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Butantan busca voluntários para teste de vacina da gripe para idosos

Por:Sul 21
24 de Abril de 2026, 18:40

Da Agência Brasil

O Instituto Butantan está recrutando voluntários com 60 anos ou mais, residentes de 15 municípios de nove estados brasileiros, para realizar ensaio clínico da nova vacina contra a gripe em idosos.

A nova vacina do Butantan possui uma substância em sua composição para aumentar a proteção contra a gripe em idosos, que naturalmente possuem imunidade reduzida e são mais suscetíveis a complicações da doença.

Podem participar homens e mulheres de 60 anos ou mais que estejam saudáveis ou com comorbidades tratadas, como diabetes e hipertensão, e clinicamente estáveis. Não serão aceitos indivíduos com imunodeficiência ou doenças não estabilizadas.

“A população de 60 anos ou mais enfrenta um processo chamado de imunossenescência, que faz com que a resposta protetora às infecções e às vacinas contra a gripe seja menor em comparação à população adulta ou adolescente”, explica a gestora médica de Desenvolvimento Clínico do Butantan Carolina Barbieri, responsável pelo estudo.

Em razão desta particularidade, o Instituto Butantan está desenvolvendo uma nova vacina contra a gripe. “É uma vacina aprimorada, adjuvada, a fim de gerar uma maior proteção e evitar ainda mais complicações, hospitalizações e óbitos pelo vírus influenza entre os mais velhos”, afirma Carolina Barbieri.

Os participantes voluntários serão acompanhados durante seis meses. Na primeira etapa do estudo, que teve início em janeiro de 2026, com 300 voluntários, o imunizante demonstrou um perfil de segurança satisfatório, de acordo com a avaliação do Comitê de Monitoramento de Dados e Segurança.

A nova fase amplia o número de participantes para 6,9 mil e dá continuidade à avaliação de segurança e resposta imune da vacina. Poderão participar residentes de 15 municípios brasileiros:

  • Bahia: Salvador
  • Sergipe: Laranjeiras
  • Rio Grande do Norte: Natal
  • Pernambuco: Recife
  • São Paulo: Valinhos, Serrana, São José do Rio Preto, Campinas, Ribeirão Preto, São Caetano do Sul, São Paulo.
  • Minas Gerais: Belo Horizonte
  • Espírito Santo: Vitória
  • Mato Grosso do Sul: Campo Grande
  • Rio Grande do Sul: Porto Alegre

Os interessados  deverão procurar os centros de pesquisa de seus municípios, conforme os endereços abaixo:

Nordeste

– Associação Obras Sociais Irmã Dulce – Salvador (BA)

– Centro de Pesquisas Clínicas da Universidade Federal de Sergipe (UFS) – Laranjeiras (SE)

– Instituto Atena de Pesquisa Clínica – Natal (RN)

– Plátano Centro de Pesquisa Clínica LTDA – Recife (PE)

Sudeste

– A2Z Clinical Centro Avançado de Pesquisa Clínica – Valinhos (SP)

– Centro de Pesquisa S / Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCFMRP/USP) – Serrana (SP)

– Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (FUNFARME) – São José do Rio Preto (SP)

– Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) – Campinas (SP)

– Centro de Pesquisa Clínica Santa Casa de Ribeirão Preto – Ribeirão Preto (SP)

– Núcleo de Estudos sobre Infecção Materna, Perinatal e Infantil (NEIMPI) – Ribeirão Preto (SP)

– Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) – São Caetano do Sul (SP)

– CP Quali Pesquisa Clínica – São Paulo (SP)

– Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS – São Paulo (SP)

– Centro de Terapias Avançadas e Inovadoras – CT Terapias Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – Belo Horizonte (MG)

– Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) – Belo Horizonte (MG)

– Centro de Avaliação de Medicamentos e Especialidades de Pesquisa (CENDERS) / Vitória Clinical Institute – Vitória (ES)

– Centro de Pesquisa Clínica e Diagnóstico do Espírito Santo (CEDOES) – Vitória (ES)

Centro-Oeste

– Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) – Campo Grande (MS)

Sul

– Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) – Porto Alegre (RS)

– Hospital Moinhos de Vento – Porto Alegre (RS)

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Fechamento de centro municipal para idosos preocupa usuários e cuidadores

24 de Abril de 2026, 18:27

Usuários do Centro Dia do Idoso (CDI) Nascer do Sol, na zona norte de Porto Alegre, foram surpreendidos esta semana com o comunicado de que o serviço pode fechar no dia 30 de abril. A Prefeitura da Capital mais longeva do Brasil, segundo o Censo de 2022, alega falta de recursos para gerir o espaço que funciona há 24 anos no bairro Jardim Floresta. Vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) e previsto na política do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o CDI é co-financiado pelos governos federal e municipal.

O fotógrafo Cláudio Neves leva diariamente a mãe, de 85 anos, até o CDI. Nessa rotina há cerca de três anos, ele observa o sucateamento gradual do serviço. “A partir de abril do ano passado, eles começaram a não mandar mais van, porque até então os idosos contavam com um sistema de transporte para ir até o Centro. Também não colocam mais as refeições, porque começou a faltar cozinheiras”, detalha.

O CDI Norte ficava aberto das 8h às 17h. Hoje, atende só até o meio-dia. Com a piora do serviço, o número de usuários, que já chegou a 25, hoje está em 17.

Cláudio relembra que, em reunião no último mês de setembro, a SMAS prometeu que seriam anunciados cerca de R$ 400 mil ao CDI. Mas o montante não veio, e o atendimento só regrediu. Agora faltam, inclusive, monitores para os idosos. “Os idosos dançam, têm aula de pintura, tem de tudo ali. Tem psicólogo, antes tinha sempre duas cozinheiras, uma era nutricionista. Mas foi desmantelado”, lamenta. “E o amparo não era só aos idosos, mas também aos cuidadores. A população de Porto Alegre está envelhecendo, e isso também implica o crescimento do número de cuidadores”.

Na última quinta-feira (23), o Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) debateu o fechamento do CDI em reunião. Cláudio estava lá. Ele relata que os representantes da SMAS apontaram o Centro de Referência Centro de Referência de Assistência Social (Cras) como alternativa para os usuários. “Mas o Cras não é para isso, é de atenção básica. O Cras daqui é bem pequeno, e só funciona nas terças para idosos. Já o CDI é de média complexidade”, argumenta o fotógrafo.

Também durante a reunião, a SMAS elencou a dificuldade para licitar o serviço de transporte e alimentação como justificativa para o fechamento do CDI. “Estão falando isso há mais de um ano. Parece que querem mesmo fechar, por algum motivo”, afirma Cláudio. Ele estranha a decisão porque o prédio do CDI foi reformado recentemente. “Foi um desmonte que aconteceu. Não sei qual o destino que querem dar a essa unidade”.

Contatado pelo Sul21, o CMAS informou que recebeu os idosos e familiares, que trouxeram grande preocupação quanto ao possível fechamento do serviço. “Diante da situação, realizamos imediatamente reunião da executiva do CMAS com representante da SMAS, na qual foi reafirmada a importância da manutenção do serviço em funcionamento. Nesse sentido, o CMAS agilizou a liberação de recursos para garantir a continuidade das atividades ao longo deste ano, comprometendo-se também a avaliar e encaminhar a utilização de recursos reprogramados para o próximo exercício. Além disso, o CMAS realizará reunião com o governo municipal para assegurar a permanência do Centro-Dia do Idoso na Zona Norte, garantindo o atendimento à população idosa. Não podemos admitir o fechamento de serviços essenciais para quem mais precisa”, diz a nota enviada à reportagem.

Já a SMAS não respondeu às tentativas de contato do Sul21.

Ampliação dos CDI consta em plano da gestão municipal

Porto Alegre possui dois CDIs, um na região Norte e outro na região Sul. Ambos têm o objetivo de oferecer atendimento especializado às pessoas idosas com algum grau de dependência, que tiveram suas limitações agravadas por risco ou violação de direitos. O da zona norte foi pioneiro no Brasil e um dos primeiros na América Latina.

O Plano Plurianual (PPA) 2026-2029, estabelecido pela Prefeitura de Porto Alegre, cita a implantação de novos CDIs no município. A meta apresentada para o período é dobrar o número de centros a fim de atender um total de 235 pessoas. Para tanto, o montante a ser aplicado pelo Executivo até 2029 seria de R$ 9,2 milhões, sendo R$ 1,3 milhão somente em 2026.

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Entenda o que é broncopneumonia, a doença que levou Bolsonaro à UTI

13 de Março de 2026, 14:52
Inflamação pulmonar causada por broncopneumonia. Foto: Divulgação

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou por exames no Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar sintomas respiratórios e queda na oxigenação. O diagnóstico preliminar indicou broncopneumonia, uma infecção inflamatória que atinge pulmões e brônquios e pode comprometer a respiração.

A broncopneumonia é um tipo de infecção pulmonar que começa nos bronquíolos, pequenas ramificações das vias aéreas, e pode se espalhar para diferentes regiões dos pulmões. Diferentemente de algumas pneumonias localizadas, esse quadro costuma atingir vários pontos ao mesmo tempo, provocando inflamação e acúmulo de secreção nas vias respiratórias, o que dificulta a passagem de ar e reduz a oxigenação do sangue.

A doença pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos. Em muitos casos, surge após a aspiração de secreções ou partículas para as vias aéreas, situação conhecida como pneumonia por aspiração. Quando esse material não é eliminado pela tosse, pode desencadear infecção.

Quando a inflamação atinge bronquíolos e alvéolos, ocorre a broncopneumonia. O processo inflamatório faz com que os pulmões fiquem preenchidos por secreção, células inflamatórias e produtos da infecção, como o pus. Isso reduz a capacidade de troca de oxigênio e pode provocar falta de ar, queda na saturação e sensação de cansaço intenso.

Entre os sintomas mais comuns estão febre, tosse, dor no peito, calafrios, sudorese, fraqueza, mal-estar geral e dificuldade para respirar. Em casos mais graves, pode ocorrer redução da oxigenação do sangue, o que exige tratamento hospitalar e, em algumas situações, internação em unidade de terapia intensiva.

Bolsonaro sendo levado para o hospital. Foto: Divulgação

Relatos médicos indicam que o quadro que levou ao atendimento de Bolsonaro incluiu febre alta, calafrios, vômitos e queda da saturação de oxigênio, além de episódio de broncoaspiração, quando líquidos ou secreções entram nas vias respiratórias. O primeiro atendimento ocorreu ainda durante a madrugada, antes da transferência para o hospital.

Exames laboratoriais e de imagem confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral. O tratamento costuma incluir antibióticos, hidratação, oxigênio suplementar e repouso. Dependendo da gravidade, pode ser necessária internação para monitoramento da respiração e prevenção de complicações.

Especialistas explicam que broncopneumonia e pneumonia são quadros semelhantes. “Pneumonia e broncopneumonia podem ser consideradas como sinônimos por terem diferenças muito sutis”, afirmou o pneumologista Gustavo Prado. Segundo ele, uma das complicações possíveis é a insuficiência respiratória, situação que pode exigir ventilação mecânica e cuidados intensivos para manter a oxigenação adequada.

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