❌

Visualização de leitura

JBS (JBSS32) mira controle total da Pilgrim’s Pride e sobe em NY; Safra vê movimento com bons olhos

As ações da JBS (JBSS32) avançam 3,77%, a US$ 14,16, na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira (19), por volta das 10h38 no horário local (11h38 em Brasília), após a companhia apresentar uma proposta para adquirir a fatia restante da Pilgrim’s Pride (PPC) que ainda está nas mãos de acionistas minoritários.

A JBS, que atualmente controla cerca de 82% da Pilgrim’s Pride, apresentou uma proposta não vinculante para incorporar os 18% restantes da companhia por meio de uma troca de ações.

Pelos termos apresentados, os acionistas minoritários da Pilgrim’s receberiam 2,086 ações Classe A da JBS para cada ação da PPC. A relação de troca foi calculada considerando os preços de fechamento de terça-feira (18), de US$ 13,66 para a JBS e US$ 28,49 para a Pilgrim’s Pride.

Caso a operação seja concluída, a PPC deixará de ter suas ações negociadas na Nasdaq e passará a ser uma subsidiária integral da JBS.

Segundo a companhia, a operação tem como objetivo simplificar a estrutura societária do grupo, eliminar custos relacionados à manutenção da Pilgrim’s Pride como uma empresa independente de capital aberto e oferecer aos atuais minoritários da PPC maior liquidez por meio das ações da JBS.

Safra vê operação como positiva

Para o Safra, que mantém recomendação neutra para a JBS e preço-alvo de US$ 15 por ação, a proposta é positiva para a companhia brasileira e pode encerrar um capítulo de sua reestruturação societária a uma avaliação considerada razoável.

O banco destaca que a oferta não embute prêmio financeiro para os acionistas da Pilgrim’s Pride. Pelos preços de fechamento de terça-feira, as 2,086 ações da JBS oferecidas equivalem a US$ 28,49, exatamente o valor de uma ação da PPC.

Apesar disso, o Safra lembra que a JBS negocia atualmente a 6,2 vezes a relação entre valor da firma e Ebitda (EV/Ebitda) dos últimos 12 meses, um prêmio de 11% em relação às 5,6 vezes da Pilgrim’s Pride, considerando os números em US GAAP.

Na avaliação dos analistas, o prêmio aparentemente limitado oferecido aos minoritários pode ser compensado pela exposição a uma companhia significativamente maior e mais diversificada, além da maior liquidez de negociação das ações da JBS.

O Safra também pondera que o Ebitda dos últimos 12 meses das duas empresas está pressionado por fatores específicos. No caso da JBS, pesam as margens próximas das mínimas do ciclo no negócio de carne bovina nos Estados Unidos. Já a Pilgrim’s Pride enfrenta custos de reestruturação e ineficiências operacionais consideradas transitórias.

Sem impacto sobre a alavancagem

Do ponto de vista da JBS, a incorporação integral da Pilgrim’s Pride pode trazer ganhos adicionais de eficiência e aumentar a liquidez das próprias ações da companhia, segundo o Safra.

Outro ponto considerado favorável é a estrutura da transação. Como a proposta prevê exclusivamente uma troca de ações, a JBS não precisaria desembolsar caixa para comprar os minoritários da PPC, nem haveria pressão adicional sobre sua alavancagem financeira.

A proposta, no entanto, ainda precisa superar algumas etapas. Como a JBS já controla aproximadamente 82% da Pilgrim’s Pride, a transação será analisada por um comitê especial formado por membros independentes do conselho de administração da PPC.

Além disso, será necessária a aprovação da chamada “maioria da minoria”: a maioria dos votos dos acionistas da Pilgrim’s Pride que não possuem vínculo com a JBS. A operação não exige aprovação dos acionistas da companhia brasileira.

Esta não é a primeira tentativa da JBS de assumir o controle integral da Pilgrim’s Pride. Em agosto de 2021, a brasileira apresentou uma proposta semelhante para adquirir as ações que ainda não possuía, mas as partes não chegaram a um acordo na ocasião.

  •  

Vacina contra câncer de pele faz Moderna saltar 153% no Nasdaq

As ações da Moderna (MRNA) são as grandes vencedoras do pregão desta quarta-feira (19). O papel, na máxima, chegou a disparar mais de 153% no Nasdaq, em Nova York, com a notícia de resultado positivo na fase de testes de uma vacina personalizada contra o câncer de pele.

A Moderna, junto com a Merck, informou que uma vacina experimental personalizada baseada em mRNA demonstrou eficácia em reduzir o risco de o melanoma voltar ou se espalhar em um estudo de fase avançada com pacientes de alto risco.

Por volta das 11h21 (horário de Brasília), a Moderna saltava 151,45%, a US$ 158,31.



Tratamento de câncer de pele

De acordo com as empresas, os resultados podem abrir caminho para um novo tratamento com potencial de prolongar a vida de pessoas diagnosticadas com esse tipo agressivo de câncer de pele.

O ensaio avaliou pacientes que passaram por cirurgia para remoção do tumor, com o objetivo de diminuir a probabilidade de reaparecimento após a operação.

De acordo com as empresas, o estudo testou a vacina personalizada intismeran em combinação com o imunoterápico Keytruda e atingiu o desfecho principal ao ampliar o tempo até o retorno do câncer.

O estudo também cumpriu um objetivo secundário ao reduzir a disseminação da doença para outros órgãos.

Dados específicos sobre o tempo de sobrevida sem progressão e sobre a sobrevida média dos pacientes, porém, não foram divulgados. Mais detalhes sobre a vacina devem ser apresentados em um congresso médico ainda em 2026.

*Com informações de Estadão Conteúdo

  •  

Fabricante de anéis inteligentes, Oura Ring entra com pedido confidencial de IPO nos EUA

A empresa finlandesa Oura Ring anunciou nesta quinta-feira, 21, que submeteu confidencialmente um rascunho de declaração de registro à Securities & Exchange Commission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos) referente à oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de suas ações ordinárias.

O número de ações a serem oferecidas e a faixa de preço da oferta proposta ainda não foram definidos, informou a startup em comunicado.

A oferta pública inicial deverá ocorrer após a conclusão do processo de revisão da SEC, sujeita às condições de mercado e outras condições.

A Oura Ring distribui anéis inteligentes que monitoram continuamente mais de 50 métricas de saúde, beneficiando tanto indivíduos quanto milhares de equipes de pesquisa, profissionais de saúde e organizações. A empresa foi fundada na Finlândia em 2013.

  •  

Wall Street avança com possível acordo entre EUA e Irã; Dow Jones fecha em novo recorde

Os índices de Wall Street recuperaram as perdas durante o pregão desta quinta-feira (21) e fecharam em alta com relatos de um potencial acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Em destaque, o Dow Jones fechou em seu recorde histórico.

Confira o fechamento:

  • Dow Jones: +0,55%, aos 50.285,66 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • S&P 500: +0,17%, aos 7.445,72 pontos;
  • Nasdaq: +0,09%, aos 26.293,098 pontos.

Com alívio nas tensões geopolíticas, os juros dos títulos do Tesouro norte-americano voltaram a cair. O Treasury de 10 anos passou de 4,570% no ajuste anterior para 4,558%, em queda de 12 pontos-base.

O que impulsionou Wall Street hoje?

Os investidores seguiram de olho no conflito entre Estados Unidos e Irã, além da repercussão do balanço da Nvidia (NVDA).

As informações do site Al Arabiya de que Washington e Teerã chegaram a um acordo mediado pelo Paquistão sobre o conflito fez com que os índices de Wall Street virassem e passassem a operar em alta. O movimento também mexeu com os Treasuries e o petróleo.

Mais cedo, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, teria emitido uma diretriz determinando que o urânio enriquecido não deixaria o Irã, um ponto de divergência nas tratativas com Washington.

Depois, porém, uma autoridade iraniana negou os relatos. Já o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os EUA vão receber esse urânio enriquecido.

Os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para julho fecharam em queda de 2,32%, a US$ 102,58 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tiveram perdas de 1,94%, a US$ 96,35 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

No front corporativo, a Nvidia fechou em queda de 1,74%, a US$ 219,58, após divulgar o seu balanço, apesar dos números terem sido positivos.

Os analistas do Itaú BBA alertam para a elevada concentração da receita em hyperscalers, grandes empresas de tecnologia responsáveis por infraestrutura de nuvem para inteligência artificial (IA). Segundo o banco, três clientes respondem por cerca de 54% da receita total da companhia.

Dados econômicos

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 3.000, para 209.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 16 de maio, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (21). Economistas consultados pela Reuters previam 210.000 pedidos para a última semana.

Embora os economistas esperem que os pedidos de auxílio-desemprego aumentem no verão devido a uma peculiaridade sazonal, o mercado de trabalho permanece em um padrão de espera. Os mercados financeiros preveem que o banco central dos EUA mantenha sua taxa de juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75% no próximo ano.

Já a S&P Global disse que seu Índice de Gerentes de Compras (PMI) preliminar de indústria dos EUA aumentou para 55,3 este mês, a leitura mais alta desde maio de 2022, de 54,5 em abril. Economistas consultados pela Reuters previam queda para 53,8.

Uma leitura acima de 50 indica crescimento na manufatura, que responde por 9,4% da economia.

  •  

Wall Street fecha sem direção única; Nasdaq e S&P 500 batem novos recordes

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única nesta sexta-feira (24) à espera das negociações entre Estados Unidos e Irã no Paquistão. Mesmo assim, o Nasdaq e o S&P 500 bateram novos recordes, impulsionados pelas ações de tecnologia.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,16%, aos 49.229,48 pontos;
  • S&P 500: +0,80%, aos 7.165,08 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • Nasdaq: +1,63%, aos 24.836,59 pontos – no maior nível nominal histórico.

Na semana, os números também são mistos: o Dow Jones recuou 0,4%, enquanto S&P 500 subiu cerca de 0,6% e Nasdaq avançou 1,5%.

No fechamento, o VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, operava em queda de 3,57%, aos 18,62 pontos – o que é considerado como um “ambiente normal” no mercado.

Wall Street acompanha balanços e guerra

Os investidores acompanharam os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã, com sinais de nova rodada de negociações neste fim de semana, e os balanços corporativos.

Durante a tarde, a Casa Branca anunciou a ida de Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para negociações com o Irã trouxe certo alívio para os mercados. A operação dos EUA no país persa passou para a “fase diplomática”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Mais cedo, a agência de notícias Associated Press informou, segundo dois funcionários paquistaneses, que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viaja para o Paquistão para negociações neste final de semana e deve chegar ainda nesta sexta-feira.

À Reuters, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã planeja fazer uma oferta para atender às exigências norte-americanas, em meio à expectativa de retomada das negociações no Paquistão.

“Eles estão fazendo uma oferta e teremos que ver o que acontece”, disse Trump durante entrevista por telefone, acrescentando desconhecer qual seria a oferta.

O presidente dos EUA afirmou ainda “não querer dizer” quais são os interlocutores dos EUA nas negociações, mas que estão “lidando com pessoas que estão no comando agora”.

Apesar dos acenos diplomáticos, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra o Irã, incluindo o congelamento de US$ 344 milhões em criptomoedas.

Em publicação no X, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que “continuará a degradar sistematicamente a capacidade de Teerã de gerar, movimentar e repatriar recursos”.

O S&P 500 subiu impulsionado pela disparada de 23% das ações da Intel, após balanço trimestral melhor do que o esperado pelo mercado.

Dados econômicos

No front econômico, a confiança do consumidor dos EUA caiu em abril para o menor nível da série, conforme a guerra com o Irã alimentou temores de inflação, mostrou uma pesquisa nesta sexta-feira.

A Pesquisa do Consumidor da Universidade de Michigan mostrou que seu Índice de Opinião do Consumidor caiu para uma leitura final de 49,8 neste mês, nível mais baixo já registrado para o dado mensal fechado.

Os economistas consultados pela Reuters haviam previsto o índice em 48,0. Ele estava em 53,3 em março.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

  •  

Wall Street fecha sem direção única com expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio

Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta terça-feira (7) com a expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio após o Paquistão, mediador das negociações entre EUA e Irã, pedir o prolongamento do prazo de Trump.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,18%, aos 46.584,46 pontos;
  • S&P 500: +0,08%, aos 6.616,85 pontos;
  • Nasdaq: +0,10%, aos 22.017,84 pontos.

O VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, encerrou aos 25,74 pontos (+6,41%). O número na faixa de 25 a 30 pontos indica “turbulência” no mercado.

Novas ameaças de Trump ao Irã

Hoje pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom e disse que “toda a civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não for firmado, em publicação na rede social Truth.

Apesar do tom, a pressão para um acordo com o Irã já havia se intensificado nos últimos dias. No domingo (5), Trump emitiu uma ameaça repleto de palavrões, alertando o Irã de que estaria “vivendo no inferno” se o Estreito de Ormuz não fosse reaberto até esta terça-feira às 21h (horário de Brasília).

Também nesta terça-feira, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou que a guerra com o Irã será concluída “muito em breve” e indicou que Washington ainda espera avanços diplomáticos até o prazo final imposto pelo presidente Donald Trump, às 21h (de Brasília).

No início da tarde, o New York Times noticiou que o Irã suspendeu as negociações com os EUA e também informou ao Paquistão, mediador das tratativas entre os dois países, que não participará de mais conversas sobre um cessar-fogo.

Já na reta final do pregão, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os “os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo”, em publicação na rede social X.

Sharif ainda sugeriu que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz “como um gesto de boa vontade” nessas duas semanas, como parte do cumprimento de um cessar-fogo entre os dois países nesse intervalo.

*Com informações de Reuters

  •  

Wall Street fecha em queda com petróleo acima dos US$ 100; S&P 500 atinge nova mínima do ano

Os índices de Wall Street encerraram a sessão desta sexta-feira (13) em queda, diante da alta do petróleo acima dos US$ 100. Os dados de inflação e mercado de trabalho ficaram em segundo plano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,26%, aos 46.558,47 pontos;
  • S&P 500: -0,61%, aos 6.632,19 pontos; 
  • Nasdaq: -0,93%, aos 22.105,35 pontos.

O S&P 500 atingiu uma nova mínima para 2026 no pregão de hoje e, na semana, acumulou queda de 1,6%. Com isso, o índice iniciou a primeira sequência de três semanas de perdas em cerca de um ano.

O Dow Jones caiu cerca de 2%, enquanto o Nasdaq recuou 1,3% no acumulado.

O que mexeu com Wall Street hoje?

O conflito no Irã, em seu 14º dia de combates, não mostrou sinais de arrefecimento. Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que cabe à ele decidir sobre o término da guerra. Trump prometeu que os EUA atingirão “com muita força na próxima semana” o Irã.

Os Estados Unidos ainda emitiram uma isenção de 30 dias para que os países comprem produtos petrolíferos russos sancionados que estão atualmente no mar, na esperança de aliviar os preços do petróleo e do gás impulsionados pela guerra que EUA e Israel estão travando contra o Irã.

Apesar disso, os contratos mais líquidos do petróleo Brent para maio fecharam com avanço de 2,67%, a US$ 103,14 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na semana, a commodity acumulou alta de 11,27%.

Em segundo plano, o índice de preços de gastos com consumo (PCE, em inglês) registrou alta de 0,3% na passagem de dezembro para janeiro, ligeiramente abaixo do consenso do mercado, segundo a FactSet, de avanço de 0,4%.

A métrica é a mais utilizada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) ao olhar para a inflação.

Já o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,4%. No comparativo anual, o índice subiu 2,8% e o núcleo 3,1% — ambos acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve.

Além disso, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que as vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos aumentaram em 396.000 em janeiro, a 6,946 mihões no último dia de janeiro.

As contratações, em contrapartida, foram fracas, o que é consistente com um mercado de trabalho estável.

Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, as apostas para a retomada no corte de juros pelo Fed migraram para outubro, após os dados do PCE e do Jolts divulgados nesta manhã. Antes, o mercado via chance maior de reduções nos juros em dezembro.

*Com informações de Reuters e CNBC

  •  

Wall Street fecha sem direção única após Trump reafirmar que guerra no Irã terminará ‘em breve’

Os índices de Wall Street encerraram a sessão desta quarta-feira (11) sem direção única com expectativa de fim próximo da guerra no Irã e nova valorização do petróleo no mercado internacional. Os dados de inflação ficaram em segundo plano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,61%, aos 47.417,27 pontos;
  • S&P 500: -0,08%, aos 6.775,80 pontos; 
  • Nasdaq: +0,08%, aos 22.716,13 pontos.

O que mexeu com Wall Street hoje?

O conflito no Irã entrou em seu 12º dia de combates com uma escalada nas tensões. Durante a madrugada, o comando militar iraniano atacou três navios no Golfo Pérsico.

O comando militar do país persa também afirmou que o mundo deve estar preparado para o petróleo atingir US$ 200 por barril. “Prepare-se para que o petróleo chegue a US$ 200 o barril porque o preço do petróleo depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, disse Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar do Irã, em comentários dirigidos aos Estados Unidos.

Até o momento, não houve nenhuma trégua em terra, nem qualquer sinal de que navios já podem navegar com segurança pelo Estreito de Ormuz – por onde 20% do petróleo do mundo é escoado em tempos de normalidade geopolítica – , na pior interrupção do fornecimento de energia desde os choques do petróleo da década de 1970.

Hoje, os contratos futuros do Brent, com vencimento em maio, fecharam com alta de 4,76%, a US$ 91,98 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que as forças militares atingiram 28 minas no Irã, horas depóis de reafirmar que “praticamente não há mais nada” para atacar no Irã e que a guerra naquele país terminará “em breve”. “Pequenas coisas aqui e ali. Quando eu quiser que isso acabe, vai acabar”, declarou Trump em entrevista ao site Axios.

O presidente também disse que não está preocupado com ataques apoiados pelo Irã em solo norte-americano. A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca e após o FBI alertar para a possibilidade de drones iranianos atingirem a costa oeste dos EUA, segundo a ABC News.

Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) liberou 400 milhões de barris de petróleo das reservas de 32 países-membros na tentativa de conter a alta nos preços de energia em meio a disparada recente dos preços do barril do óleo bruto.

Os dados macroeconômicos ficaram em segundo plano. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% no mês de fevereiro, segundo dados do Departamento do Trabalho do país. No acumulado de 12 meses, o CPI acumula alta de 2,4%.

Embora o dado não seja a referência inflacionária do Federal Reserve (Fed), o CPI ‘ajuda’ o mercado a calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos. Agora os traders veem a retomada de ciclo de corte nos juros apenas em setembro, ante a expectativa anterior de julho, em temor dos impactos inflacionários da guerra no Irã atráves dos preços de energia.

  •