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Vereador Ramiro Rosário é condenado por desinformação contra cooperativas do MST

O vereador de Porto Alegre Ramiro Rosário (Novo), junto ao advogado e ex-secretário de Meio Ambiente do município Maurício Fernandes da Silva Stuart, foram condenados por disseminar informações falsas a respeito do arroz ecológico produzido por duas cooperativas agrárias ligadas aos Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Cooperativa Dos Trabalhadores Assentados Da Região De Porto Alegre (COOTAP) e a Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita (Coopan).

Em abril de 2023, Ramiro utilizou as próprias redes sociais para veicular informações inverídicas que afirmavam que o arroz produzido e comercializado pela COOTAP continha agrotóxicos, fundamentando-se em um laudo produzido pelo Laboratório de Análise de Resíduos de Pesticidas (LARP) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que atestava justamente a ausência de tais resíduos nos grãos.

Posteriormente, Maurício Fernandes repercutiu a desinformação em duas plataformas nas quais atua como coordenador, direitoagrario.com e direitoambiental.com. Um terceiro réu, o vereador de Nova Santa Rita Silvio Roberto Flores de Almeida, foi absolvido.

A 6ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de Porto Alegre condenou os réus ao pagamento de R$ 10 mil em danos morais a cada uma das cooperativas, junto de retratação pública nos sites de Maurício Fernandes e nas redes de Ramiro Rosário dentro do prazo de 15 dias após o trânsito em julgado. As publicações devem permanecer no ar por 60 dias ininterruptos, sob pena de R$ 1 mil diários em caso de descumprimento, limitados a R$ 60 mil.

“A liberdade de expressão e de informação, embora pilares do Estado Democrático de Direito, não constituem um salvo-conduto para a disseminação de inverdades factuais que atentem contra a honra e a imagem de terceiros”, atesta a sentença proferida pela 6ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de Porto Alegre.

Em nota divulgada à imprensa, o MST manifestou apoio à decisão judicial, alegando que se trata de uma “vitória não apenas jurídica, mas política e social”.

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Assessor de Trump deu informações falsas ao Itamaraty; entenda

O assessor sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beattie. Foto: Divulgação

O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta sexta-feira (13) a revogação do visto concedido ao assessor sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beattie, integrante do governo de Donald Trump.

Segundo o Itamaraty, a decisão foi tomada após a identificação de irregularidades nas informações apresentadas pelo norte-americano ao solicitar entrada no Brasil. De acordo com a pasta, o pedido de visto continha dados incompletos e inconsistentes sobre o objetivo da viagem.

“O Itamaraty confirma a revogação do visto, tendo em conta a omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington. Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”, informou o ministério em nota oficial.

A visita de Beattie havia gerado controvérsia após vir à tona que ele pretendia se reunir com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na unidade militar conhecida como Papudinha, em Brasília, após condenação por tentativa de golpe de Estado. O encontro chegou a ser solicitado ao Supremo Tribunal Federal pela defesa do ex-presidente.

O ministro Alexandre de Moraes chegou a pedir esclarecimentos ao Itamaraty sobre a viagem do assessor norte-americano. Inicialmente, havia autorização para a visita, mas a decisão foi revista depois que o governo brasileiro informou que o visto havia sido concedido apenas para compromisso privado e que não havia agenda diplomática oficial prevista.

O ministro Alexandre de Moraes. Foto: Divulgação

Além do encontro com Bolsonaro, também foi informado que o assessor pretendia conversar com o deputado Sóstenes Cavalcante, líder da oposição na Câmara. A possibilidade de reuniões políticas levou integrantes do governo a interpretarem a viagem como tentativa de interferência em assuntos internos do país.

O presidente Lula comentou o caso e afirmou que o norte-americano não poderia entrar no Brasil enquanto houvesse restrições a autoridades brasileiras nos Estados Unidos. “Aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde que está bloqueado”, declarou.

Com a revogação do visto, Darren Beattie fica impedido de entrar no território brasileiro. O Itamaraty afirmou que a decisão segue normas legais aplicadas em casos de inconsistência nas informações fornecidas durante o pedido de entrada, medida prevista tanto na legislação brasileira quanto em regras internacionais.

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