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Rendimentos dos Treasuries ficam estáveis antes de dados do mercado de trabalho dos EUA

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos operavam estáveis na manhã desta sexta-feira (7), enquanto os investidores aguardavam a divulgação de importantes dados do mercado de trabalho prevista para mais tarde.

O rendimento dos Treasuries de 10 anos, principal referência para hipotecas, financiamentos de automóveis e dívidas de cartão de crédito, permanecia em 4,6719%.

As taxas de prazos mais curtos e mais longos também estavam estáveis. O rendimento do Treasury de 2 anos, que acompanha mais de perto as decisões de juros de curto prazo do Federal Reserve, permanecia em 4,2431%. Já o rendimento do Treasury de 30 anos, que costuma reagir a acontecimentos geopolíticos mais amplos, estava inalterado em 5,2189%.

Um ponto-base equivale a 0,01 ponto percentual, ou 1/100 de 1%, e os rendimentos e os preços dos títulos se movimentam em direções opostas.

Os investidores aguardam a divulgação de importantes dados do mercado de trabalho em busca de sinais mais claros sobre a economia dos Estados Unidos e sobre o possível impacto nas decisões de juros do Federal Reserve, enquanto os preços da energia avançavam nesta sexta-feira.

Economistas esperam que os dados de empregos fora do setor agrícola de julho mostrem a criação de 83 mil vagas no mês, enquanto a taxa de desemprego deve permanecer estável em 4,2%.

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Dan Lacalle, economista-chefe da Tressis, afirmou que altas de juros pelo Fed seriam negativas para a economia, prejudicando especialmente o mercado de trabalho.

“Não faz sentido o Fed elevar os juros”, afirmou Lacalle ao programa “Squawk Box Europe”, da CNBC, nesta sexta-feira. Segundo ele, não há “nenhum sinal” de superaquecimento da economia dos Estados Unidos. Lacalle acrescentou que os dados do núcleo do índice de preços ao consumidor, o CPI, e do índice de preços de gastos com consumo pessoal, o PCE, indicam que aumentos de juros não teriam impacto sobre os preços da energia.

Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate subiam 0,67%, para US$ 77,81 por barril, enquanto o Brent avançava quase 1%, para US$ 83,31.

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Ata do Copom fala em ajustar próximas decisões da Selic conforme evoluir cenário de inflação

O Comitê de Política Monetária (Copom) reafirmou nesta terça-feira, 23, que a magnitude do ciclo de calibração da Selic será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a assegurar a convergência da inflação à meta, considerando o contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços. A mensagem consta na ata da reunião de junho do Copom, publicada no período da manhã desta terça.

No encontro, encerrado na quarta-feira, 17, o colegiado cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,50% para 14,25%.

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Foi o terceiro corte consecutivo. Os juros já caíram 0,75 ponto porcentual desde março, quando o BC começou um “ciclo de calibração” cauteloso da política monetária, em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã na cadeia global de suprimentos, os preços de commodities e a própria inflação.

Antes, o Copom manteve a Selic em 15% – o maior nível em quase duas décadas – por dez meses seguidos, de junho de 2025 até março de 2026.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, disse no documento publicado nesta terça.

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O Comitê também afirmou que a decisão de reduzir a Selic para 14 25% é compatível com a estratégia de convergência da inflação para ao redor da meta. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.”

Projeções

O Copom repetiu as projeções para a inflação já apresentadas no comunicado. O colegiado prevê alta de 5,2% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. Para 2027, atual horizonte relevante da política monetária, espera alta de 3,7% para o IPCA acima do centro da meta, de 3,0%.

Para os preços livres, projeta altas de 5,3% em 2026 e 3,7% em 2027. Para os administrados, altas de 4,7% e 3,9%, respectivamente.

Todas as projeções partem do cenário de referência, com trajetória de juros do Relatório Focus (publicado em 15 de junho) e bandeira amarela de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027.

A taxa de câmbio começa em R$ 5,10 e evolui conforme a paridade do poder de compra (PPC).

Os preços do petróleo seguem aproximadamente a curva futura por seis meses e, depois, sobem 2% ao ano.

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FGTS aprova aumento no teto de renda e financiamento do Minha Casa, Minha Vida

Residências do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”. Foto: Divulgação

O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou, nesta terça-feira (24), modificações importantes no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com o objetivo de ampliar o acesso à casa própria para um maior número de famílias.

As alterações incluem a elevação do limite de renda das faixas de classificação e a ampliação dos valores máximos de financiamento de imóveis, com impacto direto na economia e no mercado imobiliário.

Com as mudanças, o limite de renda mensal da faixa 1 do MCMV passou de R$ 2.850 para R$ 3.200. A faixa 2 também teve reajuste, de R$ 4.700 para R$ 5.000, e a faixa 3, que agora apresenta limites de R$ 9.600, foi ajustada de R$ 8.600.

A faixa 4, voltada para a classe média, criou um aumento considerável, de R$ 12 mil para R$ 13 mil, com a expectativa de beneficiar um número expressivo de famílias. Além do aumento no teto de renda, o programa também contará com uma nova taxa de juros.

Para a faixa 1, a taxa de financiamento será de 4,50%, inferior aos 4,75% anteriores. Essa medida deve beneficiar cerca de 87,5 mil famílias que estavam acima do limite de renda anterior, mas ainda se enquadram no programa. A medida foi antecipada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, durante entrevista à Folha de S. Paulo no final de janeiro.

O aumento nos valores dos imóveis também gerou impacto. Para a faixa 3, o limite de preço dos imóveis passou de R$ 350 mil para R$ 400 mil, com um reajuste de 14%. Já na faixa 4, houve um aumento mais expressivo de 20%, com os valores sendo elevados de R$ 500 mil para R$ 600 mil.

Essas mudanças visam permitir que mais famílias de classe média possam acessar o benefício do programa, principalmente diante da escassez de recursos e da alta nos juros. A ampliação da faixa 3 do programa permitirá a inclusão de 31,3 mil novas famílias no MCMV, enquanto na faixa 4 a expectativa é de que 8,2 mil famílias sejam beneficiadas.

As mudanças nas faixas 3 e 4 serão financiadas com recursos do Fundo Social, que atualmente conta com R$ 31 bilhões alocados para o programa. A previsão é que esses recursos comecem a ser utilizados no segundo semestre deste ano.

Imóveis em construção pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”. Foto: Divulgação

O Minha Casa, Minha Vida, que foi uma das principais vitórias da gestão petista, continua sendo uma das principais bandeiras de campanha em ano eleitoral. O governo federal, em uma tentativa de alavancar a compra de imóveis pela classe média, usou R$ 15 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal no ano passado para dar mais fôlego ao programa.

Esse esforço é visto como essencial para driblar a alta nos juros e a escassez de crédito, especialmente diante da crise econômica que o país atravessa. O programa também ganhou destaque com a introdução da faixa voltada para a classe média, que passou a ser vista como uma medida crucial para enfrentar a falta de acesso da população de renda média ao mercado imobiliário.

Além disso, o governo se comprometeu a utilizar recursos do FGTS para garantir condições acessíveis de financiamento à casa própria, com o objetivo de aquecer o setor. A aprovação das mudanças no MCMV, o Conselho Curador também aprovou a retomada do Programa FGTS-Saúde.

Esse programa permite que recursos do fundo sejam usados para financiar entidades filantrópicas de saúde que atuam de forma complementar ao SUS (Sistema Único de Saúde). A medida visa ampliar o apoio a hospitais filantrópicos, que representam uma parcela significativa da rede de atendimento à população, oferecendo mais de 190 mil leitos e cerca de 25% dos hospitais do Brasil.

A medida foi bem recebida por representantes do governo, como o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que destacou a importância das entidades filantrópicas para o SUS. Segundo ele “muitos territórios têm dependência imensa das filantrópicas, e temos que trabalhar para elas tenham condições de prestar bom serviço”. Contudo, a proposta gerou controvérsias, com representantes do setor privado, como a Confederação Nacional do Comércio (CNC), criticando a utilização do FGTS.

Por fim, o Conselho Curador também aprovou a inclusão de cooperativas como mutuárias do Programa Pró-Transporte, que visa financiar melhorias no transporte público urbano. Essa medida tem como objetivo atender áreas periféricas não atendidas por linhas principais e renovar a frota de veículos de transporte coletivo, proporcionando um sistema mais eficiente e acessível para a população.

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