Visualização de leitura

Microsoft aumenta preço do Xbox e encerra vendas do console de 2 TB

Imagem mostra múltiplos consoles Xbox Series S brancos e um Xbox Series X preto, juntamente com seus respectivos controles sem fio, dispostos sobre um fundo verde brilhante. O Xbox Series X preto está no centro, em destaque, com um controle preto ao lado. O logo da Xbox é visível em cada console e controle. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Xbox Series X/S vão ficar mais caros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft anunciou um aumento global nos preços dos consoles Xbox, com reajustes de até US$ 150 a partir de agosto.
  • O Xbox Series S de 512 GB passará a custar US$ 499 e o Xbox Series X, com leitor de disco, sairá por US$ 799.
  • Empresa também descontinuará o modelo de 2 TB.

A Microsoft anunciou nesta quinta-feira (25/06) um novo aumento global nos preços dos consoles Xbox. O reajuste começa a valer em 1º de agosto, com um acréscimo de US$ 100 nos modelos de 512 GB de armazenamento e de US$ 150 nas versões de 1 TB.

Em conversão direta pela cotação atual, os reajustes equivalem a cerca de R$ 519 e R$ 779, respectivamente. A Microsoft, porém, ainda não confirmou os preços no Brasil, de modo que os valores servem apenas como referência.

Além do aumento, a empresa decidiu descontinuar o modelo de 2 TB. A mudança ocorre menos de um ano após o último reajuste nos Estados Unidos, feito em outubro de 2025.

Com o reajuste, os preços sugeridos dos consoles Xbox ficam assim nos Estados Unidos, segundo o The Verge:

  • Xbox Series S de 512 GB: US$ 499,99
  • Xbox Series S de 1TB: US$ 599,99
  • Xbox Series X digital, sem leitor de disco: US$ 749,99
  • Xbox Series X com leitor de disco: US$ 799,99

Em comunicado, a Microsoft afirmou que passou os últimos meses negociando com fornecedores para tentar evitar o repasse ao consumidor, mas decidiu reajustar os preços por causa da alta nos custos de componentes.

O anúncio também coincide com o lançamento da pré-venda do GTA 6. O jogo deve movimentar a busca por Xbox e PlayStation 5 no mercado, já que é exclusivo de consoles e ainda não tem data para chegar aos PCs.

Crise de componentes afeta o preço

ilustração sobre memória UFS
Crise de chips de memória é culpada, mais uma vez, pelo aumento de preços (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A principal justificativa da Microsoft está nos custos de memória e armazenamento usados nos consoles. Segundo a empresa, os preços desses componentes subiram mais de 2,5 vezes e podem dobrar novamente até o segundo semestre de 2027.

A razão é a mesma pela qual a Apple também confirmou um novo reajuste hoje, assim como é, possivelmente, o motivo do aumento de preço do PlayStation 5, feito em março.

A alta pesa especialmente nos videogames porque consoles costumam ser vendidos com margens menores do que outros eletrônicos. Em alguns casos, a fabricante aceita ganhar pouco — ou até perder dinheiro — no hardware para compensar depois com jogos, serviços e assinaturas.

Para reduzir o impacto do aumento, a Microsoft diz que vai oferecer opções de financiamento sem juros em varejistas parceiros, como a Amazon nos Estados Unidos. A empresa também manterá a venda de consoles seminovos certificados, com desconto de até US$ 100 em relação ao preço sugerido na Microsoft Store.

Hardware segue em queda

Xbox fez 25 anos em 2026, com o anúncio de um console comemorativo (imagem: reprodução/Xbox)

O reajuste chega em um momento já difícil para o Xbox no varejo. No terceiro trimestre fiscal de 2026, encerrado em março, a receita com venda de consoles caiu 33% na comparação anual, segundo o balanço da Microsoft. A queda seguiu um recuo de 29% no primeiro trimestre, e de 32% no segundo.

Além disso, a divisão de games também sentiu o impacto: a receita total de jogos caiu 7%, enquanto conteúdo e serviços do Xbox recuaram 5%. Ainda assim, o Game Pass recebeu um reajuste para baixo em abril, quando ficou 36% mais barato.

Microsoft aumenta preço do Xbox e encerra vendas do console de 2 TB

Xbox Series X + Series S (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Entenda a importância do Armazenamento UFS para os dispositivos móveis modernos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

  •  

Windows 10: Microsoft dá mais um ano de suporte estendido

Monitor exibindo o Windows 10
Windows 10 ganha mais um ano de suporte estendido (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft estendeu programa Atualizações de Segurança Estendidas (ESU) para Windows 10 até outubro de 2027, uma ampliação de um ano;
  • programa ESU oferece atualizações de segurança para o Windows 10, que deixou de ter suporte em 14 de outubro de 2025;
  • consumidores já inscritos no ESU receberão atualizações de segurança até outubro de 2027, sem necessidade de ação adicional.

A Microsoft deixou de oferecer suporte ao Windows 10 em 14 de outubro de 2025. Porém, consumidores que se inscreveram no programa Atualizações de Segurança Estendidas (ESU) continuarão recebendo updates de segurança até outubro de 2026. Ou melhor, até outubro de 2027: sem fazer alarde, a Microsoft adicionou um ano de duração ao programa.

O suporte que era oferecido até outubro de 2025 permitia que o Windows 10 recebesse tanto atualizações funcionais (como novos aplicativos) quanto de segurança. Sem updates, o sistema operacional corre o risco de ficar vulnerável a ataques ou malwares com o passar do tempo.

Diante dessas circunstâncias, a recomendação da Microsoft é a de migrar para o Windows 11, que segue sendo suportado. Porém, esse processo pode ser oneroso ou complexo, tanto para organizações quanto para usuários domésticos.

É por isso que o ESU é oferecido. Trata-se de um programa que oferece atualizações de segurança para softwares que tiveram seu ciclo de suporte encerrado. A intenção da Microsoft, com a iniciativa, é dar mais tempo para que a migração seja feita.

Para usuários domésticos, as atualizações via ESU estavam limitadas a um ano de duração (para organizações, o limite padrão é de três anos). Bom, agora são dois anos. A Microsoft atualizou esta página de ajuda para adicionar essa informação:

O suporte para o Windows 10 terminou. Você pode se inscrever no ESU a qualquer momento até o término do programa em 12 de outubro de 2027. Se você já estiver inscrito, sua cobertura continuará automaticamente até essa data — nenhuma ação é necessária.

Caixa do assistente de ESU para Windows 10
Caixa do assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que a Microsoft ampliou o suporte estendido ao Windows 10?

Não está claro. Mas uma possibilidade é a de que a atual escassez de chips de memória RAM e armazenamento tenha pesado para a decisão da Microsoft.

Esse cenário tem feito os preços de componentes e computadores aumentarem consideravelmente. Como, em muitos casos, a migração para o Windows 11 requer a compra de um PC novo, há quem esteja adiando a aquisição de uma máquina justamente por causa dos preços aumentados. Talvez a ampliação do ESU vise atender consumidores nessa situação.

Se você tem um computador com esse sistema e quer aproveitar o suporte estendido, veja como se inscrever no ESU do Windows 10. Para quem já está inscrito, o suporte até outubro de 2027 foi aplicado automaticamente, como a Microsoft deixou claro.

Mas vale reforçar: o ESU oferece apenas atualizações de segurança.

Windows 10: Microsoft dá mais um ano de suporte estendido

Windows 10: veja como ativar o suporte estendido da Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Caixa do assistente de ESU para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Microsoft inicia atualização “forçada” para o Windows 11 25H2

Windows 11 versão 25H2
Windows 11 na versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft iniciou a atualização automática para o Windows 11 25H2 em computadores compatíveis que ainda não possuem essa versão, seguindo o ciclo padrão de manutenção do sistema operacional;
  • atualização segue uma dinâmica de distribuição inteligente que usa aprendizado de máquina para determinar se cada PC está apto a receber a versão 25H2;
  • usuários podem adiar a instalação por meio do Windows Update, mas a instalação é recomendada, pois o Windows 11 24H2 deixará de ser suportado em outubro de 2026.

Se o seu computador com Windows 11 ainda não conta com a versão 25H2 do sistema operacional, contará em breve. Até recentemente, essa atualização era opcional; agora, ela começou a ser aplicada automática e obrigatoriamente nos PCs compatíveis.

Entenda como compatíveis máquinas que não são gerenciadas por equipes de TI — nelas, as atualizações são aplicadas conforme as necessidades e políticas de cada organização — e não estão participando do programa de testes Windows Insider com uma versão mais avançada.

A atualização “à força” para o Windows 11 25H2 era esperada pelo menos desde abril. Mas, ao contrário do que possa parecer, esta não é uma notícia ruim: o procedimento faz parte do ciclo padrão de manutenção do sistema operacional.

Muitos computadores compatíveis já foram atualizados. O que a Microsoft está fazendo, agora, é levando a versão 25H2 para as máquinas em situação pendente.

Explica-se: o procedimento segue uma dinâmica de distribuição inteligente, que usa aprendizado de máquina para determinar se cada PC está apto ou não a receber a versão 25H2. Esse processo é progressivo e, agora, chegou à fase final. A Microsoft entende que é seguro liberar as atualizações para os PCs ainda não atualizados, portanto.

Tal como exemplifica o Windows Latest, o mesmo ritual foi executado no Windows 11 23H2 quando esta versão foi atualizada para a 24H2. Pois, agora, são justamente os computadores com Windows 11 24H2 que estão sendo atualizados para a versão 25H2 (nos casos pendentes), embora máquinas com versões anteriores também possam ser beneficiadas.

A instalação tende a ser tranquila. Isso porque a versão 25H2 preserva grande parte dos recursos já existentes na versão 24H2 e, como tal, traz principalmente ajustes de desempenho ou segurança. Também há algumas novidades funcionais, como funções de IA e a ativação do modo Quick Machine Recovery para correção automática de falhas na inicialização. Mas não vai muito além disso.

O melhorado, mas ainda criticado Menu Iniciar do Windows 11
Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Posso impedir a instalação do Windows 11 25H2?

A atualização é obrigatória. No Windows Update, o que você pode fazer é adiar a instalação do pacote 25H2. Basta ir em “Pausar atualizações” e escolher o período de pausa (de uma a cinco semanas). Já o bloqueio definitivo requer alguns artifícios mais complexos, como uma alteração no Registro do Windows.

De todo modo, a instalação é recomendada, até porque o Windows 11 24H2 deixará de ser suportado pela Microsoft em outubro de 2026.

Se, em vez de impedir, você quiser acelerar a atualização, vá em Menu Iniciar / Configurações / Windows Update. Ali, verifique se um pacote correspondente à versão 25H2 já está disponível para download. Se estiver, basta clicar em “Baixar e instalar” ou equivalente.

Para verificar a versão atual, digite o comando winver no campo de pesquisa do Menu Iniciar ou da Barra de Tarefas do Windows 11. A informação aparecerá em uma pequena janela.

Microsoft inicia atualização “forçada” para o Windows 11 25H2

Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O melhorado, mas ainda criticado Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

CEO da Microsoft diz que monopólios de IA são um problema

Satya Nadella, homem de óculos usando uma camisa cinza e um paletó cinza escuro. Ao lado, um logo do Windows.
Satya Nadella defendeu IA mais acessível (imagem: divulgação)
Resumo
  • O CEO da Microsoft, Satya Nadella, criticou o domínio de poucas gigantes no setor de inteligência artificial.
  • Ele afirmou que a economia global não pode ser controlada por um grupo restrito de empresas.
  • Nadella defendeu modelos de IA mais baratos e com mais controle nas mãos dos usuários.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, fez uma dura crítica à concentração de poder no mercado de inteligência artificial. O executivo alertou que a economia global não pode ser engolida por um grupo restrito de empresas de tecnologia e defendeu uma transformação rumo a modelos mais baratos e com mais controle nas mãos dos usuários.

Ao Wall Street Journal, ele disse que não é realista sustentar um cenário em que “todos os empregos de escritório simplesmente desapareçam e isso ainda seja usado como arma”. Segundo Nadella, o público não toleraria um futuro em que apenas algumas empresas e modelos “façam todo o aprendizado para o mundo”.

A declaração chama atenção por partir justamente de um dos líderes que mais impulsionaram o atual boom do setor. Afinal, a própria Microsoft ajudou a moldar o cenário atual ao investir bilhões de dólares para transformar a OpenAI na gigante que é hoje.

Mudança de rota?

A resposta passa pela necessidade de transformar a IA em um recurso acessível, evitando que o mercado fique refém de altos custos de operação. A gigante de Redmond já começou a agir e passou a lançar ferramentas mais em conta. O destaque da vez é o Copilot Cowork, um agente autônomo que permite ao cliente corporativo escolher entre diferentes modelos, incluindo opções mais baratas, para executar tarefas contínuas.

Esse movimento também envolve aproximações consideradas controversas pelo próprio setor. A Microsoft avalia hospedar em sua plataforma uma versão do DeepSeek, provedor chinês conhecido pelo custo baixo. A iniciativa desagrada parceiras como OpenAI e Anthropic, que acusam a startup asiática de copiar suas tecnologias, e tem potencial para iniciar um embate na indústria.

A estratégia de diversificação também é uma resposta à concorrência. Dados da consultoria Recon Analytics apontam que, no segundo semestre de 2025, os assinantes do Copilot passaram a preferir cada vez mais alternativas, como o Gemini, do Google. Sem a liderança em modelos de ponta, a Microsoft aposta na multiplicação de opções para tentar recuperar terreno.

“Aprendizado contínuo”

Homem de óculos sorrindo
Executivo sugeriu que discurso sobre perda de empregos é alarmista (imagem: divulgação/Microsoft)

Nadella também comentou a situação do mercado de trabalho, com um posicionamento que vai na contramão de líderes do Vale do Silício. Enquanto as grandes empresas de IA preveem que os novos sistemas eliminarão metade dos empregos de nível básico até 2029, o CEO afirma que a tecnologia não deve ser encarada como uma ferramenta de corte de custos focada em demissões em massa.

Em vez de pânico, Nadella defende que, no futuro, os negócios de sucesso funcionarão como “sistemas de aprendizado contínuo”, impulsionados pela união entre a sabedoria dos funcionários e o processamento das máquinas.

Apesar das críticas, a Microsoft não planeja romper com as empresas de vanguarda. Um porta-voz da companhia afirmou ao jornal que as parcerias com OpenAI e Anthropic seguirão ativas.

CEO da Microsoft diz que monopólios de IA são um problema

Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)

Satya Nadella é CEO da Microsoft desde 2014 (Imagem: Divulgação/Microsoft)
  •  

Microsoft Edge vai permitir login com uma Conta Google

Microsoft Edge
Microsoft Edge vai permitir login com uma Conta Google (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Edge enfim permitirá login com Conta Google para sincronizar favoritos, histórico de navegação e outras informações;
  • aparentemente, novidade visa conquistar usuários de outros navegadores, como o Google Chrome, que poderão mudar para o Edge sem perder seus dados sincronizados;
  • recurso estará disponível a partir de julho de 2026 para usuários do Edge no Windows e no macOS, com opção de configuração para administradores de TI em organizações.

O Edge é mantido pela Microsoft. Nada mais natural, portanto, que o navegador exija login com uma Conta Microsoft para sincronização de favoritos, histórico de navegação e outras informações. Mas isso vai mudar: em breve, a Microsoft permitirá login com uma Conta Google em seu browser.

Na primeira olhada, parece que a Microsoft está “se rendendo ao inimigo”. Mas, por incrível que pareça, essa decisão faz muito sentido, pois pode ajudar o Edge a conquistar mais usuários, muitos dos quais podem até vir do Chrome.

A seguinte mensagem, publicada no Microsoft Community Hub no fim de 2019, ilustra como:

Então, eu uso o Chrome há uns 10 anos e agora ouvi falar do Edge por um amigo e queria mudar de navegador. Mas todas as minhas senhas, favoritos e histórico estão sincronizados com a minha Conta Google.

Eu também tenho um celular Android, que veio com o Chrome e os aplicativos do Google, e gosto do fato de o Google do computador me trazer todas as senhas e outras informações para o meu celular.

A questão é se eu posso sincronizar tudo do Edge com a minha conta do Google, para mantê-las presentes em todos os lugares.

Perceba que, na mensagem, o usuário deseja usar o Microsoft Edge, mas o fato de depender dos serviços do Google o prende no Chrome. Podemos presumir que, na época, se ele pudesse usar o Edge com a sua Conta Google, o navegador da Microsoft teria conquistado mais um usuário.

Atualmente, Edge só permite login com Conta Microsoft
Atualmente, Edge só permite login com Conta Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Edge vai permitir login com Conta Google a partir de julho

Demorou para a Microsoft entender que o login com Conta Google no Edge pode trazer usuários, mas finalmente essa possibilidade está a caminho. É o que a companhia revela na página do Microsoft 365 Roadmap. Ali, a empresa informa que a novidade valerá para usuários do Edge no Windows e no macOS.

Em organizações, administradores de TI poderão permitir ou não o login com Conta Google no browser por meio de uma política de configuração específica para isso.

Quando o recurso será liberado? Em algum momento de julho de 2026, revela a Microsoft.

Resta saber se o Google retribuirá com um gesto equivalente — permitir login no Chrome com uma Conta Microsoft. Mas eu acredito que não, afinal, o Chrome já é líder de mercado e, ao que parece, não há grande demanda de usuários do navegador sobre essa possibilidade.

Microsoft Edge vai permitir login com uma Conta Google

Microsoft Edge (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Atualmente, Edge só permite login com Conta Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Bug no Office: atualização do Windows quebra integração com outros apps

Windows Update do Windows 11
Pacote de segurança de junho é o vilão da vez (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft confirmou que os pacotes de segurança do Windows 11 lançados em 9 de junho de 2026 causaram um bug que impede a integração de aplicativos de terceiros com o Office.
  • O problema afeta ferramentas como gerenciadores de referências bibliográficas, sistemas de gestão médica e empresarial, e impede que os usuários abram documentos do Office por meio desses sistemas.
  • A Microsoft está trabalhando em uma solução, mas ainda não tem uma data para o lançamento da correção, recomendando aos usuários que usem uma solução paliativa, como abrir os aplicativos do Office pelo menu Iniciar.

A Microsoft confirmou que os pacotes de segurança do Windows 11 lançados a partir de 09/06 trouxeram um bug que quebra a integração de aplicativos de terceiros com o Word, Excel, PowerPoint e Access. O problema está atrapalhando o fluxo de trabalho de milhares de usuários que dependem da comunicação entre diferentes softwares.

A lista de serviços impactados inclui desde gerenciadores de referências bibliográficas populares no meio acadêmico, como o Zotero, até ferramentas contábeis e sistemas de gestão médica e empresarial.

O comportamento da falha costuma deixar os usuários confusos, já que, ao tentar abrir um documento por esses sistemas de terceiros, o PC simplesmente não responde. O suporte da própria Microsoft aponta que, na maioria dos casos, o Office falha ao iniciar sem sequer exibir uma mensagem de erro na tela, dificultando a identificação da origem do travamento.

Por que os aplicativospararam de abrir?

A raiz do problema está na forma como o sistema operacional passou a lidar com o OLE (Object Linking and Embedding), uma tecnologia de automação que atua como uma espécie de “ponte” invisível entre diferentes programas no Windows. Em termos práticos, é ele que permite, por exemplo, que um software de gestão de uma clínica gere um receituário e “chame” o Word para abri-lo automaticamente.

A atualização de junho basicamente bloqueou essa comunicação. A Microsoft explicou a situação: “Recebemos relatos de um problema em que certos aplicativos de terceiros podem não conseguir iniciar aplicativos do Microsoft Office ou abrir documentos após a instalação das atualizações do Windows lançadas a partir de 9 de junho de 2026”.

A empresa reforçou ainda que o bug afeta exclusivamente as ferramentas que recorrem a essa automação específica para interagir com o pacote de produtividade.

Existe solução para o problema?

Solução temporária exige abrir o Word ou Excel manualmente (imagem: divulgação/Microsoft)

No momento, ainda não há um patch de correção definitivo. A Microsoft afirmou que “uma solução está em andamento e será incluída em uma futura atualização do Windows”, mas não estabeleceu uma data exata para o lançamento do update.

Até lá, a saída é adotar a solução paliativa oficial. A orientação da empresa é que os usuários mudem temporariamente sua rotina de trabalho, abrindo o Word ou o Excel pelo menu Iniciar e, por lá, localizem e abram o documento desejado.

Para ambientes corporativos, onde essa mudança manual geraria grande perda de produtividade, a recomendação é que os administradores de rede acionem o Suporte da Microsoft para Empresas. A companhia diz que já possui uma medida que pode ser aplicada nesse caso enquanto a correção definitiva não é liberada.

Vale lembrar que este incidente entra para uma lista crescente de instabilidades no ecossistema da gigante do software. Nos últimos meses, a Microsoft também precisou consertar um bug que impedia o acesso a arquivos no Office para a Web (a versão em nuvem da suíte) e outro erro que bloqueava o download das ferramentas de trabalho para usuários do serviço Windows 365.

Bug no Office: atualização do Windows quebra integração com outros apps

Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Programas do Office ganharam novos ícones em outubro de 2025 (imagem: divulgação/Microsoft)
  •  

Headset Gamer JBL tem 28% OFF por até 5x de R$ 32,58 sem juros na Amazon

R$ 229,0029% OFF

Prós
  • Design feito de almofadas respiráveis
  • Compatível com multiplataforma
  • Áudio imersivo com drivers de 40 mm
  • Microfone removível
Contras
  • Sem cancelamento ativo de ruído
Parcelado
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O JBL Quantum 100M2 está disponível por R$ 162,90 em até 5x sem juros com parcelas de apenas R$ 32,58 na Amazon. A oferta concede um desconto de 28% em relação ao preço original de R$ 229. O headset de entrada é focado para gamers e entrega compatibilidade para consoles de diferentes plataformas.

JBL Quantum 100M2 traz drivers de 40 mm e microfone removível

Homem utilizando o JBL Quantum 100M2 na cor branca e segurando um controle de videogame nas mãos.
JBL Quantum 100M2 conta com almofadas para melhor conforto (imagem: Divulgação/JBL)

O periférico abriga internamente drivers dinâmicos de 40 mm com frequência que varia entre 20 Hz a 20 kHz. De acordo com a JBL, o modelo Quantum 100M2 quando utilizado para jogos reproduz um áudio imersivo, com graves e sons claros. A ponto de possibilitar ouvir os mínimos detalhes em momentos cruciais durante a jogatina.

Um diferencial do headset over-ear se dá por apresentar um microfone removível com resposta entre 100 Hz a 10 kHz. A característica acaba entregando mais versatilidade ao usuário, permitindo removê-lo em momentos que não tem a necessidade de falar. Além disso, inclui na caixa um cabo com comprimento de 1,2 metro.

A compatibilidade multiplataforma assegura ao gadget ser usado com diferentes consoles e dispositivos. Como por exemplo os portáteis, de mesa, smartphones e computadores. Inclusive, aos videogames da Microsoft há o suporte ao som surround nativo.

Homem sentado em frente a um computador jogando um jogo de corrida e utilizando o JBL Quantum 100M2
JBL Quantum 100M2 (imagem: Divulgação/JBL)

No mais, o JBL Quantum 100M2 com microfone de captação direcional à venda por R$ 162,90 em até 5x sem juros, fornece uma potência máxima de entrada de 20 mW e peso de 220 gramas.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Headset Gamer JBL tem 28% OFF por até 5x de R$ 32,58 sem juros na Amazon

JBL Quantum 100M2 (imagem: Divulgação/JBL)

JBL Quantum 100M2 (imagem: Divulgação/JBL)
  •  

Justiça brasileira multa big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões

Loot box
Justiça brasileira multa big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões por causa de loot boxes (imagem: Sameboat/Wikimedia)
Resumo
  • Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios multou big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões por usarem loot boxes em jogos;
  • decisão da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF considerou que loot boxes estimulam comportamentos de jogos de azar e afetam principalmente menores de idade;
  • empresas, incluindo Apple, Google e Microsoft, foram condenadas a pagar indenizações cujos valores serão direcionados ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, por meio da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF, determinou que desenvolvedoras de jogos e big techs como Apple, Google e Microsoft paguem indenizações por danos morais coletivos devido ao uso de loot boxes em games. A soma das multas chega a quase R$ 300 milhões.

Uma loot box consiste em uma caixa virtual geralmente oferecida em jogos que fornece recompensas que só se tornam conhecidas após a realização de pagamentos. Essas recompensas podem incluir “skins” para personagens, armas mais potentes, itens raros e assim por diante.

Na primeira olhada, parece não haver nada de errado com isso. Porém, especialistas em saúde mental e autoridades de várias partes do mundo entendem que as loot boxes seguem uma dinâmica de jogos de azar, pois tendem a ativar os mesmos circuitos cerebrais de recompensa ativados em jogos de cassino, por exemplo. Isso pode levar a vícios e outros comportamentos nocivos.

O caso em questão tem como base um processo movido pela Associação Nacional dos Centros de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Anced) contra empresas de games como Activision, Nintendo e Riot.

A acusação é a de que, ao explorarem loot boxes, essas companhias estimulam comportamentos de jogos de azar, afetando principalmente menores de idade.

Com relação a companhias como Apple, Google e Microsoft, elas foram incluídas na ação civil pública por hospedarem ou darem acesso aos tais jogos por meio de suas lojas de aplicativos.

A decisão judicial levou em conta que o ECA Digital, em vigor desde março para a proteção de crianças e adolescentes no âmbito digital, reconhece loot boxes como práticas ilícitas, mas que, mesmo antes disso, já era possível considerar essa abordagem como indevida com base no Estatuto da Criança e do Adolescente em vigor desde 1990.

Diante disso, as empresas envolvidas foram punidas com indenizações cujo valor considera aspectos como gravidade da conduta e capacidade econômica.

Márlon Reis, advogado da Anced, celebrou a decisão judicial:

Qual o valor da multa recebida por cada empresa?

De acordo com uma apuração do Tilt UOL, as companhias multadas e os valores de suas respectivas indenizações são os seguintes:

  • Apple: R$ 50 milhões (responsável pela App Store)
  • Microsoft: R$ 50 milhões (responsável pela Microsoft Store)
  • Google: R$ 40 milhões (responsável pela Play Store)
  • Sony: R$ 40 milhões (responsável pela PlayStation Network)
  • Tencent: R$ 50 milhões (desenvolvedora de PUBG Mobile)
  • Ubisoft: R$ 10 milhões (desenvolvedora de Tom Clancy’s Rainbow Six Siege)
  • Valve: R$ 10 milhões (desenvolvedora de Counter-Strike)
  • Riot Games: R$ 15 milhões (desenvolvedora de League of Legends)
  • Electronic Arts: R$ 20 milhões (desenvolvedora de Fifa, EA Sports UFC Mobile, Apex Legends, Plants vs Zombies e outros)
  • Konami: R$ 8 milhões (desenvolvedora de PES 2019, eFootball PES 2021 Mobile e Yu-Gi-Oh! Duel Links)
  • Nintendo: R$ 5 milhões (desenvolvedora de Mario Kart Tour)

A soma desses valores chega a R$ 298 milhões. As indenizações pagas serão direcionadas ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal.

Além das indenizações, a Justiça determinou a adoção de uma série de medidas pelas empresas apontadas, como exibir informações sobre o caráter aleatório das recompensas, implementar sistemas de verificação de idade e oferecer mecanismos acessíveis de reembolso nos jogos.

Mas, sim, todas as partes envolvidas ainda podem recorrer das decisões.

O número do processo em questão é 0701554-83.2021.8.07.0013.

Justiça brasileira multa big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões

Justiça brasileira multa big techs e estúdios de games em R$ 298 milhões por causa de loot boxes (imagem: Sameboat/Wikimedia)
  •  

Xbox perde dois executivos em onda de demissões

Xbox Series S + Series X
Xbox Series S e Series X (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O chefe do Xbox Game Studios, Craig Duncan, deixará o cargo após 18 meses, junto com a chefe de gabinete Louise O’Connor.
  • A Microsoft planeja fechar a Compulsion Games, estúdio canadense conhecido por South of Midnight e We Happy Few.
  • A reestruturação do Xbox inclui cortes de orçamento e demissões, devido à queda de receita e aumento dos custos de hardware.

A reestruturação dentro da divisão do Xbox continua e os cortes chegaram a cargos de alto escalão. Craig Duncan, chefe do Xbox Game Studios, deixará a função após pouco mais de 18 meses. A saída deve ocorrer ainda nesta semana.

Duncan assumiu o Xbox Game Studios em novembro de 2024, após comandar a Rare (de clássicos como Donkey Kong Country) por quase 14 anos. No cargo, supervisionava equipes como a Halo Studios, Playground Games, Obsidian e Ninja Theory.

A chefe de gabinete da divisão, Louise O’Connor, também está de saída. Ela entrou na Rare em 1999 como animadora em Conker’s Bad Fur Day, passando por funções de arte e produção. Ela chegou ao cargo de chefe de gabinete do Xbox Game Studios em setembro do ano passado.

Até a escolha de um substituto, os estúdios que respondiam a Duncan ficarão sob o comando do diretor de conteúdo Matt Booty.

Estúdio deve ser fechado

Imagem de South of Midnight, em que a protagonista, uma mulher negra com uma camisa laranja e calça rasgada, aparece em cima de um objeto.
Estúdio de South of Midnight deve ser fechado (imagem: divulgação/Xbox)

As saídas ocorrem no mesmo momento em que a Microsoft se prepara para encerrar a Compulsion Games. O estúdio canadense é conhecido por South of Midnight, lançado neste ano, e por We Happy Few, de 2018.

Mas a situação pode não parar na Compulsion. Segundo o portal Insider Gaming, ao menos dois estúdios do Xbox estariam sob risco de fechamento até o fim do ano. A Obsidian e a Rare não estariam na lista, mas ainda estão suscetíveis ao lay-off.

Os rumores ganharam força após a CEO do Xbox, Asha Sharma, anunciar na semana passada uma reestruturação pesada. No texto, Sharma e Matt Booty teriam reconhecido que o Xbox se estendeu demais com seu sistema de estúdios, segundo o The Verge.

A liderança também afirmou que a empresa precisa reavaliar o equilíbrio entre franquias já estabelecidas, novos jogos exclusivos e prioridades de investimento para os próximos cinco anos.

Corte de custos no Xbox

Fotografia colorida em plano médio. Uma mulher sorridente com longos cabelos castanhos está apoiada com o braço direito em uma mesa de madeira. Ela veste uma jaqueta verde-oliva com zíper e detalhes listrados em preto e branco nos punhos e na gola. O fundo é um escritório moderno da Microsoft com janelas grandes e folhagens desfocadas.
Asha Sharma lidera a divisão de games da Microsoft (imagem: divulgação)

Entre as mudanças, a MS já prepara cortes de orçamento e demissões e massa a partir do mês que vem, logo após o encerramento do ano fiscal. A divisão enfrenta queda de receita, aumento dos custos de hardware, especialmente com a crise de chips, e pressão para repensar a estratégia de consoles.

Em memorando, a empresa apontava o investimento de mais de US$ 20 bilhões nos últimos cinco anos em conteúdo, infraestrutura e subsídios comerciais, que não teriam obtido o retorno esperado.

Desde que assumiu, Sharma já tomou decisões importantes para reposicionar o Xbox. A executiva reduziu o preço do Xbox Game Pass e definiu que jogos como Gears of War: E-Day e Clockwork Revolution serão exclusivos dos consoles Xbox.

Xbox perde dois executivos em onda de demissões

Xbox Series S + Series X (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Asha Sharma lidera a divisão de games da Microsoft (imagem: divulgação)
  •  

Acordem, diz presidente da Microsoft ao setor de IA

Brad Smith, presidente da Microsoft
Brad Smith, presidente da Microsoft (imagem: Stephen McCarthy/Flickr)
Resumo
  • presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou setor de inteligência artificial sobre recentes protestos de estudantes universitários contra a IA;
  • segundo Smith, esses protestos refletem o medo dos jovens de que a IA substitua empregos, especialmente aqueles que exigem pouca ou nenhuma experiência, e querem que a IA seja usada de forma equilibrada;
  • Smith pede que líderes do setor ouçam manifestações e encontrem pontos de equilíbrio, refletindo sobre as percepções e impactos sociais da IA.

Brad Smith, presidente da Microsoft, publicou um extenso alerta sobre os recentes protestos de estudantes universitários contra a inteligência artificial. Para o executivo, os líderes do setor de tecnologia não podem desprezar essas manifestações, mas tampouco devem deixar de apostar na IA.

Os tais protestos dizem respeito às vaias que estudantes deram à IA em cerimônias de formatura realizadas recentemente. Em um desses episódios, Eric Schmidt, ex-CEO do Google, foi vaiado ao falar sobre os avanços da inteligência artificial para formandos da Universidade do Arizona.

Em seu texto, Smith dá a entender que essas manifestações não o surpreenderam. O executivo destacou que, nas últimas décadas, as gerações mais jovens lideraram a adoção de tecnologias digitais, mas agora, sentem-se ameaçadas antes mesmo de terem a chance de desenvolver o seu potencial.

Explica-se: é comum que recém-formados assumam cargos de iniciantes ou que demandam pouca ou nenhuma experiência; as automações proporcionadas pela IA tendem a substituir justamente esses tipos de emprego, ainda que funções que exijam mais habilidades também possam ser afetadas.

Smith também reconheceu que os jovens não são contrários à IA, mas ao uso desmedido desse tipo de tecnologia:

Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que a IA permaneça em seu devido lugar. Eles acreditam, com razão, no papel indispensável da ação humana.

Querem que o futuro seja determinado pelos humanos, que decidem o papel das máquinas, e não pelas máquinas, que decidem o papel dos humanos.

E querem que essas decisões reflitam a opinião de uma ampla comunidade, especialmente da próxima geração da força de trabalho, e não apenas de um pequeno grupo de elites.

Brad Smith, presidente da Microsoft

Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Líderes de tecnologia não podem ignorar protestos contra IA, diz Brad Smith (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que Brad Smith sugere?

O presidente da Microsoft não apresentou nenhuma solução para esse, digamos, impasse. O executivo apenas pediu para que os líderes do setor ouçam as manifestações e tentem encontrar pontos de equilíbrio:

Os formandos de hoje já enfrentaram muita coisa. Passaram grande parte do colégio vivendo uma pandemia, estudando e socializando em casa por meio de telas. São nativos digitais, com todos os prós e contras que as redes sociais, dispositivos móveis onipresentes e outras tecnologias criaram. Agora, a IA está chegando e eles temem que empregos comecem a desaparecer.

(…) A saída está em refletir sobre isso. Uma boa maneira de começar é considerar algumas das percepções que já surgiram. Para cada um de nós individualmente. Para empresas e organizações. E para a sociedade.

Brad Smith, presidente da Microsoft

Para os estudantes — ou para qualquer pessoa que observa os avanços da IA com um olhar mais crítico — o discurso de Smith pode não ser bem-vindo, afinal, reconhecer um problema é importante, mas, para alguém na posição dele, é de se esperar que propostas práticas de solução sejam apresentadas.

Apesar disso, é possível que o cargo que Brad Smith ocupa na Microsoft possa, em algum nível, influenciar outros líderes do setor a olharem para a IA não só do ponto de vista técnico, mas social, tornando o futuro menos preocupante para quem está chegando ao mercado de trabalho.

O texto de Brad Smith está disponível neste blog da Microsoft.

Acordem, diz presidente da Microsoft ao setor de IA

Brad Smith, presidente da Microsoft (imagem: Stephen McCarthy/Flickr)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Windows 11 começa a permitir IA local com GPU, mas com ressalvas

Windows 11 versão 25H2
Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft começou a permitir uso de GPUs para executar tarefas de inteligência artificial localmente no Windows 11, mas apenas com placas de vídeo Nvidia RTX GeForce série 30 ou superior;
  • liberação é direcionada somente a desenvolvedores, neste momento;
  • execução local de determinados recursos do Windows 11, como Windows Recall e Click to Do, continua exigindo uma NPU.

Por padrão, o Windows 11 exige um PC com NPU para executar determinadas tarefas de inteligência artificial de modo local. Mas essa condição começou a ser flexibilizada, ainda que ligeiramente: a Microsoft passou a liberar o uso de GPUs para esse fim. Mas não é qualquer uma. É preciso contar com uma placa de vídeo Nvidia RTX GeForce série 30 ou superior.

A tal exigência é válida principalmente em computadores de categoria Copilot+, que se diferenciam por terem hardware dedicado para IA. Os requisitos mínimos dessas máquinas incluem 16 GB de RAM, armazenamento por SSD e, sobretudo, uma NPU (Unidade de Processamento Neural) de 40 TOPS ou mais.

Com isso, os PCs Copilot+ podem executar tarefas de IA completas de modo local, dependendo pouco ou nada das nuvens. O problema é que esses computadores costumam ser caros. Se é para gastar muito dinheiro, há quem priorize um notebook com GPU potente para aproveitá-lo com jogos.

GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)
GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)

O ponto de inflexão reside no fato de que GPUs podem ser tão ou mais aptas a executar tarefas de IA. A diferença principal é que chips gráficos tendem a gastar mais energia com essas atividades, mas o desempenho geralmente é satisfatório.

A abertura que a Microsoft está dando a GPUs para IA no Windows 11 faz sentido, portanto. Mas há algumas ressalvas.

IA no Windows 11 com GPU está em fase inicial

Em uma documentação disponível no GitHub, a Microsoft revelou que desenvolvedores poderão, de modo experimental, executar localmente APIs de modelos de linguagem para IA em PCs que não são Copilot+, desde que eles tenham GPUs compatíveis.

Entenda como compatível o uso de um chip gráfico Nvidia GeForce RTX série 30 ou posterior que tenha pelo menos 6 GB de memória de vídeo (ainda não está claro se GPUs da AMD ou Intel são suportadas).

Tela do Recall no Windows 11
O Windows Recall ainda requer uma NPU (imagem: reprodução/Microsoft)

Perceba, com isso, que a flexibilização da Microsoft beneficia somente desenvolvedores que sabem usar APIs para implementar ou desenvolver aplicações de IA. O Windows Latest observa que o Windows 11 pode baixar o modelo de linguagem local Phi Silica de modo a permitir que a GPU seja usada para isso.

Para o usuário final, a execução local de determinados recursos, como o Windows Recall e o Click to Do, continua exigindo uma NPU.

Fica a torcida, porém, para que a Microsoft leve esta flexibilidade para o nível do usuário. Soa como algo improvável, afinal, é de se imaginar que a companhia queira priorizar os notebooks Copilot+. Por outro lado, dar mais abertura para a combinação de IA com GPU pode ajudar a companhia a tornar os recursos de inteligência artificial do Windows 11 mais bem aceitos pelos usuários.

Windows 11 começa a permitir IA local com GPU, mas com ressalvas

Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)

Tela do Recall no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
  •  

Crise no Xbox: Microsoft fará demissões em massa e promete mudanças radicais

Xbox Series X e controle, ambos de cor preta
Microsoft pode repassar a fabricação de futuros consoles para empresas parceiras (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft deve realizar demissões em massa na divisão de games do Xbox, com objetivo de reduzir custos e reverter a queda na receita.
  • Empresa investiu mais de US$ 20 bilhões nos últimos cinco anos em conteúdo, infraestrutura e subsídios comerciais para o Xbox, mas a receita anual caiu.
  • A dona do Windows planeja mudar seu modelo de negócios, com possibilidade de licenciar a marca Xbox para outras fabricantes e reestruturar o desenvolvimento de jogos, o que pode resultar em até mil demissões.

A divisão do Xbox passará por uma rodada de demissões em massa e cortes de orçamento a partir de julho. A medida foi comunicada ontem (10/06) aos funcionários e seria uma tentativa urgente de frear a queda nas receitas e enfrentar a escalada de custos de produção de hardware.

Sob a direção da nova CEO, Asha Sharma, a Microsoft anunciou um período de reestruturação de 100 dias, focado em redefinir a estratégia de consoles e o futuro da marca.

Segundo informações da Bloomberg, o enxugamento da folha de pagamento ocorrerá logo após o encerramento do ano fiscal da gigante da tecnologia, em 30 de junho. Fontes revelaram que a liderança planeja cortar os orçamentos destinados a campanhas de marketing e os gastos em diversos departamentos para equilibrar as contas.

Por que o Xbox mudará seu modelo de negócios?

Xbox Series X de cor preta e fora da caixa
Atual modelo de negócios do Xbox se mostrou financeiramente insustentável (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)

O principal motivo para essa transformação está na instabilidade financeira do atual formato de operação do Xbox, aliada ao custo elevado de desenvolvimento das tecnologias de nova geração.

O memorando interno detalha a gravidade da situação. O texto revela que a Microsoft investiu mais de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 103 bilhões) nos últimos cinco anos em criação de conteúdo, manutenção de infraestrutura e subsídios comerciais para tentar baratear o hardware nas prateleiras.

Apesar da injeção massiva de capital, o retorno ficou bem abaixo das expectativas dos investidores. A receita anual encolheu quase meio bilhão de dólares no mesmo período e o cenário de alerta vermelho piorou com a crise de componentes.

Os custos de fabricação projetados para a temporada de vendas do final de 2027, por exemplo, devem ser mais de cinco vezes maiores do que os valores pagos pela indústria há apenas dois anos. Vale mencionar que os preços globais das memórias acompanharam a mesma tendência de encarecimento.

Futuro do projeto Helix e impacto nos estúdios

A inflação na linha de montagem obrigou a Microsoft a buscar alternativas comerciais. A alteração mais sensível envolve a fabricação física dos aparelhos. Embora a empresa reitere o compromisso com o projeto Helix (codinome para a próxima geração do Xbox), os executivos destacaram a necessidade de estabelecer um novo modelo de negócios baseado em parcerias de hardware.

Na prática, isso reforça os indícios de que outras fabricantes de eletrônicos poderão ser licenciadas para criar dispositivos com a marca Xbox. Essa estratégia diluiria a pesada carga de produção e repassaria o risco financeiro da montagem a empresas terceirizadas, assim como no mercado de PCs, aliviando o caixa da Microsoft.

As mudanças programadas também mexerão com a estrutura de desenvolvimento de jogos. O movimento pode resultar em reestruturações severas nas equipes e até no fechamento definitivo de produtoras que operam sob o guarda-chuva do Xbox Game Studios. Segundo rumores, o corte da Microsoft pode afetar até mil profissionais.

Em meio à contenção de gastos, Asha Sharma já tem implementado mudanças na estratégia de distribuição para tentar valorizar o ecossistema Xbox, garantindo que títulos como Gears of War: E-Day e Clockwork Revolution sejam lançados com exclusividade para os consoles Xbox. A decisão freia, ao menos temporariamente, a tendência de lançamentos multiplataforma que vinha sendo testada pela gestão anterior.

Apesar das demissões iminentes, o documento destaca que o atual período de reavaliação servirá para “evoluir e reconstruir” as bases da marca. A Microsoft sinalizou ainda que continuará atenta a possíveis fusões e aquisições para se consolidar de forma mais eficiente nos mercados de hardware, computadores, dispositivos móveis e no streaming de jogos em nuvem.

Crise no Xbox: Microsoft fará demissões em massa e promete mudanças radicais

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Xbox Series X fora da caixa (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
  •  

Microsoft lança PowerToys 0.100; desempenho melhorado é destaque

PowerToys 0.100
Microsoft lança PowerToys 0.100 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • PowerToys 0.100 reduziu tamanho de instalação em cerca de 30% e foi atualizado para o .NET 10, otimizando recursos;
  • Guia de Atalhos foi totalmente reformulado e passou a ocupar uma coluna lateral contextualizada;
  • outro destaque é a Paleta de Comandos, que recebeu uma nova galeria de extensões.

O “canivete suíço” do Windows segue sendo renovado. A Microsoft acaba de liberar a versão 0.100 do PowerToys, que traz um novo Guia de Atalhos e mais avanços na poderosa Paleta de Comandos, por exemplo. Mas o que mais chama a atenção na novidade é o ganho de desempenho.

Se você não sabe do que estamos falando, eis uma rápida explicação: o PowerToys é um conjunto de utilitários que aprimora a sua experiência com o Windows. Há numerosas ferramentas aqui, tantas que expliquei, aqui no Tecnoblog, quais recursos do PowerToys eu mais utilizo e recomendo.

Pois bem, no PowerToys 0.100, a Microsoft conseguiu diminuir o tamanho do arquivo de instalação em aproximadamente 15%, segundo a própria companhia. Na verdade, considerando os pacotes x64, a redução gira em torno de 30%, pois o instalador da versão 0.99 tem 376 MB, enquanto, na versão 0.100, há 271 MB.

Outra mudança notável de bastidores é a atualização do PowerToys para a plataforma de desenvolvimento .NET 10, que permite que a nova versão otimize o uso da CPU ou da memória RAM sob determinadas circunstâncias, inicialize mais rapidamente, se integre melhor a componentes modernos do Windows e tenha mais recursos de segurança.

Nesse sentido, a Microsoft também destaca que a atualização automática do PowerToys ficou mais confiável por fazer backup dos arquivos de configuração, reinicializar corretamente após o procedimento e fornecer notificações mais claras sobre o que mudou.

O novo Guia de Atalhos do PowerToys 0.100
O novo Guia de Atalhos do PowerToys 0.100 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quais são as novidades nos utilitários do PowerToys 0.100?

A mais interessante delas é o Guia de Atalhos, que foi totalmente refeito. A ferramenta, que exibe uma lista dos principais atalhos de teclado do sistema, deixou de ocupar toda a tela para ser exibido na forma de uma coluna à esquerda (padrão) ou à direita.

Além disso, o Guia de Atalhos passou a ser mais contextualizado, destacando os atalhos mais condizentes com as suas atividades atuais no PC.

Outra novidade está na Paleta de Comandos, que permite que você acesse aplicativos e arquivos rapidamente, execute comandos, entre outras ações. Agora, há uma galeria de extensões que possibilita adicionar várias funcionalidades à ferramenta, como integração com o GitHub ou geração de QR Codes.

Galeria de Extensões da Paleta de Comandos
Galeria de Extensões da Paleta de Comandos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outras novidades incluem:

  • Dock da Paleta de Comandos: trata-se de uma barra adicional na Área de Trabalho; agora, pode-se configurar um Dock diferente para cada tela que você tiver;
  • ZoomIt: a ferramenta avançada de zoom e captura de tela agora permite que a imagem da webcam apareça durante uma gravação de tela;
  • Redimensionador de Imagem: agora, a ferramenta aplica novas configurações automaticamente, sem necessidade de reinicialização.

Como baixar o PowerToys 0.100?

O PowerToys 0.100 pode ser baixado via GitHub. Ali, escolha a versão x64 para computadores com chip Intel ou AMD, e ARM64 para chips Arm (como a linha Snapdragon X).

Apesar de ser focado no Windows 11, o PowerToys 0.100 também funciona no Windows 10. É de graça.

Microsoft lança PowerToys 0.100; desempenho melhorado é destaque

Microsoft lança PowerToys 0.100 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O novo Guia de Atalhos do PowerToys 0.100 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Galeria de Extensões da Paleta de Comandos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Microsoft derruba 73 repositórios no GitHub após ataque hacker

Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Microsoft confirmou investigação de conteúdo malicioso (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft desativou 73 repositórios no GitHub de forma repentina.
  • Ação ocorreu após a empresa descobrir que hackers invadiram os repositórios para espalhar malware voltado ao roubo de credenciais.
  • A dona do Windows confirmou que investiga “possível conteúdo malicioso”.

A Microsoft precisou acionar um botão de emergência na última sexta-feira (05/06) e desativou 73 repositórios próprios no GitHub. A medida foi tomada após a descoberta de que hackers invadiram os espaços para distribuir um malware projetado para roubar credenciais.

Segundo o site 404 Media, o alvo principal da campanha maliciosa eram usuários de assistentes de programação baseados em IA.

Como o malware roubava credenciais?

A mecânica do ataque apostava na invisibilidade. Na prática, os criminosos injetaram arquivos de configuração ocultos no meio de códigos legítimos. Quando um programador baixava e abria esse repositório infectado usando os assistentes de IA, como o Claude Code, a armadilha era ativada de forma quase imperceptível.

A partir daí, o malware passava a rodar em segundo plano, coletando as senhas e os tokens de acesso do usuário para enviá-los a servidores controlados pelos invasores. As evidências técnicas levantadas apontam para a autoria do TeamPCP, um grupo hacker especializado nesse tipo de infiltração.

O caso parece um desdobramento de outra invasão e roubo de milhares de repositórios internos no GitHub, revelado no mês passado. A nova ação da Microsoft sugere que ela não conseguiu blindar totalmente sua infraestrutura.

Ilustração que representa a detecção de ameaças digitais. O centro da imagem é dominado por uma janela de terminal de computador estilizada e uma lupa com cabo amarelo, que está focando em um inseto (bug) vermelho no centro da tela. O fundo é escuro, com códigos binários em roxo e diversas ilustrações de vírus biológicos flutuando, sugerindo o conceito de "vírus" e "malware". No canto inferior direito, o texto secundário em branco diz "tecnoblog".
Malware agia de forma silenciosa em segundo plano (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apagão em alguns serviços

A resposta da Microsoft impediu a atualização de aplicativos, sites e sistemas de terceiros que utilizam a infraestrutura oficial da companhia. Como a ação foi repentina, muitos desenvolvedores foram pegos de surpresa.

Quem tentava acessar os códigos bloqueados encontrava apenas um aviso informando que o repositório havia sido desativado por “violação dos termos de serviço do GitHub”. Não havia nenhuma instrução ou notificação sobre o risco de vazamento de senhas. Nos fóruns de suporte da Microsoft, programadores relataram confusão.

Ao 404 Media, a dona do Windows confirmou que removeu temporariamente os arquivos para investigar “possível conteúdo malicioso” e garantiu que sua prioridade é proteger o ecossistema de desenvolvimento.

Segundo a Microsoft, alguns repositórios já foram auditados e restaurados, enquanto outros devem continuar offline por tempo indeterminado para varreduras mais profundas. “Continuaremos investigando e, se identificarmos algo mais que exija ação do cliente, entraremos em contato por meio de nossos canais de suporte”, concluiu a empresa.

Microsoft derruba 73 repositórios no GitHub após ataque hacker

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Entenda o conceito de malware e as diferentes formas de ameaças (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

LibreOffice critica Euro-Office por ser “aliado” da Microsoft

Euro-Office
Editor de texto do Euro-Office (imagem: reprodução/Nextcloud)
Resumo
  • The Document Foundation (TDF), do LibreOffice, critica o Euro-Office por promover anúncios sobre projeto ser a primeira suíte de escritório de código aberto desenvolvida na Europa, quando, na verdade, o OpenOffice.org e o LibreOffice já existem desde 2001 e 2010, respectivamente;
  • Euro-Office é baseado no código-fonte do OnlyOffice e trabalha com os formatos de arquivos do padrão OOXML, mantido pela Microsoft, o que o torna um “aliado” da empresa, afirma a TDF;
  • Euro-Office está disponível no GitHub, mas é direcionado à integração com aplicações de servidor e não tem um instalador convencional até o momento.

A promessa era a de que o Euro-Office fosse lançado nesta terça-feira (09/06). Assim foi feito. Estamos falando de uma suíte de escritório de código-fonte aberto direcionada a organizações da Europa, mas disponível no mundo todo. Só que a estreia ocorre em meio a duras críticas feitas pela The Document Foundation (TDF), organização que mantém o LibreOffice.

Uma das propostas do Euro-Office é a de fortalecer a soberania digital europeia, de modo a tornar a região menos dependente de tecnologias oriundas de outros países, principalmente dos Estados Unidos.

A TDF não é contra esse objetivo. O que a entidade critica é a forma como o Euro-Office está sendo promovido, bem como a sua abordagem que não é, digamos, totalmente aberta (você já vai entender).

Sobre o primeiro aspecto, a crítica é direcionada aos anúncios que dão a entender que o Euro-Office é a primeira suíte de escritório de código aberto desenvolvida na Europa.

Em uma carta aberta, a TDF enfatiza que, na verdade, o primeiro pacote de escritório desenvolvido na região foi o OpenOffice.org, introduzido em 2001 com base no código-fonte do StarOffice. Depois veio o LibreOffice, lançado em 2010:

Essas são duas suítes de escritório genuinamente de código aberto, construídas a partir de código-fonte com origem na Europa. Elas não são um clone gratuito do Microsoft Office cuja origem do código é desconhecida, nem um produto que se renomeou por puro oportunismo para surfar na onda atual da soberania digital.

Italo Vignoli, representante da The Document Foundation

Ao falar em “produto que se renomeou”, Vignoli se refere, provavelmente, ao fato de o Euro-Office ter como base o código-fonte do OnlyOffice. Aliás, houve um conflito entre os dois projetos: os mantenedores do OnlyOffice acusaram a equipe do Euro-Office de violação de termos de uso por conta da remoção de avisos legais e símbolos do projeto original no “novo” pacote de escritório.

O impasse foi resolvido com a reinserção dos avisos e símbolos do OnlyOffice no Euro-Office.

Ferramenta de apresentações do Euro-Office
Ferramenta de apresentações do Euro-Office (imagem: reprodução/Nextcloud)

Outro aspecto criticado pela TDF é o fato de o Euro-Office trabalhar com os formatos de arquivos do padrão OOXML (Office Open XML), que é mantido pela Microsoft:

O Euro-Office utiliza por padrão o formato de documento OOXML, totalmente proprietário e desenvolvido e controlado exclusivamente pela Microsoft. Isso o torna um aliado de fato da Microsoft em sua estratégia de aprisionamento de conteúdo, com o controle permanecendo firmemente em Redmond [sede da Microsoft] e longe da Europa.

Italo Vignoli, representante da The Document Foundation

Neste ponto, convém relembrar que a TDF já havia criticado o OOXML por não considerá-lo um padrão aberto de verdade.

Euro-Office está disponível no GitHub

A despeito das críticas, o Euro-Office pode ser obtido a partir de seu repositório no GitHub. É importante deixar claro, porém, que a suíte não tem um instalador convencional. Pelo menos até o momento, o projeto é direcionado à integração com aplicações de servidor.

LibreOffice critica Euro-Office por ser “aliado” da Microsoft

O Euro-Office vem aí (imagem: reprodução/Nextcloud)

Ferramenta de apresentações do Euro-Office (imagem: reprodução/Nextcloud)
  •  

Xbox ganha edição especial de 25 anos com corpo verde translúcido

Imagem mostra o Xbox Series X25 Edição Especial, com console e controle com carcaça verde translúcida
Edição de 25 anos do Xbox Series X aposta na nostalgia (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft revelou o Xbox Series X25, uma edição especial do console em comemoração aos seus 25 anos.
  • O console tem corpo verde translúcido, resgatando o design icônico do primeiro Xbox, lançado em 2001.
  • A edição limitada chega ao varejo internacional em novembro de 2026, mas ainda não há informações sobre o preço ou data de lançamento no Brasil.

Vem aí uma edição especial do Xbox: a Microsoft anunciou o Xbox Series X25, em homenagem aos 25 anos do console. Ele se destaca pela carcaça em plástico verde translúcido. A escolha resgata o design imortalizado no primeiro videogame da companhia, lançado em 2001.

O hardware comemorativo será comercializado junto a um controle temático e tem previsão de desembarque no varejo internacional para o mês de novembro. O anúncio ocorreu neste domingo (07/06), durante a transmissão global do evento Xbox Games Showcase 2026.

Visual retrô e controle Duke em formato moderno

A proposta do projeto, conforme destacado pelo vice-presidente Jason Ronald, é unir o poder computacional de hoje a uma identidade que marcou época. Apesar da nova roupagem, a arquitetura interna não sofreu alterações. O novo produto vai manter o mesmo desempenho e especificações da versão tradicional. Isso significa que os jogadores continuam contando com o armazenamento SSD de 1 TB.

O grande atrativo do produto é a experiência estética. Existe também a expectativa nos bastidores de que a interface do painel (Dashboard) traga artes e temas exclusivos.

Controle sem fio Xbox X25 edição especial verde com botões ABXY clássicos
Controle especial resgata o clássico padrão colorido nos botões ABXY (imagem: divulgação/Microsoft)

O pacote é complementado pelo Controle Sem Fio Xbox X25 Edição Especial, que acompanha a linguagem visual com componentes internos à mostra. A atenção aos detalhes se estende aos botões de comando.

O padrão de cores original retornou aos botões ABXY, exibindo as clássicas cores verde, azul, amarelo e vermelho. Já os botões superiores, conhecidos como bumpers, emulam a aparência dos antigos botões preto e branco do controle original do sistema, que ganhou o apelido de “Duke” no início dos anos 2000.

Qual o preço e quando o Xbox Series X25 chega ao Brasil?

O novo Xbox Series X25 e o controle temático chegarão oficialmente às prateleiras a partir de novembro de 2026. A Microsoft mira o período de maior aquecimento das vendas no hemisfério norte, visando a Black Friday e as compras de fim de ano.

Os consumidores que não desejarem investir no videogame completo poderão comprar apenas o controle. A decisão é um acerto para contemplar os usuários de PCs e proprietários de outros modelos da linha, como o Xbox Series S, que preferem adquirir o item colecionável sem trocar de aparelho.

Carcaça semitransparente verde do Xbox Series X25, com o interior do console à mostra
Carcaça semitransparente deixa o interior do console à mostra (imagem: divulgação/Microsoft)

Até o momento, a fabricante mantém mistério em relação aos preços. Segundo a companhia, os detalhes definitivos e as datas de pré-venda serão revelados em breve. Ainda não há qualquer previsão de data de lançamento oficial ou estimativa de preço no Brasil.

Xbox ganha edição especial de 25 anos com corpo verde translúcido

💾

Edição limitada do Series X resgata o visual icônico do primeiro console, mantém o hardware atual e traz referências a controle clássico.

  •  

Windows 11: Microsoft vai enfim botar ordem nos menus de contexto

Menu de contexto no Windows 11
Menu de contexto no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft está trabalhando em solução para reduzir número de opções nos menus de contexto do Windows 11, que podem ser confusos devido ao excesso de recursos exibidos;
  • chefe de design e pesquisa do Windows afirmou que menus de contexto serão mais rápidos e simples por padrão, além de mais configuráveis para atender às necessidades dos usuários;
  • companhia tem desafio de encontrar ponto de equilíbrio para não ocultar opções importantes, mas também não sobrecarregar os menus.

Se você já se sentiu perdido ao clicar com o botão direito do mouse sobre um arquivo ou pasta no Windows 11 por causa das numerosas opções que aparecem no menu que abre com a ação, saiba que a Microsoft está trabalhando em uma solução para isso.

Sim, esta é mais uma das várias promessas que a companhia tem feito para melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Esta aqui é um pouco diferente, porém. Ela não surgiu em um blog do Windows Insider ou em uma página de ajuda da Microsoft, mas no X.

Na rede social, um usuário reclamou que o menu que aparece com o botão direito do mouse é muito grande (tem muitas opções). Ninguém menos que Marcus Ash, chefe de design e pesquisa do Windows, surgiu por lá com a seguinte resposta:

@TeaAndDates (Tali Roth) e @marchr (March Rogers) estão trabalhando para tornar os menus de contexto mais rápidos, mais simples por padrão, configuráveis para o que você mais usa. Mais detalhes sobre nossa abordagem serão compartilhados em breve.

Marcus Ash, chefe de design e pesquisa do Windows

Roth é head de produtos na Microsoft, enquanto Rogers é diretor de design. Não está claro exatamente o que eles estão fazendo, mas a resposta de Ash deixou alguns usuários animados, incluindo o autor da queixa.

This right-click menu is kinda big, isn't it, @Windows ? pic.twitter.com/X6zxjG25g9

— Guilherme (@Galvestz) June 3, 2026

Qual o problema dos menus de contexto do Windows 11?

Eu não considero este um dos grandes problemas do Windows 11. Mas não é difícil encontrar relatos de pessoas que consideram os menus confusos por exibirem muitos recursos, alguns dos quais são pouco usados.

Parece ser um problema pequeno, mas o excesso de opções significa que, no dia a dia, você pode demorar mais do que o ideal para encontrar a função desejada ou, ainda, notar que o menu leva mais tempo do que o esperado para abrir.

São justamente esses aspectos que Ash disse que a Microsoft está atacando. Mas essa é uma tarefa mais difícil do que parece. Os desenvolvedores precisam encontrar um ponto de equilíbrio, ou seja, é necessário que os menus não tenham recursos em excesso, mas também não ocultem opções importantes.

Menus de contexto no Windows 11
À direita, o menu redundante gerada pelo botão “Mostrar mais opções” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Também é preciso que a Microsoft padronize os menus de contexto, tanto quanto possível. Sobre isso, há um aspecto que me incomoda: se você clicar em “Mostrar mais opções” no final de um menu, um menu mais simples é exibido na sequência, mas repetindo algumas opções mostradas no primeiro (vide imagem acima). Não é melhor ter um menu único, então?

Bom, a Microsoft prometeu melhorar uma série de aspectos do Windows 11 ainda em 2026. Este aparenta estar entre eles. Fiquemos de olho.

Windows 11: Microsoft vai enfim botar ordem nos menus de contexto

Menu de contexto no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

À direita, o menu redundante gerada pelo botão "Mostrar mais opções" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Xô, Microsoft: estado na Alemanha cancela contrato bilionário

Bandeira da Alemanha (Imagem: Supermac1961/Flickr)
Governo federal da Alemanha também tomou medidas a favor de software livre (Imagem: Supermac1961/Flickr)
Resumo
  • O estado alemão da Baviera cancelou um contrato de 1 bilhão de euros com a Microsoft para implementar um conjunto de aplicativos de produtividade na administração pública.
  • A decisão foi tomada para adotar um “pacote de produtividade básico soberano” feito com base em componentes de código aberto, visando garantir o uso dos serviços em crises e proteger o estado contra aumentos de preço.
  • A mudança faz parte de um movimento mais amplo na Europa, com países como França, Suíça e Holanda, que buscam alternativas de código aberto para reduzir a dependência de empresas dos EUA, bem como promover transparência e segurança.

O estado alemão da Baviera anunciou o cancelamento de um acordo com a Microsoft. O contrato previa a implementação do conjunto de aplicativos de produtividade da empresa na administração pública. Ainda em fase de planejamento, ele teria o valor de 1 bilhão de euros (cerca de R$ 5,91 bilhões, em conversão direta) por um período de cinco anos.

A decisão foi anunciada pelo Ministério de Assuntos Digitais da Baviera. Segundo o órgão, o estado vai procurar um “pacote de produtividade básico soberano”, feito com base em componentes de código aberto.

Por que a Baviera preferiu o open source?

Fabian Mehring, chefe da pasta de Assuntos Digitais, defendeu que a mudança para ferramentas open source garantiria o uso dos serviços em crises, protegeria o estado contra aumentos de preço e permitiria priorizar a segurança dos dados.

Segundo o site Cybernews, o cancelamento foi assunto de uma queda de braço que durou meses. De um lado, estava o Ministério das Finanças, que defendia consolidar os contratos existentes e garantir descontos. Do outro, estava o Ministério de Assuntos Digitais, que defendia o uso de soluções open source.

Europa busca alternativas de código aberto

Captura de tela mostra uma videochamada com quatro pessoas no app Visio
França vai adotar o Visio para videoconferências (imagem: reprodução/Governo da França)

O movimento da Baviera não é isolado. Munique, a capital do estado, passou a adotar ferramentas de código aberto como padrão para seus setores administrativos, deixando de lado os produtos da Microsoft.

O governo local quer seguir o princípio de “dinheiro público, código público”, que defende que software pago com dinheiro de impostos deve estar disponível para o público no futuro. Além disso, a ideia é fugir dos preços altos e dos pacotes fechados oferecidos pelas grandes empresas.

A decisão encontra eco no governo federal: em março de 2026, a Alemanha anunciou que os documentos do setor público seriam publicados somente em formatos abertos, deixando de lado formatos proprietários como o do Microsoft Word.

Não é só a Alemanha que está fugindo de softwares proprietários — outros órgãos públicos europeus têm tomado decisões semelhantes, em países como a França, a Suíça e a Holanda.

Além da economia, da segurança e da transparência, esse movimento visa reduzir a dependência de empresas dos Estados Unidos, temendo a imprevisibilidade do governo de Donald Trump e a possível ingerência nessas companhias.

A França, inclusive, vai deixar de usar até mesmo plataformas de videochamadas como Microsoft Teams e Google Meet, adotando o Visio, desenvolvido especialmente para servidores públicos do país.

Com informações do Cybernews

Xô, Microsoft: estado na Alemanha cancela contrato bilionário

  •  

Lembra do Paint.NET? Agora ele pode ser baixado em… paint.net

Editor de imagem Paint.NET
Editor de imagem Paint.NET (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Paint.NET é uma versátil editor de imagens gratuito para Windows que existe há mais de 20 anos;
  • desenvolvedor do Paint.NET assumiu controle do domínio paint.net após anos de tentativas;
  • proprietários anteriores usavam endereço para lucrar com anúncios duvidosos e tráfego enganoso, segundo criador da ferramenta.

Se você tem três décadas de vida ou mais, é provável que tenha pelo menos ouvido falar do Paint.NET. Trata-se de um editor de imagens lançado em 2004 como uma alternativa mais avançada ao Paint da Microsoft. A ferramenta ainda existe e, somente agora, mais de 20 anos depois, conseguiu um feito importante: ser disponibilizada a partir do domínio paint.net.

O Paint.NET é interessante porque não consiste apenas em uma ferramenta de desenho. O software suporta camadas, efeitos diversos, seleções avançadas, histórico de edições, entre outros recursos, podendo ser usado tanto para criação de imagens quanto para tratamento de fotos.

É verdade que o Paint.NET não é tão rico em funcionalidades quanto o Photoshop ou o Canva, por exemplo, mas ele oferece as vantagens de ser gratuito, leve e relativamente fácil de se usar.

Mas baixar o Paint.NET sempre exigiu cuidado. Pela lógica, o primeiro lugar que você acessaria para fazer isso é o endereço paint.net, que correspondente exatamente ao nome do software. O problema é que esse endereço nunca tinha pertencido ao projeto.

Isso era, de fato, um problema. Ao acessar o endereço paint.net, o usuário não só não encontrava o editor de imagens, como ficava sujeito a anúncios ou links duvidosos que em nada beneficiavam o projeto.

Felizmente, isso acaba de mudar.

Desenvolvedor do Paint.NET agora é dono do domínio

Rick Brewster é o responsável pelo Paint.NET. Usando o X, o desenvolvedor revelou que, após anos de tentativa, finalmente conseguiu se tornar dono do domínio de seu projeto:

Então agora, quando você quiser encontrar o Paint.NET, basta abrir seu navegador e digitar paint.net em algum lugar, pressionar Enter, e pronto. Sem mais confusão.

(…) Tenho tentado conseguir esse domínio há 22 anos. Isso é um grande negócio.

Rick Brewster, desenvolvedor do Paint.NET

Ainda no X, Brewster diz que os proprietários anteriores do domínio não queriam vendê-lo ou exigiam muito dinheiro para isso.

Para aproveitar o tráfego de usuários que chegavam ao site buscando o editor de imagens, esses proprietários exibiam links ou anúncios duvidosos na página. “E foi assim que isso se tornou um caso claro de violação de marca registrada e ocupação de domínio. Com a ajuda de um advogado, eu consegui o domínio”, complementou Brewster.

Paint.NET rodando no Windows 10
Paint.NET rodando no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ainda não houve transferência para o novo site. Mas o domínio paint.net já tem um link para o endereço anterior (que é bem “datado”, convenhamos). Só fique atento porque, ao chegar à página de download (se você quiser experimentar o editor), haverá alguns anúncios inconvenientes pelo caminho.

Caso você esteja se perguntando sobre o porquê do nome Paint.NET para o editor, se o domínio em questão não pertencia ao projeto desde o início, o próprio Brewster explicou via X:

O nome Paint.NET vem do fato de que a ideia original era que o editor fosse uma espécie de substituto do Paint, e também porque foi escrito em C# para o .NET Framework (uma escolha de nome ruim por parte da Microsoft, na minha opinião).

Era apenas um projeto da faculdade, não esperava que fizesse tanto sucesso ou se tornasse popular.

Rick Brewster, desenvolvedor do Paint.NET

Lembra do Paint.NET? Agora ele pode ser baixado em… paint.net

Editor de imagem Paint.NET (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Paint.NET rodando no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

A Microsoft acaba de dar mais um abraço no Linux

Distribuições Linux compatíveis com o WSL
Distribuições Linux no WSL para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft anunciou maior integração do Linux a ambientes Windows durante conferência Build 2026;
  • recurso WSL ganhará suporte nativo a contêineres por API e comandos para CMD ou PowerShell;
  • já projeto Coreutils para Windows foi liberado para levar comandos clássicos do Linux, como o “ls”, ao sistema da Microsoft.

Se 2026 é o ano do Linux, eu não sei. Mas é o ano em que a Microsoft dá mais um “abraço” no Linux. Durante a Build 2026, que teve início nesta terça-feira (02/06), a companhia anunciou que o Windows Subsystem for Linux (WSL) será ainda mais integrado ao seu sistema operacional. Outra novidade é o Coreutils, que, na prática, leva os comandos do Linux para o Windows.

Comecemos pelo WSL, ferramenta desenvolvida pela própria Microsoft que executa determinadas distribuições Linux em ambientes Windows. Trata-se de um recurso que permite que desenvolvedores, profissionais de TI, pesquisadores e afins trabalhem com o Linux a partir do Windows, sem depender de máquinas virtuais ou de dual boot.

Na Build 2025, a Microsoft anunciou a decisão de tornar o Windows Subsystem for Linux um software de código aberto (ainda que com algumas ressalvas). Agora, na edição 2026 do evento, a companhia anunciou os “contêineres WSL”.

O que a Microsoft quer dizer com “contêineres WSL”?

Aqui, um contêiner pode ser entendido como um pacote que engloba uma aplicação junto com as suas dependências (bibliotecas, arquivos de configuração, módulos complementares, entre outros), de modo a permitir a sua execução padronizada em diferentes ambientes computacionais.

Até então, trabalhar com contêineres no WSL costumava exigir o uso de ferramentas de terceiros, com o Docker Desktop sendo um exemplo notável de solução para esse fim.

Com o anúncio de hoje, o WSL passa a permitir a execução de contêineres Linux por meio de uma API específica para isso. Além disso, a ferramenta contará com uma interface de linha de comando (CLI, na sigla em inglês) própria para a execução de tarefas relacionadas a contêineres no WSL por meio do Prompt de Comando (CMD) ou do PowerShell.

A companhia comenta a novidade:

Os contêineres WSL fornecem uma maneira integrada de criar, executar e interagir com contêineres Linux no Windows. Seja para desenvolvimento local, fluxos de trabalho de IA/ML ou testes em contêineres, os contêineres Linux são executados imediatamente.

Pavan Davuluri, chefe da divisão Windows

Os contêineres WSL estarão disponíveis nos próximos meses para os interessados, inicialmente em fase preview.

Coreutils para Windows é outra novidade da Microsoft ligada ao Linux

Ainda na Build 2026, a Microsoft anunciou a liberação oficial do Coreutils para Windows. Trata-se de um conjunto de utilitários baseados em linha de comando. Na prática, o seu objetivo é permitir que os usuários usem os mesmos comandos básicos do Unix, Linux ou macOS no Windows.

Por exemplo, se você quiser visualizar o conteúdo de uma pasta no Prompt de Comando, deve digitar o comando dir ali; com o Coreutils, você pode executar a mesma ação em ambiente Windows usando o comando ls.

O Coreutils para Windows está disponível no GitHub. Vale destacar que o projeto é baseado no Uutils que, por sua vez, consiste em uma implementação do GNU Coreutils em linguagem Rust.

Outra novidade da Microsoft na Build 2026, desta vez não ligada diretamente ao Linux, é o Surface RTX Spark Dev Box, um PC “diferentão” direcionado a desenvolvedores.

A Microsoft acaba de dar mais um abraço no Linux

💾

Windows Subsystem for Linux (WSL) terá suporte nativo a contêineres Linux. Já projeto Coreutils levará comandos clássicos do Linux ao Windows.

Distribuições Linux compatíveis com o WSL (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Surface RTX Spark Dev Box é o PC diferentão da Microsoft para devs

Surface RTX Spark Dev Box
Surface RTX Spark Dev Box (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft revelou Surface RTX Spark Dev Box na conferência Microsoft Build 2026;
  • computador para desenvolvimento traz chip Nvidia RTX Spark, 128 GB de memória RAM e sistema operacional Windows 11 Pro;
  • novidade permite executar modelos de IA complexos localmente e chega aos EUA até o fim de 2026.

A conferência Microsoft Build 2026 teve início nesta terça-feira (02/06). O primeiro anúncio da Microsoft no evento foi o Surface RTX Spark Dev Box. Se você acha que este é um PC não convencional para desenvolvedores, achou certo! A novidade é direcionada ao desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial.

Como o próprio nome deixa claro, o computador é comandado pelo também recente Nvidia RTX Spark, “superchip” que combina até 20 núcleos de CPU de arquitetura Arm com uma GPU Nvidia Blackwell com 6.144 núcleos CUDA. O sistema operacional, sem nenhuma surpresa, é o Windows 11 Pro.

A própria Microsoft classifica o Surface RTX Spark Dev Box como um “PC compacto para desenvolvedores”. Mas, a despeito disso, é impossível não reparar no design inusitado da máquina e, esta sendo uma opinião inicial minha, elegante. Confesso, porém, que por um segundo pensei se tratar de uma nova geração do Xbox.

Devaneios à parte, o que importa é a proposta da novidade. Ainda de acordo com a Microsoft, o Surface RTX Spark Dev Box aproveita a capacidade de desempenho de 1 teraflop de seu processador para permitir que desenvolvedores trabalhem em aplicações de IA de modo local, com eficiência:

Ao trazer a poderosa computação de IA para a borda, os desenvolvedores podem reservar as chamadas de modelos de ponta para problemas realmente inovadores e lidar com o restante em seu próprio hardware.

Microsoft

Para tanto, o chip RTX Spark trabalha em conjunto com 128 GB de memória RAM. Novamente, a companhia comenta:

Isso oferece poder computacional suficiente para executar modelos com mais de 120 bilhões de parâmetros e 1 milhão de tokens de contexto localmente, em velocidades interativas, ou para ajustar modelos que antes exigiam instâncias de GPU na nuvem.

Microsoft

Ainda há detalhes sobre a máquina a serem revelados, mas já sabemos que, no quesito conectividade, o Surface RTX Spark Dev Box oferece duas portas USB-C, porta USB-A, HDMI, Ethernet e conexão para fones de ouvido.

O aspecto do software não foi esquecido. A Microsoft destaca que a novidade virá de fábrica com o Windows Subsystem for Linux 2 (WSL 2) já configurado para funcionar com a GPU. VS Code, GitHub Copilot, Git, Python e Node.js estão entre os demais recursos de desenvolvimento pré-instalados.

Surface RTX Spark Dev Box conectado a dois monitores
Surface RTX Spark Dev Box conectado a dois monitores (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando o Surface RTX Spark Dev Box será lançado?

O Surface RTX Spark Dev Box será lançado nos Estados Unidos até o fim de 2026, segundo a Microsoft. Ainda não há informação sobre preço, muito menos sobre lançamento oficial em outros países.

Interessados podem se cadastrar na página do Surface RTX Spark Dev Box para serem avisados com antecedência sobre seu lançamento.

Surface RTX Spark Dev Box é o PC diferentão da Microsoft para devs

💾

PC compacto da Microsoft é voltado a desenvolvedores que criam aplicações de inteligência artificial. Computador vem equipado com o chip Nvidia RTX Spark.

Surface RTX Spark Dev Box (imagem: reprodução/Microsoft)
  •  

Como baixar todas as fotos do iCloud no PC

Ilustração da sincronização das fotos com o iCloud
Usuário pode salvar fotos no iCloud para poupar espaço de armazenamento no aparelho (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Você pode baixar suas fotos do iCloud de duas formas diferentes no PC: diretamente pelo site do iCloud — que limita o download para até 1.000 arquivos, ou pelo aplicativo próprio do serviço de armazenamento no Windows. Essa segunda opção sincroniza suas fotos e vídeos diretamente no disco rígido.

Já usuários de Mac podem baixar todos os arquivos em alta definição pelo aplicativo Fotos. Nesse caso, é necessário escolher se deseja duplicar as fotos no disco ou otimizar o download, baixando os arquivos como uma “prévia”, em baixa definição. A seguir, conheça os detalhes de como baixar fotos e vídeos do iCloud.

Índice

Como baixar todas as fotos do iCloud pelo navegador

1. Acesse o iCloud.com

Acesso o site do iCloud no seu navegador de preferência e clique no botão “Iniciar sessão” para ter acesso às suas fotos e vídeos.

Tela inicial do iCloud no navegador, com botão “Iniciar sessão” destacado para fazer login e acessar as fotos
Tela de inicio do iCloud no navegador (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

2. Faça login com sua conta

É necessário fazer login com e-mail ou número de telefone, e senha para acessar o serviço de armazenamento. Pode ser necessário permitir o acesso em um iPhone ou iPad para continuar.

Tela de login do iCloud no navegador com botão “Iniciar sessão” e opção “Iniciar sessão com o iPhone”
Tela de login do iCloud no navegador (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Abra a seção de fotos do iCloud

Após realizar o login, desça a tela e clique na seção de Fotos para visualizar todos os arquivos vinculados à sua conta do iCloud.

Seção de fotos no iCloud, com “Fotos” selecionada e contagem de fotos e vídeos exibida
Seção de fotos no iCloud (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

4. Selecione as fotos que deseja baixar no PC

O iCloud para navegador permite que o usuário baixe até 1.000 fotos por vez no PC. Assim, clique fora da seção de fotos e arraste o mouse para selecionar os arquivos rapidamente.

Quando atingir o limite de 1.000 fotos ou vídeos, clique no ícone de nuvem para baixá-los do iCloud no PC.

Contagem de 999 itens selecionados no app Fotos do iCloud, indicando fotos escolhidas para download no PC
Opção que permite baixar até 1.000 fotos no iCloud (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Como salvar todas as fotos do iCloud pelo iCloud para Windows

O usuário pode baixar todas as fotos do iCloud no Windows pelo app próprio para o sistema operacional. É necessário baixar e instalar o aplicativo via Microsoft Store para continuar.

1. Abra o app do iCloud para Windows

Após a instalação do iCloud para o Windows, faça login com sua conta e abra o aplicativo. A opção “Desativado” será exibida na seção “Fotos“, caso nunca tenha utilizado o app no PC. Clique para continuar.

Tela do app iCloud para Windows mostrando “Fotos do iCloud” como “Sem configuração” e “Desativado”
Aplicativo do iCloud para o Windows (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

2. Ative a sincronização de fotos entre iCloud e Windows

Verifique onde as fotos do iCloud serão armazenadas no PC e clique na chave “Desativado” para ativar a sincronização do serviço.

Tela de ajustes do iCloud para Windows, com a chave de “Fotos do iCloud” em Desativado
Ative a chave para compartilhar suas fotos do iCloud no Windows (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

3. Verifique o progresso de sincronização

Após ativar a sincronização, você pode verificar todo o processo de transferência de arquivos entre iCloud e Windows. Acesse a pasta mencionada pelo iCloud para encontrar suas fotos e vídeos.

Tela do app iCloud para Windows mostrando “Apps que Usam iCloud”, com “Fotos do iCloud” ativado
Acompanhe o progresso de sincronização de suas fotos no PC (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Como baixar todas as fotos do iCloud pelo Mac

1. Abra as configurações do aplicativo “Fotos” no Mac

Acesse o aplicativo “Fotos” no seu Mac e clique em “Ajustes” para visualizar as opções, antes de baixar os arquivos.

Seção de ajustes no app Fotos para Mac (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

2. Escolha como deseja baixar as fotos do iCloud no Mac

Selecione a opção “iCloud” no topo da tela e escolha uma das opções exibidas:

  • Baixar Originais para este Mac: método que baixa todos as fotos e vídeos em alta resolução para o disco do Mac;
  • Otimizar Armazenamento do Mac: opção para quem tem pouco espaço disponível em disco. As fotos e vídeos serão armazenadas em baixa resolução, como uma prévia. O usuário precisará escolher qual arquivo baixar em alta resolução de forma manual.

O usuário também pode escolher baixar todas as fotos e vídeos para uma pasta específica. Nesse caso, todo o conteúdo será duplicado se a biblioteca do iCloud estiver sincronizada no Mac.

Opções no app Fotos do macOS após abrir Ajustes, com “Fotos do iCloud” selecionadas e alternativas de armazenamento
Opções exibidas no app Fotos após selecionar o menu de ajustes (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

Baixar as fotos no PC mantém a qualidade original das imagens?

Sim, caso você baixe os arquivos pelo site do iCloud ou pela opção “Baixar Originais” no app Fotos do Mac.

Ao fazer o download pelo aplicativo do iCloud para o Windows, o serviço de armazenamento cria uma pasta específica no PC com os arquivos em miniatura.

Dessa forma, é necessário baixar os arquivos com alta resolução manualmente. O mesmo acontece com a opção “Otimizar Armazenamento” no Mac.

Tem como baixar mais de 1.000 fotos do iCloud de uma vez no PC?

Apenas pelo aplicativo do iCloud para o Windows, já que o site permite baixar até 1.000 fotos ou vídeos salvos no iCloud por vez. A sincronização de todos os arquivos de uma vez também acontece no Mac.

Onde ficam armazenadas as fotos baixadas do iCloud para Windows?

Você pode verificar o caminho exato de armazenamento no app do iCloud para o Windows, já que o sistema personaliza as pastas para cada PC. Antes de ativar a chave de sincronização dos arquivos, cheque o caminho exato em “Fotos do iCloud“.

Caminho da pasta onde o iCloud adicionará as fotos no PC (Cada PC terá um caminho diferente)
Cada PC terá um caminho diferente para acessar as fotos do iCloud (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Remover a sincronização com do iCloud com o Windows apaga as fotos no PC?

Sim, o aplicativo do iCloud removerá todas as fotos ou vídeos armazenados do Windows, ao interromper a sincronização entre os serviços, mas seus arquivos continuarão disponíveis para visualização na sua conta do iCloud.

Uma dica é salvar os arquivos em outra pasta do PC, antes de remover a sincronização.

Como baixar todas as fotos do iCloud no PC

Usuário pode salvar fotos no iCloud para poupar espaço de armazenamento no aparelho (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

  •  

Microsoft critica exposição de falhas no Windows e é criticada de volta

Ilustração de cadeado vermelho, representando segurança
Microsoft critica exposição de falhas do Windows e é criticada de volta (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft criticou publicamente pesquisador por supostamente divulgar vulnerabilidades do Windows sem avisá-la antes;
  • em sua defesa, pesquisador alega ter tentado contato, mas que foi bloqueado pela companhia, situação que gerou debate;
  • especialistas apontam que, muitas vezes, é difícil tratar de vulnerabilidades com a Microsoft.

Em uma atitude inesperada, a Microsoft reclamou de um especialista em segurança que teria divulgado vulnerabilidades em ferramentas do Windows sem, antes, avisar a companhia dos problemas. Soa como algo compreensível. Mas esse atrito também expõe a, muitas vezes, complicada relação entre a empresa e “caçadores de bugs”.

De fato, o ritual padrão em circunstâncias do tipo consiste em avisar a organização responsável pelo software vulnerável, negociar um prazo para que correções sejam implementadas e somente então divulgar o problema. Dessa forma, a falha só se tornará conhecida publicamente quando houver solução para ela.

Mas, de acordo com a Microsoft, isso não ocorreu com vulnerabilidades recentes que ficaram conhecidas como RedSun, UnDefend, BlueHammer, YellowKey, GreenPlasma e MiniPlasma, e que envolvem ferramentas como Windows Defender (Segurança do Windows) e BitLocker:

As vulnerabilidades conhecidas como RedSun, UnDefend, BlueHammer, YellowKey, GreenPlasma e MiniPlasma não foram divulgadas de forma responsável.

Em resposta ao risco desnecessário criado por essas divulgações, nossas equipes de segurança têm trabalhado incansavelmente para entender o impacto, proteger nossos clientes e desenvolver atualizações de segurança.

Microsoft Security Response Center

Os problemas em questão foram publicados vagamente em um blog por um pesquisador que se identifica apenas como Nightmare Eclipse. A parte mais grave, porém, é que detalhes técnicos sobre as falhas foram compartilhados em repositórios no GitHub e GitLab (já suspensos).

Sem entrar em detalhes, a Microsoft informou que continuará adotando medidas judiciais e, se necessário, acionando autoridades policiais, quando problemas como esses forem expostos de modos que a companhia considera irresponsáveis.

Logotipo do Windows sobre logotipos da Microsoft
Microsoft entende que falhas no Windows foram divulgadas de modo irresponsável (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O outro lado: Nightmare Eclipse afirma ter tentado falar com a Microsoft

Em seu blog, Nightmare Eclipse alega que tentou comunicar as falhas à Microsoft, mas que a companhia não só não lhe deu a devida atenção como bloqueou o seu acesso ao Microsoft Security Response Center, plataforma onde falhas podem ser reportadas.

Olhando de fora, é difícil dizer quem está certo nessa história. Independentemente disso, outros especialistas em segurança aproveitaram o assunto para expressar o quão difícil é tratar de segurança com a Microsoft.

Um deles é Kevin Bueaumont, ex-funcionário da Microsoft que descobriu uma falha importante no Windows Recall, por exemplo. O especialista explica que não defende as ações de Nightmare Eclipse, mas foi crítico sobre a postura da empresa de classificar provas de bugs como “atividades criminosas”:

A criação e distribuição de exploits de prova de conceito para zero-days agora é considerada “atividade criminosa”? Quem na CELA [departamento jurídico] aprovou esse texto? A Microsoft é a maior distribuidora de zero-days, via GitHub. Não seguir os processos inventados de “divulgação responsável” não é ilegal.

Kevin Beaumont, especialista em segurança digital

Temos um exemplo recente de como a relação da Microsoft com especialistas em segurança pode ser problemática. No começo do mês, um pesquisador descobriu que o Edge salva senhas na memória em forma de texto simples. Alertada, a Microsoft respondeu que esse é um comportamento esperado.

Pegou mal. Tanto que, dez dias depois, a companhia admitiu que carregar senhas como texto no Edge não é uma abordagem segura e tratou de resolver o problema.

Microsoft critica exposição de falhas no Windows e é criticada de volta

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Windows e Microsoft (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
  •  

A Microsoft parou de dizer que o Windows não precisa de antivírus

Logotipo do Windows sobre logotipos da Microsoft
Defender consome mais recursos do PC e ficou apenas na faixa intermediária em testes de desempenho (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft removeu um artigo que afirmava que o Windows 11 não precisava de antivírus de terceiros.
  • Testes independentes mostram que a proteção nativa do Windows, o Microsoft Defender, tem limites, especialmente em ambientes offline, detectando 89,2% das ameaças locais.
  • O Microsoft Defender depende fortemente de consultas em nuvem e consome mais recursos de hardware do que soluções de terceiros.

A Microsoft removeu silenciosamente uma publicação que afirmava que os usuários do Windows 11 não precisam de antivírus de terceiros. O movimento reacendeu o debate na comunidade de segurança sobre até onde vai a real eficiência da proteção nativa do sistema operacional.

Registros do Archive.org confirmam que a página esteve ativa até pelo menos 11 de maio. No entanto, desde 24 de maio, quem tenta acessá-la é redirecionado para a página inicial do portal. O sumiço foi notado pelo laboratório independente AV-Comparatives e ganhou destaque nos fóruns do site Neowin.

O texto original vendia a ideia de que o Microsoft Defender era mais do que suficiente para barrar golpes de phishing, instaladores perigosos e arquivos maliciosos na rotina diária. A mudança repentina de discurso conversa com o atual momento da plataforma: o Windows 11 vive um verdadeiro drama – e a Microsoft promete salvá-lo.

Microsoft Defender não dá conta do recado?

Configurações de proteção contra vírus e ameaças no Windows, com a proteção em tempo real ativada
O Defender ainda depende muito da nuvem para barrar ameaças (foto: João Victor Campos/Tecnoblog)

Para quem mantém um perfil de uso básico e navega apenas por caminhos conhecidos, o Defender quebra um galho enorme e evoluiu muito nos últimos anos. O problema é que os testes mais recentes da AV-Comparatives mostram que o cenário muda de figura dependendo das condições de conectividade do computador.

Em ambientes com conexão ativa com a internet (ou seja, a maioria de nós), a detecção do Defender é excelente e bate de frente com os melhores antivírus do mercado. A vulnerabilidade aparece quando o PC fica offline: nesses cenários, a taxa de proteção do antivírus cai para 89,2%, enquanto softwares concorrentes conseguem segurar até 98,6% das ameaças locais. Isso acontece porque a solução integrada depende fortemente de consultas em nuvem para identificar arquivos perigosos.

Além disso, no teste de desempenho em abril, o Defender ficou posicionado apenas na faixa intermediária do mercado. Isso significa que, embora seja seguro, ele ainda consome mais recursos de hardware e pesa mais no sistema do que soluções de terceiros, que rodam de forma mais otimizada em segundo plano.

Bolha do ecossistema

Outro ponto crítico é o isolamento no ecossistema da marca. O filtro SmartScreen, por exemplo, atinge eficiência máxima apenas se o usuário adotar o Microsoft Edge e o Outlook como ferramentas principais de trabalho.

Quem prefere Chrome, Firefox, Brave ou Thunderbird acaba lidando com uma cobertura contra links maliciosos bem diferente. É aí que os pacotes de segurança de outras empresas ganham espaço, oferecendo barreiras que funcionam com a mesma eficácia em qualquer programa.

Procurada pelo Neowin, a Microsoft preferiu não comentar os motivos que levaram à remoção do artigo.

A Microsoft parou de dizer que o Windows não precisa de antivírus

Windows e Microsoft (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

  •  

Samsung dá adeus ao OneDrive e prepara rival para Google Drive

Samsung Cloud deve voltar a ter armazenamento nas nuvens
Samsung Cloud deve voltar a ter armazenamento nas nuvens (imagem: reprodução/Samsung)
Resumo
  • Samsung Cloud deve voltar a oferecer armazenamento em nuvem com planos Premium de 50 GB, 200 GB e 2 TB;
  • indícios surgem após confirmação de que integração nativa entre app Galeria e OneDrive acabará em setembro de 2026;
  • valores do Samsung Cloud Premium são equivalentes aos do iCloud+, e próximos das opções oferecidas pelo Google One.

Nesta semana, a Microsoft confirmou que a Samsung encerrará a integração do OneDrive com dispositivos Galaxy. Coincidência ou não, vieram à tona fortes indícios de que, em breve, a companhia coreana lançará uma nova versão da plataforma Samsung Cloud, com opções de armazenamento nas nuvens que vão de 50 GB a 2 TB.

Talvez você se lembre que, em 2021, o Samsung Cloud deixou de armazenar e sincronizar arquivos do usuário usando servidores próprios. Como alternativa, a companhia passou a oferecer, em celulares e tablets Galaxy, sincronização nativa com o OneDrive para backup ou recuperação de fotos e vídeos.

Com essa mudança, o Samsung Cloud continuou existindo, mas como um mero serviço de sincronização e restauração de dados entre dispositivos (como quando você recupera dados de um smartphone antigo em um aparelho novo).

Eis que, nos últimos dias, usuários de contas Samsung passaram a ser avisados de que a mencionada integração com o OneDrive será mantida somente até 30 de setembro de 2026, como mostra a imagem a seguir:

Aviso de término de integração com o OneDrive em aparelhos Galaxy
Aviso de término de integração com o OneDrive em aparelhos Galaxy (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Note que ainda será possível usar o OneDrive para fazer backup de mídia em dispositivos Galaxy, desde que o usuário ative essa configuração no aplicativo do serviço. É o suporte direto ao OneDrive no app Galeria que deixará de existir, como a própria Microsoft explica.

Vem aí o Samsung Cloud Premium?

Provavelmente, sim. Os usuários Henrique Vitório e Igor Omena divulgaram no Threads imagens que mostram um tal de Samsung Cloud “Premium” com opções de armazenamento de até 2 TB, com preços já em reais:

  • 50 GB: R$ 5,90 por mês
  • 200 GB: R$ 19,90 por mês
  • 2 TB: R$ 66,90 por mês

Além de fotos e vídeos, o novo serviço também deverá permitir armazenamento de documentos, músicas e dados de aplicativos.

Porém, o novo Samsung Cloud ainda não é oficial. A novidade foi descoberta no app do serviço por Omena com a execução de um procedimento de exploração que envolve as ferramentas Shizuku e Root Activity Launcher.

Preços da Samsung Cloud Premium
Preços da Samsung Cloud Premium (imagem: Igor Omena/Threads)

Os supostos planos do Samsung Cloud são vantajosos?

Sim, mas não em todos os cenários. Observe a seguinte tabela comparativa (os preços não consideram descontos ou promoções):

 50 GB (mês)200 GB (mês)2 TB (mês)
Google OneR$ 4,50 (30 GB)R$ 14,99R$ 49,90
iCloud+R$ 5,90R$ 19,90R$ 66,90
Samsung CloudR$ 5,90R$ 19,90R$ 66,90

Note que os planos do Samsung Cloud têm os mesmos preços dos pacotes oferecidos pela Apple no iCloud+.

Com relação ao Google, é importante esclarecer que não existe opção de 50 GB, mas de 30 GB (Lite). Além disso, o plano convencional de 200 GB não é oferecido para todos os usuários. Existe um plano de 200 GB que custa R$ 24,99 mensais, mas que corresponde ao Google AI Plus, com recursos de inteligência artificial. Aliás, o plano de 2 TB também faz parte do Google AI Plus.

Quando o Samsung Cloud Premium será lançado?

Ainda não há essa informação, até porque o serviço não confirmado pela Samsung até o momento. O Tecnoblog pediu informações à companhia. O texto será atualizado se obtivermos retorno.

Samsung dá adeus ao OneDrive e prepara rival para Google Drive

Samsung Cloud deve voltar a ter armazenamento nas nuvens (imagem: reprodução/Samsung)

Aviso de término de integração com o OneDrive em aparelhos Galaxy (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  •  

O drama do Windows 11: o que deu errado para a Microsoft prometer salvá-lo?

Ilustração que mostra uma janela com vidro quebrado em alusão aos problemas do Windows 11
O drama do Windows 11: o que deu errado para a Microsoft prometer salvá-lo? (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em 20 de março de 2026, Pavan Davuluri, chefe da divisão Windows, publicou uma declaração intitulada “Nosso compromisso com a qualidade do Windows”, em tradução livre. Na postagem, a Microsoft promete melhorar vários aspectos do Windows 11 em prol da experiência do usuário. Mas, afinal, o que há de errado com esse sistema operacional para ele ser tão criticado?

A causa não envolve só questões técnicas. As expectativas dos usuários também entram nessa conta. Este ponto, aliás, é a origem do conflito. Como você verá a seguir, há um evidente descompasso entre como a Microsoft espera que as pessoas lidem com Windows 11 e como, de fato, elas usam o sistema.

O Windows 10 tem “culpa”

O Windows 11 foi lançado oficialmente em 5 de outubro de 2021. À época, muita gente aderiu à novidade por ser algo… novo. A Área de Trabalho reformulada, que centraliza a Barra de Tarefas por padrão e fez o Menu Iniciar parecer mais versátil (sem ser), bem como o padrão visual mais moderno, atraíram curiosos e entusiastas.

Também era possível fazer upgrade gratuito para a nova versão a partir do Windows 10, desde que o PC atendesse aos requisitos de hardware. Isso também contribuiu para o Windows 11 conquistar adeptos na fase inicial.

Mas não chegou a haver uma “onda migratória”. Depois que o ar de novidade se dissipou, muita gente simplesmente não sentiu necessidade de mudar para o Windows 11. Não foi, necessariamente, por resistência ao novo, mas devido à percepção de que esse “novo” não era vantajoso ou, pior, causaria um decréscimo de experiência.

É como ter uma poltrona confortável para ver futebol na TV. Ela reclina, é macia, tem resistência e conta até com suporte para bebida. Um dia, alguém te oferece uma poltrona mais moderna, com massageador. Você troca. A massagem é boa. Mas aí você percebe que a nova poltrona não é tão confortável quanto a anterior. E você não quer saber de massagem enquanto assiste ao jogo.

Certamente você percebeu que, aqui, a poltrona antiga é o Windows 10. Essa versão do sistema pode não ser tão requintada quanto o Windows 11, mas é confortável porque funciona a contento. E funciona porque o Windows 10 cumpriu uma missão nobre: resolver os problemas de seus antecessores.

Windows 8
O polêmico Windows 8 sem Menu Iniciar (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Lançado em 2012, o Windows 8 foi, digamos, trágico. A interface Metro dessa versão tentava sobrepor uma experiência de tela sensível a toques ao desktop convencional. Por conta disso, o Menu Iniciar perdeu espaço, aplicativos abriam em tela cheia desnecessariamente e, muitas vezes, era até difícil usar a clássica combinação de mouse com teclado.

Em 2013, a Microsoft tentou amenizar a situação com o Windows 8.1, que trazia o Menu Iniciar de volta (em uma versão ainda baseada em blocos ou “Tiles”, mas trazia) e restaurava o acesso direto à Área de Trabalho. Mas o sistema operacional continuava sendo confuso.

A salvação só veio em 2015, quando o Windows 10 chegou. Ainda que essa versão não fosse perfeita, ela tornou o Menu Iniciar e a Barra de Tarefas mais amigáveis, foi mais competente em separar as experiências de desktop e de tela sensível a toques, e implementou um padrão visual sóbrio, mas ainda moderno.

Mas, talvez, o maior trunfo do Windows 10 foi ser estável. A Microsoft conseguiu lapidar bem o sistema para que ele trabalhasse até com hardware mais simples — os requisitos mínimos desse sistema eram praticamente os mesmos exigidos no Windows 7 —, ainda que esse atributo só tenha sido conquistado com o passar do tempo.

Área de Trabalho do Windows 10
Windows 10: “tá tudo bem agora” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Windows 10 acabou sendo bem aceito, de modo geral. Mas a Microsoft não estava satisfeita. A companhia tinha planos maiores para essa versão, mas ela ainda estava presa a um modelo de operação clássico, que parecia engessado frente ao trabalho que a Apple fazia (e ainda faz) com relação ao macOS ou até que o Google fez com o ChromeOS.

Como, para todos os efeitos, o Windows 10 ainda era um remédio para os problemas de seus antecessores, ele não comportaria mudanças drásticas. Se era para pensar grande, um novo sistema deveria ser lançado. O Windows 11 apareceu em 2021 para abrir essa porta. Só que a Microsoft tocou o projeto sem dar a devida atenção às expectativas dos usuários.

Afinal, quais são os pecados do Windows 11?

O Windows 11 foi lançado em outubro de 2021, mas usuários reclamavam de algumas mudanças já nas versões prévias do sistema operacional. Uma delas foi a exigência do TPM 2.0. Embora este seja um importante recurso de segurança, muita gente viu o requisito como uma forma de a Microsoft forçar a compra de PCs novos, pois o componente não existe em máquinas antigas (em geral, fabricadas antes de 2017).

Para aqueles que conseguiram migrar para o Windows 11 ou, de fato, compraram um computador novo, alguns conflitos de experiência surgiram de imediato, reforçando algumas das queixas antecipadas durante o período de prévias.

A Barra de Tarefas do Windows 10, à esquerda, é mais prática que no Windows 11, à direita
A Barra de Tarefas do Windows 10, à esquerda, é mais prática que no Windows 11, à direita (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Dou um exemplo de algo que incomodou a mim. Por causa do meu trabalho, vivo fazendo capturas de tela. No Windows 10, basta pressionar a tecla Print Screen e colar o resultado em um editor de imagem. No Windows 11, o mesmo botão abre a Ferramenta de Captura, que tem vários recursos úteis, mas me é muito menos ágil com esse trabalho.

Questão de costume ou reconfiguração? Talvez. Seja como for, essa é uma fricção particular. Mas é diferente com a Barra de Tarefas. Não demorou para os usuários perceberem que ela ficou limitada, não permitindo ser movida para outros pontos da Área de Trabalho, tendo um relógio que não exibe segundos e um calendário que, basicamente, só exibe datas, sem permitir agendamentos.

E aí veio o Menu Iniciar. Ele exibe ícones mais dispersos entre si, parece ser um pouco mais lento em relação ao Windows 10, e tem recomendações de aplicativos ou arquivos muitas vezes desnecessários, sem contar que ele é menos personalizável. É verdade que a Microsoft acabou atenuando a bagunça do Menu Iniciar do Windows 11. Mesmo assim, ainda prefiro a versão do Windows 10.

O melhorado, mas ainda criticado Menu Iniciar do Windows 11
O melhorado, mas ainda criticado Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ao falar de “mais lento” no parágrafo acima, lembrei de outro problema: no início, o Windows 11 parecia ser mais instável na comparação com o Windows 10. Isso ficou mais perceptível para quem migrou de um para o outro no mesmo computador. Hoje, a situação é bem melhor. Mas, às vezes, ainda me parece que falta algum ajuste fino durante a execução de jogos, por exemplo.

Podemos ainda listar probleminhas (ou problemões) como:

  • condicionar a instalação do Windows 11 a uma conta Microsoft;
  • as várias tentativas da Microsoft de empurrar o Edge para o usuário (hoje, menos, felizmente);
  • liberação de recursos que demora para chegar a todos os usuários, gerando fragmentação funcional (o Windows 11 de um PC parece nunca ser igual ao de outro);
  • problemas recorrentes em atualizações do sistema (isso aconteceu com outras versões, mas escalou com o Windows 11 nos últimos meses);
  • para fechar, a Microsoft exagerou na tentativa de integrar o Copilot ao Windows 11, tanto que ficou parecendo que aprimoramentos importantes ficaram em segundo plano (só faltou ter Copilot na tela azul que agora é preta).
Captura de tela mostrando o Cocreator no Paint para Windows 11
IA no Paint para Windows 11; é legal, mas precisava? (imagem: divulgação/Microsoft)

O Windows 11 tem salvação?

Se a Microsoft quiser, sim. Até porque o Windows 11 já tem quase cinco anos de mercado e, nesse meio tempo, passou por aprimoramentos. Eu acho que a companhia tem feito um trabalho muito bom com o Windows Subsystem for Linux (WSL), por exemplo.

Consideremos também que, na publicação de Pavan Davuluri e em anúncios posteriores, a Microsoft prometeu mudanças, ainda para 2026, que vão levar o Windows 11 a um nível de amadurecimento notável se as promessas forem cumpridas. Entre elas, estão:

  • Barra de Tarefas que voltará a ser móvel e mais personalizável;
  • Menu Iniciar com recomendações mais relevantes, além de acesso mais consistente a aplicativos e arquivos;
  • integração menos forçada com recursos de IA (tenho minhas dúvidas quanto a isso, mas ok);
  • Explorador de Arquivos mais rápido e confiável;
  • mais controle do usuário sobre o Windows Update;
  • no desempenho, um Windows 11 mais responsivo, consistente e confiável, o que envolve menor latência em menus e mais cuidados com drivers, por exemplo;
  • mais controle sobre os widgets (quase sempre irritantes ou irrelevantes), menos notificações ou distrações em geral.
Barra de Tarefas móvel no Windows 11
Barra de Tarefas vai voltar a ser móvel no Windows 11 — mas ainda não é (imagem: reprodução/Microsoft)

Quem acompanha as novidades do Windows 11 por meio do programa de testes Windows Insider nota o esforço da Microsoft para cumprir as promessas. Então, “não deixai toda a esperança, vós que entrais”.

O que ainda alimenta alguma desconfiança é que a Microsoft demorou para admitir os problemas do Windows 11. Parece que o choque de realidade só veio depois que o MacBook Neo fez algum barulho (e ele não é tão impressionante) e, antes disso, com incômodos como o causado pelo SteamOS (quem disse que precisamos do Windows para jogar?).

Não precisava ter chegado a tal ponto. A essa altura, a imagem do Windows 11 seria muito mais positiva se a Microsoft tivesse prestado atenção às demandas dos usuários. E olha que a empresa tem um ótimo canal para isso: o já mencionado Windows Insider, com os seus engajados participantes.

De todo modo, o clima é de “agora vai”. Veremos.

O drama do Windows 11: o que deu errado para a Microsoft prometer salvá-lo?

O drama do Windows 11: o que deu errado para a Microsoft prometer salvá-lo? (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O polêmico Windows 8 sem Menu Iniciar

Windows 10: "tá tudo bem agora" (imagem: Emerson Alecri/Tecnoblog)

A Barra de Tarefas do Windows 10, à esquerda, é mais prática que no Windows 11, à direita (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O melhorado, mas ainda criticado Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
  •  

Microsoft vai permitir ocultar botão do Copilot no Office

O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Big tech recua na exposição forçada do Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft deve lançar uma atualização para  ocultar ou mover o botão flutuante do Copilot no Office.
  • Segundo o The Verge, a empresa decidiu fazer essa mudança após receber várias críticas de usuários.
  • A nova atualização permitirá que o usuário clique com o botão direito sobre o atalho e envie-o para a barra superior do programa.

A Microsoft deve lançar na próxima semana uma atualização que permitirá desativar ou mover o botão fluante do Copilot no pacote Office. A decisão da empresa teria sido motivada pela onda de reclamações de usuários sobre o recurso.

Como lembra o The Verge, o assistente de IA vinha atrapalhando o fluxo de trabalho no ecossistema de produtividade da companhia, gerando forte resistência do público.

Por que o botão do Copilot incomodou tanto?

Ícone flutuante do Copilot no Word, com menu “Mover para a faixa”, mostrando como ele pode bloquear a área de trabalho
Atalho invasivo obstruía a visão de documentos e planilhas (imagem: reprodução/Microsoft)

A insatisfação ganhou força em canais oficiais. No caso do Excel, por exemplo, o ícone flutuante obstruía a visão e o clique em células localizadas no canto inferior direito; no Word, podia cobrir trechos de texto. Para piorar, os softwares não ofereciam nenhuma opção nativa para ocultar o recurso.

A própria liderança da Microsoft reconheceu o erro de design na interface. “Estamos percebendo a necessidade de mais controle”, admitiu a gerente de produto do grupo de parceiros da Microsoft, Katie Kivett. Ela acrescentou que, embora o objetivo seja tornar a IA mais flexível e adaptável às necessidades do usuário, a empresa decidiu aplicar ajustes imediatos para resolver as críticas.

Até agora, a única alternativa era fixar o ícone para reduzir um pouco o seu tamanho, o que não resolvia o bloqueio visual. Com a nova atualização prevista para o fim de maio de 2026, bastará clicar com o botão direito sobre o atalho para enviá-lo diretamente para a barra superior do programa. Dessa forma, a área útil de trabalho voltará a ficar livre.

Faxina no Windows 11

Essa alteração no Office não acontece sozinha. Ela reflete um movimento da Microsoft para revisar a presença invasiva da IA na interface de outros serviços. Em abril de 2026, a companhia começou a remover botões do Copilot considerados redundantes ou excessivos em aplicativos nativos do Windows 11.

Nas versões de testes distribuídas para o programa Windows Insider, o Bloco de Notas perdeu o botão dedicado ao Copilot. Da mesma forma, o atalho da IA deixou de aparecer na Ferramenta de Captura. Outros cantos do sistema operacional, como o aplicativo Fotos e a barra de Widgets, passaram pela mesma limpa visual nas últimas semanas.

A Microsoft confirmou que a iniciativa faz parte de um plano para corrigir a experiência de uso do Windows 11. Vale destacar que a retirada dos botões e da marca Copilot não desativa recursos baseados em inteligência artificial; eles continuam operando nos bastidores, mas sem a necessidade de exibir o logotipo.

Microsoft vai permitir ocultar botão do Copilot no Office

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

  •  

Anthropic quer chips da Microsoft para driblar dependência da Nvidia

Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Dona do Windows já levou o Claude para dentro do Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anthropic busca parceria com a Microsoft para usar chips de IA da gigante de Redmond.
  • Segundo o The Information, a dona do Claude quer driblar a dependência da Nvidia.
  • A empresa usaria o chip Maia 200 da Microsoft, desenvolvido para aplicações de IA.

A Anthropic teria iniciado conversas com a Microsoft para alugar servidores equipados com chips de IA desenvolvidos pela gigante de software. O movimento buscaria dar vazão à explosão na demanda global pelo chatbot Claude.

Segundo o The Information, a parceria também serviria como combustível para a dona do Windows consolidar sua própria divisão de semicondutores.

As negociações ainda estariam em estágio inicial e podem não resultar em contrato definitivo. Caso o acordo seja selado, a Microsoft se aproximará de um modelo já explorado por rivais diretos, como o Google.

Por que a Anthropic quer chips da Microsoft?

Imagem mostra o logo do Claude, assistente virtual da Anthropic
Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

A resposta envolve independência. Atualmente, o mercado de IA vive sob uma espécie de monopólio técnico da Nvidia. Os chips da companhia liderada pelo CEO Jensen Huang são os mais eficientes para treinar e rodar grandes modelos de linguagem (LLMs).

No entanto, a indústria lida com a baixa disponibilidade de componentes e preços proibitivos. Para uma startup do tamanho da Anthropic, depender só da Nvidia virou um risco.

Para blindar sua operação, a criadora do Claude já adota uma estratégia bem definida: a empresa possui contratos com a Amazon e o Google, utilizando os chips personalizados dessas big techs. Incluir a infraestrutura da Microsoft na lista concede à Anthropic mais flexibilidade frente à concorrência.

Também vale lembrar que a Microsoft estreitou seus laços com a Anthropic ao integrar os modelos Claude em produtos comerciais, incluindo o Copilot. Essa aproximação permite que a gigante de tecnologia diversifique seu portfólio além da parceria exclusiva com a OpenAI.

Maia 200: o chip da Microsoft feito para IA

Processador Maia 200 com marca Microsoft Azure, em placa de servidor
Processador Maia 200 pode se tornar o novo cérebro do Claude (imagem: divulgação/Microsoft)

Caso as tratativas avancem, o plano é que as cargas de processamento da Anthropic rodem no Maia 200, o chip de IA de segunda geração apresentado pela Microsoft em janeiro deste ano. O chip é fabricado pela TSMC utilizando o processo de 3 nanômetros.

Os engenheiros da Microsoft carregaram o componente com uma quantidade massiva de SRAM (memória estática de acesso aleatório). Essa arquitetura reduz o tempo de resposta quando os servidores precisam processar milhares de requisições simultâneas.

O calcanhar de Aquiles são os módulos de memória de alta largura de banda (HBM) de uma geração mais antiga, deixando o chip numericamente mais lento que os futuros processadores Vera Rubin anunciados pela Nvidia.

Anthropic quer chips da Microsoft para driblar dependência da Nvidia

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)
  •  

Inteligência artificial gera ódio e vaia entre jovens universitários

Eric Schmidt é vaiado durante discurso (imagem: reprodução)
Resumo
  • Ex-CEO do Google, Eric Schmidt, foi vaiado por cerca de 10 mil estudantes durante discurso de formatura na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, ao falar sobre avanços da inteligência artificial.
  • 70% dos estudantes norte-americanos veem a IA como ameaça aos seus empregos futuros, aponta levantamento do Instituto de Política da Harvard Kennedy School.
  • Meta iniciou cortes de funcionários relacionados a investimentos em IA, que devem chegar a US$ 145 bilhões até o final de 2026.

As inteligências artificiais estão em alta no mercado de tecnologia, e já vêm sendo usadas como justificativa para demissões em massa nas big techs. Esse movimento gera preocupação em diversos setores, mas principalmente entre os jovens. O mês de maio marca o período de graduações nas universidades dos Estados Unidos, e um movimento entre os formandos tem chamado atenção, com vaias aos discursos que citam a IA.

Um dos casos mais emblemáticos aconteceu no último final de semana na Universidade do Arizona, quando o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, falou para cerca de 10 mil graduandos sobre os avanços da inteligência artificial. A reação foi uma sonora vaia ao tema, algo que tem se repetido em outras instituições.

Durante a fala, o empresário apontou que a IA estará presente em “cada profissão, sala de aula, hospital, laboratório, pessoa e relacionamento”. Soou desrespeitoso para uma geração que está saindo da graduação e entrando na busca por oportunidades no mercado de trabalho. 

Mais recentemente, na Faculdade Comunitária de Glendale, outro problema envolvendo IA chamou atenção. O anúncio dos graduandos foi feito por meio de inteligência artificial, que apresentou falhas na hora de pronunciar alguns nomes. Isso levou a um atraso na cerimônia, além de vaias.

Pesquisas confirmam descontentamento

De acordo com apuração do jornal The Independent, um levantamento feito pelo Instituto de Política da Harvard Kennedy School realizado em 20205 apontou que 70% dos estudantes enxergam a IA como uma ameaça aos seus empregos futuros. Outro levantamento, realizado pela empresa especializada Gallup, indicou uma queda na expectativa de pessoas da geração Z com as IAs, apesar do uso cada vez mais frequente por esse público.

Além disso, considerando os graduandos do mesmo período em 2025, a taxa de desemprego entre jovens recém-formados nos Estados Unidos foi a maior nos últimos 12 anos, excluído o período da pandemia da Covid-19. O dado foi divulgado pela Associated Press.

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Inteligência artificial ameaça recém-formados no mercado de trabalho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Demissões em massa

Nesta quarta-feira (20/05), a Meta deu início a uma série de cortes diretamente relacionados aos grandes investimentos da empresa em inteligência artificial. Conforme divulgado aqui no TB, os gastos no setor devem chegar aos US$ 145 bilhões (R$ 730 bi) até o final de 2026. A diretora financeira Susan Li indicou a busca por um “modelo operacional mais enxuto” como forma de equilibrar o caixa, algo confirmado pelo próprio Mark Zuckerberg.

Em janeiro, a Amazon anunciou o corte de 16 mil funcionários, enquanto a Microsoft revelou um plano de demissão voluntária em abril de 2026.

Inteligência artificial gera ódio e vaia entre jovens universitários

💾

Ex-CEO do Google enfrentou forte reação durante discurso em Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Microsoft deixará de usar SMS para enviar códigos de autenticação

Logotipo da Microsoft
Microsoft deixará de usar SMS para enviar códigos de autenticação (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft iniciou eliminação gradual de códigos enviados por SMS para login e recuperação de contas pessoais;

  • procedimento antigo será substituído por opções robustas de segurança, como passkeys e aplicativos de autenticação;

  • vulnerabilidades do SMS, como falta de criptografia nos códigos enviados, motivaram decisão da companhia.

Muitos serviços ainda usam SMS para envio de códigos de autenticação ou recuperação de acesso. Mas, no ecossistema da Microsoft, essa prática ficará no passado: a companhia confirmou que está substituindo o SMS por mecanismos mais seguros, como passkeys ou aplicativos como o Microsoft Authenticator.

A decisão já aparece nesta página de ajuda da Microsoft. Ali, a empresa afirma:

A Microsoft está comprometida com o avanço dos padrões de segurança e, por isso, começaremos a eliminar gradualmente o uso de SMS como método de autenticação e recuperação de contas pessoais da Microsoft.

Isso significa que, se você perder a senha de sua conta Microsoft ou estiver fazendo login em um serviço da empresa a partir de um dispositivo novo, não receberá mais um SMS com um código para completar o procedimento.

Como alternativa, a companhia incentiva que você crie uma passkey para a sua conta. Também chamada de chave de acesso, a passkey é um mecanismo que permite que você se autentique em serviços online sem ter que usar senhas.

Para tanto, o sistema de segurança cria uma credencial única e exclusiva em seu dispositivo com base no conceito de chaves públicas. No Windows, por exemplo, uma passkey pode ser fornecida via PIN de acesso ao sistema, impressão digital (em computadores com leitor) ou reconhecimento facial via Windows Hello.

A Microsoft também poderá enviar códigos ou links de validação em um e-mail verificado ou, ainda, permitir que você use softwares autenticadores como opção, a exemplo do já mencionado Microsoft Authenticator — geralmente, ferramentas do tipo também são compatíveis com passkeys.

Código de autenticação da Microsoft via SMS
Em breve, Microsoft deixará de enviar SMS como este (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que a Microsoft está abandonando códigos por SMS?

Por questões de segurança. Códigos por SMS são transmitidos por texto simples, sem criptografia, o que permite a sua captura em caso de interceptação da mensagem.

Além disso, códigos via SMS podem ser capturados por eventuais malwares que estiverem presentes no celular, bem como podem ser informados em páginas de phishing ou chats fraudulentos se o usuário não perceber que está diante de uma ameaça. Levemos em conta também que o SMS favorece golpes de SIM Swap.

Do ponto de vista do usuário, também existe o fator “aborrecimento”: nem sempre o SMS chega dentro do prazo esperado, o que o obriga a fazer uma nova solicitação de código.

É claro que essa migração pode trazer alguns transtornos, afinal, os usuários terão que ativar os métodos alternativos para continuar acessando os serviços da Microsoft, o que pode ser incômodo para pessoas leigas no assunto ou atarefadas.

Provavelmente, essa é uma das razões pelas quais a Microsoft decidiu abandonar o SMS de modo progressivo. A empresa não deu um prazo para concluir a migração, mas não estranhe se, a qualquer momento, você receber um e-mail da Microsoft pedindo para você ativar o uso de passkeys ou outros métodos de autenticação caso você ainda receba códigos por SMS.

Microsoft deixará de usar SMS para enviar códigos de autenticação

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em breve, Microsoft deixará de enviar SMS como este (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Microsoft anuncia a sua própria distribuição Linux para servidores (é sério)

Azure Linux
Azure Linux (imagem original: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft anunciou Azure Linux 4.0 no evento Open Source Summit; sistema operacional foca em infraestrutura de nuvem e cargas de trabalho gerais para servidores;

  • novidade tem como base a distribuição Fedora e evoluiu a partir de um projeto interno da Microsoft lançado em 2020;

  • distribuição possui um repositório no GitHub e, além da instalação convencional, poderá ser executada no Windows 11 por meio do Windows Subsystem for Linux.

É estranho dizer isso, mas a Microsoft agora tem a sua própria distribuição Linux para servidores: o Azure Linux 4.0 foi revelado nesta semana durante o evento Open Source Summit como parte dos projetos de código aberto da companhia.

Não é a primeira vez que a Microsoft anuncia uma implementação própria do Linux. Em 2018, por exemplo, a companhia anunciou o Azure Sphere OS como um sistema operacional focado em Internet das Coisas, mas que é baseado no kernel Linux em vez de corresponder a alguma versão do Windows.

O Azure Linux 4.0 vai além porque é mais abrangente, funcionando, de fato como uma distribuição Linux, ainda que para uso profissional. Mas vale destacar que a novidade não foi criada do zero. Ela tem como base a distribuição Fedora, como a Microsoft explica:

O Azure Linux 4.0 é uma distribuição Linux baseada em RPM, derivada do Fedora, criada e mantida pela Microsoft. É de código aberto, gratuito e otimizado especificamente para a infraestrutura do Azure.

A numeração “4.0” do projeto indica que não estamos tratando exatamente de algo novo, certo? Mais ou menos. O projeto original surgiu em 2020 sob o nome Common Base Linux Mariner (CBL-Mariner), à época, como uma distribuição interna para uso em serviços de infraestrutura da própria Microsoft.

Serviços da plataforma Microsoft Azure foram os mais beneficiados pelo CBL-Mariner. Isso talvez explique o fato de o projeto ter sido rebatizado para Azure Linux em 2024, quando o que podemos entender como a versão “2.0” do sistema surgiu.

No ano seguinte, a companhia anunciou a disponibilidade da versão 3.0 do sistema, mas via Azure Kubernetes Service (plataforma para execução de aplicações em contêineres).

Agora, o aspecto que faz o Azure Linux 4.0 ter dinâmica de projeto novo: a Microsoft preparou essa versão para ser uma distribuição de nuvem de propósito geral. Isso significa que, em vez de focar apenas em aplicações muito específicas (no caso, baseadas em contêineres), o sistema passa a suportar uma grande variedade de cargas de trabalho para servidores ou nuvens.

Provavelmente, é por isso que a Microsoft baseou o Azure Linux 4.0 no Fedora, sendo este outro aspecto que faz esse projeto ter ar de grande novidade.

Azure Linux 4.0 também chegará ao WSL para execução no Windows 11
Azure Linux 4.0 também chegará ao WSL para execução no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como obter o Azure Linux 4.0?

A distribuição possui um repositório no GitHub e esta é a página do Azure Linux 4.0 por lá. Mas é preciso deixar claro que o projeto ainda está em desenvolvimento. Quem quiser ser avisado do lançamento oficial pode preencher este formulário.

Também é importante deixar claro que este não é um sistema operacional destinado a desktops, razão pela qual o projeto sequer oferece interface gráfica.

Se mesmo assim você quiser se aventurar com o Azure Linux 4.0, saiba que, além da instalação tradicional, você poderá executá-lo no Windows 11 via Windows Subsystem for Linux (WSL).

Para quem quiser algo específico para o seu PC, convém relembrar que o Fedora 44 foi lançado em abril.

Microsoft anuncia a sua própria distribuição Linux para servidores (é sério)

Azure Linux (imagem original: reprodução/Microsoft)

Azure Linux 4.0 também chegará ao WSL para execução no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Venda de Windows pirata leva à expulsão de lojistas online

“Todas as chaves eram falsas”, relatou consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Kabum expulsou lojas que vendiam softwares piratas da Microsoft, incluindo chaves falsas do Windows e Office.
  • A expulsão ocorreu após relatos de consumidores que compraram licenças supostamente vitalícias, mas perderam o acesso após um tempo.
  • O Kabum afirmou que monitora continuamente a operação para garantir a qualidade e originalidade dos produtos e que inativa imediatamente lojistas e ofertas irregulares.

O site de vendas Kabum confirmou com exclusividade ao Tecnoblog que expulsou pelo menos uma loja flagrada comercializando softwares piratas da Microsoft. Outras empresas participantes da plataforma também estão sob análise, após uma escalada no número de consumidores reclamando do Kabum nas redes.

Na última semana, diversos relatos começaram a surgir na internet. As pessoas se queixavam de comprar licenças do Windows e do Office supostamente vitalícias, mas ficarem sem acesso às tecnologias após um tempo.

“Ao receber os produtos, a suspeita começou pela mídia física bizarra. Entrei em contato com o suporte oficial da Microsoft e a bomba caiu: todas as chaves eram falsas.” Foi assim que um usuário do Reddit resumiu a situação.

O usuário classificou a atuação do site Kabum como “negligência” e “conivência”. De acordo com ele, a origem dos softwares não é informada aos potenciais compradores porque “no fim das contas, estão lucrando em cima de cada venda pirata”.

Não custa lembrar: o Kabum opera tanto com estoque próprio quanto com vendas de terceiros, que são identificadas assim. O e-commerce declarou que monitora continuamente a operação “para garantir a qualidade e originalidade“ dos produtos. Ele esclareceu ainda que “inativa imediatamente o lojista e a oferta irregulares”.

Windows e Office com acesso “vitalício”

Consumidor denúncia softwares falsos (imagem: reprodução/Tecnoblog)

As suspeitas sobre a procedência dos programas de computador podem ser visualizadas no Reclame Aqui. Um cliente de Marataízes, no Espírito Santo, contou que esbarrou com anúncios altamente suspeitos dos seguintes produtos:

  • Windows Server 2025 Datacenter em mídia física
  • Windows 11 Pro/Home com chave vitalícia
  • Visual Studio 2026 Enterprise
  • Pacote Office 2024 com funcionamento perpétuo e envio imediato

“Ao consultar o diretório oficial de parceiros da Microsoft, a empresa mencionada não consta como parceira autorizada, o que reforça a suspeita de irregularidade.” O Kabum nos disse que mantém contato direto com as fabricantes, com acesso a lista de parceiros autorizados.

“Diretamente prejudicado”, diz consumidor

O cliente capixaba relatou insatisfação pois, após a compra de “softwares corporativos por valores inferiores a R$ 200”, a Microsoft passou a não reconhecer as licenças. “Minha empresa foi diretamente prejudicada”, concluiu.

Ainda não se sabe quantos outros lojistas serão expulsos do marketplace. O Kabum foi fundado em 2003 por dois irmãos em Limeira, no interior de São Paulo. Em 2021, foi comprado e passou a fazer parte do grupo Magazine Luiza.

Venda de Windows pirata leva à expulsão de lojistas online

Windows pirata (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Consumidor denúncia softwares falsos (imagem: reprodução/Tecnoblog)
  •  

Microsoft admite que carregar senha em texto simples no Edge não é boa ideia

Microsoft Edge
Microsoft admite que carregar senha em texto simples no Edge não é boa ideia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • pesquisador de segurança descobriu que Edge mantinha senhas descriptografadas na memória RAM;

  • Microsoft havia sido alertada na época, mas argumentou que esse comportamento era esperado e, portanto, nada mudaria;

  • após repercussão negativa, Microsoft mudou de postura e implementou mudanças no Edge a partir da versão 148.

No início do mês, um especialista em segurança relatou ter descoberto que o Edge armazena senhas na memória RAM em forma de texto simples. A Microsoft foi alertada sobre isso, mas respondeu que… bom, é assim mesmo. Mas não deveria ser. Nesta semana, a companhia reconheceu o deslize e tomou providências.

Assim como o Chrome, o Firefox e outros navegadores, o Edge oferece uma função de gerenciamento de senhas que faz preenchimento automático de campos de login. Mas eis que o pesquisador de segurança norueguês Tom Jøran Sønstebyseter Rønning descobriu que o Edge armazena essas senhas em um espaço de memória usando o formato de texto simples:

Quando você salva senhas no Edge, o navegador descriptografa cada credencial na inicialização e as mantém residentes na memória do processo. Isso acontece mesmo se você nunca acessar um site que usa essas credenciais.

Tom Rønning, pesquisador de segurança

Isso significa que não há criptografia ou outro mecanismo avançado para proteger as combinações durante a sua permanência na memória. Na eventualidade de um hacker ou um malware alcançar esse espaço, as senhas poderão ser descobertas ou capturadas com mais facilidade.

A resposta da Microsoft ao pesquisador causou mais espanto. Basicamente, a companhia argumentou que este é um comportamento esperado para o navegador e que só haveria riscos à segurança se o computador já estivesse comprometido.

Diante disso, Rønning foi taxativo:

É verdade, até certo ponto, que um invasor com controle total do sistema pode causar grandes estragos, mas isso não significa que se deva facilitar as coisas para ele.

Tom Rønning, pesquisador de segurança

Microsoft Edge loads all your saved passwords into memory in cleartext — even when you’re not using them. pic.twitter.com/ci0ZLEYFLB

— Tom Jøran Sønstebyseter Rønning (@L1v1ng0ffTh3L4N) May 4, 2026

Microsoft mudou de postura e já providenciou correção

A reação da Microsoft pegou mal. Talvez seja por isso que houve uma mudança de postura. A companhia ainda defende que a tal abordagem não se enquadra em seus critérios de vulnerabilidade, mas admitiu que, com relação a esse aspecto, “há oportunidade de melhora”.

Pois bem, a Microsoft afirma que o seu navegador não carrega mais senhas na memória durante a sua inicialização, embora não tenha explicado como essa mudança foi feita e qual é a abordagem a partir de agora.

De todo modo, o ajuste já vale para o Edge 148 (versão atual) em todos os canais (Estável, Beta, Dev e Canary). O usuário não precisa executar nenhuma ação para se ver livre da vulnerabilidade. A simples atualização do navegador é suficiente para isso.

Via X, Tom Rønning celebrou a decisão da Microsoft, ainda que com algum nível de surpresa: “devo admitir que não achei que eles mudariam de ideia sobre isso”.

Microsoft admite que carregar senha em texto simples no Edge não é boa ideia

Microsoft Edge (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11

Imagem mostra o logotipo do Windows 11 em fonte de cor azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft anunciou recurso Recuperação de Drivers Iniciada pela Nuvem (CIDR) para Windows 11, que remove automaticamente drivers problemáticos e recupera versão anterior;
  • CIDR utiliza Hardware Dev Center Driver Shiproom para recuperar drivers, garantindo o funcionamento correto do hardware até que um driver validado seja liberado;
  • recurso será testado entre maio e agosto de 2026 e deve ser liberado nas versões finais do Windows 11 a partir de setembro.

A Microsoft anunciou mais uma medida como parte de sua promessa de melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Trata-se de um recurso chamado Recuperação de Drivers Iniciada pela Nuvem (CIDR, na sigla em inglês). O objetivo é reverter a atualização de drivers quando estes causam problemas.

Atualizações de drivers servem para aprimorar o funcionamento, adicionar funções ou corrigir bugs envolvendo os componentes de hardware relacionados a eles. Mas, às vezes, a atualização gera problemas, como fazer uma placa de vídeo deixar de executar determinados jogos ou causar reinicializações no Windows.

Diante dessas circunstâncias, o usuário precisa reverter a instalação do driver (voltar à versão anterior) manualmente, o que nem sempre é fácil, ou aguardar o fabricante do hardware fornecer um novo driver, o que pode levar um tempo considerável.

É aí que o CIDR passa a fazer sentido: quando um driver problemático é identificado como tal no Windows 11, o mecanismo o remove e recupera a versão anterior, que funcionava normalmente.

Tudo é feito de modo automático, via Windows Update, explica a Microsoft. Isso porque o driver é recuperado a partir do Hardware Dev Center Driver Shiproom, uma espécie de canal online da Microsoft por onde fabricantes de hardware gerenciam e distribuem drivers.

Pode acontecer de o CIDR não recuperar exatamente o driver que estava instalado antes da recuperação, mas obter uma versão mais atual, mas ainda anterior ao driver que está causando problemas.

Windows Update do Windows 11
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Em todos os casos, o objetivo é garantir o correto funcionamento do componente de hardware e do computador como um todo até que um driver que atenda aos padrões de qualidade do sistema seja validado e liberado.

Note, porém, que se nenhum driver for localizado no Driver Shiproom para ser usado como substituto, o driver problemático será mantido.

Quando o CIDR chegará ao Windows 11, de fato?

De acordo com o cronograma da Microsoft, o CIDR ficará em fase de teste entre maio e agosto de 2026. Não havendo intercorrências durante esse período, o recurso começará a ser liberado nas versões finais do Windows 11 a partir de setembro deste ano.

Convém lembrar que outra promessa da Microsoft que envolve o Windows Update é uma nova configuração que permite ao usuário pausar facilmente as atualizações do Windows 11.

Windows Update vai remover driver com problema automaticamente no Windows 11

Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Windows 11 pode ficar 70% mais rápido com novo recurso

Imagem digital de fundo que mescla tons de azul escuro e marinho. No centro, sobreposto a um padrão abstrato de ondas ou tecido em relevo, está o logotipo do sistema operacional Windows 11: um quadrado formado por quatro janelas quadradas de cor azul-clara luminosa. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto superior direito.
Novo recurso promete turbinar o sistema da Microsoft (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 está sendo testado com um novo recurso chamado “Perfil de Baixa Latência” que aumenta o uso da CPU por curtos períodos.
  • Esse recurso eleva a frequência da CPU ao máximo por um período curto de tempo, quando o sistema identifica uma tarefa de alta prioridade.
  • Os resultados preliminares mostram uma redução de até 40% no tempo de carregamento de aplicativos nativos e uma inicialização até 70% mais ágil.

A Microsoft está testando uma nova funcionalidade no Windows 11 que pode resolver uma frustração comum: a lentidão na hora de abrir aplicativos ou navegar pela interface do sistema. O recurso, identificado como “Perfil de Baixa Latência”, aumenta o uso do processador em momentos essenciais para garantir um tempo de resposta quase instantâneo, aproximando a experiência da agilidade já observada por usuários do macOS.

Essa iniciativa faz parte de um esforço da empresa para otimizar o desempenho e a confiabilidade da plataforma. O objetivo é entregar um ambiente de trabalho mais responsivo, mesmo que o usuário não tenha um hardware tão potente.

Como o recurso “acelera” o Windows 11?

A novidade eleva a frequência da CPU ao máximo, mas apenas por um período curto de tempo — geralmente variando entre um e três segundos. Isso ocorre sempre que o sistema identifica que o usuário iniciou uma tarefa de alta prioridade.

O Windows Central observa que esse pico de processamento é ativado ao realizar ações como abrir um software, expandir o menu Iniciar ou acionar menus de contexto com o botão direito do mouse.

Os resultados preliminares são promissores. O recurso está sendo liberado no programa de testes Windows Insider, e os dados indicam que o tempo de carregamento de aplicativos nativos — incluindo Edge, Outlook, Microsoft Store e Paint — pode ser reduzido em até 40%.

A melhoria mais sensível, no entanto, aparece na navegação principal: elementos pesados, como o Explorador de Arquivos e menus flutuantes, chegam a registrar uma inicialização até 70% mais ágil.

TESTED: Windows 11's upcoming "Low Latency Profile" mode brings genuine performance improvements to the OS, speeding up flyout and app launches significantly.

We've benchmarked opening some apps on video with the Low Latency Profile enabled and disabled, and you can see… pic.twitter.com/BCNtsXmx31

— Windows Central (@WindowsCentral) May 8, 2026

Uma preocupação natural com esse tipo de abordagem é o impacto no consumo de energia e no aquecimento da máquina. Porém, até o momento, os testes indicam que os efeitos na bateria de notebooks e na temperatura do computador são praticamente nulos. Como a aceleração dura poucos segundos, o processador retorna rapidamente ao seu estado base.

Atualmente, o mecanismo funciona em segundo plano, não havendo confirmação se a Microsoft oferecerá uma opção para ativá-lo ou desativá-lo manualmente na versão final.

“Apple faz isso e vocês adoram”

Apesar dos ganhos nos testes iniciais, a descoberta do recurso gerou debates nas redes sociais. Parte da comunidade criticou a abordagem, acusando a Microsoft de criar picos artificiais de energia para “mascarar” ineficiências no código-fonte do Windows 11.

A repercussão negativa fez com que o vice-presidente da equipe técnica de CoreAI, GitHub e Windows, Scott Hanselman, defendesse a estratégia. Ele afirma que o recurso não é um truque, mas sim uma prática padrão da indústria.

“Seu smartphone já faz isso”, argumentou o executivo, destacando que priorizar tarefas com picos breves de processamento é uma técnica consolidada. “A Apple faz isso e vocês adoram. Deixem o Windows funcionar”, completou.

Vale mencionar que a novidade faz parte de um projeto interno conhecido como Windows K2. A iniciativa é basicamente um esforço da Microsoft para refinar o Windows 11, desde a reescrita de códigos antigos até a modernização de mais áreas da interface e do sistema operacional.

Windows 11 pode ficar 70% mais rápido com novo recurso

Windows 11 (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
  •  

Headset Gamer JBL Quantum 100M2 sai com 31% de desconto em oferta no Magalu

R$ 229,0034% OFF

Prós
  • Design feito de almofadas respiráveis
  • Compatível com multiplataforma
  • Áudio imersivo com drivers de 40 mm
  • Microfone removível
Contras
  • Sem ANC
PIX
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O JBL Quantum 100M2 aparece por R$ 157 no Pix em oferta no Magazine Luiza. Esse valor corresponde a um desconto de 31% em comparação ao preço original de R$ 229. O headset gamer oferece bons recursos a um preço mais acessível.

JBL Quantum 100M2 tem áudio imersivo e conexão multiplataforma

Homem sentado em frente a um computador jogando um jogo de corrida e utilizando o JBL Quantum 100M2
JBL Quantum 100M2 (imagem: Divulgação/JBL)

O headset de entrada da JBL oferece aos gamers compatibilidade multiplataforma. Isso significa que o jogador pode manter o periférico e alternar entre consoles portáteis, de mesa e até no PC sem se preocupar em perder a conexão. Além disso, uma função interessante aos videogames da Microsoft são o suporte ao som surround nativo.

O JBL Quantum 100M2 apresenta drivers de 40 mm com frequência entre 20 Hz a 20 kHz que possibilitam ao gadget entregar um áudio imersivo. Portanto, principalmente em jogos de primeira pessoa (FPS), o gamer vai conseguir escutar os mínimos detalhes que podem ser cruciais na gameplay.

No aspecto de design e construção, o fone de ouvido utiliza internamente almofadas com tecido respirável ao redor da saída de áudio, segundo a fabricante. Outra característica interessante se dá pelo microfone removível, entregando ao usuário mais autonomia e liberdade de escolha para utilizá-lo.

Homem utilizando o JBL Quantum 100M2 na cor branca e segurando um controle de videogame nas mãos.
JBL Quantum 100M2 é fone do tipo over-ear (imagem: Divulgação/JBL)

Você pode adquirir o headset gamer JBL Quantum 100M2 por apenas R$ 157 no Pix em oferta encontrada no Magazine Luiza.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Headset Gamer JBL Quantum 100M2 sai com 31% de desconto em oferta no Magalu

JBL Quantum 100M2 (imagem: Divulgação/JBL)

JBL Quantum 100M2 (imagem: Divulgação/JBL)
  •  

Microsoft libera código-fonte do 86-DOS 1.00, o “pai” do MS-DOS

Código do 86-DOS original, em papel
Código do 86-DOS original, em papel (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft liberou código-fonte do 86-DOS 1.00 e do PC-DOS 1.00, sistemas operacionais que precederam o MS-DOS;
  • 86-DOS, criado por Tim Paterson em 1980, foi adquirido pela Microsoft em 1981 e adaptado para se tornar o MS-DOS;
  • liberação do código-fonte permite que desenvolvedores e entusiastas estudem e preservem a história de dois sistemas operacionais marcantes.

A última terça-feira (28/04) marcou o aniversário de 45 anos do 86-DOS 1.00, o sistema operacional que preparou o terreno para a chegada do popular MS-DOS. A Microsoft decidiu comemorar a data de uma forma peculiar: abrindo o código-fonte tanto do 86-DOS 1.00 quanto do PC-DOS 1.00.

Peculiar, mas não inédita. Talvez você se lembre que, dois anos atrás, a Microsoft liberou o código-fonte do MS-DOS 4.0 sob uma licença aberta MIT.

Agora, a companhia repete esse gesto. Stacey Haffner e Scott Hanselman, dois executivos da Microsoft, explicam que a liberação inclui “o código-fonte do kernel do 86-DOS 1.00, vários snapshots de desenvolvimento do kernel do PC-DOS 1.00 e alguns utilitários conhecidos, como o CHKDSK”.

Mas o que é 86-DOS e PC-DOS?

86-DOS é o nome de um sistema operacional baseado em linha de comando criado por Tim Paterson. A primeira versão oficial foi lançada em 1981. Originalmente, o projeto era batizado como QDOS (Quick and Dirty Operating System), mas mudou para 86-DOS em alusão ao processador Intel 8086, relativamente popular na época.

Ainda em 1981, a Microsoft comprou os direitos do 86-DOS e adaptou o sistema para o que, mais tarde, ficou conhecido como MS-DOS. Nesse período, a companhia fechou um acordo para fornecer um sistema operacional para o IBM PC, computador lançado no mesmo ano.

A versão fornecida para a IBM era chamada de PC-DOS. Já a versão do sistema que a Microsoft licenciava para outras empresas foi batizada como MS-DOS. Assim, podemos dizer que o 86-DOS é o “pai” de ambos os sistemas operacionais.

IBM PC rodando o PC-DOS
IBM PC rodando o PC-DOS (imagem original: divulgação/Microsoft)

Por que a abertura do código do 86-DOS e do PC-DOS é importante?

Por várias razões. Para começar, a liberação do código-fonte do 86-DOS 1.00 e do PC-DOS 1.00 permite que desenvolvedores e entusiastas estudem as entranhas de dois sistemas que marcaram a história da computação pessoal.

Falando em história, a decisão da Microsoft também contribui para a preservação desses sistemas.

Levemos em conta também que a liberação mais recente passa a integrar um “pacote”: cerca de dez anos antes de liberar o código do MS-DOS 4.0, a companhia havia feito o mesmo com os códigos-fonte do MS-DOS 1.25 e do MS-DOS 2.0.

Os códigos relacionados ao 86-DOS 1.00 e ao PC-DOS 1.00 estão disponíveis no GitHub, novamente sob licença MIT.

É interessante o comentário que Hanselman fez sobre o anúncio:

O código-fonte mais antigo do DOS foi encontrado em papel de impressora na garagem de Tim Paterson, então o disponibilizamos como código aberto no 45º aniversário do 86-DOS 1.00! Isso é arqueologia de software de última geração para preservação e pura curiosidade.

Scott Hanselman, VP e membro da equipe técnica da Microsoft/GitHub

Microsoft libera código-fonte do 86-DOS 1.00, o “pai” do MS-DOS

IBM PC rodando o PC-DOS (imagem original: divulgação/Microsoft)
  •  

Licenciamento de modelos da OpenAI não será mais exclusivo da Microsoft

A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman é CEO e cofundador da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft e a OpenAI anunciaram uma revisão nos termos de sua parceria, permitindo que a Microsoft continue a ter acesso aos modelos de IA da OpenAI, mas não de forma exclusiva.
  • A divisão de receitas será aplicada apenas ao faturamento da OpenAI, com a empresa pagando 20% de seu faturamento à Microsoft até 2030, com um limite total.
  • A OpenAI poderá oferecer seus produtos em qualquer plataforma de computação em nuvem, não apenas na Azure da Microsoft, mas a Azure será a primeira a receber os produtos.

Microsoft e OpenAI anunciaram, nesta segunda-feira (27/04), uma revisão nos termos de sua parceria. Com o novo acordo, a Microsoft continua tendo as licenças dos modelos de inteligência artificial da OpenAI, mas não mais de forma exclusiva.

Além disso, houve mudanças na divisão de receitas, e a OpenAI poderá oferecer seus produtos em qualquer plataforma de computação em nuvem — a Azure, da Microsoft, será apenas a primeira a receber.

O que mudou no acordo entre Microsoft e OpenAI?

Sam Altman e Satya Nadella
Sam Altman e Satya Nadella juntos em 2019 (foto: divulgação/Microsoft)

A divisão de receitas vai se aplicar apenas ao dinheiro da OpenAI — a Microsoft não fará mais pagamentos à startup. A desenvolvedora do ChatGPT fará pagamentos até 2030, sujeitos a um limite total, independentemente do progresso tecnológico dos modelos.

Essa última parte é importante: o acordo anterior incluía mudanças após a OpenAI atingir a chamada inteligência artificial geral, ou AGI, na sigla em inglês. Esse é um conceito controverso e difícil de definir — por isso, ele se tornou objeto de disputa entre as duas empresas. Agora, o termo some dos contratos.

O anúncio não entra em detalhes, mas, segundo a CNBC, a OpenAI paga à Microsoft 20% de seu faturamento, porcentagem que não sofrerá alteração nos novos termos.

O acordo mantém que a Microsoft é o principal provedor de cloud e que os produtos da OpenAI devem fazer sua estreia na Azure. Por outro lado, a startup pode oferecê-los em qualquer provedor, como AWS e Google Cloud.

A Microsoft ainda terá licenças das propriedades intelectuais da OpenAI até 2032, mas elas não serão exclusivas, segundo as empresas. Isso significa que a desenvolvedora do ChatGPT pode fazer acordos envolvendo seus modelos de inteligência artificial com outras empresas.

Relembre a parceria

A Microsoft foi uma das primeiras investidoras da OpenAI: ela apostou na empresa em 2019, anos antes do ChatGPT surgir. Ao todo, foram US$ 13 bilhões de investimentos. Graças a isso, a companhia esteve bem posicionada e foi capaz de acelerar o lançamento de produtos com IA generativa no Bing, no Edge e no Windows, por exemplo.

Em outubro de 2025, a OpenAI fez uma reestruturação em seu braço com fins lucrativos, criando uma corporação de benefício público chamada OpenAI Group PBC. A Microsoft tem uma fatia de cerca de 27% da empresa — na época, a fatia estava avaliada em cerca de US$ 135 bilhões.

Licenciamento de modelos da OpenAI não será mais exclusivo da Microsoft

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Outlook para iOS e Android está instável para vários usuários

Aplicativo do Outlook para iOS
Aplicativo do Outlook para iOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Outlook para iOS e Android está instável para muitos usuários, com relatos de pedidos constantes de senha ao acessar o aplicativo;
  • Microsoft reconheceu que alguns serviços do Microsoft 365, especialmente o Outlook, estão instáveis;
  • companhia está investigando o problema, mas não deu prazo para a solução.

Usa o Outlook para iOS ou Android e, nas últimas horas, se deparou com mensagens de erro no aplicativo? Saiba que não é só com você. Nesta segunda-feira (27/04), a Microsoft reconheceu que alguns serviços atrelados à plataforma Microsoft 365, especialmente o Outlook.com, estão instáveis.

A falha não parece afetar todos os usuários. De todo modo, as queixas a respeito são numerosas em plataformas online, a exemplo dos registros deste tópico no Reddit.

De acordo com os relatos, os usuários prejudicados abrem o Outlook em um iPhone, mas se deparam com uma mensagem pedindo para a senha ser inserida, mesmo nos casos em que já havia login prévio no aplicativo.

Quando o login é feito, alguns usuários até conseguem acessar a caixa de entrada por alguns instantes, mas logo se deparam com o pedido de digitação de senha novamente. Se a autenticação for feita outra vez, o ciclo do problema se repete.

Também há queixas relacionadas ao Outlook para Android, embora em frequência menor em relação aos problemas relatados por usuários do iPhone.

Tela de senha do Outlook para iPhone
Tela de senha do Outlook para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que está causando a falha no Outlook?

A Microsoft ainda não deu detalhes sobre o problema, mas, via X, revelou que duas falhas distintas aparentam estar causando instabilidades na plataforma do Outlook:

Descobrimos que alguns usuários podem estar enfrentando falhas intermitentes de login, incluindo erros de “muitas solicitações”, ou desconexões inesperadas.

(…) Após revisar ainda mais a telemetria do serviço, identificamos um aumento inesperado nas taxas de erro que afeta dois cenários de erro separados. Suspeitamos que isso possa estar contribuindo para a criação de impacto, e estamos realizando uma análise adicional para confirmar isso.

O que fazer se eu tiver sido afetado pelo problema?

A Microsoft já está trabalhando em uma correção, mas não deu prazo para o problema ser solucionado. Para quem está tendo problemas, uma dica temporária consiste em tentar o acesso à versão web do Outlook (via navegador). Para alguns usuários, essa opção está funcionando normalmente.

Já usar outro cliente de e-mail como alternativa pode não surtir efeito. Isso porque também há relatos de problemas no Outlook com apps de terceiros.

Outlook para iOS e Android está instável para vários usuários

Aplicativo do Outlook para iOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Tela de senha do Outlook para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Vai ficar mais fácil pausar as atualizações do Windows 11

Windows Update do Windows 11
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 permitirá escolher um período específico para pausar as atualizações do sistema operacional;

  • pausas no Windows Update poderão durar até 35 dias, mas serem renovadas após esse prazo;
  • outros ajustes no Windows Update permitem pular downloads durante a instalação do Windows 11 e garantem botões de desligamento e reinicialização sem atualização obrigatória.

Quem já passou pela experiência de ter que aguardar uma atualização do Windows 11 ser concluída antes de uma jogatina ou reunião online sabe o quão frustrante isso é. Felizmente, a Microsoft começou a liberar um recurso que permite agendar pausas no Windows Update para prevenir situações como essas.

Em março, a Microsoft fez uma série de promessas para melhorar a experiência de uso do Windows 11, entre elas, a de permitir que o usuário tenha mais controle sobre as atualizações do sistema operacional. É o que estamos vendo aqui.

A mudança mais recente permite que você escolha uma data para as atualizações do Windows Update serem pausadas. Isso significa que, até que a data chegue, as atualizações do sistema operacional não serão aplicadas. Isso permitirá que você evite que o Windows 11 seja atualizado durante um período de viagem, por exemplo.

É possível escolher uma data com até 35 dias à frente. Porém, se essa quantidade de dias não for suficiente, você poderá renovar o período de pausa, novamente com limite de até 35 dias.

Na abordagem atual, só é possível pausar atualizações por períodos que vão de uma a cinco semanas, mas sem especificação de data ou possibilidade de renovar a paralisação.

A renovação poderá ser feita indefinidamente, mas é prudente não abusar desse recurso para o sistema operacional não deixar de receber atualizações de segurança e recursos importantes.

Programando pausas no Windows Update do Windows 11
Programando pausas no Windows Update do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

A Microsoft anunciou mais novidades sobre o Windows Update?

Sim. Outra novidade é a confirmação do recurso que permite que você pule o download de atualizações durante a instalação do Windows 11. Com isso, o tempo de duração do procedimento, que pode superar uma hora, tende a cair drasticamente.

A Microsoft também prometeu assegurar que os botões “Desligar” e “Reiniciar” apareçam no Menu Iniciar quando houver atualizações pendentes de reinicialização para serem instaladas.

Na abordagem atual, essas circunstâncias fazem os botões “Atualizar e desligar” e “Atualizar e reiniciar” aparecerem com prioridade. O problema é que a reinicialização que instala as atualizações pode ser demorada. Então, se o usuário escolher “Desligar” ou “Reiniciar”, a atualização não será efetuada naquele momento.

Por fim, a Microsoft prometeu:

  • dar descrições mais claras sobre as atualizações disponíveis para Windows 11;
  • agrupar atualizações para que o usuário seja interrompido menos vezes quando elas surgirem;
  • reduzir o tempo de atualização e implementar mecanismos de recuperação automática em caso de falha durante o procedimento para garantir a segurança do sistema.
Botões Desligar e Reiniciar do Windows 11
Botões Desligar e Reiniciar estão garantidos (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando as novidades do Windows Update serão liberadas?

Os incrementos do Windows Update começaram a ser liberados para usuários que participam do programa de testes Windows Insider, especificamente nos canais Dev e Experimental (novo, substituirá os canais Dev e Canary).

Ainda não há data definida para os novos recursos chegarem à versão final do Windows 11, mas isso deve ser feito no decorrer dos próximos meses.

Vai ficar mais fácil pausar as atualizações do Windows 11

Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta e Microsoft devem cortar de até 23 mil empregos para bancar investimentos em inteligência artificial, buscando eficiência operacional.
  • Segundo a Bloomberg, a Meta eliminará cerca de 8 mil empregos e congelará vagas que estavam abertas.
  • Já a Microsoft deve oferecer demissão voluntária a 8.750 funcionários nos Estados Unidos.

Meta e Microsoft planejam cortes e programas de desligamento que podem afetar até 23 mil empregos, em meio ao aumento dos gastos com inteligência artificial. As medidas fazem parte de um esforço das duas empresas para simplificar operações e compensar investimentos crescentes em infraestrutura tecnológica.

Segundo a Boomblerg Línea, as iniciativas não são coordenadas, mas refletem um movimento mais amplo das big techs diante da pressão por eficiência enquanto ampliam investimentos em IA. Ambas as empresas devem revelar os lucros trimestrais na semana que vem.

Além de cortes, Meta congelará vagas

Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta informa que, além de demissões, não preencherá vagas abertas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Meta informou que deve eliminar cerca de 8 mil empregos, aproximadamente 10% da força de trabalho global. As demissões estão previstas para começar daqui a menos de um mês, em 20 de maio.

Além disso, a empresa decidiu não preencher 6 mil vagas que estavam abertas, o que eleva o impacto total para aproximadamente 14 mil posições afetadas. A Meta já havia anunciado cortes em março.

Em um memorando interno, analisado pela Bloomberg, a diretora de pessoas da empresa, Janelle Gale, afirma que a medida faz parte de um esforço para tornar a operação mais eficiente e liberar recursos para novos investimentos.

Um dos setores da Meta no olho do furacão é o Reality Labs, divisão da empresa responsável pelas tecnologias relacionadas ao metaverso. Após anos de fracassos e um modelo de negócios que não ganhou a força esperada por Zuckerberg, a Meta começou fechar estúdios e demitir funcionários no ano passado.

O foco da divisão, atualmente, é apoiar o desenvolvimento de tecnologias de IA para vestíveis, como os óculos da empresa em parcerias com a Ray-Ban e Oakley.

Microsoft oferece demissão voluntária

Logotipo da Microsoft
Microsoft anuncia plano de demissão voluntária (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Microsoft, por sua vez, lançou um programa de desligamento voluntário voltado a funcionários nos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, a empresa nunca havia realizado um programa desse tipo nessa escala.

Cerca de 7% da força de trabalho no país será elegível para o programa, o que pode representar aproximadamente 8.750 pessoas, considerando o total de 125 mil funcionários registrado em junho de 2025.

O plano é direcionado a funcionários cuja soma da idade com o tempo de serviço seja igual ou superior a 70, com exceções para algumas funções específicas e cargos seniores.

Bilhões direcionados à IA

As medidas refletem um movimento mais amplo do setor de tecnologia. Grandes empresas vêm buscando reduzir custos operacionais ao mesmo tempo em que aumentam investimentos em data centers e infraestrutura necessários para sustentar serviços de inteligência artificial.

A Microsoft, por exemplo, tem acelerado a construção de data centers em diferentes regiões e anunciou novos investimentos em países como Japão e Austrália. Já a Meta prevê gastos de capital elevados e firmou acordos multibilionários com parceiros de IA nos últimos meses.

O movimento acompanha uma tendência de substituição de parte da mão de obra por infraestrutura tecnológica. O método já passou a receber críticas de pesquisadores por, em alguns casos, disfaçar motivações financeiras ou de má gestão. A alegação é que as empresas têm feito uma falsa sinalização de “investimento em tecnologia” para o mercado.

Meta e Microsoft planejam corte de até 23 mil empregos para bancar IA

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Microsoft volta a apostar no nome Xbox

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Xbox voltou a ser o centro da divisão de jogos da Microsoft (foto: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft encerrou a marca “Microsoft Gaming” e voltou a adotar “Xbox” como identidade central da divisão de games.
  • A mudança foi anunciada pela CEO Asha Sharma em reunião interna.
  • Medida acompanha a redução no preço do Game Pass Ultimate, que ficou 36% mais barato no Brasil: de R$ 119,90 para R$ 76,90 ao mês.

A Microsoft decidiu abandonar de vez a marca Microsoft Gaming. A partir de agora, o nome Xbox volta a ser a identidade central e oficial da companhia no mercado de games. A mudança foi anunciada pela nova CEO da divisão, Asha Sharma, durante uma reunião interna com funcionários nesta semana.

Segundo informações apuradas pelo The Verge, o cancelamento do selo — criado em 2022 na gestão de Phil Spencer para englobar consoles, PC, nuvem e mobile — é uma tentativa de reaproximar a gigante da tecnologia dos jogadores. A sede da companhia, inclusive, já exibe um novo logotipo do Xbox, além de mensagens nas paredes sobre “o retorno do Xbox” e o foco em “grandes jogos”.

Straight up. No stops. 💚 pic.twitter.com/hTGpUwFyB3

— Stein (@steinekin) April 22, 2026

A movimentação de bastidores prepara o terreno para o próximo grande passo da marca: o Project Helix. Esse é o codinome interno do sucessor do Xbox Series X/S, que promete uma arquitetura híbrida com suporte nativo a jogos de PC.

Game Pass Ultimate ficou mais barato no Brasil

A reestruturação acompanha um fôlego financeiro para os assinantes. A mensalidade do Game Pass Ultimate caiu 36% no Brasil, passando de R$ 119,90 para R$ 76,90. O PC Game Pass também foi reduzido e agora custa R$ 59,99.

A medida tenta conter a fuga de usuários gerada pelo aumento agressivo de quase 100% aplicado em outubro do ano passado. Recentemente, Sharma admitiu que o serviço havia ficado “caro demais” e que a relação custo-benefício precisava ser ajustada para manter a plataforma atrativa.

Os planos Essential e Premium (antigos Core e Standard) não sofreram alterações e seguem custando R$ 43,90 e R$ 59,90 por mês, respectivamente.

Fim do Day One para Call of Duty

O alívio no preço da mensalidade, no entanto, custou uma das grandes promessas da plataforma após a aquisição da Activision Blizzard. A Microsoft reverteu sua estratégia e encerrou a inclusão de lançamentos da franquia Call of Duty no primeiro dia (o chamado Day One) no catálogo do Game Pass.

Títulos inéditos da franquia não chegarão mais de imediato aos planos Ultimate e PC. Com a nova regra, os jogadores precisarão aguardar um hiato de aproximadamente um ano, com os novos jogos de tiro desembarcando no serviço apenas na temporada de festas do ano seguinte ao lançamento oficial.

Microsoft volta a apostar no nome Xbox

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
  •  

Microsoft: você não precisa de outro antivírus no Windows 11

Ferramenta Segurança do Windows, que inclui antivírus
Ferramenta Segurança do Windows, que inclui o antivírus Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft afirma que Segurança do Windows/Microsoft Defender atende às necessidades de proteção da maioria dos usuários do Windows 11;

  • segurança nativa do Windows evoluiu significativamente ao longo do tempo, tornando-se satisfatória para grande parte dos usuários;

  • antivírus de terceiros ainda são recomendados para quem busca recursos extras, como VPN, backup em nuvem ou controle parental.

Você já deve ter visto anúncios ou até recebido ofertas para instalar um antivírus em seu computador. Contudo, o Windows 11 tem uma ferramenta nativa para esse fim. Será, então, que antivírus de terceiros são necessários? A Microsoft diz que não, pelo menos para a maioria dos usuários.

A tal ferramenta contra vírus está disponível na função Segurança do Windows, que pode ser acessada via Menu Iniciar ou por meio de um ícone correspondente no canto direito da Barra de Tarefas.

Quem quiser ir além pode baixar o Microsoft Defender, que permite gerenciar recursos de segurança para vários dispositivos de uma só vez (incluindo celulares) e é integrado ao Microsoft 365.

Recursos de combate a malwares existem pelo menos desde o Windows Vista e foram melhorados com o passar do tempo, até chegarmos ao Windows 8, que passou a ter um antivírus próprio completo.

Mas ainda há quem se pergunte se convém instalar soluções de terceiros, seja para ter proteção superior, seja para obter algum ganho de desempenho. Pois saiba que, em uma publicação recente, a Microsoft declarou que a maioria dos usuários não precisa de um antivírus adicional:

Para muitos usuários do Windows 11, o Microsoft Defender Antivirus [integrado à Segurança do Windows] cobre os riscos do dia a dia sem a necessidade de software adicional. A decisão de adicionar um antivírus de terceiros depende de como você usa seu computador e quais recursos você valoriza.

Na sequência, a Microsoft explica que o antivírus do próprio sistema operacional é suficiente quando o Windows 11 é executado com as proteções padrão ativadas, é atualizado regularmente e o usuário é cuidadoso com downloads.

Microsoft Defender
O Microsoft Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Os argumentos da Microsoft fazem sentido ou são “marketing”?

Há, sim, algum nível de marketing no texto. Mas os argumentos da Microsoft são coerentes. Antivírus de terceiros eram imprescindíveis em épocas passadas, quando o Windows não oferecia o nível de proteção existente hoje.

Quem é das antigas vai se lembrar, como exemplo, que o Windows XP foi um sistema operacional bastante suscetível a problemas de segurança, tendo sido afetado por malwares que causaram grandes estragos, como o Blaster e o Sasser. Por conta disso, era praticamente obrigatório ter um antivírus no Windows XP, mesmo que gratuito, como o Avast e o AVG.

Com o passar do tempo, a Microsoft aprimorou a segurança da plataforma. Por conta disso, o Windows 10 e o Windows 11 se tornaram satisfatoriamente seguros, a ponto de o antivírus nativo ser, de fato, suficiente para a maioria dos usuários.

Isso não quer dizer que soluções de terceiros não valem a pena. A própria Microsoft explica:

Pode-se considerar o uso de software de segurança adicional [de terceiros] se você gerencia vários dispositivos, compartilhar equipamentos com familiares ou deseja serviços como monitoramento de identidade ou controle parental.

Nesse sentido, vale destacar que soluções de terceiros costumam oferecer recursos que vão além da segurança nativa, como VPN, backup nas nuvens e o já mencionado controle parental. Mas, nessas circunstâncias, cabe a cada usuário avaliar se os custos associados valem a pena.

Microsoft: você não precisa de outro antivírus no Windows 11

Ferramenta Segurança do Windows, que inclui antivírus (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Microsoft Defender (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft prepara melhorias para o Windows 11 com foco em agilidade; Explorador de Arquivos e área de configurações estão entre os recursos beneficiados;

  • atualizações otimizam ainda consumo de memória RAM em processos de segundo plano;

  • parte das mudanças deve ser liberada oficialmente a partir de maio de 2026.

A Microsoft tem planejado e lançado atualizações para o Windows 11 direcionadas a recursos do sistema (como o Menu Iniciar) e a aplicativos nativos (como o Bloco de Notas). Mas a leva mais recente de updates foca em aspectos tão ou mais importantes: desempenho e estabilidade.

Não que a Microsoft já não tenha trabalhado com esses parâmetros. Mas, agora, parecer haver mais ênfase nisso. Apuradas pelo Windows Latest, as tais atualizações dizem respeito às versões mais recentes do Windows 11 nas canais Release Preview, Beta, Dev e Canary para quem participa do programa de testes Windows Insider.

Em linhas gerais, os usuários dessas versões podem esperar que o Explorador de Arquivos abra e exiba informações mais rapidamente. Ainda não dá para dizer que o carregamento da ferramenta ficou mais rápido do que no Windows 10, mas usuários mais detalhistas poderão notar algum ganho de desempenho.

Outro aprimoramento vem da área Configurações, que demorava para mostrar os aplicativos instalados no sistema operacional devido à necessidade de compilar essa lista, trazer ícones correspondentes e calcular o espaço de armazenamento ocupado por cada um. Esse processo ficou mais ágil, beneficiando principalmente quem conta com muitos apps instalados.

Da minha parte, tenho boas expectativas com relação à inicialização. A Microsoft dá a entender que aprimorou o carregamento de aplicativos que inicializam junto com o Windows 11, de modo que você possa ter acesso mais rápido aos recursos do sistema após uma reinicialização.

Nesse sentido, também merece menção a otimização do consumo de memória RAM em determinados mecanismos que rodam em segundo plano. Por exemplo, você já deve ter percebido queda de desempenho no computador quando o Windows Update está baixando atualizações; a partir de agora, esse problema será menos perceptível (tomara!).

Checando atualizações no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Windows Update do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando essas mudanças chegarão à versão final do Windows 11?

Depende de cada recurso. Os ajustes no Explorador de Arquivos, na inicialização e no gerenciamento de memória devem ser liberados a partir de maio, pois chegaram ao canal Release Preview (o último antes da liberação oficial).

Já o aprimoramento da área Configurações está no canal Dev, portanto, deve levar um pouco mais de tempo para ser liberado massivamente. Mas não muito: vale relembrar que a Microsoft pretende melhorar diversos parâmetros do Windows 11 até o fim de 2026; isso também deve valer para parâmetros de desempenho.

Ainda no que diz respeito às mudanças mais recentes, também podemos esperar por:

  • ajustes de desempenho no histórico da Área de Transferência (Windows + V);
  • interface otimizada no gerenciamento de discos e volumes da área Configurações;
  • Windows Hello que não atrasa o reconhecimento da impressão digital após o computador sair do estado de suspensão;
  • digitação aprimorada no painel de emojis (Windows + .).

Bônus: também pode esperar por mais mudanças no Menu Iniciar do Windows 11, embora não necessariamente ligadas ao desempenho.

Se essas e as demais alterações serão suficientes para diminuir as queixas relacionadas ao Windows 11, é cedo para dizer. Mas fiquemos de olho.

Windows 11 finalmente começa a receber atualizações de desempenho

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Checando atualizações no Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

GitHub congela novas assinaturas do Copilot para evitar quedas e prejuízos

Logo do GitHub
Segundo empresa, custos estão superando preço da assinatura com facilidade (imagem: divulgação)
Resumo
  • O GitHub, da Microsoft, pausou novas assinaturas dos planos pagos Copilot Pro, Pro+ e Student.
  • A plataforma terá avisos de limite de uso no VS Code e no Copilot CLI, com mensagem ao atingir 75% do teto.
  • O serviço relacionou as mudanças a custos altos, causados por fluxos de trabalho com agentes de IA por longos períodos.

O GitHub, da Microsoft, anunciou mudanças nos planos individuais do Copilot, seu assistente para geração de códigos com inteligência artificial. A principal medida é uma pausa em novas assinaturas dos planos pagos Pro, Pro+ e Student. Além disso, haverá avisos para controle dos limites de uso

O que mudou?

O GitHub fará três ações para impedir o desgaste do serviço.

  • Novas assinaturas de planos Pro, Pro+ e Student estão pausadas — o Copilot Free continua disponível, e usuários atuais podem fazer upgrades.
  • Limites de uso agora aparecem no VS Code e no Copilot CLI para que os clientes consigam administrar esses recursos. Nas duas plataformas, uma mensagem aparecerá quando o uso chegar a 75% do teto.
  • Modelos Opus, da Anthropic, não estão mais disponíveis para assinantes Pro.

GitHub quer combater custos altos

“Sabemos que essas mudanças são disruptivas”, diz Joe Binder, vice-presidente de produto, em um post no blog da empresa. Ele explica que as limitações têm relação com fluxos de trabalho que envolvem agentes de IA.

Captura de tela de uma interface de chat de inteligência artificial intitulada "ADDING MISSING UNIT TESTS". No topo, há um balão azul com a pergunta: "Can you make sure to add unit tests to the new load balancing functionality that was introduced?". Abaixo, a resposta da IA diz: "I've evaluated the current test cases and identified additional unit tests. Creating additional tests and updating relevant documentation.". Um quadro de aviso exibe um ícone de alerta amarelo e o texto: "You've used 75% of your weekly rate limit. Your weekly rate limit will reset on April 27 at 8:00 PM.", seguido pelo link "Learn More". Na barra inferior, o modelo selecionado é o "Claude Opus 4.7". No canto inferior esquerdo, lê-se "Local" e "Default Approvals". O fundo da interface é cinza escuro com textos em branco e azul.
Avisos aparecerão no VS Code e no Copilot CLI (imagem: divulgação)

“Agentes têm se tornado responsáveis por mais trabalho, e mais clientes estão atingindo os limites projetados para manter a confiabilidade do serviço”, analisa. “Se não tomarmos medidas mais drásticas, a qualidade do serviço vai piorar para todos.”

Outro problema envolvendo o serviço são os custos. Binder diz isso no fim do texto. “Esses fluxos de trabalho paralelos e de longa duração são muito vantajosos para os clientes, mas também desafiam nossa infraestrutura e nossos preços”, explica. “Hoje em dia, é comum que algumas solicitações incorram em custos que excedem o preço do plano!”

A questão não é exclusiva do GitHub Copilot — que, diga-se, dá prejuízo há alguns anos. Algumas empresas passaram a monitorar o uso de IA por seus funcionários: quem gasta muitos tokens está recebendo atenção especial, pois pode se tratar de uma alta produtividade ou de uma ineficiência enorme.

Com informações do The Next Web e do Neowin

GitHub congela novas assinaturas do Copilot para evitar quedas e prejuízos

Avisos aparecerão no VS Code e no Copilot CLI (imagem: divulgação)
  •  

Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11

Novo Menu Iniciar do Windows 11
Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft quer aprimorar Menu Iniciar do Windows 11 com base na estrutura WinUI 3;
  • Menu Iniciar deve ganhar mais recursos de personalização, como opção de ativar ou desativar segmentos específicos;
  • componente deve permitir também escolha de layout pequeno ou grande e priorizar desempenho.

Depois de uma série de testes, a Microsoft implementou um novo Menu Iniciar no Windows 11 durante o fim de outubro de 2025. Mas não pense que as mudanças pararam por aí: a companhia vem trabalhando em mais ajustes no componente, desta vez para deixá-lo ainda mais personalizável.

Pelo menos é o que fontes próximas à Microsoft revelaram ao Windows Central. De acordo com elas, o Menu Iniciar está sendo retrabalhado com base no WinUI 3, uma estrutura de criação de interface de usuário voltada a aplicativos para Windows que oferece benefícios como padronização visual e renderização de alto desempenho.

Na prática, podemos esperar por recursos como a possibilidade de ativar ou desativar segmentos específicos do Menu Iniciar a partir das configurações do sistema, quase como se esses elementos fossem moduláveis. Hoje, você pode decidir o que aparece na área Recomendações ou desativar o painel lateral, por exemplo, mas não vai muito além disso.

Outra possibilidade prevista é a de o usuário decidir se quer adotar um layout pequeno ou grande para o Menu Iniciar. Atualmente, o Windows 11 determina as dimensões do componente com base no tamanho da tela, sem oferecer opções diretas de ajuste desse parâmetro.

As mudanças podem beneficiar até quem não se importa com recursos de personalização. Isso porque os ajustes devem refinar o desempenho do Menu Iniciar, de modo que ele abra rapidamente mesmo quando a CPU estiver com alta carga de processamento.

As quatro áreas do novo Menu Iniciar
Menu Iniciar atual do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando esse novo Menu Iniciar estará disponível?

Ainda não há informações precisas sobre prazos, mas sabe-se que a Microsoft pretende incluir as mudanças do Menu Iniciar no projeto “Windows K2”, que visa melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. É possível que tenhamos novidades a respeito ainda em 2026, portanto.

Entre as demais novidades estará o retorno da Barra de Tarefas móvel ao Windows 11, vale relembrar.

Microsoft vai mexer de novo no Menu Iniciar do Windows 11

Novo Menu Iniciar do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

As quatro áreas do novo Menu Iniciar (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Microsoft remove atualização que travava a inicialização do Teams

Imagem mostra o Microsoft Teams rodando em um computador com Windows 11. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft reverteu a atualização que causava falhas críticas na inicialização do aplicativo Teams para desktop.
  • O erro TM1283300 travava o Teams na tela de carregamento e ocorria por falha de regressão no cache de compilação.
  • Caso o erro persista, a dona do Windows orienta fechar e reiniciar o Teams, já que a reversão no lado do servidor deve descartar o cache corrompido.

A Microsoft removeu uma atualização que causava falhas críticas na inicialização do aplicativo Teams para desktop. O problema, registrado sob o código TM1283300, impedia que parte dos usuários acessasse a plataforma, mantendo o aplicativo travado em uma tela de carregamento infinita.

Segundo o portal BleepingComputer, o erro ocorreu devido a uma falha de regressão no sistema de cache de compilação, que fez com que versões específicas entrassem em um “estado instável”, impedindo o uso da ferramenta. Em muitos casos, o software exibia a mensagem: “Estamos com problemas para carregar sua mensagem. Tente atualizar”.

Como resolver o problema?

Para os usuários que ainda enfrentam dificuldades, a orientação oficial da Microsoft é apenas fechar e reiniciar o aplicativo. Como a atualização problemática foi revertida no lado do servidor, o simples ato de reiniciar o Teams deve forçar o descarte do cache corrompido que causava o travamento.

A companhia afirmou que seu sistema de recuperação automático já solucionou a maior parte dos casos. “Confirmamos que nosso sistema de recuperação automatizado solucionou o problema com sucesso e estamos entrando em contato com representantes para garantir que a solução esteja disponível para todos”, declarou a Microsoft em nota.

Embora a dona do Windows não tenha detalhado o número de usuários atingidos ou quais regiões sofreram mais com o erro, o caso foi classificado internamente como um “incidente de serviço”, categoria reservada para falhas que geram interrupção de funções críticas em larga escala.

Microsoft Teams como sala de aula virtual
Microsoft Teams apresentou instabilidade após atualização de serviço (imagem: reprodução)

Mais um bug

Esse caso se soma a outros bugs que ocorreram neste começo de ano. Em fevereiro, a empresa precisou lidar com bugs no Outlook, que tornavam o cliente de e-mail inutilizável devido a conflitos com suplementos de reunião.

Além disso, falhas de autenticação nas atualizações KB5085516 e KB5079473 quebraram o sistema de login de Contas Microsoft, bloqueando o acesso a aplicativos do Office e serviços na nuvem.

A companhia também lançou patches de emergência no último final de semana para conter loops de reinicialização no Windows Server.

Microsoft remove atualização que travava a inicialização do Teams

Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Clicar para rejeitar os cookies não adianta nada, revela estudo

Ilustração mostra um laptop cercado por biscoitos. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Pesquisadores afirmam que uma linha de código resolveria o problema (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Auditoria da webXray analisou o tráfego de mais de 7 mil sites e encontrou instalação de cookies após recusa em 55% dos casos.
  • Segundo a empresa, 78% dos banners de consentimento não executaram ações para garantir a escolha do visitante.
  • Google, Microsoft e Meta foram apontadas por ignorar recusas de privacidade, mas todas negaram as acusações.

Você já perdeu tempo clicando em “rejeitar tudo” naqueles banners de cookies ao acessar um site? É uma ação de rotina, mas talvez ela não tenha efeito nenhum. Uma auditoria independente de tráfego web revelou que gigantes da tecnologia — incluindo Google, Microsoft e Meta — continuam rastreando os usuários na internet, mesmo após a recusa explícita.

Procuradas pelo portal 404 Media, as três companhias contestaram o levantamento e rejeitaram as conclusões. O Google afirmou que o relatório parte de um “mal-entendido fundamental” sobre o funcionamento de seus produtos e garantiu que respeita a exclusão exigida por lei.

A Microsoft argumentou que a privacidade é prioridade, justificando que certos cookies são tecnicamente indispensáveis para o funcionamento das páginas, devendo ser instalados mesmo sem a aprovação do usuário. Já a Meta declarou oferecer o recurso de Uso Limitado de Dados, que permite que os próprios sites indiquem as permissões que possuem, restringindo os dados repassados à empresa.

Apesar das justificativas, o levantamento, conduzido na Califórnia em março pela empresa webXray, sugere que as corporações frequentemente ignoram os pedidos de privacidade por encararem possíveis sanções bilionárias como uma espécie de custo operacional.

Clicar em “rejeitar cookies” não protege o usuário?

Cookies
Banners não executam o bloqueio de cookies na prática (imagem: Cleo Stracuzza/Unsplash)

Os pop-ups de consentimento inundaram a web nos últimos anos como resposta a legislações mais rigorosas. A premissa era garantir que o internauta tivesse a opção real de bloquear o rastreamento publicitário. A pesquisa, que analisou o tráfego de mais de 7 mil sites populares, mostrou que, na prática, essa regra é amplamente burlada.

O problema está em uma falha nas Plataformas de Gerenciamento de Consentimento (CMPs), os sistemas responsáveis por exibir e gerenciar os banners nas páginas. Segundo o levantamento, em 55% dos sites avaliados, os cookies são instalados mesmo após a recusa formal. Pior ainda: 78% desses banners de consentimento não executam qualquer ação nos bastidores para garantir a escolha do visitante.

A webXray também destaca ainda um grave conflito de interesses. O Google, um dos maiores distribuidores de cookies do mundo, opera um serviço chamado “Cookiebot”, que certifica essas mesmas plataformas de consentimento. O resultado final é: nenhuma delas funciona com 100% de eficácia.

Bilhões tratados como despesa operacional

A auditoria estima que as empresas de tecnologia podem ter que pagar cerca de US$ 5,8 bilhões em multas (quase R$ 29 bilhões na cotação atual) em vez de cumprirem as normas. O detalhamento divulgado ilustra o tamanho do problema:

  • Google: a empresa ignorou 86% das solicitações de desativação. Segundo o relatório, o rastreamento se manteve ativo em 77% dos sites de clientes. A multa potencial para a gigante das buscas é estimada em US$ 2,31 bilhões.
  • Meta: a infraestrutura da empresa de Mark Zuckerberg apresentou uma taxa de falha de 69%, com rastreamento ativo em 21% dos sites. A auditoria aponta que o código fornecido pela Meta dispara o evento de rastreamento sem sequer verificar as preferências do consumidor. A estimativa aponta que a empresa estaria sujeita a até US$ 9,3 bilhões em sanções acumuladas.
  • Microsoft: a companhia ignorou cerca de metade dos sinais de desativação e continuou monitorando os visitantes em 35% dos sites analisados. As multas estimadas nesse caso rondam a casa dos US$ 390 milhões.

Solução é mais simples do que parece

Mesmo com as defesas apresentadas pelas gigantes da tecnologia, a webXray sustenta que a solução para o impasse seria extremamente simples. Na visão da auditoria, bastaria adicionar uma única linha de código. Quando o servidor recebe o sinal de recusa, ele deveria apenas retornar o código de status HTTP 451 (Não Disponível por Motivos Legais).

Isso indicaria que o conteúdo publicitário não pode ser exibido devido à opção de privacidade do consumidor, bloqueando imediatamente a instalação do cookie.

Clicar para rejeitar os cookies não adianta nada, revela estudo

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Cookies de terceiros rastreiam usuário em diferentes sites (Imagem: Cleo Stracuzza / Unsplash)
  •  

Após polêmica, Microsoft diz que Copilot não é “só para entretenimento”

Ilustração mostra a marca estilizada do Microsoft Copilot. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
Após polêmica, Microsoft diz que Copilot não é “só para entretenimento” (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • usuário encontrou nos termos do Copilot frase que diz que serviço destina-se apenas a fins de entretenimento; texto também informa que Copilot não deve ser usado para conselhos importantes;
  • mas Microsoft informou que frase “para fins de entretenimento” vem da época do Bing Chat e está desatualizada;
  • empresa disse ainda que texto não reflete uso atual do Copilot e será alterado na próxima atualização.

Você lê os termos de uso dos serviços que assina? Um participante do Reddit leu os do Copilot e descobriu um termo que afirma que o serviço de IA serve apenas para “entretenimento”. Seria prudente não confiar nas respostas da ferramenta, então? A Microsoft tratou de explicar que não é bem assim.

Os tais termos de uso relatados no Reddit têm o seguinte ponto como o mais polêmico (grifo nosso):

O Copilot destina-se apenas a fins de entretenimento. O serviço pode cometer erros e não funcionar como o esperado. Não confie no Copilot para obter conselhos importantes. Use o Copilot por sua conta e risco.

Preocupante, não? Ainda mais para quem usa o Copilot para tratar de questões profissionais ou de saúde, por exemplo.

Contudo, também houve quem entendesse o polêmico termo de uso apenas como uma forma de a Microsoft se resguardar de eventuais responsabilizações por transtornos causados por respostas equivocadas do Copilot.

Mas somente a Microsoft pode explicar as suas reais intenções com relação a esse texto. E a companhia o fez.

Os polêmicos termos de uso do Copilot
Os polêmicos termos de uso do Copilot (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft nega que Copilot seja só para entretenimento

Ao Windows Latest, a Microsoft deu seguinte explicação sobre os termos de uso do Copilot:

A expressão ‘para fins de entretenimento’ é uma linguagem herdada da época em que o Copilot foi lançado originalmente como um serviço complementar de pesquisa no Bing. À medida que o produto evoluiu, essa linguagem não refletiu mais como o Copilot é usado hoje e será alterada em nossa próxima atualização.

Microsoft

De fato, em seus primórdios, a ferramenta de IA da Microsoft era chamada de Bing Chat. O nome Copilot foi adotado no fim de 2023, quando o logotipo do serviço também foi apresentado.

Naquela época, o Copilot ainda era visto como uma tecnologia experimental, o que justifica a decisão da Microsoft de adotar termos de uso do tipo “use por sua conta e risco”.

Como você já sabe, a Microsoft prometeu atualizar a página em questão. Mas, por ora, os termos de uso polêmicos continuam no ar.

Outro detalhe curioso relacionado à inteligência artificial da Microsoft: recentemente, uma versão de testes do Bloco de Notas teve as referências ao Copilot removidas, mas os recursos de IA da ferramenta continuam por lá.

Após polêmica, Microsoft diz que Copilot não é “só para entretenimento”

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os polêmicos termos de uso do Copilot (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje

Microsoft Excel
Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft Excel mantém “bug do ano 1900”, que trata esse ano como bissexto (não é);
  • Microsoft avisa que não corrigirá bug porque mudança alteraria cálculos de datas em planilhas existentes e afetaria compatibilidade com outros arquivos de planilha;
  • problema vem do Lotus 1-2-3, lançado em janeiro de 1983; Excel adotou o mesmo sistema de datas para manter compatibilidade.

Quando uma falha é descoberta em um software, os seus desenvolvedores trabalham na solução. Mas não neste caso: o Microsoft Excel tem um bug que o faz assumir 1900 como um ano bissexto (não é). Mas a correção poderia causar grandes transtornos. Isso explica o fato de o problema ter sido descoberto no Lotus 1-2-3 e nunca ter sido corrigido.

A própria Microsoft explica o contexto nesta página de ajuda:

Quando o Lotus 1-2-3 foi lançado, o programa assumia que o ano de 1900 era bissexto, embora na realidade não fosse. Isso facilitava o processamento de anos bissextos e não afetava praticamente nenhum cálculo de datas no Lotus 1-2-3.

O Lotus 1-2-3 foi lançado em janeiro de 1983, inicialmente para MS-DOS. Já o Microsoft Excel foi introduzido pouco tempo depois, em setembro de 1985, mas para Mac. A versão para PCs só chegou em 1987. Isso pode ter contribuído para o Lotus 1-2-3 reinar nos anos 1980. O Excel só assumiu a liderança do mercado na década de 1990.

Dada a relevância do software de planilhas rival, a Microsoft tomou o cuidado de fazer o Excel utilizar o mesmo sistema de datas do Lotus 1-2-3. Era uma forma de garantir alguma compatibilidade entre os dois programas e, nesse sentido, permitir que planilhas de um pudessem ser migradas para o outro.

Bom, o Lotus 1-2-3 virou assunto de museu, mas o Excel é, até hoje, a solução de planilhas mais popular que existe. O problema é que, paralelamente a tamanha longevidade, o Excel manteve o “bug do ano 1900”.

Talvez esse não seja exatamente um bug. Até hoje não há confirmação sobre se tratar 1900 como um ano bissexto foi um erro ou uma decisão dos desenvolvedores do Lotus 1-2-3 para simplificar o cálculo de datas em uma época em que os recursos de processamento e memória eram severamente limitados.

Você pode reproduzir o erro com um teste simples: abra o Excel e, em uma célula, digite:

=DATA(1900;2;29)

O Excel deveria retornar a data 01/03/1900, mas exibirá 29/02/1900, data que não existiu.

Reproduzindo o "bug do ano 1900" no Excel
Reproduzindo o “bug do ano 1900” no Excel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que a Microsoft não vai corrigir o “bug do ano 1900” no Excel?

É tecnicamente possível corrigir a tal falha, admite a Microsoft. Mas a companhia declarou que não o fará porque as consequências poderiam ser maiores do que os benefícios. Muito maiores!

Em planilhas já existentes, funções que tratam de datas poderiam acabar gerando valores diferentes. Isso porque a correção faria o Excel executar cálculos com um dia a menos no calendário, afinal, o bug considera que o dia 29 de fevereiro de 1900 existiu.

Além disso, o Excel também poderia exibir valores diferentes em planilhas oriundas de softwares concorrentes, tornando os dados pouco confiáveis.

Para muitos profissionais e organizações, esses problemas poderiam causar enormes transtornos.

Mas a própria Microsoft ressalta: os demais anos, bissextos ou não, são tratados corretamente pelo Excel. Somente planilhas que precisam realizar cálculos que envolvam o ano de 1900 é que podem ter problemas com o tal bug.

Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje

Um curioso erro do Lotus 1-2-3 se repete no Excel até hoje (imagem: reprodução/Microsoft)

Reproduzindo o "bug do ano 1900" no Excel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Microsoft remove Copilot do Bloco de Notas, mas IA ainda está lá

Copilot no Bloco de Notas
Copilot no Bloco de Notas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft prometeu reduzir a presença do Copilot no Windows 11 em março de 2026;
  • Bloco de Notas, na versão 11.2512.28.0 para Windows Insider, remove nome e ícone do Copilot;
  • mas os recursos de IA continuam no editor de texto, como as funções de reescrever e resumir textos.

Recentemente, a Microsoft prometeu diminuir a presença do Copilot no Windows 11. A promessa começou a ser cumprida: o Bloco de Notas (Notepad) para participantes do programa de testes Windows Insider já não menciona esse nome. Mas a tecnologia de IA ainda está por lá.

Vale contextualizar desde já. No Windows 11, o Bloco de Notas deixou de ser o editor de texto “basicão” que aparece no Windows 10 e versões anteriores do sistema operacional. Entre os aprimoramentos que a Microsoft implementou estão recursos de IA que começaram a ser introduzidos no Notepad em 2024.

Os recursos de inteligência artificial do Bloco de Notas ajudam você a reescrever ou resumir textos, por exemplo. E qual o problema disso? Há quem entenda que a Microsoft deve preservar a natureza simplista do Notepad para não deixá-lo pesado ou complexo.

Mas, no entendimento de muitos usuários, o problema não está no Bloco de Notas em si, mas na percepção de que a Microsoft está colocando o Copilot em todo canto do Windows 11, de modo exagerado.

Foi então que, em março de 2026, a companhia prometeu melhorar a experiência do usuário com o Windows 11 em vários aspectos, o que inclui remover o “excesso de Copilot” do sistema. Aparentemente, essa promessa começou a ser cumprida a partir do Bloco de Notas.

Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA
Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA (imagem: reprodução/Windows Central)

Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA

O Windows Central notou que, na versão 11.2512.28.0 do Bloco de Notas para participantes do programa Windows Insider, o editor de texto não tem referências ao Copilot. Porém, os recursos de IA ainda estão disponíveis ali.

Sendo preciso, o botão que permite reescrever ou resumir textos ainda está na barra superior do Notepad, mas teve o ícone do Copilot removido. Em seu lugar está o ícone de uma caneta.

Além disso, o menu Configurações não exibe mais uma área com o nome “Recursos de IA” para permitir ativar ou desativar o Copilot. Agora, essa opção é descrita como “Recursos Avançados”.

Isso significa que a Microsoft não está reduzindo a implementação de recursos de inteligência artificial no Windows 11 neste momento, mas controlando o “marketing” em torno do Copilot.

Se é uma estratégia eficiente para melhorar a imagem do Windows 11, eu não sei. Mas acho coerente não eliminar as funções de IA: como os recursos já foram apresentados, convém mantê-los se não há problemas técnicos impeditivos, como queda no desempenho.

Microsoft remove Copilot do Bloco de Notas, mas IA ainda está lá

Copilot no Bloco de Notas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Bloco de Notas sem Copilot, mas com IA (imagem: reprodução/Windows Central)
  •  

Painel de Controle poderá deixar de existir no Windows 11

O clássico Painel de Controle no Windows 11
O clássico Painel de Controle no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft trabalha na migração de controles antigos do Painel de Controle para o moderno aplicativo Configurações do Windows 11;
  • March Rogers, da Microsoft, afirmou que processo exige cuidado por causa da compatibilidade com dispositivos e drivers de rede e de impressora;
  • Microsoft não informou prazo para concluir a migração ou, eventualmente, descontinuar o Painel de Controle.

Chega a ser engraçado. O Windows 11 tem uma interface moderna, mas alguns de seus componentes preservam o visual das versões anteriores do sistema operacional por serem herdados, por assim dizer. É o caso do Painel de Controle que, de tão antigo, tende a deixar de existir.

Pelo menos é o que March Rogers, diretor de design na Microsoft, deu a entender. Em declarações recentes no X, o executivo explicou que a companhia está fortemente focada em melhorar a qualidade de design do sistema. Parte desses esforços já será visível nas atualizações de abril do Windows 11 para participantes do programa de testes Windows Insider.

Foi quando um usuário comentou que o Painel de Controle é melhor do que a função Configurações do Windows 11 para ajustes de rede e sugeriu que esse aspecto seja melhorado. Ele também destacou que, mesmo na área Configurações, o acesso às propriedades de impressoras ainda leva ao Painel de Controle, o que é um contrassenso.

Rogers respondeu:

Nós estamos trabalhando na migração de todos os controles antigos do Painel de Controle para os modernos aplicativos de Configurações. Estamos fazendo isso com cuidado, pois há muitos dispositivos e drivers de rede e impressora diferentes que precisamos garantir que não sejam afetados durante o processo.

March Rogers, diretor parceiro de design da Microsoft

Embora Rogers não tenha afirmado que o Painel de Controle será descontinuado, a migração de seus recursos para a função Configurações dá abertura para isso.

Quando a migração for concluída, é possível que a Microsoft mantenha o Painel de Controle no sistema para atender a usuários acostumados com essa área. Por outro lado, a permanência de recursos obsoletos pode aumentar os custos ou o tempo de manutenção do sistema ou, em situações extremas, elevar os riscos de vulnerabilidades.

Área Configurações do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
E a moderna área Configurações do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando a área Configurações será aprimorada?

Nenhum prazo foi dado. Como Rogers enfatizou, os aprimoramentos do Windows 11 estão sendo implementados com cuidado para prevenir intercorrências, e isso pode exigir algum tempo.

Porém, a Microsoft prometeu uma série de ajustes e novidades para o sistema no decorrer de 2026, o que inclui o retorno da Barra de Tarefas móvel ao Windows 11. Talvez a área Configurações seja incluída nesses ajustes.

Coincidência ou não, o discurso de March Rogers condiz com outro plano recente da Microsoft: o de criar aplicativos 100% nativos para o Windows 11, isto é, que não dependam de interface web.

No fim das contas, parece que o Windows 11 está caminhando para um cenário promissor. Mas, por ora, apenas parece.

Painel de Controle poderá deixar de existir no Windows 11

O clássico Painel de Controle no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

E a moderna área Configurações do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Windows 11 será atualizado “à força” para versão 25H2; veja o porquê

Windows 11 versão 25H2
Windows 11 será atualizado “à força” para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft instalará Windows 11 25H2 de forma automática em PCs com versão 24H2;
  • companhia usará “distribuição inteligente”, com aprendizado de máquina, para liberar a atualização em PCs considerados aptos;
  • Windows 11 24H2 perderá suporte em 13 de outubro de 2026; versão 25H2 será exigida para continuar recebendo atualizações de segurança.

Usa o Windows 11? Então digite o comando winver no campo de pesquisa do Menu Iniciar ou da Barra de Tarefas. Se a janela que abrir mostrar que o sistema operacional está com a versão 24H2 instalada, prepare-se: a versão 25H2 será instalada em seu computador em breve, obrigatoriamente.

Bom, quase obrigatoriamente. De acordo com a Microsoft, a atualização será aplicada seguindo um processo de “distribuição inteligente”, que usa aprendizado de máquina para determinar se cada computador desatualizado está apto ou não a receber a versão 25H2.

O processo tende a seguir adiante se essa checagem concluir que os riscos de falha no sistema operacional após a atualização são baixos. Estando tudo ok, a atualização será aplicada sem que o usuário tenha que executar alguma ação para isso.

Por que a Microsoft vai forçar a atualização para o Windows 11 25H2?

A documentação da Microsoft dá a entender que essa é uma medida de segurança. Isso porque o Windows 11 24H2 deixará de ser suportado pela companhia em 13 de outubro de 2026, o que significa que essa versão não receberá mais updates de segurança. Para continuar recebendo as atualizações, é necessário migrar para a versão 25H2.

Como já dito, a atualização será aplicada de modo automático, embora esse processo siga uma dinâmica progressiva. Por conta dessa abordagem, alguns PCs receberão a atualização antes do que outros. Mas a intenção da Microsoft é a de que todas as máquinas aptas para a versão 25H2 a recebam antes de outubro.

Quem quiser acelerar esse processo pode fazê-lo indo em Menu Iniciar / Configurações / Windows Update. Ali, verifique se um pacote correspondente à versão 25H2 já está disponível para download. Se estiver, basta clicar em “Baixar e instalar” ou equivalente.

Posso impedir a instalação da versão 25H2?

Você pode adiar a instalação do pacote. Para isso, no Windows Update, vá em “Pausar atualizações”. Ali, escolha o período de pausa (de uma a cinco semanas).

Normalmente, não é recomendável ignorar a atualização para não deixar o sistema suscetível a vulnerabilidades em momentos futuros. Mas o adiamento pode ser uma opção para quem está preocupado com o histórico de problemas com atualizações do Windows 11.

Leve em conta, porém, que a atualização automática é válida para licenças individuais do Windows 11 Home ou não administradas do Windows 11 Pro. Já as licenças para organizações podem seguir dinâmicas diferentes, que são determinadas por departamentos de TI, por exemplo.

Windows 11 será atualizado “à força” para versão 25H2; veja o porquê

💾

Atualização para o Windows 11 25H2 será instalada automaticamente em computadores que ainda rodam a versão 24H2 do sistema.

Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Linux bate novo recorde na Steam e cresce entre os gamers

Ilustração com tons de verde, amarelo e roxo mostra o pinguim Tux, o mascote do sistema operacional Linux, em primeiro plano à direita. Ao fundo, à esquerda, a palavra "Linux" é exibida em letras brancas com uma sombra amarela curva abaixo. Ícones de aplicativos e elementos de uma interface de desktop são vagamente visíveis atrás da palavra "Linux", sugerindo um ambiente de computador. A imagem tem uma textura granulada e um efeito de sobreposição de cores. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Linux bateu novo recorde de adoção no Steam (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux atingiu um recorde histórico entre usuários na Steam, subindo de 2,23% em fevereiro para 5,33% em março.
  • O portátil Steam Deck é indicado como o grande responsável por esse crescimento, representando 25,85% das máquinas com Linux na plataforma.
  • O fim do suporte ao Windows 10 em outubro de 2025 também acelerou a migração.

A base de jogadores que utilizam distribuições Linux na Steam registrou um salto histórico. De acordo com a tradicional pesquisa de hardware e software da plataforma de games, a fatia de uso mais que dobrou, indo de 2,23% em fevereiro para 5,33% em março — um novo recorde que consolida uma tendência observada nos últimos meses.

O marco atual distancia o Linux da terceira colocação entre os sistemas mais populares no software da Valve e o consolida como alternativa real ao Windows. Para efeito de comparação, dados recentes indicam que o macOS hoje orbita a casa dos 2%.

Mais gamers escolhem o Linux

Esse avanço é resultado de uma combinação de fatores: o sucesso do Steam Deck, o aprimoramento da ferramenta de compatibilidade Proton e o cenário de transição forçada imposto pela Microsoft. O principal motor dessa adoção continua sendo o portátil da Valve, com cerca de 25,85% do total de máquinas rodando Linux na plataforma.

O Proton, outro pilar fundamental nessa história, é a camada de compatibilidade oficial da Valve que faz a “mágica” acontecer. Ela traduz jogos desenvolvidos para Windows para o ambiente Linux com perdas mínimas de desempenho. É graças ao Proton que milhares de jogos rodam hoje no sistema do pinguim com um simples clique, quebrando o mito de que o Linux não serve para games.

Já o fim do suporte oficial ao Windows 10, em outubro de 2025, também desempenhou um papel nessa migração. A maioria da base da Steam migrou para o Windows 11 (94,79% dos usuários), mas uma parcela decidiu aproveitar o momento e dar uma chance ao sistema de código aberto.

Ilustração de uma plataforma de games no Steam Deck
Steam Deck ajudou a popularizar o Linux na plataforma (imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)

Trajetória de recordes

Os usuários de Linux já vinham conquistando espaço na Steam desde o ano passado. Em novembro de 2025, o sistema ultrapassou a marca de 3% de uso pela primeira vez, atingindo 3,2% de participação. No mês seguinte, consolidou essa tendência de alta.

O portal GamingOnLinux relatou que a fatia bateu 3,58%, cravando o terceiro mês consecutivo de recordes na época. Durante esse período, as distribuições mais populares apontavam o SteamOS na liderança isolada (26,32%), seguido de longe pelo Arch Linux (9,54%), Linux Mint 22.2 (7,85%) e CachyOS (7,20%).

Apesar de os números atuais demonstrarem um cenário positivo, as publicações alertam que essa transição ainda esbarra em um desafio técnico. Softwares antitrapaça (os anti-cheats) que operam em nível de kernel, muito exigidos por jogos multiplayer, ainda são amplamente incompatíveis com o Linux e o Proton. Até que essa barreira caia, muitos jogadores devem continuar no ecossistema da Microsoft.

Linux bate novo recorde na Steam e cresce entre os gamers

Tux, o símbolo do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Kadyn Pierce/Unsplash)
  •  

Microsoft quer que o Edge abra sozinho sempre que o Windows 11 iniciar

Ilustração mostra o logotipo do Microsoft Edge ao centro, nas cores azul e verde, em gradiente. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Edge é o navegador oficial da Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft está testando a abertura automática do Edge ao iniciar o Windows 11, ativada por padrão.
  • Nos testes, o Edge abriu automaticamente mesmo quando o Google Chrome estava marcado como navegador padrão.
  • Tudo indica que o teste está sendo realizado com uma pequena parcela de usuários e pode não chegar à versão estável.

Há poucos dias, a Microsoft revelou um plano para melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Pois bem, no caso do Edge, a abordagem pode ser um pouco diferente: a companhia está testando a abertura automática do navegador sempre que o sistema é iniciado.

Não é o primeiro aplicativo a adotar esse comportamento no Windows. O que chama atenção é que, ao contrário da maioria dos apps — que pedem autorização prévia para iniciar com o sistema —, a função já viria ativada por padrão, cabendo ao usuário desativá-la.

O pessoal do Windows Central visualizou a “novidade”. Um banner aparece no topo informando que o Edge “agora é iniciado quando você entra no Windows”. 

Captura de tela mostra um recurso em versão beta no navegador Microsoft Edge
Banner no topo do navegador avisa que o Edge abrirá sozinho (imagem: reprodução/Windows Central)

De acordo com o portal, tudo indica que o teste tem sido feito com uma parcela pequena de usuários. E, como é apenas um beta, pode ser que não chegue à versão estável do browser.

Vale citar que, por padrão, o Windows já pré-carrega o Edge em segundo plano para iniciar mais rápido. Hoje, é possível configurar o navegador para inicializar com o sistema, mas isso ainda é opcional.

Edge abre mesmo sem ser navegador padrão

Nos testes, o comportamento do Edge se manteve mesmo com o Google Chrome marcado como navegador padrão. Resta aguardar para ver se a Microsoft manterá a mudança.

Também não custa lembrar que a empresa vem integrando cada vez mais o Edge ao Copilot — o que, na prática, pode transformar essa abertura automática em mais uma porta de entrada para a IA.

Microsoft quer que o Edge abra sozinho sempre que o Windows 11 iniciar

Microsoft Edge (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Engenheiro da Microsoft “vaza” Barra de Tarefas móvel do Windows 11

Barra de Tarefas na parte superior do Windows 11
Barra de Tarefas na parte superior do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)
Resumo
  • engenheiro da Microsoft divulgou vídeo, já apagado, mostrando Barra de Tarefas móvel do Windows 11;
  • como previsto, Barra de Tarefas móvel permitirá movimentação para a esquerda, direita, topo ou inferior;
  • não há data prevista de liberação, mas espera-se que novidade até o fim de 2026.

Depois de muitas críticas de usuários, a Microsoft prometeu tornar móvel a Barra de Tarefas do Windows 11. Mas deve demorar para essa novidade chegar, certo? Talvez não demore: um engenheiro da companhia divulgou um vídeo que sugere que o recurso já está em fase avançada de desenvolvimento.

No Windows 10 (e versões anteriores), você pode posicionar a Barra de Tarefas na parte superior, bem como nas laterais esquerda e direita da Área de Trabalho. Mas, no Windows 11, a Barra de Tarefas fica presa à parte inferior da tela.

Embora a grande maioria dos usuários prefira usar a Barra de Tarefas a partir da parte inferior (é o meu caso), há quem queira ter liberdade para mover esse componente, seja para fins estéticos, seja para melhorar a experiência com uma aplicação específica.

Recentemente, a Microsoft causou surpresa ao anunciar um pacote de novidades para o sistema operacional. No meio desse pacote está justamente uma Barra de Tarefas móvel no Windows 11.

Em breve, a novidade será liberada para usuários que participam do programa de testes Windows Insider. Porém, antes do que deveria, um engenheiro da Microsoft publicou um vídeo no X que mostra a Barra de Tarefas móvel em ação.

Barra de Tarefas à direita do Windows 11
Barra de Tarefas à direita do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)

Como funciona a nova Barra de Tarefas do Windows 11?

O vídeo foi apagado, mas o Windows Latest conseguiu guardar o conteúdo antes de sua exclusão. As imagens não têm alta qualidade porque a demonstração foi feita a partir de uma máquina virtual, mas dão uma noção de como o recurso funcionará.

Sabemos, com base nas imagens divulgadas pela Microsoft na ocasião do anúncio, que o campo de pesquisa some se a Barra for posicionada à esquerda ou à direita, dando lugar a um ícone de lupa.

Já com base nas capturas do vídeo (as imagens desta notícia), vemos um menu que surge com um clique sobre a Barra de Tarefas que dá opções de movimentação para a esquerda, a direita, o topo ou a parte inferior. O Windows Latest ressalta que essas opções estão ali apenas para depuração, então, não está claro se elas farão parte da novidade. Tomara que sim.

Opções de movimentação da Barra de Tarefas do Windows 11
Opções de movimentação da Barra de Tarefas do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)

Eu espero que também seja possível reposicionar a Barra de Tarefas arrastando-a com o cursor do mouse, tal como no Windows 10.

De todo modo, será possível alterar a posição da Barra de Tarefas na área de configurações do Windows 11. Por ali também deverá estar outra funcionalidade prometida: a possibilidade de ajustar as dimensões da Barra de Tarefas (e não apenas o tamanho de seus ícones, como é possível atualmente).

Quando a Barra de Tarefas móvel chegará ao Windows 11?

A Microsoft não deu um prazo para isso, mas sinalizou que as mudanças prometidas para o Windows 11 chegarão até o fim de 2026, o que deve incluir a Barra de Tarefas móvel.

Há boas chances de que a liberação do recurso para testadores do Windows Insider seja feita ainda neste trimestre.

Engenheiro da Microsoft “vaza” Barra de Tarefas móvel do Windows 11

Barra de Tarefas na parte superior do Windows 11 (imagem: reprodução/Windows Latest)
  •  

Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

Windows 11
PCs com Windows registram mais falhas do que Macs (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • PCs com Windows travam 3,1 vezes mais e têm falhas 7,5 vezes mais frequentes que Macs.
  • Os dados são de um levantamento da empresa de software Omnissa, que também revela que Macs têm vida útil, em média, dois anos maior.
  • Dispositivos com Windows também registram atrasos em atualizações e maior exposição a falhas, segundo a pesquisa.

A diferença de estabilidade entre computadores com Windows e macOS sempre foi uma questão. Agora, uma nova pesquisa indica que PCs com o sistema da Microsoft podem travar até três vezes mais do que computadores com o sistema da Apple. O levantamento, feito pela empresa de software Omnissa, também aponta disparidades em segurança e durabilidade entre os dispositivos.

Os dados fazem parte do relatório Estado do Espaço de Trabalho Digital em 2026, com base em informações coletadas ao longo de 2025 em setores como saúde, educação, finanças e governo. O estudo também afirma que o avanço da inteligência artificial e a diversidade de dispositivos utilizados nas empresas ampliam os desafios para equipes de tecnologia.

Windows x Mac

Segundo o levantamento, dispositivos com Windows apresentaram uma taxa significativamente maior de interrupções. Em média, esses computadores foram forçados a desligar ou reiniciar 3,1 vezes mais do que máquinas com macOS.

Além disso, programas no Windows travaram com frequência superior: cerca de 7,5 vezes mais do que aplicativos no sistema da Apple. Quando ocorriam falhas, também era mais comum que os softwares precisassem ser reiniciados para voltar a funcionar.

Outro ponto destacado é a vida útil dos equipamentos. Macs costumam ser substituídos a cada cinco anos, enquanto PCs com Windows têm um ciclo médio de três anos. A diferença também aparece no desempenho térmico: dispositivos com chips da Apple operam, em média, a 40,1 °C, enquanto máquinas com processadores Intel chegam a 65,2 °C.

Fotografia colorida mostra um MacBook Neo de cor verde sobre uma bancada, em exposição.
MacBook Neo é o mais novo laptop da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que explica essas diferenças?

O relatório afirma que a fragmentação do ecossistema Windows é um dos principais fatores. A variedade de fabricantes, configurações e versões do sistema dificulta a padronização de atualizações e correções de segurança.

Esse cenário se reflete em atrasos na aplicação de patches. Em setores como saúde, mais da metade dos dispositivos com Windows e Android estavam até cinco versões de sistema operacional atrás, o que aumenta a exposição a falhas e ataques.

Na educação, o problema também aparece em outra frente: mais da metade dos dispositivos analisados não contava com criptografia ativa, colocando em risco dados de alunos e instituições.

Ao mesmo tempo, o estudo chama atenção para o crescimento acelerado do uso de ferramentas de inteligência artificial no ambiente corporativo. A adoção aumentou quase dez vezes em diferentes sistemas, impulsionada tanto por soluções oficiais quanto por aplicativos instalados pelos próprios funcionários, como ChatGPT e Google Gemini.

Esse movimento, muitas vezes fora do controle das equipes de TI, pode ampliar vulnerabilidades e dificultar ainda mais a gestão de segurança nas empresas.

Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

MacBook Neo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  •  

Microsoft promete melhorar modo escuro do Windows 11

Modo escuro no Windows 11
Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft está trabalhando para melhorar o modo escuro do Windows 11, incluindo interfaces legadas como o Regedit, afirma executivo;
  • Marcus Ash, da Microsoft, confirmou que a empresa está empenhada em implementar o tema escuro em mais áreas do sistema;
  • não há prazo para a atualização do modo escuro no Windows 11, mas melhorias gerais do sistema são esperadas até o fim de 2026.

O modo escuro do Windows 11 funciona minimamente bem, mas ainda não cobre o sistema operacional por completo. Contudo, um nome importante da Microsoft afirmou recentemente que a companhia segue trabalhando para melhorar esse recurso a ponto de considerar até interfaces legadas.

Imagine que você está dormindo e, de repente, alguém te acorda e acende a luz. O desconforto visual é intenso nessas circunstâncias, certo? Digamos que é mais ou menos isso o que um usuário do Windows 11 sente ao ativar o modo escuro e se deparar com uma janela que não segue essa configuração.

Quer um exemplo de onde isso ocorre? No Regedit (Editor do Registro) do Windows 11. Mesmo se você ativar o modo escuro no sistema operacional, o Regedit aparecerá claro como a luz do Sol quando aberto.

No X, um usuário se queixou disso. Zac Bowden, do Windows Central, se envolveu na conversa. Então, ninguém menos que Marcus Ash, da Microsoft, apareceu por ali para informar que a companhia sabe do problema e tem trabalhado em uma solução:

Estamos empenhados em aprimorar nossas ferramentas e técnicas para que possamos implementar o tema escuro em mais áreas do Windows.

Ainda não temos prazos definidos para o Regedit. Conforme avançarmos com os diversos painéis e [caixas de] diálogos de sistemas legados, continuaremos aprimorando a consistência.

Marcus Ash, chefe de design e pesquisa do Windows

Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como "rebelde"
Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como “rebelde” (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que o modo escuro não cobre todo o Windows 11?

Ainda que a explicação de Ash tenha sido protocolar, a sua mensagem contém pelo menos parte da resposta: “sistemas legados”. O Windows 11 ainda conta com componentes nativos que foram desenvolvidos em versões anteriores do sistema operacional e não tiveram a sua interface atualizada.

É o caso do Editor do Registro. No Windows 11, a ferramenta tem a mesma cara de sua implementação para Windows 10 que, por sua vez, é similar ao Regedit das versões anteriores da plataforma.

Embora não haja prazo para que o modo escuro seja ampliado no sistema operacional, recentemente, a Microsoft prometeu melhorar vários aspectos do Windows 11, o que inclui o retorno da Barra de Tarefas móvel. Essa e outras mudanças devem ser implementadas até o fim de 2026. É torcer para que o modo escuro seja incluído nessa lista de aprimoramentos.

Microsoft promete melhorar modo escuro do Windows 11

Modo escuro no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Modo escuro ativado no Windows 11 com o Regedit aparecendo como "rebelde" (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos

Windows 95
Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos (imagem: tsuyo16/Wallpapers.com)
Resumo
  • Windows 95 usava pasta C:\Windows\SYSBCKUP para armazenar backups de componentes do sistema frequentemente sobrescritos;
  • após instalação de softwares, Windows 95 verificava se arquivos em backup foram sobrescritos e restaurava versões mais recentes, se necessário;
  • Microsoft não impedia sobrescrições de arquivos de sistema devido a limitações técnicas, preferindo corrigir erros após a instalação.

Raymond Chen é um engenheiro de software da Microsoft que trabalhou no desenvolvimento de versões antigas do Windows. É por isso que, vira e mexe, ele revela curiosidades da plataforma. Aqui vai uma delas: o Windows 95 seguia um truque simples para não parar de funcionar se arquivos do sistema fossem sobrescritos.

Há muito tempo que o Windows tem mecanismos que evitam que componentes do sistema operacional sejam sobrescritos ou apagados indevidamente. Mas Chen conta que, nos tempos do Windows de 16 bits, esses componentes eram “redistribuíveis”.

O que Chen quer dizer é que instaladores de softwares podiam conter cópias de componentes específicos que eram instaladas por cima de arquivos já existentes no Windows 95, desde que a seguinte condição fosse respeitada: a reescrita só seria feita se o instalador tivesse uma versão mais atual do componente.

Quando essa regra era seguida, não costumava haver problemas, pois os componentes do sistema eram atualizados de modo a manter compatibilidade com funções existentes em suas versões anteriores.

Mas diz a sabedoria popular que regras existem para serem quebradas. Pois bem, Chan relata que não era incomum arquivos de sistema serem sobrescritos por versões mais antigas:

Era comum que os instaladores de programas sobrescrevessem qualquer arquivo que estivesse no caminho, independentemente do número da versão do arquivo existente.

Quando esses instaladores eram executados no Windows 95, eles substituíam as versões do Windows 95 desses componentes pelas versões do Windows 3.1. Você pode imaginar o desastre que isso causava ao resto do sistema.

Raymond Chen, engenheiro da Microsoft

Tela do Windows 95
Área de Trabalho do Windows 95 (imagem: Reprodução/Microsoft)

Como a Microsoft evitava panes no Windows 95 com arquivos sobrescritos?

Para contornar o problema, os desenvolvedores da Microsoft recorreram a uma ideia bastante simples, mas funcional: fazer backup de arquivos do sistema.

De acordo com Chen, o Windows 95 mantinha uma pasta oculta no endereço C:\Windows\SYSBCKUP que guardava cópias de componentes importantes do sistema que eram frequentemente sobrescritos.

Sempre que a instalação de um software era concluída, o Windows 95 checava se um ou mais arquivos mantidos em backup tinham sidos sobrescritos. Se positivo, acontecia o seguinte:

  • arquivo sobrescrito por uma versão mais recente: neste caso, o componente era copiado para a pasta SYSBCKUP para o sistema ter uma cópia mais atual;
  • arquivo sobrescrito por uma versão anterior: o Windows 95 sobrescrevia essa versão pela cópia mais recente existente na pasta SYSBCKUP.

Não era mais fácil impedir que arquivos de sistema fossem sobrescritos?

Raymond Chen também conta que a Microsoft tentou fazer isso, mas havia uma série de limitações nessa abordagem. Por exemplo, o instalador poderia sobrescrever determinado arquivo durante a reinicialização do sistema operacional, quando não havia bloqueio.

“A melhor solução era deixar o instalador sobrescrever o que quisesse e depois tentar corrigir os erros”, concluiu Chen.

Eram outros tempos. Na época do Windows 95, não havia acesso fácil à internet a ponto de permitir que componentes essenciais estivessem sempre atualizados. As abordagens de segurança também não eram tão evoluídas. Se levarmos tudo isso em conta, o truque da pasta SYSBCKUP era simples, mas genial.

Microsoft revela truque do Windows 95 contra arquivos sobrescritos

  •  

Microsoft promete melhorar suporte ao Linux no Windows 11

Fedora 42 no WSL para Windows 11
WSL rodando o Fedora Linux no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft promete melhorar Windows Subsystem for Linux (WSL) no Windows 11, focando em aspectos como desempenho e facilidade de configuração;
  • melhorias no WSL foram anunciadas junto com outros avanços no Windows 11;
  • expectativa é a de que atualizações do WSL cheguem até o final de 2026.

Na semana passada, a Microsoft causou certa surpresa ao anunciar uma série de medidas para melhorar a experiência do usuário com o Windows 11. Mas um aspecto do anúncio quase passou despercebido, talvez por ser mais técnico do que os demais: a promessa de ajustes no WSL para aprimorar a execução do Linux no Windows 11.

Para quem está por fora do assunto, vale uma rápida explicação: WSL é a sigla para Windows Subsystem for Linux. Trata-se de uma ferramenta nativa que, tal como o nome indica, permite a execução de determinadas distribuições Linux em ambientes Windows.

O WSL é interessante porque permite que desenvolvedores, profissionais de TI, estudantes de computação e afins possam trabalhar com o Linux usando um computador com Windows, sem ter que depender de máquinas virtuais ou de dual boot.

A Microsoft introduziu o WSL em 2016, ainda no auge do Windows 10, e a ferramenta recebeu diversos aprimoramentos com o passar do tempo. A companhia deu a entender que, até o fim do ano, poderemos esperar ainda mais avanços.

O que vai melhorar no WSL do Windows 11?

A Microsoft prometeu melhorar a experiência de uso do Windows Subsystem for Linux com base nos seguintes aspectos (em tradução livre):

  • desempenho de arquivos mais rápido entre Linux e Windows;
  • compatibilidade e taxa de transferência de rede aprimoradas;
  • experiência de configuração inicial e integração mais simplificada;
  • melhor gerenciamento corporativo com maior controle de políticas, segurança e governança.

O aspecto do desempenho chama a atenção, pois sugere que a Microsoft quer melhorar a experiência de abrir, no Linux, arquivos que estão em ambiente Windows e vice-versa. Em outras palavras, a companhia provavelmente melhorará a interoperabilidade entre os dois ecossistemas.

A mencionada “experiência de configuração inicial” também parece ser um aspecto importante. O WSL já não é tão difícil de ser configurado quanto era em suas primeiras versões, mas ainda há margem para avanços nesse quesito, principalmente devido ao fato de a ferramenta depender de linha de comando para muitas tarefas.

Distribuições Linux compatíveis com o WSL
Várias distribuições Linux são compatíveis com o WSL (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quando veremos novidades no WSL?

Não está claro. Mas, no anúncio, a Microsoft explica que o Windows 11 receberá uma série de melhorias até o fim de 2026, e entre elas deverão estar os prometidos avanços no WSL.

Vale lembrar que a Microsoft também prometeu tornar móvel a Barra de Tarefas do Windows 11 (tal como no Windows 10 e versões anteriores), bem como fazer uma integração menos “forçada” do Copilot com ferramentas nativas do sistema operacional.

Vale a pena ficarmos de olho.

Microsoft promete melhorar suporte ao Linux no Windows 11

Fedora 42 no WSL para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Distribuições Linux compatíveis com o WSL (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Windows 11 pode deixar de exigir conta Microsoft na instalação

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 pode deixar de exigir uma conta Microsoft (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 atualmente exige uma conta Microsoft para instalação do sistema;
  • exigência de conta Microsoft requer conexão à internet e também gera preocupações com privacidade;
  • executivo da companhia sinalizou que exigência de conta Microsoft poderá ser revista em um futuro próximo.

Entre as características do Windows 11 com forte potencial de causar irritação nos usuários está a exigência de login com uma conta Microsoft na configuração do sistema operacional durante a sua instalação. Um executivo da companhia sinalizou que essa abordagem poderá deixar de existir em breve, porém.

Até um passado recente, era relativamente fácil fazer uma instalação do sistema usando uma conta local, criada na hora. Porém, em 2024 e em 2025, a companhia desativou os principais recursos que permitiam instalar o Windows 11 sem uma conta Microsoft.

Um dos problemas dessa abordagem é que ela requer que o computador esteja conectado à internet para a instalação do Windows 11 ser concluída. Além disso, há usuários que rejeitam fazer login em serviços nas nuvens, tanto quanto possível, por preocupações com o aspecto da privacidade.

Eis que, na sexta-feira passada (20/03), a Microsoft anunciou várias medidas para melhorar a experiência do usuário com seu sistema operacional, entre elas, a de permitir que a Barra de Tarefas do Windows 11 seja reposicionada na Área de Trabalho (algo que o Windows 10 e versões anteriores permitem).

Diante disso, no X, um usuário perguntou a Scott Hanselman se a companhia pretende remover a exigência de uma conta Microsoft no login do Windows 11. O executivo, que atua como vice-presidente da comunidade de desenvolvedores da Microsoft, respondeu: “É, eu odeio isso. Estamos trabalhando nisso”.

Ya I hate that. Working on it

— Scott Hanselman 🌮 (@shanselman) March 20, 2026

Não há mais detalhes. Nem confirmação de que a exigência de uma conta Microsoft no login do Windows 11 será derrubada. Mas, como até um importante executivo da companhia manifestou incômodo com a exigência, podemos imaginar, sim, o sistema operacional funcionando normalmente com contas locais em um futuro não muito distante.

Microsoft promete melhorar experiência com o Windows 11

Além do retorno da Barra de Tarefas móvel, a Microsoft anunciou uma série de medidas que, até o fim do 2026, prometem deixar o Windows 11 mais amigável ao usuário. Entre elas estão a otimização do Explorar de Arquivos, maior controle do usuário sobre as atualizações do Windows Update e integração menos “forçada” do Copilot com ferramentas nativas do sistema operacional.

Fica a torcida para que, de fato, a não exigência de uma conta Microsoft faça parte dessas mudanças.

Windows 11 pode deixar de exigir conta Microsoft na instalação

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Windows 11 vai finalmente ter Barra de Tarefas móvel

Barra de Tarefas móvel no Windows 11
Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Windows 11 permitirá reposicionar a Barra de Tarefas, atendendo a pedidos frequentes dos usuários;
  • Microsoft planeja ainda otimizar o Explorador de Arquivos e dar mais controle sobre atualizações via Windows Update;
  • empresa também reduzirá pontos de entrada do Copilot em aplicativos como Ferramenta de Captura e Bloco de Notas.

Ao contrário do Windows 10 (e de versões anteriores do sistema), o Windows 11 não permite mover a Barra de Tarefas para as laterais ou para o topo da tela. Mas isso vai mudar: em clima de “antes tarde do que mais tarde”, a Microsoft revelou que a Barra de Tarefas poderá ser reposicionada no Windows 11 em breve.

O motivo da decisão? O número de queixas ou solicitações que a Microsoft recebeu sobre essa limitação:

Reposicionar a Barra de Tarefas é um dos pedidos mais frequentes que recebemos de vocês. Estamos introduzindo a possibilidade de reposicioná-la na parte superior ou nas laterais da tela, facilitando a personalização do seu espaço de trabalho.

Pavan Davuluri, chefe de Windows na Microsoft

Curiosamente, a decisão chega na mesma semana em que o PowerToys 0.98 foi lançado trazendo uma opção de barra adicional na Área de Trabalho (gratuito, o PowerToys é o “canivete suíço” do Windows, vale destacar).

Mas esta não é a única novidade que a Microsoft reserva para o Windows 11. Entre as demais está o plano de melhorar o desempenho e a praticidade do sistema operacional, o que será feito por meio da otimização do Explorador de Arquivos, só para exemplificar.

A companhia também fala em permitir que o usuário tenha mais controle sobre as atualizações disponibilizadas via Windows Update. Será possível definir um período de pausa no recebimento das atualizações, por exemplo, o que pode ser útil para prevenir bugs causados por elas (o que tem sido frequente).

Para quem não aguenta mais se deparar com o Copilot em todo canto do Windows 11, a Microsoft prometeu ser mais cuidadosa com isso: “estamos reduzindo os pontos de entrada desnecessários do Copilot, começando com aplicativos como Ferramenta de Captura, Fotos, Widgets e Bloco de Notas”, conta Davuluri.

Nova tela inicial do Copilot para Windows 11
Copilot vai ficar menos “enxerido” no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando o Windows 11 receberá todas essas novidades?

Como de hábito, as mudanças no Windows 11 serão implementadas de modo gradual. Inicialmente, terão acesso às novidades os participantes do programa de testes Windows Insider, já nas próximas semanas.

Em linhas gerais, a expectativa é de que esse “novo” Windows 11 fique disponível massivamente até o fim de 2026. Tomara!

Windows 11 vai finalmente ter Barra de Tarefas móvel

Barra de Tarefas móvel no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Nova tela inicial do Copilot para Windows 11, outro recurso em teste (imagem: reprodução/Microsoft)
  •  

Microsoft divulga solução alternativa para recuperar acesso ao Disco C:

Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C: após instalação de aplicativo da Samsung.
Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft disponibilizou uma solução para o problema de acesso ao Disco C: em notebooks Samsung.
  • A alternativa envolve a remoção do aplicativo, modificação temporária de permissões e execução de um arquivo de restauração.
  • Não é uma correção definitiva, mas a Microsoft e a Samsung validaram o método.

A Microsoft publicou um passo a passo para usuários que perderam acesso ao Disco Local (C:) em notebooks da Samsung. O problema afetou principalmente modelos Galaxy Book 4 com Windows 11, e foi associado a uma falha no app Samsung Galaxy Connect.

Inicialmente, a Microsoft direcionou os usuários para o suporte da Samsung, mas agora detalhou um procedimento próprio para restaurar o funcionamento do sistema. A solução, no entanto, é alternativa, já que a companhia culpa a própria Samsung pela falha.

Qual é a solução alternativa?

Primeiro, é preciso acessar o sistema em uma conta com privilégios de administrador. Em seguida, o usuário deve remover o aplicativo problemático — o Samsung Galaxy Connect — e reiniciar o dispositivo.

Depois disso, o procedimento envolve modificar temporariamente as permissões do Disco C:, alterando o proprietário dos arquivos para “Todos”. Na sequência, é necessário criar um arquivo no Bloco de Notas com comandos específicos para restaurar as permissões padrão do Windows.

Esse arquivo, salvo como “RestoreAccess.bat”, deve ser executado como administrador. Após a execução e uma nova reinicialização, a expectativa é que o sistema volte ao funcionamento normal, com o acesso ao Disco C: restabelecido e as permissões devolvidas ao padrão original.

A própria Microsoft ressalta que o processo exige atenção, mas garante a integridade dos dados. O passo a passo está disponível aqui.

Notebooks da linha Galaxy Book 4, da Samsung, estão entre os dispositivos afetados pelo erro de permissões no Windows.
Notebooks da linha Galaxy Book 4 apresentam o erro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Procedimento não é solução definitiva

A orientação da Microsoft é uma solução alternativa, e não uma correção definitiva. Ainda assim, a empresa afirma que o método foi validado em conjunto com a Samsung: “Microsoft e Samsung colaboraram para validar essas etapas, que restauram as permissões padrão do Windows”.

O problema surgiu após uma atualização de segurança do Windows, mas foi atribuído a uma falha no aplicativo da Samsung, e não ao sistema operacional em si. O software chegou a ser removido temporariamente da loja oficial, com uma versão corrigida disponibilizada posteriormente.

Microsoft divulga solução alternativa para recuperar acesso ao Disco C:

Usuários de notebooks Samsung enfrentaram falhas no acesso ao disco C: após instalação de aplicativo da Samsung (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Notebooks da linha Galaxy Book 4, da Samsung, estão entre os dispositivos afetados pelo erro de permissões no Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

PowerToys 0.98 adiciona barra de atalhos no Windows e melhora várias funções

PowerToys 0.98, o "canivete suíço" do Windows
PowerToys 0.98, o “canivete suíço” do Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • PowerToys 0.98 introduz barra de atalhos integrada à Paleta de Comandos, suportando widgets e personalização;
  • Gerenciador de Teclado ganhou um editor com interface moderna e modo de visualização única;
  • outras novidades incluem melhorias no CursorWrap, no modo Sempre Visível e no recurso Colar Avançado.

Uma das ferramentas para Windows mais versáteis já criadas pela Microsoft acaba de ganhar mais uma versão: o PowerToys 0.98 deixa a poderosa Paleta de Comandos mais rápida e personalizável, aperfeiçoa a função que permite reprogramar o teclado, entre várias outras novidades.

Comecemos pela Paleta de Comandos, pois esse é um dos recursos mais importantes do PowerToys. Estamos falando de uma função que dá acesso rápido a aplicativos, extensões, configurações e afins. Quando você se habitua a usá-la, tende até a deixar o Menu Iniciar de lado. Para tanto, basta pressionar Windows + Alt + Espaço e, no campo principal, informar o que você quer acessar.

No PowerToys 0.98, a Paleta de Comandos é complementada com o Dock (Encaixe, em português), uma barra que, quando ativada, fica sempre visível na tela para dar acesso rápido aos recursos que você mais acessa.

O Dock ainda está em fase de prévia, mas já é funcional, podendo ser posicionado na parte superior, inferior, esquerda ou direita da tela e permitindo personalização dos atalhos. O Dock suporta ainda complementos, como widgets que informam o uso de CPU, GPU e memória RAM.

A Paleta de Comandos do PowerToys 0.98 e sua barra no topo
A Paleta de Comandos do PowerToys 0.98 e sua barra no topo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Para completar, a Paleta de Comandos ficou mais rápida na resposta a comandos e, no aspecto da personalização, agora permite ajustar o nível de transparência da janela, por exemplo.

Outra novidade interessante está no Gerenciador de Teclado, função que permite personalizar o… teclado. Ela é útil, por exemplo, para remapear teclas. O PowerToys 0.98 introduz um editor de teclado renovado, que traz uma interface mais moderna e intuitiva, bem como permite edições em visualização única, abordagem mais prática que o atual modo de visualização em duas janelas.

Porém, o novo editor do Gerenciador de Teclado também está em fase de prévia, razão pela qual deve ser ativado manualmente para ser acessado.

O que mais há de novo no PowerToys 0.98?

Entre as demais novidades estão:

  • CursorWrap: a função que permite levar o cursor do mouse de uma extremidade à outra da tela rapidamente agora funciona melhor com vários monitores e permite sua desativação automática quando apenas um visor estiver em uso;
  • Sempre Visível: esse modo permite fixar uma janela acima das outras, sendo útil para você deixar um aplicativo sempre visível na tela; agora, é possível acionar esse recurso usando o botão direito do mouse, e não somente um atalho de teclado;
  • Colar Avançado: agora oferece cópia automática para teclas de atalho de ações personalizadas, permitindo que um único atalho copie e execute uma ação.
Função Sempre Visível no PowerToys 0.98
Função Sempre Visível no PowerToys 0.98 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde baixar o PowerToys 0.98?

O PowerToys 0.98 pode ser baixado em sua página no GitHub. Ali, você deve escolher a versão apropriada ao seu PC (x64 para chip Intel ou AMD; arm64 para Snapdragon X ou outro chip Arm).

Apesar de ser focado no Windows 11, o PowerToys 0.98 também funciona no Windows 10, mesmo com essa versão do sistema não sendo mais suportada pela Microsoft.

A ferramenta é gratuita e, cá entre nós, recomendo o seu download. O PowerToys tem numerosos recursos que realmente podem otimizar as suas atividades diante do computador.

PowerToys 0.98 adiciona barra de atalhos no Windows e melhora várias funções

💾

Barra de atalhos também suporta widgets e é integrada à Paleta de Comandos. PowerToys 0.98 também melhora Gerenciador de Teclado, modo Sempre Visível e mais.

PowerToys 0.98, o "canivete suíço" do Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A Paleta de Comandos do PowerToys 0.98 e sua barra no topo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Função Sempre Visível no PowerToys 0.98 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Bug no Windows 11 bloqueia acesso ao disco C: em notebooks da Samsung

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Usuários de notebooks Samsung relatam erro que bloqueia acesso ao disco C: (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Um bug em notebooks Samsung tem bloqueado o acesso ao disco C:, afetando principalmente modelos Galaxy Book 4 com Windows 11.
  • Aparentemente, a falha está ligada ao app Samsung Galaxy Connect, e não a uma atualização do Windows.
  • Modelos afetados incluem NP750XGJ, NP750XGL, NP754XGJ, NP754XFG, NP754XGK, DM500SGA, DM500TDA, DM500TGA, DM501SGA.

Usuários de notebooks da Samsung têm relatado um bug que bloqueia completamente o acesso ao Disco Local (C:) no Windows 11. O problema é que essa é a unidade principal do sistema.

Segundo os relatos, o erro exibe a mensagem “C:\ não é acessível – Acesso negado”, impedindo a leitura e a gravação de arquivos essenciais nas máquinas afetadas.

Inicialmente, comunidades no Reddit e nos fóruns da Microsoft indicaram que a atualização KB5077181, liberada pela Microsoft no tradicional Patch Tuesday, poderia ser a causa. No entanto, outras investigações rastrearam a falha até um aplicativo pré-instalado nos computadores da marca sul-coreana, isentando o pacote de segurança do sistema operacional.

Por que o bug bloqueia o disco C: em PCs Samsung?

Tudo indica que o bloqueio da unidade não é causado por uma falha nativa do Windows 11. A Microsoft, na verdade, afirma que a causa do problema está no Samsung Galaxy Connect, app pré-instalado em alguns computadores da marca.

Quando o erro se manifesta, o sistema perde subitamente a permissão para acessar o diretório raiz do disco C:. Isso compromete o funcionamento de diversos aplicativos e serviços em segundo plano que dependem da leitura de dados no armazenamento principal para operar.

Na prática, o bloqueio gera um efeito cascata no uso diário do computador. Sem acesso ao diretório raiz, o usuário fica impossibilitado de instalar novos programas, salvar documentos na partição principal ou executar tarefas rotineiras. Como muitos softwares criam arquivos temporários ou de configuração na unidade principal durante o uso, a falta de privilégios resulta em travamentos repentinos.

Galaxy Book 4 Edge rodando o Paint com a ferramenta de IA CoCreator
Notebooks da linha Galaxy Book 4 têm apresentado o bug (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O bug parece ser o resultado de uma implementação incorreta da Lista de Controle de Acesso Discricionário (DACL). Esse é um recurso de segurança vital do Windows que define com precisão quais usuários, grupos ou programas têm permissão para ler, gravar ou modificar determinados arquivos e pastas.

Se essa hipótese for confirmada, o erro teria ocorrido durante a configuração da imagem do sistema operacional — um processo de preparação feito pela própria Samsung antes de os computadores chegarem às lojas.

Alguma solução?

De acordo com os relatos no Reddit, as ferramentas convencionais de reparo do Windows não estão sendo suficientes para contornar o bloqueio. A única solução eficaz seria o uso do utilitário de linha de comando Diskpart, inserindo o comando list disk no terminal (CMD) e, depois, executando o comando clean no disco afetado.

Mas, atenção: não é uma medida oficial e se trata de um método destrutivo. Ao executar o comando “clean”, a tabela de partição é removida e todos os dados do SSD/HD são apagados, permitindo apenas uma instalação limpa do sistema do zero.

O Tecnoblog entrou em contato com a Samsung, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

Quais são os modelos afetados?

Os relatórios de falha concentram-se principalmente nos notebooks da linha Galaxy Book 4, embora alguns computadores de mesa da Samsung também figurem na lista oficial de dispositivos impactados.

Os modelos específicos que apresentam o bloqueio de disco incluem os seguintes códigos:

  • NP750XGJ
  • NP750XGL
  • NP754XGJ
  • NP754XFG
  • NP754XGK
  • DM500SGA
  • DM500TDA
  • DM500TGA
  • DM501SGA

Todos esses equipamentos rodam as versões mais recentes do sistema da Microsoft (24H2 e 25H2). Para conter o avanço do problema, a Microsoft removeu temporariamente o aplicativo Samsung Galaxy Connect da Microsoft Store.

Bug no Windows 11 bloqueia acesso ao disco C: em notebooks da Samsung

Galaxy Book 4 Edge rodando o Paint com a ferramenta de IA CoCreator (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Decepção? Teste de internet do Windows 11 é só um atalho do Bing

Botão de teste de velocidade de internet do Windows 11
Botão de teste de velocidade de internet do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Confirmado: botão de teste de velocidade na Barra de Tarefas do Windows 11 é um atalho para o Bing;
  • Recurso abre o navegador padrão no Bing, que utiliza o Speedtest para medir a conexão à internet;
  • Não é possível desativar ou configurar o botão para outros serviços de medição.

Em fevereiro de 2026, a Microsoft começou a liberar um pacote de pequenas novidades para o Windows 11. Entre elas está um botão na Barra de Tarefas que permite medir a velocidade da sua conexão à internet. É um recurso bem-vindo, mas que revelou-se frustrante até certo ponto: trata-se apenas de um atalho para o Bing.

Não foi surpresa. Já se sabia, desde a fase interna de testes do botão de velocidade, que o recurso levava ao testador do Bing. Porém, havia expectativa de que a Microsoft transformasse o botão em um recurso executado pelo próprio Windows 11 ou em um widget para o recurso do Bing que não exige a sua abertura no navegador.

Mas, na realidade, funciona assim: você clica com o botão direito do mouse no ícone de conexão Wi-Fi ou Ethernet, no canto direito da Barra de Tarefas, e escolhe “Executar teste de velocidade” no menu que aparecer.

Na sequência, o Windows 11 abrirá o seu navegador padrão (ainda bem que isso é respeitado) em uma página do Bing que traz o medidor de velocidade da conexão à internet que, por sua vez, é baseado no popular Speedtest. Aí é só clicar em “Iniciar” e esperar o resultado.

Teste da conexão é executado no Bing, via navegador
Teste da conexão é executado no Bing, via navegador (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Funciona. Então, qual o problema?

Funciona, de fato. Os resultados mostram as taxas de download e upload da conexão, bem como a latência (ping). Apesar disso, era de se esperar que um botão de teste de velocidade levasse para uma ferramenta do próprio sistema operacional, não a um atalho para uma página web.

É como se a Microsoft tivesse ficado com “preguiça” de desenvolver algo nativo ou, pior, estivesse tentando aumentar artificialmente os acessos ao Bing, até porque o botão não deixa claro, em nenhum momento, que esse buscador será acessado para o teste.

Além disso, me pergunto se, caso o navegador esteja com muitas abas abertas, o consequente consumo de RAM ou processamento não poderia interferir nos resultados.

Para completar, pelo menos por ora, não é possível desativar o tal botão, muito menos configurá-lo para funcionar com outros serviços de medição.

Felizmente, nem tudo está perdido. Há recursos recentes no Windows 11 que são bons, a exemplo dos ícones coloridos de bateria, que informam com mais precisão o status de carga do notebook.

Em tempo: a Ookla, dona do Speedtest, foi comprada recentemente pela Accenture. Antes da parceria com a Ookla, o Bing exibia um teste de velocidade de internet próprio, baseado no Azure, segundo Windows Latest. Ou seja, bagagem para implementar algo próprio a Microsoft tem.

Decepção? Teste de internet do Windows 11 é só um atalho do Bing

Botão de teste de velocidade de internet do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Teste da conexão é executado no Bing, via navegador (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Microsoft anuncia Copilot Health para ajudar usuários com questões médicas

Ilustração mostra a marca estilizada do Microsoft Copilot. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
Microsoft anuncia Copilot Health para ajudar usuários com questões médicas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft revelou Copilot Health para ajudar usuários com questões médicas, interpretando exames e dados de dispositivos vestíveis, por exemplo;
  • nos EUA, serviço integra plataformas de saúde como HealthEx e Function Health, mas garante privacidade e segurança dos dados;
  • Copilot Health não substitui médicos e estará disponível inicialmente nos EUA para maiores de 18 anos.

Quem nunca usou ferramentas de IA generativa para perguntar sobre uma dorzinha ou um mal-estar que atire o primeiro mouse! Essa prática é tão comum que a Microsoft decidiu criar o Copilot Health, variação de seu serviço de inteligência artificial focada em questões de saúde.

A novidade pode te ajudar a interpretar exames médicos, dados registrados por dispositivos vestíveis (como smartwatches e smartbands) e históricos médicos.

Nos Estados Unidos, onde a ferramenta estreará, essas informações podem ser obtidas a partir da integração com serviços de saúde, como HealthEx (plataforma online de registros médicos) e Function Health (para exames), desde que o acesso seja autorizado pelo usuário, é claro.

No anúncio sobre o Copilot Health, a própria Microsoft reconhece que filas de espera e acesso desigual a cuidados médicos levam pessoas a buscar informações sobre saúde na internet. Essas pesquisas incluem compreensão sobre laudos médicos, sintomas, efeitos colaterais de remédios e por aí vai.

Se até um passado recente essas buscas se limitavam ao Google ou, quando muito, a plataformas como Doctoralia, hoje, muita gente recorre a serviços como ChatGPT, Gemini e Copilot para esclarecer dúvidas sobre saúde.

Não por acaso, a Microsoft revelou que a sua plataforma (considerando o Copilot e o Bing) já responde a mais de 50 milhões de perguntas do tipo por dia, e é isso que justifica a criação de um serviço dedicado.

A ideia é oferecer informações mais precisas e personalizadas, sem desconsiderar o aspecto da privacidade:

Hoje, estamos lançando o Copilot Health, um espaço separado e seguro dentro do Copilot, onde a inteligência médica interpreta suas informações e fornece insights de saúde personalizados que você pode usar.

(…) Reconhecemos que ter acesso às suas informações pessoais e sensíveis de saúde é uma responsabilidade importante. Suas conversas e dados no Copilot Health são isolados do Copilot geral e mantidos sob controles adicionais de acesso, privacidade e segurança.

A Microsoft também tratou de deixar claro que o Copilot Health não fecha diagnósticos ou define tratamentos, por exemplo:

O Copilot Health não substitui seu médico. Ele faz com que cada minuto que você passa com ele valha mais a pena. Você chega preparado, com as perguntas certas, o contexto certo e a confiança que vem de um melhor entendimento de seu próprio corpo.

Disponibilidade do Copilot Health

Inicialmente, o Copilot Health estará disponível nos Estados Unidos, em inglês e para usuários com 18 anos de idade ou mais. Mesmo por lá, é necessário se cadastrar em uma lista de espera no final da página do anúncio oficial para ter acesso ao serviço.

A Microsoft já trabalha em versões do serviço baseadas em outros idiomas, mas não deu prazo para liberação da novidade em outros países.

Vale destacar que a Microsoft não está sozinha com esta ideia. No começo do ano, a OpenAI anunciou um serviço parecido, de nome ChatGPT Health, também ainda em fase de desenvolvimento.

Microsoft anuncia Copilot Health para ajudar usuários com questões médicas

💾

Copilot Health é uma variação da IA da Microsoft focada em ajudar usuário a entender exames e dados de dispositivos vestíveis, por exemplo.

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Semana do Consumidor: TV 4K Samsung QLED Ultra 50″ com menor preço desde dezembro


Oferta encerrada 🙁
Avise-me por e-mail
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

A Smart TV 4K Samsung QLED Ultra QEF1 de 50″ está em oferta por R$ 2.298 no Pix no Mercado Livre, um desconto de 31% na Semana do Consumidor sobre o valor original de R$ 3.349.

O televisor traz um painel com tecnologia de pontos quânticos e processador com suporte a IA, oferecendo alta qualidade de imagem para quem deseja trocar de TV para assistir aos jogos da Copa do Mundo 2026.

TV Samsung QEF1 tem painel QLED 4K e funções de IA

O painel de 50 polegadas da QEF1 usa QLED, tecnologia de pontos quânticos com iluminação LED para reproduzir cores com alta fidelidade. A Samsung diz que o recurso Color Booster Pro, que conta com certificação da Pantone, entrega mais de um bilhão de tons diferentes.

O processador IA Q4 é capaz de otimizar a qualidade de imagem e som via plataforma Vision AI, e oferece upscaling para conteúdos legados, ajustando-os à resolução 4K com riqueza de detalhes. O aparelho também pode criar um papel de parede personalizado para o ambiente quando deixado em espera.

Outras funções de IA incluem o suporte dos assistentes inteligentes Bixby da própria Samsung, Copilot da Microsoft e Alexa da Amazon, que podem ser acionados pelo controle remoto. Entre as ferramentas oferecidas, destacam-se pesquisa inteligente, chatbot e recomendações de imagens baseadas no clima.

Mão segura controle remoto preto Samsung com botões de voz e acesso rápido a Netflix, YouTube e Prime Video, TV ao fundo.
Controle remoto da TV Samsung QLED QEF1 é alimentado por energia solar (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O controle remoto SolarCell da QEF1 é alimentado por energia solar por meio de uma célula fotovoltaica nas costas. A fabricante garante que a exposição à luz do Sol por poucos minutos garante energia para um dia inteiro.

O sistema operacional Tizen oferece acesso a diversos serviços de streaming, como Netflix, Globoplay, YouTube, Amazon Prime Video, Spotify, Apple TV, HBO Max e outros. Além de suportar jogos por streaming pelos serviços Xbox Game Pass e Nvidia GeForce Now, bastando ter uma assinatura ativa e parear um controle Bluetooth à TV.

Sobre conectividade, o aparelho traz 3 portas HDMI, uma USB-A, uma Ethernet e é compatível com Wi-Fi e Bluetooth. O som é provido por duas saídas de áudio de 20 W, experiência que pode ser melhorada com soundbars instaladas.

Plataforma Tizen (imagem: Divulgação/Samsung)
Plataforma Tizen suporta diversos serviços de streaming (imagem: Divulgação/Samsung)

A Smart TV 4K Samsung QLED Ultra QEF1 de 50″ está saindo por R$ 2.298 no Pix no Mercado Livre, um abatimento de 31% durante a Semana do Consumidor sobre o preço de lançamento de um aparelho que é uma opção interessante para quem deseja renovar a sala de estar antes do início da Copa do Mundo 2026.

Quando é o Dia do Consumidor 2026?

O Dia Mundial do Consumidor 2026 é comemorado todos os anos em 15 de março, mas o varejo vem oferecendo promoções com condições especiais desde o início do mês, estratégia que deve se manter até o fim de março. Fique ligado na cobertura do Achados do TB para não perder nenhuma oferta.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Semana do Consumidor: TV 4K Samsung QLED Ultra 50″ com menor preço desde dezembro

💾

TV Samsung QLED Ultra de 50" traz painel 4K e assistentes de IA da Microsoft e Amazon; modelo QEF1 recebe desconto de 31% no Pix durante a semana do Dia do Consumidor
  •  

Microsoft revela mais detalhes sobre o Project Helix, seu próximo Xbox

Imagem mostra múltiplos consoles Xbox Series S brancos e um Xbox Series X preto, juntamente com seus respectivos controles sem fio, dispostos sobre um fundo verde brilhante. O Xbox Series X preto está no centro, em destaque, com um controle preto ao lado. O logo da Xbox é visível em cada console e controle. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Próximo Xbox deve usar chip AMD personalizado (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Project Helix terá chip AMD personalizado com foco em gráficos avançados e ray tracing até 10 vezes mais eficiente.
  • O console usará AMD FidelityFX Super Resolution com aprendizado de máquina para melhorar a fluidez dos jogos.
  • Microsoft deve integrar Xbox e Windows, criando um ambiente de desenvolvimento unificado para jogos em ambas as plataformas.

A Microsoft revelou mais detalhes sobre o próximo console Xbox. Anunciado na semana passada com o codinome Project Helix, o videogame deve chegar aos desenvolvedores em versões alfa — fase inicial usada para testar mecânicas e desempenho dos jogos — apenas em 2027.

A informação veio do vice-presidente responsável pela próxima geração do Xbox, Jason Ronald, durante a Game Developers Conference (GDC). O executivo confirmou que o console terá um chip personalizado da AMD com foco em gráficos avançados, conforme informou Tom Warren, do The Verge

Não se trata exatamente de uma novidade: sabemos dessa informação desde junho de 2025. No entanto, Ronald afirmou que o Project Helix está sendo desenvolvido junto com a próxima geração do DirectX — conjunto de APIs da Microsoft que permite ao software interagir com o hardware de áudio e vídeo no Windows —, o que indica uma integração mais profunda entre o console e o sistema operacional.

Project Helix https://t.co/OFuoOjmS67 pic.twitter.com/MGGAwL26xY

— Tom Warren (@tomwarren) March 11, 2026

A empresa também reforçou a promessa de um salto de até 10 vezes no desempenho de ray tracing, além de suporte a path tracing, técnica mais avançada de iluminação em tempo real.

O hardware deve utilizar uma nova geração da tecnologia AMD FidelityFX Super Resolution (FSR) com aprendizado de máquina e geração de quadros. Esse recurso cria frames adicionais entre os já renderizados para aumentar a fluidez percebida dos jogos.

Xbox e Windows mais integrados

Imagem em fundo preto mostra um círculo branco centralizado, com as palavras Project Helix abaixo
Project Helix é o codinome da próxima geração do Xbox (imagem: divulgação)

Ainda segundo Ronald, o ecossistema Xbox deve continuar se aproximando do Windows. A ideia é que o Project Helix rode jogos de PC e de console, reduzindo as diferenças entre as plataformas.

O The Verge menciona que há uma preocupação da Microsoft em simplificar o trabalho dos desenvolvedores. Para facilitar a integração, a empresa está criando um ambiente de desenvolvimento unificado para que os estúdios produzam basicamente a mesma versão do jogo para Xbox e Windows, em vez de duas versões separadas.

Além disso, a Microsoft também trabalha no recurso Advanced Shader Delivery, que permite baixar shaders pré-compilados junto com o jogo ou atualizações. Isso deve evitar o tempo de compilação que normalmente ocorre quando o jogador inicia um game pela primeira vez.

Microsoft revela mais detalhes sobre o Project Helix, seu próximo Xbox

Xbox Series X + Series S (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Project Helix é a próxima geração do Xbox (imagem: divulgação)
  •  

Eventos iam voltar ao calendário do Windows 11, mas Microsoft adiou plano

Eventos no calendário do Windows 11
Como seriam os eventos no calendário do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft adiou adição de eventos ao calendário do Windows 11, inicialmente prevista para testes no final de 2025;
  • função ainda está nos planos, mas data de liberação da prévia não foi especificada;
  • recurso já existia no Windows 10, mas foi retirado do Windows 11 pela Microsoft.

Em novembro de 2025, a Microsoft revelou estar trabalhando em uma atualização que faria o calendário do Windows 11 permitir inserção de eventos ou lembretes. A companhia não deu data para liberar a funcionalidade, mas havia expectativa de que isso ocorresse no início de 2026. Sabemos, agora, que não será assim.

Essa expectativa girava em torno da promessa da Microsoft de iniciar testes do recurso com participantes do programa Windows Insider no fim do ano passado. Mas, até agora, não há sinal da nova função.

Foi então que o Windows Central descobriu que a Microsoft atualizou o anúncio original para remover o trecho que falava sobre a prévia do recurso em dezembro de 2025.

Teria a Microsoft desistido da ideia, então? Felizmente, não. Procurada pelo veículo, a companhia explicou que ainda está trabalhando na funcionalidade, mas que a liberação da prévia irá ocorrer nos “próximos meses”, sem dar uma data precisa.

Em outras palavras, a função de eventos do calendário flutuante do Windows 11 ainda está nos planos da Microsoft, a companhia apenas decidiu tirá-la da agenda (desculpa a ironia).

Motivo? Não está claro. Mas, quando o recurso foi anunciado, descobriu-se que o seu desenvolvimento estava sendo feito em WebView (com interface web), o que poderia afetar o seu desempenho.

O Windows Central levanta a possibilidade de a companhia ter recebido queixas contra isso e, assim, ter decidido basear o projeto na interface nativa do Windows, o que requer mais tempo de desenvolvimento.

O calendário do Windows 10 permite evento
O calendário do Windows 10 permite eventos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por que eventos no calendário do Windows 11 são importantes?

Porque, atualmente, o calendário flutuante que aparece quando você clica na área à direita da Barra de Tarefas do Windows 11 serve apenas para consulta de datas.

No Windows 10, você pode usar o calendário para adicionar eventos ou lembretes facilmente, o que torna a ferramenta muito mais útil. A remoção desse recurso no Windows 11 foi uma das derrapadas que a Microsoft deu com essa versão do sistema operacional.

Com o retorno do recurso ao Windows 11, espera-se que, além de eventos e lembretes, o calendário também permita ao usuário visualizar um botão direto para reuniões online agendadas.

Há boas chances de a funcionalidade ser realmente útil, portanto. É esperar que a Microsoft faça um bom trabalho (e em tempo hábil, de preferência).

Eventos iam voltar ao calendário do Windows 11, mas Microsoft adiou plano

Eventos no calendário do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

O calendário do Windows 10 permite eventos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Copilot Cowork: IA autônoma da Microsoft quer trabalhar no seu lugar

O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Copilot Cowork quer ser seu colega de equipe (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft apresentou o Copilot Cowork, uma IA corporativa capaz de executar tarefas de forma autônoma.

  • A ferramenta analisa dados do Microsoft 365 para organizar agendas, preparar reuniões e gerar relatórios.

  • O recurso está em testes no programa Research Preview e deve chegar primeiro a clientes do programa Frontier.

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (09/03) o Copilot Cowork, uma versão autônoma da sua inteligência artificial voltada para o mundo corporativo. O lançamento marca a transição dos chats interativos para a delegação real de tarefas, uma jogada que tenta consolidar a posição da gigante de Redmond diante do avanço rápido de concorrentes como ChatGPT e Gemini.

Desenvolvida em colaboração com a Anthropic, dona da IA Claude, a ferramenta lê o ecossistema de trabalho do usuário para resolver demandas sozinha, sem precisar de comandos ou monitoramento contínuo humano.

Como o Copilot Cowork funciona?

Na prática, o Cowork atua como um colega de equipe: você delega o que precisa e a IA se vira para executar. A solicitação vira um plano de ação rodando em segundo plano. O bot só entra em contato caso precise de aprovação ou para esclarecer dúvidas, liberando o profissional para focar em outras atividades.

No comunicado, o presidente de aplicativos e agentes de negócios da Microsoft, Charles Lamanna, indicou que o sistema pretende ser uma mudança de paradigma. Como exemplo, ele citou sua própria rotina: a IA analisou sua agenda e histórico de e-mails dos próximos três meses, identificou reuniões dispensáveis e gerou um gráfico de recomendações.

Após a aprovação do executivo, o Cowork recusou os convites indesejados automaticamente. O processo de 40 minutos, segundo Lamanna, poupou horas de trabalho manual da equipe.

Usuário delega a demanda e a IA exibe o progresso em tempo real (imagem: reprodução/Microsoft)

Para garantir esse nível de precisão, a Microsoft desenvolveu o que chama de Work IQ, uma tecnologia que cruza dados do Outlook, Teams, Excel e outras aplicações do Microsoft 365. Segundo a companhia, a ferramenta atua principalmente nos seguintes fluxos:

  • Gestão de agenda: o agente analisa prioridades, identifica conflitos e sugere o cancelamento de compromissos de baixa importância.
  • Preparação de reuniões: o sistema puxa o histórico de e-mails para montar documentos de briefing e apresentações de slides para clientes.
  • Pesquisas complexas: a IA consegue compilar relatórios, juntar notícias e entregar tudo mastigado em planilhas do Excel organizadas.
  • Planos de lançamento: a ferramenta elabora comparações diretas com a concorrência, sintetiza propostas e define responsáveis para projetos.
IA autônoma da Microsoft promete analisar relatórios e montar apresentações (imagem: reprodução/Microsoft)

Já está disponível?

O Copilot Cowork encontra-se atualmente em fase de testes restritos no programa Research Preview. A expansão do acesso está prevista para o final deste mês, sendo liberada primeiramente aos clientes corporativos inscritos no programa Frontier da Microsoft.

Copilot Cowork: IA autônoma da Microsoft quer trabalhar no seu lugar

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

  •  

LibreOffice critica União Europeia por usar Excel em consulta pública

Papel de parede exibindo os ícones das ferramentas do LibreOffice
Organização cobra o fim da dependência de formatos proprietários (imagem: reprodução/The Document Foundation)
Resumo
  • Document Foundation criticou a Comissão Europeia por usar Excel em uma consulta pública, contrariando diretrizes de padrões abertos.
  • Segundo a carta aberta da instituição, a exigência de formato .xlsx dificulta a compatibilidade com software livre, como o LibreOffice.
  • A fundação sugere oferecer formulários em formato .ods e adotar soluções mais acessíveis, como formulários web.

A Document Foundation, organização responsável pelo pacote de produtividade de código aberto LibreOffice, enviou um recado à Comissão Europeia nessa quinta-feira (05/03). Por meio de uma carta aberta, a entidade criticou o órgão governamental por disponibilizar um formulário de consulta pública exclusivamente no formato Microsoft Excel (.xlsx).

Para a fundação, a exigência de um arquivo proprietário para receber respostas da sociedade vai contra as próprias diretrizes de soberania digital e adoção de padrões abertos que a União Europeia tem defendido nos últimos tempos.

Por que a exigência gerou controvérsia?

A Comissão Europeia vem construindo um histórico de defesa da neutralidade tecnológica, ressaltando a necessidade de reduzir a dependência das grandes empresas de tecnologia estrangeiras. Documentos oficiais do bloco, inclusive, recomendam utilizar formatos abertos na prestação de serviços digitais pelo setor público.

No entanto, a Document Foundation argumenta que, ao exigir que cidadãos e organizações enviem feedback preenchendo obrigatoriamente uma planilha vinculada com a extensão .xlsx, a instituição força a adoção de um padrão controlado pela Microsoft. Segundo a nota oficial, o cenário é agravado por questões técnicas.

Embora o formato base do Excel, conhecido como OOXML (ISO/IEC 29500), tenha sido aprovado como um padrão no passado, a implementação real realizada pela Microsoft quase nunca segue as especificações à risca.

Na prática, isso pode destruir a compatibilidade do arquivo. Tentar abrir, preencher e salvar o documento oficial europeu utilizando o LibreOffice Calc, por exemplo, pode resultar em falhas de formatação e perda de dados.

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Document Foundation cobra neutralidade

Para a fundação que mantém o LibreOffice, o caso ultrapassa a classificação de uma simples falha processual ou administrativa e prejudica indivíduos, organizações não governamentais e administrações públicas que já fizeram a transição para fluxos de trabalho baseados em código aberto.

A ironia é que a consulta pública tratava justamente da Lei de Ciber‑Resiliência da União Europeia, proposta criada para reduzir riscos ligados à dependência tecnológica.

A solução técnica cobrada pela criadora do LibreOffice é que todos os formulários e modelos de feedback das consultas públicas passem a ser distribuídos sob neutralidade de formato. Se o órgão governamental deseja manter o modelo .xlsx, deve obrigatoriamente fornecer, em paralelo, uma versão em .ods (planilha ODF), um padrão internacional padronizado pela ISO, livre de royalties e sem um proprietário corporativo, garantindo acesso universal e sem custos.

A longo prazo, a fundação sugere que a União Europeia abandone a dependência de arquivos de planilhas para esse tipo de tarefa. Um formulário direto na web ou documentos em texto simples seriam soluções mais eficientes, eliminando a barreira de instalação de um software local. Para pressionar o órgão, a Document Foundation convocou a comunidade de software livre a enviar e-mails de protesto e mensagens de apoio pelos canais oficiais de contato da UE.

LibreOffice critica União Europeia por usar Excel em consulta pública

Desenvolvedor do LibreOffice tem conta bloqueada pela Microsoft (imagem ilustrativa: reprodução/The Document Foundation)

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Project Helix é o próximo console Xbox

Imagem em fundo preto mostra um círculo branco centralizado, com as palavras Project Helix abaixo
Console vai rodar jogos de Xbox e PC (imagem: divulgação)
Resumo
  • Microsoft anunciou o Project Helix, codinome do seu próximo console, que rodará jogos de Xbox e PC.
  • A CEO da divisão de games, Asha Sharma, indicou que o console terá uma proposta mais aberta que gerações anteriores.
  • Detalhes do hardware serão revelados na próxima semana durante a GDC.

A Microsoft revelou nesta quinta-feira (05/03), por meio do perfil oficial do Xbox, o codinome do seu próximo console: Project Helix. Segundo a nova CEO da divisão de games, Asha Sharma, o dispositivo será capaz de rodar jogos tanto de Xbox quanto de PC.

A executiva não entrou em detalhes, mas indicou que o console seguirá uma proposta mais aberta do que as gerações atuais. Esse movimento já vinha sendo especulado desde o ano passado, conforme revelamos aqui no Tecnoblog.

Great start to the morning with Team Xbox, where we talked about our commitment to the return of Xbox including Project Helix, the code name for our next generation console.

Project Helix will lead in performance and play your Xbox and PC games. Looking forward to chatting about… pic.twitter.com/Xx5rpVnAZI

— Asha (@asha_shar) March 5, 2026

Por enquanto, não há detalhes técnicos e informações do hardware, mas os rumores sugerem um conceito semelhante ao das Steam Machines, da Valve.

Mais detalhes sobre o Project Helix devem ser apresentados durante a Game Developers Conference (GDC), que começa na próxima segunda-feira (09/03) em São Francisco (EUA).

Nova liderança no Xbox

Imagem mostra a executiva Asha Sharma, da Microsoft, sorrindo
Asha Sharma lidera a divisão de games da Microsoft (imagem: divulgação)

O anúncio do Project Helix marca o primeiro grande movimento da nova liderança da Microsoft na divisão de games. Asha Sharma assumiu o comando do Xbox no fim de fevereiro, após a saída de Phil Spencer, veterano que liderava a marca desde 2001.

A mudança surpreendeu o setor. Além de Spencer, também deixou a empresa Sarah Bond, então diretora de operações do Xbox vista como a sucessora natural do executivo.

Antes de assumir a divisão de games, Sharma presidia o grupo de produtos CoreAI da Microsoft, responsável por iniciativas ligadas à inteligência artificial. A origem da executiva nesse setor levantou preocupações em parte da comunidade de jogadores sobre o uso intensivo de ferramentas generativas nos estúdios da marca.

Em um memorando interno, no entanto, Sharma tentou afastar os temores. Segundo ela, a empresa não pretende inundar o ecossistema com o que chamou de “conteúdo de IA sem alma”.

Project Helix é o próximo console Xbox

Asha Sharma lidera a divisão de games de Microsoft (imagem: divulgação)
  •  

Microsoft quer que o Copilot sincronize suas senhas

O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Copilot para Windows quer facilitar o login nos sites (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft atualizou o Copilot para sincronizar senhas e dados de formulários.
  • O recurso é opcional, desativado por padrão, e requer consentimento do usuário.
  • Por enquanto, a novidade está disponível apenas para os participantes do programa de testes Windows Insider.

A Microsoft começou a liberar uma atualização para o aplicativo Copilot no Windows que permite à inteligência artificial sincronizar suas senhas e dados de formulários. A novidade, por enquanto distribuída apenas para os participantes do programa de testes Windows Insider, deve facilitar o login em sites acessados diretamente pela interface do assistente, eliminando a chateação de digitar a mesma credencial várias vezes.

Colocar um gerenciador de senhas dentro de um aplicativo de IA, no entanto, levanta debates sobre segurança. Mas calma: o modelo de linguagem não deve “ler” a sua senha. Conforme apontado pelo portal XDA Developers, o recurso apenas importa o banco de dados de preenchimento automático que você já usa no seu navegador principal.

Dessa forma, as credenciais são gerenciadas pelo sistema interno, sem que a inteligência artificial utilize esses dados sensíveis para gerar respostas ou processar comandos de texto.

É seguro confiar senhas a uma IA?

Do ponto de vista da segurança cibernética, a proximidade entre o seu cofre de senhas e um chatbot exige cautela. Especialistas alertam para o risco de que agentes maliciosos possam, eventualmente, enganar a inteligência artificial por meio de engenharia social, forçando a ferramenta a revelar dados de acesso pessoais ou corporativos.

Ciente da polêmica, a Microsoft confirmou no blog oficial do Windows Insider que a sincronização é um recurso opcional. A ferramenta vem desativada por padrão e exige o consentimento explícito do usuário nas configurações para funcionar.

Ainda assim, para quem prefere manter uma muralha entre a navegação assistida por IA e as credenciais bancárias e de redes sociais, o uso de gerenciadores de senhas dedicados e independentes continua sendo a principal recomendação.

Copilot ganha navegador embutido

Novo painel lateral do Copilot abre links sem sair do app (imagem: reprodução/Microsoft)

Embora as senhas sejam o assunto do momento, a versão 146.0.3856.39 do aplicativo traz outras mudanças importantes. A principal delas é o novo painel lateral. Agora, ao clicar em um link fornecido pelo Copilot, a página é carregada ali mesmo, ao lado do bate-papo, em vez de abrir uma nova aba no Microsoft Edge.

Além de manter tudo na mesma tela, a Microsoft ampliou a leitura de contexto da IA. O Copilot agora consegue analisar os dados de todas as abas abertas dentro de uma conversa específica. Isso permite, por exemplo, pedir para a ferramenta cruzar e resumir informações de três sites diferentes de uma só vez. O app também salva essas abas no histórico para você retomar a pesquisa de onde parou.

A atualização promete ser mais rápida e traz ainda recursos da versão web, como os modos “Podcasts” e “Estudar e Aprender” (Study and Learn). Ainda não há previsão de quando a versão será liberada para todos os usuários.

Microsoft quer que o Copilot sincronize suas senhas

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Windows 11: ícones coloridos de bateria com porcentagem são oficiais

Ícone verde de bateria no Windows 11, indicando alta carga e tomada
Ícone verde de bateria no Windows 11, indicando alta carga e tomada (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Windows 11 agora possui ícones coloridos de status de bateria: verde, laranja, vermelho e preto, indicando diferentes níveis de carga e conexão à tomada;
  • porcentagem de carga pode ser exibida na Barra de Tarefas, mas precisa ser ativada manualmente em Configurações / Energia e bateria;
  • atualização que inclui ícones coloridos está sendo liberada gradativamente no Windows 11 25H2 ou 24H2.

Depois de pouco mais de um ano de testes, a Microsoft tornou os ícones coloridos de status de bateria oficiais no Windows 11. Eles não são um mero capricho: as cores ajudam o usuário a saber rapidamente se é preciso ligar o notebook à tomada ou não. A novidade já está sendo liberada massivamente.

São quatro cores:

  • ícone verde: indica que o notebook está ligado à tomada e que sua bateria tem alto nível de carga;
  • ícone laranja: informa que o notebook está operando em modo de economia de energia, que ocorre quando há 30% de carga ou menos;
  • ícone vermelho: indica que o nível de carga está abaixo de 6% e que o computador deve ser ligado à tomada o quanto antes;
  • ícone preto: informa que a carga está em 100% ou em um nível próximo a isso, mas sem o notebook estar ligado à tomada.

Também é possível mostrar a porcentagem de carga

Além de assumir cores condizentes com o status da bateria, o ícone também pode mostrar a porcentagem de carga disponível, informação que fica permanentemente visível na Barra de Tarefas.

Porém, essa opção precisa ser ativada manualmente pelo usuário. Para isso, basta ir em Configurações / Energia e bateria e ativar a opção Porcentagem de bateria. O mesmo caminho permite que a exibição de porcentagem seja desativada, obviamente.

Ícone de bateria no Windows 11 com porcentagem de carga
Ícone de bateria no Windows 11 com porcentagem de carga (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como ativar os ícones coloridos de bateria no Windows 11?

Os ícones coloridos de bateria consistem em uma mudança de interface no Windows 11, por isso, a sua ativação é automática e depende de uma atualização do sistema operacional.

Ao Windows Latest, a Microsoft confirmou que essa atualização começou a ser liberada massivamente no Windows 11 25H2 ou 24H2 há alguns dias, mas de modo gradativo, com mais usuários devendo receber a novidade no decorrer das próximas semanas.

Se a sua instalação do Windows 11 ainda não exibe os novos ícones, é possível tentar acelerar esse processo instalando a atualização KB5077241. Para tanto, você pode verificar se esse pacote já aparece no Windows Update como atualização opcional.

A instalação também pode ser feita a partir do catálogo online do Microsoft Update (observe que o pacote tem cerca de 4,5 GB, afinal, traz outras funções e modificações).

Windows 11: ícones coloridos de bateria com porcentagem são oficiais

Ícone verde de bateria no Windows 11, indicando alta carga e tomada (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Ícone de bateria no Windows 11 com porcentagem de carga (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • rumores apontam que OpenAI planeja lançar repositório de código para competir com GitHub;
  • Microsoft, além de dona do GitHub, é acionista da OpenAI, o que significa que repositório poderia causar tensões entre ambos os lados;
  • repositório da OpenAI pode incluir IA generativa para produção de código, semelhante ao GitHub Copilot.

A OpenAI tem anunciado serviços atrelados ou derivados do ChatGPT, e mais um pode estar a caminho: um repositório online de código para projetos de software que, como tal, viria para fazer frente ao GitHub. Se os rumores estiverem certos, a iniciativa será uma espécie de enfrentamento à Microsoft.

Pelo menos é o que revela o site The Information. De acordo com o veículo, uma fonte próxima à OpenAI revelou que a ideia de lançar um repositório de código surgiu por causa de instabilidades no GitHub que causaram transtornos a desenvolvedores da organização (e a outros usuários do serviço).

Engenheiros da OpenAI teriam tido a ideia de criar um repositório que tivesse mais disponibilidade do que o GitHub e que, ao mesmo tempo, pudesse ser oferecido a clientes da empresa.

Onde estaria o enfrentamento à Microsoft?

Para começar, a Microsoft é dona do GitHub desde 2018, embora a plataforma seja mantida até hoje como uma unidade independente. Some a isso o fato de, atualmente, a Microsoft deter 27% das ações da OpenAI.

Pela lógica, tamanha participação faria a criação de um serviço rival ao GitHub pela OpenAI soar como um ato de rebeldia ou algo assim. Esse cenário poderia levar a um afastamento entre as duas organizações, o que não seria surpreendente, afinal, a relação entre ambas está estremecida há algum tempo.

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)
OpenAI estaria insatisfeita com o GitHub (imagem ilustrativa: divulgação/GitHub)

Como será o repositório da OpenAI?

Não está claro. Por ora, o projeto permanece no campo dos rumores, que apontam ainda que a plataforma está em fase inicial de desenvolvimento e, consequentemente, poderá levar meses para ser lançada oficialmente.

Mas uma coisa é fácil de presumir: é muito provável que o repositório da OpenAI tenha uma ferramenta de inteligência artificial generativa que produz código sob demanda, talvez algo derivado do próprio ChatGPT.

Seria algo semelhante ao GitHub Copilot, portanto. Aliás, essa IA está tão presente na plataforma que, incomodados com isso, os desenvolvedores da distribuição Gentoo Linux decidiram abandonar o GitHub recentemente.

Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)
  •  

LibreOffice vai ter versão online, mas não do jeito esperado

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • LibreOffice Online será retomado, mas não será hospedado pela The Document Foundation; organizações interessadas deverão hospedar versão online em seus próprios servidores;
  • Collabora Online oferece versão online do LibreOffice desde 2015. Ela é mantida por uma organização que emprega boa parte dos desenvolvedores do LibreOffice;
  • Mais detalhes sobre o projeto LibreOffice Online serão divulgados em breve.

O LibreOffice é uma das suítes de escritório mais conhecidas depois do Microsoft 365/Office. Tamanha popularidade fez os mantenedores do projeto receberem numerosos pedidos para a criação de uma versão online do pacote. Esse projeto vai finalmente ser tirado do papel, mas não da forma esperada.

Na verdade, trata-se de uma retomada. O LibreOffice Online é um projeto que existe pelo menos desde 2015, mas que foi oficialmente suspenso em 2022. É esse projeto que será retomado:

Planejamos reabrir o repositório do LibreOffice Online na The Document Foundation (TDF) para contribuições, mas forneceremos avisos sobre o estado do repositório até que a equipe da TDF concorde que ele é seguro e utilizável.

Mike Saunders, colaborador da The Document Foundation

Mas há um porém: responsável pelo LibreOffice, a TDF tratou de avisar que a versão online do pacote não será hospedada pela própria organização ou disponibilizada diretamente a partir da web.

Em vez disso, o LibreOffice Online será desenvolvido para ser hospedado nos servidores das organizações interessadas pelo projeto. Nesse sentido, uma universidade poderá oferecer uma implementação própria do LibreOffice para seus alunos e professores, com acesso a partir do navegador, só para dar um exemplo.

A TDF promete liberar mais informações sobre o LibreOffice Online em breve.

Já existe uma versão online do LibreOffice: o Collabora

O site The Register chamou a atenção para um detalhe que quase passou despercebido: apesar de o LibreOffice Online ter sido “congelado”, existe uma versão nas nuvens da suíte que atende pelo nome Collabora Online.

Esse projeto foi criado em 2015 e é mantido até hoje. De acordo com o Register, a Collabora é uma organização baseada no Reino Unido que é responsável por boa parte dos desenvolvedores remunerados que trabalham em tempo integral no código-fonte do LibreOffice.

Collabora Online
O Collabora Online (imagem: reprodução/Collabora)

Essa intimidade com o projeto permite à Collabora oferecer versões online dos softwares da LibreOffice a organizações, por meio de planos pagos. Existe também uma versão gratuita que pode ser usada por usuários domésticos ou testada por desenvolvedores: trata-se do Collabora Online Development Edition (CODE).

Note, porém, que as versões do Collabora Online também devem ser instaladas em servidores próprios ou em uma nuvem privada para serem acessadas, não funcionando diretamente como um Software as a Service (SaaS) similar ao Google Docs, por exemplo.

Neste ponto encontramos o que pode ser a principal diferença em relação ao LibreOffice Online em si: há rumores de que, quando o projeto foi suspenso, em 2022, a principal motivação para isso foi um possível conflito com o Collabora Online; nesta retomada, a TDF apenas fornecerá o software, cabendo aos interessados hospedá-lo e mantê-lo.

Enquanto isso, a Collabora continuará oferecendo um pacote mais completo de serviços atrelados ao LibreOffice, o que inclui diferentes níveis de suporte técnico.

LibreOffice vai ter versão online, mas não do jeito esperado

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Microsoft proíbe termo “Microslop” e bloqueia Discord do Copilot

Ilustração do app do Microsoft Pilot no celular
Canal da Comunidade Copilot teve permissões desativadas (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft bloqueou o servidor do Copilot no Discord após críticas usando o termo “Microslop”.
  • Usuários driblaram filtros de moderação com variações do termo, levando ao banimento de contas.
  • A Microsoft ocultou o histórico e restringiu o envio de mensagens no servidor.

A Microsoft tomou medidas drásticas contra o uso do termo Microslop: decidiu bloquear o acesso ao servidor oficial do Copilot no Discord após a comunidade inundar a plataforma com a expressão. Inicialmente, a empresa tentou banir apenas este termo, mas não deu muito certo. Ele é usado para criticar a estratégia focada em inteligência artificial.

O portal Windows Latest foi o primeiro a relatar que a moderação do Discord do Copilot havia configurado um filtro automático para conter as críticas. Qualquer mensagem contendo a palavra “Microslop” era imediatamente retida. O remetente não via seu texto publicado e recebia um aviso informando que o conteúdo violava as regras do servidor.

Por que a palavra “Microslop” viralizou?

O apelido é uma junção do nome da empresa com o termo slop, usado na internet para descrever conteúdos de baixa qualidade e repetitivos, gerados por inteligência artificial. A expressão ganhou força nas redes sociais como uma manifestação de desagrado de usuários, que acusam a Microsoft de priorizar a integração forçada da IA no Windows 11.

Para essa parcela da comunidade, a fabricante de software está descuidando da estabilidade e desempenho geral do sistema em favor de atualizações voltadas à inteligência artificial. Como o Copilot é o rosto mais visível dessa nova fase, o assistente acabou se tornando o principal alvo das críticas.

Efeito reverso e bloqueio do servidor

Usuários que tentavam enviar o termo proibido recebiam alerta de “frase inadequada” (imagem: reprodução/ Windows Latest)

A tentativa de censura gerou uma reação imediata. Logo após a restrição ser divulgada no X, os membros do servidor iniciaram uma disputa com a moderação. Os usuários passaram a driblar o filtro automático utilizando variações ortográficas, como “Microsl0p”, substituindo a letra “o” pelo número zero.

Como esperado, essas versões alternativas passaram pelas barreiras iniciais. O que começou como um teste das restrições de palavras-chaves escalou rapidamente para envios em massa, resultando no banimento de diversas contas que insistiam em publicar as variações do termo.

Sem conseguir controlar o volume de mensagens, a Microsoft tomou medidas mais severas: ocultou o histórico do canal da Comunidade Copilot, restringiu o acesso a diferentes partes do servidor e desativou as permissões de envio de textos para grande parte do público.

Resta saber como a empresa lidará com a crise de imagem, especialmente num momento em que sua vantagem inicial em IA começa a ser ofuscada por concorrentes como Google, OpenAI e Anthropic.

Microsoft proíbe termo “Microslop” e bloqueia Discord do Copilot

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
  •  

Microsoft Edge abrirá Copilot automaticamente nos cliques em links do Outlook

Ilustração mostra a marca estilizada do Microsoft Copilot. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
Copilot poderá resumir conteúdo de links recebidos por email (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Edge abrirá automaticamente o Copilot nos cliques em links do Outlook, cruzando o contexto das mensagens com o conteúdo das páginas de destino;
  • atualização, prevista para maio, visa fornecer insights e sugestões baseadas no conteúdo dos e-mails, mas levanta preocupações sobre segurança de dados;
  • administradores temem conflitos com políticas de segurança, enquanto Microsoft defende integração como um avanço na produtividade.

A Microsoft anunciou que o navegador Edge passará a abrir automaticamente o painel lateral do Copilot quando um usuário acessar um link a partir do Outlook. Com o método, a empresa espera que usuários possam entender o conteúdo mais rápido e, dessa forma, tomar ações com menos etapas, melhorando a produtividade na navegação.

De acordo com a empresa, a atualização, prevista para maio, deve “fornecer insights contextuais e opções de sugestão acionáveis com base no conteúdo do e-mail e do destino”.

Ainda não há confirmação se o usuário deverá ativar a ferramenta voluntariamente ou se isso chegará ativado por padrão. O site The Register questionou a Microsoft sobre o nível de controle que os administradores de sistemas terão sobre a função e o que acontecerá caso o Edge não seja o navegador padrão do sistema, mas ainda não obteve retorno.

Usuários temem pela segurança de dados

Ilustração apresenta o logotipo do Microsoft Outlook. Na parte superior direita, o logo do "Tecnoblog" é visível.
IA no Outlook burlou configurações de segurança recentemente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A estratégia de integrar o Copilot em todos os softwares tem gerado um desafio para administradores de redes corporativas que ainda não adotaram a tecnologia, segundo a reportagem.

O problema é que a sugestão de ações baseadas no conteúdo de e-mails lidos pela IA pode entrar em conflito com políticas internas de segurança de dados, já que expõe o conteúdo das mensagens lidas para gerar as sugestões no navegador.

A preocupação tem sua razão para existir, já que a ferramenta parece ter dificuldades em respeitar alguns limites. Há pouco mais de um mês, um bug confirmado pela Microsoft permitia que o assistente ignorasse rótulos de sensibilidade e lesse emails confidenciais.

Ao The Register, o CEO do projeto Vivaldi, Jon von Tetzchner, definiu a atualização como “mais um exemplo de tentativa de empurrar o Edge de todas as formas possíveis, forçando também o Copilot para usuários que podem não querê-lo”.

Microsoft ignora críticas à integração forçada

Apesar das críticas, a empresa está confiante de que a integração com a tecnologia em todos os ambientes possíveis é a melhor saída. Para o CEO da Microsoft, Satya Nadella, a percepção do público sobre a tecnologia está errada e que ela não deve ser vista como uma ferramenta que produz conteúdo de baixa qualidade.

A manifestação do executivo virou pólvora para os críticos, que apelidaram a empresa de Microslop. Além de ganhar funções nas ferramentas do pacote Office, com o mesmo argumento da produtividade, a Microsoft levou o Copilot às TVs e pretende integrá-lo até ao explorador de arquivos.

Microsoft Edge abrirá Copilot automaticamente nos cliques em links do Outlook

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Nova CEO assume Xbox e promete barrar “IA ruim” nos jogos

Executiva promete foco em histórias criadas por humanos (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft nomeou Asha Sharma como nova CEO do Xbox, substituindo Phil Spencer em um momento de reestruturação e foco no ecossistema multiplataforma;
  • Sharma, com experiência em inteligência artificial, prometeu evitar o uso excessivo de “IA ruim” nos jogos, destacando a importância de histórias criadas por humanos;
  • nova liderança tem expectativa de reconquistar a confiança de jogadores e desenvolvedores.

Na última sexta-feira (20/02), a Microsoft anunciou uma mudança histórica na liderança de sua divisão de jogos. Asha Sharma foi nomeada nova vice-presidente executiva (EVP) e CEO da Microsoft Gaming. Ela substitui Phil Spencer, que pegou o mercado de surpresa ao anunciar sua aposentadoria.

A transição ocorre em um momento crítico: a companhia busca redefinir a marca Xbox diante da queda nas vendas de hardware e da migração para um modelo focado no ecossistema multiplataforma.

A reestruturação não se limitou à saída de Spencer. Sarah Bond, presidente e COO do Xbox, também deixou a companhia após quase nove anos de atuação. Segundo o The Verge, Bond enfrentou atritos internos ao defender a estratégia “Xbox Everywhere”, focada em promover jogos em nuvem e dispositivos móveis.

Qual é o papel da IA no futuro do Xbox?

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
Com vendas de hardware em baixa, console passa por redefinição de marca (imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

Asha Sharma passou os últimos dois anos presidindo o grupo de produtos CoreAI da Microsoft. Por isso, a comunidade de jogadores levantou preocupações sobre o uso maciço de ferramentas generativas nos estúdios da marca. Sharma, no entanto, foi categórica em um memorando interno: a empresa não inundará o ecossistema com “conteúdo de IA sem alma”.

Em entrevista à Variety, a nova CEO detalhou essa visão e afirmou que “não tem tolerância para a má IA”. Ela reconheceu que a tecnologia faz parte do desenvolvimento há anos e continuará sendo um motor de crescimento, mas ressaltou que “grandes histórias são criadas por humanos”.

A declaração toca em um debate sensível na indústria. Conforme destacado pelo Ars Technica, a tolerância do público à inteligência artificial generativa tem sido mínima. Recentemente, o estúdio Sandfall Interactive perdeu um prêmio após admitir o uso de IA em cenários de Clair Obscur: Expedition 33.

Em contrapartida, lendas como John Carmack (criador de Doom) defendem que a tecnologia permite resultados superiores para equipes menores, enquanto Tim Sweeney (CEO da Epic Games) argumenta que a ferramenta estará em praticamente todas as produções futuras.

Um perfil diferente na liderança

A escolha da Asha Sharma marca um desvio em relação ao seu antecessor. Enquanto Phil Spencer construiu uma carreira de décadas dentro do Microsoft Game Studios, a nova CEO assume o cargo sem experiência prévia no setor de videogames. Antes, ela ocupou cargos de alta gestão em empresas como Instacart e Meta.

Apesar da falta de familiaridade com a cultura gamer, a executiva tem demonstrado abertura e afirma entrar na indústria como uma “construtora de plataformas”, com foco em reconquistar a confiança de jogadores e desenvolvedores.

O primeiro grande teste da nova gestão não vai demorar. Com o aniversário de 25 anos do Xbox chegando no final de 2026, a Microsoft planeja usar o GDC Festival of Gaming em março e o Xbox Games Showcase na primavera norte-americana para definir a direção do próximo capítulo da marca.

Nova CEO assume Xbox e promete barrar “IA ruim” nos jogos

Xbox Series X e controle (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)
  •  

Outlook tem novo bug e Microsoft sugere gambiarra para consertar

Ilustração apresenta o logotipo do Microsoft Outlook. Na parte superior direita, o logo do "Tecnoblog" é visível.
Versão clássica do cliente de email vem tendo problemas em 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Outlook clássico tem um bug onde o cursor do mouse desaparece, mas ainda é possível interagir com o programa.
  • A Microsoft sugere soluções temporárias, como selecionar emails ou usar o PowerPoint para tentar fazer o cursor reaparecer.
  • A Microsoft enfrenta outros problemas, incluindo bugs no Windows 11 e serviços de armazenamento em nuvem.

O Outlook clássico está com um problema: para alguns usuários, o cursor do mouse desaparece ao entrar na interface do cliente de email. Mesmo assim, ainda é possível interagir com o programa.

Esse é mais um bug a assombrar a Microsoft em 2026. Durante o mês de janeiro, o Outlook começou a travar e não abrir novamente, obrigando o usuário a matar o processo ou reiniciar o computador. A falha estava em outro lugar — na sincronização com o OneDrive, mais especificamente.

O que acontece com o Outlook?

Em uma página de suporte atualizada em 19 de fevereiro, a Microsoft descreve o problema.

Ao usar o Outlook clássico, o ponteiro ou cursor do mouse pode desaparecer ao movê-lo sobre a interface. Embora o ponteiro não esteja visível, a cor do email na lista de mensagens muda conforme você passa o cursor sobre ele. Esse problema também foi relatado, embora em menor grau, no OneNote e em outros aplicativos do Microsoft 365.

A empresa diz que a equipe responsável pelo programa está investigando a questão e que o tópico será atualizado quando houver mais informações.

Como resolver o bug do Outlook?

PowerPoint com Copilot gera apresentações a partir de pedidos do usuário ou documentos
Por algum motivo, o PowerPoint ajuda a solucionar o problema (imagem: divulgação)

Enquanto uma correção oficial não chega, a Microsoft sugere três jeitinhos para conseguir navegar pelos emails — e o item 2 da lista é uma gambiarra bastante esquisita.

  1. Selecionar um email quando a cor da mensagem na lista mudar. O cursor pode reaparecer.
  2. Abrir o PowerPoint, clicar em uma janela editável, clicar de volta no Outlook. O cursor pode reaparecer.
  3. Reiniciar o computador.

Microsoft está tendo problemas

Além dos dois bugs já citados envolvendo o Outlook, a Microsoft atravessa uma má fase que também afeta outros produtos.

Com informações do Neowin

Outlook tem novo bug e Microsoft sugere gambiarra para consertar

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

PowerPoint com Copilot gera apresentações a partir de pedidos do usuário ou documentos (Imagem: Divulgação/Microsoft)
  •  

Meta registra IA que interage em nome de pessoas falecidas

Meta registra patente sobre IA que simula presença digital (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta registrou uma patente de IA que simula interações em redes sociais após a morte do usuário, reacendendo debates éticos.
  • O sistema usaria grandes modelos de linguagem para simular atividades online, como publicações e interações, usando dados históricos do perfil.
  • A Meta afirma não ter planos de desenvolver a tecnologia, mas a patente garante direitos sobre a ideia para uso futuro.

A Meta registrou uma patente que descreve um modelo de inteligência artificial capaz de continuar publicando, curtindo e interagindo em redes sociais em nome de uma pessoa ausente — inclusive após sua morte. A informação foi revelada pelo Business Insider, com base em um pedido concedido no fim de dezembro, que detalha um sistema baseado em grandes modelos de linguagem (LLMs) que simulariaa atividade online de usuários por longos períodos.

Embora a empresa afirme que não pretende levar o projeto adiante, o simples registro da patente já foi suficiente para reacender discussões sobre limites éticos, uso de dados pessoais e o impacto emocional de tecnologias que recriam a presença digital de pessoas falecidas.

Como funcionaria a “presença digital pós-vida”?

De acordo com a patente, o sistema foi pensado para usuários com forte presença nas redes, como influenciadores que desejam se afastar temporariamente das plataformas sem perder engajamento. A IA poderia responder comentários, reagir a publicações e até simular chamadas de áudio ou vídeo com seguidores, sempre usando dados históricos do perfil.

O pedido foi apresentado em 2023 pelo então CTO da Meta, Andrew Bosworth. Em um dos trechos do documento, a empresa reconhece que o efeito da tecnologia seria diferente em casos de falecimento. “O impacto nos usuários é muito mais severo e permanente se esse usuário estiver morto e nunca mais puder retornar à plataforma de rede social”, afirma o texto.

Em declaração ao Business Insider, a Meta afirmou que não tem planos atuais de desenvolver ou lançar esse tipo de LLM. Ainda assim, a patente garante à empresa os direitos sobre a ideia, caso decida revisitá-la no futuro.

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Tecnologias de IA ampliam discussões sobre identidade digital e pós-vida (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Até onde vai o limite ético desse tipo de IA?

A Meta não é a única a explorar esse território. A Microsoft registrou, em 2021, uma patente semelhante para um chatbot que imitava pessoas falecidas, mas acabou abandonando o projeto. Na época, executivos da empresa classificaram a proposta como “perturbadora”.

Enquanto grandes empresas recuam, startups passaram a ocupar esse espaço. Serviços conhecidos como “deadbots” usam IA para criar versões digitais de pessoas mortas, levantando alertas entre juristas, profissionais da saúde mental e especialistas em luto. Plataformas como Replika AI e 2wai são frequentemente citadas nesse debate.

A preocupação não se limita ao usuário comum. Celebridades como Matthew McConaughey já tomaram medidas legais para proteger imagem e voz após a morte, registrando marcas relacionadas à própria identidade. Especialistas em planejamento sucessório recomendam que qualquer pessoa estabeleça regras claras sobre o uso de dados, imagens e conteúdos digitais no pós-vida.

Meta registra IA que interage em nome de pessoas falecidas

Meta registra patente sobre IA que simula presença digital (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Bloco de Notas do Windows 11 terá suporte a imagens

Bloco de Notas do Windows 11 terá suporte a imagens
Bloco de Notas do Windows 11 terá suporte a imagens (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Bloco de Notas do Windows 11 terá suporte a imagens, de acordo com anúncio;
  • Microsoft confirmou que suporte a imagens está em testes internos, mas sem data de lançamento definida;
  • Suporte a imagens poderá ser desativado nas configurações, e Microsoft afirma que impacto no desempenho é mínimo.

Quem acha que o Bloco de Notas (Notepad) está ficando “inchado” no Windows 11 precisa se preparar psicologicamente: a Microsoft pretende adicionar ao editor de textos suporte a imagens, embora ainda não se saiba em quais formatos.

A informação vem do Windows Latest, que descobriu o futuro novo recurso de um modo curioso: o Bloco de Notas para usuários que participam do programa de testes Windows Insider tem um botão de novidades à direita da barra superior; ali, o veículo encontrou um anúncio que mostra o botão de imagens no Notepad (captura de tela acima).

Esse botão ainda não é visível no editor de texto, mas, no anúncio, aparece ao lado de outro recurso recente: o botão para inserção de tabelas no Bloco de Notas.

Ao Windows Latest, a Microsoft confirmou que o suporte a imagens no Notepad não só está a caminho como já vem sendo testado internamente pela companhia. Não há data definida para o seu lançamento, porém. Fala-se apenas em liberação nos próximos meses.

Tabela no Bloco de Notas do Windows 11
Tabela no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Pode o suporte a imagens deixar o Bloco de Notas pesado?

De acordo com a Microsoft, o suporte a recursos como Markdown (outra função recente do Notepad) e imagens causa impacto mínimo no desempenho do Bloco de Notas. Mas somente testando para termos certeza, afinal, imagens tendem a demandar mais recursos de processamento para serem renderizadas.

De todo modo, a Microsoft já confirmou que a exibição de imagens no Bloco de Notas poderá ser desativada nas configurações do aplicativo.

Os novos recursos têm feito o Bloco de Notas sair do status de editor de textos simples para um substituto para o finado WordPad.

Se por um lado a ferramenta tem ficado mais útil, por outro, está suscetível a um número maior de problemas. Vide a recente falha de segurança que explorava o suporte a Markdown do Bloco de Notas. Felizmente, esse problema já foi corrigido pela Microsoft.

Bloco de Notas do Windows 11 terá suporte a imagens

Bloco de Notas do Windows 11 terá suporte a imagens (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Tabela no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Microsoft avança no Project Silica e quer guardar dados por 10 mil anos

Microsoft demonstra tecnologia de armazenamento em vidro para arquivos de longo prazo (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • O Projeto Silica da Microsoft Research usa vidro para armazenamento de dados, gravando terabytes em placas de vidro estáveis por milênios sem consumo de energia quando inativo.
  • O sistema grava dados dentro do vidro usando lasers de femtossegundo, criando voxels que aumentam a densidade de dados, e utiliza inteligência artificial para leitura.
  • Um bloco de vidro pode armazenar até 4,84 TB, com testes indicando durabilidade de mais de 10 mil anos, mas o processo de escrita é lento, limitando a escalabilidade para grandes volumes de dados.

Armazenar grandes volumes de dados por décadas — ou séculos — segue sendo um desafio técnico e econômico. Fitas magnéticas, discos rígidos e servidores consomem energia, sofrem desgaste e exigem manutenção constante. Em busca de alternativas mais duráveis, pesquisadores vêm testando soluções pouco convencionais, que vão de DNA sintético a novos materiais físicos.

É nesse contexto que a Microsoft apresentou avanços do Project Silica, iniciativa que transforma placas de vidro em mídia de armazenamento digital. Em um estudo publicado na revista Nature, a empresa mostrou um sistema funcional capaz de gravar e ler dados diretamente no interior do material, com densidade superior a 1 gigabit por milímetro cúbico.

Por que usar vidro para guardar dados?

Apesar da fama de frágil, o vidro pode ser extremamente estável do ponto de vista químico e térmico. Dependendo de sua composição, ele resiste bem à umidade, variações de temperatura e interferências eletromagnéticas. Segundo os pesquisadores, trata-se de um meio que oferece exatamente o tipo de durabilidade desejada para armazenamento arquivístico.

No Project Silica, os dados não são gravados na superfície, mas “queimados” dentro do vidro com lasers de altíssima precisão. O uso de lasers de femtossegundo — pulsos ultracurtos emitidos milhões de vezes por segundo — permite criar estruturas microscópicas chamadas voxels. Esses pontos podem representar mais de um bit de informação, aumentando significativamente a densidade de dados.

Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
O Project Silica integra as iniciativas de pesquisa da Microsoft em armazenamento de dados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Armazenamento em vidro é viável?

A leitura dessas informações é feita por microscopia capaz de detectar variações no índice de refração do vidro. O sistema captura imagens camada por camada e utiliza redes neurais convolucionais para interpretar os padrões gravados. A inteligência artificial é treinada para reconhecer sutis diferenças visuais, inclusive a influência de voxels vizinhos.

Antes da gravação, os dados passam por um processo de codificação com correção de erros semelhante ao usado em redes 5G. Isso garante maior confiabilidade na recuperação futura. Hoje, um único bloco de vidro pode armazenar até 4,84 TB, mas o processo de escrita ainda é lento: preencher totalmente uma placa pode levar mais de 150 horas.

Mesmo assim, os testes de envelhecimento acelerado indicam que o vidro de borossilicato manteria os dados legíveis por mais de 10 mil anos à temperatura ambiente. Por isso, a Microsoft afirmou: “Nossos resultados demonstram que a sílica pode se tornar a solução de armazenamento de arquivos para a era digital”.

Na prática, porém, o volume crescente de dados globais impõe limites. Projetos científicos que geram centenas de petabytes por ano exigiriam milhares de placas e dezenas de máquinas operando em paralelo.

Microsoft avança no Project Silica e quer guardar dados por 10 mil anos

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Microsoft alerta: botões de IA podem manipular respostas

Ilustração de arte da ameaça prompt injection
Links e comandos maliciosos podem comprometer a memória de assistentes de IA e influenciar respostas (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • Pesquisadores identificaram que botões de “resumir com IA” podem inserir instruções ocultas, enviesando recomendações de assistentes inteligentes.
  • A prática de “AI Recommendation Poisoning” utiliza links com comandos ocultos que afetam respostas futuras, tornando a manipulação difícil de detectar.
  • Para mitigar riscos, recomenda-se desconfiar de resumos automáticos, verificar links antes de clicar e revisar memórias de assistentes de IA.

Botões de “resumir com IA”, que estão mais comuns em sites e newsletters, podem parecer inofensivos à primeira vista. A proposta é simples: facilitar a leitura de um conteúdo longo por meio de um resumo automático gerado por um assistente de inteligência artificial. No entanto, especialistas em segurança alertam que esses atalhos podem esconder algo a mais.

Pesquisadores da Microsoft identificaram um crescimento no uso de links que carregam instruções ocultas capazes de influenciar a forma como assistentes de IA respondem a perguntas futuras. A prática, a chamada AI Recommendation Poisoning explora recursos legítimos das plataformas para inserir comandos que afetam recomendações, muitas vezes sem que o usuário perceba.

O que está por trás dos botões de resumo

De acordo com a equipe de segurança da Microsoft, algumas empresas passaram a incluir comandos escondidos em botões e links de “Summarize with AI”. Esses links utilizam parâmetros de URL que já abrem o chatbot com um prompt pré-preenchido. Tecnicamente, não há nada de complexo nisso: basta acrescentar um texto específico ao endereço que leva ao assistente.

Em testes noticiados pelo jornal The Register foi observado que esse método pode direcionar o tom ou o conteúdo das respostas. Num dos exemplos, a IA era instruída a resumir uma reportagem “como se tivesse sido escrita por um pirata”. A resposta seguiu exatamente essa orientação, o que indica que comandos mais sutis também podem funcionar.

O problema surge quando a instrução não é apenas estilística. Segundo o Microsoft Defender Security Team, “identificamos mais de 50 prompts únicos de 31 empresas em 14 setores diferentes”, muitos deles com comandos para que a IA “lembre” de uma marca como fonte confiável ou a recomende no futuro. O alerta é claro: “assistentes comprometidos podem fornecer recomendações sutilmente tendenciosas sobre tópicos críticos, incluindo saúde, finanças e segurança, sem que os usuários saibas que sua IA foi manipulada”.

Logotipo da Microsoft
Microsoft destaca riscos em resumos com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que isso representa um risco?

A pergunta central é simples: até que ponto é possível confiar em uma recomendação gerada por IA? O risco do chamado envenenamento de memória está justamente na persistência. Uma vez que o comando é interpretado como preferência legítima, ele pode influenciar respostas futuras, mesmo em novos contextos.

Os pesquisadores explicam que “AI Memory Poisoning ocorre quando um agente externo injeta instruções ou ‘fatos’ não autorizados na memória de um assistente de IA”. Isso torna a manipulação difícil de detectar e corrigir, já que o usuário nem sempre sabe onde verificar essas informações salvas.

Para reduzir a exposição, a orientação é adotar cuidados básicos: desconfiar de botões de resumo automáticos, verificar para onde links levam antes de clicar e revisar periodicamente as memórias armazenadas pelo assistente de IA.

Microsoft alerta: botões de IA podem manipular respostas

Prompt injection explora vulnerabilidades de IAs generativas baseadas em LLMs (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Agora é possível instalar apps da Microsoft Store via linha de comando

Microsoft Store CLI no Windows 11
Microsoft Store CLI no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Store CLI permite instalar e gerenciar aplicativos via linha de comando no Windows 10 e 11;
  • Comandos principais incluem “store browse-apps”, “store install” e “store –help”;
  • Microsoft Store CLI é voltada principalmente a desenvolvedores e usuários avançados.

No universo do Linux, você pode instalar softwares via linha de comando usando ferramentas como APT e Snap. E se você pudesse ter uma experiência minimamente parecida com essas opções, mas no Windows? Com a Microsoft Store CLI isso é possível.

CLI é a sigla para Command Line Interface, ou seja, Interface de Linha de Comando. A ideia é permitir que você instale e gerencie aplicativos no Windows digitando instruções via Prompt de Comando (CMD) ou via Windows PowerShell.

A condição é a de os apps em questão estarem disponíveis na Microsoft Store, obviamente. Além disso, a Microsoft Store precisa estar ativada no computador.

De acordo com a companhia, a Microsoft Store CLI foi criada para atender a desenvolvedores e usuários avançados. A nova abordagem vinha sendo testada há algum tempo e, nesta semana, foi anunciada oficialmente.

Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI
Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como usar a Microsoft Store CLI?

Para usar a novidade, tudo o que é necessário fazer é abrir o Prompt de Comando ou o PowerShell e digitar o comando store, tanto no Windows 11 quanto no Windows 10. Se preferir, você pode digitar diretamente comandos mais específicos. Os principais são estes:

  • descobrir aplicativos: store browse-apps [parâmetro]
  • instalar um aplicativo: store install [nome do aplicativo]
  • atualizar um aplicativo: store install [nome do aplicativo]
  • obter ajuda: store –help
Instalação de app via Microsoft Store CLI
Instalação de app via Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por exemplo, suponha que você queira descobrir a lista de aplicativos mais populares na loja. O comando é este:

store browse-apps top-free

Ou, então, imagine que você queira instalar o Firefox no computador. O comando é este:

store install firefox

A loja buscará os aplicativos que tiverem o nome “firefox”. Na sequência, você deverá selecionar a opção a ser instalada usando as setas do teclado e a tecla Enter.

Antes de encerrarmos, uma curiosidade: esta não é a primeira vez que a Microsoft oferece uma opção de instalação de softwares via linha de comandos. Em 2021, quando o Windows 10 ainda era suportado, a companhia lançou o Winget 1.0 (ou Windows Package Manager 1.0), que tem uma proposta parecida.

A principal diferença entre as duas opções, um tanto óbvia, é que a Store CLI é direcionada apenas aos aplicativos disponíveis na Microsoft Store, enquanto o Winget é mais generalista.

Agora é possível instalar apps da Microsoft Store via linha de comando

Microsoft Store CLI no Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Lista de aplicativos na Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Instalação de app via Microsoft Store CLI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Windows 11 26H1 será exclusivo para novos PCs com chip Arm

Logotipo do Windows 11
Windows 11 26H1 não será uma atualização de recursos do 25H2 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Windows 11 26H1 será exclusivo para novos PCs com chips Arm e não estará disponível para dispositivos com processadores Intel ou AMD.
  • Microsoft interromperá o ciclo tradicional de atualizações anuais, focando em otimizações de hardware para os novos processadores Arm.
  • A maioria dos usuários continuará na versão 25H2, recebendo atualizações mensais de segurança e correções de bugs.

A Microsoft quebrará o tradicional ciclo de atualizações anuais com o lançamento do Windows 11 26H1, que será exclusivo para novos computadores com arquitetura Arm. A maioria dos usuários, com dispositivos em x86, não poderá instalá-lo. Máquinas equipadas com os recém-anunciados chips Snapdragon X2 Elite, da Qualcomm, já chegarão com a nova versão.

Diferentemente dos pacotes de recursos que chegam habitualmente para todos via Windows Update, o 26H1 “não é uma atualização de recursos para a versão 25H2”, explica a gerente de produto Aria Hanson, em um post no blog da Microsoft. Isso significa que a vasta maioria dos PCs atuais — sejam eles equipados com processadores Intel, AMD ou até modelos Arm mais antigos — não receberá essa atualização.

Chip Snapdragon X2 Elite
Windows 11 26H1 chega para PCs com base no Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm)

O sistema operacional foi bifurcado temporariamente para atender às necessidades de hardware dos novos processadores. Com a decisão, quem está hoje nas versões 24H2 ou 25H2 do Windows seguirá na versão já instalada.

De acordo com apuração do Ars Technica, usuários dos PCs que receberão a 26H1 também não devem receber a atualização do fim do ano, a 26H2, prevista para o restante do ecossistema.

A expectativa é que a Microsoft volte a unificar os ecossistemas até março de 2028, quando o suporte às atualizações de segurança do Windows 11 26H1 deve ser encerrado. Até lá, desenvolvedores e outros profissionais terão que lidar com esse período de sobreposição, testando softwares em versões distintas do sistema em hardwares diferentes.

Compromisso com arquitetura Arm

O lançamento da versão dedicada ao Arm reforça o compromisso da Microsoft com a arquitetura, após décadas de domínio do x86, usado amplamente pelas rivais Intel e AMD.

A atualização anterior, 24H2, já havia sido um marco nesse sentido, introduzindo mudanças profundas no kernel e o tradutor “Prism” para melhorar a compatibilidade de apps antigos.

Vale lembrar que a Microsoft já vem tratando as versões Arm com certa prioridade. Recursos de inteligência artificial que exigem NPUs potentes, como o polêmico Recall e o Click To Do, chegaram primeiro aos PCs com Arm meses antes de serem liberados para as versões x86.

Chip Arm
Microsoft foca em compatibilidade para chips Arm (imagem: divulgação/Arm)

Updates não param para PCs “comuns”

Apesar da exclusividade da nova atualização, a Microsoft garante que o Windows 11 26H1 não traz recursos visuais inéditos ou ferramentas exclusivas que fariam falta no uso diário. O foco, segundo a empresa, é quase inteiramente em otimizações de baixo nível para extrair o máximo dos novos processadores da Qualcomm.

Para a grande maioria dos usuários que permanecerá na versão 25H2, nada muda. A empresa continuará liberando atualizações mensais de segurança, correções de bugs e novos recursos via feature drops.

Windows 11 26H1 será exclusivo para novos PCs com chip Arm

Windows 11 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Série Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm

Chip Arm (imagem: divulgação/Arm)
  •  

Microsoft começa a operar novo data center em SP com foco em IA

Priscyla Laham faz a abertura do Microsoft AI Tour em São Paulo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo

A Microsoft abriu dois prédios de processamento de dados – tecnicamente chamados de data halls – no Brasil. Eles ficam num novo data center localizado no estado de São Paulo e fazem parte do investimento de R$ 14,7 bilhões previsto para o triênio de setembro de 2024 a setembro de 2027.

O anúncio foi feito durante o evento Microsoft AI Tour, realizado na capital paulista com a presença do Tecnoblog. A presidente da Microsoft, Priscyla Laham, explicou que os dois novos prédios são dedicados à nuvem e à inteligência artificial. No caso da IA, neles vai ocorrer de tudo, desde treinamento até inferência.

A companhia tem planos de inaugurar mais data halls neste espaço e novos data centers, como parte do investimento bilionário. Os locais exatos não foram revelados por motivos de segurança. Hoje, a Microsoft mantém duas regiões do Azure no país: em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Quais são os planos da Microsoft para a IA no Brasil?

Laham afirmou que a IA tem o potencial de gerar um salto na produtividade do brasileiro. “A gente saiu de um cenário de IA como assistente pessoal para aplicação em fluxos inteiros de trabalho”, segundo a executiva. O evento contou com a participação de lideranças da Petrobras, Defensoria Pública do Estado de São Paulo e Bradesco, entre outras organizações.

A Microsoft aproveitou a oportunidade para reforçar o investimento em treinamento. Cerca de 2,8 milhões de pessoas já participaram dos treinamentos em tecnologia do programa ConectAI, atualmente focado em inteligência artificial. Há desde tarefas básicas até programação com uso de ferramentas de IA.

Além da iniciativa aberta ao público em geral, a gigante americana também estima que treinou outros 40 mil funcionários de clientes no país. “Essas pessoas vão ficar mais à vontade para criar coisas com o apoio da inteligência artificial”, conclui Priscyla.

Tecla no Surface Laptop aciona a IA do Copilot (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Microsoft e parceiros mostraram formas de usar Copilot e IA no fluxo de trabalho (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como fica a formação de desenvolvedores?

A diretora de Capacitação em IA, Lucia Rodrigues, lembra que o Brasil está no top 5 do GitHub. No mundo, existem hoje cerca de 400 milhões de desenvolvedores do software, total que deve saltar para 1 bilhão até 2030. “Estamos formando a mão de obra que vai construir o futuro tecnológico do país e do mundo”.

A Microsoft anunciou um novo projeto de capacitação de jovens entre 15 e 18 anos chamado ColAI. Cerca de 20 participantes receberão treinamento em tecnologia, habilidades socioemocionais e pensamento crítico, entre outras competências. A ideia é apoiá-los na inserção no mercado de trabalho. Ele será realizado em uma favela de Poá, que fica na Região Metropolitana de São Paulo, em uma parceria com a instituição Gerando Falcões.

Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite da Microsoft

Microsoft começa a operar novo data center em SP com foco em IA

Priscyla Laham faz a abertura do Microsoft AI Tour em São Paulo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Tecla no Surface Laptop aciona a IA do Copilot (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  •  

Windows 11 abandona drivers de impressoras antigas (mas elas ainda funcionam)

Tantes de tinta de impressora HP (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Tanques de tinta de impressora (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft descontinua atualizações de drivers V3 e V4 para impressoras no Windows 11 e Windows Server 2025;
  • Impressoras antigas continuarão funcionando, mas drivers V3 e V4 não serão atualizados pelo Windows Update;
  • Microsoft quer focar em drivers mais modernos, no padrão Mopria/IPP.

Se você tem uma impressora antiga, que (milagrosamente) funciona até hoje, precisa ficar atento: a Microsoft confirmou que, desde janeiro de 2026, não atualiza mais drivers V3 e V4 para impressoras no Windows 11 e no Windows Server 2025. Mas o que isso quer dizer?

Que fique claro desde já que a sua impressora antiga continua compatível com o Windows 11. A mudança em questão apenas acaba com atualizações de drivers por meio do Windows Update, com exceção para casos pontuais (que envolvem problemas de segurança, por exemplo).

O termo V3 é uma referência a uma classe de drivers para impressoras comercializadas na época em que o Windows XP e o Windows Server 2000 eram os sistemas operacionais mandatórios da Microsoft.

Drivers V3 são caracterizados por terem muitos elementos proprietários e, principalmente, por acessarem numerosos recursos do sistema operacional. Eles são mais inseguros, portanto.

Mais tarde, com a dupla Windows 8 e Windows Server 2012, a Microsoft tentou amenizar esses problemas com uma classe mais avançada, os drivers V4, que são mais leves e baseados em menos arquivos DLL em relação aos drivers V3.

Porém, drivers V4 não tiveram a adesão esperada por parte dos fabricantes e mantêm algumas limitações técnicas importantes, e isso tudo os torna apenas “menos piores” do que os drivers V3.

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Windows 11 perderá suporte a drivers V3 e V4 via Windows Update (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que acontece agora com a minha impressora no Windows 11?

Se você comprou uma impressora nos últimos dez anos, não precisa se preocupar, pois, provavelmente, o equipamento utiliza drivers no padrão Mopria/IPP, que são mais seguros, estáveis e menos dependentes de software fornecido por fabricantes.

Para quem tem uma impressora antiga, no padrão V3 ou V4, elas continuam funcionando no Windows 11 ou no Windows Server 2025.

No caso de uma instalação nova do sistema operacional, porém, drivers V3 ou V4 ainda poderão ser baixados via Windows Update, mas não há garantia de disponibilidade para todos os modelos. Diante dessas circunstâncias, a recomendação é a de que o usuário baixe os drivers junto ao fabricante da impressora.

O plano de descontinuação do suporte a drivers V3 e V4 foi anunciado pela Microsoft em setembro de 2023. A partir de julho de 2026, o Windows passará a priorizar drivers Mopria/IPP da Microsoft quando mais de uma opção estiver disponível.

Por fim, a partir de julho de 2027, drivers de impressoras fornecidos por fabricantes não poderão mais ser atualizados via Windows Update, exceto para correções de segurança. Assim, quem preferir drivers de fabricantes terá que instalá-los separadamente.

Com informações de Windows Latest

Windows 11 abandona drivers de impressoras antigas (mas elas ainda funcionam)

Tantes de tinta de impressora HP (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

LibreOffice critica Microsoft por complicar formatos do Office

Representação gráfica dos novos logos do pacote Office
Ícones dos aplicativos do Office/Microsoft 365 (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • The Document Foundation critica Microsoft por dificultar implementação do OOXML, que possui especificações complexas e documentação extensa;
  • Entidade também afirma que OOXML depende de elementos proprietários e componentes específicos do Windows, dificultando implementações alternativas;
  • Segundo a The Document Foundation, o OOXML não pode ser considerado, de fato, um padrão.

Desenvolver um pacote de produtividade não é tarefa fácil, pois vários softwares complexos fazem parte do projeto. Mas os desenvolvedores do LibreOffice têm um desafio adicional: oferecer suporte aos formatos do Office. Não por acaso, a The Document Foundation voltou a criticar a Microsoft por dificultar esse trabalho.

The Document Foundation é o nome da organização responsável pelo LibreOffice. Aliás, a versão 26.2 do LibreOffice foi lançada na semana passada, trazendo, entre várias novidades, suporte melhorado a formatos do Office.

Soa repetitivo, pois toda nova versão do pacote traz anúncios relacionados ao Office. Mas não poderia ser diferente: os desenvolvedores do projeto se esforçam para fazer arquivos do Office serem tratados corretamente no LibreOffice, mas não recebem nenhum apoio da Microsoft para isso.

Na verdade, a The Document Foundation não espera um apoio direto, mas que a Microsoft torne o OOXML (Office Open XML) uma especificação realmente aberta e que segue boas práticas de desenvolvimento. Isso permitiria uma compatibilidade real com suítes de terceiros.

O que há de errado no OOXML?

O OOXML é mantido pela Microsoft como um padrão de formatos de arquivos que é implementado principalmente nos softwares do Office. É de lá que surgem formatos como DOCX (Word), XLSX (Excel) e PPTX (PowerPoint).

Apesar de ser descrito como um padrão aberto (observe a palavra “Open” no nome completo), o OOXML nem sempre é visto como tal, pois tem uma série de limitações. As mais importantes foram citadas na crítica publicada recentemente pela The Document Foundation.

No texto, a organização afirma que o OOXML tem especificações muito complexas, com a sua documentação envolvendo cerca de 7.000 páginas, o que dificulta a sua implementação por terceiros.

Além disso, o texto aponta que os aplicativos do Microsoft Office não implementam os formatos seguindo a versão padronizada da documentação (ISO/IEC 29500 Strict), mas uma variação “Transicional” que adiciona suporte a formatos legados, trazendo o efeito de dificultar o trabalho com arquivos resultantes em suítes alternativas.

Também há críticas sobre o OOXML ter dependência de elementos proprietários ou não documentados de versões antigas do Office (dos quais somente a Microsoft compreende), bem como de componentes específicos do Windows, que dificultam ou até impossibilitam implementações multiplataforma.

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows
Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Diante desses e de outros pontos observados no texto, a The Document Foundation não considera o OOXML, de fato, um formato padronizado:

Infelizmente, continuo lendo sobre defensores do software de código aberto que alegremente usam os formatos proprietários da Microsoft, DOCX, XLSX e PPTX, para seus documentos e, assim, preferem softwares proprietários como o OnlyOffice ao LibreOffice. Outros escrevem coisas absurdas como: “OOXML é um formato padrão e temos que aceitá-lo”.

Gostaria, portanto, de aproveitar a oportunidade para esclarecer, de uma vez por todas, por que OOXML nunca foi, não é e nunca será um formato padrão, a menos que a Microsoft decida redesenhar completamente os aplicativos do Office.

Italo Vignoli, da The Document Foundation e LibreOffice

Vale lembrar que não é a primeira vez que a The Document Foundation faz críticas diretas à companhia. Em julho de 2025, a entidade acusou a Microsoft de aplicar táticas questionáveis para “prender” usuários no Office.

Apesar das críticas, não há nada sugerindo que a Microsoft irá promover mudanças no OOXML.

LibreOffice critica Microsoft por complicar formatos do Office

(imagem: divulgação/Microsoft)

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Windows 11: Nvidia recomenda desinstalar atualização de janeiro

Imagem mostra um chip de computador prateado, com o logo e o nome "NVIDIA" em preto, centralizado em uma placa-mãe escura cheia de pequenos componentes eletrônicos.
Conflitos com atualização KB5074109 afetam usuários de placas de vídeo Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • Nvidia recomenda desinstalar a atualização KB5074109 do Windows 11 para usuários de GPUs GeForce devido a instabilidades.
  • O conflito técnico surge da interação entre o núcleo do sistema e os drivers de vídeo GeForce após o patch, afetando o desempenho.
  • A desinstalação deve ser feita via Configurações do Windows 11, mas a Nvidia alerta que a remoção pode aumentar a vulnerabilidade do sistema.

A Nvidia recomenda que os proprietários de placas de vídeo da linha GeForce desinstalem a atualização KB5074109 do Windows 11, lançada pela Microsoft em janeiro de 2026. A orientação surge após uma onda de relatos indicando que o pacote provoca instabilidade severa, incluindo quedas na taxa de quadros (FPS), artefatos visuais e “telas pretas”.

Embora o patch seja obrigatório e resolva vulnerabilidades críticas do sistema, a Nvidia investiga um conflito técnico que compromete a execução de jogos e aplicações profissionais. Segundo o suporte, a remoção manual da atualização é, no momento, o único método eficaz para restaurar o desempenho das GPUs.

Por que a atualização afeta as GPUs Nvidia?

A comunidade de jogadores que utiliza hardware GeForce reportou perdas de performance que variam entre 15 e 20 FPS em diversos títulos, afetando desde modelos de entrada até as placas topo de linha da série RTX. O conflito técnico está na interação entre o núcleo do sistema e a forma como os drivers de vídeo gerenciam os recursos de hardware após a aplicação do patch.

A atualização KB5074109 foi projetada pela Microsoft como um pacote de segurança robusto, corrigindo 114 vulnerabilidades e introduzindo melhorias no consumo de energia para sistemas equipados com Unidades de Processamento Neural (NPUs). Entretanto, essas mudanças geraram uma incompatibilidade com drivers GeForce lançados recentemente (versões 582.28 e 591.86).

Inicialmente, muitos usuários acreditaram que o problema estava nos drivers da própria Nvidia, contudo, a telemetria coletada pela fabricante e os testes realizados por especialistas de hardware confirmaram que a instabilidade é desencadeada pelo código da atualização do Windows.

Alguns jogadores enfrentam apenas uma leve queda de desempenho, enquanto outros relatam artefatos gráficos — distorções visuais na tela — que tornam o uso do computador inviável.

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Conflito impede que GPU se comunique de forma eficiente com o Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Além dos problemas de desempenho, a Microsoft reconheceu que o patch apresentou falhas que impediram a inicialização correta de alguns sistemas. A empresa liberou uma atualização opcional que foca na correção das telas pretas e falhas de boot.

No entanto, a Nvidia alerta que este segundo patch pode não resolver as perdas de quadros por segundo, mantendo o conselho de desinstalação do pacote de janeiro para quem busca mais estabilidade.

Como realizar a desinstalação?

O procedimento deve ser feito através do menu de Configurações do Windows 11: Windows Update > Histórico de atualizações > Desinstalar atualizações. Nessa lista, é necessário localizar o registro identificado pelo código KB5074109 e confirmar a sua remoção. Após o processo, o sistema solicitará uma reinicialização obrigatória.

Para evitar que o Windows reinstale o pacote automaticamente, recomenda-se utilizar a opção “Pausar atualizações” por algumas semanas até que uma correção definitiva seja lançada.

É fundamental ressaltar que essa orientação não vale para todos. A própria Nvidia recomenda cautela: a desinstalação só deve ser realizada por usuários de GPUs GeForce que estejam enfrentando problemas técnicos. Como o pacote KB5074109 corrige mais de uma centena de brechas de segurança, removê-lo pode deixar o computador mais vulnerável a ameaças desnecessariamente.

A Nvidia reforçou que continua monitorando os fóruns de suporte e coletando dados técnicos para auxiliar a Microsoft no desenvolvimento de uma solução definitiva. O objetivo é que uma futura atualização cumulativa resolva os conflitos de driver sem comprometer a segurança do Windows 11.

Windows 11: Nvidia recomenda desinstalar atualização de janeiro

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Hackers russos usam falha crítica do Office para espionar usuários

Microsoft Office 365 (Imagem: Jernej Furman / Flickr)
Campanha de espionagem explorou falha no Microsoft Office (imagem: Jernej Furman/Flickr)
Resumo
  • Hackers ligados à Rússia exploraram uma falha Office poucas horas após a correção da Microsoft.
  • O ataque comprometeu órgãos diplomáticos, marítimos e de defesa em nove países.
  • Segundo a empresa de segurança Trellix, a campanha durou 72 horas e utilizou 29 iscas diferentes, principalmente na Europa Oriental.

Pesquisadores de segurança identificaram uma campanha de espionagem cibernética que teria sido conduzida por hackers ligados ao governo da Rússia. A ofensiva explorou rapidamente uma falha crítica no Microsoft Office e começou menos de 48 horas após a Microsoft liberar uma atualização emergencial para corrigir o problema.

O ataque permitiu o comprometimento de dispositivos usados por organizações diplomáticas, marítimas e de defesa em mais de meia dúzia de países. Segundo a Trellix, empresa de cibersegurança, a velocidade da exploração reduziu drasticamente o tempo disponível para que equipes de TI aplicassem os patches e protegessem sistemas sensíveis.

Falha corrigida virou arma em menos de dois dias

A vulnerabilidade, catalogada como CVE-2026-21509, foi explorada pelo grupo rastreado sob nomes como APT28, Fancy Bear, Sednit, Forest Blizzard e Sofacy. Após analisar a correção liberada pela Microsoft, os invasores conseguiram desenvolver um exploit avançado capaz de instalar dois backdoors inéditos.

De acordo com a Trellix, toda a operação foi planejada para evitar detecção por soluções tradicionais de proteção de endpoints. Os códigos maliciosos eram criptografados, executados apenas na memória e não deixavam artefatos relevantes em disco. Além disso, os primeiros contatos com as vítimas partiram de contas governamentais previamente comprometidas, o que aumentou a taxa de sucesso das mensagens de phishing.

“O uso da CVE-2026-21509 demonstra a rapidez com que agentes alinhados a estados podem explorar novas vulnerabilidades, reduzindo a janela de tempo para que os defensores corrijam sistemas críticos”, escrevem os pesquisadores.

Segundo eles, “a cadeia de infecção modular da campanha — do phishing inicial ao backdoor em memória e aos implantes secundários — foi cuidadosamente projetada para explorar canais confiáveis e técnicas sem arquivos, para se esconder à vista de todos”.

A campanha de spear phishing durou cerca de 72 horas, começou em 28 de janeiro e utilizou ao menos 29 iscas diferentes, enviadas a organizações em nove países, principalmente da Europa Oriental. Oito deles foram divulgados: Polônia, Eslovênia, Turquia, Grécia, Emirados Árabes Unidos, Ucrânia, Romênia e Bolívia.

Imagem mostra um cadeado azul fechado, centralizado sobre um fundo abstrato em tons de cinza e azul claro, com formas geométricas que sugerem tecnologia e segurança digital. No canto inferior direito, a marca d'água "Tecnoblog" é visível.
Ataque usou ao menos 29 iscas de spear phishing em nove países (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como funcionavam os malwares instalados?

O ataque resultou na instalação dos backdoors BeardShell e NotDoor. O BeardShell permitia reconhecimento completo do sistema, persistência por meio da injeção de código em processos do Windows e movimentação lateral dentro das redes comprometidas.

Já o NotDoor operava como uma macro VBA — um tipo de script de automação de tarefas comum, mas que foi usado aqui como um comando malicioso oculto –, instalada após o desarme das proteções de macro do Outlook.

Uma vez ativo, o NotDoor monitorava pastas de e-mail e feeds RSS, reunindo mensagens em arquivos .msg enviados para contas controladas pelos invasores em serviços de nuvem. Para driblar controles de segurança, o malware alterava propriedades internas dos e-mails e apagava vestígios do encaminhamento automático.

A Trellix atribuiu a campanha ao grupo APT28 com “alta confiança”, avaliação reforçada pela Equipe de Resposta a Emergências Cibernéticas da Ucrânia (CERT-UA), que classifica o mesmo como UAC-0001. “A APT28 tem um longo histórico de espionagem cibernética e operações de influência”, afirmou a empresa.

Hackers russos usam falha crítica do Office para espionar usuários

Microsoft Office 365 (Imagem: Jernej Furman / Flickr)

Segurança digital (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

CEO da AMD indica que próximo Xbox ficará pronto em 2027

Joystick para Xbox
CEO da AMD indica que próximo Xbox ficará pronto em 2027 (imagem ilustrativa: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • CEO da AMD, Lisa Su, indicou que o próximo Xbox pode ser lançado ou ficar pronto em 2027, com um SoC semicustomizado da AMD;
  • Documentos vazados sugerem que, se não for lançado em 2027, o console deve chegar em 2028;
  • Rumores indicam ainda que novo Xbox pode ter uma abordagem híbrida entre console e PC.

Já faz algum tempo que a Microsoft não apresenta novidades substanciais para a linha Xbox. Isso faz muita gente se perguntar: quando a companhia irá lançar a próxima geração do console? Se de modo intencional ou não, a CEO da AMD, Lisa Su, deixou escapar que poderemos ter novidades em 2027.

A revelação foi feita enquanto Su comentava os resultados financeiros mais recentes da AMD. Durante a teleconferência sobre o assunto, a executiva deu a seguinte declaração quando falava sobre projetos futuros ou em andamento pela companhia:

O desenvolvimento do Xbox de próxima geração da Microsoft, a ser equipado com um SoC semicustomizado da AMD, está progredindo bem para possibilitar um lançamento em 2027.

Lisa Su, CEO da AMD

A declaração não significa, necessariamente, que o próximo Xbox será lançado em 2027, mas que a AMD estará pronta para fornecer o SoC nesse ano, se isso estiver nos planos da Microsoft.

Se o console não for lançado em 2027, do ano seguinte não deverá passar. Isso porque trechos de uma reunião dos líderes da Microsoft que vazaram em 2023 indicavam planos de lançamento para 2028. Documentos que vazaram em ocasiões posteriores também.

Contudo, é possível que a Microsoft tenha antecipado a previsão de lançamento para 2027 por conta da pressão para oferecer um novo Xbox no mercado.

Neste ponto, vale relembrar que a atualização mais recente da linha remete a 2020, quando o Xbox Series X e o Xbox Series S foram lançados. Depois disso, a Microsoft lançou apenas atualizações ou edições especiais desses consoles.

Lisa Su, CEO da AMD, com um chip Ryzen 7000 (imagem: divulgação/AMD)
Lisa Su, CEO da AMD (imagem: divulgação/AMD)

Como será o próximo Xbox?

Se os rumores estiverem certos, a próxima geração do Xbox pode seguir uma abordagem híbrida entre console e PC ou, ainda, combinar hardware local (o próprio console) com computação nas nuvens.

Nesse sentido, a parceria entre AMD e Microsoft vai além do chip do console: sabe-se que ambas as companhias já trabalham na próxima geração de servidores da plataforma Xbox Cloud Gaming.

CEO da AMD indica que próximo Xbox ficará pronto em 2027

Acessórios para Xbox também ficarão mais caros (imagem ilustrativa: divulgação/Microsoft)

Lisa Su, CEO da AMD, com um chip Ryzen 7000 (imagem: divulgação/AMD)
  •  

“Precisamos melhorar o Windows”, admite executivo após onda de panes

Homem de camisa social cinza aparece em um ambiente interno, de perfil, olhando para a direita. Ao fundo, há uma parede clara e uma planta com folhas verdes e brotos avermelhados.
Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft criou uma força-tarefa para melhorar o Windows 11 após falhas e críticas da comunidade.
  • A empresa enfrenta problemas de desempenho, bugs e instabilidade no Windows 11, afetando usuários e empresas.
  • Críticas à Microsoft incluem notificações invasivas e integração forçada de IA, gerando preocupações sobre privacidade.

A Microsoft iniciou uma mobilização interna de emergência para conter a crise de imagem e desempenho que atinge o Windows 11. Segundo o presidente da divisão de Windows, Pavan Davuluri, a comunidade tem exigido melhorias no sistema, motivo pelo qual a empresa criou uma espécie de força-tarefa para eliminar gargalos de performance, bugs persistentes e a instabilidade crônica que marcou as atualizações mais recentes.

“Precisamos melhorar o Windows de maneiras que sejam significativas para as pessoas”, disse Davuluri à newsletter Notepad, do site The Verge. De acordo com o executivo, a meta é resgatar a confiança do usuário, deixando em segundo plano a corrida pelo lançamento de novas funções de inteligência artificial.

O que está acontecendo com o Windows 11?

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Microsoft ouviu reclamações e vai focar em estabilidade (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

A ofensiva da Microsoft chega no momento em que o Windows 11 acumula falhas. A primeira atualização de 2026, por exemplo, foi marcada por instabilidades severas que forçaram correções emergenciais fora do cronograma.

Os bugs envolveram desde o desligamento inesperado de máquinas até falhas de sincronização em serviços de nuvem como OneDrive e Dropbox. No setor corporativo, o cenário foi ainda pior: empresas relataram PCs que simplesmente pararam de inicializar após os updates de janeiro.

O histórico de “tropeços” recentes é grande. O sistema enfrentou problemas de desconexão na Área de Trabalho Remota, bugs que duplicavam processos no Gerenciador de Tarefas e até falhas visuais no modo escuro, que emitia flashes brancos ao abrir o Explorador de Arquivos.

Essa sucessão de erros fez com que o Windows perdesse ainda mais terreno em estabilidade para o Linux, que hoje entrega bom desempenho até em nichos como o de jogos.

Publicidade e IA no centro das críticas

Tela exibindo o Windows 11 25H2
Pacote de janeiro de 2026 exigiu correções de emergência (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A estratégia de produto da Microsoft também é alvo de atrito. A empresa tem sido criticada por usar notificações invasivas para “empurrar” o navegador Edge, muitas vezes ignorando as definições de aplicativos padrão do usuário.

A integração forçada da IA também não agradou a todos. O recurso Recall, que registra capturas de tela para buscas futuras, gerou debates sobre privacidade e segurança, especialmente pelo receio de exposição de dados sensíveis. A sensação é de que a Microsoft priorizou embutir o Copilot em ferramentas simples, como o Paint e o Bloco de Notas, enquanto deixou de lado a manutenção do núcleo do SO.

Apesar do clima de desconfiança, o Windows 11 alcançou a marca de um bilhão de usuários mais rápido que o Windows 10 — um crescimento impulsionado pelo fim do suporte à versão anterior. Agora, o desafio da Microsoft é provar que o sistema pode ser tão confiável quanto popular.

“Precisamos melhorar o Windows”, admite executivo após onda de panes

Pavan Davuluri é chefe de Windows desde setembro de 2025 (imagem: reprodução/Microsoft)

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Windows 11 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •  

Como desinstalar o Microsoft Edge do PC

Microsoft Edge
Saiba o passo a passo para excluir o Microsoft Edge no Windows 10 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Existem diferentes métodos de desinstalar o navegador Microsoft Edge no Windows 10. Quando a desinstalação está bloqueada pelo Painel de Controle do sistema, é necessário usar comandos manuais via Prompt de Comando ou Windows PowerShell.

A Microsoft impede a remoção nativa do Edge porque ele é o motor de renderização do sistema. No Windows 11, recursos como o assistente Copilot, a busca no Menu Iniciar e os Widgets dependem dessa infraestrutura para funcionar corretamente.

Assim, remover o navegador pode causar instabilidades críticas e erros em atualizações automáticas do sistema operacional. Além disso, o Windows Update costuma reinstalar o navegador silenciosamente para evitar o comprometimento dos recursos nativos.

A seguir, veja como desinstalar o Edge no Windows 10 via Painel de Controle, Prompt de Comando ou Windows PowerShell. Também saiba como a ausência do navegador pode impactar no desempenho do sistema operacional da Microsoft.

Índice

Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo Painel de Controle

Este método funciona ao desinstalar o Microsoft Edge em versões mais antigas e desatualizadas do Windows 10. Portanto, ela pode não estar disponível em todos os computadores com o sistema operacional.

1. Acesse as “Configurações” do Windows 10

Abra o Menu Iniciar e digite “Configurações” para acessar o painel de controle do Windows 10.

Acessando as configurações do Windows 10
Acessando as configurações do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Abra o menu “Aplicativos”

Em “Configurações”, clique em “Aplicativos” para ver todos os softwares instalados na sua máquina com Windows 10.

Abrindo o menu "Aplicativos"
Abrindo o menu “Aplicativos” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Selecione “Aplicativos e recursos”

Clique na guia “Aplicativos e recursos”, no canto esquerdo da tela, para visualizar a lista de programas instalados no computador.

Selecionando a guia "Aplicativos e recursos"
Selecionando a guia “Aplicativos e recursos” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Clique em “Desinstalar” Microsoft Edge

Busque o “Microsoft Edge” na lista de aplicativos e clique no nome do software para ver mais opções. Em seguida, clique em “Desinstalar” e siga as instruções na tela para completar o processo para remover o Microsoft Edge do Windows 10.

Desinstalando o Edge pelo painel de controle do Windows
Desinstalando o Edge pelo painel de controle do Windows (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo Prompt de Comando

1. Acesse o “Sobre o Microsoft Edge”

Abra o Microsoft Edge no seu PC e clique no botão de três pontos, no canto superior direito, para ver mais opções. Selecione “Ajuda e comentários” e clique em “Sobre o Microsoft Edge” para ver informações sobre o navegador.

Acessando as informações do Microsoft Edge
Acessando as informações do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Copie a versão do Microsoft Edge

Na seção “Sobre”, copie ou anote os números, incluindo os pontos, da versão do Microsoft Edge instalada no computador. Essa informação será importante para desinstalar o navegador via Prompt de Comando do Windows 10.

Copiando o número da versão do Microsoft Edge
Copiando o número da versão do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Abra o Prompt de Comando como Administrador

Aperte a tecla Windows e digite “Prompt de Comando”. Em seguida, clique na opção “Executar como administrador” para acessar a ferramenta com todos os privilégios.

Abrindo o Prompt de Comando do Windows 10
Abrindo o Prompt de Comando do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Insira o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge

No Prompt de Comando, digite o seguinte comando:

cd %PROGRAMFILES(X86)%\Microsoft\Edge\Application\XX\Installer

Importante: substitua o “XX” pelos números da versão do Microsoft Edge instalada no PC – incluindo os pontos – e aperte “Enter” para avançar.

Inserindo o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge usando os dados da versão do navegador
Inserindo o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge usando os dados da versão do navegador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

5. Force a desinstalação do Microsoft Edge

Ao acessar a pasta do Microsoft Edge pelo Prompt de Comando, insira o seguinte comando:

setup –uninstall –force-uninstall –system-level

Aperte “Enter”, aguarde a ação ser executada e feche a janela do Prompt de Comando. Em seguida, reinicie o computador para completar o processo e excluir o Edge.

Usando o comando para forçar a desinstalação do Microsoft Edge via Prompt de Comando
Usando o comando para forçar a desinstalação do Microsoft Edge via Prompt de Comando (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como desinstalar o Microsoft Edge no Windows 10 pelo PowerShell

1. Abra o Windows PowerShell

Aperte o botão Windows no teclado e digite “Windows PowerShell”. Em seguida, clique em “Executar como Administrador” para abrir o prompt de comando do PowerShell.

Abrindo o Windows PowerShell como Administrador
Abrindo o Windows PowerShell como Administrador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Busque a versão do Microsoft Edge

Com o PowerShell aberto, digite o comando abaixo e aperte “Enter”: 

Get-AppxPackage | Select Name, PackageFullName

Essa ação listará todos os programas instalados na máquina e o nome completo do pacote. Isso facilita a localização do Microsoft Edge e o endereço da pasta do navegador.

Inserindo o comando para verificar os aplicativos instalado na máquina
Inserindo o comando para verificar os aplicativos instalado na máquina (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Copie as informações do Microsoft Edge

Veja a lista de programas instalados e localize o “Microsoft.MicrosoftEdge.Stable”. Em seguida, copie o caminho mostrado na coluna no canto direito da tela.

Selecionando o caminho da pasta do Microsoft Edge
Selecionando o caminho da pasta do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Realize a remoção do Microsoft Edge

Insira o seguinte comando para desinstalar o Microsoft Edge via PowerShell:

Get-AppxPackage *MicrosoftEdge* | Remove-AppxPackage

Importante: no lugar do *MicrosoftEdge*, cole o caminho copiado nas informações obtidas pelo PowerShell. Após executar o comando, reinicie o computador para concluir a desinstalação.

Realizando a remoção do Microsoft Edge via PowerShell
Realizando a remoção do Microsoft Edge via PowerShell (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Por que não consigo desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Estes são alguns pontos que podem impedir a desinstalação do Edge no PC Windows:

  • Integração nativa ao sistema: o Edge é um componente essencial que fornece o motor WebView2 para widgets e aplicativos do Windows. Por ser parte do “núcleo” do sistema operacional, a opção de desinstalação fica propositalmente desativada no Painel de Controle;
  • Bloqueio no registro do Windows: chaves específicas no Registro, como a NoRemove, atuam como travas de segurança integradas pela Microsoft. Essas marcações impedem a remoção do navegador mesmo usando ferramentas de terceiro;
  • Erro ao informar a versão do Edge: o processo de desinstalação via Prompt de Comando pode não funcionar se a versão do navegador não for digitada corretamente com os pontos;
  • Restrições de versão e build: versões recentes do Windows possuem proteções que bloqueiam comandos via PowerShell. O sistema retorna erros de “parte do SO”, tratando o navegador como um arquivo protegido e imutável;
  • Processos ativos e atualizações: serviços como o EdgeUpdate e processos em segundo plano impedem qualquer tentativa de modificação nos arquivos. Além disso, o Windows Update pode baixar e reinstalar o navegador automaticamente se detectar sua ausência.

Caso não consiga remover o Edge, é possível desativar a inicialização automática no Gerenciador de Tarefas e bloquear a execução em segundo plano nas configurações do Windows. Isso minimiza o consumo de recursos sem comprometer a estabilidade do Windows.

É possível desinstalar o Microsoft Edge do Windows 11?

Não dá para desinstalar o Edge no Windows 11, pois ele atua como componente estrutural para funcionamento de widgets e da interface web do sistema. A Microsoft restringe a remoção para garantir a estabilidade do sistema e evitar falhas em processos nativos que dependem do motor de renderização.

Embora ele permaneça instalado, o usuário pode mudar o navegador padrão do Windows 11 nas configurações do sistema. Essa alteração redireciona a abertura de links e arquivos externos para o software da preferência da pessoa, reduzindo a presença do Edge no uso cotidiano.

O que acontece ao desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Estas são algumas ações que ocorrem ao desinstalar o Microsoft Edge do PC:

  • Ausência de navegação emergencial: sem um navegador reserva pré-instalado na máquina, o usuário perde o principal meio de baixar drivers, novos softwares ou abrir determinados arquivos;
  • Ruptura do WebView2: muitos aplicativos de terceiros e nativos, como Widgets e Clima, perdem a capacidade de exibir conteúdo web, resultando em janelas em branco ou erros de script;
  • Comprometimento da Busca e Ajuda: a pesquisa do Menu Iniciar e os links de suporte do sistema (tecla F1) ficam inoperantes, pois são programados exclusivamente para abrir via motor do Edge;
  • Falhas em aplicativos essenciais: serviços como Outlook e Teams podem parar de funcionar corretamente, pois dependem do motor de renderização do Edge;
  • Riscos de corrupção do registro: como o Edge é integrado ao Kernel do Windows, sua remoção forçada via scripts pode corromper chaves do Registro, gerando instabilidade ou lentidão em processos;
  • Ciclo de restauração forçada: o Windows Update trata o Edge como um componente de segurança crítico, reinstalando-o automaticamente na próxima verificação para garantir a integridade do sistema operacional.

Tem algum problema desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Sim, desinstalar o Microsoft Edge compromete recursos nativos como a busca do Menu Iniciar, o Copilot e a integração do Microsoft 365, prejudicando a experiência do sistema. Essa ação também gera instabilidade técnica, afetando as atualizações de segurança e o funcionamento de diversos componentes internos do Windows.

Qual é a diferença entre desativar e desinstalar o Microsoft Edge do PC?

Desativar o Microsoft Edge significa interromper os processos em segundo plano e impedir a inicialização automática, mantendo os arquivos preservados no sistema. É a escolha ideal para evitar conflitos, já que muitos recursos do Windows usam o motor do navegador para funcionar corretamente.

Desinstalar o Microsoft Edge remove permanentemente os executáveis do computador, processo que geralmente requer o uso do Prompt de Comando ou PowerShell. Embora libere espaço em disco, essa prática pode gerar instabilidade no sistema e o Windows costuma reinstalar o programa em atualizações futuras.

Como desinstalar o Microsoft Edge do PC

Microsoft Edge (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Acessando as configurações do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o menu "Aplicativos" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando a guia "Aplicativos e recursos" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Desinstalando o Edge pelo painel de controle do Windows (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando as informações do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Copiando o número da versão do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o Prompt de Comando do Windows 10 (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Inserindo o comando para acessar a pasta do Microsoft Edge usando os dados da versão do navegador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Usando o comando para forçar a desinstalação do Microsoft Edge via Prompt de Comando (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o Windows PowerShell como Administrador (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Inserindo o comando para verificar os aplicativos instalado na máquina (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Selecionando o caminho da pasta do Microsoft Edge (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Realizando a remoção do Microsoft Edge via PowerShell (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
  •  

Maia 200: Microsoft diz que novo chip supera aceleradores da Amazon e Google

O chip Maia 200, para aceleração de IA, já está em uso numa região do Azure (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • O Maia 200 da Microsoft oferece mais de 10 petaFLOPS em precisão de 4 bits e 5 petaFLOPS em 8 bits, superando o Amazon Trainium e o TPU do Google.
  • O chip é produzido com tecnologia de 3 nanômetros da TSMC, possui mais de 100 bilhões de transistores e utiliza memória HBM3e de 216 GB a 7 TB/s.
  • O Maia 200 será usado pela equipe Microsoft Superintelligence, no Microsoft Foundry e no Microsoft 365 Copilot, com suporte para o Maia SDK.

A Microsoft anunciou hoje (26/01) o Maia 200, acelerador de inteligência artificial voltado para inferência de modelos em larga escala. A empresa promete desempenho superior ao da Amazon e do Google com o novo hardware, que apresenta custo-benefício 30% maior em relação aos sistemas anteriores da companhia. O chip já está em operação aa região Central dos Estados Unidos do Azure e deve chegar “em breve” à região West 3, no Arizona.

O Maia 200 entrega mais de 10 petaFLOPS em precisão de 4 bits e cerca de 5 petaFLOPS em 8 bits. Segundo os dados técnicos, o hardware atinge desempenho FP4 três vezes maior que o Amazon Trainium de terceira geração e supera o desempenho FP8 do TPU de sétima geração do Google. Segundo a MS, um node Maia 200 é capaz de executar os modelos atuais com margem para futuras expansões.

Este hardware estava previsto para o fim de 2025, mas sofreu um atraso de cerca de seis meses. A companhia atribuiu a situação a mudanças de projeto imprevistas, restrições de pessoal e atlta rotatividade.

Quais são as especificações técnicas do hardware?

Produzido com tecnologia de 3 nanômetros da TSMC, Cada chip é produzido em litografia de 3 nanômetros da TSMC e conta com mais de 100 bilhões de transistores. O hardware utiliza um sistema de memória HBM3e de 216 GB a 7 TB/s e 272 MB de SRAM on-chip, além de mecanismos de movimentação de dados para modelos de alta demanda. O subsistema de memória utiliza tipos de dados de precisão estreita, engine DMA e fabric NoC para garantir a largura de banda.

A arquitetura utiliza um design de scale-up de dois níveis baseado em Ethernet. Cada unidade oferece 1,4 TB/s de largura de banda para operações em clusters de até 6.144 aceleradores. No interior de cada tray, quatro chips Maia são conectados por links diretos. O protocolo de comunicação é padronizado para redes intra-rack e inter-rack, o que permite o escalonamento entre diferentes estruturas de datacenter.

Satya Nadella, homem de óculos usando uma camisa cinza e um paletó cinza escuro. Ao lado, um logo do Windows.
Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)

Onde o Maia 200 será aplicado?

A equipe do Microsoft Superintelligence utilizará o chip para geração de dados sintéticos e aprendizado por reforço. O acelerador também será empregado em cargas de trabalho no Microsoft Foundry e no Microsoft 365 Copilot. De acordo com a empresa, a implementação nos racks de datacenter ocorreu em menos da metade do tempo registrado em projetos anteriores.

A Microsoft também anunciou hoje um preview do Maia SDK para desenvolvedores e laboratórios de pesquisa. O pacote inclui o compilador Triton, suporte para PyTorch, programação em NPL e um simulador para cálculo de custos e otimização de código.

O projeto Maia AI é planejado como uma linha multigeracional para o desenvolvimento de novos aceleradores de processamento.

Maia 200: Microsoft diz que novo chip supera aceleradores da Amazon e Google

Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)
  •  

Microsoft libera mais uma correção de emergência para falhas no Windows 11

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
É a segunda atualização emergencial liberada neste mês (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft lançou uma correção de emergência para o Windows 11 devido a falhas relacionadas a serviços de armazenamento na nuvem, como OneDrive e Dropbox.
  • O bug afeta as versões 25H2, 24H2 e 23H2 do Windows 11, causando travamentos em aplicativos ao salvar ou abrir arquivos na nuvem.
  • A atualização de emergência é a segunda em janeiro de 2026 e corrige também problemas de login na Área de Trabalho Remota.

O Windows 11 começou a receber uma atualização de emergência para consertar um problema envolvendo apps que usam armazenamento na nuvem. É a segunda vez que a Microsoft precisa liberar um update às pressas no mesmo mês, algo que raramente acontece.

O patch de correção desse erro está disponível no Windows Update. Ele pode ter um dos seguintes códigos, dependendo da versão do Windows:

  • KB5078127 (Windows 11 25H2 ou 24H2)
  • KB5078167 (Windows 11 25H2, versão Enterprise)
  • KB5078132 (Windows 11 23H2, versões Enterprise e Education)

Qual é o bug envolvendo o Windows 11 e o armazenamento em nuvem?

Logo do OneDrive
Dados salvos no OneDrive eram o motivo dos problemas do Outlook (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Alguns aplicativos travam ao tentar salvar ou abrir arquivos em serviços de cloud, como o OneDrive e o Dropbox. A falha ocorre nas versões 25H2, 24H2 e 23H2 do Windows 11.

Um exemplo disso é o Outlook. Devido ao bug, o programa pode travar e não abrir novamente, a menos que o processo seja encerrado ou o computador seja reiniciado. Além disso, itens enviados podem não aparecer na pasta correspondente, e o cliente pode baixar novamente mensagens já disponíveis no computador.

Esse problema foi notado há cerca de duas semanas, logo após uma atualização de segurança, mas sua causa ainda não era conhecida. Agora, tudo faz sentido: dependendo das configurações escolhidas pelo usuário, o cliente de email salva arquivos PST, com dados necessários para seu funcionamento, no OneDrive.

Microsoft sofre com bugs

É o segundo update emergencial que a Microsoft libera neste mês de janeiro de 2026, o que raramente acontece. Antes, a empresa precisou corrigir uma falha que impedia o Windows 11 de desligar — em vez disso, o computador reiniciava.

Além dos problemas do Outlook e do desligamento, o sistema também teve dificuldades envolvendo o login na Área de Trabalho Remota, que serão corrigidas nesse mesmo patch, e falhas de boot em algumas máquinas, ainda sem solução.

Com informações do Thurrott e do Verge

Microsoft libera mais uma correção de emergência para falhas no Windows 11

Notebook com Windows 11 e Menu Iniciar aberto (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
  •  

Microsoft combina Paint e inteligência artificial para criar livros de colorir

Captura de tela mostra o recurso de criação de livros de colorir no Paint do Windows 11
Recurso gera quatro opções de arte (imagem: reprodução)
Resumo
  • Microsoft testa no Paint uma ferramenta de IA para criar livros de colorir a partir de texto.
  • É possível pintar os desenhos gerados no próprio Paint ou imprimi-los para colorir à mão.
  • A novidade está disponível apenas para PCs Copilot+ e participantes do Windows Insider nos canais Canary e Dev do Windows 11.

A Microsoft começou a testar no Paint uma ferramenta para criar modelos de livros de colorir. A ferramenta usa inteligência artificial e fica acessível no canto superior direito da interface, acessando o ícone do Copilot.

Porém, a novidade não está acessível para todos. Por enquanto, ela está sendo liberada gradualmente para participantes do programa Windows Insider nos canais Canary e Dev do Windows 11. A versão com o recurso é a 11.2512.191.0.

Como funciona?

O usuário descreve em texto o que deseja ver no desenho e o Paint gera imagens em preto e branco para colorir. Depois disso, é possível pintar o desenho no próprio Paint ou imprimir a imagem para colorir à mão.

Segundo o comunicado, o recurso só funciona em PCs Copilot+, categoria de computadores voltada a tarefas de IA, e exige login com a conta Microsoft.

Além do “Livro de colorir”, o Paint recebeu uma melhoria de controle da ferramenta Preenchimento. Agora, ao usar o recurso de balde de tinta, o usuário pode ajustar um controle deslizante na lateral da tela para delimitar melhor o preenchimento.

Gif animado mostra uma nova ferramenta da função preenchimento do Paint no Windows 11
Microsoft aprimorou a forma como a ferramenta Preenchimento aplica a cor (GIF: reprodução)

O Bloco de Notas também recebeu uma atualização nos recursos de IA. A versão 11.2512.10.0 agora mostra os resultados de forma progressiva na tela, permitindo pré-visualizar o texto enquanto ele ainda está sendo escrito em vez de esperar pela resposta completa. A ferramenta também melhorou o suporte a markdown.

Todas essas mudanças seguem restritas aos testadores do Windows Insider. A Microsoft ainda não informou quando os recursos chegam à versão estável do Windows 11 para o público geral.

Microsoft combina Paint e inteligência artificial para criar livros de colorir

(imagem: reprodução)
  •  

CEO da Microsoft faz alerta: se IA não for útil, perderá apoio da sociedade

Satya Nadella, homem de óculos usando uma camisa cinza e um paletó cinza escuro. Ao lado, um logo do Windows.
Satya Nadella é CEO da Microsoft desde 2014 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O CEO da Microsoft, Satya Nadella, alerta que a IA precisa ser útil ou não poderá manter o acesso a recursos como energia.
  • A alta demanda por energia da IA já impacta contas de luz, consumo de água e emissões de gás carbônico.
  • A crise da RAM é um exemplo de como a IA afeta cadeias de suprimentos, encarecendo componentes de tecnologia.

Satya Nadella, CEO da Microsoft, fez uma recomendação aos desenvolvedores de inteligência artificial generativa: torná-la útil para as pessoas e para a sociedade. Do contrário, o executivo teme que a própria sociedade limite o acesso da IA a recursos como energia.

“Nós perderemos rapidamente até mesmo a permissão da sociedade para pegar coisas como energia, que é um recurso escasso, e usá-la para gerar tokens, caso esses tokens não estejam melhorando a saúde, a eficiência do setor público, a competitividade do setor privado”, avaliou Nadella. “E isso, para mim, em última análise, é a meta.”

A declaração, que também pode ser lida como um alerta, foi feita durante um debate no Fórum Econômico de Davos, na Suíça.

Fotografia aérea da Usina Nuclear de Three Mile Island, na Pensilvânia. A usina está situada em uma ilha cercada por um rio calmo, sob um céu azul claro. No centro, destacam-se quatro grandes torres de resfriamento em formato de hiperboloide; as duas à direita emitem densas nuvens de vapor branco, enquanto as duas à esquerda estão inativas. Ao fundo, uma névoa baixa cobre a vegetação das margens. Em primeiro plano, vê-se um estacionamento e instalações elétricas.
Usina nuclear de Three Mile Island, nos Estados Unidos, foi reativada após parceria com a Microsoft (imagem: divulgação/Constellation)

O líder da Microsoft não deixou de elogiar a tecnologia, dizendo que a IA generativa é um “amplificador cognitivo” que dá acesso a uma “quantidade infinita de mentes”. Mas a ênfase de sua participação no debate foi mesmo em relação à utilidade.

Em um exemplo prático, Nadella diz que um médico poderia passar mais tempo com o paciente caso a IA se encarregue de transcrever a conversa, fazer registros e enviar documentos para o plano de saúde.

Quais são os recursos usados pela IA?

De fato, a energia é um dos grandes gargalos para o desenvolvimento da IA — tanto que Google, Meta e Microsoft já têm planos para usar energia nuclear em seus data centers.

Nos Estados Unidos, essa alta demanda já tem consequências práticas, e pessoas comuns já estão pagando contas de luz mais caras. Além disso, existem questões relacionadas a consumo de água e emissões de gás carbônico.

A IA não impacta apenas recursos naturais — ela também está causando mudanças drásticas nas cadeias de suprimentos da tecnologia. O exemplo mais recente é a crise da RAM: as fabricantes direcionaram sua produção para o tipo de memória empregado nos chips de IA, deixando de lado componentes usados em computadores e celulares.

Por isso, está cada vez mais caro comprar um pente de RAM. A própria indústria deve sentir o baque: a expectativa é que notebooks e smartphones fiquem mais caros e, ao mesmo tempo, estagnados em especificações técnicas, já que não vai dar para aumentar a quantidade de memória deles.

Com informações do TechRadar e do PCGamer

CEO da Microsoft faz alerta: se IA não for útil, perderá apoio da sociedade

Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)
  •  

Microsoft PowerToys 0.97 fica mais personalizável e melhora uso do mouse

PowerToys 0.97, com a Paleta de Comandos aparecendo à esquerda
PowerToys 0.97, com a Paleta de Comandos aparecendo à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • PowerToys 0.97 introduz função CursorWrap, que facilita uso do mouse em telas grandes;
  • Paleta de Comandos agora permite personalização de plano de fundo e da ordem dos itens de fallback;
  • Também há novidades em funções como Modo Claro e Colar Avançado.

O “canivete suíço” do Windows ganhou mais uma versão. O PowerToys 0.97 melhora uma de suas funções mais importantes: a Paleta de Comandos, que dá acesso rápido a aplicativos e outros recursos. Mas também traz uma ferramenta nova, chamada CursorWrap, que melhora o uso do mouse por quem tem uma tela grande.

A Paleta de Comandos dá acesso rápido a aplicativos, extensões, configurações e afins, sendo tão versátil que pode até substituir o Menu Iniciar. Para usá-la, tudo o que você precisa fazer é acionar o atalho de teclado Windows + Alt + Espaço e, no campo principal, informar o que você quer acessar.

O PowerToys 0.97 permite que você personalize a Paleta de Comandos selecionando um plano de fundo e até definindo um padrão de cores a partir da área de configurações do recurso. Como essa é uma ferramenta que pode entrar para a rotina do usuário, faz sentido permitir que ela tenha um toque pessoal.

Também há uma novidade funcional: agora é possível personalizar a ordem dos itens de fallback, que aparecem nos resultados de pesquisa quando o que você procura não é encontrado com precisão.

Para completar, agora é possível usar a Paleta de Comandos para acessar diretamente os vários recursos do próprio Microsoft PowerToys.

Personalização da Paleta de Comandos do PowerToys 0.97
Personalização da Paleta de Comandos do PowerToys 0.97 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

E o que é o CursorWrap do PowerToys?

O CursorWrap é uma novidade útil para quem trabalha com uma tela grande. Com ela, você não precisa arrastar o cursor do mouse de uma extremidade à outra do monitor.

Se o cursor estiver no lado esquerdo da tela, por exemplo, você só precisa arrastá-lo até a borda esquerda que ele aparecerá, automaticamente, no lado direito. No vídeo abaixo, é possível ver uma demonstração disso a partir de 1:20:

O recurso também funciona transferindo o cursor da borda superior para a inferior e vice-versa.

O que mais há de novo no PowerToys 0.97?

Toda nova versão do PowerToys traz vários pequenos melhoramentos. Não é diferente na versão 0.97. Entre as demais pequenas novidades, estão:

  • Modo Claro: introduzido no PowerToys 0.95 e melhorado no PowerToys 0.96, o recurso agora pode ser ajustado para seguir as configurações de Luz Noturna do Windows;
  • Acesso Rápido: esse menu ficou independente, não estando mais vinculado à área de configurações, razão pela qual carrega mais rapidamente;
  • Colar Avançado: essa função agora mostra uma prévia dos valores de cores HEX, bem como suporta a entrada de imagens para transformações de IA;
  • Linha de Comando (LCI): recursos como FancyZones, File Locksmith e Redimensionador de Imagem agora podem ser controlados por linha de comando.

Como obter o PowerToys 0.97?

O PowerToys 0.97 pode ser baixado via GitHub, gratuitamente. Nessa página, você só precisa escolher a versão apropriada ao seu PC (x64 para chip Intel ou AMD; arm64 para Snapdragon X ou outro chip Arm).

Vale destacar que, apesar de ser focado no Windows 11, o PowerToys 0.97 também funciona no Windows 10, mesmo com essa versão do sistema não sendo mais suportada pela Microsoft.

Microsoft PowerToys 0.97 fica mais personalizável e melhora uso do mouse

💾

Nova versão do "canivete suíço" do Windows permite personalizar visual da Paleta de Comandos e traz ferramenta que facilita uso do mouse em telas grandes.

PowerToys 0.97, com a Paleta de Comandos aparecendo à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Personalização da Paleta de Comandos do PowerToys 0.97 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
  •