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Satya Nadella, da Microsoft: Não podemos deixar que os gigantes da IA ‘engulam’ a economia

23 de Junho de 2026, 06:12

Satya Nadella ajudou a impulsionar o boom da IA. Agora, ele tem uma mensagem dura para as empresas que lideram essa corrida.

O CEO da Microsoft está se juntando a um esforço crescente para enfrentar os gigantes da inteligência artificial OpenAI e Anthropic, descrevendo em entrevista sua visão para a próxima fase do boom da IA — que envolve modelos mais baratos, mais controle para usuários e uma estratégia política capaz de conquistar a confiança do público.

Nadella fez uma crítica contundente sobre como a corrida pela supremacia em IA tomou forma, com um pequeno grupo de empresas capturando o valor de uma tecnologia transformadora, enquanto fazem previsões alarmistas sobre riscos de segurança e perda de empregos, insistindo que precisam de recursos massivos para expansão ilimitada.

“Você não pode dizer: ‘todos os empregos de colarinho branco vão desaparecer e isso pode até ser uma arma, e vamos usar todo o poder para construir data centers’”, disse Nadella ao The Wall Street Journal. Segundo ele, o público não toleraria apenas algumas empresas e modelos “fazendo todo o aprendizado do mundo”.

Embora não tenha citado diretamente OpenAI, Anthropic ou o Google da Alphabet — as três empresas que desenvolvem os modelos proprietários mais avançados — ele deixou claro que a Microsoft quer direcionar a corrida da IA para longe de um futuro dominado pelos criadores dos modelos de fronteira.

Em poucas semanas, a Microsoft lançou uma série de modelos de baixo custo para reduzir os preços para clientes pressionados pelo aumento das contas de IA. A empresa também lançou o Copilot Cowork, um “agente” autônomo de IA que permite aos usuários escolher diferentes modelos — incluindo opções mais baratas — para tarefas de longa duração.

A Microsoft estuda hospedar uma versão da DeepSeek, uma fornecedora chinesa de IA de baixo custo que OpenAI e Anthropic acusam de “destilar” (ou copiar) seus modelos mais avançados. Essa medida poderia aumentar significativamente o uso do modelo chinês, potencialmente em detrimento da OpenAI e da Anthropic, que enfrentam a perspectiva de uma guerra prolongada de preços.

A movimentação é significativa para Nadella, que há muito tempo atua como uma espécie de estadista na corrida trilionária da IA, agora se alinhando a um esforço para deslocar a competição do desenvolvimento de modelos cada vez mais avançados.

OpenAI

A Microsoft é uma das parceiras mais antigas da OpenAI e já investiu bilhões na empresa. Após anos de tensões, as duas companhias firmaram recentemente um acordo que permitiu à OpenAI ampliar suas parcerias com outras big techs. A Microsoft também fechou um acordo multibilionário com a Anthropic no ano passado.

Nadella afirmou que há espaço para todas as empresas prosperarem e que surgirão novas companhias de grande sucesso. Um porta-voz da Microsoft disse que a empresa continuará fortalecendo parcerias com OpenAI e Anthropic e que a visão de Nadella não é um jogo de soma zero.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, tem feito alertas frequentes sobre possíveis perdas de empregos causadas pela IA, incluindo a previsão de que metade dos empregos de entrada pode desaparecer até 2029. O CEO da OpenAI, Sam Altman, também já projetou impactos relevantes no emprego, embora recentemente tenha dito estar “satisfeito” por ter errado algumas previsões.

A OpenAI publicou propostas de políticas para tentar mitigar os impactos da IA. Ambos os líderes também alertam para riscos de segurança, e a Anthropic se envolveu em atritos com a Casa Branca sobre possíveis ameaças de novos modelos avançados.

A Microsoft ficou atrás de seus concorrentes no desenvolvimento de modelos próprios. Na segunda metade de 2025, assinantes do Copilot passaram a preferir alternativas como o Gemini, do Google, segundo a consultoria Recon Analytics.

Sem um modelo de fronteira competitivo, a Microsoft decidiu usar seu poder financeiro para entrar na disputa de transformar modelos em commodities.

Nadella apresentou sua visão em um artigo publicado em 14 de junho, no qual descreve como serão as empresas “AI-first”.

O novo modelo de implantação de IA será mais democratizado, com benefícios amplamente distribuídos e menor dependência de poucos modelos dominantes, afirmou na entrevista.

Ele criticou executivos que tratam a IA apenas como ferramenta de redução de custos via demissões. “Não, e se a gente pensar em reorganizar os empregos?”, disse. Para ele, as empresas precisam combinar “capital de tokens” (capacidade de IA) e capital humano.

Nadella descreveu a IA como um motor de conhecimento que ajuda empresas a usar melhor seus funcionários e seus dados, combinando modelos com diferentes preços e capacidades. Esses modelos seriam “todos subindo a mesma montanha dentro de uma máquina que você controla”.

Na visão dele, o caráter das empresas será definido pelo “conhecimento tácito” que carregam — humano e artificial. No futuro, empresas serão sistemas de aprendizado contínuo de inteligência humana e IA. Proteger propriedade intelectual será essencial para evitar a comoditização.

Corrigir os problemas da corrida da IA exigirá mais do que narrativa, disse ele.

“Não basta narrativa, porque neste ponto precisamos agir”, afirmou Nadella. “Agora temos de fazer o trabalho duro de conquistar a permissão da sociedade.”

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Para alimentar a Microsoft na corrida da IA, Chevron entra na geração de energia

22 de Junho de 2026, 17:52

A Chevron assinou um contrato de 20 anos para fornecer eletricidade à Microsoft, em um movimento que marca a entrada definitiva da petroleira americana no mercado de geração de energia, em resposta à demanda explosiva por capacidade computacional dos gigantes de inteligência artificial.

O contrato prevê o fornecimento de energia para o Project Kilby, um campus de data center que a Microsoft planeja construir perto da cidade de Pecos, no Oeste do Texas.

A planta deve começar a gerar energia em 2028 e atingir 2,67 gigawatts ao longo do tempo, o suficiente para abastecer mais de 530 mil residências. O custo do projeto não foi divulgado, mas a TD Securities estima o investimento em cerca de US$ 9 bilhões.

A operação é desenvolvida em conjunto com a Engine No. 1, gestora americana de investimentos focada em transição energética, que tem a opção de adquirir 50% do projeto via sua subsidiária Joulent. Sete turbinas a gás da GE Vernova vão alimentar a planta. A decisão final de investimento será tomada ainda este ano.

“Este é um diferencial competitivo para nós”, disse Jeff Gustavson, presidente da divisão de novas energias da Chevron, em entrevista ao Financial Times. “De todos os projetos de data center anunciados nos Estados Unidos, quase nenhum atingiu o marco que alcançamos hoje, nem em escala ampla, nem dentro do nosso grupo de pares.”

Disputa com a Exxon

A Chevron disputa com a rival ExxonMobil a entrada no mercado de geração de energia off-grid (fora da rede pública), aproveitando a abundante produção de gás natural na Bacia do Permiano, no Oeste do Texas, principal região produtora de petróleo dos Estados Unidos. 

A NextEra Energy, distribuidora elétrica baseada na Flórida, anunciou no ano passado parceria com a ExxonMobil para desenvolver usinas térmicas a gás voltadas a seus clientes, entre eles o Google.

A aposta da Chevron se posiciona em meio à corrida bilionária dos gigantes de tecnologia, como Microsoft, Amazon e Alphabet, para ampliar a capacidade de seus data centers. 

A Microsoft, segundo a Bloomberg, pretende dobrar sua infraestrutura de data center nos próximos dois anos para acompanhar a expansão em IA, em um momento em que recua de seu compromisso de operar com 100% de energia renovável até 2030.

O excesso de gás

O modelo de negócio da Chevron se apoia em uma anomalia do mercado americano: há tanto gás natural no Permiano que falta capacidade de escoamento por gasodutos. 

O gás é subproduto da produção de petróleo, e em meses recentes o Waha Hub, principal referência de preço do gás da região, registrou cotações negativas, sinal de que produtores chegam a pagar para retirar o excedente do sistema.

“Esta é uma das marcas do projeto: trazer demanda para a bacia e evitar que esse cenário se repita”, afirmou Gustavson ao FT. A planta deve operar isolada da rede pública, sem afetar as tarifas locais. 

“Os consumidores estão preocupados com o crescimento da demanda elétrica e já sentem o efeito disso. Projetamos especificamente esta operação, nessa parte do país, para evitar qualquer um desses problemas.”

Arun Jayaram, analista do JPMorgan Chase, escreveu em relatório que a operação dá à Chevron “um fluxo de caixa não correlacionado à commodity subjacente, oferecendo diversificação valiosa”. É justamente esse o ângulo estratégico: criar uma fonte de receita previsível, de 20 anos, que não dependa das oscilações do preço do petróleo.

Capital da IA

O Texas hoje concentra 33 gigawatts em projetos de data center planejados, a maior fatia do país, segundo a BloombergNEF, à frente até da Virgínia (que ainda lidera em obras em execução). 

Os Estados Unidos devem dobrar sua capacidade total de data centers para 77 gigawatts até 2030, projeção que vem pressionando a rede elétrica e elevando o custo de energia para consumidores residenciais, com reação política crescente em diversos estados.

Para Gustavson, o projeto inicial não terá energia renovável, mas a Chevron estuda incorporar geração solar no futuro. “Haverá outros desenvolvimentos nesta área e em outras partes do país, e uma coisa que vamos continuar olhando é se conseguimos encaixar algumas dessas tecnologias de baixo carbono nessas operações”, disse ao FT.

“Liderança na era da IA será determinada por quem entrega energia e capacidade computacional de forma mais rápida, mais confiável e ao menor custo”, afirmou Chris James, fundador da Engine No. 1, em comunicado.

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CEO da Microsoft muda o discurso e critica gigantes de IA após perder terreno para Anthropic e OpenAI

22 de Junho de 2026, 09:58

A Microsoft foi uma das grandes propulsoras de inteligência artificial generativa no mundo. Agora, Satya Nadella, o CEO da companhia, está assustado com os rumos que a tecnologia está tomando. Em entrevista ao The Wall Street Journal (WSJ), o executivo fez duras críticas à forma como a corrida pelo domínio da IA tem se desenvolvido, […]

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Erin Brockovich says people are angry because data centers are being 'shoved down their throats' in secrecy

Environmental activist Erin Brockovich
Environmental activist Erin Brockovich has joined the fight against the proliferation of AI data centers.

left

  • Environmental activist Erin Brockovich has adopted a new cause: the impact of data centers.
  • She said residents are especially angry about NDAs between developers and local leaders.
  • That lack of transparency, she said, is fueling anger among residents who feel ignored.

Big Tech is expanding into communities across the country — and they aren't all that happy about it.

Many residents in cities and towns where tech companies are looking to build large data centers to power their AI products are mobilizing against them, concerned about a possible drain on water supplies, a surge in electricity costs, and a decline in their overall quality of life.

Now, legendary environmental activist Erin Brockovich, famously played by Julia Roberts in the 2000 film about her work, has joined the fight.

Brockovich said on a recent episode of "The Jim Acosta Show" that communities are angry because they feel shut out of the decisions being made in their own backyards — and that the projects are being "shoved down their throat in secrecy."

Brockovich said that residents learn about projects in the proposal stage, only to find that local officials are limited in what they can say because of nondisclosure agreements. In other cases, she said, projects are presented as warehouses rather than data centers.

"There's a lot of secrecy and NDAs at a very proposal stage," Brockovich said.

That lack of transparency, she said, is fueling anger among residents who believe their concerns are being ignored.

High-profile data center projects have faced backlash in recent months. A massive data center project in Utah backed by "Shark Tank" investor Kevin O'Leary has sparked statewide opposition, for example, leading Utah Gov. Spencer Cox to unveil a new "framework" for data center development on Friday that addresses many of the community's concerns.

"Utahns deserve confidence that water resources, air quality, utility rates, wildlife, and quality of life will be protected. This framework helps ensure that data center development aligns with Utah's long-term interests and reflects Utah values," Cox wrote in an X post.

Microsoft, which once relied on NDAs in the early stages of data center development, said earlier this year that it would stop requesting them after local opposition.

"We've made the decision that being transparent with the communities where we operate or seek to operate is paramount," the company said. "This shift is about strengthening public trust, enabling better dialogue, and ensuring that our growth is matched by meaningful engagement."

Microsoft has adopted its own framework for building data centers called the "Community-First AI Infrastructure Plan." It promises to pay for its own electricity, minimize water usage, and create local jobs, among other things.

Brockovich, who has spent decades working with communities on environmental fights, said residents are not opposed to hearing difficult information. What they object to, she said, is being excluded from the process.

"I've worked in communities for 30 years," she said. "They handle the truth."

Read the original article on Business Insider

Inside OpenAI's talent pipeline: See who's feeding and hiring away workers at Sam Altman's AI giant

23 de Março de 2026, 06:56
sam altman

Anna Moneymaker/Getty Images

  • OpenAI has become a centerpiece in the AI talent wars, data reviewed by Business Insider shows.
  • Workers often leave Big Tech for Sam Altman's venture and then move on to smaller startups.
  • The average tenure for US-based OpenAI employees is around 16 months.

Workers leave Big Tech for OpenAI. They fan out across a growing ecosystem of startups. Rinse and repeat.

Since it launched ChatGPT, the Sam Altman-led company has quickly become a magnet for AI talent. It has pulled hundreds of researchers and engineers from competitors like Google, Meta, and Apple, according to data reviewed by Business Insider. After sticking around for a while, many of those employees go on to found or join rival startups of their own.

The company has nearly quadrupled in size since its chatbot took off in 2023, scaling from a small research lab of around 1,000 employees to a tech company with more than 4,000 workers.

To get a sense of how OpenAI is faring in the race for AI talent, Business Insider analyzed findings from workforce intelligence provider Live Data Technologies, which used LinkedIn to track the comings and goings of around 1,300 employees from January 2023 to March 2026.

Live Data Technologies analyzed publicly available professional profile data for OpenAI employees who had available information on previous employers. The roles analyzed ranged from engineering and research to product, human resources, and recruiting.

Representatives for OpenAI didn't respond to a request for comment.

The company's hiring pipeline is highly concentrated

OpenAI was originally founded by Altman and Elon Musk in 2015 to compete with Google's DeepMind AI lab.

Now, Google is the No. 1 source of talent for OpenAI, accounting for roughly a quarter of hires, according to the data.

Nearly half of OpenAI hires in the last three years came from either Google, Meta, Apple, or Microsoft.

Apple's Jony Ive joined OpenAI last summer to work on a new AI device. The project encompasses around 300 workers, many of whom came from Apple, The Information reported earlier this year.

The company has also made several high-profile hires over the past year, including Slack CEO Denise Dresser, OpenClaw founder Peter Steinberger, and Instacart CEO Fidji Simo.

Since 2023, OpenAI has added roughly four times as many engineers as it has lost, highlighting the company's rapid expansion as the AI race intensifies.

The battle for AI talent has become one of Silicon Valley's fiercest. Big Tech companies are aggressively competing for a relatively small pool of researchers capable of building advanced AI systems.

Meta CEO Mark Zuckerberg has reportedly taken a hands-on role in recruiting top AI employees, while Meta and other companies have reportedly offered massive compensation packages, sometimes valued in the tens and hundreds of millions of dollars in stock.

OpenAI is known for its high compensation packages. The Wall Street Journal reported last year that its employees receive an average of $1.5 million in stock-based compensation. Public salary data from H-1B visa applications shows that research scientists at the AI venture have salaries ranging from $245,000 to $685,000, while engineering roles are listed with a range of $165,000 to $290,000.

Where employees go after OpenAI tells a different story

Departures are fragmented, spreading across more than 150 different companies, including competitors like Meta, Anthropic, and emerging labs such as Thinking Machines Lab, according to the data. The majority of OpenAI employees left for smaller startups, venture capital firms, or academia, according to the data.

The data suggests OpenAI has become a centerpiece in the AI talent network, pulling researchers from Big Tech and sending alumni across the startup and VC ecosystem.

Only a handful of companies received more than 15 OpenAI alumni in the last three years: Anthropic, Meta, Google, and Thinking Machines Lab, the data shows.

Anthropic is perhaps the best-known example. It was founded by former OpenAI researchers, including siblings Dario and Daniela Amodei. VP of Research Max Schwarzer left OpenAI for Anthropic earlier this month.

Meanwhile, several OpenAI employees who left the company to help found Thinking Machine Labs in February, including Barret Zoph, rejoined OpenAI earlier this year.

Common roles at OpenAI include engineering and research, the data shows. The average tenure for US-based OpenAI employees is around 16 months.

Do you work for OpenAI or have a tip? Contact this reporter via email at gkay@businessinsider.com or Signal at 248-894-6012. Use a personal email address, a nonwork device, and nonwork WiFi; here's our guide to sharing information securely.

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O que tem feito os lucros do S&P 500 crescerem e como a guerra no Irã pode impactar esse movimento

8 de Março de 2026, 14:00

O ponto central da temporada de resultados do S&P 500 é simples: o índice entregou mais um trimestre muito bom de lucros, e o número agregado continua forte o suficiente para sustentar a narrativa de resiliência do índice.

Com quase todas as empresas já tendo divulgado os seus números, 73% bateram o mercado, e o lucro consolidado cresceu 13% a/a, bem acima dos 7% esperados no início da temporada.

A conclusão aqui é que a barra de resultados estava baixa demais, e o índice voltou a surpreender para cima.

Os resultados do S&P 500 estão crescendo de maneira consistente há mais de 1 ano

Esse resultado ganha ainda mais peso porque não foi um evento isolado: o 4T25 marca também o quinto trimestre consecutivo de crescimento de lucros acima de dois dígitos no S&P 500.

Em ciclos normais, cinco trimestres seguidos nessa faixa costumam vir acompanhados de uma narrativa de expansão de qualidade, difusão e confiança no crescimento da maioria das empresas.

A leitura prática, porém, é que o ciclo está forte, mas mais “seletivo” do que parece quando olhamos só as notícias mais recentes.

Como foi a performance das empresas em geral (excluindo as 7 Magníficas)

O principal alerta da temporada está na baixa difusão do crescimento de lucros, que não avançou, movimento que está oposto à performance de mercado do S&P 500 no ano, com mais de 300 empresas com uma performance acima do índice.

Quando excluímos as 7 Magníficas (Apple, Nvidia, Meta, Microsoft, Amazon, Alphabet e Tesla), o ritmo de crescimento do LPA (lucro por ação) das outras 493 empresas desacelerou para 9,8% a/a no 4T25, versus 12,2% no 3T25.

Ou seja: o S&P 500 continua crescendo bem, mas o crescimento não está sendo difundido entre as companhias.

E a rentabilidade das companhias aumentou

Do lado de rentabilidade, o trimestre trouxe um reforço positivo: a margem líquida do S&P 500 subiu 20 bps, de 13,1% para 13,3% nesse trimestre.

Isso sugere eficiência operacional, mas também uma composição cada vez mais favorável, dado o peso cada vez maior de tecnologia e comunicação no consolidado e as maiores taxas de crescimento desses setores versus o índice (excluindo as 7 Magníficas).

Uma nova América está nascendo: setor industrial foi melhor do que tecnologia

O dado setorial mais interessante do 4T25 foi o desempenho das empresas industriais, com surpresa de LPA de 28,6% versus o consenso, cerca de 3 vezes acima da surpresa de tecnologia (8%).

Em paralelo, saúde, consumo discricionário, materiais básicos, financeiro e consumo não discricionário ficaram essencialmente em linha (até 5% de surpresa), e serviços básicos foi o único setor com surpresa negativa (-1,6%).

Ou seja, o mercado pode estar concentrado em poucas narrativas, mas estamos observando cada vez mais a expansão dos investimentos nos EUA e a recuperação dos EUA como potência industrial e manufatureira após anos de baixos investimentos.

Por que as principais empresas do mundo de tecnologia estão performando mal em 2026?

O mercado parece ter olhado menos para a qualidade do trimestre e mais para dois pontos: investimentos maiores e menor clareza de monetização imediata dos investimentos em IA.

Em outras palavras, a temporada mostrou crescimento ainda sólido das principais companhias de tecnologia do mundo, mas com o investidor exigindo mais “prova de retorno” e menos disposto a pagar apenas por narrativa.

A conclusão é que, hoje, bater o consenso não é suficiente; o mercado quer entender a trajetória de fluxo de caixa e os retornos dos investimentos dessas companhias.

Em 2026 o mercado está mais cético com novos investimentos em IA, após 3 anos exuberantes de performance

Nos hyperscalers (Meta, Microsoft, Amazon e Alphabet), isso ficou explícito na revisão positiva de US$ 120 bilhões no capex para 2026 versus as estimativas iniciais do consenso.

Esse tipo de revisão costuma ser ótima notícia para a cadeia de infraestrutura de IA, mas tende a ser uma notícia ambígua para as próprias ações no curtíssimo prazo, porque aumenta a sensibilidade a qualquer frustração de monetização.

A conclusão é que o mercado está tratando capex como “risco de execução”, não como “garantia de crescimento”, pelo menos por enquanto.

A Meta foi a exceção e, por isso, virou o melhor exemplo do que o mercado quer ver, subindo 10%. O motivo foi a combinação de aceleração dos negócios tradicionais em anúncios com sinais mais claros de monetização de IA (anúncios, Reels e recomendação) — isto é, investimento alto, mas com retornos.

Por que a Nivida caiu mesmo após um resultado positivo?

A Nvidia também ilustra bem essa fase do ciclo de mercado. Os números foram fortes e acima do consenso, com receita de US$ 68,1 bilhões, mas a ação caiu 4% após o resultado.

A interpretação mais provável é que o mercado está precificando a hipótese de “pico de lucros” e que deveriam, no longo prazo, mostrar uma desaceleração devido aos menores investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.

A nossa leitura é que esse ceticismo parece prematuro diante da elevada demanda estrutural por capacidade computacional e novas aplicações de IA artificial que ainda estão apenas começando, com destaque para a IA física.

E como a guerra atual no Oriente Médio influencia os meus investimentos?

Apesar da incerteza quanto à duração da guerra no Oriente Médio e aos seus impactos negativos sobre a inflação e o crescimento global, historicamente, conflitos geopolíticos tendem a não dominar a narrativa do mercado financeiro no médio prazo. Ou seja, os fundamentos econômicos tendem a prevalecer sobre as notícias.

Em outras palavras, em períodos de medo e incerteza, os retornos em ações podem ser maiores, justamente porque a aversão ao risco aumenta e os ativos são precificados com desconto.

É importante lembrar também que, em última instância, são os fundamentos econômicos que determinam a economia e os mercados.

E, quando olhamos para os EUA, os dados reforçam esse ponto: o Federal Reserve informou que os balanços patrimoniais das famílias estão sólidos, não apenas no agregado ou entre as famílias de maior renda, mas em todas as faixas de renda.

Para ilustrar, a dívida como percentual do patrimônio líquido das famílias mais pobres do país está atualmente em 16,1%, após recuar gradualmente de 20% no início da década e, tecnicamente, atingir agora o menor nível desde 1999.

E vale sempre lembrar o que, no fim do dia, move o S&P 500: o consumidor americano. O consumo nos EUA representa mais de dois terços do PIB do país (cerca de US$ 20 trilhões) e, se fosse uma economia separada, teria escala comparável à da China. Até aqui, essa força segue positiva, em expansão e com baixa alavancagem.

Concluindo…

Em conclusão, o cenário para o S&P 500 em 2026 revela um mercado de fortes fundamentos, mas que exige maior seletividade do investidor. Embora a resiliência dos lucros seja evidente, com o quinto trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos, o otimismo agora é temperado pelo ceticismo quanto ao retorno imediato dos investimentos em IA e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

No entanto, o surgimento de uma “Nova América” industrial, a resiliência do consumidor americano e a eficiência operacional das companhias sugerem que, apesar do ruído das manchetes de guerra, os fundamentos econômicos tendem a prevalecer no médio prazo. O investidor que focar em empresas com capacidade real de monetização e fluxo de caixa sólido estará melhor posicionado para transformar o prêmio de risco atual em retornos consistentes.

Carteira internacional da Empiricus passa por ajustes após resultados das empresas; veja novas recomendações

8 de Março de 2026, 10:00

Para o mês de março, em meio a conflitos globais e volatilidade nas bolsas ao redor do mundo, a Empiricus Research apresentou alterações na sua carteira recomendada de ações internacionais. A relação de ações indicadas é formada por Brazilian Depositary Receipts (BDRs).

Alphabet (GOOGL),  Visa e Microsoft (MSFT34) tiveram suas posições aumentadas. As duas primeiras subiram para o peso 15%, enquanto a última dobrou o seu espaço, saindo de 5% em fevereiro, para 10% neste mês.

Já as ações da Amazon,  Berkshire Hathaway (BERK34) e TSMC (TSMC34) foram reduzidas. As duas primeiras saíram de 15% para 10%, já a terceira perdeu metade do espaço de fevereiro, saindo de 10% para 5%.

De acordo com o relatório, a nova formatação da carteira foi realizada a partir da análise dos resultados do quarto trimestre de 2025 divulgado em fevereiro pelas companhias.

O analista Enzo Pacheco, que assina a carteira, explicou que o aumento de espaço da Alphabet aproveita o enfraquecimento da ação, visando ainda um potencial de crescimento consistente da plataforma de nuvem Google Cloud e da aceleração do ciclo de Inteligência Artificial.

Apesar dos riscos competitivos entre ferramentas de pesquisa e de regulamentações sobre publicidade, a Alphabet ainda possui uma diversificação de receitas advindas de assinaturas pagas, que contrapõem possíveis impactos negativos.

Sobre a valorização da Visa, o relatório afirma que a tese se sustenta após a companhia divulgar resultados “acima das expectativas, com crescimento de receita e lucro acima dos 10% pelo terceiro trimestre consecutivo”. Para a Empiricus, o preço de negociação do papel segue atrativo em um bom ponto de entrada

No caso da Microsoft, Pacheco enxerga boas perspectivas para a empresa, após recente desvalorização desde a divulgação dos resultados. “Entendo esse momento como uma oportunidade para aumentarmos a posição a um preço mais favorável”, conclui.

Já entre as baixas, a perda e espaço da TSMC foi justificada pela aposta em teses de mercado mais favorável, uma vez que a ação foi valorizada recentemente. Apesar da redução, a análise ainda ressalta a aposta em companhias no mercado de semicondutores, que avalia como “essencial”.

A queda da Berkshire Hathaway e da Amazon seguem a mesma lógica, segundo a Empiricus.

Para a Berkshire, a redução aconteceu antes da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, prevendo uma possível reação negativa do mercado que considera a recente mudança de CEO no início de janeiro, quando a companhia finalizou a gestão de Warren Buffett e Greg Abel assumiu o cargo.

Ainda assim, Pacheco ressalta que a Empiricus mantém a exposição em teses de tecnologia, ainda que com a ressalva sobre o sentimento negativo sobre o setor. Segundo o relatório, a casa busca a diversificação na carteira.

As 10 melhores ações internacionais para investir em março:

Empresa BDR Ação (EUA) Peso (%)
Alphabet GOGL34 GOOGL 15
Novo Nordisk N1VO34 NVO 15
Visa VISA34 V 15
Amazon AMZO34 AMZN 10
Berkshire Hathaway BERK34 BRK/B 10
Coinbase C2OI34 COIN 10
Microsoft MSFT34 MSFT 10
Alibaba BABA34 BABA 5
Baidu BIDU34 BIDU 5
Taiwan Semiconductor (TSMC) TSMC34 TSM 5

*Com supervisão de Juliana Américo

Investimento em IA é bolha? BTG elenca 16 motivos para defender que não

4 de Dezembro de 2025, 19:55

A demanda por cada vez mais poder computacional é o pilar da valorização das empresas de IA. E falou em IA, falou em “bolha” – algo que mais hora menos hora estoura.

É impossível saber se estamos ou não diante de uma. E sempre há a outra possibilidade: a de que os preços das ações simplesmente tenham alcançado um platô permanentemente elevado.

Essa é basicamente a conclusão de uma análise divulgada pelo BTG Pactual. Ela mostra que as grandes empresas do setor, a começar por Nvidia, Google e Microsoft, têm fundamentos sólidos, ou seja: margens saudáveis, baixa alavancagem e geração robusta de caixa.

Por outro lado, sempre vale lembrar a frase do economista americano Irving Fisher. Semanas antes do crash de 1929, o maior estouro de bolha da história, ele disse justamente que “os preços das ações atingiram um platô permanentemente elevado”. Não era o caso.

Seja como for, o BTG lista 16 motivos para acreditar que a revolução da IA tem características estruturais, e que o espaço para a expansão tecnológica e de infraestrutura ainda é vasto. Veja os pontos.

1. Ganhos de produtividade

Eles chegam a 1,3 ponto percentual por ano com a adoção rampante de IA, ou US$ 1,5 trilhão de produção global extra anual. É um choque de produtividade “amplo e duradouro”, de acordo com a análises e, mesmo com concorrência elevada e com o fracasso de algumas companhias com o passar do tempo, a tecnologia em si prospera.

2. Rentabilidade consistente nos investimentos em IA

Os investimentos na área não têm nada de especulativos: o US$ 1,2 trilhão por ano aplicado em infraestrutura – data centers, chips e redes – formam uma base de ativos de US$ 2,4 trilhões, que precisa gerar US$ 1,68 trilhão anuais em retorno para a economia global para dar lucro. Esse volume é, na visão do banco, plenamente compatível com o impacto de produtividade estimado por estudos independentes.

3. Margens mais elevadas

O receio de que a “bolha de IA” esteja se formando faz referência à “bolha ponto com” – a das empresas que, no final da década de 1990, foram superestimadas. A situação é diferente, segundo o BTG, porque as 10 maiores empresas do S&P 500 apresentavam margens líquidas de 17%, em média, naquela época, enquanto os atuais líderes têm 32%. Quer dizer: o ciclo de investimentos em IA é mais lucrativo e mais resiliente hoje.

4. Geração de caixa robusta

Lucro é uma demonstração contábil. Um dado mais sólido é o “fluxo de caixa livre”, o dinheiro que efetivamente sobra no caixa da empresa depois de todos os gastos a cada trimestre. Entre as empresas do S&P 500, ele é hoje de 3,5%. Ou seja, para cada US$ 100 que a empresa coloca no negócio, US$ 3,5 ficam no caixa. Isso é quase três vezes mais do que o período de 2000 a 2001. Em outras palavras: o ciclo atual das empresas é financiado por caixa real e não por dívidas excessivas.

5. Preços bem abaixo dos níveis da última bolha

O Nasdaq 100, índice que reúne as empresas americanas de tecnologia, é negociado entre 29 e 30 vezes o lucro, distante do nível de 44 vezes em 1999 e de 89 vezes em 2000. Você lê essa métrica da seguinte forma: considerando o preço atual, o mercado está disposto a pagar cerca de US$ 29 a US$ 30 por cada US$ 1 de lucro anual da empresa.

É, em resumo, um indicador para as expectativas de crescimento das companhias. Para o BTG, a precificação das ações das big techs hoje é “mais moderada” e também amparada por lucros muito maiores.

6. Líderes de mercado mais baratos do que no passado

Na bolha das ponto com, Cisco, Intel, Microsoft e outras eram negociadas entre 50 vezes a 70 vezes o lucro. Muitas superavam o nível de 100 vezes. Hoje, as gigantes de IA – Google, Nvidia, Meta, Microsoft de novo… – são negociadas entre 20 vezes e 35 vezes o lucro.

7. Capex financiado internamente

Só 46% do fluxo de caixa das empresas hoje é reinvestido, muito baixo dos 75% em 2001. Pode parecer um contrassenso avaliar positivamente empresas que estão investindo menos, mas a leitura do BTG é de que as companhias estão destinando seus recursos de forma mais equilibrada.

8. Alavancagem muito menor

As maiores empresas americanas operam com caixa líquido: a relação entre a dívida líquida e o Ebitda, é de 0,3 vez. Essa relação é conhecida como alavancagem e indica quantos anos a empresa levaria para pagar suas dívidas usando todo o lucro operacional. Em geral, um indicador abaixo de 2x é um sinal de que a empresa está financeiramente saudável. Ou seja, 0,3x é um nível extremamente conservador.

9. Demanda firme e chips duráveis sustentam o ciclo da IA

A demanda por computação em nuvem e IA continua acelerando: os serviços AWS (da Amazon), Azure (da Microsoft) e Google Cloud voltaram a crescer entre 20% e 40% ao ano. Ao mesmo tempo, as GPUs – processadores especializados usados para treinar e operar modelos de IA – têm vida útil longa, de aproximadamente seis anos.

Isso significa que as gigantes globais de computação em nuvem têm receitas futuras mais previsíveis e conseguem extrair valor dos chips por um bom tempo, fortalecendo a sustentabilidade do ciclo de investimentos em IA.

10. A tecnologia está longe do seu potencial máximo

Os avanços recentes mostram que a IA ainda tem muito espaço para evoluir. A redução das alucinações, por exemplo, avança paulatinamente, mas ainda está longe do ideal. Isso indica que a tecnologia não está madura – e que a demanda por mais computação e novos modelos deve seguir crescendo.

11. O mercado de IPOs ainda é fraco

Nos últimos 12 meses, houve 56 IPOs no segmento de IA, contra 511 no auge da bolha das ponto com. Ou seja, o ciclo atual não mostra exuberância especulativa em novas emissões como já ocorreu no passado.

12. O mercado não está em euforia

Mesmo com toda a atenção sobre IA, o humor geral dos investidores ainda é negativo: o índice de “Medo e Ganância”, criado pela CNN, aponta para “Pessimismo Extremo” – próximo de 19 pontos, bem abaixo da linha neutra de 50. Isso significa que, apesar do avanço das empresas de IA, o mercado como um todo não demonstra um comportamento eufórico, nem demanda excessiva por ativos de risco, que é uma condição típica de bolhas. A postura predominante ainda é de cautela, não de entusiasmo.

13. O medo da bolha freia os excessos que poderiam levar a uma bolha

O BTG cita uma pesquisa recente do Bank of America. Ela mostra que 54% dos gestores profissionais creem estar vivendo uma bolha de IA. E isso é bom. Quando o medo de bolha cresce entre profissionais de mercado, os investidores tendem a reduzir posições arriscadas e a operar de forma comedida. Ou seja, paradoxalmente, o fato de muitos acreditarem que há uma bolha diminui a probabilidade de uma bolha clássica se formar, pois os próprios agentes atuam para evitar excessos.

14. O investidor de varejo também está cauteloso

O índice AAII Bull/Bear, que mede o sentimento do investidor individual americano, permanece em território negativo. Isso indica que o pequeno investidor, o primeiro a responder aos ciclos especulativos, não está otimista. A falta de entusiasmo tanto entre profissionais (item 13), quanto no varejo reforça que não há clima emocional típico de bolha.

15. Investimento em IA é pequeno quando comparado a grandes ciclos históricos

O BTG calcula que, hoje, os investimentos em data centers de IA representam 1,3% do PIB. Há quem diga que estão construindo demais. Só que talvez não. Data center é o que há de mais moderno em infraestrutura. Nos momentos do passado em que o hype de infra era a construção de ferrovias, gastava-se muito mais: até 6% do PIB.

16. Queda de juros favorece teses de longo prazo

Juros menores tornam mais valioso cada dólar de lucro futuro. Quando os juros caem, os investidores calculam que o valor presente dos lucros que as empresas vão gerar no futuro é maior. Isso beneficia especialmente negócios cujo potencial econômico está mais avançado, como as empresas de IA, que investem muito agora para colher resultados maiores nos próximos anos.

Processo de Trump contra YouTube termina em acordo que vai pagar por salão de baile na Casa Branca

30 de Setembro de 2025, 12:45

O Google, que controla o YouTube por meio da Alphabet, concordou em pagar US$ 24,5 milhões para encerrar as acusações de Donald Trump de ter sido impedido de publicar em seu canal do YouTube após o ataque ao Capitólio em 2021. Para Trump, a plataforma incorreu em censura ilegal, segundo documentos do processo.

O acordo divulgado na segunda-feira (29) encerra a longa contestação judicial de Trump à suspensão no YouTube.

O documento afirma que US$ 22 milhões serão destinados à construção de um novo salão de baile na Casa Branca, um projeto muito querido por Trump. O restante será destinado a alguns outros autores que se juntaram a Trump na ação judicial.

Desde que reconquistou a presidência em novembro, Trump conseguiu obter acordos favoráveis ​​com outras gigantes da tecnologia e da mídia, acusadas por ele de maltratá-lo — apesar de tribunais terem decidido regularmente que as empresas de mídia social têm o direito, garantido pela Primeira Emenda, de moderar o conteúdo como bem entenderem.

“Estou feliz, o presidente está feliz por resolver isso”, disse John Coale, advogado que representou Trump em seus casos sobre as suspensões de redes sociais, em uma mensagem de texto. O Google não quis comentar.

Batalha antitruste

O acordo ocorre em um momento em que o Google se envolve em batalhas antitruste com o Departamento de Justiça e enfrenta a possibilidade de um juiz forçar a empresa a se desfazer de uma parte fundamental de seus negócios — uma plataforma de publicidade.

No início deste mês, um juiz federal de Washington rejeitou o pedido do governo dos EUA para forçar a venda do navegador Chrome após constatar que o Google monopolizava ilegalmente as buscas online.

A ABC News, da Walt Disney, concordou em dezembro em pagar US$ 15 milhões a uma futura fundação ou museu presidencial de Trump para encerrar um processo que alega que o âncora George Stephanopoulos o difamou em um comunicado sobre um processo judicial contra Trump.

Em janeiro, a Meta concordou em pagar US$ 25 milhões — incluindo US$ 22 milhões por uma biblioteca de Trump — para resolver o processo de Trump sobre sua suspensão do Facebook após o ataque ao Capitólio por uma multidão de seus apoiadores após sua derrota nas eleições de 2020.

Trump encerrou sua disputa judicial com o Twitter sobre o banimento no começo do ano. Os autos do processo não revelaram detalhes sobre o acordo. O The Wall Street Journal noticiou posteriormente, citando fontes não identificadas, que o X concordou em pagar US$ 10 milhões para resolver as alegações do presidente.

Ele acabou perdendo o caso contra o Twitter em um tribunal de primeira instância, com um juiz federal de São Francisco decidindo em 2021 que a empresa não violou os direitos constitucionais de liberdade de expressão ao suspender sua conta e as de outros usuários por violações de seus termos de serviço.

O recurso de Trump ainda estava pendente quando um acordo foi alcançado.

O acordo com o Google foi noticiado primeiramente pelo The Wall Street Journal.

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