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IA, caixa e paciência: como o Softbank reescreveu seu “manual” para investir na América Latina

25 de Março de 2026, 07:55

A partir de 2019, o Softbank se tornou um dos investidores mais ativos da América Latina. Com cheques grandes e uma tese agressiva de crescimento, o grupo japonês ajudou a impulsionar uma geração de unicórnios no Brasil e na região, investindo em empresas como Wellhub, Rappi, QuintoAndar, Kavak, Unico, MadeiraMadeira, Creditas, Ualá, Petlove, Merama, Omie, […]

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BNY's CEO on the firm's newest crop of managers overseeing its 140 'digital employees'

23 de Março de 2026, 06:12
Robin Vince, CEO, BNY
Robin Vince is the CEO of BNY.

Courtesy of BNY

  • BNY's CEO, Robin Vince, is all in on AI's role in steering the bank's future.
  • Now, some managers oversee the bank's 140 digital employees, a form of agentic AI.
  • We spoke to Vince and a BNY managing director about the program.

Despite its 240-year pedigree, BNY isn't showing its age.

Under CEO Robin Vince, who took the reins in 2022, the firm — founded by Alexander Hamilton — is aggressively embracing AI. Recently, it has begun entrusting some managers with oversight of a contingent of new workers who don't even require a chair: the digital employee.

"All digital employees report to a human manager," Vince said in an interview with Business Insider this month in Palm Beach.

These digital employees create a layered effect with the company's agentic products, in which a single entity coordinates the activities of multiple individual agents. The digital workforce is more than 140 agents strong, each one with roughly two dozen skills, give or take, comprising their suite of abilities.

And, just like humans, they're held accountable for their work — with performance reviews.

After executing a variety of tasks humans might find tedious, the digital employee presents it to "the human who's responsible for the process — 'I've just done three quarters of the work for you. And by the way, I did it in 10 minutes instead of what would have otherwise been two weeks," the CEO explained.

About 100 managers across the firm oversee digital employees, including Rachel Lewis, a managing director and a two-decade BNY veteran who now serves as head of AI enablement for operations. Appointed to the role this year, Lewis is now helping teams across the bank build and deploy digital employees within their day-to-day workflows.

"We're kind of transferring the mundane to the machines," she said, describing how the tools are taking over routine processes and shifting how work gets done.

Lewis told Business Insider she works closely with teams across BNY to help them develop their own digital employees — often starting with ideas that come directly from the people doing the work and turning them into tools over time.

"The person that came up with that idea actually gets the opportunity to build that digital employee," she said. As teams begin to incorporate them into their workflows, she added, the technology starts to feel less like software and more like part of the team. "It's just almost having a virtual teammate as part of your group."

170,000 hours of training

To prepare for the AI age, BNY implemented a massive 170,000-hour AI training program for its 48,000 staffers. "Everyone in the company has done two to three hours," he said. The goal was to turn employees into a new class of supervisors who managed, rather than competed with, the machine. "We're investing in our people, because I want them to be the unlockers and users of AI," Vince added.

Last week, he sent a memo to several thousand of the firm's senior leaders pointing to some of the firm's past efforts in AI and encouraging them to be proactive in continuing to incorporate it. "We have an obligation to our company to capture this opportunity," Vince wrote in the email, whose subject line was "Reimagining BNY."

"This is a fundamental leadership shift, not simply a capability shift," he added. "It will require each of us to lean in and role-model how to engage with AI and how to harness it to solve problems."

Speaking to Business Insider, Vince described his first personal deep dive into AI as a "summer project" that kicked off in 2023 and never ended.

It was sparked by a YouTube video he saw that broke down the functionality of Tesla's Autopilot 12. He watched as the car observed human behavior and applied what it saw to navigating a stop sign, rather than adhering to a few rigid lines of code. "It was very clear to me that the future of AI was going to be learning to make decisions," Vince said. He wanted to bring that same adaptive intelligence to the bank. "It was highly applicable to our businesses," he added, "and it would be able to be a very fundamental input to how we actually ran the company."

Expanding the digital workforce

While some of the earliest digital employees have applications focused on straightforward fixes like data repair and data capture, Lewis said the tools that have stood out most are those that make it easier for employees to build and refine their own digital employees.

Building a digital employee starts with observing how work is actually done. Teams record themselves completing tasks step by step, allowing the system to analyze different approaches and identify the most efficient way to perform the work. That output is then used to generate the instructions that guide a digital employee, which are refined over time as teams train the system on new variations of the task.

Lewis said that as digital employees become embedded in workflows, teams are also treating them more like members of the workforce. "There is a performance review," she said.

Managers evaluate how the systems perform by reviewing outputs, identifying where they skip tasks or "didn't perform as expected," and feeding that work back into the system to be retrained on new variations and edge cases.

"We're continuously monitoring them," she added. "Every week it gets a little bit better."

Even as it expands its digital workforce, Vince said there are no plans to cut back on human capital; these tools, he said, are meant to supercharge their workflow, but not take responsibilities out of their hands. "I speak to CEOs who say, 'We're going to downsize, massively, our campus program.'" Vince's reply? "Why would you do that?"

"We've got the opportunity to have young people who are pre-trained in AI, enthusiastic, and be able to add to our business in different ways," he said.

Read the original article on Business Insider

Bolsa barata, gringo de volta e juros em queda: A equação que pode destravar os IPOs no Brasil

13 de Março de 2026, 07:00

Durante quatro anos, o Brasil não sabia o que era um IPO (oferta pública inicial de ações). Trata-se da maior seca de aberturas de capital da história do mercado.

Nem mesmo em momentos de recessão econômica, como no período de Dilma Rousseff, o país ficou tanto tempo sem ver empresas ingressarem na bolsa. Pelo contrário: nos últimos anos, houve fechamento de capitais. Ao todo, 50 empresas deram adeus à B3.

Uma conjunção de fatores, como a disparada da taxa básica de juros, afastou o fluxo da renda variável. Embora o Ibovespa tenha subido 57% desde 2021, investidores — principalmente os locais — ficaram de fora dessa pernada, atraídos pelos gordos retornos da renda fixa.

Outro entrave para emperrar a janela foi o histórico das empresas que fizeram IPOs. Segundo um estudo da assessoria financeira Seneca Evercore, das 94 empresas que abriram capital desde 2024, apenas 17 ficaram no azul.

Mas, ao que parece, o jogo está para virar. A bolsa mudou a chavinha e disparou 30% em questão de meses. O rali continuou em janeiro e fevereiro, embora o conflito envolvendo o Irã tenha arrefecido um pouco esse movimento.

Enquanto isso, nos Estados Unidos duas fintechs brasileiras abriram capital. O PicPay (PICS) saiu no topo da faixa indicativa e levantou US$ 500 milhões. Parecia um sinal de que os investidores globais estavam famintos por Brasil.

No IPO seguinte, o da Agibank, houve uma mudança de tom. A própria ação do PicPay chegou a despencar 18% dias após a estreia, o que acendeu o sinal amarelo para o apetite do investidor estrangeiro.

Somado a isso, o temor de que as inteligências artificiais pudessem afetar as empresas trouxe pessimismo para as empresas de tech.

Isso acabou resvalando na fintech, que foi obrigada a cortar tanto a faixa indicativa quanto o número de ações ofertadas pela metade. Resultado: o que era para ser uma oferta de US$ 785 milhões acabou saindo por US$ 276 milhões.

Um indicativo de que a janela de IPOs está enferrujada? Não necessariamente.

Mercados diferentes

Segundo especialistas de bancos que conversaram com o Money Times, trata-se de mercados diferentes. A começar pelo perfil das empresas.

Enquanto a bolsa americana atrai mais techs, até o momento, no Brasil a expectativa é que empresas de saneamento e energia — consideradas mais seguras — deem o tom da nova janela.

Pelo menos três companhias mostraram interesse em dar as caras na bolsa: Aegea Saneamento, BRK Ambiental e Compass Gás & Energia.

fora foi uma situação bem específica. Eles tentaram pegar referência de investidores que investem naquele tipo de ativo, e muito investidor que é bastante orientado para tecnologia”, destaca André Moor, chefe do banco de investimento Bradesco BBI.

Ele recorda que surgiu um grande ceticismo em relação a companhias que podem ser mais facilmente disruptadas por inteligência artificial. Isso acabou prejudicando o processo.”

Quem estava olhando o PicPay e também analisando o Agibank acabou tendo que reformatar o deal. No fim das contas, foi meio que azar do Agibank, que pegou essa onda de rotação de portfólio nos Estados Unidos, com investidores reduzindo exposição a tecnologia.”

Mas isso não deveria fechar a janela, destaca ele. Aqui no Brasil, o apetite do investidor estrangeiro continua.

Gabriela Evans, diretora de renda variável do Santander, vai na mesma linha ao afirmar que o “impacto é menor”. Para ela, uma nova janela se abrindo. Apesar disso, a especialista destaca três pontos para que ela deslize com maior facilidade:

  • continuidade do fluxo internacional de recursos;
  • empresas de qualidade e com tamanho relevante;
  • histórias de investimento interessantes para quem está comprando.

Os investidores internacionais estão buscando novas oportunidades em mercados emergentes, e o Brasil hoje ainda se destaca por preço e risco — ou seja, valuations mais baixos e um risco percebido relativamente menor.”

Evans, por outro lado, diz que o investidor local será mais relutante em entrar na festa, pelo menos neste momento. Isso porque a taxa de juros ainda é bastante atrativa e os fundos de renda variável continuam enfrentando saques.

Ou seja, para participar de um IPO, o investidor local muitas vezes teria que vender um ativo que possui. Isso significa que a troca precisa valer muito a pena — seja pelo valuation, pelo setor, pelo potencial de crescimento ou pelo histórico da companhia.

O peso do Ibovespa

Anderson Brito, chefe do banco de investimento do UBS BB, lembra outro ponto: o peso do Ibovespa está mais concentrado em setores que não têm risco estrutural elevado com inteligência artificial.

Ou seja, o que poderia ser um ponto fraco do país vira um diferencial importante em meio a questionamentos sobre possíveis bolhas relacionadas à IA.

Se você olhar a composição do Ibovespa, cerca de 20% a 25% está em serviços financeiros, que, na média, tendem a ser positivamente impactados pela IA, principalmente pela melhoria do cost-to-incomeou seja, redução de custos e ganho de eficiência.”

Outros 20% estão em mineração, setor tradicional que também tende a ser positivamente impactado pela tecnologia.

Em seguida vêm petróleo, gás e combustíveis, que também têm uma dinâmica própria, inclusive relacionada à transição energética.

Utilidades públicas, como energia e saneamento, representam cerca de 11%. Quando você soma tudo isso, estamos falando de mais de 70% do principal índice do Brasil alocado em setores tradicionais ou em setores nos quais o risco estrutural de disrupção é bem menor.”

A conta do mercado é que até 10 empresas possam abrir capital no Brasil neste ano.

Guerra no Irã pode afetar IPOs?

De acordo com Moor, do Bradesco, a expectativa é que o conflito não atrapalhe a janela — desde que seja curto e fique restrito ao Irã, cenário considerado mais provável neste momento.

A gente não está vendo envolvimento direto da China nem da Rússia, por exemplo.”

Moor lembra, ainda, que o Brasil é uma economia relativamente fechada. Cerca de 70% do PIB é consumo doméstico.

As exportações representam algo perto de 30%, e uma parte relevante disso são commodities para a China.

Ninguém está sancionando o Brasil ou impedindo o país de vender para determinados mercados, então o impacto direto tende a ser neutro.”

O que pode acontecer é alguma pressão de curto prazo no câmbio e no preço do petróleo, gerando um pico inflacionário momentâneo. Mas o Banco Central sabe que, no longo prazo, essa pressão tende a cair.”

Preço importa

Virou quase um lugar-comum dizer que o Ibovespa está barato — mas é difícil ignorar o fato.

Mesmo com a valorização recente do mercado local, o Brasil ainda negocia a cerca de 10 a 10,5 vezes preço/lucro (P/L), segundo cálculos de analistas do UBS.

Para comparação:

  • o mercado mexicano negocia perto de 17 vezes;
  • o mercado americano negocia perto de 23 vezes.

Ou seja, ainda existe espaço para o mercado performar, principalmente em um ambiente em que a curva de juros comece a cair.

Hoje os juros estão perto de 15%, mas o consenso do Banco Central aponta para queda. As projeções caminham para 11,5%, com alguns economistas falando em 11% e outros, até em 10,5%.

Follow-ons tiram demanda?

Mas, se os IPOs ainda caminham devagar, os follow-ons (ofertas subsequentes de ações) seguem a todo vapor.

Neste ano, empresas como Pague Menos (PGMN3), Riachuelo (RIAA3) e Banco Pine (PINE4) foram ao mercado captar recursos. A joia da coroa, porém, deverá ser a privatização da Copasa. Essa demanda poderia tirar o apetite por IPOs?

Segundo Moor, em grande parte, trata-se de teses novas ou com poucas referências na bolsa.

Por isso, normalmente essas ofertas precisam trazer algum diferencial para o investidor. Ou a empresa apresenta um modelo de negócios melhor do que o de alguma referência listada, ou precisa sair com desconto em relação às comparáveis.”

Além disso, ele destaca que muitos follow-ons recentes são relativamente pequenos — ofertas de R$ 300 milhões a R$ 1 bilhão.

Considerando que, em janeiro, entraram cerca de R$ 74 bilhões de recursos estrangeiros no mercado brasileiro, essas ofertas acabam sendo pequenas em relação ao volume de capital disponível.”

E as eleições?

Quis o destino que a volta dos IPOs ocorra justamente em um período eleitoral, conhecido pela volatilidade. Mesmo assim, o investidor estrangeiro parece não estar muito preocupado com isso.

O que a gente tem escutado do investidor institucional internacional é que existe uma visão positiva para a bolsa brasileira, independentemente da eleição”, diz Brito, do UBS BB.

Mais importante, segundo ele, são os juros. Hoje a taxa ainda está elevada e pode terminar o ano entre 12% e 13%. O que os investidores observam muito mais é a curva média esperada, e não apenas a fotografia do DI hoje.”

O melhor cenário para o fim do ano seria algo próximo de 11,5%, e o mercado começa a caminhar nessa direção. Então, o investidor está olhando muito mais a tendência de queda da renda fixa do que o nível atual da taxa de juros.”

Nubank acerta acordo de ‘naming rights’ com estádio do Inter Miami, de Messi

4 de Março de 2026, 11:01

O Inter Miami, time do astro Lionel Messi, assinou um acordo com a Nu Holdings que concede à gigante de tecnologia financeira os direitos de naming rights do novo estádio da equipe, além de espaço nas famosas camisas rosas do clube.

O contrato plurianual dá ao Nu uma posição de destaque em seus planos de expansão nos Estados Unidos, com Miami servindo como sua sede no país. Fundada no Brasil em 2013, a empresa cresceu para cerca de 130 milhões de clientes em três países da América Latina e aguarda sua licença bancária nos EUA.

Os direitos de naming devem impulsionar o avanço na “construção de marca nos Estados Unidos”, que é o maior desafio do Nu, afirmou Cristina Junqueira, cofundadora da fintech e CEO da operação americana.

A nova casa do Inter Miami, com capacidade para 26.700 torcedores e localizada próxima do Aeroporto Internacional de Miami, passará a se chamar Nu Stadium.

Miami Freedom Park

A parceria também se estenderá ao empreendimento comercial e de varejo ao redor, conhecido como Miami Freedom Park. O distrito empresarial e de entretenimento contará ainda com prédios de escritórios que poderão futuramente abrigar funcionários do Nu, segundo Junqueira.

Os termos financeiros do acordo não foram divulgados. O proprietário do Inter Miami, Jorge Mas, classificou o contrato como “uma das parcerias mais significativas da história das cinco principais ligas esportivas dos Estados Unidos”.

Mas afirmou ter recebido diversas propostas para o novo estádio, que será a casa do clube de futebol mais valioso dos EUA. O acordo com o Nu, sediado em São Paulo, vai muito além do nome do estádio, disse ele.

“Estou em uma cidade hispânica, sou um time global e quero fazer algo com uma empresa global”, afirmou. “Não é apenas um contrato de naming rights. Não é apenas um acordo de camisa. É uma parceria de verdade.”

O estádio será inaugurado em 4 de abril, na partida do Inter Miami contra o Austin FC. O local também receberá shows, eventos corporativos e privados, além de outras competições esportivas, segundo comunicado.

Além do estádio, o logotipo do Nu aparecerá nas costas das camisas do Inter Miami a partir de agosto. A camisa rosa número 10 de Messi está entre as mais vendidas do futebol mundial. O Inter Miami conquistou seu primeiro título da Major League Soccer em 2025.

A fintech também operará o Nu Club, uma área premium de hospitalidade com um túnel de vidro que permite ver os jogadores caminhando entre o vestiário e o campo. Já a Nu Plaza funcionará como um “hub comunitário” para sediar eventos da marca dentro do distrito comercial.

O Nu, avaliado em US$ 72 bilhões, atua no Brasil, México e Colômbia. O futebol é extremamente popular nos três países, e a camisa de Messi é presença constante em lojas e nas ruas, afirmou Junqueira.

“A conversa começou por causa do estádio. Depois veio a camisa e também as oportunidades dentro do distrito”, disse. “Miami é o principal destino dos nossos clientes.”

O JPMorgan Chase & Co. detinha os direitos de naming do antigo estádio do Inter Miami, em Fort Lauderdale, na Flórida. Já a Inter & Co. possui os direitos do estádio do Orlando City SC, na Flórida Central.

Com os direitos de mídia representando uma parcela pequena da receita do Inter Miami, fechar parcerias e contratos de patrocínio com as marcas certas é a parte mais importante da estratégia, disse Mas. O clube, que tem David Beckham como sócio, está avaliado em cerca de US$ 1,45 bilhão, segundo a Sportico.

“Patrocinadores são a linha de vida do nosso clube e estou tentando construir algo que agregue valor”, afirmou Mas. “Todos vão saber o que é o Nu Stadium.”

Fundadores de XP, Stone e Nubank lançam instituto para apoiar pequenas e médias empresas

10 de Fevereiro de 2026, 11:35

Guilherme Benchimol, fundador da XP, André Street, cofundador da Stone, e David Vélez, fundador do Nubank, lançaram nesta terça-feira (10) o Instituto B55, iniciativa sem fins lucrativos voltada a pequenas e médias empresas que já superaram a fase inicial, mas enfrentam dificuldades para ganhar escala.

O instituto parte do diagnóstico de que o Brasil tem alto potencial empreendedor, mas enfrenta obstáculos para transformar esse dinamismo em crescimento. O primeiro produto da iniciativa será lançado em 5 de março, e a operação deve começar efetivamente em abril, com a entrada dos primeiros empreendedores e alunos.

O B55 tem como proposta atuar em gargalos recorrentes do crescimento empresarial, como a falta de conhecimento aplicado, método e estrutura para avançar após a fase inicial. O nome do instituto combina a ideia de “base”, representada pela letra B, com o número 55, código internacional do Brasil.

O projeto é liderado por Cristhiano Faé, cofundador e CEO do B55, fundador de empresas como a Accera, vendida à Neogrid em 2018, e responsável pela execução da iniciativa.

Empresas estagnadas

Segundo Street, o Brasil tem cerca de 47 milhões de empreendedores, mas mais de 70% das empresas enfrentam algum grau de estagnação. Além dos três fundadores, o B55 conta com mais de 20 embaixadores que atuarão em mentorias e atividades de formação. Entre os nomes confirmados estão Jorge Paulo Lemann, David Feffer, Fabricio Bloisi, Mariano Gomide, Pedro Franceschi e Henrique Dubugras.

O público-alvo do instituto são empresas da chamada economia real, incluindo negócios de serviços, logística, saúde e varejo que já superaram a fase inicial, mas encontram dificuldades para escalar. O projeto também dialoga com o setor de tecnologia e se posiciona entre aceleradoras voltadas a startups em estágio inicial e programas de apoio de base, como os do Sebrae.

Estruturado ao longo dos últimos seis meses, o B55 foi organizado em quatro frentes: educação e desenvolvimento; jornada e aceleração; comunidade e networking; e a criação de um hub físico de empreendedorismo e inovação, ainda em fase de estudo. A operação começa com um escritório em São Paulo e uma equipe inicial de cerca de dez pessoas.

Apesar de ser uma organização sem fins lucrativos, o B55 tem como objetivo alcançar autossuficiência financeira. O capital inicial, aportado pelos fundadores, está na casa dos milhões de dólares, e o plano é encerrar o primeiro ano de operação com equilíbrio financeiro.

Nubank pretende obter licença bancária no Brasil em 2026

3 de Dezembro de 2025, 11:52

O Nubank disse nesta quarta-feira (3) que pretende obter uma licença bancária no Brasil depois que os reguladores decidiram, na semana passada, impedir que empresas que não são bancos usem a palavra “banco” em suas marcas.

O Nubank afirmou que a decisão do Banco Central não deve provocar mudanças relevantes nos requisitos adicionais de capital.

Maior fintech do país, com mais de 110 milhões de clientes e valor de mercado de US$ 85 bilhões, o Nubank até agora não precisava de uma licença bancária porque as regras em vigor permitiam que oferecesse cartões de crédito e abrisse contas sem essa autorização.

A decisão do BC deu às empresas 120 dias para apresentar um plano de adequação à nova regra. “O Nubank foi fundado há 12 anos e é responsável pela inclusão de 28 milhões de pessoas no sistema financeiro”, disse em comunicado Livia Chanes, presidente do Nubank no Brasil, nesta quarta-feira.

O Nubank já obteve licença bancária no México e ingressou com pedido de autorização para operar como banco nos Estados Unidos no início deste ano.

O Brasil – e a bolsa – pode ser o maior ganhador do novo ciclo de cortes de juros nos EUA

14 de Outubro de 2025, 19:00

Poucos países reagem tanto às decisões do Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, quanto o Brasil. Quando os juros americanos caem, o dólar tende a perder força e investidores passam a buscar mercados onde há melhores opções de retorno. Nesse cenário, com a Selic ainda em 15%, o Brasil se torna um destino atrativo para parte desse capital. E, como consequência, a bolsa brasileira também ganha.

O efeito acontece em cadeia:

  • O Fed corta juros, o que diminui a atratividade dos produtos de renda fixa nos Estados Unidos.;
  • Em busca de melhores oportunidades de retorno, investidores estrangeiros trazem recursos para o Brasil e compram títulos de renda fixa, como títulos públicos, que pagam mais;
  • Com mais dólares chegando ao país, o real se valoriza e, ao mesmo tempo, melhora a percepção de risco do país no mercado;
  • A inflação sente o alívio do real mais valorizado e, com isso, o Banco Central brasileiro pode ganhar espaço para reduzir a Selic nos próximos anos;
  • Juros mais baixos no Brasil tendem a estimular consumo e investimentos, o que ajuda a impulsionar a bolsa.
  • Em 2025, o real já se valorizou cerca de 11% frente ao dólar, que hoje gira em torno de R$ 5,20. Essa força da moeda reforça o interesse de investidores em ativos locais e reduz pressões inflacionárias internas.

A experiência de outros ciclos reforça esse ponto: em períodos de queda de juros, o Ibovespa subiu em média 10% nos seis meses seguintes ao primeiro corte. Agora, o mercado projeta que a Selic siga elevada até o fim de 2025, mas comece a cair em 2026. E que termine o próximo ano em 12,25% e atinja 9,75% em 2027, segundo estimativas do Goldman Sachs.

Do lado externo, o Goldman também projeta que o Fed faça mais dois cortes em 2025 e outros dois em 2026, levando a taxa americana para algo entre 3% e 3,25% até meados de 2026. Essa trajetória define o ritmo de desvalorização do dólar e o tamanho do fluxo que pode chegar a emergentes como o Brasil.

Esse pano de fundo recoloca a bolsa brasileira no radar de grandes investidores globais. E cria oportunidades em diferentes setores. Analistas dividem essas ações brasileiras em dois blocos:

  • Cíclicas domésticas: companhias ligadas a crédito e consumo, como Localiza, Cyrela, BTG Pactual, Nubank, GPS e Smartfit.
  • Defensivas sensíveis a juros: empresas que mantêm receitas estáveis, mas aumentam margens com custo de financiamento mais baixo, como Eletrobras e Equatorial em energia, Copel e Sabesp em saneamento, Multiplan em shoppings e Rede D’Or na saúde.

Mas é bom lembrar que essa dinâmica positiva não elimina os riscos do cenário: as contas públicas brasileiras seguem pressionadas, a economia chinesa dá sinais de enfraquecimento e o ambiente geopolítico pode atrapalhar o fluxo de capital para emergentes.

Mesmo com essas incertezas, a combinação atual de Selic alta, bolsa negociada a múltiplos baixos e real mais valorizado coloca o Brasil em posição de destaque. Se a dinâmica observada em ciclos anteriores se repetir, o país pode novamente estar entre os maiores beneficiados pelo movimento de cortes de juros iniciado pelo Federal Reserve.

Muito além dos latinos: com a expansão para os EUA, Nubank também quer conquistar os americanos

1 de Outubro de 2025, 13:54

Com a expansão para os EUA, a Nu Holdings vê uma oportunidade para alcançar clientes além da América Latina. “Num primeiro momento, nossos clientes iniciais serão aqueles que adotam novidades antes do grande público”, afirmou Cristina Junqueira, cofundadora e diretora de crescimento da empresa, durante o painel Women, Money & Power, em evento da Bloomberg, realizado em Londres nesta quarta-feira (1). “Nossa chegada aos Estados Unidos tem potencial para ressoar até entre o público americano, para além da comunidade latino-americana.”

A executiva se mudou de São Paulo para a Flórida para supervisionar as operações internacionais do Nubank. “Agora estou baseada em Miami, então são três horas e meia de voo da Colômbia, três horas de voo da Cidade do México e, claro, isso me posiciona bem para eventualmente supervisionar nossas operações nos EUA”, disse ela.

“O Nubank vê o mercado americano como uma enorme oportunidade”, disse Cristina Junqueira, já que alguns estados americanos têm economias maiores até que a do Brasil. Aliás, o Brasil é atualmente o maior mercado da empresa. Mas a executiva disse que o processo de licenciamento leva tempo e que o Nubank está buscando uma oportunidade de longo prazo nos EUA.

Nubank contrata

O Nubank contratou vários executivos de tecnologia nos EUA este ano. Na semana passada, nomeou Michael Rihani, ex-diretor de produtos da Coinbase Global, como seu novo diretor de criptomoedas. Em agosto, contratou Eric Young, ex-Snap, para atuar como diretor de tecnologia.

O banco é atualmente a empresa financeira de capital aberto mais valiosa da América Latina, à frente do Itaú Unibanco.

“Este é um bom passo inicial para a expansão do mercado endereçável, considerando o tamanho do mercado americano”, disse Gustavo Schroden, analista do Citigroup. “No entanto, para os investidores, a principal preocupação é a possibilidade de a administração perder o foco.”

Cristina Junqueira afirmou que o Nubank não está abrindo mão de suas oportunidades de crescimento nos mercados onde ele já tem presença, como o Brasil, que ainda é sua única operação lucrativa. “Há muito espaço para quase dobrarmos nossa receita, mesmo com a atual base de clientes amadurecendo”, disse ela.

A cofundadora do Nubank também disse que a empresa ainda não vê muito impacto da intensificação da concorrência na América Latina com rivais como Mercado Livre e Revolut. “Há mais concorrência”, disse Cristina Junqueira. “Isso é ótimo, os clientes têm mais opções, mas não estamos vendo isso impactando nosso crescimento até agora.”

Nubank pede autorização para operar nos EUA

30 de Setembro de 2025, 16:17

A Nu Holdings informou que solicitou uma autorização para se tornar um banco nacional nos EUA. A fintech brasileira busca expandir seus negócios para além do mercado latino-americano.

A instituição apresentou sua solicitação à Office of the Comptroller of the Currency (OCC), de acordo com um comunicado divulgado nesta terça-feira (30). A medida contribuirá para sua evolução de uma plataforma regional para uma empresa global.

“Solicitar uma autorização nacional nos EUA nos ajuda a atender melhor nossos clientes no país e, no futuro, a nos conectar com aqueles que compartilham necessidades financeiras semelhantes e podem se beneficiar de nossos produtos e serviços”, disse o CEO do Nubank, David Velez, no comunicado.

As ações da empresa subiram com a notícia, mas apagaram os ganhos e caíram cerca de 0,4% às 14h22 em Nova York. O Nubank é atualmente a instituição financeira de capital aberto mais valiosa da América Latina, avaliada em cerca de US$ 77 bilhões.

Um estatuto bancário nacional “apoiará a capacidade do Nubank de inovar com responsabilidade e escalar com eficiência no mercado americano, oferecendo contas de depósito, cartão de crédito, empréstimos e custódia de ativos digitais”, informou o comunicado.

O Nubank obteve recentemente a aprovação do governo para uma licença que permitirá que sua unidade mexicana opere como um banco. Atualmente, a empresa também opera no Brasil e na Colômbia e acumulou 122,7 milhões de clientes até junho.

Seu negócio nos EUA será uma subsidiária integral, com um conselho que inclui ex-reguladores financeiros e executivos dos EUA e do Brasil. O presidente do conselho nos EUA será o ex-presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, e também incluirá a cofundadora e diretora de crescimento do Nubank, Cristina Junqueira.

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