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Tarcísio promete apoio “incondicional” a Flávio Bolsonaro em SP

31 de Julho de 2026, 16:19
Flávio Bolsonaro e Tarcísio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), encerrou nesta sexta-feira (31) as especulações sobre uma possível divisão de apoios na disputa presidencial ao afirmar que fará campanha ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL) em todas as agendas eleitorais no estado. Segundo o governador, o apoio ao candidato do PL será “irrestrito” e “incondicional”.

A declaração foi dada após um café da manhã em São Paulo que reuniu Flávio, o prefeito da capital Ricardo Nunes (MDB), os candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PL) e André do Prado (PL), além de vereadores e outras lideranças da base aliada.

“Em todo o estado nosso apoio é irrestrito, incondicional. A gente acredita que é o melhor caminho para o Brasil e nós vamos apoiar em todos os quatro cantos do estado, aqui na capital, no interior”, afirmou Tarcísio.

A fala representa uma resposta direta às movimentações do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que nas últimas semanas tentou aproximar Tarcísio de sua candidatura ao Palácio do Planalto. A relação entre os dois chegou a gerar ruídos depois que dirigentes do PSD utilizaram a imagem do governador paulista em materiais de divulgação da convenção que oficializou Caiado como candidato à Presidência, episódio que provocou desconforto no entorno de Tarcísio.

Ao reafirmar que dividirá os palanques paulistas com Flávio, o governador busca afastar qualquer dúvida sobre seu posicionamento na eleição presidencial, ao menos dentro do maior colégio eleitoral do país.

“Time” para São Paulo

Flávio Bolsonaro classificou o encontro como uma demonstração de unidade entre as principais lideranças da direita paulista. Segundo ele, a reunião foi organizada por Ricardo Nunes para aproximar os candidatos de vereadores da capital e discutir propostas para a campanha.

“Estamos oferecendo uma seleção para o estado de São Paulo e tenho certeza que essa composição, essa união tem tudo para dar certo aqui em São Paulo”, afirmou o senador.

Ricardo Nunes também reforçou que participará das agendas do candidato do PL durante a campanha.

“Vamos estar juntos, lógico. Importante o que o Flávio falou, ele falou algo fundamental aqui. A gente trouxe o time, são vereadores muito bem votados em São Paulo”, declarou o prefeito.

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Silvia Abravanel entra na política e lança pré-candidatura a deputada federal

23 de Junho de 2026, 10:06
Silvia Abravanel

A apresentadora Silvia Abravanel oficializou nesta segunda-feira (22) sua entrada na política ao lançar a pré-candidatura a deputada federal por São Paulo nas eleições de 2026. Filiada ao PSD, partido comandado por Gilberto Kassab, ela buscará uma vaga na Câmara dos Deputados no próximo pleito.

Durante o evento de lançamento, Silvia apresentou as principais pautas que pretende defender caso seja eleita. Entre elas estão políticas voltadas para pessoas com deficiência, apoio a famílias afetadas por doenças raras e iniciativas ligadas à proteção animal.

A decisão marca a estreia eleitoral de uma das herdeiras de Silvio Santos, fundador do SBT e um dos maiores nomes da televisão brasileira. Morto em 2024, aos 93 anos, o empresário deixou seis filhas, entre elas Silvia, que construiu carreira como apresentadora da emissora da família.

O lançamento ocorre em meio às movimentações do PSD para as eleições de 2026. O partido trabalha para ampliar sua bancada no Congresso e terá o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República.

Nos últimos dias, Caiado classificou Silvia como um “nome forte” para concorrer como vice em sua eventual chapa na corrida pelo Palácio do Planalto. 

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Jovens de 16 anos poderão dirigir? Câmara vota proposta nesta quarta

17 de Junho de 2026, 09:36
Homem com chave do carro na mão

A comissão especial da Câmara dos Deputados responsável pela reforma do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) deve analisar nesta quarta-feira (17) um projeto que reúne uma série de mudanças nas regras de circulação e habilitação no país. Entre elas, está a autorização para que adolescentes a partir de 16 anos possam dirigir sob determinadas condições.

Relatada pelo deputado Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), a proposta foi apresentada originalmente em 2014, mas ganhou uma versão mais ampla que incorpora temas ligados à formação de condutores, novas tecnologias e ao funcionamento das autoescolas. Caso o parecer seja aprovado, o texto seguirá para o plenário da Câmara.

O principal ponto do projeto cria uma autorização especial para jovens maiores de 16 anos conduzirem veículos em áreas urbanas, assim como acontece em outros países, como os Estados Unidos.

No entanto, a permissão teria restrições. Os adolescentes só poderiam dirigir entre 5h e meia-noite. No caso dos automóveis, seria obrigatória a presença de um motorista habilitado há pelo menos dois anos para acompanhar a condução.

Para motocicletas e motonetas, a autorização ficaria limitada a modelos com até 150 cilindradas.

Se aprovada, a medida criaria uma etapa intermediária antes da habilitação convencional, atualmente permitida apenas a partir dos 18 anos.

Veículos autônomos

O relatório também abre espaço para tecnologias que hoje não possuem regulamentação específica no Brasil.

O texto estabelece diretrizes para a circulação de veículos autônomos e semiautônomos, capazes de executar parte ou a totalidade das tarefas de condução sem intervenção humana.

Segundo o relator, a legislação atual não acompanha a evolução de tecnologias de mobilidade e deixa sem regras claras equipamentos como carros autônomos, bicicletas elétricas e outros meios de transporte individuais.

Mudanças nas autoescolas

O projeto fixa diretamente no CTB uma carga mínima de cinco horas-aula práticas para os candidatos à habilitação. Hoje, esse requisito é definido por regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Além disso, exames práticos e atividades de formação poderão ser realizados em escolas de trânsito credenciadas, desde que haja sistemas de auditoria e fiscalização.

O texto também permite a atuação simultânea de Centros de Formação de Condutores (CFCs) e instrutores autônomos. Para isso, deverão ser observadas exigências como veículos com duplo comando e mecanismos de monitoramento das aulas.

O parecer ainda cria um Programa Emergencial de Apoio Financeiro às Escolas de Trânsito. A proposta prevê repasses mensais de R$ 1.000 por instrutor vinculado a escolas devidamente registradas nos órgãos de trânsito.

Segundo o relator, a medida busca compensar impactos regulatórios que afetaram o setor nos últimos anos e atender demandas apresentadas pelos proprietários de autoescolas.

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S&P rebaixa BRB pela segunda vez em 3 meses e cita incertezas sobre capitalização

6 de Junho de 2026, 17:04

O Banco de Brasília (BRB) sofreu um novo rebaixamento de classificação de risco pela S&P Global. A agência reduziu a nota da instituição de brB- para brCCC+/brC, aprofundando a deterioração da avaliação de crédito do banco em meio aos efeitos da crise desencadeada pelo colapso do Banco Master.

É o segundo corte promovido pela agência em menos de três meses. Em comunicado ao mercado, a S&P afirmou que a decisão reflete a “crescente incerteza” em torno da instituição e os riscos relacionados à execução de seu plano de recomposição de capital.

A classificação coloca o BRB em uma faixa considerada altamente especulativa. Segundo a metodologia da própria agência, emissores avaliados em “brCCC” apresentam vulnerabilidade elevada e dependem de condições econômicas e financeiras favoráveis para conseguir honrar seus compromissos.

Pressão sobre o patrimônio

O rebaixamento ocorre após uma sequência de eventos que fragilizaram a posição financeira do banco controlado pelo Governo do Distrito Federal. Nos últimos anos, o BRB ampliou sua exposição ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Entre as operações realizadas esteve uma tentativa de aquisição do Master que acabou barrada pelo Banco Central.

A situação se agravou após a deflagração da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025. A investigação resultou na prisão e no afastamento de executivos ligados às duas instituições.

Enquanto o Banco Central decretou a liquidação do Master e de outras empresas do conglomerado, o BRB passou a buscar alternativas para fortalecer sua estrutura de capital.

O banco também enfrentou atrasos na divulgação de demonstrações financeiras e iniciou negociações para captar recursos no mercado.

Na avaliação da S&P, a capacidade de execução dessas medidas será determinante para a estabilização da instituição nos próximos meses.

Em abril, a Moody’s também reduziu a nota de crédito do BRB. Na ocasião, a agência apontou deterioração do perfil financeiro da instituição e mencionou aumento do risco de inadimplência.

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Israel teria usado bombas de fósforo branco no Líbano, diz “NYT”

6 de Junho de 2026, 16:52

Imagens analisadas pelo The New York Times indicam que o Exército de Israel utilizou munições de fósforo branco em regiões habitadas do sul do Líbano durante operações militares recentes. A conclusão foi baseada na verificação de vídeos, fotografias e depoimentos de especialistas em armamentos consultados pelo jornal.

Os registros mostram rastros de fumaça característicos da substância em áreas próximas às cidades de Tiro, Qlayaa, Khiam e Yohmor. Um dos vídeos analisados, divulgado pela emissora Al Jazeera em 30 de maio, registra uma ação militar na região de Nabatieh, onde vivem cerca de 40 mil pessoas.

O direito internacional impõe restrições ao uso de fósforo branco em áreas com presença de civis devido ao potencial de causar incêndios e queimaduras graves.

Segundo especialistas ouvidos pelo New York Times, os vídeos mostram indícios compatíveis com projéteis de artilharia M825A1, fabricados nos Estados Unidos.

Esse tipo de munição dispersa fósforo branco no ar para criar barreiras de fumaça utilizadas em operações militares. Embora possa ser empregado para ocultar movimentações de tropas, o material também apresenta riscos quando utilizado próximo a áreas habitadas.

O fósforo branco entra em combustão ao entrar em contato com o oxigênio, produzindo intensa fumaça e calor. Seu uso é alvo de restrições previstas em acordos internacionais relacionados a armas químicas e incendiárias.

Resposta de Israel

As Forças de Defesa de Israel afirmaram ao jornal que utilizam esse tipo de munição para fins de camuflagem e não para atingir pessoas ou provocar incêndios. Segundo os militares, os procedimentos internos proíbem o emprego do material em áreas povoadas, embora admitam a existência de exceções em determinadas circunstâncias operacionais.

O New York Times informou que solicitou esclarecimentos específicos sobre os episódios registrados no sul do Líbano, mas não recebeu resposta sobre os casos analisados.

O uso de fósforo branco por Israel já foi alvo de questionamentos em conflitos anteriores. Organizações de direitos humanos e organismos internacionais investigaram denúncias relacionadas ao emprego da substância na Faixa de Gaza em 2009 e 2023, além de episódios ocorridos no Líbano durante os conflitos de 1982 e 2006.

Em 2013, após críticas de entidades internacionais, o Exército israelense anunciou que reduziria a utilização desse tipo de munição em operações militares.

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Moraes valida acordo que suspende ação contra deputado réu por 8/1

6 de Junho de 2026, 16:37

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), validou um acordo de não persecução penal (ANPP) firmado entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o deputado estadual Sargento Rodrigues (PL-MG) para suspender a ação penal em que o parlamentar é réu por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Para isso, o deputado precisou assumir a culpa pelos crimes de incitar animosidade das Forças Armadas contra os poderes instituídos, atacar a higidez do sistema eleitoral e associação criminosa.  

De acordo com denúncia da PGR, que foi aceita no ano passado pela Primeira Turma do Supremo, Rodrigues atacou de maneira consciente, e em conjunto com centenas de pessoas, o processo eleitoral nas redes sociais, bem como incitou os militares a dar golpe de Estado.

“Em que pese a gravidade dos crimes imputados ao réu, uma vez que a Constituição Federal não permite a propagação de ideias contrárias à ordem constitucional e ao Estado Democrático (CF, artigos 5º, XLIV; e 34, III e IV), com a consequente instalação do arbítrio, cabível o oferecimento do ANPP”, escreveu Moraes ao homologar o acordo, em decisão assinada na sexta-feira (5).  

Ao reconhecer os atos criminosos, Rodrigues concordou com uma série de condições:

  • Prestar 150 horas de serviços à comunidade ou a entidades públicas, com no mínimo 30 horas mensais.
  • Pagar R$ 5 mil a título de indenização, que devem ser encaminhados à entidade indicada pelo juiz de execução responsável por supervisionar o cumprimento do acordo.
  • Não utilizar redes sociais abertas até o cumprimento total do acordo.
  • Participar presencialmente de curso sobre Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado, com carga horária de 12h (doze horas).
  • Cessar a prática de qualquer crime e não ser processado por novos crimes até que o acordo seja integralmente cumprido.
  • Declarar que não celebrou acordo de não persecução penal anterior com o Ministério Público e que não está sendo investigado por qualquer outro crime.

A ação penal aberta contra Rodrigues no Supremo ficará suspensa até que as condições do acordo sejam cumpridas, quando então o caso poderá ser arquivado.

O ANPP foi criado e regulamentado em 2019, sendo inserido por lei no Código de Processo Penal (CPP). Pela legislação, o MP tem a opção de não oferecer denúncia contra crimes não violentos e com pena mínima inferior a 4 anos, entre outros requisitos, em troca do investigado assumir a autoria dos delitos e cumprir as condições também previstas em lei.

No contexto dos atos violentos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, os ANPPs foram um dos caminhos encontrados pela PGR para lidar com o grande número de processos contra pessoas que não tiveram participação direta em atos de vandalismo, mas que incitaram os crimes.

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