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Microsoft admite que carregar senha em texto simples no Edge não é boa ideia

15 de Maio de 2026, 17:12
Microsoft Edge
Microsoft admite que carregar senha em texto simples no Edge não é boa ideia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • pesquisador de segurança descobriu que Edge mantinha senhas descriptografadas na memória RAM;

  • Microsoft havia sido alertada na época, mas argumentou que esse comportamento era esperado e, portanto, nada mudaria;

  • após repercussão negativa, Microsoft mudou de postura e implementou mudanças no Edge a partir da versão 148.

No início do mês, um especialista em segurança relatou ter descoberto que o Edge armazena senhas na memória RAM em forma de texto simples. A Microsoft foi alertada sobre isso, mas respondeu que… bom, é assim mesmo. Mas não deveria ser. Nesta semana, a companhia reconheceu o deslize e tomou providências.

Assim como o Chrome, o Firefox e outros navegadores, o Edge oferece uma função de gerenciamento de senhas que faz preenchimento automático de campos de login. Mas eis que o pesquisador de segurança norueguês Tom Jøran Sønstebyseter Rønning descobriu que o Edge armazena essas senhas em um espaço de memória usando o formato de texto simples:

Quando você salva senhas no Edge, o navegador descriptografa cada credencial na inicialização e as mantém residentes na memória do processo. Isso acontece mesmo se você nunca acessar um site que usa essas credenciais.

Tom Rønning, pesquisador de segurança

Isso significa que não há criptografia ou outro mecanismo avançado para proteger as combinações durante a sua permanência na memória. Na eventualidade de um hacker ou um malware alcançar esse espaço, as senhas poderão ser descobertas ou capturadas com mais facilidade.

A resposta da Microsoft ao pesquisador causou mais espanto. Basicamente, a companhia argumentou que este é um comportamento esperado para o navegador e que só haveria riscos à segurança se o computador já estivesse comprometido.

Diante disso, Rønning foi taxativo:

É verdade, até certo ponto, que um invasor com controle total do sistema pode causar grandes estragos, mas isso não significa que se deva facilitar as coisas para ele.

Tom Rønning, pesquisador de segurança

Microsoft Edge loads all your saved passwords into memory in cleartext — even when you’re not using them. pic.twitter.com/ci0ZLEYFLB

— Tom Jøran Sønstebyseter Rønning (@L1v1ng0ffTh3L4N) May 4, 2026

Microsoft mudou de postura e já providenciou correção

A reação da Microsoft pegou mal. Talvez seja por isso que houve uma mudança de postura. A companhia ainda defende que a tal abordagem não se enquadra em seus critérios de vulnerabilidade, mas admitiu que, com relação a esse aspecto, “há oportunidade de melhora”.

Pois bem, a Microsoft afirma que o seu navegador não carrega mais senhas na memória durante a sua inicialização, embora não tenha explicado como essa mudança foi feita e qual é a abordagem a partir de agora.

De todo modo, o ajuste já vale para o Edge 148 (versão atual) em todos os canais (Estável, Beta, Dev e Canary). O usuário não precisa executar nenhuma ação para se ver livre da vulnerabilidade. A simples atualização do navegador é suficiente para isso.

Via X, Tom Rønning celebrou a decisão da Microsoft, ainda que com algum nível de surpresa: “devo admitir que não achei que eles mudariam de ideia sobre isso”.

Microsoft admite que carregar senha em texto simples no Edge não é boa ideia

Microsoft Edge (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

CEO da Raspberry Pi: IA pode fazer pessoas desistirem de carreiras em TI

15 de Maio de 2026, 10:53
Eben Upton, fundador e CEO da Raspberry Pi
Eben Upton, fundador e CEO da Raspberry Pi (imagem: reprodução/BBC)
Resumo
  • CEO da Raspberry Pi, Eben Upton, alerta que superestimação das capacidades da inteligência artificial pode desencorajar pessoas de buscar carreiras em TI;
  • crença exagerada nesse cenário pode distorcer escolhas das pessoas e agravar a escassez de profissionais qualificados em vez de melhorá-la, diz executivo;
  • executivo enfatiza necessidade de mais engenheiros para sustentar crescimento econômico e sucessão no mercado de trabalho.

Eben Upton, fundador e CEO da Raspberry Pi, deu um alerta ao setor de tecnologia: as capacidades da inteligência artificial estão sendo superestimadas de tal forma que as pessoas podem deixar de buscar carreiras em TI por medo de não conseguir trabalho, cenário que pode impactar a economia.

O alerta foi dado pelo executivo ao podcast Big Boss Interview, da BBC. Na entrevista, Upton deu a entender que a crença exagerada de que a IA irá substituir humanos pode “distorcer as escolhas das pessoas de maneiras que agravam a escassez de profissionais qualificados, em vez de melhorá-la”.

De fato, existe o entendimento de que a IA pode assumir determinadas tarefas de modo que as pessoas passem a se dedicar a atividades mais interessantes para elas. O que o executivo quis dizer é que, em vez de seguir por esse caminho, muitos indivíduos com potencial para trabalhar com tecnologia podem simplesmente decidir atuar em outras áreas.

Você já deve ter ouvido afirmações de que a inteligência artificial irá ou já está “roubando” empregos. Ou, talvez, você mesmo já tenha passado por um desligamento que teve esse pano de fundo. Upton não afirma que esse problema não existe. O seu alerta diz respeito a uma visão exagerada sobre esse cenário que pode fazê-lo parecer maior do que realmente é.

Raspberry Pi 5 com 16 GB de RAM
Raspberry Pi 5, um dos produtos da organização fundada por Eben Upton (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

Efeito da ascensão da IA generativa

Em grande medida, esse “estado de pânico” se deve às previsões catastróficas que surgiram com a chegada de ferramentas de IA generativa, como ChatGPT e Gemini:

Superestimar a capacidade dos chatbots de substituir pessoas pode ‘desfazer muito do bom trabalho que já foi feito, não apenas pela Raspberry Pi, mas por muitas outras organizações’, para incentivar as pessoas a seguirem carreiras na área de tecnologia.

Eben Upton, fundador e CEO da Raspberry Pi

Quando questionado se esse cenário pode prejudicar o crescimento econômico, Upton foi enfático: “com certeza, precisamos de mais engenheiros”.

Embora as afirmações de Upton digam respeito ao mercado de trabalho britânico, que é base da Raspberry Pi, elas servem de alerta para um dilema que tem escala global: se a IA “engole” cargos de iniciantes a ponto de as pessoas perderem interesse pela setor de TI, quem ocupará funções críticas quando funcionários seniores se aposentarem ou trocarem de empresa?

No momento, há mais perguntas do que respostas. E talvez a visão sobre IA que Upton entende como superestimada não seja tão exagerada assim. De todo modo, é importante que esses aspectos sejam expostos e discutidos.

CEO da Raspberry Pi: IA pode fazer pessoas desistirem de carreiras em TI

Raspberry Pi 5 com 16 GB de RAM (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

Fork do Notepad++ para Mac vira Nextpad++, mas desconfiança continua

14 de Maio de 2026, 18:03
Página do Nextpad++
Página do Nextpad++ (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • desenvolvedor Andrey Letov lançou fork do Notepad++ para Mac, mas foi obrigado a mudar o nome para Nextpad++ devido a questões de propriedade intelectual;
  • Notepad++ é um editor de código para Windows popular, leve e gratuito, compatível com várias linguagens, com código-fonte aberto e criado por Don Ho;
  • por solicitação de Ho, Andrey Letov renomeou sua ferramenta para Nextpad++ e removeu menções diretas ao autor original, que não autorizou o uso de sua marca no novo projeto.

Uma recente confusão no universo do código aberto acaba de chegar ao fim. Pelo menos é o que parece: o fork do Notepad++ que foi lançado para Mac teve seu nome alterado para Nextpad++ e, portanto, não viola mais a propriedade intelectual do autor do projeto original. O logotipo da ferramenta também foi mudado.

O Notepad++ é um popular editor de código para Windows. A ferramenta é conhecida por ser leve, gratuita, compatível com várias linguagens e ter um número razoável de funcionalidades. O editor também tem código-fonte aberto.

Eis que um desenvolvedor de nome Andrey Letov lançou o Notepad++ para Mac com base no projeto original, mantido por Don Ho. É aqui que os problemas começaram: Letov deu a entender que Ho tinha participado diretamente do projeto, mas isso não ocorreu.

Para piorar, Letov usou o nome e o símbolo do Notepad++ em seu projeto, mas sem pedir autorização a Ho. Isso também causou a impressão de que a versão para Mac era uma variação oficial do Notepad++, quando, novamente, não era.

Alertado do problema via GitHub, Don Ho contatou Andrey Letov para pedir que o nome e o logotipo de seu projeto fossem alterados. Na mensagem, Ho deixou claro que não é contra a criação de projetos derivados (forks) do Notepad++, até porque a licença da ferramenta dá abertura para isso.

Porém, o nome e o símbolo do Notepad++ são protegidos, portanto, não podem ser usados em projetos derivados sem a devida autorização do proprietário. Letov até tentou convencer Ho a apoiar a iniciativa, mas este último recusou dizendo: “não posso me responsabilizar pela manutenção a longo prazo de uma versão adaptada ou de um fork que não controlo”.

Notepad++ (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Notepad++ (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Aplicativo agora se chama “Nextpad++ for Mac”

Cumprindo a promessa feita a Ho, Letov alterou o nome do projeto. A sua ferramenta agora se chama Nextpad++ for Mac, tem um logotipo novo (ainda que o símbolo continue sendo representado por um camaleão, como no projeto original) e não há mais nada sugerindo que Don Ho está por trás da iniciativa.

Mas isso não quer dizer que as decisões de Letov não levantem mais desconfianças. John Gruber, que é conhecido, entre outros projetos, por ser o principal nome por trás do Markdown, tem fortes suspeitas de que o Nextpad++ foi criado com IA de modo desmedido, fazendo o aplicativo ter algumas inconsistências:

O Nextpad++ parece e funciona como algo que não deveria existir. As capturas de tela promocionais no próprio site do aplicativo mostram 50 botões de barra de ferramentas incompreensíveis. Ele fecha as abas do documento ao clicar e soltar o botão do mouse, não ao soltar.

(…) Nenhum ser humano portaria um aplicativo complexo do Windows como o Notepad++ para o Mac dessa forma.

John Gruber

A despeito das desconfianças com relação às intenções de Letov, este ainda parece ser um final feliz.

Fork do Notepad++ para Mac vira Nextpad++, mas desconfiança continua

Página do Nextpad++ (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Notepad++ (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Amazon lança novo Fire TV Stick HD com Vega OS no Brasil

14 de Maio de 2026, 16:27
Imagem em plano superior oblíquo mostrando um Amazon Fire TV Stick e seu controle remoto correspondente sobre uma superfície de concreto claro. O Fire TV Stick é um dispositivo preto e retangular, com o conector HDMI metálico visível em uma extremidade e o logo "fire tv" na parte superior. O controle remoto é preto e ovalado, com diversos botões cinzas, incluindo um botão azul redondo no topo com o ícone de microfone. Abaixo, há um anel direcional central e botões para navegação, volume, mute e botões de atalho coloridos com os logos de "prime video" (azul) e "NETFLIX" (vermelho). A luz suave incide sobre os objetos.
Novo Amazon Fire TV Stick HD (imagem: divulgação/Amazon)
Resumo
  • Amazon lançou novo Fire TV Stick HD no Brasil, com dimensões 30% menores que modelo anterior e preço sugerido de R$ 379;
  • dispositivo roda Vega OS e é compatível com Xbox Game Pass, além de suportar resoluções de até 1080p e padrões como HDR10 e HLG;
  • novo Fire TV Stick HD já está disponível no site da Amazon Brasil, com opções de parcelamento em até 12 vezes no cartão Amazon Prime.

A nova geração do Amazon Fire TV Stick HD acaba de ser lançada oficialmente no Brasil. A novidade tem as dimensões reduzidas em relação à geração anterior entre seus principais atributos. O dispositivo também é compatível com o Xbox Game Pass e roda o Vega OS, novo sistema operacional da Amazon. O preço sugerido é de R$ 379.

De acordo com a companhia, o novo Fire TV Stick HD é aproximadamente 30% mais fino do que o modelo antecessor. Mas isso não significa que o dispositivo traz menos recursos. É o contrário. A Amazon fala em “navegação fluida entre aplicativos, inicialização ágil de conteúdos e transições suaves” na novidade.

No aspecto da conectividade, o dispositivo requer apenas uma TV ou monitor com porta HDMI disponível, além de uma rede Wi-Fi para conexão à internet. Um detalhe interessante é que, a exemplo de outros aparelhos do tipo, o Fire TV Stick HD agora pode ser alimentado apenas pela porta USB da TV ou monitor, dispensando um adaptador de tomada.

Vale destacar, porém, que esta versão reproduz vídeo somente nas resoluções 720p e 1080p. De modo complementar, há suporte a padrões como HDR10, HDR10+, HLG, H.265, H.264, VP9, AV1.

Sobre o sistema operacional, trata-se do Vega OS, da própria Amazon. Esse sistema não é baseado diretamente no Android, como o antecessor Fire OS, mas traz vários recursos importantes, incluindo compatibilidade com aplicativos de diversas plataformas de streaming, como Netflix, YouTube, Globoplay, Apple TV e, claro, Amazon Prime Video.

A interface também mudou, desta vez para ficar mais rápida, bem organizada e personalizável. Com relação a esta última característica, a Amazon enfatiza que o usuário pode fixar até 20 aplicativos na tela inicial.

O suporte a jogos do Xbox Game Pass é outro atrativo, como já mencionado. Para usar esse recurso, é preciso baixar o aplicativo do Xbox a partir da Appstore. Também é necessário ser assinante do Xbox Game Pass, obviamente, e usar um dos controles compatíveis com a plataforma.

Já o controle remoto continua tendo design minimalista, suporte a comandos de voz e botões para alguns serviços de streaming.

Fotografia de um quarto de hotel de luxo à noite. No centro, uma cama de casal com cabeceira cinza, lençóis claros, travesseiros brancos e cinzas, e uma manta escura aos pés. Ao lado esquerdo, um criado-mudo branco com uma luminária acesa, um vaso de flores e prateleiras com livros. Ao fundo, uma grande janela do chão ao teto com cortinas escuras abertas, revelando uma vista noturna da cidade. Na parede direita, uma TV de tela plana exibe um menu de streaming. Um círculo em destaque mostra o detalhe lateral da TV, onde um Fire TV Stick (dispositivo preto) com a marca "fire tv" está conectado a uma porta HDMI, junto a outros cabos. Uma seta branca aponta da TV para o círculo.
Novo Fire TV Stick HD é menor que seu antecessor (imagem: divulgação/Amazon)

Preço e disponibilidade do Fire TV Stick HD no Brasil

O novo Fire TV Stick HD já está à venda no site brasileiro da Amazon. O preço de lançamento, sem considerar eventuais descontos ou promoções, é de R$ 379, valor que pode ser parcelado em até sete vezes no cartão de crédito ou em até 12 vezes no cartão Amazon Prime.

Vale destacar que o lançamento no Brasil ocorre um mês depois de o novo Fire TV Stick HD ter sido lançado nos Estados Unidos.

Especificações técnicas do novo Amazon Fire TV Stick HD

  • Processador: quad-core de 1,7 GHz (modelo não especificado)
  • Armazenamento interno: 8 GB
  • Conectividade sem fio: Wi-Fi 6, Bluetooth 5.3
  • Portas: HDMI, USB-C
  • Resoluções: 1080p ou 720p em até 60 fps
  • Formatos e codecs: HDR10, HDR10+, HLG, H.265, H.264, VP9, AV1
  • Dimensões: 91,5 x 21,1 x 14,5 mm
  • Peso: 35,8 g

Aviso de ética: link de afiliado, ao comprar por ele, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Amazon lança novo Fire TV Stick HD com Vega OS no Brasil

Design compacto é a principal novidade (imagem: divulgação)

Amazon quer que você compre um Fire TV Stick HD para levar na viagem (imagem: divulgação)

Netflix planeja mostrar mais anúncios em seu plano mais barato

14 de Maio de 2026, 11:41
Arte mostra o logo da Netflix, uma letra "N" vermelha, ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Netflix planeja mostrar mais anúncios em seu plano mais barato (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • plano com anúncios da Netflix atingiu marca de 250 milhões de usuários globais em 2026;

  • empresa planeja expandir a modalidade para novos países e novos formatos de conteúdo em 2027;

  • no Brasil, o plano com anúncios custa R$ 20,90 mensais e oferece resolução Full HD em até duas telas.

No evento Upfront 2026, realizado nesta semana, a Netflix deixou claro que a ideia de oferecer um plano com mensalidade mais barata, mas apoiada em publicidade, deu certo. Tanto que a companhia pretende explorar ainda mais essa opção, o que significa que os assinantes da modalidade poderão esperar por mais anúncios em um futuro próximo.

A Netflix introduziu o plano com anúncios em 2022, inclusive no Brasil. No ano passado, a companhia revelou que essa opção contava com 94 milhões de assinantes ativos mensais em escala global. Agora, em 2026, esse número saltou para 250 milhões de pessoas.

Desse total, mais de 80% consomem o conteúdo da plataforma de streaming pelo menos uma vez por semana. Já não há dúvidas, portanto, de que o plano com anúncios é um sucesso para a companhia.

Como a Netflix vai expandir o plano com anúncios?

Começa pela oferta do plano com anúncios em mais países. A partir de 2027, essa opção chegará a mercados como Áustria, Bélgica, Colômbia, Dinamarca, Filipinas, Holanda, Indonésia, Irlanda, Noruega, Nova Zelândia, Peru, Polônia, Suécia, Suíça e Tailândia.

Também para 2027, a Netflix pretende exibir anúncios publicitários em outros formatos de conteúdo, como podcasts em vídeo e vídeos verticais (direcionados a celulares).

Depois vem a expansão do uso de IA para que anunciantes possam criar planos de mídia mais condizentes com seus objetivos, otimizar compras de anúncios na plataforma e ajustar as peças para exibição adequada em diferentes formatos, por exemplo.

A Netflix afirma que também já vem testando novas configurações que ajustam o limite de frequência de anúncios e quais deles devem ser exibidos a cada usuário, o que é feito com base na análise das visualizações pelos assinantes. Esse é outro aspecto que favorece o aumento da quantidade de anúncios que o usuário pode encontrar no serviço.

Imagem mostra o prédio da Netflix em Hollywood, nos Estados Unidos
Prédio da Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Preços da Netflix no Brasil

Chamado de “Padrão com anúncios”, o plano que exibe publicidade custa R$ 20,90 por mês no Brasil. A tabela a seguir resume as características de cada plano da plataforma no país:

PlanoMensalidadeResoluçãoTelasDownloads
Padrão com anúnciosR$ 20,90Full HD (1080p)2Até 15 por aparelho/mês em até 2 dispositivos
PadrãoR$ 44,90Full HD (1080p)2Em até 2 dispositivos
PremiumR$ 59,904K + HDR4Em até 6 dispositivos

Só para não deixar dúvidas: os planos Padrão e Premium são as opções para quem não quer se deparar com anúncios na Netflix.

Netflix planeja mostrar mais anúncios em seu plano mais barato

Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11

14 de Maio de 2026, 10:18
Imagem mostra o logotipo do Windows 11 em fonte de cor azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft anunciou recurso Recuperação de Drivers Iniciada pela Nuvem (CIDR) para Windows 11, que remove automaticamente drivers problemáticos e recupera versão anterior;
  • CIDR utiliza Hardware Dev Center Driver Shiproom para recuperar drivers, garantindo o funcionamento correto do hardware até que um driver validado seja liberado;
  • recurso será testado entre maio e agosto de 2026 e deve ser liberado nas versões finais do Windows 11 a partir de setembro.

A Microsoft anunciou mais uma medida como parte de sua promessa de melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Trata-se de um recurso chamado Recuperação de Drivers Iniciada pela Nuvem (CIDR, na sigla em inglês). O objetivo é reverter a atualização de drivers quando estes causam problemas.

Atualizações de drivers servem para aprimorar o funcionamento, adicionar funções ou corrigir bugs envolvendo os componentes de hardware relacionados a eles. Mas, às vezes, a atualização gera problemas, como fazer uma placa de vídeo deixar de executar determinados jogos ou causar reinicializações no Windows.

Diante dessas circunstâncias, o usuário precisa reverter a instalação do driver (voltar à versão anterior) manualmente, o que nem sempre é fácil, ou aguardar o fabricante do hardware fornecer um novo driver, o que pode levar um tempo considerável.

É aí que o CIDR passa a fazer sentido: quando um driver problemático é identificado como tal no Windows 11, o mecanismo o remove e recupera a versão anterior, que funcionava normalmente.

Tudo é feito de modo automático, via Windows Update, explica a Microsoft. Isso porque o driver é recuperado a partir do Hardware Dev Center Driver Shiproom, uma espécie de canal online da Microsoft por onde fabricantes de hardware gerenciam e distribuem drivers.

Pode acontecer de o CIDR não recuperar exatamente o driver que estava instalado antes da recuperação, mas obter uma versão mais atual, mas ainda anterior ao driver que está causando problemas.

Windows Update do Windows 11
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Em todos os casos, o objetivo é garantir o correto funcionamento do componente de hardware e do computador como um todo até que um driver que atenda aos padrões de qualidade do sistema seja validado e liberado.

Note, porém, que se nenhum driver for localizado no Driver Shiproom para ser usado como substituto, o driver problemático será mantido.

Quando o CIDR chegará ao Windows 11, de fato?

De acordo com o cronograma da Microsoft, o CIDR ficará em fase de teste entre maio e agosto de 2026. Não havendo intercorrências durante esse período, o recurso começará a ser liberado nas versões finais do Windows 11 a partir de setembro deste ano.

Convém lembrar que outra promessa da Microsoft que envolve o Windows Update é uma nova configuração que permite ao usuário pausar facilmente as atualizações do Windows 11.

Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11

Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Itaú e Google fecham parceria contra chamadas falsas no Android

13 de Maio de 2026, 15:47
Aplicativo do Itaú em um iPhone
Aplicativo do Itaú no celular (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Itaú Unibanco e Google firmaram parceria para bloquear chamadas fraudulentas no Android 11 ou superior que imitam centrais de atendimento bancárias;
  • solução envolve integração dos números de telefone das centrais de atendimento do Itaú que recebem ligações de clientes aos sistemas de proteção do Google;
  • parceria não é exclusiva do Itaú; Google também confirmou parcerias com Nubank e Revolut.

Você já deve ter recebido ligações fraudulentas em nome de bancos. Trata-se do chamado “golpe da falsa central de atendimento”. Para combater o problema, o Itaú Unibanco anunciou uma parceria com o Google para identificar e bloquear esse tipo de chamada no Android, automaticamente.

Talvez você saiba, por experiência própria, que esse tipo de golpe é frequente no Brasil. O roteiro da ligação pode variar, mas, geralmente, envolve informar que uma compra foi feita com o cartão da pessoa e que ela deve seguir as orientações da falsa central para resolver o problema. É aí que o golpe é executado, se a cilada não for notada.

A pior parte é que, muitas vezes, o número telefônico que aparece para o usuário é o mesmo usado pela instituição financeira. Trata-se de uma técnica de spoofing, que mascara a origem da chamada fraudulenta.

É justamente essa abordagem que o Itaú vai atacar. Para tanto, a instituição bancária integrou os números de telefone de suas centrais de atendimento que apenas recebem ligações de clientes (e nunca são usadas para originar chamadas) aos sistemas de proteção do Google.

Essa comunicação entre sistemas existe para que, quando o celular Android receber uma chamada com um número se passando pelo atendimento do Itaú, os sistemas do Google verifiquem se a instituição financeira realmente iniciou aquele ligação. Se negativo, a chamada é encerrada imediatamente.

O grande diferencial dessa solução é o seu alcance social. Ela protege qualquer pessoa que use o sistema Android no Brasil, basta ter um dos aplicativos do Itaú instalados, seja pessoa física ou jurídica.

Ana Leda Guedes Tavares, superintendente de prevenção a fraudes do Itaú Unibanco

Android encerrando ligação fraudulenta
Android encerrando ligação fraudulenta (imagem: reprodução/Google)

Parceria com Google não é exclusiva do Itaú

Na terça-feira (12/05), durante o evento The Android Show: I/O Edition 2026, o Google revelou novidades de segurança e privacidade para o Android 17. No mesmo anúncio, o Google confirmou ter fechado parcerias com instituições financeiras para prevenir fraudes de spoofing.

Além do Itaú, o Google mencionou o Nubank e a Revolut como companhias parceiras, com mais instituições podendo aderir à iniciativa em etapas futuras.

Em todos os casos, o usuário precisa ter um celular com Android 11 ou superior para a proteção funcionar. Não é necessário fazer nenhuma configuração ou instalar aplicativos específicos para isso, a não ser o app da própria instituição financeira.

“Se você tiver o aplicativo de um banco ou instituição financeira participante instalado e tiver feito login, o Android funciona silenciosamente em segundo plano para verificar as chamadas recebidas”, explica o Google.

Itaú e Google fecham parceria contra chamadas falsas no Android

Aplicativo do Itaú no celular (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Android encerrando ligação fraudulenta (imagem: reprodução/Google)

É o fim dos Chromebooks com a chegada dos Googlebooks?

13 de Maio de 2026, 13:30
Googlebook
Googlebook terá “hardware premium” (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google não planeja descontinuar os Chromebooks tão cedo, apesar do anúncio dos Googlebooks;
  • Chromebooks continuarão a ser oferecidos com atualizações de software por pelo menos dez anos, segundo o vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, John Maletis;
  • porém, não está descartada a possibilidade de a linha Chromebook ser aposentada em algum momento devido a uma mudança de estratégia do Google.

Com o anúncio oficial dos Googlebooks, uma pergunta veio à mente de muita gente: a novidade fará o Google descontinuar a linha Chromebook? A resposta curta é: por ora, não. Mas existe, sim, a possibilidade de a companhia deixar de focar nos Chromebooks tal como os conhecemos.

É preciso deixar claro desde já que ambos os produtos seguem propostas distintas. Os Chromebooks são direcionados principalmente a estudantes e, por isso, são mais simples no hardware, o que também os torna mais baratos. Já os Googlebooks contarão com “hardware premium”, como o próprio Google afirma, pois executarão recursos de IA nativamente.

A despeito dessa diferença de segmentação, os Chromebooks estão há 15 anos no mercado. Por isso, a dúvida sobre se essa linha será aposentada ou não é pertinente.

Questionado a respeito pelo site Chrome Unboxed, John Maletis, vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, garantiu que o ChromeOS não será descontinuado tão cedo, e que há uma nova leva de Chromebooks e Chromebooks Plus a serem lançados.

Nesse sentido, chama a atenção a afirmação do executivo de que alguns modelos de Chromebook poderão ser atualizados para executar o mesmo firmware dos Googlebooks.

Maletis também destacou que o Google cumprirá a promessa de oferecer atualizações de software para os Chromebooks por pelo menos dez anos.

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Chromebook da Acer (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Mas a linha Chromebook pode “morrer”?

Não podemos descartar a possibilidade de a linha Chromebook ser aposentada em algum momento, mesmo que esse processo seja executado progressivamente.

Há algumas razões para isso. Para começar, o Googlebook está mais alinhado com o cenário “powered by AI” que o Google vislumbra, afinal, essa categoria de notebook foi desenvolvida para trabalhar nativamente com o Gemini Intelligence.

Levemos em conta também que, apesar de o Google ainda não ter confirmado, tudo indica que o Googlebook roda o Aluminium OS, sistema operacional muito mais integrado aos ecossistemas do Android e da própria companhia do que o ChromeOS, que é um sistema mais focado em aplicações web (nuvens).

Por fim, pode haver uma mudança de foco. Com a chegada do MacBook Neo e, eventualmente, de um avanço de notebooks Windows com chip Arm mais baratos, o Google pode deixar de dar prioridade ao segmento de laptops acessíveis, favorecendo o Googlebook. Para não deixar nenhum segmento descoberto, pode até ocorrer de a companhia anunciar um “Googlebook Lite” ou algo do tipo.

Mas, por ora, tudo isso é especulação. Como John Maletis deu a entender, Chromebooks e Googlebooks irão conviver entre si por algum tempo.

Vale ressaltar que os primeiros Googlebooks serão lançados no último trimestre de 2026 por marcas como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo. O Google já confirmou que haverá versões do Googlebook com chips Intel, Qualcomm e MediaTek.

É o fim dos Chromebooks com a chegada dos Googlebooks?

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Google anunciou Googlebook como uma categoria focada em IA, mas assegurou que linha Chromebook não será descontinuada agora.

Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

Acer Chromebook C733 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Googlebook terá versões com chips Intel, Qualcomm e MediaTek

13 de Maio de 2026, 11:04
Tecla com o "G" de Google no laptop
Googlebook terá versões com chips Intel, Qualcomm e MediaTek (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Googlebook terá versões com processadores Intel, Qualcomm e MediaTek, confirma Google;
  • dispositivos serão equipados com “hardware premium” e terão suporte à execução nativa de aplicativos Android;
  • primeiros modelos do Googlebook serão lançados no outono de 2026, com parcerias firmadas com Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo.

O Google revelou a categoria de laptops Googlebook nesta semana, mas ainda mantendo mistério sobre várias características da novidade. Os requisitos de hardware dessas máquinas ainda não foram divulgados, por exemplo. Mas já se sabe que eles serão equipados com processadores de marcas como Intel, Qualcomm e MediaTek.

Para quem não viu, vale uma rápida introdução: os Googlebooks são notebooks de categoria premium que foram desenvolvidos para executar aplicações de IA — o Gemini Intelligence, para ser preciso —, bem como aplicativos para Android.

O Google ainda não confirmou oficialmente qual é o sistema operacional desses equipamentos, mas há indícios fortíssimos de que se trata do Aluminium OS, basicamente, uma mistura de Android com ChromeOS.

Sobre as especificações técnicas, o Google comentou apenas que os Googlebooks contarão com “hardware premium”, sem entrar em detalhes. Eis então que, via X, a Intel revelou que é parceira do Google no projeto:

Estamos empolgados em nos unirmos ao Google em algo que temos construído com eles — o Googlebook.

Dispositivos premium e poderosos projetados para Inteligência. Mal podemos esperar para colocá-lo em suas mãos neste outono [último trimestre de 2026].

Esse é um indício de que os Googlebooks serão compatíveis com a arquitetura x86, certo? Certo. A confirmação veio por meio de uma entrevista de John Maletis, vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, ao site Chrome Unboxed.

Na conversa, o executivo revelou que haverá Googlebooks baseados em chips Intel. Mas não exclusivamente. Ainda segundo Maletis, também haverá modelos equipados com processadores da Qualcomm e da MediaTek.

Isso significa que os Googlebooks serão compatíveis tanto com a arquitetura Arm, como esperado, quanto com a arquitetura x86 (a não ser que a Intel lance um chip Arm para a linha, mas isso é improvável).

Quantidade de memória RAM? Capacidade de armazenamento interno? GPU? Nada disso foi comentado pelo Google até o momento. Mas Maletis garantiu que os Googlebooks contarão com hardware de alta qualidade em prol de uma experiência satisfatória — podemos até esperar pela execução nativa de apps para Android (sem emulação).

Googlebook
Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

Quando o Googlebook será lançado?

De acordo com o Google, os primeiros modelos do Googlebook chegarão aos consumidores no outono americano, isto é, entre setembro e dezembro de 2026.

A companhia já confirmou parcerias com marcas como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo para a fabricação e a distribuição desses laptops.

Googlebook terá versões com chips Intel, Qualcomm e MediaTek

Tecla com o "G" de Google no laptop (imagem: reprodução/Google)

Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

Google levará integração do Android com AirDrop para apps e mais celulares

12 de Maio de 2026, 18:24
Mão segurando celular, com aviso de compartilhamento na tela
Galaxy S26 com tela de compartilhamento com aparelhos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Google confirmou expansão da compatibilidade do AirDrop com aparelhos Android, permitindo troca de arquivos com iPhones e iPads de forma mais fácil;
  • mais aparelhos de marcas como Oppo, OnePlus, Samsung, Vivo, Xiaomi e Honor receberão suporte à integração entre Quick Share e AirDrop em 2026;
  • Quick Share poderá ainda ser integrado a aplicativos de terceiros, como o WhatsApp, permitindo compartilhamento de arquivos sem conexão à internet, e também permitirá gerar QR Code para compartilhar arquivos com dispositivos iOS.

Entre as novidades que o Google anunciou nesta terça-feira (12/05), durante o evento The Android Show: I/O Edition 2026, está a expansão da compatibilidade de aparelhos Android com a tecnologia AirDrop, da Apple. Com isso, ficará cada vez mais fácil trocar arquivos com iPhones, iPads e afins.

Esse movimento começou no fim de 2025. Mas, até recentemente, apenas celulares da família Google Pixel suportavam essa integração. Depois, o suporte ao AirDrop chegou à linha Galaxy S26. Recentemente, o Oppo Find X9 Ultra e o Vivo X300 Ultra (ou Jovi X300 Ultra) também passaram a suportar a funcionalidade, só para citar mais alguns exemplos.

Faz sentido que mais aparelhos sejam beneficiados por esse recurso, até porque já está claro que essa integração realmente funciona. No lado do Android, a comunicação é feita via Quick Share; no lado da Apple, via AirDrop, obviamente.

Pois bem, o Google revelou que mais aparelhos receberão suporte à integração entre Quick Share e AirDrop no decorrer de 2026. Os modelos ainda não foram especificados, mas correspondem a unidades de marcas como Oppo, OnePlus, Vivo (Jovi, no Brasil), Xiaomi e Honor. Mais smartphones da Samsung também serão contemplados, o que deve incluir linhas como Galaxy S25 e Galaxy S24.

Quick Share em celular Android
Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quick Share em aplicativos

Um detalhe interessante é que o Quick Share também poderá ser integrado a aplicativos de terceiros (que não são mantidos pelo Google). O primeiro deles será o WhatsApp, embora ainda não haja prazo para essa implementação.

Com a integração, você poderá compartilhar arquivos com pessoas que estiverem perto de você usando o WhatsApp, com o envio sendo feito via Quick Share, de modo que não seja necessário ter uma conexão à internet para isso.

Também vale destacar que, a partir de hoje, você poderá gerar um QR Code no Quick Share de qualquer dispositivo Android compatível para compartilhar arquivos com dispositivos iOS.

O aparelho de destino deve fazer a leitura do código para que o arquivo seja baixado a partir das nuvens (esse procedimento, sim, exigirá conexão à internet), com o compartilhamento sendo protegido por criptografia de ponta a ponta.

Em tempo: o Google anunciou algumas novidades específicas para o Android 17. Entre elas, estão:

Google levará integração do Android com AirDrop para apps e mais celulares

Samsung avisa sobre compartilhamento com aparelhos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quick Share em celular Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Android 17 vai deixar seu celular mais protegido em caso de roubo

12 de Maio de 2026, 14:04
Android 17 promete deixar seu celular mais protegido em caso de roubo
Android 17 promete deixar seu celular mais protegido em caso de roubo (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Android 17 impedirá que criminosos desativem o rastreamento do aparelho, mesmo que possuam a senha ou o PIN do usuário;
  • nova versão do sistema também permitirá selecionar contatos específicos para compartilhar com aplicativos, em vez de liberar a agenda completa;
  • recursos de identificação de chamadas fraudulentas em parceria com bancos como o Itaú é outra novidade (vale também para outras versões do Android).

No evento The Android Show: I/O Edition 2026 realizado nesta terça-feira (12/05), o Google confirmou alguns dos recursos de segurança que farão parte do Android 17. Entre eles está uma função que impede um ladrão de desativar o rastreamento do seu celular mesmo se ele tiver a sua senha ou PIN.

Esse recurso é uma expansão do Google Localizador (Google Find Hub). Se você usar esse mecanismo no Android 17 para indicar que seu celular foi perdido, roubado ou furtado, a pessoa que estiver de posse do aparelho não poderá desativar o rastreamento do dispositivo, mesmo se tiver a sua senha ou código PIN, como já informado.

Essa função também bloqueia o aparelho de modo que a senha e o PIN não sejam mais aceitos. Além disso, algumas proteções adicionais também são ativadas, como a que desativa novas conexões Bluetooth ou Wi-Fi. Se você recuperar o celular, deverá usar autenticação biométrica (reconhecimento facial ou impressão digital) para desativar as proteções.

Falando em senha ou PIN, o Google também explica que, no Android 17, o número limite de tentativas de inserção desses códigos foi reduzido “significativamente”. Para completar, quando o limite for atingido, haverá um tempo maior de espera para que novas tentativas de desbloqueio possam ser efetuadas.

Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança
Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança (imagem: reprodução/Google)

Outra novidade está nos recursos de localização. O Android 17 introduzá um botão para esse fim que permite que o rastreamento da posição geográfica funcione apenas quando determinado aplicativo estiver em uso e somente para aquele momento.

E sabe quando um aplicativo pede permissão para acessar a sua lista de contatos? No Android 17, há um novo seletor que permite que essa solicitação seja aplicada a contatos específicos, e não para toda a lista.

Há mais recursos de segurança no Android 17?

Sim. Entre as demais novidades estão:

  • função que verifica se versões alternativas do sistema operacional são legítimas;
  • controles de segurança e privacidade baseados no Gemini Intelligence;
  • desativação por padrão de redes 2G por determinação da operadora;
  • implementação de criptografia pós-quântica;
  • remoção do acesso a serviços de acessibilidade por aplicativos que não têm recursos do tipo;
  • ativação por padrão dos mecanismos antirroubo do Android que foram testados no Brasil.
Android encerrará ligações de golpe financeiro
Android encerrará ligações de golpe financeiro (imagem: reprodução/Google)

Vale destacar também que o Google fechou parcerias com instituições financeiras para identificar chamadas fraudulentas que se passam por bancos. O sistema checa, junto à instituição, se há realmente uma chamada sendo feita para determinado cliente. Se negativo, a ligação é encerrada.

Esse recurso será testado inicialmente com empresas como Revolut, Itaú e Nubank. Esta é uma funcionalidade que estará disponível para o Android 11 e versões superiores, não se limitando ao Android 17.

Sobre o Android 17 em si, essa versão tem lançamento previsto para junho de 2026.

Android 17 vai deixar seu celular mais protegido em caso de roubo

Android 17 promete deixar seu celular mais protegido em caso de roubo (imagem: reprodução/Google)

Android 17 vai exigir biometria para desativar recursos de segurança (imagem: reprodução/Google)

Android encerrará ligações de golpe financeiro (imagem: reprodução/Google)

Android 17 vai melhorar qualidade de postagens no Instagram

12 de Maio de 2026, 14:02
Função Ultra HDR no Instagram para Android 17
Função Ultra HDR no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou novos recursos para o Android 17 voltados à criação de conteúdo;
  • novidades incluem parceria com a Meta para melhorar publicação de fotos e vídeos no Instagram, a exemplo do modo Ultra HDR, que garante cores mais realistas nas postagens;
  • outra novidade é um recurso nativo para gravação de vídeos de reação.

O Android 17 está vindo aí e, como toda nova versão, promete uma série de novos recursos. Alguns deles, mostrados pelo Google no evento The Android Show: I/O Edition 2026, foram desenvolvidos para apoiar criadores de conteúdo: eles tornam o sistema mais amigável ao Instagram e facilitam a criação de vídeos de reações, por exemplo.

Comecemos pela função Screen Reactions (Reações de Tela). A ideia é facilitar a criação de vídeos de… reações. Estamos falando de vídeos em que a imagem da pessoa aparece em miniatura no canto inferior da tela enquanto o conteúdo principal é assistido por ela.

Para tanto, a nova funcionalidade consegue gravar o conteúdo que aparece na tela ao mesmo tempo em que a câmera frontal captura a imagem da pessoa, sem que seja necessário usar aplicativos de terceiros para sobrepor um conteúdo ao outro.

O vídeo resultante pode, então, ser publicado rapidamente nas redes sociais. Falando nisso…

Android 17 promete melhorar o conteúdo enviado ao Instagram

O que deve fazer diferença para a maioria dos usuários é a parceria que o Google fechou com a Meta. Por meio dela, ambas as companhias prometem facilitar a publicação de conteúdo no Instagram. E o mais importante: melhorar a qualidade de imagem desse conteúdo.

De acordo com o Google, isso será proporcionado por meio de recursos como:

  • Ultra HDR: permite que o conteúdo gerado no celular tenha cores mais vibrantes e realistas;
  • Estabilização de vídeo: ajuda a diminuir o tremor de vídeos feitos quando o usuário caminha, dança ou, como o próprio Google brinca, “está sob o efeito de muita cafeína”;
  • Night Shift: otimiza a captura de fotos durante a noite ou em ambientes com luminosidade reduzida.
Função Screen do Android 17
Função Screen do Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Repare que nada disso faz sentido se, durante o processamento do conteúdo no Instagram, houver redução da qualidade de imagem, certo? Pois bem, o Google garante que os processos de captura e upload foram otimizados para que o conteúdo continue nítido quando a publicação for feita.

Tem mais uma novidade para usuários da rede social da Meta: o Instagram Edits, aquele aplicativo criado para ser uma alternativa ao CapCut, contará com IA para aprimorar a resolução de fotos e imagens, bem como para facilitar a separação de faixas de áudio. Esses recursos serão exclusivos da versão do app para Android.

Será que tudo isso será suficiente para o Google acabar com a fama de que só o iPhone presta para conteúdo no Instagram? Talvez. Mas há um ponto de atenção aqui: o Google diz que a sua parceria com a Meta promete “trazer o melhor do Instagram para nossos dispositivos Android mais avançados“.

Modo de estabilização de vídeo no Instagram para Android 17
Modo de estabilização de vídeo no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Outras novidades para “creators”

Entre as demais novidades para criadores de conteúdo está a chegada do Adobe Premiere ao Android para os próximos meses, embora o aplicativo não deva se limitar à versão 17 do sistema. “Com o Premiere, você terá acesso a modelos e efeitos exclusivos para criar e publicar YouTube Shorts”, afirma o Google.

Já para quem foca na criação de vídeos profissionais, o Google promete, também, ampliar o acesso ao codec Advanced Professional Video (APV), que é próprio para filmagens a partir de dispositivos móveis.

Desenvolvido em parceria com a Samsung, o APV já está disponível no Galaxy S26 Ultra e no Vivo X300 Ultra. A expansão permitirá o seu uso em outros dispositivos, mais precisamente, naqueles equipados com chips Snapdragon 8 Elite a serem lançados ainda em 2026.

A versão final do Android 17 está prevista para junho.

Android 17 vai melhorar qualidade de postagens no Instagram

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Além de melhorar experiência do usuário com o Instagram, Android 17 também promete facilitar gravação de vídeos de reação.

Função Ultra HDR no Instagram para Android 17 (imagem: reprodução/Google)

Google anuncia Googlebook, nova categoria de notebooks focada em IA

12 de Maio de 2026, 14:01
Googlebook
Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google anunciou o Googlebook, nova categoria de notebooks projetada para operar com inteligência artificial Gemini;
  • novidade foi apresentada no evento Android Show e conta com hardware premium; dispositivos serão produzidos em parceria com marcas como Acer e Dell;
  • entre os diferenciais estão ferramentas como Magic Pointer, que sugere ações automáticas via Gemini com o passar do mouse.

Googlebook é o nome oficial da nova categoria de notebooks criada pelo Google e anunciada nesta terça-feira (12/05) durante o evento The Android Show: I/O Edition 2026. A novidade chega com um diferencial que a companhia considera importante para os tempos atuais: ser projetada, desde o início, para funcionar com inteligência artificial — com o Gemini Intelligence (Inteligência Gemini), para ser exato.

Apesar do nome, o Googlebook não será desenvolvido e comercializado exclusivamente pelo Google. A companhia fechou parcerias com marcas como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo para produzir esses computadores e fazê-los chegar aos consumidores.

É uma dinâmica que remete à dos Chromebooks, que são laptops de baixo custo direcionados a estudantes e que, portanto, costumam contar com hardware de nível básico ou intermediário produzidos por essas e outras marcas.

Neste ponto, vale destacar que os Googlebooks não devem substituir os Chromebooks, pois a categoria tem uma proposta diferente: por conta do foco em IA, as novas máquinas terão “hardware premium”, como o próprio Google destaca.

O que o Googlebook tem de interessante?

Além do hardware avançado, há alguns elementos de design que permitirão que você identifique um Googlebook rapidamente. Começa pela tecla do sistema, que exibe o “G” de Google. Além disso, há uma linha luminosa na tampa do notebook (Glowbar) que deve estar presente em todos os modelos.

A Glowbar do Googlebook
A Glowbar do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Em termos funcionais, uma característica um tanto óbvia é a presença de aplicativos do ecossistema do Google, que incluem Gmail, Drive, Agenda (Calendar) e o navegador Chrome. É claro que um botão para acesso direto ao Gemini também está lá.

O Google destaca ainda que os Googlebooks poderão se comunicar facilmente com celulares Android, de modo que você possa continuar em um a tarefa que foi iniciada no outro. Isso porque, além do compartilhamento de arquivos, essa integração permite que você use um aplicativo do smartphone no laptop, ou receba, neste último, notificações que chegaram originalmente ao celular.

Ainda não há informação oficial sobre qual é o sistema operacional do Googlebook, mas as imagens divulgadas sugerem fortemente que estamos falando do Aluminium OS.

Tecla com o "G" de Google no laptop
Tecla com o “G” de Google no laptop (imagem: reprodução/Google)

Seja como for, encontramos outros recursos notáveis por aqui, entre eles:

  • Magic Pointer (Ponteiro Mágico): ao mover o cursor do mouse para um elemento na tela, faz o Gemini sugerir ações automaticamente, como agendar uma reunião quando você aponta para uma data em um e-mail;
  • Create your Widget (Criar o seu Widget): usa o Gemini para criar widgets sob medida, como um que reúne informações de hospedagem e voos para uma viagem que você irá fazer;
  • Quick Access (Acesso Rápido): permite que você visualize ou pesquise por arquivos no celular usando o Googlebook sem precisar transferi-los;
  • Google Play: você poderá instalar apps no Googlebook diretamente a partir da loja de aplicativos do Android.
Principais características do Googlebook
Principais características do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Quando os Googlebooks serão lançados?

O Google ainda não definiu uma data para o lançamento da categoria Googlebook, mas comentou que isso deverá ocorrer durante o outono americano, ou seja, entre setembro e dezembro de 2026.

Até lá, mais detalhes serão revelados por meio do site oficial do Googlebook.

Google anuncia Googlebook, nova categoria de notebooks focada em IA

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Googlebooks foram projetados para serem integrados ao Gemini e se comunicarem com celulares Android. Novidade tem hardware "premium" e novo sistema operacional.

Googlebook é oficial (imagem: reprodução/Google)

A Glowbar do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

Tecla com o "G" de Google no laptop (imagem: reprodução/Google)

Principais características do Googlebook (imagem: reprodução/Google)

eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões

12 de Maio de 2026, 10:29
O que é eBay / Divulgação
eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões (imagem: divulgação/eBay)
Resumo
  • eBay recusou proposta de compra de US$ 55,5 bilhões da GameStop devido a oferta “não ser crível nem atraente”;
  • analistas apontaram riscos de endividamento excessivo caso a fusão entre as duas companhias fosse concretizada;
  • GameStop planeja uma nova proposta de aquisição, direcionada aos acionistas do eBay, após a rejeição.

O eBay rejeitou a proposta que o faria ser comprado pela GameStop por US$ 55,5 bilhões (R$ 273 bilhões na cotação de hoje). Para Paul Pressler, presidente da gigante do comércio eletrônico americano, o negócio “não é crível nem atraente”. Mas a GameStop deve continuar tentando concluir a aquisição.

A GameStop ofereceu US$ 55,5 bilhões pelo eBay na semana passada. O pagamento seria feito por uma combinação de recursos próprios (a GameStop tem US$ 9 bilhões em caixa), emissão de ações e contribuições feitas por investimentos externos.

Em carta direcionada à direção da GameStop, Pressler afirma que o eBay analisou minuciosamente a oferta e, após isso, passou a ter incerteza sobre se o pagamento seria honrado como proposto. Um dos aspectos mais preocupantes é o risco de aumento da dívida do eBay.

Explica-se: entre os tais investimentos externos estaria um crédito de US$ 20 bilhões a ser oferecido pela TD Securities. Esse montante seria liberado com base na premissa de que a fusão da GameStop com o eBay faria o negócio resultante ter um grau de investimento suficiente para garantir o crédito. Mas não é tão fácil assim.

Uma análise de risco feita pela Moody’s concluiu que a liberação do crédito poderia não existir porque o acordo faria a dívida do eBay saltar dos atuais US$ 7 bilhões para US$ 31 bilhões.

Pressler também ressaltou que o eBay está em situação mais segura no mercado, pois viu o valor de suas ações subir cerca de 55% no último ano após uma reestruturação, enquanto os papéis da GameStop se desvalorizaram 16% no mesmo período.

GameStop (Imagem: Chris Potter/Flickr)
GameStop deve continuar tentando fechar negócio (imagem: Chris Potter/Flickr)

GameStop deve tentar outra abordagem

Após a rejeição, o CEO da GameStop, Ryan Cohen, declarou que estuda fazer uma nova proposta de aquisição, desta vez com uma abordagem direcionada espeficamente aos acionistas do eBay.

Mas essa é uma estratégia com boas chances de falhar. Um dos fatores que pesa contra a companhia é a imagem de “meme” que ela tem no mercado.

Isso porque, em 2021, a GameStop ficou conhecida depois que pequenos investidores se organizaram no Reddit para comprar ações da companhia em massa, de modo a fazê-las ter uma supervalorização.

O movimento causou prejuízo para vários fundos, mas ganhos elevados para alguns investidores individuais. O episódio foi considerado uma “rebelião”, razão pela qual foi até retratada na série GameStop contra Wall Street e no filme Dinheiro Fácil.

Com informações de The New York Times

eBay recusa proposta de compra pela GameStop de US$ 55,5 bilhões

eBay é um dos maiores sites de comércio eletrônico do mundo (Imagem: Divulgação)

GameStop (Imagem: Chris Potter/Flickr)

Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5

11 de Maio de 2026, 10:57
Ilustração com tons de verde, amarelo e roxo mostra o pinguim Tux, o mascote do sistema operacional Linux, em primeiro plano à direita. Ao fundo, à esquerda, a palavra "Linux" é exibida em letras brancas com uma sombra amarela curva abaixo. Ícones de aplicativos e elementos de uma interface de desktop são vagamente visíveis atrás da palavra "Linux", sugerindo um ambiente de computador. A imagem tem uma textura granulada e um efeito de sobreposição de cores. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Kernel Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux encerrará suporte a processadores AMD K5, lançados em 1996, a partir da versão 7.2 do kernel em 2026;

  • motivo principal é ausência ou implementação despadronizada do recurso Time Stamp Counter (TSC) em determinadas variantes desses chips;

  • modelos antigos da Cyrix sem suporte a TSC também serão afetados pela medida.

Lançados em 1996, os processadores AMD K5 deixarão de ser suportados pelo Linux em breve. A remoção do suporte deve começar, oficialmente, pela versão 7.2 do kernel, a ser lançada no segundo semestre de 2026. O motivo principal da decisão? Os esforços necessários para manter suporte a CPUs sem “TSC” (você já vai entender).

TSC é a sigla para Time Stamp Counter. Trata-se de um recurso presente em chips x86 que conta os ciclos do processador desde o momento em que ele entra em operação (a contagem é zerada quando o computador é desligado, obviamente). O TSC pode ser usado para agendamento de processos, checagem de desempenho, sincronização de tarefas, entre outras ações.

O problema é que algumas variantes do AMD K5 não contavam com TSC ou o implementavam de modo despadronizado. Para lidar com esses chips, o kernel Linux precisa manter um código adicional que faz uma espécie de emulação desse recurso ou aciona mecanismos de contagem alternativos, que são mais lentos ou complexos.

Esse código adicional requer esforços de manutenção. Então, os desenvolvedores precisam, de tempos em tempos, definir o que deve ser mantido e o que deve ser removido do kernel para não só otimizar esses esforços, como também para garantir que o projeto não fique “inchado”.

Neste ponto, o contexto desta história fica visível: o AMD K5 é um chip introduzido na década de 1990 e, portanto, pouco usado atualmente; nesse cenário, os esforços para manter o suporte ao modelo não compensam mais, presumivelmente.

Chip AMD K5
Chip AMD K5 (imagem: reprodução/eBay)

Quando o AMD K5 será “aposentado” no Linux?

O Phoronix encontrou referências para a remoção de chips x86 sinalizados como “sem TSC” no repositório do kernel Linux 7.2, versão que deve ser lançada entre agosto e outubro de 2026. A versão atual é o kernel Linux 7.0, vale relembrar.

Além do AMD K5, a medida valerá para outros chips i586/i686 sem suporte adequado a TSC, a exemplo de alguns modelos da família Cyrix.

Atualmente, os desenvolvedores preparam o lançamento do kernel 7.1, versão que marcará o fim do suporte a processadores i486 no Linux.

Linux deixará de suportar os clássicos chips AMD K5

Tux, o símbolo do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chip AMD K5 (imagem: reprodução/eBay)

Modo Xbox chega oficialmente ao Windows 11

1 de Maio de 2026, 16:21
Modo Xbox no Windows 11
Modo Xbox chega oficialmente ao Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Modo Xbox foi oficialmente lançado no Windows 11, após fase de teste, permitindo que usuários transformem área de trabalho em painel de jogos em tela cheia;
  • recurso proporciona acesso rápido a jogos instalados e disponíveis via Xbox Game Pass, e proporciona menos distrações;
  • Microsoft iniciou a liberação do Modo Xbox de forma gradual em “mercados selecionados”, o que inclui o Brasil.

Depois de uma fase de testes, o Modo Xbox (Xbox Mode) tornou-se oficial no Windows 11. O recurso, que transforma a área de trabalho do sistema operacional em uma espécie de painel de jogos em tela cheia, começou a ser liberado pela Microsoft para usuários finais, estejam eles usando notebooks, desktops ou tablets.

A proposta é um tanto óbvia: permitir que você tenha acesso rápido ao seu acervo de jogos, bem como possa jogá-los com menos risco de se distrair com outro recurso do computador. Para isso, o novo modo tenta reproduzir, no PC, a experiência de jogar no Xbox, tanto quanto possível.

O acervo de jogos que pode ser acessado inclui tanto aqueles que foram instalados no computador pelas vias tradicionais quanto títulos disponíveis via Xbox Game Pass e outras plataformas compatíveis com o Windows.

É claro que o seu PC continua disponível para outras tarefas: você pode entrar e sair do Modo Xbox a qualquer momento.

Modo Xbox tem origem nos portáteis ROG Xbox Ally

O Modo Xbox é o nome de um recurso que, até recentemente, a Microsoft chamava de Xbox Full Screen Experience (Xbox FSE). O FSB foi implementado inicialmente na linha de portáteis ROG Xbox Ally como uma interface que otimiza a experiência do usuário com esse tipo de dispositivo.

Vem daí outra característica importante do Modo Xbox: a facilidade de navegação por meio de joysticks (e não somente por teclado e mouse, como é típico de PCs).

Com o passar dos meses, a Microsoft expandiu o recurso para outros PCs portáteis para jogos e, no fim de 2025, confirmou a liberação do então XBox FSB para notebooks, desktops e tablets que rodam o Windows 11. A promessa começou a ser cumprida agora.

Xbox FSE para Windows 11
Xbox FSE para Windows 11, agora chamado de Modo Xbox (imagem: reprodução/Microsoft)

Disponibilidade do Modo Xbox no Windows 11

De acordo com a Microsoft, o Modo Xbox já começou a ser liberado. Porém, esse é um processo gradual, que pode levar semanas ou até meses para cobrir todos os PCs.

Como o recurso está sendo disponibilizado via atualização do Windows 11, habilitar a opção “Obter as atualizações mais recentes assim que elas estiverem disponíveis” no Windows Update pode apressar o processo, como a própria Microsoft sugere (isso se o recurso já não estiver ativado, é claro).

Mas grande parte dos usuários terá mesmo que ter paciência. A Microsoft afirma que a liberação começou em “mercados selecionados”. Eis, porém, uma boa notícia para nós: o Brasil está entre esses mercados.

Modo Xbox chega oficialmente ao Windows 11

Modo Xbox chega oficialmente ao Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Xbox FSE para Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Instagram e Facebook perdem 20 milhões de usuários ativos

1 de Maio de 2026, 13:31
Ilustração com os ícones de WhatsApp, Instagram e Facebook inseridos numa caixa com a marca da Meta
Instagram e Facebook perdem 20 milhões de usuários ativos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Instagram, Facebook e WhatsApp, plataformas da Meta, perderam 20 milhões de usuários ativos diários no primeiro trimestre do ano;
  • Meta informou que queda foi impulsionada por interrupções na internet no Irã e restrições de acesso ao WhatsApp na Rússia;
  • porém, existe a desconfiança de que o problema também seja causado por uma “fadiga” dos usuários com relação ao uso de redes sociais.

Enquanto acompanhavam a teleconferência da Meta sobre resultados financeiros realizada na quarta-feira (29/04), alguns investidores podem ter levantado a sobrancelha para um “pequeno grande” detalhe: plataformas como Facebook e Instagram perderam 20 milhões de usuários ativos no último trimestre.

A informação se refere a algo que a Meta chama de “usuários ativos diários da família”, em tradução livre. Aqui, “usuários ativos diários” são aqueles que acessam algum serviço da Meta pelo menos uma vez ao dia, obviamente. Já “família” é como a companhia se refere ao conjunto de suas principais plataformas: Facebook, Facebook Messenger, Instagram e WhatsApp.

Os dados em questão dizem respeito ao primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 4% no número de usuários diários. A perda de 20 milhões de usuários ocorre em relação ao último trimestre de 2025.

Por que a Meta teve um declínio no número de usuários?

De acordo com a própria Meta, a queda no número de usuários diários “foi impulsionada por interrupções na internet no Irã, bem como por restrições de acesso ao WhatsApp na Rússia“.

Pode ser verdade, afinal, a Meta fechou março com 3,56 bilhões de usuários ativos diários, o que indica que a diminuição de 20 milhões de usuários nesse parâmetro é pequena.

Pequena, mas não desprezível. Como a Meta não detalhou quanto cada uma de suas plataformas perdeu (ou ganhou) em número de usuários diários, existe a desconfiança de que a companhia esteja escondendo algo.

É possível que o problema tenha relação com uma certa “fadiga” referente aos serviços da Meta. Nesse sentido, a própria companhia já reconheceu que os usuários tendem a postar menos no Instagram com o passar do tempo, só para dar um exemplo.

Ilustração do Instagram mostra o link de atalho do Threads
Usuários tendem a postar menos no Instagram com o passar do tempo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Esse comportamento pode ter diversas causas, entre elas, a percepção de excesso de anúncios na plataforma ou recomendações de conteúdo alheio que acabam fazendo usuários terem as suas publicações aparecendo menos para pessoas próximas.

Levemos em conta, também, uma possível “fadiga” com relação ao uso de redes sociais como forma de prevenir ou reduzir problemas de saúde mental. Eu, por exemplo, acesso cada vez menos redes sociais para combater o excesso de informação e diminuir o tempo de tela. Muita gente tem feito o mesmo.

A Meta tem algum plano para enfrentar o problema?

Ao que tudo indica, tem. O Engadget relata que a Meta pretende ajustar os algoritmos do Instagram para que fotos, carrosséis e Reels originais (gerados pelo próprio usuário, e não oriundos de outras fontes) apareçam com prioridade nas recomendações de conteúdo.

A Meta não comenta, mas pode ser que essa e outras mudanças sejam uma tentativa da companhia de evitar um declínio expressivo no número de usuários do Instagram e das demais plataformas da companhia.

Com informações de The Verge

Instagram e Facebook perdem 20 milhões de usuários ativos

Meta é dona de WhatsApp, Instagram e Facebook (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como remover o selo do Threads no seu perfil do Instagram em poucos passos (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Samsung pode lançar notebooks que rodam Android em vez de Windows

1 de Maio de 2026, 11:48
Samsung Galaxy Book Pro (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Notebook da família Samsung Galaxy Book (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung estaria desenvolvendo notebooks da família Galaxy Book para rodar Android 17 em vez do Windows 11;
  • supostos novos notebooks teriam ainda interface One UI 9 e viriam em três modelos: um de entrada, um intermediário e um topo de linha;
  • Samsung não deve abandonar Windows, mas ampliar variedade de linhas de notebooks Galaxy; novos produtos podem ser lançados ainda em 2026.

Faz tempo que o Android conta com interfaces e recursos que permitem a sua execução em PCs. Parece que a Samsung está disposta a levar essa ideia mais a sério: há rumores de que a companhia lançará laptops da família Galaxy Book que rodam Android 17 em vez do Windows 11.

É o que conta o SamMobile, site especializado na marca coreana. O veículo afirma ter descoberto que a Samsung está desenvolvendo três notebooks que, além do Android 17, contarão com a futura interface One UI 9: um modelo de entrada, outro intermediário e o terceiro como topo de linha.

Não seria um ato de rebeldia contra a Microsoft ou algo nesse sentido, afinal, não há planos de abandonar o Windows. Os novos produtos viriam para ampliar a variedade de linhas de notebooks Galaxy que a Samsung mantém.

Nesse sentido, daria até para dizer que os laptops Galaxy Book com Android seriam a resposta da Samsung à linha MacBook Neo, da Apple.

Para a Samsung, a ideia pode trazer outro benefício. A companhia tem colocado a One UI em dispositivos que vão além de celulares e tablets, como TVs e smartwatches. Logo, levar a interface a notebooks pode ajudar a companhia a transformar a One UI em um ecossistema abrangente e, claro, exclusivo da marca.

Notebook branco Galaxy Book 5 Pro está sobre uma mesa de exposição branca durante a CES 2025. A tela exibe ícones coloridos, com um show em reprodução numa metade e, na outra, o site do Tecnoblog.
Galaxy Book 5 Pro, este com Windows 11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quando a Samsung lançará notebooks com Android?

Ainda não há informação sobre datas, até porque os tais laptops Galaxy Book com Android não foram confirmados até o momento. Mas veja que os burburinhos falam em Android 17 e em One UI 9. Ambos estão previstos para serem liberados em meados do ano. Isso sugere que os novos notebooks da Samsung poderão ser lançados ainda em 2026.

Também não há informação sobre o hardware desses equipamentos. Mas, como estamos falando de Android, é provável que a Samsung recorra a chips Arm desenvolvidos originalmente para celulares e tablets ou que foram adaptados para notebooks.

Talvez vejamos um SoC Exynos (da própria Samsung) ou até um Qualcomm Snapdragon comandando essas máquinas.

Sobre a interface, o SamMobile cogita a possibilidade de ela ser baseada em uma versão aprimorada do Samsung DeX, aquele modo que “transforma” celulares ou tablets em PCs por meio da conexão de um monitor a esses dispositivos.

Samsung pode lançar notebooks que rodam Android em vez de Windows

Samsung Galaxy Book Pro (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Galaxy Book 5 Pro tem versões com tela de 14 polegadas e 16 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

PowerToys 0.99: “canivete suíço” do Windows permite ajustar o seu monitor e mais

1 de Maio de 2026, 10:14
PowerToys 0.99 facilita mover janelas e acessar os controles do monitor
PowerToys 0.99 facilita mover janelas e ajustar o seu monitor (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • PowerToys 0.99 foi lançado com novas funcionalidades, incluindo Grab and Move, que permite mover janelas a partir de qualquer ponto delas, e Power Display, que dá acesso rápido aos controles do monitor;
  • função Grab and Move possibilita mover e redimensionar janelas facilmente pressionando a tecla Alt ou Windows junto com os botões do mouse;
  • Power Display permite acessar e ajustar configurações do monitor, como brilho e contraste, diretamente no Windows, além de criar perfis de uso e ser compatível com múltiplos monitores.

O cada vez mais útil “canivete suíço” do Windows acaba de ficar mais… útil. O PowerToys 0.99 foi lançado nesta semana trazendo uma função que facilita a movimentação de janelas e outra que dá acesso rápido aos controles do seu monitor (você já vai entender). Também há aprimoramentos em utilitários que já existiam.

Mova e redimensione aplicativos facilmente

Comecemos pela função Grab and Move (ainda sem tradução para o português), a primeira grande novidade. Para entender como ela funciona, faça um teste aí: abra um aplicativo qualquer, como o Bloco de Notas ou a Calculadora, e tente arrastá-lo com o mouse sem tocar na barra de título. Não dá, né? É justamente esse problema que o Grab and Move resolve.

Você só precisa ativar a função no PowerToys e, sempre que quiser mover uma janela a partir de qualquer ponto dela (e não somente por meio da barra de título), bastará pressionar a tecla Alt (ou a tecla Windows, se você preferir) enquanto a arrasta com o botão esquerdo do mouse.

Esse truque também pode ser usado para que você redimensione o tamanho da janela a partir de qualquer ponto dela. Para isso, basta pressionar Alt (ou Windows) mais o botão direito do mouse.

Vale ressaltar que o Grab and Move está em fase “preview”, então está mais suscetível a erros do que as demais ferramentas do PowerToys 0.99.

Grab and Move do PowerToys 0.99 no Windows 11
Grab and Move do PowerToys 0.99 no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Controle seu monitor (ou monitores) a partir do Windows

Tão ou mais interessante (eu acho que mais) é o recurso Power Display (Exibição de Energia, tradução que não ficou muito boa). Sabe aqueles botões existentes no monitor para que você ajuste brilho, contraste, padrão de cores ou alternar entre as conexões em uso (como HDMI ou DisplayPort)? A novidade faz o próprio Windows exibir esses controles, dando acesso rápido a eles.

Um detalhe interessante é que você também pode criar perfis de uso para alternar rapidamente entre diferentes configurações de uso. Por exemplo, você pode ter um perfil para o trabalho, que deixa a tela com mais brilho ou contraste, e outro para uso à noite, com esses parâmetros diminuídos.

Outro detalhe interessante: a novidade é compatível com múltiplos monitores ao mesmo tempo, permitindo ajustes em cada um deles.

Mas há um porém: não há garantia de que o Power Display funcione com todos os monitores. Não há uma lista de telas compatíveis, então é necessário ir na tentativa e erro.

Ah, esse é outro recurso em fase “preview”.

Power Display no Windows 10
Power Display no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que mais o PowerToys 0.99 traz de novo?

Toda nova versão do PowerToys aprimora recursos já existentes. Não é diferente aqui. Eis alguns dos utilitários melhorados:

  • Paleta de Comandos: a poderosa ferramenta que dá acesso rápido a aplicativos, arquivos e configurações recebeu ajustes de desempenho, bem como “suporte para tipos de conteúdo de texto simples e visualizador de imagens para extensões”;
  • Dock da Paleta de Comandos: introduzido no PowerToys 0.98, o Dock é uma barra da Paleta de Comandos que fica visível na Área de Trabalho; agora, o Dock pode ficar visível até sobre outros aplicativos, bem como ganhou um modo compacto de exibição;
  • Gerenciador de Teclado: a função que permite remapear teclas agora permite que cada uma delas seja ajustada manualmente por meio de um menu suspenso;
  • ZoomIt: a função de zoom e capturas de tela agora pode fazer este último trabalho mesmo quando houver rolagem de tela.

Como baixar o PowerToys 0.99?

O PowerToys 0.99 pode ser baixado a partir do GitHub. Há versões para máquinas com chips x86 (Intel e AMD) e Arm (como Snapdragon). Se você já tem a versão anterior, pode fazer a atualização a partir dela.

Apesar do foco no Windows 11, a ferramenta também funciona no Windows 10.

Vale dizer ainda que o PowerToys é gratuito e tem código-fonte aberto.

PowerToys 0.99: “canivete suíço” do Windows permite ajustar o seu monitor e mais

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PowerToys 0.99 traz recurso Grab and Move para mover e redimensionar janelas facilmente. Já função Power Display permite acessar as configurações do monitor.

PowerToys 0.99 facilita mover janelas e acessar os controles do monitor (imagem: reprodução/Microsoft)

Grab and Move do PowerToys 0.99 no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Power Display no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fedora Linux 44 é oficial e chega com Gnome 50 ou KDE Plasma 6.6

29 de Abril de 2026, 18:07
Fedora Linux 44 com ambiente Gnome
Fedora Linux 44 com ambiente Gnome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Distribuição Fedora 44 é lançada em variantes com ambientes de desktop Gnome 50 e KDE Plasma 6.6;

  • nova versão inclui kernel Linux 6.19 e suporte ao NTSync para otimizar a execução softwares de Windows;

  • Fedora 44 era esperado para 14 de abril; distribuição chegou com um atraso de duas semanas.

A versão final do Fedora 44 era esperada para 14 de abril. Houve um atraso de duas semanas, mas aqui está a distribuição. Ela chega com o Gnome 50 na variante principal, bem como com o Plasma 6.6 para quem prefere o ambiente de desktop da KDE.

Fedora 44 Workstation (a variante com Gnome 50)

Se você simpatiza com o Gnome, deve escolher o Fedora Linux 44 Workstation para contar com esse ambiente. Lançado em março deste ano, o Gnome 50 traz algumas novidades interessantes. As que os próprios desenvolvedores do Fedora destacam são estas:

  • mais recursos de acessibilidade (como uma opção que reduz efeitos de movimento para prevenir desconforto visual);
  • função de área de trabalho remota com desempenho aprimorado;
  • visualizador de documentos, gerenciador de arquivos e calendário (agenda) melhorados.

Vale destacar também que o Gnome 50 roda totalmente a partir do sistema gráfico Wayland, considerado mais moderno e seguro. Com isso, o antigo mecanismo X11/X.Org acabou sendo aposentado.

O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50
O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fedora 44 KDE Plasma Desktop

Já a variante com KDE é baseada no Plasma 6.6, como já dito. Aqui, os recursos de destaque incluem um gerenciador de login renovado e, principalmente, mais opções de personalização.

Os desenvolvedores do Fedora ressaltam ainda que o processo de instalação desta variante foi simplificado, “permitindo que você configure facilmente o Fedora KDE Plasma Desktop no computador de um amigo ou ente querido”.

É interessante esta “abordagem dupla” da distribuição. Embora a variante com Gnome continua sendo a proposta padrão, os desenvolvedores também dão a merecida atenção à opção com KDE Plasma.

O que mais há de novo no Fedora Linux 44?

Independentemente do ambiente de desktop escolhido, o Fedora Linux 44 traz o Linux 6.19 como kernel padrão. O kernel Linux 7.0 já está disponível (e, inclusive, foi implementado no também recém-lançado Ubuntu 26.04), razão pela qual pode chegar à distribuição em uma atualização próxima.

Outro atributo da nova versão está na ativação do módulo de kernel NTSync para pacotes específicos, como aqueles ligados ao Wine (executa aplicativos de Windows no Linux) e à plataforma Steam. O NTSync tem a função de melhorar a compatibilidade e o desempenho de softwares Windows no Linux, e isso deve agradar em cheio à comunidade gamer.

Os desenvolvedores do Fedora explicam que a ativação para pacotes específicos permite que o NTSync seja configurado automaticamente nas próximas inicializações, dispensando o usuário de ter que fazer esse trabalho manualmente.

Como sempre, também há um pacote de softwares. Para desenvolvedores, por exemplo, a distribuição traz: Ansible 13, CMake 4.0, Golang 1.26, LLVM 22, PHP 8.5 e Ruby 4.0.

Já na categoria produtividade encontramos softwares como o Firefox 150 e o pacote de escritório LibreOffice 26.2.

Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19
Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como baixar o Fedora Linux 44?

O Fedora 44 pode ser baixado a partir do site oficial. Ali, escolha a versão Workstation para usar o Gnome ou a versão KDE Plasma Desktop para contar com esse ambiente.

Para gerar um pendrive de instalação ou para teste (o modo “live” que aparece nas imagens deste texto), fica a dica de usar o Fedora Media Writer. Com versões para Windows, macOS e Linux, a ferramenta é de uso bastante fácil, sendo capaz inclusive de baixar automaticamente a imagem da variante que você escolher.

Também é possível usar o Rufus para criar o pendrive.

Fedora Linux 44 é oficial e chega com Gnome 50 ou KDE Plasma 6.6

Fedora Linux 44 com ambiente Gnome (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Fedora Workstation 44 é a versão com Gnome 50 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Fedora 44 vem com o kernel Linux 6.19 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Agora é possível rodar Linux no PS5 (não oficialmente, mas é)

29 de Abril de 2026, 15:23
Imagem mostra um PlayStation 5 branco ao lado de um controle de videogame branco e preto. Ambos estão flutuando sobre um fundo azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
PlayStation 5 dAgora é possível rodar Linux no PS5 (não oficialmente, mas é) (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • especialista em segurança Andy Nguyen liberou ferramentas para rodar o Ubuntu 24.04 no PS5;

  • procedimento exige firmwares específicos (3.00 a 4.51) e uso de payload;

  • Nguyen fez demonstração do Linux no PS5 rodando GTA 5 Enhanced com ray tracing.

A Sony não lançou e, provavelmente, nunca lançará uma distribuição Linux para o PlayStation 5. Mas isso não impede que a “comunidade” assuma essa missão. É o caso do especialista em segurança Andy Nguyen: ele conseguiu fazer o Ubuntu rodar no PS5 e liberou as ferramentas necessárias para isso.

Por que alguém rodaria o Linux no console da Sony? Há vários motivos, entre eles, “hackear o sistema” (tanto no sentido literal quanto no figurado) e, principalmente, fazer o PS5 rodar jogos que não estão disponíveis oficialmente para a plataforma.

Para executar a façanha, é necessário usar um PlayStation 5 com disco e que tenha firmware em uma das seguintes versões: 3.00, 3.10, 3.20, 3.21, 4.00, 4.02, 4.03, 4.50 ou 4.51. Firmwares mais antigos ou posteriores poderão contar com suporte em algum momento, mas isso não é garantido.

O procedimento começa com o uso de um payload (basicamente, um código que explora vulnerabilidades) e um script que gera a imagem inicializável de uma implementação do Ubuntu 24.04.

Que fique claro que a instalação não é fácil. O processo requer o uso de uma ferramenta de jailbreak (umtx2) para que o payload seja ativado, só para você ter ideia. E ainda é necessário recorrer a ferramentas para a execução a partir de SSDs M.2 ou para o usuário ter acesso aos controles das ventoinhas.

Os passos necessários são descritos na página do projeto no GitHub.

Ubuntu Linux rodando no PS5
Ubuntu Linux rodando no PS5 (imagem: X/Andy Nguyen)

Como é o comportamento da distribuição Linux no PS5?

Incrivelmente completa para um projeto em fase inicial. Os gráficos são executados de modo satisfatório, embora a taxa de atualização de saída esteja limitada a 60 Hz nas resoluções 1080p, 1440p e 4K, no momento.

Além disso, é possível configurar o uso da memória de vídeo (VRAM) e, como já destacado, controlar as ventoinhas do PS5. Também há ferramentas para ajustes das frequências de CPU e GPU, bem como acesso a todas as portas USB disponíveis.

Como mostra a postagem no X logo abaixo, Andy Nguyen fez uma demonstração do Linux no PS5 executando o jogo GTA 5 Enhanced com ray tracing ativado.

I ported Linux to the PS5 and turned it into a Steam Machine. Running GTA 5 Enhanced with Ray Tracing. 🤯 pic.twitter.com/aMbT0PQ1dS

— Andy Nguyen (@theflow0) March 6, 2026

Mas, na atual fase, o projeto tem uma limitação importante: o Ubuntu roda como um “soft mod”, isto é, não oferece uma instalação permanente. Isso significa que os procedimentos anteriores precisam ser executados sempre que você quiser rodar o Linux no PlayStation 5. O lado positivo disso é que o sistema nativo do console não é afetado pela distribuição.

Agora é possível rodar Linux no PS5 (não oficialmente, mas é)

PlayStation 5 da Sony (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ubuntu Linux rodando no PS5 (imagem: X/Andy Nguyen)

Microsoft libera código-fonte do 86-DOS 1.00, o “pai” do MS-DOS

29 de Abril de 2026, 12:37
Código do 86-DOS original, em papel
Código do 86-DOS original, em papel (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft liberou código-fonte do 86-DOS 1.00 e do PC-DOS 1.00, sistemas operacionais que precederam o MS-DOS;
  • 86-DOS, criado por Tim Paterson em 1980, foi adquirido pela Microsoft em 1981 e adaptado para se tornar o MS-DOS;
  • liberação do código-fonte permite que desenvolvedores e entusiastas estudem e preservem a história de dois sistemas operacionais marcantes.

A última terça-feira (28/04) marcou o aniversário de 45 anos do 86-DOS 1.00, o sistema operacional que preparou o terreno para a chegada do popular MS-DOS. A Microsoft decidiu comemorar a data de uma forma peculiar: abrindo o código-fonte tanto do 86-DOS 1.00 quanto do PC-DOS 1.00.

Peculiar, mas não inédita. Talvez você se lembre que, dois anos atrás, a Microsoft liberou o código-fonte do MS-DOS 4.0 sob uma licença aberta MIT.

Agora, a companhia repete esse gesto. Stacey Haffner e Scott Hanselman, dois executivos da Microsoft, explicam que a liberação inclui “o código-fonte do kernel do 86-DOS 1.00, vários snapshots de desenvolvimento do kernel do PC-DOS 1.00 e alguns utilitários conhecidos, como o CHKDSK”.

Mas o que é 86-DOS e PC-DOS?

86-DOS é o nome de um sistema operacional baseado em linha de comando criado por Tim Paterson. A primeira versão oficial foi lançada em 1981. Originalmente, o projeto era batizado como QDOS (Quick and Dirty Operating System), mas mudou para 86-DOS em alusão ao processador Intel 8086, relativamente popular na época.

Ainda em 1981, a Microsoft comprou os direitos do 86-DOS e adaptou o sistema para o que, mais tarde, ficou conhecido como MS-DOS. Nesse período, a companhia fechou um acordo para fornecer um sistema operacional para o IBM PC, computador lançado no mesmo ano.

A versão fornecida para a IBM era chamada de PC-DOS. Já a versão do sistema que a Microsoft licenciava para outras empresas foi batizada como MS-DOS. Assim, podemos dizer que o 86-DOS é o “pai” de ambos os sistemas operacionais.

IBM PC rodando o PC-DOS
IBM PC rodando o PC-DOS (imagem original: divulgação/Microsoft)

Por que a abertura do código do 86-DOS e do PC-DOS é importante?

Por várias razões. Para começar, a liberação do código-fonte do 86-DOS 1.00 e do PC-DOS 1.00 permite que desenvolvedores e entusiastas estudem as entranhas de dois sistemas que marcaram a história da computação pessoal.

Falando em história, a decisão da Microsoft também contribui para a preservação desses sistemas.

Levemos em conta também que a liberação mais recente passa a integrar um “pacote”: cerca de dez anos antes de liberar o código do MS-DOS 4.0, a companhia havia feito o mesmo com os códigos-fonte do MS-DOS 1.25 e do MS-DOS 2.0.

Os códigos relacionados ao 86-DOS 1.00 e ao PC-DOS 1.00 estão disponíveis no GitHub, novamente sob licença MIT.

É interessante o comentário que Hanselman fez sobre o anúncio:

O código-fonte mais antigo do DOS foi encontrado em papel de impressora na garagem de Tim Paterson, então o disponibilizamos como código aberto no 45º aniversário do 86-DOS 1.00! Isso é arqueologia de software de última geração para preservação e pura curiosidade.

Scott Hanselman, VP e membro da equipe técnica da Microsoft/GitHub

Microsoft libera código-fonte do 86-DOS 1.00, o “pai” do MS-DOS

IBM PC rodando o PC-DOS (imagem original: divulgação/Microsoft)

Sky renova marca e confirma internet por satélite no Brasil

29 de Abril de 2026, 10:58
O novo logotipo da Sky
O novo logotipo da Sky (imagem: reprodução/Sky)
Resumo
  • Sky renova sua marca e confirma plano para oferecer internet via satélite no Brasil, além de serviços de telefonia móvel;
  • empresa passa a ter cinco divisões: Sky (TV por assinatura), Sky+ (TV ao vivo e streaming), Sky Empresas (TV para estabelecimentos), Sky Móvel (telefonia 4G e 5G) e Sky Link (internet por satélite);
  • na Sky Móvel, planos incluem opções de 6 GB a 50 GB, com preços variando de R$ 29,90 a R$ 89,90.

Aquela Sky que atuava apenas com TV por assinatura realmente ficou no passado. A companhia também já vende planos de streaming por meio da plataforma Sky+ e, agora, se prepara para oferecer internet via satélite (Sky Link). Para representar a nova fase, a Sky acabou de renovar a sua identidade visual.

O novo logotipo não é, exatamente… novo. O símbolo é muito parecido com o que é adotado pela Sky britânica, com a diferença de que, lá, a marca é colorida. No Brasil e em outros países da América Latina, o logotipo é todo vermelho.

Esse é um detalhe curioso, pois a Sky britânica é uma empresa diferente da Sky da América do Sul, que é controlada pela Waiken ILW. De acordo com o Teletime, houve um acordo entre ambas as partes para que um logotipo similar ao da companhia britânica fosse adotado no Brasil e países vizinhos.

Mais importante, porém, é o que essa mudança representa. O rebranding vem para fazer a Sky estabelecer-se em cinco divisões principais, com as duas últimas sendo novas. São elas:

  • Sky: planos de TV por assinatura
  • Sky+: TV ao vivo e streaming
  • Sky Empresas: planos de TV para bares, hotéis, academias e afins
  • Sky Móvel: planos de telefonia 4G e 5G
  • Sky Link: internet por assinatura

Esse novo posicionamento expressa uma transformação profunda. Aos 30 anos de nossa operação no Brasil, somos uma marca que evoluiu junto com seus clientes e que hoje conecta entretenimento, tecnologia e serviços em um ecossistema integrado.

Eduardo Bernstein, diretor de Comunicação da Sky Brasil

Sky passa a ter 5 divisões principais
Sky passa a ter 5 divisões principais (imagem: reprodução/Sky)

O que é a Sky Móvel?

A Sky Móvel e Sky Link são as divisões que mais chamam a atenção nesta nova fase. Falando da primeira, a Sky Móvel estreou neste mês de abril como uma operadora móvel virtual (MVNO). Como o Tecnoblog revelou com exclusividade, trata-se de uma parceria estabelecida com a Surf Telecom.

Os planos oferecidos no momento, todos pós, são estes (valores sem considerar promoções):

  • Sky Móvel 6 GB: R$ 29,90
  • Sky Móvel 15 GB: R$ 39,90
  • Sky Móvel 30 GB: R$ 69,90
  • Sky Móvel 50 GB: R$ 89,90

E o que é a Sky Link?

A Sky Link surge para concorrer com a Starlink na oferta de acesso à internet via satélite. Para tanto, a Sky utilizará os serviços do Amazon Leo que, assim como a Starlink, operará com satélites de órbita baixa.

Mas, como a rede de satélites da Amazon ainda não está operando comercialmente, não há data confirmada para a estreia da Sky Link. Mas podemos esperar por novidades em breve, afinal, a previsão é a de que o Amazon Leo comece a funcionar ainda em 2026.

Sky renova marca e confirma internet por satélite no Brasil

O novo logotipo da Sky (imagem: reprodução/Sky)

Sky passa a ter 5 divisões principais (imagem: reprodução/Sky)

Google Tradutor se torna, cada vez mais, um app para aprender idiomas

28 de Abril de 2026, 16:40
Ilustração com os dizeres "Google Translate" no centro
Google Tradutor se torna, cada vez mais, um app para aprender idiomas (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Tradutor (Google Translate) lançou um recurso de prática de pronúncia para celebrar seus 20 anos de existência;

  • novidade utiliza IA para avaliar a fala, mas ainda não está disponível para usuários no Brasil;

  • porém, brasileiros podem utilizar a função de “Praticar conversação”, disponível em fase beta desde o ano passado.

No melhor estilo “quem faz aniversário sou eu, mas quem ganha o presente é você”, o Google está celebrando os 20 anos de sua ferramenta de tradução com um novo recurso. O modo que ajuda o usuário a praticar a pronúncia de uma palavra ou frase em outro idioma acaba de chegar ao Google Tradutor (Google Translate).

O passo a passo é este:

  1. digite uma palavra ou frase no campo principal da ferramenta e escolha o idioma para o qual esse texto deve ser traduzido;
  2. na parte inferior do aplicativo, vá em Praticar e em Pronúncia;
  3. o microfone será ativado; agora, pronuncie a palavra ou frase traduzida;
  4. o Google Tradutor avaliará a sua fala e permitirá que você faça uma comparação com a pronúncia gerada pelo próprio app.

Se você acha que a inteligência artificial é que ajuda o Google Tradutor a analisar e a dar recomendações sobre a sua pronúncia, achou certo.

O único porém é que, no momento, a prática de pronúncia só está disponível para usuários nos Estados Unidos e na Índia, funcionando em inglês, espanhol e hindi. Mas isso não quer dizer que nós, no Brasil, estamos desemparados.

Prática de pronúncia no Google Tradutor
Prática de pronúncia no Google Tradutor (imagem: reprodução/Google)

Função para praticar conversação já funciona no Brasil

O novo modo de prática de pronúncia ainda não está disponível no Brasil, mas, por aqui, já é possível acessar um recurso parecido: o de prática de conversação, disponível desde o ano passado. Nessa função, você estabelece conversas por voz com o Google Tradutor no idioma escolhido, uma opção interessante para pessoas que não têm com quem praticar.

Esse recurso está em fase beta, mas já funciona bem. Para ativar a função, basta ir em Praticar. Ali você deve escolher o idioma de destino (por enquanto, só o inglês está disponível), informar o seu grau de conhecimento da língua e quais são os seus objetivos.

Depois, basta escolher o exercício, ouvir a explicação e ativar a opção “Encenação” para praticar. O Google Tradutor começa com uma frase e você deve respondê-la usando o microfone do celular.

Conversação no Google Tradutor
Conversação no Google Tradutor (imagem: reprodução/Google)

Google Tradutor completa 20 anos

O Google Tradutor está completando 20 anos de existência com números muitos significativos: a marca de 1 bilhão de usuários no mundo todo e cerca de 1 trilhão de palavras traduzidas por mês.

Não surpreende. A ferramenta já era útil anos atrás, quando fazia traduções imprecisas. Hoje, a utilidade do Google Tradutor é muito maior, afinal, a tecnologia do serviço pode reconhecer contextos e até expressões regionais para gerar traduções precisas.

Mas, como já ficou claro, o Google Tradutor já não é mais só uma ferramenta de tradução. Você também pode usá-lo como um poderoso aliado para aprender outros idiomas.

É torcer para que o Google não demore a liberar mais línguas para o modo de conversação e a trazer a função de prática de pronúncia ao Brasil.

Google Tradutor se torna, cada vez mais, um app para aprender idiomas

Google Tradutor se torna, cada vez mais, um app para aprender idiomas (imagem: reprodução/Google)

Prática de pronúncia no Google Tradutor (imagem: reprodução/Google)

Conversação no Google Tradutor (imagem: reprodução/Google)

Ubuntu Linux vai ter recursos nativos de IA, confirma Canonical

28 de Abril de 2026, 14:51
Ilustração mostra o símbolo do Ubuntu Linux, com alguns emojis em volta. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Ubuntu Linux vai ter IA nativa, confirma Canonical (ilustração; Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Canonical revelou que Ubuntu Linux terá funções de IA baseadas em código aberto e inferência local; objetivo é tornar o sistema mais moderno e acessível;

  • Jon Seager, da Canonical, detalhou que a implementação seguirá abordagens implícitas e explícitas ao longo do próximo ano;

  • o executivo também enfatizou que o sistema operacional não perderá sua essência original.

Você usaria uma distribuição Linux que oferece recursos nativos de inteligência artificial? Em um futuro não muito distante, usuários do Ubuntu terão que se fazer essa pergunta. A Canonical revelou que o sistema operacional receberá funções de IA no decorrer do próximo ano.

Quem deu os detalhes foi Jon Seager, vice-presidente de engenharia da Canonical, em postagem no fórum oficial do Ubuntu. O assunto talvez preocupe usuários da distribuição pelo temor de que, com a IA, o sistema operacional fique mais pesado ou perca a sua essência.

Mas Seager parece saber das preocupações que rondam o assunto. No texto, ele faz questão de enfatizar que a abordagem de IA da Canonical será “criteriosa e progressiva”. Além disso, o executivo diz que os novos recursos serão baseados em soluções com código-fonte aberto e priorizarão inferência local (modelos de IA executados diretamente no equipamento do usuário).

Quais serão os recursos de IA do Ubuntu?

Seager ainda não disse quais serão os tais recursos de IA, mas explicou como eles serão implementados. Haverá duas abordagens principais: implícita e explícita.

A abordagem implícita visa aprimorar funcionalidades do sistema operacional com modelos de IA que atuam em segundo plano, quase como se esses recursos fossem invisíveis ao usuário. É o caso de uma função que converte voz em texto e vice-versa, exemplifica Seager.

Já a abordagem explícita é aquela que deixa claro que determinado recurso tem uma inteligência artificial como mecanismo essencial. Novamente, Seager exemplifica: agentes de IA que realizam tarefas específicas, como criação de novos documentos ou aplicativos, e automatização de fluxos de trabalho de solução de problemas.

Além de recursos como conversão de texto em fala ou leitura de tela aprimorada, os usuários estão cada vez mais acostumados a trabalhar com agentes. Adoro a ideia de que todo o poder e a capacidade que o Linux adquiriu nos últimos anos possam se tornar mais acessíveis a mais pessoas [com a IA].

Jon Seager, vice-presidente de engenharia da Canonical

Firefox continua entre os softwares do Ubuntu
Ubuntu 26.04, a versão mais recente da distribuição Linux (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Em linhas gerais, o executivo dá a entender que a Canonical vê a inteligência artificial como inevitável no Ubuntu, não só para permitir que usuários atuais tenham acesso a funcionalidades mais modernas, como também para a distribuição conquistar mais adeptos.

Ao longo de 2026, trabalharemos para viabilizar o acesso à IA de ponta para usuários do Ubuntu de uma forma deliberada, segura e alinhada aos nossos valores de código aberto.

(…) O Ubuntu não está se tornando um produto de IA, mas pode se tornar mais robusto com uma integração de IA bem planejada.

Jon Seager, vice-presidente de engenharia da Canonical

Que conste que a versão mais recente da distribuição Linux foi liberada na semana passada: o Ubuntu 26.04 foi lançado com ambiente Gnome 50 e kernel Linux 7.0 (e sem IA integrada).

Ubuntu Linux vai ter recursos nativos de IA, confirma Canonical

Ubuntu é uma distribuição Linux (ilustração; Vitor Pádua/Tecnoblog)

Firefox continua entre os softwares do Ubuntu (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Chega de motos: reCaptcha terá QR Code para checar se você é humano

28 de Abril de 2026, 12:16
Imagem mostra a palavra "Google", exibida em letras pretas com um brilho azul neon ao redor, centralizada em um fundo azul escuro. O fundo apresenta uma rede de polígonos azuis claros conectados por linhas finas, criando um efeito de tecnologia ou rede digital. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
reCaptcha terá QR Code para checar se você é humano (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google anunciou Cloud Fraud Defense como evolução do reCaptcha para lidar com agentes de IA na internet;
  • nova ferramenta introduz desafios com QR Code para validar usuários humanos quando houver suspeita de acesso automatizado;
  • novo sistema permite classificar bots e agentes legítimos, como assistentes de compras, diferenciando-os de mecanismos maliciosos.

O Google aproveitou o evento Cloud Next ’26 para anunciar uma evolução do reCaptcha. Por causa dos agentes de IA que estão invadindo a internet, a ferramenta agora pode exibir um QR Code para saber se um usuário é, de fato, humano, deixando o tradicional campo “Não sou um robô” de lado.

A mudança também pode diminuir a incidência daqueles testes que pedem para você identificar determinado tipo de objeto em sequências de imagens. Testes que, às vezes, parecem pegadinhas. No último que fiz, eu tinha que marcar os quadros que exibiam uma moto; marquei um que só mostrava um pedaço do pneu do veículo e, bom, não deu certo…

Mas a nova abordagem não visa eliminar os nossos traumas com o reCaptcha. O objetivo é armar a ferramenta contra os já mencionados agentes de IA que, até certo ponto, se comportam como humanos. Muitos deles já são capazes de resolver os testes do reCaptcha.

Até um passado recente, esse tipo de ferramenta tinha o objetivo principal de defender um site ou serviço online da ação de bots maliciosos, que são usados para extrair dados de páginas, gerar tráfego falso, entre outras ações. Ao resolver o teste ou marcar a caixa “Não sou um robô”, você prova que é humano e, então, o seu acesso é liberado.

O problema é que agentes de IA também podem fazer isso. O Google decidiu, então, atualizar o reCaptcha para que esse tipo de mecanismo seja identificado.

Mas a intenção não consiste, apenas, em barrar agentes de IA. Alguns deles podem ser bem-vindos, como aqueles que realizam compras para o usuário. Nessas circunstâncias, é importante, para uma loja online, identificar e classificar o agente de IA para que ele realize a compra, mas tenha acesso somente às informações e áreas inerentes a esse processo.

Meme que me descreve resolvendo um reCaptcha
Meme que me descreve resolvendo um reCaptcha (imagem: reprodução/Reddit)

Eis que surge o Google Cloud Fraud Defense

Como identificar, classificar e tratar agentes de IA são tarefas complexas, a plataforma Google Cloud Fraud Defense foi apresentada como a evolução do reCaptcha. A novidade oferece uma série de tecnologias e abordagens para aquilo que o próprio Google chama de “web agêntica” (“agentic web”).

Basicamente, a Google Cloud Fraud Defense visa dar abertura para tráfego valioso (usuários humanos ou agentes de IA legítimos) e barrar o tráfego indesejado (bots e agentes de IA suspeitos ou obscuros).

Para tanto, a plataforma conta com recursos como Web Bot Auth (verifica se um bot é legítimo) e SPIFEE (fornece identidade para que bots ou agentes legítimos se autentiquem).

QR Code no lugar do reCaptcha tradicional
QR Code no lugar do reCaptcha tradicional (imagem: reprodução/Google)

E onde entra o QR Code?

O QR Code faz parte do “desafio resistente à IA”. Quando houver suspeitas de que um agente de IA está se passando por uma pessoa, um QR Code poderá ser exibido na tela para que o usuário leia esse código com o seu celular e, assim, valide a ação solicitada, como realizar um pagamento via cartão de crédito.

O reCaptcha tradicional, com testes de quebra-cabeça, verificação de imagens ou campo “Não sou um robô”, continuará existindo. Mas, à medida que agentes de IA se tornarem mais comuns na internet, a validação via QR Code ganhará espaço até, eventualmente, se tornar a abordagem padrão do sistema do Google.

Como usuário, ainda não sei se isso é bom, afinal, ler um QR Code acaba sendo uma tarefa a mais.

Chega de motos: reCaptcha terá QR Code para checar se você é humano

Google investe em inteligência artificial há mais de uma década, Sundar Pichai disse no Google I/O 2024 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meme que me descreve resolvendo um reCaptcha (imagem: reprodução/Reddit)

QR Code no lugar do reCaptcha tradicional (imagem: reprodução/Google)

Senacon exige transparência nos preços de Uber, 99 e outros apps

28 de Abril de 2026, 10:37
Logos dos aplicativos da Uber e 99 sobre fundos amarelo e preto, respectivamente, além de quatro carros em cores diversas
Uber e 99 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Senacon começou a fiscalizar plataformas de transporte e delivery para garantir a transparência na composição dos preços cobrados dos usuários;

  • recibos digitais devem detalhar, obrigatoriamente, as parcelas destinadas à plataforma, ao motorista ou entregador e ao estabelecimento comercial;

  • descumprimento das regras, que entraram em vigor após 30 dias da publicação da Portaria nº 61/2026, pode ser denunciado via Consumidor.gov.br ou Procon.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), já está fiscalizando as regras de transparência de preços que devem ser seguidas por serviços de transporte de passageiros por aplicativo, bem como por plataformas de entregas (delivery).

Publicada em 24 de março de 2026, a Portaria nº 61/2026 determina que companhias como Uber, 99, iFood, Keeta e Rappi forneçam recibos digitais por cada serviço prestado que informem, detalhadamente, todos os valores que compõem o preço cobrado.

As informações que devem ser descritas obrigatoriamente são as seguintes:

  • Preço total: o valor que o usuário efetivamente paga
  • Parcela da plataforma: quanto, do valor cobrado, fica para a empresa que controla o aplicativo
  • Parcela do motorista ou entregador: quanto, do valor cobrado, é repassado ao motorista ou entregador que prestou o serviço, incluindo eventuais gorjetas
  • Parcela do estabelecimento: quanto, do valor cobrado, foi repassado ao restaurante ou estabelecimento que vendeu o produto comprado, no caso de delivery

Essas informações devem ser apresentadas de forma clara e em local visível no recibo que o usuário acessa após pagar por uma corrida ou entrega. Não é necessário, porém, que elas sigam as descrições acima. A Uber, por exemplo, descreve a parcela que recebe como “Total da Uber”.

O objetivo das novas regras é deixar claro, para o consumidor, pelo o que, exatamente, ele está pagando quando usa serviços de transporte ou entrega intermediados por aplicativos.

O princípio da transparência é fundamental e inegociável no mercado de consumo moderno. O cidadão tem o direito de saber para onde vai o seu dinheiro e como a precificação é formada em tempo real. Isso permite escolhas mais conscientes, seguras e promove concorrência leal e equilibrada no setor.

Ricardo Morishita, secretário nacional do consumidor

As plataformas de transporte e entregas atuantes no Brasil tiveram 30 dias após a publicação da portaria (em 24 de março, relembrando) para adequarem os seus sistemas às novas regras. Por isso, no dia 24 de abril, a Senacon iniciou os trabalhos de fiscalização.

Detalhamento de valor cobrado em viagem na Uber
Detalhamento de valor cobrado em viagem na Uber (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que fazer se o serviço que eu usei não detalhou o valor cobrado?

Neste caso, a Senacon recomenda que uma queixa seja registrada na plataforma Consumidor.gov.br, que requer uma conta Gov.br nível Prata ou Ouro para ser acessada.

Também é possível registrar uma queixa no Procon mais próximo de sua residência.

A Senacon ressalta que as queixas são importantes porque ajudam a orientar a fiscalização sobre as plataformas.

A plataforma que descumprir as novas regras estará sujeita às sanções previstas no artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que incluem multas e até suspensão das atividades.

Senacon exige transparência nos preços de Uber, 99 e outros apps

Uber e 99 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Detalhamento de valor cobrado em viagem na Uber (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

GitHub Copilot adotará modelo de créditos para prevenir prejuízos com IA

27 de Abril de 2026, 17:08
GitHub Copilot
GitHub Copilot (imagem ilustrativa: reprodução/GitHub)
Resumo
  • GitHub Copilot passará a utilizar um sistema de créditos de IA (com base em uso) a partir de 1º de junho de 2026;
  • mudança visa sustentar os custos crescentes de processamento de recursos de IA na plataforma;
  • planos atuais serão mantidos, mas com os valores das mensalidades sendo convertidos em créditos.

A partir de 1º de junho, usuários do GitHub que quiserem aproveitar todo o potencial do Copilot precisarão pagar a mais por isso. Isso porque o sistema de IA da plataforma está sendo migrado para um modelo de assinatura baseado em créditos. Trata-se de uma estratégia para mitigar prejuízos.

Um movimento do tipo era esperado desde a semana passada, quando o GitHub suspendeu novas assinaturas dos planos Pro, Pro+ e Student. A decisão foi tomada devido, principalmente, aos custos que agentes de IA estavam gerando para a plataforma.

A cobrança sobre o uso, por meio de créditos, é a solução, como o próprio GitHub explica:

O Copilot não é o mesmo produto de um ano atrás. Ele evoluiu de um assistente integrado ao editor para uma plataforma de agentes capaz de executar longas sessões de codificação em várias etapas, usando os modelos mais recentes e iterando em repositórios inteiros.

(…) O GitHub absorveu grande parte do custo crescente de inferência associado a esse uso, mas o modelo atual de solicitações premium não é mais sustentável.

A cobrança baseada no uso resolve esse problema. Ela alinha melhor os preços com o uso real, nos ajuda a manter a confiabilidade do serviço a longo prazo e reduz a necessidade de restringir o acesso a usuários que utilizam muitos recursos.

GitHub Copilot gera código sob demanda do usuário
GitHub Copilot gera código sob demanda do usuário (imagem: reprodução/GitHub)

O que muda nos planos do GitHub Copilot?

A partir de 1º de junho de 2026, o GitHub adotará o modelo de Créditos de IA (AI Credits) que, por sua vez, serão consumidos com base no uso de tokens. Nessa abordagem, os planos básicos do GitHub Copilot continuarão sendo oferecidos com os preços atuais, com a mensalidade sendo convertida em créditos no mesmo valor. Ficará assim:

PlanoMensalidadeCrédito mensal
GitHub Copilot ProUS$ 10US$ 10
GitHub Copilot Pro+US$ 39US$ 39
GitHub Copilot BusinessUS$ 19/usuárioUS$ 19/usuário
GitHub Copilot EnterpriseUS$ 39/usuárioUS$ 39/usuário

Quando os AI Credits esgotarem, o usuário terá a opção de comprar mais créditos para continuar usando os recursos de inteligência artificial.

Assinantes Pro ou Pro+ continuarão com o plano atual até o vencimento de suas assinaturas. Quando isso ocorrer, suas contas serão convertidas para o Copilot Free, com uma nova opção paga devendo ser contratada manualmente, se houver interesse. Também é possível solicitar uma conversão antes do vencimento do plano.

Para clientes corporativos, haverá créditos promocionais (sem custo adicional) de US$ 30 por usuário no Copilot Business e de US$ 70 no Copilot Enterprise durante junho, julho e agosto de 2026. Além disso, os créditos não usados de cada usuário poderão ser compartilhados com toda a organização.

Não vai ser estranho se outras plataformas adotarem estratégias semelhantes. IA custa caro e absorver custos ad eternum é inviável até para grandes organizações (o GitHub pertence à Microsoft, vale relembrar).

GitHub Copilot adotará modelo de créditos para prevenir prejuízos com IA

GitHub Copilot (imagem ilustrativa: reprodução/GitHub)

GitHub Copilot gera código sob demanda do usuário (imagem: reprodução/GitHub)

Spotify agora também é um app fitness (ou quase isso)

27 de Abril de 2026, 15:20
Spotify agora tem área Fitness
Spotify agora tem área Fitness (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Spotify lançou uma área Fitness com treinos guiados para assinantes dos planos Premium;
  • nova seção oferece mais de 1.400 aulas de exercícios como ioga, força, pilates e corrida, além de meditação, sem necessidade de equipamentos especiais;
  • conteúdo está disponível em áudio e vídeo e pode ser acessado sem custo adicional no valor da assinatura.

Se você está em busca de um aplicativo que te oriente a praticar exercícios por conta própria, o Spotify pode te ajudar. Agora, o serviço de streaming conta com a seção Fitness, que traz treinos guiados para uma série de exercícios físicos, como ioga, pilates, força e corrida ao ar livre.

A novidade é efeito principalmente de uma parceria entre o Spotify e a Peloton, empresa americana especializada tanto em equipamentos quanto em aulas online sobre diversos tipos de atividade física.

De acordo com o Spotify, mais de 1.400 aulas estão disponíveis nesta fase inicial, sendo que todas podem ser realizadas sem necessidade de uso de equipamentos especiais. Além de exercícios físicos, também há aulas de meditação.

Muitos dos exercício são oferecidos apenas na forma de áudio. Mas também há conteúdo fitness na forma de vídeo, onde um instrutor ou uma instrutora aparece para orientar os movimentos.

É preciso pagar pelo Spotify Fitness?

Não. Quer dizer, mais ou menos: a área Fitness é um recurso oferecido apenas a quem tem um plano Premium, mas sem custo adicional no valor da assinatura.

Para acessar a novidade, basta abrir o aplicativo do Spotify no celular, tablet, desktop ou TV e buscar por “fitness”. Outra opção de acesso consiste em ir à área Buscar e procurar pela seção Fitness ali.

Pode-se iniciar uma aula em um dispositivo (como o celular) e continuar de onde parou por meio de outro equipamento (como a TV). Além disso, as aulas podem ser baixadas para acesso offline.

A novidade está disponível para usuários do Spotify no Brasil, mas há uma ressalva importante aqui: todo o conteúdo está em inglês, não havendo, por enquanto, dublagem ou legendas em português.

Há quase duas décadas, o Spotify é a trilha sonora dos treinos ao redor do mundo. Agora, damos um passo além para nos tornar um verdadeiro companheiro de bem-estar no dia a dia.

Ao trazer milhares de creators e parceiros como a Peloton para dentro do nosso ecossistema de áudio e vídeo, estamos investindo em um futuro em que o Spotify não é só onde você passa o tempo — mas onde você ganha ritmo, melhora seu bem-estar e aproveita melhor cada dia.

Roman Wasenmüller, VP e global head de podcasts do Spotify

Área Fitness no aplicativo do Spotify
Área Fitness no aplicativo do Spotify (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Preços do Spotify Premium no Brasil

Vale relembrar que, atualmente, o Spotify Premium é oferecido com os seguintes preços no mercado brasileiro:

  • Spotify Premium Individual: R$ 23,90 mensais
  • Spotify Premium Universitário: R$ 12,90 mensais
  • Spotify Premium Duo: R$ 31,90 mensais (até duas pessoas)
  • Spotify Premium Família: R$ 40,90 mensais (até seis pessoas)

Spotify agora também é um app fitness (ou quase isso)

Spotify agora tem área Fitness (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Área Fitness no aplicativo do Spotify (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outlook para iOS e Android está instável para vários usuários

27 de Abril de 2026, 13:02
Aplicativo do Outlook para iOS
Aplicativo do Outlook para iOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Outlook para iOS e Android está instável para muitos usuários, com relatos de pedidos constantes de senha ao acessar o aplicativo;
  • Microsoft reconheceu que alguns serviços do Microsoft 365, especialmente o Outlook, estão instáveis;
  • companhia está investigando o problema, mas não deu prazo para a solução.

Usa o Outlook para iOS ou Android e, nas últimas horas, se deparou com mensagens de erro no aplicativo? Saiba que não é só com você. Nesta segunda-feira (27/04), a Microsoft reconheceu que alguns serviços atrelados à plataforma Microsoft 365, especialmente o Outlook.com, estão instáveis.

A falha não parece afetar todos os usuários. De todo modo, as queixas a respeito são numerosas em plataformas online, a exemplo dos registros deste tópico no Reddit.

De acordo com os relatos, os usuários prejudicados abrem o Outlook em um iPhone, mas se deparam com uma mensagem pedindo para a senha ser inserida, mesmo nos casos em que já havia login prévio no aplicativo.

Quando o login é feito, alguns usuários até conseguem acessar a caixa de entrada por alguns instantes, mas logo se deparam com o pedido de digitação de senha novamente. Se a autenticação for feita outra vez, o ciclo do problema se repete.

Também há queixas relacionadas ao Outlook para Android, embora em frequência menor em relação aos problemas relatados por usuários do iPhone.

Tela de senha do Outlook para iPhone
Tela de senha do Outlook para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que está causando a falha no Outlook?

A Microsoft ainda não deu detalhes sobre o problema, mas, via X, revelou que duas falhas distintas aparentam estar causando instabilidades na plataforma do Outlook:

Descobrimos que alguns usuários podem estar enfrentando falhas intermitentes de login, incluindo erros de “muitas solicitações”, ou desconexões inesperadas.

(…) Após revisar ainda mais a telemetria do serviço, identificamos um aumento inesperado nas taxas de erro que afeta dois cenários de erro separados. Suspeitamos que isso possa estar contribuindo para a criação de impacto, e estamos realizando uma análise adicional para confirmar isso.

O que fazer se eu tiver sido afetado pelo problema?

A Microsoft já está trabalhando em uma correção, mas não deu prazo para o problema ser solucionado. Para quem está tendo problemas, uma dica temporária consiste em tentar o acesso à versão web do Outlook (via navegador). Para alguns usuários, essa opção está funcionando normalmente.

Já usar outro cliente de e-mail como alternativa pode não surtir efeito. Isso porque também há relatos de problemas no Outlook com apps de terceiros.

Outlook para iOS e Android está instável para vários usuários

Aplicativo do Outlook para iOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Tela de senha do Outlook para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Vai ficar mais fácil pausar as atualizações do Windows 11

27 de Abril de 2026, 11:05
Windows Update do Windows 11
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 permitirá escolher um período específico para pausar as atualizações do sistema operacional;

  • pausas no Windows Update poderão durar até 35 dias, mas serem renovadas após esse prazo;
  • outros ajustes no Windows Update permitem pular downloads durante a instalação do Windows 11 e garantem botões de desligamento e reinicialização sem atualização obrigatória.

Quem já passou pela experiência de ter que aguardar uma atualização do Windows 11 ser concluída antes de uma jogatina ou reunião online sabe o quão frustrante isso é. Felizmente, a Microsoft começou a liberar um recurso que permite agendar pausas no Windows Update para prevenir situações como essas.

Em março, a Microsoft fez uma série de promessas para melhorar a experiência de uso do Windows 11, entre elas, a de permitir que o usuário tenha mais controle sobre as atualizações do sistema operacional. É o que estamos vendo aqui.

A mudança mais recente permite que você escolha uma data para as atualizações do Windows Update serem pausadas. Isso significa que, até que a data chegue, as atualizações do sistema operacional não serão aplicadas. Isso permitirá que você evite que o Windows 11 seja atualizado durante um período de viagem, por exemplo.

É possível escolher uma data com até 35 dias à frente. Porém, se essa quantidade de dias não for suficiente, você poderá renovar o período de pausa, novamente com limite de até 35 dias.

Na abordagem atual, só é possível pausar atualizações por períodos que vão de uma a cinco semanas, mas sem especificação de data ou possibilidade de renovar a paralisação.

A renovação poderá ser feita indefinidamente, mas é prudente não abusar desse recurso para o sistema operacional não deixar de receber atualizações de segurança e recursos importantes.

Programando pausas no Windows Update do Windows 11
Programando pausas no Windows Update do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

A Microsoft anunciou mais novidades sobre o Windows Update?

Sim. Outra novidade é a confirmação do recurso que permite que você pule o download de atualizações durante a instalação do Windows 11. Com isso, o tempo de duração do procedimento, que pode superar uma hora, tende a cair drasticamente.

A Microsoft também prometeu assegurar que os botões “Desligar” e “Reiniciar” apareçam no Menu Iniciar quando houver atualizações pendentes de reinicialização para serem instaladas.

Na abordagem atual, essas circunstâncias fazem os botões “Atualizar e desligar” e “Atualizar e reiniciar” aparecerem com prioridade. O problema é que a reinicialização que instala as atualizações pode ser demorada. Então, se o usuário escolher “Desligar” ou “Reiniciar”, a atualização não será efetuada naquele momento.

Por fim, a Microsoft prometeu:

  • dar descrições mais claras sobre as atualizações disponíveis para Windows 11;
  • agrupar atualizações para que o usuário seja interrompido menos vezes quando elas surgirem;
  • reduzir o tempo de atualização e implementar mecanismos de recuperação automática em caso de falha durante o procedimento para garantir a segurança do sistema.
Botões Desligar e Reiniciar do Windows 11
Botões Desligar e Reiniciar estão garantidos (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando as novidades do Windows Update serão liberadas?

Os incrementos do Windows Update começaram a ser liberados para usuários que participam do programa de testes Windows Insider, especificamente nos canais Dev e Experimental (novo, substituirá os canais Dev e Canary).

Ainda não há data definida para os novos recursos chegarem à versão final do Windows 11, mas isso deve ser feito no decorrer dos próximos meses.

Vai ficar mais fácil pausar as atualizações do Windows 11

Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

YouTube: usuários reclamam que vídeos avançam sozinhos após anúncios

24 de Abril de 2026, 16:20
Logo do youtube com efeito de glitch
YouTube: usuários reclamam que vídeos avançam sozinhos após anúncios (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • usuários do YouTube relatam que vídeos avançam sozinhos após anúncios serem exibidos ou pulados, avançando de 30 a 60 segundos;
  • problema, que não afeta todos os usuários, começou a ser reportado nesta semana em plataformas como Reddit e no fórum de ajuda do YouTube;
  • comportamento do YouTube parece ser um bug, e não uma medida para atrair usuários para o plano Premium.

Usuários do YouTube que não assinam o plano Premium (ou não usam bloqueadores de anúncios) estão habituados a usar o botão “Pular anúncio”. Mas, nos últimos dias, algumas pessoas têm reclamado de que esse procedimento faz o vídeo avançar para um ponto à frente.

O problema não afeta todos os usuários, mas queixas a respeito começaram a aparecer em plataformas como o Reddit nos últimos dias, tal como reporta o PiunikaWeb.

Neste tópico no fórum de ajuda do YouTube, 88 usuários já tinham marcado a opção “Eu tenho a mesma questão” (e contando). Ali, o autor da postagem diz: “É como se eu pulasse ou assistisse a um anúncio de 5 segundos e, de repente, o vídeo avançasse 40 segundos”. Ele completa: “Já tentei atualizar o aplicativo, mas o problema persiste”.

De acordo com os relatos, o problema pode se manifestar tanto se o usuário pressionar o botão “Pular anúncio” quanto se visualizar o anúncio na íntegra. Em ambas as situações, os vídeos avançam algo entre 30 e 60 segundos, às vezes, um pouco mais.

Na primeira olhada, podemos presumir que uma falha impede o YouTube de paralisar a reprodução do vídeo quando um anúncio é executado para permitir que o usuário continue assistindo ao conteúdo de onde parou. Porém, há casos em que o serviço parece avançar uma quantidade de segundos superior à duração do anúncio, o que nos faz pensar em outra causa.

Como reproduzir o YouTube em segundo plano
YouTube no celular (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

É bug ou “truque” para atrair assinantes para o Premium?

Tudo indica que o comportamento em questão é realmente um bug, afinal, o problema não afeta todos os usuários. Além disso, avançar vídeos inadvertidamente para levar usuários ao YouTube Premium seria uma prática tão negativa que, em países como os Estados Unidos, provavelmente faria a plataforma ser processada.

Seja como for, nenhum representante do YouTube se manifestou sobre o problema até o momento, razão pela qual ainda não há previsão de solução.

Vale relembrar que esse não é o único problema recente no serviço de streaming. No início de abril, usuários passaram a se queixar da dificuldade de pular anúncios no YouTube. No mês passado, surgiram queixas sobre anúncios de 30 segundos em TVs que não podem ser pulados. Ambos os casos não têm relação com bugs, porém.

YouTube: usuários reclamam que vídeos avançam sozinhos após anúncios

YouTube volta a falhar para quem usa bloqueador de anúncios (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

OpenAI lança GPT-5.5 com foco em programação e autonomia

24 de Abril de 2026, 13:08
Arte com o logotipo do ChatGPT da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
OpenAI lança GPT-5.5 com foco em programação e autonomia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI lança modelo GPT-5.5 com melhorias significativas em programação e análise de dados;
  • novidade atua de forma mais autônoma, gerenciando ferramentas e etapas sem supervisão constante, explica OpenAI;
  • disponibilidade é imediata para usuários de planos pagos do ChatGPT; também haverá lançamento via API para aplicações de terceiros.

A OpenAI tornou oficial o GPT-5.5, a nova versão de seu principal modelo de inteligência artificial. A novidade chega com capacidades aprimoradas no tratamento de numerosas tarefas, com destaque para a escrita e a depuração de código de programação. Também há ganhos de desempenho.

É importante deixar claro desde já que o GPT é um tipo de Modelo de Linguagem de Larga Escala (LLM) e, como tal, serve de “motor” para o ChatGPT e outras aplicações baseadas em inteligência artificial.

O GPT-5.5 foi desenvolvido para ser mais preciso e autônomo na execução de tarefas, conforme o anúncio oficial dá a entender:

Ele [o GPT-5.5] se destaca na escrita e depuração de código [de programação], pesquisa online, análise de dados, criação de documentos e planilhas, operação de softwares e transição entre ferramentas até a conclusão de uma tarefa.

Nesse sentido, em vez de o usuário ter que gerenciar ou monitorar cada etapa de determinada tarefa, o GPT-5.5 pode assumir grande parte dessa missão aplicando ferramentas apropriadas, realizando checagens de etapas, manejando ambiguidades e assim por diante.

De acordo com a OpenAI, esses avanços tornam o GPT-5.5 especialmente interessante para “programação orientada a agentes, uso de computadores, trabalho intelectual e pesquisa científica inicial”.

Esses avanços não se traduzem em consumo aumentado de recursos, porém. Ainda de acordo com a OpenAI, o GPT-5.5 é mais avançado que o GPT-5.4, mas mantém o nível de latência por token deste último. Além disso, a nova versão exige menos tokens em relação ao antecessor para concluir tarefas no Codex (agente de IA da OpenAI focado em programação).

Quando o GPT-5.5 estará disponível?

Na verdade, já está disponível. A OpenAI liberou o GPT-5.5 para usuários dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise do ChatGPT, bem como no Codex. Já o GPT-5.5 Pro, uma variação ainda mais sofisticada, está sendo liberada nas assinaturas Pro, Business e Enterprise do ChatGPT.

Tanto o GPT-5.5 quanto a sua versão Pro serão disponibilizados em breve via API para uso em aplicações de terceiros, neste caso, com custo de US$ 5 por 1 milhão de tokens de entrada e de US$ 30 por 1 milhão na saída, valores que aumentam para US$ 30 e US$ 180, respectivamente, na versão Pro.

OpenAI lança GPT-5.5 com foco em programação e autonomia

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OpenAI anunciou GPT-5.5, nova versão de seu modelo de linguagem. Novidade oferece maior autonomia para realizar tarefas complexas e melhora produção de código.

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

24 de Abril de 2026, 10:33
Tim Cook, CEO da Apple, ao lado de MacBook Air 2022
Tim Cook, CEO da Apple desde 2011 (imagem: divulgação/Apple)
Resumo
  • O lançamento do Apple Maps em 2012 foi considerado o maior erro de Tim Cook como CEO da Apple.
  • O serviço apresentou falhas iniciais, como imagens distorcidas e rotas imprecisas, e Tim Cook chegou a recomendar serviços concorrentes.
  • O Apple Maps melhorou significativamente com o tempo e agora é considerado um serviço de mapas de alta qualidade, embora ainda seja comparado ao Google Maps.

Em breve, Tim Cook deixará de ser CEO da Apple. Parece que essa decisão deu a ele mais liberdade para falar de aspectos não muito positivos em sua gestão. Eis um exemplo: recentemente, Cook admitiu que o Apple Maps foi o seu “primeiro grande erro” à frente da companhia.

O Apple Maps foi lançado em 2012. Tim Cook assumiu o cargo de CEO da Apple em 2011. Então, ele pôde acompanhar as várias falhas iniciais do serviço, que incluíam imagens distorcidas, ausência de mapas em determinados locais, rotas imprecisas e estabelecimentos informados em locais incorretos.

À época, quando o serviço ainda era conhecido como “mapas do iOS 6”, Tim Cook chegou a publicar um pedido de desculpas pelas numerosas falhas do aplicativo. A situação era tão grave que o próprio executivo chegou a recomendar serviços concorrentes, como Bing Maps, Google Maps e Waze, enquanto os mapas da Apple eram aprimorados.

14 anos se passaram desde então. Mas isso não fez Tim Cook esquecer o problema. De acordo com a Bloomberg, o executivo reconheceu a situação problemática do Apple Maps como o maior erro de sua gestão:

Pedimos desculpas e dissemos: ‘usem esses outros aplicativos. Eles são melhores do que o nosso.’ Foi uma lição de humildade. Mas foi a coisa certa a fazer por nossos usuários. E é um exemplo de como mantemos o usuário no centro das decisões que tomamos.

Agora temos o melhor aplicativo de mapas do planeta. Aprendemos sobre persistência e fizemos exatamente a coisa certa depois de termos errado.

Tim Cook, CEO da Apple

Apple Maps no iPhone (imagem: reprodução/Apple)
Apple Maps no iPhone (imagem: reprodução/Apple)

Apple Maps melhorou muito com o passar do tempo

Como usuário, discordo de Cook: eu acredito que o Google Maps continua sendo o melhor serviço de mapas do planeta. Mas é fato que o Apple Maps, hoje, é um serviço muito melhor do que era anos atrás: as imagens são mais detalhadas e os recursos de rotas e localização são muitos mais precisos, por exemplo.

É verdade que o Apple Maps é mais funcional em países como os Estados Unidos. Mas que fique claro que o serviço atende ao Brasil, aqui, sob o nome Apple Mapas.

Embora o serviço funcione no Brasil desde 2012, para muita gente, a estreia verdadeira ocorreu no fim de 2019, quando o Apple Mapas começou a oferecer navegação curva a curva no Brasil.

Outros recursos foram sendo implementados de lá para cá. Vale até destacar que, em 2023, a Apple passou a capturar imagens de 360º de cidades brasileiras para abastecer a função Olhe ao Redor, equivalente ao modo Street View, do Google.

Em tempo: Tim Cook deixará de ser CEO da Apple em setembro de 2026.

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

Tim Cook e MacBook Air (Imagem: Divulgação / Apple)

HBO Max começa a proibir compartilhamento de senha no Brasil

23 de Abril de 2026, 17:06
HBO Max fica mais caro no Brasil
HBO Max fica mais caro no Brasil (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • HBO Max Brasil agora restringe compartilhamento de senhas fora do domicílio do assinante;
  • plataforma passou a oferecer complemento “Membro Extra” para adicionar uma pessoa que não more com o titular;
  • “Membro Extra” custa R$ 14,90 por mês no Brasil; convidado precisa ter 18 anos ou mais e residência no mesmo país do titular da assinatura.

Assina a HBO Max e compartilha a assinatura com pessoas que não moram com você? Então, muita atenção: a versão brasileira da plataforma começou a restringir o compartilhamento de senhas e a oferecer uma opção de “membro extra”, seguindo uma abordagem que existe há um ano na HBO Max dos Estados Unidos.

Esse movimento não surpreende. Em fevereiro deste ano, a HBO Max já havia sinalizado que iria expandir a restrição de compartilhamento de senhas para outros países no decorrer de 2026.

Sabemos, agora, que essa decisão envolve o Brasil. O objetivo da medida é evitar que um assinante compartilhe a sua conta na plataforma com amigos ou familiares que moram em outra casa, como esta página de ajuda da HBO Max explica:

Sua conta HBO Max é para você e para as pessoas com quem você mora. Com o complemento de membro adicional, os assinantes cobrados pela WarnerMedia podem compartilhar seu plano HBO Max com um amigo ou membro da família que não more com eles. É necessário um plano de assinatura base.

Quando a plataforma detecta um acesso que corresponde ao compartilhamento indevido de senha, a reprodução do conteúdo pode ser barrada. Neste caso, a alternativa oferecida pelo serviço de streaming é o “Membro Extra”.

O que é o “Membro Extra” da HBO Max?

É um complemento que permite que o assinante adicione uma pessoa à sua conta no serviço. O Membro Extra passa a ter senha e perfil próprios, e pode aproveitar os recursos do plano base. Contudo, esse tipo de conta só pode assistir ao conteúdo da HBO Max em um dispositivo por vez.

No Brasil, o Membro Extra tem custo adicional de R$ 14,90 por mês. Esse valor independe do plano contratado. Em caso de pagamento anual da assinatura base, o Membro Extra continua sendo cobrado mensalmente. Leve em conta também que a pessoa adicionada deve ter 18 anos de idade ou mais e residir no mesmo país do titular da conta.

Para adicionar uma pessoa à sua assinatura, acesse a versão web da HBO Max, faça login e vá em Obter complementos. Na tela seguinte, escolha “Membro Extra” e clique em “Continuar” para efetuar o pagamento e convidar uma pessoa.

Opção Membro Extra na HBO Max custa R$ 14,90 mensais
Opção Membro Extra na HBO Max custa R$ 14,90 mensais (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que diz a HBO Max sobre o bloqueio de compartilhamento de senhas?

Ao Tecnoblog, a HBO Max enviou o seguinte posicionamento sobre o assunto:

As contas da HBO Max sempre foram destinadas ao titular da conta e às pessoas que moram com ele. Em alguns países da América Latina, iniciamos o gerenciamento do compartilhamento de contas fora da residência do assinante. Assim, a HBO Max passará a oferecer aos titulares a possibilidade de ampliar seu plano, incluindo um “Membro Adicional” (um amigo ou familiar que não mora com eles) por um valor extra, cobrado na fatura do titular.

Este plano oferece ao titular da conta maior flexibilidade e controle sobre os usuários autorizados, e permite que o Membro Adicional tenha uma conta independente, com perfil, recomendações e histórico próprios, mas vinculada à conta principal. O plano está disponível no Brasil, Peru e México e será expandido para mais territórios da América Latina nos próximos meses. A opção é válida para usuários que assinam e pagam a HBO Max diretamente, e não por meio de terceiros que comercializam a plataforma.

Quanto custa a HBO Max no Brasil?

Os planos da HBO Max no mercado brasileiro, sem considerar a opção Membro Extra e promoções, têm os seguintes valores atualmente:

PlanoPreçoCaracterísticas
Básico com AnúnciosR$ 29,90 (mensal) R$ 274,80 (anual)Anúncios limitados
2 telas simultâneas
Full HD
StandardR$ 44,90 (mensal) R$ 418,80 (anual)2 telas simultâneas
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HBO Max começa a proibir compartilhamento de senha no Brasil

HBO Max fica mais caro no Brasil (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Opção Membro Extra na HBO Max custa R$ 14,90 mensais (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Claro lança planos de fibra com até 10 Gb/s e Wi-Fi 7

23 de Abril de 2026, 12:57
Márcio Carvalho, CMO da Claro, anunciando os planos de até 10 Gb/s
Márcio Carvalho, CMO da Claro, anunciando os planos de até 10 Gb/s (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • operadora Claro iniciou oferta de planos de fibra óptica com velocidades de 1, 5 e 10 Gb/s;

  • novos serviços utilizam roteadores com Wi-Fi 7 e tecnologia de rede XGS-PON;

  • novas opções da Claro Fibra custam entre R$ 199,90 e R$ 1.999,90 na assinatura individual.

Além de anunciar planos pós de celular com Google One ou iCloud+ entre os benefícios, a Claro escolheu esta quinta-feira (23/04) para revelar novas opções de internet fixa por fibra óptica. São opções bem generosas, com velocidades de até 10 Gb/s (gigabits por segundo), tanto no download quanto no upload.

São três novas opções de planos Claro Fibra, na verdade, com os seguintes preços na assinatura individual:

  • Claro Fibra 1 Giga (1 Gb/s): R$ 199,90 por mês
  • Claro Fibra 5 Giga (5 Gb/s): R$ 499,90 por mês
  • Claro Fibra 10 Giga (10 Gb/s): R$ 1.999,90 por mês

Os três planos também podem ser contratados dentro de um pacote Claro Multi, que inclui telefonia celular e TV. Neste caso, os preços mensais são de R$ 149,90 (1 Giga), R$ 449,90 (5 Giga) e R$ 1.949,90 (10 Giga).

Observe que o plano 1 Giga oferece uma boa relação custo-benefício. Basta levarmos em conta que o plano imediatamente abaixo, de 500 Mb/s (megabits por segundo), sai por R$ 119,90 mensais no plano individual ou R$ 99,90 por mês no pacote Claro Multi.

Os novos planos Claro Fibra Giga são baseados na tecnologia de rede XGS-PON e são oferecidos com roteador compatível com Wi-Fi 7 funcionando nas frequências de 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz (Tri-Band).

O lançamento das velocidades de 5 e 10 Giga com Wi-Fi 7 marca um novo patamar de excelência para a conectividade dentro das casas dos nossos clientes. Queremos que a tecnologia seja uma aliada invisível, garantindo estabilidade tanto para o entretenimento em altíssima resolução quanto para as demandas mais críticas do trabalho remoto.

Márcio Carvalho, CMO da Claro

Notebook mostrando teste de velocidade da Claro Fibra de até 10 Gb/s
Novos planos Claro Fibra tem até 10 Gb/s no download e upload (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Disponibilidade dos novos planos Claro Fibra Giga

Os novos planos Claro Fibra de até 10 Gb/s começarão a ser oferecidos oficialmente a partir desta semana. A disponibilidade dependerá da localização geográfica, porém.

Além de usuários residenciais, os planos de 5 Gb/s e 10 Gb/s serão oferecidos a pequenos e médios negócios por meio da divisão Claro Empresas.

Planos Claro pós-pagos com Google One ou iCloud+

Vale destacar que a Claro também anunciou novas opções de planos pós-pagos 5G integrados com o Google One ou o iCloud+ para armazenamento nas nuvens.

Essas opções têm franquias de dados que vão de 50 GB a 200 GB. Já as opções de capacidade de armazenamento nas nuvens variam entre 50 GB a 2 TB. Contudo, é necessário escolher entre uma plataforma ou outra, ou seja, não é possível ter tanto o Google One quanto o iCloud+ na mesma assinatura.

Claro lança planos de fibra com até 10 Gb/s e Wi-Fi 7

Claro passa a oferecer iCloud+ e Google One em planos pós

23 de Abril de 2026, 11:22
Logotipo da Claro em uma parede com fundo verde
Claro passa a oferecer iCloud+ e Google One em planos pós (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Claro passa a oferecer, em planos pós-pagos móveis, armazenamento em nuvem com integração ao Google One e ao iCloud+ no Brasil;
  • Os planos oferecem franquias de 50 GB a 2 TB no iCloud+ ou Google One, em pacotes individual e família, e incluem WhatsApp ilimitado, Passaporte Claro e Claro Sync;
  • Claro Multi permite até 5 linhas no plano e, novamente, até 2 TB de armazenamento nos serviços em nuvem, com início da disponibilidade oficial em 24/04.

Serviços de streaming, mensagens instantâneas e redes sociais não bastam. Agora, a Claro também passa a oferecer opções de armazenamento nas nuvens em seus planos de celular pós-pagos. Isso graças a uma parceria com o Google e com a Apple no Brasil. Os preços individuais partem de R$ 124,90 por mês.

Para ser exato, os novos planos pós da Claro são integrados ao Google One e ao iCloud+. A parceria com as duas plataformas visa atender tanto usuários de Android quanto de iPhone, apesar de ambos os serviços serem multiplataforma (você pode usar o Google One no ecossistema da Apple e, indiretamente, o iCloud+ no Android).

Os planos pós-pagos beneficiados oferecem franquias de 50 GB a 2 TB nas nuvens em pacotes individuais e família. Essas opções oferecem também benefícios como WhatsApp ilimitado, Passaporte Claro (roaming internacional para viagens ao exterior) e Claro Sync (para integração de conectividade com o smartwatch).

Quem optar por um pacote Claro Multi (reúne serviços de celular, TV e internet por fibra) pode incluir até cinco linhas móveis no plano e, novamente, contar com até 2 TB de armazenamento nos mencionados serviços nas nuvens.

Inovar faz parte do nosso DNA e a convergência de serviços é parte central da nossa estratégia. A Claro é a primeira operadora do Brasil a fazer este movimento. Ao integrar a oferta de armazenamento em parceria com Google e Apple ao nosso portfólio, garantimos experiências que facilitam a vida dos nossos clientes e geram benefícios econômicos imediatos.

Márcio Carvalho, CMO da Claro

Márcio Carvalho apresentando os planos pós-pagos da Claro com iCloud+ ou Google
Márcio Carvalho apresentando os planos pós-pagos da Claro com iCloud+ ou Google One (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Disponibilidade e preços dos planos iCloud+ e Google One

As capacidades de armazenamento nas nuvens estarão disponíveis para novos planos pós-pagos. Quem já é assinante de um plano do tipo terá que migrar para uma das novas opções para contar com o iCloud+ ou o Google One.

Os preços mensais para os novos planos são os seguintes:

PlanoNuvemPreço IndividualPreço Multi
Claro Pós 5G de 50 GBiCloud+ de 50 GB ou Google One de 100 GBR$ 124,90R$ 79,90
Claro Pós 5G de 100 GBiCloud+ ou Google One de 200 GBR$ 179,90R$ 124,90
Claro Pós 5G de 150 GBiCloud+ ou Google One de até 2 TBR$ 239,90R$ 179,90
Claro Pós 5G de 200 GBiCloud+ ou Google One de até 2 TBR$ 339,90R$ 239,90

Observe, porém, que é necessário escolher entre a plataforma de nuvem da Apple e a plataforma do Google. Não é possível contar com os dois serviços ao mesmo tempo em uma única assinatura, seja ela individual ou família.

Os novos planos começarão a ser disponibilizados oficialmente pela Claro a partir desta sexta-feira (24/04) em todo o Brasil.

Claro também anunciou planos fibra com até 10 Gb/s

As novidades da operadora não se limitam aos planos pós para celular. A Claro também revelou planos de fibra que vão de 1 Gb/s a 10 Gb/s de velocidade para uso residencial ou em pequenas empresas. Aqui, os preços partem de R$ 199,90 por mês na assinatura individual.

Claro passa a oferecer iCloud+ e Google One em planos pós

Claro passa a oferecer iCloud+ e Google One em planos pós (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Márcio Carvalho apresentando os planos pós-pagos da Claro com iCloud+ ou Google One (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Agora é possível conectar celulares Samsung a PCs de qualquer marca

22 de Abril de 2026, 17:13
Galaxy S25 FE segurado por uma mão com a tela pra cima e mostrando a home page do Tecnoblog.
Samsung Galaxy S25 FE (imagem ilustrativa: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • ferramenta Galaxy Connect, da Samsung, passou a funcionar em PCs com Windows 11 de outros fabricantes, incluindo Dell, HP, Lenovo e Asus, após atualização para versão 2.1.6.0;
  • Galaxy Connect permite conectar computador a celular ou tablet Samsung para transferir arquivos como textos, imagens e vídeos, controlar recursos no PC ou usar celular como segunda tela;
  • compatibilidade atual exige Windows 11 e processador Intel ou AMD de 64 bits com Bluetooth e Wi‑Fi ativados; não há compatibilidade com PCs baseados em Arm.

O Galaxy Connect é uma ferramenta que permite conectar um computador com Windows 11 a seu celular ou tablet Samsung. O problema é que o aplicativo só funciona com notebooks da própria marca. Bom, não mais: uma atualização liberou o Galaxy Connect para PCs de outros fabricantes.

A ferramenta é bastante útil, pois permite que você transfira textos, imagens, vídeos e outros tipos de arquivo entre seu celular/tablet e o computador, copiando de um e colando no outro.

Também é possível realizar ações como controlar recursos específicos de um dispositivo Galaxy no PC ou usar seu dispositivo móvel como uma segunda tela (o que é interessante principalmente para quem tem um tablet).

Até um passado recente, o Galaxy Connect só funcionava em laptops da família Galaxy Book. Talvez isso tenha contribuído para a ferramenta não ser tão popular quanto outros recursos do ecossistema móvel da Samsung.

Eis que, sem fazer alarde, a Samsung liberou uma versão do Galaxy Connect (2.1.6.0) que funciona com PCs de outros fabricantes, como Asus, Dell, HP, Lenovo e tantas outras, conforme reporta o Android Authority.

Mas existe uma limitação: pelo menos por ora, a ferramenta funciona apenas em computadores com Windows 11 que sejam comandados por processadores Intel ou AMD de 64 bits; não há compatibilidade com chips Snapdragon X ou outros baseados na arquitetura Arm.

Ferramenta Galaxy Connect
Ferramenta Galaxy Connect (imagem: reprodução/Microsoft Store)

Onde baixar o Galaxy Connect?

No PC, o Galaxy Connect pode ser baixado a partir da Microsoft Store. Além de ter um chip Intel ou AMD e rodar o Windows 11, o computador de destino deve ter Bluetooth e Wi-Fi ativados. Uma conta Samsung também pode ser exigida.

Mas fica o alerta: apesar da abertura para PCs de outras marcas, não há garantia de funcionamento. Na Samsung Community, por exemplo, há relatos de usuários que até conseguiram instalar o Galaxy Connect, mas não puderam fazer o computador reconhecer o celular Galaxy.

Para esses casos ou para quem tem dispositivos móveis de outras marcas, uma alternativa é o uso da ferramenta Vincular ao Celular (Phone Link), criada pela Microsoft e que oferece recursos parecidos.

Outra opção é o Samsung Flow, novamente, uma ferramenta que tem recursos parecidos. Nela, é possível fazer espelhamento de tela, por exemplo, mas não controlar recursos do celular no PC.

Agora é possível conectar celulares Samsung a PCs de qualquer marca

Samsung Galaxy S25 FE (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Ferramenta Galaxy Connect (imagem: reprodução/Microsoft Store)

Microsoft: você não precisa de outro antivírus no Windows 11

22 de Abril de 2026, 15:11
Ferramenta Segurança do Windows, que inclui antivírus
Ferramenta Segurança do Windows, que inclui o antivírus Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft afirma que Segurança do Windows/Microsoft Defender atende às necessidades de proteção da maioria dos usuários do Windows 11;

  • segurança nativa do Windows evoluiu significativamente ao longo do tempo, tornando-se satisfatória para grande parte dos usuários;

  • antivírus de terceiros ainda são recomendados para quem busca recursos extras, como VPN, backup em nuvem ou controle parental.

Você já deve ter visto anúncios ou até recebido ofertas para instalar um antivírus em seu computador. Contudo, o Windows 11 tem uma ferramenta nativa para esse fim. Será, então, que antivírus de terceiros são necessários? A Microsoft diz que não, pelo menos para a maioria dos usuários.

A tal ferramenta contra vírus está disponível na função Segurança do Windows, que pode ser acessada via Menu Iniciar ou por meio de um ícone correspondente no canto direito da Barra de Tarefas.

Quem quiser ir além pode baixar o Microsoft Defender, que permite gerenciar recursos de segurança para vários dispositivos de uma só vez (incluindo celulares) e é integrado ao Microsoft 365.

Recursos de combate a malwares existem pelo menos desde o Windows Vista e foram melhorados com o passar do tempo, até chegarmos ao Windows 8, que passou a ter um antivírus próprio completo.

Mas ainda há quem se pergunte se convém instalar soluções de terceiros, seja para ter proteção superior, seja para obter algum ganho de desempenho. Pois saiba que, em uma publicação recente, a Microsoft declarou que a maioria dos usuários não precisa de um antivírus adicional:

Para muitos usuários do Windows 11, o Microsoft Defender Antivirus [integrado à Segurança do Windows] cobre os riscos do dia a dia sem a necessidade de software adicional. A decisão de adicionar um antivírus de terceiros depende de como você usa seu computador e quais recursos você valoriza.

Na sequência, a Microsoft explica que o antivírus do próprio sistema operacional é suficiente quando o Windows 11 é executado com as proteções padrão ativadas, é atualizado regularmente e o usuário é cuidadoso com downloads.

Microsoft Defender
O Microsoft Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Os argumentos da Microsoft fazem sentido ou são “marketing”?

Há, sim, algum nível de marketing no texto. Mas os argumentos da Microsoft são coerentes. Antivírus de terceiros eram imprescindíveis em épocas passadas, quando o Windows não oferecia o nível de proteção existente hoje.

Quem é das antigas vai se lembrar, como exemplo, que o Windows XP foi um sistema operacional bastante suscetível a problemas de segurança, tendo sido afetado por malwares que causaram grandes estragos, como o Blaster e o Sasser. Por conta disso, era praticamente obrigatório ter um antivírus no Windows XP, mesmo que gratuito, como o Avast e o AVG.

Com o passar do tempo, a Microsoft aprimorou a segurança da plataforma. Por conta disso, o Windows 10 e o Windows 11 se tornaram satisfatoriamente seguros, a ponto de o antivírus nativo ser, de fato, suficiente para a maioria dos usuários.

Isso não quer dizer que soluções de terceiros não valem a pena. A própria Microsoft explica:

Pode-se considerar o uso de software de segurança adicional [de terceiros] se você gerencia vários dispositivos, compartilhar equipamentos com familiares ou deseja serviços como monitoramento de identidade ou controle parental.

Nesse sentido, vale destacar que soluções de terceiros costumam oferecer recursos que vão além da segurança nativa, como VPN, backup nas nuvens e o já mencionado controle parental. Mas, nessas circunstâncias, cabe a cada usuário avaliar se os custos associados valem a pena.

Microsoft: você não precisa de outro antivírus no Windows 11

Ferramenta Segurança do Windows, que inclui antivírus (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Microsoft Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Opera One ganha integração com YouTube e aumenta áudio em até 500%

22 de Abril de 2026, 12:54
Novo Opera One aumenta áudio da aba em até 500%
Novo Opera One aumenta áudio da aba em até 500% (imagem: reprodução/Opera)
Resumo
  • Opera One agora traz integração nativa do YouTube e Twitch à sua barra lateral para acesso rápido;
  • navegador também traz função Video Popout para picture-in-picture em videoconferência, com suporte ampliado a serviços e controles compatíveis com cada um;
  • destaque vai para a função Volume Booster, que aumenta volume de cada aba em até 500%, inclusive em tela cheia, sem afetar outras abas.

O Opera One acaba de ganhar uma atualização que adiciona pequenas, mas interessantes funcionalidades ao navegador. As principais envolvem a integração do YouTube e da Twitch à sua barra lateral. Mas a função que aumenta o áudio do browser em até 500% chama mais a atenção.

Estamos falando do principal navegador da Opera Software. Por isso, as mudanças aqui tendem a ser mais bem estudadas. No caso da integração do YouTube e da Twitch à barra lateral do Opera One, a intenção é dar acesso rápido — com um clique — a duas das plataformas de streaming de vídeo mais populares da atualidade.

Não são apenas atalhos. A novidade faz o conteúdo do YouTube ou da Twitch ser reproduzido em uma janela dedicada, de modo que o usuário não tenha que ficar trocando de aba para visualizar o vídeo.

Relacionado a isso está o novo recurso Video Popout, um modo automático de picture-in-picture (com janela flutuante) para videoconferência que foi reformulado para ampliar o suporte a serviços do tipo (como o Zoom), oferecer controles condizentes a cada um deles e exibir um visual correspondente ao tema em uso no Opera One.

Picture-in-picture automático para videoconferências no Opera One
Picture-in-picture automático para videoconferências (imagem: reprodução/Opera)

Mas, como já dito, a novidade que mais chama a atenção é o aprimoramento dos controles sobre o áudio. O recurso Volume Booster permite aumentar o volume de cada aba para até 500%.

Isso é útil, por exemplo, para quando o usuário acessa um vídeo com áudio muito baixo e tem que recorrer a extensões para aumentar o volume em um nível acima do suportado nativamente pelo navegador.

Se você gosta de trabalhar enquanto assiste a uma live ou tutorial, esta atualização foi feita para você. E se você quiser ouvir melhor aquele áudio de baixa qualidade sem depender de extensões com falhas? Nós resolvemos isso nativamente.

Mohammed Salah, diretor sênior de produto da Opera

Vale ressaltar que esse controle é feito por aba, ou seja, não afeta todas as páginas abertas de uma só vez, e funciona inclusive para reproduções em tela cheia.

Como baixar o Opera One?

Quem quiser experimentar o Opera One pode baixá-lo a partir do site oficial. O navegador conta com versões para Windows, macOS e Linux.

Quem já usa o Opera One precisa apenas aguardar pela atualização automática ou, para apressar esse procedimento, abrir o menu principal do browser e clicar em Atualização & Recuperação.

Opera One ganha integração com YouTube e aumenta áudio em até 500%

💾

Opera One recebeu atualização que integra YouTube e Twitch à barra lateral. Outra novidade está no suporte melhorado a serviços de videoconferência.

Novo Opera One aumenta áudio da aba em até 500% (imagem: reprodução/Opera)

Picture-in-picture automático para videoconferências (imagem: reprodução/Opera)

Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho

22 de Abril de 2026, 11:26
Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft prepara melhorias para o Windows 11 com foco em agilidade; Explorador de Arquivos e área de configurações estão entre os recursos beneficiados;

  • atualizações otimizam ainda consumo de memória RAM em processos de segundo plano;

  • parte das mudanças deve ser liberada oficialmente a partir de maio de 2026.

A Microsoft tem planejado e lançado atualizações para o Windows 11 direcionadas a recursos do sistema (como o Menu Iniciar) e a aplicativos nativos (como o Bloco de Notas). Mas a leva mais recente de updates foca em aspectos tão ou mais importantes: desempenho e estabilidade.

Não que a Microsoft já não tenha trabalhado com esses parâmetros. Mas, agora, parecer haver mais ênfase nisso. Apuradas pelo Windows Latest, as tais atualizações dizem respeito às versões mais recentes do Windows 11 nas canais Release Preview, Beta, Dev e Canary para quem participa do programa de testes Windows Insider.

Em linhas gerais, os usuários dessas versões podem esperar que o Explorador de Arquivos abra e exiba informações mais rapidamente. Ainda não dá para dizer que o carregamento da ferramenta ficou mais rápido do que no Windows 10, mas usuários mais detalhistas poderão notar algum ganho de desempenho.

Outro aprimoramento vem da área Configurações, que demorava para mostrar os aplicativos instalados no sistema operacional devido à necessidade de compilar essa lista, trazer ícones correspondentes e calcular o espaço de armazenamento ocupado por cada um. Esse processo ficou mais ágil, beneficiando principalmente quem conta com muitos apps instalados.

Da minha parte, tenho boas expectativas com relação à inicialização. A Microsoft dá a entender que aprimorou o carregamento de aplicativos que inicializam junto com o Windows 11, de modo que você possa ter acesso mais rápido aos recursos do sistema após uma reinicialização.

Nesse sentido, também merece menção a otimização do consumo de memória RAM em determinados mecanismos que rodam em segundo plano. Por exemplo, você já deve ter percebido queda de desempenho no computador quando o Windows Update está baixando atualizações; a partir de agora, esse problema será menos perceptível (tomara!).

Checando atualizações no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando essas mudanças chegarão à versão final do Windows 11?

Depende de cada recurso. Os ajustes no Explorador de Arquivos, na inicialização e no gerenciamento de memória devem ser liberados a partir de maio, pois chegaram ao canal Release Preview (o último antes da liberação oficial).

Já o aprimoramento da área Configurações está no canal Dev, portanto, deve levar um pouco mais de tempo para ser liberado massivamente. Mas não muito: vale relembrar que a Microsoft pretende melhorar diversos parâmetros do Windows 11 até o fim de 2026; isso também deve valer para parâmetros de desempenho.

Ainda no que diz respeito às mudanças mais recentes, também podemos esperar por:

  • ajustes de desempenho no histórico da Área de Transferência (Windows + V);
  • interface otimizada no gerenciamento de discos e volumes da área Configurações;
  • Windows Hello que não atrasa o reconhecimento da impressão digital após o computador sair do estado de suspensão;
  • digitação aprimorada no painel de emojis (Windows + .).

Bônus: também pode esperar por mais mudanças no Menu Iniciar do Windows 11, embora não necessariamente ligadas ao desempenho.

Se essas e as demais alterações serão suficientes para diminuir as queixas relacionadas ao Windows 11, é cedo para dizer. Mas fiquemos de olho.

Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Checando atualizações no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Check-in digital em hotéis já é obrigatório no Brasil

20 de Abril de 2026, 18:22
Página do FNRH Digital
Página do FNRH Digital (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • check-in com FNRH Digital substitui fichas em papel no cadastro de hóspedes e padroniza o procedimento em todo o Brasil;
  • FNRH Digital foi criada pelo Serpro sob orientação do Ministério do Turismo para reduzir tempo no check-in e erros de preenchimento;
  • sistema usa QR Code ou link, e login Gov.br para pré-preencher dados do hóspede.

Esta segunda-feira (20/04) foi definida como o último dia de prazo para que serviços de hospedagem como hotéis e pousadas de todo o Brasil adotem o sistema da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH Digital), que vem sendo chamado informalmente de “check-in digital”. O objetivo é substituir as fichas em papel no cadastro de hóspedes.

De fato, é comum gastar preciosos minutos fazendo cadastro ao dar entrada em um hotel ou pousada. Durante o procedimento, é necessário informar dados como nome completo, RG, CPF, endereço de residência e meios de contato para, no fim, assinar um formulário em papel.

Nos horários mais movimentados, quando muitos hóspedes chegam de uma vez para fazer check-in, a espera para o procedimento ser realizado pode ser longa e cansativa.

Com a FNRH Digital, esse problema tende a ficar no passado. O sistema foi criado pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) sob orientação do Ministério do Turismo para padronizar o check-in em todo o Brasil, o que deve tornar o procedimento não só mais rápido, como também menos suscetível a erros de preenchimento.

Como funciona o check-in digital?

Ao chegar a um serviço de hospedagem, o cliente deve ler, com seu celular, um QR Code que leva para a FNRH Digital. Totens para esse fim também podem ser disponibilizados. No sistema, a pessoa deve fazer login usando a sua conta Gov.br para seus dados de hospedagem serem pré-preenchidos.

O hotel ou pousada também pode enviar o link do check-in digital por e-mail, WhatsApp ou outro meio para que o cliente realize o procedimento antecipadamente, tal como nos serviços de check-in de voos comerciais. Assim, o hóspede só precisa apresentar seu documento de identidade na recepção para retirar a chave ou cartão de acesso ao quarto.

Vale destacar que a autenticação do hóspede com uma conta Gov.br é recomendada, mas não obrigatória. Quem optar pelo não uso desse método tem a opção de preencher o formulário eletrônico da FNRH Digital. É possível também preencher dados de dependentes.

O formulário digital também é oferecido a estrangeiros que, como tal, não têm CPF. Neste caso, os dados devem ser informados tendo o número de passaporte como ponto de partida.

Em todos os casos, os dados dos usuários são resguardados com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

FNRH Digital agiliza check-in em serviços de hospedagem
FNRH Digital agiliza check-in em serviços de hospedagem (imagem: Roberto Castro/MTur).

Já posso usar a FNRH Digital na minha próxima hospedagem?

Depende. O sistema em si já é funcional e começou a ser disponibilizado para as empresas de hospedagem em novembro de 2025. O problema é que grande parte dos estabelecimentos do setor ainda não se adequou ao novo sistema, que é de implementação obrigatória. A data limite para isso é 20 de abril de 2026, ou seja, hoje.

De acordo com uma apuração do próprio Ministério do Turismo, mais de 3.400 serviços de hospedagem já aderiram à FNRH Digital, mas o Brasil conta, atualmente, com 19.231 estabelecimentos do tipo (considerando as empresas que estão devidamente inseridas no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos — Cadastur).

Ainda não está claro se haverá um novo prazo, embora isso possa ocorrer devido ao fato de muitos serviços de hospedagem enfrentarem dificuldades técnicas para aderir à FNRH Digital.

De todo modo, as expectativas do governo para o pleno funcionamento do sistema são grandes:

Hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem vão passar a oferecer um check-in muito mais ágil, confortável e seguro. Além de eliminar o uso de papel e contribuir para a sustentabilidade ambiental do nosso país, a nova ficha digital vai facilitar a vida de todos: do hóspede, que não perderá mais tempo com procedimentos demorados em balcões de recepção; e dos empreendedores do setor, que vão ter menos custos e poderão aprimorar seus negócios.

Gustavo Feliciano, Ministro do Turismo

Check-in digital em hotéis já é obrigatório no Brasil

Página do FNRH Digital (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

FNRH Digital agiliza check-in em serviços de hospedagem (imagem: Roberto Castro/MTur).

Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11

20 de Abril de 2026, 16:22
Novo Menu Iniciar do Windows 11
Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft quer aprimorar Menu Iniciar do Windows 11 com base na estrutura WinUI 3;
  • Menu Iniciar deve ganhar mais recursos de personalização, como opção de ativar ou desativar segmentos específicos;
  • componente deve permitir também escolha de layout pequeno ou grande e priorizar desempenho.

Depois de uma série de testes, a Microsoft implementou um novo Menu Iniciar no Windows 11 durante o fim de outubro de 2025. Mas não pense que as mudanças pararam por aí: a companhia vem trabalhando em mais ajustes no componente, desta vez para deixá-lo ainda mais personalizável.

Pelo menos é o que fontes próximas à Microsoft revelaram ao Windows Central. De acordo com elas, o Menu Iniciar está sendo retrabalhado com base no WinUI 3, uma estrutura de criação de interface de usuário voltada a aplicativos para Windows que oferece benefícios como padronização visual e renderização de alto desempenho.

Na prática, podemos esperar por recursos como a possibilidade de ativar ou desativar segmentos específicos do Menu Iniciar a partir das configurações do sistema, quase como se esses elementos fossem moduláveis. Hoje, você pode decidir o que aparece na área Recomendações ou desativar o painel lateral, por exemplo, mas não vai muito além disso.

Outra possibilidade prevista é a de o usuário decidir se quer adotar um layout pequeno ou grande para o Menu Iniciar. Atualmente, o Windows 11 determina as dimensões do componente com base no tamanho da tela, sem oferecer opções diretas de ajuste desse parâmetro.

As mudanças podem beneficiar até quem não se importa com recursos de personalização. Isso porque os ajustes devem refinar o desempenho do Menu Iniciar, de modo que ele abra rapidamente mesmo quando a CPU estiver com alta carga de processamento.

As quatro áreas do novo Menu Iniciar
Menu Iniciar atual do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando esse novo Menu Iniciar estará disponível?

Ainda não há informações precisas sobre prazos, mas sabe-se que a Microsoft pretende incluir as mudanças do Menu Iniciar no projeto “Windows K2”, que visa melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. É possível que tenhamos novidades a respeito ainda em 2026, portanto.

Entre as demais novidades estará o retorno da Barra de Tarefas móvel ao Windows 11, vale relembrar.

Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11

Novo Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

As quatro áreas do novo Menu Iniciar (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Robô humanoide chinês bate recorde em meia maratona de Pequim

20 de Abril de 2026, 14:14
Robô humanoide chinês bate recorde em meia maratona de Pequim
Robô humanoide chinês bate recorde em meia maratona de Pequim (imagem: YouTube/CNA)
Resumo
  • O robô humanoide Lightning, da Honor, percorreu 21 km em 50 min e 26 s na meia maratona de Pequim e estabeleceu recorde da prova;
  • Lightning é um robô bípede desenvolvido para correr com pernas de 95 cm, braços sincronizados com os passos e tronco com rotação parcial para equilíbrio;
  • Ele usa sistema de resfriamento líquido; Honor declarou que tecnologias de confiabilidade estrutural e resfriamento líquido podem ser aplicadas em cenários industriais.

A chinesa Honor é conhecida por sua linha de celulares, mas a companhia também atua em outras áreas, como a robótica. E atua bem! Prova disso é que uma de suas criações, o robô humanoide Lightning, não só venceu uma meia maratona em Pequim, como bateu o recorde desse tipo de prova.

Foram 21 quilômetros percorridos em 50 minutos e 26 segundos. Para você ter noção do que isso significa, o recorde humano na categoria de meia maratona pertence ao ugandense Jacob Kiplimo, que percorreu a mesma distância em 57 minutos e 20 segundos em uma corrida realizada em março de 2026, em Lisboa.

A comparação com um humano serve apenas como referência. Na meia maratona mais recente de Pequim, realizada no domingo (19/04), humanos correram com humanos, robôs correram com robôs.

Como é o robô Lightning?

O Lightning é um robô bípede desenvolvido especificamente para correr. Normalmente, esse tipo de projeto requer que a máquina seja tão parecida com a dinâmica de movimentação de um humano quanto possível.

Nesse sentido, além de pernas que se flexionam, o robô da Honor traz até braços que se movimentam de modo sincronizado com os passos para que haja equilíbrio. Pela mesma razão, o tronco do Lightning também gira para os lados, parcialmente.

Du Xiaodi, engenheiro da Honor, comentou que o robô foi inspirado em atletas humanos de destaque, o que explica o fato de ele ter pernas com cerca de 95 cm de comprimento. Nós transpiramos para controlar a temperatura. O robô humanoide não faz isso, mas conta com algo ligeiramente próximo: um sistema de resfriamento líquido.

Não por acaso, o desempenho do Lightning no último evento foi notável. Começa pelo já mencionado recorde. Tal como explica o NPR, o robô que venceu a edição inaugural da corrida, realizada no ano passado, realizou a mesma prova em 2 horas, 40 minutos e 42 segundos.

Robô Lightning
Robô Lightning (imagem: reprodução/Reuters)

Em seguida, vem um detalhe que não pode passar batido: fazer um robô correr como se fosse uma pessoa é um trabalho extremamente difícil. Como seres bípedes, nossa capacidade de marcha depende de uma estrutura biomecânica que envolve mais de 200 músculos trabalhando em sincronia. Fazer uma máquina imitar essa dinâmica exige muitos esforços de engenharia.

Mas esses esforços tendem a valer a pena, não exatamente para que o robô continue batendo recordes de corrida (ou para ficar dando sustos por aí), mas devido ao potencial de negócio de um projeto como esse, como destaca o engenheiro da Honor:

Olhando para o futuro, algumas dessas tecnologias poderão ser transferidas para outras áreas. Por exemplo, a confiabilidade estrutural e a tecnologia de resfriamento líquido poderão ser aplicadas em futuros cenários industriais.

Du Xiaodi, engenheiro de desenvolvimento de testes da Honor

Robô humanoide chinês bate recorde em meia maratona de Pequim

💾

Robô Honor Lightning percorreu 21 quilômetros em pouco mais de 50 minutos, superando recorde humano de meia maratona.

TCU questiona MEC por forte dependência da AWS em sistema de educação

20 de Abril de 2026, 11:19
Prédio do Ministério da Educação
Prédio do Ministério da Educação (imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Resumo
  • Tribunal de Contas da União alerta Ministério da Educação (MEC) sobre problemas no Sistema Gestão Presente (SGP), com destaque para a forte dependência da AWS;
  • órgão aponta ainda problemas como registro de estudantes não autenticados ou inexistentes no SGP e baixa rastreabilidade de informações;
  • TCU recomenda ao MEC plano de portabilidade tecnológica, integração de bases para melhorar qualidade de informações e regras automatizadas para reduzir inconsistências no SGP.

Sistema Gestão Presente (SGP) é o nome de uma plataforma implementada pelo Ministério da Educação (MEC) para dar suporte a redes de ensino de todo o Brasil. Mas o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou alguns possíveis complicadores na iniciativa, como uma forte dependência dos serviços da Amazon Web Services (AWS).

Com o SGP, as redes de ensino têm acesso e podem compartilhar dados sobre educação básica em nível nacional. Esses dados são usados para o estabelecimento de políticas públicas que combatem a evasão escolar ou para programas sociais como o Pé-de-Meia, só para dar alguns exemplos.

A relevância do SGP para o sistema educacional brasileiro não é questionada pelo TCU, portanto. O que está na mira do órgão é a abordagem técnica de implementação da plataforma, bem como falhas de validação de dados.

Sobre o último aspecto, chamou a atenção do TCU o fato de ser possível o registro de estudantes não autenticados ou até inexistentes no SGP. “Essa fragilidade pode levar a distorções nas análises e relatórios gerados e impactar a eficácia das políticas educacionais”, explica o órgão.

Outro problema encontrado é a deficiência na rastreabilidade dos dados, pois muitos dos registros são feitos por meio de planilhas, sem uso de bancos de dados estruturados ou sistemas de logs que permitam a identificação da origem daquelas informações.

Mas o uso da AWS como alicerce do Sistema Gestão Presente é tão ou mais preocupante, no entendimento do Tribunal de Contas da União.

Fachada de prédio da Amazon Web Services
Para TCU, sistema do MEC é fortemente dependente da Amazon Web Services (imagem: Tony Webster/Flickr)

Qual o problema do uso da AWS?

Do ponto de vista técnico, a AWS não é um problema em si. A infraestrutura de nuvem da Amazon cumpre a função de sustentar as operações de vários componentes do SGP, de modo que a plataforma fique acessível para instituições educacionais de todo o Brasil.

Porém, na avaliação do TCU, os recursos da AWS são usados de modo tão enfático que o SGP acaba sendo dependente de um único fornecedor de tecnologia (no caso, a Amazon). A auditoria aponta que esse contexto de forte dependência tecnológica pode dificultar a migração de ambiente de nuvem, bem como ocasionar aumento progressivo de custos.

Por conta disso, o TCU recomendou ao Ministério da Educação a elaboração de um plano de portabilidade tecnológica que possa diminuir o risco de o SGP ser prejudicado em caso de necessidade de migração de provedor. O plano deve incluir uma seção que trate especificamente da “priorização dos componentes com maior dependência tecnológica”.

Outras recomendações incluem a identificação de bases de dados que possam ser integradas ao SGP de modo a melhorar a qualidade das informações inseridas na plataforma, bem como a criação de regras automatizadas para mitigar o problema dos registros pouco confiáveis (com erros, inconsistências ou duplicidades).

Não está claro como o MEC lidará com o assunto. De todo modo, no relatório que trata da implementação do SGP, o TCU deixou claro que irá monitorar o seguimento das recomendações.

TCU questiona MEC por forte dependência da AWS em sistema de educação

Prédio do Ministério da Educação (imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Amazon Web Services (Imagem: Tony Webster/Flickr)

Linux: Ubuntu 26.04 é lançado e estas são as principais novidades

23 de Abril de 2026, 18:06
Ubuntu 26.04 "Resolute Raccoon"
Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon” é uma versão LTS com suporte garantido pela Canonical até abril de 2031;

  • sistema operacional introduz ambiente de desktop Gnome 50 e já vem com o kernel Linux 7.0;

  • Entre as mudanças visuais, pastas voltam a ser alaranjadas; Showtime assume como reprodutor de mídia oficial e há um novo visualizador de documentos.

Preservando a tradição, a Canonical reservou este mês de abril para o anúncio oficial de uma nova versão de sua distribuição Linux. O Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon” chega como uma edição com suporte de longo prazo (LTS) e tem o ambiente de desktop Gnome 50 como principal novidade.

Principal, mas não a única. Para começar, sendo esta uma versão LTS (Long Term Support), o seu suporte está garantido por pelo menos cinco anos, isto é, até abril de 2031.

Mas, neste momento, o que mais nos interessa são os recursos funcionais. Pois bem, você conhecerá os atributos mais importantes da nova versão a seguir. Os detalhes exibidos aqui foram baseados na versão beta, mas valem para a versão final, liberada oficialmente nesta quinta-feira (23/04)*.

Gnome 50 rodando no Wayland

O Ubuntu 26.04 traz o Gnome 50 como ambiente de desktop padrão. Anunciada em março, essa versão traz novos recursos de acessibilidade (como uma opção que reduz efeitos de movimento para prevenir desconforto visual), controles parentais inéditos e melhorias em aplicativos ou recursos nativos.

Um exemplo: agora é possível configurar mais facilmente aplicativos para inicializarem automaticamente após o login. Outro: o Gnome 50 traz um visualizador de documentos em PDF e outros formatos chamado Papers no lugar do Evince. Entre os seus recursos está a adição mais prática de anotações, que incluem não somente textos, como também marcas e linhas.

O visualizador de documentos do Ubuntu 26.04
O visualizador de documentos do Ubuntu 26.04 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outro detalhe interessante tem relação com o desempenho. O Gnome 50 roda totalmente a partir do sistema gráfico Wayland que, por ser mais moderno que o antigo X11/X.Org, pode oferecer mais fluidez em animações, suporte avançado a tecnologias atuais, como VRR, além de segurança aprimorada. O mecanismo gráfico X.Org deixou de ser usado, definitivamente.

Recursos específicos do Ubuntu 26.04

Sobre características implementadas no Gnome especificamente para o Ubuntu 26.10, a barra lateral à esquerda continua lá. A Ubuntu Dock, como é chamada, agora tem fundo opaco, não oferecendo mais efeito translúcido.

Como sempre, também há um novo pacote de papéis de parede, o que inclui a imagem padrão que faz referência ao codinome da nova versão do sistema operacional.

Outra mudança notável está no Showtime assumindo a função de reprodutor de mídia padrão do sistema. O player tem um visual minimalista que, como tal, torna seu uso mais fácil e tende a contribuir com o fator estabilidade. O Showtime foi introduzido no Gnome 49, mas somente agora virou padrão no Ubuntu.

Não há outras grandes novidades sobre os aspectos visuais, porém, quem tem um olhar mais atento vai notar que as pastas deixaram de ser predominantemente cinzas e voltaram a ser alaranjadas. Quem não curtir essa mudança pode alterar os padrões de cores nas configurações do sistema.

Ícones de pastas são laranjas no Ubuntu 26.04
Ícones de pastas são laranjas no Ubuntu 26.04 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outra novidade — ou “não novidade” — é a remoção da ferramenta Programas e Atualizações, que permitia atualizar softwares e recursos como drivers, mas já é considerada obsoleta e insegura pelos desenvolvedores do Ubuntu. Ainda é possível usar esse utilitário, mas só se você o instalar manualmente.

Já o Centro de Aplicativos (App Center), que é o gerenciador de softwares oficial da distribuição, agora lida oficialmente com pacotes Debian (.deb), e não apenas com os Snaps.

Isso pode agradar aos usuários que preferem trabalhar diretamente com pacotes .deb, seguindo a dinâmica tradicional. Os Snaps, vale dizer, são uma implementação da própria Canonical que têm a vantagem de englobar as dependências de cada app, mas podem ser mais pesados ou ter inicialização mais lenta, entre outras possíveis desvantagens.

App Center do Ubuntu 26.04 lida com Snap e Deb
App Center do Ubuntu 26.04 lida com Snap e Deb (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que mais há de interessante no Ubuntu 26.04?

Entre as demais características de destaque do Ubuntu 26.04 estão:

  • kernel Linux 7.0: a distribuição é baseada na versão mais recente do kernel, que traz gerenciamento de swap melhorado, aprimoramentos em sistemas de arquivos, mais compatibilidade com chips Intel e AMD, entre outros;
  • sudo com asteriscos: agora você pode configurar o sudo para exibir asteriscos na digitação de senha (por padrão, a ferramenta não exibe nada durante esse procedimento);
  • drivers gráficos: mais recentes, os drivers Nvidia 590 e Mesa 26.0.2 (abertos) também estão aqui;
  • ROCm para GPUs AMD: essa é uma plataforma de código aberto da AMD que permite que chips gráficos da marca sejam usados para tarefas de IA, aprendizado de máquina e afins; ela está mais bem integrada ao Ubuntu;
  • ajustes de segurança: há vários novos recursos para esse aspecto, como criptografia de disco com suporte a TPM (antes, esse recurso era experimental) e criptografia pós-quântica ativada por padrão;
  • softwares atualizados: como não poderia deixar de ser, a nova versão também traz um conjunto atualizado de aplicativos, que incluem LibreOffice 26.2, Thunderbird 140 e Firefox 149/150.
Firefox continua entre os softwares do Ubuntu
Firefox continua entre os softwares do Ubuntu (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde baixar o Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon”?

A versão final do Ubuntu 26.04 “Resolute Raccoon” pode ser baixada a partir do site oficial. Ali, basta escolher a opção de desktop e usar uma ferramenta como o Rufus para criar um pendrive de instalação.

Se você não simpatiza com o Gnome, saiba que é possível recorrer aos outros “sabores” do Ubuntu (versões baseadas em ambientes de desktop diferentes). Vale ressaltar, porém, que o Ubuntu Mate e o Ubuntu Unity não devem ter suporte de longo prazo.

Um último detalhe: o Ubuntu 26.04 exige um pouco mais de RAM nos requisitos mínimos.

*Texto publicado originalmente em 17 de abril de 2026.

Linux: Ubuntu 26.04 é lançado e estas são as principais novidades

Ubuntu 26.04 "Resolute Raccoon" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O visualizador de documentos do Ubuntu 26.04 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ícones de pastas são laranjas no Ubuntu 26.04 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

App Center do Ubuntu 26.04 lida com Snap e Deb (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Firefox continua entre os softwares do Ubuntu (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Europa quer que Google compartilhe dados de busca com concorrentes

17 de Abril de 2026, 13:42
Illustração mostra uma lupa sobre o logotipo do Google, uma letra G em cores vermelho, amarelo, verde e azul, sinalizando a busca no navegador. Na parte inferior direita, está a marca d'água do "Tecnoblog".
Europa quer que Google compartilhe dados de busca com concorrentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia propôs que Google compartilhe dados de busca com rivais para cumprir legislação de concorrência da região;
  • Google teria que fornecer dados de pesquisa como classificação, consultas, cliques e visualizações;
  • companhia já manifestou que é contrária às medidas apresentadas pela Comissão Europeia e que lutará contra elas.

A DMA (Lei dos Mercados Digitais) da União Europeia visa tornar o setor de tecnologia mais equilibrado em termos de competitividade nos países do bloco. É com base nessa lei que a Comissão Europeia propôs medidas para que o Google se adeque ao regulamento. Entre elas está o de que a companhia divida determinados dados de seu mecanismo de busca com concorrentes.

De acordo com a própria entidade, “o objetivo das medidas é permitir que mecanismos de busca online de terceiros, ou ‘beneficiários de dados’, otimizem seus serviços de pesquisa e contestem a posição do Google Search”.

Ainda de acordo com a Comissão Europeia, isso significa que o Google teria que compartilhar, com companhias rivais, “dados de pesquisa, como dados de classificação, consultas, cliques e visualizações, em termos justos, razoáveis e não discriminatórios”.

O compartilhamento também incluiria dados de pesquisas a partir de chatbots de IA, ou seja, feitos via Gemini.

A razão disso é um tanto óbvia: o Google é o mecanismo de busca mais popular da web, inclusive na Europa; teoricamente, o compartilhamento desses dados faria o Google ser menos dominante no segmento de buscas online, criando o equilíbrio concorrencial que é almejado pela DMA.

Bandeiras da União Europeia
Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

O Google aceitará o que a Comissão Europeia propõe?

O que a Comissão Europeia fez foi propor medidas para que o Google se adeque à DMA, mas, até o momento, não há nenhuma imposição para que a companhia siga as orientações da entidade. Uma decisão só deverá ser anunciada pelo órgão no fim de julho deste ano. Enquanto isso, Google e outras partes interessadas podem enviar comentários a respeito.

De todo modo, à Reuters, o Google já sinalizou que não concorda com as medidas:

Centenas de milhões de europeus confiam ao Google suas buscas mais sensíveis — incluindo perguntas privadas sobre sua saúde, família e finanças — e a proposta da Comissão nos obrigaria a entregar esses dados a terceiros, com proteções de privacidade perigosamente ineficazes.

Clare Kelly, conselheira sênior de concorrência do Google

Não surpreende. O que a Comissão Europeia propõe não é pouca coisa. Os dados que o Google teria que compartilhar com rivais são tão sensíveis para o negócio de buscas que, pior do que isso, seria apenas a imposição de que a companhia compartilhasse a sua própria tecnologia de pesquisa.

Seja como for, o imbróglio do Google na Europa está longe do fim. Há pouco mais de um ano que a companhia foi acusada de violar a DMA. De lá para cá, a empresa anunciou algumas medidas de ajustes que, até agora, foram consideradas insuficientes.

Vale lembrar que, ainda no âmbito da DMA, uma das investigações mais recentes da União Europeia, iniciada em novembro de 2025, tenta apurar se o Google estaria prejudicando veículos jornalísticos nos resultados de buscas.

Europa quer que Google compartilhe dados de busca com concorrentes

Bandeiras da União Europeia (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

Crise dos PCs faz Samsung alertar europeus sobre SSDs falsos

17 de Abril de 2026, 10:56
Samsung 990 Pro falso
Samsung 990 Pro falso (imagem: reprodução/ComputerBase)
Resumo
  • Samsung alertou sobre SSDs 990 Pro falsificados na Europa; avisou surge após caso de austríaco que recebeu 2 SSDs falsificados de 1 TB que não funcionavam;
  • inspeção das unidades falsificadas identificou placa de circuito azul e controlador Realtek; no modelo original, a placa é preta e o controlador é Pascal;
  • Samsung recomendou compra apenas em sua loja online ou em revendedores autorizados, e indicou software Samsung Magician para verificar autenticidade.

Além de memórias RAM, SSDs também estão escassos, o que leva a preços consideravelmente mais altos. Esse cenário deu força para um problema antigo: o de dispositivos falsificados. A situação chegou a um ponto em que a Samsung se viu obrigada a alertar sobre unidades falsas dos SSDs 990 Pro na Europa.

O caso em questão veio à tona depois que o site alemão ComputerBase relatou que um austríaco recebeu duas unidades falsificadas do Samsung 990 Pro de 1 TB. As suspeitas começaram depois que o comprador constatou que nenhum dos dois dispositivos funcionava.

As embalagens de ambos os SSDs não tinham sinais que sugerissem que aqueles produtos não eram originais. A certeza sobre a falsificação veio depois da inspeção das unidades, que revelou que elas usavam uma placa de circuito na cor azul e um controlador Realtek. No modelo original, a placa tem cor preta e controlador Pascal.

Qual foi a reação da Samsung?

Alertada sobre o problema, a Samsung emitiu a seguinte nota (em tradução livre) para recomendar que os SSDs da marca sejam comprados apenas em canais oficiais:

A Samsung leva muito a sério as denúncias de produtos de memória falsificados. Estamos tomando medidas consistentes para combater a distribuição desses produtos falsificados.

Recomendamos a compra de unidades de armazenamento Samsung exclusivamente pela Loja Online da Samsung ou por revendedores autorizados. Os consumidores também podem usar o software Samsung Magician para verificar a autenticidade do produto.

Como já informado, esse tipo de problema não é incomum. Nós, no Brasil, já estamos até acostumados com isso. As chances de você encontrar SSDs falsificados nos principais marketplaces do país não são pequenas.

Samsung 990 Pro original, com placa na cor preta
Samsung 990 Pro original, com placa na cor preta (imagem: reprodução/Samsung)

O que chama a atenção no caso da Samsung é que o problema envolve uma linha de SSDs de alto desempenho e, portanto, mais cara. Normalmente, falsificadores focam em modelos mais baratos porque eles geram maiores volumes de vendas e são tecnicamente mais fáceis de serem falsificados.

É por isso que os crescentes relatos sobre unidades falsas dos SSDs Samsung 990 Pro levantam a suspeita de que o problema tem relação com os preços cada vez maiores desses produtos no mercado.

O aspecto mais alarmante é que, em alguns casos, a falsificação é tão bem feita que até usuários experientes têm dificuldades para identificar unidades não originais. Isso aconteceu recentemente no Japão: uma unidade falsa do Samsung 990 Pro testada pelo site Akiba PC Hotline tinha até desempenho similar ao do original.

Com informações do TechRadar

Crise dos PCs faz Samsung alertar europeus sobre SSDs falsos

Samsung 990 Pro falso (imagem: reprodução/ComputerBase)

Linux: Zorin OS 18.1 traz mais recursos para quem foge do Windows

16 de Abril de 2026, 16:47
Zorin OS 18
Versão 18.1 aprimora alguns aspectos do Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Zorin OS 18.1 continua focado em usuários do Windows, oferecendo suporte aprimorado para rodar ou substituir apps para o sistema da Microsoft;

  • nova versão inclui softwares recentes, como LibreOffice 26.2, é baseada no Ubuntu 25.10 e utiliza kernel Linux 6.17;

  • projeto traz de volta edição Lite, voltada para PCs antigos, e mantém versões Core (gratuita) e Pro (paga).

Uma das distribuições Linux que mais conquistaram usuários após o fim do suporte ao Windows 10 acaba de ganhar uma nova versão: o Zorin OS 18.1 refina a compatibilidade com aplicativos para Windows, aprimora a usabilidade da área de trabalho e traz softwares atualizados.

Como a numeração sugere, esta não é uma versão totalmente nova da distribuição, mas uma atualização do Zorin OS 18, lançado em outubro de 2025, justamente no dia em que a Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10. De lá para cá, a distribuição já acumula 3,3 milhões de downloads.

Pelo menos até certo ponto, o projeto tem a proposta de atrair usuários acostumados com o sistema operacional da Microsoft, mas que não querem ou não podem usar o Windows 11. Está aí uma das razões para o Zorin OS suportar softwares para Windows, algo que é feito por meio da incorporação do Wine à distribuição.

De modo complementar a essa abordagem, o Zorin OS 18.1 passa a reconhecer mais de 240 aplicativos para Windows. Essa dinâmica funciona assim: ao tentar instalar um app para Windows incluído nessa lista, o Zorin OS te direcionará à loja de aplicativos da plataforma para que você possa instalar uma versão do mesmo software, mas disponível para Linux.

Caso você tente instalar um aplicativo exclusivo para Windows, a distribuição recomendará alternativas que têm versão para Linux. Por exemplo: o Evolution Mail será sugerido se você tentar instalar o Microsoft Outlook.

Sobre a área de trabalho, que é baseada em uma versão bastante modificada do ambiente Gnome, os modos de organização de janelas da distribuição chamam a atenção pela variedade de configurações possíveis.

Esse recurso recebeu alguns incrementos. Por exemplo, agora pode você mudar a ordem dos layouts personalizados para aplicativos organizados em mosaico. Ou fazer todas as janelas que estão dentro de um layout de mosaico aparecerem juntas em primeiro plano.

Zorin OS 18.1 sugerindo uma instalação nativa do Plex
Zorin OS 18.1 sugerindo uma instalação nativa do Plex (imagem: reprodução/Zorin)

O que mais há de novo no Zorin OS 18.1?

O Zorin OS 18.1 também atualiza os softwares que compõem a distribuição. Nesse sentido, o destaque vai para a presença do LibreOffice 26.2, a versão mais recente do pacote de escritório.

Além disso, a novidade é baseada na versão mais recente do Ubuntu 25.10 e, como tal, traz o kernel Linux 6.17, que melhora o suporte a chips gráficos Nvidia e Intel, entre outros avanços.

Um detalhe que não pode passar despercebido é que o Zorin OS 18.1 traz de volta a versão “Lite”, uma opção mais leve da distribuição que, sendo assim, é indicada para computadores antigos ou com poucos recursos de hardware.

O Zorin OS 18.1 roda o ambiente de desktop Xfce 4.20, traz um gerenciador de arquivos redesenhado, suporta leitor de impressões digitais, entre outros atributos.

Zorin OS 18.1 Lite
Zorin OS 18.1 Lite (imagem: reprodução/Zorin)

Como obter o Zorin OS 18.1?

Para quem já usa o Zorin OS 18, basta acessar a função de atualização de software para que o próprio sistema se atualize para a versão 18.1.

Já para quem pretende fazer uma instalação nova, basta acessar a página de downloads do Zorin OS e usar um software como o Rufus para gerar um pendrive de instalação.

Na página de download, você deve baixar o Zorin OS 18.1 Core se não quiser pagar nada pelo sistema operacional. A versão Pro oferece mais recursos, como suporte avançado e mais opções de personalização, mas é paga.

Por fim, o Zorin OS 18.1 Lite pode ser baixado aqui.

Linux: Zorin OS 18.1 traz mais recursos para quem foge do Windows

Zorin OS 18 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Zorin OS 18.1 Lite (imagem: reprodução/Zorin)

Após polêmica, Microsoft diz que Copilot não é “só para entretenimento”

10 de Abril de 2026, 15:50
Ilustração mostra a marca estilizada do Microsoft Copilot. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
Após polêmica, Microsoft diz que Copilot não é “só para entretenimento” (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • usuário encontrou nos termos do Copilot frase que diz que serviço destina-se apenas a fins de entretenimento; texto também informa que Copilot não deve ser usado para conselhos importantes;
  • mas Microsoft informou que frase “para fins de entretenimento” vem da época do Bing Chat e está desatualizada;
  • empresa disse ainda que texto não reflete uso atual do Copilot e será alterado na próxima atualização.

Você lê os termos de uso dos serviços que assina? Um participante do Reddit leu os do Copilot e descobriu um termo que afirma que o serviço de IA serve apenas para “entretenimento”. Seria prudente não confiar nas respostas da ferramenta, então? A Microsoft tratou de explicar que não é bem assim.

Os tais termos de uso relatados no Reddit têm o seguinte ponto como o mais polêmico (grifo nosso):

O Copilot destina-se apenas a fins de entretenimento. O serviço pode cometer erros e não funcionar como o esperado. Não confie no Copilot para obter conselhos importantes. Use o Copilot por sua conta e risco.

Preocupante, não? Ainda mais para quem usa o Copilot para tratar de questões profissionais ou de saúde, por exemplo.

Contudo, também houve quem entendesse o polêmico termo de uso apenas como uma forma de a Microsoft se resguardar de eventuais responsabilizações por transtornos causados por respostas equivocadas do Copilot.

Mas somente a Microsoft pode explicar as suas reais intenções com relação a esse texto. E a companhia o fez.

Os polêmicos termos de uso do Copilot
Os polêmicos termos de uso do Copilot (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft nega que Copilot seja só para entretenimento

Ao Windows Latest, a Microsoft deu seguinte explicação sobre os termos de uso do Copilot:

A expressão ‘para fins de entretenimento’ é uma linguagem herdada da época em que o Copilot foi lançado originalmente como um serviço complementar de pesquisa no Bing. À medida que o produto evoluiu, essa linguagem não refletiu mais como o Copilot é usado hoje e será alterada em nossa próxima atualização.

Microsoft

De fato, em seus primórdios, a ferramenta de IA da Microsoft era chamada de Bing Chat. O nome Copilot foi adotado no fim de 2023, quando o logotipo do serviço também foi apresentado.

Naquela época, o Copilot ainda era visto como uma tecnologia experimental, o que justifica a decisão da Microsoft de adotar termos de uso do tipo “use por sua conta e risco”.

Como você já sabe, a Microsoft prometeu atualizar a página em questão. Mas, por ora, os termos de uso polêmicos continuam no ar.

Outro detalhe curioso relacionado à inteligência artificial da Microsoft: recentemente, uma versão de testes do Bloco de Notas teve as referências ao Copilot removidas, mas os recursos de IA da ferramenta continuam por lá.

Após polêmica, Microsoft diz que Copilot não é “só para entretenimento”

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os polêmicos termos de uso do Copilot (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje

10 de Abril de 2026, 13:18
Microsoft Excel
Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft Excel mantém “bug do ano 1900”, que trata esse ano como bissexto (não é);
  • Microsoft avisa que não corrigirá bug porque mudança alteraria cálculos de datas em planilhas existentes e afetaria compatibilidade com outros arquivos de planilha;
  • problema vem do Lotus 1-2-3, lançado em janeiro de 1983; Excel adotou o mesmo sistema de datas para manter compatibilidade.

Quando uma falha é descoberta em um software, os seus desenvolvedores trabalham na solução. Mas não neste caso: o Microsoft Excel tem um bug que o faz assumir 1900 como um ano bissexto (não é). Mas a correção poderia causar grandes transtornos. Isso explica o fato de o problema ter sido descoberto no Lotus 1-2-3 e nunca ter sido corrigido.

A própria Microsoft explica o contexto nesta página de ajuda:

Quando o Lotus 1-2-3 foi lançado, o programa assumia que o ano de 1900 era bissexto, embora na realidade não fosse. Isso facilitava o processamento de anos bissextos e não afetava praticamente nenhum cálculo de datas no Lotus 1-2-3.

O Lotus 1-2-3 foi lançado em janeiro de 1983, inicialmente para MS-DOS. Já o Microsoft Excel foi introduzido pouco tempo depois, em setembro de 1985, mas para Mac. A versão para PCs só chegou em 1987. Isso pode ter contribuído para o Lotus 1-2-3 reinar nos anos 1980. O Excel só assumiu a liderança do mercado na década de 1990.

Dada a relevância do software de planilhas rival, a Microsoft tomou o cuidado de fazer o Excel utilizar o mesmo sistema de datas do Lotus 1-2-3. Era uma forma de garantir alguma compatibilidade entre os dois programas e, nesse sentido, permitir que planilhas de um pudessem ser migradas para o outro.

Bom, o Lotus 1-2-3 virou assunto de museu, mas o Excel é, até hoje, a solução de planilhas mais popular que existe. O problema é que, paralelamente a tamanha longevidade, o Excel manteve o “bug do ano 1900”.

Talvez esse não seja exatamente um bug. Até hoje não há confirmação sobre se tratar 1900 como um ano bissexto foi um erro ou uma decisão dos desenvolvedores do Lotus 1-2-3 para simplificar o cálculo de datas em uma época em que os recursos de processamento e memória eram severamente limitados.

Você pode reproduzir o erro com um teste simples: abra o Excel e, em uma célula, digite:

=DATA(1900;2;29)

O Excel deveria retornar a data 01/03/1900, mas exibirá 29/02/1900, data que não existiu.

Reproduzindo o "bug do ano 1900" no Excel
Reproduzindo o “bug do ano 1900” no Excel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que a Microsoft não vai corrigir o “bug do ano 1900” no Excel?

É tecnicamente possível corrigir a tal falha, admite a Microsoft. Mas a companhia declarou que não o fará porque as consequências poderiam ser maiores do que os benefícios. Muito maiores!

Em planilhas já existentes, funções que tratam de datas poderiam acabar gerando valores diferentes. Isso porque a correção faria o Excel executar cálculos com um dia a menos no calendário, afinal, o bug considera que o dia 29 de fevereiro de 1900 existiu.

Além disso, o Excel também poderia exibir valores diferentes em planilhas oriundas de softwares concorrentes, tornando os dados pouco confiáveis.

Para muitos profissionais e organizações, esses problemas poderiam causar enormes transtornos.

Mas a própria Microsoft ressalta: os demais anos, bissextos ou não, são tratados corretamente pelo Excel. Somente planilhas que precisam realizar cálculos que envolvam o ano de 1900 é que podem ter problemas com o tal bug.

Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje

Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje (imagem: reprodução/Microsoft)

Reproduzindo o "bug do ano 1900" no Excel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

10 de Abril de 2026, 10:52
Project Kuiper passou a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação/Amazon)
Resumo
  • Amazon Leo (antigo Project Kuiper) está nos preparativos finais para a estreia de seu serviço de internet por satélites de órbita terrestre baixa;
  • CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou a investidores que lançamento oficial está previsto para meados de 2026;
  • plano é oferecer taxas de download de até 1 Gb/s, mas serviço deve atender a empresas e governos inicialmente.

O Amazon Leo, serviço de acesso à internet via satélites que vem para concorrer com a Starlink, já tem data de lançamento. Ou quase isso: o CEO da empresa declarou recentemente que o início das operações da novidade está previsto para “meados de 2026”.

Convém relembrar que Amazon Leo é a atual denominação do Project Kuiper. A mudança de nome ocorreu em novembro de 2025, em parte para descrever a principal característica dessa divisão: LEO é uma sigla para Low Earth Orbit, ou Órbita Terrestre Baixa, que é o nível no qual os satélites do serviço operam.

A declaração sobre o início das operações do Amazon Leo foi dada pelo CEO da Amazon, Andy Jassy, em carta a acionistas. No documento, o executivo cita a previsão de lançamento de modo indireto, quando comentava que o serviço já tem acordos com governos e empresas:

Embora o lançamento oficial do Amazon Leo esteja previsto para meados de 2026, já temos compromissos de receita significativos vindos de empresas e governos.

Mais recentemente, a Delta Airlines, a companhia aérea com maior faturamento do mundo, anunciou que escolheu o Amazon Leo para seu futuro Wi-Fi e começará com 500 aeronaves em 2028. Ela se junta a outros clientes do Leo, como JetBlue, AT&T, Vodafone, Directv Latin America, Rede Nacional de Banda Larga da Austrália, NASA e outros.

Andy Jassy, CEO da Amazon

Antena Ultra da Amazon Leo com fundo personalizado em imagem de divulgação da empresa
Antena Ultra da Amazon Leo que promete até 1Gb/s de download (imagem: divulgação/Amazon)

Amazon Leo promete ser mais rápido do que a Starlink

A carta de Jassy tende a ser bem recebida por investidores e futuros clientes porque sinaliza que finalmente o projeto virará realidade. A Amazon vinha (ou vem) enfrentando dificuldades para tirar o Leo do papel.

Mas a espera pode valer a pena. Em novembro, a Amazon anunciou uma antena que pode oferecer download de até 1 Gb/s. Para você ter ideia do que isso significa frente à concorrência, a Starlink trabalha atualmente com taxa de download máxima na casa dos 400 Mb/s.

Os planos para o Amazon Leo são audaciosos. Além de velocidades elevadas, a companhia quer oferecer cobertura global. Isso inclui a América do Sul e, com efeito, o Brasil: basta nos lembrarmos do acordo que a Amazon fechou com a Vrio em 2024 para oferecer internet por satélite na região. A Vrio controla a Sky no Brasil e a Directv em países vizinhos.

Mas os desafios continuam. Sabe-se, por exemplo, que o Amazon Leo tem cerca de 240 satélites em órbita atualmente, um número baixo para uma cobertura verdadeiramente global. Por conta disso, é provável que, na fase inicial, o serviço de internet do Amazon Leo seja oferecido somente a empresas e governos, tal como Andy Jassy dá a entender em sua carta.

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Project Kuiper passa a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação)

Antena Ultra da Amazon Leo permite velocidades de até 1Gb/s de download (imagem: divulgação)

Microsoft remove Copilot do Bloco de Notas, mas IA ainda está lá

9 de Abril de 2026, 19:32
Copilot no Bloco de Notas
Copilot no Bloco de Notas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft prometeu reduzir a presença do Copilot no Windows 11 em março de 2026;
  • Bloco de Notas, na versão 11.2512.28.0 para Windows Insider, remove nome e ícone do Copilot;
  • mas os recursos de IA continuam no editor de texto, como as funções de reescrever e resumir textos.

Recentemente, a Microsoft prometeu diminuir a presença do Copilot no Windows 11. A promessa começou a ser cumprida: o Bloco de Notas (Notepad) para participantes do programa de testes Windows Insider já não menciona esse nome. Mas a tecnologia de IA ainda está por lá.

Vale contextualizar desde já. No Windows 11, o Bloco de Notas deixou de ser o editor de texto “basicão” que aparece no Windows 10 e versões anteriores do sistema operacional. Entre os aprimoramentos que a Microsoft implementou estão recursos de IA que começaram a ser introduzidos no Notepad em 2024.

Os recursos de inteligência artificial do Bloco de Notas ajudam você a reescrever ou resumir textos, por exemplo. E qual o problema disso? Há quem entenda que a Microsoft deve preservar a natureza simplista do Notepad para não deixá-lo pesado ou complexo.

Mas, no entendimento de muitos usuários, o problema não está no Bloco de Notas em si, mas na percepção de que a Microsoft está colocando o Copilot em todo canto do Windows 11, de modo exagerado.

Foi então que, em março de 2026, a companhia prometeu melhorar a experiência do usuário com o Windows 11 em vários aspectos, o que inclui remover o “excesso de Copilot” do sistema. Aparentemente, essa promessa começou a ser cumprida a partir do Bloco de Notas.

Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA
Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA (imagem: reprodução/Windows Central)

Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA

O Windows Central notou que, na versão 11.2512.28.0 do Bloco de Notas para participantes do programa Windows Insider, o editor de texto não tem referências ao Copilot. Porém, os recursos de IA ainda estão disponíveis ali.

Sendo preciso, o botão que permite reescrever ou resumir textos ainda está na barra superior do Notepad, mas teve o ícone do Copilot removido. Em seu lugar está o ícone de uma caneta.

Além disso, o menu Configurações não exibe mais uma área com o nome “Recursos de IA” para permitir ativar ou desativar o Copilot. Agora, essa opção é descrita como “Recursos Avançados”.

Isso significa que a Microsoft não está reduzindo a implementação de recursos de inteligência artificial no Windows 11 neste momento, mas controlando o “marketing” em torno do Copilot.

Se é uma estratégia eficiente para melhorar a imagem do Windows 11, eu não sei. Mas acho coerente não eliminar as funções de IA: como os recursos já foram apresentados, convém mantê-los se não há problemas técnicos impeditivos, como queda no desempenho.

Microsoft remove Copilot do Bloco de Notas, mas IA ainda está lá

Copilot no Bloco de Notas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA (imagem: reprodução/Windows Central)

Spotify agora permite desativar todos os vídeos do app

9 de Abril de 2026, 12:08
Spotify agora permite desativar todos os vídeos do app
Spotify agora permite desativar todos os vídeos do app (imagem: reprodução/Spotify)
Resumo
  • Spotify anunciou controles para desativar vídeos e visuais em loop do Canvas em seu app;
  • novidades valem para contas Premium Família, Individual, Duo, Universitário e gratuita;
  • liberação começou em 09/04, em escala global, e pode levar o mês todo para chegar a todas as contas.

Já faz algum tempo que o Spotify suporta reprodução de vídeos, mas os controles sobre esse tipo de conteúdo são limitados. Melhor dizendo, eram: a plataforma anunciou opções que permitem a usuários dos planos gratuito e Premium desativarem a exibição de vídeos e de visuais em loop do Canvas.

Os novos controles começam com o plano Premium Família. Agora, o administrador (ou titular) de uma conta do tipo pode ativar ou desativar a reprodução de vídeos para qualquer membro que participe da assinatura. Até então, esse tipo de controle era possível somente sobre contas para menores de 13 anos.

Os planos Premium Individual, Duo e Universitário também foram beneficiados, bem como a opção gratuita do serviço. Em todos esses tipos de conta, agora é possível ativar e desativar a reprodução de vídeos e os visuais em loop do Canvas, a qualquer momento.

Vale relembrar que os vídeos servem para mostrar clipes musicais e episódios de podcasts que são filmados, por exemplo. Já o tal visual em loop do Canvas consiste em um vídeo vertical que dura entre 3 e 8 segundos que é exibido continuamente durante a reprodução de uma música, geralmente, no lugar da capa do respectivo álbum.

Para desativar os dois formatos, basta abrir o aplicativo do Spotify e ir em Configurações e privacidade / Conteúdo e tela. Ali, você pode desativar somente a exibição de Canvas (opção que já estava disponível), a reprodução de vídeos musicais ou todos os formatos de vídeo.

A desativação pode ser interessante para poupar dados de um plano móvel de celular ou para reduzir o consumo de bateria pelo dispositivo, por exemplo.

Desativando vídeos e Canvas no aplicativo do Spotify
Desativando vídeos e Canvas no aplicativo do Spotify (imagem: reprodução/Spotify)

Quando as opções que desativam vídeos chegam ao Spotify?

Os novos controles do Spotify começaram a ser liberados nesta quinta-feira (09/04), em escala global. Mas, como de hábito, a liberação ocorre de modo gradativo. A previsão é a de que todos os usuários recebam a atualização até o fim deste mês.

Mas é preciso considerar um detalhe: mesmo com a desativação, anúncios em vídeo ainda poderão ser reproduzidos, inclusive com um visual semelhante ao de Canvas quando uma publicidade sonora for tocada.

Esta não é a única novidade recente do serviço: no mês passado, o Spotify introduziu o SongDNA, recurso que apresenta detalhes de “bastidores” sobre a música que está sendo reproduzida.

Spotify agora permite desativar todos os vídeos do app

Spotify agora permite desativar todos os vídeos do app (imagem: reprodução/Spotify)

Desativando vídeos e Canvas no aplicativo do Spotify (imagem: reprodução/Spotify)

Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil

9 de Abril de 2026, 10:31
Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil
Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Finanças com IA chegou ao Brasil e a mais de 100 países; teste começou em agosto de 2025 nos Estados Unidos;
  • serviço reúne cotações de ações, moedas, contratos futuros, criptomoedas, índices e notícias; versão brasileira converte valores para reais e mostra conteúdo do Brasil, naturalmente;
  • IA oferece respostas sobre investimentos, gráficos avançados e notícias em tempo real.

O Google Finanças (Google Finance) foi lançado em 2006, mas até hoje não é muito conhecido. Talvez isso mude um pouco na versão com inteligência artificial do serviço, que foi introduzida em agosto de 2025 nos Estados Unidos e, agora, chega a outros 100 países. O Brasil está entre eles.

Ao contrário do que o nome pode sugerir, o Google Finanças não é um organizador financeiro pessoal, mas uma plataforma de auxílio a investimentos.

Você pode usá-la para acompanhar o sobe e desce de ações nas principais bolsas de valores do mundo, por exemplo. Também é possível usar o Google Finanças para pesquisar sobre moedas estrangeiras, contratos futuros, criptomoedas e mais.

As informações da plataforma são regionalizadas. Por conta disso, a versão brasileira do Google Finanças faz conversões para reais por padrão, bem como exibe índices e notícias referentes ao Brasil, por exemplo.

Qual o diferencial do Google Finanças com IA?

O Google Finanças com IA oferece três recursos principais:

  • perguntas sobre investimentos: você pode usar o campo de pesquisa do Google Finanças para saber sobre o valor de uma ação, o cenário econômico e assim por diante; a resposta é gerada por IA generativa;
  • gráficos avançados: é possível usar o serviço para gerar gráficos de evolução de ativos, indicadores técnicos e afins; para isso, basta digitar instruções como “gere um gráfico sobre a evolução das ações da Petrobras nos últimos seis meses”;
  • dados e notícias em tempo real: a IA também pode gerar um feed de notícias ou de informações financeiras em tempo real, sob medida.
Google Finanças gerando gráficos
Google Finanças gerando gráficos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Google Finanças com IA começou a ser testado em agosto de 2025 nos Estados Unidos e, posteriormente, na Índia. Agora, o serviço foi expandido para mais de 100 países, segundo a companhia, como México, Argentina, Colômbia, Chile e, como já ficou claro, Brasil.

Em resumo, o serviço pode te ajudar a tomar decisões referentes a investimentos. Mas o próprio Google alerta que os dados apresentados pela IA podem ter inconsistências, por isso, convém não confiar cegamente na ferramenta no atual estágio.

Para acessar a novidade, basta acessar a versão beta do Google Finanças. Quem já usa o serviço e prefere a versão anterior (sem IA) pode voltar a ela clicando no botão “Clássico”, no topo da página ou no botão de configurações, na versão web móvel.

Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil

Google Finanças gerando gráficos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Homem nega ser Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin

8 de Abril de 2026, 15:50
Ilustração sobre bitcoin
Homem nega ser Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • The New York Times publicou reportagem que aponta o Adam Back como Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin;
  • Adam Back, um britânico de 55 anos e criador do Hashcash, negou ser Satoshi Nakamoto e afirmou que não sabe quem usa esse nome;
  • mistério continua porque não há confirmação do Adam Back nem provas concretas sobre a identidade real de Satoshi Nakamoto.

Um dos maiores mistérios dos últimos tempos parecia ter chegado ao fim. Só parecia: o jornal The New York Times publicou uma matéria recentemente revelando a identidade de Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin. Mas, pouco tempo depois, Adam Back, o homem apontado na reportagem, negou ser o criador da criptomoeda.

O Bitcoin surgiu em 2009 e, um ano antes, um artigo foi publicado descrevendo o conceito dessa criptomoeda. O artigo é assinado por Satoshi Nakamoto, mas, até hoje, ninguém sabe quem é essa pessoa. Existe até a crença de que, em vez de representar um único indivíduo, o nome represente um grupo de autores.

Depois de muitos anos de especulações, o New York Times publicou, nesta quarta-feira (08/04), uma reportagem que aponta que Satoshi Nakamoto é um pseudônimo de Adam Back, um britânico de 55 anos especializado em criptografia.

Adam Back é mencionado no documento que descreve o Bitcoin. No artigo, ele é descrito como o criador do Hashcash, um sistema que inspirou o mecanismo de proof of work (“prova de trabalho”, em tradução livre) usado no Bitcoin para validar blocos de transações por meio da resolução de problemas matemáticos.

Por conta disso, Back já foi apontado em outras ocasiões como a verdadeira identidade de Satoshi Nakamoto, mas ele sempre negou esse tipo de apontamento.

A reportagem do New York Times surgiu como a resposta definitiva para o mistério, não só por conta da relevância do veículo, mas também devido ao peso do nome de seu autor: John Carreyrou, jornalista que ficou muito conhecido depois de publicar um livro que expôs a fraude da startup de saúde Theranos e de Elizabeth Holmes, sua fundadora.

A investigação de Carreyrou é extensa, mas, basicamente, ele afirma que começou a desconfiar de Back depois de assistir ao documentário Money Electric: The Bitcoin Mystery e, ali, notar que o britânico pareceu ter ficado tenso ao ser questionado se é Satoshi Nakamoto.

Depois disso, Carreyrou descreveu uma série de associações pertinentes entre Back e Nakamoto que o fizeram concluir que ambos são uma só pessoa.

Adam Back
Adam Back (imagem: YouTube/Forbes)

Adam Back: “eu não sou Satoshi”

Logo depois da publicação da reportagem, Back usou a rede social X para negar, mais uma vez, ser a real identidade de Satoshi Nakamoto, bem como afirmar que desconhece quem está por trás desse nome:

Não sou o Satoshi, mas fui um dos primeiros a me concentrar intensamente nas implicações positivas para a sociedade da criptografia, privacidade online e moeda digital, daí meu interesse ativo a partir de ~1992 em pesquisa aplicada sobre ecash, tecnologia de privacidade na lista cypherpunks, o que levou ao Hashcash e a outras ideias.

(…) Eu também não sei quem é o Satoshi, e acho que é bom para o Bitcoin que seja assim, pois ajuda o Bitcoin a ser visto como uma nova classe de ativos, a commodity digital matematicamente escassa.

Adam Back

Sem a confirmação do “acusado” e sem provas concretas, o mistério sobre a identidade verdadeira de Satoshi Nakamoto continua. E eu diria que a diversão em torno dessa história também.

Homem nega ser Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin

Bitcoin foi a primeira moeda digital criada (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Adam Back (imagem: YouTube/Forbes)

WhatsApp finalmente começa a liberar criação de nome de usuário

8 de Abril de 2026, 12:38
Imagem mostra a tela de um celular mostrando uma conversa no WhatsApp. A parte superior da tela exibe o nome "João", a informação "visto por último hoje às 05:55", ícones de videochamada e chamada de voz, além de indicadores de sinal e bateria. A interface do WhatsApp é verde e branca. O fundo da imagem é verde claro e, na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
WhatsApp finalmente começa a liberar criação de nome de usuário (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • WhatsApp começou a liberar criação de nome de usuário no Android e no iOS;
  • no momento, liberação alcança um grupo muito restrito de usuários;
  • nas contas já beneficiadas, o nome de usuário pode ser ativado em Configurações -> perfil; é preciso seguir algumas regras para criar o nome.

Ainda que de maneira tímida, o WhatsApp finalmente começou a liberar a função que permite que contas no serviço sejam baseadas em um nome de usuário (username), fazendo o compartilhamento do número de telefone deixar de ser obrigatório.

Há várias vantagens nessa abordagem. Um exemplo: você poderá se comunicar com outros usuários ou empresas (contas comerciais) sem ter que divulgar o seu número de telefone. Outro: se esse número mudar, ficará mais fácil preservar a sua conta durante a atualização dessa informação.

Serviços rivais como Telegram e Signal suportam esse recurso há bastante tempo. No WhatsApp, a ideia do nome de usuário começou a ganhar forma em 2025.

O progresso da proposta tem sido lento, mas eis que o WABetaInfo descobriu que, nesta semana, o mensageiro começou a permitir que nomes de usuários sejam escolhidos e ativados, tanto no Android quanto no iOS.

A parte negativa é que, no momento, essa liberação envolve um número muito restrito de usuários. Mais contas serão contempladas com a novidade no decorrer das próximas semanas, mas a Meta não informou um prazo para que todos os usuários do WhatsApp tenham acesso ao recurso. Então, continua sendo necessário ter paciência.

Como saber se já posso criar um nome de usuário no WhatsApp?

Em primeiro lugar, certifique-se de usar a versão mais recente do WhatsApp para Android ou iPhone. Em seguida, abra o aplicativo, vá em Configurações e acesse o seu perfil. Se a sua conta já tiver sido beneficiada, você verá uma opção para criar um nome de usuário (não é o campo “Nome” do seu perfil).

Criação de nome de usuário no WhatsApp
Criação de nome de usuário no WhatsApp (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Cada nome escolhido é exclusivo, ou seja, outro usuário não poderá usar uma denominação igual. Se o nome de usuário já estiver sendo usado em seu Facebook ou Instagram, você terá que seguir um procedimento para comprovar que é dono dessas contas para a liberação do username no WhatsApp ser feita.

Além disso, é preciso seguir algumas regras para definir o nome de usuário no WhatsApp. Por exemplo: o nome deve conter pelo menos uma letra, não terminar como um domínio (como “.com”) e ter entre três e 30 caracteres.

Ah, o nome de usuário não é obrigatório, pelo menos nesta fase inicial. Então, se você quiser continuar usando o seu número de celular como identificação principal no WhatsApp, poderá fazê-lo sem nenhuma restrição.

WhatsApp finalmente começa a liberar criação de nome de usuário

WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Criação de nome de usuário no WhatsApp (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Amazon encerra suporte a Kindles antigos; veja lista

8 de Abril de 2026, 11:08
Kindle Paperwhite de 1ª geração
Kindle Paperwhite de 1ª geração (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • Amazon encerrará suporte a Kindles lançados em 2012 ou antes a partir de 20 de maio de 2026;
  • dispositivos afetados manterão a leitura de livros já baixados ou transferidos manualmente, mas perderão acesso à Kindle Store e não permitirão comprar, baixar ou emprestar e-books no aparelho;
  • cancelamento de registro ou restauração de fábrica impedirá uso dos modelos afetados.

O Kindle é um tipo de dispositivo que, se bem cuidado, dura anos. Mas não para sempre: a Amazon começou a notificar usuários de modelos antigos do Kindle de que essas unidades deixarão de ser suportadas. Com isso, não será mais possível baixar livros neles. A decisão também afeta tablets da linha Kindle Fire.

As unidades afetadas continuarão funcionando e permitindo a leitura de livros já baixados ou que são transferidos manualmente. Porém, o fim do suporte encerra o acesso do dispositivo à Kindle Store. Como consequência, não será possível comprar, baixar ou emprestar e-books por meio do aparelho.

Tem mais: se o usuário cancelar o registro ou restaurar as configurações de fábrica do Kindle afetado, não será possível registrá-lo ou usá-lo novamente (a não ser que você descubra um “hack” para isso).

Quais modelos do Kindle perderão suporte?

A Amazon encerrará o suporte a Kindles lançados em 2012 ou antes, de acordo com esta página de ajuda. A lista de modelos afetados é esta:

  • Kindle de 1ª geração (2007)
  • Kindle de 2ª geração (2009)
  • Kindle DX (2009)
  • Kindle DX Graphite (2010)
  • Kindle Keyboard (2010)
  • Kindle 4 (2011)
  • Kindle Touch (2011)
  • Kindle 5 (2012)
  • Kindle Paperwhite de 1ª geração (2012)
  • Kindle Fire de 1ª geração (2011)
  • Kindle Fire de 2ª geração (2012)
  • Kindle Fire HD 7 (2012)
  • Kindle Fire HD 8.9 (2012)

Vale relembrar que Kindle Fire é uma linha de tablets.

Tablet Kindle Fire
Tablet Kindle Fire (imagem: reprodução/Amazon)

Em todos os casos, o fim do suporte está marcado para 20 de maio de 2026. Pelo menos nos Estados Unidos, a Amazon poderá oferecer descontos para a aquisição de um novo Kindle e créditos para novos e-books aos clientes afetados pela decisão, segundo o PCMag.

Quem não quiser transformar seu Kindle antigo em peso de papel ainda poderá recorrer a procedimentos, digamos, não oficiais para transferir livros a ele, como usar o software Calibre.

Comunicado enviado pela Amazon do Reino Unido (imagem: reprodução/Ash Jayy)

Amazon encerra suporte a Kindles antigos; veja lista

Kindle Paperwhite de 1ª geração (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

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Google começa a liberar abas verticais no Chrome (finalmente)

7 de Abril de 2026, 15:45
Google começa a liberar abas verticais no Chrome
Google começa a liberar abas verticais no Chrome (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google começou a liberar abas verticais no Chrome para desktops em 07/04; recurso mostra as abas em uma coluna lateral e pode ser ativado com clique do mouse;
  • coluna lateral das abas pode ser recolhida por um ícone no topo, função que libera espaço de tela;
  • Google também atualizou o modo de leitura do Chrome para uma interface mais amigável.

Demorou, mas o dia chegou: o Google começou a liberar o modo de abas verticais no Chrome para desktops. Essa não é a única novidade: o navegador agora também conta com um modo de leitura aprimorado para permitir que você leia páginas web sem distrações.

O modo de abas verticais faz o Chrome exibir a lista de páginas abertas em uma coluna lateral, um modo de visualização alternativo em relação à tradicional abordagem que coloca uma guia ao lado da outra no topo do navegador.

As abas verticais vinham sendo testadas no Chrome pelo menos desde 2025 e, convenhamos, demoraram para serem disponibilizadas oficialmente. O recurso já existe em outros navegadores. É o caso do Firefox, que suporta abas verticais desde a versão 136, lançada em março do ano passado.

Chegando tarde ou não, a novidade pode ser ativada no Chrome da seguinte forma: clique com o botão direito do mouse na área de abas e, no menu que surgir, escolha a opção de abas verticais. Observe que a coluna lateral que exibe as abas pode ser contraída por meio de um ícone no topo para liberar espaço de visualização de página, o que pode ser útil em notebooks com telas pequenas.

Coluna de abas verticais no Chrome para desktops
Coluna de abas verticais no Chrome para desktops (imagem: reprodução/Google)

E o novo modo de leitura do Chrome?

O modo de leitura já existia no Chrome, mas foi atualizado para exibir uma interface de página inteira ainda mais amigável, de modo que você possa ler até conteúdos longos sem cansar a visão e com menos chances de se distrair.

A forma de ativação não mudou: clique com o botão direito do mouse sobre a página web e escolha a opção “Abrir no modo de leitura” ou equivalente.

Modo de leitura no Chrome
Modo de leitura no Chrome (imagem: reprodução/Google)

Disponibilidade dos novos recursos do Chrome

As duas novidades começaram a ser liberadas oficialmente nesta terça-feira (07/04), mas de modo progressivo. Isso significa que pode levar alguns dias para ambas chegarem à sua instalação do Chrome.

Para acelerar a liberação, certifique-se de que o Chrome está atualizado em seu computador. Para isso, abra o menu principal do navegador e vá em Ajuda / Sobre o Google Chrome.

Google começa a liberar abas verticais no Chrome (finalmente)

Google começa a liberar abas verticais no Chrome (imagem: reprodução/Google)

Coluna de abas verticais no Chrome para desktops (imagem: reprodução/Google)

Modo de leitura no Chrome (imagem: reprodução/Google)

Adobe lança Acrobat Student Spaces para brigar com Google NotebookLM

7 de Abril de 2026, 14:21
Adobe lança Acrobat Student Spaces
Adobe lança Acrobat Student Spaces (imagem: reprodução/Adobe)
Resumo
  • Adobe lançou Acrobat Student Spaces como serviço de IA para estudantes; serviço gera apresentações, guias de estudo, quizzes, flashcards, mapas mentais, vídeos e podcasts a partir de notas, páginas web e PDFs;
  • Acrobat Student Spaces inclui colaboração, modo de foco e AI Tutor, que explica tópicos complexos;
  • Acrobat Student Spaces já está disponível; serviço é gratuito por tempo limitado.

Para quem estuda, o Google NotebookLM é uma ferramenta de IA potencialmente útil. Mas o serviço não está mais sozinho nessa categoria: a Adobe acaba de lançar o Acrobat Student Spaces como uma solução de inteligência artificial para estudantes que, pelo menos por ora, é gratuita.

No campo da IA generativa, eu considero o Google NotebookLM uma das ferramentas mais úteis para estudantes disponíveis atualmente. O serviço é tão versátil que pode até ser usado em atividades profissionais, servindo de auxílio para geração de relatórios, por exemplo.

Isso porque o NotebookLM funciona como um caderno digital inteligente que organiza as suas notas, explica textos complexos, gera conteúdo em formato de podcast, monta gráficos, entre vários outros recursos. O NotebookLM já é capaz até de resumir livros em EPUB.

Mas o que o Acrobat Student Spaces oferece?

Como já ficou claro, brigar com o Google nesse ramo não é uma missão fácil, mas a Adobe está disposta a isso. Para tanto, a companhia preparou o Acrobat Student Spaces para gerar recursos como:

  • apresentações dinâmicas
  • guias de estudos
  • quizzes (questionários)
  • flashcards (cartões de perguntas)
  • mapas mensais
  • vídeos
  • áudios em formato de podcasts

Todos esses formatos de conteúdo são produzidos via IA generativa com base em suas anotações ou em fontes adicionadas por você (como páginas web ou documentos em PDF).

O Acrobat Student Spaces também inclui recursos de colaboração, de forma que você possa compartilhar anotações de aulas com seus colegas de classe, por exemplo.

Para atividades individuais, a novidade oferece um modo de foco para prevenir distrações que possam atrapalhar os seus estudos, bem como um assistente de IA (AI Tutor) que pode explicar tópicos complexos. As explicações desse assistente incluem referências para fontes de modo a aumentar a confiabilidade das informações.

Interface do Adobe Acrobat Student Spaces
Interface do Student Spaces (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Disponibilidade do Adobe Acrobat Student Spaces

Em fase beta, o Acrobat Student Spaces já está disponível, inclusive para usuários no Brasil. Pelo menos por enquanto, a ferramenta é gratuita. Os recursos mais avançados, como a função que gera podcasts, requerem uma conta da Adobe para serem acessados.

Mas convém fazer uma observação importante: a Adobe fala que o “Student Spaces é gratuito para estudantes por tempo limitado”. Não vai ser estranho se, em algum momento, a novidade vier a fazer parte das ferramentas da Creative Cloud (ou seja, se tornar paga).

Adobe lança Acrobat Student Spaces para brigar com Google NotebookLM

Adobe lança Acrobat Student Spaces (imagem: reprodução/Adobe)

Interface do Student Spaces (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Painel de Controle poderá deixar de existir no Windows 11

7 de Abril de 2026, 11:17
O clássico Painel de Controle no Windows 11
O clássico Painel de Controle no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft trabalha na migração de controles antigos do Painel de Controle para o moderno aplicativo Configurações do Windows 11;
  • March Rogers, da Microsoft, afirmou que processo exige cuidado por causa da compatibilidade com dispositivos e drivers de rede e de impressora;
  • Microsoft não informou prazo para concluir a migração ou, eventualmente, descontinuar o Painel de Controle.

Chega a ser engraçado. O Windows 11 tem uma interface moderna, mas alguns de seus componentes preservam o visual das versões anteriores do sistema operacional por serem herdados, por assim dizer. É o caso do Painel de Controle que, de tão antigo, tende a deixar de existir.

Pelo menos é o que March Rogers, diretor de design na Microsoft, deu a entender. Em declarações recentes no X, o executivo explicou que a companhia está fortemente focada em melhorar a qualidade de design do sistema. Parte desses esforços já será visível nas atualizações de abril do Windows 11 para participantes do programa de testes Windows Insider.

Foi quando um usuário comentou que o Painel de Controle é melhor do que a função Configurações do Windows 11 para ajustes de rede e sugeriu que esse aspecto seja melhorado. Ele também destacou que, mesmo na área Configurações, o acesso às propriedades de impressoras ainda leva ao Painel de Controle, o que é um contrassenso.

Rogers respondeu:

Nós estamos trabalhando na migração de todos os controles antigos do Painel de Controle para os modernos aplicativos de Configurações. Estamos fazendo isso com cuidado, pois há muitos dispositivos e drivers de rede e impressora diferentes que precisamos garantir que não sejam afetados durante o processo.

March Rogers, diretor parceiro de design da Microsoft

Embora Rogers não tenha afirmado que o Painel de Controle será descontinuado, a migração de seus recursos para a função Configurações dá abertura para isso.

Quando a migração for concluída, é possível que a Microsoft mantenha o Painel de Controle no sistema para atender a usuários acostumados com essa área. Por outro lado, a permanência de recursos obsoletos pode aumentar os custos ou o tempo de manutenção do sistema ou, em situações extremas, elevar os riscos de vulnerabilidades.

Área Configurações do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
E a moderna área Configurações do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando a área Configurações será aprimorada?

Nenhum prazo foi dado. Como Rogers enfatizou, os aprimoramentos do Windows 11 estão sendo implementados com cuidado para prevenir intercorrências, e isso pode exigir algum tempo.

Porém, a Microsoft prometeu uma série de ajustes e novidades para o sistema no decorrer de 2026, o que inclui o retorno da Barra de Tarefas móvel ao Windows 11. Talvez a área Configurações seja incluída nesses ajustes.

Coincidência ou não, o discurso de March Rogers condiz com outro plano recente da Microsoft: o de criar aplicativos 100% nativos para o Windows 11, isto é, que não dependam de interface web.

No fim das contas, parece que o Windows 11 está caminhando para um cenário promissor. Mas, por ora, apenas parece.

Painel de Controle poderá deixar de existir no Windows 11

O clássico Painel de Controle no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

E a moderna área Configurações do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 será atualizado “à força” para versão 25H2; veja o porquê

6 de Abril de 2026, 16:20
Windows 11 versão 25H2
Windows 11 será atualizado “à força” para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft instalará Windows 11 25H2 de forma automática em PCs com versão 24H2;
  • companhia usará “distribuição inteligente”, com aprendizado de máquina, para liberar a atualização em PCs considerados aptos;
  • Windows 11 24H2 perderá suporte em 13 de outubro de 2026; versão 25H2 será exigida para continuar recebendo atualizações de segurança.

Usa o Windows 11? Então digite o comando winver no campo de pesquisa do Menu Iniciar ou da Barra de Tarefas. Se a janela que abrir mostrar que o sistema operacional está com a versão 24H2 instalada, prepare-se: a versão 25H2 será instalada em seu computador em breve, obrigatoriamente.

Bom, quase obrigatoriamente. De acordo com a Microsoft, a atualização será aplicada seguindo um processo de “distribuição inteligente”, que usa aprendizado de máquina para determinar se cada computador desatualizado está apto ou não a receber a versão 25H2.

O processo tende a seguir adiante se essa checagem concluir que os riscos de falha no sistema operacional após a atualização são baixos. Estando tudo ok, a atualização será aplicada sem que o usuário tenha que executar alguma ação para isso.

Por que a Microsoft vai forçar a atualização para o Windows 11 25H2?

A documentação da Microsoft dá a entender que essa é uma medida de segurança. Isso porque o Windows 11 24H2 deixará de ser suportado pela companhia em 13 de outubro de 2026, o que significa que essa versão não receberá mais updates de segurança. Para continuar recebendo as atualizações, é necessário migrar para a versão 25H2.

Como já dito, a atualização será aplicada de modo automático, embora esse processo siga uma dinâmica progressiva. Por conta dessa abordagem, alguns PCs receberão a atualização antes do que outros. Mas a intenção da Microsoft é a de que todas as máquinas aptas para a versão 25H2 a recebam antes de outubro.

Quem quiser acelerar esse processo pode fazê-lo indo em Menu Iniciar / Configurações / Windows Update. Ali, verifique se um pacote correspondente à versão 25H2 já está disponível para download. Se estiver, basta clicar em “Baixar e instalar” ou equivalente.

Posso impedir a instalação da versão 25H2?

Você pode adiar a instalação do pacote. Para isso, no Windows Update, vá em “Pausar atualizações”. Ali, escolha o período de pausa (de uma a cinco semanas).

Normalmente, não é recomendável ignorar a atualização para não deixar o sistema suscetível a vulnerabilidades em momentos futuros. Mas o adiamento pode ser uma opção para quem está preocupado com o histórico de problemas com atualizações do Windows 11.

Leve em conta, porém, que a atualização automática é válida para licenças individuais do Windows 11 Home ou não administradas do Windows 11 Pro. Já as licenças para organizações podem seguir dinâmicas diferentes, que são determinadas por departamentos de TI, por exemplo.

Windows 11 será atualizado “à força” para versão 25H2; veja o porquê

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Atualização para o Windows 11 25H2 será instalada automaticamente em computadores que ainda rodam a versão 24H2 do sistema.

Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung Mensagens será encerrado para dar espaço ao mensageiro do Google

6 de Abril de 2026, 12:26
Samsung Mensagens chega ao fim para dar espaço ao mensageiro do Google
Samsung Mensagens chega ao fim para dar espaço ao mensageiro do Google (imagem: reprodução/Samsung)
Resumo
  • A Samsung encerrará o Samsung Mensagens a partir de julho de 2026. A data exata varia por modelo.
  • A Samsung recomenda migrar para o Google Mensagens, que oferece suporte nativo a RCS e ao Gemini.
  • A troca exige instalar o aplicativo na Play Store e defini-lo como padrão.

Se você tem um celular Galaxy, fique atento: o aplicativo Samsung Mensagens (ou Samsung Messages) será descontinuado a partir de julho. Em seu lugar entrará o Google Mensagens, que é oferecido há algum tempo como o mensageiro padrão do Android em muitos aparelhos com Google Play.

O Samsung Mensagens é um aplicativo para SMS e MMS que existe há bastante tempo em dispositivos Galaxy. A ferramenta recebeu alguns aprimoramentos com o passar do tempo, mas, nos últimos anos, passou a ser deixada de lado para dar espaço justamente ao Google Mensagens.

A descontinuação do Samsung Mensagens parecia ser só uma questão de tempo, portanto. E o momento chegou: a Samsung explica que o aplicativo deixará de ser oferecido a partir de julho de 2026.

A data exata do fim do suporte será exibida no aplicativo, uma vez que isso pode variar de acordo com o modelo do smartphone. Em celulares da linha Galaxy S26, o Samsung Mensagens já não pode ser baixado a partir da Galaxy Store.

O que donos de aparelhos Galaxy devem fazer?

Apesar de a descontinuação começar a valer em algum momento de julho, a Samsung já recomenda a migração para o Google Mensagens, que é um aplicativo mais moderno, oferecendo suporte nativo a RCS (Rich Communications Service) e ao Gemini, por exemplo.

Para tanto, basta baixar o Google Mensagens a partir da Play Store e, após a instalação, tocar no botão que torna o aplicativo o mensageiro padrão do sistema, substituindo o Samsung Mensagens.

Samsung e Google Mensagens (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Samsung Mensagens e Google Mensagens (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Dependendo da versão do seu Android, o próprio Samsung Mensagens poderá exibir uma notificação com orientações para a migração.

A Samsung alerta, porém, que o ícone do Google Mensagens pode não aparecer automaticamente na tela de início de dispositivos com Android 12 ou 13. Nessas circunstâncias, cabe ao usuário fixar esse ícone manualmente após a migração ser feita.

O Samsung Mensagens continuará sendo suportado para quem usa um celular com Android 11 ou anterior. Já nos relógios anteriores ao Galaxy Watch 4, as versões do sistema operacional Tizen disponíveis para eles não suportam o Google Mensagens, razão pela qual esses dispositivos não terão mais acesso ao histórico de mensagens do usuário.

Samsung Mensagens será encerrado para dar espaço ao mensageiro do Google

Samsung Mensagens chega ao fim para dar espaço ao mensageiro do Google (imagem: reprodução/Samsung)

Samsung e Google Mensagens (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo

6 de Abril de 2026, 10:53
Arte exibe Linus Torvalds, o criador do Linux, em destaque. Ele aparece à direita, com óculos e um semblante sorridente, iluminado por tons de verde e azul. À esquerda, em letras brancas grandes, está a palavra "Linux" sobre uma forma laranja que simula um traço de pincel. O fundo escuro apresenta pequenos pontos e elementos em pixel art, lembrando uma interface antiga de computador. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • kernel Linux deve iniciar remoção do suporte aos chips i486 na versão 7.1;
  • suporte ao i486 gera código legado e rotinas de emulação x86-32 para CPUs 32 bits antigas, o que consome tempo de manutenção;
  • Linux já encerrou suporte a chips i386 em 2012 por motivo semelhante.

Introduzidos no final dos anos 1980 e popularizados na década seguinte, os processadores i486 deverão deixar de ser suportados pelo kernel Linux. Desenvolvedores do projeto já se movimentam para que as linhas de código referentes a esses chips deixem de existir. Entre eles está Linus Torvalds.

O motivo: os chips i486 são muito antigos e, consequentemente, são pouco utilizados atualmente. Sobre isso, há cerca de um ano, Torvalds chegou a comentar:

Eu realmente tenho a sensação de que é hora de deixar o suporte ao i486 para trás.

Não há nenhuma razão real para alguém desperdiçar um segundo de esforço de desenvolvimento com esse tipo de problema.

Linus Torvalds

A qual problema Torvalds se refere? Também no ano passado, Ingo Molnar, outro importante desenvolvedor do projeto, explicou o porquê de o suporte a chips i486 ser complicado no Linux:

Na arquitetura x86, nós temos vários recursos complexos de emulação de hardware em x86-32 para suportar CPUs antigas de 32 bits que pouquíssimas pessoas usam com kernels modernos.

Essa compatibilidade às vezes causa problemas que as pessoas gastam tempo para resolver, tempo este que poderia ser gasto em outras atividades.

Ingo Molnar

Faz sentido. Código pouco usado em um projeto tão importante e complexo como o Linux exige esforços de manutenção, adaptação e até otimização para que o kernel não fique “inchado” ou tenha problemas de desempenho. Convém direcionar esforços para aquilo que tem mais prioridade.

Em tempo, o nome i486 faz referência à linha de processadores 80486 (ou somente 486) de 32 bits que a Intel lançou no fim dos anos 1980 e início da década de 1990. Também houve alternativas oferecidas pela concorrência, a exemplo dos chips Am486, da AMD.

Não seria um movimento inédito. Basta nos lembrarmos de que, em 2012, o kernel Linux perdeu suporte aos chips i386, que antecederam os processadores i486, por razões parecidas.

Processador Intel 486 DX
Processador Intel 486 DX (imagem: yellowcloud/Flickr)

Quando o suporte a i486 deixará de existir no Linux?

Linus Torvalds e sua turma trabalham atualmente no kernel Linux 7.0, versão que pode ser anunciada oficialmente já no próximo fim de semana. Porém, o Phoronix observou que uma alteração de código que dá início à remoção do suporte a i486 foi inserida recentemente em uma ramificação relacionada ao kernel 7.1.

Isso significa que a versão seguinte ao Linux 7.0 é que deve dar início ao processo de aposentadoria dos chips 486 na plataforma. Mas não pense que esta será uma decisão tomada às pressas: discussões sobre o fim do suporte a chips i486 no Linux existem pelo menos desde 2022.

Quem tem um PC 486 em atividade não ficará desamparado, porém. Neste caso, a solução é recorrer a uma distribuição Linux com uma versão anterior do kernel e que, como tal, mantém suporte a esse tipo de processador.

Fim do suporte a chips i486 no Linux está próximo

Linus Torvalds, o "pai" do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Processador Intel 486 DX (imagem: yellowcloud/Flickr)

Chrome 148: Google vai otimizar vídeos e áudios com técnica simples

3 de Abril de 2026, 15:11
Marca do Google Chrome
Chrome 148: Google vai otimizar vídeos e áudios com técnica simples (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Chrome 148 implementará técnica de “lazy loading” para vídeos e áudios, otimizando o carregamento desses conteúdos em páginas web;
  • “lazy loading” reduz o consumo de CPU e memória, melhora a experiência do usuário e pode economizar dados;
  • versão estável do Chrome 148, com essa funcionalidade, está prevista para 22 de abril de 2026.

Melhorar o desempenho do navegador é um desafio em uma web com cada vez mais recursos de mídia, que demandam largura de banda e processamento. Mas mudanças sutis podem fazer a diferença. Um exemplo virá do Chrome 148: o Google está testando, nessa versão, um modo de carregamento lento ou sob demanda (lazy loading) de vídeo e áudio.

Técnicas de lazy loading não são novidade para quem trabalha com desenvolvimento web. Basicamente, esta é uma abordagem em que determinado tipo de conteúdo de uma página só é carregado quando visualizado ou é estritamente necessário para uma aplicação.

Como exemplo, suponha que você esteja visualizando uma página que contém fotos. No comportamento típico, essas imagens seriam carregadas todas de uma vez pelo navegador. Com o carregamento sob demanda, elas só são carregadas quando você rola a página para visualizá-las.

O Chrome e os demais navegadores baseados no Chromium suportam o lazy loading para imagens e iframes (páginas incorporadas) pelo menos desde 2019 (começou com o Chrome 74, ainda em fase experimental).

O que os desenvolvedores do browser estão fazendo, agora, é testando a técnica para o carregamento de vídeos ou áudios incorporados a páginas web.

Ilustração do navegador Google Chrome com uma página do Tecnoblog aberta
Google Chrome para PC (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual a vantagem disso? Por ser uma forma de carregamento inteligente, digamos assim, o lazy loading otimiza o consumo de CPU ou de memória RAM pelo navegador, pois somente recursos visualizados naquele momento são processados imediatamente.

Além disso, o carregamento gradual otimiza a renderização do conteúdo como um todo, melhora a experiência do usuário ao prevenir instabilidades e ajuda a economizar dados, pois, se o usuário sair da página antes de chegar ao seu final, nem todos os seus elementos serão carregados.

No caso de vídeos, é de se esperar melhoras em conteúdos do tipo hospedados no site que os exibe. Mas, no caso de vídeos incorporados do YouTube, pode não haver diferença, pois o serviço já tem um mecanismo assíncrono que otimiza o seu carregamento.

Quando o Chrome 148 será lançado oficialmente?

Atualmente, o Chrome 148 está em fase beta. A expectativa é a de que a sua correspondente versão estável seja lançada em 22 de abril de 2026 trazendo o lazy loading de vídeos e áudios entre seus atributos.

Com informações de PCWorld

Chrome 148: Google vai otimizar vídeos e áudios com técnica simples

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Chrome para PC oferece mais de 90 atalhos para Windows, Linux e macOS (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Meet chega ao CarPlay para permitir reuniões durante o trânsito

3 de Abril de 2026, 13:19
Google Meet no Apple CarPlay
Google Meet no Apple CarPlay (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Meet agora é compatível com Apple CarPlay, permitindo reuniões via áudio no painel do carro;
  • integração começou a ser liberada globalmente em 23 de março de 2026 e é válida para todos os usuários do Google Meet;
  • Google planeja integrar o Google Meet ao Android Auto em breve.

Você já teve que participar de uma reunião online no carro, usando o celular, por estar preso no trânsito? Essa situação vai ficar mais fácil de ser manejada para quem usa o Apple CarPlay: a plataforma agora conta com suporte oficial a videoconferências via Google Meet.

A novidade permite que o usuário participe de reuniões a partir do painel do carro. Por ali, pode-se visualizar a agenda de eventos e, quando a pessoa tiver que participar de uma chamada, poderá entrar nela com um único toque na tela.

O Google Meet para CarPlay permite que a reunião seja realizada via conexões móveis à internet, mas apenas reproduz áudio. Os demais participantes, se estiverem usando dispositivos como celulares, tablets e notebooks, poderão visualizar as imagens, mas quem estiver no carro só poderá escutar e falar.

Essa restrição tem um objetivo um tanto óbvio: evitar que a pessoa olhe para a tela durante a reunião e, com isso, deixe de prestar atenção no trânsito a ponto de causar um acidente.

Agenda de reuniões do Meet visualizada no CarPlay
Agenda de reuniões do Meet visualizada no CarPlay (imagem: reprodução/Google)

O Google Meet para CarPlay já está sendo liberado?

Sim, em escala global. O recurso estará ativado por padrão se você tiver o aplicativo do Google Meet instalado em seu iPhone. Então, bastará conectar o iPhone ao Apple CarPlay do veículo e tocar no ícone da ferramenta para iniciar uma reunião.

Observe, porém, que a implementação do recurso começou em 23 de março de 2026 e está sendo liberada gradualmente. Pode levar alguns dias para ela chegar até você, portanto. A novidade é válida tanto para clientes do Google Workspace quanto para usuários individuais (com uma Conta Google comum).

Talvez você esteja se perguntando sobre uma versão do Google Meet para Android Auto. Bom, o Google informou que essa integração já está a caminho e prometeu dar novidades a respeito “em breve”.

Antes de encerrar, vale destacar que serviços como Google Meet, Microsoft Teams e Zoom ganharam um rival nesta semana: o Proton Meet, que oferece recursos de privacidade entre seus diferenciais (dá até para realizar chamadas de vídeo anônimas).

Google Meet chega ao CarPlay para permitir reuniões durante o trânsito

Google Meet no Apple CarPlay (imagem: reprodução/Google)

Agenda de reuniões do Meet visualizada no CarPlay (imagem: reprodução/Google)

Netflix terá que reembolsar clientes na Itália por aumentos ilegais

3 de Abril de 2026, 11:39
Ilustração mostra boneco saindo da marca da Netflix, que está com um cadeado. Moedas estão pelo caminho.
Netflix terá que reembolsar clientes na Itália por aumentos ilegais (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Tribunal de Roma determinou que Netflix reembolse clientes na Itália por aumentos de preços considerados indevidos;
  • decisão se baseia na ausência de cláusulas contratuais que justifiquem reajustes, conforme exigido pela legislação italiana;
  • Netflix declarou que irá recorrer da decisão judicial.

De tempos em tempos, a Netflix aplica reajustes nas mensalidades de suas assinaturas, em escala global. Porém, na Itália, aumentos de preços aplicados pela empresa desde 2017 foram considerados indevidos pelo Tribunal de Roma, e isso deve resultar em reembolsos que podem chegar a 500 euros por cliente.

O entendimento da justiça italiana tem como base reajustes que foram aplicados pela Netflix no país entre 2017 e 2024. Foram pelo menos quatro aumentos de preços nesse período: em 2017, 2019, 2021 e novembro de 2024.

Não é que reajustes de preços sejam proibidos na Itália. O problema é que os aumentos promovidos pela Netflix entre 2017 e 2024 se basearam em cláusulas contratuais que, segundo um processo judicial aberto pelo Movimento Consumatori (entidade de defesa dos interesses dos consumidores) são abusivas.

De acordo com a legislação italiana, informar o cliente com 30 dias de antecedência sobre o aumento de preço e dar a ele a opção de cancelar a assinatura não são medidas suficientes. É necessário que o contrato também tenha cláusulas que expliquem o porquê de eventuais reajustes de preços poderem ser aplicados.

Como as tais cláusulas estavam ausentes, o Tribunal de Roma concluiu que os reajustes aplicados pela Netflix entre 2017 e 2024 são indevidos. Houve alterações contratuais referentes a reajustes entre janeiro de 2024 e abril de 2025, mas elas também foram consideradas problemáticas.

Imagem mostra o prédio da Netflix em Hollywood, nos Estados Unidos
Prédio da Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Eis as consequências: a Netflix terá que publicar o conteúdo da sentença em seu site e em jornais de circulação nacional, bem como notificar seus clientes sobre o direito a reembolso, o que vale inclusive para aqueles que não assinam mais o serviço.

O reembolso varia de acordo com o plano contratado pelo usuário e o tempo de assinatura. Quem assinou a Netflix no plano Premium entre 2017 e 2024 terá direito a um reembolso de aproximadamente 500 euros (montante equivalente a R$ 2.975), só para dar um exemplo.

A Netflix também terá que reduzir os valores das assinaturas vigentes atualmente e estará sujeita ao pagamento de indenizações individuais.

Em abril de 2025, a Netflix incluiu cláusulas em seus contratos condizentes com as exigências italianas (ou seja, agora há indicação de motivos que justifiquem reajustes) e, portanto, reajustes aplicados após esse mês não são considerados indevidos.

Qual é a reação da Netflix?

Procurada, a Netflix declarou que irá recorrer da decisão judicial, como esperado:

Vamos apresentar um recurso contra a decisão. Na Netflix, nossos assinantes vêm em primeiro lugar. Levamos os direitos do consumidor muito a sério e acreditamos que nossas condições sempre estiveram em conformidade com a legislação e a prática italianas.

Com informações de Il Sole 24 Ore

Netflix terá que reembolsar clientes na Itália por aumentos ilegais

Netflix é multada em R$ 11 milhões pelo Procon-MG (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Engenheiro da Microsoft “vaza” Barra de Tarefas móvel do Windows 11

3 de Abril de 2026, 10:12
Barra de Tarefas na parte superior do Windows 11
Barra de Tarefas na parte superior do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)
Resumo
  • engenheiro da Microsoft divulgou vídeo, já apagado, mostrando Barra de Tarefas móvel do Windows 11;
  • como previsto, Barra de Tarefas móvel permitirá movimentação para a esquerda, direita, topo ou inferior;
  • não há data prevista de liberação, mas espera-se que novidade até o fim de 2026.

Depois de muitas críticas de usuários, a Microsoft prometeu tornar móvel a Barra de Tarefas do Windows 11. Mas deve demorar para essa novidade chegar, certo? Talvez não demore: um engenheiro da companhia divulgou um vídeo que sugere que o recurso já está em fase avançada de desenvolvimento.

No Windows 10 (e versões anteriores), você pode posicionar a Barra de Tarefas na parte superior, bem como nas laterais esquerda e direita da Área de Trabalho. Mas, no Windows 11, a Barra de Tarefas fica presa à parte inferior da tela.

Embora a grande maioria dos usuários prefira usar a Barra de Tarefas a partir da parte inferior (é o meu caso), há quem queira ter liberdade para mover esse componente, seja para fins estéticos, seja para melhorar a experiência com uma aplicação específica.

Recentemente, a Microsoft causou surpresa ao anunciar um pacote de novidades para o sistema operacional. No meio desse pacote está justamente uma Barra de Tarefas móvel no Windows 11.

Em breve, a novidade será liberada para usuários que participam do programa de testes Windows Insider. Porém, antes do que deveria, um engenheiro da Microsoft publicou um vídeo no X que mostra a Barra de Tarefas móvel em ação.

Barra de Tarefas à direita do Windows 11
Barra de Tarefas à direita do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)

Como funciona a nova Barra de Tarefas do Windows 11?

O vídeo foi apagado, mas o Windows Latest conseguiu guardar o conteúdo antes de sua exclusão. As imagens não têm alta qualidade porque a demonstração foi feita a partir de uma máquina virtual, mas dão uma noção de como o recurso funcionará.

Sabemos, com base nas imagens divulgadas pela Microsoft na ocasião do anúncio, que o campo de pesquisa some se a Barra for posicionada à esquerda ou à direita, dando lugar a um ícone de lupa.

Já com base nas capturas do vídeo (as imagens desta notícia), vemos um menu que surge com um clique sobre a Barra de Tarefas que dá opções de movimentação para a esquerda, a direita, o topo ou a parte inferior. O Windows Latest ressalta que essas opções estão ali apenas para depuração, então, não está claro se elas farão parte da novidade. Tomara que sim.

Opções de movimentação da Barra de Tarefas do Windows 11
Opções de movimentação da Barra de Tarefas do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)

Eu espero que também seja possível reposicionar a Barra de Tarefas arrastando-a com o cursor do mouse, tal como no Windows 10.

De todo modo, será possível alterar a posição da Barra de Tarefas na área de configurações do Windows 11. Por ali também deverá estar outra funcionalidade prometida: a possibilidade de ajustar as dimensões da Barra de Tarefas (e não apenas o tamanho de seus ícones, como é possível atualmente).

Quando a Barra de Tarefas móvel chegará ao Windows 11?

A Microsoft não deu um prazo para isso, mas sinalizou que as mudanças prometidas para o Windows 11 chegarão até o fim de 2026, o que deve incluir a Barra de Tarefas móvel.

Há boas chances de que a liberação do recurso para testadores do Windows Insider seja feita ainda neste trimestre.

Engenheiro da Microsoft “vaza” Barra de Tarefas móvel do Windows 11

Barra de Tarefas na parte superior do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)

Microsoft promete melhorar modo escuro do Windows 11

27 de Março de 2026, 14:13
Modo escuro no Windows 11
Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft está trabalhando para melhorar o modo escuro do Windows 11, incluindo interfaces legadas como o Regedit, afirma executivo;
  • Marcus Ash, da Microsoft, confirmou que a empresa está empenhada em implementar o tema escuro em mais áreas do sistema;
  • não há prazo para a atualização do modo escuro no Windows 11, mas melhorias gerais do sistema são esperadas até o fim de 2026.

O modo escuro do Windows 11 funciona minimamente bem, mas ainda não cobre o sistema operacional por completo. Contudo, um nome importante da Microsoft afirmou recentemente que a companhia segue trabalhando para melhorar esse recurso a ponto de considerar até interfaces legadas.

Imagine que você está dormindo e, de repente, alguém te acorda e acende a luz. O desconforto visual é intenso nessas circunstâncias, certo? Digamos que é mais ou menos isso o que um usuário do Windows 11 sente ao ativar o modo escuro e se deparar com uma janela que não segue essa configuração.

Quer um exemplo de onde isso ocorre? No Regedit (Editor do Registro) do Windows 11. Mesmo se você ativar o modo escuro no sistema operacional, o Regedit aparecerá claro como a luz do Sol quando aberto.

No X, um usuário se queixou disso. Zac Bowden, do Windows Central, se envolveu na conversa. Então, ninguém menos que Marcus Ash, da Microsoft, apareceu por ali para informar que a companhia sabe do problema e tem trabalhado em uma solução:

Estamos empenhados em aprimorar nossas ferramentas e técnicas para que possamos implementar o tema escuro em mais áreas do Windows.

Ainda não temos prazos definidos para o Regedit. Conforme avançarmos com os diversos painéis e [caixas de] diálogos de sistemas legados, continuaremos aprimorando a consistência.

Marcus Ash, chefe de design e pesquisa do Windows

Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como "rebelde"
Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como “rebelde” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que o modo escuro não cobre todo o Windows 11?

Ainda que a explicação de Ash tenha sido protocolar, a sua mensagem contém pelo menos parte da resposta: “sistemas legados”. O Windows 11 ainda conta com componentes nativos que foram desenvolvidos em versões anteriores do sistema operacional e não tiveram a sua interface atualizada.

É o caso do Editor do Registro. No Windows 11, a ferramenta tem a mesma cara de sua implementação para Windows 10 que, por sua vez, é similar ao Regedit das versões anteriores da plataforma.

Embora não haja prazo para que o modo escuro seja ampliado no sistema operacional, recentemente, a Microsoft prometeu melhorar vários aspectos do Windows 11, o que inclui o retorno da Barra de Tarefas móvel. Essa e outras mudanças devem ser implementadas até o fim de 2026. É torcer para que o modo escuro seja incluído nessa lista de aprimoramentos.

Microsoft promete melhorar modo escuro do Windows 11

Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como "rebelde" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

PS5 sofre aumento de preço no Brasil; veja os novos valores

27 de Março de 2026, 11:04
Imagem do console PlayStation 5 Pro e PlayStation 5
PlayStation 5 ao lado do PlayStation 5 Pro (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Sony aumentou os preços do PS5, PS5 Slim, PS5 Pro e PlayStation Portal no Brasil, com reajustes de até 26,6%.
  • PS5 base agora tem preço sugerido de R$ 5.099,90, enquanto o PS5 Pro subiu para R$ 7.499,90.
  • O reajuste integra um aumento global e começa a valer em abril de 2026.

A Sony aumentou os preços do PlayStation 5, que passa de R$ 4.499 para R$ 5.099 no mercado brasileiro. A medida entra em vigor na próxima semana e impacta outros modelos de PS5 em diversos países pelo mundo.

No anúncio global, a Sony atribui os reajustes às “contínuas pressões no cenário econômico global”, sem entrar em detalhes. É possível, porém, que o tal cenário inclua os custos cada vez maiores de módulos de memória RAM e de armazenamento interno causados pela demanda crescente de aplicações de IA.

Qual o novo preço do PS5?

No Brasil, os novos preços oficiais são os seguintes:

  • PlayStation 5 (com disco): de R$ 4.499,90 para R$ 5.099,90
  • PlayStation 5 Edição Digital (sem disco): de R$ 3.999,90 para R$ 4.599,90
  • PlayStation 5 Pro: de R$ 6.999,90 para R$ 7.499,90
  • PlayStation Portal: R$ 1.499,90 para R$ 1.899,90

Observe que o PlayStation Portal foi o console mais impactado pelos reajustes. Nele, a diferença de preços chega a quase 27%:

  • PS5: aumento de 13,33%
  • PS5 Digital: aumento de 15%
  • PS5 Pro: aumento de 7,14%
  • PlayStation Portal: aumento de 26,67%
PlayStation Portal, aparelho com uma tela no centro e duas "metades" de DualSense dos lados
PlayStation Portal também ficou mais caro (imagem: divulgação/Sony)

E os preços do PS5 em outros países?

Os reajustes são globais. Considerando os principais mercados da linha PlayStation — Estados Unidos, Europa, Reino Unido e Japão — os novos valores são os seguintes:

 EUAEuropaReino UnidoJapão
PS5US$ 649,99€ 649,99£ 569,99¥ 97.980
PS5 DigitalUS$ 599,99€ 599,99£ 519,99¥ 89.980
PS5 ProUS$ 899,99€ 899,99£ 789,99¥ 137.980

São reajustes consideráveis. Se tomarmos como referência os valores dos Estados Unidos, os aumentos chegam a US$ 150. Basta levarmos em conta que os preços oficiais praticados até então por lá eram de US$ 549,99 para o PS5, de US$ 499 para o PS5 Digital (sem leitor de disco) e de US$ 749 para o PS5 Pro.

Sobre o portátil PlayStation Portal, os novos preços globais são os seguintes:

  • Estados Unidos: US$ 249,99 (preço anterior de US$ 199,99)
  • Europa: € 249,99
  • Reino Unido: £ 219,99
  • Japão: ¥ 39.980

Em todos os mercados, os novos valores entrarão em vigor a partir de 2 de abril de 2026.

PS5 sofre aumento de preço no Brasil; veja os novos valores

PlayStation 5 padrão ao lado PlayStation 5 Pro (Foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

PlayStation Portal (Imagem: Divulgação/Sony)

Apple cancela o Mac Pro, que poderia custar até R$ 688 mil

27 de Março de 2026, 09:27
Apple Pro Display XDR, um monitor com painel IPS e profundidade de cor de 10 bits (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Apple Pro Display XDR ao lado de um Mac Pro (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple descontinuou o Mac Pro, modelo lançado em 2019 com processador Intel Xeon de 28 núcleos e até 1,5 TB de RAM;
  • Mac Pro foi atualizado em 2021 com novas GPUs AMD e em 2023 com o chip Apple Silicon M2 Ultra;
  • Apple pode focar no Mac Studio a partir de agora, que oferece chips M4 Max e M3 Ultra, com até 256 GB de RAM.

Reparou que faz tempo que o Mac Pro não ganha o noticiário? Quem achava que isso era o prenúncio do fim da linha, acertou: o modelo direcionado a atividades profissionais foi descontinuado pela Apple nesta semana, razão pela qual já não aparece no site da companhia.

O até então atual Mac Pro foi lançado em 2019 com um visual sofisticado, mas que o fez virar “meme”: houve quem comparasse o modelo a um ralador de queijo por conta dos furos em seu gabinete.

Piadas à parte, o Mac Pro tinha um hardware deveras poderoso para a época (e até para os dias atuais), que incluía um processador Intel Xeon de 28 núcleos e até 1,5 TB de RAM. Não por acaso, o Mac Pro foi lançado no Brasil com preços variando entre R$ 55.999 e R$ 438.399.

O Mac Pro passou por uma atualização em 2021 que levou novas GPUs AMD ao modelo e elevou seus preços para até R$ 687.599 no Brasil. Em 2023, o modelo foi atualizado para receber um chip Apple Silicon, o M2 Ultra.

Parou por aí. O Mac Pro ficou sem atualizações relevantes desde então. Intervalos longos como esse sugerem que o equipamento iria passar por uma grande atualização ou ser descontinuado. A Apple acabou seguindo pelo segundo caminho. Se você entrar na página do Mac Pro agora, será redirecionado à página de toda a linha Mac.

Apple Mac Pro (2019) e Pro Display XDR
O Mac Pro lançado em 2019 (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Por que a Apple descontinuou o Mac Pro?

A Apple não explicou o motivo da decisão, até porque esta foi uma descontinuação “silenciosa”. Mas é de se presumir, porém, que a companhia pretende direcionar seus esforços ao Mac Studio no segmento profissional.

O Mac Studio tem menos poder de fogo em relação ao Mac Pro, mas é muito mais compacto e ainda consegue oferecer recursos suficientes para atividades profissionais exigentes, que envolvem edição de imagens ou produção de vídeo 3D, por exemplo.

Atualmente, o Mac Studio pode ser equipado com um chip M4 Max e de 36 GB a 256 GB de memória RAM. Outra versão inclui um chip M3 Ultra com algo entre 96 GB e 256 GB de RAM. Por motivos não esclarecidos, a Apple descontinuou a expansão de 512 GB de RAM do Mac Studio.

Apple cancela o Mac Pro, que poderia custar até R$ 688 mil

Apple Pro Display XDR, um monitor com painel IPS e profundidade de cor de 10 bits (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Ryzen 9 9950X3D2 é um dos chips mais potentes já feitos pela AMD para PC

26 de Março de 2026, 16:19
Processador Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition
Processador Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition (imagem: reprodução/AMD)
Resumo
  • Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition possui 16 núcleos, 208 MB de cache total e oferece até 10% mais desempenho que o Ryzen 9 9950X3D;
  • processador é o primeiro para desktops com tecnologia dual 3D V-Cache, suporta memórias DDR5-5600 e tem TDP de 200 W;
  • lançamento oficial nos EUA está marcado para 22 de abril, mas preço ainda não foi divulgado.

O Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition acaba de ser confirmado como uma opção para quem procura um processador realmente poderoso para PCs. A novidade da AMD conta com 16 núcleos baseados na arquitetura Zen 5 e traz cache de 208 MB, para você ter noção do que esperar por aqui.

O AMD Ryzen 9 9950X3D, lançado no ano passado, já aparecia como uma das melhores opções da AMD para PCs de alto desempenho, agradando em cheio ao público gamer devido ao seu poder de fogo.

Mas o Ryzen 9 9950X3D2 consegue ir além ao oferecer até 10% mais desempenho do que o Ryzen 9 9950X3D. Isso é mérito, entre outros fatores, dos 64 MB de cache adicionais do novo modelo.

Jack Huynh, da AMD, usou o X para destacar esse aspecto:

Testei em primeira mão o novo Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition, ainda não lançado, em nosso laboratório, e ele é incrível.

O primeiro processador para desktops do mundo com dual 3D V-Cache 3D da AMD oferece 208 MB de cache total no chip, a maior capacidade que já colocamos em um processador Ryzen. Isso é várias vezes mais do que a maioria dos processadores de ponta oferecia há alguns anos.

Jack Huynh, vice-presidente sênior e gerente geral de computação e gráficos da AMD

A tal tecnologia 3D V-Cache indica que o chip trabalha com camadas de memória cache empilhadas. Essa abordagem não é nova. O que é inédito para a categoria (processadores para desktops) é o fato de haver, aqui, duas áreas de 3D V-Cache no chip, daí o “dual”.

As demais características do Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition incluem:

  • 16 núcleos e 32 threads
  • frequência base de 4,3 GHz e em boost de 5,6 GHz
  • cache L2 + L3 de 16 MB + 192 MB, respectivamente
  • suporte a memórias DDR5-5600
  • gráficos RDNA 2 em 2 núcleos de 2,2 GHz
  • TDP de 200 W

Repare no último item da lista: um dos efeitos colaterais de números tão generosos nas especificações é o TDP elevado (o Ryzen 9 9950X3D não passa de 170 W, o que já é alto).

Disponibilidade e preço do Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition

Jack Huynh conta que o Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition será lançado oficialmente em 22 de abril, data que considera o mercado dos Estados Unidos.

Ainda não há informação sobre preços. Porém, o Ryzen 9 9950X3D foi lançado com preço sugerido de US$ 699 (R$ 3.663 na conversão direta), o que nos faz pensar em um valor ligeiramente acima disso para o Ryzen 9 9950X3D2.

Ryzen 9 9950X3D2 é um dos chips mais potentes já feitos pela AMD para PC

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Tecnologia dual 3D V-Cache é destaque no AMD Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition e contribui para ganho de desempenho até 10% maior.

Samsung libera One UI 8.5 beta para mais aparelhos Galaxy

26 de Março de 2026, 13:13
Mão segurando smartphone
Galaxy S24 e mais modelos começam a recebera a One UI 8.5 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung começou a liberar One UI 8.5 beta para aparelhos como Galaxy S24, Galaxy Fold 6 e Galaxy Tab S11 em mercados como Coreia do Sul, EUA, Índia e Reino Unido;
  • One UI 8.5 inclui ajustes de design, novos efeitos visuais, Now Bar com widget de alarme, ocultação por IA de dados sensíveis, Math Solver no Samsung Notes e Bixby com IA do Perplexity;
  • Samsung planeja expandir o programa beta em abril de 2026, mas alguns modelos, como Galaxy S21 e Galaxy Fold 3, não receberão a atualização.

A One UI 8.5 foi lançada no fim de fevereiro de 2026 como característica oficial da família Galaxy S26. Mas a Samsung segue liberando a interface para linhas anteriores, ainda que dentro da fase beta. Nesta semana, modelos como Galaxy S24, Galaxy Fold 6 e Galaxy Tab S11 foram contemplados.

Tal como nas versões anteriores, a liberação da One UI 8.5 tem sido feita de modo gradativo, quase sempre beneficiando dispositivos Galaxy mais recentes na ordem de prioridade.

Prova disso é que o programa beta da One UI 8.5 começou com linhas como Galaxy S25, Galaxy Z Fold 7 e Galaxy Z Flip 7. Nesta semana, a liberação passou a ser feita para as seguintes linhas ou modelos:

  • Galaxy S24, incluindo a versão FE
  • Galaxy Z Fold 6
  • Galaxy Z Flip 6
  • Galaxy S25 FE
  • Galaxy Tab S11

Só há uma porém: a liberação não é global, mas segmentada em países específicos. No momento, o programa é válido para mercados como Coreia do Sul, Estados Unidos, Índia e Reino Unido.

A Samsung promete expandir o programa beta da One UI 8.5 para mais dispositivos Galaxy em abril de 2026. Eventualmente, isso pode envolver a liberação da interface em mais países, incluindo o Brasil. Mas é prudente sermos realistas: há boas chances de que usuários em território brasileiro só tenham acesso à interface quando ela chegar à fase final.

Também é importante ter em mente que alguns aparelhos não receberão a novidade. Entre eles estão modelos de linhas como Galaxy S21, Galaxy Fold 3, Galaxy Z Flip 3, Galaxy A23 e anteriores.

Confira a lista de aparelhos Galaxy que receberão a One UI 8.5.

O que há de interessante na One UI 8.5?

One UI 8.5
One UI 8.5 (animação: reprodução/Samsung)

A nova versão da interface traz uma série de pequenas e médias novidades. Eis alguns exemplos:

  • interface com ajustes de design, novos efeitos visuais em menus e otimização de navegação;
  • Now Bar com widget de alarme;
  • ocultação por IA de dados sensíveis em fotos (como números de documentos);
  • função Math Solver (para equações matemáticas) no Samsung Notes;
  • Bixby integrada com os recursos de IA do Perplexity;
  • filtro de chamadas potencializado com IA;
  • mecanismo que pode “silenciar” aplicativos que emitem muitas notificações.

Em tempo: nesta quinta-feira (26/03), o navegador Samsung Browser foi lançado para Windows, de modo global.

Samsung libera One UI 8.5 beta para mais aparelhos Galaxy

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Samsung expandiu programa beta da One UI 8.5 para modelos como Galaxy S24 e Z Fold 6. Liberação ocorre em mercados selecionados, não incluindo o Brasil até o momento.

Galaxy S24 é o caçula da família S24, com apenas 6,2 polegadas (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Samsung Browser é lançado para Windows com IA e sincronização

26 de Março de 2026, 10:52
Samsung Browser para Windows
Samsung Browser para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung Browser foi lançado globalmente para Windows 10 e 11, com sincronização de dados entre dispositivos Galaxy;
  • navegador oferece bloqueador de anúncios nativo, exportação de dados de outros navegadores e integração com Samsung Pass;
  • recursos de IA, como integração com Perplexity, estão disponíveis apenas na Coreia do Sul e nos EUA.

O Samsung Browser (outrora chamado de Samsung Internet) foi lançado oficialmente para Windows. A novidade chega ao PC não só para disputar espaço com navegadores como Chrome e Edge, mas também para seguir a tendência de oferecer experiências com inteligência artificial.

Este lançamento não chega a ser surpresa. O Samsung Browser para PCs foi introduzido em outubro de 2025, à época, como uma versão beta disponível somente na Coreia do Sul e nos Estados Unidos.

Agora, o navegador foi lançado em escala global e pode ser usado por qualquer pessoa, gratuitamente. A novidade é compatível com o Windows 11 e com o Windows 10.

O que o Samsung Browser para PCs oferece?

Começa pela interface, que tem um visual limpo e posiciona as abas na barra de título do navegador, melhorando o aproveitamento de espaço da tela. O Samsung Browser também exibe, por padrão, uma barra lateral de acesso rápido, à direita, que pode ser ocultada.

Em termos funcionais, o navegador pergunta, já durante a instalação, se o usuário quer ativar o bloqueador de anúncios nativo. Na sequência, o usuário tem a opção de exportar dados de outro navegador previamente instalado no computador, como os já mencionados Chrome e Edge.

A barra lateral do Samsung Browser pode ser personalizada
A barra lateral do Samsung Browser pode ser personalizada (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

E, sim, para quem tem um celular ou tablet Galaxy, ou usa o navegador da Samsung em algum aparelho Android, é possível sincronizar os dados de navegação entre esse dispositivo e o PC. Basta fazer login com uma conta Samsung (Samsung Account). Nesse sentido, é possível até continuar acessando, no desktop, uma página que estava aberta no smartphone e vice-versa.

A integração entre dispositivos é complementada com o Samsung Pass, que permite ao usuário fazer login em sites ou serviços web com preenchimento automático de credenciais de acesso.

Sobre os recursos de inteligência artificial, o principal atrativo está na integração do Samsung Browser com os recursos do Perplexity. Com isso, o usuário pode fazer perguntas relacionadas ao conteúdo de uma página aberta, por exemplo.

Também é possível recorrer à IA para tarefas mais específicas, como montar um roteiro de viagens com base em informações de páginas abertas ou visitadas anteriormente, criar resumos de textos longos, organizar abas conforme o tema, entre várias outras possibilidades.

A Samsung dá exemplos de prompts que podem ser usados no navegador:

  • “resuma esta página em três tópicos”
  • “quais são os principais requisitos para esta vaga de emprego?”
  • “resuma esta conversa por e-mail e elabore uma resposta”
  • “crie um resumo executivo deste relatório financeiro”
  • “resuma este vídeo do YouTube”

Agora, pegue a toalha, pois aí vem o balde de água fria: no momento, os recursos de IA do Samsung Browser estão disponíveis somente na Coreia do Sul e nos Estados Unidos. Há planos, mas não datas para essa integração ser liberada em outros países.

Ah, para não restar dúvidas: o Samsung Browser é baseado no Chromium.

Samsung Browser pode ser sincronizado com outros dispositivos
Samsung Browser pode ser sincronizado com outros dispositivos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como baixar o Samsung Browser?

O Samsung Browser pode ser baixado a partir do site oficial. Como já dito, o navegador é compatível com os Windows 11 e 10 (neste último, a partir da versão 1809).

Samsung Browser é lançado para Windows com IA e sincronização

Samsung Browser para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A barra lateral do Samsung Browser pode ser personalizada (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung Browser pode ser sincronizado com outros dispositivos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos

25 de Março de 2026, 15:29
Windows 95
Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos (imagem: tsuyo16/Wallpapers.com)
Resumo
  • Windows 95 usava pasta C:\Windows\SYSBCKUP para armazenar backups de componentes do sistema frequentemente sobrescritos;
  • após instalação de softwares, Windows 95 verificava se arquivos em backup foram sobrescritos e restaurava versões mais recentes, se necessário;
  • Microsoft não impedia sobrescrições de arquivos de sistema devido a limitações técnicas, preferindo corrigir erros após a instalação.

Raymond Chen é um engenheiro de software da Microsoft que trabalhou no desenvolvimento de versões antigas do Windows. É por isso que, vira e mexe, ele revela curiosidades da plataforma. Aqui vai uma delas: o Windows 95 seguia um truque simples para não parar de funcionar se arquivos do sistema fossem sobrescritos.

Há muito tempo que o Windows tem mecanismos que evitam que componentes do sistema operacional sejam sobrescritos ou apagados indevidamente. Mas Chen conta que, nos tempos do Windows de 16 bits, esses componentes eram “redistribuíveis”.

O que Chen quer dizer é que instaladores de softwares podiam conter cópias de componentes específicos que eram instaladas por cima de arquivos já existentes no Windows 95, desde que a seguinte condição fosse respeitada: a reescrita só seria feita se o instalador tivesse uma versão mais atual do componente.

Quando essa regra era seguida, não costumava haver problemas, pois os componentes do sistema eram atualizados de modo a manter compatibilidade com funções existentes em suas versões anteriores.

Mas diz a sabedoria popular que regras existem para serem quebradas. Pois bem, Chan relata que não era incomum arquivos de sistema serem sobrescritos por versões mais antigas:

Era comum que os instaladores de programas sobrescrevessem qualquer arquivo que estivesse no caminho, independentemente do número da versão do arquivo existente.

Quando esses instaladores eram executados no Windows 95, eles substituíam as versões do Windows 95 desses componentes pelas versões do Windows 3.1. Você pode imaginar o desastre que isso causava ao resto do sistema.

Raymond Chen, engenheiro da Microsoft

Tela do Windows 95
Área de Trabalho do Windows 95 (imagem: Reprodução/Microsoft)

Como a Microsoft evitava panes no Windows 95 com arquivos sobrescritos?

Para contornar o problema, os desenvolvedores da Microsoft recorreram a uma ideia bastante simples, mas funcional: fazer backup de arquivos do sistema.

De acordo com Chen, o Windows 95 mantinha uma pasta oculta no endereço C:\Windows\SYSBCKUP que guardava cópias de componentes importantes do sistema que eram frequentemente sobrescritos.

Sempre que a instalação de um software era concluída, o Windows 95 checava se um ou mais arquivos mantidos em backup tinham sidos sobrescritos. Se positivo, acontecia o seguinte:

  • arquivo sobrescrito por uma versão mais recente: neste caso, o componente era copiado para a pasta SYSBCKUP para o sistema ter uma cópia mais atual;
  • arquivo sobrescrito por uma versão anterior: o Windows 95 sobrescrevia essa versão pela cópia mais recente existente na pasta SYSBCKUP.

Não era mais fácil impedir que arquivos de sistema fossem sobrescritos?

Raymond Chen também conta que a Microsoft tentou fazer isso, mas havia uma série de limitações nessa abordagem. Por exemplo, o instalador poderia sobrescrever determinado arquivo durante a reinicialização do sistema operacional, quando não havia bloqueio.

“A melhor solução era deixar o instalador sobrescrever o que quisesse e depois tentar corrigir os erros”, concluiu Chen.

Eram outros tempos. Na época do Windows 95, não havia acesso fácil à internet a ponto de permitir que componentes essenciais estivessem sempre atualizados. As abordagens de segurança também não eram tão evoluídas. Se levarmos tudo isso em conta, o truque da pasta SYSBCKUP era simples, mas genial.

Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos

Nintendo pode reduzir produção do Switch 2 em 33% por vendas fracas

25 de Março de 2026, 12:20
Console Nintendo Switch 2 inclinado à direita, com os controles destacados e tela ligada, sobre fundo colorido. O fundo é vermelho com efeitos de luz e respingos brancos. Logo do Tecnoblog no canto inferior direito.
Nintendo pode reduzir produção do Switch 2 em 33% por vendas fracas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Nintendo estaria planejando reduzir produção do Switch 2 em 33% neste trimestre devido a vendas fracas;
  • produção supostamente prevista agora é de 4 milhões de unidades, contra 6 milhões originalmente planejadas;
  • curiosamente, vendas iniciais do Switch 2 foram de 3,5 milhões de unidades, superando o lançamento do Switch original.

Conseguirá o Nintendo Switch 2 ser um fenômeno de vendas tal como a primeira geração da linha? Talvez. Mas, por ora, o cenário não está muito favorável para o console: há rumores de que a gigante japonesa planeja reduzir a produção do Switch 2 em 33% a partir de abril de 2026.

É o que informa a Bloomberg, que relata que a decisão é efeito das vendas fracas do console na temporada de fim de ano, especialmente nos Estados Unidos.

Como reação, a Nintendo teria decidido produzir 4 milhões de unidades do Nintendo Switch 2 neste trimestre, disseram fontes próximas à companhia. O plano original previa a fabricação de 6 milhões de unidades.

Curiosamente, as vendas do Nintendo Switch 2 começaram fortes. Foram 3,5 milhões de unidades comercializadas na ocasião de seu lançamento, 1 milhão a mais do que o volume vendido pelo Switch de primeira geração em seu primeiro mês nas prateleiras.

Por que as vendas do Switch 2 teriam caído?

Uma das possibilidades é a frequente necessidade de downloads volumosos de jogos. Para não haver perda de desempenho ou mesmo falha de execução, o Nintendo Switch 2 exige cartões microSD Express, que estão cada vez mais caros. Esse cenário pode ter afastado compradores em potencial.

Outra hipótese é a de, pelo menos até o momento, o número de jogos realmente empolgantes ou exclusivos para Switch 2 ainda não ser alto o suficiente para que uma quantidade maior de jogadores seja atraída para o console.

Há também quem acredite que os jogadores com mais pressa para pôr as mãos no novo console da Nintendo correram para comprá-lo de modo a antecipar as vendas que seriam realizadas no fim de 2025.

imagem do Nintendo Switch 2
Switch 2 (imagem: Divulgação/Nintendo)

Como todas essas hipóteses são administráveis, em maior ou menor escala, é cedo para afirmar que o Switch 2 está em crise. Mas há um problema que pode piorar a situação: os custos crescentes com módulos de memória RAM e armazenamento.

Considerando os Estados Unidos, o Nintendo Switch 2 custa cerca de US$ 450 atualmente. Se a escassez dos mencionados componentes forçar a Nintendo a aumentar o preço do console, as vendas tendem a cair ainda mais.

É possível até que a suposta redução de 33% no volume de fabricação do console já seja uma resposta a essa situação.

Em tempo: o Switch de primeira geração tornou-se o console mais vendido da Nintendo.

Nintendo pode reduzir produção do Switch 2 em 33% por vendas fracas

Nintendo Switch 2 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI decide acabar com o Sora, ferramenta que gera vídeos por IA

25 de Março de 2026, 10:25
Um popup de boas-vindas com o título "Welcome to Sora"e o ícone de uma nuvem. O fundo é um céu noturno azul-escuro com estrelas. Há um botão grande branco com o texto "Access Now" (em inglês) na parte inferior.
Sora será descontinuado pela OpenAI (imagem: reprodução/OpenAI)
Resumo
  • OpenAI decidiu descontinuar o Sora e suas APIs para focar em outros projetos, sobretudo de robótica;
  • ferramenta de IA foi anunciada em 2024 para permitir a criação de vídeos a partir de instruções digitadas;
  • cronograma de descontinuação do Sora ainda será divulgado pela OpenAI.

Em um anúncio repentino e surpreendente, a OpenAI anunciou a decisão de encerrar o Sora, ferramenta de inteligência artificial que gera vídeos a partir das instruções digitadas pelo usuário. As APIs que permitem que desenvolvedores integrem o Sora a seus aplicativos também serão descontinuadas.

A OpenAI anunciou o Sora em fevereiro de 2024, mas somente em setembro de 2025, com o lançamento do Sora 2, é que a ferramenta conquistou um público expressivo, não só por conta dos aprimoramentos trazidos com essa versão (vide o vídeo mais abaixo), mas também devido ao lançamento de um app móvel cuja dinâmica de funcionamento lembra a do TikTok.

Mas eis que, por meio do X, a OpenAI revelou que está dando adeus ao Sora:

Estamos nos despedindo do aplicativo do Sora. A todos que criaram com o Sora, compartilharam e construíram uma comunidade em torno dele: obrigado. O que vocês criaram com o Sora foi importante, e sabemos que esta notícia é desapontadora.

Em breve, compartilharemos mais informações, incluindo cronogramas [de descontinuação] para o aplicativo e a API, além de detalhes sobre como preservar seu trabalho.

Por que o Sora vai ser descontinuado pela OpenAI?

A veículos como o VentureBeat, a OpenAI informou apenas que decidiu encerrar o Sora para se concentrar no desenvolvimento de outros projetos, principalmente no campo da robótica:

Decidimos descontinuar o Sora no aplicativo para consumidores e na API. À medida que nos concentramos e a demanda por computação aumenta, a equipe de pesquisa do Sora continua focada em pesquisas de simulação do mundo real para avançar na robótica, ajudando as pessoas a resolver tarefas físicas do mundo real.

OpenAI

Parece ter sido uma decisão tomada abruptamente, pois não havia nada sugerindo uma descontinuação. Era o contrário: rumores recentes indicavam que o Sora seria integrado ao ChatGPT.

A decisão teve outro efeito: pôs fim à parceria da OpenAI com a Disney firmada para permitir aos usuários do Sora criar vídeos usando mais de 200 personagens de franquias como Marvel, Pixar e Star Wars.

No momento, segue sendo possível usar o Sora. Como a própria OpenAI informou em seu comunicado, o cronograma de descontinuação ainda será divulgado.

OpenAI decide acabar com o Sora, ferramenta que gera vídeos por IA

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Em um anúncio inesperado, OpenAI decidiu descontinuar ferramenta de criação de vídeos por IA e suas APIs. Companhia fala em focar em outros projetos.

App Sora tem feed vertical e permite criar, remixar e compartilhar vídeos de IA (imagem: reprodução)

Arc B70 Pro e B65 Pro são as novas placas de vídeo dedicadas da Intel

25 de Março de 2026, 10:01
Placa de vídeo Arc B70 Pro
Placa de vídeo Arc B70 Pro (imagem: reprodução/Intel)
Resumo
  • Intel anunciou GPUs Arc B65 Pro e Arc B70 Pro, com até 32 núcleos Xe e 32 GB de memória GDDR6, focadas em aplicações profissionais;
  • Arc B70 Pro possui 32 núcleos Xe, 256 motores XMX, e desempenho Int8 de 367 TOPS, enquanto Arc B65 Pro tem 20 núcleos Xe, 160 motores XMX, e desempenho Int8 de 197 TOPS;
  • Nos EUA, Arc B70 Pro custa US$ 949, e Arc B65 Pro será lançada em abril de 2026; não há informações sobre lançamento no Brasil.

A Intel segue tentando emplacar no segmento de placas de vídeo dedicadas. A companhia aproveitou o evento Intel Pro Day 2026, realizado nesta quarta-feira (25/03), para anunciar oficialmente as GPUs Arc B65 Pro e Arc B70 Pro, ambas com codinome “Big Battlemage”.

Elas até podem ser usadas para jogos, mas as duas novas placas de vídeo da Intel têm foco em aplicações profissionais, podendo ser empregadas em workstations (computadores de alto desempenho), portanto.

Nesse sentido, a própria Intel destaca que as novidades oferecem “forte desempenho e excelente custo-benefício para criação de conteúdo, cargas de trabalho de engenharia e inferência de IA”.

Para tanto, as novas GPUs foram equipadas com até 32 núcleos Xe e 32 GB de memória (VRAM). Como a numeração mais alta no nome sugere, a Arc B70 Pro é o modelo mais avançado.

As principais especificações da dupla são estas:

 Arc B70 ProArc B65 Pro
Núcleos Xe3220
Unidades Ray Tracing3220
Motores XMX256160
VRAM32 GB de GDDR632 GB de GDDR6
Largura de memória608 GB/s608 GB/s
Interface de memória256 bits192 bits
Desempenho (Int8)367 TOPS197 TOPS
Consumo160-290 W200 W
SistemasWindows e LinuxWindows e Linux
OutrosPCIe 5 x16, DisplayPort 2.1 (4)PCIe 5 x16, DisplayPort 2.1 (4)

Apenas para não restar dúvidas, os núcleos Xe consistem nos blocos de processamento gráfico em si, podendo ser comparados aos núcleos Cuda, da Nvidia.

Já os motores XMX (Xe Matrix Extensions) consistem em componentes direcionados a tarefas de aceleração de inteligência artificial, atuando em processamento de imagens ou upscaling por IA, por exemplo, e podem ser comparados aos núcleos Tensor, da Nvidia.

Disponibilidade e preços das placas Arc B65 Pro e Arc B70 Pro

Nos Estados Unidos, a Intel Arc B70 Pro será lançada nesta quarta-feira com preço sugerido de US$ 949 (R$ 5.005, na conversão direta). O modelo terá variações produzidas por marcas parceiras da Intel, como ARKN, ASRock, Gunnir, Maxsun e Sparkle, que podem trabalhar com valores diferentes.

Já a Intel Arc Pro B65 será lançada em abril de 2026 pelos parceiros da Intel. A faixa de preços do modelo ainda não foi revelada, porém.

Ainda não há informação sobre lançamento oficial no Brasil.

Placa de vídeo Arc B70 Pro
Placa de vídeo Arc B70 Pro (imagem: reprodução/Intel)

Outros anúncios da Intel

As novas placas de vídeo Arc não são as únicas novidades da Intel. A companhia também anunciou os processadores Core Ultra Série 3 para notebooks de alto desempenho voltados ao segmento corporativo. Esses chips têm tecnologia Intel 18A (equivalente, até certo ponto, ao padrão de 2 nanômetros da TSMC) e até 16 núcleos de CPU.

Para estações de trabalho ainda mais avançadas, a Intel confirmou os processadores Xeon 600 com opções que vão de 12 a 86 núcleos de CPU, chips estes que haviam sido revelados em fevereiro.

Arc B70 Pro e B65 Pro são as novas placas de vídeo dedicadas da Intel

Placa de vídeo Arc B70 Pro (imagem: reprodução/Intel)

Placa de vídeo Arc B70 Pro (imagem: reprodução/Intel)

Microsoft promete melhorar suporte ao Linux no Windows 11

24 de Março de 2026, 14:51
Fedora 42 no WSL para Windows 11
WSL rodando o Fedora Linux no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft promete melhorar Windows Subsystem for Linux (WSL) no Windows 11, focando em aspectos como desempenho e facilidade de configuração;
  • melhorias no WSL foram anunciadas junto com outros avanços no Windows 11;
  • expectativa é a de que atualizações do WSL cheguem até o final de 2026.

Na semana passada, a Microsoft causou certa surpresa ao anunciar uma série de medidas para melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Mas um aspecto do anúncio quase passou despercebido, talvez por ser mais técnico do que os demais: a promessa de ajustes no WSL para aprimorar a execução do Linux no Windows 11.

Para quem está por fora do assunto, vale uma rápida explicação: WSL é a sigla para Windows Subsystem for Linux. Trata-se de uma ferramenta nativa que, tal como o nome indica, permite a execução de determinadas distribuições Linux em ambientes Windows.

O WSL é interessante porque permite que desenvolvedores, profissionais de TI, estudantes de computação e afins possam trabalhar com o Linux usando um computador com Windows, sem ter que depender de máquinas virtuais ou de dual boot.

A Microsoft introduziu o WSL em 2016, ainda no auge do Windows 10, e a ferramenta recebeu diversos aprimoramentos com o passar do tempo. A companhia deu a entender que, até o fim do ano, poderemos esperar ainda mais avanços.

O que vai melhorar no WSL do Windows 11?

A Microsoft prometeu melhorar a experiência de uso do Windows Subsystem for Linux com base nos seguintes aspectos (em tradução livre):

  • desempenho de arquivos mais rápido entre Linux e Windows;
  • compatibilidade e taxa de transferência de rede aprimoradas;
  • experiência de configuração inicial e integração mais simplificada;
  • melhor gerenciamento corporativo com maior controle de políticas, segurança e governança.

O aspecto do desempenho chama a atenção, pois sugere que a Microsoft quer melhorar a experiência de abrir, no Linux, arquivos que estão em ambiente Windows e vice-versa. Em outras palavras, a companhia provavelmente melhorará a interoperabilidade entre os dois ecossistemas.

A mencionada “experiência de configuração inicial” também parece ser um aspecto importante. O WSL já não é tão difícil de ser configurado quanto era em suas primeiras versões, mas ainda há margem para avanços nesse quesito, principalmente devido ao fato de a ferramenta depender de linha de comando para muitas tarefas.

Distribuições Linux compatíveis com o WSL
Várias distribuições Linux são compatíveis com o WSL (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando veremos novidades no WSL?

Não está claro. Mas, no anúncio, a Microsoft explica que o Windows 11 receberá uma série de melhorias até o fim de 2026, e entre elas deverão estar os prometidos avanços no WSL.

Vale lembrar que a Microsoft também prometeu tornar móvel a Barra de Tarefas do Windows 11 (tal como no Windows 10 e versões anteriores), bem como fazer uma integração menos “forçada” do Copilot com ferramentas nativas do sistema operacional.

Vale a pena ficarmos de olho.

Microsoft promete melhorar suporte ao Linux no Windows 11

Fedora 42 no WSL para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Distribuições Linux compatíveis com o WSL (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

É oficial: Firefox 149 chega com VPN e tela dividida

24 de Março de 2026, 12:02
Firefox 149 chega com VPN e tela dividida
Firefox 149 chega com VPN e tela dividida (imagem: reprodução/Mozilla)
Resumo
  • Firefox 149 inclui VPN com 50 GB de tráfego gratuito por mês, disponível inicialmente na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido;
  • já modo de tela dividida está disponível globalmente, permitindo exibir duas páginas lado a lado;
  • novidade também melhora carregamento de PDFs com aceleração de hardware e bloqueia notificações de sites maliciosos.

A Mozilla prometeu lançar o Firefox 149 nesta terça-feira (24/03) e assim o fez. Essa versão chama a atenção por trazer um pacote de novidades realmente interessantes, a exemplo de um recurso de VPN que oferece 50 GB de tráfego gratuitamente por mês e do modo de tela dividida.

Uma VPN (sigla em inglês para Rede Virtual Privada) é capaz de camuflar o seu endereço IP de modo a reforçar a segurança da sua navegação ou de permitir acesso a páginas web que têm bloqueio regional, por exemplo.

No Firefox 149, o recurso pode ser ativado com um simples clique no botão “VPN” à direita da barra de endereços. Mas é importante saber desde já que, por ora, essa novidade não está disponível no Brasil.

Botão de VPN Firefox 149
Botão de VPN Firefox 149 (imagem: reprodução/Mozilla)

A Mozilla explica que, nesta fase inicial, a função de VPN do navegador está sendo liberada para usuários na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido. Ainda não há previsão de disponibilidade em outros países.

Pelo menos o modo de tela dividida foi liberado globalmente. Para ativar o recurso, basta clicar com o botão direito do mouse sobre uma aba e escolher a opção “Adicionar exibição dividida”. Com isso, o Firefox passa a exibir duas páginas ao mesmo tempo, uma ao lado da outra.

Modo de tela dividida do Firefox 149
Modo de tela dividida do Firefox 149 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que mais há de novo no Firefox 149?

Ainda de acordo com a Mozilla, agora o Firefox consegue carregar arquivos PDF mais rapidamente por usar aceleração de hardware (via GPU) nessa tarefa.

Além disso, o Firefox 149 passou a bloquear automaticamente notificações e a revogar permissões de sites sinalizados como maliciosos pela iniciativa Safe Browsing.

Outra novidade é a função que permite ao usuário adicionar pequenas notas às abas. Porém, no momento, esse recurso é experimental, razão pela qual deve ser ativado na área Firefox Labs. Para isso, abra o menu principal do navegador e vá em Configurações / Firefox Labs. Ali, marque a opção “Tabs notes”.

Ah, vale relembrar que o Firefox agora também tem um novo mascote, o Kit:

Como obter o Firefox 149?

A versão final do Firefox 149 já está disponível no site oficial. Há versões para Windows, macOS e Linux.

Quem já usa o navegador precisa apenas esperar pela atualização automática para a versão 149. Para acelerar o procedimento, basta abrir o menu principal e ir em Ajuda / Sobre o Firefox. Isso fará o navegador buscar pela versão mais recente.

É oficial: Firefox 149 chega com VPN e tela dividida

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Modo de VPN do Firefox 149 oferece 50 GB de tráfego gratuitamente por mês e pode ser ativado com um botão na barra de endereços, mas ainda não está disponível no Brasil.

Botão de VPN Firefox 149 (imagem: reprodução/Mozilla)

Modo de tela dividida do Firefox 149 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como fazer recuperação de dados do SSD: passo a passo

24 de Março de 2026, 10:00
Como fazer recuperação de dados do SSD
Como fazer recuperação de dados do SSD (imagem: reprodução/EaseUS)

Há quem pense que SSDs estão imunes a perda de dados. Não estão. A boa notícia é que, com a ferramenta certa, é possível fazer recuperação de dados do SSD com grandes taxas de sucesso, a exemplo do que é oferecido pelo EaseUS Data Recovery Wizard, que tem nível de eficiência de quase 100%.

Esse tipo de problema não é incomum porque as causas são as mais variadas, por exemplo:

  • formatação do SSD feita equivocamente;
  • corrompimento do sistema de arquivos;
  • exclusão acidental de partições;
  • erro de “partição RAW”, quando o Windows não reconhecer corretamente partições;
  • ação de vírus ou outros malwares;
  • arquivos deletados por engano;
  • softwares que apagam dados indevidamente.

É possível recuperar arquivos apagados de um SSD?

É perfeitamente possível. Isso porque, quando dados são apagados da unidade, o espaço ocupado por eles é sinalizado como livre para uso, mas não eliminados de imediato. Se dados não forem gravados nesse espaço, as chances de recuperação são altíssimas.

Mas há um porém: se a tecnologia TRIM estiver ativada no SSD, os dados poderão ser apagados de modo a não permitirem recuperação. Isso porque o TRIM efetivamente apaga os dados de uma área previamente gravada, ao contrário do HDs, que simplesmente sinalizam esse espaço como livre para uso.

É comum o TRIM ser ativado por padrão. Por isso, a sua desativação antes de recuperar um SSD formatado ou com dados apagados é importante. Para isso, faça o seguinte:

  • Windows: abra o Prompt de Comando como administrador e digite:
    fsutil behavior set DisableDeleteNotify 1
  • macOS: abra o terminal e digite:
    sudo trimforce disable

A seguir, você conhecerá ferramentas que te ajudam a recuperar arquivos apagados do SSD. Saiba desde já que o EaseUS Data Recovery Wizard é um dos softwares de recuperação de SSD mais renomados do mercado, tanto em computadores com Windows quanto em Macs.

O que é o EaseUS Data Recovery Wizard?

O EaseUS Data Recovery Wizard é um software de recuperação de arquivos que tem renome global por ser muito versátil. Para começar, a ferramenta faz recuperação de dados de SSD e de vários outros dispositivos, como discos rígidos (HDs), sistemas de NAS, pendrives, cartões de memória, câmeras digitais, players de música e afins.

Não é preciso se preocupar com a marca do dispositivo de armazenamento. A solução é compatível com unidades de fabricantes como Seagate, Western Digital, Toshiba, Sandisk, Samsung, Adata, HP, Kingston, Maxtor, Lexar, Kingston e Crucial.

Para você ter ideia de sua eficiência, o EaseUS Data Recovery Wizard pode restaurar tanto arquivos que foram apagados por engano ou excluídos da lixeira do sistema operacional, quanto dados que sumiram por falhas em transferências, partições excluídas, sistema de arquivos corrompidos e assim por diante.

Se você acha que isso significa que a ferramenta é capaz de reconhecer diversos tipos de arquivos, acertou. São mais de 1.000 formatos suportados. Entre eles estão: JPEG, PNG, GIF, DOC, DOCX, XLSX, PDF, PPTX, MP4, MOV e tantos outros.

Mas não basta ser compatível com formatos de arquivos variados. Um bom recuperador de dados do SSD também deve ser capaz de reconhecer numerosos sistemas de arquivos. Pois bem, o EaseUS Data Recovery Wizard suporta FAT16, FAT32, ext2, ext3, ext4, ReFS, NTFS, exFAT e muito mais.

Não é por sorte que o EaseUS Data Recovery Wizard lidera a lista dos melhores softwares de recuperação de dados gratuitos.

Como recuperar arquivos do SSD com o EaseUS Data Recovery Wizard (recomendado)

Aqui nos deparamos com outra qualidade do software: facilidade de uso. Até pessoas com pouca familiaridade com a tecnologia conseguem usar o EaseUS Data Recovery Wizard para recuperação de dados do SSD ou de outros dispositivos de armazenamento.

O passo a passo é este:

1 – faça download e instale o EaseUS Data Recovery Wizard no PC ou Mac que tem o SSD (o processo de instalação costuma ser rápido);

2 – feita a instalação, abra o EaseUS Data Recovery Wizard em seu computador;

3 – na coluna à esquerda do software, selecione a categoria de dispositivo a ser recuperado (discos, cartões SD, SSDs etc.);

4 – na área da direita, selecione o SSD ou a unidade cujos dados devem ser recuperados;

Selecione a unidade a ter dados recuperados
Selecione a unidade a ter dados recuperados (imagem: reprodução/EaseUS)

5 – agora, selecione os arquivos que foram encontrados e que, agora, podem ser recuperados; é possível filtrá-los por categorias como imagens, vídeos, documentos e áudios;

6 – depois de selecionar os arquivos, clique no botão de recuperação e aguarde o procedimento ser concluído.

Aguarde o EaseUS Data Recovery Wizard fazer a varredura e selecione os arquivos a serem restaurados
Aguarde o EaseUS Data Recovery Wizard fazer a varredura e selecione os arquivos a serem restaurados (imagem: reprodução/EaseUS)

Agora é só ir à pasta onde os arquivos recuperados foram salvos. E vale frisar: o EaseUS Data Recovery Wizard é gratuito na recuperação de até 2 GB de arquivos.

Arquivos encontrados pelo EaseUS Data Recovery Wizard e que, agora, podem serem restaurados
Arquivos encontrados pelo EaseUS Data Recovery Wizard e que, agora, podem serem restaurados (imagem: reprodução/EaseUS)

Como usar o Windows File Recovery para restauração gratuita no SSD

Se você tiver poucos arquivos para restaurar, pode usar o gratuito Windows File Recovery, que é uma ferramenta de recuperação de dados da própria Microsoft.

Mas atenção: esse software só funciona via Prompt de Comando (instruções digitadas), por isso, não é recomendado para quem não tem experiência com isso.

Este são os passos básicos:

1 – procure o Windows File Recovery na Microsoft Store e clique no botão de instalação (a ferramenta não costuma vir instalada no Windows);

2 – depois da instalação, procure por Windows File Recovery no Menu Iniciar ou no campo de pesquisa do sistema;

3 – no Prompt de Comando, digite uma instrução como esta:

winfr C: D: /n \Users\Teste\Documents\prova.docx

Essa instrução salva o arquivo prova.docx recuperado da unidade C na unidade D. Mas este é só um exemplo. É necessário consultar a documentação da Microsoft para aprender todos os recursos do Windows File Recovery (como já ficou claro, esta não é uma ferramenta de uso fácil, embora ela seja eficaz).

Windows File Recovery
O Windows File Recovery é eficiente, mas funciona via Prompt de Comando (imagem: reprodução)

Como restaurar dados de um SSD corrompido usando o Recuva

Uma opção de uso mais fácil em relação ao Windows File Recovery é o Recuva, um software de recuperação de SSD e outros dispositivos que é gratuito. Para usá-lo, faça o seguinte:

1 – busque por Recuva na Microsoft Store e clique no botão de instalação na página do software;

2 – após a instalação, abra o Recuva e clique em “Next”;

3 – selecione a categoria de arquivos a ser recuperada e clique novamente em “Next”;

4 – informe o SSD onde os arquivos deverão ser buscados ou deixe o software buscar em todas as unidades de armazenamento usando a opção “I’m not sure”;

5 – clique em “Netx” e em “Start”;

6 – espere o escaneamento do SSD terminar e, na lista que surgir, selecione os arquivos a serem recuperados (eles são indicados com um sinal verde).

Atenção para o fato de o Recuva ser eficiente, mas ter uma interface já um tanto ultrapassada e menos funcionalidades em relação ao EaseUS Data Recovery Wizard.

Recuva, software que recupere arquivos apagados do SSD
Recuva, software que recupera arquivos apagados do SSD (imagem: reprodução)

Dicas para evitar perda de dados no SSD no futuro

Alguns cuidados rotineiros podem evitar que você tenha que recuperar arquivos apagados do SSD ou, ainda, tenha que saber como recuperar um SSD corrompido:

  • espaço livre: manter algo entre 10% e 20% de espaço livre no SSD pode ajudar a evitar desgaste precoce das células de armazenamento;
  • proteção elétrica: proteger seu computador ou SSD externo com filtros de linha ou no-breaks previne falhas por oscilação na rede elétrica;
  • refrigeração: garanta que o SSD seja usado sem passar por calor excessivo;
  • não desfragmente: desfragmentação é útil para discos rígidos, mas, em SSDs, pode gastar ciclos de escrita desnecessariamente;
  • monitore: use ferramentas de diagnóstico para analisar dados que indicam o estado de “saúde” do SSD e parâmetros como o percentual total de dados gravados (TBW); troque a unidade se encontrar sinais acentuados de desgaste.

Como fazer recuperação de dados do SSD: passo a passo

Como fazer recuperação de dados do SSD (imagem: reprodução/EaseUS)

Selecione a unidade a ter dados recuperados (imagem: reprodução/EaseUS)

Aguarde o EaseUS Data Recovery Wizard fazer a varredura e selecione os arquivos a serem restaurados (imagem: reprodução/EaseUS)

Arquivos encontrados pelo EaseUS Data Recovery Wizard e que, agora, podem serem restaurados (imagem: reprodução/EaseUS)

Recuva, software que recupere arquivos apagados do SSD (imagem: reprodução)

LG revela tela para notebook que pode operar a 1 Hz para poupar bateria

23 de Março de 2026, 16:59
LG fala em ganho de eficiência energética de 48% com telas Oxide 1Hz
LG fala em ganho de eficiência energética de 48% com telas Oxide 1Hz (imagem: reprodução/LG Display)
Resumo
  • LG Display anunciou tela LCD para notebooks que pode operar a 1 Hz para economizar energia;
  • tecnologia Oxide 1Hz detecta conteúdo estático e ajusta taxa de atualização para 1 Hz, aumentando eficiência energética da bateria em até 48%;
  • Dell será a primeira empresa a usar telas Oxide 1Hz em notebooks da linha Dell XPS.

Enquanto “superbaterias” não surgem, a indústria faz o que pode para otimizar o consumo de energia por dispositivos eletrônicos. Um exemplo desses esforços vem da LG Display, que anunciou uma tela LCD para notebooks que pode reduzir a sua taxa de atualização para 1 Hz e, assim, aumentar a autonomia do equipamento.

A ideia não é nova. Já há algum tempo que determinados dispositivos móveis contam com tecnologias parecidas. Um exemplo é o Apple Watch Series 5, que foi lançado em 2019 justamente com um visor capaz de operar a 1 Hz para poupar energia. Em 2023, a Apple introduziu a abordagem na linha iPhone 14 Pro.

Aparelhos Android não ficaram de fora. Em 2021, as linhas OnePlus 9 e Oppo Find X3 Pro receberam recursos semelhantes, só para dar alguns exemplos rápidos.

Como é a tela da LG que pode funcionar a 1 Hz?

Em linhas gerais, telas com esse tipo de tecnologia são do tipo OLED. O que a LG anunciou é um painel TFT LCD com fabricação massiva capaz de operar dinamicamente com taxa de atualização entre 1 Hz e 120 Hz.

Trata-se de uma tecnologia que a LG chama de Oxide 1Hz e que, basicamente, detecta quando a tela exibe conteúdo estático. Nessas circunstâncias, a taxa de atualização cai para 1 Hz, fazendo o componente gastar menos energia. Essa abordagem melhora a eficiência energética da bateria em até 48%, afirma a LG.

No outro extremo, a tela pode ser ajustada automaticamente para funcionar a 120 Hz quando um conteúdo muito “movimentado” é exibido, a exemplo da reprodução de jogos ou de vídeos esportivos.

Dois notebooks da linha XPS aparecem parcialmente sobrepostos, ambos abertos. O modelo à frente mostra a tela ligada com uma imagem abstrata colorida e uma janela de aplicativo aberta, com o título “Social” no topo e miniaturas de fotos abaixo. O teclado é amplo e sem destaque para bordas. O notebook ao fundo mostra a parte traseira da tela e a base, ambos em acabamento escuro, destacando o design fino e premium.
Linha Dell XPS contará com telas LG Oxide 1Hz (imagem: divulgação/Dell)

Onde a tela Oxide 1Hz pode ser encontrada?

Esta é uma novidade que vem da LG Display, divisão que fornece telas não só para a própria LG, mas também para outros fabricantes de equipamentos eletrônicos. Não surpreende, portanto, o anúncio de que a Dell será a primeira companhia a receber as telas Oxide 1Hz.

Elas serão empregadas nos notebooks da linha Dell XPS que foram apresentados na CES 2026.

Ainda de acordo com a LG, a produção em massa de painéis OLED com tecnologia Oxide 1Hz está prevista para 2027.

LG revela tela para notebook que pode operar a 1 Hz para poupar bateria

LG fala em ganho de eficiência energética de 48% com telas Oxide 1Hz (imagem: reprodução/LG Display)

WhatsApp testa mensagens que se apagam após serem lidas

23 de Março de 2026, 14:48
Ilustração do recurso "Mensagens temporárias" do WhatsApp
WhatsApp testa mensagens que se apagam após serem lidas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • WhatsApp testa recurso para apagar mensagens 15 minutos após serem lidas ou 24 horas após envio se não lidas;
  • funcionalidade foi encontrada na versão beta 2.26.12.2 para Android e apaga a mensagem também no celular de quem a enviou;
  • no momento, recurso está em fase de teste, sem prazo definido para lançamento.

Entre os recursos que os desenvolvedores do WhatsApp vêm testando, este é um que deve agradar em cheio a quem se preocupa com privacidade ou costuma compartilhar informações sensíveis: uma opção que faz uma mensagem sumir do mensageiro logo depois de ela ser lida pelo destinatário.

Trata-se de mais uma função em teste que foi encontrada pelo WABetaInfo, desta vez na versão 2.26.12.2 do WhatsApp beta para Android.

Na prática, a novidade é uma extensão do recurso de mensagens temporárias do WhatsApp. Nessa funcionalidade, o usuário pode escolher se a mensagem será apagada automaticamente após 24 horas, 7 dias ou 90 dias desde o seu envio.

Com a extensão do recurso, o usuário conta com a opção de eliminação da mensagem após a sua leitura pelo destinatário de acordo com a seguinte dinâmica: a mensagem é apagada 15 minutos após ser lida; se a mensagem não for lida, ela desaparecerá automaticamente 24 horas após a sua emissão.

A mensagem também é apagada no celular de quem a enviou. Isso ocorre 15 minutos após o envio, tenha ela sido lida pelo destinatário ou não. Outro detalhe importante é que a novidade também funciona se o recurso de confirmação de leitura estiver desativado.

Função que apaga mensagens após a leitura no WhatsApp
Função que apaga mensagens após a leitura no WhatsApp (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Quando mensagens que se apagam após a leitura chegarão ao WhatsApp?

O recurso está na fase de teste e desenvolvimento, portanto, não há prazo para o seu o lançamento. Pode até acontecer de a novidade ter alguma característica alterada antes de sua liberação geral.

Esse tipo de mudança não é incomum. Basta levarmos em conta, como exemplo, que mensagens temporárias com curta duração estão em teste no WhatsApp pelo menos desde agosto de 2025. A “autodestruição” de mensagens após a leitura parece ser um ajuste da função encontrada naquela época.

Também existe a possibilidade de a autoexclusão de mensagens após a leitura nem ser lançada pelo WhatsApp. Mas, como concorrentes como o Telegram são mais avançados nesse quesito, eu apostaria no lançamento para um futuro não muito distante — talvez ainda em 2026.

WhatsApp testa mensagens que se apagam após serem lidas

Usuário pode usar as mensagens temporárias do WhatsApp para que as conversas sejam apagadas de forma automática (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Função que apaga mensagens após a leitura no WhatsApp (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Windows 11 pode deixar de exigir conta Microsoft na instalação

23 de Março de 2026, 12:20
Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 pode deixar de exigir uma conta Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 atualmente exige uma conta Microsoft para instalação do sistema;
  • exigência de conta Microsoft requer conexão à internet e também gera preocupações com privacidade;
  • executivo da companhia sinalizou que exigência de conta Microsoft poderá ser revista em um futuro próximo.

Entre as características do Windows 11 com forte potencial de causar irritação nos usuários está a exigência de login com uma conta Microsoft na configuração do sistema operacional durante a sua instalação. Um executivo da companhia sinalizou que essa abordagem poderá deixar de existir em breve, porém.

Até um passado recente, era relativamente fácil fazer uma instalação do sistema usando uma conta local, criada na hora. Porém, em 2024 e em 2025, a companhia desativou os principais recursos que permitiam instalar o Windows 11 sem uma conta Microsoft.

Um dos problemas dessa abordagem é que ela requer que o computador esteja conectado à internet para a instalação do Windows 11 ser concluída. Além disso, há usuários que rejeitam fazer login em serviços nas nuvens, tanto quanto possível, por preocupações com o aspecto da privacidade.

Eis que, na sexta-feira passada (20/03), a Microsoft anunciou várias medidas para melhorar a experiência do usuário com seu sistema operacional, entre elas, a de permitir que a Barra de Tarefas do Windows 11 seja reposicionada na Área de Trabalho (algo que o Windows 10 e versões anteriores permitem).

Diante disso, no X, um usuário perguntou a Scott Hanselman se a companhia pretende remover a exigência de uma conta Microsoft no login do Windows 11. O executivo, que atua como vice-presidente da comunidade de desenvolvedores da Microsoft, respondeu: “É, eu odeio isso. Estamos trabalhando nisso”.

Ya I hate that. Working on it

— Scott Hanselman 🌮 (@shanselman) March 20, 2026

Não há mais detalhes. Nem confirmação de que a exigência de uma conta Microsoft no login do Windows 11 será derrubada. Mas, como até um importante executivo da companhia manifestou incômodo com a exigência, podemos imaginar, sim, o sistema operacional funcionando normalmente com contas locais em um futuro não muito distante.

Microsoft promete melhorar experiência com o Windows 11

Além do retorno da Barra de Tarefas móvel, a Microsoft anunciou uma série de medidas que, até o fim do 2026, prometem deixar o Windows 11 mais amigável ao usuário. Entre elas estão a otimização do Explorar de Arquivos, maior controle do usuário sobre as atualizações do Windows Update e integração menos “forçada” do Copilot com ferramentas nativas do sistema operacional.

Fica a torcida para que, de fato, a não exigência de uma conta Microsoft faça parte dessas mudanças.

Windows 11 pode deixar de exigir conta Microsoft na instalação

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

BTG Pactual sofre ataque hacker que teria desviado R$ 100 milhões

23 de Março de 2026, 09:54
Cartão BTG Pactual Black, em azul escuro, com o logo da instituição e uma bandeira Mastercard em tons de cinza
BTG Pactual sofre ataque hacker que teria desviado R$ 100 milhões (imagem: divulgação/BTG Pactual)
Resumo
  • BTG Pactual suspendeu transferências via Pix após detectar uma invasão que teria desviado R$ 100 milhões;
  • banco afirmou que contas de clientes não foram afetadas; parte do valor desviado teria sido recuperada;
  • operações via Pix foram retomadas na manhã desta segunda-feira (23/03).

O domingo (22/03) foi de tensão para os clientes do BTG Pactual e para o próprio banco. A instituição financeira se viu obrigada a suspender transações via Pix após constatar uma invasão aos seus sistemas. A ação hacker teria resultado em um desvio de cerca de R$ 100 milhões.

Ainda não está claro como o ataque hacker foi executado. Porém, fontes próximas ao BTG Pactual revelaram ao jornal O Globo que o Banco Central identificou indícios de atividade suspeita logo pela manhã de domingo e, por volta das 6:00, passou a avisar o banco sobre o problema.

Em reação, o BTG Pactual suspendeu as operações via Pix, de modo preventivo. As transações via Pix começaram a ser retomadas somente na manhã desta segunda-feira (23/03).

Embora a instituição não confirme, as fontes disseram ao O Globo que cerca de R$ 100 milhões teriam sido desviados do banco pelos invasores, com grande parte desse dinheiro tendo sido recuperada pouco tempo depois pelo BTG Pactual, restando a ser retomados algo entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões.

O montante supostamente desviado teria saído de um valor mantido pelo BTG Pactual junto ao Banco Central, não de contas de clientes, porém.

Mão segurando um cartão do BTG Pactual
BTG Pactual diz que contas de clientes não foram afetadas (imagem: reprodução/BTG Pactual)

BTG Pactual afirma que contas de clientes não foram afetadas

Ao Tecnoblog, o BTG Pactual informou que não houve acesso indevido a nenhuma conta de cliente e que as operações com Pix começaram a ser retomadas, como já informado:

O BTG Pactual informa que iniciou o restabelecimento do serviço de PIX na manhã desta segunda-feira (23/03) após suspensão do serviço por medida preventiva no domingo (22/03).

A paralisação ocorreu após identificação de atividades atípicas que acionaram os sistemas de segurança na manhã do domingo. O BTG Pactual esclarece que não houve acesso a contas de clientes nem exposição de dados de correntistas.

O banco reforça, ainda, que a segurança das informações é prioridade e permanece disponível em caso de dúvidas em seus canais de atendimento.

O Tecnoblog também entrou em contato com o Banco Central. O texto será atualizado se o órgão der alguma declaração sobre o incidente.

BTG Pactual sofre ataque hacker que teria desviado R$ 100 milhões

BTG Pactual Black tem pacotes modulares de benefícios (imagem: divulgação)

BTG Pactual diz que contas de clientes não foram afetadas (imagem: reprodução/BTG Pactual)

Windows 11 vai finalmente ter Barra de Tarefas móvel

20 de Março de 2026, 18:06
Barra de Tarefas móvel no Windows 11
Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Windows 11 permitirá reposicionar a Barra de Tarefas, atendendo a pedidos frequentes dos usuários;
  • Microsoft planeja ainda otimizar o Explorador de Arquivos e dar mais controle sobre atualizações via Windows Update;
  • empresa também reduzirá pontos de entrada do Copilot em aplicativos como Ferramenta de Captura e Bloco de Notas.

Ao contrário do Windows 10 (e de versões anteriores do sistema), o Windows 11 não permite mover a Barra de Tarefas para as laterais ou para o topo da tela. Mas isso vai mudar: em clima de “antes tarde do que mais tarde”, a Microsoft revelou que a Barra de Tarefas poderá ser reposicionada no Windows 11 em breve.

O motivo da decisão? O número de queixas ou solicitações que a Microsoft recebeu sobre essa limitação:

Reposicionar a Barra de Tarefas é um dos pedidos mais frequentes que recebemos de vocês. Estamos introduzindo a possibilidade de reposicioná-la na parte superior ou nas laterais da tela, facilitando a personalização do seu espaço de trabalho.

Pavan Davuluri, chefe de Windows na Microsoft

Curiosamente, a decisão chega na mesma semana em que o PowerToys 0.98 foi lançado trazendo uma opção de barra adicional na Área de Trabalho (gratuito, o PowerToys é o “canivete suíço” do Windows, vale destacar).

Mas esta não é a única novidade que a Microsoft reserva para o Windows 11. Entre as demais está o plano de melhorar o desempenho e a praticidade do sistema operacional, o que será feito por meio da otimização do Explorador de Arquivos, só para exemplificar.

A companhia também fala em permitir que o usuário tenha mais controle sobre as atualizações disponibilizadas via Windows Update. Será possível definir um período de pausa no recebimento das atualizações, por exemplo, o que pode ser útil para prevenir bugs causados por elas (o que tem sido frequente).

Para quem não aguenta mais se deparar com o Copilot em todo canto do Windows 11, a Microsoft prometeu ser mais cuidadosa com isso: “estamos reduzindo os pontos de entrada desnecessários do Copilot, começando com aplicativos como Ferramenta de Captura, Fotos, Widgets e Bloco de Notas”, conta Davuluri.

Nova tela inicial do Copilot para Windows 11
Copilot vai ficar menos “enxerido” no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando o Windows 11 receberá todas essas novidades?

Como de hábito, as mudanças no Windows 11 serão implementadas de modo gradual. Inicialmente, terão acesso às novidades os participantes do programa de testes Windows Insider, já nas próximas semanas.

Em linhas gerais, a expectativa é de que esse “novo” Windows 11 fique disponível massivamente até o fim de 2026. Tomara!

Windows 11 vai finalmente ter Barra de Tarefas móvel

Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Nova tela inicial do Copilot para Windows 11, outro recurso em teste (imagem: reprodução/Microsoft)

Alemanha adota formatos abertos do ODF; LibreOffice comemora

20 de Março de 2026, 16:58
Notebook com o editor de texto Writer aberto e a frase "Open Document Format" escrita
Editor de texto Writer, do LibreOffice, que adota o ODF (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Alemanha tornou Open Document Format (ODF) obrigatório na administração pública como parte da iniciativa Deutschland-Stack;
  • responsável pelo LibreOffice, que adota o ODF como padrão, The Document Foundation defendeu a decisão;
  • ODF inclui formatos como .odt, .ods e .odp, sendo mantido pela OASIS e reconhecido pela ISO.

Nesta semana, os formatos de documentos do padrão aberto Open Document Format (ODF) passaram a ser de uso obrigatório na administração pública da Alemanha. A The Document Foundation (TDF), organização por trás do pacote de escritório LibreOffice, celebrou a decisão.

Sendo mais preciso, o ODF tornou-se oficial na Deutschland-Stack, iniciativa do governo alemão que estabelece uma infraestrutura digital para o país, servindo de base principalmente para o setor público ou serviços digitais oferecidos a cidadãos e organizações.

Na prática, isso significa que repartições públicas alemãs de todos os níveis deverão usar os formatos do ODF para garantir a interoperabilidade e a efetividade de comunicação por documentos digitais. O padrão PDF/UA (um tipo de PDF com acessibilidade universal, suportado por leitores de tela, por exemplo) também deverá ser adotado.

The Document Foudantion celebra adoção do ODF

A TDF é uma das organizações que mais defendem o uso do ODF, até porque esse conjunto de formatos é padrão na suíte aberta de escritório LibreOffice, desenvolvida pela organização.

Embora o pacote seja compatível com outros formatos, incluindo os do Microsoft 365/Office, o Open Document Format é adotado como padrão no LibreOffice por ser aberto e bem estruturado. Isso permite a sua implementação em qualquer software, não causa problemas graves de compatibilidade e não onera indivíduos ou organizações com custos de licenciamento.

O ODF também evita a dependência de padrões proprietários ou tecnicamente complexos. Nesse sentido, a TDF criticou recentemente a Microsoft por conta da complexidade do OOXML, que torna difícil a compatibilidade total do LibreOffice com formatos como DOCX (Word), XLSX (Excel) e PPTX (PowerPoint).

Não surpreende, portanto, que a TDF tenha apoiado a estratégia da Deutschland-Stack:

A decisão da Alemanha de ancorar o ODF no centro de sua infraestrutura nacional soberana confirma o que temos defendido há anos: formatos de documentos abertos e independentes de fornecedores não são uma preocupação de nicho para alguns especialistas em tecnologia e defensores do FOSS [Free and Open Source Software]. Eles são uma infraestrutura fundamental para administrações públicas democráticas, interoperáveis e soberanas.

Florian Effenberger, diretor executivo da The Document Foundation

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que é ODF?

Como já dito, o Open Document Format é um conjunto de formatos para documentos, o que inclui textos, planilhas, apresentações e afins. O padrão é mantido pela organização sem fins lucrativos OASIS e reconhecido pela ISO (organização internacional para normas técnicas).

Os principais formatos do ODF são estes:

  • .odt: documentos de texto
  • .ods: planilhas
  • .odp: apresentações de slides
  • .odg: desenhos ou formas vetoriais
  • .odf: fórmulas matemáticas
  • .odb: banco de dados

Alemanha adota formatos abertos do ODF; LibreOffice comemora

Editor de texto Writer, do LibreOffice, que adota o ODF (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Receita Federal libera programas do Imposto de Renda 2026 (IRPF)

20 de Março de 2026, 13:39
Programa do IRPF 2026 para Windows
Programa do IRPF 2026 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Receita Federal liberou programas para declaração do IRPF 2026, disponíveis para Windows, macOS e Linux;
  • envio das declarações ocorre de 23 de março a 29 de maio de 2026; a declaração é obrigatória para quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 em 2025, entre outros critérios;
  • isenção para rendimentos de até R$ 5.000 mensais é válida apenas para rendimentos a partir de 2026, afetando o IR de 2027.

A Receita Federal já liberou os programas da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. Há versões para Windows, macOS e Linux, além de aplicativos para Android e iOS. O período de envio da declaração vai de 23 de março a 29 de maio de 2026.

Quem precisa declarar o IRPF 2026?

De acordo com a Receita Federal, a declaração do Imposto de Renda deste ano é obrigatória para quem, em 2025:

  • teve rendimentos tributáveis, como salários, aposentadorias e aluguéis, superiores a R$ 33.888;
  • teve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200.000;
  • teve receita bruta de atividade rural superior a R$ 169.440;
  • teve qualquer ganho de capital na venda de bens ou direitos;
  • obteve lucro tributável ou realizou mais de R$ 40.000 em operações de bolsas de valores, mercadorias, futuros e afins, bem como efetuou day trade;
  • fechou o ano com bens ou direitos com valor acima de R$ 800.000;
  • passou a residir no Brasil;
  • declarou bens ou participações em entidades de outros países ou obteve trusts (acordos para que outra pessoa administre seus bens no exterior);
  • atualizou bens no exterior a valor de mercado ou obteve rendimentos de entidades estrangeiras;
  • optou pela isenção do imposto sobre ganho de capital na venda de imóveis residenciais e tenha reinvestido o valor em outro imóvel no prazo de 180 dias.

A isenção para rendimentos de até R$ 5.000 mensais já está valendo?

De fato, a tabela do Imposto de Renda foi atualizada para oferecer isenção a cidadãos que ganham até R$ 5.000 por mês, bem como redução gradual do tributo para quem recebe até R$ 7.350 mensais.

Porém, essa medida é válida para os rendimentos recebidos a partir de 2026 e, portanto, só terá efeito a partir do Imposto de Renda de 2027. Para a declaração deste ano, continua valendo a tabela que estava em vigor em 2025.

iPhone mostrando o aplicativo Receita Federal
Aplicativo da Receita Federal para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde baixar os aplicativos do IRPF 2026?

As versões do programa para Imposto de Renda 2026 podem ser baixadas a partir do site da Receita Federal. Como já dito, há versões para Windows, macOS e Linux.

Também é possível fazer a declaração a partir dos aplicativos da Receita Federal para Android e iOS.

Existe ainda a opção de declarar o IRPF 2026 de modo online (requer conta Gov.br).

Relembrando: apesar de os programas já estarem disponíveis, o período de entrega das declarações vai de 23 de março a 29 de maio de 2026.

Receita Federal libera programas do Imposto de Renda 2026 (IRPF)

Programa do IRPF 2026 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Aplicativo Receita Federal para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

AirPods Max 2 passam pela Anatel e venda no Brasil deve começar em breve

20 de Março de 2026, 10:09
Fones AirPods Max 2 em várias cores
Fones AirPods Max 2 estão disponíveis em várias cores (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • Apple obteve homologação da Anatel para os AirPods Max 2, permitindo a venda no Brasil, com preço de R$ 6.590;
  • AirPods Max 2 possuem chip Apple H2, oferecendo cancelamento de ruído ativo 1,5 vez mais eficaz que a geração anterior;
  • outros recursos incluem tradução de conversas em tempo real, áudio adaptativo e suporte a Áudio Espacial com reprodução a 24 bits e 48 kHz.

Os fones AirPods Max 2 já podem ser comercializados no Brasil. Nesta semana, a Apple obteve a homologação da Anatel necessária para isso. A data de início das vendas no mercado brasileiro ainda não foi definida, mas já sabemos o preço oficial do produto: R$ 6.590.

A documentação liberada pela Anatel mostra que o produto é identificado como “A3454”. Pois bem, no site da Apple, esse código corresponde justamente aos recém-anunciados AirPods Max 2.

É válido relembrar que a homologação junto à Anatel é uma etapa essencial para a venda de produtos com recursos de telecomunicações no Brasil. Essa é uma forma de garantir que o item atende aos parâmetros de qualidade e segurança necessários para equipamentos com essas características operarem no país.

Os AirPods Max 2 foram anunciados pela Apple no começo da semana. Na ocasião, a Apple já havia colocado o produto na versão brasileira de seu site, junto com o já mencionado preço de R$ 6.590.

Ainda falta a informação sobre o início das vendas, mas a homologação do produto pela Anatel sugere que a comercialização começará em breve.

Homologação dos AirPods Max 2 na Anatel
Homologação dos AirPods Max 2 na Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que há de novo nos AirPods Max 2?

A principal novidade dos AirPods Max 2 é a presença do chip Apple H2, que já equipa fones como AirPods 4, AirPods Pro 2 e AirPods Pro 3.

O H2 permite aos AirPods Max 2 terem cancelamento de ruído ativo (ANC) 1,5 vez mais eficaz em relação aos AirPods Max de primeira geração, explica a Apple.

Outros recursos incluem tradução de conversas faladas em tempo real, tecnologia de áudio adaptativo, função de isolamento de voz para chamadas mais claras, redução automática de ruídos do ambiente muito altos e interações com a Siri a partir de gestos com a cabeça.

Mulher usando os fones AirPods Max 2
AirPods Max 2 (imagem: reprodução/Apple)

Sobre a qualidade de áudio, os novos fones suportam reprodução a 24 bits e 48 kHz quando o cabo USB-C que acompanha o produto é usado, bem como são compatíveis com Áudio Espacial.

No visual, pouco ou nada muda em relação à geração anterior da linha.

AirPods Max 2 passam pela Anatel e venda no Brasil deve começar em breve

Fones AirPods Max 2 estão disponíveis em várias cores (imagem: reprodução/Apple)

Homologação dos AirPods Max 2 na Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

AirPods Max 2 (imagem: reprodução/Apple)

Gnome 50 “Tokyo” é lançado; veja o que muda no ambiente para Linux

19 de Março de 2026, 17:23
Gnome 50 "Tokyo"
Gnome 50 “Tokyo” é lançado (imagem: reprodução/Gnome)
Resumo
  • Gnome 50 “Tokyo” introduz melhorias em acessibilidade, a exemplo do leitor de tela Orca com configurações globais e troca automática de idioma;
  • ambiente agora inclui controles parentais que permitem monitorar e limitar o tempo de uso de tela para contas infantis;
  • visualizador de documentos foi reformulado para facilitar inserção de notas e o gerenciador de arquivos Files agora otimiza o carregamento de miniaturas e o consumo de RAM.

Um dos ambientes de desktop mais populares do universo Linux (se não for o mais) acaba de ganhar uma nova versão. O Gnome 50 “Tokyo” foi anunciado oficialmente trazendo avanços em acessibilidade, controles parentais, visualização de arquivos e mais.

No aspecto da acessibilidade, uma das novidades está no leitor de tela Orca, que agora pode salvar configurações de modo global (válidas para todos os aplicativos) e permite troca automática de idioma, tanto em apps quanto em páginas web.

Além disso, o Gnome 50 passou a contar com uma opção de redução de movimento nas configurações de acessibilidade para amenizar desconfortos causados por animações na interface do ambiente.

Sobre os controles parentais, agora os pais podem monitorar o tempo de uso do computador pelos filhos (com contas infantis), bem como definir limites de tempo de uso de tela para evitar, por exemplo, que as crianças passem da hora de dormir.

Controles parentais no Gnome 50 "Tokyo
Controles parentais no Gnome 50 “Tokyo” (imagem: reprodução/Gnome)

Também foram adicionadas bases técnicas para que, em versões futuras do Gnome, o ambiente de desktop possa filtrar automaticamente conteúdo nocivo a crianças em páginas web.

Outra novidade está no Papers, visualizador nativo de documentos (útil para leitura de PDFs, por exemplo), que foi reformulado para facilitar a inserção de notas a arquivos, permitindo não só a adição de textos, como também de linhas e marcas de destaque.

O gerenciador de arquivos Files, por sua vez, agora carrega mais rapidamente miniaturas e ícones, otimiza o consumo de memória RAM, deixou a função de renomear arquivos em lote mais intuitiva, passou a suportar o modo de autocompletar na barra de endereços sem distinguir letras maiúsculas e minúsculas, entre outras melhorias.

O visualizador de arquivos do Gnome 50
O visualizador de arquivos do Gnome 50 “Tokyo” (imagem: reprodução/Gnome)

O que mais há de novo no Gnome 50?

Como de hábito, a nova versão traz um conjunto numeroso de pequenas novidades. Entre as demais podemos destacar:

  • função de área de trabalho remota com mais desempenho graças ao suporte à aceleração por hardware (GPU);
  • suporte aprimorado ao recurso de Taxa de Atualização Variável (VRR);
  • a ferramenta de agenda (Calendar) melhorou a função de inserção rápida de compromisso e a visualização mensal, e agora respeita a configuração do sistema para o primeiro dia da semana;
  • suporte ao antigo mecanismo gráfico X11 completamente removido (o Wayland é que manda nesse aspecto agora), algo que deveria ter ocorrido no Gnome 49;
  • como sempre, há novos papéis de parede (e eles são muito bonitos!).
Ambiente de desktop Gnome 50
Ambiente de desktop Gnome 50 (imagem: reprodução/It’s Foss)

Um detalhe interessante é que os mantenedores do Gnome mantêm uma iniciativa de nome Circle, que reconhece, promove e apoia aplicativos criados pela comunidade com foco no ambiente de desktop.

Pois bem, os apps do Circle que foram destacados junto ao Gnome 50 são estes:

  • Gradia: permite fazer capturas de tela elaboradas e inserir anotações gráficas nelas;
  • Sudoku: uma versão do famoso jogo de lógica;
  • Constrict: compacta vídeos com base em tamanhos específicos de arquivos;
  • Sessions: aplicativo de cronômetro com visual minimalista e foco na técnica de produtividade Pomodoro.
O app de captura de tela Gradia
O app de captura de tela Gradia (imagem: reprodução/Gnome)

Como obter o Gnome 50 “Tokyo”?

Como o Gnome 50 é um ambiente de desktop, não um aplicativo que pode ser instalado com poucos cliques do mouse, a melhor maneira de ter acesso a ele é aguardar a atualização da sua distribuição Linux (se ela tiver uma versão com Gnome, é claro).

Você pode esperar pela novidade nas próximas versões de distribuições como Ubuntu, Fedora, Zorin OS, Manjaro e Big Linux.

Os apressados de plantão podem experimentar o Gnome 50 por meio do Gnome OS, que não é bem um sistema operacional, como o nome sugere, mas um ambiente de testes do projeto.

Gnome 50 “Tokyo” é lançado; veja o que muda no ambiente para Linux

Ambiente de desktop Gnome 50 (imagem: reprodução/It's Foss)

Navegador gamer Opera GX finalmente chega ao Linux

19 de Março de 2026, 12:52
Navegador gamer Opera GX finalmente chegou ao Linux
Navegador gamer Opera GX finalmente chegou ao Linux (imagem: divulgação/Opera)
Resumo
  • Opera GX agora está disponível para distribuições Linux como Debian, Ubuntu, Fedora e OpenSUSE
  • navegador oferece personalização com GX Mods e controle de recursos como RAM e rede entre seus recursos;
  • Opera GX inclui ainda barra lateral para Twitch e Discord, bloqueadores de anúncios e VPN opcional.

O Opera GX foi lançado há seis anos como um navegador voltado ao público gamer que usa Windows. No mesmo ano, uma versão para macOS foi lançada. Só o ecossistema Linux ficou de fora. Bom, não mais: o Opera GX agora está disponível para distribuições como Debian, Ubuntu, Fedora e OpenSUSE.

De acordo com a Opera, o lançamento de uma versão do Opera GX direcionada ao Linux foi bastante pedido à empresa em comunidades online. Demorou para essa solicitação ser atendida, mas, na primeira olhada, o resultado faz parecer que a espera compensou.

A Opera enfatiza, por exemplo, que usuários de Linux são fortemente adeptos de personalização, razão pela qual o Opera GX segue permitindo diversos tipos de ajustes, como aplicações de temas, efeitos sonoros ou elementos de interface por meio da função GX Mods.

Ainda nesse sentido, a Opera afirma que o usuário pode recorrer à GX Store para baixar mais de 10.000 mods com as mais diversas temáticas, muitos dos quais foram criados por outros usuários do navegador.

É claro que recursos funcionais também estão presentes, a exemplo das funções que permitem controlar quanto de memória RAM e recursos de rede o navegador pode consumir enquanto você está jogando. Existe também uma função (Hot Tabs Killer) que fecha abas automaticamente quando elas consomem muitos recursos durante a jogatina.

Opera GX para distribuições Linux
Opera GX para distribuições Linux (imagem: divulgação/Opera)

Outros atributos do Opera GX incluem:

  • barra lateral integrada ao Twitch e Discord, permitindo acompanhar streamings ou participar de conversas sem troca de janela;
  • bloqueadores de anúncios e rastreadores;
  • VPN integrada opcional.

Como baixar o Opera GX para Linux?

O Opera GX está disponível por meio de pacotes DEB e RPM, o que garante seu suporte em distribuições Linux como Debian, Ubuntu, Fedora e OpenSUSE, como já mencionado. Uma versão compatível com Flatpak já está em desenvolvimento, de acordo com a Opera.

O download pode ser feito na página oficial do Opera GX para Linux, gratuitamente.

Navegador gamer Opera GX finalmente chega ao Linux

Navegador gamer Opera GX finalmente chegou ao Linux (imagem: divulgação/Opera)

Opera GX para distribuições Linux (imagem: divulgação/Opera)

Firefox vai ter VPN gratuita, visualização dupla e até novo mascote (Kit)

18 de Março de 2026, 15:38
Firefox vai ter VPN gratuita, visualização dupla e até novo mascote
Firefox vai ter VPN gratuita, visualização dupla e até novo mascote (imagem: reprodução/Mozilla)
Resumo
  • Firefox receberá VPN gratuita com 50 GB de tráfego mensal, inicialmente disponível na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido;
  • navegador terá também visualização dividida para exibir duas páginas simultaneamente e Smart Window, assistente de IA opcional;
  • novidades incluem ainda API Sanitizer, Tab Notes e novo mascote Kit; a maioria dos recursos será lançada no Firefox 149.

O Firefox está longe de ter a popularidade do líder Google Chrome, mas isso não faz a Mozilla desistir de incrementá-lo. Prova disso é que, em breve, o navegador receberá recursos como VPN gratuita, Smart Window (Janela Inteligente) e um modo de visualização dividida que o faz mostrar duas páginas ao mesmo tempo.

A função de VPN gratuita é, provavelmente, o recurso mais interessante. Isso porque o recurso é capaz de ocultar o endereço IP real de seu computador quando você acessa determinado site, o que pode aumentar a segurança da navegação sob determinadas circunstâncias ou permitir acesso a serviços web com bloqueio regional, por exemplo.

É claro que haverá restrições. Para começar, cada usuário terá direito a 50 GB de tráfego mensal de VPN por mês. Além disso, a novidade estará disponível inicialmente na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido. Ainda não há data para liberação no Brasil e em outros países.

A VPN do Firefox é ativada a partir de um botão no navegador
A VPN do Firefox é ativada a partir de um botão no navegador (imagem: reprodução/Mozilla)

Já a função Smart Window é o novo nome da AI Window, a assistente de inteligência artificial do Firefox que foi anunciada pela Mozilla no ano passado. A novidade poderá ser usada para comparar produtos ou resumir textos na web, por exemplo, e será totalmente opcional, cabendo ao usuário ativá-la.

Falando em comparação, outra novidade prometida para o Firefox é o modo de visualização que exibe duas páginas ao mesmo tempo na tela, uma ao lado da outra, o que permite que o usuário compare textos ou copie dados de um lado para outro, entre outras possibilidades.

As demais novidades incluem a implementação da API Sanitizer, capaz de mitigar ataques antes de seu computador ser afetado, as Tab Notes (Notas de Aba), que permitem adicionar comentários em guias, e até o Kit, nome do novo mascote do Firefox (vide o vídeo a seguir).

Quando todas essas novidades chegarão ao Firefox?

Se não todos, a maioria dos novos recursos será introduzida oficialmente no Firefox 149, com previsão de lançamento para 24 de março de 2026.

A possível exceção fica para a Smart Window, pois a Mozilla não comentou sobre datas para esse recurso, se limitando a informar que já há uma lista de espera aberta para quem quiser testar a novidade.

Já as Tab Notes devem chegar ao Firefox Labs, uma área que dá acesso a recursos experimentais e que deve ser ativada nas configurações da versão 149 do navegador.

Firefox vai ter VPN gratuita, visualização dupla e até novo mascote (Kit)

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VPN tem limite de 50 GB por mês e lançamento inicial em quatro países (não inclui o Brasil). Maioria das novidades chega no Firefox 149.

YouTube questiona usuários para identificar vídeos ruins gerados por IA

18 de Março de 2026, 13:41
Logo do youtube com efeito de glitch
YouTube questiona usuários para identificar vídeos ruins gerados por IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube tem questionado usuários sobre vídeos de baixa qualidade gerados por IA, conhecidos como “AI slop”;
  • mais de 20% dos vídeos recomendados para novos usuários são considerados “AI slop” atualmente;
  • YouTube até já removeu canais por conteúdo de baixa qualidade gerado por IA, mas aparenta ainda ter dificuldades para mitigar problema.

Conteúdos de qualidade duvidosa gerados por inteligência artificial se tornaram tão frequentes que receberam até nome: “AI slop”. No YouTube, esse problema é recorrente, mas a plataforma aparenta ter dificuldades para mitigá-lo. É o que podemos deduzir dos pedidos de ajuda que o serviço vem fazendo a usuários.

Conforme apuração do Digital Trends, há cada vez mais relatos de pessoas, nas redes sociais, que se deparam com janelas no YouTube que trazem perguntas como “Isso [o vídeo] parece ser AI slop?” e “O quanto este vídeo parece ser de baixa qualidade gerado por IA?”. As opções de resposta vão de “Nada” até “Extremamente”.

Que fique claro que o YouTube não proíbe conteúdo gerado por IA, muito menos exige que os canais identifiquem vídeos do tipo como tal. Contudo, se o vídeo for considerado de baixa qualidade, pode haver consequências sérias, como baixo nível de recomendação, desmonetização do conteúdo ou até banimento do canal.

A razão disso é que vídeos ruins gerados por IA podem ser produzidos rapidamente e, com isso, dominar a plataforma se não houver nenhum tipo de controle.

🚨🚨BREAKING🚨🚨

YouTube is now surveying users on whether videos feel like "AI Slop" and "low-quality AI" pic.twitter.com/qTDu8Cxjld

— vidIQ (@vidIQ) March 17, 2026

O problema é que, embora o YouTube já conte com mecanismos que detectam conteúdo gerado por IA com um nível aceitável de eficiência, aparentemente, ainda não é possível identificar vídeos de baixa qualidade com precisão, até porque os critérios para isso tendem a ser subjetivos.

Até o momento, o YouTube não explicou a finalidade das perguntas, mas é possível que elas sirvam para verificar se as respostas dos usuários condizem com os resultados dos mecanismos de detecção.

Mais de 20% dos vídeos recomendados do YouTube são AI slop

O YouTube precisa mesmo tomar cuidado com vídeos ruins gerados por IA. Um levantamento da plataforma de edição de vídeo Kapwing apontou que mais de 20% do conteúdo recomendado pela plataforma para novos usuários (e que não consideram o histórico de navegação, portanto) são AI slop.

Não por acaso, o YouTube derrubou dois canais com vídeos de baixa qualidade gerados por IA no começo do ano. Apesar disso, o problema parece estar longe de uma solução.

YouTube questiona usuários para identificar vídeos ruins gerados por IA

YouTube volta a falhar para quem usa bloqueador de anúncios (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

PowerToys 0.98 adiciona barra de atalhos no Windows e melhora várias funções

18 de Março de 2026, 11:33
PowerToys 0.98, o "canivete suíço" do Windows
PowerToys 0.98, o “canivete suíço” do Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • PowerToys 0.98 introduz barra de atalhos integrada à Paleta de Comandos, suportando widgets e personalização;
  • Gerenciador de Teclado ganhou um editor com interface moderna e modo de visualização única;
  • outras novidades incluem melhorias no CursorWrap, no modo Sempre Visível e no recurso Colar Avançado.

Uma das ferramentas para Windows mais versáteis já criadas pela Microsoft acaba de ganhar mais uma versão: o PowerToys 0.98 deixa a poderosa Paleta de Comandos mais rápida e personalizável, aperfeiçoa a função que permite reprogramar o teclado, entre várias outras novidades.

Comecemos pela Paleta de Comandos, pois esse é um dos recursos mais importantes do PowerToys. Estamos falando de uma função que dá acesso rápido a aplicativos, extensões, configurações e afins. Quando você se habitua a usá-la, tende até a deixar o Menu Iniciar de lado. Para tanto, basta pressionar Windows + Alt + Espaço e, no campo principal, informar o que você quer acessar.

No PowerToys 0.98, a Paleta de Comandos é complementada com o Dock (Encaixe, em português), uma barra que, quando ativada, fica sempre visível na tela para dar acesso rápido aos recursos que você mais acessa.

O Dock ainda está em fase de prévia, mas já é funcional, podendo ser posicionado na parte superior, inferior, esquerda ou direita da tela e permitindo personalização dos atalhos. O Dock suporta ainda complementos, como widgets que informam o uso de CPU, GPU e memória RAM.

A Paleta de Comandos do PowerToys 0.98 e sua barra no topo
A Paleta de Comandos do PowerToys 0.98 e sua barra no topo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Para completar, a Paleta de Comandos ficou mais rápida na resposta a comandos e, no aspecto da personalização, agora permite ajustar o nível de transparência da janela, por exemplo.

Outra novidade interessante está no Gerenciador de Teclado, função que permite personalizar o… teclado. Ela é útil, por exemplo, para remapear teclas. O PowerToys 0.98 introduz um editor de teclado renovado, que traz uma interface mais moderna e intuitiva, bem como permite edições em visualização única, abordagem mais prática que o atual modo de visualização em duas janelas.

Porém, o novo editor do Gerenciador de Teclado também está em fase de prévia, razão pela qual deve ser ativado manualmente para ser acessado.

O que mais há de novo no PowerToys 0.98?

Entre as demais novidades estão:

  • CursorWrap: a função que permite levar o cursor do mouse de uma extremidade à outra da tela rapidamente agora funciona melhor com vários monitores e permite sua desativação automática quando apenas um visor estiver em uso;
  • Sempre Visível: esse modo permite fixar uma janela acima das outras, sendo útil para você deixar um aplicativo sempre visível na tela; agora, é possível acionar esse recurso usando o botão direito do mouse, e não somente um atalho de teclado;
  • Colar Avançado: agora oferece cópia automática para teclas de atalho de ações personalizadas, permitindo que um único atalho copie e execute uma ação.
Função Sempre Visível no PowerToys 0.98
Função Sempre Visível no PowerToys 0.98 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde baixar o PowerToys 0.98?

O PowerToys 0.98 pode ser baixado em sua página no GitHub. Ali, você deve escolher a versão apropriada ao seu PC (x64 para chip Intel ou AMD; arm64 para Snapdragon X ou outro chip Arm).

Apesar de ser focado no Windows 11, o PowerToys 0.98 também funciona no Windows 10, mesmo com essa versão do sistema não sendo mais suportada pela Microsoft.

A ferramenta é gratuita e, cá entre nós, recomendo o seu download. O PowerToys tem numerosos recursos que realmente podem otimizar as suas atividades diante do computador.

PowerToys 0.98 adiciona barra de atalhos no Windows e melhora várias funções

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Barra de atalhos também suporta widgets e é integrada à Paleta de Comandos. PowerToys 0.98 também melhora Gerenciador de Teclado, modo Sempre Visível e mais.

PowerToys 0.98, o "canivete suíço" do Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A Paleta de Comandos do PowerToys 0.98 e sua barra no topo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Função Sempre Visível no PowerToys 0.98 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Galaxy S26 Ultra: Tela de Privacidade causa náuseas em alguns usuários

17 de Março de 2026, 17:30
Foto de um smartphone com tela acesa, posicionado verticalmente e levemente inclinado contra uma almofada de tecido cinza tramado. A tela exibe o site do Tecnoblog com a manchete "Dono de um DJI Romo hackeou quase 7 mil robôs aspiradores por acaso" e uma notícia sobre o Samsung Galaxy A57. No topo da tela, a URL "tecnoblog.net" e o horário "4:32". Há uma marca d'água branca do Tecnoblog no canto inferior direito, sobreposta ao fundo de tecido cinza que compõe o restante do cenário.
Galaxy S26 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Tela de Privacidade do Galaxy S26 Ultra estaria causando náuseas, tonturas, dores de cabeça e cansaço visual em alguns usuários;
  • relatos de desconforto com uso do Galaxy S26 Ultra surgem em redes sociais como o Reddit;
  • suspeita recai sobre a Tela de Privacidade por conta das mudanças físicas na estrutura do visor necessárias para a tecnologia funcionar.

A Tela de Privacidade (Privacy Display) é uma das principais novidades do Galaxy S26 Ultra, pois o recurso dificulta a visualização do conteúdo do visor por terceiros. Mas há usuários se queixando do surgimento de náuseas, tonturas, dores de cabeça e cansaço visual com o uso do aparelho, e a nova funcionalidade pode ser a causa.

Como apurado pelo Android Authority, relatos sobre esses problemas aparecem nas redes sociais, sobretudo no Reddit, a exemplo deste tópico. Nem sempre os relatos associam os problemas diretamente à Tela de Privacidade do Galaxy S26 Ultra, mas ao uso do aparelho como um todo.

Como queixas semelhantes não ocorrem com o Galaxy S25 Ultra ou outros smartphones da Samsung, há quem desconfie de que os desconfortos estejam sendo causados pela função Privacy Display.

Para algumas pessoas, o mal-estar com o uso do Galaxy S26 Ultra incomodou a ponto de justificar a devolução do aparelho.

Casos isolados ou defeito no Galaxy S26 Ultra?

A maioria dos usuários está tendo experiências positivas com o Galaxy S26 Ultra. Muitos deles deram afirmações nesse sentido nos tópicos do Reddit que tratam das mencionadas queixas. Parece, então, ser um problema que afeta uma minoria.

Essa possibilidade ganha força se considerarmos que a Tela de Privacidade funciona por meio da combinação de funções de software com mudanças físicas na estrutura do visor. Essas mudanças, até então inéditas, é que podem estar causando estranheza ou desconforto em algumas pessoas, seja pelo costume com telas convencionais, seja por sensibilidade individual.

Galaxy S26 Ultra visto de lado. A tela está bastante escurecida, impedindo que pessoas ao lado vejam o conteúdo.
Tela do Galaxy S26 Ultra com a Privacy Display ativada (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Recentemente, a própria Samsung reconheceu que, como efeito da implementação da tecnologia Privacy Display, “alguma variação [na tela] será visível quando o celular for segurado sob certos ângulos e quando o brilho estiver no [nível] máximo”. Talvez isso esteja relacionado às queixas recentes.

Não parece ser nada alarmante, no fim das contas, mas convém que a Samsung monitore a situação de perto, afinal, se o número de queixas de mal-estar com o uso do Galaxy S26 Ultra aumentar consideravelmente, o consequentemente “marketing negativo” para a linha poderá ser catastrófico.

Se você tem um Galaxy S26 Ultra, fica o convite para contar a sua experiência nos comentários.

Em tempo: a Tela de Privacidade do Galaxy S26 Ultra foi destaque no Tecnocast 390, não deixe de conferir.

Galaxy S26 Ultra: Tela de Privacidade causa náuseas em alguns usuários

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Usuários relatam tonturas, cansaço visual e outros problemas ao usar o Galaxy S26 Ultra. Função Privacy Display é apontada como possível causa do problema.

Galaxy S26 Ultra mantem tela AMOLED de 6,9 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Privacy Display é o mecanismo anticurioso da Samsung (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Reddit bloqueia menores de 16 anos no Brasil devido ao ECA Digital

17 de Março de 2026, 15:52
ilustração sobre o Reddit
Reddit bloqueia menores de 16 anos no Brasil devido ao ECA Digital (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Reddit bloqueou usuários menores de 16 anos no Brasil devido ao ECA Digital, que exige vinculação de contas a responsáveis maiores de idade;
  • ECA Digital, nome da Lei 15.211/25, estabelece regras para proteger menores online, incluindo supervisão parental e proibição de exploração de dados;
  • empresas que não cumprirem ECA Digital podem enfrentar penalidades; Meta e Riot Games são exemplos de companhias que estão adaptando seus serviços no Brasil.

Nesta terça-feira (17/03), o ECA Digital começou a valer no Brasil. A nova legislação visa proteger crianças e adolescentes em meios digitais, razão pela qual plataformas online precisam se adaptar. Entre elas está o Reddit, que anunciou a suspensão de usuários menores de 16 anos até a adequação do serviço.

A razão disso é que uma das determinações do ECA Digital é a de que crianças e adolescentes somente possam acessar redes sociais se suas contas nesses serviços estiverem vinculadas a um responsável maior de idade, como o pai ou a mãe.

O Reddit começou a avisar seus usuários no Brasil sobre a decisão por e-mail. O trecho principal da mensagem é reproduzido a seguir:

Usuários menores de 16 anos terão suas contas temporariamente suspensas e não poderão criar uma nova até que um pai, mãe ou responsável vincule sua própria conta e dê sua aprovação.

Estamos trabalhando ativamente no desenvolvimento da integração com o Compartilhamento Familiar da Apple e o Google Family Link para permitir que pais e responsáveis no Brasil forneçam sua aprovação a partir de seus próprios dispositivos.

Entraremos em contato novamente quando esta opção estiver disponível. Até lá, usuários menores de 16 anos não poderão criar novas contas e nem acessar contas já existentes no Reddit.

Tal como a mensagem deixa claro, o bloqueio é temporário. Usuários menores de 16 anos poderão acessar o Reddit novamente quando mecanismos de vinculação de responsáveis estiverem prontos na plataforma. Não há prazo para que essa solução seja implementada, porém.

No mesmo e-mail, o Reddit avisa que usuários com idade estimada inferior a 18 anos que tentarem acessar conteúdos restritos à faixa etária pela legislação brasileira precisarão comprovar sua idade para ter o acesso liberado, o que poderá ser feito por vários métodos, como registro de selfie ou fornecimento de documentos.

O aviso de bloqueio a menores de 16 anos do Reddit
O aviso de bloqueio a menores de 16 anos do Reddit (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que é o ECA Digital?

Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, ou ECA Digital, são os nomes apresentáveis da Lei 15.211/25, que estabelece regras para proteger crianças e adolescentes em meios online, o que inclui redes sociais, serviços de mensagens instantâneas, plataformas de jogos, marketplaces e outros.

O ECA Digital tem regras para aspectos como supervisão pelos pais (a regra que levou ao bloqueio de menores de 16 anos pelo Reddit), prevenção de abusos, remoção de conteúdo nocivo e proibição de exploração comercial de dados de menores.

Companhias que não seguirem as novas regras poderão ser punidas com notificações, multas e, em casos extremos, a suspensão de seus serviços no Brasil.

Há um intenso movimento de adaptação. A Meta está ampliando os recursos de controle parental do Instagram, e a Riot Games já exige verificação de idade no Brasil para seus jogos, só para dar alguns exemplos.

Não estranhe se você vir o ECA Digital sendo chamado de “lei Felca”: há quem entenda que as denúncias sobre conteúdos indevidos envolvendo menores de idade feitas pelo influenciador serviram para acelerar a aprovação das determinações.

Em tempo: compreenda o que é o Reddit, se você desconhece a plataforma.

Reddit bloqueia menores de 16 anos no Brasil devido ao ECA Digital

Saiba como o Reddit se transformou um importante fórum global sobre assuntos diversos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O aviso de bloqueio a menores de 16 anos do Reddit (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Intel Core Ultra 200HX Plus chega com até 24 núcleos para notebooks parrudos

17 de Março de 2026, 13:32
Chip da linha Core Ultra 200HX Plus
Chip da linha Core Ultra 200HX Plus (imagem: divulgação/Intel)
Resumo
  • Intel Core Ultra 9 290HX Plus possui 24 núcleos e oferece desempenho até 8% superior em jogos e 7% maior em operações de thread única em comparação ao seu antecessor;
  • já Intel Core Ultra 7 270HX Plus chega com 20 núcleos;
  • Notebooks com processadores Core Ultra 200HX Plus incluem modelos da Acer, Asus, Dell, HP, Lenovo, MSI, e Razer.

No comecinho de 2025, a Intel anunciou os chips Core Ultra 200HX (entre outros) de alto desempenho para notebooks. Agora, em março de 2026, a companhia reforçou a linha com os modelos “Plus”. São apenas dois processadores, mas que prometem ainda mais poder de fogo para jogos e aplicações exigentes.

O destaque da dupla fica para o Intel Core Ultra 9 290HX Plus. Estamos falando de um chip de 24 núcleos que, em relação ao antecessor Intel Core Ultra 9 285HX, oferece desempenho até 8% superior em jogos e 7% maior em operações de thread única (single-thread). Essas estimativas aumentam para até 62% e 30%, respectivamente, em relação ao Core i9-12900HX.

Já o segundo chip consiste no Intel Core Ultra 7 270HX Plus, que é um pouco mais “humilde”, mas ainda bastante poderoso, afinal, falamos de 20 núcleos de CPU aqui.

Sem mais delongas, estas são as principais características de cada chip da série Core Ultra 200HX Plus:

ModeloNúcleos [Total]Clock boostSmart cacheNPUGráficosConsumo base / Turbo
Core Ultra 9 290HX Plus8 P / 16 E [24]5,5 GHz36 MB13 TOPSXe (64 EU)55 / 160 W
Core Ultra 7 270HX Plus8 P / 12 E [20]5,3 GHz36 MB13 TOPSXe (64 EU)55 / 160 W

Na tabela, a letra P identifica os núcleos Lion Cove (P) direcionados a tarefas que exigem mais desempenho; já a letra E designa os núcleos Skymont (E), focados em eficiência energética.

Ambos os processadores suportam memórias DDR5 de 6.400 MT/s (megatransfers por segundo), além de tecnologias como Wi-Fi 6E (Wi-Fi 7 de modo inicial) e Thunderbolt 4 (Thunderbolt 5 de modo inicial).

Um diferencial da série Core Ultra 200HX Plus em relação aos chips Core Ultra 200HX “normais” está no aumento de frequência de até 900 MHz na comunicação entre os dies de cada modelo. Essa característica eleva a velocidade de comunicação entre a CPU e o controlador de memória de modo a reduzir a latência e melhorar o desempenho de jogos, por exemplo.

Descrição da série Core Ultra 200HX Plus
Série Core Ultra 200HX Plus (imagem: divulgação/Intel)

Lançamento da série Intel Core Ultra 200HX Plus

Notebooks com os processadores Core Ultra 200HX Plus já começaram a ser vendidos. A Intel divulgou uma lista dos primeiros modelos a trazerem os novos chips. São eles:

  • Acer Predator Helios Neo 16S AI
  • Acer Predator Helios Neo 16 AI
  • Acer Predator Helios Neo 18 AI
  • Asus Rog Strix Scar 18
  • Colorful iGame M16 Origo
  • Dell Alienware 16 Area-51
  • Dell Alienware 18 Area-51
  • Dell Alienware 16X Aurora
  • HP HyperX Omen 15
  • HP HyperX Omen 16
  • HP HyperX Omen Max 16
  • Lenovo Legion 7i
  • Lenovo Legion 5i
  • Lenovo Legion Pro 7i
  • Lenovo Legion Pro 5i
  • Maingear Ultima 18
  • Mechrevo Yaoshi 18 Pro
  • Mechrevo Yaoshi 16 Ultra
  • MSI Raider 16 Max HX
  • Origin PC Gaming Notebook EON18X
  • Origin PC Gaming Notebook EON16X
  • Puget Mobile C162-G
  • Razer Blade 18

Estes não são os únicos lançamentos da Intel neste mês de março. Outras novidades recentes da marca incluem:

Intel Core Ultra 200HX Plus chega com até 24 núcleos para notebooks parrudos

Série Core Ultra 200HX Plus (imagem: divulgação/Intel)

ECA Digital entra em vigor para proteger menores na internet; veja mudanças

17 de Março de 2026, 10:44
Garoto usando um notebook
ECA Digital entra em vigor para proteger menores na internet (imagem ilustrativa: Thomas Park/Unsplash)
Resumo
  • ECA Digital exige verificação de idade em plataformas online e supervisão parental para menores de 16 anos em redes sociais;
  • nova lei proíbe ainda exploração comercial de dados de menores e conteúdos prejudiciais, exigindo remoção e denúncia de conteúdo nocivo;
  • empresas que não cumprirem ECA Digital podem receber advertências, multas de até R$ 50 milhões ou 10% do faturamento, e possível suspensão de atividades.

Nesta terça-feira (17/03), entrou em vigor a Lei 15.211/25, mais conhecida como ECA Digital. Trata-se de um conjunto de regras jurídicas voltado à proteção de crianças e adolescentes em meios online, o que inclui redes sociais, serviços de mensagens instantâneas, plataformas de jogos, marketplaces e mais.

ECA é a sigla do Estatuto da Criança e do Adolescente, em vigor desde 1990. O nome ECA Digital deixa claro, portanto, que esta é uma extensão da legislação para menores de idade, mas direcionada à internet.

A Lei 15.211/25 foi sancionada pelo governo federal em setembro de 2025 para entrar em vigor seis meses depois, ou seja, agora. A fiscalização está a cargo da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Um detalhe curioso é que o ECA Digital também vem sendo chamado, informalmente, de “lei Felca”. Isso porque muita gente vinculou as regras da nova lei às denúncias sobre conteúdos indevidos envolvendo menores de idade feitas pelo influenciador.

O que muda com o ECA Digital?

O ECA Digital tem uma série de regras, mas os seus principais pilares são estes:

  • Verificação de idade: plataformas online com serviços, produtos ou recursos inadequados para crianças ou adolescentes devem adotar medidas eficazes de confirmação de idade dos usuários, não bastando apenas a autodeclaração;
  • Supervisão dos pais em redes sociais: crianças ou adolescentes com até 16 anos só podem acessar redes sociais se a sua conta estiver vinculada à de um responsável maior de idade, como o pai ou a mãe;
  • Prevenção de abusos: plataformas online com serviços para crianças ou adolescentes devem ter regras e medidas que previnam o uso desses ambientes para assédio, bullying, publicidade predatória, pornografia e outras práticas prejudiciais;
  • Remoção de conteúdo nocivo: serviços online devem adotar mecanismos que impeçam a publicação ou divulgação de conteúdo prejudicial a crianças e adolescentes; se esse tipo de conteúdo for encontrado, deve ser removido e denunciado às autoridades com informações suficientes para a sua investigação;
  • Proibição de exploração comercial: dados de crianças e adolescentes não podem ser usados para fins publicitários; jogos online não podem oferecer “loot boxes“, que são recompensas cujo conteúdo o jogador só descobre o que é após um pagamento; conteúdos que retratam crianças ou adolescentes de modo erotizado são vedados.
Garoto usando fones de ouvido diante da TV
Uma das principais exigências do ECA Digital é a verificação de idade (imagem ilustrativa: Bokskapet/Pixabay)

Punições para o descumprimento do ECA Digital

Empresas que flagrantemente não seguirem as regras do ECA Digital estão sujeitas a punições que podem ir desde advertências com prazos de adequações, passam por multas que podem chegar a 10% de seu faturamento no Brasil ou a R$ 50 milhões por infração, e chegam à suspensão ou encerramento forçado de suas atividades no país.

As mudanças a serem implementadas podem ser desafiadoras para as organizações, especialmente sob o ponto de vista técnico. Um exemplo de desafio possível está na verificação de idade, que pode exigir mecanismos de recebimento, checagem e proteção de documentos pessoais.

A despeito dos desafios, a movimentação em prol da adequação às novas regras já é intensa em algumas companhias. A Meta, por exemplo, começou a adequar o WhatsApp para o ECA Digital em fevereiro deste ano. Outro exemplo: a Riot Games já exige verificação de idade no Brasil para seus jogos.

ECA Digital entra em vigor para proteger menores na internet; veja mudanças

ECA Digital entra em vigor para proteger menores na internet (imagem ilustrativa: Thomas Park/Unsplash)

É possível gerenciar o tempo que crianças passam no PS4 (Imagem: Bokskapet / Pixabay)

WhatsApp já testa conversas com quem não tem conta no serviço

16 de Março de 2026, 12:37
Uma ilustração com um smartphone grande e preto no centro, exibindo uma conversa de WhatsApp. A tela mostra balões de diálogo com texto genérico, alternando entre mensagens de entrada e saída. Ao lado esquerdo do celular, uma pessoa com coque e roupas casuais está sentada e mexendo em seu próprio celular. Do lado direito, uma pessoa com cabelos longos e roupas verdes também está de pé e mexendo no celular. A marca d'água do "tecnoblog" é visível no canto inferior direito. O fundo é em tons de verde e cinza esverdeado.
WhatsApp já testa conversas com quem não tem conta no serviço (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • WhatsApp testa modo de convidado que permite chats via navegador com pessoas sem conta no serviço;
  • modo de convidado gera um identificador único e criptografia ponta a ponta, mas não suporta grupos, fotos, vídeos ou chamadas;
  • chats com convidados expiram após dez dias de inatividade; lançamento oficial ainda não tem data definida.

O WhatsApp está testando uma função de chat para convidados, tanto no Android quanto no iOS. A ideia é permitir que você possa estabelecer uma conversa com uma pessoa que não tem conta no serviço, sem que ela tenha que baixar o app oficial para iniciar a comunicação. Tudo é feito via web.

A funcionalidade de convidado no WhatsApp foi encontrada pelo WABetaInfo em agosto de 2025, em uma versão beta do mensageiro para Android. Agora, o veículo descobriu que o recurso evoluiu e, como tal, está sendo testado com um número restrito de usuários do WhatsApp para Android e iOS.

Os usuários que têm acesso à novidade podem convidar pessoas que não têm conta no mensageiro para estabelecer um chat que é realizado via navegador. Neste caso, o link é enviado ao convidado via SMS.

Quando o link é aberto, o que pode ser feito tanto em um celular quanto no desktop, o destinatário tem a opção de baixar o aplicativo do WhatsApp para iniciar a conversa ou continuar como convidado, com a conversa sendo realizada via navegador, como já ficou claro.

No modo de convidado, o WhatsApp gera um identificador único para o destinatário. Com base nessa informação, chaves criptográficas também são geradas para que o chat seja protegido com criptografia ponta a ponta. Na sequência, o serviço pede para o convidado informar um nome. A partir daí, a conversa tem início.

Um modo de convidado no WhatsApp faz sentido?

Em países como o Brasil, onde o número de usuários do WhatsApp é tão grande que faz parecer que todo mundo usa o serviço, o modo de convidado pode não ser tão interessante assim.

Mas em países como os Estados Unidos, onde a comunicação instantânea é feita com mais frequência via SMS ou iMessage, por exemplo, a novidade pode ser mais útil, pois o número de usuários do WhatsApp não é tão grande por lá.

Além disso, o modo de convidado pode ser útil como um “quebra-galho” para quem está trocando de número telefônico ou usando um SIM card temporário, por exemplo.

Modo de convidado no WhatsApp
Modo de convidado no WhatsApp (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Modo de convidado é bastante limitado

O modo de convidado do WhatsApp foca no essencial: a interação por mensagens. Por isso, a novidade não suporta recursos como grupos, fotos, vídeos e chamadas de voz ou vídeo. Figurinhas e mensagens de voz são suportadas, porém.

Leve em conta ainda que os chats com convidados expiram quando completam dez dias de inatividade. Quando isso ocorre, é necessário criar um novo convite de convidado para a comunicação continuar.

Quando o modo de convidado vai ser lançado no WhatsApp?

Ainda não há data oficial para isso. Pode até acontecer de, no fim das contas, o recurso nunca chegar ao mensageiro. Mas há boas chances de que o lançamento seja feito, talvez ainda em 2026. Isso porque o recurso aparenta estar em fase avançada de desenvolvimento. Fiquemos de olho.

WhatsApp já testa conversas com quem não tem conta no serviço

WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple anuncia AirPods Max 2 com chip H2 e cancelamento de ruído melhorado

16 de Março de 2026, 12:11
AirPods Max 2
AirPods Max 2 (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • AirPods Max 2 possui chip Apple H2, cancelamento de ruído 1,5 vez mais eficaz e tradução em tempo real;
  • fones suportam áudio de 24 bits e 48 kHz, Áudio Espacial e oferecem recursos como Áudio Adaptativo e Isolamento de Voz;
  • preço no Brasil é R$ 6.590, com vendas iniciando em 25 de março nos EUA e outros países.

Depois do anúncio de produtos como o MacBook Neo e o iPhone 17e, parecia que a Apple não iria lançar mais nada em março. Mas lançou: nesta segunda-feira (16/03), a companhia anunciou os fones de ouvido AirPods Max 2 que, no Brasil, custam a partir de R$ 6.590.

A novidade tem design externo similar ao dos AirPods Max de primeira geração, lançados em 2020. O principal atributo da nova versão é a presença do chip Apple H2, que já equipa linhas como AirPods 4, AirPods Pro 2 e AirPods Pro 3.

De acordo com a Apple, o H2 permite aos AirPods Max 2 terem cancelamento de ruído ativo (ANC) 1,5 vez mais eficaz do que na geração anterior. “Isso reduz ainda mais ruídos — como motores de avião ou trens urbanos — para que os usuários possam se concentrar totalmente em músicas, trabalho ou chamadas telefônicas”, explica a Apple.

Mulher usando os fones AirPods Max 2
AirPods Max 2 (imagem: reprodução/Apple)

Outro recurso notável é a tradução em tempo real, que permite que o usuário se comunique com uma pessoa que fala um idioma diferente com auxílio do iPhone. Esse modo foi introduzido nos AirPods Pro 3, vale relembrar.

No aspecto da qualidade de áudio, os fones oferecem suporte a 24 bits e 48 kHz quando o cabo USB-C que acompanha o produto é usado, bem como são compatíveis com Áudio Espacial.

Em linhas gerais, as principais características dos AirPods Max 2 são estas:

  • Áudio Adaptativo: ajusta automaticamente os parâmetros de áudio conforme o ruído do ambiente;
  • Consciência de Conversação: ajusta o volume automaticamente quando o usuário começa a falar com alguém;
  • Isolamento de Voz: usa áudio computacional para priorizar a voz do usuário em chamadas e bloquear ruídos externos;
  • Controle remoto da câmera: permite tirar fotos ou iniciar/pausar vídeos à distância;
  • Gravação com qualidade de estúdio: captura áudio mais limpo e com voz mais natural em gravações, útil para criadores de conteúdo, por exemplo;
  • Redução de Ruídos Altos: diminui sons ambientais muito altos para proteger a audição do usuário;
  • Volume Personalizado: ajusta automaticamente o volume conforme as preferências do usuário e o padrão de uso dos fones;
  • Interações com a Siri: permite interagir com a Siri usando gestos de cabeça.
Fones AirPods Max 2 em várias cores
Fones AirPods Max 2 estão disponíveis em várias cores (imagem: reprodução/Apple)

Preço e disponibilidade dos AirPods Max 2

Os AirPods Max 2 começarão a ser comercializados pela Apple a partir de 25 de março nos Estados Unidos e em outros 30 países, aproximadamente. Os fones estarão disponíveis nas cores azul, roxa, meia-noite (preta), estelar (bege) e laranja.

No Brasil, o preço oficial é de R$ 6.590, sem considerar descontos ou promoções. Porém, ainda não está claro se as vendas por aqui também começam no dia 25.

Apple anuncia AirPods Max 2 com chip H2 e cancelamento de ruído melhorado

AirPods Max 2 (imagem: reprodução/Apple)

AirPods Max 2 (imagem: reprodução/Apple)

Fones AirPods Max 2 estão disponíveis em várias cores (imagem: reprodução/Apple)
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