O Terra Lume – Mostra Cultural do Lume Teatro, projeto anual de intercâmbio, formação e difusão das artes cênicas criado pelo Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp (Lume Teatro), foi o vencedor da categoria Teatro no Prêmio Governador do Estado de São Paulo 2026, tradicional premiação da cultura paulista.
Nesta edição, 13 projetos foram reconhecidos em diferentes áreas da produção artística, com o objetivo de valorizar trabalhos realizados na capital, no interior e no litoral paulista. A premiação contemplou categorias como artes visuais, audiovisual, circo, dança, música, teatro, museus, incentivo à leitura e valorização do patrimônio cultural. A cerimônia foi realizada no Teatro Sérgio Cardoso, na capital paulista, no dia 29 de julho, e distribuiu mais de R$ 400 mil em prêmios.
Jesser de Souza e Marcos Rogério Pereira durante cerimônia de entrega do prêmio
Para Jesser de Souza, ator, pesquisador e responsável pela coordenação de comunicação do Lume, o reconhecimento chega em um momento especialmente significativo para o grupo, que celebra quatro décadas de trajetória. A premiação também coincide com a retomada da circulação do espetáculo Kintsugi – 100 memórias, que estreou em 2019 e teve sua trajetória interrompida pela pandemia de covid-19.
A conquista do Prêmio Governador do Estado é resultado, segundo Souza, de um conjunto de fatores que ampliaram a visibilidade do Lume. Além dos 40 anos de trajetória, está a realização, há mais de 25 anos, das atividades na sede do grupo, que foi se transformando ao longo do tempo. “O que começou como uma programação de cursos passou a reunir apresentações, simpósio internacional, palestras, demonstrações técnicas e produções audiovisuais. Foi ganhando corpo”, conta.
Souza ressalta ainda que a indicação ao prêmio já representava, para o grupo, uma forma de reconhecimento. “A mera indicação para esse prêmio, que é tão importante, e concorrendo com as pessoas que foram indicadas junto conosco, já era uma premiação”, afirma.
O ator e pesquisador também destaca a diversidade dos projetos reconhecidos nesta edição. Para ele, um dos aspectos mais importantes da premiação foi a presença de iniciativas desenvolvidas no interior e no litoral do estado, sem que a capital concentrasse os reconhecimentos. “Há uma mudança no pensamento da função da arte para a sociedade, e ela tem que ser descentralizada mesmo”, avalia. “Esse reconhecimento tem que ser distribuído ao longo de vários lugares do estado, levando em conta as condições que cada conjunto ou pessoa tem para realizar o trabalho.”
O Prêmio Governador do Estado não foi o único reconhecimento recente recebido pelo Lume. O grupo também foi indicado ao Prêmio Shell, em uma categoria especial relacionada aos seus 40 anos de trajetória. A indicação considera a forma como o grupo narra sua história por meio de Kintsugi – 100 memórias.
Cenas da peça Kintsugi, 100 memórias, apresentada pelo Lume na sede do grupo, no distrito de Barão Geraldo
O espetáculo mistura autoficção e fragmentos de cem lembranças pessoais e coletivas, utilizando a técnica japonesa de consertar cerâmicas com ouro e a metáfora do Alzheimer para discutir cicatrizes, dores e a beleza da imperfeição. A montagem tinha previsão de realizar, em 2020, uma circulação nacional de cerca de 180 dias, mas os planos foram interrompidos pela pandemia. “O espetáculo acabou transformado em uma apresentação realizada para três câmeras, em um teatro vazio, e transmitida pela internet. Agora, a montagem voltou a circular por cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília”, conta o ator.
O Lume já recebeu anteriormente o Prêmio Shell pela continuidade de sua pesquisa. Desta vez, concorre em uma categoria especial, ao lado de outros projetos. A cerimônia está prevista para março, no Rio de Janeiro. Para Souza, as premiações ajudam a dar visibilidade a uma trajetória construída ao longo de décadas, mas “o principal reconhecimento continua sendo a possibilidade de manter a pesquisa e a produção artística em movimento”.
Foto de capa:
O Terra Lume – Mostra Cultural do Lume Teatro é um projeto anual de intercâmbio, formação e difusão das artes cênicas
Uma pesquisa publicada por pesquisadores da UFRGS em parceria com o Instituto Federal da Bahia (IFBA) na revista científica Aquatic Conservation: Marine and Freshwater Ecosystems apresenta a criação do primeiro banco genético de corais do Oceano Atlântico Sul. A descoberta abre precedentes para ações futuras de reprodução assistida e restauração ambiental em larga escala de corais.
A investigação foi realizada pelo grupo ReefBank, coordenado pelo professor do Departamento de Zootecnia da Faculdade de Agronomia Leandro de Godoy, e tem como primeira autora Nayara Oliveira da Cruz, sua orientanda de doutorado de 2018 a 2022. Os cientistas desenvolveram um protocolo de criopreservação capaz de armazenar 2,4 bilhões de espermatozoides viáveis do coral endêmico Mussismilia harttii (conhecido popularmente como coral-couve-flor), uma espécie-chave para a manutenção dos recifes brasileiros e atualmente ameaçada pelas mudanças climáticas.
Para formar esse banco, os pesquisadores acompanharam o ciclo natural de reprodução dos corais e fizeram a coleta dos gametas (óvulos e espermatozoides) durante a temporada reprodutiva em uma área marinha protegida no sul da Bahia. Foram testadas diferentes combinações de crioprotetores e técnicas de congelamento. O melhor resultado obteve viabilidade superior a 80% e fertilização de 100% dos óvulos, equivalente ao sêmen fresco. Godoy explica que os corais brasileiros só se reproduzem naturalmente uma vez por ano, em uma janela de poucos dias. Além disso, o aquecimento do oceano tem provocado mortalidades que dificultam a reprodução natural.
“O congelamento de células reprodutivas permite preservar a diversidade genética e manter ‘estoques de esperança’ para o futuro. Essa tecnologia transforma o tempo em aliado da conservação. Mesmo que os corais sofram com eventos extremos, teremos material genético viável para recuperar os recifes quando necessário”, diz Leandro de Godoy.
O resultado mais impactante dessa pesquisa está na criação e validação do primeiro banco de sêmen congelado de corais do Atlântico Sul, mostrando que é possível coletar, congelar, armazenar por longos períodos e depois usar com sucesso o material genético desses corais para fertilização, sem perda da capacidade reprodutiva.
Algumas áreas do Campus do Vale ficarão sem energia elétrica neste sábado, 15 de agosto, devido à manutenção na rede de média tensão da UFRGS. A Superintendência de Infraestrutura (Suinfra) informa que o serviço será realizado entre as 8h e as 17h.
A previsão é de que o fornecimento seja restabelecido assim que os trabalhos forem concluídos, podendo ocorrer antes do horário previsto. Caso haja chuva ou condições climáticas desfavoráveis, a manutenção poderá ser cancelada e reagendada.
Durante todo o período, o desligamento afetará toda a área abrangida pelos Blocos 3 e 4 da rede de média tensão: Colégio de Aplicação; Laboratório de Metalurgia Física (Lamef); Laboratório de Pavimentação (Lapav); Oficinas do Laboratório de Mecatrônica e Controle (Lamecc) e do MOVE; Instituto de Pesquisas Hidráulicas; Túnel de Vento (Prédio 43808); Centro de Tecnologia; Laboratório de Tecnologia Mineral e Ambiental (LTM); Centro de Combustíveis, Biocombustíveis, Lubrificantes e Óleos (Cecom – Instituto de Química – Prédio 43800); Catálise Molecular do IQ; Sensoriamento Remoto (Prédio 44202); Carris; Criogenia do Instituto de Física (Prédio 43175); Engenharia no Setor 4; Biociências; Genética; Biotecnologia; RU 6; Informática; Segurança; Creal; IFCH; Faurgs; Assurgs.
A Suinfra orienta as unidades que utilizam grupos geradores a verificarem o abastecimento de óleo diesel para garantir a continuidade das atividades durante o período de manutenção. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail prefvale@ufrgs.br .
O Programa de Pós-Graduação Prof-Filo/UFRGS disponibilizou o edital do processo seletivo para ingresso nas novas turmas do Mestrado Profissional em Filosofia. O Programa na UFRGS integra a rede nacional do Programa de Pós-Graduação Prof-Filo – Mestrado Profissional em Filosofia, direcionado a docentes da educação básica.
As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas até dia 28 de setembro de 2026, exclusivamente através do formulário disponível no edital. Documentos obrigatórios como diploma, Declaração de exercício de docência na educação básica e um projeto de pesquisa também deverão ser anexados na inscrição. A taxa para inscrever-se é de R$ 100.
A UFRGS oferece 12 vagas para a turma que se inicia em 2027, sendo 5 reservadas para Ações Afirmativas. O processo seletivo contará com duas etapas avaliativas: a avaliação do projeto de pesquisa e arguição do projeto de pesquisa.
As aulas do Mestrado Profissional em Filosofia na UFRGS podem ocorrer presencialmente ou de forma híbrida e serão oferecidas preferencialmente no Campus Centro. As disciplinas obrigatórias ocorrem aos sábados de manhã e, durante a semana, no turno da noite. Pelo menos três bolsas de mestrado da Capes estarão disponíveis para os selecionados no processo de ingresso.
Nos dias 25 e 26 de agosto, a UFRGS realiza o seminário “O que pode a cultura na Universidade?”, evento que integra a campanha homônima e que se propõe a produzir e encaminhar coletivamente um documento estabelecendo princípios, diretrizes e objetivos comuns para a criação de uma política de cultura institucional da Universidade. A atividade ocorre no Centro Cultural (Rua Eng. Luiz Englert, 333), no Campus Centro, e é aberta ao público, sem necessidade de inscrição prévia.
A diretora do Centro Cultural da UFRGS Lígia Petrucci reforça que a campanha envolve também a mobilização dos gestores de unidades acadêmicas e administrativas, convidados a colaborar na coleta de informações e no mapeamento das práticas e equipamentos culturais da Universidade. “Estendemos o prazo para o envio desses dados até o próximo dia 15 de agosto”, ressalta.
Conforme Lígia, o seminário sinaliza uma etapa importante no processo de criação de uma política cultural para a Universidade, que teve início ainda em 2019, quando se propôs o desenvolvimento de um plano institucional para a área. Ela esclarece que, “por conta de toda a história da UFRGS, é fundamental ter uma espécie de Carta Magna, a partir da qual as diferentes unidades acadêmicas e administrativas poderão elaborar seus planos setoriais”.
O encontro contará com a participação de dois convidados especiais para o painel de abertura: Rosane Borges e Daniel Iberê. A dirigente conta que a proposta é trazer perspectivas externas provocadoras: “A Rosane, que é professora de Comunicação da PUC-SP, jornalista e escritora, vai falar sobre cultura como reinvenção, destacando o que pode a cultura diante do cenário distópico que temos pela frente. Já o Daniel, antropólogo guarani e docente da Universidade Federal do Acre (UFAC), que trabalha com antropologia ambiental e integra o Comitê de Políticas Culturais para Povos Originários do MinC, irá abordar a cultura como natureza. Isso porque queremos mexer com a ideia de cultura restrita a determinadas áreas”.
Num segundo momento, na tarde do dia 25, haverá um painel com a participação de pró-reitores de Extensão e Cultura de diferentes universidades que já possuem políticas ou planos de cultura estabelecidos. “Teremos o pró-reitor de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) Danillo Barata, instituição com pouco mais de 21 anos, mas que já possui um plano cultural bastante consistente. Outro painelista é o pró-reitor de Cultura da UFMG Fernando Mencarelli, universidade cuja política na área é bem consolidada. Por fim, chamamos a professora Ângela Righi, pró-reitora adjunta de Extensão da UFSM, que falará sobre a experiência de elaboração da política cultural daquela universidade”, detalha.
Na manhã do dia 26, haverá um encontro para a discussão dos eixos temáticos da política com os representantes das comissões, enquanto o turno da tarde será dedicado à redação das ideias centrais em cada eixo. “Nessa etapa, os coordenadores encaminharão as discussões, e as questões levantadas serão incorporadas a uma minuta. Esse documento irá embasar o texto a ser enviado para apreciação do Conselho Universitário”. Lígia diz que, até o final do ano, será promovido um evento para a devolução pública desse material à comunidade da UFRGS.
A expectativa da dirigente é que a Universidade possa oferecer uma percepção abrangente do que é a cultura, incorporando questões contemporâneas urgentes como a mudança climática. “Muito legitimamente vários documentos se concentram nos direitos humanos, na cidadania cultural. Mas penso que a UFRGS pode ir além e começar a falar nos direitos de todos os seres viventes, por exemplo. Em outras palavras, deslocar um pouco a relação entre cultura e ciência a fim de considerar outros saberes e outros modos de agir nesse mundo. A gente precisa considerar de forma mais central a questão ambiental na sua intersecção com as produções artísticas e culturais”, conclui.
Exposição “O Mundo Sensível dos Mitos: a ciência e a arte de Claude Lévi-Strauss”, no Museu da UFRGS – Foto: Laís Escher Esporos | Arquivo- UFRGS
Mobilização
Lançado em maio, o processo de mobilização para a construção da política cultural segue aberto à participação de estudantes, técnicos administrativos, docentes e profissionais terceirizados, que são convidados a responder à pergunta “O que pode a cultura na Universidade?“. As respostas a esta questão, que ainda podem ser enviadas, servirão de base para a elaboração de um documento estruturante que possibilite a institucionalização dos campos artístico e cultural no âmbito da UFRGS.
O debate e a sistematização dos tópicos que irão balizar a política cultural vêm sendo desenvolvidos por seis comissões temáticas: Cultura, democracia e sociedade; Cultura, memória e patrimônio; Cultura e emergência climática; Cultura e popularização da ciência; Cultura, acessibilidade e comunicação; e Cultura – financiamento, apoio e fomento.
O conjunto de informações e contribuições será analisado pelo Grupo de Trabalho constituído em 2025 e, posteriormente, encaminhado à apreciação do Conselho Universitário (Consun).
Programação
25/08 – Terça-feira
9h às 12h Painel de abertura – O que pode a cultura? Painelistas: Daniel Iberê (UFAC) e Rosane Borges (PUC-SP)
14h às 17h Painel – Políticas culturais nas universidades públicas brasileiras Participantes: Ângela Righi, pró-reitora adjunta de Extensão da UFSM; Danillo Barata, pró-reitor de Extensão e Cultura da UFRB; Fernando Mencarelli, pró-reitor de Cultura da UFMG; e Daniela Pavani, pró-reitora de Extensão da UFRGS
Rosane Borges | PUC-SPDaniel Iberê | UFAC
26/08 – Quarta-feira
9h às 12h Encontro das comissões temáticas formadas a partir de chamada pública para discussão dos diferentes eixos que integrarão a política cultural da UFRGS
14h às 18h Consolidação dos eixos centrais apontados pelas comissões temáticas para posterior preparação da minuta da política cultural da UFRGS
19h às 21h Sessão de lançamento do livro “Imaginários emergentes e mulheres negras” (São Paulo, Editora Instante, 2025, 224p.), de Rosane Borges
O pró-reitor de Ações Afirmativas e Equidade da UFRGS e docente no Instituto de Física (IF/UFRGS) Alan Alves-Brito foi o vencedor da premiação especial – categoria Divulgação Científica do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026. Com a obra Cosmologias e cosmopolíticas afropindorâmicas (Editora Marcavisual), o docente da Universidade recebeu o reconhecimento na cerimônia realizada no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, na noite desta terça-feira, 11 de agosto. Outros dois livros de pesquisadores ligados à UFRGS foram finalistas.
A obra Cosmologias e cosmopolíticas afropindorâmicas aborda os arcabouços teóricos, metodológicos, epistemológicos e criativos da exposição com nome homólogo, realizada como parte do projeto Cosmologias africanas, afro-brasileiras e indígenas: relações céu-terra como mobilizações cosmopolíticas da memória (Chamada CNPq/MCTI/FNDCT nº 39/2022). O livro conta com distintas vozes – de pessoas africanas, afro-brasileiras, indígenas, ribeirinhas e povos de terreiro – que, ao estabelecerem relações profundas céu-terra, ajudam a compor outras interpretações do cosmos que desafiam as lógicas ocidentais excludentes.
Na introdução da publicação, o astrofísico da UFRGS afirma que o livro “é também performance e caderno educativo, permeado pelas histórias, narrativas e mitologias poéticas de pessoas que têm não somente resistido há séculos, mas também proposto outras formas de ser e existir no mundo”. E finaliza: “provocativo e eminentemente poético, é também um manifesto pela manutenção da vida na Terra, de forma bela e altamente comprometida com os humanos, não humanos e extra-humanos, na roda da ancestralidade”. [A obra está disponível para acesso gratuito.]
Mais dois finalistas
Entre os finalistas, ficaram outras duas obras com participação de pesquisadores da UFRGS: Impacto da mudança climática nos recursos hídricos do Brasil – volume 2: Extremos hidrológicos, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH/UFRGS) em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) – na categoria Geografia e Geociências. Pela Universidade, estão na organização: Rodrigo Cauduro Dias de Paiva e Walter Collischonn. A publicação reúne resultados de pesquisas sobre os impactos das mudanças climáticas nos recursos hídricos nacionais. A lista completa de pesquisadores reúne outros integrantes do IPH e da ANA: Alexandre Abdalla Araujo, Ana Paula Fioreze, Anderson Luis Ruhoff, Arthur Kolling Neto, Fernando Mainardi Fan, Gabriel Matte Rios Fernandez, Hugo de Oliveira Fagundes, Ingrid Petry, João Paulo Lyra Fialho Brêda, Júlia Brusso Rossi, Leonardo Laipelt dos Santos, Pedro Torres Miranda, Saulo Aires de Souza, Wilany Rodrigues Galvão Alves. [A publicação está disponível para acesso gratuito.]
E a obra Mar de plástico: um panorama da ciência sobre o lixo no mar (Editora Interciência) – que tem, entre os organizadores, o docente Gerson Fernandino, que atua no Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar/UFRGS) – na categoria Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. A organização tem a parceria das pesquisadoras Vanessa Ochi Agostini (egressa do curso de Biologia Marinha e Costeira da UFRGS) e Carla Isobel Elliff, da Universidade de São Paulo. A publicação realiza um diagnóstico sobre a poluição marinha no Brasil e conta com a colaboração de mais de 50 especialistas de diversas regiões do país. Aborda desde a química e a origem do plástico até suas interações com a geologia marinha, os efeitos ecotoxicológicos na fauna, as metodologias de análise em laboratório, além de caminhos voltados à educação ambiental e à formulação de políticas públicas. [Saiba mais no site do Campus Litoral.]
A premiação O Prêmio Jabuti foi criado em 1958 pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e consolidou-se como uma importante distinção na área da produção literária no Brasil. Em 2024, com o apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi criada a versão acadêmica da premiação, com o objetivo de reconhecer livros acadêmicos, científicos, técnicos e didáticos. Em 2026, foi realizada a terceira edição do Jabuti Acadêmico, com a entrega de estatuetas nas diversas áreas do conhecimento, além de prêmios especiais para divulgação científica, tradução e ilustração/infografia. A lista completa dos vencedores em 2026 está no site da premiação.
Até a próxima segunda-feira, 17 de agosto, estão abertas as inscrições de trabalhos na III Mostra SocioBioCotidiano – Artes do Corpo e Cena. O evento é uma promoção do Centro Interdisciplinar em Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento (Cisade) em parceria com o 33º Festival Porto Alegre em Cena e conta com o apoio da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (Esefid), do Departamento de Arte Dramática do Instituto de Artes e do Centro Cultural da UFRGS.
A Mostra busca aproximar arte, ciência e sociedade a partir de trabalhos performáticos, reflexivos, científicos e ativistas. As propostas devem ter duração de cinco a dez minutos e estar vinculadas a um dos três eixos: Clima e Corpo; Territórios, Inclusão e Transversalidades; ou SocioBioCotidiano, Inovação, Alimento e Território.
As apresentações serão realizadas no Centro Cultural (R. Eng. Luiz Englert, 333 – Campus Centro), nas tardes de 15, 16 e 17 de setembro, conforme o eixo selecionado. O resultado preliminar da seleção será publicado em 25 de agosto.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo formulário disponível no site do Cisade.
O edital completo está disponível através deste link.
Está aberto o processo seletivo de novos membros para o Grupo de Debates e Oratória da UFRGS (GDO), projeto de extensão da Faculdade de Direito que reúne estudantes de diferentes áreas para treinar oratória, argumentação e pensamento crítico em um ambiente de debates competitivos. As inscrições são abertas para pessoas de todos os cursos superiores e podem ser feitas por meio do formulário online até esta sexta-feira, 14 de agosto.
O GDO oferece atividades que incluem a realização de debates competitivos, em modelo baseado no funcionamento do parlamento britânico, no qual assuntos de todos os tipos são discutidos, desde os que povoam as manchetes de jornais, até aqueles mais abstratos ou lúdicos. Os encontros acontecem aos sábados, das 10h às 12h, presencialmente na Faculdade de Direito (Av. João Pessoa, 80), no Campus Centro.
Para participar, não é necessário ter boa oratória e argumentação, visto que o objetivo do grupo é o desenvolvimento dessas habilidades. As entrevistas de seleção serão realizadas de forma remota, nos dias 15 e 16 de agosto.
Mais informações podem ser consultadas no edital ou no perfil do Instagram do GDO @gdo.ufrgs.
O Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Farmacologia e Terapêutica (PPGFT) da UFRGS está com inscrições abertas para o processo seletivo do Mestrado Acadêmico, com ingresso no segundo semestre de 2026. São oferecidas até 12 vagas para candidatos com graduação em Ciências Biológicas, Ciências da Saúde ou áreas afins, sendo 30% delas destinadas ao Programa de Ações Afirmativas.
As inscrições podem ser realizadas até esta sexta-feira, 14 de agosto, exclusivamente por meio eletrônico. A taxa de inscrição é de R$ 120. Entre os documentos exigidos estão diploma ou comprovante de conclusão da graduação, currículo, carta de intenção e projeto de mestrado.
O processo seletivo inclui prova escrita de conhecimentos básicos em Farmacologia, entrevista com apresentação do projeto de pesquisa, avaliação do projeto e análise do currículo. A nota final será composta pela soma ponderada das quatro etapas. A aprovação no processo seletivo não garante a concessão de bolsa, que dependerá da disponibilidade e da ordem de classificação. O resultado final da seleção será divulgado em 15 de setembro.
O edital completo pode ser acessado através deste link.
A Comissão Permanente de Seleção (Coperse) da UFRGS divulgou nesta terça-feira, 11 de agosto, o resultado preliminar das solicitações de isenção da taxa de inscrição do Vestibular UFRGS 2027. A consulta é individual e deve ser feita através do Portal do Candidato (portalcandidato.ufrgs.br).
Prazo para recursos
O período para apresentação de recursos vai de 12 a 14 de agosto (quarta, quinta e sexta-feira), até as 23h59min. Candidatos que tiveram o pedido indeferido podem enviar documentos faltantes ou corrigir informações diretamente no Portal do Candidato.
A Coperse alerta que é fundamental verificar o motivo do indeferimento e seguir rigorosamente as orientações previstas no edital.
Como apresentar recurso
Acesse o Portal do Candidato;
Verifique o motivo do indeferimento;
Envie os documentos necessários até 23h59min de 14/08.
Democratização do acesso ao ensino superior
O Programa de Concessão de Benefício de Isenção da UFRGS tem papel estratégico na ampliação do acesso à universidade, garantindo que estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica possam participar do Vestibular sem custos.
Foi mantida a possibilidade de solicitação por meio do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), o que simplifica o processo: candidatos registrados no CadÚnico estão dispensados de apresentar documentação de renda.
Números preliminares dos pedidos de isenção do Vestibular UFRGS 2027
Solicitações recebidas: 6.155, alta de 18% em relação a 2026, que registrou 5.216 pedidos);
Candidatos que enviaram documentação: 1.949 (em 2026: 1.801 — aumento de 8,2%);
Isenções deferidas: 287 (41,4% a menos que em 2026, quando foram 490);
Indeferimentos por falta de comprovação: 1.662 (em 2026, foram 1.311 — aumento de 26,8%).
Próximos passos
A obtenção da isenção não garante inscrição automática no Vestibular UFRGS 2027. O período de inscrições está previsto para iniciar no dia 24 de agosto, com edital a ser publicado no site oficial do Vestibular.
Candidatos que tiveram a solicitação indeferida ainda podem garantir o benefício se utilizarem o prazo de recursos para enviar o que falta.
Se houver problemas de acesso ao Portal do Candidato (cadastro, e-mail ou senha), solicite suporte pelo Catálogo de Serviço de TI.
Experiências de segurança comunitária nas fronteiras das Américas ganham força diante do avanço do crime organizado, do aumento da circulação de drogas e da vulnerabilidade de suas populações. No Brasil, para além das estatísticas da violência, é importante observar como comunidades indígenas vêm construindo, a partir de seus próprios conhecimentos e formas de organização, estratégias para proteger seus territórios e sua autonomia.
“Quando o Estado não oferece respostas rápidas, essa ausência também produz efeitos”, destaca a antropóloga Susana Durão, coordenadora do Programa de Extensão Magüta, da Pró-reitoria de Extensão, Esporte e Cultura (Proeec), e professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). A docente, especialista em segurança, é uma das organizadoras do encontro internacional “Segurança Comunitária Indígena e Autodeterminação – Casos em Fronteiras das Américas”, que será realizado entre os dias 13 e 14 de agosto, no auditório Marielle Franco no IFCH.
A antropóloga Susana Durão, coordenadora do Programa de Extensão Magüta: reflexão sobre o conceito de autodeterminação dos povos originários
Promovido pelo Magüta, em parceria com o programa de pesquisa Police Unions, Democratic Transformation, and Social Justice (Sindicatos Policiais, Transformação Democrática e Justiça Social), da Universidade de Toronto, no Canadá, o evento reunirá pesquisadores, lideranças indígenas e especialistas do Brasil, da Colômbia, da Argentina e do Canadá.
Para a antropóloga canadense Beatrice Jauregui, da Universidade de Toronto, co-organizadora do encontro, “será um evento único e inédito para troca de conhecimento entre organizadores e profissionais da área de segurança comunitária de diferentes países”.
Jauregui destaca que, no âmbito da segurança, há muitas semelhanças entre o Brasil e o Canadá. “Ambos possuem governos federais que precisam recorrer a sistemas jurídicos complexos para administrar a segurança pública de diversas populações, incluindo múltiplas comunidades indígenas. Muitas dessas comunidades enfrentam problemas sociais cotidianos e especialmente a necessidade de lidar com o crime organizado transnacional ao longo das fronteiras internacionais”, explica.
A canadense Beatrice Jauregui, da Universidade de Toronto: policiamento e segurança em nível global
A canadense estuda questões de policiamento e segurança em nível global há mais de duas décadas. “Algumas das minhas pesquisas recentes têm se concentrado na atuação dos sindicatos policiais. Tenho estudado o policiamento autogerido entre comunidades indígenas e o trabalho de organizações como a Associação de Chefes de Polícia das Primeiras Nações”, completa.
Reflexão sobre autodeterminação
Durão destaca que, mais do que um encontro sobre segurança pública, o evento trará uma reflexão sobre o conceito de autodeterminação dos povos originários, ao trazer para o debate como os povos indígenas podem se organizar coletivamente na defesa de seus territórios.
A autodeterminação indígena, prevista na Constituição Federal e em instrumentos internacionais de proteção aos povos indígenas, é um princípio que reconhece o direito dessas populações de preservar suas formas próprias de vida e organização social, cultural e política. Entretanto, segundo Durão, os formatos indígenas de autoproteção estão ainda em debate, e não há um consenso entre pesquisadores, representantes do sistema de justiça e as próprias comunidades indígenas.
A pesquisadora, que desde 2023 se dedica a trabalhar com grupos de proteção auto-organizados no Alto Solimões (Amazonas), ressalta que o objetivo do encontro é olhar para a questão a partir da experiência dos próprios povos e pessoas indígenas. Por isso, a programação foi organizada para privilegiar a participação de lideranças comunitárias. “Não queremos que eles apenas assistam aos acadêmicos falando sobre suas realidades. Desejamos que tenham voz para apresentar suas próprias experiências e suas divergências”, afirma.
“A segurança comunitária só pode ser entendida dentro de um contexto que envolve modos de vida, relações de parentesco, organização política, história e transformações recentes vividas pelas comunidades”, analisa a antropóloga. “A proximidade com centros urbanos e a intensificação das rotas internacionais do narcotráfico, aliadas ao garimpo e outras ilegalidades, fazem com que as lideranças indígenas ribeirinhas convivam hoje com novos conflitos”, completa.
“O trabalho da segurança comunitária é, basicamente, cuidar da comunidade.” A definição é do ticuna Ailton Sampaio Pinto, da Terra Indígena Tukuna Umariaçu, na região de Tabatinga (AM). Formado recentemente em Midialogia pela Unicamp e participante do Magüta desde sua criação, ele acompanhou de perto a reorganização dos grupos de segurança comunitária indígena.
Pinto, que vive na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, ressalta que proteger significa muito mais do que vigiar limites geográficos. Também significa conviver diariamente com desafios que extrapolam os limites das comunidades. “Há tráfico de pessoas, tráfico de órgãos, entrada de drogas nas comunidades, desmatamento e vários outros problemas”, relata.
Ao longo das últimas duas décadas, iniciativas como a Polícia Indígena do Alto Solimões (Piasol) e, posteriormente, os grupos de Segurança Comunitária Indígena (Segcum) passaram a atuar em algumas comunidades, realizando monitoramento, mediação de conflitos e apoio às lideranças locais. Pinto explica que o atual Segcum representa uma retomada dessas experiências. “Meu pai foi quem recriou a segurança comunitária.”
Na avaliação do indígena, encontros como o promovido pela Unicamp ajudam a dar visibilidade à realidade vivida pelas comunidades. “Não significa que todos os problemas vão desaparecer, mas conseguimos chamar a atenção do Estado para uma região que é muito esquecida.”
Equipe de seguranças da comunidade indígena de Umariaçú
Experiências próprias
No programa de pesquisa e extensão Magüta, desenvolvido desde 2023 junto às comunidades Ticuna de Umariaçu e Belém do Solimões, a aproximação com os moradores foi construída gradualmente, por meio de oficinas realizadas com jovens indígenas, lideranças comunitárias, estudantes e agentes de segurança, sempre tendo como ponto de partida a construção de relações de confiança. “As oficinas permitiram que as comunidades discutissem não apenas onde a violência acontece, mas também como ela afeta seus corpos, seus territórios e os rios que fazem parte da vida cotidiana”, conta Durão.
As ações evoluíram para oficinas de cartografia social, realizadas em parceria com pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Durante os encontros, os participantes mapearam diferentes formas de violência nos territórios, utilizando mapas, representações do corpo e até dos rios para identificar conflitos, vulnerabilidades e possíveis caminhos para enfrentá-los.
As oficinas também abriram espaço para discutir aspectos do cotidiano que, à primeira vista, parecem distantes da segurança pública. Estudante da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (Fecfau) e integrante do Magüta desde 2025, a indígena ticuna Elivany Macario Avelino conduziu uma atividade sobre as transformações das moradias nas comunidades e seus impactos na qualidade de vida.
À esquerda, a estudante da Fecfau, a indígena ticuna Elivany Macario Avelino (em pé) e, à direita, maquete de moradia feita durante oficina
Segundo Avelino, o debate partiu da comparação entre as antigas casas, construídas com madeira, palha e fibras naturais, e as atuais moradias de alvenaria. “As pessoas querem uma casa bonita e mais moderna, mas, quando ela é construída, a convivência dentro dela é muito diferente. As casas ficam muito quentes, e muitas famílias não têm condições de instalar equipamentos para resfriá-las”, relata.
Durante a oficina, moradores compartilharam lembranças das casas onde viveram seus pais e avós e refletiram sobre como as mudanças na arquitetura também alteraram a sensação de segurança e bem-estar. “Algumas pessoas disseram que não se sentem seguras dentro da própria casa, que já não têm aquela paz de que os avós falavam”, conta.
Para a estudante, discutir segurança também significa pensar na qualidade dos espaços onde as famílias vivem e em como as transformações das moradias influenciam a convivência e a saúde das comunidades. Segundo Avelino, essa troca de saberes permite compreender que diferentes povos enfrentam desafios semelhantes, mas também desenvolvem respostas próprias, capazes de inspirar novos caminhos para fortalecer a proteção dos territórios indígenas.
De acordo com a futura arquiteta, o encontro internacional amplia justamente essa possibilidade de construir soluções de forma coletiva. “É um espaço para olhar não só para o que acontece aqui, mas também para outros lugares. Conhecer outras experiências, trocar ideias e pensar junto em estratégias que depois possam voltar para as comunidades.”
Programação
Dia 13 agosto – quinta-feira
9 h – Recepção com cânticos Ticuna – Por KaMagüta
9h40 – Mesa de abertura
Observações Introdutórias: Policiamento Indígena, Associações e Intercâmbio de Conhecimento
Palestrantes: Márcia Cristina Breitkreitz (diretora de Extensão da Proeec), Chantal Medaets (professora da Faculdade de Educação – FE), Susana Durão (professora da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas – IFCH) e Beatrice Jauregui (professora do Centre for Criminology & Sociolegal Studies, Universidade de Toronto, Canadá)
10h – História da Segurança Indígema na Tríplice Fronteira Brasileira
Palestrantes – Josiane Otaviano Guilherme (doutoranda em Antropologia), Wellington Ponciano (coordenador da Segurança Comunitária Indigena de Umariacu II, Alto Solimões), Bernardino Almeida (vice-coordenador da Segurança Comunitária Indigena de Umariacu II, Alto Solimões)
Debatedor – Marco Tóbon (professor da FE); moderadora – Karine Mendes (graduanda do Instituto de Estudos da Linguagem – IEL)
13h – História do Policiamento Indígena no Canadá-EUA, região de Turtle Island
Palestrantes – Beatrice Jauregui (Universidade de Toronto), Ranatiiostha Swamp (chefe de polícia Akwesasne Mohawk Police Service) em participação online e Dwayne Zacharie (chefe de polícia Kahnawà:ke Peacekeepers)
Debatedor e moderador – Fernando Simões (promotor do Ministério Público Estadual de São Paulo)
15h15 – Limites e Possibilidades Jurídicas-Normativas para a Segurança dos e por Indígenas no Brasil
Palestrantes – Roberto do Carmo (Núcleo de Estudos de População “Elza Berquó”), Esteban Ospina Garrido (doutorando em Demografia) e Walter Coutinho (procurador da República) em participação online
Debatedor e moderador – José Mauricio Arruti (antropólogo)
Dia 14 agosto
9h – Segurança Indígena nas Fronteiras: Diferenças e Continuidades entre Norte e Sul
Palestrantes – Marco Tóbon (professor da FE), Roksolyana Shlapak (Universidade de Toronto)
Debatedora – Bianca Laurenzano (doutoranda IFCH); moderador – Andrews Mendes (graduando da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação – FEEC)
11h – Experiências Promissoras de Prevenção e Enfrentamento ao Crime e à Violência na Amazônia e Mato Grosso do Sul e o contexto canadense
Palestrantes – Renato Sérgio de Lima (presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública) e Nicholas A. Jones (professor da Universidade de Regina, Canadá) em participação online
14h30 – Reflexões sobre Segurança e Violência em Fronteiras Latino-Americanas
Palestrantes – Lucas Pilau (Universidade de São Paulo – USP), Marcos Alvarez (coordenador INCT “Autoritarismo e Democracia” do Núcleo de Estudos da Violência, USP) e Sabina Frederic (professora da Universidade de Quilmes, Argentina, que foi ministra da Segurança da Argentina entre 2019-2021)
Debatedora e moderadora – Susana Durão (IFCH)
17h – Encerramento
* Ao longo da programação, será possível visitar uma exposição de fotos intitulada “Vida Ticuna na Fronteira – Entre a imaginação social e os perigos iminentes”, com curadoria dos estudantes indígenas Ticuna da Unicamp que atuam no Programa Magüta.
Foto de capa:
Navegação na tríplice fronteira do Rio Alto Solimões
O Centro de Línguas para Acadêmicos (CLA/UFRGS) está com inscrições abertas, até o dia 14 de julho, para a nova oferta de cursos gratuitos de língua e cultura japonesas. As capacitações são voltadas à comunidade acadêmica (estudantes e servidores da UFRGS ou de outra Instituição de Ensino Superior), com aulas entre os dias 16 de julho e 5 de setembro, nas modalidades presencial e on-line.
Nesta edição, são oferecidas três opções de formação:
Cultura Japonesa para Fins Acadêmicos 1 Nível A1, modalidade on-line. As aulas serão realizadas de 16 de julho a 3 de setembro, às quintas-feiras, das 16h às 18h.
Escrita em Língua Japonesa para Fins Acadêmicos 3 Voltado a estudantes com nível equivalente ao JLPT N5 (iniciante). As aulas serão presenciais, no Campus do Vale, de 17 de julho a 4 de setembro, às sextas-feiras, das 13h30 às 15h30.
Comunicando em Língua Japonesa para Fins Acadêmicos X Nível A2, modalidade on-line. As aulas ocorrerão de 18 de julho a 5 de setembro, aos sábados, das 8h às 12h.
O Centro de Empreendimentos em Informática (CEI/UFRGS) conquistou o 1º lugar no Prêmio Nacional Anprotec de Empreendedorismo Inovador 2026, na categoria Incubadora de Empresas – Troféu Adelino Medeiros. O resultado foi anunciado na noite de 1º de julho, durante a 36ª Conferência da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), realizada no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus/AM. Os demais finalistas nessa categoria foram a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisnos).
O reconhecimento foi concedido ao case “Metodologia CEI”, evidenciando a consistência de um modelo orientado ao desenvolvimento de empreendimentos de base científico-tecnológica, à conexão entre ciência e mercado e à geração de impacto positivo econômico, social e ambiental”. A diretora do CEI, docente Érika Fernandes Cota, recebeu a premiação durante o evento. Promovido pela Anprotec, o prêmio reconhece ambientes de inovação que se destacam pela contribuição à transformação de conhecimento em impacto econômico e social.
Apresentação de Érika Fernandes Cota
O processo de seleção ocorreu em três etapas: análise por banca avaliadora, votação dos associados nas redes sociais e apresentação das candidaturas no Demoday, realizado em 29 de junho, na abertura da Conferência. A avaliação final ocorreu de forma presencial, em Manaus. A edição de 2026 registrou 64 candidaturas, número que representa crescimento superior a 50% em relação à edição anterior.
O Centro
Vinculado ao Instituto de Informática da UFRGS, o CEI atua no apoio a empresas e projetos de base tecnológica, com ênfase no desenvolvimento de deep techs e negócios de impacto socioambiental e na aproximação entre universidade, empreendedores, docentes, estudantes, mercado e parceiros institucionais. A metodologia reconhecida no prêmio organiza essa atuação por meio de diagnóstico, acompanhamento, mentorias, conexões técnicas e apoio ao desenvolvimento dos negócios.
A premiação também reforça o papel das incubadoras universitárias como mecanismos de inovação capazes de contribuir para o desenvolvimento tecnológico, econômico e social. Ao apoiar empreendimentos em diferentes estágios de maturidade, o CEI amplia as possibilidades de aplicação do conhecimento produzido na Universidade em soluções voltadas a desafios reais da sociedade.
Durante a 36ª Conferência Anprotec, o CEI/UFRGS também foi reconhecido pela certificação Cerne 4, nível máximo de maturidade do modelo Cerne. Desenvolvido pela Anprotec em parceria com o Sebrae, o modelo organiza processos e práticas para qualificar a atuação de mecanismos de inovação. O nível 4 está associado à consolidação da maturidade institucional e à atuação internacional do mecanismo e dos empreendimentos apoiados.
Nos dias 26, 27 e 28 de junho, em Quito, no Equador, os estudantes Manuela Sulzbach Jardim, Helena Petry Mizunski Peres e Eduardo Wolak Borges Fogaça representaram a UFRGS na 12ª Edição do Concurso Regional de Direito Internacional Humanitário Manuel Muñoz Borrero, alcançando uma vaga nas semifinais da competição. Além da conquista coletiva, a UFRGS ficou também com o prêmio de Melhor Oradora da competição para Manuela Sulzbach Jardim, distinção concedida à participante de maior destaque entre todas as equipes.
A conquista reflete o trabalho desenvolvido pela UFRGS IHL Clinic, grupo de extensão da Faculdade de Direito dedicado ao estudo, à pesquisa e ao treinamento em Direito Internacional Humanitário, responsável pela preparação da equipe e pela continuidade de um projeto que há anos representa a Universidade em competições internacionais. O concurso contou com 12 equipes participantes do Peru, Equador e Brasil. A UFRGS foi a única universidade brasileira concorrendo nesta edição.
A UFRGS está entre as universidades premiadas na primeira edição do Prêmio Tecendo os Cuidados, iniciativa da Secretaria Nacional da Política de Cuidados e Família (SNCF) do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A premiação reconhece a produção acadêmica sobre cuidados e políticas públicas.
Ariane explica que seu interesse pelo tema surgiu da “necessidade de demonstrar que experiências negras existem para além das vulnerabilidades impostas socialmente pelo racismo”. Ela acrescenta que quando iniciou a pesquisa pensou na sua aplicabilidade na formulação de políticas públicas: “Percebi que minha comunidade fazia manutenção das vidas das pessoas que ali estavam e funcionava como promotora de políticas de vida. A partir disso, compreendi que os estudos e as políticas públicas poderiam se beneficiar de nossa práxis para se inspirar”, afirma a pesquisadora.
Sobre a importância da premiação, Ariane diz que representa um reconhecimento significativo tanto da relevância científica da pesquisa quanto dos saberes produzidos por mulheres e pessoas negras nas comunidades tradicionais de terreiro do Rio Grande do Sul. “É também um reconhecimento de uma trajetória construída junto a minha ancestralidade e a partir do diálogo entre a universidade e os territórios, valorizando conhecimentos que historicamente foram invisibilizados na produção acadêmica”, acrescenta. Ariane tem a expectativa de que, no debate sobre justiça reprodutiva, a premiação também amplie a compreensão da reprodução para além da maternidade ou do acesso aos serviços de saúde. “Espero que este prêmio, vinculado à Política Nacional de Cuidados, contribua para dar maior visibilidade a essas discussões e fortaleça a produção de conhecimento comprometida com a transformação social, mostrando que as experiências e os saberes de mulheres negras são centrais para pensar os desafios contemporâneos e construir respostas coletivas para eles”, enfatiza Ariane.
Atualmente como aluna de doutorado do PPGPSI, Ariane dá continuidade à pesquisa buscando compreender as formas relacionais entre humanos e não humanos como dimensões inseparáveis, tomando como referência cosmologias africanas e afro-brasileiras. “Retomo, nesse contexto, a relação primordial entre Iyá e sua prole como fundamento ético, político e cosmológico da sustentação da vida, em especial diante das crises climáticas”, explica.
Confira os trabalhos premiados:
Categoria dos trabalhos produzidos na graduação ou por recém-graduados
Pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Sensoriamento Remoto (PPGSR) e do Pós Graduação em Computação (PPGC) da UFRGS estão na China para um período de 30 dias de mobilidade acadêmica na Universidade Beihang, no campus internacional localizado na cidade de Hangzhou. A viagem faz parte do Programa Brasil-China de Líderes em Inovação Científica e Tecnológica, financiado pelo Ministério da Educação, por meio da Capes.
Entre os objetivos do Programa, destacam-se a formação de futuros líderes em inovação no Brasil e na China e a contribuição para a mobilidade de pesquisadores dos dois países. Em todo o Brasil, foram selecionadas propostas de 18 instituições de ensino e pesquisa para participar desta edição do Programa.
Conforme o professor Felipe Geremia Nievinski, do PPGSR, que acompanha o grupo da UFRGS, esta oportunidade de fortalecimento da internacionalização visa a apoiar as instituições brasileiras a inovarem na indústria e na educação através da cooperação com as instituições chinesas. Do PPGSR, participam os doutorandos Maurício Kenji Yamawaki, Macleidi Júnior Varnier, Pâmela Boelter Herrmann, Marcos Vinícius Ferreira Martins e Josiane Leci Vanin Barbieri, além dos mestrandos Flora Rangel da Silva Chiarelli e Guilherme Rodrigues Cardoso. Do PPGC, participam os doutorandos Gustavo Ribeiro Kremer e João Luiz Grave Gross.
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul comunica que foi publicado, nesta sexta-feira, dia 10 de julho, no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), o resultado final da Chamada Pública nº 001/2026, destinada à prospecção de imóveis para a instalação do novo Campus em Caxias do Sul/RS. O imóvel habilitado é o Edifício Sofia, localizado na Rua Os Dezoito do Forte, esquina com a Rua Moreira César, no Bairro São Pelegrino.
O chamamento recebeu cinco propostas, que foram submetidas à avaliação da área técnica da Universidade e da equipe de compras da UFRGS, ambas integrantes da Comissão de Avaliação. Após as análises e avaliações, conforme os trâmites do edital, os proponentes apresentaram recursos em relação ao resultado preliminar. Os recursos foram analisados pela equipe de planejamento da contratação e devidamente respondidos.
Com o parecer final da chamada pública emitido e homologado pela autoridade competente, o imóvel considerado apto segue para as próximas etapas. Nessa fase, a UFRGS inicia os procedimentos administrativos necessários para a aquisição do imóvel. Essa etapa marca mais um passo da instalação do novo campus da UFRGS na Serra Gaúcha.
A UFRGS comunica que firmou contrato emergencial com a Unimed Porto Alegre, atual operadora do plano de assistência à saúde, com o objetivo de assegurar a continuidade do atendimento aos servidores, dependentes e pensionistas vinculados ao plano institucional de saúde. A medida foi necessária em razão do encerramento da vigência do Contrato nº 031/2020, ocorrido em 26 de junho. O contrato alcançou o prazo máximo de duração previsto na legislação, incluindo as prorrogações legalmente permitidas, não sendo possível sua renovação por meio de novo termo aditivo.
Desse modo, a contratação emergencial tem caráter temporário e visa evitar a interrupção da cobertura assistencial, garantindo a continuidade dos serviços enquanto forem concluídos os trâmites administrativos para a formalização do novo contrato. A UFRGS já havia iniciado os procedimentos para a realização de uma nova licitação. A sessão pública do pregão eletrônico ocorreu em 24 de junho e definiu como vencedora a operadora atual, a Unimed Porto Alegre. O processo encontra-se na fase final para a assinatura do novo contrato.
Portanto, a partir de 1º de julho, as mensalidades do plano de saúde dos servidores e pensionistas da UFRGS serão reajustadas em 4,70%. Considerando o caráter transitório da contratação emergencial, esse percentual foi definido exclusivamente para o período de vigência do contrato emergencial. Ou seja, o reajuste permanecerá vigente até a assinatura do contrato definitivo, ocasião em que passarão a ser aplicados os valores estabelecidos no processo licitatório atualmente em fase de conclusão.
Assim que o novo contrato for formalizado, a Universidade divulgará todas as informações relativas às novas condições contratuais, incluindo os valores das mensalidades e demais orientações aos beneficiários. A condução do processo de contratação em estrita observância à legislação vigente. Mais informações podem ser obtidas junto à Divisão de Saúde Suplementar, pelo telefone e WhatsApp (51) 3308.4499 ou pelo e-mail planosaude@progesp.ufrgs.br.
Foi realizada na manhã desta quinta-feira, 9 de julho, a sessão solene do Conselho Universitário de outorga do título de professor emérito da UFRGS a João Antônio Pêgas Henriques. O homenageado foi conduzido à sala dos Conselhos pela professora Lívia Kmetzsch, diretora do Instituto de Biociências (IBIO), unidade acadêmica na qual Henriques atuou na UFRGS. Compareceram à cerimônia, além de familiares, ex-alunos, colegas e amigos do homenageado, o ex-reitor Hélgio Trindade, professores e servidores técnico-administrativos eméritos e integrantes da Administração Central da UFRGS; a reitora da UFCSPA Jenifer Saffi; o diretor-presidente da FAPERGS, Odir Dellagostin; a diretora regional da UERGS, Ana Lúcia Kern; o diretor técnico-científico da FAPERGS, Rafael Roesler; e a diretora administrativa da FAURGS, Denise Coutinho.
O Parecer 025/2026 aprovado pelo Conselho Universitário destaca a rica trajetória acadêmica do professor Henriques, que ingressou na graduação em Farmácia e Bioquímica na UFRGS em 1967. Como estudante de graduação, Henrique foi bolsista de Iniciação Científica no Departamento de Biofísica e Fisiologia sob orientação de Eloy Julius Garcia, oportunidade que despertou seu desejo de ser pesquisador. Seguiram-se o mestrado em Biofísica na Universidade Federal do Rio de Janeiro; o doutorado em Ciências Naturais pela Université ParisSud XI, no Instituto Curie, na França; e o pós-doutorado na Goethe Universität Frankfurt am Main, na Alemanha. Antes de ingressar, em 1986, como professor titular na UFRGS, Henrique atuou como docente na Universidade Federal de Pernambuco. Ao longo da carreira, publicou cerca de 400 artigos científicos e orientou mais de uma centena de estudantes de iniciação científica, 84 mestres, 88 doutores e 16 pós-doutorados. É reconhecido internacionalmente por suas pesquisas para desvendar os mecanismos de dano e reparo do DNA. Na UFRGS, além de formar novos cientistas, ajudou a criar novos laboratórios, coordenou projetos de pesquisa inovadores e foi diretor do Centro de Biotecnologia, contribuindo para a qualificação técnica e tecnológica das pesquisas realizadas na Universidade. Henriques também teve destacada atuação em agências de fomento à pesquisa – FAURGS, FAPERGS, Capes e CNPq – e em outras instituições de ensino. Convicto que universidade, setor produtivo e governos podem e devem atuar juntos em prol da ciência e da inovação, Henriques também inspirou a criação de empresas de base tecnológica e, após sua aposentadoria na UFRGS em 2003, foi trabalhar em um laboratório internacional privado credenciado por órgãos oficiais brasileiros para dirigir processos de avaliação e licenciamento de produtos farmacêuticos. O homenageado coleciona prêmios e distinções e é membro Titular da Academia Brasileira de Ciêncuias desde 2006, além de ter sido o primeiro presidente da Sociedade Brasileira de Mutagênese, Carcinogênese e Teratogênese Ambiental.
Legado que inspira
O orador da cerimônia, professor Guido Lenz, usou em sua fala a analogia de uma floresta para dar a dimensão, a importância e a perenidade da contribuição de Henriques à ciência. Lenz apresentou a trajetória de Henriques destacando “as árvores mais frondosas dessa floresta”, especialmente os estudos sobre mutagênse, reparação do DNA e toxicologia genética. Lenz destacou também as redes de colaboração impulsionadas por Henriques e sua “visão moderna da atividade científica; uma ciência colaborativa, internacional, ousada, inovadora e empreendedora”. O discurso do orador menciona ainda a criação do laboratório Genotox na UFRGS na década de 1990, reconhecido centro de excelência na avaliação da segurança genética de medicamentos, pesticidas, produtos químicos e novas tecnologias segundo padrões internacionais de boas práticas de laboratório. Ao resumir o legado de Henriques, Lenz afirmou que o homenageado “ajudou a construir uma universidade melhor, uma ciência melhor e um país melhor”.
Emocionado ao agradecer o título, Henriques enfatizou que sua caminhada foi construída em conjunto com muita gente e que recebia a honraria com enorme gratidão e humildade. Henriques intercalou a leitura do discurso preparado previamente com uma conversa informal sobre passagens e episódios importantes dessa caminhada, nomeando muitas das pessoas que povoaram sua história e agradecendo a todos com os quais trabalhou. Salientou que a nunca enxergou a UFRGS apenas como um local de trabalho: “ela sempre foi parte da minha própria vida”, disse. “Foi aqui que vivi algumas das maiores alegrias da minha carreira. Foi aqui que enfrentei dificuldades. Foi aqui que construí amizades que atravessaram décadas”, acrescentou. Henriques encerrou afirmando que leva com ele a convicção de que tudo o que construiu foi possível graças à confiança, ao apoio e às oportunidades proporcionadas pela UFRGS.
A reitora Marcia Barbosa afirmou que o professor Henriques reúne as três qualidades necessárias para ser um emérito da Universidade: tem visão, coragem e resiliência. Segundo a reitora, a trajetória de Henriques evidencia isso: ele enxergou onde estavam as oportunidades para fazer ciência de fronteira, soube se adaptar às condições de pesquisa do Brasil, não se conformou em fazer mais do mesmo e buscou superar adversidades e obstáculos.
Estudo da USP mostra que a valorização imobiliária e a dinâmica da metrópole ajudam a explicar as desigualdades no distrito, para além da falta de planejamento urbano
“Um tapa na cara de Trump e Infantino”, estampou em manchete o influente jornal belga De Standaar desta terça-feira (7), ao noticiar a derrota da seleção norte-americana por 4 a 1 para a Bélgica e sua consequente eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo. Aparentemente deslocado do universo esportivo, o título sinaliza o grau de contaminação da interferência política de Donald Trump no mundial de futebol, considerado o de maior repercussão global da história.
Depois de barrar a seleção do Irã e criar restrições para delegações e torcedores de países que considera indesejáveis, o presidente estadunidense chegou ao extremo de pressionar a Fifa para que suspendesse a aplicação de uma punição a um jogador norte-americano, expulso na partida anterior pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. O governo americano chegou a produzir um documento no qual afirma, sem provas, que Claus estaria envolvido em esquemas de corrupção no futebol e, por conta disso, a punição deveria ser suspensa.
O professor da FCA Luís Renato Vedovato: movimento contra aplicação do Direito
Apesar da fragilidade de seus argumentos, Trump foi atendido. A situação levantou discussões no mundo todo sobre a integridade da competição, violações de regras esportivas e éticas e a preocupação da comunidade mundial com demonstrações cada vez mais claras de autoritarismo por parte dos Estados Unidos.
“Esse tipo de atitude revela desprezo pelas regras e por quem as aplica”, sintetiza o professor de Direito Internacional Público e docente da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp Luís Renato Vedovato. Segundo ele, episódios como esse lembram táticas de países em período de exceção, como se viu na Copa de 1978 – uma das mais politizadas e controversas da história –, que ocorreu durante a ditadura militar na Argentina. O país-sede venceu a competição, e o governo ditatorial, liderado pelo general Jorge Videla, foi envolvido em denúncias de corrupção, pressão geopolítica e uso do esporte como propaganda estatal.
Vedovato chama a atenção para a gravidade do momento atual. “Um movimento contra a aplicação do Direito – contra as regras. Trata-se de uma ação capaz de formar uma tendência de simplesmente desconsiderar quaisquer estrutura de aplicação das normas – seja ela de um árbitro de uma competição esportiva; de um juiz na 1ª instância ou do próprio judiciário”, acrescenta Vedovato.
Para o professor, esse tipo de artifício poderá transbordar para outras estruturas, como resultados das urnas ou eventuais condenações judiciais. “É preciso lembrar que muitos dos apoiadores de Trump foram condenados judicialmente [pela invasão ao Capitólio em 2021] e acabaram anistiados. O próprio Trump se autoanistiou”, ressalta.
Em teoria, o episódio viola frontalmente os princípios da própria Fifa, que se diz contrária a qualquer tipo de interferência governamental no futebol. Vedovato aponta, no entanto, inconsistências na atuação da entidade. “A médio e longo prazo, isso certamente vai diminuir a importância da Fifa como organismo internacional. Essa história de que não aceita interferência política é só uma frase de efeito”, diz o docente, recordando outras circunstâncias em que a Fifa abriu exceções. Foi assim em 2014, por exemplo, quando a Rússia invadiu a Criméia, mas foi mantida como organizadora da Copa de 2018.
A atitude do presidente estadunidense gerou uma onda de protestos de entidades ao redor do mundo
O cenário mudou em fevereiro de 2022, quando a Rússia iniciou uma invasão total ao território ucraniano. À época, foi desclassificada das Eliminatórias e ficou de fora da Copa do Mundo de 2022, no Catar. Contudo, Vedovato lembra que, nesse momento, os Estados Unidos foram mantidos como um dos organizadores do torneio, embora estivessem em guerra contra o Irã. “Ou seja, esse princípio de neutralidade política não é um princípio seguido de fato”, reafirma.
Repercute
A atitude de Trump gerou uma onda de protestos de entidades ao redor do mundo. A União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) expressou forte preocupação com a quebra de isonomia do torneio. Nos bastidores, Uefa viu a atitude da Fifa como uma fraqueza institucional inaceitável.
A Federação Belga de Futebol emitiu uma nota oficial criticando a “falta de critérios esportivos” e afirmando que o regulamento da Copa do Mundo deveria ser soberano, independentemente de pressões externas de chefes de Estado.
A Associação de Técnicos Europeus classificou a decisão como “um circo” e um “insulto ao trabalho dos árbitros”, argumentando que, a partir dela, qualquer país com peso político poderia tentar reverter decisões de campo no tapetão.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) repudiou os ataques verbais de Donald Trump (que chamou o juiz de “horrível” e “suspeito”). A CBF enviou uma queixa formal à Fifa exigindo respeito aos árbitros sul-americanos e proteção contra difamações políticas.
Grandes consórcios de mídia esportiva global (como a Sky Sports, L’Équipe e a ESPN) demonstraram descontentamento e foram unânimes ao concluir que a Fifa sofreu um “apagão de autoridade” e que Infantino transformou o Código Disciplinar da entidade em uma peça de negociação geopolítica.
Foto de capa:
Interferência política de Donald Trump no mundial de futebol está sendo considerado o de maior repercussão global da história.
A partir dos resultados da pesquisa “Datificação da atividade de comunicação e trabalho de arranjos de comunicadores: embates com as empresas de plataformas”, financiada pelo Edital Linguagem, Comunicação e Artes (LinCAr) da Fapesp, três materiais de divulgação foram elaborados para ajudar na conscientização de jovens e responsáveis sobre o funcionamento dessas redes.
A investigação dos termos de uso e privacidade das redes sociais da Meta (Instagram, Facebook e Whatsapp) mostra que a linguagem utilizada pela empresa é propositalmente fragmentada e vaga. Mas uma análise textual permitiu identificar indícios do processo de datificação. “É um processo que consiste na captura, armazenamento, compartilhamento e tratamento de nossos dados, uma vez que as empresas assumem abertamente o uso dessas informações para adequar seus modelos de negócio e, assim, expandir o acúmulo de seu capital”, explica Greciely Costa.
Costa é pesquisadora do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro do grupo de pesquisa. O projeto está sediado no Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT), da Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA/USP) e é coordenado por Roselí Fígaro, da Universidade de São Paulo (USP). O grupo tem analisado Termos de Uso e Política de Privacidade da empresa Meta e seus produtos, ilustrando quais dados são coletados e como a empresa se posiciona quanto a isso.
A pesquisadora do Labeurb Greciely Costa: educação midiática
Segundo Costa, há uma naturalização da coleta de dados por dois motivos principais. O primeiro é a inviabilidade, no dia a dia, de os usuários lerem por completo as políticas de uso e privacidade. A extensão dos textos apresentados não é compatível com a alta demanda de uso das plataformas, que têm sido utilizadas para mediar inúmeras relações sociais e de trabalho. Em segundo, o fato de que a própria criação das contas de usuários nas redes obriga à adesão prévia aos termos impostos, deixando pouco ou quase nenhum espaço para a autonomia do usuário.
Fígaro explica que os dados são matéria-prima para diversos negócios. “Não há hoje setor econômico que não dependa de dados. Nesse sentido, a cadeia produtiva digital de dados, liderada por poucas empresas estadunidenses, coordena as demais cadeias produtivas. Da Mercedes Benz, ao agronegócio, à Rede Globo, todas são dependentes dos sistemas computacionais de Amazon, Alphabet, Microsoft, Meta, Atlassian, Oracle ou de algumas outras para capturar, processar e analisar dados. Desse modo, as plataformas digitais de dados controlam e monopolizam uma riqueza imensa, todos os dias renovada pela interação humano-computador. É nesse sentido que os Termos de uso entram. Eles são um contrato que nós assinamos sem ler e que dá a essas empresas todos os direitos sobre o que nós produzimos”, completa a pesquisadora.
Por exemplo, o Instagram, “ao afirmar que ‘coleta’ o que é ‘fornecido’ pelo usuário, a plataforma se exime da responsabilidade pela apropriação desses dados, transferindo-a ao sujeito, como se o usuário ‘concedesse’ a informação voluntariamente. Ao dizer isso, a empresa omite que extrai informações por meio de um mecanismo de captura do qual o usuário não pode escapar”, detalha Costa.
Cartilha educativa
A cartilha “Meta: se apropriar de seus dados” explicita como as redes sociais da Meta capturam e utilizam dados dos usuários. A publicação, coordenada por Costa, é resultado de uma disciplina oferecida por ela no curso de Especialização em Jornalismo Científico do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp. As autoras, Cristina Uchôa e Jennifer Zsürger, desenvolveram a cartilha para auxiliar responsáveis que convivem com crianças e adolescentes, público especialmente sensível à coleta de dados pelas plataformas.
“A lei que rege essa propriedade é a dos EUA. Estamos submetidos aos interesses e às legislações daquele país. Autorizamos que entrem em nossos dados e se apropriem deles. Por isso, a Cartilha é da maior importância, como parte de um processo de educação midiática também chamada de literacia digital”, reforça Fígaro.
Além de familiares, “a cartilha foi pensada para ser distribuída em escolas e em iniciativas pedagógicas planejadas e articuladas com a comunidade educadora. Teve uma tiragem impressa, mas circula principalmente em formato digital, visando um alcance amplo que, também, atinja públicos diversos”, explica Costa.
Na publicação, as autoras detalham a extensão da coleta de dados pela plataforma e qual o posicionamento da Meta nos termos de uso. Procurada para um posicionamento, a empresa não respondeu até o momento da publicação desta matéria.
O intuito é demonstrar de forma didática quais dados são utilizados e como isso é convertido em capital, alimentando o acúmulo financeiro das corporações tecnológicas. Ao final, a cartilha apresenta alternativas possíveis para escapar dessa coleta e quais cuidados devem ser tomados, especialmente em casos de crianças e adolescentes.
Outros materiais
Além da cartilha, o grupo criou uma série de vídeos curtos, chamada “E aí, vai aceitar tudo? Madu Fit responde”. Nela, as descobertas de uma blogueira fictícia revelam como as redes sociais operam nos bastidores e como suas lógicas afetam nosso cotidiano, trabalho e forma de se comunicar. O modelo foi pensando para atingir adolescentes, adaptando a linguagem e o formato dos vídeos para esse público.
Ainda no escopo da pesquisa, foi criado o jogo “Perfilando”, desenvolvido com foco na educação básica. A ideia é que o jogo seja utilizado por educadores para ensinar a lógica de como os dados são capturados e organizados pelo TikTok e por outras redes sociais. Ele se inspira no ato de “perfilar”, realizado pelas redes sociais, que ao coletarem e cruzarem os dados dos usuários são capazes de desenhar um perfil de comportamentos, gostos e, principalmente, consumo. O jogo está disponível para download e busca ensinar aos jovens medidas possíveis para se protegerem do perfilamento nas redes.
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Três materiais elaborados pelo grupo de pesquisa para ajudar na conscientização de jovens e responsáveis sobre o funcionamento das redes
A incorporação de três obras de Claudio Tozzi ao acervo do Museu de Artes Visuais (MAV) da Unicamp é celebrada com a exposição Claudio Tozzi: Pós-imagem, que será inaugurada sábado (27), às 11h, no Museu de Arte Contemporânea José Pancetti (Macc). Com 91 gravuras produzidas ao longo de mais de cinco décadas de carreira, a mostra tem curadoria do professor Gabriel Zacarias, diretor do MAV e docente do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH).
A exposição, que segue até 22 de agosto, nasce de uma relação já consolidada entre Tozzi e a Unicamp, construída ao longo de diferentes projetos e colaborações com o museu e outras unidades da Universidade. Agora, essa aproximação ganha um novo capítulo com a entrada definitiva de suas obras no acervo institucional. “Era um contrassenso ter um artista da importância do Claudio Tozzi, que já realizou diversas atividades conosco ao longo dos anos, sem que ele estivesse representado no museu”, afirma o curador.
Tozzi lembra que sempre teve uma boa relação com a Unicamp, seus professores e alunos e afirma ser “um grande prazer” ver sua obra incorporada ao acervo do MAV. O artista confirma que estará na abertura da mostra neste sábado e que pretende voltar a Campinas nas próximas semanas. “Vamos fazer encontros com outros artistas para possibilitar um debate maior sobre toda a produção e todo o processo das artes plásticas nas décadas de 1960, 1970 e 1980, tendo como base o que vamos expor”, afirma.
A incorporação das obras ocorreu de forma articulada ao projeto expositivo em Campinas, conta o curador. “Três trabalhos foram doados ao MAV e a exposição é uma celebração dessa doação. Essa parceria servirá para apresentar sua obra de forma abrangente e marcar sua entrada no acervo”, destaca Zacarias.
O curador da exposição Gabriel Zacarias e o artista Claudio Tozzi
Mais do que uma retrospectiva, a mostra em Campinas propõe um percurso amplo pela produção de Tozzi – que, aos 81 anos, é um dos nomes centrais da arte brasileira contemporânea –, a partir de um recorte menos habitual de sua produção: a gravura. A escolha, segundo o curador, permite construir uma espécie de síntese de sua trajetória, já que muitos de seus trabalhos em tela possuem desdobramentos no campo gráfico. “A produção gráfica duplica a produção em tela. Muitos dos trabalhos fundamentais que realizou como pintor ganharam versões em gravura”, ressalta.
Na prática, isso significa que obras icônicas de diferentes períodos reaparecem na exposição em suas versões gráficas, criando um jogo de continuidade e deslocamento entre suportes. Estão presentes, por exemplo, Guevara Vivo ou Morto, Multidões, Astronautas eZebra. Zacarias destaca que esse conjunto permite observar não apenas a evolução formal da obra, mas também a permanência de temas ligados à cultura visual, à política e às transformações sociais.
Ao comentar a curadoria, Tozzi observa que muitas das questões presentes na produção contemporânea já estavam colocadas em sua geração. “Eu achei que a seleção feita pelo Gabriel mostra muito bem a relação entre uma fase e outra. Existe uma linha que define o processo de utilização visual. O título que ele usa, Pós-imagem, elabora todo um processo de produção da imagem que veio desde a reprodução direta até o processo industrial, por meio de retículas e fotolitos, e atualmente por meio dos programas de computação e da inteligência artificial.”
“Eu acho que toda essa tecnologia é praticamente uma evolução do que se fazia com o fotolito, só que hoje com muitos recursos de computação gráfica e movimentação da imagem que antes não eram possíveis”, continua Tozzi. “A gente trabalhava com o que tinha. Era o alto contraste, a apropriação dos meios de linguagem da comunicação de massa, dos cartazes, das placas de rua pintadas, das sinalizações. Tudo isso era incorporado ao trabalho”, afirma.
Uma das obras que estarão expostas intitulada Guevara Vivo ou Morto
Imagens circulantes
A exposição destaca um aspecto central da produção de Tozzi: sua relação com imagens circulantes da cultura de massa. Na fase inicial, ligada à Nova Figuração e à Pop Art brasileira, o artista parte de imagens já existentes – retiradas de jornais, revistas e histórias em quadrinhos – para reorganizá-las em novas composições. Esse procedimento, segundo Zacarias, insere o trabalho do artista em um campo de disputa simbólica em torno da imagem. “Não é uma reprodução, mas uma reconfiguração dessas imagens no campo da arte”, explica.
Esse repertório visual dialoga diretamente com o contexto histórico das décadas de 1960 e 1970, marcado pela Guerra Fria, pela corrida espacial e pela expansão da indústria cultural. São referências que atravessam as obras e ajudam a situar o trabalho do artista em um cenário mais amplo de transformações políticas e midiáticas. “São signos de toda uma época”, define o curador.
Outro eixo importante da exposição é a relação do artista com o espaço urbano. Arquiteto de formação, Tozzi desenvolveu uma carreira marcada pela reflexão sobre a cidade, tanto em obras de grande escala quanto em investigações mais conceituais sobre o espaço. “Diante do branco, gosto de pegar a régua e o esquadro, e isso tem muito a ver com a minha formação em arquitetura, em que o espaço é pensado, planejado, e as soluções são dadas pelo pensamento e pela ação em relação ao campo visual que se vai trabalhar”, conta o artista.
Esse percurso aparece na transição gradual entre a figuração e a abstração, que também estrutura a leitura curatorial da mostra. A partir de séries como Passagens, que exploram escadas, deslocamentos e espaços imaginários, o artista vai progressivamente reduzindo elementos figurativos até chegar a composições abstratas. “Ele começa com representações da paisagem urbana, passa por espaços imaginários e vai gradualmente simplificando a forma até chegar à abstração”, explica Zacarias.
A exposição Claudio Tozzi: Pós-imagem evidencia o potencial da obra do artista como documento histórico
O título da exposição, Pós-imagem, articula essas camadas em um único conceito. A ideia, segundo o curador, não tem uma única origem, mas um conjunto de sentidos que se sobrepõem. De um lado, o termo dialoga com a prática inicial do artista, que trabalha a partir de imagens já existentes, apropriadas e transformadas. De outro, remete a um fenômeno óptico conhecido como imagem persistente, que é a impressão que permanece na retina após o desaparecimento do objeto observado.
Há ainda um terceiro desdobramento, relacionado à fase mais recente da produção, em que a figuração dá lugar a composições abstratas. “Há uma passagem da figuração para um campo em que a imagem deixa de ser reconhecível. O que fica são gestos, cores, vestígios, algo que também pode ser entendido como uma forma de pós-imagem”, completa Zacarias.
Segundo o próprio artista, essa continuidade nem sempre é percebida à primeira vista. “Se você pegar o primeiro trabalho da série Paz, ele tem uma organização espacial muito semelhante ao último trabalho, da série Territórios”, explica. “Mas uma preocupação constante é a colocação das imagens dentro de um determinado campo visual.”
Ao longo de mais de cinco décadas de produção, Tozzi participou de importantes exposições nacionais e internacionais, incluindo bienais de São Paulo, Veneza, Paris, Havana e Mercosul. Sua obra integra coleções de instituições como a Tate Modern, em Londres, e museus nos Estados Unidos, além de estar presente em intervenções urbanas, edifícios públicos e estações do metrô de São Paulo, reafirmando uma trajetória que atravessa diferentes linguagens, suportes e gerações da arte brasileira.
Para o curador, a exposição também evidencia o potencial da obra de Tozzi como documento histórico. Ao reunir trabalhos de diferentes momentos, a mostra permite observar transformações sociais, políticas e urbanas refletidas na produção artística. “É uma exposição que interessa a historiadores, arquitetos e urbanistas. O trabalho artístico também é um documento histórico”, afirma.
Serviço:
Exposição Claudio Tozzi: Pós Imagem
Museu de Arte Contemporânea José Pancetti (Macc): Av. Benjamin Constant, 1633, Centro, Campinas
Até 22 de agosto, de terça a sexta, das 9h às 18h, e aos sábados, das 10h às 16h
Foto de capa:
As duas obras doadas ao acervo do Museu de Artes Visiuais da Unicamp
Ao todo, conforme apuração, a votação contou com 1.883 docentes votantes na eleição para o Consun e 1.707para o Cepe. Entre os técnico-administrativos, a participação foi de 1.180 eleitores para o Consun e 1.111 para o Cepe. Para os técnico-administrativos, foram eleitas nove chapas para o Consun e sete representantes para a nova composição do Cepe. Na votação para docentes, são 18 chapas para o Conselho Universitário e, assim como para os técnicos, sete nomes para o Cepe.
Eventuais recursos dos atos da comissão serão recebidos entre 23 e 25 de junho. Dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail: eleicoesconsun-cepe2026@ufrgs.br.
O Salão de Extensão chega à sua 27ª edição reafirmando uma das principais características da extensão universitária: a diversidade de formas de diálogo entre a Universidade e a sociedade. Marcado pela interação com a comunidade, o evento reúne atividades extensionistas em uma programação que promove o compartilhamento de experiências, conhecimentos e práticas.
Para contemplar essa pluralidade, os trabalhos podem ser inscritos em cinco modalidades: Tertúlias, com apresentações orais seguidas de rodas de conversa; Vídeo-Pôster, que reúne relatos de experiências extensionistas em formato audiovisual; Oficinas, voltadas a atividades práticas e vivenciais; Mostra Interativa de Extensão, que promove a interação contínua entre projetos e visitantes; e Apresentações Artísticas, destinadas a ações da área da Cultura, como dança, teatro, música e literatura.
Além das apresentações de trabalhos, o evento conta com atrações abertas ao público, como a participação da loja institucional Ponto UFRGS e do Planetário, que oferece sessões de astronomia para crianças e adultos no Campus do Vale.
Segundo a pró-reitora de Extensão, Daniela Pavani, a grande participação do público visitante é um dos traços marcantes do Salão. “Além das diferentes facetas, o Salão de Extensão tem como característica a grande participação do público visitante: escolas, comunidade, além do público interno, da UFRGS, que participa sempre ativamente, especialmente da Mostra, Planetário e Oficinas”, destaca.
Esse caráter multifacetado também se reflete na estrutura do evento. “Como a própria extensão universitária, o evento extensionista não ocorre apenas em salas de aula, mas também no pátio do campus, em corredores, em pavilhões e palcos, para poder abarcar todas as diferentes vozes e jeitos de fazer extensão na UFRGS”, complementa Daniela.
A principal novidade desta edição está no processo de inscrição. A partir de 2026, as submissões passam a ser realizadas pelo Sistema de Eventos, alinhando o Salão de Extensão aos demais salões promovidos pela Universidade.
27º Salão de Extensão Data do evento: 19 a 23 de outubro de 2026 Público: Coordenadores de atividades e bolsistas vinculados ao projeto de Extensão da UFRGS Inscrições: Até dia 30 de junho pelo sistema de eventos da UFRGS Informações: ufrgs.br/salaodeextensao Local: Campus do Vale
O fortalecimento da política de integridade e transparência da UFRGS dá mais um passo a partir desta sexta-feira, 19 de junho, com uma mudança na Ouvidoria da Universidade. A alteração realizada divide o atual órgão em Ouvidoria e Unidade de Integridade, Transparência e Acesso à Informação. Amanda Ciarlo Ramos assume a Ouvidoria e o Serviço de Informações ao Cidadão (SIC), enquanto Elisiane da Silva Szubert, ouvidora até então, passa a se dedicar exclusivamente à coordenação da Unidade de Integridade.
Amanda atua na Ouvidoria da UFRGS desde setembro de 2023 e possui experiência prévia na área mesmo antes de ingressar na Universidade, tendo trabalhado por cinco anos na Ouvidoria do SUS da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul. A nomeação segue os critérios estabelecidos pela Controladoria-Geral da União (CGU) para a escolha de titulares das ouvidorias do Poder Executivo federal, cuja atuação é submetida à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão. “Assumir a função de ouvidora representa um grande desafio e responsabilidade, reforçando meu compromisso com o fortalecimento do diálogo, da transparência e do acolhimento. Entre minhas expectativas está a de contribuir para o aperfeiçoamento contínuo dos serviços prestados, especialmente na ampliação das ações de acolhimento e na qualificação do atendimento às demandas da Universidade”, avalia.
Com a distinção da condução das unidades de Ouvidoria e de Integridade, a UFRGS amplia sua capacidade organizacional voltada à integridade pública. A medida contribui para o aprimoramento dos mecanismos de monitoramento das ações previstas no Plano de Integridade da Universidade, desenvolvidas por diferentes áreas institucionais, entre elas a própria Ouvidoria. “Entre os principais desafios que vislumbro estão o acompanhamento do crescimento das manifestações registradas junto à Ouvidoria, o adequado dimensionamento da força de trabalho diante desse aumento de demanda e a busca por maior celeridade nas respostas aos pedidos de acesso à informação e às manifestações recebidas, sempre preservando a qualidade, a escuta ativa e o compromisso institucional que caracterizam nossa atuação”, projeta Amanda.
A votação para a escolha de representantes docentes e técnico-administrativos no Conselho Universitário (Consun/UFRGS) e no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe/UFRGS) será realizada durante esta segunda-feira, dia 22 de junho. O acesso ao sistema de votação será realizado com as mesmas credenciais utilizadas nos portais institucionais da Universidade. Os eleitos vão ocupar os cargos no período entre 2026 e 2028.
Durante o período indicado, os servidores devem acessar o site e escolher seus representantes. Para os técnico-administrativos, são nove votos para o Consun e sete nomes para a nova composição do Cepe. Na votação para docentes, são 18 votos para o Conselho Universitário e, assim como para os técnicos, sete nomes para o Cepe. É possível registrar voto em branco ou nulo. O tutorial da votação pode ser acessado aqui. Após cada escolha, a chapa selecionada deixará de aparecer na tela. Ao final do processo, o eleitor deve revisar sua cédula, depositá-la na urna virtual e confirmar o voto.
O resultado eleitoral será divulgado a partir das 22h desta segunda-feira. Eventuais recursos dos atos da comissão serão recebidos entre 23 e 25 de junho. Dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail: eleicoesconsun-cepe2026@ufrgs.br.
Em 2025, o Unimúsica lançou a série “entreluzeiros” em um show histórico do baiano Mateus Aleluia, que lotou o Salão de Atos da UFRGS. Em 2026, ao celebrar 45 anos de história, o projeto desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul dá sequência à programação que se propõe a iluminar encontros culturais formadores da diversidade da música brasileira. A agenda, inteiramente gratuita e aberta à comunidade em geral, contempla shows e ações formativas com Negra Li (SP), Felipe Cordeiro (PA), Maciel Salú (PE), Tião Carvalho (MA) e Trio Mulheril (SC/RS).
A proposta da série “entreluzeiros” destaca a produção de artistas que dialogam com patrimônios imateriais reconhecidos no Brasil, como choro, bumba meu boi, maracatu rural, cavalo-marinho, guitarrada e hip hop, entendendo que as tradições, longe de serem estáticas, são vivas e passam constantemente por reformulações e recriações. São musicalidades que representam, ao mesmo tempo, as realidades e identidades regionais, bem como suas projeções em âmbitos nacionais e internacionais.
Quem abre a programação deste ano é Negra Li. No dia 9 de julho, quinta-feira, a cantora, rapper e compositora paulista apresenta músicas de seu novo álbum, “O silêncio que grita”, e outros sucessos de seus mais de 30 anos de carreira. O repertório da artista traduz em lírica afiada mensagens de resistência, autoestima e esperança, com influências do reggae, afrobeat, samba, boombap, RNB, blues e gospel. O show acontece às 20h, no Salão de Atos da UFRGS.
Em agosto, Felipe Cordeiro, cantor, guitarrista e produtor musical, ministra uma aula-show sobre guitarrada paraense no Centro Cultural da UFRGS. O encontro propõe um mergulho nas origens, influências e desdobramentos do ritmo, em um formato que combina fala e performance ao vivo, aproximando o público de um dos gêneros mais simbólicos da música do Norte do Brasil. A aula-show acontece no dia 6 de agosto, às 19h, e conta com a participação do instrumentista convidado DJ Matheus Padoca.
Em 3 de setembro, às 20h, Maciel Salú, cantor, compositor e rabequeiro pernambucano, apresenta seu trabalho solo pela primeira vez em Porto Alegre, no palco do Salão de Atos da UFRGS. Sexto álbum de sua carreira de quase 30 anos, “Ogum” traz influências das tradições de terreiro e das sonoridades da cumbia e do afrobeat, mesclando melodias ancestrais, poesias com versos marcantes e referências às culturas nordestinas. Na véspera do show, dia 2 de setembro, às 19h, Maciel recebe o público em um encontro no Centro Cultural da UFRGS.
A programação do Unimúsica segue em outubro com uma aula-show de Tião Carvalho, cantor, compositor e mestre popular natural do Maranhão. Difusor das tradições de matriz africana, especialmente o bumba meu boi de costa de mão, Tião é fundador do Grupo Cupuaçu Centro de Estudos de Danças Populares Brasileiras e liderança da Festa do Boi, evento que ocorre três vezes ao ano na comunidade do Morro do Querosene, bairro de São Paulo no qual reside desde os anos 1980. Sua aula-show acontece no dia 8 de outubro, às 19h, no Centro Cultural da UFRGS.
Encerrando a série “entreluzeiros” do Unimúsica, o Trio Mulheril apresenta uma roda de choro ao ar livre, no pátio do Campus Centro da Universidade, no dia 14 de novembro, às 19h. Nascido da Roda de Choro Mulheril, iniciativa realizada semanalmente no Centro Histórico de Florianópolis, em Santa Catarina, o grupo é formado por Angela Coltri (flauta) e Natalia Livramento (violão 7 cordas), idealizadoras do movimento, ao lado da gaúcha Thayan Martins (pandeiro). Na ocasião, o trio faz sua estreia na capital gaúcha.
Toda programação tem entrada gratuita, mediante doação de um quilo de alimento não perecível, e conta com tradução na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Para os shows de Negra Li e de Maciel Salú, no Salão de Atos, é necessária a retirada de ingressos, presencialmente,na segunda-feira anterior às apresentações – dias 6 de julho e 31 de agosto, respectivamente. [Saiba como será a retirada de ingressos]. A distribuição ocorre em dois locais: no Centro Cultural da UFRGS (Campus Centro), das 12h às 21h; e no Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados – ILEA (Campus do Vale), das 12h às 18h. Para as demais atividades, a entrada é por ordem de chegada, conforme lotação do espaço. Mais informações no site ufrgs.br/unimusica2026.
Sobre o Unimúsica:
Criado em 1981, pela Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS, o Unimúsica é um dos projetos culturais mais longevos de Porto Alegre. Ao longo de 45 anos, construiu uma relação de pertencimento tanto com o público que acompanha a programação, quanto com profissionais da música, que o reconhecem como um espaço de referência para a difusão da música popular brasileira. Desde seu início, desempenhou um papel fundamental para a formação simultânea de artistas e de plateias e abriu o caminho para a legitimação da música popular na universidade pública.
Nas últimas décadas, o Unimúsica tem se dedicado a divulgar e articular a produção de músicos e pensadores através de séries ou festivais com temáticas anuais. Além dos shows realizados no teatro da universidade, a programação, inteiramente gratuita e aberta à comunidade em geral, contempla ações formativas diversas.
Em seu percurso de 45 anos, passou por diferentes configurações e enfrentou diferentes desafios, mas apostou permanentemente na surpresa, na ampliação de nosso repertório simbólico e na extraordinária capacidade que têm as músicas e as canções de nos fazer repensar nossas relações coletivas, nosso comum compartilhado.
Serviço: Unimúsica 45 anos – série “entreluzeiros” Shows e ações formativas mensais, de julho a novembro de 2026 Ingressos gratuitos, mediante doação de 1kg de alimento não-perecível Mais informações sobre programação e retirada de ingressos: ufrgs.br/unimusica2026
Exemplo de transformação constante, pioneiro em inclusão e sempre sintonizado com os rumos da sociedade. Com um evento especial realizado na quinta-feira (18), o Vestibular da Unicamp completou 40 anos. Em paralelo, a Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) também celebra quatro décadas. Para marcar as datas, foi inaugurado um memorial onde é possível reviver todos os passos de uma trajetória inovadora.
O evento, que teve a estreia do documentário “A Toda Prova: 40 anos do Vestibular Unicamp” (assista abaixo), contou com a presença do reitor, Paulo Cesar Montagner, do coordenador-geral da Universidade, Fernando Coelho, da pró-reitora de Graduação, Mônica Cotta, além de diretores que já passaram pela Comvest – incluindo o primeiro, Jocimar Archângelo –, professores, colaboradores e convidados.
Na década de 1980, a Unicamp inovou ao criar um sistema de ingresso nos cursos de graduação que representasse o espírito de uma universidade jovem, dinâmica e comprometida com o desenvolvimento educacional, social, científico, tecnológico e cultural do Brasil. No espírito de redemocratização da época, o Vestibular da Unicamp tornou-se referência ao propor um processo seletivo em que os conhecimentos científicos, o olhar crítico sobre os problemas do país e do mundo e a defesa da democracia e dos direitos humanos fossem parte do repertório exigido dos candidatos. Ao longo dos anos, várias políticas foram estabelecidas para assegurar o direito à educação superior para todos os grupos e, ao mesmo tempo, a pluralidade e a representatividade da população brasileira entre os novos alunos.
De acordo com o reitor, o evento celebrou quatro décadas de sucesso. “O Vestibular e a Comvest chegam aos 40 anos como algumas das iniciativas mais bem-sucedidas da história da Unicamp. Ao longo dessa trajetória, consolidaram-se como referências nacionais em avaliação educacional, contribuindo para aperfeiçoar os processos de seleção e ampliar o acesso ao ensino superior”, afirmou. “Mais do que selecionar candidatos, o Vestibular ajudou a fortalecer o projeto institucional da Universidade, combinando excelência acadêmica, inovação e inclusão. O trabalho da Comvest também é resultado da dedicação de gerações de profissionais que construíram um modelo respeitado em todo o país. Celebrar essa data é reafirmar nosso compromisso com a educação como instrumento de transformação social”, acrescentou Montagner.
O coordenador geral lembrou do ineditismo da iniciativa. “Celebrar os 40 anos do Vestibular é motivo de grande orgulho. Quando surgiu, sua proposta representava algo inédito no Brasil e, ao longo dessas quatro décadas, se consolidou como referência nacional pela credibilidade, inovação e compromisso com a inclusão”, apontou Coelho. “O Vestibular da Unicamp sempre se diferenciou por valorizar não apenas o conhecimento acumulado pelos estudantes, mas também sua capacidade de relacionar esse conhecimento com os desafios da sociedade. É um processo seletivo que dialoga com a realidade e estimula a reflexão crítica sobre temas contemporâneos. Além disso, a Comvest também tem um papel fundamental na construção de uma universidade cada vez mais diversa, aberta e comprometida com sua função pública”, completou.
O Memorial recém-inaugurado traz arquivos, entrevistas, imagens e materiais que compõem um vasto acervo, físico e digital
Inovação
O atual diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto, lembrou que a celebração valoriza uma parte fundamental da identidade da Unicamp, já que o Vestibular é, para muitos estudantes, o primeiro contato com a Universidade. “Justamente por isso, a seleção sempre procurou refletir os valores que marcaram a trajetória da instituição: inovação, compromisso público, excelência acadêmica e atenção aos grandes temas da sociedade. Desde sua criação, o Vestibular da Unicamp se diferenciou por valorizar a leitura, a interpretação e a capacidade crítica dos candidatos”, comentou Freitas Neto.
Ainda de acordo com o diretor, mais do que medir conteúdos, a ideia é selecionar estudantes capazes de compreender o mundo em que vivem e de contribuir para sua transformação. “Ao longo dessas quatro décadas, a Comvest também foi protagonista de importantes avanços na inclusão, com iniciativas como as cotas raciais e o Vestibular Indígena. Essas políticas ampliaram a diversidade e enriqueceram a produção de conhecimento, sem abrir mão da qualidade acadêmica que caracteriza a Unicamp”, destacou.
Cotas
As cotas foram efetivamente implantadas na Universidade a partir do Vestibular de 2019. O sistema foi aprovado pelo Conselho Universitário (Consu) em maio de 2017, passando a destinar 50% das vagas para alunos de escolas públicas e 25% especificamente para candidatos pretos e pardos. A Unicamp também instituiu, naquele mesmo ano, o Vestibular Indígena. Ao longo dos anos, o programa tem passado por atualizações. Mais recentemente, a modalidade de seleção via Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) inclui reserva de vagas para pessoas trans, travestis e não-binárias.
Memorial
O Memorial recém-inaugurado traz arquivos, entrevistas, imagens e materiais que compõem um vasto acervo, físico e digital, da Comissão de Vestibulares da Unicamp e que, agora, passam a ser disponibilizados ao público, especialmente educadores, escolas e estudantes. Além de objetos como cartazes e provas antigas, o espaço conta com totens interativos com objetivo de proporcionar uma experiência imersiva aos visitantes.
Foto de capa
Evento especial realizado na quinta-feira (18), o Vestibular da Unicamp completou 40 anos e, em paralelo, a Comvest também celebra quatro décadas
Promovida anualmente pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico (Sedetec), a Feira de Inovação Tecnológica (Finova) chega a 16ª edição com o objetivo de acompanhar, promover e divulgar as produções técnico-científicas e artístico-culturais de estudantes de graduação da UFRGS que atuam em pesquisas voltadas à inovação. A Finova integra o Salão UFRGS, maior evento acadêmico da Universidade, voltado à apresentação das produções científicas desenvolvidas pela comunidade universitária e foca na divulgação das competências tecnológicas e empreendedoras de seus participantes.
Os bolsistas de Iniciação Tecnológica das categorias BIT, PIBITI e PROBITI participam obrigatoriamente da Feira apresentando às pesquisas em que atuam. Os trabalhos que podem ser inscritos ficam divididos entre as áreas do conhecimento Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas e Engenharias.
Para Vinício Athaydes, coordenador adjunto da Feira 2026, a essência da inovação tecnológica na UFRGS é o impacto social. “A Finova funciona como uma ponte direta entre a excelência da pesquisa produzida dentro dos nossos campi e as demandas reais da sociedade. Em 2026, queremos que a sociedade enxergue o evento como um espaço de oportunidades para conhecer o ecossistema de inovação da Universidade, onde as ideias do futuro estão sendo moldadas”, explica o coordenador.
Para participar, é necessário enviar um resumo, conforme as normas estabelecidas no regulamento, até o dia 30 de junho.
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) permanece entre as principais instituições de ensino superior do Brasil no QS World University Rankings 2027, divulgado nesta quarta-feira, 18 de junho, pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS). A UFRGS ocupa a sétima posição entre as instituições brasileiras e mantém-se como a terceira universidade federal mais bem colocada no país. No contexto latino-americano, a instituição ocupa a 26ª posição na região.
No cenário internacional, a UFRGS aparece na faixa 741ª-750ª entre as 1.504 universidades avaliadas em 106 países. Globalmente, a posição é inferior à registrada na edição de 2026 do ranking, quando a UFRGS ocupava a faixa global de 691ª-694ª. Entre os indicadores analisados pelo ranking, a UFRGS apresentou melhora de pontuação em ‘reputação acadêmica’ e ‘Rede Internacional de Pesquisa’ (International Research Network, IRN). No indicador de reputação acadêmica, a Universidade avançou do 327º para o 324º lugar no mundo.
De acordo com a análise da Secretaria de Avaliação Institucional (SAI/UFRGS), a Universidade mantém trajetória de destaque nacional ao permanecer entre as sete instituições brasileiras mais bem classificadas pelo ranking. A avaliação também aponta que a UFRGS segue posicionada entre as principais universidades federais do país. [Veja mais detalhes e acompanhe outros rankings no Painel da Qualidade elaborado pela SAI]
O Ranking
O QS World University Rankings é um dos mais importantes rankings internacionais de ensino superior. A metodologia considera indicadores relacionados à reputação acadêmica, reputação entre empregadores, impacto da produção científica, internacionalização, empregabilidade de egressos, sustentabilidade e redes internacionais de pesquisa. Na edição de 2027, o ranking avaliou mais de 1.500 instituições de ensino superior em todo o mundo.
As 10 primeiras brasileiras 1. Universidade de São Paulo (USP) 2. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) 3. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) 4. Universidade Estadual Paulista (Unesp) 5. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) 6. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) 7. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) 8. Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) 9. Universidade de Brasília (UnB) 10.Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
A Comissão Permanente de Seleção (Coperse) disponibilizou para venda o livro Provas Comentadas do Vestibular UFRGS 2026, material destinado a quem está se preparando para o Vestibular UFRGS 2027. A publicação reúne análises e explicações sobre as questões da última edição do processo seletivo, contribuindo para a compreensão dos conteúdos cobrados e dos critérios de avaliação utilizados pela banca.
O livro custa R$ 25 e pode ser adquirido presencialmente na sede da Coperse, localizada na Rua Ramiro Barcelos, 2574, Portão K, bairro Santa Cecília, em Porto Alegre, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. Candidatos que residem fora da capital gaúcha também podem solicitar o envio pelos Correios, mediante pagamento das despesas de remessa. As orientações para compra e envio estão disponíveis no site da Coperse.
Das interpretações de textos de Língua Portuguesa e Literatura aos cálculos de Matemática, Física e Química, passando por temas de História, Geografia, Biologia, Línguas Estrangeiras e Redação, o livro apresenta análises detalhadas de todas as provas aplicadas no Vestibular UFRGS 2026. O objetivo é auxiliar os estudantes na compreensão dos conteúdos cobrados e dos critérios de correção e avaliação utilizados pela banca.
Além da edição mais recente, a Comissão mantém disponíveis outras edições das provas comentadas, cadernos de provas de vestibulares anteriores e materiais gratuitos para download que podem auxiliar na preparação dos estudantes. Dúvidas, ligue para 51 3308-5906 ou entre em contato pelo e-mail coperse@coperse.ufrgs.br.
Por iniciativa do Instituto de Geociências, a UFRGS concedeu, na manhã desta quinta-feira, 18 de junho, o título de Professor Emérito ao geólogo e pesquisador Iran Carlos Stallivière Corrêa. A cerimônia foi realizada na Sala dos Conselhos e foi presidida pela reitora Marcia Barbosa, com as presenças na mesa solene: do vice-diretor, Pedro Costa, do diretor do Instituto de Geociências, Nelson Gruber, do orador André Sampaio Mexias, além do próprio homenageado. A entrega foi prestigiada por colegas de Unidade e familiares do homenageado. Na ocasião, foram ressaltadas as contribuições acadêmicas e o perfil pessoal do professor Iran Corrêa.
O homenageado atuou na UFRGS por 49 anos, em atividades de pesquisa, ensino, extensão e gestão. O título reconhece a trajetória de dedicação institucional nas áreas de geologia, topografia, oceanografia e geologia marinha. Graduado em Geologia pela Universidade em 1973, Iran Corrêa começou na docência já no ano seguinte, permanecendo na docência até 2023, quando se aposentou. Ao longo da trajetória, entre muitas atividades, foi vice-diretor do Instituto de Geociências [de 1984 a 1988], diretor do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica (CECO) e um dos criadores do Museu de Topografia Professor Laureano Ibrahim Chaffe. Ele também participou de importantes operações oceanográficas na costa brasileira e coordenou a transferência do Instituto para atual sede no Campus do Vale.
A reitora Marcia Barbosa pontuou que a homenagem às pessoas que contribuíram para a Universidade é um momento muito importante para reconhecer que a UFRGS está no nível de excelência atual devido à dedicação pessoal de inúmeras pessoas. “Ele olhou para o oceano de uma forma não muito comum, num período em que ainda não se olhava. Enxergou algumas áreas de pesquisa não usuais com visão e coragem para exercitar o talento.” A reitora também agradeceu ao homenageado pela dedicação institucional de Iran Corrêa, numa “paixão brutal, que busca descobertas e a construção de novos ambientes de trabalho”.
Sem se utilizar da expressão evasiva “vou agradecer a todos para não esquecer ninguém”, Iran Corrêa listou e justificou as pessoas mais importantes para o reconhecimento realizado no dia de hoje. Agradeceu a Deus, aos pais, aos parentes que contribuíram em diferentes épocas de sua vida, aos que apoiaram na experiência acadêmica no exterior e aos professores e colegas do Instituto de Geociências. Por fim, e ainda mais emocionado, Corrêa dedicou as palavras de conclusão a um momento de admiração à UFRGS: “Tenho orgulho de ter feito parte desta história e de ter contribuído com o fortalecimento do ensino, da pesquisa e da extensão. Dei 50 anos da minha vida a esta Universidade, em troca, ela me deu 50 anos de aprendizado, conhecimento, vitórias, alegrias, respeito, cumplicidade e realizações.” [Leia a íntegra do discurso do homenageado]
Orador O discurso de homenagem, proferido pelo colega docente André Mexias, destacou a carreira acadêmica, a trajetória ética e o perfil conciliador de Iran Corrêa. Segundo Mexias, o título de emérito reconhece “uma trajetória rara, em que a excelência científica se combina com a serenidade do professor, a generosidade do orientador, o compromisso institucional e o respeito profundo pela diversidade de pensamento”. Ele também enfatizou as cooperações internacionais de Corrêa com universidades do Chile, da Argentina e do Uruguai.
Mexias fez questão de ressaltar, ainda, a dedicação na criação do Museu de Topografia, fruto de uma parceria entre Iran Corrêa e o professor Clóvis Carraro. Segundo ele, um trabalho de preservação e de comprometimento com a memória da pesquisa em topografia no Rio Grande do Sul. O orador concluiu reforçando o mérito do homenageado: “Por sua contribuição à ciência, à formação de gerações de geocientistas, à consolidação da Geologia Marinha na UFRGS e à preservação da memória institucional por meio do Museu de Topografia, o professor Iran Carlos Stallivière Corrêa reúne, com plena justiça, os méritos que fundamentam esta homenagem como Professor Emérito”. [Leia a íntegra do discurso do orador]
Linha do Tempo
1950 – Nascimento em Caxias do Sul/RS. 1970 – Ingresso no curso de Geologia da UFRGS. 1973 – Graduação em Geologia pela UFRGS. 1974 – Ingresso como professor da UFRGS 1978 – Conclusão do mestrado em Ciências pela UFRGS. 1981 – Promoção a Professor Assistente, início na pós-graduação em Geociências 1984 – Início do mandato como vice-diretor do Instituto de Geociências (até 1988) 1985 – Promoção a Professor Adjunto 1987 – Aprovação no concurso para Professor Titular da UFRGS. 1990 – Conclusão do doutorado em Oceanologia na Universidade de Bordeaux I, França, 1993 – Primeiro mandato como diretor do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica (CECO). 1996 – Criação do Museu de Topografia Professor Laureano Ibrahim Chaffe. 2023 – Aposentadoria como Professor Titular após 49 anos de atuação na UFRGS. 2023 – Recebimento do Prêmio Pesquisador Gaúcho da FAPERGS. 2026 – Outorga do título de Professor Emérito da UFRGS.
A abertura do encontro “Dimensionamento, clima organizacional e gestão por competências” ocorreu na manhã desta quinta-feira, às 9h30, no Auditório Ipê do Centro Cultural da UFRGS. O evento, que segue a programação durante a sexta-feira, 19, conta com mesas de discussão e apresentações de experiências institucionais realizadas por representantes das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) da Região Sul e especialistas da área de gestão de pessoas.
Promovida pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGESP), a atividade tem como objetivo fomentar a troca de experiências, reflexões e debates acerca das políticas e práticas de gestão de pessoas nas IFES. O encontro é voltado para servidores da UFRGS e de outras IFEs da região Sul.
O primeiro dia de evento contou com a presença do Vice-Reitor da UFRGS Pedro Costa, da pró-reitora de Gestão de Pessoas da Universidade Federal de Pelotas Taís Ullrich Fonseca e do professor do curso de Relações Internacionais e Integração da Universidade Federal de Integração Latino-Americana Felipe Cordeiro de Almeida.
A programação completa pode ser conferida neste link. As inscrições estão encerradas.
A Comissão Eleitoral responsável pela Eleição de representantes docentes e técnico-administrativos para o Conselho Universitário (Consun) e para o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) divulgou nesta quinta-feira, 18 de junho, a lista definitiva de servidores (docentes e técnico-administrativos )aptos a votar, após prazo para solicitações de inclusões e exclusões, conforme o que determina o Edital de Convocação da Eleição.
A votação ocorre no dia 22 de junho, das 7h às 22h, através do sistema Helios Voting. O link de votação estará disponível no site da Eleição
Em um encontro marcado pelo diálogo entre diferentes saberes e trajetórias, representantes da academia, da magistratura, da advocacia e de instituições do sistema de justiça reuniram-se no dia 9 de junho, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFRGS, para o evento Raça e Decisão no Sistema de Justiça: Perspectivas Hermenêuticas. Ao longo da programação, as discussões evidenciaram os desafios da igualdade racial, os sentidos da interpretação jurídica e a necessidade de ampliar a diversidade nos espaços de decisão, tornando o sistema de justiça mais plural, representativo e democrático.
O evento foi promovido pela Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul e pela Defensoria Pública do Rio Grande do Sul e respectivas Ouvidorias, com apoio da Faculdade de Direito e do Núcleo de Pesquisa Antirracismo da UFRGS. Entre os participantes da programação estiveram Jorge Terra, Roberta Liana Vieira, Lúcia Rodrigues de Matos, Fabiana Barth, Gizane Mendina, Lívia Prestes, Thanius Martins e a diretora da Faculdade de Direito da UFRGS, Ana Paula Motta Costa.
Rayssa Souza, coordenadora discente do Núcleo de Pesquisa Antirracismo, explica que os debates abordaram a influência das questões raciais na formação das decisões judiciais e na própria estrutura das instituições de justiça. No primeiro painel, os participantes discutiram o mito da neutralidade institucional e os impactos do racismo estrutural sobre a atuação do Judiciário. Também foi destacada a forma como a história oficial do Rio Grande do Sul frequentemente invisibiliza a presença e as contribuições da população negra, reforçando a necessidade de reconhecer os efeitos dessas dinâmicas na produção das decisões jurídicas.
Um dos destaques da programação foi o painel As ações afirmativas no Sistema de Justiça: a importância das cotas raciais no 2º Grau, que discutiu mecanismos para ampliar a presença de pessoas negras nos tribunais e nos espaços de decisão do Poder Judiciário. “Além das políticas de cotas, o debate ressaltou a importância de medidas institucionais complementares voltadas à inclusão, à permanência e à progressão de pessoas negras na carreira jurídica, reconhecendo que a promoção da igualdade racial demanda uma atuação contínua e abrangente das instituições de justiça”, pontuou Rayssa.
Carta Aberta
Ao final do encontro, foi realizada a leitura da Carta Aberta da Comunidade Acadêmica Gaúcha, documento concebido como um chamado à ação em defesa do fortalecimento das políticas de promoção da igualdade racial no sistema de justiça. O documento consolidou reflexões desenvolvidas ao longo dos painéis e reforçou a necessidade da adoção de medidas institucionais capazes de ampliar a representatividade racial nos espaços de tomada de decisão. “Lançamos um abaixo-assinado de apoio à construção de políticas de equidade racial no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Quem quiser e puder assinar, basta acessar esse link“, convoca Rayssa.
O Programa de Pós-Graduação em Letras (PPG-Letras/UFRGS) publicou edital para o processo seletivo de ingresso no curso de mestrado com início no segundo semestre. São ofertadas até 170 vagas distribuídas entre as diferentes linhas de pesquisa do Programa, sendo pelo menos 30% reservadas para candidatos que optarem pelo ingresso por Ações Afirmativas. Podem participar candidatos que tenham concluído curso de graduação. O preenchimento das vagas observará a disponibilidade de orientação, os critérios estabelecidos no edital e a classificação dos candidatos.
As inscrições devem ser realizadas até o dia 20 de junho, exclusivamente por meio do sistema de seleção da UFRGS. A taxa de inscrição é de R$ 150,00, com possibilidade de isenção para candidatos que se enquadrem nas normas previstas no edital. O processo seletivo inclui prova, análise de projeto de pesquisa, currículo, histórico escolar e entrevista, conforme regras específicas de cada linha de pesquisa. Informações detalhadas sobre vagas, linhas de pesquisa, documentação exigida, cronograma e procedimentos de seleção estão disponíveis na página do PPG-Letras.
Após o encerramento das atividades da agência dos Correios localizada no Campus do Vale, a Pró-Reitoria de Planejamento e Administração (Proplan) informa à comunidade universitária que o setor de Protocolo da Universidade, situado no prédio 43.606, passará a disponibilizar, a partir desta quarta-feira, 17 de junho, serviços de postagem de SEDEX, cartas registradas, cartas simples e remessas internacionais, exclusivamente para documentos.
Os serviços serão prestados mediante apresentação do cartão de postagem do respectivo setor, durante o horário de funcionamento do Protocolo, das 8h30 às 17h. Os interessados deverão observar esse período para a entrega dos materiais a serem encaminhados. Para o recebimento de correspondências e encomendas institucionais por intermédio do Protocolo, deverá ser utilizado o endereço da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Campus do Vale, na Avenida Bento Gonçalves, nº 9500, CEP 91509-900, em Porto Alegre.
A Proplan informa ainda que o Protocolo não realizará envios pela modalidade PAC (Prático, Acessível e Confiável), serviço de encomendas com prazo médio de entrega de aproximadamente dez dias úteis. Para informações adicionais, os interessados podem entrar em contato com a Divisão de Protocolo Geral pelos telefones (51) 3308-6833 e (51) 3308-3088 ou pelo e-mail dpg@ufrgs.br.
Além disso, a Pró-Reitoria destaca que as caixas postais vinculadas à antiga agência dos Correios não serão assumidas pela Universidade. Elas foram transferidas para a agência localizada na Avenida Liberdade, nº 2282, Loja 10, Bairro Santa Isabel, em Viamão/RS [confira a localização].
A Unicamp manteve a segunda posição no ranking das melhores universidades do Brasil, segundo a edição 2027 da pesquisa elaborada pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS) World University Rankings, divulgada nesta quinta-feira (18). A edição avaliou 8.808 instituições de 106 países. Desse total, 1.504 universidades foram classificadas no ranking mundial. No Brasil, 22 instituições foram avaliadas e classificadas. A base de dados utilizada pelo ranking contemplou aproximadamente 21 mil publicações científicas, 222 mil citações, 1,6 milhão de indicações acadêmicas e 600 mil indicações de empregadores.
A pontuação geral da Unicamp foi de 47,9 pontos em uma escala de 0 a 100. O desempenho relativo indica que a Universidade se posiciona acima de 81,6% das instituições classificadas no ranking mundial.
Entre os principais destaques positivos da Unicamp, estão indicadores como o de reputação acadêmica, no qual a Universidade alcançou pontuação de 80,1, ocupando a 98ª posição mundial nesse quesito e a 2ª posição no Brasil.
A Universidade também foi bem no indicador “rede internacional de pesquisa”, obtendo pontuação de 81,9, com índice de 56,5, o que supera a média mundial de 41,0. No item sustentabilidade, a Unicamp alcançou pontuação de 81,1, mantendo-se em posição de destaque no Brasil, também em 2º lugar nacional.
O assessor da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Universitário (PRDU), Renato Garcia: destaque para sua reputação acadêmica
Já no indicador “citações por docente”, a Universidade obteve pontuação de 29,7, alcançando a 2ª posição nacional. Esse resultado indica bom desempenho relativo no contexto brasileiro em termos de impacto acadêmico da produção científica.
“A posição da Unicamp no QS World University Rankings 2027 reafirma a presença da Universidade entre as instituições brasileiras de maior projeção internacional. O resultado é especialmente relevante, porque o QS combina distintas dimensões da atuação da universidade, como reputação, impacto da pesquisa, internacionalização e sustentabilidade”, disse o assessor da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Universitário (PRDU), Renato Garcia. “Nesse conjunto de indicadores, a Unicamp demonstra consistência institucional, com destaque para sua reputação acadêmica, sua rede internacional de pesquisa e sua contribuição para a agenda de sustentabilidade,” acrescentou.
“O desempenho da Unicamp no QS WUR 2027 confirma a solidez da Universidade como uma instituição pública de excelência, reconhecida nacional e internacionalmente pela qualidade de sua pesquisa, pela formação de recursos humanos altamente qualificados e pelo impacto de suas atividades na sociedade”, disse o pró-reitor de Desenvolvimento Universitário, Fernando Sarti. “Os resultados positivos em indicadores como reputação acadêmica, rede internacional de pesquisa e sustentabilidade mostram que a Unicamp tem conseguido combinar excelência acadêmica com compromisso público, mantendo-se como uma das principais universidades do país e da América Latina”, finalizou.
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Unicamp se mantém em 2º no Brasil, mostra ranking da QS
Durante décadas, a saída de pesquisadores brasileiros para o exterior foi tratada como “fuga de cérebros”. Mas, hoje, conceitos como “circulação de cérebros”, “ganho de cérebros” e “conexão de cérebros” estão substituindo gradualmente essa visão tradicional. “Longe de representar uma perda, os pesquisadores que atuam fora do Brasil mantêm vínculos capazes de ampliar a colaboração científica e a circulação de conhecimento. A diáspora científica pode ser vista como uma forma de fortalecimento”, destacou Ana Maria Carneiro, coordenadora do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (Nepp), na apresentação “Estudos sobre a diáspora científica brasileira”, realizada na segunda-feira (15/6) na sede do Nepp.
Carneiro, uma das coordenadoras do Laboratório de Estudos sobre a Organização da Pesquisa e da Inovação da Unicamp (LabGeopi), ressaltou que o próprio conceito de “diáspora” ajuda a compreender essa mudança de perspectiva. Originalmente associado a movimentos migratórios forçados, passou a ser empregado também para compreender a mobilidade internacional de profissionais altamente qualificados.
Ana Carneiro, uma das coodenadoras dos LabGeopi: forma de fortalecimento
Para ela, é importante reconhecer os caminhos que levaram a essa ressignificação. “Hoje se compreende que a contribuição dessas pessoas pode ocorrer de diferentes formas. Elas podem participar de projetos conjuntos, orientar estudantes, criar redes de pesquisa, aproximar instituições e facilitar colaborações internacionais mesmo permanecendo no exterior”, explicou.
Desde 2017, um programa multidisciplinar de estudos sobre a diáspora científica brasileira reúne pesquisas que investigam quem são esses profissionais que vivem no exterior, como eles mantêm vínculos com o país e de que forma podem contribuir para o desenvolvimento científico nacional.
A relevância dessas conexões ficou particularmente evidente durante a pandemia de covid-19. Um levantamento bibliométrico realizado pelo grupo identificou cerca de 500 mil artigos científicos publicados no mundo sobre o tema entre 2020 e 2022. Desse total, aproximadamente 17,6 mil tiveram participação de pesquisadores vinculados a instituições brasileiras, colocando o país entre os maiores produtores mundiais de conhecimento científico sobre a doença naquele período.
“A análise mostrou que pesquisadores brasileiros que atuavam no exterior frequentemente desempenharam papel de ponte entre equipes de diferentes países, facilitando a comunicação, a formação de redes de pesquisa e o acesso a infraestrutura científica e fontes de financiamento”, destacou Carneiro.
Ainda não existem dados capazes de dimensionar com precisão o tamanho da diáspora científica nacional
Segundo ela, essas conexões ajudaram a tornar mais equilibradas as relações de colaboração científica, tradicionalmente marcadas por assimetrias entre países centrais e periféricos. “Os membros da diáspora atuaram como facilitadores, muitas vezes eram eles que conheciam os dois contextos, o dos pesquisadores brasileiros e o dos grupos estrangeiros, ajudando a construir parcerias mais próximas e produtivas.”
A análise mostrou ainda que as experiências prévias de mobilidade acadêmica tiveram papel importante na formação dessas redes. Vínculos estabelecidos durante períodos de estudo ou trabalho no exterior facilitaram a cooperação científica num momento em que a produção de conhecimento precisava ocorrer em ritmo acelerado para responder aos desafios impostos pela pandemia.
Fenômeno difícil de medir
Embora o debate sobre a saída de pesquisadores brasileiros para o exterior tenha ganhado força nos últimos anos, ainda não existem dados capazes de dimensionar com precisão o tamanho da diáspora científica nacional. Está em preparação um livro que apresentará os dados inéditos de um levantamento feito pelo grupo em 2023 com mais de 1.200 respostas válidas de brasileiros residentes no exterior, abordando perfis profissionais, trajetórias de mobilidade, formas de colaboração com o Brasil e propostas para ampliar a participação da diáspora no desenvolvimento científico nacional.
Segundo Carneiro, uma das primeiras preocupações do grupo foi justamente buscar fontes que permitissem acompanhar esse movimento ao longo do tempo. “Não existe uma fonte de dados que permita dizer se aumentou ou diminuiu o número de brasileiros altamente qualificados no exterior. Essa é uma pergunta recorrente, mas ainda não temos um lugar onde possamos olhar e obter essa resposta de forma precisa”, afirmou.
“Consideramos que houve um aumento das pessoas que deixaram o Brasil a partir de 2018. Não dá para dizer exatamente quanto, porque não conhecemos o tamanho total desse universo, mas observamos uma concentração maior de pessoas que haviam saído do país nos cinco anos anteriores à pesquisa”, disse.
Segundo ela, esse movimento pode estar relacionado não apenas a fatores econômicos, mas também ao ambiente vivido pela comunidade científica brasileira naquele período. “Temos a hipótese de que houve uma flutuação ligada às crises econômicas, mas também às crises do sistema de ciência e tecnologia. Foi um período marcado por cortes de financiamento e por um clima político contrário à ciência. Nas respostas abertas do questionário, muita gente relatou que essa conjuntura influenciou a decisão de deixar o país”, afirmou.
As pesquisas também mostraram que a diáspora científica brasileira é diversa e não pode ser tratada como um grupo homogêneo
As pesquisas também mostraram que a diáspora científica brasileira é diversa e não pode ser tratada como um grupo homogêneo. Os perfis variam de estudantes de doutorado a pesquisadores experientes e professores com posições permanentes em universidades estrangeiras. Por isso, argumenta a coordenadora, “políticas públicas voltadas para esse público precisam considerar trajetórias e necessidades distintas”.
Ao longo dos últimos anos, o grupo participou de iniciativas de mapeamento e aproximação com comunidades de pesquisadores brasileiros em países como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Japão, Suíça, Áustria, Itália e Suécia. O trabalho envolveu parcerias com embaixadas brasileiras, apoio à organização de encontros e estudos sobre políticas internacionais de engajamento de profissionais qualificados que vivem fora de seus países de origem.
Além de produzir conhecimento acadêmico, as pesquisas vêm contribuindo para o debate sobre políticas públicas voltadas à mobilidade científica e à internacionalização da pesquisa brasileira. Entre os temas analisados estão programas de incentivo ao retorno de pesquisadores, mecanismos de cooperação internacional e estratégias para fortalecer os vínculos entre instituições brasileiras e cientistas que atuam no exterior.
Para Carneiro, a principal contribuição dos estudos foi justamente ampliar a compreensão sobre o fenômeno. “Mais importante do que perguntar quantos brasileiros estão fora do país é entender como eles mantêm conexões e como essas conexões podem gerar benefícios para a ciência brasileira”, completou.
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A pesquisadora Ana Maria Carneiro durante apresentação da palestra “Estudos sobre a diáspora científica brasileira”
O Brasil terá, no Centro de Estudos de Petróleo e Energia (Cepetro) da Unicamp, um de seus primeiros laboratórios de pesquisa com alta especialização em sísmica 4D, tecnologia que vem ganhando importância estratégica para a indústria de óleo e gás, especialmente no monitoramento de reservatórios do pré-sal e em projetos de captura e armazenamento geológico de carbono (CCS).
Coordenado pela pesquisadora Alessandra Davolio Gomes, vice-coordenadora do grupo de pesquisa Unisim, o UNI4D formaliza uma linha de pesquisa desenvolvida há mais de uma década na Unicamp. Desde 2013, a equipe atua em projetos de sísmica 4D, acumulando experiência em pesquisas financiadas pela indústria e na formação de especialistas em uma área que combina geofísica, engenharia de reservatórios e computação aplicada. Além de Gomes, a iniciativa conta com a atuação dos pesquisadores Daiane Rossi Rosa Lessa e Masoud Maleki como lideranças do grupo.
A sísmica 4D pode ser comparada a uma sequência de exames de imagem realizados ao longo do tempo. Enquanto a sísmica convencional (3D) mostra como o reservatório é em determinado momento, a sísmica 4D revela como ele está mudando. Ao comparar imagens obtidas em diferentes períodos, os especialistas conseguem identificar mudanças no reservatório que passariam despercebidas em análises convencionais.
“É uma ferramenta que permite entender como o reservatório está envelhecendo. Conseguimos identificar mudanças que não eram previstas pelos modelos e fornecer informações que ajudam os operadores a tomar decisões mais eficientes”, explica a pesquisadora.
A pesquisadora Alessandra Davolio Gomes, vice-coordenadora do grupo de pesquisa Unisim: informações para tomada de decisão
Nos campos do pré-sal, onde cada poço representa investimentos de centenas de milhões de dólares, essas informações podem significar ganhos expressivos de produtividade. Ao identificar com antecedência a aproximação da água aos poços produtores (water breakthrough), por exemplo, os operadores podem tomar medidas para retardar esse processo, otimizar a produção e aumentar a quantidade de petróleo recuperada ao longo da vida útil do campo.
Segundo Gomes, a importância da tecnologia levou a Petrobras a ampliar significativamente sua utilização nos últimos anos. A estatal anunciou a adoção da sísmica 4D em diversos campos do pré-sal, movimento que também mobilizou outras empresas que atuam na região. O resultado é um aumento expressivo da demanda por especialistas capazes de interpretar os dados e desenvolver novas metodologias para extrair informações mais precisas dos reservatórios.
O avanço da sísmica 4D também acompanha o crescimento dos projetos de captura e armazenamento geológico de carbono (CCS). Nesses projetos, a tecnologia é utilizada para acompanhar o comportamento do CO₂ após sua injeção em formações geológicas profundas, permitindo verificar se o gás permanece confinado nas regiões previstas e detectar eventuais desvios em sua trajetória.
“Em projetos de CCS, a sísmica 4D é uma das principais ferramentas para demonstrar que o CO₂ está permanecendo no local planejado e para identificar possíveis surpresas geológicas que não haviam sido detectadas anteriormente”, afirma a pesquisadora.
Geofísica, engenharia e IA
Um dos diferenciais do UNI4D será aproximar áreas que tradicionalmente trabalham de forma separada. O grupo reúne especialistas em geofísica, engenharia de reservatórios e ciência computacional para desenvolver tecnologias capazes de transformar grandes volumes de dados em informações úteis para a tomada de decisões na produção de petróleo e no armazenamento geológico de carbono.
Entre as linhas de pesquisa estão o desenvolvimento de softwares especializados, a aplicação de inteligência artificial para reduzir subjetividades na interpretação de imagens sísmicas e a exploração de novos tipos de dados ainda pouco utilizados pela indústria.
O UNI4D nasce apoiado em uma rede de mais de 20 pesquisadores e estudantes que já atuam nos projetos de sísmica 4D desenvolvidos no âmbito do Unisim. Ao longo de sua trajetória, o grupo de pesquisa produziu dezenas de artigos científicos e participou de projetos reconhecidos nacionalmente, incluindo uma pesquisa premiada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2018.
Para Gomes, o UNI4D representa a consolidação de uma competência construída ao longo de mais de 15 anos dentro do Cepetro. Ao longo dessa trajetória, a integração entre engenharia de reservatórios e sísmica 4D contou com a colaboração do professor Denis Schiozer, coordenador do UNISIM, parceria que será mantida com o novo laboratório.
“Não estamos começando agora. O que estamos fazendo é consolidar uma expertise que vem sendo desenvolvida há muitos anos e que hoje encontra uma demanda crescente da indústria. O UNI4D nasce para ser uma referência nessa área e contribuir para os desafios tanto da produção de petróleo quanto do armazenamento geológico de carbono”, conclui.
Monitoramento de CO₂; projeto pretende implantar primeira usina paulista de captura e armazenamento de carbono do etanol
Pesquisadora coordenará frente responsável por acompanhar o comportamento do CO₂ no subsolo, etapa essencial para a segurança e a viabilidade da tecnologia
O Cepetro também terá papel estratégico no Centro de Tecnologias para Captura e Armazenamento de Carbono Biogênico (CTCCSBio), iniciativa liderada pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e coordenada pelo professor Bruno Souza Carmo. O projeto pretende viabilizar a primeira usina do estado de São Paulo dedicada à captura e ao armazenamento geológico do dióxido de carbono (CO₂) gerado na produção de etanol de cana-de-açúcar. A iniciativa reúne universidades, governo e setor produtivo para desenvolver uma solução capaz de transformar o etanol paulista em um combustível potencialmente carbono negativo.
A contribuição do Cepetro estará concentrada em uma das etapas mais críticas do processo: o monitoramento do CO₂ após sua injeção em formações geológicas profundas. A atividade será coordenada por Gomes.
A participação do Cepetro no CTCCSBio está diretamente relacionada à experiência acumulada pela equipe do UNI4D. “Em projetos de CCS, a sísmica 4D é uma das principais ferramentas para demonstrar que o CO₂ está permanecendo no local planejado e para identificar possíveis surpresas geológicas que não haviam sido detectadas anteriormente”, afirma Gomes.
O novo centro terá duração prevista de cinco anos e investimento estimado em R$ 30 milhões. A primeira fase será dedicada à identificação de áreas adequadas para instalação da usina e do reservatório geológico, considerando aspectos técnicos, econômicos, ambientais e sociais. Em seguida, o projeto deverá avançar para a implantação e a operação da estrutura. Além da Unicamp e da USP, participam da iniciativa pesquisadores do ITA, da Unesp e de outras instituições.
Para Gomes, o projeto representa uma oportunidade de aplicar competências desenvolvidas ao longo de anos de pesquisa em um dos temas mais relevantes da transição energética. “O monitoramento é uma etapa fundamental para que a tecnologia seja aceita em larga escala. É ele que permite demonstrar, com base em evidências científicas, que o CO₂ permanece armazenado de forma segura e permanente”, destaca.
Entre notas, movimentos e ciência, a pesquisa desenvolvida pela doutoranda Paloma Monteiro conquistou reconhecimento nacional ao receber o ABCM Award durante o V Encontro de Cognição e Artes Musicais (V ENCAM), em São Cristóvão, Sergipe. A premiação, concedida pela Associação Brasileira de Cognição e Artes Musicais (ABCM), destaca trabalhos que se sobressaem pela excelência acadêmica e pela relevância de suas contribuições para o campo da cognição musical.
O estudo utiliza coleta de dados via MIDI .
No encontro realizado na Universidade Federal de Sergipe (UFS), no final de maio, a discente do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRGS apresentou o artigo Bimanual Synchronization in Pentachord Performance: Effects of Finger Homology and Movement Direction (Sincronização Bimanual na Execução do Pentacorde: Efeitos da Homologia dos Dedos e da Direção do Movimento), desenvolvido em coautoria com Maxwell Gentili-Morin, Giordano Gatti (EMJMD WAVES), João Paulo Casarotti (Glendale Community College) , Marcelo M. Wanderley, que foi supervisor na McGill University, Regina Antunes Teixeira dos Santos, orientadora do doutorado, junto com Jefferson Fagundes Loss, coorientador, ambos da UFRGS. O estudo investiga processos cognitivos relacionados à prática pianística e ao desempenho musical. “A pesquisa analisa a sincronização temporal entre as mãos na performance pianística, examinando os efeitos da homologia dos dedos e da direção do movimento na execução de pentacordes ao piano. O estudo utiliza coleta de dados via MIDI (tecnologia Musical Instrument Digital Interface) e análise computacional para compreender aspectos motores e temporais da coordenação bimanual em pianistas”, explica Paloma.
A doutoranda em Práticas Interpretativas ressalta que o trabalho é resultado de uma colaboração internacional e interdisciplinar envolvendo o Programa de Pós-Graduação em Música da UFRGS, o Laboratório de Pesquisa do Exercício (LAPEX/UFRGS), o Input Devices and Music Interaction Laboratory (IDMIL), da McGill University, e o Centre for Interdisciplinary Research in Music Media and Technology (CIRMMT), no Canadá. A parceria entre os grupos de pesquisa foi viabilizada pelo Programa Institucional de Internacionalização (PRINT/CAPES). “Entre os trabalhos apresentados no evento, apenas cinco foram selecionados para receber o prêmio, concedido em reconhecimento à relevância das pesquisas para os estudos em cognição e performance musical. É uma conquista coletiva.”, comemora.
Pós-graduandos bolsistas não precisarão mais devolver à CAPES os valores recebidos caso não concluam seus cursos de mestrado ou doutorado. A mudança foi estabelecida pela Portaria CAPES nº 180, em vigor desde 28 de abril, que revoga a obrigatoriedade de restituição nos programas Demanda Social (DS), Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (PROSUP), Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Educação Superior (PROSUC) e Excelência Acadêmica (PROEX).
A nova portaria não possui efeito retroativo, de modo que a isenção de reembolso se aplica exclusivamente aos casos ocorridos após a data de sua publicação. Situações anteriores continuam sujeitas às regras do regulamento antigo. Além disso, a dispensa de devolução dos valores não é irrestrita: ela deixa de ser aplicada em cenários de fraude comprovada – como omissão de dados cadastrais ou falsificação de documentos –, recebimento indevido após o cancelamento do vínculo, acúmulo proibido com outras bolsas públicas federais ou abandono do curso sem o devido desligamento formal junto à secretaria do programa de pós-graduação.
Na prática, mestrandos e doutorandos com bolsa CAPES que desistirem da pesquisa ou não obtiverem a titulação final ficam isentos de restituir as parcelas recebidas durante a vigência do benefício. Com a medida, a agência revoga dispositivos normativos que estabeleciam essa obrigação desde 2006, eliminando o risco de cobranças financeiras expressivas que historicamente pesavam sobre os pesquisadores que interrompiam a trajetória acadêmica por múltiplos fatores.
A resolução atende a uma demanda da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) e do Movimento Nacional de Pós-Graduandos. Em comunicado nas redes sociais, a ANPG afirmou que a mudança representa um avanço importante para os direitos de quem faz ciência no Brasil, uma vez que a bolsa constitui um recurso essencial de subsistência. A entidade reforçou a relevância da medida diante da realidade enfrentada pela categoria, frequentemente marcada por sobrecarga acadêmica, precarização do trabalho, adoecimento mental, desigualdades socioeconômicas e desafios relacionados a maternidade, paternidade e responsabilidades de cuidado.
Texto: Cristiane Miglioranza, bolsista de Jornalismo do Jornal da Universidade
O Programa de Pós-Graduação em Fisiologia (PPGFisio/UFRGS) comemora seus 50 anos com uma programação especial neste dia 17 de junho, quarta-feira, no auditório do Instituto de Ciências Básicas da Saúde (ICBS)- Rua Ramiro Barcelos, 2600. A convidada é a professora Geanne Matos de Andrade, da Universidade Federal do Ceará (UFC), coordenadora adjunta para programas profissionais da área de Ciências Biológicas II da CAPES.
A programação começa às 10h, com a palestra “Novas diretrizes da avaliação da pós-graduação, ciclo 2025–2028”, voltada a um tema de importância para os programas de pós-graduação da UFRGS. Às 16h, a professora apresenta outro seminário: “O papel do receptor purinérgico P2X7 na doença de Parkinson experimental”, tema diretamente relacionado à sua área de pesquisa.
50 anos
Em 2026, o Programa de Pós-Graduação em Fisiologia da UFRGS celebra 50 anos de trajetória desde o credenciamento em 1976. O PPG Fisio se consolida ao longo do tempo como importante ambiente voltado ao ensino e à pesquisa científica. Saiba mais sobre a história da área da Fisiologia e sobre o PPG Fisio no site do Programa.
O espetáculo Variações Coreográficas 2026 reúne estudantes voluntários e egressos dos cursos de Dança, Farmácia, Arquitetura e Educação Física da UFRGS para o espetáculo do programa de extensão Ballet Virtuose. O encontro ocorre no dia 20 de junho, sábado, às 10h45, no Laboratório Cênico da Esefid (Campus Olímpico), localizado na Rua Felizardo, 750, Jardim Botânico, em Porto Alegre. A entrada é gratuita.
A apresentação receberá especialmente a presença de crianças e adolescentes em vulnerabilidade da Fundação Pão dos Pobres, da ONG Sol Maior e da ONG Multiplica Mais Amor, dando continuidade às ações sociais que o Ballet Virtuose desenvolve junto à comunidade de Porto Alegre e arredores. O programa dissemina a arte do ballet clássico de forma gratuita e visando à inclusão e à democracia no acesso e na realização dessa arte.
Fundado em 2014, o Balet Virtuose possui coordenação da professora do curso de Dança da UFRGS, Doris Dornelles. O elenco de dançarinos é composto pelos estudantes da UFRGS e UERGS: Alice Schrage, Andrei Martins, Bento Cordeiro, Brunna Zafonatto, Elena Dominguez, Esther Goldemberg, Janaína Reis, Inácio Brasil, Letícia Fraga, Leonardo Gostenski, Manuela Pedri, Taina Santos e Vagner Dias. Saiba mais no perfil do Instagram.
Como parte do processo participativo de elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFRGS para os próximos 10 anos (2027-2036), foi realizado na manhã desta terça-feira, 16 de junho, o evento “PDI: Diálogos com a Sociedade” na Sala II do Salão de Atos. O encontro foi um momento de escuta e reflexão sobre quais desafios, na visão das entidades participantes, a UFRGS deve enfrentar na próxima década. Foram convidadas para esta etapa organizações de caráter estadual, como conselhos profissionais, entidades de classe e instituições que representam diferentes segmentos da sociedade.
Cerca de 30 representações estiveram presentes, com muitas fazendo uso da palavra e apresentando suas contribuições para o PDI da UFRGS. Temas como sustentabilidade, enfrentamento de catástrofes e eventos climáticos extremos, combate à desinformação, formação profissional, aproximação da Universidades com a sociedade foram os mais abordados. Conforme explicou o pró-reitor de Planejamento e Administração, Diogo Joel Demarco, todas as contribuições recebidas serão consideradas na elaboração do PDI. Ele agradeceu a participação de todos e destacou a riqueza das questões levadas ao debate. Também convidou os presentes a acompanhar o processo no site do PDI.
A reitora Marcia Barbosa abriu o evento agradecendo a presença das entidades e afirmando o compromisso da UFRGS com a construção de um planejamento que não seja só para a Universidade, que seja também para a sociedade. Ela acrescentou que ao longo do processo haverá outras oportunidades de participação e debate com a comunidade. O vice-reitor Pedro Costa apresentou a metodologia que a UFRGS está adotando para a elaboração do PDI e apresentou a missão, os valores e a visão de futuro definidos neste processo. O conteúdo da apresentação pode ser acessado neste link. Conforme o vice-reitor, embora os objetivos sejam ambiciosos, será possível alcançá-los com a participação interna e em diálogo com a sociedade.
Confira as entidades que participaram do Diálogo com a sociedade
Entidade
Sigla
União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Sul
UEE-RS
Associação dos Antigos Alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
AAUFRGS
Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul
CREA-RS
Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul
FEDERASUL
Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural
Agapan
Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul
CAU/RS
Conselho Regional de Biologia da 3ª Região
CRBio-03
Conselho Regional de Odontologia do Rio Grande do Sul
CRO-RS
Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio Grande do Sul
SENGE-RS
Associação Riograndense de Imprensa
ARI
Conselho Regional dos Profissionais de Relações Públicas da 4ª Região
Conrerp 4ª Região
Conselho Regional de Educação Física da 2ª Região do Rio Grande do Sul
CREF2/RS
Sindicato dos Odontologistas do Estado do Rio Grande do Sul
SOERGS
Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul
CRP-RS
Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul
CRA-RS
Associação dos Profissionais em Design do Rio Grande do Sul
Apdesign
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul
A Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) divulgou, nesta terça-feira, dia 16 de junho, o resultado preliminar do processo de ocupação de vagas ociosas nos cursos de graduação por meio da Transferência Interna para ingresso em 2026/2. A seleção é realizada por meio do recálculo do argumento de concorrência, ou seja, a nota de ingresso dos graduandos.
Os listados na condição “lotado” são aqueles que obtiveram vaga para o curso pretendido. Já aqueles apontados na condição “em análise” têm a possibilidade de transferência apenas em caso de desistência, dentro do prazo do edital, dos candidatos que obtiveram vaga nesse resultado preliminar. Na listagem, há ainda as indicações de “cancelado” e “não compareceu” para aqueles que saíram do processo no andamento das avaliações.
Caso desista da troca de curso, o aluno lotado em vaga tem até o dia 17 de julho para comunicar a desistência da participação no processo (pelo Portal do Aluno, na opção Extravestibular/Cancelamento de Transferência Interna). Nesse caso, o aluno seguiria no curso ao qual já está vinculado na UFRGS, sem nenhum prejuízo. O resultado final será divulgado em 20 de julho, até as 18h, no Portal do Aluno e no site da Pró-Reitoria de Graduação.
Matrícula
A matrícula de todos os classificados para as vagas será realizada regularmente no período de Encomenda de Veteranos, entre os dias 24 e 27 de julho. As demais datas estão no Calendário Acadêmico. Dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail do Departamento de Consultoria em Registros Discentes (Decordi): decordi@decordi.ufrgs.br.
Mais de 2,5 mil integrantes da comunidade universitária responderam à consulta que irá subsidiar a elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2027-2036 da UFRGS. A iniciativa mobilizou estudantes de graduação e pós-graduação, docentes e técnico-administrativos para identificar os principais desafios que a Universidade deverá enfrentar nos próximos dez anos. O resultado supera o engajamento registrado na construção do PDI anterior, na consulta realizada em 2015, e amplia a representatividade das percepções que orientarão o planejamento institucional.
Realizada entre os dias 1º e 12 de junho, a consulta permitiu que a comunidade avaliasse os desafios estratégicos em cinco grandes eixos: Ciência, Tecnologia e Inovação; Diversidade e Inclusão; Governança e Gestão; Imagem Institucional e Relações com a Sociedade; e Acadêmico e Educacional. As respostas servirão de base para a elaboração das diretrizes, objetivos e metas que vão compor o novo plano. Para o coordenador do Comitê Técnico para Elaboração do PDI 2027-2036, Marcelo Cortimiglia, o elevado engajamento demonstra o interesse da comunidade em contribuir para a definição dos rumos da Universidade. “Esse número expressivo de participações demonstra um forte senso de pertencimento. Fica claro que o planejamento da nossa Universidade é uma construção coletiva e que a comunidade deseja ser protagonista na escolha da UFRGS que queremos para a próxima década”,afirma.
O PDI é o principal instrumento de planejamento da UFRGS, estabelecendo diretrizes e objetivos estratégicos que orientarão as decisões acadêmicas e administrativas ao longo da próxima década. Conforme painel de dados da Universidade, a UFRGS conta atualmente com 27.474 estudantes de matriculados na graduação, 12.614 estudantes no mestrado e doutorado, 2.332 servidores técnico-administrativos e 3.001 docentes. Do total de respondentes da consulta, 784 eram estudantes de graduação, 488 estudantes de pós-graduação, 747 técnico-administrativos e 485 docentes ( além disso, 21 pessoas optaram por preencher o formulário e não se identificar), demonstrando o envolvimento dos diferentes segmentos da comunidade universitária no processo de planejamento institucional.
Cinco eixos orientaram a participação
Na consulta, os participantes avaliaram um conjunto de desafios estratégicos distribuídos em cinco eixos temáticos, atribuindo notas numa escala de 1 a 5 de acordo com o grau de relevância para o futuro da Universidade. Entre os temas submetidos à avaliação estiveram questões relacionadas à ciência, tecnologia e inovação; diversidade e inclusão; governança e gestão; formação acadêmica; e relacionamento com a sociedade.
Os desafios contemplaram aspectos, entre outros assuntos, como permanência estudantil e ações afirmativas, diversidade do corpo docente e técnico, infraestrutura e acessibilidade, valorização dos servidores, sustentabilidade financeira, modernização da gestão, evasão estudantil, atualização curricular, internacionalização, combate à desinformação e fortalecimento do papel da Universidade na produção de conhecimento e no desenvolvimento social.
As avaliações permitiram identificar os temas considerados prioritários pela comunidade universitária, fornecendo subsídios para a definição das diretrizes e dos objetivos estratégicos e das ações que integrarão o PDI 2027-2036. Entre os desafios mais votados estão os recursos insuficientes para a manutenção e a modernização da infraestrutura física e tecnológica, a insuficiência e a incerteza orçamentária, o financiamento insuficiente e instável da pesquisa e da inovação, a dificuldade de atualização da infraestrutura científica, tecnológica e didática, além da desinformação da sociedade em relação ao conhecimento cultural, filosófico, artístico, científico e tecnológico produzido pela Universidade. Ao todo, foram 1013 sugestões de novos desafios que serão agrupados por tema para análise da Comissão de Elaboração.
Desafios mais votados
Recursos insuficientes para manutenção e modernização da infraestrutura física e tecnológica
Insuficiência e incerteza orçamentária
Financiamento insuficiente e instável da pesquisa e inovação
Dificuldade de atualização de infraestrutura científica, tecnológica e didática
Desinformação da sociedade com relação ao conhecimento cultural, filosófico, artístico, científico e tecnológico produzido pela Universidade
Próximas etapas
Com o encerramento da consulta, o Comitê Técnico inicia a etapa de sistematização e análise dos resultados. Os desafios priorizados pela comunidade serão consolidados e servirão de referência para a elaboração das diretrizes e dos objetivos estratégicos que integrarão o PDI 2027-2036. Nas próximas fases, entidades representativas da comunidade universitária e a comissão de elaboração discutirão propostas para enfrentar os desafios apontados na consulta.
Estima-se que o documento consolidado seja encaminhado para apreciação do Conselho Universitário no final de dezembro. Antes disso, haverá um pedido de prorrogação do PDI 2016-2026 até a aprovação do plano para o próximo decênio. Mais informações sobre o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2027-2036 estão disponíveis no site do PDI.
Há décadas, o estado de São Paulo é o maior produtor de etanol de cana-de-açúcar do país, sendo responsável por quase metade de toda produção do biocombustível nacional. Porém, passados 50 anos do Proálcool, o setor enfrenta um período sem evoluções significativas, no qual a produtividade da cana se encontra estagnada, a sazonalidade da produção impacta fortemente o mercado, e as secas prolongadas aumentam os riscos para as 170 usinas sucroalcooleiras do interior paulista.
Nesse cenário, o Centro de Ciência para o Desenvolvimento do Etanol (CCD Etanol) foi elaborado para, ao longo de cinco anos, investigar novos modelos de produção do biocombustível, ampliar a integração entre a pecuária e a agricultura, reduzir as emissões de gases de efeito estufa e proporcionar abertura para produtos até então inexistentes no estado de São Paulo, tendo o milho como matéria-prima principal. Assim, com os modelos estudados, o grão seria processado tanto na entressafra da cana quanto ao longo de todo o ano, permitindo a operação das indústrias sem pausas, com mais empregos, maior arrecadação de ICMS e menor necessidade de estocar etanol.
“Esse modelo já representa cerca de 23% da produção nacional de etanol, concentrada no Centro-Oeste, mas no estado de São Paulo ainda não existe nenhuma usina produtora”, destaca Luís Augusto Barbosa Cortez, pesquisador responsável pelo projeto.
O primeiro encontro será o workshop “Disponibilidade de bagaço nas usinas do setor sucroalcooleiro do estado de São Paulo”, que ocorrerá em 24 de junho de 2026, das 9 às 15 horas, no Auditório da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp. De acordo com Cortez, o objetivo deste evento é reunir especialistas e pesquisadores do setor sucroalcooleiro para discutir os desafios e as oportunidades relacionados à oferta, à demanda e aos usos estratégicos do bagaço de cana-de-açúcar.
O pesquisador responsável pelo projeto, Luís Augusto Barbosa Cortez: Brasil terá oportunidade de mostrar ao mundo seus avanços
Viabilidade econômica das usinas
Segundo Cortez, com o desenvolvimento das pesquisas do CCD, a introdução do etanol de milho em São Paulo e com os resultados dessa inserção, o Brasil terá a oportunidade de mostrar ao mundo seus avanços. “Hoje, o mundo agrícola enxerga o Brasil como uma potência em expansão, e nós enxergamos o biocombustível como um derivado da agricultura. Então, as pesquisas, os eventos e workshops que serão realizados pelo CCD Etanol têm como objetivo justamente conquistar esse mercado para que o Brasil tenha a oportunidade de se inserir nele com destaque”, explica.
Tanto para o setor público quanto para o privado, o propósito do CCD é claro: demonstrar a viabilidade econômica das usinas “flex” e “flex-full” e indicar se é mais vantajoso produzir o grão localmente ou trazê-lo de estados como Mato Grosso, Goiás e Paraná. “Atuamos fazendo a interface entre as diferentes frentes, as empresas privadas que têm interesse nesse assunto, os governos e nós como instituição de ensino”, afirma o pesquisador. “Trabalhamos no meio de campo para entender como o tema precisa ser desenvolvido e, principalmente, como podemos disseminar esse conhecimento e informar os resultados para o mundo.”
Como forma de facilitar as discussões e as relações entre setores, além de contribuir para a apresentação de dados e resoluções, o projeto irá realizar uma série de eventos e workshops sobre os diferentes eixos da pesquisa, que cobrem os principais desafios e oportunidades do setor sucroenergético paulista.
Foto de capa:
O CCD Etanol foi elaborado para, ao longo de cinco anos, investigar novos modelos de produção do biocombustível,
Com a proposta de fortalecer a divulgação científica e promover o intercâmbio entre diferentes áreas do conhecimento, o Salão da Pós-Graduação realiza sua segunda edição entre os dias 19 e 23 de outubro de 2026, no Campus do Vale. O evento, que integra a 16ª edição do Salão UFRGS, visa dar visibilidade ao conhecimento produzido nos Programas de Pós-Graduação da Universidade, permitindo que mestrandos e doutorandos compartilhem suas pesquisas em andamento com a comunidade acadêmica e com a sociedade.
Estudantes de pós-graduação que possuem vínculo ativo com a UFRGS podem realizar a inscrição pelo Sistema de Eventos da UFRGS até 30 de junho. As sessões de apresentação serão organizadas levando em consideração a temática, a área de aderência do trabalho, a disponibilidade de espaço físico e às condições técnicas de execução do evento.
Nesta ano, o Salão busca ampliar ainda mais a integração entre os Programas de Pós-Graduação e fortalecer a visibilidade das pesquisas desenvolvidas na UFRGS. De acordo com o vice-pró-reitor de Pós-Graduação, Edson Mendes, a experiência adquirida na primeira edição trouxe aprendizados importantes, que permitiram aperfeiçoar aspectos da organização, da comunicação e da participação da comunidade acadêmica. “Nossa expectativa é consolidar o Salão da Pós-Graduação como um espaço de referência para a troca de experiências, o diálogo interdisciplinar e a valorização da produção científica da Universidade. Também esperamos ampliar o envolvimento de estudantes, docentes, técnicos e do público em geral, reforçando o papel estratégico da pós-graduação na produção de conhecimento e no desenvolvimento científico e social.”
Esta edição também traz uma novidade: a reorganização das áreas temáticas para apresentação dos trabalhos. Na primeira edição, os trabalhos foram agrupados de acordo com as áreas de avaliação da CAPES. Para 2026, a estrutura é mais flexível e integradora, organizada em 30 temáticas distribuídas em 6 grandes áreas do conhecimento. A proposta busca estimular o intercâmbio entre estudantes e pesquisadores de diferentes programas e campos de atuação, favorecendo o diálogo interdisciplinar e a construção de novas conexões acadêmicas.
“A segunda edição surge não apenas como uma continuidade da iniciativa, mas como o fortalecimento de um espaço coletivo dedicado à ciência, à inovação, à formação acadêmica e à disseminação do conhecimento”, declara o vice-pró-reitor. Ele também comenta que, surpreendendo positivamente a equipe de organização, a primeira edição do Salão da Pós-Graduação recebeu a submissão de 1.183 resumos. “Para esta segunda edição, nossa expectativa é, no mínimo, manter esse excelente resultado.”
13º Salão da Pós-Graduação Data do evento: 19 a 23 de outubro de 2026 Público: Estudantes de pós-graduação com vínculo ativo com a UFRGS e estão regularmente matriculados em Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu da UFRGS. Inscrições: Até dia 30 de junho pelo sistema de eventos da UFRGS Informações:ufrgs.br/salaodaposgraduacao/ Local: Campus do Vale
Portaria da Pró-Reitoria de Planejamento e Administração (PROPLAN) e da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) atualiza os valores cobrados pelas refeições servidas nos restaurantes universitários (RUs). A medida nº 4.008/2026 mantém o subsídio da maior parte do custo da alimentação para estudantes regulares de graduação e de pós-graduação, garantindo o valor de R$ 1,30.
Para os públicos de servidores, terceirizados, alunos especiais, visitantes e demais usuários, o valor passa a R$ 17,00 a partir desta segunda-feira, dia 15 de junho. A atualização decorre dos reajustes previstos no contrato de alimentação vigente e tem o objetivo de adequar os valores cobrados ao custo atual da prestação do serviço. O valor do serviço é atualizado anualmente e não há subsídio para esse público.
De acordo com o documento, nos dias em que as partidas da Seleção Brasileira ocorrerem a partir das 14h, o expediente administrativo será encerrado três horas antes do início dos jogos, sem retorno das atividades após o término da partida. Da mesma forma, as atividades acadêmicas serão suspensas três horas antes do início dos jogos, também sem retomada das aulas no mesmo dia. A medida que revoga a portaria anterior, se aplica aos jogos realizados às 14h, 16h, 17h, 18h, 19h, 21h30 e 22h, sempre considerando o horário de Brasília.
Horários de encerramento do expediente e suspensão das aulas
Horário do jogo
Horário de encerramento/suspensão
14h
11h
16h
13h
17h
14h
18h
15h
19h
16h
21h30
18h30
22h
19h
As horas não trabalhadas em razão da redução do expediente deverão ser compensadas entre 3 de agosto e 30 de setembro de 2026. Para servidores que atuam presencialmente e não participam do Programa de Gestão e Desempenho (PGD), a compensação poderá ocorrer por meio da antecipação ou da postergação da jornada de trabalho. Já os participantes do PGD, em regime presencial ou de teletrabalho, deverão compensar as horas por meio do cumprimento das entregas previstas em seus respectivos planos de trabalho.
A portaria também estabelece que os órgãos da Administração Central e as Unidades Acadêmicas deverão permanecer em funcionamento durante os jogos da Seleção Brasileira, permitindo que os servidores que desejarem cumpram normalmente sua jornada de trabalho. As orientações não se aplicam às atividades consideradas essenciais, que deverão manter funcionamento regular.
A Universidade também se constrói a partir das experiências, reflexões e aprendizados de quem a faz acontecer diariamente. Com esse espírito, a Escola de Desenvolvimento de Servidores da UFRGS (EDUFRGS) realiza, de 19 a 23 de outubro, o 13º Salão EDUFRGS, um espaço dedicado à troca de conhecimentos, à valorização de trajetórias e à divulgação de pesquisas e iniciativas que fortalecem o desenvolvimento dos servidores, a qualidade do trabalho e a excelência institucional da melhor universidade federal do Brasil.
Realizado presencialmente no Campus do Vale, o Salão terá sessões nos turnos da manhã e da tarde, com atividades distribuídas entre salas de aula e o auditório do Instituto de Letras. O regulamento completo está disponível no site da EDUFRGS e as inscrições de trabalhos podem ser feitas até 30 de junho, por meio do Sistema de Eventos da UFRGS.
O evento é voltado a servidores docentes, técnico-administrativos em educação e aposentados da UFRGS, que podem participar como autores, coautores, avaliadores ou ouvintes. Estudantes da UFRGS e participantes externos poderão colaborar como coautores de trabalhos e como ouvintes das sessões de apresentação.
A expectativa é ampliar a participação dos servidores e das servidoras da UFRGS, fortalecendo o Salão EDUFRGS como um espaço de compartilhamento de experiências, práticas e pesquisas relacionadas ao desenvolvimento profissional e à melhoria dos processos de trabalho na Universidade. “Esperamos que o 13º Salão EDUFRGS possa ser visto como um espaço de reconhecimento e valorização do trabalho realizado pelos servidores e pelas servidoras”, afirma a Diretora da Divisão de Qualificação e Aperfeiçoamento (DQA), Eva Priscila Vieira Dann.
O Salão EDUFRGS integra a programação do Salão UFRGS 2026, que reúne oito eventos simultâneos voltados à pesquisa, ensino, extensão e gestão universitária.
Modalidades e áreas temáticas
O autor pode inscrever o trabalho nas modalidades Experiência, Pesquisa ou Boas práticas na docência. Ao submeter o trabalho, o servidor deve selecionar a área temática que melhor representa o conteúdo do resumo. As áreas temáticas indicadas não serão requisitos, nem terão peso maior para o processo de escolha do destaque da sessão.
Temáticas específicas
Acolhimento e integração de novos servidores docentes e técnico-administrativos
Iniciativas de prevenção e combate ao assédio moral e sexual
Boas práticas em equipes no contexto do Programa de Gestão e Desempenho (PGD)
Saúde mental
Uso da inteligência artificial (IA) no ambiente de trabalho
Temáticas regulares
Boas práticas na docência
Ciências Agrárias
Ciências Biológicas
Ciências da Saúde
Ciências Exatas e da Terra
Ciências da Informação
Ciências Humanas
Comunicação
Educação
Gestão Ambiental
Gestão Administrativa
Infraestrutura
Diversidade e inclusão
Ouvintes, avaliadores e monitores
Os servidores ouvintes poderão acompanhar as sessões mediante inscrição prévia no Portal do Servidor, de 24 de julho a 10 de outubro. Estudantes da UFRGS e participantes externos poderão realizar inscrição no local, no dia e horário de realização das sessões de apresentação. Aqueles que assistirem a todas as apresentações de uma sessão poderão indicar o trabalho destaque da sessão, por meio de voto secreto.
Servidores interessados em atuar como avaliadores podem se inscrever até 31 de agosto, enviando mini-currículo, preferências temáticas e os turnos disponíveis para o e-mail salaoedufrgs@ufrgs.br.
13º Salão EDUFRGS Data do evento: 19 a 23 de outubro de 2026 Público: servidores docentes, técnico-administrativos em educação e aposentados da UFRGS, Inscrições: Até dia 30 de junho pelo sistema de eventos da UFRGS Informações: ufrgs.br/salaoedufrgs/ Local: Campus do Vale
A UFRGS divulgou nesta sexta-feira, 12 de junho, o parecer final com o resultado da avaliação dos imóveis apresentados em atendimento à Chamada Pública 001/2026, Edital 30/2026, para prospecção, em Caxias do Sul, de um edifício com vistas à futura aquisição destinada à instalação do Campus Serra. O documento apresenta o compilado de todos os requisitos avaliados, tanto na análise da documentação de habilitação e das propostas apresentadas pelos proponentes, quanto nas vistorias técnicas realizadas pela Superintendência de Infraestrutura da UFRGS (Suinfra), que elaborou relatórios individuais e emitiu relatório consolidado acerca do atendimento aos itens previstos no Edital e no Termo de Referência.
Foram avaliadas cinco propostas apresentadas por H & B Investimentos e Empreendimentos Ltda. (Edifício Cityzen), Notorpar Participações Ltda. (Edifício Feijó Júnior/Notorpar), AJA Comércio de Materiais Elétricos Ltda. (Edifício Sofia), Condomínio Caxias Martcenter (Edifício Martcenter) e Marcopolo S.A. (Edifício Marcopolo). De acordo com o relatório consolidado das visitas técnicas elaborado pela Suinfra, o Edifício Sofia foi o único a cumprir integralmente os requisitos estabelecidos na chamada pública. A avaliação da Suinfra baseia-se na situação dos prédios no momento das visitas técnicas, em 2 e 3 de junho.
Todos que manifestaram interesse em sediar a estrutura acadêmica na região serrana do Estado receberam o resultado do parecer final e têm três dias úteis para apresentar recurso.
Parceria entre a Suape Energia e a multinacional finlandesa Wärtsilä põe fim à dependência dos combustíveis fósseis na geração de energia pelas termelétricas
A Comissão Eleitoral responsável pela Eleição de representantes docentes e técnico-administrativos para o Conselho Universitário (Consun) e para o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) divulgou, nesta sexta-feira, 12 de junho, a Lista Preliminar de servidores aptos a votar.
O servidor deve acessar a lista na página das Eleições e conferir se as suas informações estão corretas. Inclusões ou exclusões poderão ser solicitadas até o dia 17 de junho, mediante justificativa encaminhada ao e-mail da Comissão Eleitoral: eleicoesconsun-cepe2026@ufrgs.br
A votação ocorre no dia 22 de junho, das 7h às 22h, através do sistema Helios Voting.
A Comissão Eleitoral para as eleições de representantes docentes e técnico-administrativos (TAEs) para o Conselho Universitário (Consun) e para o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) reuniu-se na manhã desta sexta-feira, 12 de junho, para divulgar a relação final das candidaturas homologadas. Como não houve interposição de recursos para impugnação no período definido pelo edital de convocação, a nominata homologada preliminarmente não teve alterações. Foram recebidas 87 inscrições: 13 para a categoria docentes Cepe, 16 para TAEs Cepe, 22 para TAEs Consun e 36 para docentes Consun. Somente uma candidatura não foi homologada.
Após esse processo, a Comissão Eleitoral informa que o prazo para a campanha inicia-se oficialmente nesta sexta-feira, dia 12, e se estende até o dia 21 de junho, domingo. As eleições serão realizadas no dia 22 de junho, segunda-feira, das 7h às 22h, por meio do sistema Helios Voting. O link da votação será disponibilizado posteriormente no site da eleição: ufrgs.br/consun/eleicoesconsuncepe2026 .
O fornecimento de energia na região da Casa do Estudante Universitário (CEU) e o funcionamento do Restaurante Universitário 01 (RU 01), no Campus Centro da UFRGS, foram totalmente restabelecidos na noite desta quinta-feira, dia 11 de junho. Em nota, o Gabinete da Reitoria reconhece que a normalização dos serviços ocorreu após uma força-tarefa que reuniu servidores da Universidade e trabalhadores terceirizados para a substituição de um equipamento danificado, o que possibilitou a retomada das atividades e do atendimento aos estudantes nesta sexta-feira, dia 12.
Confira a nota do Gabinete da Reitoria
SERVIÇOS NORMALIZADOS NO CAMPUS CENTRO E RU 01
Informamos que o fornecimento de energia na região da Casa do Estudante Universitário (CEU) e as atividades do Restaurante Universitário 01 (RU 01 – Centro) estão totalmente restabelecidos.
Queremos dedicar este comunicado para reconhecer publicamente o esforço incansável das equipes de manutenção. Servidores da UFRGS e trabalhadores terceirizados atuaram em uma força-tarefa ininterrupta, trabalhando intensamente das 7h às 23h, sem pausas, para realizar a substituição complexa do equipamento danificado.
A dedicação desses profissionais foi fundamental para garantir o retorno seguro e rápido das nossas atividades, minimizando os impactos na rotina dos estudantes. Agradecemos imensamente a cada trabalhador que não mediu esforços ao longo de todo o dia de ontem, e também à comunidade acadêmica pela compreensão durante o período.
Frequentemente associada a exames sofisticados e tratamentos de alto custo, a medicina de precisão ainda é vista como uma realidade restrita a centros altamente especializados. Uma nova comissão internacional criada pela revista científica The Lancet, intitulada “The Lancet Commission on Precision Health”, pretende mudar essa percepção. O grupo reúne mais de 20 especialistas de diversos países, entre eles Iscia Lopes-Cendes, docente da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp e pesquisadora do Instituto Brasileiro de Neurociências e Neurotecnologia (Cepid-Brainn), sediado na Unicamp.
Lopes-Cendes, especialista em medicina genômica e em tecnologias aplicadas às neurociências, é uma das duas representantes da América Latina no grupo, que conta também com o psiquiatra Christian Kieling, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Segundo ela, o objetivo da comissão é formular recomendações para que estratégias de saúde de precisão possam ser incorporadas de forma equitativa a sistemas de saúde em todo o mundo.
Nesse processo, destaca, o Brasil pode desempenhar um papel importante. “Vejo o Brasil como tendo uma grande responsabilidade de fazer a coisa certa, porque somos uma vitrine para os outros países da América Latina e para os países do Sul Global.”
De acordo com Lopes-Cendes, o país ocupa uma posição estratégica por reunir características que podem transformá-lo em referência. “Podemos fazer essa implementação com equidade porque, desde que isso ocorra no Sistema Único de Saúde (SUS), que tem uma capilaridade enorme, isso vai chegar para todos os brasileiros.”
O avanço da medicina de precisão depende não apenas de novas tecnologias, mas também da qualidade das pesquisas produzidas na área
A pesquisadora ressalta que a combinação entre um sistema público universal, a crescente integração de bases de dados em saúde e a experiência acumulada em políticas de prevenção coloca o Brasil em posição privilegiada para testar modelos que posteriormente possam ser reproduzidos em outras regiões do mundo.
“Pelas características do Brasil, um país que produz muita estatística e está nesse momento de transição para um patamar mais elevado de desenvolvimento, existe um grande interesse internacional no que acontece aqui. Pode ser que estudos de caso brasileiros sejam publicados no âmbito da comissão. Nosso sistema de saúde é muito organizado do ponto de vista dos registros e da produção de dados, e isso permite desenvolver trabalhos muito interessantes”, completa.
A comissão foi criada para enfrentar um desafio crescente dos sistemas de saúde. Embora avanços científicos tenham demonstrado que fatores genéticos, ambientais, comportamentais e sociais influenciam o surgimento das doenças e a resposta aos tratamentos, a maior parte da assistência médica ainda é baseada em médias populacionais e protocolos padronizados. A chamada saúde de precisão busca justamente incorporar essa diversidade. “Decidimos justamente não chamar a comissão de medicina de precisão, mas de saúde de precisão, porque podemos recomendar ações relacionadas ao estilo de vida, ao comportamento e até a políticas públicas”, explica.
Segundo Lopes-Cendes, a abordagem só poderá cumprir seu potencial se for adaptada a diferentes realidades econômicas e sociais. “Essa é outra área em que o Brasil pode contribuir muito. Temos estratégias de prevenção muito bem estabelecidas no SUS. Um exemplo são as equipes de Saúde da Família, que vão às casas, fazem diagnóstico, acompanham as pessoas e atuam antes que elas precisem procurar uma unidade de saúde. Quando a equipe vai à casa da pessoa, ela vê o que a pessoa come, observa as condições do ambiente, entende o contexto social. Tudo isso é informação importante.”
Ao longo dos próximos anos, o grupo realizará revisões sistemáticas da literatura científica e analisará experiências já implementadas em diferentes países. O objetivo não é produzir pesquisas originais, mas identificar as estratégias que funcionaram e as que fracassaram para elaborar recomendações destinadas a governos, gestores de saúde e pesquisadores. “Queremos evitar que governos e sistemas de saúde precisem reinventar a roda. Vamos mostrar até onde o conhecimento chegou e propor recomendações.”
Os resultados deverão ser divulgados ao longo dos próximos três anos em uma série de artigos científicos, abordando áreas como câncer, doenças cardiometabólicas, saúde mental e doenças neurológicas
Lopes-Cendes destaca ainda que a comissão busca preservar sua independência em relação a interesses econômicos. Segundo a pesquisadora, a The Lancet adota critérios rigorosos tanto para a seleção dos integrantes quanto para a captação de recursos. “O objetivo é evitar ao máximo a impressão de que grupos com interesses econômicos específicos estejam influenciando o trabalho”, ressalta.
Os resultados deverão ser divulgados ao longo dos próximos três anos em uma série de documentos e artigos científicos publicados pela The Lancet, abordando áreas como câncer, doenças cardiometabólicas, saúde mental e doenças neurológicas.
Diretrizes fortalecem pesquisa
O avanço da medicina de precisão depende não apenas de novas tecnologias, mas também da qualidade das pesquisas produzidas na área. Com esse objetivo, um grupo internacional de especialistas publicou, em 2024, um conjunto de diretrizes voltadas à padronização de estudos sobre medicina de precisão.
Batizado de BePRECISE, o documento foi elaborado por 23 pesquisadores e publicado na revista científica Nature Medicine. A iniciativa surgiu após uma análise de centenas de estudos que identificou falhas frequentes na forma como resultados científicos são apresentados, dificultando a comparação entre pesquisas e a aplicação prática das descobertas.
As recomendações propõem critérios mais rigorosos para a descrição de métodos, resultados e impactos clínicos, além de enfatizar a necessidade de incluir populações historicamente sub-representadas na pesquisa científica. O objetivo é garantir que os benefícios da medicina de precisão alcancem diferentes grupos sociais e não apenas populações de países mais ricos.
Segundo os autores, a medicina de precisão tem potencial para tornar diagnósticos, tratamentos e estratégias de prevenção mais eficazes ao considerar características biológicas, ambientais e comportamentais dos pacientes. Para que esse potencial se traduza em benefícios concretos para a população, porém, é necessário produzir evidências científicas mais consistentes, transparentes e representativas da diversidade populacional.
A UFRGS concedeu, nesta quinta-feira, dia 11 de junho, o título de Doutor Honoris Causa ao professor Diego Fernández Arroyo, um dos principais nomes mundiais na área do Direito Internacional. A cerimônia foi realizada na Sala dos Conselhos, em solenidade presidida pelo vice-reitor Pedro Costa. A mesa oficial de outorga contou ainda com as presenças da diretora da Faculdade de Direito, Ana Paula Motta Costa, da professora Claudia Lima Marques, oradora da homenagem, e do pesquisador hispano-argentino e mais novo doutor honoris causa da Universidade. O evento também contou com as participações do cônsul-geral da Argentina em Porto Alegre, Gabriel Servetto, do chefe do Escritório de Representações do Ministério das Relações Exteriores no RS, Marcelo Baumach, e demais convidados, incluindo familiares do homenageado.
Natural da Argentina e também cidadão espanhol, Diego Fernández Arroyo é professor da Escola de Direito da Sciences Po, em Paris, onde atua desde 2010. Suas áreas de atuação em Direito Internacional Público e Privado são: comércio internacional, arbitragem internacional, direito da integração e direito comparado. Ao longo de sua trajetória acadêmica, publicou mais de 200 artigos e editou 28 livros, tornando-se nome de referência no Direito Internacional contemporâneo. Uma de suas contribuições mais relevantes em seus anos de atuação na área é na internacionalização do pensamento jurídico latino-americano e na consolidação de redes acadêmicas internacionais que aproximaram pesquisadores das Américas e da Europa.
A relação de Fernández Arroyo com a UFRGS se estende por cerca de três décadas, por meio de colaboração constante com a Faculdade de Direito, na participação em cursos, conferências, projetos acadêmicos e iniciativas de cooperação internacional. Essa relação contribuiu para a inserção e a ampliação da presença da Universidade na pesquisa nessa área do conhecimento. Ainda na UFRGS, também foi um dos fundadores do curso de especialização Novo Direito Internacional e dos Cadernos do Programa de Pós-Graduação em Direito.
Discurso-aula
Em seu discurso após receber o título pela UFRGS, o pesquisador Diego Fernández Arroyo proferiu uma fala aprofundada sobre a situação atual da área do Direito Internacional, além de encerrar indicando perspectivas. Ele também destacou a profunda ligação com o Rio Grande do Sul, com a Faculdade de Direito e com a comunidade acadêmica brasileira. Ele recordou sua trajetória desde a Argentina até a Europa. Para o jurista, a homenagem recebida transcende o reconhecimento pessoal e o conecta a uma instituição marcada pela excelência acadêmica, pela abertura internacional e pelo compromisso social: “Essa familiaridade não é apenas geográfica ou cultural, ela é também intelectual”, enfatizou.
Na parte central da fala, Arroyo defendeu a tese da “resiliência do Direito Internacional”, contrapondo-se às visões que apontam para um enfraquecimento da área em um cenário de guerras, crises e nacionalismos. Segundo ele, apesar das dificuldades, “é tentador ceder ao catastrofismo”, mas o sistema internacional continua funcionando de forma cotidiana e silenciosa, sustentando o comércio, a cooperação entre países, a arbitragem internacional e os processos de integração regional.
O professor argumentou que o mundo caminha para uma ordem mais multipolar, com maior protagonismo do Sul Global, e afirmou que o Direito Internacional não está em declínio, mas em transformação: “Isso não é o fim do Direito Internacional. É, talvez, o começo de uma versão mais madura, mais representativa e mais sustentável dele”. Ao encerrar, conclamou juristas e instituições a permanecerem vigilantes para que “a lei do mais forte não prevaleça sobre o Direito Internacional” e para que a justiça continue sendo o eixo da cooperação entre os povos.
Homenagens
Responsável pela laudatio na cerimônia, a professora Claudia Lima Marques destacou a trajetória acadêmica e pessoal de Diego Fernández Arroyo, com ênfase em sua contribuição para o Direito Internacional, a arbitragem internacional e a integração entre diferentes países na construção coletiva do conhecimento. Segundo ela, o mais novo doutor honoris causa da UFRGS construiu uma carreira de alcance global sem abandonar suas raízes latino-americanas, tornando-se uma das vozes mais respeitadas do pensamento jurídico contemporâneo e um parceiro histórico da UFRGS.
Lima Marques também enfatizou o papel de Fernández Arroyo na reconstrução da Associação Americana de Direito Internacional Privado (ASADIP), iniciativa que ajudou a aproximar universidades e pesquisadores das três Américas. Para a professora, ao conceder o título de Doutor Honoris Causa, a UFRGS reconhece “não apenas um jurista extraordinário, mas um inovador do Sul Global, com coragem e competência”. Sobre a parceria com a Universidade, ela complementa: “Sempre foi uma mão amiga, aproximando a Faculdade de Direito do que há de mais moderno no Direito Internacional Privado, abrindo portas e construindo pontes, numa parceria construída sobre afinidades intelectuais profundas, sobre o diálogo permanente e sobre um compromisso comum com a internacionalização do conhecimento jurídico”.
O vice-reitor Pedro Costa fez referência à fala do homenageado como uma “verdadeira aula” sobre a situação atual e o futuro do Direito Internacional. “Essa homenagem reconhece nosso irmão e vizinho, da cidade de Santa Fé”, pontuou, fazendo referência à naturalidade do homenageado. Ele também destacou que as pesquisas e as parcerias acadêmicas de Fernández Arroyo representam a palavra e a razão para a superação de conflitos a partir do Sul Global. E completou: “Sua fala traz várias lutas contra a falta de diálogo. Continue nessa trincheira para propor a linguagem da razão para construir um mundo melhor.”
Na 22ª edição, o Salão de Ensino reafirma-se como um espaço de encontro, troca de experiências e reflexão sobre os caminhos da educação na Universidade. Promovido pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) e integrante do Salão UFRGS, o evento reúne docentes, estudantes e técnicos em torno da socialização de práticas, saberes e pesquisas que fortalecem a formação universitária. Mais do que uma vitrine das ações de ensino, o Salão celebra a criatividade, a inovação pedagógica e o compromisso coletivo com a construção do conhecimento nos diferentes níveis, modalidades e programas educacionais da instituição.
O Salão de Ensino reconhece a importância do ensino como uma das dimensões centrais da Universidade e promove o compartilhamento de experiências desenvolvidas por estudantes, docentes e técnicos-administrativos. Nesta edição, poderão ser apresentados trabalhos de graduação, pós-graduação, pós-doutorado e educação a distância, além de iniciativas vinculadas a programas institucionais e ações formativas. Estudantes do Colégio de Aplicação também podem participar na condição de coautores.
Segundo a pró-reitora de Graduação, Nádya Pesce da Silveira, o evento coloca em evidência experiências que fazem parte do cotidiano acadêmico. “O Salão de Ensino é um momento especial para a UFRGS porque coloca em evidência aquilo que acontece diariamente em nossas salas de aula, laboratórios, programas acadêmicos e projetos formativos”, afirma. Para a gestora, o compartilhamento dessas experiências contribui para fortalecer a troca de conhecimentos entre a comunidade acadêmica e para a qualificação permanente da formação universitária.
Entre as novidades da 22ª edição está a ampliação das modalidades de inscrição, com a criação de seis novas categorias: Experiências em Mobilidade Nacional e Internacional; Experiências em Monitoria de Atividade de Ensino; Experiências em Monitoria de Acompanhamento Discente; Experiências no Programa de Educação Tutorial (PET); Experiências em Estágios de Docência; e Experiências no Programa Formação no SUS: integração ensino-serviço-comunidade. Outra novidade é a inclusão de descrições mais detalhadas das modalidades no regulamento e no site do evento, oferecendo orientações mais claras aos participantes durante o processo de submissão.
22º Salão de Ensino da UFRGS Data: 19 a 23 de outubro de 2026 Local: Campus do Vale Público: estudantes de graduação e pós-graduação, docentes e técnico-administrativos da UFRGS Inscrições: até 30 de junho, pelo Sistema de Eventos da UFRGS Mais informações:ufrgs.br/salaodeensino
Na noite desta quarta-feira, 10 de junho, foi registrado um estrondo na rede elétrica do Campus Centro, nas proximidades da Casa do Estudante Universitário (CEU) e do Restaurante Universitário 01 (RU 01). A ocorrência ocasionou a queima de um disjuntor e de um equipamento sensível chamado TRAFO, comprometendo parte do fornecimento de energia da região.
Durante a madrugada, a Administração Central da UFRGS realizou os encaminhamentos emergenciais necessários para restabelecer as condições de segurança e de operação. No entanto, devido à necessidade de substituir o equipamento danificado ao longo do dia, haverá interrupções temporárias nos serviços afetados.
Em razão dos trabalhos de manutenção, não haverá atendimento no RU 01 nesta quinta-feira, dia 11 de junho, no almoço e no jantar. A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) vai liberar auxílio para os moradores da CEU que têm o benefício de isenção de pagamento nos restaurantes.
As equipes seguem atuando para concluir os reparos o mais breve possível e normalizar os serviços. Novas informações serão divulgadas assim que houver atualização do quadro.
Administração Central UFRGS
*Nota atualizada às 15h10min de 11/06/2026, com informação de que o RU 01 permanecerá fechado no jantar.
A UFRGS destinou R$ 1,1 milhão em recursos de arrecadação própria para assegurar o pagamento da folha salarial da empresa Multiservice, que responde pelos serviços de portarias, recepções e garagistas na Universidade. Com a medida, a empresa poderá pagar os salários de maio dos funcionários nesta quinta-feira, 11 de junho.
A iniciativa foi adotada pela Universidade para evitar que os trabalhadores sejam ainda mais impactados pelos atrasos no fluxo financeiro do Tesouro Nacional para a UFRGS, considerando que deveriam ter recebido o salário no início dessa semana. Com a utilização desses recursos, a UFRGS passa a depender da regularização desse fluxo, prevista para ocorrer até o final do mês, para recompor o lastro financeiro de despesas que estavam programadas para serem executadas com recursos próprios.
A Reitoria emitiu nota informativa sobre a situação.
Nota da Reitoria
A UFRGS foi surpreendida com a não realização dos repasses semanais de recursos financeiros por parte do Governo Federal, em razão de questões relacionadas ao sistema do Tesouro Nacional, condição que impede o pagamento de serviços já prestados à Universidade. Diante desse quadro, e com a perspectiva de atraso no pagamento das trabalhadoras e dos trabalhadores terceirizados, a UFRGS mobilizou imediatamente suas equipes para buscar alternativas que evitassem que esses profissionais fossem prejudicados pela situação.
Com atuação articulada da Pró-Reitoria de Planejamento e Administração (Proplan), da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp) e do Departamento de Gestão de Pessoas Terceirizadas (DEPGerte), foi viabilizado, ainda nesta quarta-feira, 10 de junho, o repasse dos recursos à empresa responsável, garantindo a manutenção dos pagamentos previstos.
A pronta atuação das equipes reafirma o compromisso da Administração Central com as trabalhadoras e os trabalhadores que atuam na Universidade, bem como com a continuidade dos serviços prestados à comunidade universitária e à sociedade.
Paralelamente, a Administração Central mantém diálogo com o Governo Federal para obter informações sobre a regularização dos repasses e organizar o planejamento financeiro das próximas semanas.
Nesta quarta-feira, dia 10 de junho, o Departamento de Ingresso da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd/UFRGS) divulgou editais de chamamento para ocupação de vagas remanescentes do Vestibular 2026 (14 e 15) e do Sisu 2026 (15 e 16).
Os ingressantes relacionados devem encaminhar a documentação exigida, conforme a modalidade de ingresso, entre as 9h do dia 11 de junho e as 23h59min do dia 17 de junho, via Portal do Candidato, na forma de arquivos digitalizados de boa qualidade [veja as orientações abaixo para o primeiro acesso ao Portal do Candidato]. A indicação dos documentos comprobatórios está no Edital do Vestibular 2026 e no Edital do Sisu na UFRGS, com detalhamento no Portal Ingresso. As vagas são para ingresso em 2026/2 ou 2027/1, conforme indicado em cada edital de chamamento.
A lista completa de chamamentos já realizados pela UFRGS em 2026 está neste link.
Os candidatos não convocados nestes editais devem acompanhar a publicação de novos chamamentos, no dia 10 de agosto. O ordenamento, com a classificação dos candidatos na condição “aguardando vaga”, está disponível em http://bit.ly/ufrgsord. Já os ingressantes em vagas para candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas (LB_PPI e LI_PPI) e quilombolas (LB_Q e LI_Q) deverão conferir as convocações para comprovação étnico-racial, que serão feitas diretamente pelo Portal do Candidato, nas datas informadas neste link.
A seguir, veja as orientações básicas dadas aos ingressantes:
Como funciona a primeira etapa da matrícula
O processo de matrícula de graduação na UFRGS é feito em duas etapas. A primeira fase é realizada com o envio dos documentos obrigatórios pelo Portal do Candidato. Os ingressantes ainda sem senha no Portal escolhem a opção Primeiro Acesso para cadastrar uma senha após o fornecimento das informações solicitadas. Leia sobre recuperação de senha no Portal do Candidato nesta questão do Portal Ingresso.
No período determinado, os ingressantes deverão anexar, nas abas correspondentes, toda a documentação exigida para a sua modalidade de ingresso, em forma de arquivos digitalizados [confira aqui um tutorial]. Esses arquivos devem estar legíveis, em boa qualidade, sem cortes ou rasuras, possuir no máximo 5 MB de tamanho e estar nos formatos .jpg, .jpeg ou .pdf. É possível utilizar scanner ou um telefone celular (com boa resolução de câmera) para as digitalizações.
Há um bloco de documentos que é obrigatório para TODOS os candidatos, independentemente da modalidade de ingresso. São eles:
Certificado de Conclusão e Histórico Escolar Completo do Ensino Médio: os dois documentos podem estar em uma mesma folha, e o histórico precisa conter carga horária e componente curricular, ou seja, número de horas cursadas e descrição das disciplinas. Também é necessário que esteja assinado pela autoridade competente. Os documentos também são obrigatórios até para o candidato que já possui um curso superior. Em caso de candidato que tenha concluído o ensino médio no exterior, é necessária a apresentação de Declaração de Equivalência de Estudos.
Excepcionalmente, o candidato que concluiu o ensino médio no ano letivo de 2025 e que, no momento do envio da documentação, não tiver o Certificado de Conclusão do Ensino Médio e/ou o Histórico Escolar Completo do Ensino Médio deverá enviar, em caráter provisório, a Declaração Provisória sobre Conclusão do Ensino Médio, devidamente preenchida e assinada pela instituição de ensino em que concluiu o ensino médio, conforme o modelo disponível no edital do processo seletivo. O candidato que postar a declaração provisória deverá enviar posteriormente, pelo Portal do Candidato, o Certificado de Conclusão e o Histórico Escolar do Ensino Médio. Durante a etapa de avaliação acadêmica, haverá a necessidade de complementar a informação, e o envio desses documentos deve ser feito dentro desse prazo.
Documento de identificação atualizado, que contenha fotografia clara do candidato e esteja em bom estado de conservação. Os órgãos expedidores validados estão descritos no edital do processo seletivo, mas são válidos RG, Carteira de Motorista (CNH), Carteira de Trabalho, Passaporte e documentos expedidos por Ordens e Conselhos Profissionais e Forças Armadas, entre outros. Documentos como TRI ou Carteira de Estudante, por exemplo, não são válidos nesse caso;
Declaração de ocupação ou não ocupação de outra vaga em curso de graduação de Instituição Pública de Ensino Superior. Este formulário será preenchido digitalmente no Portal do Candidato. O participante que marcar que ocupa uma vaga em Instituição Pública de Ensino Superior neste formulário terá posteriormente (na etapa definitiva de matrícula) que se desvincular de um dos cursos.
Além desses documentos, aqueles que ingressam nas vagas de Ações Afirmativas (LB_EP, LB_PPI, LB_PCD, LB_Q, LI_EP, LI_PPI, LI_PCD e LI_Q) devem enviar a documentação referente à sua modalidade de ingresso. Os documentos necessários para cada caso estão nos respectivos editais ou no Portal Ingresso. Desse grupo, os candidatos com verificação da autodeclaração (LB_PPI, LB_Q, LI_PPI e LI_Q) precisam acompanhar as convocações para a etapa presencial de verificação, que são feitas diretamente no Portal do Candidato. O participante deve comparecer presencialmente na data para a qual for convocado.
O ingressante deve ficar atento ao prazo informado para a postagem dos documentos no Portal do Candidato, pois o serviço de envio de documentação é interrompido às 23h59 do último dia de envio. O Portal do Candidato foi testado e homologado somente para uso nos navegadores Firefox e Chrome em computadores do tipo PC, não sendo recomendado o uso de celulares ou tablets para o envio da documentação. Ao finalizar o processo, com o envio para análise, o ingressante receberá um comprovante informando que o processo foi finalizado. O não envio dos documentos nesta etapa leva à perda da vaga.
>>> Canais para o atendimento de dúvidas <<<
Para auxílio no processo de envio, os candidatos podem procurar os atendimentos online ou presencial, conforme orientações abaixo.
Contatos
– Site: https://www.ufrgs.br/ingresso – E-mail: ingresso@ufrgs.br (respondido de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h) – Telefone: 51.3308.4800 (segunda a sexta-feira, das 9h às 17h); – Portal do Candidato: Tutorial para envio da documentação – Webconferência: atendimento remoto pelo endereço tinyurl.com/atendweb (das 9h30 às 17h) – Atendimento presencial: funciona das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira, no Anexo 1 da Reitoria, no Campus Centro, na Avenida Paulo Gama, 110, próximo à Sala Redenção/Cinema Universitário, em Porto Alegre. No local, os interessados podem conversar e tirar dúvidas sobre a documentação necessária para o ingresso.
Depois do envio de documentos
Após a confirmação do envio, o ingressante deve seguir acompanhando a análise da documentação pelo Portal do Candidato e se apresentar para a etapa definitiva de matrícula, às vésperas do início do semestre de ingresso. A homologação é comunicada por meio do próprio Portal do Candidato, sem publicação de lista de resultado final de análise. A segunda etapa é realizada de acordo com o semestre de ingresso.
Confira o cronograma com as datas dos próximos chamamentos e convocações para verificações da autodeclaração étnico-racial neste link.
A Administração Central da UFRGS informa que os portões de pedestres do Campus Centro estão liberados e que as cancelas para veículos serão abertas a partir das 12h desta terça-feira, 10 de junho, após o período de fechamento dos portões no período da manhã.
Com essa atualização, as atividades acadêmicas e administrativas presenciais serão retomadas normalmente no turno da tarde. A Administração Central segue acompanhando a situação e comunicará a comunidade universitária caso haja novas atualizações.
As atividades acadêmicas e administrativas não essenciais no Campus Centro estão suspensas no turno da manhã desta quarta, dia 10 de junho. A medida inclui as atividades de graduação e pós-graduação e se deve ao trancamento das entradas do Campus Centro comandado pelo Sindicato dos Técnicos-Administrativos da UFRGS, UFCSPA e IFRS, a Assufrgs. O acesso está sendo liberado em casos específicos.
Conforme orientações do Gabinete da Reitoria, as atividades administrativas essenciais, sempre que possível, deverão ser mantidas em regime de teletrabalho. Além disso, a Administração Central da UFRGS informa estar atenta aos acontecimentos e negociou para a manutenção dos serviços essenciais.
Novas informações serão liberadas no final da manhã. As atividades nos campi Saúde, Olímpico, do Vale e Litoral Norte acontecem normalmente.
Assembleia dos técnicos-administrativos conduzida pela Assufrgs
A Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe/UFRGS) informa que estão mantidas as sessões de verificação da autodeclaração étnico-raciais de ingressantes previstas para esta quarta-feira, dia 10 de junho, nos turnos da manhã e da tarde.
As entradas do Campus Centro estão bloqueadas devido a atividade do comando de greve do Sindicato dos Técnico-Administrativos em Educação da UFRGS, UFCSPA e IFRS (Assufrgs). O acesso dos candidatos deve ser feito pelo portão da Rua Sarmento Leite, ao lado do prédio da Faculdade de Arquitetura. O comando de greve dispõe de uma lista dos participantes e está permitindo a entrada para a realização das atividades.
Os candidatos convocados são orientados a comparecerem nos horários previamente informados. Aqueles ingressante que eventualmente forem prejudicados terão a possibilidade de nova data. Informações devem ser solicitadas pelo e-mail ingresso@ufrgs.br.
Nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA 2026, a UFRGS adotará horários especiais para o funcionamento administrativo e acadêmico. As orientações constam na Portaria nº 3891, publicada nesta terça-feira, 9 de junho. Nessas ocasiões, o expediente será encerrado duas horas antes do início das partidas. Quando os jogos ocorrerem às 14h ou às 16h, o trabalho será retomado às 18h nos locais que mantêm atendimento noturno. Já nas partidas realizadas a partir das 17h, não haverá retorno no mesmo dia. No caso das atividades acadêmicas, as aulas também serão suspensas duas horas antes do início das partidas. Quando os jogos ocorrerem às 14h ou às 16h, as aulas serão retomadas às 18h nos locais com atividades noturnas. Nas partidas realizadas a partir das 17h, não haverá retorno das aulas no mesmo dia.
As horas não trabalhadas deverão ser compensadas entre 1º de agosto de 2026 e 31 de janeiro de 2027. A compensação está limitada a duas horas diárias, e o servidor que não cumprir essa exigência sofrerá desconto proporcional na remuneração.
A portaria estabelece ainda que os órgãos da Administração Central e as Unidades Acadêmicas deverão permanecer em funcionamento durante os jogos da Seleção Brasileira, possibilitando que os servidores optem por cumprir normalmente sua jornada de trabalho. As orientações não se aplicam às atividades consideradas essenciais.
O processo de planejar o futuro da Universidade exige mais do que planejamento técnico. Essa estratégia de diálogo, escuta e construção coletiva. É com esse objetivo que a UFRGS realiza, no dia 16 de junho, terça-feira, o encontro “PDI: Diálogos com a Sociedade”, iniciativa que reunirá instituições representativas do Rio Grande do Sul para contribuir para o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2027-2036 da Universidade.
A atividade ocorre das 9h30 às 12h, na Sala II do Salão de Atos da UFRGS, no Campus Centro, e integra o processo de construção do principal instrumento de planejamento institucional das universidades federais brasileiras. O encontro é aberto ao público para acompanhamento, sem necessidade de inscrição prévia. O objetivo da atividade é ampliar o diálogo da Universidade com entidades, organizações e representantes da sociedade civil em um espaço de reflexão sobre os desafios e perspectivas da instituição para os próximos dez anos.
Com horizonte de uma década, o PDI busca orientar os caminhos da UFRGS diante das transformações sociais, científicas, tecnológicas e ambientais do país, reforçando o compromisso da Universidade com uma gestão participativa e conectada às demandas da sociedade. Previsto no Decreto nº 9.235/2017, o Plano de Desenvolvimento Institucional estabelece diretrizes, objetivos estratégicos e prioridades que orientam a gestão acadêmica e administrativa das universidades federais. Mais do que um documento formal, o PDI influencia decisões relacionadas ao ensino, à pesquisa, à extensão, à infraestrutura, à assistência estudantil e às políticas institucionais que impactam diretamente a vida da comunidade universitária.
O PDI 2027-2036
A construção do PDI conta atualmente com um comitê técnico e uma comissão de elaboração formada por estudantes, docentes e técnicos-administrativos. Além dos encontros presenciais da comissão, o processo inclui uma consulta pública virtual voltada à comunidade acadêmica. O processo de escuta será realizado de 1º a 12 de junho, por meio do Portal de Serviços, permitindo que os participantes avaliem desafios estratégicos e proponham novas prioridades para a Universidade.
Em outras etapas da construção do Plano de Desenvolvimento Institucional, também serão realizados encontros com diferentes segmentos da comunidade universitária. Além disso, mais informações sobre o processo, bem como orientações para o envio de contribuições e sugestões, podem ser acessadas pelo site ufrgs.br/pdi ou encaminhadas pelo e-mail pdi@ufrgs.br.
A consulta sobre o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFRGS está disponível à participação da comunidade acadêmica até a próxima sexta-feira, dia 12 de junho, pelo Portal do Aluno ou pelo Portal do Servidor. A iniciativa convida estudantes, docentes e técnico-administrativos a contribuírem com propostas, prioridades e reflexões que irão orientar as diretrizes acadêmicas, científicas, administrativas e sociais da Instituição na próxima década. Podem participar os docentes da UFRGS, incluindo professores substitutos e temporários em efetivo exercício, os técnicos-administrativos em educação e os estudantes regularmente matriculados nos cursos de graduação, mestrado e doutorado, presenciais ou a distância, exceto aqueles com matrícula trancada. Não são considerados votantes os servidores aposentados, os pós-doutorandos em atividades de ensino e pesquisa e os estudantes de cursos de especialização.
Além da consulta à comunidade, o processo de construção do PDI prevê fóruns temáticos e reuniões com diferentes setores e instâncias da UFRGS e encontros com entidades representativas da comunidade universitária, bem como com organizações da sociedade civil, buscando ampliar a participação social e institucional na definição das prioridades da Universidade para os próximos anos.
A expectativa é que o documento consolidado seja encaminhado para apreciação do Conselho Universitário no final de dezembro. Mais informações sobre o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2027-2036 estão disponíveis no site do PDI, onde também pode ser acessada a gravação da live de apresentação do processo.
A Reitoria da UFRGS manifestou-se por meio de nota nesta terça-feira, 9 de junho, sobre o atraso no pagamento dos salários dos profissionais da empresa terceirizada Multiservice. A Universidade lamenta a situação e esclarece que não está conseguindo honrar alguns pagamentos devido ao bloqueio de recursos por parte do Governo Federal, o que pode ocasionar o atraso dos salários dos trabalhadores por parte das empresas terceirizadas.
Confira a nota:
Nota da Reitoria – Atraso Multiservice junho 2026 A UFRGS informa que houve atraso no pagamento da folha da empresa terceirizada Multiservice, que responde pelos serviços de portarias, recepções e garagistas na universidade, e que tinha previsão para disponibilização hoje (9 de junho), quinto dia útil do mês. O processamento do pagamento à empresa, assim como de outras terceirizadas e serviços, depende de repasse de valor financeiro do Tesouro para a UFRGS, que deveria ocorrer todas as segundas-feiras. Pela segunda semana consecutiva, esses limites não foram liberados, somando hoje cerca de R$ 4,5 milhões em pagamentos já empenhados e liquidados e ainda não disponibilizados pela Secretaria do Tesouro Nacional, o que pode acarretar em atrasos de outros pagamentos, se não houver regularização durante a semana. A Reitoria lamenta os transtornos causados nas unidades e em especial os prejuízos às trabalhadoras e aos trabalhadores terceirizados, e segue atuando junto aos órgãos de governo para cobrar o cumprimento dos repasses tempestivos dos valores.
O violonista argentino Juan Molina, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRGS, conquistou o primeiro lugar no VII Concurso Latino-Americano de Violão Maurício de Oliveira, realizado durante o VI Festival Internacional de Violão do Espírito Santo (FIVES), em Vitória. Considerado um dos mais importantes eventos do gênero na América Latina, o concurso reuniu participantes do Brasil, da Argentina e do Uruguai.
Discente do curso de mestrado em Música na área de Práticas Interpretativas, Juan é orientado pela professora Any Raquel Carvalho e desenvolve o trabalho artístico sob a supervisão do professor Daniel Wolff. Natural da Argentina, ele mudou-se para Porto Alegre em 2025 especialmente para estudar na UFRGS. Graduado em Violão pela Faculdade de Artes e Design da Universidade Nacional de Cuyo, em Mendoza, Juan também possui formação como professor de Música na cidade natal, San Rafael.
Para o músico, um dos fatores decisivos para o resultado foi a forma como se preparou para a experiência. “Ajudou muito não encarar o evento com uma mentalidade competitiva, mas sim como a busca por uma nova experiência profissional e com a intenção de compartilhar com o público aquilo que mais gosto: a música, independentemente da decisão do júri”, afirma.
Professor de Juan no PPG Música, Daniel Wolff ressalta que a premiação reflete o empenho do estudante e também a qualidade da formação oferecida pela universidade pública. “É uma satisfação muito grande quando nosso trabalho didático é reconhecido por meio da premiação de nossos alunos. Tive a felicidade de ter muitos estudantes premiados em concursos importantes, tanto no Brasil quanto no exterior”, afirma.
O docente complementa que a conquista ganha relevância diante dos desafios enfrentados pelas instituições públicas de ensino superior. “Na universidade pública, estamos constantemente trabalhando em condições adversas de infraestrutura e buscamos dar nosso melhor, apesar das dificuldades. É reconfortante saber que, mesmo diante das tentativas de sucateamento do ensino público, ainda conseguimos proporcionar uma educação de qualidade”, destaca.
Juan Molina, é mestrando em Música. Foto: Divulgação
Superação e conquista
Na etapa final da competição, o músico interpretou Introdução e Capricho, do compositor italiano Giulio Regondi (1822-1872), e a Valsa Op. 8 nº 4, do compositor paraguaio Agustín Barrios Mangoré (1885-1944). Segundo ele, a preparação para a apresentação foi resultado de um longo processo de amadurecimento artístico. “Trabalho esse repertório há bastante tempo e acredito que ele chegou a um momento adequado de maturidade musical e de conexão com as obras. As principais peças fizeram parte do meu primeiro recital de mestrado, realizado em novembro do ano passado. Ao longo de 2025, continuei desenvolvendo esse repertório com o professor Daniel Wolff e procurei moldar cada detalhe da interpretação para evidenciar a riqueza musical de cada obra”, relata.
Além dos desafios inerentes a uma competição de alto nível, Juan precisou lidar com uma recuperação física. Há alguns meses, sofreu uma pequena fratura no punho esquerdo e ainda sente algum desconforto. Mesmo assim, conseguiu manter a preparação e alcançar um resultado expressivo. Ele destaca que o prêmio representa tanto uma motivação pessoal quanto um reconhecimento profissional. “No plano pessoal, trata-se de uma grande motivação para continuar o caminho que venho construindo e assumir novos desafios. No âmbito profissional, o prêmio é importante pela validação do trabalho realizado por parte de músicos de grande reconhecimento, que compunham o júri.”
Depois de décadas dedicadas à construção de pontes entre sistemas jurídicos, países e culturas, Diego Fernández-Arroyo receberá da UFRGS uma das mais altas homenagens. Em cerimônia que será realizada no dia 11 de junho, quinta-feira, às 10h30, na Sala dos Conselhos, a Universidade concederá ao jurista hispano-argentino o título de Doutor Honoris Causa, em reconhecimento a uma trajetória acadêmica de alcance internacional e à relação construída com a instituição. Além da cerimônia presencial, haverá transmissão ao vivo pelo site do Conselho Universitário: aovivo.ufrgs.br/consun.
Considerado um dos mais importantes especialistas em Direito Internacional da atualidade, Fernández-Arroyo é professor da Escola de Direito da Sciences Po, em Paris, e atualmente coordena o Curatorium da Academia da Haia de Direito Internacional, nos Países Baixos. A proposta de concessão da honraria foi encaminhada pela Faculdade de Direito da UFRGS e recebeu parecer favorável de comissão especial do Conselho Universitário (Consun).
Arroyo também é honoris causa da University of Athens: Foto/Divulgação
Ao longo de sua trajetória acadêmica, Fernández-Arroyo destacou-se por contribuições nas áreas de direito internacional público e privado, comércio internacional, arbitragem internacional, direito da integração e direito comparado. A produção científica dele reúne dezenas de livros e mais de 200 artigos publicados em mais de 20 países. Entre as contribuições teóricas mais reconhecidas estão os estudos sobre a existência de uma família jurídica latino-americana e sobre a chamada ordem jurídica arbitral. O professor também participou de iniciativas que influenciaram acordos regionais, mudanças legislativas e projetos de cooperação acadêmica em diversos países da América Latina.
Diego e a Faculdade de Direito
A relação de Fernández-Arroyo com a UFRGS se mantém por mais de duas décadas. Desde o final da década de 1990, mantém colaboração constante com a Faculdade de Direito e com o Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD/UFRGS), participando de cursos, conferências, eventos acadêmicos e publicações. Conforme o parecer que fundamenta a concessão do título, sua atuação contribuiu para a internacionalização da Universidade e para a inserção da produção jurídica latino-americana em redes globais de pesquisa e cooperação. O documento destaca ainda que Fernández-Arroyo teve papel fundamental na formação de novas gerações de pesquisadores e docentes da UFRGS, ajudando a projetar internacionalmente a Faculdade de Direito e a consolidar vínculos acadêmicos duradouros com a Universidade.
O Conselho Universitário da UFRGS (Consun) aprovou uma moção em que manifesta apoio à revisão da jornada de trabalho no país e conclama o Senado Federal a pautar, debater e aprovar propostas legislativas voltadas à extinção da atual escala 6×1.
No documento, aprovado na sexta-feira, 29 de maio, o Conselho manifesta publicamente seu apoio à revisão da jornada de trabalho e conclama o Senado Federal a pautar, debater e aprovar propostas legislativas voltadas à redução da escala de trabalho de seis dias de trabalho por um dia de descanso.
O posicionamento também destaca o compromisso da UFRGS, como instituição pública de ensino superior, com o debate sobre as condições de vida da classe trabalhadora brasileira. O texto afirma que desse grupo provêm estudantes, servidores e a comunidade em geral.
Reunindo sociedades científicas, centros de simulação, pesquisadores e educadores de diversos países da América Latina, a FLASIC é a principal entidade da região dedicada ao fortalecimento da área de simulação clínica. A atuação da entidade abrange a formação de profissionais da saúde, a educação permanente, a pesquisa, a inovação e a promoção da segurança do paciente. Entre as iniciativas da organização estão a integração entre instituições, a definição de padrões de qualidade, a acreditação de centros de simulação, a certificação de docentes, a realização de eventos científicos e a articulação de redes colaborativas na América Latina.
Pioneirsimo
Para Alessandra Vaccari, que está no cargo desde dezembro de 2025, a chegada à presidência representa também um marco histórico para a entidade. Segundo a docente, ela é a primeira enfermeira a ocupar o cargo desde a criação da FLASIC. A conquista, destaca, reforça o protagonismo da Enfermagem na liderança de processos educacionais inovadores e no desenvolvimento da simulação clínica em âmbito internacional.
A presença de uma docente da UFRGS na presidência da federação amplia a inserção internacional da Universidade e fortalece a visibilidade da EENFSC e do PPGENF em espaços estratégicos de governança científica. A participação nesse contexto favorece a construção de novas oportunidades de cooperação acadêmica, intercâmbio de estudantes e docentes, desenvolvimento de pesquisas multicêntricas, criação de projetos internacionais e ampliação das redes de colaboração com universidades, centros de simulação e organizações científicas de diferentes países.
Conforme Alessandra, entre as prioridades da gestão estão o fortalecimento das parcerias latino-americanas, a ampliação da participação da Enfermagem e das demais profissões da saúde em espaços de liderança na simulação clínica, o incentivo à produção científica colaborativa e a promoção de ações voltadas à qualificação da assistência em saúde, com foco na segurança do paciente e na prática baseada em evidências.
O Conselho Universitário da UFRGS (Consun) aprovou, em reunião realizada no dia 29 de maio, uma moção de repúdio ao episódio ocorrido nas dependências do Instituto de Psicologia, Serviço Social e Comunicação Humana (IPSSCH). A manifestação reafirma o compromisso institucional da Universidade com a autonomia universitária, a liberdade de expressão e a convivência democrática.
De acordo com o documento, a moção refere-se à ação de um vereador do município de Caxias do Sul que, em 14 de maio, ingressou no prédio do Instituto, retirou cartazes afixados em espaços de circulação, registrou a ação e divulgou o conteúdo em redes sociais, acompanhada de manifestações ofensivas à comunidade universitária. O Consun entende que a conduta representa um grave desrespeito à universidade pública e à integridade simbólica e material de um espaço dedicado ao ensino, à pesquisa e à extensão.
No texto aprovado, o Conselho reafirma a defesa de uma universidade pública, gratuita, democrática, plural, inclusiva e socialmente referenciada. A moção destaca ainda que divergências políticas e ideológicas devem ser tratadas no âmbito do debate público democrático, e não por meio de práticas intimidatórias, ofensivas ou que impliquem destruição de patrimônio público. Segundo o documento, a naturalização de ações dessa natureza pode comprometer a segurança, a liberdade acadêmica e o respeito devido à comunidade universitária.
Raquel Rolnik comenta o projeto inspirado na Times Square, em Nova York, que prevê transformar o centro da cidade em vitrine de publicidade, eventos e consumo
Alguns prédios do Campus do Vale ficarão sem energia elétrica nesta quinta-feira, 4 de junho, devido a uma manutenção na rede de Média Tensão da UFRGS. O serviço, que consiste na substituição de um ramal da rede, será realizado entre 7h e 18h, conforme informou a Superintendência de Infraestrutura (Suinfra).
A previsão é de que o fornecimento seja restabelecido assim que os trabalhos forem concluídos, podendo ocorrer antes do horário previsto. Caso haja chuva ou condições climáticas desfavoráveis, a manutenção poderá ser cancelada e reagendada.
Durante todo o período, o desligamento afetará toda a área abrangida pelo o Bloco 3 da rede de Média Tensão: Colégio de Aplicação; LAMEF; LAPAV; Oficinas LAMECC e MOVE; IPH; Túnel de Vento (Prédio 43808); Centro de Tecnologia; LTM da EEng; CECOM do IQ (Prédio 43800); Catálise Molecular do IQ; Sensoriamento Remoto (Prédio 44202); Carris; Criogenia do Instituto de Física (Prédio 43175).
A Suinfra orienta as unidades que utilizam grupos geradores a verificarem o abastecimento de óleo diesel para garantir a continuidade das atividades durante o período de manutenção. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail prefvale@ufrgs.br
*Notícia atualizada às 14h14 de 3 de junho de 2026.
A Divisão de Alimentação da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (DAL/PRAE) comunica que os restaurantes universitários de Porto Alegre estarão fechados nos dias 4 e 5 de junho, quinta e sexta-feira, em razão do feriadão de Corpus Christi. A medida segue a Portaria nº 2022/2026, de 23 de março, que estabelece os dias em que não haverá expediente na Universidade.
No Campus Litoral Norte, o Refeitório Universitário 07 (RU07) também estará fechado nos dias 4 e 5 de junho. O atendimento de todas as unidades será retomado normalmente na segunda-feira, 8 de junho.
Amplificar a voz estudantes e docentes para qualificar processos, aperfeiçoar práticas e fortalecer o ensino na UFRGS. Com esse objetivo, a Universidade realiza, até 19 de julho, a Avaliação Institucional 2026/1 da Graduação e da Pós-Graduação, por meio do Portal da UFRGS.
O processo contempla a Avaliação Docente pelo Discente e a Autoavaliação Docente e é realizado semestralmente para reunir informações que contribuam para a melhoria da qualidade do ensino na Universidade. As respostas são sigilosas, e o anonimato dos participantes é garantido. Os resultados gerais de períodos anteriores podem ser consultados no Painel da Qualidade.
Como participar
Nesta edição, estudantes e docentes podem acessar os questionários por meio de QR Codes disponibilizados nos materiais de divulgação da campanha. O atalho direciona diretamente ao formulário correspondente a cada perfil. O acesso também pode ser feito pelo site ufrgs.br/avaliacao/instrumentos-de-avaliacao-2/.
Outra forma de acessar o questionário é pelo Portal do Aluno > Avaliação Institucional > Avaliação Docente pelo Discente. Estudantes de pós-graduação devem acessar Portal do Aluno UFRGS > Aluno > Modalidade > Stricto Sensu > Avaliação da Pós-Graduação pelo Discente. Já os docentes devem acessar o Portal do Servidor em Ensino Graduação/Ensino Pós-Graduação > Professor > Informações do Professor > Avaliação Institucional.
A proposta do Governo do Estado do Rio Grande do Sul de implementar Parcerias Público-Privadas (PPPs) na gestão de 98 escolas da rede estadual resultou na aprovação de uma moção pelo Conselho Universitário da UFRGS (Consun).
No documento, o órgão máximo da Universidade manifesta preocupação com a proposta e reafirma o entendimento de que a educação pública é um direito social fundamental. A moção também destaca a importância da gestão democrática, da autonomia escolar e do investimento público direto na educação.
O texto expressa solidariedade a estudantes, educadoras, famílias e comunidades escolares que vêm participando do debate sobre os impactos da proposta. Segundo a moção, a medida retira o protagonismo dos professores que compõem legitimamente a equipe diretiva das escolas.
A moção, aprovada em reunião realizada no dia 29 de maio, também reafirma a necessidade de que mudanças estruturais na educação pública sejam amplamente discutidas com a sociedade, com transparência e participação efetiva das comunidades escolares, preservando o caráter público da educação e o compromisso do Estado com sua oferta e qualidade.
A UFRGS dará início, entre os dias 1º e 12 de junho, a uma nova etapa de construção coletiva do futuro da Universidade com a realização da consulta para elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2027-2036. A iniciativa convida estudantes, docentes e técnico-administrativos a contribuírem com propostas, prioridades e reflexões que irão orientar as diretrizes acadêmicas, científicas, administrativas e sociais da Instituição na próxima década.
De forma virtual, a consulta à comunidade será realizada por meio do Portal do Aluno e do Portal do Servidor. Podem participar os docentes da UFRGS, incluindo professores substitutos e temporários em efetivo exercício, os técnicos-administrativos em educação e os estudantes regularmente matriculados nos cursos de graduação, mestrado e doutorado, presenciais ou a distância, exceto aqueles com matrícula trancada. Não são considerados votantes os servidores aposentados, os pós-doutorandos em atividades de ensino e pesquisa e os estudantes de cursos de especialização.
Confira o convite da Reitora Marcia Barbosa e do vice-reitor Pedro Costa
Principal instrumento de planejamento institucional das universidades federais, o PDI está previsto no Decreto nº 9.235/2017. Com horizonte de dez anos, o documento estabelece diretrizes, objetivos estratégicos e prioridades que orientam a gestão acadêmica e administrativa. A construção do futuro exige planejamento, diálogo e participação. Nessa perspectiva, mais do que um documento técnico, o PDI impacta diretamente a vida da comunidade universitária, influenciando decisões relacionadas ao ensino, à pesquisa, à extensão, à infraestrutura e às políticas institucionais.
A construção do PDI conta com um comitê técnico e uma comissão de elaboração, com a adesão de estudantes, docentes e técnicos. O processo de consulta virtual abordará os desafios estratégicos da Universidade para os próximos 10 anos, permitindo que os participantes avaliem os desafios propostos e possam apontar outros. O objetivo é ampliar a participação da comunidade acadêmica na definição dos rumos institucionais da UFRGS. Integrantes da comunidade externa ou pessoas que não se enquadrem no público-alvo da consulta poderão encaminhar contribuições pelo e-mail pdi@ufrgs.br
Demais etapas
Além da consulta à comunidade, o processo de construção do PDI prevê ao longo do segundo semestre a realização de reuniões e espaços de diálogo com entidades representativas da comunidade universitária, bem como com organizações da sociedade civil, buscando ampliar a participação social e institucional na definição das prioridades da Universidade para os próximos anos. Também estão previstos fóruns temáticos e reuniões com diferentes setores e instâncias da UFRGS.
Estima-se que o documento consolidado seja encaminhado para apreciação do Conselho Universitário no final de dezembro. Para isso, antes, haverá um pedido de prorrogação do PDI 2016-2026 até que o plano do próximo decênio seja aprovado. Mais informações sobre o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2027-2036 estão disponíveis no site do PDI, onde também pode ser acessada a gravação da live de apresentação do processo.
Assista ao evento explicativo sobre o PDI
Sobre o PDI 2016-2026
O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2016-2026 estruturou-se a partir de 76 objetivos estratégicos organizados em quatro grandes eixos: organizacionais; acadêmicos e pedagógicos; inovação científica e tecnológica; e impacto social. O documento consolidou diretrizes voltadas ao fortalecimento institucional da Universidade, à qualificação das atividades de ensino, pesquisa e extensão, à promoção da inovação e à ampliação da inserção social da UFRGS.
Considerando que o Plano de Gestão 2020-2024 não foi aprovado pelo Conselho Universitário (Consun), grande parte das atividades desenvolvidas nesse período teve como base os objetivos e diretrizes estabelecidos pelo PDI 2016-2026.
Ao longo do período, a Universidade aderiu a diversos editais voltados a pesquisas relacionadas ao Coronavírus e firmou convênios com órgãos municipais e estaduais de saúde para a realização de análises diagnósticas da doença. Também foram implementadas novas modalidades de bolsas de iniciação científica, como a BIC-Ações Afirmativas e a BIC-Meninas na Ciência, além da criação de novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) e do incremento no número de bolsas para doutorado-sanduíche após a pandemia.
Entre as iniciativas institucionais desenvolvidas, destacam-se a implantação do Centro de Recondicionamento de Computadores, a criação do Núcleo AMPARE – Assédio Moral, Projeto de Acompanhamento e Reparação, e da Casa do Estudante Indígena. Também houve a implementação do Programa de Gestão – Teletrabalho e da Unidade de Gestão de Integridade da UFRGS, bem como a aprovação do Programa de Ações Afirmativas para a Pós-Graduação.
No campo da extensão e da relação com a sociedade, a Universidade passou a realizar anualmente o evento Dia do Egresso e estabeleceu parceria com o Ministério da Saúde para a promoção do projeto Saúde com Agente. Também foi instalada uma usina solar fotovoltaica no Campus Litoral Norte, ampliando as ações voltadas à sustentabilidade institucional.
O Departamento de Acesso do Programa de Ações Afirmativas (Daces), da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe/UFRGS), encaminhou, via Portal do Candidato, nesta quinta-feira, 28 de maio, a convocação para a sessão de verificação da autodeclaração étnico-racial aos candidatos que concorrem ao ingresso na Graduação pela reserva de vagas para pretos, pardos, indígenas e quilombolas.
Ao todo, foram convocados 80 ingressantes oriundos do Concurso Vestibular e do Sisu 2026, para ingresso em 2026/2 e em 2027/1. Entre os convocados, também há alguns ausentes em sessões passadas que entraram com recurso, apresentando justificativa para o não comparecimento. Mediante análise do argumento apresentado, a lista conta com ingressantes novamente aptos a comparecer perante a Comissão.
As sessões serão presenciais no dia 10 de junho, em dois horários pela manhã (8h30 e 10h30) e à tarde (13h30 e 15h30). O ingressante deve comparecer à sala 218 do Anexo III da Reitoria (Av. Paulo Gama, 110 – Campus Centro) no horário que está indicado em sua convocação no Portal do Candiato.
Orientações:
Conferir, individualmente, no Portal do Candidato, a indicação de dia, horário e local de comparecimento e as orientações enviadas;
Comparecer, no mínimo, 15 minutos antes do horário de início da sessão;
Levar um documento de identificação oficial, original e atualizado, com foto (não serão aceitos documentos com foto de criança ou que constem como “não alfabetizado”);
Levar a documentação específica solicitada no edital (candidatos quilombolas ou indígenas);
Levar caneta esferográfica azul ou preta.
A sessão de verificação poderá ocupar todo o turno indicado.
A Corregedoria da UFRGS, com apoio da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp), abriu inscrições para atualização do Banco de Servidores que atuarão em procedimentos investigativos e acusatórios da instituição. Conforme edital, a iniciativa busca conferir mais agilidade, imparcialidade e transparência às apurações internas conduzidas pela Universidade.
Podem se inscrever docentes e técnicos-administrativos em educação do quadro ativo permanente da UFRGS. Os servidores selecionados poderão integrar comissões responsáveis por atividades como Investigação Preliminar Sumária, Sindicância Investigativa, Sindicância Acusatória e Processo Administrativo Disciplinar. As inscrições permanecem abertas até o dia 29 de junho, por meio de formulário eletrônico disponibilizado pela Corregedoria. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail atendimento@corregedoria.ufrgs.br.
Benefícios na trajetória funcional
Além de colaborar diretamente com os processos de integridade institucional da Universidade, os participantes terão acesso prioritário a cursos, treinamentos e capacitações promovidos ou indicados pela Corregedoria. Os participantes receberão certificados de participação e registro formal de elogio funcional ao final dos trabalhos realizados com êxito.
A atuação pode trazer benefícios na trajetória funcional. Para docentes, a participação poderá contabilizar pontos em processos de progressão e promoção por desempenho. Já para técnicos-administrativos e demais servidores, a experiência poderá servir como critério de avaliação ou desempate em editais internos de remoção, submissão de projetos e outras seleções institucionais, conforme previsão dos regulamentos específicos.
Os servidores selecionados continuarão vinculados às suas unidades de origem, podendo ser dispensados temporariamente do registro de ponto e de parte das atividades rotineiras por até oito horas semanais para execução dos atos processuais. Em situações excepcionais, envolvendo demandas mais complexas ou urgentes, poderá haver dedicação integral aos trabalhos correcionais, mediante anuência da chefia.
Não haverá remuneração extra pela atuação nas comissões. Os benefícios previstos são institucionais e relacionados à formação, reconhecimento funcional e desenvolvimento na carreira. Para participar, o servidor não pode estar respondendo a sindicância, processo administrativo disciplinar ou procedimento na Comissão de Ética, nem ter sofrido sanções disciplinares recentes. Também é necessário estar em efetivo exercício na Universidade.
A reitora Marcia Barbosa e o pró-reitor de Pesquisa Flávio Kapczinski participaram como expositores em audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática do Senado Federal nesta quarta-feira, 27 de maio. O painel, proposto pelo Senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), teve por objetivo debater o papel da ciência e da tecnologia diante do fenômeno climático El Niño, previsto a partir do segundo semestre de 2026. Um dos focos da discussão foi a preparação do Brasil para os impactos climáticos num cenário que é marcado por incertezas. Pela universidade também participaram o professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) Walter Collischonn e Osvaldo Luiz Leal de Moraes, professor do Instituto de Física, atualmente diretor do Departamento de Clima e Sustentabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Durante a audiência, a reitora da UFRGS, Marcia Barbosa, afirmou que os eventos extremos passaram a fazer parte da rotina de gestão da Universidade e da sociedade gaúcha. Segundo ela, a instituição acompanha com preocupação não apenas o fenômeno El Niño, mas também alterações atmosféricas e oceânicas que podem intensificar episódios climáticos severos no Sul do Brasil. Marcia Barbosa destacou ainda iniciativas em desenvolvimento na Universidade, como a criação de um Centro de Gestão de Riscos Climáticos e Ambientais, num formato de observatório de desastres, voltado ao apoio científico para políticas públicas e sistemas de prevenção.
A discussão, que integra a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, também reuniu especialistas de outras instituições de pesquisa, como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e o Museu Paraense Emílio Goeldi.
Confira a íntegra da audiência pública
O El Niño
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial, com capacidade de influenciar o clima em diferentes regiões do mundo. Cientistas preveem que este ano o El Niño será excepcionalmente forte.
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) inauguraram, nesta quarta-feira, 27 de maio, dois novos microscópios eletrônicos no Centro de Microscopia e Microanálise Brasil-Sul (CMM BR-Sul/UFRGS), localizado no Campus do Vale. Os equipamentos ampliam as capacidades de análise e fortalecem a infraestrutura de pesquisa ofertada para a comunidade acadêmica e para instituições e empresas externas. Segundo informa a Fundação de Amparo à Pesquisa da UFRGS (Faurgs), os valores apenas dos equipamentos somam mais de R$ 11 milhões, ainda sem incluir os demais gastos de adaptação de infraestrutura (as informações detalhadas sobre os equipamentos estão no final do texto).
A cerimônia de inauguração contou com a presença do vice-reitor Pedro Costa, do ex-reitor da UFRGS, Carlos Alexandre Netto, do diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep, Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, do diretor técnico-científico da Fapergs, Rafael Roesler, do diretor do CMM BR-Sul, Paulo Fichtner, além de diretores de unidades, docentes e servidores. Na sua fala na solenidade, o diretor Paulo Fichtner destacou que, com a atualização, o CMM BR-Sul se coloca na vanguarda nacional e internacional. Ele enfatizou o grande número de áreas de pesquisa beneficiadas: Ciências da Vida, Medicina Humana e Veterinária, Fármacos, Zootecnia, Botânica, Agropecuária, Engenharia, Geologia, Metalurgia, entre outras. E concluiu agradecendo à Finep pela confiança no Centro e desejando que a atualização de equipamentos colabore para o desenvolvimento científico do Brasil.
Futuro da Pesquisa
O vice-reitor Pedro Costa expôs na fala inicial alguns dados sobre a luta por recursos para a pesquisa científica nos últimos anos e destacou que a ciência é feita em colaboração, referindo-se à proposta, desde a fundação, do Centro de Microscopia: “Parceria e cooperação são necessárias para produzir soluções para o Brasil. A UFRGS é uma instituição que, ao longo de gerações, tem repassado conhecimento e modos de trabalho”. E concluiu convocando os presentes a construir formas mais sólidas de garantir que recursos para a pesquisa “não sofram as oscilações políticas e orçamentárias do Brasil”.
Pela agência financiadora, Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho demonstrou-se satisfeito em acompanhar presencialmente o fruto do trabalho burocrático sendo executado na prática. Ele enfatizou a luta da Finep em garantir os recursos necessários para a continuidade da pesquisa e da inovação no Brasil e concluiu: “Tenho certeza de que esse investimento é pequeno comparado ao retorno que dará, uma ciência da melhor qualidade”.
Em nome da Fapergs, o professor Rafael Roesler destacou o aspecto multicêntrico do órgão, o que possibilita, segundo ele, o atendimento de um número muito grande de pesquisadores. Carlos Alexandre Netto lembrou que o convênio para a atualização de infraestrutura foi assinado em 2016, quando ainda era reitor, e dependeu do trabalho de direção, conselho e comitê gestor do CMM, incluindo as dificuldades no orçamento para pesquisa nacionalmente, como contingenciamentos. Após o ato inaugural, os convidados participaram de uma visita técnica às instalações do centro.
Os equipamentos
Microscópio Eletrônico Analítico de resolução atômica Jeol New ARM (NeoARM) (custo de R$ 10.210.609,00): usado para caracterização de materiais orgânicos e inorgânicos. O microscópio opera com as tecnologias TEM convencional e STEM (scanning TEM). Possibilita a caracterização de materiais numa ampla gama de aplicações, incluindo caracterização tomográfica e estrutural com aumentos de 50 a 2 milhões de vezes, o que permite a caracterização de átomos individuais, com discriminação analítica, via espectroscopia de energia dispersiva de raios X (EDS), com um sistema de dois detectores.
Microscópio Eletrônico de Transmissão JEM1400Flash (custo de R$ 799,578.70) – Esse equipamento é indispensável para o trabalho com materiais biológicos, com capacidade tomográfica e de identificação de elementos químicos por espectroscopia de energia dispersiva de raios X (EDS), equipado com câmara JEOL high-sensitivity sCMOS com função Limitless Panorama. Trata-se de um equipamento de última geração da Microscopia Eletrônica de Transmissão (tecnologia TEM) convencional. Esse equipamento já está em funcionamento há cerca de um ano.
O Centro
Fundado em 1996 ainda como Centro de Microscopia Eletrônica, o órgão suplementar da UFRGS passou a se chamar Centro de Microscopia e Micronálise e, com a atualização de equipamentos e ampliação de atendimento, muda em 2026 para Centro de Microscopia e Micronálise Brasil-Sul. O novo nome marca o significativo avanço do centro na infraestrutura de pesquisa do País.
Como centro multiusuário, o CMM BR-Sul oferece serviços de microscopia eletrônica de varredura, transmissão e microscopia confocal a laser para pesquisadores, estudantes e empresas. O espaço atende tanto a comunidade da UFRGS quanto usuários de outras instituições de ensino e pesquisa. Mais informações podem ser consultadas em ufrgs.br/cmmbrsul.
A estudante Camila Favaretto, da Faculdade de Direito da UFRGS, conquistou os títulos de Melhor Oradora e de Dupla Campeã durante a III Copa Nacional de Debates. Camila garantiu a vitória principal da competição competindo em uma dupla mista ao lado de Lucas Romeu, estudante da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
O torneio, realizado entre os dias 18 e 21 de abril, em Salvador, reuniu 150 inscritos e é organizado pela Confederação de Debates do Brasil (CONDEB), entidade responsável pela articulação do circuito nacional universitário, e adota o modelo de Parlamento Britânico, formato internacionalmente utilizado em competições acadêmicas de debate.
Camila integra o Grupo de Debates e Oratória da UFRGS (GDO), projeto de extensão vinculado à Faculdade de Direito que atua no desenvolvimento de argumentação, pensamento crítico e da oratória de estudantes em formação, além de representar a Universidade em competições acadêmicas em âmbito nacional.
A UFRGS contou com a participação de 10 estudantes que também tiveram destaque no campeonato. O acadêmico Pedro Schaefer foi premiado na categoria de juiz de debates, alcançando o break devido ao seu excelente desempenho, o que lhe permitiu atuar como avaliador nas rodadas finais do torneio. Já o estudante Teófilo Lemos integrou a própria organização do campeonato como Chefe de Adjudicação Adjunto, função de alta responsabilidade técnica voltada para a coordenação da arbitragem e avaliação dos debates.
O restaurante universitário do Campus Centro (RU 01) estará fechado para o jantar nesta sexta-feira, 29 de maio. De acordo com a Divisão de Alimentação (DAL/Prae), a interrupção do serviço ocorre para que seja realizada higienização periódica da caixa d’água do local, o que impedirá o funcionamento da unidade. Os demais RUs funcionam normalmente.
As inscrições para o processo seletivo extraordinário 2026/1 do projeto de extensão G9 – Direito das Famílias, vinculado ao Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (SAJU/UFRGS) da Faculdade de Direito, encerram amanhã, 29 de maio. As vagas são para profissionais e estudantes das áreas de Direito, Psicologia e Serviço Social.
O G9 é um grupo de assistência jurídica gratuita, que trabalha exclusivamente com casos do direito das famílias. O projeto tem como público alvo famílias hipossuficientes Porto Alegre e busca formar uma equipe e um processo interdisciplinar, visando o protagonismo estudantil.
Serão ofertadas 5 vagas para profissionais da área do Direito com inscrição ativa na OAB/RS; 3 para estudantes de psicologia e profissionais inscritos no CRP; e 3 para estudantes do Serviço Social. O candidato deve ter disponibilidade para participar das reuniões semanais e híbridas, nas segundas-feiras, das 11h às 13h.
Inscrições podem ser realizadas até amanhã, 29 de maio, por meio do formulário online. Mais informações estão disponíveis no edital de seleção e no Instagram @g9saju.
O Centro de Referência em Direitos Humanos da UFRGS (CRDH/UFRGS) promove um grupo terapêutico e de convivência voltado a pessoas que vivem com HIV/Aids. A atividade é vinculada ao Centro Interdisciplinar de Pesquisa e Atenção à Saúde (Cipas) do Instituto de Psicologia, Serviço Social e Comunicação Humana da UFRGS e será realizada em parceria com a ONG Somos.
O grupo tem como objetivo oferecer um espaço de escuta, acolhimento e acompanhamento psicoterapêutico, trabalhando temas como autoestima, apoio social, construção de redes e autonomia dos participantes. Podem participar pessoas maiores de 18 anos que vivem com HIV/Aids. Os encontros devem ocorrer, inicialmente, às quartas-feiras, das 17h30 às 19h, na sala 314 do Campus Saúde da UFRGS (Rua Ramiro Barcelos, 2777).
As inscrições podem ser realizadas por meio de formulário online. Após o preenchimento, os participantes serão convidados para uma triagem com o psicólogo responsável, que poderá ocorrer de forma presencial ou online. A organização também irá considerar a disponibilidade informada pelos inscritos para avaliar outras possibilidades de horário para o grupo.
Três técnicos aposentados da UFRGS participam, no dia 28 de maio, da segunda audiência pública promovida pela Comissão da Memória e da Verdade Enrique Serra Padrós. Os técnicos são Jussara Rosa Cony, Décio Aloísio Schauren e Alcides José de Almeida Neto. A atividade ocorre a partir das 18h30, na Sala II do Salão de Atos (Av. Paulo Gama, 110 – Campus Centro). O evento é aberto ao público.
A audiência pública faz parte dos trabalhos que a Comissão vem realizando a fim de apurar práticas de vigilância, perseguição, repressão e resistência ocorridas no ambiente universitário durante a ditadura imposta ao Brasil em 1964. Na primeira audiência, em 28 de novembro de 2025, a comissão acolheu os testemunhos de Dilza de Santi, Henrique Finco e João Ernesto Maraschin, três ex-estudantes da UFRGS que tiveram suas vidas pessoais e profissionais significativamente afetadas pela repressão.
Jussara Rosa Cony é técnica-administrativa aposentada e trabalhou nas faculdades de Medicina e de Farmácia da UFRGS. Décio Aloísio Schauren, também técnico-administrativo aposentado, atuou nos departamentos de Pessoal e de Relações Internacionais e no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da UFRGS. O terceiro participante, o técnico-administrativo aposentado Alcides José de Almeida Neto, trabalhou nos institutos de Biociências (IBio) e de Ciências Básicas da Saúde (ICBS) da UFRGS.
Comissão da Memória e da Verdade
A Comissão da Memória e da Verdade Enrique Serra Padrós tem como missão “reunir, produzir e disponibilizar registros relativos às violações de Direitos Humanos que aconteceram na UFRGS entre 1964 e 1988”, assim como “estabelecer marcos de memória que evidenciem este processo”, conforme consta na Portaria que a instituiu em 9/12/2024.
O trabalho da CMV está centrado em dois eixos: o eixo documental, que examina conjuntos documentais da Universidade, e o eixo dos testemunhos, que realiza entrevistas com pessoas de alguma forma afetadas pelas práticas da ditadura na UFRGS.
O nome da Comissão é uma homenagem ao professor Enrique Serra Padrós, que atuou no Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da UFRGS. Padrós, que morreu em 2021, dedicou sua trajetória acadêmica à pesquisa sobre ditaduras de Segurança Nacional na América Latina.
A UFRGS deu mais um passo nas articulações para ampliar sua presença na Serra Gaúcha. Na última terça-feira, 19 de maio, servidores da Comissão Permanente de Seleção (Coperse) estiveram em Caxias do Sul para reuniões com a 4ª Coordenadoria Regional de Educação ( 4ª CRE) e com a Secretaria Municipal de Educação. Entre os temas discutidos esteve a possibilidade futura de realização das provas do Vestibular da Universidade no município, movimento alinhado ao processo de implantação do Campus Serra.
As reuniões tiveram caráter técnico e preliminar, mas servidores da Universidade apresentaram a estrutura operacional do Vestibular e iniciaram o diálogo sobre condições necessárias para uma eventual aplicação das provas em Caxias do Sul, como disponibilidade de escolas, acessibilidade e logística. Neste momento, porém, ainda não há definição oficial sobre datas, nem confirmação da inclusão da cidade no calendário do Vestibular. No entanto, as tratativas integram uma estratégia mais ampla de aproximação com estudantes, escolas e redes de ensino da região.
Servidores Vinícius Ferro e Fabio Frá visitaram a 4ª CRE
Durante os encontros, foram discutidos aspectos operacionais essenciais para a viabilidade da proposta, entre eles a disponibilidade de escolas com estrutura adequada, condições de acessibilidade, capacidade de atendimento aos candidatos e logística de deslocamento urbano. A Coperse também apresentou a complexidade envolvida na realização do processo seletivo, que mobiliza uma ampla rede de profissionais, entre coordenadores de locais, fiscais e equipes de apoio, além de uma extensa operação de planejamento técnico. Para o presidente da Coperse, Luís Mauro Gonçalves Rosa, a iniciativa precisa ser compreendida dentro de uma política institucional mais ampla. “A implantação do Campus Serra exige que a Universidade fortaleça sua presença na região em diferentes dimensões. O Vestibular é uma delas. Levar as provas para Caxias do Sul significa ampliar possibilidades de acesso, reduzir barreiras logísticas e aproximar a UFRGS de milhares de estudantes da Serra Gaúcha”, afirma ao relatar que, como encaminhamento inicial, a 4ª CRE e a Secretaria Municipal de Educação realizarão um levantamento das escolas potencialmente aptas a receber as provas.
No exato dia em que completou 85 anos, o professor aposentado da Faculdade de Agronomia (Fagro/UFRGS), Marino José Tedesco, recebeu um presente institucional com a entrega do certificado de professor emérito da Universidade. A honraria foi concedida em cerimônia realizada na Sala dos Conselhos, nesta quinta-feira, dia 21 de maio, com a presença da reitora Marcia Barbosa, do vice-reitor Pedro Costa, do diretor da Fagro, Paulo Vitor Dutra de Souza, do orador Flávio Anastácio de Oliveira Camargo e de demais colegas da Unidade Acadêmica e de familiares do homenageado.
Marino Tedesco foi muito lembrado pelas contribuições nas pesquisas sobre solos e fertilizantes, mas também pelo perfil discreto e curioso e pela dedicação em materializar, na prática, aquilo que era pesquisado. Ele é autor, em parceria com colaboradores, de um dos manuais técnicos mais tradicionais e consolidados do País para a avaliação da fertilidade do solo e nutrição de plantas. Ao longo das décadas, tornou-se referência nacional em fertilidade do solo, análise laboratorial e formação de pesquisadores na área da agronomia.
A reitora Marcia Barbosa convocou inicialmente os participantes a entoarem o “parabéns” ao homenageado. Ela destacou o papel da pesquisa em Ciências do Solo na UFRGS como importante para o desenvolvimento do Estado. Em suas palavras, além de Ensino, Pesquisa e Extensão, a Universidade oferece e já ofereceu importantes subsídios para a construção de políticas públicas nas mais diversas áreas. Nesse sentido, enfatizou “a visão e a coragem de Marino Tedesco para começar as ações e, como consequência, chegar à transformação da agricultura no Rio Grande do Sul”. Para Marcia Barbosa, isso se faz “usando a inteligência e também ‘colocando a mão na massa'”, disse, referindo-se à contribuição de Marino Tedesco. Também estiveram presentes na cerimônia os já eméritos da Fagro, Aino Victor Ávila Jacques e Egon Klamt.
Discursos A homenagem formal do evento foi proclamada pelo orador Flávio Anastácio de Oliveira Camargo, também professor na Fagro. Inicialmente, relembrou aspectos de Tedesco desde a infância em Santa Catarina, passando pelo período de formação no espaço religioso católico e o ingresso na Faculdade de Agronomia como aluno. Flávio Camargo ressaltou o pioneirismo do homenageado como o primeiro do Departamento de Solos a ser enviado aos Estados Unidos para doutoramento, primeiro doutor vinculado ao departamento e participante da Operação Tatu, programa nacional que introduziu no Brasil a Revolução Verde. Em 1985, Tedesco publica o do livro “Análises de Solo, Plantas e Outros Materiais”.
Por fim, de forma mais pessoal, Flávio Camargo, relembrou os primeiros contatos com Tedesco e como se surpreendeu com o modo de vida simples que levava. “Sua simplicidade honesta e cristalina, o seu apego pela instituição e pelo coletivo, a retidão do seu caráter, o apreço pelo certo e pela ética são os pilares dos valores que observei no Marino ao longo de quase 35 anos de convivência”, pontuou. E o orador concluiu emocionado dizendo que a homenagem reconhece “um ser humano que se destacou de forma sutil e contundente, no ensino com dezenas de orientados, na pesquisa com centenas de artigos, manuais e livros textos, e principalmente na extensão e no desenvolvimento rural dos estados gaúcho e catarinense, deixando marcas profundas e ensinamentos concretos em todas as almas que tocou e nos recantos por onde passou”.
Após receber o diploma das mãos da reitora, Marino José Tedesco dirigiu breves palavras à mesa e aos presentes na solenidade. Relembrou as primeiras amizades na Faculdade de Agronomia e as dificuldades e as oportunidades no período em que realizou o curso de doutorado nos Estados Unidos, e também agradeceu às palavras do orador, professor Flávio. Ele concluiu: “agradeço pela lembrança e pela homenagem oferecida. Agradeço à presença de todos e a paciência em me ouvir”.
Linha do Tempo
1941 – Nascimento de Marino José Tedesco em Pinheiro Preto, Santa Catarina. 1960–1964 – Graduação em Agronomia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 1966–1968 – Mestrado em Ciência do Solo na UFRGS, sob orientação de Marvin Beatty, com estudos em adubação nitrogenada e fosfatada, arroz irrigado e transformações do nitrogênio. 1969–1972 – Doutorado em Ciência do Solo na University of Wisconsin–Madison, com tese “The fate of urea fertilizer in some soils of Rio Grande do Sul, Brazil”, sob orientação de Denys R. Keeney. 1972 – Atuação como primeiro doutor do Departamento de Solos da UFRGS, com consolidação de pesquisas e métodos em ciência do solo 1985 – Publicaçao de “Análises de Solo, Plantas e Outros Materiais”, junto com outros colaboradores 2011 – Aposentadoria do Serviço Público Federal 2025 – Concessão do Título de Professor Emérito 2026 – Entrega do título de Professor Emérito da UFRGS
O Grupo de Estudos Dimensões da Cultura Bantu-Kongo na África e na Diáspora, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Música (PPGMUS/UFRGS), promove, na quinta-feira, 28 de maio, duas palestras voltadas às relações entre música, política, memória e culturas afro-diaspóricas no Atlântico Negro. As atividades são abertas ao público e serão realizadas no Centro Cultural da UFRGS, na Sala Coqueiro, no 3º andar.
Às 14h, será realizada a palestra Música e Ativismo no Atlântico Negro, com a professora Rosa Couto Silva, do Museu Afro Brasil Emanuel Araújo. O encontro discutirá perspectivas sobre as políticas expressas nas musicalidades africanas e afrodiaspóricas. A mediação será feita pela mestranda do PPGMUS, Letícia Bastos Mendes.
Já às 19h30, ocorre a palestra Variável Atlântica: a coleção Batuque aprisionada na Alemanha, com o professor Lúcio Menezes Ferreira, vinculado ao PPGMPSC da Universidade Federal de Pelotas e ao PPArqu da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A atividade abordará aspectos históricos e políticos relacionados à restituição simbólica de objetos sagrados afro-religiosos do Rio Grande do Sul que atualmente integram a chamada Coleção Pietzcker, do Museu Etnológico de Berlim. A mediação será realizada pelo historiador e mestrando do PPG História da UFRGS, Duan Kissonde.
O Centro Cultural da UFRGS está localizado na Rua Engenheiro Luiz Englert, 333, em Porto Alegre/RS.
O Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFRGS (PPGENF/UFRGS) publicou editais 2026 para os processos seletivos de ingresso nos cursos de Mestrado e Doutorado em Enfermagem. Para o mestrado, são ofertadas 15 vagas para ingresso no segundo semestre letivo. Já o doutorado, com seleção em fluxo contínuo ao longo do ano, prevê 20 vagas durante o período de vigência do edital. Em ambos os processos seletivos, no mínimo 30% das vagas são reservadas para candidatos optantes pelo ingresso via Ações Afirmativas, conforme a Política de Ações Afirmativas da UFRGS.
As inscrições para o mestrado devem ser realizadas entre os dias 25 de maio e 3 de junho, exclusivamente pelo sistema eletrônico da UFRGS. No doutorado, o processo seletivo ocorre em fluxo contínuo entre 12 de fevereiro e 31 de dezembro, com cronogramas específicos divulgados ao longo do ano pelo programa. A taxa de inscrição para ambos os cursos é de R$ 250,00, com isenção automática para candidatos optantes pelas Ações Afirmativas e candidatos estrangeiros. Também podem solicitar isenção candidatos com renda familiar de até um salário mínimo por pessoa e servidores da Universidade, conforme critérios previstos nos editais.
As informações completas sobre cronogramas, linhas de pesquisa, documentação exigida e critérios de avaliação estão disponíveis na página do PPGENF.