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Gerdau (GGBR4): Lucro cresce 34% na base anual e companhia anuncia dividendos

A Gerdau (GGBR4) registrou lucro líquido ajustado de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 33,8% em relação ao mesmo período do ano passado, e anunciou a distribuição de R$ 106 milhões em dividendos.

A receita líquida somou R$ 16,7 bilhões, queda de 3,8% na comparação anual, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado atingiu R$ 3 bilhões, avanço de 23,3%, com margem de 17,7%.

O desempenho operacional, segundo a companhia, foi sustentado principalmente pela América do Norte, que representou 75% do Ebitda ajustado consolidado no trimestre.

“O primeiro trimestre transcorreu em um cenário global volátil e desafiador, marcado por tensões geopolíticas que impactaram os mercados de commodities e as cadeias globais de suprimentos. Mesmo nesse contexto, registramos um Ebitda ajustado consolidado de R$ 3 bilhões no trimestre, com recuperação sequencial em todas as operações da companhia”, diz a Gerdau no documento publicado na noite desta segunda-feira (27).

No Brasil, a operação seguiu como o principal ponto de pressão. A receita líquida caiu 16,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025, para R$ 6,3 bilhões, refletindo a combinação de menores volumesde venda e preços ainda pressionados.

As vendas totais recuaram 7,5% na comparação anual, para 1,3 milhão de toneladas, com queda de 4,0% no mercado interno e de 18,1% nas exportações.

A companhia atribuiu o desempenho mais fraco no país a uma sazonalidade mais intensa no início do ano e ao avanço das importações chinesas especialmente em aços planos.

Segundo a Gerdau, as importações de aço no Brasil somaram 1,7 milhão de toneladas no trimestre, alta de 4% na comparação anual e de 32% ante o quarto trimestre, enquanto a penetração de importados em aços planos chegou a 34% em fevereiro, o maior patamar da série histórica.

“Além de uma sazonalidade maior do que a tipicamente apresentada no início do ano, níveis elevados de importações — especialmente de aços planos — afetaram os volumes de vendas no mercado interno e mantiveram os preços ainda sob pressão.”

Do lado dos custos, houve algum alívio na comparação trimestral, mas ainda insuficiente para recompor totalmente a rentabilidade brasileira. O custo das vendas no Brasil caiu 13,8% ante o quarto trimestre, para R$ 6,1 bilhões, explicado principalmente pelo menor volume de vendas e pela redução dos custos após paradas programadas de manutenção realizadas no fim de 2025. Na comparação anual, o custo recuou 9,6%, também refletindo controle de custos fixos, ganhos de produtividade e a base mais elevada do ano anterior, marcada pela parada da planta de Ouro Branco.

Mesmo assim, a pressão sobre preços e volumes pesou sobre o resultado. O EBITDA ajustado do Brasil ficou em R$ 578 milhões, queda de 47,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025, com margem de 9,2%, ante 14,6% um ano antes. Na comparação com o quarto trimestre, porém, houve alta de 13,3%, em linha com a melhora de custos após as paradas de manutenção.

“Mesmo diante desse cenário, mantivemos o foco na gestão de custos e na competitividade das operações, encerrando o 1T26 com EBITDA ajustado de R$ 578 milhões, 13% superior ao 4T25.”

América do Norte “salva” Gerdau

Na América do Norte, o quadro foi o oposto. A receita líquida subiu 6,6% em um ano, para R$ 9,3 bilhões, com vendas de aço de 1,3 milhão de toneladas, alta de 3,8%. O Ebitda ajustado da região atingiu R$ 2,3 bilhões, avanço de 88,1% na comparação anual, com margem de 24,1%.

A empresa citou aumento de volumes, reajustes de preços, melhor mix de produtos e ganhos de eficiência. Além disso, a companhia vem se beneficiando das maiores tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por produzir no país.

“No período, o segmento América do Norte representou 75% do EBITDA ajustado consolidado, o que reforça a relevância da operação como pilar de resiliência para a companhia.”

O resultado financeiro foi negativo em R$ 319 milhões, piora de 4,3% frente ao primeiro trimestre de 2025, explicada pela redução das receitas financeiras e aumento das despesas financeiras. Já a dívida líquida encerrou março em R$ 8,2 bilhões, com alavancagem de 0,73 vez dívida líquida/Ebitda.

Além dos dividendos, a Metalúrgica Gerdau aprovou um novo programa de recompra de até 10 milhões de ações preferenciais (GOAU4), equivalente a 1,2% das ações preferenciais em circulação. A companhia também informou investimentos de R$ 1,1 bilhão em CAPEX no trimestre, 27% abaixo do quarto trimestre e equivalente a 23% do total previsto para 2026.

Os dividendos serão pagos em 9 de junho de 2026, com base na posição acionária de 13 de maio, passando a ser negociados na condição “ex-dividendos” a partir de 14 de maio. O valor aprovado é de R$ 0,18 por ação para a Gerdau e R$ 0,08 por ação para a Metalúrgica Gerdau.

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JBS (JBSS32) anuncia pagamento de dividendos; veja valor por ação

A JBS (JBSS32) aprovou nesta quarta (25) o pagamento de US$ 1 por ação em dividendos, a serem pagos em 17 de junho de 2026.

Terão direito aos proventos os acionistas com posição na companhia em 18 de maio de 2026.

Mais tarde, a companhia divulga seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2025 (4T25).

JBS (JBSS32): Impacto da greve nos EUA dependerá da duração

O BTG Pactual enxerga um impacto limitado da greve de 3.800 trabalhadores na planta de carne bovina em Greeley, no Colorado, para a JBS. Segundo o sindicato que representa os funcionários, esta é a primeira greve de bovinos nos EUA em aproximadamente quatro décadas.

Na avaliação do banco, o efeito sobre a companhia dependerá principalmente da duração do movimento. A JBS já começou a redirecionar o gado para outras unidades, como a planta de Cactus, no Texas.

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Petrobras (PETR3;PETR4), Gerdau (GGBR3;GGBR4) e mais 2 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

Quatro companhias da bolsa brasileira pagam dividendos juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas entre os dias 16 a 20 de março. 

Na segunda-feira (16), a Unifique realiza pagamento de dividendos de R$ 0,078 para a ação ordinária (FIQE3), com 29 de dezembro de 2025 como data de corte. 

Já na quarta-feira (18), a Gerdau paga dividendos de R$ 0,1oo, tanto para a ação ordinária (GGBR3) quanto para a preferencial (GGBR4), com base nos acionistas de 10 de março de 2026.  

Na quinta-feira (19), a Metalúrgica Gerdau paga dividendos de R$ 0,050 para a ação ordinária (GOAU3) a para a preferencial (GOAU4), tendo também 10 de março de 2026 como data de corte.

E na sexta-feira (20), uma empresa faz pagamentos.  

  • Petrobras: dividendos de R$ 0,296 por ação ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4), com base na posição de 22 de dezembro de 2025. 
  • Petrobras: JCP de R$ 0,175 por ação ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4), considerando os acionistas de 22 de dezembro de 2025.

 

Empresa Ticker Tipo de provento Valor bruto por ação (R$) Data do pagamento Data de corte
Unifique FIQE3 Dividendo R$ 0,078 16/03/26 29/12/25
Gerdau GGBR3 Dividendo R$ 0,100 18/03/26 10/03/26
Gerdau GGBR4 Dividendo R$ 0,100 18/03/26 10/03/26
Metalúrgica Gerdau GOAU3 Dividendo R$ 0,050 19/03/26 10/03/26
Metarlúrgica Gerdau GOAU4 Dividendo R$ 0,050 19/03/26 10/03/25
Petrobras PETR3 Dividendo R$ 0,296 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR4 Dividendo R$ 0,296 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR3 JCP R$ 0,175 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR4 JCP R$ 0,175 20/03/26 22/12/25

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas 

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JHSF (JHSF3), Banco do Brasil (BBAS3) e mais 3 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

Cinco companhias da bolsa brasileira pagam dividendos juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas entre os dias 9 a 13 de março. 

Na segunda-feira (9), a JHSF realiza pagamento de dividendos de R$ 0,069 para a ação ordinária (JHSF3), com 27 de fevereiro como data de corte. 

A Camil também paga dividendos de R$ 0,073 para a ação ordinária (CAML3) no mesmo dia, com base nos acionistas de 2 de fevereiro de 2026.  

Na quarta-feira (11), o Banco do Brasil paga juros sobre capital próprio de R$ 0,070 para a ação ordinária (BBAS3), tendo 2 de março de 2026 como data de corte.

Já na sexta-feira (13), duas empresas fazem pagamentos.  

  • Inter&Co: dividendo de R$ 0,595 para a INBR32, com base na posição de 22 de fevereiro de 2026. 
  • Bradespar: dividendos de R$ 0,191 por ação ordinária (BRAP3) e de R$ 0,210 por preferencial (BRAP4), com base nos acionistas de 18 de dezembro de 2025. Também serão pagos JCP de R$ 0,614 para BRAP3 e de R$ 0,675 para BRAP4, considerando a mesma data de corte.

 

Empresa Ticker Tipo de provento Valor bruto por ação (R$) Data do pagamento Data de corte
JHSF Participações JHSF Dividendo R$ 0,069 09/03/26 27/02/26
Camil Alimentos CAML3 Dividendo R$ 0,073 09/03/26 02/02/26
Banco do Brasil BBAS3 JCP R$ 0,070 11/03/26 02/03/26
Inter&Co INBR32 Dividendo R$ 0,595 13/03/26 22/02/26
Bradespar BRAP3 JCP R$ 0,614 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP4 JCP R$ 0,675 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP3 Dividendo R$ 0,191 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP4 Dividendo R$ 0,210 13/03/26 18/12/25

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas 

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Safra atualiza Axia (AXIA3;AXIA6) e calcula dividendos; veja se vale a pena

A Axia (AXIA3; AXIA6) é uma das grandes vencedoras da bolsa. Após uma série de contratempos, como problemas com o governo, a empresa deu um salto na bolsa e não para de subir. Nos últimos 12 meses, a disparada foi de 97%. No ano, acumula alta de 19%. Para o Banco Safra, a ação pode subir ainda mais.

Os analistas atualizaram o preço-alvo do papel ordinário (AXIA3) para R$ 73,10 e o das ações preferenciais classe B (AXIA6) para R$ 79,70, potencial de alta de 23%. Para chegar a esses valores, o Safra incorporou no modelo os resultados do quarto trimestre e novas estimativas para a curva de preços de energia.

Após isso, o banco vê uma taxa interna de retorno ainda atrativa de 11,5% (acima dos pares).

O retorno de dividendos, um dos grandes chamarizes da empresa, deverá ser de 9% entre 2026 e 2028. A tendência, segundo o Safra, é que a alta dos preços continue. Por outro lado, a empresa aumentará os investimentos em transmissão.

“Acreditamos também que a companhia continuará crescendo com novas oportunidades (leilões de reserva de capacidade, transmissão, reforços etc.)”.

Mais dividendos?

Apontada como uma potencial máquina de dividendos da bolsa, o Safra diz que os preços mais elevados sustentarão os gordos proventos.

Nos cálculos dos analistas, a Axia está positivamente exposta a esse movimento, já que, em média, 17%–33% de seu balanço energético estará disponível para trading em 2026–27.

“Como a maior parte da capacidade é hídrica, a energia está sendo despachada em horários de alto preço spot, suprindo demanda de pico e compensando a queda da solar no fim da tarde. A expectativa de preços spot maiores em 2026 (média de R$ 350/MWh) deve elevar a geração de caixa”.

Além disso, a alavancagem-alvo de 3,0x–4,25x dívida líquida/EBITDA, junto à maior geração de caixa, deve implicar dividendos maiores.

Como foram os resultados da Axia?

A Axia Energia reportou  lucro líquido ajustado de R$ 1,25 bilhão, alta de 141% sobre o mesmo período de 2024, em meio a menor volume de provisões e menor despesa de IR/CS.

A dinâmica mais do que compensou a menor contribuição da geração após a venda de térmicas, de acordo com o balanço divulgado pela antiga Eletrobras.

Apesar do crescimento expressivo na comparação anual da última linha, o resultado — sobretudo em receita e Ebitda frente ao consenso — ficou abaixo das estimativas de parte do mercado.

O principal fator foi o volume de energia vendida menor do que o modelado pelas casas.

Para o UBS BB, “o número ficou abaixo do esperado principalmente decorrente de um volume de energia vendida inferior às nossas estimativas”. Ainda assim, o time liderado por Giuliano Ajeje ponderou que “o crescimento sequencial continua sólido”, indicando que o desvio foi mais pontual do que estrutural.

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