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Documentários sobre Gonzaguinha, Marília Pêra e Darcy Fagundes são destaque na Cinemateca Paulo Amorim

Por:Sul 21
9 de Setembro de 2026, 15:10

Três documentários sobre personalidades da cultura brasileira ganham destaque na programação da Cinemateca Paulo Amorim de 10 a 16 de setembro. “Gonzaguinha, da Maior Liberdade”, vencedor da categoria no Festival de Gramado, recupera a trajetória do artista reconhecido como um dos principais compositores do cotidiano brasileiro dos anos 1970 e 1980. Outro nome que chega à tela grande é o de Marília Pêra, que tem sua história documentada no filme “Viva Marília” e reúne momentos inesquecíveis dos mais de 50 anos de carreira da artista. O terceiro título é “Darcy Fagundes – Meu Famoso Pai Desconhecido”, em que a própria filha segue os passos da carreira do pai e reconta a história de um dos nomes mais importantes do regionalismo gaúcho.

Entre os filmes que seguem em cartaz estão também o documentário “Nem Tudo é Paz e Amor”, que reúne depoimentos de filhos de artistas brasileiros dos anos 1970, além da ficção “A Quinta Portuguesa”, coprodução entre Espanha e Portugal e com Maria de Medeiros como protagonista.

Seguem em cartaz os longas “Muito Prazer”, de Jorge Furtado, sobre três jovens que tentam reabrir um motel decadente e apostam em estratégias pouco convencionais, além de “Nosso Segredo”, de Grace Passô, filme vencedor do Festival de Cinema de Gramado. Também ganham mais uma semana de exibição os longas franceses “O Apego”, que conquistou o prêmio César de melhor filme em 2026, e “As Cores do Tempo”, dirigido por Cédric Klapisch.

O público ainda tem a oportunidade de conferir dois sucessos da bilheteria da casa: “Acampamento Miasma – Sexo, Adolescência e Morte”, filme de terror slasher dirigido por Jane Schoenbrun; e “O Convite”, da diretora Olivia Wilde, sobre dois casais que discutem as relações.

Confira a programação completa da Cinemateca Paulo Amorim e o Portal do Cinema Gaúcho em www.cinematecapauloamorim.com.br

Sala Paulo Amorim

MUITO PRAZER (Brasil, 98min, 2026). Direção de Jorge Furtado, com Daniel de Oliveira, Luisa Arraes, Samantha Jones. Elo Studios, 14 anos. Comédia.

Sinopse: Rubem é um motorista de aplicativo que recebe uma herança inesperada: seu tio deixou para ele um antigo motel, que está desativado e cheio de dívidas. Por lá, Rubem ainda encontra Grace, uma ex-funcionária que ficou morando em uma das suítes e quer receber seus atrasados. Os dois resolvem reabrir alguns quartos e, na busca por câmeras de segurança, conhecem Nalva, que tem algumas ideias pouco convencionais para tornar o negócio mais lucrativo.
Sessões: 15h (não haverá exibição no sábado, dia 12)

 

O CONVITE (The Invite – EUA, 2025, 107min). Direção de Olivia Wilde, com Olivia Wilde, Penélope Cruz, Seth Rogen, Edward Norton. O2 Play, 16 anos. Legendado. Drama.

Sinopse: Joe e Angela enfrentam os desafios de um casamento que está desgastado. Quando Hawk e Pinã, os novos vizinhos do andar de cima, chegam para jantar, não demora para que o caos se instale. O que era para ser uma noite descontraída oferece novas perspectivas para os dois casais, em meio a revelações surpreendentes, diálogos ferinos e desejos recolhidos. O filme teve sua estreia no Festival de Sundance e é inspirado no longa espanhol “Sentimental”, de Cesc Gay.
Sessões: 17h15min (não haverá exibição no sábado, dia 12)

 

ACAMPAMENTO MIASMA: SEXO, ADOLESCÊNCIA E MORTE (Teenage Sex and Death at Camp Miasma – EUA, 2026, 112min). Direção de Jane Schoenbrun, com Hannah Einbinder, Gillian Anderson, Patrick Fischler. Retrato Filmes, 18 anos. Legendado. Terror.

Sinopse: Após anos de sequências mal realizadas, a franquia slasher Camp Miasma é entregue a uma jovem diretora que se mostra entusiasmada com a possibilidade de revitalizar o projeto. Agora uma cineasta respeitada, Kris tem uma relação de fã com a franquia e resolve visitar Billy Presley, que foi a estrela do filme original. O encontro das duas, num antigo cenário das produções, vai envolvê-las em um mundo ensanguentado de desejo, medo e delírio.  O longa abriu a mostra Un Certain Regard, do Festival de Cannes, em 2026.
Sessões: 19h30min

 

SESSÃO DOS CURTAS GAÚCHOS PREMIADOS NO FESTIVAL DE GRAMADO: exibição dos oito títulos vencedores do Prêmio Assembleia Legislativa – Mostra de Curtas Gaúchos 2026, seguido de um bate-papo com os realizadores.
Os títulos são “O Véu”, de Gabriel Motta; “Grão”, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa; “Elisete tem que Casar!”, de Gaby Buffon; “Drunken Car”, de Brunella Martina; “Raidinalha”, de Marco Arruda; “Claudete”, de Gabriela Kopp; “Estátuas também Morrem?”, de Thais Fernandes; e “Terra Bruta”, Allan Riggs e Guilherme Suman.

Sessão: sábado (dia 12) a partir das 14h.  Entrada franca, com retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão

Sala Eduardo Hirtz

A QUINTA PORTUGUESA (Una Quinta Portuguesa – Espanha/Portugal, 114min, 2025). Direção de Avelina Prat, com Maria de Medeiros, Manolo Solo, Branka Katic. Kajá Filmes, 12 anos. Legendado. Drama.

Sinopse: Ao chegar em casa e se deparar com o sumiço da esposa, o pacato professor de geografia Fernando decide mudar o rumo da sua vida. Ele viaja para Portugal, assume a identidade de outro homem e se torna jardineiro na fazenda de Amália. A partir dessa nova dinâmica, Fernando descobre as muitas possibilidades de uma vida que não lhe pertence.
Sessões: 14h30min

 

O APEGO (L’Attachement – França/Bélgica, 2025, 105min). Direção de Carine Tardieu, com Valeria Bruni Tedeschi, Pio Marmaï, Vimala Pons. O2 Play, 14 anos. Legendado. Drama.

Sinopse: Sandra é uma mulher de 50 anos que tem orgulho de sua independência profissional e afetiva. Apesar da vida agitada, ela não consegue ficar indiferente ao drama enfrentado pela família que mora no apartamento ao lado e se dispõe a ajudar com o pequeno Elliot, de 6 anos. Aos poucos, Sandra vai experimentando novos laços afetivos e precisa refletir sobre a complexidade das relações humanas.  Baseado no romance francês “L’Intimité”, de Alice Ferney, o filme foi o vencedor de três prêmios César, incluindo melhor filme, adaptação e atriz coadjuvante.
Sessões: 16h45min (sessões nos dias 10, 12 e 15 – quinta, sábado e terça)

 

AS CORES DO TEMPO (La Venue De L’avenir – França/Bélgica, 126min, 2025). Direção de Cédric Klapisch, com Suzanne Lindon, Abraham Wapler, Vincent Macaigne. Imovision, 14 anos. Legendado. Comédia dramática.

Sinopse: Quatro primos distantes precisam resolver os entraves burocráticos de uma casa antiga, deixadas para eles como herança. Quando visitam o local, encontram vestígios de uma mulher chamada Adèle, incluindo cartas, fotografias e objetos. Eles descobrem que ela foi ainda muito jovem para Paris em busca da sua mãe e, aos poucos, o passado dessa família começa a ecoar no presente, revelando paralelos inesperados entre o fim do século XIX e os dias atuais.
Sessões: 16h45min (sessões nos dias 11, 13 e 16 – sexta, domingo e quarta)

 

ESTREIA: DARCY FAGUNDES – MEU FAMOSO PAI DESCONHECIDO (Brasil, 78min, 2025). Documentário de Luciane Fagundes. Século XXI Produtora, 12 anos.

Sinopse: A diretora reconstrói a trajetória de seu pai, Darcy Fagundes (1924 – 1984), que foi ator, radialista e um dos maiores declamadores do Rio Grande do Sul. Entre arquivos e memórias, ela tenta compreender melhor este artista e também o homem que marcou gerações.
Sessões: 19h (na quinta, dia 10, sessão seguida de debate com a diretora e equipe)

Sala Norberto Lubisco

ESTREIA: VIVA MARÍLIA (Brasil, 2026, 87 minutos). Documentário de Zelito Vianna. Bretz Filmes, 12 anos.

Sinopse: Uma das maiores atrizes brasileiras, Marília Pêra (1943 – 2015) faz parte de uma geração de mulheres fortes e talentosas que influenciou a cena feminina e marcou a cultura brasileira – sua trajetória soma 50 peças, 29 novelas, 12 séries, 24 filmes e mais de 80 prêmios. O filme reúne entrevistas que a atriz concedeu ao longo da sua vida, junto com cenas de arquivos de várias épocas, em roteiro assinado por Nelson Motta e Esperança Motta, filha de Marília Pêra com o próprio Nelson Motta.
Sessões: 14h45min (não haverá exibição na quinta, dia 10)

 

NOSSO SEGREDO (Brasil/Portugal, 103min, 2026). Direção de Grace Passô, com Robert Frank, Efraim Santos, Jessica Gaspar. Sessão Vitrine Petrobras, 14 anos. Drama.

Sinopse: Uma família tenta retomar o seu cotidiano ao mesmo tempo em que lida com o luto pela perda do pai. Cada um deles tem o seu jeito de enfrentar a dor e o silêncio, mas é Tutu, o filho caçula, quem guarda um segredo que pode ajudá-los a confrontar os sentimentos e encontrar um novo caminho. Primeiro longa de ficção dirigido pela premiada atriz Grace Passô, o filme foi o vencedor do Festival de Gramado 2026, levando os Kikitos de melhor filme, fotografia e direção de arte.
Sessões: 16h30min (sessões nos dias 10, 12 e 15 – quinta, sábado e terça)

 

NEM TUDO É PAZ E AMOR (Brasil, 86min, 2025). Documentário de Betão Aguiar. Pandora Filmes, 16 anos.

Sinopse: Cinco décadas depois, o que pensam os filhos dos principais ícones da contracultura brasileira? A convite de Betão Aguiar, filho do ”novo baiano” Paulinho Boca de Cantor, artistas como Moreno Veloso, Nara Gil, Sarah Sheeva, Beto Lee e Anelis Assumpção contam histórias e recuperam dinâmicas da vida em família com pais que até hoje são ícones da liberdade, psicodelia e efervescência artística. Além dos depoimentos dos filhos e alguns pais famosos, o documentário ainda reúne imagens preciosas de arquivos da época. O longa fez parte da seleção do In-Edit Brasil 2026.
Sessões: 16h30min (sessões nos dias 11, 13 e 16 – sexta, domingo e quarta)

 

ESTREIA: GONZAGUINHA, DA MAIOR LIBERDADE (Brasil, 77min, 2025). Documentário de Susanna Lira. Synapse, 12 anos.

Sinopse: A trajetória de Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha (1945 – 1991), é recuperada por meio de imagens de arquivos, canções, depoimentos e registros históricos. O documentário se propõe a revisitar a obra de um dos mais importantes nomes da música popular brasileira, que atravessou a repressão da ditadura e cantou a realidade do nosso país. O longa foi premiado como melhor documentário no Festival de Gramado 2026.
Sessões: 19h15min

Ingressos

Terças, quartas e quintas-feiras: R$ 16,00 (R$ 8,00 – estudantes e maiores de 60 anos).
Sextas, sábados, domingos, feriados: R$ 20,00 (R$ 10,00 – estudantes e maiores de 60 anos).
Clientes Banrisul: 50% de desconto em todas as sessões.
Estudantes devem apresentar carteira de identidade estudantil. Outros casos: conforme lei federal nº 12.933/2013.
A meia-entrada não é válida em festivais, mostras e projetos que tenham ingresso promocional. Os descontos não são cumulativos.

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Sessões de cinema na Cinemateca Capitólio estão suspensas até domingo (16)

Por:Sul 21
13 de Agosto de 2026, 19:05

As sessões de cinema da Cinemateca Capitólio, no Centro Histórico, estão suspensas até pelo menos domingo (16). O motivo são problemas elétricos na cabine de projeção. A Coordenação de Cinema e Audiovisual da Secretaria Municipal da Cultura informa que uma equipe de engenharia da Prefeitura está revisando a parte elétrica do local e trabalhando, em caráter emergencial, para solucionar o problema o mais rápido possível.

Com isto, todas as exibições de filmes programadas para os próximos cinco dias foram canceladas. São elas: Futuro Futuro; Mostra As Mulheres de Altman: James Dean, o Mito Sobrevive; e Os Ruminantes.

A apresentação do Quinteto Persch, no sábado, 15, às 11h, está mantida porque não depende de projeção, utilizando a própria acústica da sala.

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Filmes nacionais ‘Honestino’ e ‘Rio de Clarice’ estreiam no CineBancários

Por:Sul 21
13 de Agosto de 2026, 14:37

Nesta quinta-feira (13), o CineBancários apresenta duas estreias nacionais: “Honestino”, documentário dirigido por Aurélio Michiles sobre o líder estudantil, ex-presidente da UNE e aluno da UnB, Honestino Guimarães, desaparecido durante a ditadura militar brasileira aos 26 anos, e “Rio de Clarice”, longa que traz cinco contos de Clarice Lispector, estrelado por 18 grandes nomes da dramaturgia.

Produzido por Nilson Rodrigues, “Honestino” propõe uma reflexão sobre memória, justiça e o legado de um dos casos mais emblemáticos da violência de Estado no Brasil. Mistura de documentário e ficção, reconstitui a trajetória do jovem por meio de cartas, poemas, imagens de arquivo. Há depoimentos de familiares, amigos, políticos e companheiros de militância, como Almino Afonso, Jorge Bodanzky, Franklin Martins e Betty Almeida, biógrafa do líder estudantil. A narrativa também ganha uma dimensão contemporânea com a participação de Bruno Gagliasso, que conduz parte da história e aproxima o público de uma figura cuja trajetória permanece atual mais de cinco décadas após seu desaparecimento.

Preso em 1973, Honestino Guimarães nunca mais foi visto. Mesmo após o reconhecimento oficial de sua morte pelo Estado brasileiro, seu corpo jamais foi encontrado. Sua história se tornou símbolo da luta pela memória, pela verdade e pela justiça em relação aos crimes cometidos durante a ditadura militar.

Premiado com o Troféu Redentor de Melhor Montagem no Festival do Rio, “Honestino” também foi selecionado para a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e para o DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos. No 20º Fest Aruanda, conquistou os prêmios de Melhor Longa Nacional pelo Júri Popular, Melhor Edição, o Prêmio Abraccine de Melhor Longa-Metragem e o Prêmio Vladimir Carvalho, concedido ao melhor documentário do festival.

Em “Rio de Clarice”, as mulheres estão à frente e por de trás das câmeras: o filme é estruturado em histórias independentes, dirigidas por cinco cineastas brasileiras. Maria Luiza Aboim, Eunice Gutman, Nicole Allgranti, Taciana Oliveira e Barbara Kahane exploram as epifanias, as angústias e a fragilidade das relações humanas, marcas registradas da literatura clariceana. O roteiro é assinado por Nicole Allgranti, sobrinha-neta da escritora, e Teresa Montero, biógrafa de Clarice Lispector e uma das maiores pesquisadoras de sua vida e obra.

A complexidade psicológica, a visão de mundo única e o cotidiano transformador da obra de Clarice Lispector (1920-1977) ganham uma nova dimensão nas telas. “Um dos grandes desafios desse projeto foi traduzir para a tela do cinema a intensidade psicológica e as epifanias do cotidiano que marcam a obra da Clarice. O filme é um mergulho muito fiel na complexidade humana dessas personagens e dessas histórias”, destaca uma das diretoras, Nicole Allgranti.

Completando a programação, o CineBancários apresenta o filme holandês “Champagne – Uma Viagem de Pai  e Filho”, de Tim Kamps. A obra mistura drama, humor e road movie para contar uma história universal sobre pais e filhos. Na trama, a vida de Maarten (Leo Alkemade) vira de cabeça para baixo quando seu pai, Hans (Huub Stapel), revela que tem pouco tempo de vida. Determinado a realizar um dos últimos desejos do pai, Maarten o leva em uma viagem de carro pela região de Champagne. Hans é apreciador de uma boa bebida e encara o passeio como uma bela aventura antes de partir. O filme é inspirado na experiência pessoal do ator, roteirista e comediante Leo Alkemade.

Programação de 13 a 19 de agosto

Rio de Clarice

Brasil/Drama/2025
Direção: Taciana Oliveira, Barbara Kahane, Eunice Gutman, Nicole Allgranti e Maria Luiza Aboim.

Sinopse: Longa-metragem brasileiro que adapta cinco contos clássicos de Clarice Lispector para o cinema. O filme foi dirigido por uma equipe de cinco cineastas mulheres e explora temas como família, identidade, desejo e epifanias femininas. A obra é composta por cinco segmentos independentes:
Amor (dirigido por Taciana Oliveira): A clássica história da epifania de uma dona de casa que, da janela do ônibus, vê um homem cego mascando chiclete. Preciosidade (dirigido por Barbara Kahane): Retrata a trajetória de uma jovem em processo de amadurecimento após lidar com a ausência paterna e um episódio de violência/assédio. Mal-estar de um Anjo (dirigido por Eunice Gutman): Um mergulho psicológico na vida de uma mulher que, após uma sessão de terapia, é confrontada por conflitos internos. A Bela e a Fera ou uma Ferida Grande Demais (dirigido por Nicole Allgranti): Abordagens sobre a dualidade, o desejo e a essência feminina através da lente única da autora. Feliz Aniversário (dirigido por Maria Luiza Aboim): Uma reunião familiar tensa e dramática pelos 89 anos de Dona Anitta, revelando mágoas e fissuras nas relações.

Elenco: Letícia Spiller, Letícia Isnard, Louise Cardoso, Lucélia Santos e Hugo Bonemer

Honestino

Brasil/Documentário-Drama/2025/ 86min.
Direção: Aurélio Michiles

Sinopse: Fusão entre documentário e ficção, o filme conta a história de Honestino Guimarães, líder estudantil da geração 1968, presidente da UNE e aluno da UnB. Preso cinco vezes por sua militância, Honestino foi sequestrado em 1973, aos 26 anos, e é uma das centenas de desaparecidos da ditadura militar. Baseado em cartas, poemas e imagens de arquivo, dezenas de depoimentos de familiares, amigos e militantes e cenas interpretadas por Bruno Gagliasso.

Elenco: Bruno Gagliasso

Champagne – Uma Viagem de Pai e Filho

Holanda/drama/2025/92 min.
Direção: Tim Kamps

Sinopse: Quando Maarten descobre que seu pai está com uma doença terminal, ele o leva em uma última viagem à região de Champagne, na França. Com conversas tensas e velhos padrões ressurgindo, eles se conectam através de refeições compartilhadas e pequenos momentos inesperados que, aos poucos, os aproximam.

Elenco: Leo Alkemade (Maarten), Huub Stapel (Hans), Beppie Melissen (Sophie) e Jennifer Hoffman (Loes)

Horários

Não há sessões nas segundas.

15h: Champagne – Uma Viagem de Pai e Filho

17h: Rio de Clarice

19h: Honestino

Ingressos

Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Nas quintas-feiras, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.

CineBancários
Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre
Mais informações pelo telefone (51) 3030.9405 ou pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br

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Curta-metragem vai contar a história da Floresta do Sabará, ameaçada por empreendimento do grupo Zaffari

31 de Maio de 2026, 09:00

A preservação da Floresta do Sabará, área de mata atlântica em Porto Alegre que está ameaçada por um empreendimento do grupo Zaffari, é o mote de um curta-metragem que está sendo produzido por jovens cineastas da Capital. Eles abriram um financiamento coletivo para custear a obra de ficção que tem como pano de fundo a luta real da comunidade.

O curta ‘Paradoxo’ segue a personagem Valentina, que mergulha em um processo de desgaste emocional enquanto acompanha a destruição de um dos últimos pulmões verdes da cidade. Entre manifestações populares, deslocamentos urbanos e o sufocamento cotidiano da metrópole, a jovem passa a questionar não apenas o futuro da floresta, mas a própria possibilidade de continuar existindo em um mundo marcado pela desconexão, pela violência ambiental e o cansaço da luta constante por espaço, dignidade e sobrevivência.

O roteiro é da MC, artista de rua e musicista Crua. Produtora executiva do filme, Vanessa Albuquerque fala da escolha do gênero de Paradoxo. Ao invés de gravar um documentário, o grupo resolveu escrever uma ficção para que o público possa se identificar com a personagem e sua história.

“Queremos trabalhar a Floresta do Sabará não só pela luta da comunidade, mas também trazer a ideia de que a proteção ambiental é algo com que a sociedade inteira deveria se preocupar”, explica. “A obra tem a ideia de falar também sobre saúde mental, a militância como um todo, no sentido de demonstrar quanto custa essa lutas para as pessoas que se envolvem nela”.

Para além da trama principal, o objetivo é que a obra sirva para deixar registrada a Floresta do Sabará. Afinal de contas, como diz Vanessa, “hoje a floresta está de pé, mas está no meio dessa disputa. Registrar essa luta tem o intuito de preservar a memória”.

 

Área já desmatada em 2024 para o Cestto Atacadista destoa da mata verde. Foto: Isabelle Rieger/Sul21

O nome do filme tem a ver com uma falsa dicotomia entre desenvolvimento e preservação. “A ideia do desenvolvimento é retratada como a construção de mais prédios, mais estradas, mas sempre às custas da preservação ambiental. Preservar uma floresta, a fauna e a flora de um local também é desenvolvimento”, defende Vanessa. “E temos a dualidade desse pulmão verde em um grande centro urbano, e no meio dele tem uma rua asfaltada onde passam vários casos. Vivemos o paradoxo de até onde a gente vai por esse desenvolvimento, e às custas do quê”.

A obra está em fase de pré-produção, com o roteiro final recém finalizado. Agora, a equipe coloca na ponta do lápis tudo o que vai precisar para rodar o filme: definição das locações e seleção de elenco. As gravações estão marcadas para dois finais de semana de julho. Até lá, tudo está sendo financiado de forma independente, através de parceiros e de uma vaquinha que pode ser acessada neste link.

A primeira mostra do filme ocorre em outubro, na Sala Redenção. A ideia do grupo não é monetizar a obra, mas sim fazer exibições comunitárias. Antes disso, no entanto, o foco são os festivais de cinema. Alguns deles, como o Festival de Gramado, exigem ineditismo dos filmes. Portanto, o público poderá assistir a ‘Paradoxo’ após a divulgação da lista de selecionados para o evento na Serra Gaúcha.

Construção coletiva
A roteirista Crua junto de integrante do coletivo SOS Floresta do Sabará. Foto: Daniel Bacon

‘Paradoxo’ é um dos quatro curtas advindos da edição de 2026 do curso Jovem Produtor Audiovisual (JPA). Após uma formação que teve início em março, os estudantes se dividiram em grupos e propuseram roteiros sobre diferentes temáticas.

Vanessa destaca a construção coletiva no audiovisual independente. Para além do financiamento através de parceiros, o grupo fez a discussão do roteiro com membros do coletivo SOS Floresta do Sabará, que estão envolvidos na realização do filme.

“A partir da leitura coletiva do roteiro, junto com a comunidade, fizemos algumas mudanças importantes. Por exemplo, na cena que vai retratar uma audiência pública, os figurantes serão os próprios militantes do coletivo”, relata a produtora. “Outra cena, que retrata uma reunião do coletivo, vai acontecer num local representativo para a comunidade. Será numa pracinha onde eles fizeram a primeira reunião na vida real”.

Relembre o caso da Floresta do Sabará

Um terreno de 50 hectares em área remanescente de mata atlântica na zona Leste de Porto Alegre foi adquirida pelo Grupo Zaffari para a construção de um Cestto Atacadista e do loteamento residencial Jardim Itália. Como o Sul21 mostrou em dezembro de 2024, o avanço das obras na área conhecida como Floresta do Sabará foi motivo de protesto dos moradores do entorno, que estavam preocupados com a derrubada de árvores e a proteção de animais silvestres.

Também naquele mês, o MPRS instaurou um inquérito civil para apurar os danos ambientais causados por possíveis falhas na concessão da licença ambiental para o loteamento Jardim Itália. O intuito era verificar se o licenciamento foi concedido após uma avaliação inadequada do estágio sucessional da área verde e de problemas associados ao manejo de fauna silvestre.

 

Protesto contra o empreendimento na Floresta do Sabará em dezembro de 2024. Foto: Morganah Marcon

Um primeiro parecer, emitido em abril de 2025 sob solicitação de urgência, concluiu que não havia indícios robustos para atestar inadequação do estágio sucessional da vegetação, classificado inicialmente como estágio médio. No entanto, foi apontada a incorreção no manejo de fauna realizado. O parecer ainda levantou a hipótese de reconsideração a sobre a viabilidade da instalação do empreendimento como um todo, em especial pela existência de um butiazal formado preponderantemente por espécie ameaçada de extinção.

Em outubro de 2025, um novo parecer assinado por biólogos da unidade de assessoramento ambiental do Ministério Público estadual (MPRS) destacou que há “inadequação da avaliação do estágio sucessional da Mata Atlântica” no estudo original para o Loteamento Jardim Itália. Além disso, os trabalhos de levantamento de fauna realizados para o licenciamento não foram suficientes para garantir a detecção de espécies raras ou ameaçadas de extinção que possam residir na área.

As licenças ambientais foram emitidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus).

Documentos aos quais o Sul21 teve acesso mostram a tramitação do projeto do loteamento Jardim Itália desde 1997, quando ele foi protocolado. Desde aquele ano, o projeto teve sucessivas alterações, principalmente no que diz respeito à inserção ou eliminação de partes do terreno como áreas de intervenção.

Em 2006, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (CMDUA) emitiu parecer contrário ao Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) apresentado na época. “Não existe justificativa para a permissão da utilização de quarteirões com superfície superior ao permitido no Plano para áreas urbanas de ocupação intensiva, ou seja, com área máxima de 2,25 hectares e extensão máxima de 200 m”, diz o parecer.

Também no ano de 2006, a Secretaria de Meio Ambiente (então Smam) emitiu a licença ambiental para o loteamento Jardim Itália. O documento esclarece que o terreno inclui 2,6 mil m² de bacia de amortecimento para a água de cheias. Trata-se de um reservatório construído para o armazenamento temporário das águas das chuvas, que escoam por telhados, pátios, ruas, calçadas e redes pluviais, liberando esta água acumulada de forma gradual. Além disso, 106,9 mil m² seriam destinados ao sistema viário. A vegetação a ser suprimida em função do sistema viário somaria 10,3 mil m² de mata nativa.

As condições para a licença eram a divulgação prévia sobre a instalação do loteamento e uma placa no local, informando sobre as licenças e sobre a responsabilidade técnica do empreendimento. O Grupo Zaffari teria de manter uma Área de Preservação Permanente (APP) de 30 metros às margens do curso d’água presente no terreno, além de preservar os exemplares de figueira e de butiazeiro presentes no terreno.

Conforme o Termo de Compromisso firmado na época, o empreendedor teria de repassar R$ 60 mil à Unidade de Conservação do Parque Saint Hilaire.

A licença ambiental é um documento que precisa ser constantemente renovado. Na versão de 2023, continua sendo exigida do Grupo Zaffari a preservação de butiazeiros e de figueiras “em lotes de tamanho compatível ao desenvolvimento” dos exemplares. Continua sendo obrigatória, também, a instalação de uma placa apontando a responsabilidade técnica pelo empreendimento.

Outra condição para a licença ambiental é que o empreendedor delimite e cerque as APPs de curso d’água. Está previsto, ainda, o plantio de 299 mudas nativas na área interna do terreno e a doação, ao poder público, de 126 mil m² no interior de Unidade de Conservação. Essa doação corresponde à supressão de mais de 126 mil m² de vegetação da área, incluindo mata nativa.

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Sucesso de público na Itália, ‘Diamantes’ estreia no CineBancários nesta semana

Por:Sul 21
21 de Maio de 2026, 15:00

Estreia nesta quinta-feira (21) no CineBancários “Diamantes”, fenômeno de público na Europa, com distribuição da Pandora Filmes. A trama, que mergulha em um ateliê de moda na Roma dos anos 70, é uma vibrante carta de amor às mulheres, à arte do figurino e ao poder emocional do cinema. A direção é de Ferzan Özpetek, celebrado diretor turco radicado na Itália.

“Diamantes” ocupou por quase dois anos a primeira posição nas bilheterias da Itália e foi vendido para mais de 40 países. Este é o 15º filme de Özpetek , conhecido por sucessos comerciais como “Um amor quase perfeito” (“Le fate ignoranti”, 2001) e “O primeiro que disse” (“Mine vaganti”, 2010).

O filme se passa tanto nos dias atuais quanto na década de 1970, girando em torno da vida compartilhada e dos segredos mais íntimos de um grupo de mulheres que trabalham em um grande ateliê de figurinos de cinema, dirigido por duas irmãs. Em meio a desavenças entre atrizes, agendas apertadas e funcionárias sonhadoras, o espectador é inserido numa história divertida – onde também há espaço para flertes discretos e antigas paixões que insistem em reaparecer. “Diamantes” reúne grandes nomes do cinema italiano, como Stefano Accorsi, Kasia Smutniak, Elena Sofia Ricci e Milena Vukotic.

Programação de 21 a 27 de maio

“Diamantes” – Itália/ Drama/2024/120min

Direção: Ferzan Özpetek

Sinopse: Um diretor reúne suas atrizes favoritas para fazer um filme sobre mulheres. Aos poucos, sua imaginação as transporta para outra época, em um ateliê de figurinos onde o som das máquinas de costura domina o cotidiano e as mulheres ocupam o centro da criação. Entre rivalidades, cumplicidades, ausências e laços inquebráveis, realidade e ficção se misturam, revelando o cinema por um outro ponto de vista: o do figurino.

Elenco: Luisa Ranieri, Jasmine Trinca, Milena Mancini, Paola Minaccioni, Anna Ferzetti, Geppi Cucciari, Lunetta Savino

 

“Surda” – Espanha/ Drama/ 2025/ 99min

Direção: Eva Libertad

Sinopse: Ângela, uma mulher surda, vive pela primeira vez a experiência da maternidade, ao lado de seu parceiro ouvinte, Hector. Com a chegada do bebê, Ângela precisa enfrentar os desafios e complexidades de ser mãe em um mundo que não foi preparado para pessoas como ela.

Elenco: Miriam Garlo, Álvaro Cervantes, Elena Irureta

 

“Perto Do Sol É Mais Claro” – Brasil/Drama/2025/110min.

Direção: Regis Faria

Sinopse: Comovente retrato de Regi, engenheiro carioca de 85 anos, no momento em que lida com a perda recente de sua esposa. A resiliência e o poder do amor nas complexidades do envelhecimento.

Elenco: Reginaldo Faria, Marcelo Faria, Vanessa Gerbelli, André Faria.

Horário de 21 a 27 de maio

Não há sessões nas segundas

15h: “Perto Do Sol É Mais Claro”

17h: “Surda”

19h: “Diamantes”

Ingressos

Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Nas quintas-feiras, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.

CineBancários
Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre
Mais informações pelo telefone (51) 3030.9405 ou pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br

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