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Governo anuncia fim da ‘taxa das blusinhas’; compras internacionais de até U$ 50 não pagarão imposto federal

12 de Maio de 2026, 19:11

O Governo Federal anunciou nesta terça-feira (12) o fim da cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”.

De acordo com Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, a mudança passa a valer a partir desta quarta-feira (13), quando compras internacionais de até US$ 50 deixarão de pagar imposto de importação.

“Nós comunicamos que depois de três anos em que nós conseguimos praticamente eliminar, conseguimos combater o contrabando, regularizar o setor, nós podemos dar um passo adiante”, anunciou Ceron.

A alteração foi feita por meio de uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e será publicada no Diário Oficial da União.

Apesar do corte no tributo federal, ainda segue em vigor a taxação de 17% do imposto estadual ICMS sobre esses produtos.

‘Taxa das blusinhas’

A chamada “taxa das blusinhas” estava em vigor desde 2024, quando o governo aprovou a cobrança de um imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.

Apesar do nome, a taxa valia para os mais diversos produtos, desde roupas e acessórios até produtos eletrônicos de lojas online.

Em ano eleitoral, o governo vinha sendo pressionado para reverter essa taxação agora.

A possibilidade da suspensão da taxa das blusinhas chegou a impactar varejistas nacionais na Bolsa em alguns momentos, com investidores prevendo uma maior pressão concorrencial no setor que já tem competição elevada.

De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento (MPO), Bruno Moretti, tanto a Medida Provisória, quanto a portaria do Ministério da Fazenda que zera as taxas federais seguem para publicação no Diário Oficial ainda nesta terça.

“O que importa mesmo é que são produtos de consumo popular. Os números mostram que a maior parte das compras é de pequeno valor. Então, o que o senhor [presidente Lula] está fazendo é retirar impostos federais do consumo popular, do consumo das pessoas mais pobres”, destacou Moretti.

B3 (B3SA3) pagará R$ 372,5 milhões em juros sobre capital próprio

26 de Março de 2026, 20:30

O conselho de administração da B3 (B3SA3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor total de R$ 372,5 milhões, equivalente a R$ 0,07434043 por ação, de acordo com documento desta quinta-feira (26).

O valor líquido será de R$ 0,06133086 por ação, já considerando a retenção de 17,5% de Imposto de Renda, exceto para acionistas com tributação diferenciada, segundo a operadora da bolsa brasileira.

O pagamento será realizado em 13 de abril de 2026, com base na posição acionária de 31 de março de 2026. As ações serão negociadas com direito ao provento até 31 de março, passando à condição “ex-JCP” a partir de 1º de abril.

O montante será imputado aos dividendos obrigatórios do exercício social de 2026, acrescentou a companhia.

De acordo com dados mais recentes divulgados pela companhia, a B3 registrou forte crescimento no volume negociado em ações em fevereiro de 2026, em um mês marcado por desempenho positivo do mercado brasileiro e entrada de capital estrangeiro.

O volume financeiro médio diário no mercado à vista atingiu R$ 37,3 bilhões, alta de 50,1% em relação a fevereiro de 2025 e avanço de 16,2% frente a janeiro.

Hypera (HYPE3) aprova R$ 185 milhões em juros sobre capital próprio

26 de Março de 2026, 18:42

A Hypera (HYPE3) informou nesta quinta-feira (26) que o conselho de administração aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 185 milhões, equivalente a R$ 0,26304 por ação, com retenção de imposto de renda na fonte.

Terão direito aos proventos os acionistas com posição em 31 de março de 2026, incluindo as ações emitidas no aumento de capital. A partir de 1º de abril de 2026, os papéis passam a ser negociados “ex-JCP”.

O valor líquido será imputado aos dividendos obrigatórios relativos ao exercício de 2026, a serem deliberados na assembleia geral de 2027. O pagamento ocorrerá até o fim de 2027, em data ainda a ser definida, sem atualização monetária.

A companhia também informou que foram subscritas todas as ações do aumento de capital aprovado anteriormente, somando R$ 1,5 bilhão. Com a homologação prevista para 31 de março de 2026, o capital social passará a R$ 11,2 bilhões, dividido em 704 milhões de ações ordinárias.

A farmacêutica teve lucro líquido de operações continuadas de cerca de R$ 450 milhões no quarto trimestre de 2025, ligeiramente acima do esperado pelo mercado, impulsionada por base de comparação mais fraca com um ano antes.

Americanas (AMER3) pede fim da recuperação judicial e define venda da Uni.Co

25 de Março de 2026, 20:05

A Americanas (AMER3) informou nesta quarta-feira (25) que protocolou o pedido de encerramento de sua recuperação judicial após cumprir as obrigações previstas no plano aprovado. A solicitação foi apresentada ao Juízo da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo a companhia, foram cumpridas todas as obrigações com vencimento até dois anos após a homologação do Plano de Recuperação Judicial. O pedido também abrange as empresas B2W Digital Lux S.À.R.L, JSM Global S.À.R.L e ST Importações Ltda., que integram o Grupo Americanas.

A Americanas estava em recuperação judicial desde a revelação de uma fraude bilionária em 2023, que provocou forte crise financeira e de credibilidade na companhia. Desde então, a empresa fechou lojas, reduziu custos e vendeu ativos.

Venda da Uni.Co

Também nesta quarta, a companhia divulgou o resultado do processo competitivo para alienação judicial da UPI Uni.Co. Em audiência realizada na mesma vara, foram abertas as propostas apresentadas para a aquisição do ativo.

De acordo com a Americanas, além da proposta vinculante da Fan Store Entretenimento S.A. (“BandUP!”), apresentada na condição de “stalking horse”, foi submetida uma proposta concorrente da Solver Soluções Críticas Ltda., com preço base de R$ 155 milhões — acima dos R$ 152,9 milhões ofertados pela BandUP! — incluindo R$ 70 milhões à vista e o restante em cinco parcelas.

No entanto, o Juízo da Recuperação Judicial considerou a proposta da Solver inválida por não atender aos requisitos do edital. Com isso, a proposta da BandUP! foi declarada vencedora do processo competitivo, após manifestações favoráveis do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e da administração judicial.

A companhia informou que será celebrado contrato de compra e venda de ações com a BandUP!, sendo que o pagamento final e a conclusão da transferência da UPI Uni.Co ainda dependem do cumprimento de condições precedentes, incluindo aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Casas Bahia (BHIA3) conclui oferta de R$ 200 milhões em FIDC de risco sacado

25 de Março de 2026, 19:55

O Grupo Casas Bahia (BHIA3) informou nesta quarta-feira (25) a conclusão da oferta pública da segunda emissão de cotas do GCB Fornecedores Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), estruturado para otimizar a operação de risco sacado da companhia. A captação totalizou R$ 200 milhões e foi encerrada em 24 de março de 2026.

O montante foi dividido entre R$ 120 milhões em cotas sênior, R$ 40 milhões em cotas subordinadas mezanino e R$ 40 milhões em cotas subordinadas júnior. Com isso, considerando a primeira e a segunda emissão, o FIDC passa a ter volume total de R$ 755 milhões, sendo R$ 448 milhões em cotas sênior, R$ 153,5 milhões em mezanino e R$ 153,5 milhões em júnior.

O fundo conta com garantia de recebíveis de cartão de crédito não performados, provenientes de vendas no e-commerce e nas lojas físicas. As cotas sênior e mezanino foram integralmente distribuídas a investidores de mercado, com vencimento em 24 meses e amortizações a partir do 19º mês. Já as cotas subordinadas júnior foram totalmente integralizadas pela companhia, de acordo com comunicado.

As cotas sênior têm remuneração alvo de CDI + 4,5% ao ano, enquanto as cotas mezanino oferecem CDI + 7,25% ao ano, acrescentou a Casas Bahia. A gestão do FIDC é realizada pela Riza Crédito Estruturado, com distribuição, administração e custódia pela Oliveira Trust.

Segundo a companhia, a conclusão da operação está alinhada ao plano de transformação da estrutura de capital. Após a redução da alavancagem observada no quarto trimestre de 2025, a empresa afirma que avança para a fase de otimização da estrutura, com foco na diversificação das fontes de financiamento, redução de spreads e melhora do resultado financeiro e da geração de caixa.

Ser Educacional (SEER3) aprova R$ 61,1 milhões em dividendos e anuncia reversão de prejuízo

25 de Março de 2026, 19:46

A Ser Educacional (SEER3) informou nesta quarta-feira (25) que seu conselho de administração aprovou o pagamento de dividendos com base em lucros retidos do exercício social de 2025. O valor total será de R$ 61,1 milhões, equivalente a R$ 0,479 por ação.

Terão direito aos dividendos os acionistas com posição em 6 de abril de 2026. A partir de 7 de abril de 2026, as ações passarão a ser negociadas “ex-direito” aos proventos, acrescentou a companhia.

O pagamento será feito em duas parcelas iguais de R$ 30,6 milhões, correspondentes a R$ 0,239 por ação cada. A primeira parcela será paga em 30 de abril de 2026 e a segunda em 29 de maio de 2026.

A companhia destacou que o valor por ação poderá sofrer ajustes em função de eventuais alterações na quantidade de ações, como emissões ou operações com ações em tesouraria, incluindo exercícios de opções de compra.

Para fins fiscais, os dividendos são referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2025.

Mais cedo, outras companhias anunciaram proventos: o Bradesco (BBDC4) aprovou R$ 3 bilhões em juros sobre capital próprio, a Porto (PSSA3) informou R$ 347 milhões, também em JCP, e JBS (JBSS32) comunicou o pagamento de US$ 1 por ação em dividendos.

Ser reverte prejuízo

Também nesta quarta, a Ser Educacional reportou lucro líquido ajustado de R$ 74,6 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 30,2 milhões anotado em igual intervalo do ano anterior. No acumulado do ano, a empresa registrou lucro de R$ 214,4 milhões, ante prejuízo de R$ 1,162 milhão um ano antes.

Com ajustes, o lucro da empresa foi de R$ 76,9 milhões, alta de 112,1% em relação ao observado um ano antes. Em 12 meses, o lucro ajustado da Ser foi de R$ 239,3 milhões, alta de 141,7%, na base anual de comparação.

O desempenho positivo foi impulsionado pelo crescimento da base de alunos de Ensino Híbrido e pela captação recorde em cursos de Medicina, após a expansão de vagas credenciadas. Além disso, a companhia focou na otimização operacional e disciplina financeira, o que resultou em forte geração de caixa e redução consistente do endividamento.

*Com Estadão Conteúdo

Equatorial propõe reduzir dividendo obrigatório para 1% e prevê direito de retirada a dissidentes

25 de Março de 2026, 19:10

A Equatorial (EQTL3) informou nesta quarta-feira (25) que seu conselho de administração aprovou a submissão à assembleia geral de uma proposta para reduzir o dividendo obrigatório previsto no estatuto social.

Caso aprovada, a distribuição mínima passará a ser de 1% do lucro líquido ajustado do exercício, observadas as determinações legais.

De acordo com a companhia, acionistas titulares de ações ordinárias que não votarem favoravelmente à proposta — seja por voto contrário, abstenção ou ausência — terão direito de retirada, com reembolso do valor de suas ações. Para exercer esse direito, será necessário comprovar a titularidade ininterrupta desde a data da aprovação até o efetivo pagamento.

O valor do reembolso será equivalente ao menor entre: (i) o valor econômico das ações, apurado por empresa especializada, e (ii) o valor patrimonial com base nas demonstrações financeiras relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025, que ainda serão submetidas à assembleia.

Segundo a Equatorial, a proposta tem como objetivo ampliar a flexibilidade da administração na gestão da alavancagem, especialmente em momentos que exijam preservação de caixa para financiar aquisições ou reequilibrar a estrutura de capital.

A companhia acrescentou que, caso a alavancagem permaneça em níveis adequados e não surjam novas oportunidades de investimento, poderá continuar distribuindo dividendos acima do mínimo.

Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio

20 de Março de 2026, 19:22

A Totvs (TOTS3) informou nesta sexta-feira (20) que seu Conselho de Administração aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 0,18 por ação, totalizando aproximadamente R$ 104,2 milhões. O montante será imputado aos dividendos obrigatórios do exercício.

Terão direito ao provento os acionistas com posição acionária na data-base de 25 de março de 2026. A partir de 26 de março, inclusive, as ações passarão a ser negociadas na condição “ex-JCP”, informou a companhia.

O pagamento será realizado no dia 10 de abril de 2026, sem incidência de correção monetária ou remuneração adicional, por meio de crédito em conta corrente e domicílio bancário informados ao Banco Itaú Unibanco.

A Tovs destacou que acionistas com cadastro incompleto ou desatualizado precisarão regularizar seus dados junto às agências do banco para receber os valores. Já investidores que utilizam custódia fiduciária terão os créditos disponibilizados conforme os procedimentos da B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão.

O valor dos JCP estará sujeito à retenção de Imposto de Renda na fonte, conforme a legislação vigente. Acionistas isentos ou imunes deverão encaminhar a documentação comprobatória até 2 de abril de 2026 à sede da companhia, em São Paulo.

Recentemente, a Tovs anunciou que pretende intensificar os aportes em desenvolvimento, com um incremento adicional de cerca de R$ 75 milhões por ano nos próximos quatro anos, dentro de um total estimado de aproximadamente R$ 600 milhões no período.

Os recursos serão direcionados à evolução da base tecnológica que permitirá integrar agentes de inteligência artificial aos próprios ERPs, além da ampliação da infraestrutura em nuvem e da adaptação dos sistemas para novos modelos de monetização baseados no uso dessas funcionalidades.

Vale (VALE3): Como a guerra no Irã impacta a mineradora

11 de Março de 2026, 16:33

Para a Vale (VALE3), as implicações envolvendo a guerra no Irã giram principalmente em torno dos custos de combustível e de frete, que a mineradora disse monitorar de perto, de acordo com analistas do BTG Pactual.

A companhia opera com cerca de 75% de sua exposição a combustível protegida por hedge, política que já estava em vigor antes da guerra, o que ajuda a mitigar a volatilidade de curto prazo por meio de estruturas de collar de custo zero, disse o banco.

Como regra geral, a administração, de acordo com o banco, indicou que um movimento de US$ 10 por barril no preço do petróleo se traduziria em aproximadamente um aumento de US$ 1 por tonelada nos custos totais (em base anualizada).

A exposição ao frete também está amplamente protegida, com quase 100% dos volumes contratados, conforme analistas.

Do lado da oferta, eventuais interrupções envolvendo o Irã poderiam retirar cerca de 10 milhões de toneladas por ano (Mtpa) de material transportado por via marítima do mercado.

No entanto, o impacto final dependerá da duração do conflito e, mais importante, das implicações para a demanda global, acrescentou o banco.

O BTG segue recomendando a compra de Vale, com o preço-alvo de US$ 15, citando melhora nas perspectivas para cobre e níquel, boa geração de caixa mesmo com o minério perto de US$105/t e valuation ainda atrativo.

Vale (VALE3) cita possíveis dividendos extraordinários, diz BofA; hora de comprar?

11 de Março de 2026, 15:53

A Vale (VALE3) indicou que pode distribuir dividendos extraordinários caso os preços atuais das commodities se mantenham, segundo relato do Bank of America (BofA) após uma reunião com o CEO da mineradora, Gustavo Pimenta.

De acordo com o banco, a administração da companhia afirmou que o cenário atual permitiria a entrega de retornos robustos aos acionistas. O minério de ferro é negociado acima dos US$ 100.

A instituição, no entanto, segue com recomendação neutra para o papel, que recuava 2% nesta quarta-feira (11), diante de uma maior aversão ao risco nos mercados globais.

Segundo o BofA, durante o encontro a Vale reiterou seu arcabouço financeiro disciplinado para alocação de capital. O banco relata que decisões sobre remuneração aos acionistas seguem condicionadas à manutenção da dívida líquida expandida próxima de US$ 15 bilhões, de um caixa mínimo em torno de US$ 5 bilhões e ao suporte adicional que pode vir da geração de caixa da Vale Base Metals (VBM).

O Bank of America também afirmou que a companhia destacou avanços no processo de destravar AUM restrito, com alguns investidores removendo limitações e esforços em andamento para ampliar ainda mais o universo de capital disponível.

Ainda segundo o BofA, o cobre permanece no centro da estratégia de crescimento da Vale. O banco relata que a administração reafirmou confiança de que a VBM alcance 700 mil toneladas por ano de produção de cobre até 2035.

A vantagem de um IPO e outras oportunidades para a Vale

De acordo com o BofA, com o ativo apresentando bom desempenho, ganhando escala por meio de investimentos de baixo capex e sem restrições de financiamento no momento, um eventual IPO da VBM é visto pela companhia principalmente como uma forma de financiar uma possível grande transação futura.

No campo das oportunidades de expansão, o Bank of America disse que a empresa destacou maior convicção no potencial de Carajás, onde os gastos com exploração triplicaram. Já o projeto Hu’u segue tecnicamente desafiador, e a mineradora busca um parceiro para avançar com o ativo.

Em níquel, segundo o banco, os esforços de curto prazo estão concentrados na redução de custos para fortalecer o negócio e melhorar a rentabilidade.

Demanda por minério

O Bank of America também relatou que a Vale vê demanda saudável por minério de ferro. De acordo com o banco, a companhia acredita que a produção de aço bruto na China ficou estável ou ligeiramente acima do nível do ano anterior em 2025.

Os estoques portuários estão mais elevados, ainda segundo o Bank of America, principalmente devido a materiais menos líquidos e de menor teor, além de alguma atividade de blending nos portos.

O banco acrescenta que a Vale ressaltou que a demanda por seu portfólio permanece sólida, sustentada pela oferta limitada de produtos como o BRBF e pelo aumento dos prêmios à medida que o teor médio do minério global diminui.

A Europa, segundo o relato do Bank of America, continua apresentando desempenho melhor que o esperado, enquanto a Índia segue como um mercado relevante de crescimento no longo prazo — com cerca de 10 milhões de toneladas vendidas ao país no último ano.

Vale (VALE3) tem mais valor a destravar, diz Itaú BBA; entenda

10 de Março de 2026, 16:29

O Itaú BBA afirmou que ainda vê valor adicional a ser destravado nas ações da Vale (VALE3), após reunião com executivos da mineradora. Em relatório desta terça-feira (10), o banco destacou perspectivas positivas para o minério de ferro, o crescimento da divisão de metais básicos e uma estratégia disciplinada de alocação de capital.

A instituição tem um preço-alvo de US$ 19,50 para as ADRs, o que representa um potencial de alta de 27%, com recomendação outperform — equivalente a compra. Por volta das 16h, as ações da companhia na B3 subiam 1,8%, a R$ 80,65, impulsionadas pelo fluxo estrangeiro e após perdas em pregões recentes.

Segundo o Itaú BBA, durante uma mesa-redonda com o CEO Gustavo Pimenta e o diretor de relações com investidores Thiago Lofiego, a companhia falou das alternativas para continuar destravando valor para os acionistas, além de temas como um possível IPO da divisão de metais básicos e decisões de capital.

O banco destacou que a Vale Base Metals (VBM) está bem posicionada para capturar valor com uma base operacional competitiva e crescimento orgânico. No entanto, ressaltou que um eventual IPO da divisão não é um objetivo em si, já que a mineradora não espera uma reprecificação relevante apenas com esse movimento.

Ainda assim, a empresa pretende manter a divisão de metais básicos “pronta para IPO”, caso surja uma oportunidade favorável, segundo o banco.

O Itaú BBA também afirmou que o crescimento da VBM deve ser majoritariamente financiado com recursos próprios, com investimentos estimados em US$ 5 bilhões até 2035, sendo cerca de US$ 3 bilhões até 2030.

Vale vê espaço para aumento de produção, diz BBA

De acordo com o BBA, a Vale vê espaço para elevar a produção de cobre de cerca de 380 mil toneladas por ano atualmente para 700 mil toneladas até 2035. Já o negócio de níquel apresenta dinâmica mais desafiadora, e a companhia continua avaliando alternativas estratégicas.

Em relação ao minério de ferro, o banco disse manter uma visão construtiva para o curto e o longo prazo. A produção global de aço segue resiliente mesmo com a desaceleração da China, enquanto a queda no teor de alguns contratos favorece produtos de maior qualidade, como os da Vale, destacou.

Para o longo prazo, o Itaú BBA destaca o aumento da demanda por minério transportado por via marítima em regiões como a Índia, onde a Vale deve vender cerca de 10 milhões de toneladas em 2025, além da redução estrutural da indústria, estimada em cerca de 3% ao ano, que tende a favorecer produtores mais competitivos.

Frete e impacto da guerra

O BBA também apontou que a mineradora ampliou sua exposição de longo prazo ao frete, aumentando o volume de contratos de transporte além do nível histórico de cerca de 80% das necessidades logísticas.

A companhia, disseram os analistas, citou um impacto negativo estimado de US$ 2 a US$ 2,5 por tonelada decorrente da alta de cerca de US$ 20 por barril no Brent em meio ao conflito no Oriente Médio – foi mais do que compensado por uma elevação de aproximadamente US$ 5 por tonelada no preço do minério de ferro desde o início das tensões.

O Itaú BBA destacou também que a estratégia de alocação de capital da Vale segue focada em crescimento orgânico e projetos de alto retorno, enquanto fusões e aquisições só devem ocorrer se forem estrategicamente sólidas e geradoras de valor.

O banco ainda citou que os trabalhos de recuperação nas operações de Fábrica e Viga estão praticamente concluídos e que o impacto nos volumes de produção de 2026 deve ser limitado.

Braskem (BRKM5) confirma aprovação do Cade à entrada da IG4 como acionista

6 de Março de 2026, 20:07

A Braskem (BRKM5) confirmou nesta sexta-feira (6) que a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, o ato de concentração relacionado à potencial entrada de um Fundo de Investimento em Participações (FIP) na companhia.

A operação envolve a possível entrada do fundo, sob consultoria especializada da IG4, como acionista direto e/ou indireto da empresa. Caso a operação seja concluída, o FIP assumirá a participação atualmente detida pela Novonor, que está em recuperação judicial.

A transação decorre da aquisição, pelo Shine I Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Shine I FIDC), de créditos contra empresas do grupo Novonor, atualmente garantidos por alienação fiduciária de ações da Braskem.

A companhia destacou que, com a publicação do despacho da Superintendência-Geral, passa a contar um prazo de 15 dias para eventual avocação do processo pelo tribunal do Cade.

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