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Banco de Edir Macedo é alvo de operação da Polícia Federal

23 de Junho de 2026, 09:05

A Polícia Federal (23) está desde cedo nas ruas para cumprir mandados judiciais no âmbito da Operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira (23) para apurar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos na Lei nº 7.492/1986.

O alvo das investigações é o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus.

Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. Entre as medidas estão a quebra de “sigilos bancário e fiscal dos investigados e o sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões. O alvo da operação é uma instituição financeira

Segundo a PF, as investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central, indicam que os “investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares”.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela Lei nº 7.492/1986.

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Segundo lote de restituição do IRPF 2026 pode ser consultado amanhã

22 de Junho de 2026, 14:51
Superintendência da Receita Federal, em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal libera nesta terça-feira (23) a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).

O lote é o maior da história em quantidade de contribuintes contemplados (9.585.797). Serão pagos R$ 16 bilhões em créditos.

O valor pago será igual ao do primeiro lote de restituição deste ano, registrado no dia 29 de maio deste ano. 

A consulta pode ser feita a partir das 9h, pelo site da Receita Federal, na opção “Meu Imposto de Renda” e depois “Consultar minha restituição”

Também é possível consultar pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones, 

“O volume recorde de pagamentos reforça o esforço do órgão em tornar o processo de restituição cada vez mais rápido, eficiente e abrangente”, explica a Receita.

O crédito bancário será realizado no dia 30 de junho. Do total, R$ 4.494.204.020,63 serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

  • Idosos acima de 80 anos: 155.060 restituições
  • Idosos entre 60 e 79 anos: 1.106.923 restituições
  • Pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave: 106.294 restituições
  • Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 507.768 restituições

Outras 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes sem prioridade legal, mas que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber via PIX.

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Clive Davis, executivo que revelou Whitney Houston, morre aos 94 anos

22 de Junho de 2026, 14:05
Crédito: Daniel Prakopcyk / via Instagram

Clive Davis, um dos executivos mais influentes da história da indústria musical, morreu nesta segunda-feira (22), aos 94 anos, em sua casa, em Nova York (EUA).

A morte foi confirmada por sua representante, Aliza Rabinoff. De acordo com ela, Davis morreu em decorrência de problemas de saúde relacionados à idade, cercado por familiares e pessoas próximas.

Ao longo de uma carreira de sete décadas, Davis ajudou a lançar, consolidar ou reposicionar artistas que marcaram diferentes gerações da música. Entre os nomes associados à trajetória dele estão Whitney Houston, Janis Joplin, Aretha Franklin, Carlos Santana, Alicia Keys, Bruce Springsteen, Billy Joel, Patti Smith, Lou Reed, Barry Manilow, Kelly Clarkson e Carrie Underwood.

Davis assumiu a presidência da Columbia Records em 1967, depois de ingressar na gravadora como advogado. Mais tarde, fundou a Arista Records e a J Records, selos que se tornaram centrais para a música pop, o R&B, o rock e outros gêneros.

Uma de suas principais apostas foi Whitney Houston, contratada pela Arista ainda adolescente. A cantora se tornou uma das maiores vozes da música pop e acumulou sucessos no topo das paradas antes de morrer em 2012, em Los Angeles.

Davis também teve papel decisivo na retomada comercial de artistas veteranos. Ele idealizou o álbum “Supernatural”, de Carlos Santana, lançado em 1999, que reuniu o guitarrista a nomes da música pop e venceu oito Grammys.

Líder das tendências

Outro traço marcante da carreira foi a capacidade de atuar em diferentes fases da indústria fonográfica. Davis trabalhou com nomes do rock dos anos 1960, com divas do soul, com artistas pop, com vencedores do “American Idol” e com cantores de R&B dos anos 2000.

Desde 1975, ele também ficou conhecido pela tradicional festa realizada na véspera do Grammy, evento que se tornou ponto de encontro de artistas, executivos e produtores da música norte-americana.

Em comunicado, a família afirmou que Davis “moldou a trilha sonora de inúmeras vidas” e deixou uma marca duradoura na cultura e na história da música moderna.

Nascido no Brooklyn, em Nova York, em 4 de abril de 1932, Clive Davis estudou Direito em Harvard antes de iniciar sua trajetória na indústria fonográfica. Ele permaneceu ativo no mercado musical até os últimos anos de vida.

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STF condena Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses por coação

16 de Junho de 2026, 19:07
Foto: Lula Marques / Agência Brasil

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou, nesta terça-feira (16), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a 4 anos e dois meses de prisão em regime semiaberto. A condenação foi pelo crime de coação no curso do processo. Cabe recurso contra a decisão.

Além da pena de prisão, Eduardo Bolsonaro foi condenado a oito anos de inelegibilidade e à perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

O julgamento terminou com placar de 4 votos a 0. A acusação apresentada pela PGR foi aceita por unanimidade pelos ministros da Primeira Turma.

Tarifaço e sanções

O colegiado entendeu que há provas de que Eduardo Bolsonaro articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra exportações brasileiras para tentar evitar a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Para a Corte, outras medidas adotadas pelo governo norte-americano tiveram o mesmo objetivo. Entre elas estão a revogação de vistos de ministros do STF e do governo federal e a aplicação de sanções econômicas da Lei Magnitsky.

A acusação foi lida durante o julgamento pelo subprocurador-geral da República Antônio Edilio Magalhães Teixeira, que defendeu a condenação.

De acordo com a PGR, as ameaças ocorreram durante a tramitação do processo da trama golpista e foram concretizadas por meio de medidas contra o Brasil.

Defesa

A defesa de Eduardo Bolsonaro foi feita pela DPU (Defensoria Pública da União). Durante a sustentação, o defensor público federal Esdras dos Santos Carvalho afirmou que o ex-deputado não teve ingerência na adoção das medidas do presidente Donald Trump contra o Brasil.

A defesa sustentou que Eduardo realizou “interlocução política” e não tinha poder de decisão sobre a política externa dos Estados Unidos.

Votos

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação e foi acompanhado por Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Moraes afirmou que Eduardo Bolsonaro levou desinformação ao governo norte-americano e prejudicou o Brasil.

O ministro também afirmou que as ações não impediram a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.

Nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o ano passado. Ele perdeu o mandato parlamentar após faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Enquanto permanecer no exterior, o cumprimento da pena não deve ser imediato.

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STF decide se Eduardo Bolsonaro será condenado no processo do tarifaço

16 de Junho de 2026, 09:51
Foto: Lula Marques / Agência Brasil

Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta terça-feira (15) se o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro será condenado pelo crime de coação no curso do processo da trama golpista.

O caso trata da articulação de Eduardo para incentivar os Estados Unidos a decretarem, no ano passado, o tarifaço contra as exportações brasileiras para pressionar a Corte a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro.   

O julgamento está previsto para começar às 14h. O primeiro a falar será o relator, ministro Alexandre de Moraes, que fará a leitura do relatório do processo, um resumo de todas as etapas percorridas. 

Em seguida, a acusação será lida pelo representante da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A defesa de Eduardo Bolsonaro será feita pela Defensoria Pública da União (DPU). 

Após as sustentações, a palavra será concedida a Moraes, que votará pela condenação ou absolvição do filho do ex-presidente.

Os demais votos serão proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e o presidente do colegiado, Flávio Dino.

O quórum do julgamento será composto pelos quatro ministros. No ano passado, após o ministro Luiz Fux se transferir para a Segunda Turma, a quinta cadeira ficou vaga. A vacância ocorreu em função da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. 

Acusação 

Em novembro do ano passado, o STF aceitou denúncia da PGR no inquérito que apurou a atuação de Eduardo Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte e a aplicação de sanções econômicas da Lei Magnitsky. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Segundo a PGR, Eduardo cometeu condutas criminosas ao realizar postagens nas redes sociais e conceder entrevistas à imprensa com objetivo de ameaçar a obtenção de sanções estrangeiras para tentar “livrar” Jair Bolsonaro da condenação a 27 anos e três meses no processo da trama golpista.

Para a procuradoria,  as ameaças do ex-deputado foram concretizadas e trouxeram prejuízos para as exportações brasileiras.

“A estratégia criminosa culminou em prejuízos concretos a diversos setores produtivos onerados pelas sobretarifas norte-americanas, alcançando, em última instância, trabalhadores vinculados a essas cadeias econômicas, completamente alheios aos processos penais atacados”, afirmou a PGR.

Conforme o Código Penal, a pena prevista para o crime de coação no curso do processo varia entre um e quatro anos de prisão. Além disso, podem incidir agravantes, que podem elevar a pena.

A PGR também solicitou ao STF a fixação de um valor para reparação pelos danos econômicos provocados por Eduardo. 

Defesa 

Durante a tramitação do processo, o ministro Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular.

Diante da situação, o ministro autorizou que a defesa seja realizada pela DPU. 

Nas alegações apresentadas ao Supremo, o órgão defendeu a anulação do processo e disse que Moraes não pode julgar o caso por ter sido vítima do cancelamento de vistos e das sanções financeiras oriundas da Lei Magnitsky.

“Aqui o julgador é, ao mesmo tempo, a principal vítima das condutas que é chamado a julgar”, disse o órgão. 

A DPU também alegou que a turma está com quatro ministros. Dessa forma,  um ministro da Segunda Turma deveria ser convocado para compor o quórum do julgamento.

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EUA e Irã anunciam acordo para encerrar guerra e reabrir Estreito de Ormuz

14 de Junho de 2026, 21:49
Forças americanas patrulham o Mar Arábico perto do navio M/V Touska, em 20 de abril de 2026, após a embarcação de bandeira iraniana tentar violar o bloqueio naval dos EUA. Crédito: U.S. Navy

Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio global de petróleo e gás. Os detalhes do texto ainda não foram divulgados.

A assinatura está prevista para sexta-feira, na Suíça. O Irã indicou que só começará a implementar o acordo após a formalização.

O entendimento ocorre mais de três meses depois do início dos combates e deve trazer alívio imediato para a economia global, abalada pela instabilidade no Oriente Médio e pelo bloqueio de uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.

O acordo anunciado não resolve o principal ponto de tensão: o programa nuclear iraniano. Esse tema deve ser tratado em negociações posteriores, previstas para os próximos 60 dias. O prazo poderá ser prorrogado caso não haja solução.

O Irã possui urânio enriquecido a até 60%, índice próximo do nível necessário para uso militar. Teerã afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

Em diferentes momentos, os Estados Unidos defenderam a retirada do urânio enriquecido do Irã ou sua destruição. A Rússia se ofereceu para receber o material.

O que prevê o acordo

O acordo prevê o encerramento das operações militares e a reabertura do Estreito de Ormuz.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que autorizou a retirada do bloqueio naval norte-americano e a abertura da passagem marítima. Depois, disse que a liberação dependerá da assinatura do acordo.

O Irã confirmou o entendimento, mas afirmou que a implementação começará apenas depois da assinatura. As negociações tiveram mediação de Paquistão e Catar.

Também está prevista a redução gradual de medidas contra portos iranianos e a flexibilização de sanções para permitir que o Irã venda mais petróleo.

Por que Ormuz importa

O Estreito de Ormuz liga os golfos Pérsico e de Omã e é uma das principais rotas de escoamento de petróleo, gás natural e derivados.

Antes da guerra, cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás passava pela região.

Com o fechamento efetivo da rota, o preço internacional do petróleo disparou. O barril do Brent saiu de cerca de US$ 70 para mais de US$ 100, com picos próximos de US$ 120.

Como a guerra começou

A guerra começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã.

Entre os alvos declarados estavam o programa nuclear iraniano, o programa de mísseis e o apoio de Teerã a grupos armados no Oriente Médio, como o Hezbollah.

Os ataques mataram o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. O filho dele assumiu o posto, embora não tenha aparecido publicamente desde o início da guerra.

Depois do início dos combates, o Irã atacou Israel e países árabes do Golfo com mísseis e drones. Um cessar-fogo chegou a ser anunciado em abril, mas não eliminou o impasse militar e diplomático.

Críticas ao acordo

O entendimento foi criticado por Israel e por aliados republicanos de Trump. Parte das críticas afirma que o acordo não avança em relação ao pacto nuclear de 2015, abandonado pelos Estados Unidos durante o primeiro mandato de Trump.

Dentro do Irã, também houve tensão política. O presidente Masoud Pezeshkian pediu unidade nacional e criticou setores que tratam qualquer negociação como traição.

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Cantor e youtuber estão entre mortos em colisão de helicópteros no Rio

14 de Junho de 2026, 17:45
Crédito: reprodução / TV Globo

O cantor norte-americano Oliver Tree e o influenciador argentino Gaspi estão entre as seis vítimas da colisão entre dois helicópteros na manhã deste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro.

As aeronaves caíram em um pátio de veículos de uma concessionária da BYD, na região da avenida das Américas. Uma delas explodiu após atingir o solo, e o fogo atingiu veículos no local.

Oliver Tree estava em turnê internacional e havia se apresentado em São Paulo no dia 6 de junho, no Studio Stage, na Lapa. Nos últimos dias, publicou vídeos no Brasil usando camisa da Seleção Brasileira.

Em postagens recentes, o cantor apareceu jogando futebol, comendo churrasco, cortando o cabelo e dirigindo uma motocicleta.

Grupo seguia para Angra

Oliver Tree estava acompanhado do produtor musical e DJ brasileiro Lucas Brito Chaves Frota, radicado nos Estados Unidos, e do influenciador argentino Gaspar Prim, conhecido como Gaspi.

O grupo seguia para Angra dos Reis, no litoral fluminense.

Também morreram os pilotos Charles Marsillac e Alexandre Souza, além de Lucas Vignale.

Com a colisão, as duas aeronaves caíram no pátio de veículos. Uma delas explodiu após atingir o solo.

Quem era Oliver Tree

Oliver Tree tinha mais de 2 milhões de seguidores no Instagram e média de 11,4 milhões de ouvintes mensais no Spotify.

O cantor iniciaria uma turnê mundial após lançar o álbum “Love you madly hate you badly”. A agenda previa mais de 70 shows em cidades como Paris, Barcelona, Londres, Chicago, Toronto, Sydney e Pequim.

Durante a passagem recente pelo Brasil, Oliver Tree também publicou um registro tocando com o influenciador brasileiro Lucas Inutilismo.

Outras vítimas

Lucas Brito Chaves Frota era produtor musical e DJ brasileiro. Ele vivia nos Estados Unidos e tinha produção voltada principalmente à música eletrônica.

No ano passado, tocou no Burning Man, festival de contracultura realizado nos Estados Unidos.

Gaspar Prim, conhecido como Gaspi, era influenciador argentino e publicava conteúdo de humor. Ele tinha 2,8 milhões de seguidores no YouTube e no Instagram.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, afirmou em entrevista a um canal de TV que os pilotos envolvidos no acidente eram experientes e que conhecia um deles pessoalmente.

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Colisão entre helicópteros deixa seis mortos no Rio de Janeiro

14 de Junho de 2026, 14:34
Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

Seis pessoas perderam a vida após dois helicópteros colidirem no ar e caírem no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (14). Conforme o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, ninguém a bordo das duas aeronaves sobreviveu.

A corporação foi acionada às 8h59. Cerca de 45 militares, com apoio de equipes especializadas do Grupo de Ações Especiais, foram enviados ao local.

Os helicópteros caíram na região da Avenida das Américas, no quarteirão entre as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos.

O local é um terreno de uma igreja abandonada que havia sido alugado pela BYD. Um dos helicópteros explodiu ao atingir o solo, e o fogo se espalhou para os veículos elétricos no pátio.

Pelo menos 20 veículos foram atingidos pelas chamas. A coluna de fumaça pôde ser vista a quilômetros de distância.

O outro helicóptero não pegou fogo e caiu com o trem de pouso para cima.

Destroços em prédios próximos

Destroços das aeronaves ficaram espalhados em um raio de pelo menos 100 metros. Uma cauda parou no terraço de um prédio vizinho.

A aeronave que explodiu era um Eurocopter AS 350 B2, modelo conhecido como Esquilo. Ela levava quatro passageiros e o comandante e teria decolado para Angra dos Reis, na Costa Verde.

Na outra aeronave, um Bell 206B Jet Ranger, estava apenas o piloto, em deslocamento para a Região Serrana.

Investigação

A FAB informou que investigadores do Seripa 3 foram acionados para a ação inicial da ocorrência. Durante essa fase, são coletados e confirmados dados, preservados elementos da ocorrência, verificados danos causados às aeronaves ou pelas aeronaves e reunidas informações para a investigação.

A pista lateral da Avenida das Américas chegou a ser fechada durante o atendimento. Por volta das 10h, o fogo já havia sido controlado, e bombeiros verificavam a possibilidade de vazamento de combustível.

O que diz o Cenipa

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informa que, neste domingo (14), investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 3), com sede no Rio de Janeiro (RJ), foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo duas aeronaves, de matrículas PP-MAC e PR-DJJ, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro (RJ).

Durante a ação inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.

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Brasil empata com Marrocos na estreia na Copa do Mundo

13 de Junho de 2026, 21:47
Crédito: CBF

O Brasil estreou na Copa do Mundo de 2026 com empate em 1 a 1 contra o Marrocos, neste sábado (13), no Estádio MetLife, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

O resultado não foi o único problema para a Seleção. A atuação abaixo do esperado, especialmente no primeiro tempo, deixou sinais de alerta para a sequência do Grupo C.

O Marrocos começou melhor e pressionou nos primeiros minutos. A Seleção acumulou erros de passe e teve dificuldade para sair do campo de defesa.

Aos 20 minutos, Brahim Diaz encontrou espaço no sistema defensivo brasileiro e lançou Saibari. O atacante avançou sem marcação e tocou por cima de Alisson para abrir o placar.

Vini Jr. evita derrota

O Brasil reagiu em um lance individual de Vini Jr.

Aos 31 minutos, o atacante recebeu pela esquerda, tabelou com Bruno Guimarães, cortou para dentro e finalizou forte para empatar a partida.

O gol reduziu a pressão sobre a Seleção, mas não mudou completamente o controle do jogo. O Marrocos seguiu mais organizado e impediu que o Brasil assumisse o domínio da partida.

No segundo tempo, Carlo Ancelotti trocou Ibañez e Casemiro, ambos com cartão amarelo, por Danilo e Fabinho.

O Brasil teve poucas chances claras. Aos seis minutos, Igor Thiago chutou forte, mas Bono defendeu. Aos 32, Raphinha finalizou fraco.

Cobrança por melhora

Depois do jogo, Vini Jr. admitiu que a Seleção precisa evoluir. “Estreia é sempre muito difícil. Temos que melhorar, seguir evoluindo e segurar mais a bola”, afirmou o atacante.

Bruno Guimarães também reconheceu as dificuldades da equipe e citou o gramado como um dos fatores para o início ruim.

“O campo estava muito seco. Até se acostumar, erramos muito passes. A pressão de estreia é sempre muito difícil, mas depois do gol melhoramos na partida”, disse o volante.

Próximo jogo

O Brasil volta a campo na próxima sexta-feira, às 21h30min, contra o Haiti.

No mesmo grupo, Marrocos ainda disputa a liderança da chave nas próximas rodadas. Haiti e Escócia se enfrentam ainda neste sábado, às 22h.

Ficha do jogo

Brasil: Alisson; Ibañez (Danilo), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães (Danilo Santos) e Lucas Paquetá (Matheus Cunha); Raphinha, Vini Jr. e Igor Thiago (Luiz Henrique). Técnico: Carlo Ancelotti.

Marrocos: Bono; Hakimi, Diop, Riad e Maszraoui (Salah Eddine); Bouaddi, El Ayanoui e Ounahi (El Mourabet); Brahim Diaz (Talbi), Khannouss (Amaimouni) e Saibari. Técnico: Mohamed Ouahbi.

Árbitro: Slavko Vincic, da Eslovênia.

Local: Estádio MetLife, em Nova Jersey.

Gols: Saibari, pelo Marrocos; e Vini Jr., pelo Brasil.

Público: 80.683 torcedores.

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Trump afirma que forças dos EUA mataram líder do Tren de Aragua

13 de Junho de 2026, 16:07
Donald Trump - Foto: Daniel Torok/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças norte-americanas mataram Niño Guerrero, nome pelo qual é conhecido Héctor Rusthenford Guerrero Flores, apontado como líder do Tren de Aragua.

O anúncio foi feito por Trump na rede social Truth. Conforme o presidente norte-americano, a ação foi executada pelo Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos.

A operação teria ocorrido no sudeste do estado de Bolívar, na Venezuela. Ciudad Bolívar, capital do estado, fica a cerca de 715 quilômetros de Pacaraima, em Roraima, município brasileiro na fronteira venezuelana.

Trump disse que a ação ocorreu em um ataque rápido e letal e afirmou que houve colaboração com autoridades na Venezuela.

O presidente dos Estados Unidos classificou o Tren de Aragua como organização terrorista estrangeira. Já o comunicado do governo venezuelano tratou o grupo como organização criminal.

O governo da Venezuela afirmou que continuará adotando medidas para garantir paz, tranquilidade e proteção à população.

Comando Sul

O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos tem sede na Flórida e é responsável por planejamento, operações militares e cooperação de segurança na América Central, América do Sul e Caribe.

Na publicação, Trump afirmou que integrantes do Tren de Aragua não teriam mais refúgio seguro na Venezuela ou em outros países.

O caso ocorre semanas depois de o Departamento de Estado dos EUA passar a designar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas criminosas.

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Preço da gasolina recua em maio com etanol mais barato e subsídio federal

12 de Junho de 2026, 17:28
Crédito: Prefeitura de Umuarama

O preço da gasolina recuou 1,46% em maio, depois de dois meses seguidos de alta. O combustível havia subido 4,59% em março e 1,86% em abril, em meio aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre a cadeia internacional do petróleo.

Em maio, a queda da gasolina teve impacto de -0,08 ponto percentual no IPCA. A inflação oficial do mês ficou em 0,58%, de acordo com o IBGE.

O recuo foi influenciado por dois fatores: a queda do etanol e a política federal de subvenção sobre combustíveis.

Etanol mais barato

O etanol ficou 6,2% mais barato em maio. O combustível foi o segundo item que mais contribuiu para reduzir o IPCA no mês.

De acordo com o analista do IBGE Fernando Gonçalves, a queda ocorreu pela maior disponibilidade do produto no mercado.

Com mais etanol disponível, o preço de venda caiu. Como grande parte da frota brasileira é flex, a gasolina também sofre pressão quando o etanol fica mais barato.

Subsídio federal

Outro fator foi a subvenção federal sobre combustíveis. A medida funciona como um reembolso a produtores e importadores para reduzir o repasse de aumentos ao consumidor.

No caso da gasolina, o subsídio estava em R$ 0,44 por litro.

A política reduziu o impacto de um reajuste recente da Petrobras. A estatal aumentou o preço em R$ 0,48, mas o repasse ao consumidor ficou em R$ 0,04.

Diesel também teve queda

O óleo diesel caiu 2,34% em maio. Foi o quarto item com maior contribuição de baixa no IPCA.

Antes disso, o diesel havia subido 13,9% em março e 4,46% em abril.

No diesel, a subvenção chegou a R$ 1,52 por litro para importadores e R$ 1,12 para produtores em maio.

Frete e alimentos

Transportes foi o único dos nove grupos pesquisados pelo IBGE a registrar deflação em maio, com queda média de 0,46%.

Mesmo com a redução dos combustíveis, o frete ainda pressionou os alimentos. O grupo alimentação subiu 1,33% e teve o maior impacto positivo no IPCA do mês, com 0,29 ponto percentual.

Petróleo no exterior

A alta anterior dos combustíveis foi associada ao conflito no Oriente Médio e à instabilidade na cadeia internacional do petróleo.

O barril do Brent, referência internacional, passou de cerca de US$ 70 para mais de US$ 100, com picos próximos de US$ 120.

Como o petróleo é negociado em preços internacionais, a alta também afetou o Brasil. No caso do diesel, o país importa cerca de 30% do que consome.

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STF julga recursos contra responsabilização de big techs

10 de Junho de 2026, 09:13
Foto: pixabay/Divulgação

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quarta-feira (10) recursos apresentados pelas plataformas que operam as redes sociais contra a decisão da Corte que reconheceu a responsabilidade das big techs pelas postagens ilegais feitas por seus usuários. A sessão está prevista para começar às 14h.

O plenário vai julgar recursos que pedem esclarecimentos sobre a decisão da Corte. Os recursos foram protocolados pelo Facebook e o Google. 

Os recursos das plataformas pedem um prazo implantação das regras definidas durante o julgamento, ou que seja garantida a aplicação das regras somente após o trânsito em julgado da decisão do plenário. 

Também foi solicitado ao Supremo que seja reconhecida a presunção relativa de culpa das plataformas, ou seja, que seja admitida a possibilidade de apresentação de provas em contrário.  

Responsabilização 

Em junho do ano passado, o STF decidiu pela inconstitucionalidade parcial do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), norma que estabeleceu os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil.

O dispositivo estabelecia que, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, as plataformas só poderiam ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo ilegal.

Dessa forma, antes da decisão do STF, as big techs não respondiam civilmente pelos conteúdos ilegais, como postagens antidemocráticas, mensagens com discurso de ódio e ofensas pessoais, entre outras.

O texto final da decisão definiu que o Artigo 19 não protege os direitos fundamentais e a democracia. Além disso, enquanto não for aprovada nova lei sobre a questão, os provedores estarão sujeitos à responsabilização civil pelas postagens de usuários

Pela decisão, as plataformas devem retirar os seguintes tipos de conteúdo ilegais após notificação extrajudicial:

  • atos antidemocráticos;
  • terrorismo;
  • induzimento ao suicídio e automutilação;
  • incitação à discriminação por raça, religião, identidade de gênero, condutas homofóbicas e transfóbicas;
  • crimes contra a mulher e conteúdos que propagam ódio contra a mulher;
  • pornografia infantil;
  • tráfico de pessoas.

Em caso de descumprimento, as plataformas deverão ser responsabilizadas pelos danos morais e materiais causados pelos usuários a terceiros.

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União Europeia oficializa veto a carnes, peixe e mel do Brasil

6 de Junho de 2026, 13:20
Crédito: Fernando Dias / Secretaria da Agricultura

A União Europeia oficializou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes, tripas, peixe e mel para o bloco. A medida foi confirmada em documento publicado nesta sexta-feira (5) no Diário Oficial da União Europeia. O veto deve entrar em vigor em 3 de setembro.

A decisão havia sido anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A restrição está relacionada a exigências sanitárias europeias sobre o uso de medicamentos antimicrobianos na cadeia produtiva.

De acordo com a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que os produtores atendem integralmente às regras do bloco, especialmente sobre a não utilização de determinados antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais ao longo de todo o ciclo produtivo.

Em abril, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos usados para estimular crescimento e aumentar a produtividade animal. A União Europeia, porém, avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

Entenda o que está em discussão

A decisão europeia não significa, necessariamente, que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos.

O ponto central é regulatório. A União Europeia cobra rastreabilidade sanitária, certificação e documentação capaz de comprovar o cumprimento das regras sobre antimicrobianos.

As normas fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, voltada ao combate do uso excessivo de antibióticos.

Entre as substâncias restritas estão virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

Como o Brasil pode voltar à lista

Para recuperar autorização de exportação dos produtos vetados, o Brasil precisará demonstrar cumprimento integral das regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados.

Isso pode ocorrer por meio de novas restrições legais aos medicamentos ou pela criação de mecanismos mais rígidos de rastreabilidade.

A segunda alternativa tende a ser mais complexa, por exigir monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Setor da carne

A União Europeia está entre os principais mercados para proteínas animais brasileiras. Na carne bovina, o bloco aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

A Abiec, associação que representa as indústrias exportadoras de carnes, manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão.

A entidade afirma que o Brasil tem um dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo e que a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países.

A associação também informou que o setor privado trabalha com o Ministério da Agricultura e Pecuária na elaboração de protocolos para atender às novas exigências europeias.

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O que muda para consumidores após Anvisa liberar produtos da Ypê

31 de Maio de 2026, 15:08
Produtos Ypê foram liberados. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A Anvisa autorizou a retomada da produção, distribuição, comercialização e uso de parte dos produtos da Ypê fabricados na unidade de Amparo, em São Paulo. A liberação vale para Lava-Roupas Líquido, Lava-Louças Líquido e Desinfetantes fabricados a partir de 1º de abril de 2026 e identificados pelo final de lote 1.

Na prática, esses produtos podem voltar a ser produzidos, distribuídos, vendidos e usados pelos consumidores.

A decisão foi tomada após nova inspeção feita pela Anvisa em conjunto com órgãos de vigilância sanitária estaduais e municipais. A agência verificou ações corretivas adotadas pela empresa e melhorias nos processos produtivos e controles da fábrica.

O que segue bloqueado

A autorização não vale para os mesmos produtos fabricados até março de 2026 e identificados pelo final de lote “1”.

Esses lotes seguem em análise e não devem ser utilizados até nova manifestação da Anvisa.

Conforme a Ypê, os produtos fabricados até março devem permanecer armazenados em local seguro e não devem ser descartados.

Consumidores que preferirem podem solicitar troca ou ressarcimento pelos canais de atendimento da empresa.

Fábrica volta a operar

A autorização da Anvisa também permite a retomada imediata das atividades na fábrica de Amparo.

A Ypê afirmou que a decisão permite a normalização gradual das operações e que seguirá trabalhando na conclusão das medidas previstas no plano de ação apresentado à agência.

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Air France e Airbus são condenadas por queda do voo AF447

21 de Maio de 2026, 15:43
Crédito: Marinha do Brasil / Arquivo EBC, Agência Brasil

A Justiça francesa condenou, nesta quinta-feira (21), a Air France e a Airbus por homicídio culposo pela queda do voo AF447, que matou 228 pessoas em 1º de junho de 2009. Entre as vítimas estavam 58 brasileiros.

O Airbus A330-203 fazia a rota entre Rio de Janeiro e Paris quando caiu no Oceano Atlântico. A decisão foi tomada pela Corte de Apelações de Paris e reverteu sentença de primeira instância de 2023, que havia absolvido as duas empresas das acusações criminais.

A corte acatou recomendação do MP (Ministério Público) francês e reconheceu responsabilidade das companhias por imprudência e negligência. A multa pode chegar a 225 mil euros para cada empresa, cerca de R$ 1,3 milhão.

A decisão ainda pode ser contestada. De acordo com Maarten Van Sluys, vice-presidente da Associação de Familiares das Vítimas do Voo Air France 447, as empresas manifestaram intenção de recorrer.

Familiares falam em vitória moral

Van Sluys, que perdeu a irmã Adriana Van Sluys no acidente, disse à Agência Brasil que a condenação representa “alívio” para parentes e amigos das vítimas.

“O resultado é o que esperávamos: uma condenação por homicídio culposo. Entendemos que isto é uma vitória moral incomensurável, pois muito mais do que valores monetários, que acabam sendo irrisórios em se tratando de empresas deste porte, agora temos um certificado da culpa da Air France e da Airbus”, afirmou.

O acidente matou 216 passageiros e 12 tripulantes de 33 nacionalidades. Familiares recorreram da decisão de 2023, que havia reconhecido responsabilidade civil das empresas, mas não condenação criminal.

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Ypê orienta consumidor a não usar nem descartar produtos suspensos

20 de Maio de 2026, 15:21
Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

A Ypê orientou consumidores que tenham produtos da marca com lote terminado em 1 a não usar nem descartar os itens até novas orientações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A recomendação vale para lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes atingidos pela Resolução RE nº 1.834/2026. A distribuição e a comercialização desses produtos permanecem suspensas.

De acordo com a empresa, os consumidores devem guardar os itens de forma adequada. Quem preferir pode solicitar ressarcimento pelos canais oficiais da Ypê ou por formulário disponibilizado pela marca.

A empresa informou que comunicou a cadeia de distribuição e varejo para que os produtos abrangidos pela medida sejam separados e armazenados em áreas específicas, sem exposição à venda.

O caso envolve lotes com final 1 de produtos que foram alvo de suspensão da Anvisa após identificação de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa. A bactéria pode oferecer risco maior a pessoas imunocomprometidas e pacientes com problemas crônicos.

Produtos atingidos

A medida envolve produtos das linhas de lava-louças, lava-roupas líquido e desinfetantes da Ypê, desde que identificados com lote terminado em 1.

  • Lava Louças Ypê Clear Care
  • Lava Louças com enzimas ativas Ypê
  • Lava Louças Ypê
  • Lava Louças Ypê Clear Care
  • Lava Louças Ypê Toque Suave
  • Lava Louças concentrado Ypê Green
  • Lava Louças Ypê Clear
  • Lava Louças Ypê Green
  • Lava Roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green
  • Lava Roupas Líquido Ypê Express
  • Lava Roupas Líquido Ypê Power ACT
  • Lava Roupas Líquido Ypê Premium
  • Lava Roupas Tixan Maciez
  • Lava Roupas Tixan Primavera
  • Desinfetante Bak Ypê
  • Desinfetante de uso geral Atol
  • Desinfetante Perfumado Atol
  • Desinfetante Pinho Ypê
  • Lava roupas Tixan Power ACT

O que fazer

Consumidores com produtos atingidos devem conferir o final do lote na embalagem. Se o lote terminar em 1, a orientação atual é não utilizar e não descartar o item.

A Ypê afirma que segue colaborando com as autoridades sanitárias e que apresentou informações técnicas, documentos e análises sobre o caso.

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União Europeia veta a importação de carne bovina do Brasil a partir de setembro

12 de Maio de 2026, 17:54
Crédito: Governo Federal / Divulgação

A União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal ao bloco. A medida passa a valer em 3 de setembro, caso o governo brasileiro não atenda às exigências sanitárias até a data-limite.

A decisão envolve produtos como carne bovina, carne de frango, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação.

As exportações seguem ocorrendo normalmente até a entrada em vigor da medida.

O bloco europeu cobra garantias adicionais sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária brasileira.

Antimicrobianos são medicamentos usados contra microrganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas. Na criação animal, podem ser usados para tratar doenças ou como melhoradores de desempenho.

A União Europeia restringe especialmente substâncias também importantes para tratamentos médicos em humanos. O objetivo é reduzir o risco de resistência antimicrobiana, quando microrganismos passam a resistir aos medicamentos.

O que está em discussão?

A decisão europeia não significa, por si só, que a carne brasileira esteja contaminada.

O ponto central é regulatório. A União Europeia cobra rastreabilidade, certificação e comprovação documental sobre o uso dessas substâncias ao longo da cadeia produtiva.

Entre as substâncias citadas estão virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

O bloco europeu considera que o Brasil ainda não demonstrou de forma suficiente que elas deixaram de ser usadas em toda a cadeia animal destinada à exportação.

Impacto para o Brasil

A União Europeia é um dos principais mercados para proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco aparece entre os maiores destinos das exportações em valor.

Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permaneceram autorizados a exportar normalmente ao mercado europeu.

Para voltar à lista, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados.

O governo brasileiro afirma que o país tem sistema sanitário robusto e reconhecido internacionalmente.

Entidades do agronegócio dizem trabalhar com o Ministério da Agricultura para atender às exigências europeias antes de setembro.

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Desenrola Fies: estudante pode renegociar dívida a partir desta quarta

12 de Maio de 2026, 11:45
Foto: Ana Knevitz/Universidade Feevale.

Os estudantes com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem renegociar seus débitos a partir de quarta-feira (13), por meio do Desenrola Fies que prevê descontos para a quitação de até 99% sobre o valor da dívida. A Resolução CG-Fies nº 66, que trata da renegociação, está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (12).

Pode participar o estudante com contrato firmado até 2017 e que estava em fase de amortização – ou seja, em fase de pagamento – em 4 de maio de 2026. A negociação pode ser feita até 31 de dezembro de 2026.

“Os estudantes do Fies que querem aderir ao Desenrola poderão renegociar débitos diretamente junto à Caixa Econômica e ao Banco do Brasil”, informou o ministro da Educação, Leonardo Barchini. Ele acrescentou que “a negociação deve ser realizada nos canais digitais dos bancos”.

“Neste Desenrola, temos também condições especiais para quem paga em dia e quer aproveitar as condições para quitar sua dívida mais rápido: os adimplentes terão 12% de desconto para zerar os débitos”, completou o ministro da Educação.

A expectativa do MEC é que mais de 1 milhão de estudantes sejam beneficiados com o refinanciamento de suas dívidas.

Desenrola

O Desenrola Fies faz parte do Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal em 4 de maio, que promove a reorganização financeira de milhões de brasileiros e a ampliação do acesso ao crédito em melhores condições.

A medida, no entanto, não prevê a utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento das dívidas, como acontece em outras renegociações do Desenrola Brasil.

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Boletim Focus: mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

27 de Abril de 2026, 10:37
Foto: Pexels

O mercado financeiro aumentou, pela sétima semana consecutiva, as previsões de inflação para 2026. De acordo com o Boletim Focus, o ano fechará com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, em 4,86%.

Na edição anterior do boletim divulgado pelo Banco Central, a previsão era de que o IPCA de 2026 ficaria em 4,80%, acima dos 4,31% projetados há quatro semanas.

Para os anos subsequentes, as projeções do mercado estão em 4% para 2027; e 3,61% para 2028.

Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

Atualmente, o mercado projeta que a Selic fechará o ano em 13% – mesmo percentual projetado na semana passada, mas 0,5 ponto percentual acima das projeções feitas há quatro semanas (12,5%). Para 2027 e 2028, as projeções são de Selic a 11% e a 10%, respectivamente.

Quando estava em 15% ao ano, a Selic registrava o maior nível desde julho de 2006, quando estava fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas.

PIB e Câmbio

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas riquezas produzidas no país) e ao câmbio, o mercado reviu para baixo esses índices, na comparação com a semana anterior.

A expectativa é de que a economia do país cresça 1,85% em 2026, percentual ligeiramente abaixo do 1,86% projetado na semana passada. Para 2027, o mercado projeta que o PIB feche o ano em 1,80%. Para 2028, projeta-se uma inflação de 2%, segundo o Focus.

O dólar fechará 2026 contado a R$ 5,25, caso as projeções do mercado financeiro se confirmarem. Na semana passada, a cotação da moeda estadunidense estava em R$ 5,30; e há quatro semanas estava em R$ 5,40.

Para 2027 e 2028, as expectativas apontadas pelo boletim é de o dólar a R$ 5,35 e R$ 5,40, respectivamente.




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Petrobras destitui diretor de área que vendeu gás com 100% de ágio

7 de Abril de 2026, 14:36
Foto: Andre Motta de Souza / Agência Petrobras

A Petrobras informou que destituiu do cargo o diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser. O anúncio foi feito na noite dessa segunda-feira (6), após reunião do Conselho de Administração da estatal de petróleo.

Claudio Schlosser era responsável pela área da empresa que realizou, na última terça-feira (31), o leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, que teve ágio de mais de 100%, ou seja, o combustível chegou a ser vendido para distribuidoras por mais que o dobro do preço de tabela.

Dois dias após o leilão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a realização do certame, indicando que tinha sido feito contra a orientação da empresa. 

Lula classificou o leilão como “cretinice, bandidagem” e mencionou o interesse de anular a venda.

“As pessoas sabiam da orientação do governo, da orientação da Petrobras de não aumentar o GLP. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras”, declarou, na ocasião, em entrevista à TV Record Bahia.

No mesmo dia das declarações de Lula, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor e vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), realizou uma fiscalização em refinarias da Petrobras para apurar “suspeitas de prática de preços com ágios elevados” no leilão de gás de cozinha. 

Alta nos preços

Apesar de ser conhecido como gás de cozinha, o GLP também é utilizado como combustível por indústrias.

O leilão foi feito em cenário de escalada internacional do preço do petróleo e de derivados por causa da guerra no Irã, que levou distúrbios à cadeia produtiva da matéria-prima, ameaçando o produto de escassez. 

Ao mesmo tempo, o governo estudava meios para suavizar os efeitos da alta do petróleo e derivados. A destituição do diretor da Petrobras ocorreu no mesmo dia em que o governo anunciou medidas que incluem zeragem de impostos e subsídios para o diesel e gás de cozinha.

Diretoria de vendas

A diretoria ocupada até essa segunda-feira por Schlosser é uma das oito que ficam sob o guarda-chuva da presidente da estatal, Magda Chambriard. Entre as atribuições da diretoria está decidir para quem e por quanto a Petrobras vende seus produtos.

A estatal informou que a então diretora executiva de Transição Energética e Sustentabilidade, Angélica Laureano, assume a diretoria de Logística, Comercialização e Mercados.

Já o diretor executivo de Processos Industriais e Produtos, William França, acumulará, de forma temporária, as funções que eram de Laureano.

Claudio Schlosser é engenheiro químico e advogado. Ele entrou na Petrobras em 1987, no cargo de engenheiro de processamento de petróleo. Estava na diretoria desde março de 2023, quando a companhia era presidida pelo antecessor de Chambriard, Jean Paul Prates.

Novo presidente do conselho

A Petrobras informou também, na noite de ontem, que o Conselho de Administração elegeu Marcelo Weick Pogliese como presidente do colegiado até a próxima assembleia-geral, que deve acontecer dentro de dez dias.

Marcelo Weick Pogliese substitui Bruno Moretti, que renunciou na última terça-feira (31) para assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento em substituição a Simone Tebet, que deve disputar o Senado pelo estado de São Paulo.

O Conselho de Administração é um órgão de orientação e direção superior da Petrobras, responsável pela definição das estratégias. É composto por sete a 11 membros eleitos pelos acionistas. A presidente Magda Chambriard é uma das integrantes do colegiado.

Indicado do governo

O governo é o acionista controlador da empresa e, por isso, indica o presidente do conselho. A Petrobras informou que recebeu, ainda na segunda-feira, a indicação do nome do atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Santos Mello, para o posto.

Em comunicado ao mercado, a estatal informou que a indicação “será submetida à análise dos requisitos legais de gestão e integridade pertinentes”.

Mello tem doutorado em ciência econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestrado em economia política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e graduações em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e Ciências Econômicas (PUC-SP).

É professor licenciado do Instituto de Economia da Unicamp (IE-Unicamp), onde atua como coordenador do programa de pós-graduação em desenvolvimento econômico.

O indicado também pertence a dois conselhos de administração de empresas públicas: presidente do conselho de administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e integrante do Conselho de Administração Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

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Trump faz novas ameaças se Irã não chegar a acordo; prazo de ultimato termina hoje

7 de Abril de 2026, 10:08
Crédito: X/VahidOnline

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou nesta terça-feira (7) em seu ponto de pressão máxima até agora. Forças americanas e israelenses realizaram novos ataques contra o Irã.

O centro imediato da crise é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa parte relevante do comércio mundial de petróleo e gás. O governo americano pressiona pela reabertura plena da passagem. O Irã, por sua vez, afirma que só aceita o fim da guerra com garantias de que não voltará a ser atacado.

Em paralelo, a Guarda Revolucionária declarou que poderá atingir infraestrutura energética e restringir por anos o acesso regional a petróleo e gás se os Estados Unidos cruzarem a “linha vermelha”.

Nas últimas horas, ocorreram novos bombardeios em Teerã, Qom, Khorramabad e outras áreas do Irã, inclusive contra regiões residenciais e instalações ligadas à estrutura militar e energética. A mídia estatal iraniana relatou mortes nas cidades de Shahriar e Pardis e na província de Alborz. A ilha de Kharg, essencial para a exportação do petróleo iraniano, também foi atingida. Conforme os relatos reunidos no material, a infraestrutura petroquímica não teria sido afetada.

Em resposta, o Irã lançou novos ataques contra Israel e atingiu ou ameaçou atingir alvos em países do Golfo. Bahrain voltou a acionar sirenes, a Arábia Saudita fechou e depois reabriu a ponte com Bahrain, e os Emirados Árabes Unidos registraram impacto em um prédio administrativo de telecomunicações.

“Uma civilização inteira morrerá hoje”, diz presidente americano

Trump elevou o tom ao ameaçar destruir pontes, usinas e outras estruturas civis iranianas. A fala provocou reação internacional porque ataques deliberados a infraestrutura civil são tratados por especialistas e por autoridades europeias citadas no material como potencial violação das leis de guerra.

O ultimato feito pelo presidente americano para a reabertura de Ormuz termina às 21h, no horário de Brasília. Nesta terça, Trump publicou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, vinculando a ameaça ao prazo imposto ao Irã. Mas deixou claro que o governo iraniano ainda pode se render

Irã diz ter voluntários para a guerra

Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian declarou que 14 milhões de iranianos teriam se voluntariado para a guerra, número divulgado pela mídia estatal. O discurso oficial tenta demonstrar capacidade de resistência em meio ao aumento das perdas humanas, ao bloqueio da internet e ao temor de novos bombardeios contra serviços básicos.

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Justiça da Itália aprova extradição de Carla Zambelli para o Brasil

26 de Março de 2026, 17:02
Crédito: Lula Marques/Agência Brasil (arquivo)

A Corte de Apelação da Itália decidiu a favor da extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. A informação foi confirmada pela Embaixada do Brasil em Roma. Ainda cabe recurso da decisão antes de o caso seguir para a análise final do governo italiano.

Zambelli foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em maio do ano passado a dez anos de prisão e à perda do mandato por ser apontada como autora intelectual da invasão ao sistema eletrônico do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em janeiro de 2023.

A invasão resultou na inserção de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Conforme a investigação, o ataque foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e afirmou ter agido a mando da ex-parlamentar.

Fuga para a Itália

Após a condenação, Carla Zambelli deixou o Brasil no início de junho e passou quase dois meses foragida. No fim de julho, ela foi presa na Itália em operação conjunta com a Polícia Federal, com base em alerta vermelho da Interpol.

Por ter dupla cidadania, a ex-deputada tentava evitar o cumprimento do mandado de prisão expedido por Alexandre de Moraes.

Depois da prisão, Zambelli foi levada para a penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores de Roma.

A defesa pediu transferência para prisão domiciliar ou liberdade condicional sob alegação de problemas de saúde e falta de assistência médica adequada, mas os pedidos foram negados pela Corte de Apelação.

Outra condenação

Em outro julgamento no Brasil, o STF também condenou a ex-parlamentar por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo após ela perseguir o jornalista Luan Araújo nas ruas de São Paulo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. Nessa ação, a pena foi fixada em cinco anos e três meses de prisão.

Em fevereiro deste ano, a defesa também tentou afastar os juízes do caso em Roma sob alegação de parcialidade nas audiências, mas o pedido foi negado.

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Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar a Bolsonaro por 90 dias

24 de Março de 2026, 16:03
Brasília (DF), 09/06/2025. Interrogatórios dos réus da Ação Penal (AP) 2668. Crédito: Ton Molina/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu nesta terça-feira (24) prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi concedida após pedido da defesa, que alegou agravamento do quadro de saúde e falta de condições para o retorno à prisão.

Conforme a decisão, a prisão domiciliar começará depois da alta do Hospital DF Star, em Brasília, onde Bolsonaro está internado desde 13 de março para tratar pneumonia bacteriana.

Moraes fixou prazo inicial de 90 dias para a domiciliar. Ao fim desse período, a manutenção do benefício deverá ser reavaliada, com possibilidade de nova perícia médica.

A decisão também determina o uso de tornozeleira eletrônica. Moraes ainda determinou que agentes da Polícia Militar do DF façam a segurança da residência para evitar fuga.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes ligados à trama golpista. Antes da internação, ele cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Ex-presidente deixa a UTI

Também nesta terça-feira (24), Bolsonaro deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital DF Star. Conforme boletim médico, ele apresentou melhora clínica, mas segue internado, sem previsão de alta.

O boletim aponta que o ex-presidente continua em antibioticoterapia endovenosa, com suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora.

Na segunda-feira (23), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, havia enviado ao Supremo parecer favorável à prisão domiciliar humanitária por motivos de saúde.

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Queda de avião militar deixa ao menos 8 mortos e 83 feridos na Colômbia

23 de Março de 2026, 19:54
Crédito: reprodução / redes sociais

A queda de um avião militar da Colômbia deixou ao menos oito mortos e 83 feridos nesta segunda-feira (23) em Puerto Leguízamo, no departamento de Putumayo. O acidente envolveu uma aeronave Hércules da Força Aérea Colombiana. Conforme o governador de Putumayo, Jhon Gabriel Molina Acosta, os mortos ainda não haviam sido identificados até a atualização mais recente.

O balanço oficial também apontou 83 feridos, dos quais 14 permaneciam em estado crítico. Doze pacientes foram removidos, sendo seis para Florencia e três para Bogotá. Outros seis em estado grave ainda não tinham sido transferidos.

De acordo com o governador, a aeronave transportava 125 pessoas. Entre elas, estavam 112 militares do Exército Nacional, dois policiais e integrantes da tripulação da Força Aérea.

As autoridades continuam as operações de resgate e atendimento na área do acidente. O governador afirmou que as informações foram consolidadas após reunião no posto de mando unificado e disse que esse é o canal oficial para atualização do caso.

O presidente Gustavo Petro apresentou outro balanço preliminar e afirmou que havia 77 feridos e 43 pessoas com situação ainda a ser esclarecida. Até o momento, os dados seguem em consolidação.

Sobre as causas do acidente, o governador disse que ainda não há definição. Conforme o relato, o avião decolou e caiu poucos minutos depois, sem que as autoridades tenham esclarecido se houve falha em voo ou outra emergência.

O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, lamentou o acidente e afirmou que foram acionados os protocolos de atendimento às vítimas e familiares, além da investigação sobre o caso.

A aeronave era um C-130H Hércules, matrícula 10016, usada pela Força Aérea Colombiana no transporte tático pesado de pessoal e carga para áreas de difícil acesso.

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Brasil avança no acesso à água, mas saneamento atende só 59,9% da população

22 de Março de 2026, 19:09
Crédito: Alex Rocha/PMPA

O Brasil ampliou o acesso à água, mas segue com atraso no saneamento e forte desigualdade na distribuição desses serviços.

Dados mais recentes da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) mostram que, em 2023, 98,1% da população brasileira tinha acesso à água potável segura. Nesse caso, o indicador considera água própria para consumo, disponível quando necessária e obtida de fonte protegida.

No saneamento, o quadro é mais restrito. Apenas 59,9% da população contava com esgotamento sanitário seguro em 2023. O indicador envolve coleta e destinação do esgoto com tratamento adequado, sem descarte direto no ambiente.

O contraste aparece com mais força fora dos grandes centros e nas regiões mais desiguais. Em áreas rurais, o acesso à água potável segura cai para 88%.

No recorte regional, o índice fica em 79,4% no Norte e em 81,9% no Nordeste. A ANA também aponta níveis menores de acesso entre a população não branca.

No esgotamento sanitário, a diferença regional também é expressiva. Na Região Norte, apenas 39,6% da população tinha acesso seguro ao serviço.

O país trata 57,6% do esgoto gerado. Na prática, isso significa que quase metade dos resíduos ainda é descartada sem tratamento adequado.

A ANA aponta que os maiores déficits de acesso à água, saneamento e higiene seguem concentrados em áreas rurais, periferias urbanas e territórios historicamente excluídos.

De acordo com a agência, a ausência desses serviços pesa de forma mais intensa sobre mulheres e meninas, que acabam mais expostas à sobrecarga no cuidado com a casa e a família em contextos de falta de água.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 da ONU (Organização das Nações Unidas) prevê que, até 2030, os países assegurem disponibilidade e gestão sustentável da água e do saneamento para todos.

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EUA e Irã expõem condições para cessar-fogo, e Papa volta a pedir paz

22 de Março de 2026, 15:24
Crédito: reprodução de vídeo / TV Globo

Estados Unidos e Irã passaram a expor condições para um eventual cessar-fogo na guerra no Oriente Médio, conforme relatos publicados neste domingo (22) por veículos dos dois países.

De acordo com a Axios, enviados do presidente Donald Trump articulam uma equipe para negociar com Teerã. O portal afirma que, nos últimos dias, não houve contato direto entre os dois governos, mas Egito, Catar e Reino Unido atuaram como intermediários na troca de mensagens.

Conforme os relatos, Cairo e Doha repassaram a Washington e Tel Aviv que o Irã aceita iniciar negociações, mas sob condições rígidas.

A agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, listou seis exigências atribuídas a Teerã para encerrar a guerra. Entre elas estão garantias de que o conflito não volte a ocorrer, fechamento de bases militares americanas na região, pagamento de indenizações ao Irã, fim das ações contra grupos alinhados ao país, criação de um novo regime jurídico para o Estreito de Ormuz e medidas contra jornalistas classificados pelo regime como anti-Irã.

Pelo lado americano, a Axios relata que Washington também apresentou seis condições. Entre elas estariam a interrupção do programa de mísseis por cinco anos, o não enriquecimento de urânio, a desativação das instalações nucleares de Natanz, Isfahan e Fordow, supervisão externa rígida sobre centrífugas e equipamentos ligados ao programa nuclear, tratados regionais de controle de armas com limite de mil mísseis e a proibição de financiamento a grupos afiliados, como Hezbollah, Houthis e Hamas.

Papa diz estar consternado com guerra

No Vaticano, o papa Leão XIV voltou a se manifestar sobre a guerra. No Ângelus deste domingo (22), o pontífice disse acompanhar com consternação a situação no Oriente Médio e afirmou que o conflito fere toda a humanidade.

Robert Prevost declarou que não é possível permanecer em silêncio diante do sofrimento de pessoas indefesas e renovou o apelo para que as hostilidades cessem e deem lugar à paz.

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Irã oferece passagem segura no Estreito de Ormuz, e guerra deve se intensificar

21 de Março de 2026, 21:21
Crédito: Agora RS / Google Earth

O governo do Irã afirmou neste sábado (21) que está disposto a ajudar navios japoneses a atravessar o Estreito de Ormuz, em meio ao bloqueio da rota comercial no Golfo e à escalada da guerra no Oriente Médio.

Em entrevista à agência Kyodo, o chanceler iraniano Abbas Araghchi disse que o estreito segue aberto para embarcações de países que não participam dos ataques contra o território iraniano. De acordo com ele, navios dessas nações podem cruzar a área desde que mantenham contato com Teerã para tratar da logística de uma passagem segura.

A declaração tem peso para o Japão, um dos maiores importadores de petróleo do mundo e fortemente dependente do Oriente Médio. Conforme os dados citados pelo ministro, 95% do petróleo importado por Tóquio vêm da região, e 70% passam pelo Estreito de Ormuz. Na segunda-feira (16), o governo japonês anunciou que passaria a usar suas reservas estratégicas de petróleo.

Mais ataques israelenses

Por outro lado, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que os ataques contra o Irã vão aumentar de forma significativa a partir de domingo (22). Segundo ele, a campanha conduzida por Israel com apoio dos Estados Unidos continuará até que os objetivos da guerra sejam alcançados.

Também neste sábado, as Forças de Defesa de Israel disseram ter interceptado uma nova onda de mísseis lançada pelo Irã. Já a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) afirmou ter sido comunicada por Teerã de que o complexo nuclear de Natanz foi atacado. A agência disse que não houve aumento dos níveis de radiação fora da instalação e voltou a pedir moderação para evitar risco de acidente nuclear.

Novo movimento diplomático

A disputa em torno do Estreito de Ormuz também ganhou novo movimento diplomático. O governo britânico informou que subiu para 22 o número de países dispostos a participar de um plano de reabertura da navegação comercial após um cessar-fogo. O grupo passou a incluir, além de Reino Unido, Itália, França, Alemanha, Holanda e Japão, países como Canadá, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Noruega, Suécia, Finlândia, Austrália, Bahrein e Emirados Árabes Unidos.

Na declaração conjunta, esses países condenaram ataques iranianos a embarcações comerciais e a infraestrutura civil, além do fechamento de fato do estreito pelas forças iranianas. O documento também defende liberdade de navegação e afirma que as nações signatárias estão prontas para contribuir com o trânsito seguro na região.

Nos Estados Unidos, Donald Trump descartou a possibilidade de cessar-fogo e afirmou que a guerra está sob controle de Washington. O presidente norte-americano também disse que será necessária ajuda de aliados para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, citando países como China e Japão.

No mercado de energia, autoridades iranianas disseram que o país não tem excedente relevante de petróleo disponível para exportação. Ao mesmo tempo, surgiram relatos de que o Iraque reduziu sua produção em cerca de 70% em relação aos níveis anteriores ao conflito, com impacto sobre campos petrolíferos em Basra, no sul do país.

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Morre Juca de Oliveira, um dos maiores nomes das artes cênicas do país, aos 91 anos

21 de Março de 2026, 15:36
Juca de Oliveira na mnissérie "A Cura", de 2010. Foto: Renato Rocha Miranda/Globo

O ator, autor e diretor Juca de Oliveira morreu na madrugada deste sábado (21), aos 91 anos, em São Paulo. Ele estava internado desde 13 de março na UTI cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, em razão de pneumonia associada a uma condição cardiológica.

Nascido em São Roque, no interior de São Paulo, em 16 de março de 1935, José Juca de Oliveira Santos construiu uma carreira extensa no teatro, na televisão e no cinema. Ao longo da vida, participou de mais de 30 novelas e minisséries, dez longas-metragens e cerca de 60 peças como ator. Também escreveu textos para o palco e presidiu o Sindicato dos Atores de São Paulo.

A entrada no teatro veio depois de um teste vocacional e da passagem pela Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), que acabou abandonada. Antes, havia trabalhado em banco. A carreira profissional começou no Teatro Brasileiro de Comédia, onde atuou em montagens como “A Semente” e “A Morte do Caixeiro Viajante”. Esta última lhe rendeu o prêmio Saci de ator coadjuvante.

Nos anos 1960, Juca integrou o grupo que comprou o Teatro de Arena, ao lado de nomes como Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal e Paulo José. O espaço se tornou referência de produção intelectual e resistência à ditadura militar. Durante o período de perseguição política, ele se exilou na Bolívia e depois voltou ao Brasil.

Estreia na TV

Na televisão, estreou na TV Tupi em “Quando o Amor é Mais Forte”, em 1964. Ganhou projeção nacional em 1969, como protagonista de “Nino, o Italianinho”, um dos maiores sucessos da emissora. Também trabalhou com autores como Janete Clair, Walter George Durst e Lauro César Muniz.

Na Globo, a estreia ocorreu em “O Semideus”, em 1973, depois de ter sido convidado para “Os Ossos do Barão”. Em 1976, fez João Gibão em “Saramandaia”, papel que se tornou um dos mais lembrados de sua trajetória.

Nos anos seguintes, atuou em títulos como “Espelho Mágico”, “Pecado Rasgado”, “Fera Ferida”, “Torre de Babel”, “Araguaia”, “Flor do Caribe”, “Além do Tempo” e “O Outro Lado do Paraíso”. Também passou pela Bandeirantes, com “Ninho da Serpente” e “A Idade da Loba”, e pelo SBT, com “As Pupilas do Senhor Reitor” e “Os Ossos do Barão”.

Em 2001, interpretou o Doutor Albieri em “O Clone”, personagem central da trama de Glória Perez. Em 2012, viveu Santiago em “Avenida Brasil”, revelado como o mentor de Carminha.

Juca também atuou em minisséries e séries como “Mad Maria”, “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”, “S.O.S. Emergência”, “Diversão.Com” e “Os Experientes”.

No teatro, manteve produção contínua como ator e autor. Entre os textos assinados por ele estão “Meno Male”, “Hotel Paradiso”, “Caixa Dois”, “Às Favas com os Escrúpulos”, “Happy Hour” e “A Flor do Meu Bem-Querer”. Nos últimos anos, dedicava-se ao teatro e à fazenda onde criava gado de corte.

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STF mantém prisão de Daniel Vorcaro por 4 votos a 0

20 de Março de 2026, 19:56
Foto: Secretaria da Administração Penitenciária / Divulgação

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta sexta-feira (20), por 4 votos a 0, manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O colegiado referendou a decisão do ministro André Mendonça, que no dia 4 deste mês determinou a prisão de Vorcaro e de outros dois investigados.

Também seguem presos Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, apontado como operador financeiro, e o escrivão aposentado da PF (Polícia Federal) Marilson Roseno da Silva, citado na investigação por suposto auxílio no acesso a informações sigilosas.

O julgamento virtual começou na sexta-feira (13), quando a turma formou maioria para manter as prisões. Além de Mendonça, votaram nesse sentido os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e, nesta sexta, Gilmar Mendes.

Dias Toffoli, que integra o colegiado, declarou-se suspeito e não participou do julgamento.

No voto apresentado nesta sexta, Gilmar Mendes acompanhou a manutenção da prisão de Vorcaro, mas criticou a transferência do banqueiro para a Penitenciária Federal em Brasília. Para o ministro, não ficaram caracterizadas as hipóteses legais para mantê-lo em unidade de segurança máxima.

Gilmar também criticou o vazamento de conversas íntimas obtidas a partir da quebra de sigilo dos celulares apreendidos com Vorcaro. No entendimento do ministro, o material expôs pessoas sem relação com o objeto da investigação.

Ressalvas à fundamentação de Mendonça

O ministro ainda fez ressalvas à fundamentação usada por André Mendonça para manter a prisão preventiva. No voto, afirmou ter reservas ao uso de expressões como “confiança social na Justiça”, “pacificação social” e “resposta célere do sistema de Justiça” como base argumentativa para a medida.

Na semana passada, após a formação de maioria no Supremo, Vorcaro trocou de defesa. A banca de Pierpaolo Bottini deixou o caso e foi substituída por José Luis Oliveira.

Na quinta-feira (19), o banqueiro foi transferido da Penitenciária Federal em Brasília para a carceragem da superintendência da Polícia Federal.

No mesmo voto, Gilmar Mendes defendeu que a situação de Fabiano Zettel seja reavaliada para eventual substituição da prisão preventiva por domiciliar após a conclusão das diligências investigativas. O ministro citou o fato de Zettel ser pai de uma menor de idade e ter esposa grávida.

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Lula confirma Dario Durigan na Fazenda, após saída de Haddad

19 de Março de 2026, 15:44
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quinta-feira (19) que Dario Durigan será o novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad, que deixará o cargo para disputar as próximas eleições.

O anúncio foi feito durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo, de forma informal, enquanto Lula cumprimentava autoridades presentes.

“Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda. Pode olhar para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas”, declarou o presidente.

A confirmação ocorreu quando Lula lia a lista de participantes do evento. Ao citar Durigan, pediu que ele se levantasse e o apresentou como futuro titular da equipe econômica.

Durante o discurso, o presidente também fez um balanço do governo e destacou a atuação dos ministros ao longo do mandato.

“Haddad passará para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso da história deste país por ter aprovado uma reforma tributária que estava parada há 40 anos”, afirmou Lula.

Saída confirmada

Mais cedo, Haddad confirmou que deixará o comando da pasta após mais de três anos no cargo. Oficialmente, Haddad não anunciou a que cargo concorrerá. Apenas disse que disputará as próximas eleições.

Nas últimas horas no cargo, Haddad classificou o momento de simbólico. “Hoje é um dia especial, um dia que eu estou deixando o Ministério da Fazenda”, disse.

A saída ocorre em meio à expectativa de que o ex-ministro anuncie sua pré-candidatura ao governo paulista na noite desta quinta-feira (19), em evento ao lado de Lula em São Bernardo do Campo.

Balanço econômico

Em seu discurso, Haddad destacou medidas adotadas durante sua gestão, com ênfase na articulação com o Congresso e na cooperação entre União, estados e municípios.

Segundo ele, o chamado pacto federativo foi essencial para os resultados econômicos recentes.

“O apoio do Congresso e a reconstrução do pacto federativo foram fundamentais para corrigir distorções tributárias e permitir crescimento com inclusão.”

O ex-ministro também citou ações como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, a tributação de rendas mais altas e o aumento de investimentos públicos como fatores que contribuíram para a melhora de indicadores econômicos.

Biografia

Atual secretário executivo da Fazenda, Durigan já atuava como principal articulador político da equipe econômica e deve dar continuidade à agenda fiscal do governo. Antes de assumir o posto de número dois do Ministério da Fazenda, em 2023, Durigan atuava no setor privado como responsável por políticas públicas do WhatsApp no Brasil, função exercida dentro da Meta Platforms desde 2020, grupo que também controla Facebook e Instagram.

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo e mestre pela Universidade de Brasília, ele construiu carreira no setor público antes da experiência na tecnologia. Entre 2010 e 2011, trabalhou na Advocacia-Geral da União com foco em gestão estratégica. Em seguida, atuou como assessor jurídico na Casa Civil entre 2011 e 2015, durante administrações petistas.

Posteriormente, integrou a equipe de Haddad na Prefeitura de São Paulo como assessor especial, entre 2015 e 2016. Na sequência, exerceu a advocacia na Consultoria Jurídica da União em São Paulo até 2020, consolidando sua atuação na área pública e jurídica.

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Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio e amplia risco de inflação

19 de Março de 2026, 11:44
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O preço do petróleo disparou nesta quarta-feira (18) após ataques a instalações de energia no Oriente Médio e a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O barril do tipo Brent abriu a US$ 109,90, chegou à máxima de US$ 119,11 e era negociado a US$ 113,19 por volta das 11h (de Brasília).

A alta ocorre após o campo de gás South Pars, no Irã, ser atingido. A área é considerada uma das maiores reservas de gás natural do mundo e é compartilhada com o Catar. Também houve ataques à cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, um dos principais centros globais de gás natural liquefeito. A estatal QatarEnergy relatou danos extensos.

Na Arábia Saudita, autoridades afirmaram ter interceptado mísseis e drones direcionados a instalações de energia. O Irã indicou que pode atingir outras estruturas de petróleo e gás na região.

O aprofundamento dos conflitos elevaram o risco de interrupção no fornecimento global de energia. O conflito já afeta rotas marítimas no Golfo e pressiona cadeias de abastecimento.

O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, está entre os pontos de maior preocupação.

Com a escalada, os preços de combustíveis já mostram impacto. Nos Estados Unidos, o diesel superou US$ 5 por galão. Autoridades internacionais apontam que o avanço do conflito aumenta a incerteza sobre inflação e crescimento econômico.

A União Europeia afirmou que a manutenção da navegação segura na região é prioridade e defendeu solução diplomática.

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RS registra aumentos nos preços de gasolina e diesel

15 de Março de 2026, 21:25
Crédito: Divulgação

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) divulgou um relatório apontando o aumento de 8,8% no preço do Diesel no RS na última semana, chegando a uma média de R$ 6,70 o litro. A gasolina teve aumento de 1,9%, chegando a uma média de R$ 6,35. Ambos aumentos, os dois abaixo da média nacional, têm como contexto a crise de combustível gerada pela guerra entre EUA-Israel e Irã.

No sábado (14), o Sulpetro, entidade que representa os postos de combustíveis do RS, se manifestou atribuindo o aumento não só ao reajuste da Petrobras, mas também a uma “forte tensão” sobre os preços no mercado supridor que abastece os postos revendedores.

“Nos leilões adicionais realizados pela Petrobras, foi registrada a prática de ágio, com valores entre R$ 1,80 e R$ 2,00 por litro, evidenciando um cenário de forte tensão na formação de preços”, diz o Sulpetro em comunicado, atribuindo o caso não somente ao mercado, mas também à política da estatal.

Porém, o Sulpetro alegou ainda que a Petrobras não supre integralmente a demanda nacional de combustíveis. Em razão disso, as distribuidoras precisam adquirir produto de refinarias privadas instaladas no país ou recorrer à importação de combustível já refinado.

Nesse contexto, especialistas e entidades do setor de petróleo apontaram que os aumentos nos preços dos combustíveis pelas distribuidoras não se deviam apenas à instabilidade no cenário internacional.

Para a FUP (Federação Única dos Petroleiros), em entrevista à Agência Brasil, o conflito no Oriente Médio — intensificado no final de fevereiro — tem servido de pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas.

“As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%”, calcula o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em entrevista à Agência Brasil. Desde o início da escalada dos preços, houve registro de gasolina a R$ 9 em São Paulo, por exemplo.

Além disso, esse processo foi catalisado pela privatização da BR Distribuidora, cujo processo de venda terminou em 2021. A privatização eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos que ignoram os valores praticados nas refinarias.

“Sem a estrutura verticalizada que ia “do poço ao posto”, o Brasil perdeu a ferramenta institucional necessária para frear a especulação em momentos de crise”, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

Antecedentes

Desde o início das tensões, que se acentuaram com ações do governo iraniano no Estreito de Ormuz, local por onde passa 20% do petróleo mundial, iniciou-se um forte processo de especulação em torno do preço do barril de petróleo no mercado mundial. O Petróleo subiu de cerca de US$ 70 para a casa dos US$ 120, com o Irã alertando para a possibilidade de chegar a US$ 200.

A reação do Brasil, veio, em primeiro momento, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinando um decreto presidencial na quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, Lula assinou uma MP (Medida Provisória) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

No dia seguinte, a Petrobras anunciou que iria reajustar o valor do óleo diesel vendido às distribuidoras em R$ 0,38 por litro. O novo preço passou a valer a partir do sábado (14). Contudo, o governo alegou que os anúncios do dia anterior atenuariam os impactos da medida.




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Oscar 2026: saiba onde assistir, filmes indicados e ordem da premiação

15 de Março de 2026, 15:10
Crédito: The Academy

A cerimônia do Oscar 2026 ocorre neste domingo (15), em Los Angeles, e deve mobilizar cinéfilos em todo o Brasil. Em clima de final de Copa do Mundo, bares, restaurantes, cinemas e cineclubes organizam sessões especiais para acompanhar ao vivo a maior premiação do cinema mundial, que começa às 20h (horário de Brasília).

No Brasil, o público poderá assistir à cerimônia completa e na íntegra pelo canal TNT e pelo streaming Max. Além das transmissões oficiais, cinemas, bares e espaços culturais em diversas cidades do país também organizam exibições em telões, transformando a noite do Oscar em um grande encontro de fãs de cinema.

Além da disputa entre grandes produções internacionais, a edição deste ano chega com forte presença brasileira, com o filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, indicado em quatro categorias.

A expectativa é repetir o clima que tomou conta do país no ano passado, quando a vitória de Ainda Estou Aqui como Melhor Filme Internacional levou o público a acompanhar a cerimônia como um grande evento nacional.

O thriller político nacional é ambientado no Recife dos anos 1970 e concorre em quatro categorias:

  • Melhor Filme;
  • Melhor Filme Internacional;
  • Melhor Ator, para Wagner Moura; e
  • Melhor Direção de Elenco

Além das indicações, Wagner Moura também foi confirmado como um dos apresentadores da cerimônia, participando da entrega de uma das estatuetas durante a noite.

A indicação ao prêmio de Melhor Ator também marca um momento histórico: Wagner Moura se tornou o primeiro brasileiro indicado na categoria principal masculina de atuação.

O ator brasileiro concorre na categoria com atores de peso como: Timothée Chalamet (em Marty Supreme), Leonardo DiCaprio (em Uma Batalha Após a Outra), Michael B. Jordan (em Pecadores) e Ethan Hawke (Blue Moon).

Concorrentes

Na categoria Melhor Filme Internacional, em que O Agente Secreto disputa a estatueta, os indicados são:

  • Valor Sentimental (Noruega)
  • Foi Apenas um Acidente (Irã)
  • Sirat (Cazaquistão)
  • A Voz de Hindjab (Argélia)

Já na disputa de Melhor Filme, principal categoria da noite, os indicados são:

  • O Agente Secreto
  • Pecadores (Sinners)
  • Uma Batalha Após a Outra (One Battle After Another)
  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
  • Frankenstein
  • Valor Sentimental (Sentimental Value)
  • Sonhos de Trem (Train Dreams)
  • Bugonia
  • Marty Supreme

Embora a Academia não divulgue oficialmente a sequência completa das premiações antes da cerimônia, ela costuma seguir uma ordem semelhante todos os anos, começando pelas categorias de atuação coadjuvante e curtas e avançando para os prêmios técnicos e principais.

A sequência tradicional segue a seguinte ordem: Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Curta-Metragem Animado, Melhor Curta-Metragem Live Action, Melhor Documentário, Melhor Filme Internacional, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Direção de Elenco, Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção Original, Melhor Design de Produção, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Cabelo, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Som, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Roteiro Original, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Ator e, por fim, Melhor Filme, que encerra a cerimônia.




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Trump diz que EUA “derrotaram e dizimaram” o Irã

14 de Março de 2026, 19:57
Crédito: reprodução de TV / White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma publicação nas redes sociais, neste sábado (14), afirmando que os Estados Unidos “derrotaram e dizimaram completamente o Irã”. Além disso, o mandatário estadunidense disse que países que recebem petróleo do Estreito de Ormuz, local por onde passa 20% do comércio global de petróleo, devem cuidar da região.

“Os Estados Unidos derrotaram e dizimaram completamente o Irã, militarmente, economicamente e de todas as outras formas, mas os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem, e nós ajudaremos — MUITO!”, escreveu Trump.

No entanto, até o início da noite deste sábado (14), não havia informação oficial de rendição do Irã. A morte do aiatolá Ali Khamenei não tem se mostrado suficiente para desestruturar a resistência do país Persa, que além disso, têm mostrado poderio bélico para manter as tensões em Ormuz e nos demais países da região.

Neste sábado (14), o Irã atacou a sede da Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque. Além disso, o Irã ameaçou destruir a infraestrutura petrolífera de empresas que cooperam com os Estados Unidos, isso se as suas instalações fossem atacadas.

Antecedentes

Na sexta-feira (13), os Estados Unidos comunicaram um ataque a alvos militares na Ilha Kharg, principal centro petrolífero do Irã, que serve de terminal para a exportação de 90% do petróleo iraniano. Trump ameaçou atingir a infraestrutura petrolífera na ilha caso o Irã continuasse a bloquear a navegação no Estreito de Ormuz.

O ataque a Kharg foi o desdobramento mais recente das tensões na região, que afetaram os preços do petróleo em todo o mundo. O Preço do barril de petróleo chegou aos US$ 120. No entano, o governo iraniano chegou a emitir um comunicado, dizendo ao mundo para se preparar para o barril a US$ 200.

Brasil

Crise que chegou ao Brasil. A Petrobras anunciou, na sexta-feira (13), que iria reajustar o valor do óleo diesel vendido às distribuidoras em R$ 0,38 por litro. O novo preço passou a valer a partir de sábado (14).

Em entrevista coletiva na tarde de hoje, a empresa afirmou que, diante desse cenário, os preços estão sob monitoramento e avaliação diários, e que até o momento, não há previsão de reajuste da gasolina.




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Bolsonaro tem piora da função renal e aumento de inflamação

14 de Março de 2026, 14:11
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro teve piora da função renal e aumento nos indicadores inflamatórios, informou neste sábado (14) o Hospital DF Star, em Brasília.

Segundo o último boletim médico, ele continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta.

O hospital informou que, apesar do agravamento dos rins, o ex-presidente está clinicamente estável e mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa. Bolsonaro também faz exercícios de fisioterapia respiratória e motora e recebe medidas de prevenção de trombose venosa.

Desde a manhã de sexta-feira (13), Bolsonaro está na UTI do DF Star, com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Ele chegou à unidade hospitalar privada socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

Ele está detido na Papudinha (prédio no Complexo Penitenciário da Papuda), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.

O boletim médico é assinada pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini; os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; o coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior; e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.

Decisão

Em decisão divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no início da tarde de sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, no hospital, como acompanhante.

Moraes também autorizou os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura, bem como a enteada, Letícia, a visitarem Jair Bolsonaro durante a internação.

O ministro ainda determinou que a vigilância do ex-presidente seja providenciada pelo Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Policiais deverão ficar de prontidão 24 horas, sendo dois na porta do quarto, além de equipes dentro e fora do hospital.

Moraes também proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo equipamentos médicos, na unidade onde Bolsonaro está internado.




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Petrobras aumenta diesel em R$ 0,38 por litro para distribuidoras

13 de Março de 2026, 15:31
Crédito: Agência Petrobras

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel vendido nas refinarias. O novo valor passa a valer no sábado (14).

Com o reajuste, o litro do diesel A da estatal sobe para R$ 3,65. Foi a primeira mudança no preço do combustível desde maio de 2025, quando a empresa havia reduzido o valor em R$ 0,16 por litro.

A alta foi divulgada um dia após o governo federal anunciar um pacote para tentar conter os efeitos da guerra no Irã sobre o mercado de combustíveis. Entre as medidas, o governo zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, com impacto estimado em R$ 0,32 por litro.

Como o reajuste da Petrobras ficou acima desse valor, o efeito imediato da desoneração cai para R$ 0,06 por litro no repasse às distribuidoras.

O valor ao consumidor final depende ainda de impostos, mistura obrigatória de biodiesel e margens de distribuição e revenda. Na semana passada, o preço médio do diesel nos postos era de R$ 6,15 por litro.

Mesmo com o reajuste anunciado, a Petrobras afirma que o diesel A acumula queda de R$ 0,84 por litro desde dezembro de 2022, o que corresponde a recuo de 29,6% em valores corrigidos pela inflação do período.

A empresa também informou que o efeito do aumento ao consumidor pode ser reduzido pela desoneração de PIS e Cofins sobre o diesel anunciada pelo governo federal.

Além disso, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a adesão ao programa federal de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel, criado por medida provisória publicada em 12 de março. O programa prevê pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas beneficiárias.

A Petrobras informou que a assinatura do termo de adesão dependerá da publicação e análise dos atos regulatórios da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), necessários para viabilizar a operação da subvenção.

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Supremo decide se mantém prisão de Vorcaro

13 de Março de 2026, 09:46
Foto: Secretaria da Administração Penitenciária / Divulgação

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta sexta-feira (13) o julgamento virtual que vai decidir se a decisão do ministro André Mendonça, que determinou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, será referendada. O julgamento será iniciado às 11h.

Durante o julgamento, o colegiado também vai decidir se serão mantidas as prisões do cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, acusado de ser operador financeiro do banqueiro, e do escrivão aposentado da Polícia Federal (PF) Marilson Roseno da Silva, que teria auxiliado no acesso a informações sigilosas das investigações.

Além de Mendonça, os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques estarão aptos a votar. Dias Toffoli, que também pertence ao colegiado, se declarou suspeito e não vai participar do julgamento, que contará apenas com os quatro votos.

Em caso de empate na votação, o placar vai favorecer Vorcaro, e o banqueiro pode ser solto.

Prisão

No dia 4 deste mês, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), instituição pública ligada ao governo do Distrito Federal (GDF).

Mendonça atendeu pedido de prisão feito pela PF, após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas aos outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações.

A investigação citou mensagens encontradas no celular do banqueiro, que foi apreendido pela PF, nas quais ele ameaçou Lauro Jardim, jornalista do jornal O Globo, em conversa com Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário.

Mourão também foi preso na terceira fase da operação e atentou contra a própria vida na carceragem da PF, em Belo Horizonte.

A investigação também revelou que Vorcaro tinha contato direto com dois servidores do Banco Central e era informado sobre o andamento das investigações contra o Master no órgão.

Em 17 de novembro do ano passado, o banqueiro foi preso pela primeira vez, quando tentava embarcar em jatinho particular para Dubai, nos Emirados Árabes. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação do Master por suspeitas de fraudes.

Após a prisão, a defesa conseguiu um habeas corpus na Justiça Federal em Brasília, e Vorcaro passou a cumprir prisão domiciliar, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. 




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Novo líder do Irã promete vingança e bloqueio de Ormuz em primeiro discurso

12 de Março de 2026, 20:07
Crédito: reprodução de TV / BBC News

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu vingança contra Estados Unidos e Israel. Ele também defendeu a manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz em sua primeira declaração desde que assumiu o comando do país.

A mensagem foi lida pela TV estatal iraniana nesta quinta-feira (12). No comunicado, Mojtaba afirmou que o Irã não vai recuar, prometeu retaliar os ataques e cobrou o fechamento de bases militares dos Estados Unidos em países da região. Também disse que Teerã quer manter boas relações com os vizinhos.

A declaração ocorre no momento em que Israel fez uma nova rodada de bombardeios sobre Teerã. Os militares israelenses anunciaram ataques em larga escala contra estruturas do regime iraniano na capital.

No campo político, Mojtaba segue sem aparecer em público desde a escolha para suceder Ali Khamenei. O embaixador iraniano em Genebra, Ali Bahreini, afirmou à BBC que ele está seguro e governa o país. Ainda assim, o novo líder continua fora de vista, em meio a dúvidas sobre o estado de saúde. Ele teria sofrido uma fratura no pé e ferimentos leves no ataque que causou a morte de seu pai e outros familiares.

O bloqueio do Estreito de Ormuz continua no centro da crise. O embaixador iraniano disse que Teerã não é contra o uso pacífico da rota, mas afirmou que o país não permitirá que Estados Unidos e Israel usem a região para ameaçar o Irã.

Israel bombardeia o Líbano

A pressão militar também segue no Líbano. Israel voltou a atacar alvos do Hezbollah em Beirute e no sul do país. O Ministério da Saúde libanês informou 687 mortos desde o início da ofensiva. No Vale do Bekaa, ataques deixaram sete mortos e 23 feridos, conforme o governo local.

No Golfo Pérsico, a guerra continua afetando o deslocamento de navios, a ação em bases militares e abalando a infraestrutura. Autoridades britânicas informaram que dois drones foram abatidos durante ataque a uma base em Erbil, no norte do Iraque, usada por forças do Reino Unido e dos Estados Unidos. Segundo autoridades norte-americanas, não houve feridos graves.

O monitoramento marítimo do Reino Unido informou que 13 navios foram atacados desde o início da guerra. Cerca de 20 mil pessoas, entre entre marinheiros, passageiros de navios de cruzeiro e trabalhadores portuários, seguem retidos na região e que ao menos oito morreram desde o começo da escalada.

A instabilidade no Estreito de Ormuz voltou a pressionar o petróleo, que superou novamente a marca de US$ 100 por barril. A liberação recorde de reservas estratégicas por dezenas de países não foi suficiente para derrubar de forma consistente os preços.

Na fronteira entre Irã e Turquia, quase 300 iranianos chegaram de trem à cidade de Van depois de mais de 26 horas de viagem desde Teerã. Muitos relataram medo, exaustão e incerteza sobre o avanço da guerra.

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Governo zera PIS e Cofins do diesel e cria subvenção até dezembro

12 de Março de 2026, 15:25
Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (12) um pacote para tentar reduzir o preço do diesel no país até 31 de dezembro. As medidas incluem alíquota zero de PIS e Cofins na importação e comercialização do combustível, subvenção para produtores e importadores e cobrança de 12% sobre a exportação de petróleo. O objetivo é reduzir o possível impacto econômico diante da guerra no Golfo Pérsico.

De acordo com o Ministério da Fazenda, o corte de tributos deve reduzir o preço do diesel em R$ 0,32 por litro na refinaria. A subvenção a produtores e importadores deve representar outros R$ 0,32 por litro. A estimativa oficial é de redução total de R$ 0,64 por litro.

A subvenção, no entanto, será condicionada à comprovação de repasse do benefício ao consumidor final.

Para compensar a perda de arrecadação e estimular maior oferta ao mercado interno, o governo passará a cobrar 12% de imposto sobre a exportação de petróleo. A equipe econômica estima arrecadar R$ 30 bilhões com essa medida até o fim do ano.

De acordo com o governo, a renúncia com PIS e Cofins sobre o diesel deve chegar a R$ 20 bilhões. A subvenção deve ter impacto adicional de R$ 10 bilhões no caixa da União.

Também foi editado um segundo decreto, de caráter permanente, com medidas de fiscalização e transparência sobre preços de combustíveis. Conforme o governo, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) ficará responsável por definir critérios objetivos para caracterizar armazenamento injustificado e aumento abusivo de preços por distribuidoras.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que as medidas não alteram a política de preços da Petrobras e que a maior preocupação do governo neste momento é o diesel por causa do impacto sobre transporte e cadeias produtivas.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse que a nova alíquota sobre exportação de petróleo também busca evitar que parte maior da produção seja direcionada ao mercado externo em meio à alta internacional do barril.

Durante o anúncio, integrantes do governo também criticaram a privatização da BR Distribuidora. A subsidiária da Petrobras foi privatizada na gestão Jair Bolsonaro.

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Zanin será novo relator de pedido de criação da CPI do Banco Master

12 de Março de 2026, 09:36
Foto: Rosinei Coutinho - SCO/STF

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) foi escolhido nesta quarta-feira (11) novo relator da ação para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

Zanin foi escolhido após Dias Toffoli se declarar suspeito para analisar o caso e deixar a relatoria do mandado da segurança. O sorteio foi feito pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte.

No mês passado, Toffoli também deixou a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master após a Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, que há menções a ele em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.

O ministro é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos que é ligado ao Master e investigado pela PF.

CPI

O mandado de segurança para garantir a abertura da CPI foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar alega que o requerimento para a criação da comissão já foi protocolado e cumpriu os requisitos legais.

Segundo o parlamentar, há omissão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deixar de instalar a CPI.

“O requerimento obteve um total de 201 assinaturas, cumprindo o requisito de mais de 1/3 (um terço) dos membros da Câmara dos Deputados, possui objeto certo e prazo definido, preenchendo, assim, todos os requisitos previstos no art. 58, § 3º, da Constituição Federal”, disse o deputado.




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Agência mundial de energia aprova a liberação de 400 milhões de barris de petróleo

11 de Março de 2026, 14:18
Crédito: Guilherme Dardanhan / ALMG

A AIE (Agência Internacional de Energia) decidiu liberar 400 milhões de barris de petróleo das reservas de emergência dos países-membros após a escalada da guerra no Oriente Médio. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (11) e é a maior já adotada pela agência. Ela supera os 182,7 milhões de barris liberados em 2022 depois da invasão da Ucrânia pela Rússia.

De acordo com a entidade, a decisão busca reduzir a pressão sobre o mercado de energia depois de ataques a navios no Golfo Pérsico, danos a infraestrutura do setor e dificuldades crescentes para escoar a produção da região.

O diretor-executivo da agência, Fatih Birol, afirmou que produtores do Oriente Médio começaram a reduzir a produção por falta de rotas suficientes para levar o petróleo ao mercado. A AIE apontou que seus países-membros mantêm mais de 1,2 bilhão de barris em estoques públicos de emergência, além de outros 600 milhões de barris em estoques da indústria mantidos sob obrigação governamental.

Irã endurece discurso e promete petróleo a US$ 200

No mesmo dia, o Irã anunciou mudança na política militar adotada até aqui. Em comunicado, o porta-voz do comando militar conjunto Khatam al-Anbiya afirmou que a política de ataques recíprocos chegou ao fim e será substituída por ofensivas contínuas.

No texto, o porta-voz Ebrahim Zolfaqari declarou que Teerã não permitirá que petróleo atravesse o Estreito de Ormuz com destino a Estados Unidos, Israel e parceiros desses países. Ele também afirmou que embarcações e petroleiros ligados a esses destinos passarão a ser considerados alvos legítimos.

“Preparem-se para o barril de petróleo chegar a 200 dólares, porque o preço do petróleo depende da segurança regional, que vocês desestabilizaram”, acrescentou o porta-voz.

Em contrapartida, Trump concedeu uma nova entrevista ao site Axios, dos Estados Unidos. Ele afirmou que a guerra vai acabar “em breve”. “Pequenas coisas aqui e ali… A qualquer momento que eu quiser que isso termine, terminará”, disse Trump durante a ligação de cinco minutos.

O conflito foi iniciado em 28 de fevereiro em conjunto com Israel, cujo Ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou na quarta-feira que a guerra “continuará por tempo indeterminado” até que todos os objetivos da campanha conjunta israelense-americana fossem alcançados.

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Cargueiros são alvos de ataques no Estreito de Ormuz

11 de Março de 2026, 09:53
Crédito: Marinha Real da Tailândia

Pelo menos três navios mercantes foram atingidos por projéteis nesta quarta-feira (11) na área do Estreito de Ormuz, no 12º dia da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. A rota marítima já opera sob forte tensão e teve o tráfego praticamente paralisado desde o início do conflito.

Uma embarcação de bandeira japonesa, a One Majesty, ficou com um buraco de cerca de 10 centímetros após ser atingida ao norte de Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos. Outro navio, o graneleiro Star Gwyneth, de bandeira das Ilhas Marshall, teve o casco danificado ao norte de Dubai. O navio tailandês Mayuree Naree foi atingido ao norte de Omã e teve incêndio a bordo. A empresa de segurança marítima Vanguard confirmou os danos às três embarcações.

A Marinha da Tailândia informou que 23 tripulantes estavam no Mayuree Naree. Vinte foram resgatados por Omã, e o resgate dos outros três seguia em andamento. O monitoramento marítimo do Reino Unido informou 13 ataques a navios e quatro episódios de atividade suspeita desde o início da guerra.

Ontem, o Centcom (Comando Central dos Estados Unidos) afirmou ter destruído 16 embarcações iranianas usadas para lançamento de minas perto do Estreito de Ormuz. Mais cedo, Donald Trump havia falado em 10 barcos atingidos. A ação ocorreu após relatos de inteligência sobre preparativos iranianos para espalhar minas na área.

Novo líder supremo é ferido

No campo político, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, foi descrito como fora de risco por Yousef Pezeshkian, filho do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, depois de relatos de que ele teria sido ferido. A Reuters, citando uma autoridade israelense, informou que Mojtaba sofreu ferimentos leves. Ele não fez pronunciamentos públicos nem apareceu desde a confirmação de sua escolha.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, voltou a pedir publicamente que iranianos se levantem contra o regime dos aiatolás. Do lado iraniano, o chefe de polícia Ahmadreza Radan afirmou que manifestantes contrários ao regime, se agirem “a mando do inimigo”, serão tratados como inimigos.

Os ministros de Energia do G7 deram apoio “em princípio” ao uso de reservas estratégicas por causa dos efeitos da guerra sobre o petróleo e o gás. A medida ainda depende de coordenação com a Agência Internacional de Energia.

Mais bombardeios de Israel no Líbano

Israel também ampliou os bombardeios. Os militares israelenses anunciaram uma nova onda de ataques em larga escala contra alvos no Irã e contra estruturas atribuídas ao Hezbollah em Beirute. No Líbano, a escalada segue no sul do país, nos subúrbios ao sul da capital e no Vale do Bekaa.

No sul do Líbano, a agência oficial do país informou sete mortos e 23 feridos após ataques na região leste. Em outro balanço, o Ministério da Saúde libanês informou 570 mortos desde o início dos bombardeios em 2 de março. Em Beirute, um prédio residencial foi atingido em área onde moradores diziam se sentir fora da zona de risco. Mais de 700 mil pessoas já deixaram suas casas por causa das ordens de evacuação e dos bombardeios.

Países do Golfo bloqueiam ataques iranianos

Países do Golfo voltaram a acionar defesa aérea. Os Emirados Árabes Unidos informaram nova resposta a mísseis e drones lançados pelo Irã. Mais cedo, o país havia comunicado quatro feridos após a queda de dois drones nas proximidades do aeroporto de Dubai.

O Qatar disse ter interceptado um ataque com mísseis. E a Arábia Saudita afirmou ter destruído seis mísseis balísticos lançados na direção da base aérea Prince Sultan e também drones em outras áreas do país. Omã informou que derrubou um drone e que outro caiu no mar. O Bahrein manteve o espaço aéreo fechado.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter lançado a 35ª onda de operações. Em comunicado reproduzido por meios estatais, a corporação disse ter atacado bases militares dos Estados Unidos no Qatar, no Kuwait e no Iraque, além da Quinta Frota norte-americana. Até o momento, autoridades norte-americanas não haviam confirmado esses danos.

O comando militar conjunto do Irã também ameaçou atingir bancos ligados a Estados Unidos e Israel na região após o relato de ataque a um banco estatal em Teerã. Um porta-voz advertiu que pessoas não deveriam permanecer a menos de um quilômetro de bancos na região.

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Preço do petróleo dispara e Trump envia sinais contraditórios no 10º dia da guerra contra o Irã

9 de Março de 2026, 22:23
Crédito: reprodução de TV / White House

O décimo dia da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, nesta segunda-feira (9), foi marcado pela disparada do petróleo, pela reação das potências do G7 e por novas declarações de Donald Trump que alternaram a possibilidade de encerramento rápido do conflito com a defesa de continuidade da ofensiva.

O barril chegou perto de US$ 120, maior valor desde o início da guerra da Ucrânia, em 2022. A alta foi impulsionada pelo fechamento do Estreito de Ormuz e pela redução de oferta em países do Golfo atingidos pela escalada regional. No entanto, recuou com uma série de declarações de Donald Trump (leia mais abaixo) e fechou em US$ 92.

Ministros das Finanças do G7 discutiram medidas para conter os efeitos da disparada, mas decidiram não liberar, por enquanto, as reservas de emergência. O grupo reúne França, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Canadá e Reino Unido.

Conforme a IEA (Agência Internacional de Energia), os riscos para o mercado aumentaram com a dificuldade de circulação no Estreito de Ormuz e com a redução parcial da produção de petróleo em parte da região. A estimativa é de que 80% do petróleo que passou por Ormuz em 2025 tenha seguido para a Ásia, embora uma interrupção prolongada tenha potencial de impacto global.

A diretora técnica do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo), Ticiana Álvares, afirmou à Agência Brasil que os efeitos imediatos tendem a atingir primeiro Ásia e Europa, mas que uma guerra mais longa ampliaria as repercussões para toda a economia global. Ela também avaliou que o Brasil pode ganhar espaço como fornecedor alternativo de petróleo, embora siga exposto aos efeitos inflacionários internacionais.

No caso brasileiro, a avaliação é que a Petrobras teria capacidade de amortecer por algum tempo parte da pressão sobre os combustíveis. Ainda assim, o país continuaria vulnerável ao encarecimento de derivados e a uma possível desaceleração global caso o conflito se prolongue.

Trump oscila discurso entre fim rápido e continuidade

Ao longo do dia, Trump deu entrevistas e fez discursos com mensagens diferentes sobre o rumo da guerra. Em entrevista à CBS, afirmou que o conflito estaria “praticamente resolvido” e sugeriu que o encerramento poderia ocorrer em breve. No mesmo conjunto de falas, porém, declarou que os Estados Unidos ainda “não venceram o suficiente”.

Mais tarde, em evento com parlamentares republicanos na Flórida, o presidente voltou a dizer que a operação seria de curto prazo, mas defendeu a continuidade da ofensiva até uma “vitória final”. Também afirmou que os Estados Unidos já destruíram a maior parte da capacidade militar iraniana, incluindo mísseis, drones e estruturas de comunicação.

Em outra frente, Trump voltou a cogitar maior controle sobre o Estreito de Ormuz e deixou em aberto a possibilidade de influenciar a liderança do Irã após a guerra, assim fez nos últimos dias. Também disse que uma decisão sobre envio de tropas ainda não foi tomada.

As falas ocorrem num momento em que o próprio governo norte-americano já havia indicado anteriormente a possibilidade de uma guerra mais longa, superior a um mês.

Embaixador do Brasil vê guerra cara e difícil

O embaixador do Brasil no Irã, André Veras, avaliou que uma tentativa de derrubada do regime iraniano por forças estrangeiras seria uma tarefa “hercúlea” e com alto custo humano e econômico.

Em entrevista à Rádio Nacional, ele afirmou que ataques exclusivamente aéreos não seriam suficientes para produzir mudança de regime e destacou as dificuldades de uma eventual incursão terrestre, como o tamanho do território iraniano, o relevo montanhoso e a capacidade militar do país.

Veras relatou que, apesar dos bombardeios, serviços essenciais como água, energia e gás seguem funcionando no Irã, enquanto aulas continuam de forma remota e o comércio permanece aberto. A principal restrição relatada é o racionamento de gasolina.

O embaixador também apontou que a rápida substituição de Ali Khamenei por seu filho, Seyyed Mojtaba Khamenei, demonstrou capacidade de reorganização institucional do sistema iraniano. Ao mesmo tempo, avaliou que essa sucessão pode ampliar críticas internas, por reforçar a percepção de continuidade hereditária dentro de um regime instaurado após a derrubada de uma monarquia.

Diplomacia segue aberta, mas cenário continua instável

Mesmo com a escalada, Veras não descartou uma saída negociada. Na avaliação dele, o Irã precisa do alívio das sanções econômicas, enquanto Estados Unidos e demais potências dependem de estabilidade para preservar o comércio global e as rotas de energia.

Também nesta segunda-feira, o Kremlin informou que Trump telefonou para Vladimir Putin. Conforme a versão divulgada por Moscou, os dois discutiram a situação no Irã e na Ucrânia, e o presidente russo apresentou ideias voltadas a uma solução política e diplomática para o conflito.

Até o fim do dia, no entanto, o cenário seguia sem indicação concreta de cessar-fogo. Com o petróleo em alta, o mercado financeiro sob pressão e mensagens contraditórias vindas da Casa Branca, o décimo dia de guerra terminou com mais incerteza sobre a duração e o custo do conflito.

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Lula sanciona lei que impede relativização do estupro de crianças menores de 14 anos

8 de Março de 2026, 17:16
Presidente Lula em entrevista ao "Jornal Nacional". Crédito: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.353, publicada neste domingo (8). A legislação altera o Código Penal para estabelecer de forma expressa que a presunção de vulnerabilidade da vítima no crime de estupro de vulnerável é absoluta. O texto entra em vigor imediatamente.

Na prática, a nova redação impede que essa condição seja relativizada com base em elementos como consentimento da vítima, experiência sexual anterior, manutenção de relações antes do crime ou gravidez resultante da violência.

“O projeto, de autoria da deputada Laura Carneiro, garante uma redação legal clara e inequívoca para fortalecer a proteção da dignidade de nossas crianças, impedindo interpretações que reduzam a proteção às vítimas”, afirmou o presidente da República.

A mudança foi feita no artigo 217-A do Código Penal. O novo texto inclui um parágrafo que afirma ser absoluta a presunção de vulnerabilidade da vítima e inadmissível sua relativização. Também determina que as penas previstas para esse crime se aplicam independentemente de consentimento, vida sexual anterior ou gravidez.

Pela legislação brasileira, são considerados vulneráveis, para fins desse tipo penal, menores de 14 anos e pessoas que, por enfermidade, deficiência mental ou outra causa, não tenham discernimento ou não possam oferecer resistência.

“Com essa mudança em nosso Código Penal, agora não há mais brechas para relativizações, nem chances para que abusadores tentem se livrar das penas, alegando, por exemplo, que as relações foram consentidas ou que não resultaram em gravidez. Em pleno século XXI, não podemos mais aceitar esse tipo de violência contra nossas meninas. E essa mudança é um passo civilizatório nas leis brasileiras”, concluiu Lula.

A nova lei não cria um novo crime nem altera as penas já previstas. Conforme a justificativa da proposta, a alteração busca impedir interpretações que levem em conta fatores como relacionamento prévio ou gravidez para diminuir a responsabilização penal.

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Estados Unidos e Israel ampliam bombardeios contra o Irã

7 de Março de 2026, 16:21
Crédito: reprodução de vídeo /BBC News

A guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã entrou no oitavo dia neste sábado (7) com intensificação dos bombardeios, novos confrontos no Líbano e ataques e interceptações registrados em vários países do Oriente Médio.

Nas últimas horas, as IDF (Forças de Defesa de Israel) afirmaram ter realizado uma nova onda de ataques aéreos contra alvos militares no Irã. Conforme os militares israelenses, mais de 80 caças participaram da operação, que atingiu lançadores de mísseis, depósitos de armas e outras estruturas militares.

A imprensa israelense relata que cerca de 230 munições foram utilizadas nos ataques, incluindo bombardeios contra instalações associadas à Guarda Revolucionária Islâmica. Entre os alvos citados estão a Universidade Militar Imam Hussein e uma instalação subterrânea ligada à produção de mísseis balísticos.

Relatos de explosões também ocorreram no aeroporto Mehrabad, em Teerã. Imagens de satélite analisadas por empresas de inteligência mostram danos a aeronaves e instalações militares no local.

Paralelamente, autoridades do governo de Donald Trump afirmaram que os Estados Unidos conduziram na sexta-feira (6) a maior campanha de bombardeios já realizada contra o Irã. A estratégia, conforme integrantes do governo norte-americano, busca reduzir a capacidade militar iraniana ao atingir fábricas e lançadores de mísseis.

Washington também avalia ampliar sua presença naval na região. O porta-aviões USS George H. W. Bush pode ser enviado ao Mediterrâneo Oriental para se juntar ao USS Gerald R. Ford e ao USS Abraham Lincoln.

Conflito se amplia no Líbano

A ofensiva militar também se intensificou no Líbano. Conforme o Ministério da Saúde libanês, confrontos e bombardeios israelenses deixaram ao menos 294 mortos e mais de mil feridos desde o início das operações.

Uma ação realizada na região de Nabi Sheet, no Vale do Bekaa, deixou dezenas de mortos, conforme autoridades locais. Conforme o exército israelense, a operação buscava possíveis restos mortais do piloto Ron Arad, desaparecido desde 1986.

Durante a incursão, tropas israelenses teriam enfrentado combatentes do Hezbollah. O grupo afirmou ter atacado uma base militar israelense próxima à cidade de Safed.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o Líbano “pagará um preço muito alto” caso os ataques do Hezbollah continuem.

Interceptações e ataques no Golfo

A guerra também gerou incidentes em vários países do Golfo. A Arábia Saudita informou ter interceptado um míssil balístico lançado em direção à base aérea Príncipe Sultan, que abriga tropas norte-americanas.

Os Emirados Árabes Unidos declararam ter interceptado 15 mísseis balísticos e 119 drones lançados contra o país. Dois drones atingiram o território emiradense, causando danos materiais.

Um drone também caiu próximo ao aeroporto internacional de Dubai, considerado o mais movimentado do mundo em tráfego internacional. O terminal suspendeu temporariamente as operações por segurança, mas os voos foram retomados posteriormente.

O Catar também relatou a interceptação de um ataque com míssil.

O Irã afirmou que não pretende atacar países vizinhos caso seus territórios não sejam usados para lançar ataques contra o país. A declaração foi feita pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.

Mesmo assim, governos da região continuaram relatando interceptações de mísseis e drones ao longo do dia.

Verborragia se amplia

As declarações entre líderes também indicam endurecimento do discurso político. Donald Trump afirmou nas redes sociais que o Irã “será atingido muito duramente”. O presidente norte-americano declarou que áreas que não estavam entre os alvos militares podem passar a ser consideradas na campanha de ataques.

Por sua vez, o presidente iraniano afirmou que o país “jamais se renderá” aos Estados Unidos ou a Israel e acusou Washington de violar o direito internacional ao atingir infraestrutura civil.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que qualquer intensificação da guerra será responsabilidade do governo norte-americano.

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UFRGS passar a integrar rede pública de rádio da EBC

6 de Março de 2026, 18:26
Rádio Universidade. Crédito: Thiago Cruz / UFRGS

A UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) passou a integrar a RNCP (Rede Nacional de Comunicação Pública) de rádio após firmar acordo com a EBC (Empresa Brasil de Comunicação). O contrato foi publicado no DOU (Diário Oficial da União) desta sexta-feira (6).

Conforme o ato, a universidade aderiu à rede pública com possibilidade de retransmitir a programação em Porto Alegre. O acordo estabelece cooperação entre as instituições para difusão de conteúdo radiofônico. O contrato tem vigência de dez anos.

A adesão permite que programas produzidos pela EBC sejam transmitidos pela universidade de forma simultânea ou em horários definidos na grade local.

Conforme o Diário Oficial, a parceria não envolve transferência de recursos financeiros entre as partes. A cooperação prevê apenas a integração da universidade à rede pública de comunicação.

A RNCP reúne emissoras públicas, universitárias e educativas que compartilham programação jornalística, cultural e educativa. A rede é coordenada pela EBC, responsável por veículos como a Rádio Nacional e a TV Brasil.

Com a adesão, a universidade passa a fazer parte da estrutura nacional de comunicação pública que conecta emissoras em diferentes regiões do país.

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Petróleo ultrapassa US$ 90 em meio a escalada na guerra dos EUA e Israel contra o Irã

6 de Março de 2026, 17:38

A escalada da guerra conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã já começa a provocar efeitos diretos na economia global. Nesta sexta-feira (6), o petróleo do tipo Brent superou a marca de US$ 90 por barril, nível que não era registrado desde outubro de 2022.

Naquele período, o preço havia alcançado picos de até US$ 116 após a crise energética provocada pela invasão russa da Ucrânia. Agora, a alta está ligada ao risco de interrupção no fornecimento de energia no Oriente Médio, uma das principais regiões produtoras do mundo.

O foco das preocupações está no Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do petróleo exportado pelos países do Golfo.

Segundo analistas do setor energético, cerca de um terço do petróleo global é produzido na região. Os países do Golfo também respondem por aproximadamente 17% da produção mundial de gás natural.

O ministro de Energia do Catar, Saad al-Kaabi, afirmou que um bloqueio prolongado da rota poderia levar o barril a US$ 150. Na avaliação dele, um cenário desse tipo teria potencial para provocar forte impacto econômico global.

Relatos do setor marítimo indicam que centenas de petroleiros permanecem parados na região, diante das ameaças iranianas contra embarcações que atravessem o estreito.

Analistas apontam que o impacto sobre os preços dependerá da duração da crise. Uma alta breve tende a ser absorvida pelos mercados, mas um impasse de semanas ou meses pode provocar nova pressão inflacionária global, com reflexos em combustíveis, energia e transporte.

Interceptações e alertas em Israel

Enquanto os mercados acompanham os efeitos econômicos da guerra, os confrontos militares continuam na região.

As IDF (Forças de Defesa de Israel) afirmaram ter detectado novos mísseis lançados pelo Irã em direção ao território israelense. Segundo os militares, sistemas de defesa foram acionados para interceptar os projéteis.

O Comando da Frente Interna também enviou alertas para celulares em áreas consideradas de risco, orientando moradores a procurar abrigos.

EUA discutem produção de armamentos

Em meio à intensificação da campanha aérea, Donald Trump se reuniu nesta sexta-feira com executivos de grandes empresas do setor de defesa dos Estados Unidos, incluindo Lockheed Martin, Boeing, Honeywell e L3Harris.

De acordo com a Casa Branca, o encontro havia sido planejado antes do início dos bombardeios contra alvos iranianos. Ainda assim, o volume de armamentos utilizados no conflito aumentou a urgência das discussões sobre produção e reposição de estoques.

Especialistas em defesa apontam que campanhas aéreas prolongadas podem exigir grande volume de munições e sistemas de defesa antimísseis, especialmente diante das respostas militares iranianas.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os Estados Unidos possuem estoques suficientes para manter as operações militares.

“O Exército dos Estados Unidos tem munição e equipamentos suficientes para continuar as operações”, declarou.

Evacuações de cidadãos continuam

Autoridades dos Estados Unidos afirmaram que quase 24 mil cidadãos norte-americanos já retornaram ao país desde o início da guerra.

Segundo o Departamento de Estado, novos voos continuam sendo organizados conforme as condições de segurança permitem. O número não inclui pessoas que deixaram a região por rotas terrestres ou que seguem em trânsito por outros países.

Trump afirmou anteriormente que milhares de cidadãos estão sendo retirados do Oriente Médio de forma “discreta e organizada”.

Irã relata danos ao sistema de saúde

O porta-voz Hossein Kermanpour declarou que 200 mortos têm menos de 18 anos, incluindo um bebê de oito meses. Entre os feridos, 552 também são menores de idade.

Já o Ministério da Saúde do Irã afirmou que mais de 2 mil pessoas estão hospitalizadas em decorrência dos ataques. Oito profissionais de saúde morreram e 11 hospitais foram atingidos desde o início da guerra.

Os Estados Unidos negam ter como alvo civis. Israel afirma que atinge “estruturas militares com ataques de precisão” e acusa o Irã de realizar ataques contra áreas civis.

A verificação independente de informações no território iraniano no entanto é bastante limitada, pois jornalistas estrangeiros enfrentam restrições para atuar no país.

Impactos em transporte, energia e internet

A guerra também começa a afetar rotas logísticas e comunicações na região.

A empresa de transporte marítimo Maersk suspendeu serviços entre o Extremo Oriente, o Oriente Médio e a Europa após revisar riscos de segurança na região.

No Curdistão iraquiano, autoridades informaram que a produção em um campo de petróleo operado por empresa dos Estados Unidos foi interrompida após ataque com drones.

O diretor da Agência Internacional de Energia alertou que uma interrupção nas exportações de gás iraniano pode aumentar a disputa por gás natural liquefeito entre Europa e Ásia, pressionando preços.

Dentro do Irã, a interrupção da internet também estimulou um mercado paralelo de redes privadas virtuais. Moradores relatam conexão instável, custos elevados de acesso e dificuldades para enviar fotos e vídeos para o exterior.

Líbano enfrenta agravamento da crise humanitária

No Líbano, ataques israelenses continuam em Beirute e no sul do país, com alvos que Israel afirma estarem ligados ao Hezbollah.

O Ministério da Saúde libanês informou que 217 pessoas morreram e 798 ficaram feridas desde o início da nova fase do conflito.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha afirmou que centenas de milhares de pessoas deixaram suas casas.

Moradores relatam congestionamentos nas ruas da capital libanesa, praças ocupadas por deslocados e famílias dormindo em carros ou tendas improvisadas. Israel segue orientando moradores a abandonar áreas próximas a posições atribuídas ao Hezbollah.

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Trump exige “rendição incondicional” do Irã no 7º dia de guerra

6 de Março de 2026, 14:44
Crédito: reprodução de vídeo / TV Globo

A guerra conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou no sétimo dia nesta sexta-feira (6), com ampliação dos ataques aéreos, novos relatos de interceptações em países do Golfo e endurecimento do discurso de Donald Trump. Em publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos afirmou que “não haverá acordo” com Teerã, exceto sob “rendição incondicional”.

A declaração reduz, no curto prazo, a possibilidade de uma saída negociada. Na mesma publicação, Trump afirmou que, depois disso, os EUA e aliados ajudariam a reconstruir o Irã e citou a escolha de uma liderança “aceitável”. A fala amplia a pressão política de Washington sobre o futuro do país, embora integrantes do governo norte-americano tenham evitado, nos últimos dias, usar abertamente o termo “mudança de regime”.

Enquanto isso, Israel informou ter iniciado a 15ª onda de ataques contra estruturas que atribui ao governo iraniano em Teerã. As IDF (Forças de Defesa de Israel) afirmaram ter destruído um bunker militar na capital iraniana com o uso de 50 caças. A informação foi divulgada pelos militares israelenses e, até o momento, não há confirmação independente sobre os efeitos da ação.

Moradores de Teerã ouvidos pela BBC Persian relataram que a noite de quinta para sexta foi a mais intensa desde o início da guerra. Um deles afirmou que a casa “tremeu por cinco minutos”. Outro disse que acordou às 5h com explosões.

Mediação começa, mas não indica trégua

Apesar da intensificação dos bombardeios, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que “alguns países” iniciaram esforços de mediação. Sem citar quais governos estariam envolvidos, declarou que o Irã continua comprometido com uma paz duradoura, mas que não abrirá mão de defender a soberania nacional.

As declarações de Trump e Pezeshkian indicam que há movimentos diplomáticos paralelos à escalada militar, mas ainda sem sinal concreto de cessar-fogo.

Países do Golfo relatam novas interceptações

Arábia Saudita, Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado ataques durante a madrugada desta sexta-feira. O Ministério da Defesa dos Emirados afirmou ter destruído nove mísseis balísticos e interceptado 109 drones. Segundo o governo do país, três drones caíram em território emiradense.

No Catar, o Ministério da Defesa anunciou a interceptação de um drone que teria como alvo a base aérea de Al-Udeid, a maior base militar dos EUA na região. Em Bahrein, autoridades britânicas anunciaram apoio à defesa aérea local com caças da Royal Air Force.

Reino Unido mantém posição ambígua

O governo britânico afirmou nesta sexta-feira que não alterou sua posição oficial, embora tenha admitido a legalidade de ataques a locais de lançamento de mísseis iranianos que possam ameaçar britânicos. Downing Street sustentou que autorizou uso “limitado, específico e defensivo” de bases para ações dos EUA, enquanto a aviação britânica segue focada na interceptação de drones, como acontece em Bahrein.

A formulação mantém a linha adotada por Londres desde o início da escalada militar: não participar da ofensiva inicial, mas aceitar ações classificadas pelo governo como defensivas. Ainda assim, a posição segue sob pressão interna e externa. Ao longo da semana, o primeiro-ministro do Reino Unido foi alvo de críticas de Donald Trump pela falta de autorização para uso de bases militares britânicas nos ataques contra o Irã.

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Irã anuncia ataque a petroleiro dos EUA no Golfo Pérsico

5 de Março de 2026, 09:13

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta quinta-feira (5) que um míssil atingiu um petroleiro com bandeira dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, segundo comunicado divulgado pela televisão estatal.

O ataque ocorre no sexto dia da guerra regional, intensificando a tensão no Oriente Médio.

De acordo com a nota oficial, a embarcação “foi atingida por um míssil no norte do Golfo Pérsico” e “está atualmente em chamas”. O comunicado, no entanto, não trouxe mais detalhes.

O incidente ainda não foi confirmado de forma independente e acontece em um momento em que o braço militar do regime iraniano afirma ter “controle total” do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo.

Até o momento, não se sabe o nome do navio atingido, e o governo dos Estados Unidos ainda não se pronunciou oficialmente. Caso seja confirmado, o ataque representará uma nova escalada na guerra iniciada no último sábado (28), quando Estados Unidos e Israel lançaram ofensivas contra o Irã.

Simultaneamente à ação contra o petroleiro, o Irã também teria lançado ataques com drones contra o espaço aéreo do Azerbaijão.

Segundo a imprensa local, um dos dispositivos explodiu em um prédio no Aeroporto Internacional de Nakhichevan, enclave estratégico situado entre Turquia, Armênia e Irã.

A agência de notícias estatal azerbaijana APA informou que os drones restantes caíram “em outros lugares” do país, sem fornecer mais detalhes. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram danos extensos e colunas de fumaça preta.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Azerbaijão, além do drone que atingiu o aeroporto de Nakhchivan — localizado a poucos quilômetros da fronteira com o Irã —, outro caiu perto de uma escola na vila de Shakarabad.

A pista do aeroporto de Nakhchivan também foi danificada em vários pontos após os ataques, devido a destroços de um drone que caíram na área, segundo relatos de um correspondente da imprensa local.

Irã e Azerbaijão são países vizinhos, e suas relações são marcadas por tensões e interesses divergentes. Uma das principais preocupações de Teerã é a cooperação entre Azerbaijão e Israel em áreas como energia, comércio e segurança.

A República Islâmica também se opõe ao projeto do chamado “Corredor de Zangezur”, que pretende ligar o território do Azerbaijão ao enclave de Nakhchivan por meio da província armênia de Syunik, próxima à fronteira iraniana.

Paralelamente, diversas explosões atingiram Teerã e seus subúrbios ocidentais nesta manhã, após Israel anunciar novos ataques aéreos contra o território iraniano.

A agência de notícias Fars relatou uma explosão na zona oeste da capital, enquanto os jornais Shargh e Iran noticiaram ao menos uma ofensiva em Karaj, cidade situada na região metropolitana de Teerã.

Por sua vez, o Irã afirmou ter lançado mísseis contra o quartel-general de forças curdas no Curdistão iraquiano, segundo a mídia estatal.

“Alvejamos o quartel-general de grupos curdos que se opõem à revolução no Curdistão iraquiano com três mísseis”, afirmou um comunicado militar citado pela agência de notícias IRNA em seu canal no Telegram.

Desde o início da ofensiva israelense-americana contra Teerã, a região autônoma do Curdistão — que abriga tropas americanas — tem sido alvo frequente de ataques com drones, a maioria interceptada pelas defesas aéreas.

Nas últimas horas, também foram ouvidos fortes estrondos em Jerusalém. As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que os sons estavam relacionados a “mísseis lançados do Irã”. 

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PF prende dono do Banco Master na 3ª fase da Operação Compliance Zero

4 de Março de 2026, 14:49
Crédito: Banco Master / Divulgação

A PF (Polícia Federal) deflagrou no início da manhã desta quarta-feira (4) a terceira fase da Operação Compliance Zero e prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A agência apura possível prática de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, atribuídas a uma organização criminosa.

Conforme a PF, os agentes cumprem quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em São Paulo e Minas Gerais. As ordens foram expedidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). As investigações tiveram apoio do Banco Central do Brasil (BC).

O STF determinou ainda o afastamento de cargos públicos de alguns investigados e o sequestro e bloqueio de bens até o limite de R$ 22 bilhões. De acordo com a PF, a medida busca interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo e preservar valores potencialmente relacionados às práticas apuradas.

Estrutura de vigilância e intimidação

Na decisão, o ministro André Mendonça citou indícios de que o grupo mantinha uma estrutura voltada a vigilância e intimidação de pessoas consideradas contrárias aos interesses do banco. O despacho também menciona suspeitas de acesso indevido a sistemas sigilosos de órgãos como a própria PF e o Ministério Público Federal, além de referências a bases de organismos internacionais, conforme trechos reproduzidos na decisão.

Além de Vorcaro, Mendonça decretou a prisão de outros investigados, incluindo Fabiano Zettel, descrito como responsável por pagamentos e cobranças do grupo, e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como operador de ações de monitoramento e obtenção de informações. A decisão cita ainda a atuação de um policial federal aposentado, também alvo de prisão preventiva.

Plano de intimidação

O ministro também apontou mensagens que indicariam planos de intimidação contra um jornalista. Nesta quarta-feira (4), o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, declarou ser o alvo mencionado nas conversas citadas no despacho.

A decisão de Mendonça cita ainda dois nomes ligados ao BC: o ex-diretor de fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-servidor Belline Santana. Conforme o despacho, eles teriam atuado como consultores de interesse privado do banqueiro e seriam alvo de medidas que incluem restrição de exercício de funções, além de buscas. O texto menciona suspeita de uso de contratos simulados para justificar repasses, conforme a investigação.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) manifestou-se contra as medidas solicitadas pela PF em 27 de fevereiro e alegou falta de urgência e prazo insuficiente para análise. Mendonça afirmou que viu risco concreto de interferência nas investigações e de novos crimes, inclusive contra a integridade física e moral de pessoas.

Em nota, a defesa de Vorcaro declarou que ele esteve à disposição das autoridades, colaborou com as investigações e negou tentativa de obstrução. A PF afirma apurar, entre outros pontos, crimes contra o sistema financeiro, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, fraude processual e obstrução de justiça.

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Trump pressiona aliados europeus no 4º dia de guerra contra o Irã

3 de Março de 2026, 16:00
Crédito: reprodução de vídeo / TV Globo

A guerra conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou no quarto dia nesta terça-feira (3). As ações no campo de batalha registraram nova escalada militar e ampliaram a pressão política de Donald Trump sobre aliados europeus.

Em declarações no Salão Oval, durante encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz, Trump afirmou que pode ter “forçado a mão” de Israel para antecipar a ofensiva e disse que “Teerã se preparava para atacar”.

O presidente dos Estados Unidos sustentou que o Irã teve capacidades militares “derrubadas” e sinalizou continuidade da operação com novas ondas de ataques. Também afirmou que há uma “terceira onda” a caminho e voltou a indicar que o conflito pode se estender por semanas — com possibilidade de ultrapassar a projeção inicial mencionada em discursos anteriores.

Mais cedo, novos ataques destruíram o edifício que funcionava como sede da Assembleia de Especialistas, órgão constitucionalmente responsável por selecionar o líder supremo do Irã. O prédio ficou completamente destruído. Não há confirmação sobre mortes entre integrantes do colegiado responsável pela escolha do novo clérigo que deverá governar o país.

Ainda na Casa Branca, Trump justificou a operação como medida para impedir o avanço da capacidade nuclear e do programa de mísseis de longo alcance do Irã — a mesma linha adotada nos ataques de junho do ano passado. O presidente também afirmou que as ações buscam reduzir o que descreve como apoio iraniano a grupos armados na região, como Hezbollah, no Líbano, e Hamas, na Faixa de Gaza.

Pressão sobre Reino Unido e Espanha

Durante as declarações, Trump elevou o tom contra o Reino Unido por restrições impostas na primeira fase da operação, especialmente quanto à logística e ao uso de bases militares.

O presidente atacou diretamente o primeiro-ministro Keir Starmer ao afirmar que “isso não é Winston Churchill”. Também criticou o acordo britânico sobre o arquipélago de Chagos, no Oceano Índico, onde está localizada a base de Diego Garcia, operada conjuntamente por britânicos e norte-americanos.

No caso da Espanha, Trump ameaçou romper relações comerciais e falou em “cortar todo o comércio” após a sinalização do governo espanhol de que não autorizaria o uso das bases de Morón e Rota na ofensiva. Assim como Diego Garcia, esses pontos estratégicos próximos ao Estreito de Gibraltar são operados de forma conjunta entre EUA e Espanha.

Na prática, o discurso associa a autorização dessas bases e o apoio logístico europeu à manutenção de relações diplomáticas e comerciais. A postura amplia o custo político para aliados que tentam limitar sua participação a ações defensivas.

Incursão terrestre no Líbano

No quarto dia de guerra, o Exército israelense lançou uma incursão terrestre em área fronteiriça do sul do Líbano. A movimentação ocorre após o Ministério da Defesa de Israel autorizar os militares a “tomar o controle” de novas posições no país vizinho.

A operação terrestre ocorre nas regiões de Kfar Kila e da planície de Khiam, próximas à fronteira com Israel. Os alvos são integrantes do grupo Hezbollah, aliado estratégico do Irã.

O governo libanês já havia anunciado a retirada de efetivos militares de posições avançadas na fronteira, sob a justificativa de preservar a segurança diante das operações israelenses.

O comandante das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir, classificou Irã e Hezbollah como parte de um “eixo xiita” e afirmou que o lançamento de foguetes pelo grupo libanês contra Israel representou a decisão de se alinhar diretamente a Teerã.

Ataques com drones e alerta diplomático

A embaixada norte-americana em Riad, capital da Arábia Saudita, foi atingida por dois drones. Conforme o Ministério da Defesa saudita, os danos foram limitados e houve apenas um incêndio de pequenas proporções, sem vítimas.

Diante da retaliação iraniana em diferentes pontos da região, o Departamento de Estado dos EUA recomendou que pessoal diplomático não essencial e familiares deixem países como Iraque, Jordânia e Bahrein. O governo norte-americano também orientou cidadãos a deixarem ao menos 14 países do Oriente Médio, entre eles Egito, Irã, Israel, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen.

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Acidente com lancha deixa seis mortos na divisa entre Minas Gerais e São Paulo

22 de Fevereiro de 2026, 12:44
Crédito: Bombeiros de Minas Gerais / Divulgação

Seis pessoas morreram e nove ficaram feridas após uma lancha colidir com a estrutura de um píer às margens do Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. O acidente ocorreu por volta das 23h30 deste sábado (21), no município de Sacramento, na margem mineira do rio.

Conforme o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a embarcação saiu de Franca, no interior paulista, e transportava 15 ocupantes no momento da colisão.

Entre as vítimas estão três mulheres, dois homens e uma criança de 4 anos. As identidades não foram divulgadas.

Os nove sobreviventes foram socorridos inicialmente por equipes da Defesa Civil. Três deles precisaram ser hospitalizados em Rifânia, no interior de São Paulo. Os demais não apresentaram ferimentos graves.

De acordo com os bombeiros, o piloto da lancha, que morreu no acidente, não possuía habilitação na categoria Arrais-Amador, exigida para condução desse tipo de embarcação.

As circunstâncias da colisão serão apuradas.

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Trump eleva para 15% tarifa global sobre importações após decisão da Suprema Corte

21 de Fevereiro de 2026, 16:48
Official White House Photo by Daniel Torok

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (21) que elevará para 15% a tarifa global sobre importações, após decisão da Suprema Corte que derrubou o programa anterior de taxas adotado com base em lei de emergência econômica.

Na sexta-feira (20), Trump havia determinado tarifa imediata de 10% sobre todos os produtos importados, além das alíquotas já existentes. No sábado, informou que aumentará o percentual para o limite máximo permitido por uma legislação comercial de 1974, que autoriza cobrança de até 15% por período de até 150 dias sem necessidade de aprovação prévia do Congresso.

As novas tarifas entram em vigor na terça-feira (24). Após esse prazo, o governo deverá buscar autorização legislativa para manter a medida.

Em publicação em rede social, Trump afirmou que a decisão foi tomada após análise do que classificou como decisão “antiamericana” da Suprema Corte. Por seis votos a três, o tribunal concluiu que o presidente extrapolou seus poderes ao utilizar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, de 1977, para impor tarifas amplas no ano passado.

Mesmo com a derrubada do programa anterior, permanecem em vigor tarifas específicas sobre aço, alumínio, madeira e automóveis, adotadas com base em outra legislação.

A elevação da tarifa global cria incertezas para países que haviam negociado taxas de 10% com os Estados Unidos, como Reino Unido e Austrália. O novo percentual também pode gerar disputas judiciais e pedidos de reembolso por parte de empresas importadoras.

Dados oficiais indicam que os Estados Unidos já arrecadaram ao menos US$ 130 bilhões em tarifas aplicadas com base na legislação anulada pela Suprema Corte. Entidades empresariais defenderam que eventuais valores cobrados indevidamente sejam devolvidos, enquanto representantes do setor industrial criticaram a decisão judicial.

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Novas regras para vales-alimentação e refeição entram em vigor

10 de Fevereiro de 2026, 14:22
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

As novas regras do sistema de vale-alimentação e vale-refeição entram em vigor nesta terça-feira (10). Em novembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que altera o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) com o objetivo de ampliar a transparência, a concorrência e a integridade no setor.

Agora, a taxa de desconto (MDR) cobrada dos supermercados e restaurantes, pelas operadoras, não pode ultrapassar 3,6%. A tarifa de intercâmbio tem teto de 2%, sendo vedada qualquer cobrança adicional.

Além disso, o repasse do dinheiro aos estabelecimentos deve ocorrer em até 15 dias corridos após a transação. Até então, restaurantes e similares recebiam os valores 30 dias após as transações.

Já estavam em vigor, com a assinatura do decreto, as regras de proteção, com a proibição de práticas comerciais abusivas, como deságios, descontos, benefícios indiretos, prazos incompatíveis com repasses pré-pagos e vantagens financeiras não relacionadas à alimentação.

A nova regulamentação do PAT já foi questionada na Justiça pelas maiores empresas de vale-alimentação e refeição do país, que obtiveram liminares suspendendo fiscalização ou aplicação de punições. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), “por ora, elas estão protegidas de sanções por descumprimento das regras de taxas e prazos, mas não estão dispensadas das demais obrigações do decreto e do PAT”.

“É fundamental que todas as empresas ajustem suas operações para estar em conformidade com o novo normativo, inclusive aquelas que possuem liminar.

As liminares não suspendem a vigência do decreto como um todo, nem estendem seus efeitos a outras empresas. O decreto está em pleno vigor e deve ser integralmente cumprido. A obrigatoriedade de observância das novas regras, como o teto de taxas e os prazos de liquidação, é imediata para todo o mercado, segundo a pasta.

As mudanças no programa beneficiam mais de 22 milhões de trabalhadores, que terão maior liberdade de escolha e melhor aceitação dos cartões. O decreto também traz equilíbrio para empresas e estabelecimentos, garantindo que os recursos sejam usados exclusivamente para alimentação.

Criado em 1976, o PAT é a política pública mais antiga do MTE e vai completar 50 anos em 2026. O programa conta com 327 mil empresas cadastradas e alcança 22,1 milhões de trabalhadores em todo o país.

Próximas mudanças

Outra mudança entra em vigor a partir de 10 de maio, com a transição do sistema atual, em que o cartão de vale-alimentação ou vale-refeição só pode ser utilizado em estabelecimentos credenciados por uma única operadora, para um novo arranjo, no qual o benefício poderá ser aceito em diferentes maquininhas e estabelecimentos, independentemente da empresa emissora ou da bandeira.

Em novembro, 360 dias após a assinatura do decreto, está prevista a interoperabilidade plena do sistema, quando qualquer cartão PAT deverá ser aceito em qualquer maquininha de pagamento no Brasil.

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