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Fifa veta espanhol em entrevistas oficiais da Copa do Mundo; entenda o motivo

Vini Jr., durante entrevista após o jogo da Seleção na qual não pode ser questionado em espanhol graças ao veto da Fifa. Reprodução

A Fifa proibiu o uso do espanhol em determinados ambientes oficiais de entrevista da Copa do Mundo de 2026, incluindo coletivas e zonas mistas com idiomas previamente autorizados pela organização. A justificativa atribuída à entidade é a padronização da comunicação entre delegações, jogadores e imprensa, com o inglês adotado como idioma-base quando não houver língua comum liberada.

A regra apareceu no entorno de Brasil x Marrocos, no sábado (13), quando jornalistas hispanofalantes tentaram fazer perguntas em espanhol a jogadores acostumados ao idioma. Na véspera da partida, Vinicius Junior chegou a pedir que uma questão feita em inglês fosse reformulada em espanhol, mas o idioma não estava entre os permitidos pela Fifa naquele espaço oficial.

🇺🇸🇲🇽 | La FIFA prohíbe a los periodistas preguntar en español a los jugadores de Brasil y Marruecos a pesar de ser la segunda lengua materna más hablada del mundo por encima del inglés.

La FIFA autorizó a preguntar en francés, árabe, portugués e inglés, algo que supuso un… pic.twitter.com/67K1XRTTcA

— ʜᴇʀQʟᴇs (@herqles_es) June 14, 2026

Após o empate por 1 a 1, o tema voltou à tona na zona mista. Um jornalista venezuelano pediu que Vini Jr. respondesse em espanhol, mas o atacante disse que falaria em português por estar a serviço da Seleção Brasileira. “Estou com o Brasil, vou falar só em português”, afirmou, antes de comentar a atuação do time.

A limitação também afetou profissionais que tentaram entrevistar atletas de Marrocos, como Achraf Hakimi. Segundo relatos publicados nas redes sociais, a Fifa autorizou perguntas apenas em francês, árabe, português e inglês em determinados ambientes ligados à partida.

Na prática, a norma impediu o uso de uma língua amplamente dominada por jogadores dos dois elencos, especialmente atletas que atuam ou atuaram na Espanha. O caso chamou atenção porque o Mundial de 2026 também é sediado pelo México, país hispanofalante, além de Estados Unidos e Canadá.

🗣️ Periodista: “SOY DE VENEZUELA, EN ESPAÑOL, POR FAVOR”.

🗣️ Vinícius: “SOY DE BRASIL VOY A HABLAR EN PORTUGUÉS”.

Esta entrevista de TV de Vini, post-debut. 🤬🇧🇷 pic.twitter.com/lY8QDjy1yf

— Ataque Futbolero (@AtaqueFutbolero) June 14, 2026

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Marrocos, que empatou com o Brasil, tinha 11 jogadores nascidos em outros países

Seleção marroquina. Reprodução

Pela primeira vez na história das Copas do Mundo, uma seleção atuou com 11 jogadores nascidos fora do país que representa. O feito foi registrado por Marrocos no empate por 1 a 1 com o Brasil, neste sábado (13), pela primeira rodada do Mundial de 2026.

O marco ocorreu após a saída de Azzedine Ounahi, único atleta nascido em território marroquino que iniciou a partida. Com a entrada de Chemsdine Talbi, nascido na Bélgica, a equipe passou a ter todos os jogadores em campo nascidos no exterior.

A formação reunia atletas nascidos em Canadá, França, Bélgica, Espanha e Países Baixos. Entre eles estavam Bono, natural de Montreal, Achraf Hakimi, de Madri, e Bilal El Khannouss, de Molenbeek. Todos defendem Marrocos por ascendência familiar.

🇲🇦🌍 Pela primeira vez na história das Copas do Mundo, uma seleção entrou em campo com 11 jogadores nascidos fora do país que representa.

No empate contra o Brasil, todos os titulares marroquinos nasceram no exterior:

🇨🇦 Bono (Montreal, Canadá)
🇳🇱 Noussair Mazraoui (Leiderdorp,… pic.twitter.com/cprTKPxtKL

— Curiosidades Europa (@CuriosidadesEU) June 14, 2026

A característica reflete a grande diáspora marroquina instalada principalmente na Europa. Nas últimas décadas, a federação do país ampliou a busca por talentos descendentes de marroquinos formados em categorias de base de clubes europeus.

O modelo ajudou a transformar a seleção em uma das forças emergentes do futebol mundial. Depois da histórica semifinal em 2022, Marrocos voltou a mostrar competitividade ao segurar o Brasil na estreia da Copa de 2026.

A equipe comandada por Walid Regragui teve organização tática e criou dificuldades para o time de Carlo Ancelotti. O empate reforçou o papel de uma geração construída fora das fronteiras do país, mas conectada à identidade marroquina.

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Galvão no SBT e recorde da CazéTV levam Globo à pior audiência com Brasil em Copas

Everaldo Marques e o ex-jogador Denilson. Foto: Reprodução/TV Globo

A transmissão do empate entre Brasil e Marrocos pela Copa do Mundo registrou neste sábado (13) a pior audiência da história da Globo em jogos da seleção brasileira no torneio. Exibida entre 19h04 e 21h05, a partida disputada nos Estados Unidos alcançou média prévia de 30,74 pontos na Grande São Paulo, segundo dados obtidos pelo mercado televisivo. Com informaões do TV Pop.

O confronto também marcou a primeira partida da seleção em uma Copa do Mundo sem a narração de Galvão Bueno na Globo desde 1982. Nesta edição, o narrador passou a integrar a equipe do SBT, enquanto Everaldo Marques assumiu a transmissão do jogo pela emissora líder de audiência.

O resultado ficou abaixo do antigo recorde negativo da Globo em partidas do Brasil no Mundial. Até então, a menor audiência havia sido registrada em 12 de julho de 2014, quando a seleção perdeu para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo realizada no Brasil. Na ocasião, a emissora marcou 31,5 pontos na Grande São Paulo.

Durante a exibição de Brasil x Marrocos, a audiência da Globo atingiu pico de 31,75 pontos às 21h05. A emissora concentrou, em média, 49,08% dos televisores ligados na região metropolitana paulista, mantendo a liderança isolada entre todos os concorrentes.

Transmissão da CazéTV com Casemiro e o ex-jogador Romário. Foto: Reprodução/Youtube

As plataformas de streaming apareceram como a principal alternativa à transmissão da Globo. Considerando os televisores sintonizados na CazéTV, os serviços digitais registraram média de 11,36 pontos no mesmo período da partida. A emissora do YouTube, aliás, com seus 12 milhões de expectadores simultâneos, bateu o recorde mundial da plataforma.

O SBT também obteve um de seus melhores desempenhos na cobertura do torneio. Com Galvão Bueno à frente da transmissão, a emissora alcançou média de 8,07 pontos e pico de 10,64 pontos às 19h55. O resultado foi registrado pouco depois da separação da transmissão compartilhada com a N Sports.

Executivos da emissora avaliam que, após a consolidação dos números e considerando a audiência de plataformas não identificadas pelos sistemas de medição em tempo real, o SBT poderá atingir cerca de 12 pontos de média. Caso a projeção se confirme, o desempenho superará a audiência conquistada pela Band na estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014.

No Painel Nacional de Televisão, que reúne dados das 15 principais regiões metropolitanas do país, a Globo permaneceu na liderança com 31,85 pontos. Os serviços de streaming ficaram em segundo lugar com 11,51 pontos, seguidos pelos conteúdos não identificados, SBT, televisão por assinatura, Record, Band e RedeTV!, repetindo a mesma ordem observada na Grande São Paulo.

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Ancelotti evita explicar ausência de Endrick após empate frustrante do Brasil

Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, durante entrevista após a estreia do time na Copa. Reprodução

 

A ausência de Endrick no empate por 1 a 1 entre Brasil e Marrocos, neste sábado (13), pela primeira rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026, virou um dos principais assuntos após a partida.

Diante de uma atuação pouco inspirada da Seleção, a decisão de Carlo Ancelotti de deixar o atacante no banco durante os 90 minutos gerou questionamentos entre torcedores e jornalistas.

Autor do gol da vitória brasileira sobre o Egito no amistoso da semana passada, o camisa 19 era apontado por muitos como uma alternativa para mudar o panorama de um time que teve dificuldades para criar chances diante dos marroquinos. Mesmo assim, Ancelotti optou por iniciar a partida com Igor Thiago no comando do ataque e lançou Matheus Cunha no segundo tempo.

Após o jogo, o treinador italiano foi questionado sobre a ausência de Endrick, mas evitou entrar no tema. Visivelmente incomodado e sem demonstrar disposição para aprofundar a análise da partida, Ancelotti afirmou que não comentaria desempenhos individuais.

🚨 URGENTE – Ancelotti é questionado por que não colocou o Endrick e diz que não está ali para falar de um jogador individualmente

“Eu não estou aqui para falar individualmente de um jogador” pic.twitter.com/K4xHwa36Gl

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) June 14, 2026

“Não estou aqui para falar individualmente de jogadores. Falo do time, que não foi bem no primeiro tempo e melhorou no segundo. Tivemos algumas oportunidades e temos que acertar mais”, declarou.

O Brasil começou a partida em ritmo lento e viu o Marrocos abrir o placar com Saibari ainda no primeiro tempo. A equipe africana foi superior em boa parte da etapa inicial e explorou as dificuldades defensivas brasileiras. O empate veio graças a uma jogada individual de Vinícius Júnior, que marcou um belo gol e evitou uma derrota na estreia.

A resposta de Ancelotti, porém, dificilmente encerrará o debate. Com o ataque apresentando pouca efetividade e o treinador deixando uma das principais promessas do futebol brasileiro no banco durante toda a partida, a pressão sobre a comissão técnica tende a aumentar nos próximos dias.

A Seleção Brasileira volta a campo na próxima sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. O último compromisso da fase de grupos será diante da Escócia, no dia 24.

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Avaliado em R$ 5,3 bilhões, elenco de Ancelotti não empolga na estreia da Copa 2026 e empata com Marrocos

O mercado espera que a Seleção Brasileira desempenhe um papel de protagonismo no Mundial, avançando até as fases decisivas e rumo ao sonhado título de hexacampeão. O time comandado por Carlo Ancelotti entrou na competição sob altas expectativas, à medida  em que os craques escalados para a disputa figuram entre os times mais caros do mundo. 

O elenco brasileiro comandado pelo italiano está avaliado em € 928 milhões, equivalente a R$ 5,37 bilhões, o que classifica o time como o sexto mais caro do mundo. A cotação elevada, entretanto, não se refletiu no campo, à medida que a seleção marroquina conta com um valor de mercado quase que a metade,   €498,3 milhões, ou R$ 3,18 bilhões – e, ainda assim, conseguiu empatar.

Mercado da bola além dos campos 

O próprio técnico da seleção nacional também se consolidou como um dos principais nomes do marketing esportivo no país desde que assumiu o comando da equipe nacional.

Às vésperas da Copa do Mundo, o treinador passou a ser disputado por grandes anunciantes e se transformou em um dos ativos comerciais mais valiosos do futebol brasileiro. Segundo especialistas do setor, os valores cobrados para o uso de sua imagem podem chegar a ser cinco vezes superiores aos pagos a treinadores que passaram anteriormente pela seleção.

O italiano já estrelou campanhas de marcas como Brahma, Volkswagen e Amazon, integrando um grupo restrito de patrocinadores que conseguiram associar suas marcas ao treinador.

Além das ações publicitárias, Ancelotti ampliou significativamente sua presença digital nos últimos meses. O crescimento de sua audiência nas redes sociais, acompanhado pela chegada de milhões de novos seguidores, reforçou sua relevância comercial e ampliou o potencial de exposição para patrocinadores.

Da várzea aos estádios 

O crescimento dos clubes americanos no ranking das equipes mais valiosas do mundo tem reduzido a distância histórica em relação ao domínio europeu e ampliado a pressão sobre mercados tradicionais do futebol, como o Brasil. A avaliação é do comentarista esportivo Cacá Bueno, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, que atribui a ascensão da Major League Soccer (MLS) à capacidade dos Estados Unidos de transformar o futebol em um negócio de entretenimento cada vez mais rentável.

Segundo ele, o avanço é significativo. Até o ano passado, apenas dois clubes americanos figuravam entre os 30 mais valiosos do planeta. Agora, são sete equipes na lista, lideradas pelo Inter Miami.

“Já não é tão clara a hegemonia europeia assim. Até o ano passado apenas dois times americanos apareciam na lista dos 30 mais valiosos e esse ano já são sete”, afirmou.

Apesar da expansão dos norte-americanos, os gigantes europeus ainda mantêm posição de destaque. Clubes como Real Madrid, Barcelona e Manchester City seguem entre os mais valiosos do futebol mundial. Ainda assim, Cacá destaca que o valor dessas equipes continua abaixo de franquias das ligas profissionais americanas.

“Onde o americano põe a mão, realmente ganha valor de mercado”, disse. Segundo ele, a valorização dos clubes deixou de depender apenas de receitas tradicionais, como venda de jogadores, patrocínios e bilheteria. Hoje, o entretenimento e a produção de conteúdo desempenham papel cada vez mais relevante.

“O valor de mercado não é mais só o valor do patrocínio da camisa, venda de jogadores e bilheteria. Agora entram conteúdo, streaming, canais próprios e outras fontes de receita”, explicou.

Arredores do jogo 

As cifras altas não se restringem aos salários dos envolvidos no jogo. Segundo dados do Skyscanner, o interesse dos brasileiros pelos destinos que receberão jogos da Copa segue em alta. A especialista em voos e viagens da plataforma, Isla dos Santos, afirma que algumas cidades-sede já registram crescimento expressivo nas buscas.

“Entre os brasileiros, o que a gente nota é um crescimento de 10% em buscas para a Filadélfia, que é uma das cidades-sede onde o Brasil vai se apresentar. Também vemos um aumento de 14% em buscas para Miami”, disse.

De acordo com a especialista, Miami já figurava entre os destinos internacionais mais procurados pelos brasileiros antes mesmo do torneio, mas a Copa ampliou ainda mais esse movimento.

Além do interesse específico pelas cidades que receberão partidas, o apelo das viagens internacionais também cresceu. Segundo levantamento realizado pelo Skyscanner, os brasileiros demonstravam interesse em destinos no exterior 58% maior do que em 2025, mesmo antes da definição completa dos confrontos e das sedes dos jogos.

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Brasil empata com o Marrocos na estreia da Copa; saiba como fica a situação agora

Vini Jr. comemora o gol de empate contra o Marrocos na estreia da Copa

A Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo de 2026 com um empate em 1 a 1 diante do Marrocos neste sábado (13), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Em um confronto equilibrado e de muita intensidade física, os dois gols da partida saíram ainda na etapa inicial.

O Marrocos surpreendeu a defesa brasileira e abriu o placar com Saibari, após uma rápida transição ofensiva. O atacante recebeu um lançamento em profundidade, venceu a marcação na velocidade e demonstrou muita categoria ao encobrir o goleiro Alisson, que saiu muito mal.

A resposta da Seleção veio antes do intervalo. Principal referência técnica do ataque, Vini Jr. balançou as redes e deixou tudo igual, recolocando o Brasil no jogo.

Além dos gols, o primeiro tempo foi marcado por disputas ríspidas no meio-campo: Casemiro e Ibañez foram advertidos com cartão amarelo por faltas em El Aynaoui e Brahim Díaz, respectivamente, enquanto El Khannouss levou amarelo por parar Raphinha com falta. No segundo tempo, as equipes mantiveram a postura competitiva, mas o placar permaneceu inalterado.

O segundo tempo teve momentos de perigo para ambas as equipes, com Allison fazendo uma defesa importante no final. Sob forte calor, a etapa final teve ritmo mais lento do que os primeiros 45 minutos.

Carlo Ancelotti fez alguns gestos à beira do campo orientando um dos atacantes centrais da Seleção a se deslocar para os lados quando Vinícius Júnior recebia a bola. A movimentação parecia fazer parte de uma estratégia para atrair os defensores marroquinos para as laterais, criando espaços na região central do campo.

Como fica a situação no Grupo C?

Por se tratar da rodada de abertura do Grupo C, o resultado deixa a briga pelas vagas na próxima fase totalmente aberta. Veja o impacto do tropeço na estreia:

Tabela de pontos: Brasil e Marrocos somam 1 ponto cada um. A liderança ou a vice-liderança momentânea do grupo dependerá do saldo de gols e do resultado do outro confronto da chave, disputado entre Haiti e Escócia hoje às 22h (horário de Brasília).

Regulamento favorece: Com o formato de 48 seleções, avançam para o mata-mata (dezesseis-avos de final) os dois primeiros colocados de cada grupo, além dos oito melhores terceiros colocados gerais. Embora o empate tire a tranquilidade, o Brasil segue com chances claras de classificação.

Pressão por vitórias: O critério de desempate pode ser crucial. Para não depender de combinações de resultados ou da vaga como melhor terceiro, a Seleção Brasileira precisará buscar os três pontos nas próximas duas partidas.

Próximos jogos do Brasil

A Seleção Brasileira volta a campo na próxima semana para tentar garantir sua primeira vitória no Mundial:

Brasil x Haiti: Quinta-feira, 19 de junho

Escócia x Brasil: Terça-feira, 24 de junho

Ismael Saibari marcou o gol do Marrocos contra o Brasil
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