Visualização normal

Received before yesterdayTecnologia

Até placas Arduino vão ficar mais caras por causa da crise das memórias

26 de Junho de 2026, 15:56
Arduino Uno Q
Placas Arduino Uno Q ficarão 34% mais caras (imagem: reprodução/Qualcomm)
Resumo
  • placa Arduino Uno Q terá reajuste de preço de aproximadamente 34% a partir de 6 de julho de 2026;
  • preço da versão com 2 GB de RAM passará de US$ 44 para US$ 59, enquanto versão com 4 GB de RAM passará de US$ 59 para US$ 79;
  • aumento de preços é causado pelos custos elevados com memórias, explica a Arduino.

Quem está com intenção de comprar uma placa Arduino Uno Q, precisa correr: a linha ficará aproximadamente 34% mais cara a partir de 6 de julho de 2026. Se você acha que o reajuste tem relação com a atual crise das memórias RAM, achou certo.

A placa Uno Q foi lançada em outubro de 2025, junto com o anúncio da aquisição da Arduino pela Qualcomm. O dispositivo conta com uma CPU quad-core Qualcomm Dragonwing QRB2210 complementada com uma GPU Adreno 702 e com um DSP (processador de sinal digital).

Desde então, a Uno Q vem sendo comercializada nas versões com 2 GB de RAM e 16 GB de armazenamento, e 4 GB de RAM e 32 GB de armazenamento, com preços oficiais de US$ 44 e US$ 59, respectivamente.

Com o reajuste, a primeira versão custará US$ 59, o preço atual da versão mais parruda; esta, por sua vez, passará a custar US$ 79. Ficou assim:

Versão da Uno QPreço antigoPreço novo% de reajuste
2 GB + 16 GBUS$ 44US$ 5934,1%
4 GB + 32 GBUS$ 59US$ 7933,9%
A placa Arduino Uno Q
Placa Arduino Uno Q (imagem: reprodução/Qualcomm)

Arduino: nossos custos com memória dobraram

Em uma carta aberta em que comunica o reajuste de preços, Marcello Majonchi, diretor de produtos da Arduino, explicou que a medida é efeito dos custos da companhia com memórias, e que o aumento de preços só não ocorreu antes por conta do apoio da Qualcomm:

Somente nos últimos seis meses, nossos custos com componentes de memória mais que dobraram. A Arduino não está imune a esses efeitos, mas, graças ao apoio da Qualcomm Technologies, conseguimos adiar o aumento de preços o máximo possível (…).

No entanto, sem sinais de alívio no fornecimento de memória ou nos preços em curto prazo, continuar absorvendo esses custos não é mais possível.

Marcello Majonchi, diretor de produtos da Arduino

Bom, já nem dá para ficar surpreso. Há reajustes em produtos tech por todos os lados. Só nesta semana, a Apple aumentou os preços de MacBooks e iPads por causa dos custos com componentes e, pelo mesmo motivo, a linha Xbox ficará mais cara a partir de agosto.

Se voltarmos um pouquinho no tempo, veremos que a linha Raspberry Pi vem tendo sucessivos reajustes. E piora: a Lenovo já alerta que os preços altos serão o “novo normal” a partir de agora.

Até placas Arduino vão ficar mais caras por causa da crise das memórias

Qualcomm também anunciou o Arduino Uno Q (imagem: reprodução/Qualcomm)

A placa Arduino Uno Q (imagem: reprodução/Qualcomm)

Lenovo alerta: alta nos preços de memórias RAM e NAND veio para ficar

26 de Junho de 2026, 13:03
Ilustração de uma mão segurando dois pentes de memória RAM. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Lenovo alerta: alta nos preços de memórias RAM e NAND veio para ficar (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Lenovo apontou em evento que escalada nos preços de chips DRAM e NAND representa um “novo normal”, ou seja, não tem previsão de recuo;
  • crescimento acelerado de aplicações de inteligência artificial eleva necessidade por data centers, fazendo demanda por componentes superar capacidade de produção;
  • companhias como Apple e Microsoft já repassam custos adicionais com memórias em produtos como notebooks e consoles, só para dar exemplos recentes.

Previsões anteriores dão conta de que a atual crise dos chips de memória RAM e armazenamento deve perdurar pelo menos até 2028. Mas a Lenovo dá a entender que o “RAMageddon”, como o cenário tem sido chamado, não tem data para chegar ao fim. Em outras palavras: os preços de módulos de DRAM e Flash NAND não devem voltar aos patamares de 2025.

A previsão nada otimista da Lenovo foi exposta no evento ISC 2026, focado em computação de alto desempenho. Um dos slides da apresentação da companhia mostra um gráfico com uma escalada de preços de chips DRAM e NAND ao lado de outro que sugere que estamos diante de um “novo normal”.

No decorrer da apresentação, a Lenovo deu a entender que os preços elevados que encontramos atualmente serão o patamar esperado para 2030, ou seja, não devemos esperar que haja uma melhora na relação oferta-demanda a ponto de os preços que encontrávamos até o ano passado voltarem a ser praticados.

Em evento, Lenovo sinalizou que preços altos de memórias são o novo normal
Em evento, Lenovo sinalizou que preços altos de memórias são o novo normal (imagem: reprodução/ComputerBase)

Por que os preços das memórias continuarão altos?

A essa altura, você já sabe que, no centro desta crise, está a demanda elevada por chips de memória RAM e armazenamento causada pelo crescimento acelerado de aplicações de inteligência artificial que, como tal, exigem ampliação ou construção de data centers.

O problema é que esse cenário não tem melhorado. A procura continua alta e a indústria enfrenta dificuldades para dar conta dos pedidos. De acordo com a Lenovo, o aumento da capacidade de produção e a construção de novas fábricas de memórias pouco contribuirão para diminuir a diferença entre o que é demandado e o que é oferecido, pelo menos no curto prazo.

Não é por acaso que há uma disputa pelas ações de fabricantes de memórias. Nesse sentido, a Micron alcançou um valor de mercado próximo a US$ 1,4 trilhão nesta semana. Apesar disso, a companhia já expressou ter dificuldades para atender à demanda por chips, com concorrentes como Samsung e SK Hynix também já tendo dado declarações semelhantes.

As consequências são sentidas em escala global. Só para citar exemplos recentes, a Apple aumentou os preços de MacBooks e iPads nesta semana por causa dos custos com memórias; o mesmo motivo tornará a linha Xbox mais cara a partir de agosto.

Com informações de Wccftech e ComputerBase

Lenovo alerta: alta nos preços de memórias RAM e NAND veio para ficar

Saiba como o dual channel ou single channel influenciam no desempenho de um computador (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em evento, Lenovo sinalizou que preços altos de memórias são o novo normal (imagem: reprodução/ComputerBase)

YouTube Shorts acaba de ficar mais parecido com o TikTok

26 de Junho de 2026, 10:34
YouTube Shorts (Imagem: Divulgação)
YouTube Shorts acaba de ficar mais parecido com o TikTok (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  •  Google anunciou mudanças na interface do YouTube Shorts para torná-lo mais competitivo com o TikTok e o Instagram Reels;
  • botão “Não gostei” foi removido e substituído por opções como “Não tenho interesse” e “Não recomendo este canal” para ajustar as recomendações de conteúdo;
  • YouTube Shorts agora oferece recursos como modo Tela Limpa, reprodução em velocidade 2x e silenciamento rápido de vídeos, visando proporcionar uma experiência mais imersiva e diminuir distrações.

A disputa pela sua atenção em redes sociais e afins acaba de ganhar uma nova página. O Google anunciou algumas mudanças na interface do YouTube Shorts que, em alguma medida, tornam o serviço ainda mais parecido com os rivais TikTok e Instagram Reels.

Uma das mudanças já vem sendo alvo de críticas por parte dos usuários. Em 2021, o YouTube “normal” passou a ocultar “dislikes” ou “descurtidas”. Agora, o YouTube Shorts segue pelo mesmo caminho. No lugar do botão “Não gostei”, que sumirá, o serviço usará as opções “Não tenho interesse” e “Não recomendo este canal” para ajustar as recomendações de conteúdo para cada usuário.

Como já dito, essa mudança tem sido alvo de críticas. Neste tópico no Reddit, por exemplo, há quem reclame de que a remoção do botão “Não gostei” torna mais difícil manifestar insatisfação com vídeos de baixa qualidade, como aqueles que são produzidos por IA com pouco ou nenhum critério.

O botão “Gostei” continua existindo e segue tendo a função de permitir que você curta determinado vídeo. Porém, o ícone de “joinha” está sendo substituído pelo ícone de um coração.

Outra novidade é o modo Tela Limpa (Clear Screen), que oculta ícones e outros elementos visuais na tela durante a reprodução de um vídeo. Essa opção, que é oferecida há tempos no TikTok e Instagram Reels, visa proporcionar uma experiência mais imersiva e diminuir o risco de distrações quando um conteúdo estiver sendo exibido, explica o Google.

Outras novidades incluem:

  • o YouTube Shorts passou a permitir reprodução em velocidade 2x, basta tocar e segurar na tela durante a execução do vídeo;
  • agora é possível silenciar um vídeo pausando a reprodução e, em seguida, tocando no ícone de mudo.
Modo de tela limpa do YouTube Shorts
Modo de tela limpa do YouTube Shorts (imagem: reprodução/Google)

Quando as mudanças no YouTube Shorts entram em vigor?

Os novos recursos do YouTube Shorts já começaram a ser liberados, em escala global. Porém, esse é um processo gradativo. O Google não deu um prazo para as mudanças chegarem a todos os usuários. Leve em conta também que alguns recursos podem chegar antes do que outros.

De todo modo, acredito que ninguém está realmente ansioso por essas novidades. Mas, pelo menos para o Google, elas fazem sentido, afinal, visam deixar os usuários mais engajados com o YouTube Shorts.

YouTube Shorts acaba de ficar mais parecido com o TikTok

YouTube Shorts (Imagem: Divulgação)

Modo de tela limpa do YouTube Shorts (imagem: reprodução/Google)

Windows 10: Microsoft dá mais um ano de suporte estendido

25 de Junho de 2026, 16:09
Monitor exibindo o Windows 10
Windows 10 ganha mais um ano de suporte estendido (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft estendeu programa Atualizações de Segurança Estendidas (ESU) para Windows 10 até outubro de 2027, uma ampliação de um ano;
  • programa ESU oferece atualizações de segurança para o Windows 10, que deixou de ter suporte em 14 de outubro de 2025;
  • consumidores já inscritos no ESU receberão atualizações de segurança até outubro de 2027, sem necessidade de ação adicional.

A Microsoft deixou de oferecer suporte ao Windows 10 em 14 de outubro de 2025. Porém, consumidores que se inscreveram no programa Atualizações de Segurança Estendidas (ESU) continuarão recebendo updates de segurança até outubro de 2026. Ou melhor, até outubro de 2027: sem fazer alarde, a Microsoft adicionou um ano de duração ao programa.

O suporte que era oferecido até outubro de 2025 permitia que o Windows 10 recebesse tanto atualizações funcionais (como novos aplicativos) quanto de segurança. Sem updates, o sistema operacional corre o risco de ficar vulnerável a ataques ou malwares com o passar do tempo.

Diante dessas circunstâncias, a recomendação da Microsoft é a de migrar para o Windows 11, que segue sendo suportado. Porém, esse processo pode ser oneroso ou complexo, tanto para organizações quanto para usuários domésticos.

É por isso que o ESU é oferecido. Trata-se de um programa que oferece atualizações de segurança para softwares que tiveram seu ciclo de suporte encerrado. A intenção da Microsoft, com a iniciativa, é dar mais tempo para que a migração seja feita.

Para usuários domésticos, as atualizações via ESU estavam limitadas a um ano de duração (para organizações, o limite padrão é de três anos). Bom, agora são dois anos. A Microsoft atualizou esta página de ajuda para adicionar essa informação:

O suporte para o Windows 10 terminou. Você pode se inscrever no ESU a qualquer momento até o término do programa em 12 de outubro de 2027. Se você já estiver inscrito, sua cobertura continuará automaticamente até essa data — nenhuma ação é necessária.

Caixa do assistente de ESU para Windows 10
Caixa do assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que a Microsoft ampliou o suporte estendido ao Windows 10?

Não está claro. Mas uma possibilidade é a de que a atual escassez de chips de memória RAM e armazenamento tenha pesado para a decisão da Microsoft.

Esse cenário tem feito os preços de componentes e computadores aumentarem consideravelmente. Como, em muitos casos, a migração para o Windows 11 requer a compra de um PC novo, há quem esteja adiando a aquisição de uma máquina justamente por causa dos preços aumentados. Talvez a ampliação do ESU vise atender consumidores nessa situação.

Se você tem um computador com esse sistema e quer aproveitar o suporte estendido, veja como se inscrever no ESU do Windows 10. Para quem já está inscrito, o suporte até outubro de 2027 foi aplicado automaticamente, como a Microsoft deixou claro.

Mas vale reforçar: o ESU oferece apenas atualizações de segurança.

Windows 10: Microsoft dá mais um ano de suporte estendido

Windows 10: veja como ativar o suporte estendido da Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Caixa do assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado

25 de Junho de 2026, 15:00
Estande da Micron
Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado (imagem: reprodução/Micron)
Resumo
  • Micron Technology alcançou valor de mercado de US$ 1,398 trilhão, superando Meta Tesla por um breve momento;
  • empresa é uma das maiores fabricantes de semicondutores do mundo, sendo especializada em memórias RAM e módulos de armazenamento Flash;
  • companhia registrou crescimento acelerado e atingiu patamar histórico em decorrência da alta procura por memórias para IA.

A demanda por chips de memória segue em níveis estratosféricos, tanto que esse cenário ajudou a Micron Technology a alcançar, nesta quinta-feira (25/06), um valor de mercado superior ao das líderes Testa e Meta. Falamos de um montante que bateu US$ 1,398 trilhão, algo próximo de R$ 7,26 trilhões na conversão direta.

Isso foi efeito de uma valorização de 18,4% nas ações da Micron, de acordo com a Reuters. Quando o US$ 1,398 trilhão foi alcançado, a Meta tinha valor de mercado de US$ 1,392 trilhão, sendo, portanto, superada. Por um breve momento, a Tesla também foi superada, mas voltou rapidamente a assumir a liderança do ranking.

Quando esta nota foi publicada, o valor de mercado da Micron tinha recuado para US$ 1,37 trilhão, com a Meta estando com US$ 1,393 trilhão e, a Tesla, com US$ 1,4 trilhão. Apesar de já ter deixado a liderança, o desempenho da Micron é notável.

Por que a Micron ganhou tanto valor de mercado?

A Micron é uma das maiores empresas de semicondutores do mundo, sendo especializada em memórias RAM e módulos de armazenamento Flash, dois segmentos de produtos que estão com demandas elevadas no mercado em razão do crescimento acelerado de aplicações de inteligência artificial que, como tal, exigem ampliação ou construção de data centers.

Ilustração de um armazenamento USF 4.1
Módulo de memória UFS da Micron (imagem: reprodução/Micron)

Se a demanda aumenta de modo expressivo, os preços acompanham esse movimento. Isso explica a procura crescente pelas ações da Micron. No momento da publicação desta notícia, cada ação da empresa estava sendo negociada a US$ 1.225 na Nasdaq.

Pesa a favor do bom momento da companhia (e a desfavor dos clientes) as estimativas sobre o cenário de escassez de chips de memória ter duração de longo prazo. No início do ano, a própria Micron previu que a demanda agressiva por memória durará pelo menos até 2028.

Mais uma prova da boa fase da companhia: o valor de mercado de quase US$ 1,4 trilhão veio apenas um mês depois de a Micron ter atingido a marca de US$ 1 trilhão na mesma medição.

Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado

Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado (imagem: reprodução/Micron)

(imagem: Reprodução/Micron)

Windows 11 terá widgets menos intrusivos em breve; veja como fica

25 de Junho de 2026, 10:46
Novo painel de widgets do Windows 11
Novo painel de widgets do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 terá atualização que tornará widgets menos intrusivos em breve;
  • Microsoft desativará abertura automática do painel de widgets ao passar o cursor do mouse; usuário poderá escolher ocultar o feed de notícias do MSN;
  • nova abordagem será implementada nos próximos dias, junto com as atualizações opcionais de junho ou com o Patch Tuesday de julho de 2026.

O Windows 11 vai receber algumas novidades interessantes nas próximas semanas. Entre elas estão ajustes que tornarão os widgets do sistema operacional menos inconvenientes ou intrusivos, de modo que eles deixem de te distrair ou de fazer você perder tempo.

Os widgets menos irritantes foram revelados em maio deste ano e já vinham sendo testados por participantes do programa Windows Insider.

É uma mudança mais importante do que parece. Para grande parte dos usuários do Windows 11, os widgets tornaram-se irrelevantes ou inconvenientes porque, por padrão, são exibidos em uma tela que surge quando você passa o cursor do mouse em um ponto à esquerda da Barra de Tarefas.

Note que os widgets, por si só, não são inúteis. Eles podem exibir informações sobre previsão do tempo ou cotação de moedas estrangeiras, por exemplo.

O problema é que a abordagem implementada no Windows 11 é estranha: a ativação com a passagem do cursor do mouse muitas vezes não é intencional, ocorrendo quando você tenta acessar outro recurso. Além disso, o painel de widgets exibe muitas informações, podendo até afetar o desempenho do sistema por alguns instantes.

O que muda nos widgets do Windows 11?

Para começar, o painel de widgets não irá mais abrir automaticamente quando você passar o cursor do mouse sobre ele. Será preciso clicar no ícone do painel para que ele seja exibido.

Além disso, na abordagem atual, os widgets aparecem ao lado de chamadas para notícias, que ocupam grande parte do painel. Com a atualização, você terá a opção de fazer o painel exibir notícias (feed do MSN) com widgets, que podem ser completamente desativadas, ou somente widgets.

Veja a diferença nas capturas de tela abaixo. A primeira vem de um computador ainda não atualizado. A segunda vem de um PC que já conta com a nova abordagem.

Painel de widgets anterior do Windows 11
Painel de widgets anterior do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Painel de widgets reformulado no Windows 11
Painel de widgets reformulado no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Para completar, a tela de bloqueio do Windows 11 exibirá apenas o widget de previsão do tempo, pelo menos para novos usuários. Na abordagem atual, essa tela mostra vários cards com informações que, muitas vezes, não interessam ao usuário.

Mas, sim, é possível desativar a função de widgets se você não gostar dela mesmo após a reformulação.

Quando a nova abordagem de widgets chegará ao Windows 11?

De acordo com o Windows Latest, nos próximos dias, junto com as atualizações opcionais de junho ou com o Patch Tuesday de julho, que é obrigatório. Ainda de acordo com o veículo, a atualização trará outras novidades, incluindo um modo que permite pausar atualizações do Windows 11 por tempo indeterminado e ajustes que deixam conexões Bluetooth mais confiáveis. Fiquemos de olho.

Windows 11 terá widgets menos intrusivos em breve; veja como fica

Novo painel de widgets do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Painel de widgets anterior do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Painel de widgets reformulado no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

IBM anuncia tecnologia de chip de apenas 0,7 nanômetro

25 de Junho de 2026, 07:01
IBM anuncia tecnologia de chip de apenas 0,7 nanômetro
IBM anuncia tecnologia de chip de apenas 0,7 nanômetro (imagem: divulgação/IBM)
Resumo
  • IBM anunciou tecnologia com nó de 0,7 nanômetro (7 angstroms), permitindo que um chip do tamanho de uma unha concentre cerca de 100 bilhões de transistores;
  • nova tecnologia, que utiliza uma arquitetura de transistor do tipo Nanostack, oferece até 50% mais desempenho ou até 70% menos consumo energético em relação ao nó de 2 nm anunciado em 2021;
  • IBM prevê que chips com nó “sub-1 nanômetro” entrarão em produção dentro dos próximos cinco anos, podendo beneficiar aplicações de inteligência artificial e outras áreas.

As pesquisas sobre tecnologias de fabricação de chips acabam de chegar a um nível notável: a IBM anunciou a sua primeira tecnologia de chip com nó “sub-1 nanômetro”. Trata-se de uma arquitetura de transistor com nó de 0,7 nm ou 7 angstroms, para ser exato. Isso permite que um chip do tamanho aproximado de uma unha concentre cerca de 100 bilhões de transistores.

Convém deixar claro desde já que 1 angstrom é uma medida que corresponde a 0,1 nanômetro. É por isso que a tecnologia apresentada pela IBM pode ser descrita como um nó de 0,7 nm ou de 7 angstroms.

Para você ter noção do salto tecnológico que isso representa, em 2021, a IBM anunciou um processo de fabricação de 2 nanômetros. Esse patamar, que continua impressionante até os dias atuais, permite que um chip com o mesmo tamanho de uma unha abrigue cerca de 50 bilhões de transistores.

Isso significa que, em cinco anos, a IBM praticamente dobrou a quantidade de transistores que podem ser acomodados na mesma área de um chip.

Em termos um pouco mais práticos, a companhia indica que o chip com tecnologia de 0,7 nm oferece até 50% mais desempenho ou até 70% menos consumo energético para o mesmo nível de desempenho em relação ao nó de 2 nm anunciado em 2021. É um avanço expressivo para uma época com alta demanda por IA, embora aplicações de outros tipos também possam ser beneficiadas.

Wafer com tecnologia IBM com "nó sub-1 nanômetro"
Wafer com tecnologia IBM com “nó sub-1 nanômetro” (imagem: divulgação/IBM)

Como a IBM chegou a um chip de 7 angstroms?

A principal característica da nova tecnologia é uma arquitetura de transistor do tipo Nanostack, que empilha e intercala camadas de transistores.

Para entendermos o que isso significa, olhemos novamente para a tecnologia de 2 nm (que, reforço, continua sendo impressionante). Nela, os transistores seguem uma abordagem do tipo Nanosheet, em que camadas de silício são empilhadas dentro de cada transistor.

O Nanostack vai além, pois mantém os canais Nanosheet, mas coloca um transistor sobre o outro, otimizando o espaço disponível de modo que mais transistores caibam na mesma área de silício que seria ocupada pela tecnologia anterior.

Chip com processo de 0,7 nm pode concentrar cerca de 100 bilhões de transistores
Chip com processo de 0,7 nm pode concentrar cerca de 100 bilhões de transistores (imagem: divulgação/IBM)

O mais recente avanço de chip da IBM marca um momento histórico na computação, levando a tecnologia além da era do nanômetro para a escala dos átomos.

Com nossa nova arquitetura Nanostack, não estamos apenas criando transistores menores, estamos reinventando a forma como os chips são construídos para oferecer muito mais potência e eficiência energética.

Jay Gambetta, Diretor da IBM Research e IBM Fellow

É claro que esse tipo de tecnologia não tem adoção imediata. Mas também não estamos falando de algo para um futuro muito distante: a IBM prevê que chips com nó “sub-1 nanômetro” entrarão em produção dentro dos próximos cinco anos.

IBM anuncia tecnologia de chip de apenas 0,7 nanômetro

IBM anuncia tecnologia de chip de apenas 0,7 nanômetro (imagem: divulgação/IBM)

Wafer com tecnologia IBM com "nó sub-1 nanômetro" (imagem: divulgação/IBM)

Chip com processo de 0,7 nm pode concentrar cerca de 100 bilhões de transistores (imagem: divulgação/IBM)

Pix por aproximação agora pode exibir saldo antes do pagamento

24 de Junho de 2026, 15:13
Mãos segurando um celular com o logotipo do Pix na tela
Pix por aproximação agora pode exibir saldo antes do pagamento (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Pix por aproximação agora pode mostrar saldo antes do pagamento, com usuário podendo optar por esse recurso ao conectar uma conta bancária ou de pagamento a uma carteira digital via Open Finance;
  • ativação do recurso permite que o consumidor verifique o saldo disponível em conta e o limite para transações antes de concluir o pagamento via Pix;
  • Banco Central afirma que compartilhamento de informações como saldo e limite deve ser feito com transparência, e o usuário pode revogar a autorização para isso a qualquer momento.

O Pix por aproximação permite pagar compras com uma experiência similar à de pagamentos com cartão de crédito ou débito. Mas a transação não será autorizada se não houver dinheiro suficiente em conta. É por isso que a modalidade ganhou um recurso complementar: uma opção que mostra o saldo antes do pagamento.

A novidade está disponível, oficialmente, desde o início da semana. Porém, o saldo só é exibido previamente se o usuário optar por esse recurso que, por sua vez, é viabilizado pelo Open Finance.

É possível fazer a ativação ao conectar uma conta bancária ou de pagamento a uma carteira digital ou, ainda, ao autorizar movimentações automáticas via Open Finance. Essas ações podem ser executadas no aplicativo da instituição financeira na qual a pessoa tem conta.

Depois que a ativação é feita, o consumidor poderá verificar, via app da Carteira Digital, por exemplo, qual o saldo disponível em conta, qual o seu limite de valor para transações ou se, de fato, há possibilidade de o pagamento ser concluído via Pix.

Relação com o Open Finance

A nova abordagem vem na esteira de uma atualização no Open Finance. Até recentemente, os procedimentos para consentir o compartilhamento de informações como saldo e limite, bem como para vincular uma conta a um serviço de pagamentos eram realizados separadamente.

Agora, esses procedimentos são feitos de uma vez. Assim, ao autorizar pagamentos pela conta, o usuário pode optar por também compartilhar informações como saldo e limite, processo que o Banco Central chama de “jornada otimizada”.

Note que, com a ativação, o sistema da carteira digital ou da instituição que inicia o pagamento poderá ter acesso ao seu saldo ou limite disponível em conta para que essas informações sejam exibidas a você antes de uma transação via Pix por aproximação.

Pix por aproximação requer uma carteira digital, como a Samsung Wallet (imagem: reprodução/Samsung)

Eventualmente, a nova dinâmica poderá servir como base para novos serviços ou produtos oferecidos pelas instituições financeiras, não se limitando ao Pix por aproximação. Mas o Banco Central observa que, em todos os casos, tudo deve ser feito com transparência:

Qualquer que seja a solução ofertada, deve estar claro para o cliente a finalidade de uso dessas informações. Como em qualquer compartilhamento de dados, é importante que o cliente sempre verifique de que forma essa informação será utilizada.

Matheus Rauber, chefe no Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC

O usuário que optar por compartilhar as informações de saldo e limite poderá revogar a autorização para isso a qualquer momento. Vale reforçar que a ativação desse recurso é opcional, não sendo condição necessária para o uso do Pix por aproximação.

Também vale destacar que essa novidade chega dias depois de o Banco Central anunciar o fim do limite padrão de R$ 500 nas transações via Pix por aproximação, decisão que entrará em vigor em outubro de 2026.

Pix por aproximação agora pode exibir saldo antes do pagamento

Boletos bancários agora podem ser pagos via Pix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Samsung ganha Pix por aproximação (imagem: reprodução)

Amazon Basics: marca própria da Amazon chega ao Brasil com centenas de itens

24 de Junho de 2026, 11:43
Amazon Basics chega ao Brasil
Amazon Basics chega ao Brasil (imagem: divulgação/Amazon)
Resumo
  • marca própria da Amazon, Amazon Basics, foi lançada no Brasil com centenas de itens em categorias como casa, escritório, esportes e pet shop;
  • produtos Amazon Basics oferecem preços geralmente mais acessíveis e trazem benefícios adicionais para membros Amazon Prime, como entrega rápida gratuita e descontos de 15% em determinados itens;
  • Amazon armazena os produtos da marca em centros de distribuição no Brasil para agilizar as entregas, permitindo que membros Prime recebam os produtos no mesmo dia ou no dia seguinte à compra.

A Amazon Basics é uma marca própria da gigante do comércio eletrônico que oferece diversos tipos de produtos do dia a dia a preços geralmente mais acessíveis. A proposta existe desde 2009, mas só agora chegou à Amazon brasileira. Antes tarde do que mais tarde, certo?

Já na estreia, são centenas de produtos divididos em categorias como casa, escritório, esportes e pet shop. Em casa, por exemplo, você encontra cabides, almofadas, caixas organizadoras, ferramentas variadas e assim por diante.

Relacionados à categoria escritório estão produtos como cabos HDMI, cabos Ethernet, mouses, fones de ouvido, suportes para celular, tripés, mochilas, cadernos, entre tantos outros.

Na Amazon, estamos constantemente ouvindo o que nossos consumidores desejam — e Amazon Basics é reflexo direto dessa escuta. Trazer essa marca ao Brasil significa oferecer uma experiência de compra completa, de ponta a ponta: validamos a qualidade, curamos a seleção e garantimos a velocidade da entrega.

Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil

Página do Amazon Basics
Página do Amazon Basics (imagem: divulgação/Amazon)

Benefícios para membros Amazon Prime

Os produtos Amazon Basics estão disponíveis para todos os consumidores. Mas quem possui uma assinatura Amazon Prime conta com entrega rápida gratuita e possibilidade de 15% de desconto em determinados itens.

De acordo com a companhia, os produtos da marca ficam armazenados estrategicamente em centros de distribuição no Brasil, e isso favorece as entregas rápidas para membros Prime que, dependendo da região, podem receber os produtos no mesmo dia da compra ou no dia seguinte.

Essa estreia já era esperada. Ainda que não oficialmente, alguns itens Amazon Basics já podiam ser encontrados no Brasil (se por teste ou descuido, não sabemos). Além disso, apesar de o anúncio oficial ter sido feito nesta quarta-feira (24/06), a área Amazon Basics* estava disponível há alguns dias na Amazon brasileira.

*link de afiliado; ao comprar por ele, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Amazon Basics: marca própria da Amazon chega ao Brasil com centenas de itens

Amazon Basics chega ao Brasil (imagem: divulgação/Amazon)

Página do Amazon Basics (imagem: divulgação/Amazon)

Governo cria cadastro nacional com 2,9 milhões de celulares roubados

24 de Junho de 2026, 10:11
Aplicativo do Celular Seguro para iPhone
Aplicativo do Celular Seguro para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Governo Federal lançou oficialmente o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), um cadastro nacional de celulares roubados, furtados ou perdidos, com 2,9 milhões de aparelhos já registrados;
  • BNCR permite que cidadãos verifiquem se um celular usado tem restrição, facilitando a recuperação de aparelhos extraviados e evitando a compra de dispositivos irregulares;
  • para utilizar o serviço, é necessário baixar o aplicativo ou acessar o site do Celular Seguro e fazer login com uma conta Gov.br.

Entrou em vigor, nesta semana, a nova fase do programa Celular Seguro. A partir de agora, a iniciativa passa a ser um programa de estado, de modo a ser conduzido como política pública permanente de âmbito federal. Para complementar, o Governo Federal oficializou a criação do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR).

O BNCR funciona como um cadastro sobre celulares roubados, furtados ou perdidos, cobrindo todo o território nacional, como o próprio nome sugere. Atualmente, 2,9 milhões de aparelhos estão inseridos nessa base de dados.

A intenção, com o BNCR, é facilitar a recuperação do aparelho extraviado pelo proprietário e fornecer informações que ajudam os cidadãos a evitar a compra de dispositivos irregulares:

Antes de comprar um celular usado, o cidadão poderá consultar o IMEI do aparelho e verificar se ele foi roubado, furtado ou se possui alguma restrição. O cidadão terá mais segurança na compra.

Quem vende de forma regular terá mais confiança para negociar, e quem atua de forma criminosa encontrará cada vez mais barreiras para transformar celulares roubados em lucro.

Wellington Lima, Ministro da Justiça e Segurança Pública

Ainda com relação ao BNCR, o Governo Federal destacou o chamado Modo Recuperação (que já existia), que não bloqueia celulares desviados imediatamente. O objetivo é deixar o código IMEI do dispositivo ativo para que, quando ligado, ele possa ser monitorado em todo o país. Quando um número telefônico é ativado no aparelho, o sistema o identifica e inicia o fluxo de recuperação.

Além de novos mecanismos técnicos, a nova fase do Celular Seguro é viabilizada pela colaboração entre autoridades policiais de todos os estados brasileiros mais o Distrito Federal:

O combate ao roubo e ao furto de celulares passa agora a ser prioridade na agenda de segurança pública. Com a integração proporcionada pelo Banco Nacional de Celulares com Restrição, um policial em São Paulo poderá saber se um aparelho foi roubado no Maranhão [por exemplo].

Chico Lucas, Secretário Nacional de Segurança Pública

Como o ministro Wellington Lima já deixou claro, outro destaque da nova fase do programa é uma ferramenta que permite verificar se um celular usado tem algum tipo de restrição. Se tiver, a compra do dispositivo não deve ser efetuada, obviamente.

Consulta de aparelhos com restrições no Celular Seguro
Consulta de aparelhos com restrições no Celular Seguro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como usar o Celular Seguro?

O melhor caminho é baixar o aplicativo do Celular Seguro, disponível para Android e iPhone. Você também pode acessar o site do Celular Seguro.

Em todos, os casos, é necessário fazer login com uma conta Gov.br.

Governo cria cadastro nacional com 2,9 milhões de celulares roubados

Aplicativo do Celular Seguro para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Consulta de aparelhos com restrições no Celular Seguro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

PineVoice: alto-falante inteligente traz chip RISC-V e Home Assistant

23 de Junho de 2026, 17:51
Alto-falante PineVoice
Alto-falante PineVoice (imagem: reprodução/Pine64)
Resumo
  • PineVoice é um alto-falante inteligente da Pine64 que usa chip RISC-V e é compatível com o Home Assistant, solução aberta de automação residencial;
  • dispositivo é equipado com um chip RISC-V Bouffalo BL606P, 32 MB de memória RAM, 16 MB de memória Flash, Wi-Fi 4 e Bluetooth 5.2 LE, além de dois microfones;
  • preço do PineVoice é de US$ 49,99 na Pine Store ou US$ 59,99 em outras lojas, sendo uma alternativa mais acessível a outros alto-falantes inteligentes do mercado.

Quem está em busca de um alto-falante inteligente que não leva a marca da Amazon ou do Google, por exemplo, pode ter o PineVoice como alternativa. Recém-lançado pela Pine64, o dispositivo chama a atenção por ser comandado por um chip do tipo RISC-V e focado no Home Assistant, uma solução aberta de automação residencial.

A Pine64 já apareceu aqui no Tecnoblog. Ela está por trás do celular PinePhone Pro e do tablet PineNote, que rodam Linux. Mas a empresa é tão ou mais conhecida pelas placas do tipo single board computers que desenvolve.

Já o PineVoice não é exatamente um produto novo. A Pine64 anunciou um alto-falante em 2024. O projeto avançou aos poucos e, agora, foi rebatizado para… PineVoice. Que fique claro, porém, que o foco no Home Assistant existe desde o início do projeto.

Graças ao Home Assistant, é possível usar comandos de voz com o PineVoice para controlar aparelhos de ar-condicionado, lâmpadas ou tomadas inteligentes, câmeras de segurança, entre outros dispositivos.

Kit do PineVoice
Kit do PineVoice (imagem: reprodução/Pine64)

Equipado com chip RISC-V

Para dar conta dessas tarefas, o PineVoice conta com um chip Bouffalo BL606P que, por sua vez, traz um núcleo T-Head C906 de 480 MHz (64 bits) e um núcleo T-Head E907 de 320 MHz (32 bits). Trata-se de um chip do tipo RISC-V, cuja adoção, aqui, não surpreende: a Pine64 é conhecida justamente por focar em hardware “aberto” ou de baixo custo.

Neste ponto, vale explicar que RISC-V é a sigla de uma arquitetura de conjunto de instruções (ISA, na sigla em inglês) para chips chamada Reduced Instruction Set Computing. Ao contrário de outras ISAs, como Arm e x86, o RISC-V é um padrão aberto, portanto, não exige pagamento de licenças para ser implementado.

As demais características incluem 32 MB de memória RAM, 16 MB de memória Flash para armazenamento interno, Wi-Fi 4 e Bluetooth 5.2 LE. Há ainda dois microfones, botões físicos para controle (de volume, por exemplo), porta USB-C e, claro, saída de som.

Como se vê, o conjunto de hardware não é muito avançado, mas deve atender aos anseios de quem quer depender menos (ou nada) de big techs para deixar o lar mais inteligente.

O preço também é interessante: US$ 49,99 na Pine Store ou US$ 59,99 em outras lojas. Só para fins de comparação, o novo Google Home Speaker foi lançado com preço sugerido de US$ 99,99 (mas é mais avançado tecnicamente, é verdade, tanto que traz até NPU).

PineVoice: alto-falante inteligente traz chip RISC-V e Home Assistant

Alto-falante PineVoice (imagem: reprodução/Pine64)

Microsoft inicia atualização “forçada” para o Windows 11 25H2

23 de Junho de 2026, 16:07
Windows 11 versão 25H2
Windows 11 na versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft iniciou a atualização automática para o Windows 11 25H2 em computadores compatíveis que ainda não possuem essa versão, seguindo o ciclo padrão de manutenção do sistema operacional;
  • atualização segue uma dinâmica de distribuição inteligente que usa aprendizado de máquina para determinar se cada PC está apto a receber a versão 25H2;
  • usuários podem adiar a instalação por meio do Windows Update, mas a instalação é recomendada, pois o Windows 11 24H2 deixará de ser suportado em outubro de 2026.

Se o seu computador com Windows 11 ainda não conta com a versão 25H2 do sistema operacional, contará em breve. Até recentemente, essa atualização era opcional; agora, ela começou a ser aplicada automática e obrigatoriamente nos PCs compatíveis.

Entenda como compatíveis máquinas que não são gerenciadas por equipes de TI — nelas, as atualizações são aplicadas conforme as necessidades e políticas de cada organização — e não estão participando do programa de testes Windows Insider com uma versão mais avançada.

A atualização “à força” para o Windows 11 25H2 era esperada pelo menos desde abril. Mas, ao contrário do que possa parecer, esta não é uma notícia ruim: o procedimento faz parte do ciclo padrão de manutenção do sistema operacional.

Muitos computadores compatíveis já foram atualizados. O que a Microsoft está fazendo, agora, é levando a versão 25H2 para as máquinas em situação pendente.

Explica-se: o procedimento segue uma dinâmica de distribuição inteligente, que usa aprendizado de máquina para determinar se cada PC está apto ou não a receber a versão 25H2. Esse processo é progressivo e, agora, chegou à fase final. A Microsoft entende que é seguro liberar as atualizações para os PCs ainda não atualizados, portanto.

Tal como exemplifica o Windows Latest, o mesmo ritual foi executado no Windows 11 23H2 quando esta versão foi atualizada para a 24H2. Pois, agora, são justamente os computadores com Windows 11 24H2 que estão sendo atualizados para a versão 25H2 (nos casos pendentes), embora máquinas com versões anteriores também possam ser beneficiadas.

A instalação tende a ser tranquila. Isso porque a versão 25H2 preserva grande parte dos recursos já existentes na versão 24H2 e, como tal, traz principalmente ajustes de desempenho ou segurança. Também há algumas novidades funcionais, como funções de IA e a ativação do modo Quick Machine Recovery para correção automática de falhas na inicialização. Mas não vai muito além disso.

O melhorado, mas ainda criticado Menu Iniciar do Windows 11
Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Posso impedir a instalação do Windows 11 25H2?

A atualização é obrigatória. No Windows Update, o que você pode fazer é adiar a instalação do pacote 25H2. Basta ir em “Pausar atualizações” e escolher o período de pausa (de uma a cinco semanas). Já o bloqueio definitivo requer alguns artifícios mais complexos, como uma alteração no Registro do Windows.

De todo modo, a instalação é recomendada, até porque o Windows 11 24H2 deixará de ser suportado pela Microsoft em outubro de 2026.

Se, em vez de impedir, você quiser acelerar a atualização, vá em Menu Iniciar / Configurações / Windows Update. Ali, verifique se um pacote correspondente à versão 25H2 já está disponível para download. Se estiver, basta clicar em “Baixar e instalar” ou equivalente.

Para verificar a versão atual, digite o comando winver no campo de pesquisa do Menu Iniciar ou da Barra de Tarefas do Windows 11. A informação aparecerá em uma pequena janela.

Microsoft inicia atualização “forçada” para o Windows 11 25H2

Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O melhorado, mas ainda criticado Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Valve quer levar SteamOS para PCs com chips Intel e Nvidia

23 de Junho de 2026, 13:27
SteamOS em um Stem Deck
SteamOS em um Stem Deck (imagem: divulgação/Valve)
Resumo
  • Valve está trabalhando para tornar SteamOS compatível com PCs equipados com processadores Intel e placas de vídeo Nvidia;
  • SteamOS 3.8.10 já introduziu suporte a chips Intel e esforços estão em andamento para adicionar compatibilidade com GPUs Nvidia, embora isso deva levar mais tempo;
  • objetivo é tornar o SteamOS um sistema operacional mais difundido no mercado.

Poderá o SteamOS se tornar tão acessível em termos de hardware quanto o Windows ou distribuições Linux comuns? Bom, o caminho para isso já está sendo preparado. Pelo menos é o que podemos presumir com a confirmação de que a Valve está trabalhando para tornar o sistema plenamente compatível com máquinas equipadas com processador Intel e/ou placa de vídeo Nvidia.

Cabe contextualizar desde já. O SteamOS foi desenvolvido originalmente para rodar no portátil Steam Deck, que chegou ao mercado com uma APU, isto é, um chip da AMD que reúne CPU e GPU.

A base principal do sistema tem sido o hardware da AMD desde então. Vide o exemplo da nova Steam Machine, que teve seus preços liberados nesta semana após meses de espera. A máquina tem CPU com núcleos AMD Zen 4, bem como GPU baseada na arquitetura AMD RDNA 3.

É possível rodar o SteamOS com hardware de outras empresas, mas isso normalmente envolve um nível maior de trabalho. Ao que tudo indica, isso não vai ser necessário em um futuro próximo. Isso porque o SteamOS 3.8.10 introduziu um “firmware inicial” para portáteis equipados com chips Intel, o que inclui algum nível de suporte para os processadores atuais da companhia.

O suporte oficial a chips gráficos da Nvidia deve demorar mais um pouco, mas também está a caminho. Pierre-Loup Griffais, um dos responsáveis pelo SteamOS, revelou ao The Verge que já há esforços nesse sentido, tanto por parte da Valve quanto por parte da Nvidia. Apesar disso, o suporte a GPUs Nvidia não deve chegar em 2026.

Imagem exibe uma Steam Machine sobre uma mesa de madeira. Se trata de um cubo preto, com um led branco na parte inferior.
Uma Steam Machine (imagem: divulgação/Valve)

SteamOS para todo mundo

Esse movimento faz parte de um plano maior: tornar o SteamOS um sistema operacional mais difundido no mercado, de modo que, eventualmente, ele possa até ser instalado em Steam Machines montadas pelos próprios usuários.

Nesse sentido, Griffais até comentou sobre a possibilidade de o SteamOS rodar em dual boot com o Windows ou outros sistemas operacionais — presumivelmente, uma distribuição Linux convencional. Já é possível fazer isso, mas com algum esforço.

O que é o SteamOS?

O SteamOS é um sistema operacional mantido pela Valve e baseado na distribuição Arch Linux, mas tem o diferencial de ter interface e recursos específicos para a execução de jogos. O foco inicial ficou sobre a linha de portáteis Steam Deck, mas, como já ficou claro, a Valve trabalha para tornar o projeto compatível com mais máquinas.

Apesar do foco em jogos, favorecido pelo Gaming Mode, o SteamOS também oferece o Desktop Mode, que é baseado na interface KDE Plasma e permite o uso do computador para outras atividades.

Valve quer levar SteamOS para PCs com chips Intel e Nvidia

SteamOS em um Stem Deck (imagem: divulgação/Valve)

(imagem: divulgação)

Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários

23 de Junho de 2026, 11:03
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta suspendeu treinamento de IA com dados de funcionários devido a um possível vazamento de dados pessoais, incluindo conversas, transcrições e informações de desempenho;
  • vazamento foi classificado como SEV 2, de alta prioridade, e empresa está investigando se, de fato, houve exposição de dados sensíveis;
  • programa de monitoramento, chamado Model Capability Initiative, captura movimentos com o mouse e digitação no teclado nos computadores de funcionários para aprimorar mecanismos de inteligência artificial da Meta.

A decisão da Meta de rastrear o uso dos computadores de seus funcionários para treinar modelos de inteligência artificial é polêmica por si só. Mas, recentemente, a companhia suspendeu essa atividade. Arrependimento? Não. É que o monitoramento teria causado exposição de dados pessoais.

É o que revela o Business Insider. O veículo afirma ter tido acesso a uma captura de tela que mostra que conversas, transcrições e informações de desempenho de funcionários ficaram expostos na rede da empresa, sendo que todos esses dados têm natureza privada.

O problema é sério. Prova disso é que o vazamento foi classificado como SEV 2 (Severe 2) dentro de uma escala que vai de 0 a 5. Quanto mais próximo de 0, mais crítico é o problema. O caso é considerado de alta prioridade, portanto, e isso explica a interrupção do monitoramento.

Não é que a Meta tenha reconhecido o problema. Ainda não. Ao Business Insider, a companhia apenas admitiu que interrompeu o programa para investigar se, de fato, houve exposição de dados sensíveis de funcionários:

Projetamos este programa cuidadosamente com medidas de segurança de privacidade e, embora não tenhamos indícios, neste momento, de que quaisquer dados tenham sido acessados indevidamente por funcionários da Meta, estamos suspendendo o programa enquanto investigamos.

Meta

Não está claro quando e como o suposto vazamento de dados ocorreu. Fato é que problemas como esse não causam surpresa, afinal, o programa de monitoramento esbarra em dados sensíveis. Por mais que a Meta tenha implementado mecanismos de segurança (se é que realmente implementou), ultrapassar o limite da privacidade não é difícil nessas circunstâncias.

Sem nenhuma surpresa, o clima na empresa é de insatisfação e até revolta. Ainda de acordo com o Business Insider, um funcionário da Meta teria declarado o seguinte: “não vejo nenhuma evidência de acesso malicioso, mas o fato de esses dados não terem sido protegidos como prometido inicialmente é extremamente frustrante”.

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Monitoramento visa gerar dados para treinar IA da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que é o programa de monitoramento da Meta?

Trata-se de um projeto interno de nome Model Capability Initiative (”iniciativa de capacitação de modelos”, em tradução livre). Nele, ferramentas capturam movimentos e cliques com o mouse, bem como digitação no teclado nos computadores de funcionários, para que esses dados ajudem a aprimorar mecanismos de inteligência artificial da Meta.

Em termos práticos, esse monitoramento pode ensinar agentes de IA a se comportarem como humanos na frente do computador.

A iniciativa é polêmica por, entre outros motivos, causar sensação de vigilância entre os funcionários, embora a Meta tenha ressaltado que o objetivo do programa não é espioná-los ou usar os dados obtidos para avaliações de desempenho.

Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WhatsApp vai deixar mais fácil descobrir quem está online

22 de Junho de 2026, 16:43
Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
WhatsApp vai deixar mais fácil descobrir quem está online (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • WhatsApp está desenvolvendo uma funcionalidade para indicar quando um contato está online;
  • versão beta do WhatsApp para Android já exibe um ponto verde na foto de perfil dos contatos online;
  • nova funcionalidade deve complementar a área de contatos, que está sendo reformulada.

Em um futuro próximo, o WhatsApp deverá ser mais direto em apontar quando um contato está disponível para conversar, pelo menos no Android: a versão beta mais recente do mensageiro na plataforma passou a exibir um ponto verde na foto de perfil dos contatos que estão online.

Não que já não seja possível fazer isso. Já há bastante tempo que, tanto no Android quanto no iPhone, o aplicativo do WhatsApp mostra uma etiqueta com a palavra “online” abaixo do nome de uma pessoa que está… online.

O ponto verde é mais interessante porque, em vários outros serviços, já o associamos a pessoas que podem conversar naquele momento. Além disso, o atual aviso com a palavra “online” só é visualizado quando você abre uma tela de conversação com o contato; na nova abordagem, o ponto verde aparece na foto de perfil da pessoa.

Também podemos esperar pelo sinal verde aparecendo na tela que mostra a lista de contatos, mas de um modo um pouco diferente: no fim de maio, o WABetaInfo descobriu que a área de contatos está sendo reformulada para, entre outras possibilidades, permitir que apenas a lista de pessoas online seja exibida, se desejável. O ponto verde na tela de perfil é uma abordagem complementar, portanto.

Ponto verde de "online" no WhatsApp beta
Ponto verde de “online” no WhatsApp beta (imagem original: reprodução/WABetaInfo)

Quando o indicador de contato online chegará ao WhatsApp?

Ninguém sabe ao certo, afinal, o recurso ainda está em teste (assim como a nova área de contatos). O WABetaInfo o encontrou na versão 2.26.24.5 do WhatsApp beta para Android e, mesmo assim, o recurso só está disponível para alguns testadores. Já a lista de contatos online foi encontrada na versão 2.26.13.3 do mesmo aplicativo.

Como esse não parece ser um recurso de desenvolvimento complexo, eu apostaria em liberação geral ainda em 2026. Apesar de as informações a respeito serem baseadas no Android, é provável que o WhatsApp para iPhone também receba a novidade.

Se você não quiser ser “dedurado” sobre estar online, atualmente, essa opção pode ser desativada em Configurações / Privacidade / Visto por último e online. É de se presumir que a configuração também funcionará para o sinal verde.

WhatsApp vai deixar mais fácil descobrir quem está online

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ponto verde de "online" no WhatsApp beta (imagem original: reprodução/WABetaInfo)

Como Intel e AMD querem fazer chips x86 lidarem com tarefas de IA

22 de Junho de 2026, 15:03
Wafer de silício para chips quânticos (imagem: divulgação/Intel)
Como Intel e AMD querem fazer chips x86 lidarem com tarefas de IA (imagem: divulgação/Intel)
Resumo
  • Intel e AMD estão desenvolvendo o padrão AI Compute Extensions (ACE) para permitir que processadores x86 lidem com tarefas de IA de forma mais eficiente;
  • ACE combina registradores AVX10 existentes com registradores de bloco bidimensional, permitindo que matrizes 16×16 sejam processadas de uma só vez, o que pode aumentar a eficiência em até 16 vezes;
  • processadores com ACE devem ser lançados a partir de 2028, oferecendo maior desempenho em aplicações de IA, mas não são esperados para superar GPUs ou NPUs em eficiência.

Quando o assunto é execução local de tarefas de IA, pensamos em GPUs ou em NPUs fazendo esse trabalho. Mas a Intel e a AMD acreditam que processadores x86 podem lidar com isso em alguma medida. É por isso que ambas estão trabalhando na criação de um padrão para esse fim: o AI Compute Extensions (ACE), que pode ser traduzido como Extensões de Computação de IA.

Esses esforços não são recentes, mas ganharam destaque na semana passada, quando a especificação 1.15 do ACE foi divulgada publicamente. O documento é bastante técnico, afinal, serve para instruir desenvolvedores sobre o novo padrão. Mas tentarei explicar o essencial aqui.

Pois bem, leve em conta que o processamento de tarefas de IA envolve diversos tipos de operações matemáticas, sendo que grande parte consiste em multiplicação de matrizes. Lembre-se de que, na matemática, uma matriz é uma estrutura bidimensional, pois organiza os valores em linhas e colunas.

O problema é que, originalmente, os processadores x86 foram projetados para lidar com operações escalares (um valor por vez). As instruções AVX (Advanced Vector Extensions) melhoraram esse cenário por permitirem que os chips façam processamento vetorial, lidando com uma sequência de dados em vez de processar um valor por vez.

É um avanço. Apesar disso, ainda é como se essa fosse uma abordagem unidimensional, pois ela trata os dados como vetores, exigindo que várias operações sejam realizadas para processar matrizes completas.

Ilustração de um chip x86 com logos da Intel e AMD na parte de cima da imagem
Intel e AMD unem forças para IA em chips x86 (imagem: divulgação/Intel)

É aí que o ACE entra em cena. Estamos falando de uma proposta que combina os registradores para instruções AVX10 existentes em chips x86 atuais com um conjunto de oito registradores de bloco bidimensional, sendo que cada um destes pode armazenar uma matriz 16×16 com valores de 32 bits.

Com o padrão AVX10, o chip precisa realizar múltiplas operações para lidar com matrizes. Com os registradores adicionais, os dados de todas as linhas e colunas da matriz podem ser cruzados de uma só vez. Com isso, o chip com ACE consegue ser até 16 vezes mais eficiente na realização de operações com matrizes. É isso que deve favorecer aplicações baseadas em IA.

Isso não quer dizer que CPUs x86 serão tão ou mais eficientes que GPUs ou até que NPUs na execução de tarefas direcionadas à inteligência artificial. Mas é de se esperar mais desempenho com esse tipo de atividade, de modo que o processador possa lidar sozinho com determinadas aplicações de IA.

Quando processadores com ACE chegarão ao mercado?

Tanto a Intel quanto a AMD dão a entender que pretendem introduzir o novo padrão em processadores a serem lançados a partir de 2028.

Neste ponto, vale ressaltar que o ACE consiste em uma nova estrutura de hardware, portanto, nenhuma atualização de software ou firmware o tornará compatível com chips que já estão no mercado.

Como Intel e AMD querem fazer chips x86 lidarem com tarefas de IA

Wafer de silício para chips quânticos (imagem: divulgação/Intel)

Intel e AMD querem melhorar compatibilidade de seus chips (Imagem: Divulgação / Intel)

Xiaomi 17T chega ao Brasil com câmeras Leica e bateria de 6.500 mAh

22 de Junho de 2026, 12:01
Câmera traseira do Xiaomi 17T 2
Xiaomi 17T chega ao Brasil com câmeras Leica (foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • Xiaomi 17T foi lançado no Brasil com câmeras traseiras equipadas com lentes Leica e bateria de 6.500 mAh.
  • Smartphone tem também tela AMOLED de 6,59 polegadas, processador octa-core MediaTek Dimensity 8500-Ultra e 12 GB de memória LPDDR5X.
  • Preço de lançamento no Brasil é de R$ 8.699,99 para a versão com 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.

A semana começou com o lançamento oficial do Xiaomi 17T no Brasil. O smartphone tem como destaque um conjunto traseiro de câmeras equipadas com lentes Leica. A tela AMOLED de 6,59 polegadas e a bateria de 6.500 mAh são outros atributos interessantes. No Brasil, o preço de lançamento é de R$ 8.699,99.

A chegada do aparelho ao mercado brasileiro era questão de tempo, afinal, o Xiaomi 17T foi homologado pela Anatel em abril deste ano. Na ocasião, ficou evidente que o visual do modelo não mudou muito em relação ao seu antecessor, o Xiaomi 15T. As principais novidades residem nos recursos técnicos.

Pois bem, falando das câmeras, há três delas na traseira, todas desenvolvidas em parceria com a Leica. A principal, com 50 megapixels e Estabilização Óptica de Imagem (OIS), tem sensor Light Fusion 800 que promete capturas de imagem com nitidez elevada.

A segunda câmera também tem 50 megapixels, mas se diferencia por oferecer zoom óptico de 5x ou de até 120x com a tecnologia AI Ultra Zoom, suportando também registros de imagens em macro (a partir de 30 cm). Completa o trio uma câmera ultrawide de 12 megapixels.

Caixa e acessórios do Xiaomi 17T, com carregador de 67W e capa do smartphone
Xiaomi 17T vem com um carregador de 67 W na caixa (foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Já sobre a tela, falamos de um painel AMOLED de 6,59 polegadas com resolução 1,5K, taxa de atualização de até 120 Hz e brilho de até 3.500 nits (pico). A Xiaomi destaca a presença da tecnologia Vision Care, que consiste em um conjunto de funções que traz mais conforto visual para o usuário, fazendo ajuste automático de brilho, reduzindo a luz azul ou amenizando a cintilação, por exemplo.

Comandando o Xiaomi 17T está o octa-core MediaTek Dimensity 8500-Ultra, com tecnologia de 4 nm. O chip trabalha com 12 GB de memória LPDDR5X e, na versão brasileira, 512 GB de armazenamento interno.

Esse conjunto é auxiliado pela tecnologia Xiaomi 3D IceLoop, sistema de refrigeração que promete manter o processador em níveis adequados de temperatura mesmo durante a execução de atividades exigentes, como jogos.

O celular conta ainda com uma bateria de silício-carbono com capacidade de 6.500 mAh. Há suporte para recarga rápida de 67 W via tecnologia HyperCharge.

Outros recursos dignos de menção incluem:

  • câmera frontal de 32 megapixels
  • certificado IP68 para resistência à água e poeira
  • alto-falantes estéreo duplos com Dolby Atmos, Hi-Res Audio e Hi-Res Audio Wireless
  • Wi-Fi 6E e Bluetooth 6.0
  • sistema operacional Android 16 com HyperOS 3

Disponibilidade e preço do Xiaomi 17T no Brasil

As vendas do Xiaomi 17T no mercado brasileiro começam nesta semana. O preço de lançamento é este:

  • Xiaomi 17T (12 GB de RAM + 512 GB de armazenamento): R$ 8.699,99

O aparelho também conta com uma versão com 256 GB de armazenamento, mas que não tem previsão de lançamento oficial no Brasil.

Tela do Xiaomi 17T mostrando a hora 17:46 e os aplicativos
Tela do Xiaomi 17T tem 6,59 polegadas (foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Ficha técnica do Xiaomi 17T

  • Tela: 6,59 polegadas, AMOLED, 2756 x 1268 pixels (1,5K), 120 Hz, 3.500 nits (pico), 68 bilhões de cores (DCI-P3), HDR10, Dolby Vision, certificados TÜV Rheinland
  • Processador: octa-core MediaTek Dimensity 8500-Ultra com GPU Mali-G720 MC8 e NPU 880
  • Memória RAM: 12 GB de LPDDR5X
  • Armazenamento interno: 512 GB de UFS 4.1
  • Câmeras traseiras (com lentes Leica):
    • Principal: 50 MP, f/1,7, OIS, sensor Light Fusion 800, tecnologia 4-in-1 Super Pixel
    • Teleobjetiva: 50 MP, f/3,0, OIS, zoom de 5x, zoom de até 120x com modo AI Ultra Zoom
    • Ultrawide: 12 MP, f/2,2
  • Câmera frontal: 32 MP, f/2,2
  • Bateria: silício-carbono de 6.500 mAh
  • Conectividade sem fio: 5G, NFC, Wi-Fi 6E, Bluetooth 6.0
  • Sistema operacional: Android 16 com HyperOS 3
  • Outros: alto-falantes estéreo duplos, cores preta e azul, tecnologia de resfriamento Xiaomi 3D IceLoop, certificado IP68, tecnologia HyperCharge para recarga de 67 W
  • Dimensões: 157,6 x 75,2 x 8,17 mm
  • Peso: 200 g

Xiaomi 17T chega ao Brasil com câmeras Leica e bateria de 6.500 mAh

(foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

(foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

(foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Atualização do Windows 11 causa bugs no Office, OneDrive e até na Lixeira

19 de Junho de 2026, 16:31
Windows Update do Windows 11
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • atualizações do Patch Tuesday de junho de 2026 para o Windows 11 estão causando falhas no sistema, afetando computadores HP e Dell, por exemplo;
  • usuários também relatam problemas de sincronização no OneDrive, falhas na integração de aplicativos do Office com softwares de terceiros e um bug visual curioso que altera nomes de arquivos deletados na Lixeira;
  • para evitar os problemas, usuários podem pausar as atualizações temporariamente nas configurações do Windows Update enquanto a Microsoft trabalha nas correções.

Não é incomum atualizações de software causarem problemas inesperados. Mas, no Windows 11, isso tem acontecido com uma frequência que chama a atenção. O Patch Tuesday deste mês (junho de 2026) não passou ileso: há relatos de problemas relacionados ao Office, OneDrive e à “tela preta da morte”. Sobrou até para a Lixeira.

Sempre convém lembrar que o Patch Tuesday é um conjunto de atualizações que a Microsoft libera na segunda terça-feira de cada mês. Pois bem, o pacote KB5094126 foi lançado oficialmente em 9 de junho de 2026 como parte do Patch Tuesday do mês para o Windows 11 nas versões 25H2 e 24H2.

Eis que, nos dias seguintes, registros de problemas relacionados a essa atualização começaram a aparecer.

Nos casos mais graves, usuários relataram que, após a atualização, determinados computadores de marcas como HP e Dell passaram a exibir tela azul (ou tela preta) na inicialização ou entraram diretamente na tela de recuperação do BitLocker.

Falhas no OneDrive e no Office

Em outros casos, usuários notaram que o conteúdo sincronizado com o OneDrive passou a não abrir corretamente no Explorador de Arquivos. Até o acesso ao serviço a partir do ícone do OneDrive na bandeja do sistema (lado direito da Barra de Tarefas) tem falhado para alguns usuários.

Não acaba aí. Também há registro de, após a atualização, a integração de ferramentas como Word, Excel e PowerPoint a softwares de terceiros ser rompida, afetando principalmente organizações.

Agora, uma falha que não tem gravidade, mas é curiosa: outro pacote, o KB5095051 (voltado ao Windows 11 26H1), pode fazer a Lixeira do sistema exibir o nome interno de um arquivo excluído em vez do nome original na caixa de diálogo que surge quando você pede exclusão permanente; dentro da Lixeira em si, o nome original é exibido normalmente.

Windows 11 escapa de bugs, embora este seja inofensivo
Nem a Lixeira do Windows 11 escapa de bugs, embora este seja inofensivo (imagem: reprodução/Windows Latest)

O que fazer para prevenir esses bugs no Windows 11?

Felizmente, nenhum desses problemas afeta um número grande de computadores. Mas, se mesmo assim você quiser diminuir o risco de problemas, vá em Menu Iniciar / Configurações / Windows Update / Pausar Atualizações. Ali, escolha um período para interromper os updates temporariamente.

Isso porque a Microsoft já vem trabalhando em correções. Então, a interrupção temporária pode fazer o seu computador ser atualizado quando pelo menos parte das falhas tiver sido corrigida. Mas convém seguir por esse caminho com cuidado, pois o Patch Tuesday traz cerca de 200 correções de segurança, logo, é importante não demorar para instalá-lo.

Fato é que o Windows 11 tem muitos problemas. A boa notícia é que a Microsoft prometeu resolver grande parte deles ainda em 2026. Tomara que um controle de qualidade mais rigoroso com relação ao Windows Update esteja entre os aprimoramentos, afinal, ninguém deveria ter receio de atualizar o sistema operacional.

Com informações de Windows Latest

Atualização do Windows 11 causa bugs no Office, OneDrive e até na Lixeira

Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Pix por aproximação não terá mais limite de R$ 500 por transação

19 de Junho de 2026, 13:21
Mãos segurando um celular com o logotipo do Pix na tela
Pix por aproximação não terá mais limite de R$ 500 por transação (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Banco Central determinou o fim do limite de R$ 500 por transação para o Pix por aproximação a partir de 1º de outubro de 2026, conforme Instrução Normativa BCB Nº 746;
  • Pix por aproximação permite pagamentos sem a necessidade de ler um QR Code ou autenticar no aplicativo da instituição financeira, bastando aproximar o celular ou outro dispositivo móvel de um terminal de pagamento;
  • para usar o Pix por aproximação, é necessário cadastrar a conta na Carteira do Google ou na Samsung Wallet; recurso segue não sendo compatível com iPhones.

O Pix por aproximação começou a funcionar em fevereiro de 2025. Mas, desde então, a modalidade permite, por padrão, apenas pagamentos com valor de até R$ 500 por transação. Mas isso vai mudar em breve: por determinação do Banco Central, esse limite deixará de existir a partir de 1º de outubro de 2026 em todo o Brasil.

Esse prazo foi dado para que as instituições financeiras tenham tempo para se adaptar à determinação, que foi definida formalmente por meio da Instrução Normativa BCB Nº 746.

Com isso, será possível usar o Pix por aproximação definindo limites mais generosos ou que estejam dentro do valor máximo de movimentação diária suportado pela conta.

A decisão do Banco Central deve, sobretudo, favorecer a aquisição de bens ou serviços de maior valor por consumidores que não podem ou não querem recorrer a outra modalidade de pagamento, como cartão de crédito ou débito.

Mas o que é o Pix por aproximação?

Como já dito, o Pix por aproximação foi introduzido em fevereiro de 2025 para permitir que o usuário faça compras com Pix aproximando seu celular ou outro dispositivo móvel de um terminal de pagamento, de modo semelhante ao que pode ser feito com cartões.

Trata-se de um avanço em relação ao modo de pagamento por Pix tradicional, que condiciona o consumidor a fazer autenticação no aplicativo da instituição financeira na qual tem conta, bem como a leitura de um QR Code, procedimentos que podem levar um tempo considerável para serem concluídos.

Para tanto, é necessário cadastrar a conta na Carteira do Google ou na Samsung Wallet, que passou a suportar o Pix por aproximação em abril deste ano.

Samsung Wallet já suporta o Pix por aproximação (imagem: reprodução/Samsung)

Quando a modalidade estiver ativada, você poderá pagar por compras em estabelecimentos físicos usando o Pix (se essa opção estiver disponível no local) apenas aproximando seu celular, smartwatch ou dispositivo móvel da máquina de pagamento. O débito será feito imediatamente.

Vale destacar que, até o momento, não é possível usar o Pix por aproximação no iPhone, afinal, o sistema do Apple Pay segue sem suporte à modalidade. Isso porque a Apple não aderiu às condições técnicas estabelecidas pelo Banco Central do Brasil para esse fim.

Pix por aproximação não terá mais limite de R$ 500 por transação

Boletos bancários agora podem ser pagos via Pix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Samsung ganha Pix por aproximação (imagem: reprodução)

Senador quer que IA pague US$ 1.000 por ano a americanos

19 de Junho de 2026, 11:18
Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos
Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos (imagem: Brookings Institution/Flickr)
Resumo
  • senador Bernie Sanders propõe que empresas de inteligência artificial paguem US$ 1.000 por ano a cada cidadão americano, como parte de uma iniciativa para dividir os ganhos dessas companhias com a sociedade;
  • proposta envolve a criação do American AI Sovereign Wealth Fund Act, fundo soberano que acumularia US$ 7 trilhões inicialmente, provenientes de 50% do capital de empresas de IA;
  • comissão independente de sete pessoas seria responsável por administrar o fundo, que também poderia financiar projetos sociais.

Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos pelo estado de Vermont, continua engajado em seu ideal de “dividir” grandes empresas de inteligência artificial com a população do país. Na proposta mais recente, Sanders entende que essas organizações deveriam pagar US$ 1.000 (R$ 5.140) por ano a cada contribuinte americano.

Pagamentos dessa natureza nos fazem pensar em indenizações ou multas. Não é bem o caso. O dinheiro viria na esteira da proposta de Bernie Sanders de transferir 50% do capital de empresas de IA para o povo americano.

O valor resultante seria direcionado a um fundo soberano (controlado pelo governo) de nome American AI Sovereign Wealth Fund Act. É daí que viriam os US$ 1.000 anuais direcionados a cada cidadão. Sanders acredita que o fundo também pode financiar projetos sociais.

A proposta de criação do fundo foi apresentada na forma de um projeto de lei. Se aprovado tal como proposto, o fundo acumularia algo em torno de US$ 7 trilhões inicialmente, pois seria correspondente à soma das ações concedidas de cada empresa de IA cuja receita atingisse US$ 200 milhões por ano ou mais.

De acordo com o senador, o valor de US$ 1.000 pode aumentar à medida que as companhias de IA arrecadarem mais dinheiro. Em caso de desvalorização das empresas, os contribuintes não arcariam com eventuais prejuízos: “não vamos perder nenhum dinheiro, mesmo que a bolha estoure”, complementou o senador.

Uma comissão independente formada por sete pessoas ficaria responsável por administrar o fundo.

The future of AI must not be decided behind closed doors by billionaires seeking to maximize their power and profit.

It should be decided by the American people.

That's why I'm introducing the American AI Sovereign Wealth Fund Act. pic.twitter.com/sbC0YMT90f

— Sen. Bernie Sanders (@SenSanders) June 18, 2026

Por que Sanders quer “dividir” empresas de IA com o povo americano?

Na visão do senador, o que a inteligência artificial oferece atualmente não é oriundo da própria tecnologia, mas de esforços humanos coletivos, de forma que os ganhos resultantes devem ser compartilhados com a sociedade em vez de ficarem concentrados nas mãos de poucas pessoas:

Acreditamos que isso é o melhor que poderíamos fazer no momento, e certamente representa um enorme, enorme, enorme avanço em relação a conceder poder unilateral e absoluto a um grupo de bilionários.

Bernie Sanders, senador dos EUA

Sanders se refere ao fato de que as gigantescas bases de dados que alimentam o conhecimento dos sistemas de IA têm origem em livros, estudos, notícias, códigos-fonte, vídeos, fotos e tantas outras fontes cuja existência se deve ao trabalho humano.

Outros políticos, bem como líderes de companhias como OpenAI e Anthropic, já deram a entender que o setor de IA realmente precisa compartilhar parte de seus ganhos com a sociedade. Apesar disso, o projeto de lei de Sanders deve encontrar resistência, pois, da forma como foi apresentado, é considerado bastante “agressivo”.

Mas uma coisa o senador já vem conseguindo: gerar discussões sobre os aspectos potencialmente danosos da inteligência artificial.

Com informações de Associated Press

Senador quer que IA pague US$ 1.000 por ano a americanos

Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos (imagem: Brookings Institution/Flickr)

Login no Spotify mudou? Entenda a decisão

19 de Junho de 2026, 09:29
Tela de login no aplicativo do Spotify
Tela de login no aplicativo do Spotify (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • a partir de 1º de setembro de 2026, Spotify só permitirá login por e-mail cadastrado ou métodos alternativos, como contas na Apple, Google e Facebook;
  • a autenticação via nome de usuário não será mais permitida como medida para aumentar a segurança e simplificar a recuperação da conta;
  • usuários que fazem login via nome de usuário já estão sendo avisados por e-mail sobre a mudança.

Se você usa o Spotify, precisa ficar atento: a partir de 1º de setembro de 2026, somente será possível fazer login no serviço usando o endereço de e-mail cadastrado em seu perfil ou métodos alternativos, como contas na Apple, Google e Facebook. A autenticação via nome de usuário (username) não será mais permitida.

Nada muda para quem já faz login por e-mail (meu caso) ou pelos métodos alternativos, obviamente. Mas, para quem realiza o procedimento via nome de usuário, o Spotify está enviando um e-mail avisando sobre a mudança. Na mensagem, o usuário tem a opção de alterar o endereço caso prefira fazer login com um e-mail diferente do cadastrado em sua conta.

A mudança é global e, à medida que usuários vão sendo avisados sobre ela, queixas começam a surgir. No fórum do Spotify, por exemplo, este usuário publicou a seguinte mensagem:

Tenho vários endereços de e-mail diferentes, mas apenas uma conta ativa do Spotify, que uso há anos. Entendo que a opção de login com e-mail seja importante para contas mais recentes do Spotify que não têm nome de usuário, mas por favor, mantenham a opção de login com nome de usuário, mesmo que os nomes de usuário tenham sido descontinuados!

Tenho muito medo de não conseguir acessar a minha conta porque vou esquecer qual e-mail usei. E também é muito mais demorado digitar, para quem tem nome de usuário.

Relatos a respeito da mudança também já surgem em plataformas como o Reddit, de onde a imagem a seguir foi obtida:

E-mail do Spotify avisando sobre a mudança no login
E-mail do Spotify avisando sobre a mudança no login (imagem: GegoByte/Reddit)

Por que o Spotify vai acabar com o login via nome de usuário?

A companhia não deu detalhes sobre a decisão, apenas informou que esta é uma medida de segurança:

No Spotify, nosso compromisso em oferecer uma experiência perfeita se estende a todos os aspectos da nossa plataforma, incluindo o processo de login.

Padronizar os métodos de login para e-mails aumenta a segurança e simplifica a recuperação da conta.

Note, porém, que o nome de usuário ainda poderá ser mantido por quem tem um perfil público no Spotify. Somente a autenticação por esse método é que deixará de funcionar.

Alguns usuários também fazem autenticação via número de telefone. Pelo menos por ora, essa opção também será mantida.

Login no Spotify mudou? Entenda a decisão

Tela de login no aplicativo do Spotify (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

“Sabores” do Ubuntu Linux só poderão ser lançados se tiverem versões beta

18 de Junho de 2026, 16:53
Os vários sabores do Ubuntu Linux (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
“Sabores” do Ubuntu Linux só poderão ser lançados se tiverem versões betas (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Canonical anunciou que “sabores” oficiais do Ubuntu só terão versões finais se cumprirem prazo de liberação das versões beta;
  • decisão visa padronizar controle de qualidade e estabilidade das variantes após exceções recentes;
  • medida vem depois de variante Ubuntu Kylin ter sido lançada sem sua respectiva versão beta ser liberada dentro do prazo.

O Ubuntu é uma das distribuições Linux mais populares da atualidade e, como se não bastasse, também conta com “sabores”, como são chamadas as variantes reconhecidas oficialmente. Mas, a partir de agora, elas só poderão ser lançadas se seguirem uma nova condição: terem versões beta liberadas no prazo.

As variantes oficiais do Ubuntu são aquelas que trazem ambientes de desktop diferentes do Gnome (padrão na versão original). É o caso do Kubuntu, que vem com o KDE Plasma, ou do Xubuntu, que é baseado no Xfce.

Um sabor também pode atender a um segmento específico. Por exemplo, o Edubuntu vem com ferramentas educativas pré-instaladas, enquanto o Ubuntu Studio é pré-configurado para atividades de edição de mídia.

Normalmente, os “sabores” são lançados simultaneamente ou logo depois de uma nova versão do Ubuntu original ser liberada. Para tanto, cada projeto deve seguir critérios de qualidade, sendo um deles, agora, a submissão de versões beta dentro do cronograma estabelecido pela Canonical.

Não que isso já não ocorresse, mas, vez ou outra, havia exceções. Um exemplo vem da versão mais recente do Ubuntu Kylin (variante direcionada ao público chinês), que passou do prazo para a liberação da versão beta, mas teve a sua versão final lançada mesmo assim.

Mas isso não vai mais acontecer. Sem uma versão beta, não haverá versão final, como informa a Canonical na lista de discussão oficial:

Para garantir que todos os sabores estejam totalmente preparados para o lançamento final, informamos que nenhuma versão será considerada para um lançamento oficial a menos que tenha submetido com sucesso uma versão beta seguindo o cronograma previsto.

As diferenças entre as versões beta e final devem ser mínimas e conter apenas correções de bugs.

Oliver Reiche, engenheiro de software da Canonical

Ubuntu 26.04 "Resolute Raccoon"
Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon”, a versão original mais recente (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que versões beta agora são obrigatórias nos sabores do Ubuntu?

A liberação de versões beta faz parte de um ritual padrão. O caso do Ubuntu Kylin foi uma ocorrência isolada. O que a Canonical quis quiser com o aviso é que exceções como essa não serão mais aceitas. Motivo: “manter a qualidade e a estabilidade dos nossos produtos finais”, explica Reiche.

Faz sentido. Ainda que a Canonical não controle diretamente o desenvolvimento das variantes, cada uma delas deve seguir critérios de qualidade e segurança para continuarem sendo reconhecidas como “sabores” e, assim, receberem apoio técnico da organização.

Sem esse cuidado, o Ubuntu e a própria Canonical podem ter o “filme queimado” em caso de problemas de qualidade relacionados a uma variante.

Você pode conhecer todos os sabores do Ubuntu nesta página.

Em tempo: a versão mais recente da distribuição original é o Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon”, lançado em abril (como de hábito).

Em tempo²: o Kubuntu foi citado mais acima; vale pegar o gancho para lembrar que o ambiente de desktop KDE Plasma 6.7 foi lançado nesta semana.

“Sabores” do Ubuntu Linux só poderão ser lançados se tiverem versões beta

Os vários sabores do Ubuntu Linux (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Ubuntu 26.04 "Resolute Raccoon" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

União Europeia rejeita proposta que impediria abandono de jogos online

18 de Junho de 2026, 13:23
Joystick para Xbox
União Europeia rejeita proposta que impediria abandono de jogos online (imagem ilustrativa: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • Comissão Europeia rejeitou proposta do movimento Stop Killing Games para proibir que estúdios desativem jogos online deliberadamente;
  • entidade justificou decisão com base nas leis de direitos autorais e de propriedade intelectual das empresas;
  • organizadores do movimento declararam que já esperavam pela resposta e que continuarão com a companha.

Nos últimos anos, a União Europeia adotou uma série de medidas regulatórias de âmbito digital. Mas uma delas ficou de fora: as reivindicações do movimento Stop Killing Games (Pare de Matar Jogos), que visa evitar que empresas desativem jogos pelos quais os usuários pagaram, foram rejeitadas recentemente pela Comissão Europeia.

Estamos falando de uma mobilização iniciada pelo youtuber americano Ross Scott em 2024. A iniciativa ganhou força depois que a Ubisoft desativou os servidores do jogo de corrida The Crewhouve queixa sobre isso até no Brasil. Como o game dependia de recursos online, mesmo no modo de jogador único, a decisão impediu os usuários de continuarem jogando o título.

Como os jogadores pagaram para ter acesso ao game, Scott entendeu que não é justo que companhias do ramo desativem recursos que, no fim das contas, tornam o título afetado inutilizável.

Em linhas gerais, o movimento exige que estúdios de jogos mantenham pelo menos os recursos mínimos necessários para que títulos que dependam de serviços online continuem operantes, o que pode incluir a liberação de ferramentas para a criação de servidores particulares ou atualizações para execução de modo offline, por exemplo.

Comissão Europeia rejeitou proposta

A campanha ganhou adesões a ponto de ter levado à criação de uma petição sobre o assunto direcionada à União Europeia. Por lá, a campanha recebeu o nome Stop Destroying Videogames (Pare de Destruir Videogames) para evitar o uso da palavra “killing” (“matar”) em documentos oficiais.

Cerca de 1,3 milhão de assinaturas foram colhidas para isso com o objetivo de os países do bloco contarem com uma legislação específica para prevenir o encerramento deliberado de jogos.

Do início de 2026 para cá, reuniões, debates e audiências públicas sobre o tema foram realizadas pela Comissão Europeia. Até que, no último dia 16, o órgão anunciou que não levará a proposta adiante:

A Comissão considera que, neste momento, não pode propor uma obrigação legal de manter os videogames jogáveis após a interrupção do seu fornecimento comercial. Isso se deve, também, aos direitos de propriedade intelectual existentes.

De acordo com a legislação de direitos autorais da UE, os detentores de direitos gozam de direitos exclusivos sobre suas criações. Além dos direitos autorais, outros direitos de propriedade intelectual também podem ser relevantes, pois podem proteger diferentes aspectos visuais e tecnológicos de um videogame.

Comissão Europeia

Símbolo da campanha Stop Killing Games
Símbolo da campanha Stop Killing Games (imagem: reprodução)

Movimento Stop Killing Games continua

A declaração desapontou os apoiadores da iniciativa, é claro. Mas, via X, o movimento Stop Killing Games sinalizou não ter ficado surpreso com a decisão da Comissão Europeia e declarou que a campanha continuará:

Esta decisão não é inesperada. Mas estávamos preparados para ela. É por isso que, juntamente com o Parlamento Europeu, estamos pressionando para que a iniciativa Stop Killing Games seja incluída na Lei de Equidade Digital. Podemos continuar mesmo sem a Comissão e sua indecisão.

Quem deve ter comemorado são os estúdios. No ano passado, o CEO da Ubisoft, Yves Guillemot, chegou a declarar que “nada é eterno” ao comentar a companha Stop Killing Games.

União Europeia rejeita proposta que impediria abandono de jogos online

Acessórios para Xbox também ficarão mais caros (imagem ilustrativa: divulgação/Microsoft)

Símbolo da campanha Stop Killing Games (imagem: reprodução)

Microsoft Edge vai permitir login com uma Conta Google

18 de Junho de 2026, 10:03
Microsoft Edge
Microsoft Edge vai permitir login com uma Conta Google (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Edge enfim permitirá login com Conta Google para sincronizar favoritos, histórico de navegação e outras informações;
  • aparentemente, novidade visa conquistar usuários de outros navegadores, como o Google Chrome, que poderão mudar para o Edge sem perder seus dados sincronizados;
  • recurso estará disponível a partir de julho de 2026 para usuários do Edge no Windows e no macOS, com opção de configuração para administradores de TI em organizações.

O Edge é mantido pela Microsoft. Nada mais natural, portanto, que o navegador exija login com uma Conta Microsoft para sincronização de favoritos, histórico de navegação e outras informações. Mas isso vai mudar: em breve, a Microsoft permitirá login com uma Conta Google em seu browser.

Na primeira olhada, parece que a Microsoft está “se rendendo ao inimigo”. Mas, por incrível que pareça, essa decisão faz muito sentido, pois pode ajudar o Edge a conquistar mais usuários, muitos dos quais podem até vir do Chrome.

A seguinte mensagem, publicada no Microsoft Community Hub no fim de 2019, ilustra como:

Então, eu uso o Chrome há uns 10 anos e agora ouvi falar do Edge por um amigo e queria mudar de navegador. Mas todas as minhas senhas, favoritos e histórico estão sincronizados com a minha Conta Google.

Eu também tenho um celular Android, que veio com o Chrome e os aplicativos do Google, e gosto do fato de o Google do computador me trazer todas as senhas e outras informações para o meu celular.

A questão é se eu posso sincronizar tudo do Edge com a minha conta do Google, para mantê-las presentes em todos os lugares.

Perceba que, na mensagem, o usuário deseja usar o Microsoft Edge, mas o fato de depender dos serviços do Google o prende no Chrome. Podemos presumir que, na época, se ele pudesse usar o Edge com a sua Conta Google, o navegador da Microsoft teria conquistado mais um usuário.

Atualmente, Edge só permite login com Conta Microsoft
Atualmente, Edge só permite login com Conta Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Edge vai permitir login com Conta Google a partir de julho

Demorou para a Microsoft entender que o login com Conta Google no Edge pode trazer usuários, mas finalmente essa possibilidade está a caminho. É o que a companhia revela na página do Microsoft 365 Roadmap. Ali, a empresa informa que a novidade valerá para usuários do Edge no Windows e no macOS.

Em organizações, administradores de TI poderão permitir ou não o login com Conta Google no browser por meio de uma política de configuração específica para isso.

Quando o recurso será liberado? Em algum momento de julho de 2026, revela a Microsoft.

Resta saber se o Google retribuirá com um gesto equivalente — permitir login no Chrome com uma Conta Microsoft. Mas eu acredito que não, afinal, o Chrome já é líder de mercado e, ao que parece, não há grande demanda de usuários do navegador sobre essa possibilidade.

Microsoft Edge vai permitir login com uma Conta Google

Microsoft Edge (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Atualmente, Edge só permite login com Conta Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Novo SSD de 8 TB para PS5 custa mais que três consoles Pro

17 de Junho de 2026, 17:13
SSD Optimus GX Pro 850P para a linha PS5
SSD Optimus GX Pro 850P para a linha PS5 (imagem: reprodução/Sandisk)
Resumo
  • Sandisk lançou linha de SSDs NVMe Optimus GX Pro 850P voltada para o PS5 e PS5 Pro, com armazenamento de até 8 TB;
  • modelo topo de linha custa US$ 2.959,99 em promoção, valor que equivale a três unidades do console PS5 Pro nos EUA (com sobra);
  • preço elevado é impulsionado, provavelmente, pela crise global de memórias e pelo reposicionamento da antiga marca WD Black para Sandisk Optimus GX.

Optimus GX Pro 850P. Esse é o nome de uma linha de SSDs NVMe que a Sandisk anunciou recentemente para usuários do PlayStation 5 e PlayStation 5 Pro. O benefício de comprar está em adicionar até 8 TB de capacidade de armazenamento ao console. O malefício fica para o bolso: o preço da versão mais generosa é equivalente ao de três unidades do PS5 Pro.

Isso se levarmos em conta os valores praticados nos Estados Unidos. Por lá, o preço sugerido do PS5 Pro (2 TB) é de US$ 899,99, já considerando os reajustes da linha PlayStation aplicados em março de 2026.

Agora, observe os preços do Optimus GX Pro 850P no site da Sandisk:

CapacidadePreço padrãoPreço promocional
1 TBUS$ 474,99US$ 379,99
2 TBUS$ 949,99US$ 759,99
4 TBUS$ 1.874,99US$ 1.499,99
8 TBUS$ 3.699,99US$ 2.959,99

Isso significa que, ao comprar a versão de 8 TB do SSD, o usuário pagará o equivalente a três unidades do PlayStation 5 Pro e ainda sobra uma diferença. E isso porque o cálculo considera o valor promocional do modelo; no preço padrão, o valor corresponde a quatro unidades do PS5 Pro.

É verdade que estamos diante de um produto premium. Além da ampla capacidade de armazenamento, a versão de 8 TB do Optimus GX Pro 850P tem as seguintes características:

  • formato M.2 2280
  • leitura sequencial de 7.200 MB/s (megabytes por segundo)
  • escrita sequencial de 6.600 MB/s (megabytes por segundo)
  • leitura aleatória de 1.200.000 IOPS
  • gravação aleatória de 1.200.000 IOPS
  • PCI Express 4.0
  • dissipador de calor específico para o slot M.2 da linha PS5
  • garantia de cinco anos

Apesar disso, US$ 2.960 é muito dinheiro, sem contar que as versões com menos capacidade também não são nada baratas.

Introducing the SANDISK Optimus™ GX PRO 850P NVMe™ SSD, the officially licensed drive for the @PlayStation®5 and PlayStation®5 Pro consoles. Play and store more titles with worry-free installation–up to 8TB of storage. Learn more at https://t.co/rzttNROIe2. pic.twitter.com/8TD16vRade

— SANDISK Optimus (@sandiskoptimus) June 16, 2026

Por que os SSDs Optimus GX Pro 850P são tão caros?

Provavelmente, o fator que mais pesa para valores tão elevados é a crise das memórias, que tem causado aumento de preços de SSDs pelo menos desde o começo do ano. A relevância da linha em termos mercadológicos também deve ter algum peso: a linha Sandisk Optimus GX substituiu a renomada (e, por isso, mais cara) marca WD Black no início de 2026.

É claro que o consumidor encontra SSDs mais acessíveis (ou “menos caros”) se pesquisar bem. Contudo, essa situação mostra que a vida de jogador tem lá seus percalços: de um lado, estão jogos interessantes, mas que demandam muito espaço; do outro, estão soluções de armazenamento que resolvem o problema castigando o bolso.

A pior parte é esta: não há nenhuma expectativa de melhora desse cenário no curto ou médio prazo.

Novo SSD de 8 TB para PS5 custa mais que três consoles Pro

SSD Optimus GX Pro 850P para a linha PS5 (imagem: reprodução/Sandisk)

ChatGPT caiu? Serviço apresenta falhas nesta terça-feira (17/06)

17 de Junho de 2026, 14:26
Arte com o logotipo da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
ChatGPT apresenta falhas nesta terça-feira (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • ChatGPT apresentou problemas nesta terça-feira (17/06), com usuários relatando dificuldades para interagir com o serviço em várias partes do mundo;
  • Downdetector registrou cerca de 3.000 queixas sobre o problema por volta das 14:00 (horário de Brasília);
  • OpenAI apontou que instabilidade afeta versões móveis do ChatGPT.

Se você está com dificuldades para acessar o ChatGPT na tarde desta terça-feira (17/06), saiba que o problema não afeta somente a sua conta: nas redes sociais, vários usuários relatam que o serviço da OpenAI está instável ou totalmente inacessível.

No Downdetector, serviço que monitora plataformas online, houve um pico com cerca de 3.000 queixas sobre o problema por volta das 14:00 (horário de Brasília). No X, usuários também reportam dificuldades para acessar o ChatGPT.

ChatGPT caiu e agora eu tenho que usar o celebro kkk !

— perdi o brilho nos olhos (@eusoutaofeliz) June 17, 2026

meu Deus o chatgpt caiu como eu vou trabalhar pelo amor de Deus

— cah (@intentioins) June 17, 2026

O problema é global e parece afetar usuários de diferentes maneiras. Há quem não consiga acessar a versão web do ChatGPT, por exemplo. Outros notam intermitência, isto é, o serviço funciona em dado momento e falha no instante seguinte, voltando ao normal depois de algumas tentativas.

Já eu consigo usar o serviço no navegador, mas no aplicativo para iOS, recebo uma mensagem de erro quando envio alguma instrução.

ChatGPT com falha no aplicativo para iPhone
ChatGPT com falha no aplicativo para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que causou a instabilidade no ChatGPT?

Não está claro. A página de status da OpenAI reconhece erros em conversas no ChatGPT para Android e iOS, mas não aponta as causas. De todo modo, a companhia afirma já estar trabalhando em uma solução:

Identificamos que os usuários estão enfrentando um aumento no número de erros nos serviços afetados [ChatGPT].

Estamos trabalhando na implementação de uma solução.

Apesar de a OpenAI apontar que a falha afeta os aplicativos móveis, a versão para navegador do ChatGPT também dá sinais de instabilidade para alguns usuários, como ficou claro mais acima.

Como o problema é intermitente, a dica é continuar tentando acessar o serviço ou experimentar um meio de acesso diferente, por exemplo, usando a versão web se, de fato, for o aplicativo móvel que não estiver funcionando adequadamente com você.

ChatGPT caiu? Serviço apresenta falhas nesta terça-feira (17/06)

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT com falha no aplicativo para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Novo Google Home Speaker é lançado após anos e chega abraçado ao Gemini

17 de Junho de 2026, 13:40
Novo Google Home Speaker
Novo Google Home Speaker (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • novo Google Home Speaker foi lançado com preço de US$ 99,99 nos Estados Unidos;
  • aparelho é equipado com chip que possui quatro núcleos A55 de 2 GHz e uma NPU integrada para processamento de tarefas de IA;
  • integrado ao Gemini, alto-falante processa comandos de voz mais naturais e contextuais; aparelho ainda oferece áudio de 360 graus com som espacial.

Fazia tanto tempo que o Google não lançava um alto-falante inteligente que parecia que a companhia havia desistido do segmento. Mas não desistiu. Prova disso é que, dez anos depois de o modelo original ser lançado, a nova geração do Google Home Speaker foi anunciada. Preço? US$ 99,99 (R$ 507) nos Estados Unidos.

Não é como se a linha tivesse ficado no limbo por todo esse tempo. Basta nos lembrarmos de que, em 2020, o Google lançou o alto-falante Nest Audio que, apesar do nome diferente, foi considerada a segunda geração da linha. Seis anos se passaram (se desconsiderarmos a segunda geração do Nest Hub, lançada em 2021), então um novo aparelho era mesmo necessário.

Pois bem, o novo Google Home chega apoiado na inteligência artificial, ou seja, foi preparado para trabalhar com o Gemini. Por conta disso, a novidade traz um chip que, além de quatro núcleos A55 de 2 GHz, conta com uma NPU integrada para processamento de tarefas de IA. O chip trabalha em conjunto com 1 GB de memória LPDDR4 e até 4 GB de armazenamento interno.

A proposta é a de que você possa usar a caixa de som para pedir ao Gemini que realize tarefas específicas dando instruções com base no seu estilo de falar, sem depender de comandos de voz padronizados. A capacidade de o Gemini reconhecer contextos permite até que você corrija uma instrução antes de finalizá-la. Um exemplo dado pelo próprio Google: “desligue a cafeteira… digo, ligue”.

O Gemini pode ainda interagir com você usando dez novas vozes em tom natural. Mas que fique claro que o novo Google Home Speaker pode ser mais bem aproveitado se você contratar o Google Home Premium, serviço de assinatura que oferece recursos inteligentes específicos para o lar (não disponível no Brasil atualmente).

Outros atributos dignos de nota incluem áudio de 360 graus mais potente e capacidade de integrar o Google Home Speaker ao Google TV Streamer para permitir reproduções com som “surround espacial”.

Família perto do Novo Google Home Speaker
Novo Google Home Speaker (imagem: reprodução/Google)

Disponibilidade e preço do novo Google Home Speaker

O Google Home Speaker já está em pré-venda nos Estados Unidos. As vendas oficiais em si começam em 25 de junho de 2026. Como já informado, o preço sugerido é de US$ 99,99.

Até o momento, não há informação de lançamento no Brasil (para variar).

Novo Google Home Speaker é lançado após anos e chega abraçado ao Gemini

💾

Nova geração do Google Home Speaker foi finalmente anunciada. Alto-falante inteligente traz NPU para facilitar integração com Gemini.

Novo Google Home Speaker (imagem: reprodução/Google)

KDE Plasma 6.7 é lançado com recurso aguardado há 21 anos

17 de Junho de 2026, 12:01
KDE Plasma 6.7
KDE Plasma 6.7 (imagem: reprodução/KDE)
Resumo
  • KDE Plasma 6.7 traz área de trabalho individual para cada tela do computador, recurso aguardado há 21 anos;
  • novo recurso permite que as configurações e conteúdos de uma tela não afetem a outra;
  • outras novidades incluem botão na bandeja do sistema para testar e ajustar microfone e acesso rápido ao modo escuro.

Usuários de Linux que são fãs ou querem experimentar o KDE, atenção: a versão final do ambiente de desktop KDE Plasma 6.7 foi lançada oficialmente. A principal novidade é algo que chega em clima de “antes tarde do que mais tarde”: a possibilidade de abrir uma área de trabalho individual para cada tela do computador.

Não é que você já não pudesse usar dois ou mais monitores com o KDE Plasma. Na prática, o que o novo recurso permite é que você crie uma área de trabalho distinta para cada tela, de modo que as configurações e o conteúdo visualizado em uma não afetem a outra.

É algo que os próprios desenvolvedores reconheceram que exigiu 21 anos para chegar ao KDE Plasma. Mas isso não torna o recurso menos valioso, afinal, antes disso, a alternância entre diferentes áreas de trabalho virtuais fazia todas as telas exibirem o mesmo espaço.

KDE Plasma 6.7 traz áreas virtuais para cada tela
KDE Plasma 6.7 traz áreas virtuais para cada tela (imagem: reprodução/KDE)

O que mais há de novo no KDE Plasma 6.7?

Entre as demais novidades do KDE Plasma 6.7 está um recurso pequeno, mas potencialmente útil: uma função que permite testar e ajustar o volume do microfone rapidamente por meio de um botão na bandeja do sistema (a área no lado direito do que podemos entender como barra de tarefas).

Ainda na bandeja do sistema, agora é possível verificar se aplicativos Flatpak (padrão de distribuição de software que inclui as dependências necessárias) estão sendo executados em segundo plano. Isso é um avanço porque, no KDE Plasma, apps Flatpak precisam de permissão para interagir com a bandeja do sistema.

KDE Plasma 6.7 facilita teste de microfone e tem botão rápido de modo escuro
KDE Plasma 6.7 facilita teste de microfone e tem botão rápido de modo escuro (imagem: reprodução/OMG Ubuntu)

As demais novidades do KDE Plasma 6.7 incluem:

  • teclado virtual: agora é possível acessar rapidamente caracteres especiais, basta pressionar e segurar uma tecla específica por alguns segundos para obter a lista de caracteres relacionados a ela;
  • tema escuro rápido: a bandeja do sistema agora tem um botão que permite alternar rapidamente entre os temas escuro e claro;
  • mais detalhes sobre impressões: o ícone de impressão agora exibe a quantidade de trabalhos a serem executados, isto é, que estão na fila;
  • comparação de fuso horário: o widget de relógio agora exibe o fuso horário de várias cidades ao mesmo tempo para permitir comparações;
  • arrastar e soltar de apps favoritos: agora você pode arrastar e soltar ícones de apps favoritos nos widgets Lançador de Aplicativos, Menu de Aplicativos e Painel de Aplicativos;
  • Discover melhorado: o gerenciador de aplicativos agora tem um botão de instalação mais visível e exibe mais informações sobre cada software disponível;
  • temas renovados: o tema Oxygen, padrão no KDE 4, foi atualizado como parte do 30º aniversário do KDE, e isso inclui o retorno do estilo Air; já o tema a Breeze passou por pequenos aprimoramentos.
Fusos horários diferentes no KDE Plasma 6.7
Fusos horários diferentes no KDE Plasma 6.7 (imagem: reprodução/KDE)

Como obter o KDE Plasma 6.7?

O modo mais fácil consiste em esperar que o KDE Plasma 6.7 chegue à distribuição Linux que você usa. O ambiente é usado em projetos como Ubuntu (Kubuntu), Fedora, Manjaro e OpenSUSE.

Você também pode testar a novidade via KDE Neon ou, se tiver experiência para isso, baixar e compilar o KDE Plasma 6.7.

Relacionado indiretamente ao assunto está o lançamento recente do kernel Linux 7.1 por Linus Torvalds, vale relembrar.

KDE Plasma 6.7 é lançado com recurso aguardado há 21 anos

KDE Plasma 6.7 (imagem: reprodução/KDE)

KDE Plasma 6.7 traz áreas virtuais para cada tela (imagem: reprodução/KDE)

Fusos horários diferentes no KDE Plasma 6.7 (imagem: reprodução/KDE)

O Android 17 é oficial; veja as principais novidades

16 de Junho de 2026, 19:09
Arte do Android 17 com selo “Android” e número “17”, indicando a chegada da versão oficial
Android 17 é oficial (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google lançou oficialmente Android 17, sistema operacional que estreia na linha de celulares Google Pixel e chegará a aparelhos de marcas como Samsung, Motorola e Xiaomi;
  • Android 17 aprimora produtividade e segurança com recursos como multitarefa com balões, reações de tela e modo que concede acesso temporário à localização exata;
  • liberação da versão final do Android 17 começou para dispositivos “Pixel elegíveis”, como as séries Pixel 6 e posteriores, e dependerá do cronograma de cada fabricante para celulares e tablets das demais marcas.

Depois de meses de testes e características antecipadas, o Google fez, nesta terça-feira (16/06), o anúncio da versão final do Android 17. Oficialmente, o sistema operacional estreia na linha de celulares Google Pixel, mas também chegará a aparelhos de marcas como Samsung, Motorola, Xiaomi e tantas outras.

É importante deixar claro desde já que o Android 17 não é uma grande evolução em relação ao Android 16. Podemos entender a nova versão como um conjunto de aprimoramentos em relação ao seu antecessor, principalmente em termos de produtividade e segurança.

O que há de novo no Android 17, precisamente?

Estes são os atributos do Android 17 que o Google destacou no anúncio oficial:

  • Multitarefa com balões (ou bolhas): é uma função que transforma qualquer aplicativo em uma janela flutuante, de modo que você não precise sair da tarefa principal e, com isso, correr o risco de perder o foco;
  • Reações de tela: recurso que permite gravar vídeos de reações, de modo que você possa comentar um vídeo mostrando a sua imagem em miniatura em um canto sem depender de aplicativos de terceiros para isso;
  • Jogos em telas dobráveis: o Android 17 melhora o aproveitamento do espaço da tela em celulares dobráveis para determinados jogos, permitindo que a parte superior mostre a ação e, na inferior, você acesse os respectivos controles virtuais;
  • Mais segurança: entre os recursos dessa categoria está um modo que permite conceder a um app acesso temporário à sua localização exata e uma função que impede a desativação do aparelho quando ele é marcado como perdido; saiba mais sobre os recursos de segurança do Android 17.
Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis
Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis (imagem: reprodução/Google)

Esses são apenas alguns dos recursos do Android 17. Os demais incluem (mas não se limitam a):

Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança
Outra proteção: Android 17 exige biometria para desativar recursos de segurança (imagem: reprodução/Google)

Quando o Android 17 será liberado?

A liberação da versão final do Android 17 começou hoje para dispositivos “Pixel elegíveis”. Entre eles estão as séries Pixel 6 e posteriores.

Para celulares e tablets das demais marcas, a liberação dependerá do cronograma e da lista de compatibilidade que cada fabricante definir, tal como você já deve ter imaginado.

O Android 17 é oficial; veja as principais novidades

💾

Android 17 foca em produtividade e segurança, trazendo recursos como multitarefa em janelas flutuantes. Nova versão chega primeiro a celulares Google Pixel.

Android 17 é oficial (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Android 17 melhora experiência de jogar em celulares dobráveis (imagem: reprodução/Google)

Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança (imagem: reprodução/Google)

Justiça brasileira multa big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões

16 de Junho de 2026, 15:59
Loot box
Justiça brasileira multa big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões por causa de loot boxes (imagem: Sameboat/Wikimedia)
Resumo
  • Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios multou big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões por usarem loot boxes em jogos;
  • decisão da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF considerou que loot boxes estimulam comportamentos de jogos de azar e afetam principalmente menores de idade;
  • empresas, incluindo Apple, Google e Microsoft, foram condenadas a pagar indenizações cujos valores serão direcionados ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, por meio da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF, determinou que desenvolvedoras de jogos e big techs como Apple, Google e Microsoft paguem indenizações por danos morais coletivos devido ao uso de loot boxes em games. A soma das multas chega a quase R$ 300 milhões.

Uma loot box consiste em uma caixa virtual geralmente oferecida em jogos que fornece recompensas que só se tornam conhecidas após a realização de pagamentos. Essas recompensas podem incluir “skins” para personagens, armas mais potentes, itens raros e assim por diante.

Na primeira olhada, parece não haver nada de errado com isso. Porém, especialistas em saúde mental e autoridades de várias partes do mundo entendem que as loot boxes seguem uma dinâmica de jogos de azar, pois tendem a ativar os mesmos circuitos cerebrais de recompensa ativados em jogos de cassino, por exemplo. Isso pode levar a vícios e outros comportamentos nocivos.

O caso em questão tem como base um processo movido pela Associação Nacional dos Centros de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Anced) contra empresas de games como Activision, Nintendo e Riot.

A acusação é a de que, ao explorarem loot boxes, essas companhias estimulam comportamentos de jogos de azar, afetando principalmente menores de idade.

Com relação a companhias como Apple, Google e Microsoft, elas foram incluídas na ação civil pública por hospedarem ou darem acesso aos tais jogos por meio de suas lojas de aplicativos.

A decisão judicial levou em conta que o ECA Digital, em vigor desde março para a proteção de crianças e adolescentes no âmbito digital, reconhece loot boxes como práticas ilícitas, mas que, mesmo antes disso, já era possível considerar essa abordagem como indevida com base no Estatuto da Criança e do Adolescente em vigor desde 1990.

Diante disso, as empresas envolvidas foram punidas com indenizações cujo valor considera aspectos como gravidade da conduta e capacidade econômica.

Márlon Reis, advogado da Anced, celebrou a decisão judicial:

Qual o valor da multa recebida por cada empresa?

De acordo com uma apuração do Tilt UOL, as companhias multadas e os valores de suas respectivas indenizações são os seguintes:

  • Apple: R$ 50 milhões (responsável pela App Store)
  • Microsoft: R$ 50 milhões (responsável pela Microsoft Store)
  • Google: R$ 40 milhões (responsável pela Play Store)
  • Sony: R$ 40 milhões (responsável pela PlayStation Network)
  • Tencent: R$ 50 milhões (desenvolvedora de PUBG Mobile)
  • Ubisoft: R$ 10 milhões (desenvolvedora de Tom Clancy’s Rainbow Six Siege)
  • Valve: R$ 10 milhões (desenvolvedora de Counter-Strike)
  • Riot Games: R$ 15 milhões (desenvolvedora de League of Legends)
  • Electronic Arts: R$ 20 milhões (desenvolvedora de Fifa, EA Sports UFC Mobile, Apex Legends, Plants vs Zombies e outros)
  • Konami: R$ 8 milhões (desenvolvedora de PES 2019, eFootball PES 2021 Mobile e Yu-Gi-Oh! Duel Links)
  • Nintendo: R$ 5 milhões (desenvolvedora de Mario Kart Tour)

A soma desses valores chega a R$ 298 milhões. As indenizações pagas serão direcionadas ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal.

Além das indenizações, a Justiça determinou a adoção de uma série de medidas pelas empresas apontadas, como exibir informações sobre o caráter aleatório das recompensas, implementar sistemas de verificação de idade e oferecer mecanismos acessíveis de reembolso nos jogos.

Mas, sim, todas as partes envolvidas ainda podem recorrer das decisões.

O número do processo em questão é 0701554-83.2021.8.07.0013.

Justiça brasileira multa big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões

Justiça brasileira multa big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões por causa de loot boxes (imagem: Sameboat/Wikimedia)

Como recuperar arquivos deletados no Mac gratuitamente

16 de Junho de 2026, 13:09
Como recuperar arquivos deletados no Mac gratuitamente
Como recuperar arquivos deletados no Mac gratuitamente (imagem: reprodução)

Acontece com todo mundo, até com usuários de Mac: você apaga um arquivo por engano ou ele fica corrompido após uma reinicialização inesperada, como quando falta energia. Felizmente, é possível recuperar dados perdidos usando ferramentas como o EaseUS Data Recovery Wizard for Mac.

Os motivos que fazem arquivos “sumirem” de seu Mac são os mais diversos. Eis outros exemplos:

  • sistema de arquivos corrompido;
  • formatação ou redimensionamento incorreto de unidades de armazenamento;
  • ação de malwares, como um vírus (incomum no macOS, mas possível);
  • instalação ou atualização malsucedida de softwares;
  • falha física ou lógica em SSDs ou HDs.

Independentemente da causa, a recuperação dos dados é possível mesmo que você não tenha familiaridade com seu computador. Isso porque o EaseUS Data Recovery Wizard for Mac é de fácil utilização. E há outras opções, como o PhotoRec, embora esta alternativa não seja tão prática. De todo modo, vamos conhecê-las nas próximas linhas.

A despeito da solução de recuperação escolhida, é importante não salvar ou alterar dados na unidade de armazenamento a ser analisada para evitar que o espaço do arquivo a ser restaurado seja ocupado por outros dados, dificultando ou até impossibilitando a recuperação.

O que é o EaseUS Data Recovery Wizard for Mac?

O EaseUS Data Recovery Wizard for Mac é uma poderosa ferramenta de recuperação de dados. Além da já mencionada facilidade de uso, ele oferece várias outras vantagens, como:

  • funciona em MacBooks, iMacs, Mac Minis e outros modelos dos computadores da Apple;
  • é compatível tanto com versões atuais quanto com antigas do sistema operacional macOS (incluindo o antecessor Mac OS X);
  • consegue recuperar dados tanto em Macs com processador Intel quanto com modelos equipados com chips Apple Silicon (como M1, M2 e M3);
  • além de discos rígidos e SSDs, restaura arquivos em pendrives, cartões de memória, câmeras digitais, players de música, entre outros dispositivos de armazenamento;
  • suporta vários sistemas de arquivos, como APFS, HFS+ e HFS X (próprios para macOS), e FAT, FAT32, exFAT e NTFS (comuns em unidades externas);
  • pode trabalhar não só com arquivos individuais como também na recuperação de partições inteiras;
  • recupera mais de 200 tipos diferentes de arquivos, como formatos de imagens, músicas e vídeos, documentos do Microsoft Office (como DOCX e PPTX), PDFs e muito mais;
  • tem um recurso extra de reparo de vídeos em formatos como MP4, MOV, AVI, 3GP e outros, o que permite a recuperação de arquivos que não exibem mais imagem ou não reproduzem áudio, por exemplo;
  • além de Mac, a ferramenta tem versão para Windows.

A melhor parte é que você pode recuperar arquivos deletados no Mac de modo gratuito. Isso porque o EaseUS Data Recovery Wizard for Mac tem uma versão grátis para restauração de até 2 GB de dados, o que é suficiente para grande parte dos usuários.

Como recuperar arquivos com o EaseUS Data Recovery Wizard for Mac?

É fácil, como mostra o seguinte passo a passo:

1 – comece por baixar e instalar o EaseUS Data Recovery Wizard for Mac. Não se preocupe: o procedimento é trivial, costuma ser rápido e não altera as configurações do computador;

2 – abra o EaseUS Data Recovery Wizard depois da instalação e, na coluna à esquerda, selecione o tipo de dispositivo que tem os dados a serem restaurados (disco rígido, SSD, cartão SD, pendrive, entre outros). Já no lado direito, selecione a unidade que contém os arquivos;

Selecionando a unidade de armazenamento a ter dados restaurados
Selecionando a unidade de armazenamento a ter dados restaurados (imagem: reprodução)

3 – clique no botão de pesquisa de arquivos perdidos. Uma varredura será feita na unidade selecionada para localizar os arquivos que podem ser recuperados;

Área de seleção de arquivos para recuperação
Área de seleção de arquivos para recuperação (imagem: reprodução)

4 – depois da varredura, selecione os arquivos a serem restaurados. Note que muitos deles podem ser pré-visualizados. Depois que a recuperação for feita, basta abrir a pasta onde eles foram salvos para acessá-los.

Os arquivos a serem restaurados podem ser pré-visualizados
Os arquivos a serem restaurados podem ser pré-visualizados (imagem: reprodução)

Existe outro utilitário para recuperar arquivos no Mac?

Existe. Um deles é o já citado PhotoRec, que é gratuito e tem código-fonte aberto. Apesar de o nome sugerir que essa ferramenta recupera somente fotos, ela também é capaz de restaurar documentos nos formatos do Microsoft Office, PDFs e, claro, formatos de imagens, como JPEG e PNG.

Porém, o PhotoRec tem a desvantagem de não ter uso fácil, pois é baseado em linha de comando. Além disso, o software pode não funcionar em MacBooks mais recentes, pois tem compatibilidade limitada com chips Apple Silicon. Leve em conta ainda que a ferramenta trabalha apenas com arquivos, não sendo capaz de analisar partições ou unidades de armazenamento inteiras.

Se mesmo assim você quiser experimentar o PhotoRec, o passo a passo introdutório é este:

1 – busque na web, faça download do PhotoRec e extraia o arquivo baixado para uma pasta;

2 – acesse a pasta e clique duas vezes no executável para a ferramenta ser aberta em um terminal;

3 – use as setas do teclado para selecionar a unidade e os arquivos apagados ou danificados que devem ser recuperados;

4 – selecione a partição correspondente, se for o caso, bem como o sistema de arquivos;

5 – escolha a opção “Free” para somente o espaço livre ser analisado ou “Whole” para a varredura ser feita em toda a unidade;

6 – navegue até chegar à pasta de destino (onde os arquivos recuperados devem ser salvos) e aperte a tecla ‘C’ para confirmar;

7 – aguarde o processo terminar e, por fim, vá à pasta onde os arquivos foram salvos.

Como dá para notar, o PhotoRec é funcional, mas é pouco prático, além de limitado em recursos.

PhotoRec para Mac
O PhotoRec é baseado em linha de comando, portanto, não é amigável para a maioria dos usuários (imagem: reprodução)

O macOS tem alguma ferramenta nativa de recuperação de arquivos?

O Mac tem ferramentas como o Disk Utility e o macOS Recovery que podem ajudar a corrigir problemas no sistema de arquivos ou no próprio sistema operacional, mas não a recuperar, individualmente, arquivos deletados ou corrompidos.

Para esse fim, você pode recorrer ao Time Machine (sistema de backup) ou ao iCloud (serviço nas nuvens) para recuperar arquivos específicos a partir de backups (cópias de segurança). Porém, se você não tiver configurado backups nessas ferramentas, a recuperação dos arquivos não será possível.

Nessas circunstâncias, o ideal é recorrer a soluções externas de restauração de dados, como os já abordados EaseUS Data Recovery Wizard for Mac e PhotoRec.

Conclusão

Seja por acidente, seja por falha de hardware ou software, arquivos podem ser apagados ou corrompidos em qualquer computador, inclusive na linha Mac. Felizmente, há ferramentas que permitem recuperar esses arquivos sem complicação.

O EaseUS Data Recovery Wizard for Mac se destaca nessa tarefa por ser rico em recursos, fácil de usar e altamente eficiente, além de contar com uma versão gratuita. Por esse motivo, essa é uma das ferramentas mais indicadas para quem precisa restaurar dados no Mac Mini, MacBook, iMac e afins.

Como recuperar arquivos deletados no Mac gratuitamente

Como recuperar arquivos deletados no Mac gratuitamente (imagem: reprodução)

Selecionando a unidade de armazenamento a ter dados restaurados (imagem: reprodução)

Área de seleção de arquivos para recuperação (imagem: reprodução)

Os arquivos a serem restaurados podem ser pré-visualizados (imagem: reprodução)

O PhotoRec é baseado em linha de comando, portanto, não é amigável para a maioria dos usuários (imagem: reprodução)

Commodore está de volta, agora com um celular retrô que roda Linux

16 de Junho de 2026, 12:00
Commodore Callback 8020
Commodore Callback 8020 (imagem: reprodução/Commodore)
Resumo
  • Commodore Callback 8020 é um celular retrô com sistema operacional baseado no Linux, projetado para minimizar distrações, sem aplicativos de redes sociais, e-mail ou navegadores;
  • aparelho possui tela interna IPS de 3,25 polegadas, processador MediaTek Helio G81, 4 GB de RAM, 64 GB de armazenamento interno e câmera traseira de 48 megapixels;
  • preço do Commodore Callback 8020 deve começar em US$ 499, com previsão de pré-venda em breve.

Famosa pelos computadores pessoais lançados na década de 1980, a Commodore ataca novamente, desta vez com uma proposta peculiar: um celular flip com visual “retrô” e um sistema operacional baseado no Linux que se propõe a evitar que você se distraia facilmente. Falo do Commodore Callback 8020.

O formato flip faz, na primeira olhada, a novidade lembrar um “dumbphone”, isto é, um celular basicão, até porque ele tem visual que remete aos aparelhos dos anos 2000. Mas, ao abri-lo, notamos que há algo de diferente por aqui.

Começa pelo sistema operacional, uma versão modificada do Sailfish OS, que tem base no Linux. Essa implementação permite a execução de 99% dos aplicativos para Android, segundo a Commodore. Além disso, o sistema já é preparado para rodar apps de mensagens (como WhatsApp e Signal) e traz algumas ferramentas triviais, como reprodutor de mídia.

Mas o que mais chama a atenção é o que o Callback 8020 deliberadamente não pode fazer. O aparelho não traz aplicativos de redes sociais, e-mail ou navegadores, por exemplo. Mais do que isso, a novidade tem bloqueios que impedem ou, ao menos, dificultam a instalação desses softwares.

A intenção é evitar que o usuário se distraia facilmente ou, pior, fique “viciado” no celular. Nesse sentido, a tela interna do Callback 8020 consiste em um painel IPS de 3,25 polegadas com resolução de 480×640 pixels, mas que não tem a sensibilidade a toques ativada por padrão (exceto para apps específicos) para dificultar a rolagem de tela que, muitas vezes, fazemos sem perceber.

Existe uma razão para essa abordagem: Peri Fractic, CEO da Commodore, explicou que o Callback 8020 foi inspirado em seus esforços pessoais para superar o vicio em celulares.

Para dar conta de tudo, o dispositivo foi equipado com chip MediaTek Helio G81, 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento interno que podem ser expandidos com microSD de até 32 GB. Já a traseira conta com uma câmera com sensor Sony de 48 megapixels, característica notável para um celular com essa proposta.

Um detalhe interessante é que o Callback 8020 possui “DAC de nível audiófilo”, ou seja, conta com um conversor digital a analógico para reprodução de áudio que promete uma experiência acima da média. Além disso, o aparelho vem com rádio FM e ringtones baseados no chip SID (Sound Interface Device) que equipou o clássico Commodore 64.

Outro detalhe interessante é que, no lado de fora, o Callback 8020 exibe uma pequena tela de 1,77 polegada que mostra informações como hora e status da bateria e, logo abaixo, oferece cinco LEDs coloridos que podem ser usados para notificações específicas.

Visor externo do Callback 8020
Visor externo do Callback 8020 (imagem: reprodução/Commodore)

Disponibilidade e preços do Commodore Callback 8020

O Commodore Callback 8020 ainda não tem data de lançamento definida, mas a promessa é a de que a pré-venda comece em breve. Os preços devem começar em US$ 499 (R$ 2.540 na conversão direta).

Por ora, é possível se cadastrar na lista de espera no site oficial para receber US$ 50 de desconto no lançamento do celular.

Você já deve ter imaginado, mas não custa ressaltar: não há previsão de vendas oficiais no Brasil.

Principais características do Callback 8020
Principais características do Callback 8020 (imagem: reprodução/Commodore)

Em tempo: a Commodore de hoje não é a mesma dos anos 1980. A marca foi assumida em 2025 pela Commodore International Corporation, empresa criada pelo entusiasta de dispositivos retrô Christian Simpson, nomee verdadeiro de Peri Fractic.

Além do Callback 8020, a Commodore de hoje trabalha em projetos como o computador “vintage” Commodore 64C Ultimate.

Especificações do Commodore Callback 8020

  • Tela interna: IPS de 3,25 polegadas, 480 x 640 pixels
  • Tela externa: VFD de 1,77 polegada
  • Processador: MediaTek Helio G81
  • Memória RAM: 4 GB de RAM
  • Armazenamento: 64 GB de armazenamento (expansíveis via MicroSD)
  • Câmera Traseira: Sony de 48 megapixels com flash LED
  • Conectividade: 4G LTE (Dual-SIM), Wi-Fi, Bluetooth e USB-C
  • Áudio: P2 (3,5 mm) e chip DAC de alta fidelidade
  • Bateria: removível de 1.550 mAh
  • Sistema operacional: Sailfish OS (baseado em Linux)

Commodore está de volta, agora com um celular retrô que roda Linux

💾

Commodore anunciou Callback 8020, celular flip com visual retrô e sistema operacional baseado em Linux que dificulta uso de redes sociais.

Commodore Callback 8020 (imagem: reprodução/Commodore)

Principais características do Callback 8020 (imagem: reprodução/Commodore)

Google Earth agora transforma seu navegador em simulador de voo

15 de Junho de 2026, 16:05
Simulador de voo do Google Earth no Chrome
Google Earth agora transforma seu navegador em simulador de voo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Earth lançou simulador de voo gratuito que funciona diretamente na versão web, sem necessidade de baixar o aplicativo do serviço para desktop;
  • para usar o simulador, acesse o site do Google Earth, busque por um endereço ou localidade, vá em Ferramentas / Simulador de voo e use os comandos listados para controlar o voo;
  • novidade do Google Earth está em fase experimental e pode ter falhas.

O clássico, mas sempre fascinante Google Earth já tinha um simulador de voo, mas que exigia que você baixasse o aplicativo do serviço para desktop. Bom, não mais: agora você pode brincar de piloto de avião usando a versão web do Google Earth — isto é, o seu navegador.

É óbvio que a novidade não chega nem perto da experiência proporcionada pelo Microsoft Flight Simulator, por exemplo. O que o simulador de voo do Google Earth faz é permitir que você “flutue” sobre os mapas do serviço tendo uma visão de primeira pessoa.

Não por acaso, o próprio Google avisa que “o simulador de voo foi projetado para exploração casual, e não para treinamento aerodinâmico de alta fidelidade”.

Mas, sim, o simulador do Google Earth tem uma proposta divertida e, bom, não é necessário pagar nada por ele.

Como usar o simulador de voo do Google Earth?

Você só precisa acessar o site do Google Earth usando um navegador compatível (aqui, funcionou com o Chrome e o Edge). Pode ser necessário fazer login com a sua Conta Google. Agora, vá em Explorar a Terra. Na sequência:

  1. busque por um endereço ou localidade no serviço (como “São Paulo / SP”), a não ser que você queira iniciar o voo de uma altitude muito elevada
  2. vá em Ferramentas / Simulador de voo
  3. voe seguindo os comandos da tabela mais abaixo

Se você estiver relativamente próximo do solo, verá que prédios, monumentos e afins serão exibidos com reprodução 3D.

Mas é preciso levar em conta que, no momento, o recurso está em fase experimental. Talvez isso explique o fato de que é relativamente fácil deixar o avião girando em “loop infinito” após apertar as setas. Aliás, na postagem no X que revela a novidade, muitos usuários reclamaram disso.

Simulador de voo do Google Earth no Chrome
Simulador de voo do Google Earth no Chrome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Principais comandos do simulador de voo do Google Earth

AçãoAtalho (Windows, Mac e Linux)
Sair do simuladorEsc
Aumentar potência (Acelerar)Page Up
Diminuir potência (Desacelerar)Page Down
Girar para a esquerdaSeta para a esquerda
Girar para a direitaSeta para a direita
Bico para baixoSeta para cima
Bico para cimaSeta para baixo

Google Earth agora transforma seu navegador em simulador de voo

Google Earth agora transforma seu navegador em simulador de voo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Simulador de voo do Google Earth no Chrome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung anuncia Galaxy A27 com até 8 GB de RAM e tela Super AMOLED

15 de Junho de 2026, 13:24
Linha Galaxy A27 5G
Galaxy A27 5G (imagem: reprodução/Samsung)
Resumo
  • Galaxy A27 5G, da Samsung, possui tela Super AMOLED de 6,7 polegadas com resolução FHD+ e taxa de atualização de até 120 Hz;
  • aparelho é equipado com processador Snapdragon 6 Gen 3, acompanha 6 GB ou 8 GB de RAM LPDDR5x e tem armazenamento interno de 128 GB ou 256 GB;
  • câmera principal do Galaxy A27 5G tem sensor de 50 megapixels com estabilização óptica de imagem, enquanto bateria oferece capacidade de 5.000 mAh com suporte a recarga de 25 W.

Sem fazer barulho, a Samsung lançou mais um celular para a linha Galaxy A. Trata-se do Galaxy A27 5G, que traz uma tela Super AMOLED de 6,7 polegadas e 6 GB ou 8 GB de memória RAM como principais atrativos. E, sim, a novidade já sai de fábrica com a novíssima interface One UI 8.5.

O aparelho surgiu na República Tcheca e, pelo menos até o momento, não tem previsão de lançamento oficial no Brasil. Mas, conhecendo a Samsung como a conhecemos, não deve demorar (muito) para a marca trazer o Galaxy A27 para terras tupiniquins.

Como já dito, a tela está entre os principais atributos do celular. Falamos de um painel Super AMOLED de 6,7 polegadas com resolução FHD+ e taxa de atualização de até 120 Hz, além de brilho que pode alcançar 800 nits.

Também coloquei os 6 GB ou 8 GB de RAM como destaque, não por serem do tipo LPDDR5x ou por essas serem quantidades assombrosas (não são), mas pelo fato de, com o Galaxy A27, a Samsung ter resistido ao ímpeto de reduzir a quantidade de memória em razão da escassez de chips do cenário atual.

No comando do smartphone está o Snapdragon 6 Gen 3 (um chip intermediário), que é combinado com 128 GB ou 256 GB de armazenamento interno no padrão UFS 3.1.

Já na traseira, encontramos um trio de câmeras, sendo que a principal tem sensor de 50 megapixels e estabilização óptica de imagem (OIS).

As demais características incluem:

  • câmera frontal de 12 megapixels que filma em 4K e 30 fps;
  • bateria de 5.000 mAh;
  • suporte para recarga de 25 W;
  • resistência física via especificações como IP64 e Gorilla Glass Victus+ (tela);
  • Android 16 e One UI 8.5 com seis anos de atualizações de segurança e de versões do sistema operacional.
Traseira e tela do Galaxy A27 5G
Traseira e tela do Galaxy A27 5G (imagem: reprodução/Samsung)

Disponibilidade e preços do Galaxy A27 5G

No momento, o Galaxy A27 5G foi anunciado apenas para a República Tcheca, mas ainda sem informação de preços por lá. Na Europa, a expectativa é a de que esses valores sejam equivalentes à faixa de R$ 2.000 a R$ 2.600.

Como já dito, ainda não há previsão para lançamento no Brasil. Mas quando e se isso ocorrer, existe a possibilidade de o chip do aparelho ser diferente do Snapdragon 6 Gen 3, tal como aconteceu com o Galaxy A26, que chegou com o Exynos 1280 no Brasil, mas com o Exynos 1380 (superior) lá fora.

Para mais detalhes, veja as especificações completas do Samsung Galaxy A27.

Com informações de Gizmochina

Samsung anuncia Galaxy A27 com até 8 GB de RAM e tela Super AMOLED

Traseira e tela do Galaxy A27 5G (imagem: reprodução/Samsung)

Linus Torvalds lança Linux 7.1 após transtornos com IA; veja as novidades

15 de Junho de 2026, 12:07
Notebook exibindo o mascote do Linux, o pinguim Tux
Linus Torvalds lança Linux 7.1 após transtornos com IA; veja as novidades (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux 7.1 foi lançado após desenvolvedores enfrentarem problemas com ferramentas de IA gerando notificações de bugs irrelevantes;
  • nova versão do kernel traz novo driver para sistema de arquivos NTFS, com suporte completo a operações de leitura e escrita de dados;
  • Linux 7.1 também inclui suporte oficial ao Intel FRED, recurso que otimiza forma como processador lida com interrupções e chamadas de sistema.

Os desenvolvedores tiveram alguns problemas com a inteligência artificial, mas, no fim das contas, deu tudo certo: a versão final do kernel Linux 7.1 foi lançada. O anúncio foi feito no último domingo (14/06) por Linus Torvalds, como manda a tradição. Entre as novidades estão um novo driver para o sistema de arquivos NTFS e suporte oficial ao Intel FRED (você já irá descobrir o que é isso).

Na mensagem em que anuncia o Linux 7.1 (disponível na íntegra no fim do texto), Torvalds até cogitou adiar o lançamento da versão em uma semana, não necessariamente por conta dos problemas com a IA, mas por ele estar com uma agenda irregular.

Quais são os tais problemas? Os desenvolvedores do kernel receberam muitas notificações de bugs geradas por ferramentas de IA. Contudo, grande parte delas era irrelevante por corresponder a falhas já conhecidas, com baixa prioridade ou até já solucionadas.

Foram tantos relatórios de bugs para serem checados desnecessariamente que os desenvolvedores ficaram sobrecarregados. Torvalds chegou a pedir moderação sobre o uso de ferramentas de IA na caça a bugs. Parece que o apelo (ou “bronca”) deu certo, afinal, o kernel saiu dentro do prazo previsto.

O que o kernel Linux 7.1 tem de novo?

O próprio Linus Torvalds destacou que esta versão traz, principalmente, “várias atualizações menores de drivers”. Pois bem, uma delas envolve o sistema de arquivos NTFS, que agora passa a contar com um driver que oferece suporte completo a operações de escrita e leitura de dados e é mais bem integrado ao kernel, favorecendo o aspecto do desempenho.

Neste ponto, talvez você se pergunte: “mas driver não é só para hardware?”. Nem sempre. Um driver pode ser entendido como um conjunto de instruções que “ensinam” o sistema operacional a lidar com determinado componente. Esse componente pode ser de hardware, ou, a exemplo do NTFS, de software.

E aí chegamos à outra novidade destacada para o Linux 7.1: o Intel FRED (Flexible Return and Event Delivery — algo como “Entrega Flexível de Eventos e Retorno”). Trata-se de um recurso que otimiza a forma como o processador lida com interrupções, chamadas de sistemas e afins.

Na prática, o Intel FRED tende a melhorar o desempenho de chips Intel Panther em distribuições Linux, o mesmo valendo para as futuras CPUs da companhia (afinal, a tecnologia Intel FRED é direcionada a processadores modernos). O Intel FRED já havia sido introduzido no kernel, mas, na versão 7.1, passa a ser ativado por padrão em chips compatíveis.

Entre as demais novidades estão:

  • suporte melhorado para GPUs Intel Arc Battlemage;
  • suporte melhorado para chips gráficos AMD Radeon mais antigos;
  • otimização de drivers para USB e Thunderbolt;
  • conjunto de pequenas melhorias para sistemas de arquivos como EXT4 e F2FS.
Linus Torvalds e Linus Sebastian
Linus Torvalds e Linus Sebastian (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)

Íntegra do anúncio de Linus Torvalds

Abaixo está o anúncio de Torvalds sobre o Linux 7.1:

Então, no meu fuso horário de origem ainda é apenas domingo de manhã, mas onde estou agora já é domingo à tarde, então estou fazendo o lançamento da versão 7.1 no horário habitual — só não no fuso horário habitual.

Isso obviamente significa que a janela de integração (merge window) começa amanhã, mas até lá estarei em mais um fuso horário diferente, então os horários ficarão um pouco irregulares.

Normalmente tento concentrar a maior parte do trabalho no início da janela de integração e fazer o máximo possível nos primeiros dias. Desta vez, não tenho certeza de que isso funcionará, considerando meu notebook e alguns voos longos sem acesso à internet. Mas garanti que já baixei (fetched) os pedidos de integração (pull requests) iniciais (obrigado — vocês sabem quem são), então poderei processar parte deles mesmo estando offline.

De qualquer forma, deixando de lado possíveis pequenos contratempos na janela de integração, a novidade de hoje é a versão 7.1. Abaixo está o resumo (shortlog) da última semana. Nada particularmente interessante ou preocupante se destaca, exatamente como deveria ser.

Trata-se principalmente de várias atualizações menores de drivers (GPU, rede, áudio e outros), além de algumas correções nas ferramentas de rede e rastreamento (tracing). E mudanças aleatórias de menor porte em outras áreas.

Continuem testando [o kernel], apesar de ele já ter sido lançado, e peço desculpas antecipadamente se minha velocidade de processamento durante a janela de integração ficar um pouco imprevisível nos próximos dias. Cheguei a considerar estender este ciclo de lançamento por mais uma semana, mas decidi que não valia a pena. Talvez eu venha a me arrepender dessa decisão.

Linus Torvalds

Como obter o kernel Linux 7.1?

O kernel é o núcleo do sistema operacional, logo, não pode ser atualizado como se fosse um simples aplicativo. Por esse motivo, convém esperar que a sua distribuição Linux lance uma nova versão do sistema que traga o kernel 7.1.

Mas, para quem já sabe como compilar o kernel, o Linux 7.1 pode ser baixado via site oficial.

Linus Torvalds lança Linux 7.1 após transtornos com IA; veja as novidades

Notebooks com Panther Lake da Intel já tem suporte ao Linux (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Linus Torvalds e Linus Sebastian (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)

SpaceX faz IPO e Elon Musk se torna o primeiro trilionário do mundo

12 de Junho de 2026, 15:29
Elon Musk
O agora trilionário Elon Musk (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • SpaceX realizou sua oferta inicial de ações (IPO) na Nasdaq, com preço inicial de US$ 135 por ação, mas alcançando valorização de mais de 25%;
  • com IPO, patrimônio líquido de Elon Musk aumentou, tornando-o o primeiro trilionário do mundo, com fortuna estimada em US$ 1,2 trilhão;
  • estreia da SpaceX na bolsa ocorreu nesta sexta-feira sob o código SPCX, com negociações começando às 10h30 (horário de Brasília).

Nesta sexta-feira (12/06), a SpaceX fez sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos, ou seja, estreou na bolsa de valores (no caso, a Nasdaq). Com esse movimento, Elon Musk, na condição de fundador, CEO e acionista da companhia, tornou-se o primeiro trilionário do mundo.

A IPO foi feita com uma precificação inicial de US$ 135 por ação, mas cada papel alcançou um valor de US$ 150 logo após as negociações começarem. Em dado momento, as ações da SpaceX chegaram a valer US$ 168,7 cada.

Como Musk já detinha 4,8 bilhões de ações da SpaceX (42% da empresa), além de outros US$ 350 milhões em opções exercíveis, os seus papéis também se valorizaram com a IPO. Com isso, o seu patrimônio líquido aumentou em US$ 192 bilhões em questão de horas, quando o total superou o valor de US$ 1 trilhão.

No momento em que esta notícia foi publicada, a fortuna de Elon Musk era estimada em US$ 1,2 trilhão, nos cálculos da Forbes. As estimativas incluem as ações que o empresário possui de outras companhias, como a Tesla.

Antes de tudo isso, Elon Musk já ostentava o título de pessoa mais rica do mundo. Agora, ele não só carrega a marca de primeiro trilionário da história como também o faz tendo uma fortuna que supera a soma dos patrimônios dos bilionários que aparecem nas quatro posições seguintes da lista dos mais ricos (ainda de acordo com a Forbes):

  1. Elon Musk (Tesla, SpaceX): US$ 1,2 trilhão
  2. Larry Page (Google): US$ 296,5 bilhões
  3. Sergey Brin (Google): US$ 273,5 bilhões
  4. Jeff Bezos (Amazon): US$ 247,6 bilhões
  5. Larry Ellison (Oracle): US$ 230,4 bilhões
ilustração sobre a Space X e Elon Musk
SpaceX faz IPO e Elon Musk se torna o primeiro trilionário do mundo (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como foi a estreia da SpaceX na bolsa?

A SpaceX estreou na Nasdaq sob o código SPCX. As negociações começaram por volta das 10h30 de hoje, de acordo com o horário de Brasília.

O preço de estreia foi definido em US$ 135, como já informado, mas houve valorização de mais de 25% já nas primeiras horas de negociação. Quando esta nota foi publicada, cada ação da SpaceX valia US$ 171.

Saiba mais sobre as operações da SpaceX e a trajetória de Elon Musk.

SpaceX faz IPO e Elon Musk se torna o primeiro trilionário do mundo

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Acordem, diz presidente da Microsoft ao setor de IA

12 de Junho de 2026, 12:36
Brad Smith, presidente da Microsoft
Brad Smith, presidente da Microsoft (imagem: Stephen McCarthy/Flickr)
Resumo
  • presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou setor de inteligência artificial sobre recentes protestos de estudantes universitários contra a IA;
  • segundo Smith, esses protestos refletem o medo dos jovens de que a IA substitua empregos, especialmente aqueles que exigem pouca ou nenhuma experiência, e querem que a IA seja usada de forma equilibrada;
  • Smith pede que líderes do setor ouçam manifestações e encontrem pontos de equilíbrio, refletindo sobre as percepções e impactos sociais da IA.

Brad Smith, presidente da Microsoft, publicou um extenso alerta sobre os recentes protestos de estudantes universitários contra a inteligência artificial. Para o executivo, os líderes do setor de tecnologia não podem desprezar essas manifestações, mas tampouco devem deixar de apostar na IA.

Os tais protestos dizem respeito às vaias que estudantes deram à IA em cerimônias de formatura realizadas recentemente. Em um desses episódios, Eric Schmidt, ex-CEO do Google, foi vaiado ao falar sobre os avanços da inteligência artificial para formandos da Universidade do Arizona.

Em seu texto, Smith dá a entender que essas manifestações não o surpreenderam. O executivo destacou que, nas últimas décadas, as gerações mais jovens lideraram a adoção de tecnologias digitais, mas agora, sentem-se ameaçadas antes mesmo de terem a chance de desenvolver o seu potencial.

Explica-se: é comum que recém-formados assumam cargos de iniciantes ou que demandam pouca ou nenhuma experiência; as automações proporcionadas pela IA tendem a substituir justamente esses tipos de emprego, ainda que funções que exijam mais habilidades também possam ser afetadas.

Smith também reconheceu que os jovens não são contrários à IA, mas ao uso desmedido desse tipo de tecnologia:

Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que a IA permaneça em seu devido lugar. Eles acreditam, com razão, no papel indispensável da ação humana.

Querem que o futuro seja determinado pelos humanos, que decidem o papel das máquinas, e não pelas máquinas, que decidem o papel dos humanos.

E querem que essas decisões reflitam a opinião de uma ampla comunidade, especialmente da próxima geração da força de trabalho, e não apenas de um pequeno grupo de elites.

Brad Smith, presidente da Microsoft

Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Líderes de tecnologia não podem ignorar protestos contra IA, diz Brad Smith (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que Brad Smith sugere?

O presidente da Microsoft não apresentou nenhuma solução para esse, digamos, impasse. O executivo apenas pediu para que os líderes do setor ouçam as manifestações e tentem encontrar pontos de equilíbrio:

Os formandos de hoje já enfrentaram muita coisa. Passaram grande parte do colégio vivendo uma pandemia, estudando e socializando em casa por meio de telas. São nativos digitais, com todos os prós e contras que as redes sociais, dispositivos móveis onipresentes e outras tecnologias criaram. Agora, a IA está chegando e eles temem que empregos comecem a desaparecer.

(…) A saída está em refletir sobre isso. Uma boa maneira de começar é considerar algumas das percepções que já surgiram. Para cada um de nós individualmente. Para empresas e organizações. E para a sociedade.

Brad Smith, presidente da Microsoft

Para os estudantes — ou para qualquer pessoa que observa os avanços da IA com um olhar mais crítico — o discurso de Smith pode não ser bem-vindo, afinal, reconhecer um problema é importante, mas, para alguém na posição dele, é de se esperar que propostas práticas de solução sejam apresentadas.

Apesar disso, é possível que o cargo que Brad Smith ocupa na Microsoft possa, em algum nível, influenciar outros líderes do setor a olharem para a IA não só do ponto de vista técnico, mas social, tornando o futuro menos preocupante para quem está chegando ao mercado de trabalho.

O texto de Brad Smith está disponível neste blog da Microsoft.

Acordem, diz presidente da Microsoft ao setor de IA

Brad Smith, presidente da Microsoft (imagem: Stephen McCarthy/Flickr)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Windows 11 começa a permitir IA local com GPU, mas com ressalvas

12 de Junho de 2026, 11:05
Windows 11 versão 25H2
Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft começou a permitir uso de GPUs para executar tarefas de inteligência artificial localmente no Windows 11, mas apenas com placas de vídeo Nvidia RTX GeForce série 30 ou superior;
  • liberação é direcionada somente a desenvolvedores, neste momento;
  • execução local de determinados recursos do Windows 11, como Windows Recall e Click to Do, continua exigindo uma NPU.

Por padrão, o Windows 11 exige um PC com NPU para executar determinadas tarefas de inteligência artificial de modo local. Mas essa condição começou a ser flexibilizada, ainda que ligeiramente: a Microsoft passou a liberar o uso de GPUs para esse fim. Mas não é qualquer uma. É preciso contar com uma placa de vídeo Nvidia RTX GeForce série 30 ou superior.

A tal exigência é válida principalmente em computadores de categoria Copilot+, que se diferenciam por terem hardware dedicado para IA. Os requisitos mínimos dessas máquinas incluem 16 GB de RAM, armazenamento por SSD e, sobretudo, uma NPU (Unidade de Processamento Neural) de 40 TOPS ou mais.

Com isso, os PCs Copilot+ podem executar tarefas de IA completas de modo local, dependendo pouco ou nada das nuvens. O problema é que esses computadores costumam ser caros. Se é para gastar muito dinheiro, há quem priorize um notebook com GPU potente para aproveitá-lo com jogos.

GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)
GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)

O ponto de inflexão reside no fato de que GPUs podem ser tão ou mais aptas a executar tarefas de IA. A diferença principal é que chips gráficos tendem a gastar mais energia com essas atividades, mas o desempenho geralmente é satisfatório.

A abertura que a Microsoft está dando a GPUs para IA no Windows 11 faz sentido, portanto. Mas há algumas ressalvas.

IA no Windows 11 com GPU está em fase inicial

Em uma documentação disponível no GitHub, a Microsoft revelou que desenvolvedores poderão, de modo experimental, executar localmente APIs de modelos de linguagem para IA em PCs que não são Copilot+, desde que eles tenham GPUs compatíveis.

Entenda como compatível o uso de um chip gráfico Nvidia GeForce RTX série 30 ou posterior que tenha pelo menos 6 GB de memória de vídeo (ainda não está claro se GPUs da AMD ou Intel são suportadas).

Tela do Recall no Windows 11
O Windows Recall ainda requer uma NPU (imagem: reprodução/Microsoft)

Perceba, com isso, que a flexibilização da Microsoft beneficia somente desenvolvedores que sabem usar APIs para implementar ou desenvolver aplicações de IA. O Windows Latest observa que o Windows 11 pode baixar o modelo de linguagem local Phi Silica de modo a permitir que a GPU seja usada para isso.

Para o usuário final, a execução local de determinados recursos, como o Windows Recall e o Click to Do, continua exigindo uma NPU.

Fica a torcida, porém, para que a Microsoft leve esta flexibilidade para o nível do usuário. Soa como algo improvável, afinal, é de se imaginar que a companhia queira priorizar os notebooks Copilot+. Por outro lado, dar mais abertura para a combinação de IA com GPU pode ajudar a companhia a tornar os recursos de inteligência artificial do Windows 11 mais bem aceitos pelos usuários.

Windows 11 começa a permitir IA local com GPU, mas com ressalvas

Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)

Tela do Recall no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

uBlock Origin clássico está com os dias contados no Chrome

11 de Junho de 2026, 15:30
Ilustração com marca de aplicativo de adblock
uBlock Origin clássico está com os dias contados no Chrome (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Chrome removerá mecanismos de compatibilidade com Manifest V2 em breve; com isso, versão clássica do uBlock Origin deixará de funcionar no navegador;
  • desenvolvedores criticam sucessor Manifest V3 por restringir funções de bloqueadores de anúncios; uBlock Origin Lite surge como alternativa, mas é mais limitado;
  • navegadores como Brave e Opera prometem manter suporte ao Manifest V2 de formas distintas, mas não se sabe até quando.

Se você usa o uBlock Origin no Chrome (ou em outro navegador baseado no Chromium, como o Edge), precisa ficar atento: uma mudança a ser implementada em breve no browser do Google tornará a extensão que bloqueia anúncios inutilizável, pelo menos em sua versão clássica (você já vai entender).

Oficialmente, o uBlock Origin perdeu suporte ao Chrome em meados de 2024. Mas a extensão permaneceu funcionando desde então. Isso porque o Chromium manteve compatibilidade “residual” com o Manifest V2, um conjunto de funções e regras que determina como certas extensões interagem com o navegador.

É o Manifest V2 (MV2) que permite que o uBlock Origin continue funcionando. Porém, o Google vem, há alguns anos, migrando o Chromium (e, com efeito, o Chrome) para o Manifest V3 (MV3), que é considerado mais seguro e ágil, mas também polêmico: para os desenvolvedores de bloqueadores de anúncios, a nova versão torna essas ferramentas menos funcionais.

O Manifest V3 foi introduzido em 2021, tornou-se padrão no Chromium em 2024 e, com isso, extensões com Manifest V2 passaram a ser bloqueadas oficialmente em 2025. Apesar disso, o Chromium manteve alguns mecanismos de compatibilidade que, por meio de flags, políticas corporativas ou alterações no Registro do Windows, permitem que o MV2 seja mantido.

É assim que o uBlock Origin clássico e outros bloqueadores continuam sendo usados no Chrome e demais navegadores baseados no Chromium. Porém, nesta semana, os desenvolvedores do Chrome anunciaram que os “bypasses” em questão serão removidos do projeto em breve.

Ilustração com a marca do Google Chrome
Google Chrome perderá suporte residual ao MV2 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que acontecerá com o uBlock Origin?

O uBlock Origin, como projeto, está mantido. A extensão com MV2 continua funcionando no Firefox, por exemplo. O navegador da Mozilla não é baseado no Chromium, vale relembrar, e funciona tanto com MV2 quanto com MV3.

Já no Chrome, a extensão deixará de funcionar após o lançamento da versão 150 e, de modo definitivo, na 151. A alternativa é o uso do uBlock Origin Lite, que funciona com base no MV3, mas é mais limitado em recursos justamente por causa das políticas do Manifest V3.

A decisão também deve afetar navegadores como Edge e Opera em algum momento. Porém, quanto a este último, a Opera Software avisou ao Neowin que seu browser manterá o suporte ao MV2. Curiosamente, em uma postagem de maio, a Opera revelou que seu novo bloqueador de anúncios nativo já é baseado no MV3.

O Brave é outro navegador que mantém suporte ao MV2. Mas isso porque os desenvolvedores do browser “forçam” esse suporte por meio de alterações no código do Chromium.

uBlock Origin clássico está com os dias contados no Chrome

YouTube declara guerra ao adblock (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Celular é um bem essencial? Ministros do STJ dizem que não

11 de Junho de 2026, 12:39
Fachada do STJ (Imagem: STJ/Flickr)
Fachada do STJ (imagem: STJ/Flickr)
Resumo
  • 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que celulares não são bens essenciais, portanto, operadoras não são obrigadas a trocá-los imediatamente em caso de defeito;
  • decisão foi baseada em uma ação civil pública movida pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPE/RJ) contra empresas de telecomunicações, na qual se discutia a aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC);
  • decisão do STJ pode servir de precedente para julgamentos de processos semelhantes e influenciar formação da jurisprudência sobre o tema.

Em decisão publicada nesta semana, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concluiu que aparelhos celulares não podem ser considerados bens essenciais, razão pela qual operadoras ou fabricantes não estão obrigados a trocá-los imediatamente em caso de defeito.

A decisão tem origem em uma ação civil pública movida pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPE/RJ) contra empresas de telecomunicações. No processo, o órgão sustenta que o celular é um bem essencial, isto é, indispensável para o cotidiano do cidadão.

Nessas circunstâncias, o parágrafo terceiro do artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) determina que o fornecedor do produto substitua imediatamente o item ou faça devolução do valor pago por ele em caso de defeito. Com isso, a pessoa não precisa aguardar o prazo de 30 dias para o reparo do equipamento, como prevê o CDC para itens não essenciais.

A ação passou inicialmente pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que rejeitou a tese sob o entendimento de que a substituição imediata de celulares defeituosos geraria às empresas relacionadas custos adicionais elevados.

O TJ-RJ também entende que não há uma definição clara sobre o que caracteriza um produto essencial e, nesse sentido, argumentou que defeitos não impedem o uso de serviços de telecomunicações, pois o chip do celular problemático pode ser utilizado em outro aparelho.

Celular Samsung Galaxy A55 (imagem ilustrativa: Everton Favretto/Tecnoblog)

Como foi a votação no STJ?

Já no STJ, a relatora, ministra Nancy Andrighi, votou para que o celular seja reconhecido como um bem essencial. A ministra Daniela Teixeira também votou favoravelmente.

Contudo, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva deu um voto divergente (contrário) por entender que, apesar de o celular ser relevante nos tempos atuais, esse tipo de dispositivo não pode ser reconhecido automaticamente como essencial, por vários motivos, como o fato de o nível de dependência do aparelho depender do contexto de vida de cada usuário.

Os ministros Humberto Martins e Moura Ribeiro acompanharam o voto de Cueva.

Normalmente, para assuntos envolvendo o CDC, a decisão do STJ costuma ser definitiva. A ida para uma esfera superior — o Supremo Tribunal Federal (STF) — tende a ocorrer apenas se a ação envolver alguma questão constitucional. Isso deixa claro que a decisão do STJ tem um peso importante.

Além disso, a decisão pode servir de precedente e, assim, influenciar o julgamento de processos semelhantes, contribuindo para a formação da jurisprudência sobre o tema.

Mais detalhes podem ser consultados na página do processo.

Com informações de Migalhas

Celular é um bem essencial? Ministros do STJ dizem que não

Fachada do STJ (Imagem: STJ/Flickr)

Galaxy A55 (Imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

YouTube libera mensagens diretas no Brasil; veja como funciona

11 de Junho de 2026, 10:22
YouTube libera mensagens diretas no Brasil
YouTube libera mensagens diretas no Brasil (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • após teste, YouTube está liberando recurso de mensagens diretas em vários países, incluindo o Brasil;
  • função permite compartilhar vídeos e conversar por texto, emojis e GIFs, mas é exclusiva para o aplicativo móvel do serviço;
  • para iniciar um chat, o usuário deve enviar um link de convite, que precisa ser aceito pela outra pessoa em até sete dias.

Se você abrir o aplicativo do YouTube agora, provavelmente encontrará um ícone de conversa no topo direito da tela. Trata-se de um recurso de mensagens diretas que vinha sendo testado e, agora, está sendo liberado de modo amplo em vários países, incluindo o Brasil.

A ideia não é nova. Talvez você se lembre de que, em 2019, o YouTube encerrou uma função de troca de mensagens que havia sido introduzida apenas dois anos antes. Apesar de o recurso nunca ter sido popular muitos usuários reclamaram da decisão.

O recurso de mensagens volta à plataforma de streaming, mas com uma proposta um pouco diferente. O objetivo principal é oferecer mais um meio para que os usuários compartilhem vídeos convencionais e Shorts, embora as mensagens também possam ser usadas para outros fins.

Como as mensagens diretas do YouTube funcionam?

Comece por procurar o ícone de conversa que aparece no topo direito de várias telas do app do YouTube para iOS ou Android. Depois, toque em “Convidar para conversar”. Um convite com um link para conversação no YouTube será gerado para ser compartilhado via e-mail, WhatsApp e afins.

A função de mensagens diretas também está disponível na tela de reprodução de vídeos, mas o acesso a ela é um pouco diferente: é preciso ir no botão de compartilhar e, então, selecionar uma pessoa com quem você já conversa ou tocar no botão que gera um link de convite. Note que esse link precisa ser aceito em até sete dias, do contrário, expirará.

Gerando convite para conversa no YouTube
Gerando convite para conversa no YouTube (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A pessoa que receber o link terá que ter conta no YouTube, obviamente. Também é preciso ter 18 anos de idade ou mais. Leve em conta ainda que, pelo menos por enquanto, a conversa só pode ser feita via aplicativo. A versão web do YouTube não suporta mensagens, pelo menos até o momento.

O destinatário só precisa aceitar o link e enviar uma mensagem para iniciar a conversa. Há suporte para emojis e GIFs, mas não é possível anexar arquivos à conversa. Trata-se de um mecanismo simples de chat. Aparentemente, o YouTube não tem grandes pretensões com a novidade, mas ela pode ser realmente útil para quem consome bastante conteúdo na plataforma.

Além do Brasil, as mensagens diretas do YouTube estão sendo liberadas em países como Alemanha, Espanha, Estados Unidos (por onde começou), França, Portugal e Reino Unido.

YouTube libera mensagens diretas no Brasil; veja como funciona

YouTube libera mensagens diretas no Brasil (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Gerando convite para conversa no YouTube (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

99Compras vem para ser nova opção de compras online de mercado e rotina

10 de Junho de 2026, 15:52
99Compras
99Compras vem para ser nova opção de compras online de mercado e rotina (imagem: reprodução/99)
Resumo
  • serviço de entregas de supermercado, farmácia e afins da 99 chega aos municípios paulistas de Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema após piloto em Goiânia;
  • integrado ao aplicativo principal da 99, 99Compras ainda está em fase experimental para ajustar a interface entre lojistas, consumidores e entregadores antes do lançamento completo;
  • redes como Carrefour, Atacadão e Americanas já estão integradas à plataforma de entregas; plano da companhia é expandir a novidade para outras regiões em breve.

O segmento de compras online de itens de supermercado e rotina tem mais um competidor: a 99Compras. Depois de um período piloto em Goiânia (GO), o serviço estreou, nesta semana, nos munícipios paulistas de Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema.

A proposta da 99Compras é permitir que o usuário adquira, pela internet, itens de supermercado, farmácia, pet shop, floricultura e de várias outras categorias. As compras são feitas dentro do aplicativo da própria 99, não havendo necessidade de instalação de um app dedicado, portanto.

Na prática, é como se a novidade fosse uma expansão da 99Food, só que direcionada a produtos diversos em vez de focar em refeições.

Ainda em fase experimental

Com o novo serviço, a 99 passa a disputar espaço com o iFood e com o Amazon Now, por exemplo. Ou melhor, passará a disputar, pois o serviço ainda está em fase experimental, tal como a companhia explica:

Durante esse período de testes, a operação estará focada no desempenho do aplicativo e em garantir que a interface entre lojistas, consumidores e entregadores funcione de maneira eficiente e fluida para o lançamento completo.

99

Os testes começaram em abril deste ano, em Goiânia. A recente expansão é direcionada ao ABCD Paulista — a novidade estreia agora em Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema, e chegará a São Caetano do Sul em breve.

O plano é expandir a 99Compras para outras regiões, obviamente, o que tornará o serviço oficial. Ainda não há prazo para a chegada em outras localidades, mas a 99 dá a entender que isso não demorará a ocorrer.

Durante muito tempo, fazer compras online foi associado a preços mais altos do que no varejo físico, mas esse cenário vem mudando com a evolução da tecnologia e da logística.

Nosso objetivo é oferecer uma experiência acessível, prática e integrada à rotina das pessoas, conectando conveniência e variedade dentro do ecossistema da 99.

Talita Poleto, diretora comercial da 99Compras

Entre as lojas já integradas à 99Compras estão redes como Americanas, Farmácias Nissei, Carrefour e Atacadão.

99Compras vem para ser nova opção de compras online de mercado e rotina

99Compras vem para ser nova opção de compras online de mercado e rotina (imagem: reprodução/99)

Starlink começa a cobrar aluguel de equipamento

10 de Junho de 2026, 14:52
Ilustração com uma antena e o logotipo da Starlink
Starlink começa a cobrar aluguel de equipamento (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Starlink adotou modalidade de aluguel de kit (antena e roteador) por US$ 10 mensais para clientes residenciais, com compra só sendo possível mediante solicitação;
  • além disso, pode ser necessário pagar US$ 199 adicionais pela instalação profissional opcional do kit;
  • modelo de locação já está disponível em países como Estados Unidos, México e Reino Unido; no Brasil, equipamentos seguem sendo vendidos com preços a partir de R$ 499.

Na Starlink, a dinâmica padrão é esta: você contrata um dos planos do serviço e paga um valor pela compra do kit que inclui a antena do serviço. Mas, em países como os Estados Unidos, o serviço de internet por satélite começou a trabalhar com uma taxa mensal extra de US$ 10 (R$ 52, na conversão direta) pelo aluguel do equipamento.

A nova abordagem é direcionada a clientes domésticos. Novamente considerando o mercado americano, ao contratar um dos três planos residenciais disponíveis, com preços de US$ 55/mês (100 Mbps), US$ 85/mês (200 Mbps) e US$ 130/mês (Residencial Max), o usuário se depara com a taxa extra mensal de US$ 10 pelo kit, que inclui antena e roteador.

Quem optar pelo serviço de instalação profissional do kit, terá ainda que desembolsar US$ 199 por isso, havendo gratuidade para essa contratação apenas para quem assinar o plano Residencial Max.

Com essa mudança, novos contratantes não precisam mais comprar o kit da Starlink. Em contrapartida, os equipamentos devem ser devolvidos à empresa em caso de cancelamento da assinatura. Se o kit não estiver em bom estado de conservação, a empresa poderá cobrar o preço cheio por ele.

Há mais um detalhe: os clientes que alugam o kit da antena não podem pausar a assinatura, o que significa que haverá cobrança mesmo se o serviço de internet não for usado por algum período.

Novos clientes domésticos ainda poderão comprar o kit da antena, mas devem entrar em contato com o suporte da Starlink para isso.

O aluguel tem a vantagem de reduzir os custos iniciais de contratação do serviço. Porém, no longo prazo, o valor acumulado com a mensalidade do aluguel pode superar o custo de aquisição. Por isso, quem prevê usar a Starlink por bastante tempo, pode obter mais vantagens se comprar o kit em alguma loja externa, quando disponível.

Antena Starlink Mini ao lado de um cachorro pequeno
Antena Starlink Mini, com tamanho próximo ao de um laptop (Imagem: divulgação/SpaceX)

Em quais países a Starlink passou a alugar a antena?

Nesta página de ajuda, a Starlink diz somente o seguinte quanto a isso: “em mercados específicos, os clientes podem alugar o equipamento da Starlink por $ 10 por mês, além da taxa de serviço mensal”.

Ou seja, não está totalmente claro em quais países já vigora o novo modelo de cobrança. Contudo, o site PCMag apurou que, além dos Estados Unidos, a abordagem já aparece para novos clientes da Starlink na Austrália, Canadá, França, México e Reino Unido.

Sobre o Brasil, o Tecnoblog pediu informações sobre o assunto à Starlink, mas ainda não obtivemos retorno (o texto será atualizado se tivermos). De todo modo, nossa apuração indica que o país segue de fora da nova forma de cobrança até o momento.

Por aqui, a Starlink comercializa os kits com preços que começam em R$ 499 (Kit Mini do plano Max, que custa R$ 249) atualmente.

Starlink começa a cobrar aluguel de equipamento

Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft lança PowerToys 0.100; desempenho melhorado é destaque

10 de Junho de 2026, 11:24
PowerToys 0.100
Microsoft lança PowerToys 0.100 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • PowerToys 0.100 reduziu tamanho de instalação em cerca de 30% e foi atualizado para o .NET 10, otimizando recursos;
  • Guia de Atalhos foi totalmente reformulado e passou a ocupar uma coluna lateral contextualizada;
  • outro destaque é a Paleta de Comandos, que recebeu uma nova galeria de extensões.

O “canivete suíço” do Windows segue sendo renovado. A Microsoft acaba de liberar a versão 0.100 do PowerToys, que traz um novo Guia de Atalhos e mais avanços na poderosa Paleta de Comandos, por exemplo. Mas o que mais chama a atenção na novidade é o ganho de desempenho.

Se você não sabe do que estamos falando, eis uma rápida explicação: o PowerToys é um conjunto de utilitários que aprimora a sua experiência com o Windows. Há numerosas ferramentas aqui, tantas que expliquei, aqui no Tecnoblog, quais recursos do PowerToys eu mais utilizo e recomendo.

Pois bem, no PowerToys 0.100, a Microsoft conseguiu diminuir o tamanho do arquivo de instalação em aproximadamente 15%, segundo a própria companhia. Na verdade, considerando os pacotes x64, a redução gira em torno de 30%, pois o instalador da versão 0.99 tem 376 MB, enquanto, na versão 0.100, há 271 MB.

Outra mudança notável de bastidores é a atualização do PowerToys para a plataforma de desenvolvimento .NET 10, que permite que a nova versão otimize o uso da CPU ou da memória RAM sob determinadas circunstâncias, inicialize mais rapidamente, se integre melhor a componentes modernos do Windows e tenha mais recursos de segurança.

Nesse sentido, a Microsoft também destaca que a atualização automática do PowerToys ficou mais confiável por fazer backup dos arquivos de configuração, reinicializar corretamente após o procedimento e fornecer notificações mais claras sobre o que mudou.

O novo Guia de Atalhos do PowerToys 0.100
O novo Guia de Atalhos do PowerToys 0.100 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quais são as novidades nos utilitários do PowerToys 0.100?

A mais interessante delas é o Guia de Atalhos, que foi totalmente refeito. A ferramenta, que exibe uma lista dos principais atalhos de teclado do sistema, deixou de ocupar toda a tela para ser exibido na forma de uma coluna à esquerda (padrão) ou à direita.

Além disso, o Guia de Atalhos passou a ser mais contextualizado, destacando os atalhos mais condizentes com as suas atividades atuais no PC.

Outra novidade está na Paleta de Comandos, que permite que você acesse aplicativos e arquivos rapidamente, execute comandos, entre outras ações. Agora, há uma galeria de extensões que possibilita adicionar várias funcionalidades à ferramenta, como integração com o GitHub ou geração de QR Codes.

Galeria de Extensões da Paleta de Comandos
Galeria de Extensões da Paleta de Comandos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outras novidades incluem:

  • Dock da Paleta de Comandos: trata-se de uma barra adicional na Área de Trabalho; agora, pode-se configurar um Dock diferente para cada tela que você tiver;
  • ZoomIt: a ferramenta avançada de zoom e captura de tela agora permite que a imagem da webcam apareça durante uma gravação de tela;
  • Redimensionador de Imagem: agora, a ferramenta aplica novas configurações automaticamente, sem necessidade de reinicialização.

Como baixar o PowerToys 0.100?

O PowerToys 0.100 pode ser baixado via GitHub. Ali, escolha a versão x64 para computadores com chip Intel ou AMD, e ARM64 para chips Arm (como a linha Snapdragon X).

Apesar de ser focado no Windows 11, o PowerToys 0.100 também funciona no Windows 10. É de graça.

Microsoft lança PowerToys 0.100; desempenho melhorado é destaque

Microsoft lança PowerToys 0.100 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O novo Guia de Atalhos do PowerToys 0.100 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Galeria de Extensões da Paleta de Comandos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

LibreOffice critica Euro-Office por ser “aliado” da Microsoft

9 de Junho de 2026, 12:39
Euro-Office
Editor de texto do Euro-Office (imagem: reprodução/Nextcloud)
Resumo
  • The Document Foundation (TDF), do LibreOffice, critica o Euro-Office por promover anúncios sobre projeto ser a primeira suíte de escritório de código aberto desenvolvida na Europa, quando, na verdade, o OpenOffice.org e o LibreOffice já existem desde 2001 e 2010, respectivamente;
  • Euro-Office é baseado no código-fonte do OnlyOffice e trabalha com os formatos de arquivos do padrão OOXML, mantido pela Microsoft, o que o torna um “aliado” da empresa, afirma a TDF;
  • Euro-Office está disponível no GitHub, mas é direcionado à integração com aplicações de servidor e não tem um instalador convencional até o momento.

A promessa era a de que o Euro-Office fosse lançado nesta terça-feira (09/06). Assim foi feito. Estamos falando de uma suíte de escritório de código-fonte aberto direcionada a organizações da Europa, mas disponível no mundo todo. Só que a estreia ocorre em meio a duras críticas feitas pela The Document Foundation (TDF), organização que mantém o LibreOffice.

Uma das propostas do Euro-Office é a de fortalecer a soberania digital europeia, de modo a tornar a região menos dependente de tecnologias oriundas de outros países, principalmente dos Estados Unidos.

A TDF não é contra esse objetivo. O que a entidade critica é a forma como o Euro-Office está sendo promovido, bem como a sua abordagem que não é, digamos, totalmente aberta (você já vai entender).

Sobre o primeiro aspecto, a crítica é direcionada aos anúncios que dão a entender que o Euro-Office é a primeira suíte de escritório de código aberto desenvolvida na Europa.

Em uma carta aberta, a TDF enfatiza que, na verdade, o primeiro pacote de escritório desenvolvido na região foi o OpenOffice.org, introduzido em 2001 com base no código-fonte do StarOffice. Depois veio o LibreOffice, lançado em 2010:

Essas são duas suítes de escritório genuinamente de código aberto, construídas a partir de código-fonte com origem na Europa. Elas não são um clone gratuito do Microsoft Office cuja origem do código é desconhecida, nem um produto que se renomeou por puro oportunismo para surfar na onda atual da soberania digital.

Italo Vignoli, representante da The Document Foundation

Ao falar em “produto que se renomeou”, Vignoli se refere, provavelmente, ao fato de o Euro-Office ter como base o código-fonte do OnlyOffice. Aliás, houve um conflito entre os dois projetos: os mantenedores do OnlyOffice acusaram a equipe do Euro-Office de violação de termos de uso por conta da remoção de avisos legais e símbolos do projeto original no “novo” pacote de escritório.

O impasse foi resolvido com a reinserção dos avisos e símbolos do OnlyOffice no Euro-Office.

Ferramenta de apresentações do Euro-Office
Ferramenta de apresentações do Euro-Office (imagem: reprodução/Nextcloud)

Outro aspecto criticado pela TDF é o fato de o Euro-Office trabalhar com os formatos de arquivos do padrão OOXML (Office Open XML), que é mantido pela Microsoft:

O Euro-Office utiliza por padrão o formato de documento OOXML, totalmente proprietário e desenvolvido e controlado exclusivamente pela Microsoft. Isso o torna um aliado de fato da Microsoft em sua estratégia de aprisionamento de conteúdo, com o controle permanecendo firmemente em Redmond [sede da Microsoft] e longe da Europa.

Italo Vignoli, representante da The Document Foundation

Neste ponto, convém relembrar que a TDF já havia criticado o OOXML por não considerá-lo um padrão aberto de verdade.

Euro-Office está disponível no GitHub

A despeito das críticas, o Euro-Office pode ser obtido a partir de seu repositório no GitHub. É importante deixar claro, porém, que a suíte não tem um instalador convencional. Pelo menos até o momento, o projeto é direcionado à integração com aplicações de servidor.

LibreOffice critica Euro-Office por ser “aliado” da Microsoft

O Euro-Office vem aí (imagem: reprodução/Nextcloud)

Ferramenta de apresentações do Euro-Office (imagem: reprodução/Nextcloud)

IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa

9 de Junho de 2026, 10:24
A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI enviou documentação inicial à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) para sua oferta inicial de ações (IPO);
  • estreia na bolsa da OpenAI ainda não foi marcada, mas analistas preveem que pode ocorrer até setembro deste ano;
  • OpenAI espera ser avaliada em um valor equivalente ao da Anthropic, de aproximadamente US$ 1 trilhão.

A OpenAI, organização que está por trás do ChatGPT, iniciou a semana se preparando para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. Com esse movimento, a OpenAI segue os passos da rival Anthropic, que executou o mesmo procedimento no começo do mês.

Uma IPO consiste em um processo no qual uma empresa até então com capital fechado passa a negociar as suas ações em uma bolsa de valores. No caso da OpenAI, provavelmente, as ações serão negociadas na Nasdaq, embora isso ainda não tenha sido decidido.

Note, com isso, que a organização ainda não é uma companhia de capital aberto, ou seja, os seus papéis ainda não estão sendo comercializados. O que a OpenAI fez foi submeter, na segunda-feira (08/06), uma documentação inicial à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) para que a IPO ocorra em algum momento.

Quando? Essa decisão também não foi tomada. Na prática, a documentação que a OpenAI enviou à SEC serve para que a organização prepare o caminho para que a IPO seja realizada no momento mais apropriado, como a seguinte nota oficial deixa claro:

Recentemente, submetemos um formulário S-1 confidencial [à SEC]. Prevemos que ele vaze, por isso estamos apenas anunciando isso. Ainda não definimos um cronograma; pode demorar um pouco [para a IPO], pois há coisas que queremos fazer que provavelmente serão mais fáceis como empresa privada [ainda sem capital aberto].

OpenAI

Close-up da tela de um smartphone exibindo o logo e o nome do aplicativo ChatGPT, com um teclado de computador desfocado ao fundo.
Dona do ChatGPT espera ser avaliada em cerca de US$ 1 trilhão (imagem ilustrativa: reprodução/Focal Foto)

IPO da OpenAI pode não demorar por causa da Anthropic

Apesar de ainda não ter definido uma data para a sua IPO, é possível que a OpenAI não demore para tomar essa decisão. Isso porque os rivais avançam em ritmo acelerado. Basta levarmos em conta que a Anthropic, que controla os sistemas de IA Claude, submeteu a mesma documentação S-1 à SEC em 1º de junho de 2026.

Atualmente, a Anthropic tem valor de mercado de aproximadamente US$ 1 trilhão (R$ 5,2 trilhões, na conversão direta). De acordo com a Reuters, a OpenAI espera ser avaliada em um montante equivalente quando estrear na bolsa. Alguns analistas preveem que essa estreia deve ocorrer até setembro deste ano.

Esperemos pelos próximos capítulos.

IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

iOS 27 chegará ao iPhone 11; veja todos os modelos compatíveis

8 de Junho de 2026, 16:19
Apple iPhone 11 e 11 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Apple iPhone 11 e 11 Pro Max (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple confirmou que iOS 27 será compatível com iPhone 11 e modelos lançados posteriormente, contrariando rumores;
  • lista de aparelhos compatíveis com o iOS 27 inclui desde o iPhone SE de 2ª geração até o iPhone 17 Pro Max;
  • versão final do iOS 27 está prevista para ser lançada em setembro ou outubro de 2026, com uma versão beta para desenvolvedores disponível a partir de hoje.

Como esperado, a Apple aproveitou a WWDC 2026, que teve início nesta segunda-feira (08/06), para anunciar oficialmente o iOS 27. Contrariando o que alguns rumores diziam (ou o que muitos usuários temiam), a linha iPhone 11 está entre as que receberão a nova versão do sistema operacional.

O mesmo vale para modelos que foram lançados depois do iPhone 11, obviamente. A lista completa de aparelhos que receberão o iOS 27 é esta:

  • iPhone 17
  • iPhone 17 Pro
  • iPhone 17 Pro Max
  • iPhone Air
  • iPhone 16e
  • iPhone 16
  • iPhone 16 Pro
  • iPhone 16 Pro Max
  • iPhone 15
  • iPhone 15 Plus
  • iPhone 15 Pro
  • iPhone 15 Pro Max
  • iPhone 14
  • iPhone 14 Plus
  • iPhone 14 Pro
  • iPhone 14 Pro Max
  • iPhone 13
  • iPhone 13 Mini
  • iPhone 13 Pro
  • iPhone 13 Pro Max
  • iPhone 12
  • iPhone 12 Mini
  • iPhone 12 Pro
  • iPhone 12 Pro Max
  • iPhone 11
  • iPhone 11 Pro
  • iPhone 11 Pro Max
  • iPhone SE de 3ª geração
  • iPhone SE de 2ª geração
Controle deslizante do Liquid Glass no iOS 27
Liquid Glass melhorado é uma das novidades do iOS 27 (imagem: reprodução/Apple)

A incerteza sobre a linha iPhone 11 residia no fato de esses aparelhos terem sido anunciados em 2019 e, portanto, correrem o risco de não atenderem aos requisitos técnicos do iOS 27, o que, como sabemos agora, não se confirmou.

Mas é válido destacar que a WWDC 2026 também serviu de palco para o anúncio da Siri AI que, na família iPhone, está atrelada ao iOS 27. A novidade chegará à linha iPhone 16 e aos iPhone 15 Pro e 15 Pro Max, mas alguns recursos avançados de IA executados localmente exigirão hardware mais potente e podem ficar restritos ao iPhone 17 Pro / Pro Max e ao iPhone Air.

Nesse sentido, os novos recursos da Apple Intelligence continuam igualmente exigindo um iPhone 15 Pro / Pro Max ou superior devido ao fato de essa tecnologia demandar mais memória RAM e, principalmente, o chip A17 Pro ou posterior.

Quando o iOS 27 será lançado?

A Apple liberará uma versão beta do iOS 27 para desenvolvedores a partir de hoje. Já uma versão beta direcionada ao público em geral será disponibilizada em julho de 2026.

Por fim, a versão final do sistema operacional é esperada para setembro ou, no mais tardar, outubro deste ano.

Esses prazos também valem para os demais sistemas operacionais anunciados pela Apple na WWDC 2026, como o macOS 27, o iPad 27 e o watchOS 27.

iOS 27 chegará ao iPhone 11; veja todos os modelos compatíveis

Apple iPhone 11 e 11 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

ChatGPT libera proteção que previne vazamento de dados; saiba ativar

8 de Junho de 2026, 13:53
Arte com o logotipo do ChatGPT da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT libera proteção que previne vazamento de dados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI liberou o Modo de Bloqueio (Lockdown Mode) para todos os usuários do ChatGPT, recurso que ajuda a prevenir vazamentos de dados por meio de ataques de “injeção de prompt”;
  • Modo de Bloqueio restringe algumas funcionalidades do ChatGPT, como navegação na web em tempo real, conectores, modo Agente e downloads de arquivos, para diminuir o risco de vazamento de dados;
  • recurso está disponível para usuários dos planos Free, Go, Plus, Pro e Business, mas a OpenAI alerta que ele é indicado para pessoas e organizações que lidam com dados sensíveis.

Um recurso de segurança anunciado pela OpenAI em fevereiro de 2026 finalmente começou a ser liberado para todos os usuários do ChatGPT: falo do Modo de Bloqueio (Lockdown Mode), que ajuda a evitar que dados vazem de sua conta por meio de ataques de “injeção de prompt”.

Os tais ataques consistem em tentar induzir ferramentas de inteligência artificial generativa a realizarem uma ação prejudicial a um usuário ou organização por meio de instruções maliciosas inseridas entre ou após instruções legítimas de um prompt.

Quando o Modo de Bloqueio é ativado, um conjunto de restrições técnicas é aplicado à conta para diminuir o risco de vazamento de dados caso uma abordagem de injeção de prompt consiga burlar os mecanismos de segurança do serviço. São eles:

  • o ChatGPT não navega na web em tempo real, mas pode usar resultados offline ou em cache, quando disponíveis;
  • conectores, modo Agente, Pesquisa Aprofundada e pesquisa de compras são desativados;
  • downloads de arquivos e alguns recursos de código e canvas não ficam disponíveis;
  • links externos mostram a URL completa e pedem confirmação antes de abrir.

Como ativar o Modo de Bloqueio no ChatGPT?

Se você estiver na versão web do ChatGPT, faça o seguinte:

  1. clique no nome de seu perfil na página inicial do ChatGPT;
  2. vá em Configurações / Segurança no menu que surgir;
  3. role a tela, marque a opção Modo de Bloqueio e clique em Ativar.

Se você estiver usando o aplicativo móvel do ChatGPT:

  1. abra o app e toque no menu principal do ChatGPT;
  2. toque no ícone do seu perfil (normalmente, no canto superior direito);
  3. role a tela e vá em Segurança e Proteção;
  4. abra o menu opção Modo de Bloqueio e marque a opção de mesmo nome.
Ativando o Modo de Bloqueio do ChatGPT
Ativando o Modo de Bloqueio do ChatGPT (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Para quem o Modo de Bloqueio está disponível?

Quando o Modo de Bloqueio foi anunciado, em fevereiro, a sua disponibilidade se limitava a usuários de opções como ChatGPT Health e ChatGPT Edu (para estudantes). Agora, o recurso está sendo liberado para usuários dos planos Free (Gratuito), Go, Plus, Pro e Business.

A liberação é gradual, por isso, pode levar alguns dias para chegar à sua conta.

Mas a própria OpenAI alerta que o Modo de Bloqueio não é direcionado a todos os usuários, dadas as restrições que implementa:

Ele [o Modo de Bloqueio] foi projetado para pessoas e organizações que lidam com dados sensíveis e desejam uma proteção mais rigorosa contra os riscos de vazamento de dados relacionados à injeção de prompt.

Vale lembrar que, também recentemente, o ChatGPT passou por um incremento de “memória” para gerar respostas mais contextualizadas e personalizadas.

ChatGPT libera proteção que previne vazamento de dados; saiba ativar

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ativando o Modo de Bloqueio do ChatGPT (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Matemáticos alertam: não confiem cegamente na IA

8 de Junho de 2026, 11:23
Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Matemáticos alertam: não confiem cegamente na IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Declaração de Leiden alerta sobre uso desmedido de IA na matemática;
  • manifesto alerta que ferramentas de inteligência artificial podem propagar erros em cascata na literatura científica se usadas sem critérios;
  • documento pede regulamentação da indústria de IA por governos, além de transparência no uso da tecnologia por pesquisadores e organizações.

Uma das utilidades atribuídas à inteligência artificial é a resolução de problemas matemáticos complexos. Este é um avanço totalmente benéfico para a humanidade, certo? Não é bem assim. Para os matemáticos, pesquisadores e historiadores que criaram a Declaração de Leiden, o uso de IA para esse fim requer muito cuidado.

A Declaração de Leiden sobre Inteligência Artificial e Matemática, como é chamada na íntegra, é um manifesto público que foi elaborado após cerca de 60 acadêmicos se reunirem na Universidade de Leiden, nos Países Baixos, para tratar da “mecanização” da pesquisa matemática.

O encontro foi realizado em setembro de 2025 e contou com a participação de matemáticos, especialistas em computação, filósofos, historiadores e cientistas sociais. Depois do evento, um grupo de trabalho foi formado para elaborar a declaração e, então, divulgá-la de modo amplo, a ponto de alcançar de indivíduos a organizações governamentais.

A iniciativa conta com o apoio da União Internacional de Matemática.

Mas o que diz a Declaração de Leiden?

A Declaração de Leiden foi publicada em 2 de junho de 2026, mas não com a ideia de proibir o uso de IA em estudos ou resoluções de problemas matemáticos. O objetivo principal é alertar que essa prática deve ser conduzida com cuidado por haver vários riscos associados a ela.

Um deles é o fato de que mecanismos de inteligência artificial tendem a apresentar resultados de modo tão convincente que parece não haver erros ali, mesmo quando há:

Este é um problema sério: a pesquisa em matemática (…) quase sempre se baseia em pesquisas anteriores, portanto, é essencial que os pesquisadores saibam se os resultados na literatura estão corretos.

Rascunhos imprecisos gerados por IA são baratos de produzir e há o risco de saturar a literatura com resultados alegados que são simplesmente errados. Uma vez que isso aconteça, os erros provavelmente se propagarão à medida que novos resultados forem construídos sobre fundamentos falhos.

Leslie Ann Goldberg, Chefe do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Oxford

Mas os possíveis problemas não terminam aí. O manifesto também tem apontamentos como:

  • tendência de a IA produzir resultados sem indicar adequadamente as fontes humanas originais;
  • divulgação exagerada da capacidade da IA de resolver problemas matemáticos, o que ocorre quando não há uma avaliação científica rigorosa sobre o resultado apresentado;
  • risco de ferramentas de IA avançadas serem acessadas de modo desigual entre os pesquisadores, causando um cenário de “abismo tecnológico” no meio acadêmico;
  • possibilidade de empresas de tecnologias dominarem o setor a ponto de pesquisas matemáticas sem valor comercial, mas importantes do ponto de vista científico ou acadêmico, serem deixadas de lado.
Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Declaração de Leiden pede uso cuidadoso da IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que a Declaração de Leiden pede?

Basicamente, o manifesto pede para governos serem rigorosos na regulamentação da indústria de inteligência artificial e não confiarem cegamente nesse tipo de tecnologia, até porque ela é guiada predominantemente por interesses comerciais.

Mas também há “recados” para matemáticos e organizações. Para o primeiro grupo, a Declaração de Leiden pede que pesquisadores sejam transparentes sobre o uso de IA em seus trabalhos, não posicionem sistemas do tipo como coautores e sejam criteriosos na escolha das ferramentas.

Para organizações (como instituições de ensino ou pesquisa) e publicações científicas, o manifesto pede para que trabalhos que passaram pela IA sejam checados com critérios rigorosos e a adoção de medidas para evitar que artigos desenvolvidos por humanos sejam usados para o treinamento de ferramentas de IA comerciais sem a devida autorização.

Esta é a página da Declaração de Leiden. Quando esta notícia foi publicada, mais de 2.000 pessoas ao redor do mundo já haviam feito uma assinatura de apoio ao manifesto, sendo a maioria formada por pesquisadores e professores universitários.

Matemáticos alertam: não confiem cegamente na IA

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A WWDC 2026 vem aí: o que esperar do evento da Apple?

5 de Junho de 2026, 15:06
O que esperar da WWDC 2026
O que esperar da WWDC 2026 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • WWDC 2026, da Apple, ocorrerá entre 8 e 12 de junho e deve apresentar novidades como o iOS 27 e uma Siri mais inteligente, com capacidades avançadas de IA;
  • novo iOS 27 trará refinamentos de interface, ajustes de desempenho e um aplicativo de câmera mais personalizável, mas Siri potencializada com IA deve mesmo ser destaque;
  • é improvável, porém, que companhia anuncie novos dispositivos ou atualizações na linha Mac, por exemplo.

Na próxima semana, entre 8 e 12 de junho, a Apple realizará a WWDC 2026 (ou WWDC26). O evento é direcionado a desenvolvedores, mas também costuma servir de palco para novidades importantes em todo o ecossistema da companhia. Espera-se que a Apple finalmente revele uma Siri mais inteligente, por exemplo.

iOS 27 com Siri potencializada com IA

As novidades a serem apresentadas na WWDC 2026 deverão girar em torno das novas versões dos sistemas operacionais da Apple, com destaque para o iOS 27. O novo sistema do iPhone terá alguns refinamentos de interface, ajustes de desempenho e até um aplicativo de câmera mais personalizável, de acordo com Mark Gurman, da Bloomberg.

Mas a expectativa é a de que a nova Siri seja o principal atrativo do iOS 27. Além de dar respostas mais precisas ou contextualizadas às perguntas feitas por voz, a nova versão deverá ser capaz de interagir com o conteúdo da tela, podendo até realizar ações dentro de aplicativos.

Fala-se ainda em uma Siri versão “chatbot”, capaz de se comportar como o ChatGPT ou Copilot, de modo a competir com essas ferramentas. A tecnologia necessária para isso virá do Gemini, do Google.

Para facilitar o acesso à Siri, a Apple deverá implementar um gesto com o qual o usuário desliza o dedo do meio para o final da tela para que a interface de pesquisa ou pergunta apareça na sequência.

O que mais esperar da WWDC 2026?

Se os rumores estiverem corretos, o evento servirá de palco para novidades como:

  • Apple Wallet: a Carteira da Apple, como é chamada no Brasil, deverá ter suporte a uma função para divisão de contas entre duas ou mais pessoas, bem como gerar passes digitais para itens físicos, como um ingresso impresso de um show;
  • macOS 27, watchOS 27 e mais: os demais sistemas operacionais da Apple devem ser atualizados e seguir os passos do iOS 27, trazendo uma Siri mais inteligente, dentro do cabível;
  • Apple Intelligence: a Apple tem se mantido discreta sobre seu conjunto de tecnologias de IA; há uma pequena chance de que a Apple Intelligence volte a ser abordada, até porque há expectativas de novos recursos de inteligência artificial que vão além da Siri no ecossistema, como um agente de IA focado em saúde.
Logotipo da Apple com o possível novo símbolo da Siri
WWDC26 pode trazer uma nova e mais inteligente Siri (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Haverá novidades de hardware na WWDC 2026?

É possível, mas pouco provável. Existe alguma expectativa em torno de novos dispositivos Apple TV ou HomePod, por exemplo, mas tudo indica que a Apple esperará que a nova Siri esteja consolidada para só então lançar esses dispositivos.

Também há burburinhos sobre novidades para a linha Mac, mas o atual cenário de escassez de memória RAM e outros componentes deve fazer a Apple não se comprometer com novos modelos neste momento.

Como acompanhar a WWDC 2026?

A transmissão da WWDC 2026 será realizada em 8 de junho a partir das 14:00 no horário de Brasília. É possível acompanhar o evento a partir do site oficial da Apple.

A WWDC 2026 vem aí: o que esperar do evento da Apple?

O que esperar da WWDC 2026 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WWDC26 pode trazer uma nova e mais inteligente Siri (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI melhorou a memória do ChatGPT (e o que isso quer dizer)

5 de Junho de 2026, 12:36
Arte com o logotipo da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
OpenAI melhorou a memória do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI aprimorou memória do ChatGPT com uma nova arquitetura que permite ao chatbot aprender e reter preferências, projetos e restrições do usuário, melhorando contextualização de conversas;
  • recurso chamado de “sonho” atua em segundo plano para sintetizar informações de conversas em um “banco de dados pessoal”, tornando o ChatGPT mais eficiente em resgatar memórias;
  • nova arquitetura de memória já está sendo liberada para usuários nos Estados Unidos e será expandida para outros países nas próximas semanas.

Talvez você já tenha pedido para o ChatGPT “relembrar” interações anteriores para contextualizar uma conversa. A ferramenta consegue fazer isso por meio de algo que a OpenAI chama de “memória do ChatGPT”. Funciona bem, mas pode ser melhor. E será: a organização revelou que o recurso está sendo aprimorado, inclusive em contas gratuitas.

A memória é um recurso importante porque, como a própria OpenAI descreve, “ajuda o ChatGPT a aprender suas preferências, projetos e restrições, permitindo que conversas futuras comecem a partir de um contexto compartilhado, em vez de começarem do zero”.

Um exemplo: certa vez, pedi para o ChatGPT analisar o resultado de um hemograma (claro que também levei o exame ao médico); a ferramenta fez a análise e comparou os resultados com um hemograma que eu havia feito meses antes, de modo que eu pude ter uma visão mais clara da evolução dos meus parâmetros de saúde.

O recurso de memória do ChatGPT foi introduzido no começo de 2024, mas a OpenAI reconhece que, muitas vezes, é preciso que o usuário dê pistas para que ele funcione, como “lembrar que viajarei para Singapura em julho” ou, no meu exemplo, “comparar com o exame que eu fiz em dezembro do ano passado”.

Outro problema é que, com o passar do tempo, algumas informações de memória tornam-se menos relevantes no serviço, como se estivessem sendo esquecidas.

Memórias salvas no ChatGPT
Memórias salvas no ChatGPT (imagem: reprodução/OpenAI)

Como a memória do ChatGPT está sendo melhorada?

Por meio de um mecanismo de “sonho”. Trata-se de um recurso que a OpenAI introduziu em 2025 e que atua em segundo plano para sintetizar as informações de suas conversas em uma espécie de banco de dados pessoal, mesmo que elas não estejam em uma memória salva.

Como esse banco de dados é sempre checado e atualizado, o usuário precisa dar poucas ou nenhuma pista ao ChatGPT para que ele resgate uma informação.

Pois bem, nesta semana, a OpenAI anunciou uma arquitetura de memória baseada no “sonho” que gera um resumo das informações sintetizadas a partir de suas conversas. Tem mais: o resumo pode ser acessado ou atualizado manualmente por você, a qualquer momento.

A parte mais interessante é que a nova abordagem torna o ChatGPT ainda mais eficiente em contextualizar conversas. Eis um exemplo dado pela OpenAI:

Imagine que você está usando o ChatGPT para comprar novos equipamentos fotográficos compatíveis com sua câmera atual. Se você já conversou sobre seus equipamentos de fotografia com o ChatGPT, pode solicitar produtos compatíveis com “meu setup fotográfico” e receber recomendações personalizadas que atendam às suas necessidades.

Note, no exemplo, que não é necessário relembrar o modelo da câmera ao ChatGPT. E, se eventualmente você trocar de câmera, poderá atualizar essa informação no resumo.

Resumo de memórias do ChatGPT
Resumo de memórias do ChatGPT (imagem: reprodução/OpenAI)

Disponibilidade da nova arquitetura de memória do ChatGPT

A nova arquitetura de memória já começou a ser liberada para usuários dos planos Plus e Pro do ChatGPT nos Estados Unidos. Eles, aliás, já contam com o recurso de “sonhos”. Na prática, o anúncio significa que eles terão um aumento da capacidade de memória de suas contas. A liberação para usuários Plus e Pro em outros países será feita nas próximas semanas.

Usuários de contas gratuitas também serão beneficiados. Para eles, a gravação de memórias via recurso “sonho” será liberada de modo massivo, também no decorrer das próximas semanas.

OpenAI melhorou a memória do ChatGPT (e o que isso quer dizer)

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Memórias salvas no ChatGPT (imagem: reprodução/OpenAI)

Resumo de memórias do ChatGPT (imagem: reprodução/OpenAI)

Windows 11: Microsoft vai enfim botar ordem nos menus de contexto

5 de Junho de 2026, 10:54
Menu de contexto no Windows 11
Menu de contexto no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft está trabalhando em solução para reduzir número de opções nos menus de contexto do Windows 11, que podem ser confusos devido ao excesso de recursos exibidos;
  • chefe de design e pesquisa do Windows afirmou que menus de contexto serão mais rápidos e simples por padrão, além de mais configuráveis para atender às necessidades dos usuários;
  • companhia tem desafio de encontrar ponto de equilíbrio para não ocultar opções importantes, mas também não sobrecarregar os menus.

Se você já se sentiu perdido ao clicar com o botão direito do mouse sobre um arquivo ou pasta no Windows 11 por causa das numerosas opções que aparecem no menu que abre com a ação, saiba que a Microsoft está trabalhando em uma solução para isso.

Sim, esta é mais uma das várias promessas que a companhia tem feito para melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Esta aqui é um pouco diferente, porém. Ela não surgiu em um blog do Windows Insider ou em uma página de ajuda da Microsoft, mas no X.

Na rede social, um usuário reclamou que o menu que aparece com o botão direito do mouse é muito grande (tem muitas opções). Ninguém menos que Marcus Ash, chefe de design e pesquisa do Windows, surgiu por lá com a seguinte resposta:

@TeaAndDates (Tali Roth) e @marchr (March Rogers) estão trabalhando para tornar os menus de contexto mais rápidos, mais simples por padrão, configuráveis para o que você mais usa. Mais detalhes sobre nossa abordagem serão compartilhados em breve.

Marcus Ash, chefe de design e pesquisa do Windows

Roth é head de produtos na Microsoft, enquanto Rogers é diretor de design. Não está claro exatamente o que eles estão fazendo, mas a resposta de Ash deixou alguns usuários animados, incluindo o autor da queixa.

This right-click menu is kinda big, isn't it, @Windows ? pic.twitter.com/X6zxjG25g9

— Guilherme (@Galvestz) June 3, 2026

Qual o problema dos menus de contexto do Windows 11?

Eu não considero este um dos grandes problemas do Windows 11. Mas não é difícil encontrar relatos de pessoas que consideram os menus confusos por exibirem muitos recursos, alguns dos quais são pouco usados.

Parece ser um problema pequeno, mas o excesso de opções significa que, no dia a dia, você pode demorar mais do que o ideal para encontrar a função desejada ou, ainda, notar que o menu leva mais tempo do que o esperado para abrir.

São justamente esses aspectos que Ash disse que a Microsoft está atacando. Mas essa é uma tarefa mais difícil do que parece. Os desenvolvedores precisam encontrar um ponto de equilíbrio, ou seja, é necessário que os menus não tenham recursos em excesso, mas também não ocultem opções importantes.

Menus de contexto no Windows 11
À direita, o menu redundante gerada pelo botão “Mostrar mais opções” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Também é preciso que a Microsoft padronize os menus de contexto, tanto quanto possível. Sobre isso, há um aspecto que me incomoda: se você clicar em “Mostrar mais opções” no final de um menu, um menu mais simples é exibido na sequência, mas repetindo algumas opções mostradas no primeiro (vide imagem acima). Não é melhor ter um menu único, então?

Bom, a Microsoft prometeu melhorar uma série de aspectos do Windows 11 ainda em 2026. Este aparenta estar entre eles. Fiquemos de olho.

Windows 11: Microsoft vai enfim botar ordem nos menus de contexto

Menu de contexto no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

À direita, o menu redundante gerada pelo botão "Mostrar mais opções" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Uber limita uso de ferramentas como Claude Code para cortar custos com IA

3 de Junho de 2026, 15:55
Logotipo da Uber com carro
Uber limita uso de ferramentas como Claude Code para cortar custos com IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Uber estabeleceu um limite mensal de US$ 1.500 por funcionário e por ferramenta de IA (como Claude Code e Cursor);
  • medida visa conter despesas após diretor de tecnologia revelar que orçamento de 2026 da Uber para IA esgotou em quatro meses;
  • controle de uso é feito via painel interno, mas desenvolvedores poderão exceder teto se obtiverem autorização prévia.

Os custos com ferramentas de inteligência artificial estão alcançando níveis perigosos para muitas organizações. Tanto que algumas delas decidiram pisar no freio. É o caso da Uber que, recentemente, estabeleceu um limite mensal de uso de ferramentas como o Claude Code por seus funcionários.

É o que aponta a Bloomberg. De acordo com o veículo, a nova regra determina que cada funcionário gaste até US$ 1.500 por mês para cada ferramenta de programação baseada em IA que utiliza. O valor, que corresponde a R$ 7.630 na conversão atual, foi confirmado pela Uber ao site.

A limitação vale para ferramentas como Claude Code e Cursor. Pelo menos o limite mensal de US$ 1.500 foi definido individualmente para cada ferramenta de IA, de modo que o orçamento de uma não afeta o da outra. De todo modo, o limite pode ser extrapolado pelos desenvolvedores da Uber, desde que haja justificativa e autorização prévia para isso.

O controle do uso das ferramentas é feito por um painel interno ao qual cada funcionário afetado pela decisão tem acesso.

Claude Code para VS Code
Claude Code para VS Code (imagem: reprodução/Anthropic)

Uber fala em incentivar “uso responsável” da IA

Como já ficou claro, esta é uma medida de contenção de gastos. A execução de recursos de inteligência artificial gera muitos custos com processamento, a tal ponto que, se os resultados não compensarem o que é gasto com isso, a alternativa mais óbvia acaba sendo justamente a de aplicar uma política de moderação de uso. Nesse sentido, a Uber deu a seguinte declaração à Bloomberg:

Acreditamos que esta [limitação] é uma maneira bastante direta de incentivar, de forma responsável, a adoção e a experimentação de IA ética em larga escala em toda a empresa.

Algum movimento de controle de gastos já era esperado, afinal, em abril, o diretor de tecnologia da companhia, Praveen Neppalli Naga, reconheceu que a Uber esgotou todo o orçamento de 2026 para IA em apenas quatro meses.

Mas este está longe de ser um problema exclusivo da Uber. Um movimento ligeiramente semelhante envolve o GitHub. Em 1º de junho de 2026, a plataforma adotou um modelo de créditos para a sua ferramenta de programação baseada em IA, o Copilot. Na prática, isso significa que os usuários passaram a pagar pela quantidade de vezes que usam a ferramenta.

Eis o efeito: muitos desenvolvedores que usam o GitHub Copilot ficaram furiosos com a nova forma de cobrança, pois eles viram seus gastos com a ferramenta dispararem de uma hora para a outra.

Uber limita uso de ferramentas como Claude Code para cortar custos com IA

Uber (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Claude Code para VS Code (imagem: reprodução/Anthropic)

Lembra do Paint.NET? Agora ele pode ser baixado em… paint.net

3 de Junho de 2026, 12:41
Editor de imagem Paint.NET
Editor de imagem Paint.NET (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Paint.NET é uma versátil editor de imagens gratuito para Windows que existe há mais de 20 anos;
  • desenvolvedor do Paint.NET assumiu controle do domínio paint.net após anos de tentativas;
  • proprietários anteriores usavam endereço para lucrar com anúncios duvidosos e tráfego enganoso, segundo criador da ferramenta.

Se você tem três décadas de vida ou mais, é provável que tenha pelo menos ouvido falar do Paint.NET. Trata-se de um editor de imagens lançado em 2004 como uma alternativa mais avançada ao Paint da Microsoft. A ferramenta ainda existe e, somente agora, mais de 20 anos depois, conseguiu um feito importante: ser disponibilizada a partir do domínio paint.net.

O Paint.NET é interessante porque não consiste apenas em uma ferramenta de desenho. O software suporta camadas, efeitos diversos, seleções avançadas, histórico de edições, entre outros recursos, podendo ser usado tanto para criação de imagens quanto para tratamento de fotos.

É verdade que o Paint.NET não é tão rico em funcionalidades quanto o Photoshop ou o Canva, por exemplo, mas ele oferece as vantagens de ser gratuito, leve e relativamente fácil de se usar.

Mas baixar o Paint.NET sempre exigiu cuidado. Pela lógica, o primeiro lugar que você acessaria para fazer isso é o endereço paint.net, que correspondente exatamente ao nome do software. O problema é que esse endereço nunca tinha pertencido ao projeto.

Isso era, de fato, um problema. Ao acessar o endereço paint.net, o usuário não só não encontrava o editor de imagens, como ficava sujeito a anúncios ou links duvidosos que em nada beneficiavam o projeto.

Felizmente, isso acaba de mudar.

Desenvolvedor do Paint.NET agora é dono do domínio

Rick Brewster é o responsável pelo Paint.NET. Usando o X, o desenvolvedor revelou que, após anos de tentativa, finalmente conseguiu se tornar dono do domínio de seu projeto:

Então agora, quando você quiser encontrar o Paint.NET, basta abrir seu navegador e digitar paint.net em algum lugar, pressionar Enter, e pronto. Sem mais confusão.

(…) Tenho tentado conseguir esse domínio há 22 anos. Isso é um grande negócio.

Rick Brewster, desenvolvedor do Paint.NET

Ainda no X, Brewster diz que os proprietários anteriores do domínio não queriam vendê-lo ou exigiam muito dinheiro para isso.

Para aproveitar o tráfego de usuários que chegavam ao site buscando o editor de imagens, esses proprietários exibiam links ou anúncios duvidosos na página. “E foi assim que isso se tornou um caso claro de violação de marca registrada e ocupação de domínio. Com a ajuda de um advogado, eu consegui o domínio”, complementou Brewster.

Paint.NET rodando no Windows 10
Paint.NET rodando no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ainda não houve transferência para o novo site. Mas o domínio paint.net já tem um link para o endereço anterior (que é bem “datado”, convenhamos). Só fique atento porque, ao chegar à página de download (se você quiser experimentar o editor), haverá alguns anúncios inconvenientes pelo caminho.

Caso você esteja se perguntando sobre o porquê do nome Paint.NET para o editor, se o domínio em questão não pertencia ao projeto desde o início, o próprio Brewster explicou via X:

O nome Paint.NET vem do fato de que a ideia original era que o editor fosse uma espécie de substituto do Paint, e também porque foi escrito em C# para o .NET Framework (uma escolha de nome ruim por parte da Microsoft, na minha opinião).

Era apenas um projeto da faculdade, não esperava que fizesse tanto sucesso ou se tornasse popular.

Rick Brewster, desenvolvedor do Paint.NET

Lembra do Paint.NET? Agora ele pode ser baixado em… paint.net

Editor de imagem Paint.NET (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Paint.NET rodando no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Devs estão furiosos com nova forma de cobrança do GitHub Copilot

3 de Junho de 2026, 11:28
GitHub Copilot
GitHub Copilot (imagem ilustrativa: reprodução/GitHub)
Resumo
  • GitHub Copilot passou a adotar sistema de créditos desde 1º de junho de 2026;
  • desenvolvedores relatam aumentos drásticos nos custos com o GitHub Copilot em razão da mudança;
  • com novo modelo de cobrança, GitHub visa conter prejuízos da plataforma com processamento de IA.

O mês de junho chegou e, com isso, o GitHub passou a adotar um modelo de créditos (AI Credits) para os usuários que quiserem usar o assistente de inteligência artificial Copilot em seus projetos. Muitos desenvolvedores não gostaram da mudança, por um simples motivo: os seus custos com IA aumentaram enormemente.

Para você entender o que aconteceu, vale uma recapitulação. Em abril deste ano, o GitHub suspendeu novas assinaturas dos planos Pro, Pro+ e Student para conter os gastos elevados que a plataforma estava registrando com a execução do Copilot (que, aqui, não tem relação com o Microsoft Copilot, apesar de o GitHub pertencer à companhia).

Uma semana depois, o GitHub anunciou que adotaria o modelo de créditos que, na prática, passa a cobrar o usuário pela frequência de uso do Copilot. Isso significa que, quanto mais a ferramenta de IA para programação for utilizada, mais o usuário terá que pagar por isso.

Pois bem, a nova abordagem passou a vigorar em 1º de junho de 2026. Nela, os planos do GitHub Copilot continuam sendo oferecidos, mas com a mensalidade sendo convertida em créditos. Estes são os preços:

PlanoMensalidade
GitHub Copilot ProUS$ 10
GitHub Copilot Pro+US$ 39
GitHub Copilot MaxUS$ 100
GitHub Copilot BusinessUS$ 19/usuário
GitHub Copilot EnterpriseUS$ 39/usuário

Cada AI Credit corresponde a US$ 0,01. Quando os AI Credits esgotam, o desenvolvedor precisa comprar mais créditos. É aqui que os problemas começam.

Desenvolvedores: custos com GitHub Copilot dispararam

Como já dito, o modelo de crédito entrou em vigor em 1º de junho. E, já no mesmo dia, um número considerável de usuários passou a reclamar que seus gastos com o GitHub Copilot dispararam.

Nesta discussão no GitHub Community, por exemplo, um usuário do Copilot Pro+ afirma que 13% dos créditos mensais de sua assinatura foram embora em menos de uma hora de uso. Outro respondeu que, em 2 de junho, 71% de seus créditos já haviam sido consumidos.

Gráfico de consumo de AI Credits no GitHub Copilot
Aqui, o usuário consumiu 1.085 de seus 1.500 AI Credits em apenas um dia (imagem: reprodução/GitHub Community)

neste tópico no Reddit, um usuário afirma que assinava o Copilot Pro+ desde que o plano foi lançado. Porém, com a recente mudança, ele prevê que seu gasto para este mês passará de US$ 39 (valor da assinatura) para US$ 847 com o mesmo padrão de uso. Por conta disso, ele decidiu cancelar o plano.

Queixas semelhantes a essas devem ganhar força nos próximos dias, não só por parte de desenvolvedores individuais como também por organizações.

O fato é que a execução de ferramentas de IA tem custos elevados e, uma hora, a conta precisa ser paga. Os usuários do GitHub Copilot sabem disso. Mas, para eles, a mudança para o modelo de créditos ocorreu de modo tão desproporcional que, como o exemplo mais acima deixou claro, muitos deles já começam a procurar alternativas.

Devs estão furiosos com nova forma de cobrança do GitHub Copilot

GitHub Copilot (imagem ilustrativa: reprodução/GitHub)

Aqui, o usuário consumiu 1.085 de seus 1.500 AI Credits em apenas um dia (imagem: reprodução/GitHub Community)

A Microsoft acaba de dar mais um abraço no Linux

2 de Junho de 2026, 16:45
Distribuições Linux compatíveis com o WSL
Distribuições Linux no WSL para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft anunciou maior integração do Linux a ambientes Windows durante conferência Build 2026;
  • recurso WSL ganhará suporte nativo a contêineres por API e comandos para CMD ou PowerShell;
  • já projeto Coreutils para Windows foi liberado para levar comandos clássicos do Linux, como o “ls”, ao sistema da Microsoft.

Se 2026 é o ano do Linux, eu não sei. Mas é o ano em que a Microsoft dá mais um “abraço” no Linux. Durante a Build 2026, que teve início nesta terça-feira (02/06), a companhia anunciou que o Windows Subsystem for Linux (WSL) será ainda mais integrado ao seu sistema operacional. Outra novidade é o Coreutils, que, na prática, leva os comandos do Linux para o Windows.

Comecemos pelo WSL, ferramenta desenvolvida pela própria Microsoft que executa determinadas distribuições Linux em ambientes Windows. Trata-se de um recurso que permite que desenvolvedores, profissionais de TI, pesquisadores e afins trabalhem com o Linux a partir do Windows, sem depender de máquinas virtuais ou de dual boot.

Na Build 2025, a Microsoft anunciou a decisão de tornar o Windows Subsystem for Linux um software de código aberto (ainda que com algumas ressalvas). Agora, na edição 2026 do evento, a companhia anunciou os “contêineres WSL”.

O que a Microsoft quer dizer com “contêineres WSL”?

Aqui, um contêiner pode ser entendido como um pacote que engloba uma aplicação junto com as suas dependências (bibliotecas, arquivos de configuração, módulos complementares, entre outros), de modo a permitir a sua execução padronizada em diferentes ambientes computacionais.

Até então, trabalhar com contêineres no WSL costumava exigir o uso de ferramentas de terceiros, com o Docker Desktop sendo um exemplo notável de solução para esse fim.

Com o anúncio de hoje, o WSL passa a permitir a execução de contêineres Linux por meio de uma API específica para isso. Além disso, a ferramenta contará com uma interface de linha de comando (CLI, na sigla em inglês) própria para a execução de tarefas relacionadas a contêineres no WSL por meio do Prompt de Comando (CMD) ou do PowerShell.

A companhia comenta a novidade:

Os contêineres WSL fornecem uma maneira integrada de criar, executar e interagir com contêineres Linux no Windows. Seja para desenvolvimento local, fluxos de trabalho de IA/ML ou testes em contêineres, os contêineres Linux são executados imediatamente.

Pavan Davuluri, chefe da divisão Windows

Os contêineres WSL estarão disponíveis nos próximos meses para os interessados, inicialmente em fase preview.

Coreutils para Windows é outra novidade da Microsoft ligada ao Linux

Ainda na Build 2026, a Microsoft anunciou a liberação oficial do Coreutils para Windows. Trata-se de um conjunto de utilitários baseados em linha de comando. Na prática, o seu objetivo é permitir que os usuários usem os mesmos comandos básicos do Unix, Linux ou macOS no Windows.

Por exemplo, se você quiser visualizar o conteúdo de uma pasta no Prompt de Comando, deve digitar o comando dir ali; com o Coreutils, você pode executar a mesma ação em ambiente Windows usando o comando ls.

O Coreutils para Windows está disponível no GitHub. Vale destacar que o projeto é baseado no Uutils que, por sua vez, consiste em uma implementação do GNU Coreutils em linguagem Rust.

Outra novidade da Microsoft na Build 2026, desta vez não ligada diretamente ao Linux, é o Surface RTX Spark Dev Box, um PC “diferentão” direcionado a desenvolvedores.

A Microsoft acaba de dar mais um abraço no Linux

💾

Windows Subsystem for Linux (WSL) terá suporte nativo a contêineres Linux. Já projeto Coreutils levará comandos clássicos do Linux ao Windows.

Distribuições Linux compatíveis com o WSL (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Surface RTX Spark Dev Box é o PC diferentão da Microsoft para devs

2 de Junho de 2026, 14:29
Surface RTX Spark Dev Box
Surface RTX Spark Dev Box (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft revelou Surface RTX Spark Dev Box na conferência Microsoft Build 2026;
  • computador para desenvolvimento traz chip Nvidia RTX Spark, 128 GB de memória RAM e sistema operacional Windows 11 Pro;
  • novidade permite executar modelos de IA complexos localmente e chega aos EUA até o fim de 2026.

A conferência Microsoft Build 2026 teve início nesta terça-feira (02/06). O primeiro anúncio da Microsoft no evento foi o Surface RTX Spark Dev Box. Se você acha que este é um PC não convencional para desenvolvedores, achou certo! A novidade é direcionada ao desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial.

Como o próprio nome deixa claro, o computador é comandado pelo também recente Nvidia RTX Spark, “superchip” que combina até 20 núcleos de CPU de arquitetura Arm com uma GPU Nvidia Blackwell com 6.144 núcleos CUDA. O sistema operacional, sem nenhuma surpresa, é o Windows 11 Pro.

A própria Microsoft classifica o Surface RTX Spark Dev Box como um “PC compacto para desenvolvedores”. Mas, a despeito disso, é impossível não reparar no design inusitado da máquina e, esta sendo uma opinião inicial minha, elegante. Confesso, porém, que por um segundo pensei se tratar de uma nova geração do Xbox.

Devaneios à parte, o que importa é a proposta da novidade. Ainda de acordo com a Microsoft, o Surface RTX Spark Dev Box aproveita a capacidade de desempenho de 1 teraflop de seu processador para permitir que desenvolvedores trabalhem em aplicações de IA de modo local, com eficiência:

Ao trazer a poderosa computação de IA para a borda, os desenvolvedores podem reservar as chamadas de modelos de ponta para problemas realmente inovadores e lidar com o restante em seu próprio hardware.

Microsoft

Para tanto, o chip RTX Spark trabalha em conjunto com 128 GB de memória RAM. Novamente, a companhia comenta:

Isso oferece poder computacional suficiente para executar modelos com mais de 120 bilhões de parâmetros e 1 milhão de tokens de contexto localmente, em velocidades interativas, ou para ajustar modelos que antes exigiam instâncias de GPU na nuvem.

Microsoft

Ainda há detalhes sobre a máquina a serem revelados, mas já sabemos que, no quesito conectividade, o Surface RTX Spark Dev Box oferece duas portas USB-C, porta USB-A, HDMI, Ethernet e conexão para fones de ouvido.

O aspecto do software não foi esquecido. A Microsoft destaca que a novidade virá de fábrica com o Windows Subsystem for Linux 2 (WSL 2) já configurado para funcionar com a GPU. VS Code, GitHub Copilot, Git, Python e Node.js estão entre os demais recursos de desenvolvimento pré-instalados.

Surface RTX Spark Dev Box conectado a dois monitores
Surface RTX Spark Dev Box conectado a dois monitores (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando o Surface RTX Spark Dev Box será lançado?

O Surface RTX Spark Dev Box será lançado nos Estados Unidos até o fim de 2026, segundo a Microsoft. Ainda não há informação sobre preço, muito menos sobre lançamento oficial em outros países.

Interessados podem se cadastrar na página do Surface RTX Spark Dev Box para serem avisados com antecedência sobre seu lançamento.

Surface RTX Spark Dev Box é o PC diferentão da Microsoft para devs

💾

PC compacto da Microsoft é voltado a desenvolvedores que criam aplicações de inteligência artificial. Computador vem equipado com o chip Nvidia RTX Spark.

Surface RTX Spark Dev Box (imagem: reprodução/Microsoft)

Senador quer repartir as gigantes de IA com o povo americano

2 de Junho de 2026, 11:51
Senador Bernie Sanders
Senador Bernie Sanders (imagem: William S. Saturn/Wikimedia)
Resumo
  • senador americano Bernie Sanders anunciou um projeto de lei para criar o American AI Sovereign Wealth Fund Act, um fundo soberano (atrelado ao governo);
  • fundo receberia uma transferência única de 50% das ações de companhias de IA para beneficiar os cidadãos americanos;
  • chances de aprovação são pequenas, mas projeto de lei pode ajudar Sanders a chamar a atenção para possíveis aspectos negativos da IA sobre a socidade.

Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos pelo estado de Vermont, propôs a transferência de 50% do capital de empresas de inteligência artificial para o povo americano. A medida afetaria organizações como OpenAI, Anthropic e xAI, sendo esta última ligada a Elon Musk.

A proposta vai ser apresentada na forma de um projeto de lei que tem dois objetivos principais: garantir que a riqueza oriunda da IA melhore o padrão de vida da população dos Estados Unidos; limitar o uso da IA como mecanismo que atende aos interesses de poderosos grupos privados.

Para tanto, o projeto de lei parte da premissa de que os modelos de IA são desenvolvidos com base na pesquisa e trabalho de milhões de pessoas, na grande maioria das vezes, sem que elas tenham dado permissão para a exploração desse conhecimento ou sejam recompensadas por isso.

No entendimento de Sanders, se o que a inteligência artificial oferece é resultado de esforços humanos coletivos, a riqueza produzida por ela deve, então, ser compartilhada coletivamente.

Via X, o senador comentou:

A IA é construída sobre o conhecimento coletivo da humanidade.

A riqueza que ela gera deve beneficiar a humanidade — e não apenas Elon Musk, Sam Altman e outros oligarcas da IA.

É por isso que apresentarei o Projeto de Lei do Fundo Soberano de IA dos EUA — para dar ao povo uma participação direta na propriedade [da tecnologia].

Bernie Sanders, senador dos EUA

O projeto propõe uma transferência única de 50% do capital de empresas de IA por meio de ações a um fundo soberano (atrelado ao governo) de nome American AI Sovereign Wealth Fund Act.

AI is built on humanity’s collective knowledge.

The wealth it generates must benefit humanity — not just Elon Musk, Sam Altman and other AI oligarchs.

That’s why I’ll be introducing the American AI Sovereign Wealth Fund Act — to give the public a direct ownership stake. pic.twitter.com/UqW71FBv2Z

— Sen. Bernie Sanders (@SenSanders) June 1, 2026

O projeto de lei de Sanders pode ser aprovado?

Bernie Sanders é um político bastante influente, mas as chances de que seu projeto seja aprovado, pelo menos da forma como está sendo apresentado, são pequenas.

Primeiro porque, provavelmente, as organizações especializadas em IA certamente vão apresentar alguma resistência, embora Sanders tenha destacado que o seu projeto foi baseado em ideias da própria indústria, citando, como exemplo, a criação de fundos soberanos ligados à IA propostos pela Anthropic e por Sam Altman, CEO da OpenAI.

Em segundo lugar, o fundo soberano proposto por Sanders seria baseado na transferência de ações das empresas de IA, não em receita ou lucro. O que aconteceria, então, se essas companhias apresentarem prejuízo? Nesse sentido, vale lembrar que as operações da OpenAI ainda são majoritariamente deficitárias.

Para completar, ainda não está claro como gigantes como Amazon, Google e Microsoft seriam afetadas. Nessas companhias, a IA aparece como um de seus vários negócios.

Mesmo que o projeto de lei não vá para frente, Sanders pode alcançar outro objetivo com a sua apresentação: chamar a atenção para os aspectos potencialmente negativos da IA sobre a sociedade. Essa é uma bandeira que o senador levanta há algum tempo, destacando, como exemplo, o risco de a tecnologia eliminar empregos em massa.

Com informações de Mashable

Senador quer repartir as gigantes de IA com o povo americano

Senador Bernie Sanders (imagem: William S. Saturn/Wikimedia)

MediaTek ajudou a criar o Nvidia RTX Spark, e explica como

1 de Junho de 2026, 16:40
Nvidia RTX Spark ao lado dos logotipos da Nvidia e MediaTek
MediaTek ajudou a criar o Nvidia RTX Spark, e explica como (imagem: reprodução/MediaTek)
Resumo
  • Nvidia revelou chip RTX Spark para equipar notebooks e miniPCs focados em inteligência artificial;
  • MediaTek colaborou na integração e gerenciamento de energia do novo chip;
  • novidade traz CPU de arquiterua Arm e GPU integrada Blackwell, marcando a estreia da MediaTek e Nvidia em um novo segmento.

Foram meses de rumores até a Nvidia anunciar, na Computex 2026, o seu “superchip” para PCs. O Nvidia RTX Spark reúne núcleos de CPU e GPU para atender a notebooks ou miniPCs de alto desempenho. Mas a Nvidia não está sozinha no projeto: a novidade foi desenvolvida em parceria com a MediaTek.

Não chega a ser surpresa. O Nvidia RTX Spark é baseado no chip GB10 Grace Blackwell, SoC apresentado no início de 2025 para equipar o DGX Spark AI, supercomputador em formato de miniPC que é direcionado a atividades de inteligência artificial e, no início, era chamado de Project Digits.

O GB10 é resultado de uma parceria entre a Nvidia e a MediaTek. Nada mais natural que ambas as companhias tenham trabalhado juntas para tirar o RTX Spark do papel, desta vez com o intuito de fazer as adaptações necessárias para o chip ser apto ao segmento de PCs — notebooks e miniPCs de alto desempenho, para ser exato.

Qual o papel da MediaTek no RTX Spark?

A própria MediaTek destaca que o seu papel foi o de, essencialmente, aplicar a sua experiência com chips de baixo consumo energético (direcionados principalmente a celulares) para ajudar a Nvidia na integração interna da novidade, de modo a permitir que CPU, cache e outros componentes se comuniquem de modo eficiente.

Isso foi feito por meio de cinco abordagens principais:

  • integração de sistema: combinação dos diferentes blocos do chip, trabalho que contou com o apoio da TSMC, responsável pela litografia de 3 nm do RTX Spark;
  • motor de alto desempenho: significa que a MediaTek foi responsável por desenvolver e combinar o bloco de CPU com o sistema de cache do chip;
  • arquitetura de memória: implementação de um controlador de memória de alto desempenho, capaz de suportar até 128 GB de memória RAM unificada (essa é justamente a quantidade máxima de RAM com a qual o RTX Spark trabalha);
  • gerenciamento inteligente de energia: aplicação de tecnologias de Circuito Integrado de Gerenciamento de Energia (PMIC, na sigla em inglês) para otimizar a alimentação elétrica do chip;
  • conectividade sem fio: integração de tecnologias de comunicação sem fio de latência ultrabaixa para prevenção de atrasos em jogos ou aplicações de IA que se comunicam com as nuvens, por exemplo.

O que é o Nvidia RTX Spark?

O Nvidia RTX Spark é um “superchip” para PCs que combina até 20 núcleos de CPU de arquitetura Arm com uma GPU Nvidia Blackwell com 6.144 núcleos CUDA (equivalente a uma GeForce RTX 5070). A novidade pode trabalhar com até 128 GB de memória LPDDR5X para equipar PCs de alto desempenho focados em execução local de aplicações de IA.

Para a MediaTek, o projeto pode ter um efeito positivo indireto, creio: diminuir a percepção de que a empresa é tecnologicamente inferior à Qualcomm que, aliás, deu as boas-vindas à Nvidia ao segmento de chips Arm para PCs.

Mais interessante, porém, foi a reação da Intel sobre o Nvidia RTX Spark: a companhia manifestou ter uma “dose saudável de paranoia” sobre a novidade, mas ressaltou que ainda acredita que seus próprios chips são as melhores soluções para os clientes.

MediaTek ajudou a criar o Nvidia RTX Spark, e explica como

💾

Direcionado a PCs de alto desempenho focados em IA, RTX Spark é um chip que reúne CPU e GPU. Projeto contou com participação da MediaTek.

MediaTek ajudou a criar o Nvidia RTX Spark, e explica como (imagem: reprodução/MediaTek)

A reação da Intel ao anúncio do chip Nvidia RTX Spark para PCs

1 de Junho de 2026, 12:43
chip Nvidia RTX Spark
chip Nvidia RTX Spark (imagem: YouTube/Nvidia)
Resumo
  • Nvidia anunciou RTX Spark na Computex 2026, chip de alto desempenho que combina núcleos de CPU e GPU para PCs;
  • executivo da Intel reconheceu potencial do rival, mas destacou que chip de arquitetura Arm pode enfrentar barreiras de compatibilidade;
  • Nvidia RTX Spark é voltado a notebooks e miniPCs potentes, trazendo suporte avançado para IA local.

No segmento de PCs, a Nvidia é referência em placas de vídeo. Mas, na Computex 2026, a companhia deu um passo além ao anunciar o RTX Spark, um chip que reúne núcleos de CPU com GPU e é direcionado a PCs. A Intel ficou preocupada? Sim, mas ainda confia fortemente em seus próprios chips.

É o que Nish Neelalojanan, diretor sênior de gerenciamento de produtos da Intel, dá a entender. O executivo foi questionado pelo Tom’s Hardware sobre como a empresa enxerga a chegada do chip rival. Na resposta, Neelalojanan reconhece o potencial da Nvidia, mas sugere que o fato de o novo chip ser baseado na arquitetura Arm poderá trazer limitações a ele:

A Nvidia lança ótimos produtos, certo? E eles sabem como lidar com jogos, sabem como fazer todas essas coisas diferentes. Então, sempre encaramos tudo com uma dose saudável de paranoia, mas também estamos muito, muito confiantes em nossos produtos.

Quando uma CPU Arm entra no mercado, surgem muitos problemas de compatibilidade, DRM, retrocompatibilidade, então, como resultado, estamos muito confiantes de que temos a combinação certa de CPU e GPU para clientes, tanto em jogos quanto para o que chamamos de cargas de trabalho de inferência de IA.

Nish Neelalojanan, diretor sênior de gerenciamento de produtos da Intel

A resposta me pareceu coerente. Por um lado, Neelalojanan sinaliza que sabe que não pode menosprezar a Nvidia; por outro, demonstra entender que o RTX Spark terá desafios para se consolidar em PCs.

Poderá ter desafios, mesmo. Basta observarmos que, com os chips Snapdragon X, a Qualcomm tenta se estabelecer nesse mercado, mas ainda tem uma penetração muito pequena na comparação com a Intel e a AMD.

O ponto de atenção reside no fato de que o RTX Spark chega com uma proposta diferente. Enquanto os chips Snapdragon X priorizam a autonomia, a novidade da Nvidia foca em desempenho, até porque foi preparada para lidar com altas cargas de trabalho para inteligência artificial.

Além disso, a Microsoft revelou que está trabalhando junto à Nvidia para otimizar a execução do Prism pelo RTX Spark, componente do Windows 11 que emula software x86/x64 em computadores com chips de arquitetura Arm.

Levemos em conta também que a Nvidia fechou parcerias com desenvolvedores de aplicativos e jogos para que esses softwares tenham versões otimizadas para o RTX Spark.

Por conta disso, é prudente a Intel não contar muito com a possibilidade de o RTX Spark enfrentar limitações técnicas em sua estreia no mercado de PCs.

Algo que pode pesar a favor da Intel é o fator preço: como o RTX Spark é direcionado a computadores de alto desempenho, eles não serão baratos. Fala-se em preços começando em US$ 3.500 (R$ 17.650 em conversão direta).

O que é o Nvidia RTX Spark?

O Nvidia RTX Spark é um “superchip” para PCs que combina até 20 núcleos de CPU de arquitetura Arm com uma GPU Nvidia Blackwell com 6.144 núcleos CUDA (equivalente a uma GeForce RTX 5070).

A novidade pode trabalhar com até 128 GB de memória LPDDR5X e promete 1 petaflop de desempenho para aplicações de inteligência artificial considerando a sua versão mais completa.

O foco da Nvidia com o RTX Spark são os segmentos de notebooks e miniPCs de alto desempenho. As primeiras máquinas equipadas com o novo chip deverão ser lançadas até o próximo trimestre por marcas como Acer, Asus, Dell, Gigabyte, HP e Lenovo, além da própria Microsoft com o futuro Surface Ultra.

Cá entre nós, eu torço para o RTX Spark emplaque, mesmo que isso ocorra em versões posteriores, afinal, concorrência nunca é demais nesse setor.

A reação da Intel ao anúncio do chip Nvidia RTX Spark para PCs

💾

Executivo da Intel manifestou "dose saudável de paranoia" sobre o RTX Spark, mas sinalizou que empresa ainda confia em seus próprios chips.

chip Nvidia RTX Spark (imagem: YouTube/Nvidia)

Nvidia RTX Spark: novo chip combina CPU e GPU, e promete revolucionar o PC

1 de Junho de 2026, 10:20
Resumo
  • Nvidia anunciou “superchip” RTX Spark na Computex 2026 para computadores com Windows 11; novidade combina arquitetura Arm e gráficos Blackwell;
  • novo processador promete capacidade de até 1 petaflop para tarefas de inteligência artificial e, como tal, permite execução local de grandes modelos de IA;
  • primeiros computadores equipados com o chip devem chegar ao mercado global a partir de setembro de 2026; grandes fabricantes de PCs e a própria Microsoft confirmaram lançamentos.

Faz tempo que há rumores sobre a Nvidia lançar um processador para PCs de forma a competir com a Intel e a AMD. Esse dia chegou: a companhia aproveitou a Computex 2026 para anunciar o Nvidia RTX Spark para computadores com Windows 11. A novidade não é, porém, uma CPU convencional, mas algo que a própria empresa chama de “superchip”.

Em linhas gerais, o objetivo do novo chip é transformar o Windows em uma plataforma de inteligência artificial, mais precisamente, em um sistema operacional potencializado por agentes de IA. Isso explica o fato de o projeto ter sido conduzido em parceria com a Microsoft.

Para tanto, a Nvidia baseou o RTX Spark no GB10, “superchip” apresentado no começo de 2025 para comandar o DGX Spark AI (inicialmente chamado de Project Digits), aquele supercomputador em forma de miniPC desenvolvido especialmente para aplicações de inteligência artificial.

O Nvidia RTX Spark combina até 20 núcleos de CPU de arquitetura Grace e processo de fabricação de 3 nm da TSMC com uma GPU Nvidia Blackwell com 6.144 núcleos CUDA que, na prática, equivale a uma GeForce RTX 5070. O chip é complementado com algo entre 16 GB e 128 GB de LPDDR5X, com a largura de banda de memória podendo chegar a 300 GB/s (gigabytes por segundo).

Que fique claro que os núcleos de CPU do RTX Spark seguem a arquitetura Arm. Por conta disso, a Microsoft afirma ter otimizado o Prism para trabalhar com o novo chip. O Prism é um componente do Windows 11 que emula software x86/x64 justamente em computadores com chips de arquitetura Arm, vale relembrar.

Apesar disso, a Nvidia também está trabalhando junto com desenvolvedores de softwares e jogos para que estes tenham versões nativamente compatíveis com o novo processador.

No quesito desempenho, a novidade promete não decepcionar. A Nvidia fala em capacidade de processamento de 1 petaflop para aplicações de IA em precisão FP4, ou seja, o chip pode lidar com 1 quatrilhão de operações por segundo focadas em inteligência artificial, considerando as suas especificações mais elevadas.

A Nvidia também destaca que o novo chip permite a execução local de modelos de IA com até 200 bilhões de parâmetros, novamente considerando a versão mais avançada do RTX Spark.

Neste ponto, já deve ter ficado claro para você que a novidade terá versões com diferentes características, havendo variações na quantidade de núcleos de CPU, por exemplo.

Se o RTX Spark será capaz de mudar os rumos do segmento de PCs, é cedo para dizer. Mas essa parece ser a expectativa da Nvidia e da Microsoft.

RTX Spark é direcionado a laptops e miniPCs de alto desempenho
RTX Spark é direcionado a laptops e miniPCs de alto desempenho (imagem: reprodução/Nvidia)

Quando o Nvidia RTX Spark estará disponível?

O Nvidia RTX Spark foi desenvolvido para equipar notebooks de alto desempenho, bem como desktops que seguem o formato de miniPC (remetendo ao DGX Spark AI).

Companhias como Acer, Asus, Dell, Gigabyte, HP e Lenovo confirmaram que lançarão máquinas baseadas no Nvidia RTX Spark. A Microsoft também: trata-se do Surface Ultra, laptop que terá tela de 15 polegadas.

Os primeiros computadores equipados com o Nvidia RTX Spark devem ser lançados a partir de setembro de 2026, ainda não havendo previsão de chegada ao Brasil.

Mais um detalhe: o Nvidia RTX Spark é resultado de uma parceria com a MediaTek.

Nvidia RTX Spark: novo chip combina CPU e GPU, e promete revolucionar o PC

💾

RTX Spark é a aposta da Nvidia para brigar com Intel e AMD nos segmentos de laptops e miniPCs de alto desempenho com Windows 11.

RTX Spark é direcionado a laptops e miniPCs de alto desempenho (imagem: reprodução/Nvidia)

Microsoft critica exposição de falhas no Windows e é criticada de volta

29 de Maio de 2026, 16:57
Ilustração de cadeado vermelho, representando segurança
Microsoft critica exposição de falhas do Windows e é criticada de volta (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft criticou publicamente pesquisador por supostamente divulgar vulnerabilidades do Windows sem avisá-la antes;
  • em sua defesa, pesquisador alega ter tentado contato, mas que foi bloqueado pela companhia, situação que gerou debate;
  • especialistas apontam que, muitas vezes, é difícil tratar de vulnerabilidades com a Microsoft.

Em uma atitude inesperada, a Microsoft reclamou de um especialista em segurança que teria divulgado vulnerabilidades em ferramentas do Windows sem, antes, avisar a companhia dos problemas. Soa como algo compreensível. Mas esse atrito também expõe a, muitas vezes, complicada relação entre a empresa e “caçadores de bugs”.

De fato, o ritual padrão em circunstâncias do tipo consiste em avisar a organização responsável pelo software vulnerável, negociar um prazo para que correções sejam implementadas e somente então divulgar o problema. Dessa forma, a falha só se tornará conhecida publicamente quando houver solução para ela.

Mas, de acordo com a Microsoft, isso não ocorreu com vulnerabilidades recentes que ficaram conhecidas como RedSun, UnDefend, BlueHammer, YellowKey, GreenPlasma e MiniPlasma, e que envolvem ferramentas como Windows Defender (Segurança do Windows) e BitLocker:

As vulnerabilidades conhecidas como RedSun, UnDefend, BlueHammer, YellowKey, GreenPlasma e MiniPlasma não foram divulgadas de forma responsável.

Em resposta ao risco desnecessário criado por essas divulgações, nossas equipes de segurança têm trabalhado incansavelmente para entender o impacto, proteger nossos clientes e desenvolver atualizações de segurança.

Microsoft Security Response Center

Os problemas em questão foram publicados vagamente em um blog por um pesquisador que se identifica apenas como Nightmare Eclipse. A parte mais grave, porém, é que detalhes técnicos sobre as falhas foram compartilhados em repositórios no GitHub e GitLab (já suspensos).

Sem entrar em detalhes, a Microsoft informou que continuará adotando medidas judiciais e, se necessário, acionando autoridades policiais, quando problemas como esses forem expostos de modos que a companhia considera irresponsáveis.

Logotipo do Windows sobre logotipos da Microsoft
Microsoft entende que falhas no Windows foram divulgadas de modo irresponsável (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O outro lado: Nightmare Eclipse afirma ter tentado falar com a Microsoft

Em seu blog, Nightmare Eclipse alega que tentou comunicar as falhas à Microsoft, mas que a companhia não só não lhe deu a devida atenção como bloqueou o seu acesso ao Microsoft Security Response Center, plataforma onde falhas podem ser reportadas.

Olhando de fora, é difícil dizer quem está certo nessa história. Independentemente disso, outros especialistas em segurança aproveitaram o assunto para expressar o quão difícil é tratar de segurança com a Microsoft.

Um deles é Kevin Bueaumont, ex-funcionário da Microsoft que descobriu uma falha importante no Windows Recall, por exemplo. O especialista explica que não defende as ações de Nightmare Eclipse, mas foi crítico sobre a postura da empresa de classificar provas de bugs como “atividades criminosas”:

A criação e distribuição de exploits de prova de conceito para zero-days agora é considerada “atividade criminosa”? Quem na CELA [departamento jurídico] aprovou esse texto? A Microsoft é a maior distribuidora de zero-days, via GitHub. Não seguir os processos inventados de “divulgação responsável” não é ilegal.

Kevin Beaumont, especialista em segurança digital

Temos um exemplo recente de como a relação da Microsoft com especialistas em segurança pode ser problemática. No começo do mês, um pesquisador descobriu que o Edge salva senhas na memória em forma de texto simples. Alertada, a Microsoft respondeu que esse é um comportamento esperado.

Pegou mal. Tanto que, dez dias depois, a companhia admitiu que carregar senhas como texto no Edge não é uma abordagem segura e tratou de resolver o problema.

Microsoft critica exposição de falhas no Windows e é criticada de volta

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Windows e Microsoft (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Euro-Office vem aí para ajudar Europa a depender menos dos EUA

29 de Maio de 2026, 13:08
O Euro-Office vem aí
O Euro-Office vem aí (imagem: reprodução/Nextcloud)
Resumo
  • Euro-Office, suíte de escritório de código aberto voltada à soberania digital europeia, tem lançamento oficial marcado para 9 de junho;
  • mas projeto enfrenta uma polêmica de suposta violação de licença em relação ao OnlyOffice devido à remoção de atribuições originais;
  • pacote terá ampla compatibilidade de formatos e estará disponível gratuitamente para usuários do mundo todo no GitHub.

9 de junho de 2026. Essa é a data marcada para o lançamento do Euro-Office, suíte de escritório de código-fonte aberto que vem para ser adotado por países da Europa. Trata-se de mais um esforço para tornar a região menos dependente de tecnologias dos Estados Unidos. E, bom, já existe uma polêmica antes mesmo da estreia.

O Euro-Office foi anunciado no final de março deste ano para substituir o Microsoft Office, o Google Docs e outras soluções do tipo. Mas não estamos falando de um pacote feito do zero. A novidade consiste em um fork (projeto derivado) do OnlyOffice. É aqui que a tal polêmica começa.

Pouco tempo depois de a iniciativa ter sido divulgada, os mantenedores do OnlyOffice acusaram a equipe do Euro-Office de violação de termos de uso por conta da remoção de avisos legais e símbolos do projeto original.

O OnlyOffice tem código-fonte aberto sob uma licença AGPLv3, mas conta com cláusulas que determinam que projetos derivados preservem as suas atribuições e marcas. Já a Nextcloud rebateu afirmando que essas regras são juridicamente ilegais.

Polêmicas à parte, o Euro-Office chega em junho

Ainda não há um consenso sobre a disputa OnlyOffice vs Euro-Office. Seja como for, a Nextcloud confirmou que o pacote de escritório estará disponível oficialmente a partir de 9 de junho. O Euro-Office já tem até repositório no GitHub.

Os atributos da novidade incluem compatibilidade com formatos como DOCX, PPTX, XLSX, PDF, ODT, ODS, ODP, TXT e tantos outros. Haverá editores de texto, planilhas, apresentações e afins, portanto.

Editor de texto do Euro-Office
Editor de texto do Euro-Office (imagem: reprodução/Nextcloud)

Neste ponto, você já deve ter percebido que a Nextcloud é a organização por trás do projeto. Mas não a única: o Euro-Office é fruto de uma coalizão que também inclui apoiadores como Office.EU, Proton, XWiki e IONOS.

O objetivo principal de todas essas organizações é o de fortalecer a soberania digital europeia. Mas, apesar do foco na Europa, o Euro-Office estará disponível para interessados em qualquer parte do mundo.

Vale destacar que este não é o único movimento europeu em prol de uma dependência menor de tecnologias americanas. Um exemplo: em abril, a França anunciou a troca do Windows por Linux em repartições públicas. Outro: em março, o governo alemão anunciou a adoção dos formatos abertos do ODF em detrimento do Microsoft Office.

Euro-Office vem aí para ajudar Europa a depender menos dos EUA

O Euro-Office vem aí (imagem: reprodução/Nextcloud)

Editor de texto do Euro-Office (imagem: reprodução/Nextcloud)

Samsung dá adeus ao OneDrive e prepara rival para Google Drive

29 de Maio de 2026, 11:02
Samsung Cloud deve voltar a ter armazenamento nas nuvens
Samsung Cloud deve voltar a ter armazenamento nas nuvens (imagem: reprodução/Samsung)
Resumo
  • Samsung Cloud deve voltar a oferecer armazenamento em nuvem com planos Premium de 50 GB, 200 GB e 2 TB;
  • indícios surgem após confirmação de que integração nativa entre app Galeria e OneDrive acabará em setembro de 2026;
  • valores do Samsung Cloud Premium são equivalentes aos do iCloud+, e próximos das opções oferecidas pelo Google One.

Nesta semana, a Microsoft confirmou que a Samsung encerrará a integração do OneDrive com dispositivos Galaxy. Coincidência ou não, vieram à tona fortes indícios de que, em breve, a companhia coreana lançará uma nova versão da plataforma Samsung Cloud, com opções de armazenamento nas nuvens que vão de 50 GB a 2 TB.

Talvez você se lembre que, em 2021, o Samsung Cloud deixou de armazenar e sincronizar arquivos do usuário usando servidores próprios. Como alternativa, a companhia passou a oferecer, em celulares e tablets Galaxy, sincronização nativa com o OneDrive para backup ou recuperação de fotos e vídeos.

Com essa mudança, o Samsung Cloud continuou existindo, mas como um mero serviço de sincronização e restauração de dados entre dispositivos (como quando você recupera dados de um smartphone antigo em um aparelho novo).

Eis que, nos últimos dias, usuários de contas Samsung passaram a ser avisados de que a mencionada integração com o OneDrive será mantida somente até 30 de setembro de 2026, como mostra a imagem a seguir:

Aviso de término de integração com o OneDrive em aparelhos Galaxy
Aviso de término de integração com o OneDrive em aparelhos Galaxy (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Note que ainda será possível usar o OneDrive para fazer backup de mídia em dispositivos Galaxy, desde que o usuário ative essa configuração no aplicativo do serviço. É o suporte direto ao OneDrive no app Galeria que deixará de existir, como a própria Microsoft explica.

Vem aí o Samsung Cloud Premium?

Provavelmente, sim. Os usuários Henrique Vitório e Igor Omena divulgaram no Threads imagens que mostram um tal de Samsung Cloud “Premium” com opções de armazenamento de até 2 TB, com preços já em reais:

  • 50 GB: R$ 5,90 por mês
  • 200 GB: R$ 19,90 por mês
  • 2 TB: R$ 66,90 por mês

Além de fotos e vídeos, o novo serviço também deverá permitir armazenamento de documentos, músicas e dados de aplicativos.

Porém, o novo Samsung Cloud ainda não é oficial. A novidade foi descoberta no app do serviço por Omena com a execução de um procedimento de exploração que envolve as ferramentas Shizuku e Root Activity Launcher.

Preços da Samsung Cloud Premium
Preços da Samsung Cloud Premium (imagem: Igor Omena/Threads)

Os supostos planos do Samsung Cloud são vantajosos?

Sim, mas não em todos os cenários. Observe a seguinte tabela comparativa (os preços não consideram descontos ou promoções):

 50 GB (mês)200 GB (mês)2 TB (mês)
Google OneR$ 4,50 (30 GB)R$ 14,99R$ 49,90
iCloud+R$ 5,90R$ 19,90R$ 66,90
Samsung CloudR$ 5,90R$ 19,90R$ 66,90

Note que os planos do Samsung Cloud têm os mesmos preços dos pacotes oferecidos pela Apple no iCloud+.

Com relação ao Google, é importante esclarecer que não existe opção de 50 GB, mas de 30 GB (Lite). Além disso, o plano convencional de 200 GB não é oferecido para todos os usuários. Existe um plano de 200 GB que custa R$ 24,99 mensais, mas que corresponde ao Google AI Plus, com recursos de inteligência artificial. Aliás, o plano de 2 TB também faz parte do Google AI Plus.

Quando o Samsung Cloud Premium será lançado?

Ainda não há essa informação, até porque o serviço não confirmado pela Samsung até o momento. O Tecnoblog pediu informações à companhia. O texto será atualizado se obtivermos retorno.

Samsung dá adeus ao OneDrive e prepara rival para Google Drive

Samsung Cloud deve voltar a ter armazenamento nas nuvens (imagem: reprodução/Samsung)

Aviso de término de integração com o OneDrive em aparelhos Galaxy (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O drama do Windows 11: o que deu errado para a Microsoft prometer salvá-lo?

28 de Maio de 2026, 17:10
Ilustração que mostra uma janela com vidro quebrado em alusão aos problemas do Windows 11
O drama do Windows 11: o que deu errado para a Microsoft prometer salvá-lo? (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em 20 de março de 2026, Pavan Davuluri, chefe da divisão Windows, publicou uma declaração intitulada “Nosso compromisso com a qualidade do Windows”, em tradução livre. Na postagem, a Microsoft promete melhorar vários aspectos do Windows 11 em prol da experiência do usuário. Mas, afinal, o que há de errado com esse sistema operacional para ele ser tão criticado?

A causa não envolve só questões técnicas. As expectativas dos usuários também entram nessa conta. Este ponto, aliás, é a origem do conflito. Como você verá a seguir, há um evidente descompasso entre como a Microsoft espera que as pessoas lidem com Windows 11 e como, de fato, elas usam o sistema.

O Windows 10 tem “culpa”

O Windows 11 foi lançado oficialmente em 5 de outubro de 2021. À época, muita gente aderiu à novidade por ser algo… novo. A Área de Trabalho reformulada, que centraliza a Barra de Tarefas por padrão e fez o Menu Iniciar parecer mais versátil (sem ser), bem como o padrão visual mais moderno, atraíram curiosos e entusiastas.

Também era possível fazer upgrade gratuito para a nova versão a partir do Windows 10, desde que o PC atendesse aos requisitos de hardware. Isso também contribuiu para o Windows 11 conquistar adeptos na fase inicial.

Mas não chegou a haver uma “onda migratória”. Depois que o ar de novidade se dissipou, muita gente simplesmente não sentiu necessidade de mudar para o Windows 11. Não foi, necessariamente, por resistência ao novo, mas devido à percepção de que esse “novo” não era vantajoso ou, pior, causaria um decréscimo de experiência.

É como ter uma poltrona confortável para ver futebol na TV. Ela reclina, é macia, tem resistência e conta até com suporte para bebida. Um dia, alguém te oferece uma poltrona mais moderna, com massageador. Você troca. A massagem é boa. Mas aí você percebe que a nova poltrona não é tão confortável quanto a anterior. E você não quer saber de massagem enquanto assiste ao jogo.

Certamente você percebeu que, aqui, a poltrona antiga é o Windows 10. Essa versão do sistema pode não ser tão requintada quanto o Windows 11, mas é confortável porque funciona a contento. E funciona porque o Windows 10 cumpriu uma missão nobre: resolver os problemas de seus antecessores.

Windows 8
O polêmico Windows 8 sem Menu Iniciar (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Lançado em 2012, o Windows 8 foi, digamos, trágico. A interface Metro dessa versão tentava sobrepor uma experiência de tela sensível a toques ao desktop convencional. Por conta disso, o Menu Iniciar perdeu espaço, aplicativos abriam em tela cheia desnecessariamente e, muitas vezes, era até difícil usar a clássica combinação de mouse com teclado.

Em 2013, a Microsoft tentou amenizar a situação com o Windows 8.1, que trazia o Menu Iniciar de volta (em uma versão ainda baseada em blocos ou “Tiles”, mas trazia) e restaurava o acesso direto à Área de Trabalho. Mas o sistema operacional continuava sendo confuso.

A salvação só veio em 2015, quando o Windows 10 chegou. Ainda que essa versão não fosse perfeita, ela tornou o Menu Iniciar e a Barra de Tarefas mais amigáveis, foi mais competente em separar as experiências de desktop e de tela sensível a toques, e implementou um padrão visual sóbrio, mas ainda moderno.

Mas, talvez, o maior trunfo do Windows 10 foi ser estável. A Microsoft conseguiu lapidar bem o sistema para que ele trabalhasse até com hardware mais simples — os requisitos mínimos desse sistema eram praticamente os mesmos exigidos no Windows 7 —, ainda que esse atributo só tenha sido conquistado com o passar do tempo.

Área de Trabalho do Windows 10
Windows 10: “tá tudo bem agora” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Windows 10 acabou sendo bem aceito, de modo geral. Mas a Microsoft não estava satisfeita. A companhia tinha planos maiores para essa versão, mas ela ainda estava presa a um modelo de operação clássico, que parecia engessado frente ao trabalho que a Apple fazia (e ainda faz) com relação ao macOS ou até que o Google fez com o ChromeOS.

Como, para todos os efeitos, o Windows 10 ainda era um remédio para os problemas de seus antecessores, ele não comportaria mudanças drásticas. Se era para pensar grande, um novo sistema deveria ser lançado. O Windows 11 apareceu em 2021 para abrir essa porta. Só que a Microsoft tocou o projeto sem dar a devida atenção às expectativas dos usuários.

Afinal, quais são os pecados do Windows 11?

O Windows 11 foi lançado em outubro de 2021, mas usuários reclamavam de algumas mudanças já nas versões prévias do sistema operacional. Uma delas foi a exigência do TPM 2.0. Embora este seja um importante recurso de segurança, muita gente viu o requisito como uma forma de a Microsoft forçar a compra de PCs novos, pois o componente não existe em máquinas antigas (em geral, fabricadas antes de 2017).

Para aqueles que conseguiram migrar para o Windows 11 ou, de fato, compraram um computador novo, alguns conflitos de experiência surgiram de imediato, reforçando algumas das queixas antecipadas durante o período de prévias.

A Barra de Tarefas do Windows 10, à esquerda, é mais prática que no Windows 11, à direita
A Barra de Tarefas do Windows 10, à esquerda, é mais prática que no Windows 11, à direita (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Dou um exemplo de algo que incomodou a mim. Por causa do meu trabalho, vivo fazendo capturas de tela. No Windows 10, basta pressionar a tecla Print Screen e colar o resultado em um editor de imagem. No Windows 11, o mesmo botão abre a Ferramenta de Captura, que tem vários recursos úteis, mas me é muito menos ágil com esse trabalho.

Questão de costume ou reconfiguração? Talvez. Seja como for, essa é uma fricção particular. Mas é diferente com a Barra de Tarefas. Não demorou para os usuários perceberem que ela ficou limitada, não permitindo ser movida para outros pontos da Área de Trabalho, tendo um relógio que não exibe segundos e um calendário que, basicamente, só exibe datas, sem permitir agendamentos.

E aí veio o Menu Iniciar. Ele exibe ícones mais dispersos entre si, parece ser um pouco mais lento em relação ao Windows 10, e tem recomendações de aplicativos ou arquivos muitas vezes desnecessários, sem contar que ele é menos personalizável. É verdade que a Microsoft acabou atenuando a bagunça do Menu Iniciar do Windows 11. Mesmo assim, ainda prefiro a versão do Windows 10.

O melhorado, mas ainda criticado Menu Iniciar do Windows 11
O melhorado, mas ainda criticado Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ao falar de “mais lento” no parágrafo acima, lembrei de outro problema: no início, o Windows 11 parecia ser mais instável na comparação com o Windows 10. Isso ficou mais perceptível para quem migrou de um para o outro no mesmo computador. Hoje, a situação é bem melhor. Mas, às vezes, ainda me parece que falta algum ajuste fino durante a execução de jogos, por exemplo.

Podemos ainda listar probleminhas (ou problemões) como:

  • condicionar a instalação do Windows 11 a uma conta Microsoft;
  • as várias tentativas da Microsoft de empurrar o Edge para o usuário (hoje, menos, felizmente);
  • liberação de recursos que demora para chegar a todos os usuários, gerando fragmentação funcional (o Windows 11 de um PC parece nunca ser igual ao de outro);
  • problemas recorrentes em atualizações do sistema (isso aconteceu com outras versões, mas escalou com o Windows 11 nos últimos meses);
  • para fechar, a Microsoft exagerou na tentativa de integrar o Copilot ao Windows 11, tanto que ficou parecendo que aprimoramentos importantes ficaram em segundo plano (só faltou ter Copilot na tela azul que agora é preta).
Captura de tela mostrando o Cocreator no Paint para Windows 11
IA no Paint para Windows 11; é legal, mas precisava? (imagem: divulgação/Microsoft)

O Windows 11 tem salvação?

Se a Microsoft quiser, sim. Até porque o Windows 11 já tem quase cinco anos de mercado e, nesse meio tempo, passou por aprimoramentos. Eu acho que a companhia tem feito um trabalho muito bom com o Windows Subsystem for Linux (WSL), por exemplo.

Consideremos também que, na publicação de Pavan Davuluri e em anúncios posteriores, a Microsoft prometeu mudanças, ainda para 2026, que vão levar o Windows 11 a um nível de amadurecimento notável se as promessas forem cumpridas. Entre elas, estão:

  • Barra de Tarefas que voltará a ser móvel e mais personalizável;
  • Menu Iniciar com recomendações mais relevantes, além de acesso mais consistente a aplicativos e arquivos;
  • integração menos forçada com recursos de IA (tenho minhas dúvidas quanto a isso, mas ok);
  • Explorador de Arquivos mais rápido e confiável;
  • mais controle do usuário sobre o Windows Update;
  • no desempenho, um Windows 11 mais responsivo, consistente e confiável, o que envolve menor latência em menus e mais cuidados com drivers, por exemplo;
  • mais controle sobre os widgets (quase sempre irritantes ou irrelevantes), menos notificações ou distrações em geral.
Barra de Tarefas móvel no Windows 11
Barra de Tarefas vai voltar a ser móvel no Windows 11 — mas ainda não é (imagem: reprodução/Microsoft)

Quem acompanha as novidades do Windows 11 por meio do programa de testes Windows Insider nota o esforço da Microsoft para cumprir as promessas. Então, “não deixai toda a esperança, vós que entrais”.

O que ainda alimenta alguma desconfiança é que a Microsoft demorou para admitir os problemas do Windows 11. Parece que o choque de realidade só veio depois que o MacBook Neo fez algum barulho (e ele não é tão impressionante) e, antes disso, com incômodos como o causado pelo SteamOS (quem disse que precisamos do Windows para jogar?).

Não precisava ter chegado a tal ponto. A essa altura, a imagem do Windows 11 seria muito mais positiva se a Microsoft tivesse prestado atenção às demandas dos usuários. E olha que a empresa tem um ótimo canal para isso: o já mencionado Windows Insider, com os seus engajados participantes.

De todo modo, o clima é de “agora vai”. Veremos.

O drama do Windows 11: o que deu errado para a Microsoft prometer salvá-lo?

O drama do Windows 11: o que deu errado para a Microsoft prometer salvá-lo? (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O polêmico Windows 8 sem Menu Iniciar

Windows 10: "tá tudo bem agora" (imagem: Emerson Alecri/Tecnoblog)

A Barra de Tarefas do Windows 10, à esquerda, é mais prática que no Windows 11, à direita (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O melhorado, mas ainda criticado Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Papa Leão XIV alerta sobre a IA em importante documento da Igreja Católica

25 de Maio de 2026, 13:50
Papa Leão XIV assinando a carta encíclica
Papa Leão XIV assinando a carta encíclica (imagem: divulgação/Vatican Media)
Resumo
  • Papa Leão XIV publicou a encíclica Magnifica Humanitas, que traz reflexões e alertas sobre o avanço da inteligência artificial na sociedade;
  • documento aponta que IA é um dom divino, mas adverte sobre riscos como desemprego, desigualdades e concentração de poder;
  • evento no Vaticano contou com presença de Christopher Olah, cofundador da Anthropic, que defendeu a colaboração global no setor.

Nesta segunda-feira (25/05), o Papa Leão XIV publicou a sua primeira encíclica como pontífice. Por que um acontecimento da Igreja Católica está sendo abordado aqui, no Tecnoblog? Porque o documento faz um alerta sobre o avanço da inteligência artificial sobre a sociedade.

De nome Magnifica Humanitas (“Magnífica Humanidade”, traduzindo do latim para português), a carta encíclica foi apresentada pessoalmente pelo Papa Leão XIV no Vaticano, prática pouco comum para esse tipo de documento. Tão ou mais surpreendente é o fato de que Christopher Olah, cofundador da Anthropic, marcou presença no evento.

Pudera. A Magnifica Humanitas foi organizada em cinco capítulos, sendo que o terceiro é dedicado à IA. Ali, o Papa Leão XIV descreve a tecnologia como um dom concedido divinamente com potencial de beneficiar a humanidade, mas questiona o seu lado ambíguo, como a possibilidade de a inteligência artificial aprofundar desigualdades sociais ou causar desemprego.

O pontífice também alerta para o fato de o controle sobre tecnologias do tipo estar concentrado nas mãos de poucas e poderosas organizações.

Em linhas gerais, o Papa não se posiciona contra a IA, mas faz um apelo para que esse tipo de tecnologia seja usado de modo responsável e ético, e que tanto adultos quanto crianças sejam educadas para usá-la dentro desses critérios.

Nesse sentido, um trecho do documento diz:

A tecnologia pode curar, conectar, educar, cuidar da Casa comum; mas também pode dividir, descartar, gerar novas injustiças. Na teoria, em si mesma, ela não é uma solução para os problemas da humanidade, assim como não é, em si mesma, um mal; todavia, na prática, não é neutra, porque tem o rosto daqueles que a concebem, financiam, regulam e utilizam.

Por isso, a primeira escolha não é entre um “sim” ou um “não” à tecnologia, mas entre edificar Babel ou reconstruir Jerusalém: entre um poder que pretende dominar o céu ou um povo que unido, na presença de Deus, começa o trabalho de reerguer os muros da convivência fraterna.

Papa Leão XIV

Nessas aspas, o Papa usa Babel para representar o uso da tecnologia para controlar e dividir as pessoas, e Jerusalém para simbolizar uma convivência baseada no bem comum (benéfica para todos os indivíduos).

Christopher Olah em evento no Vaticano, ao lado do Papa
Christopher Olah em evento no Vaticano, ao lado do Papa (imagem: reprodução/Vatican News)

A encíclica tem algum efeito prático?

Depende do contexto. Uma carta encíclica tem, entre seus propósitos, ser uma espécie de guia para toda a hierarquia da Igreja Católica sobre a postura que a instituição deve assumir sobre determinados assuntos. Então, internamente, o documento pode fazer de bispos a fiéis prestarem mais atenção no avanço da IA e em outros temas abordados na Magnifica Humanitas.

Mas o documento também pode servir como apelo para que governos e organizações privadas promovam o uso moderado e justo da tecnologia (se esse apelo será ouvido, é outra história).

Sobre isso, Christopher Olah comentou ao participar do evento:

Precisamos que mais pessoas do mundo — comunidades religiosas, sociedade civil, acadêmicos, governos e, de fato, todas as pessoas de boa vontade — façam o que Sua Santidade fez aqui: levem isso a sério, observem atentamente e impulsionem os acontecimentos em uma direção melhor.

(…) Hoje é apenas o começo — o início de uma longa colaboração entre aqueles de nós que estão construindo isso [a IA] e aqueles que podem ver o que nós, de dentro, não conseguimos.

Christopher Olah, cofundador da Anthropic

A Magnifica Humanitas em português está disponível aqui.

Papa Leão XIV alerta sobre a IA em importante documento da Igreja Católica

Papa Leão XIV assinando a carta encíclica (imagem: divulgação/Vatican Media)

Christopher Olah em evento no Vaticano, ao lado do Papa (imagem: reprodução/Vatican News)

Linus Torvalds endurece tom contra uso exagerado de IA no kernel Linux

25 de Maio de 2026, 12:01
Arte exibe Linus Torvalds, o criador do Linux, em destaque. Ele aparece à direita, com óculos e um semblante sorridente, iluminado por tons de verde e azul. À esquerda, em letras brancas grandes, está a palavra "Linux" sobre uma forma laranja que simula um traço de pincel. O fundo escuro apresenta pequenos pontos e elementos em pixel art, lembrando uma interface antiga de computador. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Linus Torvalds endurece tom contra uso exagerado de IA no kernel Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linus Torvalds afirmou que quinta versão release candidate do kernel Linux 7.1 está maior do que o normal, desnecessariamente;
  • grande parte dessas demandas irrelevantes ou de baixa prioridade foi motivada por análises de código feitas por ferramentas de inteligência artificial;
  • mantenedor avisou que passará a rejeitar pull requests sem sentido para priorizar correção de regressões e evitar atrasos.

Na semana anterior, Linus Torvalds alertou que o uso desmedido de IA na identificação de bugs no kernel Linux mais atrapalha do que ajuda os desenvolvedores do projeto. De lá para cá, a situação parece não ter melhorado. Tanto que Torvalds avisou que irá ser mais rigoroso com correções irrelevantes.

Neste ponto, é preciso contextualizar. Atualmente, o kernel Linux está na versão 7.0. Os desenvolvedores trabalham no kernel 7.1, que já está na sua quinta versão release candidate (rc5). Versões do tipo antecedem o lançamento oficial. O problema é que, para Torvalds, a versão rc5 está mais “inchada” do que deveria estar para esta fase.

Via de regra, o Linux conta com sete versões release candidate. A versão rc5 já encaminha o projeto para o seu ciclo final de desenvolvimento. Está aí a preocupação de Torvalds e sua turma: se o rc5 não está no patamar esperado, o lançamento do Linux 7.1 pode atrasar e, talvez, até exigir uma oitava versão release candidate.

O que está segurando o avanço do projeto dentro do ritmo esperado é, de acordo com Torvalds, uma demanda muito grande de revisões, muitas das quais são irrelevantes. Destas, várias são oriundas de análises feitas por ferramentas “caça-bugs” baseadas em inteligência artificial.

Quando Linus Torvalds alertou sobre o uso desproporcional de IA na busca de bugs no Linux, ele explicou que não é contra esse tipo de ferramenta, mas sinalizou que, muitas vezes, os problemas reportados já são conhecidos pelos desenvolvedores, têm baixa prioridade ou até já foram solucionados.

Bug no Linux (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Bug no Linux (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Torvalds: “vou começar a ser um pouco mais rigoroso”

Diante das circunstâncias, Linus Torvalds avisou que começará a ser mais rigoroso com problemas reportados ou demandas consideradas irrelevantes para a atual fase, ao mesmo tempo em que ele pediu para os participantes do projeto serem mais analíticos sobre o envio de suas contribuições:

Para surpresa de absolutamente ninguém a esta altura, o rc5 está muito grande. Consideravelmente maior do que os rc5 tradicionalmente costumam ser.

(…) Então acho que vou começar a ser um pouco mais rigoroso com esse tipo de movimentação desnecessária tão tarde no processo. O que deveríamos procurar são *regressões*. Correções não críticas para problemas antigos simplesmente não são apropriadas para este ponto avançado do ciclo de lançamento.

(…) Em resumo: isto está grande demais, e este é o aviso de que vou começar a rejeitar pull requests sem sentido com correções que simplesmente não são tão importantes. E sim, várias dessas séries foram motivadas por revisão de código feita por IA.

Então, pessoal: comecem a analisar melhor seus pull requests e perguntem a si mesmos: “Isso realmente é uma regressão ou algo sério o bastante para não poder simplesmente ir para a pilha de desenvolvimento?”.

Linus Torvalds, mantenedor do Linux

Isso não significa que Torvalds irá fazer “vista grossa” para problemas, mas priorizar regressões em vez de correções não críticas que, como tal, deveriam ter sido tratadas no começo do ciclo de desenvolvimento do kernel.

Na fase atual, os desenvolvedores normalmente trabalham nas mencionadas “regressões”, isto é, na correção de algo que deixou de funcionar após alguma atualização no código. Não raramente, esses problemas são sérios, pois podem anular avanços, dar espaço para novos bugs ou “reabrir” falhas já corrigidas.

Se nada (mais) der errado, o kernel Linux 7.1 chega em junho de 2026.

Linus Torvalds endurece tom contra uso exagerado de IA no kernel Linux

Linus Torvalds, o "pai" do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bug no Linux (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Google mantém suporte só a um modelo do Chromecast

22 de Maio de 2026, 16:19
Chromecast com Google TV (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Chromecast com Google TV continua suportado, mas apenas na versão 1080p (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Resumo
  • Google atualizou lista de suporte e confirmou que quase todos os modelos de Chromecast não recebem mais atualizações de segurança;
  • apenas o Chromecast com Google TV (1080p), lançado em 2022, possui atualizações garantidas pela empresa até 2027;
  • Chromecast de primeira geração chegou a apresentar falhas de funcionamento com aplicativos de streaming nesta semana, de acordo com alguns usuários.

Nesta semana, muitos usuários do Chromecast de primeira geração reclamaram que o dispositivo não funciona mais com alguns serviços de streaming. Essa situação levantou uma dúvida: como está o suporte do Google aos Chromecasts como um todo? A resposta não é muito animadora.

A dúvida é pertinente porque o Google deixou de comercializar a linha Chromecast em 2025, mas o suporte a esses dispositivos é mantido por algum tempo, embora nem sempre fique claro para o usuário até quando.

Coincidência ou não, um usuário do Reddit descobriu que o Google atualizou recentemente esta página de ajuda que informa quais modelos do Chromecasts (e de outros dispositivos) continuam recebendo atualizações críticas de segurança.

Apenas um modelo foi marcado com um “sim”: o Chromecast com Google TV na versão 1080p, lançado em 2022. Atualizações para o modelo serão liberadas pelo Google até setembro de 2027 para cumprir o ciclo mínimo de cinco anos de updates.

Já os seguintes modelos não recebem mais atualizações:

ModeloLançamento
Chromecast de 1ª geração07/2013
Chromecast de 2ª geração09/2015
Chromecast de 3ª geração10/2018
Chromecast Ultra11/2016
Chromecast Audio09/2015
Chromecast com Google TV (4K)09/2020

A razão para o fim do suporte é que todos esses modelos já cumpriram o já mencionado ciclo mínimo de cinco anos de updates.

Google Chromecast (2013)
Chromecast de 1ª geração (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Os Chromecasts sem suporte continuam funcionando?

Sim, continuam. O problema é que não dá para garantir até quando. As queixas dessa semana deixaram isso claro. Nelas, usuários relataram que o Chromecast original deixou de funcionar com plataformas como HBO Max e YouTube.

Pelo menos parece haver uma boa notícia para essa turma: após as queixas serem publicadas, alguns usuários relataram, no mesmo tópico do Reddit, que o Chromecast de primeira geração voltou a funcionar normalmente, como aponta o Android Police.

Google TV Streamer (imagem: divulgação/Google)
Google TV Streamer (imagem: divulgação/Google)

De todo modo, é prudente estar ciente de que a linha Chromecast é passado para o Google. Hoje, no âmbito do streaming, o foco da companhia recai sobre o Google TV Streamer, dispositivo que foi anunciado em 2024 e até hoje não chegou oficialmente ao Brasil.

Google mantém suporte só a um modelo do Chromecast

Chromecast de 1ª geração (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Google TV Streamer (imagem: divulgação/Google)

Philips lança monitor “dupla face” (com tela nos dois lados)

22 de Maio de 2026, 14:08
Monitor Philips 24B2D5300 tem tela dos dois lados
Monitor Philips 24B2D5300 tem tela dos dois lados (imagem: divulgação/Philips)
Resumo
  • Philips 24B2D5300 se destaca por possuir duas telas integradas no mesmo aparelho, uma em cada lado;

  • monitor pode ser usado em serviços de atendimento, permitindo compartilhar informações com clientes facilmente;

  • modelo traz painéis IPS LCD com taxa de 120 Hz e resolução 1080p.

O Philips 24B2D5300 se passaria facilmente por um monitor de 23,8 polegadas convencional se não fosse por um detalhe: ele tem duas telas, uma de cada lado. A novidade vai ser lançada em alguns países da Europa com preço ao redor de 430 euros (cerca de R$ 2.500 na conversão direta).

A impressão inicial é de estranheza, mas logo fica claro que o produto busca atender a um segmento bem específico: serviços presenciais de atendimento ao público.

Funcionários de bancos, clínicas médicas, lojas e tantos outros estabelecimentos muitas vezes precisam virar o monitor para mostrar determinada informação ao cliente. Isso aconteceu comigo nesta semana, quando o atendente de uma empresa de ônibus virou a tela na minha direção para que eu pudesse escolher um assento no veículo.

Um detalhe interessante é que o Philips 24B2D5300 também suporta taxa de atualização de até 120 Hz. Outro: também há suporte para VRR via tecnologia AMD Adaptive Sync. Isso significa, então, que uma pessoa que estiver usando o monitor para jogar poderá usar a abordagem “dupla face” para ter uma plateia à sua frente? Bom, é uma possibilidade.

Outras características técnicas do monitor incluem painel IPS LCD, resolução de 1920 x 1080 pixels, além de duas portas HDMI 1.4 e duas conexões USB-C 3.2 (com alimentação elétrica).

A novidade também conta com dois modos de uso principais. Um é o DualView, que permite que as duas telas exibam o mesmo conteúdo ou funcionem como se uma fosse a extensão da outra (como se houvesse dois monitores ali). Outro modo é o SmartView, que divide a visualização de uma tela em duas colunas.

Philips 24B2D5300
Cada tela do Philips 24B2D5300 tem 23,8 polegadas (imagem: divulgação/Philips)

O Philips 24B2D5300 vai ser lançado no Brasil?

Não há nenhuma informação quanto a isso. Por ora, o Philips 24B2D5300 é destinado a algumas países da Europa, como Irlanda e Reino Unido, com vendas previstas para começar na região em junho.

Para nós, no Brasil, o monitor “dupla face” acaba sendo mera curiosidade, portanto.

Com informações de TechSpot

Philips lança monitor “dupla face” (com tela nos dois lados)

💾

Cada uma das telas LCD do peculiar Philips 24B2D5300 tem 23,8 polegadas, resolução 1080p e taxa de atualização de 120 Hz.

Monitor Philips 24B2D5300 tem tela dos dois lados (imagem: divulgação/Philips)

Cada tela do Philips 24B2D5300 tem 23,8 polegadas (imagem: divulgação/Philips)

Dell, Lenovo e HP apoiam projeto que leva firmwares ao Linux sem “gambiarra”

22 de Maio de 2026, 11:17
A imagem mostra o pinguim Tux, mascote do sistema operacional Linux. Ele está sentado de frente para o observador, com a cabeça levemente inclinada para a esquerda. Tux tem corpo preto, barriga branca e bico e pés amarelos. Seus olhos são grandes e redondos, com pupilas pretas e um brilho branco que lhe confere uma expressão amigável e curiosa. O fundo da imagem é um gradiente de laranja, variando de um tom mais claro no centro a um tom mais escuro nas bordas, com uma textura que lembra pinceladas de tinta. No canto inferior direito, em letras brancas, está a marca d'água "Tecnoblog".
Dell, Lenovo e HP apoiam projeto que leva firmwares ao Linux sem “gambiarra” (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • HP uniu-se à Dell e à Lenovo como patrocinadora Premier do Linux Vendor Firmware Service (LVFS), com contribuição anual de US$ 100 mil;

  • LVFS facilita a atualização segura de BIOS/UEFI e firmwares diretamente pelas distribuições Linux, eliminando a necessidade de ferramentas externas ou outros sistemas operacionais;

  • projeto já distribuiu gratuitamente mais de 140 milhões de firmwares de 150 fabricantes, e os novos patrocínios ajudarão a cobrir os custos operacionais da plataforma.

É interessante como, ainda que a passos lentos, o universo do Linux ganha apoio de grandes empresas de tecnologia. No começo do mês, Dell e Lenovo passaram a patrocinar o projeto LVFS. Agora, é a vez de a HP fazer o mesmo. Estamos falando de uma iniciativa que viabiliza atualizações de BIOS/UEFI ou firmwares em geral a partir das próprias distribuições Linux.

LVFS é a sigla para Linux Vendor Firmware Service (Serviço de Firmware de Fornecedores para Linux, em tradução livre). Por meio dessa iniciativa, fabricantes de hardware podem oferecer atualizações de firmware para seus produtos por meio de uma plataforma específica para o ecossistema Linux.

O LVFS oferece pelo menos duas vantagens: permite que as atualizações sejam disponibilizadas por meio de um serviço unificado, que atende a vários tipos de hardware a partir de um único lugar; e faz validações de segurança para assegurar que os arquivos disponíveis não foram adulterados.

Na verdade, o LVFS oferece um terceiro benefício: praticidade para indivíduos e organizações que usam Linux. Antes do LVFS, atualizações de firmware no Linux exigiam algumas gambiarras, como dar boot no computador com um sistema operacional simplificado como FreeDOS ou até mesmo o uso do Windows (isso ainda pode ser necessário com hardware de fabricantes que não aderiram ao LVFS).

No computador de destino, o Linux checa e aplica a atualização de firmware por meio do Fwupd, que é um daemon (serviço em segundo plano), mas pode ser gerenciado por meio de ferramentas como Gnome Software e KDE Discover (ambas com interface gráfica).

HP se junta a Dell e Lenovo em apoio ao projeto LVFS
HP se junta a Dell e Lenovo em apoio ao projeto LVFS (imagem: reprodução/Richard Hughes)

O que o apoio ao LVFS por Dell, Lenovo e HP significa?

As três companhias já utilizam o LVFS para atualizar o firmware de seus equipamentos no Linux, e há bastante tempo. Do trio, a Dell foi a primeira a aderir à iniciativa ainda em sua fase inicial, por volta de 2015.

O apoio direcionado ao projeto recentemente é de ordem financeira. Dell, Lenovo e HP tornaram-se patrocinadoras Premier do LVFS, de modo que cada uma passará a contribuir com US$ 100 mil anuais para a iniciativa.

Isso é importante porque o LVFS já distribuiu mais de 140 milhões de firmwares de 150 fabricantes diferentes, gratuitamente (e contando). Contudo, o projeto tem custos financeiros importantes.

Não é por acaso que Richard Hughes, criador do LVFS e de vários recursos do Gnome, comemorou o apoio da Dell, Lenovo e, agora, HP.

A expectativa é a de que, com esse movimento, mais companhias passem a apoiar a iniciativa. E nem precisa ser via patrocínio Premier. A Framework e a Open Source Firmware Foundation apoiam o LVFS com um valor de US$ 10 mil por ano, por exemplo.

Dell, Lenovo e HP apoiam projeto que leva firmwares ao Linux sem “gambiarra”

Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

HP se junta a Dell e Lenovo em apoio ao projeto LVFS (imagem: reprodução/Richard Hughes)

Project Nova: você já pode testar o novo visual do Firefox

21 de Maio de 2026, 18:10
Firefox Project Nova
Project Nova: você já pode testar o novo visual do Firefox (imagem: reprodução/Mozilla)
Resumo
  • Mozilla revelou detalhes do Project Nova, trabalho focado na renovação visual e no desempenho do Firefox;
  • atualização traz facilidades em privacidade e promete trazer de volta modo compacto do navegador;
  • interessados podem experimentar os recursos antecipadamente pelo Firefox Nightly.

Em março, vieram à tona “vazamentos” do futuro padrão visual do Firefox. Não eram meros rumores. Nesta quinta-feira (21/05), a Mozilla liberou mais detalhes do Project Nova, como a iniciativa foi batizada. Além da mudança estética, a novidade promete mais desempenho para o navegador. E você já pode testá-la.

De acordo com a organização, o novo design também visa destacar os recursos de privacidade do Firefox, de modo que você possa ativar ferramentas como a VPN integrada mais rapidamente ou, então, efetuar configurações do tipo com mais facilidade. Não por acaso, a área de privacidade e segurança em Configurações está sendo reorganizada.

Mas, como já dito, o fator desempenho está sendo considerado nesta renovação. De acordo com a Mozilla, esses esforços seguem o trabalho de otimização que foi realizado no último ano e que melhorou o tempo de carregamento de páginas no Firefox em 9%.

Também haverá uma otimização indireta do desempenho, por assim dizer. Isso porque o Project Nova promete facilitar o acesso a grupos de abas, guias verticais, visualização dividida (duas páginas ao mesmo tempo) e outros recursos, de modo que você consiga acioná-los mais rapidamente.

Nesse sentido, a Mozilla também destaca a volta do modo de exibição compacto, que deixa o Firefox com um aspecto mais minimalista, favorecendo o aproveitamento do espaço de tela ou coibindo distrações.

Mas o que chama a atenção é mesmo a nova abordagem visual. A Mozilla diz que o objetivo é fazer o Firefox “parecer moderno, mas não genérico”. Nesse sentido, há novas combinações de cores nos temas, elementos com aspectos mais arredondados e consistentes, ícones mais limpos e espaçamentos na interface reajustados, por exemplo.

Elementos visuais do Project Nova
Elementos visuais do Project Nova (imagem: reprodução/Mozilla)

Como testar o design Project Nova no Firefox?

Dá trabalho, mas só um pouco. Como o novo design ainda está em desenvolvimento, no momento, só é possível testá-lo baixando o Firefox Nightly (versão de teste que introduz os recursos novos do browser). Para isso, faça o seguinte:

  • busque pela versão Nightly na página de download do Firefox e a instale;
  • depois, abra o Firefox Nightly e digite about:config na barra de endereços;
  • clique em “Aceitar o risco e continuar” se aparecer um aviso de segurança;
  • por fim, busque por browser.nova.enabled e clique no ícone de alternar para o parâmetro “true” ser ativado.
Project Nova no Firefox Nightly
Project Nova no Firefox Nightly (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Agora você já pode testar o novo visual. Mas lembre-se de que esta é uma versão de teste e que, portanto, pode apresentar instabilidades ou problemas inesperados.

O Project Nova deverá chegar ao Firefox estável ainda em 2026, inclusive nas versões móveis, mas ainda não há data definida para isso.

Também nesta quinta-feira, o Vivaldi 8.0 foi lançado, trazendo justamente um visual aprimorado como seu principal atributo.

Project Nova: você já pode testar o novo visual do Firefox

Project Nova: você já pode testar o novo visual do Firefox (imagem: reprodução/Mozilla)

Elementos visuais do Project Nova (imagem: reprodução/Mozilla)

Project Nova no Firefox Nightly (imagem: reprodução/Mozilla)

Chromecast de 1ª geração está “morrendo”, relatam usuários

21 de Maio de 2026, 15:53
Google Chromecast (2013)
Chromecast de 1ª geração (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • usuários apontam que Chromecast de primeira geração parou de transmitir de plataformas como YouTube, HBO Max e Paramount+ nos últimos dias;
  • comunidade suspeita de ação do Google para forçar upgrade, embora fim do suporte ao dispositivo em 2023 seja causa provável;
  • linha Chromecast foi substituída pelo Google TV Streamer, dispositivo que ainda não teve lançamento oficial no Brasil.

O Chromecast de primeira geração surgiu há 13 anos e, bom, talvez não dure muito mais. Há usuários relatando que vários aplicativos de streaming pararam de funcionar adequadamente com o dispositivo nos últimos dias, muitos dos quais acreditam que o Google tem uma parcela de culpa nisso.

Para ser exato, o primeiro Chromecast foi lançado em 2013. O começo do fim, por assim dizer, se deu em 2019, quando o Google deixou de lançar novos recursos para o dispositivo. Ainda havia atualizações de segurança, mas elas foram encerradas em 2023.

De lá para cá, o Chromecast continuou funcionando, mas no modo “por sua conta e risco”. Eis que, recentemente, o 9to5Google descobriu um número crescente de usuários do modelo de primeira geração se queixando de apps que não funcionam mais com ele.

Neste tópico do Reddit, especificamente, o autor conta que serviços como YouTube, Hulu, HBO Max e até recursos do Chrome não transmitem mais nada para o Chromecast de primeira geração, com outros usuários também relatando problemas com plataformas como Paramount+ e Pluto TV.

Não que o dispositivo tenha ficado totalmente inútil. Na mesma conversa, outro usuário relata que apps de serviços como Amazon Prime Video, Disney+, Hulu (que não funciona com o criador do tópico) e Spotify seguem funcionando.

Ainda não há uma definição precisa sobre o que ainda funciona e o que não funciona mais no primeiro Chromecast, afinal, essa história é toda baseada em relatos pessoais.

Mas há uma desconfiança generalizada de que o Google está agindo nos bastidores para que os usuários abandonem o Chromecast e partam para dispositivos de streaming mais atuais. Ainda no Reddit, um deles chegou a dizer: “se o YouTube não suporta mais o Chromecast Gen 1, isso é certamente o Google matando-o de uma forma ou de outra”.

Google TV Streamer (imagem: divulgação/Google)
Google TV Streamer, o foco atual da companhia (imagem: divulgação/Google)

Foco atual está no Google TV Streamer

É compreensível que os usuários fiquem irritados com dispositivos que param de funcionar por falta de suporte, não por defeito ou limitações técnicas. Mas é provável que o Google não tenha nenhuma relação direta com esse, digamos, movimento.

O que deve estar acontecendo é que, à medida que os aplicativos vão sendo atualizados, um ou mais de seus componentes (como certificados de segurança) deixem de funcionar com o Chromecast por falta de compatibilidade, afinal, o dispositivo não vem sendo mais atualizado.

De todo modo, é importante nos lembrarmos de que o Google deixou de comercializar toda a linha Chromecast no ano passado.

Quem busca um dispositivo de streaming da companhia deve recorrer ao Google TV Streamer. A ironia para nós, no Brasil, é que esse dispositivo foi anunciado em 2024, mas até hoje não foi lançado oficialmente em terras tupiniquins.

Chromecast de 1ª geração está “morrendo”, relatam usuários

Chromecast de 1ª geração (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Google TV Streamer (imagem: divulgação/Google)

O Flipper One vem aí: ele será tão polêmico quanto o Flipper Zero?

21 de Maio de 2026, 13:22
Flipper One
O Flipper One vem aí (imagem: reprodução/Flipper Devices)
Resumo
  • O Flipper One é um minúsculo computador baseado em Linux com processador octa-core Rockchip RK3576, 8 GB de RAM e recursos para análise e exploração de redes.
  • Ele oferece conectividade com duas portas Gigabit Ethernet, USB Ethernet, Wi-Fi 6E e modem 5G ou LTE, e pode ser expandido via conexão GPIO e M.2;
  • O dispositivo pode ser usado para testes de segurança, avaliação de sistemas embarcados e análise de desempenho de redes, mas seu potencial uso para ações maliciosas levanta preocupações, como as que ocorreram com o seu antecessor, o Flipper Zero.

Se será polêmico como o seu antecessor, é cedo para sabermos, mas o fato é que o Flipper One foi anunciado. O dispositivo consiste em um minúsculo computador baseado em Linux que oferece diversos recursos para que você possa analisar, ajustar e, bom, explorar redes. Mas vai além disso.

O design peculiar faz o Flipper One parecer um brinquedo “futurista dos anos 1990”, mas estamos falando de um computador completo. A novidade conta com processador octa-core Rockchip RK3576 com GPU Mali-G52, além de 8 GB de RAM, para você ter ideia.

Outro componente presente é o microcontrolador (MCU) RP2350, que aparece no Raspberry Pi Pico 2, por exemplo. Com ele, você pode controlar painéis de LED, telas, botões personalizáveis, touchpads, entre outros componentes.

Já o sistema operacional é o Flipper OS, que é baseado no Debian Linux, mas implementado em formas de perfis de uso. Isso significa que o usuário conta com “snapshots” que trazem pacotes e configurações para tarefas específicas, sendo possível alternar entre eles com relativa facilidade.

Visão interna do Flipper One
Visão interna do Flipper One (imagem: reprodução/Flipper Devices)

Mas o que torna o Flipper One um dispositivo único são seus recursos de conectividade. Por aqui, encontramos duas portas Gigabit Ethernet, USB Ethernet, Wi-Fi 6E e até modem 5G ou LTE, este disponível via módulo M.2.

Além da conexão M.2, o Flipper One pode ter suas funcionalidades expandidas via conexão GPIO. Um pequeno visor LCD na lateral do dispositivo permite controlar os principais recursos da novidade.

Também é possível ligar o dispositivo a uma monitor ou TV via porta HDMI 2.1 — há suporte a 4K e taxa de atualização de 120 Hz aqui.

Flipper One
Flipper One (imagem: reprodução/Flipper Devices)

No que o Flipper One poderá ser usado?

O Flipper One poderá ser usado para testes de segurança, avaliação de sistemas embarcados, apoio para soluções de automação, análise de desempenho de redes e assim por diante.

Mas, neste ponto, chegamos ao aspecto potencialmente polêmico. O antecessor Flipper Zero foi proibido em países como Canadá e até no Brasil por, na prática, ter sido considerado um dispositivo “hacker”. O aparelho tem recursos que, originalmente, servem para testes de segurança, mas que foram (ou são) usados para ações maliciosas envolvendo RFID, NFC, Bluetooth e afins.

Essas ações maliciosas consistem em emulação de crachás, aberturas de portas eletrônicas e invasões de redes, por exemplo. No Canadá, o Flipper Zero foi banido principalmente por facilitar o furto de carros.

Com base nesse histórico, não vai ser estranho se o Flipper One também for usado para o “mal”.

Flipper Zero (Imagem: Divulgação / Flipper Zero)
O antecessor Flipper Zero (imagem: reprodução/Flipper Devices)

O Flipper One já foi lançado?

Ainda não. Por ora, a Flipper Devices só fez o anúncio do dispositivo. Ainda não há data definida de lançamento, até porque as características do Flipper One podem ser mudadas até lá — o produto segue em desenvolvimento.

Além de questões técnicas, Pavel Zhovner, CEO da Flipper Devices, explica que há desafios financeiros a serem superados para o lançamento do Flipper One, razão pela qual o anúncio, na verdade, veio na forma de pedido de ajuda à comunidade:

Há muita incerteza neste projeto, juntamente com desafios técnicos e riscos financeiros (como a atual crise dos chips de RAM). Não sei se conseguiremos fazer tudo o que planejamos, mas daremos tudo de nós. Obrigado a todos e sejam bem-vindos a uma nova aventura.

Pavel Zhovner, CEO da Flipper Devices

Com base nisso, é provável que o aparelho seja lançado com preço superior aos US$ 199 sugeridos pelo Flipper Zero nos Estados Unidos.

O Flipper One vem aí: ele será tão polêmico quanto o Flipper Zero?

O Flipper One vem aí (imagem: reprodução/Flipper Devices)

Visão interna do Flipper One (imagem: reprodução/Flipper Devices)

Flipper One (imagem: reprodução/Flipper Devices)

Flipper Zero (Imagem: Divulgação / Flipper Zero)

Vivaldi 8.0 chega com design “tudo em um” e proposta anti-IA

21 de Maio de 2026, 10:37
Vivaldi 8.0 para Windows 11
Vivaldi 8.0 para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  •  Vivaldi lançou versão 8.0 de seu navegador, que apresenta design unificado, com barras, menus e abas sob o mesmo plano visual;
  • nova versão prioriza experiência do usuário e não inclui recursos de inteligência artificial, contrariando tendência dos principais navegadores do mercado;
  • Vivaldi 8.0 está disponível em versões para Windows, macOS e Linux.

Os principais navegadores do mercado estão cada vez mais oferecendo recursos de IA. Mas o recém-lançado Vivaldi 8.0 segue contra essa tendência: a nova versão prioriza um design unificado e, portanto, focado na experiência do usuário. É uma mudança que os desenvolvedores do browser classificam como “nossa maior reformulação de design de todos os tempos”.

O que a Vivaldi chama de “unificado” — ou “Unified” — é uma abordagem de design “tudo em um” que, como tal, envolve todos os elementos da interface, de modo que barras, menus, botões e abas fiquem dentro do mesmo plano visual. É o contrário da abordagem típica, que delimita bem esses componentes, ainda que com traços sutis.

Falando assim, parece que tudo fica “embolado”, tornando o uso do navegador confuso. Mas é o contrário. O aspecto minimalista desse design facilita a localização de cada item. Fiquei com a impressão de que, como há poucos elementos visuais para processar, parece que há menos esforço cognitivo para usar o navegador.

O fator personalização também está presente. Logo após instalar o Vivaldi 8.0, você é convidado a escolher um padrão de layout. Há desde uma opção “simples”, a mais minimalista, passando por padrões que exibem abas verticais (que estão na moda), chegando a uma alternativa que deixa a barra de endereços na parte inferior da tela (eu acho isso estranho, mas gosto é gosto).

Também há várias opções de temas à sua escolha. Várias, mesmo: são mais de 7 mil temas só na página Vivaldi Themes, todos disponíveis gratuitamente.

Recursos úteis introduzidos em versões anteriores foram mantidos. Um exemplo: o Vivaldi continua integrando uma implementação do Proton VPN. Outro: a Follower Tab também está lá; trata-se de um recurso que abre links de uma página sem que esta seja fechada ou tirada de foco.

Tela de seleção de layout do Vivaldi 8.0
Tela de seleção de layout do Vivaldi 8.0 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Vivaldi 8.0 não traz nada de inteligência artificial?

Não. Pode até ser que agentes de IA ou recursos parecidos cheguem ao Vivaldi em algum momento (ou não), mas não é o caso da versão 8.0, que ficou realmente focada no aprimoramento do design. Sobre esse aspecto, Jon von Tetzchner, CEO da Vivaldi, provocou a concorrência:

Outros navegadores estão adicionando IA para decidir o que você vê. O Vivaldi adiciona ferramentas que lhe dão mais poder para decidir por si mesmo. Essa sempre foi a diferença. Criamos o Vivaldi porque acreditamos que você merece um navegador melhor.

Jon von Tetzchner, CEO e cofundador da Vivaldi

Vivaldi 8.0 com abas laterais à esquerda
Vivaldi 8.0 com abas laterais à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde baixar o Vivaldi 8.0?

Se você quiser experimentar a novidade, saiba que o Vivaldi 8.0 já está disponível no site oficial. Há versões para Windows, macOS e Linux.

Todas as novidades anunciadas dizem respeito ao Vivaldi para desktops. Também há implementações do navegador para Android e iOS, mas estas ainda não chegaram à versão 8.0.

Vivaldi 8.0 chega com design “tudo em um” e proposta anti-IA

Vivaldi 8.0 para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Tela de seleção de layout do Vivaldi 8.0 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Vivaldi 8.0 com abas laterais à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Android 17 terá modo Continue On para transferir tarefas entre aparelhos

20 de Maio de 2026, 18:16
Android 17 com modo Continue On
Android 17 terá modo ‘Continue On’ para transferir tarefas entre aparelhos (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Android 17 terá recurso chamado “Continue On”, que permite transferir tarefas entre dispositivos, como smartphones e tablets, rapidamente;
  • novidade permite iniciar uma tarefa em um aplicativo de um dispositivo e continuá-la em outro aparelho com o mesmo app ou com uma versão web;
  • Continue On já está disponível em versões de teste do Android 17, mas tem limitações iniciais.

À medida que o lançamento do Android 17 se aproxima, mais recursos do sistema operacional são revelados. Aqui vai mais um deles: o modo Continue On, que permite que você inicie uma tarefa de determinado aplicativo em um dispositivo e continue executando-a em outro.

Por exemplo, suponha que você iniciou retoques em uma foto em um aplicativo de edição de imagens em seu smartphone. Então, você sente necessidade de ajustar um detalhe a partir de uma tela maior. Com o Continue On, você pode transferir essa tarefa para o mesmo aplicativo rodando em um tablet.

É claro que você poderia salvar o arquivo nas nuvens e baixá-lo no tablet para continuar com seu trabalho. Mas o Continue On oferece a praticidade de permitir que você continue exatamente de onde parou, além de permitir mudar de dispositivo mais rapidamente.

Um detalhe interessante é que o Continue On é um recurso bilateral, ou seja, qualquer dispositivo pode tanto receber quanto enviar uma tarefa. Além disso, você pode usar dois ou mais aparelhos com esse modo, desde que todos estejam autenticados com a mesma Conta Google.

Outro detalhe interessante é que o Continue On funciona tanto transferindo tarefas de aplicativo para aplicativo como de aplicativo para a web. Neste último caso, o navegador é acionado e abre uma página correspondente, sempre que possível.

Por exemplo, suponha que você começou a redigir uma mensagem no Gmail via celular, mas enviou a tarefa para um tablet que não tem esse aplicativo; então, o navegador padrão do tablet abre a versão web do Gmail.

Continue On do Android 17 transferindo de app para o navegador
Continue On do Android 17 transferindo de app para o navegador (imagem: reprodução/Google)

Chega com o Android 17, mas com algumas limitações

O Continue On já está disponível nas versões de teste mais recentes do Android 17. Mas há algumas limitações, pelo menos na fase inicial.

Para começar, os desenvolvedores precisam tornar seus aplicativos compatíveis com o recurso. A novidade não funciona com todo e qualquer app automaticamente. Já sabemos, pelo menos, que vários aplicativos do Google serão compatíveis, como o Gmail, o Chrome e o Docs.

Outra restrição é que, inicialmente, o Continue On funciona apenas com transferências de tarefas de celulares para tablets — nestes últimos, uma notificação de transferência aparecerá na barra de tarefas.

É de se imaginar que, em algum momento, o Continue On também funcionará com laptops, afinal, é provável que o Google queira que os Googlebooks também sejam compatíveis com o recurso.

O lançamento do Android 17 é esperado para junho ou, no mais tardar, julho de 2026.

Em tempo: sim, o Continue On lembra o modo Handoff, da Apple.

Android 17 terá modo Continue On para transferir tarefas entre aparelhos

Android 17 terá modo 'Continue On' para transferir tarefas entre aparelhos (imagem: reprodução/Google)

Continue On do Android 17 transferindo de app para o navegador (imagem: reprodução/Google)

Microsoft deixará de usar SMS para enviar códigos de autenticação

20 de Maio de 2026, 15:44
Logotipo da Microsoft
Microsoft deixará de usar SMS para enviar códigos de autenticação (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft iniciou eliminação gradual de códigos enviados por SMS para login e recuperação de contas pessoais;

  • procedimento antigo será substituído por opções robustas de segurança, como passkeys e aplicativos de autenticação;

  • vulnerabilidades do SMS, como falta de criptografia nos códigos enviados, motivaram decisão da companhia.

Muitos serviços ainda usam SMS para envio de códigos de autenticação ou recuperação de acesso. Mas, no ecossistema da Microsoft, essa prática ficará no passado: a companhia confirmou que está substituindo o SMS por mecanismos mais seguros, como passkeys ou aplicativos como o Microsoft Authenticator.

A decisão já aparece nesta página de ajuda da Microsoft. Ali, a empresa afirma:

A Microsoft está comprometida com o avanço dos padrões de segurança e, por isso, começaremos a eliminar gradualmente o uso de SMS como método de autenticação e recuperação de contas pessoais da Microsoft.

Isso significa que, se você perder a senha de sua conta Microsoft ou estiver fazendo login em um serviço da empresa a partir de um dispositivo novo, não receberá mais um SMS com um código para completar o procedimento.

Como alternativa, a companhia incentiva que você crie uma passkey para a sua conta. Também chamada de chave de acesso, a passkey é um mecanismo que permite que você se autentique em serviços online sem ter que usar senhas.

Para tanto, o sistema de segurança cria uma credencial única e exclusiva em seu dispositivo com base no conceito de chaves públicas. No Windows, por exemplo, uma passkey pode ser fornecida via PIN de acesso ao sistema, impressão digital (em computadores com leitor) ou reconhecimento facial via Windows Hello.

A Microsoft também poderá enviar códigos ou links de validação em um e-mail verificado ou, ainda, permitir que você use softwares autenticadores como opção, a exemplo do já mencionado Microsoft Authenticator — geralmente, ferramentas do tipo também são compatíveis com passkeys.

Código de autenticação da Microsoft via SMS
Em breve, Microsoft deixará de enviar SMS como este (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que a Microsoft está abandonando códigos por SMS?

Por questões de segurança. Códigos por SMS são transmitidos por texto simples, sem criptografia, o que permite a sua captura em caso de interceptação da mensagem.

Além disso, códigos via SMS podem ser capturados por eventuais malwares que estiverem presentes no celular, bem como podem ser informados em páginas de phishing ou chats fraudulentos se o usuário não perceber que está diante de uma ameaça. Levemos em conta também que o SMS favorece golpes de SIM Swap.

Do ponto de vista do usuário, também existe o fator “aborrecimento”: nem sempre o SMS chega dentro do prazo esperado, o que o obriga a fazer uma nova solicitação de código.

É claro que essa migração pode trazer alguns transtornos, afinal, os usuários terão que ativar os métodos alternativos para continuar acessando os serviços da Microsoft, o que pode ser incômodo para pessoas leigas no assunto ou atarefadas.

Provavelmente, essa é uma das razões pelas quais a Microsoft decidiu abandonar o SMS de modo progressivo. A empresa não deu um prazo para concluir a migração, mas não estranhe se, a qualquer momento, você receber um e-mail da Microsoft pedindo para você ativar o uso de passkeys ou outros métodos de autenticação caso você ainda receba códigos por SMS.

Microsoft deixará de usar SMS para enviar códigos de autenticação

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em breve, Microsoft deixará de enviar SMS como este (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft anuncia a sua própria distribuição Linux para servidores (é sério)

20 de Maio de 2026, 13:19
Azure Linux
Azure Linux (imagem original: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft anunciou Azure Linux 4.0 no evento Open Source Summit; sistema operacional foca em infraestrutura de nuvem e cargas de trabalho gerais para servidores;

  • novidade tem como base a distribuição Fedora e evoluiu a partir de um projeto interno da Microsoft lançado em 2020;

  • distribuição possui um repositório no GitHub e, além da instalação convencional, poderá ser executada no Windows 11 por meio do Windows Subsystem for Linux.

É estranho dizer isso, mas a Microsoft agora tem a sua própria distribuição Linux para servidores: o Azure Linux 4.0 foi revelado nesta semana durante o evento Open Source Summit como parte dos projetos de código aberto da companhia.

Não é a primeira vez que a Microsoft anuncia uma implementação própria do Linux. Em 2018, por exemplo, a companhia anunciou o Azure Sphere OS como um sistema operacional focado em Internet das Coisas, mas que é baseado no kernel Linux em vez de corresponder a alguma versão do Windows.

O Azure Linux 4.0 vai além porque é mais abrangente, funcionando, de fato como uma distribuição Linux, ainda que para uso profissional. Mas vale destacar que a novidade não foi criada do zero. Ela tem como base a distribuição Fedora, como a Microsoft explica:

O Azure Linux 4.0 é uma distribuição Linux baseada em RPM, derivada do Fedora, criada e mantida pela Microsoft. É de código aberto, gratuito e otimizado especificamente para a infraestrutura do Azure.

A numeração “4.0” do projeto indica que não estamos tratando exatamente de algo novo, certo? Mais ou menos. O projeto original surgiu em 2020 sob o nome Common Base Linux Mariner (CBL-Mariner), à época, como uma distribuição interna para uso em serviços de infraestrutura da própria Microsoft.

Serviços da plataforma Microsoft Azure foram os mais beneficiados pelo CBL-Mariner. Isso talvez explique o fato de o projeto ter sido rebatizado para Azure Linux em 2024, quando o que podemos entender como a versão “2.0” do sistema surgiu.

No ano seguinte, a companhia anunciou a disponibilidade da versão 3.0 do sistema, mas via Azure Kubernetes Service (plataforma para execução de aplicações em contêineres).

Agora, o aspecto que faz o Azure Linux 4.0 ter dinâmica de projeto novo: a Microsoft preparou essa versão para ser uma distribuição de nuvem de propósito geral. Isso significa que, em vez de focar apenas em aplicações muito específicas (no caso, baseadas em contêineres), o sistema passa a suportar uma grande variedade de cargas de trabalho para servidores ou nuvens.

Provavelmente, é por isso que a Microsoft baseou o Azure Linux 4.0 no Fedora, sendo este outro aspecto que faz esse projeto ter ar de grande novidade.

Azure Linux 4.0 também chegará ao WSL para execução no Windows 11
Azure Linux 4.0 também chegará ao WSL para execução no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como obter o Azure Linux 4.0?

A distribuição possui um repositório no GitHub e esta é a página do Azure Linux 4.0 por lá. Mas é preciso deixar claro que o projeto ainda está em desenvolvimento. Quem quiser ser avisado do lançamento oficial pode preencher este formulário.

Também é importante deixar claro que este não é um sistema operacional destinado a desktops, razão pela qual o projeto sequer oferece interface gráfica.

Se mesmo assim você quiser se aventurar com o Azure Linux 4.0, saiba que, além da instalação tradicional, você poderá executá-lo no Windows 11 via Windows Subsystem for Linux (WSL).

Para quem quiser algo específico para o seu PC, convém relembrar que o Fedora 44 foi lançado em abril.

Microsoft anuncia a sua própria distribuição Linux para servidores (é sério)

Azure Linux (imagem original: reprodução/Microsoft)

Azure Linux 4.0 também chegará ao WSL para execução no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Plex triplica preço e revolta usuários

20 de Maio de 2026, 10:09
TV exibindo o logotipo do Plex
Plex triplica preço de plano vitalício e revolta usuários (imagem: reprodução/Plex)
Resumo
  • O Plex triplicou o preço do plano vitalício do Plex Pass de US$ 249,99 para US$ 749,99 a partir de 1º de julho de 2026.
  • O reajuste gerou revolta entre usuários, que criticaram o aumento de 200% do valor, considerando-o “insano” e uma “aposentadoria suave” do plano vitalício.
  • A empresa justificou o aumento afirmando que o plano vitalício ainda é uma opção valiosa, mas que precisa refletir o valor real e contínuo do software a ser desenvolvido e mantido.

Aumentos periódicos de preços são comuns em serviços por assinatura. Mas o Plex parece ter exagerado na dose: o serviço anunciou um reajuste em seu plano vitalício que simplesmente triplica o valor cobrado atualmente. Trata-se do Lifetime Plex Pass, que passará de US$ 249,99 para US$ 749,99.

As reações foram imediatas nas redes sociais. No X, por exemplo, o usuário DerrickGott007 comentou: “[o aumento é] completamente insano para um servidor que você mantém e é seu, na sua casa, repleto de suas próprias mídias”.

Já no Reddit, um usuário fez um comentário ainda mais sagaz, digamos assim: “a US$ 750 você teria que se inscrever na assinatura anual por 11 anos para conseguir recuperar o investimento. Eu vejo isso como uma aposentadoria suave do plano vitalício”.

No anúncio do reajuste, o Plex justificou o aumento de 200% da seguinte forma:

Consideramos eliminar o Lifetime Plex Pass no passado, visto que assinaturas recorrentes [mensais ou anuais] nos ajudam a manter o desenvolvimento no longo prazo, mas sabemos que ele ainda é uma opção valiosa para muitos de nossa comunidade.

Portanto, em vez de descontinuá-lo, vamos mantê-lo disponível a um preço que reflita o valor real e contínuo do software que nos comprometemos a desenvolver e manter nos próximos anos.

O preço de US$ 749,99 entrará em vigor a partir de 1º de julho de 2026. Quem quiser obter o Plex Pass vitalício pelo atual valor de US$ 249,99 precisa fazer a compra antes dessa data, portanto.

No Brasil, o Plex Pass vitalício custa R$ 1.399,90 atualmente. O preço reajustado ainda não foi confirmado, mas, convertendo US$ 749,99 em reais pela cotação de hoje, podemos esperar um valor de pelo menos R$ 3.770 a partir de 1º de julho.

Vale destacar que, para quem já conta com o Plex Pass vitalício, nada muda. O plano continuará sendo oferecido com todos os seus recursos, sem necessidade de pagamentos adicionais (até porque isso seria motivo para processo judicial).

Captura de tela mostra filmes recomendados na aba "Descobrir" do aplicativo Plex para Windows. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Plataforma do Plex (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

O que é o Plex Pass?

O Plex é uma plataforma que permite que você crie uma espécie de streaming particular ao mesmo tempo em que oferece canais de TV, filmes e séries. Grande parte dos recursos do serviço é gratuita, mas quem quiser obter mais funcionalidades pode recorrer a um dos planos do Plex Pass.

Entre os recursos do Plex Pass estão transcodificação acelerada por hardware, download de mídia do servidor para consumo offline, controle parental, temas exclusivos e muito mais.

Com o reajuste do plano vitalício, é possível que usuários migrem para outras opções, com o gratuito Jellyfin aparecendo como um forte candidato para quem busca uma alternativa.

Plex triplica preço e revolta usuários

Plex (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Intel dá resposta ao MacBook Neo: conheça o Project Firefly

19 de Maio de 2026, 16:44

Anúncio do Project Firefly pela Intel
Anúncio do Project Firefly pela Intel (imagem: reprodução/Wccftech)
Resumo
  • Intel revelou Project Firefly para viabilizar notebooks mais acessíveis, com custo girando em torno de US$ 600;

  • iniciativa foca na padronização de componentes entre fabricantes e no aproveitamento da infraestrutura de fabricação de smartphones na China;

  • laptops serão equipados com chips Core Series 3 e, pelo menos na fase inicial, serão exclusivos do mercado chinês.

Project Firefly é o nome do plano da Intel para, presumivelmente, fazer frente ao MacBook Neo. A novidade foi anunciada em um evento na China como uma proposta que permite a fabricação de notebooks compactos, leves e de baixo custo, com preços máximos girando em torno de US$ 600, mas sem abrir mão do desempenho.

Notebooks baratos não são novidade. O problema é que, geralmente, eles contam com um hardware tão simples que acabam prejudicando a experiência do usuário com lentidão e travamentos.

Com o MacBook Neo, a Apple provou que é possível oferecer laptops mais acessíveis que, embora não tenham desempenho de topo de linha, contam com recursos para execução satisfatória das tarefas mais comuns.

Fotografia colorida mostra um MacBook Neo de cor verde sobre uma bancada, em exposição.
MacBook Neo é o laptop mais acessível da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O evento em questão foi realizado para a Intel anunciar, na China, a linha de processadores Core Series 3 (codinome “Wildcat Lake”). O mesmo evento serviu de palco para o anúncio do Project Firefly, mas não por coincidência: essas máquinas deverão ser equipadas justamente com os chips Wildcat Lake.

A parte mais surpreendente, porém, é a informação de que a Intel quer aproveitar a abrangente infraestrutura para fabricação de smartphones da China para produzir esses notebooks. Esse é um dos fatores que devem contribuir para as máquinas do Project Firefly serem mais acessíveis.

Outro fator é uma espécie de padronização técnica dos laptops. Vários fabricantes poderão aderir ao Project Firefly, mas a ideia é que eles tenham componentes, interfaces de comunicação e designs modulares em comum para permitir que esses itens sejam produzidos em volumes maiores e possam ser substituídos mais facilmente.

Notebooks do Project Firefly devem ser padronizados
Notebooks do Project Firefly devem ser padronizados (imagem: reprodução/Wccftech)

Note que, com essa abordagem, a Intel passa a ter mais controle sobre todo o projeto dessa categoria de notebooks. A padronização permite não só controlar os custos de produção, como possibilita que a Intel defina parâmetros de desempenho com mais precisão.

Nesse sentido, a proposta poderá ajudar a companhia não só a fazer frente aos MacBooks Neo como também a laptops Windows equipados com chips de arquitetura Arm.

Quando os notebooks do Project Firefly serão lançados?

De acordo com a Intel, mais de 70 modelos de notebooks estão previstos para serem lançados com base no Project Firefly no decorrer dos próximos meses. Entre eles deverão estar opções de marcas como Asus, HP, Honor e Lenovo. Aliás, o Lenovo Lecoo Air 14 foi apontado como o primeiro notebook do Project Firefly, embora ainda não haja confirmação sobre isso.

Pelo menos na fase inicial, os laptops do Project Firefly deverão se limitar ao mercado chinês. Ainda não há informação sobre lançamento em outros países, mas fica a torcida para que isso ocorra em um momento próximo.

Vídeo: 7 coisas que o MB Neo não tem

Com informações de Wccftech e ITHome

Intel dá resposta ao MacBook Neo: conheça o Project Firefly

Anúncio do Project Firefly pela Intel (imagem: reprodução/Wccftech)

MacBook Neo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Notebooks do Project Firefly devem ser padronizados (imagem: reprodução/Wccftech)

Gmail, Docs e Keep ganham recursos de IA por voz

19 de Maio de 2026, 14:46
Gmail Live
Gmail Live pode ser usado para obter informações que estão nos e-mails (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou recursos conversacionais de IA no Gmail, Docs e Keep, permitindo interação por voz, sem necessidade de digitar instruções;
  • Gmail Live e Docs Live permitem ao usuário conversar com a IA para organizar ideias e transformá-las em ações ou tarefas dentro de cada ferramenta;
  • recursos já começaram a ser liberados para assinantes do Google AI Pro e Google AI Ultra, com prévias previstas para usuários corporativos do Google Workspace no próximo trimestre.

O ritual padrão para o uso de ferramentas de IA generativa consiste em recorrer a prompts, isto é, em digitar perguntas ou instruções. Mas o Google quer mudar essa dinâmica no Gmail, Docs e Keep: a companhia aproveitou o Google I/O 2026 para revelar recursos conversacionais de IA para esses serviços, como Gmail Live e Docs Live.

A ideia é permitir que você ative o microfone do celular ou de outro dispositivo para interagir com a inteligência artificial do Google por meio de voz. Não que isso já não seja possível. A diferença é que, com as novas funcionalidades, você poderá conversar com a IA, literalmente, para expressar o que deseja que ela faça.

De acordo com o Google, a nova abordagem pode ser usada para reunir e organizar as suas ideias para, então, transformá-las em ações dentro do contexto de cada ferramenta:

  • no Gmail: você pode usar o Gmail Live para obter informações presentes nos e-mails que você recebeu, como “qual o portão de embarque do meu voo?” ou “ou que terá na programação escolar dos meus filhos nesta semana?”, exemplos dados pelo próprio Google; o resultado é apresentado em texto e voz, e você pode continuar a conversação, como em um chat;
  • no Google Keep: a IA permite que o Keep não só capture aquilo que você disser, como também organize essas informações em notas e listas, conforme o contexto;
  • no Google Docs: aqui, você consegue conversar com o Docs Live para que o recurso organize e estruture o seu texto, como se fosse um “coautor”; para tanto, a novidade pode até extrair dados de sua conta no Gmail, Drive, Chat ou da web, com a sua permissão.
Docs Live
Docs Live permite conversar com a IA (imagem: reprodução/Google)

Google Pics e Gemini Spark também são novidades

Junto com os novos recursos conversacionais de IA estão os anúncios do Google Pics e do Gemini Spark. O primeiro é um novo aplicativo para edição ou criação de imagens, enquanto o segundo funciona como um agente de IA pessoal:

  • Google Pics: baseado no modelo Nano Banana 2, permite editar elementos específicos de imagens, e modificar ou traduzir textos que aparecem em fotos, por exemplo, com o resultado podendo ser exportado para ferramentas como Google Slides e Drive;
  • Gemini Spark: descrito pelo Google como um agente de IA pessoal “24/7”, funciona como um assistente que não só responde a perguntas, como também realiza ações como enviar e-mails ou adicionar eventos à agenda, sempre sob sua orientação ou supervisão.

Saiba mais sobre o Gemini Spark aqui.

Google Pics
Google Pics é baseado no Nano Banana 2 (imagem: reprodução/Google)

Disponibilidade dos novos recursos de IA do Google

Os recursos conversacionais do Gmail, Keep e Docs já começaram a ser liberados para assinantes do Google AI Pro e Google AI Ultra. Prévias dessas novidades serão liberadas para usuários corporativos do Google Workspace já no próximo trimestre.

Quanto ao Google Pics, um grupo limitado de testadores terá acesso à ferramenta a partir desta terça-feira (19/05). No próximo trimestre, haverá liberação global para assinantes do Google AI Pro ou Ultra, bem como para usuários corporativos do Google Workspace.

Já o Gemini Spark também será liberado a usuários corporativos do Google Workspace no decorrer das próximas semanas, podendo ser acessado pelo aplicativo principal do Gemini.

Entre as demais novidades apresentadas no Google I/O 2026 estão:

Gmail, Docs e Keep ganham recursos de IA por voz

Gmail Live (imagem: reprodução/Google)

Docs Live (imagem: reprodução/Google)

Google Pics (imagem: reprodução/Google)

Microsoft admite que carregar senha em texto simples no Edge não é boa ideia

15 de Maio de 2026, 17:12
Microsoft Edge
Microsoft admite que carregar senha em texto simples no Edge não é boa ideia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • pesquisador de segurança descobriu que Edge mantinha senhas descriptografadas na memória RAM;

  • Microsoft havia sido alertada na época, mas argumentou que esse comportamento era esperado e, portanto, nada mudaria;

  • após repercussão negativa, Microsoft mudou de postura e implementou mudanças no Edge a partir da versão 148.

No início do mês, um especialista em segurança relatou ter descoberto que o Edge armazena senhas na memória RAM em forma de texto simples. A Microsoft foi alertada sobre isso, mas respondeu que… bom, é assim mesmo. Mas não deveria ser. Nesta semana, a companhia reconheceu o deslize e tomou providências.

Assim como o Chrome, o Firefox e outros navegadores, o Edge oferece uma função de gerenciamento de senhas que faz preenchimento automático de campos de login. Mas eis que o pesquisador de segurança norueguês Tom Jøran Sønstebyseter Rønning descobriu que o Edge armazena essas senhas em um espaço de memória usando o formato de texto simples:

Quando você salva senhas no Edge, o navegador descriptografa cada credencial na inicialização e as mantém residentes na memória do processo. Isso acontece mesmo se você nunca acessar um site que usa essas credenciais.

Tom Rønning, pesquisador de segurança

Isso significa que não há criptografia ou outro mecanismo avançado para proteger as combinações durante a sua permanência na memória. Na eventualidade de um hacker ou um malware alcançar esse espaço, as senhas poderão ser descobertas ou capturadas com mais facilidade.

A resposta da Microsoft ao pesquisador causou mais espanto. Basicamente, a companhia argumentou que este é um comportamento esperado para o navegador e que só haveria riscos à segurança se o computador já estivesse comprometido.

Diante disso, Rønning foi taxativo:

É verdade, até certo ponto, que um invasor com controle total do sistema pode causar grandes estragos, mas isso não significa que se deva facilitar as coisas para ele.

Tom Rønning, pesquisador de segurança

Microsoft Edge loads all your saved passwords into memory in cleartext — even when you’re not using them. pic.twitter.com/ci0ZLEYFLB

— Tom Jøran Sønstebyseter Rønning (@L1v1ng0ffTh3L4N) May 4, 2026

Microsoft mudou de postura e já providenciou correção

A reação da Microsoft pegou mal. Talvez seja por isso que houve uma mudança de postura. A companhia ainda defende que a tal abordagem não se enquadra em seus critérios de vulnerabilidade, mas admitiu que, com relação a esse aspecto, “há oportunidade de melhora”.

Pois bem, a Microsoft afirma que o seu navegador não carrega mais senhas na memória durante a sua inicialização, embora não tenha explicado como essa mudança foi feita e qual é a abordagem a partir de agora.

De todo modo, o ajuste já vale para o Edge 148 (versão atual) em todos os canais (Estável, Beta, Dev e Canary). O usuário não precisa executar nenhuma ação para se ver livre da vulnerabilidade. A simples atualização do navegador é suficiente para isso.

Via X, Tom Rønning celebrou a decisão da Microsoft, ainda que com algum nível de surpresa: “devo admitir que não achei que eles mudariam de ideia sobre isso”.

Microsoft admite que carregar senha em texto simples no Edge não é boa ideia

Microsoft Edge (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

CEO da Raspberry Pi: IA pode fazer pessoas desistirem de carreiras em TI

15 de Maio de 2026, 10:53
Eben Upton, fundador e CEO da Raspberry Pi
Eben Upton, fundador e CEO da Raspberry Pi (imagem: reprodução/BBC)
Resumo
  • CEO da Raspberry Pi, Eben Upton, alerta que superestimação das capacidades da inteligência artificial pode desencorajar pessoas de buscar carreiras em TI;
  • crença exagerada nesse cenário pode distorcer escolhas das pessoas e agravar a escassez de profissionais qualificados em vez de melhorá-la, diz executivo;
  • executivo enfatiza necessidade de mais engenheiros para sustentar crescimento econômico e sucessão no mercado de trabalho.

Eben Upton, fundador e CEO da Raspberry Pi, deu um alerta ao setor de tecnologia: as capacidades da inteligência artificial estão sendo superestimadas de tal forma que as pessoas podem deixar de buscar carreiras em TI por medo de não conseguir trabalho, cenário que pode impactar a economia.

O alerta foi dado pelo executivo ao podcast Big Boss Interview, da BBC. Na entrevista, Upton deu a entender que a crença exagerada de que a IA irá substituir humanos pode “distorcer as escolhas das pessoas de maneiras que agravam a escassez de profissionais qualificados, em vez de melhorá-la”.

De fato, existe o entendimento de que a IA pode assumir determinadas tarefas de modo que as pessoas passem a se dedicar a atividades mais interessantes para elas. O que o executivo quis dizer é que, em vez de seguir por esse caminho, muitos indivíduos com potencial para trabalhar com tecnologia podem simplesmente decidir atuar em outras áreas.

Você já deve ter ouvido afirmações de que a inteligência artificial irá ou já está “roubando” empregos. Ou, talvez, você mesmo já tenha passado por um desligamento que teve esse pano de fundo. Upton não afirma que esse problema não existe. O seu alerta diz respeito a uma visão exagerada sobre esse cenário que pode fazê-lo parecer maior do que realmente é.

Raspberry Pi 5 com 16 GB de RAM
Raspberry Pi 5, um dos produtos da organização fundada por Eben Upton (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

Efeito da ascensão da IA generativa

Em grande medida, esse “estado de pânico” se deve às previsões catastróficas que surgiram com a chegada de ferramentas de IA generativa, como ChatGPT e Gemini:

Superestimar a capacidade dos chatbots de substituir pessoas pode ‘desfazer muito do bom trabalho que já foi feito, não apenas pela Raspberry Pi, mas por muitas outras organizações’, para incentivar as pessoas a seguirem carreiras na área de tecnologia.

Eben Upton, fundador e CEO da Raspberry Pi

Quando questionado se esse cenário pode prejudicar o crescimento econômico, Upton foi enfático: “com certeza, precisamos de mais engenheiros”.

Embora as afirmações de Upton digam respeito ao mercado de trabalho britânico, que é base da Raspberry Pi, elas servem de alerta para um dilema que tem escala global: se a IA “engole” cargos de iniciantes a ponto de as pessoas perderem interesse pela setor de TI, quem ocupará funções críticas quando funcionários seniores se aposentarem ou trocarem de empresa?

No momento, há mais perguntas do que respostas. E talvez a visão sobre IA que Upton entende como superestimada não seja tão exagerada assim. De todo modo, é importante que esses aspectos sejam expostos e discutidos.

CEO da Raspberry Pi: IA pode fazer pessoas desistirem de carreiras em TI

Raspberry Pi 5 com 16 GB de RAM (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

Fork do Notepad++ para Mac vira Nextpad++, mas desconfiança continua

14 de Maio de 2026, 18:03
Página do Nextpad++
Página do Nextpad++ (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • desenvolvedor Andrey Letov lançou fork do Notepad++ para Mac, mas foi obrigado a mudar o nome para Nextpad++ devido a questões de propriedade intelectual;
  • Notepad++ é um editor de código para Windows popular, leve e gratuito, compatível com várias linguagens, com código-fonte aberto e criado por Don Ho;
  • por solicitação de Ho, Andrey Letov renomeou sua ferramenta para Nextpad++ e removeu menções diretas ao autor original, que não autorizou o uso de sua marca no novo projeto.

Uma recente confusão no universo do código aberto acaba de chegar ao fim. Pelo menos é o que parece: o fork do Notepad++ que foi lançado para Mac teve seu nome alterado para Nextpad++ e, portanto, não viola mais a propriedade intelectual do autor do projeto original. O logotipo da ferramenta também foi mudado.

O Notepad++ é um popular editor de código para Windows. A ferramenta é conhecida por ser leve, gratuita, compatível com várias linguagens e ter um número razoável de funcionalidades. O editor também tem código-fonte aberto.

Eis que um desenvolvedor de nome Andrey Letov lançou o Notepad++ para Mac com base no projeto original, mantido por Don Ho. É aqui que os problemas começaram: Letov deu a entender que Ho tinha participado diretamente do projeto, mas isso não ocorreu.

Para piorar, Letov usou o nome e o símbolo do Notepad++ em seu projeto, mas sem pedir autorização a Ho. Isso também causou a impressão de que a versão para Mac era uma variação oficial do Notepad++, quando, novamente, não era.

Alertado do problema via GitHub, Don Ho contatou Andrey Letov para pedir que o nome e o logotipo de seu projeto fossem alterados. Na mensagem, Ho deixou claro que não é contra a criação de projetos derivados (forks) do Notepad++, até porque a licença da ferramenta dá abertura para isso.

Porém, o nome e o símbolo do Notepad++ são protegidos, portanto, não podem ser usados em projetos derivados sem a devida autorização do proprietário. Letov até tentou convencer Ho a apoiar a iniciativa, mas este último recusou dizendo: “não posso me responsabilizar pela manutenção a longo prazo de uma versão adaptada ou de um fork que não controlo”.

Notepad++ (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Notepad++ (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Aplicativo agora se chama “Nextpad++ for Mac”

Cumprindo a promessa feita a Ho, Letov alterou o nome do projeto. A sua ferramenta agora se chama Nextpad++ for Mac, tem um logotipo novo (ainda que o símbolo continue sendo representado por um camaleão, como no projeto original) e não há mais nada sugerindo que Don Ho está por trás da iniciativa.

Mas isso não quer dizer que as decisões de Letov não levantem mais desconfianças. John Gruber, que é conhecido, entre outros projetos, por ser o principal nome por trás do Markdown, tem fortes suspeitas de que o Nextpad++ foi criado com IA de modo desmedido, fazendo o aplicativo ter algumas inconsistências:

O Nextpad++ parece e funciona como algo que não deveria existir. As capturas de tela promocionais no próprio site do aplicativo mostram 50 botões de barra de ferramentas incompreensíveis. Ele fecha as abas do documento ao clicar e soltar o botão do mouse, não ao soltar.

(…) Nenhum ser humano portaria um aplicativo complexo do Windows como o Notepad++ para o Mac dessa forma.

John Gruber

A despeito das desconfianças com relação às intenções de Letov, este ainda parece ser um final feliz.

Fork do Notepad++ para Mac vira Nextpad++, mas desconfiança continua

Página do Nextpad++ (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Notepad++ (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Amazon lança novo Fire TV Stick HD com Vega OS no Brasil

14 de Maio de 2026, 16:27
Imagem em plano superior oblíquo mostrando um Amazon Fire TV Stick e seu controle remoto correspondente sobre uma superfície de concreto claro. O Fire TV Stick é um dispositivo preto e retangular, com o conector HDMI metálico visível em uma extremidade e o logo "fire tv" na parte superior. O controle remoto é preto e ovalado, com diversos botões cinzas, incluindo um botão azul redondo no topo com o ícone de microfone. Abaixo, há um anel direcional central e botões para navegação, volume, mute e botões de atalho coloridos com os logos de "prime video" (azul) e "NETFLIX" (vermelho). A luz suave incide sobre os objetos.
Novo Amazon Fire TV Stick HD (imagem: divulgação/Amazon)
Resumo
  • Amazon lançou novo Fire TV Stick HD no Brasil, com dimensões 30% menores que modelo anterior e preço sugerido de R$ 379;
  • dispositivo roda Vega OS e é compatível com Xbox Game Pass, além de suportar resoluções de até 1080p e padrões como HDR10 e HLG;
  • novo Fire TV Stick HD já está disponível no site da Amazon Brasil, com opções de parcelamento em até 12 vezes no cartão Amazon Prime.

A nova geração do Amazon Fire TV Stick HD acaba de ser lançada oficialmente no Brasil. A novidade tem as dimensões reduzidas em relação à geração anterior entre seus principais atributos. O dispositivo também é compatível com o Xbox Game Pass e roda o Vega OS, novo sistema operacional da Amazon. O preço sugerido é de R$ 379.

De acordo com a companhia, o novo Fire TV Stick HD é aproximadamente 30% mais fino do que o modelo antecessor. Mas isso não significa que o dispositivo traz menos recursos. É o contrário. A Amazon fala em “navegação fluida entre aplicativos, inicialização ágil de conteúdos e transições suaves” na novidade.

No aspecto da conectividade, o dispositivo requer apenas uma TV ou monitor com porta HDMI disponível, além de uma rede Wi-Fi para conexão à internet. Um detalhe interessante é que, a exemplo de outros aparelhos do tipo, o Fire TV Stick HD agora pode ser alimentado apenas pela porta USB da TV ou monitor, dispensando um adaptador de tomada.

Vale destacar, porém, que esta versão reproduz vídeo somente nas resoluções 720p e 1080p. De modo complementar, há suporte a padrões como HDR10, HDR10+, HLG, H.265, H.264, VP9, AV1.

Sobre o sistema operacional, trata-se do Vega OS, da própria Amazon. Esse sistema não é baseado diretamente no Android, como o antecessor Fire OS, mas traz vários recursos importantes, incluindo compatibilidade com aplicativos de diversas plataformas de streaming, como Netflix, YouTube, Globoplay, Apple TV e, claro, Amazon Prime Video.

A interface também mudou, desta vez para ficar mais rápida, bem organizada e personalizável. Com relação a esta última característica, a Amazon enfatiza que o usuário pode fixar até 20 aplicativos na tela inicial.

O suporte a jogos do Xbox Game Pass é outro atrativo, como já mencionado. Para usar esse recurso, é preciso baixar o aplicativo do Xbox a partir da Appstore. Também é necessário ser assinante do Xbox Game Pass, obviamente, e usar um dos controles compatíveis com a plataforma.

Já o controle remoto continua tendo design minimalista, suporte a comandos de voz e botões para alguns serviços de streaming.

Fotografia de um quarto de hotel de luxo à noite. No centro, uma cama de casal com cabeceira cinza, lençóis claros, travesseiros brancos e cinzas, e uma manta escura aos pés. Ao lado esquerdo, um criado-mudo branco com uma luminária acesa, um vaso de flores e prateleiras com livros. Ao fundo, uma grande janela do chão ao teto com cortinas escuras abertas, revelando uma vista noturna da cidade. Na parede direita, uma TV de tela plana exibe um menu de streaming. Um círculo em destaque mostra o detalhe lateral da TV, onde um Fire TV Stick (dispositivo preto) com a marca "fire tv" está conectado a uma porta HDMI, junto a outros cabos. Uma seta branca aponta da TV para o círculo.
Novo Fire TV Stick HD é menor que seu antecessor (imagem: divulgação/Amazon)

Preço e disponibilidade do Fire TV Stick HD no Brasil

O novo Fire TV Stick HD já está à venda no site brasileiro da Amazon. O preço de lançamento, sem considerar eventuais descontos ou promoções, é de R$ 379, valor que pode ser parcelado em até sete vezes no cartão de crédito ou em até 12 vezes no cartão Amazon Prime.

Vale destacar que o lançamento no Brasil ocorre um mês depois de o novo Fire TV Stick HD ter sido lançado nos Estados Unidos.

Especificações técnicas do novo Amazon Fire TV Stick HD

  • Processador: quad-core de 1,7 GHz (modelo não especificado)
  • Armazenamento interno: 8 GB
  • Conectividade sem fio: Wi-Fi 6, Bluetooth 5.3
  • Portas: HDMI, USB-C
  • Resoluções: 1080p ou 720p em até 60 fps
  • Formatos e codecs: HDR10, HDR10+, HLG, H.265, H.264, VP9, AV1
  • Dimensões: 91,5 x 21,1 x 14,5 mm
  • Peso: 35,8 g

Aviso de ética: link de afiliado, ao comprar por ele, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Amazon lança novo Fire TV Stick HD com Vega OS no Brasil

Design compacto é a principal novidade (imagem: divulgação)

Amazon quer que você compre um Fire TV Stick HD para levar na viagem (imagem: divulgação)

Netflix planeja mostrar mais anúncios em seu plano mais barato

14 de Maio de 2026, 11:41
Arte mostra o logo da Netflix, uma letra "N" vermelha, ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Netflix planeja mostrar mais anúncios em seu plano mais barato (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • plano com anúncios da Netflix atingiu marca de 250 milhões de usuários globais em 2026;

  • empresa planeja expandir a modalidade para novos países e novos formatos de conteúdo em 2027;

  • no Brasil, o plano com anúncios custa R$ 20,90 mensais e oferece resolução Full HD em até duas telas.

No evento Upfront 2026, realizado nesta semana, a Netflix deixou claro que a ideia de oferecer um plano com mensalidade mais barata, mas apoiada em publicidade, deu certo. Tanto que a companhia pretende explorar ainda mais essa opção, o que significa que os assinantes da modalidade poderão esperar por mais anúncios em um futuro próximo.

A Netflix introduziu o plano com anúncios em 2022, inclusive no Brasil. No ano passado, a companhia revelou que essa opção contava com 94 milhões de assinantes ativos mensais em escala global. Agora, em 2026, esse número saltou para 250 milhões de pessoas.

Desse total, mais de 80% consomem o conteúdo da plataforma de streaming pelo menos uma vez por semana. Já não há dúvidas, portanto, de que o plano com anúncios é um sucesso para a companhia.

Como a Netflix vai expandir o plano com anúncios?

Começa pela oferta do plano com anúncios em mais países. A partir de 2027, essa opção chegará a mercados como Áustria, Bélgica, Colômbia, Dinamarca, Filipinas, Holanda, Indonésia, Irlanda, Noruega, Nova Zelândia, Peru, Polônia, Suécia, Suíça e Tailândia.

Também para 2027, a Netflix pretende exibir anúncios publicitários em outros formatos de conteúdo, como podcasts em vídeo e vídeos verticais (direcionados a celulares).

Depois vem a expansão do uso de IA para que anunciantes possam criar planos de mídia mais condizentes com seus objetivos, otimizar compras de anúncios na plataforma e ajustar as peças para exibição adequada em diferentes formatos, por exemplo.

A Netflix afirma que também já vem testando novas configurações que ajustam o limite de frequência de anúncios e quais deles devem ser exibidos a cada usuário, o que é feito com base na análise das visualizações pelos assinantes. Esse é outro aspecto que favorece o aumento da quantidade de anúncios que o usuário pode encontrar no serviço.

Imagem mostra o prédio da Netflix em Hollywood, nos Estados Unidos
Prédio da Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Preços da Netflix no Brasil

Chamado de “Padrão com anúncios”, o plano que exibe publicidade custa R$ 20,90 por mês no Brasil. A tabela a seguir resume as características de cada plano da plataforma no país:

PlanoMensalidadeResoluçãoTelasDownloads
Padrão com anúnciosR$ 20,90Full HD (1080p)2Até 15 por aparelho/mês em até 2 dispositivos
PadrãoR$ 44,90Full HD (1080p)2Em até 2 dispositivos
PremiumR$ 59,904K + HDR4Em até 6 dispositivos

Só para não deixar dúvidas: os planos Padrão e Premium são as opções para quem não quer se deparar com anúncios na Netflix.

Netflix planeja mostrar mais anúncios em seu plano mais barato

Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11

14 de Maio de 2026, 10:18
Imagem mostra o logotipo do Windows 11 em fonte de cor azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft anunciou recurso Recuperação de Drivers Iniciada pela Nuvem (CIDR) para Windows 11, que remove automaticamente drivers problemáticos e recupera versão anterior;
  • CIDR utiliza Hardware Dev Center Driver Shiproom para recuperar drivers, garantindo o funcionamento correto do hardware até que um driver validado seja liberado;
  • recurso será testado entre maio e agosto de 2026 e deve ser liberado nas versões finais do Windows 11 a partir de setembro.

A Microsoft anunciou mais uma medida como parte de sua promessa de melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Trata-se de um recurso chamado Recuperação de Drivers Iniciada pela Nuvem (CIDR, na sigla em inglês). O objetivo é reverter a atualização de drivers quando estes causam problemas.

Atualizações de drivers servem para aprimorar o funcionamento, adicionar funções ou corrigir bugs envolvendo os componentes de hardware relacionados a eles. Mas, às vezes, a atualização gera problemas, como fazer uma placa de vídeo deixar de executar determinados jogos ou causar reinicializações no Windows.

Diante dessas circunstâncias, o usuário precisa reverter a instalação do driver (voltar à versão anterior) manualmente, o que nem sempre é fácil, ou aguardar o fabricante do hardware fornecer um novo driver, o que pode levar um tempo considerável.

É aí que o CIDR passa a fazer sentido: quando um driver problemático é identificado como tal no Windows 11, o mecanismo o remove e recupera a versão anterior, que funcionava normalmente.

Tudo é feito de modo automático, via Windows Update, explica a Microsoft. Isso porque o driver é recuperado a partir do Hardware Dev Center Driver Shiproom, uma espécie de canal online da Microsoft por onde fabricantes de hardware gerenciam e distribuem drivers.

Pode acontecer de o CIDR não recuperar exatamente o driver que estava instalado antes da recuperação, mas obter uma versão mais atual, mas ainda anterior ao driver que está causando problemas.

Windows Update do Windows 11
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Em todos os casos, o objetivo é garantir o correto funcionamento do componente de hardware e do computador como um todo até que um driver que atenda aos padrões de qualidade do sistema seja validado e liberado.

Note, porém, que se nenhum driver for localizado no Driver Shiproom para ser usado como substituto, o driver problemático será mantido.

Quando o CIDR chegará ao Windows 11, de fato?

De acordo com o cronograma da Microsoft, o CIDR ficará em fase de teste entre maio e agosto de 2026. Não havendo intercorrências durante esse período, o recurso começará a ser liberado nas versões finais do Windows 11 a partir de setembro deste ano.

Convém lembrar que outra promessa da Microsoft que envolve o Windows Update é uma nova configuração que permite ao usuário pausar facilmente as atualizações do Windows 11.

Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11

Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Itaú e Google fecham parceria contra chamadas falsas no Android

13 de Maio de 2026, 15:47
Aplicativo do Itaú em um iPhone
Aplicativo do Itaú no celular (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Itaú Unibanco e Google firmaram parceria para bloquear chamadas fraudulentas no Android 11 ou superior que imitam centrais de atendimento bancárias;
  • solução envolve integração dos números de telefone das centrais de atendimento do Itaú que recebem ligações de clientes aos sistemas de proteção do Google;
  • parceria não é exclusiva do Itaú; Google também confirmou parcerias com Nubank e Revolut.

Você já deve ter recebido ligações fraudulentas em nome de bancos. Trata-se do chamado “golpe da falsa central de atendimento”. Para combater o problema, o Itaú Unibanco anunciou uma parceria com o Google para identificar e bloquear esse tipo de chamada no Android, automaticamente.

Talvez você saiba, por experiência própria, que esse tipo de golpe é frequente no Brasil. O roteiro da ligação pode variar, mas, geralmente, envolve informar que uma compra foi feita com o cartão da pessoa e que ela deve seguir as orientações da falsa central para resolver o problema. É aí que o golpe é executado, se a cilada não for notada.

A pior parte é que, muitas vezes, o número telefônico que aparece para o usuário é o mesmo usado pela instituição financeira. Trata-se de uma técnica de spoofing, que mascara a origem da chamada fraudulenta.

É justamente essa abordagem que o Itaú vai atacar. Para tanto, a instituição bancária integrou os números de telefone de suas centrais de atendimento que apenas recebem ligações de clientes (e nunca são usadas para originar chamadas) aos sistemas de proteção do Google.

Essa comunicação entre sistemas existe para que, quando o celular Android receber uma chamada com um número se passando pelo atendimento do Itaú, os sistemas do Google verifiquem se a instituição financeira realmente iniciou aquele ligação. Se negativo, a chamada é encerrada imediatamente.

O grande diferencial dessa solução é o seu alcance social. Ela protege qualquer pessoa que use o sistema Android no Brasil, basta ter um dos aplicativos do Itaú instalados, seja pessoa física ou jurídica.

Ana Leda Guedes Tavares, superintendente de prevenção a fraudes do Itaú Unibanco

Android encerrando ligação fraudulenta
Android encerrando ligação fraudulenta (imagem: reprodução/Google)

Parceria com Google não é exclusiva do Itaú

Na terça-feira (12/05), durante o evento The Android Show: I/O Edition 2026, o Google revelou novidades de segurança e privacidade para o Android 17. No mesmo anúncio, o Google confirmou ter fechado parcerias com instituições financeiras para prevenir fraudes de spoofing.

Além do Itaú, o Google mencionou o Nubank e a Revolut como companhias parceiras, com mais instituições podendo aderir à iniciativa em etapas futuras.

Em todos os casos, o usuário precisa ter um celular com Android 11 ou superior para a proteção funcionar. Não é necessário fazer nenhuma configuração ou instalar aplicativos específicos para isso, a não ser o app da própria instituição financeira.

“Se você tiver o aplicativo de um banco ou instituição financeira participante instalado e tiver feito login, o Android funciona silenciosamente em segundo plano para verificar as chamadas recebidas”, explica o Google.

Itaú e Google fecham parceria contra chamadas falsas no Android

Aplicativo do Itaú no celular (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Android encerrando ligação fraudulenta (imagem: reprodução/Google)

É o fim dos Chromebooks com a chegada dos Googlebooks?

13 de Maio de 2026, 13:30
Googlebook
Googlebook terá “hardware premium” (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google não planeja descontinuar os Chromebooks tão cedo, apesar do anúncio dos Googlebooks;
  • Chromebooks continuarão a ser oferecidos com atualizações de software por pelo menos dez anos, segundo o vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, John Maletis;
  • porém, não está descartada a possibilidade de a linha Chromebook ser aposentada em algum momento devido a uma mudança de estratégia do Google.

Com o anúncio oficial dos Googlebooks, uma pergunta veio à mente de muita gente: a novidade fará o Google descontinuar a linha Chromebook? A resposta curta é: por ora, não. Mas existe, sim, a possibilidade de a companhia deixar de focar nos Chromebooks tal como os conhecemos.

É preciso deixar claro desde já que ambos os produtos seguem propostas distintas. Os Chromebooks são direcionados principalmente a estudantes e, por isso, são mais simples no hardware, o que também os torna mais baratos. Já os Googlebooks contarão com “hardware premium”, como o próprio Google afirma, pois executarão recursos de IA nativamente.

A despeito dessa diferença de segmentação, os Chromebooks estão há 15 anos no mercado. Por isso, a dúvida sobre se essa linha será aposentada ou não é pertinente.

Questionado a respeito pelo site Chrome Unboxed, John Maletis, vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, garantiu que o ChromeOS não será descontinuado tão cedo, e que há uma nova leva de Chromebooks e Chromebooks Plus a serem lançados.

Nesse sentido, chama a atenção a afirmação do executivo de que alguns modelos de Chromebook poderão ser atualizados para executar o mesmo firmware dos Googlebooks.

Maletis também destacou que o Google cumprirá a promessa de oferecer atualizações de software para os Chromebooks por pelo menos dez anos.

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Chromebook da Acer (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Mas a linha Chromebook pode “morrer”?

Não podemos descartar a possibilidade de a linha Chromebook ser aposentada em algum momento, mesmo que esse processo seja executado progressivamente.

Há algumas razões para isso. Para começar, o Googlebook está mais alinhado com o cenário “powered by AI” que o Google vislumbra, afinal, essa categoria de notebook foi desenvolvida para trabalhar nativamente com o Gemini Intelligence.

Levemos em conta também que, apesar de o Google ainda não ter confirmado, tudo indica que o Googlebook roda o Aluminium OS, sistema operacional muito mais integrado aos ecossistemas do Android e da própria companhia do que o ChromeOS, que é um sistema mais focado em aplicações web (nuvens).

Por fim, pode haver uma mudança de foco. Com a chegada do MacBook Neo e, eventualmente, de um avanço de notebooks Windows com chip Arm mais baratos, o Google pode deixar de dar prioridade ao segmento de laptops acessíveis, favorecendo o Googlebook. Para não deixar nenhum segmento descoberto, pode até ocorrer de a companhia anunciar um “Googlebook Lite” ou algo do tipo.

Mas, por ora, tudo isso é especulação. Como John Maletis deu a entender, Chromebooks e Googlebooks irão conviver entre si por algum tempo.

Vale ressaltar que os primeiros Googlebooks serão lançados no último trimestre de 2026 por marcas como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo. O Google já confirmou que haverá versões do Googlebook com chips Intel, Qualcomm e MediaTek.

É o fim dos Chromebooks com a chegada dos Googlebooks?

💾

Google anunciou Googlebook como uma categoria focada em IA, mas assegurou que linha Chromebook não será descontinuada agora.

Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Googlebook terá versões com chips Intel, Qualcomm e MediaTek

13 de Maio de 2026, 11:04
Tecla com o "G" de Google no laptop
Googlebook terá versões com chips Intel, Qualcomm e MediaTek (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Googlebook terá versões com processadores Intel, Qualcomm e MediaTek, confirma Google;
  • dispositivos serão equipados com “hardware premium” e terão suporte à execução nativa de aplicativos Android;
  • primeiros modelos do Googlebook serão lançados no outono de 2026, com parcerias firmadas com Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo.

O Google revelou a categoria de laptops Googlebook nesta semana, mas ainda mantendo mistério sobre várias características da novidade. Os requisitos de hardware dessas máquinas ainda não foram divulgados, por exemplo. Mas já se sabe que eles serão equipados com processadores de marcas como Intel, Qualcomm e MediaTek.

Para quem não viu, vale uma rápida introdução: os Googlebooks são notebooks de categoria premium que foram desenvolvidos para executar aplicações de IA — o Gemini Intelligence, para ser preciso —, bem como aplicativos para Android.

O Google ainda não confirmou oficialmente qual é o sistema operacional desses equipamentos, mas há indícios fortíssimos de que se trata do Aluminium OS, basicamente, uma mistura de Android com ChromeOS.

Sobre as especificações técnicas, o Google comentou apenas que os Googlebooks contarão com “hardware premium”, sem entrar em detalhes. Eis então que, via X, a Intel revelou que é parceira do Google no projeto:

Estamos empolgados em nos unirmos ao Google em algo que temos construído com eles — o Googlebook.

Dispositivos premium e poderosos projetados para Inteligência. Mal podemos esperar para colocá-lo em suas mãos neste outono [último trimestre de 2026].

Esse é um indício de que os Googlebooks serão compatíveis com a arquitetura x86, certo? Certo. A confirmação veio por meio de uma entrevista de John Maletis, vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, ao site Chrome Unboxed.

Na conversa, o executivo revelou que haverá Googlebooks baseados em chips Intel. Mas não exclusivamente. Ainda segundo Maletis, também haverá modelos equipados com processadores da Qualcomm e da MediaTek.

Isso significa que os Googlebooks serão compatíveis tanto com a arquitetura Arm, como esperado, quanto com a arquitetura x86 (a não ser que a Intel lance um chip Arm para a linha, mas isso é improvável).

Quantidade de memória RAM? Capacidade de armazenamento interno? GPU? Nada disso foi comentado pelo Google até o momento. Mas Maletis garantiu que os Googlebooks contarão com hardware de alta qualidade em prol de uma experiência satisfatória — podemos até esperar pela execução nativa de apps para Android (sem emulação).

Googlebook
Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

Quando o Googlebook será lançado?

De acordo com o Google, os primeiros modelos do Googlebook chegarão aos consumidores no outono americano, isto é, entre setembro e dezembro de 2026.

A companhia já confirmou parcerias com marcas como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo para a fabricação e a distribuição desses laptops.

Googlebook terá versões com chips Intel, Qualcomm e MediaTek

Tecla com o "G" de Google no laptop (imagem: reprodução/Google)

Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

Google levará integração do Android com AirDrop para apps e mais celulares

12 de Maio de 2026, 18:24
Mão segurando celular, com aviso de compartilhamento na tela
Galaxy S26 com tela de compartilhamento com aparelhos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Google confirmou expansão da compatibilidade do AirDrop com aparelhos Android, permitindo troca de arquivos com iPhones e iPads de forma mais fácil;
  • mais aparelhos de marcas como Oppo, OnePlus, Samsung, Vivo, Xiaomi e Honor receberão suporte à integração entre Quick Share e AirDrop em 2026;
  • Quick Share poderá ainda ser integrado a aplicativos de terceiros, como o WhatsApp, permitindo compartilhamento de arquivos sem conexão à internet, e também permitirá gerar QR Code para compartilhar arquivos com dispositivos iOS.

Entre as novidades que o Google anunciou nesta terça-feira (12/05), durante o evento The Android Show: I/O Edition 2026, está a expansão da compatibilidade de aparelhos Android com a tecnologia AirDrop, da Apple. Com isso, ficará cada vez mais fácil trocar arquivos com iPhones, iPads e afins.

Esse movimento começou no fim de 2025. Mas, até recentemente, apenas celulares da família Google Pixel suportavam essa integração. Depois, o suporte ao AirDrop chegou à linha Galaxy S26. Recentemente, o Oppo Find X9 Ultra e o Vivo X300 Ultra (ou Jovi X300 Ultra) também passaram a suportar a funcionalidade, só para citar mais alguns exemplos.

Faz sentido que mais aparelhos sejam beneficiados por esse recurso, até porque já está claro que essa integração realmente funciona. No lado do Android, a comunicação é feita via Quick Share; no lado da Apple, via AirDrop, obviamente.

Pois bem, o Google revelou que mais aparelhos receberão suporte à integração entre Quick Share e AirDrop no decorrer de 2026. Os modelos ainda não foram especificados, mas correspondem a unidades de marcas como Oppo, OnePlus, Vivo (Jovi, no Brasil), Xiaomi e Honor. Mais smartphones da Samsung também serão contemplados, o que deve incluir linhas como Galaxy S25 e Galaxy S24.

Quick Share em celular Android
Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quick Share em aplicativos

Um detalhe interessante é que o Quick Share também poderá ser integrado a aplicativos de terceiros (que não são mantidos pelo Google). O primeiro deles será o WhatsApp, embora ainda não haja prazo para essa implementação.

Com a integração, você poderá compartilhar arquivos com pessoas que estiverem perto de você usando o WhatsApp, com o envio sendo feito via Quick Share, de modo que não seja necessário ter uma conexão à internet para isso.

Também vale destacar que, a partir de hoje, você poderá gerar um QR Code no Quick Share de qualquer dispositivo Android compatível para compartilhar arquivos com dispositivos iOS.

O aparelho de destino deve fazer a leitura do código para que o arquivo seja baixado a partir das nuvens (esse procedimento, sim, exigirá conexão à internet), com o compartilhamento sendo protegido por criptografia de ponta a ponta.

Em tempo: o Google anunciou algumas novidades específicas para o Android 17. Entre elas, estão:

Google levará integração do Android com AirDrop para apps e mais celulares

Samsung avisa sobre compartilhamento com aparelhos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Android 17 vai deixar seu celular mais protegido em caso de roubo

12 de Maio de 2026, 14:04
Android 17 promete deixar seu celular mais protegido em caso de roubo
Android 17 promete deixar seu celular mais protegido em caso de roubo (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Android 17 impedirá que criminosos desativem o rastreamento do aparelho, mesmo que possuam a senha ou o PIN do usuário;
  • nova versão do sistema também permitirá selecionar contatos específicos para compartilhar com aplicativos, em vez de liberar a agenda completa;
  • recursos de identificação de chamadas fraudulentas em parceria com bancos como o Itaú é outra novidade (vale também para outras versões do Android).

No evento The Android Show: I/O Edition 2026 realizado nesta terça-feira (12/05), o Google confirmou alguns dos recursos de segurança que farão parte do Android 17. Entre eles está uma função que impede um ladrão de desativar o rastreamento do seu celular mesmo se ele tiver a sua senha ou PIN.

Esse recurso é uma expansão do Google Localizador (Google Find Hub). Se você usar esse mecanismo no Android 17 para indicar que seu celular foi perdido, roubado ou furtado, a pessoa que estiver de posse do aparelho não poderá desativar o rastreamento do dispositivo, mesmo se tiver a sua senha ou código PIN, como já informado.

Essa função também bloqueia o aparelho de modo que a senha e o PIN não sejam mais aceitos. Além disso, algumas proteções adicionais também são ativadas, como a que desativa novas conexões Bluetooth ou Wi-Fi. Se você recuperar o celular, deverá usar autenticação biométrica (reconhecimento facial ou impressão digital) para desativar as proteções.

Falando em senha ou PIN, o Google também explica que, no Android 17, o número limite de tentativas de inserção desses códigos foi reduzido “significativamente”. Para completar, quando o limite for atingido, haverá um tempo maior de espera para que novas tentativas de desbloqueio possam ser efetuadas.

Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança
Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança (imagem: reprodução/Google)

Outra novidade está nos recursos de localização. O Android 17 introduzá um botão para esse fim que permite que o rastreamento da posição geográfica funcione apenas quando determinado aplicativo estiver em uso e somente para aquele momento.

E sabe quando um aplicativo pede permissão para acessar a sua lista de contatos? No Android 17, há um novo seletor que permite que essa solicitação seja aplicada a contatos específicos, e não para toda a lista.

Há mais recursos de segurança no Android 17?

Sim. Entre as demais novidades estão:

  • função que verifica se versões alternativas do sistema operacional são legítimas;
  • controles de segurança e privacidade baseados no Gemini Intelligence;
  • desativação por padrão de redes 2G por determinação da operadora;
  • implementação de criptografia pós-quântica;
  • remoção do acesso a serviços de acessibilidade por aplicativos que não têm recursos do tipo;
  • ativação por padrão dos mecanismos antirroubo do Android que foram testados no Brasil.
Android encerrará ligações de golpe financeiro
Android encerrará ligações de golpe financeiro (imagem: reprodução/Google)

Vale destacar também que o Google fechou parcerias com instituições financeiras para identificar chamadas fraudulentas que se passam por bancos. O sistema checa, junto à instituição, se há realmente uma chamada sendo feita para determinado cliente. Se negativo, a ligação é encerrada.

Esse recurso será testado inicialmente com empresas como Revolut, Itaú e Nubank. Esta é uma funcionalidade que estará disponível para o Android 11 e versões superiores, não se limitando ao Android 17.

Sobre o Android 17 em si, essa versão tem lançamento previsto para junho de 2026.

Android 17 vai deixar seu celular mais protegido em caso de roubo

Android 17 promete deixar seu celular mais protegido em caso de roubo (imagem: reprodução/Google)

Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança (imagem: reprodução/Google)

Android encerrará ligações de golpe financeiro (imagem: reprodução/Google)

Android 17 vai melhorar qualidade de postagens no Instagram

12 de Maio de 2026, 14:02
Função Ultra HDR no Instagram para Android 17
Função Ultra HDR no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou novos recursos para o Android 17 voltados à criação de conteúdo;
  • novidades incluem parceria com a Meta para melhorar publicação de fotos e vídeos no Instagram, a exemplo do modo Ultra HDR, que garante cores mais realistas nas postagens;
  • outra novidade é um recurso nativo para gravação de vídeos de reação.

O Android 17 está vindo aí e, como toda nova versão, promete uma série de novos recursos. Alguns deles, mostrados pelo Google no evento The Android Show: I/O Edition 2026, foram desenvolvidos para apoiar criadores de conteúdo: eles tornam o sistema mais amigável ao Instagram e facilitam a criação de vídeos de reações, por exemplo.

Comecemos pela função Screen Reactions (Reações de Tela). A ideia é facilitar a criação de vídeos de… reações. Estamos falando de vídeos em que a imagem da pessoa aparece em miniatura no canto inferior da tela enquanto o conteúdo principal é assistido por ela.

Para tanto, a nova funcionalidade consegue gravar o conteúdo que aparece na tela ao mesmo tempo em que a câmera frontal captura a imagem da pessoa, sem que seja necessário usar aplicativos de terceiros para sobrepor um conteúdo ao outro.

O vídeo resultante pode, então, ser publicado rapidamente nas redes sociais. Falando nisso…

Android 17 promete melhorar o conteúdo enviado ao Instagram

O que deve fazer diferença para a maioria dos usuários é a parceria que o Google fechou com a Meta. Por meio dela, ambas as companhias prometem facilitar a publicação de conteúdo no Instagram. E o mais importante: melhorar a qualidade de imagem desse conteúdo.

De acordo com o Google, isso será proporcionado por meio de recursos como:

  • Ultra HDR: permite que o conteúdo gerado no celular tenha cores mais vibrantes e realistas;
  • Estabilização de vídeo: ajuda a diminuir o tremor de vídeos feitos quando o usuário caminha, dança ou, como o próprio Google brinca, “está sob o efeito de muita cafeína”;
  • Night Shift: otimiza a captura de fotos durante a noite ou em ambientes com luminosidade reduzida.
Função Screen do Android 17
Função Screen do Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Repare que nada disso faz sentido se, durante o processamento do conteúdo no Instagram, houver redução da qualidade de imagem, certo? Pois bem, o Google garante que os processos de captura e upload foram otimizados para que o conteúdo continue nítido quando a publicação for feita.

Tem mais uma novidade para usuários da rede social da Meta: o Instagram Edits, aquele aplicativo criado para ser uma alternativa ao CapCut, contará com IA para aprimorar a resolução de fotos e imagens, bem como para facilitar a separação de faixas de áudio. Esses recursos serão exclusivos da versão do app para Android.

Será que tudo isso será suficiente para o Google acabar com a fama de que só o iPhone presta para conteúdo no Instagram? Talvez. Mas há um ponto de atenção aqui: o Google diz que a sua parceria com a Meta promete “trazer o melhor do Instagram para nossos dispositivos Android mais avançados“.

Modo de estabilização de vídeo no Instagram para Android 17
Modo de estabilização de vídeo no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Outras novidades para “creators”

Entre as demais novidades para criadores de conteúdo está a chegada do Adobe Premiere ao Android para os próximos meses, embora o aplicativo não deva se limitar à versão 17 do sistema. “Com o Premiere, você terá acesso a modelos e efeitos exclusivos para criar e publicar YouTube Shorts”, afirma o Google.

Já para quem foca na criação de vídeos profissionais, o Google promete, também, ampliar o acesso ao codec Advanced Professional Video (APV), que é próprio para filmagens a partir de dispositivos móveis.

Desenvolvido em parceria com a Samsung, o APV já está disponível no Galaxy S26 Ultra e no Vivo X300 Ultra. A expansão permitirá o seu uso em outros dispositivos, mais precisamente, naqueles equipados com chips Snapdragon 8 Elite a serem lançados ainda em 2026.

A versão final do Android 17 está prevista para junho.

Android 17 vai melhorar qualidade de postagens no Instagram

💾

Além de melhorar experiência do usuário com o Instagram, Android 17 também promete facilitar gravação de vídeos de reação.

Função Ultra HDR no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Google anuncia Googlebook, nova categoria de notebooks focada em IA

12 de Maio de 2026, 14:01
Googlebook
Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou o Googlebook, nova categoria de notebooks projetada para operar com inteligência artificial Gemini;
  • novidade foi apresentada no evento Android Show e conta com hardware premium; dispositivos serão produzidos em parceria com marcas como Acer e Dell;
  • entre os diferenciais estão ferramentas como Magic Pointer, que sugere ações automáticas via Gemini com o passar do mouse.

Googlebook é o nome oficial da nova categoria de notebooks criada pelo Google e anunciada nesta terça-feira (12/05) durante o evento The Android Show: I/O Edition 2026. A novidade chega com um diferencial que a companhia considera importante para os tempos atuais: ser projetada, desde o início, para funcionar com inteligência artificial — com o Gemini Intelligence (Inteligência Gemini), para ser exato.

Apesar do nome, o Googlebook não será desenvolvido e comercializado exclusivamente pelo Google. A companhia fechou parcerias com marcas como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo para produzir esses computadores e fazê-los chegar aos consumidores.

É uma dinâmica que remete à dos Chromebooks, que são laptops de baixo custo direcionados a estudantes e que, portanto, costumam contar com hardware de nível básico ou intermediário produzidos por essas e outras marcas.

Neste ponto, vale destacar que os Googlebooks não devem substituir os Chromebooks, pois a categoria tem uma proposta diferente: por conta do foco em IA, as novas máquinas terão “hardware premium”, como o próprio Google destaca.

O que o Googlebook tem de interessante?

Além do hardware avançado, há alguns elementos de design que permitirão que você identifique um Googlebook rapidamente. Começa pela tecla do sistema, que exibe o “G” de Google. Além disso, há uma linha luminosa na tampa do notebook (Glowbar) que deve estar presente em todos os modelos.

A Glowbar do Googlebook
A Glowbar do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Em termos funcionais, uma característica um tanto óbvia é a presença de aplicativos do ecossistema do Google, que incluem Gmail, Drive, Agenda (Calendar) e o navegador Chrome. É claro que um botão para acesso direto ao Gemini também está lá.

O Google destaca ainda que os Googlebooks poderão se comunicar facilmente com celulares Android, de modo que você possa continuar em um a tarefa que foi iniciada no outro. Isso porque, além do compartilhamento de arquivos, essa integração permite que você use um aplicativo do smartphone no laptop, ou receba, neste último, notificações que chegaram originalmente ao celular.

Ainda não há informação oficial sobre qual é o sistema operacional do Googlebook, mas as imagens divulgadas sugerem fortemente que estamos falando do Aluminium OS.

Tecla com o "G" de Google no laptop
Tecla com o “G” de Google no laptop (imagem: reprodução/Google)

Seja como for, encontramos outros recursos notáveis por aqui, entre eles:

  • Magic Pointer (Ponteiro Mágico): ao mover o cursor do mouse para um elemento na tela, faz o Gemini sugerir ações automaticamente, como agendar uma reunião quando você aponta para uma data em um e-mail;
  • Create your Widget (Criar o seu Widget): usa o Gemini para criar widgets sob medida, como um que reúne informações de hospedagem e voos para uma viagem que você irá fazer;
  • Quick Access (Acesso Rápido): permite que você visualize ou pesquise por arquivos no celular usando o Googlebook sem precisar transferi-los;
  • Google Play: você poderá instalar apps no Googlebook diretamente a partir da loja de aplicativos do Android.
Principais características do Googlebook
Principais características do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Quando os Googlebooks serão lançados?

O Google ainda não definiu uma data para o lançamento da categoria Googlebook, mas comentou que isso deverá ocorrer durante o outono americano, ou seja, entre setembro e dezembro de 2026.

Até lá, mais detalhes serão revelados por meio do site oficial do Googlebook.

Google anuncia Googlebook, nova categoria de notebooks focada em IA

💾

Googlebooks foram projetados para serem integrados ao Gemini e se comunicarem com celulares Android. Novidade tem hardware "premium" e novo sistema operacional.

Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

A Glowbar do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Tecla com o "G" de Google no laptop (imagem: reprodução/Google)

Principais características do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões

12 de Maio de 2026, 10:29
O que é eBay / Divulgação
eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões (imagem: divulgação/eBay)
Resumo
  • eBay recusou proposta de compra de US$ 55,5 bilhões da GameStop devido a oferta “não ser crível nem atraente”;
  • analistas apontaram riscos de endividamento excessivo caso a fusão entre as duas companhias fosse concretizada;
  • GameStop planeja uma nova proposta de aquisição, direcionada aos acionistas do eBay, após a rejeição.

O eBay rejeitou a proposta que o faria ser comprado pela GameStop por US$ 55,5 bilhões (R$ 273 bilhões na cotação de hoje). Para Paul Pressler, presidente da gigante do comércio eletrônico americano, o negócio “não é crível nem atraente”. Mas a GameStop deve continuar tentando concluir a aquisição.

A GameStop ofereceu US$ 55,5 bilhões pelo eBay na semana passada. O pagamento seria feito por uma combinação de recursos próprios (a GameStop tem US$ 9 bilhões em caixa), emissão de ações e contribuições feitas por investimentos externos.

Em carta direcionada à direção da GameStop, Pressler afirma que o eBay analisou minuciosamente a oferta e, após isso, passou a ter incerteza sobre se o pagamento seria honrado como proposto. Um dos aspectos mais preocupantes é o risco de aumento da dívida do eBay.

Explica-se: entre os tais investimentos externos estaria um crédito de US$ 20 bilhões a ser oferecido pela TD Securities. Esse montante seria liberado com base na premissa de que a fusão da GameStop com o eBay faria o negócio resultante ter um grau de investimento suficiente para garantir o crédito. Mas não é tão fácil assim.

Uma análise de risco feita pela Moody’s concluiu que a liberação do crédito poderia não existir porque o acordo faria a dívida do eBay saltar dos atuais US$ 7 bilhões para US$ 31 bilhões.

Pressler também ressaltou que o eBay está em situação mais segura no mercado, pois viu o valor de suas ações subir cerca de 55% no último ano após uma reestruturação, enquanto os papéis da GameStop se desvalorizaram 16% no mesmo período.

GameStop (Imagem: Chris Potter/Flickr)
GameStop deve continuar tentando fechar negócio (imagem: Chris Potter/Flickr)

GameStop deve tentar outra abordagem

Após a rejeição, o CEO da GameStop, Ryan Cohen, declarou que estuda fazer uma nova proposta de aquisição, desta vez com uma abordagem direcionada espeficamente aos acionistas do eBay.

Mas essa é uma estratégia com boas chances de falhar. Um dos fatores que pesa contra a companhia é a imagem de “meme” que ela tem no mercado.

Isso porque, em 2021, a GameStop ficou conhecida depois que pequenos investidores se organizaram no Reddit para comprar ações da companhia em massa, de modo a fazê-las ter uma supervalorização.

O movimento causou prejuízo para vários fundos, mas ganhos elevados para alguns investidores individuais. O episódio foi considerado uma “rebelião”, razão pela qual foi até retratada na série GameStop contra Wall Street e no filme Dinheiro Fácil.

Com informações de The New York Times

eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões

eBay é um dos maiores sites de comércio eletrônico do mundo (Imagem: Divulgação)

GameStop (Imagem: Chris Potter/Flickr)

Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5

11 de Maio de 2026, 10:57
Ilustração com tons de verde, amarelo e roxo mostra o pinguim Tux, o mascote do sistema operacional Linux, em primeiro plano à direita. Ao fundo, à esquerda, a palavra "Linux" é exibida em letras brancas com uma sombra amarela curva abaixo. Ícones de aplicativos e elementos de uma interface de desktop são vagamente visíveis atrás da palavra "Linux", sugerindo um ambiente de computador. A imagem tem uma textura granulada e um efeito de sobreposição de cores. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Kernel Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux encerrará suporte a processadores AMD K5, lançados em 1996, a partir da versão 7.2 do kernel em 2026;

  • motivo principal é ausência ou implementação despadronizada do recurso Time Stamp Counter (TSC) em determinadas variantes desses chips;

  • modelos antigos da Cyrix sem suporte a TSC também serão afetados pela medida.

Lançados em 1996, os processadores AMD K5 deixarão de ser suportados pelo Linux em breve. A remoção do suporte deve começar, oficialmente, pela versão 7.2 do kernel, a ser lançada no segundo semestre de 2026. O motivo principal da decisão? Os esforços necessários para manter suporte a CPUs sem “TSC” (você já vai entender).

TSC é a sigla para Time Stamp Counter. Trata-se de um recurso presente em chips x86 que conta os ciclos do processador desde o momento em que ele entra em operação (a contagem é zerada quando o computador é desligado, obviamente). O TSC pode ser usado para agendamento de processos, checagem de desempenho, sincronização de tarefas, entre outras ações.

O problema é que algumas variantes do AMD K5 não contavam com TSC ou o implementavam de modo despadronizado. Para lidar com esses chips, o kernel Linux precisa manter um código adicional que faz uma espécie de emulação desse recurso ou aciona mecanismos de contagem alternativos, que são mais lentos ou complexos.

Esse código adicional requer esforços de manutenção. Então, os desenvolvedores precisam, de tempos em tempos, definir o que deve ser mantido e o que deve ser removido do kernel para não só otimizar esses esforços, como também para garantir que o projeto não fique “inchado”.

Neste ponto, o contexto desta história fica visível: o AMD K5 é um chip introduzido na década de 1990 e, portanto, pouco usado atualmente; nesse cenário, os esforços para manter o suporte ao modelo não compensam mais, presumivelmente.

Chip AMD K5
Chip AMD K5 (imagem: reprodução/eBay)

Quando o AMD K5 será “aposentado” no Linux?

O Phoronix encontrou referências para a remoção de chips x86 sinalizados como “sem TSC” no repositório do kernel Linux 7.2, versão que deve ser lançada entre agosto e outubro de 2026. A versão atual é o kernel Linux 7.0, vale relembrar.

Além do AMD K5, a medida valerá para outros chips i586/i686 sem suporte adequado a TSC, a exemplo de alguns modelos da família Cyrix.

Atualmente, os desenvolvedores preparam o lançamento do kernel 7.1, versão que marcará o fim do suporte a processadores i486 no Linux.

Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5

Tux, o símbolo do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chip AMD K5 (imagem: reprodução/eBay)

Modo Xbox chega oficialmente ao Windows 11

1 de Maio de 2026, 16:21
Modo Xbox no Windows 11
Modo Xbox chega oficialmente ao Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Modo Xbox foi oficialmente lançado no Windows 11, após fase de teste, permitindo que usuários transformem área de trabalho em painel de jogos em tela cheia;
  • recurso proporciona acesso rápido a jogos instalados e disponíveis via Xbox Game Pass, e proporciona menos distrações;
  • Microsoft iniciou a liberação do Modo Xbox de forma gradual em “mercados selecionados”, o que inclui o Brasil.

Depois de uma fase de testes, o Modo Xbox (Xbox Mode) tornou-se oficial no Windows 11. O recurso, que transforma a área de trabalho do sistema operacional em uma espécie de painel de jogos em tela cheia, começou a ser liberado pela Microsoft para usuários finais, estejam eles usando notebooks, desktops ou tablets.

A proposta é um tanto óbvia: permitir que você tenha acesso rápido ao seu acervo de jogos, bem como possa jogá-los com menos risco de se distrair com outro recurso do computador. Para isso, o novo modo tenta reproduzir, no PC, a experiência de jogar no Xbox, tanto quanto possível.

O acervo de jogos que pode ser acessado inclui tanto aqueles que foram instalados no computador pelas vias tradicionais quanto títulos disponíveis via Xbox Game Pass e outras plataformas compatíveis com o Windows.

É claro que o seu PC continua disponível para outras tarefas: você pode entrar e sair do Modo Xbox a qualquer momento.

Modo Xbox tem origem nos portáteis ROG Xbox Ally

O Modo Xbox é o nome de um recurso que, até recentemente, a Microsoft chamava de Xbox Full Screen Experience (Xbox FSE). O FSB foi implementado inicialmente na linha de portáteis ROG Xbox Ally como uma interface que otimiza a experiência do usuário com esse tipo de dispositivo.

Vem daí outra característica importante do Modo Xbox: a facilidade de navegação por meio de joysticks (e não somente por teclado e mouse, como é típico de PCs).

Com o passar dos meses, a Microsoft expandiu o recurso para outros PCs portáteis para jogos e, no fim de 2025, confirmou a liberação do então XBox FSB para notebooks, desktops e tablets que rodam o Windows 11. A promessa começou a ser cumprida agora.

Xbox FSE para Windows 11
Xbox FSE para Windows 11, agora chamado de Modo Xbox (imagem: reprodução/Microsoft)

Disponibilidade do Modo Xbox no Windows 11

De acordo com a Microsoft, o Modo Xbox já começou a ser liberado. Porém, esse é um processo gradual, que pode levar semanas ou até meses para cobrir todos os PCs.

Como o recurso está sendo disponibilizado via atualização do Windows 11, habilitar a opção “Obter as atualizações mais recentes assim que elas estiverem disponíveis” no Windows Update pode apressar o processo, como a própria Microsoft sugere (isso se o recurso já não estiver ativado, é claro).

Mas grande parte dos usuários terá mesmo que ter paciência. A Microsoft afirma que a liberação começou em “mercados selecionados”. Eis, porém, uma boa notícia para nós: o Brasil está entre esses mercados.

Modo Xbox chega oficialmente ao Windows 11

Modo Xbox chega oficialmente ao Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Xbox FSE para Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Instagram e Facebook perdem 20 milhões de usuários ativos

1 de Maio de 2026, 13:31
Ilustração com os ícones de WhatsApp, Instagram e Facebook inseridos numa caixa com a marca da Meta
Instagram e Facebook perdem 20 milhões de usuários ativos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Instagram, Facebook e WhatsApp, plataformas da Meta, perderam 20 milhões de usuários ativos diários no primeiro trimestre do ano;
  • Meta informou que queda foi impulsionada por interrupções na internet no Irã e restrições de acesso ao WhatsApp na Rússia;
  • porém, existe a desconfiança de que o problema também seja causado por uma “fadiga” dos usuários com relação ao uso de redes sociais.

Enquanto acompanhavam a teleconferência da Meta sobre resultados financeiros realizada na quarta-feira (29/04), alguns investidores podem ter levantado a sobrancelha para um “pequeno grande” detalhe: plataformas como Facebook e Instagram perderam 20 milhões de usuários ativos no último trimestre.

A informação se refere a algo que a Meta chama de “usuários ativos diários da família”, em tradução livre. Aqui, “usuários ativos diários” são aqueles que acessam algum serviço da Meta pelo menos uma vez ao dia, obviamente. Já “família” é como a companhia se refere ao conjunto de suas principais plataformas: Facebook, Facebook Messenger, Instagram e WhatsApp.

Os dados em questão dizem respeito ao primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 4% no número de usuários diários. A perda de 20 milhões de usuários ocorre em relação ao último trimestre de 2025.

Por que a Meta teve um declínio no número de usuários?

De acordo com a própria Meta, a queda no número de usuários diários “foi impulsionada por interrupções na internet no Irã, bem como por restrições de acesso ao WhatsApp na Rússia“.

Pode ser verdade, afinal, a Meta fechou março com 3,56 bilhões de usuários ativos diários, o que indica que a diminuição de 20 milhões de usuários nesse parâmetro é pequena.

Pequena, mas não desprezível. Como a Meta não detalhou quanto cada uma de suas plataformas perdeu (ou ganhou) em número de usuários diários, existe a desconfiança de que a companhia esteja escondendo algo.

É possível que o problema tenha relação com uma certa “fadiga” referente aos serviços da Meta. Nesse sentido, a própria companhia já reconheceu que os usuários tendem a postar menos no Instagram com o passar do tempo, só para dar um exemplo.

Ilustração do Instagram mostra o link de atalho do Threads
Usuários tendem a postar menos no Instagram com o passar do tempo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Esse comportamento pode ter diversas causas, entre elas, a percepção de excesso de anúncios na plataforma ou recomendações de conteúdo alheio que acabam fazendo usuários terem as suas publicações aparecendo menos para pessoas próximas.

Levemos em conta, também, uma possível “fadiga” com relação ao uso de redes sociais como forma de prevenir ou reduzir problemas de saúde mental. Eu, por exemplo, acesso cada vez menos redes sociais para combater o excesso de informação e diminuir o tempo de tela. Muita gente tem feito o mesmo.

A Meta tem algum plano para enfrentar o problema?

Ao que tudo indica, tem. O Engadget relata que a Meta pretende ajustar os algoritmos do Instagram para que fotos, carrosséis e Reels originais (gerados pelo próprio usuário, e não oriundos de outras fontes) apareçam com prioridade nas recomendações de conteúdo.

A Meta não comenta, mas pode ser que essa e outras mudanças sejam uma tentativa da companhia de evitar um declínio expressivo no número de usuários do Instagram e das demais plataformas da companhia.

Com informações de The Verge

Instagram e Facebook perdem 20 milhões de usuários ativos

Meta é dona de WhatsApp, Instagram e Facebook (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como remover o selo do Threads no seu perfil do Instagram em poucos passos (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Samsung pode lançar notebooks que rodam Android em vez de Windows

1 de Maio de 2026, 11:48
Samsung Galaxy Book Pro (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Notebook da família Samsung Galaxy Book (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung estaria desenvolvendo notebooks da família Galaxy Book para rodar Android 17 em vez do Windows 11;
  • supostos novos notebooks teriam ainda interface One UI 9 e viriam em três modelos: um de entrada, um intermediário e um topo de linha;
  • Samsung não deve abandonar Windows, mas ampliar variedade de linhas de notebooks Galaxy; novos produtos podem ser lançados ainda em 2026.

Faz tempo que o Android conta com interfaces e recursos que permitem a sua execução em PCs. Parece que a Samsung está disposta a levar essa ideia mais a sério: há rumores de que a companhia lançará laptops da família Galaxy Book que rodam Android 17 em vez do Windows 11.

É o que conta o SamMobile, site especializado na marca coreana. O veículo afirma ter descoberto que a Samsung está desenvolvendo três notebooks que, além do Android 17, contarão com a futura interface One UI 9: um modelo de entrada, outro intermediário e o terceiro como topo de linha.

Não seria um ato de rebeldia contra a Microsoft ou algo nesse sentido, afinal, não há planos de abandonar o Windows. Os novos produtos viriam para ampliar a variedade de linhas de notebooks Galaxy que a Samsung mantém.

Nesse sentido, daria até para dizer que os laptops Galaxy Book com Android seriam a resposta da Samsung à linha MacBook Neo, da Apple.

Para a Samsung, a ideia pode trazer outro benefício. A companhia tem colocado a One UI em dispositivos que vão além de celulares e tablets, como TVs e smartwatches. Logo, levar a interface a notebooks pode ajudar a companhia a transformar a One UI em um ecossistema abrangente e, claro, exclusivo da marca.

Notebook branco Galaxy Book 5 Pro está sobre uma mesa de exposição branca durante a CES 2025. A tela exibe ícones coloridos, com um show em reprodução numa metade e, na outra, o site do Tecnoblog.
Galaxy Book 5 Pro, este com Windows 11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quando a Samsung lançará notebooks com Android?

Ainda não há informação sobre datas, até porque os tais laptops Galaxy Book com Android não foram confirmados até o momento. Mas veja que os burburinhos falam em Android 17 e em One UI 9. Ambos estão previstos para serem liberados em meados do ano. Isso sugere que os novos notebooks da Samsung poderão ser lançados ainda em 2026.

Também não há informação sobre o hardware desses equipamentos. Mas, como estamos falando de Android, é provável que a Samsung recorra a chips Arm desenvolvidos originalmente para celulares e tablets ou que foram adaptados para notebooks.

Talvez vejamos um SoC Exynos (da própria Samsung) ou até um Qualcomm Snapdragon comandando essas máquinas.

Sobre a interface, o SamMobile cogita a possibilidade de ela ser baseada em uma versão aprimorada do Samsung DeX, aquele modo que “transforma” celulares ou tablets em PCs por meio da conexão de um monitor a esses dispositivos.

Samsung pode lançar notebooks que rodam Android em vez de Windows

Samsung Galaxy Book Pro (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Galaxy Book 5 Pro tem versões com tela de 14 polegadas e 16 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

PowerToys 0.99: “canivete suíço” do Windows permite ajustar o seu monitor e mais

1 de Maio de 2026, 10:14
PowerToys 0.99 facilita mover janelas e acessar os controles do monitor
PowerToys 0.99 facilita mover janelas e ajustar o seu monitor (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • PowerToys 0.99 foi lançado com novas funcionalidades, incluindo Grab and Move, que permite mover janelas a partir de qualquer ponto delas, e Power Display, que dá acesso rápido aos controles do monitor;
  • função Grab and Move possibilita mover e redimensionar janelas facilmente pressionando a tecla Alt ou Windows junto com os botões do mouse;
  • Power Display permite acessar e ajustar configurações do monitor, como brilho e contraste, diretamente no Windows, além de criar perfis de uso e ser compatível com múltiplos monitores.

O cada vez mais útil “canivete suíço” do Windows acaba de ficar mais… útil. O PowerToys 0.99 foi lançado nesta semana trazendo uma função que facilita a movimentação de janelas e outra que dá acesso rápido aos controles do seu monitor (você já vai entender). Também há aprimoramentos em utilitários que já existiam.

Mova e redimensione aplicativos facilmente

Comecemos pela função Grab and Move (ainda sem tradução para o português), a primeira grande novidade. Para entender como ela funciona, faça um teste aí: abra um aplicativo qualquer, como o Bloco de Notas ou a Calculadora, e tente arrastá-lo com o mouse sem tocar na barra de título. Não dá, né? É justamente esse problema que o Grab and Move resolve.

Você só precisa ativar a função no PowerToys e, sempre que quiser mover uma janela a partir de qualquer ponto dela (e não somente por meio da barra de título), bastará pressionar a tecla Alt (ou a tecla Windows, se você preferir) enquanto a arrasta com o botão esquerdo do mouse.

Esse truque também pode ser usado para que você redimensione o tamanho da janela a partir de qualquer ponto dela. Para isso, basta pressionar Alt (ou Windows) mais o botão direito do mouse.

Vale ressaltar que o Grab and Move está em fase “preview”, então está mais suscetível a erros do que as demais ferramentas do PowerToys 0.99.

Grab and Move do PowerToys 0.99 no Windows 11
Grab and Move do PowerToys 0.99 no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Controle seu monitor (ou monitores) a partir do Windows

Tão ou mais interessante (eu acho que mais) é o recurso Power Display (Exibição de Energia, tradução que não ficou muito boa). Sabe aqueles botões existentes no monitor para que você ajuste brilho, contraste, padrão de cores ou alternar entre as conexões em uso (como HDMI ou DisplayPort)? A novidade faz o próprio Windows exibir esses controles, dando acesso rápido a eles.

Um detalhe interessante é que você também pode criar perfis de uso para alternar rapidamente entre diferentes configurações de uso. Por exemplo, você pode ter um perfil para o trabalho, que deixa a tela com mais brilho ou contraste, e outro para uso à noite, com esses parâmetros diminuídos.

Outro detalhe interessante: a novidade é compatível com múltiplos monitores ao mesmo tempo, permitindo ajustes em cada um deles.

Mas há um porém: não há garantia de que o Power Display funcione com todos os monitores. Não há uma lista de telas compatíveis, então é necessário ir na tentativa e erro.

Ah, esse é outro recurso em fase “preview”.

Power Display no Windows 10
Power Display no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que mais o PowerToys 0.99 traz de novo?

Toda nova versão do PowerToys aprimora recursos já existentes. Não é diferente aqui. Eis alguns dos utilitários melhorados:

  • Paleta de Comandos: a poderosa ferramenta que dá acesso rápido a aplicativos, arquivos e configurações recebeu ajustes de desempenho, bem como “suporte para tipos de conteúdo de texto simples e visualizador de imagens para extensões”;
  • Dock da Paleta de Comandos: introduzido no PowerToys 0.98, o Dock é uma barra da Paleta de Comandos que fica visível na Área de Trabalho; agora, o Dock pode ficar visível até sobre outros aplicativos, bem como ganhou um modo compacto de exibição;
  • Gerenciador de Teclado: a função que permite remapear teclas agora permite que cada uma delas seja ajustada manualmente por meio de um menu suspenso;
  • ZoomIt: a função de zoom e capturas de tela agora pode fazer este último trabalho mesmo quando houver rolagem de tela.

Como baixar o PowerToys 0.99?

O PowerToys 0.99 pode ser baixado a partir do GitHub. Há versões para máquinas com chips x86 (Intel e AMD) e Arm (como Snapdragon). Se você já tem a versão anterior, pode fazer a atualização a partir dela.

Apesar do foco no Windows 11, a ferramenta também funciona no Windows 10.

Vale dizer ainda que o PowerToys é gratuito e tem código-fonte aberto.

PowerToys 0.99: “canivete suíço” do Windows permite ajustar o seu monitor e mais

💾

PowerToys 0.99 traz recurso Grab and Move para mover e redimensionar janelas facilmente. Já função Power Display permite acessar as configurações do monitor.

PowerToys 0.99 facilita mover janelas e acessar os controles do monitor (imagem: reprodução/Microsoft)

Grab and Move do PowerToys 0.99 no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Power Display no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fedora Linux 44 é oficial e chega com Gnome 50 ou KDE Plasma 6.6

29 de Abril de 2026, 18:07
Fedora Linux 44 com ambiente Gnome
Fedora Linux 44 com ambiente Gnome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Distribuição Fedora 44 é lançada em variantes com ambientes de desktop Gnome 50 e KDE Plasma 6.6;

  • nova versão inclui kernel Linux 6.19 e suporte ao NTSync para otimizar a execução softwares de Windows;

  • Fedora 44 era esperado para 14 de abril; distribuição chegou com um atraso de duas semanas.

A versão final do Fedora 44 era esperada para 14 de abril. Houve um atraso de duas semanas, mas aqui está a distribuição. Ela chega com o Gnome 50 na variante principal, bem como com o Plasma 6.6 para quem prefere o ambiente de desktop da KDE.

Fedora 44 Workstation (a variante com Gnome 50)

Se você simpatiza com o Gnome, deve escolher o Fedora Linux 44 Workstation para contar com esse ambiente. Lançado em março deste ano, o Gnome 50 traz algumas novidades interessantes. As que os próprios desenvolvedores do Fedora destacam são estas:

  • mais recursos de acessibilidade (como uma opção que reduz efeitos de movimento para prevenir desconforto visual);
  • função de área de trabalho remota com desempenho aprimorado;
  • visualizador de documentos, gerenciador de arquivos e calendário (agenda) melhorados.

Vale destacar também que o Gnome 50 roda totalmente a partir do sistema gráfico Wayland, considerado mais moderno e seguro. Com isso, o antigo mecanismo X11/X.Org acabou sendo aposentado.

O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50
O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fedora 44 KDE Plasma Desktop

Já a variante com KDE é baseada no Plasma 6.6, como já dito. Aqui, os recursos de destaque incluem um gerenciador de login renovado e, principalmente, mais opções de personalização.

Os desenvolvedores do Fedora ressaltam ainda que o processo de instalação desta variante foi simplificado, “permitindo que você configure facilmente o Fedora KDE Plasma Desktop no computador de um amigo ou ente querido”.

É interessante esta “abordagem dupla” da distribuição. Embora a variante com Gnome continua sendo a proposta padrão, os desenvolvedores também dão a merecida atenção à opção com KDE Plasma.

O que mais há de novo no Fedora Linux 44?

Independentemente do ambiente de desktop escolhido, o Fedora Linux 44 traz o Linux 6.19 como kernel padrão. O kernel Linux 7.0 já está disponível (e, inclusive, foi implementado no também recém-lançado Ubuntu 26.04), razão pela qual pode chegar à distribuição em uma atualização próxima.

Outro atributo da nova versão está na ativação do módulo de kernel NTSync para pacotes específicos, como aqueles ligados ao Wine (executa aplicativos de Windows no Linux) e à plataforma Steam. O NTSync tem a função de melhorar a compatibilidade e o desempenho de softwares Windows no Linux, e isso deve agradar em cheio à comunidade gamer.

Os desenvolvedores do Fedora explicam que a ativação para pacotes específicos permite que o NTSync seja configurado automaticamente nas próximas inicializações, dispensando o usuário de ter que fazer esse trabalho manualmente.

Como sempre, também há um pacote de softwares. Para desenvolvedores, por exemplo, a distribuição traz: Ansible 13, CMake 4.0, Golang 1.26, LLVM 22, PHP 8.5 e Ruby 4.0.

Já na categoria produtividade encontramos softwares como o Firefox 150 e o pacote de escritório LibreOffice 26.2.

Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19
Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como baixar o Fedora Linux 44?

O Fedora 44 pode ser baixado a partir do site oficial. Ali, escolha a versão Workstation para usar o Gnome ou a versão KDE Plasma Desktop para contar com esse ambiente.

Para gerar um pendrive de instalação ou para teste (o modo “live” que aparece nas imagens deste texto), fica a dica de usar o Fedora Media Writer. Com versões para Windows, macOS e Linux, a ferramenta é de uso bastante fácil, sendo capaz inclusive de baixar automaticamente a imagem da variante que você escolher.

Também é possível usar o Rufus para criar o pendrive.

Fedora Linux 44 é oficial e chega com Gnome 50 ou KDE Plasma 6.6

Fedora Linux 44 com ambiente Gnome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
❌