce, o que reforça, em sua visão, a necessidade de acelerar a transição para fontes como nuclear, solar e eólica.

Não existe hoje uma obrigação legal para que empresas de tecnologia divulguem dados detalhados sobre uso de água e energia.

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Debate sobre eficiência energética da inteligência artificial cresce (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Faz sentido comparar IA com humanos?

Altman também respondeu a um comentário atribuído a Bill Gates, segundo o qual uma pergunta ao ChatGPT equivaleria a consumir cerca de uma bateria e meia de iPhone. “Não há como chegar nem perto disso”, afirmou.

Ele também criticou o foco excessivo no custo energético de treinar modelos de IA, sem uma comparação justa com o esforço humano. “Mas também é preciso muita energia para treinar um humano”, disse. “São cerca de 20 anos de vida e toda a comida que você consome durante esse período antes de você se tornar inteligente.”

Altman foi além, argumentando que a própria evolução humana, ao longo de bilhões de experiências acumuladas, envolveu um gasto energético imenso. Para ele, a comparação correta é medir quanta energia um sistema já treinado consome para responder a uma pergunta, em relação a um humano fazendo o mesmo. Nesse recorte, acredita que a IA já alcançou eficiência semelhante.

Dados globais mostram que data centers respondem hoje por cerca de 1,5% do consumo mundial de eletricidade, percentual que pode quase dobrar até 2030, segundo a International Energy Agency.

Com informações do TechSpot e do TechCrunch

Sam Altman alega que humanos também consomem muita energia

💾

CEO da OpenAI minimiza acusações sobre consumo de água por IA, admite impacto energético global e defende comparação direta entre eficiência de máquinas e humanos.

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Nvidia deve lançar chips para laptops e brigar com Apple e Qualcomm

23 de Fevereiro de 2026, 12:54
Imagem mostra um chip de computador prateado, com o logo e o nome "NVIDIA" em preto, centralizado em uma placa-mãe escura cheia de pequenos componentes eletrônicos.
Nvidia quer ser o “cérebro” do seu próximo notebook (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo

A Nvidia estaria preparando uma nova e ambiciosa aposta para o mercado de PCs ainda no primeiro semestre. Segundo informações apuradas pelo Wall Street Journal, a empresa pode lançar processadores para laptops de marcas como Dell e Lenovo, unindo CPU e GPU num único componente.

O movimento teria como objetivo consolidar a liderança da companhia na era da IA, oferecendo chips que priorizariam eficiência energética para competir diretamente com o hardware da Apple e Qualcomm.

Quais seriam os diferenciais dos novos chips Nvidia?

Os novos processadores seriam projetados sob o conceito de System-on-a-Chip (SoC), integrando o processador central (CPU) às unidades de processamento gráfico (GPUs) que tornaram a Nvidia a empresa mais valiosa do mundo. Esse padrão de integração já é comum em smartphones e MacBooks com chips da linha M, mas ainda não é a norma em PCs Windows.

Conforme o portal Digital Trends, essa arquitetura permitiria lançar notebooks ainda mais finos e leves, mantendo uma bateria de longa duração. Jensen Huang, CEO da Nvidia, teria descrito a tecnologia em eventos recentes como algo de “baixo consumo, mas muito poderoso”.

Ao introduzir chips para computadores pessoais, a Nvidia se posicionaria para enfrentar concorrentes como Qualcomm, Intel e AMD no crescente ecossistema de PCs com IA, os chamados AI PCs em inglês.

Parcerias com MediaTek e Intel

Para viabilizar essa empreitada, a Nvidia estaria buscando uma colaboração com a taiwanesa MediaTek, focada em chips baseados na arquitetura Arm. Essa parceria buscaria entregar um desempenho de IA local robusto, aproveitando a experiência da MediaTek em dispositivos móveis.

A segunda frente seria um trabalho conjunto com a Intel, que ainda detém cerca de 70% do mercado de PCs, para integrar gráficos Nvidia e tecnologias de aceleração de IA nos processadores de próxima geração da companhia, garantindo que a sua tecnologia esteja presente também em arquiteturas tradicionais x86.

Desafios de compatibilidade e preço

Apesar do otimismo, o projeto pode enfrentar barreiras técnicas. Analistas da consultoria Digitimes indicariam que a arquitetura Arm, usada na parceria com a MediaTek, precisaria superar problemas históricos de compatibilidade com jogos e softwares profissionais desenhados para o padrão x86 (Intel/AMD). Em 2024, problemas semelhantes teriam sido relatados por usuários de chips Qualcomm.

Além disso, para a tecnologia ganhar escala, a Nvidia precisaria viabilizar laptops na faixa de preço entre US$ 1.000 e US$ 1.500 (abaixo da faixa de R$ 8 mil em conversão direta). Caso contrário, a novidade poderia ficar restrita a um nicho premium.

Nvidia deve lançar chips para laptops e brigar com Apple e Qualcomm

iPhone salva 6 pessoas após avalanche na Califórnia; satélite foi fundamental

20 de Fevereiro de 2026, 13:01
iPhone salva seis pessoas em avalanche na Califórnia via conexão por satélite
Montanhas da Sierra Nevada são ponto cego para operadoras tradicionais (imagem: Juniper Monkeys/Flickr)
Resumo
  • O recurso SOS de Emergência via satélite do iPhone salvou seis pessoas após uma avalanche na Califórnia, contornando a falta de sinal de celular.
  • A Apple investiu US$ 1,5 bilhão na infraestrutura da Globalstar para garantir a operação do sistema de resgate via satélite.
  • O recurso está disponível para iPhones das linhas 14 a 17 e Apple Watch Ultra 3, com suporte a iOS 16.1 ou superior.

A conexão via satélite da Apple fez a diferença em mais um cenário extremo. Nesta terça-feira (17), seis pessoas foram resgatadas com vida após uma avalanche atingir as proximidades de Lake Tahoe, na Califórnia. O grupo, que fazia parte de uma expedição de 15 pessoas, conseguiu acionar o socorro utilizando o recurso SOS de Emergência do iPhone, contornando a ausência total de sinal de operadora ou redes Wi-Fi no local.

O incidente ocorreu durante uma travessia de vários dias pelas montanhas dos Estados Unidos. Segundo apuração do The New York Times, enquanto a tecnologia garantiu a sobrevivência de seis integrantes, o balanço final da tragédia é pesado: oito mortos e uma pessoa desaparecida.

O Gabinete do Xerife do Condado de Nevada coordenou as buscas e destacou que a comunicação persistente foi o que viabilizou a operação. Don O’Keefe, do Escritório de Serviços de Emergência da Califórnia, relatou a eficácia do sistema: “Um de nossos funcionários esteve em contato direto com um dos guias por um período de quatro horas, repassando dados ao xerife e coordenando a logística das aeronaves e equipes de solo”.

Como funciona o resgate via satélite no iPhone?

Emergency Satelite iPhone 14
iPhone consegue acessar satélites em situações emergenciais (imagem: reprodução/Apple)

O sistema da Apple é projetado para o “pior cenário”: quando a infraestrutura terrestre não existe. Se o usuário tenta discar para o serviço de emergência (como o 911, nos EUA) e a chamada falha, o iPhone oferece o protocolo de satélite automaticamente.

O software então guia o usuário pedindo para apontar o celular para o céu e mover a mão para encontrar um dos 24 satélites da Globalstar em órbita baixa. Como a conexão possui menos largura de banda, o iOS comprime as mensagens ao máximo para garantir o envio. Além das coordenadas de GPS, os socorristas recebem dados cruciais para a gestão do resgate, como quanta bateria ainda resta no aparelho.

Para manter essa rede operando, a Apple investiu cerca de US$ 1,5 bilhão na infraestrutura da Globalstar, garantindo prioridade de tráfego.

Quem pode usar o recurso?

Atualmente, o SOS de Emergência via satélite está disponível para usuários das linhas iPhone 14, 15, 16 e 17, caso estejam rodando o iOS 16.1 ou superior. O Apple Watch Ultra 3 também possui suporte. Recentemente, a empresa da maçã expandiu a funcionalidade para usos não emergenciais, permitindo o envio de mensagens via iMessage e SMS comuns via satélite em áreas remotas.

A Globalstar está lançando uma nova geração de satélites, com operação prevista para o final deste ano, custeada em 95% pela Apple. Rumores indicam que os supostos iPhone 18 Pro e Pro Max podem elevar o patamar da conectividade, oferecendo suporte a dados de maior velocidade para navegação básica na web via satélite.

Concorrência no setor

A Apple não está sozinha nessa corrida. Usuários de dispositivos Android, como nas linhas Pixel 9 e Pixel 10 do Google, já contam com recursos similares. Desde 2022, estima-se que essa tecnologia já tenha auxiliado no resgate de centenas de pessoas, incluindo sobreviventes de incêndios florestais em 2024.

iPhone salva 6 pessoas após avalanche na Califórnia; satélite foi fundamental

💾

Recurso de SOS de Emergência contornou a falta de sinal de celular; tragédia na Sierra Nevada deixou oito mortos e um desaparecido.

(imagem: Juniper Monkeys/Flickr)

Emergency Satelite iPhone 14 (Imagem: Reprodução / Apple)

Meta registra IA que interage em nome de pessoas falecidas

20 de Fevereiro de 2026, 12:56
Meta registra patente sobre IA que simula presença digital (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta registrou uma patente de IA que simula interações em redes sociais após a morte do usuário, reacendendo debates éticos.
  • O sistema usaria grandes modelos de linguagem para simular atividades online, como publicações e interações, usando dados históricos do perfil.
  • A Meta afirma não ter planos de desenvolver a tecnologia, mas a patente garante direitos sobre a ideia para uso futuro.

A Meta registrou uma patente que descreve um modelo de inteligência artificial capaz de continuar publicando, curtindo e interagindo em redes sociais em nome de uma pessoa ausente — inclusive após sua morte. A informação foi revelada pelo Business Insider, com base em um pedido concedido no fim de dezembro, que detalha um sistema baseado em grandes modelos de linguagem (LLMs) que simulariaa atividade online de usuários por longos períodos.

Embora a empresa afirme que não pretende levar o projeto adiante, o simples registro da patente já foi suficiente para reacender discussões sobre limites éticos, uso de dados pessoais e o impacto emocional de tecnologias que recriam a presença digital de pessoas falecidas.

Como funcionaria a “presença digital pós-vida”?

De acordo com a patente, o sistema foi pensado para usuários com forte presença nas redes, como influenciadores que desejam se afastar temporariamente das plataformas sem perder engajamento. A IA poderia responder comentários, reagir a publicações e até simular chamadas de áudio ou vídeo com seguidores, sempre usando dados históricos do perfil.

O pedido foi apresentado em 2023 pelo então CTO da Meta, Andrew Bosworth. Em um dos trechos do documento, a empresa reconhece que o efeito da tecnologia seria diferente em casos de falecimento. “O impacto nos usuários é muito mais severo e permanente se esse usuário estiver morto e nunca mais puder retornar à plataforma de rede social”, afirma o texto.

Em declaração ao Business Insider, a Meta afirmou que não tem planos atuais de desenvolver ou lançar esse tipo de LLM. Ainda assim, a patente garante à empresa os direitos sobre a ideia, caso decida revisitá-la no futuro.

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Tecnologias de IA ampliam discussões sobre identidade digital e pós-vida (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Até onde vai o limite ético desse tipo de IA?

A Meta não é a única a explorar esse território. A Microsoft registrou, em 2021, uma patente semelhante para um chatbot que imitava pessoas falecidas, mas acabou abandonando o projeto. Na época, executivos da empresa classificaram a proposta como “perturbadora”.

Enquanto grandes empresas recuam, startups passaram a ocupar esse espaço. Serviços conhecidos como “deadbots” usam IA para criar versões digitais de pessoas mortas, levantando alertas entre juristas, profissionais da saúde mental e especialistas em luto. Plataformas como Replika AI e 2wai são frequentemente citadas nesse debate.

A preocupação não se limita ao usuário comum. Celebridades como Matthew McConaughey já tomaram medidas legais para proteger imagem e voz após a morte, registrando marcas relacionadas à própria identidade. Especialistas em planejamento sucessório recomendam que qualquer pessoa estabeleça regras claras sobre o uso de dados, imagens e conteúdos digitais no pós-vida.

Meta registra IA que interage em nome de pessoas falecidas

Meta registra patente sobre IA que simula presença digital (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bill Gates cancela palestra em cúpula de IA após novos arquivos do caso Epstein

19 de Fevereiro de 2026, 16:03
Bill Gates (Imagem: OnInnovation/Flickr)
Gates manteve visitas privadas a projetos de saúde e agricultura na Índia (imagem: OnInnovation/Flickr)
Resumo

Nesta quinta-feira (19), a Cúpula de Impacto da IA (AI Impact Summit), realizada em Déli, na Índia, teve um início conturbado. O cofundador da Microsoft, Bill Gates, cancelou sua palestra horas antes de subir ao palco. A desistência ocorre em momento de pressão após a divulgação de novos documentos que detalham sua relação com Jeffrey Epstein.

O evento, que visa consolidar a Índia como um polo tecnológico global e atrair investimentos, conta com a presença de líderes de mais de 100 países, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, o presidente francês Emmanuel Macron e grandes nomes do Vale do Silício, como Sam Altman e Sundar Pichai.

Por que Bill Gates desistiu de discursar?

A ausência de Gates foi divulgada pela Fundação Gates de última hora. Conforme informações da BBC News, a organização afirmou que a decisão foi tomada após “cuidadosa consideração” para garantir que o foco da cúpula permanecesse em suas prioridades centrais: saúde e desenvolvimento tecnológico.

Nos bastidores, a “distração” mencionada pela fundação tem nome: Jeffrey Epstein. Em janeiro de 2026, novos arquivos divulgados pela justiça americana trouxeram detalhes inéditos sobre o convívio de Gates com Epstein, condenado por crimes sexuais. Segundo o The Guardian, embora Gates não tenha sido acusado de crimes, a reaparição do tema intensificou o burburinho público.

Até Melinda Gates, em entrevistas citadas pelo jornal, comentou que as perguntas sobre esses laços devem ser respondidas pelo ex-marido, aumentando a pressão sobre o bilionário. Para evitar um vazio na programação, Ankur Vora, presidente dos escritórios da fundação na África e na Índia, assumiu o lugar de Gates no palco. O cofundador da Microsoft permanece na Índia, mas em agendas privadas.

Bill Gates
Bill Gates cancelou palestra principal após novas pressões sobre o caso Epstein (imagem: Red Maxwell/Flickr)

“Climão” entre CEOs

No setor corporativo, o clima foi de tensão. Um registro em vídeo que circula nas redes sociais capturou o momento em que Dario Amodei (CEO da Anthropic) e Sam Altman (CEO da OpenAI) evitaram um aperto de mãos diante do público.

O episódio reflete a guerra fria comercial entre as empresas. A Anthropic, fundada por ex-funcionários da OpenAI, posiciona-se como uma alternativa mais focada em segurança e ética, enquanto a OpenAI busca a liderança do mercado.

Em seu discurso, Altman defendeu que o mundo precisa de regulação “com urgência”, afirmando que a centralização da IA nas mãos de poucos poderia levar à “ruína”. Já Amodei ressaltou que a Anthropic está disposta a trabalhar com governos para realizar testes rigorosos de segurança em modelos de larga escala.

Lula e investimentos bilionários

Presidente Lula e Primeiro Ministro da Índia, Narendra Modi fotografados com outras pessoas ao fundo durante a AI Impact Summit
Presidente Lula e o Primeiro Ministro da Índia, Narendra Modi durante a Cúpula de Impacto da IA (AI Impact Summit) (foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

O presidente Lula utilizou o palco para defender que a IA deve ser uma ferramenta de inclusão e não um mecanismo para aprofundar desigualdades globais. Essa visão foi compartilhada por Narendra Modi, que ressaltou a importância de o Sul Global não ser apenas “matéria-prima” para algoritmos estrangeiros.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o futuro da IA não pode ser deixado aos “caprichos de alguns bilionários” e propôs a criação de um fundo global de US$ 3 bilhões para garantir o acesso aberto à tecnologia para países em desenvolvimento.

A cúpula também serviu para anúncios financeiros. O bilionário Mukesh Ambani prometeu investir US$ 110 bilhões nos próximos sete anos para fortalecer o ecossistema tecnológico indiano. Já o CEO do Google, Sundar Pichai, anunciou a criação de um centro de IA no país para gerar empregos e infraestrutura de ponta.

A expectativa é que, até o final da semana, os líderes assinem um tratado de cooperação técnica para estabelecer padrões mínimos de segurança e governança ética.

Bill Gates cancela palestra em cúpula de IA após novos arquivos do caso Epstein

Presidente Lula e o Primeiro Ministro da Índia, Narendra Modi durante a Cúpula de Impacto da IA (AI Impact Summit) (foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

Terror da privacidade: novo serviço revela seu aniversário e endereço a outras pessoas

13 de Fevereiro de 2026, 14:27
Marcos Mion é sócio e garoto propaganda de plataforma (imagem: reprodução)
Resumo
  • O PresenteIA, da CRMBonus em parceria com o iFood, utiliza dados de transações para sugerir presentes via WhatsApp, levantando preocupações sobre privacidade.
  • O sistema coleta dados pessoais como nome, CPF e endereço, e pode revelar aniversários de contatos sem consentimento direto.
  • A CRMBonus afirma que os dados são tratados conforme a legislação, mas há dúvidas sobre a transparência e consentimento no uso das informações.

Um novo serviço tem o potencial de revelar o seu aniversário – e de 90% dos brasileiros, segundo o marketing deles – para qualquer pessoa. Anunciado no começo desta semana, o PresenteIA é fornecido pela empresa de fidelização CRMBonus em parceria com o iFood. A ideia é “presentear pessoas queridas” a partir de uma aplicação dentro do WhatsApp. Na prática, ela levanta dúvidas sobre a proteção da privacidade dos consumidores.

A novidade tem tudo para se tornar o terror da privacidade, pela facilidade com que os dados são cruzados e o tamanho das empresas envolvidas. Basta saber o número de telefone, conforme você vê abaixo.

Como funciona o PresenteIA?

Eu fiz o teste do chatbot, que rapidamente identificou nome completo e CPF (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Primeiro precisamos entender como o PresenteIA funciona. É necessário mandar uma mensagem para a conta dele no WhatsApp e concordar com os termos de uso. A partir daí, apenas com seu telefone, o sistema já resgata seu nome completo e CPF. O passo seguinte é informar o próprio endereço, algo obrigatório para participar da plataforma.

Nos nossos testes, a etapa seguinte foi anexar contatos diretamente da agenda do smartphone. O PresenteIA brinca com a ideia de que “parece mágica, mas é IA” e promete “adivinhar” as datas de aniversário dessas pessoas. Para tanto, ele se vale da base de dados da CRMBonus, empresa que opera, entre outros serviços, o Vale Bonus, uma espécie de marketplace onde os clientes trocam pontos por produtos.

O PresenteIA explica que o sistema envia um lembrete 24 horas antes de cada data cadastrada e, no mesmo fluxo de conversa, “sugere opções de presentes alinhadas ao perfil de consumo e ao contexto da ocasião”. Os mimos ofertados atualmente são chocolates, bebidas, flores e brinquedos, entre outros.

Muitas dúvidas sobre privacidade

O advogado especializado em direito digital Pedro Henrique Santos, que também atua como pesquisador do Data Privacy Brasil, faz a seguinte ponderação: “a pessoa cujo aniversário é identificado necessariamente consentiu que essa informação fosse disponibilizada a alguém apenas por constar como contato?” Essa é uma das principais questões a respeito da nova plataforma, que se baseia na ideia de que os dados armazenados na CRMBonus podem ser repassados a terceiros.

Plataforma identifica aniversários dos contatos (imagem: reprodução/PresenteIA)

Cabe lembrar aqui que o funcionamento é diferente de uma rede social, onde nos acostumamos a visualizar os perfis das pessoas, descobrir informações, checar datas importantes e até relações de parentesco. E mesmo assim, com o passar dos anos, aplicativos como o Facebook passaram a reduzir a exposição desses dados.

O usuário do app Vale Bônus que queria trocar pontos estava ciente, ao iniciar essa relação com a CRMBonus, de que o seu aniversário seria revelado a terceiros sem autorização prévia? Me parece que não, e você é mais do que bem-vindo para deixar a sua opinião nos comentários deste texto.

Cadê a autorização prévia?

O encarregado de dados da CRMBonus nos respondeu que, no caso do novo serviço, o tratamento de dados pessoais “ocorre somente mediante interação do usuário no chatbot, por meio do qual ele terá acesso ao Aviso de Privacidade e aos Termos e Condições de Uso para aceite e envio dos contatos de seus familiares ou amigos/conhecidos para inserção em agenda de aniversários.” Isso não é inteiramente verdade, pois um contato que jamais interagiu com o PresenteIA pode ter seu aniversário apresentado a terceiros. Basta informar o número de telefone daquela pessoa.

Já o especialista em privacidade com quem conversamos lembra que o risco à privacidade poderia ser reduzido se a aplicação adotasse mecanismos de transparência ativa. “Eles poderiam assegurar que a pessoa seja informada de forma clara quando seu contato for inserido na ferramenta e quando seus dados forem acessados por terceiros.” Nada disso ocorre atualmente, pelo que pudemos verificar.

Eles sabem o seu endereço

Lembrancinhas disponíveis no PresenteIA (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A data de aniversário é só o começo dessa história, já que a ideia real do PresenteIA é vender produtos em datas especiais. “Estamos focados em transformar o ato de presentear em um hábito cotidiano no Brasil”, afirma o CEO da CRMBonus, Alexandre Zolko, em nota à imprensa. Ainda falta, portanto, saber o endereço.

Nós simulamos o interesse de presentear uma pessoa em nossos testes. Uma loja surge no WhatsApp com diversos produtos, de variados preços, que se enquadrariam na categoria de lembrancinhas. Escolhemos uma caixa de chocolates de R$ 185 e avançamos na compra. Nesta hora, o PresenteIA informa que o aniversariante precisa ter um cadastro na plataforma.

Entra em cena o iFood, aplicativo que domina o setor de delivery no Brasil, se tornou acionista da CRMBonus em 2025 e é classificado como um “parceiro estratégico” na nova iniciativa. “Quando o assunto é saber o endereço da pessoa que você mais gosta, respeitando toda a privacidade, o negócio é comigo.” Assim começa a fala de Diego Barreto, CEO do aplicativo, num vídeo de divulgação. “Depois do iFood, a vida ficou mais fácil. E é também porque eu sei o seu endereço. Porque você me confia ele.” Confira abaixo.

Mesmo com todo o marketing em torno das facilidades dessa adivinhação – na realidade, um poderoso cruzamento de dados –, a etapa de descobrir o endereço não deu certo nos nossos testes. Depois disso, o PresenteIA sugeriu mandar uma mensagem ao aniversariante pedindo que cadastre o endereço na plataforma.

Importante: o endereço do aniversariante não é informado diretamente no chatbot, mas aparece na nota fiscal. Ou seja, a pessoa que pagou pelo produto saberá onde fica a sua casa.

PresenteIA oferece consulta à base de dados do iFood (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Tudo isso ocorre com o conhecimento da Meta, dona do WhatsApp. O líder do aplicativo no Brasil, Guilherme Horn, também aparece no vídeo celebrando a possibilidade de enviar uma lembrancinha sem sair do WhatsApp. “É revolucionário”.

O que diz a CRMBonus?

Nós entramos em contato com a equipe de comunicação da CRMBonus para apresentar nossas dúvidas sobre privacidade. A empresa disse que as informações são tratadas “de forma legítima, transparente e em conformidade com a legislação vigente”. Também explicou que “nenhum dado classificado como sensível pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é compartilhado”.

Por fim, disse que os endereços “são inseridos diretamente pelo próprio usuário, de forma voluntária, exclusivamente para viabilizar a experiência de uso do produto”. Este ponto conflita com a fala do CEO do iFood, de que ele sabe os endereços das pessoas e que isso poderia ser utilizado durante a compra do presente.

A CRMBonus conclui dizendo que o PresenteIA foi desenvolvido “para oferecer mais praticidade e conveniência no dia a dia, promovendo conexões positivas por meio do ato de presentear, com responsabilidade no uso da tecnologia e respeito à privacidade dos usuários”.

Como excluir os dados?

Aviso de privacidade prevê exclusão dos dados (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O advogado Pedro Henrique Santos considera “fundamental” permitir que a pessoa impeça a divulgação de sua data de aniversário ou a utilização de suas informações na plataforma. De acordo com ele, a combinação de medidas da chamada transparência ativa e o direito de oposição contribui para um tratamento de dados mais alinhado à LGPD.

As pessoas interessadas em excluir os dados armazenados pela CRMBonus devem entrar em contato com o encarregado Eduardo Luis dos Santos Vieira pelo email dpo@crmbonus.com. A empresa se compromete a processar a solicitação num prazo de 15 dias.

Terror da privacidade: novo serviço revela seu aniversário e endereço a outras pessoas

💾

PresenteIA utiliza 100 milhões de registros de transações da empresa CRMBonus. Também conta com parceria do iFood para obter endereços.

Marcos Mion é sócio e garoto propaganda de plataforma (imagem: reprodução)

Lembrancinhas disponíveis no PresenteIA (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Aviso de privacidade prevê exclusão dos dados (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Microsoft alerta: botões de IA podem manipular respostas

12 de Fevereiro de 2026, 19:24
Ilustração de arte da ameaça prompt injection
Links e comandos maliciosos podem comprometer a memória de assistentes de IA e influenciar respostas (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • Pesquisadores identificaram que botões de “resumir com IA” podem inserir instruções ocultas, enviesando recomendações de assistentes inteligentes.
  • A prática de “AI Recommendation Poisoning” utiliza links com comandos ocultos que afetam respostas futuras, tornando a manipulação difícil de detectar.
  • Para mitigar riscos, recomenda-se desconfiar de resumos automáticos, verificar links antes de clicar e revisar memórias de assistentes de IA.

Botões de “resumir com IA”, que estão mais comuns em sites e newsletters, podem parecer inofensivos à primeira vista. A proposta é simples: facilitar a leitura de um conteúdo longo por meio de um resumo automático gerado por um assistente de inteligência artificial. No entanto, especialistas em segurança alertam que esses atalhos podem esconder algo a mais.

Pesquisadores da Microsoft identificaram um crescimento no uso de links que carregam instruções ocultas capazes de influenciar a forma como assistentes de IA respondem a perguntas futuras. A prática, a chamada AI Recommendation Poisoning explora recursos legítimos das plataformas para inserir comandos que afetam recomendações, muitas vezes sem que o usuário perceba.

O que está por trás dos botões de resumo

De acordo com a equipe de segurança da Microsoft, algumas empresas passaram a incluir comandos escondidos em botões e links de “Summarize with AI”. Esses links utilizam parâmetros de URL que já abrem o chatbot com um prompt pré-preenchido. Tecnicamente, não há nada de complexo nisso: basta acrescentar um texto específico ao endereço que leva ao assistente.

Em testes noticiados pelo jornal The Register foi observado que esse método pode direcionar o tom ou o conteúdo das respostas. Num dos exemplos, a IA era instruída a resumir uma reportagem “como se tivesse sido escrita por um pirata”. A resposta seguiu exatamente essa orientação, o que indica que comandos mais sutis também podem funcionar.

O problema surge quando a instrução não é apenas estilística. Segundo o Microsoft Defender Security Team, “identificamos mais de 50 prompts únicos de 31 empresas em 14 setores diferentes”, muitos deles com comandos para que a IA “lembre” de uma marca como fonte confiável ou a recomende no futuro. O alerta é claro: “assistentes comprometidos podem fornecer recomendações sutilmente tendenciosas sobre tópicos críticos, incluindo saúde, finanças e segurança, sem que os usuários saibas que sua IA foi manipulada”.

Logotipo da Microsoft
Microsoft destaca riscos em resumos com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que isso representa um risco?

A pergunta central é simples: até que ponto é possível confiar em uma recomendação gerada por IA? O risco do chamado envenenamento de memória está justamente na persistência. Uma vez que o comando é interpretado como preferência legítima, ele pode influenciar respostas futuras, mesmo em novos contextos.

Os pesquisadores explicam que “AI Memory Poisoning ocorre quando um agente externo injeta instruções ou ‘fatos’ não autorizados na memória de um assistente de IA”. Isso torna a manipulação difícil de detectar e corrigir, já que o usuário nem sempre sabe onde verificar essas informações salvas.

Para reduzir a exposição, a orientação é adotar cuidados básicos: desconfiar de botões de resumo automáticos, verificar para onde links levam antes de clicar e revisar periodicamente as memórias armazenadas pelo assistente de IA.

Microsoft alerta: botões de IA podem manipular respostas

Prompt injection explora vulnerabilidades de IAs generativas baseadas em LLMs (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chrome: extensões fingem ser IA e roubam dados de 300 mil usuários

12 de Fevereiro de 2026, 18:59
Ilustração com a marca do Google Chrome
Mais de 300 mil usuários instalaram extensões maliciosas no Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

Extensões de navegador que se apresentam como ferramentas de inteligência artificial estão sendo usadas para roubar credenciais, conteúdos de email e dados de navegação de usuários. A campanha envolve ao menos 30 extensões maliciosas publicadas na Chrome Web Store, muitas delas disfarçadas como assistentes de IA, tradutores ou barras laterais inspiradas em serviços populares.

A descoberta foi feita por pesquisadores da plataforma de segurança LayerX, que identificaram que todos os complementos fazem parte de uma mesma operação, batizada de AiFrame. Mesmo após a remoção de algumas extensões mais populares, outras continuam disponíveis para download e somam dezenas de milhares de instalações ativas.

Como funcionam as extensões disfarçadas de IA?

Segundo a LayerX, todas as extensões analisadas compartilham a mesma estrutura interna, permissões semelhantes e um backend comum, vinculado a um único domínio externo. Apesar de prometerem recursos avançados de IA, nenhuma delas executa processamento local de inteligência artificial.

Na prática, essas extensões carregam, em tela cheia, um iframe que simula a funcionalidade prometida. Esse modelo permite que os responsáveis alterem o comportamento do complemento a qualquer momento, sem precisar submeter novas versões à revisão da loja do Google.

Em segundo plano, o código passa a extrair o conteúdo das páginas visitadas pelo usuário, inclusive telas sensíveis de autenticação. Para isso, utiliza bibliotecas conhecidas para leitura de texto em páginas web. Em alguns casos, o foco é ainda mais específico: metade das extensões identificadas possui scripts dedicados ao Gmail.

Esses scripts são executados logo no início do carregamento do email e conseguem ler diretamente o conteúdo visível das mensagens. Isso inclui textos completos de conversas e até rascunhos ainda não enviados. Quando funções supostamente ligadas à IA são acionadas, esses dados acabam sendo enviados para servidores externos controlados pelos operadores do esquema.

Confira os nomes de algumas extensão identificadas pelo site especializado Bleeping Computer, seguidos da identificação na loja do Chrome:

  1. AI Sidebar (gghdfkafnhfpaooiolhncejnlgglhkhe)
  2. AI Assistant (nlhpidbjmmffhoogcennoiopekbiglbp)
  3. ChatGPT Translate (acaeafediijmccnjlokgcdiojiljfpbe)
  4. AI GPT (kblengdlefjpjkekanpoidgoghdngdgl)
  5. ChatGPT (llojfncgbabajmdglnkbhmiebiinohek)
  6. AI Sidebar (djhjckkfgancelbmgcamjimgphaphjdl)
  7. Google Gemini (fdlagfnfaheppaigholhoojabfaapnhb)
Imagem mostra um cadeado azul fechado, centralizado sobre um fundo abstrato em tons de cinza e azul claro, com formas geométricas que sugerem tecnologia e segurança digital. No canto inferior direito, a marca d'água "Tecnoblog" é visível.
Extensões maliciosas podiam capturar credenciais e conteúdo de e-mails (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais dados podem ser capturados dos usuários?

O alcance da coleta vai além de emails. Dependendo das permissões concedidas, algumas extensões ativam recursos de reconhecimento de voz por meio da Web Speech API, gerando transcrições que também são enviadas aos servidores remotos.

A LayerX resume o risco de forma direta: “o texto das mensagens de email e dados contextuais relacionados podem ser enviados para fora do dispositivo, fora do limite de segurança do Gmail, para servidores remotos”.

Especialistas recomendam que usuários revisem extensões instaladas, removam qualquer complemento suspeito e redefinam senhas caso identifiquem sinais de comprometimento. A Bleeping Computer entrou em contato com o Google, mas, até a publicação desta matéria, a empresa ainda não havia se pronunciado.

Chrome: extensões fingem ser IA e roubam dados de 300 mil usuários

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segurança digital (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Funcionários da Amazon rejeitam IA interna e preferem Claude, diz site

12 de Fevereiro de 2026, 15:35
Ilustração com o logotipo da Amazon ao centro
Decisão da Amazon sobre IA gerou reação de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Amazon prioriza o uso do assistente Kiro, desencorajando ferramentas externas como o Claude Code, mesmo sendo parceira da Anthropic.
  • Funcionários demonstram insatisfação, com 1.500 apoiando formalmente o uso do Claude Code como ferramenta oficial.
  • Engenheiros questionam a produtividade e qualidade do Kiro, afirmando que o Claude Code o supera em algumas tarefas.

A Amazon tem uma política interna que prioriza o uso de ferramentas próprias de inteligência artificial para programação. Para usar rivais, como o Claude Code, é preciso uma autorização formal. Mas essa situação tem gerado insatisfação entre os funcionários.

Segundo o Business Insider, que obteve mensagens internas, o impasse ficou mais evidente no segundo semestre do ano passado, quando a Amazon divulgou orientações para utilizar seu assistente Kiro.

A situação chama atenção porque a empresa de Jeff Bezos é uma das principais investidoras da Anthropic e também sua parceira estratégica, além de oferecer o Claude a clientes por meio do Bedrock, plataforma que reúne serviços de IA de terceiros.

O que aconteceu?

A Amazon divulgou orientações internas recomendando que equipes utilizassem o Kiro, seu assistente de programação próprio. A diretriz desencorajava o uso de ferramentas externas não aprovadas, incluindo o Claude Code, mesmo que o Kiro seja baseado nos modelos da Anthropic.

A empresa afirmou que a diferença está no fato de o Kiro operar com ferramentas desenvolvidas pela própria Amazon Web Services, o que facilitaria integração, controle e governança. Ainda assim, a decisão provocou reações negativas em fóruns internos. Em uma das discussões, cerca de 1.500 funcionários apoiaram formalmente a adoção do Claude Code como ferramenta oficial.

O desconforto foi ainda maior entre engenheiros envolvidos na venda do Bedrock. Alguns questionaram como poderiam recomendar o Claude aos clientes sem poder utilizá-lo livremente em seu próprio trabalho. Segundo o Business Insider, um dos funcionários escreveu: “Os clientes vão perguntar por que deveriam confiar ou usar uma ferramenta que não aprovamos para uso interno”.

Imagem mostra o logotipo da Amazon Web Services ao centro
Ferramenta da AWS gera insatisfação entre funcionários (imagem: Thomas Cloer/Flickr)

Imposição corporativa?

As críticas não se limitaram ao aspecto comercial. Engenheiros também levantaram dúvidas sobre produtividade e qualidade técnica. Alguns afirmaram que o Claude Code apresenta desempenho superior ao Kiro em determinadas tarefas.

“Uma ferramenta que não consegue acompanhar os concorrentes não oferece inovação real”, escreveu um funcionário em fórum interno. “E sem vantagem competitiva, o único mecanismo de sobrevivência do Kiro passa a ser a adoção forçada, em vez do valor genuíno.”

Em resposta, um porta-voz da Amazon afirmou que a empresa observa “melhorias incríveis em eficiência e entrega” com o Kiro e que cerca de 70% dos engenheiros de software o utilizaram ao menos uma vez em janeiro.

A empresa disse ainda que não pretende apoiar novas ferramentas externas de desenvolvimento, embora mantenha um processo para exceções. No ano passado, em uma discussão similar, o CEO da AWS afirmou que substituir funcionários juniores por IA seria “burrice”.

Funcionários da Amazon rejeitam IA interna e preferem Claude, diz site

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon Web Services, ou AWS (Imagem por Thomas Cloer/Flickr)

Sistema da Amazon que localiza cães gera polêmica

12 de Fevereiro de 2026, 12:57
Imagem mostra uma câmera de vigilância da Ring presa à parede
Câmera da Ring usa IA e gera debate sobre vigilância digital (imagem: reprodução/Ring)
Resumo
  • Ring lançou o sistema Search Party, que usa IA para localizar cães desaparecidos com câmeras residenciais.
  • Usuários expressaram preocupações sobre vigilância e privacidade pela empresa de câmeras de segurança controlada pela Amazon.
  • A tecnologia foi expandida nos EUA, permitindo buscas pelo aplicativo da Ring, mesmo sem câmeras da marca.

A Ring divulgou um novo sistema de segurança em um comercial no Super Bowl, mas a tecnologia não agradou. A empresa de câmeras de segurança controlada pela Amazon revelou a chamada Search Party, que utiliza inteligência artificial para identificar cães desaparecidos a partir de imagens captadas por câmeras instaladas em residências.

A iniciativa fez usuários questionarem o alcance desse tipo de monitoramento, com preocupações sobre vigilância. Alguns removeram o equipamento e até o destruíram, segundo o USA Today.

De acordo com a Ring, a proposta é ajudar tutores a reencontrar animais perdidos. A empresa afirma que, desde que o recurso começou a ser expandido nacionalmente, ao menos um cachorro por dia foi localizado com o apoio da rede de câmeras.

Como funciona o sistema de busca por cães da Ring?

O Search Party depende de adesão voluntária dos donos das câmeras. Quando ativado, o recurso compara imagens ao vivo com fotos de um cachorro desaparecido, usando algoritmos treinados com milhares de vídeos para reconhecer raças, tamanhos, cores, marcas e outros traços físicos.

No dia do Super Bowl, o CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou que “a IA é treinada com dezenas de milhares de vídeos de cães para reconhecer diferentes raças, tamanhos, padrões de pelagem, características corporais, marcas únicas, formato e cor”. De acordo com Jassy, a “privacidade permanece sob seu controle”.

Ele também destacou que o recurso foi ampliado para que qualquer pessoa nos Estados Unidos possa iniciar uma busca pelo aplicativo da Ring, mesmo sem possuir uma câmera da marca.

A empresa reforçou que o sistema é protegido contra invasões e que nenhuma câmera participa sem o consentimento do usuário. Ainda assim, o contexto em que a tecnologia foi apresentada levantou suspeitas.

Mais vigilância?

Imagem mostra o logotipo da Ring em um fundo branco
Ring usa IA em recurso de busca por animais desaparecidos (imagem: reprodução/Ring)

A principal preocupação dos consumidores é o alcance da ferramenta. Um dos especialistas ouvidos pelo USA Today afirmou que o comercial “surpreendeu muitos americanos ao revelar o quão poderosas as redes de vigilância apoiadas por IA se tornaram”.

O debate ocorre em meio à expansão de sistemas semelhantes, como câmeras de trânsito e leitores de placas usados por forças policiais. Esses dispositivos já são empregados para localizar veículos roubados e suspeitos, mas, em alguns casos, foram compartilhados com autoridades federais de imigração, mesmo onde há restrições legais.

Casos de sucesso também existem: imagens de câmeras já ajudaram a resolver crimes, recuperar objetos roubados e até proteger vítimas de violência doméstica.

Sistema da Amazon que localiza cães gera polêmica

💾

Ring divulgou um novo recurso de IA para localizar cães a partir de câmeras residenciais. Campanha publicitária levantou preocupações sobre vigilância.

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

12 de Fevereiro de 2026, 11:10
WhatsApp pago vs Telegram Premium; o que tem em cada assinatura? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram oficialmente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo da Rússia bloqueou WhatsApp, Telegram, Facebook e Instagram, afetando milhões de usuários no país.
  • O aplicativo estatal Max substitui os mensageiros bloqueados, mas não oferece criptografia de ponta a ponta, permitindo vigilância governamental.
  • A medida gerou reações negativas, inclusive entre apoiadores do Kremlin, devido à dependência do Telegram para comunicação militar.

O governo da Rússia bloqueou o acesso ao WhatsApp e ao Telegram no país, ampliando uma estratégia de restrição a plataformas estrangeiras de comunicação. A medida também atinge Facebook e Instagram, oferecendo como alternativa o aplicativo estatal conhecido como Max, descrito por autoridades como um “mensageiro nacional”.

Há meses, o governo russo vem endurecendo as regras contra mensageiros de outros países. No entanto, o bloqueio ocorreu de forma abrupta e afetou milhões de usuários. Segundo o Financial Times, russos foram impedidos de acessar o WhatsApp na tarde dessa quarta-feira (11/02), após meses de pressão. Até então, o aplicativo da Meta somava ao menos 100 milhões de usuários no país.

A ação só foi possível porque a Rússia centralizou o tráfego de internet dentro de seu território, roteando conexões por servidores controlados pelo Estado. Isso permite ao regulador local, o Roskomnadzor, remover serviços inteiros do que equivale a um diretório nacional da internet, tornando-os inacessíveis para a população.

Por que o governo russo bloqueou os mensageiros?

A justificativa oficial gira em torno de soberania digital e segurança nacional. Contudo, o Financial Times menciona que o “mensageiro oficial” do governo foi criado para fins de vigilância. Diferentemente do WhatsApp e do Telegram, que usam criptografia de ponta a ponta, o Max não oferece esse tipo de proteção.

O 9to5Mac afirma que todas as mensagens trocadas no aplicativo estatal podem ser lidas pelas autoridades. O projeto é descrito como um clone do WeChat, plataforma chinesa conhecida pela forte integração com sistemas de monitoramento governamental.

Além dos mensageiros, a Rússia também bloqueou Facebook e Instagram e classificou a Meta como “uma organização extremista”, o que reforça o afastamento de serviços ocidentais. A restrição ao Telegram vinha sendo implementada gradualmente nas últimas semanas, até que o acesso foi praticamente inviabilizado.

Vladimir Putin, presidente da Rússia (Imagem: Divulgação/Kremlin de Moscou)
Governo de Putin impediu acesso a WhatsApp e Telegram (foto: reprodução/Kremlin de Moscou)

Bloqueio afeta até apoiadores do Kremlin

A decisão, no entanto, provocou reações inesperadas dentro do próprio país. O Telegram é amplamente utilizado por militares russos envolvidos na guerra na Ucrânia, tanto para comunicação pessoal quanto para alertas sobre ataques de drones e mísseis.

Relatos indicam que até apoiadores do presidente Vladimir Putin demonstraram irritação com o bloqueio, justamente por dependerem do aplicativo para informações rápidas e comunicação em áreas sensíveis.

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

WhatsApp pago vs Telegram Premium; o que tem em cada assinatura? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Vladimir Putin, presidente da Rússia (Imagem: Divulgação/Kremlin de Moscou)

Apple compra e some com vestígios de empresa de banco de dados

11 de Fevereiro de 2026, 14:39
Logotipo da Apple
Apple reforça atuação na área de bancos de dados com nova aquisição (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple adquiriu a Kuzu, uma empresa canadense de banco de dados, em outubro de 2025, sem divulgar o valor da transação.
  • A aquisição foi reportada à União Europeia devido à relevância, conforme exigido pela legislação local, e os dados da empresa saíram do ar.
  • A Kuzu desenvolvia bancos de dados gráficos embarcados, focados em consultas rápidas e análise de dados complexos.

A Apple concluiu a misteriosa aquisição da Kuzu, uma empresa canadense especializada em tecnologias de banco de dados. O negócio foi finalizado em outubro de 2025, por um valor que não foi revelado, e só veio a público após ser identificado pela imprensa especializada, que acompanha movimentações corporativas da companhia.

Como costuma acontecer em compras desse tipo, a presença online da Kuzu foi rapidamente desativada. O site oficial saiu do ar e o repositório da empresa no GitHub foi arquivado, um padrão recorrente nas aquisições feitas pela Apple.

A Kuzu se descrevia como “um banco de dados gráfico embarcado desenvolvido para velocidade de consulta, escalabilidade e facilidade de uso”. Seu principal produto era o Kuzu Explorer, uma ferramenta acessível via navegador que permitia visualizar informações como nós interligados, facilitando a análise de relações complexas entre dados.

O que fazia a Kuzu?

Diferentemente de bancos de dados relacionais tradicionais, a Kuzu atuava no segmento de bancos de dados gráficos embarcados, voltados a aplicações que exigem consultas rápidas sobre grandes volumes de informações conectadas. Esse tipo de tecnologia costuma ser usado em áreas como análise de redes, sistemas de recomendação e modelagem de dados complexos.

A Apple já é dona do FileMaker, um sistema de banco de dados relacional operado por sua subsidiária Claris. Ainda não está claro como a tecnologia da Kuzu será aplicada. A empresa não comentou se a solução será integrada a produtos existentes ou utilizada internamente em novos projetos.

Ilustração de inteligência artificial
Tecnologia da Kuzu permite visualizar relações complexas entre dados (imagem: Growtika/Unsplash)

Por que a aquisição foi informada à União Europeia?

Mesmo sem divulgação do valor, a aquisição foi relevante o suficiente para ser reportada à União Europeia. De acordo com o Digital Markets Act (DMA), empresas classificadas como “gatekeepers” precisam comunicar determinadas aquisições às autoridades regulatórias do bloco.

A compra da Kuzu aparece em uma lista pública da UE que reúne aquisições feitas pela Apple ao longo de 2025. Entre elas estão empresas de software, design de chips, inteligência artificial e ferramentas para aprendizado de máquina, indicando uma estratégia contínua de reforço tecnológico.

A página europeia é atualizada de forma periódica, geralmente alguns meses após o recebimento das informações. Por isso, analistas avaliam que outras aquisições da Apple podem ainda não ter sido divulgadas oficialmente.

Apple compra e some com vestígios de empresa de banco de dados

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial é um exemplo de TIC usado para o processamento de dados (Imagem: Growtika/Unsplash)

Após DDoS, Wikipédia considera banir site de arquivamento

11 de Fevereiro de 2026, 14:33
Editores da Wikipédia discutem banimento do Archive.today após ataque DDoS (imagem: reprodução)
Resumo
  • O Archive.today foi usado para um ataque DDoS contra o blogueiro Jani Patokallio, manipulando uma página de Captcha para sobrecarregar seu blog.
  • Editores da Wikipédia debatem banir o Archive.today, considerando três opções: remover links, desencorajar novos links ou não fazer nada.
  • O Archive.today já foi banido da Wikipédia em 2013 por segurança, mas foi readmitido em 2016.

Editores da Wikipédia discutem o banimento do Archive.today (também conhecido como Archive.is), um dos serviços de arquivamento mais populares da internet. O movimento ocorre após a revelação de que a plataforma foi utilizada para orquestrar um ataque DDoS contra um blogueiro.

Segundo o portal Ars Technica, o Archive.today configurou uma página de Captcha – daquelas em que você prova que não é um robô – com um código oculto, que forçava o navegador do usuário a carregar repetidamente o blog de Jani Patokallio em segundo plano.

Qual o motivo do ataque?

A disputa teria começado quando Patokallio publicou, em 2023, um post tentando descobrir a identidade do mantenedor do Archive.today, que é anônimo.

Em trocas de email citadas pela reportagem, o administrador do site de arquivamento admitiu a autoria do ataque e acusou o blogueiro de ser “nazista”. Segundo a reportagem, o avô de Patokallio serviu no exército finlandês durante a Segunda Guerra Mundial contra a invasão da União Soviética.

Patokallio afirmou que o objetivo do ataque seria inflar os custos de hospedagem, mas falhou. “Eu tenho um plano de taxa fixa, o que significa que isso me custou exatamente zero dólares”, escreveu o blogueiro.

Editores discutem banimento do site

Captura de tela da página inicial do Archive.today
Página inicial do Archive.today (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A revelação de que o site de arquivamento estaria explorando os visitantes para atacar desafetos pessoais de seu dono gerou um alerta na Wikipédia, e os membros agora debatem três opções para lidar com a situação.

  • Opção A: remover ou ocultar todos os links para o domínio e adicioná-lo à lista de restrições por spam;
  • Opção B: Desencorajar a adição de novos links no serviço, mas manter o acervo histórico já publicado;
  • Opção C: Não fazer nada.

A primeira opção puniria o site de arquivamento, mas também deixaria centenas de milhares de afirmações na enciclopédia sem fonte verificável. Isso porque plataformas como o Archive.is são essenciais para combater o link rot, quando sites saem do ar. Atualmente, existem mais de 695 mil links apontando para o serviço em cerca de 400 mil artigos da Wikipédia, segundo o Ars Technica.

Mas não seria a primeira vez que o serviço entraria na mira da Wikipédia. Segundo a fundação, em nota, o serviço já foi banido globalmente em 2013, por motivos de segurança e instabilidade, mas os membros voltaram a permiti-lo em 2016.

Alguns editores sugerem a migração para alternativas mais seguras, evitando lidar com um apagão de referências no futuro. Outros reforçam que o Archive.today é frequentemente usado para contornar paywalls de jornais, levantando preocupações sobre violação de direitos autorais.

Esses sugerem que o ideal seria a Fundação Wikimedia criar um sistema próprio de arquivamento ou licenciar conteúdos de grandes veículos.

Após DDoS, Wikipédia considera banir site de arquivamento

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Câmara aprova MP para transformar ANPD em agência reguladora

10 de Fevereiro de 2026, 15:06
ilustração sobre LGPD mostra a estátua da Justiça segurando uma balança. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
ANPD pode ganhar independência funcional para aplicar sanções (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória que transforma a ANPD em uma agência reguladora com autonomia administrativa e financeira.
  • Com isso, a ANPD poderá regular o ECA Digital, fiscalizando controle parental e proibindo loot boxes para proteger menores online.
  • A medida, no entanto, ainda não está valendo e segue para análise do Senado Federal.

A Câmara dos Deputados aprovou, nessa segunda-feira (09/02), a Medida Provisória 1.317 de 2025, que transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em uma agência reguladora. O texto, de autoria do governo federal, recebeu 271 votos favoráveis e 127 contrários. Com a aprovação, a matéria segue agora para análise do Senado Federal.

A mudança altera a natureza jurídica do órgão. Até então vinculada à Presidência da República, a ANPD passa a ser uma autarquia de natureza especial vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Na prática, essa nova roupagem jurídica assegura à autoridade independência funcional, técnica e decisória, além de autonomia administrativa e financeira, equiparando-a a órgãos como a Anatel ou a Anvisa.

O que muda com a nova regulação?

A nova estrutura ainda não está valendo, pois precisa ser aprovada no Senado Federal. No entanto, ela permite que a agência gerencie patrimônio próprio e mantenha sede definitiva em Brasília. Para viabilizar a transição, a MP foca na profissionalização do quadro de funcionários. O texto aprovado cria a Carreira de Regulação e Fiscalização de Proteção de Dados, destinada a especialistas que atuarão diretamente no controle de dados pessoais e inspeções técnicas.

Essa medida transforma 797 cargos efetivos vagos de agentes administrativos em 218 cargos efetivos de especialista em regulação, além de criar 26 novos cargos de comissão ou confiança, de acordo com o Poder360.

Essa reestruturação terá um impacto fiscal de R$ 5,1 milhões por ano. Além do reforço no pessoal, a ANPD passa a contar com um órgão de auditoria interna próprio. O objetivo é fortalecer a fiscalização da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em todo o país, garantindo que a agência tenha recursos para aplicar sanções e auditar empresas de forma independente.

Fiscalização do ECA Digital e proteção de menores

A nova agência reguladora terá um papel fundamental na execução do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital. Originada no PL 2.628 de 2022, a norma estabelece regras rígidas para proteger menores de idade no ambiente online, combatendo a exposição a conteúdos violentos e a publicidade predatória.

Entre as novas atribuições da ANPD está a fiscalização de ferramentas de controle parental e a proibição de loot boxes — as polêmicas caixas de recompensa em jogos eletrônicos. A agência deverá assegurar ainda que plataformas digitais criem canais de denúncia acessíveis e combatam a “adultização” precoce na rede.

Câmara aprova MP para transformar ANPD em agência reguladora

A LGPD protege todos os dados pessoais de titulares (imagem: Vitor Pádua/ Tecnoblog)

União Europeia exige que Meta permita IAs de terceiros no WhatsApp

9 de Fevereiro de 2026, 10:56
WhatsApp fora do ar
União Europeia exige que Meta permita IAs de terceiros no WhatsApp (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia exigiu que Meta permita IAs de terceiros no WhatsApp Business, contestando nova política que impede integração com chatbots de terceiros;
  • Meta argumenta que política é necessária para evitar sobrecarga nos sistemas do WhatsApp, mas Comissão Europeia vê risco de prejuízo à concorrência;
  • União Europeia pode impor multas e outras punições à Meta.

Uma nova política da Meta impede que chatbots de IA de terceiros sejam integrados ao WhatsApp. A Comissão Europeia não está de acordo com isso e tratou de avisar a companhia de que essa medida precisa ser revista para evitar que concorrentes sejam prejudicados.

Em vigor desde 15 de janeiro, a nova política da Meta proíbe empresas especializadas em inteligência artificial de oferecer serviços do tipo no WhatsApp Business quando esse tipo de tecnologia for o seu principal produto, e não um recurso tecnológico complementar.

Como consequência, a Microsoft removeu a integração do Copilot com o WhatsApp. A OpenAI fez o mesmo com relação ao ChatGPT, bem como outras empresas do ramo.

Em linhas gerais, a Meta argumenta que a medida foi necessária porque a integração com chatbots de IA exige muitos recursos dos sistemas do serviço por causa do grande volume de mensagens gerado e, como consequência, acaba desvirtuando o WhatsApp Business de seu propósito principal, que é a comunicação entre pessoas e empresas.

Mas, para a Comissão Europeia, a decisão da Meta pode prejudicar a concorrência no mercado de inteligência artificial, pois faz o mensageiro ter suporte apenas à integração com a Meta AI.

No alerta enviado à Meta, a Comissão Europeia dá a entender que, se a nova política não for anulada voluntariamente, reguladores da União Europeia poderão forçar a companhia a fazê-lo com base nas leis de concorrência vigentes nos países do bloco.

Em uma situação extrema, a punição para o não cumprimento das determinações impostas pela Comissão Europeia pode fazer a Meta ser condicionada a pagar uma multa correspondente a até 10% de sua receita global anual, entre outras possíveis implicações.

A inteligência artificial está trazendo inovações incríveis para os consumidores, e uma delas é o mercado emergente de assistentes virtuais.

Devemos proteger a concorrência efetiva neste campo dinâmico, o que significa que não podemos permitir que empresas de tecnologia dominantes se aproveitem ilegalmente de sua posição para obter vantagem injusta.

Teresa Ribera, vice-presidente executiva para transição limpa, justa e competitiva da Comissão Europeia

Antes de efetuar mudanças em suas operações, a Meta poderá se defender perante à Comissão Europeia.

Captura de tela da ferramenta Meta AI
Meta AI possui integração com Instagram, Facebook, WhatsApp e Messenger (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O que a Meta diz sobre a notificação da Comissão Europeia?

A Meta se defendeu da notificação da Comissão Europeia reforçando o argumento de que serviços externos de IA podem sobrecarregar os sistemas do WhatsApp e ressaltando que o setor tem outros meios para expressar concorrência:

Existem muitas opções de IA e as pessoas podem utilizá-las por meio de lojas de aplicativos, sistemas operacionais, dispositivos, websites e parcerias com a indústria. A lógica da Comissão assume incorretamente que a API do WhatsApp Business é um canal de distribuição fundamental para esses chatbots.

Existe a possibilidade de que o governo dos Estados Unidos considere a notificação à Meta um cerco da União Europeia a companhias americanas, o que pode aumentar as tensões políticas entre os dois lados.

Mas a União Europeia não está sozinha nos questionamentos à decisão da companhia. Um exemplo disso está no Brasil: o Cade já investiga se a nova política do WhatsApp pode afetar a concorrência em IA no país.

Com informações de CNBC e Bloomberg

União Europeia exige que Meta permita IAs de terceiros no WhatsApp

WhatsApp fora do ar (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta AI possui integração com Instagram, Facebook, WhatsApp e Messenger (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Notebook Lenovo LOQ-e tem melhor oferta desde dezembro com 30% OFF no Magalu

6 de Fevereiro de 2026, 18:16

Oferta encerrada 🙁
Avise-me por e-mail
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O notebook gamer Lenovo LOQ-e com processador Intel Core i7, RAM de 16 GB e GPU da Nvidia está saindo por apenas R$ 4.945 no Pix com o cupom GANHEI200 no aplicativo do Magazine Luiza. A oferta representa um desconto de 30% em relação ao preço original do laptop (R$ 7.099,99) que pode ser uma boa aquisição para a volta às aulas 2026.

Notebook Lenovo LOQ-e tem configurações avançadas para jogos e estudo

Notebook Lenovo LOQ-e (imagem: Divulgação)
Notebook Lenovo LOQ-e (imagem: Divulgação)

A placa de vídeo é uma RTX 4050 da Nvidia com 6 GB de memória de dedicada, que garante alto desempenho gráfico em jogos e acelera a renderização em softwares de engenharia e edição de vídeo profissional. Para estudantes ou profissionais da área, GPU garante fluidez em modelos 3D, transformando o notebook em uma estação de trabalho eficiente.

Já o processador é Intel Core i7 acompanhado por 16 GB de RAM DDR5 que, em conjunto, otimizam o fluxo em multitarefa. Essa combinação permite manter dezenas de abas abertas e planilhas complexas sem lentidão. Desta forma, estudantes e profissionais ganham agilidade ao alternar entre videochamadas e softwares pesados.

Já o painel IPS LCD antirreflexo de 15,6 polegadas conta com resolução Full HD e taxa de atualização de 144 Hz, garantindo fluidez visual em animações e jogos, além de imagens nítidas. Ademais, a tela ainda traz brilho de 300 nits e promete 100% de fidelidade de cores sRGB.

Notebook Lenovo LOQ-e (imagem: Divulgação)

Para reprodução de conteúdos, chamadas e apresentações, o notebook da série Lenovo LOQ-e ainda oferece dois alto-falantes de 2 W e uma câmera HD. E o teclado conta com retroiluminação na cor branca, útil para madrugadas de estudo, além de teclas numéricas na lateral, para tarefas que exigem cálculos constantes.

Por fim, em conectividade, o Lenovo LOQ-e em oferta (83MES00200) por R$ 4.945 no Pix com cupom GANHEI200 no app do Magazine Luiza suporta redes Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.1, e conta com duas portas USB-A, uma USB-C, uma Ethernet, um leitor de cartão SD, uma HDMI, uma para fone de ouvido e microfone e, claro, uma para carregamento.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Notebook Lenovo LOQ-e tem melhor oferta desde dezembro com 30% OFF no Magalu

Europa considera design do TikTok viciante e quer mudanças

6 de Fevereiro de 2026, 15:12
TikTok
União Europeia considera design do TikTok viciante e quer mudanças (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia considera design do TikTok viciante e em desacordo com a Lei de Serviços Digitais;
  • ByteDance pode ser obrigada a alterar design do TikTok na União Europeia, desativando recursos como rolagem infinita;
  • TikTok considera conclusões da Comissão Europeia incorretas e promete se defender.

A ByteDance pode ser obrigada a implementar uma dinâmica de uso diferente da atual no TikTok, pelo menos para usuários baseados na União Europeia. Isso porque a Comissão Europeia entende que o serviço tem um “design viciante” que, como tal, viola a Lei de Serviços Digitais (DSA) dos países do bloco.

Para os reguladores europeus, recursos do TikTok como reprodução automática de vídeos e rolagem infinita (um conteúdo é exibido atrás do outro com um simples toque na tela) podem causar um “modo piloto automático” nos usuários.

Isso significa que as sensações de recompensa que o usuário tem ao visualizar cada conteúdo novo o prendem ao serviço de tal forma que podem surgir problemas de saúde mental ou até de bem-estar físico.

Autoridades da União Europeia estão há dois anos investigando a rede social. Os resultados preliminares saíram somente agora e, em linhas gerais, apontam que a ByteDance (companhia chinesa responsável pela plataforma) não fez o suficiente para o TikTok reduzir o risco de danos a usuários, especialmente a menores de idade.

Nesse sentido, a Comissão Europeia também entende que “o TikTok desconsiderou indicadores importantes de uso compulsivo do aplicativo, como o tempo em que menores passam no serviço à noite”.

Foto mostra tela do TikTok para a criação de dueto
UE considera design do TikTok “viciante” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O que vai acontecer com o TikTok?

Por enquanto, nada. Os resultados da investigação divulgados recentemente são preliminares e, portanto, não consistem em uma acusação formal em si. Contudo, a Comissão Europeia já sinalizou que a plataforma deve promover mudanças de design no serviço, desativando a rolagem infinita, por exemplo.

O TikTok não parece disposto a seguir por esse caminho. É o que podemos presumir da nota que a plataforma enviou ao jornal The Guardian:

As conclusões preliminares da comissão apresentam uma descrição categoricamente falsa e totalmente sem mérito da nossa plataforma, e tomaremos todas as medidas necessárias para contestá-las por todos os meios disponíveis.

Porém, se ao final das investigações a Comissão Europeia concluir que realmente há irregularidades no design do TikTok, a ByteDance poderá ser obrigada a implementar mudanças, bem como a pagar uma multa que pode chegar a 6% da receita global do serviço.

O vício em redes sociais pode ter efeitos prejudiciais ao desenvolvimento mental de crianças e adolescentes. A Lei de Serviços Digitais responsabiliza as plataformas pelos efeitos que podem causar aos seus usuários. Na Europa, aplicamos nossa legislação para proteger digitalmente nossas crianças e cidadãos.

Henna Virkkunen, vice-presidente executiva para soberania tecnológica, segurança e democracia da Comissão Europeia

Europa considera design do TikTok viciante e quer mudanças

TikTok (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba as diferentes formas de criar um dueto para o TikTok (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

União Europeia testa alternativa aberta ao Microsoft Teams e afins

6 de Fevereiro de 2026, 12:40
Bandeiras da União Europeia
Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)
Resumo
  • Comissão Europeia está testando software de código aberto baseado no protocolo Matrix para comunicação interna;
  • Matrix suporta chat por texto, chamadas de vídeo e voz, com criptografia de ponta a ponta e integração com outros serviços;
  • Entidade considera Matrix inicialmente uma solução alternativa e de backup.

A Comissão Europeia está testando um software desenvolvido na própria Europa e com código-fonte aberto como solução de comunicação interna. Se aprovada, a novidade poderá ser usada por órgãos públicos no lugar ou de modo complementar a ferramentas como Microsoft Teams e Zoom.

Não estamos falando de uma solução totalmente nova, mas de um projeto baseado no Matrix, um protocolo aberto e descentralizado (sem depender de um servidor como núcleo) para comunicação em tempo real.

O Matrix pode ser usado para chat por texto, bem como para chamadas de vídeo ou voz. Seus recursos incluem suporte a criptografia de ponta a ponta e possibilidade de integração com outros serviços de comunicação.

Por trás do Matrix está a Matrix.org Foundation, organização sem fins lucrativos que existe desde 2018 e tem sede no Reino Unido.

A tecnologia do Matrix já é usada por organizações públicas de alguns países europeus, como a Alemanha e a França. Se os testes pela Comissão Europeia forem aprovados, há boas chances de que o protocolo se torne ainda mais difundido pela Europa.

Imagem mostra o Microsoft Teams rodando em um computador com Windows 11. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Microsoft Teams para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O objetivo é abandonar o Microsoft Teams e afins?

Ao veículo Euractiv, um representante da Comissão Europeia informou que o uso do Matrix está sendo considerado como uma “solução alternativa e de backup”, sugerindo que não há planos de substituir ferramentas como Microsoft Teams, Google Meet e Zoom.

Faz sentido, afinal, a Comissão Europeia tem usado o Signal como “backup”, mas sem obter resultados totalmente satisfatórios. Apesar disso, não dá para descartar a possibilidade de substituição de soluções americanas. Isso porque o mesmo representante fala em soluções “soberanas”:

Como parte de nossos esforços para usar soluções digitais mais soberanas, a Comissão Europeia está preparando uma solução de comunicação interna baseada no protocolo Matrix.

Além disso, parece haver um esforço de países do bloco para depender menos de tecnologias oriundas dos Estados Unidos ou que têm código-fonte proprietário. Vide o exemplo recente da França, que trocou o Microsoft Teams e afins pelo Visio, uma solução aberta e desenvolvida para os servidores públicos do país.

União Europeia testa alternativa aberta ao Microsoft Teams e afins

Bandeiras da União Europeia (Imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11: Nvidia recomenda desinstalar atualização de janeiro

6 de Fevereiro de 2026, 11:23
Imagem mostra um chip de computador prateado, com o logo e o nome "NVIDIA" em preto, centralizado em uma placa-mãe escura cheia de pequenos componentes eletrônicos.
Conflitos com atualização KB5074109 afetam usuários de placas de vídeo Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • Nvidia recomenda desinstalar a atualização KB5074109 do Windows 11 para usuários de GPUs GeForce devido a instabilidades.
  • O conflito técnico surge da interação entre o núcleo do sistema e os drivers de vídeo GeForce após o patch, afetando o desempenho.
  • A desinstalação deve ser feita via Configurações do Windows 11, mas a Nvidia alerta que a remoção pode aumentar a vulnerabilidade do sistema.

A Nvidia recomenda que os proprietários de placas de vídeo da linha GeForce desinstalem a atualização KB5074109 do Windows 11, lançada pela Microsoft em janeiro de 2026. A orientação surge após uma onda de relatos indicando que o pacote provoca instabilidade severa, incluindo quedas na taxa de quadros (FPS), artefatos visuais e “telas pretas”.

Embora o patch seja obrigatório e resolva vulnerabilidades críticas do sistema, a Nvidia investiga um conflito técnico que compromete a execução de jogos e aplicações profissionais. Segundo o suporte, a remoção manual da atualização é, no momento, o único método eficaz para restaurar o desempenho das GPUs.

Por que a atualização afeta as GPUs Nvidia?

A comunidade de jogadores que utiliza hardware GeForce reportou perdas de performance que variam entre 15 e 20 FPS em diversos títulos, afetando desde modelos de entrada até as placas topo de linha da série RTX. O conflito técnico está na interação entre o núcleo do sistema e a forma como os drivers de vídeo gerenciam os recursos de hardware após a aplicação do patch.

A atualização KB5074109 foi projetada pela Microsoft como um pacote de segurança robusto, corrigindo 114 vulnerabilidades e introduzindo melhorias no consumo de energia para sistemas equipados com Unidades de Processamento Neural (NPUs). Entretanto, essas mudanças geraram uma incompatibilidade com drivers GeForce lançados recentemente (versões 582.28 e 591.86).

Inicialmente, muitos usuários acreditaram que o problema estava nos drivers da própria Nvidia, contudo, a telemetria coletada pela fabricante e os testes realizados por especialistas de hardware confirmaram que a instabilidade é desencadeada pelo código da atualização do Windows.

Alguns jogadores enfrentam apenas uma leve queda de desempenho, enquanto outros relatam artefatos gráficos — distorções visuais na tela — que tornam o uso do computador inviável.

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Conflito impede que GPU se comunique de forma eficiente com o Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Além dos problemas de desempenho, a Microsoft reconheceu que o patch apresentou falhas que impediram a inicialização correta de alguns sistemas. A empresa liberou uma atualização opcional que foca na correção das telas pretas e falhas de boot.

No entanto, a Nvidia alerta que este segundo patch pode não resolver as perdas de quadros por segundo, mantendo o conselho de desinstalação do pacote de janeiro para quem busca mais estabilidade.

Como realizar a desinstalação?

O procedimento deve ser feito através do menu de Configurações do Windows 11: Windows Update > Histórico de atualizações > Desinstalar atualizações. Nessa lista, é necessário localizar o registro identificado pelo código KB5074109 e confirmar a sua remoção. Após o processo, o sistema solicitará uma reinicialização obrigatória.

Para evitar que o Windows reinstale o pacote automaticamente, recomenda-se utilizar a opção “Pausar atualizações” por algumas semanas até que uma correção definitiva seja lançada.

É fundamental ressaltar que essa orientação não vale para todos. A própria Nvidia recomenda cautela: a desinstalação só deve ser realizada por usuários de GPUs GeForce que estejam enfrentando problemas técnicos. Como o pacote KB5074109 corrige mais de uma centena de brechas de segurança, removê-lo pode deixar o computador mais vulnerável a ameaças desnecessariamente.

A Nvidia reforçou que continua monitorando os fóruns de suporte e coletando dados técnicos para auxiliar a Microsoft no desenvolvimento de uma solução definitiva. O objetivo é que uma futura atualização cumulativa resolva os conflitos de driver sem comprometer a segurança do Windows 11.

Windows 11: Nvidia recomenda desinstalar atualização de janeiro

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Hackers russos usam falha crítica do Office para espionar usuários

6 de Fevereiro de 2026, 09:54
Microsoft Office 365 (Imagem: Jernej Furman / Flickr)
Campanha de espionagem explorou falha no Microsoft Office (imagem: Jernej Furman/Flickr)
Resumo
  • Hackers ligados à Rússia exploraram uma falha Office poucas horas após a correção da Microsoft.
  • O ataque comprometeu órgãos diplomáticos, marítimos e de defesa em nove países.
  • Segundo a empresa de segurança Trellix, a campanha durou 72 horas e utilizou 29 iscas diferentes, principalmente na Europa Oriental.

Pesquisadores de segurança identificaram uma campanha de espionagem cibernética que teria sido conduzida por hackers ligados ao governo da Rússia. A ofensiva explorou rapidamente uma falha crítica no Microsoft Office e começou menos de 48 horas após a Microsoft liberar uma atualização emergencial para corrigir o problema.

O ataque permitiu o comprometimento de dispositivos usados por organizações diplomáticas, marítimas e de defesa em mais de meia dúzia de países. Segundo a Trellix, empresa de cibersegurança, a velocidade da exploração reduziu drasticamente o tempo disponível para que equipes de TI aplicassem os patches e protegessem sistemas sensíveis.

Falha corrigida virou arma em menos de dois dias

A vulnerabilidade, catalogada como CVE-2026-21509, foi explorada pelo grupo rastreado sob nomes como APT28, Fancy Bear, Sednit, Forest Blizzard e Sofacy. Após analisar a correção liberada pela Microsoft, os invasores conseguiram desenvolver um exploit avançado capaz de instalar dois backdoors inéditos.

De acordo com a Trellix, toda a operação foi planejada para evitar detecção por soluções tradicionais de proteção de endpoints. Os códigos maliciosos eram criptografados, executados apenas na memória e não deixavam artefatos relevantes em disco. Além disso, os primeiros contatos com as vítimas partiram de contas governamentais previamente comprometidas, o que aumentou a taxa de sucesso das mensagens de phishing.

“O uso da CVE-2026-21509 demonstra a rapidez com que agentes alinhados a estados podem explorar novas vulnerabilidades, reduzindo a janela de tempo para que os defensores corrijam sistemas críticos”, escrevem os pesquisadores.

Segundo eles, “a cadeia de infecção modular da campanha — do phishing inicial ao backdoor em memória e aos implantes secundários — foi cuidadosamente projetada para explorar canais confiáveis e técnicas sem arquivos, para se esconder à vista de todos”.

A campanha de spear phishing durou cerca de 72 horas, começou em 28 de janeiro e utilizou ao menos 29 iscas diferentes, enviadas a organizações em nove países, principalmente da Europa Oriental. Oito deles foram divulgados: Polônia, Eslovênia, Turquia, Grécia, Emirados Árabes Unidos, Ucrânia, Romênia e Bolívia.

Imagem mostra um cadeado azul fechado, centralizado sobre um fundo abstrato em tons de cinza e azul claro, com formas geométricas que sugerem tecnologia e segurança digital. No canto inferior direito, a marca d'água "Tecnoblog" é visível.
Ataque usou ao menos 29 iscas de spear phishing em nove países (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como funcionavam os malwares instalados?

O ataque resultou na instalação dos backdoors BeardShell e NotDoor. O BeardShell permitia reconhecimento completo do sistema, persistência por meio da injeção de código em processos do Windows e movimentação lateral dentro das redes comprometidas.

Já o NotDoor operava como uma macro VBA — um tipo de script de automação de tarefas comum, mas que foi usado aqui como um comando malicioso oculto –, instalada após o desarme das proteções de macro do Outlook.

Uma vez ativo, o NotDoor monitorava pastas de e-mail e feeds RSS, reunindo mensagens em arquivos .msg enviados para contas controladas pelos invasores em serviços de nuvem. Para driblar controles de segurança, o malware alterava propriedades internas dos e-mails e apagava vestígios do encaminhamento automático.

A Trellix atribuiu a campanha ao grupo APT28 com “alta confiança”, avaliação reforçada pela Equipe de Resposta a Emergências Cibernéticas da Ucrânia (CERT-UA), que classifica o mesmo como UAC-0001. “A APT28 tem um longo histórico de espionagem cibernética e operações de influência”, afirmou a empresa.

Hackers russos usam falha crítica do Office para espionar usuários

Microsoft Office 365 (Imagem: Jernej Furman / Flickr)

Segurança digital (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Astronautas da NASA poderão levar smartphones nas missões à ISS e à Lua

5 de Fevereiro de 2026, 19:09
Selfie em close de um astronauta em traje espacial branco durante caminhada espacial. O visor do capacete reflete a estrutura da estação e parte do planeta Terra. Duas luzes brancas intensas estão acesas acima do visor. No braço esquerdo, há uma bandeira dos Estados Unidos e, no direito, um emblema circular colorido. O fundo exibe a curvatura da Terra com tons de azul intenso e nuvens brancas sobre o espaço negro. Na parte inferior, veem-se ferramentas e partes metálicas do traje.
Astronauta Mike Hopkins durante caminhada espacial em 2013 (foto: NASA)
Resumo
  • A NASA permitirá que astronautas levem smartphones nas missões Crew-12 e Artemis II para capturar momentos e compartilhar imagens.
  • A decisão visa modernizar a agência, simplificando o processo de aprovação de equipamentos, que inclui testes rigorosos.
  • Smartphones permitirão fotos e vídeos da Lua, superando as câmeras aprovadas anteriormente, como a DSLR Nikon de 2016.

Smartphones serão permitidos nas próximas missões rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) e à Lua. “Astronautas da NASA poderão, em breve, voar com seus smartphones de última geração, começando pela Crew-12 e pela Artemis II”, escreveu Jared Isaacman, administrador da agência espacial, na quarta-feira (04/02) em sua conta no X.

Crew-12 é o nome da missão que levará os astronautas da NASA Jessica Meir e Jack Hathaway, a astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA) Sophie Adenot, e o cosmonauta da Roscosmos Andrei Fediaev para a ISS, a bordo da espaçonave SpaceX Dragon. A data de lançamento prevista é 11 de fevereiro.

Fotografia da Estação Espacial Internacional (ISS) centralizada contra o fundo totalmente preto do espaço. A estrutura metálica complexa apresenta diversos módulos cilíndricos, braços robóticos e grandes painéis solares retangulares dispostos simetricamente nas extremidades. Os painéis à direita possuem tons alaranjados e bronze, enquanto os da esquerda e do centro exibem tons prateados, cinzas e azulados. A iluminação é lateral, destacando as texturas metálicas e as sombras da engenharia espacial.
Imagem da ISS captada pela espaçonave SpaceX Dragon (foto: NASA)

Já a Artemis II é a primeira missão tripulada de sobrevoo da Lua em mais de 50 anos — a última foi a Apollo 17, em 1972. Ela levará quatro astronautas: Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA). O lançamento não deve ocorrer antes de 6 de março de 2026.

Por que os astronautas vão levar smartphones?

Isaacman deu alguns motivos para a decisão de permitir equipamentos desse tipo no espaço. “Estamos dando a nossos tripulantes as ferramentas para captar momentos especiais para suas famílias e compartilhar imagens e vídeos inspiradores com o mundo”, declarou o administrador.

Outra explicação é modernizar a própria agência. Como observa o Ars Technica, o processo de aprovação de hardware é bastante rígido e inclui diversas etapas, como testes de radiação, térmicos e mecânicos de chips e baterias, entre muitos outros.

A ideia é verificar o que ainda faz sentido, como forma de agilizar contratações e compras. “Desafiamos os processos de longa data e certificamos aparelhos modernos para voos espaciais em um cronograma acelerado”, afirmou Isaacman.

Quais eram os equipamentos permitidos no espaço?

O Ars Technica afirma que, até então, as câmeras mais novas com aprovação para voar a bordo da Artemis II eram uma DSLR da Nikon de 2016 e alguns modelos da GoPro de uma década atrás. Com smartphones, os astronautas poderão fazer fotos e vídeos da Lua.

Mesmo assim, não é a primeira vez que um celular viaja ao espaço. A tripulação levou dois iPhones 4s para a missão final do programa Space Shuttle, mas não se sabe se eles foram usados. Atualmente, os astronautas usam tablets para se comunicar, e também vale dizer que missões espaciais privadas já permitiam que seus tripulantes levassem smartphones.

Com informações do Ars Technica

Astronautas da NASA poderão levar smartphones nas missões à ISS e à Lua

Imagem da ISS captada pela espaçonave SpaceX Dragon (foto: NASA)

PlayStation 5 Pro (2 TB) com cupom fica 23% mais barato na Magalu

5 de Fevereiro de 2026, 10:12
R$ 6.999,0023% OFF

Prós
  • Salto de 67% na em relação ao PS5 padrão
  • Armazenamento de 2 TB
  • aprimorado
  • Tecnologia de Upscaling com IA
Contras
  • Sem leitor de discos para jogos físicos
PIX Cupom
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O PlayStation 5 Pro está em promoção por R$ 5.393 no Pix com o cupom KABUM100 no Magazine Luiza. A versão mais poderosa do console da Sony, que promete alto desempenho e melhores gráficos, tem desconto de 23% em comparação ao preço de lançamento de R$ 6.999.

PlayStation 5 Pro tem GPU mais poderosa e SSD de 2 TB

Imagem do console PlayStation 5 Pro
PlayStation 5 Pro tem uma GPU poderosa, que promete melhores gráficos em jogos (Foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O PlayStation 5 Pro conta com melhorias significativas em relação ao PS5 padrão. Segundo a Sony, a GPU está 68% mais poderosa, e a memória 28% mais rápida, permitindo rodar jogos com resoluções maiores e com uma maior taxa de quadros.

Além disso, o maior espaço de armazenamento confere maior tranquilidade na hora de instalar games, que estão ficando cada vez maiores. Para quem precisa de ainda mais espaço, é possível instalar um SSD M.2 adicional de até 8 TB.

Na prática, o PlayStation 5 Pro ainda apresenta alguma lentidão, e o jogador terá que em muitos casos escolher entre mais quadros, ou uma maior resolução. Vale destacar que alguns games oferecem opções de ajustes que não estão disponíveis no PS5 padrão, seja o Fat (original) ou o Slim.

Imagem do console PlayStation 5 Pro e PlayStation 5
PlayStation 5 Pro (dir.) é bem parecido com o PS5 padrão (Foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O design do PlayStation 5 Pro é o mesmo do original, com ajustes visuais presentes também na versão Slim. É importante lembrar, entretanto, que ele não vem com um leitor de discos, e caso o usuário possua jogos físicos do PS4, que rodam via retrocompatibilidade, será preciso adquirir o acessório à parte.

O console tem acesso à PSN, o serviço digital da Sony que oferece jogos (pagos e free-to-play) e planos da PS+ que oferecem a possibilidade de jogar online, armazenamento ampliado na nuvem, e títulos selecionados oferecidos mês a mês, disponíveis enquanto a assinatura estiver ativa.

O PlayStation 5 Pro está saindo por R$ 5.393 no Pix com o cupom KABUM100 no Magazine Luiza, um abatimento de 23% sobre o valor original do console de mesa mais poderoso da Sony.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

PlayStation 5 Pro (2 TB) com cupom fica 23% mais barato na Magalu

Satélites russos acendem alerta de espionagem espacial na União Europeia

5 de Fevereiro de 2026, 09:34
Satélite para acesso à internet (imagem: divulgação/Viasat)
Satélites de comunicações sob alerta de segurança na Europa (imagem: divulgação/Viasat)
Resumo
  • Satélites russos Luch-1 e Luch-2 realizam aproximações prolongadas de satélites europeus, levantando suspeitas de espionagem espacial.
  • Autoridades europeias alertam para risco de interceptação de comunicações e possível manipulação de dados críticos.
  • Rússia expande capacidades com lançamentos dos satélites Cosmos 2589 e 2590, intensificando preocupações de segurança espacial na União Europeia.

Autoridades de segurança da União Europeia avaliam que satélites russos vêm monitorando e possivelmente interceptando comunicações de pelo menos uma dúzia de satélites que prestam serviços essenciais ao bloco. A movimentação, considerada atípica, ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Moscou e países ocidentais desde a invasão da Ucrânia.

De acordo com análises de inteligência citadas por autoridades europeias, além do risco de acesso a dados sensíveis, as manobras podem abrir caminho para interferências mais graves, como a alteração de trajetórias orbitais ou até a inutilização deliberada de satélites civis e governamentais.

Aproximações suspeitas em órbita geoestacionária

Os satélites russos conhecidos como Luch-1 e Luch-2 são monitorados há anos por autoridades civis e militares do Ocidente. Nos últimos três anos, porém, eles passaram a realizar aproximações mais frequentes e prolongadas de satélites europeus em órbita geoestacionária, a cerca de 35 mil quilômetros da Terra.

Dados orbitais e observações feitas por telescópios em solo indicam que esses veículos permanecem por semanas – às vezes meses – próximos a satélites usados para comunicações comerciais, governamentais e, em alguns casos, militares. Desde seu lançamento, em 2023, o Luch-2 já teria se aproximado de ao menos 17 satélites que atendem a Europa, além de partes da África e do Oriente Médio.

O general Michael Traut, chefe do comando espacial das Forças Armadas da Alemanha, afirmou ao Financial Times que há fortes indícios de que os satélites russos estejam realizando operações de inteligência de sinais. Para ele, o padrão de voo sugere a tentativa de permanecer dentro do feixe de dados enviado das estações terrestres aos satélites europeus.

Ilustração de satélite Direct-to-Device
Atividades russas levantam preocupações sobre satélites europeus (Imagem: Kevin Stadnyk/Unsplash)

Por que essas manobras preocupam as autoridades?

Um ponto central da preocupação está no fato de que muitos satélites europeus mais antigos não utilizam criptografia avançada em seus comandos. Isso significa que dados críticos – como instruções de controle orbital – podem ser captados, armazenados e eventualmente reutilizados por agentes hostis.

Segundo um alto funcionário europeu de inteligência, mesmo sem capacidade imediata de derrubar satélites, o simples acesso a esses sinais pode permitir ataques futuros. Ele explica que com esse tipo de informação, é possível imitar operadores em solo e enviar comandos falsos.

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, classificou as redes de satélites como um ponto vulnerável das sociedades modernas. “As atividades russas representam uma ameaça fundamental para todos nós, especialmente no espaço. Uma ameaça que não devemos mais ignorar”, afirmou em discurso no ano passado.

Especialistas do setor privado reforçam o diagnóstico. Belinda Marchand, da Slingshot Aerospace, afirmou que os satélites russos estavam “manobrando e estacionando próximos a satélites geoestacionários, muitas vezes por vários meses seguidos”. Já Norbert Pouzin, analista da empresa francesa Aldoria, observou que os alvos pertencem majoritariamente a operadores ligados à Otan.

Além do Luch-1 e do Luch-2, a Rússia lançou recentemente os satélites Cosmos 2589 e 2590, que apresentam capacidades semelhantes. O movimento é interpretado como parte de uma escalada mais ampla da chamada “guerra híbrida”, agora estendida ao espaço.

Satélites russos acendem alerta de espionagem espacial na União Europeia

Satélite para acesso à internet (imagem: divulgação/Viasat)

Tecnologia D2D promete levar sinal a áreas não cobertas por meios terrestres (Imagem: Kevin Stadnyk/Unsplash)

Musk diz que premiê da Espanha é “tirano” por querer banir menores das redes

4 de Fevereiro de 2026, 10:54
Elon Musk
Musk usou sua própria plataforma para disparar ofensas pessoais (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Elon Musk chamou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, de “tirano”e “traidor do povo espanhol” após proposta de regularização das redes.
  • Espanha quer banir menores de 16 anos das redes sociais e responsabilizar criminalmente CEOs e proprietários de plataformas.
  • A medida prevê verificação rigorosa de idade, como integração com o sistema de identidade digital ou biometria facial.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou ontem (03/02) um novo pacote legislativo que pode proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais no país. Em resposta, Elon Musk o chamou de “tirano” e “traidor do povo espanhol”.

O projeto estabelece sistemas rigorosos de verificação de idade e prevê, inclusive, a responsabilização judicial de executivos de tecnologia, o que provocou a reação imediata do dono do X/Twitter.

Quais são as mudanças propostas pela Espanha?

O anúncio de Sánchez faz parte de um plano para combater o que ele define como um “estado de anarquia digital”. Segundo o Euronews, o argumento do premiê espanhol é que as redes sociais falharam em proteger crianças contra discursos de ódio e conteúdos predatórios, motivo pelo qual se exige agora uma intervenção direta.

A nova legislação, que deve ser apresentada formalmente ao parlamento nas próximas semanas, deve eliminar as atuais “caixas de seleção” de idade. O governo pretende obrigar que plataformas como X, Instagram e TikTok adotem ferramentas de verificação mais robustas, como a integração com o sistema de identidade digital da Espanha ou o uso de biometria facial para validar a idade do usuário antes da criação de qualquer conta.

Diferente de regulamentações anteriores que permitiam o uso de redes por menores com autorização parental, o plano de Madri estabelece limite mínimo de 16 anos, sem exceções.

CEOs podem ser responsabilizados

Um dos pontos mais polêmicos da medida é a introdução da responsabilidade criminal para CEOs e proprietários de plataformas. Caso uma rede social permita o acesso de menores ou falhe na moderação de conteúdo, executivos como Musk poderão ser processados e responsabilizados criminalmente em solo espanhol, conforme detalhado pelo portal português Eco Sapo.

A reação de Musk foi rápida e carregada de ofensas. No X, o bilionário utilizou o apelido “Sánchez Sujo”, acompanhado de um emoji ofensivo, alegando que o governo está tentando “destruir a liberdade de informação”.

Esse conflito não é novo e escala uma tensão iniciada em 2025, quando Musk criticou as políticas migratórias de Sánchez. O desgaste do bilionário estende-se ao bloco europeu: no final de janeiro, o X tornou-se alvo de uma nova investigação da União Europeia, agravando os atritos com os reguladores locais.

Dirty Sánchez is a tyrant and traitor to the people of Spain 💩 https://t.co/B3oyHrBYpR

— Elon Musk (@elonmusk) February 3, 2026

Grécia e França aumentam o cerco contra as redes sociais

A movimentação espanhola não é um fato isolado no continente europeu. A Grécia também está finalizando um projeto de lei para banir menores de redes sociais, seguindo o modelo aprovado pela Austrália. O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, afirmou que o objetivo é combater o vício digital e o cyberbullying.

Já a França tem reforçado o rigor das leis atuais. Nesta semana, a sede do X em Paris foi alvo de buscas e apreensões por autoridades francesas. A investigação apura a manipulação de algoritmos, possível interferência estrangeira e a negligência na remoção de conteúdos ilícitos.

Segundo o Diário de Notícias, Elon Musk foi formalmente intimado a prestar depoimento perante os tribunais franceses. Em nota oficial, a equipe jurídica do X afirmou que as alegações são “infundadas”, alegando que a ação põe em risco a liberdade de expressão global.

Foto de pessoas sentadas usando smartphones. O foco da imagem são os smartphones, e as pessoas não aparecem.
Banimento de redes sociais para menores ganha força na Espanha e Grécia (imagem: Robin Worrall/Unsplash)

Se a Espanha conseguir implementar com sucesso a integração de IDs digitais para acesso a redes, abrirá um precedente técnico que forçará gigantes como a Meta e o X a alterarem suas arquiteturas para evitar o bloqueio em mercados europeus.

Historicamente, plataformas digitais se posicionam como “canais neutros”, sem responsabilidade pelo conteúdo gerado por terceiros. No entanto, o pacote legislativo de Sánchez passa a tratar as redes sociais como editoras de conteúdo. O argumento central é que, se a plataforma utiliza algoritmos para lucrar com o engajamento, ela deve ser juridicamente responsável pelo impacto social desse conteúdo.

Musk diz que premiê da Espanha é “tirano” por querer banir menores das redes

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI está insatisfeita com chips da Nvidia, diz reportagem

3 de Fevereiro de 2026, 12:21
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman nega problemas e diz que chips da Nvidia são os melhores do mundo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI está insatisfeita com o desempenho dos chips da Nvidia para inferência no ChatGPT, buscando alternativas com mais memória SRAM.
  • Rumores de tensão entre OpenAI e Nvidia surgiram, mas ambas as empresas negam desacordo; Sam Altman elogia os chips da Nvidia.
  • A OpenAI considera parcerias com startups como Cerebras e Groq para melhorar a velocidade de inferência, tendo fechado um acordo com a Cerebras.

A OpenAI não está contente com o desempenho dos modelos mais recentes de chips da Nvidia para inteligência artificial. O problema está especificamente no uso desse hardware para inferência — isto é, para executar as tarefas solicitadas pelos usuários.

A informação foi obtida pela agência de notícias Reuters junto a oito fontes com conhecimento do assunto, que falaram em condição de anonimato.

A reportagem reforçam os rumores de tensão entre as duas empresas. Na última sexta-feira (30/01), o Wall Street Journal publicou uma matéria sobre uma possível reavaliação nos investimentos de US$ 100 bilhões da Nvidia na OpenAI.

Oficialmente, as duas empresas negam qualquer desacordo. Em nota, a Nvidia afirmou que os consumidores escolhem seus chips porque eles entregam o melhor desempenho e o melhor custo-benefício.

Do lado da OpenAI, Sam Altman, CEO da empresa, usou sua conta no X para dizer que a Nvidia faz os melhores chips de IA do mundo e que espera que a OpenAI continue sendo uma compradora gigante por muito tempo.

Por que a OpenAI não está gostando dos chips da Nvidia?

Homem segura um chip em cada mão
Jensen Huang, CEO da Nvidia, apresenta modelos B200 e H100 (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Segundo a Reuters, sete das oito pessoas consultadas disseram que a OpenAI não está satisfeita com o tempo que os chips da Nvidia levam para dar respostas aos usuários do ChatGPT em questões específicas, como desenvolvimento de software e comunicação com outras inteligências artificiais.

Para resolver o problema, ela precisa de um novo hardware, que seria responsável por 10% das necessidades computacionais de inferência da OpenAI.

A questão seria limitada à inferência — processo em que os modelos de IA atendem às solicitações dos usuários. Na parte de treinamento, quando os modelos processam quantidades enormes de dados para identificar padrões e conexões neles, a Nvidia continua sendo dominante.

O que a OpenAI pretende fazer a respeito?

De acordo com a reportagem, a desenvolvedora do ChatGPT avalia trabalhar com startups do setor de chips, como Cerebras e Groq (sem relação com o chatbot de IA do X, o Grok), podendo inclusive adquirir uma companhia desse tipo.

A Reuters apurou que o interesse da companhia liderada por Sam Altman é encontrar chips com grandes quantidades de SRAM na mesma peça de silício que as próprias placas, visando oferecer velocidades maiores de inferência. As GPUs da Nvidia e da AMD usam memórias externas.

A OpenAI fechou um acordo com a Cerebras para adicionar 750 MW de potência computacional a seus data centers. Já as conversas com a Groq foram interrompidas depois de a própria Nvidia anunciar um acordo de licenciamento com a companhia.

Com informações da Reuters

OpenAI está insatisfeita com chips da Nvidia, diz reportagem

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Jensen Huang, CEO da Nvidia (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

OpenClaw vira alvo de malware e roubo de criptomoedas

2 de Fevereiro de 2026, 18:16
Cibercriminosos utilizam troca de nomes do projeto como isca (imagem: reprodução/OpenClaw)
Resumo

Pesquisadores de segurança da plataforma OpenSourceMalware emitiram um alerta urgente após a detecção de 14 skills maliciosas hospedadas no ClawHub entre os dias 27 e 29 de janeiro de 2026. As ferramentas fraudulentas se passavam por utilitários de negociação de criptomoedas e automação de carteiras digitais.

O objetivo central era a instalação de malware e o roubo de chaves privadas de usuários do OpenClaw, aproveitando-se da recente mudança na identidade do projeto, que ganhou popularidade nos últimos dias como Clawdbot e Moltbot.

O que é o OpenClaw e por que ele se tornou um alvo?

O OpenClaw é um assistente de inteligência artificial que ganhou tração recente devido à sua capacidade de operar como um agente. Diferentemente de chatbots comuns, ele consegue executar tarefas complexas de forma autônoma, como manipular arquivos e interagir com APIs de terceiros. Para expandir essas capacidades, o ecossistema utiliza o ClawHub, um registro público onde desenvolvedores compartilham skills (extensões de funcionalidade).

O problema está na arquitetura do software. Ao contrário de extensões de navegadores modernos, as ferramentas do OpenClaw não operam em um ambiente isolado (sandbox). Na prática, essas extensões são pastas de código executável que, uma vez ativadas, possuem permissão para interagir diretamente com o sistema de arquivos local e até acessar recursos de rede.

De acordo com a documentação do projeto, a instalação de uma skill equivale a conceder privilégios de execução local ao código de terceiros. Esta característica técnica elimina camadas essenciais de proteção contra códigos mal-intencionados.

Como ocorrem os ataques?

Os agentes maliciosos utilizam táticas para induzir o usuário a comprometer sua própria segurança. Segundo o relatório oficial, o método mais comum envolve a instrução para copiar e colar comandos de terminal durante um suposto processo de configuração da ferramenta.

Esses comandos, muitas vezes ofuscados, buscam e executam scripts remotos hospedados em servidores externos, contornando defesas básicas. Uma vez executados, eles realizam uma varredura profunda em busca de:

  • Dados de preenchimento automático e senhas salvas em navegadores
  • Arquivos de configuração (.config, .env) e chaves privadas de carteiras de criptomoedas
  • Tokens de sessão que permitem o acesso a contas sem a necessidade de autenticação de dois fatores
ClawHub é o repositório oficial de extensões para o OpenClaw (imagem: reprodução/OpenSourceMalware)

A situação é agravada pela crise de identidade do projeto. Em questão de dias, o software mudou de nome de Clawdbot para Moltbot devido a disputas de marca registrada e, posteriormente, para OpenClaw. Cibercriminosos têm explorado esse vácuo de informação e a criação de sites como o Moltbook – uma espécie de rede social para agentes de IA – para atrair usuários desavisados.

Recomendações de segurança

Até o momento, o ClawHub opera sob um modelo de confiança comunitária, sem sistemas de auditoria automatizada de código. Segundo informações do portal Tom’s Hardware, a moderação é reativa, dependendo exclusivamente de denúncias após a publicação das skills.

Especialistas recomendam que usuários tratem qualquer extensão de terceiros com o mesmo rigor aplicado a programas executáveis de fontes desconhecidas. É fundamental evitar ferramentas que exijam a execução manual de comandos de terminal ou que possuam pouco histórico de contribuição na comunidade. No atual cenário, o uso de carteiras de criptomoedas em máquinas que rodam agentes de IA com permissão de leitura de disco também é considerado uma prática de alto risco.

OpenClaw vira alvo de malware e roubo de criptomoedas

❌