Jair Bolsonaro internado em hospital. Foto: Reprodução
O ex-presidente Jair Bolsonaro teve uma melhora clínica em seu quadro de saúde, mas segue sem previsão de alta, conforme o boletim médico divulgado nesta terça (24) pelo Hospital DF Star. Ele está sendo tratado por pneumonia bacteriana bilateral, uma complicação decorrente de broncoaspiração.
Internado desde o dia 13 de março, Bolsonaro foi diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral, condição provocada por broncoaspiração, que ocorre quando conteúdo do estômago ou secreções entram nas vias respiratórias, podendo levar a uma infecção pulmonar.
O ex-presidente foi hospitalizado após apresentar febre, vômitos e queda na saturação de oxigênio. Desde a internação, a evolução do quadro clínico tem sido gradual.
Embora os indicadores médicos mostrem melhora, Bolsonaro segue no hospital por precaução, já que é necessário um monitoramento constante e fisioterapia para evitar complicações respiratórias, comuns em casos como o dele.
O ex-presidente Jair Bolsonaro na garagem da casa onde cumpria prisão domiciliar, em Brasília. Foto: Scarlett Rocha/Estadão Conteúdo
A situação de saúde de Bolsonaro também impactou as discussões jurídicas sobre o cumprimento da sua pena. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou favoravelmente à concessão de prisão domiciliar devido à sua condição de saúde. Seus aliados aguardam que, com a melhora do quadro clínico, Bolsonaro possa cumprir sua pena em casa.
A equipe médica do Hospital DF Star estima que o período total de internação de Bolsonaro possa chegar a 14 dias, dependendo da resposta do paciente ao tratamento. A decisão sobre a alta será tomada com base na evolução do estado de saúde e na necessidade de cuidados médicos contínuos.
Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes. Foto: Gabriela Biló/Folhapress
A internação de Jair Bolsonaro em uma UTI em Brasília gerou uma nova onda de pressão de parlamentares bolsonaristas para que o Supremo Tribunal Federal (STF) conceda a prisão domiciliar ao ex-presidente. O alvo principal dos ataques é o ministro Alexandre de Moraes, responsável pela condenação.
A pressão foi intensificada após o ex-presidente ser internado com uma broncopneumonia grave no último sábado (13). O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição, afirmou que a pressão sobre o STF deve aumentar com a saúde debilitada de Bolsonaro.
Moraes já havia rejeitado um pedido de transferência para prisão domiciliar no início de março. No entanto, aliados de Bolsonaro, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), planejam apresentar uma nova solicitação ao STF, junto com uma estratégia para aumentar as críticas à corte.
“Vamos continuar pressionando politicamente até o presidente ficar em casa, para que ele possa ter mais dias de vida. A Suprema Corte está envolvida em diversos escândalos de corrupção, tráfico de influência, decisões arbitrárias, perseguição. A gente vai bater pesado nesse sentido”, disse Silva à Folha de S. Paulo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro em hospital. Foto: Reprodução
O ex-presidente, que foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, segue cumprindo pena na unidade prisional conhecida como Papudinha. Embora a pena seja considerada alta, espera-se que Bolsonaro cumpra entre seis a oito anos de regime fechado.
O projeto de redução das penas, que visa diminuir o tempo de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, também beneficiaria Bolsonaro, mas foi vetado pelo presidente Lula. O Congresso tem o direito de derrubar o veto, mas enfrenta um obstáculo, já que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem rejeitado a ideia.
O deputado Paulinho da Força (SD-SP), relator do projeto de redução das penas, sugeriu que se faça um acordo para que o veto seja derrubado sem a criação da CPI para investigar o Banco Master.
O líder do PDT, Mário Heringer (MG), disse que a saúde de Bolsonaro e as discussões sobre a prisão domiciliar são usadas pela oposição para pressionar o Judiciário. Ele acredita que o ex-presidente está sendo utilizado politicamente para constranger o STF.
O líder do Republicanos, Augusto Coutinho (PE), reclamou da pressão, afirmando que o Congresso não deve intervir nas decisões do STF.
O ex-presidente Jair Bolsonaro no hospital. Foto: Divulgação
O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com pneumonia bacteriana. O boletim médico divulgado na manhã desta segunda-feira (16) informou que, nas últimas 24 horas, ele apresentou uma melhora clínica e laboratorial significativa.
De acordo com a equipe médica, houve recuperação parcial da função renal e uma resposta positiva aos antibióticos, resultando em uma melhora dos marcadores inflamatórios. Apesar do avanço no quadro de saúde, o ex-presidente continua sob cuidados intensivos e não há previsão para sua alta da UTI.
Bolsonaro foi internado na última sexta-feira (13), após sofrer um episódio de broncoaspiração, que resultou em pneumonia bacteriana. Desde então, ele está recebendo suporte clínico intensivo e sessões de fisioterapia respiratória e motora.
No boletim anterior, emitido no último sábado (14), o hospital havia relatado uma piora nas funções renais do ex-presidente, mas, felizmente, essa situação foi revertida nas últimas 24 horas. A recuperação parcial observada foi atribuída à resposta positiva aos medicamentos administrados durante o tratamento.
Bolsonaro é atendido pelo Samu após episódio de broncoaspiração. Foto: Divulgação
Bolsonaro foi internado devido à pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. A infecção aconteceu enquanto o ex-presidente estava cumprindo pena na unidade de prisão Papudinha, onde se encontra desde janeiro deste ano, após ser transferido da Superintendência da Polícia Federal (PF).
Em setembro de 2025, o ex-presidente já havia enfrentado problemas de saúde, necessitando de atendimento médico por causa de vômitos, tontura e queda da pressão arterial. Na ocasião, ele estava em prisão domiciliar.
Em janeiro deste ano, durante sua detenção na Superintendência da PF, Bolsonaro também foi internado após sofrer um acidente dentro de sua cela, onde bateu a cabeça em um móvel. A situação fez com que ele fosse transferido para a unidade Papudinha, a pedido de seus advogados. A unidade oferece apoio médico contínuo, incluindo fisioterapia e acompanhamento 24 horas.
Embora a defesa dele tenha apresentado novos pedidos para sua prisão domiciliar, argumentando fragilidade na saúde do ex-presidente, o Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ministro Moraes que negou as solicitações. Ele considerou que, conforme atestado pela junta médica da Polícia Federal, Bolsonaro está em condições de continuar cumprindo sua pena na unidade prisional.
Os pedidos de prisão domiciliar foram baseados na argumentação de que a saúde do ex-presidente estava comprometida, o que foi contestado por médicos e autoridades judiciais. A decisão do STF foi respaldada por laudos médicos que atestam que, apesar das condições de saúde, ele está apto a permanecer na prisão com a assistência necessária.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) fez uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na unidade de terapia intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, nesta quinta-feira (15). O ex-presidente está internado há três dias, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. Carlos, ao sair da visita, relatou que Bolsonaro se encontra “inchado” devido ao uso de antibióticos e “naturalmente irritado” com seu quadro de saúde.
“Seu corpo está visivelmente muito inchado, em razão dos antibióticos, e seu estado psicológico segue naturalmente irritado diante de tudo o que está acontecendo”, disse Carlos Bolsonaro. O filho do ex-presidente reforçou que, se não tivesse recebido atendimento médico rapidamente, a situação poderia ter sido fatal.
Segundo Carlos, os médicos foram claros ao explicar que, caso o ex-presidente não tivesse sido tratado a tempo, ele poderia não ter sobrevivido. “Conversei com os médicos, que foram muito claros: mais uma ou duas horas no estado em que ele se encontrava e, muito provavelmente, a morte teria ocorrido. E sabemos que é exatamente isso que os canalhas querem”, afirmou.
Imagem – BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Carlos também pediu, mais uma vez, que seu pai seja transferido para prisão domiciliar, alegando que a medida seria necessária para a preservação de sua vida. “O dia de hoje é, mais uma vez, extremamente doloroso. Um homem que jamais desviou um centavo dos cofres públicos encontra-se preso, enquanto verdadeiros bandidos estão soltos e dando ordens no Brasil”, acrescentou o ex-vereador.
O estado de saúde de Jair Bolsonaro continua sendo monitorado de perto pela equipe médica do hospital. O último boletim, divulgado pela manhã deste domingo (15), informou que houve uma evolução clínica, com melhora na função renal, mas os marcadores inflamatórios no sangue aumentaram, exigindo o aumento da dosagem de antibióticos.
Os médicos que acompanham Bolsonaro, Cláudio Birolini, Leandro Echenique e Brasil Caiado, também indicaram que o ex-presidente continua com “suporte clínico intensivo” e está passando por intensificação da fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI no momento.
A internação de Bolsonaro tem gerado uma série de reações, principalmente devido à sua prisão no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. A visita de Carlos Bolsonaro e os relatos sobre a condição do ex-presidente aumentaram a tensão sobre a saúde do ex-mandatário e a possibilidade de mudanças nas condições de sua prisão.
A situação continua sendo acompanhada por médicos e autoridades, e a expectativa é que o quadro de saúde de Bolsonaro seja atualizado nos próximos dias.
Flávio Bolsonaro pula de alegria em comício em Rondônia com o pai na UTI
No último sábado (14), Flávio Bolsonaro foi flagrado durante um evento político em Ji-Paraná, Rondônia, pulando e sorrindo em júbilo, atitude reveladora de seu caráter, considerando a gravidade do estado de saúde de seu pai, Jair Bolsonaro, internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília.
Enquanto o ex-presidente passa por uma broncopneumonia bacteriana bilateral, com um quadro exigindo cuidados intensivos e acompanhamento médico rigoroso, o comportamento do filho se mostra, no mínimo, indigno.
Durante o evento, promovido pelo PL, Flávio Bolsonaro demonstrava entusiasmo incontido, sorrindo enlouquecidamente. O comportamento do senador e presidenciável repete a falta de empatia e decência que o próprio Jair exibiu no momento em que milhares de brasileiros morriam durante a pandemia de Covid-19.
Em sua defesa, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais, justificando sua presença no evento como um compromisso político. E daí?
Ele afirmou que, após o evento, foi diretamente ao hospital em Brasília para visitar o velho e dar-lhe boas notícias sobre o lançamento da chapa de pré-candidatos em Rondônia.
Jair Bolsonaro apresentou melhora em sua função renal, mas teve piora nos indicadores inflamatórios e precisou ampliar a cobertura de antibióticos.
Carlos Bolsonaro, irmão de Flávio, se manifestou em defesa do irmão, alegando que o comportamento de Flávio é uma forma de honrar os pedidos de seu pai e manter o ânimo durante um momento difícil.
Como sempre digo, para o clã Bolsonaro vale tudo pelo poder. Basta observar a alegria do filho 01 durante um ato político, mesmo com o pai na UTI e, segundo ele próprio, em estado muito grave de saúde. pic.twitter.com/9MWvf872sM
Na verdade, eles se odeiam e disputam o legado do morto-vivo. De um lado os três irmãos, do outro Michelle com Nikolas Ferreira, parte do Centrão o que restou de Tarcísio de Freitas.
A ex-primeira-dama joga pesado também. Divulgou um vídeo em que uma influenciadora bolsonarista acusa jornalistas de “desejarem” a morte do marido. Os repórteres estavam do lado de fora do hospital para acompanhar as atualizações sobre o estado de saúde do ex-mandatário.
O vídeo, que não mostra os supostos comentários feitos pelos jornalistas, é acompanhado de uma legenda que afirma: “jornalistas reunidos desejando a morte de Bolsonaro e comemorando por ser sexta-feira 13”. No registro, a influenciadora grita com os repórteres e filma o crachá de uma assessora do hospital, acusando os profissionais de imprensa de “falta de vergonha”.
Dois jornalistas registraram boletins de ocorrência por intimidação. Um deles, que teve seu filho ameaçado, decidiu fechar suas redes sociais. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) se manifestou publicamente, repudiando “veementemente as ameaças, a difamação e a exposição violenta de jornalistas e seus familiares” após a divulgação do vídeo, classificando-o como “irresponsável”.
Erika Hilton e o apresentador Ratinho. Foto: reprodução
O Ministério das Comunicações do Brasil informou que vai analisar um pedido apresentado pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para suspender por 30 dias o Programa do Ratinho, exibido pelo SBT. A solicitação foi feita após o ataque à parlamentar do apresentador Carlos Massa, o Ratinho, durante a edição de quarta-feira (11) da atração.
Na ocasião, Ratinho comentou a eleição de Erika Hilton para presidir a Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados e afirmou: “Ela é trans. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher”.
Em nota enviada à imprensa, o Ministério das Comunicações confirmou que recebeu a representação administrativa protocolada pela parlamentar. Segundo a pasta, o caso será examinado pela área responsável pela regulação da radiodifusão.
“O Ministério das Comunicações informa que recebeu a representação administrativa encaminhada pela deputada federal Erika Hilton. A manifestação será analisada pela equipe técnica da Secretaria de Radiodifusão (Serad), que fará a avaliação dos pontos apresentados, seguindo os trâmites administrativos e legais cabíveis. O Ministério das Comunicações reafirma seu compromisso com a transparência, o diálogo institucional e o cumprimento rigoroso da legislação vigente”.
Erika Hilton pede que MPSP investigue apresentador Ratinho por transfobia:
“Ela não é mulher, ela é trans. Não tenho nada contra trans […] Mulher pra ser mulher tem que ter útero, tem que menstruar”pic.twitter.com/JbVzXs309S
Após a repercussão do episódio, o SBT também divulgou um comunicado público. A emissora afirmou que as declarações feitas pelo apresentador não refletem a posição institucional da empresa.
“O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores”, informou a emissora.
Além do pedido de suspensão do programa, Erika Hilton também ingressou com uma ação judicial contra o apresentador. Nas redes sociais, a deputada afirmou: “Sim, estou processando o apresentador Ratinho. Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência”.
Na mesma publicação, ela afirmou que as declarações do apresentador configuram um ataque contra diferentes grupos de mulheres. “Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim. Ratinho interrompeu seu programa para dizer que mulheres trans não são mulheres, que mulheres que não menstruam não são mulheres, que mulheres que não têm útero não são mulheres e que mulheres que não têm filhos não são mulheres”.
A deputada também declarou que a ação judicial buscará responsabilização civil e criminal pelo episódio. “Ele e o SBT pagarão pelos seus atos, na esfera cível e criminal. E eles não pagarão a mim, mas a todas as mulheres vítimas de violência, trans e cis”.
O apresentador Ratinho e a deputada Erika Hilton – Reprodução
O SBT se pronunciou nesta quinta-feira (12) sobre o contato entre a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) e a presidente da emissora, Daniela Beyruti, após declarações do apresentador Ratinho. A parlamentar havia afirmado que recebeu uma ligação da dirigente do canal depois do episódio envolvendo o apresentador.
Em resposta ao Metrópoles, a emissora informou que o contato foi iniciado pela própria deputada. Segundo o SBT, Erika Hilton procurou Daniela Beyruti para tratar das declarações feitas no programa comandado por Ratinho. A versão foi confirmada posteriormente pela própria parlamentar em publicações nas redes sociais.
Erika Hilton relatou que enviou uma carta e conseguiu falar diretamente com a presidente da emissora. De acordo com a deputada, a conversa ocorreu logo após o envio do documento. Ela afirmou que Daniela Beyruti respondeu ao contato e dialogou sobre o episódio.
O que aconteceu ontem é gravíssimo e revela uma escalada preocupante no discurso de ódio e na caricaturização de pessoas trans e travestis.
Um apresentador, em plena TV aberta, se sente autorizado a ridicularizar e debochar de toda uma comunidade que já vive historicamente sob…
“Enviei uma carta e entrei em contato com a ‘Presidenta’ do SBT, Daniela Abravanel. Ela me atendeu prontamente, conversamos e ela reforçou que as declarações do apresentador Ratinho não representam a opinião do SBT”, escreveu a deputada ao relatar o diálogo com a direção da emissora.
Ainda nas redes sociais, Erika Hilton mencionou que tem uma relação afetiva antiga com a programação do canal. “O SBT fez parte da história de minha família. Era o canal que minha avó assistia. Eu não perdia um episódio de “A Usurpadora”, gostava de “Chaves” e “Chapolin”. Sempre gostei da televisão”, declarou.
No mesmo texto, a parlamentar afirmou que pretende seguir tratando do tema com a emissora. “Por isso espero que avancemos e farei tudo que estiver ao meu alcance para termos ambientes seguros para todas as mulheres em quaisquer espaços que elas estejam”, escreveu.
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Foto: Divulgação
O preço do petróleo caiu drasticamente nesta terça-feira (10), com uma redução significativa nos contratos futuros do barril Brent e do WTI. A queda veio após declarações do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que afirmou que “a guerra no Irã poderia estar ‘próxima de seu fim'”.
A notícia foi interpretada pelos investidores como um sinal de alívio, especialmente em relação aos bloqueios no estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo. A passagem segura de petroleiros por essa região, vital para o comércio global, foi seriamente afetada pelo conflito no Oriente Médio.
A guerra no Irã havia causado uma série de bloqueios no estreito de Ormuz, por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo e gás. A expectativa do mercado era que, com o possível fim da guerra, países produtores da região, como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Qatar, poderiam retomar a produção paralisada.
O barril Brent, que serve como referência mundial, viu uma queda de 11%, sendo cotado a US$ 87,35 (R$ 451,21). Às 12h10, o contrato de maio estava sendo negociado a US$ 88,50 (R$ 457,15), o que representa uma desvalorização de 10,55% em relação ao fechamento do dia anterior. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate) também registrou queda, sendo vendido a US$ 83,97 (R$ 433,74), uma desvalorização de 11,39%.
O alívio no mercado ocorreu um dia após o petróleo ter superado os US$ 119 por barril, o maior valor registrado desde julho de 2022. Na segunda-feira (9), o petróleo Brent havia atingido o pico de US$ 119,46. A forte alta foi seguida por uma queda abrupta nesta terça-feira, refletindo as incertezas e a volatilidade do mercado de energia global.
Em entrevista na segunda-feira (9), Trump expressou otimismo, afirmando que “a guerra contra o Irã estava ‘próxima do fim'” e que os Estados Unidos estavam “muito à frente” das expectativas.
Suvro Sarkar, líder da equipe do setor de energia do DBS Bank, falou sobre o comentário do republicano: “Claramente, os comentários de Trump sobre uma guerra de curta duração acalmaram os mercados. Embora tenha havido uma reação exagerada para o lado positivo ontem, achamos que há uma reação exagerada para o lado negativo hoje”
Ele ainda sugeriu que o mercado estava subestimando os riscos do petróleo Brent nesse nível de preço. “Os tipos Murban e Dubai ainda estão bem acima de US$ 100 por barril, portanto, praticamente nada mudou em termos de realidades básicas”, avalia ele.
Petroleiro ancorado aguardando autorização para navegar pelo estreito de Ormuz. Foto: Divulgação
A resposta do Irã não tardou. O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica afirmou que, caso os ataques dos EUA e de Israel continuem, o país tomará medidas severas, incluindo impedir que “qualquer litro de petróleo seja exportado da região”. A declaração foi emitida pela mídia estatal iraniana e reforçou a tensão no mercado.
Apesar das expectativas de normalização, os preços do petróleo continuam sob pressão. Trump também está considerando opções como aliviar as sanções contra a Rússia e liberar estoques emergenciais de petróleo bruto, medidas que visam conter a alta dos preços globais do petróleo.
Essas opções, segundo fontes do mercado, são parte de um pacote destinado a aliviar a pressão sobre os preços. A possibilidade de os países do G7 utilizarem suas reservas estratégicas de petróleo para combater a alta também está sendo discutida. No entanto, os membros do grupo ainda não se comprometeram com a liberação dessas reservas.
“As discussões em torno da flexibilização das sanções contra o petróleo russo, os comentários de Donald Trump sugerindo que o conflito poderia eventualmente diminuir e a possibilidade de os países do G7 utilizarem as reservas estratégicas de petróleo apontaram para a mesma mensagem —que os barris de petróleo continuarão de alguma forma a chegar ao mercado”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova.
As declarações de Trump não impactaram apenas o mercado de petróleo. Bolsas de valores ao redor do mundo reagiram positivamente, com os índices europeus subindo mais de 2% e os maiores mercados asiáticos registrando ganhos de até 5,35%, como foi o caso de Seul.
A recuperação nas bolsas foi acompanhada por uma valorização no ouro e no bitcoin, ativos que geralmente são considerados refugos seguros em tempos de incerteza. Na Europa, o Euro STOXX 600, principal índice da União Europeia, subiu 2,87%, com ganhos expressivos também em Frankfurt (2,63%), Londres (1,78%), Paris (2,18%), Madri (2,94%) e Milão (2,83%).
Nos Estados Unidos, os índices também apresentaram alta, com a Nasdaq subindo 0,55%, a Dow Jones 0,38% e a S&P 500 registrando uma valorização de 0,36%. Além disso, o preço do ouro subiu 2,45%, alcançando US$ 5.228,59 (R$ 27,01 mil), enquanto o bitcoin teve uma alta de 3,36%, cotado a US$ 71,49 mil (R$ 369,31 mil).
Chefe da facção Povo de Israel é preso durante churrasco na Baixada Fluminense. Foto: Reprodução
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta terça-feira (3) Márcio Cea de Paiva, de 45 anos, conhecido como “Kinca”, apontado como um dos principais integrantes da facção criminosa Povo de Israel. A captura ocorreu em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, durante uma ação da 38ª DP (Brás de Pina), após monitoramento realizado por agentes de inteligência.
Segundo a investigação, Kinca estava em um churrasco com amigos quando foi localizado pelos policiais. Contra ele havia dois mandados de prisão em aberto por roubo. A ação foi realizada após levantamento de informações que indicavam o paradeiro do suspeito, considerado um dos nomes de destaque dentro da organização criminosa.
Ao chegar ao local, os agentes cercaram o imóvel e realizaram a abordagem por volta das 15h. Durante a operação, os policiais identificaram outro homem com mandado de prisão pendente e cinco indivíduos que estavam com telefones celulares roubados.
Todos foram conduzidos para a delegacia. No total, sete pessoas acabaram presas na ocorrência. Cinco delas foram autuadas em flagrante pelo crime de receptação, enquanto os dois suspeitos com mandados de prisão tiveram as ordens judiciais cumpridas.
➡️ RIO DE JANEIRO | Líder de organização criminosa Povo de Israel é preso em churrasco
Segundo as investigações, o grupo atua principalmente em golpes e extorsões por telefone
De acordo com dados de inteligência da Polícia Civil, Kinca ocupa posição relevante dentro da facção autodenominada Povo de Israel, sendo apontado como o terceiro na hierarquia do grupo criminoso. A organização surgiu dentro do sistema penitenciário do estado do Rio de Janeiro e é composta majoritariamente por detentos que continuam coordenando atividades ilegais mesmo encarcerados.
As investigações indicam que a facção se especializou em golpes e extorsões aplicados por telefone a partir de presídios, especialmente o golpe do falso sequestro. Segundo os investigadores, as fraudes movimentam milhões de reais.
Os policiais apontam que Kinca possui extenso histórico criminal, com registros por crimes como roubo de carga, receptação e estelionato. Ele também é citado em investigações relacionadas à onda de ataques ocorrida em novembro de 2010 no Rio de Janeiro, quando facções promoveram arrastões, incêndio de veículos e confrontos com forças de segurança.
Na época, o suspeito chegou a ser preso e, devido ao grau de periculosidade atribuído a ele, foi transferido para o Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.