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Instagram lança Instants, recurso para compartilhar fotos sem edição

13 de Maio de 2026, 15:07
Capturas de tela do Instants
Nova funcionalidade foca em fotos reais e espontâneas (imagem: reprodução/Meta)
Resumo
  • Instagram lançou o Instants, um recurso para compartilhar fotos sem filtro ou edição.
  • A nova ferramenta, disponível globalmente dentro do app do Instagram, não permite edição das fotos antes de compartilhá-las.
  • Diferente dos Stories, os Instants desaparecem após a visualização, mas compartilham as mesmas configurações de segurança do Instagram.

Após poucas semanas de testes restritos na Europa, o Instagram começou a liberar oficialmente, nesta quarta-feira (13/05), o Instants, novo recurso de compartilhamento de fotos voltado a registros mais rápidos e sem filtro. A proposta é a espontaneidade: o usuário pode tirar uma foto na hora e enviá-la para a seção de Amigos Próximos ou seguidores mútuos, sem retoques ou edição.

A novidade, que bebe da mesma fonte que o BeReal, passa a ficar disponível globalmente como uma seção dentro do próprio aplicativo do Instagram. Em alguns países, a Meta também liberou o Instants como um app independente.

Esse app fez parte dos testes da Meta em mercados como Espanha e Itália, em abril. Naquele momento, a empresa ainda parecia avaliar o melhor formato para o produto. Agora, com a integração ao Instagram, a maior parte dos usuários não vai precisar baixar outro app no celular.

“Você não pode editar seus Instants antes de compartilhá-los, permitindo que você compartilhe momentos autênticos enquanto eles acontecem”, diz a empresa em comunicado.

Como funciona o Instants?

GIF apresentando localização do Instants na seção de mensagens
Instants aparece como um card no canto direito das DMs no Instagram (gif: reprodução/Instagram)

No Instagram, o acesso ao Instants ocorre pela caixa de entrada de mensagens. Para usar, o usuário deve tocar no ícone de “pilha de fotos” no canto inferior direito da DM e capturar a imagem diretamente pela câmera.

O formato tem algumas limitações intencionais, como não poder enviar imagens da galeria e nem editar o conteúdo capturado com filtros. As fotos, diferente dos Stories, desaparecem para as pessoas após a visualização e não ficam acessíveis após 24 horas.

A empresa, no entanto, não quer que os momentos sejam esquecíveis: o sistema deve criar automaticamente um resumo com os compartilhamentos do período.

Quem recebe um instant pode reagir com emoji, responder por texto ou enviar outro registro de volta, mantendo a conversa dentro do mesmo fluxo.

Instants chega com configurações de segurança

O Instants já chega conectado às ferramentas de segurança existentes no Instagram, como bloqueio e restrição de contas. No caso de adolescentes, a função é integrada à Central da Família e às Contas de Adolescente.

Segundo a Meta, as proteções incluem:

  • Limite de tempo: o uso do Instants entra na contagem diária definida pelos pais para o Instagram;
  • Modo Noturno: notificações ficam silenciadas por padrão entre 22h e 7h para menores de idade;
  • Aviso aos responsáveis: se o adolescente baixar o app independente do Instants, os pais supervisores recebem uma notificação.

Instagram lança Instants, recurso para compartilhar fotos sem edição

(imagem: reprodução/Meta)

WhatsApp Plus começa a ser liberado no iPhone; conheça as diferenças

11 de Maio de 2026, 13:44
Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
WhatsApp Plus está sendo liberado gradualmente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O WhatsApp Plus está sendo liberado para usuários de iOS, oferecendo recursos extras mediante assinatura.
  • A assinatura custa 2,49 euros mensais na Europa e inclui recursos como figurinhas premium e opções de cores.
  • O aplicativo básico continua gratuito.

O WhatsApp Plus está sendo liberado para um número limitado de usuários do iOS, o sistema do iPhone. O pacote, que custa 2,49 euros mensais na Europa (R$ 14,50, em conversão direta), inclui recursos extras como stickers premium, limite mais alto de conversas fixadas e configurações adicionais para listas.

No fim de abril, o WhatsApp Plus foi liberado para alguns usuários da versão para Android em caráter de teste. Agora, segundo o site especializado WABetaInfo, a assinatura está sendo liberada gradualmente para quem tem iPhone ou iPad.

Duas capturas de tela de um iPhone lado a lado. Na esquerda, o menu "Try WhatsApp Plus free for one week" detalha os benefícios: "Send premium stickers", "Choose a custom app icon", "Change your app's theme", "Get premium ringtones", "Upgrade your lists" e "Pin extra chats". Há um botão azul "Start your free week" e o logo da "Meta" abaixo. Na direita, a aba "Chats" exibe um pop-up com o título "More ways to make WhatsApp yours" e um botão verde escrito "Explore benefits".
Alguns usuários receberam uma semana de teste grátis (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Vale dizer que o WhatsApp Plus não é obrigatório. Quem não estiver interessado nos recursos extras poderá continuar usando o app gratuitamente.

Quais são os diferenciais do WhatsApp Plus?

A assinatura dá direito a seis recursos adicionais:

  • Pacotes de figurinhas premium.
  • Temas para a interface do aplicativo, com 18 opções.
  • Ícones coloridos, com 14 opções
  • Até 20 conversas fixas no topo da lista.
  • Opções de tema, toque de notificação e toque de chamada para cada lista de conversas.
  • Ringtones extras, com 10 opções.
Captura de tela de um iPhone exibindo a interface "New list" do WhatsApp. No topo, há um campo "List name" preenchido com "WABetaInfo". Abaixo, a seção "Included" mostra o item "WBI". Uma nova seção chamada "WhatsApp Plus" apresenta três opções de personalização: "Theme", "Alert Tone" com o ajuste "Default (Note)" e "Ringtone" definido como "Default". No rodapé, o texto informativo diz "Included with your subscription. See all benefits" em letras pequenas e na cor verde.
Listas ficam mais completas com o pacote (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Quanto o WhatsApp Plus custa?

Por enquanto, não houve um anúncio oficial sobre os preços. Tudo que sabemos é o que apareceu em outros mercados.

  • Europa: 2,49 euros (aproximadamente R$ 14,50, em conversão direta).
  • Paquistão: 229 rúpias paquistanesas (R$ 4).
  • México: 29 pesos mexicanos (R$ 8,30).

Isso indica que a Meta não adotou um preço único e o converteu para outras moedas. Em vez disso, a empresa está adaptando os valores para os diferentes mercados.

Segundo o WABetaInfo, o WhatsApp Plus oferece um período de testes, que pode ser de uma semana ou um mês, dependendo do usuário. O pacote é renovado mensalmente e pode ser cancelado até 24 horas antes do próximo ciclo de faturamento. A assinatura é feita pela App Store.

WhatsApp Plus começa a ser liberado no iPhone; conheça as diferenças

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Alguns usuários receberam uma semana de teste grátis (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Listas ficam mais completas com o pacote (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Instagram testa Instants, novo aplicativo de fotos efêmeras

24 de Abril de 2026, 12:10
Ilustração mostra um exemplo de como repostar o story de um amigo no Instagram
Instants tenta ser um app de stories efêmeros e realistas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Instagram testa um novo aplicativo independente chamado Instants.
  • O Instants abre direto na câmera e limita a edição a texto em imagens e vídeos, sem filtros e recursos avançados do Instagram principal.
  • O app está sendo testado em regiões da Europa, tanto para Android quanto para iPhone, mas ainda sem previsão de expansão para outras regiões.

O Instagram iniciou os testes de um novo aplicativo independente, chamado Instants, voltado ao compartilhamento de fotos e vídeos que desaparecem após 24 horas. A ferramenta está sendo lançada de forma limitada em países como Itália e Espanha, tanto para Android quanto para iPhone.

Nos testes iniciais, os usuários podem enviar conteúdos que ficam disponíveis por até um dia, mas que podem ser visualizados apenas uma única vez dentro desse período. Se parece um dejavú para você, é porque esse conceito já teve dias de fama em rivais como Snapchat e BeReal — febre entre os jovens por algum tempo.

De acordo com apuração do Business Insider, a Meta está experimentando diferentes versões do Instants antes de decidir por uma expansão mais ampla. Segundo porta-vozes da empresa ouvidos pelo veículo, a proposta é criar um ambiente de “baixa pressão”, voltado a interações mais espontâneas entre amigos.

Foco na espontaneidade

Capturas de tela do Instants
Instants permite o compartilhamento instantâneo de imagens com pouca edição (imagem: reprodução/Meta)

A proposta do app é reduzir o nível de produção das postagens. Isso aparece já na experiência de uso: o Instants abre diretamente na câmera, incentivando o registro do momento.

As ferramentas de edição também são limitadas de forma intencional. O usuário pode adicionar apenas texto às imagens e vídeos, sem acesso aos filtros mais elaborados e recursos de edição disponíveis no Instagram principal.

O slogan do app, “vida real, rápido” (real life, real quick), reforça essa proposta de capturar e compartilhar momentos do cotidiano sem preocupação estética.

Os conteúdos podem ser enviados para seguidores mútuos ou para a lista de “Amigos Próximos”. Segundo o 9to5Google, a experiência é uma evolução do recurso “Shots”, que antes ficava integrado às mensagens do Instagram e agora ganha um aplicativo próprio.

O uso “low profile” de redes sociais cresceu entre adolescentes nos últimos anos, o que levanta discussões frequentes sobre o impacto das plataformas na comunicação e autoestima desse público. Um levantamento da própria Meta, entre 2023 e 2024, identificou a insatisfação entre adolescentes com o próprio corpo após visualizar postagens no Instagram.

Integração com o ecossistema Meta

Apesar de funcionar como um app separado, o Instants continua vinculado à conta do Instagram, assim como ocorre com o Threads. Todo o conteúdo compartilhado ou recebido também pode ser acessado dentro da plataforma pricnipal, o que mantém a integração com o ecossistema da Meta.

Por enquanto, o Instants segue em fase de testes, sem previsão de lançamento em mercados como Brasil e Estados Unidos, nem confirmação de versão para desktop.

Instagram testa Instants, novo aplicativo de fotos efêmeras

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Meta)

Honor lança linha 600 com design inspirado no iPhone 17 Pro

23 de Abril de 2026, 16:01
Imagem de um Honor 600 Pro laranja disposto em uma praia, frente ao mar e à luz do sol
Linha Honor 600 parte de design “cópia do iPhone”, mas entrega configurações robustas (imagem: divulgação/Honor)
Resumo
  • A Honor lançou os novos Honor 600 e Honor 600 Pro, modelos que a empresa posiciona como topos de linha acessíveis, com câmera principal de 200 megapixels e baterias de alta capacidade.
  • Os dispositivos têm design inspirado no iPhone 17 Pro e vêm com processadores Snapdragon 7 Gen 4 e Snapdragon 8 Elite na versão Pro, respectivamente.
  • Os aparelhos estão disponíveis na Europa e na Ásia a partir de 30 de abril, com preços que começam em 649,90 euros (cerca de R$ 3.800) para o Honor 600 e 999,90 euros (aproximadamente R$ 5.850) para o Honor 600 Pro.

A Honor anunciou o lançamento global dos novos Honor 600 e Honor 600 Pro, modelos que a empresa posiciona como topos de linha acessíveis. Esses aparelhos chegarão diretamente ao mercado internacional, diferente da geração anterior, que ficou restrita à China.

A estreia ocorre simultaneamente na Europa e na Ásia, com início das vendas previsto para 30 de abril. Os dispositivos chamam atenção por reunir uma câmera principal de 200 megapixels, baterias de alta capacidade e um visual que remete, claramente, à estética adotada pela Apple em seus iPhones mais recentes.

Ainda não há previsão de lançamento do dispositivo no Brasil. Por aqui, a empresa já lista o Honor 600 Lite em seu site oficial, primeiro dispositivo da nova linha e que chegou ao mercado em março.

Estética em linha com a Apple

Imagem de um Honor 600 inclinado em um fundo de céu com nuvens
Honor 600 apresenta tela de 6,57 polegadas com brilho alto (imagem: divulgação/Honor)

O visual da linha 600 lembra, de forma muito próxima, o design implementado pela Apple nos lançamentos do ano passado. Isso se dá, principalmente, graças ao módulo de câmeras e da disposição dos sensores, especialmente na cor alaranjada. Não é a primeira vez, já que a empresa seguiu uma abordagem parecida no Honor Power 2, lançado em janeiro.

Apesar das semelhanças, a empresa mantém algumas escolhas próprias. Ambos os modelos contam com certificação IP69K, que garante resistência a jatos de água de alta pressão e poeira — um nível acima do padrão mais comum no mercado.

O conjunto é complementado por telas AMOLED de 6,57 polegadas, com taxa de atualização de 120 Hz e brilho de pico HDR que chega a 8.000 nits.

Hardware e câmeras

Mockup de especificações técnicas do Honor 600
Honor 600 e 600 Pro chegam com até 12 GB de RAM e 512 de armazenamento (imagem: reprodução/Honor)

Embora compartilhem design e tela, as diferenças entre o Honor 600 e o 600 Pro aparecem principalmente no desempenho e nas câmeras:

  • Processador e memória: o Honor 600 utiliza o Snapdragon 7 Gen 4, enquanto o modelo Pro vem equipado com o Snapdragon 8 Elite, chip presente em flagships de 2025. Ambos oferecem até 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.
  • Câmeras: os dois modelos trazem sensor principal de 200 MP, ultrawide de 12 MP e câmera frontal de 50 MP. O 600 Pro adiciona uma lente teleobjetiva periscópica de 50 MP com zoom óptico de 3,5x.
  • Bateria e carregamento: a capacidade varia por região — 6.400 mAh na Europa e até 7.000 mAh na Ásia. O carregamento com fio é de 80 W em ambos, mas apenas o modelo Pro conta com carregamento sem fio de 50 W.
  • Software e IA: os aparelhos chegam com o MagicOS 10, baseado no Android 16, com recursos de inteligência artificial integrados. Entre eles está o AI Image to Video 2.0, voltado à geração de vídeos, além de um botão físico dedicado para funções de IA.

Preço e disponibilidade

Na Europa, o Honor 600 parte de 649,90 euros (cerca de R$ 3.800), enquanto o Honor 600 Pro começa em 999,90 euros (aproximadamente R$ 5.850).

Segundo o The Verge, o valor do modelo Pro fica próximo ao de um iPhone básico na região, mas ainda abaixo das versões Pro da Apple, justamente as que serviram de referência visual para os novos aparelhos.

Honor lança linha 600 com design inspirado no iPhone 17 Pro

(imagem: divulgação/Honor)

(imagem: divulgação/Honor)

(imagem: reprodução/Honor)

WhatsApp Plus começa a ser testado; conheça as diferenças da versão paga

21 de Abril de 2026, 16:37
Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
WhatsApp pago é objeto de rumores desde janeiro de 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta começou a liberar o WhatsApp Plus, versão paga do WhatsApp, para alguns usuários.
  • O WABetaInfo reporta preço de 2,49 euros mensais na União Europeia.
  • O WhatsApp Plus inclui figurinhas premium, mudança de tema do app e ícone personalizado, entre outros recursos.

A Meta começou a liberar uma versão paga do WhatsApp para alguns usuários. Chamada WhatsApp Plus, a assinatura traz, em grande parte, mudanças estéticas, como ícones, temas e ringtones.

De acordo com o site WABetaInfo, especializado na cobertura de notícias sobre o mensageiro, o preço na União Europeia é de 2,49 euros mensais (R$ 14,55, em conversão direta). No Reddit, um usuário paquistanês relatou que, por lá, o WhatsApp Plus custa 299 rúpias paquistanesas (R$ 4,07).

Três smartphones exibem a interface do WhatsApp Plus. No primeiro, o menu "App theme" mostra uma grade com vinte círculos coloridos para personalização, com o verde selecionado. Abaixo, o botão "Get WhatsApp Plus". O segundo aparelho mostra a lista de conversas com elementos em tom coral, como o botão de nova mensagem e notificações. O terceiro exibe um chat com fundo bege claro e detalhes em coral. No topo das telas, lê-se o texto "WABETAINFO" em marca-d'água transparente.
Seleção de cores do app é uma das novidades (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Ainda não sabemos quanto o WhatsApp Plus vai custar no Brasil, mas essas informações do exterior indicam que o preço provavelmente será ajustado por mercado.

O que muda no WhatsApp Plus?

Na tela compartilhada pelo WABetaInfo, o WhatsApp lista os diferenciais de sua versão paga:

  • Figurinhas premium
  • Mudar tema do app
  • Escolher um ícone personalizado
  • Fixar conversas extras
Um smartphone centralizado mostra a lista de conversas do WhatsApp sobre um fundo verde claro. Uma janela sobreposta no centro da tela exibe o aviso: "You can only pin 20 chats". Abaixo, o texto "Add this chat to a list instead. Lists appear as filters at the top of your Chats tab.", seguido pelos botões "Cancel" e "Add to list instead". Na lista de conversas ao fundo, vê-se um ícone de fixação (pin) cinza ao lado de um chat. A marca-d'água "WABETAINFO" cruza o centro da imagem.
Assinantes poderão fixar até 20 conversas (imagem: reprodução/WABetaInfo)
  • Ringtones premium
  • Listas de conversas com melhorias

Assinatura é esperada há meses

Algumas das primeiras notícias sobre uma versão paga do WhatsApp surgiram em janeiro de 2026. Na época, a especulação era de recursos extras turbinados por inteligência artificial.

Em março, já ficou claro que a ideia da Meta não era bem essa. Naquele mês, a empresa começou a liberar uma lista de espera para o pacote por assinatura, apresentando alguns dos diferenciais da lista já citada. A propaganda do recurso começou a aparecer até mesmo na tela de seleção de stickers.

Ter uma assinatura paga opcional não é exclusividade do WhatsApp. O Telegram, um de seus principais concorrentes, oferece um pacote premium com limites maiores para envios de arquivos, downloads mais rápidos, transcrições de voz, imagens de perfil animadas e remoção de anúncios do app, entre outros diferenciais.

Com informações do Android Police e do TechCrunch

WhatsApp Plus começa a ser testado; conheça as diferenças da versão paga

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Seleção de cores do app é uma das novidades (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Assinantes poderão fixar até 20 conversas (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Europa quer que Google compartilhe dados de busca com concorrentes

17 de Abril de 2026, 13:42
Illustração mostra uma lupa sobre o logotipo do Google, uma letra G em cores vermelho, amarelo, verde e azul, sinalizando a busca no navegador. Na parte inferior direita, está a marca d'água do "Tecnoblog".
Europa quer que Google compartilhe dados de busca com concorrentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia propôs que Google compartilhe dados de busca com rivais para cumprir legislação de concorrência da região;
  • Google teria que fornecer dados de pesquisa como classificação, consultas, cliques e visualizações;
  • companhia já manifestou que é contrária às medidas apresentadas pela Comissão Europeia e que lutará contra elas.

A DMA (Lei dos Mercados Digitais) da União Europeia visa tornar o setor de tecnologia mais equilibrado em termos de competitividade nos países do bloco. É com base nessa lei que a Comissão Europeia propôs medidas para que o Google se adeque ao regulamento. Entre elas está o de que a companhia divida determinados dados de seu mecanismo de busca com concorrentes.

De acordo com a própria entidade, “o objetivo das medidas é permitir que mecanismos de busca online de terceiros, ou ‘beneficiários de dados’, otimizem seus serviços de pesquisa e contestem a posição do Google Search”.

Ainda de acordo com a Comissão Europeia, isso significa que o Google teria que compartilhar, com companhias rivais, “dados de pesquisa, como dados de classificação, consultas, cliques e visualizações, em termos justos, razoáveis e não discriminatórios”.

O compartilhamento também incluiria dados de pesquisas a partir de chatbots de IA, ou seja, feitos via Gemini.

A razão disso é um tanto óbvia: o Google é o mecanismo de busca mais popular da web, inclusive na Europa; teoricamente, o compartilhamento desses dados faria o Google ser menos dominante no segmento de buscas online, criando o equilíbrio concorrencial que é almejado pela DMA.

Bandeiras da União Europeia
Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

O Google aceitará o que a Comissão Europeia propõe?

O que a Comissão Europeia fez foi propor medidas para que o Google se adeque à DMA, mas, até o momento, não há nenhuma imposição para que a companhia siga as orientações da entidade. Uma decisão só deverá ser anunciada pelo órgão no fim de julho deste ano. Enquanto isso, Google e outras partes interessadas podem enviar comentários a respeito.

De todo modo, à Reuters, o Google já sinalizou que não concorda com as medidas:

Centenas de milhões de europeus confiam ao Google suas buscas mais sensíveis — incluindo perguntas privadas sobre sua saúde, família e finanças — e a proposta da Comissão nos obrigaria a entregar esses dados a terceiros, com proteções de privacidade perigosamente ineficazes.

Clare Kelly, conselheira sênior de concorrência do Google

Não surpreende. O que a Comissão Europeia propõe não é pouca coisa. Os dados que o Google teria que compartilhar com rivais são tão sensíveis para o negócio de buscas que, pior do que isso, seria apenas a imposição de que a companhia compartilhasse a sua própria tecnologia de pesquisa.

Seja como for, o imbróglio do Google na Europa está longe do fim. Há pouco mais de um ano que a companhia foi acusada de violar a DMA. De lá para cá, a empresa anunciou algumas medidas de ajustes que, até agora, foram consideradas insuficientes.

Vale lembrar que, ainda no âmbito da DMA, uma das investigações mais recentes da União Europeia, iniciada em novembro de 2025, tenta apurar se o Google estaria prejudicando veículos jornalísticos nos resultados de buscas.

Europa quer que Google compartilhe dados de busca com concorrentes

Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

Crise dos PCs faz Samsung alertar europeus sobre SSDs falsos

17 de Abril de 2026, 10:56
Samsung 990 Pro falso
Samsung 990 Pro falso (imagem: reprodução/ComputerBase)
Resumo
  • Samsung alertou sobre SSDs 990 Pro falsificados na Europa; avisou surge após caso de austríaco que recebeu 2 SSDs falsificados de 1 TB que não funcionavam;
  • inspeção das unidades falsificadas identificou placa de circuito azul e controlador Realtek; no modelo original, a placa é preta e o controlador é Pascal;
  • Samsung recomendou compra apenas em sua loja online ou em revendedores autorizados, e indicou software Samsung Magician para verificar autenticidade.

Além de memórias RAM, SSDs também estão escassos, o que leva a preços consideravelmente mais altos. Esse cenário deu força para um problema antigo: o de dispositivos falsificados. A situação chegou a um ponto em que a Samsung se viu obrigada a alertar sobre unidades falsas dos SSDs 990 Pro na Europa.

O caso em questão veio à tona depois que o site alemão ComputerBase relatou que um austríaco recebeu duas unidades falsificadas do Samsung 990 Pro de 1 TB. As suspeitas começaram depois que o comprador constatou que nenhum dos dois dispositivos funcionava.

As embalagens de ambos os SSDs não tinham sinais que sugerissem que aqueles produtos não eram originais. A certeza sobre a falsificação veio depois da inspeção das unidades, que revelou que elas usavam uma placa de circuito na cor azul e um controlador Realtek. No modelo original, a placa tem cor preta e controlador Pascal.

Qual foi a reação da Samsung?

Alertada sobre o problema, a Samsung emitiu a seguinte nota (em tradução livre) para recomendar que os SSDs da marca sejam comprados apenas em canais oficiais:

A Samsung leva muito a sério as denúncias de produtos de memória falsificados. Estamos tomando medidas consistentes para combater a distribuição desses produtos falsificados.

Recomendamos a compra de unidades de armazenamento Samsung exclusivamente pela Loja Online da Samsung ou por revendedores autorizados. Os consumidores também podem usar o software Samsung Magician para verificar a autenticidade do produto.

Como já informado, esse tipo de problema não é incomum. Nós, no Brasil, já estamos até acostumados com isso. As chances de você encontrar SSDs falsificados nos principais marketplaces do país não são pequenas.

Samsung 990 Pro original, com placa na cor preta
Samsung 990 Pro original, com placa na cor preta (imagem: reprodução/Samsung)

O que chama a atenção no caso da Samsung é que o problema envolve uma linha de SSDs de alto desempenho e, portanto, mais cara. Normalmente, falsificadores focam em modelos mais baratos porque eles geram maiores volumes de vendas e são tecnicamente mais fáceis de serem falsificados.

É por isso que os crescentes relatos sobre unidades falsas dos SSDs Samsung 990 Pro levantam a suspeita de que o problema tem relação com os preços cada vez maiores desses produtos no mercado.

O aspecto mais alarmante é que, em alguns casos, a falsificação é tão bem feita que até usuários experientes têm dificuldades para identificar unidades não originais. Isso aconteceu recentemente no Japão: uma unidade falsa do Samsung 990 Pro testada pelo site Akiba PC Hotline tinha até desempenho similar ao do original.

Com informações do TechRadar

Crise dos PCs faz Samsung alertar europeus sobre SSDs falsos

Samsung 990 Pro falso (imagem: reprodução/ComputerBase)

Mais um país europeu bloqueará redes sociais para menores

8 de Abril de 2026, 16:59
Criança no celular
Grécia se une à Portugal, Espanha e França por regulação de redes (imagem: Unsplash/Bruce Mars)
Resumo
  • Grécia proibirá o acesso de menores de 15 anos às redes sociais.
  • O anúncio foi feito pelo TikTok do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis.
  • A regulamentação grega entra em vigor em 1º de janeiro de 2027 e deve ser detalhada um pouco antes.
  • França, Portugal, Espanha, Austrália e Brasil já adotaram medidas sobre acesso de menores a plataformas digitais.

A Grécia é o mais novo país europeu a anunciar restrições ao acesso de menores às redes sociais. Em um anúncio feito via TikTok, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis confirmou que o país proibirá o acesso de menores de 15 anos a essas plataformas. A regulamentação será detalhada no verão de 2026 do hemisfério norte e entra em vigor em 1º de janeiro de 2027.

“A Grécia é um dos primeiros países europeus a tomar essa iniciativa, mas tenho certeza de que não será o último”, disse Mitsotakis. “Nosso objetivo é pressionar a União Europeia nessa direção”. Atualmente, França, Espanha e Portugal já anunciaram medidas semelhantes, seguindo o projeto pioneiro da Austrália aprovado em 2024.

O país entra numa lista crescente de nações que, nos últimos meses, aprovaram ou avançaram em restrições ao público infantil na internet, um movimento que começou na Austrália em 2024 e que já chegou ao Brasil, à França, a Portugal e à Espanha.

Países europeus aderem à proibição

Europeus avançam com leis locais enquanto UE avalia medidas (imagem: reprodução)

Países europeus, até o momento, seguem caminhos distintos com base na Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês). A França é o caso mais próximo do modelo discutido na Grécia, com um projeto que mira o acesso de menores de 15 anos às redes sociais. Por lá, a ideia é bloquear plataformas consideradas nocivas e liberar outras com a autorização dos pais.

Neste mês, o projeto voltou à Assembleia Nacional (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil), após aprovação de um texto modificado no Senado do país.

Em Portugal, o projeto aprovado em fevereiro de 2026 vai além das redes sociais: inclui jogos, marketplaces e outros serviços digitais, semelhante ao ECA Digital brasileiro. O corte etário, entretanto, é mais rígido — uso autônomo só a partir dos 16 anos; entre 13 e 15, apenas com consentimento parental verificável.

O texto também entra no design das plataformas, exigindo contas privadas, perfis não pesquisáveis e limitação de recomendações algorítmicas para menores.

Já a Espanha discute uma lei orgânica mais ampla de proteção digital. A ideia é reformar o sistema, elevando a idade de consentimento para uso de dados, impor verificação de idade e reforçar o controle parental em serviços audiovisuais e plataformas.

Austrália criou precedente

A onda regulatória segue o precedente criado pela Austrália em 2024, quando aprovou a lei que proíbe o acesso de menores de 16 anos a redes sociais. Até então, um dos marcos mais rígidos do mundo.

Em setembro de 2025, o Brasil sancionou o ECA Digital. A lei entrou em vigor em março deste ano, determinando que menores de 16 anos só podem usar redes sociais em contas vinculadas à de um responsável maior de idade. Estabelece, também, obrigações às plataformas, como mecanismos de verificação de idade.

Segundo a Bloomberg, Donald Trump tem criticado repetidamente o que considera um excesso de regulações digitais da União Europeia contra empresas de tecnologia do país.

Mais um país europeu bloqueará redes sociais para menores

33% das pessoas já espiaram dados sensíveis no celular alheio

7 de Abril de 2026, 09:42
Foto de pessoas sentadas usando smartphones. O foco da imagem são os smartphones, e as pessoas não aparecem.
Uso do celular no transporte e em filas facilita a vida dos bisbilhoteiros de plantão (foto: Robin Worrall/Unsplash)
Resumo
  • A pesquisa da Samsung ouviu 11.000 pessoas em 11 países da Europa. O estudo mostrou que 56% já olharam a tela de outro celular e 33% já viram dados sensíveis.
  • O transporte público foi o local com maior incidência de exposição, com 57%. Filas de lojas e supermercados tiveram 35%. Bares, cafés e restaurantes tiveram 13%.
  • A Samsung integrou a Tela de Privacidade no Galaxy S26 Ultra. O recurso restringe o ângulo de visão da tela e dificulta a leitura lateral.

Uma pesquisa recente encomendada pela Samsung revela que 56% das pessoas já olharam para a tela do smartphone alheio, na maioria das vezes por acidente. O estudo, divulgado neste mês, foi realizado com milhares de usuários no continente europeu para mapear o comportamento do público em espaços abertos e justificar o desenvolvimento de novas tecnologias.

Baseando-se nas respostas de 11 mil pessoas, os dados indicam que 48% dos entrevistados acreditam que usar celulares em locais de grande circulação é uma prática privada. Em contrapartida, 52% reconhecem ser muito simples enxergar a tela do vizinho.

Esse fenômeno de exposição gera a chamada “audiência acidental”, que ocorre quando a tela entra naturalmente no campo de visão de alguém. O transporte público lidera esse cenário, apontado por 57% da amostra como o local com maior incidência – filas de supermercados e lojas ocupam o segundo lugar (35%), seguidas por bares, cafés e restaurantes (13%).

A espiada nem sempre é obra do acaso. O levantamento mediu a intencionalidade dessas ações e revelou que 24% dos indivíduos olham celulares de estranhos movidos pela curiosidade. As reações variam: enquanto 28% afirmam ignorar o que foi lido e 27% desviam os olhos, 7% admitem que continuam acompanhando disfarçadamente o que se passa no aparelho.

O que as pessoas mais veem em outras telas?

Quando isso acontece, 33% dos entrevistados confirmam já ter visualizado informações sensíveis, enquanto 27% relataram ter cruzado com conteúdos classificados como inapropriados. Entre os itens mais visualizados, destacam-se:

  • Fotos pessoais: 38%
  • Rosto da pessoa durante videochamadas: 32%
  • Mensagens pessoais e de texto: 29%
  • Atividades e notificações em redes sociais: 27%
  • Compras em lojas online: 17%
  • Alertas e perfis em aplicativos de namoro: 12%
  • Saldos e detalhes de contas bancárias: 11%

Essa vulnerabilidade já alterou como parte dos usuários interagem com os dispositivos fora do ambiente doméstico: 49% já tiveram a sensação de estarem sendo monitorados, por exemplo. As operações financeiras são o principal alvo dessa cautela, sendo evitadas por 62% do público.

Adicionalmente, 49% adiam digitar senhas para momentos mais seguros e 43% não abrem mensagens privadas caso não estejam sozinhos. Quando percebem o monitoramento indesejado, a reação de 42% do público é simplesmente guardar o celular no bolso. Apenas 10% demonstram disposição para confrontar verbalmente a pessoa curiosa, enquanto 9% relatam não tomar atitude alguma.

A resposta da tecnologia aos olhares curiosos

Usuários podem configurar o recurso na seção de privacidade da tela do aparelho (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A Samsung aproveitou a divulgação da pesquisa para reforçar as qualidades da Tela de Privacidade, recurso introduzido recentemente no Galaxy S26 Ultra. Diferentemente das clássicas películas escurecidas, o recurso é nativo e pode ser habilitado ou desativado nas configurações da One UI. Quando ligada, a tecnologia trabalha restringindo o ângulo de emissão luminosa da tela, focando a nitidez na direção de quem está na frente do dispositivo e dificultando a visão lateral.

As estatísticas apresentadas baseiam-se em amostras de 11 nações europeias (Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Itália, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Holanda e Bélgica).

33% das pessoas já espiaram dados sensíveis no celular alheio

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Levantamento revela que transporte público é o principal cenário para olhares curiosos; fabricantes começam a integrar soluções para contornar o problema.

(Imagem: Robin Worrall / Unsplash)

Emissoras e streamings pedem regulação de smart TVs na UE

23 de Março de 2026, 15:54
Bandeiras da União Europeia
Empresas pedem que plataformas sejam submetidas à DMA (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)
Resumo
  • Empresas de mídia pressionam a União Europeia por regras mais duras contra sistemas de smart TVs e assistentes de voz.
  • O grupo afirma que empresas como Google, Amazon e Samsung já controlam o acesso ao conteúdo e dificultam a concorrência.
  • Proposta quer que Alexa, Siri e ChatGPT entrem na regulação.

Um grupo formado pelas maiores empresas de televisão e streaming na Europa está pressionando a União Europeia para aplicar as regras antitruste mais rígidas do bloco aos sistemas de smart TVs e assistentes de voz. O lobby, que inclui gigantes como Disney, Warner Bros. Discovery, Paramount+ e Sky, quer que softwares como Android TV (Google), Fire OS (Amazon) e Tizen (Samsung) sejam submetidos à Lei dos Mercados Digitais (DMA).

De acordo com apuração da Reuters, o grupo considera que as empresas de tecnologia passaram a controlar por onde o conteúdo audiovisual chega ao espectador europeu. Para o setor, essas plataformas já funcionam como gatekeepers do acesso, ditando o que milhões de pessoas podem assistir.

Em vigor desde o início de 2024, o DMA é a principal ferramenta antitruste da UE para frear o monopólio das big techs dentro dos países do bloco. A lei as proíbe de favorecer os próprios serviços em detrimento de rivais, além de obrigá-las a abrir seus ecossistemas para garantir a livre escolha do consumidor. É nesse enquadramento que as emissoras querem que as plataformas estejam.

Associação pressiona UE por medidas rígidas

Tela de smart TV de 55 polegadas exibindo menu inicial com opções de apps como Netflix, Prime Video, Disney+, YouTube e Apple TV. No centro da tela, texto em inglês: "Explore your favorite content quickly and easily" e abaixo, seleção de dramas em destaque. A TV está sobre suporte branco e há uma soundbar preta à frente. Ao lado, placa com texto "7 anos Atualização garantida Sistema Operacional Tizen".
Sistemas de televisões servem como gatekeepers, segundo associação (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A frente é liderada pela Associação de Serviços de Televisão Comercial e Vídeo sob Demanda na Europa (ACT). Segundo a agência, em cartas enviadas à chefe antitruste da UE, Teresa Ribera, a entidade afirma que as big techs têm fortes incentivos para restringir a concorrência e fechar seus ecossistemas.

Para as redes de mídia, quem controla o sistema operacional da TV controla o acesso ao espectador. A ACT alerta que esse domínio permite impor barreiras contratuais e técnicas para dificultar que o usuário migre livremente entre aplicativos e serviços concorrentes dentro da mesma televisão.

Dados apresentados pela ACT à Comissão Europeia mostram como o mercado de sistemas operacionais para TVs mudou nos últimos cinco anos: o Tizen, da Samsung, lidera na Europa com 24% de participação. O Android TV, do Google, saltou de 16% em 2019 para 23% no início de 2024. O crescimento mais agressivo foi o do Fire OS, da Amazon, que foi de 5% para 12% no mesmo período.

Assistentes de voz na mira

ilustração sobre a Alexa
Alexa e outros assistentes virtuais também são alvo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Além das telas, a ACT também quer que a UE aplique a DMA a assistentes virtuais como Alexa (Amazon), Siri (Apple) e recursos integrados do ChatGPT. Para as emissoras, esses assistentes controlam o acesso ao conteúdo em smart TVs, celulares, carros e sistemas de som.

A exigência é que a Comissão enquadre essas ferramentas na lei com base em critérios “qualitativos” de domínio de mercado, uma tentativa de forçar a regulação mesmo que algumas dessas IAs ainda não atinjam os limites financeiros (75 bilhões de euros em valor de mercado) ou de audiência (45 milhões de usuários ativos mensais) exigidos pelo texto atual da DMA.

Emissoras e streamings pedem regulação de smart TVs na UE

Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

LibreOffice critica União Europeia por usar Excel em consulta pública

6 de Março de 2026, 09:04
Papel de parede exibindo os ícones das ferramentas do LibreOffice
Organização cobra o fim da dependência de formatos proprietários (imagem: reprodução/The Document Foundation)
Resumo
  • Document Foundation criticou a Comissão Europeia por usar Excel em uma consulta pública, contrariando diretrizes de padrões abertos.
  • Segundo a carta aberta da instituição, a exigência de formato .xlsx dificulta a compatibilidade com software livre, como o LibreOffice.
  • A fundação sugere oferecer formulários em formato .ods e adotar soluções mais acessíveis, como formulários web.

A Document Foundation, organização responsável pelo pacote de produtividade de código aberto LibreOffice, enviou um recado à Comissão Europeia nessa quinta-feira (05/03). Por meio de uma carta aberta, a entidade criticou o órgão governamental por disponibilizar um formulário de consulta pública exclusivamente no formato Microsoft Excel (.xlsx).

Para a fundação, a exigência de um arquivo proprietário para receber respostas da sociedade vai contra as próprias diretrizes de soberania digital e adoção de padrões abertos que a União Europeia tem defendido nos últimos tempos.

Por que a exigência gerou controvérsia?

A Comissão Europeia vem construindo um histórico de defesa da neutralidade tecnológica, ressaltando a necessidade de reduzir a dependência das grandes empresas de tecnologia estrangeiras. Documentos oficiais do bloco, inclusive, recomendam utilizar formatos abertos na prestação de serviços digitais pelo setor público.

No entanto, a Document Foundation argumenta que, ao exigir que cidadãos e organizações enviem feedback preenchendo obrigatoriamente uma planilha vinculada com a extensão .xlsx, a instituição força a adoção de um padrão controlado pela Microsoft. Segundo a nota oficial, o cenário é agravado por questões técnicas.

Embora o formato base do Excel, conhecido como OOXML (ISO/IEC 29500), tenha sido aprovado como um padrão no passado, a implementação real realizada pela Microsoft quase nunca segue as especificações à risca.

Na prática, isso pode destruir a compatibilidade do arquivo. Tentar abrir, preencher e salvar o documento oficial europeu utilizando o LibreOffice Calc, por exemplo, pode resultar em falhas de formatação e perda de dados.

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Document Foundation cobra neutralidade

Para a fundação que mantém o LibreOffice, o caso ultrapassa a classificação de uma simples falha processual ou administrativa e prejudica indivíduos, organizações não governamentais e administrações públicas que já fizeram a transição para fluxos de trabalho baseados em código aberto.

A ironia é que a consulta pública tratava justamente da Lei de Ciber‑Resiliência da União Europeia, proposta criada para reduzir riscos ligados à dependência tecnológica.

A solução técnica cobrada pela criadora do LibreOffice é que todos os formulários e modelos de feedback das consultas públicas passem a ser distribuídos sob neutralidade de formato. Se o órgão governamental deseja manter o modelo .xlsx, deve obrigatoriamente fornecer, em paralelo, uma versão em .ods (planilha ODF), um padrão internacional padronizado pela ISO, livre de royalties e sem um proprietário corporativo, garantindo acesso universal e sem custos.

A longo prazo, a fundação sugere que a União Europeia abandone a dependência de arquivos de planilhas para esse tipo de tarefa. Um formulário direto na web ou documentos em texto simples seriam soluções mais eficientes, eliminando a barreira de instalação de um software local. Para pressionar o órgão, a Document Foundation convocou a comunidade de software livre a enviar e-mails de protesto e mensagens de apoio pelos canais oficiais de contato da UE.

LibreOffice critica União Europeia por usar Excel em consulta pública

Desenvolvedor do LibreOffice tem conta bloqueada pela Microsoft (imagem ilustrativa: reprodução/The Document Foundation)

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Meta cobrará taxa para aceitar IAs rivais no WhatsApp europeu

5 de Março de 2026, 15:41
Uma composição de várias telas de smartphone, todas exibindo a interface do aplicativo WhatsApp na cor verde, característica de sua identidade visual. As telas mostram a lista de "CHATS" com contatos genéricos como "Username 01". No topo de cada tela, aparece "WhatsApp". A imagem é repetida e organizada em um padrão diagonal, com o logotipo do "tecnoblog" no canto inferior direito.
Provedores em países europeus deverão pagar por operação de IAs no app (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta cobrará uma taxa para chatbots de IA rivais funcionarem no WhatsApp na Europa.
  • A decisão de permitir IAs de terceiros no mensageiro foi uma resposta à pressão regulatória da Comissão Europeia.
  • Críticos na região afirmam que a cobrança inviabiliza a operação de IAs rivais no WhatsApp.

Pressionada pela Comissão Europeia, a Meta anunciou nesta quinta-feira (05/03) que permitirá chatbots de IAs de terceiros no WhatsApp por meio da API Business nos países da União Europeia pelos próximos 12 meses.

A operação, no entanto, dependerá do pagamento de uma taxa — modelo já adotado na Itália desde janeiro. A medida foi comunicada à Comissão Europeia como resposta à ameaça de novas ações regulatórias contra a empresa.

No mês passado, a Comissão Europeia sinalizou que pretendia adotar medidas provisórias contra a companhia, diante do risco de danos à concorrência. A Meta bloqueou chatbots rivais do WhatsApp em 15 de janeiro, deixando apenas o Meta AI disponível no app, decisão que motivou investigações antitruste, inclusive no Brasil.

Por aqui, a lógica deve ser a mesma. A companhia afirmou ao Tecnoblog que está atualizando os termos e modelo de preços para “continuar a oferecer suporte a esses serviços”. A Meta segue obrigada a disponibilizar chatbots de IA de terceiros após decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta quarta-feira (04/03).

Qual será o preço?

Os provedores de IA que quiserem operar no WhatsApp europeu pagarão entre 0,049 euros (aproximadamente R$ 0,30) e 0,1323 euros (R$ 0,81) por “mensagem não-template”, com o valor variando conforme o país. De acordo com o TechCrunch, como conversas com assistentes de IA costumam envolver dezenas de trocas, a conta pode sair alta para os provedores terceiros.

A política se restringe a chatbots de propósito geral, como o ChatGPT, e não se aplica a empresas que usam IA para atender clientes com mensagens padronizadas, como bots de atendimento. “Acreditamos que isso elimina a necessidade de qualquer intervenção imediata”, diz o comunicado da empresa.

Críticas da concorrência

Para concorrentes, a Comissão Europeia deveria manter a ordem de medidas provisórias contra a Meta. A Interaction Company, desenvolvedora do assistente Poke — e uma das empresas que apresentaram queixa — afirma que “o que a Meta apresenta como conformidade de boa-fé é, na realidade, o oposto”.

Marvin von Hagen, CEO da empresa, afirma que a Meta está introduzindo “uma precificação vexatória para provedores de IA” para impossibilitar a operação no WhatsApp, assim como “o bloqueio direto fazia”.

Relembre o caso

Ilustração com a marca do WhatsApp e a marca da Meta AI
Empresa pretendia restringir função ao serviço próprio, a Meta AI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A atualização das políticas de API do WhatsApp se deu em outubro do ano passado e determinava que, a partir de 15 de janeiro, IAs de terceiros estariam proibidas de acessar as soluções do app. A Meta argumenta que chatbots de IA sobrecarregam seus sistemas de maneiras para as quais a API Business não foi projetada.

A partir do anúncio, empresas como a OpenAI e Microsoft anunciaram a remoção de chatbots no aplicativo. Entretanto, outras companhias, como as startups brasileiras Luzia e Zapia, acusam a Meta de privilegiar o serviço proprietário Meta AI com o bloqueio de concorrentes.

Apesar de ter cedido à pressão, a Meta sempre rebateu as alegações. Para a empresa, as desenvolvedoras partem do pressuposto “de que a WhatsApp seria, de alguma forma, uma loja de aplicativos”. Em posicionamento dado ao Tecnoblog em janeiro, a Meta afirmou que o WhatsApp Business não é o canal adequado para a entrada das empresas no mercado de IA.

Meta cobrará taxa para aceitar IAs rivais no WhatsApp europeu

WhatsApp passa a destacar rascunhos em lista de chats (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chat com Meta AI irá aparecer no WhatsApp dos brasileiros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Brasil se torna referência para maior rigidez da Europa com redes sociais

9 de Fevereiro de 2026, 08:22
Elon Musk, do X, e Ursula von der Leyen, da Comissão Europeia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Brasil bloqueou o X/Twitter em 2024 por descumprimento de ordens judiciais, influenciando políticas europeias de controle sobre redes sociais.
  • França e Espanha adotaram medidas rigorosas contra o X, com propostas de restrição de acesso para menores de 16 anos.
  • União Europeia investiga as práticas do X, enquanto Elon Musk critica as ações governamentais.

O bloqueio do X/Twitter no Brasil em 2024 não ficou só na memória dos usuários brasileiros. Segundo analistas, a recente postura agressiva de governos europeus contra as big techs reverbera a atitude brasileira ao bloquear a plataforma de Elon Musk por descumprimento de ordens judiciais.

Ao New York Times, o especialista espanhol em soberania tecnológica Ekaitz Cancela diz que as ações no continente – como operações policiais na França contra o X e propostas na Espanha de maior responsabilização das redes sobre o conteúdo – “seguem o manual que o Brasil estabeleceu em 2024 quando bloqueou o X por desafiar ordens judiciais”.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou em 3 de fevereiro que avalia banir menores de 16 anos das redes sociais. O plano segue um movimento internacional que ganhou força após a restrição imposta pela Austrália, que começou a valer em novembro de 2025.

Brasil forçou recuo do X em 2024

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o queda da plataforma no Brasil em agosto de 2024 por descumprimento de decisões judiciais, como o bloqueio de contas, levando a um apagão de contas brasileiras na rede por cerca de 39 dias.

Para a operação voltar, a Justiça determinou condições como a nomeação de um representante legal, esclarecimento de informações sobre a situação cadastral e o pagamento de multas acumuladas.

A ação do judiciário brasileiro gerou um impasse pessoal entre Elon Musk e o STF, especialmente com a figura do ministro Alexandre de Moraes, e repercutiu internacionalmente. Apesar de fazer jogo duro e comunicar o bloqueio categorizando as exigências como “ilegais”, o X acatou às ordens do tribunal no fim de setembro e, em outubro, o acesso foi normalizado.

Na visão de Cancela, portanto, a abordagem de enfrentamento às plataformas criou um precedente para que países do outro lado do Atlântico agora transformem “a política tecnológica em arma”, ameaçando a operação das empresas em vez de se limitar a sanções administrativas.

Países fecham o cerco contra big techs

Big techs deverão mostrar se combate a golpistas é efetivo em seus ecossistemas
Big techs tornam-se alvos de políticas de proteção para menores de idade (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Na França, a tensão aumentou no início desse mês quando a polícia realizou buscas nos escritórios do X em Paris e promotores emitiram intimações para Elon Musk e para a ex-CEO da X Corp, Linda Yaccarino.

A ação faz parte de uma investigação sobre sete acusações, incluindo cumplicidade na distribuição de pornografia infantil, o que também ocorre no Reino Unido. Além dos países, a União Europeia anunciou que vai analisar as medidas adotadas pela rede e investigar se essas medidas estavam funcionando quando toda a polêmica veio à tona.

Simultaneamente, na Espanha, Sánchez propôs medidas legislativas para proteger menores do que chamou de “velho oeste digital”, barrando o acesso para menores de 16 anos. A ideia é forçar a implementação de sistemas de verificação de idade e rastrear a disseminação de ódio, além de tornar executivos responsáveis por conteúdos ilegais.

Musk, como de costume, não reagiu bem a nenhum dos casos. Na própria rede social, o bilionário atacou o primeiro-ministro espanhol, chamando-o de “tirano e traidor do povo da Espanha”. Quanto à investigação francesa, o X afirma que se trata de uma ação “politizada” que coloca a liberdade de expressão em risco.

Brasil se torna referência para maior rigidez da Europa com redes sociais

Elon Musk vs. União Europeia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Europa considera design do TikTok viciante e quer mudanças

6 de Fevereiro de 2026, 15:12
TikTok
União Europeia considera design do TikTok viciante e quer mudanças (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia considera design do TikTok viciante e em desacordo com a Lei de Serviços Digitais;
  • ByteDance pode ser obrigada a alterar design do TikTok na União Europeia, desativando recursos como rolagem infinita;
  • TikTok considera conclusões da Comissão Europeia incorretas e promete se defender.

A ByteDance pode ser obrigada a implementar uma dinâmica de uso diferente da atual no TikTok, pelo menos para usuários baseados na União Europeia. Isso porque a Comissão Europeia entende que o serviço tem um “design viciante” que, como tal, viola a Lei de Serviços Digitais (DSA) dos países do bloco.

Para os reguladores europeus, recursos do TikTok como reprodução automática de vídeos e rolagem infinita (um conteúdo é exibido atrás do outro com um simples toque na tela) podem causar um “modo piloto automático” nos usuários.

Isso significa que as sensações de recompensa que o usuário tem ao visualizar cada conteúdo novo o prendem ao serviço de tal forma que podem surgir problemas de saúde mental ou até de bem-estar físico.

Autoridades da União Europeia estão há dois anos investigando a rede social. Os resultados preliminares saíram somente agora e, em linhas gerais, apontam que a ByteDance (companhia chinesa responsável pela plataforma) não fez o suficiente para o TikTok reduzir o risco de danos a usuários, especialmente a menores de idade.

Nesse sentido, a Comissão Europeia também entende que “o TikTok desconsiderou indicadores importantes de uso compulsivo do aplicativo, como o tempo em que menores passam no serviço à noite”.

Foto mostra tela do TikTok para a criação de dueto
UE considera design do TikTok “viciante” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O que vai acontecer com o TikTok?

Por enquanto, nada. Os resultados da investigação divulgados recentemente são preliminares e, portanto, não consistem em uma acusação formal em si. Contudo, a Comissão Europeia já sinalizou que a plataforma deve promover mudanças de design no serviço, desativando a rolagem infinita, por exemplo.

O TikTok não parece disposto a seguir por esse caminho. É o que podemos presumir da nota que a plataforma enviou ao jornal The Guardian:

As conclusões preliminares da comissão apresentam uma descrição categoricamente falsa e totalmente sem mérito da nossa plataforma, e tomaremos todas as medidas necessárias para contestá-las por todos os meios disponíveis.

Porém, se ao final das investigações a Comissão Europeia concluir que realmente há irregularidades no design do TikTok, a ByteDance poderá ser obrigada a implementar mudanças, bem como a pagar uma multa que pode chegar a 6% da receita global do serviço.

O vício em redes sociais pode ter efeitos prejudiciais ao desenvolvimento mental de crianças e adolescentes. A Lei de Serviços Digitais responsabiliza as plataformas pelos efeitos que podem causar aos seus usuários. Na Europa, aplicamos nossa legislação para proteger digitalmente nossas crianças e cidadãos.

Henna Virkkunen, vice-presidente executiva para soberania tecnológica, segurança e democracia da Comissão Europeia

Europa considera design do TikTok viciante e quer mudanças

TikTok (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba as diferentes formas de criar um dueto para o TikTok (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

União Europeia testa alternativa aberta ao Microsoft Teams e afins

6 de Fevereiro de 2026, 12:40
Bandeiras da União Europeia
Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)
Resumo
  • Comissão Europeia está testando software de código aberto baseado no protocolo Matrix para comunicação interna;
  • Matrix suporta chat por texto, chamadas de vídeo e voz, com criptografia de ponta a ponta e integração com outros serviços;
  • Entidade considera Matrix inicialmente uma solução alternativa e de backup.

A Comissão Europeia está testando um software desenvolvido na própria Europa e com código-fonte aberto como solução de comunicação interna. Se aprovada, a novidade poderá ser usada por órgãos públicos no lugar ou de modo complementar a ferramentas como Microsoft Teams e Zoom.

Não estamos falando de uma solução totalmente nova, mas de um projeto baseado no Matrix, um protocolo aberto e descentralizado (sem depender de um servidor como núcleo) para comunicação em tempo real.

O Matrix pode ser usado para chat por texto, bem como para chamadas de vídeo ou voz. Seus recursos incluem suporte a criptografia de ponta a ponta e possibilidade de integração com outros serviços de comunicação.

Por trás do Matrix está a Matrix.org Foundation, organização sem fins lucrativos que existe desde 2018 e tem sede no Reino Unido.

A tecnologia do Matrix já é usada por organizações públicas de alguns países europeus, como a Alemanha e a França. Se os testes pela Comissão Europeia forem aprovados, há boas chances de que o protocolo se torne ainda mais difundido pela Europa.

Imagem mostra o Microsoft Teams rodando em um computador com Windows 11. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Microsoft Teams para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O objetivo é abandonar o Microsoft Teams e afins?

Ao veículo Euractiv, um representante da Comissão Europeia informou que o uso do Matrix está sendo considerado como uma “solução alternativa e de backup”, sugerindo que não há planos de substituir ferramentas como Microsoft Teams, Google Meet e Zoom.

Faz sentido, afinal, a Comissão Europeia tem usado o Signal como “backup”, mas sem obter resultados totalmente satisfatórios. Apesar disso, não dá para descartar a possibilidade de substituição de soluções americanas. Isso porque o mesmo representante fala em soluções “soberanas”:

Como parte de nossos esforços para usar soluções digitais mais soberanas, a Comissão Europeia está preparando uma solução de comunicação interna baseada no protocolo Matrix.

Além disso, parece haver um esforço de países do bloco para depender menos de tecnologias oriundas dos Estados Unidos ou que têm código-fonte proprietário. Vide o exemplo recente da França, que trocou o Microsoft Teams e afins pelo Visio, uma solução aberta e desenvolvida para os servidores públicos do país.

União Europeia testa alternativa aberta ao Microsoft Teams e afins

Bandeiras da União Europeia (Imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Satélites russos acendem alerta de espionagem espacial na União Europeia

5 de Fevereiro de 2026, 09:34
Satélite para acesso à internet (imagem: divulgação/Viasat)
Satélites de comunicações sob alerta de segurança na Europa (imagem: divulgação/Viasat)
Resumo
  • Satélites russos Luch-1 e Luch-2 realizam aproximações prolongadas de satélites europeus, levantando suspeitas de espionagem espacial.
  • Autoridades europeias alertam para risco de interceptação de comunicações e possível manipulação de dados críticos.
  • Rússia expande capacidades com lançamentos dos satélites Cosmos 2589 e 2590, intensificando preocupações de segurança espacial na União Europeia.

Autoridades de segurança da União Europeia avaliam que satélites russos vêm monitorando e possivelmente interceptando comunicações de pelo menos uma dúzia de satélites que prestam serviços essenciais ao bloco. A movimentação, considerada atípica, ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Moscou e países ocidentais desde a invasão da Ucrânia.

De acordo com análises de inteligência citadas por autoridades europeias, além do risco de acesso a dados sensíveis, as manobras podem abrir caminho para interferências mais graves, como a alteração de trajetórias orbitais ou até a inutilização deliberada de satélites civis e governamentais.

Aproximações suspeitas em órbita geoestacionária

Os satélites russos conhecidos como Luch-1 e Luch-2 são monitorados há anos por autoridades civis e militares do Ocidente. Nos últimos três anos, porém, eles passaram a realizar aproximações mais frequentes e prolongadas de satélites europeus em órbita geoestacionária, a cerca de 35 mil quilômetros da Terra.

Dados orbitais e observações feitas por telescópios em solo indicam que esses veículos permanecem por semanas – às vezes meses – próximos a satélites usados para comunicações comerciais, governamentais e, em alguns casos, militares. Desde seu lançamento, em 2023, o Luch-2 já teria se aproximado de ao menos 17 satélites que atendem a Europa, além de partes da África e do Oriente Médio.

O general Michael Traut, chefe do comando espacial das Forças Armadas da Alemanha, afirmou ao Financial Times que há fortes indícios de que os satélites russos estejam realizando operações de inteligência de sinais. Para ele, o padrão de voo sugere a tentativa de permanecer dentro do feixe de dados enviado das estações terrestres aos satélites europeus.

Ilustração de satélite Direct-to-Device
Atividades russas levantam preocupações sobre satélites europeus (Imagem: Kevin Stadnyk/Unsplash)

Por que essas manobras preocupam as autoridades?

Um ponto central da preocupação está no fato de que muitos satélites europeus mais antigos não utilizam criptografia avançada em seus comandos. Isso significa que dados críticos – como instruções de controle orbital – podem ser captados, armazenados e eventualmente reutilizados por agentes hostis.

Segundo um alto funcionário europeu de inteligência, mesmo sem capacidade imediata de derrubar satélites, o simples acesso a esses sinais pode permitir ataques futuros. Ele explica que com esse tipo de informação, é possível imitar operadores em solo e enviar comandos falsos.

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, classificou as redes de satélites como um ponto vulnerável das sociedades modernas. “As atividades russas representam uma ameaça fundamental para todos nós, especialmente no espaço. Uma ameaça que não devemos mais ignorar”, afirmou em discurso no ano passado.

Especialistas do setor privado reforçam o diagnóstico. Belinda Marchand, da Slingshot Aerospace, afirmou que os satélites russos estavam “manobrando e estacionando próximos a satélites geoestacionários, muitas vezes por vários meses seguidos”. Já Norbert Pouzin, analista da empresa francesa Aldoria, observou que os alvos pertencem majoritariamente a operadores ligados à Otan.

Além do Luch-1 e do Luch-2, a Rússia lançou recentemente os satélites Cosmos 2589 e 2590, que apresentam capacidades semelhantes. O movimento é interpretado como parte de uma escalada mais ampla da chamada “guerra híbrida”, agora estendida ao espaço.

Satélites russos acendem alerta de espionagem espacial na União Europeia

Satélite para acesso à internet (imagem: divulgação/Viasat)

Tecnologia D2D promete levar sinal a áreas não cobertas por meios terrestres (Imagem: Kevin Stadnyk/Unsplash)

Musk diz que premiê da Espanha é “tirano” por querer banir menores das redes

4 de Fevereiro de 2026, 10:54
Elon Musk
Musk usou sua própria plataforma para disparar ofensas pessoais (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Elon Musk chamou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, de “tirano”e “traidor do povo espanhol” após proposta de regularização das redes.
  • Espanha quer banir menores de 16 anos das redes sociais e responsabilizar criminalmente CEOs e proprietários de plataformas.
  • A medida prevê verificação rigorosa de idade, como integração com o sistema de identidade digital ou biometria facial.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou ontem (03/02) um novo pacote legislativo que pode proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais no país. Em resposta, Elon Musk o chamou de “tirano” e “traidor do povo espanhol”.

O projeto estabelece sistemas rigorosos de verificação de idade e prevê, inclusive, a responsabilização judicial de executivos de tecnologia, o que provocou a reação imediata do dono do X/Twitter.

Quais são as mudanças propostas pela Espanha?

O anúncio de Sánchez faz parte de um plano para combater o que ele define como um “estado de anarquia digital”. Segundo o Euronews, o argumento do premiê espanhol é que as redes sociais falharam em proteger crianças contra discursos de ódio e conteúdos predatórios, motivo pelo qual se exige agora uma intervenção direta.

A nova legislação, que deve ser apresentada formalmente ao parlamento nas próximas semanas, deve eliminar as atuais “caixas de seleção” de idade. O governo pretende obrigar que plataformas como X, Instagram e TikTok adotem ferramentas de verificação mais robustas, como a integração com o sistema de identidade digital da Espanha ou o uso de biometria facial para validar a idade do usuário antes da criação de qualquer conta.

Diferente de regulamentações anteriores que permitiam o uso de redes por menores com autorização parental, o plano de Madri estabelece limite mínimo de 16 anos, sem exceções.

CEOs podem ser responsabilizados

Um dos pontos mais polêmicos da medida é a introdução da responsabilidade criminal para CEOs e proprietários de plataformas. Caso uma rede social permita o acesso de menores ou falhe na moderação de conteúdo, executivos como Musk poderão ser processados e responsabilizados criminalmente em solo espanhol, conforme detalhado pelo portal português Eco Sapo.

A reação de Musk foi rápida e carregada de ofensas. No X, o bilionário utilizou o apelido “Sánchez Sujo”, acompanhado de um emoji ofensivo, alegando que o governo está tentando “destruir a liberdade de informação”.

Esse conflito não é novo e escala uma tensão iniciada em 2025, quando Musk criticou as políticas migratórias de Sánchez. O desgaste do bilionário estende-se ao bloco europeu: no final de janeiro, o X tornou-se alvo de uma nova investigação da União Europeia, agravando os atritos com os reguladores locais.

Dirty Sánchez is a tyrant and traitor to the people of Spain 💩 https://t.co/B3oyHrBYpR

— Elon Musk (@elonmusk) February 3, 2026

Grécia e França aumentam o cerco contra as redes sociais

A movimentação espanhola não é um fato isolado no continente europeu. A Grécia também está finalizando um projeto de lei para banir menores de redes sociais, seguindo o modelo aprovado pela Austrália. O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, afirmou que o objetivo é combater o vício digital e o cyberbullying.

Já a França tem reforçado o rigor das leis atuais. Nesta semana, a sede do X em Paris foi alvo de buscas e apreensões por autoridades francesas. A investigação apura a manipulação de algoritmos, possível interferência estrangeira e a negligência na remoção de conteúdos ilícitos.

Segundo o Diário de Notícias, Elon Musk foi formalmente intimado a prestar depoimento perante os tribunais franceses. Em nota oficial, a equipe jurídica do X afirmou que as alegações são “infundadas”, alegando que a ação põe em risco a liberdade de expressão global.

Foto de pessoas sentadas usando smartphones. O foco da imagem são os smartphones, e as pessoas não aparecem.
Banimento de redes sociais para menores ganha força na Espanha e Grécia (imagem: Robin Worrall/Unsplash)

Se a Espanha conseguir implementar com sucesso a integração de IDs digitais para acesso a redes, abrirá um precedente técnico que forçará gigantes como a Meta e o X a alterarem suas arquiteturas para evitar o bloqueio em mercados europeus.

Historicamente, plataformas digitais se posicionam como “canais neutros”, sem responsabilidade pelo conteúdo gerado por terceiros. No entanto, o pacote legislativo de Sánchez passa a tratar as redes sociais como editoras de conteúdo. O argumento central é que, se a plataforma utiliza algoritmos para lucrar com o engajamento, ela deve ser juridicamente responsável pelo impacto social desse conteúdo.

Musk diz que premiê da Espanha é “tirano” por querer banir menores das redes

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WhatsApp decide cobrar por mensagens de robôs de IA

29 de Janeiro de 2026, 18:20
Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
A cobrança começa em 16 de fevereiro e será aplicada a respostas que não sejam mensagens de modelo pré-definido (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta decidiu cobrar desenvolvedores por chatbots de IA no WhatsApp em países onde reguladores impedem o bloqueio dessas ferramentas. A cobrança é de R$ 0,35 por mensagem a partir de 16 de fevereiro.
  • No Brasil, a Justiça suspendeu uma decisão do Cade que impedia a aplicação das novas regras do WhatsApp para bots de IA, permitindo à Meta restringir ou condicionar o uso de ferramentas de terceiros.
  • A medida gerou debates regulatórios na Europa e no Brasil, com investigações sobre práticas anticompetitivas. Provedores como OpenAI e Microsoft já anunciaram a retirada de seus bots da plataforma no Brasil.

A Meta decidiu cobrar desenvolvedores pelo uso de chatbots de inteligência artificial no WhatsApp em países onde autoridades regulatórias impediram o bloqueio dessas ferramentas. A medida marca um novo capítulo na disputa entre a empresa e órgãos de defesa da concorrência.

No Brasil, o tema ganhou força após a Justiça suspender uma decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que impedia a aplicação das novas regras do WhatsApp para bots de IA. Com isso, a Meta voltou a ter respaldo jurídico para restringir ou condicionar a atuação de ferramentas de terceiros no aplicativo.

Como funciona a cobrança?

A Meta anunciou que vai cobrar desenvolvedores pela execução de chatbots de IA no WhatsApp em regiões onde reguladores exigem que a empresa permita esse tipo de integração. O primeiro mercado afetado é a Itália, após o órgão de concorrência do país pedir, em dezembro, a suspensão do bloqueio a bots de terceiros.

Segundo a empresa, a cobrança começa em 16 de fevereiro e será aplicada a respostas que não sejam mensagens de modelo pré-definido. O preço informado é de cerca de R$ 0,35 por mensagem, o que pode gerar custos elevados para desenvolvedores cujos bots trocam milhares de interações diárias com usuários.

Hoje, o WhatsApp já cobra empresas pelo uso de sua API em mensagens padronizadas, como comunicações de marketing, autenticação ou avisos de pagamento e entrega. A novidade é a inclusão das respostas geradas por inteligência artificial nesse modelo tarifário.

“Nos casos em que somos legalmente obrigados a fornecer chatbots de IA por meio da API do WhatsApp Business, estamos introduzindo preços para as empresas que optam por usar nossa plataforma para fornecer esses serviços”, afirmou um porta-voz da Meta ao TechCrunch. A empresa reconhece que a decisão pode servir de precedente para outros países caso seja obrigada a recuar em novas investigações.

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Meta cobrará desenvolvedores pela execução de chatbots de IA no WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que Brasil e Europa entraram no radar regulatório?

A Meta anunciou em outubro que bloquearia todos os chatbots de IA de terceiros. A empresa alegou que seus sistemas não foram projetados para lidar com respostas automatizadas em larga escala e que estavam sendo sobrecarregados.

“O surgimento de chatbots com IA em nossa API Business sobrecarregou nossos sistemas para um nível que eles não foram projetados para suportar. Essa lógica pressupõe que o WhatsApp seja, de alguma forma, uma loja de aplicativos de fato. O caminho para o mercado para empresas de IA são as próprias lojas de aplicativos, seus sites e parcerias com o setor; não a plataforma WhatsApp Business”, afirmou a companhia.

Desde então, autoridades regulatórias na União Europeia, Itália e Brasil passaram a investigar possíveis práticas anticompetitivas.

No Brasil, a Superintendência-Geral do Cade havia suspendido preventivamente as novas regras, mas a 20ª Vara Federal do Distrito Federal derrubou a liminar. A Meta passou a orientar desenvolvedores a não oferecerem bots de IA no WhatsApp para usuários brasileiros. Provedores como OpenAI, Perplexity e Microsoft já haviam anunciado que seus bots deixariam de funcionar na plataforma após 15 de janeiro, redirecionando usuários para sites e aplicativos próprios.

WhatsApp decide cobrar por mensagens de robôs de IA

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Motorola Signature chega com Snapdragon 8 Gen 5 e sete updates de Android

7 de Janeiro de 2026, 10:54
Mulher segura um smartphone Motorola Signature com a câmera traseira voltada para frente, como se estivesse tirando uma selfie. O aparelho tem acabamento escuro, textura que simula tecido e módulo quadrado com três câmeras e um flash. Ao fundo, há uma estrutura de madeira e vidro, com céu azul ao entardecer.
Signature inclui até clube de benefícios (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Motorola Signature possui Snapdragon 8 Gen 5, 16 GB de RAM, 512 GB de armazenamento e tela AMOLED de 6,8 polegadas com 165 Hz.
  • Preço sugerido: 999 euros (cerca de R$ 6.300).
  • O design inclui estrutura de alumínio aeroespacial, acabamento que simula tecido e resistência IP68/IP69.
  • O smartphone oferece sete atualizações de Android, começando com o Android 16, e sete anos de updates de segurança.

A Motorola apresentou o Signature, primeiro modelo de sua nova linha premium. O smartphone chega primeiro a países selecionados da Europa, com preço sugerido de 999 euros (cerca de R$ 6,3 mil, em conversão direta). O comunicado publicado no blog da fabricante menciona o lançamento na América Latina, mas ainda não há informações mais detalhadas

Por fora, o Signature tem design fino e acabamento de alta qualidade. Por dentro, o destaque é o chip Snapdragon 8 Gen 5. A Motorola também trouxe a promessa de sete atualizações de Android e sete anos de updates de segurança, já adotada há algum tempo pela Samsung.

A marca também diz que o Signature inclui um ano de serviços sob medida para o comprador em viagens, restaurantes, bem-estar e estilo de vida, além de acesso a um clube exclusivo.

Esse é o segundo grande lançamento da Motorola na CES 2026. Além do Signature, a empresa apresentou o Razr Fold, dobrável com suporte a caneta stylus que chega para concorrer com o Galaxy Z Fold 7.

Como é o design do Motorola Signature?

A Motorola deu bastante ênfase no aspecto visual e na construção do Signature. Isso começa pela espessura fina, com 6,99 mm. Vale dizer que é menos que os ultrafinos lançados em 2025, como o Galaxy S25 Edge (5,8 mm) e o iPhone Air (5,6 mm).

A construção usa estrutura de alumínio de nível aeroespacial, com acabamentos inspirados em sarja e linho. Ele tem resistência à água e à poeira nos padrões IP68 e IP69.

A parceria com a Pantone, já presente em outros modelos, continua no Signature, com as cores Martini Olive (um verde-oliva próximo do dourado) e Carbon (preto).

Imagem promocional mostra duas versões do Motorola Signature lado a lado, nas cores verde-oliva e azul-escuro, ambas com acabamento texturizado que simula tecido e módulo quadrado de câmeras. À esquerda, uma pessoa coloca o celular no bolso da calça; à direita, outra segura o aparelho dentro do paletó, destacando o design fino e sofisticado.
Acabamento é um dos destaques do Signature (imagem: divulgação)

Como é a parte técnica do Motorola Signature?

A Motorola destaca as quatro câmeras de 50 megapixels do aparelho:

  • Principal, com sensor Sony Lytia 828, o maior dessa resolução já usado pela fabricante, capaz de gravar vídeos em 8K.
  • Periscópica, com zoom óptico de 3x e sensor Sony Lytia 600.
  • Ultrawide, com campo de visão de 122°.
  • Selfie, com sensor Sony Lytia 500 e gravação de vídeo em 4K.

Outra característica relevante é o chip Snapdragon 8 Gen 5, da Qualcomm. Ele não é o mais potente da marca — posto ocupado pelo Snapdragon 8 Elite Gen 5 (os nomes são parecidos, mas não confunda). Mesmo assim, conta com CPU de 3,8 GHz e NPU de desempenho superior.

Para fazer companhia ao processador, o Signature traz 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.

A tela tem 6,8 polegadas e usa tecnologia AMOLED, contando também com taxa de atualização de até 165 Hz e entrega 6.200 nits de pico de brilho.

A bateria usa tecnologia de silício-carbono e tem 5.200 mAh de capacidade. Para abastecê-la, o Signature tem suporte a carregamento rápido de até 90 W com cabo e 50 W sem fio.

E o Android? Tem IA?

Tela frontal do Motorola Signature exibe a interface do Moto AI com um resumo de mensagens. Aparecem os textos “Good morning!”, “Kathrynn has texted you about weekend plans.” e “I’m out of town this weekend :(”. Há botões de “Reply” e “Call”, teclado virtual na parte inferior e aviso discreto: “AI can make mistakes, check for accuracy.”
Moto AI pode resumir notificações e mensagens (imagem: divulgação)

O Motorola Signature vem com Android 16, e a fabricante promete sete atualizações do sistema, o que significa que ele receberá até o Android 23. Além disso, o aparelho terá acesso a updates de segurança por sete anos.

O conjunto de ferramentas Moto AI também está presente, trazendo recursos como sugestões para próximas tarefas com base no que está na tela, gerador de imagens, zoom de até 100x na câmera e resumo de notificações. Além disso, é possível escolher entre os assistentes Gemini, Copilot e Perplexity.

Motorola Signature chega com Snapdragon 8 Gen 5 e sete updates de Android

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Preço começa em 999 euros. Smartphone faz parte de nova linha premium e também se destaca pelo design fino e acabamento que simula tecido.

Signature inclui até clube de benefícios (imagem: divulgação)

Acabamento é um dos destaques do Signature (imagem: divulgação)

Moto AI pode resumir notificações e mensagens (imagem: divulgação)

Itália entra na briga da Meta com IAs rivais

26 de Dezembro de 2025, 11:42
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Autoridade de Concorrência e Mercado da Itália ordenou que a Meta suspenda o bloqueio de IAs rivais no WhatsApp.
  • O órgão alega risco de “dano irreparável” à concorrência.
  • Meta argumenta que o WhatsApp não foi projetado como uma plataforma de distribuição de chatbots e pretende recorrer da decisão.

A decisão da Meta pelo bloqueio de IAs rivais no WhatsApp segue movimentando agências antitruste ao redor do mundo. Desta vez, a Autoridade de Concorrência e Mercado da Itália (AGCM) determinou, na quarta-feira (24/12), a suspensão da nova política da empresa.

Em outubro, a empresa atualizou os termos de uso de sua API Business para vetar explicitamente o uso da ferramenta para “fornecer, entregar ou vender” serviços de IA generativa de propósito geral. Com a proibição, a operação de assistentes como o ChatGPT dentro do mensageiro são inviabilizadas.

O órgão afirma ter encontrado indícios suficientes de que a conduta da big tech pode configurar um abuso de posição dominante, feito para sufocar a inovação externa e limitar a escolha do consumidor.

Dessa forma, o principal argumento é que a Meta favorece exclusivamente a própria criação, o Meta AI, impedindo que rivais se aproveitem da grande disponibilidade do WhatsApp como canal de distribuição.

A decisão tem caráter cautelar e ocorre enquanto a investigação principal ainda está em andamento. Para os reguladores italianos, a manutenção do bloqueio durante o trâmite do processo poderia causar “dano sério e irreparável” à dinâmica do mercado.

WhatsApp “não é loja de apps”

Ilustração com a marca do WhatsApp e a marca da Meta AI
Meta rejeita decisão e diz que não é plataforma de distribuição (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em resposta à ordem italiana, a Meta classificou a decisão como uma falha. Em comunicado enviado ao portal TechCrunch, a companhia argumentou que não projetou a API do WhatsApp Business para funcionar como uma plataforma de distribuição de chatbots de terceiros.

Para a Meta, o órgão italiano presume “que o WhatsApp seja, de fato, uma loja de aplicativos” e que a proliferação recente de chatbots de IA na plataforma colocou uma pressão sobre os sistemas da empresa “que eles não foram projetados para suportar”.

A empresa afirma, ainda, que recorrerá da decisão, e que os desenvolvedores de IA devem distribuir as ferramentas através de lojas de apps tradicionais ou sites próprios.

UE e Brasil enfrentam decisão

No início de dezembro, a Comissão Europeia já havia aberto sua própria investigação antitruste sobre o mesmo tema. O bloco econômico avalia se as novas diretrizes da Meta — que entraram em vigor para novos provedores em outubro e valeriam para os antigos a partir de janeiro de 2026 — violam as leis de concorrência da União Europeia.

Se for comprovado que a empresa infringiu as regras antitruste do bloco ao excluir concorrentes, a Meta poderá enfrentar multas de até 10% de sua receita anual global. Com base nos resultados de 2024, a penalidade poderia superar a marca de US$ 16 bilhões (cerca de R$ 88,8 bilhões).

Meta AI no Android (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Meta AI passa a ser IA exclusiva no WhatsApp (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Já no Brasil, onde o WhatsApp é a plataforma dominante, a mudança de política da Meta afeta diretamente o modelo de negócios de startups locais. As startups criadoras das IAs Luzia e Zapia acionaram o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). As empresas alegam que a nova postura da Meta é anticompetitiva e contraditória.

O argumento levado ao órgão brasileiro é que a própria big tech incentivou o desenvolvimento desse ecossistema no passado recente. Agora, ao cortar o acesso de terceiros, a empresa estaria tentando monopolizar a interface de conversa com inteligência artificial.

Itália entra na briga da Meta com IAs rivais

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chat com Meta AI irá aparecer no WhatsApp dos brasileiros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Golpe no WhatsApp finge ser post no Facebook e rouba conta do usuário

18 de Dezembro de 2025, 18:21
Hacker segura notebook com dados pessoais vazados, incluindo CPFs, organizados em pastas
Novo tipo de golpe digital no WhatsApp explora o recurso de dispositivos conectados (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Criminosos usam o recurso de dispositivos conectados do WhatsApp para assumir contas sem senha e acessar conversas.
  • O golpe, chamado GhostPairing, foi identificado pela Gen Digital e já ocorreu na República Tcheca, com potencial para se espalhar globalmente.
  • Vítimas são enganadas por links de contatos conhecidos, levando a páginas falsas que ativam o pareamento de dispositivos do WhatsApp.

O WhatsApp voltou a ser alvo de um novo tipo de golpe digital que dispensa invasões complexas e se apoia em engenharia social. A estratégia explora o próprio recurso de dispositivos conectados para assumir contas de usuários e monitorar conversas em tempo real, sem que a vítima perceba de imediato.

Batizada de GhostPairing, a campanha foi identificada pela Gen Digital, empresa de segurança que reúne marcas como Symantec e Norton. Embora os primeiros registros tenham ocorrido na República Tcheca, especialistas alertam que o método facilita a disseminação global, já que contas comprometidas podem ser usadas como porta de entrada para outros ataques.

Como funciona o golpe do pareamento falso

O ataque começa com uma mensagem curta enviada por um contato conhecido da vítima. O texto costuma incluir um link que supostamente leva a uma foto ou conteúdo pessoal, acompanhado de uma prévia que imita uma postagem do Facebook, o que aumenta a sensação de legitimidade.

Ao clicar, o usuário é direcionado a uma página falsa hospedada em domínios muito semelhantes aos oficiais. Nela, surge um aviso de que é necessário verificar a identidade para visualizar o conteúdo. Esse processo, porém, não tem relação com as redes sociais.

Na prática, a página aciona o fluxo real de pareamento de dispositivos do WhatsApp. A vítima é induzida a informar seu número de telefone, permitindo que o criminoso inicie o processo legítimo de vinculação de um novo dispositivo. Em seguida, um código de pareamento é exibido na tela falsa e o WhatsApp solicita que o usuário o confirme.

Apesar de o aplicativo indicar que se trata da adição de um novo dispositivo, a mensagem costuma passar despercebida. Após a confirmação, o atacante obtém acesso total à conta via WhatsApp Web.

Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
Engenharia social transforma pareamento do WhatsApp em risco de segurança (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que esse ataque é tão difícil de perceber?

Uma vez conectado, o criminoso passa a acompanhar conversas, baixar mídias e enviar mensagens em nome da vítima. O acesso acontece em segundo plano, o que dificulta a detecção imediata.

Segundo a Gen Digital, “muitas vítimas não percebem que um segundo dispositivo foi adicionado em segundo plano, o que torna o golpe ainda mais perigoso”.

A única forma de identificar o problema é acessar Configurações > Dispositivos Conectados e verificar se há sessões desconhecidas ativas.

Para reduzir riscos, especialistas recomendam desconfiar de links inesperados, mesmo quando enviados por contatos conhecidos, ativar a verificação em duas etapas e nunca agir sob pressão. Caso haja suspeita de golpe, o ideal é encerrar imediatamente sessões não reconhecidas e reportar a mensagem no próprio aplicativo.

Golpe no WhatsApp finge ser post no Facebook e rouba conta do usuário

Dados no megavazamento de CPFs estava organizado demais, afirma especialista (Imagem: Guilherme Reis / Tecnoblog)

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Jolla resiste: celular com Linux ganha nova versão

9 de Dezembro de 2025, 12:55
Novo Jolla Phone
Novo Jolla Phone (imagem: reprodução/Jolla)
Resumo
  • Novo Jolla Phone chega em pré-venda com Sailfish OS 5 (com kernel Linux) e hardware atualizado;

  • Especificações incluem tela AMOLED, câmera dupla, 12 GB de RAM e bateria removível;

  • Preços variam conforme lote, e entregas começam no primeiro semestre de 2026.

Criada por ex-membros da antiga Nokia, a Jolla atraiu os olhares em 2013 ao anunciar o Jolla Phone, celular que roda o Sailfish OS, sistema operacional baseado em Linux que é mantido até hoje. Não por acaso, eis que um novo aparelho com Sailfish OS entrou em pré-venda na Europa.

A primeira versão do Jolla Phone, chamada simplesmente de “Jolla”, tinha tela de 4,5 polegadas, conectividade 4G e o Sailfish OS, que surgiu como um projeto disposto a continuar o legado do MeeGo, sistema operacional de código aberto oriundo da fusão do Maemo, da Nokia, com o Moblin, da Intel, para rodar em celulares, tablets, TVs e outros dispositivos.

O MeeGo fracassou por vários motivos, entre eles, a adoção do Windows Phone pela Nokia e a desistência da Intel de produzir chips para dispositivos móveis.

Mas desenvolvedores e entusiastas do projeto mantiveram o espírito do MeeGo ao criarem o Sailfish OS, que tem kernel Linux como característica mais notável. A sua principal proposta é ser uma alternativa ao Android, mas capaz de executar softwares deste último via Jolla AppSupport (uma espécie de ambiente Android dentro do Sailfish OS).

Embora o primeiro celular tenha vendido pouco, a Jolla vinha mantendo o Sailfish OS e chegou a registrar lucro pela primeira vez em 2021.

A surpresa, agora, é a retomada dos trabalhos com hardware. Não que a Jolla já não tivesse tentado antes. A organização lançou o Jolla C em 2016 e o Jolla C2 no ano passado. Mas ambos os celulares têm hardware simples. O novo Jolla Phone parece ser muito mais ousado.

O novo Jolla Phone
O novo Jolla Phone tem duas câmeras na traseira (imagem: reprodução/Jolla)

Como é o novo Jolla Phone?

Começa com um novo conjunto de hardware, obviamente. As especificações do novo Jolla Phone incluem uma tela AMOLED de 6,36 polegadas com resolução full HD e proteção Gorilla Glass.

Já a traseira traz duas câmeras: principal de 50 megapixels com lente grande angular; secundária de 13 megapixels com lente ultra grande angular.

Internamente, o aparelho conta com um chip MediaTek cujo modelo ainda não foi revelado. Há ainda 12 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento interno expansíveis com cartão microSD. Já a bateria tem 5.500 mAh de capacidade e pode ser trocada pelo próprio usuário.

O botão de liga/desliga tem leitor de impressões digitais. As demais características incluem 5G, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.4 e NFC.

O sistema operacional é o Sailfish OS 5 que, além de rodar aplicativos de Android via AppSupport, promete preservar os aspectos da segurança e privacidade por não rastrear ou coletar dados do usuário.

Um detalhe interessante é que as especificações do smartphone foram definidas por meio de uma votação na comunidade do Sailfish OS.

Novo Jolla Phone na cor laranja
Novo Jolla Phone na cor laranja (imagem: reprodução/Jolla)

Disponibilidade e preço do Jolla Phone

Por ora, o Jolla Phone está em pré-venda, via campanha de financiamento, no site oficial da Jolla. O primeiro lote tinha preço de 499 euros. O segundo e atual lote custa 549 euros. Quando for lançado oficialmente, a novidade custará entre 599 e 699 euros (entre R$ 3.800 e R$ 4.450, na conversão direta).

O celular está sendo oferecido em três cores: branca, preta e laranja. As entregas estão previstas para o primeiro semestre de 2026, em países da Europa.

Jolla resiste: celular com Linux ganha nova versão

Novo Jolla Phone (imagem: reprodução/Jolla)

Europa começa a investigar efeito “Google Zero”

9 de Dezembro de 2025, 10:20
Ilustração com uma lupa sobre uma caixa de busca. Atrás estão alguns robôs. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Europa começa a investigar efeito “Google Zero” (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • União Europeia investiga se Google usa conteúdo de terceiros para treinar modelos de IA sem oferecer compensações;

  • Autoridades europeias querem entender impacto do Modo IA sobre tráfego de sites e canais no YouTube;

  • Apuração também analisa se prática prejudica rivais de inteligência artificial.

O Google está sob investigação na Europa, mais uma vez. A motivação do momento são as preocupações da Comissão Europeia sobre um possível uso desproporcional, por parte da companhia, de conteúdo de sites e canais no YouTube para alimentar modelos de IA, causando o chamado efeito “Google Zero”.

A expressão “Google Zero” foi cunhada em 2024 por Nilay Patel, do The Verge, como forma de identificar um cenário em que o buscador deixa de direcionar usuários para serviços web externos, e passa a apresentar respostas produzidas por IA generativa em suas próprias páginas. Com isso, portais, sites independentes, blogs e afins recebem “zero” acessos.

Mas os modelos de IA não geram conteúdo por conta própria. Eles precisam ser treinados e alimentados com bases de dados gigantescas. É aí que a investigação da União Europeia ganha forma: autoridades do bloco querem descobrir se o Google está violando regras de concorrência ao usar conteúdo de terceiros para alimentar mecanismos de IA sem oferecer contrapartidas.

Um dos aspectos da investigação é o Modo IA, que é mostrado em destaque nas buscas do Google, fazendo sites que aparecem nos resultados das pesquisas terem, em muitos casos, um número reduzido de acessos.

A Comissão Europeia investigará até que ponto o Modo IA e as Visões Gerais de IA do Google se baseiam em conteúdo de terceiros sem oferecer compensações e sem dar possibilidade de os editores recusarem essa abordagem para não terem suas páginas removidas do buscador.

Modo IA no Google para celular e desktop
Modo IA na busca do Google (imagem: reprodução/Google)

Europa também investiga se concorrentes em IA estariam sendo prejudicados

Além de descobrir as possíveis consequências para produtores e distribuidores de conteúdo, a Comissão Europeia quer saber se a estratégia em questão deixa concorrentes do Google no campo da inteligência artificial em desvantagem, como diz este trecho do comunicado oficial sobre o assunto:

A investigação verificará, principalmente, se o Google está prejudicando a concorrência ao impor termos e condições injustas a editores e criadores de conteúdo, ou ao conceder a si mesmo acesso privilegiado a esse conteúdo, colocando desenvolvedores de modelos de IA concorrentes em desvantagem.

Neste ponto, é válido esclarecer que o YouTube tem termos de uso que permitem que o Google acesse livremente o conteúdo publicado na plataforma para treinamento de IA.

A inteligência artificial está trazendo inovações notáveis e muitos benefícios para pessoas e empresas em toda a Europa, mas esse progresso não pode ocorrer à custa dos princípios fundamentais das nossas sociedades.

É por isso que estamos investigando se o Google pode ter imposto termos e condições injustos a editores e criadores de conteúdo, colocando desenvolvedores de modelos de IA concorrentes em desvantagem, em violação das regras de concorrência da União Europeia.

Teresa Ribera, vice-presidente executiva de concorrência da Comissão Europeia

Não há prazo ou previsão para a investigação ser concluída.

Europa começa a investigar efeito “Google Zero”

Google desativa rolagem infinita nas buscas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Modo IA está chegando ao Brasil (imagem: reprodução/Google)

YouTube testa o retorno das mensagens diretas dentro do app

20 de Novembro de 2025, 11:02
Mão segurando um celular que exibe o YouTube, com um fundo de cor vermelha. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
YouTube testa ferramenta de mensagens diretas dentro do app (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube testa o retorno das mensagens diretas no app para facilitar o compartilhamento de vídeos.
  • O novo sistema de DMs inclui travas de segurança, como convites prévios para iniciar conversas e ferramentas para bloquear ou denunciar usuários.
  • A reintrodução das mensagens diretas deve integrar melhor os YouTube Shorts com a parte social, semelhante ao Instagram e TikTok.

O YouTube parece disposto a voltar atrás quanto à existência de uma ferramenta de chat dentro da rede. A plataforma começou a testar mensagens diretas (DMs) no app para dispositivos móveis, e a novidade já está sendo distribuída para um grupo seleto de usuários na Europa.

O teste, anunciado na página de suporte do YouTube, é descrito pela própria plataforma como uma resposta aos pedidos da comunidade. Atualmente, a funcionalidade, que permite o compartilhamento de vídeos e conversas sem sair do ambiente do YouTube, é restrita a usuários maiores de 18 anos na Irlanda e na Polônia.

Como funciona o chat nativo?

A proposta é simples e semelhante ao funcionamento de outras redes sociais, como o Instagram e o TikTok. Com a mudança, ao encontrar um vídeo, o usuário poderá enviá-lo para um amigo e iniciar uma conversa sem precisar copiar o link e abrir outro app.

Segundo a página de suporte encontrada pelo 9to5Google, o sistema foi desenhado com travas de segurança. Para iniciar um bate-papo, será necessário enviar um convite prévio. O destinatário poderá aceitar ou recusar a solicitação, além de ter ferramentas para bloquear usuários ou denunciar conversas mal-intencionadas.

O YouTube também deixa claro que o espaço não será “terra sem lei”. As mensagens trocadas estarão sujeitas às mesmas Diretrizes da Comunidade que regem os vídeos e comentários públicos.

Isso significa que sistemas automatizados poderão escanear o conteúdo dos chats em busca de violações e aplicar punições, se necessário.

Novidade para alavancar os Shorts?

Imagem de divulgação do YouTube Shorts
Usuários poderiam compartilhar vídeos e conteúdos do Shorts sem sair do app (imagem: divulgação)

Além de ser um suposto pedido dos usuários, o movimento deve tentar repetir no YouTube Shorts o sucesso que a Meta e a ByteDance tiveram com a integração entre suas seções de vídeos curtos e a parte social do Instagram e do TikTok.

Os dois apps integram um robusto sistema de mensagens diretas que incentiva o compartilhamento interno entre amigos.

Ao reimplementar as mensagens, a estratégia do YouTube é transformar a plataforma em uma rede social mais completa, aumentando o tempo de tela e evitando que o engajamento “vaze” para mensageiros concorrentes.

Recurso parecido já existiu

Captura de tela mostra o anúncio do Youtube sobre o fim das mensagens diretas no app
YouTube teve seção de mensagens há alguns anos (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

O YouTube manteve um recurso nativo de mensagens diretas entre 2017 e 2019, mas decidiu matá-lo em setembro daquele ano.

Na época, a justificativa oficial da empresa foi a necessidade de priorizar “conversas públicas”, como comentários, posts na comunidade e stories. A decisão gerou críticas imediatas, especialmente entre o público mais jovem. Agora, meia década depois, o Google parece ter percebido que abrir mão desse canal de comunicação foi um erro estratégico.

YouTube testa o retorno das mensagens diretas dentro do app

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube Shorts (Imagem: Divulgação)

WhatsApp vai conversar com outros apps de mensagens… na Europa

14 de Novembro de 2025, 12:20
Uma composição de várias telas de smartphone, todas exibindo a interface do aplicativo WhatsApp na cor verde, característica de sua identidade visual. As telas mostram a lista de "CHATS" com contatos genéricos como "Username 01". No topo de cada tela, aparece "WhatsApp". A imagem é repetida e organizada em um padrão diagonal, com o logotipo do "tecnoblog" no canto inferior direito.
WhatsApp passa a destacar rascunhos em lista de chats (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • WhatsApp terá interoperabilidade com BirdyChat e Haiket na Europa, seguindo o Regulamento de Mercados Digitais (DMA).
  • Meta garante que a criptografia de ponta a ponta (E2EE) será mantida, e exige que apps terceiros usem o mesmo nível de segurança.
  • A função será opcional e limitada, na fase inicial, a smartphones, com exigência de contrato e protocolo de criptografia compatível.

O WhatsApp deve abrir as portas para conversar com outros aplicativos de mensagens. A Meta anunciou que está prestes a lançar a integração com chats de terceiros na Europa e deve começar a liberar o recurso nos próximos meses.

A integração segue uma medida obrigatória imposta pelo Regulamento de Mercados Digitais (DMA) da região, que classificou o WhatsApp — assim como o Messenger — como intermediários do mercado digital. A Meta garante que manterá o nível de criptografia de ponta a ponta (E2EE) do mensageiro.

Os dois primeiros serviços a implementar a interoperabilidade serão BirdyChat e Haiket, pouco conhecidos pelo grande público. A função será limitada a usuários com números de telefone registrados em países cobertos pelo DMA. Desde 2024, está em vigor a regra que obriga o WhatsApp a funcionar de forma interoperável com serviços concorrentes na região.

Como funcionará?

Telas de WhatsApp e Messenger mostrando opções para integrar ou separar conversas de outros apps
Conversas de outros apps poderão ficar na mesma lista ou em uma área separada (imagem: divulgação/Meta)

A integração com outros apps de mensagens será um recurso opcional (opt-in). Os usuários do WhatsApp na Europa verão uma notificação na aba de “Configurações” explicando como ativar e, depois disso, poderão decidir ver as mensagens de apps terceiros em uma caixa de entrada separada ou na pasta principal.

Com a integração, será possível enviar texto, fotos, vídeos, mensagens de voz e documentos. No entanto, a Meta informa que, nesta fase inicial, a função estará restrita aos apps para smartphones (iOS e Android), não funcionando nas versões desktop, web ou para tablets.

Telas de WhatsApp e Messenger com notificação sobre novos apps compatíveis
Sempre que um novo serviço de mensagens estiver disponível, usuários receberão notificação (imagem: divulgação/Meta)

Meta exige nível de segurança

A principal exigência da Meta sobre os aplicativos terceiros é a segurança: eles devem usar “o mesmo nível” de E2EE do WhatsApp. A empresa garante que não poderá ver as mensagens criptografadas em trânsito.

Apesar de manter essa criptografia, a Meta não se responsabiliza pelo tratamento dos dados coletados pela empresa parceira. A companhia alerta que os apps de terceiros podem lidar com os dados “de maneira diferente” do que a plataforma faria.

Para que um app terceiro possa se conectar ao WhatsApp, ele deverá assinar um contrato com a Meta. A principal cláusula desse acordo é a exigência de que o app utilize um protocolo de criptografia “tão bom ou mais sofisticado” que o Protocolo Signal, usado pelo WhatsApp, Skype e Google Mensagens.

WhatsApp vai conversar com outros apps de mensagens… na Europa

WhatsApp passa a destacar rascunhos em lista de chats (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Conversas de outros apps poderão ficar na mesma lista ou em uma área separada (Imagem: Divulgação / Meta)

Streamings piratas serão bloqueados nos dispositivos da Amazon

12 de Novembro de 2025, 17:38
Dispositivo Amazon Fire TV Stick 4K Select
Bloqueio no Fire TV Stick mira aplicativos usados para pirataria (imagem: divulgação/Amazon)
Resumo
  • A Amazon bloqueia aplicativos de streaming pirata em dispositivos Fire TV Stick, começando pela França e Alemanha, com expansão global planejada.
  • A medida afeta todos os modelos Fire TV Stick, impedindo o uso de apps baixados fora da loja oficial, visando combater a pirataria de transmissões esportivas.
  • O novo Fire TV Stick 4K Select possui sistema baseado em Linux, reforçando a segurança e limitando a instalação de apps à Amazon Appstore.

A Amazon anunciou que vai bloquear aplicativos que permitem o acesso a transmissões ilegais em seus dispositivos da linha Fire TV Stick, que levam funções mais modernas aos televisores. A medida, que já começou a ser aplicada na França e na Alemanha, deve alcançar usuários de outros países nas próximas semanas.

A Amazon informou ao Tecnoblog que por enquanto a medida não impacta o Brasil. Por aqui, ela comercializa apenas o Fire TV Stick por R$ 329. O modelo é compatível com Netflix, Prime Video, YouTube, Globoplay e Disney+.

A restrição vale tanto para novos aparelhos quanto para modelos antigos e representa uma tentativa de endurecer o combate à pirataria, especialmente de transmissões esportivas. O bloqueio inclui aplicativos baixados fora da loja oficial da Amazon, o que deve inviabilizar o uso de plataformas alternativas e hacks que tentam burlar restrições geográficas com o uso de VPNs, segundo o site TechRadar.

O que muda para os usuários do Fire TV Stick?

Os dispositivos Fire TV Stick há anos são associados a apps de streaming pirata. Esses programas de terceiros permitiam assistir a jogos, filmes e séries sem pagar às respectivas plataformas. Agora, com o bloqueio em nível de sistema, mesmo quem instalava esses aplicativos manualmente (por meio do sideloading) não conseguirá mais utilizá-los.

O movimento ocorre pouco tempo após o lançamento do Fire TV Stick 4K Select, que substitui o sistema Android por uma versão baseada em Linux – portanto, menos suscetível a modificações. Segundo a Amazon, o novo modelo traz mecanismos de segurança mais robustos e restringe a instalação de apps apenas aos disponíveis na Amazon Appstore.

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Amazon endurece o combate à pirataria com bloqueios em seus dispositivos de streaming (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que a Amazon decidiu agir agora?

Em comunicado ao The Athletic, a empresa afirmou: “A pirataria é ilegal e sempre trabalhamos para bloqueá-la em nossa loja de aplicativos… Agora, vamos também bloquear aplicativos identificados como provedores de conteúdo pirata, inclusive aqueles baixados de fora de nossa loja de aplicativos. Isso se baseia em nossos esforços contínuos para apoiar criadores e proteger clientes, já que a pirataria pode expor usuários a malware, vírus e fraudes.”

De acordo com pesquisa da YouGov Sport encomendada pelo The Athletic, cerca de 9% dos adultos no Reino Unido – aproximadamente 4,7 milhões de pessoas – assistiram a esportes de forma ilegal em 2025. Os sites não autorizados lideram (42%), seguidos por dispositivos como o Fire TV Stick (31%).

Streamings piratas serão bloqueados nos dispositivos da Amazon

(imagem: Divulgação/Amazon)

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

União Europeia pode mudar regras de privacidade para favorecer IA

12 de Novembro de 2025, 09:20
Bandeiras da União Europeia
UE pode mudar privacidade e proteção de dados para facilitar IA (foto: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)
Resumo
  • Comissão Europeia estuda simplificar leis digitais e pode alterar o GDPR para incentivar a IA.
  • Segundo o jornal europeu Politico, a mudança inclui exceções para processar dados sensíveis, redefinindo o que seriam “dados pessoais”.
  • A proposta gerou resistência e divide os países da União Europeia.

A Comissão Europeia estuda mudar algumas das regras de privacidade mais rígidas do mundo para incentivar o desenvolvimento da inteligência artificial no continente. O novo pacote, classificado informalmente como “digital abrangente”, deve ser apresentado na próxima quarta-feira (19/11) para simplificar normas protecionistas que estariam travando a competitividade europeia com Estados Unidos e China.

A proposta prevê ajustes no Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR), que se tornou referência global desde sua criação em 2018. Segundo os documentos obtidos pelo jornal Politico, as mudanças podem criar exceções que permitiriam às empresas de IA processar dados sensíveis — como informações sobre religião, orientação política ou saúde — com o objetivo de treinar e operar seus sistemas.

O que pode mudar no GDPR?

Além das exceções para dados especiais, a Comissão também considera rever a definição de “dados pessoais”. Informações pseudonimizadas — alteradas de forma que não possam ser diretamente associadas a um indivíduo — poderiam deixar de ser totalmente protegidas pelo GDPR, o que abriria espaço para o uso dessas bases em treinamentos de modelos de IA.

Outra possível mudança envolve os avisos de cookies em sites e aplicativos. A ideia seria permitir novas justificativas legais para rastrear usuários, além do consentimento. Os documentos sugerem alterações “pontuais” e “técnicas”, sem afetar os princípios fundamentais de proteção de dados.

Arte mostra uma cabeça robótica, em referência à inteligência artificial. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Pacote digital pode redefinir privacidade em prol da IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Reações políticas

As discussões, porém, já provocam forte resistência. O político alemão Jan Philipp Albrecht, um dos autores originais do GDPR, alertou que a proposta pode “enfraquecer drasticamente os padrões europeus”. Ele questionou: “É este o fim da proteção de dados e da privacidade como estabelecemos no tratado da União Europeia e na Carta de Direitos Fundamentais?”.

Entre os países-membros, França, Áustria, Eslovênia, Estônia e República Tcheca se opõem à revisão da lei. Já a Alemanha apoia mudanças que favoreçam o crescimento da IA, enquanto a Finlândia defende ajustes que reforcem a competitividade europeia.

Mesmo sem confirmação oficial, o debate já divide políticos e especialistas na sede da União Europeia em Bruxelas, na Bélgica. Para alguns, a flexibilização pode acelerar a inovação; para outros, ameaça um dos pilares da identidade digital do bloco econômico.

Com informações do TechRadar

União Europeia pode mudar regras de privacidade para favorecer IA

Bandeiras da União Europeia (Imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Vem aí o FTTR da Vivo? Produto misterioso surge no Brasil

11 de Novembro de 2025, 12:58
Vivo atualmente leva fibra até a casa do cliente (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Vivo está desenvolvendo o Fiber to the Room (FTTR), permitindo que a fibra ótica chegue diretamente a cada cômodo da casa.
  • O kit FTTR da Vivo inclui um equipamento inicial e 60 metros de fibra por R$ 512, mas ainda não está disponível para compra.
  • Outras empresas no Brasil, como a Nio e a Vero, já oferecem FTTR com equipamentos de fabricantes como Huawei e ZTE.

Nem toda fibra ótica é igual. Nas cidades brasileiras, o mais comum é o Fiber to the Home, em que o cabo da fibra chega a um modem (tecnicamente, um ONT/ONU) na residência, que distribui o sinal. A Vivo parece estar trabalhando na evolução desta tecnologia: a fibra que chega diretamente em cada cômodo da casa.

Um kit compatível com o Fiber to the Room (FTTR) surgiu no site oficial da companhia. Por R$ 512, o cliente levaria para casa o primeiro equipamento para receber a fibra e um rolo de 60 metros de fibra. Poderia ainda adquirir itens adicionais para reforçar a cobertura.

Screenshot do kit de fibra óptica FTTR na loja online da Vivo
Kit FTTR da Vivo na loja online (imagem: Yuri de Oliveira)

O FTTR é particularmente interessante em residências maiores, onde é mais desafiador manter o sinal de Wi-Fi estável – mesmo com uso de repetidores e aparelhos similares, além de ser mais discreto que o uso de cabos categoria 5e ou 6, tradicionalmente utilizados para redes Ethernet, já que a fibra utilizada é fina e pode ser facilmente ocultada em rodapés e outros cantos.

O Grupo Telefônica já atua com a promoção do FTTR na Europa. Por lá, ele oferece o produto com equipamentos da taiwanesa Askey, subsidiária da Asus, cobrando 10 euros mensais (R$ 61, em conversão direta) e 120 euros pela instalação (R$ 734).

Fibra óptica ultra-fina da Movistar (imagem: reprodução)
Escrivaninha contendo modem de fibra óptica e equipamento para fibra FTTR, com legenda em espanhol
HGU/ONT/ONU da Movistar e equipamento FTTR (imagem: divulgação)

Dispositivos da fabricante compatíveis com FTTR estão homologados na Anatel e também podem ser usados a qualquer momento no Brasil, e aparentam serem os mesmos utilizados na matriz espanhola. Um deles possui 4 portas para fibra FTTR e uma porta Ethernet, o outro possui apenas uma porta para a fibra e duas portas Ethernet.

Switch de fibra FTTR da Askey
Askey RTF8230 possui quatro portas para fibra FTTR (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Ainda não sabemos quando o FTTR será de fato comercializado por aqui. A Vivo disse com exclusividade ao Tecnoblog que ainda não tem confirmação de preços e prazos. No momento não é possível concluir a compra do kit. A companhia ainda reforçou que “busca de forma contínua” desenvolver novos produtos e soluções para os clientes”

No Brasil, outras empresas já contam com essa tecnologia. A Nio (antiga Oi Fibra) foi a pioneira, oferecendo a tecnologia com equipamentos da Huawei, assim como a Giga+, do grupo Alloha. A Vero (que adquiriu a Americanet) também oferece, utilizando equipamentos da ZTE/Multi Pro.

Vem aí o FTTR da Vivo? Produto misterioso surge no Brasil

Roteador Vivo Fibra Wi-Fi 6 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Kit FTTR da Vivo na loja online (imagem: Yuri de Oliveira)

Askey RTF8230 possui quatro portas para fibra FTTR (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Pressionada, Microsoft dará suporte estendido grátis ao Windows 10 na Europa

25 de Setembro de 2025, 17:04
Monitor exibindo janela que informa que o PC tem o Windows 10
Pressionada, Microsoft dará suporte estendido grátis ao Windows 10 na Europa (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Suporte estendido ao Windows 10 será gratuito na Europa e não exigirá conta Microsoft;

  • Decisão vem após Microsoft sofrer pressão de grupos europeus de defesa do consumidor;
  • Fora da Europa, será necessário pagar US$ 30 ou usar programas como o Microsoft Rewards (1.000 pontos) para continuar recebendo atualizações.

O Windows 10 deixará de ser suportado pela Microsoft em 14 de outubro de 2025. Consumidores ainda poderão obter atualizações de segurança por um ano após a data, mas se atenderem a determinados requisitos. Mas não na Europa: por lá, o suporte estendido será liberado a qualquer interessado de modo gratuito.

A decisão, um tanto surpreendente, foi tomada pela Microsoft após pressão de entidades como a Euroconsumers, organização que reúne grupos de defesa dos consumidores em vários países europeus.

A própria Euroconsumers divulgou uma carta em que explica que, após tratativas com a Microsoft, a companhia topou oferecer uma opção de fácil acesso ao suporte estendido do Windows 10 para usuários do Espaço Econômico Europeu. Essa opção não exigirá pagamento ou uma conta Microsoft, ao contrário do que acontecerá no restante do mundo.

Ao site Windows Central, a Microsoft deu a seguinte explicação sobre o assunto:

No Espaço Econômico Europeu, estamos atualizando o processo de inscrição [no ESU] para garantir que ele atenda às expectativas locais e ofereça uma experiência segura e simplificada.

O nosso objetivo é oferecer suporte aos clientes e dar opções durante a transição para o Windows 11, com acesso ininterrupto a atualizações críticas de segurança.

Como será o suporte estendido ao Windows 10 nos demais países?

O fim do suporte significa que o Windows 10 deixará de receber atualizações funcionais ou de segurança. Contudo, organizações e usuário domésticos poderão se inscrever no ESU, sigla em inglês para Atualizações de Segurança Estendidas.

Caixa do assistente de ESU para Windows 10
Caixa do assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por meio do programa ESU, consumidores poderão receber um ano de atualizações de segurança para o Windows 10 após o fim do suporte ao sistema operacional. Para isso, a Microsoft oferece uma das seguintes opções de ativação:

  • Taxa de US$ 30: valor correspondente a R$ 161 na cotação atual; permite a compra da extensão por meio da Microsoft Store;
  • Backup do Windows: é uma ferramenta da Microsoft que faz cópia de arquivos e configurações do PC usando o OneDrive ou um serviço nas nuvens compatível; seu uso dá direito ao ESU;
  • Microsoft Rewards: usuários do programa de recompensas da Microsoft podem se inscrever no ESU se tiverem 1.000 pontos por lá.

As duas últimas alternativas são gratuitas, mas requerem uma conta Microsoft, bem como estão vinculadas a serviços da própria companhia. Consumidores que não estiverem na Europa terão que recorrer a uma dessas opções se quiserem ter acesso às atualizações de segurança do Windows 10.

Saiba como ativar o suporte estendido ao Windows 10. Vale reforçar que as atualizações serão válidas somente por um ano e envolvem apenas updates de segurança. As atualizações não incluem novos recursos ou ajustes de desempenho.

Pressionada, Microsoft dará suporte estendido grátis ao Windows 10 na Europa

Microsoft revela mais opções para quem quer manter o Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Caixa do assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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