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Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Novo função do Android 17 quer frear a rolagem infinita nas redes sociais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Android 17 terá um recurso para ajudar a combater o vício em redes sociais.
  • O Pause Point vai exigir uma espera de 10 segundos antes de abrir aplicativos considerados “viciantes”, como Instagram e TikTok.
  • Durante a espera, o Android deve sugerir atividades mais construtivas e permitir visualizar fotos pessoais.

O Google revelou um novo recurso que chegará nativamente com o Android 17 para ajudar a combater o doomscrolling — hábito de ficar rolando a tela do celular de forma viciosa. Chamada Pause Point, a função cria uma trava de segurança: em vez de só alertar o usuário sobre o tempo excessivo de uso, agora o sistema exige uma espera obrigatória antes de abrir apps classificados como distrações.

A novidade deve congelar a inicialização de um app por 10 segundos, caso ele seja marcado pelo usuário como “viciante”. A tela, no entanto, não ficará apagada durante esse intervalo: o Android vai aproveitar esse tempo para sugerir atividades mais construtivas.

O recurso vai exibir desde atalhos para um exercício rápido de respiração até recomendações de aplicativos úteis instalados no celular. Há ainda a opção de visualizar um carrossel com fotos pessoais, funcionando como um estímulo visual para o usuário sair um pouco da tela.

Aplicativos de terceiros focados em controle de tempo, como Finch ou Focus Friend, já têm seu público fiel. O grande trunfo do Pause Point, no entanto, é rodar de forma nativa, o que deve tornar a trava mais difícil de ser ignorada.

Recurso nativo deve ajudar mais o usuário

Recurso aproveita o intervalo obrigatório para sugerir um respiro (imagem: reprodução/Google)

A principal diferença está no momento em que a intervenção acontece. Os limites de tempo tradicionais do Android, lançados em 2018, costumam falhar porque dependem da força de vontade do usuário. A pessoa estoura a cota de uso, recebe um alerta na tela e, na maioria das vezes, o ignora para continuar navegando.

O 9to5Google destaca que, ao bloquear a abertura do aplicativo logo no primeiro toque, a nova função corta a descarga imediata de dopamina gerada pelo carregamento do feed. O usuário é forçado a parar e decidir se realmente quer gastar tempo naquela plataforma ou se o clique foi apenas um movimento no “piloto automático”.

Se, após os 10 segundos, a pessoa confirmar que deseja abrir a rede social, o Android permite até configurar um cronômetro para aquela sessão específica.

Vale mencionar que, para desativar completamente o recurso, será necessário reiniciar o smartphone — uma camada extra criada para dificultar o desligamento da função por impulso. A versão estável do Android 17, que incluirá a novidade, está prevista para junho.

Resposta contra os algoritmos

A aplicação dessa ferramenta mais agressiva não acontece por acaso. O Google apresentou o Pause Point no momento em que governos do mundo todo elaboram planos para restringir ou até proibir o uso de redes sociais por menores de idade.

Ao integrar essa barreira de uso ao sistema móvel mais popular do mundo, o Google se posiciona como parte da solução. O diretor de operações de produto da divisão de Plataformas e Ecossistemas do Google, Dieter Bohn, pontuou durante coletiva de imprensa que a empresa reconhece o problema.

“O Android está mais poderoso do que nunca, mas também queremos oferecer as ferramentas para você se desconectar quando precisar”, afirmou. “Acho que todos nós já pegamos o celular, abrimos algum aplicativo e ficamos no piloto automático, e uma hora se passou.”

O Google já confirmou que mais recursos focados em combater o tempo de tela abusivo serão lançados nos próximos meses.

Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

Ferramenta do Google permite que devs testem apps em celulares de forma remota (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

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Galaxy Watch 8 tem melhor preço de 2026 em oferta de Dia das Mães no Magalu


Prós
  • Tela com brilho forte
  • Integrado ao Galaxy AI e Google Gemini
  • Sensores de saúde e recomendações
  • Construção com Cristal de Safira
  • Certificação IP68 e militar
Contras
  • Autonomia reduzida com GPS ativo
  • Sem conectividade LTE
PIX
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O Galaxy Watch 8 está saindo por apenas R$ 1.529 no Pix no Magazine Luiza. O smartwatch em oferta está pelo menor preço do ano, com um desconto de 49% em relação ao lançamento. O relógio da Samsung pode ser uma boa opção de presente para mães que estão melhorando o estilo de vida por facilitar o acompanhamento de saúde.

Galaxy Watch 8 facilita o monitoramento de sono e exercícios

Mão segurando smartwatch com tela desligada
Galaxy Watch 8 tem vidro de safira para proteger a tela (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Graças ao seu sistema completo sensores de monitoramento, incluindo acelerômetro, giroscópio e barômetro, o smartwatch da Samsung é capaz de medir movimentos, saúde cardíaca, composição corporal e temperatura. Com isso, além de acompanhar atividade físicas, é possível analisar qualidade do sono, estresse e outros dados de saúde.

As informações ficam disponibilizadas pelo aplicativo Samsung Health para usuários de celulares Galaxy, e a inteligência artificial embarcada no sistema oferece recomendações personalizadas. Assim, o Galaxy Watch 8 acaba sendo um ótimo presente para mães que estão tentando adotar um estilo de vida mais saudável ou precisam ficar de olho na saúde.

Em relação à bateria, a Samsung promete até 40 horas de autonomia com o Always On Display (função que mantém a tela ativa a todo momento, em vez de apenas quando acionada) ligado, graças aos seus 325 mAh de capacidade. O relógio inteligente ainda conta com uma tela Super AMOLED de 1,47 polegadas com brilho de até 3.000 nits.

Lembrando que o Galaxy Watch 8 de 40 milímetros está saindo por apenas R$ 1.529 no Pix no Magazine Luiza. Aproveite para comprar o presente de Dia das Mães 2026 antes que acabem os estoques do smartwatch que está pelo menor preço do ano nessa promoção.

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Galaxy Watch 8 tem melhor preço de 2026 em oferta de Dia das Mães no Magalu

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Galaxy Watch 8 monitora sono, estresse, atividades físicas e outros dados de saúde; smarwatch pode ser um bom presente para esse Dia das Mães

Galaxy Watch 8 tem vidro de safira para proteger a tela (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Projeto verão: este sensor bloqueia redes sociais até que você faça exercícios

Sensor Pavl-off preto circular sobre tapete de yoga verde entre dois halteres laranjas de 8 libras
Dispositivo Pavl-off detecta movimento e libera apps após treino (imagem: reprodução/Kickstarter)
Resumo
  • O Pavl-off bloqueia redes sociais até que o usuário complete exercícios físicos. Funciona apenas com iOS e não cobra mensalidade.
  • O dispositivo se conecta ao iPhone via Bluetooth, detecta movimento e libera aplicativos quando a meta de exercício é atingida. A bateria dura um mês e recarrega via USB-C.
  • O sensor utiliza módulo ESP32 com certificações FCC, CE e IC. A campanha no Kickstarter arrecadou US$ 1.400, superando a meta inicial de US$ 100.

Um novo sensor de movimentos vem dando o que falar no Kickstarter por basicamente obrigar o usuário a fazer exercícios antes de liberar o uso das redes sociais. Chamado de Pavl-off, ele foi criado pelo engenheiro Bar Smith, utiliza ímãs para se prender aos halteres e se conecta ao iPhone via Bluetooth.

O projeto já arrecadou US$ 1.400 (cerca de R$ 7.290) com 29 apoiadores, superando a modesta meta inicial de US$ 100 (R$ 520). A campanha termina em 13 de fevereiro, com entrega estimada para abril de 2026. Cada unidade custa US$ 35 (R$ 182) e pode ser enviada para qualquer país.

Como o dispositivo funciona?

Após instalar o aplicativo na App Store, o usuário escolhe quais redes sociais quer bloquear e define por quanto tempo precisa se exercitar. O sensor detecta o movimento durante o treino e destrava os apps quando a meta é cumprida. À meia-noite, os aplicativos são bloqueados novamente até que o exercício do dia seguinte seja realizado.

O dispositivo não tem botões e se conecta automaticamente ao iPhone quando o usuário começa a se movimentar. A bateria recarregável dura aproximadamente um mês e usa cabo USB-C para recarregar. Smith desenvolveu o produto inicialmente para uso próprio.

Limitações e certificações

O Pavl-off funciona apenas com iOS. Smith explica que bloquear aplicativos exige integração profunda com o sistema operacional, algo que ele conseguiu implementar somente na plataforma da Apple até agora. Não há menção a planos para uma versão de Android.

O sensor utiliza módulo ESP32 com certificações FCC, CE e IC. A bateria de 500 mAh segue os padrões UN38.3 e permite envio internacional sem taxas extras, pois se enquadra na categoria Section II (UN3481) de transporte.

Ao contrário do que outras marcas de bem-estar têm feito, não há qualquer mensalidade. A fabricação será feita por impressão 3D em pequenas quantidades ou moldagem por injeção se houver demanda maior.

Projeto verão: este sensor bloqueia redes sociais até que você faça exercícios

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Criado por um engenheiro de Seattle, o dispositivo Pavl-off utiliza ímãs e conexão Bluetooth para condicionar o uso do celular à prática de atividades físicas.

O sensor Pavl-off entre halteres de 8 lb em um tapete de exercícios. Dispositivo detecta movimento e libera apps após treino. (Imagem: Kickstarter/Reprodução)
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Alerta de hipertensão chega ao Apple Watch no Brasil; saiba como ativar

Apple Watch e um iPhone utilizando o app Saúde para configurar as notificações de hipertensão
Ferramenta de monitoramento de hipertensão chega ao Brasil (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • O recurso de alerta de hipertensão chegou ao Apple Watch no Brasil após aprovação da Anvisa.
  • Funcionalidade usa sensores do relógio para monitorar sinais de pressão alta, analisando dados em uma janela de 30 dias.
  • Novidade está disponível a partir do Apple Watch Series 9 e Ultra 2 e é indicado para pessoas não diagnosticadas com hipertensão.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deu o aval e a Apple finalmente liberou o recurso de notificações de hipertensão (ou pressão alta) para os usuários brasileiros do Apple Watch. A ferramenta funciona para monitoramento da saúde cardiovascular e pode ajudar na prevenção contra a doença.

A novidade foi liberada via atualização de software para os relógios mais atuais da marca: Apple Watch Series 9 (ou posterior) e Apple Watch Ultra 2 (ou posterior).

O relógio utiliza o sensor cardíaco óptico para analisar como os vasos sanguíneos do pulso respondem aos batimentos do coração. Esse algoritmo, que precisa de um período de aprendizado, revisa os dados coletados durante uma janela de 30 dias.

Como ativar as notificações de hipertensão?

Para ativar as notificações de hipertensão, siga os passos:

  1. No seu iPhone, abra o aplicativo Saúde;
  2. Toque na sua foto de perfil no canto superior direito;
  3. Na seção “Recursos”, selecione Checklist de Saúde;
  4. Procure e toque na opção Notificações de Hipertensão.

Para que serve?

Em entrevista ao jornal O Globo, Adam Philips, médico cardiologista da equipe de Saúde da Apple, explicou a filosofia por trás do lançamento. “Grande parte da nossa saúde ainda é invisível até para nós mesmos. […] Uma das maiores barreiras é simplesmente não saber como você está”, disse Philips ao jornal.

A hipertensão, como sugere o nome, ocorre quando a pressão do sangue contra as paredes da artéria está mais alta do que o normal, forçando o coração. Ela é uma das causas de eventos como o infarto e AVC (acidente vascular cerebral).

Por isso, caso o relógio emita o alerta, a orientação é registrar a sua pressão arterial com um aparelho tradicional por sete dias consecutivos e levar esse histórico para a consulta médica. O próprio app Saúde oferece outra ferramenta para o registro da pressão.

Para quem é indicado?

Recurso de oxigenação do sangue no Apple Watch
Sistema é útil para chegar ao diagnóstico (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)

Apesar de ser simples e ter sua configuração integrada ao app Saúde do iOS, Philips ressalta que o público-alvo do recurso são pessoas não diagnosticadas. Segundo ele, o monitoramento não é recomendado para pessoas que já sabem e estão em tratamento.

A justificativa é que os medicamentos podem alterar a dinâmica vascular e confundir a leitura pelo sensor. De acordo com o comunicado da Apple, o uso também é contraindicado para menores de 22 anos e gestantes.

Alerta de hipertensão chega ao Apple Watch no Brasil; saiba como ativar

(imagem: reprodução/Apple)

Recurso de oxigenação do sangue no Apple Watch (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
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O que é GymRats? Saiba como funciona o app que estimula exercícios físicos

Ilustração do app GymRats exibido no smartphone
GymRats está disponível para smartphones Android ou iOS (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

GymRats é um aplicativo para estimular a prática de exercícios físicos, por meio de registros de treinos e desafios baseados em pontuação. A plataforma está disponível para dispositivos móveis Android ou iOS.

O app usa check-ins e dados do treino para comprovar que as atividades físicas foram realizadas. A partir dessas informações, os usuários ganham pontuações e competem entre si nos grupos.

Check-ins por selfie ou vídeo e sistemas de pontuações flexíveis são alguns dos principais recursos do GymRats. O aplicativo conta ainda com ferramentas de interação social e integração com outros dispositivos.

A seguir, entenda melhor o que é o GymRats, saiba como o app fitness funciona, e veja prós e contras da plataforma.

O que é GymRats?

O GymRats é um aplicativo móvel de Android e iOS voltado para praticantes de exercícios físicos, que registra treinos, permite conexões com outros usuários e estimula atividades como musculação, corrida, entre outras modalidades.

O que significa GymRats?

O nome “GymRats” significa “ratos de academia”, em tradução livre. E no caso, “ratos de academia” refere-se a pessoas que se dedicam e frequentam regularmente a academia, o que vai de encontro com o propósito da plataforma.

Para que serve o GymRats?

O GymRats tem a função de estimular o comprometimento dos usuários com as práticas físicas, a partir de registros de treinos (chamados de “check-ins”) que comprovam as atividades e desafios saudáveis entre usuários da plataforma. O próprio CEO da empresa, Mack Hasz, descreve o serviço como um “motivador social fitness e de saúde”.

Além disso, o aplicativo também serve como uma rede social em que usuários conseguem fazer novas conexões e interagir uns com os outros, a partir de posts, comentários ou chats de grupo.

Como funciona o GymRats

Primeiramente, é importante entender que o GymRats é um aplicativo móvel para Android e iOS, sem versões para navegadores. Para acessar a plataforma, você deve fazer um cadastro com seu e-mail ou usar uma Conta Google.

Depois de fazer o cadastro, você terá a opção de criar um grupo, entrar em um grupo a partir de um link de convite ou procurar por clubes ou desafios na aba “Rat Pack”. Mas independentemente da opção escolhida, a ideia é a mesma: conectar-se com outros usuários para iniciar uma competição saudável, baseada em pontos, para registrar exercícios físicos.

Desafios são competições com data de início e término, recomendáveis para estabelecer metas específicas. Já clubes são comunidades fitness contínuas e de baixa manutenção, cujas classificações são automaticamente rastreadas de forma semanal, mensal e anual.

Administradores do desafio ou clube vão estipular os prazos e sistemas de pontuação, que são as diretrizes para o ranqueamento.

Ilustração do app GymRats
Há diferentes desafios e clubes voltados para atividades físicas específicas ou gerais (Imagem: Divulgação/GymRats)

Após entrar ou criar um grupo, você poderá fazer check-ins das suas atividades físicas. Além de uma foto ou print para comprovar seu treino, será possível registrar dados como hora e local, tipo de atividade, e métricas como duração, distância calorias e passos. O registro então será contabilizado para o ranking do grupo, e poderá ficar marcado no seu perfil (caso queira).

Todas as pontuações são calculadas às 5h da manhã (horário de Brasília), e a pessoa com o maior número de pontos ficará no topo do grupo. Se houver empate para o primeiro lugar, o grupo do GymRats vai exibir um dos líderes de maneira aleatória.

Ilustração do aplicativo GymRats
O sistema de pontuação do GymRats ranqueia os membros do grupo de acordo com os pontos feitos no período (Imagem: Divulgação/GymRats)

Paralelamente ao desafio, a aba “Chat” dos grupos serve para interação de membros, permitindo troca de mensagens, fotos e menções.

Quais são os modos de pontuação do GymRats?

Os sistemas de pontuação do GymRats podem se basear em dias de treino, números de check-ins, rastreamento de métricas ou rankings personalizados:

  • Dias ativos: pontuação com base nos dias com ao menos um check-in de treino.
  • Pontos de hustle (hustle points): sistema de pontuação usado para criar uma contagem personalizada de diferentes tipos de exercícios, como corrida, caminhada, musculação, entre outros.
  • Contagem de check-in: score baseado no maior número de registros de treino no período, permitindo mais de um registro por dia.
  • Duração: pontuação com base no tempo de duração dos exercícios físicos.
  • Distância: ranking que leva em conta a maior distância percorrida nos treinos.
  • Passos: sistema de pontuação baseado na contagem de passos dados.
  • Calorias: score que ranqueia as calorias queimadas durante as atividades.

Vale destacar que desafios e clubes podem ter diferentes tipos de sistemas de pontuação, dependendo da modalidade escolhida pelos administradores dos grupos.

O GymRats é gratuito?

Sim. O GymRats possui uma versão gratuita com algumas limitações de uso, como participação em até dois grupos simultaneamente, exibição de anúncios, e menos opções durante a criação de grupos.

Recursos gratuitos do GymRats
Recursos gratuitos do GymRats (Imagem: Reprodução/GymRats)

Contudo, o app também oferece a versão Pro mediante assinatura, que oferece experiência sem anúncios, criação e participação de grupos de maneira ilimitada, acesso ao Rat Pack e personalização de temas.

Recursos do GymRats Pro
Recursos do GymRats Pro (Imagem: Reprodução/GymRats)

Quais são os principais recursos do GymRats?

Dentre os principais recursos do GymRats, estão check-ins de treinos, grupos de competição, formas de interação social e até integração com outros aparelhos. São eles:

  • Registro de treinos: o GymRats utiliza check-ins como forma de registrar e comprovar suas atividades físicas, que também ficam registrados em seu perfil para alcançar metas pessoais.
  • Desafios e clubes: os desafios e clubes estimulam competições saudáveis entre usuários da plataforma, incluindo alcance global (via Rat Pack com uma assinatura Pro).
  • Competições em equipe: além de competições individuais, é possível fazer competições em equipe para engajar mais pessoas.
  • Sistema de pontuação flexível: os sistemas de pontuação flexíveis permitem que praticantes de diferentes atividades ou níveis compitam em um mesmo grupo.
  • Interações sociais: você pode compartilhar textos e fotos nos chats de grupos, o que promove interação e novas conexões entre membros.
  • Integração com outros dispositivos: o GymRats pode se integrar a smartwatches e outros aparelhos, coletando dados de treinos de apps como Samsung Health, Garmin e Mi Fitness.

Quais são os benefícios do GymRats?

As vantagens do GymRats são principalmente ligadas ao propósito do app e funcionalidades de uso, incluindo:

  • Promoção de saúde e bem-estar: o principal objetivo do GymRats é estimular a prática de exercícios físicos, em prol de melhorar a saúde dos usuários.
  • Tem versão gratuita: não é preciso pagar para usar o aplicativo, já que ele tem versão gratuita de uso.
  • Aplicativo fácil de usar: o app é intuitivo e simples, e usuários conseguem registrar seus treinos em poucos passos.
  • Possui integração com dispositivos: o GymRats pode integrar-se a apps como Samsung Health e Strava, o que permite puxar dados de treino de outros dispositivos (como relógios inteligentes).
  • Permite novas conexões: o app também funciona como uma rede social, oferecendo opções de interação entre usuários, e permitindo a criação de novas conexões.

Quais são as desvantagens do GymRats?

O GymRats também tem limitações de uso. Dentre as principais desvantagens da plataforma, estão:

  • Limitações da versão gratuita: o uso gratuito do app tem exibição de anúncios, além de limitações de participações em grupos ao mesmo tempo e algumas funções; certos recursos só estão disponíveis na versão Pro, que é paga.
  • Não tem versão para navegador: o GymRats é um aplicativo que só pode ser acessado por dispositivos móveis (Android ou iOS), sem opção de acesso via navegador.
  • Pode estimular competitividade excessiva: por mais que apresente um sistema de gamificação saudável, o funcionamento baseado em pontuação pode motivar competitividade excessiva pelos usuários.

Quais apps são concorrentes do GymRats?

Assim como o GymRats, existem outras aplicações de health technology para smartphones que promovem atividades físicas em formato gamificado de competições saudáveis, a exemplo de Strava, Stridekick Activity Challenges, Challenges – Compete, Get Fit e Nike Run Club.

Importante mencionar que algumas dessas aplicações focam em atividades específicas (como corrida ou pedalada), apesar de terem funcionamento similar ao do GymRats.

O que é GymRats? Saiba como funciona o app que estimula exercícios físicos

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

(Imagem: Divulgação/GymRats)

(Imagem: Divulgação/GymRats)
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ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde

Tela do ChatGPT Health
ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde (imagem: reprodução/OpenAI)
Resumo
  • ChatGPT Health foi criado para consultas de saúde, com proteções adicionais de privacidade e colaboração de mais de 260 médicos;
  • Serviço permite conexão com prontuários eletrônicos e ferramentas de saúde, como Apple Health e MyFitnessPal;
  • Novidade ainda não está disponível globalmente; é necessário se cadastrar em uma lista de espera.

Se você nunca usou o ChatGPT para analisar um exame médico ou esclarecer dúvidas sobre doenças, há boas chances de que um dia você faça isso. Não surpreende, portanto, que a OpenAI tenha anunciado uma versão do serviço direcionada especificamente para consultas de saúde: o ChatGPT Health.

A própria OpenAI admite que o ChatGPT é muito acessado dentro de contextos médicos, “com centenas de milhões de pessoas fazendo perguntas sobre saúde e bem-estar toda semana”.

São consultas em que o usuário descreve sintomas e pede para o ChatGPT apontar as possíveis causas ou em que pede para o serviço de IA explicar resultados de exames médicos que, muitas vezes, têm termos técnicos pouco claros para o público leigo, só para dar alguns exemplos.

Para atender a essas demandas, o ChatGPT Health é capaz até de se conectar a prontuários eletrônicos e a ferramentas de saúde, como Apple Health e MyFitnessPal, para ter dados atualizados do usuário.

Por que o ChatGPT Health foi criado?

Se o ChatGPT já é capaz de funcionar como um “consultor médico” ou algo nesse sentido, por que a OpenAI anunciou uma variação do serviço focada em saúde?

Uma explicação é o fator privacidade. Frequentemente, consultas sobre saúde no ChatGPT envolvem dados sensíveis do usuário. Por isso, o ChatGPT Health foi criado com proteções adicionais para informações de saúde, de acordo com a OpenAI:

O Health fica em um espaço próprio dentro do ChatGPT, onde suas conversas, aplicativos conectados e arquivos ficam armazenados separadamente de suas outras conversas. O Health tem memórias separadas, garantindo que seu contexto de saúde permaneça contido nesse espaço.

Outro objetivo é oferecer resultados mais precisos, até porque orientações equivocadas ou incoerentes sobre saúde podem ser prejudiciais ao usuário. Para tanto, a OpenAI desenvolveu o ChatGPT Health em colaboração com mais de 260 médicos de variadas especialidades.

Dentro desse aspecto, o objetivo também é o de indicar, com mais precisão, o quão urgente o usuário deve procurar um médico ou outro profissional de saúde para tratar de alguma condição.

Nesse sentido, a OpenAI esclarece que, apesar de os recursos do ChatGPT Health serem focados especificamente em saúde e bem-estar, o serviço não substitui o atendimento médico.

ChatGPT Health no celular
ChatGPT Health no celular (imagem: reprodução/OpenAI)

Como acessar o ChatGPT Health?

O ChatGPT Health ainda não foi liberado globalmente. Por ora, é preciso se cadastrar em uma lista de espera. Quando estiver disponível em sua conta, o Health poderá ser acessado a partir da coluna à esquerda da versão web do serviço, bem como nos aplicativos móveis oficiais.

A liberação oficial deve ocorrer nas próximas semanas, no mundo todo. Contudo, a integração com determinadas ferramentas de saúde só estará disponível nos Estados Unidos ou exigirá o uso de um iPhone.

ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde

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OpenAI anunciou ChatGPT Health para auxiliar usuários com questões de saúde. Serviço foi desenvolvido com auxílio de médicos.

ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde (imagem: reprodução/OpenAI)

ChatGPT Health no celular (imagem: reprodução/OpenAI)
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IA começa a prescrever remédios nos Estados Unidos

Ilustração sobre a interface cérebro-máquina mostra um homem com eletrodos conectados à cabeça. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Inteligência artificial da Doctronic receita remédios nos EUA (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Utah lançou um programa piloto que utiliza uma IA da Doctronic para renovar prescrições médicas sem médicos.
  • O sistema abrange 190 medicamentos, excluindo analgésicos potentes, remédios para TDAH e injetáveis.
  • Segundo o governo, a iniciativa visa aliviar a pressão sobre profissionais de saúde e mitigar custos.

Pela primeira vez nos Estados Unidos, um estado passou a permitir que um sistema de inteligência artificial renove determinadas prescrições médicas sem a participação direta de um médico. A iniciativa, restrita a medicamentos de uso contínuo, faz parte de um programa piloto lançado em Utah em parceria com a startup Doctronic.

O projeto foi anunciado ontem (06/01), mas começou a operar de forma discreta em dezembro. Segundo o comunicado, esse será um teste de alto risco para avaliar os limites da automação na relação entre pacientes e o sistema de saúde.

De acordo com o portal Politico, o serviço também deve servir como termômetro do nível de confiança de pacientes e autoridades na substituição parcial de decisões médicas por algoritmos — iniciativa que, por enquanto, se restringe ao estado de Utah.

Como funciona a prescrição feita por IA?

No modelo adotado, pacientes acessam uma plataforma online que confirma se eles estão fisicamente em Utah. Em seguida, o sistema cruza o histórico de prescrições e apresenta uma lista de medicamentos elegíveis para renovação. A IA então conduz o paciente por perguntas clínicas semelhantes às feitas em uma consulta tradicional. Se tudo estiver dentro dos parâmetros, a receita é enviada diretamente à farmácia.

O programa abrange 190 medicamentos de uso comum, enquanto classes consideradas mais sensíveis — como analgésicos potentes, remédios para TDAH e medicamentos injetáveis — ficam de fora. O custo por renovação é de US$ 4 (cerca de R$ 21), valor que a empresa afirma ser temporário.

No site do chatbot, a empresa oferece a opção de agendar uma consulta por vídeo com um médico por US$ 39 (R$ 210), após a interação com a IA.

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Governo de Utah considera o programa um teste de alto risco (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ao Politico, a diretora-executiva do Departamento de Comércio de Utah, Margaret Busse, afirmou que a iniciativa busca aliviar a pressão sobre profissionais de saúde, especialmente em áreas rurais.

“O estado vê a automatização das renovações de rotina de prescrições como uma forma de aliviar a pressão sobre os profissionais de saúde e, ao mesmo tempo, reduzir os custos para os pacientes”, disse.

IA para substituir médicos?

A proposta, no entanto, levanta alertas. Em comunicado, o CEO da American Medical Association, John Whyte, declarou: “Embora a IA tenha oportunidades ilimitadas para transformar a medicina para melhor, sem a participação de médicos ela também representa riscos sérios tanto para pacientes quanto para médicos”.

Entre as preocupações estão o uso indevido do sistema, falhas na identificação de interações medicamentosas e a ausência de percepção clínica mais sutil. O próprio governo do estado reconhece o perigo. “De certa forma, é um risco para nós ao fazermos isso”, disse Busse.

A Doctronic afirma que seu sistema foi comparado a médicos humanos em 500 casos de pronto atendimento e apresentou concordância de 99,2%. O cofundador da startup, Adam Oskowitz, afirmou que “a IA é, na verdade, melhor do que os médicos nesse aspecto” ao realizar verificações mais amplas. Segundo ele, casos com qualquer incerteza são automaticamente encaminhados a um profissional humano.

IA começa a prescrever remédios nos Estados Unidos

Entenda como as interfaces cérebro-máquina são um importante avanço para a neurotecnológia e a medicina (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Satélite da Starlink perde controle e entra em rota de reentrada na Terra

Cápsula espacial Crew Dragon da SpaceX em órbita, servindo como uma imagem ilustrativa de um satélite moderno
Satélite passa por um processo de reentrada na Terra (Imagem: SpaceX/Divulgação)
Resumo

A SpaceX informou que perdeu o controle de um satélite da constelação da Starlink após a ocorrência de uma anomalia técnica, fazendo com que o equipamento passasse a perder altitude e iniciasse um processo de reentrada na atmosfera da Terra. Segundo a empresa, o satélite não representa risco para a Estação Espacial Internacional (ISS) e deve se desintegrar completamente ao atravessar a atmosfera nas próximas semanas.

O episódio ocorreu poucos dias depois de a companhia relatar um quase acidente envolvendo um satélite chinês, o que voltou a chamar atenção para os desafios da operação em órbita baixa da Terra. A região, cada vez mais disputada por empresas privadas e agências governamentais, concentra um número crescente de aparelhos dedicados principalmente a serviços de internet espacial.

O que aconteceu com o satélite da Starlink?

De acordo com a SpaceX, o satélite identificado como Starlink 35956 apresentou uma falha grave que incluiu perda repentina de comunicação, redução de altitude e a liberação de material do sistema de propulsão.

A empresa também mencionou a ejeção de um pequeno número de objetos rastreáveis, com baixa velocidade relativa, o que indica que houve algum tipo de evento energético anormal a bordo.

On December 17, Starlink experienced an anomaly on satellite 35956, resulting in loss of communications with the vehicle at 418 km. The anomaly led to venting of the propulsion tank, a rapid decay in semi-major axis by about 4 km, and the release of a small number of trackable…

— Starlink (@Starlink) December 18, 2025

Segundo a empresa de monitoramento espacial Leo Labs, os dados de radar sugerem que o incidente foi provocado por uma “fonte energética interna”, descartando, ao menos por enquanto, a hipótese de colisão com outro objeto. Após o evento, sensores detectaram dezenas de fragmentos próximos a ele, reforçando a possibilidade de uma falha estrutural ou explosão localizada.

O incidente aconteceu a cerca de 418 quilômetros de altitude, uma faixa considerada especialmente sensível por concentrar grande parte das operações em órbita baixa.

Por que a órbita baixa preocupa especialistas?

Satélites colidem no espaço
Milhares de objetos disputam espaço na órbita baixa da Terra (imagem: SpaceX)

Mais de 24 mil objetos — entre satélites ativos e detritos espaciais — são monitorados nessa região ao redor do planeta. A expectativa é que esse número cresça de forma acelerada nos próximos anos. Estimativas indicam que, até o fim da década, cerca de 70 mil satélites possam estar operando nessa mesma faixa orbital, impulsionados por megaconstelações como a Starlink e da Amazon Leo.

Esse adensamento aumenta significativamente o risco de colisões, que podem gerar ainda mais fragmentos e provocar reações em cadeia difíceis de controlar.

Satélite da Starlink perde controle e entra em rota de reentrada na Terra

Cápsula espacial Crew Dragon da SpaceX em órbita, servindo como uma imagem ilustrativa de um satélite moderno (Imagem: SpaceX/Divulgação)
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Tecnologia na saúde: como a health technology impacta no avanço da medicina

Ilustração de tecnologia na saúde
Tecnologia na saúde se torna cada vez mais ampla à medida que a tecnologia como um todo se desenvolve (Imagem: National Cancer Institute/Unsplash)

Tecnologia na saúde ou health technology engloba conhecimentos e técnicas que usam tecnologia, e que são aplicadas na área da saúde para resolver problemas do setor.

A tecnologia tem impacto direto na saúde, já que a busca por melhores condições de saúde e bem-estar segue como prioridade da humanidade. Cada nova descoberta tende a ser aplicada nas áreas médicas, seja de forma direta ou indireta.

Como resultado dessa relação, podemos observar o desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina, atendimentos à distância, dispositivos vestíveis com sensores de dados do corpo humano, bem como a aplicação de inteligência artificial em diagnósticos e tratamentos.

A seguir, entenda melhor o que é tecnologia na saúde, saiba como as áreas impactam umas nas outras, e confira os benefícios e riscos dessa relação.

O que é tecnologia na saúde?

Tecnologia na saúde ou health technology é o conjunto de conhecimentos, inovações tecnológicas e métodos voltados para o campo da medicina, em prol de solucionar questões da área e melhorar a saúde da população como um todo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a tecnologia na saúde como “a aplicação de conhecimento e habilidades organizadas na forma de dispositivos, medicamentos, vacinas, procedimentos e sistemas desenvolvidos para resolver um problema de saúde e melhorar a qualidade de vida”.

Como a tecnologia impacta a área da saúde

Os avanços tecnológicos estão diretamente ligados à área da saúde, já que a descoberta de novos conhecimentos e técnicas para prolongar a vida, combater doenças e melhorar as condições gerais de saúde da população sempre foi uma prioridade da humanidade. Trata-se de instinto de sobrevivência.

Para reforço dessa ideia, um artigo publicado pelo professor de economia da saúde João Yfantopoulos constatou como o avanço tecnológico — além de fatores socioeconômicos e médicos — contribuiu para o aumento da expectativa de vida humana: de aproximadamente 20 anos na Pré-História para cerca de 85 anos em 2023.

Essa importância da tecnologia na saúde é observada a partir de relações diretas ou indiretas.

Ilustração de uso de tecnologia em clínica
A aplicação de tecnologias foi essencial para o aumento da expectativa de vida humana (Imagem: Tima Miroshnichenko/Pexels)

Tratando-se de impactos diretos, há como citar métodos avançados para detecção de doenças e problemas relacionados à saúde, novas técnicas e máquinas para cirurgias com maior precisão, desenvolvimento de vacinas e medicamentos, redução de custos, aplicação de experimentos científicos, bem como o uso de dispositivos implantáveis — seja para substituir membros ou aumentar o potencial do corpo humano.

A tecnologia também impacta a saúde de forma indireta principalmente com medidas públicas, com novas formas para otimizar a infraestrutura de saneamento básico e descarte de resíduos, estudos sobre nutrição e alimentos, e métodos para preservação do meio ambiente. Todos esses aspectos também interferem na saúde e bem-estar da população.

Ilustração de máquina usada na medicina
A tecnologia impacta diretamente a área da saúde, de forma direta ou indireta (Imagem: National Cancer Institute/Unsplash)

É difícil separar tecnologia e saúde, já que as áreas caminham juntas: cada novo conhecimento ou método descoberto tende a ser aplicado de alguma forma para melhorar a qualidade de vida humana. E essa relação também impacta e se origina da associação da tecnologia com outros campos, como o socioeconômico e de infraestrutura.

Quais são exemplos de health technologies?

Há diversos casos que ilustram como a tecnologia em saúde conseguiu otimizar processos da medicina e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Alguns exemplos de health technologies envolvem:

  • Interfaces cérebro-máquina: os avanços tecnológicos têm permitido o estudo e desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina, que são dispositivos implantáveis que estabelecem um canal de comunicação entre cérebro e máquinas externas.
  • Cirurgias automatizadas: a tecnologia aplicada na saúde habilitou a criação de robôs capazes de fazer cirurgias, ainda que com supervisão ou assistência humana.
  • Dispositivos vestíveis: aparelhos vestíveis (wearables) como smartwatches (relógios inteligentes), anéis inteligentes e pulseiras com sensores passaram a auxiliar no monitoramento de dados de saúde dos usuários.
  • Máquinas avançadas: máquinas voltadas para diagnósticos, monitoramento e tratamento se tornaram cada vez mais precisas e modernas, devido ao avanço tecnológico.
  • Atendimento à distância: o avanço das tecnologias para otimização das formas de comunicação deu espaço para a telemedicina, permitindo que certas consultas médicas sejam realizadas à distância.
  • Ferramentas de gestão: softwares que auxiliam no gerenciamento e gestão de dados médicos também têm sido aprimorados com a descoberta de novas tecnologias.
  • Assistência de IA: a inteligência artificial tem sido aplicada na saúde para atendimentos e triagens, diagnósticos, tratamentos ou pesquisas científicas.
  • Softwares ligados à saúde: aplicações de exercícios físicos, meditação e monitoramento do sono também são exemplos de health technologies, já que focam em melhorar a saúde e bem-estar dos usuários.
  • Healthtechs: startups que utilizam tecnologia para solucionar problemas da saúde são ótimos exemplos de health technologies.
  • Partes do corpo robóticas: a partir da robótica, partes do corpo implantáveis se tornaram soluções para determinados pacientes.
  • Softwares de controle digital: recursos como o Tempo de Uso do iOS ajudam a gerenciar e limitar o uso de aparelhos eletrônicos, em prol de mitigar o vício digital e problemas relacionados.
  • Tecnologias para telas: películas físicas ou softwares podem explorar o filtro de luz azul de dispositivos eletrônicos para reduzir a luz emitida pelas telas, que impacta no sono e descanso.
Ilustração de braço robótico
Próteses robóticas são exemplos de health technologies (Imagem: cottonbro studio/Pexels)

Quais são os benefícios da tecnologia na saúde?

A aplicação de tecnologia na saúde ajuda no desenvolvimento do setor como um todo. E dentre os benefícios da relação conjunta entre as áreas, estão:

  • Otimizações de diagnósticos e tratamentos: softwares atualizados, máquinas mais potentes e avanços na descobertas permitiram que a medicina consiga identificar e diagnosticar doenças mais assertivamente.
  • Mais acessibilidade para consultas médicas: as videoconferências e formas de atendimento digital deram espaço para consultas à distância, sem que o paciente tenha que se deslocar fisicamente para hospitais e clínicas.
  • Novas formas e dispositivos de monitoramento: o desenvolvimento de softwares e hardwares com sensores de dados médicos aprimoram o acompanhamento de informações de saúde do paciente.
  • Mais avanços em pesquisas científicas: o avanço de tecnologias e conhecimento permite que as áreas de saúde e ciência façam novas pesquisas científicas, e descubram novas soluções para o setor.
  • Desenvolvimento da área como um todo: a aplicação de tecnologia na área da saúde melhora os serviços de tecnologia do setor, fomenta a criação e desenvolvimento de novas empresas (como a Neuralink, de Elon Musk) e promove a área como um todo.

Quais são os riscos da tecnologia na saúde?

A tecnologia na saúde também traz riscos de uso, já que tratar da vida humana é algo delicado. Alguns dos principais desafios dessa relação incluem:

  • Falhas e erros tecnológicos: deve-se lembrar que softwares, hardwares, entre outros elementos tecnológicos também são suscetíveis a erros, mesmo que melhorem processos manuais.
  • Problemas de acessibilidade: sistemas e tratamentos de saúde mais avançados tendem a usar tecnologia de ponta, e podem ser acessíveis somente a uma parcela mais rica da população.
  • Tratamento de dados: como a gestão de dados dos pacientes tornou-se amplamente digital, há riscos de que ataques cibernéticos ou vazamentos exponham informações sensíveis das pessoas.
  • Tecnologia como “muleta”: o uso excessivo de sistemas tecnológicos pode causar dependência digital em processos que podem ser mais assertivos por meio do intelecto ou trabalho humano.

Quais são as tendências tecnológicas para a saúde?

A inteligência artificial (IA) é uma das principais tendências tecnológicas para a área da saúde. Aliada a modelos de machine learning, a IA tem sido amplamente usada para previsões, diagnósticos e mapeamentos de doenças, além de auxiliar no atendimento a pacientes.

Outra grande aposta envolve as interfaces cérebro-máquina, que traduzem sinais neurais em dados. Diversas empresas do setor têm desenvolvido suas próprias interfaces implantáveis em busca de ajudar pessoas com problemas motores ou lesões e doenças neurológicas.

Os atendimentos à distância também se tornaram populares, especialmente após a pandemia de Covid-19 iniciada em 2020. Enquanto isso, o setor de robótica tem desenvolvido próteses ou máquinas que conseguem operar dentro de clínicas, seja na produção de medicamentos ou na execução de cirurgias.

Dispositivos vestíveis também seguem como tendências tecnológicas de saúde, já que estão cada vez mais portáteis e com sensores melhores. Até mesmo a realidade virtual (RV) e aumentada (RA) podem auxiliar na análise de gêmeos digitais de seres humanos.

E não menos importante, a segurança cibernética segue — e seguirá — nos holofotes, à medida que dados, análises e processos se tornaram quase que 100% digitalizados. Com isso, cresce a responsabilidade de proteger essas informações contra ataques cibernéticos e vazamentos.

Tecnologia na saúde: como a health technology impacta no avanço da medicina

(Imagem: National Cancer Institute/Unsplash)

(Imagem: Tima Miroshnichenko/Pexels)

(Imagem: National Cancer Institute/Unsplash)

(Imagem: cottonbro studio/Pexels)
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Startup pode ter chips cerebrais para jogos e quer rivalizar com Neuralink

Imagem mostra um homem de camisa branca e barba branca, sorrindo para a câmera
Gabe Newell, CEO da Valve, também é dono da startup Starfish Neuroscience (imagem: reprodução/Future)
Resumo
  • Starfish Neuroscience, startup de Gabe Newell, planeja lançar um chip cerebral que registra e estimula o cérebro.
  • O dispositivo deve operar sem bateria e utilizar energia sem fio, rivalizando com o N1, da Neuralink, startup de Elon Musk.
  • A tecnologia pode ser aplicada em jogos, algo já discutido pela Valve durante uma palestra pública em 2019.

Gabe Newell não é apenas dono da Valve, companhia responsável pela plataforma de jogos Steam e pela franquia Half-Life. Ele também tem uma startup de chips cerebrais: a Starfish Neuroscience. Agora, a empresa começou a detalhar seu primeiro projeto: um chip cerebral que pode ser entregue ainda este mês.

A iniciativa marca o retorno do executivo à pesquisa de interfaces cérebro-computador, tema que a própria Valve chegou a explorar em experimentos internos e apresentações técnicas anteriores.

Embora não se trate de um implante completo, a startup promete um componente capaz de registrar sinais neuronais e estimular regiões específicas do cérebro, tecnologia que poderia futuramente ser aplicada para entretenimento, tratamento de doenças e estudos neurológicos.

Como funciona o chip criado pela empresa de Gabe Newell?

Segundo o The Verge, o dispositivo apresentado pela Starfish é um chip de “eletrofisiologia”, descrito como uma peça que lê a atividade elétrica do cérebro e pode enviar estímulos.

De acordo com a equipe, o protótipo ainda depende de outros módulos para operar dentro do corpo humano, como sistemas de alimentação sem fio e estruturas que permitam a implantação.

“Prevemos que nossos primeiros chips cheguem no final de 2025 e estamos interessados em encontrar colaboradores para os quais esse chip abriria novos e empolgantes caminhos”, escreveu o neuroengenheiro Nate Cermak no blog oficial da Starfish.

A startup quer reduzir o tamanho e a complexidade dos dispositivos já existentes. A meta é oferecer um componente sem bateria, que consome apenas 1,1 mW e funciona por transmissão de energia sem fio, permitindo que múltiplas regiões do cérebro sejam acessadas ao mesmo tempo. O chip teria dimensões de 2 x 4 mm, suportando 32 eletrodos com 16 canais de leitura simultânea.

Ilustração do chip da Neuralink em um fundo branco, ao lado de uma moeda
Chip da Neuralink é do tamanho de uma moeda (imagem: reprodução/Neuralink)

Para efeito de comparação, o N1, da Neuralink, possui 1.024 eletrodos e depende de uma bateria recarregável. A empresa de Elon Musk já implantou o dispositivo em humanos, embora o primeiro voluntário tenha relatado que alguns dos fios inseridos no cérebro se soltaram — um problema que não impediu o funcionamento geral do sistema.

Segundo a Starfish, o acesso a diferentes regiões do cérebro ao mesmo tempo pode ser essencial para tratar outras condições, como o Parkinson, já que muitos distúrbios envolvem falhas de comunicação entre circuitos neuronais.

A empresa também cita o desenvolvimento de um equipamento de ”hipertermia de precisão” para destruir tumores e um sistema de estimulação magnética transcraniana guiado por robôs para tratar transtornos como depressão e bipolaridade.

E os jogos?

Em 2019, durante uma palestra na Gamers Developer Conference, a Valve apresentou publicamente ideias para integrar sinais cerebrais a computadores voltados a jogos (embora a animação icônica da Valve já seja uma referência antiga para a expansão da mente).

Na ocasião, a empresa detalhou que o objetivo seria usar leituras cerebrais não invasivas, frequentemente acopladas a headsets de realidade virtual, para coletar dados fisiológicos e psicológicos dos jogadores.

Essas informações permitiriam que o jogo se tornasse inteligente e adaptativo, ajustando a dificuldade em tempo real se o sistema detectasse que o jogador estava entediado ou frustrado.

Vale lembrar que, no mês passado, a Valve anunciou uma versão da Steam Machine junto com o novo Steam Controller e o Steam Frame, headset de realidade virtual. Todos esses dispositivos estão previstos para o começo de 2026.

Startup pode ter chips cerebrais para jogos e quer rivalizar com Neuralink

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Starfish Neuroscience quer lançar um chip capaz de registrar e estimular o cérebro. Startup de Gabe Newell, CEO da Valve, pode entregar dispositivo ainda este mês.

Gabe Newell é CEO da Valve (imagem: reprodução/Future)
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Interface cérebro-máquina: saiba como funciona o dispositivo neurotecnológico

ilustração sobre uma interface cérebro-máquina
Entenda como as interfaces cérebro-máquina são um importante avanço para a neurotecnológia e a médicina (imagem: Shubham Dhage/Unsplash)

As interfaces cérebro-máquina (ICM) são um canal de comunicação direto entre o cérebro e um dispositivo externo. Elas são projetadas para auxiliar, aumentar ou reparar funções cognitivas ou motoras humanas, integrando o sistema nervoso com máquinas para restaurar a autonomia de pacientes.

O funcionamento de uma ICM baseia-se na captação de sinais cerebrais por meio de eletrodos (invasivos ou não-invasivos) processados por um computador. Esses sinais são traduzidos em comandos digitais para operar dispositivos como cadeiras de rodas, próteses ou softwares especiais, refletindo a intenção do usuário.

Várias empresas atuam no desenvolvimento dessas tecnologias, com destaque para a Neuralink de Elon Musk que trabalha com implantes cerebrais para fins diversos. Synchron, Emotiv e Blackrock Neurotech também atuam no aprimoramento de interfaces neurais para aplicações médicas e outros campos.

A seguir, entenda o conceito de interfaces cérebro-máquina, para que servem e como funcionam. Também saiba as vantagens e as limitações dessa neurotecnologia com diferentes aplicações.

O que é interface cérebro-máquina?

Uma interface cérebro-máquina (ICM), ou brain machine interface (BCI), é um sistema de comunicação que capta e decodifica a atividade neural, transformando-a em comandos que controlam dispositivos externos. Ela estabelece uma conexão direta entre o cérebro e o hardware ou software, permitindo o controle sem a necessidade de movimento físico.

Em suma, a interface cérebro-computador (ou brain computer interface) traduz a intenção funcional do indivíduo, o desejo de interagir com o ambiente, diretamente dos sinais cerebrais. Isso permite que o usuário controle um aplicativo ou um dispositivo usando apenas a mente, o que tem potencial em reabilitação e assistência tecnológica.

Para que serve a interface cérebro-computador?

A interface cérebro-computador é usada primariamente para restaurar a comunicação e as funções motoras em pessoas com lesões ou doenças neurológicas graves. Elas capacitam os indivíduos a controlar dispositivos externos usando somente a atividade cerebral, abrindo caminhos para superar limitações físicas.

A função central da ICM é traduzir a atividade neural captada em comandos de controle para software e hardware externos, permitindo a execução de tarefas. Isso engloba a digitação em uma tela, o movimento de membros robóticos (neuropróteses) e a operação de cadeiras de rodas.

Basicamente, as interfaces possibilitam o controle de tecnologia pela mente para recuperar movimentos e a fala perdidos. Eles também representam uma ferramenta no diagnóstico e tratamento de condições neurológicas e oferecem feedback sensorial de volta ao cérebro.

imagem de uma pessoa participando de uma atividade de interface cérebro-máquina
Os ICMs podem traduzir a atividade cerebral e transformá-los em comandos de softwares e hardwares (imagem: Robert Bauernhansl/Ars Electronica)

Como funciona a interface cérebro-máquina

Uma interface cérebro-máquina opera captando os sinais elétricos gerados pelas redes neurais do cérebro, que representam a comunicação entre neurônios nas sinapses. Isso é feito por meio de sensores (eletrodos) posicionados para detectar essa atividade, seja no couro cabeludo ou implantados no tecido cerebral.

O componente físico (hardware) de detecção mede a frequência e a intensidade desses sinais, agindo como um “microfone” para a atividade elétrica do cérebro. Em seguida, os dados brutos são submetidos a um processamento de pré-condicionamento, como filtragem, antes de serem enviados para um software de computador local.

O software emprega algoritmos de decodificação neural auxiliados por tecnologia de aprendizagem de máquina e inteligência artificial. Então, eles traduzem os complexos padrões de dados cerebrais em uma intenção programável clara do usuário, como o desejo de mover um membro ou selecionar uma letra.

Finalmente, essa intenção decodificada é transformada em um comando de controle que opera um hardware, como um exoesqueleto, um cursor de computador ou uma cadeira de rodas. O sistema usa um ciclo de feedback contínuo para refinar o controle, permitindo que o usuário e a ICM ajustem e melhorem a colaboração ao longo do tempo.

Quais são os tipos de interface cérebro-máquina?

As interfaces cérebro-máquina são categorizadas pela invasividade, afetando diretamente a qualidade do sinal e a aplicação clínica ou não-clínica. A escolha depende do equilíbrio entre a precisão da leitura neural e o risco associado ao procedimento de implantação.

As ICMs invasivas requerem neurocirurgia para implantação de eletrodos dentro ou na superfície do córtex cerebral para registros de eletrocorticografia (ECoG). O contato direto com o tecido neural capta sinais de alta fidelidade, sendo essenciais para a restauração funcional em pacientes com paralisia grave ou síndrome do encarceramento.

As ICMs não-invasivas usam dispositivos externos, como capacetes com sensores, atuando como um canal bidirecional de comunicação sem a necessidade de cirurgia. Embora os sinais sejam mais fracos e menos precisos, são adequados para aplicações menos críticas, como neurofeedback, jogos ou controle básico de dispositivos.

Ilustração do chip da Neuralink
As interfaces cérebro-máquina podem ser pequenos chips implantados diretamente no córtex cerebral (imagem: Reprodução/Neuralink)

Quais empresas desenvolvem interfaces cérebro-máquina?

Estas são algumas das empresas que estão trabalhando no desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina:

  • Neuralink: desenvolve ICMs invasivas para criar uma “simbiose” entre o cérebro humano e a inteligência artificiais. O objetivo é restaurar funções sensoriais e motoras em pacientes com condições neurológicas graves;
  • Synchron: pioneira na abordagem endovascular, implantando o dispositivo Stentrode através da veia jugular para residir em um vaso sanguíneo sobre o córtex motor e restaurar a comunicação e a função motora; 
  • Blackrock Neurotech: fornecedora de sistemas invasivos, usando o microeletrodos Utah Array, foca no desenvolvimento de um sistema implantável domiciliar para restaurar a comunicação e a função motora em pessoas com tetraplegia;
  • Precision Neuroscience: criou a interface cortical Layer 7, uma película ultrafina e flexível de microeletrodos. Esta interface neural é projetada para se adaptar à superfície do cérebro com mínima interrupção do tecido neural;
  • Kernel: foca em interfaces não-invasivas usando métodos como espectroscopia funcional de infravermelho (fNIRS). Seus sistemas buscam medir e decodificar a atividade cerebral para aplicações de bem-estar e cognição;
  • Neurable: especializada em soluções não-invasivas para uso diário, frequentemente incorporadas em headsets de realidade virtual/aumentada. A tecnologia cria ferramentas de medição cognitiva que avaliam o estado emocional e o esforço de atenção;
  • Emotiv: desenvolve headsets sem fio para monitoramento por registros eletroencefalográficos (EEG) usados para pesquisa e uso pessoal. Suas aplicações se estendem desde o controle de jogos e TV interativa até medicina e automação robótica;
  • Padromics: está progredindo em ICM invasiva com o implante cortical Connexus. O dispositivo transmite milhares de canais neurais simultaneamente, com registros in-human já completados.
Logo da empresa Neuralink
Neuralink é uma das empresas na vanguarda do desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina (Imagem: Reprodução/Neuralink)

Existem casos de aplicação da interface cérebro-computador?

Sim, existem diversas aplicações ICMs criadas para ajudar pessoas com deficiências por meio de comunicação, controle motor e na reabilitação. Essas tecnologias também visam melhorar o desempenho humano em produtos de consumo e em ambientes profissionais.

  • N1 Implant (Neuralink): implante totalmente interno e de alta largura de banda, desenvolvido para permitir que pessoas com paralisia controlem computadores e smartphones usando apenas o pensamento;
  • Stentrode (Synchron): dispositivo minimamente invasivo implantado através da veia jugular, evitando a necessidade de cirurgia cerebral aberta para permitir que pacientes controlem dispositivos digitais sem as mãos;
  • Epoc Flex e Insight (Emotiv): headsets sem fio com eletrodos EEG para uso em pesquisa científica, desenvolvimento de sistemas de controle sem as mãos e aplicações em jogos;
  • Fones de ouvido (Neurable): fones de ouvido bluetooth com cancelamento de ruído que incorporam eletrodos EEG invisíveis para uso diário, aplicáveis em contextos como jogos de realidade virtual e foco;
  • Próteses neurais (braços robóticos): sistemas que decodificam sinais cerebrais de regiões motoras para controlar diretamente membros artificiais e restaurar a função motora em indivíduos com amputações ou paralisia;
  • Restauração da comunicação (pessoas com ELA/paralisia): tecnologias que permitem pacientes com perdas vocais ou motoras possam soletrar palavras ou selecionar frases em uma tela, transformando pensamentos em texto ou fala;
  • Neurofeedback e reabilitação cognitiva: uso de ICM para treinar pacientes a modular sua própria atividade cerebral para tratar condições como TDAH, ou para acelerar a recuperação motora após um AVC.
Neuralink / chip N1
Chip N1, da Neuralink, usado para processar sinais cerebrais (imagem: Reprodução/Neuralink)

Quais são as vantagens da interface cérebro-máquina?

Estes são os principais pontos fortes das interfaces cérebro-computador:

  • Acessibilidade aprimorada: permitem que indivíduos com graves deficiências motoras (como paralisia) recuperem o controle sobre dispositivos e ambientes, possibilitando operar cadeiras de rodas, membros robóticos ou comunicar-se usando computadores;
  • Restauração de funções: são cruciais em neuropróteses, ajudando a restaurar funções sensoriais, motoras e de fala perdidas, sendo empregadas em terapias de reabilitação para pacientes que buscam recuperar habilidades motoras após um AVC;
  • Interação otimizada e intuitiva: oferecem uma forma de comunicação mais direta, rápida e intuitiva entre o cérebro e as máquinas, superando as limitações de velocidade e esforço dos dispositivos de entrada (teclados e mouses);
  • Jogos e entretenimento: permitem criar experiências de jogos e aplicativos de realidade virtual/aumentada mais imersivas e envolventes, onde os jogadores podem controlar elementos ou interagir com ambiente digital diretamente com seus pensamentos;
  • Coleta e análise de dados cerebrais: fornecem informações em tempo real valiosas sobre a atividade, padrões e funções cerebrais, sendo essenciais para a pesquisa avançada em neurociência, psicologia e desenvolvimento de tratamentos neurológicos.

Quais são as desvantagens da interface cérebro-máquina?

Estes são os principais pontos fracos das interfaces cérebro-máquina:

  • Procedimentos cirúrgicos de riscos: as ICMs com técnicas invasivas requerem cirurgia cerebral para a implantação de eletrodos, o que está associado a riscos significativos como infecções, hemorragias, danos ao tecido cerebral e complicações relacionadas à anestesia;
  • Alto custo de desenvolvimento e acessibilidade: o desenvolvimento, fabricação e manutenção dos dispositivos são extremamente caros, limitando a acessibilidade e adoção generalizada fora de centros de pesquisa e hospitais especializados;
  • Qualidade e latência limitada do sinal: as ICMs não-invasivas como EEG apresentam baixa resolução espacial e alta latência, pois o crânio e a pele atenuam e dispersam o sinal, tornando a decodificação de comandos mais lenta e menos precisa;
  • Fadiga cognitiva e sobrecarga mental: o uso contínuo de ICMs, que muitas vezes exige foco e concentração mental intensos para gerar comandos claros, pode levar à fadiga cognitiva, estresse mental e uma diminuição na capacidade de sustentar o desempenho ao longo do tempo;
  • Complexidade na decodificação de sinais cerebrais: a tradução dos padrões neurais complexos e dinâmicos em comandos claros e utilizáveis exige algoritmos de aprendizado de máquina sofisticados e grande volume de dados de treinamento personalizados para cada usuário;
  • Preocupações éticas, de segurança e de privacidade: a capacidade de acessar e registrar dados cerebrais levanta sérias questões sobre a autonomia cognitiva (liberdade mental) e o potencial uso indevido ou falhas de segurança na proteção de informações neurais altamente sensíveis (brain-hacking).

Qual é a diferença entre interface cérebro-máquina e próteses neurais?

Interface cérebro-máquina é uma tecnologia que estabelece um caminho de comunicação direto entre cérebro e um dispositivo externo, como computador ou membro robótico. Ela tem a função de traduzir a atividade neural (pensamentos, intenções) capturada em comandos que a máquina pode executar.

Prótese neural é um dispositivo médico projetado especificamente para substituir ou restaurar uma função perdida do sistema nervoso. Ela usa a tecnologia ICM para receber sinais neurais, permitindo o movimento de um membro protético ou a percepção sonora com um implante coclear.

Interface cérebro-máquina: saiba como funciona o dispositivo neurotecnológico

(imagem: Shubham Dhage/Unsplash)

(imagem: Robert Bauernhansl/Ars Electronica)

(Imagem: Reprodução/Neuralink)

(Imagem: Reprodução/Neuralink)

Chip N1, da Neuralink, usado para processar sinais cerebrais (Imagem: Reprodução / Neuralink)
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OpenAI considera lançar aplicativo de saúde para uso pessoal

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Milhões de pessoas buscam ajuda médica no ChatGPT, segundo executivo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI considera lançar um aplicativo de saúde para consumidores, contratando Nate Gross e Ashley Alexander para liderar a estratégia e produtos de saúde.
  • A empresa tem cerca de 800 milhões de usuários semanais, muitos utilizando IA para dúvidas médicas, mas ainda possui faturamento baixo e busca diversificar receitas.
  • Google e Microsoft fracassaram em iniciativas de saúde, encerrando seus serviços de registros médicos

A OpenAI estuda entrar no mercado de ferramentas de saúde para consumidores finais. Entre as possibilidades, estão um assistente médico pessoal ou um agregador de dados. As informações são do Business Insider, que conversou com fontes próximas à empresa sob condição de anonimato.

Contratações recentes indicam o interesse da empresa nesse setor. A OpenAI trouxe Nate Gross, cofundador da healthtech Doximity, e Ashley Alexander, ex-Instagram. Gross será líder de estratégia em serviços de saúde, e Alexander ficará com o cargo de vice-presidente de produtos de saúde.

Na conferência HLTH, realizada em outubro de 2025, Gross disse que a OpenAI tem um alcance bastante amplo, com cerca de 800 milhões de usuários ativos por semana — muitos dos quais usam a inteligência artificial para tirar dúvidas médicas.

Procurada pelo Business Insider, a empresa não quis comentar o assunto.

OpenAI ainda tem faturamento baixo

Como observa a publicação, a OpenAI tem planos de lançar produtos e serviços para concorrer com empresas de mercados tradicionais, como vendas e advocacia. A busca por novas áreas de atuação pode ter motivos financeiros: a startup parece interessada em diversificar suas fontes de receitas.

Três telas de celular mostram o recurso de compras no ChatGPT. À esquerda, a conversa exibe o pedido “Can you help me find a great housewarming gift for my friend? maybe something ceramic under 0?” e a resposta sugere opções de jogos de tigelas de cerâmica, com imagens e preços. A tela central mostra um conjunto de cerâmica por US$ 75 no Etsy. À direita, aparece o checkout com endereço, frete grátis e valor total de US$ 81,47.
OpenAI criou protocolo aberto para integrar sistemas de varejo (imagem: divulgação)

Uma dessas fontes é o comércio eletrônico. Nos Estados Unidos, ela já oferece a opção de realizar compras dentro do ChatGPT, cobrando uma comissão das lojas pelo serviço de intermediação.

Como nota a Bloomberg, a OpenAI já se comprometeu a gastar US$ 1,4 trilhão em data centers. Atualmente, a companhia de IA tem uma receita anualizada recorrente de cerca de US$ 20 bilhões.

Google, Microsoft e Amazon fracassaram no setor de saúde

A agência de notícias Reuters nota que iniciativas das gigantes da tecnologia na área de saúde não tiveram muito sucesso.

O Google oferecia um serviço de registros médicos, mas o encerrou em 2011. O HealthVault, da Microsoft, tinha proposta parecida, mas foi fechado em 2019, sem atrair grande interesse dos usuários. Por fim, a Amazon fechou a divisão do monitor de atividades físicas Halo em 2023.

Com informações do Business Insider e da Reuters

OpenAI considera lançar aplicativo de saúde para uso pessoal

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI criou protocolo aberto para integrar sistemas de varejo (imagem: divulgação)
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O que é a Neuralink? Conheça a empresa de chip cerebral do Elon Musk

Logo da empresa Neuralink
Neuralink quer ser pioneira no desenvolvimento de interfaces cérebro-computador (Imagem: Reprodução/Neuralink)

Neuralink é uma empresa de neurotecnologia cofundada por Elon Musk que desenvolve interfaces cérebro-máquina (ICMs) implantáveis no crânio humano. Esses dispositivos são capazes de traduzir sinais neurais em ações, permitindo que indivíduos controlem máquinas a partir do pensamento.

A princípio, a Neuralink prevê que sua interface neural poderá expandir a capacidade de pessoas com deficiência ou que tiveram lesões neurológicas. Mas a ideia da empresa é que seu dispositivo se torne um produto comercial no futuro, proporcionando imersão digital ao integrar humanos e máquinas.

Chamado de N1, o chip da Neuralink funciona mediante cirurgia para o implante neural. Uma vez que o dispositivo é implantado, fios ultrafinos da interface se conectam a células cerebrais, captam as mensagens dos impulsos elétricos, e enviam as informações para sistemas externos de IA e machine learning.

A seguir, entenda melhor o que é e o que faz a Neuralink, e confira detalhes sobre o funcionamento da interface neural da empresa.

O que é a Neuralink?

Neuralink é uma empresa norte-americana do segmento de neurotecnologia. Fundada no dia 21 de junho de 2016, a companhia busca ser a pioneira no desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina (ICM ou BCI, em inglês): chips cerebrais implantáveis que podem traduzir sinais neurais em ações.

Quem é o dono da Neuralink?

O empresário e bilionário Elon Musk é reconhecido como o dono da Neuralink, por ser cofundador e sócio majoritário da empresa. O cofundador e atual presidente da Neuralink, Dongjin “DJ” SEO, também tem participação ativa nas diretrizes da companhia, embora o status de “dono” seja atribuído a Musk.

Vale destacar que não há dados públicos que indiquem a porcentagem da participação de Musk sobre a Neuralink, e nem detalhes sobre outros possíveis acionistas que possam integrar o quadro societário da empresa.

O que a Neuralink faz?

A Neuralink investe em pesquisas e experimentos de tecnologia neural para o desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina (ICMs) implantáveis no crânio de pessoas com deficiência ou que sofreram graves lesões que comprometeram a fala, o movimento ou a visão.

A ideia é que esses dispositivos possam traduzir sinais neurais em ações, permitindo que indivíduos consigam controlar PCs, braços robóticos e outros tipos de máquinas apenas com o pensamento.

Ilustração de chip da Neuralink
Interface neural da Neuralink busca traduzir sinais neurais em ações (Imagem: Reprodução/Neuralink)

Quais são os objetivos da Neuralink?

O objetivo da Neuralink consiste em validar uma interface cérebro-computador implantável capaz de expandir a capacidade de pessoas com deficiência ou com lesões neurológicas. Diversas empresas estão trabalhando nessa frente, mas a Neuralink de Elon Musk quer despontar como a pioneira a colocar o produto nas prateleiras.

Mas apesar dos discursos com propósitos voltados para a área da saúde, a Neuralink também foca em um objetivo meramente tecnológico. Inclusive, Musk chegou a dizer no passado que uma interface neural permitiria uma “simbiose” entre humanos e máquinas, de modo a evitar que pessoas se tornassem “gatos domésticos” com o avanço da inteligência artificial.

Portanto, a Neuralink parece focar (no curto e médio prazo) em um chip neural que pode expandir a capacidade de pessoas com deficiência ou lesões. Mas no futuro (longo prazo), a empresa pode levar o produto para outros públicos, permitindo que pessoas se conectem a máquinas para maior imersão digital.

Como funciona o chip cerebral da Neuralink?

O chip da Neuralink funciona como um sistema de comunicação bidirecional entre o cérebro do usuário e dispositivos externos. Esse funcionamento permite que os sinais neurais captados do usuário consigam controlar máquinas sem qualquer ação adicional da pessoa.

Tudo começa com uma cirurgia para o implante neural. Em suma, uma máquina robótica abre um pequeno buraco no crânio do usuário para a inserção da interface da Neuralink, chamada de N1. A N1 mede cerca de 23 mm de diâmetro e tem 8 mm de espessura, e é formada por alguns componentes físicos (hardwares): um invólucro biocompatível, bateria, chips e eletrônicos, além de fios de eletrodos ultrafinos.

Ilustração do chip da Neuralink
Ilustração da interface neural da Neuralink (Imagem: Reprodução/Neuralink)

Depois que o chip é implantado, os fios de eletrodos se conectam com até mil células cerebrais diferentes, e se tornam capazes de detectar as mensagens transmitidas entre neurônios pelos impulsos elétricos. De acordo com a Neuralink, usuários podem ter até 10 chips N1 implantados.

O chip então se comunica (sem fio) com máquinas externas (como um PC), e os sinais são interpretados via software. Com a ajuda de modelos de inteligência artificial e machine learning, o sistema passa a compreender os sinais do usuário, transformando essas mensagens em ações. Com o tempo, o usuário pode usar máquinas a partir de seus pensamentos.

Funcionamento do chip da Neuralink
Sinais neurais podem ser interpretados para fazer ligações, navegar no PC e até jogar (Imagem: Reprodução/Neuralink)

Cases de ensaios clínicos mostraram que pacientes com a interface N1 implantada puderam jogar, mexer no computador, e até escrever seu nome.

A Neuralink é segura?

Sim, embora existam ressalvas. Neuralink é uma das empresas de Elon Musk, que atingiu um valor de mercado de US$ 9 bilhões em 2025. Apesar de valuation não validar nada e de polêmicas e contradições éticas do bilionário, presume-se que a empresa tenha capacidade de investir em tecnologias experimentos científicos de ponta.

Além disso, a Neuralink recebeu aval da Administração Federal de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos em 2023 para iniciar ensaios clínicos da interface cérebro-máquina em humanos.

No entanto, vale frisar que os chips neurais envolvem diversos riscos. Implantes neurais são processos delicados, que exigem máximo cuidado antes, durante e após a cirurgia.

E por ainda estar em fase de ensaios clínicos, não há certezas sobre problemas ou possíveis sequelas no médio e longo prazo. Como exemplo, relatórios recentes mostraram que 85% dos fios do primeiro implante da Neuralink foram desconectados do cérebro do paciente, o que acende o alerta para questões de segurança e eficácia.

Qual é a diferença entre Neuralink e outras empresas de interface neural?

A principal diferença entre Neuralink e outras empresas de interface neural está no propósito. Players como Synchron e Paradomics deixam claro que suas interfaces cérebro-máquinas são voltadas para necessidades médicas. Já a Neuralink enxerga a BCI no longo prazo como um dispositivo tecnológico de consumo.

Esse propósito também implica em questões de durabilidade. A Paradomics cita que a Neuralink utiliza uma interface com prazo de validade próximo a dois anos, devido aos materiais em polímeros e à necessidade de manutenções. Em contrapartida, a própria Paradomics utiliza materiais como metais e cerâmicas, o que faz com que os dispositivos possam durar décadas.

O que é a Neuralink? Conheça a empresa de chip cerebral do Elon Musk

(Imagem: Reprodução/Neuralink)

(Imagem: Reprodução/Neuralink)

(Imagem: Reprodução/Neuralink)

(Imagem: Reprodução/Neuralink)
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Como acessar a carteira de vacinação digital do SUS pelo celular ou PC

Saiba o passo a passo para acessar a cartão de vacinação digital no Meu SUS Digital
Saiba o passo a passo para acessar a cartão de vacinação digital no Meu SUS Digital (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

A plataforma Meu SUS Digital permite consultar o cartão de vacina digital por meio do aplicativo (Android e iPhone) ou pelo navegador no PC. Lá, você encontra seu histórico completo de doses, incluindo as de Covid-19.

Para entrar no Meu SUS Digital, você só precisa ter a sua conta Gov.br ativa. Com ela, você faz o login na plataforma, garantindo acesso a todas as informações do Sistema Único de Saúde (SUS) vinculados ao seu CPF.

A seguir, veja o passo a passo para acessar a carteira de vacinação digital do SUS pelo celular ou PC.

Como acessar a carteira de vacinação digital do SUS pelo celular

1. Baixe o aplicativo “Meu SUS Digital”

Acesse a App Store no iPhone ou a Play Store no Android para fazer download do aplicativo “Meu SUS Digital”. O app oficial do governo permite consultar diversas informações sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo o cartão de vacina.

Baixando o aplicativo Meu SUS Digital
Baixando o aplicativo Meu SUS Digital (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Faça login no app Meu SUS Digital

Abra o aplicativo Meu SUS Digital no seu celular e, em seguida, toque no botão “Entrar com o Gov.br” para fazer login.

Importante: em alguns casos, é necessário ter o aplicativo “Gov.br” instalado no celular para gerar o código de verificação de duas etapas e concluir o login no Meu SUS Digital.

Fazendo login no app Meu SUS Digital usando a conta Gov.Br
Fazendo login no app Meu SUS Digital usando a conta Gov.br (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Acesse o menu “Vacinas”

Após o login, encontre a seção “Minha Saúde” na página inicial. Então, toque na opção “Vacinas” para ver as informações sobre seu histórico de vacinação registrado no SUS.

Abrindo o menu "Vacinas"
Abrindo o menu “Vacinas” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Veja as informações da carteira de vacinação

Na próxima tela, toque no banner azul de “Carteira nacional de vacinação” para acessar o documento digital com os dados de todas as doses de vacina registradas pelo sistema do SUS.

No menu “Vacinas”, você também pode selecionar as seguintes abas na parte inferior da tela:

  • Documentos: acesso aos documentos com informações específicas sobre as doses de vacinas que você tomou (descrição da vacina e tipo de imunização);
  • Histórico de vacinas: veja o seu histórico de vacinação, incluindo detalhes do estabelecimento de saúde onde foi aplicada a dose e a fabricante do imunizante.
Acessando a carteira de vacinação digital pelo celular
Acessando a carteira de vacinação digital pelo celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como acessar a carteira de vacinação digital do SUS pelo PC

1. Acesse o site “Meu SUS Digital”

Use o navegador do PC para acessar meususdigital.saude.gov.br. Este é o site oficial para acessar as informações relacionadas ao SUS, incluindo os detalhes sobre a carteira de vacinação digital.

Página inicial do site Meu SUS Digital
Página inicial do site Meu SUS Digital (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Faça login usando a conta Gov.br 

Clique no botão azul “Entrar com Gov.br”, na parte inferior da tela, para fazer login na plataforma do SUS usando a conta Gov.br.

Fazendo login no site Meu SUS Digital com a conta Gov.br
Fazendo login no site Meu SUS Digital com a conta Gov.br (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Abra o menu “Vacinas”

Na seção “Minha Saúde”, clique na opção “Vacinas” para acessar o menu dedicado ao histórico de vacinas.

Abrindo o menu "Vacinas"
Abrindo o menu “Vacinas” (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

4. Confira as informações sobre o histórico de vacinas

Clique no banner “Carteira Nacional de Vacinação”, na parte superior da tela, para abrir o documento digital com o histórico de vacinas registradas no sistema SUS.

Também é possível selecionar as seguintes abas do menu “Vacinas”, na parte inferior da tela, para checar mais informações:

  • Documentos: verificar os documentos individuais sobre as doses de vacinas aplicadas, como descrição do imunizante e campanha de saúde;
  • Histórico de vacinas: ver um histórico em ordem cronológica das vacinas, além de dados sobre o local da aplicação e fabricante do imunizante.
Acessando a carteira de vacinação pelo Meu SUS Digital
Acessando a carteira de vacinação pelo Meu SUS Digital (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Por que não consigo acessar a carteira de vacinação digital?

Alguns fatores podem impedir a visualização da carteira de vacina digital pelo Meu SUS Digital. Por exemplo:

  • Conta ativa e acesso no Gov.br: é essencial ter uma conta ativa no Gov.br para acessar o Meu SUS Digital. Se você esqueceu seus dados, precisará recuperar a senha da conta Gov.br para fazer o login na plataforma;
  • Registro de vacinas pendente ou não enviado: os dados do cartão de vacina podem ainda não ter sido enviados, ou não foram processados pelo sistema do Ministério da Saúde. Vá até a unidade de saúde onde a vacina foi aplicada e solicite a atualização e o envio dos dados para o sistema e-SUS;
  • Divergência ou erro nos dados cadastrais: se houver qualquer divergência entre o cadastro no Gov.br e o registo do CPF no Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CADSUS), o sistema pode bloquear a visualização. Verifique se o nome, CPF e data de nascimento estão corretos e idênticos em ambos os sistemas;
  • Problema de vínculo entre responsável e criança: para a carteira de vacina de dependentes menores (Caderneta Digital da Criança), tanto o responsável quanto a criança devem ter contas ativas no Gov.br. Depois, é essencial ir a uma unidade de saúde com os documentos para solicitar o vínculo do CPF da criança ao CPF do responsável no sistema;
  • Instabilidade ou manutenção do sistema: os aplicativos e os sites do Meu SUS Digital e do Gov.br podem passar por instabilidades temporárias ou manutenção programada. Tente acessar novamente mais tarde ou limpe o cache do aplicativo.

O que fazer se meu cartão de vacina do SUS estiver desatualizado?

Se notar que o cartão digital de vacina está desatualizado ou com dados incorretos no Meu SUS Digital, o passo inicial é ir à Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua residência. Lá, você deverá mostrar o cartão físico para os profissionais poderem revisar e solicitar a atualização ou correção de dados diretamente no sistema.

É importante entender que o histórico de vacinação digital completo pode ter limitações, especialmente para vacinas aplicadas antes de 2010 ou em clínicas particulares. Além disso, as informações de vacinas mais recentes e relevantes, como as doses contra Covid-19, geralmente recebem prioridade na digitalização e atualização do sistema.

Qual o prazo para atualização das vacinas no Meu SUS Digital?

Não existe um prazo fixo para a atualização do seu cartão de vacina online no Meu SUS Digital. O tempo que leva para a dose aparecer no sistema depende do envio das informações pelos gestores estaduais e municipais de saúde, variando conforme a região.

Se a vacina demorar muito para aparecer na plataforma, o ideal é procurar a unidade de saúde onde você foi vacinado para verificar se as informações foram lançadas no sistema. Lembrando que as Secretarias de Saúde podem necessitar de um tempo maior para atualizar as doses na base de dados durante os períodos de campanhas.

Posso imprimir minha carteira de vacina?

Sim, você pode emitir a carteira de vacinação digital e imprimir pelo aplicativo ou versão web do Meu SUS Digital. Após logar na plataforma, vá ao menu “Vacina” e selecione a opção “Carteira nacional de vacinação” para checar o documento completo.

Para gerar o arquivo para impressão, toque/clique no ícone de seta para baixo (download) no canto superior direito da tela. Isso fará a plataforma gerar um arquivo PDF que você pode salvar e imprimir, contendo também um QR Code para facilitar a autenticação e consultar as vacinas tomadas.

Baixando a carteira de vacina digital para impressão
Baixando a carteira de vacina digital para impressão (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como acessar a carteira de vacinação digital do SUS pelo celular ou PC

Saiba o passo a passo para acessar a cartão de vacinação digital no Meu SUS Digital (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Baixando o aplicativo Meu SUS Digital (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Fazendo login no app Meu SUS Digital usando a conta Gov.Br (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o menu "Vacinas" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando a carteira de vacinação digital pelo celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Página inicial do site Meu SUS Digital (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Fazendo login no site Meu SUS Digital com a conta Gov.br (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Abrindo o menu "Vacinas" (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Acessando a carteira de vacinação pelo Meu SUS Digital (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Baixando a carteira de vacina digital para impressão (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
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