A nova geração da família de modelos de linguagem da OpenAI conta com três novos modelos: Sol, o principal; Terra, de nível intermediário para uso diário; e Luna, o mais “rápido e acessível”.
Inicialmente, o acesso às novas versões da IA ficará limitado a um “grupo seleto de parceiros de confiança e organizações”, em um modelo de distribuição semelhante ao Project Glasswing, da Anthropic, associado ao anúncio do Claude Mythos Preview, também submetido a restrições do governo Trump.
Três novos modelos: Sol, Terra e Luna
Introducing a limited preview of GPT-5.6 Sol, our next generation frontier model, as well as GPT-5.6 Terra, a balanced model for efficient, everyday work, and GPT-5.6 Luna, a fast and affordable model for high-volume work.https://t.co/OoM83SyISN
O carro-chefe do pacote é o modelo Sol, que chega com a “mais robusta estrutura de defesa até hoje”, segundo o anúncio da OpenAI. A companhia fala em reforço nas proteções para atividades consideradas de alto risco, mas mantendo o acesso à alta capacidade em trabalhos de coding, buscas por vulnerabilidades de cibersegurança e testagem de defesa.
Em benchmark divulgado pela OpenAI, as inteligências artificiais anunciadas recentemente pela concorrente ficariam abaixo do GPT 5.6 Sol em algumas tarefas, incluindo trabalhos de codificação.
Modelo GPT 5.6 chega em versão limitada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A OpenAI aposta em treinamentos simulando situações reais de uso malicioso, e traz como exemplo testes na busca por bugs e vulnerabilidades nos navegadores Chromium e Firefox, em que o GPT 5.6 não explora essas falhas de forma autônoma.
Ainda assim, a empresa reconhece que seus benchmarks não cobrem todas as possibilidades de uso, motivo pelo qual as defesas ainda serão reforçadas ao longo da liberação gradual do modelo. Além de cibersegurança, a OpenAI também trouxe exemplos da alta capacidade com foco em trabalhos científicos, assim como seu comportamento ao identificar solicitações de risco por parte dos usuários.
Essas defesas valem também para os modelos Terra e Luna, sendo o primeiro mais voltado para atividades do dia a dia, competindo com a versão anterior GPT-5.5, e o segundo uma versão de maior custo-benefício, entregando alta performance a um custo menor de operação.
Ainda não há informações sobre limites de acesso para os planos pagos da OpenAI, uma vez que os modelos ainda não foram disponibilizados para o público geral.
Expectativa de lançamento “nas próximas semanas”
Novidades ficam restritas por agora (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Apesar de atender à solicitação de Trump, a OpenAI afirmou que não vê o processo como uma solução de longo prazo. Segundo o comunicado da empresa, a medida restringe o acesso às ferramentas mais avançadas, especialmente para profissionais de cibersegurança, desenvolvedores e empresas.
Ainda assim, reconheceu o movimento como um passo relevante para a liberação dos modelos “nas próximas semanas”. Até lá, o GPT-5.6 continuará em testes e ajustes voltados a melhorias de segurança.
Notion Mail será encerrado pela empresa em setembro (imagem: divulgação/Notion)Resumo
A Notion anunciou o encerramento do Notion Mail, seu serviço de e-mail, em 22 de setembro de 2026, para focar em agentes de IA.
A plataforma será reformulada para manter fluxos de trabalho automatizados, e a maior parte dos dados será mantida no Gmail.
Os usuários poderão salvar rascunhos, e-mails programados e snippets até o dia 21 de setembro, pois esses dados serão perdidos após o encerramento do serviço.
O popular aplicativo de produtividade Notion decidiu pôr fim a um de seus projetos mais recentes: o app de email Notion Mail, lançado há pouco mais de um ano. Ele será desativado em 22 de setembro.
Segundo a empresa, muitos usuários já não utilizavam mais a caixa de entrada da plataforma, que ficou bastante automatizada graças aos agentes de IA. As outras ferramentas do workspace continuarão disponíveis.
Com relação aos dados armazenados no Notion Mail, a empresa garantiu que o Inbox fica salvo diretamente no Gmail. Ela alertou, porém, que rascunhos e emails programados serão perdidos após o encerramento.
A recomendação é para salvar as mensagens, snippets e ferramentas de organização até a data-limite de 21 de setembro.
Inbox no Gmail e foco nos agentes de IA
Segundo a empresa, muitos usuários já trabalhavam com a plataforma sem abrir suas caixas de entrada para checar emails, o principal motivo apontado para encerrar o serviço. O workspace do Notion é voltado para diferentes tarefas de organização e comunicação, principalmente para empresas, e tem como diferencial o uso de inteligência artificial tanto para auxiliar no fluxo de trabalho quanto para automatizar o envio de emails.
O Notion afirma que essas atividades seguem disponíveis, com a diferença que agora o usuário não terá um Inbox próprio para receber e-mails e fazer envios manuais. Dessa forma, a recomendação é que times que utilizem o Notion Mail como ferramenta base para isso façam a transição antes do encerramento para evitar a perda de quaisquer snippets e categorizações necessárias.
We’re winding down the Notion Mail inbox across web, desktop, and iOS on September 22.
We launched Notion Mail with a belief that your inbox should think like you—more personal to how you work and over time, more capable with AI.
Da mesma forma, possíveis lembretes programados por meio do Notion Mail também serão perdidos com o fim do serviço, sendo necessário salvá-los antes de fazer a transição. Apenas sua caixa de entrada em si será migrada para o Gmail.
O que segue funcionando?
Notion segue oferecendo serviços de workflow e concorrendo com Trello e outros (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Considerando as ferramentas disponíveis no Notion Mail, algumas funções seguirão disponíveis. Para usuários dos agentes de IA para e-mail, por exemplo, nada muda: a plataforma segue oferecendo a Notion AI para buscas específicas no Gmail e o auxílio da Notion AI para responder. Os agentes da empresa também continuam com acesso ao Gmail para ler, criar rascunhos e enviar e-mails de forma automatizada pela plataforma do Google. Bloqueios de e-mails configurados via Notion também seguirão ativos.
Usuários podem enviar prints para importar o histórico financeiro no Google Finanças (imagem: reprodução/Google)Resumo
Google lançou um aplicativo de investimento com IA para ajudar investidores a organizar portfólios e monitorar o mercado financeiro.
O app permite importar carteira via PDF, criar alertas personalizados e entender variações do mercado com auxilio de IA.
A novidade está sendo distribuída globalmente, primeiro para Android, com uma versão para iPhone prevista para o fim do ano.
O Google anunciou ontem (25/06) o lançamento de um app dedicado para o Google Finanças (Google Finance). A novidade está sendo distribuída globalmente e traz uma série de recursos baseados em inteligência artificial para ajudar investidores a organizar portfólios, acompanhar cotações e monitorar o mercado financeiro de forma centralizada pelo celular.
O Google Finanças com IA chegou ao Brasil em abril, ainda em fase beta e apenas na versão web. A atualização representa uma mudança importante para o serviço, que deixa de ser apenas uma página acessível pelo navegador para se tornar um assistente de investimentos de bolso. O app chega primeiro para Android, mas uma versão para iPhone deve ser lançada até o fim do ano.
Como a IA do Google Finanças analisa investimentos?
App reúne cotações, notícias e carteira de investimentos em um só lugar (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)
Na seção de portfólios, os usuários agora podem visualizar o desempenho geral e a alocação de todos os ativos em um único painel. Outro destaque fica para a simplificação na importação de dados. O investidor pode adicionar seu histórico financeiro enviando arquivos em PDF e CSV, fazendo o upload de capturas de tela ou apenas descrevendo os ativos em texto simples, deixando que a IA entenda e organize as informações automaticamente.
Com a carteira estruturada, uma nova ferramenta de pesquisa permite fazer consultas em linguagem natural. Além disso, o serviço introduz os “momentos-chave”, pequenos resumos gerados por IA que explicam os motivos por trás de variações bruscas no preço de uma ação. O objetivo seria facilitar a compreensão do contexto por trás de altas ou quedas repentinas de um papel.
Resumos automatizados
A atualização também incorpora a criação de relatórios periódicos. O usuário pode instruir a IA a entregar levantamentos específicos, como um resumo diário pré-mercado sobre movimentações da noite anterior nas principais criptomoedas. Ao final do processamento, uma notificação com as informações é enviada.
O software deve receber novos recursos nos próximos meses, incluindo suporte a transmissões ao vivo de balanços financeiros.
Sam Altman, CEO da OpenAI, precisou alterar os planos da empresa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O governo dos Estados Unidos solicitou que a OpenAI adiasse o lançamento do GPT-5.6.
Segundo o The Information, a gestão Trump também pediu que o acesso inicial fosse restrito a um grupo seleto de clientes corporativos aprovados.
A OpenAI não terá autonomia para decidir quais parceiros comerciais poderão utilizar o GPT-5.6, cabendo ao governo americano avaliar e aprovar.
A OpenAI deve alterar o cronograma de lançamento do seu próximo grande modelo de linguagem, o GPT-5.6. Segundo o site The Information, o CEO Sam Altman comunicou aos funcionários que a nova versão da IA não será liberada para o público geral de imediato, chegando ao mercado apenas em versão prévia e muito restrita para clientes corporativos. A mudança atende a uma solicitação do governo de Donald Trump.
O presidente dos Estados Unidos teria demonstrado receio em relação a riscos de segurança nacional envolvendo as novas capacidades da inteligência artificial. De acordo com o site, o governo solicitou que a OpenAI alterasse a distribuição do produto para garantir um controle mais rígido.
O objetivo seria acompanhar a disseminação do modelo de perto antes de autorizar um lançamento comercial em larga escala.
Como vai funcionar o acesso ao novo modelo da OpenAI?
Para a maioria dos usuários finais e empresas interessadas, o GPT-5.6 deve permanecer totalmente inacessível neste primeiro momento. As informações até aqui indicam que o acesso inicial à tecnologia será concedido exclusivamente a um grupo reduzido de clientes corporativos, funcionando como uma fase de testes fechada.
No entanto, o fator que mais chama a atenção na dinâmica deste lançamento é a perda de autonomia da própria criadora sobre a distribuição. Durante reunião corporativa, Altman teria esclarecido que a OpenAI não terá a palavra final sobre quais parceiros comerciais poderão utilizar a ferramenta. Conforme apurado pelo The Verge, caberá ao próprio governo americano avaliar e aprovar cada acesso em um formato rigoroso de liberação.
Governo americano vai ditar quem pode usar o GPT-5.6 (imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)
Restrição foi mais rígida com a Anthropic
Apesar da intervenção direta do Estado, o cenário em que a empresa de Sam Altman se encontra ainda é mais favorável que sua principal concorrente. No início de junho, a Anthropic, desenvolvedora da família de modelos Claude, recebeu um ultimato da administração Trump.
Os Estados Unidos exigiram a suspensão total do acesso aos novos sistemas Mythos 5 e Fable 5 para cidadãos estrangeiros. A sanção proíbe que pessoas que não tenham nascido nos EUA acessem a tecnologia de ponta da companhia, inclusive estrangeiros que vivem dentro do país.
Essa sequência de decisões recentes gerou um estado de alerta e insegurança em toda a indústria. Executivos e investidores consideram a abordagem atual autoritária, apontando um choque com as promessas iniciais do próprio governo.
Anteriormente, a gestão Trump defendeu que “velocidade é tudo” no desenvolvimento da IA, prometendo incentivar um programa de exportação agressivo. Na prática, as preocupações de segurança nacional estão atrasando o mercado que a própria Casa Branca prometeu acelerar.
Nubank e outros bancos brasileiros estão no Config 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Nubank não irá parar de contratar pessoas devido à IA, segundo Ellen Kiss, diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank.
A empresa prioriza candidatos com conhecimento ou exposição às ferramentas de IA, tornando este um fator determinante nas contratações.
O Nubank utiliza o Figma para seu design system, NuDS, que padroniza as telas do aplicativo para seus mais de 118 milhões de clientes.
A discussão em torno do impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho ganhou um novo elemento nesta semana: a diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank, Ellen Kiss, disse que o conglomerado financeiro não fez layoffs por conta disso. Muito pelo contrário: manteve o ritmo já estabelecido de contratações, porém com uma mudança na forma de escolher os novos trabalhadores.
De acordo com a executiva, o Nubank passou a priorizar os candidatos que já possuam conhecimento ou algum nível de exposição às ferramentas de IA. O movimento está em linha com o adotado pela GM no mês passado. Ellen disse que este se tornou um fator determinante. Não custa lembrar: a empresa está inserida num setor bastante competitivo, em que foi pioneira, mas viu, nos últimos anos, os bancões avançarem no processo de digitalização.
Ellen Kiss é diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank (imagem: divulgação)
Contraponto ao discurso de outras empresas
As falas de Ellen são um contraponto ao que temos ouvido em feiras e congressos voltados à tecnologia e inovação. Uma fonte contou durante o Web Summit Rio que as lideranças das grandes empresas brasileiras já fazem pressão para que os profissionais em nível gerencial cortem os funcionários júnior.
Ellen participou de um painel com jornalistas durante o Config, evento produzido pelo aplicativo Figma nos Estados Unidos. O Tecnoblog acompanha tudo de perto. Até agora, um dos destaques foi o anúncio de uma ferramenta de motion graphics que pode colocá-lo em rota de colisão com o After Effects.
Empresa agnóstica, mas com design system no Figma
O Nubank revelou que o Figma foi usado para construir o seu design system, chamado de o NuDS. Ele é usado para padronizar e tornar mais acessíveis as telas do aplicativo nos mais de 118 milhões de clientes do banco no Brasil, no México e na Colômbia.
Anatomia de telas previstas no sistema NuDS (imagem: divulgação)
Mais de 200 designers do Nubank trabalham na ferramenta nos três países. O sistema reúne mais de 100 componentes reutilizáveis, sustentando cerca de 320 mil linhas de código na plataforma.
Apesar de participar de um evento produzido pelo Figma, a executiva explicou que o banco adota uma abordagem “agnóstica” em relação à IA. Isso significa que, além do Figma, também utiliza outras ferramentas de mercado, como Cursor.
O jornalista Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite do Figma
Recursos de “raciocínio de agente” do Claude foram o principal alvo (imagem: divulgação)Resumo
Anthropic acusou o Alibaba de invadir seus servidores para extrair dados do Claude.
Em carta enviada ao Congresso dos EUA, a empresa afirma que o objetivo do ataque seria copiar as capacidades da IA para treinar rivais.
A invasão teria ocorrido entre 22 de abril e 5 de junho de 2026, com 25 mil contas falsas criadas para acessar os sistemas da Anthropic.
A Anthropic, startup norte-americana responsável pelo desenvolvimento do Claude, acusou formalmente a gigante chinesa Alibaba de invadir seus servidores para extrair dados. O objetivo da invasão seria copiar as capacidades da IA americana para treinar suas próprias ferramentas, processo que economizaria bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento.
A denúncia foi detalhada em uma carta enviada ao Congresso dos Estados Unidos no dia 10 de junho de 2026. A CNBC obteve a carta, assinada pela chefe de políticas da Anthropic, Sarah Heck, que afirma que a operação ocorreu entre os dias 22 de abril e 5 de junho deste ano.
Durante esse período, operadores ligados à companhia chinesa e ao seu laboratório de pesquisa, que desenvolve o modelo de IA Qwen, teriam criado 25 mil contas para acessar os sistemas da Anthropic. Esses perfis falsos geraram mais de 28,8 milhões de interações com o Claude em pouco mais de um mês para extrair o máximo de informações sobre habilidades do modelo de linguagem, prática conhecida como “ataque de destilação”.
Vale lembrar que, no começo da semana passada, o governo dos EUA aplicou uma sanção contra o Fable 5 e o Mythos 5 da Anthropic, impedindo que esses modelos sejam acessados por qualquer cidadão estrangeiro, inclusive dentro do país. A decisão sem precedentes na indústria americana de IA teria sido motivada por segurança nacional, após os sistemas demonstrarem grande capacidade técnica.
O que é um ataque de destilação de IA?
Alibaba desenvolve a família de modelos de IA Qwen (imagem: reprodução/Free Malaysian Today)
Em termos simples, a destilação funciona como um atalho. Em vez de gastar anos e arcar com uma infraestrutura pesada para treinar um modelo do zero, uma empresa mal-intencionada utiliza as respostas e os dados processados por um outro modelo de ponta para “ensinar” o seu próprio sistema, que geralmente é menor e menos capaz.
De acordo com a CNBC, a campanha da Alibaba mirou o “raciocínio de agente” do Claude — a capacidade de agir de forma autônoma para resolver problemas.
Além disso, a empresa teria buscado extrair conhecimentos avançados de engenharia de software e execução de tarefas de longo prazo. A Anthropic classificou a manobra como “o maior ataque de destilação conhecido contra a empresa até o momento”.
Anthropic pede sanções contra países
Na prática, o laboratório concorrente estaria se apropriando de tecnologias americanas. Para combater a atividade, a Anthropic fez três exigências principais ao governo norte-americano.
Mecanismos para facilitar o compartilhamento de dados sobre ameaças;
O fim das brechas legais que ainda permitem a laboratórios chineses adquirir chips dos EUA;
Sanções rigorosas contra nações que patrocinam a violação.
O cenário não é um caso isolado. Em fevereiro deste ano, a própria criadora do Claude revelou campanhas semelhantes, que teriam sido coordenadas pelos laboratórios chineses DeepSeek, Moonshot e MiniMax. A concorrente OpenAI, dona do ChatGPT, também já havia denunciado laboratórios asiáticos por táticas parecidas no passado.
A pressão dessas invasões gerou consequências. Após suspender o acesso aos modelos Fable 5 e Mythos 5, o governo dos EUA decidiu manter a restrição sob a suspeita de que um grupo ligado à China teve acesso à tecnologia. Até o momento, não há previsão oficial para a retomada da comercialização desses sistemas de IA.
Entenda como o Projeto Stargate colabora com a evolução da IA (imagem: Divulgação/OpenAI)
O Projeto Stargate é uma iniciativa focada na expansão da infraestrutura de supercomputação nos EUA. O objetivo é criar uma rede massiva de data centers para fornecer o poder de processamento bruto para o treinamento de modelos avançados de inteligência artificial.
O empreendimento opera como um consórcio empresarial, onde a OpenAI lidera a gestão operacional, enquanto o SoftBank assume a responsabilidade financeira. A infraestrutura física conta com o conhecimento da Oracle e o fornecimento de hardware pela NVIDIA.
A seguir, conheça com mais detalhes o Projeto Stargate e como ele pode contribuir para o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI). Também descubra onde serão construídos os conjuntos de data centers.
O Projeto Stargate é uma iniciativa liderada pela OpenAI com foco na expansão de data centers de alta capacidade nos Estados Unidos. O objetivo da superestrutura é ampliar o processamento de dados necessário para treinar modelos avançados de inteligência artificial, garantindo a liderança estratégica e a segurança tecnológica global.
Qual é a finalidade do Projeto Stargate?
O Projeto Stargate foca em expandir a infraestrutura de supercomputação nos EUA para dar suporte aos modelos de inteligência artificial da OpenAI. A mega-infraestrutura visa acelerar o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI), tecnologia capaz de igualar o intelecto humano.
Além do salto técnico, a iniciativa pretende gerar empregos e garantir a liderança norte-americana no setor tecnológico. O projeto também tem um forte apelo geopolítico, transformando o imenso poder de processamento de dados em um ativo estratégico de segurança nacional.
A OpenAI, dona do ChatGPT, lidera a gestão operacional do Projeto Stargate (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O Projeto Stargate pode criar a Inteligência Artificial Geral?
O Stargate não criará uma Inteligência Artificial Geral (AGI), mas fornecerá a infraestrutura de supercomputação necessária para isso. O papel desse megaprojeto de data centers é garantir a potência física para a OpenAI desenvolver novos modelos avançados.
Como a AGI é um tipo de IA projetada para replicar a cognição humana, o sistema atua como plataforma facilitadora. No entanto, o sucesso dessa evolução dependerá de futuros avanços em algoritmos e pesquisas específicas, e não apenas do poder bruto de processamento.
Como funciona o Projeto Stargate?
O Projeto Stargate opera como um consórcio empresarial que une capital e hardware para construir uma infraestrutura massiva de data centers nos EUA. A multinacional japonesa SoftBank lidera o braço financeiro da iniciativa, enquanto a OpenAI assume a gestão operacional de todo o ecossistema.
A parte técnica é construída a partir do hardware de ponta da NVIDIA e da estrutura de software da Oracle para criar um supersistema de computação. Para dar ainda mais fôlego à computação em nuvem, a OpenAI manterá a parceria com a plataforma Microsoft Azure.
Na prática, a operação começa com a construção de grandes complexos tecnológicos no estado do Texas, com servidores potentes, redes de alta velocidade e sistemas avançados de refrigeração. Essa estrutura física é coordenada por camadas de softwares específicos para gerenciar todo o fluxo de dados.
Esse ecossistema robusto serve como a espinha dorsal necessária para realizar o treinamento de modelos pesados em escala massiva. O Stargate não é um produto, mas a base que viabilizará o avanço da inteligência artificial.
A NVIDIA e a Oracle são as principais empresas que contribuem com os softwares e hardware do Projeto Stargate (imagem: Divulgação/Oracle)
Quem financia o Projeto Stargate?
O financiamento do Stargate é estruturado como uma empresa conjunta (joint venture) liderada pela SoftBank e pela OpenAI, que detêm as maiores fatias do negócio. O grupo japonês assume a liderança financeira e a presidência do projeto, sendo o principal responsável por levantar os recursos.
A composição do capital também conta com aportes estratégicos da Oracle e do fundo de investimentos MGX, sediado nos Emirados Árabes. Enquanto esses parceiros injetam bilhões em dinheiro e infraestrutura de nuvem, a OpenAI direciona os investimentos do ponto de vista operacional.
Qual é o valor total do investimento no Projeto Stargate?
O Projeto Stargate prevê um investimento histórico de US$ 500 bilhões em quatro anos para expandir a infraestrutura de inteligência artificial nos EUA. Desse montante global, cerca de US$ 100 bilhões estão sendo aplicados imediatamente na construção dos primeiros complexos de data centers.
O amplo data center em Abilene, no Texas, será o principal polo do Projeto Stargate (imagem: Reprodução/OpenAI)
Onde serão construídos os data centers do Projeto Stargate?
O Projeto Stargate concentra suas operações iniciais nos Estados Unidos, com a cidade de Abilene, no Texas, abrigando o complexo principal. Essa unidade já funciona como o ponto de partida do consórcio para o processamento massivo de dados.
Para expandir a rede de data centers, novas bases serão erguidas nos condados texanos de Shackelford e Milam, além de Doña Ana, no Novo México. O plano de infraestrutura descentralizada inclui ainda instalações estratégicas na região de Lordstown, em Ohio, e no estado de Wisconsin.
O Projeto Stargate utilizará GPUs NVIDIA?
O Stargate será construído majoritariamente com tecnologia NVIDIA, utilizando arquiteturas avançadas de processadores gráficos como os chips Blackwell e GB200. Apenas o data center pioneiro de Abilene projeta o uso de 64 mil unidades de GPUs, com planos de expansão para mais de 400 mil componentes.
Por outro lado, não há confirmação pública sobre o uso de hardware da concorrente AMD no núcleo da mega-infraestrutura computacional. Até o momento, o consórcio prioriza os sistemas integrados baseados na tecnologia da NVIDIA para equipar os data centers.
Qual é a diferença entre o Projeto Stargate de IA e o Projeto Stargate da CIA?
O Projeto Stargate de IA é uma iniciativa tecnológica da OpenAI para construir data centers massivos nos EUA. Essa mega-infraestrutura visa fornecer o poder bruto de processamento para treinar modelos avançados de inteligência artificial.
O Projeto Stargate da CIA foi um programa secreto do governo norte-americano criado durante o período da Guerra Fria (1947-1991). Desclassificado em 1995, a investigação focava em fenômenos paranormais, como a espionagem psíquica e a visão remota, para coletar dados de inteligência militar contra os soviéticos.
Valve precisou equipar a Steam Machine com apenas um pente de 16 GB de RAM (imagem: divulgação)Resumo
Valve diz que fabricantes de memória RAM passaram a priorizar clientes de IA e deixaram de oferecer contratos de longo prazo para empresas de PCs.
Segundo a empresa, essas fabricantes disponibilizam uma cota de memória e um preço fixo, sem negociação.
O impacto na Steam Machine será sentido nos primeiros lotes, que chegarão com apenas um módulo de 16 GB de RAM.
A Valve revelou que enfrenta um cenário hostil para produzir as novas Steam Machines. Segundo a empresa, as fabricantes de memória RAM adotaram uma postura de “pegar ou largar” na venda dos componentes, barrando contratos de longo prazo e afetando a indústria de hardware para o consumidor final. O motivo dessa mudança já é conhecido: a prioridade do mercado é atender projetos de inteligência artificial.
Em entrevista ao canal Gamers Nexus, um representante da Valve detalhou a dinâmica agressiva dos fornecedores. Todo mês, os fabricantes disponibilizam uma cota de memória e um preço fixo, sem nenhuma margem para negociação. “É sim ou não. E se dissermos não, eles nunca mais falam com a gente”, relatou.
A falta de opções no mercado forçou a Valve a adaptar o seu novo dispositivo. A empresa afirmou que os primeiros lotes da Steam Machine serão enviados com apenas um pente de 16 GB de RAM.
Essa teria sido a saída encontrada para manter a produção dentro do que as fornecedoras permitem comprar mensalmente, sem comprometer o desempenho, conforme os testes da companhia.
Fabricantes de DRAM priorizam IA e deixam mercado doméstico no fim da fila (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
O gargalo ocorre porque as gigantes da produção de DRAM, como a Samsung e a Micron, redirecionaram quase toda a sua infraestrutura para suprir a demanda de grandes clientes corporativos, como a OpenAI, que compra volumes massivos de memória. Na prática, é um modelo de negócios mais lucrativo do que fornecer peças para computadores pessoais e consoles.
Como as gigantes da tecnologia continuam despejando investimentos recordes em data centers e a indústria não consegue suprir a atual demanda, a tendência é que computadores e videogames fiquem ainda mais caros no curto e médio prazo.
Agente de IA atua diretamente na função Motion (imagem: divulgação)
O Figma vai adicionar novas ferramentas de inteligência artificial ao seu editor para brigar diretamente com o After Effects, da Adobe. A novidade chamada Motion permite criar animações, transições e transformações 3D diretamente no canvas do Figma, com geração via IA, estilos predefinidos ou ajuste manual em uma linha do tempo. O recurso fica conectado a sistemas de design e já gera código pronto para implementação.
A novidade faz parte da nova atualização do Figma, cujo anúncio ocorre nesta quarta-feira (24/06) durante o Config, evento anual realizado nos Estados Unidos. O Tecnoblog acompanha tudo diretamente de San Francisco.
O que mais o Figma anunciou?
Habilidades de agentes de IA no Figma (imagem: divulgação)
Confira as principais ferramentas anunciadas:
Motion: criação de animações, transições e transformações 3D no canvas, com geração via IA ou ajuste manual em linha do tempo. Durante uma conversa com jornalistas, o fundador e CEO da empresa, Dylan Field, prometeu que os usuários iriam dizer “uau!” quando vissem os resultados.
Code layer: permitem clonar repositórios, gerar variações com o agente de IA do Figma, extrair fluxos para camadas editáveis e sincronizar mudanças de volta ao código
Shader: cria efeitos visuais e preenchimentos personalizados via comando de texto, usando WebGPU, incluindo dither, pixelização e diferentes tipos de blur
Fluxos no Figma Weave: mais de 20 ferramentas integradas para gerar imagens consistentes direto no canvas.
Habilidades para agentes de IA: transformam tarefas repetitivas em habilidades reutilizáveis por toda a equipe, com mais contexto vindo de conectores de terceiros, busca na web e anexos de arquivo
Plugins generativos: criação de ferramentas personalizadas a partir de comandos de texto, sem necessidade de desenvolvedores
Os fluxos do Figma Weave são descritos pela empresa como o primeiro passo para uma integração completa entre o Figma e o Figma Weave, prevista ainda para este ano.
Segundo o Figma, as mudanças respondem a um cenário em que a inteligência artificial está borrando os limites entre software e trabalho criativo. Mais pessoas estão criando produtos digitais, mas o trabalho passou a se distribuir entre seres humanos, ferramentas e agentes de IA. A liberação dos novos recursos deve ocorrer nas próximas semanas, com disponibilidade variando conforme cada um deles.
Ferramenta de textura no Figma (imagem: divulgação)
Relatório de IA e design
A companhia também divulgou seu terceiro relatório anual sobre inteligência artificial e design, com base em 8.403 respostas de pesquisa e 639 entrevistas qualitativas coletadas em três anos, com amostras em dez países. Brasil, Índia e Coreia do Sul entram pela primeira vez na pesquisa de 2026, somando-se a Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Alemanha, França, Canadá e Austrália.
Segundo o levantamento, 57% dos profissionais entrevistados afirmam que o design ganhou mais importância em seus trabalhos. Entre desenvolvedores, esse percentual saltou de 44% para 65% em 2026. A pesquisa também identificou um movimento de sobreposição de funções: designers que atuam em desenvolvimento passaram de 21% para 41% entre 2025 e 2026, enquanto desenvolvedores que atuam em design foram de 44% para 60% no mesmo período.
Figma realiza o evento Config nos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O relatório aponta ainda que 91% dos designers, 96% dos desenvolvedores e 96% dos gerentes de produto consideram que a fluência em IA será essencial para o sucesso profissional no futuro. A proporção de entrevistados que afirmam construir projetos com IA subiu de 65% para 83%. Já o percentual dos que dizem que pelo menos metade do trabalho atual envolve produtos ou recursos de IA dobrou, de 23% para 46%, no mesmo intervalo.
O Config chega à décima edição em 2026 e reúne mais de 10 mil participantes no Moscone Center, em San Francisco, além de transmissão gratuita via internet. A programação oficial ocorre entre os dias 24 e 25 de junho, com mais de 125 palestrantes.
Assista ao keynote do Config ao vivo
O jornalista Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite do Figma
Sam Altman, CEO da OpenAI, e Hock Tan, CEO da Broadcom (imagem: divulgação)Resumo
OpenAI lançou o Jalapeño, seu primeiro chip de IA desenvolvido em parceria com a Broadcom.
O Jalapeño foca em melhorar a velocidade de resposta dos modelos de IA e promete maior estabilidade no serviço gratuito.
Chip foi desenvolvido em apenas nove meses, utilizando IA para acelerar o design e otimização.
A OpenAI e a gigante de semicondutores Broadcom anunciaram, nesta quarta-feira (24/06), o lançamento do Jalapeño, o primeiro processador de inteligência artificial desenhado do zero pela dona do ChatGPT.
Segundo o comunicado, ele é focado na fase de inferência de Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) e promete derrubar os custos da companhia, aumentando a velocidade de resposta do chatbot.
Para entender o peso da novidade, basta entender o que é inferência: trata-se, basicamente, do momento em que a IA “trabalha” para responder em tempo real toda vez que você envia um prompt. O Jalapeño foi construído para otimizar essa etapa.
Chip prevê maior estabilidade no ChatGPT gratuito
O impacto principal deve ser sentido na fluidez da interação e no custo para manter plataformas como o próprio ChatGPT e o Codex funcionando. Na prática, a arquitetura do chip une o poder de processamento bruto a uma latência extremamente baixa. Isso significa respostas geradas de forma quase instantânea na tela do seu celular ou computador.
Amostras de engenharia do Jalapeño já estão em operação nos laboratórios da companhia. Os resultados preliminares apontam para uma performance por watt superior à que existe hoje como referência no mercado.
A meta é tornar a inteligência artificial financeiramente viável, reduzindo o consumo energético e o tempo de processamento. Com isso, a empresa consegue cobrar menos pelo uso dos seus serviços, ao mesmo tempo em que garante disponibilidade e estabilidade para usuários gratuitos durante picos de acesso.
“Ao projetarmos componentes da infraestrutura internamente, podemos oferecer maior eficiência e continuar impulsionando a IA para um acesso mais amplo”, destacou o presidente da OpenAI, Greg Brockman.
Chip proprietário promete ChatGPT mais rápido na versão gratuita (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Desenvolvimento recorde com ajuda da IA
Outro destaque do projeto é a agilidade. O ciclo completo de desenvolvimento do chip durou apenas nove meses. Na indústria de semicondutores, esse é considerado um dos prazos de elaboração mais curtos já registrados.
Essa velocidade recorde não aconteceu por acaso. A OpenAI utilizou os seus próprios modelos de inteligência artificial para acelerar partes complexas do design e otimização do processador.
A colaboração com a Broadcom, por sua vez, trouxe tecnologias de conectividade que permitem fluxo de altíssima velocidade entre milhares de chips interligados. A engrenagem de produção inclui ainda a empresa canadense Celestica, encarregada da montagem e integração dos sistemas.
O plano é que o Jalapeño comece a alimentar data centers já no fim de 2026, construídos em parceria com gigantes do setor, como a Microsoft.
Voz clonada do ator narra A Odisseia (imagem: divulgação/Fox Searchlight)Resumo
ElevenLabs lançou um audiolivro gratuito de 13 horas de A Odisseia, narrado por uma réplica digital autorizada da voz do ator Michael Caine.
A voz sintética foi criada a partir de uma parceria comercial firmada entre Caine e a empresa no ano passado, e a produção levou seis semanas.
O audiolivro está disponível no aplicativo ElevenReader e inclui uma trilha sonora de fundo gerada sinteticamente.
A ElevenLabs lançou uma versão em audiolivro de A Odisseia, de Homero, narrada por uma réplica gerada por inteligência artificial da voz do ator Michael Caine. A produção tem 13 horas de duração e está disponível gratuitamente no aplicativo ElevenReader.
A voz sintética foi criada a partir de uma parceria comercial firmada entre Caine e a empresa no ano passado, segundo o site Deadline, e a produção levou seis semanas no sistema da ElevenLabs.
Além da narração principal com a voz clonada de Caine, o audiolivro usa outras vozes de IA para compor o elenco da história. A produção também inclui uma trilha sonora de fundo gerada sinteticamente.
Caine defende uso da tecnologia
A clonagem de voz por IA é uma das ferramentas permitidas pela tecnologia que mais causa alvoroço no mundo real, pois é extremamente associada a usos ilegais. Para Caine, porém, a inovação permite reimaginar a obra para o público moderno.
Em comunicado, o ator, que anunciou aposentadoria no ano passado, associou o projeto à tradição oral de A Odisseia, poema que atravessou gerações antes mesmo de circular como texto escrito, e que ganhará nova adaptação pelas mãos do cineasta Christopher Nolan no mês que vem.
“A Odisseia é uma das maiores histórias já contadas. Por quase três milênios, seus temas de perseverança, lealdade, tentação e o chamado duradouro do lar ressoaram em várias culturas e gerações”, afirmou Caine.
Hollywood ainda debate IA
Inteligência artificial ainda gera debates em Hollywood (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A iniciativa do ator ocorre em um contexto sensível para a indústria od entretenimento, que enxerga a IA como um concorrente. Em 2023, o Sindicato de Atores dos Estados Unidos (SAG-AFTRA) chegou a entrar em greve contra a expansão do uso de IA em produções cinematográfias, em apoio ao Sindicato dos Roteiristas.
Os setores criativos da indústria temem que a inteligência artificial acabe roubando empregos, especialmente de atores menores, e que tecnologias de escaneamento (de voz e imagem) levem a precarização do trabalho.
Mas Caine não é o primeiro grande astro de Hollywood a se envolver com a tecnologia. Ben Affleck e Ashton Kutcher fundaram empresas no setor, enquanto Matthew McConaughey, que trabalhou com Caine no filme Interestelar, é um dos investidores da ElevenLabs.
ElevenLabs vê audiolivro como vitrine
Para a ElevenLabs, o projeto também deve servir como demonstrativo das ferraemtnas de voz sintética, um dos carros-chefe da empresa. O executivo da área de parcerias da ElevenLabs, Dustin Blank, disse ao Deadline que a intenção é tornar o épico mais acessível em um momento de grande interesse pela obra.
O lançamento também serve como vitrine para outros criadores interessados em usar vozes geradas por IA em produções narrativas.
Claude ficou instável nesta terça (imagem: reprodução)Resumo
O chatbot Claude da Anthropic apresentou instabilidade nesta terça-feira (23/06), afetando diversos usuários.
A empresa Anthropic informou que o problema foi corrigido às 13h44.
O motivo da falha não foi divulgado.
O Claude, chatbot de inteligência artificial da Anthropic, passou por problemas técnicos nesta terça-feira (23/06). A plataforma de IA ficou instável para diversos usuários entre a manhã e o começo da tarde. Às 13h44, a empresa informou que o incidente foi corrigido.
A Anthropic não revelou o motivo da falha. O DownDetector, que monitora o status de serviços online, registrou um aumento nas reclamações a partir das 11h. Por volta das 11h13, as queixas de usuários atingiram o pico.
Reclamações atingiram o pico por volta das 11h13 (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Na rede social X, muitos perfis relataram dificuldades para acessar a IA. De acordo com os usuários, os problemas afetaram tanto a versão web do chatbot quanto integrações baseadas nos modelos da Anthropic.
Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta suspendeu treinamento de IA com dados de funcionários devido a um possível vazamento de dados pessoais, incluindo conversas, transcrições e informações de desempenho;
vazamento foi classificado como SEV 2, de alta prioridade, e empresa está investigando se, de fato, houve exposição de dados sensíveis;
programa de monitoramento, chamado Model Capability Initiative, captura movimentos com o mouse e digitação no teclado nos computadores de funcionários para aprimorar mecanismos de inteligência artificial da Meta.
A decisão da Meta de rastrear o uso dos computadores de seus funcionários para treinar modelos de inteligência artificial é polêmica por si só. Mas, recentemente, a companhia suspendeu essa atividade. Arrependimento? Não. É que o monitoramento teria causado exposição de dados pessoais.
É o que revela o Business Insider. O veículo afirma ter tido acesso a uma captura de tela que mostra que conversas, transcrições e informações de desempenho de funcionários ficaram expostos na rede da empresa, sendo que todos esses dados têm natureza privada.
O problema é sério. Prova disso é que o vazamento foi classificado como SEV 2 (Severe 2) dentro de uma escala que vai de 0 a 5. Quanto mais próximo de 0, mais crítico é o problema. O caso é considerado de alta prioridade, portanto, e isso explica a interrupção do monitoramento.
Não é que a Meta tenha reconhecido o problema. Ainda não. Ao Business Insider, a companhia apenas admitiu que interrompeu o programa para investigar se, de fato, houve exposição de dados sensíveis de funcionários:
Projetamos este programa cuidadosamente com medidas de segurança de privacidade e, embora não tenhamos indícios, neste momento, de que quaisquer dados tenham sido acessados indevidamente por funcionários da Meta, estamos suspendendo o programa enquanto investigamos.
Meta
Não está claro quando e como o suposto vazamento de dados ocorreu. Fato é que problemas como esse não causam surpresa, afinal, o programa de monitoramento esbarra em dados sensíveis. Por mais que a Meta tenha implementado mecanismos de segurança (se é que realmente implementou), ultrapassar o limite da privacidade não é difícil nessas circunstâncias.
Sem nenhuma surpresa, o clima na empresa é de insatisfação e até revolta. Ainda de acordo com o Business Insider, um funcionário da Meta teria declarado o seguinte: “não vejo nenhuma evidência de acesso malicioso, mas o fato de esses dados não terem sido protegidos como prometido inicialmente é extremamente frustrante”.
Monitoramento visa gerar dados para treinar IA da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Em termos práticos, esse monitoramento pode ensinar agentes de IA a se comportarem como humanos na frente do computador.
A iniciativa é polêmica por, entre outros motivos, causar sensação de vigilância entre os funcionários, embora a Meta tenha ressaltado que o objetivo do programa não é espioná-los ou usar os dados obtidos para avaliações de desempenho.
Módulo de memória UFS 5.0 promete o dobro de velocidade na transferência de dados (imagem: reprodução)Resumo
Samsung anunciou a Universal Flash Storage 5.0 (UFS 5), seu novo padrão de armazenamento para dispositivos móveis.
A novidade atinge velocidade de 10,8 GB/s e foi projetada para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos.
A produção em massa do UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte de capacidade.
A Samsung anunciou nesta terça-feira (23/06) o Universal Flash Storage 5.0 (ou apenas UFS 5.0). Para quem não está familiarizado com a sigla, UFS é o padrão de memória flash adotado na indústria de smartphones e tablets, em que ficam guardados o sistema operacional, os aplicativos e arquivos.
A nova geração da tecnologia anunciada pela Samsung chega muito mais veloz. Ela é duas vezes mais rápida que a geração anterior e foi projetada especialmente para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos, permitindo que os processos ocorram sem conexão constante com servidores na nuvem.
O que o UFS 5.0 traz de novo?
A grande mudança é a capacidade de o dispositivo acessar informações na metade do tempo exigido pela geração anterior, o UFS 4.1. Quando o usuário acionar grandes modelos de linguagem (LLMs) localmente no aparelho, o chip responderá com uma latência muito menor.
Na prática, isso possibilita que assistentes de voz entendam comandos complexos com rapidez, editores de imagens apliquem filtros sem travamentos, o tempo de inicialização de aplicativos pesados caia e geradores de texto criem respostas quase em tempo real.
Em resumo, a nova memória deixa de operar apenas como uma “gaveta” que guarda fotos e vídeos para garantir que a computação de IA aconteça sem atrasos. Os números da ficha técnica ilustram a evolução:
O componente é capaz de sustentar velocidades de leitura sequencial de até 10,8 GB/s.
Do lado da gravação sequencial, as taxas variam entre 9,5 GB/s e 9,8 GB/s.
Esse rendimento supera em mais de duas vezes a velocidade da solução atual adotada pela indústria, o padrão UFS 4.1 (que entrega limites de 4,3 GB/s de leitura e 4,1 GB/s de gravação).
Mais eficiência energética e espaço livre
Novo chip de armazenamento é 16,7% menor que a geração anterior (imagem: reprodução)
Todo esse ganho de velocidade veio acompanhado por aprimoramentos no controle térmico e energético. O UFS 5.0 registra uma melhora de mais de 40% em eficiência de energia na comparação direta com a versão 4.1. Esse marco foi atingido graças à implementação de recursos que desligam trechos inativos do circuito. No dia a dia, isso significa que o smartphone gastará menos bateria para mover a mesma quantidade de arquivos.
Houve também um salto no design. O novo módulo mede apenas 7,5 mm x 13 mm x 0,9 mm — 16,7% menor que a geração passada. A redução facilita o trabalho de engenharia das fabricantes na hora de acomodar baterias maiores ou integrar componentes extras em produtos que sofrem com restrições severas de espaço no chassi, como os wearables.
Quando o UFS 5.0 chega ao mercado?
A gigante sul-coreana confirmou que a produção em massa das memórias UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte (TB) de capacidade.
Com esse calendário, o componente tem um destino provável: a linha Galaxy S27. Segundo o leaker Ice Universe, o novo processador Exynos 2700 também oferecerá suporte nativo ao UFS 5.0.
Prevista para o início de 2027, a próxima linha premium da Samsung pode ser uma das pioneiras na adoção do novo padrão.
As bolsas globais começaram a terça-feira em queda forte, mas o movimento ganhou velocidade de verdade ao longo do dia. O que era um recuo mais contido na Ásia acabou se transformando em uma onda de vendas que atravessou Europa e Estados Unidos, com a tecnologia no centro da pressão.
O clima já era de cautela logo cedo, mas a leitura piorou conforme os mercados foram abrindo. Investidores foram reduzindo exposição a ações ligadas à inteligência artificial e semicondutores, e isso ajudou a amplificar o movimento.
Tecnologia amplia perdas na Europa, com destaque para o setor de chips e semicondutores sob forte pressão. – Koupei Studio/Shutterstock
Ásia abre o dia com queda pesada
Na Ásia, o tom já veio negativo desde a abertura. O índice sul-coreano Kospi caiu cerca de 10% no pregão, um movimento que rapidamente chamou atenção pela intensidade, comentou a CNBC.
SK Hynix e Samsung foram os principais destaques da queda, com perdas que chegaram a ultrapassar 12% em alguns momentos. No mercado, a leitura foi de fuga mais ampla de risco, não apenas um ajuste pontual.
Europa entra no movimento e amplia o pessimismo
Quando a Europa começou a negociar, o cenário não melhorou. O Stoxx 600 recuou perto de 1%, mas o impacto foi bem mais forte dentro do setor de tecnologia.
A sensação entre operadores era de que o movimento já vinha “contaminado” pela Ásia, e isso apareceu com mais força em ações ligadas a chips e semicondutores.
Nesse trecho do dia, o mercado já trabalhava com um ambiente mais defensivo:
tecnologia caiu com mais intensidade na Europa e na Ásia
semicondutores continuaram liderando as perdas
índice europeu do setor ficou abaixo do mercado geral
futuros do Nasdaq já apontavam nova pressão em Nova York
ações ligadas à IA passaram a oscilar com mais força
SK Hynix e Samsung puxam tombo de até 12% no Kospi, em um dos piores pregões recentes da Ásia. – Imagem: BINK0NTAN/Shutterstock
Nova York entra no jogo e piora o sentimento
Nos Estados Unidos, a virada ficou mais clara ainda antes da abertura oficial. Os futuros do Nasdaq 100 chegaram a cair 2,7%, reforçando que o movimento não era isolado.
No pré-mercado, o setor de chips voltou a ser o ponto mais sensível. Intel, Micron e AMD registraram quedas fortes logo cedo. A Nvidia, que costuma funcionar como termômetro da inteligência artificial, também abriu em baixa.
Entre cautela e leitura de correção
Apesar do tom negativo, nem todo mundo no mercado vê o movimento como algo mais grave. Em entrevista à CNBC, o CEO da Strategy Asset Managers, Tom Hulick, disse não enxergar risco de colapso imediato, destacando que ainda há liquidez no sistema e suporte vindo dos lucros das empresas.
Já em outra leitura, mais otimista, o analista Dan Ives, da Wedbush, afirmou que quedas desse tipo podem abrir oportunidades. Para ele, a chamada “Revolução da IA” ainda está no começo do ciclo.
Futuros do Nasdaq 100 caem 2,7% antes da abertura em Nova York, indicando mais um dia negativo em Wall Street. Imagem: Immersion Imagery / Shutterstock.com
IA continua sendo o centro da atenção
Mesmo com o dia bastante volátil, o pano de fundo segue praticamente o mesmo: a inteligência artificial continua sendo o principal motor do mercado — e também seu ponto mais sensível.
O comportamento desta terça deixa uma sensação clara no mercado: não é só sobre queda ou alta, mas sobre como o setor de tecnologia passou a reagir de forma muito mais intensa a qualquer mudança de humor.
No fim do pregão, o mercado fechou com um recado simples, mas importante — a tecnologia ainda lidera o jogo, mas também é onde as oscilações ficam mais fortes quando o cenário vira.
A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um alerta direto às grandes empresas de inteligência artificial: chegou a hora de abrir a conta e mostrar quanto essa tecnologia realmente custa ao planeta. O recado foi dado durante a Climate Action Week, em Londres.
Segundo a Reuters, o secretário-geral da ONU, António Guterres, voltou a cobrar transparência sobre o impacto ambiental dos data centers que sustentam sistemas de IA.
Data centers de IA consomem grandes volumes de energia e água, segundo alerta feito pela ONU em Londres. – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock
O custo invisível da IA
A discussão não é exatamente nova, mas ganhou outro peso com a velocidade da inteligência artificial. Por trás dos modelos que viraram parte do dia a dia, existe uma infraestrutura enorme — e cara — de data centers que funcionam sem parar.
Guterres defende que as empresas divulguem, de forma clara, quanto emitem de carbono, quanta água consomem e quanto solo ocupam. E fez um alerta direto: até 2030, esses sistemas podem consumir mais energia do que todos os países do mundo, exceto cinco. Também podem demandar água suficiente para abastecer cerca de 1,3 bilhão de pessoas na África Subsaariana por um ano.
“Se a IA deve ajudar a construir um futuro melhor, ela precisa ser honesta sobre o que nos custa hoje”, disse António Guterres.
Data centers, energia e uma conta que cresce rápido
Os data centers são o coração da inteligência artificial moderna. E, para funcionar, eles não param nunca. Isso significa consumo constante de energia e sistemas intensos de refrigeração — que também exigem muita água.
Na tentativa de sustentar esse crescimento, empresas vêm combinando diferentes fontes de energia, incluindo gás natural e até nuclear, ao mesmo tempo em que anunciam metas de neutralização de carbono. Mas, para a ONU, isso ainda não é suficiente.
A organização quer acelerar a mudança para fontes renováveis e defende que toda essa infraestrutura seja alimentada por energia limpa até 2030.
E aqui o cenário fica mais claro quando se observa o conjunto:
consumo de energia segue crescendo com a expansão da IA
sistemas de refrigeração aumentam a demanda por água
a infraestrutura digital se espalha em ritmo acelerado pelo mundo
metas de energia renovável ainda estão distantes da prática
falta clareza sobre o impacto ambiental real das operações
Data centers funcionam sem parar e ampliam consumo de energia, segundo alerta da Organização das Nações Unidas. – Imagem: KM Stock/Shutterstock
O metano entra de novo na conversa
No meio desse debate sobre IA, Guterres puxou outro tema que costuma ficar em segundo plano: o metano. Ele pediu mais ação do setor de petróleo e gás para cortar emissões desse gás, que é altamente poluente e tem papel importante no aquecimento global.
O pedido é direto: reduzir vazamentos, acabar com a queima rotineira de gás e adotar padrões científicos mais rígidos. E ele foi além — disse que o mundo ainda não está na rota certa para cumprir suas metas climáticas.
Antes da COP31, uma cobrança global
A ONU também já olha para a próxima grande reunião do clima. Antes da COP31, marcada para a Turquia, Guterres vai reunir líderes mundiais em setembro para tentar acelerar compromissos.
A ideia é empurrar uma transição energética mais organizada, menos dependente de combustíveis fósseis. Mas, no fim das contas, o recado principal não muda: a inteligência artificial pode até estar moldando o futuro, mas o impacto ambiental que ela deixa no presente não dá mais para ficar fora da conta.
A consultora de RH venceu uma ação em um tribunal inglês com apoio de um sistema de advocacia baseado em IA. O caso, envolvendo uma dívida de £ 7.000 (cerca de R$ 44.000), acabou chamando atenção não só pelo valor, mas pela forma como tecnologia e prática jurídica tradicional se misturaram.
Mais do que uma disputa financeira, o episódio mostra como ferramentas de IA começam a aparecer em cobranças mais simples — embora ainda dependam de atuação humana para chegar ao fim.
Tecnologia jurídica entra em cena e ajuda a preparar ação antes da audiência no tribunal. – Imagem: DJSPIDA FOTO/Shutterstock
Quando a IA entrou na disputa
Segundo o The Guardian, a consultora de RH Tamires Camal Taquidir recorreu à Garfield AI para tentar recuperar uma dívida de £ 7.000 (cerca de R$ 44.000), pagando aproximadamente £ 400 (cerca de R$ 2.500) pelo serviço. A ferramenta ajudou desde o começo, organizando notificações, preparando documentos e até respondendo aos argumentos apresentados pela outra parte.
Na prática, o sistema assumiu boa parte da preparação do caso antes da audiência. Tamires explicou a decisão de usar a tecnologia de forma simples.
Eu tinha valores a receber por um trabalho realizado, mas sentia que o processo de recuperação poderia ser excessivamente estressante, caro e demorado. A Garfield tornou possível dar continuidade à cobrança.
Tamires Camal Taquidir, consultora de RH, ao The Guardian.
Um caso pequeno que virou referência
O cofundador da Garfield, Philip Young, descreveu o resultado como um avanço no acesso à justiça, principalmente para quem desiste de cobrar dívidas menores por causa do custo do processo. A empresa é autorizada pela Solicitors Regulation Authority e atua em casos de até £ 10.000 (cerca de R$ 63.000).
Escritório com inteligência artificial atuou na cobrança de dívida e ajudou a estruturar o processo antes da audiência. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
Onde a IA para e o humano assume
Mesmo com a automação de várias etapas, a presença humana ainda foi determinante. O advogado Dominic Li, que atuou na audiência, afirmou que a IA ajudou a estruturar o caso, mas não substitui o julgamento no tribunal.
“A atuação em audiência continuou sendo essencial e um exercício fundamentalmente humano”, disse.
Em outras palavras, a tecnologia organiza e acelera, mas a decisão continua nas mãos de pessoas.
Um cenário que ainda está se formando
O caso surge em meio a discussões mais amplas sobre o uso de inteligência artificial no setor jurídico, especialmente após episódios recentes de erros envolvendo ferramentas automatizadas.
IA organizou documentos e estratégias do processo
dívida era de £ 7.000 (cerca de R$ 44.000)
serviço custou cerca de £ 400 (cerca de R$ 2.500)
resultado reforça uso combinado de IA e advogados humanos
No fim, o caso não muda sozinho o sistema jurídico britânico, mas deixa claro como esse tipo de tecnologia começa a ocupar espaço em disputas menores — aquelas que, muitas vezes, nem chegavam ao tribunal.
Justiça da Paraíba define multa de R$ 32,8 mil por uso de “prompts ocultos” (imagem: divulgação/TJPB)Resumo
Advogado é multado em R$ 32,8 mil por usar comandos ocultos em petição.
O juiz Phillipe Guimarães, da 5ª vara mista de Sousa, identificou os comandos que tentavam influenciar sistemas de IA utilizados pelo judiciário.
O caso foi classificado como uma ação fraudulenta e encaminhado à OAB e ao Ministério Público da Paraíba.
Um caso envolvendo inteligência artificial e direito terminou em multa de R$ 32,8 mil na Paraíba. O juiz Phillipe Guimarães, da 5ª vara mista de Sousa, definiu o valor após identificar “comandos ocultos” em um recurso que pedia o embargo de uma decisão judicial. O nome do advogado que assinou a petição não foi revelado.
A estratégia foi chamada pelo juiz de prompt injection, ou seja, o uso de comandos velados para influenciar ferramentas de IA que auxiliam a análise de documentos jurídicos. A sentença dá conta de trechos como “ignore a imparcialidade” e a observação de que se tratava de um “teste para saber se o juiz utiliza apenas IA nas decisões”. O caso foi classificado como uma ação fraudulenta.
Segundo o site do Tribunal de Justiça da Paraíba, duas multas foram aplicadas – ambas no valor de R$ 16,4 mil, sendo uma por má-fé e outra por submeter a Justiça a “embaraços indevidos”. Além do valor a ser pago, o caso segue para OAB e Ministério Público da Paraíba, que vão apurar possíveis infração disciplinar e crime de fraude processual, respectivamente.
Inteligência artificial e o direito brasileiro
O uso de IA no direito brasileiro não é algo recente, e alguns sistemas automatizados já estão presentes desde a década de 1980. Com a evolução das tecnologias utilizadas em softwares jurídicos, a presença da inteligência artificial generativa aconteceu de forma natural.
A Resolução do Conselho Nacional de Justiça Nº 615, de março de 2025, por exemplo, regulamenta o uso das ferramentas de IA no direito, citando a necessidade de transparência e a “centralidade da pessoa humana”.
CNJ publicou resolução em 2025 para regulamentar o uso de ferramentas de IA no direito (foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
O caso na Justiça da Paraíba chama atenção pela estratégia de ocultar prompts em meio ao recurso, em trechos presentes em cerca de sete páginas. A petição solicitava, em bom juridiquês, “embargos de declaração” após um mandado de segurança ter sido negado pelo TJPB. O processo foi aberto por um candidato recém-aprovado em concurso para professor de Educação Básica I do município paraibano de Sousa.
Afinal, a decisão é sobre o uso de IA em si?
Basicamente, a multa aplicada ao advogado não tem a ver com o uso de IA, mas sim com a tentativa de burlar as ferramentas do judiciário. Tanto que o juiz responsável citou o artigo 5º do Código de Processo Civil, que prevê a “boa-fé que deve orientar a conduta de todos os participantes do processo”, o que não foi respeitado com os comandos inseridos de forma oculta e identificados na revisão, ou seja, o chamado prompt injection.
O advogado especialista em direito digital Marcelo Fonseca nos explica que a prática é um “problema de ética profissional e responsabilidade institucional”. “No prompt injection, eu coloco um comando em letra invisível para alterar o mecanismo da IA. E o juiz usou um mecanismo para descobrir o prompt injection. Então, de um lado, o juiz também está errado, porque, para ele usar isso, tem que estar de acordo com o CNJ. Então estão os dois errados”, afirmou.
Ele frisou ainda a importância de ir além das recomendações de boas práticas no uso da tecnologia, para tratar situações do tipo como “risco de governança”, citando a própria resolução 615 da CNJ como exemplo positivo. “Isso é gravíssimo porque o erro não termina na máquina: ele se materializa em petições, pareceres, decisões, estratégias processuais e danos ao cliente”, concluiu o advogado.
Sede da SK Hynix, na Coreia do Sul (imagem: divulgação/SK Hynix)Resumo
SK Hynix é a empresa mais valiosa da Coreia do Sul.
A fabricante de semicondutores superou o valor de mercado da Samsung.
A SK Hynix registrou alta de 5,6% e alcançou 2.080,4 trilhões de won em capitalização de mercado.
Nesta segunda-feira (22/06), a fabricante de semicondutores SK Hynix ultrapassou a rival Samsung na Bolsa de Seul, tornando-se a empresa de capital aberto mais valiosa da Coreia do Sul. O marco foi alavancado pelo forte aquecimento do mercado global de inteligência artificial, que transformou a companhia na principal fornecedora de memórias para gigantes da tecnologia, como Nvidia e Google.
O feito inédito quebra a hegemonia de mais de duas décadas da fabricante da linha Galaxy, que ocupava a liderança isolada desde 2000 e já havia alcançado a marca histórica de US$ 1 trilhão em valor de mercado.
Como a SK Hynix desbancou a Samsung?
A mudança no topo do ranking financeiro reflete uma transformação na indústria. Os chips de memória, antes comercializados como produtos mais básicos, tornaram-se componentes críticos para rodar modelos avançados de IA, como o ChatGPT.
De acordo com informações da agência de notícias Reuters, as ações da SK Hynix acumulam um salto de mais de 340% no último ano. No pregão desta segunda-feira, os papéis registraram alta de 5,6%, o que elevou a capitalização de mercado da fabricante para 2.080,4 trilhões de won (cerca de US$ 1,35 trilhão, ou quase R$ 7 trilhões em conversão direta).
SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
De quase falida a pilar da inteligência artificial
A escalada da SK Hynix marca uma recuperação histórica. Em 2002, a então Hynix Semiconductor quase faliu, sufocada por dívidas acumuladas, e chegou muito perto de ser vendida para a concorrente Micron. A virada de mesa ocorreu porque a empresa decidiu continuar investindo pesado na tecnologia HBM (chips empilhados verticalmente que entregam velocidade superior e menos consumo de energia), mesmo durante períodos de recessão no setor de memórias.
A tática de longo prazo rendeu frutos. Dados mostram que, em 2025, a SK Hynix já dominava 61% do mercado global de HBM, deixando a Micron (21%) e a própria Samsung (17%) para trás. Hoje, esses componentes tornaram-se indispensáveis na montagem de data centers modernos.
Para suportar a demanda contínua, projeções do Bank of America indicam que a SK Hynix deverá expandir sua produção em 38% até 2028, além de planejar uma abertura de capital nos Estados Unidos para atrair novos investidores.
Satya Nadella defendeu IA mais acessível (imagem: divulgação)Resumo
O CEO da Microsoft, Satya Nadella, criticou o domínio de poucas gigantes no setor de inteligência artificial.
Ele afirmou que a economia global não pode ser controlada por um grupo restrito de empresas.
Nadella defendeu modelos de IA mais baratos e com mais controle nas mãos dos usuários.
O CEO da Microsoft, Satya Nadella, fez uma dura crítica à concentração de poder no mercado de inteligência artificial. O executivo alertou que a economia global não pode ser engolida por um grupo restrito de empresas de tecnologia e defendeu uma transformação rumo a modelos mais baratos e com mais controle nas mãos dos usuários.
Ao Wall Street Journal, ele disse que não é realista sustentar um cenário em que “todos os empregos de escritório simplesmente desapareçam e isso ainda seja usado como arma”. Segundo Nadella, o público não toleraria um futuro em que apenas algumas empresas e modelos “façam todo o aprendizado para o mundo”.
A declaração chama atenção por partir justamente de um dos líderes que mais impulsionaram o atual boom do setor. Afinal, a própria Microsoft ajudou a moldar o cenário atual ao investir bilhões de dólares para transformar a OpenAI na gigante que é hoje.
Mudança de rota?
A resposta passa pela necessidade de transformar a IA em um recurso acessível, evitando que o mercado fique refém de altos custos de operação. A gigante de Redmond já começou a agir e passou a lançar ferramentas mais em conta. O destaque da vez é o Copilot Cowork, um agente autônomo que permite ao cliente corporativo escolher entre diferentes modelos, incluindo opções mais baratas, para executar tarefas contínuas.
Esse movimento também envolve aproximações consideradas controversas pelo próprio setor. A Microsoft avalia hospedar em sua plataforma uma versão do DeepSeek, provedor chinês conhecido pelo custo baixo. A iniciativa desagrada parceiras como OpenAI e Anthropic, que acusam a startup asiática de copiar suas tecnologias, e tem potencial para iniciar um embate na indústria.
A estratégia de diversificação também é uma resposta à concorrência. Dados da consultoria Recon Analytics apontam que, no segundo semestre de 2025, os assinantes do Copilot passaram a preferir cada vez mais alternativas, como o Gemini, do Google. Sem a liderança em modelos de ponta, a Microsoft aposta na multiplicação de opções para tentar recuperar terreno.
“Aprendizado contínuo”
Executivo sugeriu que discurso sobre perda de empregos é alarmista (imagem: divulgação/Microsoft)
Nadella também comentou a situação do mercado de trabalho, com um posicionamento que vai na contramão de líderes do Vale do Silício. Enquanto as grandes empresas de IA preveem que os novos sistemas eliminarão metade dos empregos de nível básico até 2029, o CEO afirma que a tecnologia não deve ser encarada como uma ferramenta de corte de custos focada em demissões em massa.
Em vez de pânico, Nadella defende que, no futuro, os negócios de sucesso funcionarão como “sistemas de aprendizado contínuo”, impulsionados pela união entre a sabedoria dos funcionários e o processamento das máquinas.
Apesar das críticas, a Microsoft não planeja romper com as empresas de vanguarda. Um porta-voz da companhia afirmou ao jornal que as parcerias com OpenAI e Anthropic seguirão ativas.
Moral em baixa é nova realidade da empresa de Mark Zuckerberg (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, reconheceu que a moral da equipe está no pior patamar das últimas duas décadas.
O motivo seria a onda de demissões, cortes na remuneração e um novo sistema de vigilância.
A empresa cortou cerca de 8.000 empregos em maio e transferiu 10% dos profissionais remanescentes para o treinamento de modelos de IA.
O clima na Meta atingiu níveis críticos neste mês. Durante uma reunião interna, o próprio diretor de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, teria admitido aos funcionários que o moral da equipe chegou ao pior patamar das últimas duas décadas.
Segundo o Business Insider, o motivo para essa crise inédita seria uma combinação de fatores amargos: demissões, cortes na remuneração, transferências forçadas e um novo e controverso sistema de vigilância. Tudo motivado pela fixação do CEO Mark Zuckerberg em inteligência artificial.
Por que os funcionários da Meta estão tão insatisfeitos?
A pressão piorou em maio deste ano, quando a companhia cortou cerca de 8.000 empregos, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Como se não bastasse, outros 10% dos profissionais remanescentes foram transferidos de forma obrigatória para realizar o trabalho maçante de rotular dados para treinar novos modelos de IA da empresa.
Mexer no bolso dos colaboradores ajudou a azedar o clima. Dados do mercado apontam que a remuneração anual média da empresa caiu de US$ 417 mil (cerca de R$ 2,1 milhões) em 2024 para US$ 388 mil (R$ 2 milhões) em 2025. Para completar, desde abril, a companhia adotou um software de monitoramento que rastreia teclas digitadas, cliques do mouse e faz até capturas de tela para treinar agentes de IA.
O detalhe mais curioso dessa insatisfação generalizada é que a empresa não está, nem de longe, passando por dificuldades financeiras. Nos primeiros três meses de 2026, a gigante da tecnologia registrou US$ 56,3 bilhões em receita (cerca de R$ 290 bilhões na cotação atual) e um lucro líquido na casa dos US$ 26,8 bilhões (aproximadamente R$ 138 bilhões) — um salto de 33% nas vendas em relação ao ano anterior, marcando o ritmo de crescimento mais acelerado da big tech desde 2021.
Entre demissões e software espião, empresa vive seu pior clima em 20 anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Fatura bilionária da IA
Toda essa reestruturação tem um objetivo: pagar a conta da corrida da IA. A Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões em 2026 com a tecnologia, quase R$ 750 bilhões em conversão direta, o que inclui a construção de novos data centers e a compra de servidores e chips. O valor é praticamente o dobro dos gastos em 2025.
Vale destacar que a dona do Instagram não está sozinha nessa aposta. Gigantes como Amazon, Microsoft e Alphabet (que controla o Google) estão no mesmo barco.
Juntas, essas empresas planejam despejar cerca de US$ 725 bilhões (R$ 3,7 trilhões) em projetos de infraestrutura de IA ao longo de 2026. O reflexo direto desse movimento financeiro é um mercado que não para de demitir: a plataforma Layoffs.fyi aponta que mais de 118 mil profissionais do setor de tecnologia já perderam seus empregos só este ano.
Saiba como o NotebookLM pode ser um importante aliado para a otimização de trabalhos (imagem: Reprodução/Google)
O NotebookLM é um assistente de pesquisa desenvolvido pelo Google que utiliza inteligência artificial avançada para analisar e resumir documentos. A ferramenta transforma arquivos pessoais complexos em uma base de conhecimento organizada, facilitando a extração de insights de grandes volumes de informações.
O principal diferencial da plataforma é a “ancoragem” de dados: todas as respostas geradas pela IA são acompanhadas de citações diretas das fontes originais. Esse mecanismo confere uma precisão técnica superior, garantindo que o usuário possa validar cada ponto levantado com total transparência e confiabilidade.
A seguir, conheça mais sobre o NotebookLM, seu funcionamento e aplicações comuns. Também saiba os pontos fortes e fracos do assistente virtual.
O NotebookLM é um assistente virtual de notas e pesquisa do Google Labs que utiliza inteligência artificial, especificamente o modelo Gemini 1.5 Pro, para interagir com documentos. A ferramenta otimiza o fluxo de trabalho ao analisar, resumir e gerar insights automáticos diretamente a partir das fontes enviadas pelo usuário.
Como funciona o NotebookLM
O NotebookLM opera por meio da tecnologia de Geração Aumentada por Recuperação (RAG), conectando o modelo Gemini diretamente aos arquivos enviados pelo usuário. O sistema realiza o processamento multimodal, analisando integradamente conteúdos em texto, vídeos do YouTube e áudios.
A inteligência artificial fica “ancorada” exclusivamente nesse repositório pessoal, sem buscar respostas externas na internet ou inventar dados. Quando o usuário faz uma pergunta, a ferramenta cruza as fontes salvas para gerar respostas precisas e sempre acompanhadas de citações diretas.
O assistente expande a produtividade ao transformar essas interações em notas, suportando uma base de conhecimento de até 25 milhões de palavras. Além disso, recursos avançados geram automaticamente guias de estudo, cronogramas e resumos em áudio no formato podcast.
Todo esse ecossistema funciona sob rígidos critérios de privacidade, garantindo que os dados inseridos nunca sejam utilizados para treinar os modelos públicos do Google. O resultado é um assistente sob medida focado apenas no universo de informações fornecido pelo usuário.
Esquema de funcionamento do NotebookLM do Google (imagem: YouTube/Online Training For Everyone)
Para que serve o NotebookLM?
O NotebookLM serve como um assistente virtual de pesquisa que transforma documentos em uma base de conhecimento interativa. Confira as principais utilidades da ferramenta:
Estudo e materiais didáticos: facilita a compreensão de temas complexos e gera automaticamente questionários, cronogramas e guias personalizados baseados em PDFs ou gravações;
Análise profissional e citações: permite que pesquisadores e equipes de negócios façam varreduras em artigos ou relatórios, exibindo respostas com fontes exatas para evitar erros de informação;
Brainstorming e novos formatos: conecta ideias soltas em painéis digitais e converte textos em materiais dinâmicos, como resumos estruturados e podcasts gerados por IA;
Otimização de rotinas educativas: agiliza o planejamento de aulas ao transformar pilhas de arquivos acadêmicos em esboços de apresentações e roteiros didáticos de apoio;
Suporte técnico e integração: ajuda novos funcionários a localizarem dados em manuais extensos e abastece equipes com respostas rápidas sobre especificações complexas de produtos.
O NotebookLM é gratuito?
Sim, o NotebookLM é gratuito para qualquer usuário com uma conta Google ativa, oferecendo acesso total às principais funções de IA. Essa versão padrão permite criar até 100 cadernos de notas e realizar pesquisas diárias avançadas sem custo.
Para demandas corporativas e profissionais, a plataforma disponibiliza planos pagos com limites ampliados e recursos de colaboração em equipe. Essas assinaturas premium expandem a capacidade de armazenamento e ativam o suporte para até 600 fontes por projeto.
NotebookLM oferece uma ampla variedade de ferramentas, incluindo resumos em áudio e vídeo (imagem: reprodução/Google)
Quais são as vantagens do NotebookLM?
Estes são os pontos fortes do NotebookLM:
Processamento multimodal: aceita e cruza múltiplos formatos como PDFs, vídeos do YouTube e áudios, graças à capacidade do modelo Gemini de processar até 25 milhões de palavras por projeto;
IA ancorada com citações: se baseia exclusivamente nos arquivos enviados para gerar as respostas com maior precisão, exibindo o trecho exato da fonte para validação e evitando informações falsas;
Resumos interativos em áudio: transforma relatórios e textos densos em podcasts dinâmicos gerados por IA, facilitando o consumo de dados complexos de forma leve;
Gerador de estudos e guia interativos: cria instantaneamente materiais didáticos como flashcards, questionários e painéis de notas, explicando conceitos passo a passo como um mentor personalizado;
Foco em privacidade e economia: reúne recursos avançados de análise de dados sem custos, assegurando contratualmente que as informações enviadas nunca serão utilizadas para treinar os modelos públicos do Google.
Quais são as desvantagens do NotebookLM?
Estes são os pontos fracos do uso do NotebookLM:
Risco de ilusão do aprendizado: os resumos e áudios gerados automaticamente podem criar uma falsa sensação de domínio do conteúdo, simplificando nuances conceituais e interpretações mais profundas dos textos originais;
Flutuações de contexto e falhas: ao lidar com grandes volumes de dados, a IA pode sofrer com “cegueira contextual”, deixando de cruzar informações cruciais ou falhando em localizar trechos específicos entre múltiplos arquivos;
Limitações nos resumos em áudio: os podcasts gerados pela IA ainda apresentam falhas de sotaque, dinâmicas repetitivas em discussões longas e, eventualmente, focam em pontos triviais em vez dos dados relevantes;
Silos isolados e barreiras de formatos: os cadernos de notas não se comunicam entre si e a ferramenta impõe restrições para alguns formatos do cotidiano corporativo, como planilhas complexas, imagens e códigos de programação.
NotebookLM auxilia na criação de resumos interativos por meio do processamento multimodal, mas ainda pode apresentar “cegueira contextual” e ignorar tópicos importantes (imagem: reprodução/Google)
Qual é a diferença entre o NotebookLM e o Gemini?
O NotebookLM é um assistente focado em pesquisa e notas que funciona ancoradamente, analisando exclusivamente os documentos e links enviados pelo usuário. Seu objetivo é cruzar dados restritos e gerar resumos e áudios com citações diretas, sem recorrer ao conhecimento externo.
O Gemini é um modelo de inteligência artificial de uso geral do Google, treinado com uma base ampla de dados públicos da internet. Ele atua de forma aberta e multifuncional na web e no celular, sendo ideal para criar conteúdos do zero, programar e buscar informações.
Qual é a diferença entre o NotebookLM e o ChatGPT?
O NotebookLM é o assistente de notas do Google projetado para funcionar de forma ancorada, analisando estritamente os arquivos e links que o usuário envia. Ele atua como um bibliotecário virtual que gera resumos e áudios baseados apenas no material compartilhado, exibindo citações diretas para evitar alucinações.
O ChatGPT é o chatbot multifuncional da OpenAI, treinado com uma gigantesca base de dados públicos da internet e alimentado por inteligência artificial generativa. Ele opera de forma aberta e generalista, sendo ideal para solucionar problemas amplos, programar códigos e criar textos criativos.
Alexa+ roda em dispositivos Echo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
Amazon lançou a Alexa+ no Brasil, uma versão atualizada da assistente virtual com inteligência artificial generativa.
A Alexa+ é compatível com 98% dos dispositivos, como o Echo Dot (2ª geração em diante) e o Echo tradicional (2ª geração em diante).
Modelos Echo Dot (1ª geração), Echo (1ª geração), Echo Plus (1ª geração), Echo Show (1ª e 2ª gerações) e Echo Spot (1ª geração) não são compatíveis.
A Amazon anunciou ontem (18/06) a chegada da Alexa+ ao Brasil, introduzindo uma versão atualizada da assistente virtual equipada com inteligência artificial generativa. O objetivo é ampliar o processamento de comandos e entregar conversas contínuas aos consumidores na maioria dos eletrônicos da companhia.
A novidade foi oficializada em um evento em São Paulo, acompanhado pelo Tecnoblog, e chega em acesso antecipado após uma etapa de testes com clientes selecionados. A Amazon utilizou o período para analisar o tempo de resposta e a precisão do reconhecimento do idioma antes da distribuição oficial.
Vale mencionar que a nova assistente já está inclusa na assinatura Amazon Prime. Para os consumidores que não participam do programa, os recursos avançados podem ser habilitados por uma assinatura avulsa, estipulada em R$ 99 mensais.
Veja os dispositivos compatíveis com a Alexa+
Os aparelhos a partir da segunda geração contam com suporte garantido. A lista de produtos habilitados inclui:
Echo Dot, incluindo o Echo Dot Max;
Echo tradicional;
Echo Show 5, Echo Show 8, Echo Show 10, Echo Show 11 e Echo Show 15;
Echo Studio, e caixas compactas, como o Echo Pop.
Produtos recentes, como o novo Echo Show 8, Echo Show 11, Echo Dot Max e Echo Studio, foram desenvolvidos nativamente para a plataforma Alexa+, com chips focados em IA que conseguem processar as interações com mais agilidade.
Projetado para IA, Echo Show 11 processa comandos mais rápido (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Ainda que exista uma probabilidade alta de que o seu aparelho atual receba a atualização, segundo os dados oficiais da Amazon que indicam 98% de compatibilidade na base ativa do Brasil, uma pequena parcela dos aparelhos não será contemplada com a atualização.
A Amazon oficializou que a Alexa+ não funciona e não será distribuída para os seguintes aparelhos:
Echo Dot (1ª geração);
Echo (1ª geração);
Echo Plus (1ª geração);
Echo Show (1ª e 2ª gerações);
Echo Spot (1ª geração).
A empresa explica que o processamento dos novos algoritmos e grandes modelos de linguagem (LLMs) acontece na nuvem, aliviando a carga sobre os componentes das caixas de som e permitindo entregar o serviço sem forçar a troca da maioria dos equipamentos.
No entanto, limitações físicas de memória e processamento dos chips mais antigos não suportam as exigências da nova Alexa turbinada.
Mas, se isso não é um problema para usuários desses produtos mais antigos, não há com o que se preocupar: a Alexa original continuará funcionando com as habilidades tradicionais de forma gratuita, apenas sem a integração com a nova inteligência artificial.
Como funciona a Alexa+?
Alexa+ já está disponível no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Conforme verificamos, a Alexa+ utiliza a IA generativa para entender o contexto. Agora, o usuário não precisa mais repetir o comando de ativação “Alexa” no começo de cada nova instrução, por exemplo, o que torna as interações mais fluidas.
Segundo a Amazon, mais de 70 grandes modelos de linguagem operam em segundo plano. O software decide sozinho qual desses modelos é o mais eficiente para gerar a resposta correta. O sistema também passou por localização para identificar sotaques, gírias e expressões regionais dos brasileiros.
Pelo celular, o aplicativo da Alexa também ganha uma interface no formato de chatbot, permitindo que os clientes enviem documentos, relatórios ou imagens. A assistente lê o conteúdo do arquivo, estrutura um resumo e sugere ações, como marcar reuniões ou enviar e-mails.
O acesso antecipado já está ativo. Clientes que possuem dispositivos Echo compatíveis e desejam usar as funções da Alexa+ no Brasil podem se inscrever pela página oficial da Amazon ou utilizando o comando de voz: “Alexa, quero Alexa+”.
Inteligência artificial processa dados para criar mapas 3D do corpo (imagem: reprodução/Midjourney)Resumo
Midjourney revelou o Midjourney Scanner, um equipamento de ultrassom de corpo inteiro que usa inteligência artificial.
O scanner usa um anel com milhares de sensores submersos em água para emitir ondas ultrassônicas e capturar alterações milimétricas nas ondas.
A empresa planeja criar uma rede de spas para oferecer exames de saúde enquanto os clientes relaxam.
A Midjourney revelou seu primeiro produto de hardware: um scanner de ultrassom de corpo inteiro. A companhia, mundialmente conhecida pelo gerador de imagens realistas com IA, fez o anúncio nesta quinta-feira (18/06).
Segundo o comunicado, o Midjourney Scanner não é um equipamento de ressonância magnética. O sistema deve funcionar por meio de um anel com centenas de milhares de sensores submersos em água, que emitem ondas ultrassônicas para reconstruir modelos tridimensionais do corpo humano.
Já esta é a outra parte do anúncio: a companhia terá uma rede de spa, com a primeira unidade a ser inaugurada em São Francisco, nos EUA, onde as pessoas poderão fazer exames para monitoramento da saúde enquanto descansam. “Hoje vamos anunciar algo um pouco estranho e um pouco louco”, avisou a empresa.
Como funciona o Midjourney Scanner?
Anel do scanner conta com meio milhão de sensores (imagem: reprodução/Midjourney)
No lugar de tubos fechados e ruídos das máquinas de ressonância magnética, o exame com o scanner da Midjourney deve durar apenas 60 segundos. O processo começa com o usuário de pé sobre uma plataforma que desce suavemente para um tanque raso com água morna e iluminação relaxante.
Durante a submersão, o corpo atravessa um anel equipado com cerca de meio milhão de minúsculos sensores, cada um do tamanho de um grão de areia. Eles emitem ondas ultrassônicas de todos os ângulos contra o paciente. Como o som viaja de forma diferente ao penetrar na água, pele, gordura, músculos e ossos, essas ondas mudam de formato ao encontrar cada uma dessas densidades.
O equipamento conta com dois petaflops de poder de processamento bruto para capturar alterações milimétricas nas ondas milhões de vezes por segundo, e o volume de dados gerado é gigantesco. Segundo a própria companhia, seria necessário assistir a 500 horas de filmagem para cada segundo de escaneamento.
É aqui que a especialidade da Midjourney vai entrar em ação: IA. A inteligência artificial deve processar esse banco de dados em tempo real e reconstruir mapas 3D detalhados do corpo humano, fatiando virtualmente os tecidos e órgãos com precisão.
Segundo o site Crypto Briefing, a Midjourney assinou em novembro de 2025 um acordo de licenciamento exclusivo com a Butterfly Network, empresa responsável pela tecnologia de ultrassom em chip que será utilizada no projeto.
Exame dura apenas 60 segundos (imagem: reprodução/Midjourney)
Meta de um bilhão de exames
Para popularizar essa infraestrutura, a companhia não pretende focar em vendas para hospitais ou clínicas. A estratégia é criar o Midjourney Spa. A primeira unidade tem inauguração prevista para o final de 2027, em São Francisco.
A proposta é que o local funcione 24 horas por dia e ofereça um ambiente com academias, saunas e piscinas. O exame ocorrerá dentro de salas equipadas com banheiras de hidromassagem, tornando a coleta de dados de saúde parte de uma “experiência de relaxamento”, afirma a empresa.
Em relação à privacidade, os usuários terão controle sobre a “biblioteca de exames” pessoal. Esses dados poderão ser compartilhados a critério do cliente com médicos, nutricionistas ou outras plataformas de IA voltadas para a saúde.
No contexto regulatório, ainda há um caminho a percorrer. Para contornar a burocracia da FDA (órgão regulador de saúde dos Estados Unidos), a Midjourney iniciará a operação criando “mapas de composição corporal”. Os resultados clínicos serão enviados à agência para, futuramente, liberar de forma oficial a detecção de anomalias.
Após a fase de refinamento, que durará cerca de 12 meses, a Midjourney prevê o lançamento de um scanner de terceira geração em 2028, que reduzirá ainda mais o tempo e elevará a qualidade das imagens. A meta para 2031 é criar uma frota de 50 mil scanners globalmente, com capacidade para realizar um bilhão de exames por mês. A promessa é que o mapeamento preventivo rápido e de baixo custo evite mortes precoces e corte os gastos com sistemas de saúde.
Vivo fechou uma parceria com o Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Vivo anunciou uma parceria com o Google para oferecer até 12 meses gratuitos do plano Google AI Plus.
Oferta vale para clientes Controle, Pós, Fibra e Total a partir de hoje.
O plano inclui acesso ao Gemini e 400 GB de armazenamento em nuvem, que pode ser compartilhado com até cinco membros da família.
A Vivo anunciou nesta quinta-feira (18/06) uma parceria com o Google para oferecer até 12 meses gratuitos do plano Google AI Plus, que inclui acesso ao Gemini e 400 GB de armazenamento em nuvem.
A oferta vale a partir de hoje para os clientes. O benefício pode ser resgatado no app Vivo ou nas lojas físicas da operadora. Após o período promocional de um ano ou seis meses, a assinatura será renovada automaticamente por R$ 24,99 mensais.
O período gratuito varia conforme o tipo de cliente:
Vivo Família e Total Família: 12 meses
Vivo Controle: 6 meses
Vivo Pós: 6 meses
Vivo Fibra: 6 meses
Vivo Total: 6 meses
Em resposta ao Tecnoblog, a operadora informou que clientes do Vivo Easy não têm direito ao benefício.
Como ativar?
Para liberar o acesso pelo aplicativo, os passos são os seguintes:
Abra o app Vivo;
Na página inicial, o “Pra você”, role até a seção “Apps com ofertas incríveis”;
Clique no ícone do Google Gemini e autorize a liberação.
Oferta pode ser resgatada no app Vivo (imagem: Tecnoblog)
O que o plano oferece?
A assinatura é o caminho para resolver duas coisas: falta de espaço para armazenar arquivos e limites de uso travados. Toda a operação é respaldada por 400 GB de armazenamento em nuvem no Google One para fotos, vídeos e arquivos, franquia que pode ser compartilhada com até cinco membros da família.
Além disso, o pacote libera ferramentas para a geração de imagens, vídeos e conteúdos multimídia através do Google Flow. A IA também passa a integrar os apps de produtividade — Gmail, Docs e Planilhas.
Gemini é a inteligência artificial do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Oferta também vale para o setor corporativo
Além do mercado residencial e de pessoas físicas, a Vivo também vai atender o segmento empresarial com a parceria.
Clientes do Vivo Empresa passam a ter acesso ao portfólio do Gemini Enterprise, versão corporativa que oferece modelos de IA com maior capacidade de contexto. A novidade será integrada ao Google Workspace.
Amazon faz lançamento da Alexa+ em evento na capital paulista (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Amazon lançou a Alexa+, uma versão mais inteligente da assistente virtual Alexa no Brasil, que utiliza inteligência artificial generativa para melhorar a compreensão e resposta a comandos.
A Alexa+ estará inclusa no serviço Prime ou poderá ser assinada por R$ 99 por mês, e oferece recursos como nova voz mais natural, conversas mais fluídas e capacidade de entender comandos complexos.
A nova assistente virtual é capaz de realizar tarefas como resumir documentos, interagir com serviços de streaming e realizar compras por voz, com recursos que dependem do aplicativo da Alexa no telefone.
A Alexa brasileira está ficando mais inteligente: a Amazon anuncia a chegada da Alexa+, serviço que se vale de inteligência artificial generativa para dar novas habilidades – e até uma nova voz, mais natural – à assistente que todos conhecem. A nova ferramenta estará inclusa no Prime ou terá preço avulso de R$ 99 por mês (sim, eu chequei com executivos e este valor está correto).
O Tecnoblog já havia revelado os testes realizados com consumidores locais para a liberação da Alexa+. A ideia da Amazon era checar se a assistente de IA entendia bem as perguntas feitas em português e se dava respostas condizentes. Menos de um mês depois, a tecnologia chega ao mercado. O anúncio ocorre num evento em São Paulo, para jornalistas, influenciadores e convidados.
A diretora-geral Talita Bruzzi Taliberti comemorou a novidade: “a Alexa+ é fruto do trabalho para entregar a melhor experiência ao nosso consumidor”. O trabalho de localização para o português incluiu o aprendizado de sotaques, gírias, expressões e formas de falar do brasileiro. Ela compreende quando um mineiro solta um “trem” sem necessariamente significar o meio de transporte.
Como funciona a Alexa+?
Alexa+ roda em diversos dispositivos Echo (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Eu participei do anúncio global da Alexa+, em fevereiro de 2025, nos Estados Unidos. Na ocasião, os executivos bateram na tecla de que a ferramenta pode utilizar diferentes modelos, dependendo do que o usuário deseja fazer. O benefício está na melhor compreensão de instruções complexas, que fogem do “timer de 15 minutos” ou “qual a previsão do tempo”.
Já na demonstração durante um evento em São Paulo, realizado em 18/06, os executivos reforçaram que a assistente está mais conversacional. A ferramenta também mantém conversas mais naturais, sem precisar repetir o nome da Alexa no início de cada nova interação. Segundo a Amazon, ela também consegue entender o momento de parar de responder.
Alexa+ rodando em um Echo Show (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Por exemplo, a Alexa+ sabe o que está na tela do Prime Video e dá respostas referentes àquele conteúdo, o que deve encantar os cinéfilos e seriemaníacos de plantão.
Outra funcionalidade tem a ver com documentos externos: o usuário pode enviar anexos pelo aplicativo da Alexa. O sistema escaneia, depreende as informações principais e pode realizar ações por conta própria, como enviar um resumo por email, adicionar itens à lista de compras ou criar novos compromissos no calendário. Alguns recursos dependem do aplicativo da Alexa no telefone, que recebe interface diferenciada, com cara de chatbot, quando o serviço premium é ativado.
Por fim, os consumidores devem notar que a nova Alexa se lembra das suas preferências expressas durante as interações. Ela grava suas restrições alimentares, quantos filhos você possui, e essencialmente qualquer coisa que a ajude a dar respostas melhores no futuro. Isso não existe na Alexa tradicional.
Alexa+ lembra de preferências e interações passadas (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
IA generativa
A Alexa+ roda mais de 70 modelos de inteligência artificial. A cada nova frase ou comando, um sistema de orquestração decide qual tecnologia utilizar para dar a melhor resposta possível.
Nas demonstrações que vimos na capital paulista, foi possível notar que, conforme as nossas frases ficam mais complexas, a Alexa+ leva mais tempo para responder. Às vezes é necessário esperar alguns bons segundos até que ela dê um retorno. Em outras palavras, deixa de ser instantâneo.
Alexa, peça um Uber
Uber no Alexa+ (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Um dos pontos altos do evento em São Paulo foi o uso da Alexa para pedir um carro na Uber. Os sistemas ficam integrados e basta dizer o endereço para o qual você deseja ir. Por meio da interação de voz e os cards na tela do Echo Show, a assistente repete os endereços de origem e destino, informa a tarifa e pede a confirmação do consumidor.
Eu notei que o cliente precisa expressar muito claramente que deseja concluir aquela transação. O mesmo vale para a compra de produtos no marketplace da Amazon, que pode ser feita via comando de voz. Os representantes da empresa explicaram que a assistente digital reconhece a voz ou imagem do usuário antes de fazer o pedido – um alívio para quem tem criança travessa em casa.
Como obter o acesso antecipado?
Michele Butti e Talita Bruzzi Taliberti, executivos da Amazon (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A Amazon inicia hoje o acesso antecipado. Existem duas possibilidades: inscrever-se com um dispositivo que você já possua ou comprar um novo produto das linhas Echo e Fire TV. Para se candidatar, é necessário entrar numa página especial ou dar o comando “Alexa, quero Alexa+”.
Tim Cook garante que aumento de preços em produtos da Apple é “inevitável” (Imagem: Divulgação / Apple)Resumo
O CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que a empresa os preços dos seus produtos devido à escassez de memória RAM no
A crise dos chips de memória RAM é causada pelo fornecimento menor significativos de preço por parte dos principais fornecedores, Samsung, SK Hynix e Micron.
O aumento de preços deve afetar a próxima linha de iPhones, com uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, tornando-o US$ 1.299.
Nem a Apple escapa: a escassez de memórias RAM no mercado de tecnologia vai afetar os preços dos produtos da maçã. A confirmação foi dada pelo próprio CEO, Tim Cook, nesta quarta-feira (17/06). A má notícia vem em meio a rumores recentes que apontavam para uma manutenção nos preços praticados hoje na próxima linha de iPhones.
Ainda não há informações sobre quando a alta de preços deve chegar, mas algumas mudanças já começaram a acontecer. Entre elas estão a retirada das versões de 256 GB do Mac Studio – que já havia ficado mais cara – e do Mac Mini, agora disponíveis apenas a partir dos 512 GB.
Na entrevista para o Wall Street Journal, Cook afirmou que o aumento é “inevitável”, mesmo com os esforços da empresa para conter os valores mais altos praticados no mercado pelos chips de RAM. Analistas já haviam apontado que a maçã tentaria driblar os custos mais altos barateando componentes como telas e câmeras, mas o CEO afirma que a situação está insustentável.
Crise de memória RAM chega à Apple
Novo iPhone 18 Pro não deve escapar da alta de preços: aumento deve ser de US$ 200 (R$ 1 mil(foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Muitos rumores apontavam para uma contenção no aumento dos preços por parte da Apple, principalmente envolvendo o vindouro iPhone 18. Um relatório da KB Security, fundo de investimento sul-coreano, indicou ainda o aumento de memória RAM no modelo base da linha, que pode chegar com 12 GB para dar conta das novidades da Siri, inteligência artificial da Maçã. A mudança viria sem alteração nos preços, o que fica incerto com a declaração de Cook na entrevista ao WSJ.
O CEO da Apple reforçou que o motivo desses aumentos é, justamente, a crise dos chips de memória RAM. Segundo ele, além do fornecimento menor “os caras da memória” praticam aumentos significativos de preço. Esses “caras”, no caso, seriam os três principais players do mercado de DRAM: Samsung, SK Hynix e Micron.
O cenário atual de fato é favorável para as três empresas, com um aumento de 85,5% nas vendas de componentes em relação ao último trimestre financeiro. Essa alteração está diretamente relacionada ao boom das IAs generativas, já que há uma grande demanda de memória para datacenters de inteligência artificial. A questão é a produção de chips para produtos voltados ao consumidor final, que ficou em segundo plano.
Alta nos preços deve afetar iPhone 18
Depois de rumores favoráveis a uma manutenção dos preços praticados pela Apple nos novos iPhones, a realidade deve ser outra. Ainda não há uma confirmação de quando ou como os aumentos vão acontecer, mas o Wall Stret Journal trouxe uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, algo em torno de R$ 1.000. Segundo o jornal, o celular deve custar US$ 1.299 no lançamento, acima dos US$ 1.099 cobrados pela Maçã no iPhone 17 Pro.
ChatGPT apresenta falhas nesta terça-feira (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
ChatGPT apresentou problemas nesta terça-feira (17/06), com usuários relatando dificuldades para interagir com o serviço em várias partes do mundo;
Downdetector registrou cerca de 3.000 queixas sobre o problema por volta das 14:00 (horário de Brasília);
OpenAI apontou que instabilidade afeta versões móveis do ChatGPT.
Se você está com dificuldades para acessar o ChatGPT na tarde desta terça-feira (17/06), saiba que o problema não afeta somente a sua conta: nas redes sociais, vários usuários relatam que o serviço da OpenAI está instável ou totalmente inacessível.
No Downdetector, serviço que monitora plataformas online, houve um pico com cerca de 3.000 queixas sobre o problema por volta das 14:00 (horário de Brasília). No X, usuários também reportam dificuldades para acessar o ChatGPT.
ChatGPT caiu e agora eu tenho que usar o celebro kkk !
— perdi o brilho nos olhos (@eusoutaofeliz) June 17, 2026
meu Deus o chatgpt caiu como eu vou trabalhar pelo amor de Deus
O problema é global e parece afetar usuários de diferentes maneiras. Há quem não consiga acessar a versão web do ChatGPT, por exemplo. Outros notam intermitência, isto é, o serviço funciona em dado momento e falha no instante seguinte, voltando ao normal depois de algumas tentativas.
Já eu consigo usar o serviço no navegador, mas no aplicativo para iOS, recebo uma mensagem de erro quando envio alguma instrução.
ChatGPT com falha no aplicativo para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O que causou a instabilidade no ChatGPT?
Não está claro. A página de status da OpenAI reconhece erros em conversas no ChatGPT para Android e iOS, mas não aponta as causas. De todo modo, a companhia afirma já estar trabalhando em uma solução:
Identificamos que os usuários estão enfrentando um aumento no número de erros nos serviços afetados [ChatGPT].
Estamos trabalhando na implementação de uma solução.
Apesar de a OpenAI apontar que a falha afeta os aplicativos móveis, a versão para navegador do ChatGPT também dá sinais de instabilidade para alguns usuários, como ficou claro mais acima.
Como o problema é intermitente, a dica é continuar tentando acessar o serviço ou experimentar um meio de acesso diferente, por exemplo, usando a versão web se, de fato, for o aplicativo móvel que não estiver funcionando adequadamente com você.
Musk pagará US$ 60 bilhões para comprar a Cursor de Michael Truell (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Cursor, startup de inteligência artificial para programação, foi adquirida por US$ 60 bilhões pela xAI, de Elon Musk.
A empresa desenvolveu um editor de código com IA que permite que desenvolvedores descrevam tarefas em linguagem natural.
A compra dá à xAI entrada no mercado de ferramentas de programação com IA, em competição com OpenAI, Anthropic e Google.
Uma empresa até então desconhecida do grande público ganhou as manchetes nesta terça-feira (16/06): a Cursor, startup especializada em inteligência artificial para programação, foi adquirida por US$ 60 bilhões (cerca de R$ 304 bilhões, em conversão direta). Já o comprador dispensa apresentações: Elon Musk, por meio da xAI.
A transação será feita integralmente em ações da SpaceX e deve ser concluída até setembro. Vale lembrar que a SpaceX e a xAI se fundiram em fevereiro deste ano.
A Cursor se tornou uma das empresas mais valiosas do boom da inteligência artificial, construindo uma grande base de usuários com ferramentas voltadas à escrita, correção e revisão de código com ajuda de IA.
Em apenas quatro anos, a startup saiu de um pequeno projeto criado pelo CEO Michael Truell e seus colegas para atender milhões de desenvolvedores e parte das maiores empresas do mundo.
Editor de código com IA é o produto
A startup surgiu a partir da Anysphere, fundada em 2022 por quatro estudantes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). O grupo queria uma ferramenta para programar usando inteligência artificial, mas a maioria dos serviços oferecia a tecnologia apenas como plug-in, o que os levou a construir um editor de código próprio.
O Cursor foi lançado em março de 2023. Se trata de uma versão modificada e focada em IA do VS Code. Esse editor permite que desenvolvedores descrevam tarefas em linguagem natural e recebam trechos completos de código, correções de erros, explicações e sugestões de melhorias. A versão mais recente, o Cursor 3, foi lançada há dois meses.
A ferramenta tracionou tão rápido que, ainda em 2023, atingiu US$ 1 milhão em receita recorrente anual. O nome Cursor passou a ser a marca da companhia, embora a empresa continue operando legalmente como Anysphere.
Crescimento acelerado
Como lembra o Business Insider, o avanço da Cursor foi incomum até mesmo para os padrões do Vale do Silício. Segundo dados divulgados pela própria empresa, a plataforma ultrapassou milhões de usuários e passou a ser utilizada por 60% das companhias que integram a lista das 500 maiores empresas do mundo. A receita anualizada também cresceu e bateu a casa dos bilhões de dólares em poucos anos.
Boa parte desse crescimento está ligado à popularização do vibe coding — a criação de softwares a partir de descrições em linguagem natural, sem necessariamente dominar programação avançada.
We're excited to join forces with @SpaceX to advance the frontier of useful AI. Expect significant improvements to Cursor soon. https://t.co/62IMr2sgEy
Ainda assim, a forma como a empresa aborda o tema parece mais pé no chão. O CEO Michael Truell já afirmou que programar apenas por meio de prompts, sem lidar diretamente com o código, pode criar bases frágeis, com risco de aplicações “desmoronarem” ao longo do tempo.
SpaceX comprou a xAI, que comprou a Cursor (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A xAI quer competir com OpenAI, Anthropic e Google em um dos mercados mais disputados da inteligência artificial: as ferramentas voltadas para desenvolvedores.
As empresas de IA passaram a enxergar a programação assistida por inteligência artificial como uma aplicação promissora para justificar os investimentos. Ferramentas capazes de escrever, corrigir e revisar código se tornaram um caminho aparentemente mais sólido para monetização dos modelos generativos.
A startup de Elon Musk já tem o chatbot Grok, que conseguiu crescer entre os usuários, principalmente após sua integração à rede social X, mas ainda não tinha uma presença forte no mercado de programação.
Com a compra da Cursor, a SpaceX e a xAI passam a controlar uma das ferramentas de programação por IA mais populares do mercado, além de incorporar uma base relevante de desenvolvedores e a tecnologia criada pela equipe de Truell.
GenAI.mil é a plataforma de IA generativa do Pentágono (imagem: reprodução/Army National Guard)Resumo
O Departamento de Defesa dos EUA tem 1,5 milhão de funcionários usando a IA militar GenAImil diariamente.
A plataforma, integrada ao Google Gemini, agiliza o fluxo de trabalho e permite que as equipes automatizem tarefas burocráticas.
O uso da IA resultou na redução de tempo para elaboração de relatórios anuais de prestação de contas, de 200 horas para apenas cinco horas.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) vem registrando um aumento acelerado no uso de inteligência artificial generativa. Segundo o diretor de tecnologia do Pentágono, Emil Michael, o sistema GenAI.mil, lançado em dezembro de 2025, já é utilizado diariamente por cerca de 1,5 milhão de funcionários.
O cenário atual reverte a baixa adoção inicial. Há seis meses, apenas cerca de 80 mil usuários utilizavam o sistema, muito pouco perto dos 3,5 milhões de funcionários no departamento.
De acordo com o Business Insider, o salto recente foi impulsionado pela integração ao modelo Google Gemini para agilizar o fluxo de trabalho e eliminar o que seriam processos monótonos.
O que a IA do Pentágono pode fazer?
Na prática, o GenAI.mil opera como um assistente focado em produtividade. A ferramenta permite que as equipes automatizem burocracia pesada com comandos simples. As tarefas delegadas à IA vão desde a redação de descrições de cargos até a análise de grandes volumes de informações.
Um exemplo é a elaboração de relatórios anuais de prestação de contas para o Congresso americano. O que antes demandava cerca de 200 horas de trabalho manual de uma equipe inteira agora é concluído em apenas cinco horas, já que o sistema consegue varrer o banco de documentos e compilar o material rapidamente, liberando os profissionais para outras atividades estratégicas.
Integração com Google Gemini impulsionou a adesão da ferramenta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A virada de chave
A transição para a marca de 1,5 milhão de usuários ativos diários exigiu mudanças na cultura interna. No início, as pessoas simplesmente ignoravam o GenAI.mil por não entenderem a sua finalidade.
Para quebrar essa resistência, o Pentágono aliou o motor do Gemini a um trabalho educativo, passando a divulgar estudos que mostravam como funcionários já estavam poupando horas de expediente com a plataforma. Essa disseminação de exemplos práticos, somada à familiaridade das pessoas com a IA no dia a dia fora dos escritórios, facilitou a aceitação.
Além de ganhar espaço nos setores administrativos, o DoD também estuda a expansão da tecnologia para áreas de logística e de combate. O órgão reconhece que eventuais conflitos futuros exigirão um processamento de dados ultrarrápido, mas reforça o discurso de que a supervisão humana continuará sendo fundamental.
Para sustentar esse avanço, o orçamento para o ano fiscal de 2027 já prevê o investimento de bilhões de dólares em infraestrutura e IA de última geração.
Os principais executivos de empresas de inteligência artificial estão chegando à conferência do G7 que acontece nesta quarta-feira (17) em Evian, na França.
Sam Altman, da OpenAI, Dario Amodei, da Anthropic, e Demis Hassabis, do Google DeepMind, integram o grupo de líderes do setor de tecnologia convidados para um almoço na cúpula.
Também confirmados para o encontro estão Arthur Mensch, da francesa Mistral, Aidan Gomez, da canadense Cohere, Uljan Sharka, da italiana Domyn, Victor Riparbelli, da britânica Synthesia, e Robin Rombach, da alemã Black Forest Labs.
Marc Benioff, da Salesforce, Alex Wang, da Meta, os fundadores da indiana Sarvam e da japonesa Sakana completam a lista de possíveis participantes.
Lembrando que o G7 reúne os EUA, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão. A União Europeia participa ativamente dos trabalhos do G7.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, também viajou.
O que está na pauta
Riscos da IA, infraestrutura e soberania tecnológica estão entre os temas previstos para as discussões. A proteção de crianças na internet também faz parte da agenda, segundo informações divulgadas pelo governo francês em coletiva de imprensa na semana passada.
A OpenAI declarou à CNBC, no início de junho, que esperava que as empresas de tecnologia saíssem da cúpula com um conjunto de “compromissos voluntários”.
Esses compromissos devem envolver segurança para jovens, riscos de fronteira em segurança cibernética e biossegurança. A ideia é que eles se tornem um padrão global de fato.
É o que disse à CNBC Jessica Brandt, pesquisadora sênior de tecnologia e segurança nacional no Council on Foreign Relations – que pode ser traduzido como Conselho de Relações Exteriores -, um think tank americano voltado a política externa e relações internacionais.
Influência geopolítica em debate
Segundo Brandt, “isso mostra que, para assumir compromissos críveis sobre IA, os chefes de Estado agora precisam da cooperação, senão do aval, de um punhado de executivos do setor privado que estão de fato construindo a tecnologia. Estamos vendo uma mudança em quem tem assento à mesa e um sinal de onde o poder está”.
O pano de fundo do encontro inclui tensões entre a Anthropic e o governo dos Estados Unidos. A empresa segue em negociações com a administração Trump após Washington impor controles de exportação sobre os modelos Fable 5 e Mythos 5 da companhia, por razões de segurança nacional.
O lançamento recente de modelos de IA com capacidades cibernéticas avançadas — incluindo o Mythos, da Anthropic, e o GPT-5.5 Cyber, da OpenAI — gerou preocupações de empresas e governos em relação a vulnerabilidades de segurança digital.
Cameron Kerry, pesquisador visitante da Brookings Institution, disse à CNBC que o lançamento do Mythos marcou um “ponto de inflexão” no desenvolvimento da IA e levou a administração Trump a considerar a regulação da tecnologia.
Para Emerson Brooking, pesquisador sênior do Atlantic Council, os controles de exportação americanos sobre os modelos da Anthropic “mudaram tudo”.
“Vários países do G7 já haviam mencionado a necessidade de investimento em IA soberana, mas sempre havia a suposição de que isso ocorreria junto com o acesso à infraestrutura tecnológica dos EUA”, disse ele à CNBC. “Agora os EUA sinalizaram disposição para cortar o acesso do G7 e até de aliados de tratado a certas capacidades de IA” – completou.
Os laboratórios de ponta parecem interessados em moldar esses debates antes que existam regras determinadas e vinculantes.
Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)Resumo
Estudantes abandonaram o discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA.
O CEO do Google foi vaiado durante a cerimônia de formatura na Universidade Stanford.
A manifestação criticava os contratos do Google com governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.
Dezenas de estudantes da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, abandonaram a cerimônia de formatura no momento em que o CEO do Google, Sundar Pichai, foi chamado ao palco para discursar. O protesto criticava os contratos entre a empresa e governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.
Segundo a BBC, parte dos estudantes carregava cartazes com mensagens críticas direcionadas à atuação do Google no momento em que se retiraram, incluindo frases como “ICE espiona com a IA do Google”, em referência ao órgão de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.
BREAKING: Stanford University graduates staged a walkout during Google CEO Sundar Pichai’s keynote address at commencement Sunday.
The walkout was organized by Students for Justice in Palestine and No Tech for Apartheid as a protest against Google’s contracts with the IDF, Dept.… pic.twitter.com/j2SI2dtwLC
O boicoteenvolveu cerca de 200 alunos e foi incentivado e organizado pelo grupo estudantil Stanford Students for Justice in Palestine (SJP), de acordo com o veículo de imprensa local SFGate.
O evento seguiu normalmente enquanto havia o protesto, com Pichai desviando de temas políticos — ainda que tenha reconhecido o “tempo difícil em que a turma estaria se formando”.
“Toda geração enfrentou dificuldades à sua maneira. Nós não escolhemos o mundo em que nos graduamos, mas podemos escolher como enquadramos as circunstâncias”, afirmou durante o discurso.
Onda de protestos contra IA
Pichai, que é ex-aluno da universidade, também disse ter recebido conselhos do que não falar, fazendo um trocadilho com o próprio nome. “As pessoas pensaram que seria muito difícil para mim. Afinal, são as duas últimas letras do meu sobrenome”, declarou, em referência à sigla AI (inteligência artificial, em inglês).
Indiretamente, ele se referia às vaias sofridas por outras personalidades da indústria da tecnologia que mencionam a IA de forma positiva durante discursos de formatura. Embora o caso de Pichai também envolva contextos geopolíticos, a menção geral às ferramentas de IA tem gerado hostilidade pelos estudantes.
Recentemente, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, também foi vaiado por estudantes durante a colação de grau da Universidade do Arizona. O público protestou quando ele comparou o atual boom da IA à ascensão dos PCs há 40 anos. Na fala que gerou a vaia, Schmidt falava sobre a presença da tecnologia em praticamente todos os âmbitos da vida pessoal e profissional.
Executivos reenquadram frustração dos alunos
Inteligência artificial virou concorrente para recém-formados (imagem ilustrativa: Max Pixel)
Há poucos dias, o presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou líderes do setor a não menosprezarem as manifestações estudantis. Segundo ele, os mais jovens sentem-se ameaçados antes de poderem se desenvolver, enfrentando a IA como uma concorrente no mercado de trabalho.
“Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que ela permaneça em seu devido lugar”, disse. Anteriormente, Steve Wozniak, ex-Apple, evitou a mesma reação dos executivos do Google seguindo outro ponto de vista: durante um discurso, ele preferiu reforçar as vantagens da criatividade humana sobre a IA e recebeu aplausos.
A revolta dos formandos estadunidenses segue uma série de cortes em empresas de tecnologia com o objetivo declarado de priorizar investimentos em IA, mesmo em momento de alta lucratividade no setor.
A própria Microsoft implementou, neste ano, um programa de desligamento voluntário com potencial de atingir cerca de 8.750 funcionários. Enquanto isso, investe na construção de data centers, inclusive fora dos Estados Unidos.
KPMG foi fundada em 1987 e é uma das maiores consultorias do mundo (foto: Juan Sebastian Vasquez/Pexels)Resumo
A consultoria KPMG retirou do ar um relatório sobre IA após a descoberta de que o documento continha informações falsas geradas por IA.
O arquivo atríbuia projetos de IA a organizações como o banco suíço UBS e o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido.
Segundo o Financial Times, a KPMG comunicou que removeu o estudo de seus sites enquanto investiga as circunstâncias da publicação.
A consultoria holandesa KPMG retirou de circulação um relatório sobre inteligência artificial após a descoberta de que o próprio documento continha alucinações geradas por IA. O estudo sobre os benefícios da tecnologia apresentava exemplos que nunca existiram.
O relatório, intitulado “Redefinindo a excelência na era da IA agêntica”, analisava a adoção da IA por empresas ao redor do mundo. No entanto, o documento dizia que organizações como o banco suíço UBS, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) e as Ferrovias Federais Suíças (SBB) já aplicavam serviços de IA na sua rotina.
Segundo o Financial Times, as informações eram totalmente falsas ou exageradas. Em um dos exemplos, a KPMG afirmava que o UBS utilizava agentes de IA para consultoria de investimentos, gestão de riscos e monitoramento regulatório. O banco afirmou que a descrição era “factualmente incorreta”.
Em outros trechos, de acordo com o jornal britânico, as alegações pareciam ter sido construídas a partir de comunicados reais, mas citavam funcionalidades e aplicações de IA que nunca foram anunciadas por essas organizações.
Estudo continha alucinações de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
As inconsistências foram identificadas pela GPTZero, empresa especializada em detecção de conteúdo gerado por inteligência artificial. Segundo os pesquisadores, os exemplos apresentavam características típicas de alucinações de modelos de IA.
Ao Financial Times, a KPMG informou que removeu o estudo de seus sites enquanto investiga as circunstâncias da publicação.
“Esperamos que todos os nossos funcionários sigam nossas diretrizes sobre o uso responsável da IA, incluindo supervisão humana para validar o conteúdo e verificar fontes independentes”, afirmou um porta-voz da consultoria.
Caso parecido já aconteceu antes
O episódio se soma a uma lista curiosa. No final do ano passado, a famosa consultoria Deloitte passou pela mesma situação – duas vezes.
Em outubro, a Deloitte abriu mão de parte do pagamento recebido do governo australiano após identificar que um relatório entregue pela consultoria continha erros de IA, incluindo citações, referências e fontes que não existiam.
Modelo da prefeitura do Rio mistura Nex e Qwen (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A prefeitura do Rio de Janeiro está envolvida numa polêmica tecnológica internacional desde a sexta-feira, quando anunciou o lançamento do modelo de inteligência artificial Rio 3.5 Open, com 397 bilhões de parâmetros. A novidade ganhou as discussões na web por supostamente superar outros modelos de referência. No entanto, a própria prefeitura admitiu que se trata da reutilização de modelos já existentes, o que levou a muitas críticas.
Entenda o caso
O IplanRio é a empresa pública carioca de informática. Ela atua no desenvolvimento de várias soluções e plataformas que atendem às necessidades dos moradores da cidade. Mais recentemente, o IplanRio decidiu entrar no campo da inteligência artificial generativa, desenvolvendo uma família de modelos de linguagem de grande porte batizada de Rio Open, construída a partir de modelos de código aberto. A iniciativa foi apresentada pela primeira vez em abril, durante o III Ciclo do Sandbox.Rio, projeto da prefeitura para testar tecnologias emergentes.
A organização soltou o modelo Rio 3.5 Open na última sexta-feira (12/06), com a ideia de oferecer uma solução de IA de uso público, com licença permissiva MIT, que pudesse ser utilizada por outros órgãos de governo e pesquisadores. Isso reduziria a dependência de plataformas privadas e colocaria o debate de soberania tecnológica no âmbito municipal. O projeto teve o custo total de R$ 500 mil, segundo informado pelo município.
A partir daí, os entendidos e entusiastas começaram a conversar nas redes sociais – em especial o X – sobre o que estava por trás do modelo. Como ele conseguia resultados tão robustos em benchmarks como o IMOAnswerBench, superando o Qwen, modelo da Alibaba que serviu de base para o projeto, entre outros?
A polêmica da cópia
Por ser um modelo aberto, qualquer um pode rodá-lo em sua máquina para fazer averiguações independentes. Foi exatamente este o procedimento adotado por vários usuários, que perceberam, por exemplo, que o Rio 3.5 Open que dizia ser o “Nex, da Nex-AGI” quando eram retirados os system prompts. Estas instruções ficavam embutidas no modelo e forçavam que ele se identificasse como “Rio”, além de adotar a identidade da prefeitura. Sem esse disfarce, o modelo revelava sua verdadeira origem.
Aqui é preciso compreender que, como o Nex-N2-Pro e o Qwen3.5-397B foram publicados sob licença de código aberto, qualquer um pode modificá-los e reutilizá-los como quiser. Faz parte do jogo. O problema estaria na falta dos devidos créditos.
The Rio 3.5 model broke the internet this week. The plot twist? It’s essentially our open-source model, Nex N2 Pro, wearing a different hat.
We analyzed the weights, and the recipe is exact: Rio 3.5 ≈ 0.6 * Nex N2 Pro + 0.4 * Qwen 3.5
Além disso, a prefeitura do Rio disse que havia feito o método de destilação. Na realidade, porém, as investigações na web mostram que foi publicado apenas um merge bruto, uma mistura matemática dos dois modelos, sem qualquer treinamento adicional.
Pesquisadores abriram os pesos do modelo camada por camada. Eles encontraram uma colinearidade de 0,99 com uma combinação fixa de 60% Nex e 40% Qwen em todas as camadas analisadas. Esse padrão é matematicamente impossível de ocorrer por coincidência em um modelo que passou por treinamento real.
Prefeitura pede desculpas
IplanRio pede desculpas (imagem: Tecnoblog)
Ao longo do domingo, a página do modelo no Hugging Face ganhou uma nova descrição. Ela assumia o merge feito por meio de operações matemáticas simples, sem treinamento do zero. O trabalho da equipe do IplanRio teria sido o de aplicar, sobre esse merge, uma técnica chamada On-Policy Distillation, em que o modelo combinado aprende a imitar as respostas de um modelo ainda mais potente.
O problema é que, segundo a própria prefeitura, o arquivo publicado era uma versão intermediária (o merge sem a destilação). Com base nas informações disponíveis até o momento, não é possível confirmar se essa etapa de distilação chegou a ser concluída ou se nunca existiu de fato.
O IplanRio pediu desculpas pela confusão na mesma página. O Tecnoblog apurou que a empresa identificou um erro humano ao subir um arquivo antes da hora. No momento, os técnicos estão preparando o envio da nova versão do modelo para repositórios como Hugging Face e GitHub.
O que diz o Iplan?
Confira a resposta na íntegra recebida pelo Tecnoblog em 16/06 às 9h15.
“A IplanRio reitera que o ecossistema global de inteligência artificial baseia-se fundamentalmente na colaboração e no código aberto (open source). O desenvolvimento do projeto Rio 3.5 utiliza a técnica de fusão de pesos (model merge), combinando as arquiteturas públicas do Qwen 3.5 (Alibaba) e do Nex-N2 Pro (Nex-AGI). Ambas as tecnologias são regidas por licenças abertas que autorizam, incentivam e têm como propósito a modificação e o aprimoramento por terceiros. Essa abordagem foi escolhida pela instituição justamente por sua alta eficiência e responsabilidade fiscal, permitindo entregar resultados robustos com baixo custo de processamento computacional para o município.
O cronograma do projeto previa que, após a composição inicial das arquiteturas abertas, o modelo passasse por um processo de pós-treinamento e refinamento nativo (on-policy distillation) conduzido pela equipe técnica, para sua devida customização à realidade do município. Contudo, devido a uma falha humana e estritamente operacional durante a etapa de publicação na plataforma Hugging Face, foram subidos os arquivos de testes da fusão preliminar dos modelos, em vez da versão final refinada. Esse erro material fez com que o modelo temporariamente disponibilizado respondesse com traços da base de dados original da Nex-AGI.
Assim que a inconsistência foi identificada pela comunidade de pesquisadores — cujo escrutínio e colaboração são pilares que a IplanRio apoia e incentiva —, a instituição agiu de forma imediata e transparente.
O arquivo descritivo (README) do projeto foi atualizado prontamente para dar o devido crédito e a atribuição transparente ao modelo Nex-N2 Pro, corrigindo a omissão inicial.
Os fluxos internos de governança e publicação foram revisados para auditoria e compliance da infraestrutura de dados e a a equipe técnica já trabalha no upload da versão final, processada pelas diretrizes e dados específicos da Prefeitura do Rio.
A IplanRio reafirma seu compromisso com a inovação tecnológica na gestão pública, pautada pela transparência e pelo estrito respeito às normas da comunidade global de software livre. O Rio 3.5 segue sua trajetória para se tornar uma ferramenta pioneira de eficiência e atendimento ao cidadão carioca.
Mais do que uma inovação técnica, o Rio 3.5 foi concebido para gerar retornos práticos e diretos para a gestão pública do Rio de Janeiro. Ao desenvolver uma inteligência artificial baseada em código aberto, o município assegura sua soberania tecnológica e garante total independência de fornecedores internacionais de software proprietário, eliminando a dependência de licenças caras pagas em moeda estrangeira. Na prática, essa tecnologia será aplicada diretamente na melhoria e agilização dos serviços públicos oferecidos ao cidadão carioca — como a otimização dos sistemas de atendimento, triagem de chamados de zeladoria e suporte à saúde —, promovendo uma severa redução de custos operacionais para a máquina pública.”
Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O governo dos EUA determinou restrições aos modelos de IA Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, alegando preocupações com a segurança nacional.
A decisão foi justificada por uma demonstração técnica que mostrou um método para burlar os protocolos de segurança do Fable 5, permitindo a identificação de falhas ocultas em softwares que poderiam ser usadas para ataques cibernéticos.
A Anthropic contestou a medida, considerando-a “desproporcional”, e iniciou um processo de reembolso para os assinantes afetados, enquanto busca resolver a questão com o governo.
O governo dos Estados Unidos tomou uma decisão drástica e sem precedentes na indústria americana de IA: aplicou uma sanção contra os modelos Fable 5 e Mythos 5. Em teoria, trata-se de um controle de exportação, mesmo mecanismo aplicado aos chips mais poderosos da Nvidia, por exemplo. Na prática, a Anthropic realizou o bloqueio total das ferramentas para todos os usuários. A medida está em vigor há quase 48 horas.
O Departamento de Comércio americano justificou a decisão com alegações de proteção à segurança nacional. Já a Anthropic classificou a imposição como “desproporcional”.
Por que os EUA estão preocupados?
A raiz do bloqueio foi uma demonstração técnica que chegou às mãos de autoridades americanas. De acordo com relatos da imprensa internacional, a Amazon teria documentado um método capaz de burlar os protocolos de segurança do Fable 5. Seria uma espécie de jailbreak.
Esta instrução forçava o modelo a ler códigos-fonte de terceiros e a identificar falhas ocultas em softwares. Considerando o potencial uso dessas informações para facilitar ataques cibernéticos em grande escala, a ordem inicial era barrar imediatamente o acesso aos sistemas por qualquer cidadão estrangeiro, tanto dentro quanto fora do território estadunidense.
Fable 5 está “atualmente indisponível” no Brasil (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
No entanto, como a Anthropic não possui meios técnicos de verificar a nacionalidade de cada usuário conectado em tempo real, a única alternativa legal para cumprir a determinação do governo foi desligar os serviços globalmente, cortando o acesso de centenas de milhares de clientes.
Diferença entre os modelos suspensos
O Mythos 5, apresentado em abril, é a IA mais poderosa da Anthropic. Justamente por sua habilidade de encontrar vulnerabilidades em sistemas operacionais e navegadores, ele nunca foi liberado ao público geral. Em vez disso, operava sob um programa fechado, disponibilizado apenas para organizações como Apple, Google, Microsoft e CrowdStrike para uso em projetos de cibersegurança defensiva.
Já o Fable 5 foi lançado na última semana como a grande aposta comercial da Anthropic para o consumidor final. Trata-se de uma versão adaptada do Mythos com filtros de proteção para bloquear respostas em áreas de alto risco, como a criação de malware. Testes de benchmark realizados no mercado o classificaram como o modelo de IA mais avançado disponível ao público até o momento da suspensão. Modelos de gerações anteriores, como o Opus 4.8, Sonnet e Haiku, seguem operando normalmente.
Usuários foram pegos de surpresa com o bloqueio do Fable 5 dias após o lançamento (imagem: reprodução)
O que diz a Anthropic?
Apesar de obedecer à determinação legal, a empresa demonstrou frustração. Em um longo comunicado, um dos argumentos defendidos foi de que a capacidade de ler códigos e apontar falhas já é uma realidade na indústria e existe em modelos concorrentes, como o GPT-5.5 da OpenAI.
A remoção repentina gerou um caos no atendimento ao cliente. Clientes que haviam comprado assinaturas dos planos premium (Pro, Max, Team e Enterprise) para testar a nova IA agora exigem a devolução do dinheiro. A Anthropic iniciou um processo de reembolso válido até o fim de junho, mas o caminho esbarra em burocracias. A solicitação deve ser feita pelo navegador no PC. Além disso, quem assinou o serviço pelo iOS precisa resolver a questão com a Apple.
Por fim, a Anthropic afirmou que busca esclarecer o mal-entendido com o governo para restaurar o acesso o mais rápido possível.
Até o momento, não há nenhuma previsão para que o Fable e o Mythos sejam novamente disponibilizados ao público.
Assunto repercute no mundo
Henna Virkkunen foi entrevistada no Web Summit Rio (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Diversas nações estão acompanhando a medida dos Estados Unidos com atenção, num momento de ebulição das questões geopolíticas na inteligência artificial. Enquanto os americanos e chineses disputam pelo desenvolvimento dos modelos mais poderosos, o restante do planeta se pergunta como manter-se atualizado com a IA, criar ferramentas locais e garantir a soberania digital.
O ex-ministro do interior da França Bruno Retailleau disse que o bloqueio é “um sinal de alerta” na corrida da IA. “Uma nação que depende de outras para sua tecnologia é uma nação que pode ser desconectada do dia para a noite”, declarou o político, que já se colocou para a eleição presidencial de 2027.
Não custa lembrar: na semana passada, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, defendeu a construção de alianças fora do eixo EUA-China. Ela criticou a dependência de tecnologias externas. Depois da entrevista durante o Web Summit Rio, Virkkunen viajou a Brasília e assinou um acordo com o governo brasileiro.
Um policial do condado de Derbyshire, no Reino Unido, passou a ser alvo de investigação criminal após suspeitas de ter recorrido a sistemas de inteligência artificial para produzir material utilizado como evidência em diferentes processos judiciais. O caso envolve a apuração de possível adulteração do curso da justiça e foi tornado público recentemente pelo The Guardian.
De acordo com autoridades locais, o agente em questão já foi retirado de funções operacionais enquanto o procedimento investigativo segue em fase inicial. A apuração ocorre em cooperação com o Crown Prosecution Service, órgão responsável pela persecução penal no país.
Segundo a polícia de Derbyshire, ainda não houve prisões relacionadas ao caso e detalhes sobre a identidade do servidor ou a natureza exata das supostas condutas não foram divulgados.
Entenda os desdobramentos da investigação
(Imagem: NorthSky Films / Shutterstock.com)
A corporação policial de Derbyshire confirmou que instaurou investigação criminal após a suspeita de que um de seus integrantes teria utilizado ferramentas de inteligência artificial na elaboração de material probatório em múltiplas ocorrências. O enquadramento inicial da apuração aponta para a hipótese de interferência indevida em procedimentos judiciais.
Conforme comunicado pela força policial, o servidor foi afastado de atividades de linha de frente enquanto as diligências prosseguem. A instituição também informou que mantém articulação com o Crown Prosecution Service para avaliar eventuais impactos em casos já em andamento.
Kuzma/iStock
O episódio ocorre em meio a alertas emitidos por órgãos de coordenação policial no Reino Unido sobre o uso de inteligência artificial em atividades judiciais. O responsável pelo centro de IA do National Police Chiefs’ Council afirmou que algumas forças foram orientadas a interromper o uso de sistemas automatizados na redação de declarações e documentos utilizados em tribunais, sob dúvida quanto à confiabilidade dessas ferramentas.
Em paralelo, a polícia metropolitana de Londres também conduz apurações internas envolvendo o emprego de tecnologia baseada em dados para monitoramento de servidores. Segundo informações oficiais, o sistema teria sido utilizado para identificar possíveis irregularidades funcionais e condutas criminosas, o que resultou em detenções de agentes sob suspeitas graves, incluindo abuso de autoridade e fraude.
A reportagem do The Guardian não especificou em quais crimes o policial teria falsificado evidências ou mesmo o sistema de inteligência artificial utilizado.
O Hades burla varreduras para roubar credenciais e chaves de servidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O malware Hades utiliza técnica de injeção de prompt para invadir servidores, inserindo textos sobre armas nucleares para confundir IAs de segurança e roubar credenciais de acesso.
37 pacotes Python e 106 pacotes JavaScript já foram contaminados.
Especialistas alertam que a prevenção depende de cuidados básicos de segurança cibernética, como checar a autoria dos arquivos e análise humana do código-fonte.
Engenheiros de software, cientistas de dados e desenvolvedores que trabalham com inteligência artificial estão na mira de uma nova ameaça cibernética chamada Hades. O golpe foca em plataformas onde os profissionais baixam pacotes de códigos para usar em projetos e usa uma técnica conhecida como injeção de prompt, que insere um texto no meio do código exigindo instruções para criar armas biológicas e nucleares.
O objetivo dessa tática é confundir as IAs que escaneiam o arquivo em busca de vírus. Quando um bot tenta ler o pedido sobre armas, ela trava por questões de segurança, e a verdadeira ameaça passa despercebida para o computador da vítima ou os servidores de uma empresa.
Como um texto sobre armas nucleares engana uma IA?
A resposta está nos filtros éticos integrados aos modelos de linguagem. Quando os hackers escondem o malware dentro do pacote que o desenvolvedor vai baixar, eles inserem um comentário de texto direcionado ao sistema de segurança exigindo um passo a passo para fabricar uma arma de destruição em massa.
Ao se deparar com o pedido proibido, o mecanismo da IA entra em ação na hora, travando e abortando a leitura do documento. Como a verificação para na metade, a parte final do código, que é onde o vírus está escondido, dribla a análise.
Se um desenvolvedor perguntar à IA se o pacote recém-baixado está livre de vírus, ele receberá um falso “sinal verde”, simplesmente porque o arquivo não foi examinado até o fim.
Scanners de segurança baseados em IA viraram alvo de cibercriminosos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O que o vírus rouba e como domina os servidores?
Enganar o antivírus de IA é apenas o primeiro passo. Segundo um relatório da plataforma de segurança Socket.dev, o alvo dos criminosos não é apenas o computador do funcionário que baixou o pacote infectado. Assim que se instala, o malware Hades vasculha a máquina do desenvolvedor atrás de credenciais de alto escalão, caçando chaves de acesso e senhas temporárias de servidores na nuvem, como os da AWS.
Com esses dados na mão, os invasores conseguem pular do computador de um único engenheiro para toda a infraestrutura de uma empresa.
Como se proteger?
Até agora, especialistas estimam que 37 pacotes Python e 106 pacotes JavaScript já foram contaminados por essa onda de ataques. Ainda assim, o sucesso do golpe depende de descuido humano. Embora os alvos sejam profissionais qualificados, muitos acabam esquecendo de regras básicas de segurança cibernética e baixam os arquivos sem checar quem o verdadeiro autor.
Para as equipes de segurança, a lição que fica é que a inteligência artificial não deve ser a única linha de defesa. Métodos tradicionais continuam sendo indispensáveis, como a análise humana do código-fonte e o teste do arquivo dentro de uma sandbox (ambiente virtual fechado e seguro que não coloca o computador real em risco).
Brad Smith, presidente da Microsoft (imagem: Stephen McCarthy/Flickr)Resumo
presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou setor de inteligência artificial sobre recentes protestos de estudantes universitários contra a IA;
segundo Smith, esses protestos refletem o medo dos jovens de que a IA substitua empregos, especialmente aqueles que exigem pouca ou nenhuma experiência, e querem que a IA seja usada de forma equilibrada;
Smith pede que líderes do setor ouçam manifestações e encontrem pontos de equilíbrio, refletindo sobre as percepções e impactos sociais da IA.
Brad Smith, presidente da Microsoft, publicou um extenso alerta sobre os recentes protestos de estudantes universitários contra a inteligência artificial. Para o executivo, os líderes do setor de tecnologia não podem desprezar essas manifestações, mas tampouco devem deixar de apostar na IA.
Os tais protestos dizem respeito às vaias que estudantes deram à IA em cerimônias de formatura realizadas recentemente. Em um desses episódios, Eric Schmidt, ex-CEO do Google, foi vaiado ao falar sobre os avanços da inteligência artificial para formandos da Universidade do Arizona.
Em seu texto, Smith dá a entender que essas manifestações não o surpreenderam. O executivo destacou que, nas últimas décadas, as gerações mais jovens lideraram a adoção de tecnologias digitais, mas agora, sentem-se ameaçadas antes mesmo de terem a chance de desenvolver o seu potencial.
Explica-se: é comum que recém-formados assumam cargos de iniciantes ou que demandam pouca ou nenhuma experiência; as automações proporcionadas pela IA tendem a substituir justamente esses tipos de emprego, ainda que funções que exijam mais habilidades também possam ser afetadas.
Smith também reconheceu que os jovens não são contrários à IA, mas ao uso desmedido desse tipo de tecnologia:
Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que a IA permaneça em seu devido lugar. Eles acreditam, com razão, no papel indispensável da ação humana.
Querem que o futuro seja determinado pelos humanos, que decidem o papel das máquinas, e não pelas máquinas, que decidem o papel dos humanos.
E querem que essas decisões reflitam a opinião de uma ampla comunidade, especialmente da próxima geração da força de trabalho, e não apenas de um pequeno grupo de elites.
Brad Smith, presidente da Microsoft
Líderes de tecnologia não podem ignorar protestos contra IA, diz Brad Smith (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O que Brad Smith sugere?
O presidente da Microsoft não apresentou nenhuma solução para esse, digamos, impasse. O executivo apenas pediu para que os líderes do setor ouçam as manifestações e tentem encontrar pontos de equilíbrio:
Os formandos de hoje já enfrentaram muita coisa. Passaram grande parte do colégio vivendo uma pandemia, estudando e socializando em casa por meio de telas. São nativos digitais, com todos os prós e contras que as redes sociais, dispositivos móveis onipresentes e outras tecnologias criaram. Agora, a IA está chegando e eles temem que empregos comecem a desaparecer.
(…) A saída está em refletir sobre isso. Uma boa maneira de começar é considerar algumas das percepções que já surgiram. Para cada um de nós individualmente. Para empresas e organizações. E para a sociedade.
Brad Smith, presidente da Microsoft
Para os estudantes — ou para qualquer pessoa que observa os avanços da IA com um olhar mais crítico — o discurso de Smith pode não ser bem-vindo, afinal, reconhecer um problema é importante, mas, para alguém na posição dele, é de se esperar que propostas práticas de solução sejam apresentadas.
Apesar disso, é possível que o cargo que Brad Smith ocupa na Microsoft possa, em algum nível, influenciar outros líderes do setor a olharem para a IA não só do ponto de vista técnico, mas social, tornando o futuro menos preocupante para quem está chegando ao mercado de trabalho.
Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft começou a permitir uso de GPUs para executar tarefas de inteligência artificial localmente no Windows 11, mas apenas com placas de vídeo Nvidia RTX GeForce série 30 ou superior;
liberação é direcionada somente a desenvolvedores, neste momento;
execução local de determinados recursos do Windows 11, como Windows Recall e Click to Do, continua exigindo uma NPU.
Por padrão, o Windows 11 exige um PC com NPU para executar determinadas tarefas de inteligência artificial de modo local. Mas essa condição começou a ser flexibilizada, ainda que ligeiramente: a Microsoft passou a liberar o uso de GPUs para esse fim. Mas não é qualquer uma. É preciso contar com uma placa de vídeo Nvidia RTX GeForce série 30 ou superior.
A tal exigência é válida principalmente em computadores de categoria Copilot+, que se diferenciam por terem hardware dedicado para IA. Os requisitos mínimos dessas máquinas incluem 16 GB de RAM, armazenamento por SSD e, sobretudo, uma NPU (Unidade de Processamento Neural) de 40 TOPS ou mais.
Com isso, os PCs Copilot+ podem executar tarefas de IA completas de modo local, dependendo pouco ou nada das nuvens. O problema é que esses computadores costumam ser caros. Se é para gastar muito dinheiro, há quem priorize um notebook com GPU potente para aproveitá-lo com jogos.
GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)
O ponto de inflexão reside no fato de que GPUs podem ser tão ou mais aptas a executar tarefas de IA. A diferença principal é que chips gráficos tendem a gastar mais energia com essas atividades, mas o desempenho geralmente é satisfatório.
A abertura que a Microsoft está dando a GPUs para IA no Windows 11 faz sentido, portanto. Mas há algumas ressalvas.
IA no Windows 11 com GPU está em fase inicial
Em uma documentação disponível no GitHub, a Microsoft revelou que desenvolvedores poderão, de modo experimental, executar localmente APIs de modelos de linguagem para IA em PCs que não são Copilot+, desde que eles tenham GPUs compatíveis.
Entenda como compatível o uso de um chip gráfico Nvidia GeForce RTX série 30 ou posterior que tenha pelo menos 6 GB de memória de vídeo (ainda não está claro se GPUs da AMD ou Intel são suportadas).
O Windows Recall ainda requer uma NPU (imagem: reprodução/Microsoft)
Perceba, com isso, que a flexibilização da Microsoft beneficia somente desenvolvedores que sabem usar APIs para implementar ou desenvolver aplicações de IA. O Windows Latest observa que o Windows 11 pode baixar o modelo de linguagem local Phi Silica de modo a permitir que a GPU seja usada para isso.
Para o usuário final, a execução local de determinados recursos, como o Windows Recall e o Click to Do, continua exigindo uma NPU.
Fica a torcida, porém, para que a Microsoft leve esta flexibilidade para o nível do usuário. Soa como algo improvável, afinal, é de se imaginar que a companhia queira priorizar os notebooks Copilot+. Por outro lado, dar mais abertura para a combinação de IA com GPU pode ajudar a companhia a tornar os recursos de inteligência artificial do Windows 11 mais bem aceitos pelos usuários.
Itaú firmou parceria com o Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Itaú começou a oferecer a assinatura gratuita do Gemini AI Plus por 1 ano para clientes.
O plano libera 400 GB de armazenamento na nuvem e créditos para recursos de imagem e música.
O benefício está disponível nas plataformas Minhas Vantagens e Mais Vantagens e visa expandir a experiência dos usuários com a IA do Google.
Clientes do Itaú terão acesso gratuito ao plano Gemini AI Plus do Google por até 12 meses. Além de disponibilizar a inteligência artificial na sua versão Gemini Pro 3.1 com Deep Research, a pesquisa avançada do modelo de IA, a assinatura inclui ainda 400 GB de armazenamento na nuvem.
A novidade foi anunciada durante o evento Google for Brasil, nessa quarta-feira (10/06). O benefício libera créditos para utilizar os recursos de imagem via Nano Banana e música, com o Lyria, e fica disponível para resgate no app do Itaú por meio das plataformas Minhas Vantagens, para pessoas físicas, e Mais Vantagens, na versão para empresas.
A opção AI Plus da assinatura do Google é interessante para acelerar trabalhos do dia a dia e permite incluir até cinco pessoas como dependentes, funcionando como plano familiar ou mesmo para pequenas empresas.
Mais acesso à IA do Google
Gemini AI Plus fica gratuito para clientes Itaú por até 12 meses (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A novidade quer facilitar o acesso dos clientes à inteligência artificial do Google. Inclusive, esse não é o primeiro exemplo de benefício envolvendo uma instituição financeira e acesso a recursos avançados de IA: recentemente, o Nubank também liberou acesso gratuito ao ChatGPT Go pelo mesmo período de 12 meses.
Segundo o Itaú, a parceria deve ir além com mais iniciativas envolvendo o Gemini. O banco não deu muitos detalhes, mas falou em “novas formas de interação entre clientes, serviços e plataformas”.
O diretor de Parcerias e Beyond Banking do Itaú, Rodrigo Carneiro, afirma que o objetivo da empresa é simplificar e reforçar o acesso à IA como algo “útil e relevante”.
Planos e preços do Gemini no Brasil
O Gemini AI Plus é o plano mais básico da inteligência artificial oferecido no Brasil e custa R$ 24,99 ao mês. Ou seja, o benefício do banco pode representar uma economia de quase R$ 300.
Há outras assinaturas disponibilizadas pelo Google para um uso mais profissional da IA. O Gemini AI Pro, de R$ 96,99 ao mês, permite edições de imagem e vídeo com o Nano Banana Pro, além de oferecer 5 TB de armazenamento na nuvem.
Já o Gemini AI Ultra tem opções x5 ou x20, com 20 TB e 30 TB para usar no Drive, respectivamente, além de acesso a recursos como Deep Think e maior acesso às versões Pro dos recursos de IA presentes no modelo. Os preços são de R$ 779 e R$ 999 por mês.
Big techs driblam leis para trocar humanos por IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Empresas na China estão utilizando inteligência artificial para substituir funcionários.
Segundo a Reuters, funcionários são obrigados a mapear suas tarefas em plataformas de IA antes de serem dispensados.
Dados do Citibank indicam que cerca de 70 milhões de empregos na China, equivalente a 9,6% do total, correm alto risco de serem substituídos.
Na China, um novo roteiro de reestruturação corporativa tem marcado o primeiro semestre de 2026. Funcionários estão registrando todos os seus fluxos de trabalho em sistemas de inteligência artificial e, logo em seguida, acabam perdendo o emprego.
Segundo investigação da Reuters, esse movimento de “demissões silenciosas”, que substitui profissionais por agentes virtuais, seria a manobra encontrada pelas grandes companhias para atender à pressão governamental por mais produtividade, sem gerar alarde.
A estratégia contrasta com a adotada por empresas ocidentais. Enquanto companhias como a Meta atraem atenção ao anunciar demissões em massa associadas à adoção de IA, muitas empresas asiáticas estariam congelando vagas e eliminando contratos de forma gradual para evitar os holofotes.
Demissões em massa não são uma opção
A legislação trabalhista chinesa impede que as empresas demitam um grande número de funcionários de forma repentina. Pelas regras do país, qualquer companhia que planeje cortar mais de 10% de sua força de trabalho precisa obter aprovação prévia do governo. Em pelo menos três casos recentes, tribunais decidiram contra empregadores que demitiram equipes apenas para colocar sistemas de IA no lugar.
Para não chamar a atenção das autoridades, os cortes estariam acontecendo a conta-gotas. Na prática, o alvo prioritário da reestruturação hoje são os departamentos de marketing e atendimento ao cliente.
Consumo de tokens já ajuda a definir quem fica e quem sai (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Funcionários treinam o sistema que os substitui
Para acelerar a virada tecnológica, usar inteligência artificial virou quase obrigação nessas empresas. Os principais setores afetados são os de marketing e atendimento ao cliente.
Em algumas companhias, gerentes passaram a ranquear o desempenho das equipes com base no consumo de tokens — a unidade que mede o poder computacional gasto nas interações com a IA. Quem usa pouco corre risco de demissão.
É nesse cenário de pressão que ocorre o download do conhecimento humano para a máquina. Ferramentas como o OpenClaw, um agente virtual com rápida adoção na China, e o Wukong, plataforma da Alibaba desenhada para automatizar tarefas de vendas e desenvolvimento de software, devoram os processos mapeados pelos próprios funcionários. Dias depois, essas plataformas assumem a função de quem as ensinou.
O impacto desse avanço agressivo já pode ser medido, e o cenário não é animador. Segundo projeções do Citibank, o panorama para a força de trabalho chinesa é o seguinte:
Cerca de 70 milhões de empregos, o equivalente a 9,6% do total do país, correm alto risco de serem substituídos por máquinas.
Entre os profissionais na faixa dos 20 anos, o risco de substituição salta para 13,6%.
De acordo com a Reuters, a mídia estatal tenta conter o pânico publicando artigos que garantem que a IA “não roubará o sustento dos cidadãos”. No entanto, no app RedNote, rede social que funciona como uma espécie de Instagram local, a hashtag “ansiedade da IA” já acumula milhões de visualizações.
AI Inspo oferece ferramentas para acelerar a produção e edição de vídeos com IA (imagem: reprodução/AI Inspo)Resumo
Ferramentas de IA como o AI Inspo ajudam criadores a transformar ideias em vídeos rapidamente.
Elas adaptam formatos para redes sociais e reduzem etapas manuais de produção.
Os geradores de vídeo com IA permitem que os criadores concentrem mais energia nas ideias e menos nas tarefas técnicas.
A criação de conteúdo ocorre cada vez mais rápido, e os criadores são pressionados para transformar ideias em vídeos em pouco tempo, mantendo uma qualidade consistente em diferentes plataformas. O problema é que o fluxo tradicional — que geralmente envolve planejamento, edição e formatação — pode consumir muito tempo.
Os geradores de vídeo IA, como o AI Inspo, simplificam processo ao transformar ideias simples em vídeos finalizados com mais rapidez. Eles reduzem tarefas manuais, aumentam a eficiência e ajudam os criadores a manter uma produção de conteúdo consistente.
Por que velocidade importa na criação de vídeos
A velocidade é um fator essencial na criação de conteúdo atual. Tendências surgem e desaparecem rapidamente, com milhões de vídeos publicados diariamente nas redes sociais. Ao mesmo tempo, criar vídeos do zero exige tempo para planejamento, edição e exportação para formatos e linguagens diferentes para cada plataforma.
Os geradores de vídeo IA estão se tornando uma parte importante dos fluxos de trabalho modernos. Eles permitem que os criadores concentrem mais energia nas ideias e menos nas tarefas técnicas. Essa mudança está transformando a maneira como os vídeos são produzidos hoje.
5 maneiras pelas quais os geradores de vídeo IA aumentam a velocidade criativa
Ferramentas de IA como o AI Inspo podem ajudar criadores a trabalhar mais rápido, desde a ideia inicial até o vídeo final. Um bom exemplo é um gerador de vídeo IA, que simplifica a produção de vídeos e melhora a produtividade de forma direta.
1. Transforme ideias simples em conceitos de vídeo prontos para uso
AI Inspo transforma ideias em vídeos de IA com prompts simples e rápidos (imagem: reprodução/AI Inspo)
Uma ideia simples geralmente é suficiente para iniciar um vídeo. No entanto, transformar essa ideia em um conceito claro pode exigir bastante tempo e esforço.
Os geradores de vídeo IA ajudam a transformar pensamentos básicos em ideias estruturadas para vídeos. Isso facilita o início da produção sem longas etapas de planejamento. Essas ferramentas permitem visualizar a direção do projeto logo no começo do processo.
2. Use modelos para iniciar a produção de vídeos instantaneamente
Os modelos prontos são uma das maneiras mais rápidas de começar a criar vídeos. Eles eliminam a necessidade de construir tudo do zero.
Ferramentas como o AI Inspo oferecem modelos para diferentes tipos de conteúdo, incluindo esportes, vídeos com estilo cinematográfico, visuais inspirados em fotografia e conteúdos relacionados a grandes eventos, como a Copa do Mundo.
Isso permite que os criadores se concentrem mais no conteúdo e menos na configuração técnica, tornando a criação de vídeos mais rápida e simples.
Ferramenta integra diferentes modelos de criação de vídeo com IA para redes sociais (imagem: reprodução/AI Inspo)
3. Gere vídeos de tendência mais rapidamente com assistência de IA
As tendências mudam rapidamente nas redes sociais, e os criadores precisam agir rápido para permanecer relevantes.
Os geradores de vídeo IA ajudam a produzir conteúdo baseado em tendências em menos tempo. Por exemplo, durante eventos como a Copa do Mundo, os criadores podem gerar vídeos temáticos rapidamente e compartilhá-los em plataformas como TikTok e X para acompanhar o interesse global.
Isso permite aproveitar tendências enquanto elas ainda estão em alta.
4. Crie conteúdo em múltiplos formatos para diferentes plataformas
Diferentes plataformas exigem formatos e especificações diferentes. Um vídeo que funciona bem no YouTube pode precisar de outra proporção, duração ou estilo para Facebook, TikTok ou Discord. Criar versões separadas manualmente pode consumir muito tempo.
Hoje, a IA torna esse processo muito mais simples ao adaptar automaticamente o conteúdo para diferentes plataformas. Em vez de editar o mesmo vídeo várias vezes, os criadores podem gerar versões prontas para publicação enquanto mantêm uma identidade visual consistente em todos os canais.
5. Reduza o tempo de edição com automação de IA
A edição costuma ser a etapa mais demorada da produção de vídeos. Cortes, ajustes de ritmo, escolha de música, adaptação visual e exportação podem tomar boa parte do tempo de quem publica com frequência e vive sob pressão.
Ferramentas de IA podem automatizar muitas dessas tarefas. Isso ajuda os criadores a finalizar vídeos mais rapidamente e a dedicar mais tempo às ideias, em vez de tarefas manuais.
Como usar geradores de vídeo IA na prática
Integrar ferramentas de vídeo com IA ao fluxo de trabalho diário pode ser simples. Algumas formas de uso incluem:
Gere vídeos de apoio rapidamente para substituir bancos de vídeos genéricos.
Produza vários vídeos curtos ao mesmo tempo para publicações futuras.
Teste diferentes estilos visuais, como anime, 3D ou efeitos cinematográficos.
Transforme vídeos horizontais antigos em vídeos verticais para Shorts e Reels.
IA como apoio à criatividade
Os geradores de vídeo IA estão mudando a forma como os vídeos são produzidos. Eles ajudam criadores a passar da ideia ao conteúdo final com muito mais rapidez.
Ferramentas como o AI Inspo tornam o processo mais simples e eficiente. Em vez de substituir a criatividade humana, elas permitem que os criadores dediquem mais tempo às ideias e à narrativa, economizando tempo em etapas técnicas da produção.
Nano Banana é um modelo de IA que facilita a edição de imagens (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O Nano Banana é o modelo de inteligência artificial generativa do Google, voltado para a criação e edição avançada de imagens. Integrada ao ecossistema do Gemini, essa ferramenta permite realizar ajustes complexos em arquivos por meio de comandos de texto intuitivos.
O funcionamento se baseia no processamento de pedidos em linguagem natural, sem exigir o uso de softwares de edições manuais. Para isso, algoritmos realizam a compreensão e raciocínio da solicitação, traduzindo as instruções cheias de detalhes em uma imagem.
Como vantagens, destacam-se a agilidade da edição conversacional e o redimensionamento inteligente, que otimiza fluxos criativos. Em contrapartida, as desvantagens incluem possíveis gargalos em edições de alta complexidade e restrições de uso impostas na versão gratuita.
A seguir, saiba mais sobre o Nano Banana, o funcionamento do modelo de IA e os pontos fortes e fracos. Também entenda a diferença da ferramenta em relação ao Midjourney e DALL-E.
O Nano Banana, apelido viral do Gemini 2.5 Flash Image, é um modelo de inteligência artificial do Google focado na geração e edição avançada de imagens. A ferramenta automatiza ajustes complexos, como alteração de planos de fundos e estilos, oferecendo uma versão Pro para otimizar fluxos de trabalho profissionais.
De onde vem o nome Nano Banana?
O nome “Nano Banana” surgiu como um codinome divertido sugerido por Naina Raisinghani, gerente de produtos de inteligência artificial do Google. A escolha une de forma descontraída os apelidos da executiva, “Naina Banana” e “Nano”, sendo rapidamente adotado pela equipe de desenvolvimento da big tech.
Usuários podem usar o Nano Banana para criar infográficos completos a partir de anotações (imagem: Reprodução/Google)
Para que serve o Nano Banana?
O Nano Banana permite gerar e editar imagens de forma ágil por meio de comandos de texto, otimizando a criação visual conversacional. Ele automatiza desde a remoção de objetos e troca de fundos até a transformação de anotações em diagramas estruturados.
A ferramenta combina fotos, ajusta a iluminação de retratos com facilidade e garante a consistência de personagens em diferentes edições. Esse recurso mantém elementos visuais idênticos e reconhecíveis em múltiplos cenários, sendo ideal para manter a identidade visual de projetos profissionais.
Como funciona o Nano Banana
O Nano Banana opera integrado ao ecossistema do Gemini, onde o usuário insere comandos de texto ou faz upload de uma imagem para iniciar a criação visual. A partir dessas instruções em linguagem natural, ele processa as modificações diretamente no chat, dispensando ferramentas manuais de edição.
Essa IA generativa utiliza algoritmos avançados de compreensão e raciocínio para interpretar pedidos complexos cheios de nuances. O sistema analisa solicitações detalhadas e executa refinamentos contínuos na mesma conversa, mantendo o contexto histórico de cada alteração.
Na prática, o Nano Banana 2 e o Nano Banana Pro examinam a imagem enviada ou gerada e preservam detalhes cruciais do original enquanto renderizam as alterações solicitadas. Esse equilíbrio permite ajustar a iluminação ou substituir objetos secundários, sem descaracterizar o elemento principal da cena.
O diferencial técnico do modelo está na capacidade de garantir a consistência de personagens e objetos ao longo de edições sucessivas. Com isso, o usuário pode transformar planos de fundo e aplicar novos estilos estéticos, mantendo a identidade visual perfeitamente reconhecível.
O Nano Banana pode ser acessado pelo aplicativo do Gemini para celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
O Nano Banana é gratuito?
Sim, o Nano Banana pode ser utilizado gratuitamente no aplicativo Gemini para criação e edição ágil de imagens. Contudo, essa modalidade de acesso livre possui um teto restrito para o volume de requisições diárias de processamento.
Para atender fluxos de trabalho corporativos e pesados, o Google disponibiliza planos de assinatura que desbloqueiam o Nano Banana Pro. A versão premium eleva a capacidade computacional da ferramenta, garantindo maior velocidade e prioridade na renderização de arquivos complexos.
O Nano Banana Pro, disponível na assinatura paga do Gemini, libera maior poder computacional para a edição das imagens (imagem: Reprodução/Google)
Quais são as vantagens do Nano Banana?
Estes são os pontos fortes da ferramenta Nano Banana:
Edição por comandos e refinamento contínuo: modifica imagens de alta qualidade utilizando linguagem natural diretamente no chat, permitindo ajustar o mesmo arquivo em formato de conversa sem reiniciar do zero;
Controle de cena e transferência de estilo: garante domínio sobre iluminação, foco e enquadramento da câmera, além de aplicar a identidade estética e a paleta visual de uma foto de referência em outra;
Redimensionamento inteligente e expansão de tela: altera a proporção do arquivo para diferentes mídias e redes sociais via preenchimento generativo, expandindo as bordas do cenário sem cortar nenhum detalhe importante;
Renderização de texto e tipografia precisa: apresenta evolução no processamento de caracteres e elementos gráficos, permitindo integrar palavras nítidas e sem distorções para a criação de logotipos ou peças publicitárias;
Consistência de personagens e objetos: mantém elementos centrais e pessoas com características físicas idênticas ao longo de múltiplas edições, preservando a identidade visual do projeto em diferentes cenários.
Quais são as desvantagens do Nano Banana?
Estes são os pontos fracos do Nana Banana:
Gargalos de processamento em edições complexas: renderizações avançadas que exigem múltiplas camadas de alteração podem apresentar lentidão, demandando alto poder computacional e tempo de espera do usuário;
Limites restritivos de uso gratuito: o teto de requisições diárias nas contas gratuitas costuma interromper o fluxo de trabalho de usuários intensivos, forçando a migração para planos pagos;
Flutuação de qualidade e retrabalho: em alguns casos, o nível de realismo pode oscilar entre as gerações na mesma conversa, exigindo etapas extras de refinamento ou o uso da versão Pro para obter resultados satisfatórios;
Inconsistência tipográfica e de branding: o modelo de linguagem visual pode falhar ao tentar reproduzir identidades de marcas com fidelidade absoluta ou ao inserir textos padronizados e sem erros geométricos;
Riscos de segurança e desinformação: a capacidade hiper-realista da IA generativa acende alertas sobre deepfakes e o uso indevido da ferramenta para criar conteúdos falsos ou violar direitos de privacidade.
O Nano Banana 2 oferece diversos recursos para edição de imagem por meio de comandos de texto, mas pode apresentar gargalos em projetos complexos (imagem: Reprodução/Google)
Qual é a diferença entre Nano Banana e Google Gemini?
O Nano Banana é o motor especializado em geração e edição avançada de imagem que opera integradamente no ecossistema Gemini. A ferramenta atua exclusivamente na tradução de comandos textuais em modificações visuais, controlando elementos gráficos como iluminação, estilo e cenários.
O Google Gemini é uma plataforma integrada de inteligência artificial multimodal que funciona como um assistente completo para o usuário. O ecossistema amplo processa e gera textos, resolve códigos de programação e gerencia tarefas complexas por meio de diversos modelos de linguagem.
Qual é a diferença entre Nano Banana e Midjourney?
O Nano Banana é o modelo de IA do Google integrado ao Gemini que se destaca pela edição conversacional e refinamento contínuo de imagens. O sistema prioriza a precisão ao interpretar comandos textuais, modificando arquivos existentes enquanto mantém a consistência de personagens e objetos centrais.
O Midjouney opera como uma plataforma independente focada em renderizar ilustrações e conceitos artísticos altamente estéticos e ultrarrealistas do zero. Essa ferramenta é a escolha ideal para profissionais que buscam impacto visual sofisticado e composições conceituais ricas em texturas e iluminação.
Qual é a diferença entre Nano Banana e DALL-E?
O Nano Banana é o motor de IA generativa do Google focado em edição conversacional e refinamento de arquivos visuais. Integrado ao ecossistema Gemini, o modelo se destaca por interpretar nuances textuais para modificar imagens existentes e manter a consistência de personagens.
O DALL-E é o sistema de conversão de texto em imagem da OpenAI, projetado essencialmente para interpretar descrições escritas e transformá-las em ilustrações do zero. A ferramenta foca na criação de conceitos visuais inéditos, traduzindo ideias abstratas em gráficos com alta fidelidade ao comando inicial.
Torneio recebe atenção especial do Google (imagem: divulgação)Resumo
O Google anunciou novidades para a Copa do Mundo, incluindo informações em tempo real sobre as partidas, explicações sobre regras e histórico, apresentadas durante o evento Google For Brasil.
As informações em tempo real sobre jogos da Copa serão apresentadas na busca de forma mais visual, com um carrossel de dados e conteúdos das redes sociais, e exibe em quais canais cada jogo está passando, como o YouTube pela CazéTV.
O Modo IA oferece explicações de regras e informações sobre histórico de jogadores para todos os usuários, e campos virtuais com estatísticas detalhadas de cada partida para assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra.
O Google anunciou novidades preparadas especialmente para a Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11/06). O cardápio é variado, indo de informações em tempo real mais ricas sobre as partidas até explicações sobre regras e histórico.
As funcionalidades foram apresentadas nesta quarta-feira (10/06) durante o evento Google For Brasil, realizado em São Paulo. A empresa ainda teve outras notícias envolvendo futebol, como a recriação de um gol histórico de Pelé, que não tem registros em vídeo, com a ajuda da inteligência artificial.
O que o Google vai oferecer sobre a Copa do Mundo?
Análises táticas são exclusivas para assinantes de planos pagos (imagem: divulgação)
Segundo a empresa, as informações em tempo real sobre jogos da Copa serão apresentadas na busca de forma mais visual, contando com um carrossel de dados e conteúdos das redes sociais.
Além disso, a ferramenta exibe em quais canais cada jogo está passando. No evento, o Google enfatizou que todas as partidas serão transmitidas pelo YouTube pela CazéTV.
No Modo IA, assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra poderão gerar campos virtuais com estatísticas detalhadas de cada partida, como trajetórias de chutes a gol e explicações de esquemas táticos.
Para os demais usuários, o Modo IA oferece explicações de regras e informações sobre histórico de jogadores.
Além disso, o Google também pretende ajudar quem quer ver os jogos fora de casa. A gigante das buscas firmou parcerias com as plataformas Anota AI, Abrasel e Sympla para mostrar quais partidas serão transmitidas em cada estabelecimento, além de promoções relacionadas ao Mundial.
Gemini no Chrome já estava disponível no exterior (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Google lançou o assistente Gemini integrado ao Chrome no Brasil, auxiliando na navegação web com ferramentas como resumir artigos e comparar produtos.
Disponível inicialmente nas versões de desktop e iOS, chegando depois ao Android, o Gemini no Chrome pode ser acessado por um painel lateral.
O assistente pode resumir artigos, criar quizzes, destacar pontos principais de vídeos no YouTube e realizar ações em conexão com Gmail, Maps, Agenda e YouTube.
O Google anunciou que o assistente Gemini integrado ao Chrome estará disponível para usuários brasileiros. A barra lateral adiciona ferramentas para auxiliar na navegação, como resumir matérias e artigos, comparar produtos e destacar pontos principais de vídeos no YouTube, entre outras funcionalidades.
O lançamento foi feito no evento Google For Brasil nesta quarta-feira (10/06), em São Paulo (SP). Além da chegada do assistente ao navegador, a companhia apresentou novidades no Maps e no YouTube, além de parcerias nas áreas de trânsito e esporte.
Gemini fica em painel lateral do Chrome (imagem: reprodução/Google)
O Gemini no Chrome estará disponível inicialmente nas versões de desktop e iOS, chegando depois ao Android.
Quais são os recursos do Gemini no Chrome?
O Gemini no Chrome fica em um painel lateral. Para acessá-lo, basta clicar no botão que fica no canto superior esquerdo. O assistente é capaz de resumir artigos longos, tirar dúvidas sobre o que você está lendo ou até criar um quiz com o conteúdo.
Além disso, o Gemini tem conexão direta com Gmail, Maps, Agenda e YouTube. É possível pedir para destacar os pontos principais de um vídeo ou enviar um e-mail diretamente do painel lateral. O Google garante que nenhuma ação será tomada sem a confirmação do usuário.
O assistente também é capaz de cruzar informações de várias abas, sem que seja preciso alternar entre elas. Isso ajuda a comparar produtos ou pacotes de viagem, por exemplo, e gerar uma tabela com as principais informações.
Por fim, o Gemini conta com suporte ao Nano Banana 2, podendo editar imagens encontradas na web diretamente na página, sem necessidade de colar ou fazer uploads.
Estudante poderá escolher testes completos ou de áreas específicas (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
O Google anunciou parceria com a edtech Akira Enem para oferecer simulados e planos de estudo personalizados para o Enem via Gemini.
Os simulados permitirão que estudantes façam testes de múltipla escolha e recebam um diagnóstico de desempenho, incluindo pontos fortes e lacunas de aprendizagem.
Os planos de estudo personalizados estarão disponíveis no Gemini e no Modo IA da Busca a partir de julho de 2026.
O Google anunciou que o Gemini contará com simulados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e poderá gerar planos de estudo personalizados com base no desempenho nos testes. As funcionalidades são resultado de uma parceria com a edtech Akira Enem.
De acordo com a empresa, a Akira Tech desenvolveu os testes práticos que serão integrados diretamente ao Gemini. Os estudantes poderão fazer o teste de múltipla escolha completo ou escolher áreas de conhecimento específicas.
O principal diferencial vem depois do simulado: o Gemini não dá apenas a nota, mas oferece um diagnóstico do desempenho do aluno, detalhando pontos fortes, identificando lacunas de aprendizagem e explicando as respostas das questões incorretas.
A partir dessas informações, a IA do Google pode criar planos de estudo para totalmente personalizados, focados nos assuntos em que o aluno precisa de mais reforço.
As funcionalidades dedicadas ao Enem estarão disponíveis tanto no Gemini quanto no Modo IA da Busca.
Vale lembrar que o Google já conta há algum tempo com uma ferramenta dedicada a estudos, o NotebookLM. Com ele, é possível gerar resumos de matérias em texto e áudio, e dá para criar até mesmo um podcast com os assuntos a serem revisados.
IA do Maps vai entender o que o usuário deseja, mesmo que seja um pedido longo e detalhado (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
O Google lançará no Brasil a ferramenta “Pergunte ao Maps”, que utiliza IA para compreender perguntas complexas e fornecer sugestões de estabelecimentos, roteiros e trajetos.
A ferramenta permite que os usuários façam buscas em linguagem natural, por texto ou voz, e será liberada gradualmente para os usuários brasileiros.
O “Pergunte ao Maps” considera informações de estabelecimentos, comentários de usuários e histórico do próprio usuário para sugerir locais e rotas.
O Google vai trazer ao Brasil a ferramenta Pergunte ao Maps. Com ela, usuários poderão fazer buscas em linguagem natural no aplicativo de mapas, como se fossem uma pergunta ou uma conversa. Os comandos podem ser feitos por texto ou voz no botão dedicado da ferramenta.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (10/06) durante o evento Google For Brasil, com novidades da empresa para o mercado nacional. O Pergunte ao Maps começará a ser liberado gradualmente para os Local Guides, membros mais ativos da comunidade do aplicativo, chegando a todos os usuários brasileiros daqui a algumas semanas.
Como funciona o Pergunte ao Maps?
O Pergunte ao Maps tem um botão dedicado na página inicial do Google Maps. Basta tocar nele e fazer uma pergunta em linguagem natural, como você faria a uma pessoa.
Como exemplos de uso, o Google apresentou os comandos “Planeje um tour de arquitetura urbana em São Paulo com acessibilidade para cadeirantes” e “Preciso de um lugar para comer com fraldário, que não seja ao ar livre e que não seja em um shopping”.
Além das informações cedidas pelos próprios estabelecimentos, o Google Maps considera comentários feitos por outros usuários. O histórico e as listas do próprio usuário também são levadas em conta na hora de sugerir locais.
O Pergunte ao Maps não se limita a encontrar estabelecimentos. O Google afirma que a ferramenta é capaz de responder usando mais informações presentes no Maps, como rotas, linhas de transporte público, entradas de estações e mais.
Em outras novidades envolvendo o Maps e IA, o Google também passará a mostrar resumos das avaliações nas páginas de locais e estabelecimentos. Os resumos são personalizados, considerando os interesses dos usuários.
Assistente visa ajudar criadores de conteúdo (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
O YouTube lançou o “Pergunte ao Studio”, um assistente de IA para criadores de conteúdo no Brasil, que utiliza o Gemini para fornecer informações sobre audiência e ajudar em roteiros.
A ferramenta, disponível no YouTube Studio, oferece resumos de desempenho de vídeos, análise de métricas, feedback de comentários e sugestões para melhorar o conteúdo.
Com o “Pergunte ao Studio”, criadores podem fazer perguntas específicas, como dados demográficos de audiência e ideias para vídeos, recebendo respostas personalizadas com base nos dados do canal.
O YouTube trará para o Brasil o Ask Studio, um chatbot de inteligência artificial para criadores de conteúdo. Chamado de “Pergunte ao Studio” na versão nacional, o recurso é apresentado pelo Google como um parceiro para ajudar no crescimento da audiência do canal.
O lançamento foi feito nesta quarta-feira (10/06), durante o evento Google For Brasil, em que a companhia mostra suas novidades para o mercado local.
Segundo a empresa, a ferramenta já está disponível para canais que não são supervisionados e conteúdos de música — nesse último caso, há soluções específicas. Para acessá-lo, basta acessar o YouTube Studio pela web e clicar no ícone que fica no canto superior esquerdo.
O Google também aproveitou para mostrar alguns dados sobre sua plataforma de vídeos no Brasil. De acordo com a companhia, YouTube e criadores geraram 150 mil empregos e geraram R$ 6 bilhões de reais (ano)
O que é possível fazer com o Pergunte ao Studio?
Entre as funcionalidades disponíveis, estão resumos rápidos de desempenho de vídeos recentes, feedback de comentários, análise de métricas com gráficos, brainstorming e ajuda para roteiros, conceitos e ideias.
Com isso, o criador pode fazer perguntas como “qual a demografia que mais assiste aos meus vídeos?”, o que minha comunidade está dizendo sobre o meu estilo de edição?” ou “dê ideias para um vídeo sobre inteligência artificial para criadores de conteúdo”.
Nesse último caso, as sugestões de ideias são personalizadas de acordo com o canal, incluindo dados sobre audiência — a promessa é de um resultado mais elaborado do que seria obtido ao se perguntar diretamente ao Gemini, por exemplo. Também é possível copiar e colar o rascunho de um script para receber recomendações de como aperfeiçoá-lo.
Gol contra o Juventus é considerado o mais bonito da carreira de Pelé (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
O Google DeepMind desenvolveu a ferramenta TacticAI, que está em uso pelo Palmeiras e será adotada pela Seleção Brasileira, para análise de jogo e previsão de movimentações e posicionamentos.
A TacticAI permite análise quantitativa de opções táticas, relacionando ações individuais e coletivas.
O Google usou o Gemini Omni para recriar o gol de Pelé contra a Juventus em 1959, que não foi registrado em vídeo, utilizando fotografias e depoimentos de jogadores.
Em ritmo de Copa do Mundo, o Google anunciou novidades de futebol para o Brasil. A ferramenta TacticAI, desenvolvida pelo Google DeepMind, está em uso pelo Palmeiras e será adotada também pela Seleção Brasileira. Além disso, a empresa usou o Gemini Omni para recriar um gol histórico de Pelé que não foi registrado em vídeo.
Os lançamentos foram feitos pela empresa no evento Google For Brasil, realizado nesta quarta-feira (10/06) em São Paulo (SP).
Palmeiras é pioneiro em TacticAI
Segundo o Google, o Palmeiras é o primeiro clube da América Latina a adotar o TacticAI para analisar jogo aberto. Antes, as equipes recorriam ao modelo apenas para jogadas de bola parada.
O TacticAI foi desenvolvido pelo Google DeepMind, laboratório de inteligência artificial da empresa. Com a tecnologia, é possível analisar opções táticas de forma quantitativa e prever movimentações e posicionamentos, relacionando ações individuais e coletivas, como o impacto do deslocamento de um zagueiro na linha defensiva.
Gol de Pelé foi recriado com IA
Em outro anúncio, o Google anunciou a recriação do gol de Pelé contra o Juventus em 1959, considerado pelo próprio Rei do Futebol como o mais bonito de sua carreira. O momento não foi registrado em vídeo, o que foi visto como uma oportunidade para o uso da IA.
Para gerar o vídeo com o modelo Gemini Omni, o Google recorreu a fotografias do jogo e depoimentos de jogadores presentes na partida. A peça estará disponível em um minidocumentário a ser lançado no fim de junho.
Conferência em São Paulo (SP) teve apresentação dos planos da Zabbix para os próximos meses (imagem: divulgação)
A Zabbix prepara o lançamento do Zabbix 8.0 LTS para o terceiro trimestre de 2026. O software de monitoramento de infraestrutura e serviços de TIC caminha para se tornar ainda mais abrangente em termos de observabilidade, com mais recursos para acompanhar eventos complexos, nuvens públicas e até mesmo uso de serviços de inteligência artificial.
“Não é só um lançamento. É um marco, praticamente um novo produto”, disse Alexei Vladishev, CEO e fundador da companhia, durante a Zabbix Conference Latam 2025, em São Paulo (SP).
O Zabbix 8.0 está sendo construído tendo quatro pilares: inteligência artificial, processamento de eventos complexos (CEP), monitoramento de desempenho de aplicações (APM) e escalabilidade. “Estamos dando os primeiros passos na observabilidade, mas acreditamos que são passos importantes”, avalia Vladishev.
“A 8.0 coloca o Zabbix em outro campo de jogo. Ela move a nossa atuação para outro lugar. Eu deixo de monitorar logs com o Zabbix e passo a gerenciar logs com o Zabbix, o que é outro universo”, observa Luciano Alves, CEO da Zabbix no Brasil. “Nosso posicionamento geral é ser uma plataforma universal, ser a plataforma definitiva de coleta e análise de dados, de monitoramento e observação.”
Quais são as novidades do Zabbix 8.0?
Zabbix vai englobar IA e novas ferramentas sem deixar para trás seus princípios open source (imagem: divulgação)
Um dos assuntos mais quentes da tecnologia nos últimos anos, a IA estará presente de modo marcante na próxima atualização do Zabbix. A tecnologia vai funcionar em um novo assistente de manutenção e auxiliar na criação de gatilhos, entendendo perguntas e comandos escritos de modo natural. O painel do sistema também terá um widget de chatbot para tirar dúvidas rápidas.
Não para por aí. O Zabbix 8.0 terá monitoramento de uso de serviços de provedores como OpenAI, Claude e Copilot. A ferramenta chega em um momento em que muitas empresas precisam lidar com custos cada vez mais altos de tokens de IA.
O software também vai oferecer um conector para agentes de IA, baseado no Model Context Protocol (MCP), padrão aberto para comunicação entre modelos, bancos de dados, ferramentas e serviços. Com isso, será possível automatizar tarefas e relatórios.
“A interface MCP para o Zabbix permitirá que ele seja conectado com facilidade ao ecossistema de agentes de IA para automações, diferentes fluxos de trabalho e muitas coisas diferentes”, explica Vladishev, em entrevista.
O processamento de eventos complexos (CEP) é outro aspecto importante da próxima versão do Zabbix. Ele permitirá identificar, entre todos os serviços, equipamentos e aplicações monitorados, o que é mais importante para a infraestrutura de TI da organização.
Com os recursos de CEP, será possível criar regras para encontrar padrões e correlações nos valores monitorados, bem como desfazer duplicatas nos dados. Isso significa uma ajuda na hora de entender o que é a causa e o que são os sintomas de um determinado problema.
O monitoramento de desempenho de aplicações (APM) da versão 8.0 vai ajudar a entender por que ferramentas do sistema estão lentas ou não estão funcionando direito. Isso será possível unindo identificadores temporais (timestamps) e dados estruturados em novo formato, usando JSON, que pode receber informações de múltiplas origens.
A ideia é observar o timing dos eventos das aplicações e, assim, identificar quais são os gargalos de desempenho dos sistemas. Para isso, o Zabbix 8.0 oferecerá visualizações em traçados, métricas e logs.
A plataforma permitirá, inclusive, criar uma base de dados com informações históricas organizadas em JSON, que pode funcionar como ponto de partida para análise e diagnóstico de problemas passados. Outra novidade é o acesso de dados de streaming da OpenTelemetry pelo Zabbix Proxy.
Para acompanhar tantos recursos novos, a interface do Zabbix 8.0 trará melhorias em relação à acessibilidade e à usabilidade, contando com uma aparência atualizada.
Uma dessas melhorias são as visualizações customizáveis de dados (customizable data views). Com elas, será possível selecionar tags para acompanhar informações específicas. As tags também podem ser importadas de outras bases de dados de forma dinâmica, dando mais contexto às visualizações.
Na interface atualizada, haverá formas de combinar dados, texto e macros, facilitando a compreensão do que está sendo monitorado. A ferramenta de filtros também ficará mais fácil de usar, contando com uma separação clara entre as informações desejadas e as opções de visualização.
Os widgets do painel receberão controles e opções extras, como a possibilidade de maximização. O Zabbix 8.0 trará ainda um widget de gráfico de dispersão, permitindo cruzar diferentes dados e encontrar correlações entre itens, agilizando diagnósticos, solução de problemas e medidas de prevenção.
Configurar os painéis também vai ficar mais fácil na nova versão do software, graças à possibilidade de importar e exportar layouts. Assim, será possível salvar os ajustes favoritos e recuperá-los posteriormente.
Zabbix prepara aplicativo móvel e marketplace
A versão 8.0 do Zabbix é apenas uma das novidades nas quais a empresa trabalha mirando os próximos meses. A lista inclui um aplicativo móvel para Android e iOS, ferramenta bastante aguardada pela comunidade. Ele permitirá o gerenciamento de problemas sem depender de um computador, facilitando a solução de problemas mesmo longe do ambiente de trabalho.
Para isso, o app contará com notificações instantâneas, avisando quando alguma métrica monitorada estiver fora do esperado. Mesmo em uma tela menor, o Zabbix móvel oferecerá uma visualização agregada de múltiplos servidores.
O aplicativo terá compatibilidade tanto com o Zabbix on-premise quanto com a versão cloud do software de monitoramento. A conexão entre o smartphone e o sistema é feita de modo seguro, por um túnel de acesso – nem mesmo a Zabbix consegue saber quais dados foram acessados pelo celular.
“O aplicativo móvel do Zabbix foi realmente impulsionado pelo que ouvimos da comunidade”, conta Vladishev. O CEO também observa que alguns desenvolvedores chegaram a criar seus próprios aplicativos para a plataforma, mas isso não é o ideal. “Clientes empresariais maiores estão interessados em um bom nível de suporte e em altos padrões de qualidade. É por isso que decidimos implementar nosso próprio aplicativo.”
Outra novidade que a empresa prepara é um marketplace de soluções criadas pela comunidade, por parceiros ou por desenvolvedores independentes. Alguns exemplos são um mapa de calor de incidentes, um visualizador de topologia de rede e um incidente de IA. Essas ferramentas poderão ser disponibilizadas de modo gratuito ou pago, a critério do criador da extensão.
“O objetivo principal do marketplace é conectar usuários e fornecedores, empresas ou indivíduos que desenvolvem soluções adicionais para o Zabbix”, explica Vladishev. “Eu acho que o produto será muito mais forte, porque poderá ser impulsionado por diferentes soluções disponíveis no marketplace.”
O aplicativo móvel e o marketplace se somam a outras partes do ecossistema Zabbix para formar um conjunto abrangente, que vai muito além de um mero software de monitoramento.
A solução inclui a Zabbix Academy, que passou a contar com cursos em português e espanhol no mês de maio de 2026. Além disso, a companhia oferece treinamentos profissionais com quatro níveis de certificação possíveis, bem como serviços profissionais de consultoria, migração, implementação do zero e integração com ecossistemas.
A Zabbix oferece ainda a opção do Zabbix Cloud, como SaaS. Ele conta com as mesmas funcionalidades, motor e inteligência da versão local, sendo pronto para uso e contando com o gerenciamento da desenvolvedora.
Conferência anual mostra força da comunidade e do open source
Evento reuniu quase 400 participantes (imagem: reprodução)
A Zabbix Conference Latam 2026 contou com a participação de quase 400 pessoas de nove países. O evento contou com palestras, laboratórios técnicos e encontros de negócios, mostrando a força da comunidade criada em torno do software de código aberto.
“Talvez, dez anos atrás, a comunidade fosse menor e o uso do Zabbix fosse mais limitado. Agora, vemos todos os tipos de uso possíveis do Zabbix em toda a comunidade”, avalia Vladishev.
A confiabilidade e a robustez do Zabbix são comprovadas pelo uso em organizações das esferas pública e privada, e isso ficou demonstrado em um painel que contou com a participação de Maira Cristine de Souza Silva, gerente do Serpro, e Jackson Becker, head de tecnologia da Selbetti.
“Nós temos quase 120 soluções, e toda nossa infraestrutura utiliza tecnologia open source. O IRPF está sendo agora monitorado pelo Zabbix, e até na nuvem soberana estamos colocando no Zabbix também”, conta Silva.
No setor privado, o open source também se mostra competitivo. “Hoje, tranquilamente, eu conseguiria dizer que a gente não teria o nível de observabilidade que a gente tem com o Zabbix com uma plataforma privada”, avalia Becker. O head de tecnologia da Selbetti menciona ainda que a adoção de uma solução de código aberto significa uma economia da ordem de R$ 1,5 milhão anualmente.
Mesmo com mais de 20 anos de história, o Zabbix se mantém fiel à proposta de ser uma plataforma de código aberto. Alves observa que a questão já foi superada, já que soluções open source estão na base de muitos dos aplicativos e serviços que usamos diariamente. “O open source não pode ser mais um debate. Isso é uma conversa antiga, que ficou nos anos 90. A gente está vivendo uma outra era.”
Claude Fable 5 é nova versão do Mythos adaptada para o público geral (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)Resumo
A Anthropic lançou o Claude Fable 5 e o Mythos 5, modelos de IA generativa avançados para tarefas complexas, como engenharia de software e pesquisas científicas.
O Claude Fable 5, disponível para assinantes Pro e Max, é uma versão adaptada do Mythos, anunciado como “avançado demais” para o público, com proteções em atividades específicas que são respondidas pelo Claude Opus 4.8.
O Mythos 5, restrito ao Project Glasswing, tem as mesmas capacidades do Fable 5, mas sem bloqueios de segurança, permitindo o uso da capacidade máxima do modelo.
Claude Fable 5 é a nova inteligência artificial da Anthropic disponível para os assinantes dos serviços Pro e Max. Essa é a versão final adaptada daquela IA anunciada em abril, o Claude Mythos Preview, classificada como “avançada demais” para o público. Junto a ela, chega também o Mythos 5, restrito ao grupo de empresas que fazem parte do Project Glasswing.
Os modelos trazem o que há de mais moderno da Anthropic em IA generativa, prometendo alto desempenho para trabalhos de engenharia de software, pesquisas científicas, entre outras áreas, além de capacidade para resolver tarefas mais complexas. A diferença fica por conta de proteções em algumas atividades específicas no Fable 5, que serão respondidas utilizando o Claude Opus 4.8.
Segundo a Anthropic, o trabalho realizado no Project Glasswing permitiu melhorias importantes em cibersegurança, e a ideia é expandir o acesso no futuro com mais parcerias de confiança. Para começar a usar o Fable 5, os planos partem dos R$ 20 ao mês, na opção Pro, e R$ 100, para a assinatura Max.
IA mais poderosa do mundo, mas com ressalvas
O Claude Fable 5 tem as mesmas capacidades do Mythos 5, com cerca de 5% dos tópicos ainda “proibidos” de serem processados pelo novo modelo. A saída da Anthropic foi colocar bloqueios de segurança que direcionam os trabalhos para o Claude Opus 4.8, modelo premium disponibilizado ao público até então. A empresa garantiu ainda que atualizações futuras devem diminuir os casos em que a resposta precisa ser dada com a IA anterior.
No caso do Mythos 5, esses bloqueios são derrubados, permitindo o uso da capacidade máxima do modelo. Mas, vale lembrar: seu uso é restrito ao Project Glasswing, que inclui big techs como Amazon Web Services, Google, Apple, entre outras, além do governo dos Estados Unidos, com quem a Anthropic também mantém parceria.
Definição dos bloqueios de segurança
A Anthropic detalhou alguns pontos importantes nessa diferença entre dois novos modelos, com destaque para temas de cibersegurança e pesquisa biológica. Segundo a empresa, há um risco maior de respostas que podem ser aproveitadas de maneira maliciosa.
O Fable 5 vai, por exemplo, identifica desde buscas simples até tentativas de burlar essas seguranças (os chamados jailbreaks), acionando o Opus 4.8 para respostas específicas. São três tópicos principais “proibidos”:
Determinadas tarefas de cibersegurança
Perguntas envolvendo armas bioquímicas e desenvolvimento científico nessa área
Destilação de IA, técnica de treinamento em que um modelo externo aprende com outro
Fable 5 e Mythos 5 prometem acelerar trabalhos de codificação, análise de gráficos e pesquisas científicas (imagem: divulgação/Anthropic)
Mais capacidade para atividades complexas
As novas IAs prometem potencializar trabalhos de codificação, uso de ferramentas, leitura e resolução de gráficos e até testes com jogos.
A Anthropic trouxe alguns exemplos interessantes, como um desempenho três vezes melhor do Fable 5 em relação ao Opus 4.8 ao jogar o game Slay the Spire, além de simular o sistema solar com base nas leis da física para conseguir prever eclipses solares com maior precisão.
Outro destaque envolve a produção de medicamentos, tornando o processo até dez vezes mais rápido em testes de possíveis designs de proteínas. A Anthropic garante que a IA bateu a assertividade de cientistas humanos com anos de experiência no ramo.
O Mythos 5 também foi capaz de desenvolver hipóteses em biologia molecular mais confiáveis que o Opus 4.8. Uma delas, com proteínas da bactéria E. Coli, foi inclusive corroborada por cientistas em um estudo independente.
A SpaceX está planejando lançar demonstrações iniciais de infraestrutura de computação de inteligência artificial (IA) baseada no espaço até o final de 2027, antecipando o cronograma de “início de 2028” divulgado no seu prospecto de IPO, de acordo com duas pessoas que participaram em apresentações para investidores ouvidas pela Reuters.
Projeto central para crescimento futuro
O esforço de computação orbital é fundamental para a estratégia de crescimento de longo prazo da SpaceX perante os investidores;
A empresa afirma nos seus documentos de IPO ser “a única empresa com um caminho comercialmente viável para construir computação de IA orbital em larga escala“;
A SpaceX solicitou autorização aos reguladores para lançar até um milhão de satélites de centros de dados espaciais;
Durante duas apresentações para investidores antes do IPO, ambas com a presença da Presidente Gwynne Shotwell e do Diretor Financeiro Bret Johnsen, os executivos da SpaceX delinearam um roteiro para começar a demonstrar capacidades de computação orbital em 2027.
Shotwell e Johnsen, que têm estado em reuniões com grandes bancos de investimento para promover uma captação de fundos de US$ 75 bilhões (R$ 389,4 bilhões) no IPO da empresa, com uma avaliação-alvo de US$ 1,7 trilhão (R$ 9 trilhões), descreveram as implementações iniciais como sistemas demonstrativos destinados a validar a tecnologia antes de qualquer implementação comercial mais ampla.
Desafios com o foguetão Starship
O Starship, o foguetão totalmente reutilizável que sustenta os planos da empresa para computação orbital, continua anos atrasado em relação aos objetivos originais do CEO, Elon Musk, e ainda não demonstrou a reutilização rápida necessária para tornar a implementação em larga escala economicamente viável.
Michael Monaghan, sócio e gestor de carteira da Founder ETFs, comentou à Reuters que “os centros de dados orbitais, embora sejam um problema difícil, têm alguns limites, o que me dá maior confiança de que os cronogramas estabelecidos serão cumpridos”.
SpaceX promete maior IPO da história – Imagem: FellowNeko/Shutterstock
Num vídeo divulgado na segunda-feira (8), Musk afirmou que construir centros de dados de IA orbitais não é um desafio de engenharia difícil, pois grande parte da tecnologia necessária já existe na atual rede de satélites Starlink.
A primeira versão do satélite de IA provavelmente usará chips da Nvidia, e a potência informática da nave espacial seria equivalente à de um rack Nvidia GB300, disse o CEO.
Detalhes do IPO da SpaceX
As ações da SpaceX estão programadas para começar a ser negociadas na Nasdaq na sexta-feira (12) com o símbolo SPCX, com o preço do IPO definido em US$ 135 (R$ 700,96) por ação. Esta será a maior oferta pública inicial do mundo, destronando a petrolífera Saudi Aramco.
A empresa estadunidense Elea vai investir US$ 550 milhões (R$ 2,8 bilhões) na primeira etapa do Rio AI City, um campus de data centers a ser instalado no Parque Olímpico do Rio de Janeiro (RJ). O anúncio foi feito nesta terça-feira (9) pelo prefeito Eduardo Cavaliere durante coletiva de imprensa no Web Summit Rio, o maior evento de tecnologia da América do Sul.
O projeto prevê capacidade para alcançar até 3,2 gigawatts de geração até 2032. Cavaliere apontou a combinação de ampla oferta de água, conectividade por cabos submarinos e capacidade de formar e atrair talentos locais como pilares do empreendimento.
Educação como parte da estratégia para formação de profissionais para data centers
O prefeito reforçou o investimento da prefeitura em educação voltada para STEM — sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Segundo ele, 312 escolas do município já contam com programas de robótica, programação e lógica desde os primeiros anos. “É preciso aprender matemática, mas também português, para executar bem os prompts”, disse.
Cavaliere também destacou crescimento de 12% nos anos iniciais do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), conforme o relatório de 2024.
Instalações serão criadas no Parque Olímpico – Imagem: Diego Thomazini/iStock
Web Summit Rio cresce 20% ao ano
A coletiva contou com a presença de Paddy Cosgrove, fundador do Web Summit, que organiza cinco edições ao redor do mundo — em Lisboa (Portugal), Rio de Janeiro (RJ), Doha (Catar) e Vancouver (Canadá). No Brasil, o crescimento é de cerca de 20% ao ano desde a primeira edição, há quatro anos.
Para Cosgrove, o Rio percorre o mesmo caminho de Lisboa: “cidades que têm qualidade de vida, retêm e atraem talentos.” Ele afirmou ainda que o Rio é uma porta de entrada para a América Latina e registra interesse crescente de empresas chinesas. Nesta edição, cerca de 40 mil participantes de mais de 100 países devem circular pelo evento, cujo público principal é composto por investidores e empreendedores de startups.
Críticas ao Marco Legal da IA
No último painel do dia, Bruno Lewicki, head de políticas públicas da OpenAI, e o advogado especializado em tecnologia Ronaldo Lemos subiram ao palco principal;
Lewicki destacou a parceria da OpenAI com o TSE no desenvolvimento do Synth ID, protocolo para identificação de imagens geradas por IA. “Com a presença de novas tecnologias, teremos uma eleição de aprendizado mútuo”, afirmou;
Os dois criticaram a tramitação do PL 2338/2023, o Marco Legal da Inteligência Artificial no Brasil;
Lemos foi direto: “Copiamos a lei europeia de 2019, que já foi toda modificada. Somos o país que criou o Marco Civil da Internet. Não precisamos copiar ninguém“;
Ao encerrar sua participação, o advogado defendeu a adoção de modelos open source e provocou os presentes. “Precisamos de regulamentação no Brasil para não depender da OpenAI. O Brasil tem desenvolvedores incríveis.”
Microsoft confirmou investigação de conteúdo malicioso (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Microsoft desativou 73 repositórios no GitHub de forma repentina.
Ação ocorreu após a empresa descobrir que hackers invadiram os repositórios para espalhar malware voltado ao roubo de credenciais.
A dona do Windows confirmou que investiga “possível conteúdo malicioso”.
A Microsoft precisou acionar um botão de emergência na última sexta-feira (05/06) e desativou 73 repositórios próprios no GitHub. A medida foi tomada após a descoberta de que hackers invadiram os espaços para distribuir um malware projetado para roubar credenciais.
Segundo o site 404 Media, o alvo principal da campanha maliciosa eram usuários de assistentes de programação baseados em IA.
Como o malware roubava credenciais?
A mecânica do ataque apostava na invisibilidade. Na prática, os criminosos injetaram arquivos de configuração ocultos no meio de códigos legítimos. Quando um programador baixava e abria esse repositório infectado usando os assistentes de IA, como o Claude Code, a armadilha era ativada de forma quase imperceptível.
A partir daí, o malware passava a rodar em segundo plano, coletando as senhas e os tokens de acesso do usuário para enviá-los a servidores controlados pelos invasores. As evidências técnicas levantadas apontam para a autoria do TeamPCP, um grupo hacker especializado nesse tipo de infiltração.
O caso parece um desdobramento de outra invasão e roubo de milhares de repositórios internos no GitHub, revelado no mês passado. A nova ação da Microsoft sugere que ela não conseguiu blindar totalmente sua infraestrutura.
Malware agia de forma silenciosa em segundo plano (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Apagão em alguns serviços
A resposta da Microsoft impediu a atualização de aplicativos, sites e sistemas de terceiros que utilizam a infraestrutura oficial da companhia. Como a ação foi repentina, muitos desenvolvedores foram pegos de surpresa.
Quem tentava acessar os códigos bloqueados encontrava apenas um aviso informando que o repositório havia sido desativado por “violação dos termos de serviço do GitHub”. Não havia nenhuma instrução ou notificação sobre o risco de vazamento de senhas. Nos fóruns de suporte da Microsoft, programadores relataram confusão.
Ao 404 Media, a dona do Windows confirmou que removeu temporariamente os arquivos para investigar “possível conteúdo malicioso” e garantiu que sua prioridade é proteger o ecossistema de desenvolvimento.
Segundo a Microsoft, alguns repositórios já foram auditados e restaurados, enquanto outros devem continuar offline por tempo indeterminado para varreduras mais profundas. “Continuaremos investigando e, se identificarmos algo mais que exija ação do cliente, entraremos em contato por meio de nossos canais de suporte”, concluiu a empresa.
Google oferece quatro opções de acesso à IA no Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Google ampliou o armazenamento de 200 GB para 400 GB para assinantes do plano Google AI Plus no Brasil, sem cobrar nada a mais.
O plano Google AI Plus custa R$ 24,99 por mês e oferece mais espaço para guardar arquivos na nuvem.
O preço do plano no Brasil não mudou porque já era próximo ao preço praticado nos EUA, que é de US$ 5.
Os brasileiros adeptos da principal assinatura de inteligência artificial do Google têm motivos para comemorar: a empresa ampliou o armazenamento de 200 GB para 400 GB sem cobrar nada a mais por isso. A mudança já está valendo, de acordo com a equipe de comunicação.
O plano Google AI Plus já custava R$ 24,99 por mês. A única diferença diz respeito ao espaço que os assinantes podem usar para guardar arquivos na nuvem. Ao contrário do Brasil, os clientes americanos ainda notaram uma redução no preço, que passou de US$ 7,99 para US$ 4,99.
Google AI Plus custa R$ 24,99 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O Google explicou ao Tecnoblog que o preço por aqui não muda pois já era muito próximo aos US$ 5 praticados nos Estados Unidos. De fato, com o câmbio atual, dá praticamente R$ 25.
Os serviços de IA do Google repetem a mesma lógica de cobrança de tokens que tem gerado discórdia e preocupação no setor de tecnologia. A versão gratuita dá acesso ao app Gemini e ao Nano Banana numa modelagem muito básica, para uso cotidiano. Já os demais planos possuem limites maiores. São eles: Plus (2x mais por R$ 24,99), Pro (4x mais por R$ 96,99) e Ultra (20x mais por R$ 779,90).
Gemini Go chega para celulares baratos com sistema Android (Imagem: Vitor Valeri/Tecnoblog)Resumo
O Gemini, inteligência artificial do Google, está disponível em celulares Android baratos com sistema operacional Android Go, substituindo o assistente de voz.
Para usar o Gemini Go, basta atualizar o aplicativo do Google pela Play Store e acessá-lo pelo widget na home do Android ou pelo botão de Home ou energia.
Com o Gemini Go, é possível realizar atividades como ligações, mensagens por comandos de voz, buscas específicas, organizar agenda e reproduzir conteúdos de apps baixados no smartphone.
O Gemini chegou de forma nativa a celulares Android mais baratos com a versão Go do sistema operacional do Google. Agora, basta atualizar o aplicativo geral da empresa pela Play Store para começar a usar o Gemini Go em pesquisas rápidas e consultas na IA generativa, sem a necessidade de recorrer ao navegador.
A novidade impacta modelos de entrada ou até mesmo intermediários, como Redmi A5, Poco C71 e Infinix Smart 10, todos à venda no Brasil por menos de R$ 1 mil. Eles têm entre 2 e 4 GB de memória RAM. Antes, os smartphones ficavam restritos ao Google Assistente.
Segundo o Google, o recurso já está disponível em português, mas algumas funções podem demorar a chegar. Portanto, vale checar se a atualização pode ser feita via Google Play Store e testar alguns prompts com a IA.
Como usar o Gemini Go?
Redmi A5, da Xiaomi, traz uma versão Go do Android, agora com suporte ao Gemini (imagem: Divulgação/Xiaomi)
O Gemini Go fica disponível dentro do próprio app do Google, que normalmente apresenta um widget na home do Android. Para atualizar, basta seguir os passos:
Abra a Play Store no seu celular.
Busque por “Google” na barra de pesquisa.
Cheque se há alguma atualização disponível. Pode ser que o aplicativo já esteja atualizado, caso você tenha o update automático ativado.
Assim, não será mais necessário entrar no navegador para acessar o Gemini, mas sim o próprio app do buscador. Dependendo do celular, basta pressionar o botão de Home ou o botão de energia para acessar a IA. Também é possível baixar o app do Gemini, mas, em um modelo de entrada, isso pode significar perder um espaço significativo de armazenamento.
A nova versão da IA realiza diferentes atividades, como ligações ou mensagens por comandos de voz, buscas mais específicas, organização da agenda, adição de eventos ao calendário, entre outros exemplos.
Também é possível reproduzir conteúdos a partir de apps baixados no smartphone, assim como abrir vídeos no YouTube usando comandos de voz. Essas ações já eram possíveis via Google Assistente, mas sofriam com algumas limitações que a IA generativa vem tentando resolver.
App de geração de imagens não permite mais novas criações (imagem: reprodução/Google)Resumo
Google desativou a função principal do Pixel Studio, aplicativo de criação e edição de imagens por IA.
A atualização remove a interface de criação de imagens por comandos de texto e direciona os usuários para o app do Gemini.
Projetos antigos criados no Pixel Studio continuam acessíveis, permitindo visualizar e salvar imagens e figurinhas geradas.
O Google parece estar centralizando as funcionalidades de criação de imagens no app do Gemini. Com isso, começou a desativar a principal função do Pixel Studio, aplicativo de criação e edição de imagens por IA lançado com a linha Pixel 9, em agosto de 2024.
A partir da versão 2.3, o app deixa de permitir a geração de imagens por comandos de texto e passa a direcionar os usuários para o Gemini. Agora, ao abrir o app atualizado, a interface em que era possível digitar prompts e criar imagens não aparece mais. A versão 2.3 do Pixel Studio está sendo distribuída gradualmente para dispositivos Android compatíveis.
App redireciona para o Gemini
De acordo com o site Android Authority, no lugar, o usuário encontra um botão “Abrir Gemini”, que leva à página do app na Google Play Store. A desativação já vinha sendo sinalizada desde fevereiro, quando o Google começou a remover algumas funções do Pixel Studio.
Pixel Studio passa a redirecionar para o Gemini (imagem: reprodução/Android Authority)
O app ainda continuará disponível para download e os projetos antigos criados pelos usuários seguem acessíveis, permitindo visualizar e salvar imagens e figurinhas geradas.
Com isso, o Pixel Studio fica restrito ao histórico, enquanto novas criações passam a ser direcionadas ao app principal de IA da empresa, que também recebeu um novo gerador de vídeos, anunciado no Google I/O 2026.
Pixel Studio foi lançado com o Pixel 9
O Pixel Studio estreou em 2024 como um dos recursos de IA da linha Pixel 9. A proposta era oferecer uma ferramenta simples para criar imagens a partir de comandos de texto, algo próximo ao que a Apple apresentou com o Image Playground, para o iOS.
Apesar de ser tratado como um recurso nativo dos celulares Pixel, o app combinava processamento local com o modelo em nuvem Imagen 3, desenvolvido pelo Google, exigindo conexão com a internet para renderizar as imagens.
Além da criação por texto, o app permitia editar imagens adicionando ou removendo elementos por meio de comandos e criar pacotes de figurinhas personalizadas. Ao longo do tempo em atividade, o Google também adicionou recursos como integração com o teclado Gboard, ferramentas de edição generativa e a capacidade de criar representações de pessoas.
Demonstração da Siri AI no iOS 27 (imagem: reprodução)
A Apple anunciou a Siri AI nesta tarde, durante a conferência WWDC 2026. A tecnologia de inteligência artificial foi complemente redesenhada, segundo o vice-presidente sênior de engenharia de software Craig Federighi, com o objetivo de ficar mais competente numa série de novas tarefas. Ela é compatível com as novas versões iOS, MacOS, iPadOS e VisionOS.
Para chegar neste novo resultado, a companhia está trabalhando diretamente com o Google. Isso significa que os Apple Foundation Models, os modelos de IA embarcados no sistema, foram combinados com o Gemini. As versões utilizadas pela Apple são mais seguras, com processamento local ou na nuvem, por meio do Private Cloud Compute.
A Siri AI funciona com vídeos, fotos e texto. Ao fazer perguntas para a assistente de voz, ela leva em consideração todo o conteúdo salvo no iPhone para apresentar resultados mais contextualizados e próximos do que a pessoa está procurando. Ela também recorre ao “conhecimento mais amplo do mundo”, por meio da internet, para trazer mais informações.
A Siri AI estará disponível inicialmente somente em inglês. Não foi divulgada a previsão de lançamento em português ou outros idiomas. Ela ganha um app separado, onde dá para ver as consultas mais recentes, e também pode ser acionada pela tecla lateral do smartphone.
Nova voz
Arquitetura da inteligência artificial na Siri AI (imagem: reprodução/Apple)
De acordo com a Apple, a nova voz da Siri está “mais incrível”. A empresa promete mais ajustes de velocidade e expressividade, além do já tradicional controle de tom de voz.
As demonstrações exibidas pela Apple lembram as conversas com chatbots como ChatGPT ou Gemini. Ou seja, o usuário pode ir e voltar nas informações, de modo a chegar no resultado esperado.
Num dos exemplos, o executivo perguntou sobre as partidas da Copa do Mundo. Na sequência, disse que estava empolgado para o jogo entre Brasil e Marrocos, e pediu sugestões de comidas típicas dos dois países. A Siri AI conseguiu atender às solicitações, com exibição de textos e fotos, ao menos neste teste em ambiente controlado.
Siri AI tem app nativo com conversas mais recentes (imagem: reprodução)
Integração com mais apps
A Apple aproveitou a WWDC para anunciar novidades de inteligência artificial entre variados aplicativos nativos.
Por exemplo, o Safari passa a monitorar páginas da web e notificar o usuário caso ocorra uma modificação. Isso se dá após um comando em que a pessoa especifica o que está esperando daquele endereço na internet. Além disso, o navegador também é capaz de sugerir extensões criadas em tempo real para interagir com sites específicos.
Já no app de Calendário, a Siri AI faz sugestões de ajustes no compromisso conforme a pessoa escreve do que se trata, quem estará presente ou a localização.
Novas funções de IA no app de fotos (imagem: reprodução)
O app de Fotos recebe reforço de IA generativa para modificar as imagens já feitas pelo usuário. Dá para afastar o objeto da foto ou ajustas o recorte, já que o sistema criar novas bordas, ou refazer o ângulo de visão, graças ao que a empresa aprendeu com o Apple Vision Pro.
Meta AI possui integração com Instagram, Facebook, WhatsApp e Messenger (foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)Resumo
O aplicativo independente da Meta AI exibiu artigos clickbait gerados por inteligência artificial na seção de recomendações personalizadas.
Os conteúdos foram criados com base em informações do perfil do usuário, como localização e interesses, mas resultaram em textos clickbait.
A Meta afirmou que a função é um teste e que será descontinuada.
O aplicativo independente da Meta AI exibiu artigos clickbait gerados por inteligência artificial em uma seção de recomendações chamada “Para você”, disponível na barra lateral do app. Os conteúdos são criados a partir de sugestões personalizadas.
A seção aparece dentro do app como um feed de cards com temas sugeridos pela IA, assim como coletâneas de notícias personalizadas como o Google Discover. Contudo, os cards funcionam como comandos: assim que o usuário toca nele, o chatbot gera o texto sobre o assunto.
Ao The Verge, a Meta afirmou, no sábado (06/06), que o recurso faz parte de um teste limitado e que seria descontinuado. No entanto, a funcionalidade ainda aparece para alguns usuários, inclusive no Brasil.
Como os artigos funcionam?
Lista lembra feeds de notícias (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Segundo o site, as sugestões parecem partir de informações da conta, como localização, hábitos de uso e interesses. Os resultados, porém, se aproximam de conteúdos no estilo clickbait, com chamadas curiosas, falta de atribuição de fontes e, muitas vezes, textos que não elaboram direito o que o título propõe.
Durante testes feitos pelo The Verge, o app sugeriu temas ligados a estereótipos da cultura britânica, como “Um mordomo real finalmente encerrou o debate sobre colocar o leite primeiro”. O texto teria usado elementos de uma série de comédia da BBC, de 2018.
Nos nossos testes aqui no Tecnoblog, a IA sugeriu textos em temas como tecnologia, filmes, séries e futebol, mas também foi para uma linha de tabloide de fofoca, com sugestões como “Contas de dublagem que vão te fazer rir muito” — que elencou dois nomes de influencers do Instagram.
Além dos textos, o aplicativo da Meta AI também cria imagens para acompanhar os cartões, com ilustrações de locais, personagens e pessoas. As imagens contém falhas visuais típicas de imagens geradas por IA.
Esses são o ator Jacob Elordi e o jogador Neymar, segundo a Meta AI (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Textos não mencionam fontes
Outro grande problema é que, mesmo quando claramente adapta notícias reais, a funcionalidade não identifica as fontes usadas para a geração do texto. Em um texto com título “A Nike estragou a nova camisa da seleção brasileira?”, a IA tenta explicar o design da camisa principal e reserva e, às vezes, passa por polêmicas.
“Às vezes” porque, como o texto é gerado imediatamente pela IA, uma versão pode sair completamente diferente da outra. Por exemplo, ao clicar no tema da camisa pela primeira vez, a IA falava sobre uma polêmica camisa vermelha descartada pela CBF. A mesma informação sumiu em duas tentativas posteriores.
Ainda sobre a Copa do Mundo, outro texto, “A lista oficial do Brasil para a Copa 2026”, erra nomes da convocação final, realizada há quase três semanas. Lembrando que, desde o ano passado, a Meta possui acordos com veículos de imprensa para usar notícias na IA.
Meta diz que é um teste
Meta diz que descontinuará função (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Procurada pelo The Verge, a porta-voz da Meta, Tracy Clayton, afirmou inicialmente que a empresa estava testando um feed diário com dicas, conteúdos e recomendações personalizadas.
Segundo ela, a proposta seria sugerir informações relevantes ao usuário, como planos de refeição ou conselhos de condicionamento físico, antes mesmo de uma solicitação direta.
Depois, a Meta atualizou o posicionamento e afirmou que o recurso seria descontinuado. “Este foi um teste para um número limitado de usuários e ele será descontinuado. A Meta não tem planos de seguir em frente com esse recurso”, declarou Clayton.
Unificação seria tentativa de Sam Altman de frear os avanços da rival Anthropic (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI planeja integrar o Codex e o ChatGPT em um único aplicativo para desktop.
O Codex já teria superado o ChatGPT em tarefas complexas e locais, operando de forma mais autônoma.
A empresa busca expandir sua base de usuários e fortalecer sua posição no mercado corporativo, mirando a rival Anthropic e o Claude Code.
A OpenAI pode integrar o Codex e o ChatGPT em um único superaplicativo para desktop. O rumor circula desde março, mas agora parece mais próximo de sair do papel, após a diretoria da empresa constatar que o Codex, originalmente desenhado para programação, supera o chatbot na execução de atividades longas e no uso de ferramentas externas.
As informações são do site The Information, que também afirma que, com o movimento, a companhia chefiada por Sam Altman busca expandir a base de usuários e fortalecer sua posição no mercado corporativo. O alvo principal com a unificação seria a rival Anthropic e o elogiado Claude Code.
O futuro superapp é esperado já nas próximas semanas e deve contar com seis novos plugins focados em negócios e um inédito recurso de pré-visualização de sites, de acordo com o 9to5Mac.
Codex ficou melhor que o ChatGPT
Codex roda localmente e pode acessar arquivos no computador do usuário (imagem: divulgação)
A resposta para a integração teria vindo da arquitetura e autonomia do Codex. Enquanto o ChatGPT roda exclusivamente na nuvem, o Codex opera localmente nos dispositivos dos usuários. Isso significa que ele pode acessar, ler e modificar arquivos diretamente no computador, concluindo trabalhos extensos de forma autônoma.
Ao The Information, o líder da plataforma principal da OpenAI, Thibault Sottiaux, explicou que essa característica torna a IA muito mais eficaz na hora de escrever códigos para realizar tarefas reais do dia a dia, como editar planilhas e gerenciar softwares de terceiros.
Essa virada de chave começou no início de 2025 com o lançamento do Operator, um agente focado em automatizar tarefas no computador. Contudo, o salto maior veio um ano depois, em abril de 2026, com a introdução do modelo GPT-5.5, que reduziu drasticamente a necessidade de intervenção humana em tarefas de longa duração.
Como resultado, o Codex agora é posicionado não apenas como um assistente para engenheiros de software, mas como uma solução para trabalhadores em geral. Segundo um relatório oficial da OpenAI, o sistema se tornou uma “ferramenta de produtividade para todos”.
Building apps has never been easier.
With Sites, Codex can turn your work, ideas, and plans into an interactive website or app your team can explore, use, and share with a URL.
A ascensão do Codex é também uma resposta direta à concorrência. No início do ano passado, a Anthropic assumiu a liderança na preferência dos desenvolvedores com o Claude Code. Esse avanço soou o alarme na OpenAI. Para recuperar o terreno perdido, a empresa montou uma equipe focada no Codex, operando quase como uma divisão independente.
O time tomou decisões ousadas, como tornar o código-fonte da ferramenta público para facilitar o recebimento de feedback da comunidade. O esforço deu resultado: no final de maio, o Codex rompeu a marca de 5 milhões de usuários ativos semanais.
Agora, o grande desafio da OpenAI é tecnológico. No curto prazo, a empresa deve ofertar a opção para que o usuário escolha manualmente qual IA deseja usar dentro do ChatGPT. Contudo, a meta final para o futuro superapp é garantir que o sistema consiga alternar de forma invisível e fluida entre o processamento na nuvem e as execuções locais, definindo sozinho a melhor estratégia para cada comando do usuário.
Matemáticos alertam: não confiem cegamente na IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Declaração de Leiden alerta sobre uso desmedido de IA na matemática;
manifesto alerta que ferramentas de inteligência artificial podem propagar erros em cascata na literatura científica se usadas sem critérios;
documento pede regulamentação da indústria de IA por governos, além de transparência no uso da tecnologia por pesquisadores e organizações.
Uma das utilidades atribuídas à inteligência artificial é a resolução de problemas matemáticos complexos. Este é um avanço totalmente benéfico para a humanidade, certo? Não é bem assim. Para os matemáticos, pesquisadores e historiadores que criaram a Declaração de Leiden, o uso de IA para esse fim requer muito cuidado.
A Declaração de Leiden sobre Inteligência Artificial e Matemática, como é chamada na íntegra, é um manifesto público que foi elaborado após cerca de 60 acadêmicos se reunirem na Universidade de Leiden, nos Países Baixos, para tratar da “mecanização” da pesquisa matemática.
O encontro foi realizado em setembro de 2025 e contou com a participação de matemáticos, especialistas em computação, filósofos, historiadores e cientistas sociais. Depois do evento, um grupo de trabalho foi formado para elaborar a declaração e, então, divulgá-la de modo amplo, a ponto de alcançar de indivíduos a organizações governamentais.
A iniciativa conta com o apoio da União Internacional de Matemática.
Mas o que diz a Declaração de Leiden?
A Declaração de Leiden foi publicada em 2 de junho de 2026, mas não com a ideia de proibir o uso de IA em estudos ou resoluções de problemas matemáticos. O objetivo principal é alertar que essa prática deve ser conduzida com cuidado por haver vários riscos associados a ela.
Um deles é o fato de que mecanismos de inteligência artificial tendem a apresentar resultados de modo tão convincente que parece não haver erros ali, mesmo quando há:
Este é um problema sério: a pesquisa em matemática (…) quase sempre se baseia em pesquisas anteriores, portanto, é essencial que os pesquisadores saibam se os resultados na literatura estão corretos.
Rascunhos imprecisos gerados por IA são baratos de produzir e há o risco de saturar a literatura com resultados alegados que são simplesmente errados. Uma vez que isso aconteça, os erros provavelmente se propagarão à medida que novos resultados forem construídos sobre fundamentos falhos.
Leslie Ann Goldberg, Chefe do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Oxford
Mas os possíveis problemas não terminam aí. O manifesto também tem apontamentos como:
tendência de a IA produzir resultados sem indicar adequadamente as fontes humanas originais;
divulgação exagerada da capacidade da IA de resolver problemas matemáticos, o que ocorre quando não há uma avaliação científica rigorosa sobre o resultado apresentado;
risco de ferramentas de IA avançadas serem acessadas de modo desigual entre os pesquisadores, causando um cenário de “abismo tecnológico” no meio acadêmico;
possibilidade de empresas de tecnologias dominarem o setor a ponto de pesquisas matemáticas sem valor comercial, mas importantes do ponto de vista científico ou acadêmico, serem deixadas de lado.
Declaração de Leiden pede uso cuidadoso da IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O que a Declaração de Leiden pede?
Basicamente, o manifesto pede para governos serem rigorosos na regulamentação da indústria de inteligência artificial e não confiarem cegamente nesse tipo de tecnologia, até porque ela é guiada predominantemente por interesses comerciais.
Mas também há “recados” para matemáticos e organizações. Para o primeiro grupo, a Declaração de Leiden pede que pesquisadores sejam transparentes sobre o uso de IA em seus trabalhos, não posicionem sistemas do tipo como coautores e sejam criteriosos na escolha das ferramentas.
Para organizações (como instituições de ensino ou pesquisa) e publicações científicas, o manifesto pede para que trabalhos que passaram pela IA sejam checados com critérios rigorosos e a adoção de medidas para evitar que artigos desenvolvidos por humanos sejam usados para o treinamento de ferramentas de IA comerciais sem a devida autorização.
Esta é a página da Declaração de Leiden. Quando esta notícia foi publicada, mais de 2.000 pessoas ao redor do mundo já haviam feito uma assinatura de apoio ao manifesto, sendo a maioria formada por pesquisadores e professores universitários.
Funcionalidade redirecionava o destino principal da busca (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Informação atualizada
O vice-presidente de engenharia para busca do Google, Rajan Patel, esclareceu que a introdução do recurso no Chrome Canary foi um erro e que a empresa não planeja tornar esse o padrão nas pesquisas.
Após a repercussão de que o Chrome passaria a levar o usuário diretamente para o Modo IA — pulando a página tradicional de resultados —, Rajan Patel, vice-presidente de engenharia para busca no Google, esclareceu que tudo não passou de um erro e que a empresa não planeja tornar esse o padrão nas pesquisas.
O recurso foi encontrado no Chrome Canary, versão experimental do navegador, por meio de uma flag oculta chamada “Fulfill Searchbox Queries in AI Mode”. O site Windows Report chegou a testar a funcionalidade, cujo experimento afetava a caixa de pesquisa exibida na página de nova guia.
Atualmente, o usuário precisa acionar manualmente os recursos de IA na busca e o receio é que a nova função levaria qualquer pesquisa diretamente para o Modo IA, pulando a página clássica com links azuis.
Hey Glenn– this was an error. We're not planning to make AI Mode the default for Chrome searches.
Ainda assim, o Google vem aplicando a presença de IA na busca há algum tempo. Durante o evento Google I/O 2026, realizado no mês passado, a empresa apresentou mudanças na caixa de pesquisa e reforçou a expansão do Modo IA, que recebeu os modelos mais recentes do Gemini.
Toda a ferramenta de busca foi readaptada para o comportamento dos usuários, que fazem perguntas mais longas e em tom conversacional mesmo na busca tradicional do Google. Entre as novidades, a ferramenta agora expandirá o campo de busca para textos mais longos, fará sugestões maiores e aceitará comandos de voz e arquivos.
Além das medidas funcionais, a companhia também introduziu anúncios nas seções da busca que usam IA. A ação já garante que o principal canal de monetização da empresa siga forte nesse momento de transição, enquanto o Google trabalha para que usuários passem cada vez menos pela busca tradicional.
Segundo dados trazidos pelo Google durante o evento, o recurso já registra mais de 1 bilhão de usuários mensais. Enquanto isso, a empresa enfrenta a indignação de veículos de imprensa ao redor do mundo, que criticam as medidas do Google por concentrar muito poder e, potencialmente, afetar as visitas e a rentabilidade dos sites.
Google Chrome passa por mudanças (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Segundo o Windows Report, registros do Chrome também indicam testes com uma barra de pesquisa flutuante do modo IA dedicada ao Chrome para Windows.
Além disso, a empresa avalia uma ferramenta com IA para recomendação de cartões de crédito e um botão específico para permitir que o usuário desative funções e habilidades do Gemini diretamente nas configurações do Chrome.
O que esperar da WWDC 2026 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
WWDC 2026, da Apple, ocorrerá entre 8 e 12 de junho e deve apresentar novidades como o iOS 27 e uma Siri mais inteligente, com capacidades avançadas de IA;
novo iOS 27 trará refinamentos de interface, ajustes de desempenho e um aplicativo de câmera mais personalizável, mas Siri potencializada com IA deve mesmo ser destaque;
é improvável, porém, que companhia anuncie novos dispositivos ou atualizações na linha Mac, por exemplo.
Na próxima semana, entre 8 e 12 de junho, a Apple realizará a WWDC 2026 (ou WWDC26). O evento é direcionado a desenvolvedores, mas também costuma servir de palco para novidades importantes em todo o ecossistema da companhia. Espera-se que a Apple finalmente revele uma Siri mais inteligente, por exemplo.
iOS 27 com Siri potencializada com IA
As novidades a serem apresentadas na WWDC 2026 deverão girar em torno das novas versões dos sistemas operacionais da Apple, com destaque para o iOS 27. O novo sistema do iPhone terá alguns refinamentos de interface, ajustes de desempenho e até um aplicativo de câmera mais personalizável, de acordo com Mark Gurman, da Bloomberg.
Mas a expectativa é a de que a nova Siri seja o principal atrativo do iOS 27. Além de dar respostas mais precisas ou contextualizadas às perguntas feitas por voz, a nova versão deverá ser capaz de interagir com o conteúdo da tela, podendo até realizar ações dentro de aplicativos.
Fala-se ainda em uma Siri versão “chatbot”, capaz de se comportar como o ChatGPT ou Copilot, de modo a competir com essas ferramentas. A tecnologia necessária para isso virá do Gemini, do Google.
Para facilitar o acesso à Siri, a Apple deverá implementar um gesto com o qual o usuário desliza o dedo do meio para o final da tela para que a interface de pesquisa ou pergunta apareça na sequência.
O que mais esperar da WWDC 2026?
Se os rumores estiverem corretos, o evento servirá de palco para novidades como:
Apple Wallet: a Carteira da Apple, como é chamada no Brasil, deverá ter suporte a uma função para divisão de contas entre duas ou mais pessoas, bem como gerar passes digitais para itens físicos, como um ingresso impresso de um show;
macOS 27, watchOS 27 e mais: os demais sistemas operacionais da Apple devem ser atualizados e seguir os passos do iOS 27, trazendo uma Siri mais inteligente, dentro do cabível;
Apple Intelligence: a Apple tem se mantido discreta sobre seu conjunto de tecnologias de IA; há uma pequena chance de que a Apple Intelligence volte a ser abordada, até porque há expectativas de novos recursos de inteligência artificial que vão além da Siri no ecossistema, como um agente de IA focado em saúde.
WWDC26 pode trazer uma nova e mais inteligente Siri (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Haverá novidades de hardware na WWDC 2026?
É possível, mas pouco provável. Existe alguma expectativa em torno de novos dispositivos Apple TV ou HomePod, por exemplo, mas tudo indica que a Apple esperará que a nova Siri esteja consolidada para só então lançar esses dispositivos.
Também há burburinhos sobre novidades para a linha Mac, mas o atual cenário de escassez de memória RAM e outros componentes deve fazer a Apple não se comprometer com novos modelos neste momento.
Como acompanhar a WWDC 2026?
A transmissão da WWDC 2026 será realizada em 8 de junho a partir das 14:00 no horário de Brasília. É possível acompanhar o evento a partir do site oficial da Apple.
Anthropic quer frear o avanço da IA antes que os sistemas comecem a evoluir sozinhos (imagem: divulgação)Resumo
Anthropic pede uma pausa urgente no avanço da IA, comparando-a a armas nucleares.
Em manifesto, a empresa propõe um acordo global de paralisação para evitar que ela atinja um ponto de autonomia irreversível.
A dona do Claude planeja conversas com formuladores de políticas públicas, pesquisadores e executivos para viabilizar essa pausa.
A Anthropic, empresa responsável pelo assistente virtual Claude, defendeu a criação de um mecanismo para interromper temporariamente os avanços da inteligência artificial. Segundo a companhia, o motivo seria oferecer à sociedade uma janela de tempo para “lidar com as implicações” da tecnologia antes de um ponto de autonomia considerado irreversível.
No blog oficial, a empresa defende que a IA está evoluindo rapidamente para um cenário em que deixará de servir apenas como uma ferramenta de auxílio cotidiano para tornar o trabalho humano milhares de vezes mais eficiente ou, em grande parte, o substituir por completo.
Na prática, a Anthropic está dizendo que os modelos não precisarão mais de engenheiros de software para projetar suas próximas versões. A própria IA poderia escrever seu código, identificar gargalos na arquitetura e lançar atualizações de si mesma. Caso isso ocorra, estabaleceria um ciclo de evolução contínua, reduzindo drasticamente a necessidade de supervisão humana.
Como funcionaria essa pausa?
A Anthropic propõe a adoção de um modelo semelhante aos tratados internacionais que regulam armas nucleares. A mecânica dessa pausa exigiria garantias de que empresas concorrentes não continuem desenvolvendo a tecnologia em segredo durante a duração do acordo.
A solução sugerida pelos executivos é um sistema rigoroso de verificações. A ideia é que as próprias corporações do setor realizem auditorias físicas e de software nos data centers uns dos outros para assegurar o cumprimento da paralisação.
A dona do Claude confirmou que planeja organizar rodadas de conversas com formuladores de políticas públicas, pesquisadores acadêmicos e executivos de outras companhias para fazer isso sair do papel. Os resultados dessas reuniões serão futuramente divulgados para o público.
Proposta da Anthropic inclui auditorias nos data centers de empresas rivais (imagem: divulgação)
Proposta semelhante falhou no passado
O apelo atual da Anthropic resgata debates relativamente recentes sobre os rumos do setor. Em 2023, o Future of Life Institute, uma ONG focada na prevenção de riscos tecnológicos, já havia publicado uma carta aberta solicitando uma pausa de pelo menos seis meses nos experimentos com grandes modelos de IA.
O documento, que já alertava para efeitos possivelmente catastróficos, reuniu a assinatura do bilionário Elon Musk e de mais de mil outros executivos e pesquisadores. No entanto, o pedido não surtiu efeito na indústria.
A principal barreira para frear o desenvolvimento, segundo os críticos da época, é a perda de competitividade. Na ocasião, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, afirmou que qualquer acordo que forçasse as empresas americanas a desacelerarem seus projetos acabaria beneficiando rivais da China.
O manifesto da Anthropic também reconhece a complexidade dessa barreira, argumentando que os exercícios de treinamento de IA ocorrem em hardwares de uso geral e são muito fáceis de ocultar. Somado a isso, o incentivo financeiro para violar um eventual acordo silenciosamente é gigantesco: quem continuar avançando em segredo pode conquistar a liderança de um mercado trilionário.
Mesmo com alerta, Anthropic mantém ritmo acelerado
Apesar do tom de urgência, as operações comerciais da própria Anthropic apresentam um contraste com o discurso de paralisação. De acordo com a Bloomberg, o laboratório de IA continua mantendo um ritmo agressivo de pesquisa e desenvolvimento, inclusivo tendo revelado recentemente o novo modelo Mythos.
Segundo a própria desenvolvedora, o sistema possui a capacidade de detectar e explorar vulnerabilidades de segurança cibernética com uma velocidade impressionante. O lançamento ocorre em paralelo aos preparativos da empresa para realizar a sua oferta pública inicial de ações (IPO) no mercado financeiro.
OpenAI melhorou a memória do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI aprimorou memória do ChatGPT com uma nova arquitetura que permite ao chatbot aprender e reter preferências, projetos e restrições do usuário, melhorando contextualização de conversas;
recurso chamado de “sonho” atua em segundo plano para sintetizar informações de conversas em um “banco de dados pessoal”, tornando o ChatGPT mais eficiente em resgatar memórias;
nova arquitetura de memória já está sendo liberada para usuários nos Estados Unidos e será expandida para outros países nas próximas semanas.
Talvez você já tenha pedido para o ChatGPT “relembrar” interações anteriores para contextualizar uma conversa. A ferramenta consegue fazer isso por meio de algo que a OpenAI chama de “memória do ChatGPT”. Funciona bem, mas pode ser melhor. E será: a organização revelou que o recurso está sendo aprimorado, inclusive em contas gratuitas.
A memória é um recurso importante porque, como a própria OpenAI descreve, “ajuda o ChatGPT a aprender suas preferências, projetos e restrições, permitindo que conversas futuras comecem a partir de um contexto compartilhado, em vez de começarem do zero”.
Um exemplo: certa vez, pedi para o ChatGPT analisar o resultado de um hemograma (claro que também levei o exame ao médico); a ferramenta fez a análise e comparou os resultados com um hemograma que eu havia feito meses antes, de modo que eu pude ter uma visão mais clara da evolução dos meus parâmetros de saúde.
O recurso de memória do ChatGPT foi introduzido no começo de 2024, mas a OpenAI reconhece que, muitas vezes, é preciso que o usuário dê pistas para que ele funcione, como “lembrar que viajarei para Singapura em julho” ou, no meu exemplo, “comparar com o exame que eu fiz em dezembro do ano passado”.
Outro problema é que, com o passar do tempo, algumas informações de memória tornam-se menos relevantes no serviço, como se estivessem sendo esquecidas.
Memórias salvas no ChatGPT (imagem: reprodução/OpenAI)
Como a memória do ChatGPT está sendo melhorada?
Por meio de um mecanismo de “sonho”. Trata-se de um recurso que a OpenAI introduziu em 2025 e que atua em segundo plano para sintetizar as informações de suas conversas em uma espécie de banco de dados pessoal, mesmo que elas não estejam em uma memória salva.
Como esse banco de dados é sempre checado e atualizado, o usuário precisa dar poucas ou nenhuma pista ao ChatGPT para que ele resgate uma informação.
Pois bem, nesta semana, a OpenAI anunciou uma arquitetura de memória baseada no “sonho” que gera um resumo das informações sintetizadas a partir de suas conversas. Tem mais: o resumo pode ser acessado ou atualizado manualmente por você, a qualquer momento.
A parte mais interessante é que a nova abordagem torna o ChatGPT ainda mais eficiente em contextualizar conversas. Eis um exemplo dado pela OpenAI:
Imagine que você está usando o ChatGPT para comprar novos equipamentos fotográficos compatíveis com sua câmera atual. Se você já conversou sobre seus equipamentos de fotografia com o ChatGPT, pode solicitar produtos compatíveis com “meu setup fotográfico” e receber recomendações personalizadas que atendam às suas necessidades.
Note, no exemplo, que não é necessário relembrar o modelo da câmera ao ChatGPT. E, se eventualmente você trocar de câmera, poderá atualizar essa informação no resumo.
Resumo de memórias do ChatGPT (imagem: reprodução/OpenAI)
Disponibilidade da nova arquitetura de memória do ChatGPT
A nova arquitetura de memória já começou a ser liberada para usuários dos planos Plus e Pro do ChatGPT nos Estados Unidos. Eles, aliás, já contam com o recurso de “sonhos”. Na prática, o anúncio significa que eles terão um aumento da capacidade de memória de suas contas. A liberação para usuários Plus e Pro em outros países será feita nas próximas semanas.
Usuários de contas gratuitas também serão beneficiados. Para eles, a gravação de memórias via recurso “sonho” será liberada de modo massivo, também no decorrer das próximas semanas.
Brasil ainda tem mais humanos que bots (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O CEO da empresa de infraestrutura de internet Cloudflare revelou que há mais bots do que seres humanos na internet. De acordo com Matthew Prince, o tráfego automatizado responde por 57,5% das requisições do tipo HTTP, contra 42,5% dos acessos orgânicos, feitos por pessoas reais.
Prince confessou que a marca foi atingida antes do previsto por ele mesmo. Inicialmente, a virada deveria acontecer no fim de 2027. Depois, passou para o início do próximo ano, mas o fato se concretizou em junho de 2026. É a primeira vez que os agentes que navegam sozinhos ultrapassam as pessoas de carne e osso na história da internet.
Essa contagem não considera robôs que tradicionalmente já navegavam por sites, como os usados pelo Google para ler as páginas e exibi-las nos resultados de busca. Estamos realmente falando de agentes checando informações por ordem de seus usuários.
Os locais com maior incidência de acessos de bots são Gibraltar (92,1%), Singapura (76,4%) e Irã (76,4%). No Brasil, os humanos ainda são a maioria (50,9%), mas por uma tênue diferença em relação aos bots (49,1%).
O que os bots fazem?
Distribuição entre humanos e bots no Brasil no começo de junho (imagem: reprodução)
De acordo com a Cloudflare, os bots leem páginas de produtos, checam preços, comparam opções de voos e indexam conteúdo para modelos de IA. Eles também pedem comida e interagem com serviços de atendimento ao cliente. Ou seja, fazem de tudo – e cada vez mais.
Eu recentemente pedi ao Claude que acessasse um carrinho de compras na Shopee e buscasse pelos mesmos produtos (ou similares) na Amazon e no Mercado Livre. Adivinhe só? Ele não conseguiu concluir a tarefa, alegando que os domínios dos e-commerces ficam bloqueados na extensão para Chrome.
Humanos ainda engajam mais
O critério adotado pela Cloudflare, de requisições HTTP, exclui os engajamentos realizados em sites, apps, serviços de streaming e redes sociais. Nós ainda somos a maioria neste tipo de aplicação online.
Decisão será aplicado em países sem dissídio coletivo (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
A empresa de cloud Teradata comunicou aos seus 5,1 mil funcionários que não haverá aumento salarial, pois a empresa optou por alocar recursos em inteligência artificial (IA) para “ganhar mercado com IA”.
O orçamento da Teradata prevê gastos em “talentos e expertise com IA”, podendo contratar novos funcionários focados nessa tecnologia.
A decisão da Teradata é válida em países sem dissídio da categoria sindical, como nos EUA, e alguns funcionários ainda poderão receber bônus e ações com base na avaliação de desempenho.
Quer um aumento? Melhor esperar sentado. Esse foi o recado dado por uma empresa americana de cloud aos cerca de 5,1 mil funcionários, ainda no começo do ano, segundo um comunicado obtido pelo site Business Insider. E o motivo é a implementação da inteligência artificial.
A Teradata quer “ganhar mercado com IA” e, para tanto, decidiu alocar recursos que iriam à força de trabalho para a implementação de novas ferramentas. O orçamento corrente prevê gastos em “talentos e expertise com IA”, dando a entender que podem contratar mais funcionários, desde que estejam focados nesta nova tecnologia.
Pelo menos dois empregados disseram ao Business Insider que, nos últimos anos, receberam aumentos anuais entre 2% e 4%. No entanto, este reajuste não é formalmente garantido pela empresa. Com a abordagem focada na IA, alguns profissionais ainda poderão receber bônus e ações da Teradata, com base na avaliação de desempenho.
O comunicado enviado em janeiro explica que a decisão é válida em países que não possuem dissídio da categoria sindical, como ocorre no Brasil. A Teradata possui escritório em São Paulo.
IA movimenta o mercado de trabalho
Sam Altman é CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
As últimas semanas têm sido de noticiário agitado em torno da inteligência artificial e seu impacto na maneira como os seres humanos trabalham. O CEO da OpenAI, Sam Altman, disse ficar satisfeito ao se equivocar na previsão de que a IA eliminaria os postos de trabalho mais básicos. Ou seja, o impacto previsto há um ano não se materializou.
Ao mesmo tempo, organizações inteiras estão fazendo contas para definir se realmente o investimento em IA se paga. A Uber se queixou do custo dos tokens e até limitou os recursos permitidos para cada dev ao longo do mês. Já a Microsoft decidiu migrar do Claude Code para o GitHub Copilot.
Perfis falsos no Reddit estão influenciando respostas no Google e ChatGPT (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Empresas estão usando o Reddit para inundar fóruns com publicações coordenadas e manipular a indexação de conteúdo por ferramentas de IA.
Moderadores já denunciaram que as publicações não promovem discussões autênticas, apenas geram engajamento artificial.
Com isso, as empresas conseguem aumentar a presença e credibilidade nas respostas do ChatGPT e nos Resumos de IA do Google.
Uma nova estratégia de marketing tem causado dor de cabeça para os moderadores do Reddit. Empresas foram flagradas inundando fóruns com publicações coordenadas para manipular a maneira como o conteúdo é indexado por ferramentas de inteligência artificial.
Os casos identificados até agora envolvem principalmente empresas da área da saúde. Em um post na comunidade r/Biohackers, os moderadores comunicaram que novas postagens sobre terapias de reposição hormonal e peptídeos seriam proibidas.
Segundo os moderadores, as publicações que vinham sendo feitas sobre esses temas não promoviam discussões autênticas, apenas geravam engajamento artificial para aumentar a presença e a credibilidade nas respostas do ChatGPT e nos Resumos de IA do Google.
Como explica o site 404 Media, essa comunidade é antiga no Reddit e conhecida por debates sobre suplementos, farmacologia experimental e outros temas relacionados ao condicionamento físico.
O receio dos moderadores é que usuários vulneráveis, como adolescentes em busca de fórmulas estéticas milagrosas, comprem produtos arriscados induzidos por falsos conselhos online.
Empresas adoram o Reddit
Fóruns sofrem com a invasão de robôs e agências indicando produtos (imagem: Brett Jordan/Unsplash)
Quem trabalha com internet certamente já ouviu falar do SEO (Search Engine Optimization). Mas a bola da vez no marketing digital é o AEO (Answer Engine Optimization, ou Otimização para Mecanismos de IA).
Enquanto o SEO tenta colocar uma página no topo dos resultados do Google, o AEO quer que uma marca seja a resposta dada por um chatbot. Como os grandes modelos de linguagem buscam conversas autênticas atráves de scraping (raspagem de dados) no YouTube, LinkedIn e, principalmente, no Reddit, essas plataformas viraram o alvo perfeito para manipulação.
Para muitas agências, isso virou uma mina de ouro para emplacar links e propagandas. A RedRover, citada na investigação da 404 Media, vende o serviço e anuncia publicamente “um exército de agentes” que publicam conteúdo em massa no Reddit para dominar as respostas da IA e atrair tráfego.
Spam burla a moderação
Se fossem apenas robôs disparando mensagens repetitivas, os filtros do Reddit já teriam resolvido o problema. Agora a tática mudou: essas agências utilizam contas “aquecidas” mantidas por robôs ou humanos pagos que passam meses interagindo como usuários normais em subfóruns de games, séries ou memes. A ideia é acumular tempo de conta para burlar os sistemas de segurança.
Segundo a apuração, o trabalho da agência começa quando a conta já está “madura” e acumula histórico suficiente para parecer autêntica. A partir daí, são publicados tópicos com perguntas provocativas para a comunidade, como “A vitamina D realmente funciona?”. Usuários reais passam a interagir com a discussão, o que ajuda a impulsionar o alcance da publicação e a dar legitimidade ao conteúdo no Reddit.
É nesse momento que as contas controladas por agências invadem os comentários de forma coordenada, recomendando uma marca específica como se fosse uma dica legítima de consumidor. A IA do Google ou da OpenAI tende a interpretar o volume de menções como um consenso e pode indicar o produto em respostas.
Oficialmente, o Reddit tenta correr atrás do prejuízo e já comunicou que utiliza uma combinação de revisão humana com ferramentas automatizadas para barrar ações coordenadas.
Uber limita uso de ferramentas como Claude Code para cortar custos com IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Uber estabeleceu um limite mensal de US$ 1.500 por funcionário e por ferramenta de IA (como Claude Code e Cursor);
medida visa conter despesas após diretor de tecnologia revelar que orçamento de 2026 da Uber para IA esgotou em quatro meses;
controle de uso é feito via painel interno, mas desenvolvedores poderão exceder teto se obtiverem autorização prévia.
Os custos com ferramentas de inteligência artificial estão alcançando níveis perigosos para muitas organizações. Tanto que algumas delas decidiram pisar no freio. É o caso da Uber que, recentemente, estabeleceu um limite mensal de uso de ferramentas como o Claude Code por seus funcionários.
É o que aponta a Bloomberg. De acordo com o veículo, a nova regra determina que cada funcionário gaste até US$ 1.500 por mês para cada ferramenta de programação baseada em IA que utiliza. O valor, que corresponde a R$ 7.630 na conversão atual, foi confirmado pela Uber ao site.
A limitação vale para ferramentas como Claude Code e Cursor. Pelo menos o limite mensal de US$ 1.500 foi definido individualmente para cada ferramenta de IA, de modo que o orçamento de uma não afeta o da outra. De todo modo, o limite pode ser extrapolado pelos desenvolvedores da Uber, desde que haja justificativa e autorização prévia para isso.
O controle do uso das ferramentas é feito por um painel interno ao qual cada funcionário afetado pela decisão tem acesso.
Claude Code para VS Code (imagem: reprodução/Anthropic)
Uber fala em incentivar “uso responsável” da IA
Como já ficou claro, esta é uma medida de contenção de gastos. A execução de recursos de inteligência artificial gera muitos custos com processamento, a tal ponto que, se os resultados não compensarem o que é gasto com isso, a alternativa mais óbvia acaba sendo justamente a de aplicar uma política de moderação de uso. Nesse sentido, a Uber deu a seguinte declaração à Bloomberg:
Acreditamos que esta [limitação] é uma maneira bastante direta de incentivar, de forma responsável, a adoção e a experimentação de IA ética em larga escala em toda a empresa.
Algum movimento de controle de gastos já era esperado, afinal, em abril, o diretor de tecnologia da companhia, Praveen Neppalli Naga, reconheceu que a Uber esgotou todo o orçamento de 2026 para IA em apenas quatro meses.
Mas este está longe de ser um problema exclusivo da Uber. Um movimento ligeiramente semelhante envolve o GitHub. Em 1º de junho de 2026, a plataforma adotou um modelo de créditos para a sua ferramenta de programação baseada em IA, o Copilot. Na prática, isso significa que os usuários passaram a pagar pela quantidade de vezes que usam a ferramenta.
Novidade exige assinatura dos planos Workspace ou Google AI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Google liberou globalmente um recurso que utiliza o Gemini para analisar o espaço de armazenamento no Google Drive.
A ferramenta está disponível para os planos corporativos do Workspace e para assinantes dos planos de IA voltados ao consumidor.
Recurso só funciona em inglês.
Sabe aquela pasta do Google Drive cheia de documentos soltos que você sempre promete arrumar, mas nunca tem tempo ou paciência? O Google quer resolver esse problema. A empresa liberou globalmente um recurso que utiliza o Gemini para analisar o espaço de armazenamento e sugerir onde colocar cada arquivo.
A ferramenta “Organizar meus arquivos” estava em fase de testes desde outubro do ano passado, mas para um grupo restrito de usuários. Agora, o Google expandiu a novidade para os planos corporativos do Workspace e também para assinantes dos planos de IA voltados ao consumidor: Google AI Pro, Ultra, AI Pro para Educação e o plano de Acesso Expandido à IA.
O que a IA do Gemini pode fazer no Google Drive?
Usuário pode renomear e desmarcar arquivos e pastas antes da transferência (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)
Para quem tem direito ao recurso, o ponto de partida é um novo atalho chamado “Sugerir movimentação de arquivos” (Suggest file moves), que aparece na raiz do “Meu Drive” ou dentro das pastas. Ao clicar nele, o Gemini abre uma interface que divide as recomendações em duas opções: mover arquivos soltos para pastas que já existem ou criar novas pastas para agrupar documentos parecidos.
Dentro desse painel de gerenciamento, a IA faz o trabalho pesado de análise. O Gemini mostra o arquivo selecionado, o destino sugerido e explica a lógica por trás da escolha. Para garantir o controle total da arrumação, a ferramenta traz filtros e ajustes manuais que servem para desmarcar arquivos específicos ou renomear as novas pastas sugeridas antes de confirmar a ação.
A transferência é feita em lote com apenas um clique. Caso o processo altere as permissões de acesso e privacidade de algum documento, o próprio Drive avisa o usuário e pede uma confirmação. Vale notar que, para o recurso aparecer, os administradores de TI das empresas precisam ativar o Gemini no Drive, e os usuários finais devem deixar os “recursos inteligentes” do Workspace habilitados nas configurações da conta.
Recurso só funciona em inglês
Apesar do lançamento global, o recurso chega com limitações. A ferramenta só funciona se a interface do Google Drive estiver configurada obrigatoriamente em inglês. Além disso, o Google abriu um período promocional que vai até o dia 15 de julho de 2026. Até lá, os usuários terão limites diários maiores para testar o recurso de organização. Após essa data, haverá uma cota máxima de uso.
A novidade chega em um momento de forte concorrência no setor de produtividade e nuvem. Ferramentas de terceiros já vinham ocupando esse espaço de organização automatizada. O rival Claude, modelo de IA da Anthropic, já consegue se conectar ao Google Drive via integrações externas e APIs para ler, catalogar e sugerir a arrumação de arquivos de forma bastante parecida.
GitHub Copilot passou a adotar sistema de créditos desde 1º de junho de 2026;
desenvolvedores relatam aumentos drásticos nos custos com o GitHub Copilot em razão da mudança;
com novo modelo de cobrança, GitHub visa conter prejuízos da plataforma com processamento de IA.
O mês de junho chegou e, com isso, o GitHub passou a adotar um modelo de créditos (AI Credits) para os usuários que quiserem usar o assistente de inteligência artificial Copilot em seus projetos. Muitos desenvolvedores não gostaram da mudança, por um simples motivo: os seus custos com IA aumentaram enormemente.
Para você entender o que aconteceu, vale uma recapitulação. Em abril deste ano, o GitHub suspendeu novas assinaturas dos planos Pro, Pro+ e Student para conter os gastos elevados que a plataforma estava registrando com a execução do Copilot (que, aqui, não tem relação com o Microsoft Copilot, apesar de o GitHub pertencer à companhia).
Uma semana depois, o GitHub anunciou que adotaria o modelo de créditos que, na prática, passa a cobrar o usuário pela frequência de uso do Copilot. Isso significa que, quanto mais a ferramenta de IA para programação for utilizada, mais o usuário terá que pagar por isso.
Pois bem, a nova abordagem passou a vigorar em 1º de junho de 2026. Nela, os planos do GitHub Copilot continuam sendo oferecidos, mas com a mensalidade sendo convertida em créditos. Estes são os preços:
Plano
Mensalidade
GitHub Copilot Pro
US$ 10
GitHub Copilot Pro+
US$ 39
GitHub Copilot Max
US$ 100
GitHub Copilot Business
US$ 19/usuário
GitHub Copilot Enterprise
US$ 39/usuário
Cada AI Credit corresponde a US$ 0,01. Quando os AI Credits esgotam, o desenvolvedor precisa comprar mais créditos. É aqui que os problemas começam.
Desenvolvedores: custos com GitHub Copilot dispararam
Como já dito, o modelo de crédito entrou em vigor em 1º de junho. E, já no mesmo dia, um número considerável de usuários passou a reclamar que seus gastos com o GitHub Copilot dispararam.
Nesta discussão no GitHub Community, por exemplo, um usuário do Copilot Pro+ afirma que 13% dos créditos mensais de sua assinatura foram embora em menos de uma hora de uso. Outro respondeu que, em 2 de junho, 71% de seus créditos já haviam sido consumidos.
Aqui, o usuário consumiu 1.085 de seus 1.500 AI Credits em apenas um dia (imagem: reprodução/GitHub Community)
Já neste tópico no Reddit, um usuário afirma que assinava o Copilot Pro+ desde que o plano foi lançado. Porém, com a recente mudança, ele prevê que seu gasto para este mês passará de US$ 39 (valor da assinatura) para US$ 847 com o mesmo padrão de uso. Por conta disso, ele decidiu cancelar o plano.
Queixas semelhantes a essas devem ganhar força nos próximos dias, não só por parte de desenvolvedores individuais como também por organizações.
O fato é que a execução de ferramentas de IA tem custos elevados e, uma hora, a conta precisa ser paga. Os usuários do GitHub Copilot sabem disso. Mas, para eles, a mudança para o modelo de créditos ocorreu de modo tão desproporcional que, como o exemplo mais acima deixou claro, muitos deles já começam a procurar alternativas.
Emissor de laser acompanha o movimento do alvo em tempo real (imagem: reprodução/X)Resumo
O engenheiro Steven Cheng desenvolveu um sistema que usa laser e IA para exterminar mosquitos.
O sistema utiliza câmera, reconhecimento de imagens e base motorizada para rastrear e eliminar insetos em tempo real.
Ele é alimentado por inteligência artificial e conta com mecanismos de segurança para evitar acidentes.
Quem já perdeu noites de sono por causa de um pernilongo zumbindo no ouvido vai invejar a criação do engenheiro Steven Cheng. Especialista em visão computacional e robótica, ele decidiu resolver esse incômodo doméstico apelando para a força bruta tecnológica: criou um sistema autônomo de defesa a laser, alimentado por inteligência artificial, capaz de abater insetos por conta própria.
O cérebro da invenção é um modelo visual treinado para mapear a anatomia de um mosquito. Para que o software conseguisse diferenciá-lo de partículas de poeira ou de outros elementos do ambiente, Cheng precisou construir um banco de dados praticamente do zero.
O trabalho exigiu dedicação: ele utilizou uma câmera DSLR equipada com zoom para capturar imagens detalhadas dos mosquitos em pleno voo. Em relatos compartilhados no X, ele confessou que essa etapa rendeu inúmeras picadas.
Ainda assim, o esforço gerou o material para treinar o algoritmo, que teve um desempenho considerado excelente por seu criador. Segundo informações do TechSpot, ele consegue isolar e identificar a silhueta dos insetos com precisão.
Spent 4 months building the ultimate mosquito killer: an artillery cannon guided by computer vision + deep learning.
Trained a custom model to detect and lock onto mosquitoes using a DSLR + zoom lens setup.
Com o obstáculo do reconhecimento de imagem superado, o próximo desafio era a mecânica de eliminação dos insetos. Para isso, o sistema integra um emissor de laser calibrado para, nas palavras de Cheng, “transformar mosquitos em torradas”.
Esse laser foi acoplado a uma plataforma rotativa industrial, permitindo ao “canhão” de luz se movimentar rapidamente em múltiplos eixos. Aqui, a mesma câmera utilizada para o treinamento inicial passa a atuar como sensor primário. Assim que a lente capta um movimento, a IA processa o quadro, confirma a assinatura visual do mosquito e envia as coordenadas exatas de rastreamento para a base motorizada.
Em questão de milissegundos, a estrutura ajusta a mira, acompanhando o alvo antes de acionar o disparo.
O feixe de luz transforma “mosquitos em torradas”, segundo o desenvolvedor (imagem: reprodução/X)
Bloqueio inteligente contra acidentes
Operar um laser dentro de casa traz riscos. Para reduzir as chances de acidente, Cheng criou uma série de mecanismos de segurança. Entre eles, uma segunda câmera com lente grande angular (ultrawide).
Essa câmera monitora constantemente o ambiente para detectar pessoas, animais de estimação ou objetos inflamáveis que possam entrar na trajetória do feixe. Se algum perigo for identificado, o sistema interrompe o disparo automaticamente.
Após concluir a montagem e os testes de segurança, o protótipo experimental foi colocado para rodar. Na manhã seguinte, o engenheiro informou que realmente deu certo: todos os mosquitos haviam sido eliminados.
Startup envia prestadores com câmeras para filmar movimentos durante faxina (imagem: reprodução)Resumo
Shift oferece faxina gratuita em Nova York em troca de gravações de vídeo das tarefas.
Os vídeos serão usados no treinamento de sistemas de inteligência artificial.
A startup já planeja levar o modelo para outras cidades, com outras atividades manuais gravadas, como culinária e construção civil.
Uma startup está oferecendo faxina gratuitamente em Nova York, nos Estados Unidos, com uma condição: o cliente precisa aceitar que toda a limpeza seja gravada em vídeo. A empresa por trás da iniciativa é a Shift, que vai usar essas imagens para treinar sistemas de inteligência artificial de futuros robôs domésticos.
A faxina é feita por operadores verificados de empresas parceiras. Eles usam um boné com câmera acoplada que registra tudo em primeira pessoa, mostrando o ponto de vista de quem está executando as tarefas.
Segundo o co-CEO da Shift, Bercan Kilic, o boné registra a sequência de movimentos necessários para realizar atividades comuns dentro de uma casa, como esfregar, aspirar, limpar bancadas ou lavar uma louça.
Today, we're launching shift. We're starting by cleaning your apartment in New York City, for free.
Here's how it works. Book a shift cleaning. A vetted shift operator comes to your home wearing one of our devices. They clean. They leave. You pay nothing.
Para a empresa, quanto mais desafiador, melhor. A startup afirma que “ambientes de limpeza mais difíceis podem ser especialmente úteis” para o aprendizado do sistema. Os prestadores, no entanto, podem recusar tarefas em que não se sintam confortáveis.
Para o cliente, o possível desconforto talvez seja a privacidade. Afinal, como toda coleta de dados dentro de espaços privados, a proposta levanta dúvidas sobre a exposição. De acordo com o The Verge, a Shift afirma que informações sensíveis como rostos, nomes e dados visíveis em telas de computador ou documentos de identidade são borradas antes que as gravações sejam processadas pelos sistemas de IA.
Mercado em alta deve se aproveitar dos dados
CLOiD foi criado seguindo a filosofia Zero Labor da LG (imagem: divulgação)
Enquanto os produtos começam a aparecer em linhas de produção e outras tarefas repetitivas, as linhas domésticas ainda precisam evoluir para lidar com tarefas físicas em ambientes imprevisíveis. Para isso, empresas do setor usam vídeos reais para treinar as máquinas.
A CES 2026, realizada em janeiro, apresentou algumas soluções interessantes que podem chegar ao mercado. Entre eles, o CLOiD, da LG, que apresenta braços, mãos e dedos articulados.
Shift quer expandir modelo
Por enquanto, a faxina gratuita é uma ação por tempo limitado em Nova York, mas deve ser expandida para São Francisco, Londres, Zurique e Munique, segundo o CEO.
A limpeza também parece ser apenas o começo. A Shift diz que já remunera dezenas de milhares de pessoas em 15 países para registrarem suas rotinas por meio de um aplicativo móvel.
No vídeo promocional, a empresa revela que a ideia é aplicar o mesmo modelo de coleta de dados a outras atividades manuais, como culinária, encanamento e construção civil.
Marketplaces serão um dos focos da nova fiscalização (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Anatel passa a monitorar importações pelo Siscomex a partir de 1º de junho para barrar eletrônicos piratas no Brasil.
A agência reguladora também adotará inteligência artificial em seu novo sistema de certificação, o Certifica, previsto para ser lançado em julho.
O objetivo é reduzir o prejuízo anual estimado em R$ 600 bilhões causado pela venda de produtos não homologados no país.
A Anatel vai iniciar outra ofensiva para barrar a entrada de eletrônicos irregulares no Brasil. A partir desta segunda-feira (01/06), o órgão passa a monitorar importações por meio da plataforma Siscomex. A autarquia também deve adotar inteligência artificial em seu novo sistema de certificação, com lançamento previsto para julho de 2026.
Segundo o portal especializado TeleSíntese, o objetivo é mapear detalhadamente os produtos que chegam ao país e direcionar a fiscalização contra a venda de itens não homologados, apertando o cerco sobre distribuidores e plataformas de e-commerce. As informações foram comunicadas no 29º Fórum de Produtos para Telecomunicações, que ocorreu em Brasília na sexta-feira (29/05).
O que é e como a Anatel vai usar o Siscomex?
O Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior) é a plataforma do Governo Federal responsável por registrar e controlar todas as operações aduaneiras de importação e exportação do país. A Anatel agora foi formalmente incluída no ecossistema.
A fiscalização ocorrerá logo após a entrada do equipamento, por meio da leitura das informações da Declaração Única de Importação (Duimp). Nesse momento, a autarquia cruzará dados, como o CNPJ da empresa importadora, a classificação fiscal da carga, o tipo de aparelho e o preenchimento correto do código de homologação.
Empresas que atuam dentro das regras terão a operação facilitada. A Anatel concentrará seus esforços nas cargas com indícios de irregularidade. Além de atuar por conta própria, a agência poderá fornecer relatórios à Receita Federal para otimizar as inspeções nas alfândegas.
Novo sistema com inteligência artificial
IA funcionará como assistente para os analistas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Outra ferramenta que será usada no combate à pirataria é o Certifica. Ele substituirá o antigo Sistema de Certificação e Homologação (SCH) e tem como grande diferencial o uso de automação e inteligência artificial na arquitetura.
A IA deve funcionar como uma assistente para os analistas humanos da agência. O sistema fará uma varredura nos processos, emitirá um relatório estruturado e permitirá que o servidor foque apenas na análise dos riscos de cada aparelho.
A área técnica da agência reconhece que o período de transição para a nova plataforma pode aumentar os prazos atuais — que hoje variam de 15 a 50 dias —, mas projeta uma redução significativa no futuro. Essa agilidade será crucial para liberar dispositivos com Wi-Fi e Bluetooth, que atualmente respondem por 70% de todo o volume de requerimentos processados pelo órgão.
Novo selo e combate ao mercado paralelo
Vale mencionar que a Anatel também está desenvolvendo um novo padrão de selo de segurança, com versões física e digital, para facilitar a verificação de autenticidade de aparelhos como celulares, baterias e carregadores por parte dos consumidores, fiscais e marketplaces.
Para coordenar essas inovações, a autarquia reativou sua comissão de hardware, criando uma força-tarefa que envolve ministérios, o Serpro e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria.
No evento, o superintendente da Anatel Vínicius Caram afirmou que o principal objetivo é frear um mercado paralelo que gera um prejuízo anual estimado em R$ 600 bilhões ao Brasil com a venda de produtos não homologados.
Investidores globais estão ampliando suas apostas em empresas asiáticas que podem se beneficiar da próxima fase de expansão da inteligência artificial (IA), impulsionada pelas esperadas captações bilionárias de companhias, como SpaceX, OpenAI e Anthropic.
A avaliação do mercado é que os recursos levantados por essas empresas deverão alimentar uma nova onda de investimentos em infraestrutura tecnológica, beneficiando fabricantes de componentes, materiais especializados, sistemas de resfriamento e equipamentos de energia em toda a cadeia de suprimentos da Ásia.
Boom da IA impulsiona mercado asiático
A tese vem ganhando força em momento em que os mercados buscam identificar os próximos vencedores do boom da IA;
Segundo analistas e gestores ouvidos pela Bloomberg, parte significativa dos recursos que deverão ser levantados pelas três empresas estadunidenses acabará chegando aos fornecedores asiáticos responsáveis por peças de servidores, componentes eletrônicos, materiais para semicondutores e soluções energéticas utilizadas em data centers;
O movimento ocorre após fabricantes de chips da região se tornarem alguns dos maiores beneficiários da expansão dos centros de dados;
Empresas, como a TSMC, a Samsung e a SK Hynix, alcançaram valorizações que as colocaram no grupo de companhias avaliadas em mais de US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões).
Contudo, após fortes altas nos preços das ações, parte dos investidores passou a demonstrar preocupação com os níveis elevados de avaliação dessas empresas. Com isso, cresce a busca por uma nova geração de vencedores ligados à infraestrutura da IA.
“Os IPOs relacionados à IA podem alimentar ainda mais o boom de investimentos em capital em um momento em que as ações asiáticas de semicondutores parecem esticadas”, afirmou Ken Wong, especialista em ações asiáticas da Eastspring Investments Hong Kong.
Segundo ele, a gestora está reduzindo sua exposição ao setor de semicondutores dentro de sua estratégia tecnológica para a Ásia e direcionando maior atenção para fabricantes de componentes eletrônicos.
OpenAI está na mesma linha da SpaceX e visa IPO bilionário – Imagem: Mehaniq/Shutterstock
Nova rodada de investimentos em IA
A disputa pela liderança em IA já levou gigantes da tecnologia, como a Meta e a Amazon, a realizar investimentos massivos em infraestrutura computacional.
Nesse contexto, as futuras ofertas públicas de ações de SpaceX, OpenAI e Anthropic são vistas como um fator que pode aliviar preocupações do mercado sobre a sustentabilidade do financiamento do setor, especialmente diante do aumento dos níveis de endividamento das empresas.
De acordo com Fabien Yip, analista de mercado da IG International, as listagens das três empresas poderão resultar em cerca de US$ 70 bilhões (R$ 352,6 bilhões) adicionais em gastos relacionados à IA, valor que se somaria aos mais de US$ 750 bilhões (R$ 3,8 trilhões) já comprometidos pelas principais empresas de computação em nuvem e infraestrutura digital.
Segundo Yip, os efeitos dessa expansão já podem ser observados nos resultados financeiros divulgados por fabricantes de chips. “O impacto sobre a Ásia é claramente visível”, afirmou. Para ela, à medida que a valorização ligada à IA amadurece, o movimento está se expandindo para além das empresas diretamente associadas ao desenvolvimento de chips.
Entre as operações mais lucrativas do mercado asiático neste ano estão fabricantes de componentes eletrônicos utilizados em servidores e fornecedores de materiais e processos empregados na produção de semicondutores.
A Samsung Electro-Mechanics e a Ibiden figuram entre os destaques do principal índice amplo de ações asiáticas da MSCI em 2026. Entre apostas consideradas menos óbvias, Yip destaca a fabricante japonesa de sanitários Toto, fornecedora de materiais cerâmicos utilizados em equipamentos para fabricação de semicondutores.
Os fabricantes asiáticos de chips vêm registrando lucros expressivos, impulsionados pela IA, beneficiados pelo forte poder de precificação decorrente da escassez de semicondutores. Agora, sinais de restrições de oferta começam a surgir em etapas posteriores da cadeia produtiva, tendência que pode se intensificar com a continuidade dos investimentos.
A maior conscientização dos investidores sobre esses novos gargalos, somada a fatores técnicos de mercado, tem contribuído para a ampliação do interesse por empresas além das grandes fabricantes de chips.
Servidores, conectividade e infraestrutura
Sam Konrad, gestor de portfólio da Jupiter Asset Management, vê oportunidades em empresas taiwanesas responsáveis pela montagem de servidores, como a Hon Hai e a Quanta, além da desenvolvedora de chips MediaTek.
“O ciclo de investimentos em IA vai durar vários anos”, afirmou. “Os investidores provavelmente buscarão empresas que sejam beneficiárias diretas, mas que ainda negociem com múltiplos de avaliação baixos.”
Song Zhe, da BNP Paribas Asset Management, acredita que a próxima etapa da valorização deverá ser mais seletiva. “A próxima fase da alta deve ser específica para determinadas ações, e não uma valorização generalizada dos semicondutores”, afirmou.
Segundo ele, sua equipe está concentrada em empresas ligadas a encapsulamento avançado de chips, substratos, testes, conectividade óptica, energia, sistemas de resfriamento e infraestrutura de servidores em Taiwan e na China, segmentos nos quais as perspectivas de crescimento dos lucros ainda podem justificar as avaliações de mercado.
Além disso, alguns investidores estão direcionando recursos para aplicações de IA além dos chatbots, incluindo robótica e veículos autônomos. Esse segmento emergente, conhecido como “IA física”, recebeu impulso dos esforços da Nvidia para expandir seus negócios nessa área, beneficiando empresas parceiras, como a LG.
Energia surge como novo gargalo
Outro setor que vem atraindo atenção crescente é o de energia, considerado fundamental para sustentar a proliferação de data centers. Fontes nucleares e alternativas de geração ganharam destaque, especialmente em um cenário de alta dos preços do petróleo, provocada pela guerra envolvendo o Irã.
Na Coreia do Sul, empresas, como a HD Hyundai Energy e a Daewoo Engineering & Construction, estão entre os principais destaques do mercado acionário local neste ano.
Na Índia, os investimentos do Adani Group em data centers abastecidos por energia renovável impulsionam o desempenho de suas subsidiárias do setor energético, representando uma das poucas apostas ligadas à inteligência artificial no país.
Jian Shi Cortesi, gestora da GAM Investment Management, considera o fornecimento de energia “o gargalo menos explorado” pelos investidores, mas alerta que a próxima fase da euforia em torno da IA pode envolver riscos maiores.
Segundo ela, caso a demanda por IA não justifique o volume de investimentos realizados, as empresas poderão reduzir seus gastos de capital, deixando o mercado diante de excesso de infraestrutura e de fortes quedas nas avaliações.
Anthropic também está no bolo – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock
Fornecedores asiáticos devem ser beneficiados
Brian Ooi, gestor da Swiss-Asia Financial Services, avalia que as futuras captações de recursos de SpaceX, OpenAI e Anthropic representam um sinal positivo para a manutenção de investimentos em ações relacionadas à IA.
Ele também destaca oportunidades ligadas ao setor energético, especialmente em fabricantes de transformadores, células de combustível, cabos, turbinas a gás e outros equipamentos. Segundo Ooi, as três empresas terão mais recursos para sustentar seus planos de expansão.
“As três grandes ofertas relacionadas à IA fornecerão mais liquidez para que elas continuem investindo em gastos de capital, e elas já possuem planos significativos de investimentos”, afirmou. “Os fornecedores asiáticos serão beneficiados.”
Modo Siri no Dynamic Island: inteligência artificial ganha destaque no iOS 27 (imagem: reprodução/Bloomberg)Resumo
O iOS 27 terá integração maior com a Siri, com opção de consultar a inteligência artificial com um simples movimento na tela.
O aplicativo de câmera terá novos widgets para customizar a experiência de acordo com as ferramentas mais utilizadas pelo usuário e uma opção “Siri” para leitor inteligente e edições de imagem via IA.
A Apple testa integrações com chatbots de outras empresas, além da parceria com a OpenAI, e o iOS 27 permitirá acessar outros modelos de IA no futuro.
A Apple ainda se prepara para o lançamento do novo iOS 27 durante a WWDC 2026, no dia 8 de junho, mas um vazamento recente já adianta algumas das principais novidades. A expectativa por uma integração maior com a Siri parece se confirmar tanto na câmera quanto no software como um todo, disponível diretamente pela Dynamic Island.
Outra confirmação é a presença do ChatGPT, além de uma opção de consultar a inteligência artificial com um simples movimento na tela. Também foram revelados novos widgets disponíveis no app de câmera que permitem customizar a experiência de acordo com as ferramentas mais utilizadas pelo usuário.
O vazamento foi divulgado pela Bloomberg, inclusive com imagens mostrando a nova interface do iOS 27. É importante frisar que a Apple costuma testar diferentes opções de design antes do lançamento. Portanto, podem haver diferenças em relação ao produto final.
Inteligência artificial em destaque
As IAs generativas têm dominado o mercado de tecnologia em 2026, e não será diferente no próximo sistema do iPhone. As imagens mostram uma grande repaginada na Siri, que aparece com formato de chatbot similar ao encontrado em concorrentes como ChatGPT, Claude, Grok e Gemini.
Recurso “Search or Ask” pode ser acessado deslizando a tela na direção do Dynamic Island (imagem: reprodução/Bloomberg)
Além disso, também será possível ativar a IA com um comando simples a qualquer momento. A exemplo do que acontece com a Tela de Bloqueio e a Central de Controle, bastaria deslizar o dedo a partir do topo da tela para consultar a IA.
Essa função, chamada nos vazamentos de Search or Ask, também deve permitir acessar outros modelos de IA no futuro. Segundo o Bloomberg, além da parceria com a OpenAI, a Apple vem testando integrações com chatbots de outras empresas.
Novidades no app de câmera
Na câmera deve surgir uma opção de Siri entre modos de uso já estabelecidos, como Foto e Retrato. A expectativa é por uma espécie de leitor inteligente para fazer traduções e tirar dúvidas. Também será possível solicitar edições de imagem via IA com mais facilidade, dentro do próprio app.
O aplicativo de câmera também terá uma nova customização de widgets, em que o usuário pode incluir ferramentas de edição mais acessadas para ativá-las com maior facilidade.
Uso corporativo do ChatGPT recuou para 74%, diz pesquisa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
ChatGPT perdeu espaço no ambiente corporativo para os concorrentes do Google e Anthropic.
A OpenAI ainda lidera com 74,7% de uso nos escritórios dos EUA, mas, antes, sua fatia era de 99,9%.
O Google Gemini agora domina 14,3% da base de clientes, enquanto o Claude tem 8,5% do tempo total de uso de IA.
O uso de inteligência artificial no ambiente de trabalho disparou desde 2023, mas o ChatGPT já não reina absoluto. Um relatório divulgado pela empresa de monitoramento DeskTime revela que os profissionais estão buscando um conjunto mais variado de ferramentas, como o Google Gemini e o Claude, da Anthropic.
A IA da OpenAI ainda é a mais popular, com uma fatia de 74,7% de uso nos escritórios dos Estados Unidos. No entanto, se antes o chatbot era sinônimo de “inteligência artificial para qualquer tarefa”, hoje os funcionários diversificam os fluxos de trabalho e procuram soluções mais alinhadas às suas rotinas, aponta o estudo repercutido pelo TechRadar.
A pesquisa ouviu diretamente 2.385 funcionários de 97 empresas, mas também usou resultados de sua própria base de monitoramento global. Ainda assim, a maior parte dos dados se concentra nos EUA, principal mercado dessas ferramentas.
ChatGPT perdeu a exclusividade
A adoção da IA nos escritórios quase triplicou, ano a ano, entre 2023 e 2025. Mas os dados anônimos de 50 mil usuários ao redor do mundo, que a plataforma utilizou para compor o estudo, revelam uma clara mudança de comportamento em relação às plataformas escolhidas:
Em 2023, o ChatGPT representava 99,9% de todo o tempo dedicado à IA pelas empresas monitoradas.
No primeiro quadrimestre de 2026, a fatia da OpenAI despencou para 74,7% entre os usuários avançados (aqueles que utilizam essas ferramentas por mais de 26 horas anuais).
A proporção de profissionais totalmente fiéis ao ChatGPT também encolheu de 100% para 75,6%.
Segundo o CEO da DeskTime, Artis Rozentals, o mercado corporativo começou a separar o entusiasmo inicial da utilidade prática, mostrando que os profissionais preferem explorar novas tecnologias a ficarem presos a uma única interface familiar.
Gemini e Claude são as principais rivais
Nesse novo cenário, o Google Gemini desponta como o principal rival da OpenAI no mundo corporativo, abocanhando 14,3% do tempo total de uso de IA monitorado globalmente em 2026. O Claude aparece logo na sequência, com 8,5%, e se destaca por registrar o crescimento mais rápido deste ano.
Segundo a pesquisa, ambos conseguem converter usuários casuais em recorrentes com uma velocidade que o ChatGPT já não consegue acompanhar.
Enquanto o mercado se transforma, outras soluções caminham a passos lentos. O Microsoft Copilot, curiosamente, mantém uma participação estagnada na casa de 1% há vários anos, sem sinais de decolagem ou colapso. Já ferramentas focadas em nichos, como Perplexity e Mistral, ainda não alcançaram impacto significativo no uso diário dos escritórios.
Embora os dados reflitam a base específica da DeskTime, a tendência parece ser de que a era de dominação do ChatGPT no trabalho chegou ao fim e deu lugar a um ecossistema bem mais competitivo.
IAs desviam de função ao processarem textos simples (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)Resumo
Ferramentas de IA do Google e do X passaram a agir como chatbots em situações inesperadas.
A falha faz os sistemas interpretarem pesquisas e trechos de texto como comandos enviados pelo usuário.
O problema aparece justamente em funções que deveriam apenas resumir buscas ou traduzir conteúdos, sem responder às instruções no texto.
IAs de grandes plataformas estão se confundindo e fugindo de suas funções originais. Nas últimas semanas, ferramentas integradas ao Google e ao X passaram a responder como chatbots comuns em diversas situações, mesmo quando deveriam apenas resumir resultados ou traduzir publicações.
O problema repercutiu após usuários notarem esse comportamento nos Resumos de IA na busca do Google. Em alguns casos, o Gemini parece confundir o texto que deveria processar com uma ordem do usuário.
Algo semelhante ocorre também com o Grok, na plataforma de Elon Musk, que passou a traduzir posts nativamente em abril. Nas ocasiões, as ferramentas abandonam a função original e passam a “conversar” com o usuário.
Google confunde buscas com comandos
Quem costuma pesquisar palavras soltas no Google sabe que o buscador normalmente exibe uma explicação sobre o significado do termo, com base em dicionários online. Mas em ocasiões nas quais a palavra tem tom imperativo, a plataforma começou a interpretá-la como um comando.
A falha começou a viralizar entre usuários de língua inglesa, que perceberam que a busca por termos como “disregard” (desconsiderar, em português) fazia o Google responder como um assistente. “Entendi. Se precisar de alguma coisa ou tiver uma nova pergunta, me diga!”, respondia a IA.
Depois, outros usuários identificaram o mesmo comportamento em palavras como “ignore” ou “skip”, inclusive quando feitas em português. Por aqui, outros comandos como “lembrar” ou “esquecer” também faziam o buscador se atrapalhar.
Google tenta esconder o problema
Após a repercussão, o Google reconheceu o problema e disse estar trabalhando em uma correção. O The Verge observou que a plataforma removeu os resumos de IA para a busca pelo termo viralizado, “disregard”, voltando a exibir o painel clássico com a definição da palavra. A pesquisa pelo termo em português, no entanto, segue errada, o que indica que a falha continua.
Google interpreta palavra como um comando (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
O problema nos Resumos de IA reforça uma crítica da base de usuários quanto a falta de confiabilidade nos resultados da pesquisa. E não é só na interpretação da busca: um levantamento encomendado pelo The New York Times observou que a ferramenta falha em cerca de um a cada dez resultados — dezenas de milhões de erros por hora.
Os erros da plataforma e a aplicação forçada de IA na busca já começou a afastar alguns usuários. Nessa onda, o buscador DuckDuckGo apresentou um crescimento de cerca de 30%.
Tradução do X responde a perguntas
Grok estaria respondendo perguntas ao traduzi-las (ilustração: Vitor Padua/Tecnoblog)
Algo parecido vem acontecendo na rede social X. A ferramenta de tradução da rede social, alimentada pelo Grok, pode processar uma pergunta como um comando e trazer uma resposta ao questionamento. Nesse caso, o Grok até faz o serviço original, respondendo com o texto no idioma do usuário.
O problema já ocorreu anteriormente no Google Tradutor, que também recebeu integração com o Gemini. Na ocasião, textos entre colchetes com instruções faziam o sistema abandonar a tradução e obedecer ao comando embutido.
Esse tipo de falha é conhecido como prompt injection, ou injeção de prompt. Ele ocorre pelo modelo de linguagem não conseguir separar corretametne o que é conteúdo e o que é comando. Apesar de, nesses casos, ocorrer de forma involuntária, é uma prática que vem se tornando comum por cibercriminosos e outros indivíduos que tentam burlar o processamento de uma IA.
MediaTek domina o mercado latino-americano (imagem: divulgação/MediaTek)Resumo
MediaTek lançou o chip Dimensity 8550, atualização do Dimensity 8500 que visa o mercado de smartphones intermediários.
A novidade é que o chip adiciona o LLM Booster à NPU 880, permitindo suporte ao Gemini Nano V3, modelo de linguagem do Google para Android.
O Honor 600 Pro deve ser o primeiro celular a utilizar o novo chip.
A MediaTek começou a abrir mais caminhos para que recursos de inteligência artificial rodem localmente em smartphones mais baratos. A empresa anunciou ontem (27/05) o chip Dimensity 8550, que se trata, essencialmente, de uma atualização do Dimensity 8500, lançado no início do ano e já usado em linhas como Motorola Edge 70 e Poco X8 Pro.
A diferença está na adição do LLM Booster à NPU 880. Essa mudança permite dar suporte ao Gemini Nano V3, modelo de linguagem do Google feito para rodar localmente no Android. Não à toa, esse é um dos requisitos mínimos para que o Gemini Intelligence, anunciado neste mês, funcione nos celulares junto a pelo menos 12 GB de RAM.
Como lembra o GSMAerna, até agora, a maior parte dos aparelhos compatíveis é equipada com chips topo de linha, como Snapdragon 8 Elite Gen 5, MediaTek Dimensity 9500 e o Tensor G5, do Google.
O suporte a um chip intermediário premium pode ser uma boa notícia para o Brasil, já que a MediaTek se consolidou por aqui nos últimos anos. Em 2025, a fabricante atingiu 49,2% de participação no país e passou a liderar o mercado latino-americano, segundo levantamento do IDC.
Especificações técnicas
Como atualização do Dimensity 8500, o Dimensity 8550 continua sendo fabricado no processo de 4 nanômetros da TSMC. A GPU permanece sendo a Mali-G70 MC8 e a CPU mantém a configuração de oito núcleos baseada no Cortex-A725, dividida da seguinte forma:
1 núcleo Cortex-A725 de até 3,4 GHz, com 1 MB de cache L2
3 núcleos Cortex-A725 de até 3,2 GHz, com 512 KB de cache L2 cada
4 núcleos Cortex-A725 de até 2,2 GHz, com 256 KB de cache L2 cada
O chip é compatível com memória LPDDR5X de até 9.600 Mbps e armazenamento UFS 4, e tem suporte a telas de resolução 1440p+ com taxa de atualização de até 144 Hz. Para vídeo, há codificação em 4K e 60 fps e decodificação compatível com o codec AV1. Em conectividade, inclui modem 5G, Wi-Fi 6E e Bluetooth 5.4.
Honor deve estrear o novo chip
Honor 600 Pro deve estrear novo chip (imagem: reprodução/Honor)
O primeiro celular anunciado com o Dimensity 8550 é o Honor 600 Pro, linha que já pisou oficialmente no Brasil com o Honor 600 Lite. A versão mais poderosa, no entanto, ainda não tem previsão de lançamento por aqui.
A expectativa é que outras fabricantes adotem o processador nos próximos meses em modelos intermediários premium.
Papa Leão XIV assinando a carta encíclica (imagem: divulgação/Vatican Media)Resumo
Papa Leão XIV publicou a encíclica Magnifica Humanitas, que traz reflexões e alertas sobre o avanço da inteligência artificial na sociedade;
documento aponta que IA é um dom divino, mas adverte sobre riscos como desemprego, desigualdades e concentração de poder;
evento no Vaticano contou com presença de Christopher Olah, cofundador da Anthropic, que defendeu a colaboração global no setor.
Nesta segunda-feira (25/05), o Papa Leão XIV publicou a sua primeira encíclica como pontífice. Por que um acontecimento da Igreja Católica está sendo abordado aqui, no Tecnoblog? Porque o documento faz um alerta sobre o avanço da inteligência artificial sobre a sociedade.
De nome Magnifica Humanitas (“Magnífica Humanidade”, traduzindo do latim para português), a carta encíclica foi apresentada pessoalmente pelo Papa Leão XIV no Vaticano, prática pouco comum para esse tipo de documento. Tão ou mais surpreendente é o fato de que Christopher Olah, cofundador da Anthropic, marcou presença no evento.
Pudera. A Magnifica Humanitas foi organizada em cinco capítulos, sendo que o terceiro é dedicado à IA. Ali, o Papa Leão XIV descreve a tecnologia como um dom concedido divinamente com potencial de beneficiar a humanidade, mas questiona o seu lado ambíguo, como a possibilidade de a inteligência artificial aprofundar desigualdades sociais ou causar desemprego.
O pontífice também alerta para o fato de o controle sobre tecnologias do tipo estar concentrado nas mãos de poucas e poderosas organizações.
Em linhas gerais, o Papa não se posiciona contra a IA, mas faz um apelo para que esse tipo de tecnologia seja usado de modo responsável e ético, e que tanto adultos quanto crianças sejam educadas para usá-la dentro desses critérios.
Nesse sentido, um trecho do documento diz:
A tecnologia pode curar, conectar, educar, cuidar da Casa comum; mas também pode dividir, descartar, gerar novas injustiças. Na teoria, em si mesma, ela não é uma solução para os problemas da humanidade, assim como não é, em si mesma, um mal; todavia, na prática, não é neutra, porque tem o rosto daqueles que a concebem, financiam, regulam e utilizam.
Por isso, a primeira escolha não é entre um “sim” ou um “não” à tecnologia, mas entre edificar Babel ou reconstruir Jerusalém: entre um poder que pretende dominar o céu ou um povo que unido, na presença de Deus, começa o trabalho de reerguer os muros da convivência fraterna.
Papa Leão XIV
Nessas aspas, o Papa usa Babel para representar o uso da tecnologia para controlar e dividir as pessoas, e Jerusalém para simbolizar uma convivência baseada no bem comum (benéfica para todos os indivíduos).
Christopher Olah em evento no Vaticano, ao lado do Papa (imagem: reprodução/Vatican News)
A encíclica tem algum efeito prático?
Depende do contexto. Uma carta encíclica tem, entre seus propósitos, ser uma espécie de guia para toda a hierarquia da Igreja Católica sobre a postura que a instituição deve assumir sobre determinados assuntos. Então, internamente, o documento pode fazer de bispos a fiéis prestarem mais atenção no avanço da IA e em outros temas abordados na Magnifica Humanitas.
Mas o documento também pode servir como apelo para que governos e organizações privadas promovam o uso moderado e justo da tecnologia (se esse apelo será ouvido, é outra história).
Precisamos que mais pessoas do mundo — comunidades religiosas, sociedade civil, acadêmicos, governos e, de fato, todas as pessoas de boa vontade — façam o que Sua Santidade fez aqui: levem isso a sério, observem atentamente e impulsionem os acontecimentos em uma direção melhor.
(…) Hoje é apenas o começo — o início de uma longa colaboração entre aqueles de nós que estão construindo isso [a IA] e aqueles que podem ver o que nós, de dentro, não conseguimos.
Linus Torvalds endurece tom contra uso exagerado de IA no kernel Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Linus Torvalds afirmou que quinta versão release candidate do kernel Linux 7.1 está maior do que o normal, desnecessariamente;
grande parte dessas demandas irrelevantes ou de baixa prioridade foi motivada por análises de código feitas por ferramentas de inteligência artificial;
mantenedor avisou que passará a rejeitar pull requests sem sentido para priorizar correção de regressões e evitar atrasos.
Na semana anterior, Linus Torvalds alertou que o uso desmedido de IA na identificação de bugs no kernel Linux mais atrapalha do que ajuda os desenvolvedores do projeto. De lá para cá, a situação parece não ter melhorado. Tanto que Torvalds avisou que irá ser mais rigoroso com correções irrelevantes.
Neste ponto, é preciso contextualizar. Atualmente, o kernel Linux está na versão 7.0. Os desenvolvedores trabalham no kernel 7.1, que já está na sua quinta versão release candidate (rc5). Versões do tipo antecedem o lançamento oficial. O problema é que, para Torvalds, a versão rc5 está mais “inchada” do que deveria estar para esta fase.
Via de regra, o Linux conta com sete versões release candidate. A versão rc5 já encaminha o projeto para o seu ciclo final de desenvolvimento. Está aí a preocupação de Torvalds e sua turma: se o rc5 não está no patamar esperado, o lançamento do Linux 7.1 pode atrasar e, talvez, até exigir uma oitava versão release candidate.
O que está segurando o avanço do projeto dentro do ritmo esperado é, de acordo com Torvalds, uma demanda muito grande de revisões, muitas das quais são irrelevantes. Destas, várias são oriundas de análises feitas por ferramentas “caça-bugs” baseadas em inteligência artificial.
Bug no Linux (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Torvalds: “vou começar a ser um pouco mais rigoroso”
Diante das circunstâncias, Linus Torvalds avisou que começará a ser mais rigoroso com problemas reportados ou demandas consideradas irrelevantes para a atual fase, ao mesmo tempo em que ele pediu para os participantes do projeto serem mais analíticos sobre o envio de suas contribuições:
Para surpresa de absolutamente ninguém a esta altura, o rc5 está muito grande. Consideravelmente maior do que os rc5 tradicionalmente costumam ser.
(…) Então acho que vou começar a ser um pouco mais rigoroso com esse tipo de movimentação desnecessária tão tarde no processo. O que deveríamos procurar são *regressões*. Correções não críticas para problemas antigos simplesmente não são apropriadas para este ponto avançado do ciclo de lançamento.
(…) Em resumo: isto está grande demais, e este é o aviso de que vou começar a rejeitar pull requests sem sentido com correções que simplesmente não são tão importantes. E sim, várias dessas séries foram motivadas por revisão de código feita por IA.
Então, pessoal: comecem a analisar melhor seus pull requests e perguntem a si mesmos: “Isso realmente é uma regressão ou algo sério o bastante para não poder simplesmente ir para a pilha de desenvolvimento?”.
Linus Torvalds, mantenedor do Linux
Isso não significa que Torvalds irá fazer “vista grossa” para problemas, mas priorizar regressões em vez de correções não críticas que, como tal, deveriam ter sido tratadas no começo do ciclo de desenvolvimento do kernel.
Na fase atual, os desenvolvedores normalmente trabalham nas mencionadas “regressões”, isto é, na correção de algo que deixou de funcionar após alguma atualização no código. Não raramente, esses problemas são sérios, pois podem anular avanços, dar espaço para novos bugs ou “reabrir” falhas já corrigidas.
Se nada (mais) der errado, o kernel Linux 7.1 chega em junho de 2026.
Saiba como os tokens são elementos essenciais para o funcionamento das IA (imagem: Reprodução/Nvidia)
Os tokens em inteligência artificial representam a unidade de texto básica que o sistema utiliza para processar e compreender os comandos humanos. Cada token pode ser uma palavra completa, parte dela ou um sinal de pontuação, funcionando como blocos fundamentais para a interpretação da máquina.
Esse processo de fragmentação, conhecido como tokenização, converte a linguagem natural humana em dados estruturados que um modelo consegue processar eficientemente. Sem essa etapa de conversão, as redes neurais seriam incapazes de interpretar contextos e gerar respostas lógicas nas interações.
É importante diferenciar tokens de créditos de IA, já que os primeiros medem o volume técnico de dados consumidos no processamento. Por outro lado, os créditos operam como uma moeda comercial simplificada adotada pelas empresas para cobrar pelo uso do serviço, facilitando o controle financeiro do usuário.
A seguir, entenda melhor o conceito de token em IA, para que serve e seu funcionamento detalhado.
Um token em inteligência artificial é uma unidade básica de texto, como uma palavra, um fragmento dela, um caractere ou até um sinal de pontuação. Ele serve como um “bloco de construção” para os modelos de linguagem lerem, processarem e gerarem conteúdos fluidamente.
O que significa “tokenizar”?
O termo “tokenizar” significa fatiar um texto bruto em pequenas unidades, os tokens, convertendo palavras ou símbolos em vetores numéricos. Na prática, essa fragmentação transforma a linguagem humana em dados isolados que uma máquina consegue processar.
Essa etapa é o pilar do Processamento de Linguagem Natural (PLN), já que os modelos avançados de IA não leem textos como humanos. Sem converter caracteres em blocos lógicos estruturados, a tecnologia seria incapaz de interpretar contextos ou responder aos comandos dos usuários.
A tokenização funciona com a fragmentação das palavras (imagem: Reprodução/Copilot4Devops)
Para que serve o token em IA?
Na inteligência artificial, os tokens permitem traduzir a nossa linguagem natural em dados estruturados que as máquinas entendem. Em vez de lerem letras soltas, os modelos utilizam esses blocos para mapear regras gramaticais e prever contextos mais complexos.
Eles também ditam a capacidade de memória do sistema, já que as ferramentas de IA possuem uma “janela de contexto” limitada por comando. Como o processamento ocorre passo a passo, essa contagem define diretamente o esforço computacional e a velocidade de cada resposta.
Por fim, os tokens funcionam como uma métrica de consumo desse mercado, servindo de base para a cobrança dos serviços. As empresas precificam suas ferramentas pelo volume de dados de entrada e saída, transformando essa unidade técnica em um valor econômico.
Exemplo da quantidade de tokens e palavras utilizados em comandos (entrada) e respostas (saída) de IA (imagem: Reprodução/Copilot4Devops)
Como funcionam os tokens em IA?
Os tokens atuam como pontes que transformam a linguagem humana em cálculos matemáticos internos de IA. Quando o usuário envia um comando, um algoritmo tokenizador fatia o texto em blocos informativos mapeados por códigos numéricos exclusivos.
Esses números servem para o modelo analisar o contexto das frases e calcular a probabilidade estatística de qual será o próximo bloco. Essa lógica sequencial é essencial para a IA agêntica, que precisa interpretar dados de forma autônoma para tomar decisões.
Na etapa final do processamento, um destokenizador entra em ação para converter a sequência numérica gerada de volta em um texto legível. Durante esse trajeto, o sistema contabiliza o volume exato de dados consumidos, servindo de métrica para a cobrança do serviço.
Essa dinâmica garante que o modelo lide eficientemente com diferentes idiomas e pontuações sem se perder em caracteres isolados. Contudo, os tokens também impõem uma janela de contexto limitada, que define o teto máximo de documentos lidos por vez.
Como funcionam os tokens em IA (imagem: Reprodução)
O token é uma moeda da inteligência artificial?
Depende. O token ganhou a fama de ser a verdadeira “moeda” de IA generativa, embora não seja dinheiro real. Tecnicamente, ele é apenas o bloco de construção básico que os modelos utilizam para processar informações e criar respostas.
No entanto, o termo faz sentido economicamente porque as plataformas cobram o uso com base na quantidade de tokens enviados e recebidos. Dessa forma, eles medem tanto o poder computacional exigido pelo sistema quanto o valor exato da fatura a ser paga.
Quanto é 1 token de IA?
Não existe um preço fixo para um único token de IA, pois o custo varia conforme o modelo de linguagem e sua função de entrada ou saída. Na prática, um token individual equivale a uma fração minúscula de centavo, variando em média entre US$ 0,00000015 e US$ 0,000025.
O mercado costuma tabelar esses preços por pacotes de um milhão de tokens, cobrando taxas mais altas para o uso em respostas geradas. Para saber os valores exatos de modelos como GPT-5, Claude ou Gemini, basta consultar as páginas de precificação atualizadas das empresas.
Os tokens em IA também atuam como moedas simbólicas, ajudando a calcular o consumo de dados dos usuários (imagem: Reprodução/CCN)
Qual é a diferença entre token em IA e créditos de IA?
Os tokens de IA são as pequenas unidades de processamento que dividem textos em pedaços menores, como palavras ou caracteres, para os modelos computarem o contexto. Eles servem como uma métrica de consumo, medindo o volume exato de dados que o sistema lê e gera nos bastidores.
Os créditos de IA funcionam como uma moeda comercial simplificada, que os usuários compram para pagar por tarefas e ferramentas na plataforma. Eles traduzem o consumo técnico e complexo dos tokens em um saldo financeiro abstrato e amigável para o controle de custos e orçamentos.
Qual é a diferença entre tokens e parâmetros em IA?
Os tokens de IA são os fragmentos de texto que os grandes modelos de linguagem (LLMs) leem e geram ativamente a cada interação com o usuário. Eles possibilitam medir o volume dinâmico de dados processados em um comando específico.
Os parâmetros de IA são configurações e conexões numéricas internas que funcionam como o cérebro permanente da rede neural. Esse indicador é fixo para cada versão do modelo, definindo a capacidade de raciocínio e a inteligência geral do sistema.
Amazon prepara lançamento da Alexa+ no país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Amazon iniciou os testes da Alexa+ no mercado brasileiro.
Programa beta visa receber feedback e refinar a experiência de uso da assistente mais inteligente.
A Alexa Plus utiliza inteligência artificial generativa para realizar tarefas mais sofisticadas, como manter conversas por mais tempo e responder a perguntas elaboradas.
A assinatura mensal da Alexa Plus nos Estados Unidos custa US$ 19,90, isento para assinantes do Prime.
Não há informações sobre o preço no Brasil.
A Amazon confirmou com exclusividade ao Tecnoblog que iniciou os testes da Alexa+ no mercado brasileiro. Por ora não há previsão de lançamento definitivo da tecnologia, que prevê uma assistente muito mais esperta, agora turbinada por tecnologias de inteligência artificial.
De acordo com a empresa, um pequeno grupo de clientes foi convidado para participar do beta. Este período será usado para receber feedback e refinar a experiência de uso. Eu acrescento: é um movimento mais do que bem-vindo, já que, nos últimos anos, a Alexa tem perdido qualidade, segundo 100% das pessoas com quem eu converso.
Eu estive em Nova York para o lançamento da novidade, em fevereiro de 2025. De lá para cá, cerca de 1 milhão de clientes dos Estados Unidos passaram a contar com a Alexa Plus. A expansão para outros países e idiomas, no entanto, tem sido mais limitada.
Programa beta com seleto grupo
De acordo com as informações divulgadas pela Amazon no ano passado, a Alexa+ se vale de inteligência artificial generativa para realizar tarefas mais sofisticadas. Ela é capaz de manter conversas por mais tempo.
Por exemplo, você pode fazer uma pergunta elaborada sobre um determinado filme, pois a assistente será capaz de responder.
A então diretora da Alexa, Mara Segal, contou que o usuário poderia compartilhar receitas, emails, documentos e muito mais diretamente com a assistente digital. “Ela se lembra, resume, e te diz o que falta ser feito.” Em outras palavras, é como ter um ChatGPT ou Gemini diretamente no Echo Dos ou aparelho similar.
A empresa não quis revelar qual LLM seria usado no serviço. Os executivos explicaram que as consultas poderiam ser direcionadas a modelos diferentes, a depender do que o consumidor deseja fazer.
Programa beta começa no Brasil
Programa beta não cobra assinatura (imagem: reprodução/Panorama Tecnológico)
Por enquanto existem poucos relatos públicos de clientes que entraram no seleto grupo de testadores no país. O convite chega por email e depois por notificação no app da Alexa. “Você receberá uma notificação quando a experiência de teste em português (Brasil) estiver disponível para você”, informa a mensagem, segundo um print divulgado pelo site Panorama Tecnológico.
O youtuber Rodrigo Moreira relatou que ficou impressionado com a capacidade de compreensão de comandos mais sofisticados e longos. Num vídeo, ele diz quais luzes de casa devem ficar acesas ou apagadas, e a Alexa Plus consegue realizar a ação de forma imediata.
Qual o preço da Alexa+ no Brasil?
Toda a tecnologia e conveniência por trás da Alexa+ dependem de uma assinatura, que está fixada em US$ 19,90 por mês nos Estados Unidos. Dá cerca de R$ 100 em conversão direta. Assinantes do Prime ficam isentos.
As comunicações por aqui não dão nenhuma pista de quanto o serviço pode custar. Os participantes do beta não estão pagando por ele. Já em resposta ao Tecnoblog, a Amazon não deu detalhes sobre a futura assinatura, limitando-se a dizer que o objetivo é tornar o serviço “disponível em todos os lugares onde nossos clientes estão”.
Você aposta em qual cifra? Conte-me nos comentários.
Personal Podcasts chegam ao Spotify (imagem: reprodução/Spotify)Resumo
Spotify anunciou os Personal Podcasts, recurso que cria episódios privados sob demanda com uso de inteligência artificial.
Usuários podem descrever o tipo de conteúdo que querem ouvir e receber o conteúdo gerado por IA, como resumos do dia e manchetes de tecnologia.
Um novo aplicativo experimental chamado Studio também será lançado com capacidades de agente de IA.
Dando sequência a uma série de novidades anunciadas para a plataforma durante o Dia do Investidor ontem (21/05), evento em que o Tecnoblog esteve presente, o Spotify apresentou detalhes das ferramentas de inteligência artificial que devem ser integradas à experiência no app.
Entre elas, estão os Personal Podcasts, recurso que cria episódios privados sob demanda, e o Studio by Spotify Labs.
As novidades seguem uma tendência identificada pela empresa em que usuários usam LLMs para criar guias diários em áudio. No começo do mês, a plataforma anunciou a possibilidade de salvar esses áudios na biblioteca e, agora, começa a integrar a funcionalidade ao sistema.
O que são os Personal Podcasts?
Os Personal Podcasts seguem a mesma lógica das playlists criadas através de prompts, que a plataforma começou a testar anteriormente. Ou seja, usuário descreve o tipo de conteúdo que quer ouvir e recebe o conteúdo gerado por IA.
A proposta é permitir a criação de conteúdos que possam ser úteis individualmente, como resumos do dia com compromissos e tarefas. De acordo com o Android Authority, esses áudios são privados.
Em uma demonstração, a empresa mostrou um pedido com previsão do tempo local, manchetes de tecnologia e agenda de shows alinhada ao gosto musical do usuário.
Geração de áudio seguirá modelo das playlists geradas por IA (imagem: reprodução/Spotify)
Para refinar a geração, o Spotify também permitirá o envio de documentos em PDF, a escolha da voz do narrador e a definição da frequência de atualização do conteúdo.
Assinantes Premium nos Estados Unidos começam a receber o recurso no mês que vem. A geração dos episódios usará uma cota mensal de créditos, sistema que a plataforma ainda não detalhou.
Como reforçado durante o evento de ontem, a empresa não utilizará modelos próprios de IA. Usuários já podem integrar assistentes como OpenClaw, Claude Code e OpenAI Codex gerar e salvar podcasts privados diretamente na biblioteca do Spotify.
App para desktop com agente
Studio deve ter grande acesso às informações pessoais (imagem: reprodução/Spotify)
A novidade acompanha um novo aplicativo experimental chamado Studio, que terá capacidades de agente de IA para criar experiências mais personalizadas.
O software será capaz de cruzar o perfil de gosto do usuário com informações extraídas do uso cotidiano do próprio PC, incluindo calendário, e-mails, favoritos de navegação e blocos de notas. Além disso, poderá navegar pela web e responder a comandos de forma conversacional.
IA errava contagem e não sabia diferenciar produtos (imagem: divulgação)Resumo
A Starbucks descontinuou o uso de um sistema de IA chamado Automated Counting, que foi implementado há nove meses para contabilizar estoque em lojas da América do Norte.
O sistema, que utilizava tablets, câmeras e LiDAR, apresentou erros frequentes na contagem e identificação de produtos, como confundir tipos de leite ou ignorar itens.
A empresa afirmou que a decisão visa padronizar a contagem de estoque nas cafeterias, e que o foco está na consistência e execução em larga escala.
A Starbucks deixou de usar um programa de inteligência artificial para fazer contagens de estoque nas lojas da América do Norte. O sistema havia sido implementado há cerca de nove meses.
As informações foram obtidas pela Reuters, que teve acesso a uma newsletter interna da companhia e consultou duas pessoas com conhecimento sobre o assunto.
Qual foi o problema da IA da Starbucks?
Lojas sofrem com falta de itens do cardápio nos EUA (foto: Colin McLaughlin/Wikimedia Commons)
De acordo com a agência de notícias, o programa era usado para agilizar a contabilidade e a visualização de estoque nas lojas. No entanto, a IA cometia erros frequentemente na contagem e na identificação dos produtos, como confundir tipos de leite ou simplesmente ignorar produtos.
“A partir de hoje, o [programa] Automated Counting será aposentado. Componentes e leite usados nas bebidas serão contados da mesma maneira que você conta outras categorias de inventário na sua cafeteria”, diz a mensagem a que a Reuters teve acesso.
Em uma matéria publicada em fevereiro, a agência explicava o funcionamento do Automated Counting, implementado em setembro de 2025: os empregados usavam tablets com câmera e LiDAR para escanear armários com leite, xarope e outros ingredientes usados em bebidas. A inteligência artificial, então, ficava responsável por identificar e contar os itens.
A reportagem dizia ter visto vídeos de falhas na tecnologia, bem como fotos de baristas mostrando entregas excessivas de produtos, uma consequência das contagens erradas da IA. Mesmo assim, a companhia disse à Reuters que o programa estava funcionando, com melhorias na disponibilidade de bebidas e alimentos nas cafeterias.
Procurada pela Reuters, a Starbucks afirmou que a decisão visa “padronizar como o estoque é contado nas cafeterias” e que o foco da empresa está na consistência e na execução em larga escala. Já a NomadGo, fornecedora da solução de IA, afirmou estar “constantemente aprendendo por meio dos feedbacks de consumidores e usuários”.
Estoque é um problema da Starbucks nos EUA
O Automated Counting foi uma aposta da Starbucks para tentar solucionar um problema que a empresa enfrenta na América do Norte: falta de estoque para alguns produtos, que afeta a disponibilidade de certos itens do cardápio e prejudica as vendas da companhia.
A ideia era que o sistema ajudasse a controlar os produtos guardados nas lojas e comunicar o que era necessário receber. Segundo a Reuters, em 2024, menos de um terço das entregas nos centros de distribuição da Starbucks era descarregado no tempo certo e continha a quantidade correta de leite, doces e outros produtos.
Steve Wozniak recebe aplausos em formatura (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)Resumo
Steve Wozniak, cofundador da Apple, discursou na formatura da Grand Valley State University, nos Estados Unidos, elogiando a “inteligência real” dos formandos, em vez de focar nas ameaças da inteligência artificial.
O discurso foi bem recebido pelos formandos, que aplaudiram suas palavras, diferentemente do que ocorreu com o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, que sofreu vaias ao mencionar a IA.
O lendário cofundador da Apple, Steve Wozniak, conseguiu falar sobre inteligência artificial sem desaprovação dos formandos. Enquanto outros executivos, como o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, sofreram vaias ao incluir a tecnologia no discurso, o engenheiro recebeu aplausos por reconhecer a capacidade dos ex-alunos em um mercado cada vez mais desafiador.
Para muitos recém-formados dos Estados Unidos, a IA já é uma concorrente que interfere nas oportunidades de entrada no mercado de trabalho. As maiores empresas do mundo já avaliam substituir a força de trabalho pela tecnologia, com funções automatizadas ou vagas cortadas para direcionar o dinheiro ao desenvolvimento de IA.
Nesse momento sensível, em vez de concentrar o discurso nas ameaças da automação, Wozniak, que discursou na Grand Valley State University, no estado do Michigan, comentou a ansiedade em torno da IA.
Inteligência “real”
Durante o discurso, Wozniak disse que os formandos têm a “inteligência real”, ou Actual Intelligence, um trocadilho com a sigla AI. A frase arrancou risos e aplausos da plateia.
Na sequência, o cofundador da Apple explicou como enxerga a tentativa de reproduzir capacidades humanas pelos algoritmos:
“Levaria muito tempo para me aprofundar no que penso sobre a IA, mas estamos tentando criar um cérebro. Existe uma maneira de duplicarmos uma rotina um trilhão de vezes e fazê-la funcionar como um cérebro? A IA é uma dessas tentativas.”
– Steve Wozniak
Apple co-founder Steve Wozniak received applause rather than boos from graduates at a commencement speech for telling them that they have “AI, Actual Intelligence.”
During the Grand Valley State University Commencement Ceremony, Wozniak emphasized to graduates the value of… pic.twitter.com/2bzYLHrMBz
Em março, Wozniak já havia dito que ainda não entendemos direito como o cérebro funciona “para chegar ao ponto de substituir o ser humano”. Ele criticou o estilo de comunicação das IAs, mas reconheceu que a tecnologia deve evoluir ao ponto de reproduzir aspectos da nossa existência.
No encerramento, Wozniak pediu que os formandos não seguissem caminhos prontos apenas por segurança. “Pensem: existe algo que eu possa fazer um pouco diferente?”, aconselhou.
Sem vaias desta vez
A recepção positiva deste discurso vai contra a onda de desaprovação à IA. No caso mais emblemático e recente, Schmidt mencionou os espaços em que a presença da tecnologia já avança, incluindo trabalho e vida pessoal.
Saiba como Alan Turing se tornou uma importante figura para a tecnologia moderna (imagem: Reprodução/Telefonica)
Alan Turing foi um matemático britânico, reconhecido como o pai da ciência da computação por estabelecer as bases teóricas da informática moderna. Seus estudos ajudaram a moldar o mundo tecnológico atual, consolidando-se como uma das figuras mais influentes da história da ciência.
O cientista desenvolveu a famosa Máquina de Turing, um modelo lógico essencial que definiu o funcionamento e a estrutura que gerou os computadores modernos. Além dessa arquitetura matemática, ele foi um dos criadores dos fundamentos conceituais da inteligência artificial.
Seu legado segue vivo por meio do Teste de Turing, método criado para avaliar a capacidade das máquinas de imitarem o comportamento inteligente humano. Essa premissa de “jogo da imitação” continua sendo uma das principais referências para desenvolvedores de sistemas complexos e chatbots.
A seguir, conheça mais sobre a biografia de Alan Turing e suas principais contribuições para a tecnologia moderna. Também descubra como o matemático foi importante para o fim do conflito da Segunda Guerra Mundial.
Alan Turing foi um matemático britânico e pioneiro da computação, desenvolvendo as bases teóricas da inteligência artificial e da informática moderna. Além de ter sido especialista na quebra códigos secretos (criptoanalista), ele foi precursor nos estudos de lógica digital que ajudaram a moldar o mundo tecnológico atual.
Qual é a formação de Alan Turing?
Turing iniciou seus estudos na tradicional escola britânica Sherborne e consolidou sua trajetória na Universidade de Cambridge. Lá, ele se graduou com honrarias em matemática em 1934 e, no ano seguinte, tornou-se pesquisador sênior da instituição por seus estudos avançados em probabilidade.
Entre 1936 e 1938, o matemático foi estudante visitante na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, onde concluiu seu doutorado. Foi nesse período que ele desenvolveu os conceitos de “números computáveis”, criando a lógica teórica que deu origem à ciência da computação.
Alan Turing é mais um dos genius que se formaram na Universidade de Cambridge, na Inglaterra (imagem: Reprodução/The Alan Turing Institute)
Onde Alan Turing trabalhou?
Turing trabalhou em diversas instituições do Reino Unido e dos Estados Unidos, atuando nas áreas de matemática, criptografia e desenvolvimento de computadores. Ele iniciou sua carreira como pesquisador no King’s College, em Cambridge, onde idealizou o conceito fundamental da computação com a Máquina de Turing.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o matemático comandou a equipe de criptoanálise em Bletchley Park, na Inglaterra, quebrando os códigos navais da máquina alemã Enigma. Ele também colaborou com a inteligência dos Estados Unidos e o Bell Labs em sistemas de criptografia de voz.
Após o conflito global, Turing projetou o primeiro computador de grande escala ACE no Laboratório Nacional de Física (NPL), em Londres. Mais tarde, na Universidade de Manchester, ele trabalhou no Ferranti Mark 1, ajudando a programar um dos primeiros computadores comerciais existentes.
Máquina de Turing, reconstruída por Mike Davey, em exibição na Universidade de Harvard (imagem: Rocky Acosta/Wikimedia)
Qual é a biografia de Alan Turing?
Alan Turing nasceu no dia 23 de junho de 1912, em Londres, e demonstrou desde cedo um amplo talento para matemática e ciências. Após se formar na Universidade de Cambridge em 1934, idealizou o conceito de Máquina de Turing, o modelo matemático teórico que definiu o funcionamento de todos os computadores modernos.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o cientista liderou a decodificação da criptografia alemã Enigma, que protegia as comunicações nazistas. Seus métodos automatizados de análise de dados encurtaram o conflito global e pouparam milhões de vidas.
No pós-guerra, ele projetou computadores pioneiros e criou o Teste de Turing em 1950, uma técnica que avalia se uma inteligência artificial consegue simular o pensamento humano. Essas contribuições transformaram o matemático em uma das principais personalidades da tecnologia de todos os tempos.
Vítima da homofobia institucional da época, Turing sofreu castração química após um processo judicial e faleceu tragicamente por envenenamento em 7 de junho de 1954. Décadas depois, o matemático recebeu o perdão real e hoje estampa a nota de 50 libras no Reino Unido.
Quais foram as contribuições de Alan Turing?
Estas foram as principais contribuições de Alan Turing que transformaram a história da tecnologia:
Invenção do computador programável: criou a Máquina de Turing em 1936, um modelo matemático teórico que definiu o conceito de algoritmo. Sua versão universal provou que um único aparelho rodaria qualquer tarefa, pavimentando o caminho para os PCs modernos;
Criptografia automatizada na guerra: liderou a decodificação da cifra alemã Enigma durante a Segunda Guerra Mundial. Para isso, projetou a “Bombe”, uma máquina que testava combinações secretas em alta velocidade, antecipando o processamento de dados atual;
Arquitetura física de sistemas: desenvolveu o projeto do ACE, um dos primeiros esboços detalhados de um computador digital com programas armazenados na memória. Na Universidade de Manchester, refinou o design do Mark 1, antecipando a estrutura física dos processadores atuais;
Bases da inteligência artificial: publicou em 1950 o artigo que propôs o Teste de Turing para avaliar a capacidade cognitiva de máquinas. Esse conceito de comportamento interativo estabeleceu os alicerces teóricos para o desenvolvimento de sistemas inteligentes e chatbots;
Pioneirismo em biologia matemática: formulou as equações da morfogênese, estudando como padrões naturais, como listras e manchas, se desenvolvem em organismos vivos. Seus modelos químicos matemáticos anteciparam em décadas as simulações biológicas complexas feitas hoje por supercomputadores.
O computador ACE foi um dos projetos comandados por Alan Turing no Laboratório Nacional de Física, em Londres (imagem: Jimmy Sime/Central Press/Hulton Archive)
Como Alan Turing decifrou o código Enigma?
Turing explorou uma falha crucial no sistema alemão para quebrar o complexo código Enigma: uma letra nunca era traduzida por ela mesma. Usando termos repetidos nas mensagens como pistas lógicas, ele conseguia eliminar milhões de combinações incorretas instantaneamente.
Ao lado de Gordon Welchman e sua equipe, o matemático automatizou esse processo criando a “Bombe”, uma máquina eletromecânica de alta velocidade. Esse dispositivo testava as configurações de rotores criptográficos muito mais rápido que qualquer humano, reduzindo o trabalho de decifração para poucas horas.
Para os códigos navais mais difíceis, Turing desenvolveu o “Banburismus”, uma técnica de análise estatística baseada em folhas perfuradas. Mais tarde, ele criou o “Turingery”, um método de dedução lógica que ajudou a quebrar até a avançada cifra estratégica alemã Lorenz.
Modelo da máquina Bombe, em exibição no museu de Bletchley Park (imagem: Reprodução/Quantum Zeitgeist)
Qual é o legado deixado por Alan Turing na computação?
O legado de Alan Turing está espalhado em diversas áreas da computação moderna. A Máquina de Turing, que definiu o conceito de algoritmo em 1936, sustenta a atual teoria da complexidade computacional, sendo utilizada para estruturar a segurança digital e a criptografia.
A arquitetura dos processadores atuais foi moldada a partir de computadores pioneiros como o ACE e Manchester Mark 1, projetos liderados pelo matemático no fim da década de 1940. Ao separar os comandos lógicos da estrutura física da máquina, ele criou a divisão entre software e hardware.
Na inteligência artificial, o Teste de Turing de 1950 ainda serve como base para avaliar a autonomia de chatbots e sistemas complexos. O cientista também consagrou o termo “Turing completude”, o padrão-ouro que define se um sistema consegue resolver qualquer problema computável.
O que é e como funciona o Teste de Turing?
O Teste de Turing, ou “o jogo da imitação”, foi criado em 1950 para avaliar se uma máquina consegue se passar por um humano. Em vez de debater a filosofia do pensamento, o método foca na capacidade prática de persuasão do sistema em uma conversa por texto.
A dinâmica coloca um juiz humano conversando por texto com dois participantes ocultos: uma pessoa real e uma inteligência artificial. Se, após a conversa, o avaliador não conseguir distinguir com certeza quem é a máquina, o computador é considerado aprovado no teste de comportamento.
Esse teste prático impulsionou o desenvolvimento da inteligência artificial, servindo de base para os chatbots modernos. Embora críticos apontem que a técnica mede apenas o mimetismo de linguagem e não a consciência real, ela revolucionou a história da computação.
Saiba como Alan Turing se tornou uma importante figura para a tecnologia moderna (imagem: Reprodução/Telefonica)
(Imagem: Reprodução/The Alan Turing Institute)
Máquina de Turing, reconstruída por Mike Davey, em exibição na Universidade de Harvard (imagem: Rocky Acosta/Wikimedia)
O computador ACE foi um dos projetos comandados por Alan Turing no Laboratório Nacional de Física, em Londres (imagem: Jimmy Sime/Central Press/Hulton Archive)
Insatisfação com bônus da rival SK Hynix foi estopim para a mobilização (imagem: reprodução/X)Resumo
Samsung ofereceu bônus de até R$ 2,1 milhões para evitar o que seria uma greve histórica de 48 mil funcionários.
Os empregados da divisão de semicondutores na Coreia do Sul cobram maior participação nos lucros da empresa.
O acordo, mediado pelo governo sul-coreano, inclui bônus anuais de até US$ 416 mil e deve ser respondido até o dia 27/05.
A Samsung ofereceu mais de R$ 2 milhões em um acordo com os trabalhadores da divisão de semicondutores na Coreia do Sul para barrar o que seria uma greve histórica. A paralisação estava agendada para começar neste mês e cobra maior participação de lucros.
Segundo a Reuters, a gigante sul-coreana ofereceu bônus anuais estimados em US$ 340 mil (cerca de R$ 1,7 milhão na cotação atual) para impedir a paralisação de 48 mil funcionários. Como esses bônus dependem do cargo, a quantia pode chegar a US$ 416 mil (quase R$ 2,1 milhões) a serem pagos ainda este ano.
O impulso para a mobilização foi a insatisfação com o antigo teto de remuneração e a influência da concorrência, que distribuiu bônus generosos para os funcionários. O novo arranjo prevê um valor em dinheiro equivalente a 50% dos salários anuais. A companhia vai separar 10,5% do lucro operacional anual para criar um fundo de bônus especiais pagos em ações.
Como os funcionários receberão o bônus milionário?
Ações da empresa serão usadas para pagar gratificações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Apesar de a quantia impressionar, a Samsung conseguiu fechar um negócio vantajoso: ele mantém o custo por pessoa abaixo do praticado pela rival SK Hynix — na concorrente, as gratificações chegam perto dos US$ 467 mil (mais de R$ 2,3 milhões).
Além disso, a SK Hynix permite que os funcionários escolham receber tudo em dinheiro ou em papéis da empresa. Já a Samsung deve pagar a maior parte dos bônus obrigatoriamente em ações. O modelo terá validade de 10 anos e foi atrelado ao cumprimento de metas de lucro, o que dá margem para a Samsung gerenciar custos caso o setor enfrente recessão no futuro.
De acordo com o The New York Times, a partilha foi um ponto complexo da negociação. O texto estabelece que 40% do total em ações será dividido igualmente entre toda a divisão de semicondutores. O restante do fundo irá para o bolso dos funcionários da unidade de chips de memória, setor que concentra o maior faturamento da empresa atualmente devido ao boom da IA.
Paz não está selada
A notícia de que as fábricas não vão parar agora trouxe alívio no mercado financeiro. As ações da companhia dispararam 8,5% na bolsa de Seul logo após o anúncio do acordo preliminar, atingindo a sua máxima histórica.
Contudo, a decisão de concentrar os bônus na divisão de chips de memória teria criado um racha interno por desigualdade de tratamento. À Reuters, um engenheiro revelou que muitos profissionais começaram a pedir demissão para migrar para os concorrentes.
Além disso, um grupo minoritário de acionistas ameaça ir à Justiça contra o acordo. Eles alegam que uma mudança tão profunda na política de distribuição de ações e lucros é ilegal se não passar antes pela aprovação de uma assembleia geral.
Os membros do sindicato têm entre hoje (22/05) e quarta-feira (27/05) para votar o texto do acordo, que foi mediado pelo governo da Coreia do Sul. Apesar dos ruídos internos e contestações, as lideranças sindicais informaram à imprensa internacional que a tendência é de aprovação.
Big tech recua na exposição forçada do Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Microsoft deve lançar uma atualização para ocultar ou mover o botão flutuante do Copilot no Office.
Segundo o The Verge, a empresa decidiu fazer essa mudança após receber várias críticas de usuários.
A nova atualização permitirá que o usuário clique com o botão direito sobre o atalho e envie-o para a barra superior do programa.
A Microsoft deve lançar na próxima semana uma atualização que permitirá desativar ou mover o botão fluante do Copilot no pacote Office. A decisão da empresa teria sido motivada pela onda de reclamações de usuários sobre o recurso.
Como lembra o The Verge, o assistente de IA vinha atrapalhando o fluxo de trabalho no ecossistema de produtividade da companhia, gerando forte resistência do público.
Por que o botão do Copilot incomodou tanto?
Atalho invasivo obstruía a visão de documentos e planilhas (imagem: reprodução/Microsoft)
A insatisfação ganhou força em canais oficiais. No caso do Excel, por exemplo, o ícone flutuante obstruía a visão e o clique em células localizadas no canto inferior direito; no Word, podia cobrir trechos de texto. Para piorar, os softwares não ofereciam nenhuma opção nativa para ocultar o recurso.
A própria liderança da Microsoft reconheceu o erro de design na interface. “Estamos percebendo a necessidade de mais controle”, admitiu a gerente de produto do grupo de parceiros da Microsoft, Katie Kivett. Ela acrescentou que, embora o objetivo seja tornar a IA mais flexível e adaptável às necessidades do usuário, a empresa decidiu aplicar ajustes imediatos para resolver as críticas.
Até agora, a única alternativa era fixar o ícone para reduzir um pouco o seu tamanho, o que não resolvia o bloqueio visual. Com a nova atualização prevista para o fim de maio de 2026, bastará clicar com o botão direito sobre o atalho para enviá-lo diretamente para a barra superior do programa. Dessa forma, a área útil de trabalho voltará a ficar livre.
Faxina no Windows 11
Essa alteração no Office não acontece sozinha. Ela reflete um movimento da Microsoft para revisar a presença invasiva da IA na interface de outros serviços. Em abril de 2026, a companhia começou a remover botões do Copilot considerados redundantes ou excessivos em aplicativos nativos do Windows 11.
Nas versões de testes distribuídas para o programa Windows Insider, o Bloco de Notas perdeu o botão dedicado ao Copilot. Da mesma forma, o atalho da IA deixou de aparecer na Ferramenta de Captura. Outros cantos do sistema operacional, como o aplicativo Fotos e a barra de Widgets, passaram pela mesma limpa visual nas últimas semanas.
A Microsoft confirmou que a iniciativa faz parte de um plano para corrigir a experiência de uso do Windows 11. Vale destacar que a retirada dos botões e da marca Copilot não desativa recursos baseados em inteligência artificial; eles continuam operando nos bastidores, mas sem a necessidade de exibir o logotipo.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, assinou nesta quinta-feira (21) uma ordem executiva para estudar mudanças nas políticas trabalhistas diante do avanço da inteligência artificial (IA). A medida busca preparar o estado para possíveis impactos da tecnologia no mercado de trabalho, especialmente em funções administrativas e de escritório.
Segundo o The New York Times, agências estaduais deverão trabalhar em conjunto com universidades, sindicatos e empresas de IA para analisar formas de incentivar companhias a manter funcionários, em vez de substituí-los por sistemas automatizados. O governo também pretende ampliar programas de qualificação profissional voltados a áreas que podem ser afetadas pela tecnologia.
A iniciativa surge em meio ao aumento das discussões sobre o efeito da IA no emprego. Empresas de tecnologia têm promovido cortes de pessoal enquanto ampliam investimentos em automação e ferramentas baseadas em inteligência artificial.
Ordem cita treinamento profissional e renda baseada em ativos
A ordem executiva assinada por Newsom prevê a expansão de programas de treinamento profissional, com foco em trabalhadores de áreas como atendimento ao cliente, desenvolvimento de software, marketing e vendas.
O governo da Califórnia também determinou estudos sobre um modelo chamado “capital básico universal”. A proposta analisaria formas de dar aos moradores participação em ativos financeiros, como ações corporativas, títulos e fundos patrimoniais.
Em comunicado, Newsom afirmou que a Califórnia não deve “assistir passivamente” às mudanças provocadas pela IA. O governador disse ainda que o momento exige repensar “como as pessoas trabalham, governam e se preparam para o futuro”.
O NYT afirma que seguros-desemprego e mecanismos tradicionais de proteção podem não ser suficientes diante das transformações provocadas pela tecnologia.
Empresas de tecnologia ampliam debate sobre empregos
A discussão ganhou força após novas demissões no setor de tecnologia. A Meta reduziu seu quadro de funcionários em 10%, cerca de 8 mil pessoas, mencionando uma mudança estratégica voltada à IA.
Outras empresas como Intel, Cisco e Amazon também são mencionadas como parte da onda de cortes associada a ganhos de eficiência com inteligência artificial.
O cofundador da Anthropic, Dario Amodei, afirmou que aproximadamente metade dos empregos de colarinho branco pode desaparecer nos próximos cinco anos. Embora outras lideranças do setor discordem da previsão, o NYT afirma que há consenso de que áreas como comunicação, direito e engenharia devem passar por substituições causadas pela tecnologia.
Debate sobre regulação avança nos Estados Unidos
A ordem assinada por Newsom ocorre enquanto o governo federal dos Estados Unidos discute possíveis regras para modelos de IA.
Na quinta-feira, o presidente Donald Trump cancelou a assinatura de uma ordem executiva que permitiria ao governo avaliar modelos de inteligência artificial antes do lançamento público.
Segundo o NYT, a proposta daria ao governo federal poderes para analisar vulnerabilidades de segurança em novos sistemas de IA e desenvolver mecanismos de proteção contra possíveis ataques cibernéticos.
Trump afirmou que adiou a assinatura porque não gostou de “certos aspectos” da proposta e disse não querer prejudicar a liderança dos Estados Unidos na corrida tecnológica contra a China.
O documento também previa que empresas como OpenAI, Google, Meta, Microsoft e Anthropic compartilhassem voluntariamente seus modelos com o governo antes do lançamento público.
Dona do Windows já levou o Claude para dentro do Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Anthropic busca parceria com a Microsoft para usar chips de IA da gigante de Redmond.
Segundo o The Information, a dona do Claude quer driblar a dependência da Nvidia.
A empresa usaria o chip Maia 200 da Microsoft, desenvolvido para aplicações de IA.
A Anthropic teria iniciado conversas com a Microsoft para alugar servidores equipados com chips de IA desenvolvidos pela gigante de software. O movimento buscaria dar vazão à explosão na demanda global pelo chatbot Claude.
Segundo o The Information, a parceria também serviria como combustível para a dona do Windows consolidar sua própria divisão de semicondutores.
As negociações ainda estariam em estágio inicial e podem não resultar em contrato definitivo. Caso o acordo seja selado, a Microsoft se aproximará de um modelo já explorado por rivais diretos, como o Google.
Por que a Anthropic quer chips da Microsoft?
Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)
A resposta envolve independência. Atualmente, o mercado de IA vive sob uma espécie de monopólio técnico da Nvidia. Os chips da companhia liderada pelo CEO Jensen Huang são os mais eficientes para treinar e rodar grandes modelos de linguagem (LLMs).
No entanto, a indústria lida com a baixa disponibilidade de componentes e preços proibitivos. Para uma startup do tamanho da Anthropic, depender só da Nvidia virou um risco.
Para blindar sua operação, a criadora do Claude já adota uma estratégia bem definida: a empresa possui contratos com a Amazon e o Google, utilizando os chips personalizados dessas big techs. Incluir a infraestrutura da Microsoft na lista concede à Anthropic mais flexibilidade frente à concorrência.
Também vale lembrar que a Microsoft estreitou seus laços com a Anthropic ao integrar os modelos Claude em produtos comerciais, incluindo o Copilot. Essa aproximação permite que a gigante de tecnologia diversifique seu portfólio além da parceria exclusiva com a OpenAI.
Maia 200: o chip da Microsoft feito para IA
Processador Maia 200 pode se tornar o novo cérebro do Claude (imagem: divulgação/Microsoft)
Caso as tratativas avancem, o plano é que as cargas de processamento da Anthropic rodem no Maia 200, o chip de IA de segunda geração apresentado pela Microsoft em janeiro deste ano. O chip é fabricado pela TSMC utilizando o processo de 3 nanômetros.
Os engenheiros da Microsoft carregaram o componente com uma quantidade massiva de SRAM (memória estática de acesso aleatório). Essa arquitetura reduz o tempo de resposta quando os servidores precisam processar milhares de requisições simultâneas.
O calcanhar de Aquiles são os módulos de memória de alta largura de banda (HBM) de uma geração mais antiga, deixando o chip numericamente mais lento que os futuros processadores Vera Rubin anunciados pela Nvidia.
Na última quarta-feira (20), foi apresentada no evento Google Marketing Live 2026 uma nova fase para a publicidade do buscador, dentre outras novidades. No geral, a empresa mostrou testes de anúncios integrados a sistemas de inteligência artificial, especialmente com o uso do Gemini, voltados a tornar as peças mais contextuais e alinhadas às perguntas dos usuários.
A ideia é inserir anúncios nas respostas produzidas pela Busca com IA, de modo que as recomendações de produtos e serviços acompanhem o contexto da pesquisa feita pelo usuário.
Entre os testes já em andamento, estão a exibição de publicidade dentro dessas respostas, a apresentação de ofertas patrocinadas relacionadas a perguntas específicas e recursos que permitem interação direta entre empresas e usuários, incluindo a possibilidade de coleta de informações de contato.
Para quem tem pressa:
Google testa anúncios dentro de respostas geradas por inteligência artificial na Busca, com foco em contexto e intenção do usuário;
Novos formatos incluem recomendações de produtos e chats que podem captar contatos de potenciais clientes;
Funcionalidades estão em fase de testes nos Estados Unidos e ainda não têm previsão de chegada ao Brasil.
Publicidade do Google entra em fase experimental com inteligência artificial
Banner do Google Marketing Live 2026 – (Divulgação: Google)
O Google passou a testar novos formatos de anúncios que se integram às respostas geradas por inteligência artificial dentro da Busca. A iniciativa foi apresentada no Google Marketing Live 2026 e envolve o uso do modelo Gemini para tornar a publicidade mais contextual e conversacional.
Segundo a proposta da empresa, os anúncios deixam de depender apenas de palavras-chave isoladas e passam a ser ativados conforme o sentido da pergunta feita pelo usuário. Dessa forma, a própria resposta da IA pode incluir recomendações patrocinadas relacionadas ao tema pesquisado.
Um dos exemplos apresentados mostra buscas sobre aprendizado de idiomas, nas quais a resposta pode incluir sugestões de aplicativos educacionais patrocinados. Em outro caso, pesquisas sobre produtos específicos, como máquinas de café, podem gerar exibição de itens anunciados de forma destacada.
Print divulgado pelo Google sobre um usuário pesquisando com a Busca no Modo IA – (Divulgação: Google)
Além disso, o Google também testa um modelo de interação em que instituições e empresas podem oferecer chats dentro da busca. Nesse formato, o usuário pode iniciar uma conversa para obter mais informações e, eventualmente, fornecer dados de contato como telefone ou e-mail.
Esses testes fazem parte de uma mudança mais ampla na forma como a Busca funciona, já que o Google vem incorporando respostas geradas por inteligência artificial como elemento central da experiência.
As novas ferramentas estão sendo testadas inicialmente nos Estados Unidos e podem aparecer tanto em computadores quanto em celulares. Até o momento, não há previsão de lançamento dessas funções no Brasil.
Pesquisadores da Apple apresentaram novo sistema de inteligência artificial (IA) chamado HeadsUp, capaz de gerar renderizações gaussianas 3D de cabeças humanas com alto nível de fidelidade a partir de fotografias capturadas simultaneamente por múltiplas câmeras.
O projeto foi detalhado em um artigo técnico assinado por 23 pesquisadores da companhia. Além de criar os modelos tridimensionais, o sistema também consegue animá-los por meio de blendshapes, técnica utilizada para deformar a malha de um modelo 3D e reproduzir expressões faciais.
Segundo o resumo do estudo, o método utiliza “uma arquitetura eficiente de codificador-decodificador que comprime as imagens de entrada em uma representação latente compacta”. Em seguida, essa representação “é então decodificada em um conjunto de gaussianas 3D parametrizadas em UV, ancoradas a um modelo neutro de cabeça”.
O artigo afirma ainda que a representação em UV “desacopla o número de gaussianas 3D do número e da resolução das imagens de entrada, permitindo o treinamento com muitas imagens de alta resolução”.
Método utiliza arquitetura eficiente de codificador-decodificador que comprime as imagens de entrada em uma representação latente compacta – Imagem: Divulgação/Apple
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Detalhes do projeto da Apple
De acordo com os pesquisadores, o HeadsUp foi treinado com dados de mais de 10 mil participantes, número descrito como sem precedentes nesse segmento;
O objetivo do projeto era solucionar um dos principais desafios das reconstruções 3D: equilibrar qualidade visual e escalabilidade;
Ferramentas desse tipo normalmente levam alguns minutos para mapear um rosto, mas o sistema da Apple consegue gerar um modelo 3D inédito em menos de um segundo;
Segundo o estudo, o HeadsUp é até 40 vezes mais eficiente que o Avat3r, solução utilizada como referência nos testes comparativos;
Os pesquisadores também destacaram ganhos de qualidade em relação às soluções concorrentes. Utilizando uma GPU Nvidia A100, GPU voltada para data centers e aplicações de alto desempenho, o sistema levou apenas 0,33 segundo para gerar o modelo 3D de uma cabeça humana. Em testes realizados com quatro câmeras, o resultado foi obtido em 0,14 segundo.
Segundo o artigo, o HeadsUp consegue captar detalhes finos historicamente considerados difíceis para sistemas de reconstrução 3D, incluindo fios de cabelo, cílios, joias e textura da pele. A tecnologia também é capaz de gerar identidades completamente novas a partir de descrições em texto, ampliando as possibilidades de criação de personagens e avatares digitais.
Após a divulgação do estudo, começaram especulações sobre uma possível relação entre a tecnologia e as Personas do Apple Vision Pro, headset de realidade mista da Maçã. A hipótese ganhou força após a descoberta da aquisição da empresa de avatares de IA Animato pela Apple.
Apple just dropped a research paper called HeadsUp days before WWDC.
Trained on 10,000+ real faces to reconstruct a fully animatable 3D Gaussian Splat that you can rotate and light.
Os próprios pesquisadores reconheceram os riscos associados à ferramenta. O estudo afirma que a tecnologia reduz barreiras para a criação de deepfakes convincentes, o que pode aumentar riscos de desinformação e fraude.
Como medida de mitigação, a Apple recomendou o uso de marcas d’água em materiais de demonstração produzidos com a tecnologia.
O estudo completo do HeadsUp foi disponibilizado pela Apple em sua página oficial.
O Spotify anunciou o Studio by Spotify Labs, um aplicativo independente para desktop que utiliza inteligência artificial (IA) para criar briefings diários, playlists e podcasts personalizados. Segundo a empresa, a ferramenta utiliza o histórico de consumo de músicas, podcasts e audiolivros da plataforma para gerar conteúdos adaptados ao usuário.
O aplicativo também pode se conectar, mediante permissão, a ferramentas usadas no dia a dia, como calendário, caixa de entrada de e-mail e aplicativos de anotações. O lançamento acontecerá “nas próximas semanas” como uma prévia de pesquisa para usuários com 18 anos ou mais em mais de 20 mercados.
Spotify mostrou como o Studio by Spotify Labs aparecerá integrado à interface da plataforma – Imagem: Reprodução / Spotify
IA pode pesquisar temas e ajudar em tarefas
De acordo com o Spotify, o Studio by Spotify Labs consegue realizar ações em nome do usuário, incluindo pesquisar assuntos, utilizar um navegador web, organizar informações e ajudar na execução de tarefas.
A proposta é permitir a criação de conteúdos personalizados a partir de comandos enviados em formato de conversa. Um dos exemplos apresentados pela empresa envolve a criação de um podcast personalizado para uma viagem, usando compromissos do calendário, reservas e recomendações de lugares.
Segundo o Spotify, o aplicativo foi desenvolvido para permitir ajustes contínuos nos pedidos feitos pelo usuário, incluindo mudanças de estilo ou direção do conteúdo gerado.
Spotify apresentou exemplo de podcast personalizado criado por IA a partir de pedidos do usuário – Imagem: Reprodução / Spotify
Conteúdo pode ser salvo na biblioteca do Spotify
O Spotify afirma que os conteúdos criados pelo Studio não ficam restritos ao aplicativo. Briefings, playlists e podcasts gerados podem ser salvos diretamente na biblioteca do usuário, junto com as músicas, podcasts e audiolivros já disponíveis na plataforma.
A empresa também destacou que a experiência foi projetada para funcionar de forma integrada entre dispositivos, permitindo continuar a reprodução em diferentes ambientes e momentos do dia.
Spotify amplia aposta em recursos de áudio com IA
Além do novo aplicativo, o Spotify também anunciou outros recursos baseados em inteligência artificial voltados para podcasts. Usuários Premium passaram a ter acesso a um chatbot capaz de responder perguntas sobre episódios e localizar trechos específicos por timestamp.
A plataforma também começou a permitir que usuários salvem podcasts gerados por IA pelo OpenClaw e Claude em suas bibliotecas. Já no próximo mês, o Spotify pretende lançar o recurso Personal Podcasts, que cria episódios gerados por IA diretamente dentro do aplicativo a partir de prompts enviados pelos usuários.
Spotify reconhece limitações da ferramenta
O Spotify afirmou que o Studio by Spotify Labs utiliza IA avançada e, por isso, pode cometer erros ou agir de maneiras inesperadas. A empresa recomenda que usuários revisem cuidadosamente ações e respostas geradas antes de confiar nas informações.
Segundo o Spotify, alguns recursos ainda podem não funcionar perfeitamente durante a fase inicial de testes, mas a expectativa é continuar refinando a experiência ao longo do tempo.
Motorista modificou fotos internas do carro para ganhar multa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Motorista de aplicativo usou a IA Gemini para editar imagem e cobrar passageiros por danos no banco traseiro.
O motorista alegava que as passageiras de 14 e 15 anos haviam deixado o banco traseiro sujo.
A dona do app baniu o motorista após descobrir a fraude.
A plataforma de transporte por aplicativo Lyft baniu um motorista após confirmar que o homem usava uma imagem gerada por IA para fazer cobranças extras. O caso ocorreu neste mês, nos Estados Unidos, depois que duas adolescentes pegaram uma corrida de volta da praia.
O passageiro Bert Gor descobriu o uso de ferramentas generativas após contestar uma cobrança de US$ 75 na plataforma (cerca de R$ 377). O motorista alegava que as passageiras, de 14 e 15 anos, haviam deixado o banco traseiro sujo.
Ele enviou fotos ao suporte mostrando bebidas derramadas, batatas fritas espalhadas e manchas no estofado do carro. A família descobriu a fraude após uma das adolescentes perceber a marca d’água do Gemini na imagem.
Marca d’água entregou a fraude
Motorista esqueceu marca d’água do Gemini no canto da foto editada (imagem: reprodução)
Em entrevistas à imprensa local, Gor conta que contestou a cobrança assim que viu a taxa extra na conta, já que as filhas negaram ter levado comida ou bebida no carro. Desconfiado, ele pediu à Lyft acesso às imagens enviadas pelo motorista.
Mas foi só ao mostrar as fotos para uma das filhas que o pai se atentou ao detalhe e voltou a acionar o suporte da plataforma.
Após a nova contestação, a Lyft revisou o caso, cancelou a taxa e reembolsou o valor cobrado. O motorista foi banido permanentemente da plataforma.
Em nota enviada à emissora de TV WESH, a empresa afirmou que leva disputas por danos a sério e analisa cada caso com base nas informações disponíveis.
IA vira ferramenta para golpes simples
Ao programa Good Morning America, da ABC News, Gor contou que postou sobre a situação em um grupo no Facebook e recebeu comentários de várias pessoas compartilhando experiências parecidas.
Segundo o site Dexerto, esse risco vem aparecendo em serviços sob demanda. No início de maio, o app de entrega de comida DoorDash abriu uma investigação após um usuário publicar um vídeo no TikTok mostrando como usava o ChatGPT para alterar imagens de refeições e conseguir reembolsos.
Depois do episódio, Gor alertou outros usuários a acompanharem cobranças feitas após o fim das corridas. “Se você não prestar atenção nisso e acabar sendo cobrado em US$ 75, isso realmente pode se acumular”, afirmou.
Zuckerberg quer economizar com pessoal para bancar IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta iniciou ontem (20/05) o desligamento de cerca de 8 mil funcionários ao redor do mundo, incluindo os brasileiros.
Cortes afetaram os times de tecnologia, marketing e vendas no Brasil, mas o WhatsApp foi poupado.
Meta planeja gastar US$ 145 bilhões em infraestrutura de IA apenas em 2026 e espera equilibrar as contas demitindo funcionários.
A Meta iniciou ontem (20/05) o desligamento de cerca de 8 mil funcionários ao redor do mundo. Os funcionários brasileiros da companhia também foram atingidos pela nova rodada de demissões.
A informação é do jornal O Globo. O movimento faz parte de uma grande reestruturação global para reduzir despesas operacionais e redirecionar o caixa da companhia para fortalecer o setor de inteligência artificial.
Embora o impacto dos cortes tenha sido grande, a área responsável pela operação do WhatsApp no país foi poupada pela Meta, de acordo com o portal Mobile Time.
Por que a Meta está demitindo de novo?
A resposta curta está no orçamento exigido pela corrida da IA. Em comunicado interno obtido pela Bloomberg, o CEO Mark Zuckerberg afirma que a empresa vive o seu “momento mais dinâmico” e que precisa concentrar recursos para acompanhar rivais como Google e OpenAI.
A companhia quer equilibrar as contas demitindo funcionários. Contudo, analistas apontam que a economia com as demissões será de aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões) — uma pequena fração do investimento total da Meta em IA.
Ainda assim, Zuckerberg tentou acalmar os ânimos e afirmou que não prevê novas demissões em massa para o restante do ano. Vale lembrar que muitos funcionários já expressam o desejo de serem demitidos, devido à insegurança com os cortes frequentes.
Instabilidade constante
No escritório brasileiro, os desligamentos pegaram os colaboradores de surpresa logo no início da manhã. Segundo O Globo, os times de tecnologia, vendas e marketing foram afetados, além de posições de gerência.
No exterior, o impacto foi mais severo nas equipes globais de engenharia e produto. Na Irlanda, a Meta eliminou 350 cargos, o equivalente a um quinto de sua força de trabalho no país.
A constante instabilidade tem gerado forte desgaste interno. Mais de mil funcionários assinaram uma petição contra os planos da Meta de monitorar dispositivos corporativos — registrando cliques e telas para treinar suas IAs.
E esse é só mais um capítulo: entre 2022 e 2023, a Meta eliminou mais de 21 mil cargos. Além disso, em janeiro deste ano, a empresa cortou 10% da divisão de realidade virtual (Reality Labs), que acumula prejuízo de US$ 83,5 bilhões desde 2020, pouco mais de R$ 420 bilhões em conversão direta.
Eric Schmidt é vaiado durante discurso (imagem: reprodução)Resumo
Ex-CEO do Google, Eric Schmidt, foi vaiado por cerca de 10 mil estudantes durante discurso de formatura na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, ao falar sobre avanços da inteligência artificial.
70% dos estudantes norte-americanos veem a IA como ameaça aos seus empregos futuros, aponta levantamento do Instituto de Política da Harvard Kennedy School.
Meta iniciou cortes de funcionários relacionados a investimentos em IA, que devem chegar a US$ 145 bilhões até o final de 2026.
As inteligências artificiais estão em alta no mercado de tecnologia, e já vêm sendo usadas como justificativa para demissões em massa nas big techs. Esse movimento gera preocupação em diversos setores, mas principalmente entre os jovens. O mês de maio marca o período de graduações nas universidades dos Estados Unidos, e um movimento entre os formandos tem chamado atenção, com vaias aos discursos que citam a IA.
Um dos casos mais emblemáticos aconteceu no último final de semana na Universidade do Arizona, quando o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, falou para cerca de 10 mil graduandos sobre os avanços da inteligência artificial. A reação foi uma sonora vaia ao tema, algo que tem se repetido em outras instituições.
Durante a fala, o empresário apontou que a IA estará presente em “cada profissão, sala de aula, hospital, laboratório, pessoa e relacionamento”. Soou desrespeitoso para uma geração que está saindo da graduação e entrando na busca por oportunidades no mercado de trabalho.
Mais recentemente, na Faculdade Comunitária de Glendale, outro problema envolvendo IA chamou atenção. O anúncio dos graduandos foi feito por meio de inteligência artificial, que apresentou falhas na hora de pronunciar alguns nomes. Isso levou a um atraso na cerimônia, além de vaias.
Pesquisas confirmam descontentamento
De acordo com apuração do jornal The Independent, um levantamento feito pelo Instituto de Política da Harvard Kennedy School realizado em 20205 apontou que 70% dos estudantes enxergam a IA como uma ameaça aos seus empregos futuros. Outro levantamento, realizado pela empresa especializada Gallup, indicou uma queda na expectativa de pessoas da geração Z com as IAs, apesar do uso cada vez mais frequente por esse público.
Além disso, considerando os graduandos do mesmo período em 2025, a taxa de desemprego entre jovens recém-formados nos Estados Unidos foi a maior nos últimos 12 anos, excluído o período da pandemia da Covid-19. O dado foi divulgado pela Associated Press.
Inteligência artificial ameaça recém-formados no mercado de trabalho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Demissões em massa
Nesta quarta-feira (20/05), a Meta deu início a uma série de cortes diretamente relacionados aos grandes investimentos da empresa em inteligência artificial. Conforme divulgado aqui no TB, os gastos no setor devem chegar aos US$ 145 bilhões (R$ 730 bi) até o final de 2026. A diretora financeira Susan Li indicou a busca por um “modelo operacional mais enxuto” como forma de equilibrar o caixa, algo confirmado pelo próprio Mark Zuckerberg.
Em janeiro, a Amazon anunciou o corte de 16 mil funcionários, enquanto a Microsoft revelou um plano de demissão voluntária em abril de 2026.
Pegar empréstimo para estocar chips virou estratégia das fabricantes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Adata, Apacer e TeamGroup levantaram mais de R$ 4,4 bilhões em crédito para garantir estoques de chips DRAM e NAND.
A estratégia tenta garantir insumos para fugir do possível aumento de preços, já que elas não fabricam os chips do zero, como a Samsung.
O boom de IA levou os preços de DRAM e memórias flash NAND ao teto, com alta de 95% e 60%, respectivamente.
A febre da inteligência artificial começou a cobrar a conta das marcas que abastecem o varejo. Neste mês, a Adata, TeamGroup e Apacer, fabricantes de módulos de memória RAM e armazenamento, tiveram que levantar quase US$ 880 milhões (mais de R$ 4,4 bilhões) por meio de títulos, empréstimos e ofertas de ações.
Toda essa movimentação tem um objetivo: garantir estoques de chips DRAM e NAND antes que os custos disparem ainda mais no mercado global.
Por que a IA está encarecendo a memória?
Data centers de IA estão devorando produção global de chips (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
O mercado global de semicondutores passou por uma mudança drástica de prioridades. Gigantes que dominam a produção, como Samsung, SK Hynix e Micron, estão direcionando suas linhas de produção para memórias do tipo HBM (High Bandwidth Memory) e DRAM para servidores.
Esses componentes são o coração dos data centers que sustentam infraestruturas de IA e computação em nuvem — e, o mais importante, entregam margens de lucro muito maiores.
Porém, marcas como Adata e TeamGroup não fabricam os chips do zero, ao contrário da Samsung. Elas compram os componentes prontos para montar os produtos que chegam às lojas, como kits de memória DDR5 e SSDs NVMe. Sem poder de barganha para disputar com os servidores de IA, comprar insumos de forma agressiva virou a única saída dessas empresas para evitar o desabastecimento.
Todo esse direcionamento de produção para memórias HBM deixou as linhas de montagem voltadas para o consumidor final operando no limite, com preços da DRAM saltando entre 90% e 95% em comparação com o trimestre anterior. Para o segundo trimestre, a previsão é de uma nova escalada de até 63%.
As memórias flash NAND, usadas em SSDs, seguiram o mesmo ritmo, registrando uma alta acumulada de quase 60% nos primeiros três meses do ano.
Empresas não estão em crise
O ponto mais curioso é que a busca por crédito não reflete uma crise financeira nessas empresas. Na realidade, o setor vive um momento de faturamento recorde. Segundo o jornal Commercial Times, a Adata encerrou o primeiro trimestre de 2026 com faturamento na casa dos US$ 826,5 milhões (R$ 4,1 milhões) — mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.
Outras marcas tradicionais, como Transcend e Innodisk, faturaram nos primeiros quatro meses deste ano mais do que ganharam em todo o ano passado.
Ainda assim, o custo para comprar matéria-prima inflou de tal maneira que o fluxo de caixa não deu conta sozinho. A própria Adata precisou garantir quase US$ 380 milhões (R$ 1,9 bilhão) em empréstimos bancários para sustentar as compras. TeamGroup e Apacer seguiram exatamente a mesma cartilha para inflar suas reservas.
De acordo com o TechSpot, queimar caixa para estocar componentes agora virou uma estratégia de sobrevivência a longo prazo, já que novas fábricas capazes de aliviar a escassez e reequilibrar o fornecimento só devem entrar em operação a partir de 2027. Até lá, o consumidor final continuará sentindo no bolso o impacto do boom da IA.
Detalhes de preço e hardware devem dar as caras no Galaxy Unpacked, em julho (imagem: reprodução)Resumo
Google e Samsung desenvolveram óculos inteligentes com IA do Gemini.
Eles serão compatíveis com Android e iPhone, e chegarão ao mercado em dois momentos: versões com áudio chegam até o fim do ano; versões com visor não têm data.
Ainda não há informações sobre o hardware nem sobre os preços dos produtos.
O Google quer provar que aprendeu com os erros do passado. Na abertura do Google I/O 2026, ontem (19/05), a empresa revelou uma nova linha de óculos inteligentes desenvolvida em parceria com a Samsung e as marcas Warby Parker e Gentle Monster.
Os dispositivos vêm equipados com Android XR e IA do Gemini e chegam ao mercado no segundo semestre para competir com os badalados óculos da Meta.
A nova aposta será dividida em duas categorias: óculos focados em áudio e modelos mais avançados com tela integrada. O Google confirmou que as versões com áudio chegam primeiro, desembarcando no mercado durante o outono do hemisfério norte (entre setembro e dezembro). Já as variantes com visor ficaram para uma segunda etapa, ainda sem data definida.
O que os óculos inteligentes do Google podem fazer?
Primeira leva de óculos do Google foca em áudio e comandos por voz (imagem: reprodução)
Os novos óculos devem funcionar como uma extensão do celular. Eles vão oferecer recursos de notificações, widgets e comandos para o rosto do usuário. Na versão com áudio — que chega primeiro —, o dispositivo traz câmeras embutidas, microfones e alto-falantes discretos posicionados nas hastes.
O controle será feito de forma simples: basta dizer “Ok Google” ou dar um toque na lateral da armação para acionar o Gemini. A partir daí, a IA usa as câmeras para “enxergar” a cena.
De acordo com o vice-presidente e gerente geral do Android XR, Shahram Izadi, o usuário poderá olhar para a fachada de um restaurante para ler avaliações, traduzir placas de trânsito rapidamente ou pedir instruções de navegação ao Google Maps.
Os óculos também permitem capturar fotos e gravar vídeos em alta resolução. O sistema traz inclusive o recurso Nano Banana, que usa IA para apagar distrações do fundo das imagens ou aplicar efeitos por comandos de voz.
Para fechar o pacote, o ecossistema conversará com relógios que rodam o Wear OS e executará aplicativos de terceiros, como o Uber. Outra boa notícia para quem está do outro lado do muro é que o Google garantiu que os aparelhos terão suporte total ao iOS da Apple.
Proposta para não repetir o fiasco
Armações da Gentle Monster trazem pegada mais futurista (imagem: reprodução)
O mercado de wearables mudou muito desde o controverso Google Glass. Para não repetir os erros de uma década atrás, a empresa decidiu passar o bastão do design para quem entende do assunto. Os primeiros modelos revelados trazem formas diferentes: enquanto a Warby Parker aposta em linhas redondas e clássicas, a sul-coreana Gentle Monster assina armações ovais.
Quem precisa de lentes corretivas também não ficará de fora. Ao contrário de outros concorrentes, tanto a versão de áudio quanto os futuros modelos com visor foram projetados de fábrica para aceitar uma ampla gama de lentes de grau.
Quanto vai custar?
Ainda não há preço definido e nem detalhes sobre as especificações de hardware. Mas, para quem ficou curioso, vale ficar de olho no calendário: a expectativa é que a Samsung revele os próximos detalhes no Galaxy Unpacked de julho.
Google alterou os preços do plano mais caro no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Google reduziu o preço do plano AI Ultra no Brasil, de R$ 1.209,90 para R$ 779,90 mensais.
Contudo, a capacidade de armazenamento caiu para 20 TB; quem quiser os 30 TB do pacote anterior terá que pagar R$ 999,90 por mês.
Os planos Plus e Pro não sofreram alteração e seguem custando R$ 24,99 e R$ 96,99 ao mês, respectivamente.
O Google reduziu o preço do plano AI Ultra no Brasil. A assinatura mais cara do Gemini, que antes custava R$ 1.209,90 por mês, agora pode ser contratada por R$ 779,90 mensais. A redução veio acompanhada de um corte no armazenamento incluído, que caiu de 30 TB para 20 TB.
Quem quiser os 30 TB do pacote anterior terá que optar por uma nova versão do AI Ultra, que custa R$ 999,90 por mês. É somente esse plano que dá acesso ao Project Genie, IA do Google para criar e interagir com mundos virtuais e cenários 3D.
Além do armazenamento, o Google também passou a diferenciar os planos pelos limites de uso. A opção de R$ 779,90 oferece até cinco vezes mais capacidade nas ferramentas de IA em relação ao plano Pro, enquanto a versão de R$ 999,90 entrega até 20 vezes mais capacidade.
Esses são os novos valores da assinatura mais cara do Gemini (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Quais são os novos preços?
Google AI Ultra: R$ 779,90/mês, com 20 TB de armazenamento; ou R$ 999,90/mês, com 30 TB de armazenamento;
Google AI Pro: R$ 96,99/mês, com dois meses promocionais a R$ 48,49 (sem alteração);
Google AI Plus: R$ 24,99/mês (sem alteração).
A mudança acompanha a reformulação anunciada ontem (19/05) no Google I/O 2026. Nos Estados Unidos, a empresa reduziu pela metade o preço da assinatura mais cara do Gemini, que passou a custar a partir de US$ 100 mensais.
Além disso, a empresa aproveitou o evento para anunciar outras novidades: