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Defesa de Bolsonaro tem até hoje para explicar pistola apreendida em blitz

17 de Junho de 2026, 09:26

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro tem até a tarde desta quarta para prestar esclarecimentos sobre a apreensão da pistola do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma blitz de bafômetro na noite desta segunda. Em atenção a uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, os advogados terão de explicar a razão pela qual o ex-chefe do Executivo mantinha uma arma em casa e porque, às vésperas do fim do prazo de sua prisão domiciliar, pediu que o armamento fosse reparado.

O advogado Celso Vilardi, que representa o ex-presidente, foi intimado da decisão de Moraes por Whatsapp, às 15 desta terça. O prazo dado para que a defesa responda aos questionamentos do ministro do STF é de 24 horas.

No despacho, Moraes destacou que consulta ao sistema do Exército brasileiro demonstrou que a pistola Glock 9 mm, com carregador sobressalente, recolhida pela Polícia Civil na noite de ontem é de propriedade de Bolsonaro. A apreensão se deu a menos de 10 dias para encerramento do período de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro, para que ele se recuperasse de um quadro de broncopneumonia.

Os esclarecimentos foram cobrados após a Polícia Civil do Distrito Federal informar o gabinete de Moraes sobre a apreensão. A arma foi encontrada com um sargento que se identificou como integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e disse trabalhar com Bolsonaro.

À Polícia Civil, o militar sustentou que a pistola seria do ex-presidente e lhe foi entregue em razão de uma “pane que aparentava ser de fácil solução”. A versão do sargento é a de que ele retirou a arma ontem para fazer o reparo do percussor e que a pistola seria devolvida nesta terça.

A declaração do sargento tem contradições em relação aos relatos do agente responsável por parar o carro conduzido pelo militar, que é da presidência da República. Este afirmou que, quando percebeu a arma estava no assoalho do carro, o sargento “de forma repentina, fechou o vidro do veículo”. Foi nesse momento que a arma foi recolhida, segundo o BO.

Em seguida, o policial responsável pela abordagem de fiscalização da lei seca conferiu as informações do sargento e questionou sobre o registro da arma encontrada. Segundo ele, o militar afirmou que a arma constava em sua funcional. Somente após o agente confirmar que não havia registro da arma em seu nome, o sargento declarou que a pistola pertencia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e que a mesma ficava dentro do carro.

Ainda de acordo com o policial, o sargento afirmou que não estava com o registro da arma. Também foi encontrado no carro um um carregador sobressalente da arma. O militar foi então conduzido à Delegacia para registro do caso. Segundo o documento, o sargento foi abordado por volta das 22h30, em Taguatinga.

Conforme o boletim de ocorrência, a arma foi apreendida porque não havia documentação necessária para o porte da mesma. Segundo o documento, o sargento não levava o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), o que é irregular e implica na necessidade de recolhimento da pistola. No B.O., o nome do ex-presidente aparece como “envolvido” na ocorrência.

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Motta fala em ‘desespero’ de adversário na Paraíba após gravação de vídeo com Lula

17 de Junho de 2026, 09:24
Hugo Motta

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou nesta terça-feira o senador Veneziano Vital do Rego (MDB-PB), seu adversário político. Motta classificou o parlamentar como “desesperado” após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravar um vídeo em apoio ao emedebista.

Veneziano vai concorrer à reeleição ao Senado e disputa o apoio de Lula com Nabor Wanderley (Republicanos-PB), ex-prefeito de Patos e pai de Motta.

Ao sair de um evento em Brasília, o presidente da Câmara negou que o vídeo represente um mal-estar entre ele e Lula, mas criticou Veneziano.

– Deve ter esse desespero de quem está vendo a eleição. Ele (Veneziano) está enxergando o cenário na Paraíba de crescimento nosso. O governador está crescendo, está muito bem. O meu pai, na hora que começa a tracionar, ele (Veneziano) se desespera; se pega como o único bastião de sobrevivência o prestígio do presidente Lula – declarou Motta.

– É desespero total, inclusive queimando a largada do processo eleitoral – completou.

Veneziano deve concorrer ao Senado na mesma chapa em que o ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB) concorrerá a governador. Por sua vez, Nabor Wanderley disputará ao lado do governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), que concorrerá à reeleição, e do ex-governador João Azevedo (PSB), que também disputará o Senado.

No vídeo, divulgado ontem, Lula faz uma série de elogios a Veneziano.

— Eu conheço o Veneziano há muito tempo, e posso dizer para vocês que, em poucas vezes na vida como presidente da República, tive uma relação honesta e comprometida em ajudar o governo como tive com Veneziano — disse Lula. — Queria pedir para vocês, eleitores e eleitoras da Paraíba, que é preciso que a gente reconduza o Veneziano para o Senado

Apesar do vídeo de Lula, o PT integrava a base do ex-governador João Azevedo, e permanece ao lado do atual governador Lucas Ribeiro após a troca no comando do estado.

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Lula tenta destravar palanques de aliados e grava vídeos com pré-candidatos

17 de Junho de 2026, 09:13

A pouco mais de um mês do início das convenções nacionais, em que os partidos definem quem serão seus candidatos, o presidente Luiz Inácio Inácio Lula da Silva (PT) fez dois gestos nesta segunda-feira para destravar palanques que estavam em disputas por seus aliados. Em Pernambuco, o petista tomou lado e gravou um vídeo declarando apoio ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) na eleição para o governo do estado, e na Paraíba, gravou peça para demonstrar endosso à campanha de reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Segundo um integrante da coordenação da campanha de Lula à reeleição, o petista deverá ter agendas voltadas à gravação desses vídeos para aliados nos estados a partir do dia 4 de julho, quando começa o chamado período de defeso eleitoral.

Esse aliado diz que Lula gravou por ora essas duas peças, a pedido dos próprios candidatos. Ele afirma que o presidente tem sido demandado por esse tipo de conteúdo, principalmente por candidatos ao Senado, e tem atendido os aliados na medida do possível. Esse aliado do presidente afirma ainda que a divulgação dessas peças não deve gerar atritos políticos com demais pré-candidatos nos estados, já que desde o começo era claro que esses candidatos teriam apoio do presidente.

A divulgação do vídeo de apoio a João Campos ocorre uma semana após o presidente do PT e coordenador da campanha do petista, Edinho Silva, ter desautorizado declaração do ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) de que Lula teria um duplo palanque no estado, onde Campos concorre contra a atual governadora, Raquel Lyra (PSD).

Em entrevista ao GLOBO, Dias indicou que o presidente apoiaria tanto Campos quanto Lyra no estado. A declaração do ministro gerou revolta no entorno do ex-prefeito, que rechaça a possibilidade de um duplo palanque, e o próprio pré-candidato telefonou a Edinho Silva para cobrar explicações. Segundo relatos, Lula também pediu a auxiliares que entrassem em campo para avisar que ele apoiaria somente o pessebista.

No vídeo, o petista diz que tanto o partido quanto ele apoiam Campos, fala em “compromisso histórico” e que é resultado de “uma relação produtiva, que deu resultado, que trouxe muita coisa para Pernambuco”.

— Queria dizer a vocês que nós estamos juntos de verdade, por isso quero desejar a vocês boa sorte e boa luta — afirma Lula no vídeo

O entorno da governadora de Pernambuco, por sua vez, minimizou a peça. Um aliado de primeira hora de Raquel Lyra afirma que um gesto desse tipo já era esperado, uma vez que o PT formalmente caminhará com Campos, mas diz que há confiança na relação de proximidade dela com o petista. Além disso, eles não descartam um gesto de Lula mais adiante e apostam que o chefe do Executivo não deverá viajar ao estado no primeiro turno para evitar qualquer mal-estar.

Nesta segunda, Lula também gravou um vídeo para declarar apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) na Paraíba. O posicionamento ocorre em meio à disputa do parlamentar no estado contra o pré-candidato Nabor Wanderley (Republicanos), pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), que também tem buscado estar próximo ao petista para amarrar esse apoio.

Um interlocutor frequente de Lula afirma, no entanto, que isso não significa que Lula não tem respeito pela candidatura de Wanderley. Esse político afirma diz que o pai de Motta será um aliado na campanha de Lula e que não haverá ruídos com ele localmente.

O entorno de Motta minimizou a divulgação da peça e negou que isso cria um mal-estar na relação de Lula e do presidente da Câmara. Segundo relatos, Motta não foi avisado sobre a divulgação do vídeo previamente. Lula e o presidente da Câmara se aproximaram nos últimos meses, num momento em que Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e o petista estão afastados após o Senado impor derrota histórica ao governo com a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Um aliado de Wanderley disse também que enxergou um ato de desespero do senador Vital do Rêgo com essa divulgação do vídeo já que, segundo ele, a campanha do ex-prefeito de Patos tem ganhado tração e é uma candidatura competitiva. Ele afirma que o fato de Lula apoiar o governador Lucas Ribeiro (PP), que está no palanque de Wanderley, também favorecerá a candidatura do pai de Motta. O entorno do presidente da Câmara diz ainda acreditar ainda que o petista possa fazer algum gesto incisivo à candidatura de Wanderley até o início das eleições.

Um aliado de Motta diz, sob reserva, que enxerga na decisão do governo federal em retirar urgência do projeto de lei da 6×1, que trancava a pauta da Câmara desde o último dia 30, um gesto ao parlamentar após a divulgação do vídeo. Motta se reuniu na noite de segunda-feira com o ministro José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais), e o Planalto retirou a urgência nesta terça.

O presidente da República também já sinalizou apoio em outro estado em que há disputa entre partidos aliados, o Maranhão. No último dia 12, Lula gravou um vídeo ao lado do pré-candidato ao governo estadual pelo PT, o vice-governador Felipe Camarão, para declarar apoio a ele. O atual governador, Carlos Brandão (sem partido), rompeu com o grupo político do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), dividindo o PT localmente. O vídeo de Lula naquele momento, diz um aliado do petista no estado, foi para tentar buscar essa unidade da base em torno do nome do vice-governador.

Há também expectativa entre candidatos do PT para gravar com Lula. Esses filmetes divulgados nesta segunda foram em tom mais informal, sem roteiro ou estrutura. Um integrante da sigla do presidente da República diz que a expectativa é que candidatos petistas possam contar com uma estrutura maior, com equipe, estúdio, nos moldes tradicionais para vídeos em redes sociais, inserções e campanhas publicitárias.

Na fila dos aliados que deverão gravar com Lula estão os candidatos aos governos da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e do Ceará, Elmano de Freitas. Os dois são do PT e buscam a reeleição nos estados. Fernando Haddad, candidato ao Governo de São Paulo, já fez vídeos com a participação do petista. Uma das primeiras inserções do PT estadual foi uma peça em que Haddad e Lula conversam por telefone.

Com a aproximação do início do processo eleitoral, as negociações para formação de palanques de Lula nos estados estão se afunilando.

Hoje, há indefinições em Minas Gerais e Goiás, onde o petista ainda busca consolidar uma candidatura competitiva ao governo estadual, e na configuração da chapa em São Paulo. No Tocantins, a tendência é que o petista apoie o nome de Laurez Moreira (PSD). No maior colégio eleitoral, São Paulo, Lula tem três aliados como pré-candidatos ao Senado: Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB). Quem está conduzindo as conversas é Haddad.

Em conversas reservadas nas últimas semanas, o presidente tem demonstrado confiança no palanque que terá em São Paulo e afirmado que é um cenário positivo ter três nomes competitivos na disputa ao Senado. O nome de Tebet estaria garantido na chapa ao Senado. A dúvida de petistas é se França deve ser deslocado para a vice ou concorrer também ao Senado, isso porque há um grupo que considera que o nome dele tem mais força do que o da ex-ministra do Meio Ambiente, principalmente na baixada santista e também em setores mais conservadores no estado.

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Defesa de Jairinho anuncia recurso e diz que julgamento pode ser anulado

6 de Junho de 2026, 17:12

Condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, ainda terá pela frente uma nova batalha nos tribunais. A defesa do médico confirmou que recorrerá da sentença já na próxima segunda-feira e afirma acreditar que o julgamento poderá ser anulado em razão de uma série de supostas irregularidades ocorridas durante todo o processo.

Segundo o advogado Rodrigo Faucz, a equipe jurídica sustenta que a decisão dos jurados foi contrária ao conjunto de provas produzido ao longo da ação penal. Além disso, a defesa aponta mais de 20 nulidades registradas em ata que, na avaliação dos advogados, comprometem a validade do julgamento.

— Entendo que, como os jurados afastaram duas das torturas, ele também deve ser absolvido da outra. Isso porque, em nenhuma das três, a acusação conseguiu provar que ocorreram. Sobre o homicídio, ficou muito claro à defesa que tampouco ocorreu. Portanto, na segunda-feira, recorreremos da decisão para que o júri seja realizado novamente. Além da decisão ser manifestamente contrária à prova dos autos, ocorreram dezenas de nulidades que devem ser reconhecidas pelos tribunais — afirmou Faucz.

 

A sentença foi proferida pela juíza Elizabeth Machado Louro na madrugada de quinta-feira, após mais de dez dias de julgamento. Jairinho foi condenado a 35 anos, 6 meses e 20 dias pelo homicídio duplamente qualificado de Henry, a 6 anos e 3 meses por tortura e a 2 anos por coação no curso do processo. Além da pena de prisão, ele foi condenado a pagar R$ 400 mil de indenização por danos morais ao pai do menino, Leniel Borel.

 Defesa vê possibilidade de novo júri

Os advogados trabalham com a expectativa de que o julgamento seja revisto pelas instâncias superiores. A tese principal é a de que houve falhas processuais suficientes para justificar a realização de uma nova sessão do Tribunal do Júri.

Embora a controvérsia envolvendo a concessão de perdão judicial a Monique Medeiros tenha aberto uma nova frente de questionamentos sobre o julgamento, a defesa de Jairinho afirma que os recursos serão independentes.

— A princípio, a anulação na decisão referente à Monique não se relaciona com a do Jairinho, mas na do Jairinho existem mais de 20 nulidades que foram apontadas e que constam na ata da sessão. Então, isso geraria uma anulação própria em relação ao Jairinho — disse Faucz.

Quanto tempo Jairinho pode ficar preso

Apesar da condenação superior a 43 anos, a defesa calcula que Jairinho poderá obter progressão de regime após cumprir entre 11 e 12 anos em regime fechado, caso a sentença seja mantida.

A estimativa leva em conta os mais de cinco anos já cumpridos desde sua prisão, em abril de 2021, além da possibilidade de remição da pena por trabalho realizado dentro da unidade prisional.

Segundo os advogados, os cálculos ainda são preliminares e dependem da análise da execução penal. A própria defesa ressalta que trabalha com duas hipóteses principais: a anulação do julgamento ou a redução da pena por tribunais superiores.

Por isso, os defensores consideram prematuro afirmar quanto tempo Jairinho permanecerá preso. A estratégia, neste momento, está concentrada na elaboração dos recursos que serão apresentados ao Tribunal de Justiça do Rio.

Enquanto isso, a condenação permanece válida e o ex-vereador continuará cumprindo pena em regime fechado até que haja eventual decisão das instâncias superiores modificando ou anulando o resultado do júri.

 

 

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Deputados de SP enviaram emendas para empresas geridas por produtora de ‘Dark Horse’

18 de Maio de 2026, 22:50

Deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) determinaram repasses de R$ 700 mil dos cofres públicos para empresas geridas por Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. As indicações partiram de três parlamentares bolsonaristas e um petista, que negam irregularidades.

Do montante, R$ 300 mil foram efetivamente pagos, conforme dados do Portal da Transparência. A informação foi revelada pelo site Metrópoles e confirmada pelo GLOBO.

O financiamento do longa-metragem é objeto de investigação da Polícia Federal. Na semana passada, o site “Intercept Brasil” divulgou áudios em que o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) cobrava pagamentos ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Pelo menos R$ 61 milhões foram enviados por um negócio controlado por ele a um fundo americano.

As emendas dos deputados paulistas foram destinadas a duas empresas de Karina, denominadas Instituto Conhecer Brasil e Associação Nacional de Cultura. Ambas estão sediadas em um conjunto comercial na Avenida Paulista, em São Paulo, segundo os registros dos CNPJs.

Em 2023, a deputada Valéria Bolsonaro (PL), ex-secretária estadual de Políticas para a Mulher, enviou R$ 100 mil para o instituto com a finalidade de “aquisição de equipamentos”. A emenda, de execução obrigatória, foi encaminhada em 28 de dezembro daquele ano, no limite para o pagamento. A assessoria da parlamentar foi procurada para explicar a medida, mas ainda não retornou o contato.

Dois anos depois, outros dois deputados bolsonaristas optaram, ao menos inicialmente, por repasses a empresas ligadas a Karina.

Lucas Bove (PL) indicou R$ 213 mil para o mesmo CNPJ, desta vez para um projeto esportivo. A emenda, contudo, foi “impedida tecnicamente” e acabou não sendo executada. O termo se refere a alguma falha no processo, o que pode envolver descumprimento de prazos, ausência de projeto, documentação reprovada ou desistência, por exemplo.

“Recebi um projeto voltado ao esporte infantil que parecia interessante, porém redirecionei o recurso por questões documentais do proponente. O instituto não apresentou a documentação técnica para execução, aí resolvi redirecionar para outro projeto”, alegou o deputado por mensagens.

Gil Diniz (PL), conhecido pela alcunha de “Carteiro Reaça” e próximo de Eduardo Bolsonaro, destinou R$ 200 mil para a Associação Nacional de Cultura, sob a justificativa de bancar a produção da série documental “Heróis Nacionais — Filhos do Brasil que não se rende”. O valor foi pago em agosto de 2025. Diniz não retornou o contato.

Neste ano, o deputado petista Luiz Fernando Teixeira, nome próximo do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, protocolou uma emenda impositiva de R$ 190 mil para o instituto de Karina, para “projetos culturais”. Ele afirmou, por meio de nota, que ela será “utilizada única e exclusivamente para um projeto de aulas de teatro em São Bernardo do Campo, por solicitação de um grupo de teatro”. O parlamentar declarou que apoia o setor da cultura desde 2015, quando assumiu o cargo.

Emendas federais sob escrutínio

Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino cobrou explicações de deputados federais do PL em razão de emendas dirigidas às empresas Instituto Conhecer Brasil e Academia Nacional de Cultura, controladas pela sócia da produtora de “Dark Horse”. A apuração é preliminar e tem como foco um possível descumprimento de uma decisão anterior da Corte que determinou transparência e rastreabilidade às chamadas “emendas Pix”, além de um eventual redirecionamento oculto para o filme de Bolsonaro.

Um dos deputados envolvidos é o ex-ator Mário Frias (PL), que faz parte do elenco de “Dark Horse” e assina o roteiro do filme. Ele enviou R$ 2 milhões para o Instituto Conhecer Brasil através de duas emendas: uma delas era destinada à capacitação de adultos e adolescentes em “letramento digital” para o ensino digital a alunos de 4º e 5º anos de escolas públicas municipais, e a outra para implementação do projeto de artes marciais “Lutando pela Vida” em São Paulo.

Reportagem do site “UOL” apurou ainda que Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP) enviaram R$ 1 milhão cada para o governo de São Paulo, através de transferências especiais, mecanismo que ficou conhecido como “emendas Pix” e não permite verificar o destino final sem fazer um cruzamento complexo de dados. Neste caso, era para a Academia Nacional de Cultura, sob justificativa de bancar a produção “Heróis Nacionais”. Marcos Pollon (PL-MS) complementou com R$ 500 mil, e Bia Kicis (PL-DF), com mais R$ 150 mil.

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Câmara avança em projeto que endurece combate à violência financeira contra idosos

27 de Abril de 2026, 19:31

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que prevê medidas para prevenir e punir a violência financeira contra idosos. A proposta cria regras para instituições financeiras, estabelece novo crime e mecanismos de proteção para proteger esse grupo.

O texto aprovado é um substitutivo ao Projeto de Lei 1973/25 e determina que bancos, cooperativas de crédito e cartórios capacitem seus funcionários para identificar sinais de abuso ou exploração financeira. Também será obrigatória a comunicação imediata de suspeitas de fraude a autoridades como a Polícia Civil e o Ministério Público.

A proposta ainda proíbe instituições financeiras de realizar operações de crédito com idosos exclusivamente por telefone ou meios digitais. Segundo o texto, as contratações deverão contar com contrato físico disponível para leitura e assinatura do cliente.

O projeto cria ainda um crime específico para quem obtiver vantagem ilícita contra idosos por meio de fraude, abuso de confiança ou uso de recursos eletrônicos ou bancários. A pena prevista é de reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Se for cometido por parentes, representantes legais ou pessoas em posição de confiança da vítima, a pena poderá aumentar para cinco a dez anos de reclusão.

O projeto original previa a criação do fundo “Protege 60+”, mas a versão aprovada opta por integrar as ações ao já existente Fundo Nacional do Idoso. O substitutivo também prevê o fomento a tecnologias assistivas e sistemas de alerta para proteger pessoas com limitações sensoriais ou cognitivas e pessoas idosas contra fraudes.

A proposta ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para votação no Plenário da Câmara. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado por deputados e senadores e, depois, sancionado pelo presidente da República.

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Nada de iPhone: Febre entre crianças nos EUA agora é telefone fixo ‘retrô’ de US$ 100

25 de Abril de 2026, 09:03

Quando os dois filhos de Justin Finn, que estão no ensino fundamental, chegam em casa, eles não ligam a TV nem pegam um iPad. Em vez disso, vão direto para o telefone — não um smartphone, mas um telefone fixo. As chamadas chegam em um aparelho cor creme chamado Tin Can, um dispositivo inspirado em telefones fixos, com conexão Wi-Fi, que custa US$ 100 e viralizou nos últimos doze meses.

“Não é incomum o telefone começar a tocar poucos minutos depois”, conta Finn. “Existe um entusiasmo real em torno dele que não vimos com muitas outras novidades dentro de casa.”

Desde o lançamento, em abril de 2025, o aparelho de estilo retrô se tornou um sucesso, com centenas de milhares de unidades vendidas, principalmente graças à recomendação boca a boca, segundo a empresa.

Isso apesar de um marketing limitado e de um volume relativamente pequeno de captação, incluindo US$ 3,5 milhões durante o verão e uma rodada seed de US$ 12 milhões em dezembro, liderada pela Greylock Partners.

Aposta no básico

O Tin Can é conectado à tomada e inclui viva-voz, botões de discagem rápida e secretária eletrônica. O telefone, que também é vendido em várias cores vibrantes, permite fazer chamadas gratuitas entre aparelhos Tin Can e para serviços de emergência.

Os usuários também podem pagar US$ 10 por mês para ligar e receber chamadas de números externos aprovados pelos pais. O dispositivo está disponível nos Estados Unidos e no Canadá.

O Tin Can encontrou boa receptividade em um momento em que pais, educadores e legisladores buscam alternativas ao uso constante de telas. Países ao redor do mundo estudam restringir redes sociais para jovens após a Austrália aprovar uma proibição para menores de 16 anos.

Nos EUA, por sua vez, Meta e o Google, da Alphabet, perderam no mês passado um caso judicial emblemático em Los Angeles, movido por uma jovem de 20 anos que afirmou que o vício nessas plataformas alimentou problemas de saúde mental.

A família Finn recebeu o Tin Can gratuitamente como parte de uma iniciativa liderada por pais na Nativity Parish School, nos arredores de Kansas City — uma entre um número crescente de escolas que estão distribuindo o dispositivo a alunos na tentativa de conter a dependência de redes sociais desde cedo.

Escolas e pais entram na onda

Pedidos de escolas estão entre os segmentos de mercado que mais crescem para o Tin Can, segundo a empresa sediada em Seattle. A startup afirmou à Bloomberg News que tem visto uma “demanda avassaladora” por parte de instituições de ensino, com milhares de administradores nos EUA considerando compras em massa e coordenando como integrar suas comunidades à rede.

Na Nativity Parish School, cerca de 95% das famílias do jardim de infância ao quinto ano aderiram. Os alunos sabem para quem ligar anotando números em um diretório de papel — uma referência a como as pessoas faziam no século passado quando queriam telefonar para alguém.

Tracy Foster, mãe de dois alunos da escola, liderou a iniciativa.

“Para muitas pessoas, é difícil manter as crianças longe dos smartphones na prática, mas programas como esse dão mais ferramentas para que sintam que conseguem fazer isso”, afirmou. Tracy acrescentou que é mais fácil adiar o uso de smartphones para um grupo inteiro do que apenas para uma ou outra criança.

Foster afirmou que desde então recebeu mais de cem pedidos de pais interessados em replicar o programa em suas próprias escolas.

Em todo o país, a St. James’ Episcopal School, em Los Angeles, planeja distribuir um Tin Can para cada uma de suas 220 famílias na saída das aulas. A expectativa é que os alunos usem os aparelhos durante as longas férias de verão.

“Queremos que nossos alunos continuem conectados entre si e usem essa opção em vez de mensagens em grupo ou outras formas de contato que podem, às vezes, gerar sentimentos ruins ou fazer alguém se sentir excluído”, disse Jules Leyser, diretor de desenvolvimento e comunicação da escola.

O CEO Chet Kittleson, de 38 anos, fundou a Tin Can há cerca de um ano e meio em resposta à ansiedade que sentia ao organizar encontros pós-escola para seus filhos. Crescendo nos anos 1990, ele percebeu, o telefone fixo era sua rede social.

Ele acredita que a forma como as crianças se comunicam hoje — por mensagens de texto ou chamadas de vídeo — prejudica o desenvolvimento de habilidades de comunicação. Todos deveriam saber “lidar com o silêncio de uma maneira significativamente diferente”, disse, referindo-se às pausas naturais em conversas por voz.

Finn afirmou que percebeu rapidamente avanços significativos no comportamento dos filhos. “Eles são mais cuidadosos ao falar, melhores ouvintes e, no geral, mais confiantes”, disse. No entanto, seu filho do jardim de infância aprendeu da forma difícil que o número de emergência 911 funciona no Tin Can, o que resultou em uma visita surpresa à porta da família.

Kittleson atribui o sucesso inicial do Tin Can ao boca a boca e a uma crescente desconfiança em relação aos smartphones, combinada com a nostalgia de pais da geração X e dos millennials.

“Poderíamos ter criado um dispositivo moderno com aparência infantilizada”, disse Kittleson. “Mas eu queria algo imediatamente reconhecível para o comprador — o pai ou a mãe —, algo intuitivo que lembrasse uma infância mais simples, porque é isso que todos estamos buscando. Isso ajudou muito no nosso crescimento rápido.”

Segundo ele, o maior desafio agora é acompanhar o crescimento acelerado, contratar rapidamente, investir em infraestrutura e manter um serviço confiável que consiga escalar. Após um pico de instalações no dia de Natal, a empresa enfrentou falhas nos servidores e pediu desculpas pela instabilidade.

“Nosso trabalho é entregar um produto e um serviço realmente bons e confiáveis”, disse. “Acho que vamos conseguir – e chegar lá de forma sustentável”.

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Nikolas chama Jair Renan de “toupeira cega” e amplia atrito com a família Bolsonaro

24 de Abril de 2026, 19:06
Nikolas Ferreira (PL-MG) foi o deputado federal mais votado do Brasil em 2022 (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Após trocar críticas públicas com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nas últimas semanas, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a subir o tom contra os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro e chamou o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL) de “toupeira cega” em meio a uma nova troca de ataques nas redes sociais.

A troca de farpas começou após o influenciador bolsonarista Junior Japa, seguido por Carlos Bolsonaro, ironizar Nikolas por um vídeo em que aparece divulgando ações em Minas Gerais com uma camiseta branca, diferente da preta que marcou seus conteúdos de oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva. Na publicação, ele sugeriu que o deputado teria “sentido” críticas e insinuou que estaria trocando apoio político por emendas, além de não se engajar na pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Nikolas reagiu afirmando que enviaria “emenda para internar” os críticos em um hospício. Após resposta irônica de Jair Renan — que usou um meme para insinuar que o deputado havia se incomodado —, o parlamentar publicou um print da conversa e escreveu que, “se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla”, em referência ao vereador e ao influenciador, “não alcança a de uma toupeira cega”.

O episódio é mais um capítulo do desgaste entre Nikolas e o entorno da família Bolsonaro, que vem desde o início da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Nas últimas semanas, Eduardo Bolsonaro passou a criticá-lo publicamente pela falta de engajamento direto na campanha e de usar seu algoritmo contra a família.

O incômodo cresceu após aliados passarem a monitorar as redes do deputado e apontarem que ele cita pouco o nome de Flávio. A avaliação nesse grupo é que Nikolas evita colar sua imagem à candidatura para não dividir protagonismo dentro da direita.

Do lado do deputado, a leitura é outra. Ele tem dito que sua estratégia é falar para além da base bolsonarista e não apenas reforçar quem já está convencido. Em entrevista ao GLOBO, afirmou que sofre “ataques unilaterais” e criticou aliados que, segundo ele, “se acham mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro”.

— Eu nunca fomentei nenhuma briga. A pergunta que tem que ser colocada é: o que eu já fiz? Porque uma briga são dois. Isso não é uma briga, é um ataque unilateral. Qual post meu eu tenho atacando filho, esposa ou o próprio Bolsonaro? Pelo contrário, eu sou extremamente leal às ideias que o Bolsonaro carrega. Ele mesmo, na última vez que nos encontramos, falou: “Fique em paz, estou contigo”. Mas infelizmente tem alguns que se acham mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro.

Também disse que há gente que virou “expert em afastar pessoas” e defendeu que cada um tem um papel na campanha. Segundo ele, o seu é de “atacante”, tentando ampliar o alcance do discurso, enquanto outros ficam mais na mobilização da base.

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Motta cria comissão sobre fim da 6×1: veja cotados para presidência e relatoria

24 de Abril de 2026, 18:31

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou nesta sexta-feira a criação da comissão especial que irá analisar o mérito da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1. A instalação do colegiado, conforme já afirmado pelo próprio Motta, deve ocorrer na próxima semana.

A criação da comissão especial marca o avanço da principal proposta em discussão no Congresso sobre a redução da jornada de trabalho em um momento em que a paternidade da mudança está em disputa, especialmente depois do envio pelo Executivo de um projeto de lei sobre o mesmo tema.

A definição do relator e do presidente da comissão ainda está em aberto e deve ser fechada após negociações entre lideranças partidárias. Nos bastidores, parlamentares avaliam que há tendência de manutenção do atual relator da admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o deputado Paulo Azi (União Brasil-BA).

Na quinta-feira, Motta também fez referência ao nome do deputado e presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), como alguém que estaria cotado a assumir a relatoria da matéria, dada a sua familiaridade com o tema e atuação no meio sindical. O martelo, contudo, ainda não foi batido.

A comissão especial será responsável por discutir o conteúdo da proposta antes de seu envio ao plenário, o que, pela expectativa de Motta, deve ocorrer até o final de maio, apesar de haver divergência entre deputados sobre a capacidade da Casa analisar com tanta rapidez uma matéria complexa como o fim da escala 6×1.

Diferentemente da CCJ, que analisou apenas a constitucionalidade do texto, o novo colegiado deverá se debruçar sobre pontos sensíveis da medida, como o modelo de jornada a ser adotado, possíveis regras de transição e mecanismos para mitigar impactos sobre o setor produtivo.

A PEC reúne diferentes iniciativas que tratam da reorganização da jornada de trabalho, incluindo propostas que preveem a redução gradual da carga semanal e a adoção de novos formatos de escala. Entre as alternativas em debate estão modelos como a jornada de 40 horas semanais e a escala 5×2, que vêm ganhando força nas discussões e é apoiado pelo governo Lula (PT).

A tramitação ocorre em meio a um impasse com a gestão petista, que enviou ao Congresso um projeto de lei com pedido de urgência para tratar do tema. Devido à urgência, a Câmara teria até 45 dias para analisar o PL antes que travasse a pauta. Apesar disso, a PEC tem se consolidado como o principal caminho na Câmara, com apoio mais amplo entre os parlamentares.

Com a instalação da comissão especial, a expectativa é de intensificação do debate nas próximas semanas, com a realização de audiências públicas e a participação de representantes do governo, trabalhadores e setor empresarial.

Fecomércio RJ aponta ‘açodamento’

A proposta de acabar com a escala de seis dias de trabalho e um de folga, com limite de 44 horas semanais, enfrenta resistências em setores empresariais, principalmente dos setores de comércio e serviços, que são intensivos em mão de obra.

Hoje, a Fecomércio RJ divulgou uma nota em que critica o que chama de “condução açodada do debate acerca do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional, sem a devida ponderação técnica sobre seus relevantes desdobramentos econômicos, jurídicos e sociais”.

A entidade argumenta que o tema exige “análise qualificada, lastreada em dados” e menciona estudos da FGV que indicariam alta de 17,2% no custo médio do trabalho com a redução de jornada salarial sem redução de trabalho, o que demandaria a necessidade de “reestruturação operacional” das empresas.

O texto também argumenta que há também uma questão constitucional a ser examinada. A Fecomércio RJ considera que a Constituição já autoriza flexibilização da jornada de trabalho a partir de acordos coletivos entre empregado e empresas, o que já reduziu a jornada média no país para 39 horas.

“Significa que a redução da jornada não apenas é possível, como já é uma realidade, construída de forma gradual, negociada e compatível com as especificidades de cada setor econômico”, diz nota. “Não se trata de negar avanços. Trata-se de afirmar que eles devem ocorrer no ambiente adequado: a negociação coletiva. A discussão sobre jornada deve avançar, mas sem açodamento.”

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