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Exclusões de Palmer e Luna da Copa mostram riscos do marketing esportivo

Quando a Nike revelou um anúncio de seis minutos para a Copa do Mundo, a atenção se concentrou no elenco que reunia estrelas do futebol como Cristiano Ronaldo e Kylian Mbappé ao lado de celebridades como Kim Kardashian.

Mas uma participação em Rip the Script, vídeo que já acumulou 76 milhões de visualizações no YouTube, chamou atenção por outro motivo. Por volta dos quatro minutos de duração, Cole Palmer aparece driblando com a camisa da Inglaterra, apesar de não ter sido convocado para a seleção do país. Sua ausência evidencia os desafios do marketing esportivo.

“É um tiro no escuro”, disse Bob Dorfman, profissional de marketing esportivo da região da Baía de São Francisco.

As marcas gastam milhões de dólares criando campanhas para grandes eventos esportivos em torno de atletas. No entanto, como a produção é feita com muita antecedência, os profissionais de marketing precisam fazer apostas calculadas sobre quem chegará ao maior palco do esporte.

Ao longo dos anos, houve diversas apostas equivocadas. Talvez o caso mais famoso tenha ocorrido em 1992, quando a campanha olímpica “Dan and Dave”, amplamente promovida pela Reebok, foi prejudicada depois que o decatleta Dan O’Brien não conseguiu se classificar para os Jogos de Barcelona.

Os profissionais de marketing também apostaram no meio-campista Diego Luna para ter papel de destaque na seleção dos Estados Unidos, que disputa uma Copa do Mundo em casa pela primeira vez em três décadas. A Nike o colocou em evidência na apresentação do novo uniforme da seleção americana, e o Bank of America o destacou em um comercial antes do torneio.

Mas, assim como Palmer, Luna ficou fora da lista final de convocados, anunciada no fim do mês passado, em uma decisão que a revista Sports Illustrated classificou como “surpreendente”.

Luna vinha sendo preparado para ser um dos rostos da seleção americana nesta Copa do Mundo, mas acabou não integrando o elenco.

Em comunicado, um porta-voz da Nike não comentou especificamente os casos de Palmer e Luna, mas afirmou que a empresa acredita que o esporte pode inspirar as pessoas “não porque todos os atletas vencem, mas porque ousam tentar”.

O Bank of America não respondeu aos pedidos de comentário.

Os riscos para as marcas são especialmente elevados nesta Copa do Mundo porque o torneio está sendo realizado em conjunto pelos Estados Unidos, maior economia de consumo do mundo. Tanto a Nike quanto sua rival Adidas vêm enfrentando dificuldades nos últimos anos para retomar o crescimento, e a competição representa uma grande oportunidade para conquistar consumidores.

As grandes marcas tentam reduzir os riscos de um atleta não ser convocado, sofrer uma lesão ou decepcionar dentro de campo investindo em vários jogadores ao mesmo tempo.

Adidas

Assim como a Nike, a Adidas utiliza diversas estrelas em sua campanha para a Copa. O vídeo de cinco minutos Backyard Legends reúne o ator Timothée Chalamet e jogadores como Lionel Messi, Jude Bellingham e Trinity Rodman.

“Não vejo muitas grandes marcas colocando todos os ovos na mesma cesta”, afirmou Jim Andrews, consultor de patrocínios e fundador da A-Mark Partnership Strategies. “Seria arriscado demais, especialmente em uma Copa do Mundo, quando marcas globais tentam atingir uma audiência global.”

A diversificação não é a única estratégia para enfrentar a volatilidade do esporte. Muitos atletas são contratados por sua relevância cultural fora dos campos. No caso de Luna, ele também é um conhecido defensor da saúde mental, característica que pode torná-lo um parceiro atraente para marcas.

Além disso, muitos esportistas assinam contratos de patrocínio de longo prazo, que vão além de um único ciclo de torneios, ajudando a reduzir o impacto de eventuais decepções esportivas. Messi possui um acordo vitalício de marketing com a Adidas, enquanto Ronaldo mantém um contrato semelhante com a Nike.

Meses atrás, o técnico da seleção masculina dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, já havia alertado que as decisões de publicidade ligadas à Copa não eram um indicativo de quem seria convocado.

“Os jogadores que hoje estão na lista não podem pensar que estarão na convocação final”, afirmou Pochettino em março, antes de partidas preparatórias para a Copa. “Talvez tiremos algumas fotos e preparemos materiais de marketing porque esta é a última oportunidade para fazer esse tipo de trabalho.”

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O segredo de engenharia da SpaceX? Um clube universitário de carros de corrida

Depois de celebrar a abertura de capital da SpaceX com colegas, Bill Riley planeja arrumar as malas para uma viagem a Brooklyn, Michigan.

Riley, um dos principais executivos de engenharia da empresa, será o juiz-chefe de design de uma corrida em Michigan International Speedway, segundo Chris Ciuca, vice-presidente da organização sem fins lucrativos que organiza o evento. A competição não envolve pilotos profissionais em alta velocidade na pista — ela contará com estudantes universitários competindo com carros estilo Fórmula 1 que eles projetaram e construíram ao longo de meses.

Os vínculos do executivo da SpaceX com a competição estão ligados ao seu tempo na equipe Formula SAE da Universidade Cornell no fim dos anos 1990. E ele não é o único na empresa de Elon Musk voltada a exploração espacial e inteligência artificial. Os executivos Mark Juncosa e Mike Nicolls também desenvolveram suas habilidades de engenharia construindo carros de corrida estudantis em Cornell no início dos anos 2000.

“Carros de corrida e foguetes não são tão diferentes assim”, disse Riley, 49 anos, em uma entrevista à revista da universidade da Ivy League.

A conexão com Cornell na SpaceX é marcante, mas também reflete o compromisso de longo prazo da empresa em contratar pessoas com habilidades práticas, e não apenas excelência acadêmica.

Executivos de recursos humanos da empresa já disseram que candidatos bem-sucedidos na SpaceX costumam ter experiência em projetos extracurriculares de engenharia ou projetos pessoais. Musk já citou vitórias em competições como a Formula SAE como evidência de habilidade excepcional em engenharia.

A SpaceX não respondeu a um pedido de comentário.

John Callister, atual orientador da equipe de Cornell e ex-engenheiro da General Motors, disse que o grupo busca estimular o pensamento independente. “Não temos aulas em todas as coisas que você precisa saber”, afirmou.

Isso se alinha à experiência que Juncosa, 44 anos, teve na organização de corridas de Cornell. O nativo do sul da Califórnia é conhecido como alguém que Musk envia para resolver problemas técnicos difíceis, segundo ex-funcionários.

Quando era estudante em Cornell, ele estudou economia. Mas Timothy Reissman, que conviveu com ele no clube de corrida, lembra de Juncosa como alguém disposto a dedicar tempo para desenvolver habilidades práticas por conta própria.

“Ele era o cara que se dedicava a esse trabalho, para conseguir melhorar algo ou aprender algo”, disse Reissman, hoje professor associado na Universidade de Dayton.

A fama da equipe de Cornell acabou se espalhando pela SpaceX, em parte por causa desse trio de executivos.

“Havia um certo mistério em torno disso — os alunos da SAE de Cornell, isso era uma espécie de grupo dentro da SpaceX”, disse Charlotte Kiang, ex-funcionária da empresa que fez mestrado em engenharia na universidade.

Ela lembrou que participantes da equipe de corrida de Cornell chegaram a formar seu próprio grupo social entre estagiários em determinado momento.

Reissman disse que Juncosa certa vez contou uma história sobre como a SpaceX havia contratado um soldador que não acreditava ser possível implementar um processo automatizado de soldagem envolvendo painéis finos de alumínio. Juncosa, que sabia soldar desde os tempos da equipe de Cornell, entrou para ajudar a resolver o problema.

“Esse é apenas um exemplo do que Mark faz”, disse Reissman.

Michael Jones, colega de equipe de Nicolls e Juncosa no clube, lembrou Nicolls como uma presença mais reservada, mas com habilidades únicas. Ele trabalhava com eletrônica, ajudando o grupo a desenvolver sua própria unidade de controle de motor.

Nicolls, 45 anos, hoje é vice-presidente sênior da SpaceX e passou anos trabalhando no negócio de internet via satélite Starlink.

Jones, professor no Canadá, disse que uma SpaceX sem Riley, Juncosa e Nicolls poderia ser muito diferente.

“Se você os tirasse todos de lá e eles fossem para outro lugar, o que teria acontecido?”, disse Jones. “Acho que houve uma combinação rara de pessoas que chegaram no momento certo e estabeleceram o padrão.”

Escreva para Micah Maidenberg em micah.maidenberg@wsj.com

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Brasil x Marrocos: veja horários e próximos jogos da Seleção na Copa do Mundo 2026

A seleção brasileira estreia neste sábado (13) na Copa do Mundo 2026. O primeiro compromisso do Brasil será contra Marrocos, às 19h, pelo horário de Brasília, no Estádio de Nova York/Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A partida contra o Marrocos abre a campanha brasileira no Grupo C, que também tem Haiti e Escócia.  Ao todo, o Brasil fará três jogos na fase de grupos, todos nos Estados Unidos.

A Copa do Mundo 2026 começou em 11 de junho e será disputada até 19 de julho. Esta edição terá 48 seleções, 12 grupos, 104 jogos e sedes em três países: Estados Unidos, Canadá e México.

O jogo entre Brasil e Marrocos marca a 23ª participação da seleção brasileira em Copas do Mundo.

Que horas é Brasil X Marrocos?

Brasil x Marrocos

  • Data: sábado, 13 de junho;
  • Horário: 19h;
  • Local: Estádio de Nova York/Nova Jersey;
  • Cidade: Nova Jersey;

Quais são os jogos do Brasil na fase de grupos?

O Brasil terá três jogos na fase de grupos da Copa do Mundo 2026. Além da estreia contra Marrocos, a Seleção enfrenta Haiti e Escócia.

Veja a tabela do Brasil na Copa:

  • Brasil x Marrocos: sábado, 13 de junho, às 19h, em Nova Jersey;
  • Brasil x Haiti: sexta-feira, 19 de junho, às 21h30, na Filadélfia;
  • Brasil x Escócia: quarta-feira, 24 de junho, às 19h, em Miami.

Onde assistir os jogos da Copa do Mundo 2026?

A transmissão da Copa do Mundo 2026 no Brasil será dividida entre TV aberta, TV fechada, streaming, YouTube e rádio.

Na TV aberta, os jogos serão exibidos por Globo e SBT. Na TV por assinatura, a cobertura terá SporTV, N Sports e ge tv. No streaming e YouTube, a transmissão terá Globoplay, CazéTV, ge tv e N Sports.

  • TV aberta: TV Globo (55 jogos) e SBT (32 jogos);
  • TV por assinatura: SporTV (55 jogos), N Sports (32 jogos) e ge tv (32 jogos);
  • Streaming e YouTube: CazéTV (todos os jogos), Globoplay (55 jogos), ge tv (32 jogos) e N Sports (32 jogos);
  • Rádio: CBN, Rádio Globo, Jovem Pan, Rádio Gaúcha, BandNews FM, Rádio Bandeirantes, Rádio Itatiaia e outras emissoras.

Como funciona a fase de grupos da Copa do Mundo 2026?

A fase de grupos da Copa do Mundo 2026 será disputada em pontos corridos dentro de cada chave. Cada seleção fará três jogos, uma partida contra cada adversária do grupo.

A pontuação segue o modelo tradicional:

  • Vitória: 3 pontos;
  • Empate: 1 ponto;
  • Derrota: 0 ponto.

Ao fim das três rodadas, avançam ao mata-mata os dois primeiros colocados de cada grupo. Além deles, os oito melhores terceiros colocados entre os 12 grupos também se classificam.

Na prática, uma seleção pode não terminar entre as duas primeiras da chave e ainda assim seguir para a fase eliminatória, desde que tenha campanha suficiente para ficar entre os melhores terceiros colocados.

Depois da fase de grupos, começa o mata-mata a partir dos 16 avos de final. A partir dessa etapa, quem vence avança e quem perde é eliminado.

Saiba Mais sobre Copa do Mundo 2026

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Neymar S.A: como o camisa 10 fez do seu nome a segunda maior fábrica de marcas do país

Neymar é mais do que um jogador de futebol. Além da presença na seleção brasileira, o atacante reúne uma das maiores estruturas comerciais entre os atletas convocados, com patrocínios, marcas próprias, produtos licenciados e uma estratégia intensa de registro de marcas. O nome do jogador já movimenta suplementos, bebidas, vinhos, óculos, produtos para festas, brinquedos, materiais escolares, quadrinhos e projetos digitais.

Em 2025, a NR Sports, responsável pela gestão da imagem e dos direitos comerciais do atleta, foi a segunda maior depositante de marcas do país no ranking do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), com 278 pedidos, atrás apenas da Payno Gestão Empresarial e Participações, da área financeira, que registrou 305.

Atualmente, a principal marca ligada ao jogador é o próprio nome Neymar. Com mais de 232 milhões de seguidores no Instagram, o camisa 10 já participava de campanhas publicitárias relacionadas à Copa do Mundo antes mesmo da divulgação da lista definitiva de convocados.

Na prática, Neymar passou a operar como uma marca explorada em diferentes setores e frentes comerciais, indo além de campanhas pontuais.

Neymar como marca

O volume de pedidos no INPI demonstra uma rápida expansão comercial. Entre os registros e ativos ligados ao jogador estão variações como Neymar Jr., NJR, “O Pai Tá On” e “Caos Perfeito”.

O motivo para tantos pedidos é que quanto mais ampla a presença comercial de Neymar, maior a necessidade de proteger nomes, símbolos e expressões associados à sua imagem.

No Brasil, o direito sobre uma marca pertence, em regra, a quem obtém primeiro o registro junto ao INPI.

No caso de Neymar, os pedidos aparecem em diferentes segmentos, como vestuário, calçados, artigos esportivos, acessórios, joias, papelaria, bebidas, suplementos e publicidade.

O volume de registros também se justifica porque não existe um único registro capaz de proteger a marca em todos os mercados. Um nome registrado para roupas, por exemplo, não garante automaticamente proteção para bebidas.

A estratégia reduz o risco de uso indevido por terceiros e cria uma base para licenciamento, royalties, contratos publicitários e exploração comercial da marca Neymar em diferentes setores.

Quais são os negócios ligados a Neymar?

Neymar aparece associado a marcas próprias, produtos licenciados e projetos comerciais em diferentes áreas. Em alguns casos, há participação direta do jogador na criação ou validação do produto. Em outros, o vínculo ocorre por meio de licenciamento, uso de imagem ou participação da estrutura empresarial ligada ao atleta.

Entre os principais negócios estão:

Neymar Jr. / NJR É a principal marca pessoal do jogador. O guarda-chuva reúne o nome Neymar Jr., a sigla NJR, símbolos, bordões e elementos visuais utilizados em produtos, campanhas e projetos comerciais ligados à imagem do atacante.

NR Sports / Neymar Sport e Marketing É a empresa responsável por centralizar a gestão dos negócios de imagem de Neymar. A companhia atua nos bastidores da carreira comercial do jogador, organizando contratos, parcerias, produtos, marcas e iniciativas que utilizam o nome do atleta.

Next10 É a marca de suplementos alimentares criada com participação de Neymar. Lançada em 2025, a empresa entrou no mercado de nutrição, performance e rotina esportiva, aproveitando a associação direta do jogador ao esporte de alto rendimento.

Le Prince É a linha de vinhos de Neymar, apresentada em 2026 durante a APAS Show, em São Paulo. A marca reúne rótulos de países como Chile, Espanha e França e representa a entrada do jogador no segmento de bebidas alcoólicas premium.

Pley by Ney É uma marca de bebidas associada ao universo de Neymar. A proposta combina bebidas prontas com uma identidade ligada a estilo de vida, música e consumo casual.

NJR Eyewear É a marca de óculos vinculada ao jogador. A operação trabalha com coleções temáticas inspiradas em diferentes fases da carreira e da imagem pública de Neymar, com vendas realizadas por meio do comércio eletrônico.

Marca Pelé A marca Pelé passou a integrar o portfólio empresarial administrado pela NR Sports após uma operação envolvendo os direitos comerciais do Rei do Futebol. Não se trata de uma marca pessoal de Neymar, mas ela passou a fazer parte do conjunto de negócios conduzidos pela estrutura empresarial ligada à família do jogador.

Ney Ney É um personagem animado inspirado em Neymar Jr., lançado em 2026 para redes sociais e plataformas digitais.

Neymar Jr. Comics É um projeto de quadrinhos baseado na imagem de Neymar. A iniciativa leva o jogador para o universo das histórias ilustradas, ampliando sua presença para além da publicidade tradicional.

Neymar Jr. Toys / Neymar Jr. Toys Bike São linhas de brinquedos e bicicletas licenciadas com a marca Neymar Jr., voltadas principalmente para o público infantil.

Popper Neymar Jr. É uma linha de produtos para festas com a marca Neymar Jr. A proposta leva o nome do jogador para itens comemorativos e de decoração, especialmente voltados para festas infantis e eventos temáticos.

Floow by Neymar Jr. É uma linha associada aos segmentos de suplementos, energia e performance. A marca conecta a imagem de Neymar ao mercado de bem-estar e desempenho físico.

Neymar e os patrocínios

Neymar também aparece como o jogador da seleção brasileira com o maior número de contratos de patrocínio entre os atletas citados nas fontes consultadas.

Aos 34 anos, o atacante reúne 20 acordos comerciais. A lista inclui marcas dos setores de alimentos, varejo, apostas, entretenimento, saúde e consumo.

Após a convocação para a seleção brasileira, Neymar publicou conteúdos para marcas como Red Bull, Mercado Livre, Puma, Canção e Blaze.

Atualmente, o jogador atua como garoto-propaganda das seguintes marcas:

  • Canção (alimentos);
  • Mercado Livre (varejo digital);
  • Loovi (seguro automotivo);
  • Viva Sorte (títulos de capitalização);
  • Faanz (marketing esportivo);
  • Popper (artigos para festa);
  • Next10 (suplementos alimentares);
  • Blaze (apostas online);
  • Puma (moda esportiva);
  • Sintta Stay (hospedagem);
  • Lavitan (vitaminas);
  • Ixina Kitchen (cozinhas planejadas);
  • Due Incorporadora (incorporação imobiliária);
  • Pley by Ney (bebidas);
  • Aiwa (eletrônicos);
  • Ibrahim Al.Qurashi (perfumaria);
  • Campline Horses (esporte equestre);
  • Tropicool (alimentos);
  • Aspetar (medicina esportiva);
  • Red Bull (bebidas energéticas).

Saiba Mais sobre Copa do Mundo 2026

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Dissemos adeus a Messi e Cristiano Ronaldo (duas vezes). Desta vez, acabou mesmo

Você provavelmente já nos ouviu dizer isso.

Em 2018, previmos com confiança que os dois maiores jogadores de futebol de sua geração, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, estavam prestes a disputar sua última Copa do Mundo. Ambos já tinham mais de 30 anos, e a lógica esportiva indicava que o crepúsculo de suas carreiras se aproximava rapidamente. Então Ronaldo marcou um hat-trick em seu primeiro jogo.

Sem aprender absolutamente nada, repetimos a previsão quatro anos depois, em 2022. Naquela altura, ambos estavam na faixa dos 35 anos e já pareciam em plena turnê de despedida. Então Messi foi lá e conquistou a Copa do Mundo.

Mas nos escute: desta vez, sem dúvida, podemos afirmar categoricamente que este verão marcará a última dança de Messi e Ronaldo no maior torneio do esporte.

“Definitivamente, sim”, disse Ronaldo à CNN no ano passado. “Porque terei 41 anos.”

Veja só: até Cristiano concorda.

No momento em que entrar em campo por Portugal, ele será o jogador de linha mais velho da Copa do Mundo de 2026. Também estabelecerá um recorde ao disputar o torneio pela sexta vez. O único outro jogador a conseguir isso será, inevitavelmente, Messi, aos 38 anos.

É apropriado que ambos façam sua despedida da Copa juntos — ainda que estivéssemos convencidos de que isso aconteceria oito anos atrás. Nas últimas duas décadas, suas carreiras transcorreram em paralelo, e a grandeza de um sempre foi medida em comparação com a do outro. Ronaldo impulsionou Messi, e Messi impulsionou Ronaldo. Ambos já admitiram isso.

“As pessoas os admiram pela continuidade que tiveram”, diz o ex-atacante sueco Zlatan Ibrahimović. “Seu legado não é o que você fez no curto prazo, mas no longo prazo.”

O problema do longo prazo é que o tempo acaba alcançando todo mundo.

Embora Messi tenha marcado 12 gols em 14 partidas pelo Inter Miami CF nesta temporada, e Ronaldo tenha anotado 28 em 30 jogos pelo Al Nassr FC, não há dúvidas de que esses ídolos perderam um pouco do brilho físico de antes.

Ronaldo ainda parece saído de um filme da Marvel, mas sua queda de rendimento já o levou ao banco de reservas na Copa do Mundo de quatro anos atrás. Quanto a Messi, ele continua caminhando pelos jogos como se estivesse passeando por uma galeria de arte.

Mas não se engane: deixar Messi fora do time está completamente fora de cogitação.

“Não faz sentido dizer que sou eu quem está no comando”, afirmou recentemente o técnico da Argentina, Lionel Scaloni. “Sempre conversamos com Messi sobre todas as decisões que tomamos.”

Questionado se isso refletia sua relação com Ronaldo, o técnico de Portugal, Roberto Martínez, respondeu apenas: “Nós trabalhamos de maneira diferente.”

A questão agora é entender exatamente o que esse trabalho envolve — e jogar futebol é apenas parte da história.

Desde a última Copa do Mundo, no Catar, ambos deixaram a Europa e migraram para ligas onde podem aproveitar a reta final da carreira como superestrelas em seus últimos capítulos.

Ronaldo foi o primeiro, ao se mudar para Riad no fim de 2022. Graças aos recursos da liga saudita, ele recebe mais de US$ 200 milhões por temporada, tornando-se, com folga, o atleta mais bem pago do mundo.

Messi seguiu caminho semelhante em 2023, ao trocar o Paris Saint-Germain pela MLS. Além de receber um salário recorde de US$ 28,3 milhões por temporada no Inter Miami, ele fechou um acordo inédito de participação em receitas da liga com duas de suas maiores parceiras comerciais: Apple e Adidas.

Agora, ambos têm uma última oportunidade de transformar o evento esportivo mais popular do planeta em mais uma grande fonte de receitas.

Ronaldo atualmente estrela uma campanha da Nike ao lado de LeBron James. Messi lidera campanhas da Adidas, Michelob Ultra, Lay’s e Lowe’s.

Isso significa que eles estarão em todas as telas, independentemente do que acontecer dentro de campo.

Ainda assim, existe um espetáculo que eles nunca entregaram.

Toda a rivalidade entre Messi e Ronaldo se desenrolou sem um confronto em Copa do Mundo. Eles jamais se enfrentaram no torneio.

Mas este verão pode mudar isso.

Se Portugal e Argentina vencerem seus grupos, o chaveamento os colocará em rota de colisão nas quartas de final.

11 de julho, em Kansas City: Messi contra Ronaldo no que será, definitivamente, sua última Copa do Mundo como jogadores.

Desta vez, de verdade.

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Seleções campeãs do mundo: todos os vencedores da Copa até 2022

Você sabia que apenas oito países já venceram a Copa em 22 edições desde que ela foi criada? As seleções de futebol masculino campeãs do mundo representam somente dois continentes. O time vencedor da Copa no Catar, a Argentina, que derrotou a França nos pênaltis na final, pertence a um desses continentes.

A seguir, confira quem foram os vencedores da Copa até o momento e quais deles tiveram a oportunidade de ganhar mais de uma vez, como o Brasil. Se você ama futebol, é hora de refrescar a memória!


Confira:

Quais são as seleções campeãs do mundo?

Em países em que o futebol é um esporte popular, participar do torneio vira questão de honra. Nesse quesito, o Brasil fez a lição de casa, porque, além de estar entre os campeões da Copa do Mundo, é o único país que participou de todas as edições

As seleções campeãs do mundo são:

  • Uruguai 
  • Itália
  • Alemanha 
  • Brasil 
  • Inglaterra
  • Argentina 
  • França 
  • Espanha

Confira, agora, qual foi o placar das partidas que definiram os vencedores da Copa e algumas curiosidades:

1930

O Uruguai sediou a primeira Copa do  Mundo e as 18 partidas foram feitas somente na capital Montevidéu. O time uruguaio foi à final contra a Argentina e venceu os vizinhos por 4 a 2. No dia seguinte, foi feriado no país para celebrar a conquista do título no primeiro campeonato. 

1934 

A Itália sediou a segunda Copa do Mundo e também se tornou campeã em casa, vencendo a antiga Tchecoslováquia (atual República Tcheca e Eslováquia) na prorrogação por 2 a 1. Os jogos foram transmitidos ao vivo pelo rádio para 12 países. 

O campeão Uruguai não disputou a Copa em retaliação à Itália, por ter se recusado a viajar e participar da primeira edição.

1938

A Itália se tornou bicampeã ao vencer a Hungria por 4 a 2. O Brasil foi o terceiro colocado. Pela primeira vez, um país asiático participou da Copa: as Índias Orientais Holandesas (Indonésia).

1950

Depois de um intervalo com as copas de 1942 e 1946 canceladas por causa da Segunda Guerra Mundial, a retomada foi no Brasil.

Jogando em casa, a equipe brasileira conseguiu chegar até a final, que foi disputada no Maracanã, no Rio de Janeiro, considerado o maior estádio do mundo na época. No entanto, o Uruguai conseguiu virar o jogo e se tornou bicampeão por 2 a 1.

1954

A Copa de 1954 marca o retorno da Alemanha, dessa vez como Alemanha Ocidental, à Copa desde o final da Segunda Guerra. Mesmo não sendo a favorita, os alemães venceram a Hungria de virada, por 3 a 2, marcando o gol da vitória já no fim da partida.

1958

A Copa de 1958 tinha uma dupla invencível de atacantes: Pelé e Garrincha, que levaram o Brasil à final, que venceu a anfitriã dos jogos, a Suécia, por 5 a 2. O Brasil foi o primeiro país a conquistar o título em um continente diferente

1962

Mais uma vez na final, o Brasil venceu a Tchecoslováquia por 3 a 1 na Copa no Chile. Garrincha estava suspenso da partida por conta de um cartão vermelho na semifinal. Mas até o presidente do Chile, Jorge Alessandri, solicitou que o atacante brilhasse na final e o pedido foi aceito.

1966

A Inglaterra venceu a Alemanha Ocidental por 4 a 2 na prorrogação. A Rainha Elizabeth II estava no estádio em Wembley e presenciou o país conquistar seu primeiro e único título até o momento.

1970

O Brasil se tornou tricampeão, vencendo a Itália por 4 a 1. O time brasileiro se consagrou no futebol mundial com jogadores como Pelé, Rivelino, Tostão e Carlos Alberto.

1974

A Alemanha Ocidental venceu a Holanda em casa por 2 a 1. A Copa foi marcada pela atuação marcante do jogador holandês Johan Cruyff e do alemão Franz Beckenbauer. 

1978

Em sua segunda final consecutiva, a Holanda perdeu novamente, desta vez para a dona da casa, a Argentina. Passaram-se 48 anos desde a primeira Copa do Mundo até que os argentinos levassem o título por 3 a 1.

1982

Depois de  uma semifinal disputada nos pênaltis entre Alemanha Ocidental e França, a seleção alemã venceu, mas não conquistou a taça Jules Rimet. A Itália venceu os alemães por 3 a 1 e se igualou ao Brasil com o tricampeonato na Copa da Espanha.

1986

A Copa do México foi do argentino Diego Maradona, que estava no auge de sua carreira e contribuiu para vencer a Alemanha Ocidental. A Argentina conquistou o título pela segunda vez.

1990

Alemanha e Argentina se enfrentaram novamente em uma final, mas dessa vez os alemães levaram a melhor por 1 a 0. O gol decisivo foi de um pênalti faltando menos de cinco minutos para terminar a partida.

1994

A final clássica entre Brasil e Itália, decidida nos pênaltis. O chute para fora do gol do italiano Roberto Baggio entregou o título ao Brasil, que conquistou o primeiro tetracampeonato entre os vencedores da Copa.

1998

Depois de um tetra, a expectativa sobre a seleção brasileira caiu por terra. Apesar do Brasil chegar à final com a França, a vitória foi de 3 a 0 para os franceses.

2002

Realizada pela primeira vez na Ásia e em dois países ao mesmo tempo, a Copa da Coreia do Sul e do Japão marcou também a vitória do Brasil pela quinta vez. A seleção brasileira venceu a Alemanha por 2 a 0.

2006

Com semifinais e uma final composta apenas de países europeus, a Itália venceu a França nos pênaltis e se consagrou tetracampeã. 

2010

Pela primeira vez a ser realizada no continente africano, a Copa na África do Sul também teve um estreante entre as seleções campeãs do mundo. A Espanha, que até então nunca havia passado das quartas de final, venceu a Holanda por 1 a 0 na prorrogação.

2014

Na segunda Copa do Mundo no Brasil, a final ficou entre a Alemanha e a Argentina. A partida foi decidida só na prorrogação, que deu vitória aos alemães por 1 a 0, sendo a primeira seleção europeia a ganhar o torneio no continente americano. 

2018

A França conquistou o bicampeonato na final contra a Croácia, vencendo por 4 a 2. O francês Kylian Mbappe foi o segundo jogador mais novo a disputar uma final, com 19 anos. 

O mais novo, até o momento, continua a ser o brasileiro Pelé, que jogou a final de 1958, na Suécia, com apenas 17 anos.

2022

A Argentina levou o tricampeonato na Copa do Catar, encerrando um jejum de 36 anos sem título, ao derrotar a França nos pênaltis. A partida encerrou em 3 a 3, na prorrogação.

Países que mais venceram a Copa do Mundo

Entre as oito seleções campeãs do mundo, somente seis conquistaram o título mais de uma vez. O Brasil é o único pentacampeão até o momento, enquanto Alemanha e Itália somam quatro vitórias cada.

O ranking dos países vencedores da Copa são:

  • Brasil: 5 vitórias
  • Itália: 4 vitórias
  • Alemanha: 4 vitórias
  • Argentina: 3 vitórias
  • Uruguai: 2 vitórias
  • França: 2 vitórias
  • Inglaterra: 1 vitória
  • Espanha: 1 vitória

A Alemanha participou das Copas de 1934 e 1938 como uma única seleção. Depois da Segunda Guerra, o país voltou a disputar o torneio somente em 1954, porém como Alemanha Odicental

A Federação Internacional do Futebol (FIFA), que é o órgão responsável pela realização da Copa, atribuiu as vitórias da antiga Alemanha Ocidental à atual seleção alemã. 

De todos os campeões da Copa do Mundo, somente a Itália não vai disputar o torneio no Catar este ano. Esta será a segunda edição que a seleção italiana não se classifica para o campeonato.

Países que nunca participaram da Copa do Mundo

A FIFA reconhece mais de 200 nações que podem ou não disputar o torneio. Cabe a cada uma escolher se candidatar para participar das eliminatórias e tentar se classificar para o torneio principal.

Alguns dos países que mais tentaram participar, mas nunca conseguiram são Luxemburgo, Curaçao, Zâmbia, Malta, Síria e Venezuela. Todos eles já se inscreveram em mais de dez edições do torneio.

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A corrida bilionária da Cadillac para construir uma equipe de F1 do zero

A equipe de Fórmula 1 da Cadillac ainda era uma folha em branco — sem carro, sem piloto e sem um único pneu — quando fez duas contratações críticas. Uma foi a de um chefe técnico veterano, responsável por projetar um milagre da engenharia, um foguete sobre rodas capaz de competir no auge do automobilismo. Um doutorado em aerodinâmica não era obrigatório, mas ajudava.

O outro cargo envolvia um pouco menos de matemática: um diretor de recursos humanos para integrar cerca de 600 pessoas que já sabiam algo sobre construir carros superrápidos o mais rápido possível.

Isso, como se descobriu, é como se constrói um time de F1 do zero.

A maioria dos novos entrantes na série mais prestigiosa do mundo compra uma equipe já existente, incluindo a fábrica. Quando a Red Bull entrou no esporte em 2005, adquiriu os restos da Jaguar. A Mercedes foi construída a partir dos pedaços da equipe chamada Brawn GP. E o outro novo nome na grade nesta temporada, a Audi, está reformulando a equipe suíça anteriormente conhecida como Sauber.

Mas a Cadillac está sendo construída do zero. “Vamos construir uma nova equipe americana”, diz Dan Towriss, CEO da TWG Motorsports. “É muito mais fácil do que tentar refazer algo da Suíça.”

“Você só precisa começar a construir com uma certa fé cega de que os elementos vão se encaixar”, afirma o veterano da Fórmula 1 Graeme Lowdon, que supervisiona a equipe desde 2024.

O projeto Cadillac conta com o apoio da General Motors e da TWG Motorsports, cofundada pelo bilionário americano Mark Walter, que também é dono do Los Angeles Dodgers e do Los Angeles Lakers.

Nessa fase, a Cadillac não tinha garantia de que algum dia chegaria a um circuito de F1. A equipe apoiada por Mark Walter, CEO bilionário da Guggenheim Partners, ainda tentava convencer a liderança da F1 a admitir uma 11ª equipe em um dos clubes mais exclusivos do esporte — sem muito sucesso até então.

Walter, que também é presidente e cofundador da TWG Motorsports, já havia entrado com sucesso na Major League Baseball ao adquirir os Dodgers e, posteriormente, entraria na NBA ao gastar US$ 10 bilhões nos Lakers. A F1 se mostrava um pouco mais exigente.

Quando Towriss fez suas primeiras consultas sobre uma possível expansão, o CEO da F1, Stefano Domenicali, o dispensou educadamente. “Eles disseram tipo: ‘Não, estamos bem’”, relembra Towriss.

Sergio Pérez, do México, já tinha mais de 280 largadas na F1 por quatro equipes diferentes antes de assinar para a temporada inaugural da Cadillac.

Crédito: Divulgação

Pérez havia atuado recentemente como companheiro do quatro vezes campeão mundial Max Verstappen na Red Bull antes de levar sua experiência para a Cadillac.

Apenas conseguir aprovação para correr acabou custando à TWG e à General Motors mais de um ano e várias centenas de milhões de dólares. Contratar pessoal, comprar peças, construir instalações e produzir um carro real elevou o investimento para mais de um bilhão de dólares. No entanto, em 8 de março, esta equipe americana novíssima, que ainda não completou uma única volta competitiva, espera estar na grade na Austrália para a primeira corrida de 2026.

“Estamos contra prazos implacáveis”, explica Lowdon, durante os testes de pré-temporada em Barcelona. “Não podemos chegar ao nosso primeiro Grande Prêmio em Melbourne e correr na segunda-feira quando todos os outros estão correndo no domingo.”

Os EUA não têm uma história longa ou gloriosa na F1. A outra equipe americana na grade, a Haas F1, participou de mais de 200 Grandes Prêmios sem nenhuma vitória. E nenhum piloto americano venceu uma corrida desde Mario Andretti em 1978.

Nada disso desanimou a Cadillac, uma marca cujo auge cultural ocorreu meados do século 20, depois recuou por décadas antes de voltar com SUVs enormes e vidros escurecidos. Agora, a marca espera aproveitar a popularidade global da F1 para alcançar um público mais jovem, mesmo que seja improvável que apareça no pelotão da frente em breve.

Trata-se também de uma operação multinacional que pretende superar gigantes como Ferrari, Red Bull e Mercedes. A Cadillac F1 está espalhada entre uma instalação tecnológica em Silverstone, Inglaterra, onde realiza grande parte do design aerodinâmico; um campus da General Motors em Charlotte, Carolina do Norte, com simulador de F1; e uma nova sede em Indianápolis, onde eventualmente fabricará a maior parte de suas peças. Que estejam geograficamente tão distantes não importa, diz Lowdon. “Na verdade, a única vez que um carro de F1 está realmente inteiro é quando sai da garagem para a pista.”

Até a equipe receber aprovação para entrar na F1 no início do ano passado, ninguém na Cadillac tinha visto as especificações que regeriam o esporte em 2026.

A Fórmula 1 surfou uma onda de atenção nos últimos cinco anos, transformando-se de um produto cansado, aparentemente inacessível e entediante para o público casual, em um fenômeno global de entretenimento. Quando a série da Netflix Drive to Survive ajudou a F1 a finalmente conquistar o mercado americano, foi o ápice de um esforço de anos para reformular o esporte para um público que não entendia — ou não se importava — com ângulos de asas ou compostos de pneus. Com 10 equipes pelo mundo, a F1 não via razão para abrir espaço para uma 11ª equipe.

Sinal verde

Enquanto aguardava aprovação, a Cadillac esbarrava em obstáculos a cada passo. Regras de marca registrada impediam que se chamasse equipe de Fórmula 1 até obter sinal verde; mas não poderia receber sinal verde sem provar capacidade de acompanhar a F1.

Mesmo nos materiais de marketing, a Cadillac não podia usar o termo F1. Durante a maratona de contratações, anúncios eram apenas para um “projeto de automobilismo de alto nível”. Nos testes de túnel de vento, não podia usar pneus Pirelli especializados, disponíveis apenas para equipes credenciadas.

Menos de dois anos após o início do projeto — e com uma enorme campanha de contratação —, a Cadillac F1 recebeu cerca de 143 mil candidaturas para 595 vagas.

Durante o processo, a equipe teve de preparar um documento de mais de 1.000 páginas, incluindo plano logístico, notas iniciais de design e cartas de fornecedores em potencial para demonstrar conhecimento do que estavam assumindo. Uma condição era que a General Motors se comprometesse a construir seu próprio powertrain até 2029. Enquanto isso, a Cadillac compraria e usaria motores da Ferrari. A equipe também ofereceu um pagamento único de US$ 450 milhões para as 10 equipes existentes compensarem a diluição do prêmio.

Quando a aprovação da F1 finalmente chegou em março passado, tudo mudou — como acender a luz em uma garagem escura.

Naquele momento, a Cadillac já tinha cerca de 300 funcionários e avançava no design aerodinâmico. Mas ninguém dentro da equipe havia visto o conjunto completo de regras e especificações que regeriam o esporte em 2026. Isso também era privilégio de equipes já na F1. “Antes da nossa entrada, só podíamos ver o que qualquer um baixava da internet”, diz Lowdon. “Agora podemos realmente arregaçar as mangas e trabalhar.”

Nas três primeiras temporadas na F1, a Cadillac planeja usar motores Ferrari até a General Motors produzir seu próprio powertrain em 2029.

Até o final de 2025, a Cadillac F1 havia recebido 143 mil candidaturas para 595 vagas e entrevistado cerca de 6.500 pessoas para todos os departamentos especializados. A única maneira garantida de conseguir um lugar na equipe era ser um piloto veterano de Fórmula 1 disponível, como Valtteri Bottas. Ao lado do mexicano Sergio Pérez, o finlandês de 36 anos foi anunciado como piloto inaugural — dois experientes que já estavam em equipes campeãs.

Para Bottas, chegar à Cadillac foi completamente diferente de quando ingressou na Mercedes em 2017. Na época, ele entrou em uma operação já campeã mundial, otimizada nos mínimos detalhes. O carro era praticamente imbatível. Lewis Hamilton era seu companheiro. Qualquer pergunta de Bottas já tinha uma resposta cuidadosamente considerada e típica da Mercedes.

Na Cadillac, cada pergunta é feita pela primeira vez. Não há procedimentos padrão. Um antigo ditado de F1 dizia que pilotos eram como lâmpadas — só era preciso encaixá-los. Mas Bottas está sendo solicitado a usar seus 12 anos de experiência para ajudar a projetar toda a “lâmpada”.

“A lista é quase infinita”, diz ele. “Que tipo de cinto de segurança queremos? Qual layout do volante? Qual o curso do pedal?”

Bottas, sem saber o que esperar, nunca havia se envolvido tanto em detalhes minuciosos. Mas o verdadeiro milagre, segundo ele, é que a Cadillac vá chegar a uma corrida.

“Estamos aqui”, afirma Bottas. “Temos um carro de F1 e temos uma equipe.”

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BYD estuda entrada na Fórmula 1

A BYD está avaliando opções para entrar no automobilismo competitivo, incluindo a Fórmula 1 e corridas de endurance, competições de longa duração, em uma tentativa de ampliar o apelo global da marca chinesa.

A montadora analisa diferentes alternativas após seu rápido crescimento fora do mercado doméstico e diante da mudança do automobilismo competitivo em direção a motores híbridos, disseram as fontes, que pediram anonimato por se tratar de informações privadas.

As possibilidades vão desde o Campeonato Mundial de Endurance da FIA, que inclui a tradicional corrida 24 Horas de Le Mans, até a Fórmula 1, seja com a criação de uma equipe própria ou por meio da aquisição de um time já existente, acrescentaram as fontes.

Presença de chineses

Uma eventual entrada da BYD representaria uma rara tentativa direta de um fabricante chinês de competir em um esporte dominado por equipes europeias e americanas. Montadoras do país tiveram participações esporádicas no automobilismo.

A Geely, por exemplo, compete com sucesso em corridas internacionais de carros de turismo por meio da Cyan Racing, antiga equipe de fábrica da Volvo, enquanto a NIO conquistou o título de pilotos da primeira temporada da Formula E em 2015.

Os custos potenciais para entrar na Fórmula 1 podem ser um obstáculo significativo para a BYD, segundo uma das fontes. Desenvolver e colocar um carro na competição geralmente exige anos de negociação e pode custar até US$ 500 milhões por temporada.

Nenhuma decisão foi tomada até agora, e a empresa pode acabar optando por não entrar em nenhuma competição. Um porta-voz da BYD não respondeu a um pedido de comentário.

Veículos elétricos

Conhecida por fabricar veículos elétricos e híbridos de preço mais acessível, a BYD busca ampliar seu posicionamento ao avançar para o segmento de luxo. Em 2025, sua marca premium Yangwang testou o modelo U9 Xtreme em uma pista na Alemanha, registrando velocidade máxima superior a 495 km/h.

Recentemente, a BYD ultrapassou a Tesla como maior vendedora mundial de veículos elétricos e se tornou um dos principais rostos da ofensiva da China em mercados automotivos da Europa, América Latina e outras regiões.

Uma parceria com a Fórmula 1 também aumentaria significativamente a visibilidade da marca nos Estados Unidos, embora a empresa ainda não venda carros no país, principalmente devido a tarifas elevadas e restrições de mercado. O esporte vive atualmente um boom de popularidade nos EUA, impulsionado em parte pela série da Netflix Formula 1: Drive to Survive e pelo aumento do número de corridas no país.

O chefe da entidade que governa a Fórmula 1, a Fédération Internationale de l’Automobile, tem defendido a entrada de uma equipe chinesa. Em entrevista ao jornal Le Figaro no ano passado, Mohammed Ben Sulayem afirmou que um fabricante da China seria o próximo passo lógico para o esporte, após a chegada da Cadillac.

Popularidade na China

A popularidade da Fórmula 1 na China também vem crescendo após o retorno da categoria a Xangai em 2024, depois de cinco anos de ausência. Zhou Guanyu tornou-se o primeiro piloto chinês da Fórmula 1 em 2022. A nova temporada começou no último fim de semana em Melbourne, na Austrália, com a próxima corrida marcada para Xangai neste fim de semana.

Equipes já estabelecidas costumam resistir à entrada de novos concorrentes, já que novas equipes diluem a divisão do prêmio financeiro e podem reduzir as avaliações das atuais participantes. Neste ano, a Cadillac estreia no grid após anos de negociações.

Comprar participação em equipes é mais comum. Esta temporada também marca a estreia da Audi na Fórmula 1 após assumir controle total da empresa suíça de automobilismo Sauber. Já o fundo Otro Capital busca compradores para sua participação na Alpine Racing, equipe ligada à Renault SA.

Vendas completas de equipes, porém, são raras. A equipe Aston Martin F1 Team, do bilionário Lawrence Stroll, vendeu recentemente participações no time, que teve um início de temporada difícil devido a problemas mecânicos, incluindo vibrações na unidade de potência.

O automobilismo também vem adotando práticas mais sustentáveis. Para 2026, a Fórmula 1 implementou novas regras, incluindo regulamentos de motores híbridos que ampliam a capacidade das baterias. O World Endurance Championship também utiliza veículos híbridos em suas competições.

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Rio Open e ascensão de João Fonseca reacendem ligação entre tênis e mercado financeiro

A rápida ascensão do tenista João Fonseca devolveu ao Brasil um entusiasmo pelo tênis que não se via desde os tempos de Gustavo Kuerten, o Guga. Mesmo eliminado nas oitavas de final do Rio Open este ano, Fonseca, de 19 anos, ainda disputa neste domingo (22) o título nas duplas ao lado de Marcelo Melo.

Além do maior interesse do público, refletido em arquibancadas cheias e maior procura por ingressos, o efeito também aparece nas transmissões e, principalmente, entre patrocinadores do mercado financeiro. Afinal, em um esporte historicamente associado às elites, o gosto e o dinheiro raramente competem – costumam atuar em dupla.

E na semana do maior torneio de tênis da América do Sul, o mercado financeiro aproveitou para ampliar sua presença no tênis: desde financiamento de jovens promessas e da criação de plataformas de relacionamento com clientes a patrocínios diretos de campeonatos.

Afinal, o tênis sempre foi território natural de empresários e investidores: um esporte caro, de base social concentrada e ambiente propício para relacionamento e para fechar negócios.

Se antes o apoio vinha de entusiastas que bancavam atletas de forma quase artesanal, hoje ele começa a passar por estruturas financeiras organizadas.

Apostando no futuro

A corretora EQI, por exemplo, criou no ano passado um fundo de renda fixa com liquidez diária cuja taxa de administração é integralmente destinada ao financiamento de atletas brasileiros. O produto, chamado Fundo Match Point, já soma cerca de R$ 53 milhões sob gestão e mais de 100 cotistas.

Em 2025, o projeto contou com R$ 241,3 mil em receitas – sendo R$ 208,3 mil aportados como seed money da própria EQI – uma casa com R$ 50 bilhões sob gestão – e outros R$ 32,9 mil oriundos do fundo. Ao longo do ano, cerca de R$ 100 mil foram efetivamente investidos em cinco atletas profissionais.

Parte dos recursos é destinada ao treinamento, como acesso a técnicos, fisioterapia e preparação física. Outra fatia cobre viagens, um dos principais custos da carreira profissional. E há ainda um sistema de bônus atrelado a desempenho, como avanço em rankings e resultados em torneios.

A corretora, cujos sócios são tenistas amadores, decidiu se aproximar do circuito profissional ainda em 2023. O primeiro nome foi o gaúcho Rafael Matos. O acordo foi fechado às pressas, às vésperas do Australian Open daquele ano. Segundo Patrik Castilho, diretor de marketing da EQI, houve tempo apenas de entregar os “patches” com a marca antes de o atleta embarcar.

O contrato formal ainda nem estava assinado quando Matos, que disputava duplas mistas ao lado da também brasileira Luisa Stefani, começou a avançar rodada após rodada em Melbourne. Ele acabaria conquistando o título – tornando-se parte da primeira dupla 100% brasileira a vencer um Grand Slam, grupo que reúne os quatro principais torneios do circuito: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open.

Rafa Matos e Luisa Stefani venceram o Australia Open de 2023
Rafa Matos e Luisa Stefani venceram o Australia Open de 2023 (Divulgação/Tennis Australia)

O episódio consolidou a aposta da corretora no esporte. Desde então, a empresa ampliou o portfólio e hoje patrocina cerca de dez atletas entre profissionais e juvenis, como Thiago Monteiro, Marcelo Zormann, João Lucas Reis, Ingrid Martins, Mateus Pucinelli e o juvenil Miguel Dahia, além de dois nomes do pádel, outro esporte de raquete.

A seleção, segundo a companhia, passou por um processo de profissionalização. “No começo era muito emocional. A gente gostava do atleta, acompanhava e apoiava. Hoje a curadoria é técnica”, afirmou Castilho. A triagem passou a ser feita em parceria com a Tênis Root, estrutura especializada em formação e alto rendimento, que acompanha desempenho, ranking e potencial de evolução.

Por trás dessa engenharia está uma estratégia mais ampla da EQI para ocupar o território do tênis. A corretora, que até poucos anos atrás dividia investimentos em outras modalidades como o automobilismo, decidiu concentrar esforços exclusivamente nos esportes de raquete.

Thiago Mointeiro, tenista patrocinado pela EQI
Thiago Mointeiro, tenista patrocinado pela EQI (Divulgação/Rio Open)

Além do fundo, a EQI mantém criou a chamada “Match Point Mansion”, uma casa paralela ao Rio Open onde clientes convivem com jogadores, participam de clínicas e assistem aos jogos em ambiente exclusivo. O investimento no espaço foi de cerca de R$ 2 milhões no ano passado e deve chegar a R$ 2,6 milhões neste ano.

A lógica é dupla: fortalecer a marca no esporte e usar o tênis como plataforma de relacionamento. “A casa começa às oito da manhã e vai até a noite. O cliente fica imerso, convive com o atleta. É uma experiência que dificilmente teria só com o patrocínio tradicional do torneio”, disse o executivo.

No curto prazo, o objetivo é ampliar o número de atletas apoiados à medida que o patrimônio do fundo cresce. “O nosso foco agora é fazer o fundo ganhar escala para que a gente consiga trazer mais atletas para dentro do projeto”, disse.

Paixão empresarial

A proximidade entre tênis e mercado financeiro está longe de ser novidade. O esporte sempre orbitou as elites econômicas – seja como parte da formação social, seja como ambiente de relacionamento e negócios.

O exemplo está no próprio João Fonseca: principal nome da nova geração, ele cresceu em uma família já consolidada no mercado financeiro. Seu pai, Christiano Fonseca Filho, é fundador da IP Capital Partners, uma das primeiras gestoras independentes do país. 

A estrutura familiar permitiu a João competir em alto nível desde cedo, algo essencial em um esporte de custos elevados, que exige viagens internacionais frequentes, equipe técnica especializada e raquetes que podem custar mais de R$ 1,5 mil cada.

João Fonseca entrando em quadra no Rio Open
João Fonseca entrando em quadra no Rio Open (Divulgação/Rio Open)

A associação entre quadra e capital também aparece na trajetória de empresários influentes. O bilionário Jorge Paulo Lemann, por exemplo, jogava tênis no Rio de Janeiro na juventude antes de se tornar um dos maiores investidores brasileiros.

Fora do país, o bilionário americano Bill Ackman, fundador da Pershing Square, chegou a disputar, aos 59 anos, um torneio profissional da Associação de Tenistas Profissionais (ATP) em duplas. E há casos emblemáticos como o do romeno Ion Țiriac, ex-top 10 do ranking mundial que, após pendurar a raquete, construiu um império empresarial e se tornou um dos homens mais ricos da Europa Oriental.

Hoje, essa relação ganha escala institucional. O fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala, é um ds principais patrocinadores desta edição do Rio Open, ao lado da XP – a empresa de Guilherme Benchimol substituiu o Santander em um dos espaços principais e também apoia João Fonseca. O BTG Pactual, de André Esteves, mantém histórico de patrocínios no circuito.

O Itaú é patrocinador da tenista Bia Haddad Maia, além de ter promovido no ano passado, em Miami um jogo exibição entre Fonseca e o número 1 do mundo, Carlos Alcaraz – confronto que será repetido neste ano em São Paulo.

No plano internacional, os valores são ainda mais expressivos. O Public Investment Fund (PIF), fundo soberano da Arábia Saudita, tornou-se, em 2024, o patrocinador oficial da ATP e passou a financiar etapas do circuito global. 

PIF, da Arábia Saudita, é o principal patrocinador da ATP
PIF, da Arábia Saudita, é o principal patrocinador da ATP (Divulgação/ATP)

A influência saudita avançou a ponto de o país garantir, a partir de 2028, a realização de uma etapa de Masters 1000 – torneios que estão entre os mais importantes do calendário, atrás apenas dos Grand Slams – ampliando a estratégia do fundo de usar o esporte como instrumento de projeção internacional, como já fez no futebol e no golfe.

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A separação de US$ 100 milhões de Stephen Curry, astro da NBA, com a Under Armour

No dia seguinte à sua saída da Under Armour para se tornar um dos maiores “agentes livres” do mercado de tênis, o astro da NBA Stephen Curry aqueceu para um jogo usando um par de tênis da Nike.

Foi uma reviravolta marcante. Uma década antes, o primeiro tênis de Curry pela Under Armour havia feito sucesso quando ele conduziu o Golden State Warriors a uma vitória nas finais da NBA sobre LeBron James — um dos principais atletas patrocinados pela Nike — e o Cleveland Cavaliers.

Nos anos seguintes, Curry sonhava em se tornar a próxima marca Jordan, uma unidade da Nike que domina o mercado de basquete. E Kevin Plank, fundador e CEO da Under Armour Inc., falava em ultrapassar a Nike como a maior empresa de artigos esportivos do mundo.

Mas toda essa promessa nunca se concretizou. Curry e seus assessores ficaram frustrados com o que consideravam falta de investimento na marca, segundo pessoas familiarizadas com a situação que pediram anonimato, já que os detalhes do relacionamento são privados. Enquanto isso, as vendas da divisão não atingiam as expectativas da empresa nem de Curry, disseram as fontes.

Curry é esperado para ser procurado pela Nike e outras grandes marcas esportivas após se tornar um “agente livre” no mercado de tênis.

“Essa decisão foi tomada de forma cuidadosa e respeitosa, com um senso compartilhado de orgulho pelo que construímos juntos e com entendimento mútuo de que a separação era a melhor decisão para a Under Armour e para Stephen Curry”, disseram a Under Armour e uma empresa de relações públicas que representa Curry em um comunicado conjunto.

A Under Armour disse que respondeu em conjunto com Curry porque as perguntas da Bloomberg se referem ao período em que trabalharam juntos. Curry não respondeu a um pedido separado de comentário.

Segundo o acordo de separação anunciado na semana passada, Curry e a Under Armour ainda têm assuntos pendentes. A empresa lançará o último tênis Curry em fevereiro, com os últimos produtos da parceria sendo disponibilizados até outubro.

Cury e a Under Armour: uma década de parceria

A chegada dos tênis de Curry em 2015, justamente quando ele se tornou um astro da NBA, foi crucial para ajudar a Under Armour a construir um negócio de calçados após começar no segmento de roupas de treino. Ele rapidamente se tornou uma das caras da marca — ao lado de estrelas da NFL como Tom Brady e Cam Newton — enquanto a empresa investia pesado em marketing, incluindo turnês promocionais em mercados estratégicos, como a China.

Porém, desde o início, havia dúvidas sobre o potencial de crescimento da marca, já que os tênis eram vistos mais como calçados para jogar basquete do que para uso casual. O lado da moda do setor, impulsionado pela cultura “sneakerhead”, representa a grande maioria das vendas.

A Under Armour não divulga a receita da divisão, mas projeta que as vendas de basquete, incluindo a linha Curry, cheguem a US$ 120 milhões neste ano. Isso representa menos de 3% da receita anual, prevista em cerca de US$ 5 bilhões. Apenas a marca Jordan da Nike gerou mais de US$ 7 bilhões no último ano fiscal da empresa.

O fim do acordo com Curry também fará parte de um aumento de quase US$ 100 milhões nos custos de reestruturação da Under Armour, segundo registro regulatório.

Após se aquecer com tênis da Nike na semana passada, Curry usou seus tênis da Under Armour durante o jogo. Mas isso provavelmente não durará muito. Com uma possível nova parceria em jogo, especialistas do setor dizem que as maiores marcas de basquete, incluindo Nike, Adidas e Puma, certamente o abordarão. Curry ainda não discutiu um novo contrato com nenhuma empresa de tênis, disse uma pessoa familiarizada com o assunto.

Um ponto sensível para Curry foi a tentativa no ano passado de recrutar Caitlin Clark para sua marca, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Ele e a empresa buscaram a jovem promessa, mas a oferta da Under Armour ficou atrás do valor total da proposta da Nike. Clark, agora estrela da WNBA, optou por assinar com a Nike.

Representantes da Under Armour e de Curry afirmaram em comunicado conjunto que mantiveram “um relacionamento profissional saudável durante toda a construção da marca Curry, incluindo a decisão mútua de se separar”.

Nos últimos anos, a Under Armour contratou o astro da NBA De’Aaron Fox e a destaque universitária MiLaysia Fulwiley para a marca Curry. A empresa também mantém outros jogadores de basquete em contratos de patrocínio, incluindo a estrela da WNBA Kelsey Plum.

Após deixar o cargo de CEO em 2020, mas continuar como presidente do conselho, Plank retornou à liderança no início de 2024, tentando reviver o crescimento robusto das vendas e a confiança dos investidores. (As ações atualmente estão negociadas a cerca de US$ 4 — ante um pico de mais de US$ 50 uma década atrás e no ponto mais baixo em 15 anos.)

Curry esperava que Plank investisse mais em sua linha, disse uma fonte. Em uma conferência da Bloomberg em setembro, Plank sugeriu que a parceria não estava indo bem, afirmando que a empresa ainda não havia feito um “trabalho suficientemente bom” para contar a história de Curry através da marca.

Como parte do esforço de Plank para recuperar a empresa, ele liderou uma reestruturação que envolveu cortes de empregos, mais automação e redução de 25% no número de produtos vendidos.

O CEO também realocou recursos para esportes de campo, que haviam sido o foco principal do negócio nos primeiros anos: futebol americano, flag football e beisebol, segundo fontes. Esses esportes passaram a ser prioridades maiores que o basquete, disseram as fontes.

“Under Armour continua profundamente comprometida com o basquete” e continuará a desenvolver produtos inovadores, disse a empresa. Fox e Fulwiley, contratados para a marca Curry, permanecem sob contrato com a Under Armour.

Em abril, a empresa contratou uma nova turma de jogadores da NFL para reforçar o negócio de futebol americano, incluindo o quarterback Cam Ward, primeira escolha geral do draft da NFL de 2025. Neste ano, a marca Curry contratou apenas o armador da NBA Davion Mitchell, em seu terceiro time em cinco temporadas.

Durante seu tempo na Under Armour, Curry recebeu autoridade e ações à medida que seu papel crescia. Em 2020, ele assinou um acordo para criar a Curry Brand e, em 2023, estendeu o contrato para expandir o negócio além de calçados, como uma sub-marca da Under Armour. Ele foi nomeado presidente da marca e recebeu ações avaliadas em US$ 75 milhões na época, como parte de seu pacote de remuneração, segundo registro regulatório.

As ações caíram cerca de metade desde então e não estavam programadas para começar a ser liberadas antes de 2029. O acordo prevê que Curry receba uma quantidade proporcional de ações caso o contrato termine antecipadamente. A Under Armour não comentou como isso foi resolvido.

Plank disse em comunicado na semana passada que para Curry era “o momento certo de deixar o que criamos evoluir sob seus termos”. Curry agradeceu à Under Armour e disse que vai se concentrar em “crescimento agressivo”.

“A indústria de tênis é difícil”, disse Curry em coletiva de imprensa na semana passada. “Você dá o seu melhor para criar algo sustentável.”

Curry agora apresenta uma oportunidade rara para as maiores empresas de artigos esportivos do mundo. Ele está entre os atletas mais conhecidos globalmente, com poder de estrela mundial apenas superado por Michael Jordan e LeBron James — ambos com contratos vitalícios com a Nike.

Está em jogo a oportunidade de uma marca ter o maior arremessador de todos os tempos enquanto ele ainda joga e durante sua aposentadoria. Curry disse à Bloomberg no ano passado que pretende continuar jogando basquete por mais quatro ou cinco temporadas.

Qualquer negociação futura pode ser delicada para a Nike, que já errou em um acordo anterior com Curry. Ele havia assinado com a marca ao entrar na NBA em 2009, e a Nike teve a chance de recontratar Curry quatro anos depois, quando ele se tornou uma estrela.

Mas os executivos fizeram uma apresentação desorganizada, pronunciando errado o nome de Curry e usando slides com o nome de outro atleta, disseram fontes, confirmando reportagens anteriores da ESPN.

Apesar disso, a Nike continua dominante no basquete, tendo assinado muitos dos principais atletas do esporte, incluindo Caitlin Clark, o Rookie of the Year de 2024 Victor Wembanyama e o atual MVP da NBA Shai Gilgeous-Alexander.

Enquanto isso, a Adidas avançou nas quadras com uma linha de tênis popular de Anthony Edwards. A New Balance tem contrato com Cooper Flagg, a primeira escolha do draft da NBA. E duas marcas chinesas — Anta e Li Ning — também conquistaram espaço nos EUA.

Quando questionado em coletiva pós-jogo sobre os tênis da Nike que estava usando, Curry disse que era um “novo começo”.

“Eu sei que é estranho me ver com algo que não é meu próprio tênis”, disse Curry. “Vou me divertir com isso.”

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Exclusivo: LiveMode assume 100% da CazéTV; Casimiro vira sócio da holding global do grupo

A LiveMode vai passar a controlar integralmente a CazéTV após uma reorganização societária em que a empresa, que detinha 51% do canal, incorporou a fatia de 49% que estava nas mãos da CMiguel Produções, do jornalista e streamer Casimiro Miguel, apurou o InvestNews. A operação tem como objetivo “otimizar a estrutura acionária” do grupo.

A transação envolve a alienação das ações de Casimiro para a LiveMode em troca de sua entrada como sócio da holding do grupo, a LiveMode Cayman. O formato indica uma operação de troca de ações, mas os valores e os percentuais envolvidos no negócio não foram revelados. A operação ainda precisa de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Com isso, Casimiro deixa de ser sócio direto da CazéTV e passa a integrar o capital da holding internacional que controla toda a operação da LiveMode, empresa que também negocia e produz direitos de transmissão para diversos veículos brasileiros.

Sócios grandes

A LiveMode Cayman — também chamada de LiveMode Holdings Limited — é o mesmo veículo no qual está o investimento da americana General Atlantic e que funciona como guarda-chuva societário do grupo.

Em abril do ano passado, a General Atlantic, em conjunto com o braço de private equity da XP, passou a ser sócia da LiveMode. No mercado, circula a informação de que a dupla teria investido cerca de R$ 440 milhões por uma fatia superior a 20% na empresa, embora os detalhes da operação não tenham sido divulgados oficialmente.

Fundada em 2017, a LiveMode construiu reputação como uma das empresas mais influentes do país em direitos esportivos, produção digital e transmissões multiplataforma. É a companhia responsável por negociar, por exemplo, os direitos de transmissão da Liga Forte União (LFU), que recentemente vendeu parte de seus jogos do Campeonato Brasileiro em TV aberta para a Record.

A empresa foi criada por Sergio Lopes e Edgar Diniz, fundadores do Esporte Interativo — canal vendido em 2015 ao grupo Turner (hoje Warner Bros. Discovery) por um valor que, à época, circulava no mercado na faixa de US$ 80 milhões a US$ 100 milhões.

Já a CazéTV, criada em 2022 como uma joint venture entre a LiveMode e Casimiro Miguel, tornou-se rapidamente um fenômeno de audiência com transmissões do Copa do Mundo do Catar, Copa do Brasil, Jogos Olímpicos e competições internacionais.

Procurada pelo InvestNews, a LiveMode não respondeu.

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O discreto gestor que cuida do patrimônio de US$ 1,4 bilhão de Cristiano Ronaldo

Primeiro jogador de futebol a ter uma fortuna avaliada em mais de US$ 1 bilhão, o português Cristiano Ronaldo é uma das maiores estrelas do esporte e a pessoa mais seguida no Instagram. Seu gestor de patrimônio, no entanto, prefere manter distância dos holofotes.

Miguel Marques, de 52 anos, é uma figura discreta, mas fundamental, na gestão da imensa fortuna de Cristiano Ronaldo. De um escritório em Lisboa, acima de uma loja da Louis Vuitton, na elegante Avenida da Liberdade, o executivo português ajuda o jogador de futebol a investir e proteger seu patrimônio líquido, hoje estimado em US$ 1,4 bilhão.

Marques é mencionado como CEO e chairman do conselho da LMcapital Wealth Management, sediada em Lisboa. Sua experiência anterior inclui passagens na subsidiária portuguesa do Anglo Irish Bank Suisse, posteriormente adquirida pelo suíço Hyposwiss.

O gestor de patrimônio também consta como diretor no hotel Pestana CR7 do craque em Manchester, cidade do norte do Reino Unido onde o jogador, hoje no Al Nassr, da Arábia Saudita, alcançou o estrelato global ao jogar pelo Manchester United.

Marques não quis comentar sobre as finanças de seu cliente quando contatado pela Bloomberg, e alegou razões de privacidade.

Gestores de patrimônio de estrelas do esporte tendem a ter um grupo de atletas, com grandes bancos e boutiques oferecendo uma ampla gama de serviços. Mas, à medida que a fortuna de alguns atletas atinge patamares estratosféricos, a necessidade de um family office próprio começa a aumentar. Michael Jordan, também bilionário, tem a Jump Management, enquanto o Team8, de Roger Federer, ajuda a administrar seus investimentos.

Cristiano Ronaldo em segredo

As relações de negócios de Cristiano Ronaldo são construídas com base em confiança e lealdade, de acordo com pessoas familiarizadas com suas atividades.

O jogador prefere consultar um grupo próximo de assessores e amigos para decisões de investimento, especialmente aqueles que demonstram discrição. Indivíduos que ele considera indiscretos são rapidamente excluídos de seu círculo íntimo.

Esses investimentos geralmente refletem uma profunda conexão com seu país de origem.

Ele recorreu a Marques para ajudar a marcar reuniões com investidores quando considerava adquirir uma participação no clube de raquete Cidade do Padel, com sede em Lisboa.

Há alguns anos, Ronaldo também adquiriu discretamente um amplo terreno na Quinta da Marinha, um exclusivo resort residencial e de golfe. O terreno de aproximadamente 9.000 metros quadrados, um dos mais cobiçados da região, está sendo transformado no que se espera ser uma das residências mais privadas e seguras do litoral português.

O negócio foi fechado por meio de intermediários. Segundo Miguel Champalimaud, proprietário do terreno e do resort, o nome de Cristiano Ronaldo foi mantido em segredo até o final das negociações.

“Só descobri no dia em que o negócio foi fechado”, disse. “Os intermediários esconderam o nome do Ronaldo até o fim.”

Um dos que zelosamente guardavam a identidade de seu cliente era Marques, o discreto gestor encarregado de administrar a fortuna do eleito cinco vezes melhor jogador do mundo.

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