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O anel que quer destronar o smartwatch: Oura Health pede IPO nos Estados Unidos

A Oura Health, fabricante de anéis inteligentes voltados ao monitoramento de saúde, condicionamento físico e sono, entrou com pedido confidencial para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos, buscando aproveitar a crescente popularidade dos dispositivos vestíveis.

A empresa informou nesta quinta-feira (21) que apresentou os documentos do IPO à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, a SEC, confirmando uma reportagem da Bloomberg News. O número de ações e a faixa de preço da oferta ainda não foram definidos, informou a Oura.

Segundo uma pessoa familiarizada com o assunto, a companhia trabalha com Goldman Sachs, Morgan Stanley, JPMorgan Chase, Allen & Co. e Jefferies Financial na operação. A expectativa é que a empresa estreie na bolsa ainda este ano. Um porta-voz se recusou a comentar.

A Oura faz parte da retomada das ofertas de ações de empresas de tecnologia em 2026. A SpaceX, de Elon Musk, protocolou um prospecto de IPO na quarta-feira, enquanto a OpenAI, criadora do ChatGPT, prepara documentação semelhante para as próximas semanas, segundo a Bloomberg News.

Competição com relógios

A Oura ganhou popularidade nos últimos anos entre consumidores interessados em monitorar indicadores de saúde por meio de um dispositivo menos volumoso que um relógio. A empresa passou a competir com gigantes como Apple e Samsung Electronics, que também avançam no segmento de vestíveis. A Samsung lançou um anel inteligente há dois anos, enquanto a Apple trabalha em uma nova linha de dispositivos vestíveis com inteligência artificial.

Com escritórios principais em San Francisco e na Finlândia, a Oura foi fundada em 2013. Em setembro do ano passado, a empresa alcançou valuation de US$ 11 bilhões após uma rodada Série E que levantou US$ 875 milhões, segundo a Bloomberg News.

O CEO da companhia, Tom Hale, afirmou em setembro que a empresa já havia vendido 5,5 milhões de anéis, ante 2,5 milhões até junho de 2024. A expectativa é que a receita alcance US$ 1,5 bilhão em 2026, triplicando os US$ 500 milhões registrados em 2024.

Os anéis da empresa sincronizam com aplicativos para smartphones em iPhones e aparelhos Android. Em comparação aos smartwatches, os anéis inteligentes ainda representam uma fatia pequena do mercado global de dispositivos vestíveis, mas vêm ganhando popularidade rapidamente.

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CEO da Alliança renuncia ao cargo em meio à reestruturação da companhia

A Alliança Saúde anunciou mudanças relevantes em sua liderança após a renúncia do CEO, CFO interino e membro do conselho, Ricardo de Magalhães Sartim, que deixou todos os cargos por motivos pessoais.

A saída foi comunicada ao mercado nesta sexta-feira (24). A companhia informou que já iniciou o processo de sucessão para as posições ocupadas pelo executivo, que vinha concentrando funções no comando financeiro e estratégico da empresa.

Sartim também integrava o Conselho de Administração. Em comunicado, a Alliança agradeceu sua atuação e destacou as contribuições prestadas durante o período em que esteve à frente da gestão.

Na mesma data, o Conselho de Administração aprovou a eleição de João de Saint Brisson Paes de Carvalho como novo membro independente do colegiado. O mandato vai até a primeira assembleia geral a ser realizada após 19 de março de 2026. Segundo a companhia, o executivo possui experiência em administração, finanças e governança corporativa, com passagem por conselhos de administração e fiscais de diversas empresas.

Com as mudanças, o Conselho de Administração passa a ser composto por José Luiz Mendes Ramos Júnior (presidente), Thalis Leon de Ávila Saint Yves e João de Saint Brisson Paes de Carvalho, ambos conselheiros independentes.

O que está acontecendo com a empresa?

As mudanças ocorrem em meio a um momento delicado para a companhia. Recentemente, a Alliança informou ao mercado que ajuizou uma ação cautelar em caráter antecedente na Comarca de São Paulo, suspendendo cobranças e execuções, ao mesmo tempo em que iniciou um procedimento de mediação com credores.

As medidas fazem parte de um esforço para reorganizar a estrutura financeira e criar condições mais estáveis para negociações. A dívida líquida da empresa somava cerca de R$ 500 milhões ao fim de setembro, segundo o último resultado divulgado.

De acordo com a companhia, a ação tem caráter transitório e busca garantir um ambiente de negociação equilibrado, sem impacto na continuidade das operações. Esse tipo de instrumento jurídico permite proteção temporária enquanto a empresa negocia suas obrigações, com respaldo na Lei de Recuperação Judicial e no Código de Processo Civil.

Apesar do cenário financeiro, a Alliança afirma que suas operações seguem normalmente, com funcionamento regular de clínicas e canais digitais.

O movimento ocorre após uma série de mudanças no controle da empresa. No início de março, o fundo Tessai, ligado à Geribá Investimentos, assumiu o controle da companhia com 59,84% do capital, após execução de garantias relacionadas a participações anteriormente ligadas ao empresário Nelson Tanure.

A troca de controle abriu espaço para mudanças na governança. Poucos dias depois, Isabella Corrêa renunciou à presidência do conselho de administração, intensificando o processo de reestruturação.

A Fitch Ratings rebaixou o rating da Alliança para CCC+, citando preocupações com vencimentos de cerca de R$ 155 milhões em 2026 e um nível de caixa considerado insuficiente para cobrir obrigações de curto prazo.

A companhia afirma que segue implementando medidas para fortalecer sua estrutura financeira e operacional, com foco em eficiência, ajuste de capital e sustentabilidade no médio e longo prazo, e que continuará informando o mercado sobre novos desdobramentos.

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Família Pinheiro, controladora da Hapvida, amplia participação antes de eleição do conselho

A família Pinheiro, controladora da Hapvida, voltou a aumentar sua participação na companhia de planos de saúde. Segundo comunicado divulgado na manhã desta sexta-feira (24), o grupo passou a deter 55,4% do capital social – ou 58,6% ao desconsiderar as ações em tesouraria. 

O movimento envolve não só ações compradas diretamente mas também posições via empréstimo de ações, derivativos e direitos sobre papéis.

No próximo dia 30, a empresa realiza assembleia de acionistas para eleger a composição do conselho de administração – e a gestora Squadra, com perto de 7% do capital, tenta emplacar três nomes.

O avanço consolida a posição da família em um momento de pressão sobre a companhia, com resultados mais fracos e crescente desconfiança do mercado.

A família tem ampliado recorrentemente sua fatia na empresa nas últimas semanas. No início de abril, os controladores já haviam elevado sua fatia para cerca de 50% do capital. Até o fim de março, esse percentual girava em torno de 40%. 

Considerando apenas as ações com direito a voto, a participação atual é menor, de 47,3%, já que parte da exposição está em instrumentos financeiros que não dão poder de voto.

Família Pinheiro

Entre os acionistas que comunicaram o aumento de participação estão Jorge Pinheiro Koren de Lima, atual CEO da Hapvida, além de outros membros da família e holdings ligadas ao grupo controlador. 

Jorge Pinheiro está em processo de transição no comando da Hapvida: após 27 anos como CEO, ele deixará o cargo em 30 de abril e assumirá a presidência do conselho.

As mudanças acontecem em meio à tentativa de reverter a forte queda de valor da companhia nos últimos anos.

Após a fusão com a NotreDame Intermédica, em 2021, a companhia cresceu, mas não conseguiu recuperar margens e lucratividade no ritmo esperado. No 4º trimestre de 2025, o lucro líquido ajustado caiu 64,9%, para R$ 180,6 milhões.

Desde 2021, no auge, as ações da companhia cederam mais de 95%. 

No início de março, a gestora Squadra, uma acionista relevante da companhia, com cerca de 7% do capital votante, enviou uma carta cobrando mudanças no conselho e na condução da empresa. 

A gestora critica problemas de governança, alocação de capital e execução. E defende que a Hapvida avalie vender operações no Sul e Sudeste, em boa parte ativos herdados da NotreDame Intermédica.

Como mostrou o InvestNews, a crise financeira e de governança já afeta as operações da companhia. Médicos em São Paulo relatam que passaram a reduzir a carga horária por medo de calote – no último mês, já houve atrasos nos pagamentos.

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Acionistas aprovam fusão da Odontoprev com Bradesco Saúde e avançam na criação da Bradsaúde

A Odontoprev informou que aprovou, em assembleia geral extraordinária realizada na última segunda-feira (6), todas as matérias relacionadas à combinação de negócios com a Bradesco Saúde. A operação envolve a incorporação das ações da Bradesco Saúde pela Odontoprev, além da transferência da carteira de planos odontológicos e de ativos e passivos operacionais da companhia para a Mediservice Operadora de Planos de Saúde.

Segundo fato relevante, a aprovação da incorporação de ações garante direito de recesso aos acionistas dissidentes, ou seja, aqueles que não concordarem com a operação poderão sair da companhia, vendendo suas ações de volta à empresa e recebendo o valor correspondente em dinheiro, com prazos e procedimentos a serem divulgados oportunamente.

A companhia destacou ainda que todas as condições precedentes já foram cumpridas, incluindo as autorizações da Agência Nacional de Saúde Suplementar, obtidas em 30 de março e 2 de abril. A eficácia da incorporação está prevista para 30 de abril de 2026, sujeita à homologação final pelos conselhos de administração, devendo ocorrer antes mesmo do encerramento do prazo para exercício do direito de retirada.

Bradsaúde

A aprovação ocorre no contexto da reestruturação anunciada no fim de fevereiro pelo Banco Bradesco, que prevê a criação da Bradsaúde, nova holding que concentrará os ativos de saúde do grupo. A companhia nasce com receita combinada de cerca de R$ 52 bilhões, mais de 13 milhões de beneficiários, aproximadamente 3.600 leitos hospitalares e 35 clínicas, considerando os dados consolidados de 2025.

Como parte da reorganização, a Odontoprev será alçada ao papel de consolidadora do ecossistema de saúde do Bradesco, passando a controlar a totalidade dos negócios do grupo no segmento e simplificando a estrutura societária. Na prática, a operação configura um “IPO reverso”, no qual a nova estrutura acessa o mercado por meio da empresa já listada na B3.

A cisão parcial dos ativos foi avaliada pela KPMG em R$ 16,1 bilhões. Com a operação, o Bradesco receberá mais de 2,3 bilhões de ações da companhia combinada, passando a deter cerca de 91,35% do capital total e votante, enquanto os atuais acionistas da Odontoprev ficarão com aproximadamente 8,65%. A troca implica uma avaliação equivalente a cerca de 18,65% do ecossistema de saúde do grupo após a conclusão.

Após a consolidação, a Bradsaúde reunirá diferentes frentes do negócio, incluindo planos de saúde e odontológicos, hospitais, clínicas de atenção primária e oncológicas, serviços médicos, healthtechs e investimentos em laboratórios e centros de diagnóstico. A estrutura integrará ativos como Bradesco Saúde, Odontoprev, Mediservice, Atlântica Hospitais, Orizon, a rede de clínicas Meu Doutor Novamed, Croma Oncologia e operações de diagnóstico.

Por fim, a Odontoprev informou que está formalizando junto à B3 a alteração de seu ticker para “SAUD3”, em data a ser divulgada após a conclusão da operação, mantendo o mercado informado sobre os próximos desdobramentos.

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