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SUS passa a oferecer teste rápido de dengue

Por:Sul 21
26 de Março de 2026, 14:33

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde (MS) incorporou no Sistema Único de Saúde (SUS) o teste rápido para o diagnóstico da dengue.

A inclusão do Teste Rápido de Dengue NS1 na tabela nacional de procedimentos do SUS está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26).

A oferta do exame é feita de forma ampla em ambulatórios de postos de saúde e em hospitais da rede pública de saúde.

A solicitação do teste pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem para pacientes de todas as idades.

O método pode detectar a presença no sangue da proteína específica liberada pelo vírus da dengue (antígeno NS1) logo no início da infecção, diferentemente dos exames de anticorpos (sorologia), que acusam o diagnóstico positivo para a doença somente após o corpo reagir ao vírus (geralmente após o sexto dia de infecção).

A norma já está em vigor.

Vantagens

A identificação rápida da doença pode ocorrer já nos primeiros dias após o surgimento dos sintomas característicos da infecção viral, como febre alta, dor no corpo e mal-estar.

O teste rápido da dengue não exclui a necessidade de buscar atendimento médico e poderá contribuir para o acompanhamento do profissional de saúde.

Com o resultado, o médico poderá detectar precocemente sinais de alerta, como a queda de plaquetas no sangue e o risco de evolução para a dengue hemorrágica.

O diagnóstico antecipado também garante maior precisão à vigilância epidemiológica sobre a circulação do vírus.

Como funciona

O teste funciona por imunocromatografia. O dispositivo reage à presença do antígeno do vírus e o resultado fica pronto em poucos minutos.

Para a realização do exame, é necessária uma pequena amostra de sangue da pessoa com suspeita de estar com dengue, obtida apenas por um furo na ponta do dedo para a coleta do material.

É importante destacar que o teste de dengue não identifica os sorotipos virais da dengue e, também, não é capaz de informar se a pessoa contraiu o vírus da dengue anteriormente.

Não é necessário jejum ou qualquer outro tipo de preparo para fazer o exame.

O teste será aplicado sem custo à população nas unidades públicas do SUS, mas se comprado nas farmácias privadas, custa em média R$ 40.

Principais sintomas da dengue:

  • febre alta (39° a 40°c) e de início súbito;
  • dor de cabeça intensa, especialmente atrás dos olhos;
  • dores musculares e/ou articulares;
  • prostração, caracterizada por cansaço extremo;
  • náuseas e vômitos;
  • manchas vermelhas na pele;
  • dor abdominal.

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PSB confirma apoio à pré-campanha de Edegar Pretto ao governo do RS

12 de Março de 2026, 19:16

Em reunião realizada nesta quinta-feira (12), em Porto Alegre, o PSB formalizou apoio à pré-candidatura de Edegar Pretto ao governo do Rio Grande do Sul. A confirmação ocorreu após encontro entre dirigentes do PSB e do PT, que contou também com a presença de Edegar.

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Presidente estadual do PSB, Beto Albuquerque afirmou que a decisão reforça o compromisso do partido com a democracia. “Nos somamos, em primeiro lugar, porque amamos a democracia. Este é o único caminho para lutarmos contra aquilo que faz mal para o nosso povo”, afirmou.

O ex-deputado também lembrou da aliança construída em nível nacional, que garantiu a vitória de Lula e Geraldo Alckmin na eleição presidencial de 2022.

“É uma honra contar com o PSB nessa caminhada que estamos iniciando com muita força”, agradeceu o pré-candidato Edegar Pretto.

Com a confirmação do PSB, passam a integrar a frente política PT, PSB, PSOL, PCdoB, PV e Rede Sustentabilidade.

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Conselho Municipal de Saúde cobra revisão de metas para combate à dengue em Porto Alegre

Por:Sul 21
11 de Março de 2026, 15:33

A reunião do Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre (CMS/POA), realizada na última quinta-feira (5), aprovou uma série de encaminhamentos dirigidos à Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre (SMS/POA) para reorientar o planejamento municipal frente à intensificação da transmissão de dengue no município. A reunião teve como foco central a política municipal de enfrentamento à dengue e resultou em deliberações que reforçam o papel do controle social na definição de prioridades e no acompanhamento das políticas públicas de saúde.

Durante o debate, foi apresentada uma análise técnica do cenário epidemiológico municipal. Os dados da semana epidemiológica 8 de 2026 indicaram nível crítico do Índice Médio de Fêmeas Adultas (IMFA) – de 1,09 – e circulação ampla do inseto com risco de agravamento da epidemia nos próximos meses. Nesse contexto, conselheiros avaliaram que a manutenção de metas centradas exclusivamente na letalidade por dengue é  insuficiente para orientar as ações do município diante da atual dinâmica de transmissão.

Entre os principais encaminhamentos aprovados, o CMS definiu que o planejamento municipal para o enfrentamento da dengue deve priorizar a redução da transmissão, considerada condição essencial para diminuir o número de casos, internações e mortes.

A discussão também abordou a execução do Plano Municipal de Contingência para Arboviroses, documento publicado pela prefeitura em 2025. A análise apresentada aos conselheiros indica que, apesar da existência do plano, diversas ações previstas não foram aplicadas dentro do prazo. Diante desse quadro, o conselho solicitou que a Secretaria Municipal de Saúde apresente um Plano Municipal de Contingência às Arboviroses atualizado para 2026, incorporando fragilidades apontadas em oficina realizada em outubro de 2025 com o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

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José Stédile renuncia à presidência do PSB-RS em meio a ‘tomada’ da direção do partido

Por:Sul 21
5 de Março de 2026, 09:40

Na noite desta quarta-feira (4), o presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no RS, José Stédile, comunicou sua renúncia ao comando do PSB-RS em meio a um movimento de tentativa de tomada da direção do partido pelo ex-deputado federal Beto Albuquerque. Stédile foi acompanhado por nove outros membros dos 17 que compõem a direção.

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Em comunicado postado nas redes sociais, Stédile diz que a decisão foi tomada após um “longo período de reflexões e debates em nosso grupo, uma vez que as arbitrariedades praticadas pelo grupo minoritário de dirigentes tornaram insustentável a nossa permanência à frente da direção partidária”.

Já em carta enviada ao presidente do PSB nacional, João Campos, a qual o Sul21 obteve acesso, Stédile deixa clara a insustentabilidade da sua presidência depois das declarações de Beto Albuquerque em um evento do PT de lançamento das chamadas “Caravanas Levanta Rio Grande” dos pré-candidatos Edegar Pretto ao Piratini, e Paulo Pimenta e Manuela D’Ávila ao Senado Federal.

Na ocasião, Albuquerque afirmou que iria assumir a presidência do PSB-RS “para que estejamos todos juntos no mesmo caminho nessa quadra da vida onde não há alternativa a não ser o caminho da democracia”.

“A partir dessa semana, o PSB contraditório que estava no governo Leite não vai existir mais. Nós vamos tomar a direção do PSB e vamos colocar o PSB no caminho certo!”, bradou Albuquerque no microfone do evento.

Para José Stédile, a fala configura uma “manifestação isolada, autoritária e unilateral, realizada sem qualquer consulta à atual direção e sem nenhuma escuta da base partidária”.

“Trata-se de uma prática política individualista, que desrespeita os fóruns partidários, ignora a militância e aprofunda as divisões internas, em completo desacordo com os princípios democráticos que orientam o PSB”, destaca a carta enviada a João Campos.

“Infelizmente, não há, por parte deste grupo, qualquer disposição real para a unificação, o diálogo franco ou a construção coletiva. Nessas condições, a continuidade do trabalho político se torna inviável”, conclui Stédile, que finaliza oficializando a sua renúncia e de outros nove membros da direção do PSB-RS.

Com isso, a porta fica aberta para Beto Albuquerque completar seu movimento de tomada do partido. O ex-deputado federal esteve em Brasília para se reunir com a direção nacional do PSB. Segundo Albuquerque, se assumir a presidência do PSB gaúcho, sua primeira medida seria anunciar a saída da base de apoio do governo Eduardo Leite e do PSD, partido chefiado por Gilberto Kassab, entrando na frente ampla dos partidos de esquerda que vem se formando em torno das candidaturas de Edegar Pretto (PT), Manuela D’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT).

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