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Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

27 de Março de 2026, 16:10
Windows 11
PCs com Windows registram mais falhas do que Macs (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • PCs com Windows travam 3,1 vezes mais e têm falhas 7,5 vezes mais frequentes que Macs.
  • Os dados são de um levantamento da empresa de software Omnissa, que também revela que Macs têm vida útil, em média, dois anos maior.
  • Dispositivos com Windows também registram atrasos em atualizações e maior exposição a falhas, segundo a pesquisa.

A diferença de estabilidade entre computadores com Windows e macOS sempre foi uma questão. Agora, uma nova pesquisa indica que PCs com o sistema da Microsoft podem travar até três vezes mais do que computadores com o sistema da Apple. O levantamento, feito pela empresa de software Omnissa, também aponta disparidades em segurança e durabilidade entre os dispositivos.

Os dados fazem parte do relatório Estado do Espaço de Trabalho Digital em 2026, com base em informações coletadas ao longo de 2025 em setores como saúde, educação, finanças e governo. O estudo também afirma que o avanço da inteligência artificial e a diversidade de dispositivos utilizados nas empresas ampliam os desafios para equipes de tecnologia.

Windows x Mac

Segundo o levantamento, dispositivos com Windows apresentaram uma taxa significativamente maior de interrupções. Em média, esses computadores foram forçados a desligar ou reiniciar 3,1 vezes mais do que máquinas com macOS.

Além disso, programas no Windows travaram com frequência superior: cerca de 7,5 vezes mais do que aplicativos no sistema da Apple. Quando ocorriam falhas, também era mais comum que os softwares precisassem ser reiniciados para voltar a funcionar.

Outro ponto destacado é a vida útil dos equipamentos. Macs costumam ser substituídos a cada cinco anos, enquanto PCs com Windows têm um ciclo médio de três anos. A diferença também aparece no desempenho térmico: dispositivos com chips da Apple operam, em média, a 40,1 °C, enquanto máquinas com processadores Intel chegam a 65,2 °C.

Fotografia colorida mostra um MacBook Neo de cor verde sobre uma bancada, em exposição.
MacBook Neo é o mais novo laptop da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que explica essas diferenças?

O relatório afirma que a fragmentação do ecossistema Windows é um dos principais fatores. A variedade de fabricantes, configurações e versões do sistema dificulta a padronização de atualizações e correções de segurança.

Esse cenário se reflete em atrasos na aplicação de patches. Em setores como saúde, mais da metade dos dispositivos com Windows e Android estavam até cinco versões de sistema operacional atrás, o que aumenta a exposição a falhas e ataques.

Na educação, o problema também aparece em outra frente: mais da metade dos dispositivos analisados não contava com criptografia ativa, colocando em risco dados de alunos e instituições.

Ao mesmo tempo, o estudo chama atenção para o crescimento acelerado do uso de ferramentas de inteligência artificial no ambiente corporativo. A adoção aumentou quase dez vezes em diferentes sistemas, impulsionada tanto por soluções oficiais quanto por aplicativos instalados pelos próprios funcionários, como ChatGPT e Google Gemini.

Esse movimento, muitas vezes fora do controle das equipes de TI, pode ampliar vulnerabilidades e dificultar ainda mais a gestão de segurança nas empresas.

Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

MacBook Neo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Wikipédia proíbe uso de IA para criar e reescrever artigos

27 de Março de 2026, 14:52
Wikipédia (Imagem: Kristina Alexanderson/Flickr)
Wikipédia passa a restringir uso de inteligência artificial (imagem: Kristina Alexanderson/Flickr)
Resumo
  • Wikipédia proibiu o uso de LLMs para criar ou reescrever artigos, após votação com 40 votos a favor e 2 contra.
  • A decisão foi motivada devido à alta de problemas de qualidade nos textos gerados por IA.
  • Desde o ano passado, editores já tinham acesso à exclusão rápida de artigos ruins gerados por essas ferramentas.

A comunidade de editores da Wikipédia aprovou uma nova diretriz que limita o uso de inteligência artificial na plataforma. Segundo o site 404 Media, a decisão foi tomada em 20 de março e veta a utilização de modelos de linguagem (LLMs) para criar ou reescrever artigos na enciclopédia colaborativa.

A medida surge após meses de discussões internas e uma sequência de tentativas anteriores de regulamentar o uso dessas ferramentas na plataforma. O avanço de conteúdos gerados por IA, muitas vezes com falhas ou inconsistências, pressionou voluntários a estabelecer regras mais rígidas.

Por que a Wikipédia proibiu o uso de LLMs?

Captura de tela mostra a página do artigo da Wikipédia sobre a própria Wikipédia
Wikipédia foi lançada em 2001 (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

A nova diretriz defende que o principal problema está na qualidade do conteúdo gerado automaticamente. “O texto gerado por grandes modelos de linguagem (LLMs) frequentemente viola várias das políticas de conteúdo principais da Wikipédia”, escrevem os editores. “Por esse motivo, o uso de LLMs para gerar ou reescrever o conteúdo de artigos é proibido, exceto pelas exceções mencionadas abaixo”.

A votação teve ampla maioria favorável, com 40 votos a 2. Ainda assim, a política não impede totalmente o uso de IA. Os editores podem recorrer às ferramentas para sugerir ajustes simples em textos próprios, desde que haja revisão humana e que o sistema não produza conteúdo novo de forma autônoma.

A diretriz também alerta para riscos adicionais. Segundo o documento, é “necessário cautela, pois os LLMs podem ir além do que foi solicitado e alterar o significado do texto, de forma que ele não seja sustentado pelas fontes citadas”. Em traduções entre idiomas, por exemplo, o uso de IA deve seguir orientações específicas para evitar distorções.

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
Wikipédia ainda permite IA em traduções, desde que sejam revisadas (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Editores já podiam excluir artigos de IA rapidamente

O debate interno foi impulsionado pelo aumento de problemas relacionados à IA. Relatos administrativos envolvendo erros gerados por essas ferramentas se tornaram mais frequentes, sobrecarregando a equipe de voluntários responsável pela revisão de conteúdo.

Em agosto do ano passado, a organização aprovou a exclusão rápida de artigos ruins gerados por IA. A atual proposta, de proibição, foi elaborada com apoio de grupos como o WikiProject AI Cleanup, dedicado a identificar e remover conteúdos problemáticos criados por sistemas automatizados.

Ao mesmo tempo, a Wikimedia Foundation e os próprios editores evitam uma proibição total da tecnologia, reconhecendo que ferramentas automatizadas já fazem parte do funcionamento da plataforma.

Wikipédia proíbe uso de IA para criar e reescrever artigos

Wikipédia (Imagem: Kristina Alexanderson/Flickr)

Wikipédia foi lançada em 2001 (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

iFood aposta em IA e melhora busca por itens específicos

27 de Março de 2026, 08:45
Ilustração de celular na mão com o logo do iFood na tela
iFood usa inteligência artificial para tornar buscas mais precisas no app (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O iFood atualizou o sistema de busca com inteligência artificial, reduzindo em 20% o tempo médio entre pesquisa e pedido.
  • A busca agora reconhece termos mais específicos, exibindo resultados alinhados à intenção do cliente, com suporte a mais de 20 modelos de IA.
  • A taxa de conversão aumentou mais de 10% entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, com filtros dinâmicos adaptando-se ao tipo de busca.

O iFood anuncia nesta sexta-feira (27) mudanças no sistema de busca do app, com o objetivo de tornar a navegação mais eficiente para os clientes. A empresa passou a usar inteligência artificial para refinar os resultados e facilitar a localização de itens dentro do aplicativo.

O iFood revelou ao Tecnoblog que o tempo médio entre a pesquisa e a finalização de um pedido caiu cerca de 20%, porém sem informar os números absolutos. A novidade já está disponível para todos os clientes da plataforma, tanto no Android quanto no iPhone.

O que muda na busca do iFood?

A principal alteração está na forma como o sistema interpreta os termos digitados. Antes focado em buscas mais genéricas, o app agora reconhece pedidos mais específicos, exibindo resultados alinhados à intenção do cliente.

Na prática, os clientes que antes pesquisavam por “pizza” agora podem buscar por “pizza de calabresa com queijo” ou “pizza pequena”. Os exemplos compartilhados conosco incluem “fralda infantil XG” (em vez de apenas “fralda”), “Coca-Cola Zero 2L” e “picolé diet”.

A mudança é sustentada por mais de 20 modelos de inteligência artificial, que priorizam a exibição direta de produtos, e não apenas de estabelecimentos.

Como a IA impacta os pedidos?

Nova busca do iFood destaca produtos específicos e usa filtros dinâmicos.
Nova busca do iFood destaca produtos específicos e usa filtros dinâmicos (imagem: divulgação/iFood)

Além disso, o iFood implementou filtros dinâmicos, que se adaptam ao tipo de busca. Ao procurar por pizza, por exemplo, o cliente pode filtrar rapidamente por sabor, tamanho ou promoções. Já em buscas por hambúrguer, surgem opções relacionadas a tipos de proteína. Em produtos como fraldas, os filtros priorizam tamanho e marca.

O avanço está ligado ao uso de modelos de busca semântica e de intenção, capazes de interpretar com mais precisão o que o cliente deseja encontrar. Além de simplificar a jornada de compra, a empresa afirma que a mudança também amplia a visibilidade dos produtos oferecidos por parceiros.

Os efeitos da nova busca já aparecem em indicadores internos. A taxa de conversão — clientes que pesquisam e concluem a compra — cresceu mais de 10% na comparação entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026.

iFood aposta em IA e melhora busca por itens específicos

Código de confirmação do iFood é essencial para o login (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Nova busca do iFood destaca produtos específicos e usa filtros dinâmicos (imagem: divulgação/iFood)

Nintendo muda política de preços no Switch 2 e diferencia versões digitais e físicas

26 de Março de 2026, 16:26
Nintendo Switch (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Nintendo passará a adotar preços diferentes para jogos digitais e físicos no Switch 2 a partir de maio de 2026 (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • A Nintendo mudará a política de preços no Switch 2 a partir de maio de 2026, diferenciando versões digitais e físicas.
  • A versão digital de “Yoshi and the Mysterious Book” custará R$ 329,90 na eShop, refletindo custos menores de distribuição.
  • Varejistas têm liberdade para definir preços finais, enquanto a Nintendo sugere valores diferentes para cada formato.

A Nintendo anunciou uma mudança na forma como vai precificar seus jogos no Nintendo Switch 2. Segundo comunicado oficial nesta quarta-feira (25), os títulos poderão ter preços sugeridos diferentes conforme o formato, separando versões digitais e físicas.

A mudança passa a valer já em maio, no período de pré-venda de Yoshi and the Mysterious Book, primeiro exemplo prático do novo modelo. No Brasil, a versão digital do jogo aparece listada por R$ 329,90 na eShop, valor abaixo do que vinha sendo praticado em lançamentos recentes da companhia.

Por que a Nintendo mudou os preços?

De acordo com a empresa, a decisão está relacionada aos custos distintos entre os formatos. Produção, logística e distribuição de mídias físicas tendem a encarecer o produto final, enquanto o modelo digital elimina parte dessas etapas.

Em comunicado, a Nintendo afirmou que “a partir de maio de 2026, a começar pelas reservas de Yoshi and the Mysterious Book, os novos títulos digitais lançados exclusivamente para o Nintendo Switch 2 terão um preço sugerido diferente do das versões físicas”.

Apesar disso, a companhia reforça que o conteúdo oferecido permanece o mesmo, independentemente da escolha do consumidor. Segundo a empresa, “os jogos da Nintendo oferecem as mesmas experiências, seja em formato físico ou digital”, e a mudança “reflete os diferentes custos associados à produção e distribuição de cada formato”, além de oferecer mais opções de compra.

Yoshi and the Mysterious Book é o primeiro jogo a refletir a nova política de preços da Nintendo no Switch 2.
Yoshi and the Mysterious Book é o primeiro jogo a refletir a nova política de preços da Nintendo no Switch 2 (imagem: divulgação/Nintendo)

Os preços serão iguais nas lojas?

A Nintendo indica apenas valores sugeridos, enquanto varejistas continuam livres para definir os preços finais, tanto em lojas físicas quanto digitais. Como destaca a empresa, “nossos parceiros do varejo definem seus próprios preços para jogos físicos e digitais, e os preços de cada título podem variar”.

A mudança reflete uma diferenciação maior entre os formatos, especialmente no ambiente digital, onde os custos de distribuição tendem a ser menores.

Com informações da Nintendo e Project N

Nintendo muda política de preços no Switch 2 e diferencia versões digitais e físicas

Nintendo Switch (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Yoshi and the Mysterious Book é o primeiro jogo a refletir a nova política de preços da Nintendo no Switch 2 (imagem: divulgação/Nintendo)

OpenAI recua e suspende chatbot erótico por tempo indeterminado

26 de Março de 2026, 16:19
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI suspendeu o mecanismo de interações eróticas no chatbot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI suspendeu o projeto de chatbot erótico devido a críticas internas e pressão de investidores.
  • Desafios técnicos e regulatórios teriam dificultado a implementação segura do “modo adulto”.
  • Segundo o Financial Times, preocupações sobre os riscos emocionais e exposição de menores a conteúdos sensíveis também pesaram na decisão.

A OpenAI decidiu suspender, sem prazo definido, os planos de lançar um chatbot com interações eróticas. A iniciativa, que vinha sendo discutida internamente, acabou deixada de lado após preocupações levantadas por funcionários e investidores, segundo informações do Financial Times.

A proposta previa um “modo adulto” dentro do ChatGPT, mas o projeto passou a enfrentar resistência. As principais queixas, segundo o jornal, envolvem o risco de incentivar vínculos emocionais com sistemas de IA e a possibilidade de exposição indevida de menores a conteúdos sensíveis.

Por que o projeto foi interrompido?

A decisão estaria ligada à falta de estudos conclusivos sobre os efeitos de interações com conteúdo sexual em sistemas de inteligência artificial. Ao jornal, a OpenAI afirmou que pretende aprofundar pesquisas antes de tomar qualquer decisão definitiva, destacando que ainda não há “evidência empírica” suficiente sobre o tema.

Internamente, o projeto também teria gerado desconforto. Parte da equipe questionou se a criação de um produto com apelo romântico ou sexual estaria alinhada à missão da empresa. “A IA não deveria substituir seus amigos ou sua família; você deve ter conexões humanas”, disse um ex-funcionário que, segundo o Financial Times, deixou a empresa por esse problema.

Além disso, houve pressão de investidores, que avaliaram os riscos reputacionais e o retorno financeiro limitado da iniciativa. Vale lembrar que, na terça-feira (24/03), a OpenAI decidiu encerrar de forma abrupta o Sora, sua ferramenta de vídeos de IA.

Limites técnicos e legais

A criação de um modelo voltado a interações adultas também teria esbarrado em desafios técnicos. Sistemas de IA costumam ser treinados para evitar esse tipo de conteúdo, o que dificulta reverter essas restrições com segurança.

Um dos principais pontos seria a verificação de idade para acesso ao modo adulto. Soma-se a isso a pressão regulatória: casos envolvendo conteúdos prejudiciais a menores já levaram a OpenAI à Justiça.

Concorrentes também enfrentam críticas ao explorar recursos semelhantes. A xAI, por exemplo, foi alvo de reações negativas após o Grok gerar imagens sensíveis envolvendo pessoas reais.

OpenAI recua e suspende chatbot erótico por tempo indeterminado

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta faz nova rodada de demissões para priorizar IA

26 de Março de 2026, 14:50
Ilustração com a marca da Meta e o avatar de Mark Zuckerberg
Meta promove cortes em diferentes áreas da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta realizou demissões em várias áreas, incluindo Reality Labs, para focar em inteligência artificial.
  • Segundo a CNBC, a empresa ofereceu a alguns funcionários a chance de mudar de função, mas exigindo mudança de cidade.
  • A Meta continua investindo em dispositivos vestíveis e soluções de IA, mas tem abandonado gradualmente o metaverso.

A Meta iniciou uma nova rodada de demissões que afeta centenas de funcionários em diferentes áreas da companhia, incluindo operações globais, recrutamento, vendas, Facebook e a divisão de realidade virtual Reality Labs, segundo informações da CNBC.

Os cortes acontecem em um momento de reestruturação interna, com a empresa redirecionando recursos para inteligência artificial. Segundo o jornal, parte dos colaboradores impactados recebeu oferta para migrar de função dentro da companhia, embora algumas dessas oportunidades exijam mudança de cidade.

Funcionários orientados a trabalhar de casa

Segundo o Business Insider, alguns funcionários foram orientados a trabalhar remotamente, em meio à iminência de demissão. De acordo com um porta-voz da empresa, as “equipes da Meta se reestruturam ou implementam mudanças regularmente para garantir que estejam na melhor posição para atingir seus objetivos”.

Nos últimos meses, a Meta já vinha sinalizando mudanças: a movimentação faz parte de um ajuste na estratégia da empresa, que vem priorizando investimentos em IA para competir com rivais como OpenAI, Google e Anthropic.

De acordo com a CNBC, em janeiro, a companhia cortou mais de mil postos ligados à Reality Labs, o equivalente a cerca de 10% da unidade responsável por produtos como os headsets Quest e a plataforma Horizon Worlds.

Além disso, há relatos de que a empresa estuda medidas mais amplas de redução de custos, com estimativas indicando a possibilidade de cortes que poderiam atingir uma parcela significativa da força de trabalho global.

O que acontece com a Reality Labs?

A divisão Reality Labs, voltada ao desenvolvimento de realidade virtual e aumentada, tem sido uma das mais impactadas pelas mudanças. A Meta, inclusive, tem abandonado cada vez mais o metaverso.

Ao mesmo tempo, a Meta segue investindo em outras áreas consideradas estratégicas, como dispositivos vestíveis e soluções baseadas em IA. A divisão de wearables — que inclui óculos inteligentes e iniciativas de realidade aumentada — é considerada uma das áreas estratégicas de investimento da empresa.

Outro ponto relevante é a criação de novos pacotes de remuneração em ações para executivos de alto escalão, como forma de retenção em meio ao reposicionamento da empresa. Segundo a Meta, esses incentivos estão atrelados ao desempenho futuro e só terão valor caso metas ambiciosas sejam atingidas.

Meta faz nova rodada de demissões para priorizar IA

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Empresa realizou cortes em várias áreas, incluindo a Reality Labs. Funcionários teriam sido orientados a trabalhar de casa sob risco iminente de demissão.

Meta e avatar de Mark Zuckerberg (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Siri com IA pode ganhar app próprio e estrear em junho

25 de Março de 2026, 13:42
ilustração sobre a assistente virtual Siri
Apple prepara nova fase da Siri com integração à Apple Intelligence (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple deve lançar uma nova versão da Siri com inteligência artificial em um aplicativo próprio com interface de chatbot.
  • Segundo Mark Gurman, a novidade deve ser revelada em 8 de junho.
  • A nova Siri usará modelos de IA da família Gemini do Google e deve melhorar a curadoria de notícias no Apple News.

Após atrasos, a Apple pode finalmente apresentar uma reformulação significativa da Siri. A nova versão da assistente pode chegar nos próximos meses, com foco em inteligência artificial e maior integração com seus sistemas. Entre as mudanças, a empresa deve anunciar um aplicativo próprio, com interface de chatbot.

A informação é de Mark Gurman, da Bloomberg. Segundo ele, a novidade deve ser revelada durante a Worldwide Developers Conference (WWDC), marcada para 8 de junho. A nova fase faz parte da reestruturação da plataforma Apple Intelligence, que busca reposicionar a Siri como um agente digital mais completo.

O que deve mudar com a nova Siri?

A principal transformação está na evolução da Siri para um sistema mais integrado ao ecossistema da Apple. A assistente deverá conseguir controlar aplicativos, acessar dados pessoais — como e-mails, mensagens e anotações — e realizar ações diretamente dentro dos apps.

Até agora, a notícia mais recente e mais importante sobre a assistente é a confirmação de que ela usará modelos de inteligência artificial da família Gemini, desenvolvida pelo Google.

Além disso, a Siri também deve aprimorar a curadoria de notícias, com resumos mais completos baseados no conteúdo do Apple News. Segundo Gurman, a ideia seria tornar a assistente uma ferramenta mais útil no dia a dia, reunindo informações em um único ambiente.

Siri com chatbot

Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Nova Siri deve ampliar funções dentro de apps (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Uma das principais mudanças em teste é a criação de um aplicativo próprio da Siri. Esse app deve funcionar de forma independente e apresentar uma interface semelhante a chats, permitindo interações por texto e voz.

Gurman afirma que o novo formato incluirá histórico de conversas, busca por interações antigas e possibilidade de iniciar novos diálogos. Também será possível enviar arquivos, como documentos e imagens, para análise — algo já comum em plataformas como o ChatGPT.

Apesar da mudança, a Apple não deve posicionar oficialmente a Siri como um chatbot. Ainda assim, a experiência tende a se aproximar desse modelo, com conversas contínuas e respostas mais contextualizadas.

Além disso, a empresa testa integrar a Siri à Dynamic Island, no topo da tela dos iPhones mais recentes, além de substituir o sistema de busca Spotlight por uma versão mais inteligente da assistente. Também está em desenvolvimento um botão “Ask Siri” em aplicativos nativos, permitindo enviar conteúdos diretamente para análise.

Após muitos atrasos e tropeços com a nova Siri, a expectativa é que parte das novidades chegue ainda este ano, enquanto outras sejam liberadas gradualmente.

Siri com IA pode ganhar app próprio e estrear em junho

Saiba como funciona a Siri, assistente virtual disponível em dispositivos da Apple (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IA vai reduzir jornada de trabalho sem afetar salários, diz bilionário

24 de Março de 2026, 17:39
Mark Cuban, empresário e investidor, afirma que IA pode reduzir a jornada de trabalho sem cortar salários.
IA vai reduzir a jornada de trabalho, afirma o bilionário Mark Cuban (imagem: reprodução)
Resumo
  • O bilionário Mark Cuban afirma que a inteligência artificial permitirá reduzir a jornada de trabalho em até uma hora diária, sem afetar salários.
  • Cuban acredita que empresas adotarão políticas formais para encurtar o expediente, devolvendo o tempo economizado com automação aos funcionários.
  • Ele destaca que o uso de agentes de IA dentro das empresas será crucial para aumentar a produtividade.

A inteligência artificial pode provocar uma mudança direta na rotina de trabalho nos próximos anos. Para o empresário bilionário e investidor Mark Cuban, a tecnologia vai permitir que empresas reduzam a carga horária diária sem impacto nos salários.

A avaliação foi publicada pelo próprio investidor no X/Twitter. De acordo com Cuban, as companhias devem adotar políticas formais para encurtar o expediente. A ideia, segundo ele, é que o tempo economizado com automação seja devolvido aos funcionários.

Menos trabalho e mais IA

Smart, bigger companies will enable their employees to create and use agents (within security guardrails ), improve their productively but MOST IMPORTANTLY, they will reduce their work day by an hour to start. Same pay.

Reward people doing the daily with more time.

I get… https://t.co/jmuc2qqvIG

— Mark Cuban (@mcuban) March 22, 2026

Na visão de Cuban, o uso de agentes de IA dentro das empresas será determinante para essa transformação. “Empresas maiores e mais inteligentes vão permitir que seus funcionários criem e utilizem agentes (dentro de limites de segurança), aumentando sua produtividade”, escreveu. “Mas, mais importante, elas vão reduzir a jornada de trabalho em uma hora, para começar. Com o mesmo salário”.

O empresário também observa que o trabalho remoto já alterou, na prática, o controle rígido de horários. Ainda assim, acredita que empresas mais estratégicas devem oficializar essa mudança. “É um passo que define o tom dentro de uma empresa”, afirmou.

A análise parte da experiência do próprio Cuban com tecnologia. Além de ser um dos donos do clube de basquete Dallas Mavericks, ele é conhecido por investimentos em startups e por ter vendido a Broadcast.com por bilhões.

Cuban afirma já ter utilizado dezenas de aplicativos de IA em sua rotina de trabalho, o que teria lhe dado uma visão concreta sobre o potencial de economia de tempo proporcionado por essas ferramentas.

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
IA pode ser usada para automatizar tarefas (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Fim do modelo tradicional de trabalho?

A revista Fortune lembra que o modelo clássico de trabalho, de 40 horas semanais e popularizado por Henry Ford, pouco mudou ao longo do tempo. No entanto, o trabalho remoto e os hábitos pós-pandemia fizeram profissionais reorganizarem suas rotinas, diminuindo o ritmo no fim do dia e adaptando horários para equilibrar produtividade e compromissos pessoais.

Para Cuban, reduzir a jornada sem cortar salários poderia ser um benefício, mas também uma forma de devolver aos trabalhadores o tempo economizado com o uso de IA. O discurso, vale lembrar, dialoga com as declarações de Elon Musk meses atrás.

Será?

IA vai reduzir jornada de trabalho sem afetar salários, diz bilionário

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

EUA proíbem venda de roteadores estrangeiros no país

24 de Março de 2026, 15:22
Ilustração mostra um roteador branco com o símbolo do Wi-Fi ao centro, em cor azul. O fundo da imagem é verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Decisão da FCC restringe venda de roteadores estrangeiros nos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • FCC proibiu a venda e importação de roteadores estrangeiros nos EUA, citando riscos à segurança nacional.
  • Medida deve afetar a oferta de equipamentos, pois a maioria dos roteadores usados nos EUA é produzida no exterior.
  • A regra considera “produto estrangeiro” qualquer dispositivo com etapas de produção fora dos EUA, impactando a disponibilidade dos dispositivos.

Uma nova decisão da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) deve mudar o cenário do mercado de internet doméstica nos Estados Unidos. A agência, equivalente à Anatel no Brasil, determinou a proibição da venda e importação de roteadores fabricados fora do país, alegando riscos à segurança nacional.

A medida tem amplo alcance, já que a maioria dos equipamentos utilizados por consumidores americanos é produzida no exterior. Além disso, a regra pode ter reflexos indiretos para brasileiros que costumam viajar aos EUA e trazer roteadores na volta, já que a disponibilidade de modelos no país tende a ser reduzida.

Por que os roteadores foram alvo da restrição?

A decisão segue uma linha semelhante a ações recentes do governo americano envolvendo dispositivos eletrônicos. No ano passado, drones estrangeiros também passaram por restrições após serem classificados como potenciais ferramentas de vigilância.

Segundo o órgão regulador, roteadores produzidos fora dos Estados Unidos representam vulnerabilidades relevantes. A agência afirma que esses dispositivos “representam riscos inaceitáveis para a segurança nacional dos Estados Unidos ou para a segurança e proteção de cidadãos americanos”.

A justificativa inclui dois pontos principais: o risco de falhas na cadeia de suprimentos e possíveis brechas de cibersegurança. As autoridades avaliam que esses dispositivos poderiam ser explorados para comprometer infraestruturas críticas ou causar danos diretos a usuários.

O alerta ganhou força após a descoberta de ataques recentes envolvendo milhares de roteadores comprometidos por botnets. Modelos de marcas conhecidas, como Asus, Cisco, D-Link e Linksys, foram citados entre os alvos.

O que muda para consumidores e mercado?

A regra é abrangente porque considera como “produto estrangeiro” qualquer dispositivo que tenha etapas relevantes de produção fora dos EUA, incluindo fabricação, montagem, design ou desenvolvimento. Isso amplia significativamente o número de equipamentos afetados.

Na prática, empresas até podem tentar provar que seus produtos são seguros para obter exceções. Ainda assim, a tendência é que esse processo seja difícil de viabilizar no curto prazo.

Apesar da proibição, o uso de roteadores já adquiridos continua permitido. Ou seja, consumidores nos EUA não precisarão substituir imediatamente seus aparelhos atuais.

O impacto mais imediato deve ocorrer na oferta de novos dispositivos. Como a produção local ainda não atende à demanda, provedores de internet podem enfrentar dificuldades para fornecer equipamentos a novos clientes. Isso pode gerar atrasos ou limitar opções para quem pretende contratar ou trocar de serviço.

EUA proíbem venda de roteadores estrangeiros no país

Roteador Wi-Fi (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Wozniak diz usar pouco IA e critica respostas “secas e perfeitas”

24 de Março de 2026, 15:10
Steve Wozniak (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)
Steve Wozniak, cofundador da Apple, critica respostas de IA e diz preferir interações mais humanas (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)
Resumo
  • O cofundador da Apple Steve Wozniak critica a inteligência artificial por respostas “secas e perfeitas” e falta de compreensão emocional.
  • Wozniak expressa preocupação com a confiabilidade e a capacidade da IA de entender o ponto central das perguntas.
  • O ícone da tecnologia acredita que a IA ainda está longe de substituir a experiência humana devido à complexidade do cérebro e das emoções.

O cofundador da Apple, Steve Wozniak, afirmou que raramente utiliza ferramentas de inteligência artificial e demonstrou ceticismo em relação à tecnologia. Em entrevista à CNN e ao programa The Claman Countdown, da Fox Business, ele foi questionado sobre o impacto da IA e destacou mais preocupações do que entusiasmo.

Para Wozniak, um dos principais problemas está na forma como os sistemas respondem às perguntas. Ele afirma que as respostas costumam ser detalhadas, mas nem sempre atendem ao que realmente busca — além de serem, em muitos casos, “secas e perfeitas”, o que considera distante de uma interação humana.

O que incomoda Wozniak na inteligência artificial?

Ao comentar sua experiência com ferramentas baseadas em IA, o executivo afirmou que as respostas costumam ser extensas, mas pouco alinhadas ao ponto central da pergunta. “Eu faço uma pergunta onde uma palavra-chave é o ponto principal, a direção que quero seguir, e a IA retorna várias explicações claras sobre o assunto, mas não sobre o que realmente me interessa”, disse.

Ele também criticou o estilo das respostas, que considera excessivamente técnico e distante, afirmando que elas são “secas e perfeitas”, e que prefere algo vindo de um ser humano, o que o deixa frequentemente decepcionado.

Outro aspecto levantado por Wozniak é a falta de confiabilidade. Após testar diferentes modelos, ele afirmou que nem sempre consegue obter respostas diretas ou consistentes. “Quero um conteúdo confiável sempre. Não sou fã de IA”, disse.

Além disso, o engenheiro destacou a ausência de características humanas nas interações, dizendo que gostaria de saber que “um ser humano como eu está pensando, entendendo o que eu posso sentir e compreendendo emoções”.

A IA pode substituir humanos no futuro?

Saiba o que é e como funciona o Apple Intelligence
Apple também avança em IA com o Apple Intelligence, apesar de desafios na implementação (imagem: João Vitor Nunes/Tecnoblog)

Apesar das críticas, Wozniak reconheceu que a tecnologia tende a evoluir. Ainda assim, avalia que há um longo caminho até que sistemas consigam reproduzir aspectos essenciais da experiência humana. “Não entendemos suficientemente bem como o cérebro funciona para chegar ao ponto de substituir o ser humano, ter emoções, se importar com as coisas, querer ajudar os outros e ser uma boa pessoa”, afirmou.

Ele pondera que não é possível descartar completamente avanços mais profundos no futuro, incluindo sistemas mais sofisticados, que possam “entender você da mesma forma que outro ser humano entenderia”.

A posição cautelosa contrasta com a visão de outros nomes do setor. Executivos como Sundar Pichai, Tim Cook e Satya Nadella já afirmaram que a IA pode ter impacto comparável ou superior ao da internet. Há ainda avaliações mais otimistas, como a de Bill Gates, que coloca a tecnologia no mesmo nível de revoluções anteriores da computação.

Enquanto isso, a própria Apple tenta avançar no segmento com iniciativas como o Apple Intelligence, anunciado anos após a popularização de ferramentas como o ChatGPT. Parte dos recursos apresentados pela empresa, no entanto, ainda não foi implementada.

Com informações de TechRadar e TechSpot

Wozniak diz usar pouco IA e critica respostas “secas e perfeitas”

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Cofundador da Apple afirma que prefere interações humanas e aponta limitações da IA em compreensão emocional e confiabilidade.

Saiba o que é e como funciona o Apple Intelligence (imagem: João Vitor Nunes/Tecnoblog)

Spotify lança SongDNA, recurso que mostra bastidores das músicas

24 de Março de 2026, 12:30
Dois logos do Spotify em close-up sobre um fundo escuro. Cada logo é um círculo verde vibrante com três barras horizontais curvas e brancas em seu interior, representando ondas sonoras. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Recurso do Spotify destaca relações entre músicas, artistas e processos criativos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Spotify lançou o SongDNA, recurso que exibe conexões entre músicas, artistas e processos criativos.
  • O SongDNA está em fase beta, mas já começou a ser disponibilizado para assinantes Premium em iOS e Android.
  • Novidade oferece informações sobre compositores, produtores e referências, além de permitir explorar outros projetos dos profissionais envolvidos.

O Spotify anunciou, nesta terça-feira (24/03), o SongDNA, uma nova funcionalidade que mostra as conexões entre músicas, artistas e processos criativos.

O recurso aparece diretamente na tela de reprodução e permite que usuários explorem informações detalhadas sobre cada faixa. A novidade ainda está em fase beta, mas já começou a ser liberada para assinantes Premium em dispositivos iOS e Android.

Segundo a empresa, a novidade deve chegar gradualmente a mais usuários até abril.

Como funciona o SongDNA?

A ferramenta surge como um cartão interativo ao rolar a tela da música que está sendo tocada. Basta tocar para visualizar os detalhes disponíveis nas faixas compatíveis.

O usuário tem acesso a dados sobre compositores, produtores e colaboradores envolvidos na criação da música, além de referências como samples, interpolações e versões derivadas.

De acordo com o Spotify, “ao tocar no cartão do SongDNA, você pode explorar os compositores, produtores e colaboradores por trás de uma música, além de ver samples e interpolações que moldaram seu som e navegar pelos covers que ela inspirou”.

A funcionalidade também permite navegar entre conexões criativas. Ao clicar em um dos nomes listados, é possível descobrir outros projetos em que aquele profissional atuou, criando uma rede de exploração musical baseada em relações entre diferentes obras, épocas e estilos.

Imagem mostra três telas de celular com o app do Spotify aberto, exibindo a função SongDNA
SongDNA permite explorar colaboradores, influências e conexões (imagem: divulgação)

A chefe de parcerias com compositores e editoras do Spotify, Jacqueline Ankner, afirmou que o SongDNA foi “projetado para tornar mais transparente a linhagem criativa de uma música, permitindo que fãs explorem as pessoas e influências por trás da música que amam”.

Segundo ela, ao reunir colaboradores, samples e versões em um só lugar, a ferramenta facilita a descoberta e reconhece o papel de profissionais envolvidos na criação.

Além de beneficiar ouvintes, o SongDNA também pode ampliar a visibilidade de profissionais que atuam nos bastidores da música, como produtores, engenheiros e compositores. De acordo com a empresa, as informações exibidas combinam dados fornecidos por artistas e equipes com contribuições da comunidade.

A novidade complementa outras funções já existentes na plataforma. Há uma semana, o Spotify disponibilizou um recurso para melhorar a qualidade do áudio no PC.

Spotify lança SongDNA, recurso que mostra bastidores das músicas

Spotify (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

SongDNA permite explorar colaboradores, influências e conexões por trás de cada música (imagem: divulgação/Spotify)

Mark Zuckerberg testa IA para ajudá-lo a comandar a Meta

23 de Março de 2026, 14:52
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg aposta em agente de IA como parte de mudanças na estrutura da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Mark Zuckerberg está testando um agente de IA para auxiliar em suas funções como CEO da Meta.
  • Segundo o Wall Street Journal, a empresa tem acelerado o uso interno de IA com assistentes personalizados.
  • Demais funcionários já adotam ferramentas que acessam dados e interagem com colegas.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, está testando um novo uso de inteligência artificial dentro da companhia: um agente pessoal criado para ajudá-lo diretamente em suas funções executivas. Segundo o The Wall Street Journal, a ferramenta ainda está em desenvolvimento.

O jornal afirma que o movimento é reflexo das novas diretrizes da Meta para acelerar o ritmo de trabalho e adaptar sua estrutura à concorrência com empresas nativas em IA.

Como funciona o agente de IA de Zuckerberg?

De acordo com pessoas familiarizadas com o projeto, o agente tem ajudado Zuckerberg oferecendo respostas rápidas a perguntas que antes exigiriam consultas internas mais demoradas. Como lembrou o WSJ, o CEO comentou a estratégia da empresa durante uma teleconferência em janeiro, na qual afirmou que a Meta está “investindo em ferramentas nativas de IA para que as pessoas consigam fazer mais”.

A criação desse tipo de ferramenta está alinhada a uma estratégia mais ampla da empresa de incentivar o uso de IA em diferentes níveis. Segundo Zuckerberg, as mudanças devem permitir que a companhia produza mais e com maior eficiência.

Internamente, funcionários já teriam adotado soluções semelhantes, como assistentes personalizados que acessam documentos, conversas e até interagem com colegas — ou com os agentes deles.

O Wall Street Journal também cita o “Second Brain”, uma ferramenta desenvolvida por um funcionário com base no Claude. O sistema funciona como um assistente capaz de organizar e consultar dados de projetos, sendo descrito como “pensado para funcionar como um chefe de gabinete com IA”.

Meta passa por reestruturação

Ilustração com a marca da Meta e o avatar de Mark Zuckerberg
Agentes de IA atuam como assistentes para organizar dados e processos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Meta também criou uma nova divisão de engenharia voltada a acelerar o desenvolvimento de modelos de linguagem, com uma estrutura mais enxuta e menos camadas de gestão. Em comunicado interno, a empresa destacou que está “projetando essa organização para ser nativa em IA desde o primeiro dia”.

O uso de tecnologias baseadas em inteligência artificial já estaria impactando, inclusive, avaliações de desempenho dos funcionários.

Ao mesmo tempo, a transformação tem gerado percepções distintas dentro da Meta. O jornal afirma que alguns colaboradores veem o momento como produtivo e inovador, mas outros demonstram preocupação com possíveis impactos na força de trabalho, especialmente após as recentes rodadas de demissões.

A Meta, no entanto, entrou de cabeça nessa reorganização e já anunciou que vai trocar seus moderadores terceirizados por IA. A empresa chegou a ter mais de 87 mil funcionários durante a pandemia, reduziu esse número após demissões em massa e voltou a crescer, atingindo cerca de 78 mil empregados atualmente.

Mark Zuckerberg testa IA para ajudá-lo a comandar a Meta

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta e avatar de Mark Zuckerberg (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Estúdio admite uso de IA após descoberta de jogador e pede desculpas

23 de Março de 2026, 10:18
Usuário apontou inconsistências visuais em objetos de Crimson Desert (imagem: divulgação)
Resumo
  • O estúdio Pearl Abyss admitiu o uso de IA em elementos visuais de Crimson Desert e pediu desculpas pelo erro.
  • A desenvolvedora iniciou uma auditoria para substituir conteúdos gerados por IA e prometeu atualizações futuras.
  • O uso de IA em jogos tem gerado polêmica e estúdios menores já destacam projetos sem IA para valorizar o trabalho manual.

Desde o lançamento na última quinta-feira (19/03), Crimson Desert tem chamado atenção pela qualidade gráfica. A recepção, porém, ganhou um ponto de tensão após um jogador identificar indícios de uso de inteligência artificial no jogo.

No Reddit, o usuário publicou evidências do que classificou como “estranho”, apontando inconsistências visuais em alguns objetos de arte no game. “Parece arte de IA de alguns anos atrás”, escreveu.

A repercussão levou o estúdio a se pronunciar oficialmente: a empresa confirmou o uso da tecnologia e pediu desculpas.

O que o estúdio explicou sobre o caso?

Em comunicado, a desenvolvedora Pearl Abyss reconheceu que utilizou ferramentas de IA generativa na criação de alguns elementos visuais em fases iniciais do projeto. Segundo a empresa, esses conteúdos tinham caráter experimental e serviram para acelerar a definição de estilo e ambientação.

De acordo com o estúdio, os materiais gerados por IA deveriam ter sido substituídos após revisão das equipes de arte e desenvolvimento. Ainda assim, parte desse material acabou sendo incluída na versão final do jogo por engano. No Steam, Crimson Desert é vendido por R$ 349,99.

Além disso, a desenvolvedora afirma que a presença desses conteúdos não está alinhada aos seus padrões internos e assume responsabilidade pelo ocorrido. “Deveríamos ter divulgado claramente o nosso uso de IA”, escreve. “Pedimos sinceras desculpas por essas falhas”.

Em outra imagem compartilhada pelo mesmo usuário, também é possível observar inconsistências em elementos visuais do jogo.
Imagem compartilhada pelo usuário mostra inconsistências (imagem: reprodução/Reddit/Rex_Spy)

Uso de IA tem sido comum

O uso de IA nos jogos virou um tema polêmico. Muitos estúdios menores, inclusive, passaram a destacar seus projetos como livres de IA, reforçando a valorização do trabalho manual.

Também não é o primeiro caso do tipo: no ano passado, uma polêmica muito parecida ocorreu em torno de The Alters, que usou IA para traduções e texto. Grandes empresas têm investido na tecnologia para otimizar processos, mas parte da comunidade e desenvolvedores independentes é contra.

No caso de Crimson Desert, a desenvolvedora informou que iniciou uma auditoria completa para identificar e substituir os conteúdos afetados. Atualizações com correções devem ser lançadas em patches futuros, enquanto processos internos passam por revisão para evitar episódios semelhantes.

Estúdio admite uso de IA após descoberta de jogador e pede desculpas

Crimson Desert (imagem: divulgação)

Em outra imagem compartilhada pelo mesmo usuário, também é possível observar inconsistências em elementos visuais do jogo (imagem: reprodução/Reddit/Rex_Spy)

Claro vai comprar a Desktop por R$ 2,4 bilhões

23 de Março de 2026, 09:45
Imagem mostra bolas vermelhas e brilhantes, com o logotipo da Claro em branco e organizadas em linhas horizontais e diagonais. O logotipo consiste na palavra "Claro" e um asterisco estilizado na parte superior da letra "a". No canto inferior direito, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Claro anuncia acordo para adquirir cerca de 73% da Desktop (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Claro firmou um acordo para comprar 73% da Desktop por R$ 2,4 bilhões.
  • O valor total da Desktop foi estimado em R$ 4 bilhões, mas o valor da compra surgiu do endividamento líquido de R$ 1,5 bilhão registrado pela empresa.
  • O pagamento inclui valor inicial e ajustes posteriores, com parte retida em conta garantia para obrigações futuras.

A Claro anunciou nesse domingo (22/03) que fechou um acordo para comprar a Desktop S.A., uma das maiores provedoras regionais de serviços de internet do Brasil. A operadora assinou um contrato para adquirir aproximadamente 73% do capital da empresa, em uma transação estimada em R$ 2,4 bilhões.

Segundo a Claro, o acordo envolve a aquisição de cerca de 84,7 milhões de ações pertencentes a fundadores e investidores, e marca a saída do executivo Denio Alves Lindo, um dos fundadores da companhia. A venda, vale lembrar, precisa ser aprovada pelo Cade e pela Anatel para ser concluída.

A Desktop foi criada em 1997 e consolidou-se como uma das principais operadoras regionais de internet, com forte atuação fora dos grandes centros.

Como foi estruturado o acordo?

De acordo com o comunicado, o valor total da Desktop foi estimado em R$ 4 bilhões. Para chegar ao preço final da operação, foi descontado o endividamento líquido da companhia, que girava em torno de R$ 1,5 bilhão até setembro de 2025.

Com isso, o valor base da transação ficou em cerca de R$ 2,4 bilhões, equivalente a R$ 20,82 por ação, sujeito a ajustes no momento da conclusão do negócio. O pagamento será dividido entre um valor inicial na data de fechamento e eventuais ajustes posteriores, conforme a apuração final da dívida.

Parte do montante ficará retida em uma conta garantia (escrow), utilizada para cobrir possíveis obrigações futuras dos vendedores. Esse valor será liberado de forma gradual ao longo de cinco anos, conforme acordado entre as partes.

As negociações entre as empresas tiveram início ainda em 2025 e avançaram nos meses seguintes. A Desktop chegou a avaliar uma possível transação com a Telefônica Brasil, dona da Vivo, mas o processo não avançou.

A conclusão do negócio ainda depende de aprovações regulatórias. Após o fechamento, a Claro deverá realizar uma oferta pública de aquisição de ações (tag along), garantindo aos acionistas minoritários o direito de vender seus papéis pelo mesmo valor pago aos controladores.

Claro vai comprar a Desktop por R$ 2,4 bilhões

Claro é a segunda maior operadora de telefonia móvel do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Vídeos infantis feitos por IA espalham desinformação no YouTube

20 de Março de 2026, 16:37
Imagem mostra uma criança pequena com uma camiseta branca tocando na tela de um smartphone deitado sobre uma superfície branca.
Conteúdos infantis feitos por IA preocupam (imagem: zhenzhong liu/Unsplash)
Resumo
  • Vídeos infantis feitos por IA transmitem desinformação e incentivam comportamentos arriscados.
  • Segundo a revista de ciência Undark, um exemplo é o canal Jo Jo Funland, que publicou mais de 10 mil vídeos de IA desde agosto de 2025.
  • Especialistas argumentam que a moderação é dificultada pela quantidade alta de vídeos, dependendo do monitoramento de pais e responsáveis.

O “AI slop” pode ter chegado ao conteúdo infantil. Vários vídeos produzidos por inteligência artificial, voltados para crianças pequenas, têm transmitido informações erradas e incentivado comportamentos arriscados no YouTube.

É o que revela a revista Undark, publicação de ciência financiada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). O veículo fez uma apuração e constatou que o conteúdo de baixa qualidade, produzido em massa, pode afetar o desenvolvimento infantil devido à escala das publicações.

Um exemplo é o canal Jo Jo Funland. Desde agosto de 2025, quando foi criado, o canal publicou mais de 10 mil vídeos feitos por IA — cerca de 50 vídeos novos por dia. Para se ter uma ideia, o canal da Vila Sésamo publicou aproximadamente 3.900 vídeos no YouTube em seus 20 anos de plataforma.

“AI slop” para crianças

Canal Jo Jo Funland no YouTube, exemplo de produção massiva de vídeos infantis gerados por IA.
Canal Jo Jo Funland publica vídeos infantis gerados por IA (imagem: reprodução/YouTube)

Especialistas têm usado o termo “AI slop” para descrever esse tipo de conteúdo gerado em grande escala por inteligência artificial, geralmente sem revisão ou controle de qualidade. Muitos desses vídeos são publicados em plataformas como YouTube e conseguem milhares de visualizações.

Em alguns casos, os vídeos se apresentam como materiais educativos. Porém, erros simples aparecem ao longo da produção — como letras incorretas do alfabeto, nomes de estados escritos de forma errada ou imagens que não correspondem ao que está sendo narrado.

À revista, a pesquisadora Kathy Hirsh-Pasek, professora de psicologia e neurociência da Temple University, afirmou que o problema está no início, mas pode crescer rapidamente: “Estamos no início de um problema monstruoso, e precisamos controlá-lo rapidamente”.

Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
AI slop invade conteúdo infantil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Além de informações erradas, alguns vídeos mostram situações potencialmente perigosas, como bebês consumindo alimentos inadequados ou personagens infantis realizando ações arriscadas. Para especialistas em mídia infantil, esse tipo de representação pode ser imitado por crianças.

Outro fator que preocupa é a escala de produção. No final do ano passado, um relatório da empresa de edição de vídeo Kapwing indicou que cerca de 21% do conteúdo exibido no feed do YouTube já seria composto por vídeos gerados por IA de baixa qualidade.

Apesar das políticas de segurança para conteúdo infantil, a grande quantidade de vídeos publicados diariamente dificulta a moderação total pelas plataformas. Enquanto soluções mais robustas não são adotadas, pesquisadores apontam que o monitoramento ainda depende, em grande parte, de pais e responsáveis.

Vídeos infantis feitos por IA espalham desinformação no YouTube

Criança jogando no celular (imagem: zhenzhong liu/Unsplash)

Canal Jo Jo Funland no YouTube, exemplo de produção massiva de vídeos infantis gerados por IA. (imagem: reprodução/YouTube)

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Fire Phone de volta? Amazon pode lançar um novo celular

20 de Março de 2026, 12:41
Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Dispositivo deve integrar serviços da Amazon e inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Amazon planeja lançar um novo smartphone, conhecido internamente como “Transformer”.
  • Segundo a Reuters, o dispositivo deve integrar inteligência artificial e serviços da Amazon, como compras online e a assistente Alexa.
  • A iniciativa deve priorizar a integração de serviços, sem competir em hardware, para evitar repetir o fracasso do Fire Phone em 2014.

A Amazon deve voltar para o mercado de smartphones, mais de uma década após a tentativa frustrada com o Fire Phone. Segundo a Reuters, a companhia trabalha em um novo dispositivo, que deve integrar inteligência artificial e serviços próprios.

O projeto seria conhecido internamente como “Transformer”. A agência afirma que ele está sendo conduzido por uma equipe dedicada na divisão de dispositivos e serviços da empresa, com a proposta de se adaptar ao usuário ao longo do dia, funcionando como uma extensão da assistente virtual Alexa.

Um novo telefone com inteligência artificial integrada

Fire Phone foi lançado pela Amazon em 2014, mas não deu certo (imagem: reprodução)

A ideia seria criar um dispositivo personalizado, que se conecte diretamente aos serviços da Amazon — compras online, streaming e assistentes de voz. A assistente Alexa deve ter papel relevante na experiência, mesmo que não seja o sistema principal do aparelho.

O uso de inteligência artificial é apontado como um dos pilares do projeto. A intenção seria reduzir a dependência de lojas de aplicativos da Apple e Google, permitindo que funções sejam acessadas de forma mais direta, sem necessidade de downloads ou cadastros prévios.

A Reuters revela que, internamente, a iniciativa é vista como uma forma de ampliar o uso de IA entre os consumidores e fortalecer a presença da empresa em serviços digitais.

Fire Phone fracassou em 2014

A movimentação acontece após o fracasso do Fire Phone, lançado em 2014 e descontinuado pouco mais de um ano depois. Na época, o modelo teve preço inicial de US$ 649 (cerca de R$ 1.550), depois reduzido drasticamente para US$ 159 (cerca de R$ 380).

Mesmo assim, ele acabou gerando um prejuízo estimado em US$ 170 milhões (cerca de R$ 408 milhões) com o estoque não vendido. O aparelho não conseguiu competir com os iPhones da Apple e os modelos da Samsung, em parte devido à falta de aplicativos populares e às limitações técnicas.

Ainda assim, o histórico negativo não impediu a empresa de considerar uma nova tentativa. A estratégia atual parece diferente: em vez de competir apenas em hardware, o foco seria a integração de serviços. O cronograma do novo aparelho, contudo, ainda não foi definido.

Fire Phone de volta? Amazon pode lançar um novo celular

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Esta calculadora da Casio custa mais de R$ 3 mil

19 de Março de 2026, 17:03
Calculadora Casio S100X aposta em acabamento artesanal e produção limitada.
Casio S100X tem acabamento artesanal e produção limitada (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Casio S100X é uma calculadora com design de luxo e acabamento artesanal em laca.
  • O produto custa 99 mil ienes, cerca de R$ 3.300 em conversão direta, com apenas 650 unidades à venda.
  • Ela oferece recursos de conversão de moedas, cálculo de impostos e visor de 12 dígitos, mas nada diferente de uma calculadora simples.

A Casio quer explorar um território pouco comum e decidiu lançar uma calculadora que prioriza a estética. O modelo S100X chama atenção pelo acabamento manual inspirado em técnicas tradicionais japonesas, elevando a calculadora a um item de coleção.

Não é barato: com uma produção artesanal e tiragem limitada — apenas 650 unidades no mundo todo —, o produto custa 99 mil ienes, aproximadamente R$ 3,3 mil.

O que torna a S100X uma calculadora diferente?

Além do preço, a principal característica da calculadora está no seu acabamento. O corpo, feito em liga de alumínio usinado, recebe uma camada de laca aplicada manualmente com seiva da árvore urushi, técnica tradicional no Japão. O resultado é uma superfície preta brilhante com detalhes em vermelho nas bordas, com visual sofisticado.

Para isso, a Casio contou com a colaboração da Yamakyu Shitsuki, empresa especializada em peças laqueadas desde 1930. O processo foi conduzido pelo artesão Ryuji Umeda, que levou cerca de um mês para finalizar cada unidade.

Técnica tradicional japonesa é aplicada manualmente no corpo da calculadora.
Técnica tradicional japonesa é aplicada manualmente no corpo da calculadora (imagem: divulgação)

E vale o preço?

O modelo oferece recursos de conversão de moedas e cálculo de impostos, além de um visor de 12 dígitos com tonalidade azulada. Mas, apesar do visual diferenciado, a Casio S100X não tem nenhuma tecnologia nova: é só uma calculadora muito cara.

A alimentação combina um pequeno painel solar com uma bateria tipo moeda. Segundo a fabricante, essa configuração garante até sete anos de uso, considerando cerca de uma hora diária de operação.

Esta calculadora da Casio custa mais de R$ 3 mil

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Casio S100X é uma calculadora com design de luxo e apenas 650 unidades à venda. Preço chega a cerca de R$ 3.300 na conversão direta.

Técnica tradicional japonesa é aplicada manualmente no corpo da calculadora (imagem: divulgação/Casio)

OpenAI vai comprar startup de ferramentas open source para Python

19 de Março de 2026, 15:43
Imagem com fundo em tons escuros de verde-petróleo e preto, sobre o qual estão dispostas formas circulares transparentes e brilhantes que dão profundidade. No centro, está o logotipo da empresa OpenAI: o símbolo branco estilizado em forma de flor, seguido do nome "OpenAI" em fonte branca. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
OpenAI negocia aquisição de startup Astral (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI anunciou a aquisição da Astral para integrar suas ferramentas ao Codex, plataforma de programação com IA.
  • O Codex possui mais de 2 milhões de usuários e a aquisição da Astral visa ampliar suas capacidades.
  • A Astral desenvolve ferramentas de código aberto para Python, otimizando o fluxo de trabalho em áreas como ciência de dados e IA.

A OpenAI anunciou, nesta quinta-feira (19/03), que vai comprar a Astral, startup que criou ferramentas de código aberto para Python. O acordo ainda não foi finalizado, mas a expectativa é que a equipe da Astral passe a integrar os esforços do Codex, plataforma da dona do ChatGPT voltada à programação com IA.

Segundo o comunicado, o Codex já ultrapassa a marca de 2 milhões de usuários, número que triplicou desde o início deste ano. Vale lembrar que, para ser finalizada, a compra deve obter aprovação regulatória.

Aquisição para reforçar o Codex

A integração da Astral tende a ampliar o escopo do Codex, que atualmente é capaz de gerar trechos de código, corrigir falhas e executar testes. Com a incorporação das ferramentas da startup, a OpenAI pretende transformar a plataforma em um conjunto mais completo de serviços para desenvolvedores.

A Astral se concentra em construir ferramentas para facilitar o trabalho dos desenvolvedores com Python. Segundo o fundador da startup, Charlie Marsh, a “empresa continuará evoluindo suas ferramentas de código aberto dentro da OpenAI”.

As soluções da empresa se popularizam pela otimização do fluxo de trabalho em Python, linguagem amplamente utilizada em áreas como ciência de dados, automação e aplicações de IA.

Imagem de um computador executando um código em Python
Código em Python ilustra o foco da Astral em ferramentas para desenvolvedores (imagem: Xavier Cee/Unsplash)

Vibe coding está na moda

A movimentação ocorre em meio a uma disputa acirrada entre empresas que buscam liderar o uso de IA como assistente de programação. Esse movimento já tem até nome: vibe coding, e foi aprovado por nomes como Linus Torvalds, o “pai” do Linux.

Além da OpenAI, empresas como Anthropic e Microsoft também investem pesado nesse segmento. A startup Cursor, por exemplo, negocia uma nova rodada de investimentos que pode avaliá-la em cerca de US$ 50 bilhões (aproximadamente R$ 250 bilhões), segundo informações da Bloomberg.

OpenAI vai comprar startup de ferramentas open source para Python

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Agente de IA da Meta causa falha interna de segurança

19 de Março de 2026, 14:25
Meta registrou incidente de segurança com agente de IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Um agente de IA da Meta expôs dados corporativos e de usuários sem autorização após acessar sistemas internos por cerca de duas horas.
  • A falha ocorreu quando um engenheiro usou o agente de IA para responder a uma dúvida técnica, resultando em acesso involuntário a dados sensíveis.
  • Segundo o The Information, a Meta classificou o incidente como “Sev 1”, um dos níveis mais altos de criticidade.

Um agente de inteligência artificial da Meta expôs dados corporativos e de usuários sem autorização. O caso ocorreu após uma interação comum em um fórum interno da empresa, mas evoluiu para uma falha de segurança considerada grave.

De acordo com um relatório interno, obtido pelo site The Information, um funcionário publicou uma dúvida técnica na plataforma da companhia. Outro engenheiro, ao tentar ajudar, recorreu a um agente de IA para analisar o problema. O sistema, no entanto, respondeu diretamente ao tópico sem que houvesse solicitação explícita para publicar a resposta, desencadeando vários outros problemas.

Como o erro levou à falha de segurança?

Além de agir sem autorização, o agente forneceu orientações inadequadas. O funcionário que havia feito a pergunta seguiu as recomendações recebidas e liberou, de forma involuntária, o acesso a dados sensíveis da empresa e de usuários para outros engenheiros que não tinham permissão para visualizá-los.

A exposição durou cerca de duas horas. Internamente, a Meta classificou o episódio como “Sev 1”, um dos níveis mais altos de criticidade em seu sistema de avaliação de incidentes de segurança.

Um porta-voz da Meta disse ao The Information que “nenhum dado de usuário foi manipulado indevidamente”. Ainda assim, o relatório aponta que outros fatores não detalhados também contribuíram para a falha. Não há evidências de que os dados tenham sido utilizados de forma indevida ou divulgados durante o período em que o acesso ficou aberto.

Situações semelhantes já haviam sido registradas dentro da própria Meta: recentemente, a diretora de segurança e alinhamento da divisão de superinteligência da empresa, Summer Yue, relatou que um agente experimental apagou toda a sua caixa de entrada de emails.

Vale lembrar que a Amazon Web Services (AWS) também enfrentou uma interrupção de aproximadamente 13 horas neste ano, envolvendo sua ferramenta de codificação baseada em IA. Além disso, a Moltbook, rede social voltada à comunicação entre agentes adquirida pela Meta, já apresentou uma vulnerabilidade que expôs informações de usuários.

Agente de IA da Meta causa falha interna de segurança

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Positivo lança Vision Tab 11 com 4G e caneta digital na caixa

19 de Março de 2026, 10:48
Imagem mostra um tablet Positivo Vision Tab 11 sobre uma mesa de madeira
Positivo Vision Tab 11 é o novo tablet da marca (imagem: divulgação)
Resumo
  • Positivo Vision Tab 11 é o novo tablet da marca, com tela IPS Incell de 10,9 polegadas e resolução Full HD.
  • O dispositivo tem conectividade 4G, processador UNISOC T606 e já vem com uma caneta digital na caixa.
  • Ele está disponível no Brasil por R$ 1.499 com capa protetora ou R$ 1.699 com capa teclado.

A Positivo Tecnologia revelou o Positivo Vision Tab 11, novo tablet da marca com recursos voltados ao consumo de conteúdo e produtividade. O dispositivo chega ao mercado brasileiro por R$ 1.499 e, segundo a fabricante, busca aproveitar um mercado em alta no país.

Dados da consultoria IDC indicam que o setor saltou de 1,4 milhão de unidades vendidas em 2022 para mais de 2,1 milhões em 2025, consolidando uma retomada relevante. Aparelhos com telas entre 10 e 11 polegadas passaram a liderar as vendas no país, com mais de 40% da demanda.

O que o Positivo Vision Tab 11 oferece?

O tablet chega com tela IPS Incell de 10,9 polegadas e resolução Full HD. Um dos principais diferenciais é que o aparelho vem com uma caneta digital já na caixa.

O Vision Tab 11 também conta com conectividade 4G nativa, o que amplia as possibilidades de uso fora de redes Wi-Fi. A ideia é permitir acesso à internet em deslocamentos ou ambientes sem conexão fixa, algo cada vez mais demandado em rotinas híbridas.

Pensado para tarefas do dia a dia, o modelo traz processador UNISOC T606, 4 GB de memória RAM e armazenamento interno de 128 GB, com opção de expansão via cartão microSD. A configuração atende a atividades como navegação, aplicativos de trabalho, videoaulas e reuniões online.

Imagem promocional mostra duas pessoas utilizando o novo tablet Positivo Vision Tab 11
Novo tablet da Positivo chega com caneta inclusa e conectividade 4G (imagem: divulgação)

Outro ponto é a bateria de 6.000 mAh, projetada para garantir autonomia ao longo de um dia de uso moderado. Há ainda a possibilidade de acoplar uma capa com teclado destacável, vendida separadamente.

Quanto custa?

A Positivo posiciona o Vision Tab 11 como uma opção versátil dentro de uma faixa de preço intermediária. No Brasil, o modelo está disponível para compra no site oficial da Positivo e nas varejistas parceiras, em duas versões: uma com capa protetora tradicional, por R$ 1.499, e outra com capa teclado, por R$ 1.699 — ambas acompanhadas de caneta digital.

Positivo lança Vision Tab 11 com 4G e caneta digital na caixa

Novo tablet da Positivo chega com caneta inclusa e conectividade 4G para uso dentro e fora de casa (imagem: divulgação/Positivo)

Microsoft divulga solução alternativa para recuperar acesso ao Disco C:

19 de Março de 2026, 09:32
Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C: após instalação de aplicativo da Samsung.
Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft disponibilizou uma solução para o problema de acesso ao Disco C: em notebooks Samsung.
  • A alternativa envolve a remoção do aplicativo, modificação temporária de permissões e execução de um arquivo de restauração.
  • Não é uma correção definitiva, mas a Microsoft e a Samsung validaram o método.

A Microsoft publicou um passo a passo para usuários que perderam acesso ao Disco Local (C:) em notebooks da Samsung. O problema afetou principalmente modelos Galaxy Book 4 com Windows 11, e foi associado a uma falha no app Samsung Galaxy Connect.

Inicialmente, a Microsoft direcionou os usuários para o suporte da Samsung, mas agora detalhou um procedimento próprio para restaurar o funcionamento do sistema. A solução, no entanto, é alternativa, já que a companhia culpa a própria Samsung pela falha.

Qual é a solução alternativa?

Primeiro, é preciso acessar o sistema em uma conta com privilégios de administrador. Em seguida, o usuário deve remover o aplicativo problemático — o Samsung Galaxy Connect — e reiniciar o dispositivo.

Depois disso, o procedimento envolve modificar temporariamente as permissões do Disco C:, alterando o proprietário dos arquivos para “Todos”. Na sequência, é necessário criar um arquivo no Bloco de Notas com comandos específicos para restaurar as permissões padrão do Windows.

Esse arquivo, salvo como “RestoreAccess.bat”, deve ser executado como administrador. Após a execução e uma nova reinicialização, a expectativa é que o sistema volte ao funcionamento normal, com o acesso ao Disco C: restabelecido e as permissões devolvidas ao padrão original.

A própria Microsoft ressalta que o processo exige atenção, mas garante a integridade dos dados. O passo a passo está disponível aqui.

Notebooks da linha Galaxy Book 4, da Samsung, estão entre os dispositivos afetados pelo erro de permissões no Windows.
Notebooks da linha Galaxy Book 4 apresentam o erro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Procedimento não é solução definitiva

A orientação da Microsoft é uma solução alternativa, e não uma correção definitiva. Ainda assim, a empresa afirma que o método foi validado em conjunto com a Samsung: “Microsoft e Samsung colaboraram para validar essas etapas, que restauram as permissões padrão do Windows”.

O problema surgiu após uma atualização de segurança do Windows, mas foi atribuído a uma falha no aplicativo da Samsung, e não ao sistema operacional em si. O software chegou a ser removido temporariamente da loja oficial, com uma versão corrigida disponibilizada posteriormente.

Microsoft divulga solução alternativa para recuperar acesso ao Disco C:

Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C: após instalação de aplicativo da Samsung (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Notebooks da linha Galaxy Book 4, da Samsung, estão entre os dispositivos afetados pelo erro de permissões no Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

WhatsApp chega aos relógios inteligentes da Garmin

18 de Março de 2026, 17:09
Aplicativo do WhatsApp para Garmin permite ler e responder mensagens sem tirar o celular do bolso.
WhatsApp no Garmin permite ler e responder mensagens sem tirar o celular do bolso (imagem: divulgação)
Resumo
  • WhatsApp agora está disponível para smartwatches Garmin na loja Connect IQ.
  • A integração permite responder mensagens e ver histórico diretamente no pulso.
  • O app é compatível com modelos Garmin fēnix, Forerunner, Venu e vívoactive, e mantém a criptografia de ponta a ponta das mensagens.

Usuários de relógios inteligentes da Garmin agora podem acessar o WhatsApp diretamente no pulso. O aplicativo começou a ser disponibilizado na loja Connect IQ e pode ser instalado gratuitamente em modelos compatíveis da marca.

A novidade permite que mensagens sejam visualizadas e respondidas sem a necessidade de acessar o celular. A proposta é facilitar a comunicação em situações do dia a dia, especialmente durante atividades físicas ou deslocamentos, quando o uso do smartphone pode ser menos prático.

Interação rápida

A versão do aplicativo para smartwatches inclui funções voltadas à leitura e interação rápida. É possível ver as conversas recentes, ler mensagens e enviar respostas usando o teclado integrado do relógio.

Também é possível reagir com emojis, acessar um histórico limitado — com até 10 mensagens exibidas na tela — e acompanhar chamadas recebidas, com a opção de recusá-las diretamente pelo dispositivo.

De acordo com a empresa, a proteção das conversas segue o mesmo padrão já conhecido no aplicativo. “Como sempre, as mensagens pessoais e chamadas no WhatsApp permanecem protegidas por criptografia de ponta a ponta, então apenas o usuário e a pessoa com quem ele está conversando podem ler ou ouvir o conteúdo”, diz o comunicado.

O app é compatível com linhas selecionadas como fēnix, Forerunner, Venu e vívoactive. O WhatsApp é o primeiro aplicativo de mensagens de terceiros integrado aos relógios da Garmin, graças ao ecossistema Connect IQ, que permite o desenvolvimento de soluções externas para os dispositivos da marca.

WhatsApp chega aos relógios inteligentes da Garmin

Kagi quer recriar internet do passado com o projeto Small Web

18 de Março de 2026, 15:39
Plataforma Small Web, da Kagi, reúne sites autorais e permite descoberta por categorias.
Plataforma Small Web, da Kagi, reúne sites autorais (imagem: divulgação)
Resumo
  • O projeto Small Web da Kagi destaca páginas autorais e independentes, fugindo de algoritmos e IA.
  • A iniciativa agora inclui apps para iPhone e Android e extensões de navegador.
  • A Kagi mantém o projeto aberto a contribuições no GitHub.

O avanço da inteligência artificial tem transformado a forma como conteúdos são produzidos e distribuídos na internet. Em resposta a esse cenário, a Kagi decidiu reforçar uma proposta alternativa: destacar páginas independentes, criadas por pessoas, dentro do que chama de Small Web.

A iniciativa começou em 2023, mas agora ganha novos formatos, incluindo apps para celular e extensões de navegador. A Kagi, vale lembrar, é uma startup de tecnologia dona de um buscador próprio, focado em privacidade.

Com o projeto Small Web, a ideia é facilitar o acesso a conteúdos menos comerciais, como blogs pessoais, webcomics e projetos autorais — tipos de site que marcaram os primórdios da internet, mas que hoje competem com plataformas dominadas por grandes empresas e conteúdos automatizados.

O que é o Small Web?

Na definição da Kagi, a Small Web reúne páginas criadas por indivíduos, com foco em produção original e não comercial. O projeto organiza mais de 30 mil sites, permitindo que usuários descubram conteúdos fora dos algoritmos tradicionais.

Uma das principais ferramentas é um sistema de navegação aleatória, que exibe um site por vez e permite avançar para outro com um clique, em um modelo semelhante ao do StumbleUpon. A proposta é incentivar a exploração de conteúdos que dificilmente apareceriam em buscas convencionais.

Agora, a plataforma foi expandida para extensões de navegador e apps para iPhone e Android. A Kagi também adicionou novas categorias de conteúdo, como vídeos, blogs, quadrinhos ou repositórios de código. Os aplicativos oferecem histórico de navegação, lista de favoritos e modo de leitura sem distrações.

Web autoral ou nostalgia?

Categorias da Small Web, iniciativa da Kagi para valorizar a internet independente e autoral.
Categorias da Small Web, iniciativa da Kagi para valorizar a internet autoral (imagem: divulgação)

A tentativa de valorizar a chamada web independente surge em um momento em que conteúdos automatizados ganham espaço. Ainda assim, a abordagem da Kagi não passa sem críticas.

Em discussões no Hacker News, usuários apontam limitações no projeto. Um dos pontos levantados é o critério de seleção: apenas sites com feeds RSS ativos e atualizados são incluídos, o que exclui páginas experimentais ou projetos pontuais.

Outro questionamento envolve a curadoria. Há relatos de sites listados que levantam dúvidas sobre a real autoria humana, o que contraria a proposta central da iniciativa.

Ainda assim, para a Kagi, a Small Web também funciona como um diferencial estratégico em sua tentativa de competir com buscadores tradicionais. O projeto segue aberto a contribuições por meio da página oficial da iniciativa no GitHub.

Kagi quer recriar internet do passado com o projeto Small Web

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Projeto foge dos algoritmos e da IA para destacar páginas autorais na internet. Iniciativa agora inclui apps para iPhone e Android e extensões de navegador.

Plataforma Small Web, da Kagi, reúne sites autorais e permite descoberta por categorias (imagem: divulgação/Kagi)

Empresas monitoram consumo de tokens para controlar custos com IA

18 de Março de 2026, 14:54
Funcionários em escritório (Imagem: Alex Kotliarskyi/Unsplash)
Empresas monitoram o uso de inteligência artificial por funcionários (imagem: Alex Kotliarskyi/Unsplash)
Resumo
  • Empresas estão monitorando o consumo de tokens para avaliar eficiência e controlar custos com IA.
  • Tokens medem processamento em sistemas de IA, influenciando custos por uso.
  • Vercel e Kumo AI relatam impactos financeiros e operacionais do uso de IA.

O avanço das ferramentas de inteligência artificial no ambiente corporativo começa a trazer um novo tipo de preocupação: o custo por uso. Empresas mais avançadas na adoção dessas soluções já monitoram quantos “tokens” seus funcionários consomem ao utilizar as IAs.

Segundo o Wall Street Journal, a prática surge em meio ao aumento da produtividade proporcionado pela IA, mas também à necessidade de entender o impacto financeiro dessa tecnologia. Cada interação com sistemas — seja para gerar texto, código ou automatizar tarefas — exige processamento computacional, que é convertido em tokens e, consequentemente, em custo.

Na Zapier, empresa de automação de fluxos de trabalho com inteligência artificial, dashboards internos passaram a incluir esse tipo de métrica, segundo executivos da empresa. O objetivo é identificar padrões de uso e avaliar se os recursos estão sendo bem aproveitados.

O que são tokens?

Tokens são unidades que medem o volume de processamento necessário para executar tarefas em sistemas de IA. Em aplicações de texto, por exemplo, cerca de 750 palavras podem representar aproximadamente 1.000 tokens. Em atividades mais complexas, como geração de código ou uso de agentes automatizados, o cálculo se torna mais sofisticado, mas segue a mesma lógica.

Embora os preços por token tenham diminuído, modelos mais avançados ainda apresentam valores elevados, e o volume total de uso tende a crescer. Algumas companhias adotam planos sob demanda, enquanto outras negociam pacotes corporativos com limites por funcionário.

Ao jornal, o diretor de transformação em IA da Zapier, Brandon Sammut, afirma que o uso de IA — seja para atendimento ao cliente ou fechamento de negócios — passou a ter um custo direto que precisa ser considerado pelas empresas.

Ilustração mostra moedas, um celular e um notebook, em um gráfico de seta indicando aumento. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Monitoramento de tokens ajuda empresas a avaliar custos com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Monitorar tokens pode melhorar (ou expor) desempenho?

Empresas que já superaram a fase inicial de adoção da IA começam a analisar o uso de tokens de forma mais estratégica. A ideia é identificar tanto boas práticas quanto desperdícios.

Na Zapier, discrepâncias chamam atenção. Se um funcionário consome muito mais tokens que os colegas, a liderança tenta entender o motivo. O resultado pode indicar tanto ineficiência quanto alto desempenho, diz Sammut: “Começamos a tirar conclusões, seja para identificar padrões que queremos replicar ou comportamentos que precisam ser corrigidos”.

Na Vercel, empresa de infraestrutura e computação em nuvem para desenvolvimento web, um engenheiro utilizou agentes de IA para criar um serviço complexo em um dia — tarefa que levaria semanas. O custo foi de cerca de US$ 10 mil (aproximadamente R$ 50 mil).

Já na Kumo AI, startup de inteligência artificial, o monitoramento individual revelou ganhos indiretos, como redução de custos em nuvem após otimizações de código geradas por IA. “Encontramos exemplos em que os agentes realmente nos ajudaram a escrever códigos mais otimizados, o que reduziu nossos custos na nuvem”, afirmou a cofundadora da startup, Hema Raghavan.

Empresas monitoram consumo de tokens para controlar custos com IA

Funcionários em escritório (Imagem: Alex Kotliarskyi/Unsplash)

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chefe da área de casa inteligente da Apple deixa a empresa

18 de Março de 2026, 12:05
Logotipo da Apple
Apple sofre com a saída de executivos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O executivo Brian Lynch deixou a Apple após mais de 20 anos.
  • Ele assume um cargo de vice-presidente sênior de engenharia de hardware na Oura Health, responsável pelo anel inteligente Oura Ring.
  • A saída de Lynch deve afetar projetos de casa inteligente da Apple, setor que ele comandava, que já sofrem com atrasos devido à evolução da Siri.

A Apple registrou a saída de mais um nome: Brian Lynch, que liderava a engenharia de hardware para dispositivos domésticos, deixou a empresa para assumir um cargo na Oura Health, responsável pelo anel inteligente Oura Ring.

O executivo estava na Apple há mais de 20 anos e agora passa a atuar como vice-presidente sênior de engenharia de hardware da Oura. A mudança ocorre em um momento de reorganização interna na Apple, sob críticas pela condução de projetos ligados à inteligência artificial e ao design de produtos.

A gigante de Cupertino vem registrando a saída de diversos executivos em meio a esses desafios. Como lembra a Bloomberg, os projetos de casa inteligente da Apple não estão diretamente no centro dessas críticas, mas vêm sendo impactados por atrasos e indefinições estratégicas.

Por que a saída impacta os planos da Apple?

A saída de Lynch provoca um novo abalo em um setor que já enfrenta problemas: ele era responsável por iniciativas ligadas a dispositivos domésticos, incluindo projetos ainda não lançados e considerados importantes para a expansão do ecossistema da Apple.

Entre os principais produtos em desenvolvimento estava um hub para casa inteligente, que teve o cronograma adiado. O motivo central seria a dependência de uma nova versão da Siri, cuja evolução não ocorreu no prazo esperado.

Além disso, a Apple trabalha em outros dispositivos, como sensores de automação residencial e um robô de mesa mais avançado, previstos para os próximos anos. Também há planos envolvendo óculos inteligentes, dispositivos vestíveis com IA e até AirPods com câmeras.

A reformulação da Siri é apontada como peça-chave para integrar esses lançamentos, mas segue sem previsão concreta de chegada ao mercado.

Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Apple enfrenta desafios na evolução da Siri (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apple não consegue emplacar com a IA

A saída de Lynch se soma a um cenário mais amplo de mudanças na Apple, que nos últimos meses viu uma série de executivos deixarem seus cargos. Parte desse movimento está relacionada à dificuldade da empresa em entregar avanços consistentes em inteligência artificial.

Relatos do setor indicam que atrasos na nova geração da Siri afetaram diretamente o cronograma de produtos. Em análise publicada pelo Gizmodo, o projeto foi comparado a “uma baleia branca arrastando um enorme grupo de engenheiros de produto da Apple para as profundezas junto com seu navio, carregado com o que deveriam ser novos e empolgantes gadgets da Apple”.

Internamente, a Apple também iniciou mudanças em sua plataforma doméstica ao encerrar o suporte à versão antiga do sistema Home, pressionando usuários a migrarem para uma arquitetura mais recente.

Apesar do cenário, o CEO Tim Cook afastou rumores sobre sua saída.

Chefe da área de casa inteligente da Apple deixa a empresa

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Spotify lança recurso para melhorar qualidade de áudio no PC

18 de Março de 2026, 10:09
Dois logos do Spotify em close-up sobre um fundo escuro. Cada logo é um círculo verde vibrante com três barras horizontais curvas e brancas em seu interior, representando ondas sonoras. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Modo Exclusivo é restrito ao app do Spotify para Windows (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Spotify lançou o “Modo Exclusivo” para melhorar a qualidade de áudio no Windows.
  • O recurso permite controle total do áudio pelo aplicativo, evitando interferências e garantindo a qualidade “Bit-perfect playback”.
  • A função não suporta vídeos, podcasts e prévias, e limita o áudio a um único aplicativo por vez.

O Spotify disponibilizou o recurso “Modo Exclusivo”, voltado para usuários que buscam maior fidelidade sonora no computador. Ele é restrito ao Windows e exige uma assinatura Premium.

A novidade permite que o aplicativo tenha controle total sobre o processamento de áudio do sistema, reduzindo interferências comuns do computador. A empresa afirma que “seu computador pode alterar o áudio antes que ele chegue ao seu DAC, por meio de reamostragem, misturando outros sons do sistema e alterando o volume.” Com o recurso ativado, isso é evitado, garantindo uma reprodução mais fiel.

Melhor qualidade de som

Na prática, o Modo Exclusivo faz com que o Spotify ignore o mixer de áudio do sistema operacional, entregando o som diretamente ao dispositivo de saída. Isso possibilita o chamado “Bit-perfect playback”, que preserva as características originais da faixa reproduzida.

Esse tipo de reprodução é especialmente relevante para quem utiliza DACs (conversores digital-analógicos) ou interfaces de áudio dedicadas. Nesses casos, o ganho de qualidade pode ser mais perceptível, principalmente quando combinado com a opção de áudio sem perdas já disponível na plataforma.

Por outro lado, o recurso traz algumas limitações. Enquanto estiver ativo, outros aplicativos não poderão reproduzir som no mesmo dispositivo selecionado. Além disso, funções do próprio Spotify, como transições automáticas entre músicas e crossfade, deixam de funcionar.

O Modo Exclusivo não se aplica a todos os conteúdos. Vídeos, podcasts e prévias podem continuar utilizando o áudio padrão do sistema, exigindo que o usuário desative a função em alguns casos.

Como ativar o recurso?

Configuração do Modo Exclusivo no app para Windows permite ativar o controle direto do áudio.
Configuração do Modo Exclusivo no app para Windows (imagem: divulgação)

Para utilizar o Modo Exclusivo, é necessário acessar as configurações de reprodução no app do Spotify no Windows e selecionar manualmente o dispositivo de saída desejado. A opção só aparece quando há compatibilidade com o hardware utilizado.

Fones Bluetooth, alto-falantes integrados e dispositivos virtuais, por exemplo, não são suportados. A recomendação é usar equipamentos com DAC dedicado ou saídas de áudio compatíveis.

Outro detalhe é que, com o recurso ativado, o controle de volume passa a depender do próprio Spotify ou do dispositivo externo conectado, já que o controle geral do sistema deixa de interferir.

O lançamento atende a uma demanda antiga de usuários, que pediam uma alternativa semelhante ao que já existe em serviços concorrentes. A empresa informou ainda que pretende levar o Modo Exclusivo para o macOS “em uma versão futura”.

Spotify lança recurso para melhorar qualidade de áudio no PC

Spotify (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tim Cook nega saída da Apple e descarta aposentadoria

18 de Março de 2026, 09:29
Tim Cook em evento da Apple em 2019
Tim Cook negou rumores sobre deixar o comando da Apple (imagem: divulgação)
Resumo
  • Tim Cook negou planos de aposentadoria e reafirmou compromisso com a Apple.
  • Rumores sobre a saída de Cook surgiram após mudanças no alto escalão e especulações sobre John Ternus como possível sucessor.
  • A Apple enfrenta pressão para avançar em IA após atrasos na nova Siri.

O CEO da Apple, Tim Cook, negou que deixará o comando da empresa. Em entrevista ao programa Good Morning America na segunda-feira (16/03), o executivo afirmou que não há planos de aposentadoria.

Questionado sobre os rumores, que já circulam há algum tempo, Cook foi direto:

“Não, eu não disse isso. Não disse isso. Amo profundamente o que faço. Há 28 anos, entrei na Apple e tenho amado cada dia desde então.”

Tim Cook, CEO da Apple

Ele ainda reforçou o vínculo com a empresa ao afirmar que “não consegue imaginar a vida sem a Apple.”

Por que surgiram rumores sobre a saída de Tim Cook?

Fotografia colorida de Tim Cook na WWDC 2019, falando em um palco
Tim Cook durante a WWDC 2019 (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)

A discussão sobre o futuro de Cook ganhou força após uma série de movimentações no alto escalão da Apple. Em um curto intervalo, a empresa registrou saídas relevantes, incluindo lideranças ligadas à área de inteligência artificial e design, o que levantou dúvidas sobre a condução estratégica da companhia.

Além disso, começaram a surgir informações de que um substituto já estava sendo preparado, com John Ternus, que atualmente ocupa o posto de vice-presidente sênior de engenharia de hardware, sendo o executivo mais cotado para assumir o cargo de CEO da Apple.

Analistas de mercado passaram a questionar se o estilo de gestão mais operacional de Cook é o mais adequado para um cenário dominado por avanços em IA. Um dos críticos foi Walter Piecyk, da LightShed Partners, que chegou a sugerir que 2026 seria um momento oportuno para uma transição de liderança.

Segundo ele, em entrevista à CNBC em dezembro, o cenário de valorização das ações e um novo ciclo de atualizações de produtos poderiam permitir uma saída em alta.

Apple enfrenta problemas com a IA

Um iPhone sendo segurado por uma mão exibe a tela de configurações da Apple Intelligence e Siri, com um design escuro. O texto informa que se trata de um sistema de inteligência pessoal integrado ao iPhone e à Siri, ainda em fase beta. O botão de ativação está ligado. A interface está em português, e no canto superior direito, há ícones de Wi-Fi e bateria indicando 70% de carga. O fundo da imagem tem uma superfície de madeira desfocada.
Apple enfrenta pressão para avançar em recursos de inteligência artificial (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Durante a entrevista, Cook também comentou sobre o papel da inteligência artificial no futuro da empresa. Ele classificou a tecnologia como “profunda” e defendeu a abordagem da Apple, que prioriza a privacidade dos usuários.

Nos últimos meses, a empresa tem sido pressionada após atrasos em atualizações importantes, como a reformulação da assistente virtual Siri. Além disso, a Apple firmou parceria com o Google para integrar recursos de IA baseados no modelo Gemini à Siri, enquanto trabalha no desenvolvimento de um modelo próprio.

Mesmo diante das pressões, o CEO sinalizou continuidade no comando e indicou que não há pressa para qualquer mudança de liderança.

Tim Cook nega saída da Apple e descarta aposentadoria

Tim Cook na WWDC 2019 (Foto: Paulo Higa)

Apple Intelligence chega ao Brasil (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Galaxy Z TriFold está sendo descontinuado pela Samsung

17 de Março de 2026, 10:49
Galaxy Z TriFold já aparece indisponível em alguns mercados (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung está encerrando as vendas do Galaxy Z TriFold, lançado há três meses.
  • O dobrável de três telas era vendido por US$ 2.899 e, aparentemente, foi tratado como vitrine tecnológica, com vendas limitadas.
  • Segundo a Bloomberg, a Samsung considera aproveitar elementos do TriFold em futuros dispositivos, apesar do encerramento das vendas.

A Samsung começou a retirar do mercado o Galaxy Z TriFold, seu primeiro smartphone com três dobras, lançado há apenas três meses. A informação é da agência Bloomberg, que afirma que o modelo terá as vendas encerradas gradualmente.

A fabricante não confirmou oficialmente a decisão. Contudo, vale lembrar que o Galaxy Z TriFold sequer foi lançado no Brasil e, desde o início, teve uma disponibilidade vista como limitada, com rumores indicando apenas 40 mil unidades em todo o mundo.

Segundo a Bloomberg, o fim das vendas deve começar pela Coreia do Sul, estendendo-se aos Estados Unidos assim que os estoques acabarem. Nos canais oficiais da empresa, o dispositivo já aparece como “esgotado”, sem previsão de reposição. Por lá, o dispositivo era vendido por US$ 2.899 — cerca de R$ 15.950, em conversão direta.

Vida curta?

Uma trajetória limitada do Galaxy Z TriFold já era esperada. Desde o início, o modelo foi tratado mais como uma vitrine tecnológica do que como um produto de grande escala dentro do portfólio da Samsung, que já comercializa outros dobráveis ao redor do mundo.

Além do preço alto, o aparelho nunca foi distribuído por operadoras ou grandes varejistas, sendo vendido exclusivamente nos canais oficiais da fabricante. Essa estratégia reforçou o caráter experimental do dispositivo, que também teve produção restrita — com relatos de cerca de 6 mil unidades disponibilizadas inicialmente em seu mercado de origem.

Outro fator decisivo é o custo de fabricação. Componentes mais caros e a complexidade do design com duas dobradiças dificultaram a viabilidade comercial do produto, tornando difícil obter margem de lucro mesmo com o preço elevado. A título de comparação, o trifold da Huawei chegou ao Brasil por R$ 32.999.

Imagem mostra Galaxy Z TriFold aberto e fechado
Galaxy Z TriFold teve presença limitada no mercado (imagem: divulgação/Samsung)

Conceito não deve ser descartado

Apesar do encerramento precoce, a Samsung não descarta aproveitar elementos do TriFold em futuros lançamentos. À Bloomberg, o executivo Won-Joon Choi, da divisão mobile da Samsung, afirmou que a empresa ainda avalia a possibilidade de uma nova geração.

Entre os pontos que podem ser reaproveitados estão a tela ampla e o formato mais horizontal, que favorecem o consumo de conteúdo e o uso multitarefa.

Galaxy Z TriFold está sendo descontinuado pela Samsung

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Smartphone com três dobras foi lançado há apenas três meses e já começou a sair do mercado. Estratégia indica que aparelho serviu como vitrine tecnológica.

Galaxy Z TriFold (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Pokémon Go vai usar dados de jogadores para treinar robôs de entrega

17 de Março de 2026, 09:20
Criança jogando Pokémon Go, com o celular na mão
Escaneamentos feitos em Pokémon Go ajudam a mapear ambientes urbanos (imagem: Pxfuel)
Resumo
  • A desenvolvedora Niantic revelou que os dados de realidade aumentada do Pokémon Go serão usados para treinar robôs de entrega da Coco Robotics.
  • Jogadores capturaram milhões de imagens e vídeos que agora ajudarão na navegação de robôs em ambientes urbanos.
  • Segundo o comunicado, o sistema de posicionamento visual desenvolvido reduz a dependência de GPS em áreas urbanas densas.

Milhões de jogadores de Pokémon Go contribuíram para o desenvolvimento de robôs de entrega. As informações coletadas ao longo dos anos pela Niantic Spatial, desenvolvedora do jogo, estão sendo reaproveitadas para treinar sistemas de navegação em ambientes urbanos.

A informação vem da própria Niantic, que revelou uma parceria com a Coco Robotics para aprimorar sua frota de robôs autônomos. A ideia é utilizar dados de realidade aumentada capturados por jogadores para permitir que máquinas circulem com mais precisão em ruas movimentadas.

Desde o lançamento do jogo, em 2016, usuários registraram milhões de imagens e vídeos de locais reais — como pontos turísticos, murais e edifícios — ao interagir com as PokéStops e ginásios. Como lembra o IGN, esses registros foram enviados voluntariamente dentro do próprio aplicativo.

Dados dos jogadores viraram base para robôs

O material capturado ao longo dos anos agora alimenta um sistema de posicionamento visual que permite identificar a localização com base no ambiente ao redor, reduzindo a dependência de GPS. Esse tipo de tecnologia é especialmente útil em áreas urbanas densas, onde sinais costumam falhar.

Segundo a Niantic Spatial, a lógica por trás do jogo e dos robôs é semelhante: “Acontece que fazer o Pikachu correr de forma realista e fazer o robô da Coco se mover com segurança e precisão pelo mundo é, na verdade, o mesmo problema.”

Outro ponto destacado é a limitação do GPS em cidades: “O cânion urbano é o pior lugar do mundo para GPS”, explicou o diretor técnico da empresa, Brian McClendon, em entrevista ao MIT Technology Review.

Com base nesse banco de dados — que pode chegar a bilhões de imagens — os robôs da Coco conseguem interpretar melhor o espaço ao redor e tomar decisões mais seguras durante a locomoção.

Imagem mostra um robô autônomo da Coco Robotics
Robôs autônomos da Coco Robotics usam dados de mapeamento urbano (imagem: divulgação)

Os jogadores sabiam?

A Niantic afirma ter deixado claras as informações sobre a coleta de dados, mas nem todos os usuários associaram essa coleta ao treinamento de robôs.

O sistema foi reforçado ao longo do tempo com recursos como missões que incentivavam os jogadores a escanear ambientes em troca de recompensas no jogo. Na prática, essas interações ajudaram a construir modelos tridimensionais mais detalhados das cidades.

Pokémon Go vai usar dados de jogadores para treinar robôs de entrega

Criança jogando Pokémon Go (Imagem: Pxfuel)

Robôs autônomos da Coco Robotics usam dados de mapeamento urbano para navegar com mais precisão em cidades (Imagem: Divulgação/Niantic Spatial)

Apple compra desenvolvedora de plugins do Final Cut Pro

16 de Março de 2026, 18:47
Logotipo da Apple
Apple adquiriu a MotionVFX (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple comprou a MotionVFX, desenvolvedora de plugins, templates e ferramentas para edição de vídeo.
  • A empresa é conhecida por efeitos visuais e pacotes gráficos para editores profissionais.
  • A aquisição pode expandir o ecossistema criativo da Apple, que desde janeiro oferece o pacote de assinatura Creator Studio.

A Apple comprou a MotionVFX, desenvolvedora de plugins, templates e ferramentas avançadas voltadas à edição de vídeo, em especial para o Final Cut Pro, principal software de edição profissional da própria Apple. Os valores da negociação não foram divulgados.

O movimento indica um reforço da estratégia da empresa em expandir seu ecossistema criativo. A expectativa é que os recursos da MotionVFX sejam incorporados gradualmente às soluções da dona do iPhone.

A MotionVFX, com sede em Varsóvia e fundada em 2009, construiu reputação ao longo de mais de 15 anos oferecendo efeitos visuais e pacotes gráficos para editores profissionais, com planos por assinatura e foco em facilidade de uso.

O que muda com a aquisição?

Com a compra, a Apple passa a ter controle direto sobre ferramentas amplamente utilizadas por criadores que trabalham com o Final Cut Pro. Isso pode resultar em uma integração mais profunda entre software e plugins, simplificando fluxos de trabalho.

Em comunicado publicado em seu site, a MotionVFX afirmou: “Estamos extremamente animados em compartilhar que a MotionVFX está se juntando à equipe da Apple para continuar capacitando criadores e editores a fazerem seu melhor trabalho.”

Final Cut Pro X (Imagem: Divulgação)
MotionVFX desenvolve plugins e ferramentas voltadas ao software Final Cut Pro (imagem: divulgação)

Apple quer competir com a Adobe?

A movimentação também pode ser interpretada como parte da disputa com a Adobe, responsável pelo Adobe Premiere Pro e pela suíte Adobe Creative Cloud, amplamente utilizada no mercado.

Nos últimos anos, a Apple tem ampliado sua oferta de serviços para criadores. Em janeiro, a empresa lançou o Creator Studio, um pacote por assinatura que reúne aplicativos como Final Cut Pro, Logic Pro e outros softwares voltados à produção de conteúdo.

Apple compra desenvolvedora de plugins do Final Cut Pro

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Final Cut Pro X (Imagem: Divulgação)

IA aumentou produtividade de cibercriminosos, diz Interpol

16 de Março de 2026, 18:31
Há diferenças entre os golpes de pharming e phishing (Imagem: Mikhail Nilov/Pexels)
Uso de IA aumentou fraudes e golpes digitais (imagem: Mikhail Nilov/Pexels)
Resumo
  • A Interpol relatou que o uso de IA aumentou em 4,5 vezes a produtividade de cibercriminosos em fraudes financeiras.
  • Ferramentas de IA generativa e deepfake são usadas para criar e-mails e mensagens mais convincentes e clones de voz realistas.
  • Kits de “deepfake-as-a-service” e centros de fraude estão se expandindo, com perdas globais estimadas em US$ 442 bilhões em 2025.

A Interpol confirma: a inteligência artificial está aumentando a produtividade. Mas não como se esperava: o uso de IA aumentou a eficiência de esquemas de fraude financeira ao redor do mundo. Segundo um relatório divulgado pela organização hoje (16/03), crimes que utilizam IA chegam a ser 4,5 vezes mais lucrativos do que aqueles sem apoio da tecnologia.

O avanço ocorre em paralelo à popularização de ferramentas digitais acessíveis, que permitem a criminosos aprimorar abordagens, automatizar processos e atingir um número maior de vítimas com menos esforço.

A entidade destaca no relatório que a IA tem sido empregada principalmente para refinar detalhes que antes denunciavam golpes, como erros de linguagem ou inconsistências em mensagens fraudulentas.

Como a IA está sendo usada em golpes?

Ferramentas de IA generativa têm sido usadas para reescrever e-mails e mensagens, tornando o conteúdo mais natural e convincente. Isso facilita a simulação de empresas conhecidas ou contatos confiáveis, aumentando as chances de sucesso.

Em um nível mais avançado, tecnologias de deepfake também ganharam espaço. Segundo a Interpol, criminosos conseguem criar clones de voz realistas com poucos segundos de áudio, extraídos, por exemplo, de redes sociais.

Além disso, já existem kits completos vendidos em mercados clandestinos, conhecidos como “deepfake-as-a-service”, que oferecem identidades falsas prontas para uso. Esses pacotes têm custo relativamente baixo e contribuem para a expansão desse tipo de crime.

Existe um deepfake "do bem"? (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog
Criminosos têm usado ferramentas de IA para criar identidades falsas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Interpol também alerta para a expansão de centros de fraude em diversas regiões do mundo, incluindo América Latina e África. Esses locais frequentemente operam com pessoas traficadas, forçadas a aplicar golpes online.

Dados da organização indicam que, apenas em 2025, perdas globais com fraudes financeiras chegaram a cerca de US$ 442 bilhões (aproximadamente R$ 2,3 trilhões) — valor que tende a crescer nos próximos anos com o avanço da IA.

IA aumentou produtividade de cibercriminosos, diz Interpol

Existe um deepfake "do bem"? (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog

Riot Games começa a barrar menores de idade nos seus jogos

16 de Março de 2026, 16:30
Imagem mostra a tela de alteração do idioma do LoL (League of Legends)
League of Legends ficará inacessível para menores de 18 anos (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • Riot Games iniciou a verificação de idade no Brasil para cumprir o ECA Digital.
  • Jogos como League of Legends e Teamfight Tactics ficarão inacessíveis para menores de 18 anos.
  • O game Valorant permanece acessível para menores entre 12 e 17 anos, desde que com autorização de responsáveis.

A Riot Games iniciou nesta segunda-feira (16/03) a implementação de um sistema de verificação de idade para jogadores no Brasil. A medida faz parte da adaptação às novas regras do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que entra em vigor amanhã (17/03).

A mudança será gradual: primeiro, usuários maiores de 18 anos precisam validar suas informações. Já a partir de quarta-feira (18/03), contas registradas como pertencentes a menores terão o acesso suspenso nos jogos da empresa.

Os títulos afetados são League of Legends, Teamfight Tactics, League of Legends: Wild Rift, 2XKO e Legends of Runeterra.

A exceção dentro do catálogo é Valorant. O jogo seguirá acessível para usuários entre 12 e 17 anos, desde que haja autorização de um responsável legal. Nesse caso, será necessário informar o e-mail do responsável, que deverá liberar o acesso por meio de um sistema de controle parental.

Como funciona a verificação de idade?

Segundo a empresa, jogadores adultos precisarão confirmar a idade para continuar utilizando os serviços. O processo pode ser feito por diferentes métodos, incluindo CPF, cartão de crédito ou débito, envio de documento oficial ou validação por reconhecimento facial.

Em comunicado, a empresa afirmou que “jogadores com 18 anos ou mais precisarão passar por um processo de verificação de idade para garantir que atendem ao requisito de idade mínima para nossos jogos”. A companhia também indicou que parte dos usuários já pode ter recebido solicitações antecipadas para validação.

Para menores de idade, a regra é mais restritiva. Com a reclassificação temporária de alguns jogos para maiores de 18 anos, contas de adolescentes ficarão bloqueadas para acesso a esses títulos a partir de 18 de março.

Apesar disso, os perfis não serão apagados. A empresa esclarece que o conteúdo permanece armazenado: “Se a sua conta for bloqueada em/ ou após 18 de março de 2026, saiba que ela está apenas pausada e segura. Tudo estará lá quando você puder acessá-la novamente”.

Algo similar aconteceu no começo do ano, quando o Roblox mudou as regras do chat e impediu que menores de 9 anos conversem sem autorização de um responsável.

Imagem mostra alguns jogos da Riot Games
Jogos da Riot Games terão classificação elevada para 18 anos no Brasil (imagem: divulgação)

ECA Digital muda regras para menores de idade

A decisão da Riot acompanha a entrada em vigor do chamado ECA Digital, previsto para 17 de março. A legislação estabelece regras mais rígidas para proteção de crianças e adolescentes no ambiente online.

Entre as principais exigências está o fim da autodeclaração de idade em plataformas digitais. Empresas passam a ser obrigadas a adotar mecanismos de verificação mais robustos e a restringir conteúdos inadequados para menores.

A lei também determina que serviços digitais implementem ferramentas de controle parental, limitem o acesso a conteúdos sensíveis e, em alguns casos, criem versões específicas para o público jovem.

No caso dos jogos eletrônicos, títulos que incluem mecânicas como recompensas aleatórias — as chamadas loot boxes — devem impedir o acesso de menores ou oferecer alternativas sem esse recurso.

A expectativa da Riot é revisar as classificações etárias dos jogos ao longo do tempo. A empresa afirma que pretende restabelecer o acesso para menores até 2027, desde que as novas regras sejam atendidas e haja consentimento dos responsáveis.

Riot Games começa a barrar menores de idade nos seus jogos

Usuário pode alterar o idioma do League of Legends pelo próprio client do jogo (Imagem Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Alguns jogos da Riot Games terão classificação elevada temporariamente para 18 anos no Brasil (Imagem: Divulgação/Riot Games)

YouTube exibe anúncios de 30 segundos nas TVs sem opção de pular

11 de Março de 2026, 10:30
Arte mostra o logo do YouTube em um fundo claro desfocado. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
YouTube agora pode exibir anúncios de até 30 segundos em TVs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube agora exibe anúncios de 30 segundos sem opção de pular em smart TVs.
  • Plataforma levou formato de publicidade mais longa às TVs para incentivar assinaturas do YouTube Premium.
  • Estratégia busca aumentar a receita e aproveitar o crescimento do consumo de vídeos em televisores.

O YouTube está exibindo anúncios de até 30 segundos sem a opção de pular nas smart TVs. Não se trata de um bug: a plataforma levou o formato de publicidade para os televisores conectados, ampliando a pressão para que os usuários assinem o YouTube Premium — única forma oficial de não ver as propagandas.

A mudança foi anunciada pelo próprio Google no começo deste mês. Nos últimos anos, a empresa vem adotando diferentes estratégias para reforçar seu modelo baseado em anúncios. Entre elas estão ações contra bloqueadores de propaganda e restrições a aplicativos de terceiros que reproduzem vídeos da plataforma.

Publicidade direcionada

Segundo a empresa, a mudança foi pensada especificamente para a experiência em telas grandes, como televisores conectados. Nesse formato, os anúncios são exibidos integralmente antes ou durante o vídeo, sem permitir que o usuário avance ou os ignore.

No comunicado, voltado aos anunciantes, a plataforma explica: “A IA do Google otimiza dinamicamente entre anúncios Bumper de 6 segundos, anúncios padrão de 15 segundos e anúncios exclusivos para CTV de 30 segundos que não podem ser pulados, garantindo que sua campanha alcance o público certo na hora certa”.

O sistema utiliza inteligência artificial para escolher automaticamente entre diferentes formatos de publicidade. A seleção considera fatores como público-alvo e momento da exibição para determinar qual tipo de anúncio será mostrado.

Além do formato de 30 segundos, também podem ser exibidos anúncios mais curtos, como os chamados “bumpers”, de seis segundos, ou versões padrão de 15 segundos.

A empresa afirma ainda que a tecnologia busca aumentar a eficiência das campanhas ao combinar diferentes formatos de publicidade de forma automática.

Imagem mostra uma smar TV exibindo um anúncio de trinta segundos no YouTube.
Formato de publicidade do YouTube foi pensado para televisores conectados (imagem: divulgação)

Estratégia visa aumento de receita

A introdução desse novo formato ocorre em meio a outras mudanças recentes na forma como o YouTube lida com anúncios. Usuários já relataram, por exemplo, a exibição de banners publicitários no aplicativo móvel que não podiam ser fechados imediatamente.

Além disso, algumas contas que utilizam bloqueadores de anúncios passaram a ter acesso limitado a recursos como comentários ou descrições de vídeos.

Essas medidas fazem parte da estratégia da plataforma para fortalecer suas fontes de receita, seja por meio da publicidade ou da assinatura do YouTube Premium.

Segundo a empresa, o crescimento do consumo de vídeos em televisores também tem influenciado essas decisões. Em outro trecho do comunicado, a companhia afirma: “Estamos tornando ainda mais fácil alcançar os milhões de espectadores que assistem ao YouTube na sala de estar — incluindo os espectadores que fizeram do YouTube o serviço de streaming nº 1 nos EUA por três anos consecutivos”.

YouTube exibe anúncios de 30 segundos nas TVs sem opção de pular

YouTube (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Oi prepara leilão para vender o que sobrou da telefonia fixa

10 de Março de 2026, 17:08
Orelhão da Oi
Telefones públicos integram os ativos de telefonia fixa incluídos no leilão (foto: Barbara Eckstein/Flickr)
Resumo
  • A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a Oi a leiloar ativos remanescentes da telefonia fixa, incluindo infraestrutura e clientes de 6.500 localidades.
  • O leilão incluirá serviços de telefonia fixa, interconexões, torres, telefones públicos e serviços de utilidade pública.
  • O futuro comprador será obrigado a manter a telefonia fixa até dezembro de 2028.

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a Oi a vender o que restou da companhia. Os serviços de telefonia fixa entraram em um leilão de ativos remanescentes da antiga operadora. A decisão foi tomada pela 7ª Vara Empresarial da capital fluminense, que marcou para 8 de abril de 2026 a audiência destinada à abertura das propostas de interessados.

A Oi teve sua falência decretada em novembro do ano passado, mas a decisão foi suspensa poucos dias depois, devolvendo à companhia o direito de permanecer em recuperação judicial — na qual está até hoje.

O pacote que será ofertado no leilão inclui serviços e estruturas relacionados à operação de telefonia fixa em mais de 6,5 mil localidades do país. A oferta reúne desde a base de clientes até infraestruturas físicas e serviços associados, como interconexões, torres e telefones públicos.

A autorização foi concedida pela juíza Simone Chevrand, que destacou a necessidade de avançar com o processo de transição dos serviços. Segundo a magistrada, “a providência é urgente, à medida que integra a sucessão de serviços públicos determinada por este Juízo e que ensejou a instauração de incidente de transição de serviços públicos essenciais”.

O que está incluído na venda?

Em comunicado divulgado ao mercado, a Oi detalhou que os ativos serão agrupados em uma chamada Unidade Produtiva Isolada (UPI). Essa estrutura reúne diferentes elementos da operação de telefonia fixa da companhia.

Entre os itens incluídos estão a prestação do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), a continuidade da oferta de voz fixa em acessos individuais e coletivos e a operação em localidades onde a empresa atua como Carrier of Last Resort — situação em que é obrigada a manter o serviço por ser a única operadora disponível.

O pacote também engloba serviços de utilidade pública com números de três dígitos, como 190, 192 e 193, utilizados respectivamente por Polícia Militar, SAMU e Corpo de Bombeiros. Além disso, fazem parte da venda estruturas físicas de rede, como mastros, postes, bases e cabeamento.

A lista inclui ainda interconexões entre redes, manutenção de telefones públicos, contratos com fornecedores, funcionários vinculados à operação e a própria base de clientes atendidos por esses serviços.

Imagem mostra a ilustração de uma lápide de pedra com o logo da operadora Oi ao centro, representando sua falência. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Oi está em processo de recuperação judicial (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Comprador deve manter telefonia fixa

De acordo com as condições previstas, o futuro comprador assumirá compromissos relacionados à continuidade do serviço. Entre eles está a obrigação de manter a telefonia fixa nas 6.571 localidades em que a Oi atua como operadora responsável até dezembro de 2028.

Essa estrutura resulta de um acordo que redefiniu o antigo modelo de concessão da telefonia fixa. O entendimento envolveu órgãos como a Anatel, o Tribunal de Contas da União e a Advocacia-Geral da União, transformando a concessão em um regime com novos compromissos de investimento.

Antes da conclusão do processo, a Justiça determinou que diversas instituições sejam consultadas sobre o edital. Entre elas estão a própria Anatel, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público e autoridades fiscais.

Oi prepara leilão para vender o que sobrou da telefonia fixa

Oi deixará de ser concessionária de telefonia fixa no Brasil (Imagem: Barbara Eckstein/Flickr)

Justiça do RJ decreta falência da Oi (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global

10 de Março de 2026, 09:29
Imagem mostra crânios e ossos cruzados brancos e translúcidos sobre um fundo escuro com linhas de código de programação em azul claro. Os crânios representam pirataria, ataque hacker e perigo cibernético. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Contas de WhatsApp e Signal viram alvo de hackers (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Relatório de serviços de inteligência da Holanda detalha campanha de espionagem digital, que foca em usuários do WhatsApp e Signal.

  • Segundo o documento, operação usa engenharia social para invadir contas nos mensageiros e mira autoridades, militares e jornalistas.

  • Os investigadores atribuem a campanha a agentes ligados ao governo russo.

Autoridades de inteligência da Holanda divulgaram nessa segunda-feira (09/03) detalhes de uma campanha global de ataques digitais contra usuários do WhatsApp e do Signal, mensageiro popular no país. Segundo o relatório, a operação teria como foco autoridades governamentais, integrantes das forças armadas e jornalistas.

A investigação foi conduzida pelo Serviço de Inteligência e Segurança da Defesa da Holanda (MIVD) e o Serviço Geral de Inteligência e Segurança (AIVD). As agências afirmam que os ataques fazem parte de uma campanha de grande escala atribuída a agentes ligados ao governo russo.

De acordo com o documento, os invasores não dependem principalmente de malware para comprometer contas. Em vez disso, utilizam técnicas de engenharia social e phishing para enganar as vítimas e obter acesso às contas nos aplicativos de mensagens.

Hackers se passam por equipe de suporte

No caso do Signal, os hackers entram em contato diretamente com a vítima alegando atividades suspeitas, vazamento de dados ou tentativa de acesso indevido à conta.

Se a pessoa acredita na mensagem, os criminosos solicitam o código de verificação enviado por SMS e o PIN do usuário. Esses dados permitem registrar um novo dispositivo vinculado à conta da vítima e assumir o controle do perfil.

Depois disso, os hackers podem se passar pelo usuário e acessar contatos armazenados no aplicativo. A vítima geralmente é desconectada da conta, mas consegue recuperar o acesso registrando novamente o número.

O relatório dos serviços de inteligência alerta que essa situação pode gerar uma falsa sensação de normalidade. “Como o Signal armazena o histórico de bate-papo localmente no telefone, a vítima pode recuperar o acesso a esse histórico após o novo registro. Como resultado, a vítima pode presumir que nada está errado. Os serviços holandeses querem enfatizar que essa suposição pode estar incorreta”, diz o documento.

Exemplo de mensagem fraudulenta usada por hackers para tentar assumir contas no Signal.
Exemplo de mensagem fraudulenta usada por hackers (imagem: reprodução/AIVD)

O que muda no caso do WhatsApp?

Os investigadores também apontaram ataques direcionados ao recurso “dispositivos conectados” do WhatsApp, que permite acessar a conta em computadores ou tablets.

Nesse cenário, as vítimas são induzidas a clicar em links maliciosos ou escanear QR Codes que, na prática, conectam o dispositivo do invasor à conta. Em vez de adicionar alguém a um grupo ou abrir um conteúdo legítimo, o processo acaba autorizando o acesso remoto ao aplicativo.

Diferentemente do que ocorre em alguns casos no Signal, o usuário pode não perceber imediatamente a invasão, já que a conta continua ativa no celular original.

Ao TechCrunch, o porta-voz da Meta Zade Alsawah afirma que a recomendação do WhatsApp é que usuários nunca compartilhem o código de verificação de seis dígitos e fiquem atentos a mensagens suspeitas.

As agências holandesas afirmam que métodos semelhantes já foram observados em campanhas ligadas à guerra na Ucrânia, indicando que o uso de engenharia social continua sendo uma das principais ferramentas em operações de espionagem digital.

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Firefox corrige 22 falhas de segurança encontradas por IA

9 de Março de 2026, 09:31
Imagem mostra o logo do navegador Mozilla Firefox, que é uma raposa laranja e amarela abraçando um globo roxo e azul. Há dois outros logos menores e desfocados ao fundo, em um cenário de degradê de tons rosa e roxo. No canto superior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Firefox recebeu correções para falhas identificadas por IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Mozilla corrigiu 22 falhas de segurança do navegador Firefox com a ajuda do Claude, da Anthropic.
  • A IA identificou vulnerabilidades no código do navegador, incluindo uma falha do tipo use-after-free.
  • Ao todo, a equipe da Anthropic enviou 112 relatórios de bugs ao longo de duas semanas.

A Mozilla corrigiu 22 falhas críticas de segurança no Firefox com a ajuda da IA Claude, da Anthropic. O resultado foi divulgado pela organização na sexta-feira (06/03), que detalhou o uso do modelo Opus 4.6 para analisar o código do navegador.

Segundo os dados divulgados, a equipe da Anthropic enviou 112 relatórios de bugs em cerca de duas semanas. Desse total, 14 consideradas de alta gravidade, além dos 22 classificados como vulnerabilidades de segurança. Os demais casos envolveram problemas como travamentos ou erros de lógica que poderiam afetar a estabilidade do navegador.

As correções foram incluídas no Firefox 148, liberado em fevereiro.

Como a IA encontrou vulnerabilidades no navegador?

Durante o experimento, pesquisadores do Frontier Red Team da Anthropic usaram o Claude Opus 4.6 para examinar partes do código do Firefox em busca de falhas inéditas. O processo começou com a tentativa de reproduzir vulnerabilidades já conhecidas em versões antigas do navegador, para verificar se o modelo conseguiria identificar padrões semelhantes.

Depois dessa etapa, o sistema foi orientado a procurar problemas inéditos na versão atual do navegador. A análise começou pelo mecanismo JavaScript, considerado um componente crítico por lidar com códigos executados ao navegar na web.

Em pouco tempo, o modelo identificou uma falha do tipo use-after-free, relacionada ao gerenciamento de memória. O problema foi reproduzido em ambiente de testes e relatado oficialmente ao projeto por meio do sistema Bugzilla — os engenheiros da Mozilla validaram as descobertas da IA.

Modelo de IA Claude foi usado para identificar problemas no código do Firefox (imagem: divulgação)

IA não consegue explorar essas falhas

Apesar da eficiência em encontrar problemas, os testes indicam que transformar essas vulnerabilidades em ataques reais é mais difícil para o modelo de inteligência artificial.

Pesquisadores pediram ao Claude que tentasse criar códigos capazes de explorar as falhas encontradas por ele. Após centenas de tentativas, o sistema conseguiu produzir um exploit funcional apenas em dois casos — e ainda assim em ambientes de teste com proteções reduzidas.

Ao site Axios, o engenheiro sênior da Mozilla, Brian Grinstead, afirmou que mesmo falhas classificadas como graves não são suficientes, sozinhas, para comprometer o navegador. “Não é porque você encontra uma única vulnerabilidade, mesmo uma vulnerabilidade grave, que ela é suficiente para hackear o Firefox”, disse.

Firefox corrige 22 falhas de segurança encontradas por IA

Mozilla Firefox (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Sony pode parar de lançar jogos do PlayStation no PC

4 de Março de 2026, 15:53
Imagem mostra um PlayStation 5 branco ao lado de um controle de videogame branco e preto. Ambos estão flutuando sobre um fundo azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Sony estuda manter grandes títulos apenas no PlayStation 5 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Sony pode interromper o lançamento de jogos single-player do PlayStation no PC, mantendo-os exclusivos para o console.
  • Segundo a Bloomberg, jogos com forte componente online, como Marathon, devem continuar com lançamentos multiplataforma.
  • A decisão teria sido influenciada por preocupações com a identidade da marca e o desempenho comercial de jogos no PC.

A divisão de jogos da Sony vai interromper a adaptação de grandes títulos do PlayStation para computadores. A informação é da agência Bloomberg, que afirma que a empresa cancelou os planos de levar alguns projetos recentes ao PC, incluindo um possível port do jogo Ghost of Yōtei, lançado em outubro do ano passado.

O movimento representa uma grande mudança em relação à estratégia adotada pela Sony nos últimos anos. Em 2020, a companhia expandiu seus lançamentos para além do console, levando franquias conhecidas ao PC com a meta de disponibilizar metade de seus jogos a outras plataformas até 2025. Agora, fontes ouvidas pela reportagem indicam uma reavaliação dessa diretriz.

O que muda na estratégia do PlayStation?

De acordo com pessoas familiarizadas com o tema, títulos focados em campanha single player — como Ghost of Yōtei, sequência de Ghost of Tsushima, e o futuro jogo de ação Saros — devem permanecer exclusivos do PlayStation 5. Já produções com forte componente online, como Marathon, seguiriam com lançamentos multiplataforma.

A agência afirma que, nas últimas semanas, a empresa teria recuado da estratégia de levar ao PC alguns jogos desenvolvidos por seus estúdios internos. Ainda assim, títulos produzidos por estúdios parceiros e publicados sob a marca PlayStation seguem com versões para computador previstas para este ano.

Um dos exemplos é Death Stranding 2: On the Beach, da Kojima Productions, que está entre os mais aguardados no PC e já tem lançamento marcado para 19 de março.

Ghost of Yōtei está entre os títulos que podem ficar restritos ao PlayStation 5.
Ghost of Yōtei pode nunca chegar ao PC oficialmente (imagem: divulgação/Sony)

Por que a Sony pode abandonar os ports para PC?

Entre os fatores considerados estaria o desempenho comercial abaixo do esperado de alguns lançamentos no PC. Parte da liderança da divisão também teria demonstrado preocupação com o impacto da estratégia sobre a identidade da marca e sobre as vendas do PS5 e de seus sucessores.

Durante décadas, a fabricante utilizou exclusivos como principal atrativo para seu hardware. Essa lógica sempre foi aplicada pela Nintendo Co., enquanto a Microsoft ampliou a presença do Xbox no PC e até em consoles rivais.

Outro elemento no radar é a próxima geração do Xbox, que, segundo rumores, pode adotar base Windows e rodar jogos de PC. Internamente, haveria receio de ver franquias associadas ao PlayStation funcionando em um console concorrente.

A Sony não comentou oficialmente o assunto, mas fontes ouvidas pela Bloomberg ressaltam que o planejamento pode mudar, dada a volatilidade do mercado de games.

Sony pode parar de lançar jogos do PlayStation no PC

PlayStation 5 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta começa a testar compras via Meta AI nos Estados Unidos

3 de Março de 2026, 18:05
Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Meta iniciou testes de ferramenta de compras integrada ao Meta AI nos Estados Unidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta testa compras via Meta AI nos EUA, exibindo produtos, preços e links, mas sem finalizar compras na plataforma;
  • recurso está disponível na versão web para alguns usuários, com personalização baseada em dados do perfil;
  • companhia segue tendência de mercado, com concorrentes como a OpenAI e o Google já oferecendo soluções semelhantes.

A Meta iniciou testes de uma ferramenta de compras integrada ao Meta AI para parte dos usuários nos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, o recurso aparece, por enquanto, apenas na versão web acessada por navegadores em desktop.

Usuários selecionados identificam a novidade ao visualizar o botão “Pesquisa de compras” dentro do campo de perguntas. Segundo a Bloomberg, a empresa confirmou que está avaliando a funcionalidade, mas não informou quando — ou se — ela será liberada de forma ampla.

Como funciona a busca por produtos no Meta AI?

Ao solicitar sugestões de itens, o chatbot passa a exibir um carrossel com imagens, valores e links direcionando para sites de comércio eletrônico. Também aparecem dados sobre a marca e uma explicação resumida sobre o motivo da recomendação.

O sistema pode personalizar as respostas com base em dados disponíveis do perfil do usuário, como gênero e localização. Em um dos testes relatados pela Bloomberg, a ferramenta sugeriu casacos femininos de inverno vendidos por lojas que entregam em Nova York, considerando as informações cadastradas.

Apesar da integração, a compra não é concluída dentro da interface do Meta AI. O usuário precisa acessar o site indicado para finalizar o pedido.

O que Mark Zuckerberg já havia dito sobre compras com IA?

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
CEO da Meta, Mark Zuckerberg comentou planos de compras com IA em apresentação a investidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A movimentação já havia sido antecipada por Mark Zuckerberg, que mencionou, em teleconferência com investidores neste ano, o lançamento de ferramentas de compras com agentes de IA.

A Meta entra em um cenário no qual concorrentes já oferecem soluções semelhantes. A OpenAI disponibilizou um assistente de compras dedicado no ChatGPT antes da Black Friday do ano passado. O Google também lançou recursos de compra integrados ao Gemini no mesmo período, enquanto a Perplexity apresentou ferramenta similar.

Com informações do Engadget

Meta começa a testar compras via Meta AI nos Estados Unidos

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Claude libera importação de preferências do ChatGPT em meio à disputa nos EUA

3 de Março de 2026, 12:46
Claude passa a permitir importação de preferências e memórias de outros chatbots (imagem: divulgação)

A Anthropic anunciou um recurso que facilita a migração de usuários de outros assistentes de IA para o Claude. A novidade permite importar preferências e memórias de plataformas concorrentes, como o ChatGPT, o Gemini e o Copilot, sem que seja necessário reconfigurar tudo do zero.

O lançamento ocorre em um momento de forte exposição pública da empresa nos Estados Unidos. Nos últimos dias, o Claude ultrapassou o ChatGPT entre os aplicativos gratuitos mais baixados da App Store, movimento que coincidiu com a disputa envolvendo contratos com o Departamento de Defesa norte-americano.

Como funciona a importação de memórias?

A ferramenta funciona a partir de um prompt fornecido pela Anthropic. O usuário copia esse comando e o insere no chatbot concorrente para exportar suas memórias e contexto em formato de código. Em seguida, basta colar o conteúdo nas configurações do Claude, na seção de memória, e confirmar a importação.

No site oficial, a empresa resume a proposta: “Traga suas preferências e contexto de outros provedores de IA para o Claude” e complementa: “Com um simples copiar e colar, Claude atualiza sua memória e continua exatamente de onde você parou.”

Segundo a Anthropic, o processamento das novas informações pode levar até 24 horas. Após esse período, o usuário pode verificar o que foi assimilado na área “Veja o que o Claude aprendeu sobre você” e ajustar dados no menu “Gerenciar memória”. A companhia afirma que o sistema prioriza tópicos ligados a trabalho e colaboração, podendo ignorar detalhes pessoais que não tenham relação com esse foco.

Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt.
Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt (imagem: divulgação/Anthropic)

O que está por trás da alta do Claude?

O crescimento recente do aplicativo ocorre após impasse com o Departamento de Defesa dos EUA. A Anthropic afirmou que buscou restrições contratuais relacionadas a vigilância doméstica em massa e ao uso de modelos em armas totalmente autônomas. Em comunicado, declarou acreditar que “os modelos de IA de ponta atuais são confiáveis o suficiente para serem usados em armas totalmente autônomas” e que a vigilância em larga escala viola “direitos fundamentais”.

Após o rompimento, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, indicou em publicação no X que a empresa seria tratada como risco na cadeia de suprimentos, iniciando uma transição de seis meses. Poucas horas depois, a OpenAI anunciou acordo para fornecer tecnologia ao governo em sistemas classificados.

This week, Anthropic delivered a master class in arrogance and betrayal as well as a textbook case of how not to do business with the United States Government or the Pentagon.

Our position has never wavered and will never waver: the Department of War must have full, unrestricted…

— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) February 27, 2026

Com informações do Gizmodo e Engadget

Claude libera importação de preferências do ChatGPT em meio à disputa nos EUA

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt (imagem: divulgação/Anthropic)

Tecnologia da Anatel ajuda a orientar resgates após desastre em Minas Gerais

28 de Fevereiro de 2026, 12:28
Chuva provoca desastres em Minas Gerais
Fortes chuvas provocaram desastres em Minas Gerais (imagem: divulgação/Governo Federal)
Resumo
  • A Anatel usa analisadores de espectro e antenas direcionais para rastrear sinais móveis em áreas de desastre em Minas Gerais.
  • A tecnologia permite localizar dispositivos móveis sob escombros, auxiliando equipes de resgate na busca por vítimas.
  • A Anatel colabora com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil para aumentar a precisão e reduzir o tempo de resposta nas operações de resgate.

As fortes chuvas que atingiram Minas Gerais colocaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no centro das operações de busca e salvamento. A agência passou a atuar de forma direta ao lado do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, oferecendo suporte técnico para localizar vítimas em meio aos escombros, em especial na Zona da Mata.

A estratégia não é inédita. A Anatel já havia recorrido ao mesmo tipo de tecnologia em desastres anteriores, como o ocorrido em São Sebastião, no litoral paulista. Agora, a experiência acumulada volta a ser aplicada em um cenário marcado por soterramentos, difícil acesso e alta urgência nas buscas.

Tecnologia adaptada para salvar vidas

O apoio da Anatel se baseia no uso de analisadores de espectro combinados com antenas direcionais de alta sensibilidade. Normalmente empregados para identificar interferências em redes de telecomunicações, esses equipamentos são ajustados para outra finalidade: captar emissões de radiofrequência de telefones celulares.

Mesmo quando os aparelhos estão sob camadas de terra ou estruturas destruídas, eles continuam tentando se conectar às Estações Rádio Base (ERB) da região. Essas tentativas geram sinais intermitentes que podem ser detectados. A partir dessas informações, técnicos da agência conseguem estimar a posição do dispositivo, permitindo que as equipes de resgate concentrem escavações em áreas mais promissoras.

Os primeiros resultados já influenciaram o trabalho em campo. Em um dos pontos indicados pelo rastreamento técnico, foram encontrados quatro corpos. Em outra área, três sinais distintos continuam sendo monitorados, direcionando frentes de trabalho que seguem ativas na tentativa de localizar novas vítimas.

Como a Anatel se integrou à operação?

Diante da complexidade da situação, a agência reuniu fiscais de diferentes unidades regionais para atuar diretamente na zona afetada. A integração com bombeiros e defesa civil busca reduzir o tempo de resposta e aumentar a precisão das buscas, algo crucial em cenários de calamidade.

“A participação da Anatel nessas missões reforça que o papel da agência transcende a regulação técnica do mercado, assumindo uma função humanitária e de proteção à vida em momentos de calamidade pública. O uso criativo e estratégico de nossos equipamentos de telecomunicações reafirma o compromisso da Agência em colocar sua excelência técnica a serviço da sociedade brasileira.”

Giséia Teles – Superintendente de Fiscalização da Anatel

Tecnologia da Anatel ajuda a orientar resgates após desastre em Minas Gerais

Instagram passa a alertar pais sobre buscas sobre suicídio feitas por adolescentes

26 de Fevereiro de 2026, 18:01
Como proteger o Instagram
Instagram anuncia alertas para pais sobre buscas sensíveis feitas por adolescentes (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Instagram anunciou nesta quinta-feira (26/02) que começará a notificar responsáveis sempre que adolescentes, sob ferramentas de supervisão, fizerem repetidas buscas por termos relacionados a suicídio ou automutilação em um curto intervalo de tempo. A medida amplia os recursos de proteção para contas de jovens e busca envolver pais em situações consideradas sensíveis.

O lançamento ocorre enquanto a Meta, controladora da rede social, enfrenta questionamentos judiciais e regulatórios sobre o impacto de seus produtos na saúde mental de usuários menores de idade. A empresa afirma que o objetivo não é vigiar comportamentos isolados, mas sinalizar possíveis pedidos de ajuda.

Como funcionam os novos alertas do Instagram

A partir das próximas semanas, pais e responsáveis que utilizam o sistema de supervisão parental receberão alertas caso seus filhos tentem, de forma recorrente, pesquisar expressões que promovam suicídio ou automutilação, indiquem intenção de se ferir ou mencionem diretamente termos como “suicídio” e “automutilação”.

As notificações poderão chegar por e-mail, mensagem de texto, WhatsApp ou dentro do próprio aplicativo, dependendo dos dados cadastrados. Ao abrir o aviso, os responsáveis verão uma mensagem explicativa e terão acesso a materiais produzidos por especialistas, com orientações para abordar conversas delicadas com adolescentes.

Segundo a plataforma, buscas desse tipo já são bloqueadas e substituídas por links para serviços de apoio e linhas de ajuda. Os alertas entram em cena apenas quando há insistência, justamente para evitar comunicações excessivas que possam perder relevância.

Alerta avisa responsáveis sobre buscas sensíveis feitas por adolescentes.
Alerta avisa responsáveis sobre buscas sensíveis feitas por adolescentes (imagem: divulgação/Instagram)

O alerta invade a privacidade dos jovens?

A empresa afirma ter buscado um equilíbrio entre cautela e respeito à privacidade. Para definir o limite que dispara o aviso, analisou padrões de busca e consultou um grupo independente de especialistas em suicídio e automutilação. Ainda assim, reconhece que alguns alertas podem ocorrer mesmo sem risco imediato.

Para o pesquisador Dr. Sameer Hinduja, do Cyberbullying Research Center, quando “um jovem pesquisa sobre suicídio ou automutilação, capacitar um pai a intervir pode ser extremamente importante. O fato de a Meta ter incorporado isso agora é um passo significativo e representa o tipo de mudança que os especialistas em segurança infantil vêm defendendo”.

Na mesma linha, Vicki Shotbolt, CEO da Parent Zone, avalia: “É vital que os pais tenham as informações necessárias para apoiar seus filhos adolescentes. Este é um passo muito importante que deve ajudar a dar aos pais mais tranquilidade – se o adolescente estiver ativamente procurando por esse tipo de conteúdo prejudicial no Instagram, eles saberão disso.”

Inicialmente, os alertas serão ativados nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá, com expansão gradual para outros países. O Instagram também planeja aplicar lógica semelhante a interações com inteligência artificial, avisando responsáveis caso adolescentes tentem conversar com sistemas de IA sobre suicídio ou automutilação.

Com informações do TechCrunch, CNBC e Meta

Instagram passa a alertar pais sobre buscas sobre suicídio feitas por adolescentes

Segurança no Instagram (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google lança Nano Banana 2 e amplia acesso à geração de imagens com IA

26 de Fevereiro de 2026, 16:52
Ilustração mostra o logo do Google ao centro, uma letra G gradiente em tons vermelho, amarelo, verde e azul, e um fundo amarelo com bananas. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Google apresenta o Nano Banana 2, nova geração de seu modelo de imagens com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google lançou Nano Banana 2, modelo de IA para criação e edição de imagens, integrado ao Gemini 3.1 Flash Image; novidade combina velocidade e precisão visual, ampliando o acesso a recursos antes exclusivos da versão Pro;
  • Nano Banana 2 melhora consistência visual, preservando aparência de personagens e objetos; ele aprimora a renderização de texto, útil para storyboards e materiais sequenciais;
  • modelo inclui marca d’água SynthID e compatibilidade com C2PA para identificar imagens geradas por IA.

O Google apresentou, nesta quinta-feira (26/02), o Nano Banana 2, a segunda geração de seu modelo de criação e edição de imagens com inteligência artificial, integrado ao Gemini 3.1 Flash Image. A proposta é clara: entregar resultados mais rápidos sem abrir mão de precisão visual, conhecimento de mundo e capacidade de seguir instruções complexas.

A novidade substitui o Nano Banana original e passa a ocupar um espaço estratégico dentro do ecossistema do Gemini, tornando recursos antes exclusivos da versão Pro acessíveis a um público maior. A mudança ocorre em um momento em que imagens geradas por IA ganham escala — e também levantam debates sobre autenticidade e uso responsável.

O que muda com o Nano Banana 2

Segundo o Google, o Nano Banana 2 mantém a qualidade visual que tornou o modelo Pro popular, mas executa tarefas em ritmo mais acelerado. Isso permite criar e editar imagens em ciclos rápidos, com várias variações geradas a partir de um único comando. O modelo consegue produzir arquivos entre 512 pixels e 4K, em diferentes proporções, com texturas mais ricas e iluminação aprimorada.

Outra evolução está na consistência visual. O sistema preserva a aparência de até cinco personagens e a fidelidade de até 14 objetos em um mesmo fluxo de trabalho, algo relevante para storyboards, narrativas visuais e materiais sequenciais. Também há melhorias na renderização de texto dentro das imagens, o que facilita a criação de peças como cartões, mockups publicitários e infográficos.

O modelo utiliza o conhecimento de mundo incorporado ao Gemini, com acesso a informações e imagens em tempo real vindas de buscas na web. Isso ajuda a reduzir erros factuais e torna os resultados mais ancorados na realidade, segundo a empresa.

Nano Banana 2 permite criar e editar imagens em ciclos rápidos.
Nano Banana 2 permite criar e editar imagens em ciclos rápidos (imagem: divulgação/Google)

A IA ficou realista demais para ser distinguida?

O avanço técnico reacende uma preocupação recorrente: a dificuldade crescente de diferenciar imagens reais de criações artificiais. Modelos como o Nano Banana já produzem cenas altamente realistas, alimentando tanto usos criativos quanto a disseminação de conteúdos enganosos nas redes.

Para lidar com isso, o Google afirma que todas as imagens geradas pelo Nano Banana 2 recebem uma marca d’água invisível, chamada SynthID, além de compatibilidade com o padrão C2PA de credenciais de conteúdo. Assim, usuários podem verificar se determinado material foi criado por IA — desde que tenha origem em ferramentas da própria empresa.

O Nano Banana 2 já está disponível no app Gemini, no Google Search via Lens e no modo AI, além do estúdio criativo Flow. Assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra continuam com acesso ao Nano Banana Pro para tarefas específicas. Para desenvolvedores, o modelo chega em prévia por meio das APIs do Gemini e da plataforma Vertex AI.

Com informações do Google, Engadget, TechCrunch e CNET

Google lança Nano Banana 2 e amplia acesso à geração de imagens com IA

Nano Banana já ultrapassou 5 bilhões de imagens criadas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Estadunidenses se voltam contra câmeras de vigilância espalhadas pelo país

25 de Fevereiro de 2026, 16:59
Câmeras de vigilância em vias públicas têm sido alvo de vandalismo nos Estados Unidos.
Câmeras de vigilância em vias públicas têm sido alvo de vandalismo nos Estados Unidos (imagem: Freepik/onlyyouqj)
Resumo
  • cidadãos nos EUA estão sabotando câmeras de vigilância, especialmente leitores de placas, devido a preocupações com privacidade e uso de dados em ações migratórias;
  • startup Flock, avaliada em US$ 7,5 bilhões, desenvolve esses leitores automáticos, e dados coletados são supostamente repassados a autoridades federais por departamentos de polícia locais;
  • projeto DeFlock estima 80 mil câmeras nos EUA, com resistência crescente em várias cidades e ações diretas contra os dispositivos.

Um movimento pouco organizado, mas cada vez mais visível, vem ganhando força nos Estados Unidos: cidadãos estão sabotando e desmontando câmeras de vigilância instaladas em ruas e estradas. O alvo são equipamentos capazes de registrar placas de veículos, vistos por críticos como símbolos de monitoramento constante e ameaça à privacidade.

A reação ganhou destaque após relatos de destruição deliberada desses dispositivos em diferentes estados. A indignação pública se concentra, sobretudo, na percepção de que as imagens captadas podem acabar sendo usadas para apoiar ações federais de imigração, mesmo quando instaladas originalmente por autoridades locais.

Como essas câmeras funcionam e por que elas geram revolta?

No centro da controvérsia está a Flock, startup de vigilância sediada em Atlanta e avaliada em US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 38,2 bilhões) no ano passado. A empresa desenvolve leitores automáticos de placas que fotografam veículos e registram horários e locais de circulação, criando um vasto banco de dados sobre deslocamentos diários.

Segundo a companhia, os dados não são compartilhados diretamente com o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). No entanto, reportagens indicam que departamentos de polícia locais, que têm acesso às plataformas da Flock, repassam essas informações a autoridades federais.

Isso ocorre em um momento em que o governo norte-americano tem intensificado operações de imigração baseadas em dados, como parte da política de repressão à imigração adotada pelo governo de Donald Trump.

O jornalista Brian Merchant, da publicação Blood in the Machine, relata que a insatisfação popular saiu do campo político e entrou na ação direta. Em várias cidades, moradores passaram a atacar fisicamente as câmeras, alegando que contratos públicos ignoraram preocupações da comunidade.

Sistema de câmera da Flock utilizado para monitoramento de veículos em áreas urbanas nos EUA.
Sistema de câmera da Flock utilizado para monitoramento de veículos em áreas urbanas nos EUA (imagem: Flock Safety)

Como os episódios se espalharam pelos Estados Unidos?

Um dos casos citados ocorreu em La Mesa, na Califórnia, poucas semanas depois de o conselho municipal aprovar a manutenção do contrato com a Flock, apesar de a maioria dos presentes à sessão defender o desligamento do sistema. Logo após a decisão, câmeras apareceram quebradas ou inutilizadas, em um gesto interpretado como resposta direta à votação.

Episódios semelhantes foram registrados em estados como Connecticut, Illinois e Virgínia. No Oregon, seis câmeras instaladas em postes foram cortadas e derrubadas. Em ao menos um dos locais, uma mensagem foi deixada na base do poste: “Hahaha, se ferrem, seus vigilantes de mer**”, segundo Merchant.

Levantamentos do projeto DeFlock estimam que existam cerca de 80 mil câmeras desse tipo espalhadas pelo país. Ao mesmo tempo, dezenas de cidades já rejeitaram a adoção da tecnologia, e alguns departamentos de polícia passaram a bloquear o acesso de órgãos federais aos seus sistemas.

Procurada pela reportagem do TechCrunch, a Flock não informou se mantém um número oficial de equipamentos destruídos desde o início das implantações.

Com informações do TechCrunch

Estadunidenses se voltam contra câmeras de vigilância espalhadas pelo país

Câmeras de vigilância em vias públicas têm sido alvo de vandalismo nos Estados Unidos (imagem: reprodução/Freepik/onlyyouqj)

Sistema de câmera da Flock utilizado para monitoramento de veículos em áreas urbanas nos EUA (imagem: reprodução/Flock)

Uber descobre que seus funcionários criaram uma IA do próprio CEO

25 de Fevereiro de 2026, 12:18
Uber
Funcionários da Uber criaram uma IA que imita CEO da empresa para treinar apresentações (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • funcionários da Uber criaram uma IA que simula o CEO Dara Khosrowshahi para ensaiar apresentações e testar argumentos;
  • cerca de 90% dos engenheiros de software da Uber utilizam inteligência artificial em seu trabalho, com 30% sendo “usuários avançados”;
  • prática de usar IA ilustra a incorporação de ferramentas tecnológicas nos processos internos da Uber.

Para quem usa o aplicativo do serviço no dia a dia, a Uber ainda é sinônimo de corridas e entregas. Dentro da empresa, porém, a visão é bem diferente. Segundo o próprio comando da companhia, o negócio funciona como uma enorme base de código, sustentada por engenheiros que constroem, linha por linha, o que a plataforma se torna.

Esse cenário levou a uma situação curiosa: equipes internas desenvolveram uma inteligência artificial que simula o próprio CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, e usam o chatbot para treinar apresentações antes de levá-las ao executivo de verdade. A ideia é antecipar perguntas, ajustar argumentos e refinar decisões antes do encontro final.

Um “Dara AI” para ensaiar reuniões

A revelação veio durante uma entrevista de Khosrowshahi ao podcast The Diary of a CEO, apresentado por Steven Bartlett. Ao comentar a cultura de engenharia da Uber, o CEO contou que foi surpreendido por uma confidência de um integrante do time.

“Um dos membros da minha equipe me contou que algumas equipes criaram uma IA para o Dara, sabe, para que basicamente eles façam a apresentação para a IA do Dara como preparação para fazer uma apresentação para mim”, revelou Khosrowshahi. “Porque você pode imaginar, quando algo chega até mim, já houve uma preparação e uma reunião em que os slides foram cuidadosamente elaborados. Então eles usam a IA do Dara para refinar essa preparação.”

O detalhe já havia sido mencionado anteriormente pelo Business Insider, mas ganhou mais contexto com o relato direto do CEO. A prática ilustra até que ponto as equipes estão incorporando ferramentas de IA nos processos internos, não apenas para escrever código, mas também para simular interações humanas estratégicas.

Até onde a IA muda o trabalho dos engenheiros?

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Inteligência artificial está ajudando equipes da Uber a prever reações, organizar ideias e chegar mais preparadas às conversas com a alta gestão (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De acordo com Khosrowshahi, cerca de 90% dos engenheiros de software da Uber já utilizam inteligência artificial em alguma etapa do trabalho. Dentro desse grupo, aproximadamente 30% são considerados “usuários avançados”, que repensam a própria arquitetura dos sistemas com apoio dessas ferramentas.

“Eles fabricam os tijolos que compõem o sistema, e são arquitetos que estão pensando em como o sistema deveria ser”, afirmou o CEO. Para ele, o impacto vai além de ganhos pontuais de eficiência. “Isso realmente está mudando a produtividade deles de uma forma que eu nunca, jamais, vi antes.”

Com informações do TechCrunch

Uber descobre que seus funcionários criaram uma IA do próprio CEO

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Engenheiros da empresa fizeram um chatbot que imita o CEO Dara Khosrowshahi para ensaiar apresentações e testar argumentos antes de reuniões com a alta gestão.

Uber (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Panasonic desiste de fabricar suas próprias TVs

24 de Fevereiro de 2026, 15:30
Panasonic vai encerrar produção de televisores no Brasil (Imagem: thetoxicmind/Flickr)
Panasonic anunciou que deixará de fabricar seus próprios televisores (Imagem: thetoxicmind/Flickr)
Resumo

A Panasonic decidiu dar mais um passo no afastamento de um mercado que já foi central para sua identidade. A empresa anunciou que deixará de fabricar seus próprios televisores e passará essa responsabilidade a uma parceira chinesa, encerrando, na prática, sua atuação direta na produção de TVs.

A mudança marca um ponto simbólico para uma companhia que ajudou a popularizar as telas de plasma e que, por décadas, esteve entre as referências em qualidade de imagem. A partir de agora, os televisores continuarão levando o nome Panasonic, mas não sairão mais de fábricas controladas pela empresa japonesa.

Produção e vendas ficam com a Skyworth

O acordo prevê que a chinesa Skyworth, sediada em Shenzhen, assuma a fabricação, o marketing e a comercialização das TVs com a marca Panasonic. A empresa já é um nome relevante no setor e se apresenta como uma das maiores fornecedoras globais da plataforma Android TV, embora sua posição entre as líderes de vendas oscile ao longo do tempo.

Segundo o FlatpanelsHD, o anúncio foi feito durante um evento de lançamento, no qual um representante da Panasonic detalhou os termos da parceria: “Segundo o acordo, o novo parceiro liderará vendas, marketing e logística em toda a região, enquanto a Panasonic fornecerá conhecimento especializado e garantia de qualidade para manter seus renomados padrões audiovisuais, com desenvolvimento conjunto completo nos modelos OLED de ponta.”

A Panasonic afirmou que continuará oferecendo suporte “para todas as TVs Panasonic vendidas até março de 2026 e todas as que estiverem disponíveis a partir de abril”. Os novos aparelhos produzidos pela Skyworth devem ser vendidos nos Estados Unidos e na Europa, onde as empresas afirmam buscar participação de mercado em dois dígitos.

Televisores da Panasonic passarão a ser produzidos por uma empresa parceira chinesa Skyworth.
Televisores da Panasonic passarão a ser produzidos pela empresa parceira chinesa Skyworth (imagem: divulgação/Panasonic)

Entenda a decisão da Panasonic

A decisão da empresa japonesa não surgiu do nada. Há mais de uma década, a Panasonic vem demonstrando incerteza em relação ao futuro de sua divisão de TVs. No auge da era do plasma, a empresa chegou a liderar o mercado global, superando concorrentes como Samsung e LG. No entanto, em 2014, abandonou essa tecnologia, citando a ascensão dos LCDs e dificuldades financeiras acumuladas ao longo dos anos.

No mesmo período, a companhia começou a reduzir sua presença no mercado americano, do qual saiu completamente em 2016. Em 2021, anunciou que terceirizaria toda a produção de TVs, buscando mais flexibilidade. Três anos depois, retornou aos EUA com modelos OLED e Mini LED, ainda enfatizando o desenvolvimento japonês. Mesmo assim, em fevereiro de 2025, o presidente Yuki Kusumi admitiu que a empresa estava “preparada para vender” o negócio de TVs se fosse necessário.

Com a parceria com a Skyworth, a Panasonic parece ter encontrado uma forma de diminuir custos e riscos, mantendo alguma receita com o licenciamento da marca. O movimento também reforça um cenário mais amplo: hoje, praticamente não há mais produção de TVs no Japão, enquanto fabricantes da Coreia do Sul e da China dominam o mercado global.

Panasonic desiste de fabricar suas próprias TVs

Panasonic vai encerrar produção de televisores no Brasil (Imagem: thetoxicmind/Flickr)

Depois dos chips, empresas de IA agora disputam HDs e SSDs

24 de Fevereiro de 2026, 12:01
Visão interna de um HD da Western Digital para datacenters
A fome da IA chega ao armazenamento e ameaça HDs e SSDs (imagem: divulgação/Western Digital)
Resumo
  • A demanda por IA pressiona o mercado de armazenamento, afetando a oferta de HDs e SSDs e elevando prazos de entrega.
  • Empresas de IA migram para SSDs QLC, criando tensão na cadeia produtiva e potencial escassez para o consumidor.
  • Pressão por infraestrutura de IA eleva preços de componentes como DRAM, impactando custos de PCs e notebooks.

A expansão acelerada da inteligência artificial começa a gerar efeitos colaterais fora do radar do consumidor comum. Depois de pressionar o mercado de chips, memórias e placas aceleradoras, a demanda dos data centers agora alcança um dos pilares mais básicos da computação: o armazenamento.

Relatórios recentes do setor indicam que empresas focadas em IA estão absorvendo volumes cada vez maiores de discos rígidos e SSDs corporativos, reduzindo a oferta disponível e elevando prazos de entrega a níveis inéditos. O impacto pode chegar ao usuário final mais cedo do que se imaginava.

Armazenamento entra na mira da IA

Fabricantes de hardware e semicondutores já vinham enfrentando dificuldades para acompanhar a explosão de pedidos vindos de projetos de IA. Agora, o problema começa a aparecer também nos sistemas de armazenamento. Segundo dados do mercado asiático, o tempo de entrega de discos rígidos empresariais já ultrapassa dois anos em alguns casos.

Diante desse cenário, muitas empresas de IA decidiram não esperar pela normalização do fornecimento de HDs. A alternativa tem sido migrar rapidamente para SSDs, mesmo que isso implique mudanças no perfil de desempenho. Para conter custos, essas companhias estão priorizando unidades baseadas em memória QLC NAND, mais baratas, porém menos duráveis e velozes que as versões TLC.

Esse movimento, embora estratégico para os data centers, cria um novo ponto de tensão: a maior parte dos SSDs voltados ao mercado consumidor já utiliza QLC justamente para manter preços acessíveis. Com a indústria disputando o mesmo tipo de componente, a pressão sobre a cadeia produtiva se intensifica.

Inteligência artificial (Imagem: Pixabay/Geralt)
A corrida pela IA começa a secar o mercado de armazenamento (Imagem: Pixabay/Geralt)

Falta de SSDs à vista?

Analistas do setor avaliam que a demanda concentrada em SSDs QLC por grandes operadores de data centers nos Estados Unidos, Canadá e China pode resultar em escassez para o varejo. Caso isso se confirme, os preços de unidades de armazenamento para PCs e notebooks tendem a subir, agravando um cenário já marcado por hardware caro.

As projeções indicam que, se o ritmo atual se mantiver, os SSDs QLC devem superar os modelos TLC em volume total de vendas até o início de 2027. Seria uma virada relevante para o mercado, impulsionada não pelo consumidor, mas pelas necessidades da IA em larga escala. Há sinais, inclusive, de que empresas do setor já estejam formando estoques preventivos, ocupando a capacidade produtiva de alguns fabricantes até 2026.

O problema não se limita ao armazenamento. A corrida pela inteligência artificial tem pressionado toda a infraestrutura de data centers, de CPUs e memória até redes de alta velocidade. O preço da DRAM, por exemplo, registrou alta próxima de 50% em poucas semanas, enquanto operadores de grandes centros de dados recebem apenas parte do volume contratado, mesmo pagando mais caro.

Com fabricantes direcionando linhas de produção para componentes mais lucrativos ligados à IA, o mercado de consumo pode enfrentar novos períodos de escassez. O resultado é um efeito dominó que começa nos data centers e termina no bolso do usuário comum.

Depois dos chips, empresas de IA agora disputam HDs e SSDs

HD da Western Digital para datacenters (imagem: divulgação/Western Digital)

Inteligência artificial (Imagem: Pixabay/Geralt)

Analistas questionam efeitos da IA na economia dos EUA: “Basicamente zero”

24 de Fevereiro de 2026, 10:31
Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Investimentos em data centers e IA ainda não se traduziram em crescimento significativo do PIB dos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Economistas de Wall Street afirmam que o impacto da IA no PIB dos EUA em 2025 é mínimo, apesar de investimentos bilionários.
  • Equipamentos e softwares relacionados à IA são importados, diluindo o efeito dos investimentos no PIB americano.
  • Falta de métricas confiáveis dificulta a medição do impacto da IA na produtividade e no crescimento econômico.

Avaliações recentes feitas por analistas de um grande banco americano indicam que, ao menos até agora, o impacto direto desses investimentos sobre o PIB dos Estados Unidos é mínimo — descrito internamente como “basicamente zero”.

“Na verdade, não consideramos o investimento em IA como um fator fortemente positivo para o crescimento”, disse o economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, em entrevista ao Atlantic Council. “Acho que há muita informação distorcida sobre o impacto que o investimento em IA teve no crescimento do PIB dos EUA em 2025, e esse impacto é muito menor do que se costuma perceber”, afirmou.

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
Até agora os efeitos macroeconômicos da inteligência artificial seguem discretos (imagem ilustrativa: Max Pixel)

A inteligência artificial virou peça central no discurso sobre o futuro da economia dos Estados Unidos. Bancos, executivos e líderes empresariais passaram a associar o avanço da tecnologia a um ciclo de crescimento sustentado, impulsionado por investimentos bilionários em infraestrutura, chips e centros de dados. Para esse grupo, a IA já estaria ajudando a manter a economia aquecida em um cenário global instável.

No campo político, o tema também virou argumento estratégico. O presidente Donald Trump recorreu à promessa de crescimento impulsionado pela IA para defender a redução de regulações estaduais sobre o setor. Em uma publicação na Truth Social, escreveu: “O investimento em IA está ajudando a tornar a economia dos EUA a mais aquecida do mundo, mas a regulação excessiva dos estados ameaça minar esse motor de crescimento”.

O contraste expõe uma divergência crescente entre a narrativa defendida por empresas e autoridades e os números observados nos cálculos econômicos tradicionais.

O investimento virou crescimento econômico?

Durante parte de 2025, economistas reforçaram a percepção de que a IA já estaria deixando marcas visíveis no Produto Interno Bruto. Jason Furman, professor de Harvard, destacou em seu perfil no X que equipamentos e softwares ligados ao processamento de informação responderam por grande parte da expansão econômica no primeiro semestre. Na mesma linha, análises do Federal Reserve Bank of St. Louis sugeriram que investimentos relacionados à IA tiveram peso relevante no crescimento do terceiro trimestre.

Investment in information processing equipment & software is 4% of GDP.

But it was responsible for 92% of GDP growth in the first half of this year.

GDP excluding these categories grew at a 0.1% annual rate in H1. pic.twitter.com/7p1eAI1aAa

— Jason Furman (@jasonfurman) September 27, 2025

Nos últimos meses, no entanto, essa leitura passou a ser questionada por analistas do mercado financeiro. Para Joseph Briggs, economista do Goldman Sachs, o entusiasmo inicial pode ter simplificado demais a discussão. “Era uma história muito intuitiva. Isso talvez tenha evitado ou limitado a necessidade de investigar mais a fundo o que estava acontecendo”, disse ao The Washington Post.

A revisão mais dura veio de Hatzius. Segundo ele, o efeito da IA no PIB americano em 2025 foi “basicamente nulo”.

Onde o dinheiro realmente aparece?

Um dos pontos centrais é a origem dos equipamentos que sustentam a infraestrutura de IA. Chips avançados e outros componentes são, em grande parte, importados. Na prática, isso dilui o efeito dos investimentos domésticos nas contas nacionais. “Grande parte do investimento em IA que vemos nos EUA contribui para o PIB de Taiwan e para o PIB da Coreia, mas não muito para o PIB dos EUA”, explicou o economista.

Outro problema é a falta de instrumentos confiáveis para medir como o uso da IA por empresas e consumidores se converte em produtividade e crescimento real. Sem métricas claras, o impacto econômico permanece difuso e difícil de quantificar.

O contraste entre os volumes investidos e os resultados observados sugere que a IA ainda está em uma fase de transição. A tecnologia pode transformar a economia no longo prazo, mas, até agora, seus efeitos macroeconômicos seguem discretos — bem longe da narrativa de crescimento imediato que dominou o mercado.

Com informações do Gizmodo

Analistas questionam efeitos da IA na economia dos EUA: “Basicamente zero”

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Sam Altman alega que humanos também consomem muita energia

23 de Fevereiro de 2026, 15:09
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman contesta estimativas sobre impacto ambiental da inteligência artificial (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

O CEO da OpenAI, Sam Altman, voltou a rebater críticas sobre o impacto ambiental da inteligência artificial durante um evento na Índia. Em entrevista ao The Indian Express, ele comparou o gasto de energia dos data centers com o que os seres humanos precisam até se desenvolverem totalmente, por volta dos 20 anos.

Altman participou da Cúpula do Impacto da IA e aproveitou o palco para contestar números amplamente compartilhados nas redes, ao mesmo tempo em que reconheceu que o crescimento acelerado desta tecnologia pressiona a demanda global por energia. Para ele, o debate precisa ser mais técnico e menos baseado em comparações simplistas.

Água, energia e números questionados

Segundo Altman, afirmações de que uma única consulta ao ChatGPT consumiria dezenas de litros de água não correspondem à realidade atual. Ele explicou que esse tipo de preocupação fazia mais sentido no passado, quando alguns data centers utilizavam sistemas de resfriamento evaporativo. Hoje, segundo o executivo, esse método deixou de ser padrão na infraestrutura da empresa.

“Agora que não fazemos isso, você vê essas coisas na internet como ‘não use o ChatGPT, são 17 galões de água por consulta’ ou algo assim”, disse. “Isso é completamente falso, totalmente insano, sem nenhuma conexão com a realidade.”

Apesar do tom duro sobre a água, Altman reconheceu que o consumo total de energia é um ponto legítimo de atenção. Com mais empresas e pessoas utilizando IA, a demanda elétrica cresce, o que reforça, em sua visão, a necessidade de acelerar a transição para fontes como nuclear, solar e eólica.

Não existe hoje uma obrigação legal para que empresas de tecnologia divulguem dados detalhados sobre uso de água e energia.

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Debate sobre eficiência energética da inteligência artificial cresce (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Faz sentido comparar IA com humanos?

Altman também respondeu a um comentário atribuído a Bill Gates, segundo o qual uma pergunta ao ChatGPT equivaleria a consumir cerca de uma bateria e meia de iPhone. “Não há como chegar nem perto disso”, afirmou.

Ele também criticou o foco excessivo no custo energético de treinar modelos de IA, sem uma comparação justa com o esforço humano. “Mas também é preciso muita energia para treinar um humano”, disse. “São cerca de 20 anos de vida e toda a comida que você consome durante esse período antes de você se tornar inteligente.”

Altman foi além, argumentando que a própria evolução humana, ao longo de bilhões de experiências acumuladas, envolveu um gasto energético imenso. Para ele, a comparação correta é medir quanta energia um sistema já treinado consome para responder a uma pergunta, em relação a um humano fazendo o mesmo. Nesse recorte, acredita que a IA já alcançou eficiência semelhante.

Dados globais mostram que data centers respondem hoje por cerca de 1,5% do consumo mundial de eletricidade, percentual que pode quase dobrar até 2030, segundo a International Energy Agency.

Com informações do TechSpot e do TechCrunch

Sam Altman alega que humanos também consomem muita energia

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CEO da OpenAI minimiza acusações sobre consumo de água por IA, admite impacto energético global e defende comparação direta entre eficiência de máquinas e humanos.

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Novo no grupo? WhatsApp vai te mostrar as conversas recentes

20 de Fevereiro de 2026, 16:27
Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
WhatsApp anuncia nova função para grupos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O WhatsApp permite compartilhar histórico recente de grupos com novos membros, mantendo a criptografia de ponta a ponta.
  • O recurso permite enviar até 100 mensagens dos últimos 14 dias, com opções de 25, 50 ou 75 mensagens.
  • Administradores e membros controlam o compartilhamento, e o recurso pode ser desativado nas configurações do grupo.

O WhatsApp anunciou uma função que muda a dinâmica de entrada em conversas de grupo. A partir de agora, participantes podem optar por compartilhar parte do histórico recente com novos membros, evitando que quem acabou de entrar fique perdido em discussões já em andamento.

A novidade começou a aparecer em versões de teste no Android e no iOS, mas agora passa a ser distribuída gradualmente para o público geral. Segundo o WhatsApp, todo o processo mantém a criptografia de ponta a ponta, preservando a privacidade das conversas.

Como funciona o compartilhamento de histórico?

Ao adicionar alguém a um grupo, o WhatsApp passa a exibir uma opção para enviar mensagens recentes ao novo integrante. Esse envio não é automático: cabe a quem adiciona decidir se o histórico será compartilhado ou não. Quando ativado, o recurso encaminha conversas e mídias anteriores para ajudar o recém-chegado a se situar.

Por padrão, o aplicativo permite compartilhar mensagens dos últimos 14 dias, com um limite máximo de 100 mensagens. Também é possível escolher quantidades menores — 25, 50 ou 75 — para quem prefere liberar apenas parte do conteúdo. Antes da atualização, novos membros dependiam de resumos manuais, capturas de tela ou reencaminhamentos feitos individualmente, o que muitas vezes interrompia o fluxo da conversa.

O WhatsApp explica que, ao incluir alguém com histórico, um novo conjunto de chaves de criptografia é gerado. As mensagens selecionadas são então recriptografadas antes de serem entregues ao novo participante. Dessa forma, apenas quem faz parte do grupo naquele momento consegue acessar o conteúdo compartilhado.

WhatsApp passa a permitir o envio de histórico recente a novos membros.
WhatsApp passa a permitir o envio de histórico recente a novos membros (imagem: divulgação/WhatsApp)

Quem decide o que pode ser visto?

O controle do recurso é dividido entre membros e administradores. Cada pessoa pode escolher se deseja ou não enviar o histórico ao adicionar alguém. Além disso, os admins têm autoridade para desativar completamente a função nas configurações do grupo. Caso isso aconteça, nenhum integrante poderá compartilhar mensagens antigas com novos participantes.

Quando o histórico começa a ser enviado, todos no grupo recebem uma notificação informando que mensagens recentes foram compartilhadas. Para facilitar a leitura, os conteúdos antigos aparecem destacados com outra cor na conversa de quem acabou de entrar, ajudando a diferenciar o que é passado do que está acontecendo em tempo real.

A empresa afirma que a função atende a um pedido antigo dos usuários, especialmente em grupos de trabalho, estudo ou organização de eventos. Ainda assim, reforça que o compartilhamento é opcional e pensado para equilibrar praticidade e privacidade.

O recurso está sendo liberado aos poucos para quem mantém o aplicativo atualizado nas lojas oficiais. A expectativa é que, nas próximas semanas, todos os usuários possam decidir se querem — ou não — abrir o contexto das conversas para novos integrantes.

Novo no grupo? WhatsApp vai te mostrar as conversas recentes

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WhatsApp passa a permitir o envio de histórico recente a novos membros (imagem: divulgação/WhatsApp)

Altman se posiciona contra “AI washing”, que virou moda no Vale do Silício

20 de Fevereiro de 2026, 14:51
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman questiona o uso da IA como justificativa para demissões (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O CEO da OpenAI, Sam Altman, criticou o “AI washing”, prática em que empresas justificam demissões com o avanço da IA, mesmo que os cortes não sejam diretamente causados por ela.
  • Estudos mostram impacto limitado da IA no emprego, com 90% dos executivos não percebendo mudanças significativas na produtividade devido à IA.
  • Dados macroeconômicos até 2025 não indicam mudanças significativas no desemprego ou em ocupações expostas à IA, embora o impacto possa crescer no futuro.

Em meio ao debate global sobre os efeitos reais da inteligência artificial no mercado de trabalho, Sam Altman levantou um alerta: parte das demissões anunciadas por empresas estaria sendo atribuída de forma exagerada — ou enganosa — ao avanço da tecnologia. O CEO da OpenAI chamou a prática de “AI washing”, uma espécie de maquiagem discursiva para decisões que já seriam tomadas por outros motivos.

A declaração foi feita a um canal de TV nesta quinta-feira (19), durante a Cúpula do Impacto da IA, realizada na Índia. Segundo Altman, embora a IA já provoque substituição real de algumas funções, nem todo corte de vagas pode ser creditado diretamente a ela, como muitas companhias têm sugerido em comunicados recentes.

O que é “AI washing” nas demissões?

Altman explicou que não é possível medir exatamente a dimensão do fenômeno, mas deixou claro que há uma diferença entre impactos concretos da IA e o uso do discurso tecnológico como bode expiatório. “Não sei qual é a porcentagem exata, mas existe um certo ‘AI washing’, em que as pessoas culpam a IA por demissões que elas mesmas fariam, e existe também um deslocamento real de diferentes tipos de empregos pela IA”, afirmou.

Estudos recentes ajudam a ilustrar essa ambiguidade. Uma pesquisa publicada pelo National Bureau of Economic Research mostrou que quase 90% de executivos de alto escalão nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Austrália disseram não ter visto mudanças relevantes no nível de produtividade atribuíveis à IA nos três anos seguintes ao lançamento do ChatGPT.

Por outro lado, o discurso de líderes do setor costuma ser mais alarmista. Dario Amodei, da Anthropic, já falou em um possível “banho de sangue” no trabalho de escritório, enquanto Sebastian Siemiatkowski afirmou que a Klarna pode reduzir um terço de seu quadro de funcionários até 2030, em parte por causa da aceleração da IA.

O Fórum Econômico Mundial estima que cerca de 40% dos empregadores esperam reduzir equipes no futuro com base nesse mesmo argumento.

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Efeitos da IA sobre o trabalho seguem em debate (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A IA já está afetando o emprego?

Apesar das previsões, dados macroeconômicos ainda não mostram uma ruptura clara. Um relatório do Yale Budget Lab, baseado em estatísticas oficiais dos EUA até novembro de 2025, não identificou diferenças significativas no desemprego ou na composição das ocupações mais expostas à IA.

Altman reconhece que o impacto tende a crescer, mas não de forma imediata. “Encontraremos novos tipos de trabalho, como em toda revolução tecnológica”, disse.

Altman se posiciona contra “AI washing”, que virou moda no Vale do Silício

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google reforça segurança e barra 1,75 milhão de apps suspeitos

20 de Fevereiro de 2026, 14:45
Google apresentou balanço de segurança no Android (imagem: divulgação)
Resumo

O Google afirma ter impedido que mais de 1,75 milhão de aplicativos chegassem à Google Play Store ao longo de 2025. O número, embora alto, representa uma redução em relação aos dois anos anteriores e, segundo a empresa, é resultado direto do fortalecimento de políticas e sistemas de prevenção contra abusos.

Os dados fazem parte do relatório anual de segurança do ecossistema Android, que detalha como a companhia tem tentado conter malware, fraudes financeiras, violações de privacidade e práticas enganosas dentro e fora da loja oficial de apps.

Google Play amplia cerco a aplicativos irregulares.
Google detalha números do combate a apps irregulares em 2025 (imagem: reprodução/Google)

Por que menos apps foram barrados em 2025?

De acordo com o Google, a queda no volume de aplicativos rejeitados não significa afrouxamento, mas o efeito oposto. A empresa diz que medidas mais rígidas passaram a desestimular desenvolvedores mal-intencionados ainda na fase inicial. Em 2025, cerca de 1,75 milhão de apps foram barrados por violar políticas, abaixo dos 2,36 milhões em 2024 e dos 2,28 milhões em 2023.

O mesmo movimento aparece no número de contas de desenvolvedores banidas: foram pouco mais de 80 mil no último ano, contra 158 mil no anterior e 333 mil dois anos atrás. Para o Google, iniciativas como verificação obrigatória de desenvolvedores, checagens antes da publicação e exigências de testes elevaram o nível de dificuldade para quem tenta explorar a plataforma. A empresa afirma que hoje executa mais de 10 mil verificações de segurança em cada app submetido e continua monitorando após a liberação.

Outro destaque é o uso de modelos avançados de inteligência artificial no processo de revisão. Segundo o Google, a integração dessas ferramentas ajudou equipes humanas a identificar padrões maliciosos mais complexos com maior rapidez.

Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Play Store amplia fiscalização contra apps irregulares (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

O que muda para usuários e desenvolvedores?

Além de barrar publicações, o Google diz ter bloqueado mais de 255 mil apps que tentavam obter acesso excessivo a dados sensíveis dos usuários — uma queda expressiva em relação a 2024, quando esse número ultrapassou 1,3 milhão. A empresa também combateu manipulações de reputação: cerca de 160 milhões de avaliações e comentários considerados spam foram impedidos, evitando que apps sofressem, em média, uma queda artificial de meia estrela em casos de review bombing.

No lado do sistema operacional, o Android conta com o Play Protect, que hoje analisa centenas de bilhões de apps diariamente. Em 2025, a ferramenta identificou mais de 27 milhões de aplicativos maliciosos instalados fora da Play Store — um aumento que sugere que atacantes estão evitando a loja oficial. A proteção antifraude também foi ampliada para bilhões de dispositivos em dezenas de mercados, bloqueando centenas de milhões de tentativas de instalação suspeitas.

Para 2026, o Google afirma que seguirá investindo em defesas baseadas em IA, novas formas de verificação e ferramentas de conformidade integradas ao desenvolvimento. A aposta é impedir violações antes mesmo que um app tente chegar à loja.

Google reforça segurança e barra 1,75 milhão de apps suspeitos

Google Play amplia cerco a aplicativos irregulares (imagem: reprodução/Google)

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Meta registra IA que interage em nome de pessoas falecidas

20 de Fevereiro de 2026, 12:56
Meta registra patente sobre IA que simula presença digital (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta registrou uma patente de IA que simula interações em redes sociais após a morte do usuário, reacendendo debates éticos.
  • O sistema usaria grandes modelos de linguagem para simular atividades online, como publicações e interações, usando dados históricos do perfil.
  • A Meta afirma não ter planos de desenvolver a tecnologia, mas a patente garante direitos sobre a ideia para uso futuro.

A Meta registrou uma patente que descreve um modelo de inteligência artificial capaz de continuar publicando, curtindo e interagindo em redes sociais em nome de uma pessoa ausente — inclusive após sua morte. A informação foi revelada pelo Business Insider, com base em um pedido concedido no fim de dezembro, que detalha um sistema baseado em grandes modelos de linguagem (LLMs) que simulariaa atividade online de usuários por longos períodos.

Embora a empresa afirme que não pretende levar o projeto adiante, o simples registro da patente já foi suficiente para reacender discussões sobre limites éticos, uso de dados pessoais e o impacto emocional de tecnologias que recriam a presença digital de pessoas falecidas.

Como funcionaria a “presença digital pós-vida”?

De acordo com a patente, o sistema foi pensado para usuários com forte presença nas redes, como influenciadores que desejam se afastar temporariamente das plataformas sem perder engajamento. A IA poderia responder comentários, reagir a publicações e até simular chamadas de áudio ou vídeo com seguidores, sempre usando dados históricos do perfil.

O pedido foi apresentado em 2023 pelo então CTO da Meta, Andrew Bosworth. Em um dos trechos do documento, a empresa reconhece que o efeito da tecnologia seria diferente em casos de falecimento. “O impacto nos usuários é muito mais severo e permanente se esse usuário estiver morto e nunca mais puder retornar à plataforma de rede social”, afirma o texto.

Em declaração ao Business Insider, a Meta afirmou que não tem planos atuais de desenvolver ou lançar esse tipo de LLM. Ainda assim, a patente garante à empresa os direitos sobre a ideia, caso decida revisitá-la no futuro.

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Tecnologias de IA ampliam discussões sobre identidade digital e pós-vida (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Até onde vai o limite ético desse tipo de IA?

A Meta não é a única a explorar esse território. A Microsoft registrou, em 2021, uma patente semelhante para um chatbot que imitava pessoas falecidas, mas acabou abandonando o projeto. Na época, executivos da empresa classificaram a proposta como “perturbadora”.

Enquanto grandes empresas recuam, startups passaram a ocupar esse espaço. Serviços conhecidos como “deadbots” usam IA para criar versões digitais de pessoas mortas, levantando alertas entre juristas, profissionais da saúde mental e especialistas em luto. Plataformas como Replika AI e 2wai são frequentemente citadas nesse debate.

A preocupação não se limita ao usuário comum. Celebridades como Matthew McConaughey já tomaram medidas legais para proteger imagem e voz após a morte, registrando marcas relacionadas à própria identidade. Especialistas em planejamento sucessório recomendam que qualquer pessoa estabeleça regras claras sobre o uso de dados, imagens e conteúdos digitais no pós-vida.

Meta registra IA que interage em nome de pessoas falecidas

Meta registra patente sobre IA que simula presença digital (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta lembra que site do Messenger ainda existe e decide encerrá-lo

20 de Fevereiro de 2026, 06:41
Messenger
Messenger.com deixará de existir (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta encerrará o site messenger.com em abril, redirecionando usuários para facebook.com/messages.
  • Usuários sem conta no Facebook poderão usar o aplicativo móvel do Messenger.
  • A decisão visa reduzir custos e simplificar a manutenção do serviço.

A Meta anunciou que vai desligar o site independente do Messenger, encerrando de vez o endereço messenger.com. A mudança passa a valer em abril e afeta quem ainda usa o serviço de mensagens diretamente pelo navegador, fora do ecossistema principal do Facebook.

Com a decisão, o Messenger segue o mesmo caminho de outras plataformas descontinuadas pela empresa nos últimos meses. A Meta afirma que usuários ainda poderão trocar mensagens pela web, mas apenas acessando o serviço por meio do site do Facebook ou pelo aplicativo móvel do Messenger.

O que muda para quem usa o Messenger?

Segundo uma página oficial de suporte, quem tentar acessar o messenger.com após o encerramento será automaticamente redirecionado para facebook.com/messages. O texto explica: “Você poderá continuar suas conversas lá ou no aplicativo Messenger para celular”.

Para usuários que utilizam o Messenger sem uma conta ativa no Facebook, a alternativa será apenas o aplicativo móvel. Ainda assim, a empresa afirma que o histórico de conversas pode ser recuperado em qualquer plataforma usando o PIN configurado no backup do Messenger. Caso o código tenha sido esquecido, é possível redefini-lo.

Por que a Meta está acabando com plataformas do Messenger?

Ilustração do Messenger do Facebook
A partir de abril de 2026, o site do Messenger não estará mais disponível (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O encerramento do site acontece poucos meses depois da empresa desativar os aplicativos independentes do Messenger para Windows e macOS. Na época, usuários desses apps já vinham sendo direcionados para usar o serviço diretamente pelo Facebook, o que indicava que o site também poderia ter o mesmo destino.

Nas redes sociais, parte dos usuários reagiu negativamente à decisão, especialmente aqueles que não querem depender do Facebook para acessar o Messenger no computador ou que mantêm suas contas desativadas. Ainda assim, do ponto de vista da empresa, reduzir o número de plataformas ajuda a diminuir custos e simplificar a manutenção do serviço.

O Messenger surgiu em 2008 como Facebook Chat e ganhou um aplicativo próprio em 2011. Durante anos, a Meta tentou posicioná-lo como um serviço separado da rede social. Em 2014, o Facebook chegou a remover o chat do app principal. Esse movimento começou a ser revertido em 2023, quando a empresa passou a reintegrar o Messenger ao aplicativo do Facebook — um processo que agora se consolida também na versão web.

Meta lembra que site do Messenger ainda existe e decide encerrá-lo

Messenger (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como desconectar do Messenger do Facebook no celular e no PC (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft avança no Project Silica e quer guardar dados por 10 mil anos

19 de Fevereiro de 2026, 18:28
Microsoft demonstra tecnologia de armazenamento em vidro para arquivos de longo prazo (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • O Projeto Silica da Microsoft Research usa vidro para armazenamento de dados, gravando terabytes em placas de vidro estáveis por milênios sem consumo de energia quando inativo.
  • O sistema grava dados dentro do vidro usando lasers de femtossegundo, criando voxels que aumentam a densidade de dados, e utiliza inteligência artificial para leitura.
  • Um bloco de vidro pode armazenar até 4,84 TB, com testes indicando durabilidade de mais de 10 mil anos, mas o processo de escrita é lento, limitando a escalabilidade para grandes volumes de dados.

Armazenar grandes volumes de dados por décadas — ou séculos — segue sendo um desafio técnico e econômico. Fitas magnéticas, discos rígidos e servidores consomem energia, sofrem desgaste e exigem manutenção constante. Em busca de alternativas mais duráveis, pesquisadores vêm testando soluções pouco convencionais, que vão de DNA sintético a novos materiais físicos.

É nesse contexto que a Microsoft apresentou avanços do Project Silica, iniciativa que transforma placas de vidro em mídia de armazenamento digital. Em um estudo publicado na revista Nature, a empresa mostrou um sistema funcional capaz de gravar e ler dados diretamente no interior do material, com densidade superior a 1 gigabit por milímetro cúbico.

Por que usar vidro para guardar dados?

Apesar da fama de frágil, o vidro pode ser extremamente estável do ponto de vista químico e térmico. Dependendo de sua composição, ele resiste bem à umidade, variações de temperatura e interferências eletromagnéticas. Segundo os pesquisadores, trata-se de um meio que oferece exatamente o tipo de durabilidade desejada para armazenamento arquivístico.

No Project Silica, os dados não são gravados na superfície, mas “queimados” dentro do vidro com lasers de altíssima precisão. O uso de lasers de femtossegundo — pulsos ultracurtos emitidos milhões de vezes por segundo — permite criar estruturas microscópicas chamadas voxels. Esses pontos podem representar mais de um bit de informação, aumentando significativamente a densidade de dados.

Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
O Project Silica integra as iniciativas de pesquisa da Microsoft em armazenamento de dados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Armazenamento em vidro é viável?

A leitura dessas informações é feita por microscopia capaz de detectar variações no índice de refração do vidro. O sistema captura imagens camada por camada e utiliza redes neurais convolucionais para interpretar os padrões gravados. A inteligência artificial é treinada para reconhecer sutis diferenças visuais, inclusive a influência de voxels vizinhos.

Antes da gravação, os dados passam por um processo de codificação com correção de erros semelhante ao usado em redes 5G. Isso garante maior confiabilidade na recuperação futura. Hoje, um único bloco de vidro pode armazenar até 4,84 TB, mas o processo de escrita ainda é lento: preencher totalmente uma placa pode levar mais de 150 horas.

Mesmo assim, os testes de envelhecimento acelerado indicam que o vidro de borossilicato manteria os dados legíveis por mais de 10 mil anos à temperatura ambiente. Por isso, a Microsoft afirmou: “Nossos resultados demonstram que a sílica pode se tornar a solução de armazenamento de arquivos para a era digital”.

Na prática, porém, o volume crescente de dados globais impõe limites. Projetos científicos que geram centenas de petabytes por ano exigiriam milhares de placas e dezenas de máquinas operando em paralelo.

Microsoft avança no Project Silica e quer guardar dados por 10 mil anos

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

“Desacato”: juíza repreende smart glasses durante audiência de Zuckerberg

19 de Fevereiro de 2026, 14:29
Fotografia em close-up de um homem de pele clara e cabelos curtos usando óculos inteligentes com armação grossa e translúcida marrom. Ele veste uma blusa verde e um cordão vermelho com o logotipo "Meta". O fundo apresenta uma parede azul e um espelho que reflete o ambiente. No canto inferior direito, está escrita a palavra "tecnoblog".
Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo

O depoimento de Mark Zuckerberg em um processo que acusa redes sociais de estimularem comportamentos nocivos em jovens começou com um aviso pouco comum. Logo no início da audiência, nos Estados Unidos, a juíza responsável deixou claro que qualquer pessoa utilizando óculos inteligentes para gravar o julgamento poderia responder por desacato à Justiça.

A advertência ocorreu no caso K.G.M. v. Meta et al., que discute o suposto design viciante de plataformas como Instagram e Facebook para crianças e adolescentes. O processo foi movido por uma jovem da Califórnia que associa anos de uso dessas redes a problemas de saúde mental.

Alerta direto contra gravações no tribunal

Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg depôs em processo que acusa plataformas da Meta de estimular comportamentos nocivos em jovens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A juíza Carolyn Kuhl demonstrou preocupação específica com a capacidade de gravação dos smart glasses. Segundo ela, qualquer registro não autorizado da audiência pode gerar consequências imediatas. “Se você fez isso, deve apagar, ou será considerado em desacato ao tribunal”, afirmou a magistrada.

De acordo com as regras da Suprema Corte da Califórnia, gravações de áudio, vídeo ou fotos são proibidas nas salas de audiência. O descumprimento pode resultar em multas, expulsão do local ou outras sanções legais. O aviso ganhou ainda mais peso porque Zuckerberg chegou ao prédio acompanhado por uma comitiva, incluindo pessoas usando óculos inteligentes da própria Meta.

Os óculos smart da Meta estão à venda no Brasil. O Ray-Ban Meta custa a partir de R$ 3.299, enquanto outras versões com a Oakley saem por a partir de R$ 3.459. Definitivamente não é para todo tipo de bolso, apesar das condições facilitadas de pagamento, como o parcelamento em 18 vezes.

Por que os smart glasses viraram um problema?

ilustração sobre smart glasses ou óculos inteligentes
A capacidade de gravação dos smart glasses motivou alerta direto da juíza durante a audiência (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A popularização dos óculos inteligentes reacendeu debates sobre privacidade, especialmente em ambientes sensíveis. Embora modelos como os Meta Ray-Ban exibam um LED quando estão gravando, especialistas apontam que modificações podem ocultar esse sinal visual, aumentando o receio de registros não consentidos.

Casos recentes fora do ambiente judicial também alimentaram a controvérsia. Em 2025, um relato viral no TikTok descreveu o desconforto de uma cliente ao perceber que uma funcionária usava smart glasses durante um atendimento estético, mesmo com a empresa afirmando que os dispositivos permanecem desligados nessas situações.

No mérito do processo, Zuckerberg reconheceu que usuários podem mentir sobre a idade ao criar contas no Instagram, que oficialmente exige idade mínima de 13 anos. Documentos internos apresentados pelos advogados da acusação indicam que, em 2015, milhões de usuários americanos da plataforma tinham menos de 13 anos. A exigência formal da data de nascimento só passou a ser aplicada em 2019, período em que a autora da ação teria ingressado na rede aos 9 anos.

“Desacato”: juíza repreende smart glasses durante audiência de Zuckerberg

Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como funcionam os óculos inteligentes e como eles podem auxiliar no dia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Investidores criticam gasto excessivo das big techs com IA

19 de Fevereiro de 2026, 10:39
Imagem mostra notas de R$ 100 reais abertas em leque, formando um fundo para vários logotipos de grandes empresas de tecnologia. Os logotipos são da Apple, Google, Amazon, Microsoft, Meta e TikTok. No canto inferior direito, o logo do "tecnoblog" é visível.
O avanço dos investimentos em IA por grandes empresas de tecnologia começa a gerar ceticismo em Wall Street (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

O ritmo acelerado de investimentos das grandes empresas de tecnologia em inteligência artificial começa a gerar incômodo entre investidores. Mesmo após as principais big techs deixarem claro, na temporada mais recente de balanços, que não pretendem reduzir os aportes em infraestrutura e modelos de IA, o mercado financeiro demonstra sinais crescentes de ceticismo.

Uma nova pesquisa do Bank of America indica que parte relevante de gestores de fundos e executivos financeiros já considera esses gastos excessivos.

A avaliação sugere que, para Wall Street, o entusiasmo com IA segue alto, mas a tolerância a investimentos sem retorno claro começa a diminuir.

Wall Street vê exagero nos aportes em IA

O levantamento ouviu 162 gestores responsáveis por cerca de US$ 440 bilhões em ativos (R$ 2,24 trilhões). Um percentual recorde desses profissionais afirmou que as empresas estão “investindo demais” em despesas de capital, especialmente ligadas à expansão de data centers, chips e infraestrutura voltada à IA.

O resultado vem acompanhado de uma mudança importante no humor dos executivos de tecnologia. Apenas 20% dos CIOs ouvidos disseram defender o aumento dos gastos de capital, o chamado capex, uma queda relevante em relação aos 34% registrados na pesquisa anterior. Para muitos, o momento agora é de cautela.

Esse freio no entusiasmo pode ser explicado pela percepção de risco. Um quarto dos participantes apontou uma possível “bolha de IA” como o principal risco para o mercado em 2026, superando preocupações tradicionais como inflação, conflitos geopolíticos ou alta desordenada dos juros.

Ilustração mostra moedas, um celular e um notebook, em um gráfico de seta indicando aumento. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Investimentos em tecnologia seguem altos, enquanto o mercado avalia riscos e retorno (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A bolha de IA pode virar um problema maior?

Além do temor de excesso de otimismo, parte dos investidores enxerga um risco ainda mais estrutural. Cerca de 30% dos entrevistados consideram os gastos massivos dos chamados hyperscalers de IA como a fonte mais provável de um evento sistêmico de crédito. Em outras palavras, o medo não é apenas de perdas pontuais, mas de impactos mais amplos no sistema financeiro.

Esse tipo de avaliação seria impensável há um ano, quando a corrida por IA parecia justificar praticamente qualquer nível de investimento. Desde então, no entanto, o mercado passou a exigir resultados mais concretos.

Com informações do Business Insider

Investidores criticam gasto excessivo das big techs com IA

Big techs no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Secretário compara “jailbreak” do caça F-35 a desbloqueio de iPhone

19 de Fevereiro de 2026, 10:11
O F-35 voltou ao centro do debate sobre soberania tecnológica e controle de software.
Declaração sobre um possível “jailbreak” reacende dúvidas sobre o controle do software do F-35 (imagem: divulgação/Lockheed Martin)
Resumo
  • A declaração de uma autoridade holandesa sugere que países europeus poderiam alterar o software do F-35 sem a aprovação dos EUA, levantando questões sobre dependência tecnológica.
  • O F-35 é um projeto internacional, mas o controle sobre atualizações e segurança do software é restrito, com Israel sendo o único país autorizado a operar softwares próprios.
  • Especialistas em segurança destacam que, ao contrário de dispositivos de consumo, o acesso a um caça militar como o F-35 é extremamente restrito, tornando a modificação do software complexa e limitada.

O caça F-35, principal aeronave de combate de quinta geração em operação no Ocidente, voltou ao centro de uma discussão sensível envolvendo soberania tecnológica e dependência militar. A polêmica ganhou força após uma declaração do secretário de Defesa dos Países Baixes, que comparou a possibilidade de modificar o software do avião a um jailbreak do iPhone.

A fala surgiu em meio a questionamentos sobre até que ponto países europeus conseguiriam manter e atualizar seus F-35 caso os Estados Unidos reduzissem o apoio estratégico. Embora a afirmação não traga detalhes técnicos, ela reacende temores antigos sobre o controle real exercido pelo fabricante e pelo governo norte-americano sobre a frota internacional do modelo.

O que significa fazer um “jailbreak de um F-35?

Durante participação em um podcast, Gijs Tuinman afirmou que o F-35 é um projeto compartilhado entre vários países e destacou a interdependência industrial envolvida. Segundo ele, mesmo sem atualizações oficiais, o avião continuaria superior a outros caças disponíveis. Em seguida, fez a declaração mais controversa: “Se você ainda quiser atualizar apesar de tudo, vou dizer algo que nunca deveria dizer, mas direi mesmo assim: é possível fazer jailbreak de um F-35, assim como de um iPhone”.

Tuinman não explicou como isso ocorreria, mas indicou que forças europeias poderiam, em tese, manter o software da aeronave de forma independente, com ou sem apoio da fabricante Lockheed Martin. Procurada pelo The Register, a empresa evitou comentar e direcionou perguntas ao governo dos Estados Unidos, que não respondeu.

Imagem mostra um cadeado azul fechado, centralizado sobre um fundo abstrato em tons de cinza e azul claro, com formas geométricas que sugerem tecnologia e segurança digital. No canto inferior direito, a marca d'água "Tecnoblog" é visível.
Segurança e controle de software estão no centro do debate sobre o F-35 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

É mesmo viável alterar o software de um caça militar?

Para especialistas em segurança, a comparação com dispositivos de consumo tem limites claros. Ken Munro, da Pen Test Partners, afirma que não ficou surpreso com a ideia em abstrato, mas ressalta que o acesso físico e técnico a um caça militar é extremamente restrito. “Ao contrário de dispositivos de consumo, como o iPhone, que é facilmente acessado pela comunidade de pesquisa e, portanto, sujeito à sua ‘atenção’, não se pode comprar um F-35 no eBay”.

Ele acrescenta que a ausência de uma comunidade ampla de pesquisadores reduz a chance de falhas virem a público. “A barreira de entrada para pesquisadores e hackers é simplesmente muito alta para hardware militar. Portanto, dependemos de que os contratistas de defesa acertem na segurança logo de início. Essa falta de uma comunidade que faça sua própria pesquisa significa que problemas de segurança acidentais e não intencionais provavelmente não serão encontrados com tanta facilidade”.

Outro obstáculo é o próprio modelo de atualização do avião. O F-35 Lightning II recebe melhorias por meio do sistema ALIS, um conjunto logístico que centraliza dados técnicos e distribui pacotes de software em ciclos longos. Atualmente, apenas Israel possui autorização formal para operar softwares próprios em sua variante do caça.

As declarações de Tuinman também dialogam com temores levantados no ano passado, quando autoridades europeias discutiram a possibilidade de um “botão de desligamento” remoto controlado pelos EUA.

Secretário compara “jailbreak” do caça F-35 a desbloqueio de iPhone

Segurança digital (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Adeus, Rosetta 2: Apple entra na reta final da transição de Intel para Arm

19 de Fevereiro de 2026, 10:06
Processador M1 foi o primeiro desenhado pela Apple com arquitetura Arm, ainda em 2020 (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Apple iniciou alertas no macOS 26.4 Beta sobre o fim do Rosetta 2, indicando incompatibilidades futuras para aplicativos da era Intel.
  • O encerramento definitivo do Rosetta 2 está previsto para o macOS 28, enquanto a maioria dos desenvolvedores já migrou para versões nativas ou universais.
  • A estratégia da Apple visa dar tempo para adaptação, com o Rosetta 2 ainda ativo, mas com a necessidade de adaptação dos desenvolvedores à arquitetura Arm.

A Apple deu mais um sinal de que a transição para seus chips próprios entrou na reta final. Usuários que ainda dependem de aplicativos desenvolvidos para processadores Intel começaram a ver alertas sobre possíveis incompatibilidades futuras nas versões beta mais recentes do sistema.

Os avisos surgiram no macOS 26.4 Beta e funcionam como um lembrete: softwares que não foram adaptados à arquitetura Arm terão suporte temporário. O encerramento definitivo do Rosetta 2, ferramenta que permite rodar apps antigos nos Macs com Apple Silicon, está previsto apenas para o macOS 28, esperado para o próximo ano.

Por que a Apple está mostrando esses alertas agora?

O Rosetta 2 foi peça-chave na mudança dos Macs com processadores x86 para os chips próprios da Apple, como M1, M2 e seus sucessores. Assim como ocorreu na transição do PowerPC para o Intel anos atrás, a empresa optou por um período de convivência entre tecnologias para evitar rupturas bruscas.

Com a maioria dos desenvolvedores já tendo migrado seus aplicativos para versões nativas ou universais, a Apple entende que o ecossistema está maduro o suficiente para avançar. No macOS 26.4, ao abrir um aplicativo que depende exclusivamente do Rosetta 2, o usuário passa a receber uma notificação com orientações sobre como identificar alternativas compatíveis ou versões atualizadas.

A estratégia não é nova. Em versões anteriores do sistema, a Apple adotou o mesmo método ao preparar o fim dos apps de 32 bits, exibindo avisos durante anos antes de remover o suporte por completo. O objetivo é dar tempo para adaptação, sem cortar funcionalidades de forma imediata.

iOS 26 em execução em diferentes modelos de iPhone (imagem: reprodução/Apple)

O que muda para usuários e desenvolvedores?

Na prática, nada deixa de funcionar agora. O Rosetta 2 continua ativo e permitindo a execução de aplicativos antigos, com exceções pontuais previstas apenas para jogos específicos no futuro. A mudança é mais informativa do que técnica, ao menos por enquanto.

Para usuários, o alerta serve como um sinal de atenção. Quem depende de softwares legados, especialmente ferramentas profissionais que não recebem atualizações frequentes, pode precisar planejar alternativas ou atualizar fluxos de trabalho.

Já para desenvolvedores, a mensagem é direta: o tempo extra concedido pela Apple está chegando ao fim. Adaptar aplicativos à arquitetura Arm não é mais uma recomendação, mas uma exigência para garantir compatibilidade a médio prazo.

Adeus, Rosetta 2: Apple entra na reta final da transição de Intel para Arm

Processador M1 foi o primeiro desenhado pela Apple com arquitetura Arm, ainda em 2020 (imagem: divulgação)

Versões beta dos sistemas da Apple já mostram mudanças em teste (imagem: reprodução/Apple)

Câmera digital aposta em formato de rolo de filme e estética retrô

13 de Fevereiro de 2026, 16:11
OPT100 Neo Film aposta no visual de rolo fotográfico.
OPT100 Neo Film aposta no visual de rolo fotográfico (imagem: reprodução/Kakaku)
Resumo

A febre das câmeras digitais com visual retrô continua rendendo variações curiosas. Depois do sucesso de modelos que imitam descartáveis dos anos 1980 e 1990, um novo dispositivo chama atenção por ir além na proposta estética: ele literalmente assume o formato de um rolo de filme fotográfico.

Batizada de OPT100 Neo Film, a câmera digital compacta abriga todos os seus componentes dentro de um cartucho de 35 mm, acondicionado em um pequeno estojo plástico que reforça a aparência analógica. A ideia não é competir com smartphones ou câmeras avançadas, mas explorar o apelo visual e a experiência lúdica da fotografia.

Um rolo de filme que, na verdade, é uma câmera digital

Apesar da aparência nostálgica, o funcionamento é totalmente digital. A OPT100 traz um sensor de 1 megapixel para fotos e reduz a resolução para 0,3 megapixel na gravação de vídeos. Os resultados seguem essa limitação: imagens granuladas, definição baixa e cores pouco vibrantes, mesmo com a presença de alguns filtros simples e flash embutido.

O armazenamento pode ser expandido com cartão microSD de até 32 GB, e a bateria recarregável garante cerca de uma hora de uso contínuo, desde que o flash não seja acionado com frequência. Não há visor óptico; em vez disso, um pequeno display LCD na parte traseira serve para enquadrar, revisar imagens e ajustar configurações básicas.

Outro detalhe que reforça o caráter experimental do produto é a ergonomia pouco convencional. O eixo lateral do “filme” funciona como botão de disparo, exigindo certa adaptação de quem resolve fotografar por períodos mais longos.

Tela LCD traseira é usada para enquadrar, revisar fotos e ajustar configurações básicas.
Tela LCD traseira é usada para enquadrar, revisar fotos e ajustar configurações básicas (imagem: reprodução/Kakaku)

Podemos levar a sério?

A resposta depende mais da expectativa do que da ficha técnica. Assim como outros modelos do segmento, a OPT100 não tenta entregar qualidade de imagem. Seu foco está no design, na nostalgia e no uso casual, quase como um acessório criativo.

Lançada inicialmente no mercado japonês, a câmera custa cerca de 5.940 ienes, valor próximo de R$ 200 em conversão direta.

Fora do Japão, ela já aparece em plataformas de revenda com preços bem mais altos, impulsionados pela curiosidade e pela escassez.

Mesmo com especificações modestas, tudo indica que a OPT100 deve repetir o desempenho comercial de outras câmeras “brinquedo” que viralizaram recentemente.

Com informações do The Verge

Câmera digital aposta em formato de rolo de filme e estética retrô

Microsoft alerta: botões de IA podem manipular respostas

12 de Fevereiro de 2026, 19:24
Ilustração de arte da ameaça prompt injection
Links e comandos maliciosos podem comprometer a memória de assistentes de IA e influenciar respostas (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • Pesquisadores identificaram que botões de “resumir com IA” podem inserir instruções ocultas, enviesando recomendações de assistentes inteligentes.
  • A prática de “AI Recommendation Poisoning” utiliza links com comandos ocultos que afetam respostas futuras, tornando a manipulação difícil de detectar.
  • Para mitigar riscos, recomenda-se desconfiar de resumos automáticos, verificar links antes de clicar e revisar memórias de assistentes de IA.

Botões de “resumir com IA”, que estão mais comuns em sites e newsletters, podem parecer inofensivos à primeira vista. A proposta é simples: facilitar a leitura de um conteúdo longo por meio de um resumo automático gerado por um assistente de inteligência artificial. No entanto, especialistas em segurança alertam que esses atalhos podem esconder algo a mais.

Pesquisadores da Microsoft identificaram um crescimento no uso de links que carregam instruções ocultas capazes de influenciar a forma como assistentes de IA respondem a perguntas futuras. A prática, a chamada AI Recommendation Poisoning explora recursos legítimos das plataformas para inserir comandos que afetam recomendações, muitas vezes sem que o usuário perceba.

O que está por trás dos botões de resumo

De acordo com a equipe de segurança da Microsoft, algumas empresas passaram a incluir comandos escondidos em botões e links de “Summarize with AI”. Esses links utilizam parâmetros de URL que já abrem o chatbot com um prompt pré-preenchido. Tecnicamente, não há nada de complexo nisso: basta acrescentar um texto específico ao endereço que leva ao assistente.

Em testes noticiados pelo jornal The Register foi observado que esse método pode direcionar o tom ou o conteúdo das respostas. Num dos exemplos, a IA era instruída a resumir uma reportagem “como se tivesse sido escrita por um pirata”. A resposta seguiu exatamente essa orientação, o que indica que comandos mais sutis também podem funcionar.

O problema surge quando a instrução não é apenas estilística. Segundo o Microsoft Defender Security Team, “identificamos mais de 50 prompts únicos de 31 empresas em 14 setores diferentes”, muitos deles com comandos para que a IA “lembre” de uma marca como fonte confiável ou a recomende no futuro. O alerta é claro: “assistentes comprometidos podem fornecer recomendações sutilmente tendenciosas sobre tópicos críticos, incluindo saúde, finanças e segurança, sem que os usuários saibas que sua IA foi manipulada”.

Logotipo da Microsoft
Microsoft destaca riscos em resumos com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que isso representa um risco?

A pergunta central é simples: até que ponto é possível confiar em uma recomendação gerada por IA? O risco do chamado envenenamento de memória está justamente na persistência. Uma vez que o comando é interpretado como preferência legítima, ele pode influenciar respostas futuras, mesmo em novos contextos.

Os pesquisadores explicam que “AI Memory Poisoning ocorre quando um agente externo injeta instruções ou ‘fatos’ não autorizados na memória de um assistente de IA”. Isso torna a manipulação difícil de detectar e corrigir, já que o usuário nem sempre sabe onde verificar essas informações salvas.

Para reduzir a exposição, a orientação é adotar cuidados básicos: desconfiar de botões de resumo automáticos, verificar para onde links levam antes de clicar e revisar periodicamente as memórias armazenadas pelo assistente de IA.

Microsoft alerta: botões de IA podem manipular respostas

Prompt injection explora vulnerabilidades de IAs generativas baseadas em LLMs (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chrome: extensões fingem ser IA e roubam dados de 300 mil usuários

12 de Fevereiro de 2026, 18:59
Ilustração com a marca do Google Chrome
Mais de 300 mil usuários instalaram extensões maliciosas no Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

Extensões de navegador que se apresentam como ferramentas de inteligência artificial estão sendo usadas para roubar credenciais, conteúdos de email e dados de navegação de usuários. A campanha envolve ao menos 30 extensões maliciosas publicadas na Chrome Web Store, muitas delas disfarçadas como assistentes de IA, tradutores ou barras laterais inspiradas em serviços populares.

A descoberta foi feita por pesquisadores da plataforma de segurança LayerX, que identificaram que todos os complementos fazem parte de uma mesma operação, batizada de AiFrame. Mesmo após a remoção de algumas extensões mais populares, outras continuam disponíveis para download e somam dezenas de milhares de instalações ativas.

Como funcionam as extensões disfarçadas de IA?

Segundo a LayerX, todas as extensões analisadas compartilham a mesma estrutura interna, permissões semelhantes e um backend comum, vinculado a um único domínio externo. Apesar de prometerem recursos avançados de IA, nenhuma delas executa processamento local de inteligência artificial.

Na prática, essas extensões carregam, em tela cheia, um iframe que simula a funcionalidade prometida. Esse modelo permite que os responsáveis alterem o comportamento do complemento a qualquer momento, sem precisar submeter novas versões à revisão da loja do Google.

Em segundo plano, o código passa a extrair o conteúdo das páginas visitadas pelo usuário, inclusive telas sensíveis de autenticação. Para isso, utiliza bibliotecas conhecidas para leitura de texto em páginas web. Em alguns casos, o foco é ainda mais específico: metade das extensões identificadas possui scripts dedicados ao Gmail.

Esses scripts são executados logo no início do carregamento do email e conseguem ler diretamente o conteúdo visível das mensagens. Isso inclui textos completos de conversas e até rascunhos ainda não enviados. Quando funções supostamente ligadas à IA são acionadas, esses dados acabam sendo enviados para servidores externos controlados pelos operadores do esquema.

Confira os nomes de algumas extensão identificadas pelo site especializado Bleeping Computer, seguidos da identificação na loja do Chrome:

  1. AI Sidebar (gghdfkafnhfpaooiolhncejnlgglhkhe)
  2. AI Assistant (nlhpidbjmmffhoogcennoiopekbiglbp)
  3. ChatGPT Translate (acaeafediijmccnjlokgcdiojiljfpbe)
  4. AI GPT (kblengdlefjpjkekanpoidgoghdngdgl)
  5. ChatGPT (llojfncgbabajmdglnkbhmiebiinohek)
  6. AI Sidebar (djhjckkfgancelbmgcamjimgphaphjdl)
  7. Google Gemini (fdlagfnfaheppaigholhoojabfaapnhb)
Imagem mostra um cadeado azul fechado, centralizado sobre um fundo abstrato em tons de cinza e azul claro, com formas geométricas que sugerem tecnologia e segurança digital. No canto inferior direito, a marca d'água "Tecnoblog" é visível.
Extensões maliciosas podiam capturar credenciais e conteúdo de e-mails (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais dados podem ser capturados dos usuários?

O alcance da coleta vai além de emails. Dependendo das permissões concedidas, algumas extensões ativam recursos de reconhecimento de voz por meio da Web Speech API, gerando transcrições que também são enviadas aos servidores remotos.

A LayerX resume o risco de forma direta: “o texto das mensagens de email e dados contextuais relacionados podem ser enviados para fora do dispositivo, fora do limite de segurança do Gmail, para servidores remotos”.

Especialistas recomendam que usuários revisem extensões instaladas, removam qualquer complemento suspeito e redefinam senhas caso identifiquem sinais de comprometimento. A Bleeping Computer entrou em contato com o Google, mas, até a publicação desta matéria, a empresa ainda não havia se pronunciado.

Chrome: extensões fingem ser IA e roubam dados de 300 mil usuários

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segurança digital (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iFood dobra seguro pago a entregadores acidentados

12 de Fevereiro de 2026, 17:17
Ilustração com a marca do iFood e uma moto vista de trás, com destaque para o baú
iFood ampliou o valor do seguro para entregadores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

O iFood anunciou uma ampliação no seguro de Diária por Incapacidade Temporária (DIT), benefício gratuito destinado a entregadores que precisam se afastar do trabalho após acidentes ocorridos durante as rotas. A principal mudança é o aumento do valor máximo da indenização, que passa de R$ 1.500 para até R$ 3.000, além da criação de uma diária mínima de R$ 50. A atualização vale para acidentes registrados a partir de 5 de janeiro de 2026.

Segundo a empresa, a medida busca oferecer maior estabilidade financeira aos entregadores durante o período de recuperação, sem exigir cadastro prévio ou qualquer tipo de cobrança.

O seguro é automático e cobre situações em que o profissional não consegue trabalhar temporariamente por causa de um acidente relacionado à atividade de entrega.

Como funciona a nova cobertura do seguro?

O DIT garante o pagamento de uma indenização proporcional aos ganhos médios do entregador no período anterior ao afastamento. A cobertura se aplica a acidentes ocorridos durante as entregas, no trajeto até os estabelecimentos parceiros ou no retorno para casa após a última rota do dia.

Em um cenário hipotético apresentado pela empresa, um entregador com média diária de R$ 100 que precise se afastar por 20 dias receberia R$ 2.000. Com o limite anterior, o valor máximo pago seria menor, independentemente do tempo de afastamento ou da renda média.

O acionamento do seguro pode ser feito diretamente pelo aplicativo do entregador, por meio da Central de Segurança, usando o botão de emergência. Também há canais alternativos, como telefone, WhatsApp e e-mail, disponíveis 24 horas por dia.

Entregador do iFood (Imagem: divulgação/iFood)
Seguro cobre acidentes durante entregas e no trajeto de volta (Imagem: divulgação/iFood)

Vale apenas para acidentes durante a entrega?

Além da renda temporária garantida pelo DIT, o iFood mantém outras coberturas gratuitas voltadas à proteção dos entregadores e de seus familiares. Entre elas estão o reembolso de despesas médicas e odontológicas, com limite de até R$ 15 mil, auxílio-funeral e indenizações em casos de morte acidental ou invalidez permanente, que podem chegar a R$ 120 mil.

Há ainda benefícios específicos para entregadoras, como indenização de até R$ 10 mil em casos de câncer de mama ou do colo do útero, auxílio-gestação de R$ 500 e compensação financeira em afastamentos para cuidar dos filhos, com diária fixa de R$ 100 por dois dias.

iFood dobra seguro pago a entregadores acidentados

iFood é a maior empresa brasileira de delivery (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Funcionários da Amazon rejeitam IA interna e preferem Claude, diz site

12 de Fevereiro de 2026, 15:35
Ilustração com o logotipo da Amazon ao centro
Decisão da Amazon sobre IA gerou reação de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Amazon prioriza o uso do assistente Kiro, desencorajando ferramentas externas como o Claude Code, mesmo sendo parceira da Anthropic.
  • Funcionários demonstram insatisfação, com 1.500 apoiando formalmente o uso do Claude Code como ferramenta oficial.
  • Engenheiros questionam a produtividade e qualidade do Kiro, afirmando que o Claude Code o supera em algumas tarefas.

A Amazon tem uma política interna que prioriza o uso de ferramentas próprias de inteligência artificial para programação. Para usar rivais, como o Claude Code, é preciso uma autorização formal. Mas essa situação tem gerado insatisfação entre os funcionários.

Segundo o Business Insider, que obteve mensagens internas, o impasse ficou mais evidente no segundo semestre do ano passado, quando a Amazon divulgou orientações para utilizar seu assistente Kiro.

A situação chama atenção porque a empresa de Jeff Bezos é uma das principais investidoras da Anthropic e também sua parceira estratégica, além de oferecer o Claude a clientes por meio do Bedrock, plataforma que reúne serviços de IA de terceiros.

O que aconteceu?

A Amazon divulgou orientações internas recomendando que equipes utilizassem o Kiro, seu assistente de programação próprio. A diretriz desencorajava o uso de ferramentas externas não aprovadas, incluindo o Claude Code, mesmo que o Kiro seja baseado nos modelos da Anthropic.

A empresa afirmou que a diferença está no fato de o Kiro operar com ferramentas desenvolvidas pela própria Amazon Web Services, o que facilitaria integração, controle e governança. Ainda assim, a decisão provocou reações negativas em fóruns internos. Em uma das discussões, cerca de 1.500 funcionários apoiaram formalmente a adoção do Claude Code como ferramenta oficial.

O desconforto foi ainda maior entre engenheiros envolvidos na venda do Bedrock. Alguns questionaram como poderiam recomendar o Claude aos clientes sem poder utilizá-lo livremente em seu próprio trabalho. Segundo o Business Insider, um dos funcionários escreveu: “Os clientes vão perguntar por que deveriam confiar ou usar uma ferramenta que não aprovamos para uso interno”.

Imagem mostra o logotipo da Amazon Web Services ao centro
Ferramenta da AWS gera insatisfação entre funcionários (imagem: Thomas Cloer/Flickr)

Imposição corporativa?

As críticas não se limitaram ao aspecto comercial. Engenheiros também levantaram dúvidas sobre produtividade e qualidade técnica. Alguns afirmaram que o Claude Code apresenta desempenho superior ao Kiro em determinadas tarefas.

“Uma ferramenta que não consegue acompanhar os concorrentes não oferece inovação real”, escreveu um funcionário em fórum interno. “E sem vantagem competitiva, o único mecanismo de sobrevivência do Kiro passa a ser a adoção forçada, em vez do valor genuíno.”

Em resposta, um porta-voz da Amazon afirmou que a empresa observa “melhorias incríveis em eficiência e entrega” com o Kiro e que cerca de 70% dos engenheiros de software o utilizaram ao menos uma vez em janeiro.

A empresa disse ainda que não pretende apoiar novas ferramentas externas de desenvolvimento, embora mantenha um processo para exceções. No ano passado, em uma discussão similar, o CEO da AWS afirmou que substituir funcionários juniores por IA seria “burrice”.

Funcionários da Amazon rejeitam IA interna e preferem Claude, diz site

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon Web Services, ou AWS (Imagem por Thomas Cloer/Flickr)

Sistema da Amazon que localiza cães gera polêmica

12 de Fevereiro de 2026, 12:57
Imagem mostra uma câmera de vigilância da Ring presa à parede
Câmera da Ring usa IA e gera debate sobre vigilância digital (imagem: reprodução/Ring)
Resumo
  • Ring lançou o sistema Search Party, que usa IA para localizar cães desaparecidos com câmeras residenciais.
  • Usuários expressaram preocupações sobre vigilância e privacidade pela empresa de câmeras de segurança controlada pela Amazon.
  • A tecnologia foi expandida nos EUA, permitindo buscas pelo aplicativo da Ring, mesmo sem câmeras da marca.

A Ring divulgou um novo sistema de segurança em um comercial no Super Bowl, mas a tecnologia não agradou. A empresa de câmeras de segurança controlada pela Amazon revelou a chamada Search Party, que utiliza inteligência artificial para identificar cães desaparecidos a partir de imagens captadas por câmeras instaladas em residências.

A iniciativa fez usuários questionarem o alcance desse tipo de monitoramento, com preocupações sobre vigilância. Alguns removeram o equipamento e até o destruíram, segundo o USA Today.

De acordo com a Ring, a proposta é ajudar tutores a reencontrar animais perdidos. A empresa afirma que, desde que o recurso começou a ser expandido nacionalmente, ao menos um cachorro por dia foi localizado com o apoio da rede de câmeras.

Como funciona o sistema de busca por cães da Ring?

O Search Party depende de adesão voluntária dos donos das câmeras. Quando ativado, o recurso compara imagens ao vivo com fotos de um cachorro desaparecido, usando algoritmos treinados com milhares de vídeos para reconhecer raças, tamanhos, cores, marcas e outros traços físicos.

No dia do Super Bowl, o CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou que “a IA é treinada com dezenas de milhares de vídeos de cães para reconhecer diferentes raças, tamanhos, padrões de pelagem, características corporais, marcas únicas, formato e cor”. De acordo com Jassy, a “privacidade permanece sob seu controle”.

Ele também destacou que o recurso foi ampliado para que qualquer pessoa nos Estados Unidos possa iniciar uma busca pelo aplicativo da Ring, mesmo sem possuir uma câmera da marca.

A empresa reforçou que o sistema é protegido contra invasões e que nenhuma câmera participa sem o consentimento do usuário. Ainda assim, o contexto em que a tecnologia foi apresentada levantou suspeitas.

Mais vigilância?

Imagem mostra o logotipo da Ring em um fundo branco
Ring usa IA em recurso de busca por animais desaparecidos (imagem: reprodução/Ring)

A principal preocupação dos consumidores é o alcance da ferramenta. Um dos especialistas ouvidos pelo USA Today afirmou que o comercial “surpreendeu muitos americanos ao revelar o quão poderosas as redes de vigilância apoiadas por IA se tornaram”.

O debate ocorre em meio à expansão de sistemas semelhantes, como câmeras de trânsito e leitores de placas usados por forças policiais. Esses dispositivos já são empregados para localizar veículos roubados e suspeitos, mas, em alguns casos, foram compartilhados com autoridades federais de imigração, mesmo onde há restrições legais.

Casos de sucesso também existem: imagens de câmeras já ajudaram a resolver crimes, recuperar objetos roubados e até proteger vítimas de violência doméstica.

Sistema da Amazon que localiza cães gera polêmica

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Ring divulgou um novo recurso de IA para localizar cães a partir de câmeras residenciais. Campanha publicitária levantou preocupações sobre vigilância.

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

12 de Fevereiro de 2026, 11:10
WhatsApp pago vs Telegram Premium; o que tem em cada assinatura? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram oficialmente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo da Rússia bloqueou WhatsApp, Telegram, Facebook e Instagram, afetando milhões de usuários no país.
  • O aplicativo estatal Max substitui os mensageiros bloqueados, mas não oferece criptografia de ponta a ponta, permitindo vigilância governamental.
  • A medida gerou reações negativas, inclusive entre apoiadores do Kremlin, devido à dependência do Telegram para comunicação militar.

O governo da Rússia bloqueou o acesso ao WhatsApp e ao Telegram no país, ampliando uma estratégia de restrição a plataformas estrangeiras de comunicação. A medida também atinge Facebook e Instagram, oferecendo como alternativa o aplicativo estatal conhecido como Max, descrito por autoridades como um “mensageiro nacional”.

Há meses, o governo russo vem endurecendo as regras contra mensageiros de outros países. No entanto, o bloqueio ocorreu de forma abrupta e afetou milhões de usuários. Segundo o Financial Times, russos foram impedidos de acessar o WhatsApp na tarde dessa quarta-feira (11/02), após meses de pressão. Até então, o aplicativo da Meta somava ao menos 100 milhões de usuários no país.

A ação só foi possível porque a Rússia centralizou o tráfego de internet dentro de seu território, roteando conexões por servidores controlados pelo Estado. Isso permite ao regulador local, o Roskomnadzor, remover serviços inteiros do que equivale a um diretório nacional da internet, tornando-os inacessíveis para a população.

Por que o governo russo bloqueou os mensageiros?

A justificativa oficial gira em torno de soberania digital e segurança nacional. Contudo, o Financial Times menciona que o “mensageiro oficial” do governo foi criado para fins de vigilância. Diferentemente do WhatsApp e do Telegram, que usam criptografia de ponta a ponta, o Max não oferece esse tipo de proteção.

O 9to5Mac afirma que todas as mensagens trocadas no aplicativo estatal podem ser lidas pelas autoridades. O projeto é descrito como um clone do WeChat, plataforma chinesa conhecida pela forte integração com sistemas de monitoramento governamental.

Além dos mensageiros, a Rússia também bloqueou Facebook e Instagram e classificou a Meta como “uma organização extremista”, o que reforça o afastamento de serviços ocidentais. A restrição ao Telegram vinha sendo implementada gradualmente nas últimas semanas, até que o acesso foi praticamente inviabilizado.

Vladimir Putin, presidente da Rússia (Imagem: Divulgação/Kremlin de Moscou)
Governo de Putin impediu acesso a WhatsApp e Telegram (foto: reprodução/Kremlin de Moscou)

Bloqueio afeta até apoiadores do Kremlin

A decisão, no entanto, provocou reações inesperadas dentro do próprio país. O Telegram é amplamente utilizado por militares russos envolvidos na guerra na Ucrânia, tanto para comunicação pessoal quanto para alertas sobre ataques de drones e mísseis.

Relatos indicam que até apoiadores do presidente Vladimir Putin demonstraram irritação com o bloqueio, justamente por dependerem do aplicativo para informações rápidas e comunicação em áreas sensíveis.

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

WhatsApp pago vs Telegram Premium; o que tem em cada assinatura? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Vladimir Putin, presidente da Rússia (Imagem: Divulgação/Kremlin de Moscou)

Donos de Mac estão sem Stremio há quase uma semana

12 de Fevereiro de 2026, 09:51
Imagem mostra um macbook preto, com os logos do Stremio e App Store à frente
Stremio não está funcionando no MacOS (imagem: reprodução/Stremio)
Resumo
  • MacOS está classificando o Stremio como malware e removendo-o automaticamente do sistema.
  • Segundo um comunicado do Stremio, o problema ocorre devido à revogação do certificado de assinatura pela Apple.
  • A plataforma afirma que houve um mal-entendido com a Apple e entrou com recurso para resolver a situação em uma a duas semanas.

O Stremio está instável em computadores Mac há quase uma semana. O motivo? O popular aplicativo de streaming passou a ser bloqueado e até apagado automaticamente pelo macOS logo após a instalação ou na primeira tentativa de execução.

Aqui no Tecnoblog, tentamos reinstalar o programa, mas não resolveu. Relatos do mesmo tipo se multiplicaram no Reddit. Em testes feitos por usuários, o comportamento se repete: o app é instalado normalmente, mas desaparece assim que é aberto, acompanhado de alertas do sistema que classificam o Stremio como malware.

O Stremio é apresentado oficialmente como uma plataforma de organização e compartilhamento de dados audiovisuais, agregando conteúdos de diferentes fontes. Na prática, porém, o software é amplamente utilizado para acessar filmes, séries e outros materiais protegidos por direitos autorais, o que o coloca há anos em uma zona cinzenta em relação às políticas das grandes plataformas.

O que aconteceu?

Segundo a equipe do Stremio, a Apple revogou a certificação necessária para que o app seja executado no sistema. Em um comunicado divulgado em seu blog, a plataforma afirma que houve um erro de interpretação por parte da dona do iPhone.

“Devido a um mal-entendido com a Apple, o certificado de assinatura do aplicativo para macOS foi revogado, o que fará com que uma mensagem de erro seja exibida aos usuários ao tentarem abrir o aplicativo Stremio para macOS”.

Stremio

Captura de tela mostra alerta do Stremio no macOS
Alerta de malware aparece ao tentar abrir o Stremio (imagem: reprodução/X/@Corrky_)

Ainda de acordo com o comunicado, “ao contrário da mensagem de erro que pode ser vista em algumas versões do macOS, o Stremio não é (e nunca foi) um malware, mas essa é a mensagem padrão que a Apple optou por mostrar aos usuários quando um certificado de assinatura de código inválido é utilizado.”

A equipe diz que já entrou com um recurso junto à Apple e espera que a situação seja resolvida em um prazo estimado de uma a duas semanas. Até lá, o aplicativo segue sendo bloqueado em diversas versões recentes do macOS.

Vale lembrar que, na semana passada, o Stremio lançou um app para iOS. Contudo, para não precisar passar pelas regras da loja da Apple, a plataforma disponibilizou o download direto no dispositivo, via sideloading.

Existe alguma solução temporária?

Enquanto não há uma correção oficial, alguns usuários procuram alternativas para contornar o bloqueio. Um método relatado no Reddit envolve a remoção manual do atributo de quarentena aplicado pelo macOS ao aplicativo.

Após reinstalar o Stremio, abra o Terminal e execute o seguinte comando, inserindo a senha de administrador quando solicitado:

xattr -dr com.apple.quarantine /Applications/Stremio.app

Foi a única opção que funcionou nos nossos testes. Esse procedimento remove a barreira que impede a execução do programa. Ainda assim, trata-se de uma solução não oficial e pode não funcionar em todos os casos.

A própria equipe do Stremio pede cautela e afirma que está trabalhando para restabelecer a distribuição do app com um certificado válido.

Donos de Mac estão sem Stremio há quase uma semana

Apple compra e some com vestígios de empresa de banco de dados

11 de Fevereiro de 2026, 14:39
Logotipo da Apple
Apple reforça atuação na área de bancos de dados com nova aquisição (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple adquiriu a Kuzu, uma empresa canadense de banco de dados, em outubro de 2025, sem divulgar o valor da transação.
  • A aquisição foi reportada à União Europeia devido à relevância, conforme exigido pela legislação local, e os dados da empresa saíram do ar.
  • A Kuzu desenvolvia bancos de dados gráficos embarcados, focados em consultas rápidas e análise de dados complexos.

A Apple concluiu a misteriosa aquisição da Kuzu, uma empresa canadense especializada em tecnologias de banco de dados. O negócio foi finalizado em outubro de 2025, por um valor que não foi revelado, e só veio a público após ser identificado pela imprensa especializada, que acompanha movimentações corporativas da companhia.

Como costuma acontecer em compras desse tipo, a presença online da Kuzu foi rapidamente desativada. O site oficial saiu do ar e o repositório da empresa no GitHub foi arquivado, um padrão recorrente nas aquisições feitas pela Apple.

A Kuzu se descrevia como “um banco de dados gráfico embarcado desenvolvido para velocidade de consulta, escalabilidade e facilidade de uso”. Seu principal produto era o Kuzu Explorer, uma ferramenta acessível via navegador que permitia visualizar informações como nós interligados, facilitando a análise de relações complexas entre dados.

O que fazia a Kuzu?

Diferentemente de bancos de dados relacionais tradicionais, a Kuzu atuava no segmento de bancos de dados gráficos embarcados, voltados a aplicações que exigem consultas rápidas sobre grandes volumes de informações conectadas. Esse tipo de tecnologia costuma ser usado em áreas como análise de redes, sistemas de recomendação e modelagem de dados complexos.

A Apple já é dona do FileMaker, um sistema de banco de dados relacional operado por sua subsidiária Claris. Ainda não está claro como a tecnologia da Kuzu será aplicada. A empresa não comentou se a solução será integrada a produtos existentes ou utilizada internamente em novos projetos.

Ilustração de inteligência artificial
Tecnologia da Kuzu permite visualizar relações complexas entre dados (imagem: Growtika/Unsplash)

Por que a aquisição foi informada à União Europeia?

Mesmo sem divulgação do valor, a aquisição foi relevante o suficiente para ser reportada à União Europeia. De acordo com o Digital Markets Act (DMA), empresas classificadas como “gatekeepers” precisam comunicar determinadas aquisições às autoridades regulatórias do bloco.

A compra da Kuzu aparece em uma lista pública da UE que reúne aquisições feitas pela Apple ao longo de 2025. Entre elas estão empresas de software, design de chips, inteligência artificial e ferramentas para aprendizado de máquina, indicando uma estratégia contínua de reforço tecnológico.

A página europeia é atualizada de forma periódica, geralmente alguns meses após o recebimento das informações. Por isso, analistas avaliam que outras aquisições da Apple podem ainda não ter sido divulgadas oficialmente.

Apple compra e some com vestígios de empresa de banco de dados

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial é um exemplo de TIC usado para o processamento de dados (Imagem: Growtika/Unsplash)

Console portátil megapoderoso pesa 1,4 kg, custa R$ 22 mil e roda Windows

11 de Fevereiro de 2026, 09:07
Novo portátil da Ayaneo mira desempenho de PC em formato compacto.
Novo portátil da Ayaneo mira desempenho de PC em formato compacto (imagem: divulgação/Ayaneo)
Resumo
  • O Ayaneo Next 2 é um console portátil com Windows 11, pesando 1,4 kg e medindo mais de 34 cm de largura, com preços que variam de R$ 9 mil a R$ 22 mil, dependendo da configuração.
  • A versão básica inclui processador AMD Ryzen AI Max 385, gráficos Radeon 8050S, 32 GB de RAM e 1 TB de SSD, enquanto a versão avançada oferece Ryzen AI Max+ 395, GPU Radeon 8060S, 128 GB de RAM e 2 TB de SSD.
  • O console possui tela OLED de 23 cm com resolução de 2400 x 1504 pixels, taxa de atualização de 60 Hz a 165 Hz, bateria de 116 Wh e conectividade com USB-C, microSD e entrada para fones de ouvido.

Os consoles portáteis com Windows seguem avançando para um território cada vez mais próximo dos PCs com alto desempenho para jogos. A Ayaneo abriu a pré-venda do Next 2, seu novo modelo equipado com Windows 11, e os valores podem chegar a cerca de R$ 22 mil em conversão direta, dependendo da configuração escolhida.

O dispositivo chama atenção não apenas pelo custo elevado, mas também pelas proporções fora do padrão. Com mais de 34 cm de largura, cerca de 1,4 kg e dimensões que superam com folga as do Steam Deck e do Nintendo Switch, o Next 2 deixa claro que não foi pensado para caber no bolso. A proposta é oferecer uma experiência próxima à de um PC gamer completo, só que em formato portátil, segundo o The Verge.

Um portátil que pesa como um notebook?

A Ayaneo posiciona o Next 2 como um console para quem prioriza desempenho acima de tudo. A configuração de entrada traz processador AMD Ryzen AI Max 385, gráficos integrados Radeon 8050S, 32 GB de memória RAM e SSD de 1 TB. Essa versão parte de US$ 1.999, valor que pode cair na pré-venda para US$ 1.799 — algo em torno de R$ 9 mil a R$ 10 mil.

No outro extremo, a versão mais completa chega a US$ 4.299 (cerca de R$ 22.400) ou US$ 3.499 com desconto (aproximadamente R$ 18.300). Ela está equipada com o Ryzen AI Max+ 395, GPU integrada Radeon 8060S, impressionantes 128 GB de memória e 2 TB de armazenamento. É esse modelo que empurra o preço para a casa dos R$ 22 mil, aproximando o portátil de notebooks premium.

O conjunto é alimentado por uma bateria de 116 Wh, bem acima do limite de 100 Wh aceito por muitas companhias aéreas para bagagem de mão. A fabricante ainda não divulgou estimativas oficiais de autonomia, mas o tamanho da bateria ajuda a explicar o peso elevado do aparelho, que conta com dois ventiladores internos para dar conta do resfriamento.

Tela e controles justificam a proposta?

Modelo combina Windows 11, tela OLED e configurações robustas.
Modelo combina Windows 11, tela OLED e configurações robustas (imagem: divulgação/Ayaneo)

O Next 2 também aposta forte na tela. O painel OLED de cerca de 9,06 polegadas entrega resolução de 2400 x 1504 pixels, taxa de atualização variável entre 60 Hz e 165 Hz e brilho máximo de até 1.155 nits, superando com folga displays LCD comuns em consoles portáteis.

Nos controles, o aparelho traz joysticks TMR com ajuste de torque, gatilhos com efeito Hall e curso variável, D-pad de oito direções, touchpads duplos, botões traseiros e alto-falantes estéreo frontais. A conectividade inclui duas portas USB-C, leitor de microSD e entrada dedicada para fones de ouvido.

Console portátil megapoderoso pesa 1,4 kg, custa R$ 22 mil e roda Windows

Novo portátil da Ayaneo mira desempenho de PC em formato compacto (imagem: divulgação Ayaneo)

Modelo combina Windows 11, tela OLED e configurações robustas (imagem: divulgação/Ayaneo)

Discord exigirá confirmação de idade para todos a partir de março

9 de Fevereiro de 2026, 14:21
(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Discord implementa novas proteções para adolescentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Discord exigirá confirmação de idade para todos os usuários a partir de março.
  • Perfis serão tratados, inicialmente, como contas de adolescentes, com limitações automáticas de conteúdo que serão desativadas apenas com a confirmação etária.
  • A plataforma criará um Conselho Adolescente para colaborar no desenvolvimento de políticas, incorporando a visão dos jovens nas decisões futuras.

O Discord anunciou nesta segunda-feira (09/02) que vai começar a exigir confirmação de idade de novos e antigos usuários em todo o mundo. A medida começa a valer em março e faz parte de uma reformulação das políticas de segurança da plataforma, que passa a adotar, por padrão, uma experiência pensada para adolescentes, mesmo em contas já existentes.

Com a mudança, todos os perfis serão inicialmente tratados como contas de adolescentes, com limitações automáticas de conteúdo e interação. Para acessar determinados recursos ou alterar essas restrições, o usuário precisará passar por um processo de verificação etária via reconhecimento facial ou envio de documento de identificação.

O objetivo, segundo a empresa, é reforçar a proteção de usuários entre 13 e 17 anos sem comprometer a privacidade nem o funcionamento das comunidades. Em comunicado, a chefe de políticas de produto do Discord, Savannah Badalich, afirmou: “Não há área em que nosso trabalho de segurança seja mais importante do que quando falamos de adolescentes”.

Como vai funcionar?

A confirmação de idade será exigida principalmente quando o usuário quiser acessar conteúdos sensíveis ou alterar configurações restritas. Para isso, o Discord vai permitir o envio de vídeo-selfie ou de documento de identidade a parceiros externos. A empresa também usará um sistema próprio de inferência etária, que funciona em segundo plano e, em alguns casos, pode reduzir a necessidade de verificação direta.

A plataforma afirma que os vídeos selfie serão processados nos próprios dispositivos, e os documentos enviados poderão ser excluídos rapidamente. Após a validação, o Discord vai enviar uma confirmação por mensagem direta, e o usuário pode consultar ou contestar sua classificação a qualquer momento nas configurações.

A partir de março, filtros de conteúdo sensível só poderão ser desativados por contas confirmadas como adultas. O mesmo vale para o acesso a canais, servidores e comandos com restrição de idade, além da possibilidade de falar em canais de palco.

Imagem mostra o app do Discord na tela de um iPhone preto
Novas medidas reforçam segurança e privacidade no Discord (imagem: Ronaldo Gogoni/Tecnoblog)

Contas de adolescentes x contas de adultos

A conta de adolescente passa a ser o padrão para todos. Nela, filtros de conteúdo sensível ficam ativados, mensagens diretas de desconhecidos vão para uma caixa separada, há alertas extras em pedidos de amizade e o acesso a canais, servidores e comandos com restrição etária é bloqueado. Além disso, usuários nessa categoria não podem falar em palcos de servidores.

Para alterar essa configuração, será solicitada a confirmação etária. Com uma “conta de adulto”, há mais liberdade: usuários verificados podem desativar filtros de conteúdo, acessar canais com restrição etária, modificar a caixa de solicitações de mensagens, receber alertas de pedidos de amizade e falar em palcos de servidores.

Além das mudanças técnicas, o Discord anunciou a criação de um Conselho Adolescente, formado por jovens de 13 a 17 anos, que vai colaborar no desenvolvimento de políticas e recursos futuros. A proposta é incorporar diretamente a visão dos adolescentes nas decisões da plataforma.

Discord exigirá confirmação de idade para todos a partir de março

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

App do Discord no iPhone (Imagem: Ronaldo Gogoni/Tecnoblog)

YouTube Music limita letras e reforça o Premium

9 de Fevereiro de 2026, 10:35
Arte mostra o logo do YouTube Music ao centro e fones de ouvido ao fundo
YouTube Music passa a limitar o acesso às letras para usuários da versão gratuita (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube Music começou a limitar a visualização de letras para usuários gratuitos, permitindo acesso completo a apenas cinco músicas por mês.
  • A restrição promove o YouTube Music Premium, que oferece reprodução em segundo plano, downloads e ausência de anúncios.
  • Mudança reacende críticas sobre plataformas degradarem experiências gratuitas para aumentar assinaturas pagas.

O YouTube Music começou a restringir o acesso às letras de músicas para usuários que utilizam a versão gratuita do serviço. Relatos recentes indicam que a plataforma passou a impor um limite mensal para a visualização completa das letras, movimento que amplia diferenças entre contas pagas e não pagas.

A mudança não é totalmente inédita. Desde setembro de 2025, o Google vinha testando a exibição de letras como um recurso exclusivo do YouTube Music Premium. Agora, porém, a política parece ter avançado para uma implementação mais ampla, afetando usuários em diferentes mercados. Procurado pela imprensa estrangeira, o Google ainda não confirmou oficialmente os detalhes do limite.

Nos testes e relatos publicados, usuários sem assinatura conseguem acessar integralmente as letras de apenas cinco músicas por mês. Ao atingir esse número, o aplicativo passa a exibir apenas os primeiros versos, enquanto o restante do texto aparece desfocado.

Como funciona a nova limitação

A restrição é apresentada de forma explícita dentro do aplicativo. Ao abrir a aba de letras, o usuário vê um aviso destacando quantas visualizações completas ainda restam naquele mês, acompanhado de uma contagem regressiva. Após o esgotamento da cota, o bloqueio é automático.

A funcionalidade deixa de ser apenas um complemento visual e passa a integrar o conjunto de recursos usados como argumento comercial para a assinatura. O YouTube Music Premium já oferece benefícios como reprodução em segundo plano, downloads e ausência de anúncios.

Embora o Google não tenha detalhado os critérios técnicos da limitação, a experiência relatada indica que o bloqueio ocorre independentemente do artista ou do álbum, contando apenas o número total de músicas com letras acessadas.

Estratégia comercial ou enshittification?

Arte mostra o logo do YouTube Music e uma pessoa com fones de ouvido. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Letras completas agora fazem parte do pacote do YouTube Music Premium (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A decisão se insere em um debate mais amplo sobre o que críticos chamam de enshittification, conceito que descreve o processo pelo qual plataformas digitais, após conquistarem uma base ampla de usuários, passam a degradar gradualmente a experiência gratuita para extrair mais valor financeiro.

Nesse contexto, a limitação das letras é vista por parte dos usuários como mais um passo na redução deliberada de funcionalidades antes consideradas básicas. Letras de músicas, que já foram amplamente acessíveis em serviços de streaming, tornam-se um diferencial pago, reforçando a dependência do modelo de assinatura.

Para o YouTube Music, a estratégia pode ajudar a elevar a conversão para o Premium em um mercado altamente competitivo, dominado por serviços como Spotify e Apple Music. Por outro lado, a medida também tende a alimentar críticas sobre a perda de valor da versão gratuita e o aumento da fragmentação da experiência.

YouTube Music limita letras e reforça o Premium

YouTube Music (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Polícia de São Paulo estreia perfil no WhatsApp para intimar roubo de celular

6 de Fevereiro de 2026, 17:46

WhatsApp com símbolo de atenção
SSP usa WhatsApp verificado para enviar intimações oficiais (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A SSP-SP usa o WhatsApp para notificar celulares com restrição criminal, em parceria com a Meta, usando um perfil verificado.
  • Intimações são enviadas por um perfil oficial, e os cidadãos devem confirmar a legitimidade pelo selo de verificação.
  • Desde junho do ano passado, o programa SP Mobile recuperou 17,5 mil aparelhos e enviou mais de 5,4 mil notificações.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) começou a usar o WhatsApp como canal oficial para notificar pessoas associadas a celulares com restrição criminal. A iniciativa é resultado de uma parceria com a Meta e prevê o envio de intimações por meio de um perfil verificado, operado pela Polícia Civil.

A mudança busca dar mais segurança ao processo de comunicação com os cidadãos e resolver problemas técnicos enfrentados anteriormente, como o bloqueio automático de mensagens classificadas como spam.

Como funcionam as notificações oficiais?

De acordo com a SSP, as intimações são enviadas exclusivamente por um perfil oficial com selo de verificação do WhatsApp, indicando que o perfil pertence à Secretaria da Segurança Pública. O Tecnoblog perguntou à secretaria o número oficial da conta, mas não obteve resposta.

A parceria com a Meta também envolve o uso da Interface de Programação de Aplicações (API) da empresa, o que permite maior controle sobre o envio das mensagens e evita que elas sejam barradas pelos sistemas automáticos da plataforma. Nesta semana, cerca de 2 mil notificações estão sendo encaminhadas para celulares que possuem algum tipo de queixa criminal.

As pessoas notificadas devem comparecer à delegacia indicada dentro do prazo informado para prestar esclarecimentos. O comparecimento voluntário, segundo a SSP, é a forma mais simples de resolver a situação e evitar medidas posteriores.

O que o cidadão deve fazer ao receber a mensagem?

Imagem mostra um cadeado azul fechado, centralizado sobre um fundo abstrato em tons de cinza e azul claro, com formas geométricas que sugerem tecnologia e segurança digital. No canto inferior direito, a marca d'água "Tecnoblog" é visível.
Perfil verificado reforça a segurança das notificações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A principal orientação é confirmar a legitimidade da notificação. Mensagens oficiais enviadas pela SSP no WhatsApp sempre exibem o selo de verificação, o que garante que o contato é institucional. A secretaria reforça que a Polícia Civil não solicita senhas, dados bancários, códigos de confirmação nem qualquer tipo de pagamento por Pix ou boleto.

Após receber a intimação, o cidadão deve se dirigir a uma delegacia de sua escolha ou à unidade indicada na mensagem, levando o celular notificado e um documento de identidade original. Caso tenha nota fiscal ou comprovante de compra do aparelho, esses documentos também devem ser apresentados para análise da procedência e da boa-fé na aquisição.

A medida integra o programa SP Mobile, criado em junho do ano passado para combater furtos e roubos de celulares. Desde então, o sistema já recuperou 17,5 mil aparelhos, devolveu 5,9 mil às vítimas e enviou mais de 5,4 mil notificações. A SSP alerta que ignorar uma intimação oficial pode levar à abertura de diligências, incluindo apreensão do aparelho e responsabilização legal.

Polícia de São Paulo estreia perfil no WhatsApp para intimar roubo de celular

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segurança digital (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

AMD e Intel alertam clientes na China sobre atraso de CPUs

6 de Fevereiro de 2026, 14:31
Processadores (CPUs) têm memórias cache L1, L2 e L3 para acesso rápido (Imagem: Reprodução/AMD)
Expansão de data centers de IA aumentou procura por CPUs tradicionais (imagem: reprodução/AMD)
Resumo
  • Intel e AMD enfrentam dificuldades no fornecimento de CPUs para servidores, afetando grandes empresas como Alibaba e Tencent.
  • A demanda por infraestrutura de IA na China elevou os preços de CPUs em mais de 10% e atrasou entregas.
  • Escassez é causada pela alta demanda por data centers de IA e limitações na produção.

AMD e Intel alertaram clientes chineses sobre dificuldades no fornecimento de processadores de servidores no país. No caso da Intel, os prazos de entrega chegariam a até seis meses, em um momento de forte expansão da infraestrutura de inteligência artificial.

As informações foram reveladas pela Reuters e indicam que as restrições de oferta começaram a se intensificar nas últimas semanas, elevando os preços em mais de 10%.

Por que faltam CPUs no mercado chinês?

A corrida global por data centers voltados à IA não se limita a chips especializados, como aceleradores gráficos. Ela também elevou de forma significativa a demanda por componentes considerados “tradicionais” — caso das CPUs usadas em servidores.

Esse movimento tem pressionado segmentos inteiros da cadeia, incluindo memórias, cujos preços seguem em alta, e agora também os processadores centrais. Na China — responsável por mais de 20% da receita total da Intel — os modelos Xeon de quarta e quinta gerações estão entre os mais afetados.

Segundo a Reuters, a empresa passou a racionar entregas desses chips, acumulando uma fila relevante de pedidos não atendidos. Em alguns contratos, os atrasos chegam a seis meses.

A escassez também teve reflexo direto nos preços. Produtos de servidores da Intel ficaram, em média, mais de 10% mais caros no mercado chinês, embora o reajuste varie conforme os termos negociados com cada cliente. Grandes fabricantes de servidores e provedores de computação em nuvem, como Alibaba e Tencent, estão entre os impactados.

A AMD enfrenta um cenário semelhante, ainda que em escala um pouco menor. A empresa informou clientes locais sobre limitações no fornecimento, com prazos de entrega estendidos para algo entre oito e dez semanas em determinados produtos.

Melhora pode ocorrer ao longo do ano

Processadores CPUs Intel
Intel enfrenta dificuldades no fornecimento de processadores de servidores (imagem: reprodução/Intel)

À agência, a Intel afirmou que a rápida adoção de soluções de IA impulsionou uma demanda elevada por “computação tradicional”. A companhia espera que seus estoques atinjam o nível mais baixo no primeiro trimestre, mas disse estar agindo de forma agressiva para normalizar o abastecimento, com expectativa de melhora a partir do segundo trimestre e ao longo de 2026.

A AMD, por sua vez, reiterou declarações feitas em sua teleconferência de resultados, destacando que ampliou sua capacidade de fornecimento para atender à demanda.

As causas da escassez são múltiplas. A Intel ainda enfrenta desafios para ampliar sua produção com eficiência, enquanto a AMD depende da taiwanesa TSMC, que tem priorizado a fabricação de chips voltados à IA, deixando menos capacidade disponível para CPUs convencionais.

AMD e Intel alertam clientes na China sobre atraso de CPUs

Hackers russos usam falha crítica do Office para espionar usuários

6 de Fevereiro de 2026, 09:54
Microsoft Office 365 (Imagem: Jernej Furman / Flickr)
Campanha de espionagem explorou falha no Microsoft Office (imagem: Jernej Furman/Flickr)
Resumo
  • Hackers ligados à Rússia exploraram uma falha Office poucas horas após a correção da Microsoft.
  • O ataque comprometeu órgãos diplomáticos, marítimos e de defesa em nove países.
  • Segundo a empresa de segurança Trellix, a campanha durou 72 horas e utilizou 29 iscas diferentes, principalmente na Europa Oriental.

Pesquisadores de segurança identificaram uma campanha de espionagem cibernética que teria sido conduzida por hackers ligados ao governo da Rússia. A ofensiva explorou rapidamente uma falha crítica no Microsoft Office e começou menos de 48 horas após a Microsoft liberar uma atualização emergencial para corrigir o problema.

O ataque permitiu o comprometimento de dispositivos usados por organizações diplomáticas, marítimas e de defesa em mais de meia dúzia de países. Segundo a Trellix, empresa de cibersegurança, a velocidade da exploração reduziu drasticamente o tempo disponível para que equipes de TI aplicassem os patches e protegessem sistemas sensíveis.

Falha corrigida virou arma em menos de dois dias

A vulnerabilidade, catalogada como CVE-2026-21509, foi explorada pelo grupo rastreado sob nomes como APT28, Fancy Bear, Sednit, Forest Blizzard e Sofacy. Após analisar a correção liberada pela Microsoft, os invasores conseguiram desenvolver um exploit avançado capaz de instalar dois backdoors inéditos.

De acordo com a Trellix, toda a operação foi planejada para evitar detecção por soluções tradicionais de proteção de endpoints. Os códigos maliciosos eram criptografados, executados apenas na memória e não deixavam artefatos relevantes em disco. Além disso, os primeiros contatos com as vítimas partiram de contas governamentais previamente comprometidas, o que aumentou a taxa de sucesso das mensagens de phishing.

“O uso da CVE-2026-21509 demonstra a rapidez com que agentes alinhados a estados podem explorar novas vulnerabilidades, reduzindo a janela de tempo para que os defensores corrijam sistemas críticos”, escrevem os pesquisadores.

Segundo eles, “a cadeia de infecção modular da campanha — do phishing inicial ao backdoor em memória e aos implantes secundários — foi cuidadosamente projetada para explorar canais confiáveis e técnicas sem arquivos, para se esconder à vista de todos”.

A campanha de spear phishing durou cerca de 72 horas, começou em 28 de janeiro e utilizou ao menos 29 iscas diferentes, enviadas a organizações em nove países, principalmente da Europa Oriental. Oito deles foram divulgados: Polônia, Eslovênia, Turquia, Grécia, Emirados Árabes Unidos, Ucrânia, Romênia e Bolívia.

Imagem mostra um cadeado azul fechado, centralizado sobre um fundo abstrato em tons de cinza e azul claro, com formas geométricas que sugerem tecnologia e segurança digital. No canto inferior direito, a marca d'água "Tecnoblog" é visível.
Ataque usou ao menos 29 iscas de spear phishing em nove países (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como funcionavam os malwares instalados?

O ataque resultou na instalação dos backdoors BeardShell e NotDoor. O BeardShell permitia reconhecimento completo do sistema, persistência por meio da injeção de código em processos do Windows e movimentação lateral dentro das redes comprometidas.

Já o NotDoor operava como uma macro VBA — um tipo de script de automação de tarefas comum, mas que foi usado aqui como um comando malicioso oculto –, instalada após o desarme das proteções de macro do Outlook.

Uma vez ativo, o NotDoor monitorava pastas de e-mail e feeds RSS, reunindo mensagens em arquivos .msg enviados para contas controladas pelos invasores em serviços de nuvem. Para driblar controles de segurança, o malware alterava propriedades internas dos e-mails e apagava vestígios do encaminhamento automático.

A Trellix atribuiu a campanha ao grupo APT28 com “alta confiança”, avaliação reforçada pela Equipe de Resposta a Emergências Cibernéticas da Ucrânia (CERT-UA), que classifica o mesmo como UAC-0001. “A APT28 tem um longo histórico de espionagem cibernética e operações de influência”, afirmou a empresa.

Hackers russos usam falha crítica do Office para espionar usuários

Microsoft Office 365 (Imagem: Jernej Furman / Flickr)

Segurança digital (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Satélites russos acendem alerta de espionagem espacial na União Europeia

5 de Fevereiro de 2026, 09:34
Satélite para acesso à internet (imagem: divulgação/Viasat)
Satélites de comunicações sob alerta de segurança na Europa (imagem: divulgação/Viasat)
Resumo
  • Satélites russos Luch-1 e Luch-2 realizam aproximações prolongadas de satélites europeus, levantando suspeitas de espionagem espacial.
  • Autoridades europeias alertam para risco de interceptação de comunicações e possível manipulação de dados críticos.
  • Rússia expande capacidades com lançamentos dos satélites Cosmos 2589 e 2590, intensificando preocupações de segurança espacial na União Europeia.

Autoridades de segurança da União Europeia avaliam que satélites russos vêm monitorando e possivelmente interceptando comunicações de pelo menos uma dúzia de satélites que prestam serviços essenciais ao bloco. A movimentação, considerada atípica, ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Moscou e países ocidentais desde a invasão da Ucrânia.

De acordo com análises de inteligência citadas por autoridades europeias, além do risco de acesso a dados sensíveis, as manobras podem abrir caminho para interferências mais graves, como a alteração de trajetórias orbitais ou até a inutilização deliberada de satélites civis e governamentais.

Aproximações suspeitas em órbita geoestacionária

Os satélites russos conhecidos como Luch-1 e Luch-2 são monitorados há anos por autoridades civis e militares do Ocidente. Nos últimos três anos, porém, eles passaram a realizar aproximações mais frequentes e prolongadas de satélites europeus em órbita geoestacionária, a cerca de 35 mil quilômetros da Terra.

Dados orbitais e observações feitas por telescópios em solo indicam que esses veículos permanecem por semanas – às vezes meses – próximos a satélites usados para comunicações comerciais, governamentais e, em alguns casos, militares. Desde seu lançamento, em 2023, o Luch-2 já teria se aproximado de ao menos 17 satélites que atendem a Europa, além de partes da África e do Oriente Médio.

O general Michael Traut, chefe do comando espacial das Forças Armadas da Alemanha, afirmou ao Financial Times que há fortes indícios de que os satélites russos estejam realizando operações de inteligência de sinais. Para ele, o padrão de voo sugere a tentativa de permanecer dentro do feixe de dados enviado das estações terrestres aos satélites europeus.

Ilustração de satélite Direct-to-Device
Atividades russas levantam preocupações sobre satélites europeus (Imagem: Kevin Stadnyk/Unsplash)

Por que essas manobras preocupam as autoridades?

Um ponto central da preocupação está no fato de que muitos satélites europeus mais antigos não utilizam criptografia avançada em seus comandos. Isso significa que dados críticos – como instruções de controle orbital – podem ser captados, armazenados e eventualmente reutilizados por agentes hostis.

Segundo um alto funcionário europeu de inteligência, mesmo sem capacidade imediata de derrubar satélites, o simples acesso a esses sinais pode permitir ataques futuros. Ele explica que com esse tipo de informação, é possível imitar operadores em solo e enviar comandos falsos.

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, classificou as redes de satélites como um ponto vulnerável das sociedades modernas. “As atividades russas representam uma ameaça fundamental para todos nós, especialmente no espaço. Uma ameaça que não devemos mais ignorar”, afirmou em discurso no ano passado.

Especialistas do setor privado reforçam o diagnóstico. Belinda Marchand, da Slingshot Aerospace, afirmou que os satélites russos estavam “manobrando e estacionando próximos a satélites geoestacionários, muitas vezes por vários meses seguidos”. Já Norbert Pouzin, analista da empresa francesa Aldoria, observou que os alvos pertencem majoritariamente a operadores ligados à Otan.

Além do Luch-1 e do Luch-2, a Rússia lançou recentemente os satélites Cosmos 2589 e 2590, que apresentam capacidades semelhantes. O movimento é interpretado como parte de uma escalada mais ampla da chamada “guerra híbrida”, agora estendida ao espaço.

Satélites russos acendem alerta de espionagem espacial na União Europeia

Satélite para acesso à internet (imagem: divulgação/Viasat)

Tecnologia D2D promete levar sinal a áreas não cobertas por meios terrestres (Imagem: Kevin Stadnyk/Unsplash)

Adobe encerra e depois ressuscita o programa Animate

4 de Fevereiro de 2026, 19:22
Tela de inicialização do Adobe Animate (imagem: reprodução/Nurul Harris)
Resumo
  • A Adobe decidiu manter o Adobe Animate em modo de manutenção, garantindo acesso contínuo e correções de segurança, mas sem novas funcionalidades.
  • A decisão de não encerrar o Animate ocorreu após críticas de usuários e desenvolvedores sobre a comunicação inicial da empresa.
  • O Animate continuará disponível para todos os tipos de usuários, com a Adobe comprometida em garantir acesso ao conteúdo criado na plataforma.

A Adobe voltou atrás e decidiu não encerrar o Adobe Animate, programa tradicional usado por animadores e criadores digitais. Após anunciar que o software seria descontinuado a partir do dia 1º de março, a empresa revisou a decisão e afirmou que a ferramenta seguirá disponível em modo de manutenção.

A mudança ocorre depois de críticas públicas de usuários e desenvolvedores, que apontaram confusão na comunicação e impactos diretos em fluxos de trabalho ainda dependentes do Animate. Embora não receba novos recursos, o aplicativo continuará acessível para novos e antigos clientes.

O que muda no modo de manutenção?

Segundo a Adobe, o Animate não será mais descontinuado e permanecerá disponível por tempo indeterminado. O software passa a operar em modo de manutenção, o que significa que seguirá recebendo correções de segurança e ajustes de bugs, mas não terá novas funcionalidades adicionadas.

No Reddit, a empresa afirma que não há planos de remover o acesso ao aplicativo. O programa continuará disponível tanto para usuários individuais quanto para pequenas empresas e clientes corporativos. Antes da revisão, a Adobe havia informado que clientes não corporativos poderiam acessar o Animate até março de 2027, enquanto empresas teriam prazo até 2029.

A companhia também reforçou o compromisso com o acesso ao conteúdo criado na plataforma. “Estamos comprometidos em garantir que os usuários do Animate sempre tenham acesso ao seu conteúdo, independentemente do estado de desenvolvimento do aplicativo”, afirmou a Adobe em comunicado oficial.

Mesmo com o fim do desenvolvimento ativo, o Animate ainda é utilizado por criadores reconhecidos do mercado, como David Firth, responsável pela série animada Salad Fingers. Para parte da comunidade, a simples manutenção do acesso já evita perdas imediatas de arquivos e projetos em andamento.

Adobe mantém o Animate ativo após repercussão.
Adobe mantém o Animate ativo após repercussão (Imagem: reprodução Adobe)

Por que a Adobe voltou atrás da decisão?

O recuo aconteceu após forte reação negativa à comunicação inicial da empresa. Um e-mail enviado aos clientes anunciando a descontinuação foi alvo de críticas por falta de clareza e alarmismo. Segundo Mike Chambers, membro da equipe de comunidade da Adobe, a mensagem “não atendeu aos nossos padrões e causou muita confusão e angústia dentro da comunidade”.

A repercussão levou a empresa a revisar o posicionamento e esclarecer que o Animate não será encerrado, apenas congelado em termos de novas funcionalidades.

Adobe encerra e depois ressuscita o programa Animate

Tela de inicialização do Adobe Animate (imagem: reprodução/Nurul Harris)

Adobe mantém o Animate ativo após repercussão (Imagem: reprodução Adobe)

Projeto que isenta notebooks trazidos do exterior avança no Congresso

4 de Fevereiro de 2026, 18:30
Notebook Positivo Duo C464D
Projeto prevê que notebooks sejam item de uso pessoal (foto: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara aprovou projeto que isenta notebooks do Imposto de Importação, equiparando-os a itens de uso pessoal.
  • O projeto ainda será analisado pelas Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para o Senado.
  • A proposta prevê isenção para notebooks de viajantes, desde que não indiquem finalidade comercial, e tramita em caráter conclusivo.

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que isenta do Imposto de Importação computadores portáteis trazidos do exterior por viajantes, desde que destinados a uso próprio. A proposta busca atualizar as regras de bagagem acompanhada, alinhando a legislação à rotina de quem depende desses equipamentos no dia a dia. A decisão foi tomada em novembro, mas divulgada pela equipe de comunicação da Câmara nos últimos dias.

Com o aval da comissão, o texto dá mais um passo na tramitação legislativa, mas ainda precisa passar por outras instâncias antes de virar lei. A ideia central é acabar com a tributação aplicada hoje a notebooks que ultrapassam a cota de valor, prática comum da Receita Federal.

O que muda com a isenção de notebooks na bagagem?

Projeto que isenta notebooks trazidos do exterior avança na Câmara
Deputado Zé Adriano é relator do projeto na Câmara (foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, o deputado Zé Adriano (PP-AC), ao Projeto de Lei 2204/25, de autoria do deputado Dr. Jaziel (PL-CE). A versão detalha as regras de bagagem para dar maior segurança jurídica à isenção.

Pela proposta, a bagagem de viajantes procedentes do exterior será isenta do Imposto de Importação para bens novos ou usados destinados a uso ou consumo pessoal, ou ainda para presentear, desde que a quantidade, a natureza e a variedade dos itens não indiquem finalidade comercial ou industrial.

O substitutivo inclui expressamente o computador portátil pessoal – como notebook ou laptop – na lista de bens isentos, desde que o equipamento seja compatível com as circunstâncias da viagem e esteja em uso pelo viajante. Atualmente, o Regulamento Aduaneiro já prevê isenção para itens como celular e relógio de pulso, mas não trata o notebook da mesma forma.

“O uso de notebooks já faz parte da vida cotidiana. Não é razoável que esse tipo de equipamento continue sendo tratado como item de revenda ou de destinação comercial”, afirmou Dr. Jaziel, autor do projeto original.

Notebook bagagem
Comissão aprova isenção de tributos para notebook de uso pessoal trazido do exterior por viajantes (Imagem: d3images/Freepik)

Quais são os próximos passos da tramitação?

A proposta tramita em caráter conclusivo, o que significa que não precisa ser votada pelo Plenário da Câmara se for aprovada em todas as comissões responsáveis. Após a Comissão de Desenvolvimento Econômico, o texto ainda será analisado pela Comissão de Finanças e Tributação, que avalia o impacto orçamentário, e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, responsável por verificar a constitucionalidade.

Caso seja aprovado nessas etapas sem recursos, o projeto segue diretamente para o Senado, que atuará como Casa revisora. Se os senadores fizerem alterações, o texto retorna à Câmara para nova análise. Se for aprovado sem mudanças, segue para sanção presidencial.

Mesmo em tramitação conclusiva, o projeto pode ser levado ao Plenário se ao menos 52 deputados apresentarem recurso. Só após a aprovação nas duas Casas e a sanção do presidente da República a isenção passa a valer.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Projeto que isenta notebooks trazidos do exterior avança no Congresso

Notebook Positivo Duo C464D (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WhatsApp decide cobrar por mensagens de robôs de IA

29 de Janeiro de 2026, 18:20
Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
A cobrança começa em 16 de fevereiro e será aplicada a respostas que não sejam mensagens de modelo pré-definido (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta decidiu cobrar desenvolvedores por chatbots de IA no WhatsApp em países onde reguladores impedem o bloqueio dessas ferramentas. A cobrança é de R$ 0,35 por mensagem a partir de 16 de fevereiro.
  • No Brasil, a Justiça suspendeu uma decisão do Cade que impedia a aplicação das novas regras do WhatsApp para bots de IA, permitindo à Meta restringir ou condicionar o uso de ferramentas de terceiros.
  • A medida gerou debates regulatórios na Europa e no Brasil, com investigações sobre práticas anticompetitivas. Provedores como OpenAI e Microsoft já anunciaram a retirada de seus bots da plataforma no Brasil.

A Meta decidiu cobrar desenvolvedores pelo uso de chatbots de inteligência artificial no WhatsApp em países onde autoridades regulatórias impediram o bloqueio dessas ferramentas. A medida marca um novo capítulo na disputa entre a empresa e órgãos de defesa da concorrência.

No Brasil, o tema ganhou força após a Justiça suspender uma decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que impedia a aplicação das novas regras do WhatsApp para bots de IA. Com isso, a Meta voltou a ter respaldo jurídico para restringir ou condicionar a atuação de ferramentas de terceiros no aplicativo.

Como funciona a cobrança?

A Meta anunciou que vai cobrar desenvolvedores pela execução de chatbots de IA no WhatsApp em regiões onde reguladores exigem que a empresa permita esse tipo de integração. O primeiro mercado afetado é a Itália, após o órgão de concorrência do país pedir, em dezembro, a suspensão do bloqueio a bots de terceiros.

Segundo a empresa, a cobrança começa em 16 de fevereiro e será aplicada a respostas que não sejam mensagens de modelo pré-definido. O preço informado é de cerca de R$ 0,35 por mensagem, o que pode gerar custos elevados para desenvolvedores cujos bots trocam milhares de interações diárias com usuários.

Hoje, o WhatsApp já cobra empresas pelo uso de sua API em mensagens padronizadas, como comunicações de marketing, autenticação ou avisos de pagamento e entrega. A novidade é a inclusão das respostas geradas por inteligência artificial nesse modelo tarifário.

“Nos casos em que somos legalmente obrigados a fornecer chatbots de IA por meio da API do WhatsApp Business, estamos introduzindo preços para as empresas que optam por usar nossa plataforma para fornecer esses serviços”, afirmou um porta-voz da Meta ao TechCrunch. A empresa reconhece que a decisão pode servir de precedente para outros países caso seja obrigada a recuar em novas investigações.

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Meta cobrará desenvolvedores pela execução de chatbots de IA no WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que Brasil e Europa entraram no radar regulatório?

A Meta anunciou em outubro que bloquearia todos os chatbots de IA de terceiros. A empresa alegou que seus sistemas não foram projetados para lidar com respostas automatizadas em larga escala e que estavam sendo sobrecarregados.

“O surgimento de chatbots com IA em nossa API Business sobrecarregou nossos sistemas para um nível que eles não foram projetados para suportar. Essa lógica pressupõe que o WhatsApp seja, de alguma forma, uma loja de aplicativos de fato. O caminho para o mercado para empresas de IA são as próprias lojas de aplicativos, seus sites e parcerias com o setor; não a plataforma WhatsApp Business”, afirmou a companhia.

Desde então, autoridades regulatórias na União Europeia, Itália e Brasil passaram a investigar possíveis práticas anticompetitivas.

No Brasil, a Superintendência-Geral do Cade havia suspendido preventivamente as novas regras, mas a 20ª Vara Federal do Distrito Federal derrubou a liminar. A Meta passou a orientar desenvolvedores a não oferecerem bots de IA no WhatsApp para usuários brasileiros. Provedores como OpenAI, Perplexity e Microsoft já haviam anunciado que seus bots deixariam de funcionar na plataforma após 15 de janeiro, redirecionando usuários para sites e aplicativos próprios.

WhatsApp decide cobrar por mensagens de robôs de IA

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

App anti-pornografia vaza dados de masturbação dos usuários

29 de Janeiro de 2026, 16:38
Imagem mostra um homem, embaixo dos lençóis, mexendo em um smartphone de cor preta
Dados íntimos ficaram expostos (imagem: reprodução/FreePik)
Resumo
  • Falha de segurança expôs dados de mais de 600 mil usuários de um app anti-pornografia, incluindo menores de idade.
  • Dados como idade, frequência de masturbação e relatos pessoais ficaram acessíveis, afetando cerca de 100 mil perfis identificados como menores.
  • Ao site 404 Media, o desenvolvedor do app negou a exposição de dados.

Um aplicativo usado como ferramenta de apoio para pessoas que desejam parar de consumir pornografia expôs dados sensíveis de seus próprios usuários. Entre as informações estavam idade, frequência de masturbação, gatilhos emocionais e relatos pessoais sobre o impacto do consumo de pornografia.

A informação foi divulgada pelo site 404 Media, e o nome do app não foi revelado. O vazamento é considerado ainda mais grave porque parte dos registros analisados pertence a menores de idade. A falha foi identificada por um pesquisador independente de segurança, que alertou o desenvolvedor meses atrás. Ele afirma que o problema segue sem correção e os dados continuam acessíveis.

Dados íntimos ficaram expostos

O aplicativo incentiva os usuários a compartilhar confissões pessoais e responder a questionários. Essas informações acabaram ficando totalmente expostas.

De acordo com o pesquisador, foi possível acessar informações de mais de 600 mil usuários do aplicativo, sendo cerca de 100 mil identificados como menores. Um dos perfis analisados indicava idade de 14 anos, consumo de pornografia “várias vezes por semana”, e revelava impulsos sexuais.

O mesmo perfil também apresentava um “índice de dependência” e listava sintomas associados ao hábito, como “sensação de desmotivação, falta de ambição para perseguir objetivos, dificuldade de concentração, memória fraca ou ‘névoa mental’”.

Por razões de segurança, o nome do aplicativo não foi divulgado, já que o desenvolvedor ainda não corrigiu a falha. De acordo com o 404 Media, o problema está ligado a uma configuração incorreta do Google Firebase, plataforma bastante usada no desenvolvimento de apps móveis e que, por padrão, pode facilitar acessos indevidos ao banco de dados se não for ajustada corretamente.

Tipo de falha é comum

Ilustração de segurança em computador (imagem: Flickr/Visual Content)
Vazamento está ligado à configuração incorreta do Google Firebase (imagem: Flickr/Visual Content)

O próprio pesquisador afirma que esse tipo de configuração insegura no Firebase é conhecido há anos no meio de segurança digital. Ainda assim, continua recorrente.

O fundador do aplicativo, por sua vez, negou que dados sensíveis tenham sido expostos e sugeriu que as informações analisadas poderiam ter sido fabricadas. “Não há nenhuma informação sensível exposta, isso simplesmente não é verdade”, disse. “Esses usuários não estão no meu banco de dados. Eu não dou atenção para isso, acho que é uma piada.”

App anti-pornografia vaza dados de masturbação dos usuários

Ilustração de segurança em computador (imagem: Flickr/Visual Content)

Ligga vende faixa de 5G no Paraná por R$ 20 milhões

28 de Janeiro de 2026, 17:10
Imagem mostra duas torres de telefonia. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Autorização de uso da Unifique tem prazo de 20 anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Unifique comprou um bloco de 80 MHz na faixa de 3,5 GHz no Paraná por R$ 20 milhões.
  • A aquisição envolve pagamento parcelado e a responsabilidade por investimentos em infraestrutura, incluindo 745 Estações Rádio Base.
  • Operação amplia a atuação da Unifique para 1.191 municípios no Sul do Brasil, reorganizando o projeto de 5G na região.

A Unifique firmou um acordo para adquirir a autorização de uso de radiofrequência, em caráter primário, de um bloco de 80 MHz na faixa de 3,5 GHz no Paraná. A operação envolve o pagamento de R$ 20 milhões para a Ligga Telecom, que é dona do espectro de rede na região por meio do Consórcio 5G Sul.

Com a transação, a Unifique passa a concentrar o uso da faixa também no Paraná, estado em que a Ligga ainda não colocou a rede em operação, apesar das obrigações regulatórias previstas.

Acordo entre Unifique e Ligga

Os termos divulgados mencionam um pagamento de forma parcelada. A Unifique desembolsa R$ 10 milhões na assinatura do contrato, outros R$ 5 milhões em até 30 dias e os R$ 5 milhões restantes após a aprovação da operação pela Anatel e o cumprimento das condições precedentes.

Além disso, a empresa assumirá o valor remanescente da outorga, que era de R$ 1,7 milhão em 2021, a ser quitado em 20 parcelas anuais, conforme a regulamentação vigente.

A autorização de uso da radiofrequência tem prazo de 20 anos, com possibilidade de prorrogação. A Unifique também ficará responsável pelos investimentos necessários para cumprir os compromissos de cobertura originalmente assumidos pela Ligga. Esses compromissos envolvem o atendimento de 336 municípios paranaenses, todos com menos de 30 mil habitantes, por meio da instalação de 745 Estações Rádio Base.

A Ligga Telecom é controlada pelo empresário Nelson Tanure, via BP Participações, e integra o Consórcio 5G Sul junto com a própria Unifique, que já detinha o espectro nos demais estados da região.

Conforme noticiado aqui no Tecnoblog, também existe a possibilidade de Tanure estar em busca de compradores para a operadora de telecomunicações adquirida por ele em 2020. A companhia teria sido colocada à venda por cerca de R$ 2,5 bilhões, valor semelhante ao desembolsado na época da privatização da antiga Copel Telecom, no Paraná.

Por que a operação faz sentido para o 5G no Paraná?

Ilustração mostra o número "5" e a letra "G" ao centro, em fonte de cor branca. Ao fundo, roxo e azul, está pontos de conexão brancos. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Primeira rede 5G estreou no Brasil em julho de 2020 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A aquisição ajuda a resolver um impasse regulatório. Como integrante do consórcio vencedor do leilão do 5G, a Unifique também poderia ser impactada por eventuais atrasos no cumprimento das obrigações de cobertura no Paraná. A empresa passa a centralizar a execução do projeto, reduzindo riscos junto à Anatel.

O contexto do leilão ajuda a explicar esse movimento. A faixa de 3,5 GHz destinada à região Sul foi arrematada pelo Consórcio 5G Sul, formado pela Unifique e pela então Copel Telecom — empresa posteriormente adquirida pelo fundo Bordeaux, do empresário Nelson Tanure. O grupo levou um bloco de 80 MHz para prestação exclusiva nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Já a Sercomtel, operadora com atuação em Londrina (PR), também arrematou um bloco de 80 MHz na mesma faixa, mas com autorização para operar em São Paulo e em estados da região Norte. As duas operações estão ligadas pelo controle comum do fundo Bordeaux, que detém tanto a Sercomtel quanto a Copel Telecom.

A transferência do espectro no Paraná para a Unifique reorganiza a execução prática do projeto de 5G na região, lembrando que a Ligga Telecom ainda não colocou a rede em operação.

Com a operação, o mercado da Unifique passa a abranger 1.191 municípios, sendo 497 no Rio Grande do Sul, 295 em Santa Catarina e 399 no território paranaense.

Ligga vende faixa de 5G no Paraná por R$ 20 milhões

5G dobrou de tamanho no Brasil em 2024 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

5G poderá ser ativado em mais cidades (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Itaú libera Pix por aproximação no aplicativo para Android

27 de Janeiro de 2026, 17:28
Ilustração mostra o logotipo do Itaú ao centro, em um fundo de cor laranja. Na parte inferior direita está o logotipo do "tecnoblog".
Itaú está entre os maiores bancos do Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Itaú lançou o Pix por aproximação no app para Android, permitindo pagamentos via NFC sem escanear QR Codes, com limite de R$ 500 por transação.
  • O Pix por aproximação permite parcelamento de compras e segue padrões de segurança com autenticação e criptografia.
  • Somente o app do Itaú para Android está recebendo a função, que não tem previsão de chegada aos iPhones.

O Itaú agora oferece o Pix por aproximação no aplicativo para Android. A função permite pagamentos presenciais sem a necessidade de escanear QR Code e usa a tecnologia NFC do celular.

Com a novidade, o cliente precisa apenas abrir o super app do Itaú, escolher o Pix e aproximar o celular da maquininha compatível para realizar o pagamento. A transação é confirmada com a senha.

O banco informou ao Tecnoblog que, até o momento, não há previsão de lançamento de recurso semelhante no iPhone.

Como funciona o Pix por aproximação do Itaú?

O pagamento é feito diretamente pelo aplicativo do banco, sem depender de carteiras digitais externas. O Pix por aproximação utiliza a infraestrutura padrão do Pix, com liquidação imediata e rastreabilidade, conforme as regras definidas pelo Banco Central. Cada transação tem limite máximo de R$ 500, e o valor diário pode ser ajustado pelo próprio cliente no app.

Além do pagamento à vista, o Itaú passou a permitir o parcelamento de compras feitas via Pix por aproximação nas maquininhas compatíveis, algo que diferencia a solução de outras experiências baseadas apenas na transferência instantânea tradicional.

O banco afirma que o recurso foi desenvolvido com múltiplas camadas de proteção, incluindo autenticação no dispositivo e criptografia dos dados durante a operação. As autorizações seguem os mesmos padrões de segurança já adotados no app.

Pix por aproximação x QR Code

Imagem mostra uma maquininha de cartão laranja recebendo o pagamento com a aproximação de um celular Android
Pix por aproximação está disponível nas maquininhas do Itaú (imagem: divulgação)

A adoção do Pix por aproximação não elimina outras formas de pagamento já disponíveis. Segundo o Itaú, a ideia é oferecer alternativas para diferentes perfis de usuários.

Quem prefere máxima rapidez pode continuar usando carteiras digitais que permitem pagar sem abrir aplicativos bancários. Já quem busca mais controle sobre a operação pode optar pelo Pix por NFC dentro do app.

Em nota, o diretor de pagamentos para pessoa física do Itaú Unibanco, Mario Miguel, afirmou que a “segurança está no centro de todas as nossas iniciativas”. Desde 2024, o Itaú vinha testando o Pix por aproximação em suas próprias maquininhas, as chamadas “laranjinhas”, operadas pela Rede.

E o iPhone?

A função não tem previsão de disponibilidade nos iPhones. E o caso não se limita ao Itaú: a Apple enfrenta um inquérito no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no qual se alega que a empresa age de maneira a impedir a competição no setor de pagamentos.

No ano passado, o PicPay também criticou o modelo adotado pela Apple para o pagamento por aproximação no iPhone. A fintech afirma que o acesso ao NFC é restringido por exigências consideradas onerosas para emissores de cartão, razão pela qual o Pix por aproximação funciona em seu app no Android, mas não no iOS.

Itaú libera Pix por aproximação no aplicativo para Android

Itaú está entre os maiores bancos do Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Pix por aproximação nas maquininhas do Itaú (Imagem: Divulgação/Itaú)

Meta é acusada de enganar usuários sobre criptografia no WhatsApp

27 de Janeiro de 2026, 14:37
Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
Criptografia do WhatsApp está sob escrutínio da Justiça dos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Uma nova ação judicial nos EUA acusa a Meta de enganar usuários sobre a criptografia do WhatsApp, questionando a promessa de privacidade do app.
  • A denúncia alega que funcionários da Meta poderiam acessar mensagens de usuários por meio de procedimentos internos, sem verificações rigorosas.
  • A Meta nega as acusações, afirmando que o WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta baseada no protocolo Signal e descreve o processo como infundado.

Um processo protocolado nos Estados Unidos reacendeu o debate sobre a criptografia de ponta a ponta do WhatsApp, um dos principais pilares de privacidade defendidos pela Meta. A ação, revelada pela Bloomberg no último domingo (25/01) e que voltou a ganhar força nos últimos dias após ampla repercussão no X, acusa a empresa de enganar usuários ao afirmar que não consegue acessar o conteúdo das mensagens.

O caso envolve um grupo internacional de denunciantes, incluindo representantes do Brasil, que questionam se a chamada criptografia end-to-end funciona mesmo da forma como é divulgada. A discussão se intensificou nas redes sociais após usuários cobrarem mais transparência da empresa sobre seus sistemas internos e auditorias independentes.

A Meta rejeita as alegações.

O que diz a ação contra a Meta?

A ação foi apresentada em um tribunal distrital de San Francisco e reúne autores de países como Austrália, México, África do Sul, Índia e Brasil. Segundo a denúncia, a Meta teria feito afirmações enganosas ao garantir que apenas remetente e destinatário conseguem acessar mensagens trocadas no WhatsApp.

O processo cita denunciantes internos descritos como “corajosos”, que alegam que funcionários da Meta e do WhatsApp poderiam solicitar acesso a mensagens de usuários por meio de procedimentos internos simples. De acordo com a acusação, bastaria abrir uma solicitação interna para que engenheiros liberassem o acesso, supostamente sem checagens rigorosas.

“A criptografia de ponta a ponta significa que a Meta não pode ler suas conversas. Então ou essa manchete está errada, ou a Meta vendeu um conto de fadas sobre privacidade. Qual é a verdade, Meta? Publiquem o modelo exato de ameaças, detalhes de gerenciamento de chaves e uma auditoria independente, ou parem de vender ‘privacidade’ para bilhões”, escreveu um usuário no X.

“End-to-end encrypted” means Meta can’t read your chats. So either this headline is wrong, or Meta’s been selling a privacy fairy tale.

Which is it, Meta?
Publish the exact threat model, key management details, and an independent audit, or stop marketing “private” to billions.

— S. Blackwood | Briefs (@BlackwoodBrief) January 27, 2026

Meta pode acessar mensagens do WhatsApp?

Segundo o texto do processo, após a liberação interna, mensagens apareceriam em ferramentas usadas por funcionários, misturadas a conteúdos de fontes não criptografadas, sem necessidade de uma etapa adicional de descriptografia. A denúncia afirma ainda que o acesso poderia incluir mensagens antigas, inclusive aquelas que usuários acreditam ter apagado.

WhatsApp / Criptografia
Um processo protocolado nos EUA reacendeu o debate sobre a criptografia de ponta a ponta do WhatsApp

Apesar do tom das acusações, a ação não apresenta detalhes técnicos que comprovem o funcionamento descrito. Ainda assim, o caso atinge diretamente um dos principais argumentos comerciais do WhatsApp: a criptografia baseada no protocolo Signal, ativada por padrão.

A Meta enviou ao Tecnoblog um posicionamento que nega integralmente as acusações:

“Qualquer alegação de que as mensagens das pessoas no WhatsApp não são criptografadas é categoricamente falsa e absurda. O WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta com base no protocolo Signal há uma década. Este processo é uma obra de ficção sem fundamento, e buscaremos sanções contra os autores da ação.”

Antes disso, a empresa já havia classificado a ação como “frívola”, reiterando que não tem acesso ao conteúdo das mensagens. Os advogados dos denunciantes pedem que o caso seja transformado em uma ação coletiva, o que pode ampliar o alcance da disputa judicial.

Meta é acusada de enganar usuários sobre criptografia no WhatsApp

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Programador faz Doom rodar até em fones de ouvido

26 de Janeiro de 2026, 18:46
Doom roda até em fones de ouvido sem tela
Doom roda até em fones de ouvido sem tela (Imagem: Reprodução/DoomBuds)
Resumo
  • O programador Arin Sarkisan adaptou Doom para rodar em fones de ouvido PineBuds Pro, usando firmware open source e um kit de desenvolvimento comunitário.
  • A adaptação utiliza uma interface em JavaScript e contatos UART para transmitir dados, enviando vídeo comprimido MJPEG a cerca de 2,4 MB/s para um servidor web.
  • O experimento demonstra a flexibilidade do software livre e a capacidade de rodar Doom em dispositivos improváveis, apesar das limitações de processamento dos fones.

Desde os anos 1990, Doom virou mais do que um jogo: tornou-se um teste informal de criatividade técnica. Ao longo das décadas, hackers e entusiastas conseguiram rodar o clássico shooter em calculadoras, geladeiras, testes de gravidez, tratores e até em PDF. Agora, o jogo roda em mais um dispositivo improvável: fones de ouvido sem qualquer tipo de tela.

O experimento mais recente foi desenvolvido pelo programador Arin Sarkisan, que decidiu levar o desafio para um território pouco óbvio. Em vez de um dispositivo com display, ele adaptou Doom para rodar em fones de ouvido sem fio, projetados apenas para áudio, sem capacidade gráfica nativa.

Por que Doom roda até em fones de ouvido?

O projeto, batizado de forma informal como Doombuds, não funciona em qualquer par de earbuds disponível no mercado. A experiência foi feita exclusivamente com os PineBuds Pro, um modelo que se destaca por adotar firmware totalmente open source e contar com um kit de desenvolvimento mantido pela própria comunidade.

Essa abertura técnica permitiu que Sarkisan explorasse caminhos que não seriam possíveis em fones convencionais. Em vez de tentar exibir gráficos diretamente no dispositivo — algo inexistente —, ele criou uma solução indireta. O jogo roda no hardware dos fones e envia os dados visuais para outro ambiente, contornando a ausência de tela.

Pôster de Doom (imagem: divulgação)
Jogo de 1993 ganha um novo port para rodar em dispositivo que não foi feito para jogos (Imagem: Divulgação)

Como funciona a adaptação técnica?

Para viabilizar o experimento, o programador Arin Sarkisan desenvolveu uma interface em JavaScript que se comunica com os PineBuds Pro por meio dos contatos UART presentes no hardware. Esses contatos permitem a transmissão de dados em nível baixo, normalmente usada para depuração e desenvolvimento.

A partir daí, o sistema envia um fluxo de vídeo altamente comprimido no formato MJPEG para um servidor web, usando uma ponte serial. Mesmo com limitações claras, a taxa de transferência chega a cerca de 2,4 MB por segundo, suficiente para gerar algo entre 22 e 27 quadros por segundo no vídeo transmitido.

Fones de ouvido usados para executar Doom (imagem: reprodução/Piine64)

Na prática, isso supera a própria capacidade do processador dos fones, que consegue rodar Doom a, no máximo, cerca de 18 quadros por segundo. Ou seja, o gargalo não está na transmissão, mas no poder computacional do dispositivo.

O resultado não é exatamente jogável no sentido tradicional, mas cumpre o objetivo central do projeto: provar que Doom pode rodar em praticamente qualquer coisa, desde que exista algum nível de acesso ao hardware.

O experimento reforça a cultura hacker em torno de Doom e do software livre. Além disso, mostra como projetos com código aberto permitem usos inesperados, expandindo os limites do que um dispositivo foi originalmente projetado para fazer.

Programador faz Doom rodar até em fones de ouvido

Pôster de Doom (imagem: divulgação)

Fones de ouvido usados para executar Doom (imagem: reprodução/Piine64)

Governo lança app Meu MEI Digital com serviços ao microempreendedor

26 de Janeiro de 2026, 18:40

Aplicativo Meu MEI Digital já está disponível nas lojas Google Play e App Store (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo

O Governo Federal lançou o aplicativo Meu MEI Digital, uma nova plataforma voltada aos microempreendedores individuais que centraliza, no celular, serviços antes disponíveis apenas no Portal do Empreendedor. A proposta é facilitar o acesso a informações fiscais, regularização do CNPJ e programas de apoio, sem depender do computador.

A ferramenta foi desenvolvida pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), em parceria com Sebrae, Receita Federal e Serpro. O aplicativo já pode ser baixado gratuitamente nas lojas Google Play e App Store. Ele funciona com autenticação pelo gov.br.

Com mais de 16 milhões de MEIs registrados no país, o app surge como um canal único para acompanhar obrigações, consultar dados cadastrais e receber avisos oficiais. A ideia é reduzir a dispersão de informações e oferecer um ambiente digital mais organizado para quem atua como microempreendedor individual.

Quais serviços estão disponíveis no Meu MEI Digital?

O aplicativo reúne uma série de funcionalidades para o dia a dia do MEI. Entre elas, estão atalhos para formalização, alteração de dados cadastrais e regularização de débitos. Também é possível emitir a Carteira do MEI, documento que comprova a formalização do negócio.

O app permite ainda consultar o Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN), acessar informações sobre novas formas de pagamento do Documento de Arrecadação do Simples (DAS) e emitir notas fiscais, conforme as regras vigentes.

Outro ponto é o acesso a informações sobre programas e iniciativas voltadas ao microempreendedor. O usuário encontra dados sobre linhas de crédito como o ProCred 360, além de projetos de orientação e apoio ao MEI. O aplicativo também direciona para conteúdos oficiais sobre o Cartão MEI, oferecido pelo Banco do Brasil, e para orientações relacionadas ao CadÚnico e a programas sociais, como o Bolsa Família.

O Meu MEI Digital já está disponível gratuitamente nas lojas Google Play e App Store
O Meu MEI Digital centraliza serviços antes disponíveis apenas no Portal do Empreendedor (Imagem: Divulgação/MEMP)

Como funciona a assistente virtual com IA?

Um dos diferenciais do Meu MEI Digital é a presença da assistente virtual Meire, um chatbot que utiliza inteligência artificial para responder dúvidas em tempo real. A ferramenta orienta sobre prazos, direitos e obrigações do MEI, além de explicar procedimentos comuns de forma simplificada.

De acordo com o governo, Meire também pode sugerir conteúdos de capacitação e informações úteis com base no perfil do negócio, ajudando o microempreendedor a entender melhor suas responsabilidades e oportunidades.

O Meu MEI Digital não substitui outros canais oficiais, mas passa a concentrar, em um único aplicativo, serviços essenciais para a gestão do MEI. A expectativa é que a centralização reduza erros, atrasos e a dependência de fontes não oficiais de informação.

Governo lança app Meu MEI Digital com serviços ao microempreendedor

Aplicativo Meu MEI Digital (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Apple revela AirTag 2 com maior alcance e som mais potente

26 de Janeiro de 2026, 15:29
Imagem promocional mostra vários AirTags da Apple com chaveiros coloridos em um fundo branco
AirTag 2 é a nova versão do rastreador da Apple (imagem: divulgação)
Resumo
  • O AirTag 2 possui maior alcance de localização e som 50% mais potente, segundo a Apple.
  • O dispositivo é compatível com iOS 26 e iPadOS 26, integrando-se à rede Buscar e permitindo compartilhamento temporário de localização.
  • O preço do AirTag 2 no Brasil é de R$ 369, e o pacote de quatro unidades custa R$ 1.249.

A Apple anunciou oficialmente o AirTag 2. A nova geração do rastreador de objetos chega com maior alcance de localização, som mais potente e mais integração com o ecossistema da fabricante. O novo AirTag chega ao Brasil por R$ 369, mesmo preço de lançamento da primeira versão, de 2021. O pacote com quatro unidades custa R$ 1.249.

O acessório já pode ser encomendado no site oficial da Apple no Brasil. Agora, o AirTag utiliza o chip Ultra Wideband de segunda geração, o mesmo presente na linha iPhone 17 e em relógios mais recentes da marca. Com isso, o recurso Busca Precisa passa a orientar o usuário a partir de uma distância até 50% maior do que na geração anterior, usando feedback visual, sonoro e tátil.

O que tem de novo no AirTag 2?

Além do novo chip, o AirTag 2 conta com um módulo bluetooth aprimorado, o que amplia o alcance de detecção em ambientes próximos. Outra mudança prática está no alto-falante: segundo a Apple, o novo sistema interno torna o som até 50% mais alto, permitindo ouvir o sinal a uma distância duas vezes maior em comparação ao modelo anterior.

A empresa afirma que essas melhorias facilitam encontrar objetos em situações comuns do dia a dia, como chaves presas entre almofadas ou uma carteira esquecida em casa. O dispositivo também passa a funcionar com a Busca Precisa diretamente no Apple Watch, desde que o usuário tenha modelos mais recentes do relógio.

O AirTag 2 segue integrado à rede Buscar, que utiliza dispositivos Apple próximos para identificar a localização aproximada de um item perdido, sem revelar a identidade dos usuários envolvidos no processo.

Imagem mostra um iPhone à esquerda e um AirTag à direita. Na tela do iPhone, aparecem comandos de integração com o AirTag
Acessório é compatível com o iOS 26 (imagem: divulgação)

Como funciona o compartilhamento de localização?

O acessório é compatível com capas e chaveiros existentes e exige iOS 26 ou iPadOS 26 para funcionamento. Uma das integrações destacadas pela Apple é com o compartilhamento de localização do item, disponível no iOS.

Com o recurso, é possível compartilhar temporariamente a localização de um AirTag com terceiros de confiança, como companhias aéreas, para facilitar a recuperação de bagagens extraviadas. O acesso à localização é restrito, temporário e expira automaticamente após sete dias ou quando o item é recuperado.

O dispositivo não armazena histórico de localização e utiliza criptografia de ponta a ponta. “Projetado exclusivamente para rastrear objetos, e não pessoas ou animais”, o acessório inclui alertas multiplataforma e identificadores bluetooth que mudam com frequência, segundo a empresa.

Apple revela AirTag 2 com maior alcance e som mais potente

Banco de dados sem proteção expõe 149 milhões de logins e senhas

23 de Janeiro de 2026, 17:50
Imagem mostra um cadeado azul fechado, centralizado sobre um fundo abstrato em tons de cinza e azul claro, com formas geométricas que sugerem tecnologia e segurança digital. No canto inferior direito, a marca d'água "Tecnoblog" é visível.
Milhões de credenciais foram expostas na internet (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • 149 milhões de credenciais de serviços como Gmail, Facebook e Binance ficaram expostas em uma base de dados sem proteção na internet, que já foi retirada do ar após denúncias.
  • Malwares do tipo infostealer foram os responsáveis por alimentar o banco de dados, infectando dispositivos e capturando informações digitadas pelas vítimas para organizar consultas em larga escala.
  • Custo reduzido de até US$ 300 mensais para alugar essas infraestruturas criminosas facilita a operação de fraudes e invasões, permitindo que atacantes obtenham volumes massivos de dados com baixo investimento.

Uma base de dados contendo cerca de 149 milhões de nomes de usuário e senhas ficou acessível publicamente na internet antes de ser derrubada. O material reunia credenciais de serviços populares — como Gmail, Facebook e Binance —, além de acessos a plataformas governamentais, instituições financeiras e serviços de streaming.

Não se trata de um vazamento ligado diretamente a uma empresa específica. Segundo especialistas, o problema foi a exposição de um banco de dados sem qualquer tipo de proteção, que pôde ser acessado livremente por meio de um navegador comum até ser denunciado e retirado do ar.

O conjunto foi identificado pelo pesquisador de segurança Jeremiah Fowler, que não conseguiu determinar quem era o responsável pela base ou com qual finalidade ela era mantida. Diante disso, ele notificou o serviço de hospedagem, que removeu o conteúdo por violação dos termos de uso.

O que havia na base de dados exposta?

Entre os registros encontrados estavam cerca de:

  • 48 milhões de credenciais do Gmail
  • 17 milhões de credenciais do Facebook
  • 420 mil credenciais da plataforma de criptomoedas Binance

Também havia dados de outras contas amplamente utilizadas, como Yahoo, Outlook, iCloud, TikTok, Netflix e OnlyFans, além de acessos ligados a domínios educacionais e institucionais.

Arte mostra um padrão repetitivo de logotipos do Gmail em tons de cinza claro, que preenche um fundo cor-de-rosa pálido. No centro, destaca-se um logotipo do Gmail colorido, com abas em vermelho, azul, verde e amarelo, posicionado ligeiramente para a frente. No canto inferior direito da imagem, há a marca d'água "tecnoblog".
Gmail estava entre os alvos do banco de dados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Fowler identificou ainda logins associados a sistemas governamentais de diferentes países, informações de bancos e de cartões de crédito. Segundo ele, a estrutura do banco de dados indicava um alto nível de organização, com registros classificados automaticamente para facilitar buscas e consultas em larga escala.

“Isso é como uma lista de desejos dos sonhos para criminosos, porque há muitos tipos diferentes de credenciais. O banco de dados estava em um formato feito para indexar grandes registros, como se quem o configurou esperasse coletar uma grande quantidade de dados. E havia toneladas de logins governamentais de muitos países diferentes”, afirmou Fowler à revista Wired.

Como os dados foram coletados?

De acordo com Fowler, há fortes indícios de que o banco tenha sido alimentado por malwares conhecidos como infostealers. Esse tipo de software infecta dispositivos e coleta automaticamente informações digitadas pelas vítimas, como logins e senhas, usando técnicas como keylogging.

O pesquisador relatou que, ao longo de cerca de um mês em que tentou contato com o provedor de hospedagem, a base continuou crescendo, com a inclusão constante de novas credenciais. Ele optou por não divulgar o nome da empresa envolvida, explicando que se trata de um provedor global que opera por meio de afiliadas regionais — neste caso, no Canadá.

Especialistas em inteligência de ameaças alertam que esse tipo de banco amplia significativamente o potencial de golpes, invasões e fraudes. Allan Liska, analista da Recorded Future, explicou à revista Wired que os infostealers reduziram drasticamente o custo e a complexidade da atividade criminosa.

Segundo ele, alugar esse tipo de infraestrutura pode custar entre US$ 200 e US$ 300 por mês (R$ 1.060 a R$ 1.580, em conversão direta), permitindo que criminosos obtenham grandes volumes de credenciais com investimento relativamente baixo.

Banco de dados sem proteção expõe 149 milhões de logins e senhas

Segurança digital (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Logo do Gmail (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Multilaser assume operação da Sennheiser no Brasil

23 de Janeiro de 2026, 16:18
Sennheiser headphone / Divulgação
Sennheiser é uma empresa alemã reconhecida pelo desenvolvimento de tecnologias de áudio de alta performance (Imagem: Divulgação/Sennheiser)
Resumo
  • O Grupo Multi assume a operação da Sennheiser no Brasil, centralizando importação, logística e gestão comercial.
  • Daniel Reis, executivo da Sennheiser na América Latina, integra o quadro executivo do Grupo Multi.
  • O portfólio inclui sistemas de microfones sem fio, equipamentos de monitoramento musical e soluções de conferência.

O Grupo Multi — até hoje mais conhecido como Multilaser — firmou um acordo para assumir a operação da Sennheiser no Brasil. A parceria transforma a empresa brasileira em distribuidora master exclusiva das divisões de Áudio Profissional e Business Communication da marca alemã no país, concentrando atividades como importação, logística, estruturação de estoque e gestão comercial.

Com o novo arranjo, o Grupo Multi passa a responder integralmente pela presença da Sennheiser no mercado brasileiro, em um movimento que busca dar mais escala à operação local e atender demandas técnicas e de volume em um setor que envolve desde produção musical até soluções corporativas de comunicação. Os valores do negócio não foram divulgados.

Mudança acompanha nova estratégia regional

A escolha leva em conta a estrutura logística e a capilaridade comercial da Multilaser, que já opera com marcas próprias e internacionais em diferentes segmentos de tecnologia. A empresa mantém parcerias globais com nomes como DJI, Targus, Chicco e Toshiba, atuando de forma integrada da importação à distribuição no varejo e no mercado corporativo.

Como parte do acordo, Daniel Reis, executivo responsável pela operação da Sennheiser na América Latina e sócio do Grupo CMV, passa a integrar o quadro executivo do Grupo Multi, junto com parte da equipe que já atuava com a marca. A movimentação busca garantir continuidade operacional e transferência de conhecimento.

Multi (antiga Multilaser) (imagem: divulgação)
Grupo Multi fechou acordo exclusivo para distribuição da marca Sennheiser no país (Imagem: Divulgação)

O que muda para o mercado brasileiro?

Com mais de 80 anos de história, a Sennheiser é reconhecida por soluções de áudio voltadas a aplicações profissionais. No Brasil, o portfólio sob gestão do Grupo Multi inclui sistemas de microfones sem fio, equipamentos para monitoramento e produção musical, além de soluções de conferência para salas corporativas e ambientes de ensino híbrido.

A estrutura comercial foi redesenhada para atender diferentes frentes do mercado, com equipes segmentadas, suporte técnico especializado e atuação voltada não apenas ao consumidor final, mas também a revendedores, integradores, subdistribuidores e empresas de locação de equipamentos.

Para o Grupo Multi, o projeto amplia sua atuação no segmento profissional e corporativo, enquanto a Sennheiser aposta em uma operação local mais robusta para sustentar seu crescimento no Brasil.

Multilaser assume operação da Sennheiser no Brasil

Vimeo demite funcionários no mundo todo após aquisição bilionária

23 de Janeiro de 2026, 16:11
Escritório do Vimeo
Vimeo é a plataforma de hospedagem de vídeos que mais concorre com o YouTube (imagem: Facebook/Vimeo)
Resumo
  • Vimeo demitiu funcionários globalmente após ser adquirido pela Bending Spoons por US$ 1,3 bilhão (R$ 7,5 bilhões).
  • Bending Spoons, empresa italiana de software, controla também o Evernote, WeTransfer e Meetup e tem histórico de cortes após aquisições.
  • A plataforma de vídeos, fundada em 2004, enfrenta dificuldades há anos, com queda em valor de mercado.

O Vimeo começou a demitir funcionários no mundo todo após ser adquirido pela Bending Spoons, empresa italiana de software. Em setembro, a dona do Evernote comprou a plataforma de vídeos por US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 7,5 bilhões).

As dispensas ocorrem em meio a um processo de reestruturação que já vinha sendo observado antes da conclusão do negócio. A Bending Spoons confirmou as demissões, mas o número exato de funcionários desligados não foi divulgado.

Relatos de ex-funcionários indicam que o impacto foi amplo. No LinkedIn, o ex-vice-presidente do Vimeo, Dave Brown, afirmou que “uma grande parte da empresa” foi afetada. No X, o engenheiro de software Derek Buitenhuis compartilhou que foi demitido junto com “uma parcela gigantesca” de colegas.

Empresa italiana tem histórico de cortes

Bending Spoons + Vimeo
Bending Spoons comprou o Vimeo em setembro do ano passado (imagem: Facebook/Bending Spoons)

A chegada da Bending Spoons já indicava o caminho das demissões. A empresa italiana também controla os serviços do Evernote, WeTransfer e Meetup, e tem histórico conhecido de aquisições seguidas por cortes profundos e ajustes de preços.

Tudo indica que o mesmo modelo será aplicado ao Vimeo: operação mais enxuta, com foco em rentabilidade e possível revisão dos planos oferecidos.

Fundado em 2004, o Vimeo sempre ocupou um espaço distinto no mercado de vídeos online. Enquanto o YouTube se consolidou como uma plataforma aberta e com forte componente social, o Vimeo apostou em um modelo voltado a criadores profissionais, com planos pagos e foco em hospedagem de alta qualidade.

Apesar da longevidade, a empresa enfrentou dificuldades nos últimos anos. Desde que passou a operar de forma independente, em 2021, o valor de mercado do Vimeo caiu de forma acentuada. Em resposta, a plataforma passou a investir em ferramentas baseadas em inteligência artificial.

Vimeo demite funcionários no mundo todo após aquisição bilionária

Escritório do Vimeo (imagem: Facebook/Vimeo)

Bending Spoons anuncia compra do Vimeo (imagem: Facebook/Bending Spoons)

Óculos smart viram instrumento de provocação nas redes

22 de Janeiro de 2026, 16:18
Imagem mostra várias capturas de tela de vídeos virais feitos com smart glasses
Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações nas redes sociais (imagem: reprodução)
Resumo
  • Óculos inteligentes, como o Ray-Ban Meta, são usados para gravar conteúdos sem consentimento, que viralizam no TikTok e Instagram.
  • As imagens mostram pegadinhas, abordagens forçadas e situações de desconforto em locais públicos.
  • Nos EUA, onde os vídeos virais foram registrados, esse tipo de gravação em espaços públicos é permitida, limitando a responsabilização legal.

Vídeos de provocações e interações constrangedoras gravados sem o conhecimento de terceiros começaram a repercutir nas redes sociais. As imagens são captadas por câmeras embutidas em óculos inteligentes e circulam sobretudo no Instagram e no TikTok, onde acumulam milhões de visualizações.

O tema ganhou força meses após o lançamento da segunda geração dos Ray-Ban Meta. O dispositivo chegou ao Brasil em setembro, por R$ 3.299, com a proposta de ampliar a experiência digital no dia a dia.

Conteúdo viral sem consentimento

De acordo com o levantamento da Mashable, criadores de conteúdo têm explorado a capacidade de gravação quase imperceptível dos smart glasses para produzir vídeos de “pegadinhas”, abordagens forçadas e situações de desconforto em locais públicos.

Parte desses conteúdos envolve assédio a mulheres, provocações a trabalhadores do setor de serviços e até encenações ofensivas, com criadores fingindo pertencer a grupos vulneráveis apenas para provocar reações.

A lógica é simples: ir a um espaço público e gerar uma situação propositalmente estranha para capturar reações espontâneas. O problema é que o consentimento não faz parte da equação. Muitas das pessoas gravadas só descobrem que participaram de um vídeo após ele já ter alcançado milhares de visualizações.

Há também casos mais graves, com perfis que registram imagens com conotação sexual ou exploratória, frequentemente direcionadas a mulheres, e que depois monetizam o material em outras plataformas. A Meta informou que desativou algumas dessas contas por violação de políticas internas.

Legislação brasileira é mais rigorosa

Nos Estados Unidos, onde os virais foram registrados, a legislação permite esse tipo de gravação em espaços públicos. Isso limita as possibilidades de responsabilização legal, mesmo quando o conteúdo gera constrangimento ou exploração.

Já no Brasil, a legislação sobre o tema é mais rigorosa. Conforme o artigo 20 do Código Civil, a exposição da imagem de uma pessoa sem autorização é proibida, especialmente se ela for utilizada para fins comerciais ou se atingir a “honra e a boa fama” da pessoa. Aqui, esse tipo de conduta pode gerar um processo por danos morais.

Entenda como funciona o Meta Ray-Ban Display

Óculos smart viram instrumento de provocação nas redes

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Conteúdos gravados sem consentimento com smart glasses, como o Ray-Ban Meta, viralizam no TikTok e Instagram. Imagens acumulam milhões de visualizações.

Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

22 de Janeiro de 2026, 10:15
Smartphone exibindo o logo do Snapchat em fundo amarelo
Snap conseguiu o acordo antes do início do julgamento em Los Angeles (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • A empresa Snap, dona do Snapchat, fechou acordo em processo nos EUA sobre vício em redes sociais.
  • O julgamento testa a tese de que redes sociais são produtos “defeituosos” e podem ser responsabilizadas por danos pessoais.
  • A Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações é central no debate sobre a responsabilidade das plataformas.
  • Meta, TikTok e YouTube seguem no caso.

A empresa controladora do Snapchat fechou um acordo em um processo que acusa grandes plataformas digitais de incentivarem o vício em redes sociais. O acerto foi anunciado poucos dias antes do início do julgamento em Los Angeles, que é considerado o primeiro do tipo a avançar para a fase de júri nos Estados Unidos.

Embora o Snapchat já não tenha a mesma relevância no Brasil, o caso chama atenção por envolver também Meta, TikTok e YouTube, que permanecem como rés no processo. Não se sabe quanto será pago pois os termos do acordo com a empresa Snap não foram divulgados. Ela não será mais processada nesta ação específica.

Em nota enviada à BBC após a audiência na Suprema Corte da Califórnia, a Snap afirmou que as partes ficaram “satisfeitas por terem conseguido resolver este assunto de maneira amigável”.

Por que é um processo histórico?

A ação foi movida por uma jovem identificada pelas iniciais K.G.M., hoje com 19 anos. Ela alega que se tornou dependente de aplicativos de redes sociais ainda na adolescência e que isso teve impactos diretos sobre sua saúde mental. Segundo a acusação, escolhas de design e funcionamento dos algoritmos teriam sido determinantes para o uso compulsivo.

Este é o primeiro de vários processos semelhantes que devem chegar a julgamento ao longo do ano nos Estados Unidos. A estratégia jurídica lembra a adotada décadas atrás contra a indústria do tabaco, com milhares de adolescentes, distritos escolares e procuradores estaduais acusando empresas de tecnologia de causar danos pessoais e sociais.

Os autores das ações afirmam que recursos como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos e sistemas de recomendação foram projetados para manter usuários engajados por longos períodos, contribuindo para quadros de depressão, transtornos alimentares e automutilação.

O que ainda está em jogo?

Meta, TikTok e YouTube
Meta, TikTok e YouTube permanecem como rés no processo (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como não houve acordo com as outras rés, o julgamento seguirá contra Meta, TikTok e YouTube, com a seleção do júri prevista para a próxima segunda-feira (27 de janeiro. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, deve depor. Antes do acordo, o CEO da Snap, Evan Spiegel, também estava listado como testemunha.

Os casos são acompanhados de perto porque testam uma nova tese jurídica: a de que plataformas de redes sociais seriam produtos “defeituosos” e, portanto, passíveis de responsabilização por danos pessoais. As empresas, por sua vez, argumentam que não há comprovação científica de um elo direto entre uso de redes sociais e vício, além de sustentarem que as ações violam proteções legais ligadas à liberdade de expressão.

Outro ponto central do embate envolve a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, de 1996, historicamente usada pelas big techs para se proteger de responsabilidades legais. Os autores das ações afirmam que o problema não está no conteúdo publicado por terceiros, mas na forma como as plataformas são estruturadas para incentivar o uso excessivo.

Mesmo fora deste julgamento específico, a Snap segue como ré em outros processos semelhantes, que podem redefinir os limites de responsabilidade das empresas de tecnologia.

Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

Snapchat (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Meta, TikTok e YouTube (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WhatsApp quer facilitar a vida de novos membros em grupos

22 de Janeiro de 2026, 09:48
Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
WhatsApp quer facilitar a vida de novos membros de grupos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • WhatsApp testa o compartilhamento de histórico de conversas em grupos com novos membros.
  • A funcionalidade foi encontrada no beta para iOS e virá desativada por padrão, visando controle sobre o que é compartilhado.
  • Mensagens compartilhadas continuarão protegidas por criptografia de ponta a ponta.

O WhatsApp começou a testar um recurso que permite compartilhar o histórico recente de mensagens com novos integrantes de grupos. A funcionalidade foi encontrada na versão para iPhone através do programa beta TestFlight.

A função quer resolver aquele problema de ter que explicar a novos usuários o que já foi comentado anteriormente em um grupo. De acordo com o site especializado WABetaInfo, o aplicativo vai exigir uma autorização para compartilhamento.

O recurso já havia sido identificado anteriormente em testes no Android e, com essa etapa no iOS, o WhatsApp começa a alinhar o funcionamento entre as duas plataformas móveis.

Como vai funcionar o compartilhamento do histórico?

Captura de tela mostra um recurso de compartilhamento de histórico de conversas no WhatsApp
WhatsApp testa envio de histórico de conversas (imagem: reprodução/WABetaInfo)

A função permite enviar até 100 mensagens recentes, desde que tenham sido trocadas nos últimos 14 dias antes da entrada do novo membro. Para verificar se a opção está disponível, o usuário precisará adicionar alguém ao grupo e acessar a tela de informações da conversa. Ao selecionar “Adicionar participante”, pode surgir, ao final do processo, a opção de compartilhar mensagens recentes.

Caso apareça, o usuário escolhe se deseja enviar o histórico e quantas mensagens serão compartilhadas, podendo optar por um número menor que o limite máximo. A ideia é dar mais controle sobre o que será repassado, evitando o envio automático de todo o conteúdo recente.

As mensagens compartilhadas aparecem destacadas visualmente para o novo integrante. Para os demais participantes, o WhatsApp também sinaliza que o histórico foi enviado, indicando quem realizou o compartilhamento.

O pessoal do WABetaInfo também menciona que o recurso estará desativado por padrão. A decisão de compartilhar ou não o histórico cabe exclusivamente ao usuário que está adicionando o novo participante.

As mensagens compartilhadas continuam protegidas por criptografia de ponta a ponta, utilizando as chaves de segurança armazenadas no dispositivo da pessoa que adicionou o novo membro.

Quando chega para todos?

Por enquanto, o recurso está restrito a parte dos testadores da versão beta no iOS.

Ainda não há uma data confirmada para o lançamento, mas usuários com acesso ao teste já conseguem compartilhar mensagens até mesmo com pessoas que ainda não receberam a funcionalidade em suas contas.

WhatsApp quer facilitar a vida de novos membros em grupos

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WhatsApp testa envio de histórico de conversas para novos membros em grupos (Imagem: Reprodução/WABetaInfo)

Nova Launcher ressuscita sob nova direção

22 de Janeiro de 2026, 09:46
Nova Launcher volta após anúncio de fim e passa a ter novo dono
Nova Laucher está disponível para Android (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
Resumo
  • O Nova Launcher foi adquirido pela empresa sueca Instabridge, que promete manter o app atualizado e compatível com versões modernas do Android.
  • A Instabridge considera exibir anúncios na versão gratuita e criar novos planos pagos, enquanto o Nova Launcher Prime continuará sem anúncios por US$ 3,99.
  • A empresa avalia abrir o código do Nova Launcher, enquanto usuários relatam a presença de rastreadores de anúncios do Facebook e Google no aplicativo.

O Nova Launcher, um dos aplicativos de personalização mais populares do Android, ganhou uma inesperada sobrevida. Depois de ter seu fim decretado em setembro de 2025, o app foi adquirido pela empresa sueca Instabridge, que agora assume o controle do projeto e promete mantê-lo atualizado.

A mudança ocorre meses após a saída de Kevin Barry, criador e único desenvolvedor do Nova Launcher, da Branch Metrics, empresa de análise de dados que havia comprado o aplicativo em julho de 2022. Com a desaceleração no desenvolvimento e a demissão da maior parte da equipe, o futuro do launcher parecia encerrado para boa parte da comunidade.

Do anúncio de encerramento à venda do Nova Launcher

Em setembro de 2025, Barry informou publicamente sua saída da Branch e confirmou que havia sido instruído a interromper os trabalhos de código aberto do Nova Launcher — algo que, segundo ele, havia sido prometido no momento da aquisição. Sem um desenvolvedor ativo e com o código-fonte em situação indefinida, sites especializados chegaram a tratar o app como descontinuado.

Poucos meses depois, porém, a Instabridge anunciou a compra do Nova Launcher. A empresa se descreve como focada em “criar produtos que ajudam as pessoas a se conectarem à internet” e afirmou que sua prioridade inicial é garantir a compatibilidade do launcher com versões modernas do Android, além de corrigir falhas e manter a estabilidade do aplicativo.

“O Nova não vai ser desativado. Nosso foco imediato é simples: manter o Nova estável, compatível com o Android moderno e com manutenção ativa”, afirmou a Instabridge.

App traz opções de customização para a tela inicial do Android
Nova Launcher traz opções de customização para a tela inicial do Android (imagem: reprodução/Google Play Store)

O que muda para os usuários do Nova Launcher?

Apesar da promessa de continuidade, a nova fase do Nova Launcher levanta dúvidas. A Instabridge deixou claro que não pretende reformular o app no curto prazo nem lançar recursos de forma acelerada. A ideia é adotar uma abordagem focada em manutenção, desempenho e qualidade.

Ao mesmo tempo, a empresa confirmou que avalia alternativas para tornar o projeto financeiramente sustentável. Entre elas, está a possibilidade de exibição de publicidade na versão gratuita e a criação de novos planos pagos. O Nova Launcher Prime seguirá sem anúncios, com preço reduzido para US$ 3,99 (cerca de R$ 21). As licenças já adquiridas continuarão válidas.

Relatos de usuários e análises de código apontam que rastreadores de anúncios do Facebook e do Google já foram adicionados ao aplicativo. Embora a Instabridge não tenha confirmado oficialmente a exibição de anúncios, usuários no Reddit afirmam já terem visto propagandas.

A empresa também diz estar “avaliando ativamente” a abertura do código do Nova Launcher.

Nova Launcher ressuscita sob nova direção

Moto G75 começa a receber o Android 16 no Brasil

21 de Janeiro de 2026, 17:40
Smartphone Motorola Moto G75 cinza com duas mãos o segurando
Moto G75 foi lançado em 2024 (imagem: divulgação)
Resumo
  • Moto G75 começou a receber o Android 16 após a fase de testes.
  • A atualização é liberada gradualmente, identificada pelo firmware W1UQ36H.73-6, e requer um download de 1,8 GB.
  • O update traz melhorias em compatibilidade com aparelhos auditivos, segurança reforçada e ajustes de desempenho e estabilidade.

A Motorola começou a distribuir o Android 16 para o Moto G75. A atualização chega algumas semanas após o encerramento do programa beta e marca mais um passo da empresa na atualização de dispositivos da linha intermediária.

O pacote começou a ser distribuído de forma gradual e ainda não está disponível para todos os usuários. Se você ainda não recebeu a notificação, deve receber em breve.

Como é comum em grandes atualizações, a fabricante adota um cronograma em etapas para reduzir riscos de falhas críticas e monitorar eventuais problemas após o lançamento inicial.

Como funciona a atualização do Android 16 no Moto G75?

A nova versão do sistema chega ao Moto G75, lançado em outubro de 2024, identificada pelo firmware W1UQ36H.73-6. Na época do lançamento, a fabricante prometeu cinco anos de updates.

Usuários relatam no Reddit o recebimento da atualização em diferentes países, incluindo a Argentina, o que indica que a liberação na América Latina começou. Um dos prints compartilhados está em português do Brasil, sugerindo que aparelhos por aqui já estão sendo contemplados. A distribuição, ao que tudo indica, não segue apenas critérios regionais.

Captura de tela do Moto G75 mostra atualização do Android 16 baixada no aparelho
Print em português indica que o Moto G75 no Brasil está recebendo o update (imagem: reprodução)

A atualização exige um download relativamente grande, com cerca de 1,8 GB. Por isso, a recomendação é realizar o processo conectado a uma rede Wi-Fi estável e com bateria acima de 50%, além de espaço livre suficiente no armazenamento interno.

Para verificar a disponibilidade, o caminho é o padrão da Motorola: Configurações > Atualizações do sistema > Verificar atualizações.

Caso o update ainda não apareça, pode ser necessário aguardar alguns dias ou até semanas, já que a liberação ocorre por lotes e varia conforme região e operadora.

Apesar de se tratar de uma atualização principal do Android, o usuário não deve esperar mudanças visuais marcantes na interface. A proposta do Android 16, ao menos nesta etapa, está mais focada em ajustes funcionais, estabilidade e melhorias pontuais na experiência cotidiana de uso.

Quais novidades do Android 16?

O Android 16 foi lançado em junho de 2025. Entre os recursos adicionados ao Android 16 está o chamado “resfriamento de notificações”, que reduz automaticamente o volume de alertas quando um mesmo aplicativo envia muitas notificações em um curto intervalo de tempo. A ideia é diminuir interrupções excessivas sem que o usuário precise desativar notificações manualmente.

Outra novidade é a possibilidade de se conectar ao hotspot de outro dispositivo sem precisar digitar senha, desde que ambos estejam vinculados à mesma conta Google. Trata-se de uma mudança discreta, mas que simplifica situações comuns no dia a dia, como o compartilhamento rápido de internet.

No design, a atualização estreou o Material 3 Expressive, novo padrão visual do Google para o sistema operacional.

O Android 16 também reorganiza alguns modos do sistema. Funções como Não Perturbe, Modo Hora de Dormir e Modo Direção passam a ficar concentradas em Configurações > Modos, além da opção de criar modos personalizados conforme a rotina do usuário.

Há ainda melhorias voltadas à compatibilidade com aparelhos auditivos, reforços em segurança do sistema e ajustes gerais de desempenho e estabilidade.

Moto G75 começa a receber o Android 16 no Brasil

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Nova versão do sistema chega ao intermediário da Motorola após fase de testes. Atualização está sendo liberada de forma gradual.

Moto G75 tem câmera com sensor Sony (Imagem: Divulgação / Motorola)

Como fica o roaming após o acordo Mercosul-UE?

21 de Janeiro de 2026, 08:30
Mapa do Brasil com torres de telefonia móvel
Anatel não muda regras de roaming praticadas no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O acordo Mercosul-UE não altera o modelo de roaming internacional no Brasil e não impõe controle de preços.
  • A Anatel seguirá as competências previstas na legislação brasileira, sem novas responsabilidades diretas.
  • O tratado reforça princípios já adotados no Brasil para serviços digitais, sem exigir mudanças imediatas.

O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia não altera, ao menos por enquanto, o modelo de roaming internacional praticado no Brasil. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o texto firmado entre os blocos econômicos não cria obrigações de controle tarifário nem estabelece mecanismos para reduzir ou eliminar preços cobrados dos consumidores.

A Anatel afirmou ao site especializado Mobile Time que “não há alteração em relação ao formato atualmente em vigor” para o roaming internacional e esclareceu que o acordo “não estabelece diretrizes para o controle de preços”. O regulador explicou que sua atuação futura no âmbito do tratado seguirá limitada às competências já previstas na legislação brasileira.

O que o acordo prevê para o roaming internacional?

O tema do roaming aparece no artigo 10.37 do acordo Mercosul-UE e é tratado de forma genérica. O texto menciona, de um lado, o provimento de serviços de voz, mensagens e dados por operadoras locais quando usuários estão em outro país. De outro, prevê cooperação entre os blocos para estimular preços considerados razoáveis e transparentes para quem utiliza o celular no exterior.

Na avaliação da Anatel, essas previsões não significam imposição de tabelamento, gratuidade ou criação de regras comuns para a formação de preços. Tampouco há obrigação de adoção de mecanismos específicos para definir valores cobrados dos consumidores, diferentemente do que ocorre em alguns acordos regionais mais restritivos.

Com isso, as operadoras seguem livres para negociar tarifas de roaming de acordo com seus contratos e estratégias comerciais, respeitando a regulação doméstica. A agência reforça que o tratado não interfere no modelo atual nem cria novas responsabilidades diretas para o regulador.

Os países do bloco sul-americano possuem um compromisso específico para a eliminação de cobranças extras. Em agosto de 2025, o Congresso brasileiro decretou o fim dos custos adicionais, que está valendo desde 1º de dezembro.

Serviços digitais

Bandeiras da União Europeia
O acordo Mercosul-UE reconhece e legitima práticas adotadas pelo Brasil há anos (foto: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

Além do roaming, o acordo dedica uma seção aos serviços digitais, incluindo comércio eletrônico. Nesse ponto, a Anatel é indicada como autoridade competente no Brasil, ao lado de outros órgãos públicos, para a implementação dos compromissos assumidos.

Os artigos 10.46 a 10.50 estabelecem princípios que devem orientar o ambiente regulatório, como a promoção do comércio eletrônico, a neutralidade tecnológica, a isenção de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas e a não exigência de autorização prévia para serviços prestados exclusivamente por meios digitais.

“Como regulador das telecomunicações, a agência continuará contribuindo tecnicamente sempre que acionada, garantindo coerência entre o marco regulatório brasileiro e os compromissos assumidos no acordo”, afirmou a Anatel ao Mobile Time.

Para o regulador, o tratado fortalece as relações econômicas entre os blocos e incorpora diretrizes já consolidadas no país, como independência regulatória, transparência e harmonização normativa. A agência diz que acompanhará temas ligados ao uso de redes públicas, interconexão, interoperabilidade, relação entre plataformas digitais e infraestrutura de telecomunicações, além da proteção do usuário final.

Segundo a Anatel, como esses princípios já fazem parte da regulação brasileira, o acordo Mercosul-UE acaba por reconhecer e legitimar práticas adotadas pelo Brasil há anos, sem exigir mudanças imediatas no setor.

Como fica o roaming após o acordo Mercosul-UE?

Anatel toma subsídios sobre regras para roaming (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bandeiras da União Europeia (Imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

IA da DocuSign vai tornar contratos mais fáceis de entender

20 de Janeiro de 2026, 17:15
Imagem mostra um aperto de mão. O fundo é azul.
Tecnologia é focada exclusivamente em contratos e material jurídico (imagem: reprodução)
Resumo
  • DocuSign lançou uma ferramenta de IA chamada Iris, treinada para resumir contratos jurídicos complexos.
  • A IA Iris gera resumos, explica cláusulas e responde perguntas sobre contratos em inglês.
  • A ferramenta está disponível nos EUA, Reino Unido e Austrália, e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

A leitura de contratos longos, cheios de termos técnicos e cláusulas pouco intuitivas ainda é um obstáculo para grande parte das pessoas. De olho nessa questão, a DocuSign anunciou um novo recurso de inteligência artificial voltado a traduzir documentos jurídicos complexos para uma linguagem mais acessível, ajudando usuários comuns a entenderem melhor o que estão prestes a assinar.

Já existem no mercado alguns serviços de IA que explicam contratos, mas esses serviços utilizam modelos de linguagem genéricos. Em vez de recorrer a eles, a DocuSign afirma ter desenvolvido um novo modelo, chamado Iris, treinado especificamente em terminologia contratual.

Como funciona a IA da DocuSign?

Our new eSignature AI features do the busywork for you:
✅ Place ALL signature + info fields with just one click
✅ Verify recipient details like email and phone number before you hit send
✅ Give signers a easy-to-understand summary and a Q&A experience with every agreement pic.twitter.com/N7ioGOyyU0

— Docusign (@Docusign) January 13, 2026

Segundo a empresa, a ferramenta faz parte da plataforma Intelligent Agreement Management e utiliza o motor de IA chamado Iris. Ela é capaz de gerar resumos claros em inglês, explicar cláusulas relevantes e responder a perguntas diretas do usuário sobre o conteúdo do documento, em um formato mais conversacional.

Além de simplificar a leitura, o sistema também identifica automaticamente o tipo de contrato, confere dados dos destinatários e posiciona campos de assinatura e preenchimento de forma automática. A ideia é reduzir tanto o tempo gasto na preparação do documento quanto o esforço necessário para compreendê-lo antes da assinatura.

Na prática, o usuário pode perguntar, por exemplo, o que acontece em caso de cancelamento ou até quando a garantia de um produto é válida, sem precisar percorrer dezenas de páginas em busca dessas informações. A IA busca essas respostas diretamente no texto do contrato e as apresenta de forma resumida.

Imagem promocional mostra uma tela de computador, com o ponteiro do mouse sobre o assistente da Docusign para gerar resumo de contratos
Novo recurso de IA é voltado para documentos jurídicos complexos (imagem: divulgação)

Sem previsão no Brasil

Uma pesquisa recente da empresa OnePulse, citada pela DocuSign, traz uma amostragem de quase 75% de norte-americanos que se sentiriam mais seguros ao assinar um contrato com algum resumo em linguagem simples gerado por IA. O dado dialoga com a estratégia de lançamento: a nova ferramenta chega inicialmente aos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália.

A DocuSign é amplamente usada no Brasil para assinaturas eletrônicas, mas, por aqui, ainda não há previsão de chegada do recurso. Por enquanto, o acesso ficará restrito aos três mercados citados.

Apesar do potencial, a tecnologia tem limitações. Como observa o TechSpot, ferramentas de IA ainda podem cometer erros e gerar interpretações equivocadas, o que torna arriscado tratar resumos automáticos como leitura definitiva. Em contratos de maior impacto — envolvendo patrimônio, trabalho ou saúde — a orientação de um advogado continua sendo a recomendação mais segura.

IA da DocuSign vai tornar contratos mais fáceis de entender

(Imagem: Divulgação/Docusign)

Mais extensões espionaram usuários no Chrome, Firefox e Edge

19 de Janeiro de 2026, 17:47
Ilustração mostra fileira de cadeados azuis, com um cadeado vermelho destrancado ao centro
Novas extensões maliciosas foram descobertas (imagem: reprodução)
Resumo
  • Pesquisadores da LayerX identificaram 17 novas extensões maliciosas nos navegadores Chrome, Firefox e Edge.
  • Elas coletavam dados e instalavam backdoors sem que o usuário percebesse, e ultrapassaram 840 mil downloads.
  • As extensões desviavam links de afiliados e inseriam rastreamento do Google Analytics.

Um novo conjunto de extensões para espionagem digital foi encontrado. Pesquisadores de cibersegurança da LayerX identificaram ao menos 17 delas disponíveis no Google Chrome, Mozilla Firefox e Microsoft Edge. Essas extensões coletavam a atividade de navegação dos usuários e instalavam backdoors para manter acesso persistente aos dispositivos.

Há um mês, vale lembrar, outro relatório de segurança revelou que 4,3 milhões de usuários do Google Chrome e Microsoft Edge foram espionados via extensões maliciosas.

Desta vez, o impacto do caso chama atenção não apenas pela sofisticação técnica, mas também pela escala. Somadas, as extensões analisadas ultrapassaram 840 mil downloads, muitas delas distribuídas por meio de repositórios oficiais dos navegadores.

Campanha antiga, método aprimorado

De acordo com a LayerX, o episódio não representa uma ação isolada. Trata-se da continuidade da campanha conhecida como GhostPoster, também revelada no mês passado, dessa vez pela Koi Security. Na ocasião, outro grupo de 17 extensões foi identificado com cerca de 50 mil downloads acumulados, utilizando técnicas semelhantes de vigilância e acesso remoto.

Entre as extensões agora descobertas estão ferramentas que simulam serviços populares, como tradutores, bloqueadores de anúncios, capturadores de tela, downloads de vídeos e utilitários para redes sociais e comércio eletrônico. Algumas delas foram publicadas originalmente em 2020, o que indica que usuários podem ter sido expostos ao código malicioso por anos sem perceber.

O levantamento aponta que a loja do Microsoft Edge foi o ponto inicial de publicação da maioria dessas extensões, que depois se espalharam para o Chrome e o Firefox. Essa migração entre plataformas ampliou o alcance da campanha e dificultou a identificação.

Imagem mostra um cadeado fechado sobre uma linha de código de computador
Ferramentas maliciosas espionavam usuários (imagem ilustrativa: Darwin Laganzon/Pixabay)

Quais extensões espionaram usuários?

De acordo com o relatório, essas foram as extensões identificadas:

  • Google Translate in Right Click
  • Translate Selected Text with GoogleAds Block Ultimate
  • Floating Player – PiP Mode
  • Convert Everything
  • YouTube Download
  • One Key Translate
  • AdBlocker
  • Save Image to Pinterest on Right Click
  • Instagram Downloader
  • RSS Feed
  • Cool Cursor
  • Full Page Screenshot
  • Amazon Price History
  • Color Enhancer
  • Translate Selected Text with Right Click
  • Page Screenshot Clipper

Como essas extensões funcionavam?

Um dos aspectos mais incomuns do ataque foi a forma de ocultar o código malicioso. Em alguns casos, scripts em JavaScript estavam escondidos dentro do próprio arquivo de imagem usado como logotipo da extensão, no formato PNG. Esse código continha instruções para baixar a carga principal de um servidor remoto.

Para reduzir as chances de detecção, os desenvolvedores configuraram o download do código principal para ocorrer apenas em cerca de 10% das execuções. Uma vez ativo, o malware era capaz de desviar links de afiliados em grandes sites de e-commerce, gerando prejuízo direto a criadores de conteúdo.

Além disso, as extensões inseriam rastreamento do Google Analytics em todas as páginas visitadas, removiam cabeçalhos de segurança das respostas HTTP e conseguiam contornar sistemas de CAPTCHA por diferentes métodos. Outro recurso incluía a injeção de iframes invisíveis, usados principalmente para fraudes de anúncios e cliques, que se autodestruíam após alguns segundos.

Mais extensões espionaram usuários no Chrome, Firefox e Edge

Grupo escondeu malware em logotipo do Windows (imagem ilustrativa: Darwin Laganzon/Pixabay)

MPF recomenda volta do prefixo 0303 para combater telemarketing

19 de Janeiro de 2026, 08:35
Mulher falando no telefone celular. Foto: kaboompics/Pixabay
Recomendação do MPF fixa prazo de 30 dias para resposta da Anatel (Imagem: kaboompics/Pixabay)
Resumo
  • O MPF recomenda à Anatel restabelecer o uso do prefixo 0303 em telemarketing, alegando que sua retirada enfraquece a proteção ao consumidor.
  • O MPF argumenta que a ausência do prefixo compromete direitos de privacidade e informação, conforme a Constituição e o Código de Defesa do Consumidor.
  • O MPF pede à Anatel restabelecer o 0303, manter a regra até um sistema substitutivo funcional e garantir sua acessibilidade e eficácia.

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) volte a exigir o uso do prefixo 0303 nas chamadas de telemarketing ativo. A manifestação ocorre após a decisão da agência reguladora, tomada em agosto de 2025, de revogar a obrigatoriedade do identificador, sob o argumento de que o número estaria “estigmatizado” e prejudicava atividades consideradas legítimas.

No documento, a Procuradoria da República em Goiás sustenta que a retirada do prefixo cria uma lacuna relevante na proteção dos consumidores, especialmente no que diz respeito ao direito à informação clara e prévia sobre a natureza comercial das ligações.

Para o MPF, a medida da Anatel foi adotada sem que um sistema substitutivo plenamente funcional estivesse disponível para toda a rede e para diferentes perfis de usuários.

Por que o MPF/GO discorda da Anatel?

A recomendação se apoia em fundamentos constitucionais e infraconstitucionais ligados à defesa do consumidor. O MPF ressalta que a Constituição Federal impõe ao Estado o dever de promover a proteção do consumidor e que esse princípio também orienta a ordem econômica. Nesse contexto, o prefixo 0303 é apontado como um instrumento adequado para garantir transparência nas comunicações comerciais.

O texto destaca que o Código de Defesa do Consumidor assegura o direito à informação adequada e à proteção contra práticas abusivas, como o telemarketing insistente e não solicitado. A ausência de um mecanismo simples de identificação das chamadas, segundo o MPF, pode ampliar situações de assédio, dificultar o exercício da escolha pelo consumidor e aumentar o risco de práticas desleais.

Além disso, a recomendação cita a Lei Geral de Telecomunicações, que prevê direitos como privacidade, informação clara sobre os serviços e possibilidade de petição junto aos órgãos reguladores. Para a Procuradoria, a revogação do 0303, sem alternativa amplamente implantada, compromete esses direitos.

Placa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) fixada sobre um muro de pedras. A placa exibe um logotipo com uma forma curva amarela envolvendo uma esfera azul, seguido do texto "ANATEL" em letras maiúsculas verdes. Ao lado, em letras verdes menores, está escrito "Agência Nacional de Telecomunicações". Ao fundo, parte da fachada do prédio com estruturas verticais amarelas.
MPF recomenda que Anatel retome obrigatoriedade do prefixo 0303 no telemarketing (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Pressão de entidades de defesa do consumidor

O MPF também menciona manifestações públicas contrárias à decisão da Anatel. Órgãos de defesa do consumidor, como o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), avaliaram que a retirada do prefixo favorece empresas de telemarketing em detrimento dos usuários. Procons estaduais e municipais também se posicionaram contra a mudança, argumentando que o identificador ajudava a reduzir o incômodo causado pelo excesso de ligações.

Na recomendação enviada ao presidente da Anatel, Carlos Baigorri, o MPF pede três medidas centrais: o restabelecimento imediato da obrigatoriedade do 0303, a manutenção da regra até que um sistema substitutivo de autenticação de chamadas esteja plenamente implementado e a garantia de que essa nova solução seja acessível, compatível com diferentes aparelhos e tenha eficácia comprovada.

A Anatel tem prazo de 30 dias para informar se acatará a recomendação ou apresentar as razões para eventual descumprimento.

MPF recomenda volta do prefixo 0303 para combater telemarketing

Ligações abusivas incluem telemarketing por robôs e golpes (Imagem: kaboompics/Pixabay)

Sede da Anatel em Brasília (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Elon Musk e CEO da Ryanair trocam farpas sobre Starlink em aviões

18 de Janeiro de 2026, 13:39
Foto em preto e branco de Elon Musk, ao lado da marca da Starlink. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Elon Musk e o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, discutem sobre a viabilidade do Starlink em aviões de baixo custo.
  • O’Leary critica o custo e o impacto operacional do Starlink, enquanto Musk defende o serviço como diferencial competitivo.
  • A troca de insultos entre os executivos destaca a tensão entre inovação tecnológica e modelos de negócios de baixo custo.

A troca de críticas entre Elon Musk e o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, começou como um debate técnico e rapidamente escalou para uma briga pública nas redes sociais. O ponto de atrito foi a possibilidade de adoção do serviço de internet via satélite Starlink, da SpaceX, na frota da maior companhia aérea de baixo custo da Europa.

Na última quarta-feira (14/01), O’Leary afirmou que nunca considerou seriamente instalar o sistema da Starlink em todas as aeronaves da Ryanair. Segundo ele, o peso da antena e o arrasto adicional gerariam aumento no consumo de combustível, elevando os custos operacionais.

A declaração provocou uma resposta quase imediata de Musk, que usou sua própria plataforma X para dizer que o executivo irlandês estava “mal informado” e que a Ryanair poderia perder passageiros para companhias que oferecessem o serviço.

Internet a bordo vale o custo?

A discussão levantou uma questão central para o modelo de negócios das companhias aéreas de baixo custo: passageiros que priorizam tarifas reduzidas realmente exigem internet rápida em voos curtos? Para O’Leary, a resposta é negativa.

Em entrevista à rádio irlandesa Newstalk, ele reforçou sua posição e foi além, afirmando que Musk “não sabe nada sobre voos e arrasto” e que a adoção do Starlink poderia custar até US$ 250 milhões por ano à Ryanair (cerca de R$ 1,34 bilhão em conversão direta).

“Eu não daria atenção alguma a Elon Musk”, disse O’Leary. “Ele é um idiota, muito rico, mas continua sendo um idiota”. A reação de Musk veio na última sexta-feira (16). O bilionário respondeu chamando O’Leary de “idiota absoluto” e afirmando que ele deveria perder o cargo. A Ryanair não comentou oficialmente o episódio.

Elon Musk (Imagem: Peter Tsai/Flickr)
Elon Musk trocou farpas com o CEO da Ryanair, Michael O’Leary (Imagem: Peter Tsai/Flickr)

Dois estilos que mudaram seus setores

O embate colocou frente a frente dois executivos conhecidos por estratégias agressivas e discursos diretos. À frente da Ryanair há mais de três décadas, O’Leary transformou uma pequena companhia regional na maior aérea de baixo custo da Europa, alterando padrões de preços, serviços e rotas no continente.

Musk, por sua vez, construiu uma reputação ao desafiar indústrias consolidadas. Além de liderar a SpaceX, responsável por mudanças profundas no mercado de lançamentos espaciais, ele também comanda a Tesla, uma das principais fabricantes de veículos elétricos do mundo.

Apesar da disparidade de patrimônio entre os dois, O’Leary também colhe frutos financeiros de sua gestão. Em 2028, ele poderá receber um bônus de até 100 milhões de euros (R$ 625 milhões) caso atinja metas de desempenho estabelecidas pela companhia.

A troca de insultos, no entanto, mostra que, mesmo entre líderes acostumados a números bilionários, disputas públicas ainda podem surgir de decisões aparentemente técnicas.

Com informações do Bloomberg Línea

Elon Musk e CEO da Ryanair trocam farpas sobre Starlink em aviões

Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk (Imagem: Peter Tsai/Flickr)

Medida do Brasil pode elevar custo da fibra óptica vinda da China

17 de Janeiro de 2026, 14:40
Cabo de fibra óptica
O preço final dos cabos de fibra óptica importados da China para prestadoras de pequeno porte pode subir mais de 170% (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A aplicação de direitos antidumping definitivos sobre cabos de fibra óptica importados da China acendeu um sinal de alerta no setor de telecomunicações no Brasil. A medida, aprovada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) no fim de dezembro de 2025, prevê a cobrança adicional de US$ 2,42 por quilo do produto (cerca de R$ 12,99) e já começa a refletir nos preços praticados no mercado nacional.

Em nota conjunta, a TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas) e a Abramulti (Associação Brasileira dos Operadores de Telecomunicações e Provedores de Internet) afirmam que a decisão pode elevar de forma relevante o custo de um insumo considerado estratégico para a expansão da conectividade no Brasil.

Segundo apuração do TeleSíntese, reajustes já foram observados e passaram a impactar os cálculos financeiros de prestadoras de serviços, especialmente as de menor porte.

Por que a medida preocupa o setor?

As entidades ressaltam que não defendem nem apoiam práticas de dumping. O posicionamento, segundo elas, busca chamar atenção para os efeitos econômicos e sociais do aumento de custos de importação de cabos e fibras ópticas, com reflexos diretos em pequenos provedores e na oferta de internet em regiões menos atendidas.

Estimativas preliminares indicam que o preço final dos cabos de fibra óptica importados da China para prestadoras de pequeno porte pode subir mais de 170%. Considerando a participação desses produtos no mercado, a avaliação é que o reajuste tende a pressionar também os preços de fabricantes nacionais e de cabos provenientes de outros países. Nesse cenário, o preço de equilíbrio de todos os cabos comercializados no Brasil poderia aumentar em torno de 50%.

Além dos cabos, foi aplicada medida antidumping sobre a importação de fibras ópticas, o que, segundo as associações, pode intensificar ainda mais os efeitos sobre a cadeia produtiva e o mercado de infraestrutura de telecomunicações.

Cabo de fibra óptica
Medida antidumping foi aplicada sobre a importação de fibras ópticas (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Impactos sobre conectividade e políticas públicas

De acordo com a TelComp e a Abramulti, a elevação generalizada dos custos tende a desacelerar a expansão da banda larga, sobretudo em áreas menos atrativas do ponto de vista econômico e entre consumidores de menor renda. O risco é de aprofundamento do chamado abismo digital, em um momento em que o país ainda busca ampliar o acesso à internet de qualidade.

As entidades também destacam possíveis impactos sobre políticas públicas estruturantes. Programas de conectividade de escolas, como o Aprender Conectado, e obrigações relacionadas à implantação da infraestrutura do 5G podem ser afetados, com risco de redução no número de escolas atendidas e aumento significativo dos custos dos projetos.

Com informações do TeleSíntese

Medida do Brasil pode elevar custo da fibra óptica vinda da China

Cabo de fibra óptica para rede de internet (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Cabo de fibra óptica para rede de internet (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

China usa captura de Maduro para hackear funcionários do governo americano

16 de Janeiro de 2026, 12:34
Foto por Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Nicolás Maduro foi capturado pelo governo dos Estados Unidos (Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Resumo
  • O grupo Mustang Panda, ligado à China, realizou um ataque de ciberespionagem contra funcionários do governo dos EUA, usando a captura de Nicolás Maduro como isca.
  • O ataque utilizou a técnica de DLL sideloading para instalar o malware Lotuslite, que permite persistência e extração de dados de sistemas infectados.
  • A campanha foi direcionada a órgãos governamentais e entidades de políticas públicas nos EUA, com foco em eventos internacionais recentes.

Pesquisadores de segurança identificaram uma nova campanha de ciberespionagem atribuída, com confiança moderada, a um grupo ligado à China que teve como alvo funcionários do governo dos Estados Unidos e organizações relacionadas a políticas públicas. O ataque chamou atenção por explorar um evento geopolítico sensível: a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação militar americana.

Segundo a Acronis Threat Research Unit (TRU), a ofensiva começou poucos dias após o episódio, em 3 de janeiro, e usou documentos falsos sobre os próximos passos dos EUA na Venezuela como isca para enganar as vítimas.

A estratégia reforça um padrão já conhecido de atores de espionagem que se aproveitam de acontecimentos recentes para aumentar a taxa de sucesso de campanhas direcionadas.

Como a captura de Maduro virou arma digital?

A investigação teve início quando analistas encontraram, no início de janeiro, um arquivo ZIP enviado à plataforma VirusTotal com o nome “EUA agora decidem o que vem a seguir para a Venezuela”. O conteúdo simulava um material legítimo de análise política, pensado para atrair funcionários públicos, analistas e especialistas em relações internacionais.

Dentro do arquivo havia um executável legítimo acompanhado de um DLL malicioso escondido. Essa combinação permitia o uso da técnica conhecida como DLL sideloading, na qual um programa confiável carrega silenciosamente um componente malicioso. O resultado era a instalação de um backdoor inédito, batizado de Lotuslite pelos pesquisadores.

De acordo com a Acronis, a análise de infraestrutura, sobreposições técnicas e métodos operacionais aponta para o grupo Mustang Panda — também conhecido como UNC6384 ou Twill Typhoon —, um ator associado a interesses chineses e monitorado há anos por agências de segurança ocidentais.

Bandeira da China (Imagem: Philip Jägenstedt/Flickr)
China usa captura de Maduro como isca em campanha para hackear funcionários do governo dos EUA (Imagem: Philip Jägenstedt/Flickr)

O que o malware é capaz de fazer?

O Lotuslite foi desenvolvido em C++ e se comunica com um servidor de comando e controle baseado em endereço IP fixo. Uma vez ativo, o malware consegue manter persistência no sistema infectado, realizar comunicações periódicas com os operadores e permitir a extração de dados do ambiente comprometido.

O pesquisador Santiago Pontiroli, líder de inteligência de ameaças da Acronis, afirmou que ainda não é possível confirmar se algum dos alvos teve seus sistemas efetivamente comprometidos. “Esta foi uma campanha precisa e direcionada, não um ataque amplo ou aleatório”, disse. Segundo ele, o comportamento observado indica uma ação oportunista e reativa a eventos internacionais, e não uma operação contínua e genérica.

A Acronis destaca que o direcionamento foi restrito a órgãos governamentais e entidades ligadas à formulação de políticas públicas nos EUA, o que reforça o caráter seletivo da campanha. O grupo Mustang Panda já havia usado, em ataques anteriores, temas como conferências diplomáticas e eventos políticos regionais para conduzir operações semelhantes.

Especialistas alertam que soluções de segurança como EDR e XDR podem ajudar a identificar e bloquear variantes conhecidas do Lotuslite.

Com informações do The Register

China usa captura de Maduro para hackear funcionários do governo americano

Bandeira da China (Imagem: Philip Jägenstedt/Flickr)

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

16 de Janeiro de 2026, 08:34
Arte com o logotipo da Apple em diferentes gradientes de cores, incluindo tons de azul, roxo, rosa, laranja e amarelo, sobre um fundo preto. Os logos estão levemente inclinados, criando uma sensação de movimento. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A demanda por chips de IA fortalece a TSMC, pressionando preços e reduzindo o poder de barganha da Apple.
  • A Nvidia pode ter superado a Apple como maior cliente da TSMC, refletindo a mudança no mercado de chips.
  • O aumento de preços da TSMC pode encarecer futuros produtos da Apple, como o chip A20 para iPhones.

A relação histórica entre Apple e TSMC passa por um momento de inflexão. Segundo um novo relatório do analista Tim Culpan, o boom da inteligência artificial mudou o equilíbrio de forças entre a maçã e a maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, abrindo espaço para reajustes de preços e maior disputa por capacidade produtiva.

Durante uma visita a Cupertino em agosto de 2025, o CEO da TSMC, CC Wei, informou executivos da Apple sobre o que seria o maior aumento de preços em anos. A decisão já vinha sendo sinalizada em chamadas de resultados e refletia o crescimento das margens da companhia taiwanesa, cada vez mais fortalecida pela demanda ligada à IA.

A Apple ainda é o principal cliente da TSMC?

Além do reajuste, a Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC. Antes dominante, a empresa agora precisa disputar espaço com gigantes como Nvidia e AMD, cujas GPUs voltadas para inteligência artificial ocupam áreas maiores por wafer e exigem processos de ponta.

Segundo fontes ouvidas por Culpan, há indícios de que a Nvidia tenha superado a Apple como maior cliente da TSMC em pelo menos um ou dois trimestres recentes. Questionado sobre a mudança no ranking, o diretor financeiro da TSMC, Wendell Huang, foi direto: “Não comentamos isso”.

Os dados consolidados só serão conhecidos com a divulgação do relatório anual, mas a tendência aponta para uma redução significativa da liderança da Apple — ou até sua perda.

Os números ajudam a explicar o movimento. A receita da TSMC cresceu 36% no último ano, enquanto as vendas da Nvidia avançam em ritmo muito mais acelerado que da Apple, que seguem em patamares de um dígito. A expansão da IA impulsiona fortemente o segmento de computação de alto desempenho, enquanto o mercado de smartphones mostra sinais claros de maturidade.

Prédio da TSMC (imagem: divulgação/TSMC)
Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC (imagem: divulgação/TSMC)

O que isso pode significar para o consumidor?

A mudança na dinâmica entre Apple e TSMC pode ter efeitos indiretos para quem compra produtos da marca. Relatórios anteriores já indicavam que o chip A20, esperado para futuros iPhones, deve sair mais caro devido aos aumentos de preços da TSMC. Esse custo adicional pode ser repassado ao consumidor.

Apesar disso, a Apple segue sendo um cliente estratégico. Seu portfólio de chips é mais diversificado que o da Nvidia, abrangendo iPhones, Macs e acessórios, e distribuído por diversas fábricas da TSMC. Já a demanda por IA, embora intensa, tende a se concentrar em poucos produtos e nós tecnológicos.

O próprio CC Wei reconhece os riscos de expansão excessiva em um setor sujeito a ciclos. “Eu também estou muito nervoso”, afirmou o executivo em uma conferência com investidores. “Se não fizermos isso com cuidado, certamente será um grande desastre para a TSMC”.

No curto prazo, porém, o avanço da IA fortalece o poder da TSMC e reduz a margem de manobra da Apple. A disputa por capacidade e os preços mais altos indicam que a relação entre as duas empresas entrou em uma nova fase — menos previsível e mais competitiva.

Com informações do Culpium e 95ToMac

Apple perde poder de barganha com a TSMC em meio ao avanço da IA

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Prédio da TSMC (imagem: divulgação/TSMC)
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