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Petróleo, ouro e juros nos EUA: de olho nesses temas, Empiricus recomenda BDRs para setembro

10 de Setembro de 2026, 12:00

Na hora de decidir onde alocar seu patrimônio em 2026, o cotidiano de um investidor já se acostumou a lidar com os mesmos temas: conflito no Oriente Médio, disparada do petróleo, inflação, juros sob pressão ao redor do mundo. E essa realidade não devem mudar no curto prazo.

Inclusive, todos esses temas foram considerados na carteira Empiricus BDRs ao trazer sua edição de setembro, com os ativos internacionais mais promissores para quem busca lucros com exposição ao cenário exterior a partir de agora.

No relatório da nova edição, o analista responsável, Matheus Spiess, ressalta que o momento é de seletividade ao investir, especialmente considerando os dados econômicos vindos dos Estados Unidos.

Com isso, duas novas apostas entram na carteira neste mês, focadas em pautas que podem seguir promissoras mesmo em meio às incertezas: especialmente ligadas à commodities como o petróleo e o ouro.

Sai SLB (SLBG34), entra Valero (VLOE34): conheça os novos BDRs recomendados

Você já ouviu falar da SLB (B3: SLBG34) ou da Valero (VLOE34)? A SLB é uma das maiores prestadoras de serviços de petróleo do mundo, e seus papéis faziam parte das recomendações da Empiricus no mês passado.

Porém, as ações acumularam alta de 20% na NYSE somente em agosto, beneficiadas, também, pela forte valorização do petróleo – abrindo uma oportunidade para realização de lucros.

“Realocaremos o capital para uma tese mais diretamente ligada ao cenário atual, na qual a dinâmica dos preços do petróleo e, sobretudo, dos derivados tende a beneficiar fortemente as refinarias ocidentais”, afirma Spiess.

Com isso, as ações saem de cena da carteira e, em seu lugar, entram os BDRs da Valero: uma empresa de refinaria que pode se beneficiar do repasse da alta do petróleo a produtos refinados como gasolina e diesel – que determinam a margem da companhia.

“A menor oferta de petróleo e, principalmente, de derivados, diante de uma menor oferta de refino no Oriente Médio, amplia a diferença entre o preço do petróleo bruto e o dos produtos refinados. Com essa diferença estruturalmente mais elevada, a Valero, focada exclusivamente no refino, tende a capturar lucros maiores”, afirma.

Além do petróleo, o ouro também está na corrida: conheça o GDXB39

Em busca de “refúgios” para seus portfólios em tempos de crise, investidores aumentaram sua exposição ao ouro, tido como um ativo de proteção estrutural,que viu seus preços se beneficiarem do novo choque entre oferta e demanda – semelhantemente ao que ocorreu no petróleo.

A Empiricus decidiu que uma tese ligada ao outro não poderia ficar de fora da carteira de BDRs. Com isso, apresenta aos investidores o GDXB39, BDR de um ETF de mineradoras de ouro.

“O ouro segue como reserva histórica de valor, com uma tese estrutural sustentada pelas incertezas fiscais e geopolíticas, além da demanda persistente dos bancos centrais. Com preços elevados, as margens das produtoras tendem a se expandir mais do que as do ouro físico”, afirma o analista.

O que o cenário macro dos EUA diz sobre seus investimentos

Não se sabe se a próxima reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), marcada para a próxima semana (dias 15 e 16 de setembro), trará mais uma manutenção nos juros ou, possivelmente, o início de um ciclo de alta por lá.

Até a próxima sexta-feira (11), os números de agosto do CPI (Índice de Preços ao Consumidor) e do PPI (Índice de Preços aos Produtores) devem ser divulgados. Ambos são cruciais para definir o quão aquecida a economia norte-americana está, e podem influenciar diretamente nas decisões de política monetária.

Apesar da inflação ter dado sinais de avanço menor que o esperado na última leitura cheia (CPI de julho), Kevin Warsh, presidente do Fed, defende que precisa de “evidências mais consistentes” de que ela está convergindo para a meta, antes de seguir por um caminho de afrouxamento monetário.

“Payroll, CPI e novas falas dos dirigentes serão decisivos para o próximo passo, e a seletividade [nas ações] continua mais importante do que uma aposta binária sobre o movimento dos juros, com preferência por empresas capazes de combinar crescimento visível, balanços robustos e conversão comprovada de investimento em caixa”, conclui Spiess.

Empiricus BDRs: acesse carteira completa gratuitamente

Os dois BDRs citados anteriormente não são os únicos entre as recomendações da Empiricus para setembro: a carteira ainda conta com outros 11 outros nomes de qualidade, todos conectados ao mercado internacional e as principais tendências do momento.

Para conhecer as recomendações na íntegra, o relatório completo da carteira Empiricus BDRs está disponível de forma 100% gratuita na área logada da Empiricus.

Você pode acessá-lo com apenas alguns cliques, mediante um cadastro rápido e, assim, conhecer as indicações do mês sem realizar nenhum compromisso financeiro inicial. Basta clicar no botão abaixo:

GRATUITO: ACESSE A CARTEIRA EMPIRICUS BDRs

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Squadra vende ações do Inter (INBR32); confira

9 de Setembro de 2026, 18:55

A Squadra Investimentos reduziu sua participação acionária no Inter (INBR32) para 4,93%, mostra documento enviado ao mercado nesta quarta-feira (9).

Segundo comunicado, a gestora passou a deter 16 milhões valores mobiliários.

De acordo com a gestora, a participação não tem como objetivo alterar a composição do controle acionário nem a estrutura administrativa da companhia.

As apostas da Squadra

Enquanto diminui sua participação no Inter, a gestora vê outro banco interessante: o Nubank. Em carta semestral, a gestora diz que a sofisticação dos modelos do Nubank tem permitido ampliar a carteira sem uma deterioração equivalente na qualidade dos ativos. Mesmo diante do aumento da inadimplência, a fintech segue apresentando desempenho superior à média do mercado.

Squadra considera Hapvida (HAPV3) o ‘maior erro de sua história’ e vê oportunidade em outras quatro ações – Money Times

A inteligência artificial também pode ajudar o banco a avançar sobre clientes de renda média e alta, público tradicionalmente atendido por instituições com estruturas mais caras e maior contato humano.

Um dos projetos nessa frente é o chamado “AI Private Banker”, uma espécie de gerente virtual capaz de oferecer atendimento e recomendações mais personalizados.

A aposta também passa pela expansão internacional. Para a Squadra, o desempenho no México representa uma primeira demonstração de que o modelo do banco digital consegue ser exportado. Depois de dificuldades e adaptações nos primeiros anos, a companhia construiu uma franquia relevante de depósitos e passou a ampliar a carteira de crédito com uma relação considerada atrativa entre risco e retorno.

Já a entrada nos Estados Unidos, recebida com ceticismo por parte do mercado, é vista como uma opção de crescimento que praticamente não está embutida no preço da ação.

O Nubank deve começar pelo cartão de crédito voltado ao público de massa e, posteriormente, tentar repetir a trajetória brasileira, acrescentando depósitos e outros produtos até se tornar o principal banco de seus clientes.

Com Seu Dinheiro

Itaú BBA mantém aposta em BDR com potencial de valorização de 28%

19 de Agosto de 2026, 11:17

A Aura Minerals (AURA33) segue como uma das principais apostas do Itaú BBA no setor de mineração, mesmo após um primeiro semestre abaixo das expectativas.

Em relatório após reunião com o CEO Rodrigo Barbosa e a diretora de RI, Natasha Utescher, o banco manteve recomendação de outperform (compra) para as ações e elevou o preço-alvo para o fim de 2027 para US$ 98 por ação da AUGO e R$ 169 por BDR da AURA33.

A nova estimativa representa um potencial de valorização de cerca de 29%, segundo o banco. Apesar de ter reduzido as projeções de produção para 2026 e adotado uma visão mais conservadora para o preço do ouro no curto prazo, o BBA segue otimista com a capacidade da companhia de entregar crescimento e ganhos operacionais nos próximos anos.

Recuperação operacional no radar

Para os analistas, o principal gatilho para as ações da Aura será a recuperação operacional esperada para o segundo semestre de 2026, especialmente após resultados mais fracos em minas como MSG e Apoena.

No caso da MSG, a companhia priorizou investimentos em desenvolvimento subterrâneo, renovação de frota e melhorias de infraestrutura, o que pressionou temporariamente volumes, teor de minério e custos. Já em Apoena, a exploração de áreas com menor teor durante o desenvolvimento da cava Nosde também afetou a produção.

“Estamos mais otimistas com o desempenho do segundo semestre”, afirmam os analistas. A expectativa é de melhora sequencial em MSG, Apoena e Borborema, além de maior processamento em Almas e contribuição relevante de Aranzazu, beneficiada pelos preços elevados do cobre.

O BBA projeta produção de 364 mil onças equivalentes de ouro (koz) em 2026, avançando para 420 mil koz em 2027 e 497 mil koz em 2028.

Ouro perde força, mas cenário segue favorável

O banco também revisou para baixo suas estimativas para o preço do ouro entre 2026 e 2028. A projeção passou para US$ 4.400 por onça em cada um desses anos, ante estimativas anteriores entre US$ 4.500 e US$ 5.000.

A mudança reflete a recente correção da commodity, influenciada por juros reais mais altos nos Estados Unidos, fortalecimento do dólar e menor apetite dos investidores.

Ainda assim, o Itaú BBA mantém visão positiva para o médio e longo prazo. Segundo os analistas, fatores como compras contínuas de ouro por bancos centrais, diversificação de reservas internacionais, preocupações fiscais e riscos geopolíticos continuam sustentando os preços em patamares historicamente elevados.

Valuation ainda atrativo

Mesmo após a valorização recente dos papéis, o banco avalia que a Aura continua negociando a níveis atrativos em comparação aos pares globais.

A instituição destaca que a mineradora combina crescimento relevante de produção, retornos elevados sobre o capital investido, balanço desalavancado e potencial de remuneração aos acionistas.

A projeção é que o lucro operacional medido pelo EBITDA alcance US$ 959 milhões em 2026, subindo para US$ 1,16 bilhão em 2027 e US$ 1,45 bilhão em 2028.

“O pacote de crescimento continua atrativo, mas a execução passa a ser o principal fator para destravar valor”, diz o relatório. Na visão do Itaú BBA, caso a Aura consiga cumprir as metas de expansão e recuperação operacional, as ações podem reduzir o desconto em relação às grandes mineradoras do setor.

Eli Lilly (LILY34): fabricante do Mounjaro estreia na carteira de ações internacionais da Empiricus; entenda por que investir

7 de Agosto de 2026, 10:00

A carteira recomendada de ações internacionais (BDRs) da Empiricus Research trouxe a Eli Lilly (LILY34) como uma das novidades para o mês de agosto. A fabricante do Mounjaro entrou no lugar da Novo Nordisk (N1VO34), farmacêutica responsável pelo Ozempic.

Matheus Spiess, analista da casa, afirma que a escolha leva em consideração o fato de a Eli Lilly apresentar “um valuation atrativo e uma sequência de gatilhos relevantes para os próximos meses” que podem mantê-la na liderança do mercado.

Saiba por que a Eli Lilly (LILY34) está entre as recomendações da carteira de BDRs

Spiess destaca três pontos principais para a entrada das ações da Eli Lilly na carteira:

  • Conjunto mais robusto de catalisadores que impulsionem papéis; 
  • Maior potencial de valorização e
  • Melhor assimetria para o momento.

Tratando-se de catalisadores, os avanços recentes podem exemplificar. Os principais produtos de incretinas da empresa, Mounjaro e Zepbound, somaram US$ 14,8 bilhões em receita no 2º trimestre (2T26), quase 65% da receita total da companhia.

A Eli Lily também lançou o Foundayo, medicamento oral para diabetes, em abril deste ano, além de ter concluído a Fase 3 de estudos da retatrutida. O medicamento é um agonista triplo, capaz de simular o GLP-1, GIP e glucagon, para o tratamento da obesidade e diabetes.

Mesmo assim, em termos de valuation, suas ações seguem negociadas a 27,7x os lucros projetados para os próximos 12 meses, patamar inferior à média dos últimos cinco anos, de 37,3x. Ou seja, as ações podem estar em um bom ponto de entrada para investir.

“Esse desconto, aliado à sólida execução operacional e ao potencial do pipeline, sustenta nossa recomendação em Eli Lilly”, afirma Spiess.

Carteira de BDRs da Empiricus conta com 12 recomendações

Além da Eli Lilly, a carteira Empiricus BDR conta com mais 11 recomendações, e você pode acessar o relatório completo de forma 100% gratuita.

O portfólio conta com ativos internacionais de diversos setores da economia, como:

  • Tecnologia;
  • Saúde;
  • Financeiro;
  • Energia;
  • Dentre outros.

Ao acessar, você pode conhecer todas as ações recomendadas e saber o quanto investir em cada um para buscar os melhores resultados.

Clique no botão abaixo e conheça os BDRs mais promissores na visão da Empiricus:

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Carteira internacional da Empiricus passa por ajustes após resultados das empresas; veja novas recomendações

8 de Março de 2026, 10:00

Para o mês de março, em meio a conflitos globais e volatilidade nas bolsas ao redor do mundo, a Empiricus Research apresentou alterações na sua carteira recomendada de ações internacionais. A relação de ações indicadas é formada por Brazilian Depositary Receipts (BDRs).

Alphabet (GOOGL),  Visa e Microsoft (MSFT34) tiveram suas posições aumentadas. As duas primeiras subiram para o peso 15%, enquanto a última dobrou o seu espaço, saindo de 5% em fevereiro, para 10% neste mês.

Já as ações da Amazon,  Berkshire Hathaway (BERK34) e TSMC (TSMC34) foram reduzidas. As duas primeiras saíram de 15% para 10%, já a terceira perdeu metade do espaço de fevereiro, saindo de 10% para 5%.

De acordo com o relatório, a nova formatação da carteira foi realizada a partir da análise dos resultados do quarto trimestre de 2025 divulgado em fevereiro pelas companhias.

O analista Enzo Pacheco, que assina a carteira, explicou que o aumento de espaço da Alphabet aproveita o enfraquecimento da ação, visando ainda um potencial de crescimento consistente da plataforma de nuvem Google Cloud e da aceleração do ciclo de Inteligência Artificial.

Apesar dos riscos competitivos entre ferramentas de pesquisa e de regulamentações sobre publicidade, a Alphabet ainda possui uma diversificação de receitas advindas de assinaturas pagas, que contrapõem possíveis impactos negativos.

Sobre a valorização da Visa, o relatório afirma que a tese se sustenta após a companhia divulgar resultados “acima das expectativas, com crescimento de receita e lucro acima dos 10% pelo terceiro trimestre consecutivo”. Para a Empiricus, o preço de negociação do papel segue atrativo em um bom ponto de entrada

No caso da Microsoft, Pacheco enxerga boas perspectivas para a empresa, após recente desvalorização desde a divulgação dos resultados. “Entendo esse momento como uma oportunidade para aumentarmos a posição a um preço mais favorável”, conclui.

Já entre as baixas, a perda e espaço da TSMC foi justificada pela aposta em teses de mercado mais favorável, uma vez que a ação foi valorizada recentemente. Apesar da redução, a análise ainda ressalta a aposta em companhias no mercado de semicondutores, que avalia como “essencial”.

A queda da Berkshire Hathaway e da Amazon seguem a mesma lógica, segundo a Empiricus.

Para a Berkshire, a redução aconteceu antes da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, prevendo uma possível reação negativa do mercado que considera a recente mudança de CEO no início de janeiro, quando a companhia finalizou a gestão de Warren Buffett e Greg Abel assumiu o cargo.

Ainda assim, Pacheco ressalta que a Empiricus mantém a exposição em teses de tecnologia, ainda que com a ressalva sobre o sentimento negativo sobre o setor. Segundo o relatório, a casa busca a diversificação na carteira.

As 10 melhores ações internacionais para investir em março:

Empresa BDR Ação (EUA) Peso (%)
Alphabet GOGL34 GOOGL 15
Novo Nordisk N1VO34 NVO 15
Visa VISA34 V 15
Amazon AMZO34 AMZN 10
Berkshire Hathaway BERK34 BRK/B 10
Coinbase C2OI34 COIN 10
Microsoft MSFT34 MSFT 10
Alibaba BABA34 BABA 5
Baidu BIDU34 BIDU 5
Taiwan Semiconductor (TSMC) TSMC34 TSM 5

*Com supervisão de Juliana Américo

Quais ações internacionais comprar em março? Empiricus revela carteira recomendada com Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e mais

7 de Março de 2026, 10:00

A carteira recomendada de ações internacionais da Empiricus Research passou por algumas mudanças táticas voltadas para o mês de março.

A seleção mensal, assinada por Enzo Pacheco, analista da casa, traz ativos que ainda carregam potencial de valorização para investidores que se posicionarem agora, mesmo em um cenário geopolítico delicado e maior sentimento de aversão ao risco nos mercados.

Certezas de um lado, incertezas de outro: o contexto econômico que envolve as bolsas globais

A primeira semana do mês de março trouxe a grande escalada dos conflitos no Oriente Médio, protagonizados pelos Estados Unidos, Israel e Irã.

As primeiras notícias do conflito trataram de derrubar ativos de risco ao redor do mundo, deixando diversos índices (desde na bolsa norte-americana até nas asiáticas, e inclusive o Ibovespa, no Brasil) no vermelho.

Isso porque, em cenários de total incerteza como esse, muitos investidores optam por migrar parte de seus portfólios para ativos de proteção, como o ouro.

Porém, Enzo Pacheco, analista de ações internacionais da Empiricus Research, defende que é essencial que o investidor mantenha algum nível de exposição às bolsas internacionais – especialmente a norte-americana – independentemente do cenário.

Os Estados Unidos seguem sendo a casa das teses de investimento de maior relevância no mercado, como as big techs e outras empresas ligadas à inteligência artificial (IA).

Dito isso, para Pacheco, este é um “momento técnico”, que não diz respeito a zerar posições, mas sim aumentar a exposição a três ações bastante específicas, reveladas em relatório da última segunda-feira (2).

Por que Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e Visa (VISA34) são apostas para buscar lucros em março?

Segundo Enzo Pacheco, a estratégia para o mês de março é aumentar a exposição em três teses de alta qualidade que estão descontadas atualmente e, assim, buscar valorizações assertivas: Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e Visa (VISA34).

  • Alphabet (Nasdaq: GOOG; B3: GOGL34)

A Alphabet, holding do Google, acumula queda de cerca de 9% em suas ações na Nasdaq nos últimos 30 dias. Para Pacheco, essa é uma oportunidade de compra.

“Aproveitamos o enfraquecimento recente do papel, que interrompeu o forte momentum de alta observado ao longo de quase todo o ano de 2025. Mesmo com a queda recente, a companhia mantém crescimento consistente em Google Cloud, forte geração de caixa e posição dominante em busca e publicidade digital, além de estar bem-posicionada para capturar a expansão de IA”, afirma o analista.

  • Microsoft (Nasdaq: MSFT; B3: MSFT34)

A Microsoft, bastante conhecida do grande público, viu suas ações sofrerem uma derrocada na bolsa norte-americana desde o dia 28 de janeiro, data em que divulgou seus últimos resultados trimestrais. Porém, já ensaiam uma recuperação – o que reforça que a tese não perdeu sua qualidade:

“Apesar da reação de mercado [aos resultados trimestrais], a empresa segue com ótimos fundamentos e perspectivas. Por isso, entendo esse momento como uma oportunidade para aumentarmos a posição a um preço mais favorável”, afirma Pacheco.

  • Visa (NYSE: V; B3: VISA34)

No caso da Visa, também amplamente conhecida, o valuation dos papéis também não acompanhou os bons resultados divulgados no 4º trimestre de 2025, segundo o analista:

“A companhia divulgou mais um resultado acima das expectativas, com crescimento de receita e lucro acima dos 10% pelo terceiro trimestre consecutivo. Ainda assim, o papel segue sendo negociado por um múltiplo preço/lucro projetado próximo das mínimas dos últimos cinco anos – patamar que se demonstrou um bom ponto de entrada do ativo nesse ínterim”.

Porém, apesar de serem os destaques do mês, as ações não são as únicas recomendações de compra de Enzo Pacheco. Na carteira de ações internacionais, elas estão acompanhadas de outros 7 nomes de peso, que representam diversos setores da economia global – uns mais defensivos, outros mais cíclicos – em nome da diversificação.

Gratuito: acesse carteira completa com as 10 ações internacionais mais promissoras de março

A Empiricus está liberando, como cortesia para todos os leitores desse texto, o acesso à carteira recomendada das 10 ações internacionais mais promissoras do mês.

Além dos nomes citados, você pode conhecer outras empresas, como:

  • Uma gigante da tecnologia chinesa;
  • Uma empresa de Taiwan, apelidada de “a maior empresa mais desconhecida do mundo;
  • Uma farmacêutica da Dinamarca, cujos produtos têm dominado as prateleiras mundo afora.

Vale lembrar que, apesar de serem ativos estrangeiros, os papéis recomendados podem ser comprados na própria bolsa brasileira, por meio de BDRs.

Para acessar o relatório, basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções na tela. Lembrando que é totalmente gratuito:

CONHEÇA AS AÇÕES INTERNACIONAIS MAIS PROMISSORAS DE MARÇO

Petróleo além do barril: como aproveitar a escalada dos preços da commodity

4 de Março de 2026, 06:30

O petróleo já se valorizou cerca de 30% no acumulado de 2026. Em apenas dois dias, com a escalada de conflitos no Oriente Médio, a alta é de 8%. Esse movimento levanta questionamentos da parte de investidores sobre a melhor forma de buscar tirar proveito da alta das cotações.

As maneiras mais acessíveis são ETFs negociados no exterior, atrelados aos preços do petróleo ou a empresas do setor de petróleo e gás; BDRs de ETFs negociados na B3, também ligados a petrolíferas estrangeiras; BDRs de empresas estrangeiras; e ações brasileiras do setor, em que a exposição ao petróleo existe, mas com particularidades operacionais que precisam ser levadas em conta.

ETFs fora do Brasil

Por meio de uma conta internacional, o investidor brasileiro que procura ativos americanos tem à disposição alternativas com grande liquidez. Uma delas é o USO, sigla para United States Oil Fund. O fundo acompanha o desempenho do WTI, a principal referência de preço do petróleo bruto nos Estados Unidos.

Há também o BNO, ou United States Brent Oil Fund. Nesse caso, o investidor tem exposição ao desempenho do Brent, referência global para os preços do petróleo, utilizada em grande parte dos contratos internacionais e nas exportações de diversos países.

Nos dois casos, o investidor não compra petróleo físico. A exposição ocorre por meio de contratos futuros, que precisam ser renovados periodicamente. Como esses contratos têm vencimento, o fundo precisa vender um contrato que está para expirar e comprar outro mais adiante no tempo.

O custo dessa troca pode influenciar o retorno final, fazendo com que o desempenho do ETF não seja exatamente igual ao do preço do barril à vista. Ainda assim, é uma forma de se expor à commodity.

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BDRs de ETFs

Quem não quer alternativas fora do Brasil encontra algumas opções na B3, com dois BDRs de ETFs que oferecem exposição ao setor nos EUA.

Um deles é o BIYE39, BDR que acompanha um ETF atrelado ao índice Dow Jones U.S. Oil & Gas. Esse índice reúne grandes empresas americanas do setor, como as gigantes ExxonMobil e Chevron, além da ConocoPhillips e de outras menos conhecidas, caso da EOG Resources, da Occidental Petroleum e da Phillips 66.

Há também o BIEO39, BDR que replica um ETF focado principalmente em empresas de exploração e produção de petróleo nos EUA. Nesse grupo estão companhias mais diretamente expostas ao preço da commodity, como a ConocoPhillips, e a outras menos conhecidas (EOG Resources, Occidental Petroleum e Marathon Oil, por exemplo).

Nos dois casos, porém, vale destacar que a liquidez é muito baixa, ou seja, o investidor deve encontrar dificuldades de comprar e vender rapidamente os ativos na bolsa. Nesse caso, uma saída é negociar os ETFs diretamente lá fora em vez dos BDRs que os replicam aqui no Brasil.

Empresas americanas

Para quem deseja ir diretamente a empresas beneficiadas pelo movimento do petróleo, é possível buscar BDRs na B3 ou ações no mercado americano, via corretoras internacionais. Entre as mais relevantes estão a ConocoPhillips (Nova York:COP; B3:COPH34), a Chevron (Nova York:CVX; B3:CHVX34) e a ExxonMobil (Nova York:XOM; B3:EXXO34).

A ConocoPhillips é uma empresa focada em exploração e produção (upstream). Isso significa que sua geração de caixa depende diretamente do preço do petróleo e do gás natural. Por não contar com operações relevantes de refino e distribuição que amortecem ciclos, seus resultados tendem a ser mais sensíveis às oscilações da commodity.

Já Chevron e ExxonMobil são empresas com cadeias integradas. Além da produção de petróleo, atuam em refino, distribuição e petroquímica. Isso tende a suavizar parcialmente os efeitos das oscilações do petróleo sobre os resultados, já que as margens de refino (o que sobra da receita depois dos custos e dos investimentos) podem se comportar de maneira distinta do preço do barril.

Ainda assim, para as duas empresas, o segmento de exploração e produção continua sendo determinante para a rentabilidade em ciclos de alta da commodity.

Empresas brasileiras

No campo das empresas brasileiras, a Petrobras é a alternativa mais evidente, embora o futuro da empresa esteja muito mais ligado à sua capacidade de execução do que simplesmente à direção do petróleo.

De qualquer forma, o preço da commodity interfere diretamente na receita no segmento de exploração e produção, que responde pela maior parte do lucro operacional da companhia. Ou seja, a correlação com a matéria-prima existe, mesmo não sendo o único fator a ser levado em conta.

A estatal brasileira é uma das maiores produtoras globais em águas profundas e no pré-sal, com custo de extração considerado competitivo internacionalmente. Quando o Brent sobe, a receita por barril vendido aumenta, ampliando a geração de caixa.

Mas existe um componente adicional a ser levado em conta: os eventos políticos. Isso porque, em ano eleitoral como é o caso de 2026, começam a pesar as dúvidas para o futuro da política de preços de combustíveis, câmbio e decisões de alocação de capital. É o período em que os papéis podem apresentar ainda mais volatilidade do que o normal.

Entre as empresas brasileiras independentes, aquelas que tendem a responder de forma mais direta ao movimento do petróleo é a Prio, segundo analistas. A companhia atua predominantemente em exploração e produção e não possui operações relevantes de refino ou distribuição.

Sua receita é diretamente ligada ao preço do Brent e ao volume produzido nos campos em que opera. Por ser uma empresa focada em ativos maduros adquiridos de grandes operadoras, sua geração de caixa tende a ser altamente sensível às variações da commodity, o que pode potencializar ganhos em ciclos de alta — mas também ampliar a volatilidade em momentos de queda.

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