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O primeiro elétrico da Toyota no Brasil já tem preço e chega limitado

23 de Junho de 2026, 10:02

A Toyota anunciou a chegada do bZ4x ao Brasil, seu primeiro SUV 100% elétrico no país. O modelo marca a entrada da marca nesse segmento e desembarca em edição bastante limitada, com apenas 99 unidades disponíveis.

A novidade, segundo o G1, chega em um momento de crescimento gradual dos veículos elétricos no mercado brasileiro. O SUV combina desempenho elevado, pacote tecnológico completo e representa a estreia da fabricante japonesa em uma categoria ainda em consolidação no país.

Toyota bZ4X
Com autonomia de até 361 km (Inmetro), o bZ4x aposta em uso urbano e viagens curtas no dia a dia. – Imagem: Divulgação/Toyota

O primeiro elétrico da Toyota no Brasil

O bZ4x passa a ser o primeiro modelo totalmente elétrico da Toyota vendido oficialmente no Brasil. Ele será oferecido em versão única, topo de linha, com preço sugerido de R$ 419.990.

No caso deste lançamento, a estratégia da marca é posicionar o SUV como um produto mais sofisticado dentro da linha, mirando consumidores que buscam desempenho elevado aliado a tecnologia embarcada e propulsão totalmente elétrica.

Debaixo da carroceria, o modelo traz dois motores elétricos — um em cada eixo — que garantem tração integral. O conjunto entrega 343 cavalos de potência e torque de 34,2 kgfm, números que colocam o SUV em um patamar de desempenho pouco comum na categoria.

A aceleração de 0 a 100 km/h acontece em cerca de 5,5 segundos, reforçando o perfil mais esportivo do modelo dentro da linha da marca.

Entre os principais destaques técnicos estão:

  • potência combinada de 343 cavalos
  • tração integral com dois motores elétricos
  • aceleração de 0 a 100 km/h em 5,5 segundos
  • bateria de 73,1 kWh
  • autonomia de até 361 km (Inmetro)
  • recarga rápida de até 150 kW
Toyota bZ4X, um dos poucos elétricos da marca (Imagem: divulgação/Toyota)
Interior do SUV conta com tela de 14 polegadas e integração com Apple CarPlay e Android Auto. – Imagem: Divulgação/Toyota

Autonomia, tecnologia e equipamentos

A bateria de 73,1 kWh garante autonomia de até 361 km, segundo o Inmetro. O número não é o mais alto da categoria, mas atende a uma proposta mais voltada ao uso urbano e deslocamentos de curta e média distância.

O sistema também suporta recarga rápida de até 150 kW em corrente contínua, o que reduz o tempo de carregamento em estações compatíveis. Em carregadores de corrente alternada, o modelo aceita diferentes níveis de potência, ampliando a flexibilidade de uso no dia a dia.

Por dentro, o SUV aposta em um pacote tecnológico mais moderno. O painel central traz uma tela de 14 polegadas para o sistema multimídia, com integração ao Apple CarPlay e Android Auto.

No conjunto de assistências ao motorista, o modelo inclui recursos já comuns em veículos de categorias superiores, como:

  • frenagem automática de emergência
  • piloto automático adaptativo
  • assistente de permanência em faixa
  • câmera 360 graus
Visão lateral do Toyota bZ4X
Chegada do bZ4x marca a entrada da Toyota no segmento de elétricos no Brasil. Serão apenas 99 unidades disponíveis. – Imagem: Divulgação/Toyota

Design, espaço e chegada ao mercado brasileiro

O visual do bZ4x segue a nova identidade dos elétricos da Toyota, com linhas mais retas, faróis em LED mais estreitos e uma traseira marcada por uma barra de luz contínua. O conjunto reforça uma proposta mais futurista dentro do portfólio da marca.

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Em dimensões, o SUV tem 4,69 metros de comprimento e entre-eixos de 2,85 metros. O porta-malas de 452 litros o coloca em posição competitiva dentro da categoria de SUVs médios.

O lançamento no Brasil acontece de forma bastante limitada, com apenas 99 unidades nesta primeira leva. A estratégia reforça o caráter de estreia da Toyota no segmento elétrico no país.

Com isso, o bZ4x marca a entrada da marca em um novo território no mercado brasileiro, em um momento em que a eletrificação ainda avança de forma gradual, mas com tendência de crescimento nos próximos anos.

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Ações de tecnologia derretem e abalam mercados no mundo todo

23 de Junho de 2026, 09:31

As bolsas globais começaram a terça-feira em queda forte, mas o movimento ganhou velocidade de verdade ao longo do dia. O que era um recuo mais contido na Ásia acabou se transformando em uma onda de vendas que atravessou Europa e Estados Unidos, com a tecnologia no centro da pressão.

O clima já era de cautela logo cedo, mas a leitura piorou conforme os mercados foram abrindo. Investidores foram reduzindo exposição a ações ligadas à inteligência artificial e semicondutores, e isso ajudou a amplificar o movimento.

IA no mercado financeiro
Tecnologia amplia perdas na Europa, com destaque para o setor de chips e semicondutores sob forte pressão. – Koupei Studio/Shutterstock

Ásia abre o dia com queda pesada

Na Ásia, o tom já veio negativo desde a abertura. O índice sul-coreano Kospi caiu cerca de 10% no pregão, um movimento que rapidamente chamou atenção pela intensidade, comentou a CNBC.

SK Hynix e Samsung foram os principais destaques da queda, com perdas que chegaram a ultrapassar 12% em alguns momentos. No mercado, a leitura foi de fuga mais ampla de risco, não apenas um ajuste pontual.

Europa entra no movimento e amplia o pessimismo

Quando a Europa começou a negociar, o cenário não melhorou. O Stoxx 600 recuou perto de 1%, mas o impacto foi bem mais forte dentro do setor de tecnologia.

A sensação entre operadores era de que o movimento já vinha “contaminado” pela Ásia, e isso apareceu com mais força em ações ligadas a chips e semicondutores.

Nesse trecho do dia, o mercado já trabalhava com um ambiente mais defensivo:

  • tecnologia caiu com mais intensidade na Europa e na Ásia
  • semicondutores continuaram liderando as perdas
  • índice europeu do setor ficou abaixo do mercado geral
  • futuros do Nasdaq já apontavam nova pressão em Nova York
  • ações ligadas à IA passaram a oscilar com mais força
Logo da Samsung na traseira de um smartphone
SK Hynix e Samsung puxam tombo de até 12% no Kospi, em um dos piores pregões recentes da Ásia. – Imagem: BINK0NTAN/Shutterstock

Nova York entra no jogo e piora o sentimento

Nos Estados Unidos, a virada ficou mais clara ainda antes da abertura oficial. Os futuros do Nasdaq 100 chegaram a cair 2,7%, reforçando que o movimento não era isolado.

No pré-mercado, o setor de chips voltou a ser o ponto mais sensível. Intel, Micron e AMD registraram quedas fortes logo cedo. A Nvidia, que costuma funcionar como termômetro da inteligência artificial, também abriu em baixa.

Entre cautela e leitura de correção

Apesar do tom negativo, nem todo mundo no mercado vê o movimento como algo mais grave. Em entrevista à CNBC, o CEO da Strategy Asset Managers, Tom Hulick, disse não enxergar risco de colapso imediato, destacando que ainda há liquidez no sistema e suporte vindo dos lucros das empresas.

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Já em outra leitura, mais otimista, o analista Dan Ives, da Wedbush, afirmou que quedas desse tipo podem abrir oportunidades. Para ele, a chamada “Revolução da IA” ainda está no começo do ciclo.

nasdaq
Futuros do Nasdaq 100 caem 2,7% antes da abertura em Nova York, indicando mais um dia negativo em Wall Street. Imagem: Immersion Imagery / Shutterstock.com

IA continua sendo o centro da atenção

Mesmo com o dia bastante volátil, o pano de fundo segue praticamente o mesmo: a inteligência artificial continua sendo o principal motor do mercado — e também seu ponto mais sensível.

O comportamento desta terça deixa uma sensação clara no mercado: não é só sobre queda ou alta, mas sobre como o setor de tecnologia passou a reagir de forma muito mais intensa a qualquer mudança de humor.

No fim do pregão, o mercado fechou com um recado simples, mas importante — a tecnologia ainda lidera o jogo, mas também é onde as oscilações ficam mais fortes quando o cenário vira.

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ONU vê risco ambiental crescente no avanço da inteligência artificial

23 de Junho de 2026, 09:04

A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um alerta direto às grandes empresas de inteligência artificial: chegou a hora de abrir a conta e mostrar quanto essa tecnologia realmente custa ao planeta. O recado foi dado durante a Climate Action Week, em Londres.

Segundo a Reuters, o secretário-geral da ONU, António Guterres, voltou a cobrar transparência sobre o impacto ambiental dos data centers que sustentam sistemas de IA.

Data center com chip grande de inteligência artificial (IA) na parede, no final de um corredor
Data centers de IA consomem grandes volumes de energia e água, segundo alerta feito pela ONU em Londres. – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

O custo invisível da IA

A discussão não é exatamente nova, mas ganhou outro peso com a velocidade da inteligência artificial. Por trás dos modelos que viraram parte do dia a dia, existe uma infraestrutura enorme — e cara — de data centers que funcionam sem parar.

Guterres defende que as empresas divulguem, de forma clara, quanto emitem de carbono, quanta água consomem e quanto solo ocupam. E fez um alerta direto: até 2030, esses sistemas podem consumir mais energia do que todos os países do mundo, exceto cinco. Também podem demandar água suficiente para abastecer cerca de 1,3 bilhão de pessoas na África Subsaariana por um ano.

“Se a IA deve ajudar a construir um futuro melhor, ela precisa ser honesta sobre o que nos custa hoje”, disse António Guterres.

Data centers, energia e uma conta que cresce rápido

Os data centers são o coração da inteligência artificial moderna. E, para funcionar, eles não param nunca. Isso significa consumo constante de energia e sistemas intensos de refrigeração — que também exigem muita água.

Na tentativa de sustentar esse crescimento, empresas vêm combinando diferentes fontes de energia, incluindo gás natural e até nuclear, ao mesmo tempo em que anunciam metas de neutralização de carbono. Mas, para a ONU, isso ainda não é suficiente.

A organização quer acelerar a mudança para fontes renováveis e defende que toda essa infraestrutura seja alimentada por energia limpa até 2030.

E aqui o cenário fica mais claro quando se observa o conjunto:

  • consumo de energia segue crescendo com a expansão da IA
  • sistemas de refrigeração aumentam a demanda por água
  • a infraestrutura digital se espalha em ritmo acelerado pelo mundo
  • metas de energia renovável ainda estão distantes da prática
  • falta clareza sobre o impacto ambiental real das operações
Exemplo de data center
Data centers funcionam sem parar e ampliam consumo de energia, segundo alerta da Organização das Nações Unidas. – Imagem: KM Stock/Shutterstock

O metano entra de novo na conversa

No meio desse debate sobre IA, Guterres puxou outro tema que costuma ficar em segundo plano: o metano. Ele pediu mais ação do setor de petróleo e gás para cortar emissões desse gás, que é altamente poluente e tem papel importante no aquecimento global.

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O pedido é direto: reduzir vazamentos, acabar com a queima rotineira de gás e adotar padrões científicos mais rígidos. E ele foi além — disse que o mundo ainda não está na rota certa para cumprir suas metas climáticas.

Antes da COP31, uma cobrança global

A ONU também já olha para a próxima grande reunião do clima. Antes da COP31, marcada para a Turquia, Guterres vai reunir líderes mundiais em setembro para tentar acelerar compromissos.

A ideia é empurrar uma transição energética mais organizada, menos dependente de combustíveis fósseis. Mas, no fim das contas, o recado principal não muda: a inteligência artificial pode até estar moldando o futuro, mas o impacto ambiental que ela deixa no presente não dá mais para ficar fora da conta.

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Advogada de IA vence caso inédito em tribunal inglês

23 de Junho de 2026, 08:39

A consultora de RH venceu uma ação em um tribunal inglês com apoio de um sistema de advocacia baseado em IA. O caso, envolvendo uma dívida de £ 7.000 (cerca de R$ 44.000), acabou chamando atenção não só pelo valor, mas pela forma como tecnologia e prática jurídica tradicional se misturaram.

Mais do que uma disputa financeira, o episódio mostra como ferramentas de IA começam a aparecer em cobranças mais simples — embora ainda dependam de atuação humana para chegar ao fim.

Mão humana e mão de robô quase se tocando com um holograma entre elas
Tecnologia jurídica entra em cena e ajuda a preparar ação antes da audiência no tribunal. – Imagem: DJSPIDA FOTO/Shutterstock

Quando a IA entrou na disputa

Segundo o The Guardian, a consultora de RH Tamires Camal Taquidir recorreu à Garfield AI para tentar recuperar uma dívida de £ 7.000 (cerca de R$ 44.000), pagando aproximadamente £ 400 (cerca de R$ 2.500) pelo serviço. A ferramenta ajudou desde o começo, organizando notificações, preparando documentos e até respondendo aos argumentos apresentados pela outra parte.

Na prática, o sistema assumiu boa parte da preparação do caso antes da audiência. Tamires explicou a decisão de usar a tecnologia de forma simples.

Eu tinha valores a receber por um trabalho realizado, mas sentia que o processo de recuperação poderia ser excessivamente estressante, caro e demorado. A Garfield tornou possível dar continuidade à cobrança.

Tamires Camal Taquidir, consultora de RH, ao The Guardian.

Um caso pequeno que virou referência

O cofundador da Garfield, Philip Young, descreveu o resultado como um avanço no acesso à justiça, principalmente para quem desiste de cobrar dívidas menores por causa do custo do processo. A empresa é autorizada pela Solicitors Regulation Authority e atua em casos de até £ 10.000 (cerca de R$ 63.000).

Como a Inteligência Artificial vai mudar sua rotina em 2026
Escritório com inteligência artificial atuou na cobrança de dívida e ajudou a estruturar o processo antes da audiência. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Onde a IA para e o humano assume

Mesmo com a automação de várias etapas, a presença humana ainda foi determinante. O advogado Dominic Li, que atuou na audiência, afirmou que a IA ajudou a estruturar o caso, mas não substitui o julgamento no tribunal.

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“A atuação em audiência continuou sendo essencial e um exercício fundamentalmente humano”, disse.

Em outras palavras, a tecnologia organiza e acelera, mas a decisão continua nas mãos de pessoas.

Um cenário que ainda está se formando

O caso surge em meio a discussões mais amplas sobre o uso de inteligência artificial no setor jurídico, especialmente após episódios recentes de erros envolvendo ferramentas automatizadas.

  • IA organizou documentos e estratégias do processo
  • dívida era de £ 7.000 (cerca de R$ 44.000)
  • serviço custou cerca de £ 400 (cerca de R$ 2.500)
  • resultado reforça uso combinado de IA e advogados humanos

No fim, o caso não muda sozinho o sistema jurídico britânico, mas deixa claro como esse tipo de tecnologia começa a ocupar espaço em disputas menores — aquelas que, muitas vezes, nem chegavam ao tribunal.

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Redes sociais podem ganhar novas obrigações após decisão do STF

17 de Junho de 2026, 08:09

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (17) uma análise que pode alterar a forma como grandes empresas digitais respondem por conteúdos publicados na internet. Entre os recursos analisados estão questionamentos apresentados por Facebook e Google.

Na prática, explica o G1, a decisão poderá influenciar a maneira como plataformas digitais lidam com conteúdos publicados por usuários e servir de referência para futuras decisões da Justiça em todo o país.

Tela de smartphone com ícones de Google, Apple, Meta e Amazon alinhados na parte superior
O julgamento pode redefinir como plataformas digitais respondem por conteúdos publicados por usuários. Imagem: Koshiro K/Shutterstock – Imagem: Koshiro K/Shutterstock

O que está em jogo para as Big Techs no julgamento

No centro do julgamento está o entendimento do STF sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que estabelece em quais situações as companhias podem responder por danos relacionados a publicações feitas por usuários.

No ano passado, a Corte concluiu que a regra não oferecia proteção suficiente aos direitos fundamentais e definiu que sua interpretação deveria ser ampliada. Com isso, os provedores passaram a ficar sujeitos à responsabilização civil em um número maior de situações.

É justamente nesse ponto que entra a próxima etapa da análise. O ministro Dias Toffoli, relator do caso, deve apresentar a tese que reunirá as regras gerais a serem seguidas pelas empresas.

O julgamento é acompanhado de perto pelas grandes plataformas porque a decisão poderá redefinir a forma como elas respondem a disputas envolvendo conteúdos publicados por terceiros.

Ilustração de mão batendo martelo cuja cabeça é um smarpthone; ao fundo, a fachada de uma corte da Justiça
O julgamento é acompanhado de perto pelas big techs por seu potencial impacto no setor digital. Imagem: N Universe/Shutterstock – Imagem: N Universe/Shutterstock

Prazo de adaptação e dever de cuidado

Na última semana, o STF formou maioria para estabelecer um prazo de 60 dias para que as empresas implementem as medidas determinadas pela Corte.

Entre as exigências está o chamado dever de cuidado, um conjunto de ações voltadas à redução de riscos e ao combate de conteúdos ilícitos.

As medidas incluem:

  • Ações para reduzir violações de direitos fundamentais;
  • Canais específicos para pedidos de retirada de conteúdo;
  • Mecanismos de combate a práticas ilícitas.

O voto de Toffoli também mantém obrigações relacionadas a casos considerados mais graves, como crimes antidemocráticos, terrorismo, incitação ao racismo e induzimento ao suicídio. Além disso, prevê punições em situações de falha sistêmica dos serviços.

marco civil da internet
O artigo 19 do Marco Civil da Internet voltou ao centro de uma das discussões mais importantes sobre tecnologia no Brasil. Imagem: Tashatuvango / iStock

Divergências e possíveis impactos

Mas nem todos os ministros concordam sobre quando as novas regras devem começar a valer.

Toffoli defendeu um critério ligado à conclusão da análise. Já o ministro Flávio Dino argumentou que a aplicação deveria ocorrer de forma imediata.

Quanto mais protelar, mais a tecnologia será outra e o julgamento cairá em espécie de desuso.

Flávio Dino, Ministro do Supremo Tribunal Federal, durante julgamento.

Há ainda uma discussão importante sobre os chamados provedores neutros, ou seja, serviços que exercem pouca ou nenhuma interferência na circulação de conteúdos.

O debate busca definir se essas plataformas continuariam dependendo de decisão judicial específica para eventual responsabilização. Durante as discussões, a Wikipedia foi citada como exemplo de serviço que não impulsiona conteúdos.

Leia mais:

Quando o julgamento for concluído, a decisão deverá ser seguida por juízes e tribunais de todo o Brasil. As determinações permanecerão válidas até que o Congresso Nacional aprove uma legislação específica para tratar dos deveres dos provedores digitais e da proteção dos usuários na internet.

Independentemente do resultado final, a decisão deve ter efeitos duradouros sobre a atuação das plataformas digitais no Brasil e sobre a forma como disputas envolvendo conteúdo online serão analisadas pela Justiça.

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Meta e TikTok são acusados em caso envolvendo morte de adolescente

17 de Junho de 2026, 07:39

Atenção: a matéria a seguir inclui uma discussão sobre suicídio. Se você ou alguém que você conhece precisar de ajuda, procure ajuda especializada. O Centro de Valorização da Vida (CVV) funciona 24h por dia pelo telefone 188. Também é possível conversar por chat ou e-mail.

O que começou dentro de uma casa virou um processo judicial contra duas das maiores redes sociais do mundo. Uma mãe italiana acusa a Meta e o TikTok de falhas na proteção de menores após a morte da filha de 12 anos.

Segundo a família, a adolescente foi exposta a conteúdos de automutilação e depressão nas plataformas antes de tirar a própria vida.

adolescente tocando na tela de um smartphone
Segundo a família, conteúdos depressivos passaram a dominar o que a adolescente via online em poucos meses. Imagem: Marina Demidiuk/iStock – Imagem: Marina Demidiuk/iStock

Um caso que expôs o lado mais sensível das redes sociais

A história de Rossella Ugues ganhou repercussão depois que os pais perceberam, tarde demais, como o comportamento da filha mudou em poucos meses. Aos poucos, ela passou a consumir conteúdos cada vez mais ligados à tristeza e à automutilação, impulsionados por algoritmos de recomendação.

Na avaliação da mãe, Irene Roggero Ugues, o processo foi silencioso e difícil de enxergar no dia a dia. Em entrevista, ela descreveu a sensação com uma frase forte: “Em algum momento, pareceu ganhar vida própria, crescendo até sufocar o lado alegre e sociável dela — a parte mais brilhante”, disse.

A ação aberta na Itália sustenta que as plataformas não teriam oferecido proteção suficiente a usuários menores, permitindo a exposição a conteúdos considerados de risco.

ícones em um celular das redes sociais tiktok, instagram, youtube e snapchat
Meta e TikTok negam responsabilidade direta e destacam medidas de segurança voltadas a adolescentes. Crédito: Tada Images / Shutterstock – Crédito: Tada Images / Shutterstock

Algoritmos, ciclos e o ponto mais delicado da discussão

A acusação central envolve o funcionamento dos sistemas de recomendação. Segundo o processo, esses mecanismos identificam interesses e passam a reforçar conteúdos semelhantes, inclusive sensíveis. O problema, apontam as famílias, é que isso pode criar um ciclo contínuo de exposição.

No meio desse debate, surgem pontos levantados pelos autores da ação:

  • Reforço constante de conteúdos sensíveis
  • Proteção considerada insuficiente para menores
  • Dificuldade prática de supervisão parental
  • Possível padrão de uso semelhante à dependência
  • Exposição prolongada sem interrupção eficaz

As empresas envolvidas, Meta e TikTok, negam responsabilidade direta e afirmam que mantêm sistemas de segurança, filtros de conteúdo e ferramentas específicas para adolescentes.

Quando a rotina familiar não acompanha o ritmo das redes sociais

Um dos trechos mais repetidos por famílias envolvidas no debate é simples: o controle não dá conta. Mesmo com regras em casa, muitos pais relatam que os adolescentes conseguem contornar restrições com facilidade.

“Monitorar o uso das redes sociais é um trabalho em tempo integral”, afirmou uma representante de famílias numerosas na Itália. Segundo ela, na prática, a supervisão constante é quase impossível.

E há um ponto que aparece com frequência nesses relatos: a mudança de comportamento costuma ser gradual, quase imperceptível no começo, o que dificulta ainda mais a intervenção.

regulamentação redes sociais
A história ganhou repercussão internacional e ampliou a pressão por regras mais rígidas para menores online. Imagem: Garun.Prdt/Shutterstock – (Imagem: Garun.Prdt/Shutterstock)

Entre ciência, cautela e interpretações diferentes

Pesquisas citadas no processo apontam que mecanismos como curtidas, notificações e recomendações podem ativar sistemas de recompensa no cérebro, especialmente em adolescentes. Por isso, parte dos especialistas fala em padrões semelhantes aos de dependência.

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Mas o tema não é fechado. Outros especialistas alertam que é preciso cautela ao tirar conclusões diretas. Para eles, reduzir o problema apenas às plataformas pode simplificar demais uma questão mais ampla, que envolve também convivência, diálogo e acompanhamento familiar.

Um debate que ainda está longe do fim

O processo na Itália segue em andamento e pode influenciar discussões mais amplas sobre a responsabilidade de plataformas digitais no uso por menores. Meta e TikTok negam as acusações e dizem investir continuamente em segurança e proteção de jovens usuários.

No fim, o caso vai além de um tribunal. Ele pressiona uma pergunta que ainda não tem resposta definitiva: até onde vai o impacto das redes sociais na vida de crianças e adolescentes — e quem deve responder por isso?

O post Meta e TikTok são acusados em caso envolvendo morte de adolescente apareceu primeiro em Olhar Digital.

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