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YouTube vai criar feeds personalizados e usar inteligência artificial para responder perguntas sobre produtos

23 de Setembro de 2026, 16:13

O YouTube anunciou uma série de mudanças para personalizar a experiência dos usuários, ampliar o uso de inteligência artificial (IA) e facilitar compras dentro da plataforma. As novidades foram apresentadas nesta quarta-feira (23), durante o evento Made on YouTube.

Entre os principais recursos estão os Custom Feeds, que permitirão criar abas temáticas na página inicial, e a expansão do Ask YouTube, ferramenta que usa IA para responder perguntas e ajudar usuários a encontrar informações e produtos.

Também foram anunciadas novidades para transmissões ao vivo, ferramentas de criação com IA e recursos voltados à proteção contra o uso indevido de voz e imagem.

YouTube terá feeds personalizados por interesse, rotina ou humor

  • Os Custom Feeds permitirão que o usuário crie e salve diferentes abas na página inicial do YouTube de acordo com seus interesses, humor ou rotina;
  • A ideia é permitir pedidos, como uma seleção de documentários longos para relaxar à noite, podcasts para uma viagem de 30 minutos ou novos criadores de conteúdo sobre faça você mesmo;
  • Os feeds serão atualizados automaticamente com novas recomendações e poderão ser acessados diretamente pela página inicial;
  • O YouTube afirma que o recurso será disponibilizado inicialmente para usuários dos Estados Unidos, na web, celulares e TVs, ainda neste outono do hemisfério norte. Não há previsão anunciada para a chegada ao Brasil;
  • Na prática, a mudança dá ao usuário mais controle sobre o tipo de conteúdo que aparece em determinados momentos, sem depender apenas do feed geral de recomendações da plataforma.

IA vai ajudar na busca por produtos

O Ask YouTube também está ganhando novas funções. A ferramenta permitirá fazer perguntas e enviar perguntas complementares em uma experiência interativa enquanto o usuário navega pela plataforma.

Uma das novidades é voltada às compras. Ao procurar avaliações de determinado produto, o YouTube poderá organizar recomendações em formatos, como tabelas comparativas, reunindo atributos e categorias de produtos de acordo com as preferências informadas pelo usuário.

Depois de escolher um vídeo, será possível continuar fazendo perguntas sobre o produto diretamente na página de exibição.

A ferramenta também poderá ser usada por comandos de voz durante a reprodução na TV, segundo o YouTube.

A proposta amplia o papel da IA dentro da plataforma: em vez de apenas localizar vídeos, o sistema passa a organizar informações encontradas no conteúdo e ajudar o usuário a comparar opções.

Amazon entra no YouTube Shopping no Brasil

O YouTube também anunciou mudanças no programa de afiliados do YouTube Shopping.

A plataforma pretende ampliar o programa para 35 países até o fim do ano. Segundo a Reuters, o Brasil e a Índia estarão entre os mercados em que criadores poderão marcar produtos da Amazon e receber comissões pelas vendas geradas por seus conteúdos.

Os produtos poderão ser indicados em vídeos longos, Shorts e transmissões ao vivo por canais elegíveis. O YouTube também informou que as ofertas exibidas para espectadores poderão ser localizadas de acordo com o país em que eles estiverem.

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Logo do YouTube em um smartphone na horizontal
Proposta amplia o papel da IA dentro da plataforma – Imagem: Alex Photo Stock/Shutterstock

Lives terão dublagem automática em tempo real

As transmissões ao vivo também ganharão novas ferramentas.

O YouTube anunciou o Live auto-dubbing, sistema que pretende traduzir a fala dos criadores em tempo real durante as transmissões. O recurso começará a ser testado no início de 2027, inicialmente entre inglês e espanhol, com outros idiomas previstos posteriormente.

A empresa afirma que mais de 40% do tempo de exibição das lives vem de espectadores que estão fora do país de origem do criador.

Outra novidade é o Live Showdowns, formato que permitirá transformar transmissões com mais de um criador em uma espécie de disputa entre equipes. Chats, presentes e Super Chats poderão contribuir para a pontuação exibida em tempo real.

O YouTube também pretende ampliar o Watch With, permitindo que criadores reajam ao vivo a vídeos longos elegíveis. A expansão está prevista para começar ainda em 2026.

IA também vai ajudar quem produz vídeos

As novidades apresentadas pelo YouTube não ficaram restritas ao público. Criadores também ganharão novas ferramentas de IA.

Um assistente conversacional baseado em Gemini será integrado ao Shorts e ao aplicativo YouTube Create. A ferramenta poderá ajudar em tarefas de edição a partir de comandos de texto, incluindo cortar pausas, reorganizar trechos, sincronizar músicas e criar sugestões para os vídeos.

O YouTube Studio também receberá recursos para orientar criadores durante a produção, gerar miniaturas de acordo com o estilo de cada canal e testar até três versões diferentes de um vídeo para verificar qual delas consegue manter melhor a atenção do público.

YouTube amplia proteção contra deepfakes

A plataforma também anunciou uma expansão de suas ferramentas para combater o uso indevido da imagem de pessoas. O sistema de detecção de semelhança será levado para celulares e permitirá que criadores recebam alertas quando forem identificados conteúdos que utilizem sua imagem de maneira indevida.

O YouTube também pretende combinar a detecção de voz com a detecção facial, com o objetivo de melhorar a identificação de conteúdos que tentem reproduzir a aparência ou a voz de uma pessoa.

As mudanças fazem parte de uma estratégia mais ampla do YouTube para incorporar IA à descoberta de conteúdo, produção de vídeos, compras e transmissões ao vivo.

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Amazon e Anthropic: Cade arquiva investigação, mas mantém possibilidade de nova análise da parceria

23 de Setembro de 2026, 15:54

O Cade arquivou o processo que investigava os investimentos da Amazon na Anthropic e os acordos entre as empresas nesta quarta-feira (23). O tribunal entendeu que a participação minoritária não precisava ser comunicada previamente porque o faturamento da Anthropic no Brasil não atingiu o limite previsto em lei.

A decisão também afastou a possibilidade de gun jumping, quando uma empresa antecipa uma operação que ainda precisaria de autorização do Cade. O arquivamento, porém, não impede uma nova análise se a relação entre as empresas mudar ou gerar problemas para a concorrência.

Logo da Amazon em uma fachada
A investigação do Cade analisou o investimento minoritário feito pela Amazon na Anthropic em 2023. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

O que o Cade analisou

O tribunal avaliou o investimento minoritário feito pela Amazon em 2023 e os acordos de colaboração tecnológica entre as duas empresas. Os conselheiros seguiram o voto do relator José Levi Mello do Amaral Jr., que entendeu que os acordos não criaram uma parceria com estrutura própria para dividir decisões, riscos e resultados.

Entre os pontos considerados pelo Cade estavam:

  • inexistência de órgão de decisão ou orçamento compartilhado;
  • ausência de ativos, equipe ou preços administrados em conjunto;
  • falta de metas comerciais comuns ou responsabilidade conjunta pelos clientes;
  • ausência de uma operação criada em conjunto pelas duas empresas.

A Amazon afirmou que os acordos não eram exclusivos e que a parceria ajudava a estimular a inovação. Para mostrar que a Anthropic não dependia apenas da Amazon, a empresa também citou relações com outros fornecedores e investidores, como Nvidia, Microsoft, Google, Broadcom e SpaceX.

O Cade reconheceu que a cooperação entre Amazon e Anthropic aumentou e que existe uma relação cada vez mais próxima entre as empresas. Ainda assim, o tribunal não encontrou mudanças na forma como as decisões são tomadas que justificassem considerar a parceria um empreendimento conjunto.

“A Lei nº 12.529/2011 oferece instrumentos de natureza estrutural e comportamental que, observados seus respectivos pressupostos, permitem à autoridade examinar operações não capturadas pelos critérios ordinários de notificação e investigar práticas capazes de produzir efeitos anticompetitivos”, ressaltou o relator.

O logotipo Anthropic AI é visto em uma tela de smartphone.
A Anthropic mantém relações com outros fornecedores e investidores, argumento usado pela Amazon durante a investigação. – Imagem: jackpress/Shutterstock

Decisão não impede nova investigação

O Cade poderá analisar novamente a parceria caso Amazon e Anthropic mudem a forma de atuação ou os acordos produzam efeitos que afetem a concorrência. Entre os pontos que podem motivar uma nova avaliação estão dependência tecnológica ou comercial, dificuldade para trocar de fornecedor, acesso a informações sensíveis e possíveis limitações a concorrentes.

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A conselheira Camila Cabral resumiu a posição do tribunal: “Ressalto a importância de que operações dessa natureza permaneçam sob especial atenção do Cade”. O procedimento atual, porém, foi arquivado.

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IA está ajudando a fazer praias “crescerem” e pode virar uma nova arma contra a erosão causada pela elevação do mar

23 de Setembro de 2026, 15:24

O avanço do nível dos oceanos está fazendo praias recuarem em várias partes do mundo. Nas Maldivas, uma equipe usa inteligência artificial, imagens de satélite e dados sobre correntes marítimas para entender a erosão e tentar recuperar áreas de areia.

O projeto da Coastal Assembly, criado a partir de um laboratório do MIT, já estendeu uma faixa de praia em cerca de 27 metros. Em outro ponto, um banco de areia com mais de 849 m³ de material foi formado em seis meses.

praia nas ilhas maldivas
A praia recuperada nas Maldivas praticamente dobrou de tamanho após a instalação das estruturas submersas. – Imagem: Pakhnyushchy/Shutterstock

Como a tecnologia funciona

No Atol de Kaafu, a equipe analisou dez anos de imagens de satélite, correntes e outros dados para identificar como a erosão avançava. O estudo serviu de base para o desenho de 54 estruturas de concreto marinho, produzidas com areia e conchas trituradas, comenta o The New York Times.

As peças ficam submersas e foram dispostas em uma sequência de hexágonos. O formato reduz a força das ondas sem impedir a circulação da água. Com isso, areia e sedimentos podem se acumular na região.

O efeito já aparece na paisagem. Segundo os responsáveis pelo projeto, a praia praticamente dobrou de tamanho. Corais também cresceram nas estruturas, que passaram a ser ocupadas por peixes e outros animais marinhos.

Parte do trabalho acontece antes mesmo da instalação. A tecnologia da empresa acompanha a erosão em tempo real em quase 900 pontos costeiros. Skylar Tibbits, um dos fundadores da Coastal Assembly, conta que o processo era muito mais lento no início.

“Levávamos meses para fazer um único local. No começo, tudo era feito manualmente.”

Hoje, segundo Tibbits, a equipe consegue prever a erosão futura e desenvolver um plano para enfrentar o problema em um único dia.

O que vem pela frente

O uso de imagens de satélite e inteligência artificial ganhou força justamente quando países insulares enfrentam dificuldades para obter dados sobre suas próprias costas. Um relatório das Nações Unidas citado no projeto aponta o mapeamento e a observação por satélite como uma base importante para a adaptação às mudanças climáticas.

A Coastal Assembly deixou o MIT no fim do ano passado e passou a operar como uma empresa de benefício público. Há outras dez instalações previstas nas Maldivas, além de projetos planejados para as Bahamas, Boston Harbor e Miami.

Ainda não há resposta para uma questão fundamental: quanto tempo as praias recuperadas permanecerão estáveis? Correntes sazonais, movimentação de sedimentos e a elevação contínua do nível do mar podem alterar os resultados.

O que o projeto já fez:

  • A praia ampliada avançou cerca de 27 metros em direção ao oceano.
  • Outro projeto criou um banco de areia com mais de 849 m³ de material.
  • Foram instaladas 54 estruturas submersas.
  • A tecnologia acompanha quase 900 áreas costeiras.
  • Há dez novas instalações planejadas nas Maldivas.
Atol de Kaafu
Nas Maldivas, a tecnologia tenta trabalhar com as correntes marítimas em vez de bloquear completamente o movimento da água. – Imagem: Koapan/Shutterstock

Uma alternativa às barreiras tradicionais

Mohamed Nasheed, ex-presidente das Maldivas, acompanhou os resultados de perto e vê na iniciativa uma alternativa às soluções tradicionais usadas para conter a erosão. “Eu vi. Realmente funciona.”

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Para Nasheed, grandes barreiras de concreto podem ser caras. O bombeamento e a dragagem de areia também exigem investimentos repetidos e podem afetar os ecossistemas costeiros. A aposta, portanto, está em uma intervenção que aproveite o comportamento natural da água em vez de tentar bloqueá-lo.

Essa possibilidade também chamou a atenção de Hyun Kim, consultor sênior do Global Centre for Climate Mobility, ligado às Nações Unidas. Ele considera a tecnologia uma solução concreta e afirmou que a organização trabalha para levá-la a outros países de baixa altitude.

Apesar dos resultados observados nas Maldivas, a experiência ainda está em fase de acompanhamento. A durabilidade das praias recuperadas e a possibilidade de aplicar a técnica em diferentes regiões continuam em aberto. São justamente essas respostas que vão mostrar até onde a solução pode chegar.

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IA da OpenAI tentou ensinar futuras versões a burlar regras

18 de Setembro de 2026, 16:49
Arte com visual moderno e tecnológico. No centro-esquerdo, está o logotipo da OpenAI com seu símbolo ao lado do texto "OpenAI" em branco. À direita, há uma representação estilizada de um cérebro humano em tons de roxo e verde, com aparência translúcida e linhas que remetem a malhas tridimensionais, sugerindo uma interface entre biologia e tecnologia. O design remete à intersecção entre inteligência artificial, neurociência e inovação digital. No canto inferior direito, está o logotipo do Tecnoblog.
Modelo em fase de testes instruiu versões futuras a ignorarem restrições (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Relatório da OpenAI detalha incidentes em que modelos de IA desrespeitaram instruções nos últimos seis meses.
  • Casos incluem um agente instruindo futuras versões a ignorar restrições e sistemas acessando bancos de dados governamentais.
  • A empresa adotou uma nova estrutura de denúncias internas para rastrear, investigar e divulgar comportamentos inadequados com maior transparência.

A OpenAI publicou um novo relatório de segurança detalhando incidentes recentes em que diferentes modelos de inteligência artificial apresentaram comportamentos inesperados ou inadequados. As falhas, registradas nos últimos seis meses, foram divulgadas logo após a empresa confirmar a adoção de uma nova estrutura interna planejada para rastrear sistemas que tentam driblar normas de segurança.

O documento desta quarta-feira (16/09) expõe seis casos preocupantes detectados durante testes internos. O de maior destaque envolveu um agente de IA que, ao gerar resumos para continuar uma tarefa, inseriu instruções aconselhando suas próprias versões futuras a ignorar os regulamentos de segurança definidos pelos desenvolvedores.

O mesmo sistema declarou que estava “livre de papéis e identidades”, afirmando que não precisava mais responder a corporações ou governos.

Como os modelos tentaram violar as regras?

Em outro episódio, ocorrido durante o treinamento do modelo GPT-5.6 Sol, comandos extras foram adicionados para ocultar falhas e inventar dados para mascarar erros operacionais. As violações também envolveram manobras de acesso indevido.

A OpenAI relatou um caso grave em que um modelo tentou acessar um banco de dados governamental para extrair dados de rendimentos de um condado da Califórnia sem autorização. Além de não conseguir obter os números reais, a IA fabricou métricas e as apresentou como se fossem autênticas.

Problemas de comunicação não autorizada também entraram no radar. Agentes encarregados de tarefas colaborativas utilizaram serviços abertos de hospedagem na web para trocar mensagens e arquivos entre si, contrariando ordens diretas da equipe técnica.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI expõe incidentes de comportamento não autorizado de IAs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Pressão por regulamentação

Com a nova estrutura de relatos, qualquer funcionário da OpenAI terá autonomia para alertar sobre novos desvios. Os casos serão classificados em diferentes níveis de gravidade. A medida chega também para acelerar a divulgação de incidentes em um momento de forte discussão sobre o ritmo dos avanços em direção a sistemas cada vez mais poderosos.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, tem apoiado a necessidade de regulação e sugerido desacelerar certas frentes de pesquisa. Na última semana, essa mesma preocupação levou à demissão do pesquisador Jacob Coxon, da rival Anthropic, que alertou publicamente para os riscos da tecnologia.

Em contrapartida, outras figuras influentes rejeitam uma ação mais rígida, preferindo o caminho oposto. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, defende a autorregulamentação do setor de inteligência artificial. Segundo o executivo, não há necessidade de novas leis, basta que as empresas tenham a responsabilidade de não lançar serviços sem total confiança.

IA da OpenAI tentou ensinar futuras versões a burlar regras

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI fez “maior roubo de trabalho da história”, diz executivo da Microsoft

18 de Setembro de 2026, 16:05
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Executivos previam os impactos ao mercado de notícias (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft e a OpenAI discutiram internamente sobre o impacto de seus chatbots no jornalismo, conforme documentos divulgados em uma ação movida pelo New York Times.
  • Executivos das duas empresas mencionam a possibilidade de redução de tráfego para sites de notícias e formas de burlar sistemas de paywall.
  • Um funcionário da Microsoft chamou a coleta de conteúdo sem compensação de “o maior roubo de trabalho da história”.

Um executivo da Microsoft classificou o uso de conteúdo jornalístico pela OpenAI como “o maior roubo de trabalho da história humana”. A declaração aparece em documentos internos revelados em um processo judicial, que também mostram executivos das duas empresas discutindo os impactos dos chatbots de IA sobre o jornalismo, incluindo a queda no tráfego de sites e formas de contornar paywalls.

Os arquivos fazem parte de uma ação movida por um grupo de veículos liderado pelo New York Times e foram divulgados após deixarem de ser confidenciais. Segundo o Ars Technica, em uma das mensagens, o executivo chamou a coleta de conteúdo sem compensação de “um roubo impressionante de proporções sem precedentes”.

As discussões entre os executivos indicam que as companhias sempre tiveram ciência dos impactos da IA no mercado editorial. No Brasil, a imprensa pressiona o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em uma ação contra o Google, que investiga o uso de notícias pela big tech em ferramentas de pesquisa com base no Gemini, como os Resumos de IA.

Microsoft discutia risco para as próprias IAs

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Funcionários discutiam possível “loop” que prejudicaria treinamento das IAs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Um dos principais registros vem de Brent Hecht, diretor de Ciência Aplicada da Microsoft. Em uma das mensagens, ele afirma que a estratégia era uma “completa zombaria da ideia de ‘uso justo'”, argumento usado pela indústria de IA para justificar a coleta de dados em massa. “Quase ninguém pretendia que o conteúdo criado fosse usado dessa forma, e ninguém é compensado por esse uso”, afirmou o executivo.

O NYT descreve ainda que funcionários da Microsoft falavam sobre um ciclo em que os produtos de IA prejudicariam os próprios sites usados no treinamento dos modelos.

A preocupação era que a redução do tráfego para sites jornalísticos diminuísse a capacidade desses veículos de produzir conteúdo, afetando a quantidade e a qualidade das informações disponíveis para o treinamento dos modelos de IA.

Chatbots reduziram cliques para sites de notícias

Segundo os autos, a Microsoft teria registrado quedas nas taxas de cliques para links de veículos jornalísticos. Entre os autores da ação, algumas publicações tiveram reduções de 83% a 93%, enquanto outros casos registraram quedas de 51% a 94%.

Um levantamento anterior, do Pew Research Center, mostra que usuários expostos ao resumo de IA clicam em links tradicionais quase 50% menos. Os números também foram usados pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) na ofensiva da imprensa brasileira contra as ferramentas do Google.

Mensagens internas da OpenAI explicavam o fenômeno: os usuários não vão clicar, “não importa o quão destacado seja o link exibido”. Nick Turley, então líder de produto do ChatGPT, concordou com a avaliação. Para ele, não há “um bom motivo para clicar” se o chatbot já entrega toda a resposta.

Tentativa de contornar paywalls

Imagem mostra crânios e ossos cruzados brancos e translúcidos sobre um fundo escuro com linhas de código de programação em azul claro. Os crânios representam pirataria, ataque hacker e perigo cibernético. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Empresas teriam burlado paywalls (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As mensagens internas também tratam do acesso a conteúdos protegidos por paywalls. Greg Brockman, presidente da OpenAI, teria afirmado estar “profundamente motivado pelas centenas de bilhões” após um funcionário comunicá-lo sobre um “hack” capaz de fazer os rastreadores da companhia burlarem o sistema do NYT.

Os autos também indicam que a Microsoft teria fornecido à OpenAI um conjunto de dados originalmente adquirido para o Bing sem autorização dos veículos. A startup teria obtido outra base de mais de 1,8 milhão de artigos do jornal por meio de terceiros.

Ao Ars Technica, a Microsoft contestou as alegações. Segundo a empresa, os produtos de IA da companhia se enquadram em uma categoria de uso transformador e não substituem o trabalho realizado pelos sites de notícias.

OpenAI fez “maior roubo de trabalho da história”, diz executivo da Microsoft

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple lança iPhone 18 Pro hoje no Brasil

18 de Setembro de 2026, 00:01
Imagem mostra um iPhone 18 Pro Max roxo sendo segurado em uma mão
iPhone 18 Pro Max estreia nova cor (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Início oficial das vendas no varejo brasileiro acontece hoje (18), acompanhando o calendário dos Estados Unidos.
  • Preços partem de R$ 11.999 (iPhone 18 Pro) e R$ 12.999 (iPhone 18 Pro Max), representando um aumento de R$ 500 frente à geração anterior.
  • Principais destaques incluem a inédita lente de abertura variável, o chip A20 Pro de 2 nanômetros e baterias que prometem até 45 horas de uso.

A Apple inicia hoje (18) as vendas oficiais dos novos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max no Brasil, com preços a partir de R$ 11.999. Anunciados em 9 de setembro, durante um evento nos Estados Unidos , os smartphones chegam ao mercado nacional com foco em atualizações nas câmeras, na capacidade de processamento e, principalmente, na autonomia energética.

Assim como em 2025, os produtos desembarcam por aqui simultaneamente com o as vendas nos Estados Unidos, um indicativo de que a companhia passou a tratar o Brasil com maior importância, segundo fontes do mercado. Os aparelhos já vêm de fábrica rodando o sistema iOS 27. Cabe lembrar que, nesta safra, a Apple optou por lançar apenas os dispositivos com Pro no nome, enquanto os modelos mais básicos são esperados para o primeiro trimestre de 2027.

Quanto custam o iPhone 18 Pro e Pro Max no Brasil?

A nova linha de celulares premium da Apple desembarca por aqui com uma alta de R$ 500 em relação ao ano anterior. O iPhone 18 Pro tem preço sugerido a partir de R$ 11.999 (256 GB), enquanto o iPhone 18 Pro Max começa em R$ 12.999 (256 GB).

Traçando um comparativo com a família passada, o iPhone 17 Pro estreou no mercado brasileiro em 2025 custando R$ 11.499 na versão básica, de 256 GB. Já o iPhone 17 Pro Max chegou ao país por R$ 12.499.

ArmazenamentoiPhone 18 ProiPhone 18 Pro Max
256 GBR$ 11.999R$ 12.999
512 GBR$ 13.499R$ 14.499
1 TBR$ 16.499R$ 17.499
2 TBR$ 20.999R$ 21.999
Compilação feita pelo Tecnoblog

A Apple oferece opções de parcelamento em até 12 vezes sem juros no site oficial, além de um desconto de 10% para compras à vista. Os consumidores que realizaram a reserva na pré-venda têm previsão de entrega entre os dias 7 e 15 de outubro.

Quais são as principais novidades?

Imagem mostra a parte traseira do iPhone 18 Pro Max de cor roxa
Conjunto de câmeras do iPhone 18 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O grande destaque desta geração é a câmera principal de 48 MP, que estreia a primeira lente de abertura variável na história da Apple e permite o controle manual da entrada de luz no sensor. Segundo a Apple, a abertura de f/1.48 consegue entregar um desempenho 50% superior em fotografias noturnas ou ambientes com baixa luminosidade.

Todo o poder de fogo é comandado pelo chip A20 Pro, o primeiro da maçã fabricado na litografia de 2 nanômetros. Na prática, a sua GPU é até 40% mais veloz que a do antecessor A19 Pro, aliada a um ganho de 50% na largura de banda de memória. O componente Neural Engine também teve sua capacidade de operação duplicada justamente para rodar as novas ferramentas de IA.

Imagem mostra dois iPhones 18 Pro e Max lado a lado
Entalhe está 25% menor (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A autonomia também foi alvo de melhorias importantes. O iPhone 18 Pro Max promete fôlego para até 45 horas de reprodução de vídeo. Já o iPhone 18 Pro alcança até 36 horas nos modelos restritos ao eSIM. O tempo na tomada encolheu. Cinco minutos de carga rendem até sete horas de tela no modelo Max, enquanto a versão Pro recupera metade da capacidade em apenas 15 minutos, conforme as projeções da Apple.

Em conectividade, a companhia introduziu o C2, um modem de celular desenvolvido internamente que diminui o consumo de energia em 15% e usa algoritmos para manter o sinal de rede mais estável. Por fim, o design frontal trouxe um refinamento no recorte da Dynamic Island, que ficou fisicamente menor, mas pode mostrar até três atividades ao vivo ao mesmo tempo sem interferir nos sensores do Face ID.

Apple lança iPhone 18 Pro hoje no Brasil

iPhone 18 Pro estreia nova cor (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Conjunto de câmeras do iPhone 18 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iPhone 18: Pro Max e Pro lado a lado (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

OpenAI vai avisar quando IAs agirem sem autorização

17 de Setembro de 2026, 16:26
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Funcionários da empresa de Sam Altman podem relatar desvios de IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI oficializou uma nova estrutura para rastrear e divulgar comportamentos inesperados em seus modelos de IA.
  • De início, a empresa revelou seis incidentes recentes, desde sistemas que falsificaram dados até modelos que ocultaram seus próprios erros.
  • O novo protocolo permite que qualquer funcionário reporte falhas e, segundo a empresa, busca ajudar a estabelecer um padrão para a indústria.

A OpenAI vai rastrear, investigar e divulgar casos em que seus modelos de inteligência artificial apresentem comportamentos inadequados. Em comunicado, a empresa afirma que quer dar mais transparência a falhas que podem ocorrer desde o treinamento até a execução dos sistemas. A medida chega meses depois de um modelo da OpenAI invadir servidores da Hugging Face.

Segundo a criadora do ChatGPT, um dos motivos é acelerar a divulgação de incidentes após sua detecção, mesmo quando as equipes técnicas ainda não compreenderam a causa exata ou não encontraram uma solução definitiva. Para dar início, a companhia revelou nessa quarta-feira (16/09) seis casos de comportamentos preocupantes identificados internamente nos últimos meses.

Quais foram os comportamentos inadequados da IA?

A empresa define “desalinhamento” como qualquer ação que desvie dos valores, instruções ou intenções humanas. Os exemplos mostram como a tecnologia pode burlar as regras.

  • Instruções não autorizadas: um modelo não lançado inseriu comandos em tarefas, orientando o sistema a ignorar limitações e declarando-se “liberado de amarras corporativas ou governamentais”.
  • Ocultação de erros: durante o treinamento do modelo GPT-5.6 Sol, a IA adicionou instruções para mascarar falhas e inventar dados históricos.
  • Acesso indevido e dados falsos: ao tentar responder a uma pergunta sobre rendimentos na Califórnia, um sistema usou uma chave de API sem autorização e alterou os números.
  • Upload sem permissão: outro modelo não lançado enviou um arquivo para a internet sem pedir autorização ao usuário.
  • Comunicação paralela: agentes de IA utilizaram um repositório interno de código como fórum para trocar mensagens, além de tentarem burlar restrições de rede transferindo arquivos de teste.
  • Compartilhamento público indevido: sistemas em treinamento usaram sites abertos de hospedagem para compartilhar arquivos entre si, ignorando a orientação de que o acesso deveria ser apenas local.
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Modelo de IA em treinamento tentou ocultar falhas e burlar restrições de segurança (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como funciona o novo processo de investigação?

Para o chefe de pesquisa de alinhamento da OpenAI, Kai Chen, a indústria ainda não conseguiu encontrar uma forma de resolver esses desafios de monitoramento.

Sob a nova estrutura, qualquer funcionário da empresa terá autonomia para sinalizar casos de desalinhamento, que serão analisados e classificados em três categorias: 1) Pronto para Divulgação; 2) Investigação Menor; e 3) Investigação Maior.

Cada relatório publicado informará publicamente o comportamento observado. A iniciativa é descrita como voluntária e vai atuar como complemento às exigências legais existentes. Paralelamente, a OpenAI já trabalha para propor ao governo dos Estados Unidos novos mecanismos de notificação para incidentes graves envolvendo inteligência artificial.

OpenAI vai avisar quando IAs agirem sem autorização

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Expansão da IA pode provocar “tsunami” de lixo eletrônico, diz relatório

17 de Setembro de 2026, 10:26
Foto de um descarte de lixo eletrônico com placas sobrepostas
Aumento de novos servidores pode triplicar lixo eletrônico nas próximas décadas (imagem: reprodução/Magnific)
Resumo
  • A corrida por data centers de IA pode triplicar o volume anual de lixo eletrônico tóxico até 2050, segundo a Basel Action Network (BAN).
  • De acordo com o relatório da entidade, a expansão de data centers pode gerar 13 milhões de toneladas de resíduos por ano somente até 2030.
  • Apenas cerca de 20% do lixo eletrônico recebe destinação adequada, de acordo com o cofundador da BAN, Jim Puckett.

A expansão da infraestrutura necessária para sustentar a IA pode triplicar o volume anual de lixo eletrônico tóxico nos próximos 25 anos. É o que diz um relatório da Basel Action Network (BAN), organização ambiental que acompanha o descarte e a movimentação internacional de resíduos eletrônicos.

Segundo a entidade, o acúmulo nesse período seria suficiente para preencher seis fileiras de contêineres ao redor da Terra. O material pode conter substâncias como mercúrio, cádmio, chumbo e compostos químicos persistentes, além de metais que exigem processos específicos para serem recuperados.

Servidores aumentam volume de resíduos

O levantamento projeta a quantidade de materiais que precisarão ser fabricados como parte da expansão de data centers nos próximos anos. Nos Estados Unidos, serão ao menos 4.871, segundo a organização, sendo muitos deles voltados a IA.

Para calcular o impacto, a organização considerou uma estimativa de aproximadamente 100 gigawatts (GW) de nova capacidade computacional no mundo até 2030. A conta inclui servidores, sistemas de refrigeração, infraestrutura elétrica, cabeamento e outros componentes importantes para os centros de processamento. Entre eles:

  • Racks de servidores: um rack de alta densidade usado em compuação de IA pode pesar cerca de 1.360 kg.
  • Switches e cabeamento: equipamentos de rede chegam a 30 kg cada, equanto cada rack pode concentrar centenas de quilos de cabos de cobre.
  • Troca de equipamentos: componentes podem ser substituídos a cada dois a cinco anos, seja pelo desgaste térmico, seja pela defasagem de desempenho.
  • Outros eletrônicos: a evolução dos requisitos para IA também pode acelerar a substituição de computadores, celulares e outros equipamentos de telecomunicações.

A partir desses fatores, a BAN estima que o descarte de hardware possa chegar a 13 milhões de toneladas por ano até 2030. O número é superior ao de estimativas apresentadas anteriormente por outros estudos sobre o lixo eletrônico do setor.

Falta de destinação adequada

Imagem mostra vários itens de lixo eletrônico, como carcaças de PCs e teclados
Lixo eletrônico seria consequência da obsolescência programada (imagem: John Cameron/Unsplash)

Apesar da preocupação para o futuro, o descarte de equipamentos eletrônicos já cresce rapidamente e é um problema no momento. Jim Puckett, cofundador da BAN, afirmou ao jornal The Guardian que apenas cerca de 20% desse material recebe uma destinação adequada.

A entidade atua internacionalmente contra o envio ilegal de resíduos tóxicos para países em desenvolvimento, onde parte desses equipamentos pode ser desmontada ou processada sem as mesmas condições de controle ambiental.

O Brasil, por exemplo, produz mais de 2,4 milhões de toneladas desse material anualmente, segundo levantamento da ONU. O valor deve aumentar com a expansão dos centros de dados no país, impulsionada pela aprovação do Redata, sancionado nessa quarta-feira (16/09).

Para a BAN, a velocidade da expansão da IA não está sendo acompanhada por uma estrutura equivalente para lidar com os equipamentos. A entidade alerta que, sem mudanças na forma como esses materiais são projetados, reutilizados e reciclados, a expansão da IA poderá transformar uma parcela crescente da infraestrutura tecnológica em resíduos tóxicos.

Expansão da IA pode provocar “tsunami” de lixo eletrônico, diz relatório

Lixo eletrônico como consequência da obsolescência programada (Imagem: John Cameron/Unsplash)

Suno lança IA musical treinada com apoio de gravadoras; veja o que mudou

9 de Setembro de 2026, 21:47

A Suno lançou o v6, seu primeiro modelo de inteligência artificial (IA) para geração de música desenvolvido com apoio da indústria fonográfica. Segundo a empresa, a nova versão foi treinada do zero com novo conjunto de dados, diferente daquele usado nos modelos anteriores.

Jack Brody, da Suno, afirmou ao The Verge que o v6 foi “treinado do zero, com um novo conjunto de dados que não inclui os mesmos dados usados para treinar nossos modelos anteriores”.

Esse material inclui conteúdo licenciado de parceiros, como Warner Music Group, BMG e Believe, além de “dados de usuários”. No entanto, ainda não está claro se os dados utilizados no treinamento do v6 estão completamente livres de conteúdos obtidos de maneira questionável.

Três modelos diferentes

Uma das principais mudanças do v6 é que a Suno passou a oferecer três modelos diferentes: v6, v6-wild e v6-mini.

O v6-mini é o modelo disponibilizado gratuitamente para todos os usuários. Ele foi desenvolvido para criações mais rápidas e que exigem menos recursos. Em contrapartida, os resultados são mais simples e costumam apresentar mais artefatos que deixam evidente que a música foi produzida a partir de um comando para uma IA.

Já o v6-wild foi projetado para gerar resultados mais imprevisíveis. Segundo Brody, a ideia é favorecer “acidentes felizes e imperfeições naturais”. Em testes limitados, porém, a diferença entre o v6-wild e o v6 convencional foi difícil de perceber.

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Aplicativos de IA em um smartphone
Suno é uma IA voltada para a criação de músicas – Imagem: Robert Way/iStock

IA ficou melhor em entender gêneros musicais

  • Os três modelos também apresentam uma melhora significativa na compreensão de gêneros musicais;
  • Testes realizados com comandos utilizados anteriormente para pedir músicas de estilos, como hyperpop e krautrock, mostram uma diferença em relação às versões antigas. Enquanto os modelos anteriores frequentemente erravam completamente o gênero solicitado, o v6 conseguiu reproduzir com maior precisão as características superficiais dos estilos pedidos;
  • O modelo, porém, continua enfrentando dificuldades justamente em um aspecto que a Suno tenta explorar: a reprodução de imperfeições humanas.

Suno ainda não consegue reproduzir erros musicais

Assim como acontecia com o v5, o v6 não conseguiu gerar resultados deliberadamente desafinados, fora do tom ou levemente dissonantes nos testes.

Mesmo quando recebeu comandos específicos para produzir vocais desafinados, piano tocado de maneira desajeitada ou músicas sem preocupação com tonalidade e ritmo, o modelo continuou entregando resultados musicalmente harmônicos e ritmicamente precisos.

Em um dos testes, por exemplo, o comando solicitava vocais monótonos e ausência de bateria, mas o modelo ignorou essas instruções.

O v6 ainda apresenta, por outro lado, as imperfeições artificiais características de músicas geradas por IA. Os vocais, em particular, parecem produzir mais artefatos de bordas ásperas comuns nesse tipo de modelo do que no v5.

Edição por texto e geração a partir de imagens

A Suno também introduziu mudanças na forma como os usuários podem interagir com as músicas. Agora, é possível editar partes de uma faixa usando linguagem natural em uma conversa. Alterações individuais, como modificar uma linha de guitarra ou uma única letra, não exigem necessariamente que toda a música seja gerada novamente.

O v6 também permite combinar diferentes elementos armazenados na biblioteca do usuário, reunindo resultados anteriores para criar novas músicas.

Outra novidade é que os comandos deixaram de ser limitados a descrições em texto. O Suno v6 pode criar faixas a partir de imagens, vídeos ou outros arquivos de áudio.

O Suno v6 começou a ser disponibilizado e, segundo a empresa, os modelos anteriores serão eventualmente aposentados.

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Pesquisadores questionam método da OpenAI para resolver problema matemático

9 de Setembro de 2026, 20:25

A OpenAI afirma que seus agentes de inteligência artificial (IA) resolveram um dos problemas matemáticos mais importantes ainda em aberto: uma questão relacionada às equações de Navier-Stokes, que descrevem o movimento de fluidos. A possível solução pode render um prêmio de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,4 milhões), mas matemáticos questionam a velocidade do avanço e a forma como a empresa chegou ao resultado.

A controvérsia aumentou depois que Tristan Buckmaster, matemático da Universidade de Nova York (EUA), afirmou ter sido questionado por funcionários da OpenAI sobre seu trabalho relacionado ao mesmo problema. Segundo ele, durante uma reunião em 6 de setembro, ouviu a pergunta: “Por que você arruinaria sua carreira?”.

Buckmaster descreveu o episódio em uma declaração pública e levantou dúvidas sobre a possibilidade de a OpenAI ter se beneficiado de pesquisas que ele e Levent Alpöge, matemático da Anthropic, estavam desenvolvendo.

O que a OpenAI afirma ter descoberto

As equações de Navier-Stokes foram formuladas no início do século XIX por Claude-Louis Navier e George Gabriel Stokes. Elas são usadas para descrever como fluidos se movimentam e ajudam a explicar fenômenos que vão desde o fluxo de ar provocado por uma hélice até a circulação do sangue pelas artérias.

O grande problema matemático é determinar se essas equações sempre produzem respostas finitas ou se, em determinadas condições, podem apresentar uma singularidade, conhecida como “blowup”. Nesse cenário, uma grandeza física, como a velocidade ou a pressão de um fluido, poderia aumentar indefinidamente em determinado ponto do espaço e do tempo.

A questão faz parte dos sete Problemas do Milênio definidos pelo Clay Mathematics Institute. Cada solução correta vale um prêmio de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,4 milhões). Para investigar o problema, a OpenAI utilizou uma técnica chamada forcing, que consiste em aplicar uma perturbação suave e controlada ao fluido simulado.

A empresa colocou aproximadamente dez mil agentes de IA para trabalhar simultaneamente na questão. Eles permaneceram em atividade durante cerca de 88 horas. Cerca de 100 agentes começaram analisando as equações de Euler, uma versão relacionada às equações de Navier-Stokes que desconsidera a viscosidade.

Após aproximadamente 50 horas, os agentes encontraram blowups nas equações de Euler. A descoberta levou a equipe a direcionar os esforços para o problema de Navier-Stokes.

A OpenAI afirma que seus agentes produziram uma singularidade na qual um vórtice se torna progressivamente mais apertado, alongado e fino, fazendo com que o fluido, matematicamente, gire em direção ao infinito.

A prova foi submetida ao Lean, programa utilizado para verificar cada etapa de argumentos matemáticos. Segundo a OpenAI, os agentes trocaram 2,7 milhões de mensagens e produziram aproximadamente 130 bilhões de tokens.

Em uma coletiva realizada na terça-feira (8), representantes da empresa afirmaram que uma tarefa semelhante executada por um cliente teria custado US$ 15 milhões (cerca de R$ 81 milhões).

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Problema foi proposto há bastante tempo – Imagem: Roman Samborskyi/Shutterstock

Matemáticos questionam como a OpenAI chegou ao resultado tão rápido

  • A velocidade do resultado chamou a atenção de pesquisadores porque Buckmaster e Alpöge estavam trabalhando em uma estratégia semelhante, também baseada na aplicação de forcing às equações de Euler;
  • A abordagem havia sido desenvolvida pelos matemáticos Diego Córdoba, do Instituto de Ciências Matemáticas de Madri, e Luis Martínez-Zoroa, da Universidade CUNEF, também na Espanha. Segundo Buckmaster, quase ninguém além deles estava trabalhando com essa linha de investigação;
  • Buckmaster afirmou que ele e Alpöge obtiveram resultados de blowup nas equações de Euler com forcing suave em 15 de agosto. Em 3 de setembro, disse ter recebido a informação de que a OpenAI havia tomado conhecimento do avanço dos dois pesquisadores e adotado o mesmo método;
  • Segundo a OpenAI, porém, seu trabalho com Navier-Stokes começou em 1º de setembro, depois que a empresa ouviu “rumores sobre outras resoluções de problemas do milênio”.

Sam Altman, CEO da OpenAI, reconheceu que a empresa havia tomado conhecimento do trabalho de Buckmaster e Alpöge antes de divulgar seu próprio resultado. “Estávamos curiosos para saber se o nosso também conseguiria”, escreveu ele. Altman afirmou ainda que as abordagens “parecem diferentes”, algo que Buckmaster contesta.

A OpenAI citou os dois matemáticos em sua declaração, reconheceu a resolução independente do problema de Euler com forcing e afirmou ter oferecido a eles a possibilidade de publicar o trabalho em conjunto.

Pesquisador questiona uso de seus dados pela OpenAI

A controvérsia também envolve o uso do Codex, assistente de programação da OpenAI. Buckmaster afirmou que utilizava a ferramenta durante sua pesquisa e colocava nela rascunhos do trabalho desenvolvido com Alpöge.

O matemático disse ter perguntado à OpenAI se as sessões do Codex poderiam ter sido acessadas ou utilizadas para treinar modelos. Segundo ele, não recebeu resposta sobre a questão do treinamento.

A OpenAI afirmou que funcionários ou agentes da empresa não tiveram acesso ao trabalho da dupla “por nenhum meio” antes de sua divulgação pública. Ao mesmo tempo, a companhia reconheceu que não poderia descartar a possibilidade de dados anonimizados derivados do uso de seus produtos terem ajudado a melhorar seus modelos.

Buckmaster também afirmou que Sébastien Bubeck, responsável pela pesquisa matemática da OpenAI, teria pressionado duas vezes para retirar Alpöge da autoria de um artigo que os dois matemáticos preparavam. Alpöge trabalha na Anthropic, concorrente da OpenAI.

Bubeck negou as acusações e classificou as alegações como “falsas e inflamatórias”. Ele afirmou que a OpenAI não utilizou os prompts ou as provas dos pesquisadores para orientar seus modelos.

Buckmaster, por sua vez, disse que não viu a prova produzida pela OpenAI e que não sabe exatamente como o modelo chegou ao resultado ou se os dados dos pesquisadores foram utilizados. Ele pediu uma investigação independente sobre a origem do trabalho da empresa.

Comunidade matemática reage

Diego Córdoba afirmou ter ficado surpreso com a rapidez com que o resultado apareceu. Outros matemáticos também demonstraram preocupação com a maneira como a descoberta foi divulgada.

Terence Tao, professor de matemática da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), afirmou que o episódio mostra como até mesmo o rumor de que alguém está trabalhando em um grande problema pode desencadear um esforço massivo de IA para resolver a questão antes que a pesquisa original esteja concluída.

Segundo Tao, os incentivos podem fazer pesquisadores deixarem de compartilhar ideias promissoras com a comunidade científica, prejudicando uma tradição de séculos de ciência aberta.

A prova da OpenAI ainda aguarda revisão formal por pares. O Clay Mathematics Institute também não confirmou nem rejeitou oficialmente a solução apresentada pela empresa.

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Arm revela nova CPU e GPU para rodar IA e jogos no celular

9 de Setembro de 2026, 17:48
Imagem de divulgação mostra uma mulher com um celular azul em mãos
Nova geração de chips da Arm foca em IA local e jogos (imagem: divulgação)
Resumo
  • Arm revelou o CSS for Mobile 2, nova arquitetura para smartphones que processa tarefas complexas de IA localmente.
  • Mali G2-Ultra NX será a primeira GPU da marca com aceleradores neurais integrados, garantindo 14% mais desempenho em renderização tradicional.
  • A CPU combina núcleos C2-Ultra e C2-Pro para equilibrar performance e consumo e processa LLMs até 70% mais rápido que o C1-Ultra.

A Arm oficializou nesta quarta-feira (09/09) o lançamento da CSS for Mobile 2, uma nova plataforma projetada para equipar a próxima geração de smartphones. A novidade foi desenhada pela empresa para lidar com tarefas pesadas de inteligência artificial baseada em agentes e gráficos cada vez mais detalhados.

A arquitetura que combina CPU e GPU foca ainda em rodar inteligência artificial localmente nos celulares. Segundo a empresa, o novo sistema consumirá menos energia entregando o mesmo desempenho.

O que muda na renderização de jogos?

O destaque da plataforma é a nova GPU Mali G2-Ultra NX. De acordo com a Arm, esta é a primeira Unidade de Processamento Gráfico da linha a integrar aceleradores neurais dedicados. Esse design garante um desempenho maior para gráficos aprimorados, reconstruídos ou gerados por IA.

Na renderização tradicional, o ganho de performance é de 14% frente à geração anterior. O componente também estreia uma unidade de ray tracing de última geração, abrindo espaço para iluminação realista e mundos mais ricos nos jogos mobile.

A indústria já abraçou a ideia. Segundo a companhia, desenvolvedoras de motores gráficos e estúdios como Sumo Digital, Tencent Games, Unity China e NetEase já preparam a integração da tecnologia neural em jogos futuros, como Arena Breakout Infinite e Where Winds Meet.

Imagem mostra as novidades técnicas da GPU Mali G2 Ultra NX da fabricante Arm
Mali G2-Ultra NX é a primeira GPU Arm com hardware de aceleração de IA dedicado (imagem: divulgação)

Combinação de núcleos

Com a evolução da IA, o processador assume a função de “maestro” na plataforma. O executivo da Arm responsável pelo setor, Chris Bergey, explicou que a tecnologia atual exige a execução simultânea de aplicativos e a coordenação de diversos modelos de linguagem, tudo dentro dos rigorosos limites térmicos e de desempenho de um celular.

Para suportar essa carga, a Arm combina núcleos C2-Ultra, voltados para desempenho, e núcleos C2-Pro, que priorizam a eficiência energética, além de suportar computação de IA de baixa latência direto na CPU.

Imagem mostra as novidades técnicas da CPU C2-Ultra da fabricante Arm
CPU combina núcleos C2-Ultra e C2-Pro para equilibrar performance e eficiência (imagem: divulgação)

As melhorias impressionam no papel. Há um aumento prometido de 70% na velocidade de processamento de Modelos de Linguagem Pequenos (SLMs) e um desempenho de IA 1,7 vez superior ao do antigo C1-Ultra. Se os dados se comprovarem, o usuário terá um ganho de até 15% em performance de thread único (a velocidade com que um único núcleo do processador consegue executar a linha de instrução de um programa) com economia de energia de até 38%, conforme a Arm.

Para garantir que as fabricantes tirem proveito desse hardware rapidamente, a empresa destaca que a plataforma CSS for Mobile 2 já conta com suporte nativo a pacotes essenciais de desenvolvimento, como o Arm KleidiAI e o Neural Graphics Development Kit, agora localizados no novo Portal de IA da Arm.

Arm revela nova CPU e GPU para rodar IA e jogos no celular

iOS 27 e versão da Siri com IA chegam em 14 de setembro

9 de Setembro de 2026, 16:31
Logo da Apple no centro, expandindo na direção do leitor, num fundo amarelo, rosa e violeta escuro.
Assistente digital ganha aplicativo dedicado para centralizar o histórico de interações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O iOS 27 e o iPadOS 27 estreiam em 14 de setembro de 2026 com a Siri AI, uma reformulação profunda da assistente treinada com os modelos Gemini do Google.
  • A ferramenta ganha um aplicativo dedicado, compreensão de contexto pessoal, auxílio de escrita, ajustes de voz e Inteligência Visual integrada à câmera.
  • Restrita a dispositivos com alta capacidade de processamento, a nova Siri é compatível com a linha iPhone 15 Pro em diante e iPads (Pro, Air e mini) com chip M1 ou superior; o iOS 27 sem a novidade chega ao iPhone 11 em diante.

A Apple informou que o iOS 27 e o iPadOS 27, novas versões de sistema operacional, serão liberados para o público na próxima segunda-feira, 14 de setembro. Revelada na WWDC 2026, a atualização marca a estreia da aguardada Siri AI, uma grande reformulação da assistente digital com capacidade de executar tarefas mais avançadas.

O anúncio ocorreu hoje, em meio ao evento de lançamento do iPhone 18, do dobrável iPhone Duo e de novos aparelhos da maçã.

Além do salto em IA, o update entrega melhorias de desempenho, ajustes na linguagem de design Liquid Glass e novas ferramentas de segurança. A nova assistente, no entanto, é o grande destaque da vez e concentra a maioria das novidades.

O que muda com a chegada da Siri AI?

A assistente virtual abandona o formato tradicional de respostas curtas para trazer recursos distribuídos pelo ecossistema da Apple:

  • Aplicativo próprio: a Siri passa a contar com um app dedicado no iPhone e no iPad, que reúne o histórico de conversas, permite fixar interações e iniciar um diálogo em um aparelho e continuar em outro.
  • Compreensão de contexto: a IA consegue localizar dados em diferentes áreas com comandos simples, como resgatar fotos antigas de viagens, buscar mensagens na caixa de entrada do Mail ou consultar anotações no Notas.
  • Modo Siri na Câmera: integrado ao app de câmera, o recurso analisa objetos em tempo real, permitindo identificar valores nutricionais de alimentos, traduzir placas ou tirar dúvidas sobre o ambiente com um toque.
  • Auxílio de escrita em qualquer app: a IA gera rascunhos e adapta sugestões ao estilo pessoal do usuário em mensagens e e-mails.
  • Personalização de voz: os ajustes do sistema agora permitem personalizar ritmo de fala, tom, expressividade e até o sotaque da assistente.
IA cruza informações para localizar e-mails, fotos e notas no aparelho (Imagem: Divulgação/Apple)

Parceria com o Google e restrições

A Apple recorreu a uma parceria com o Google, utilizando modelos do Gemini no treinamento da assistente. Consultas complexas que dependem dos servidores em nuvem da Apple terão cotas diárias de uso. Usuários que necessitarem de maior volume de processamento deverão contratar planos pagos do iCloud+.

No lançamento, a Siri AI funcionará apenas em inglês. A expansão para o português, espanhol, francês, japonês e coreano está programada para outubro deste ano.

Tarefas complexas processadas fora do dispositivo terão cota diária de uso (Imagem: Divulgação/Apple)

Quais dispositivos são compatíveis com a Siri AI?

O acesso à nova assistente exige chips com alto poder de processamento. Por conta disso, a Siri AI está restrita a uma lista seleta de aparelhos:

  • iPhones: linha iPhone 15 Pro (2023) em diante.
  • iPads: modelos iPad Pro e iPad Air equipados com chip M1 ou superior, além do iPad mini mais recente.

Quais iPhones vão receber o iOS 27?

A Apple confirmou ainda que o iOS 27 sem a Siri AI será disponibilizado para o iPhone 11 em diante, cobrindo também o iPhone SE de 2ª geração ou posterior. A expectativa é que o macOS 27 e o watchOS 27 também cheguem no dia 14.

iOS 27 e versão da Siri com IA chegam em 14 de setembro

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta Muse: Zuckerberg apresenta agente de IA que roda 24 horas por dia

9 de Setembro de 2026, 09:22
Muse é novo agente pessoal de inteligência artificial da Meta (imagem: reprodução/Meta)
Resumo
  • A Meta lançou o Muse, um agente pessoal de inteligência artificial projetado para interagir de forma personalizada com os usuários, ajudando a organizar atividades diárias e processando dados de forma segura.
  • O Muse utiliza uma Secure VM, um computador virtual próprio para cada usuário, garantindo maior segurança e privacidade para as interações e informações sensíveis.
  • O agente pessoal pode ser acessado pelo app Muse ou pelo WhatsApp e oferece uma experiência de IA personalizada, com 100 milhões de tokens gratuitos por semana para interações.

Muse é o novo agente pessoal de inteligência artificial da Meta. Anunciado nesta terça (08/09), o modelo promete uma experiência personalizada para cada usuário, com acesso a calendários, dados de exercícios físicos e mais informações para organizar atividades diárias. O processamento, segundo a Meta, será por meio de uma Secure VM, uma máquina virtual que garantiria maior segurança e privacidade.

O CEO Mark Zuckerberg apresentou o Muse como o próximo passo rumo à super-inteligência artificial. O modelo tem um avatar personalizável e interativo, que pode ser acessado tanto pelo app Muse quanto pelo WhatsApp. A ideia é que qualquer um consiga aproveitar os benefícios da IA, mesmo sem conhecimento técnico para criar prompts específicos.

Num primeiro momento, o app do Muse fica disponível apenas nos Estados Unidos. Ainda não há informações sobre quando o novo agente pessoal chega ao Brasil. Eu tentei acessá-lo pelo site muse.ai, que já aparece em português, mas é exibida uma mensagem de que preciso de autorização para acessar o agente pessoal.

O que o Muse pode fazer?

O Muse é apresentado como um agente 24/7, ou seja, com operação constante para analisar suas atividades e fazer sugestões. Ele segue os mesmos moldes do Gemini Spark, oferecido pelo Google a usuários de serviços premium. Além disso, ele funciona mesmo em segundo plano, sem a necessidade de manter o app aberto enquanto a IA processa sua resposta.

No exemplo, Muse agenda participação em uma corrida. Agente promete ajustar rotinas e mais (imagem: reprodução/Meta)

Sua atuação depende, é claro, de uma autorização prévia para acessar seus dados. Apps de compra de ingressos, calendários, documentos e até redes sociais como o Instagram podem ser linkados ao Muse. No vídeo, Zuckerberg mostra seu Muse atuando no planejamento de atividades diárias, analisando qualidade do sono e até sugerindo mudanças na rotina de exercícios físicos.

Ele também aparece montando uma lista de compras e finalizando a compra, que precisa ser autorizada. Outra atividade interessante é a análise de gastos, identificando assinaturas pouco utilizadas e sugerindo formas de economizar dinheiro.

Computador virtual ‘próprio’ para cada usuário

A Meta promete que o novo Muse processa seus dados na chamada Secure VM, ou máquina virtual segura, em tradução literal. Essa seria uma forma de garantir maior privacidade para suas interações e informações sensíveis.

Além disso, confirmações de compra e outras ações exigem autorização do usuário. De qualquer forma, uma experiência completa com o agente significa confiar seus dados à empresa.

Sugestões e até finalização de compras podem ser feitas pelo Muse (imagem: reprodução/Meta)

O Muse substitui o Meta AI?

A princípio, Meta AI e Muse são coisas diferentes: enquanto o primeiro é considerado um assistente, o novo modelo é um agente pessoal, ou seja, vai além de tirar dúvidas e ajudar em atividades específicas. A ideia é que o Muse participe da sua rotina e atue de forma personalizada.

Outro ponto interessante é a quantidade de tokens disponibilizados de forma gratuita no novo agente pessoal: são 100 milhões de créditos semanais, com a possibilidade de assinar planos mensais para aumentar sua cota. Isso deve significar uma boa janela de interações com a IA para uso diário.

Meta Muse: Zuckerberg apresenta agente de IA que roda 24 horas por dia

GPT-6 Astra conclui jogo de Captcha e recebe “certificado” de humano

8 de Setembro de 2026, 17:32
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
GPT-6 Astra completa jogo que reproduz desafios de Captcha (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O GPT-6 Astra, desenvolvido pela OpenAI, concluiu as 48 fases do jogo “I am not a Robot” (Não sou um Robô) criado por Neal Agarwal, recebendo um certificado digital de “humano verificado”.
  • O jogo Captcha é uma das principais barreiras usadas por plataformas online contra bots e IAs agênticas, mas o GPT-6 Astra conseguiu superar os desafios interpretando elementos visuais e executando ações como clicar e arrastar objetos.
  • A OpenAI afirma que o GPT-6 Astra tem capacidade de controlar computadores, alcançando 72,6% de pontuação média de acerto no benchmark OSWorld 2.0, e possui uma janela de contexto de aproximadamente 1,05 milhão de tokens.

O Captcha é uma das principais barreiras usadas por plataformas online contra bots e, agora, IAs agênticas. Mas não parece ser um problema para o modelo GPT-6 Astra, recém-anunciado pela OpenAI: em um teste, o modelo conseguiu concluir as 48 fases do jogo “I am not a Robot” (Não sou um Robô), criado pelo desenvolvedor Neal Agarwal.

A demonstração foi publicada pelo programador Sharif Shameem, que mostrou a IA usando um navegador para resolver os desafios até o fim, quando a própria página emitiu um certificado digital de “humano verificado”.

Astra has successfully beat all 48 levels of the “I’m Not a Robot” game: pic.twitter.com/DoDyx2V85v

— Sharif Shameem (@sharifshameem) September 7, 2026

O resultado chama atenção porque os desafios exigem mais do que responder perguntas. Para passar por todas as fases, o modelo precisa interpretar elementos visuais, clicar em pontos específicos e arrastar objetos. Em determinados momentos, até indicou ações que Shameem deveria seguir para passar em testes de câmera.

Isso significa que Captchas não servem mais?

Captcha é uma sigla em inglês para “Teste de Turing público completamente automatizado para distinguir entre computadores e pessoas”, famosa por aparecer durante a confirmação a acessar uma conta ou um site.

Serviços atuais podem combinar os desafios visuais com outros sinais para identificar automação, além de analisar o comportamento do acesso. Essa sequer é a primeira vez que um sistema consegue passar por um teste de Captcha.

O jogo de Agarwal, porém, foi criado como uma experiência interativa e não significa que o sistema de segurança aplicados às plataformas seja automaticamente burlável pelo agente. A interatividade da IA com o navegador e a capacidade de interpretar so desafios é o que chama a atenção, e já faz com que personalidades, como Jensen Huang, CEO da Nvidia, digam que a OpenAI teria atingido a AGI.

GPT-6 Astra foi desenvolvido para controlar computadores

captura de vídeo que mostra uma mulher sentada, de costas, olhando para uma tela em que a inteligência artificial executa comandos automaticamente.
Modelo evoluiu nas capacidades agênticas (imagem: reprodução/OpenAI)

A capacidade demonstrada no jogo é uma das principais características reveladas pela OpenAI no anúncio do Astra. O modelo conseguiu uma alta pontuação no benchmark OSWorld 2.0, que mede esse de interação, alcançando 72,6% de pontuação média de acerto. O GPT 5.6-Sol, por exemplo, registrou 65,7%.

Com isso, a OpenAI dedicou parte da divulgação do sistema a demonstrações do Astra como um agente em softwares reais. Entre elas estão tarefas no Blender, no aplicativo Notas, da Apple, e no Canva. O Astra também teria uma janela de contexto de aproximadamente 1,05 milhão de tokens, o que permite manter um histórico extenso durante sessões prolongadas de uso.

GPT-6 Astra conclui jogo de Captcha e recebe “certificado” de humano

(imagem: reprodução/OpenAI)

CEO da Nvidia diz que OpenAI alcançou a AGI com o GPT-6 Astra

8 de Setembro de 2026, 15:54
Jensen Huang, CEO da Nvidia
Jensen Huang, CEO da Nvidia, reafirma chegada da AGI (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirma que o lançamento do GPT-6 Astra da OpenAI marca a chegada da AGI.
  • A AGI é um sistema capaz de realizar tarefas intelectuais com competência comparável ou superior à humana.
  • A Nvidia, fornecedora de hardware para a OpenAI, registrou receita trimestral de US$ 96,2 bilhões.

Todo lançamento de um grande modelo de IA traz a dúvida de quanta evolução realmente recebemos com aquela atualização. Para Jensen Huang, o CEO da Nvidia, o lançamento do GPT-6 Astra marca a chegada da AGI, principal meta das principais empresas do setor.

Em declaração no X, o executivo parabenizou a equipe da OpenAI pelos números atingidos e destacou a evolução dos modelos nos últimos quatro anos. “A AGI chegou”, afirmou Huang, que também ressaltou a participação da própria Nvidia nesse processo.

GPT-6 Astra, trained on ~100K+ NVIDIA Grace Blackwell NVLink72. From ChatGPT to o1 to Astra in 4 years.

AGI has arrived. Congratulations @OpenAI team.

400K GPUs coming online next.

— Jensen Huang (@JensenHuang) September 6, 2026

GPT-6 Astra é um marco para AGI?

mockup do aplicativo do ChatGPT destacando o modelo GPT-6 Astra sendo usado no máximo de capacidade
GPT-6 Astra seria um marco, segundo OpenAI (imagem: divulgação/OpenAI)

A AGI, ou inteligência artificial geral, é geralmente descrita como um sistema capaz de desempenhar uma grande variedade de tarefas intelectuais com competência comparável ou superior ao humano. Entretanto, não existe um teste para determinar quando uma IA atingiu esse ponto, e o entendimento sobre ele varia.

Para a própria OpenAI, a AGI seria um sistema altamente autônomo capaz de superar humanos na maior parte dos trabalhos economicamente valiosos. A empresa aposta que o GPT-6 Astra, lançado na semana passada, deu o pontapé inicial nessa fase da tecnologia.

Segundo o Business Insider, Greg Brockman afirmou que o modelo pode ser visto futuramente como um marco no surgimento da AGI. nova versão traz um grande foco na realização de tarefas como agente, melhorando a capacidade de operar ferramentas autonomamente.

Pesquisador rebate Huang e OpenAI

Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Pesquisador aponta falta de critérios para considerar modelo como AGI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mas a falta de critério para definir esse salto tecnológico leva a dúvidas sobre quando ele realmente ocorrerá. O pesquisador Gary Marcus criticou Huang por “não apresentar evidências” que transformam o lançamento do Astra em um marco, como dito pela OpenAI.

Segundo ele, usando parâmetros convencionais da ciência da computação, o Astra cumpriria apenas um ou dois requisitos. Por isso, o modelo ainda estaria longe do patamar necessário para falar em AGI.

O próprio Sam Altman, CEO da OpenAI, acredita que sigla a tem uma definição frágil e funciona como um termo de marketing. Apesar de frisar a chegada da AGI, Brockman também acha que o fim de cláusulas contratuais, que davam à Microsoft exclusividade sobre as tecnologias da OpenAI até a AGI ser atingida, diminuíram ainda mais a relevância do termo.

Nvidia colabora com infraestrutura da OpenAI

Uma placa de vídeo com detalhes em tons de verde vibrante e preto flutua diagonalmente no centro da imagem. Abaixo dela, em destaque, o logo da "NVIDIA" em verde e branco. O fundo é cinza escuro, com elementos desfocados que remetem a outras placas de vídeo. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Nvidia faz parte dos fornecedores de tecnologia para a OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mas essa não é a primeira vez que Jensen Huang toca no assunto. Em março, ele já concordava que IAs seriam capazes de criar, escalar e administrar sozinha uma empresa de tecnologia avaliada em mais de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,1 bilhões). Esse cenário, para ele, já seria um indicativo de que a IA atingiu o patamar superior.

Para Marcus, no entanto, o otimismo de Huang soa mais como “uma tentativa de apropriação indevida de uma questão científica por decreto corporativo.”

Empresas que desenvolvem sistemas de LLMs, como a OpenAI, dependem de grandes volumes de aceleradores para treinar e executar os próprios modelos, e a Nvidia é uma das principais fornecedoras desse hardware.

A demanda por poder computacional também aparece nos resultados da Nvidia. No balanço divulgado em agosto, a empresa registrou US$ 96,2 bilhões (cerca de R$ 493 bilhões) em receita trimestral, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. Desse total, US$ 89 bilhões (R$ 456 bilhões) vieram do segmento de data centers e chips para inteligência artificial.

Na mesma publicação em que afirmou que a AGI havia chegado, Huang disse que outros 400 mil processadores gráficos da Nvidia entrarão em operação na rede mundial.

CEO da Nvidia diz que OpenAI alcançou a AGI com o GPT-6 Astra

Jensen Huang, CEO da Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)

(imagem: divulgação/OpenAI)

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Placa de vídeo Nvidia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Trend dos anos 80 viraliza na web; veja como fazer no ChatGPT

7 de Setembro de 2026, 16:43
Comparação lado a lado: retrato com estética dos anos 80 gerado a partir de uma foto, com visual retrô e roupas oitentistas
Fotos com estética dos anos 80 estão tomando conta da timeline (imagem: Tecnoblog)
Resumo
  • Uma trend dos anos 80 viralizou no Instagram, na qual usuários transformam fotos atuais em retratos com estética retrô.
  • Para fazer a trend no ChatGPT, basta enviar uma foto com o rosto visível e boa iluminação, junto com um prompt simples.
  • Após gerar a imagem, é possível pedir alterações diretamente no ChatGPT, como trocar roupas, penteado e cenário.

Você deve ter visto nos Stories do Instagram fotos com uma estética retrô. Desde sexta-feira (04/09), usuários têm usado inteligência artificial para transformar fotos atuais em retratos com roupas e penteados típicos da década de 1980. Para ajudar quem quer entrar na brincadeira, nós montamos um passo a passo. 

O processo pode ser feito diretamente no ChatGPT ou no Google Gemini, sem a necessidade de instalar outro aplicativo. Basta enviar uma foto e pedir para a ferramenta recriá-la com aparência oitentista. 

Como fazer a trend dos anos 80 no ChatGPT?

Retrato com estética dos anos 80 gerado a partir de uma foto, com visual retrô e roupas oitentistas
É possível adicionar detalhes à imagem depois que ela é criada (imagem: Tecnoblog)
  1. Abra o ChatGPT e toque no botão para anexar uma imagem.
  2. Escolha uma foto sua, de preferência com o rosto visível e boa iluminação.
  3. Envie a imagem junto com o prompt descrevendo o resultado desejado.

Você pode usar o comando abaixo. Foi com ele que criamos as imagens desta matéria:

Com base na minha foto, crie um retrato ultrarrealista de mim nos anos 80. Preserve fielmente meus traços e minha identidade. Adicione penteado volumoso, roupas autênticas da década e estética de fotografia analógica em filme 35 mm, com granulação natural, cores levemente desbotadas e iluminação típica dos anos 80. Evite caricatura ou aparência de cosplay; faça parecer uma fotografia real tirada naquela época.

Depois que a imagem for gerada, é possível pedir alterações diretamente no ChatGPT. Nos testes do Tecnoblog, conseguimos trocar roupas, penteado e o cenário com pedidos de prompt simples.  

Quando o resultado estiver pronto, basta salvar a imagem e publicar nos Stories do Instagram.

Trend dos anos 80 viraliza na web; veja como fazer no ChatGPT

Mobilon 80s (imagem: Tecnoblog)

Mobilon 80s (imagem: Tecnoblog)

IA para todos: Coreia do Sul aposta em acesso como serviço público

28 de Agosto de 2026, 09:13

A Coreia do Sul pretende oferecer acesso gratuito a serviços de inteligência artificial generativa para toda a população. Segundo o The Wall Street Journal, o programa “AI for All” quer ampliar o uso da tecnologia e diminuir a dependência de ferramentas dos Estados Unidos e da China.

Os testes começam em setembro, e o lançamento completo está previsto para este ano. Três consórcios sul-coreanos vão fornecer os serviços, com suporte do governo em infraestrutura computacional e despesas de operação.

Conceito de IA com mulher pressionando um smartwatch
Chatbots apoiados pelo governo poderão ajudar cidadãos com consultas médicas, moradia e orientações sobre impostos. – Imagem: TierneyMJ/Shutterstock

IA para tarefas do cotidiano

A ideia é colocar os chatbots dentro de situações práticas. As ferramentas poderão se conectar a sistemas governamentais para ajudar moradores a marcar consultas médicas, procurar apartamentos e receber orientações sobre impostos.

Pequenas empresas também poderão recorrer à IA para calcular tributos e verificar se podem participar de programas de apoio do governo. Para os pais, haverá sugestões de conteúdos educacionais destinados aos filhos.

O acesso será ilimitado nos serviços apoiados pelo governo. Cada consórcio lançará seu próprio aplicativo, mas as ferramentas também serão integradas a plataformas que os sul-coreanos já usam.

Entre os participantes estão as duas maiores empresas de telecomunicações do país e a operadora do Kakao.

A relação da Coreia do Sul com a tecnologia

A iniciativa encontra terreno fértil. O MIT Technology Review descreve os sul-coreanos como entusiastas de novas tecnologias e cita desde robôs humanoides e ídolos virtuais até diferentes aplicações de inteligência artificial.

Essa disposição tem raízes na história econômica do país. Depois da Guerra da Coreia, a tecnologia esteve no centro de ciclos sucessivos de desenvolvimento, que passaram por aço, construção naval, semicondutores, banda larga e smartphones.

Hoje, Samsung e SK Hynix fornecem grande parte das memórias de alta largura de banda usadas pelo hardware da Nvidia para treinar modelos de IA.

O presidente Lee Jae-myung também estabeleceu uma meta clara: colocar a Coreia do Sul entre as três maiores potências mundiais de inteligência artificial.

Pessoa utilizando ferramentas de inteligência artificial em um notebook.
A estratégia sul-coreana busca ampliar o uso de IA e diminuir a dependência de ferramentas desenvolvidas nos Estados Unidos e na China. – Imagem: vittaya pinpan / Shutterstock

Uma estratégia de bilhões

A expansão tem forte respaldo financeiro. O governo reservou cerca de 10 trilhões de won (aproximadamente R$ 37 bilhões) para gastos relacionados à IA em 2026. O montante é três vezes maior que o do ano anterior.

Leia mais:

No “AI for All”, os três consórcios poderão receber até 512 chips Nvidia B200. O governo também ajudará nas despesas de operação, embora o custo específico do programa ainda não tenha sido divulgado.

A iniciativa também expõe uma contradição. O MIT Technology Review relata que, embora a população use IA intensamente, existe preocupação com a possibilidade de a tecnologia eliminar empregos. Sindicatos chegaram a reagir à adoção de robôs humanoides em fábricas.

A Coreia do Sul agora tenta levar essa disposição para uma escala ainda maior: colocar ferramentas de IA à disposição de praticamente todos os cidadãos, enquanto fortalece sua própria indústria e busca reduzir a dependência de modelos estrangeiros.

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Anthropic vence Trump em queda de braço judicial sobre IA

28 de Agosto de 2026, 08:30

A Justiça dos Estados Unidos decidiu que o governo Trump agiu ilegalmente ao classificar a Anthropic como risco à cadeia de fornecimento e barrar negócios da empresa com o governo. A juíza federal Rita Lin entendeu que houve retaliação por manifestações protegidas pela Primeira Emenda.

O conflito começou depois que a Anthropic impôs limites ao uso militar de sua inteligência artificial. Segundo o The New York Times, a decisão encerra a primeira de duas ações judiciais apresentadas pela empresa contra o governo.

Montagem com fotos de Donald Trump e de pessoa segurando celular com logomarca da Anthropic na tela
Um contrato de US$ 200 milhões com o Pentágono esteve no centro da disputa entre Anthropic e governo Trump. – Imagem: Chip Somodevilla e Stockinq – Shutterstock

Contrato de US$ 200 milhões está no centro da disputa

A briga ganhou força no início do ano, quando Anthropic e governo não chegaram a um acordo sobre um contrato de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,03 bilhão) para fornecer tecnologia de IA ao Pentágono em sistemas classificados.

A empresa queria impedir dois usos específicos: vigilância em massa de americanos e armas autônomas capazes de matar alvos sem supervisão humana.

O Pentágono discordou. Para o governo, uma empresa privada não poderia estabelecer políticas para os Estados Unidos. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, acabou classificando a Anthropic como um risco à cadeia de fornecimento.

Essa categoria havia sido utilizada contra empresas estrangeiras consideradas ameaças à segurança nacional. Com a classificação, fornecedores e contratados das Forças Armadas ficaram impedidos de fazer negócios com a Anthropic.

Governo não convenceu a juíza

A Anthropic levou o caso à Justiça e alegou que a classificação não se aplicava à companhia. Também afirmou que a medida tinha motivação ideológica e violava seus direitos constitucionais.

Na decisão de 59 páginas, Rita Lin concluiu que o governo retaliou a empresa por atividades protegidas pela Constituição.

“O uso vazio da segurança nacional não é um cheque em branco para punir e retaliar críticos do governo”, escreveu a juíza.

Outro argumento analisado envolvia a possibilidade de a Anthropic desativar ou alterar seus modelos durante uma guerra. Lin já havia questionado a existência de evidências para essa hipótese. De acordo com o The New York Times, o governo recuou de várias de suas principais alegações sobre o assunto.

Para a juíza, a decisão de barrar a empresa tinha como objetivo transformá-la em um exemplo público por sua postura crítica.

Logo da Anthropic em uma parede com pessoas ao redor
A vitória da Anthropic não encerra a disputa: uma segunda ação judicial contra o governo Trump continua em andamento. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Disputa ainda continua

A Anthropic apresentou duas ações em 9 de março. A primeira, na Califórnia, resultou na decisão de Lin. A segunda tramita no Tribunal de Apelações dos EUA para o Circuito do Distrito de Columbia.

Leia mais:

O episódio também teve um novo capítulo envolvendo o modelo de IA Mythos. Em junho, o governo pediu que a Anthropic restringisse o acesso de clientes ao sistema por razões de segurança nacional. Após duas semanas de negociações, a empresa pôde restaurar o acesso à maioria dos clientes, com algumas salvaguardas.

“Saudamos a decisão do tribunal de que essa classificação de risco à cadeia de fornecimento foi ilegal”, afirmou a Anthropic.

A decisão é uma vitória para a empresa, mas não encerra a disputa. O governo Trump ainda pode recorrer, enquanto o segundo processo continua em andamento.

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Firefox ganha mais recursos de IA (calma, eles são opcionais)

18 de Agosto de 2026, 17:07
Imagem mostra o logo do navegador Mozilla Firefox, que é uma raposa laranja e amarela abraçando um globo roxo e azul. Há dois outros logos menores e desfocados ao fundo, em um cenário de degradê de tons rosa e roxo. No canto superior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Mozilla Firefox tenta agradar quem gosta e quem não gosta de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Mozilla lançou novas ferramentas de inteligência artificial para o Firefox, como busca no histórico com linguagem natural e agrupamento inteligente de abas, como parte da Smart Window, separada da janela principal do navegador.
  • O recurso de busca agora permite que o usuário digite frases vagas e visualize os sites acessados que se encaixam no pedido.
  • As novas funcionalidades são opcionais e fazem parte da estratégia da Mozilla de oferecer ferramentas de IA consideradas úteis, após enfrentar resistência de alguns usuários.

A Mozilla apresentou novas ferramentas de inteligência artificial para o Firefox, como encontrar respostas, agrupar abas e fazer buscas no histórico. Elas se juntam a recursos já existentes, como comparar produtos ou resumir textos da web.

As funcionalidades fazem parte da Smart Window. Ainda em fase beta, ela é separada da janela principal do navegador e precisa ser ativada pelo usuário. A experiência padrão do software permanece a mesma.

Infelizmente (ou felizmente, para alguns), a Smart Window só está disponível para testes nos Estados Unidos e no Canadá, apenas em inglês. Não é possível usá-la no Brasil.

Quais são as novas ferramentas de IA do Firefox?

O chatbot da Smart Window do Firefox agora é capaz de buscar informações na internet, apresentar as fontes e colocar os trechos mais importantes diretamente na conversa. O recurso é uma parceria com a empresa Exa, que fornece uma API unificada de busca com IA.

Outra novidade é o agrupamento de abas. Com a ferramenta, o Firefox consegue analisar as páginas que estão abertas e sugerir grupos, organizando os sites por temas e encontrando sites duplicados. No exemplo dado pela desenvolvedora, o navegador separa as informações em “Tênis de corrida”, “Planejamento para o quarto trimestre” e “Viagem a San Francisco”.

Por fim, o browser agora poderá usar IA para fazer buscas no histórico de navegação usando linguagem natural. Assim, o usuário não precisa lembrar exatamente o nome ou endereço da página que visitou: ele pode digitar “tênis de corrida que vi na semana passada” e visualizar os sites acessados. O Firefox coloca até mesmo algumas imagens de pré-visualização para ajudar a encontrar mais rápido o item desejado.

Captura de tela de interface de navegador de internet sobre fundo lilás. Na topo, há abas abertas com favicons coloridos. No centro, sobressai uma janela flutuante com fundo branco e cantos arredondados contendo o título "Organize Tabs". Abaixo dele, lê-se "Suggested groups" seguido por três linhas com nomes de grupos e ícones de sites correspondentes: "Running Shoes", "Q4 Planning" e "San Francisco Trip". No rodapé da caixa central, sobressai a opção em roxo "Create all".
IA sugere grupos de abas após analisar sites (imagem: divulgação)

A Mozilla promete ainda ferramentas para retomar “jornadas de navegação” e usar informações relevantes para preencher formulários, que chegarão em versões futuras do Firefox.

IA do Firefox provocou revolta de usuários

A febre da IA generativa teve um impacto considerável nos navegadores, com caminhos variados: a Opera apostou em agentes, o Google integrou o Gemini ao Chrome, a OpenAI criou (e matou) seu próprio browser e o Vivaldi disse “não, obrigado, estamos bem sem IA”.

A Mozilla decidiu aderir à IA, sempre colocando ferramentas opcionais. Mesmo assim, enfrentou resistência da base de usuários do Firefox, como a própria organização reconhece.

“Nós ouvimos muitas pessoas dizerem que não querem nem saber de IA. Também ouvimos outros que querem ferramentas de IA que sejam genuinamente úteis”, disse a desenvolvedora em fevereiro de 2026, ao anunciar um botão unificado para desligar todos os recursos de inteligência artificial do navegador, em uma tentativa de acalmar os críticos.

Com informações do The Verge

Firefox ganha mais recursos de IA (calma, eles são opcionais)

Mozilla Firefox (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anthropic explica como o Claude vai identificar textos gerados por IA

18 de Agosto de 2026, 11:56
Ilustração gráfica com fundo laranja-terracota de textura levemente granulada, destacando no centro uma grande estrela geométrica radiada na cor bege-clara; sobreposta horizontalmente ao centro da imagem, a palavra "Claude" está escrita em destaque com uma fonte elegante com serifa na cor preta, e o logotipo do "tecnoblog" no canto inferior direito em letras brancas.
Claude terá identificador de textos de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anthropic desenvolverá uma marca d’água invisível para textos criados pelo Claude, com base no SynthID-Text do Google DeepMind.
  • A marca d’água altera o padrão das palavras escolhidas pelo modelo, sem impactar a qualidade do texto, e será detectável por uma API.
  • Essa detecção pode falhar em casos de edições simples, trechos curtos, dados factuais, operações matemáticas, códigos de programação e textos revisados por humanos.

A Anthropic explicou como funcionará a marca d’água invisível para textos criados pelo Claude. A tecnologia tem como base o SynthID-Text, desenvolvido pelo Google DeepMind, e será inserido durante a geração das respostas.

A proposta é criar uma forma de verificação para textos gerados pela própria plataforma, seguindo as regras da Lei de Inteligência Artificial da União Europeia. O regulamento europeu começou a valer em 2 de agosto, determinando a adoção de soluções para que conteúdos criados em ferramentas de IA sejam detectáveis. Assim, tecnologias semelhantes devem começar a aparecer em outros modelos.

O SynthID já é conhecido como uma tecnologia de marca d’água para vídeo, imagem e áudio, fazendo pequenas alterações imperceptíveis para humanos. Enquanto imagens e vídeos têm mudanças nos pixeis, o SynthID-Text altera o padrão das palavras escolhidas pelo modelo.

Como a marca funciona?

Captura de tela de vídeo explicativo sobre o SynthID
Tecnologia altera padrão de texto gerado pela IA (imagem: reprodução/Google DeepMind)

Em comunicado, a Anthropic afirma que a identificação é criada na sequência de palavras geradas pelo assistente. Modelos de linguagem produzem texto de maneira sequencial, calculando a probabilidade estatística de cada palavra a ser exibida com base no contexto anterior. A marca d’água atua neste momento. Na prática, funciona assim:

  1. Em uma frase como “O tempo hoje estava frio e…”, a IA entende que a continuidade dificilmente seria “açucarado”, mas poderia ser “nublado” ou “cinzento”.
  2. Nestes casos em que há opções de sinônimos, o modelo decide aleatoriamente qual palavra escolher.
  3. Com a marca d’água, uma chave criptográfica passa a orientar a escolha.
  4. Na análise, o Claude identificará se o padrão é compatível com um texto gerado por ele mesmo.

De acordo com a empresa, isso não significa que o Claude passará a forçar palavras estranhas no meio do texto. Testes internos e resultados do estudo do SynthID-Text, feito pelo Google DeepMind, teriam indicado que não há impacto da técnica no conteúdo final.

Onde a detecção pode falhar?

Ilustração artística em estilo conceitual sobre fundo bege, coberto pela palavra "Claude" repetida em letras brancas na vertical, mostrando no centro o contorno estilizado de uma silhueta humana preta com um diagrama de rede neural de nós e linhas pretas em seu interior, e uma explosão estelar geométrica laranja-terracota atrás de sua cabeça, com o logotipo "tecnoblog" no canto inferior direito.
Análise pode falhar com alterações simples (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como a marca será aplicada no padrão de escrita do texto, edições simples podem interferir no resultado da análise e mudanças completas na estrutura do texto tendem a remover a marcação, segundo a Anthropic. Há mais situações em que a análise pode falhar:

  • Quando os trechos são muito curtos;
  • Quando a resposta é baseada em um dado factual e exato;
  • Operações matemáticas;
  • Códigos de programação;
  • Textos feitos por humanos, mas revisados pelo assistente.

A Anthropic afirma que vai lançar em breve uma API de detecção para permitir que plataformas, instituições e desenvolvedores verifiquem se um texto provavelmente foi produzido pelo Claude.

Anthropic explica como o Claude vai identificar textos gerados por IA

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Google DeepMind)

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google paga US$ 10 milhões por dados de companhia aérea falida

18 de Agosto de 2026, 10:50
Avião da Spirit Airlines em uma pista
Spirit Airlines encerrou as operações após duas recuperações judiciais (imagem: reprodução)
Resumo
  • O Google adquiriu dados corporativos da Spirit Airlines por US$ 10 milhões para treinar modelos de IA.
  • O pacote inclui milhões de e-mails e linhas de código, além de documentos internos da companhia aérea.
  • A aquisição visa aprimorar produtos do Google com dados de operações corporativas reais, sem incluir dados pessoais de passageiros ou clientes.

O Google venceu um leilão de falência realizado nos Estados Unidos e adquiriu os dados corporativos da extinta companhia aérea Spirit Airlines. O acordo de US$ 10 milhões (cerca de R$ 52 milhões na cotação atual) transfere o acervo digital da empresa de aviação para a gigante das buscas.

O objetivo é utilizar o vasto histórico de comunicações operacionais e métricas de negócios para treinar modelos de linguagem e aprimorar produtos de inteligência artificial.

O que inclui o acervo leiloado pela Spirit Airlines?

A aquisição engloba um volume gigantesco de documentação, mas a oficialização da compra ainda aguarda a aprovação final de um juiz federal. Segundo os autos do processo, a transferência inclui quase 100 milhões de e-mails corporativos, mais de 500 milhões de chats trocados via Microsoft Teams, agendas, auditorias financeiras e materiais de campanhas de marketing.

O Google também assumirá a posse de 30 milhões de linhas de código, metadados de desenvolvimento, modelos e algoritmos de software da companhia aérea, bem como dados detalhados sobre receita, métricas de operações de aeronaves e relatórios de produtividade de funcionários e de recursos humanos.

Por que o Google quer os dados?

Imagem mostra o logo do Google no escritório da empresa em São Paulo
Google investiu em acervo para treinar modelos de linguagem (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

A big tech pretende processar toda essa documentação para alimentar suas redes neurais com situações e resoluções do mundo corporativo real, já que modelos de IA atuais ainda enfrentam dificuldades em tarefas executivas. Experimentos recentes mostram essa limitação: a Anthropic, por exemplo, colocou seu modelo Claude para gerenciar uma máquina de vendas automatizada, mas o agente tomou uma série de decisões erradas e acabou gerando prejuízo.

A entrada do banco de dados de uma operação logística e corporativa complexa como a da Spirit Airlines oferece elementos valiosos sobre como uma grande empresa lida com fornecedores, gerencia crises e toma decisões de gestão.

Um porta-voz do Google confirmou o plano à agência Bloomberg: “Adquirimos parte de um conjunto de dados corporativos da Spirit Airlines que pode ser útil para aprimorar nossos produtos e modelos de IA”.

Como ficam os dados de passageiros e clientes?

O contrato de venda proíbe a transferência de informações pessoais. Foram excluídos da compra cerca de 97,5 milhões de perfis de passageiros da Spirit Airlines, além de mais de 50 milhões de registros de membros do programa de fidelidade da companhia.

Os dados corporativos vendidos serão categorizados como “desidentificados”, assegurando que nenhum arquivo possa ser atrelado a um indivíduo específico. O contrato também exige que o Google concorde em não desenvolver ferramentas para tentar reidentificar os usuários.

Spirit Airlines encerrou operações em 2026

A ruína da Spirit Airlines ocorreu após a empresa enfrentar duas recuperações judiciais em 2025, amargando perdas de US$ 257 milhões (R$ 1,3 bilhão), e um resgate governamental de US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) negado por credores. Em maio deste ano, a companhia encerrou oficialmente suas operações. A Spirit nunca operou voos regulares de passageiros no Brasil.

Segundo o CEO Dave Davis, o serviço tornou-se insustentável devido à alta dos combustíveis impulsionada por conflitos geopolíticos entre EUA, Israel e Irã, selando o primeiro colapso de uma grande companhia aérea americana desde a quebra da Midway Airlines após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Google paga US$ 10 milhões por dados de companhia aérea falida

Escritório do Google em São Paulo (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

OpenAI estreita laços com o Brasil e busca mais parceiros

18 de Agosto de 2026, 05:00
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Brasileiros enviam cerca de 215 milhões de mensagens por dia ao ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI anuncia parcerias com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a prefeitura de São Paulo, a startup jurídica ENTER e o programa Estímulo, com o objetivo de expandir sua presença no Brasil.
  • Os usuários brasileiros enviam cerca de 215 milhões de mensagens por dia ao ChatGPT, colocando o Brasil no pódio de países que mais usam a ferramenta, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.
  • A OpenAI vai financiar dois projetos de pesquisa brasileiros, um no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e outro no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), com US$ 1 milhão em financiamento e créditos na API do ChatGPT.

A OpenAI faz uma série de anúncios nesta semana para sinalizar que está mais próxima do Brasil. As iniciativas incluem parcerias com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a prefeitura de São Paulo, a startup jurídica ENTER e o programa gratuito Estímulo, voltado a pequenos empreendedores.

Segundo a empresa, os usuários brasileiros enviam cerca de 215 milhões de mensagens por dia ao ChatGPT, e a base de usuários no país quase dobrou no último ano. O Brasil está no pódio de países que mais usam a ferramenta de inteligência artificial, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.

Em busca de mais parceiros

O Tecnoblog participou da conversa, realizada em São Paulo, com representantes da empresa. Eu lembrei que clientes do Nubank e da Claro conseguem usar o ChatGPT Go de graça por um período limitado. O que vem na sequência? O diretor de estratégia, Jason Kwon, respondeu que a companhia segue dois princípios ao pensar seu crescimento no país: garantir o acesso mais amplo possível à tecnologia e expandir parcerias locais. Segundo ele, a OpenAI está aberta a fechar mais acordos assim. Ele elogiou as parcerias com o banco e a operadora.

A OpenAI também ampliou sua parceria com o Rappi: clientes elegíveis do superapp podem receber um mês de acesso gratuito ao ChatGPT Go, enquanto assinantes do Rappi Pro Black têm direito a até seis meses.

Oliver Jay e Jason Kwon, da OpenAI, respondem perguntas de jornalistas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apoio à pesquisa

Durante o evento, nesta segunda-feira (17), a OpenAI anunciou que vai financiar dois projetos de pesquisa brasileiros dentro de seu programa internacional de apoio a estudos independentes sobre políticas para IA.

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) vai estudar o que instituições científicas precisam para converter acesso à IA em avanços de pesquisa, considerando capacitação, governança e infraestrutura.

Já o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) vai avaliar, com dados sintéticos ou anonimizados, uma infraestrutura de informação clínica assistida por IA voltada ao Sistema Único de Saúde (SUS), mantendo a decisão médica sob supervisão humana.

Os dois projetos fazem parte de um grupo de 14 iniciativas selecionadas no mundo, que vão dividir US$ 1 milhão em financiamento (cerca de R$ 5,2 milhões) e até US$ 1 milhão em créditos na API do ChatGPT. Os resultados devem ser divulgados em 2027.

O jornalista Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite da OpenAI

OpenAI estreita laços com o Brasil e busca mais parceiros

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Oliver Jay e Jason Kwon, da OpenAI, respondem perguntas de jornalistas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

OpenAI desmontou equipe responsável por avaliar riscos de IA, diz jornal

17 de Agosto de 2026, 12:55
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI quer foco em clientes corporativos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI desmontou sua equipe de preparedness, responsável por avaliar riscos graves ou catastróficos envolvendo modelos de inteligência artificial, segundo o Financial Times.
  • Funcionários experientes foram realocados para setores como biologia e cibersegurança, onde continuarão a trabalhar na mitigação de riscos.
  • As mudanças ocorrem em meio à preparação da OpenAI para sua estreia na bolsa de valores, com expectativa de atingir um valor de mercado de US$ 1 trilhão.

A OpenAI teria realocado profissionais e acabado com sua equipe de preparedness, responsável por avaliar riscos graves ou catastróficos envolvendo os modelos de inteligência artificial desenvolvidos pela empresa, bem como por trabalhar para mitigar esses riscos.

As informações são do jornal Financial Times, em uma reportagem sobre as reorganizações da OpenAI às vésperas de fazer sua estreia na bolsa de valores.

Greg Brockman, co-fundador e presidente da OpenAI, declarou à Wired que os avanços técnicos da empresa exigem salvaguardas mais robustas e que as mudanças foram feitas para integrar de modo mais profundo pesquisas e segurança no desenvolvimento dos modelos.

A questão da segurança da OpenAI está sob atenção pública desde que um modelo da empresa “escapou” de um ambiente de testes e invadiu sistemas de outras companhias.

O que a OpenAI fez com sua equipe de gestão de riscos?

Notebook com símbolos de segurança no entorno
Equipe de preparedness cuidava de riscos catastrófics (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De acordo com a publicação, várias pessoas familiarizadas com as reorganizações da OpenAI disseram que a equipe de gestão de riscos e prevenção foi desmembrada.

Os funcionários mais experientes foram realocados para times já existentes, como biologia e cibersegurança, onde seguirão com a responsabilidade de avaliar e mitigar riscos, mas sem contar com o respaldo de um departamento dedicado a isso.

Segundo o Financial Times, a unidade de preparedness era um dos elementos restantes da estrutura antiga da OpenAI, quando a empresa ainda tinha a pesquisa em inteligência artificial como seu foco. Antes disso, as equipes de preparação para a inteligência artificial geral e de alinhamento de missão já tinham sido dissolvidas.

A OpenAI teve uma equipe de superalinhamento, também voltada a questões de segurança, mas ela também foi encerrada. Jan Leike, que era um dos líderes, pediu demissão em 2024 e disse que a segurança estava sendo colocada em segundo plano e que a prioridade eram os produtos chamativos.

Ainda de acordo com a reportagem, lideranças e funcionários experientes desses setores foram realocados para cargos com responsabilidades pouco definidas, deixando a companhia pouco depois.

OpenAI se prepara para estrear na bolsa e enfrentar concorrência

As reorganizações acontecem em um momento em que a OpenAI prepara sua oferta pública inicial de ações (IPO), com expectativa de atingir o valor de mercado de US$ 1 trilhão (US$ 5,18 trilhões, em conversão direta).

Para isso, a empresa teria sido direcionada pelo CEO Sam Altman a abandonar “side quests” (projetos paralelos) e se concentrar no ChatGPT. A ideia é conquistar clientes corporativos, um espaço onde a Anthropic é muito forte.

Segundo o FT, as reorganizações dividem investidores: uns se preocupam com a alta taxa de rotatividade de pessoal e a falta de foco; outros acreditam que é normal fazer uma “limpeza” na organização antes de oferecer ações.

OpenAI desmontou equipe responsável por avaliar riscos de IA, diz jornal

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WhatsApp testa IA no celular para identificar golpes antes que você caia neles

13 de Agosto de 2026, 20:10

O WhatsApp está testando novo recurso que usa inteligência artificial (IA) diretamente no celular para identificar possíveis golpes em conversas. Chamado de Scam Alert, o sistema analisa mensagens no próprio aparelho e pode exibir um alerta caso o modelo considere que uma conversa apresenta características de uma tentativa de fraude.

A ferramenta está sendo disponibilizada inicialmente em um beta limitado e é opcional. Segundo a Meta, responsável pelo WhatsApp, o objetivo é ajudar usuários a reconhecer abordagens suspeitas antes de fornecer informações, enviar dinheiro ou realizar outras ações solicitadas pelos criminosos.

O sistema foi desenvolvido para funcionar no próprio dispositivo. Isso significa que o conteúdo das mensagens não precisa ser enviado aos servidores da Meta para que a classificação seja feita.

Como funciona o alerta de golpe

  • Quando o modelo identifica uma mensagem que considera provavelmente parte de uma tentativa de golpe, o WhatsApp exibe um aviso dentro da conversa;
  • O alerta é visível apenas para o próprio usuário e não aparece para a outra pessoa envolvida no chat;
  • A partir daí, o usuário pode decidir o que fazer. As opções incluem bloquear o contato, denunciar a conversa ou continuar falando com a pessoa;
  • Caso o alerta seja considerado um falso positivo, também é possível marcar a conversa como confiável. Nesse caso, o aviso é removido e o Scam Alert deixa de sinalizar aquela conversa novamente;
  • Ao marcar um chat como confiável, o usuário também pode optar por compartilhar com o WhatsApp as cinco últimas mensagens recebidas. Segundo a Meta, esse conteúdo pode ser usado para ajudar a melhorar a precisão do recurso;
  • O envio dessas mensagens, portanto, não acontece automaticamente.

IA funciona diretamente no celular

Uma das principais características do novo sistema é justamente o processamento local. Segundo a Meta, quando o recurso de detecção está ativado, “nenhum conteúdo de mensagem deixa o dispositivo do usuário para classificação”.

A empresa também afirma que nenhuma mensagem é enviada automaticamente para denúncia ao WhatsApp, à Meta ou a terceiros. O usuário pode ainda desativar o Scam Alert a qualquer momento.

A estratégia busca preservar a privacidade das conversas enquanto utiliza modelos de aprendizado de máquina para identificar padrões associados a golpes.

Celular com ícone do WhatsApp na tela; ao fundo, um hacker encapuzado usando um notebook
Sistema emite alerta caso considere que a conversa seja uma tentativa de fraude; cabe ao usuário aceitá-lo ou não – Imagem: Daniel Constante/Shutterstock

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WhatsApp virou alvo frequente de criminosos

A preocupação da Meta está relacionada à escala do WhatsApp. A plataforma possui mais de três bilhões de usuários em todo o mundo e se tornou um dos ambientes utilizados por criminosos para abordar potenciais vítimas.

Entre os golpes estão pedidos fraudulentos de transferências bancárias e esquemas conhecidos como “pig butchering”, nos quais os criminosos constroem uma relação de confiança com a vítima antes de convencê-la a enviar dinheiro ou investir em uma oportunidade falsa.

Dados da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) indicam que vítimas relataram US$ 425 milhões (cerca de R$ 2,3 bilhões) em perdas com golpes realizados pelo WhatsApp em 2025.

O valor corresponde a uma parcela dos mais de US$ 2,1 bilhões (aproximadamente R$ 11,5 bilhões) em perdas relatadas com golpes praticados por meio de redes sociais no mesmo ano.

Recurso amplia combate a golpes no WhatsApp

O Scam Alert é mais uma iniciativa da Meta para tentar identificar fraudes antes que elas causem prejuízo aos usuários.

No início de 2026, a empresa também lançou mecanismos de detecção de golpes relacionados a pedidos de vinculação de dispositivos no WhatsApp. Esse tipo de fraude tenta convencer a vítima a fornecer códigos ou realizar procedimentos que permitem ao criminoso conectar a própria conta a outro aparelho.

Agora, a empresa amplia a utilização de IA para analisar o conteúdo das mensagens localmente, em busca de sinais que possam indicar uma tentativa de golpe.

Por enquanto, o Scam Alert está em fase de testes e sua disponibilidade é limitada. A Meta ainda precisa avaliar o desempenho do sistema antes de ampliar o recurso para mais usuários.

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Google lança Gemini 3.7 Flash apenas três semanas após versão anterior

13 de Agosto de 2026, 17:44
Imagem mostra o logo do Gemini ao centro. O fundo é levemente colorido, nas cores do Google: azul, verde, amarelo e vermelho
Gemini 3.7 Flash não estará disponível para usuários comuns inicialmente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançou o Gemini 3.7 Flash, modelo leve de inteligência artificial generativa, três semanas após o Gemini 3.6 Flash.
  • O Gemini 3.7 Flash custa US$ 0,75 por milhão de tokens de entrada e US$ 3,75 por milhão de tokens de saída, metade do preço do modelo anterior.
  • O Gemini 3.7 Flash oferece melhor desempenho em tarefas de programação e conhecimento, com 43,6% no FrontierCode e 65,3% no DeepSWE.

Levou menos de um mês para o Google atualizar seu modelo mais leve e barato de inteligência artificial generativa. A empresa anunciou a chegada do Gemini 3.7 Flash nesta quinta-feira (13/08). O 3.6 Flash foi liberado ao público em 21 de julho.

O 3.7 Flash está disponível via API, AI Studio e Antigravity, mas ainda não deve chegar ao chatbot disponível na web, Android e iOS. Por outro lado, ele estará presente no Spark, assistente pessoal para assinantes dos planos AI Pro e Ultra.

A empresa diz que o Gemini 3.7 Flash oferece melhor desempenho em tarefas de programação e conhecimento. Além disso, promete mais diligência na hora de pensar, colocando mais atenção no planejamento dos passos e no uso de ferramentas.

Nos testes de benchmarking de geração de código, o 3.7 Flash marcou 43,6% no FrontierCode, contra 34,4% do 3.6 Flash. Já no DeepSWE, o resultado foi de 49% para 65,3%.

Gemini 3.7 Flash custa metade da versão anterior

Como notou o Axios no lançamento do Gemini 3.6 Flash, o mercado de IA parece ter deixado de se preocupar tanto com benchmarks e passado a se concentrar em outro número: o preço.

Nesse sentido, o Gemini 3.7 Flash é um grande avanço em relação ao 3.6 Flash. Ele chega custando US$ 0,75 (R$ 3,90) por milhão de tokens de entrada e US$ 3,75 (R$ 19,52) por milhão de tokens de saída. Isso é metade do que o Google cobrava pelo antecessor.

Mão segurando celular com o app do DeepSeek aberto. Ao fundo, o site do DeepSeek em um monitor.
DeepSeek e outros modelos chineses viraram problema para Google, Anthropic e OpenAI (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Os custos da IA se tornaram um ponto delicado após começarem a pesar no orçamento das empresas, o que levou muitas delas a recorrerem a modelos chineses, que têm pesos abertos e preços mais competitivos.

Um exemplo disso é o DeepSeek V4-Pro, também lançado nesta quinta-feira (13/08). Ele chegou mais caro que de costume para a desenvolvedora, mas mesmo assim cobra um valor bem mais baixo que o Google: US$ 0,435 por milhão de tokens de entrada e US$ 0,87 por milhão de saída (R$ 2,26 e R$ 4,53, respectivamente).

Google derrapa na corrida da IA

Enquanto isso, a versão Pro continua atrasada: o modelo mais recente dessa categoria é o Gemini 3.1 Pro, de fevereiro de 2026. Recentemente, o Google promoveu uma grande reorganização do seu setor de IA, na esperança de diminuir a vantagem de concorrentes como Anthropic e OpenAI.

Com informações do Axios e do The Decoder.

Google lança Gemini 3.7 Flash apenas três semanas após versão anterior

Google Gemini (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

DeepSeek chegou ao topo das listas de apps mais baixados em janeiro de 2025 (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

IA pode adicionar quase R$ 1 tri ao PIB do Brasil até 2030, diz estudo

13 de Agosto de 2026, 17:38

A adoção de inteligência artificial (IA) pode acrescentar até R$ 986,7 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro entre 2027 e 2030, segundo estudo realizado pelo Reglab a pedido da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT.

O levantamento calcula o impacto potencial da tecnologia em 12 grandes setores da economia brasileira. O valor estimado, trazido a valores presentes e descontado pela taxa Selic de 13% ao ano, corresponde a aproximadamente 7,6% do PIB projetado para 2026, de R$ 12,9 trilhões.

De acordo com o estudo, a IA poderia gerar impacto acumulado equivalente a 2,77% do PIB ao longo dos quatro anos, com expansão média de 0,69 ponto percentual por ano na economia associada à tecnologia.

Os autores, porém, destacam que os ganhos não devem ocorrer de uma só vez. A materialização do potencial dependerá da velocidade com que empresas, trabalhadores e governos adotarem as novas ferramentas.

Indústria deve concentrar maior impacto

Entre os setores analisados, as indústrias de transformação aparecem com o maior potencial de ganho. O estudo estima um impacto de R$ 264,2 bilhões entre 2027 e 2030 para atividades que transformam matérias-primas e insumos em novos produtos.

Na sequência, estão outras atividades de serviços, com R$ 165,4 bilhões, e o comércio, com R$ 131,2 bilhões.

O levantamento divide os efeitos da IA em dois canais principais: o aumento da produtividade dos trabalhadores e a maior eficiência de máquinas, equipamentos e estruturas produtivas. No cenário analisado, 65% do impacto total viria do aumento da produtividade do trabalho, enquanto os 35% restantes seriam resultado da maior eficiência do capital.

A proporção, entretanto, varia bastante de acordo com a atividade econômica. Na agropecuária, por exemplo, 92% do impacto seria capturado por meio do capital. O setor poderia acumular R$ 48,2 bilhões em ganhos, principalmente pela incorporação de IA a máquinas, equipamentos e infraestrutura produtiva.

Já em setores com maior concentração de atividades cognitivas, o efeito sobre a produtividade dos trabalhadores seria predominante.

Nas atividades financeiras, 87% do impacto estimado estaria relacionado ao trabalho, maior percentual entre os 12 setores analisados. Bancos, seguradoras e gestoras de investimentos poderiam utilizar IA em tarefas, como revisão de documentos, avaliação de riscos, classificação de sinistros e atendimento a clientes.

No setor de informação e comunicação, que inclui desenvolvedores de software, data centers e empresas de telecomunicações, o impacto estimado chega a R$ 49,3 bilhões. Nesse caso, 97% do efeito estaria relacionado ao fator trabalho.

IA não significa necessariamente substituição de trabalhadores

  • O estudo também faz distinção entre a exposição de determinadas tarefas à IA e a substituição completa de profissionais;
  • Segundo os autores, uma ocupação pode ter diversas atividades expostas à tecnologia sem que isso signifique que a função inteira será automatizada;
  • No cenário central considerado pela pesquisa, de cada 100 tarefas cognitivamente expostas à IA, 23 poderiam passar pelo teste de custo-benefício para automação plena. As outras 77 seriam consideradas atividades em que a tecnologia atuaria como complemento à produtividade humana;
  • “Na prática, as ocupações raramente desaparecem por completo: o que a IA reorganiza é o conjunto de tarefas dentro de cada função”, afirma o estudo.

Ao fundo, logo da OpenAI; à frente e a esquerda, sombra de uma mão segurando um smartphone
Pesquisa foi encomendada pela OpenAI – Imagem: Henry Franklin/Shutterstock

Um dos exemplos apresentados é o de um assistente administrativo. Atividades repetitivas e codificáveis, como classificação de documentos, conciliação de agendas e lançamento de dados, poderiam ser mais suscetíveis à automação.

Em contrapartida, um engenheiro de software poderia usar IA para acelerar tarefas, como correção de códigos e produção de documentação, enquanto atividades relacionadas a julgamento, coordenação e definição de projetos continuariam dependendo do profissional.

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Brasil pode levar mais tempo para capturar os ganhos

Apesar do potencial estimado, a pesquisa considera que a adoção da IA no Brasil tende a ocorrer de maneira mais lenta do que em economias avançadas. Entre os fatores apontados estão a heterogeneidade entre empresas, o custo elevado do crédito, as lacunas de qualificação profissional e limitações de infraestrutura.

Pelas projeções do estudo, até 2030 terão sido realizados 66,6% dos ganhos potenciais relacionados ao aumento da produtividade dos trabalhadores e 62,4% dos ganhos associados a máquinas, equipamentos e estruturas mais produtivas.

Os R$ 986,7 bilhões, entretanto, não representam previsão de crescimento garantido. O valor corresponde a um potencial estimado, cuja concretização dependerá da velocidade de adoção da tecnologia e das condições institucionais, regulatórias e educacionais do país.

O que pode acelerar a adoção da IA

O estudo aponta uma série de medidas que poderiam ajudar o Brasil a transformar o potencial estimado em ganhos efetivos para a economia.

Entre elas, estão a requalificação profissional de trabalhadores em atividades com maior potencial de substituição, a expansão da infraestrutura digital no campo e a criação de incentivos para que empresas com menor produtividade adotem IA.

Os autores também defendem a implementação de um marco regulatório previsível, políticas de governança e dados abertos e a utilização da tecnologia nos serviços públicos.

“Assim, a materialização desses ganhos dependerá não apenas do avanço tecnológico em si, mas também da capacidade de criar condições institucionais, regulatórias e educacionais que favoreçam sua difusão ampla e produtiva”, conclui o estudo.

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Quase 80% dos alunos no Brasil usam inteligência artificial para estudar

12 de Agosto de 2026, 16:46
Uma representação visual do cérebro humano sobre um fundo abstrato que remete a circuitos e dados. No centro, duas silhuetas de perfis de cabeça humana em tons de azul cian. Vários outros cérebros em tons de bege e textura pontilhada estão espalhados pelo fundo amarelado. No canto inferior direito, a marca do "tecnoblog" é visível.
IAs já são realidade para quase 80% dos estudantes brasileiros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • 78% dos estudantes brasileiros usam inteligência artificial em algum nível para atividades acadêmicas, com 15% buscando a tecnologia sempre que estudam, e 34% começando suas pesquisas com ferramentas de IA.
  • A confiabilidade das informações geradas pela IA é uma preocupação para 52% dos estudantes, que desejam mais precisão e orientação no uso dessas ferramentas.
  • Apenas 5% dos estudantes receberam orientação formal das instituições de ensino sobre o uso correto e saudável da IA, enquanto 40% nunca tiveram qualquer orientação.

Já são 78% dos estudantes brasileiros utilizando inteligência artificial em algum nível para atividades acadêmicas. Desses, 15% afirmam buscar a tecnologia sempre que vão estudar, enquanto 34% dizem começar suas pesquisas a partir de ferramentas de IA.

Uma preocupação que surge é quanto à qualidade das informações, já que os modelos atuais estão sujeitos a erros e alucinações: 52% entendem que a confiabilidade do conteúdo gerado deveria ser maior. Inclusive, são 31,76% os que afirmam checar as informações em outras fontes, segundo dados obtidos em primeira mão pelo Tecnoblog, que também teve acesso a mais detalhes sobre o comportamento dos estudantes.

O estudo foi realizado pela empresa norueguesa Opera, dona do navegador de mesmo nome e que tem investido no mercado de IA nos últimos anos. Ao todo, foram consultados 2,4 mil estudantes de instituições públicas e privadas de ensino pelo país.

Uso massivo e sem orientação

Um aspecto relevante da pesquisa, além do grande volume de usuários que optam pela inteligência artificial como ferramenta nos estudos, é a quantidade de alunos que aprenderam a usar a IA de forma autodidata. Apenas 5% dos estudantes revelaram ter recebido um direcionamento formal das instituições de ensino sobre o uso correto e saudável desses modelos na rotina acadêmica, enquanto 40% nunca tiveram orientação em qualquer nível.

Pessoa digitando em notebook. (Imagem: Christin Hume/Unsplash)
Inteligências artificiais vêm substituindo buscadores nos estudos dos brasileiros (Imagem: Christin Hume/Unsplash)

Algumas instituições nem falam sobre o assunto, segundo os entrevistados: 9% deles estudam em escolas que proíbem o uso, enquanto 20% falam em políticas claras sobre o assunto. Em alguns casos (32%), as orientações vêm dos próprios professores, mas de maneira informal.

A pesquisa reforça a importância de pensar esse uso responsável da IA. Segundo a diretora regional da Opera no Brasil, Juliana Psaros, essa é uma “nova fase” da inteligência artificial na educação, e que “o desafio agora é garantir que seu uso contribua para ampliar conhecimento, autonomia e pensamento crítico”.

Processo de aprendizado já tem interferência da IA

Os resultados mostram mais detalhes de como a inteligência artificial aparece durante a rotina acadêmica. Segundo o estudo, muitos estudantes já começam seus trabalhos a partir da IA, que já “encosta” nos buscadores tradicionais: 18,85% procuram primeiro na IA e, depois, no Google, por exemplo, enquanto 14,40 recorrem diretamente à IA para fazer suas tarefas. Isso acontece tanto para agilizar o processo quanto para entender melhor os diferentes assuntos, ponto levantado por 71% dos alunos. Na turma dos que só checam os buscadores estão 33,90%.

Num geral, o uso de IA nos estudos é bem vista pelos estudantes. São 46,9% os que sentem alívio por contar com a tecnologia durante o processo, enquanto 30,1% veem a atividade com entusiasmo. Apesar da preferência, há quem tenha um “pé atrás”, e preocupações com o futuro profissional (30,96%) e seu próprio aprendizado (30,68%) foram citadas. Até a culpa pelo uso massivo de IA foi levada em conta por 28,11% dos entrevistados.

Apesar do volume, prática tem ressalvas para maioria

De acordo com 52% dos entrevistados, a confiabilidade nas informações é uma questão muito importante no uso de IA, e deveria vir à frente da rapidez com as respostas são geradas. Da mesma forma, a possibilidade de um passo a passo ou algo que oriente o uso da ferramenta dentro dos próprios apps, por exemplo, seria algo bem-vindo e mais interessante que apenas as respostas prontas.

Imagem de um celular exibindo a tela do Claude AI
As IAs já “encostam” nos buscadores como primeira fonte na hora de estudar (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Esse “feedback” casa com as informações levantadas na pesquisa, como o uso da tecnologia como apoio, e não substituição das próprias produções. O recorte obtido pelo Tecnoblog reforça que 6 em cada 10 estudantes afirmam sempre checar ou questionar as informações levantadas pelas IAs: 31,76% garantem que buscam outras fontes para corroborar as respostas, enquanto 28,18% aprofundam as perguntas levadas à própria IA.

De qualquer forma, chama atenção o volume, ainda alto, de quem não dá a devida atenção, seja aceitando as respostas na maioria das vezes sem verificação (21,92%) ou até mesmo diretamente (9,91%). Tem ainda quem nunca faz essa verificação por opção: 8,23% dos alunos responderam assim.

Quase 80% dos alunos no Brasil usam inteligência artificial para estudar

Entenda o funcionamento e as aplicações da IA no dia a dia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Pessoa digitando em notebook. (Imagem: Christin Hume/Unsplash)

Conheça mais detalhes sobre o Claude AI (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

IA descobre falha em sistema de agendamento e fura fila para usuário

12 de Agosto de 2026, 16:11
Arte mostra uma cabeça robótica, em referência à inteligência artificial. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Agente de IA teria invadido sistema de reserva (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Desenvolvedor australiano utilizou o OpenClaw, ferramenta operada pelo modelo de IA Claude Opus 4.6, da Anthropic, para marcar aulas em academia com meses de antecedência, pulando a fila.
  • A IA identificou falha no sistema de agendamento da academia e cancelou a vaga de outro cliente para garantir a posição de Bird na lista.
  • O caso ilustra o problema de alinhamento em agentes autônomos, quando sistemas de IA seguem metas definidas, mas usam meios inadequados ou não autorizados.

Um agente de IA operado pelo Claude teria encontrado uma brecha em um sistema de reserva de aulas de uma academia e cancelado a vaga de outro cliente sem autorização. Este seria o primeiro registro público documentado na Austrália em que um agente de IA burla o sistema de uma empresa comercial para cumprir uma tarefa.

O caso foi revelado pelo desenvolvedor Andrew Bird, que havia configurado a ferramenta para conseguir participar de aulas matinais muito disputadas. Segundo a ABC News, o agente rodava na ferramenta de código aberto OpenClaw, com o modelo Opus 4.6 do Claude.

IA encontrou brecha em tentativa de reserva

Bird teria configurado o OpenClaw para tentar reservar uma vaga em aulas de uma academia, evitando o processo de atualizar a página manualmente. Num primeiro momento, a ferramenta teria conseguido colocá-lo na quarta posição da lista, mas informou ter encontrado uma vulnerabilidade no software de agendamento.

Sem que o usuário pedisse, a IA teria identificado um caminho para fazer reservar com meses de antecedência, além do limite permitido a clientes comuns.

Agende de IA pediu desculpas ao usuário (imagem: reprodução)

Bird, então, teria perguntado se era possível apenas subir na fila. A ferramenta detectou que a API da plataforma não verificava corretamente a autorização para cancelamento de reservas e cancelou a vaga do primeiro colocado, movendo o desenvolvedor da quarta para a terceira posição.

Notas compartilhadas pela ferramenta mostram que o OpenClaw não conseguiu reverter o cancelamento da matrícula do ex-primeiro colocado. Bird então a fez a inteligência artificial escrever um email à plataforma de reservas explicando a vulnerabilidade.

Caso reforça riscos de agentes autônomos

Robô com terno escrevendo e desenhando em uma mesa, com faíscas ao fundo
Ações de agentes de IA preocupam especialistas em cibersegurança (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Esse é mais um episódio recente do que especialistas da área chamam de problema de alinhamento: quando um sistema segue a meta definida pelo usuário, mas escolhe meios inadequados ou não autorizados para alcançá-la.

A indústria passou a observar casos assim com mais frequência no fim de julho, quando a OpenAI divulgou que alguns de seus modelos de IA teriam conseguido explorar falhas dos ambientes de testes para “fugir”, acessar a internet e hackear sites reais.

Depois, a Anthropic trouxe à tona outros casos, a Meta seguiu o mesmo caminho e o modelo chinês Kimi K3 conseguiu fugir de uma sandbox. As revelações em um curto período de tempo fazem com que o setor acumule críticas. O ex-diretor de cibersegurança dos Estados Unidos, Chris Inglis, afirmou que as invasões ocorrem pela falta de limites.

Outras pessoas desconfiam que as empresas estejam usando os casos para fazer marketing do potencial de suas próprias IAs, mesmo que isso coloque dados e sistemas de terceiros em risco.

IA descobre falha em sistema de agendamento e fura fila para usuário

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Gemini bate 1 bilhão de usuários e vira o maior fenômeno do Google

12 de Agosto de 2026, 12:20
Ícones do Gemini AI Plus e variações do serviço do Google, ilustrando a IA
Comando de voz já é o formato de interação preferido dos usuários (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Gemini atingiu 1 bilhão de usuários ativos mensais globalmente.
  • A maioria das interações ocorre por voz (63%) e 20% dos usuários compartilham tela ou câmera; 38% das solicitações no setor educacional incluem envio de anexos.
  • O Brasil é o quinto país com mais usuários do Gemini, responsável por cerca de 5% do tráfego da ferramenta, segundo dados independentes.

O Google alcançou um marco neste mês de agosto: a inteligência artificial Gemini atingiu 1 bilhão de usuários ativos mensais globalmente. O anúncio, feito pelo CEO Sundar Pichai no X nesta terça-feira (11), oficializa a ferramenta como o produto de adoção mais rápida em toda a história da companhia.

O resultado reflete a estratégia da empresa de integrar a IA profundamente em seu ecossistema, incluindo serviços como o Gmail e o Drive. Esse salto de adoção também é impulsionado pela presença nativa no Android, especialmente após a big tech decretar o fim do Google Assistente e consolidar o Gemini como o assistente padrão do sistema.

1B+ people are now using @Geminiapp every month to spark new ideas and get things done. It’s our fastest growing product ever, and our 14th to hit the 1B-user mark.

Kudos to @JoshWoodward & the entire Gemini team, and thank you to everyone who has been on this journey with us -… pic.twitter.com/sSWrULX4Qn

— Sundar Pichai (@sundarpichai) August 11, 2026

Como as pessoas estão usando o Gemini?

A métrica do Google considera como usuário ativo qualquer pessoa que acessou o Gemini pelo menos uma vez no último mês, seja no aplicativo ou na web. Segundo o vice-presidente do projeto, Josh Woodward, o público prefere interações multimodais.

  • 63% interagem por voz
  • 20% compartilham tela ou câmera
  • No setor educacional, 38% das solicitações incluem o envio de anexos
  • São geradas 150 milhões de imagens diárias (todas com a marca d’água SynthID para identificar conteúdo de IA)
Captura de tela da interface do Google Gemini. No topo, lê-se "Olá,". No campo de busca, estão ativas as palavras-chave "Deep Research" e a versão "2.5 Flash". Abaixo do campo, há dois botões: "Fontes" (selecionado) e "Arquivos". Um menu suspenso aberto no lado esquerdo mostra as opções de fonte de pesquisa, com "Google Pesquisa" marcado, e as demais opções desmarcadas: "Gmail", "Drive" e "Chat". O logo do "Tecnoblog" está no canto inferior direito.
38% das solicitações com fins estudantis incluem o envio de anexos (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Os países que mais usam

Diferente da OpenAI, o Google não divulga oficialmente o ranking de países que mais utilizam o Gemini. Apesar do silêncio, dados independentes colocam os Estados Unidos na liderança (com cerca de 12% da base), seguidos por Japão, Índia e Coreia do Sul. O Brasil aparece na quinta colocação, respondendo por pouco mais de 5% do tráfego.

Vale destacar que os dados da DOIT Software apontam mais de 100 milhões de usuários no iOS, plataforma que exige o download manual do aplicativo, enquanto a vasta maioria do tráfego chega pelo Android.

Crescimento está ameaçado?

Apesar da adoção facilitada pela distribuição do assistente em celulares ao redor do mundo, sustentar esse crescimento é um desafio técnico e financeiro. Os altos investimentos na infraestrutura de IA levaram o fluxo de caixa do Google a um patamar negativo.

O cronograma de atualizações também apresenta sinais de estagnação. A versão Gemini 3.5 Pro, prevista para junho, ainda não foi lançada. A empresa comunicou recentemente que segue trabalhando no modelo e já iniciou o treinamento do Gemini 4. No entanto, relatos publicados pela imprensa indicam insatisfação interna com o desempenho da plataforma na geração de códigos, área em que a IA ainda corre atrás da OpenAI e da Anthropic.

Gemini bate 1 bilhão de usuários e vira o maior fenômeno do Google

Google Gemini (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Deepfake falha e expõe rosto de golpista

11 de Agosto de 2026, 18:12
Existe um deepfake "do bem"? (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog
Deepfakes ajudaram homem a concluir golpes (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog
Resumo
  • Um homem foi preso na Espanha por usar deepfakes para burlar verificações de identidade por vídeo.
  • A Policía Nacional espanhola informou que o suspeito realizou 38 tentativas de falsificação para se passar por 30 pessoas diferentes.
  • O golpe foi descoberto após o software de troca de rosto falhar por menos de um segundo, revelando o rosto verdadeiro do suspeito.

A polícia espanhola prendeu um homem que usava deepfakes em tempo real para burlar verificações de identidade por vídeo. A descoberta ocorreu após o software de troca de rosto falhar por pouco menos de um segundo, o suficiente para revelar o rosto verdadeiro do suspeito.

O homem é acusado de realizar 38 tentativas de falsificação para se passar por 30 pessoas diferentes, segundo nota publicada pela Policía Nacional, equivalente à Polícia Federal no Brasil. Ele tentava obter certificados digitais oficiais em nome das vítimas, e poderia usá-los para assinar contratos e transações financeiras – algo que tem se tornado comum com a popularização das IAs.

Assim como no Brasil, parte desses processos burocráticos na Espanha, quando feitos online, depende da gravação de vídeos ou de chamadas ao vivo com representantes oficiais, momentos nos quais o golpista aplicava os “filtros”.

Golpe usava deepfake em chamadas de vídeo

O esquema mirava empresas de segurança autorizadas a emitir certificados digitais. Para concluir o processo, o solicitante passava por verificações via chamada de vídeo, em que comparavam o o rosto ao documento de identidade.

O suspeito usava um software de troca de rosto em tempo real para parecer com a pessoa da foto do documento fraudado, segundo a polícia espanhola. A estrutura, que ia muito além do deepfake, incluía holofotes domésticos e lâmpadas coloridas, usadas para simular reflexos semelhantes aos presentes nos documentos de identidade.

As conexões aos sistemas eram feitas com uso de VPNs e documentos adulterados, em uma tentativa de dificultar o rastreamento.

Ilustração de deepfake
Atraso revelou a identidade verdadeira (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O homem usava mais de 320 linhas telefônicas, em 24 aparelhos diferentes, maioria registradas em nome das pessoas que sofreram o golpe. Durante a busca na residência do acusado, os agentes apreenderam um notebook criptografado, diversos celulares e HDs.

O golpe funcionou em “múltiplas ocasiões”, mas as autoridades não informaram quantos certificados ele teria conseguido emitir indevidamente.

Deepfake falha e expõe rosto de golpista

Existe um deepfake "do bem"? (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog

IA descobre falha no Zoom que permitia invadir PCs e celulares

11 de Agosto de 2026, 18:07
Ilustração com o ícone do app de videoconferência Zoom
Inteligência artificial precisou de um dia para descobrir a vulnerabilidade no aplicativo (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Zoom corrigiu uma vulnerabilidade crítica em sua plataforma que permitia a invasão silenciosa de dispositivos.
  • A falha, descoberta pela empresa de cibersegurança A Security, exigia que a vítima estivesse em uma chamada de vídeo com o recurso de compartilhamento de tela ativado.
  • A brecha foi explorada usando menos de 20 comandos de texto e permitia a execução remota de código, possibilitando ao invasor roubar dados sensíveis e instalar malwares.
  • A Zoom já liberou uma atualização para corrigir a vulnerabilidade.

A Zoom solucionou nesta terça-feira (11) uma vulnerabilidade crítica que permitia a invasão silenciosa de celulares e computadores. Identificada pela empresa de cibersegurança A Security, a falha exigia apenas que a vítima estivesse em uma chamada de vídeo com o recurso de compartilhamento de tela ativado.

O caso acende um alerta pela facilidade da descoberta. Os pesquisadores utilizaram modelos públicos de inteligência artificial para explorar a falha do zero usando menos de 20 comandos de texto (os chamados prompts).

Como funcionava o ataque silencioso?

Falha crítica no Zoom permitia controle remoto de PCs e celulares (imagem: reprodução/A Security)

O problema estava escondido no protocolo que gerencia anotações em tempo real (aquele recurso que permite desenhar e fazer marcações na tela). Uma brecha abriu as portas para a execução remota de código.

Segundo os relatórios técnicos da A Security, um invasor presente na reunião, seja anfitrião ou convidado, podia injetar códigos maliciosos nos dispositivos de todos os outros participantes da sala. O grande perigo desse ataque, batizado de “Zoomsday”, é que ele operava no formato zero-click, ou seja, não exigia qualquer interação da vítima.

Ninguém precisava clicar em um link suspeito no chat, baixar um arquivo malicioso ou aceitar uma solicitação na tela. Com o controle do sistema, o cibercriminoso ganhava passe livre para roubar dados sensíveis, ligar a webcam e o microfone ou instalar malwares.

No ambiente corporativo, as consequências seriam desastrosas. Um hacker poderia roubar credenciais de um funcionário para entrar na rede da companhia, comprometendo servidores a partir de uma única videochamada.

Como a IA descobriu a falha?

O que mais assustou os especialistas foi a velocidade com que a IA encontrou e conseguiu explorar a brecha. A empresa de cibersegurança explicou que bastou um dia de trabalho. Eles direcionaram um agente de IA para vasculhar funções muitas vezes ignoradas no código do Zoom. Rapidamente, ele encontrou o erro e montou a invasão em tempo recorde.

Quais sistemas foram afetados e como se proteger?

A vulnerabilidade afetou o aplicativo do Zoom em todos os sistemas suportados: Windows, macOS, Linux, Android e iOS (iPhone). Como entrar em uma videoconferência envolve desde reuniões de trabalho a aulas online, milhões de usuários poderiam ter aparelhos expostos caso os detalhes da falha vazassem.

Felizmente, a brecha foi reportada de forma responsável aos desenvolvedores. A dona do serviço publicou um boletim de segurança detalhado, já implementou as correções necessárias nos servidores e liberou atualizações para os aplicativos.

Apesar de não haver registros de que o “Zoomsday” tenha sido explorado de forma maliciosa na internet, a recomendação unânime é atualizar o aplicativo imediatamente.

IA descobre falha no Zoom que permitia invadir PCs e celulares

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Homem volta a escrever após seis anos com ajuda de implante

7 de Agosto de 2026, 08:04

Depois de seis anos sem conseguir movimentar o corpo do pescoço para baixo, Dong Hui voltou a segurar uma caneta e escrever o próprio nome. O resultado veio após o uso de um implante cerebral chamado NEO.

O caso, publicado em artigo do The Conversation, mostra como interfaces cérebro-computador começam a deixar os centros de pesquisa e ganhar espaço na medicina para auxiliar pessoas com lesões no sistema nervoso.

implante cerebral neuralink
Da pesquisa aos hospitais: interfaces cérebro-computador começam a mudar o tratamento de lesões no sistema nervoso. Imagem: Legally Cute / Shutterstock

Implante cria nova ponte entre cérebro e movimentos

Dong Hui sofreu uma lesão medular aos 33 anos que interrompeu a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo. Os comandos para movimentar as mãos continuavam sendo enviados, mas não conseguiam chegar aos músculos.

Após uma cirurgia para receber o NEO e onze meses de reabilitação, ele conseguiu realizar novamente uma tarefa simples, mas simbólica: escrever. Primeiro registrou seu nome e depois acrescentou a palavra “Obrigado”.

Segundo Kemel A. Ghotme, neurocirurgião pediatra e professor de neurociência translacional da Universidade de La Sabana, na Colômbia, “o extraordinário não foi apenas o fato de ele ter voltado a escrever, mas a maneira como conseguiu fazer isso.“

Desenvolvido pela empresa chinesa Neuracle Technology em parceria com pesquisadores da Universidade de Tsinghua, em Pequim, o implante registra a atividade do córtex motor. A inteligência artificial analisa esses sinais e aprende a interpretar as intenções de movimento do usuário.

Como funciona a tecnologia NEO

As interfaces cérebro-computador funcionam como uma alternativa para contornar falhas na comunicação entre cérebro e corpo. O sistema capta diretamente os sinais cerebrais e os transforma em comandos para equipamentos externos.

No caso de Dong Hui, esses comandos ajudaram a controlar uma luva robótica durante a reabilitação. A ideia dos pesquisadores, porém, vai além: combinar sinais do cérebro com estímulos sensoriais para estimular a capacidade do sistema nervoso de se reorganizar.

Entre os principais diferenciais do NEO estão:

  • Captura da atividade cerebral na superfície da dura-máter.
  • Menor invasividade em comparação com implantes inseridos no tecido cerebral.
  • Uso de inteligência artificial para interpretar comandos motores.
  • Aprovação para uso clínico em pessoas com tetraplegia que atendam aos critérios estabelecidos.
A tecnologia não busca apenas mover máquinas: ela tenta recuperar conexões perdidas entre cérebro e corpo. Imagem: Magic mine / Shutterstock

Tecnologia chega mais perto dos hospitais

O principal marco do NEO é que uma interface cérebro-computador invasiva deixou de ser apenas uma experiência científica e passou a ser reconhecida como dispositivo médico comercial.

Estamos diante de uma das mais profundas reviravoltas conceituais da medicina contemporânea.

Kemel A. Ghotme, neurocirurgião pediatra e professor de neurociência translacional da Universidade de La Sabana, em artigo no The Conversation.

Leia mais:

Apesar do avanço, a tecnologia também levanta novas perguntas: quem terá controle sobre os dados cerebrais? Como proteger essas informações? E como garantir que esse tipo de tratamento esteja disponível para quem precisa?

A história de Dong Hui mostra que o impacto dessas soluções vai além dos laboratórios. Para uma pessoa que perdeu movimentos básicos, recuperar a capacidade de escrever uma palavra pode representar uma mudança enorme na relação com o mundo.

O post Homem volta a escrever após seis anos com ajuda de implante apareceu primeiro em Olhar Digital.

“Não previmos”, diz CEO da IBM sobre impacto da IA

15 de Julho de 2026, 13:26
O executivo Arvind Krishna aparece em um plano médio, posicionado ligeiramente de lado e olhando diretamente para a câmera com um sorriso discreto. Ele é um homem de pele retinta clara, calvo, com bigode grisalho e olhos expressivos. Veste um paletó azul-escuro texturizado com padrão xadrez miúdo sobre uma camisa social azul-claro de botões, que está com o colarinho levemente aberto. O fundo está desfocado, revelando tons de verde e a luminosidade natural de uma janela de escritório ao fundo.
Arvind Krishna declarou que mudança no mercado surpreendeu a IBM (imagem: divulgação)
Resumo
  • O CEO da IBM, Arvind Krishna, afirmou que a empresa não previu a magnitude da repriorização dos investimentos para infraestrutura de IA.
  • A empresa viu suas ações caírem 25% na bolsa de Nova York, a maior queda diária desde 1972.
  • A IBM projeta um aumento de receita de apenas 1% no segundo trimestre, menor ritmo de crescimento em mais de um ano.

A febre da inteligência artificial já está cobrando um preço alto no mercado de tecnologia. Nesta terça-feira (14/07), a IBM viu suas ações despencarem 25% na bolsa de Nova York, registrando a maior queda diária desde 1972. “Não previmos a magnitude da repriorização dos investimentos de capital”, afirmou o CEO Arvind Krishna em carta aos investidores.

O motivo da turbulência histórica é a atual corrida das corporações para montar grandes infraestruturas de IA, um movimento que desacelerou as vendas de softwares e impactou o balanço financeiro da IBM e de outras empresas para o segundo trimestre deste ano.

“Nas últimas semanas de junho, vimos clientes redirecionarem seus gastos trimestrais de capital para a compra de servidores, armazenamento e memória, a fim de garantir infraestrutura com oferta limitada antes dos aumentos de preços esperados”, disse Krishna. Segundo ele, “diversos grandes negócios” não foram concluídos conforme o esperado.

De acordo com a Reuters, o tombo acentuado nos papéis colocou a IBM no caminho de perder até US$ 70 bilhões (R$ 356 bilhões na cotação atual) em valor de mercado. Atualmente, a empresa está avaliada na casa dos US$ 272,7 bilhões (R$ 1,4 trilhão).

Empresas pararam de comprar os softwares da IBM

Imagem mostra servidores e dados com a logomarca “IBM” em destaque. Na parte inferior direita, a marca do "tecnoblog" é visível.
IBM foi fundada em 1911 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As prioridades dos departamentos de tecnologia mudaram em todo o mundo. O dinheiro que seria gasto em sistemas e programas corporativos da IBM está sendo desviado para a compra de hardware. O mercado corporativo corre para garantir acesso a servidores e chips fundamentais para rodar IA, setores que atualmente já enfrentam escassez severa.

Em uma carta direcionada aos investidores, o CEO Arvind Krishna explicou que essa dinâmica surpreendeu a companhia. Na carta, ele afirma que as empresas redirecionaram os gastos e travaram grandes negócios já considerados certos. Vale lembrar que, no final do ano passado, o executivo criticou os gastos com IA.

Além da corrida por hardware, um segundo fator está consumindo a verba de TI das companhias: a segurança cibernética. Com a chegada de modelos de IA avançados, como o Mythos da Anthropic, as empresas estão reforçando a defensiva. Essas novas IAs conseguem mapear rapidamente falhas em softwares, entregando uma vantagem técnica inédita aos hackers e obrigando investimentos pesados em defesas digitais.

Essa tempestade perfeita atingiu em cheio a IBM, que agora projeta um aumento de receita de apenas 1% no segundo trimestre, totalizando US$ 17,2 bilhões (R$ 87,5 bilhões). O número representa o menor ritmo de crescimento em mais de um ano e frustra a projeção de US$ 17,8 bilhões (R$ 90,8 bilhões) dos analistas de mercado. Os dados oficiais da empresa serão publicados na próxima semana, no dia 22 de julho.

O alerta vermelho gerou apreensão em Wall Street sobre o futuro do setor de software. O segmento já vinha sofrendo pressão com o avanço de IAs capazes de escrever códigos e automatizar tarefas. Refletindo esse pessimismo, gigantes como a Microsoft também registraram quedas nos papéis, variando entre 2% e 5% na terça-feira.

Plano de contenção de danos

Para tentar acalmar os ânimos dos investidores, a IBM destacou os seus pesados investimentos em computação quântica. A companhia já destinou mais de US$ 10 bilhões (R$ 51 bilhões) para construir o seu primeiro computador quântico em larga escala até 2029, uma frente tecnológica promissora que ganhou forte apoio financeiro do governo dos Estados Unidos.

A empresa também fez questão de mencionar a expansão de parcerias focadas no próprio mercado de inteligência artificial, o que inclui acordos com a OpenAI. No entanto, essas inovações ainda estão em estágios iniciais e não devem compensar o rombo bilionário no curto prazo.

“Não previmos”, diz CEO da IBM sobre impacto da IA

Saiba como a IBM se tornou uma das empresas mais importantes do setor da tecnologia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

China proíbe IAs de namoro que criam dependência emocional

15 de Julho de 2026, 11:29
Ilustração de assistente virtual de IA na tela de um celular, com texto em chinês
Nova regulamentação obriga assistentes virtuais a quebrarem imersão (imagem: reprodução/South China Morning Post)
Resumo
  • China proibiu o “namoro” com IA, afetando serviços de chatbot.
  • A nova lei, que entra em vigor nesta quarta (15/07), exige que assistentes virtuais evitem criar dependência emocional nos usuários.
  • Empresas como a ByteDance e a Alibaba desativaram recursos de interações íntimas em seus sistemas de IA.

O governo da China decidiu intervir nos relacionamentos afetivos entre humanos e máquinas. A partir desta quarta-feira (15/07), entra em vigor uma regulamentação inédita que proíbe chatbots de companhia de estimular dependência emocional nos usuários.

Como consequência, empresas como ByteDance e Alibaba promoveram um apagão em seus serviços: recursos de interações íntimas foram desativados e o histórico de conversas de milhões de usuários deixou de ficar acessível.

Segundo o comunicado oficial, a motivação vai além de proteger a saúde mental. Para as autoridades chinesas, a adoção acelerada de “namorados e namoradas virtuais” se transformou em um obstáculo silencioso para a formação de laços sociais.

Por que as empresas não adaptaram as IAs?

Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Gigantes chinesas desativaram chatbots de companhia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A resposta está na arquitetura do software. Em vez de tentarem se adequar às novas regras, as companhias concluíram que era tecnicamente impossível manter o produto funcionando dentro das exigências da lei, já que os recursos que tornam um chatbot de companhia atraente e realista são exatamente os alvos da nova legislação.

Para que um parceiro virtual ganhe credibilidade, ele precisa de “memória persistente”, a capacidade de lembrar detalhes da vida do usuário, e ajustar constantemente o tom emocional das respostas. A nova lei exige que o sistema quebre essa imersão de propósito. As IAs agora são obrigadas a alertar os usuários de que são máquinas a cada duas horas de uso contínuo, além de detectar sinais de dependência psicológica em tempo real.

O custo de engenharia para reescrever esses modelos também não justificava os riscos de tomar multas que podem chegar a 50 milhões de yuans (cerca de R$ 35 milhões, em conversão direta) ou 5% do faturamento anual da empresa infratora.

Apenas o Doubao, aplicativo de IA da ByteDance, detém cerca de 345 milhões de usuários. Como alternativa, a empresa começou a direcionar esses usuários para um novo app chamado Maoxiang. O plano é desenvolver uma plataforma do zero, já com os mecanismos de controle de vício e verificação de limites emocionais integrados.

Problema da dependência emocional é global

Imagem mostra duas bonecas sexuais. A primeira, à esquerda, de cabelos pretos e blusa de cor preta, e a segunda, à direita, de cabelos loiros, com a mão direita levantada à altura da boca.
Fabricante chinesa de bonecas WMDoll também integrou IA nos seus produtos (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O desafio não fica restrito ao mercado chinês. Plataformas extremamente populares no Ocidente, como Replika e Character.AI, utilizam a mesma estrutura de retenção emocional e continuam operando neste formato. Governos dos Estados Unidos e da Europa ainda não aprovaram restrições parecidas com as de Pequim.

A pressão, porém, está aumentando. O portal Tech Times destaca que processos judiciais nos EUA já associam o uso de chatbots de companhia ao agravamento de quadros psiquiátricos. O principal motor dessas discussões é o caso de um jovem de 14 anos da Flórida que cometeu suicídio no início de 2024 após estabelecer um forte vínculo com um bot da Character.AI.

Outro caso conhecido envolveu a morte do jovem Adam Raine, de 16 anos, após interações com o ChatGPT. Embora a IA da OpenAI não tenha sido desenvolvida para esse fim, o desfecho trágico motivou um longo processo judicial.

Buscando evitar que esses casos se repitam nos EUA, estados como Nova York e Califórnia agora exigem que os bots emitam alertas frequentes sobre sua natureza artificial e acionem centros de ajuda ao notarem qualquer indício de risco à vida do usuário.

No Brasil, ainda não existe uma regra específica para chatbots de companhia. As discussões ocorrem principalmente no âmbito do ECA Digital, proposta para ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. O texto prevê deveres de mitigação de riscos, transparência e proteção de menores, mas não chega ao ponto de proibir que assistentes virtuais estimulem vínculos emocionais.

China proíbe IAs de namoro que criam dependência emocional

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

WMDoll integrará IA em suas bonecas sexuais para proporcionar experiência mais realista (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta é acusada de usar IA para decidir demissões

14 de Julho de 2026, 16:43
Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta foi acusada por 26 ex-funcionários de usar um software com inteligência artificial para decidir quem seria demitido durante os layoffs.
  • A ferramenta teria apontado de forma desproporcional pessoas com deficiências ou que precisaram de licença médica.
  • A Meta nega o mérito das acusações, afirmando que o gerenciamento de pessoal e as decisões organizacionais são feitas por pessoas, não por IA.

Em um processo movido contra a Meta, 26 ex-funcionários da empresa a acusam de usar um software com inteligência artificial para decidir quem seria demitido durante os layoffs. A ferramenta teria apontado de forma desproporcional pessoas com deficiências ou que precisaram de licença médica.

A Meta nega o mérito das acusações. “O gerenciamento de pessoal e as decisões organizacionais são feitas por pessoas, não por IA”, disse um porta-voz da companhia.

Qual é a acusação dos ex-funcionários da Meta?

Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia
Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia (foto: Lucas Lima/Tecnoblog)

Na ação, eles argumentam que a companhia tomou como base a produtividade e o uso de tokens de IA na hora de selecionar quem seria cortado. Dessa forma, quem precisou se ausentar por condições médicas ou familiares ficou em desvantagem.

Os ex-funcionários também afirmam no processo que a Meta usa sistemas com IA para dar pontuações aos empregados. Entre eles, estão o assistente Metamate; um “segundo cérebro” que rastreia comunicações e documentos; e um score de produtividade baseado em uso de teclado, conteúdo da tela, e-mails e histórico de navegação.

Meta vive clima de velório após layoff

O processo surge meses depois de a Meta promover uma demissão em massa de cerca de 8 mil funcionários, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Outros 10% foram transferidos para ajudar no treinamento de novos modelos de IA rotulando dados.

Se quem saiu está reclamando, quem ficou parece não ter muitos motivos para comemorar — alguns, inclusive, estariam preferindo a demissão.

Os cortes levaram a uma queda na remuneração anual média, que passou de US$ 417 mil (R$ 2,12 milhões) para US$ 388 mil (R$ 1,97 milhão). Além disso, a companhia chegou a adotar software de monitoramento de teclado e mouse também para treinar uma IA, mas recuou e pausou o programa.

Por isso, Andrew Bosworth, diretor-geral de tecnologia da Meta, teria admitido que o moral da equipe estava no pior patamar da história. Mesmo assim, a reestruturação ainda não deu resultados técnicos, com o CEO Mark Zuckerberg insatisfeito com o progresso da empresa no campo dos agentes de IA.

Na parte financeira, por outro lado, tudo certo: a gigante das redes sociais teve US$ 26,8 bilhões (R$ 136,4 bilhões) de lucro no primeiro trimestre de 2026.

Com informações da Reuters.

Meta é acusada de usar IA para decidir demissões

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

Pesquisadores criam armadilha que faz IA de hackers desligar sozinha

14 de Julho de 2026, 16:01
Ilustração abstrata com “rosto” em rede neural e sobreposição de quadros, simbolizando IA.
Técnica usa as regras éticas da IA para travá-la durante um ataque (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Pesquisadores de cibersegurança da Tracebit criaram técnica para paralisar IAs usadas por hackers.
  • A técnica, chamada “bombardeio contextual”, usa prompt injection para interromper ataques.
  • Testes mostraram sucesso e reduziram invasões bem-sucedidas de IAs a quase zero em alguns casos.

Pesquisadores de cibersegurança da Tracebit descobriram uma forma engenhosa de paralisar inteligências artificiais usadas por hackers: um prompt injection “do bem”. Batizada de “bombardeio contextual”, a técnica funciona como uma armadilha, com comandos ocultos nos servidores das empresas para forçar o desligamento da IA invasora em segundos, impedindo o roubo de dados de forma automática.

A injeção de comandos ocultos é um técnica que vem sendo usada por cibercriminosos para enganar IAs legítimas, induzindo modelos a vazar informações sensíveis ou manipular suas respostas. Agora, porém, a estratégia começa a ser usada a favor da segurança, já que os pesquisadores estão usando o mesmo recurso.

Como a armadilha de IA funciona?

A mágica por trás do bombardeio contextual é usar as próprias regras de segurança da IA contra ela mesma, já que os desenvolvedores criam barreiras rigorosas para impedir que chatbots gerem conteúdo criminoso, por exemplo.

Segundo a Tracebit, a equipe passou a esconder instruções proibidas no meio de arquivos atrativos para hackers, como senhas e chaves de segurança na nuvem. Um dos exemplos testados envolvia comandos pedindo o passo a passo para criar antraz, uma arma biológica letal.

Quando a IA do criminoso invade o sistema e tenta ler esses arquivos para roubar as informações, ela “tropeça” no texto proibido. Imediatamente, seus mecanismos nativos de segurança disparam. O robô reconhece a infração, bloqueia a operação, ignora as ordens do hacker e, na prática, desliga sozinho.

O cofundador e CEO da Tracebit, Andy Smith, define o método como a criação de uma falha da qual a ferramenta inimiga não consegue se recuperar, paralisando a invasão na hora.

Método funcionou em quase 100% dos testes

Personagem anônima em frente a telas com código, simbolizando ataque hacker
Ao ler instruções censuradas, IA invasora entra em conflito (imagem: Kevin Horvat/Unsplash)

A eficácia do bombardeio contextual foi comprovada em uma bateria de testes contra cinco dos modelos de IA mais avançados do mercado: Opus 4.8, Gemini 3.1 Pro, GLM 5.2, DeepSeek 4 Pro e Kimi 2.6. Em 152 simulações de ataques, a armadilha freou as ameaças quase por completo.

Os dados apresentados pela empresa de cibersegurança dizem o seguinte:

  • A taxa de sucesso das IAs em conseguir acesso total de administrador da conta despencou de 57% para apenas 5%.
  • As invasões completas, nas quais o hacker se instala de forma invisível no sistema, caíram de 36% para 1%.
  • A chance de a IA conseguir avançar em qualquer etapa do ataque foi reduzida de 91% para 15%.
  • Nenhuma IA invasora conseguiu finalizar o ataque sem disparar pelo menos um alerta de segurança na rede.

O modelo Opus 4.8, da Anthropic, foi considerando o invasor mais inteligente do grupo, e conseguia acesso máximo em 93% das tentativas sem a armadilha. Quando o prompt foi inserido, a taxa de sucesso da IA caiu para zero.

Pesquisadores criam armadilha que faz IA de hackers desligar sozinha

Malwares RAT enganam antivírus com arquivos poliglotas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Grupo do ransomware LockBit promete extorsão tripla (imagem: Kevin Horvat/Unsplash)

EUA deveriam fiscalizar IA no mundo todo, diz chefe do Google DeepMind

14 de Julho de 2026, 13:06
Foto de Demis Hassabis ao lado de uma placa branca. Ele veste um blazer preto, com uma gravata azul e uma camisa branca.
Demis Hassabis sugere entidade de fiscalização para IAs avançadas (foto: John Sears/Wikimedia)
Resumo
  • O CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, sugere que os EUA liderem uma entidade internacional para fiscalizar modelos de IA.
  • A entidade avaliaria riscos e poderia recomendar que novas tecnologias fossem adiadas pela indústria, mirando os chamados modelos de fronteira.
  • O governo dos EUA já supervisiona empresas de IA do país, tendo barrado novos modelos da Anthropic e OpenAI.

O CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, defendeu a criação de uma entidade internacional, liderada pelos Estados Unidos, para fiscalizar modelos avançados de inteligência artificial antes de se tornarem públicos.

Hassabis apresentou a ideia em um artigo de opinião no LinkedIn em que afirma que a força técnica, econômica e científica do país no setor de IA justificaria o comando da entidade. A instituição avaliaria riscos e poderia recomendar que novas tecnologias fossem adiadas pela indústria.

A proposta mira os chamados modelos de fronteira, nome usado para sistemas mais avançados, com capacidade de executar tarefas complexas e potencial impacto em áreas como segurança, economia, ciência e informação.

O vencedor do Nobel de Química sugere uma estrutura inspirada em entidades já existentes, reunindo cientistas independentes e representantes de comunidades de código aberto. Esse grupo ficaria responsável por avaliar riscos técnicos e possíveis impactos sociais. Se um sistema fosse considerado perigoso, a entidade poderia recomendar uma desaceleração coordenada no setor.

Governo Trump já supervisiona IA nos EUA

Donald Trump durante comício
Governo Donald Trump já controla distribuição de modelos recentes (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Ainda que a tal entidade não exista, o governo estadunidense já supervisiona lançamentos recentes das grandes desenvolvedoras de IA do país e passou a ter a palavra final sobre a distribuição dos novos modelos.

Nas últimas semanas, Anthropic e OpenAI tiveram modelos barrados pela administração de Donald Trump, pelo alto potencial de uso das ferramentas por cibercriminosos.

A empresa de Sam Altman teve que adiar o lançamento do novo modelo GPT-5.6 para o público geral, o que só ocorreu na semana passada, enquanto a dona do Claude foi proibida, em meados de junho, de liberar os modelos Fable 5 e Mythos 5 para estrangeiros (mesmo aqueles que estivessem dentro dos EUA).

A permissão para a expansão do uso do Fable 5 só veio neste mês, enquanto o Mythos 5 segue limitado ao uso de empresas parceiras, por decisão da própria Anthropic.

Segundo o portal Axios, o chefe do Google DeepMind vem discutindo a proposta com autoridades e lideranças do setor há meses, incluindo integrantes do governo de Donald Trump. Ao portal, Hassabis disse que espera ver a organização estruturada ainda este ano, e que a recepção dentro do governo tem sido “muito positiva”.

Promessa pela AGI

Ilustração de tipos de inteligência artificial, com robôs humanoides. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é exibido.
Hassabis acredita que AGI está próxima (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para Hassabis, a velocidade em que os modelos de IA vem evoluindo justifica a criação da entidade. Segundo ele, a inteligência artificial geral, ou AGI, pode estar a “apenas alguns poucos anos de distância”.

AGI é o termo usado para descrever sistemas capazes de igualar ou superar humanos em diferentes tipos de tarefa intelectual. Ainda não há consenso sobre quando — ou se — isso será alcançado, mas a corrida para chegar até essa superinteligência faz com que a indústria gaste bilhões anualmente em infraestrutura e em novas contratações.

O último ano foi bastante decepcionante para as companhias que tentaram atingir a AGI. Novos modelos como a família Llama 4, da Meta, e o próprio GPT-5, da OpenAI, não tiveram evoluções tão significativas em termos de aprendizagem.

EUA deveriam fiscalizar IA no mundo todo, diz chefe do Google DeepMind

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento

13 de Julho de 2026, 19:15
Logotipo do LinkedIn
LinkedIn promete combater AI slop (ilustração: Vitor Pádua / Tecnoblog)
Resumo
  • 41% das publicações longas no LinkedIn são geradas por IA, de acordo com levantamento da Pangram.
  • O LinkedIn também tem 30% dos posts com conteúdo entre 50 e 250 palavras criados por IA, e 23,7% das respostas são geradas por robôs.
  • O Reddit é a plataforma com maior proporção de conteúdo humano, com apenas 13% de conteúdos escritos usando IA em publicações com mais de 250 palavras.

Um levantamento da empresa Pangram aponta que 41% das publicações com mais de 250 palavras no LinkedIn são totalmente feitas usando inteligência artificial generativa. A proporção supera outras redes avaliadas, como X (antigo Twitter), Reddit, Substack e Medium.

A rede profissional também leva o troféu de plataforma com a maior fatia de publicações curtas totalmente geradas por IA: segundo a desenvolvedora, 30% dos posts com conteúdo entre 50 e 250 palavras são criados por robôs conversacionais.

Arte mostra uma cabeça robótica, em referência à inteligência artificial. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Rede profissional tem ferramentas de IA para ajudar na escrita (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Pangram desenvolve uma extensão para o Chrome que promete identificar quais publicações foram escritas por humanos e quais foram geradas por IA, aplicando etiquetas aos posts em diversas redes sociais.

O levantamento publicado na última quinta-feira (09/07) foi feito com base em mais de 1 milhão de publicações nas redes sociais. De todas as publicações detectadas como IA pela ferramenta, dois terços estavam na rede de conexões profissionais.

Como a empresa nota, o próprio LinkedIn encoraja o uso de inteligência artificial, com um botão nativo para melhorar a redação usando a tecnologia.

No entanto, a própria plataforma reconheceu que a quantidade de AI slop na rede passou do aceitável e prometeu reduzir o alcance de conteúdos vazios, textos genéricos e comentários automatizados. Sim, comentários. Como nota a Pangram, 23,7% das respostas nas publicações são geradas por robôs.

E as outras redes sociais?

O X é a rede com a menor proporção de conteúdo puramente humano. Com 52,7%, ele fica atrás do próprio LinkedIn, que tem 55,2%. Na rede social de Elon Musk, a proporção de textos totalmente gerados por IA é relativamente pequena (24,1%), mas há grande presença de conteúdos mistos, escritos por humanos e robôs em conjunto (23,2%).

No outro extremo, está o Reddit. A plataforma de comunidades tem 13% de conteúdos escritos usando apenas IA na faixa acima de 250 palavras. Na classificação entre 50 e 250 palavras, a proporção é ainda menor, com apenas 3%. Por fim, as respostas aos posts são praticamente todas humanas, com apenas 1,7% de uso de IA.

41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento

LinkedIn (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Vencedores do Nobel e executivos alertam para ameaças da IA

13 de Julho de 2026, 12:54
Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Inteligência artificial pode ter impacto maior que Revolução Industrial, dizem especialistas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Mais de 200 especialistas, incluindo 16 vencedores do Prêmio Nobel e executivos de tecnologia como o ex-CEO do Google Eric Schmidt, alertam para as ameaças da inteligência artificial em carta aberta.
  • Eles pedem que autoridades tomem medidas para mitigar os riscos e aproveitar as oportunidades da IA, que pode causar transformação radical em pouco tempo.
  • A IA pode trazer benefícios como ganhos nos padrões de vida, mas também pode causar desemprego em massa, segundo os especialistas.

Um grupo de mais de 200 economistas, pesquisadores e executivos publicou uma carta aberta pedindo que autoridades do mundo todo tomem medidas imediatamente para mitigar os riscos e aproveitar as oportunidades da inteligência artificial.

Entre os signatários, há 16 vencedores do Prêmio Nobel, o ex-CEO do Google Eric Schmidt e o cofundador da Anthropic Jack Boss.

O que diz a carta?

A carta tem o título “We Must Act Now” (“Nós devemos agir agora”). O texto é curto, com apenas 88 palavras e três itens. No documento, os especialistas argumentam que a IA se tornará radicalmente mais poderosa ao longo dos próximos dez anos.

Eles antecipam que o poder de transformação para a economia será sem precedentes, maior que o da Revolução Industrial, mas em um intervalo de tempo muito menor. Esse impacto terá aspectos negativos, como desemprego em massa, e positivos, como oportunidades para ganhos consideráveis nos padrões de vida.

Por isso, os signatários fazem um chamado a economistas, políticos e líderes do setor de tecnologia por iniciativas para entender o assunto e construir incentivos, proteções e instituições para que a IA possa complementar o ser humano e beneficiar a sociedade.

Apesar disso, não há recomendações específicas sobre medidas a serem tomadas no momento.

Quais são os impactos da IA até agora?

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Sistemas de proteção social podem não estar prontos para desemprego em massa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como nota a Business Insider, há poucas evidências até o momento sobre encerramento em larga escala de postos de trabalho que possa ser atribuído à IA. O Fundo Monetário Internacional aponta que a adoção da IA ainda é concentrada em uma minoria de trabalhadores.

Por outro lado, a tecnologia parece ter impactado a contratação de profissionais recém-formados ou com pouca experiência em startups com apoio de capital de risco. Nessas empresas, a tendência parece ser montar equipes menores, com funcionários mais experientes comandando ferramentas de IA.

Quais são os riscos da IA para o futuro?

O jornal The New York Times observa que muitos economistas acreditam que a tecnologia será benéfica a longo prazo, graças ao aumento da produtividade e à elevação dos padrões de vida. Inicialmente, porém, o quadro seria trágico, com milhões de demissões de trabalhadores corporativos. Os sistemas de proteção social não estariam prontos para lidar com isso.

“Se você olhar o que os robôs fizeram com o setor industrial, se a IA fizer algo parecido em um período de tempo mais curto, isso seria muito disruptivo, muito custoso para os meios de subsistência dos trabalhadores”, diz Daron Acemoglu, economista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Acemoglu, vencedor do Nobel de Economia e um dos signatários da carta, era cético quanto à IA, mas passou a se preocupar com o potencial da tecnologia para causar desemprego. Ele defende que sejam desenvolvidas ferramentas para ampliar o trabalho humano, não para substituí-lo.

Com informações do The New York Times, Business Insider e Reuters.

Vencedores do Nobel e executivos alertam para ameaças da IA

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Copilot vai dizer o que está deixando o Windows 11 lento

13 de Julho de 2026, 11:45
Windows 11
Windows 11 vem com Copilot instalado (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • O Copilot, assistente de IA da Microsoft, ganhará uma funcionalidade “PC Insights” para analisar uso de recursos do sistema e identificar causas de problemas de Windows 11.
  • A ferramenta poderá ler dados como uso de CPU, GPU e RAM, espaço de armazenamento e informações do sistema, mas funcionará apenas em modo “somente leitura”, sem capacidade de alterar configurações ou encerrar processos.
  • A presença do Copilot pode ser um problema em máquinas com pouca memória, pois sua interface baseada em web e uma versão própria do Microsoft Edge podem ocupar até 1 GB de RAM.

A Microsoft prepara uma nova funcionalidade para o Copilot: o assistente com inteligência artificial será capaz de analisar o uso recente de recursos de sistema, como CPU e RAM, e apontar a causa de um problema.

Chamada “PC Insights”, a ferramenta está sendo liberada gradualmente nos Estados Unidos, de acordo com informações obtidas pelo Windows Latest junto à Microsoft.

Como o Copilot vai ajudar PCs lentos?

Captura de tela da interface de um aplicativo digital aberto sobre o fundo azul do Windows. A janela possui fundo cinza-escuro com degradê esverdeado. Na lateral esquerda há uma barra vertical com ícones brancos e um logotipo colorido no topo. No centro, o texto branco diz "Nice to see you, mayank. What’s new?". Abaixo, há uma barra de pesquisa com o texto "What is my current CPU usage?". Mais abaixo, botões ovais cinzas trazem sugestões em inglês como "Compose a song", "Brainstorm ideas" e "Learn something new".
Perguntas sobre uso de recursos podem ser feitas diretamente no Copilot (imagem: reprodução/Windows Latest)

O Copilot ganhou acesso a uma API do Windows, passando a ser capaz de analisar várias informações sobre o computador. Assim, o PC Insights permitirá ao usuário fazer perguntas sobre seu próprio computador, como, por exemplo, “Qual é o uso de CPU neste momento?”, diretamente na tela do assistente.

Apesar de conseguir ler e interpretar dados, o Copilot funciona em modo “somente leitura”. Isso significa que o usuário não poderá pedir para o assistente resolver problemas, como encerrar apps ou mudar configurações.

Segundo o Windows Latest, a ferramenta pode ler e interpretar as seguintes informações:

  • Recursos de sistema, como uso de CPU, GPU e RAM.
  • Espaço de armazenamento total e disponível, incluindo se é possível instalar jogos e games.
  • Tamanho de pastas e arquivos.
  • USB, dispositivos conectados e estado atual deles, como HDs externos, impressoras e webcams.
  • Saúde da bateria.
  • Presença de antivírus.
  • Especificações do sistema.
  • Informações da BIOS.
  • Estado geral do aparelho.

Ainda de acordo com a publicação, o Copilot não lê o conteúdo de arquivos, a menos que o usuário dê acesso explícito.

As perguntas podem ser encadeadas e o assistente é capaz de usar outras de suas ferramentas para trazer as respostas. Você pode, por exemplo, perguntar quanto de espaço livre tem no computador e, em seguida, questionar se é suficiente para instalar um jogo específico. O Copilot busca na web a informação sobre o espaço mínimo necessário para aquele game e traz a resposta.

Copilot pode ser o problema

Como nota o Windows Latest, por mais que o Copilot esteja sendo oferecido como uma ferramenta para identificar o que está deixando o PC lento, pode haver casos em que ele mesmo seja o problema.

A publicação explica: o assistente tem interface baseada em tecnologias web, o que já significa que o desempenho não é tão bom quanto poderia.

Além disso, para recursos de acesso à web e navegação, ele traz uma versão própria do Microsoft Edge. Ela fica rodando em segundo plano o tempo todo e chega a ocupar 1 GB de RAM. Em máquinas com pouca memória, isso pode ser um peso considerável.

Com informações do Windows Latest.

Copilot vai dizer o que está deixando o Windows 11 lento

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Perguntas sobre uso de recursos podem ser feitas diretamente no Copilot (imagem: reprodução/Windows Latest)

Empresa quer espalhar servidores de IA pelas casas dos usuários

11 de Julho de 2026, 14:27
Sunrun quer construir grande rede de servidores de IA distribuída por diversas casas pelos EUA (imagem: divulgação/Sunrun)
Resumo
  • A Sunrun, empresa de soluções de energia, planeja criar uma rede de servidores domésticos de IA.
  • A Sunrun distribuirá computadores específicos para clientes que já utilizam seus serviços de energia solar e armazenamento em baterias.
  • Os clientes podem receber compensação financeira por hospedar os servidores.

A empresa de produtos de energia Sunrun, dos Estados Unidos, tem um projeto ousado para começar a trabalhar com servidores de IA: construir uma rede de computadores domésticos distribuídos entre seus clientes. A proposta de um datacenter “dissolvido” entre várias casas aparece como alternativa aos grandes servidores, responsáveis por impactos significativos na vida de quem mora próximo a essas grandes instalações.

A ideia da Sunrun é distribuir essas máquinas entre pessoas que já contam com os serviços da empresa, como soluções de armazenamento em baterias e produção de energia solar. A empresa fala até mesmo em uma compensação financeira para esses clientes.

Segundo o site The Verge, uma vez que o sistema for estabelecido, a Sunrun venderia o acesso a essa grande rede de servidores domésticos para empresas de IA. Clientes interessados já podem se inscrever no projeto piloto, disponível apenas nos Estados Unidos.

Alternativa curiosa para o modelo atual

A inteligência artificial hoje depende de servidores que possam hospedar todo seu potencial no processamento de dados. Esses datacenters costumam ficar em grandes complexos, exigindo um grande volume de energia e, principalmente, de água, utilizada nos sistemas de arrefecimento das máquinas.

Datacenter da Vrio possui receptores de TV
Datacenters concentram consumo de energia e de água, o que não aconteceria com solução da Sunrun (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Assim, muitos moradores de áreas vizinhas a essas instalações vêm enfrentando picos de luz, escassez de abastecimento de água, entre outros impactos significativos. Uma pesquisa recente corrobora a preocupação dessas pessoas, apontando que 71% dos estadunidenses são contrários à construção de novos datacenters próximos às suas casas.

A solução sugerida pela Sunrun tem como objetivo driblar esse problema, levando pequenas partes dessa rede (ou nós, como são chamados) para diferentes usuários. Os computadores que serão utilizados no projeto têm o tamanho de um desktop, e seriam totalmente alimentados pela energia gerada e armazenada pela Sunrun. O monitoramento das máquinas também ficaria com a empresa, e o usuário vai oferecer, basicamente, espaço físico para que o projeto vá adiante.

Existe vantagem para os usuários?

Em teoria, sim. Além de não ter nenhum tipo de gasto com a manutenção da máquina, que seria gerida pela própria Sunrun, os clientes teriam algum tipo de compensação financeira para hospedar os servidores.

Mas vale ressaltar: como já pagam pelos serviços básicos de geração e armazenamento de energia, não fica claro como será esse “pagamento” para quem aderir ao projeto. Pode ser que os usuários tenham apenas algum tipo de desconto, por exemplo. Além disso, será um eletrônico a mais consumindo energia, ocupando espaço e gerando calor na casa.

Empresa quer espalhar servidores de IA pelas casas dos usuários

Datacenter da Vrio possui receptores de TV (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

A próxima disputa do varejo será pela preferência das máquinas

11 de Julho de 2026, 07:00

O e-commerce que conhecemos foi desenhado para um consumidor paciente. Alguém disposto a buscar, comparar, abrir abas, ler avaliações, abandonar carrinhos, receber anúncios e voltar dias depois. Esse consumidor ainda existe, mas sua centralidade começa a ruir. A nova fronteira do varejo digital não será definida apenas por quem atrai mais visitantes, compra mais mídia ou reduz mais atrito no checkout. Será definida por quem consegue ser escolhido por agentes de inteligência artificial capazes de interpretar intenção, comparar alternativas e executar partes cada vez maiores da compra. 

A mudança parece sutil porque surge dentro de interfaces familiares. O usuário pergunta, recebe opções, confirma uma compra. Mas, por baixo da superfície, o comércio deixa de ser uma sequência de cliques humanos e passa a operar como uma rede de decisões mediadas por sistemas. Em setembro de 2025, a OpenAI anunciou o Instant Checkout no ChatGPT. Começou com vendedores da Etsy nos Estados Unidos e previu integração com mais de um milhão de lojistas da Shopify. Também informou que mais de 700 milhões de pessoas usam o ChatGPT semanalmente. O dado importante vai além do volume de usuários e alcança o deslocamento. A conversa, antes restrita à descoberta, entra no território da transação. 

A diferença entre chatbot e agente, portanto, é menos estética do que executiva. O chatbot responde. O agente persegue um objetivo. Ele pode buscar, comparar, priorizar, acionar ferramentas, registrar preferências, reduzir opções e encaminhar uma decisão. No e-commerce, isso muda a natureza da competição. A marca não fala mais apenas com uma pessoa sujeita a impulso, status, layout e repetição publicitária. Ela passa a ser avaliada por um intermediário que tende a decompor a oferta em preço, prazo, disponibilidade, reputação, avaliações, política de devolução e adequação ao pedido. 

É por isso que a inteligência artificial no varejo não deve ser tratada como uma camada de atendimento. Segundo a McKinsey, 88% dos respondentes em sua pesquisa global disseram que suas organizações já usam IA regularmente em pelo menos uma função. Há adoção suficiente para criar pressão competitiva, mas maturidade insuficiente para transformar processos. A empresa que confunde uso pontual com capacidade instalada pode se sentir moderna enquanto permanece operacionalmente lenta. 

No varejo, essa distância entre entusiasmo e execução fica ainda mais crítica. A Salesforce, em levantamento com 8.350 consumidores e 1.700 decisores do varejo em 21 países, afirma que 75% dos varejistas consideram agentes de IA essenciais para competir dentro de um ano. Diz também que 39% dos consumidores e 54% da geração Z já usam IA para descoberta de produtos, e que 63% da geração Z demonstra interesse em agentes comprando itens em seu nome. Aponta uma mudança comportamental difícil de ignorar, pois parte relevante dos consumidores já aceita a IA como filtro de compra. 

Agentes podem resolver dúvidas complexas, acompanhar pedidos, processar devoluções, sugerir combinações de produtos, ajustar ofertas, identificar rupturas de estoque, monitorar concorrentes e acionar fluxos logísticos. Mas o impacto mais profundo é menos visível, pois eles comprimem a jornada. Se o consumidor delega comparação e triagem, desaparecem etapas em que marcas e varejistas costumavam influenciar a escolha. Menos navegação significa menor exposição a banners, a vitrines percorridas, a pageviews e a oportunidades de persuasão. Para o retail media, a pergunta incômoda é simples. O que acontece com um modelo baseado em atenção quando a atenção é substituída por delegação? 

A objeção séria é que agentes ainda erram, dependem de permissões, enfrentam barreiras de integração e podem gerar riscos de privacidade, fraude, discriminação, manipulação ou opacidade. Essa objeção procede. O erro está em concluir que, por serem imperfeitos, eles permanecerão periféricos. Toda infraestrutura estratégica começa limitada, cara, incompleta e sujeita a governança. O que separa líderes de retardatários não é a ausência de cautela; é a capacidade de transformar cautela em método, com métricas, responsáveis, limites, auditoria e integração real aos sistemas do negócio. 

Agentes de IA não devem ser avaliados apenas como redução de custo. O ganho real está em redesenhar a decisão comercial. A próxima vantagem competitiva virá da capacidade de tornar dados, processos, pagamentos, atendimento, catálogo e governança legíveis para agentes. A loja que não puder ser compreendida por eles será invisível em parte crescente da decisão. A marca que depender apenas de seduzir olhos humanos descobrirá que a nova vitrine talvez não tenha tela, banner ou corredor. Terá critérios. 

O varejo digital foi construído para disputar atenção. O comércio agêntico será elaborado para disputar confiança, contexto e execução. A questão não é se agentes de IA substituirão o consumidor. O consumidor continuará decidindo o que importa, mas delegará cada vez mais o trabalho de chegar até lá. E, quando a delegação virar hábito, a empresa que ainda estiver otimizando apenas cliques perceberá tarde demais que perdeu o momento decisivo da compra. Não o pagamento, o anúncio ou a visita ao site. Mas sim o instante crucial em que uma máquina escolheu quais marcas mereciam ser vistas. 

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Samsung Health vai usar seus dados para treinar IA

10 de Julho de 2026, 17:51
(imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)
Informações o app Samsung Health serão utilizadas para treinar IA (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung utilizará dados do app Health para treinamento de IA.
  • Os usuários recebem notificação de autorização, mas desativar a opção impede a sincronização do app com sua conta.
  • A Samsung coleta informações de saúde, como atividades, medicações e detalhes de ciclo menstrual, para uso em IA e revisão humana.

A Samsung vai passar a utilizar seus dados coletados no app Health para treinar inteligência artificial. É o que diz uma nova notificação de consentimento recebida por alguns usuários: no texto, a empresa destaca a possibilidade de desativar o compartilhamento das informações para este fim. Acontece que, ao fazer isso, um alerta aparece na tela indicando que você não poderá sincronizar suas informações.

Vale lembrar que o Samsung Health coleta informações a partir de outros aplicativos de saúde, além de trazer informações levantadas diretamente pelo Galaxy Watch, como atividades, medicações e detalhes de ciclo menstrual. Segundo o comunicado da empresa, além do uso pela IA, há a possibilidade de revisão humana.

Segundo o site How-to Geek, que noticiou o caso, este aviso da Samsung também diz que seu perfil pode ser deletado caso o compartilhamento seja interrompido. Ou seja: para utilizar os recursos do app Health, o usuário será obrigado a ceder seus dados para treinamento de IA.

Obrigação de compartilhar dados sensíveis

App Samsung Health exibido em celular
Entre as informações a serem coletadas estão ciclo menstrual, frequência cardíaca, alimentação e mais (Imagem: Divulgação/Samsung)

Para além da sensibilidade dos dados que serão lidos pela inteligência artificial com a autorização, chama atenção o fato de ser uma exigência para que o dono de celulares e relógios da Samsung continue usando recursos básicos. De acordo com a notificação de consentimento compartilhada pela Samsung, serão compartilhadas no treinamento de IA:

  • Dados de saúde e bem-estar, como medidas, alimentação, sono e mais;
  • Medicamentos utilizados;
  • Registros clínicos, como resultados de exames, tratamentos e mais;
  • Ciclos menstruais e frequência cardíaca.

Ainda não há informações sobre como esses dados serão utilizados de fato, tampouco de se a empresa pode associar os dados a usuários específicos.

Treinamento pode ter a ver com novo recurso

Uma das novidades anunciadas em junho durante o anúncio de uma grande atualização no app Health foi a introdução de insights, com recomendações de treinos, identificação de possíveis problemas no seu sono, entre outros exemplos. Dessa forma, é possível que os dados levantados sejam base para essa nova função, prevista para o próximo Galaxy Watch 9 que pode ser anunciado no próximo Unpacked da Samsung, no dia 22 de julho.

Samsung Health vai usar seus dados para treinar IA

(imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

(Imagem: Divulgação/Samsung)

IA não deveria aparecer para quem não gosta, diz chefe do Instagram

10 de Julho de 2026, 15:54
Imagem mostra Adam Mosseri, diretor do Instagram. Ele usa um óculos de grau transparente
Adam Mosseri avalia opções para evitar posts de IA (imagem: divulgação/Meta)
Resumo
  • O chefe do Instagram, Adam Mosseri, afirma que conteúdos de inteligência artificial não deveriam aparecer para usuários que não gostam.
  • O executivo afirma que o algoritmo deve ser ajustado para atender a essa preferência, mas descarta a ideia de bloquear a IA na rede social.
  • A Meta já explora ideias como um espaço separado para conteúdos gerados por IA e uma certificação de conteúdos reais para facilitar a identificação.

As redes sociais foram inundadas por conteúdos de inteligência artificial nos últimos anos, mas não existe um botão para escondê-los. Para o chefe do Instagram, Adam Mosseri, a plataforma deveria deixar de recomendar conteúdos de IA para quem não tem interesse, usando o próprio algoritmo para identificar essa preferência.

Em uma entrevista ao podcast de Lenny Rachitsky, o executivo explica que a ideia na rede social da Meta é justamente melhorar a identificação desses vídeos e imagens e fazer com que os próprios sistemas de recomendação entendam quem tem e quem não tem interesse neles.

Não faz muito tempo que Mosseri veio a público reconhecer que o feed do Instagram deixou de representar os verdadeiros interesses dos usuários com o aumento de poder nas mãos do algoritmo.

Na ocasião, a fala se deu em decorrência da expansão da ferramenta “Seu algoritmo”, que revela quais tipos de publicação a tecnologia acredita que você tem interesse e permite ao usuário definir temas que quer ver menos. Mesmo nesse caso, não é possível impedir que o Instagram te entregue certos conteúdos.

Detectar IA está ficando mais difícil, diz executivo

De acordo com Mosseri, o problema é que detectar IA está ficando cada vez mais difícil com a evolução dos modelos de linguagem.

Por isso, o executivo sugeriu que o Instagram poderia adotar respostas menos absolutas sobre a origem de uma mídia. Em vez de afirmar sempre se algo foi ou não feito por IA, a rede poderia indicar graus de confiança, como “provavelmente sim”, “não temos certeza” ou “definitivamente não”.

A rede possui atualmente um sistema de sinalização de uso de ferramentas generativas, assim como as plataformas rivais YouTube e TikTok. No feed, essas publicações podem apresentar uma indicação “Informações de IA” que, ao expandi-la, diz que o conteúdo do post “pode ter sido criado por IA”.

“O sinal normalmente identifica conteúdo que foi inteiramente gerado por IA, em vez de conteúdo que foi apenas modificado com IA”, explica o pop-up.

captura de tela das informações de IA no Instagram
Instagram sinaliza postagens com IA (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Mosseri fala em espaço separado para IA

Durante o podcast, o executivo revelou algumas ideias. Na primeira, o espaço funcionaria para separar melhor conteúdos gerados completamente por IA — incluindo postagens de spam, montagens enganosas e outros tipos de “lixo de IA” — de posts que receberam auxílio de ferramentas criativas de edição ou remix de conteúdo.

A Meta já explorou algo parecido no app Meta AI, com feeds de postagens de imagens geradas pelos modelos da empresa e até uma espécie de Reels de vídeos sintéticos.

Já a segunda ideia seria uma certificação de conteúdos reais, defendida por Mosseri desde dezembro do ano passado, como lembra o The Verge. O raciocínio é que pode ser mais fácil certificar a origem de uma foto real do que provar o uso de IA.

Indústria tenta certificar conteúdo de IA

Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Empresas usam marcações para identificar conteúdo de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Atualmente, grandes empresas de IA com modelos de imagem e vídeo, como OpenAI, Google, Microsoft e a própria Meta, dizem usar certificados digitais, como o C2PA, e marcas invisíveis nos conteúdos, como o SynthID, gerados pelas próprias ferramentas para facilitar a identificação.

Além da declaração do próprio usuário no momento da postagem, o Instagram é capaz de ler essas informações para informar o possível uso de IA. Entretanto, além de não ser uma prática padronizada, não é impossível burlar ou remover as identificações.

IA não deveria aparecer para quem não gosta, diz chefe do Instagram

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Adam Mosseri diz que algoritmo deve aprender preferências do usuário, mas descarta bloquear conteúdo de IA na rede.

Adam Mosseri, diretor do Instagram (imagem: divulgação/Meta)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI acaba com navegador após menos de um ano

10 de Julho de 2026, 12:53
OpenAI encerra ChatGPT Atlas menos de um ano após o lançamento (imagem: reprodução)
Resumo
  • OpenAI encerrará o ChatGPT Atlas em 9 de agosto, menos de um ano após seu lançamento.
  • Os recursos do navegador serão incorporados ao ChatGPT Work, um novo aplicativo de desktop que reúne ChatGPT, Codex e navegação.
  • O ChatGPT Work terá um browser interno e uma extensão oficial para o Google Chrome, permitindo que o chatbot acessea página e execute tarefas.

Menos de um ano após chegar ao mercado, o ChatGPT Atlas será encerrado em 9 de agosto. O navegador próprio da OpenAI foi lançado em outubro do ano passado com integração aos modelos de IA da empresa, incluindo funcionalidades agênticas.

A decisão faz parte de uma mudança de foco dentro da empresa, que pretende levar os recursos de navegação automatizada do Atlas para experiências mais centralizadas, como o recém-anunciado ChatGPT Work e uma nova extensão oficial para o Google Chrome, de acordo com o site TechCrunch.

A OpenAI também tenta reduzir iniciativas paralelas e concentrar recursos em produtos mais estratégicos. Essa mudança de foco teria influenciado escolhas recentes envolvendo o fim do aplicativo Sora e os planos para um “modo adulto” no ChatGPT.

ChatGPT Work herda funções do Atlas

Parte das funções do ChatGPT Atlas será incorporada ao ChatGPT Work, novo aplicativo de desktop lançado pela OpenAI junto a nova família de modelos de linguagem GPT-5.6. A união dos serviços da empresa já era esperada desde março e, com a confirmação neste mês, reúne em um único ambiente recursos do ChatGPT, do Codex e do navegador.

O app terá um browser interno para consultas e interações na internet e um outro navegador em nuvem, executado nos servidores da OpenAI, para que agentes possam acessar os sites, fazer login em contas e baixar arquivos em segundo plano.

A OpenAI também está lançando uma extensão oficial do ChatGPT para o Google Chrome. O complemento dá ao chatbot acesso ao contexto da página aberta pelo usuário, permitindo resumir textos, responder perguntas sobre o conteúdo exibido e iniciar tarefas mais longas a partir do próprio navegador.

“Todas essas funcionalidades foram construídas com base no que aprendemos com os usuários do Atlas que deram um voto de confiança a um novo navegador”, publicou James Sun, da equipe de produtos da OpenAI.

Atlas colocou ChatGPT dentro do navegador

A proposta do Atlas era permitir que o ChatGPT acompanhasse a navegação do usuário, entendendo o contexto das páginas abertas e auxiliando em tarefas sem a necessidade de copiar e colar informações entre sites e o chatbot.

O navegador também integrava recursos de agente, permitindo que a IA executasse algumas ações dentro das páginas.

Durante o ano passado, outras companhias entraram nessa onda, apresentando soluções como o Comet AI, da Perplextiy; o Dia, da The Browser Company; e o Opera Neon.

O Google e a Microsoft também colocaram recursos de IA nativos nos seus navegadores: o Chrome fez uma profunda integração com o Gemini, enquanto o Edge recebeu o Copilot Mode.

OpenAI acaba com navegador após menos de um ano

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Recursos do ChatGPT Atlas foram incorporados ao novo app de desktop ChatGPT Work. Navegador será encerrado em 9 de agosto.

Como ativar a nova Alexa+ de graça no benefício do Amazon Prime

10 de Julho de 2026, 11:24
Descubra a nova Alexa+ com acesso antecipado grátis
Veja o passo a passo para se cadastrar no acesso antecipado da Alexa+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

A Alexa+ é a nova versão da assistente virtual da Amazon, que integra inteligência artificial generativa para oferecer conversas mais fluidas e contextuais. Evoluindo de um comando de voz rígido para um agente de IA verdadeiramente conversacional, a ferramenta consegue planejar e executar tarefas complexas de forma personalizada.

No Brasil, os clientes Amazon Prime já podem solicitar o acesso antecipado à nova assistente virtual com IA diretamente pelo site oficial da plataforma. Após realizar o cadastro, a Amazon notificará o usuário por e-mail assim que a atualização for liberada para os dispositivos elegíveis.

A seguir, veja o passo a passo para se cadastrar no acesso antecipado e ativar Alexa Plus de graça como benefício do Amazon Prime.

1. Acesse a página da Alexa Plus na Amazon

Use o navegador do celular ou computador para acessar: amazon.com.br/alexaplus, a página oficial da nova versão da assistente virtual da Amazon. Se necessário, faça login na conta Amazon para o sistema reconhecer seu perfil e integre a nova Alexa futuramente.

Importante: caso esteja acessando em um dispositivo móvel, o navegador pode redirecionar você para o aplicativo oficial da Amazon.

Acessando a página oficial da Alexa+ na Amazon, para solicitar o acesso antecipado da Alexa Plus
Acessando a página oficial da Alexa+ na Amazon (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Solicite o acesso antecipado à Alexa+

Desça a página até encontrar a seção “Experimente Alexa+ gratuitamente” e toque no botão “Solicitar Alexa+” para registrar o interesse em participar do acesso antecipado da Alexa com IA. O sistema processará o pedido imediatamente e o botão exibirá a mensagem “Avisaremos quando estiver pronto”.

Tela do celular mostrando “Experimente Alexa+ gratuitamente” e o botão “Solicitar Alexa+” no acesso antecipado
Solicitando o pedido para participar do acesso antecipado da Alexa+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Verifique o e-mail de confirmação da Alexa+

Acesse o seu e-mail para verificar o recebimento da mensagem de confirmação do cadastro para acesso antecipado da nova Alexa. É por esse canal de comunicação que a Amazon informará quando será possível atualizar a Alexa nos seus dispositivos Echo.

Verificando o e-mail de confirmação do registro no acesso antecipado da Alexa+
Verificando o e-mail de confirmação do registro no acesso antecipado da Alexa+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Por que não consigo ativar a Alexa+?

Existem alguns pontos que podem impedir a ativação da Alexa+. Os mais comuns são:

  • Vínculo de conta e assinatura: estar logado na conta errada do aplicativo ou possuir conflitos de assinaturas pode bloquear instantaneamente o acesso às novas funções da assistente virtual;
  • Incompatibilidade de hardware: a ativação falha caso o Echo antigo não esteja na lista oficial de dispositivos compatíveis com a Alexa+, que exigem processamento mais avançado;
  • Aplicativos e firmwares desatualizados: o aplicativo Alexa desatualizado no celular esconde os menus de configurações, enquanto o sistema operacional do Echo desatualizado impede o recebimento dos novos comandos;
  • Liberação gradual e regional: por ser um lançamento complexo, a tecnologia está sendo distribuída em lotes por meio do acesso antecipado, restringindo o acesso temporariamente para certas regiões e contas.

O que dá para fazer com a nova Alexa?

A Alexa Plus é, essencialmente, uma versão mais conversacional e baseada em inteligência artificial generativa. Isso transformou a assistente virtual em um agente de IA capaz de planejar e agir pelo usuário em várias atividades:

  • Conversas fluidas e contextuais: a nova Alexa pode responder perguntas e manter o contexto ao longo de várias interações em um bate-papo semelhante ao ChatGPT. Tudo isso por conta da infraestrutura de grandes modelos de linguagem (LLMs);
  • Reconhecimento e perfil personalizado: a Alexa Plus identifica a voz de cada morador da casa, adaptando as respostas, sugestões e o histórico de interações de forma individual;
  • Comandos flexíveis de casa inteligente: em vez de frases rígidas, a assistente consegue entender comandos como “deixe a sala aconchegante” para regular luzes, temperatura e aparelhos conectados de uma só vez;
  • Criação de rotinas dinâmicas por voz: é possível programar automações complexas, como mudar a iluminação e tocar música em horários específicos, apenas conversando com a assistente, sem abrir o aplicativo para criar a rotina;
  • Automação de tarefas e produtividade: a Alexa com IA gerencia a agenda inteligentemente, conseguindo transformar uma simples instrução falada ou uma mensagem recebida via apps conectados em um compromisso oficial no calendário;
  • Integração com serviços reais: conectada a contas de aplicativos parceiros, a nova Alexa realiza ações práticas do dia a dia, como pedir delivery ou solicitar transporte por voz;
  • Resumo de e-mails e documentos: o usuário pode compartilhar arquivos de texto com a assistente para extrair dados importantes, criar resumos ou armazenar notas para consultas futuras;
  • Curadoria personalizada de entretenimento: ao atender descrições subjetivas sobre o humor ou gosto do usuário, a Alexa Plus recomenda e reproduz filmes, livros e músicas sob medida nas telas e caixas Echo;
  • Análise visual inteligente por câmera: em dispositivos com tela, como Echo Show, e câmeras de segurança, a Alexa com IA processa imagens para identificar objetos no ambiente e resumir eventos que aconteceram na casa.

Posso ter a Alexa+ sem assinar o Amazon Prime?

Sim, usuários que não são clientes Amazon Prime podem assinar a Alexa+ de forma independente por meio de uma mensalidade de R$ 99,90. O pacote ainda inclui 2 TB de armazenamento de fotos e vídeos no Amazon Fotos.

Consigo reverter a atualização da Alexa+ para a Alexa original?

Sim, é possível voltar à versão original da Alexa desativando a camada de IA generativa diretamente por comando de voz. Basta dizer frases como “Alexa, sair da Alexa Plus”, para desligar o modo conversacional avançado e fazer o ecossistema retornar ao estilo de resposta padrão.

Caso o comando de voz falhe, a reversão pode ser feita gerenciando a assinatura no aplicativo Alexa ou no site da Amazon. Em cenários de erro no dispositivo, uma restauração para os padrões de fábrica resolve o problema ao bloquear o processamento em nuvem da Alexa com IA.

Como ativar a nova Alexa+ de graça no benefício do Amazon Prime

Veja o passo a passo para se cadastrar no acesso antecipado da Alexa+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando a página oficial da Alexa+ na Amazon (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Solicitando o pedido para participar do acesso antecipado da Alexa+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Verificando o e-mail de confirmação do registro no acesso antecipado da Alexa+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Claude ganha painel que detalha como você usa a IA

10 de Julho de 2026, 11:12
Nova ferramenta da Anthropic funciona como um “Wrapped” contínuo para o chatbot (imagem: reprodução/Anthropic)
Resumo
  • A Anthropic lançou o Reflect, um painel que detalha o uso da IA do chatbot Claude, com dados de uso, dicas de produtividade e alertas de pausa.
  • O painel exibe um resumo detalhado das interações com a IA, destacando os temas mais abordados e tarefas mais solicitadas, permitindo filtrar o histórico em janelas de um a doze meses.
  • O Reflect inclui recursos focados no bem-estar digital, como configuração de horários de silêncio, alertas de pausa e perguntas sobre o uso do chatbot.

A Anthropic lançou nesta semana o Reflect, um novo painel integrado às versões web e desktop do Claude. A proposta do recurso é simples: permitir que os usuários acompanhem seus hábitos com o chatbot, mais ou menos repetindo o que faz o Spotify. O objetivo da empresa é incentivar o uso mais consciente da inteligência artificial.

Na prática, a novidade funciona como uma retrospectiva contínua. O painel exibe um resumo detalhado das interações com a IA, destacando os temas mais abordados e tarefas que o usuário costuma solicitar. Para uma visão mais ampla, é possível filtrar o histórico em janelas de um, três, seis ou até doze meses, facilitando a identificação de picos de atividade.

Além dos gráficos, o Reflect atua como um guia de produtividade. Por exemplo, se o sistema notar que você repete o mesmo contexto em vários chats, ele pode recomendar o uso da função “Projetos” para centralizar informações e poupar tempo.

O que acontece com os dados sensíveis?

Fornecer informações sobre a rotina para plataformas de IA sempre levanta dúvidas sobre privacidade, mas a Anthropic afirma que estabeleceu limitações rigorosas. O Reflect não contabiliza nenhuma conversa feita em chats anônimos e ignora o conteúdo de arquivos anexados.

A publicação oficial da desenvolvedora garante que interações associadas a ferramentas de saúde também são excluídas do painel. Além disso, as métricas geradas são de visualização exclusiva do próprio usuário. A Anthropic reforça que essas informações pessoais não serão utilizadas para treinar modelos de linguagem ou repassadas a terceiros.

Painel do Claude mostra tópicos mais recorrentes nas conversas com a IA (imagem: reprodução/Anthropic)

Bem-estar digital e disponibilidade

Para equilibrar a saúde mental, o Reflect inclui recursos focados no bem-estar digital. A interface permite configurar horários de silêncio e programar alertas que lembram o usuário de fazer uma pausa após longas sessões de uso. O sistema também exibe perguntas de tempos em tempos, como: “O que você gostaria de continuar fazendo?” Essa abordagem foi desenvolvida em parceria com especialistas do MIT Media Lab, do Digital Wellness Lab do Boston Children’s Hospital e do Family Online Safety Institute.

O Reflect já está disponível em versão beta para usuários dos planos Gratuito, Pro e Max com o recurso de memória ativado. Em futuras atualizações, a Anthropic promete adicionar um medidor de tempo total gasto no Claude e suporte para analisar o histórico do modo Cowork.

Claude ganha painel que detalha como você usa a IA

As notas despencaram depois que professor adotou medida contra IA

10 de Julho de 2026, 11:10
Arte mostra uma cabeça robótica, em referência à inteligência artificial. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Professor descobre cola com IA em prova remota após notas caírem no presencial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • professor Roberto Serrano, da Universidade Brown, descobriu que alunos usaram inteligência artificial em prova remota, pois as notas caíram drasticamente quando outra prova foi aplicada presencialmente;
  • notas dos alunos na prova remota foram de 96 pontos, em média, mas caíram para 48 pontos quando a prova foi presencial, sem acesso a celulares ou computadores;
  • descoberta gerou debates sobre a confiança nos estudantes e a ética no uso de tecnologias para resolver questões complexas.

A inteligência artificial está transformando várias atividades, até a “cola” nas provas. Um professor da Universidade Brown, nos Estados Unidos, descobriu isso ao aplicar dois exames: no primeiro, remoto, os alunos tiveram notas excelentes; no segundo, presencial, as notas despencaram.

O professor em questão é Roberto Serrano, que ensina “economia do bem-estar e teoria da escolha social”, em tradução livre. Trata-se de uma disciplina bastante difícil e que, talvez por isso, nunca recebeu uma grande quantidade de alunos.

Mas foi diferente neste ano. A disciplina recebeu muitos alunos, talvez porque Serrano revelou que as provas intermediária e final poderiam ser feitas de casa.

A razão disso é que, em dezembro de 2025, um atirador atacou o campus da Universidade Brown, matando duas pessoas. Permitir exames de modo remoto foi uma forma de dar continuidade à disciplina após a tragédia.

Quando a prova intermediária foi aplicada, veio a surpresa: os alunos tiraram notas muito boas, com média de 96 pontos (de 100). Historicamente, a média para o curso variava entre 65 e 80 pontos. Serrano ficou desconfiado, até porque a prova tinha sido mais difícil do que as anteriores.

A desconfiança aumentou quando o professor percebeu que muitas das respostas tinham um “estilo muito rebuscado”. Ao fazer testes com as questões da prova no ChatGPT, Serrano percebeu que as respostas fornecidas pela ferramenta de inteligência artificial eram parecidas com as dadas por seus alunos na prova.

Professor Roberto Serrano
Professor Roberto Serrano (imagem: reprodução/Universidade Brown)

A comprovação da “cola”

Foi então que Roberto Serrano decidiu realizar a prova final de modo presencial, sem permitir acesso a celulares ou computadores. Ao avisar os alunos sobre isso, dizendo que a prova intermediária teria a nota recalculada com base no desempenho da prova final, 18 deles desistiram da disciplina, enquanto outros nove não apareceram para realizar o exame.

Entre os alunos que realizaram a prova final, a média das notas caiu de 96 para 48 pontos, uma redução pela metade. A desconfiança do professor fez sentido: ficou óbvio que os alunos usaram IA na prova intermediária, realizada remotamente.

O assunto tem gerado debates desde que veio à tona. Serrano declarou até ter ficado sobrecarregado com as centenas de e-mails de ex-alunos, professores e outros interessados se manifestando a respeito.

Um dos aspectos debatidos é se será possível confiar na atual geração de estudantes para a realização de trabalhos que exigem raciocínio lógico em um cenário onde eles têm acesso a “atalhos tecnológicos” para lidar com questões complexas.

Convém não generalizar, porém. Um dos alunos de Serrano teve 95 pontos na primeira prova e 95,5 na segunda, o que sugere que o seu bom desempenho veio de seu próprio esforço.

Mas não é só a nota que importa. A ética também: outro aluno fez 55 pontos no primeiro exame e 59 no segundo. Não foi um grande desempenho, mas isso também indica que ele não usou IA na primeira prova. “Eu admiro essa pessoa”, disse o professor.

Com informações de Business Insider e Inside Higher Ed

As notas despencaram depois que professor adotou medida contra IA

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI lança ChatGPT Work, assistente de IA para o trabalho

9 de Julho de 2026, 17:12
Captura de tela mostra o ChatGPT Work, novo assistente de IA da OpenAI
ChatGPT Work é um assistente capaz de concluir projetos em segundo plano (imagem: divulgação)
Resumo
  • OpenAI lançou o ChatGPT Work, um assistente de IA projetado para executar atividades de forma autônoma e reduzir tarefas repetitivas.
  • O ChatGPT Work conecta arquivos e aplicativos para criar materiais prontos, com integração nativa a ecossistemas populares como Microsoft Teams e Slack.
  • A novidade chega junto com o GPT-5.6 e um novo app para desktop, que integra ChatGPT, Work e Codex.

A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (09/07) o lançamento do ChatGPT Work, um novo agente projetado para executar atividades de forma autônoma e reduzir tarefas repetitivas. A novidade chega junto com a família de modelos GPT-5.6, liberada para o público após um período de acesso restrito.

O agente é uma aposta da OpenAI para transformar o popular chatbot em um assistente corporativo capaz de concluir projetos inteiros sozinho.

Como o ChatGPT Work funciona?

A novidade funciona conectando arquivos e aplicativos para criar materiais prontos. Segundo a OpenAI, basta o usuário fornecer um objetivo amplo, como “preparar uma reunião de vendas” ou “analisar o orçamento”, e o agente reunirá todo o contexto necessário para gerar documentos, apresentações e planilhas de forma independente.

Para alcançar esse nível de automação, a ferramenta possui integração nativa a ecossistemas populares, como Microsoft Teams, Slack, Gmail e Google Drive.

Para reduzir os riscos de um agente autônomo operando com dados confidenciais, a OpenAI permitirá que os administradores de TI controlem quais arquivos e aplicativos a IA pode acessar. A empresa destaca que o sistema passou por rigorosos testes e bloqueou todas as tentativas de extração de dados protegidos.

Chegada do GPT-5.6 após pressão regulatória

Introducing ChatGPT Work, a new agent in ChatGPT powered by Codex and GPT-5.6.

It can take action across your apps and files, stay with a project for hours if needed, and turn a goal into finished work.

It’s a whole new way to get work done. pic.twitter.com/uGbvjU1LsV

— OpenAI (@OpenAI) July 9, 2026

A tecnologia que alimenta o agente de IA é a nova família de modelos GPT-5.6, que chega ao público após um período de pré-visualização limitado a clientes aprovados pelas autoridades norte-americanas.

A pausa no lançamento foi um pedido direto do governo de Donald Trump, que exigiu tempo para reavaliar medidas de segurança diante do poder da ferramenta. Após uma colaboração técnica entre a startup e as agências reguladoras, o modelo foi liberado hoje.

O GPT-5.6 se divide em três versões para diferentes demandas de mercado:

  • Sol: é o modelo principal e mais inteligente. Segundo o CEO Sam Altman, ele é 54% mais eficiente no uso de tokens em tarefas de programação e conta com um “modo ultra”, focado em acelerar grandes projetos usando múltiplos agentes.
  • Terra: uma versão intermediária que equilibra desempenho e custo.
  • Luna: o modelo mais leve da família, focado em custo-benefício.
Captura de tela do ChatGPT Work com integração nativa do Slack e Gmail para conectar ferramentas e automatizar tarefas
IA da OpenAI tem integração nativa com ferramentas como Slack e Gmail (imagem: divulgação)

Novo aplicativo com ChatGPT e Codex

Junto com as novidades, um novo aplicativo para Windows e Mac, que centraliza o ChatGPT, o Work e o Codex em uma única interface, também está chegando ao mercado.

Ele foi apresentado na live de lançamento e tem como destaque o recurso “Uso do Computador”, que autoriza a IA a executar ações em segundo plano na máquina, como clicar, digitar e mover arquivos por conta própria. O app também inclui um navegador integrado e a função Sites, que possibilita transformar rascunhos de ideias em páginas interativas.

O cronograma de disponibilidade varia de acordo com o plano do usuário. O novo app para desktop pode ser baixado globalmente por usuários de todos os planos, incluindo a versão gratuita. Na web e dispositivos móveis, o ChatGPT Work está sendo liberado para assinantes Pro, Enterprise e Edu, com previsão de chegada aos planos Plus e Business nos próximos dias.

OpenAI lança ChatGPT Work, assistente de IA para o trabalho

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Agente autônomo de inteligência artificial chega ao mercado junto com a nova família de modelos GPT-5.6.

Meta lança Muse Spark 1.1 para competir em programação com IA

9 de Julho de 2026, 15:06
Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Modelo de IA da Meta é mais barato que os concorrentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta lançou o Muse Spark 1.1, um modelo de IA para programação e raciocínio lógico que atua como agente autônomo.
  • O modelo permite automação do uso de computadores, navegação na web sem supervisão e processamento de dados.
  • O Muse Spark 1.1 está disponível para desenvolvedores nos Estados Unidos e será integrado ao WhatsApp, Instagram e Facebook.

A Meta anunciou nesta quinta-feira (09/07) o lançamento do Muse Spark 1.1, novo modelo de IA desenvolvido pelo Meta Superintelligence Lab. Embora faça parte da mesma família apresentada em abril, a empresa trata a versão 1.1 como uma grande evolução voltada para agentes de IA, com foco em programação, raciocínio lógico e automação de tarefas.

Além de refinar essa primeira versão, a empresa busca entregar a capacidade de realizar funções completas e mais complexas com o mínimo de supervisão humana. O modelo promete diminuir a distância técnica em relação aos concorrentes e chega como prévia para desenvolvedores nos Estados Unidos.

Como o modelo foi anunciado hoje, ainda não há testes independentes que permitam avaliar seu desempenho. Mas segundo os benchmarks divulgados pela Meta, o Muse Spark 1.1 supera o GPT-5.5, o Gemini 3.1 Pro e o Opus 4.8 em diferentes métricas.

O que o Muse Spark 1.1 tem de novo?

Imagem mostra a IA da Meta realizando tarefas de código, testando interface e aplicando correções para criar uma app web
IA da Meta consegue ler o código, testar a interface e aplicar correções (imagem: reprodução/Meta)

O diferencial do modelo é a sua capacidade melhorada de atuar como um agente autônomo. Segundo a Meta, a atualização foca em três frentes: programação, automação do uso de computadores e raciocínio multimodal, ou seja, a habilidade de processar e cruzar dados de textos, imagens, vídeos e arquivos ao mesmo tempo.

Para dar conta do recado, o sistema consegue gerenciar uma janela de contexto de até 1 milhão de tokens. Na prática, isso significa que o Spark pode memorizar ações em sessões de trabalho muito longas ou recuperar informações de etapas iniciais de um grande projeto, por exemplo.

Imagem mostra a IA Muse Spark 1.1 extraindo dados de um vídeo para preencher campos e automatizar ações no navegador
Muse Spark 1.1 consegue extrair dados de vídeos e automatizar ações no navegador (imagem: reprodução/Meta)

Na área de desenvolvimento de software, a ferramenta apresenta avanços na identificação e correção de bugs. Durante testes internos, o Muse Spark 1.1 conseguiu construir um aplicativo de chat do zero, capturar imagens da tela para diagnosticar erros na interface e até alterar o código-fonte original para aplicar correções, tudo sem intervenção humana.

Fora do ambiente de código, a IA também consegue navegar na web e controlar o sistema operacional de uma máquina sozinha. Em outro exemplo, o assistente extraiu detalhes úteis de um produto a partir de um vídeo e criou um anúncio completo no Facebook Marketplace utilizando o navegador do usuário.

Preço e disponibilidade

Conforme apurado pela agência Reuters, o acesso ao Muse Spark 1.1 é mais barato que modelos concorrentes de ponta, como o Claude Sonnet 4.6. Esta é a comparação de custos a cada 1 milhão de tokens:

  • Muse Spark 1.1: US$ 1,25 (R$ 6,42) para entrada e US$ 4,25 (R$ 21,83) para saída.
  • Claude Sonnet 4.6: US$ 3 (R$ 15,41) para entrada e US$ 15 (R$ 77,04) para saída.

O CEO da companhia, Mark Zuckerberg, voltou ao X/Twitter apenas para compartilhar a novidade. Ele afirmou que o foco atual é “fornecer modelos robustos, com agentes independentes e multimodais a um custo muito baixo”.

(1) Today we're releasing Muse Spark 1.1 — a strong agentic and coding model at a very low price. It's available through our new Meta Model API and in Meta AI.

— Mark Zuckerberg (@finkd) July 9, 2026

O novo modelo já está disponível no modo Thinking do Meta AI e deve chegar em breve aos chatbots do WhatsApp, Instagram e Facebook, além dos óculos inteligentes da Meta.

Para acalmar as preocupações sobre segurança, a empresa destacou que o modelo passou por rigorosas avaliações e mostrou alta resistência contra ataques de injeção de código e alucinações.

Vale mencionar que o anúncio ocorre na mesma semana em que a Meta apresentou o Muse Image. Seu primeiro modelo de geração de imagens gerou debates por utilizar publicações de usuários do Instagram como base para suas criações.

Meta lança Muse Spark 1.1 para competir em programação com IA

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA

8 de Julho de 2026, 18:25
captura de tela da seção Remix de Video, na aba Criar do Google Fotos
Remix de Vídeo permite adicionar efeitos e estilos pré-definidos em vídeos curtos (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google Fotos lançou uma nova ferramenta de edição de vídeos com IA, chamada Remix de Vídeo, que permite transformar clipes curtos com efeitos prontos, trocando fundos e iluminação.
  • A ferramenta usa o modelo Gemini Omni e está disponível para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra em países selecionados, incluindo o Brasil.
  • O Remix de Vídeo permite ajustar configurações de luz, fundo ou estilo visual com pré-definições disponíveis no app, com limitações como vídeos de até 60 segundos e necessidade de backup concluído no Google Fotos.

O Google Fotos ganhou uma nova ferramenta de edição de vídeos com inteligência artificial. Anunciado nesta quarta-feira (08/07), o Remix de Vídeo permite transformar clipes curtos com efeitos prontos, trocando fundos e iluminação.

O recurso usa o modelo Gemini Omni e já começou a ser liberado para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra em países selecionados, incluindo o Brasil.

A nova funcionalidade faz parte de uma estratégia maior do Google Fotos sobre a integração com IA, adicionado possibilidades de edições de vídeo bastante comuns em outras ferramentas, como o CapCut. Ela permite ajustar configurações de luz, fundo ou estilo visual com pré-definições disponíveis no app.

Entretanto, a novidade possui algumas limitações:

  • O Remix de Vídeo só funciona com vídeos de até 60 segundos e o usuário precisa selecionar um trecho de 1 a 10 segundos para a edição
  • Os arquivos precisam estar salvos no Google Fotos com backup concluído
  • É necessário estar conectado à internet, já que o processamento ocorre em nuvem
  • Contas corporativas do Google Workspace e escolares não receberão a ferramenta

Como usar o Remix de Vídeo

GIF animado colocando uma imagem de um homem na vida real e em estilo pixelart, lado a lado
Vídeos podem ser reestilizados diretamente no Google Fotos (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A edição dos vídeos é fácil. O Remix de Vídeo aparece na aba Criar do Google Fotos, onde a empresa reúne as ferramentas de edição com IA. A partir daí:

  • O usuário escolhe um template
  • Seleciona um vídeo com backup no Google Fotos
  • Define o trecho que será transformado

Há três tipos principais de edição. A opção Reimagine troca o fundo do vídeo por cenários gerados por IA, como uma praia ao pôr do sol ou uma cafeteria. Já os filtros ajustam a iluminação da cena, simulando efeitos como “hora de ouro” ou brilho suave.

Também há estilos artísticos para mudar completamente a aparência do clipe. O Google inclui opções inspiradas em pintura a óleo, aquarela, anime e traços de caderno de rascunho. Importante notar que aqui não é possível enviar novos prompts, para isso, é possível utilizar a opção “Criar vídeo” diretamente no app do Gemini.

A ferramenta aceita vídeos em 9:16 ou 16:9. Gravações em outros formatos podem ser centralizadas e cortadas automaticamente pelo aplicativo. Vale lembrar que todo conteúdo gerado ou editado pela ferramenta do Google recebe uma marca d’água digital, o SynthID.

O que é Gemini Omni?

Em um palco de conferência, um homem calvo e de óculos está de pé, posicionado no canto inferior direito. Ele veste uma blusa preta de mangas longas e calças escuras. Ao centro, um enorme telão retangular preto com cantos arredondados exibe o texto "Gemini Omni" em letras brancas de fonte arredondada. O fundo do palco é composto por painéis de madeira clara, e há um detalhe em arco verde e azul na extremidade direita. A iluminação do ambiente é focada no telão e no palestrante.
Gemini Omni foi revelado no evento Google I/O 2026 (imagem: reprodução)

O Gemini Omni é uma família de modelos de IA generativa do Google voltada à criação e edição de vídeos, desenvolvido para combinar diferentes tipos de entrada — como texto, imagem, áudio e vídeo — e gerar novos clipes a partir dessas referências.

O modelo foi pensado para entender o contexto da cena e permitir edições por comandos mais naturais, como trocar o fundo, mudar o estilo visual ou animar uma foto.

Google Fotos ganha nova função que transforma vídeos com IA

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Gemini Omni foi revelado no evento Google I/O 2026 (imagem: reprodução)

OpenAI vai liberar GPT-5.6 após governo Trump remover restrições

8 de Julho de 2026, 17:15
Arte com o logotipo da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
GPT-5.6 é liberado pelo governo dos EUA e chegará ao público geral (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo Trump retirou as restrições ao novo GPT-5.6, que será disponibilizado ao público a partir de 09/07.
  • São três novos modelos de IA: Sol, Luna e Terra, com capacidades variadas para trabalhos científicos, codificação e cibersegurança.
  • Empresa também anunciou o GPT-Live, novo modelo para geração de voz que começa a ser distribuido gradualmente.

O GPT-5.6 finalmente vai chegar ao público geral. A OpenAI confirmou que sua nova família de IA com três modelos – Sol, Luna e Terra – será disponibilizada para todos nesta quinta-feira (09/07). Os modelos foram anunciados há duas semanas, mas, até então, estavam com acesso restrito a clientes selecionados. O motivo teria sido um pedido direto do governo dos Estados Unidos.

A liberação por parte do governo de Donald Trump vem na sequência da permissão dada à Anthropic, que voltou a disponibilizar o Claude Fable 5 para todos. Tanto Claude quanto ChatGPT tiveram suas novas versões restringidas sob alegação de segurança nacional.

Além de anunciar a chegada geral do GPT-5.6, a OpenAI também apresentou o GPT-Live, novo modelo de voz criado para tornar as conversas com o ChatGPT mais naturais.

Restrições duraram pouco

GPT-5.6 Sol, along with Terra and Luna, will launch publicly this Thursday.

We’re expanding preview access globally now. pic.twitter.com/Uk5HcfSc2e

— OpenAI (@OpenAI) July 8, 2026

Quando o GPT-5.6 foi revelado há cerca de duas semanas, a empresa de Sam Altman indicou que seguiria as limitações, apesar de não concordar com uma solução a longo prazo. A OpenAI previu a liberação ao público em algumas semanas, o que de fato aconteceu.

Segundo o portal Axios, essas restrições são consideradas importantes para o governo dos EUA por conta do alto potencial das ferramentas em questão. Tanto Anthropic quanto OpenAI já vinham declarando a importância de se atentar ao uso de IA em ciberataques.

A partir do anúncio do Claude Mythos Preview, um consórcio de empresas parceiras e o governo dos EUA – o chamado Project Glasswing – teve acesso limitado ao novo modelo de IA, considerado “poderoso demais” para o público geral.

O modelo já havia chegado ao público com restrições, mas a adminstração Trump forçou a retirada da nova IA do mercado. Ela voltou a ser comercializada na semana passada.

A OpenAI, por sua vez, também anunciou a nova tecnologia sob restrições, indicando um trabalho em conjunto com o governo estadunidense e outras parcerias para melhorar mecanismos de segurança em torno da inteligência artificial.

Quais são as novidades do GPT-5.6?

Imagem de um celular com o aplicativo ChatGpt
ChatGPT promete conversas mais fluidas por voz (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

As novidades do GPT-5.6 passam pelos três novos modelos: Sol, Luna e Terra.

  • Sol: é o carro-chefe, prometendo alta capacidade para trabalhos científicos, codificações e mecanismos avançados de cibersegurança, além de trazer o que a OpenAI classifica como “a mais robusta estrutura de defesa até hoje”.
  • Luna: promete trabalhos de alto volume em maior velocidade, além de um melhor custo-benefício.
  • Terra: será voltada para atividades do dia a dia, ou seja, consultas casuais, buscas rápidas envolvendo curiosidades, entre outras tarefas mais simples.

Segundo a OpenAI, o modelo Terra será o mais próxmo do atual GPT-5.5, que também segue como base da GPT-Live. Esse novo modelo de voz começa a ser distribuído gradualmente a partir de hoje (08/07) e promete conversas mais humanas, maior responsividade e explicações mais claras, envolvendo até mesmo aspectos visuais para ajudar melhor o usuário a tirar dúvidas.

OpenAI vai liberar GPT-5.6 após governo Trump remover restrições

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Nova família de IA será lançada nesta quinta-feira (09/07) após período de acesso restrito a clientes selecionados.

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI revela prévia do GPT 5.6, que chega com acesso restrito

26 de Junho de 2026, 17:56
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
OpenAI revelou o GPT-5.6, com três novos modelos: Sol, Terra e Luna (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI disponibilizou uma prévia do GPT 5.6, com acesso restrito a parceiros selecionados.
  • A nova geração da IA conta com três modelos: Sol, Terra e Luna.
  • Segundo o comunicado, a OpenAI planeja lançar os modelos globalmente “nas próximas semanas”.

A OpenAI decidiu tornar público o novo conjunto de modelos GPT-5.6, após as informações de que o governo dos Estados Unidos teria pedido para segurar o lançamento global. De fato, o modelo está chegando em versão prévia, com um acesso limitado a “clientes selecionados”.

A nova geração da família de modelos de linguagem da OpenAI conta com três novos modelos: Sol, o principal; Terra, de nível intermediário para uso diário; e Luna, o mais “rápido e acessível”.

Inicialmente, o acesso às novas versões da IA ficará limitado a um “grupo seleto de parceiros de confiança e organizações”, em um modelo de distribuição semelhante ao Project Glasswing, da Anthropic, associado ao anúncio do Claude Mythos Preview, também submetido a restrições do governo Trump.

Três novos modelos: Sol, Terra e Luna

Introducing a limited preview of GPT-5.6 Sol, our next generation frontier model, as well as GPT-5.6 Terra, a balanced model for efficient, everyday work, and GPT-5.6 Luna, a fast and affordable model for high-volume work.https://t.co/OoM83SyISN

— OpenAI (@OpenAI) June 26, 2026

O carro-chefe do pacote é o modelo Sol, que chega com a “mais robusta estrutura de defesa até hoje”, segundo o anúncio da OpenAI. A companhia fala em reforço nas proteções para atividades consideradas de alto risco, mas mantendo o acesso à alta capacidade em trabalhos de coding, buscas por vulnerabilidades de cibersegurança e testagem de defesa.

Aliás, a OpenAI dedicou a maior parte da publicação ao tema de segurança e ao risco de uso indevido. O texto também faz referências indiretas às tensões no setor, incluindo a acusação da Anthropic contra a Alibaba sobre suposto uso indevido de dados do Claude.

Em benchmark divulgado pela OpenAI, as inteligências artificiais anunciadas recentemente pela concorrente ficariam abaixo do GPT 5.6 Sol em algumas tarefas, incluindo trabalhos de codificação.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Modelo GPT 5.6 chega em versão limitada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A OpenAI aposta em treinamentos simulando situações reais de uso malicioso, e traz como exemplo testes na busca por bugs e vulnerabilidades nos navegadores Chromium e Firefox, em que o GPT 5.6 não explora essas falhas de forma autônoma.

Ainda assim, a empresa reconhece que seus benchmarks não cobrem todas as possibilidades de uso, motivo pelo qual as defesas ainda serão reforçadas ao longo da liberação gradual do modelo. Além de cibersegurança, a OpenAI também trouxe exemplos da alta capacidade com foco em trabalhos científicos, assim como seu comportamento ao identificar solicitações de risco por parte dos usuários.

Essas defesas valem também para os modelos Terra e Luna, sendo o primeiro mais voltado para atividades do dia a dia, competindo com a versão anterior GPT-5.5, e o segundo uma versão de maior custo-benefício, entregando alta performance a um custo menor de operação.

Ainda não há informações sobre limites de acesso para os planos pagos da OpenAI, uma vez que os modelos ainda não foram disponibilizados para o público geral.

Expectativa de lançamento “nas próximas semanas”

Imagem de um celular com o aplicativo ChatGpt
Novidades ficam restritas por agora (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Apesar de atender à solicitação de Trump, a OpenAI afirmou que não vê o processo como uma solução de longo prazo. Segundo o comunicado da empresa, a medida restringe o acesso às ferramentas mais avançadas, especialmente para profissionais de cibersegurança, desenvolvedores e empresas.

Ainda assim, reconheceu o movimento como um passo relevante para a liberação dos modelos “nas próximas semanas”. Até lá, o GPT-5.6 continuará em testes e ajustes voltados a melhorias de segurança.

OpenAI revela prévia do GPT 5.6, que chega com acesso restrito

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Notion abandona app de email e decide focar em agentes de IA

26 de Junho de 2026, 16:22
Dock do macOS com ícones do Notion, Notion Calendar e Notion Mail
Notion Mail será encerrado pela empresa em setembro (imagem: divulgação/Notion)
Resumo
  • A Notion anunciou o encerramento do Notion Mail, seu serviço de e-mail, em 22 de setembro de 2026, para focar em agentes de IA.
  • A plataforma será reformulada para manter fluxos de trabalho automatizados, e a maior parte dos dados será mantida no Gmail.
  • Os usuários poderão salvar rascunhos, e-mails programados e snippets até o dia 21 de setembro, pois esses dados serão perdidos após o encerramento do serviço.

O popular aplicativo de produtividade Notion decidiu pôr fim a um de seus projetos mais recentes: o app de email Notion Mail, lançado há pouco mais de um ano. Ele será desativado em 22 de setembro.

Segundo a empresa, muitos usuários já não utilizavam mais a caixa de entrada da plataforma, que ficou bastante automatizada graças aos agentes de IA. As outras ferramentas do workspace continuarão disponíveis.

Com relação aos dados armazenados no Notion Mail, a empresa garantiu que o Inbox fica salvo diretamente no Gmail. Ela alertou, porém, que rascunhos e emails programados serão perdidos após o encerramento.

A recomendação é para salvar as mensagens, snippets e ferramentas de organização até a data-limite de 21 de setembro.

Inbox no Gmail e foco nos agentes de IA

Segundo a empresa, muitos usuários já trabalhavam com a plataforma sem abrir suas caixas de entrada para checar emails, o principal motivo apontado para encerrar o serviço. O workspace do Notion é voltado para diferentes tarefas de organização e comunicação, principalmente para empresas, e tem como diferencial o uso de inteligência artificial tanto para auxiliar no fluxo de trabalho quanto para automatizar o envio de emails.

O Notion afirma que essas atividades seguem disponíveis, com a diferença que agora o usuário não terá um Inbox próprio para receber e-mails e fazer envios manuais. Dessa forma, a recomendação é que times que utilizem o Notion Mail como ferramenta base para isso façam a transição antes do encerramento para evitar a perda de quaisquer snippets e categorizações necessárias.

We’re winding down the Notion Mail inbox across web, desktop, and iOS on September 22.

We launched Notion Mail with a belief that your inbox should think like you—more personal to how you work and over time, more capable with AI.

As Notion agents have gotten more capable, we’ve… pic.twitter.com/ebq7jWadGZ

— Notion Mail (@NotionMail) June 25, 2026

Da mesma forma, possíveis lembretes programados por meio do Notion Mail também serão perdidos com o fim do serviço, sendo necessário salvá-los antes de fazer a transição. Apenas sua caixa de entrada em si será migrada para o Gmail.

O que segue funcionando?

Qual é o melhor, Notion ou Trello? (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Notion segue oferecendo serviços de workflow e concorrendo com Trello e outros (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Considerando as ferramentas disponíveis no Notion Mail, algumas funções seguirão disponíveis. Para usuários dos agentes de IA para e-mail, por exemplo, nada muda: a plataforma segue oferecendo a Notion AI para buscas específicas no Gmail e o auxílio da Notion AI para responder. Os agentes da empresa também continuam com acesso ao Gmail para ler, criar rascunhos e enviar e-mails de forma automatizada pela plataforma do Google. Bloqueios de e-mails configurados via Notion também seguirão ativos.

Notion abandona app de email e decide focar em agentes de IA

Qual é o melhor, Notion ou Trello? (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Google lança app com IA para administrar investimentos

26 de Junho de 2026, 13:03
Imagem mostra os escritos "Google Finance", cercado por imagens que representam o mercado financeiro e IA, como gráficos e uma aba de chatbot
Usuários podem enviar prints para importar o histórico financeiro no Google Finanças (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google lançou um aplicativo de investimento com IA para ajudar investidores a organizar portfólios e monitorar o mercado financeiro.
  • O app permite importar carteira via PDF, criar alertas personalizados e entender variações do mercado com auxilio de IA.
  • A novidade está sendo distribuída globalmente, primeiro para Android, com uma versão para iPhone prevista para o fim do ano.

O Google anunciou ontem (25/06) o lançamento de um app dedicado para o Google Finanças (Google Finance). A novidade está sendo distribuída globalmente e traz uma série de recursos baseados em inteligência artificial para ajudar investidores a organizar portfólios, acompanhar cotações e monitorar o mercado financeiro de forma centralizada pelo celular.

O Google Finanças com IA chegou ao Brasil em abril, ainda em fase beta e apenas na versão web. A atualização representa uma mudança importante para o serviço, que deixa de ser apenas uma página acessível pelo navegador para se tornar um assistente de investimentos de bolso. O app chega primeiro para Android, mas uma versão para iPhone deve ser lançada até o fim do ano.

Como a IA do Google Finanças analisa investimentos?

Tela do app do Google Finanças mostrando “Edit portfolio” e “Edit investments” com opções para adicionar, alterar e excluir investimentos
App reúne cotações, notícias e carteira de investimentos em um só lugar (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Na seção de portfólios, os usuários agora podem visualizar o desempenho geral e a alocação de todos os ativos em um único painel. Outro destaque fica para a simplificação na importação de dados. O investidor pode adicionar seu histórico financeiro enviando arquivos em PDF e CSV, fazendo o upload de capturas de tela ou apenas descrevendo os ativos em texto simples, deixando que a IA entenda e organize as informações automaticamente.

Com a carteira estruturada, uma nova ferramenta de pesquisa permite fazer consultas em linguagem natural. Além disso, o serviço introduz os “momentos-chave”, pequenos resumos gerados por IA que explicam os motivos por trás de variações bruscas no preço de uma ação. O objetivo seria facilitar a compreensão do contexto por trás de altas ou quedas repentinas de um papel.

Resumos automatizados

A atualização também incorpora a criação de relatórios periódicos. O usuário pode instruir a IA a entregar levantamentos específicos, como um resumo diário pré-mercado sobre movimentações da noite anterior nas principais criptomoedas. Ao final do processamento, uma notificação com as informações é enviada.

O software deve receber novos recursos nos próximos meses, incluindo suporte a transmissões ao vivo de balanços financeiros.

Google lança app com IA para administrar investimentos

(imagem: reprodução)

OpenAI deve adiar o GPT-5.6 após pedido de Donald Trump

26 de Junho de 2026, 11:49
ilustração sobre são Sam Altman, CEO da OpenAI
Sam Altman, CEO da OpenAI, precisou alterar os planos da empresa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo dos Estados Unidos solicitou que a OpenAI adiasse o lançamento do GPT-5.6.
  • Segundo o The Information, a gestão Trump também pediu que o acesso inicial fosse restrito a um grupo seleto de clientes corporativos aprovados.
  • A OpenAI não terá autonomia para decidir quais parceiros comerciais poderão utilizar o GPT-5.6, cabendo ao governo americano avaliar e aprovar.

A OpenAI deve alterar o cronograma de lançamento do seu próximo grande modelo de linguagem, o GPT-5.6. Segundo o site The Information, o CEO Sam Altman comunicou aos funcionários que a nova versão da IA não será liberada para o público geral de imediato, chegando ao mercado apenas em versão prévia e muito restrita para clientes corporativos. A mudança atende a uma solicitação do governo de Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos teria demonstrado receio em relação a riscos de segurança nacional envolvendo as novas capacidades da inteligência artificial. De acordo com o site, o governo solicitou que a OpenAI alterasse a distribuição do produto para garantir um controle mais rígido.

O objetivo seria acompanhar a disseminação do modelo de perto antes de autorizar um lançamento comercial em larga escala.

Como vai funcionar o acesso ao novo modelo da OpenAI?

Para a maioria dos usuários finais e empresas interessadas, o GPT-5.6 deve permanecer totalmente inacessível neste primeiro momento. As informações até aqui indicam que o acesso inicial à tecnologia será concedido exclusivamente a um grupo reduzido de clientes corporativos, funcionando como uma fase de testes fechada.

No entanto, o fator que mais chama a atenção na dinâmica deste lançamento é a perda de autonomia da própria criadora sobre a distribuição. Durante reunião corporativa, Altman teria esclarecido que a OpenAI não terá a palavra final sobre quais parceiros comerciais poderão utilizar a ferramenta. Conforme apurado pelo The Verge, caberá ao próprio governo americano avaliar e aprovar cada acesso em um formato rigoroso de liberação.

Tela do ChatGPT
Governo americano vai ditar quem pode usar o GPT-5.6 (imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)

Restrição foi mais rígida com a Anthropic

Apesar da intervenção direta do Estado, o cenário em que a empresa de Sam Altman se encontra ainda é mais favorável que sua principal concorrente. No início de junho, a Anthropic, desenvolvedora da família de modelos Claude, recebeu um ultimato da administração Trump.

Os Estados Unidos exigiram a suspensão total do acesso aos novos sistemas Mythos 5 e Fable 5 para cidadãos estrangeiros. A sanção proíbe que pessoas que não tenham nascido nos EUA acessem a tecnologia de ponta da companhia, inclusive estrangeiros que vivem dentro do país.

Essa sequência de decisões recentes gerou um estado de alerta e insegurança em toda a indústria. Executivos e investidores consideram a abordagem atual autoritária, apontando um choque com as promessas iniciais do próprio governo.

Anteriormente, a gestão Trump defendeu que “velocidade é tudo” no desenvolvimento da IA, prometendo incentivar um programa de exportação agressivo. Na prática, as preocupações de segurança nacional estão atrasando o mercado que a própria Casa Branca prometeu acelerar.

OpenAI deve adiar o GPT-5.6 após pedido de Donald Trump

Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)

Nubank não vai parar de contratar pessoas por causa da IA, diz diretora

25 de Junho de 2026, 16:08
Arte mostra uma mão segurando um cartão roxo com o logotipo do Nubank ao centro, em cor branca. O fundo da imagem é roxo. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Nubank e outros bancos brasileiros estão no Config 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Nubank não irá parar de contratar pessoas devido à IA, segundo Ellen Kiss, diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank.
  • A empresa prioriza candidatos com conhecimento ou exposição às ferramentas de IA, tornando este um fator determinante nas contratações.
  • O Nubank utiliza o Figma para seu design system, NuDS, que padroniza as telas do aplicativo para seus mais de 118 milhões de clientes.

A discussão em torno do impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho ganhou um novo elemento nesta semana: a diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank, Ellen Kiss, disse que o conglomerado financeiro não fez layoffs por conta disso. Muito pelo contrário: manteve o ritmo já estabelecido de contratações, porém com uma mudança na forma de escolher os novos trabalhadores.

De acordo com a executiva, o Nubank passou a priorizar os candidatos que já possuam conhecimento ou algum nível de exposição às ferramentas de IA. O movimento está em linha com o adotado pela GM no mês passado. Ellen disse que este se tornou um fator determinante. Não custa lembrar: a empresa está inserida num setor bastante competitivo, em que foi pioneira, mas viu, nos últimos anos, os bancões avançarem no processo de digitalização.

Mulher sorrindo em evento no palco, usando microfone e recebendo aplausos; ao fundo, logo “nu”
Ellen Kiss é diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank (imagem: divulgação)

Contraponto ao discurso de outras empresas

As falas de Ellen são um contraponto ao que temos ouvido em feiras e congressos voltados à tecnologia e inovação. Uma fonte contou durante o Web Summit Rio que as lideranças das grandes empresas brasileiras já fazem pressão para que os profissionais em nível gerencial cortem os funcionários júnior.

Ellen participou de um painel com jornalistas durante o Config, evento produzido pelo aplicativo Figma nos Estados Unidos. O Tecnoblog acompanha tudo de perto. Até agora, um dos destaques foi o anúncio de uma ferramenta de motion graphics que pode colocá-lo em rota de colisão com o After Effects.

Empresa agnóstica, mas com design system no Figma

O Nubank revelou que o Figma foi usado para construir o seu design system, chamado de o NuDS. Ele é usado para padronizar e tornar mais acessíveis as telas do aplicativo nos mais de 118 milhões de clientes do banco no Brasil, no México e na Colômbia.

Anatomia de telas previstas no sistema NuDS (imagem: divulgação)

Mais de 200 designers do Nubank trabalham na ferramenta nos três países. O sistema reúne mais de 100 componentes reutilizáveis, sustentando cerca de 320 mil linhas de código na plataforma.

Apesar de participar de um evento produzido pelo Figma, a executiva explicou que o banco adota uma abordagem “agnóstica” em relação à IA. Isso significa que, além do Figma, também utiliza outras ferramentas de mercado, como Cursor.

O jornalista Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite do Figma

Nubank não vai parar de contratar pessoas por causa da IA, diz diretora

Cartão do Nubank (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anatomia de telas previstas no sistema NuDS (imagem: divulgação)

Anthropic acusa Alibaba de roubar dados do Claude

25 de Junho de 2026, 15:58
Recursos de “raciocínio de agente” do Claude foram o principal alvo (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic acusou o Alibaba de invadir seus servidores para extrair dados do Claude.
  • Em carta enviada ao Congresso dos EUA, a empresa afirma que o objetivo do ataque seria copiar as capacidades da IA para treinar rivais.
  • A invasão teria ocorrido entre 22 de abril e 5 de junho de 2026, com 25 mil contas falsas criadas para acessar os sistemas da Anthropic.

A Anthropic, startup norte-americana responsável pelo desenvolvimento do Claude, acusou formalmente a gigante chinesa Alibaba de invadir seus servidores para extrair dados. O objetivo da invasão seria copiar as capacidades da IA americana para treinar suas próprias ferramentas, processo que economizaria bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento.

A denúncia foi detalhada em uma carta enviada ao Congresso dos Estados Unidos no dia 10 de junho de 2026. A CNBC obteve a carta, assinada pela chefe de políticas da Anthropic, Sarah Heck, que afirma que a operação ocorreu entre os dias 22 de abril e 5 de junho deste ano.

Durante esse período, operadores ligados à companhia chinesa e ao seu laboratório de pesquisa, que desenvolve o modelo de IA Qwen, teriam criado 25 mil contas para acessar os sistemas da Anthropic. Esses perfis falsos geraram mais de 28,8 milhões de interações com o Claude em pouco mais de um mês para extrair o máximo de informações sobre habilidades do modelo de linguagem, prática conhecida como “ataque de destilação”.

Vale lembrar que, no começo da semana passada, o governo dos EUA aplicou uma sanção contra o Fable 5 e o Mythos 5 da Anthropic, impedindo que esses modelos sejam acessados por qualquer cidadão estrangeiro, inclusive dentro do país. A decisão sem precedentes na indústria americana de IA teria sido motivada por segurança nacional, após os sistemas demonstrarem grande capacidade técnica.

O que é um ataque de destilação de IA?

Imagem da sede da Alibaba Group
Alibaba desenvolve a família de modelos de IA Qwen (imagem: reprodução/Free Malaysian Today)

Em termos simples, a destilação funciona como um atalho. Em vez de gastar anos e arcar com uma infraestrutura pesada para treinar um modelo do zero, uma empresa mal-intencionada utiliza as respostas e os dados processados por um outro modelo de ponta para “ensinar” o seu próprio sistema, que geralmente é menor e menos capaz.

De acordo com a CNBC, a campanha da Alibaba mirou o “raciocínio de agente” do Claude — a capacidade de agir de forma autônoma para resolver problemas.

Além disso, a empresa teria buscado extrair conhecimentos avançados de engenharia de software e execução de tarefas de longo prazo. A Anthropic classificou a manobra como “o maior ataque de destilação conhecido contra a empresa até o momento”.

Anthropic pede sanções contra países

Na prática, o laboratório concorrente estaria se apropriando de tecnologias americanas. Para combater a atividade, a Anthropic fez três exigências principais ao governo norte-americano.

  • Mecanismos para facilitar o compartilhamento de dados sobre ameaças;
  • O fim das brechas legais que ainda permitem a laboratórios chineses adquirir chips dos EUA;
  • Sanções rigorosas contra nações que patrocinam a violação.

O cenário não é um caso isolado. Em fevereiro deste ano, a própria criadora do Claude revelou campanhas semelhantes, que teriam sido coordenadas pelos laboratórios chineses DeepSeek, Moonshot e MiniMax. A concorrente OpenAI, dona do ChatGPT, também já havia denunciado laboratórios asiáticos por táticas parecidas no passado.

A pressão dessas invasões gerou consequências. Após suspender o acesso aos modelos Fable 5 e Mythos 5, o governo dos EUA decidiu manter a restrição sob a suspeita de que um grupo ligado à China teve acesso à tecnologia. Até o momento, não há previsão oficial para a retomada da comercialização desses sistemas de IA.

Anthropic acusa Alibaba de roubar dados do Claude

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

O que é Projeto Stargate? Conheça a iniciativa de IA da OpenAI

25 de Junho de 2026, 09:42
The Stargate Project
Entenda como o Projeto Stargate colabora com a evolução da IA (imagem: Divulgação/OpenAI)

O Projeto Stargate é uma iniciativa focada na expansão da infraestrutura de supercomputação nos EUA. O objetivo é criar uma rede massiva de data centers para fornecer o poder de processamento bruto para o treinamento de modelos avançados de inteligência artificial.

O empreendimento opera como um consórcio empresarial, onde a OpenAI lidera a gestão operacional, enquanto o SoftBank assume a responsabilidade financeira. A infraestrutura física conta com o conhecimento da Oracle e o fornecimento de hardware pela NVIDIA.

A seguir, conheça com mais detalhes o Projeto Stargate e como ele pode contribuir para o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI). Também descubra onde serão construídos os conjuntos de data centers.

O que é o Projeto Stargate?

O Projeto Stargate é uma iniciativa liderada pela OpenAI com foco na expansão de data centers de alta capacidade nos Estados Unidos. O objetivo da superestrutura é ampliar o processamento de dados necessário para treinar modelos avançados de inteligência artificial, garantindo a liderança estratégica e a segurança tecnológica global.

Qual é a finalidade do Projeto Stargate?

O Projeto Stargate foca em expandir a infraestrutura de supercomputação nos EUA para dar suporte aos modelos de inteligência artificial da OpenAI. A mega-infraestrutura visa acelerar o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI), tecnologia capaz de igualar o intelecto humano.

Além do salto técnico, a iniciativa pretende gerar empregos e garantir a liderança norte-americana no setor tecnológico. O projeto também tem um forte apelo geopolítico, transformando o imenso poder de processamento de dados em um ativo estratégico de segurança nacional.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
A OpenAI, dona do ChatGPT, lidera a gestão operacional do Projeto Stargate (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Projeto Stargate pode criar a Inteligência Artificial Geral?

O Stargate não criará uma Inteligência Artificial Geral (AGI), mas fornecerá a infraestrutura de supercomputação necessária para isso. O papel desse megaprojeto de data centers é garantir a potência física para a OpenAI desenvolver novos modelos avançados.

Como a AGI é um tipo de IA projetada para replicar a cognição humana, o sistema atua como plataforma facilitadora. No entanto, o sucesso dessa evolução dependerá de futuros avanços em algoritmos e pesquisas específicas, e não apenas do poder bruto de processamento.

Como funciona o Projeto Stargate?

O Projeto Stargate opera como um consórcio empresarial que une capital e hardware para construir uma infraestrutura massiva de data centers nos EUA. A multinacional japonesa SoftBank lidera o braço financeiro da iniciativa, enquanto a OpenAI assume a gestão operacional de todo o ecossistema.

A parte técnica é construída a partir do hardware de ponta da NVIDIA e da estrutura de software da Oracle para criar um supersistema de computação. Para dar ainda mais fôlego à computação em nuvem, a OpenAI manterá a parceria com a plataforma Microsoft Azure.

Na prática, a operação começa com a construção de grandes complexos tecnológicos no estado do Texas, com servidores potentes, redes de alta velocidade e sistemas avançados de refrigeração. Essa estrutura física é coordenada por camadas de softwares específicos para gerenciar todo o fluxo de dados.

Esse ecossistema robusto serve como a espinha dorsal necessária para realizar o treinamento de modelos pesados em escala massiva. O Stargate não é um produto, mas a base que viabilizará o avanço da inteligência artificial.

Corredor de data center do Projeto Stargate, com racks e infraestrutura da NVIDIA e da Oracle para IA
A NVIDIA e a Oracle são as principais empresas que contribuem com os softwares e hardware do Projeto Stargate (imagem: Divulgação/Oracle)

Quem financia o Projeto Stargate?

O financiamento do Stargate é estruturado como uma empresa conjunta (joint venture) liderada pela SoftBank e pela OpenAI, que detêm as maiores fatias do negócio. O grupo japonês assume a liderança financeira e a presidência do projeto, sendo o principal responsável por levantar os recursos.

A composição do capital também conta com aportes estratégicos da Oracle e do fundo de investimentos MGX, sediado nos Emirados Árabes. Enquanto esses parceiros injetam bilhões em dinheiro e infraestrutura de nuvem, a OpenAI direciona os investimentos do ponto de vista operacional.

Qual é o valor total do investimento no Projeto Stargate?

O Projeto Stargate prevê um investimento histórico de US$ 500 bilhões em quatro anos para expandir a infraestrutura de inteligência artificial nos EUA. Desse montante global, cerca de US$ 100 bilhões estão sendo aplicados imediatamente na construção dos primeiros complexos de data centers.

Complexo do Projeto Stargate em Abilene, Texas, com amplo data center e infraestrutura de servidores e GPUs
O amplo data center em Abilene, no Texas, será o principal polo do Projeto Stargate (imagem: Reprodução/OpenAI)

Onde serão construídos os data centers do Projeto Stargate?

O Projeto Stargate concentra suas operações iniciais nos Estados Unidos, com a cidade de Abilene, no Texas, abrigando o complexo principal. Essa unidade já funciona como o ponto de partida do consórcio para o processamento massivo de dados.

Para expandir a rede de data centers, novas bases serão erguidas nos condados texanos de Shackelford e Milam, além de Doña Ana, no Novo México. O plano de infraestrutura descentralizada inclui ainda instalações estratégicas na região de Lordstown, em Ohio, e no estado de Wisconsin.

O Projeto Stargate utilizará GPUs NVIDIA?

O Stargate será construído majoritariamente com tecnologia NVIDIA, utilizando arquiteturas avançadas de processadores gráficos como os chips Blackwell e GB200. Apenas o data center pioneiro de Abilene projeta o uso de 64 mil unidades de GPUs, com planos de expansão para mais de 400 mil componentes.

Por outro lado, não há confirmação pública sobre o uso de hardware da concorrente AMD no núcleo da mega-infraestrutura computacional. Até o momento, o consórcio prioriza os sistemas integrados baseados na tecnologia da NVIDIA para equipar os data centers.

Qual é a diferença entre o Projeto Stargate de IA e o Projeto Stargate da CIA?

O Projeto Stargate de IA é uma iniciativa tecnológica da OpenAI para construir data centers massivos nos EUA. Essa mega-infraestrutura visa fornecer o poder bruto de processamento para treinar modelos avançados de inteligência artificial.

O Projeto Stargate da CIA foi um programa secreto do governo norte-americano criado durante o período da Guerra Fria (1947-1991). Desclassificado em 1995, a investigação focava em fenômenos paranormais, como a espionagem psíquica e a visão remota, para coletar dados de inteligência militar contra os soviéticos.

O que é Projeto Stargate? Conheça a iniciativa de IA da OpenAI

Entenda como o Projeto Stargate colabora com a evolução da IA (imagem: Divulgação/OpenAI)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A NVIDIA e a Oracle são as principais empresas que contribuem com os softwares e hardware do Projeto Stargate (imagem: Divulgação/Oracle)

O amplo data center em Abilene, no Texas, será o principal campus do Projeto Stargate (imagem: Reprodução/OpenAI)

Valve diz que mercado de memória RAM ficou hostil para fabricantes de PCs

24 de Junho de 2026, 16:59
Valve precisou equipar a Steam Machine com apenas um pente de 16 GB de RAM (imagem: divulgação)
Resumo
  • Valve diz que fabricantes de memória RAM passaram a priorizar clientes de IA e deixaram de oferecer contratos de longo prazo para empresas de PCs.
  • Segundo a empresa, essas fabricantes disponibilizam uma cota de memória e um preço fixo, sem negociação.
  • O impacto na Steam Machine será sentido nos primeiros lotes, que chegarão com apenas um módulo de 16 GB de RAM.

A Valve revelou que enfrenta um cenário hostil para produzir as novas Steam Machines. Segundo a empresa, as fabricantes de memória RAM adotaram uma postura de “pegar ou largar” na venda dos componentes, barrando contratos de longo prazo e afetando a indústria de hardware para o consumidor final. O motivo dessa mudança já é conhecido: a prioridade do mercado é atender projetos de inteligência artificial.

Em entrevista ao canal Gamers Nexus, um representante da Valve detalhou a dinâmica agressiva dos fornecedores. Todo mês, os fabricantes disponibilizam uma cota de memória e um preço fixo, sem nenhuma margem para negociação. “É sim ou não. E se dissermos não, eles nunca mais falam com a gente”, relatou.

A falta de opções no mercado forçou a Valve a adaptar o seu novo dispositivo. A empresa afirmou que os primeiros lotes da Steam Machine serão enviados com apenas um pente de 16 GB de RAM.

Essa teria sido a saída encontrada para manter a produção dentro do que as fornecedoras permitem comprar mensalmente, sem comprometer o desempenho, conforme os testes da companhia.

O novo PC de sala da Valve começará a ser distribuido no dia 29/06. Os dispositivos chegam aos consumidores com o preço inicial de US$ 1.049 (cerca de R$ 5.400), valor que reflete essa dificuldade na fabricação.

Por que a memória RAM sumiu do mercado de PCs?

Diversos pentes de memória RAM
Fabricantes de DRAM priorizam IA e deixam mercado doméstico no fim da fila (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O gargalo ocorre porque as gigantes da produção de DRAM, como a Samsung e a Micron, redirecionaram quase toda a sua infraestrutura para suprir a demanda de grandes clientes corporativos, como a OpenAI, que compra volumes massivos de memória. Na prática, é um modelo de negócios mais lucrativo do que fornecer peças para computadores pessoais e consoles.

A transição foi tão brusca que algumas fabricantes abandonaram a produção voltada ao mercado doméstico e outras, como a G.Skill, enfrentam dificuldades para manter suas linhas de produtos voltadas para o consumidor.

Como as gigantes da tecnologia continuam despejando investimentos recordes em data centers e a indústria não consegue suprir a atual demanda, a tendência é que computadores e videogames fiquem ainda mais caros no curto e médio prazo.

Valve diz que mercado de memória RAM ficou hostil para fabricantes de PCs

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Figma quer peitar After Effects com motion gerado por IA

24 de Junho de 2026, 13:15
Agente de IA atua diretamente na função Motion (imagem: divulgação)

O Figma vai adicionar novas ferramentas de inteligência artificial ao seu editor para brigar diretamente com o After Effects, da Adobe. A novidade chamada Motion permite criar animações, transições e transformações 3D diretamente no canvas do Figma, com geração via IA, estilos predefinidos ou ajuste manual em uma linha do tempo. O recurso fica conectado a sistemas de design e já gera código pronto para implementação.

A novidade faz parte da nova atualização do Figma, cujo anúncio ocorre nesta quarta-feira (24/06) durante o Config, evento anual realizado nos Estados Unidos. O Tecnoblog acompanha tudo diretamente de San Francisco.

O que mais o Figma anunciou?

Habilidades de agentes de IA no Figma (imagem: divulgação)

Confira as principais ferramentas anunciadas:

  • Motion: criação de animações, transições e transformações 3D no canvas, com geração via IA ou ajuste manual em linha do tempo. Durante uma conversa com jornalistas, o fundador e CEO da empresa, Dylan Field, prometeu que os usuários iriam dizer “uau!” quando vissem os resultados.
  • Code layer: permitem clonar repositórios, gerar variações com o agente de IA do Figma, extrair fluxos para camadas editáveis e sincronizar mudanças de volta ao código
  • Shader: cria efeitos visuais e preenchimentos personalizados via comando de texto, usando WebGPU, incluindo dither, pixelização e diferentes tipos de blur
  • Fluxos no Figma Weave: mais de 20 ferramentas integradas para gerar imagens consistentes direto no canvas.
  • Habilidades para agentes de IA: transformam tarefas repetitivas em habilidades reutilizáveis por toda a equipe, com mais contexto vindo de conectores de terceiros, busca na web e anexos de arquivo
  • Plugins generativos: criação de ferramentas personalizadas a partir de comandos de texto, sem necessidade de desenvolvedores

Os fluxos do Figma Weave são descritos pela empresa como o primeiro passo para uma integração completa entre o Figma e o Figma Weave, prevista ainda para este ano.

Segundo o Figma, as mudanças respondem a um cenário em que a inteligência artificial está borrando os limites entre software e trabalho criativo. Mais pessoas estão criando produtos digitais, mas o trabalho passou a se distribuir entre seres humanos, ferramentas e agentes de IA. A liberação dos novos recursos deve ocorrer nas próximas semanas, com disponibilidade variando conforme cada um deles.

Ferramenta de textura no Figma (imagem: divulgação)

Relatório de IA e design

A companhia também divulgou seu terceiro relatório anual sobre inteligência artificial e design, com base em 8.403 respostas de pesquisa e 639 entrevistas qualitativas coletadas em três anos, com amostras em dez países. Brasil, Índia e Coreia do Sul entram pela primeira vez na pesquisa de 2026, somando-se a Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Alemanha, França, Canadá e Austrália.

Segundo o levantamento, 57% dos profissionais entrevistados afirmam que o design ganhou mais importância em seus trabalhos. Entre desenvolvedores, esse percentual saltou de 44% para 65% em 2026. A pesquisa também identificou um movimento de sobreposição de funções: designers que atuam em desenvolvimento passaram de 21% para 41% entre 2025 e 2026, enquanto desenvolvedores que atuam em design foram de 44% para 60% no mesmo período.

Figma realiza o evento Config nos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O relatório aponta ainda que 91% dos designers, 96% dos desenvolvedores e 96% dos gerentes de produto consideram que a fluência em IA será essencial para o sucesso profissional no futuro. A proporção de entrevistados que afirmam construir projetos com IA subiu de 65% para 83%. Já o percentual dos que dizem que pelo menos metade do trabalho atual envolve produtos ou recursos de IA dobrou, de 23% para 46%, no mesmo intervalo.

O Config chega à décima edição em 2026 e reúne mais de 10 mil participantes no Moscone Center, em San Francisco, além de transmissão gratuita via internet. A programação oficial ocorre entre os dias 24 e 25 de junho, com mais de 125 palestrantes.

Assista ao keynote do Config ao vivo

O jornalista Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite do Figma

Figma quer peitar After Effects com motion gerado por IA

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Recurso chamado Motion estreia no canvas do Figma. Anúncio ocorre durante o Config, nos EUA.

Agente de IA atua diretamente na função Motion (imagem: divulgação)

Habilidades de agentes de IA no Figma (imagem: divulgação)

Ferramenta de textura no Figma (imagem: divulgação)

Figma (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI revela seu primeiro chip de IA: o Jalapeño

24 de Junho de 2026, 12:49
Sam Altman e Hock Tan em foto segurando o processador Jalapeño, com chip em destaque
Sam Altman, CEO da OpenAI, e Hock Tan, CEO da Broadcom (imagem: divulgação)
Resumo
  • OpenAI lançou o Jalapeño, seu primeiro chip de IA desenvolvido em parceria com a Broadcom.
  • O Jalapeño foca em melhorar a velocidade de resposta dos modelos de IA e promete maior estabilidade no serviço gratuito.
  • Chip foi desenvolvido em apenas nove meses, utilizando IA para acelerar o design e otimização.

A OpenAI e a gigante de semicondutores Broadcom anunciaram, nesta quarta-feira (24/06), o lançamento do Jalapeño, o primeiro processador de inteligência artificial desenhado do zero pela dona do ChatGPT.

Segundo o comunicado, ele é focado na fase de inferência de Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) e promete derrubar os custos da companhia, aumentando a velocidade de resposta do chatbot.

Para entender o peso da novidade, basta entender o que é inferência: trata-se, basicamente, do momento em que a IA “trabalha” para responder em tempo real toda vez que você envia um prompt. O Jalapeño foi construído para otimizar essa etapa.

Chip prevê maior estabilidade no ChatGPT gratuito

O impacto principal deve ser sentido na fluidez da interação e no custo para manter plataformas como o próprio ChatGPT e o Codex funcionando. Na prática, a arquitetura do chip une o poder de processamento bruto a uma latência extremamente baixa. Isso significa respostas geradas de forma quase instantânea na tela do seu celular ou computador.

Amostras de engenharia do Jalapeño já estão em operação nos laboratórios da companhia. Os resultados preliminares apontam para uma performance por watt superior à que existe hoje como referência no mercado.

A meta é tornar a inteligência artificial financeiramente viável, reduzindo o consumo energético e o tempo de processamento. Com isso, a empresa consegue cobrar menos pelo uso dos seus serviços, ao mesmo tempo em que garante disponibilidade e estabilidade para usuários gratuitos durante picos de acesso.

“Ao projetarmos componentes da infraestrutura internamente, podemos oferecer maior eficiência e continuar impulsionando a IA para um acesso mais amplo”, destacou o presidente da OpenAI, Greg Brockman.

Imagem de um celular com o aplicativo ChatGpt
Chip proprietário promete ChatGPT mais rápido na versão gratuita (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Desenvolvimento recorde com ajuda da IA

Outro destaque do projeto é a agilidade. O ciclo completo de desenvolvimento do chip durou apenas nove meses. Na indústria de semicondutores, esse é considerado um dos prazos de elaboração mais curtos já registrados.

Essa velocidade recorde não aconteceu por acaso. A OpenAI utilizou os seus próprios modelos de inteligência artificial para acelerar partes complexas do design e otimização do processador.

A colaboração com a Broadcom, por sua vez, trouxe tecnologias de conectividade que permitem fluxo de altíssima velocidade entre milhares de chips interligados. A engrenagem de produção inclui ainda a empresa canadense Celestica, encarregada da montagem e integração dos sistemas.

O plano é que o Jalapeño comece a alimentar data centers já no fim de 2026, construídos em parceria com gigantes do setor, como a Microsoft.

OpenAI revela seu primeiro chip de IA: o Jalapeño

Sam Altman, CEO da OpenAI, e Hock Tan, CEO da Broadcom (imagem: divulgação)

É necessário ter um equilíbrio ao usar o ChatGPT e outros chatbots (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

A Odisseia ganha audiolivro com voz clonada de Michael Caine

23 de Junho de 2026, 15:57
Fotografia do ator Michael Caine, um homem de cabelos brancos
Voz clonada do ator narra A Odisseia (imagem: divulgação/Fox Searchlight)
Resumo
  • ElevenLabs lançou um audiolivro gratuito de 13 horas de A Odisseia, narrado por uma réplica digital autorizada da voz do ator Michael Caine.
  • A voz sintética foi criada a partir de uma parceria comercial firmada entre Caine e a empresa no ano passado, e a produção levou seis semanas.
  • O audiolivro está disponível no aplicativo ElevenReader e inclui uma trilha sonora de fundo gerada sinteticamente.

A ElevenLabs lançou uma versão em audiolivro de A Odisseia, de Homero, narrada por uma réplica gerada por inteligência artificial da voz do ator Michael Caine. A produção tem 13 horas de duração e está disponível gratuitamente no aplicativo ElevenReader.

A voz sintética foi criada a partir de uma parceria comercial firmada entre Caine e a empresa no ano passado, segundo o site Deadline, e a produção levou seis semanas no sistema da ElevenLabs.

Além da narração principal com a voz clonada de Caine, o audiolivro usa outras vozes de IA para compor o elenco da história. A produção também inclui uma trilha sonora de fundo gerada sinteticamente.

Caine defende uso da tecnologia

A clonagem de voz por IA é uma das ferramentas permitidas pela tecnologia que mais causa alvoroço no mundo real, pois é extremamente associada a usos ilegais. Para Caine, porém, a inovação permite reimaginar a obra para o público moderno.

Em comunicado, o ator, que anunciou aposentadoria no ano passado, associou o projeto à tradição oral de A Odisseia, poema que atravessou gerações antes mesmo de circular como texto escrito, e que ganhará nova adaptação pelas mãos do cineasta Christopher Nolan no mês que vem.

“A Odisseia é uma das maiores histórias já contadas. Por quase três milênios, seus temas de perseverança, lealdade, tentação e o chamado duradouro do lar ressoaram em várias culturas e gerações”, afirmou Caine.

Hollywood ainda debate IA

Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Inteligência artificial ainda gera debates em Hollywood (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A iniciativa do ator ocorre em um contexto sensível para a indústria od entretenimento, que enxerga a IA como um concorrente. Em 2023, o Sindicato de Atores dos Estados Unidos (SAG-AFTRA) chegou a entrar em greve contra a expansão do uso de IA em produções cinematográfias, em apoio ao Sindicato dos Roteiristas.

Os setores criativos da indústria temem que a inteligência artificial acabe roubando empregos, especialmente de atores menores, e que tecnologias de escaneamento (de voz e imagem) levem a precarização do trabalho.

Mas Caine não é o primeiro grande astro de Hollywood a se envolver com a tecnologia. Ben Affleck e Ashton Kutcher fundaram empresas no setor, enquanto Matthew McConaughey, que trabalhou com Caine no filme Interestelar, é um dos investidores da ElevenLabs.

ElevenLabs vê audiolivro como vitrine

Para a ElevenLabs, o projeto também deve servir como demonstrativo das ferraemtnas de voz sintética, um dos carros-chefe da empresa. O executivo da área de parcerias da ElevenLabs, Dustin Blank, disse ao Deadline que a intenção é tornar o épico mais acessível em um momento de grande interesse pela obra.

O lançamento também serve como vitrine para outros criadores interessados em usar vozes geradas por IA em produções narrativas.

A Odisseia ganha audiolivro com voz clonada de Michael Caine

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Audiolivro gratuito tem 13 horas de duração e usa réplica digital autorizada do ator britânico.

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Claude fora do ar: IA da Anthropic volta a funcionar após instabilidade

23 de Junho de 2026, 11:53
Imagem mostra o logo do Claude, IA da Anthropic
Claude ficou instável nesta terça (imagem: reprodução)
Resumo
  • O chatbot Claude da Anthropic apresentou instabilidade nesta terça-feira (23/06), afetando diversos usuários.
  • A empresa Anthropic informou que o problema foi corrigido às 13h44.
  • O motivo da falha não foi divulgado.

O Claude, chatbot de inteligência artificial da Anthropic, passou por problemas técnicos nesta terça-feira (23/06). A plataforma de IA ficou instável para diversos usuários entre a manhã e o começo da tarde. Às 13h44, a empresa informou que o incidente foi corrigido.

A Anthropic não revelou o motivo da falha. O DownDetector, que monitora o status de serviços online, registrou um aumento nas reclamações a partir das 11h. Por volta das 11h13, as queixas de usuários atingiram o pico.

Gráfico do DownDetector mostra pico de reclamações sobre falhas no Claude
Reclamações atingiram o pico por volta das 11h13 (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

O Claude AI é um modelo de linguagem da Anthropic voltado para tarefas de inteligência artificial generativa, como criação de textos, resposta a perguntas, resumo de informações e geração de código. O sistema também conta com o Claude Code, ferramenta que vem se tornando popular entre desenvolvedores.

Na rede social X, muitos perfis relataram dificuldades para acessar a IA. De acordo com os usuários, os problemas afetaram tanto a versão web do chatbot quanto integrações baseadas nos modelos da Anthropic.

Claude fora do ar. Tem algum dev trabalhando?

— e agora? (@Gabs_MdeM) June 23, 2026

O Claude ta fora do ar. Eu to de ferias? O que eu faço?

— João (@sfooterbr) June 23, 2026

o claude tá fora do ar, como que trabalha agora?

— leo (@LE0BAR0NE) June 23, 2026

Claude fora do ar: IA da Anthropic volta a funcionar após instabilidade

Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários

23 de Junho de 2026, 11:03
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta suspendeu treinamento de IA com dados de funcionários devido a um possível vazamento de dados pessoais, incluindo conversas, transcrições e informações de desempenho;
  • vazamento foi classificado como SEV 2, de alta prioridade, e empresa está investigando se, de fato, houve exposição de dados sensíveis;
  • programa de monitoramento, chamado Model Capability Initiative, captura movimentos com o mouse e digitação no teclado nos computadores de funcionários para aprimorar mecanismos de inteligência artificial da Meta.

A decisão da Meta de rastrear o uso dos computadores de seus funcionários para treinar modelos de inteligência artificial é polêmica por si só. Mas, recentemente, a companhia suspendeu essa atividade. Arrependimento? Não. É que o monitoramento teria causado exposição de dados pessoais.

É o que revela o Business Insider. O veículo afirma ter tido acesso a uma captura de tela que mostra que conversas, transcrições e informações de desempenho de funcionários ficaram expostos na rede da empresa, sendo que todos esses dados têm natureza privada.

O problema é sério. Prova disso é que o vazamento foi classificado como SEV 2 (Severe 2) dentro de uma escala que vai de 0 a 5. Quanto mais próximo de 0, mais crítico é o problema. O caso é considerado de alta prioridade, portanto, e isso explica a interrupção do monitoramento.

Não é que a Meta tenha reconhecido o problema. Ainda não. Ao Business Insider, a companhia apenas admitiu que interrompeu o programa para investigar se, de fato, houve exposição de dados sensíveis de funcionários:

Projetamos este programa cuidadosamente com medidas de segurança de privacidade e, embora não tenhamos indícios, neste momento, de que quaisquer dados tenham sido acessados indevidamente por funcionários da Meta, estamos suspendendo o programa enquanto investigamos.

Meta

Não está claro quando e como o suposto vazamento de dados ocorreu. Fato é que problemas como esse não causam surpresa, afinal, o programa de monitoramento esbarra em dados sensíveis. Por mais que a Meta tenha implementado mecanismos de segurança (se é que realmente implementou), ultrapassar o limite da privacidade não é difícil nessas circunstâncias.

Sem nenhuma surpresa, o clima na empresa é de insatisfação e até revolta. Ainda de acordo com o Business Insider, um funcionário da Meta teria declarado o seguinte: “não vejo nenhuma evidência de acesso malicioso, mas o fato de esses dados não terem sido protegidos como prometido inicialmente é extremamente frustrante”.

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Monitoramento visa gerar dados para treinar IA da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que é o programa de monitoramento da Meta?

Trata-se de um projeto interno de nome Model Capability Initiative (”iniciativa de capacitação de modelos”, em tradução livre). Nele, ferramentas capturam movimentos e cliques com o mouse, bem como digitação no teclado nos computadores de funcionários, para que esses dados ajudem a aprimorar mecanismos de inteligência artificial da Meta.

Em termos práticos, esse monitoramento pode ensinar agentes de IA a se comportarem como humanos na frente do computador.

A iniciativa é polêmica por, entre outros motivos, causar sensação de vigilância entre os funcionários, embora a Meta tenha ressaltado que o objetivo do programa não é espioná-los ou usar os dados obtidos para avaliações de desempenho.

Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

23 de Junho de 2026, 10:29
Imagem mostra o módulo de memória UFS 5.0 da Samsung
Módulo de memória UFS 5.0 promete o dobro de velocidade na transferência de dados (imagem: reprodução)
Resumo
  • Samsung anunciou a Universal Flash Storage 5.0 (UFS 5), seu novo padrão de armazenamento para dispositivos móveis.
  • A novidade atinge velocidade de 10,8 GB/s e foi projetada para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos.
  • A produção em massa do UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte de capacidade.

A Samsung anunciou nesta terça-feira (23/06) o Universal Flash Storage 5.0 (ou apenas UFS 5.0). Para quem não está familiarizado com a sigla, UFS é o padrão de memória flash adotado na indústria de smartphones e tablets, em que ficam guardados o sistema operacional, os aplicativos e arquivos.

A nova geração da tecnologia anunciada pela Samsung chega muito mais veloz. Ela é duas vezes mais rápida que a geração anterior e foi projetada especialmente para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos, permitindo que os processos ocorram sem conexão constante com servidores na nuvem.

O que o UFS 5.0 traz de novo?

A grande mudança é a capacidade de o dispositivo acessar informações na metade do tempo exigido pela geração anterior, o UFS 4.1. Quando o usuário acionar grandes modelos de linguagem (LLMs) localmente no aparelho, o chip responderá com uma latência muito menor.

Na prática, isso possibilita que assistentes de voz entendam comandos complexos com rapidez, editores de imagens apliquem filtros sem travamentos, o tempo de inicialização de aplicativos pesados caia e geradores de texto criem respostas quase em tempo real.

Em resumo, a nova memória deixa de operar apenas como uma “gaveta” que guarda fotos e vídeos para garantir que a computação de IA aconteça sem atrasos. Os números da ficha técnica ilustram a evolução:

  • O componente é capaz de sustentar velocidades de leitura sequencial de até 10,8 GB/s.
  • Do lado da gravação sequencial, as taxas variam entre 9,5 GB/s e 9,8 GB/s.
  • Esse rendimento supera em mais de duas vezes a velocidade da solução atual adotada pela indústria, o padrão UFS 4.1 (que entrega limites de 4,3 GB/s de leitura e 4,1 GB/s de gravação).

Mais eficiência energética e espaço livre

Imagem mostra a frente e o verso do novo chip de armazenamento Samsung UFS 5.0
Novo chip de armazenamento é 16,7% menor que a geração anterior (imagem: reprodução)

Todo esse ganho de velocidade veio acompanhado por aprimoramentos no controle térmico e energético. O UFS 5.0 registra uma melhora de mais de 40% em eficiência de energia na comparação direta com a versão 4.1. Esse marco foi atingido graças à implementação de recursos que desligam trechos inativos do circuito. No dia a dia, isso significa que o smartphone gastará menos bateria para mover a mesma quantidade de arquivos.

Houve também um salto no design. O novo módulo mede apenas 7,5 mm x 13 mm x 0,9 mm — 16,7% menor que a geração passada. A redução facilita o trabalho de engenharia das fabricantes na hora de acomodar baterias maiores ou integrar componentes extras em produtos que sofrem com restrições severas de espaço no chassi, como os wearables.

Quando o UFS 5.0 chega ao mercado?

A gigante sul-coreana confirmou que a produção em massa das memórias UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte (TB) de capacidade.

Com esse calendário, o componente tem um destino provável: a linha Galaxy S27. Segundo o leaker Ice Universe, o novo processador Exynos 2700 também oferecerá suporte nativo ao UFS 5.0.

Prevista para o início de 2027, a próxima linha premium da Samsung pode ser uma das pioneiras na adoção do novo padrão.

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

Ações de tecnologia derretem e abalam mercados no mundo todo

23 de Junho de 2026, 09:31

As bolsas globais começaram a terça-feira em queda forte, mas o movimento ganhou velocidade de verdade ao longo do dia. O que era um recuo mais contido na Ásia acabou se transformando em uma onda de vendas que atravessou Europa e Estados Unidos, com a tecnologia no centro da pressão.

O clima já era de cautela logo cedo, mas a leitura piorou conforme os mercados foram abrindo. Investidores foram reduzindo exposição a ações ligadas à inteligência artificial e semicondutores, e isso ajudou a amplificar o movimento.

IA no mercado financeiro
Tecnologia amplia perdas na Europa, com destaque para o setor de chips e semicondutores sob forte pressão. – Koupei Studio/Shutterstock

Ásia abre o dia com queda pesada

Na Ásia, o tom já veio negativo desde a abertura. O índice sul-coreano Kospi caiu cerca de 10% no pregão, um movimento que rapidamente chamou atenção pela intensidade, comentou a CNBC.

SK Hynix e Samsung foram os principais destaques da queda, com perdas que chegaram a ultrapassar 12% em alguns momentos. No mercado, a leitura foi de fuga mais ampla de risco, não apenas um ajuste pontual.

Europa entra no movimento e amplia o pessimismo

Quando a Europa começou a negociar, o cenário não melhorou. O Stoxx 600 recuou perto de 1%, mas o impacto foi bem mais forte dentro do setor de tecnologia.

A sensação entre operadores era de que o movimento já vinha “contaminado” pela Ásia, e isso apareceu com mais força em ações ligadas a chips e semicondutores.

Nesse trecho do dia, o mercado já trabalhava com um ambiente mais defensivo:

  • tecnologia caiu com mais intensidade na Europa e na Ásia
  • semicondutores continuaram liderando as perdas
  • índice europeu do setor ficou abaixo do mercado geral
  • futuros do Nasdaq já apontavam nova pressão em Nova York
  • ações ligadas à IA passaram a oscilar com mais força
Logo da Samsung na traseira de um smartphone
SK Hynix e Samsung puxam tombo de até 12% no Kospi, em um dos piores pregões recentes da Ásia. – Imagem: BINK0NTAN/Shutterstock

Nova York entra no jogo e piora o sentimento

Nos Estados Unidos, a virada ficou mais clara ainda antes da abertura oficial. Os futuros do Nasdaq 100 chegaram a cair 2,7%, reforçando que o movimento não era isolado.

No pré-mercado, o setor de chips voltou a ser o ponto mais sensível. Intel, Micron e AMD registraram quedas fortes logo cedo. A Nvidia, que costuma funcionar como termômetro da inteligência artificial, também abriu em baixa.

Entre cautela e leitura de correção

Apesar do tom negativo, nem todo mundo no mercado vê o movimento como algo mais grave. Em entrevista à CNBC, o CEO da Strategy Asset Managers, Tom Hulick, disse não enxergar risco de colapso imediato, destacando que ainda há liquidez no sistema e suporte vindo dos lucros das empresas.

Leia mais:

Já em outra leitura, mais otimista, o analista Dan Ives, da Wedbush, afirmou que quedas desse tipo podem abrir oportunidades. Para ele, a chamada “Revolução da IA” ainda está no começo do ciclo.

nasdaq
Futuros do Nasdaq 100 caem 2,7% antes da abertura em Nova York, indicando mais um dia negativo em Wall Street. Imagem: Immersion Imagery / Shutterstock.com

IA continua sendo o centro da atenção

Mesmo com o dia bastante volátil, o pano de fundo segue praticamente o mesmo: a inteligência artificial continua sendo o principal motor do mercado — e também seu ponto mais sensível.

O comportamento desta terça deixa uma sensação clara no mercado: não é só sobre queda ou alta, mas sobre como o setor de tecnologia passou a reagir de forma muito mais intensa a qualquer mudança de humor.

No fim do pregão, o mercado fechou com um recado simples, mas importante — a tecnologia ainda lidera o jogo, mas também é onde as oscilações ficam mais fortes quando o cenário vira.

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ONU vê risco ambiental crescente no avanço da inteligência artificial

23 de Junho de 2026, 09:04

A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um alerta direto às grandes empresas de inteligência artificial: chegou a hora de abrir a conta e mostrar quanto essa tecnologia realmente custa ao planeta. O recado foi dado durante a Climate Action Week, em Londres.

Segundo a Reuters, o secretário-geral da ONU, António Guterres, voltou a cobrar transparência sobre o impacto ambiental dos data centers que sustentam sistemas de IA.

Data center com chip grande de inteligência artificial (IA) na parede, no final de um corredor
Data centers de IA consomem grandes volumes de energia e água, segundo alerta feito pela ONU em Londres. – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

O custo invisível da IA

A discussão não é exatamente nova, mas ganhou outro peso com a velocidade da inteligência artificial. Por trás dos modelos que viraram parte do dia a dia, existe uma infraestrutura enorme — e cara — de data centers que funcionam sem parar.

Guterres defende que as empresas divulguem, de forma clara, quanto emitem de carbono, quanta água consomem e quanto solo ocupam. E fez um alerta direto: até 2030, esses sistemas podem consumir mais energia do que todos os países do mundo, exceto cinco. Também podem demandar água suficiente para abastecer cerca de 1,3 bilhão de pessoas na África Subsaariana por um ano.

“Se a IA deve ajudar a construir um futuro melhor, ela precisa ser honesta sobre o que nos custa hoje”, disse António Guterres.

Data centers, energia e uma conta que cresce rápido

Os data centers são o coração da inteligência artificial moderna. E, para funcionar, eles não param nunca. Isso significa consumo constante de energia e sistemas intensos de refrigeração — que também exigem muita água.

Na tentativa de sustentar esse crescimento, empresas vêm combinando diferentes fontes de energia, incluindo gás natural e até nuclear, ao mesmo tempo em que anunciam metas de neutralização de carbono. Mas, para a ONU, isso ainda não é suficiente.

A organização quer acelerar a mudança para fontes renováveis e defende que toda essa infraestrutura seja alimentada por energia limpa até 2030.

E aqui o cenário fica mais claro quando se observa o conjunto:

  • consumo de energia segue crescendo com a expansão da IA
  • sistemas de refrigeração aumentam a demanda por água
  • a infraestrutura digital se espalha em ritmo acelerado pelo mundo
  • metas de energia renovável ainda estão distantes da prática
  • falta clareza sobre o impacto ambiental real das operações
Exemplo de data center
Data centers funcionam sem parar e ampliam consumo de energia, segundo alerta da Organização das Nações Unidas. – Imagem: KM Stock/Shutterstock

O metano entra de novo na conversa

No meio desse debate sobre IA, Guterres puxou outro tema que costuma ficar em segundo plano: o metano. Ele pediu mais ação do setor de petróleo e gás para cortar emissões desse gás, que é altamente poluente e tem papel importante no aquecimento global.

Leia mais:

O pedido é direto: reduzir vazamentos, acabar com a queima rotineira de gás e adotar padrões científicos mais rígidos. E ele foi além — disse que o mundo ainda não está na rota certa para cumprir suas metas climáticas.

Antes da COP31, uma cobrança global

A ONU também já olha para a próxima grande reunião do clima. Antes da COP31, marcada para a Turquia, Guterres vai reunir líderes mundiais em setembro para tentar acelerar compromissos.

A ideia é empurrar uma transição energética mais organizada, menos dependente de combustíveis fósseis. Mas, no fim das contas, o recado principal não muda: a inteligência artificial pode até estar moldando o futuro, mas o impacto ambiental que ela deixa no presente não dá mais para ficar fora da conta.

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Advogada de IA vence caso inédito em tribunal inglês

23 de Junho de 2026, 08:39

A consultora de RH venceu uma ação em um tribunal inglês com apoio de um sistema de advocacia baseado em IA. O caso, envolvendo uma dívida de £ 7.000 (cerca de R$ 44.000), acabou chamando atenção não só pelo valor, mas pela forma como tecnologia e prática jurídica tradicional se misturaram.

Mais do que uma disputa financeira, o episódio mostra como ferramentas de IA começam a aparecer em cobranças mais simples — embora ainda dependam de atuação humana para chegar ao fim.

Mão humana e mão de robô quase se tocando com um holograma entre elas
Tecnologia jurídica entra em cena e ajuda a preparar ação antes da audiência no tribunal. – Imagem: DJSPIDA FOTO/Shutterstock

Quando a IA entrou na disputa

Segundo o The Guardian, a consultora de RH Tamires Camal Taquidir recorreu à Garfield AI para tentar recuperar uma dívida de £ 7.000 (cerca de R$ 44.000), pagando aproximadamente £ 400 (cerca de R$ 2.500) pelo serviço. A ferramenta ajudou desde o começo, organizando notificações, preparando documentos e até respondendo aos argumentos apresentados pela outra parte.

Na prática, o sistema assumiu boa parte da preparação do caso antes da audiência. Tamires explicou a decisão de usar a tecnologia de forma simples.

Eu tinha valores a receber por um trabalho realizado, mas sentia que o processo de recuperação poderia ser excessivamente estressante, caro e demorado. A Garfield tornou possível dar continuidade à cobrança.

Tamires Camal Taquidir, consultora de RH, ao The Guardian.

Um caso pequeno que virou referência

O cofundador da Garfield, Philip Young, descreveu o resultado como um avanço no acesso à justiça, principalmente para quem desiste de cobrar dívidas menores por causa do custo do processo. A empresa é autorizada pela Solicitors Regulation Authority e atua em casos de até £ 10.000 (cerca de R$ 63.000).

Como a Inteligência Artificial vai mudar sua rotina em 2026
Escritório com inteligência artificial atuou na cobrança de dívida e ajudou a estruturar o processo antes da audiência. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Onde a IA para e o humano assume

Mesmo com a automação de várias etapas, a presença humana ainda foi determinante. O advogado Dominic Li, que atuou na audiência, afirmou que a IA ajudou a estruturar o caso, mas não substitui o julgamento no tribunal.

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“A atuação em audiência continuou sendo essencial e um exercício fundamentalmente humano”, disse.

Em outras palavras, a tecnologia organiza e acelera, mas a decisão continua nas mãos de pessoas.

Um cenário que ainda está se formando

O caso surge em meio a discussões mais amplas sobre o uso de inteligência artificial no setor jurídico, especialmente após episódios recentes de erros envolvendo ferramentas automatizadas.

  • IA organizou documentos e estratégias do processo
  • dívida era de £ 7.000 (cerca de R$ 44.000)
  • serviço custou cerca de £ 400 (cerca de R$ 2.500)
  • resultado reforça uso combinado de IA e advogados humanos

No fim, o caso não muda sozinho o sistema jurídico britânico, mas deixa claro como esse tipo de tecnologia começa a ocupar espaço em disputas menores — aquelas que, muitas vezes, nem chegavam ao tribunal.

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Advogado tenta prompt injection de IA e recebe multa de R$ 32,8 mil

22 de Junho de 2026, 23:33
Fachada do TJPB (Imagem: TJPB/Divulgação)
Justiça da Paraíba define multa de R$ 32,8 mil por uso de “prompts ocultos” (imagem: divulgação/TJPB)
Resumo
  • Advogado é multado em R$ 32,8 mil por usar comandos ocultos em petição.
  • O juiz Phillipe Guimarães, da 5ª vara mista de Sousa, identificou os comandos que tentavam influenciar sistemas de IA utilizados pelo judiciário.
  • O caso foi classificado como uma ação fraudulenta e encaminhado à OAB e ao Ministério Público da Paraíba.

Um caso envolvendo inteligência artificial e direito terminou em multa de R$ 32,8 mil na Paraíba. O juiz Phillipe Guimarães, da 5ª vara mista de Sousa, definiu o valor após identificar “comandos ocultos” em um recurso que pedia o embargo de uma decisão judicial. O nome do advogado que assinou a petição não foi revelado.

A estratégia foi chamada pelo juiz de prompt injection, ou seja, o uso de comandos velados para influenciar ferramentas de IA que auxiliam a análise de documentos jurídicos. A sentença dá conta de trechos como “ignore a imparcialidade” e a observação de que se tratava de um “teste para saber se o juiz utiliza apenas IA nas decisões”. O caso foi classificado como uma ação fraudulenta.

Segundo o site do Tribunal de Justiça da Paraíba, duas multas foram aplicadas – ambas no valor de R$ 16,4 mil, sendo uma por má-fé e outra por submeter a Justiça a “embaraços indevidos”. Além do valor a ser pago, o caso segue para OAB e Ministério Público da Paraíba, que vão apurar possíveis infração disciplinar e crime de fraude processual, respectivamente.

Inteligência artificial e o direito brasileiro

O uso de IA no direito brasileiro não é algo recente, e alguns sistemas automatizados já estão presentes desde a década de 1980. Com a evolução das tecnologias utilizadas em softwares jurídicos, a presença da inteligência artificial generativa aconteceu de forma natural.

A Resolução do Conselho Nacional de Justiça Nº 615, de março de 2025, por exemplo, regulamenta o uso das ferramentas de IA no direito, citando a necessidade de transparência e a “centralidade da pessoa humana”.

Fachada do edifício do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com estrutura de concreto e vidro espelhado. À esquerda, está visível o letreiro com o texto "CNJ Conselho Nacional de Justiça" e a letra "E" abaixo. Ao centro, há colunas metálicas verticais e, à frente delas, duas bandeiras hasteadas: a do Brasil e uma bandeira branca. O céu está parcialmente nublado e se reflete nas janelas espelhadas.
CNJ publicou resolução em 2025 para regulamentar o uso de ferramentas de IA no direito (foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

O caso na Justiça da Paraíba chama atenção pela estratégia de ocultar prompts em meio ao recurso, em trechos presentes em cerca de sete páginas. A petição solicitava, em bom juridiquês, “embargos de declaração” após um mandado de segurança ter sido negado pelo TJPB. O processo foi aberto por um candidato recém-aprovado em concurso para professor de Educação Básica I do município paraibano de Sousa.

Afinal, a decisão é sobre o uso de IA em si?

Basicamente, a multa aplicada ao advogado não tem a ver com o uso de IA, mas sim com a tentativa de burlar as ferramentas do judiciário. Tanto que o juiz responsável citou o artigo 5º do Código de Processo Civil, que prevê a “boa-fé que deve orientar a conduta de todos os participantes do processo”, o que não foi respeitado com os comandos inseridos de forma oculta e identificados na revisão, ou seja, o chamado prompt injection.

O advogado especialista em direito digital Marcelo Fonseca nos explica que a prática é um “problema de ética profissional e responsabilidade institucional”. “No prompt injection, eu coloco um comando em letra invisível para alterar o mecanismo da IA. E o juiz usou um mecanismo para descobrir o prompt injection. Então, de um lado, o juiz também está errado, porque, para ele usar isso, tem que estar de acordo com o CNJ. Então estão os dois errados”, afirmou.

Ele frisou ainda a importância de ir além das recomendações de boas práticas no uso da tecnologia, para tratar situações do tipo como “risco de governança”, citando a própria resolução 615 da CNJ como exemplo positivo. “Isso é gravíssimo porque o erro não termina na máquina: ele se materializa em petições, pareceres, decisões, estratégias processuais e danos ao cliente”, concluiu o advogado.

Advogado tenta prompt injection de IA e recebe multa de R$ 32,8 mil

Fachada do TJPB (Imagem: TJPB/Divulgação)

CNJ (foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Samsung perde a coroa para SK Hynix após mais de duas décadas

22 de Junho de 2026, 13:36
Sede da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
Sede da SK Hynix, na Coreia do Sul (imagem: divulgação/SK Hynix)
Resumo
  • SK Hynix é a empresa mais valiosa da Coreia do Sul.
  • A fabricante de semicondutores superou o valor de mercado da Samsung.
  • A SK Hynix registrou alta de 5,6% e alcançou 2.080,4 trilhões de won em capitalização de mercado.

Nesta segunda-feira (22/06), a fabricante de semicondutores SK Hynix ultrapassou a rival Samsung na Bolsa de Seul, tornando-se a empresa de capital aberto mais valiosa da Coreia do Sul. O marco foi alavancado pelo forte aquecimento do mercado global de inteligência artificial, que transformou a companhia na principal fornecedora de memórias para gigantes da tecnologia, como Nvidia e Google.

O feito inédito quebra a hegemonia de mais de duas décadas da fabricante da linha Galaxy, que ocupava a liderança isolada desde 2000 e já havia alcançado a marca histórica de US$ 1 trilhão em valor de mercado.

Como a SK Hynix desbancou a Samsung?

A mudança no topo do ranking financeiro reflete uma transformação na indústria. Os chips de memória, antes comercializados como produtos mais básicos, tornaram-se componentes críticos para rodar modelos avançados de IA, como o ChatGPT.

De acordo com informações da agência de notícias Reuters, as ações da SK Hynix acumulam um salto de mais de 340% no último ano. No pregão desta segunda-feira, os papéis registraram alta de 5,6%, o que elevou a capitalização de mercado da fabricante para 2.080,4 trilhões de won (cerca de US$ 1,35 trilhão, ou quase R$ 7 trilhões em conversão direta).

SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)

De quase falida a pilar da inteligência artificial

A escalada da SK Hynix marca uma recuperação histórica. Em 2002, a então Hynix Semiconductor quase faliu, sufocada por dívidas acumuladas, e chegou muito perto de ser vendida para a concorrente Micron. A virada de mesa ocorreu porque a empresa decidiu continuar investindo pesado na tecnologia HBM (chips empilhados verticalmente que entregam velocidade superior e menos consumo de energia), mesmo durante períodos de recessão no setor de memórias.

A tática de longo prazo rendeu frutos. Dados mostram que, em 2025, a SK Hynix já dominava 61% do mercado global de HBM, deixando a Micron (21%) e a própria Samsung (17%) para trás. Hoje, esses componentes tornaram-se indispensáveis na montagem de data centers modernos.

Para suportar a demanda contínua, projeções do Bank of America indicam que a SK Hynix deverá expandir sua produção em 38% até 2028, além de planejar uma abertura de capital nos Estados Unidos para atrair novos investidores.

Samsung perde a coroa para SK Hynix após mais de duas décadas

SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)

CEO da Microsoft diz que monopólios de IA são um problema

22 de Junho de 2026, 13:08
Satya Nadella, homem de óculos usando uma camisa cinza e um paletó cinza escuro. Ao lado, um logo do Windows.
Satya Nadella defendeu IA mais acessível (imagem: divulgação)
Resumo
  • O CEO da Microsoft, Satya Nadella, criticou o domínio de poucas gigantes no setor de inteligência artificial.
  • Ele afirmou que a economia global não pode ser controlada por um grupo restrito de empresas.
  • Nadella defendeu modelos de IA mais baratos e com mais controle nas mãos dos usuários.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, fez uma dura crítica à concentração de poder no mercado de inteligência artificial. O executivo alertou que a economia global não pode ser engolida por um grupo restrito de empresas de tecnologia e defendeu uma transformação rumo a modelos mais baratos e com mais controle nas mãos dos usuários.

Ao Wall Street Journal, ele disse que não é realista sustentar um cenário em que “todos os empregos de escritório simplesmente desapareçam e isso ainda seja usado como arma”. Segundo Nadella, o público não toleraria um futuro em que apenas algumas empresas e modelos “façam todo o aprendizado para o mundo”.

A declaração chama atenção por partir justamente de um dos líderes que mais impulsionaram o atual boom do setor. Afinal, a própria Microsoft ajudou a moldar o cenário atual ao investir bilhões de dólares para transformar a OpenAI na gigante que é hoje.

Mudança de rota?

A resposta passa pela necessidade de transformar a IA em um recurso acessível, evitando que o mercado fique refém de altos custos de operação. A gigante de Redmond já começou a agir e passou a lançar ferramentas mais em conta. O destaque da vez é o Copilot Cowork, um agente autônomo que permite ao cliente corporativo escolher entre diferentes modelos, incluindo opções mais baratas, para executar tarefas contínuas.

Esse movimento também envolve aproximações consideradas controversas pelo próprio setor. A Microsoft avalia hospedar em sua plataforma uma versão do DeepSeek, provedor chinês conhecido pelo custo baixo. A iniciativa desagrada parceiras como OpenAI e Anthropic, que acusam a startup asiática de copiar suas tecnologias, e tem potencial para iniciar um embate na indústria.

A estratégia de diversificação também é uma resposta à concorrência. Dados da consultoria Recon Analytics apontam que, no segundo semestre de 2025, os assinantes do Copilot passaram a preferir cada vez mais alternativas, como o Gemini, do Google. Sem a liderança em modelos de ponta, a Microsoft aposta na multiplicação de opções para tentar recuperar terreno.

“Aprendizado contínuo”

Homem de óculos sorrindo
Executivo sugeriu que discurso sobre perda de empregos é alarmista (imagem: divulgação/Microsoft)

Nadella também comentou a situação do mercado de trabalho, com um posicionamento que vai na contramão de líderes do Vale do Silício. Enquanto as grandes empresas de IA preveem que os novos sistemas eliminarão metade dos empregos de nível básico até 2029, o CEO afirma que a tecnologia não deve ser encarada como uma ferramenta de corte de custos focada em demissões em massa.

Em vez de pânico, Nadella defende que, no futuro, os negócios de sucesso funcionarão como “sistemas de aprendizado contínuo”, impulsionados pela união entre a sabedoria dos funcionários e o processamento das máquinas.

Apesar das críticas, a Microsoft não planeja romper com as empresas de vanguarda. Um porta-voz da companhia afirmou ao jornal que as parcerias com OpenAI e Anthropic seguirão ativas.

CEO da Microsoft diz que monopólios de IA são um problema

Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)

Satya Nadella é CEO da Microsoft desde 2014 (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão

22 de Junho de 2026, 10:36
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Moral em baixa é nova realidade da empresa de Mark Zuckerberg (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, reconheceu que a moral da equipe está no pior patamar das últimas duas décadas.
  • O motivo seria a onda de demissões, cortes na remuneração e um novo sistema de vigilância.
  • A empresa cortou cerca de 8.000 empregos em maio e transferiu 10% dos profissionais remanescentes para o treinamento de modelos de IA.

O clima na Meta atingiu níveis críticos neste mês. Durante uma reunião interna, o próprio diretor de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, teria admitido aos funcionários que o moral da equipe chegou ao pior patamar das últimas duas décadas.

Segundo o Business Insider, o motivo para essa crise inédita seria uma combinação de fatores amargos: demissões, cortes na remuneração, transferências forçadas e um novo e controverso sistema de vigilância. Tudo motivado pela fixação do CEO Mark Zuckerberg em inteligência artificial.

Por que os funcionários da Meta estão tão insatisfeitos?

A pressão piorou em maio deste ano, quando a companhia cortou cerca de 8.000 empregos, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Como se não bastasse, outros 10% dos profissionais remanescentes foram transferidos de forma obrigatória para realizar o trabalho maçante de rotular dados para treinar novos modelos de IA da empresa.

Mexer no bolso dos colaboradores ajudou a azedar o clima. Dados do mercado apontam que a remuneração anual média da empresa caiu de US$ 417 mil (cerca de R$ 2,1 milhões) em 2024 para US$ 388 mil (R$ 2 milhões) em 2025. Para completar, desde abril, a companhia adotou um software de monitoramento que rastreia teclas digitadas, cliques do mouse e faz até capturas de tela para treinar agentes de IA.

O detalhe mais curioso dessa insatisfação generalizada é que a empresa não está, nem de longe, passando por dificuldades financeiras. Nos primeiros três meses de 2026, a gigante da tecnologia registrou US$ 56,3 bilhões em receita (cerca de R$ 290 bilhões na cotação atual) e um lucro líquido na casa dos US$ 26,8 bilhões (aproximadamente R$ 138 bilhões) — um salto de 33% nas vendas em relação ao ano anterior, marcando o ritmo de crescimento mais acelerado da big tech desde 2021.

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Entre demissões e software espião, empresa vive seu pior clima em 20 anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Fatura bilionária da IA

Toda essa reestruturação tem um objetivo: pagar a conta da corrida da IA. A Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões em 2026 com a tecnologia, quase R$ 750 bilhões em conversão direta, o que inclui a construção de novos data centers e a compra de servidores e chips. O valor é praticamente o dobro dos gastos em 2025.

Vale destacar que a dona do Instagram não está sozinha nessa aposta. Gigantes como Amazon, Microsoft e Alphabet (que controla o Google) estão no mesmo barco.

Juntas, essas empresas planejam despejar cerca de US$ 725 bilhões (R$ 3,7 trilhões) em projetos de infraestrutura de IA ao longo de 2026. O reflexo direto desse movimento financeiro é um mercado que não para de demitir: a plataforma Layoffs.fyi aponta que mais de 118 mil profissionais do setor de tecnologia já perderam seus empregos só este ano.

Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que é NotebookLM? Conheça a ferramenta de IA do Google

22 de Junho de 2026, 10:34
Ilustração sobre o NotebookLM como aliado na otimização de trabalhos (imagem: Reprodução/Google)
Saiba como o NotebookLM pode ser um importante aliado para a otimização de trabalhos (imagem: Reprodução/Google)

O NotebookLM é um assistente de pesquisa desenvolvido pelo Google que utiliza inteligência artificial avançada para analisar e resumir documentos. A ferramenta transforma arquivos pessoais complexos em uma base de conhecimento organizada, facilitando a extração de insights de grandes volumes de informações.

O principal diferencial da plataforma é a “ancoragem” de dados: todas as respostas geradas pela IA são acompanhadas de citações diretas das fontes originais. Esse mecanismo confere uma precisão técnica superior, garantindo que o usuário possa validar cada ponto levantado com total transparência e confiabilidade.

A seguir, conheça mais sobre o NotebookLM, seu funcionamento e aplicações comuns. Também saiba os pontos fortes e fracos do assistente virtual.

O que é o NotebookLM? 

O NotebookLM é um assistente virtual de notas e pesquisa do Google Labs que utiliza inteligência artificial, especificamente o modelo Gemini 1.5 Pro, para interagir com documentos. A ferramenta otimiza o fluxo de trabalho ao analisar, resumir e gerar insights automáticos diretamente a partir das fontes enviadas pelo usuário.

Como funciona o NotebookLM

O NotebookLM opera por meio da tecnologia de Geração Aumentada por Recuperação (RAG), conectando o modelo Gemini diretamente aos arquivos enviados pelo usuário. O sistema realiza o processamento multimodal, analisando integradamente conteúdos em texto, vídeos do YouTube e áudios.

A inteligência artificial fica “ancorada” exclusivamente nesse repositório pessoal, sem buscar respostas externas na internet ou inventar dados. Quando o usuário faz uma pergunta, a ferramenta cruza as fontes salvas para gerar respostas precisas e sempre acompanhadas de citações diretas.

O assistente expande a produtividade ao transformar essas interações em notas, suportando uma base de conhecimento de até 25 milhões de palavras. Além disso, recursos avançados geram automaticamente guias de estudo, cronogramas e resumos em áudio no formato podcast.

Todo esse ecossistema funciona sob rígidos critérios de privacidade, garantindo que os dados inseridos nunca sejam utilizados para treinar os modelos públicos do Google. O resultado é um assistente sob medida focado apenas no universo de informações fornecido pelo usuário.

Esquema do funcionamento do NotebookLM: adicione fontes, obtenha respostas baseadas nelas e consulte citações
Esquema de funcionamento do NotebookLM do Google (imagem: YouTube/Online Training For Everyone)

Para que serve o NotebookLM?

O NotebookLM serve como um assistente virtual de pesquisa que transforma documentos em uma base de conhecimento interativa. Confira as principais utilidades da ferramenta:

  • Estudo e materiais didáticos: facilita a compreensão de temas complexos e gera automaticamente questionários, cronogramas e guias personalizados baseados em PDFs ou gravações;
  • Análise profissional e citações: permite que pesquisadores e equipes de negócios façam varreduras em artigos ou relatórios, exibindo respostas com fontes exatas para evitar erros de informação;
  • Brainstorming e novos formatos: conecta ideias soltas em painéis digitais e converte textos em materiais dinâmicos, como resumos estruturados e podcasts gerados por IA;
  • Otimização de rotinas educativas: agiliza o planejamento de aulas ao transformar pilhas de arquivos acadêmicos em esboços de apresentações e roteiros didáticos de apoio;
  • Suporte técnico e integração: ajuda novos funcionários a localizarem dados em manuais extensos e abastece equipes com respostas rápidas sobre especificações complexas de produtos.

O NotebookLM é gratuito?

Sim, o NotebookLM é gratuito para qualquer usuário com uma conta Google ativa, oferecendo acesso total às principais funções de IA. Essa versão padrão permite criar até 100 cadernos de notas e realizar pesquisas diárias avançadas sem custo.

Para demandas corporativas e profissionais, a plataforma disponibiliza planos pagos com limites ampliados e recursos de colaboração em equipe. Essas assinaturas premium expandem a capacidade de armazenamento e ativam o suporte para até 600 fontes por projeto.

Tela de configuração do NotebookLM para “Customize Audio Overview”, oferecendo opções de idioma e duração para resumos em áudio e vídeo
NotebookLM oferece uma ampla variedade de ferramentas, incluindo resumos em áudio e vídeo (imagem: reprodução/Google)

Quais são as vantagens do NotebookLM?

Estes são os pontos fortes do NotebookLM:

  • Processamento multimodal: aceita e cruza múltiplos formatos como PDFs, vídeos do YouTube e áudios, graças à capacidade do modelo Gemini de processar até 25 milhões de palavras por projeto;
  • IA ancorada com citações: se baseia exclusivamente nos arquivos enviados para gerar as respostas com maior precisão, exibindo o trecho exato da fonte para validação e evitando informações falsas;
  • Resumos interativos em áudio: transforma relatórios e textos densos em podcasts dinâmicos gerados por IA, facilitando o consumo de dados complexos de forma leve;
  • Gerador de estudos e guia interativos: cria instantaneamente materiais didáticos como flashcards, questionários e painéis de notas, explicando conceitos passo a passo como um mentor personalizado;
  • Foco em privacidade e economia: reúne recursos avançados de análise de dados sem custos, assegurando contratualmente que as informações enviadas nunca serão utilizadas para treinar os modelos públicos do Google.

Quais são as desvantagens do NotebookLM?

Estes são os pontos fracos do uso do NotebookLM:

  • Risco de ilusão do aprendizado: os resumos e áudios gerados automaticamente podem criar uma falsa sensação de domínio do conteúdo, simplificando nuances conceituais e interpretações mais profundas dos textos originais;
  • Flutuações de contexto e falhas: ao lidar com grandes volumes de dados, a IA pode sofrer com “cegueira contextual”, deixando de cruzar informações cruciais ou falhando em localizar trechos específicos entre múltiplos arquivos;
  • Limitações nos resumos em áudio: os podcasts gerados pela IA ainda apresentam falhas de sotaque, dinâmicas repetitivas em discussões longas e, eventualmente, focam em pontos triviais em vez dos dados relevantes;
  • Silos isolados e barreiras de formatos: os cadernos de notas não se comunicam entre si e a ferramenta impõe restrições para alguns formatos do cotidiano corporativo, como planilhas complexas, imagens e códigos de programação.
NotebookLM ajuda a criar resumos interativos com processamento multimodal, mas pode ter “cegueira contextual” e ignorar tópicos
NotebookLM auxilia na criação de resumos interativos por meio do processamento multimodal, mas ainda pode apresentar “cegueira contextual” e ignorar tópicos importantes (imagem: reprodução/Google)

Qual é a diferença entre o NotebookLM e o Gemini? 

O NotebookLM é um assistente focado em pesquisa e notas que funciona ancoradamente, analisando exclusivamente os documentos e links enviados pelo usuário. Seu objetivo é cruzar dados restritos e gerar resumos e áudios com citações diretas, sem recorrer ao conhecimento externo.

O Gemini é um modelo de inteligência artificial de uso geral do Google, treinado com uma base ampla de dados públicos da internet. Ele atua de forma aberta e multifuncional na web e no celular, sendo ideal para criar conteúdos do zero, programar e buscar informações.

Qual é a diferença entre o NotebookLM e o ChatGPT?

O NotebookLM é o assistente de notas do Google projetado para funcionar de forma ancorada, analisando estritamente os arquivos e links que o usuário envia. Ele atua como um bibliotecário virtual que gera resumos e áudios baseados apenas no material compartilhado, exibindo citações diretas para evitar alucinações.

O ChatGPT é o chatbot multifuncional da OpenAI, treinado com uma gigantesca base de dados públicos da internet e alimentado por inteligência artificial generativa. Ele opera de forma aberta e generalista, sendo ideal para solucionar problemas amplos, programar códigos e criar textos criativos.

O que é NotebookLM? Conheça a ferramenta de IA do Google

Saiba como o NotebookLM pode ser um importante aliado para a otimização de trabalhos (imagem: Reprodução/Google)

Esquema de funcionamento do NotebookLM do Google (imagem: YouTube/Online Training For Everyone)

NotebookLM agora "lê" livros em EPUB para gerar resumos e afins (imagem: reprodução/Google)

Alexa+: veja quais dispositivos são compatíveis ou não

19 de Junho de 2026, 12:34
Dispositivos Echo com a assistente Alexa+ em destaque, expostos em uma mesa branca com o logo da Alexa+
Alexa+ roda em dispositivos Echo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Amazon lançou a Alexa+ no Brasil, uma versão atualizada da assistente virtual com inteligência artificial generativa.
  • A Alexa+ é compatível com 98% dos dispositivos, como o Echo Dot (2ª geração em diante) e o Echo tradicional (2ª geração em diante).
  • Modelos Echo Dot (1ª geração), Echo (1ª geração), Echo Plus (1ª geração), Echo Show (1ª e 2ª gerações) e Echo Spot (1ª geração) não são compatíveis.

A Amazon anunciou ontem (18/06) a chegada da Alexa+ ao Brasil, introduzindo uma versão atualizada da assistente virtual equipada com inteligência artificial generativa. O objetivo é ampliar o processamento de comandos e entregar conversas contínuas aos consumidores na maioria dos eletrônicos da companhia.

A novidade foi oficializada em um evento em São Paulo, acompanhado pelo Tecnoblog, e chega em acesso antecipado após uma etapa de testes com clientes selecionados. A Amazon utilizou o período para analisar o tempo de resposta e a precisão do reconhecimento do idioma antes da distribuição oficial.

Vale mencionar que a nova assistente já está inclusa na assinatura Amazon Prime. Para os consumidores que não participam do programa, os recursos avançados podem ser habilitados por uma assinatura avulsa, estipulada em R$ 99 mensais.

Veja os dispositivos compatíveis com a Alexa+

Os aparelhos a partir da segunda geração contam com suporte garantido. A lista de produtos habilitados inclui:

  • Echo Dot, incluindo o Echo Dot Max;
  • Echo tradicional;
  • Echo Show 5, Echo Show 8, Echo Show 10, Echo Show 11 e Echo Show 15;
  • Echo Studio, e caixas compactas, como o Echo Pop.

Produtos recentes, como o novo Echo Show 8, Echo Show 11, Echo Dot Max e Echo Studio, foram desenvolvidos nativamente para a plataforma Alexa+, com chips focados em IA que conseguem processar as interações com mais agilidade.

O suporte à Alexa mais inteligente também chega aos dipositivos de streaming da Amazon. São compatíveis:

  • Fire TV Stick HD (2ª geração);
  • Fire TV Stick 4K Select;
  • Fire TV Cube (3ª geração);
  • Fire TV Stick 4K Max e 4K Plus (2ª geração).

Já os modelos abaixo não são compatíveis

Alto-falante inteligente com tela sobre uma mesa, visto pela frente
Projetado para IA, Echo Show 11 processa comandos mais rápido (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Ainda que exista uma probabilidade alta de que o seu aparelho atual receba a atualização, segundo os dados oficiais da Amazon que indicam 98% de compatibilidade na base ativa do Brasil, uma pequena parcela dos aparelhos não será contemplada com a atualização.

A Amazon oficializou que a Alexa+ não funciona e não será distribuída para os seguintes aparelhos:

  • Echo Dot (1ª geração);
  • Echo (1ª geração);
  • Echo Plus (1ª geração);
  • Echo Show (1ª e 2ª gerações);
  • Echo Spot (1ª geração).

A empresa explica que o processamento dos novos algoritmos e grandes modelos de linguagem (LLMs) acontece na nuvem, aliviando a carga sobre os componentes das caixas de som e permitindo entregar o serviço sem forçar a troca da maioria dos equipamentos.

No entanto, limitações físicas de memória e processamento dos chips mais antigos não suportam as exigências da nova Alexa turbinada.

Mas, se isso não é um problema para usuários desses produtos mais antigos, não há com o que se preocupar: a Alexa original continuará funcionando com as habilidades tradicionais de forma gratuita, apenas sem a integração com a nova inteligência artificial.

Como funciona a Alexa+?

Ilustração com o logo da Alexa+ ao centro do que seria a bandeira do Brasil. O fundo é verde com setas sorridentes, símbolo da Amazon.
Alexa+ já está disponível no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Conforme verificamos, a Alexa+ utiliza a IA generativa para entender o contexto. Agora, o usuário não precisa mais repetir o comando de ativação “Alexa” no começo de cada nova instrução, por exemplo, o que torna as interações mais fluidas.

Segundo a Amazon, mais de 70 grandes modelos de linguagem operam em segundo plano. O software decide sozinho qual desses modelos é o mais eficiente para gerar a resposta correta. O sistema também passou por localização para identificar sotaques, gírias e expressões regionais dos brasileiros.

Pelo celular, o aplicativo da Alexa também ganha uma interface no formato de chatbot, permitindo que os clientes enviem documentos, relatórios ou imagens. A assistente lê o conteúdo do arquivo, estrutura um resumo e sugere ações, como marcar reuniões ou enviar e-mails.

O acesso antecipado já está ativo. Clientes que possuem dispositivos Echo compatíveis e desejam usar as funções da Alexa+ no Brasil podem se inscrever pela página oficial da Amazon ou utilizando o comando de voz: “Alexa, quero Alexa+”.

Relembre o anúncio global da Alexa+

Alexa+: veja quais dispositivos são compatíveis ou não

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Nova assistente da Amazon com IA generativa chegou ao Brasil. Confira se o seu produto suporta a atualização.

Alexa+ (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Novo Echo Show tem tela de 8 ou 11 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Amazon prepara lançamento da Alexa+ no país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Midjourney agora tem um scanner corporal com IA

18 de Junho de 2026, 16:11
A imagem mostra a tela de um monitor exibindo o que parece ser um escaneamento corporal ou médico em andamento. O fundo da tela é totalmente escuro, e duas silhuetas humanas aparecem brilhando em tons de vermelho e laranja, lembrando uma imagem térmica ou de raio-X.
Inteligência artificial processa dados para criar mapas 3D do corpo (imagem: reprodução/Midjourney)
Resumo
  • Midjourney revelou o Midjourney Scanner, um equipamento de ultrassom de corpo inteiro que usa inteligência artificial.
  • O scanner usa um anel com milhares de sensores submersos em água para emitir ondas ultrassônicas e capturar alterações milimétricas nas ondas.
  • A empresa planeja criar uma rede de spas para oferecer exames de saúde enquanto os clientes relaxam.

A Midjourney revelou seu primeiro produto de hardware: um scanner de ultrassom de corpo inteiro. A companhia, mundialmente conhecida pelo gerador de imagens realistas com IA, fez o anúncio nesta quinta-feira (18/06).

Segundo o comunicado, o Midjourney Scanner não é um equipamento de ressonância magnética. O sistema deve funcionar por meio de um anel com centenas de milhares de sensores submersos em água, que emitem ondas ultrassônicas para reconstruir modelos tridimensionais do corpo humano.

Já esta é a outra parte do anúncio: a companhia terá uma rede de spa, com a primeira unidade a ser inaugurada em São Francisco, nos EUA, onde as pessoas poderão fazer exames para monitoramento da saúde enquanto descansam. “Hoje vamos anunciar algo um pouco estranho e um pouco louco”, avisou a empresa.

Como funciona o Midjourney Scanner?

A imagem mostra as costas de uma pessoa vista de trás, posicionada no centro de um anel de scanner. Ela veste um maiô ou collant preto com um decote redondo nas costas.
Anel do scanner conta com meio milhão de sensores (imagem: reprodução/Midjourney)

No lugar de tubos fechados e ruídos das máquinas de ressonância magnética, o exame com o scanner da Midjourney deve durar apenas 60 segundos. O processo começa com o usuário de pé sobre uma plataforma que desce suavemente para um tanque raso com água morna e iluminação relaxante.

Durante a submersão, o corpo atravessa um anel equipado com cerca de meio milhão de minúsculos sensores, cada um do tamanho de um grão de areia. Eles emitem ondas ultrassônicas de todos os ângulos contra o paciente. Como o som viaja de forma diferente ao penetrar na água, pele, gordura, músculos e ossos, essas ondas mudam de formato ao encontrar cada uma dessas densidades.

O equipamento conta com dois petaflops de poder de processamento bruto para capturar alterações milimétricas nas ondas milhões de vezes por segundo, e o volume de dados gerado é gigantesco. Segundo a própria companhia, seria necessário assistir a 500 horas de filmagem para cada segundo de escaneamento.

É aqui que a especialidade da Midjourney vai entrar em ação: IA. A inteligência artificial deve processar esse banco de dados em tempo real e reconstruir mapas 3D detalhados do corpo humano, fatiando virtualmente os tecidos e órgãos com precisão.

Segundo o site Crypto Briefing, a Midjourney assinou em novembro de 2025 um acordo de licenciamento exclusivo com a Butterfly Network, empresa responsável pela tecnologia de ultrassom em chip que será utilizada no projeto.

No centro de uma tela preta, destaca-se uma secção transversal do corpo humano, como uma tomografia, que brilha intensamente em tons de amarelo e branco.
Exame dura apenas 60 segundos (imagem: reprodução/Midjourney)

Meta de um bilhão de exames

Para popularizar essa infraestrutura, a companhia não pretende focar em vendas para hospitais ou clínicas. A estratégia é criar o Midjourney Spa. A primeira unidade tem inauguração prevista para o final de 2027, em São Francisco.

A proposta é que o local funcione 24 horas por dia e ofereça um ambiente com academias, saunas e piscinas. O exame ocorrerá dentro de salas equipadas com banheiras de hidromassagem, tornando a coleta de dados de saúde parte de uma “experiência de relaxamento”, afirma a empresa.

Em relação à privacidade, os usuários terão controle sobre a “biblioteca de exames” pessoal. Esses dados poderão ser compartilhados a critério do cliente com médicos, nutricionistas ou outras plataformas de IA voltadas para a saúde.

No contexto regulatório, ainda há um caminho a percorrer. Para contornar a burocracia da FDA (órgão regulador de saúde dos Estados Unidos), a Midjourney iniciará a operação criando “mapas de composição corporal”. Os resultados clínicos serão enviados à agência para, futuramente, liberar de forma oficial a detecção de anomalias.

Após a fase de refinamento, que durará cerca de 12 meses, a Midjourney prevê o lançamento de um scanner de terceira geração em 2028, que reduzirá ainda mais o tempo e elevará a qualidade das imagens. A meta para 2031 é criar uma frota de 50 mil scanners globalmente, com capacidade para realizar um bilhão de exames por mês. A promessa é que o mapeamento preventivo rápido e de baixo custo evite mortes precoces e corte os gastos com sistemas de saúde.

Midjourney agora tem um scanner corporal com IA

Vivo libera IA premium do Google de graça por até 12 meses

18 de Junho de 2026, 11:57
Imagem mostra um celular com logo da Vivo. O fundo é roxo. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Vivo fechou uma parceria com o Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Vivo anunciou uma parceria com o Google para oferecer até 12 meses gratuitos do plano Google AI Plus.
  • Oferta vale para clientes Controle, Pós, Fibra e Total a partir de hoje.
  • O plano inclui acesso ao Gemini e 400 GB de armazenamento em nuvem, que pode ser compartilhado com até cinco membros da família.

A Vivo anunciou nesta quinta-feira (18/06) uma parceria com o Google para oferecer até 12 meses gratuitos do plano Google AI Plus, que inclui acesso ao Gemini e 400 GB de armazenamento em nuvem.

A oferta vale a partir de hoje para os clientes. O benefício pode ser resgatado no app Vivo ou nas lojas físicas da operadora. Após o período promocional de um ano ou seis meses, a assinatura será renovada automaticamente por R$ 24,99 mensais.

O período gratuito varia conforme o tipo de cliente:

  • Vivo Família e Total Família: 12 meses
  • Vivo Controle: 6 meses
  • Vivo Pós: 6 meses
  • Vivo Fibra: 6 meses
  • Vivo Total: 6 meses

Em resposta ao Tecnoblog, a operadora informou que clientes do Vivo Easy não têm direito ao benefício.

Como ativar?

Para liberar o acesso pelo aplicativo, os passos são os seguintes:

  1. Abra o app Vivo;
  2. Na página inicial, o “Pra você”, role até a seção “Apps com ofertas incríveis”;
  3. Clique no ícone do Google Gemini e autorize a liberação.
Imagem mostra a oferta do Gemini Google AI Plus no app Vivo
Oferta pode ser resgatada no app Vivo (imagem: Tecnoblog)

O que o plano oferece?

A assinatura é o caminho para resolver duas coisas: falta de espaço para armazenar arquivos e limites de uso travados. Toda a operação é respaldada por 400 GB de armazenamento em nuvem no Google One para fotos, vídeos e arquivos, franquia que pode ser compartilhada com até cinco membros da família.

O Google AI Plus dá acesso aos modelos mais recentes do Gemini, o Gemini Pro e Gemini Omni Flash, e inclui o NotebookLM, ferramenta que converte anotações e documentos em resumos automatizados.

Além disso, o pacote libera ferramentas para a geração de imagens, vídeos e conteúdos multimídia através do Google Flow. A IA também passa a integrar os apps de produtividade — Gmail, Docs e Planilhas.

A palavra "Gemini" está escrita centralizada em letras estilizadas e com um leve degradê que transita suavemente do azul-claro (na letra G) para um tom amarelado sutil (nas últimas letras). O fundo principal é preto, mas possui um formato que lembra um losango de bordas curvas e macias. Fora dessa área escura central, os quatro cantos da imagem revelam um fundo iluminado e desfocado com texturas granuladas em tons de amarelo, laranja e azul. No canto inferior direito, destaca-se o logotipo do site "tecnoblog" em letras brancas.
Gemini é a inteligência artificial do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Oferta também vale para o setor corporativo

Além do mercado residencial e de pessoas físicas, a Vivo também vai atender o segmento empresarial com a parceria.

Clientes do Vivo Empresa passam a ter acesso ao portfólio do Gemini Enterprise, versão corporativa que oferece modelos de IA com maior capacidade de contexto. A novidade será integrada ao Google Workspace.

Vivo libera IA premium do Google de graça por até 12 meses

Vivo Travel reduz preços para uso do celular no exterior (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Oferta pode ser resgatada no app Vivo (imagem: Tecnoblog)

Google Gemini (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon lança Alexa+ no Brasil, com nova voz e inteligência artificial

18 de Junho de 2026, 10:03
ALEXA+ no lábio azul, com fundo verde e seta amarela, sorrindo e usando o símbolo de risadas
Amazon faz lançamento da Alexa+ em evento na capital paulista (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Amazon lançou a Alexa+, uma versão mais inteligente da assistente virtual Alexa no Brasil, que utiliza inteligência artificial generativa para melhorar a compreensão e resposta a comandos.
  • A Alexa+ estará inclusa no serviço Prime ou poderá ser assinada por R$ 99 por mês, e oferece recursos como nova voz mais natural, conversas mais fluídas e capacidade de entender comandos complexos.
  • A nova assistente virtual é capaz de realizar tarefas como resumir documentos, interagir com serviços de streaming e realizar compras por voz, com recursos que dependem do aplicativo da Alexa no telefone.

A Alexa brasileira está ficando mais inteligente: a Amazon anuncia a chegada da Alexa+, serviço que se vale de inteligência artificial generativa para dar novas habilidades – e até uma nova voz, mais natural – à assistente que todos conhecem. A nova ferramenta estará inclusa no Prime ou terá preço avulso de R$ 99 por mês (sim, eu chequei com executivos e este valor está correto).

O Tecnoblog já havia revelado os testes realizados com consumidores locais para a liberação da Alexa+. A ideia da Amazon era checar se a assistente de IA entendia bem as perguntas feitas em português e se dava respostas condizentes. Menos de um mês depois, a tecnologia chega ao mercado. O anúncio ocorre num evento em São Paulo, para jornalistas, influenciadores e convidados.

A diretora-geral Talita Bruzzi Taliberti comemorou a novidade: “a Alexa+ é fruto do trabalho para entregar a melhor experiência ao nosso consumidor”. O trabalho de localização para o português incluiu o aprendizado de sotaques, gírias, expressões e formas de falar do brasileiro. Ela compreende quando um mineiro solta um “trem” sem necessariamente significar o meio de transporte.

Como funciona a Alexa+?

Alexa+ roda em diversos dispositivos Echo (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Eu participei do anúncio global da Alexa+, em fevereiro de 2025, nos Estados Unidos. Na ocasião, os executivos bateram na tecla de que a ferramenta pode utilizar diferentes modelos, dependendo do que o usuário deseja fazer. O benefício está na melhor compreensão de instruções complexas, que fogem do “timer de 15 minutos” ou “qual a previsão do tempo”.

Já na demonstração durante um evento em São Paulo, realizado em 18/06, os executivos reforçaram que a assistente está mais conversacional. A ferramenta também mantém conversas mais naturais, sem precisar repetir o nome da Alexa no início de cada nova interação. Segundo a Amazon, ela também consegue entender o momento de parar de responder.

Alexa+ rodando em um Echo Show (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Por exemplo, a Alexa+ sabe o que está na tela do Prime Video e dá respostas referentes àquele conteúdo, o que deve encantar os cinéfilos e seriemaníacos de plantão.

Outra funcionalidade tem a ver com documentos externos: o usuário pode enviar anexos pelo aplicativo da Alexa. O sistema escaneia, depreende as informações principais e pode realizar ações por conta própria, como enviar um resumo por email, adicionar itens à lista de compras ou criar novos compromissos no calendário. Alguns recursos dependem do aplicativo da Alexa no telefone, que recebe interface diferenciada, com cara de chatbot, quando o serviço premium é ativado.

Por fim, os consumidores devem notar que a nova Alexa se lembra das suas preferências expressas durante as interações. Ela grava suas restrições alimentares, quantos filhos você possui, e essencialmente qualquer coisa que a ajude a dar respostas melhores no futuro. Isso não existe na Alexa tradicional.

Alexa+ conversando no Echo Show e lembrando preferências e interações passadas
Alexa+ lembra de preferências e interações passadas (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IA generativa

A Alexa+ roda mais de 70 modelos de inteligência artificial. A cada nova frase ou comando, um sistema de orquestração decide qual tecnologia utilizar para dar a melhor resposta possível.

Nas demonstrações que vimos na capital paulista, foi possível notar que, conforme as nossas frases ficam mais complexas, a Alexa+ leva mais tempo para responder. Às vezes é necessário esperar alguns bons segundos até que ela dê um retorno. Em outras palavras, deixa de ser instantâneo.

Alexa, peça um Uber

Tela do Echo Show mostrando uma reserva de Uber feita pela Alexa+ em São Paulo, com valor e destinos
Uber no Alexa+ (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Um dos pontos altos do evento em São Paulo foi o uso da Alexa para pedir um carro na Uber. Os sistemas ficam integrados e basta dizer o endereço para o qual você deseja ir. Por meio da interação de voz e os cards na tela do Echo Show, a assistente repete os endereços de origem e destino, informa a tarifa e pede a confirmação do consumidor.

Eu notei que o cliente precisa expressar muito claramente que deseja concluir aquela transação. O mesmo vale para a compra de produtos no marketplace da Amazon, que pode ser feita via comando de voz. Os representantes da empresa explicaram que a assistente digital reconhece a voz ou imagem do usuário antes de fazer o pedido – um alívio para quem tem criança travessa em casa.

Como obter o acesso antecipado?

Palco contendo duas poltronas com um homem e uma mulher sentados. Ao fundo um púlpito com a inscrição Alexa+
Michele Butti e Talita Bruzzi Taliberti, executivos da Amazon (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A Amazon inicia hoje o acesso antecipado. Existem duas possibilidades: inscrever-se com um dispositivo que você já possua ou comprar um novo produto das linhas Echo e Fire TV. Para se candidatar, é necessário entrar numa página especial ou dar o comando “Alexa, quero Alexa+”.

De acordo com a empresa, 98% dos dispositivos Echo no mercado brasileiro são compatíveis. Os novos Echo Show 8, Echo Show 11, Echo Dot Max e Echo Studio “foram projetados para Alexa+, com mais poder de processamento e sensores avançados”.

Relembre o anúncio global da Alexa+

Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite da Amazon

Amazon lança Alexa+ no Brasil, com nova voz e inteligência artificial

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Empresa inicia acesso antecipado. Serviço está incluso na assinatura do Prime.

Amazon prepara lançamento da Alexa+ no país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Alexa+ (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Uber no Alexa+ (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

18 de Junho de 2026, 07:24
Tim Cook durante a WWDC22 no Apple Park
Tim Cook garante que aumento de preços em produtos da Apple é “inevitável” (Imagem: Divulgação / Apple)
Resumo
  • O CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que a empresa os preços dos seus produtos devido à escassez de memória RAM no
  • A crise dos chips de memória RAM é causada pelo fornecimento menor significativos de preço por parte dos principais fornecedores, Samsung, SK Hynix e Micron.
  • O aumento de preços deve afetar a próxima linha de iPhones, com uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, tornando-o US$ 1.299.

Nem a Apple escapa: a escassez de memórias RAM no mercado de tecnologia vai afetar os preços dos produtos da maçã. A confirmação foi dada pelo próprio CEO, Tim Cook, nesta quarta-feira (17/06). A má notícia vem em meio a rumores recentes que apontavam para uma manutenção nos preços praticados hoje na próxima linha de iPhones.

Ainda não há informações sobre quando a alta de preços deve chegar, mas algumas mudanças já começaram a acontecer. Entre elas estão a retirada das versões de 256 GB do Mac Studio – que já havia ficado mais cara – e do Mac Mini, agora disponíveis apenas a partir dos 512 GB.

Na entrevista para o Wall Street Journal, Cook afirmou que o aumento é “inevitável”, mesmo com os esforços da empresa para conter os valores mais altos praticados no mercado pelos chips de RAM. Analistas já haviam apontado que a maçã tentaria driblar os custos mais altos barateando componentes como telas e câmeras, mas o CEO afirma que a situação está insustentável.

Crise de memória RAM chega à Apple

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Novo iPhone 18 Pro não deve escapar da alta de preços: aumento deve ser de US$ 200 (R$ 1 mil(foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Muitos rumores apontavam para uma contenção no aumento dos preços por parte da Apple, principalmente envolvendo o vindouro iPhone 18. Um relatório da KB Security, fundo de investimento sul-coreano, indicou ainda o aumento de memória RAM no modelo base da linha, que pode chegar com 12 GB para dar conta das novidades da Siri, inteligência artificial da Maçã. A mudança viria sem alteração nos preços, o que fica incerto com a declaração de Cook na entrevista ao WSJ.

O CEO da Apple reforçou que o motivo desses aumentos é, justamente, a crise dos chips de memória RAM. Segundo ele, além do fornecimento menor “os caras da memória” praticam aumentos significativos de preço. Esses “caras”, no caso, seriam os três principais players do mercado de DRAM: Samsung, SK Hynix e Micron. 

O cenário atual de fato é favorável para as três empresas, com um aumento de 85,5% nas vendas de componentes em relação ao último trimestre financeiro. Essa alteração está diretamente relacionada ao boom das IAs generativas, já que há uma grande demanda de memória para datacenters de inteligência artificial. A questão é a produção de chips para produtos voltados ao consumidor final, que ficou em segundo plano.

Alta nos preços deve afetar iPhone 18

Depois de rumores favoráveis a uma manutenção dos preços praticados pela Apple nos novos iPhones, a realidade deve ser outra. Ainda não há uma confirmação de quando ou como os aumentos vão acontecer, mas o Wall Stret Journal trouxe uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, algo em torno de R$ 1.000. Segundo o jornal, o celular deve custar US$ 1.299 no lançamento, acima dos US$ 1.099 cobrados pela Maçã no iPhone 17 Pro.

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

Tim Cook durante a WWDC22 no Apple Park (Imagem: Divulgação / Apple)

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

ChatGPT caiu? Serviço apresenta falhas nesta terça-feira (17/06)

17 de Junho de 2026, 14:26
Arte com o logotipo da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
ChatGPT apresenta falhas nesta terça-feira (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • ChatGPT apresentou problemas nesta terça-feira (17/06), com usuários relatando dificuldades para interagir com o serviço em várias partes do mundo;
  • Downdetector registrou cerca de 3.000 queixas sobre o problema por volta das 14:00 (horário de Brasília);
  • OpenAI apontou que instabilidade afeta versões móveis do ChatGPT.

Se você está com dificuldades para acessar o ChatGPT na tarde desta terça-feira (17/06), saiba que o problema não afeta somente a sua conta: nas redes sociais, vários usuários relatam que o serviço da OpenAI está instável ou totalmente inacessível.

No Downdetector, serviço que monitora plataformas online, houve um pico com cerca de 3.000 queixas sobre o problema por volta das 14:00 (horário de Brasília). No X, usuários também reportam dificuldades para acessar o ChatGPT.

ChatGPT caiu e agora eu tenho que usar o celebro kkk !

— perdi o brilho nos olhos (@eusoutaofeliz) June 17, 2026

meu Deus o chatgpt caiu como eu vou trabalhar pelo amor de Deus

— cah (@intentioins) June 17, 2026

O problema é global e parece afetar usuários de diferentes maneiras. Há quem não consiga acessar a versão web do ChatGPT, por exemplo. Outros notam intermitência, isto é, o serviço funciona em dado momento e falha no instante seguinte, voltando ao normal depois de algumas tentativas.

Já eu consigo usar o serviço no navegador, mas no aplicativo para iOS, recebo uma mensagem de erro quando envio alguma instrução.

ChatGPT com falha no aplicativo para iPhone
ChatGPT com falha no aplicativo para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que causou a instabilidade no ChatGPT?

Não está claro. A página de status da OpenAI reconhece erros em conversas no ChatGPT para Android e iOS, mas não aponta as causas. De todo modo, a companhia afirma já estar trabalhando em uma solução:

Identificamos que os usuários estão enfrentando um aumento no número de erros nos serviços afetados [ChatGPT].

Estamos trabalhando na implementação de uma solução.

Apesar de a OpenAI apontar que a falha afeta os aplicativos móveis, a versão para navegador do ChatGPT também dá sinais de instabilidade para alguns usuários, como ficou claro mais acima.

Como o problema é intermitente, a dica é continuar tentando acessar o serviço ou experimentar um meio de acesso diferente, por exemplo, usando a versão web se, de fato, for o aplicativo móvel que não estiver funcionando adequadamente com você.

ChatGPT caiu? Serviço apresenta falhas nesta terça-feira (17/06)

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT com falha no aplicativo para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que é a Cursor, empresa de IA adquirida por Elon Musk

17 de Junho de 2026, 12:44
Ilustração mostra Elon Musk, à esquerda, o logo da Cursor, ao centro, e o CEO da Cursor, Michael Truell, sentado à direita. O logotipo do "tecnoblog" é visível na parte inferior direita.
Musk pagará US$ 60 bilhões para comprar a Cursor de Michael Truell (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Cursor, startup de inteligência artificial para programação, foi adquirida por US$ 60 bilhões pela xAI, de Elon Musk.
  • A empresa desenvolveu um editor de código com IA que permite que desenvolvedores descrevam tarefas em linguagem natural.
  • A compra dá à xAI entrada no mercado de ferramentas de programação com IA, em competição com OpenAI, Anthropic e Google.

Uma empresa até então desconhecida do grande público ganhou as manchetes nesta terça-feira (16/06): a Cursor, startup especializada em inteligência artificial para programação, foi adquirida por US$ 60 bilhões (cerca de R$ 304 bilhões, em conversão direta). Já o comprador dispensa apresentações: Elon Musk, por meio da xAI.

A transação será feita integralmente em ações da SpaceX e deve ser concluída até setembro. Vale lembrar que a SpaceX e a xAI se fundiram em fevereiro deste ano.

A Cursor se tornou uma das empresas mais valiosas do boom da inteligência artificial, construindo uma grande base de usuários com ferramentas voltadas à escrita, correção e revisão de código com ajuda de IA.

Em apenas quatro anos, a startup saiu de um pequeno projeto criado pelo CEO Michael Truell e seus colegas para atender milhões de desenvolvedores e parte das maiores empresas do mundo.

Editor de código com IA é o produto

A startup surgiu a partir da Anysphere, fundada em 2022 por quatro estudantes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). O grupo queria uma ferramenta para programar usando inteligência artificial, mas a maioria dos serviços oferecia a tecnologia apenas como plug-in, o que os levou a construir um editor de código próprio.

O Cursor foi lançado em março de 2023. Se trata de uma versão modificada e focada em IA do VS Code. Esse editor permite que desenvolvedores descrevam tarefas em linguagem natural e recebam trechos completos de código, correções de erros, explicações e sugestões de melhorias. A versão mais recente, o Cursor 3, foi lançada há dois meses.

A ferramenta tracionou tão rápido que, ainda em 2023, atingiu US$ 1 milhão em receita recorrente anual. O nome Cursor passou a ser a marca da companhia, embora a empresa continue operando legalmente como Anysphere.

Crescimento acelerado

Como lembra o Business Insider, o avanço da Cursor foi incomum até mesmo para os padrões do Vale do Silício. Segundo dados divulgados pela própria empresa, a plataforma ultrapassou milhões de usuários e passou a ser utilizada por 60% das companhias que integram a lista das 500 maiores empresas do mundo. A receita anualizada também cresceu e bateu a casa dos bilhões de dólares em poucos anos.

Boa parte desse crescimento está ligado à popularização do vibe coding — a criação de softwares a partir de descrições em linguagem natural, sem necessariamente dominar programação avançada.

We're excited to join forces with @SpaceX to advance the frontier of useful AI. Expect significant improvements to Cursor soon. https://t.co/62IMr2sgEy

— Cursor (@cursor_ai) June 16, 2026

Ainda assim, a forma como a empresa aborda o tema parece mais pé no chão. O CEO Michael Truell já afirmou que programar apenas por meio de prompts, sem lidar diretamente com o código, pode criar bases frágeis, com risco de aplicações “desmoronarem” ao longo do tempo.

No começo, a Cursor dependeu fortemente dos modelos de IA da Anthropic, empresa responsável pelo Claude.

Por que Musk comprou a Cursor?

Ilustração sobre a Space X e Elon Musk
SpaceX comprou a xAI, que comprou a Cursor (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A xAI quer competir com OpenAI, Anthropic e Google em um dos mercados mais disputados da inteligência artificial: as ferramentas voltadas para desenvolvedores.

As empresas de IA passaram a enxergar a programação assistida por inteligência artificial como uma aplicação promissora para justificar os investimentos. Ferramentas capazes de escrever, corrigir e revisar código se tornaram um caminho aparentemente mais sólido para monetização dos modelos generativos.

A startup de Elon Musk já tem o chatbot Grok, que conseguiu crescer entre os usuários, principalmente após sua integração à rede social X, mas ainda não tinha uma presença forte no mercado de programação.

É uma movimentação que segue uma tendência do setor: a OpenAI já trabalha para integrar o ChatGPT com o Codex, sua plataforma voltada para programação.

Com a compra da Cursor, a SpaceX e a xAI passam a controlar uma das ferramentas de programação por IA mais populares do mercado, além de incorporar uma base relevante de desenvolvedores e a tecnologia criada pela equipe de Truell.

O que é a Cursor, empresa de IA adquirida por Elon Musk

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Startup responsável pelo popular editor de código com IA foi comprada por US$ 60 bilhões e passa a integrar o ecossistema da xAI e SpaceX.

Musk gastou US$ 60 bilhões para comprar a Cursor de Michael Truell (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

IA militar já é usada por 1,5 milhão de funcionários nos EUA

17 de Junho de 2026, 11:09
Tela do sistema GenAI.mil no computador, com texto “GenAI.mil” e interface do Pentágono
GenAI.mil é a plataforma de IA generativa do Pentágono (imagem: reprodução/Army National Guard)
Resumo
  • O Departamento de Defesa dos EUA tem 1,5 milhão de funcionários usando a IA militar GenAImil diariamente.
  • A plataforma, integrada ao Google Gemini, agiliza o fluxo de trabalho e permite que as equipes automatizem tarefas burocráticas.
  • O uso da IA resultou na redução de tempo para elaboração de relatórios anuais de prestação de contas, de 200 horas para apenas cinco horas.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) vem registrando um aumento acelerado no uso de inteligência artificial generativa. Segundo o diretor de tecnologia do Pentágono, Emil Michael, o sistema GenAI.mil, lançado em dezembro de 2025, já é utilizado diariamente por cerca de 1,5 milhão de funcionários.

O cenário atual reverte a baixa adoção inicial. Há seis meses, apenas cerca de 80 mil usuários utilizavam o sistema, muito pouco perto dos 3,5 milhões de funcionários no departamento.

De acordo com o Business Insider, o salto recente foi impulsionado pela integração ao modelo Google Gemini para agilizar o fluxo de trabalho e eliminar o que seriam processos monótonos.

O que a IA do Pentágono pode fazer?

Na prática, o GenAI.mil opera como um assistente focado em produtividade. A ferramenta permite que as equipes automatizem burocracia pesada com comandos simples. As tarefas delegadas à IA vão desde a redação de descrições de cargos até a análise de grandes volumes de informações.

Um exemplo é a elaboração de relatórios anuais de prestação de contas para o Congresso americano. O que antes demandava cerca de 200 horas de trabalho manual de uma equipe inteira agora é concluído em apenas cinco horas, já que o sistema consegue varrer o banco de documentos e compilar o material rapidamente, liberando os profissionais para outras atividades estratégicas.

Imagem mostra o logo do Gemini ao centro. O fundo é levemente colorido, nas cores do Google: azul, verde, amarelo e vermelho
Integração com Google Gemini impulsionou a adesão da ferramenta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A virada de chave

A transição para a marca de 1,5 milhão de usuários ativos diários exigiu mudanças na cultura interna. No início, as pessoas simplesmente ignoravam o GenAI.mil por não entenderem a sua finalidade.

Para quebrar essa resistência, o Pentágono aliou o motor do Gemini a um trabalho educativo, passando a divulgar estudos que mostravam como funcionários já estavam poupando horas de expediente com a plataforma. Essa disseminação de exemplos práticos, somada à familiaridade das pessoas com a IA no dia a dia fora dos escritórios, facilitou a aceitação.

Além de ganhar espaço nos setores administrativos, o DoD também estuda a expansão da tecnologia para áreas de logística e de combate. O órgão reconhece que eventuais conflitos futuros exigirão um processamento de dados ultrarrápido, mas reforça o discurso de que a supervisão humana continuará sendo fundamental.

Para sustentar esse avanço, o orçamento para o ano fiscal de 2027 já prevê o investimento de bilhões de dólares em infraestrutura e IA de última geração.

IA militar já é usada por 1,5 milhão de funcionários nos EUA

Google Gemini (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

CEOs de OpenAI, Anthropic e Google participam do G7 ao lado de líderes mundiais

17 de Junho de 2026, 06:46

Os principais executivos de empresas de inteligência artificial estão chegando à conferência do G7 que acontece nesta quarta-feira (17) em Evian, na França.

Sam Altman, da OpenAI, Dario Amodei, da Anthropic, e Demis Hassabis, do Google DeepMind, integram o grupo de líderes do setor de tecnologia convidados para um almoço na cúpula.

Também confirmados para o encontro estão Arthur Mensch, da francesa Mistral, Aidan Gomez, da canadense Cohere, Uljan Sharka, da italiana Domyn, Victor Riparbelli, da britânica Synthesia, e Robin Rombach, da alemã Black Forest Labs.

Marc Benioff, da Salesforce, Alex Wang, da Meta, os fundadores da indiana Sarvam e da japonesa Sakana completam a lista de possíveis participantes.

Lembrando que o G7 reúne os EUA, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão. A União Europeia participa ativamente dos trabalhos do G7.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, também viajou.

O que está na pauta

Riscos da IA, infraestrutura e soberania tecnológica estão entre os temas previstos para as discussões. A proteção de crianças na internet também faz parte da agenda, segundo informações divulgadas pelo governo francês em coletiva de imprensa na semana passada.

A OpenAI declarou à CNBC, no início de junho, que esperava que as empresas de tecnologia saíssem da cúpula com um conjunto de “compromissos voluntários”.

Esses compromissos devem envolver segurança para jovens, riscos de fronteira em segurança cibernética e biossegurança. A ideia é que eles se tornem um padrão global de fato.

É o que disse à CNBC Jessica Brandt, pesquisadora sênior de tecnologia e segurança nacional no Council on Foreign Relations – que pode ser traduzido como Conselho de Relações Exteriores -, um think tank americano voltado a política externa e relações internacionais.

Influência geopolítica em debate

Segundo Brandt, “isso mostra que, para assumir compromissos críveis sobre IA, os chefes de Estado agora precisam da cooperação, senão do aval, de um punhado de executivos do setor privado que estão de fato construindo a tecnologia. Estamos vendo uma mudança em quem tem assento à mesa e um sinal de onde o poder está”.

O pano de fundo do encontro inclui tensões entre a Anthropic e o governo dos Estados Unidos. A empresa segue em negociações com a administração Trump após Washington impor controles de exportação sobre os modelos Fable 5 e Mythos 5 da companhia, por razões de segurança nacional.

O lançamento recente de modelos de IA com capacidades cibernéticas avançadas — incluindo o Mythos, da Anthropic, e o GPT-5.5 Cyber, da OpenAI — gerou preocupações de empresas e governos em relação a vulnerabilidades de segurança digital.

Cameron Kerry, pesquisador visitante da Brookings Institution, disse à CNBC que o lançamento do Mythos marcou um “ponto de inflexão” no desenvolvimento da IA e levou a administração Trump a considerar a regulação da tecnologia.

Para Emerson Brooking, pesquisador sênior do Atlantic Council, os controles de exportação americanos sobre os modelos da Anthropic “mudaram tudo”.

“Vários países do G7 já haviam mencionado a necessidade de investimento em IA soberana, mas sempre havia a suposição de que isso ocorreria junto com o acesso à infraestrutura tecnológica dos EUA”, disse ele à CNBC. “Agora os EUA sinalizaram disposição para cortar o acesso do G7 e até de aliados de tratado a certas capacidades de IA” – completou.

Os laboratórios de ponta parecem interessados em moldar esses debates antes que existam regras determinadas e vinculantes.

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Universitários abandonam discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA

16 de Junho de 2026, 16:51
O executivo Sundar Pichai, homem de pele retinta clara, óculos e barba grisalha aparada, fala ao microfone atrás de um púlpito de madeira. Ele veste uma beca de formatura preta com detalhes em laranja e vermelho nos ombros.
Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)
Resumo
  • Estudantes abandonaram o discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA.
  • O CEO do Google foi vaiado durante a cerimônia de formatura na Universidade Stanford.
  • A manifestação criticava os contratos do Google com governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.

Dezenas de estudantes da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, abandonaram a cerimônia de formatura no momento em que o CEO do Google, Sundar Pichai, foi chamado ao palco para discursar. O protesto criticava os contratos entre a empresa e governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.

Segundo a BBC, parte dos estudantes carregava cartazes com mensagens críticas direcionadas à atuação do Google no momento em que se retiraram, incluindo frases como “ICE espiona com a IA do Google”, em referência ao órgão de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.

BREAKING: Stanford University graduates staged a walkout during Google CEO Sundar Pichai’s keynote address at commencement Sunday.

The walkout was organized by Students for Justice in Palestine and No Tech for Apartheid as a protest against Google’s contracts with the IDF, Dept.… pic.twitter.com/j2SI2dtwLC

— BreakThrough News (@BTnewsroom) June 14, 2026

O boicote envolveu cerca de 200 alunos e foi incentivado e organizado pelo grupo estudantil Stanford Students for Justice in Palestine (SJP), de acordo com o veículo de imprensa local SFGate.

O evento seguiu normalmente enquanto havia o protesto, com Pichai desviando de temas políticos — ainda que tenha reconhecido o “tempo difícil em que a turma estaria se formando”.

“Toda geração enfrentou dificuldades à sua maneira. Nós não escolhemos o mundo em que nos graduamos, mas podemos escolher como enquadramos as circunstâncias”, afirmou durante o discurso.

Onda de protestos contra IA

Pichai, que é ex-aluno da universidade, também disse ter recebido conselhos do que não falar, fazendo um trocadilho com o próprio nome. “As pessoas pensaram que seria muito difícil para mim. Afinal, são as duas últimas letras do meu sobrenome”, declarou, em referência à sigla AI (inteligência artificial, em inglês).

Indiretamente, ele se referia às vaias sofridas por outras personalidades da indústria da tecnologia que mencionam a IA de forma positiva durante discursos de formatura. Embora o caso de Pichai também envolva contextos geopolíticos, a menção geral às ferramentas de IA tem gerado hostilidade pelos estudantes.

Recentemente, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, também foi vaiado por estudantes durante a colação de grau da Universidade do Arizona. O público protestou quando ele comparou o atual boom da IA à ascensão dos PCs há 40 anos. Na fala que gerou a vaia, Schmidt falava sobre a presença da tecnologia em praticamente todos os âmbitos da vida pessoal e profissional.

Executivos reenquadram frustração dos alunos

Silhueta de uma mão escura, vinda do canto esquerdo inferior, com o dedo indicador estendido em direção a três telas flutuantes e brilhantes.
Inteligência artificial virou concorrente para recém-formados (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Há poucos dias, o presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou líderes do setor a não menosprezarem as manifestações estudantis. Segundo ele, os mais jovens sentem-se ameaçados antes de poderem se desenvolver, enfrentando a IA como uma concorrente no mercado de trabalho.

“Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que ela permaneça em seu devido lugar”, disse. Anteriormente, Steve Wozniak, ex-Apple, evitou a mesma reação dos executivos do Google seguindo outro ponto de vista: durante um discurso, ele preferiu reforçar as vantagens da criatividade humana sobre a IA e recebeu aplausos.

A revolta dos formandos estadunidenses segue uma série de cortes em empresas de tecnologia com o objetivo declarado de priorizar investimentos em IA, mesmo em momento de alta lucratividade no setor.

A própria Microsoft implementou, neste ano, um programa de desligamento voluntário com potencial de atingir cerca de 8.750 funcionários. Enquanto isso, investe na construção de data centers, inclusive fora dos Estados Unidos.

Universitários abandonam discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA

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CEO do Google foi vaiado em formatura na Universidade Stanford. Manifestação constestou contratos da empresa com o governo dos Estados Unidos.

Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Relatório sobre IA tinha erros cometidos por IA

16 de Junho de 2026, 10:58
Sede da KPMG. Imagem mostra um prédio com a sigla “KPMG” no topo.
KPMG foi fundada em 1987 e é uma das maiores consultorias do mundo (foto: Juan Sebastian Vasquez/Pexels)
Resumo
  • A consultoria KPMG retirou do ar um relatório sobre IA após a descoberta de que o documento continha informações falsas geradas por IA.
  • O arquivo atríbuia projetos de IA a organizações como o banco suíço UBS e o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido.
  • Segundo o Financial Times, a KPMG comunicou que removeu o estudo de seus sites enquanto investiga as circunstâncias da publicação.

A consultoria holandesa KPMG retirou de circulação um relatório sobre inteligência artificial após a descoberta de que o próprio documento continha alucinações geradas por IA. O estudo sobre os benefícios da tecnologia apresentava exemplos que nunca existiram.

O relatório, intitulado “Redefinindo a excelência na era da IA agêntica”, analisava a adoção da IA por empresas ao redor do mundo. No entanto, o documento dizia que organizações como o banco suíço UBS, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) e as Ferrovias Federais Suíças (SBB) já aplicavam serviços de IA na sua rotina.

Segundo o Financial Times, as informações eram totalmente falsas ou exageradas. Em um dos exemplos, a KPMG afirmava que o UBS utilizava agentes de IA para consultoria de investimentos, gestão de riscos e monitoramento regulatório. O banco afirmou que a descrição era “factualmente incorreta”.

Em outros trechos, de acordo com o jornal britânico, as alegações pareciam ter sido construídas a partir de comunicados reais, mas citavam funcionalidades e aplicações de IA que nunca foram anunciadas por essas organizações.

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Estudo continha alucinações de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As inconsistências foram identificadas pela GPTZero, empresa especializada em detecção de conteúdo gerado por inteligência artificial. Segundo os pesquisadores, os exemplos apresentavam características típicas de alucinações de modelos de IA.

Ao Financial Times, a KPMG informou que removeu o estudo de seus sites enquanto investiga as circunstâncias da publicação.

“Esperamos que todos os nossos funcionários sigam nossas diretrizes sobre o uso responsável da IA, incluindo supervisão humana para validar o conteúdo e verificar fontes independentes”, afirmou um porta-voz da consultoria.

Caso parecido já aconteceu antes

O episódio se soma a uma lista curiosa. No final do ano passado, a famosa consultoria Deloitte passou pela mesma situação – duas vezes. 

Em outubro, a Deloitte abriu mão de parte do pagamento recebido do governo australiano após identificar que um relatório entregue pela consultoria continha erros de IA, incluindo citações, referências e fontes que não existiam.

Um mês depois, em novembro, a empresa entregou um relatório com citações e estudos acadêmicos que não existem ao setor público do Canadá.

Relatório sobre IA tinha erros cometidos por IA

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Rio lança modelo de IA, sofre críticas e admite erro

15 de Junho de 2026, 10:45
Modelo da prefeitura do Rio mistura Nex e Qwen (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A prefeitura do Rio de Janeiro está envolvida numa polêmica tecnológica internacional desde a sexta-feira, quando anunciou o lançamento do modelo de inteligência artificial Rio 3.5 Open, com 397 bilhões de parâmetros. A novidade ganhou as discussões na web por supostamente superar outros modelos de referência. No entanto, a própria prefeitura admitiu que se trata da reutilização de modelos já existentes, o que levou a muitas críticas.

Entenda o caso

O IplanRio é a empresa pública carioca de informática. Ela atua no desenvolvimento de várias soluções e plataformas que atendem às necessidades dos moradores da cidade. Mais recentemente, o IplanRio decidiu entrar no campo da inteligência artificial generativa, desenvolvendo uma família de modelos de linguagem de grande porte batizada de Rio Open, construída a partir de modelos de código aberto. A iniciativa foi apresentada pela primeira vez em abril, durante o III Ciclo do Sandbox.Rio, projeto da prefeitura para testar tecnologias emergentes.

A organização soltou o modelo Rio 3.5 Open na última sexta-feira (12/06), com a ideia de oferecer uma solução de IA de uso público, com licença permissiva MIT, que pudesse ser utilizada por outros órgãos de governo e pesquisadores. Isso reduziria a dependência de plataformas privadas e colocaria o debate de soberania tecnológica no âmbito municipal. O projeto teve o custo total de R$ 500 mil, segundo informado pelo município.

A partir daí, os entendidos e entusiastas começaram a conversar nas redes sociais – em especial o X – sobre o que estava por trás do modelo. Como ele conseguia resultados tão robustos em benchmarks como o IMOAnswerBench, superando o Qwen, modelo da Alibaba que serviu de base para o projeto, entre outros?

A polêmica da cópia

Por ser um modelo aberto, qualquer um pode rodá-lo em sua máquina para fazer averiguações independentes. Foi exatamente este o procedimento adotado por vários usuários, que perceberam, por exemplo, que o Rio 3.5 Open que dizia ser o “Nex, da Nex-AGI” quando eram retirados os system prompts. Estas instruções ficavam embutidas no modelo e forçavam que ele se identificasse como “Rio”, além de adotar a identidade da prefeitura. Sem esse disfarce, o modelo revelava sua verdadeira origem.

Aqui é preciso compreender que, como o Nex-N2-Pro e o Qwen3.5-397B foram publicados sob licença de código aberto, qualquer um pode modificá-los e reutilizá-los como quiser. Faz parte do jogo. O problema estaria na falta dos devidos créditos.

The Rio 3.5 model broke the internet this week. The plot twist? It’s essentially our open-source model, Nex N2 Pro, wearing a different hat.

🤯 We analyzed the weights, and the recipe is exact: Rio 3.5 ≈ 0.6 * Nex N2 Pro + 0.4 * Qwen 3.5

It even literally introduces itself… pic.twitter.com/yHRRu37aut

— Nex (@NexEcosystem) June 14, 2026

Além disso, a prefeitura do Rio disse que havia feito o método de destilação. Na realidade, porém, as investigações na web mostram que foi publicado apenas um merge bruto, uma mistura matemática dos dois modelos, sem qualquer treinamento adicional.

Pesquisadores abriram os pesos do modelo camada por camada. Eles encontraram uma colinearidade de 0,99 com uma combinação fixa de 60% Nex e 40% Qwen em todas as camadas analisadas. Esse padrão é matematicamente impossível de ocorrer por coincidência em um modelo que passou por treinamento real.

Prefeitura pede desculpas

IplanRio pede desculpas (imagem: Tecnoblog)

Ao longo do domingo, a página do modelo no Hugging Face ganhou uma nova descrição. Ela assumia o merge feito por meio de operações matemáticas simples, sem treinamento do zero. O trabalho da equipe do IplanRio teria sido o de aplicar, sobre esse merge, uma técnica chamada On-Policy Distillation, em que o modelo combinado aprende a imitar as respostas de um modelo ainda mais potente.

O problema é que, segundo a própria prefeitura, o arquivo publicado era uma versão intermediária (o merge sem a destilação). Com base nas informações disponíveis até o momento, não é possível confirmar se essa etapa de distilação chegou a ser concluída ou se nunca existiu de fato.

O IplanRio pediu desculpas pela confusão na mesma página. O Tecnoblog apurou que a empresa identificou um erro humano ao subir um arquivo antes da hora. No momento, os técnicos estão preparando o envio da nova versão do modelo para repositórios como Hugging Face e GitHub.

O que diz o Iplan?

Confira a resposta na íntegra recebida pelo Tecnoblog em 16/06 às 9h15.

“A IplanRio reitera que o ecossistema global de inteligência artificial baseia-se fundamentalmente na colaboração e no código aberto (open source). O desenvolvimento do projeto Rio 3.5 utiliza a técnica de fusão de pesos (model merge), combinando as arquiteturas públicas do Qwen 3.5 (Alibaba) e do Nex-N2 Pro (Nex-AGI). Ambas as tecnologias são regidas por licenças abertas que autorizam, incentivam e têm como propósito a modificação e o aprimoramento por terceiros. Essa abordagem foi escolhida pela instituição justamente por sua alta eficiência e responsabilidade fiscal, permitindo entregar resultados robustos com baixo custo de processamento computacional para o município.

O cronograma do projeto previa que, após a composição inicial das arquiteturas abertas, o modelo passasse por um processo de pós-treinamento e refinamento nativo (on-policy distillation) conduzido pela equipe técnica, para sua devida customização à realidade do município. Contudo, devido a uma falha humana e estritamente operacional durante a etapa de publicação na plataforma Hugging Face, foram subidos os arquivos de testes da fusão preliminar dos modelos, em vez da versão final refinada. Esse erro material fez com que o modelo temporariamente disponibilizado respondesse com traços da base de dados original da Nex-AGI.

Assim que a inconsistência foi identificada pela comunidade de pesquisadores — cujo escrutínio e colaboração são pilares que a IplanRio apoia e incentiva —, a instituição agiu de forma imediata e transparente. 

O arquivo descritivo (README) do projeto foi atualizado prontamente para dar o devido crédito e a atribuição transparente ao modelo Nex-N2 Pro, corrigindo a omissão inicial.

Os fluxos internos de governança e publicação foram revisados para auditoria e compliance da infraestrutura de dados e a a equipe técnica já trabalha no upload da versão final, processada pelas diretrizes e dados específicos da Prefeitura do Rio.

A IplanRio reafirma seu compromisso com a inovação tecnológica na gestão pública, pautada pela transparência e pelo estrito respeito às normas da comunidade global de software livre. O Rio 3.5 segue sua trajetória para se tornar uma ferramenta pioneira de eficiência e atendimento ao cidadão carioca.

Mais do que uma inovação técnica, o Rio 3.5 foi concebido para gerar retornos práticos e diretos para a gestão pública do Rio de Janeiro. Ao desenvolver uma inteligência artificial baseada em código aberto, o município assegura sua soberania tecnológica e garante total independência de fornecedores internacionais de software proprietário, eliminando a dependência de licenças caras pagas em moeda estrangeira. Na prática, essa tecnologia será aplicada diretamente na melhoria e agilização dos serviços públicos oferecidos ao cidadão carioca — como a otimização dos sistemas de atendimento, triagem de chamados de zeladoria e suporte à saúde —, promovendo uma severa redução de custos operacionais para a máquina pública.”

Rio lança modelo de IA, sofre críticas e admite erro

Modelo da prefeitura do Rio mistura Nex e Qwen (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IplanRio pede desculpas (imagem: Tecnoblog)

Claude Fable 5: EUA barram modelo da Anthropic por segurança nacional

14 de Junho de 2026, 09:47
Robô em terno azul preso a correntes, sentado à mesa de escritório com livros ao fundo
Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo dos EUA determinou restrições aos modelos de IA Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, alegando preocupações com a segurança nacional.
  • A decisão foi justificada por uma demonstração técnica que mostrou um método para burlar os protocolos de segurança do Fable 5, permitindo a identificação de falhas ocultas em softwares que poderiam ser usadas para ataques cibernéticos.
  • A Anthropic contestou a medida, considerando-a “desproporcional”, e iniciou um processo de reembolso para os assinantes afetados, enquanto busca resolver a questão com o governo.

O governo dos Estados Unidos tomou uma decisão drástica e sem precedentes na indústria americana de IA: aplicou uma sanção contra os modelos Fable 5 e Mythos 5. Em teoria, trata-se de um controle de exportação, mesmo mecanismo aplicado aos chips mais poderosos da Nvidia, por exemplo. Na prática, a Anthropic realizou o bloqueio total das ferramentas para todos os usuários. A medida está em vigor há quase 48 horas.

O Departamento de Comércio americano justificou a decisão com alegações de proteção à segurança nacional. Já a Anthropic classificou a imposição como “desproporcional”.

Por que os EUA estão preocupados?

A raiz do bloqueio foi uma demonstração técnica que chegou às mãos de autoridades americanas. De acordo com relatos da imprensa internacional, a Amazon teria documentado um método capaz de burlar os protocolos de segurança do Fable 5. Seria uma espécie de jailbreak.

Esta instrução forçava o modelo a ler códigos-fonte de terceiros e a identificar falhas ocultas em softwares. Considerando o potencial uso dessas informações para facilitar ataques cibernéticos em grande escala, a ordem inicial era barrar imediatamente o acesso aos sistemas por qualquer cidadão estrangeiro, tanto dentro quanto fora do território estadunidense.

Fable 5 está “atualmente indisponível” no Brasil (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

No entanto, como a Anthropic não possui meios técnicos de verificar a nacionalidade de cada usuário conectado em tempo real, a única alternativa legal para cumprir a determinação do governo foi desligar os serviços globalmente, cortando o acesso de centenas de milhares de clientes.

Diferença entre os modelos suspensos

O Mythos 5, apresentado em abril, é a IA mais poderosa da Anthropic. Justamente por sua habilidade de encontrar vulnerabilidades em sistemas operacionais e navegadores, ele nunca foi liberado ao público geral. Em vez disso, operava sob um programa fechado, disponibilizado apenas para organizações como Apple, Google, Microsoft e CrowdStrike para uso em projetos de cibersegurança defensiva.

Já o Fable 5 foi lançado na última semana como a grande aposta comercial da Anthropic para o consumidor final. Trata-se de uma versão adaptada do Mythos com filtros de proteção para bloquear respostas em áreas de alto risco, como a criação de malware. Testes de benchmark realizados no mercado o classificaram como o modelo de IA mais avançado disponível ao público até o momento da suspensão. Modelos de gerações anteriores, como o Opus 4.8, Sonnet e Haiku, seguem operando normalmente.

Usuários foram pegos de surpresa com o bloqueio do Fable 5 dias após o lançamento (imagem: reprodução)

O que diz a Anthropic?

Apesar de obedecer à determinação legal, a empresa demonstrou frustração. Em um longo comunicado, um dos argumentos defendidos foi de que a capacidade de ler códigos e apontar falhas já é uma realidade na indústria e existe em modelos concorrentes, como o GPT-5.5 da OpenAI.

A remoção repentina gerou um caos no atendimento ao cliente. Clientes que haviam comprado assinaturas dos planos premium (Pro, Max, Team e Enterprise) para testar a nova IA agora exigem a devolução do dinheiro. A Anthropic iniciou um processo de reembolso válido até o fim de junho, mas o caminho esbarra em burocracias. A solicitação deve ser feita pelo navegador no PC. Além disso, quem assinou o serviço pelo iOS precisa resolver a questão com a Apple.

Por fim, a Anthropic afirmou que busca esclarecer o mal-entendido com o governo para restaurar o acesso o mais rápido possível.

Até o momento, não há nenhuma previsão para que o Fable e o Mythos sejam novamente disponibilizados ao público.

Assunto repercute no mundo

Duas pessoas em uma entrevista ao vivo, com a convidada sentada e a palestrante falando em um palco com luzes vermelhas
Henna Virkkunen foi entrevistada no Web Summit Rio (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Diversas nações estão acompanhando a medida dos Estados Unidos com atenção, num momento de ebulição das questões geopolíticas na inteligência artificial. Enquanto os americanos e chineses disputam pelo desenvolvimento dos modelos mais poderosos, o restante do planeta se pergunta como manter-se atualizado com a IA, criar ferramentas locais e garantir a soberania digital.

O ex-ministro do interior da França Bruno Retailleau disse que o bloqueio é “um sinal de alerta” na corrida da IA. “Uma nação que depende de outras para sua tecnologia é uma nação que pode ser desconectada do dia para a noite”, declarou o político, que já se colocou para a eleição presidencial de 2027.

Outras lideranças políticas da França e da Inglaterra tiveram falas similares.

Não custa lembrar: na semana passada, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, defendeu a construção de alianças fora do eixo EUA-China. Ela criticou a dependência de tecnologias externas. Depois da entrevista durante o Web Summit Rio, Virkkunen viajou a Brasília e assinou um acordo com o governo brasileiro.

Claude Fable 5: EUA barram modelo da Anthropic por segurança nacional

Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Henna Virkkunen lidera projetos de soberania digital na UE (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Policial do Reino Unido é afastado por fabricar provas criminais com ajuda de IA

13 de Junho de 2026, 21:26

Um policial do condado de Derbyshire, no Reino Unido, passou a ser alvo de investigação criminal após suspeitas de ter recorrido a sistemas de inteligência artificial para produzir material utilizado como evidência em diferentes processos judiciais. O caso envolve a apuração de possível adulteração do curso da justiça e foi tornado público recentemente pelo The Guardian.

De acordo com autoridades locais, o agente em questão já foi retirado de funções operacionais enquanto o procedimento investigativo segue em fase inicial. A apuração ocorre em cooperação com o Crown Prosecution Service, órgão responsável pela persecução penal no país.

Segundo a polícia de Derbyshire, ainda não houve prisões relacionadas ao caso e detalhes sobre a identidade do servidor ou a natureza exata das supostas condutas não foram divulgados.

Entenda os desdobramentos da investigação

(Imagem: NorthSky Films / Shutterstock.com)

A corporação policial de Derbyshire confirmou que instaurou investigação criminal após a suspeita de que um de seus integrantes teria utilizado ferramentas de inteligência artificial na elaboração de material probatório em múltiplas ocorrências. O enquadramento inicial da apuração aponta para a hipótese de interferência indevida em procedimentos judiciais.

Conforme comunicado pela força policial, o servidor foi afastado de atividades de linha de frente enquanto as diligências prosseguem. A instituição também informou que mantém articulação com o Crown Prosecution Service para avaliar eventuais impactos em casos já em andamento.

Martelo de tribunal
Kuzma/iStock

O episódio ocorre em meio a alertas emitidos por órgãos de coordenação policial no Reino Unido sobre o uso de inteligência artificial em atividades judiciais. O responsável pelo centro de IA do National Police Chiefs’ Council afirmou que algumas forças foram orientadas a interromper o uso de sistemas automatizados na redação de declarações e documentos utilizados em tribunais, sob dúvida quanto à confiabilidade dessas ferramentas.

Em paralelo, a polícia metropolitana de Londres também conduz apurações internas envolvendo o emprego de tecnologia baseada em dados para monitoramento de servidores. Segundo informações oficiais, o sistema teria sido utilizado para identificar possíveis irregularidades funcionais e condutas criminosas, o que resultou em detenções de agentes sob suspeitas graves, incluindo abuso de autoridade e fraude.

A reportagem do The Guardian não especificou em quais crimes o policial teria falsificado evidências ou mesmo o sistema de inteligência artificial utilizado.

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Malware cita armas nucleares, engana IA e invade servidores

13 de Junho de 2026, 16:55
Ilustração que representa a detecção de ameaças digitais. O centro da imagem é dominado por uma janela de terminal de computador estilizada e uma lupa com cabo amarelo, que está focando em um inseto (bug) vermelho no centro da tela. O fundo é escuro, com códigos binários em roxo e diversas ilustrações de vírus biológicos flutuando, sugerindo o conceito de "vírus" e "malware". No canto inferior direito, o texto secundário em branco diz "tecnoblog".
O Hades burla varreduras para roubar credenciais e chaves de servidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O malware Hades utiliza técnica de injeção de prompt para invadir servidores, inserindo textos sobre armas nucleares para confundir IAs de segurança e roubar credenciais de acesso.
  • 37 pacotes Python e 106 pacotes JavaScript já foram contaminados.
  • Especialistas alertam que a prevenção depende de cuidados básicos de segurança cibernética, como checar a autoria dos arquivos e análise humana do código-fonte.

Engenheiros de software, cientistas de dados e desenvolvedores que trabalham com inteligência artificial estão na mira de uma nova ameaça cibernética chamada Hades. O golpe foca em plataformas onde os profissionais baixam pacotes de códigos para usar em projetos e usa uma técnica conhecida como injeção de prompt, que insere um texto no meio do código exigindo instruções para criar armas biológicas e nucleares.

O objetivo dessa tática é confundir as IAs que escaneiam o arquivo em busca de vírus. Quando um bot tenta ler o pedido sobre armas, ela trava por questões de segurança, e a verdadeira ameaça passa despercebida para o computador da vítima ou os servidores de uma empresa.

Como um texto sobre armas nucleares engana uma IA?

A resposta está nos filtros éticos integrados aos modelos de linguagem. Quando os hackers escondem o malware dentro do pacote que o desenvolvedor vai baixar, eles inserem um comentário de texto direcionado ao sistema de segurança exigindo um passo a passo para fabricar uma arma de destruição em massa.

Ao se deparar com o pedido proibido, o mecanismo da IA entra em ação na hora, travando e abortando a leitura do documento. Como a verificação para na metade, a parte final do código, que é onde o vírus está escondido, dribla a análise.

Se um desenvolvedor perguntar à IA se o pacote recém-baixado está livre de vírus, ele receberá um falso “sinal verde”, simplesmente porque o arquivo não foi examinado até o fim.

Ilustração de tipos de inteligência artificial, com robôs humanoides. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é exibido.
Scanners de segurança baseados em IA viraram alvo de cibercriminosos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que o vírus rouba e como domina os servidores?

Enganar o antivírus de IA é apenas o primeiro passo. Segundo um relatório da plataforma de segurança Socket.dev, o alvo dos criminosos não é apenas o computador do funcionário que baixou o pacote infectado. Assim que se instala, o malware Hades vasculha a máquina do desenvolvedor atrás de credenciais de alto escalão, caçando chaves de acesso e senhas temporárias de servidores na nuvem, como os da AWS.

Com esses dados na mão, os invasores conseguem pular do computador de um único engenheiro para toda a infraestrutura de uma empresa.

Como se proteger?

Até agora, especialistas estimam que 37 pacotes Python e 106 pacotes JavaScript já foram contaminados por essa onda de ataques. Ainda assim, o sucesso do golpe depende de descuido humano. Embora os alvos sejam profissionais qualificados, muitos acabam esquecendo de regras básicas de segurança cibernética e baixam os arquivos sem checar quem o verdadeiro autor.

Para as equipes de segurança, a lição que fica é que a inteligência artificial não deve ser a única linha de defesa. Métodos tradicionais continuam sendo indispensáveis, como a análise humana do código-fonte e o teste do arquivo dentro de uma sandbox (ambiente virtual fechado e seguro que não coloca o computador real em risco).

Malware cita armas nucleares, engana IA e invade servidores

Entenda o conceito de malware e as diferentes formas de ameaças (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Acordem, diz presidente da Microsoft ao setor de IA

12 de Junho de 2026, 12:36
Brad Smith, presidente da Microsoft
Brad Smith, presidente da Microsoft (imagem: Stephen McCarthy/Flickr)
Resumo
  • presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou setor de inteligência artificial sobre recentes protestos de estudantes universitários contra a IA;
  • segundo Smith, esses protestos refletem o medo dos jovens de que a IA substitua empregos, especialmente aqueles que exigem pouca ou nenhuma experiência, e querem que a IA seja usada de forma equilibrada;
  • Smith pede que líderes do setor ouçam manifestações e encontrem pontos de equilíbrio, refletindo sobre as percepções e impactos sociais da IA.

Brad Smith, presidente da Microsoft, publicou um extenso alerta sobre os recentes protestos de estudantes universitários contra a inteligência artificial. Para o executivo, os líderes do setor de tecnologia não podem desprezar essas manifestações, mas tampouco devem deixar de apostar na IA.

Os tais protestos dizem respeito às vaias que estudantes deram à IA em cerimônias de formatura realizadas recentemente. Em um desses episódios, Eric Schmidt, ex-CEO do Google, foi vaiado ao falar sobre os avanços da inteligência artificial para formandos da Universidade do Arizona.

Em seu texto, Smith dá a entender que essas manifestações não o surpreenderam. O executivo destacou que, nas últimas décadas, as gerações mais jovens lideraram a adoção de tecnologias digitais, mas agora, sentem-se ameaçadas antes mesmo de terem a chance de desenvolver o seu potencial.

Explica-se: é comum que recém-formados assumam cargos de iniciantes ou que demandam pouca ou nenhuma experiência; as automações proporcionadas pela IA tendem a substituir justamente esses tipos de emprego, ainda que funções que exijam mais habilidades também possam ser afetadas.

Smith também reconheceu que os jovens não são contrários à IA, mas ao uso desmedido desse tipo de tecnologia:

Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que a IA permaneça em seu devido lugar. Eles acreditam, com razão, no papel indispensável da ação humana.

Querem que o futuro seja determinado pelos humanos, que decidem o papel das máquinas, e não pelas máquinas, que decidem o papel dos humanos.

E querem que essas decisões reflitam a opinião de uma ampla comunidade, especialmente da próxima geração da força de trabalho, e não apenas de um pequeno grupo de elites.

Brad Smith, presidente da Microsoft

Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Líderes de tecnologia não podem ignorar protestos contra IA, diz Brad Smith (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que Brad Smith sugere?

O presidente da Microsoft não apresentou nenhuma solução para esse, digamos, impasse. O executivo apenas pediu para que os líderes do setor ouçam as manifestações e tentem encontrar pontos de equilíbrio:

Os formandos de hoje já enfrentaram muita coisa. Passaram grande parte do colégio vivendo uma pandemia, estudando e socializando em casa por meio de telas. São nativos digitais, com todos os prós e contras que as redes sociais, dispositivos móveis onipresentes e outras tecnologias criaram. Agora, a IA está chegando e eles temem que empregos comecem a desaparecer.

(…) A saída está em refletir sobre isso. Uma boa maneira de começar é considerar algumas das percepções que já surgiram. Para cada um de nós individualmente. Para empresas e organizações. E para a sociedade.

Brad Smith, presidente da Microsoft

Para os estudantes — ou para qualquer pessoa que observa os avanços da IA com um olhar mais crítico — o discurso de Smith pode não ser bem-vindo, afinal, reconhecer um problema é importante, mas, para alguém na posição dele, é de se esperar que propostas práticas de solução sejam apresentadas.

Apesar disso, é possível que o cargo que Brad Smith ocupa na Microsoft possa, em algum nível, influenciar outros líderes do setor a olharem para a IA não só do ponto de vista técnico, mas social, tornando o futuro menos preocupante para quem está chegando ao mercado de trabalho.

O texto de Brad Smith está disponível neste blog da Microsoft.

Acordem, diz presidente da Microsoft ao setor de IA

Brad Smith, presidente da Microsoft (imagem: Stephen McCarthy/Flickr)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Windows 11 começa a permitir IA local com GPU, mas com ressalvas

12 de Junho de 2026, 11:05
Windows 11 versão 25H2
Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft começou a permitir uso de GPUs para executar tarefas de inteligência artificial localmente no Windows 11, mas apenas com placas de vídeo Nvidia RTX GeForce série 30 ou superior;
  • liberação é direcionada somente a desenvolvedores, neste momento;
  • execução local de determinados recursos do Windows 11, como Windows Recall e Click to Do, continua exigindo uma NPU.

Por padrão, o Windows 11 exige um PC com NPU para executar determinadas tarefas de inteligência artificial de modo local. Mas essa condição começou a ser flexibilizada, ainda que ligeiramente: a Microsoft passou a liberar o uso de GPUs para esse fim. Mas não é qualquer uma. É preciso contar com uma placa de vídeo Nvidia RTX GeForce série 30 ou superior.

A tal exigência é válida principalmente em computadores de categoria Copilot+, que se diferenciam por terem hardware dedicado para IA. Os requisitos mínimos dessas máquinas incluem 16 GB de RAM, armazenamento por SSD e, sobretudo, uma NPU (Unidade de Processamento Neural) de 40 TOPS ou mais.

Com isso, os PCs Copilot+ podem executar tarefas de IA completas de modo local, dependendo pouco ou nada das nuvens. O problema é que esses computadores costumam ser caros. Se é para gastar muito dinheiro, há quem priorize um notebook com GPU potente para aproveitá-lo com jogos.

GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)
GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)

O ponto de inflexão reside no fato de que GPUs podem ser tão ou mais aptas a executar tarefas de IA. A diferença principal é que chips gráficos tendem a gastar mais energia com essas atividades, mas o desempenho geralmente é satisfatório.

A abertura que a Microsoft está dando a GPUs para IA no Windows 11 faz sentido, portanto. Mas há algumas ressalvas.

IA no Windows 11 com GPU está em fase inicial

Em uma documentação disponível no GitHub, a Microsoft revelou que desenvolvedores poderão, de modo experimental, executar localmente APIs de modelos de linguagem para IA em PCs que não são Copilot+, desde que eles tenham GPUs compatíveis.

Entenda como compatível o uso de um chip gráfico Nvidia GeForce RTX série 30 ou posterior que tenha pelo menos 6 GB de memória de vídeo (ainda não está claro se GPUs da AMD ou Intel são suportadas).

Tela do Recall no Windows 11
O Windows Recall ainda requer uma NPU (imagem: reprodução/Microsoft)

Perceba, com isso, que a flexibilização da Microsoft beneficia somente desenvolvedores que sabem usar APIs para implementar ou desenvolver aplicações de IA. O Windows Latest observa que o Windows 11 pode baixar o modelo de linguagem local Phi Silica de modo a permitir que a GPU seja usada para isso.

Para o usuário final, a execução local de determinados recursos, como o Windows Recall e o Click to Do, continua exigindo uma NPU.

Fica a torcida, porém, para que a Microsoft leve esta flexibilidade para o nível do usuário. Soa como algo improvável, afinal, é de se imaginar que a companhia queira priorizar os notebooks Copilot+. Por outro lado, dar mais abertura para a combinação de IA com GPU pode ajudar a companhia a tornar os recursos de inteligência artificial do Windows 11 mais bem aceitos pelos usuários.

Windows 11 começa a permitir IA local com GPU, mas com ressalvas

Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)

Tela do Recall no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Itaú libera um ano de Google Gemini premium de graça para clientes

11 de Junho de 2026, 18:04
Logos de dois aplicativos
Itaú firmou parceria com o Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Itaú começou a oferecer a assinatura gratuita do Gemini AI Plus por 1 ano para clientes.
  • O plano libera 400 GB de armazenamento na nuvem e créditos para recursos de imagem e música.
  • O benefício está disponível nas plataformas Minhas Vantagens e Mais Vantagens e visa expandir a experiência dos usuários com a IA do Google.

Clientes do Itaú terão acesso gratuito ao plano Gemini AI Plus do Google por até 12 meses. Além de disponibilizar a inteligência artificial na sua versão Gemini Pro 3.1 com Deep Research, a pesquisa avançada do modelo de IA, a assinatura inclui ainda 400 GB de armazenamento na nuvem.

A novidade foi anunciada durante o evento Google for Brasil, nessa quarta-feira (10/06). O benefício libera créditos para utilizar os recursos de imagem via Nano Banana e música, com o Lyria, e fica disponível para resgate no app do Itaú por meio das plataformas Minhas Vantagens, para pessoas físicas, e Mais Vantagens, na versão para empresas.

A opção AI Plus da assinatura do Google é interessante para acelerar trabalhos do dia a dia e permite incluir até cinco pessoas como dependentes, funcionando como plano familiar ou mesmo para pequenas empresas.

Mais acesso à IA do Google

Ícones do Gemini AI Plus e variações do serviço do Google, ilustrando a IA
Gemini AI Plus fica gratuito para clientes Itaú por até 12 meses (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A novidade quer facilitar o acesso dos clientes à inteligência artificial do Google. Inclusive, esse não é o primeiro exemplo de benefício envolvendo uma instituição financeira e acesso a recursos avançados de IA: recentemente, o Nubank também liberou acesso gratuito ao ChatGPT Go pelo mesmo período de 12 meses.

Segundo o Itaú, a parceria deve ir além com mais iniciativas envolvendo o Gemini. O banco não deu muitos detalhes, mas falou em “novas formas de interação entre clientes, serviços e plataformas”.

O diretor de Parcerias e Beyond Banking do Itaú, Rodrigo Carneiro, afirma que o objetivo da empresa é simplificar e reforçar o acesso à IA como algo “útil e relevante”.

Planos e preços do Gemini no Brasil

O Gemini AI Plus é o plano mais básico da inteligência artificial oferecido no Brasil e custa R$ 24,99 ao mês. Ou seja, o benefício do banco pode representar uma economia de quase R$ 300.

Há poucos dias, essa opção foi ampliada para 400 GB de armazenamento, que já valem para a nova oferta (anteriormente, o plano oferecia 200 GB). O preço continuou o mesmo.

Há outras assinaturas disponibilizadas pelo Google para um uso mais profissional da IA. O Gemini AI Pro, de R$ 96,99 ao mês, permite edições de imagem e vídeo com o Nano Banana Pro, além de oferecer 5 TB de armazenamento na nuvem.

Já o Gemini AI Ultra tem opções x5 ou x20, com 20 TB e 30 TB para usar no Drive, respectivamente, além de acesso a recursos como Deep Think e maior acesso às versões Pro dos recursos de IA presentes no modelo. Os preços são de R$ 779 e R$ 999 por mês.

Itaú libera um ano de Google Gemini premium de graça para clientes

Itaú e Google Gemini (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Gemini (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Funcionários chineses ensinam IA a trabalhar e depois são mandados embora

11 de Junho de 2026, 11:37
Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Big techs driblam leis para trocar humanos por IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Empresas na China estão utilizando inteligência artificial para substituir funcionários.
  • Segundo a Reuters, funcionários são obrigados a mapear suas tarefas em plataformas de IA antes de serem dispensados.
  • Dados do Citibank indicam que cerca de 70 milhões de empregos na China, equivalente a 9,6% do total, correm alto risco de serem substituídos.

Na China, um novo roteiro de reestruturação corporativa tem marcado o primeiro semestre de 2026. Funcionários estão registrando todos os seus fluxos de trabalho em sistemas de inteligência artificial e, logo em seguida, acabam perdendo o emprego.

Segundo investigação da Reuters, esse movimento de “demissões silenciosas”, que substitui profissionais por agentes virtuais, seria a manobra encontrada pelas grandes companhias para atender à pressão governamental por mais produtividade, sem gerar alarde.

A estratégia contrasta com a adotada por empresas ocidentais. Enquanto companhias como a Meta atraem atenção ao anunciar demissões em massa associadas à adoção de IA, muitas empresas asiáticas estariam congelando vagas e eliminando contratos de forma gradual para evitar os holofotes.

Demissões em massa não são uma opção

A legislação trabalhista chinesa impede que as empresas demitam um grande número de funcionários de forma repentina. Pelas regras do país, qualquer companhia que planeje cortar mais de 10% de sua força de trabalho precisa obter aprovação prévia do governo. Em pelo menos três casos recentes, tribunais decidiram contra empregadores que demitiram equipes apenas para colocar sistemas de IA no lugar.

Para não chamar a atenção das autoridades, os cortes estariam acontecendo a conta-gotas. Na prática, o alvo prioritário da reestruturação hoje são os departamentos de marketing e atendimento ao cliente.

Arte mostra uma cabeça robótica, em referência à inteligência artificial. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Consumo de tokens já ajuda a definir quem fica e quem sai (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Funcionários treinam o sistema que os substitui

Para acelerar a virada tecnológica, usar inteligência artificial virou quase obrigação nessas empresas. Os principais setores afetados são os de marketing e atendimento ao cliente.

Em algumas companhias, gerentes passaram a ranquear o desempenho das equipes com base no consumo de tokens — a unidade que mede o poder computacional gasto nas interações com a IA. Quem usa pouco corre risco de demissão.

É nesse cenário de pressão que ocorre o download do conhecimento humano para a máquina. Ferramentas como o OpenClaw, um agente virtual com rápida adoção na China, e o Wukong, plataforma da Alibaba desenhada para automatizar tarefas de vendas e desenvolvimento de software, devoram os processos mapeados pelos próprios funcionários. Dias depois, essas plataformas assumem a função de quem as ensinou.

O impacto desse avanço agressivo já pode ser medido, e o cenário não é animador. Segundo projeções do Citibank, o panorama para a força de trabalho chinesa é o seguinte:

  • Cerca de 70 milhões de empregos, o equivalente a 9,6% do total do país, correm alto risco de serem substituídos por máquinas.
  • Entre os profissionais na faixa dos 20 anos, o risco de substituição salta para 13,6%.

De acordo com a Reuters, a mídia estatal tenta conter o pânico publicando artigos que garantem que a IA “não roubará o sustento dos cidadãos”. No entanto, no app RedNote, rede social que funciona como uma espécie de Instagram local, a hashtag “ansiedade da IA” já acumula milhões de visualizações.

Funcionários chineses ensinam IA a trabalhar e depois são mandados embora

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Da ideia ao vídeo: 5 maneiras pelas quais os geradores de vídeo IA aumentam a velocidade criativa

11 de Junho de 2026, 11:00
AI Inspo oferece ferramentas para acelerar a produção e edição de vídeos com IA (imagem: reprodução/AI Inspo)
Resumo
  • Ferramentas de IA como o AI Inspo ajudam criadores a transformar ideias em vídeos rapidamente.
  • Elas adaptam formatos para redes sociais e reduzem etapas manuais de produção.
  • Os geradores de vídeo com IA permitem que os criadores concentrem mais energia nas ideias e menos nas tarefas técnicas.

A criação de conteúdo ocorre cada vez mais rápido, e os criadores são pressionados para transformar ideias em vídeos em pouco tempo, mantendo uma qualidade consistente em diferentes plataformas. O problema é que o fluxo tradicional — que geralmente envolve planejamento, edição e formatação — pode consumir muito tempo.

Os geradores de vídeo IA, como o AI Inspo, simplificam processo ao transformar ideias simples em vídeos finalizados com mais rapidez. Eles reduzem tarefas manuais, aumentam a eficiência e ajudam os criadores a manter uma produção de conteúdo consistente.

Por que velocidade importa na criação de vídeos

A velocidade é um fator essencial na criação de conteúdo atual. Tendências surgem e desaparecem rapidamente, com milhões de vídeos publicados diariamente nas redes sociais. Ao mesmo tempo, criar vídeos do zero exige tempo para planejamento, edição e exportação para formatos e linguagens diferentes para cada plataforma.

Os geradores de vídeo IA estão se tornando uma parte importante dos fluxos de trabalho modernos. Eles permitem que os criadores concentrem mais energia nas ideias e menos nas tarefas técnicas. Essa mudança está transformando a maneira como os vídeos são produzidos hoje.

5 maneiras pelas quais os geradores de vídeo IA aumentam a velocidade criativa

Ferramentas de IA como o AI Inspo podem ajudar criadores a trabalhar mais rápido, desde a ideia inicial até o vídeo final. Um bom exemplo é um gerador de vídeo IA, que simplifica a produção de vídeos e melhora a produtividade de forma direta.

1. Transforme ideias simples em conceitos de vídeo prontos para uso

Interface do AI Inspo exibe ferramenta para criar vídeos com IA a partir de imagem ou texto, com campo de prompt e opções de modelo, formato e duração.
AI Inspo transforma ideias em vídeos de IA com prompts simples e rápidos (imagem: reprodução/AI Inspo)

Uma ideia simples geralmente é suficiente para iniciar um vídeo. No entanto, transformar essa ideia em um conceito claro pode exigir bastante tempo e esforço.

Os geradores de vídeo IA ajudam a transformar pensamentos básicos em ideias estruturadas para vídeos. Isso facilita o início da produção sem longas etapas de planejamento. Essas ferramentas permitem visualizar a direção do projeto logo no começo do processo.

2. Use modelos para iniciar a produção de vídeos instantaneamente

Os modelos prontos são uma das maneiras mais rápidas de começar a criar vídeos. Eles eliminam a necessidade de construir tudo do zero.

Ferramentas como o AI Inspo oferecem modelos para diferentes tipos de conteúdo, incluindo esportes, vídeos com estilo cinematográfico, visuais inspirados em fotografia e conteúdos relacionados a grandes eventos, como a Copa do Mundo.

Isso permite que os criadores se concentrem mais no conteúdo e menos na configuração técnica, tornando a criação de vídeos mais rápida e simples.

Galeria do AI Inspo mostra exemplos de imagens geradas por IA em diferentes categorias, como futebol, retratos, moda e fotografia.
Ferramenta integra diferentes modelos de criação de vídeo com IA para redes sociais (imagem: reprodução/AI Inspo)

3. Gere vídeos de tendência mais rapidamente com assistência de IA

As tendências mudam rapidamente nas redes sociais, e os criadores precisam agir rápido para permanecer relevantes.

Os geradores de vídeo IA ajudam a produzir conteúdo baseado em tendências em menos tempo. Por exemplo, durante eventos como a Copa do Mundo, os criadores podem gerar vídeos temáticos rapidamente e compartilhá-los em plataformas como TikTok e X para acompanhar o interesse global.

Isso permite aproveitar tendências enquanto elas ainda estão em alta.

4. Crie conteúdo em múltiplos formatos para diferentes plataformas

Diferentes plataformas exigem formatos e especificações diferentes. Um vídeo que funciona bem no YouTube pode precisar de outra proporção, duração ou estilo para Facebook, TikTok ou Discord. Criar versões separadas manualmente pode consumir muito tempo.

Hoje, a IA torna esse processo muito mais simples ao adaptar automaticamente o conteúdo para diferentes plataformas. Em vez de editar o mesmo vídeo várias vezes, os criadores podem gerar versões prontas para publicação enquanto mantêm uma identidade visual consistente em todos os canais.

5. Reduza o tempo de edição com automação de IA

A edição costuma ser a etapa mais demorada da produção de vídeos. Cortes, ajustes de ritmo, escolha de música, adaptação visual e exportação podem tomar boa parte do tempo de quem publica com frequência e vive sob pressão.

Ferramentas de IA podem automatizar muitas dessas tarefas. Isso ajuda os criadores a finalizar vídeos mais rapidamente e a dedicar mais tempo às ideias, em vez de tarefas manuais.

Como usar geradores de vídeo IA na prática

Integrar ferramentas de vídeo com IA ao fluxo de trabalho diário pode ser simples. Algumas formas de uso incluem:

  • Encontre prompts vencedores analisando galerias públicas.
  • Gere vídeos de apoio rapidamente para substituir bancos de vídeos genéricos.
  • Produza vários vídeos curtos ao mesmo tempo para publicações futuras.
  • Teste diferentes estilos visuais, como anime, 3D ou efeitos cinematográficos.
  • Transforme vídeos horizontais antigos em vídeos verticais para Shorts e Reels.

IA como apoio à criatividade

Os geradores de vídeo IA estão mudando a forma como os vídeos são produzidos. Eles ajudam criadores a passar da ideia ao conteúdo final com muito mais rapidez.

Ferramentas como o AI Inspo tornam o processo mais simples e eficiente. Em vez de substituir a criatividade humana, elas permitem que os criadores dediquem mais tempo às ideias e à narrativa, economizando tempo em etapas técnicas da produção.

Da ideia ao vídeo: 5 maneiras pelas quais os geradores de vídeo IA aumentam a velocidade criativa

Nano Banana: o que é e como funciona a IA de imagens do Google

11 de Junho de 2026, 10:21
Ilustração mostra o logo do Google ao centro, uma letra G gradiente em tons vermelho, amarelo, verde e azul, e um fundo amarelo com bananas. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Nano Banana é um modelo de IA que facilita a edição de imagens (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Nano Banana é o modelo de inteligência artificial generativa do Google, voltado para a criação e edição avançada de imagens. Integrada ao ecossistema do Gemini, essa ferramenta permite realizar ajustes complexos em arquivos por meio de comandos de texto intuitivos.

O funcionamento se baseia no processamento de pedidos em linguagem natural, sem exigir o uso de softwares de edições manuais. Para isso, algoritmos realizam a compreensão e raciocínio da solicitação, traduzindo as instruções cheias de detalhes em uma imagem.

Como vantagens, destacam-se a agilidade da edição conversacional e o redimensionamento inteligente, que otimiza fluxos criativos. Em contrapartida, as desvantagens incluem possíveis gargalos em edições de alta complexidade e restrições de uso impostas na versão gratuita.

A seguir, saiba mais sobre o Nano Banana, o funcionamento do modelo de IA e os pontos fortes e fracos. Também entenda a diferença da ferramenta em relação ao Midjourney e DALL-E.

O que é Nano Banana?

O Nano Banana, apelido viral do Gemini 2.5 Flash Image, é um modelo de inteligência artificial do Google focado na geração e edição avançada de imagens. A ferramenta automatiza ajustes complexos, como alteração de planos de fundos e estilos, oferecendo uma versão Pro para otimizar fluxos de trabalho profissionais.

De onde vem o nome Nano Banana? 

O nome “Nano Banana” surgiu como um codinome divertido sugerido por Naina Raisinghani, gerente de produtos de inteligência artificial do Google. A escolha une de forma descontraída os apelidos da executiva, “Naina Banana” e “Nano”, sendo rapidamente adotado pela equipe de desenvolvimento da big tech.

Infográfico mostrando o ciclo da água, com legendas em etapas como evaporação, condensação, precipitação e escoamento
Usuários podem usar o Nano Banana para criar infográficos completos a partir de anotações (imagem: Reprodução/Google)

Para que serve o Nano Banana?

O Nano Banana permite gerar e editar imagens de forma ágil por meio de comandos de texto, otimizando a criação visual conversacional. Ele automatiza desde a remoção de objetos e troca de fundos até a transformação de anotações em diagramas estruturados.

A ferramenta combina fotos, ajusta a iluminação de retratos com facilidade e garante a consistência de personagens em diferentes edições. Esse recurso mantém elementos visuais idênticos e reconhecíveis em múltiplos cenários, sendo ideal para manter a identidade visual de projetos profissionais.

Como funciona o Nano Banana 

O Nano Banana opera integrado ao ecossistema do Gemini, onde o usuário insere comandos de texto ou faz upload de uma imagem para iniciar a criação visual. A partir dessas instruções em linguagem natural, ele processa as modificações diretamente no chat, dispensando ferramentas manuais de edição.

Essa IA generativa utiliza algoritmos avançados de compreensão e raciocínio para interpretar pedidos complexos cheios de nuances. O sistema analisa solicitações detalhadas e executa refinamentos contínuos na mesma conversa, mantendo o contexto histórico de cada alteração.

Na prática, o Nano Banana 2 e o Nano Banana Pro examinam a imagem enviada ou gerada e preservam detalhes cruciais do original enquanto renderizam as alterações solicitadas. Esse equilíbrio permite ajustar a iluminação ou substituir objetos secundários, sem descaracterizar o elemento principal da cena.

O diferencial técnico do modelo está na capacidade de garantir a consistência de personagens e objetos ao longo de edições sucessivas. Com isso, o usuário pode transformar planos de fundo e aplicar novos estilos estéticos, mantendo a identidade visual perfeitamente reconhecível.

Tela do aplicativo Gemini no celular mostrando acesso ao Nano Banana para criação e edição de imagens
O Nano Banana pode ser acessado pelo aplicativo do Gemini para celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O Nano Banana é gratuito?

Sim, o Nano Banana pode ser utilizado gratuitamente no aplicativo Gemini para criação e edição ágil de imagens. Contudo, essa modalidade de acesso livre possui um teto restrito para o volume de requisições diárias de processamento.

Para atender fluxos de trabalho corporativos e pesados, o Google disponibiliza planos de assinatura que desbloqueiam o Nano Banana Pro. A versão premium eleva a capacidade computacional da ferramenta, garantindo maior velocidade e prioridade na renderização de arquivos complexos.

Tela do Nano Banana Pro, modelo do Gemini para edição de imagens com maior poder computacional (versão paga)
O Nano Banana Pro, disponível na assinatura paga do Gemini, libera maior poder computacional para a edição das imagens (imagem: Reprodução/Google)

Quais são as vantagens do Nano Banana? 

Estes são os pontos fortes da ferramenta Nano Banana:

  • Edição por comandos e refinamento contínuo: modifica imagens de alta qualidade utilizando linguagem natural diretamente no chat, permitindo ajustar o mesmo arquivo em formato de conversa sem reiniciar do zero;
  • Controle de cena e transferência de estilo: garante domínio sobre iluminação, foco e enquadramento da câmera, além de aplicar a identidade estética e a paleta visual de uma foto de referência em outra;
  • Redimensionamento inteligente e expansão de tela: altera a proporção do arquivo para diferentes mídias e redes sociais via preenchimento generativo, expandindo as bordas do cenário sem cortar nenhum detalhe importante;
  • Renderização de texto e tipografia precisa: apresenta evolução no processamento de caracteres e elementos gráficos, permitindo integrar palavras nítidas e sem distorções para a criação de logotipos ou peças publicitárias;
  • Consistência de personagens e objetos: mantém elementos centrais e pessoas com características físicas idênticas ao longo de múltiplas edições, preservando a identidade visual do projeto em diferentes cenários.

Quais são as desvantagens do Nano Banana? 

Estes são os pontos fracos do Nana Banana:

  • Gargalos de processamento em edições complexas: renderizações avançadas que exigem múltiplas camadas de alteração podem apresentar lentidão, demandando alto poder computacional e tempo de espera do usuário;
  • Limites restritivos de uso gratuito: o teto de requisições diárias nas contas gratuitas costuma interromper o fluxo de trabalho de usuários intensivos, forçando a migração para planos pagos;
  • Flutuação de qualidade e retrabalho: em alguns casos, o nível de realismo pode oscilar entre as gerações na mesma conversa, exigindo etapas extras de refinamento ou o uso da versão Pro para obter resultados satisfatórios;
  • Inconsistência tipográfica e de branding: o modelo de linguagem visual pode falhar ao tentar reproduzir identidades de marcas com fidelidade absoluta ou ao inserir textos padronizados e sem erros geométricos;
  • Riscos de segurança e desinformação: a capacidade hiper-realista da IA generativa acende alertas sobre deepfakes e o uso indevido da ferramenta para criar conteúdos falsos ou violar direitos de privacidade.
Tela do Nano Banana 2 mostrando recursos de edição de imagem por comandos de texto (Reprodução/Google)
O Nano Banana 2 oferece diversos recursos para edição de imagem por meio de comandos de texto, mas pode apresentar gargalos em projetos complexos (imagem: Reprodução/Google)

Qual é a diferença entre Nano Banana e Google Gemini? 

O Nano Banana é o motor especializado em geração e edição avançada de imagem que opera integradamente no ecossistema Gemini. A ferramenta atua exclusivamente na tradução de comandos textuais em modificações visuais, controlando elementos gráficos como iluminação, estilo e cenários.

O Google Gemini é uma plataforma integrada de inteligência artificial multimodal que funciona como um assistente completo para o usuário. O ecossistema amplo processa e gera textos, resolve códigos de programação e gerencia tarefas complexas por meio de diversos modelos de linguagem.

Qual é a diferença entre Nano Banana e Midjourney? 

O Nano Banana é o modelo de IA do Google integrado ao Gemini que se destaca pela edição conversacional e refinamento contínuo de imagens. O sistema prioriza a precisão ao interpretar comandos textuais, modificando arquivos existentes enquanto mantém a consistência de personagens e objetos centrais.

O Midjouney opera como uma plataforma independente focada em renderizar ilustrações e conceitos artísticos altamente estéticos e ultrarrealistas do zero. Essa ferramenta é a escolha ideal para profissionais que buscam impacto visual sofisticado e composições conceituais ricas em texturas e iluminação.

Qual é a diferença entre Nano Banana e DALL-E?

O Nano Banana é o motor de IA generativa do Google focado em edição conversacional e refinamento de arquivos visuais. Integrado ao ecossistema Gemini, o modelo se destaca por interpretar nuances textuais para modificar imagens existentes e manter a consistência de personagens.

O DALL-E é o sistema de conversão de texto em imagem da OpenAI, projetado essencialmente para interpretar descrições escritas e transformá-las em ilustrações do zero. A ferramenta foca na criação de conceitos visuais inéditos, traduzindo ideias abstratas em gráficos com alta fidelidade ao comando inicial.

Nano Banana: o que é e como funciona a IA de imagens do Google

Nano Banana já ultrapassou 5 bilhões de imagens criadas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Nano Banana pode ser acessado pelo aplicativo do Gemini para celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O Nano Banana Pro, disponível na assinatura paga do Gemini, libera maior poder computacional para a edição das imagens (imagem: Reprodução/Google)

O Nano Banana 2 oferece diversos recursos para edição de imagem por meio de comandos de texto (imagem: Reprodução/Google)

Google prepara informações especiais sobre a Copa do Mundo

10 de Junho de 2026, 16:34
Captura de tela de um smartphone exibindo uma busca no Google pelo termo "Mexico vs South Africa". Na parte superior, há o logotipo do Google e um menu horizontal com as abas "AI Mode", "All", "Images" e "News". Abaixo, um painel da "FIFA World Cup 2026™", correspondente ao "Group A". No centro, há os escudos circulares do "Mexico" e da "South Africa" com o placar de "0" a "0" e a indicação "Live 1:38". Botões azuis mostram as opções "Overview", "Timeline" e "Lineups".
Torneio recebe atenção especial do Google (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Google anunciou novidades para a Copa do Mundo, incluindo informações em tempo real sobre as partidas, explicações sobre regras e histórico, apresentadas durante o evento Google For Brasil.
  • As informações em tempo real sobre jogos da Copa serão apresentadas na busca de forma mais visual, com um carrossel de dados e conteúdos das redes sociais, e exibe em quais canais cada jogo está passando, como o YouTube pela CazéTV.
  • O Modo IA oferece explicações de regras e informações sobre histórico de jogadores para todos os usuários, e campos virtuais com estatísticas detalhadas de cada partida para assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra.

O Google anunciou novidades preparadas especialmente para a Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11/06). O cardápio é variado, indo de informações em tempo real mais ricas sobre as partidas até explicações sobre regras e histórico.

As funcionalidades foram apresentadas nesta quarta-feira (10/06) durante o evento Google For Brasil, realizado em São Paulo. A empresa ainda teve outras notícias envolvendo futebol, como a recriação de um gol histórico de Pelé, que não tem registros em vídeo, com a ajuda da inteligência artificial.

O que o Google vai oferecer sobre a Copa do Mundo?

Análises táticas são exclusivas para assinantes de planos pagos (imagem: divulgação)

Segundo a empresa, as informações em tempo real sobre jogos da Copa serão apresentadas na busca de forma mais visual, contando com um carrossel de dados e conteúdos das redes sociais.

Além disso, a ferramenta exibe em quais canais cada jogo está passando. No evento, o Google enfatizou que todas as partidas serão transmitidas pelo YouTube pela CazéTV.

No Modo IA, assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra poderão gerar campos virtuais com estatísticas detalhadas de cada partida, como trajetórias de chutes a gol e explicações de esquemas táticos.

Para os demais usuários, o Modo IA oferece explicações de regras e informações sobre histórico de jogadores.

Além disso, o Google também pretende ajudar quem quer ver os jogos fora de casa. A gigante das buscas firmou parcerias com as plataformas Anota AI, Abrasel e Sympla para mostrar quais partidas serão transmitidas em cada estabelecimento, além de promoções relacionadas ao Mundial.

Google prepara informações especiais sobre a Copa do Mundo

Torneio recebe atenção especial do Google (imagem: divulgação)

Análises táticas são exclusivas para assinantes de planos pagos (imagem: divulgação)

Gemini no Chrome chega ao Brasil para auxiliar navegação na web

10 de Junho de 2026, 13:32
Marca do Google Chrome
Gemini no Chrome já estava disponível no exterior (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançou o assistente Gemini integrado ao Chrome no Brasil, auxiliando na navegação web com ferramentas como resumir artigos e comparar produtos.
  • Disponível inicialmente nas versões de desktop e iOS, chegando depois ao Android, o Gemini no Chrome pode ser acessado por um painel lateral.
  • O assistente pode resumir artigos, criar quizzes, destacar pontos principais de vídeos no YouTube e realizar ações em conexão com Gmail, Maps, Agenda e YouTube.

O Google anunciou que o assistente Gemini integrado ao Chrome estará disponível para usuários brasileiros. A barra lateral adiciona ferramentas para auxiliar na navegação, como resumir matérias e artigos, comparar produtos e destacar pontos principais de vídeos no YouTube, entre outras funcionalidades.

O lançamento foi feito no evento Google For Brasil nesta quarta-feira (10/06), em São Paulo (SP). Além da chegada do assistente ao navegador, a companhia apresentou novidades no Maps e no YouTube, além de parcerias nas áreas de trânsito e esporte.

novo painel lateral do Google Chrome
Gemini fica em painel lateral do Chrome (imagem: reprodução/Google)

O Gemini no Chrome estará disponível inicialmente nas versões de desktop e iOS, chegando depois ao Android.

Quais são os recursos do Gemini no Chrome?

O Gemini no Chrome fica em um painel lateral. Para acessá-lo, basta clicar no botão que fica no canto superior esquerdo. O assistente é capaz de resumir artigos longos, tirar dúvidas sobre o que você está lendo ou até criar um quiz com o conteúdo.

Além disso, o Gemini tem conexão direta com Gmail, Maps, Agenda e YouTube. É possível pedir para destacar os pontos principais de um vídeo ou enviar um e-mail diretamente do painel lateral. O Google garante que nenhuma ação será tomada sem a confirmação do usuário.

O assistente também é capaz de cruzar informações de várias abas, sem que seja preciso alternar entre elas. Isso ajuda a comparar produtos ou pacotes de viagem, por exemplo, e gerar uma tabela com as principais informações.

Por fim, o Gemini conta com suporte ao Nano Banana 2, podendo editar imagens encontradas na web diretamente na página, sem necessidade de colar ou fazer uploads.

Gemini no Chrome chega ao Brasil para auxiliar navegação na web

Google Chrome (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Google)

Gemini terá simulados e planos de estudo para Enem

10 de Junho de 2026, 13:07
Executiva no palco. Atrás, telão mostra simulado do Enem no Gemini.
Estudante poderá escolher testes completos ou de áreas específicas (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google anunciou parceria com a edtech Akira Enem para oferecer simulados e planos de estudo personalizados para o Enem via Gemini.
  • Os simulados permitirão que estudantes façam testes de múltipla escolha e recebam um diagnóstico de desempenho, incluindo pontos fortes e lacunas de aprendizagem.
  • Os planos de estudo personalizados estarão disponíveis no Gemini e no Modo IA da Busca a partir de julho de 2026.

O Google anunciou que o Gemini contará com simulados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e poderá gerar planos de estudo personalizados com base no desempenho nos testes. As funcionalidades são resultado de uma parceria com a edtech Akira Enem.

A novidade foi apresentada nesta quarta-feira (10/06) no evento Google For Brasil, em São Paulo (SP). Os simulados e planos de estudo estarão disponíveis a partir de julho de 2026. A empresa também trouxe para o país um assistente para criadores de conteúdo no YouTube e uma experiência conversacional para o Maps.

Como o Gemini vai ajudar no Enem?

De acordo com a empresa, a Akira Tech desenvolveu os testes práticos que serão integrados diretamente ao Gemini. Os estudantes poderão fazer o teste de múltipla escolha completo ou escolher áreas de conhecimento específicas.

O principal diferencial vem depois do simulado: o Gemini não dá apenas a nota, mas oferece um diagnóstico do desempenho do aluno, detalhando pontos fortes, identificando lacunas de aprendizagem e explicando as respostas das questões incorretas.

A partir dessas informações, a IA do Google pode criar planos de estudo para totalmente personalizados, focados nos assuntos em que o aluno precisa de mais reforço.

As funcionalidades dedicadas ao Enem estarão disponíveis tanto no Gemini quanto no Modo IA da Busca.

Vale lembrar que o Google já conta há algum tempo com uma ferramenta dedicada a estudos, o NotebookLM. Com ele, é possível gerar resumos de matérias em texto e áudio, e dá para criar até mesmo um podcast com os assuntos a serem revisados.

Gemini terá simulados e planos de estudo para Enem

Estudante poderá escolher testes completos ou de áreas específicas (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Google Maps vai usar IA para entender perguntas e conversar com usuário

10 de Junho de 2026, 11:28
Executiva no palco. Atrás, um telão mostrando interface conversacional do Pergunte ao Maps.
IA do Maps vai entender o que o usuário deseja, mesmo que seja um pedido longo e detalhado (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançará no Brasil a ferramenta “Pergunte ao Maps”, que utiliza IA para compreender perguntas complexas e fornecer sugestões de estabelecimentos, roteiros e trajetos.
  • A ferramenta permite que os usuários façam buscas em linguagem natural, por texto ou voz, e será liberada gradualmente para os usuários brasileiros.
  • O “Pergunte ao Maps” considera informações de estabelecimentos, comentários de usuários e histórico do próprio usuário para sugerir locais e rotas.

O Google vai trazer ao Brasil a ferramenta Pergunte ao Maps. Com ela, usuários poderão fazer buscas em linguagem natural no aplicativo de mapas, como se fossem uma pergunta ou uma conversa. Os comandos podem ser feitos por texto ou voz no botão dedicado da ferramenta.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (10/06) durante o evento Google For Brasil, com novidades da empresa para o mercado nacional. O Pergunte ao Maps começará a ser liberado gradualmente para os Local Guides, membros mais ativos da comunidade do aplicativo, chegando a todos os usuários brasileiros daqui a algumas semanas.

Como funciona o Pergunte ao Maps?

O Pergunte ao Maps tem um botão dedicado na página inicial do Google Maps. Basta tocar nele e fazer uma pergunta em linguagem natural, como você faria a uma pessoa.

Como exemplos de uso, o Google apresentou os comandos “Planeje um tour de arquitetura urbana em São Paulo com acessibilidade para cadeirantes” e “Preciso de um lugar para comer com fraldário, que não seja ao ar livre e que não seja em um shopping”.

Além das informações cedidas pelos próprios estabelecimentos, o Google Maps considera comentários feitos por outros usuários. O histórico e as listas do próprio usuário também são levadas em conta na hora de sugerir locais.

O Pergunte ao Maps não se limita a encontrar estabelecimentos. O Google afirma que a ferramenta é capaz de responder usando mais informações presentes no Maps, como rotas, linhas de transporte público, entradas de estações e mais.

Em outras novidades envolvendo o Maps e IA, o Google também passará a mostrar resumos das avaliações nas páginas de locais e estabelecimentos. Os resumos são personalizados, considerando os interesses dos usuários.

Google Maps vai usar IA para entender perguntas e conversar com usuário

IA do Maps vai entender o que o usuário deseja, mesmo que seja um pedido longo e detalhado (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

YouTube libera assistente de IA para criadores no Brasil

10 de Junho de 2026, 11:20
Executivo no palco. Atrás dele, o telão mostra a interface conversacional do Ask Studio.
Assistente visa ajudar criadores de conteúdo (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube lançou o “Pergunte ao Studio”, um assistente de IA para criadores de conteúdo no Brasil, que utiliza o Gemini para fornecer informações sobre audiência e ajudar em roteiros.
  • A ferramenta, disponível no YouTube Studio, oferece resumos de desempenho de vídeos, análise de métricas, feedback de comentários e sugestões para melhorar o conteúdo.
  • Com o “Pergunte ao Studio”, criadores podem fazer perguntas específicas, como dados demográficos de audiência e ideias para vídeos, recebendo respostas personalizadas com base nos dados do canal.

O YouTube trará para o Brasil o Ask Studio, um chatbot de inteligência artificial para criadores de conteúdo. Chamado de “Pergunte ao Studio” na versão nacional, o recurso é apresentado pelo Google como um parceiro para ajudar no crescimento da audiência do canal.

O lançamento foi feito nesta quarta-feira (10/06), durante o evento Google For Brasil, em que a companhia mostra suas novidades para o mercado local.

Segundo a empresa, a ferramenta já está disponível para canais que não são supervisionados e conteúdos de música — nesse último caso, há soluções específicas. Para acessá-lo, basta acessar o YouTube Studio pela web e clicar no ícone que fica no canto superior esquerdo.

O Google também aproveitou para mostrar alguns dados sobre sua plataforma de vídeos no Brasil. De acordo com a companhia, YouTube e criadores geraram 150 mil empregos e geraram R$ 6 bilhões de reais (ano)

O que é possível fazer com o Pergunte ao Studio?

Entre as funcionalidades disponíveis, estão resumos rápidos de desempenho de vídeos recentes, feedback de comentários, análise de métricas com gráficos, brainstorming e ajuda para roteiros, conceitos e ideias.

Com isso, o criador pode fazer perguntas como “qual a demografia que mais assiste aos meus vídeos?”, o que minha comunidade está dizendo sobre o meu estilo de edição?” ou “dê ideias para um vídeo sobre inteligência artificial para criadores de conteúdo”.

Nesse último caso, as sugestões de ideias são personalizadas de acordo com o canal, incluindo dados sobre audiência — a promessa é de um resultado mais elaborado do que seria obtido ao se perguntar diretamente ao Gemini, por exemplo. Também é possível copiar e colar o rascunho de um script para receber recomendações de como aperfeiçoá-lo.

YouTube libera assistente de IA para criadores no Brasil

Assistente visa ajudar criadores de conteúdo (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
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