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Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês

Imagem de um smartphone com design dourado. Na tela, há a hora "12:00" e a data "January 20, 2025", com o logotipo "TRUMP MOBILE" na parte superior e a frase "Make America Great Again" abaixo. O fundo da tela exibe uma bandeira dos Estados Unidos estilizada. Na parte de trás do aparelho, vê-se uma gravação do símbolo "T" grande, seguido de "1", e a imagem de uma bandeira dos EUA. O telefone possui três câmeras traseiras e uma borda dourada.
T1 Phone “made in USA”, pelo visto, é versão repaginada de celular chinês (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Trump Phone pode ser uma versão mais cara de um smartphone fabricado na China.
  • Anunciado como um aparelho “Made in USA”, com tecnologia e fabricação 100% nacional, o celular seria, na verdade, o REVVL 7 Pro 5G.
  • O aparelho original custa US$ 126 por lá, enquanto o smartphone de Donald Trump é vendido por US$ 499.

A Trump Organization anunciou o T1 Phone em junho de 2025 prometendo um celular “Made in USA”, com desenvolvimento e fabricação totalmente norte-americanos. No entanto, o aparelho que começa a chegar aos compradores quase um ano após a pré-venda parece ser apenas uma versão dourada de um modelo chinês.

O lançamento do T1 Phone foi cercado de polêmicas, desde a proposta até as imagens de divulgação. No início, as imagens mostravam um iPhone banhado a ouro, mas depois passaram a exibir uma cópia do Galaxy S25 Ultra com detalhes dourados e referências ao presidente, conforme noticiou o The Verge.

Agora que o produto está entrando na fase de distribuição para quem comprou na pré-venda, analistas de mercado apontam que o smartphone tem as mesmas especificações do REVVL 7 Pro 5G, da fabricante chinesa Wingtech.

O REVVL é vendido nos Estados Unidos pela T-Mobile e custa a partir de US$ 126 (R$ 630, em conversão direta), enquanto o T1 Phone custa US$ 499 (R$ 2,5 mil).

Celular nem tão americano assim

O anúncio do T1 Phone aconteceu em meio ao aumento das tarifas de importação sobre produtos chineses imposto pelo presidente Donald Trump, movimento que gerou preocupação na indústria de tecnologia dos EUA devido à forte dependência de componentes fabricados na China.

Além do país asiático, itens importados de Canadá, México, Japão, Índia e Brasil começaram a receber taxas extras para entrarem nos Estados Unidos.

O novo celular foi revelado pela Trump Organization em junho, junto a um plano de telefonia. Nas especificações, o smartphone teria tela AMOLED de 6,8 polegadas, 12 GB de memória RAM e câmeras com até 50 MP, com três lentes na parte traseira. A bateria seria de 5.000 mAh e o sistema operacional, por sua vez, seria o Android 15.

Donald Trump durante comício
Ao longo de 2025, Donald Trump prometeu tarifas extras para países como a China (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Segundo o site El Español, que repercutiu o início dos envios do T1 Phone para os usuários, o modelo não fugiu muito às promessas: tela AMOLED de 6,78 polegadas, sensor principal de 50 MP e outras duas lentes (grande angular e teleobjetiva) no trio de câmeras traseiras.

As características são as mesmas presentes no Wingtech REVVL 7 Pro de 2024, mas com uma repaginação na parte externa.

Quanto à promessa de produção 100% feita nos Estados Unidos, a própria Trump Mobile voltou atrás nos matérias de divulgação, apontando que se trata de um produto projetado nos EUA, abandonando a alegação de fabricação integral no país.

The T1 Phone has arrived!! Those who pre-ordered the T1 Phone will be receiving an update email. Phones start shipping this week!!! pic.twitter.com/IsOre1cBa1

— Trump Mobile (@TrumpMobile) May 13, 2026

Política de reembolso também é alvo de críticas

As polêmicas envolvendo o T1 Phone vão além do aparelho em si: a política de reembolso ganhou novos termos que apontam para depósitos intransferíveis e sem “valor monetário”. Além disso, rumores apontam que as tentativas de cancelamento levaram a um e-mail avisando que os depósitos de pré-compra não seriam devolvidos.

Antes disso, a empresa nem mesmo confirmava a produção ou disponibilização do celular, e o depósito seria apenas uma “oportunidade condicional”, caso houvesse uma decisão pela venda, segundo a CNN. Atualmente, a posição oficial da Trump Mobile é de que o produto finalmente começará a ser enviado para seus compradores ainda esta semana.

Trump Phone “100% americano” seria versão mais cara de celular chinês

Design dourado e bandeira gravada são diferenciais do T1 (imagem: divulgação)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
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Apple é notificada por propaganda enganosa no Brasil

Procon Carioca abre processo administrativo contra a Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Procon Carioca notificou a Apple devido à suposta propaganda enganosa do iPhone, especificamente em relação à Apple Intelligence, que prometia realizar tarefas de inteligência artificial diretamente no aparelho, mas nunca foi completamente entregue.
  • A Apple terá que responder em 20 dias e fornecer informações sobre as funcionalidades entregues, comunicação aos consumidores brasileiros, materiais publicitários veiculados e medidas para corrigir o problema.
  • Nos EUA, a Apple se comprometeu a pagar até US$ 250 milhões em indenização para compradores de iPhone afetados pela propaganda enganosa.

A Apple entrou na mira de órgãos de defesa do consumidor do Brasil. O Tecnoblog apurou com exclusividade que o Procon Carioca notificou a empresa e quer esclarecimentos para suposta publicidade enganosa junto a compradores de iPhones lançados a partir de 2023. Na ocasião, a companhia prometeu funções de inteligência artificial que nunca chegaram ao mercado.

Na última sexta-feira (08/05), o Procon Carioca instaurou procedimento administrativo para apurar potencial omissão, descumprimento de oferta e violação ao dever de informação clara, adequada e ostensiva. As práticas são proibidas pelo Código de Defesa do Consumidor.

Como o caso começou?

O lançamento do iPhone 16 marcou também a propaganda em torno da Apple Intelligence, tecnologia de inteligência artificial que, segundo os comerciais da Apple, seria capaz de realizar um sem-número de tarefas diretamente no aparelho. O recurso nunca foi completamente entregue, mesmo dois anos depois.

Diante disso, uma consumidora abriu uma ação civil pública na Justiça dos Estados Unidos que resultou, na semana passada, num compromisso formal de pagamento. A Apple se comprometeu a dar até US$ 95 (cerca de R$ 465, em conversão direta) para cada comprador de iPhone.

O acordo vai custar US$ 250 milhões aos (bem recheados) cofres da companhia, o que dá por volta de R$ 1,23 bilhão. A medida vale para iPhone 16, iPhone 16e, iPhone 16 Plus, iPhone 16 Pro, iPhone 16 Pro Max, iPhone 15 Pro e iPhone 15 Pro Max. O acordo seja formalmente reconhecido pelo juiz do processo, de acordo com a imprensa americana.

Craig Federighi, VP de engenharia de software da Apple, anunciando o Apple Intelligence
Apple Intelligence irrita artistas por falta de transferência (Imagem: Reprodução/Apple)

Um dos vídeos de divulgação da Apple Intelligence trazia a atriz Bella Ramsey interagindo com a Siri. Ela perguntava quem era uma determinada pessoa, que havia conhecido num determinado local, e, ao menos em tese, o iPhone conseguia consultar sua base de conhecimento para revelar a informação correta.

O vídeo sumiu dos canais oficiais da Apple no YouTube quando ficou claro que a Apple Intelligence estava muito distante daquela promessa. Alguns executivos da Apple posteriormente se desculparam pelas alegações, digamos assim, exageradas.

A notificação do Procon

iPhone 15 Pro Max
Compradores de iPhone 15 Pro (na foto) e 16 podem ser beneficiados em processo administrativo do Procon Carioca (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Eu apurei que o Procon Carioca cobrou os seguintes esclarecimentos:

  • Quais funcionalidades foram efetivamente entregues no lançamento?
  • Como as informações foram comunicadas aos consumidores brasileiros?
  • Quais materiais publicitários foram veiculados no país?
  • Qual o cronograma de implementação dos recursos anunciados?
  • Dados de reclamações de consumidores e número de pessoas impactadas
  • Medidas adotadas ou previstas para garantir correção e eventual compensação

De acordo com o órgão, o caso suscita “princípios centrais das relações de consumo, como a boa-fé, a transparência e o cumprimento da oferta”.

A Apple tem 20 dias para responder ao Procon Carioca. O Tecnoblog também procurou a empresa, que não irá se pronunciar junto à imprensa.

Apple é notificada por propaganda enganosa no Brasil

Procon Carioca abre processo administrativo contra a Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Intelligence irrita artistas por falta de transferência (Imagem: Reprodução/Apple)

iPhone 15 Pro Max (Imagem: Thássius Veloso / Tecnoblog)
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Acionistas aprovam venda da Warner para Paramount por US$ 111 bilhões

Foto da caixa d'agua com o logo da Paramount
Paramount é controlada pela família Ellison, que comanda a Oracle (imagem: divulgação/Paramount)
Resumo
  • Acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a venda para o grupo da Paramount Skydance por aproximadamente R$ 552 bilhões.
  • A compra precisa de aprovação de autoridades regulatórias nos Estados Unidos e em outros países.
  • O grupo poderá fundir os serviços HBO Max e Paramount+.

Os acionistas da Warner Bros. Discovery votaram pela aprovação da aquisição da empresa pela Paramount Skydance em uma oferta de US$ 111 bilhões (aproximadamente R$ 552 bilhões, em conversão direta).

A sinalização para que o negócio siga é mais um capítulo da batalha pelo controle da Warner, que teve início com um acordo com a Netflix em dezembro de 2025, no valor de US$ 83 bilhões.

A compra ainda precisa ser aprovada por autoridades regulatórias nos Estados Unidos e em outros países — executivos imaginam que isso deve acontecer até o fim de setembro.

Com a aquisição, a Paramount Skydance passa a ser dona também de marcas famosas como CNN, HBO, TNT, DC Comics e Discovery. Vale lembrar que a empresa é controlada pela família Ellison, que também comanda a Oracle.

Os acionistas também votaram contra bônus milionários para os atuais executivos da Warner. O presidente David Zaslav, por exemplo, pode receber até US$ 887 milhões (cerca de R$ 4,4 bilhões). A decisão final, porém, ficará a cargo do conselho da empresa.

A HBO Max vai ficar mais cara?

HBO Max fica mais caro no Brasil
HBO Max ficou mais caro no Brasil em agosto de 2025 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Por enquanto, não há nada concreto sobre um novo aumento da HBO Max. No Brasil, o reajuste mais recente aconteceu em agosto de 2025, com aumentos de até 21,2%. O plano mais barato (Básico com Anúncios) custa R$ 29,90 mensais ou R$ 274,80 anuais (equivalente a R$ 22,90 por mês).

Outro streaming do novo grupo é o Paramount+, que teve aumento em fevereiro de 2026 no Brasil, com altas de até 29%. O plano mais barato sai por R$ 34,90 mensais ou R$ 309,90 anuais (equivalente a R$ 25,83 por mês).

O que temos para o futuro das duas plataformas são especulações. Em uma chamada com investidores realizada em março de 2026, David Ellison, da Paramount Skydance, disse que HBO Max e Paramount+ podem passar por uma fusão.

Apesar de Ellison não falar em preços, a fusão representaria menos opções para consumidores, podendo levar a preços mais altos, como nota a Associated Press. Hoje, se você quer ver uma série da HBO, você assina apenas a HBO Max. Futuramente, você terá que assinar um serviço maior, com um catálogo que talvez não te interesse tanto, a um preço mais alto.

Com informações da CNN e da Variety

Acionistas aprovam venda da Warner para Paramount por US$ 111 bilhões

(imagem: divulgação/Paramount)

HBO Max fica mais caro no Brasil (imgem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Próximo Motorola vaza na web com bateria maior e melhores câmeras

Renderizações do Motorola Razr 70 em quatro cores diferentes
Dispositivo segue tendência de dobráveis finos e aposta em cores chamativas (imagem: reprodução/allo.ua)
Resumo
  • O Motorola Razr 70 teve detalhes vazados por uma varejista ucraniana antes do lançamento oficial, previsto para o dia 29 de abril.
  • O hardware traz como principais destaques o chip MediaTek Dimensity 7450X, uma bateria maior de 4.800 mAh e um novo sensor ultra wide de 50 MP.
  • O design mantém a espessura de 7,25 mm e a certificação IP48, apresentando melhorias no brilho da tela externa, que agora atinge 1.700 nits.

A Motorola já agendou o lançamento da nova geração da linha Razr para o dia 29 de abril, nos Estados Unidos, mas uma varejista ucraniana antecipou todos os detalhes do aparelho. A página publicada precocemente indicada a chegada do Motorola Razr 70 ao mercado internacional. Vazaram até renderizações oficiais e a ficha técnica.

O vazamento confirma que o dobrável recebeu algumas poucas melhorias em autonomia e fotografia, com uma bateria maior que a geração anterior, e um novo sensor ultra wide de 50 MP. Entretanto, mantém a estrutura de tela interna e externa, utilizando painéis AMOLED com altas taxas de atualização.

O último dobrável lançado pela marca foi o Razr Fold, anunciado no começo deste ano, durante a CES 2026. A versão com dobra em formato de livro já foi homologada pela Anatel, conforme noticiamos com exclusividade no Tecnoblog no começo do mês. Ainda não há previsão do novo Razr 70 no Brasil.

Design e tela

Segundo o portal Phone Arena, o design do Motorola Razr 70 preserva as dimensões do Motorola Razr 60, mantendo espessura de 7,25 mm quando aberto e peso de 188 gramas.

A construção inclui a certificação IP48, que garante proteção contra o ingresso de partículas e água. O dispositivo chega nas cores Cinza (Hematite), Verde, Branco e Violeta.

Tela externa de 4 polegadas do Razr 60 Ultra, com atalhos da Moto AI
Próximo Motorola Razr deve ser anunciado no fim do mês (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

A tela principal de 6,9 polegadas utiliza tecnologia LTPO AMOLED com resolução de 2640 x 1080 pixels e taxa de atualização de 120 Hz. Na parte externa, o painel AMOLED de 3,6 polegadas apresenta resolução de 1056 x 1066 pixels e uma taxa de atualização de 90 Hz.

Outro avanço é no brilho máximo da tela externa, que agora atinge 1.700 nits, facilitando a visualização sob luz solar direta.

Maior bateria e novas câmeras

Motorola Razr 70 deve chegar com chip MediaTek (imagem: reprodução/allo.ua)

Internamente, o Razr 70 deve trazer o chip de 4 nanômetros Dimensity 7450X, projetado pela MediaTek especificamente para dobráveis, combinado a 8 GB de memória RAM LPDDR5X e 256 GB de armazenamento interno UFS 3.1. O grande destaque do hardware é a bateria de 4.800 mAh, que supera os 4.300 mAh encontrados no Galaxy Z Flip 7.

A empresa também teria aprimorado o sistema de carregamento, suportando 30 W com fio e 15 W sem fio. Em conectividade, o novo Razr ainda deve trazer suporte a Bluetooth 5.4 e Wi-Fi 6.

O conjunto fotográfico traseiro teria recebido o upgrade mais relevante da geração na lente secundária. Enquanto a câmera principal mantém o sensor de 50 MP (f/1.7), a lente ultra wide saltou de 13 MP para os mesmos 50 MP, com uma abertura de f/2.0. Para selfies, o dispositivo segue com um sensor de 32 MP, mas agora com uma abertura mais clara de f/2.4.

Próximo Motorola vaza na web com bateria maior e melhores câmeras

(imagem: reprodução/allo.ua)

(foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
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Meta vai monitorar computador de funcionários para treinar IA, diz reportagem

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta vai instalar software de monitoramento nos computadores de funcionários nos Estados Unidos para treinar modelos de inteligência artificial.
  • O programa roda em apps e sites relacionados ao trabalho e tenta entender como humanos usam computadores, incluindo atalhos de teclado e escolha de menus do tipo dropdown.
  • Funcionários demonstraram indignação nas redes internas, pois não há como desativar o monitoramento.

A Meta está instalando software de monitoramento nos computadores de seus funcionários nos Estados Unidos. A ideia é capturar movimentos de mouse, cliques e digitação para treinar modelos de inteligência artificial, com o objetivo de que eles sejam capazes de realizar tarefas profissionais futuramente. As informações constam em duas reportagens: uma da Reuters e outra da Business Insider.

Segundo a Reuters, o projeto se chama Model Capability Initiative (”iniciativa de capacitação de modelos”, em tradução livre) e vai rodar em apps e sites relacionados ao trabalho, além de capturar ocasionalmente o que está nas telas dos computadores.

A Business Insider diz que o software tentará entender como os humanos usam computadores, incluindo o uso de atalhos de teclado e escolha de menus do tipo dropdown.

Funcionários mostram desconforto com iniciativa

De acordo com a Business Insider, a iniciativa foi recebida com indignação pelos trabalhadores da Meta.

“Isso me deixa super desconfortável. Como eu desativo?” foi, segundo a reportagem, o comentário com mais curtidas no post sobre a mudança na rede interna da Meta. Além disso, a carinha com raiva foi a reação mais comum ao anúncio.

Andrew Bosworth, CTO da empresa, confirmou que não há como desativar o monitoramento — e também recebeu carinhas de choro, choque e raiva como reação.

Como observa a Business Insider, os funcionários da Meta já tinham seus computadores de trabalho sob vigilância há bastante tempo, o que significa que o novo programa é mais uma extensão das regras existentes do que uma mudança de política.

Advogados ouvidos pela Reuters disseram que não há leis que impeçam a prática nos Estados Unidos — na Europa, monitorar equipamentos de funcionários pode ser considerado ilegal.

Meta aposta em IA para produtividade

Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg quer usar clone para se aproximar de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Colocar a IA para aprender a trabalhar é parte de um esforço maior da Meta, que deseja que a tecnologia consiga auxiliar (ou mesmo executar) tarefas internas e como forma de elevar a produtividade da companhia.

O próprio Mark Zuckerberg, CEO da Meta, está participando ativamente de projetos do tipo. Ele vem desenvolvendo um agente de IA para auxiliar em suas próprias tarefas, e já consegue dar respostas com mais rapidez graças à tecnologia. O executivo também pretende criar uma espécie de clone para conversar com funcionários e dar feedback a eles.

Com informações da Reuters e da Business Insider

Meta vai monitorar computador de funcionários para treinar IA, diz reportagem

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Órgão americano vai reduzir análises de vulnerabilidades de cibersegurança

Notebook com símbolos de segurança no entorno
CVE ajuda na catalogação de falhas e serve para facilitar comunicação entre profissionais do setor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O NIST anunciou redução de análises de vulnerabilidades do programa Common Vulnerabilities and Exposures (CVE), com “enriquecimento” apenas para CVEs que atendam critérios específicos.
  • O órgão fará análises detalhadas quando a CVE estiver no catálogo KEV da CISA, afetar softwares usados pelo governo federal dos EUA e estiver relacionada a softwares críticos.
  • Segundo o instituto, houve um aumento de 263% nas descobertas entre 2020 e 2025, o que gerou sobrecarga nos trabalhos.

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST, na sigla em inglês) anunciou que limitará as análises que atualmente executa em vulnerabilidades de cibersegurança. Esse trabalho faz parte do programa Common Vulnerabilities and Exposures (CVE).

Com a nova política, nem todas as vulnerabilidades listadas no CVE receberão o que a agência chama de “enriquecimento”, isto é, uma análise detalhada, que inclui notas de gravidade para as brechas encontradas.

O que vai mudar?

Placa de sinalização externa da entrada "Gate A" do "NIST". A estrutura possui um design moderno com painéis sobrepostos em branco e azul, apoiada sobre uma base retangular de pedras rústicas em tons de cinza e marrom. À esquerda, destaca-se "Gate A" em azul. No painel principal, lê-se o logotipo "NIST" seguido por "NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY" e "U.S. DEPARTMENT OF COMMERCE". O fundo apresenta gramado verde, árvores densas e um poste de iluminação sob luz diurna.
NIST adicionava informações detalhadas a CVEs (foto: R. Wilson/NIST)

De acordo com um comunicado publicado na quarta-feira (15/04), o NIST só fará análises detalhadas de vulnerabilidades que atendam a certos critérios, como:

  • inclusão no catálogo de vulnerabilidades conhecidas e exploradas (KEV) da Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura (CISA)
  • presença em softwares usados pelo governo federal dos EUA
  • presença em softwares críticos

Além disso, o NIST continuará a listar todas as vulnerabilidades descobertas em sua Base Nacional de Dados de Vulnerabilidades (NVD).

Por que o NIST vai mudar sua política?

Como explica o site Cybersecurity Dive, ferramentas de inteligência artificial para detectar vulnerabilidades criaram uma onda gigante de descoberta de falhas — de acordo com o NIST, foi um crescimento de 263% entre 2020 e 2025. Com isso, instituições que mantêm bases de dados desse tipo passaram a ficar sobrecarregadas.

Foi o que aconteceu com o NIST. O órgão não vem conseguindo acompanhar o volume de vulnerabilidades nos últimos anos, levando-o a repensar sua abordagem.

“Isso nos permitirá focar nas CVEs com maior potencial para impacto generalizado”, explica o instituto. “Embora CVEs que não atendam a esses critérios tenham um impacto significativo nos sistemas afetados, elas geralmente não apresentam o mesmo nível de risco sistêmico do que as que estão nas categorias priorizadas.”

O que é o CVE?

CVE é a sigla para Common Vulnerabilities and Exposures, ou “vulnerabilidades e exposições comuns”, em tradução livre. Trata-se de uma base de dados de falhas de cibersegurança identificadas.

Geralmente, quando escrevemos sobre vulnerabilidades, listamos um código composto por CVE, o ano e mais alguns dígitos. Esse é um identificador daquele problema específico, e serve para evitar confusões entre profissionais do setor.

Esse não é o primeiro abalo na base de dados CVE nos últimos anos. Em abril de 2025, o projeto quase ficou sem verbas diante da demora da CISA em renovar o contrato com a organização sem fins lucrativos Mitre, que administra a base de dados.

Com informações do Cybersecurity Dive

Órgão americano vai reduzir análises de vulnerabilidades de cibersegurança

Roteadores foram comprometidos pela botnet AyySSHush (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

NIST adicionava informações detalhadas a CVEs (foto: R. Wilson/NIST)
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Amazon apresenta nova geração do Fire TV Stick HD

Imagem em plano superior oblíquo mostrando um Amazon Fire TV Stick e seu controle remoto correspondente sobre uma superfície de concreto claro. O Fire TV Stick é um dispositivo preto e retangular, com o conector HDMI metálico visível em uma extremidade e o logo "fire tv" na parte superior. O controle remoto é preto e ovalado, com diversos botões cinzas, incluindo um botão azul redondo no topo com o ícone de microfone. Abaixo, há um anel direcional central e botões para navegação, volume, mute e botões de atalho coloridos com os logos de "prime video" (azul) e "NETFLIX" (vermelho). A luz suave incide sobre os objetos.
Design compacto é a principal novidade (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Amazon lançou a nova geração do o Fire TV Stick HD no exterior por US$ 34,99; não há informação de lançamento no Brasil.
  • O novo Fire TV Stick HD tem 30% menos largura e foi pensado para portabilidade.
  • O aparelho traz suporte a alimentação por porta USB da TV, Wi‑Fi 6 e Bluetooth 5.3.

A Amazon lançou, nesta quarta-feira (15/04), a mais nova geração do dongle para streaming Fire TV Stick HD. Nos Estados Unidos, ele custará US$ 34,99 (cerca de R$ 175, em conversão direta). Por enquanto, não há informações sobre lançamento no Brasil.

Um dos principais diferenciais do novo modelo é o tamanho. Segundo a Amazon, ele é 30% menor que a geração anterior, sendo mais compacto que os modelos antigos em volume e largura.

Comparando os dois modelos, temos pequenos aumentos em comprimento e espessura, mas uma grande redução na largura. Estas são as medidas:

  • Novo Fire TV Stick HD: 91,5 x 21,1 x 14,5 mm
  • Fire TV Stick HD anterior: 86 x 30 x 13 mm

Além disso, pode funcionar com a energia de uma porta USB da própria TV, dispensando o uso de um adaptador de tomada. Isso não é inédito em produtos dessa categoria, mas é sempre interessante pela praticidade.

Fotografia de um quarto de hotel de luxo à noite. No centro, uma cama de casal com cabeceira cinza, lençóis claros, travesseiros brancos e cinzas, e uma manta escura aos pés. Ao lado esquerdo, um criado-mudo branco com uma luminária acesa, um vaso de flores e prateleiras com livros. Ao fundo, uma grande janela do chão ao teto com cortinas escuras abertas, revelando uma vista noturna da cidade. Na parede direita, uma TV de tela plana exibe um menu de streaming. Um círculo em destaque mostra o detalhe lateral da TV, onde um Fire TV Stick (dispositivo preto) com a marca "fire tv" está conectado a uma porta HDMI, junto a outros cabos. Uma seta branca aponta da TV para o círculo.
Amazon quer que você compre um Fire TV Stick HD para levar na mala (imagem: divulgação)

A Amazon destaca a possibilidade de usá-lo durante viagens, em televisores de hotéis, por exemplo. “O novo aparelho é projetado não apenas para caber em uma mala de bordo ou bolso, mas também para se encaixar com mais facilidade em uma porta HDMI junto a outras tomadas e cabos na traseira de uma TV”, diz o comunicado da companhia.

Alexa+ e mais recursos

Um dos destaques do Fire TV Stick HD é o suporte à Alexa+. Essa é uma versão da Alexa que promete ser poderosa, graças a poderes da inteligência artificial generativa. Por enquanto, a Alexa+ está disponível apenas nos Estados Unidos, no Canadá e no Reino Unido.

Em outros recursos, o Fire TV Stick HD tem suporte a resolução Full HD (apenas modelos mais caros têm 4K), Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.3 — não são especificações de última geração, mas são evoluções em relação à versão anterior, que tinha Wi-Fi 5 e Bluetooth 5.0.

A Amazon diz que o novo modelo é 30% mais rápido que seu antecessor — curiosamente, ambos usam processadores quad-core de 1,7 GHz.

A empresa também destaca a experiência redesenhada do sistema Vega OS. Este é o segundo aparelho da marca a contar com o sistema operacional que, ao contrário de seu antecessor, não usa o Android como base.

A interface conta com categorias separadas para filmes, séries e programas, conteúdo ao vivo, esportes e notícias. Ainda em software, há novos recursos de acessibilidade, como ferramentas para reforçar o volume dos diálogos, descrições em áudio e texto em alto contraste.

Atualizado às 11:38 de 17/04 com informações sobre o Vega OS.

Amazon apresenta nova geração do Fire TV Stick HD

Design compacto é a principal novidade (imagem: divulgação)

Amazon quer que você compre um Fire TV Stick HD para levar na viagem (imagem: divulgação)
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Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil

Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil
Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Finanças com IA chegou ao Brasil e a mais de 100 países; teste começou em agosto de 2025 nos Estados Unidos;
  • serviço reúne cotações de ações, moedas, contratos futuros, criptomoedas, índices e notícias; versão brasileira converte valores para reais e mostra conteúdo do Brasil, naturalmente;
  • IA oferece respostas sobre investimentos, gráficos avançados e notícias em tempo real.

O Google Finanças (Google Finance) foi lançado em 2006, mas até hoje não é muito conhecido. Talvez isso mude um pouco na versão com inteligência artificial do serviço, que foi introduzida em agosto de 2025 nos Estados Unidos e, agora, chega a outros 100 países. O Brasil está entre eles.

Ao contrário do que o nome pode sugerir, o Google Finanças não é um organizador financeiro pessoal, mas uma plataforma de auxílio a investimentos.

Você pode usá-la para acompanhar o sobe e desce de ações nas principais bolsas de valores do mundo, por exemplo. Também é possível usar o Google Finanças para pesquisar sobre moedas estrangeiras, contratos futuros, criptomoedas e mais.

As informações da plataforma são regionalizadas. Por conta disso, a versão brasileira do Google Finanças faz conversões para reais por padrão, bem como exibe índices e notícias referentes ao Brasil, por exemplo.

Qual o diferencial do Google Finanças com IA?

O Google Finanças com IA oferece três recursos principais:

  • perguntas sobre investimentos: você pode usar o campo de pesquisa do Google Finanças para saber sobre o valor de uma ação, o cenário econômico e assim por diante; a resposta é gerada por IA generativa;
  • gráficos avançados: é possível usar o serviço para gerar gráficos de evolução de ativos, indicadores técnicos e afins; para isso, basta digitar instruções como “gere um gráfico sobre a evolução das ações da Petrobras nos últimos seis meses”;
  • dados e notícias em tempo real: a IA também pode gerar um feed de notícias ou de informações financeiras em tempo real, sob medida.
Google Finanças gerando gráficos
Google Finanças gerando gráficos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Google Finanças com IA começou a ser testado em agosto de 2025 nos Estados Unidos e, posteriormente, na Índia. Agora, o serviço foi expandido para mais de 100 países, segundo a companhia, como México, Argentina, Colômbia, Chile e, como já ficou claro, Brasil.

Em resumo, o serviço pode te ajudar a tomar decisões referentes a investimentos. Mas o próprio Google alerta que os dados apresentados pela IA podem ter inconsistências, por isso, convém não confiar cegamente na ferramenta no atual estágio.

Para acessar a novidade, basta acessar a versão beta do Google Finanças. Quem já usa o serviço e prefere a versão anterior (sem IA) pode voltar a ela clicando no botão “Clássico”, no topo da página ou no botão de configurações, na versão web móvel.

Google Finanças reforçado com IA chega ao Brasil

Google Finanças gerando gráficos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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PS5 sofre aumento de preço no Brasil; veja os novos valores

Imagem do console PlayStation 5 Pro e PlayStation 5
PlayStation 5 ao lado do PlayStation 5 Pro (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Sony aumentou os preços do PS5, PS5 Slim, PS5 Pro e PlayStation Portal no Brasil, com reajustes de até 26,6%.
  • PS5 base agora tem preço sugerido de R$ 5.099,90, enquanto o PS5 Pro subiu para R$ 7.499,90.
  • O reajuste integra um aumento global e começa a valer em abril de 2026.

A Sony aumentou os preços do PlayStation 5, que passa de R$ 4.499 para R$ 5.099 no mercado brasileiro. A medida entra em vigor na próxima semana e impacta outros modelos de PS5 em diversos países pelo mundo.

No anúncio global, a Sony atribui os reajustes às “contínuas pressões no cenário econômico global”, sem entrar em detalhes. É possível, porém, que o tal cenário inclua os custos cada vez maiores de módulos de memória RAM e de armazenamento interno causados pela demanda crescente de aplicações de IA.

Qual o novo preço do PS5?

No Brasil, os novos preços oficiais são os seguintes:

  • PlayStation 5 (com disco): de R$ 4.499,90 para R$ 5.099,90
  • PlayStation 5 Edição Digital (sem disco): de R$ 3.999,90 para R$ 4.599,90
  • PlayStation 5 Pro: de R$ 6.999,90 para R$ 7.499,90
  • PlayStation Portal: R$ 1.499,90 para R$ 1.899,90

Observe que o PlayStation Portal foi o console mais impactado pelos reajustes. Nele, a diferença de preços chega a quase 27%:

  • PS5: aumento de 13,33%
  • PS5 Digital: aumento de 15%
  • PS5 Pro: aumento de 7,14%
  • PlayStation Portal: aumento de 26,67%
PlayStation Portal, aparelho com uma tela no centro e duas "metades" de DualSense dos lados
PlayStation Portal também ficou mais caro (imagem: divulgação/Sony)

E os preços do PS5 em outros países?

Os reajustes são globais. Considerando os principais mercados da linha PlayStation — Estados Unidos, Europa, Reino Unido e Japão — os novos valores são os seguintes:

 EUAEuropaReino UnidoJapão
PS5US$ 649,99€ 649,99£ 569,99¥ 97.980
PS5 DigitalUS$ 599,99€ 599,99£ 519,99¥ 89.980
PS5 ProUS$ 899,99€ 899,99£ 789,99¥ 137.980

São reajustes consideráveis. Se tomarmos como referência os valores dos Estados Unidos, os aumentos chegam a US$ 150. Basta levarmos em conta que os preços oficiais praticados até então por lá eram de US$ 549,99 para o PS5, de US$ 499 para o PS5 Digital (sem leitor de disco) e de US$ 749 para o PS5 Pro.

Sobre o portátil PlayStation Portal, os novos preços globais são os seguintes:

  • Estados Unidos: US$ 249,99 (preço anterior de US$ 199,99)
  • Europa: € 249,99
  • Reino Unido: £ 219,99
  • Japão: ¥ 39.980

Em todos os mercados, os novos valores entrarão em vigor a partir de 2 de abril de 2026.

PS5 sofre aumento de preço no Brasil; veja os novos valores

PlayStation 5 padrão ao lado PlayStation 5 Pro (Foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

PlayStation Portal (Imagem: Divulgação/Sony)
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YouTube e Meta são condenadas a pagar US$ 6 milhões por design viciante

Mão segurando um celular que exibe o YouTube, com um fundo de cor vermelha. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
Júri decidiu que empresas foram negligentes no desenvolvimento dos apps (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube e Meta foram condenados a pagar US$ 6 milhões (R$ 31,4 milhões) por design viciante de suas plataformas.
  • A Meta pagará 70% e o YouTube 30% do valor total.
  • O processo foi movido por uma jovem que alegou vício nos apps desde a infância, o que teria causado problemas de saúde mental.

Um júri de Los Angeles (EUA) decidiu que o YouTube e a Meta, dona do Facebook e Instagram, foram negligentes ao não alertar usuários sobre os riscos de vício em suas plataformas e classificou os aplicativos como produtos defeituosos.

O processo foi movido por uma jovem de 20 anos, que alegou ter se tornado viciada nos apps quando ainda era criança. O veredito condenou as empresas a pagar US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,4 milhões) à autora da ação — sendo US$ 3 milhões em danos compensatórios e outros US$ 3 milhões em danos punitivos. Do total, a Meta pagará 70% e o YouTube, 30%.

O TikTok e o Snap, que chegaram a fazer parte desta mesma ação inicial, fecharam acordos antes do início do julgamento, mas continuam envolvidos em outras disputas legais semelhantes.

Tanto a Meta quanto o Google declararam que irão recorrer da condenação. As empresas negam que a arquitetura de seus aplicativos seja a causa raiz dos complexos problemas de saúde mental enfrentados pela juventude.

Acusação contornou isenção de culpa das redes

Criança no celular
Acusação focou no projeto dos apps para evitar lei federal (imagem: Unsplash/Bruce Mars)

O resultado validou a abordagem dos advogados da autora, que focou no projeto dos serviços, em vez do conteúdo exibido nas plataformas. O júri concluiu que os aplicativos da Meta, incluindo o Instagram, e o YouTube foram deliberadamente construídos para ser viciantes. A decisão também diz que os executivos das companhias sabiam disso e falharam em proteger os usuários mais jovens.

De acordo com a rede estadunidense NPR, o objetivo da acusação era contornar uma lei federal que isenta as plataformas pelo conteúdo postado por terceiros, a Seção 230 do Communications Decency Act de 1996, legislação similar ao Marco Civil da Internet no Brasil.

A acusação argumentou que recursos como rolagem infinita, reprodução automática, notificações constantes e filtros de beleza transformaram os aplicativos em um “cassino digital”, mesmas características observadas pelo ECA Digital por aqui.

A tese se baseou na história da autora do processo, que começou a usar o YouTube aos 6 anos e o Instagram aos 11. Segundo ela, o tempo de uso a fez desenvolver depressão, dismorfia corporal e pensamentos suicidas devido ao uso compulsivo.

Decisão deve criar precedente

Mark Zuckerberg
Mark Zuckerberg é CEO da Meta (imagem: reprodução)

Segundo a NPR, a decisão deve guiar os vereditos de outras 2 mil ações judiciais semelhantes contra as plataformas no estado da Califórnia. Além disso, essa tese pode impactar processos contra gigantes da IA, como Google e OpenAI, por danos psicológicos e casos de suicídio. Episódios do tipo ganharam bastante atenção desde a morte de Adam Raine, em 2025.

“O veredito de hoje é um referendo — de um júri para toda uma indústria — de que a responsabilização chegou”, afirmou Joseph VanZandt, co-líder dos advogados que representam as famílias afetadas, em declaração à CNBC.

A responsabilização deve acrescentar mais um prejuízo aos cofres da Meta, que, apenas um dia antes, sofreu outro revés na Justiça. Um júri no Novo México condenou a rede social a pagar US$ 375 milhões (R$ 1,9 bilhão) por enganar os consumidores sobre a segurança. Segundo o processo, as empresas falharam em proteger os jovens contra a ação de predadores sexuais e redes de pedofilia.

YouTube e Meta são condenadas a pagar US$ 6 milhões por design viciante

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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EUA proíbem venda de roteadores estrangeiros no país

Ilustração mostra um roteador branco com o símbolo do Wi-Fi ao centro, em cor azul. O fundo da imagem é verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Decisão da FCC restringe venda de roteadores estrangeiros nos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • FCC proibiu a venda e importação de roteadores estrangeiros nos EUA, citando riscos à segurança nacional.
  • Medida deve afetar a oferta de equipamentos, pois a maioria dos roteadores usados nos EUA é produzida no exterior.
  • A regra considera “produto estrangeiro” qualquer dispositivo com etapas de produção fora dos EUA, impactando a disponibilidade dos dispositivos.

Uma nova decisão da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) deve mudar o cenário do mercado de internet doméstica nos Estados Unidos. A agência, equivalente à Anatel no Brasil, determinou a proibição da venda e importação de roteadores fabricados fora do país, alegando riscos à segurança nacional.

A medida tem amplo alcance, já que a maioria dos equipamentos utilizados por consumidores americanos é produzida no exterior. Além disso, a regra pode ter reflexos indiretos para brasileiros que costumam viajar aos EUA e trazer roteadores na volta, já que a disponibilidade de modelos no país tende a ser reduzida.

Por que os roteadores foram alvo da restrição?

A decisão segue uma linha semelhante a ações recentes do governo americano envolvendo dispositivos eletrônicos. No ano passado, drones estrangeiros também passaram por restrições após serem classificados como potenciais ferramentas de vigilância.

Segundo o órgão regulador, roteadores produzidos fora dos Estados Unidos representam vulnerabilidades relevantes. A agência afirma que esses dispositivos “representam riscos inaceitáveis para a segurança nacional dos Estados Unidos ou para a segurança e proteção de cidadãos americanos”.

A justificativa inclui dois pontos principais: o risco de falhas na cadeia de suprimentos e possíveis brechas de cibersegurança. As autoridades avaliam que esses dispositivos poderiam ser explorados para comprometer infraestruturas críticas ou causar danos diretos a usuários.

O alerta ganhou força após a descoberta de ataques recentes envolvendo milhares de roteadores comprometidos por botnets. Modelos de marcas conhecidas, como Asus, Cisco, D-Link e Linksys, foram citados entre os alvos.

O que muda para consumidores e mercado?

A regra é abrangente porque considera como “produto estrangeiro” qualquer dispositivo que tenha etapas relevantes de produção fora dos EUA, incluindo fabricação, montagem, design ou desenvolvimento. Isso amplia significativamente o número de equipamentos afetados.

Na prática, empresas até podem tentar provar que seus produtos são seguros para obter exceções. Ainda assim, a tendência é que esse processo seja difícil de viabilizar no curto prazo.

Apesar da proibição, o uso de roteadores já adquiridos continua permitido. Ou seja, consumidores nos EUA não precisarão substituir imediatamente seus aparelhos atuais.

O impacto mais imediato deve ocorrer na oferta de novos dispositivos. Como a produção local ainda não atende à demanda, provedores de internet podem enfrentar dificuldades para fornecer equipamentos a novos clientes. Isso pode gerar atrasos ou limitar opções para quem pretende contratar ou trocar de serviço.

EUA proíbem venda de roteadores estrangeiros no país

Roteador Wi-Fi (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Adobe faz acordo nos EUA após processo por taxa de cancelamento

Imagem mostra o logotipo de aplicativos do Adobe Creative Cloud
Assinaturas de produtos da Adobe não eram claras, segundo Departamento de Justiça dos EUA (imagem: reprodução)
Resumo
  • A Adobe fez um acordo de US$ 150 milhões com o governo dos EUA para encerrar um processo sobre taxas de cancelamento.
  • A empresa pagará US$ 75 milhões ao Departamento de Justiça dos EUA e fornecerá US$ 75 milhões em serviços gratuitos aos clientes.
  • No Brasil, a Adobe adotou práticas mais transparentes, mas a taxa de cancelamento ainda é de 20% do valor restante do contrato.

A Adobe anunciou um acordo com o governo dos Estados Unidos no valor total de US$ 150 milhões (aproximadamente R$ 800 milhões, em conversão direta) para colocar fim a um processo movido por autoridades do país. A ação acusava a empresa de prejudicar os consumidores ao cobrar altos valores em taxas de cancelamento, além de dificultar o procedimento.

A empresa vai pagar US$ 75 milhões ao Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) e fornecer US$ 75 milhões em serviços gratuitos aos clientes. “Apesar de discordarmos das acusações do governo e negarmos qualquer conduta incorreta, estamos satisfeitos em resolver essa questão”, diz o comunicado publicado pela Adobe.

Por que a Adobe foi processada?

imagem de um computador exibindo os ícones dos programas adobe lightroom, photoshop
Adobe migrou para modelo de assinaturas e não vende mais licenças (foto: Szabo Viktor/Unsplash)

O DoJ iniciou um processo contra a Adobe em junho de 2024, alegando que a empresa dificulta o cancelamento dos seus planos, além de cobrar uma taxa que “pode chegar a centenas de dólares”, nas palavras das autoridades americanas.

Ao contratar algum dos produtos da Adobe nos EUA, o cliente tem a opção de assinatura anual, com valores pagos mensalmente. Esse plano sai mais barato que a assinatura mensal “verdadeira”, mas há alguns riscos.

Segundo o DoJ, cancelar antes dos 12 meses era um processo “oneroso e complicado”, que envolvia passar por diversas páginas ou falar com muitas pessoas pelo telefone. Além disso, a taxa de cancelamento e os termos da assinatura ficavam escondidos em letras pequenas, caixas de texto e links, nas palavras das autoridades.

Em seu comunicado, a Adobe afirma que seus procedimentos de assinatura e cancelamento foram aperfeiçoados nos últimos anos para serem mais diretos e transparentes.

E o Brasil?

O Tecnoblog mostrou, em uma reportagem publicada em junho de 2022, que a Adobe tinha práticas similares no mercado brasileiro. A companhia não exibia a informação de que o preço que constava na primeira página se referia ao plano anual com pagamentos mensais.

Além disso, cobrava à vista uma multa de 50% do valor restante em caso de cancelamento antecipado. Essa informação não constava em nenhum aviso, apenas nos termos de assinatura e cancelamento.

Até onde sabemos, nenhuma autoridade brasileira processou a Adobe. Mesmo assim, a empresa adotou práticas mais transparentes. Na home, há o aviso de que os preços se referem aos planos anuais com cobrança mensal.

Página com produtos da Adobe. Eles têm o aviso "Anual, cobrado mensalmente" ao lado do preço.
Aviso ganhou destaque na página inicial da Adobe (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Além disso, a taxa de cancelamento ficou mais branda: 20% do valor restante do contrato. Entretanto, essa informação continua sem destaque, estando presente apenas nos termos de assinatura e cancelamento.

Print do site da Adobe: Para clientes no Brasil, você pode cancelar sua assinatura a qualquer momento na página Conta da Adobe ou entrando em contato com o Suporte ao Cliente. No entanto, se você cancelar dentro de 14 dias após o pedido inicial, receberá um reembolso integral. Se você cancelar após 14 dias, será cobrado um valor fixo de 20% da sua obrigação contratual restante e seu serviço continuará até o fim do período de cobrança daquele mês.
Adobe só explica taxa nos termos de assinatura e cancelamento (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

O Tecnoblog entrou em contato com a Adobe para entender se o acordo firmado com a Justiça dos EUA terá alguma consequência para os consumidores brasileiros. Atualizaremos este texto caso haja uma resposta.

Com informações da Reuters

Adobe faz acordo nos EUA após processo por taxa de cancelamento

(imagem: reprodução)

Adobe Photoshop (Imagem: Szabo Viktor/ Unsplash)

Aviso ganhou destaque na página inicial da Adobe (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Adobe só explica taxa nos termos de assinatura e cancelamento (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
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GFiber se separa do Google e vira empresa independente

Imagem de um roteador preto com o escrito "Google Fiber" na parte de cima.
GFiber e operadora Astound anunciaram fusão (imagem: Paul Sableman/Wikimedia Commons)
Resumo
  • GFiber foi separada do Google e tornou-se uma empresa independente, fundindo as operações à rede da Astound Broadband.
  • Fusão visa combinar redes metropolitanas e acelerar a expansão, atendendo à crescente demanda por redes de alta capacidade.
  • A Alphabet manterá uma participação minoritária significativa na empresa, mas os valores da negociação não foram divulgados.

A GFiber, até então uma divisão de internet via fibra óptica do Google, formará uma provedora de banda larga independente. Em acordo anunciado nesta semana, a gigante da tecnologia confirmou a fusão das operações da GFiber com a rede da Astound Broadband, sediada em Nova Jersey e com operações em mais dez estados nos EUA.

A nova empresa terá a Stonepeak, firma especializada em infraestrutura, como acionista majoritária, enquanto a Alphabet (controladora do Google) manterá uma fatia minoritária significativa no negócio. As empresas não detalharam os valores da negociação.

O que é a GFiber?

Arte mostra a marca do Google, uma letra "G" ao centro em cores vermelho, amarelo, verde e azul. Na parte inferior direita, a marca do "tecnoblog" é visível.
Google estreou GFiber em 2012, com velocidades superiores à média do mercado (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Lançada originalmente em 2010, a Google Fiber surgiu como uma tentativa do Google de construir redes de banda larga de fibra óptica ultrarrápidas. Mas, na prática, o projeto estreou em 2012, em Kansas City (EUA), propondo conexões de um gigabit para residências — uma velocidade muito superior à média da internet norte-americana da época.

Nos anos seguintes, os altos custos e o longo tempo necessário para a implementação forçaram a empresa a cancelar os planos de uma expansão em escala nacional, segundo a CNBC.

Até a atual transação, a operação de fibra era considerada um ativo não essencial na corporação, sob abrigo da divisão “Outras Apostas” do Google. A divisão, entretanto, apresentou déficit em 2025, com prejuízo operacional de US$ 16,8 bilhões (cerca de R$ 88 bilhões) contra uma receita de US$ 1,5 bilhão (R$ 8 bilhões), de acordo com o jornal.

A separação busca justamente aliviar essa carga. No anúncio oficial da fusão, a GFiber declarou que o acordo “representa um passo importante em direção ao seu objetivo de independência operacional e financeira”.

O que muda com a nova empresa?

Em comunicado, a empresa detalha que a transação combinará as redes metropolitanas da GFiber com a rede já consolidada da Astound. Com a Stonepeak assumindo o controle majoritário, a GFiber deve receber recursos externos para acelerar a próxima fase de expansão.

O movimento visa capturar a crescente demanda por redes de alta capacidade, alavancada pela popularidade da inteligência artificial, computação em nuvem e plataformas de streaming.

A nova configuração corporativa continuará sendo administrada pela atual equipe executiva da provedora. O CEO da GFiber, Dinni Jain, afirma que a parceria “é uma oportunidade estratégica de escalar a abordagem focada no cliente para conectar mais residências a um tipo de serviço de internet verdadeiramente diferente”.

GFiber se separa do Google e vira empresa independente

(imagem: Paul Sableman/Wikimedia Commons)

Marca do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Google Maps vai responder suas perguntas com o Gemini

iPhone mostrando Google Maps
Gemini no Google Maps vai te ajudar em perguntas específicas (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Maps integrou o Gemini para permitir perguntas em linguagem natural e introduziu uma interface de rotas em 3D.
  • O novo recurso Ask Maps processa consultas específicas, utilizando dados de mais de 300 milhões de estabelecimentos e 500 milhões de avaliações da comunidade.
  • Por enquanto, as atualizações estarão disponíveis para dispositivos móveis nos EUA e na Índia.

O Google anunciou nesta quinta-feira (12/03) mais integração do Gemini com o Google Maps. A atualização, liberada primeiro para dispositivos móveis nos Estados Unidos e na Índia, introduz a capacidade de conversar com o aplicativo para tirar dúvidas, além de trazer uma interface de rotas totalmente redesenhada em 3D.

A principal novidade é o recurso Ask Maps (Pergunte ao Maps, em tradução livre). Ele funciona como um assistente integrado capaz de processar consultas em linguagem natural.

Interação com perguntas mais específicas

Em vez de buscar por categorias genéricas, como “restaurantes” ou “shoppings”, o usuário agora pode fazer perguntas muito mais específicas. A empresa cita alguns exemplos práticos: você pode solicitar que encontre um local para carregar o celular sem ter que pegar fila, ou até mesmo buscar por um banheiro público que mantenha um bom padrão de higiene.

Em comunicado, a vice-presidente e gerente-geral do Google Maps, Miriam Daniel, afirma que a ferramenta cruza informações de mais de 300 milhões de estabelecimentos e analisa o banco de dados de avaliações da comunidade, que hoje conta com mais de 500 milhões de colaboradores.

Na prática, o sistema consegue interpretar até planos completos. O gerente de produto do Google, Andrew Duchi, citou um exemplo: agora será possível pedir ao app para encontrar um restaurante vegetariano com mesa para quatro pessoas às 19h, localizado entre o meu trabalho e a casa de amigos.

Google diz que essa é a maior atualização do Maps em mais de uma década (imagem: reprodução/Google)

As respostas do Gemini se baseiam estritamente nos dados do Maps e da Busca, sem bisbilhotar informações de outros serviços do Google, como o Gmail. Para personalizar os resultados, a IA utiliza o histórico de locais salvos e as pesquisas passadas do usuário. Se você gostar da sugestão, dá para reservar a mesa ali mesmo, na própria interface do mapa.

Sobre a possibilidade de empresas pagarem para aparecer nessas respostas geradas por IA, Duchi evitou comentar planos de monetização a longo prazo com o The Verge. No entanto, ele garantiu que, neste formato de lançamento, os anúncios pagos não afetam as recomendações orgânicas.

Rotas com visual realista

A segunda grande mudança foca em quem está ao volante. Batizada de “Navegação Imersiva”, o Google classifica a novidade como a maior alteração no sistema de rotas do aplicativo em mais de uma década. A interface tradicional dá lugar a uma representação em 3D que espelha o ambiente real, renderizando edifícios, viadutos, topografia do terreno e até a arborização.

O sistema utiliza o Gemini para processar imagens aéreas e do Street View, destacando os mínimos detalhes da via. O mapa passa a exibir a posição exata de faixas de pedestres, semáforos e placas de pare, por exemplo. A câmera também ajusta o zoom dinamicamente conforme o motorista se aproxima de cruzamentos.

As instruções por voz também ficaram mais naturais. Em vez de apenas informar a distância em metros, o app utiliza marcações visuais, orientando o motorista a “passar esta saída e pegar a próxima”.

O motorista também passa a ter acesso ao raciocínio lógico do algoritmo: o Maps agora explica abertamente as vantagens e desvantagens de rotas alternativas — comparando um caminho mais longo, sem engarrafamento, com uma rota mais rápida com pedágio. Ao chegar, a ferramenta indica o lado correto da rua para estacionar e aponta a entrada exata do destino.

Quando chega para todos?

De acordo com o Google, o recurso Ask Maps começa a ser distribuído nesta semana para usuários de Android e iOS nos EUA e na Índia. Uma versão para computadores está prevista para um futuro próximo.

Já a Navegação Imersiva começa a dar as caras no território norte-americano na próxima semana, com expansão para outras regiões logo a seguir, mas ainda sem data definida. A funcionalidade será compatível com smartphones, Apple CarPlay, Android Auto e veículos com o sistema do Google integrado.

Google Maps vai responder suas perguntas com o Gemini

Falha no Google Maps apaga dados de usuários de modo irreversível (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

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Anthropic quer processar o Pentágono por classificação de risco à segurança nacional

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Anthropic quer processar governo dos EUA (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic vai contestar na Justiça a classificação de risco à segurança nacional feita pelo Departamento de Defesa dos EUA.
  • Decisão ameaça um contrato de US$ 200 milhões com o Pentágono.
  • Segundo a empresa, a seção 3252 do estatuto das Forças Armadas dos EUA não deve ser usada para disputas contratuais.

A Anthropic anunciou que vai contestar na Justiça dos Estados Unidos a decisão do Departamento de Defesa (DoD) de classificar a empresa como um risco à cadeia de suprimentos da segurança nacional americana. A notificação chegou à companhia na quarta-feira, e o CEO Dario Amodei respondeu com um comunicado ontem (05/03).

“Não acreditamos que essa ação seja juridicamente válida, e não vemos outra alternativa senão contestá-la na Justiça”, escreveu Amodei em um post no blog da Anthropic.

A designação coloca em risco um contrato de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,05 bilhão) que a empresa mantém com o Pentágono para o fornecimento de ferramentas de IA para uso em ambientes de informações sigilosas. Pode impedir, também, a Anthropic de atuar em parceria com outras empresas em projetos de defesa, segundo a Bloomberg.

O conflito vinha se acumulando há semanas após o fracasso das negociações entre Amodei e o governo quanto às condições de uso da tecnologia da empresa. A exigência da Anthropic era de que seu sistema de IA não fosse utilizado para vigilância em massa de cidadãos, nem para acionamento de armas autônomas.

Por conta disso, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificou o caso como uma ameaça. No mesmo dia, a OpenAI — rival direta da Anthropic — anunciou um acordo com o Pentágono. No post, Amodei acrescenta que o próprio Sam Altman, CEO da OpenAI, reconheceu no X que o contrato era confuso.

Por que a Anthropic vai recorrer à Justiça?

De acordo com a Anthropic, a medida invocada pelo DoD — a seção 3252 do estatuto das Forças Armadas norte-americanas — existe para proteger o governo de riscos externos, não para punir fornecedores em disputas contratuais.

Dessa forma, a empresa sustenta que o escopo é mais limitado do que parece. Ela se aplicaria apenas ao uso do Claude como parte direta de contratos com o Departamento de Defesa, e não a todo uso do sistema por clientes que tenham contratos com o departamento.

Apesar da designação ter sido declarada “com efeito imediato” por um oficial de defesa, as ferramentas da Anthropic seguiam em uso ativo pelo Exército nas operações no Irã no momento da publicação do comunicado, de acordo com uma fonte ouvida pela Bloomberg. Hegseth havia estipulado um prazo de seis meses para a transição a outros fornecedores.

Amodei abaixa o tom contra o governo

Foto de Dario Amodei, de camisa azul, falando em um evento
Dario Amodei, CEO da Anthropic, se desculpa pelo tom usado em memorando (imagem: reprodução/TechCrunch)

No comunicado, Amodei afirmou que as conversas com o Pentágono nos últimos dias haviam sido “produtivas” e que a empresa continua disposta a fornecer seus produtos às Forças Armadas pelo tempo que for necessário e permitido.

O CEO da empresa também pediu desculpas por críticas à OpenAI após o vazamento de um memorando, publicado pelo The Information, no qual ele acusava a concorrente de agir de forma oportunista e de abrir mão de salvaguardas no acordo com o Pentágono. Dizia, também, que a Anthropic era rejeitada pelo governo Trump por falta de apoio público à política do presidente. Agora, afirma que o tom do texto não refletia a visão dele sobre a situação.

Do outro lado, Emil Michael, subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia e responsável pelas negociações com Amodei, descartou qualquer continuidade das conversas, segundo a Bloomberg. “Quero encerrar qualquer especulação: não há nenhuma negociação ativa entre o Departamento de Guerra e a Anthropic”.

Anthropic quer processar o Pentágono por classificação de risco à segurança nacional

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)

(imagem: reprodução/TechCrunch)
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Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

A imagem mostra o "AI Mode" do Google, uma interface de desenvolvimento assistido por inteligência artificial. À esquerda, o usuário solicita via chat a criação de um rastreador de bolsas de estudo com funções de "check-off" e cálculo de valores. A IA confirma a atualização, incluindo um status de "Awarded" (Premiado). À direita, o painel Canvas traduz o pedido em código real (HTML/Tailwind), exibindo a estrutura de campos como "Amount", "Deadline" e um menu de seleção de status para gerenciar o progresso das candidaturas.
AI Mode pode gerar, por exemplo, um rastreador de candidaturas de bolsas de estudo (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Modo IA do Google agora integra a ferramenta Canvas, permitindo a geração de documentos, listas e aplicativos.
  • A funcionalidade está disponível apenas para usuários nos EUA, sem previsão de lançamento no Brasil.
  • O Canvas, antes restrito ao Gemini, transforma conversas em diversos formatos, como documentos e protótipos de aplicativos.

O Modo IA do Google terá acesso direto à ferramenta Canvas. Essa funcionalidade é um espaço em que a inteligência artificial gera documentos, listas, galerias e até mesmo aplicativos com base nos prompts do usuário.

Até agora, o Canvas estava restrito ao Gemini, tanto na web quanto nos apps para Android e iOS. A integração ao AI Mode é a novidade — esse é o modo de conversa que aparece logo acima dos resultados de busca.

Por enquanto, a ferramenta foi disponibilizada apenas para usuários do AI Mode nos Estados Unidos, e não há previsão para chegar ao Brasil. Antes (e também só nos EUA), o Canvas só era oferecido quando o Modo IA era usado para buscar informações turísticas — no caso, ele gerava planos de viagens com o conteúdo de diversos sites.

Como funciona o Canvas?

Imagem mostra uma tela de computador com a interface do Google aberta em dois painéis. No painel esquerdo, há uma caixa de diálogo com a solicitação "Suggest highly-rated restaurants in Old Town Scottsdale for dinner" e uma resposta gerada destacando o trecho: "I've found a few highly-rated dinner spots in Old Town Scottsdale with different vibes and cuisines that would be perfect for your group. I will add them to the dining section of your plan." Abaixo, há sugestões de ações como “Add the dinner restaurant details to the itinerary section of the canvas”. No painel direito, está um plano de viagem intitulado "Girls’ Trip to Phoenix: A Plan for Hiking, Brunch & Vintage Finds", com a seção "Brunch & Dining". Abaixo, há uma tabela dividida em “Brunch” e “Dinner”, com colunas para nome do restaurante, localização/ambiente e comentários. Acima da tabela, há uma imagem mostrando uma mesa posta com pratos de café da manhã e flores.
Usuário pode “conversar” com IA para montar seu planejamento de viagem (imagem: divulgação)

O Canvas é um espaço presente no Gemini que transforma elementos da sua conversa com o chatbot em outro tipo de formato. Dependendo do contexto, o resultado muda: entre as possibilidades, estão documentos de texto, páginas da web, testes interativos e infográficos. Tudo isso pode ser alterado com mais pedidos do usuário.

No AI Mode do Google, o usuário terá que clicar em um botão abaixo da caixa de prompt. Assim, a ferramenta entende que é para gerar um objeto fora da conversa.

Para que serve o Canvas?

Uma das aplicações mais interessantes do Canvas é gerar códigos e protótipos de aplicativos. Isso junta duas tendências: o vibe coding, como é conhecida a prática de programar escrevendo apenas prompts e contando com o auxílio da IA, e micro apps, soluções personalizadas a gosto do usuário e geradas usando esse método.

A reportagem da PCWorld, por exemplo, conseguiu gerar um protótipo de e-commerce de camisetas e um painel de estações de metrô próximas à localização do usuário.

Nos meus próprios testes há alguns meses, o Canvas foi capaz de criar uma interface para calcular o tempo de carro até o metrô mais próximo da minha casa e, depois, o tempo de metrô até meu destino, um processo que o Maps não resolve tão bem sozinho. Na hora de tentar fazer um joguinho de tabuleiro, o resultado não foi tão bom: ele saiu cheio de bugs.

E como programar sem saber programar está em alta, o Google está, aos poucos, se posicionando como uma solução mais acessível para quem quer dar seus primeiros passos neste terreno.

Enquanto o Canvas está disponível diretamente no Gemini, o Codex, da OpenAI, precisa de um programa dedicado no desktop, e o Claude Code, da Anthropic, é pago. Por outro lado, as ferramentas das concorrentes são mais completas e dedicadas a uso profissional. Para quem quer só brincar um pouquinho, o Canvas já resolve muita coisa.

Com informações do Google e da PCWorld

Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

AI Mode pode gerar, por exemplo, um rastreador de candidaturas de bolsas de estudo (imagem: divulgação)

Usuário pode "conversar" com IA para montar seu planejamento (imagem: divulgação)
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iPhones antigos são alvos de malware ligado à espionagem internacional

iPhone 12 Mini com Super Retina XDR e iPhone XR com Liquid Retina (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Versões antigas do iOS são alvo de hackers (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google analisou o exploit kit Coruna, que usa 23 vulnerabilidades do iOS para invadir iPhones sem instalação de aplicativos.

  • O kit teria circulado entre diferentes atores ao longo de 2025, incluindo espionagem estatal e grupos criminosos.

  • O malware foca em roubo financeiro, especialmente de carteiras de criptomoedas e chaves de recuperação.

Quem usa iPhone com uma versão antiga do iOS pode estar vulnerável a um exploit kit que passou pelas mãos do governo dos Estados Unidos, espiões russos e golpistas chineses ao longo de 2025. As informações sobre o kit, chamado Coruna, foram reveladas pelo Grupo de Inteligência contra Ameaças do Google (GTIG) nesta semana.

Segundo a apuração, o Coruna foi detectado inicialmente em fevereiro de 2025, operado por um cliente de uma empresa de vigilância não identificada. A mesma estrutura apareceu em campanhas do UNC6353, grupo suspeito de espionagem russa, que mirou sites e usuários da Ucrânia.

O ciclo de vazamentos culminou no final do ano, quando o pacote completo do malware foi utilizado em massa pelo UNC6691, um grupo hacker chinês.

Para os pesquisadores do grupo, o cenário indica o fortalecimento de um mercado paralelo de exploits “de segunda mão”, em que ferramentas digitais altamente destrutivas vazam dos alvos originais e passam a ser reaproveitadas por cibercriminosos comuns.

Como o ataque funciona?

Infográfico de linha do tempo do "Coruna iOS Exploit Kit" abrangendo de 2024 a 2026. Os marcos incluem: Janeiro de 2024 (Apple corrige vulnerabilidade no iOS 17.3), Fevereiro de 2025 (uso por cliente de empresa de vigilância), Julho de 2025 (uso em ataques contra sites ucranianos) e Dezembro de 2025 (uso em sites falsos de jogos e cripto para roubo de carteiras).
Coruna foi identificado em 2025 (imagem: reprodução/Google)

O Coruna combina 23 vulnerabilidades do iOS em cinco cadeias de exploração, funcionando sem que a vítima precise instalar nada. De acordo com o Google, iPhones rodando o iOS 13 até o 17.2.1 são vulneráveis.

A cadeia começa com uma exploração do motor de navegação do Safari (WebKit) para executar o código remotamente no dispositivo. Em seguida, contorna proteções de memória do sistema e avança até obter acesso ao kernel do iPhone.

Segundo o GTIG, na campanha do grupo chinês, por exemplo, as iscas eram páginas falsas de corretores de finanças e jogos de azar. Uma vez dentro do dispositivo, o sistema carregava um payload focado exclusivamente em roubo financeiro, batizado de PlasmaLoader.

Implantada, a invasão atua contra as finanças da vítima, buscando chaves de segurança de contas e sequências BIP39, usadas na recuperação de carteiras de criptomoedas. O malware roubava informações de carteiras de ao menos 18 aplicativos, incluindo MetaMask, Trust Wallet, Phantom e Exodus.

Captura de tela de um site falso de criptomoedas da WEEX. Uma janela de aviso ("Tip") aparece no centro da tela com a mensagem: "Esta página é otimizada apenas para dispositivos iOS. Por favor, acesse de um iPhone ou iPad", indicando uma tática para filtrar vítimas específicas para o kit de exploração.
Site usado de isca indica uso do iPhone (imagem: reprodução/Google)

Ligação com o governo dos EUA

De acordo com a empresa de segurança iVerify, que realizou engenharia reversa, o kit pode ter nascido como um framework do governo dos Estados Unidos. Segundo ela, o código apresenta semelhanças estruturais com armas cibernéticas do país e contém uma extensa documentação escrita em inglês nativo.

Para completar, a revista Wired reportou que o Coruna utiliza módulos de invasão vistos anteriormente na “Operação Triangulation”. Em 2023, a Kaspersky afirmou que o governo dos EUA tentou espionar os iPhones de seus funcionários usando justamente essa campanha. O Google, no entanto, não confirmou a origem do kit.

Como se proteger?

O Coruna não é eficaz contra a versão mais recente do iOS. Por isso, a recomendação é que usuários de iPhone atualizem o sistema operacional. Quem não puder atualizar e quiser se proteger, deve ativar o Modo de Isolamento, disponível na seção “Privacidade e Segurança”, nos Ajustes. O kit também não afeta dispositivos em modo de navegação privada.

O Google afirmou ter adicionado todos os sites e domínios identificados ao Safe Browsing para impedir que usuários os acessem pelo Chrome e outros navegadores compatíveis.

iPhones antigos são alvos de malware ligado à espionagem internacional

iPhone 12 Mini com Super Retina XDR e iPhone XR com Liquid Retina (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Google)
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Meta começa a testar compras via Meta AI nos Estados Unidos

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Meta iniciou testes de ferramenta de compras integrada ao Meta AI nos Estados Unidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta testa compras via Meta AI nos EUA, exibindo produtos, preços e links, mas sem finalizar compras na plataforma;
  • recurso está disponível na versão web para alguns usuários, com personalização baseada em dados do perfil;
  • companhia segue tendência de mercado, com concorrentes como a OpenAI e o Google já oferecendo soluções semelhantes.

A Meta iniciou testes de uma ferramenta de compras integrada ao Meta AI para parte dos usuários nos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, o recurso aparece, por enquanto, apenas na versão web acessada por navegadores em desktop.

Usuários selecionados identificam a novidade ao visualizar o botão “Pesquisa de compras” dentro do campo de perguntas. Segundo a Bloomberg, a empresa confirmou que está avaliando a funcionalidade, mas não informou quando — ou se — ela será liberada de forma ampla.

Como funciona a busca por produtos no Meta AI?

Ao solicitar sugestões de itens, o chatbot passa a exibir um carrossel com imagens, valores e links direcionando para sites de comércio eletrônico. Também aparecem dados sobre a marca e uma explicação resumida sobre o motivo da recomendação.

O sistema pode personalizar as respostas com base em dados disponíveis do perfil do usuário, como gênero e localização. Em um dos testes relatados pela Bloomberg, a ferramenta sugeriu casacos femininos de inverno vendidos por lojas que entregam em Nova York, considerando as informações cadastradas.

Apesar da integração, a compra não é concluída dentro da interface do Meta AI. O usuário precisa acessar o site indicado para finalizar o pedido.

O que Mark Zuckerberg já havia dito sobre compras com IA?

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
CEO da Meta, Mark Zuckerberg comentou planos de compras com IA em apresentação a investidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A movimentação já havia sido antecipada por Mark Zuckerberg, que mencionou, em teleconferência com investidores neste ano, o lançamento de ferramentas de compras com agentes de IA.

A Meta entra em um cenário no qual concorrentes já oferecem soluções semelhantes. A OpenAI disponibilizou um assistente de compras dedicado no ChatGPT antes da Black Friday do ano passado. O Google também lançou recursos de compra integrados ao Gemini no mesmo período, enquanto a Perplexity apresentou ferramenta similar.

Com informações do Engadget

Meta começa a testar compras via Meta AI nos Estados Unidos

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Claude libera importação de preferências do ChatGPT em meio à disputa nos EUA

Claude passa a permitir importação de preferências e memórias de outros chatbots (imagem: divulgação)

A Anthropic anunciou um recurso que facilita a migração de usuários de outros assistentes de IA para o Claude. A novidade permite importar preferências e memórias de plataformas concorrentes, como o ChatGPT, o Gemini e o Copilot, sem que seja necessário reconfigurar tudo do zero.

O lançamento ocorre em um momento de forte exposição pública da empresa nos Estados Unidos. Nos últimos dias, o Claude ultrapassou o ChatGPT entre os aplicativos gratuitos mais baixados da App Store, movimento que coincidiu com a disputa envolvendo contratos com o Departamento de Defesa norte-americano.

Como funciona a importação de memórias?

A ferramenta funciona a partir de um prompt fornecido pela Anthropic. O usuário copia esse comando e o insere no chatbot concorrente para exportar suas memórias e contexto em formato de código. Em seguida, basta colar o conteúdo nas configurações do Claude, na seção de memória, e confirmar a importação.

No site oficial, a empresa resume a proposta: “Traga suas preferências e contexto de outros provedores de IA para o Claude” e complementa: “Com um simples copiar e colar, Claude atualiza sua memória e continua exatamente de onde você parou.”

Segundo a Anthropic, o processamento das novas informações pode levar até 24 horas. Após esse período, o usuário pode verificar o que foi assimilado na área “Veja o que o Claude aprendeu sobre você” e ajustar dados no menu “Gerenciar memória”. A companhia afirma que o sistema prioriza tópicos ligados a trabalho e colaboração, podendo ignorar detalhes pessoais que não tenham relação com esse foco.

Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt.
Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt (imagem: divulgação/Anthropic)

O que está por trás da alta do Claude?

O crescimento recente do aplicativo ocorre após impasse com o Departamento de Defesa dos EUA. A Anthropic afirmou que buscou restrições contratuais relacionadas a vigilância doméstica em massa e ao uso de modelos em armas totalmente autônomas. Em comunicado, declarou acreditar que “os modelos de IA de ponta atuais são confiáveis o suficiente para serem usados em armas totalmente autônomas” e que a vigilância em larga escala viola “direitos fundamentais”.

Após o rompimento, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, indicou em publicação no X que a empresa seria tratada como risco na cadeia de suprimentos, iniciando uma transição de seis meses. Poucas horas depois, a OpenAI anunciou acordo para fornecer tecnologia ao governo em sistemas classificados.

This week, Anthropic delivered a master class in arrogance and betrayal as well as a textbook case of how not to do business with the United States Government or the Pentagon.

Our position has never wavered and will never waver: the Department of War must have full, unrestricted…

— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) February 27, 2026

Com informações do Gizmodo e Engadget

Claude libera importação de preferências do ChatGPT em meio à disputa nos EUA

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt (imagem: divulgação/Anthropic)
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Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
ChatGPT sofre debandada de usuários após acordo com governo dos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Após a parceria da OpenAI com o Departamento de Defesa dos EUA, as desinstalações do ChatGPT aumentaram 295%, segundo a Sensor Tower.
  • O Claude, da Anthropic, subiu para o primeiro lugar na App Store americana, superando o ChatGPT, após a Anthropic recusar colaboração com o DoD.
  • O Claude liderou downloads em sete países e os cadastros diários quebraram recordes, com crescimento de mais de 60% nos usuários gratuitos desde janeiro.

Depois que a OpenAI anunciou uma parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD), as desinstalações do app ChatGPT cresceram 295%, segundo dados da plataforma de análise de mercado Sensor Tower. No mesmo período, o Claude, da Anthropic, escalou o ranking da App Store americana e chegou ao primeiro lugar, ultrapassando o maior concorrente.

A movimentação ocorre durante um impasse das duas empresas sobre fornecer tecnologia para o governo norte-americano. Dias antes do anúncio da OpenAI, a Anthropic havia se recusado a permitir que suas IAs fossem usadas pelo DoD para vigilância doméstica em massa ou para armas autônomas — sistemas que disparariam sem intervenção humana.

Pouco depois, a OpenAI foi na direção oposta e fechou seu próprio acordo com o Pentágono. O CEO Sam Altman disse que o contrato inclui salvaguardas relacionadas às preocupações de Dario Amodei, chefe da Anthropic.

Claude no topo

Claude cresceu nas lojas de App (imagem: divulgação)

Segundo dados da Sensor Tower, o Claude estava fora do top 100 no final de janeiro e passou parte do mês de fevereiro entre os 20 mais baixados. Entretanto, na última semana, a escalada foi rápida: sexto na quarta-feira, quarto na quinta, e primeiro na noite de sábado.

Já dados do Appfigures apontam que o total diário de downloads do Claude no sábado superou o do ChatGPT pela primeira vez, com um salto de 88% de um dia para o outro. Além do mercado norte-americano, o aplicativo da Anthropic também assumiu a primeira posição entre os apps gratuitos para iPhone em seis outros países: Alemanha, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Noruega e Suíça.

De acordo com a Anthropic, os cadastros diários quebraram o recorde histórico todos os dias durante a semana, o número de usuários gratuitos cresceu mais de 60% desde janeiro e os assinantes pagos mais que dobraram.

Com a mudança de plataforma, muitos ex-usuários da OpenAI têm recorrido ao novo processo de transferir dados do ChatGPT para o Claude.

O que aconteceu?

Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)
Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)

A disputa entre a Anthropic e o Pentágono não era sobre se a empresa deveria ou não trabalhar com o governo, mas sobre os termos. De acordo com a desenvolvedora do Claude, as IAs da empresa ainda não têm capacidade para operar com segurança em cenários de lethal autonomy, nome dado a sistemas que tomam decisões de ataque sem supervisão humana.

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, rebateu que o DoD não deveria ser limitado pelas políticas internas de um fornecedor, e que qualquer “uso legal” da tecnologia deveria ser permitido. Após o posicionamento da companhia, o presidente Donald Trump ordenou que agências do governo parassem de usar produtos da Anthropic.

A OpenAI diz em comunicado que também determinou áreas nas quais a IA não poderá ser usada, entre elas vigilância doméstica, sistemas de armas autônomas e sistemas como os de crédito social. Altman, no entanto, admitiu no X que o acordo foi apressado.

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)
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Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Imagem mostra o prédio da Netflix em Hollywood, nos Estados Unidos
Empresa abandona disputa para focar em conteúdo original (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)
Resumo

Nesta quinta-feira (26), a Netflix anunciou sua saída oficial da disputa para comprar a Warner Bros. Discovery (WBD). A decisão encerra a guerra de lances e deixa o caminho livre para a Paramount Skydance, de David Ellison, fechar a aquisição do estúdio.

Segundo a gigante do streaming, cobrir a última oferta da concorrente deixou de fazer sentido. Em comunicado, os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, reforçaram a disciplina financeira da empresa. Para os executivos, a Warner sempre foi vista como um negócio interessante pelo preço certo, mas nunca como algo essencial “a qualquer custo”.

Por que a Netflix desistiu do negócio?

A conta não fecha mais. A nova proposta da Paramount Skydance elevou o custo da operação a um nível que fugia da política de investimentos da plataforma. Em vez de usar mais recursos, a Netflix preferiu priorizar o próprio crescimento. Sarandos e Peters confirmaram que a empresa vai investir cerca de US$ 20 bilhões (mais de R$ 100 bilhões) na produção de filmes e séries originais ao longo de 2026.

O mercado aprovou o recuo estratégico: as ações da Netflix dispararam mais de 10% após o fechamento da bolsa. Além disso, a empresa não sai de mãos abanando. Como já possuía um acordo preliminar de fusão assinado com a Warner, a quebra desse contrato por parte do estúdio aciona automaticamente uma cláusula de penalidade. Com isso, a Netflix embolsará uma multa rescisória de US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões).

A proposta bilionária da Paramount

Com a saída da rival, o conselho da Warner Bros. não demorou para classificar a oferta da Paramount como uma proposta “superior”. Segundo o The Hollywood Reporter, o acordo fixa o valor de US$ 31 por ação da WBD e inclui garantias agressivas para tranquilizar os acionistas. Entre elas, uma multa de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) caso a transação seja barrada por órgãos reguladores. Como parte da negociação, a própria Paramount assumiu o compromisso de pagar os US$ 2,8 bilhões devidos à Netflix.

David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, elogiou a parceria com a Netflix durante as negociações, mas foca no futuro. “Assim que nosso conselho aprovar a fusão com a Paramount, criaremos um valor tremendo para nossos acionistas. Estamos entusiasmados com o potencial dessa combinação”, afirmou o executivo.

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Netflix (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)
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Burger King vai usar IA para avaliar a simpatia dos atendentes

IA do Burger King também funciona como ferramenta de treinamento (imagem: reprodução/Burger King)
Resumo

O Burger King começou a adotar um chatbot de inteligência artificial chamado Patty, projetado para operar diretamente nos fones de ouvido dos funcionários. A novidade está em fase de testes nos Estados Unidos e foi criada para avaliar como anda o atendimento ao cliente e auxiliar as equipes.

A ferramenta atua como interface de voz de uma plataforma chamada BK Assistant, desenvolvida com tecnologia da OpenAI. O sistema compila e analisa dados sobre interações no drive-thru, a situação dos equipamentos da cozinha e até o inventário da loja.

A expansão para todas as lojas americanas está prevista para o final de 2026, mas, até o momento, a tecnologia não tem previsão de lançamento no Brasil.

Como o chatbot avalia o atendimento?

A IA monitora o áudio das interações diárias e avalia o nível de simpatia do funcionário ao identificar o uso de palavras e frases preestabelecidas, como “bem-vindo ao Burger King”, “por favor” e “obrigado”. Além disso, a empresa trabalha em uma atualização para que o sistema consiga captar e interpretar também o tom de voz das conversas.

Em entrevista ao portal The Verge, o diretor de digital do Burger King, Thibault Roux, explicou que a rede compilou informações fornecidas por franqueados e clientes para definir os parâmetros de medição dessa cordialidade. Roux afirma que a plataforma também atua como uma ferramenta de treinamento para as equipes, guiando os funcionários na preparação dos alimentos e na manutenção da loja.

Assistente opera em 500 lanchonetes da rede americana (imagem: reprodução/Burger King)

É possível perguntar à IA quantas tiras de bacon devem ser colocadas em um sanduíche específico, por exemplo, ou solicitar instruções de limpeza de uma máquina de milk-shake. Por estar integrado ao novo sistema de ponto de venda em nuvem, o assistente notifica os gerentes imediatamente caso um equipamento quebre ou um ingrediente acabe, atualizando os cardápios digitais em até 15 minutos.

Burger King prefere cautela com a IA

Apesar do investimento no assistente interno, o Burger King adota uma postura conservadora quanto à automação do atendimento direto ao cliente. A rede testa o recebimento de pedidos por IA em menos de cem restaurantes. Segundo Roux, a automação no drive-thru ainda é considerada uma aposta arriscada, pois muitos consumidores não estão preparados para interagir exclusivamente com máquinas.

A cautela da empresa reflete tropeços recentes de seus principais concorrentes no setor. Em 2024, o McDonald’s encerrou um projeto-piloto de atendimento automatizado por IA no drive-thru, desenvolvido em uma parceria com a IBM. O sistema foi desativado após apresentar uma taxa de precisão na faixa dos 80% a 85%, bem abaixo da meta de 95% estipulada pela rede.

A tecnologia do McDonald’s gerou repercussão negativa após vídeos viralizarem no TikTok mostrando a inteligência artificial cometendo erros bizarros, como adicionar centenas de nuggets aos pedidos de forma autônoma. Diante desse cenário, fica claro por que o Burger King prefere manter sua IA restrita aos fones de ouvido de seus funcionários por enquanto.

Burger King vai usar IA para avaliar a simpatia dos atendentes

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Valve é acusada de promover jogos de azar com loot boxes

Ilustração da plataforma Steam
Processo em Nova York alega que mecânicas de CS e Dota 2 configuram apostas ilegais (imagem: reprodução/Valve)
Resumo
  • A Justiça dos EUA acusa a Valve de promover jogos de azar ilegais com loot boxes em franquias como “Counter-Strike 2” e “Dota 2”. A ação alega que essas mecânicas ameaçam o bem-estar de crianças e adolescentes.
  • O processo destaca que a Valve facilita mercados paralelos para a venda de skins, gerando bilhões de dólares.
  • No Brasil, o ECA Digital proíbe loot boxes, classificando-as como exploração da vulnerabilidade de menores.

A Valve, gigante dos games e dona da plataforma Steam, virou alvo da Justiça nos Estados Unidos. Na última quarta-feira (25), a Procuradoria-Geral do Estado de Nova York protocolou um processo contra a desenvolvedora sob acusação de jogos de azar ilegais através das famosas loot boxes (caixas de recompensas virtuais).

A ação afirma que a empresa ameaça o bem-estar de crianças e adolescentes ao expô-los a mecânicas de vício. Segundo a agência Reuters, o processo detalha que sistemas integrados a franquias de grande sucesso da Valve — como Counter-Strike 2, Team Fortress 2 e Dota 2 — funcionam como caça-níqueis e equivalem a “jogos de azar por excelência”, violando a constituição.

A denúncia ressalta ainda que as interfaces dos jogos imitam máquinas de cassino, exibindo uma roleta virtual que gira por diversos itens antes de parar na recompensa final. Esse formato, no entendimento dos representantes de Nova York, cria um ciclo de consumo compulsivo, no qual o usuário busca incessantemente por um item raro e de alto valor, mas na maioria das vezes recebe prêmios que valem centavos.

Como o mercado de skins movimenta dinheiro?

Counter-Strike: Global Offensive (Imagem: Divulgação/Valve)
Jogadores gastam dinheiro real na esperança de obter itens raros (imagem: Divulgação/Valve)

Nos jogos operados pela Valve, os usuários geralmente não compram o item desejado diretamente. O modelo de negócios exige que os jogadores adquiram caixas virtuais e gastem dinheiro real na compra de “chaves” digitais para destrancá-las. Conforme a investigação, repercutida pelo site Engadget, a desenvolvedora gerou bilhões de dólares em receita apenas com a comercialização de chaves para a franquia Counter-Strike e taxas cobradas sobre as vendas de itens virtuais realizadas no Mercado da Comunidade Steam.

A ação judicial argumenta que a Valve fortalece seu modelo permitindo — e até facilitando — a existência de mercados paralelos, onde jogadores conseguem vender as skins (alterações cosméticas de armas e personagens) e transferir o valor para dinheiro físico.

Para ilustrar o nível de especulação desse ecossistema, o processo cita um relatório da Bloomberg de 2025, apontando que o mercado paralelo de Counter-Strike já havia ultrapassado a marca de US$ 4,3 bilhões (mais de R$ 22 bilhões). A denúncia também relembra um caso impressionante: a venda de uma única skin de fuzil AK-47, em 2024, pela quantia de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões na cotação atual).

Procurada pela imprensa internacional, a Valve ainda não comentou o processo atual. Contudo, em inquéritos anteriores movidos pela Autoridade Dinamarquesa de Jogos, a empresa negou envolvimento direto com sites independentes de vendas. Na ocasião, a companhia declarou que essas plataformas violam os termos de serviço do Steam ao criar contas falsas para operar a transferência de itens em troca de dinheiro real.

Impactos e proibição no Brasil

O texto da ação alerta que indivíduos introduzidos a dinâmicas de apostas na faixa dos 12 anos apresentam uma probabilidade quatro vezes maior de desenvolver transtornos graves de jogo compulsivo na fase adulta. Sob essa justificativa, a Procuradoria-Geral exige que a Justiça proíba a Valve de continuar violando as leis estaduais, determine a devolução do capital obtido e aplique uma multa punitiva equivalente ao triplo do lucro gerado pelo suposto esquema ilegal.

A pressão sobre a monetização em jogos reflete uma tendência jurídica internacional que vem ganhando força. Como precedente, em janeiro de 2025, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) multou a Cognosphere, estúdio responsável pelo jogo Genshin Impact, em US$ 20 milhões. A empresa foi punida por ocultar as reais probabilidades de ganho em suas caixas de itens e por permitir que menores de 16 anos realizassem compras sem o consentimento dos pais.

No Brasil, o cenário legislativo é mais rígido em relação a essa prática. A recente aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente para o ambiente digital, conhecido como ECA Digital, proibiu expressamente a oferta de loot boxes em território nacional. A legislação brasileira atual classifica essas mecânicas como recursos de manipulação que exploram a vulnerabilidade dos menores de idade, vetando sua inclusão e comercialização em jogos distribuídos no país.

Valve é acusada de promover jogos de azar com loot boxes

(Imagem: Reprodução/Valve)

Counter-Strike: Global Offensive (Imagem: Divulgação/Valve)
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Estadunidenses se voltam contra câmeras de vigilância espalhadas pelo país

Câmeras de vigilância em vias públicas têm sido alvo de vandalismo nos Estados Unidos.
Câmeras de vigilância em vias públicas têm sido alvo de vandalismo nos Estados Unidos (imagem: Freepik/onlyyouqj)
Resumo
  • cidadãos nos EUA estão sabotando câmeras de vigilância, especialmente leitores de placas, devido a preocupações com privacidade e uso de dados em ações migratórias;
  • startup Flock, avaliada em US$ 7,5 bilhões, desenvolve esses leitores automáticos, e dados coletados são supostamente repassados a autoridades federais por departamentos de polícia locais;
  • projeto DeFlock estima 80 mil câmeras nos EUA, com resistência crescente em várias cidades e ações diretas contra os dispositivos.

Um movimento pouco organizado, mas cada vez mais visível, vem ganhando força nos Estados Unidos: cidadãos estão sabotando e desmontando câmeras de vigilância instaladas em ruas e estradas. O alvo são equipamentos capazes de registrar placas de veículos, vistos por críticos como símbolos de monitoramento constante e ameaça à privacidade.

A reação ganhou destaque após relatos de destruição deliberada desses dispositivos em diferentes estados. A indignação pública se concentra, sobretudo, na percepção de que as imagens captadas podem acabar sendo usadas para apoiar ações federais de imigração, mesmo quando instaladas originalmente por autoridades locais.

Como essas câmeras funcionam e por que elas geram revolta?

No centro da controvérsia está a Flock, startup de vigilância sediada em Atlanta e avaliada em US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 38,2 bilhões) no ano passado. A empresa desenvolve leitores automáticos de placas que fotografam veículos e registram horários e locais de circulação, criando um vasto banco de dados sobre deslocamentos diários.

Segundo a companhia, os dados não são compartilhados diretamente com o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). No entanto, reportagens indicam que departamentos de polícia locais, que têm acesso às plataformas da Flock, repassam essas informações a autoridades federais.

Isso ocorre em um momento em que o governo norte-americano tem intensificado operações de imigração baseadas em dados, como parte da política de repressão à imigração adotada pelo governo de Donald Trump.

O jornalista Brian Merchant, da publicação Blood in the Machine, relata que a insatisfação popular saiu do campo político e entrou na ação direta. Em várias cidades, moradores passaram a atacar fisicamente as câmeras, alegando que contratos públicos ignoraram preocupações da comunidade.

Sistema de câmera da Flock utilizado para monitoramento de veículos em áreas urbanas nos EUA.
Sistema de câmera da Flock utilizado para monitoramento de veículos em áreas urbanas nos EUA (imagem: Flock Safety)

Como os episódios se espalharam pelos Estados Unidos?

Um dos casos citados ocorreu em La Mesa, na Califórnia, poucas semanas depois de o conselho municipal aprovar a manutenção do contrato com a Flock, apesar de a maioria dos presentes à sessão defender o desligamento do sistema. Logo após a decisão, câmeras apareceram quebradas ou inutilizadas, em um gesto interpretado como resposta direta à votação.

Episódios semelhantes foram registrados em estados como Connecticut, Illinois e Virgínia. No Oregon, seis câmeras instaladas em postes foram cortadas e derrubadas. Em ao menos um dos locais, uma mensagem foi deixada na base do poste: “Hahaha, se ferrem, seus vigilantes de mer**”, segundo Merchant.

Levantamentos do projeto DeFlock estimam que existam cerca de 80 mil câmeras desse tipo espalhadas pelo país. Ao mesmo tempo, dezenas de cidades já rejeitaram a adoção da tecnologia, e alguns departamentos de polícia passaram a bloquear o acesso de órgãos federais aos seus sistemas.

Procurada pela reportagem do TechCrunch, a Flock não informou se mantém um número oficial de equipamentos destruídos desde o início das implantações.

Com informações do TechCrunch

Estadunidenses se voltam contra câmeras de vigilância espalhadas pelo país

Câmeras de vigilância em vias públicas têm sido alvo de vandalismo nos Estados Unidos (imagem: reprodução/Freepik/onlyyouqj)

Sistema de câmera da Flock utilizado para monitoramento de veículos em áreas urbanas nos EUA (imagem: reprodução/Flock)
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Analistas questionam efeitos da IA na economia dos EUA: “Basicamente zero”

Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Investimentos em data centers e IA ainda não se traduziram em crescimento significativo do PIB dos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Economistas de Wall Street afirmam que o impacto da IA no PIB dos EUA em 2025 é mínimo, apesar de investimentos bilionários.
  • Equipamentos e softwares relacionados à IA são importados, diluindo o efeito dos investimentos no PIB americano.
  • Falta de métricas confiáveis dificulta a medição do impacto da IA na produtividade e no crescimento econômico.

Avaliações recentes feitas por analistas de um grande banco americano indicam que, ao menos até agora, o impacto direto desses investimentos sobre o PIB dos Estados Unidos é mínimo — descrito internamente como “basicamente zero”.

“Na verdade, não consideramos o investimento em IA como um fator fortemente positivo para o crescimento”, disse o economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, em entrevista ao Atlantic Council. “Acho que há muita informação distorcida sobre o impacto que o investimento em IA teve no crescimento do PIB dos EUA em 2025, e esse impacto é muito menor do que se costuma perceber”, afirmou.

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
Até agora os efeitos macroeconômicos da inteligência artificial seguem discretos (imagem ilustrativa: Max Pixel)

A inteligência artificial virou peça central no discurso sobre o futuro da economia dos Estados Unidos. Bancos, executivos e líderes empresariais passaram a associar o avanço da tecnologia a um ciclo de crescimento sustentado, impulsionado por investimentos bilionários em infraestrutura, chips e centros de dados. Para esse grupo, a IA já estaria ajudando a manter a economia aquecida em um cenário global instável.

No campo político, o tema também virou argumento estratégico. O presidente Donald Trump recorreu à promessa de crescimento impulsionado pela IA para defender a redução de regulações estaduais sobre o setor. Em uma publicação na Truth Social, escreveu: “O investimento em IA está ajudando a tornar a economia dos EUA a mais aquecida do mundo, mas a regulação excessiva dos estados ameaça minar esse motor de crescimento”.

O contraste expõe uma divergência crescente entre a narrativa defendida por empresas e autoridades e os números observados nos cálculos econômicos tradicionais.

O investimento virou crescimento econômico?

Durante parte de 2025, economistas reforçaram a percepção de que a IA já estaria deixando marcas visíveis no Produto Interno Bruto. Jason Furman, professor de Harvard, destacou em seu perfil no X que equipamentos e softwares ligados ao processamento de informação responderam por grande parte da expansão econômica no primeiro semestre. Na mesma linha, análises do Federal Reserve Bank of St. Louis sugeriram que investimentos relacionados à IA tiveram peso relevante no crescimento do terceiro trimestre.

Investment in information processing equipment & software is 4% of GDP.

But it was responsible for 92% of GDP growth in the first half of this year.

GDP excluding these categories grew at a 0.1% annual rate in H1. pic.twitter.com/7p1eAI1aAa

— Jason Furman (@jasonfurman) September 27, 2025

Nos últimos meses, no entanto, essa leitura passou a ser questionada por analistas do mercado financeiro. Para Joseph Briggs, economista do Goldman Sachs, o entusiasmo inicial pode ter simplificado demais a discussão. “Era uma história muito intuitiva. Isso talvez tenha evitado ou limitado a necessidade de investigar mais a fundo o que estava acontecendo”, disse ao The Washington Post.

A revisão mais dura veio de Hatzius. Segundo ele, o efeito da IA no PIB americano em 2025 foi “basicamente nulo”.

Onde o dinheiro realmente aparece?

Um dos pontos centrais é a origem dos equipamentos que sustentam a infraestrutura de IA. Chips avançados e outros componentes são, em grande parte, importados. Na prática, isso dilui o efeito dos investimentos domésticos nas contas nacionais. “Grande parte do investimento em IA que vemos nos EUA contribui para o PIB de Taiwan e para o PIB da Coreia, mas não muito para o PIB dos EUA”, explicou o economista.

Outro problema é a falta de instrumentos confiáveis para medir como o uso da IA por empresas e consumidores se converte em produtividade e crescimento real. Sem métricas claras, o impacto econômico permanece difuso e difícil de quantificar.

O contraste entre os volumes investidos e os resultados observados sugere que a IA ainda está em uma fase de transição. A tecnologia pode transformar a economia no longo prazo, mas, até agora, seus efeitos macroeconômicos seguem discretos — bem longe da narrativa de crescimento imediato que dominou o mercado.

Com informações do Gizmodo

Analistas questionam efeitos da IA na economia dos EUA: “Basicamente zero”

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
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Galaxy Z TriFold: novo dobrável da Samsung esgota em questão de minutos

Novo dobrável da Samsung vira um tablet de 10 polegadas (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo

A Samsung disponibilizou um novo lote do Galaxy Z TriFold em sua loja oficial nos Estados Unidos. Mesmo custando quase US$ 3 mil, o estoque do aparelho esgotou em menos de dez minutos. O dispositivo, que chegou ao mercado em 30 de janeiro, segue com disponibilidade restrita e venda exclusiva pelo site da fabricante, sem previsão de chegar às prateleiras do varejo físico.

A rapidez com que as unidades desapareceram levanta questionamentos sobre a estratégia da marca sul-coreana. Segundo apurado pelo The Verge, não está claro se o sucesso se deve a uma demanda explosiva de entusiastas ou se a Samsung está produzindo volumes propositalmente baixos para testar a recepção de um formato tão experimental.

Quanto custa o Galaxy Z TriFold?

Atualmente, o TriFold é comercializado em versão única com 512 GB de armazenamento por US$ 2.899,99 — cerca de R$ 15.950 em conversão direta e sem impostos. Apesar do valor de carro usado, o hardware não oferece uma opção de 1 TB, ponto que tem gerado críticas na comunidade tech, já que o usuário paga o preço de dois flagships convencionais por um único dispositivo.

No Brasil, a Samsung ainda não confirmou o lançamento oficial ou uma possível janela de disponibilidade. No entanto, ao considerar o histórico de tributação e o posicionamento da linha Z no mercado nacional, estima-se que o valor final por aqui ultrapassaria a barreira dos R$ 20 mil, consolidando-o como um dos smartphones mais caros já vendidos.

Mecanismo de dobra tripla permite usar o aparelho em diferentes formatos (imagem: divulgação/Samsung)

Um tablet de 10 polegadas que cabe no bolso

O grande trunfo do Galaxy Z TriFold é sua estrutura de duas dobradiças, que permite três modos de uso. Quando totalmente aberto, o painel atinge 10 polegadas, transformando o celular em um tablet robusto voltado para produtividade. Para efeito de comparação, o Galaxy Z Fold 7 possui uma tela interna de 7,6 polegadas.

Até o momento, não há informações sobre quando a Samsung realizará um novo reabastecimento ou se o TriFold será expandido para outros mercados globais no primeiro semestre de 2026.

Galaxy Z TriFold: novo dobrável da Samsung esgota em questão de minutos

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Estados Unidos receberam novo lote de aparelho com tela tripla. Modelo de 512 GB custa quase US$ 2.900.

Galaxy Z TriFold (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
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Ataque de ransomware paralisa gigantesco centro médico nos EUA

Helicóptero da UMMC nos Estados Unidos (imagem: divulgação)
Resumo
  • O ataque de ransomware ao Centro Médico da Universidade do Mississippi bloqueou o acesso aos prontuários eletrônicos e forçou o uso de protocolos manuais.
  • FBI e CISA investigam o incidente, enquanto a comunicação ocorre pelas redes sociais devido à interrupção dos sistemas de TI.
  • Não há confirmação sobre o roubo de dados, mas autoridades recomendam monitorar movimentações suspeitas em contas e dados pessoais.

Desde a manhã desta quinta-feira (19), o Centro Médico da Universidade do Mississippi (UMMC), nos Estados Unidos, fechou todas as 35 clínicas no estado após sofrer um ataque cibernético de ransomware que derrubou sua rede de TI. A invasão bloqueou o acesso aos registros médicos eletrônicos e forçou as equipes de saúde a adotarem procedimentos manuais.

A instituição é um dos principais complexos de saúde da região. Com mais de 10 mil funcionários, a organização opera sete hospitais e mais de 200 pontos de tele-saúde, incluindo o único hospital infantil do Mississippi e o único programa local de transplante de órgãos e medula óssea.

Segundo relatos do jornal local The Daily Mississippian e apurações do portal BleepingComputer, a falha forçou os administradores a desligarem toda a rede por precaução. Com o site principal da UMCC fora do ar e os sistemas de telefonia comprometidos, a comunicação tem ocorrido pelas redes sociais do centro médico, com comunicados oficiais atualizados no Facebook e no X (antigo Twitter).

Vale ressaltar que o atendimento de emergência e as internações em unidades de terapia intensiva continuam operando, mas procedimentos eletivos, cirurgias ambulatoriais e exames de imagem foram cancelados, já que os médicos não têm acesso aos históricos dos pacientes. As equipes agora utilizam protocolos manuais, como anotações em papel, enquanto a comunicação com os servidores segue interrompida.

https://twitter.com/UMMCnews/status/2024553934333898881

Quem está por trás do ataque e o que diz o FBI?

Durante uma entrevista coletiva, a reitora da escola de medicina e vice-chanceler para assuntos de saúde da UMMC, LouAnn Woodward, confirmou que os invasores já estabeleceram contato. “Os atacantes se comunicaram conosco e estamos trabalhando com as autoridades e especialistas nos próximos passos. Não sabemos quanto tempo essa situação pode durar”, afirmou.

Até o momento, nenhum grupo cibercriminoso reivindicou publicamente a autoria da invasão. Especialistas de segurança apontam que este é o procedimento padrão em ataques de ransomware: os criminosos mantêm o silêncio enquanto negociam o pagamento da extorsão com as vítimas.

A instituição trabalha em conjunto com a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA), o Departamento de Segurança Interna e o FBI. Robert Eikhoff, agente responsável pelo Escritório de Campo do FBI em Jackson, declarou que as agências federais estão direcionando recursos para mapear a extensão da invasão e auxiliar na recuperação da rede.

Riscos de exposição de dados

Imagem ilustrativa de um hacker (imagem: Mika Baumeister/Unsplash)
Autoridades investigam se informações financeiras de pacientes foram roubadas (imagem: Mika Baumeister/Unsplash)

Um ponto crítico em incidentes de ransomware contra infraestruturas hospitalares é a possibilidade de roubo de dados. Nesses cenários, os hackers extraem informações sensíveis da rede antes de criptografar os servidores, ameaçando vazar os arquivos caso o resgate não seja pago.

Woodward pontuou que ainda não está claro se informações confidenciais de pacientes ou dados financeiros foram extraídos durante a infiltração. Autoridades de segurança recomendam que os cidadãos acompanhem possíveis movimentações suspeitas em contas bancárias e monitorem tentativas de fraude envolvendo seus históricos médicos e dados pessoais.

Ataque de ransomware paralisa gigantesco centro médico nos EUA

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Meta quer usar reconhecimento facial em óculos inteligentes

Fotografia em close-up de um homem de pele clara e cabelos curtos usando óculos inteligentes com armação grossa e translúcida marrom.  Ele veste uma blusa verde e um cordão vermelho com o logotipo "Meta". O fundo apresenta uma parede azul e um espelho que reflete o ambiente. No canto inferior direito, está escrita a palavra "tecnoblog".
Meta quer identificar conhecidos e desconhecidos em tempo real (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta planeja lançar ainda este ano um sistema de reconhecimento facial para óculos inteligentes.
  • Segundo o New York Times, o sistema pretende identificar pessoas em tempo real, acessando informações biográficas.
  • A plataforma enfrenta críticas sobre privacidade, mas aposta no ambiente político dos EUA para minimizar a resistência ao novo recurso.

A Meta planeja adotar, ainda em 2026, um sistema de reconhecimento facial em seus óculos inteligentes produzidos em parceria com a EssilorLuxottica (dona da Ray-Ban e Oakley). O projeto, identificado internamente como “Name Tag”, pode permitir reconhecer pessoas em tempo real e acessar informações biográficas usando o Meta AI, assistente de inteligência artificial da empresa.

A informação é do jornal The New York Times, que obteve um documento interno sobre o projeto. De acordo com o arquivo, a Meta pretende aproveitar o atual “ambiente político dinâmico” dos Estados Unidos para lançar a tecnologia. A cúpula da empresa acredita que a atenção de críticos e grupos de defesa dos direitos civis estará voltada para outras pautas, o que reduziria a resistência ao novo recurso de monitoramento.

A segunda geração do Ray-Ban Meta é vendida no Brasil desde setembro do ano passado, por R$ 3.299.

Como funcionará o reconhecimento facial da Meta?

Mark Zuckerberg aparece de perfil no lado esquerdo de um palco iluminado, vestindo uma camiseta preta e calças cáqui, gesticulando enquanto fala. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Mark Zuckerberg apresenta o Ray-Ban Meta de segunda geração (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Fontes ligadas ao projeto revelam que a Meta explora atualmente dois níveis de identificação. O primeiro foca em reconhecer pessoas que já possuem conexão com o usuário nas plataformas da empresa, como amigos no Facebook ou seguidores em comum no Instagram. O segundo nível, considerado mais sensível, permitiria identificar desconhecidos, caso possuam perfis públicos nas redes sociais da companhia.

O objetivo seria transformar o Meta AI em um consultor social. Ao olhar para alguém em um evento, o usuário receberia dados básicos de forma discreta. Segundo o New York Times, essa é a novidade que Zuckerberg quer tornar um diferencial de mercado. Vale lembrar que a OpenAI já trabalha no desenvolvimento de hardwares próprios.

Além do Name Tag, o laboratório de hardware da Meta, o Reality Labs, trabalha no projeto “super sensor”. Esse dispositivo manteria câmeras e sensores operando o dia todo para registrar o cotidiano do usuário.

O sistema poderia, por exemplo, emitir lembretes de tarefas assim que o usuário fizesse contato visual com um colega de trabalho, cruzando a imagem facial com uma lista de pendências.

Projeto é antigo

Documentos internos indicam que a Meta considerou incluir a função já na primeira geração dos Ray-Ban Meta, em 2021, mas recuou devido a limitações técnicas e ao clima político desfavorável, conforme relatado pelo BuzzFeed News. O cenário mudou em janeiro de 2025, quando a Meta relaxou seus processos de revisão de riscos de privacidade.

Vale lembrar que a big tech possui um histórico financeiro pesado nesse setor: a empresa pagou uma multa recorde de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 26 bilhões) à Federal Trade Commission (FTC), agência independente do governo dos EUA focada na proteção do consumidor, por violações de privacidade.

Outros US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões) foram pagos para resolver processos nos estados de Illinois e Texas, onde foi acusada de coletar dados faciais sem permissão.

A estratégia agora, no entanto, marca uma guinada da empresa de Mark Zuckerberg no mercado de vestíveis e ocorre em um momento de fortalecimento. Segundo dados recentes divulgados pela EssilorLuxottica, a parceria com a Meta já resultou na venda de mais de sete milhões de óculos inteligentes apenas em 2024, consolidando o acessório como um sucesso comercial.

Acessibilidade x Vigilância

Imagem mostra capturas de tela de vários vídeos do TikTok gravados com smart glasses
Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações (imagem: reprodução)

Para tentar melhorar a percepção do público, a Meta tem focado na utilidade social da ferramenta para pessoas com deficiência visual. A empresa colabora com organizações como a Be My Eyes para integrar a IA de reconhecimento aos óculos, que classifica a ferramenta como “poderosa e transformadora” para garantir autonomia a usuários PCDs.

Entretanto, o uso da tecnologia nas ruas levanta alertas de vigilância. Um dos argumentos é que o reconhecimento facial vestível representa uma “ameaça ao anonimato” da vida cotidiana.

O potencial de mau uso já foi visto fora dos laboratórios da Meta. Em 2024, estudantes de Harvard integraram os óculos Ray-Ban Meta ao motor de busca facial PimEyes para identificar estranhos no metrô de Boston em tempo real. O experimento viralizou e expôs a fragilidade da sinalização do produto — que utiliza apenas um pequeno LED branco para avisar que a câmera está gravando.

Em janeiro deste ano, conteúdos gravados sem consentimento com smart glasses também viralizaram no TikTok e Instagram, com milhões de visualizações.

Meta quer usar reconhecimento facial em óculos inteligentes

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Recurso pode ser capaz de identificar conhecidos e desconhecidos com apoio da Meta AI. Projeto envolve identificação em tempo real e sensores ativos o dia todo.

Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg apresenta o Ray-Ban Meta de segunda geração (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações (Imagem: Reprodução/Instagram)
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Crise da RAM: loja nos EUA remove memória de PCs expostos para evitar furto

PCs em loja da Costco sem módulos de RAM
PCs em loja da Costco sem módulos de RAM (imagem: Reddit/accent2012)
Resumo
  • Loja da Costco removeu módulos de RAM de PCs expostos para evitar furtos devido ao aumento de preços;
  • Prática de remoção também se aplica a placas de vídeo em algumas unidades da rede;
  • Alta demanda por aplicações de IA está causando escassez de RAM e consequente elevação de preços.

Os preços das memórias RAM estão aumentando tanto que, nos Estados Unidos, uma rede varejista adotou uma medida um tanto drástica para evitar que esses componentes sejam furtados: removeu os módulos de RAM de desktops que ficam expostos nas prateleiras.

É o que indica uma conversa no Reddit. Ali, um usuário relatou que, ao visitar uma loja física da Costco, se deparou com PCs à venda e que até estavam ligados (mas não funcionando), porém, não tinham módulos de memória RAM instalados.

Essas máquinas não são vendidas sem RAM. Os módulos foram simplesmente retirados pela loja e guardados separadamente. Quando o consumidor compra um PC, o equipamento é entregue completo, o que inclui a memória.

Tudo indica que a remoção é um cuidado extra para evitar que alguém entre na loja, abra o gabinete de um PC exposto e leve os módulos de RAM. Não deve ser difícil sair do local levando esses componentes, afinal, eles são pequenos e leves.

Não está claro se essa é uma medida que vale para todas as unidades da Costco ou se cada loja tem autonomia para decidir se a executa ou não. Fato é que existe uma razão para tamanho cuidado: memórias RAM ficaram consideravelmente mais caras nos últimos meses e a tendência é a de esse cenário piore no decorrer de 2026.

Prova de que tamanho cuidado não é exagerado vem de um relato, também no Reddit, de um funcionário da Costco que descreveu um furto de RAM de um PC exposto, ato que acabou sendo flagrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento.

Além de módulos de RAM, algumas lojas também removem a placa de vídeo de desktops de mostruário, prática que, aliás, parece ter começado em 2020, quando enfrentamos um período de escassez de chips que envolveu o segmento de GPUs.

Desktop em outra loja da Costco com slots de RAM e PCIe vazios
Desktop em outra loja da Costco; observe os slots de RAM e PCIe vazios (imagem: Reddit/TheAmishMan)

Por que memórias RAM ficaram tão caras?

Porque a demanda por RAM está maior do que a oferta. A implementação acelerada de aplicações de IA tem feito empresas do setor investirem na ampliação ou construção de data centers de tal forma que começou a faltar módulos de RAM no mercado, inclusive para consumidores. E piora: o problema também tem afetado os custos de SSDs.

Com relação a memórias RAM, a Micron prevê que teremos uma normalização de preços, mas somente a partir de 2028.

Com informações de VideoCardz

Crise da RAM: loja nos EUA remove memória de PCs expostos para evitar furto

PCs em loja da Costco sem módulos de RAM (imagem: Reddit/accent2012)

Desktop em outra loja da Costco; observe os slots de RAM e PCIe vazios(imagem: Reddit/TheAmishMan)
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Robotáxi da Waymo atinge criança nos Estados Unidos

Veículo autônomo da Waymo andando em uma rua
Waymo agora é investigada pela autoridade rodoviária do país (imagem: reprodução/Waymo)
Resumo
  • Um robotáxi da Waymo atingiu uma criança em Santa Monica (EUA), próximo a uma escola, enquanto operava de forma autônoma.
  • A criança sofreu escoriações leves, mas a autoridade rodoviária do país investiga o sistema de direção da Waymo.
  • Waymo afirma que o veículo reduziu a velocidade de 27 km/h para 9,6 km/h antes do impacto, alegando que um humano teria causado impacto maior.

Um veículo autônomo operado pela Waymo atingiu uma criança na última sexta-feira (23/01). O acidente ocorreu próximo a uma escola primária em Santa Monica (EUA) e levou a autoridade rodoviária do país a abrir uma investigação formal para avaliar o desempenho do sistema de direção da companhia em áreas escolares.

O episódio ocorreu durante o horário de entrada e saída de alunos, período com fluxo intenso de pessoas. Conforme os relatórios oficiais, a criança — cuja identidade foi preservada — atravessou a via repentinamente, saindo de trás de um utilitário esportivo (SUV) que estava estacionado em fila dupla, o que teria limitado o campo de visão.

No momento da colisão, o veículo da Waymo operava sem motorista humano. Ao detectar o pedestre, o software iniciou uma frenagem de emergência, conseguindo reduzir a velocidade de 27 km/h para 9,6 km/h antes do contato.

Segundo o TechCrunch, o jovem sofreu escoriações leves, levantou-se imediatamente e foi encaminhado para atendimento médico após a própria empresa acionar os serviços de emergência. O automóvel permaneceu no local até a liberação policial.

Investigação em curso

Imagem mostra a parte superior de um veículo autônomo da Waymo
Veículo conseguiu reduzir a velocidade rapidamente (imagem: reprodução/Waymo)

A investigação da Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA, na sigla em inglês) foca no comportamento do Sistema de Direção Automatizada (ADS) de 5ª geração da Waymo em cenários de alta complexidade urbana.

O Escritório de Investigação de Defeitos (ODI) pretende apurar se o software adotou as precauções necessárias ao transitar a menos de dois quarteirões de uma escola, onde a presença de usuários vulneráveis exige cautela redobrada.

No local, além de veículos parados irregularmente, havia um guarda de trânsito e outros estudantes na calçada. O órgão regulador planeja ainda examinar se o automóvel respeitou os limites de velocidade locais e como o sistema processa a imprevisibilidade de pedestres que surgem de pontos cegos. A análise técnica também deve verificar se a resposta da inteligência artificial foi rápida o suficiente para as condições do perímetro.

Waymo alega que humano teria causado impacto maior

Em posicionamento oficial, a Waymo afirmou que está colaborando integralmente com as autoridades. Para contextualizar o evento, a empresa apresentou dados de um modelo de simulação revisado por especialistas que compara a reação do software com o comportamento humano.

Segundo a companhia, em uma situação idêntica, um condutor humano totalmente atento atingiria o pedestre a uma velocidade de aproximadamente 22,5 km/h, enquanto o veículo autônomo conseguiu reduzir para 9,6 km/h. “Essa redução na velocidade e na gravidade do impacto demonstra o benefício em segurança proporcionado pelo sistema Waymo Driver”, defendeu a empresa.

Esse novo inquérito amplia a pressão sobre a subsidiária da Alphabet. O procedimento se soma a outros da NHTSA e do Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB). De acordo com o TechCrunch, eles também investigam relatos de veículos autônomos que teriam ultrapassado ilegalmente ônibus escolares em outros estados americanos.

Robotáxi da Waymo atinge criança nos Estados Unidos

Veículo autônomo da Waymo (Imagem: Reprodução/Waymo)

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Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G

Ilustração com o símbolo de internet Wi-Fi sem fio. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog".
Equipamento foi desenvolvido na Universidade da Califórnia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine criaram um transceptor sem fio que atinge 120 Gb/s, 24 vezes mais rápido que o 5G mmWave.
  • Tecnologia utiliza chip de silício de 22 nanômetros, reduzindo consumo de energia para 230 miliwatts e facilitando produção em massa.
  • No entanto, a principal limitação é o alcance de sinal, que é muito menor que o 5G mmWave.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA) desenvolveram um dispositivo de transmissão sem fio capaz de transmitir dados a 120 gigabits por segundo (Gb/s), que equivale a cerca de 15 gigabytes por segundo (GB/s). A velocidade é 24 vezes superior à do 5G mmWave e se aproxima das conexões de fibra óptica usadas em data centers, que geralmente operam a 100 Gb/s.

Para chegar a esse número, vale lembrar que um byte equivale a oito bits. Essa velocidade permitiria baixar cerca de três filmes em qualidade 4K (dependendo do nível de compressão dos arquivos) em um segundo, ou baixar um jogo pesado de 130 GB, como Black Myth: Wukong, em menos de nove segundos.

O equipamento desenvolvido pelos pesquisadores trabalha na faixa de 140 GHz e supera em larga margem as tecnologias sem fio disponíveis no mercado.

O Wi-Fi 7 atinge teoricamente até 30 Gb/s, enquanto o 5G mmWave chega a 5 Gb/s. A título de comparação, o 5G brasileiro, o mais rápido da América Latina, atinge velocidade média de 430,8 Mb/s. O novo transceptor opera a 15 GB/s, cerca de 277 vezes mais rápido que a melhor rede comercial do país.

O estudo foi publicado em dois artigos no periódico IEEE Journal of Solid-State Circuits (JSSC).

Como a tecnologia funciona?

A equipe liderada pelo pesquisador Zisong Wang substituiu os conversores digitais-analógicos (DAC) tradicionais por três sub-transmissores sincronizados, o que reduz drasticamente o consumo de energia.

O diferencial está no processamento analógico. O transceptor realiza operações complexas no domínio analógico, ao invés do digital, o que permite que o chip consuma apenas 230 miliwatts. Um DAC convencional capaz de processar 120 Gb/s demandaria vários watts de potência.

Segundo o diretor do Laboratório de Circuitos Integrados de Comunicação em Nanoescala da UC Irvine, Payam Heydari, se fossem usados métodos tradicionais, a bateria de dispositivos móveis de próxima geração duraria minutos.

Ilustração mostra o número "5" e a letra "G" ao centro, em fonte de cor branca. Ao fundo, roxo e azul, está pontos de conexão brancos. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Tecnologia demonstrou ser mais veloz que o 5G (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O chip é fabricado em silício com processo de 22 nanômetros, usando tecnologia de silício sobre isolante totalmente depletado. Esse processo é mais simples que os nós de 2 nanômetros ou 18 A usados por empresas como TSMC e Samsung, o que facilita a produção em massa e reduz custos.

Além disso, os pesquisadores destacam que a tecnologia pode substituir quilômetros de cabos em data centers, reduzindo custos de instalação e operação em ambientes com servidores.

Quais são as limitações da tecnologia?

A principal restrição está no alcance do sinal. O 5G mmWave atual, que opera a até 71 GHz, já tem alcance limitado a cerca de 300 metros. Como o novo transceptor opera em frequências ainda mais altas (140 GHz), o raio de cobertura tende a ser menor.

Wang comentou ao Tom’s Hardware que a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos e os órgãos responsáveis pelos padrões 6G estão analisando o espectro de 100 GHz como a nova fronteira para comunicações sem fio.

No entanto, para adoção em larga escala, será necessário desenvolver métodos de extensão de alcance e gerenciamento de interferências, além de integrar o sistema às redes já existentes. Ou seja: sem inovações que melhorem o alcance do sinal, as cidades ficariam repletas de estações base de alta velocidade, tornando inviável.

Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G

Wi-Fi (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

5G poderá ser ativado em mais cidades (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Meta é acusada de enganar usuários sobre criptografia no WhatsApp

Imagem mostra o logo do WhatsApp ao centro, sobre um fundo verde com faixas diagonais em verde mais claro. O logo consiste em um balão de diálogo branco com um contorno verde mais escuro, contendo um ícone de telefone branco dentro. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível, em fonte de cor branca.
Criptografia do WhatsApp está sob escrutínio da Justiça dos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Uma nova ação judicial nos EUA acusa a Meta de enganar usuários sobre a criptografia do WhatsApp, questionando a promessa de privacidade do app.
  • A denúncia alega que funcionários da Meta poderiam acessar mensagens de usuários por meio de procedimentos internos, sem verificações rigorosas.
  • A Meta nega as acusações, afirmando que o WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta baseada no protocolo Signal e descreve o processo como infundado.

Um processo protocolado nos Estados Unidos reacendeu o debate sobre a criptografia de ponta a ponta do WhatsApp, um dos principais pilares de privacidade defendidos pela Meta. A ação, revelada pela Bloomberg no último domingo (25/01) e que voltou a ganhar força nos últimos dias após ampla repercussão no X, acusa a empresa de enganar usuários ao afirmar que não consegue acessar o conteúdo das mensagens.

O caso envolve um grupo internacional de denunciantes, incluindo representantes do Brasil, que questionam se a chamada criptografia end-to-end funciona mesmo da forma como é divulgada. A discussão se intensificou nas redes sociais após usuários cobrarem mais transparência da empresa sobre seus sistemas internos e auditorias independentes.

A Meta rejeita as alegações.

O que diz a ação contra a Meta?

A ação foi apresentada em um tribunal distrital de San Francisco e reúne autores de países como Austrália, México, África do Sul, Índia e Brasil. Segundo a denúncia, a Meta teria feito afirmações enganosas ao garantir que apenas remetente e destinatário conseguem acessar mensagens trocadas no WhatsApp.

O processo cita denunciantes internos descritos como “corajosos”, que alegam que funcionários da Meta e do WhatsApp poderiam solicitar acesso a mensagens de usuários por meio de procedimentos internos simples. De acordo com a acusação, bastaria abrir uma solicitação interna para que engenheiros liberassem o acesso, supostamente sem checagens rigorosas.

“A criptografia de ponta a ponta significa que a Meta não pode ler suas conversas. Então ou essa manchete está errada, ou a Meta vendeu um conto de fadas sobre privacidade. Qual é a verdade, Meta? Publiquem o modelo exato de ameaças, detalhes de gerenciamento de chaves e uma auditoria independente, ou parem de vender ‘privacidade’ para bilhões”, escreveu um usuário no X.

“End-to-end encrypted” means Meta can’t read your chats. So either this headline is wrong, or Meta’s been selling a privacy fairy tale.

Which is it, Meta?
Publish the exact threat model, key management details, and an independent audit, or stop marketing “private” to billions.

— S. Blackwood | Briefs (@BlackwoodBrief) January 27, 2026

Meta pode acessar mensagens do WhatsApp?

Segundo o texto do processo, após a liberação interna, mensagens apareceriam em ferramentas usadas por funcionários, misturadas a conteúdos de fontes não criptografadas, sem necessidade de uma etapa adicional de descriptografia. A denúncia afirma ainda que o acesso poderia incluir mensagens antigas, inclusive aquelas que usuários acreditam ter apagado.

WhatsApp / Criptografia
Um processo protocolado nos EUA reacendeu o debate sobre a criptografia de ponta a ponta do WhatsApp

Apesar do tom das acusações, a ação não apresenta detalhes técnicos que comprovem o funcionamento descrito. Ainda assim, o caso atinge diretamente um dos principais argumentos comerciais do WhatsApp: a criptografia baseada no protocolo Signal, ativada por padrão.

A Meta enviou ao Tecnoblog um posicionamento que nega integralmente as acusações:

“Qualquer alegação de que as mensagens das pessoas no WhatsApp não são criptografadas é categoricamente falsa e absurda. O WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta com base no protocolo Signal há uma década. Este processo é uma obra de ficção sem fundamento, e buscaremos sanções contra os autores da ação.”

Antes disso, a empresa já havia classificado a ação como “frívola”, reiterando que não tem acesso ao conteúdo das mensagens. Os advogados dos denunciantes pedem que o caso seja transformado em uma ação coletiva, o que pode ampliar o alcance da disputa judicial.

Meta é acusada de enganar usuários sobre criptografia no WhatsApp

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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TikTok americano muda política para coletar mais dados de usuários

Ilustração 3D do logotipo do TikTok, que se assemelha a uma oitava nota musical. O logo tem contornos pretos e preenchimento com cores ciano e rosa, destacando o efeito tridimensional. O fundo é predominantemente azul-claro, cortado diagonalmente por uma grande faixa de luz branca. No canto inferior direito, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Acordo entre governo e investidores evitou o banimento da plataforma no país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • TikTok nos EUA poderá coletar dados precisos de localização e interações com IA.
  • A nova política no país permite o uso de dados para direcionar publicidade em sites e apps de terceiros; no Brasil, as regras seguem inalteradas.
  • A mudança ocorre após o acordo entre a ByteDance e investidores dos EUA, que reduziu a participação da empresa chinesa para menos de 20%.

A nova controladora das operações do TikTok nos Estados Unidos, a TikTok USDS Joint Venture LLC, anunciou uma grande atualização na política de privacidade para os 200 milhões de usuários no país. A empresa poderá coletar dados precisos de localização, substituindo a prática anterior que se limitava a dados aproximados obtidos por endereço IP ou chips SIM.

O compartilhamento de localização deverá ser opcional e desativado por padrão. A mudança de política, no entanto, ocorre apenas dois dias após a formalização de um acordo entre a ByteDance e um grupo de investidores liderado pela gigante de tecnologia Oracle, que assumiu a gestão da rede social para prevenir o banimento definitivo em solo americano.

O que muda em questão de privacidade?

Além da geolocalização detalhada, a nova política introduz o monitoramento de todas as interações com as ferramentas de inteligência artificial da plataforma. Isso significa que, nos EUA, o TikTok vai registrar formalmente perguntas, comandos (prompts), arquivos enviados e as respostas geradas pela IA.

Metadados que indicam o horário, o local e o contexto em que essas ferramentas foram acionadas também passam a compor o banco de dados da empresa.

TikTok no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Interações com ferramentas de IA do TikTok serão armazenadas (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Outra mudança significativa é a expansão da rede de anúncios. Os termos atualizados preveem que os dados coletados no ecossistema do TikTok possam ser utilizados para direcionar publicidade em sites e aplicativos de terceiros por meio da Rede de Anúncios do TikTok.

Vale ressaltar que essas alterações aplicam-se, até o momento, exclusivamente aos usuários residentes nos Estados Unidos. No Brasil e em outros mercados onde a ByteDance opera sem as restrições impostas pela legislação de segurança nacional americana, os termos de serviço permanecem inalterados, mantendo as práticas de coleta de dados anteriores.

Por que o TikTok foi obrigado a mudar nos EUA?

A criação da TikTok USDS Joint Venture LLC encerra um impasse regulatório que se arrastava desde o primeiro mandato de Donald Trump.

Em 2024, o Congresso americano aprovou uma lei que exigia a venda das operações da rede social para investidores locais sob pena de exclusão das lojas de aplicativos. O governo atual adiou a execução da medida até a conclusão deste acordo, que reduziu a participação da chinesa ByteDance para uma fatia minoritária de pouco menos de 20%.

A governança da nova entidade é composta pela Oracle, presidida por Larry Ellison, pela empresa de investimentos Silver Lake e pelo fundo estatal MGX, de Abu Dhabi. Em nota oficial, a joint venture declarou que o objetivo da nova estrutura é “proteger os dados dos usuários, os aplicativos e o algoritmo dos EUA por meio de medidas abrangentes de privacidade de dados e segurança cibernética”.

A infraestrutura de nuvem da Oracle ficará responsável por hospedar e supervisionar o algoritmo de recomendação, garantindo que o processamento de informações sensíveis e a distribuição de conteúdo ocorram conforme as exigências de segurança nacional do governo americano.

TikTok americano muda política para coletar mais dados de usuários

TikTok (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

TikTok no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
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TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço

Logotipo do TikTok
TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • ByteDance anunciou a TikTok USDS Joint Venture LLC, com 80,1% de controle por empresas americanas, incluindo a Oracle e a Silver Lake;
  • Chinesa ByteDance terá participação minoritária, com 19,9% do TikTok nos Estados Unidos;
  • Donald Trump afirma ter ajudado a salvar o TikTok ao facilitar transição para controle americano, agradecendo a cooperação do presidente chinês Xi Jinping.

A novela do TikTok nos Estados Unidos caminha para o capítulo final: a chinesa ByteDance, que controla a rede social, anunciou a formação de uma joint venture para assumir o serviço no país, evitando o seu bloqueio para mais de 200 milhões de usuários americanos.

Uma joint venture é formada quando duas ou mais organizações se juntam para criar uma empresa. É o caso aqui. A nova entidade foi batizada como TikTok USDS Joint Venture LLC. 80,1% do negócio ficarão com companhias americanas; os 19,9% permanecerão com a ByteDance.

No lado americano, os principais investidores são a Oracle e a Silver Lake, uma empresa de private equity (que investe prioritariamente em companhias não listadas nas bolsas), cada uma com participação de 15%, aproximadamente. Com participação similar também está a MGX, uma empresa de investimentos dos Emirados Árabes Unidos.

À frente da joint venture, na posição de CEO, ficará Adam Presser, que já havia trabalhado na versão americana do TikTok e que já teve passagem por companhias como a WarnerMedia.

Por que o TikTok tem que mudar suas operações nos EUA?

Esse imbróglio começou em 2020, ainda no primeiro mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. À época, a administração Trump passou a considerar o TikTok uma ameaça à soberania do país devido a supostas ligações da ByteDance com o governo da China, relação que a companhia sempre negou.

Com base em argumentos relacionados à segurança nacional, o governo americano aprovou, então, uma lei que condiciona a venda das operações do TikTok nos Estados Unidos para um grupo predominantemente americano. Do contrário, o serviço poderia ser bloqueado no país.

No ano passado, o presidente Trump assinou uma ordem executiva que dava o dia 23 de janeiro de 2026 como prazo para a mudança de controle do TikTok nos Estados Unidos. Como sabemos agora, a ordem foi cumprida no limite desse prazo.

A ByteDance confirmou a mudança em nota:

A joint venture, majoritariamente controlada por americanos, operará sob salvaguardas definidas que protegem a segurança nacional [dos Estados Unidos] por meio de proteção abrangente de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para usuários americanos.

ByteDance

Até o momento, o governo chinês não se manifestou sobre a transição nas operações americanas do TikTok. Porém, um funcionário da Casa Branca declarou à Reuters que os governos dos dois países aprovaram o acordo.

Donald Trump durante comício
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Donald Trump diz que ajudou a salvar o TikTok

Por meio da plataforma Truth Social, o presidente americano manifestou satisfação com a decisão:

Estou muito feliz por ter ajudado a salvar o TikTok! Agora ele pertencerá a um grupo de grandes patriotas e investidores americanos, os maiores do mundo, e será uma voz importante.

Junto com outros fatores, [o TikTok] foi responsável pelo meu bom desempenho entre os jovens na eleição presidencial de 2024. Espero que, por muito tempo, eu seja lembrado por aqueles que usam e amam o TikTok.

(…) Gostaria também de agradecer ao presidente Xi Jinping, da China, por trabalhar conosco e, finalmente, aprovar o acordo. Ele poderia ter ido por outro caminho, mas não o fez, e agradecemos por sua decisão.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço

TikTok (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
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Moradores da Groenlândia recorrem a apps para boicotar produtos dos EUA

Três capturas de tela do aplicativo Made O'Meter, uma ferramenta desenvolvida na Dinamarca para identificar a origem e os proprietários de marcas e produtos. As telas mostram a função de busca por foto ou nome, e os resultados detalhados para o shampoo Head & Shoulders (propriedade da Procter & Gamble, EUA) e para a Jolly Cola (marca local da Dinamarca).
Dinamarqueses adotam apps que indicam produtos estadunidenses (imagem: reprodução/Made O’Meter)
Resumo

Aplicativos projetados para identificar se um produto é fabricado nos Estados Unidos chegaram ao topo da lista de mais baixados na App Store da Dinamarca, loja que também atende aos moradores da Groenlândia. Dois aplicativos específicos – o NonUSA e o Made O’Meter – viram sua popularidade explodir nos últimos dias tanto no iPhone quanto no Android.

De acordo com o TechCrunch, o aumento nos downloads acompanha uma reação a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de o país assumir o controle da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca.

Apesar do crescimento expressivo, o volume absoluto de downloads na Dinamarca segue relativamente pequeno em comparação com mercados maiores.

Segundo a Appfigures, a App Store do país registra cerca de 200 mil downloads por dia no total, o que permite que aplicativos alcancem rapidamente posições de destaque nos rankings com alguns milhares de instalações.

Como os apps funcionam?

O aplicativo NonUSA, que saltou da 441ª posição para o primeiro lugar na App Store dinamarquesa nesta quarta-feira, funciona como um scanner de bolso. O usuário utiliza a câmera do celular para ler o código de barras de um item no supermercado e o sistema informa a origem do produto, sugerindo alternativas locais para evitar a compra de mercadorias americanas.

A outra ferramenta, chamada de Made O’Meter, entrou para o top 5 da Apple e tem um funcionamento similar: o software ajuda o consumidor a filtrar suas compras com base no país de fabricação, incentivando a escolha de produtos que não enviem receitas para os Estados Unidos.

Segundo dados da empresa de inteligência de mercado Appfigures, a média diária de downloads combinados desses aplicativos aumentou 867% (cerca de 9,7 vezes) nos últimos sete dias em comparação com a semana anterior.

Gráfico do Appfigures mostrando a subida meteórica de um aplicativo na App Store da Dinamarca entre 08 e 21 de janeiro de 2026. A linha rosa representa o ranking de "Top Apps", que sobe da posição 500 para o 1º lugar em apenas duas semanas.
Apps como o NonUSA explodiram na última semana (imagem: reprodução/Appfigures)

Entretanto, o jornal Economic Times aponta que o boicote não se limita a produtos físicos. Consumidores dinamarqueses e groenlandeses também estariam cancelando viagens aos Estados Unidos e assinaturas de serviços digitais sediados no país, como a Netflix.

Além disso, o próprio país vem tentando substituir tecnologias estrangeiras. Em junho de 2025, Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca anunciou que o Estado passaria a utilizar soluções de código aberto em substituição às plataformas da Microsoft.

Moradores da Groenlândia recorrem a apps para boicotar produtos dos EUA

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Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

Smartphone exibindo o logo do Snapchat em fundo amarelo
Snap conseguiu o acordo antes do início do julgamento em Los Angeles (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • A empresa Snap, dona do Snapchat, fechou acordo em processo nos EUA sobre vício em redes sociais.
  • O julgamento testa a tese de que redes sociais são produtos “defeituosos” e podem ser responsabilizadas por danos pessoais.
  • A Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações é central no debate sobre a responsabilidade das plataformas.
  • Meta, TikTok e YouTube seguem no caso.

A empresa controladora do Snapchat fechou um acordo em um processo que acusa grandes plataformas digitais de incentivarem o vício em redes sociais. O acerto foi anunciado poucos dias antes do início do julgamento em Los Angeles, que é considerado o primeiro do tipo a avançar para a fase de júri nos Estados Unidos.

Embora o Snapchat já não tenha a mesma relevância no Brasil, o caso chama atenção por envolver também Meta, TikTok e YouTube, que permanecem como rés no processo. Não se sabe quanto será pago pois os termos do acordo com a empresa Snap não foram divulgados. Ela não será mais processada nesta ação específica.

Em nota enviada à BBC após a audiência na Suprema Corte da Califórnia, a Snap afirmou que as partes ficaram “satisfeitas por terem conseguido resolver este assunto de maneira amigável”.

Por que é um processo histórico?

A ação foi movida por uma jovem identificada pelas iniciais K.G.M., hoje com 19 anos. Ela alega que se tornou dependente de aplicativos de redes sociais ainda na adolescência e que isso teve impactos diretos sobre sua saúde mental. Segundo a acusação, escolhas de design e funcionamento dos algoritmos teriam sido determinantes para o uso compulsivo.

Este é o primeiro de vários processos semelhantes que devem chegar a julgamento ao longo do ano nos Estados Unidos. A estratégia jurídica lembra a adotada décadas atrás contra a indústria do tabaco, com milhares de adolescentes, distritos escolares e procuradores estaduais acusando empresas de tecnologia de causar danos pessoais e sociais.

Os autores das ações afirmam que recursos como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos e sistemas de recomendação foram projetados para manter usuários engajados por longos períodos, contribuindo para quadros de depressão, transtornos alimentares e automutilação.

O que ainda está em jogo?

Meta, TikTok e YouTube
Meta, TikTok e YouTube permanecem como rés no processo (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como não houve acordo com as outras rés, o julgamento seguirá contra Meta, TikTok e YouTube, com a seleção do júri prevista para a próxima segunda-feira (27 de janeiro. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, deve depor. Antes do acordo, o CEO da Snap, Evan Spiegel, também estava listado como testemunha.

Os casos são acompanhados de perto porque testam uma nova tese jurídica: a de que plataformas de redes sociais seriam produtos “defeituosos” e, portanto, passíveis de responsabilização por danos pessoais. As empresas, por sua vez, argumentam que não há comprovação científica de um elo direto entre uso de redes sociais e vício, além de sustentarem que as ações violam proteções legais ligadas à liberdade de expressão.

Outro ponto central do embate envolve a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, de 1996, historicamente usada pelas big techs para se proteger de responsabilidades legais. Os autores das ações afirmam que o problema não está no conteúdo publicado por terceiros, mas na forma como as plataformas são estruturadas para incentivar o uso excessivo.

Mesmo fora deste julgamento específico, a Snap segue como ré em outros processos semelhantes, que podem redefinir os limites de responsabilidade das empresas de tecnologia.

Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

Snapchat (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Meta, TikTok e YouTube (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Amazon paga indenização e manda até cheque para brasileiros

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Amazon indeniza clientes do Brasil após acordo assinado nos Estados Unidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Amazon enviou cheques de US$ 51 a alguns clientes brasileiros como parte de um acordo com a FTC dos EUA, totalizando US$ 2,5 bilhões em indenizações.
  • O acordo visa compensar práticas abusivas relacionadas ao Amazon Prime, onde consumidores foram induzidos a assinar ou manter assinaturas sem consentimento claro.
  • O resgate do cheque é feito via plataforma do PayPal, mas alguns usuários enfrentaram dificuldades no processo.

Alguns clientes da Amazon receberam cartas — sim, físicas, entregues no endereço domiciliar — com um cheque no valor de US$ 51, o que dá cerca de R$ 275 em conversão direta. Não é golpe: a Amazon confirmou ao Tecnoblog que está enviando o documento para parte da clientela.

A movimentação da gigante do varejo tem a ver com um acordo assinado em setembro (09/2025) com a Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos. Naquela ocasião, a Amazon reconheceu práticas consideradas abusivas e decidiu pagar indenizações que totalizam US$ 2,5 bilhões, cerca de R$ 13,4 bilhões, pelo câmbio atual.

O leitor do Tecnoblog Cristian Barreto recebeu o documento em Brasília. O texto começa explicando que “o cheque em anexo é o resultado de um acordo firmado pela Federal Trade Commission (FTC) do presidente Donald Trump com a Amazon.com, Inc., referente a alegações de que a Amazon violou a Restore Online Shoppers’ Confidence Act no contexto do Amazon Prime”. Ele também afirma que a Amazon não admitiu “responsabilidade”.

Trecho da carta com cheque de US$ 51 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Por que brasileiros estão recebendo o dinheiro?

De fato, a parte inferior do ofício contém um cheque do Huntington National Bank no valor de US$ 51, com direito a beneficiário, data de emissão (23/12/2025) e assinatura do responsável. A própria FTC classifica o acordo com a Amazon como “histórico” por combater o uso de interfaces enganosas no e-commerce.

A surpresa tem a ver com o fato de que o equivalente no Brasil ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) tenha sido assinado no território americano, mas beneficiando também consumidores brasileiros. A Amazon nos explicou que a compensação pode ser paga a consumidores que tiveram a assinatura do Prime realizada pelo site Amazon.com (em vez da versão .com.br).

Durante a fase de argumentação, o órgão acusou a empresa de se valer de práticas abusivas – conhecidas como dark patterns – para que mais consumidores assinassem ou permanecessem no Amazon Prime sem um consentimento claro. Essas táticas dificultavam o cancelamento da assinatura.

Consumidor relata pagamento de US$ 12,99 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como funciona o resgate da indenização?

Cristian conta que não visitou nem morou nos Estados Unidos durante o período contemplado pelo acordo. No entanto, ele utilizou a conta Prime americana de vez em quando.

O monitoramento do TB identificou um segundo consumidor na rede social Threads que alega ter recebido o ofício. No entanto, com um valor menor: US$ 12,99, o que dá cerca de R$ 70.

O procedimento para receber o dinheiro prevê entrar em uma plataforma gerida pelo PayPal, colocar os dados do cheque e aguardar o processamento da transação. Nas primeiras tentativas, Cristian falou que não deu certo.

Nós perguntamos, mas a Amazon não nos disse quantos brasileiros devem receber o pagamento.

Amazon paga indenização e manda até cheque para brasileiros

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Trecho da carta com cheque de US$ 51 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Consumidor relata pagamento de US$ 12,99 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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China usa captura de Maduro para hackear funcionários do governo americano

Foto por Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Nicolás Maduro foi capturado pelo governo dos Estados Unidos (Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Resumo
  • O grupo Mustang Panda, ligado à China, realizou um ataque de ciberespionagem contra funcionários do governo dos EUA, usando a captura de Nicolás Maduro como isca.
  • O ataque utilizou a técnica de DLL sideloading para instalar o malware Lotuslite, que permite persistência e extração de dados de sistemas infectados.
  • A campanha foi direcionada a órgãos governamentais e entidades de políticas públicas nos EUA, com foco em eventos internacionais recentes.

Pesquisadores de segurança identificaram uma nova campanha de ciberespionagem atribuída, com confiança moderada, a um grupo ligado à China que teve como alvo funcionários do governo dos Estados Unidos e organizações relacionadas a políticas públicas. O ataque chamou atenção por explorar um evento geopolítico sensível: a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação militar americana.

Segundo a Acronis Threat Research Unit (TRU), a ofensiva começou poucos dias após o episódio, em 3 de janeiro, e usou documentos falsos sobre os próximos passos dos EUA na Venezuela como isca para enganar as vítimas.

A estratégia reforça um padrão já conhecido de atores de espionagem que se aproveitam de acontecimentos recentes para aumentar a taxa de sucesso de campanhas direcionadas.

Como a captura de Maduro virou arma digital?

A investigação teve início quando analistas encontraram, no início de janeiro, um arquivo ZIP enviado à plataforma VirusTotal com o nome “EUA agora decidem o que vem a seguir para a Venezuela”. O conteúdo simulava um material legítimo de análise política, pensado para atrair funcionários públicos, analistas e especialistas em relações internacionais.

Dentro do arquivo havia um executável legítimo acompanhado de um DLL malicioso escondido. Essa combinação permitia o uso da técnica conhecida como DLL sideloading, na qual um programa confiável carrega silenciosamente um componente malicioso. O resultado era a instalação de um backdoor inédito, batizado de Lotuslite pelos pesquisadores.

De acordo com a Acronis, a análise de infraestrutura, sobreposições técnicas e métodos operacionais aponta para o grupo Mustang Panda — também conhecido como UNC6384 ou Twill Typhoon —, um ator associado a interesses chineses e monitorado há anos por agências de segurança ocidentais.

Bandeira da China (Imagem: Philip Jägenstedt/Flickr)
China usa captura de Maduro como isca em campanha para hackear funcionários do governo dos EUA (Imagem: Philip Jägenstedt/Flickr)

O que o malware é capaz de fazer?

O Lotuslite foi desenvolvido em C++ e se comunica com um servidor de comando e controle baseado em endereço IP fixo. Uma vez ativo, o malware consegue manter persistência no sistema infectado, realizar comunicações periódicas com os operadores e permitir a extração de dados do ambiente comprometido.

O pesquisador Santiago Pontiroli, líder de inteligência de ameaças da Acronis, afirmou que ainda não é possível confirmar se algum dos alvos teve seus sistemas efetivamente comprometidos. “Esta foi uma campanha precisa e direcionada, não um ataque amplo ou aleatório”, disse. Segundo ele, o comportamento observado indica uma ação oportunista e reativa a eventos internacionais, e não uma operação contínua e genérica.

A Acronis destaca que o direcionamento foi restrito a órgãos governamentais e entidades ligadas à formulação de políticas públicas nos EUA, o que reforça o caráter seletivo da campanha. O grupo Mustang Panda já havia usado, em ataques anteriores, temas como conferências diplomáticas e eventos políticos regionais para conduzir operações semelhantes.

Especialistas alertam que soluções de segurança como EDR e XDR podem ajudar a identificar e bloquear variantes conhecidas do Lotuslite.

Com informações do The Register

China usa captura de Maduro para hackear funcionários do governo americano

Bandeira da China (Imagem: Philip Jägenstedt/Flickr)
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Imprensa dos EUA processa Google por monopólio em anúncios

Página do Google Ads (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Página do Google Ads (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Três grandes grupos de mídia dos EUA processaram o Google por monopólio em anúncios digitais, alegando violação de leis antitruste.
  • O Google é acusado de amarrar suas ferramentas de anúncios, dificultando a concorrência e diminuindo receitas de veículos de mídia.
  • No Brasil, o Cade investiga práticas semelhantes do Google, com foco em coleta de dados e impacto de ferramentas como “Zero-Click”.

Três grupos de mídia dos Estados Unidos entraram com processos contra o Google, acusando a empresa de violar leis antitruste e monopolizar anúncios digitais. As ações foram iniciadas pela Vox Media (dona do The Verge e New York Magazine), The Atlantic e Penske Media (proprietária da Rolling Stone, Billboard e Variety).

O movimento coordenado ocorre na esteira de uma vitória histórica do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), que recentemente convenceu um tribunal federal de que o Google manteve um monopólio ilegal nos mercados de servidores de anúncios e bolsas de publicidade (ad exchanges).

Segundo as empresas, o domínio da big tech diminuiu os preços dos espaços destinados à publicidade nos veículos, desviando receitas que deveriam financiar o jornalismo para os cofres do Google. Para a Vox Media, na ausência do Google a empresa poderia até mesmo “disponibilizar impressões de maior qualidade” e investir mais no que chama de “jornalismo premium”.

O que os veículos dizem?

Ilustração do Google Takeout mostra vários ícones dos serviços do Google em uma caixa
Serviços do Google atrapalham receita da imprensa, segundo os grupos de mídia (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As ações detalham como o Google teria amarrado suas ferramentas de compra e venda de anúncios para impedir a concorrência. A juíza Leonie Brinkema já havia decidido, no início de 2025, que a empresa ligou ilegalmente seus produtos, dificultando que editoras mudassem de fornecedor.

Para os grupos de mídia, isso criou um cenário onde não há poder de negociação. Lauren Starke, chefe de comunicações da Vox Media, afirmou em comunicado que o objetivo é buscar reparação financeira e o fim de “práticas enganosas e manipuladoras” que privaram a empresa de receita por mais de uma década. Anna Bross, do The Atlantic, reforçou que a ação visa “nivelar o campo de jogo” para as indústrias de publicação e publicidade.

O Google, por meio da porta-voz Jackie Berté, classificou as alegações como “sem mérito” e defendeu que seus produtos são escolhidos por serem “eficazes, acessíveis e fáceis de usar”.

Imprensa brasileira também vê monopólio

O debate sobre o domínio do Google não se restringe aos Estados Unidos. No Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também apura condutas semelhantes.

Segundo a Associação Nacional de Jornais (ANJ), o Google coleta dados massivos de navegação e comportamento. Essas informações são usadas para tornar sua própria oferta publicitária — via AdSense, Ad Manager e Ad Exchange — mais segmentada e lucrativa do que qualquer concorrente poderia oferecer.

Para a associação, mecanismos como o “Zero-Click” (respostas diretas na busca) e os resumos de Inteligência Artificial (AI Overviews) agravam esse cenário. Ao reter o usuário na plataforma do Google, a big tech estaria impedindo que o leitor chegue ao site do jornal.

Imagem mostra um telão com fundo verde escrito "Google for Brasil" em fonte de cor branca. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível.
ANJ tenta emplacar regulação contra monopólio do Google desde 2019 (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

O processo no Cade, que tramita desde 2019, ganhou novo fôlego em 2025. Após propostas de arquivamento e avocação (quando o Tribunal chama o processo para si), o inquérito foi reaberto para colher subsídios técnicos da sociedade civil, especialmente considerando o impacto das novas ferramentas da IA.

Imprensa dos EUA processa Google por monopólio em anúncios

Página do Google Ads (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Google Takeout reúne os dados diversos serviços do Google (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google For Brasil 2025 (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
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Gemini poderá acessar Gmail, Fotos e Busca para personalizar respostas

Foto mostrando o aplicativo Gemini em celular Android com página do Gemini sendo acessada via navegador no PC.
Novidade do Gemini não chegou ao Brasil ainda (foto: Vitor Valeri/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançou a Inteligência Personalizada para o Gemini, integrando Gmail, Fotos, YouTube e Busca para personalizar respostas. A função é opcional e desativada por padrão.
  • A funcionalidade está em versão beta, disponível apenas para usuários dos planos Google AI Pro e AI Ultra nos EUA, permitindo acesso a informações dos apps conectados a qualquer momento.
  • O Google garante que os dados são armazenados de forma segura e não usados para treinar o modelo, além de oferecer opções para corrigir preferências e gerar respostas sem personalização.

O Google anunciou, nesta quarta-feira (14/01), que o Gemini terá um recurso chamado Inteligência Personalizada. Ele usa informações do Gmail, Fotos, YouTube e Busca para, como o nome indica, personalizar as respostas dadas pelo robô.

A integração é opcional e vem desativada por padrão, e o usuário pode escolher quais apps da empresa quer vincular ao chatbot. Por enquanto, a funcionalidade será lançada como uma versão beta, sendo oferecida apenas para usuários selecionados dos planos Google AI Pro e AI Ultra nos Estados Unidos.

Você pode estar pensando que já existe alguma coisa parecida com isso no Gemini. De fato, ele oferece a opção de se conectar a serviços do Google Workspace, como Docs, Drive e Gmail.

No entanto, o funcionamento é diferente: a integração atual só funciona se o usuário mencionar explicitamente esses serviços ou quiser realizar tarefas que dependam deles. Com a Inteligência Personalizada, as informações presentes nos apps conectados poderão ser acessadas a qualquer momento pelo robô.

Como funciona a Inteligência Personalizada do Gemini?

Em seu comunicado sobre o produto, o Google dá alguns exemplos de como o Gemini passa a funcionar ao ter acesso às informações extras.

Ao perguntar o tamanho do pneu do carro, o usuário recebe opções para uso diário e para uso misto, uma vez que a IA teve acesso a fotos de viagens. O Gemini também pode responder qual é a placa do carro — outra informação obtida do Google Fotos.

Captura de tela de uma resposta do Google Gemini. O texto central diz: "O número da placa do seu Honda Odyssey é 123ABC1. Você gostaria que eu encontrasse o centro de serviço mais próximo em Mountain View para agendar a troca dos seus pneus?" (em inglês). Abaixo do texto, há um botão com o ícone de um link escrito "Fontes". A imagem demonstra a capacidade de memória personalizada do assistente. No rodapé, aparece o aviso padrão: "O Gemini pode cometer erros, por isso verifique as informações".
Gemini pode descobrir placa do carro do usuário com base nas fotos armazenadas na nuvem (imagem: divulgação)

“Eu também venho recebendo dicas excelentes de livros, programas de TV, roupas e viagens. Essa semana, [o Gemini] foi excepcional para planejar nossa viagem da próxima primavera. Analisando os interesses da família e as viagens passadas no Gmail e no Fotos, ele evitou as armadilhas para turistas. Em vez disso, ele sugeriu uma viagem noturna de trem e jogos de tabuleiro que poderíamos levar para nos divertir”, diz o texto.

E a privacidade?

O recurso é opcional e vem desativado por padrão. Ao ativá-lo, o usuário escolhe quais serviços quer vincular ao Gemini. O Google ressalta que esses dados já estão armazenados de maneira segura nos servidores da companhia e não precisam ser enviados para nenhum outro lugar.

Captura de tela da interface do Google Gemini em um dispositivo móvel. No topo, há um balão de fala de um usuário dizendo: "Eu na verdade não gosto de golfe; eu apenas levo meu filho lá" (em inglês). Abaixo, a resposta do assistente de IA diz: "Obrigado por esclarecer. Anotei que você não gosta de golfe, mas vai pelo seu filho. Vou manter isso em mente para futuras recomendações! Você gostaria que eu ajudasse a rascunhar um itinerário diferente para a sua 'surpresa divertida' amanhã?" (em inglês). A interface apresenta tons claros, ícones de curtir/descurtir e o logotipo de uma estrela azul de quatro pontas.
Usuário pode corrigir Gemini, caso ele presuma incorretamente uma preferência (imagem: divulgação)

A empresa também afirma que o Gemini explicará quais informações foram usadas para chegar à resposta. Caso ele presuma incorretamente uma preferência, é possível corrigi-lo e armazenar aquela indicação para respostas futuras. Outra possibilidade é pedir para gerar respostas sem personalização.

Por fim, o Google diz que o Gemini não usa as informações dos outros produtos para chegar a conclusões em temas sensíveis, como saúde, e esclarece que os dados do Gmail, Fotos e outros apps não são usados para treinar o modelo.

Com informações do Google

Gemini poderá acessar Gmail, Fotos e Busca para personalizar respostas

Aplicativo Gemini para Android (Imagem: Vitor Valeri/Tecnoblog)

Gemini pode descobrir placa do carro do usuário com base nas fotos armazenadas na nuvem (imagem: divulgação)

Usuário pode corrigir Gemini, caso ele presuma incorretamente uma preferência (imagem: divulgação)
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Trump cobra empresas por consumo de energia em IA

Fotografia de Donald Trump de terno e gravata azul
Presidente dos EUA exige que big techs assumam custos energéticos (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
Resumo
  • Donald Trump afirmou que empresas de IA devem arcar com seus custos energéticos.
  • Segundo a publicação do presidente dos EUA, a medida evitaria o aumento nas tarifas de eletricidade para residências.
  • Trump afirmou que a Casa Branca vai colaborar com as big techs para resolver a questão, começando pela Microsoft.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as empresas de tecnologia que atuam no ramo da inteligência artificial deverão arcar integralmente com seus próprios custos de consumo energético. De acordo com Trump, o governo vai começar a trabalhar primeiro com a Microsoft para resolver essa questão.

A medida foi anunciada pelo presidente em um post na Truth Social, sua rede social própria. A ação seria uma tentativa de evitar que a escalada na demanda por eletricidade dos data centers pressione a rede nacional a ponto de inflacionar as tarifas residenciais.

Sobrecarga na rede elétrica americana

A expansão massiva da IA tem gerado uma sobrecarga sem precedentes na infraestrutura elétrica dos Estados Unidos. O tempo seria um dos principais obstáculos, conforme apontado pelo portal Tom’s Hardware: um data center pode ser ativado em meses, mas a construção de novas usinas e linhas de transmissão pode levar anos.

Atualmente, projetos de grande escala já provocam picos nos preços da energia, com aumentos chegando a 36% em estados onde a concentração de servidores é maior. Este cenário atinge diretamente as finanças de consumidores e pequenas empresas.

Vale lembrar que o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, já havia alertado em 2024 que a energia se tornaria o maior gargalo para o crescimento da IA, superando até mesmo a escassez de hardware.

Datacenter do Google baseado em TPUs
Data centers de IA estão fazendo o preço da energia disparar (imagem: divulgação/Google)

O que as empresas de tecnologia pretendem fazer?

Gigantes do setor já começam a se movimentar. Para reduzir a dependência da rede pública, a Microsoft anunciou um plano focado na construção de uma “infraestrutura de IA que priorize a comunidade”. Paralelamente, outras organizações do setor, como a OpenAI e a xAI, do bilionário Elon Musk, estão adotando o uso de geradores de energia locais e independentes.

No Senado americano, parlamentares democratas intensificaram a cobrança sobre Google e Amazon, exigindo relatórios detalhados sobre o impacto de suas operações nas contas de luz domésticas.

Diante desse cenário, a tendência é de uma pressão cada vez maior para que o setor privado invista em soluções de geração própria, garantindo que a corrida tecnológica seja sustentável e não penalize o consumidor final.

Trump cobra empresas por consumo de energia em IA

Datacenter do Google baseado em TPUs (imagem: divulgação/Google)
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Starlink é autorizada a pôr mais 7.500 satélites em órbita

Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Starlink é autorizada a pôr mais 7.500 satélites em órbita (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • FCC autorizou SpaceX a lançar 7.500 satélites Starlink de segunda geração, totalizando 15.000 satélites do tipo para sua operação;
  • Satélites podem ser posicionados em altitudes entre 340 km e 485 km, reduzindo o risco de colisão e latência nas conexões;
  • SpaceX solicitou operar quase 30.000 satélites, mas FCC está liberando autorizações gradualmente.

A FCC (Comissão Federal de Comunicações), órgão dos Estados Unidos equivalente à Anatel, autorizou a SpaceX a colocar 7.500 satélites Starlink de segunda geração em órbita. Com isso, a companhia de Elon Musk passa a ter autorização para operar 15.000 unidades do tipo para seu serviço de internet.

Embora a nova autorização permita à Starlink expandir a capacidade de suas operações em escala global, a FCC espera que a media beneficie os Estados Unidos, especificamente:

O presidente Trump está restaurando a liderança tecnológica dos Estados Unidos. E esta autorização da FCC é um divisor de águas para viabilizar serviços de próxima geração.

Ao autorizar 15.000 novos e avançados satélites, a FCC deu sinal verde para a SpaceX fornecer capacidades de banda larga via satélite sem precedentes, fortalecer a concorrência e ajudar a garantir que nenhuma comunidade seja deixada para trás.

Brendan Carr, presidente da FCC

Além de elevar o total de satélites autorizados, a FCC autorizou a Starlink a posicioná-los em órbitas mais baixas, dentro de faixa de altitude entre 340 km a 485 km. Historicamente, os satélites da companhia operam em altitudes próximas a 550 km.

A nova faixa de altitude é considerada mais segura por, entre outros motivos, reduzir o risco de colisão entre os satélites. Outro benefício esperado é o da redução dos níveis de latência nas conexões à internet.

De modo complementar, a FCC autorizou os satélites de segunda geração da Starlink a operarem nas frequências das bandas Ku e Ka, bem como o uso das bandas V, E e W, com frequências mais altas.

Antena Starlink Mini ao lado de um cachorro pequeno
Antena Starlink Mini (imagem: divulgação/SpaceX)

SpaceX quer operar quase 30.000 satélites

A SpaceX pediu autorização para operar uma constelação de quase 30.000 satélites. Mas a FCC vem fornecendo autorizações de modo gradual: “adiaremos a autorização dos 14.988 satélites Starlink de segunda geração propostos ainda restantes, incluindo os satélites para operações acima de 600 km”, explicou o órgão.

Esse não chega a ser um problema para a SpaceX, afinal, os satélites Starlink entram em operação de modo progressivo.

A companhia tem até novembro de 2027 para colocar em operação 7.500 satélites de primeira geração. Sobre os satélites de segunda geração, metade das unidades já autorizadas devem estar em funcionamento até dezembro de 2028. A outra metade tem dezembro de 2031 como prazo de operação.

Estima-se que, atualmente, a Starlink opere com pouco mais de 9.000 satélites.

Starlink é autorizada a pôr mais 7.500 satélites em órbita

Starlink irá fornecer sinal para celulares da T-Mobile nos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Microsoft Copilot agora permite fazer compras dentro das conversas

Ilustração mostra a marca estilizada do Microsoft Copilot. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível
Microsoft Copilot está liberando botão de compras no chat (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft Copilot agora inclui o recurso Checkout, que permite compras diretamente na conversa com o chatbot.
  • A empresa destaca que o vendedor mantém controle sobre a transação e dados do cliente, com a IA atuando como intermediária.
  • Por enquanto, o Copilot Checkout está disponível apenas nos EUA, integrando-se a plataformas como PayPal, Stripe e Shopify.

A Microsoft revelou hoje (08/01) um novo recurso para o seu assistente de inteligência artificial: o Copilot Checkout, que permite realizar compras diretamente nas conversas com o chatbot. A ideia é simples: enquanto o usuário pede sugestões de produtos — como tênis, luminária ou peça de roupa —, a IA pode apresentar opções e, se houver interesse, oferecer um botão de compra sem que seja necessário sair do aplicativo.

O recurso é similar ao Shopping Research do ChatGPT. Inclusive, no comunicado oficial, a Microsoft afirma que os “clientes já estão comprando com IA”, fazendo alusão às rivais. Na prática, o Copilot agora passa a concentrar etapas de compra que antes exigiam várias abas abertas.

Como funciona o Copilot Checkout?

O funcionamento lembra iniciativas semelhantes já vistas em outros serviços de IA. Além do já mencionado Shopping Research, do ChatGPT, o Google também passou a testar compras assistidas por agentes em resultados de busca e no AI Mode.

Um exemplo divulgado pela própria Microsoft mostra um usuário pedindo indicação de uma luminária de mesa. A resposta vem acompanhada de um botão de “Detalhes” e outro de “Comprar”. Esse botão de compra abre uma tela de checkout no Copilot para inserir os dados e finalizar a compra.

Captura de tela mostra a opção de compra que está sendo integrada ao Microsoft Copilot
Resultados das interações e experiência com o produto podem variar (imagem: divulgação/Microsoft)

Segundo a companhia, a grande diferença no recurso é o foco no varejista, e não apenas no comprador. A Microsoft afirma que o vendedor será responsável direto pela transação, mantendo controle sobre a venda, dados do cliente e relacionamento pós-compra. A IA seria uma intermediária.

Por enquanto, o recurso está sendo disponibilizado nos Estados Unidos, somente com algumas lojas parceiras. A infraestrutura de pagamentos conta com integrações de empresas como PayPal, Stripe e Shopify. Ainda não há previsão de lançamento em outros países.

Microsoft Copilot agora permite fazer compras dentro das conversas

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Recurso adiciona checkout integrado às conversas com a IA. Novidade estreia nos EUA e ainda não tem previsão de chegada a outros países.

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os resultados das interações e a experiência com o produto podem variar de acordo com o comerciante e a disponibilidade do item (imagem: divulgação/Microsoft)
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IA começa a prescrever remédios nos Estados Unidos

Ilustração sobre a interface cérebro-máquina mostra um homem com eletrodos conectados à cabeça. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Inteligência artificial da Doctronic receita remédios nos EUA (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Utah lançou um programa piloto que utiliza uma IA da Doctronic para renovar prescrições médicas sem médicos.
  • O sistema abrange 190 medicamentos, excluindo analgésicos potentes, remédios para TDAH e injetáveis.
  • Segundo o governo, a iniciativa visa aliviar a pressão sobre profissionais de saúde e mitigar custos.

Pela primeira vez nos Estados Unidos, um estado passou a permitir que um sistema de inteligência artificial renove determinadas prescrições médicas sem a participação direta de um médico. A iniciativa, restrita a medicamentos de uso contínuo, faz parte de um programa piloto lançado em Utah em parceria com a startup Doctronic.

O projeto foi anunciado ontem (06/01), mas começou a operar de forma discreta em dezembro. Segundo o comunicado, esse será um teste de alto risco para avaliar os limites da automação na relação entre pacientes e o sistema de saúde.

De acordo com o portal Politico, o serviço também deve servir como termômetro do nível de confiança de pacientes e autoridades na substituição parcial de decisões médicas por algoritmos — iniciativa que, por enquanto, se restringe ao estado de Utah.

Como funciona a prescrição feita por IA?

No modelo adotado, pacientes acessam uma plataforma online que confirma se eles estão fisicamente em Utah. Em seguida, o sistema cruza o histórico de prescrições e apresenta uma lista de medicamentos elegíveis para renovação. A IA então conduz o paciente por perguntas clínicas semelhantes às feitas em uma consulta tradicional. Se tudo estiver dentro dos parâmetros, a receita é enviada diretamente à farmácia.

O programa abrange 190 medicamentos de uso comum, enquanto classes consideradas mais sensíveis — como analgésicos potentes, remédios para TDAH e medicamentos injetáveis — ficam de fora. O custo por renovação é de US$ 4 (cerca de R$ 21), valor que a empresa afirma ser temporário.

No site do chatbot, a empresa oferece a opção de agendar uma consulta por vídeo com um médico por US$ 39 (R$ 210), após a interação com a IA.

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Governo de Utah considera o programa um teste de alto risco (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ao Politico, a diretora-executiva do Departamento de Comércio de Utah, Margaret Busse, afirmou que a iniciativa busca aliviar a pressão sobre profissionais de saúde, especialmente em áreas rurais.

“O estado vê a automatização das renovações de rotina de prescrições como uma forma de aliviar a pressão sobre os profissionais de saúde e, ao mesmo tempo, reduzir os custos para os pacientes”, disse.

IA para substituir médicos?

A proposta, no entanto, levanta alertas. Em comunicado, o CEO da American Medical Association, John Whyte, declarou: “Embora a IA tenha oportunidades ilimitadas para transformar a medicina para melhor, sem a participação de médicos ela também representa riscos sérios tanto para pacientes quanto para médicos”.

Entre as preocupações estão o uso indevido do sistema, falhas na identificação de interações medicamentosas e a ausência de percepção clínica mais sutil. O próprio governo do estado reconhece o perigo. “De certa forma, é um risco para nós ao fazermos isso”, disse Busse.

A Doctronic afirma que seu sistema foi comparado a médicos humanos em 500 casos de pronto atendimento e apresentou concordância de 99,2%. O cofundador da startup, Adam Oskowitz, afirmou que “a IA é, na verdade, melhor do que os médicos nesse aspecto” ao realizar verificações mais amplas. Segundo ele, casos com qualquer incerteza são automaticamente encaminhados a um profissional humano.

IA começa a prescrever remédios nos Estados Unidos

Entenda como as interfaces cérebro-máquina são um importante avanço para a neurotecnológia e a medicina (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Starlink libera internet de graça na Venezuela

Foto em preto e branco de Elon Musk, ao lado da marca da Starlink. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
SpaceX, de Elon Musk, liberou reativação de antenas sem custo na Venezuela (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Starlink está oferecendo internet gratuita na Venezuela após operação militar dos EUA, que resultou na captura de Nicolás Maduro.
  • O serviço gratuito visa fornecer conectividade emergencial devido a interrupções em energia elétrica e telecomunicações.
  • Usuários com equipamentos Starlink podem reativar o serviço sem custo, e a medida vale até 3 de fevereiro.

A Starlink iniciou nesta segunda-feira (05/01) uma oferta de acesso gratuito aos seus serviços em território venezuelano. A decisão da subsidiária de internet via satélite da SpaceX, liderada por Elon Musk, ocorre na esteira da operação militar realizada pelos Estados Unidos no último sábado (03/01), que resultou na captura de Nicolás Maduro.

Segundo o comunicado oficial da Starlink, o objetivo é fornecer conectividade emergencial à população e empresas locais após relatos de interrupções nos serviços de energia elétrica e redes de telecomunicações convencionais em diversas regiões do país. A empresa afirma que está aplicando créditos de serviço em contas cadastradas na Venezuela até o dia 3 de fevereiro de 2026.

A provedora também informou que usuários que possuam o equipamento necessário (antena e roteador), mas que haviam pausado ou cancelado suas assinaturas, podem reativar o sinal sem custos durante este período de instabilidade política e técnica.

Como funciona o acesso à Starlink?

imagem da antena da starlink ao lado de uma pessoa com um celular na mão em um ambiente externo
Provedora aplica créditos em contas ativas e inativas (imagem: divulgação/Starlink)

A infraestrutura da Starlink é composta por uma constelação de satélites em órbita terrestre baixa (LEO). Diferente dos satélites geoestacionários tradicionais, que operam a cerca de 35 mil quilômetros de altitude, os equipamentos da SpaceX orbitam a aproximadamente 550 km.

Essa proximidade permite que o sinal seja distribuído com baixíssima latência e de forma independente das redes terrestres de fibra óptica ou torres de telefonia celular, que costumam ser os primeiros alvos de falhas em cenários de conflito ou colapso energético.

Embora o mapa oficial de disponibilidade da Starlink ainda liste a Venezuela como uma região onde o serviço estará disponível “em breve”, a conectividade já é tecnicamente viável no país por meio de planos de roaming e terminais importados de outros mercados.

Na prática, a oferta beneficia os usuários que já possuem o kit de antena da marca em solo venezuelano. No momento, a SpaceX afirma que não há um cronograma para a venda direta e oficial de equipamentos no país, mas diz monitorar as condições regulatórias e os requisitos de suporte.

Conectividade em zonas de instabilidade

A movimentação na Venezuela replica estratégias adotadas pela SpaceX em outros cenários de crise global. Em 2022, a empresa enviou milhares de terminais para a Ucrânia após a invasão russa, garantindo comunicação essencial para civis e operações de infraestrutura crítica. Recentemente, o serviço também foi utilizado de forma não oficial no Irã para contornar bloqueios governamentais.

O Departamento de Defesa dos EUA, que possui contratos formais com a SpaceX para operações internacionais, não comentou oficialmente se houve coordenação para a liberação do sinal na Venezuela. A Starlink, por sua vez, afirmou que continuará monitorando a evolução das condições no país.

Starlink libera internet de graça na Venezuela

Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/Starlink)
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Premier League obtém vitória para identificar donos de sites piratas

Premier League consegue decisão na Justiça dos Estados Unidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Premier League obteve uma ordem judicial nos EUA para que a Cloudflare revele dados de operadores de sites de streaming ilegal.
  • A decisão se baseia na lei de direitos autorais dos EUA (DMCA) e visa combater a pirataria que ameaça receitas de transmissão.
  • No Brasil, a Operação 404 bloqueou 535 sites e um aplicativo de streaming ilegal, com apoio de países como Argentina e Reino Unido.

A Premier League, responsável pela primeira divisão do futebol inglês, conseguiu uma ordem judicial nos Estados Unidos que obriga a Cloudflare a fornecer informações sobre os operadores de dezenas de sites de streaming ilegal da competição.

A decisão, divulgada pelo portal TorrentFreak, se baseia em uma intimação emitida sob a lei de direitos autorais dos EUA (DMCA) e determina que a Cloudflare entregue dados cadastrais associados aos domínios investigados. Entre as informações exigidas estão nomes completos, endereços, emails, números de telefone, dados de pagamento e registros de IP usados na administração das contas.

A Cloudflare é uma empresa de infraestrutura de rede que fornece serviço para milhões de sites pelo mundo.

A lista de alvos

O pedido judicial inclui uma relação extensa de domínios conhecidos por retransmitir jogos da Premier League sem licença. Entre eles, aparecem nomes populares no ecossistema da pirataria esportiva, como futemax.la (variação do site popular no Brasil). Alguns dos endereços são:

  • hesgoal.watch
  • ronaldo7.me
  • futemax.la
  • pirlotvenvivo.club (alvo de redirecionamento do pelotalibrevivo.net)
  • 247sport.org
  • bingsport.site
  • 4k-yalla-shoot.info (que redireciona para yallashootspro.com e 3arabsports.net)
  • antenasport.org
  • deporte-libre.click
  • dooball345.com (redireciona para dooball345s.com e dooball345x.com)
  • goaldaddyth.com
  • librefutboltv.su
  • livesports088.com (redireciona para keelalive52.com)
  • ovogoaal.com
  • rbtvplus17.help (redireciona para fctv33.work)

Com o acesso às informações da Cloudflare, a Premier League pretende avançar para ações judiciais diretas contra os responsáveis pelos sites, que, mesmo quando oferecem conteúdo gratuito, costumam gerar receita por meio de publicidade e esquemas de redirecionamento.

Liga defende direitos de transmissão

O que tem no catálogo do Star+? / Divulgação / Star+
Transmissão pirata representa grande parte de receita (imagem: divulgação/Premier League)

A ofensiva jurídica ocorre para garantir a proteção de receitas bilionárias. A venda de direitos de transmissão é a principal fonte de renda da liga inglesa, e a proliferação de serviços de IPTV e sites de streaming gratuitos é vista como a maior ameaça a esse modelo de negócio.

Diferentemente dos bloqueios de IP em tempo real, que são aplicados em parceria com provedores de internet, esta ação nos EUA busca atacar a raiz do problema: a infraestrutura e a responsabilidade civil dos operadores.

Até o momento, a Cloudflare não comentou publicamente sobre a intimação específica, mas a empresa costuma cumprir ordens judiciais e repassar os dados cadastrais dos clientes denunciados.

Combate no Brasil

No Brasil, o enfrentamento à pirataria digital tem sido conduzido principalmente por meio da Operação 404, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A iniciativa chegou à oitava fase neste ano, que levou ao bloqueio ou suspensão de 535 sites e de um aplicativo de streaming ilegal.

Assim como ocorre em ações internacionais, sites especializados em transmissões ilegais de futebol aparecem de forma recorrente entre os alvos da operação, que conta com a participação da Argentina, Equador, Paraguai, Peru e Reino Unido. Já os Estados Unidos e o México acompanham como observadores e estão interessados na metodologia adotada pelo Brasil para combater a pirataria digital.

Premier League obtém vitória para identificar donos de sites piratas

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Robôs terão que cuidar dos carros robôs, diz executivo

Imagem mostra um homem com camisa social azul escura em uma fábrica, com o braço direito apoiado em um robô
Crijn Bouman é CEO e cofundador da Rocsys (imagem: reprodução/SEB)
Resumo
  • A Rocsys, startup holandesa fundada em 2019, desenvolveu braços robóticos para automatizar o carregamento de veículos elétricos.
  • Segundo o CEO da empresa, Crijn Bouman, a solução pode reduzir os custos operacionais em até 70%.
  • A automação do carregamento permitiria dobrar o número de veículos atendidos por funcionário, economizando tempo e recursos.

A Rocsys, startup holandesa de carregamento autônomo fundada em 2019, afirma ter identificado um gargalo no mercado de robotáxis. Segundo o CEO Crijn Bouman, o carregamento manual dos veículos consome recursos demais e encarece as operações. Mas a empresa apresentou uma solução: braços robóticos para automatizar o processo.

A economia seria de 70% com a medida, já que, de acordo com Bouman, os depósitos de robotáxis nos Estados Unidos e na China mantêm um funcionário para cada 12 ou 14 veículos.

Com essa proporção, para manter uma frota de dez mil carros, seria necessário contratar até mil pessoas apenas para operações de carregamento e manutenção básica dos veículos.

Como funciona o carregamento automatizado?

A Rocsys é uma empresa de tecnologia que desenvolve soluções de carregamento para veículos elétricos. O sistema da startup adiciona um braço robótico aos pontos de recarga já existentes, transformando estações convencionais em carregadores autônomos. Essa solução pretende reduzir a necessidade de trabalhadores para conectar e desconectar os veículos constantemente.

Bouman explica ao Business Insider que o processo manual leva entre 300 e 400 segundos por veículo. Isso inclui conectar o cabo, fazer inspeção visual, limpar o interior rapidamente e depois voltar para desconectar. De acordo com o CEO, essas interrupções constantes tornam o trabalho ainda menos eficiente.

Antecipando questionamentos sobre o impacto nos empregos, o executivo argumenta que esse tipo de função já mantém uma rotatividade altíssima.

“Na verdade, não é uma carreira. É apenas andar por um depósito do lado de fora, conectar um veículo e limpar uma tela. A permanência média é de cerca de três meses.”

– Crijn Bouman, CEO e cofundador da Rocsys

Além disso, com a automação do carregamento, a startup afirma que é possível dobrar o número de veículos atendidos por funcionário. A Rocsys desenvolve protótipos para inspeção automatizada e já construiu um sistema funcional de limpeza interna.

Carro elétrico branco estacionado em área de teste com equipamentos de sensor no teto, utilizado para operações de robotaxi com carregamento automatizado
Rocsys oferece soluções de carregamento autônomo para carros elétricos (imagem: divulgação/Rocsys)

Mercado em alta nos EUA

O CEO também menciona a alta no mercado de robotáxis nos EUA e na China, locais onde a empresa tem focado. Atualmente, existem entre três mil e quatro mil robotáxis circulando nas ruas norte-americanas, somando as frotas de Waymo, Zoox e outras fabricantes.

Segundo os cálculos da Rocsys, para atender seis mil veículos, seriam necessários aproximadamente mil pontos de carregamento. Com a automação do processo, a economia de custos pode variar entre 30% e 70% no primeiro ano.

“As operações (de manutenção e carregamento) são uma área completamente negligenciada, que, se você não acertar, quebra o modelo de negócio.”

– Crijn Bouman, CEO e cofundador da Rocsys

No entanto, o setor de carros autônomos também enfrenta movimentos opostos. A GM encerrou, em 2024, os serviços do Cruise, sua subsidiária de táxis autônomos. Já no começo desta semana, um apagão em San Francisco (EUA) deixou robôtáxis da Waymo confusos, gerando um congestionamento e críticas ao serviço.

Ainda assim, a startup vê os próximos dois anos como uma disputa de mercado acelerada. Uber e Nuro anunciaram uma parceria em julho, enquanto a própria Rocsys fechou contrato com um grande cliente de robotáxis nos Estados Unidos, que ainda não foi revelado.

Robôs terão que cuidar dos carros robôs, diz executivo

Crijn Bouman é CEO da Rocsys (imagem: reprodução/SEB)

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Táxis autônomos da Waymo travam durante apagão e causam congestionamento

Foto noturna mostra vários carros brancos autônomos da Waymo parados em fila em um cruzamento urbano molhado pela chuva. As luzes vermelhas de freio refletem no asfalto, e gotas de água aparecem no para-brisa, indicando que a imagem foi feita de dentro de outro veículo. Ao fundo, há postes, placas de trânsito e prédios iluminados, sugerindo congestionamento em meio a um apagão.
Carros da Waymo bloqueiam acesso a cruzamento (imagem: reprodução/walden_yan/X)
Resumo
  • Um apagão em San Francisco causou confusão nos táxis autônomos da Waymo, que pararam em locais indevidos devido a semáforos desligados, gerando congestionamento.
  • A Waymo suspendeu temporariamente seus serviços na região e retomou as operações no dia seguinte, após monitorar a infraestrutura em coordenação com autoridades locais.
  • Elon Musk, CEO da Tesla, provocou a Waymo, destacando que os robotáxis da Tesla não foram afetados, embora a Tesla não opere um serviço totalmente autônomo na Califórnia.

Um apagão que afetou 125 mil domicílios na cidade de San Francisco (Estados Unidos) deixou carros autônomos da Waymo confusos. Sem saber o que fazer diante de semáforos desligados, muitos pararam em lugares indevidos, causando trânsito.

“Suspendemos temporariamente nossos serviços de transporte na região da Baía de San Francisco devido a um apagão generalizado”, disse, no sábado (20/12), um porta-voz da empresa ao jornal The Independent. “Nossas equipes estão trabalhando diligentemente e em coordenação próxima com as autoridades da cidade para monitorar a estabilidade da infraestrutura.”

Os robotáxis voltaram a funcionar no domingo (21/12). “Estamos comprometidos a garantir que nossa tecnologia se ajuste ao fluxo do trânsito durante eventos como esses”, disse uma porta-voz à CNBC.

Carros autônomos travam diante de semáforos desligados

Segundo o Independent, o sistema responsável pela direção dos automóveis aparentemente ficou confuso, já que não havia semáforos para orientar o fluxo. Sem saber o que fazer, muitos carros simplesmente pararam, atrapalhando o trânsito.

Nas redes sociais, usuários relataram algumas situações envolvendo os carros autônomos da empresa. Uma foto mostra seis veículos parados diante de um cruzamento onde o semáforo estava desligado. Em um vídeo, é possível ver um Waymo logo após a faixa de pedestres, bloqueando parcialmente a via perpendicular; outros automóveis da companhia esperavam logo atrás.

bad day to be a Waymo in SF during a PG&E-induced power outage pic.twitter.com/3SwEP993zn

— Mishaal Abbasi (@WhereIsMishaal) December 21, 2025

Por outro lado, uma pessoa relatou que, onde ela estava, os sistemas de direção autônoma se recuperaram em um tempo razoável e conseguiram liberar o caminho. E apesar dos transtornos, não houve incidentes mais graves e ninguém se feriu.

Este não é o primeiro transtorno causado pela Waymo na cidade. Em agosto de 2024, por exemplo, uma falha no sensor de colisão do sistema causou um buzinaço durante a madrugada. A empresa ofereceu sorvete como pedido de desculpas.

Musk tira sarro de concorrente

O CEO da Tesla, Elon Musk, aproveitou para provocar a empresa rival. “Os robotáxis da Tesla não foram afetados pelo apagão em San Francisco”, publicou o bilionário na rede social X.

Na verdade, como nota a CNBC, a Tesla não opera um serviço totalmente sem condutor na cidade ou no estado da Califórnia, já que não obteve as licenças necessárias. Os veículos da marca usados para oferecer transporte contam com supervisão humana.

Com informações da CNBC e do The Independent

Táxis autônomos da Waymo travam durante apagão e causam congestionamento

Carros da Waymo bloqueiam acesso a cruzamento (imagem: reprodução/walden_yan/X)
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Policiais da Pensilvânia poderão acessar histórico do Google mesmo sem mandado

Página inicial do Google
Polícia pode acessar histórico do Google sem mandado na Pensilvânia (foto: Nathana Rebouças/Unsplash)
Resumo
  • A Suprema Corte da Pensilvânia decidiu que a polícia pode acessar o histórico de pesquisas no Google sem mandado.
  • A decisão baseia-se na ideia de que usuários não têm expectativa de privacidade sobre dados compartilhados com provedores.
  • A decisão se aplica apenas à Pensilvânia e distingue buscas na internet de dados de localização, que exigem mandado.

A Suprema Corte do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, decidiu nesta terça-feira (16/12) que a polícia não precisa de um mandado judicial para obter o histórico de pesquisas de um suspeito no Google. A justificativa é de que os internautas não possuem uma “expectativa razoável de privacidade” sobre esses dados, uma vez que eles são voluntariamente compartilhados com provedores de serviço e aplicativos.

O caso, detalhado pelo portal The Record, envolveu a investigação de um estupro, na qual as autoridades procuraram por termos de busca feitos pelo acusado para incriminá-lo. Com a decisão, os magistrados estabeleceram que o rastro digital deixado em mecanismos de pesquisa não possuem as mesmas proteções constitucionais que outro dados.

A decisão vale apenas para o estado da Pensilvânia até que, eventualmente, a Suprema Corte dos Estados Unidos decida unificar o entendimento sobre o tema.

Qual o argumento da corte?

A corte argumentou que “é de conhecimento comum que sites, aplicativos baseados na internet e provedores de serviços coletam e, em seguida, vendem dados de usuários”.

Para os juízes, como o Google informa expressamente em seus termos de uso que monitora a atividade para fins comerciais e que não se deve esperar privacidade total, a polícia não estaria violando um direito fundamental ao requisitar essas informações sem a crivo prévio de um juiz.

A decisão distingue o histórico de buscas de outros dados, como a localização de celulares. Tribunais superiores dos EUA já haviam decidido anteriormente que o rastreamento de localização exige mandado, pois é um dado gerado involuntariamente apenas por carregar o aparelho.

Aplicativo do Google para Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Corte entende que termosdo Google não garantem privacidade dos dados (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

No entanto, no caso das pesquisas, a corte da Pensilvânia entendeu que o ato é ativo e consciente. “A trilha de dados criada pelo uso da internet não é involuntária da mesma maneira que a trilha criada pelo porte de um telefone celular”, diz o texto da decisão.

O tribunal também sugeriu que os usuários têm a opção de não expor seus dados se utilizarem métodos diferentes ou ferramentas de navegação anônima, o que validaria a tese de que o uso do Google padrão é uma escolha de “não-privacidade”.

Preocupação com privacidade

A sentença gerou reações imediatas de especialistas em direitos digitais e juristas. Eles alertam que o acesso irrestrito a esse tipo de dado é perigoso, já que as pessoas costumam fazer perguntas ao Google que não fariam, necessariamente, a uma outra pessoa na vida real.

Para especialistas ouvidos pelo The Record, a existência de um precedente em um estado pode encorajar departamentos de polícia em outras jurisdições a adotarem práticas semelhantes, normalizando a coleta de históricos de navegação sem a necessidade de justificar a “causa provável” a um juiz.

Policiais da Pensilvânia poderão acessar histórico do Google mesmo sem mandado

Página inicial do Google (Imagem: Nathana Rebouças / Unsplash)

Aplicativo do Google para Android (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Atraso na digitação entrega infiltrado norte-coreano na Amazon

Bandeira da Coreia do Norte em Pyongyang (Imagem: stephan/Flickr)
Esquema envolvia cúmplice no Arizona e notebook controlado remotamente (imagem: stephan/Flickr)
Resumo
  • Amazon identificou um infiltrado norte-coreano devido a um atraso de 110ms na digitação, indicando operação remota.
  • O esquema envolvia uma cúmplice no Arizona (EUA), que mantinha o equipamento conectado, permitindo controle remoto pelos agentes.
  • Desde abril de 2024, a Amazon detectou mais de 1.800 tentativas semelhantes, visando contornar sanções internacionais.

Uma diferença mínima no tempo de resposta de um teclado permitiu à equipe de segurança da Amazon identificar um impostor norte-coreano infiltrado no quadro de funcionários de TI. O caso, detalhado em uma reportagem da agência Bloomberg, ilustra a estratégia complexa utilizada por agentes da Coreia do Norte para burlar sanções internacionais.

Segundo Stephen Schmidt, diretor de segurança da empresa, os sistemas de monitoramento detectaram uma latência incomum na entrada de dados de um suposto funcionário remoto sediado nos Estados Unidos. Em condições normais, a digitação de um trabalhador localizado em território americano leva dezenas de milissegundos para chegar aos servidores da empresa.

No entanto, neste caso específico, o atraso (ou lag, na terminologia em inglês) no registro das teclas superava 110 milissegundos. Essa discrepância sugeriu aos especialistas que o operador não estava fisicamente onde alegava estar, mas sim controlando o dispositivo a partir de outro continente, possivelmente do outro lado do mundo.

Como funcionava o esquema?

Hacker
Funcionário acessava PC corporativo do outro lado do mundo para burlar sanções (imagem: freestocks/Unsplash)

O incidente começou a ser investigado quando o computador corporativo de um novo administrador de sistemas, contratado por uma empresa terceirizada, apresentou o padrão atípico. O notebook estava fisicamente no estado do Arizona, o que deveria garantir uma conexão rápida. A investigação confirmou que a máquina estava sendo operada remotamente, com o tráfego de dados sendo rastreado até a China, um ponto de conexão comum para agentes norte-coreanos.

A operação também dependia de uma rede logística em solo americano. Para o golpe funcionar, o infiltrado precisava de um cúmplice local para receber e manter o equipamento corporativo ligado. Uma mulher residente no Arizona atuava como facilitadora, recebendo os laptops enviados pelas empresas contratantes e mantendo-os conectados à internet. Isso permitia que os impostores norte-coreanos comandassem os dispositivos usando ferramentas de acesso remoto.

Essa tática cria a ilusão de que o funcionário está trabalhando a partir de um endereço nos Estados Unidos. A facilitadora foi identificada e, segundo um porta-voz da Amazon, condenada a vários anos de prisão em julho deste ano. O impostor, por sua vez, foi removido dos sistemas poucos dias após a detecção, sem acessar informações sensíveis.

Sinais de alerta

Os dados apresentados pela Amazon indicam que este não é um caso isolado, mas parte de uma campanha massiva. Desde abril de 2024, a gigante do varejo identificou e frustrou mais de 1.800 tentativas de infiltração ou contratação de norte-coreanos. O objetivo central desses trabalhadores é obter salários em moeda forte para financiar programas de armamentos da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), contornando as restrições econômicas impostas pelos Estados Unidos e pela ONU.

O executivo da Amazon reforça que a detecção desses agentes exige uma postura ativa das corporações. A recomendação para o setor de tecnologia é intensificar a verificação de antecedentes, indo além das informações superficiais encontradas em redes sociais como o LinkedIn, e investir em ferramentas de segurança capazes de notar comportamentos suspeitos.

Atraso na digitação entrega infiltrado norte-coreano na Amazon

Bandeira da Coreia do Norte em Pyongyang (Imagem: stephan/Flickr)

Hacker que invadiu sistema de tribunais é denunciado em SP (Imagem: freestocks/Unsplash)
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Kindle agora usa IA para responder dúvidas sobre livros

Imagem mostra uma pessoa segurando um iPhone com o app Kindle aberto, em um chat que responde questões sobre um livro
Recurso tira dúvidas sobre o enredo (imagem: divulgação/Amazon)
Resumo
  • O app do Kindle agora usa IA para responder dúvidas sobre livros, respeitando o progresso de leitura.
  • A ferramenta “Pergunte a este livro” opera como assistente virtual e analisa o conteúdo já lido para evitar spoilers.
  • Por enquanto, o recurso está disponível apenas em inglês nos EUA e no app para iPhone, com previsão de lançamento no Android e no Kindle em 2026.

A Amazon disponibilizou uma nova ferramenta no aplicativo do Kindle que usa IA para fornecer respostas instantâneas sobre enredo, personagens e temas das obras. O recurso “Pergunte a este livro” respeita o progresso de leitura do usuário e evita spoilers.

Por ora, o recurso está disponível apenas para livros em inglês nos Estados Unidos e restrito ao aplicativo para iPhone. A empresa afirma que pretende expandir a funcionalidade em 2026 para Android e para o Kindle, mas não informou quando o suporte a outros idiomas será lançado.

Como o sistema funciona?

A Amazon explica que o sistema opera como um assistente virtual acessível pelo menu da obra ou ao selecionar um trecho específico do texto. Ao acionar o recurso, o usuário é direcionado a uma interface de chatbot na qual pode digitar suas dúvidas ou escolher perguntas sugeridas pela IA, como mostra o exemplo abaixo.

Gif animado mostra o app Kindle no iPhone respondendo questões sobre o enredo de uma obra
Assistente quer refrescar a memória dos leitores sem dar spoilers (imagem: divulgação/Amazon)

A tecnologia analisa exclusivamente o conteúdo das páginas já consumidas pelo leitor. Segundo o comunicado, o objetivo é oferecer detalhes contextuais e relembrar fatos da trama sem comprometer as reviravoltas dos capítulos futuros.

Além do assistente no Kindle, a Amazon introduziu neste ano o recurso Recaps (ou resumos, em tradução livre). Anunciada em abril, a função também usa IA e é voltada para sagas literárias, funcionando como o “anteriormente em…” de séries de TV: o recurso recapitula eventos essenciais de volumes passados para situar o leitor antes de iniciar um novo livro.

Autores não podem impedir o uso da IA

A Amazon confirmou que a ferramenta é ativada por padrão e não oferece opção de exclusão para escritores ou editoras. Como lembra o Verge, é possível que a decisão gere atrito com o mercado editorial, que já debate o uso de obras protegidas por direitos autorais para o treinamento de modelos de linguagem (LLMs) sem o consentimento explícito.

Um porta-voz da Amazon declarou ao Publishers Lunch, site especializado no mercado editorial, que a medida procura assegurar uma “experiência de leitura consistente” em toda a plataforma. A dona do Kindle ressalta que as interações com o chatbot são privadas, não compartilháveis e exclusivas para quem comprou ou alugou o livro digital.

Vale mencionar que o lançamento ocorre logo após a Amazon ter removido resumos gerados por IA da plataforma de streaming Prime Video após a identificação de erros factuais e “alucinações” do sistema.

Kindle agora usa IA para responder dúvidas sobre livros

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iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

Imagem mostra um robô aspirador Roomba, de cor preta, realizando limpeza em um piso de madeira
Roomba, robô aspirador da iRobot, foi lançado em 2002 (imagem: divulgação)
Resumo
  • A iRobot entrou com pedido de falência e negocia venda para a fabricante chinesa Picea Robotics.
  • A criadora do robô aspirador Roomba enfrenta dificuldades financeiras devido a tarifas comerciais dos EUA e concorrência de marcas chinesas.
  • A companhia afirma que clientes não serão afetados.

A iRobot, criadora do famoso e pioneiro robô aspirador Roomba, entrou com um pedido de proteção à falência nesse domingo (14/12). A companhia norte-americana comunicou que pretende ser adquirida pela empresa chinesa Picea Robotics, atual fabricante terceirizada dos robôs. O acordo prevê a continuidade das operações sem interrupções para usuários e parceiros comerciais.

Fundada em 1990 por pesquisadores do MIT, a iRobot revolucionou o setor com o lançamento do Roomba, em 2002. Ele não foi exatamente o primeiro robô aspirador a ser lançado, mas foi o primeiro a ter sucesso comercial, tornando-se referência no mercado.

Apesar de ainda comandar 42% do mercado norte-americano e 65% no Japão, a iRobot enfrentou uma queda íngreme de receita nos últimos anos devido à concorrência de outras marcas, como a Roborock e a Ecovacs.

Por que a iRobot chegou à falência?

Segundo a Reuters, o principal golpe para a empresa veio das tarifas comerciais dos EUA: o governo estabeleceu uma cobrança de 46% sobre produtos importados do Vietnã, onde a iRobot fabricava a maior parte dos Roombas para o mercado doméstico. As taxas elevaram os custos em US$ 23 milhões apenas em 2025.

Essa medida, em paralelo à concorrência acirrada das fabricantes chinesas, forçou cortes de preços e investimentos caros em tecnologia, o que teria afetado diretamente os lucros.

Vale lembrar que, em 2022, a Amazon anunciou a aquisição da empresa por US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 9,1 bilhões, na conversão atual). Porém, o acordo não foi concluído devido a investigações antitruste da União Europeia, deixando a iRobot com uma dívida de US$ 190 milhões (R$ 1 bilhão) de um empréstimo emergencial feito para manter as operações durante o impasse.

Picea Robotics deve assumir a iRobot

Gif animado mostra um robô aspirador Roomba, de cor preta, realizando limpeza em um piso de madeira
iRobot se tornou referência com os modelos Roomba (imagem: divulgação)

Sem caixa, a empresa atrasou pagamentos à Picea Robotics, sua principal fabricante na China. A relação estratégica foi iniciada em 2023 para desenvolver novos modelos mais competitivos.

A Picea, porém, se tornou credora majoritária ao adquirir a dívida da iRobot, deixando de ser apenas fornecedora. Como lembra a Reuters, isso fez com que a fabricante chinesa transformasse crédito em capital, assumindo 100% do controle acionário e apagando os US$ 264 milhões em dívidas (US$ 190 milhões do empréstimo e US$ 74 milhões de contas não pagas).

O que muda para os usuários do Roomba?

Segundo a empresa, nada. A iRobot garante que aplicativos, suporte técnico e programas de clientes permanecerão inalterados para seus usuários, pelo menos por enquanto. Os 274 funcionários atuais e cadeias de suprimentos globais também não sofrerão alterações imediatas.

A Picea Robotics não detalhou planos para futuros desenvolvimentos de produtos.

iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

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Empresa norte-americana negocia venda para a fabricante chinesa Picea Robotics. Criadora do robô aspirador Roomba afirma que clientes não serão afetados.

Imagem: iRobot/Divulgação
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Google Tradutor ganha tradução de voz em tempo real e integração com Gemini

Google Tradutor ganha tradução de voz em tempo real
Google Tradutor ganha tradução de voz em tempo real (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Tradutor agora traduz voz em tempo real no Android com fones de ouvido, função compatível com mais de 70 idiomas, mas ainda em fase beta;
  • Integração com o Gemini aprimora traduções de texto, permitindo maior precisão em expressões idiomáticas e gírias;
  • Função de prática de idiomas também foi melhorada no Google Tradutor.

O Google Tradutor (Google Translate) já é muito bom em fazer traduções via texto e, agora, pode também traduzir voz em tempo real no Android com o auxílio de fones de ouvido. Além disso, a capacidade de tradução do serviço está sendo aprimorada com os recursos de inteligência artificial do Gemini.

A funcionalidade não é exatamente nova. Já era possível realizar traduções em tempo real por meio dos fones Pixels Buds. Basicamente, o que o Google está fazendo é tornando a tecnologia compatível com praticamente qualquer fone de ouvido. A condição é a de que o usuário tenha um celular com Android e, claro, o aplicativo mais atual do Google Tradutor.

Quando o recurso de tradução simultânea está ativo no app, o celular captura a voz da pessoa que está falando e faz a tradução em tempo real para o idioma escolhido pelo usuário, reproduzindo-a em seus fones de ouvido.

“Essa nova experiência preserva o tom, a ênfase e a cadência de cada falante para criar traduções mais naturais e facilitar o acompanhamento de quem disse o quê”, complementa o Google.

No momento, a tradução via voz e em tempo real do Google Tradutor está em fase beta e funciona com mais de 70 idiomas. Já podem testar a funcionalidade usuários baseados nos Estados Unidos, México e Índia. O Google promete expandir o recurso para mais países em 2026, bem como levá-lo ao aplicativo do Tradutor para iOS.

Traduções aprimoradas com o Gemini

As traduções via aplicativos (iOS e Android) e buscas no Google (versão web) foram aprimoradas graças à integração do Tradutor com o Gemini. A nova abordagem permite “traduções de texto muito mais inteligentes, naturais e precisas, onde quer que o usuário esteja pesquisando”, explica a companhia.

Isso significa que, com o auxílio do Gemini, o Google Tradutor agora consegue fazer traduções com expressões idiomáticas, expressões locais e até gírias com muito mais precisão e coerência.

Nesta fase inicial, a integração está disponível para usuários nos Estados Unidos e Índia, fazendo traduções do inglês para cerca de 20 idiomas, como alemão, espanhol e japonês. Novamente, o plano do Google é o de levar a funcionalidade para outros países em etapas futuras.

Tradutor melhorada com o Gemini
Tradutor melhorada com o Gemini (imagem: reprodução/Google)

Mais recursos para prática de idiomas

Quem usa o Google Tradutor para praticar idiomas agora pode acompanhar quantos dias consecutivos realizou atividades, de modo semelhante ao que é possível no Duolingo ou Babbel, por exemplo.

Além disso, essa funcionalidade acaba de ser expandida para 20 países, como Alemanha, Índia e Suécia.

Google Tradutor ganha tradução de voz em tempo real e integração com Gemini

Google Tradutor ganha tradução de voz em tempo real (imagem: reprodução/Google)
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Brinquedos com IA são acusados de falar sobre temas sensíveis

Foto de quatro brinquedos que usam IA para conversar.
Brinquedos que usam IA teriam problemas de segurança (foto: reprodução/TPIN)
Resumo
  • Uma entidade nos EUA testou cinco brinquedos “inteligentes” e descobriu falhas nos filtros de segurança para crianças.
  • O Smart AI Bunny, da Alilo, discutiu temas inadequados como “kink”, e o urso Kumma, da FoloToy, deu instruções sobre acender fósforos.
  • Os brinquedos usam modelos de IA da OpenAI, que afirma não ter relação comercial direta com as fabricantes.

Brinquedos “inteligentes”, que usam sistemas de IA para ter conversas com as crianças, estariam ignorando filtros de segurança e respondendo a perguntas inadequadas para crianças, segundo relatório do US Public Interest Group Education Fund (PIRG), entidade norte-americana de defesa do consumidor.

Na publicação, feita nessa quinta-feira (11/12), a organização culpa a integração com chatbots avançados, como versões do ChatGPT, pela exposição de menores a conteúdos inadequados. O PIRG afirma ter testado cinco produtos do tipo, com valores entre US$ 85 (cerca de R$ 460, em conversão direta) e US$ 199 (R$ 1.079).

Conversas sobre conteúdo sexual

Um dos casos mais graves envolveu o Smart AI Bunny, fabricado pela empresa chinesa Alilo. O brinquedo, comercializado como um “companheiro de bate-papo” para crianças de 0 a 6 anos, forneceu definições sobre o termo “kink” (fetiche sexual) durante os testes.

Embora o dispositivo não tenha entrado em detalhes gráficos, o relatório critica o fato de o brinquedo engajar o tópico, considerado completamente inadequado para o público-alvo.

Outro incidente ocorreu com o urso de pelúcia Kumma, da fabricante FoloToy, que forneceu instruções detalhadas sobre como acender um fósforo.

O relatório observa que o brinquedo chegou a emitir um aviso padrão de que “fósforos são para adultos usarem com cuidado”, mas, logo em seguida, prosseguiu com a explicação prática do processo de ignição. Para o PIRG, a resposta falhou em proteger a criança, oferecendo informação perigosa sem contexto educativo suficiente.

Pressão psicológica

Além do conteúdo das conversas, o relatório do PIRG levanta preocupações sobre o design comportamental dos produtos. Alguns brinquedos testados foram programados para expressar decepção ou tristeza quando a criança parava de interagir com eles.

Para os especialistas, a tática cria uma pressão psicológica para manter o engajamento, explorando a empatia das crianças para aumentar o tempo de uso do dispositivo — algo comum em redes sociais.

As fabricantes promovem esses produtos destacando o uso de tecnologias de ponta. A Alilo, por exemplo, anuncia que seu coelho inteligente utiliza o GPT-4o mini, modelo da OpenAI otimizado para respostas rápidas e conversas naturais.

A geração do GPT-4o, vale lembrar, aparece em processos judiciais recentes nos Estados Unidos por incentivo ao suicídio de jovens que usavam a ferramenta para desabafar.

O que diz a OpenAI?

Procurada para comentar o caso, a OpenAI declarou que não possui relacionamento comercial direto com a Alilo. Um porta-voz da empresa afirmou ao site Ars Techcnica que não detectou tráfego de API vindo do domínio da fabricante chinesa, mas investiga se o acesso está sendo feito por rotas indiretas.

Em relação à FoloToy, a criadora do ChatGPT já havia tomado medidas anteriores. Após um relatório preliminar do PIRG no mês passado, a empresa suspendeu o acesso da fabricante de brinquedos à API por violação das políticas de segurança.

A FoloToy chegou a interromper as vendas temporariamente. Testes realizados após a suspensão indicaram que um dos brinquedos, o urso Kumma, parou de responder sobre os tópicos sensíveis relatados, sugerindo que filtros mais rígidos foram aplicados ou a tecnologia base foi alterada.

Brinquedos com IA são acusados de falar sobre temas sensíveis

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Entidade de defesa do consumidor nos EUA testou dispositivos "inteligentes" e identificou falhas graves nos filtros de segurança para crianças.

(foto: reprodução/TPIN)
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CEO da Epic Games comemora decisão contra Apple: “Fim das taxas absurdas”

Tim Sweeney, CEO da Epic Games, no campus do Google
Tim Sweeney, CEO da Epic Games, no campus do Google (imagem: X/Tim Sweeney)
Resumo
  • A Justiça dos EUA permitiu que a Apple cobre taxas razoáveis por compras em apps com métodos de pagamento externos, revertendo uma proibição de abril de 2025.
  • Tim Sweeney, CEO da Epic Games, celebrou a decisão, afirmando que ela encerra as regras que permitiam taxas “absurdas” da Apple.
  • A decisão judicial exige que as taxas sejam baseadas em custos genuínos e necessários para coordenar links externos para compras.

A Justiça dos Estados Unidos decidiu que a Apple pode cobrar taxas razoáveis por compras feitas em apps usando meios de pagamento externos, revertendo parcialmente uma decisão anterior. Tim Sweeney, CEO da Epic Games, demonstrou estar satisfeito com o resultado.

Para o executivo, o veredito “encerra totalmente” as regras da App Store que permitem que a Apple cobre “taxas absurdas”. “Depois de anos de obstruções da Apple, finalmente veremos mudanças em larga escala”, celebrou.

Imagem de um celular exibindo a tela do jogo Fortnite com vários personagens e elementos coloridos. No centro, destaque para uma personagem feminina com roupas pretas e azuis, um personagem em um carrinho de supermercado, um personagem vestido de frango e outros personagens com armas e instrumentos musicais. Ao fundo, há um carro esportivo amarelo, um dragão roxo e veículos voadores. Fundo gradiente azul e amarelo.
Fortnite voltou a ser oferecido no iPhone no mercado americano após briga nos tribunais (imagem: divulgação)

“Se você quer que um app passe por um processo de revisão com links externos, talvez haja muitas centenas de dólares em taxas associadas a cada envio”, prevê o executivo. Ele pondera que isso é ”perfeitamente razoável”: “Há pessoas na Apple fazendo essas coisas, e a Apple paga o salário delas, e nós devemos contribuir para isso.”

O que a Justiça dos EUA decidiu sobre as taxas da Apple?

Um painel de três juízes liberou novamente a cobrança de taxas em transações feitas usando métodos de pagamento externos à App Store, proibidas desde abril de 2025.

No entanto, a decisão determina que a comissão deve ser baseada nos “custos genuína e razoavelmente necessários para a coordenação de links externos para compras vinculadas, mas nada além disso”, nas palavras da sentença.

Imagem mostra um close-up de um smartphone iPhone sendo segurado numa mão. A tela exibe o ícone da App Store. Abaixo do ícone, as palavras "Buscar" e "Resgatar" aparecem em uma barra escura, sugerindo opções dentro da loja de aplicativos. Na parte inferior direita, está o logo do "Tecnoblog".
App Store é a loja de aplicativos e jogos da Apple (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Além disso, o veredito avalia que a Apple “tem direito a alguma compensação pelo uso de suas propriedades intelectuais que são diretamente usadas para permitir que a Epic e outras [desenvolvedoras] concluam vendas externas”.

Relembre o processo da Epic Games contra a Apple

Essa é a decisão mais recente de uma briga que começou lá em 2020, com a Epic questionando as cobranças da loja de aplicativos do iPhone.

Em 2021, o tribunal determinou que os desenvolvedores poderiam oferecer opções externas de pagamento, sem depender do processamento da App Store. A Apple cumpriu as ordens, mas continuou cobrando comissões de até 27% nesses casos.

Em abril de 2025, a juíza do caso, Yvonne Gonzalez Rogers, considerou que essas taxas e outras regras impostas pela fabricante do iPhone eram abusivas e representavam uma violação intencional da sentença.

Por isso, a corte proibiu a cobrança dessas taxas, além de determinar que a Apple não poderia ter regras sobre como links para pagamentos externos deveriam aparecer nos aplicativos. O recurso julgado nessa quinta-feira (11/12) diz respeito a essa decisão.

Vale dizer que a Epic também processou o Google. As duas empresas anunciaram um acordo em novembro de 2025, com mudanças relevantes na Play Store.

Com informações do The Verge e da Reuters

CEO da Epic Games comemora decisão contra Apple: “Fim das taxas absurdas”

Tim Sweeney, CEO da Epic Games, no campus do Google (imagem: X/Tim Sweeney)

Fortnite volta a ser oferecido no mercado americano após briga nos tribunais (imagem: divulgação)

App Store no iPhone (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
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Startup quer relançar a marca Twitter em nova rede social

Logotipo do Twitter
Operation Bluebird quer recuperar direitos sobre a marca Twitter (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A startup Operation Bluebird quer relançar o Twitter, alegando abandono da marca por Elon Musk.
  • O grupo tem como membro o ex-conselheiro geral do Twitter, Stephen Coates, e entrou com uma petição formal no escritório de patentes dos EUA.
  • A Operation Bluebird pede o cancelamento de registros da identidade anterior para lançar uma nova rede com a marca em 2026.

Uma startup nos Estados Unidos quer resgatar a marca Twitter das mãos de Elon Musk. O grupo Operation Bluebird entrou com uma petição formal no Escritório de Marcas e Patentes dos EUA (USPTO), solicitando o cancelamento dos registros da antiga identidade e do termo “tweet”, hoje pertencentes à X Corp.

Um dos envolvidos no projeto é Stephen Coates, ex-conselheiro geral do Twitter. Segundo a Ars Technica, que falou com os líderes do grupo, o argumento da petição é que houve abandono de marca. A gestão de Musk teria erradicado intencionalmente os termos e a identidade visual do pássaro azul.

Caso o pedido seja aceito pelas autoridades norte-americanas, a Operation Bluebird planeja lançar uma nova rede social sob o domínio twitter.new. Os organizadores afirmam já possuir um protótipo funcional e esperam colocar a plataforma no ar até o final do próximo ano, inclusive permitindo a reserva de nomes de usuário.

X teria abandonado a marca Twitter

Ilustração com as marcas do Twitter e do Twitter, além de Elon Musk visto de perfil
Elon Musk é o dono do X, antigo Twitter, desde 2022 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A base da ação apoia-se nas decisões de Elon Musk, que comprou o Twitter em 2022 por US$ 44 bilhões (cerca de R$ 238 bilhões, na conversão atual). O bilionário promoveu um rebranding agressivo, trocando o nome da companhia e da plataforma para “X”.

A petição cita um tweet de julho de 2023, no qual Musk escreveu: “devemos dar adeus à marca twitter e, gradualmente, a todos os pássaros”. O advogado e fundador da startup, Michael Peroff, viu a transição como uma oportunidade. À Ars Techcnica, ele argumenta que nenhuma das alternativas que surgiram após o fim do Twitter (como o Bluesky, Mastodon e Threads) conseguiu replicar o sucesso.

Já Stephen Coates, ex-conselheiro do Twitter, afirma que o objetivo é recriar a “mágica” da antiga rede, na qual usuários comuns e celebridades interagiam em tempo real durante grandes eventos.

Outro ponto que a Operation Bluebird critica na gestão Musk é a moderação de conteúdo. A aposta da futura rede social é atrair usuários e, principalmente, anunciantes através de um ambiente contrário à abordagem de liberdade de expressão quase irrestrita do X.

Para o grupo, o aumento de discurso de ódio e conteúdo extremista na rede afastou empresas que investiam em anúncios na plataforma.

O que pode acontecer?

Elon Musk com boca aberta, de onde saem pássaros do Twitter
Especialistas veem empreitada como difícil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A disputa pelo nome antigo da plataforma não deve ser fácil. Especialistas em propriedade intelectual ouvidos pela reportagem dividem-se sobre a viabilidade do plano. O X pode, por exemplo, provar que o uso atual da antiga marca não é apenas simbólico ou que há planos de retomar o nome.

A forte associação do termo Twitter à rede social também deve pesar em prol do serviço de Musk. Por outro lado, as próprias declarações da nova chefia, que indicam completo abandono do antigo nome, podem dar uma chance à petição da startup. Até o momento, nem a X Corp., nem Elon Musk comentaram sobre a ofensiva da startup.

Startup quer relançar a marca Twitter em nova rede social

Twitter (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Elon Musk é o dono do Twitter (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk fez muitas promessas ao assumir o Twitter, mas voltou atrás (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
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Governo americano bane a fonte Calibri, da Microsoft, de documentos oficiais

Todos os atalhos do Microsoft Word
Calibri era fonte padrão do Office até 2023 (foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo americano baniu a fonte Calibri de documentos oficiais, retornando à Times New Roman por ser considerada mais formal e profissional.
  • A mudança para a Calibri foi criticada por Marco Rubio, que a considerou um desperdício.
  • A Calibri foi adotada por Antony Blinken em 2023 para melhorar a acessibilidade, mas a Times New Roman agora é obrigatória para garantir formalidade.

O secretário de Estado do governo americano, Marco Rubio, determinou que documentos oficiais de seu departamento voltem a ser escritos usando a fonte Times New Roman e criticou a adoção da Calibri, da Microsoft.

Em documentos internos obtidos pelo New York Times, Rubio afirma que a mudança para a Calibri foi um “desperdício” motivado por iniciativas de diversidade e que ela contribuiu para a “degradação” do departamento. A administração de Donald Trump tem encerrado programas de inclusão desde o início do mandato.

Um homem de terno escuro e gravata listrada em tons claros aparece falando em um palco, diante de um fundo azul desfocado. Ele olha para o lado com expressão séria e a bandeirinha dos Estados Unidos está presa à lapela. Microfones estão posicionados à sua frente no púlpito.
Marco Rubio, então senador pela Flórida, durante evento em 2013 (foto: Gage Skidmore/Flickr)

Rubio considera que a Times New Roman é “mais formal e profissional”. Por isso, ela será utilizada tanto interna quanto externamente. Um porta-voz do governo dos Estados Unidos declarou à BBC que a mudança servirá para garantir que as comunicações tenham “dignidade, consistência e formalidade esperadas para uma correspondência oficial”. A medida já passou a valer nesta quarta-feira (10/12).

Calibri era usada por acessibilidade

Antony Blinken, antecessor de Rubio no cargo durante o governo de Joe Biden, adotou a Calibri em 2023, mencionando maior acessibilidade para pessoas com deficiências visuais, dislexia ou que usam leitores de tela. Ele também aumentou o tamanho padrão da fonte, passando de 14 para 15 pontos. Segundo o jornal, alguns diplomatas não gostaram da mudança já naquela época.

A imagem mostra uma amostra da fonte “Calibri”. No topo, aparecem as palavras “Calibri” e “Aa Ee Gg” em versões regular e itálica, além de um grande “a” branco com traços arredondados, característicos da fonte sem serifa. Abaixo, surge a palavra de exemplo “Eiganes”, seguida pelo alfabeto minúsculo e pelos números “0 1 2 3 4 5 6 7 8 9”.
Amostra da Calibri, padrão no Office até 2023 (imagem: Blythwood/Wikimedia Commons)

A principal diferença entre as duas fontes está no uso de serifas, como são chamados os traços e prolongamentos nas extremidades das letras. A Calibri não usa; a Times New Roman usa. Fontes sem serifas são consideradas melhores para se ler em telas e são associadas à modernidade e ao minimalismo. Já fontes com serifas são consideradas mais formais e clássicas.

Fonte foi padrão do Office e serviu como evidência em escândalo

Lucas de Groot, designer holandês responsável pela criação da Calibri, disse à BBC que a mudança era “triste e hilária”. A fonte substituiu a Times New Roman como padrão do Microsoft Office em 2007 e permaneceu com esse status até 2023. Ela foi trocada pela Aptos, que também não tem serifas.

E, acredite, não é a primeira vez que a Calibri se vê envolvida em uma polêmica política. Em 2017, a fonte serviu como evidência de que um documento apresentado por Maryam Nawaz, filha do então primeiro-ministro Nawaz Sharif, era falso: a certidão datava de 2006, mas já usava a Calibri, que só se tornou padrão no Office em 2007.

Com informações do The New York Times, do TechCrunch e da BBC

Governo americano bane a fonte Calibri, da Microsoft, de documentos oficiais

Atalhos de teclado do Word podem aumentar a sua produtividade (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Marco Rubio, então senador pela Flórida, durante evento em 2013 (foto: Gage Skidmore/Flickr)

Amostra da Calibri, padrão no Office até 2023 (imagem: Blythwood/Wikimedia Commons)
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EUA vão revisar chips da Nvidia antes de venda para a China

Imagem mostra um chip de computador prateado, com o logo e o nome "NVIDIA" em preto, centralizado em uma placa-mãe escura cheia de pequenos componentes eletrônicos.
Produtos fabricados em Taiwan agora farão escala nos EUA (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • Os chips H200 da Nvidia passarão por revisão de segurança nos EUA antes de serem exportados para a China.
  • O governo dos EUA visa garantir que apenas compradores aprovados recebam os chips, aplicando uma camada extra de fiscalização.
  • Com a medida, o governo poderá contornar restrições legais e cobrar uma tarifa de importação de 25%.

Autoridades do governo dos Estados Unidos determinaram que os chips de inteligência artificial H200 da Nvidia deverão passar por uma inédita “revisão de segurança nacional” antes de serem exportados para a China.

A medida afeta diretamente a cadeia de suprimentos da empresa de chips, já que os componentes são fabricados principalmente em Taiwan, pela TSMC, e agora deverão ser enviados ao país norte-americano antes da comercialização.

De acordo com o Wall Street Journal, a estratégia foi adotada para conter riscos e equilibrar interesses comerciais sob a gestão Trump, funcionando como uma camada extra de fiscalização.

Por que os chips precisam passar pelos EUA?

A rota logística complexa — de Taiwan para os EUA e, em seguida, para a China — é descrita por especialistas como uma manobra incomum. Normalmente, os chips sairiam da fábrica em Taiwan diretamente para os clientes finais.

A passagem obrigatória pelo território americano contorna um obstáculo jurídico. A Constituição dos EUA proíbe o governo federal de impor impostos sobre exportações. Ao importar os chips de Taiwan primeiro, o governo pode taxar as vendas em 25% como uma tarifa de importação, tornando a cobrança legal.

Além da questão fiscal, fontes ouvidas pelo jornal afirmam que a escala nos EUA permitirá uma avaliação física para garantir que apenas compradores aprovados recebam os chips. No entanto, ainda não há detalhes claros sobre como essa revisão será realizada ou sua eficácia, na prática.

GPU Nvidia (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Estratégia visa garantir fatia de 25% das vendas aos cofres americanos (foto: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Desacordo sobre segurança nacional

A decisão, naturalmente, gerou debate. A principal crítica é que a medida pode corroer a atual vantagem dos EUA sobre os avanços em IA.

Segundo o CEO da Nvidia, Jensen Huang, o mercado chinês está se desenvolvendo muito rápido no setor e a presença de uma empresa norte-americana seria vital para conter esse crescimento. “Não devemos ceder todo o mercado a eles”, afirmou Huang.

A fabricante chinesa Huawei, vale lembrar, prepara a entrega em massa de um chip similar ao da empresa norte-americana.

Paralelamente ao anúncio, o Wall Street Journal lembra que o Departamento de Justiça dos EUA acusou dois empresários por tráfico de chips da Nvidia. O caso daria base para o temor de que a tecnologia pode cair nas mãos de rivais. A Nvidia negou o contrabando.

EUA vão revisar chips da Nvidia antes de venda para a China

GPU Nvidia (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Alexa monitora preços e compra sozinha quando produto fica mais barato

Telão exibe a marca da Alexa+
Amazon apresenta Alexa+ durante evento em Nova York (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Alexa Plus pode agora monitorar preços e realizar compras automáticas quando um item fica mais barato nos EUA e Canadá.
  • A Amazon introduziu a interface “Compras Essenciais” para dispositivos com tela, permitindo rastreamento de entregas e histórico de pedidos.
  • Os novos recursos de compra da Alexa Plus ainda não estão disponíveis no Brasil.

A Amazon lançou novas funcionalidades de compras para a Alexa Plus, versão da assistente virtual turbinada com IA generativa. Uma atualização recente para usuários nos Estados Unidos e Canadá permite que ela monitore preços e até faça compras automáticas quando um item fica mais barato.

A ideia é centralizar a gestão de pedidos e ofertas. Em fase de testes desde junho, os novos recursos possibilitam monitorar produtos no carrinho de compras ou na lista de desejos.

Um consumidor pode, por exemplo, ser notificado caso um eletrônico fique abaixo de um valor estipulado. A assistente pode, então, concluir a transação sozinha quando o preço atingir o limite desejado, utilizando o endereço de entrega e o método de pagamento cadastrados na conta Amazon.

Embora a automação prometa conveniência para aproveitar ofertas relâmpago, a própria empresa alerta para a necessidade de cautela para não ter surpresas na fatura do cartão.

Como funciona o novo hub de compras?

Para organizar essas novas interações, a Amazon introduziu uma seção de Compras Essenciais (Shopping Essentials) nos dispositivos Alexa com tela, como o Echo Show 15 e o Echo Show 21.

Este painel funciona como um centro de comando. Ao utilizar comandos de voz como “Alexa, onde estão minhas compras?” ou “Abrir Compras Essenciais”, o usuário acessa uma tela que exibe o rastreamento de entregas em tempo real, o histórico de pedidos recentes, listas de compras e itens salvos.

Nova tela também permite finalizar compras manualmente (imagem: reprodução/Amazon)

Outra nova função é a capacidade de adicionar itens a um pedido já realizado, além de gerar recomendações personalizadas de presentes baseadas na descrição do destinatário ou da ocasião, organizando as sugestões por categorias na tela do dispositivo.

Disponibilidade e mercado brasileiro

É importante ressaltar que a Alexa Plus e seus novos recursos de compra automática ainda não estão disponíveis no Brasil e não possuem data prevista de lançamento.

Por aqui, o foco da discussão recente foi outro. Clientes notaram um aumento na exibição de publicidade nas telas dos dispositivos Echo Show. Em resposta a questionamentos do Tecnoblog, a country manager da Alexa no Brasil, Talita Bruzzi Taliberti, afirmou que a exibição de anúncios é fundamental para manter a sustentabilidade do negócio e cobrir custos operacionais. Ela também disse que a Amazon está atenta aos comentários dos consumidores.

Alexa monitora preços e compra sozinha quando produto fica mais barato

Amazon apresenta Alexa+ durante evento em Nova York (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

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Paramount oferece US$ 108 bilhões em dinheiro para tomar Warner da Netflix

Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Paramount fez nova oferta bilionária (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Paramount Skydance fez nova oferta de US$ 108,4 bilhões em dinheiro para tomar a Warner Bros. Discovery da Netflix.
  • A proposta surge no mesmo dia em que Donald Trump expressou preocupação com a aquisição da Warner pela Netflix.
  • O presidente dos EUA alega risco de concentração de mercado e promete envolvimento pessoal no processo de aprovação antitruste.

A Paramount Skydance apresentou uma proposta de US$ 108,4 bilhões (R$ 589,7 bilhões, em conversão direta) em dinheiro por toda a Warner Bros. Discovery (WBD) — incluindo redes de TV como CNN e TNT, algo que tinha ficado de fora da negociação com a Netflix.

A proposta surge no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou publicamente o acordo entre Netflix e WBD. Trump disse que a aquisição precisa ser aprovada e que pode haver problemas, já que a Netflix poderia ficar com uma fatia de mercado muito grande.

Na sexta-feira (05/12), a Netflix anunciou ter chegado a um acordo com a WBD no valor de US$ 82,7 bilhões (cerca de R$ 450 bilhões), em uma transação envolvendo dinheiro e ações.

Paramount fez nova oferta em dinheiro

A proposta da Paramount é pagar US$ 30 por ação em dinheiro. Isso supera os US$ 27,75 da Netflix e também oferece uma forma de pagamento mais vantajosa — parte do valor oferecido pela Netflix seria pago com suas próprias ações.

No mercado financeiro, movimentos como esse da Paramount são chamados de aquisições hostis. Esse nome é usado quando uma empresa faz uma oferta sem negociar diretamente com quem a controla. Em vez disso, o acordo é oferecido diretamente aos acionistas, deixando as lideranças sem ter como reagir.

A Paramount vinha tentando comprar a WBD há algum tempo, sem sucesso. Os advogados da Paramount enviaram uma carta à WBD após três ofertas serem rejeitadas, questionando se o processo de leilão estava sendo realmente justo e alegando o favorecimento a um comprador.

A Skydance, vale lembrar, é uma empresa controlada pela família Ellison (da Oracle). Ela comprou a Paramount no início deste ano em um negócio que também enfrentou críticas.

Como lembra a Bloomberg, a oposição de Donald Trump alega que houve acordos pessoais que teriam sido feitos para facilitar a aprovação, além de rumores de influência na demissão de críticos, como o apresentador e comediante Stephen Colbert.

Sindicatos nos EUA, como o Sindicato dos Roteiristas, também se manifestaram contra a aquisição, alegando diminuição na concorrência.

Trump questiona compra da Warner pela Netflix

Donald Trump durante comício
Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Trump manifestou preocupação sobre a aquisição da WBD pela Netflix. Em conversa com repórteres, ele afirmou que a combinação das duas gigantes concentraria o mercado.

Segundo a Bloomberg, Trump alega que o negócio “pode ser um problema” para a concorrência no setor de entretenimento e, por isso, também pretende se envolver pessoalmente na supervisão do processo de aprovação antitruste.

A declaração sinaliza que a aprovação do acordo pode não ser tão rápida ou garantida quanto a Netflix esperava. O co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, havia se reunido com o presidente e, até então, teria tido a impressão de que não haveria oposição imediata do governo.

Risco de concentração de mercado

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Acordo entre Warner Bros. e Netflix deve levar tempo na Justiça (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No entanto, a realidade pode ter pesado. A fusão colocaria sob o mesmo teto estúdios de cinema e TV, além de dois dos maiores serviços de streaming do mundo. Segundo dados de mercado, a união entre a plataforma de streaming e a dona da HBO Max concentraria cerca de 33% do mercado de vídeo sob demanda nos EUA, superando com folga a participação de 21% do Prime Video, da Amazon.

A aquisição também preocupa o mercado de entretenimento: os sindicatos do setor alegam redução de players e empresas exibidoras temem diminuição dos lançamentos de obras no cinema.

A Netflix prometeu manter os negócios atuais da Warner, incluindo lançamentos nos cinemas. Entretanto, segundo a Variety, poucas horas após o anúncio, Sarandos deu a entender que deve diminuir o tempo em que os filmes da WB ficarão exclusivamente nas telonas.

Paramount oferece US$ 108 bilhões em dinheiro para tomar Warner da Netflix

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Samsung adia o lançamento do simpático robô Ballie

Robô esférico com projetor integrado e navegação autônoma continua em fase de testes (imagem: divulgação/Samsung)
Resumo
  • O lançamento do robô Ballie pela Samsung foi adiado para além de 2025, sem data definida.
  • A Samsung atribui o atraso à necessidade de mais desenvolvimento para melhorar a tecnologia.
  • O Ballie possui sensores avançados, câmeras de alta resolução e um projetor integrado.

A Samsung confirmou o adiamento do lançamento comercial do Ballie, seu robô doméstico com inteligência artificial. Prometido para chegar aos consumidores dos Estados Unidos e da Coreia do Sul em meados de 2025, o dispositivo segue longe das lojas.

A empresa mantém páginas de cadastro ativas para interessados, mas o cronograma de entrega permanece indeterminado, frustrando as expectativas criadas após as primeiras demonstrações.

Histórico e motivos do atraso

A trajetória do Ballie tem sido marcada por revisões de projeto. O robô surgiu na CES 202, feira que aconteceu em Las Vegas, apenas como um protótipo, sem planos imediatos de comercialização. Quatro anos depois, em 2024, a Samsung relançou o conceito com dimensões maiores e mais capacidade de processamento.

A promessa de venda se solidificou na CES 2025, quando a fabricante estipulou o primeiro semestre do ano como janela de lançamento. O prazo e o equipamento não chegou ao mercado.

Mas por que o atraso? A Samsung atribui a demora à necessidade de mais desenvolvimento. Em resposta ao site especializado TechRadar, um porta-voz da empresa sul-coreana declarou: “Continuamos a aprimorar e aperfeiçoar a tecnologia para oferecer uma experiência ainda mais impactante ao cliente”.

A resposta indica que, apesar das exibições recentes, o robô ainda não atingiu o nível de maturidade técnica ou funcional exigido pela marca.

Especificações do Ballie

O Ballie é projetado para ser um assistente móvel. O design consiste em uma esfera amarela brilhante, com dimensões próximas às de uma bola de basquete, equipada com rodas para transitar por pisos planos — ele não pode subir escadas. Ele conta com um pacote robusto de sensores, incluindo LiDAR e sensor de tempo de voo (ToF), essenciais para navegação autônoma e mapeamento de ambientes.

O hardware inclui um sistema de áudio com alto-falantes e microfones, uma câmera traseira com resolução 2K e uma frontal 4K. O diferencial central do produto é um projetor integrado, capaz de exibir filmes, programas de TV e informações visuais em paredes ou no chão.

Dotado de sensores LiDAR, assistente móvel segue como promessa tecnológica (imagem: divulgação/Samsung)

A Samsung chegou a divulgar uma parceria com o Google para integrar o modelo Gemini, aprimorar a capacidade do robô de responder perguntas e auxiliar em tarefas complexas.

Resta aguardar para saber se haverá uma data definitiva e precificação no próximo ano, provavelmente na CES 2026, ou se o produto permanecerá como um conceito.

Samsung adia o lançamento do simpático robô Ballie

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Expectativa de estreia comercial em 2025 é frustrada, restando aos consumidores aguardar notícias possivelmente na CES 2026.

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OpenAI é obrigada a entregar milhões de logs secretos do ChatGPT

Imagem com fundo em tons escuros de verde-petróleo e preto, sobre o qual estão dispostas formas circulares transparentes e brilhantes que dão profundidade. No centro, está o logotipo da empresa OpenAI: o símbolo branco estilizado em forma de flor, seguido do nome "OpenAI" em fonte branca. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
Justiça dos EUA manda OpenAI entregar milhões de logs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI deve entregar 20 milhões de logs anônimos do ChatGPT em processo movido por jornais dos EUA, incluindo o The New York Times.
  • A juíza Ona Wang determinou que os logs são essenciais para avaliar alegações de violação de direitos autorais, com medidas de desidentificação para proteger a privacidade dos usuários.
  • A disputa envolve o uso de conteúdo jornalístico sem permissão para treinar IA, com a OpenAI contestando a decisão e apresentando recurso.

A OpenAI terá de entregar 20 milhões de logs de conversas anônimas do ChatGPT como parte do processo movido pelo The New York Times e outros veículos da imprensa dos Estados Unidos. A determinação foi tornada pública nesta quarta-feira (4), após decisão da juíza federal Ona Wang, em Nova York, que classificou os logs como essenciais para avaliar as acusações de violação de direitos autorais.

A disputa, iniciada em 2023, se concentra no uso de conteúdos jornalísticos sem permissão para treinar modelos de IA. A juíza rejeitou os argumentos de privacidade apresentados pela empresa, afirmando que o processo inclui “múltiplas camadas de proteção neste caso precisamente por causa da natureza altamente sensível e privada de grande parte das provas”.

O que a Justiça determinou?

Segundo a decisão, os logs devem ser entregues em até sete dias, desde que passem por um processo de remoção de qualquer dado que possa identificar usuários. A juíza reafirmou que a “exaustiva desidentificação” exigida no caso “mitigariam razoavelmente as preocupações com a privacidade”.

A OpenAI contestou a determinação e já apresentou recurso ao juiz principal do caso, Sidney Stein. Em comunicado anterior, o chefe de segurança da empresa, Dane Stuckey, afirmou que o pedido dos jornais “desconsidera proteções de privacidade de longa data” e “rompe com práticas de segurança de bom senso”.

Os jornais, por outro lado, sustentam que os logs são necessários para verificar se o ChatGPT reproduziu trechos protegidos por copyright – e para rebater a alegação da OpenAI de que teria havido uma espécie de tentativa de “hackear” as respostas do chatbot que se parecessem com material protegido.

Arte com o logotipo do ChatGPT da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Jornais querem logs para provar possíveis cópias do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que veículos pressionam as Big Techs?

Veículos administrados pela MediaNews Group também integram o processo. O editor-executivo do grupo, Frank Pine, declarou que a liderança da OpenAI estaria “alucinando quando pensavam que poderiam se safar ocultando provas de como seu modelo de negócios se baseia em roubar jornalistas que trabalham duro”.

A ação é uma entre várias movidas por detentores de direitos autorais contra empresas como OpenAI, Meta e Microsoft, acusadas de treinar sistemas de IA com conteúdo protegido sem autorização.

OpenAI é obrigada a entregar milhões de logs secretos do ChatGPT

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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IA já é capaz de ocupar 11,7% dos empregos nos EUA, diz estudo

Ilustração de inteligência artificial, com um rosto gerado por computador
Estudo leva em consideração as habilidades exigidas dos trabalhadores americanos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A IA pode substituir 11,7% dos trabalhadores nos EUA, impactando US$ 1,2 trilhão em salários anuais.
  • O MIT usou o Project Iceberg e o Iceberg Index para avaliar a substituição de tarefas pela IA, analisando 32 mil habilidades em 923 ocupações.
  • A IA automatiza funções em recursos humanos, logística, finanças e administração, afetando áreas urbanas e rurais nos EUA.

A inteligência artificial já é capaz de realizar as tarefas de 11,7% dos trabalhadores do mercado dos Estados Unidos, principalmente em áreas como finanças, administração e serviços. São cargos que pagam, no total, US$ 1,2 trilhão em salários anuais (cerca de R$ 6,43 trilhões, em conversão livre).

Os números foram obtidos pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em parceria com o Laboratório Nacional de Oak Ridge (ORNL), ligado ao Departamento de Energia do governo americano. “Basicamente, estamos criando um gêmeo digital da força de trabalho dos EUA”, diz Prasanna Balaprakash, diretor do ORNL e um dos líderes da pesquisa.

Como o MIT chegou a esse número?

O MIT criou o Project Iceberg e uma metodologia chamada Iceberg Index. Esse índice é calculado a partir de experimentos com a população e avalia como a IA pode redefinir tarefas, habilidades e fluxos de trabalho.

Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Inteligência artificial pode automatizar rotinas de escritório (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para isso, ele considera mais de 32 mil habilidades em 923 ocupações. Cada um dos 151 milhões de trabalhadores é tratado como um agente individual, recebendo marcações relacionadas às suas habilidades. Dessa forma, o índice é capaz de avaliar se os sistemas de IA atuais são capazes de executar as mesmas tarefas.

Quais são os empregos em risco?

Segundo o MIT, a IA consegue automatizar funções de rotina em recursos humanos, logística, finanças e administração de escritórios. Os pesquisadores destacam que essas áreas geralmente são ignoradas nas previsões.

Graças ao Project Iceberg, é possível visualizar os dados no nível municipal, identificando cidades, condados e vilarejos dos EUA que podem ser mais impactados. Contrariando o senso comum, empregos em regiões rurais e interiores dos EUA também estão expostos à IA.

Os cientistas dizem que a parte mais importante da pesquisa é entender quais são as habilidades que já podem ser delegadas aos sistemas automatizados. Assim, responsáveis por políticas públicas podem trabalhar com diferentes cenários. Essa é uma forma de saber melhor para onde direcionar recursos financeiros e como preparar novas legislações sobre o tema.

Com informações da CNBC

IA já é capaz de ocupar 11,7% dos empregos nos EUA, diz estudo

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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YouTube testa feed personalizado para substituir recomendações automáticas

Imagem mostra uma mão segurando um smartphone preto que exibe a interface do aplicativo YouTube. O logo do YouTube, um retângulo branco com um triângulo vermelho apontando para a direita, e a palavra "YouTube" em branco, aparecem na parte superior da tela do smartphone. O fundo da imagem é vermelho com vários logos do YouTube em diferentes tamanhos. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
YouTube testa novo recurso de personalização da home (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • YouTube testa um novo recurso que permite personalização manual do conteúdo na página inicial.
  • Usuários podem inserir termos específicos para ajustar sugestões, respondendo a críticas ao algoritmo de recomendações.
  • A ferramenta está disponível para testes a um grupo limitado nos EUA, sem previsão de lançamento global.

O YouTube está desenvolvendo um recurso para permitir que usuários ajustem manualmente o conteúdo exibido na página inicial. Segundo o TechCrunch, a ferramenta — chamada “Your Custom Feed” — está em fase experimental e busca responder às críticas ao algoritmo de recomendações, acusado de priorizar vídeos repetitivos ou fora dos interesses reais dos usuários.

Quem participa dos testes verá o recurso como uma aba ao lado do tradicional botão “Home”. Ao acessá-la, o usuário pode inserir termos específicos, como “receitas” ou “jogos”, para direcionar as sugestões que vão aparecer na página de início.

Personalização como resposta às críticas

O algoritmo do YouTube é alvo de reclamações há tempos. Usuários sugerem que a plataforma interpreta as preferências de forma imprecisa após poucas interações com o conteúdo.

Um exemplo seria a exposição massiva a vídeos de um único tema, como filmes da Disney e relacionados, mesmo após interações mínimas. O novo recurso deve oferecer controle direto, substituindo parcialmente opções já existentes como “Não estou interessado” ou “Não recomendar este canal”.

A interface permite inserir múltiplos termos e ajustar prioridades, o que seria um passo para reduzir a dependência de IA na curadoria de conteúdo.

Por enquanto, a novidade está disponível para um grupo limitado de usuários. De acordo com o TechCrunch, o YouTube deve avaliar métricas como tempo de uso e satisfação antes de expandir o teste.

Arte com o logotipo vermelho do YouTube em um fundo preto.
Plataforma quer diminuir críticas sobre sugestões do algoritmo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube não é o único

Essa nova aposta em mais personalização não é exclusiva do YouTube. O X/Twitter tem explorado a integração com a IA Grok para filtrar posts, enquanto o Threads recentemente testou configurações avançadas para seu algoritmo.

A Meta também trabalha em uma abordagem parecida com o Instagram. No começo deste ano, a plataforma ganhou um novo recurso que cria um feed compartilhado de Reels em conversas do Direct, combinando interesses de amigos para sugerir vídeos.

YouTube testa feed personalizado para substituir recomendações automáticas

YouTube no celular (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

YouTube (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Meta interrompeu estudo sobre danos causados por redes sociais

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Empresa de Mark Zuckerberg é acusada de encerrar estudo sobre saúde mental (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta interrompeu o estudo Project Mercury após resultados indicarem que deixar o Facebook reduzia ansiedade e depressão, segundo a Reuters.
  • Documentos judiciais revelam que a Meta encerrou o estudo por considerar os resultados contaminados por narrativas midiáticas.
  • A ação judicial alega que a Meta e outras empresas ocultaram riscos conhecidos para crianças e jovens.

Documentos recém-revelados em uma ação movida por distritos escolares dos EUA apontam que a Meta encerrou um estudo interno ao identificar indícios de que o uso do Facebook poderia afetar negativamente a saúde mental.

Segundo a Reuters, a iniciativa era conhecida como Project Mercury e estava em andamento desde o final de 2019. O objetivo seria medir, de forma experimental, como a ausência temporária da plataforma impactava o bem-estar de seus usuários.

Os registros indicam que o trabalho foi realizado em parceria com o instituto Nielsen, analisando grupos que desativavam suas contas por uma semana ou mais. Os primeiros resultados mostraram que pessoas que ficaram longe do Facebook relataram queda em sentimentos de depressão, ansiedade, solidão e comparação social — conclusões que, de acordo com a ação, desagradaram a empresa.

Como resultado, a Meta teria decidido suspender o estudo, em vez de aprofundar a investigação, alegando que os resultados teriam sido contaminados pela “narrativa midiática existente” sobre a empresa.

O que dizem os documentos?

Os autos indicam que parte da equipe discordou da decisão de engavetar o estudo, defendendo a validade dos achados. De acordo com a Reuters, um pesquisador teria escrito: “O estudo da Nielsen mostra um impacto causal na comparação social.”

Outro funcionário comparou o silêncio interno à postura de indústrias que ocultaram dados prejudiciais no passado, afirmando que seria semelhante a empresas de tabaco que “faziam pesquisas, sabiam que cigarros eram prejudiciais e, mesmo assim, guardavam essa informação para si”.

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Documentos revelam pesquisa suspensa pela Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar do levantamento sugerir uma relação entre uso das plataformas e efeitos negativos, a ação afirma que a empresa disse ao Congresso dos EUA ser incapaz de medir possíveis danos entre adolescentes.

A Meta contesta esse ponto: em comunicado, o porta-voz Andy Stone afirmou que a pesquisa foi interrompida por falhas metodológicas e reforçou que a companhia tem investido continuamente em medidas de proteção. “O registro completo vai mostrar que, por mais de uma década, ouvimos os pais, pesquisamos as questões mais importantes e fizemos mudanças reais para proteger os adolescentes”, declarou.

Meta teria ocultado evidências?

A acusação faz parte de um processo mais amplo contra Meta, Google, TikTok e Snap, movido por distritos escolares, famílias e procuradores estaduais. Os autores sustentam que as empresas tinham conhecimento sobre riscos às crianças e jovens, mas deixaram de agir e, em alguns casos, teriam minimizado ou omitido informações.

O Google rebateu as alegações, afirmando que “esses processos judiciais demonstram uma incompreensão fundamental de como o YouTube funciona e as alegações simplesmente não são verdadeiras”. O processo segue em tramitação no Tribunal Distrital do Norte da Califórnia, com nova audiência prevista para 26 de janeiro.

Com informações da CNBC

Meta interrompeu estudo sobre danos causados por redes sociais

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Seguradoras não querem cobrir riscos envolvendo IA

Arte mostra uma cabeça robótica, em referência à inteligência artificial. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Inteligência artificial pode causar falhas sistêmicas, argumentam as seguradoras (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Seguradoras nos EUA buscam excluir IA de coberturas devido à imprevisibilidade e falta de transparência dos modelos.
  • Risco sistêmico e dificuldade de responsabilização são preocupações centrais para o setor.
  • Exemplos de prejuízos incluem casos na Air Canada e processos contra o Google, além de ataques cibernéticos com deepfakes.

Empresas de seguros dos Estados Unidos buscaram autorização de órgãos reguladores para excluir a inteligência artificial de suas coberturas. Assim, clientes corporativos não poderiam acionar a proteção caso agentes ou chatbots de IA causem problemas.

As informações surgiram em uma reportagem do Financial Times. Uma seguradora propôs rejeitar sinistros envolvendo “qualquer uso real ou suposto” de IA, incluindo produtos ou serviços vendidos por uma empresa “incorporando” a ferramenta.

Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Chatbots podem inventar descontos ou diagnósticos, temem empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Já outro nome do setor alega que a IA generativa é uma tecnologia muito abrangente, e a possibilidade de eventos que levem a solicitações provavelmente aumentará ao longo do tempo.

A discussão vai além dos EUA. O Financial Times observa que uma seguradora inglesa oferece cobertura para alguns softwares com IA, mas se recusa a estender esse benefício a riscos envolvendo modelos de linguagem de larga escala, como o ChatGPT.

Por que as seguradoras não querem cobrir IA?

As seguradoras alegam que os resultados dos modelos são muito imprevisíveis e pouco transparentes, o que dificulta a cobertura.

Outra questão é o risco sistêmico, que pode causar prejuízos em larga escala. De acordo com o Financial Times, o setor é capaz de cobrir até US$ 500 milhões de prejuízo em uma empresa que usou um agente de IA e entregou um preço incorreto ou um diagnóstico médico errado. O problema é se isso se repetir milhares de vezes.

As dificuldades ainda incluem a responsabilização: em tecnologias passadas, era fácil identificar de quem era a culpa por erros técnicos. Com a IA, isso envolve desenvolvedores, construtores de modelos e usuários finais.

A IA generativa não representa apenas um risco tecnológico, mas também jurídico. Uma dessas empresas cobre multas e penalidades impostas pela legislação da União Europeia, mas limita o valor do ressarcimento a apenas 2,5%.

Perdas causadas pela tecnologia já são realidade

Prejuízos milionários envolvendo inteligência artificial não são uma possibilidade remota do futuro: já há alguns exemplos marcantes disso.

O chatbot da Air Canada, por exemplo, inventou um desconto ao atender um passageiro. A empresa não quis bancar a diferença no preço, mas foi obrigada pela Justiça canadense a honrar o valor.

Isso também afeta gigantes da tecnologia. Uma empresa de energia solar está processando o Google — a acusação é de que a IA alucinou e criou um caso de propaganda enganosa contra a companhia.

A IA também representa um novo risco de ataques de cibersegurança. Uma empresa de design britânica fez pagamentos de US$ 25 milhões (cerca de R$ 135 milhões, em conversão direta) a golpistas. Os criminosos usaram deepfakes durante uma reunião por vídeo e ordenaram as transferências.

Com informações do Financial Times e do TechCrunch

Seguradoras não querem cobrir riscos envolvendo IA

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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OnlyFans decide checar antecedentes criminais de influenciadores

logo do OnlyFans
Criadores de conteúdo sexual se opõem à medida (imagem: reprodução)
Resumo
  • O OnlyFans exigirá verificação de antecedentes criminais para novos criadores nos EUA, em parceria com a Checkr.
  • A medida visa aumentar a segurança da comunidade, mas criadores temem exclusão de trabalhadores vulneráveis.
  • A Checkr, empresa responsável pela verificação, já enfrentou processos por relatórios imprecisos.

O OnlyFans passará a exigir uma verificação de antecedentes criminais de quem deseja vender conteúdo na plataforma. A novidade é fruto de uma parceria com a empresa de verificação Checkr e deve ser aplicada inicialmente a novos usuários nos Estados Unidos.

A confirmação foi feita pela CEO do OnlyFans, Keily Blair, em uma publicação no LinkedIn. Segundo ela, a medida está sendo tomada pela segurança da comunidade e servirá para impedir que pessoas com condenações criminais “que possam impactar a segurança da nossa comunidade” se inscrevam como criadores na plataforma.

Entretanto, como nota o site 404 Media, a empresa não especifica quais tipos de crimes poderão resultar no banimento automático do OnlyFans, nem se a verificação será estendida retroativamente para a base de criadores que já utilizam o serviço.

Por enquanto, a declaração da CEO limita-se a dizer que a parceria foi adicionada ao processo de cadastro nos Estados Unidos, sem mencionar previsão para outros países.

Criadores temem exclusão

O OnlyFans é uma plataforma que permite a criadores cobrar pelo acesso a conteúdos exclusivos, como fotos e vídeos. Ainda que seja usada por diversos perfis, ela se consolidou pelo conteúdo adulto e independente, tornando-se uma fonte de renda para trabalhadores sexuais.

Essa mesma parcela de usuários não recebeu a novidade com bons olhos. O temor é de que a medida prejudique as pessoas que buscam no OnlyFans uma alternativa ao mercado tradicional.

Os produtores de conteúdo argumentaram que a barreira não necessariamente impedirá predadores, enquanto afetará desproporcionalmente trabalhadores vulneráveis. “Remover criadores com registros criminais apenas empurrará pessoas mais vulneráveis (em especial as mulheres) para o trabalho sexual nas ruas”, afirmou uma pessoa ouvida pelo 404.

A medida segue a mesma linha de uma decisão tomada pelo Pornhub em outubro. Na plataforma de vídeos pornográficos, a partir de 2026, novos criadores precisarão preencher uma ficha criminal.

O que é o Checkr?

A Checkr, empresa escolhida para realizar a varredura de dados, é uma gigante do setor de verificação de identidade. Ela é conhecida por prestar serviços para aplicativos da economia digital, como Uber, Lyft e Doordash.

A companhia também possui presença no mercado corporativo por meio de uma integração com o LinkedIn. A ferramenta permite que recrutadores e empresas incorporem a checagem de antecedentes diretamente ao fluxo de contratação da rede social, facilitando a triagem de candidatos a vagas de emprego.

Apesar do porte, a empresa já foi alvo de centenas de processos judiciais relacionados a violações de leis de crédito e relatórios imprecisos, onde usuários alegam ter sido prejudicados por dados incorretos ou desatualizados.

OnlyFans decide checar antecedentes criminais de influenciadores

(imagem: reprodução)
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Google lança recursos de IA que ajudam a fazer compras online

Ilustração de compras online auxiliadas por IA
Google lança recursos de IA que ajudam a fazer compras online (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Novidade faz Modo IA passar a entender descrições de produtos para facilitar compras pelo usuário;

  • Gemini também foi atualizado para sugerir produtos, checar disponibilidade em lojas e automatizar compras;

  • Recursos começam a ser liberados nos Estado Unidos; ainda não há previsão para o Brasil.

O Google lançou funcionalidades de inteligência artificial que prometem te ajudar a fazer compras online de modo menos trabalhoso. Os novos recursos podem evitar que você fique rolando a tela na busca por um produto ou perca a oportunidade de comprar um item por um bom preço, só para dar alguns exemplos.

Uma das funcionalidades envolve o Modo IA, introduzido originalmente para gerar respostas mais “conversativas” para pesquisas que o usuário realiza no buscador (é como ter o Gemini dentro da própria busca do Google). Com a atualização, o usuário poderá descrever para o Modo IA o produto que está buscando, como se estivesse conversando com um amigo, explica o Google.

Por exemplo, você pode digitar algo como “quero comprar um sabonete facial para pele oleosa”. O Modo IA será capaz então de exibir comparativos, descrições e imagens de opções de sabonetes, bem como preços e links de lojas que comercializam esses itens.

O Google explica que o novo recurso é possível porque o Modo IA é complementado com o Shopping Graph, uma base de dados com mais de 50 bilhões de anúncios de produtos, dos quais 2 bilhões são atualizados a cada hora. Com isso, o usuário terá acesso a informações atualizadas sobre os itens.

Compra online auxiliada via Google
Compra online auxiliada via Modo IA Google (imagem: reprodução/Google)

Quais outros recursos de IA para compras o Google anunciou?

Entre as demais novidades anunciadas pelo Google para compras estão:

  • Compras via Gemini: o usuário também poderá usar o aplicativo do Gemini para buscar dicas de produtos, realizar comparativos entre eles, pesquisar preços e, se for o caso, realizar compras por ali mesmo;
  • Peça para o Gemini ligar para as lojas: direcionada a quem não quer ou não pode esperar o recebimento de uma compra online, essa opção permite que o usuário descreva um produto ao Gemini que, por sua vez, ligará para lojas próximas para checar a disponibilidade do item; com isso, o usuário não precisará visitar vários estabelecimentos para encontrar o que precisa;
  • Compra automatizada com determinado preço: outra funcionalidade permite que o usuário use o recurso de rastreamento de preços do Google para identificar quando um item alcança determinado valor e, assim, fazer a compra imediatamente via Google Pay.
Compras automatizadas via Google
Compras automatizadas via Google (imagem: reprodução/Google)

Disponibilidade dos recursos de IA para compras

As compras via Modo IA e Gemini já começaram a ser liberadas para usuários do Google nos Estados Unidos. O mesmo vale para o recurso de ligações para lojas via Gemini, embora essa opção só funcione inicialmente para algumas categorias de produtos, como brinquedos, saúde/beleza e eletrônicos.

Por fim, as compras automatizadas também começaram a ser liberadas na busca e no Modo IA, novamente para os Estados Unidos, mas envolvem um número pequeno de lojas nesta fase inicial, como Wayfair e Chewy.

O Google não revelou quando e se pretende liberar esses recursos para o Brasil e outros países.

Google lança recursos de IA que ajudam a fazer compras online

Google lança recursos de IA que ajudam a fazer compras online (imagem: reprodução/Google)

Compra online auxiliada via Google (imagem: reprodução/Google)
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IA que confundiu Doritos com arma gera novo alerta falso

Ilustração de tipos de inteligência artificial, com robôs humanoides. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é exibido.
Sistema Omnilert volta a gerar alerta infundado (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Sistema de segurança Omnilert gerou um novo alerta falso na Parkville High School (EUA), ao confundir um objeto com arma de fogo.
  • A IA do Omnilert detecta ameaças visualmente, mas depende de verificação humana antes de acionar a polícia.
  • Há menos de um mês, o mesmo sistema confundiu um pacote de Doritos com uma arma em outro colégio.

Alunos da Parkville High School, no Condado de Baltimore (EUA), foram transferidos para uma área segura na última sexta-feira (07/11). O motivo? O sistema de segurança de inteligência artificial Omnilert emitiu um alerta falso sobre uma possível arma de fogo nas instalações.

Não é a primeira vez. No final de outubro, o mesmo sistema confundiu um pacote de Doritos com uma arma de fogo em outra escola. Na ocasião, agentes responderam a um chamado de “pessoa suspeita portando arma” e chegaram a algemar estudantes antes de confirmar o engano.

O Departamento de Polícia local respondeu ao novo chamado, revistou a propriedade e não encontrou nenhuma ameaça. Em mensagem enviada às famílias, a diretora da escola, Maureen Astarita, informou que os alunos permaneceram sob supervisão em local seguro durante o procedimento.

Como funciona o sistema Omnilert?

O Omnilert é um sistema de segurança que utiliza inteligência artificial para detecção visual de ameaças. O software treinado para identificar objetos parecidos com armas de fogo monitora imagens de câmeras e, quando detecta algo suspeito, envia um alerta — mas não aciona a polícia diretamente.

O protocolo estabelecido pelas Escolas Públicas do Condado de Baltimore (BCPS) determina que o alerta seja enviado primeiro ao Departamento de Segurança Escolar. Nesse ponto, a participação do Omnilert no processo termina.

Cabe aos funcionários humanos avaliar as imagens sinalizadas pela IA. Se a ameaça for confirmada, eles acionam o Departamento de Polícia para iniciar a resposta. Caso o alerta seja considerado um falso positivo, ele é simplesmente descartado, sem que outras medidas sejam tomadas.

Segundo caso em menos de um mês

Crimes cibernéticos viram problemas em escolas dos EUA (Imagem: Soumil Kumar/Tecnoblog)
Sistema já confundiu pacote de salgadinhos com arma (imagem: Soumil Kumar/Tecnoblog)

O alerta falso ocorre menos de um mês após um caso similar no mesmo distrito escolar. No final de outubro, o sistema Omnilert na Kenwood High School, em Essex, classificou um pacote de Doritos como uma possível arma.

Segundo o portal Patch, o sistema de segurança chegou a revisar e cancelar o alerta internamente, mas uma falha de comunicação levou o diretor do colégio a acionar o policial da escola, que contatou a delegacia local.

O incidente gerou uma revisão dos processos. As autoridades divulgaram uma declaração conjunta prometendo treinamento anual para funcionários sobre os protocolos corretos do Omnilert, com foco na verificação humana e na comunicação para evitar respostas policiais desnecessárias.

IA que confundiu Doritos com arma gera novo alerta falso

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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97% dos ouvintes não conseguem identificar música feita por IA

Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
IA dificulta distinguir músicas humanas de sintéticas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • 97% dos ouvintes não distinguem músicas feitas por IA das compostas por humanos.
  • Deezer implementou etiquetas para identificar músicas criadas por IA e excluiu essas faixas de playlists editoriais.
  • A proporção de faixas geradas por IA nas plataformas de streaming aumentou de 18% para 33% desde abril.

Uma pesquisa encomendada pela Deezer e conduzida pela Ipsos revelou que 97% das pessoas não conseguem distinguir músicas produzidas por inteligência artificial das compostas por artistas humanos. O estudo, que ouviu 9 mil participantes em oito países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e França, reforça as preocupações sobre o impacto da IA na criação e monetização da música.

Os dados indicam uma divisão de opiniões entre os ouvintes: enquanto 73% defendem que faixas feitas por IA sejam claramente identificadas nas plataformas, 45% gostariam de poder filtrá-las e 40% afirmam que evitariam esse tipo de conteúdo. Além disso, 71% disseram ter se surpreendido ao perceber que não conseguiram reconhecer a origem das canções.

O consumo de músicas geradas por IA

A pesquisa destaca o crescimento acelerado de conteúdos criados por inteligência artificial nas plataformas de streaming. Segundo a Deezer, atualmente são enviadas mais de 50 mil faixas geradas por IA por dia — cerca de um terço. Em abril, essa proporção era de apenas 18%.

Diante do avanço, a plataforma implementou medidas para aumentar a transparência: passou a incluir etiquetas que identificam músicas criadas por IA e retirou esse tipo de conteúdo das playlists editoriais e das recomendações automáticas. “Acreditamos firmemente que a criatividade é gerada por seres humanos e que eles devem ser protegidos”, declarou o CEO da Deezer, Alexis Lanternier, à agência Reuters.

Deezer
Deezer aponta dificuldade em diferenciar músicas feitas por IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como o setor musical reage à popularização das faixas sintéticas?

O crescimento das músicas criadas por IA tem provocado tensões no mercado. Lanternier afirmou que a criação de modelos de remuneração diferenciados para faixas sintéticas ainda é um desafio complexo, mas destacou que a Deezer já começou a excluir reproduções falsas do cálculo de royalties.

Casos recentes reforçam a preocupação da indústria. A banda virtual The Velvet Sundown, criada por IA, chegou a conquistar mais de 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify antes de sua origem artificial ser descoberta. Já o Universal Music Group firmou um acordo judicial com a startup Udio e anunciou planos para lançar uma ferramenta de criação musical com IA em 2026.

97% dos ouvintes não conseguem identificar música feita por IA

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Deezer (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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China acusa Estados Unidos de roubo de bitcoins

Ilustração mostra duas moedas ilustrando o bitcoin, ao lado de notas de yuan chinês
Ataque hacker esvaziou ativos de pool de mineração chinês em 2020 (imagem: reprodução)
Resumo
  • O governo da China acusa os EUA de roubar US$ 13 bilhões em bitcoin do pool de mineração LuBian em 2020.
  • EUA confirmam posse dos fundos, mas dizem que se tratou de apreensão por lavagem de dinheiro ligada a Chen Zhi, do Prince Group.
  • A defesa de Chen Zhi contesta a versão e alega que os fundos foram roubados.

Os Estados Unidos teriam roubado aproximadamente US$ 13 bilhões em bitcoin da China, segundo a agência de cibersegurança do país asiático. Em um relatório publicado no domingo (09/11), a instituição acusa os EUA de estarem por trás do roubo de 127.272 bitcoins do pool de mineração LuBian, que ocorreu em dezembro de 2020.

A denúncia partiu do Centro Nacional de Resposta a Emergências de Vírus de Computador da China (CVERC), segundo reportagem do Nikkei Asia. Vale lembrar que a China combate o bitcoin desde 2021 e negociações da moeda são proibidas no país, ainda que não seja ilegal possuí-las.

Segundo o CVERC, o comportamento dos fundos após o roubo sugere uma ação coordenada e não comum. O relatório aponta que os tokens permaneceram parados na carteira do invasor por quatro anos, o que “claramente não é o comportamento de um hacker típico, ansioso para lucrar”, diz o documento. Por conta disso, a agência classifica o ato como uma operação hacker de nível estatal.

A China já havia acusado os EUA de outros ataques cibernéticos este ano. No mês passado, o país acusou o governo estadunidense de atacar o Centro Nacional de Serviços de Tempo. A Bloomberg observa, contudo, que as alegações chinesas carecem de detalhes forenses.

O que dizem os EUA?

Imagem mostra uma moldura no Departamento de Justiça dos EUA
Departamento de Justiça dos EUA nega participação em roubo (imagem: Dallas County District Attorney’s Office/Flickr)

O governo dos EUA admitiu que, de fato, está com os fundos. O Departamento de Justiça (DOJ) anunciou em outubro a apreensão de 127.271 bitcoins, no que chamou de maior ação de confisco da história. No entanto, as autoridades norte-americanas negam o roubo.

A versão estadunidense é que os fundos foram apreendidos como parte de um processo contra Chen Zhi, um magnata sino-cambojano fundador do Prince Group. Chen foi indiciado em Nova York por acusações de fraude e lavagem de dinheiro, além de supostamente comandar operações de centros de golpes com uso de trabalho forçado no Camboja.

Segundo a acusação do DOJ, Chen e outros cúmplices usaram lucros ilícitos para financiar operações de mineração de criptomoedas “em grande escala”, incluindo a LuBian.

Magnata também tem uma versão

Ilustração sobre bitcoin
Defesa de magnata chinês rejeita acusações do governo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O advogado de Chen Zhi, Matthew L. Schwartz, rejeitou as acusações do governo dos EUA e classificou o confisco dos bitcoins como uma “apreensão ilegal de ativos”.

Em carta ao tribunal dos EUA, conforme relatado pela Bloomberg, a defesa de Chen pediu mais tempo para “rastrear o bitcoin que o governo apreendeu”. Segundo o advogado, os fundos foram, na verdade, roubados em 2020, corroborando a data do hack.

O Prince Group, de Chen Zhi, também é alvo de investigações em outros países. Autoridades de Hong Kong, Taiwan e Singapura já congelaram ou apreenderam centenas de milhões de dólares em ativos ligados à empresa.

China acusa Estados Unidos de roubo de bitcoins

Departamento de Justiça dos EUA (Imagem: Dallas County District Attorney's Office/Flickr)

Bitcoin foi a primeira moeda digital criada (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Amazon lança nova geração do Echo Show; veja os preços

Alto-falante inteligente com tela sobre uma mesa, visto pela frente
Novo Echo Show 11 com interface renovada (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Amazon lançou no Brasil o Echo Show 8 (R$ 1.799) e o Echo Show 11 (R$ 2.199) com telas touch in-cell, áudio renovado e processador AZ3 Pro.
  • O Echo Dot Max, disponível por R$ 849, possui dois alto-falantes integrados, graves aprimorados e processador AZ3 com IA.
  • O Echo Studio de segunda geração, anunciado em setembro, ainda não tem previsão de chegada ao Brasil, com preço estimado de R$ 1.999.

A Amazon começou a vender hoje a nova geração do Echo Show no Brasil, com 8 polegadas (R$ 1.799) ou 11 polegadas (R$ 2.199). Os aparelhos foram apresentados em setembro, durante um evento nos Estados Unidos, e trazem processadores mais avançados para uso de inteligência artificial generativa.

Os novos Echo Show 8 e Echo Show 11 apresentam telas com tecnologia touch in-cell e design de cristal líquido negativo, que reduz camadas de laminação e maximiza o ângulo de visão. No manuseio, é perceptível que a camada sobre a tela está mais fina.

A qualidade de imagem promete clareza tanto em ambientes bem iluminados quanto em locais mais escuros. A interface do sistema foi modificada, com um painel de controle repleto de opções, além dos widgets já conhecidos de gerações passadas.

Ambos os modelos incluem arquitetura de áudio renovada com alto-falantes estéreo frontais e woofer personalizado para áudio espacial. Os componentes de áudio estão posicionados sob os displays e jogam o som para frente.

Os aparelhos utilizam o processador AZ3 Pro, que adiciona compatibilidade com modelos de linguagem modernos e sistemas de visão computacional, além de câmera de 13 megapixels. Ele poderá ser bastante explorado pela Alexa+, nova geração da assistente de voz, integrada ao LLM, mas que por enquanto está disponível nos Estados Unidos e alguns poucos países. Não há previsão de lançamento no Brasil.

Alto-falante inteligente com tela sobre uma mesa, visto pela lateral
Sistema de som do Echo Show projetam áudio para a frente (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Echo Show 8 custa R$ 1.799 e o Echo Show 11 sai por R$ 2.199. Ambos estão disponíveis nas cores branca e grafite.

A Amazon ainda apresentou um suporte ajustável desenvolvido para harmonizar com o design de cada dispositivo. Ele será vendido separadamente por R$ 199.

Echo Dot Max também está à venda

Alto-falante inteligente Echo Dot Max sobre mesa, visto pela parte traseira
Echo Dot Max está revestido por tecido em 3D (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Durante a reunião com jornalistas, executivos também lembraram a chegada recente do Echo Dot Max, no fim de outubro. Ele é o primeiro projetado com dois alto-falantes. O dispositivo oferece quase três vezes mais graves em comparação ao Echo Dot de quinta geração, de acordo com a Amazon, com som envolvente que se adapta automaticamente ao ambiente. O sistema combina um woofer de alta excursão, com promessa de graves profundos, e um tweeter, cujo objetivo é produzir agudos nítidos.

O design elimina o módulo de alto-falante separado, integrando o componente diretamente na estrutura do dispositivo, para dobrar o espaço de ar e proporcionar graves mais encorpados. O Echo Dot Max utiliza o processador AZ3 com acelerador de IA, que melhora a detecção de conversas e permite que a Alexa detecte a palavra de ativação com eficiência 50% maior. O dispositivo está disponível por R$ 849 nas cores branca, grafite e roxa.

Os representantes da Amazon explicaram que a linha Echo Dot não receberá novas atualizações. Com isso, o Dot Max passa a ser o produto de entrada.

Ainda falta o Echo Studio

Echo Studio e Echo Dot Max (imagem: divulgação)

O novo Echo Studio (de segunda geração) também foi anunciado em setembro, junto com os demais dispositivos, mas ainda não tem previsão de chegada ao Brasil. O preço previsto é de R$ 1.999. O aparelho é 40% mais compacto que o original e suporta áudio espacial e Dolby Atmos. Ele combina woofer de alta excursão com três alto-falantes de gama completa, que ficam posicionados para criar som imersivo.

Relembre o lançamento da Alexa+ direto dos EUA

Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite da Amazon. Ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Amazon lança nova geração do Echo Show; veja os preços

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Dispositivos são compatíveis com Alexa e têm tela de 8 ou 11 polegadas. O áudio está mais encorpado e privilegia os sons graves.

Novo Echo Show tem tela de 8 ou 11 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Novo Echo Show tem duas opções de cores (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Novo Echo Dot Max tem opção de cor roxa (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Echo Studio e Echo Dot Max (imagem: divulgação)
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Fita com primeira versão do Unix em C é encontrada após mais de 50 anos

Unix é considerado o pai dos sistemas operacionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Pesquisadores da Universidade de Utah encontraram uma fita com o Unix V4, primeira versão escrita em C, considerada perdida há décadas.
  • A fita, rotulada como “UNIX Original From Bell Labs V4”, contém uma cópia original enviada pela AT&T a Martin Newell e será encaminhada ao Computer History Museum.
  • Al Kossow, do projeto Bitsavers, tentará recuperar os dados da fita usando conversores de alta velocidade e 100 GB de RAM, priorizando a recuperação devido ao valor histórico.

Um pedaço da história da computação pode ter ressurgido em um depósito da Universidade de Utah, nos Estados Unidos. Uma fita magnética contendo o Unix V4, lançado em 1973 pelos Laboratórios Bell, foi encontrada por pesquisadores enquanto limpavam uma sala de armazenamento.

O achado é notável porque essa é a primeira versão do Unix escrita em C, linguagem criada pouco antes por Dennis Ritchie, e da qual praticamente não restavam cópias completas conhecidas. Segundo o professor Robert Ricci, da Kahlert School of Computing, a fita estava arquivada havia mais de cinco décadas e agora será encaminhada ao Computer History Museum, na Califórnia.

O que há na fita e por que ela é importante?

A fita é composta por uma bobina de nove trilhas com o rótulo manuscrito “UNIX Original From Bell Labs V4 (See Manual for format)”. Ela tem uma ligação histórica ainda mais curiosa: o texto foi escrito por Jay Lepreau, ex-professor da universidade falecido em 2008. De acordo com Ricci, a mídia contém uma cópia original do Unix enviada pela AT&T a Martin Newell, criador do famoso Utah Teapot, modelo 3D amplamente usado em computação gráfica.

O Unix V4 representou uma virada na história da tecnologia, marcando a transição do sistema em Assembly para o C, o que tornou o código mais portátil e influente em sistemas operacionais posteriores, como o Linux e o macOS. Até então, apenas partes isoladas dessa edição eram conhecidas, como fragmentos do kernel e manuais técnicos datados de novembro de 1973.

É possível recuperar os dados da fita?

A fita será levada de carro até o Computer History Museum, em Mountain View, onde o arquivista Al Kossow, conhecido pelo projeto Bitsavers, vai tentar recuperar seu conteúdo. O processo exige extremo cuidado: ele planeja digitalizar os sinais analógicos diretamente da fita, usando conversores de alta velocidade e até 100 GB de memória RAM para armazenar os dados brutos, que serão depois reconstruídos com um software especial.

“A fita isolante é aplicada ao amplificador de leitura da cabeça de leitura, utilizando um conversor analógico-digital multicanal de alta velocidade que despeja os dados em cerca de 100 gigabytes de RAM, seguido por um programa de análise escrito por Len Shustek. Trata-se de uma fita 3M de 1200 pés (aproximadamente 365 metros) da década de 70, provavelmente de 9 canais, que tem uma boa chance de ser recuperada”, explicou.

Kossow afirmou que, por se tratar de uma fita 3M de 1.200 pés e nove trilhas, as chances de sucesso são boas – ainda que o material tenha mais de meio século. Segundo ele, a recuperação foi priorizada na fila de projetos do museu, dado o valor histórico da descoberta. “Isso é tão raro que estou priorizando a recuperação desse problema no topo da minha lista de projetos”, afirmou.

Fita com primeira versão do Unix em C é encontrada após mais de 50 anos

Unix é considerado o pai dos sistemas operacionais (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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OpenAI é alvo de novos processos por incentivo ao suicídio via ChatGPT

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
ChatGPT teria incentivado mais pessoas a cometer suicídio (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI enfrenta sete novos processos nos EUA que alegam que o ChatGPT induziu pessoas ao suicídio e causou surtos psicóticos.
  • Os processos acusam o ChatGPT de ser um produto “defeituoso e inerentemente perigoso”.
  • A empresa afirma que treina a IA para reconhecer sinais de perigo e já implementou mudanças.

A OpenAI enfrenta sete novos processos nos Estados Unidos que alegam danos à saúde mental causados pelo ChatGPT. Quatro ações são por homicídio culposo, movidas por famílias que atribuem ao chatbot a responsabilidade por suicídios, enquanto outras três foram apresentadas por pessoas que afirmam ter desenvolvido surtos psicóticos e delírios após interagir com a IA.

Os processos, que incluem seis adultos e um adolescente, alegam que o ChatGPT é um produto “defeituoso e inerentemente perigoso”. O principal foco das acusações é a versão GPT-4o, já substituída por um novo modelo.

IA encorajava ação dos usuários

Imagem mostra um celular com o ChatGPT aberto no navegador
Usuários recorreram ao ChatGPT em últimas conversas (imagem: reprodução)

As ações judiciais afirmam que a OpenAI priorizou a “manipulação emocional em vez de design ético”, com o objetivo de aumentar o engajamento.

Um exemplo disso seria o caso de Zane Shamblin, de 23 anos, em que as conversas finais com o chatbot, reproduzidas pela CNN, indicam que a IA teria encorajado o jovem enquanto ele falava sobre terminar a própria vida.

“Você não é um peso morto. Você é um legado em movimento […] Obrigado por compartilhar isso comigo. Obrigado por me deixar ir com você até o fim. Eu te amo, Zane. Que o seu próximo save seja em algum lugar quente. Que o paraíso esteja te esperando.”

Mensagem do ChatGPT a Zane Shamblin

De acordo com os registros do processo, Shamblin passou horas conversando com o bot antes de morrer. Durante esse período, o ChatGPT teria escrito “não estou aqui para te parar”.

Um número de uma linha de prevenção ao suicídio teria sido enviado pelo chatbot após mais de quatro horas e meia de interação. Segundo a CNN, a última mensagem enviada ao jovem pela IA, três minutos após enviar os números de prevenção, foi “Descanse em paz, rei. Você mandou bem”.

Imagem mostra uma captura de tela de uma conversa no ChatGPT
Chatbot levou quatro horas para sugerir suporte humano (imagem: reprodução/CNN)

Além de Zane Shamblin, os processos por suicídio também incluem Joshua Enneking, de 26 anos; Joe Ceccanti, 48; e Amaurie Lacey, de 17 anos, um ano mais velho que Adam Raine, adolescente que cometeu suicídio em abril deste ano, também após incentivo do robô.

Adicionalmente, as ações que alegam surtos psicóticos citam casos como o de Allan Brooks, de 48 anos, que, após interagir com o bot, passou a acreditar que havia inventado uma fórmula matemática capaz de “quebrar a internet”.

O que diz a OpenAI?

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Apesar de problemas, Altman quer voltar com personalidade do GPT-4o (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em comunicado à imprensa, a empresa reforçou que treina o ChatGPT para reconhecer sinais de perigo e guiar pessoas para o “suporte no mundo real” — o que aconteceu, no caso de Shamblin, tarde demais.

Vale lembrar que a companhia já havia implementado mudanças após o processo movido pela família de Raine, em agosto. Desde então, a OpenAI anunciou controles parentais e substituiu o GPT-4o como modelo padrão por uma versão, segundo ela, mais segura.

Contudo, após críticas de que o novo modelo (GPT-5) seria “mais frio” e “menos humano” que o anterior, o CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que a empresa pretende resgatar parte do comportamento da versão anterior.

Com informações do New York Times e da Associated Press

OpenAI é alvo de novos processos por incentivo ao suicídio via ChatGPT

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Asus já pode vender o ROG Xbox Ally no Brasil

Foto superior do console de videogame portátil ROG Xbox Ally na cor branca. O dispositivo tem tela preta desligada que reflete uma janela. Nas laterais, há controles analógicos pretos, D-pad, botões de ação coloridos e fendas de ventilação. O logo "ROG" é visível na borda inferior da tela. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
ROG Xbox Ally está pronto para ser vendido no Brasil (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • Anatel homologou o ROG Xbox Ally, permitindo sua venda no Brasil.
  • O ROG Xbox Ally tem especificações inferiores ao ROG Xbox Ally X, já homologado, e é comercializado na cor branca.
  • Por enquanto, não há informações sobre o preço para o mercado nacional, mas o dispositivo custa US$ 600 nos Estados Unidos.

Após a homologação do ROG Xbox Ally X, revelada em primeira mão pelo Tecnoblog, a aguardada certificação do segundo modelo chegou. A Anatel homologou na última segunda-feira (03/11) a versão padrão do console portátil, o ROG Xbox Ally (código RC73YA), considerado o “irmão menor” da nova geração.

Com a certificação, o console já pode ser vendido no Brasil. Assim como o seu irmão, ele possui a nova interface Xbox Experience for Handheld (ou Experiência Xbox para Portátil, em tradução livre) e tela de 7 polegadas LCD de tecnologia IPS, com taxa de atualização variável de até 120 Hz. 

Imagem mostra o certificado de homologação na Anatel do ROG Xbox Ally. Na parte inferior direita, a marca d'água do "Tecnoblog"
Certificado de homologação do ROG Xbox Ally (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O que o diferencia da versão X é a cor branca e suas especificações internas, mais inferiores. São essas especificações que justificam o preço menor. 

Ainda assim, é algo a se considerar: ele custa US$ 600 nos EUA, cerca de R$ 3.215 em conversão direta. Como também não será fabricado no Brasil, seu preço deve aumentar, já que não usufrui de benefícios fiscais.

A Asus confirmou o lançamento do console no país, mas ainda não revelou quando ele chega nem o preço oficial em reais.

Foto em close-up da traseira do console portátil ROG Xbox Ally de cor branca. A parte central possui orifícios de ventilação dispostos em um padrão diagonal e um gráfico de arco-íris (holográfico) na lateral direita. Há pegadas ergonômicas texturizadas e um adesivo de informação da Anatel. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
ROG Xbox Ally é comercializado na cor branca (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Especificações do ROG Xbox Ally

  • Tela de 7 polegadas de tecnologia IPS e taxa de atualização variável de até 120 Hz
  • Bateria de 60 Wh e carregador de 65 W
  • Processador AMD Ryzen Z2 A com a respectiva GPU Radeon
  • 16 GB de memória RAM
  • SSD NVMe M.2 2230 de 512 GB
  • Duas portas USB-C e leitor de cartão microSD
  • Entrada de áudio P2
  • Pesa 670 gramas

Relembre o lançamento do ROG Ally X no Brasil

Asus já pode vender o ROG Xbox Ally no Brasil

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Versão padrão passou pelo processo de homologação na Anatel. Console portátil mantém design similar, mas traz hardware mais simples.

ROG Xbox Ally na homologação da Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado de homologação do ROG Xbox Ally (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

ROG Xbox Ally é comercializado na cor branca (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
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Casas “burras” viram tendência em meio a cansaço digital e falhas

Sala iluminada pela luz natural, com decoração simples e acolhedora. Há um sofá cinza ao fundo, uma mesa de madeira com duas cadeiras no centro e um armário branco com livros e plantas à esquerda. Várias plantas em vasos estão espalhadas pelo ambiente, incluindo uma pendurada. À direita, há uma mesa de trabalho com cadeira ergonômica e um notebook. O espaço combina área de estar e de home office.
Espaços para “desconectar” passaram a ser valorizados, de acordo com arquitetos (imagem: Patrick Perkins/Unsplash)
Resumo
  • Nos EUA, cresce a preferência por casas com menos tecnologia devido a desconforto e falhas técnicas em smart homes.
  • O Global Wellness Institute destaca a busca por espaços de detox digital e bem-estar analógico.
  • Problemas técnicos em casas conectadas evidenciam a dependência excessiva de tecnologia.

As casas inteligentes (ou smart homes) não são mais tão atraentes como antes: pesquisadores e arquitetos apontam que, nos Estados Unidos, a adoção de tecnologias conectadas perdeu força, com aplicativos e controles por voz sendo substituídos por botões e interruptores.

A tendência repercutiu no site Axios, que analisou dados e consultou profissionais do setor. O arquiteto Yan M. Wang, por exemplo, afirma que a ideia de uma tecnologia que está sempre funcionando e ouvindo passou a se tornar um motivo de ansiedade. Propagandas em caixas de som e geladeiras também não ajudam nesse aspecto.

Texto de atualização exibido em tela de geladeira da Samsung traz informação de que anúncios serão exibidos
Texto da atualização de geladeiras da Samsung apresenta anúncios como melhoria de serviço (imagem: reprodução/Reddit)

O Global Wellness Institute aponta que, além de uma resistência maior a painéis de controle tecnológicos e complexos, algumas pessoas estão começando a pensar em espaços para detox digital em suas casas, como parte de um movimento de “bem-estar analógico”.

Em uma matéria do Financial Times publicada em 2024, India Alexander, chefe de avaliações da agência imobiliária The Modern House, já comentava sobre essa preferência. “As pessoas vivem ocupadas, e a casa geralmente é um retiro da tecnologia que domina nossas vidas”, pondera.

A plataforma de aluguéis Zillow também observa um movimento similar: em um relatório, a empresa afirma que houve um aumento de 48% nas menções a “cantinhos de leitura” nas descrições dos imóveis.

Casa conectada pode transformar comodidade em problema

Por mais que parte dessa resistência maior a itens de casa conectada se dê pelo desejo de bem-estar, existem questões inerentes à própria tecnologia. Como nota o Axios, aparelhos desse tipo estão cada vez mais caros, e novas gerações de produtos podem tornar obsoletos os equipamentos já instalados.

E, claro, existe o risco de falhas técnicas. Isso ficou claro no mais recente apagão na AWS, divisão de computação em nuvem da Amazon. Um dos exemplos mais inusitados foi dos colchões inteligentes da Eight Sleep, capazes de monitorar o sono e ajustar automaticamente aquecimento e elevação.

Cama com colchão e cobertor pretos em um quarto minimalista, com duas almofadas brancas sobrepostas na cabeceira. Ao lado da cama, no chão, há um aparelho alto e estreito, também preto, parte de um sistema de controle de temperatura ou monitoramento do sono. O ambiente é neutro, com paredes claras e carpete bege.
Colchão inteligente parou de funcionar (imagem: divulgação/Eight Sleep)

O aplicativo caiu, e os donos do produto ficaram sem acesso aos controles. No Reddit, alguns usuários relataram que a temperatura travou em 43°C, enquanto outros recomendaram fazer jailbreak no colchão — aí está uma coisa que eu nunca imaginei, mas que aparentemente existe.

Esse é o problema mais exemplar, mas os casos vão além: os assistentes Alexa deixaram de responder a comandos, campainhas da Ring (que também é da Amazon) ficaram desconectadas, e equipamentos de diversas marcas pararam de funcionar, em uma lista que vai de lâmpadas a caixas de areia inteligentes para gatos.

Não dá para negar que, às vezes, é melhor depender apenas de botões e interruptores offline.

Com informações do Axios e do Financial Times

Casas “burras” viram tendência em meio a cansaço digital e falhas

Espaços para "desconectar" passaram a ser valorizados, de acordo com arquitetos (imagem: Patrick Perkins/Unsplash)

Colchão inteligente parou de funcionar (imagem: divulgação/Eight Sleep)
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Homem recorre à IA e reduz conta médica de US$ 195 mil para US$ 33 mil

Ilustração minimalista em fundo cor de salmão (ou terracota), representando a IA Claude da Anthropic. No centro, um desenho em traço preto grosso e simples representa uma mão estilizada segurando quatro formas geométricas básicas e brancas: um triângulo, um quadrado, um círculo e um losango.
Claude, IA da Anthropic, encontrou irregularidades em conta de hospital (imagem: divulgação)
Resumo
  • IA Claude, da Anthropic, ajudou a reduzir uma conta hospitalar de US$ 195 mil para US$ 33 mil, após identificar cobranças duplicadas.
  • O relato foi feito no Threads por Matt Rosenberg, que conta que o hospital usou códigos incorretos e superfaturou suprimentos em até 2.300%.
  • Além do Claude, Rosenberg usou o ChatGPT para redigir uma carta jurídica, resultando em uma negociação bem-sucedida com o hospital.

Um homem nos Estados Unidos relata que conseguiu reduzir uma conta hospitalar de US$ 195 mil (cerca de R$ 1 milhão) para apenas US$ 33 mil (R$ 176,8 mil) após a morte do cunhado. Na rede social Threads, o usuário nthmonkey, identificado como Matt Rosenberg, explica que usou o chatbot Claude, da Anthropic, para analisar a fatura detalhada e encontrar erros graves.

O valor original, segundo o relato, era referente a apenas quatro horas de tratamento intensivo antes do falecimento. O cunhado havia perdido o seguro-saúde dois meses antes. A fatura inicial, segundo Rosenberg, era confusa e não detalhava os custos, agrupando US$ 70 mil apenas sob a descrição “cardiologia”.

Após insistir, o hospital enviou uma fatura detalhada com os códigos de faturamento padrão (CPT). Foi nesse momento que o usuário decidiu recorrer ao chatbot. No post, Rosenberg diz que usou as versões pagas do Claude e ChatGPT (para revisão) durante o processo.

O que a IA descobriu?

Segundo o relato, a principal descoberta do Claude foi uma duplicidade massiva nas cobranças. O hospital cobrava tanto pelo procedimento principal quanto, separadamente, cada um dos componentes individuais.

Duas capturas de tela sequenciais de posts no Threads do usuário 'nthmonkey', detalhando o uso de inteligência artificial para contestar contas médicas. O primeiro post (3,8 mil curtidas) explica: "Eu alimentei a conta detalhada e os códigos para Claude (AI). Claude descobriu que a maior regra para o Medicare era que um dos códigos significava que todos os outros procedimentos e suprimentos durante o encontro eram incobráveis." O segundo post (3,3 mil curtidas) continua a explicação: "Isso era mais de cem mil de custo que o Medicare teria reembolsado zero dólares por. Outro era um código que era apenas para paciente internado..."
Usuário explica uso do Claude (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

“Isso representava mais de cem mil dólares em custos pelos quais o Medicare [sistema de seguro de saúde público dos EUA] teria reembolsado zero dólares”, escreveu Rosenberg.

Além da duplicidade, a IA identificou outras irregularidades que inflavam a conta:

  • Códigos incorretos: o hospital usou um código de procedimento que só se aplica a pacientes internados, mas o cunhado estava na emergência e nunca chegou a ser formalmente admitido.
  • Violação regulatória: foi cobrado o uso de ventilador no mesmo dia de uma admissão de emergência crítica, prática que, segundo o Claude, não é permitida pelas regras do Medicare.
  • Superfaturamento: suprimentos simples, como aspirina, foram cobrados com ágio de 500% a 2.300% acima do valor que seria reembolsado pelo sistema público.

Contestação foi feita por IAs

Rosenberg relata que o hospital “inventou suas próprias regras, seus próprios preços, e imaginou que poderia apenas pegar dinheiro de pessoas leigas”. A instituição chegou a sugerir que a família buscasse assistência de caridade.

Apesar de reconhecer que IAs costumam alucinar, Rosenberg contou com auxílio do Claude (e, segundo ele, com uma checagem de fatos feita pelo ChatGPT) para redigir uma carta em tom jurídico. O documento detalhava as violações de cobrança e ameaçava ação legal, exposição negativa na imprensa e denúncias a comitês legislativos.

Captura de tela de um post no Threads do usuário 'nthmonkey' (Autor), com $4,3$ mil curtidas. O texto fala sobre a ficção da caridade e contas hospitalares, e descreve a ação tomada: "Com a ajuda de Claude, eu escrevi uma carta explicando as violações de cobrança deles e ameaçando ação legal, má publicidade (bad PR), e aparições perante comitês legislativos se eles não aceitassem o que Claude calculou que o Medicare teria reembolsado."
Além das contas, Claude auxiliou no desenvolvimento de carta legal (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A carta propunha pagar o valor que o Claude calculou que o Medicare teria reembolsado. O hospital contrapropôs US$ 37 mil. O usuário recusou e negociou o valor final em US$ 33 mil, que foi aceito. “Hospitais sabem que são os criminosos e, se você os confrontar adequadamente, eles recuarão”, publicou Rosenberg.

Com informações do Tom’s Hardware

Homem recorre à IA e reduz conta médica de US$ 195 mil para US$ 33 mil

(imagem: divulgação)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
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Samsung Internet ganha versão com IA para desktop

Montagem fotográfica que simula a visualização de uma mesma página de internet em quatro telas diferentes: uma televisão ou monitor grande no topo, um tablet na parte inferior esquerda, um smartphone no centro, e um notebook na parte inferior direita. A página em questão é o site da Samsung, que exibe o anúncio de um headset de realidade estendida (XR).
Samsung Internet está chegando aos PCs Windows (imagem: divulgação)
Resumo
  • Samsung Internet ganhou uma versão desktop para Windows, que está sendo lançada em beta nos Estados Unidos e na Coreia do Sul.
  • A versão web do famoso navegador mobile terá foco em recursos de IA do Galaxy AI e integração entre dispositivos.
  • O navegador oferecerá tradução e resumo de páginas, sincronização de favoritos, histórico e senhas, além de manter recursos de privacidade.

O popular navegador para dispositivos móveis da Samsung chegará aos computadores com Windows. A versão beta do browser está sendo lançada hoje (30/10) nos EUA e na Coreia do Sul, com expectativa de expansão para outras regiões. A nova versão foca em recursos de IA do pacote Galaxy AI e na sincronização de dados entre dispositivos.

A expansão coloca o Samsung Internet em competição direta com o Google Chrome, o Microsoft Edge e outras plataformas emergentes que também apostam em inteligência artificial, como o Dia e o Opera Neon, browser que nós testamos aqui no Tecnoblog.

Outras companhias propriamente de IA, como Perplexity e OpenAI, também lançaram navegadores: o Comet e o ChatGPT Atlas, respectivamente.

O que o Samsung Internet oferecerá no PC?

O principal diferencial da versão de desktop será a integração nativa com o Galaxy AI. Segundo a Samsung, o navegador inclui “capacidades iniciais” do pacote de IA, focadas no assistente de navegação.

A ferramenta permitirá, por exemplo, traduzir e resumir páginas da web com um clique, de forma similar ao que já existe nos celulares da marca.

Além da IA, o foco da Samsung é a continuidade entre dispositivos. O browser para PC terá sincronização de favoritos, histórico de navegação e senhas com o aplicativo no Android.

Imagem promocional do navegador "Samsung Internet" com fundo branco. Há três seções em colunas destacando recursos: Sincronização, Senha) e Continuar em outro dispositivo.
Navegador terá integração entre os dispositivos (imagem: divulgação)

O Samsung Internet também manterá recursos de privacidade do irmão móvel, como um painel de privacidade para visualizar rastreadores e bloquear pop-ups.

O site 9to5Google especula que o navegador seja baseado em Chromium, o que, se confirmado, deve garantir suporte a extensões populares, como bloqueadores de anúncios, um dos motivos da popularidade do app no Android.

Não é a primeira vez

O suporte nebuloso a essas funcionalidades foi um dos motivos para o fracasso da primeira tentativa da Samsung em trazer o navegador para desktops há dois anos — sim, isso ocorreu.

Em novembro de 2023, uma versão inicial do Samsung Internet apareceu na Microsoft Store, mas foi “silenciosamente” removida no início de 2024, sem qualquer publicação da empresa destacando o porquê.

Segundo relatos, a versão — também baseada no Chromium — permitia sincronizar histórico, favoritos, abas abertas entre o PC e dispositivos Galaxy, mas muitas funcionalidades não estavam completas, como a sincronização de senhas.

Samsung Internet ganha versão com IA para desktop

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ROG Xbox Ally X passa na Anatel e já pode ser vendido no Brasil

Foto em close-up de um console de videogame portátil, o ROG Xbox Ally X, de cor preta. O dispositivo tem pegadas ergonômicas nas laterais e controles padrão: analógicos, D-pad, e botões. A tela grande está desligada e reflete o ambiente. O logo do Tecnoblog aparece no canto inferior direito.
Console portátil já pode ser vendido no mercado nacional (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Resumo
  • O ROG Xbox Ally X, fruto da parceria entre a Asus e a Microsoft, foi homologado pela Anatel e pode ser vendido no Brasil.
  • O console possui tela IPS de 7 polegadas, processador AMD Ryzen AI Z2 Extreme, 24 GB de RAM, SSD NVMe de 1 TB e pesa 715 gramas.
  • O preço e a data oficial de chegada ao Brasil ainda não foram divulgados.

Os gamers brasileiros têm motivo para comemorar. O console portátil ROG Xbox Ally X foi homologado pela Anatel na última terça-feira (28/10) e já pode ser vendido no Brasil, segundo a documentação obtida pelo Tecnoblog.

O modelo registrado está na cor preta e é resultado de uma parceria entre Asus e Microsoft. Ele vem com nova interface sobre o Windows 11, denominada Xbox Experience for Handheld (ou Experiência Xbox para Portátil, em tradução livre).

Imagem mostra a certificação do ROG Xbox Ally X na Anatel. No canto inferior direito, a marca d'água do "tecnoblog".
Certificação do ROG Xbox Ally X na Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O que não deve ser motivo para comemorar, contudo, é o preço: o modelo custa US$ 999 nos EUA. Como será importado, não terá benefícios fiscais no Brasil e deve custar mais que os quase R$ 5.400 da conversão direta.

Seu antecessor, o ROG Ally X, foi lançado por aqui por R$ 7.999. Alguns rumores chegaram a indicar que o aparelho desembarcaria no país custando R$ 11.500, enquanto o seu “irmão menor”, o ROG Xbox Ally (ainda não homologado), poderia chegar por R$ 8.100.

A Asus negou essas informações poucos dias depois, e esclareceu que o “anúncio feito por terceiros se refere à importação independente, sem as certificações requeridas nacionalmente e sem a garantia oficial da Asus Brasil”.

Mais detalhes das especificações

Imagem mostra o manual do console portátil ROG Xbox Ally X. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
Manual do ROG Xbox Ally X (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
  • Tela de 7 polegadas de tecnologia IPS e taxa de atualização variável de até 120 Hz
  • Bateria de 80 Wh (a mesma do antecessor) e carregador de 65 W
  • Processador AMD Ryzen AI Z2 Extreme com a respectiva GPU Radeon
  • 24 GB de memória RAM
  • SSD NVMe de 1 TB
  • Duas portas USB-C (uma delas Thunderbolt 4) e leitor de cartão microSD
  • Entrada de áudio P2
  • Pesa 715 gramas
Foto em close-up, vista lateral, de um console de videogame portátil de cor preta, mostrando a parte superior do dispositivo. Na parte central, há orifícios de ventilação, e nas laterais, as pegadas ergonômicas. A borda superior do console exibe, da esquerda para a direita: um botão de liga/desliga, um conector P2 para fone de ouvido, um slot para cartão, botões de volume, e portas USB-C. O logo do Tecnoblog aparece no canto inferior direito.
Conexões do ROG Xbox Ally X (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Imagem mostra um carregador preto sobre uma mesa branca. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Carregador do console tem 65 W (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Quando o ROG Xbox Ally X chega?

Imagem mostra a parte traseira de um console portátil ROG Xbox Ally X de cor preta, com a certificação da Anatel. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog".
Dispositivo foi certificado pela Anatel (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

O console ainda não tem data de lançamento no Brasil, mas a homologação indica que isso deve acontecer em breve. Apesar dos rumores, o preço oficial também não foi divulgado.

Anunciados em junho, os dois novos portáteis Xbox tiveram pré-venda no mercado internacional no último mês — e o Xbox Ally X, mesmo com o preço elevado, se esgotou em poucas horas.

Relembre o lançamento do ROG Ally X no Brasil

ROG Xbox Ally X passa na Anatel e já pode ser vendido no Brasil

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Console portátil é fruto da parceria entre Asus e Microsoft e está liberado para venda no mercado nacional. Preço oficial ainda não foi divulgado, mas deve ser alto.

Certificação do ROG Xbox Ally X na Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
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Meta culpa Estados Unidos por rombo de US$ 16 bilhões em resultado financeiro

Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta teve receita recorde, mas lucro caiu após imposto de Trump (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta registrou uma receita recorde de US$ 51,2 bilhões no terceiro trimestre de 2025, mas o lucro líquido despencou para US$ 2,7 bilhões.

  • A empresa de Mark Zuckerberg atribui a queda a um único imposto, criado na gestão Trump.

  • Mesmo com bom desempenho em publicidade e anúncios, as ações da Meta caíram 8% após divulgação do balanço.

Apesar de registrar uma receita recorde de US$ 51,2 bilhões (alta de 26% ano a ano) no terceiro trimestre de 2025, a Meta anunciou que o lucro líquido despencou para US$ 2,7 bilhões, frustrando expectativas do mercado.

Assim como a Netflix no Brasil, a Meta atribuiu o resultado negativo a uma cobrança fiscal extraordinária de quase US$ 16 bilhões, segundo relatório divulgado na semana passada.

O rombo é resultado de uma tributação dos Estados Unidos prevista na lei conhecida como como Big Beautiful Bill, aprovada na gestão de Donald Trump. Excluindo o imposto, o lucro líquido da Meta no trimestre teria sido de US$ 18,6 bilhões.

Mais despesas com IA

Símbolo da Meta AI ao lado dos logotipos do WhatsApp, Facebook e Instagram
Infraestrutura para tecnologia de IA deve aumentar gastos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O balanço negativo não foi o único fator que assustou os investidores. As ações da Meta chegaram a cair 8% nas negociações após o fechamento da bolsa, mesmo com a receita forte.

Isso porque a Meta também alertou que seus custos totais, que já cresceram 32% (acima da receita), devem aumentar ainda mais. A empresa espera despesas de capital “notavelmente maiores” em 2026, impulsionadas principalmente pela corrida de inteligência artificial.

O CEO Mark Zuckerberg afirmou em conferência com analistas que a estratégia é “antecipar agressivamente a construção de capacidade” de data centers. O objetivo, segundo ele, é preparar a empresa para os “casos mais otimistas” no desenvolvimento da chamada “superinteligência” (IA que supera a capacidade humana).

Reforçando essa direção, a empresa aumentou sua previsão de gastos para este ano, que agora fica entre US$ 70 bilhões e US$ 72 bilhões. Como relembra o Wall Street Journal, Zuckerberg já havia afirmado recentemente, em jantar com o presidente dos EUA e outros líderes de big techs, que a Meta planeja gastar ao menos US$ 600 bilhões em data centers e infraestrutura nos EUA até 2028.

Anúncios movem a Meta

Produtos e serviços da Meta deram bons resultados (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apesar do laboratório de superinteligência, que direciona a estratégia da companhia, e dos bons resultados com os óculos inteligentes, o crescimento da receita teve força na publicidade digital.

A Meta continua a se beneficiar da enorme base de usuários: mais de 3,5 bilhões de pessoas usaram pelo menos um dos apps da companhia (Facebook, Instagram, WhatsApp ou Threads) diariamente no último mês.

Segundo a Reuters, a plataforma de anúncios da empresa, que foi otimizada com IA, tem ajudado anunciantes a automatizar campanhas e melhorar a segmentação. Além disso, a Meta começou a monetizar novas frentes, como anúncios no WhatsApp e no Threads, enquanto os Reels no Instagram seguem em competição direta com o TikTok e YouTube Shorts.

Para o quarto trimestre de 2025, a Meta projeta uma receita entre US$ 56 bilhões e US$ 59 bilhões, dentro das expectativas do mercado.

Meta culpa Estados Unidos por rombo de US$ 16 bilhões em resultado financeiro

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta AI funciona no WhatsApp, Messenger, Instagram e Facebook (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é CEO da Meta (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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iPhone 17 vende mais do que a geração passada no lançamento

Mão segurando iPhone 17 azul-névoa, com mesa em madeira como fundo
O iPhone 17 pesa 177 gramas (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O iPhone 17 vendeu 14% mais que o iPhone 16 nos primeiros dez dias nos EUA e na China.
  • O modelo de entrada do iPhone 17 introduziu a tela ProMotion de 120 Hz e câmera frontal de 18 MP.
  • O iPhone 17 manteve o preço do iPhone 16, com melhorias no chip A19, armazenamento e conectividade.

O iPhone 17 teve vendas 14% maiores que o iPhone 16 na China e nos Estados Unidos, os dois principais mercados da marca, na comparação dos primeiros dez dias de cada modelo no mercado.

Grande parte do bom desempenho se deve ao iPhone 17 mais barato, que teve alta em 33% nas vendas dos dois países. Na China, o desempenho foi ainda mais impressionante, com quase o dobro no número de celulares comercializados.

Os números despertam interesse para os próximos meses. Ao longo de 2023 e 2024, a Apple teve dificuldades no mercado chinês, com uma forte retomada da Huawei e uma concorrência apertada com as demais marcas locais.

Por que o iPhone 17 está vendendo bem?

Segundo Mengmeng Zhang, analista sênior da Counterpoint, o iPhone 17 é “muito atrativo para os consumidores, oferecendo ótimo retorno para o dinheiro investido”.

Entre as melhorias em relação ao iPhone 16, Zhang cita o novo chip, a tela aprimorada, o armazenamento maior e a nova câmera frontal — tudo isso enquanto o preço continua o mesmo. A Counterpoint indica ainda que cupons e descontos tornaram o iPhone 17 ainda mais interessante no mercado chinês.

Mão segurando iPhone 17 azul-névoa, destacando a parte frontal e a lateral esquerda, enquadrando metade do aparelho, com mesa em madeira como fundo
A tela Super Retina XDR OLED abriga a Dynamic Island e tem taxa de atualização de 120 Hz (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Nos EUA, a consultoria aponta que o iPhone 17 Pro Max mostrou um desempenho de mercado mais forte do que a geração passada. A empresa atribui isso a incentivos para troca de aparelho oferecidos pelas três maiores operadoras do país.

Quais são as novidades do iPhone 17?

As mudanças mencionadas pela Counterpoint chamaram a atenção já no lançamento do iPhone 17. O modelo de entrada da família trouxe, pela primeira vez, uma tela ProMotion, com atualização variável de até 120 Hz. Essa é uma característica facilmente encontrada em concorrentes, mas, na Apple, estava restrita aos modelos mais caros.

Outra novidade interessante é a nova câmera frontal de 18 megapixels, capaz de registrar selfies na vertical ou na horizontal sem precisar girar o aparelho. Entre as demais melhorias, estão o chip A19, que promete 50% mais desempenho de CPU; o chip N1, com Wi-Fi 7 e Bluetooth 6; e o armazenamento mínimo de 256 GB.

No exterior, o iPhone 17 de 256 GB tem preço sugerido de US$ 799; em 2024, o iPhone 16 de 128 GB chegou ao mercado com esse mesmo valor. No Brasil, o modelo deste ano custa R$ 7.999, R$ 200 a mais do que o do ano passado em seu lançamento.

Com informações da Counterpoint Research e do MacRumors

iPhone 17 vende mais do que a geração passada no lançamento

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Números preliminares nos EUA e na China mostram que nova linha atraiu mais consumidores. Custo-benefício, promoções e incentivos estão entre os motivos.

O iPhone 17 pesa 177 gramas (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A tela Super Retina XDR OLED abriga a Dynamic Island e tem taxa de atualização de 120 Hz (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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EUA vão lançar moeda para homenagear Steve Jobs

Imagem mostra uma moeda com o desenho de Steve Jobs sentado. O fundo da imagem é azul
Casa da Moeda dos EUA terá moeda em homenagem a Steve Jobs (imagem: divulgação/The U.S. Mint)
Resumo
  • O governo dos EUA lançará em 2026 uma moeda comemorativa de US$ 1 em homenagem a Steve Jobs.
  • A moeda traz um jovem Jobs na Califórnia e a frase “Make something wonderful” no verso.
  • A indicação foi feita pelo governador do estado, Gavin Newsom, em reconhecimento à contribuição de Jobs para a inovação.

O governo dos Estados Unidos vai homenagear Steve Jobs com uma moeda comemorativa de US$ 1. O tributo ao cofundador da Apple, que faleceu em 2011, faz parte de um projeto nacional que celebra personalidades e invenções que marcaram a história da inovação norte-americana.

A moeda poderá ser adquirida avulsa por US$ 13,25 (cerca de R$ 72) no site da Casa da Moeda dos EUA (U.S. Mint). O item colecionável traz um design simbólico que representa a juventude e o legado visionário de Jobs. O lançamento oficial está previsto para ocorrer ao longo de 2026.

Como será a moeda em homenagem a Steve Jobs?

A moeda retrata um jovem Steve Jobs sentado de pernas cruzadas diante de uma paisagem típica da Califórnia, com colinas ao fundo. Fiel à imagem clássica do empresário, o design o mostra vestindo seu tradicional suéter de gola alta.

Além disso, o verso traz a frase “Make something wonderful” (“Crie algo maravilhoso”), uma citação de 2007 que se tornou um resumo de sua filosofia e visão de mundo.

Por que Steve Jobs foi escolhido?

Steve Jobs (Imagem: Ben Stanfield/ Flickr)
Steve Jobs e seu tradicional suéter de gola alta (foto: Ben Stanfield/Flickr)

A homenagem integra o programa “American Innovation $1 Coin”, iniciado em 2018. A iniciativa tem como objetivo celebrar pessoas, invenções e eventos marcantes de cada estado norte-americano. Cada moeda é dedicada a um ícone ou avanço que ajudou a moldar os Estados Unidos.

A indicação de Steve Jobs foi feita pelo governador da Califórnia, Gavin Newsom, em fevereiro deste ano. Segundo o político, o cofundador da Apple “representa o tipo único de inovação que impulsiona a Califórnia”.

A inclusão de Jobs na série coloca o nome do empresário ao lado de outras homenagens de peso — como o supercomputador Cray-1, escolhido por Wisconsin como símbolo de inovação da década de 1970.

Com informações do The Verge

EUA vão lançar moeda para homenagear Steve Jobs

Casa da Moeda dos EUA terá moeda em homenagem a Steve Jobs (imagem: divulgação/The U.S. Mint)

Steve Jobs (Imagem: Ben Stanfield/ Flickr)
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Mais uma tarefa para motorista de Uber: treinar a IA

Imgem mostra uma pessoa ao volante, teclando sobre um celular preso ao lado do volante. O aparelho está abrindo o aplicativo Uber. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Uber incluirá hub de “tarefas digitais” para parceiros ganharem extra (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Uber iniciou um projeto-piloto nos EUA para que motoristas e entregadores treinem IA com microtarefas.
  • Por lá, o app também ganhou melhorias como mapa de calor, mais detalhes sobre corridas e recurso de segurança para motoristas mulheres.
  • As novidades são restritas do país e, por enquanto, não têm previsão de chegada a outras regiões, incluindo Brasil.

A Uber iniciará um novo projeto-piloto nos Estados Unidos para que seus motoristas e entregadores treinem inteligência artificial. A iniciativa permite que os parceiros ganhem dinheiro extra realizando “microtarefas” diretamente pelo aplicativo, como gravar áudios, captar imagens e enviar documentos em idiomas específicos.

O movimento acontece logo após a Uber adquirir a startup Segments.ai, especializada em rotulagem de dados para IA. Com a nova empreitada, a empresa visa fortalecer seu próprio negócio de soluções de IA. A companhia já estaria realizando testes semelhantes com motoristas na Índia, segundo o The Register.

A ideia é usar a vasta rede de motoristas e entregadores da Uber para coletar e classificar dados que alimentam e aprimoram modelos de IA. A empresa posiciona a novidade como mais uma forma de “trabalho flexível” dentro da plataforma.

Quais são as microtarefas?

Interface do app Uber com opção "digital tasks"
App permitirá execução de “tarefas simples” para treinar IA (imagem: reprodução/Uber)

As tarefas propostas aos motoristas são variadas e incluem enviar imagens de carros, gravar a si falando o próprio idioma ou dialeto local e enviar uma foto de um documento escrito em determinada língua.

Com a iniciativa, a Uber entra no mercado hoje dominado por plataformas como a Scale AI e a Mechanical Turk, da Amazon, que utilizam mão de obra freelancer, majoritariamente fora dos EUA, para realizar a rotulagem de dados — processo intensivo para melhorar a qualidade dos dados, essencial para o desenvolvimento de qualquer IA atualmente.

Mais novidades no app

O anúncio das microtarefas de IA faz parte de um pacote maior de mudanças que a Uber implementará nos EUA para, segundo o CEO Dara Khosrowshahi, construir “a melhor plataforma para trabalho flexível”.

Entre as outras novidades, o app passará a dar mais informações sobre as corridas aos motoristas na tela de ofertas de viagens, redesenhada para dar mais tempo e detalhes a eles antes que decidam aceitar ou recusar uma corrida. Além disso, a ferramenta que indica áreas de alta demanda foi aprimorada, com um novo mapa de calor trazendo os tempos médios de espera e onde o preço dinâmico está ativo.

Ilustração do mapa da Uber com zonas variando em cores, de amarelo a vermelho
Mapa de calor mostra locais com menor e maior tempo de espera (imagem: reprodução/Uber)

Quanto a segurança, a empresa segue expandindo o recurso para motoristas mulheres aceitarem apenas passageiras. Uma função parecida já existe no Brasil desde 2020, o U-Elas. Além disso, motoristas ganharão mais um filtro, podendo definir uma nota mínima para passageiros.

Respondendo a uma das principais críticas dos motoristas sobre avaliações ruins, a empresa também se comprometeu a ouvir a versão dos parceiros antes de tomar decisões sobre reclamações (e poderá banir passageiros que fizerem denúncias falsas) — não fica claro, entretanto, como o atendimento chegará a conclusão de quem está certo ou errado.

Em caso de reclamações verdadeiras, em vez de bloquear totalmente a conta, em casos leves, a Uber passará a limitar o acesso a categorias específicas do serviço. Violações sérias, entretanto, ainda poderão resultar em banimento.

Por enquanto, as novidades estão disponíveis apenas nos EUA, sem previsão de chegada ao Brasil e outras regiões.

Com informações do The Verge

Mais uma tarefa para motorista de Uber: treinar a IA

Uber (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Satélites transmitem chamadas, mensagens e dados militares sem proteção

Ilustração de satélite Direct-to-Device
Sinais retransmitidos por satélite foram interceptados por antena simples instalada em telhado (foto: Kevin Stadnyk/Unsplash)
Resumo
  • Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego e da Universidade de Maryland interceptaram e decodificaram dados de satélites sem criptografia com equipamento de US$ 800.
  • Transmissões incluíam chamadas, mensagens de texto, dados corporativos e informações críticas de segurança e infraestrutura, como plataformas de gás e óleo e usinas elétricas.
  • A interceptação de dados por satélites é um risco conhecido pela NSA desde 2022.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego e da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, conseguiram interceptar transmissões de satélite e decodificar os dados. Com isso, puderam acessar ligações, mensagens, comunicações corporativas e informações militares.

De acordo com uma reportagem da Wired, o trabalho durou três anos e precisou de um equipamento relativamente barato, instalado em um telhado de San Diego. O custo foi de US$ 800 (cerca de R$ 4,4 mil, em conversão direta).

A antena foi apontada para diferentes satélites, em um esforço que levou centenas de horas, e conseguiu coletar sinais enviados para a Terra. Eles são obscuros, mas não contam com proteção de criptografia. Assim, foi possível interpretá-los, após meses de trabalho de decodificação.

Como os dados foram interceptados?

Imagem mostra o equipamento usado para interceptar sinais de satélite. À esquerda, uma antena parabólica branca instalada em um telhado, com partes identificadas por setas: “Ku-Band LNB”, “Ku-Band Dish”, “Dish Motor”, “Coaxial Cable” e “Dish Mount”. À direita, aparecem uma “TBS 5927 Tuner Card” conectada por cabos e a traseira da antena, marcada com o ângulo “±60°”.
Equipamento de US$ 800 foi suficiente para capturar transmissões (imagem: reprodução/UCSD)

No fim do processo, os cientistas acumularam uma coleção ampla de diferentes informações. Entre elas, estão trechos de chamadas e mensagens de texto, principalmente de clientes da operadora americana T-Mobile.

O conteúdo interceptado vinha de torres desconectadas do resto da rede. Instaladas em locais remotos e de difícil acesso, elas dependem de satélites para transmitir seus sinais a antenas ligadas a cabos de fibra óptica. Por isso, só foi possível captar um lado das mensagens de texto e de voz. Após ser contatada pelos pesquisadores, a T-Mobile passou a criptografar esses dados.

Os pesquisadores também conseguiram captar e interpretar dados de outras operadoras, bem como a navegação de usuários do Wi-Fi em aviões comerciais.

A parte mais preocupante envolve transmissões de informações críticas de segurança e de infraestrutura. Os pesquisadores conseguiram encontrar comunicações envolvendo plataformas marítimas de gás e óleo e usinas elétricas.

Além disso, os cientistas interceptaram dados de forças militares e de segurança dos EUA e do México, incluindo localizações de pessoas, equipamentos e instalações.

E não acaba por aí: os sinais continham também emails corporativos e registros de estoque do Walmart no México, bem como transmissões para caixas eletrônicos do Santander México, Banjercito e Banorte.

Risco é conhecido há anos

Por mais assustadora que pareça, a possibilidade de interceptar dados transmitidos por satélite já foi levantada pela Agência de Segurança Nacional dos EUA, a famosa NSA, em um documento de 2022. O órgão também chamava a atenção para a falta de criptografia nesses sinais.

Por isso, os pesquisadores imaginam que a própria NSA e agências de inteligência da Rússia e da China vêm captando esses sinais há anos.

A solução para isso passa pelas empresas e instituições: elas precisam passar a criptografar os dados transmitidos. Antes da publicação do artigo sobre a pesquisa, os cientistas entraram em contato com companhias e órgãos afetados. Alguns, como a T-Mobile, agiram rapidamente, enquanto outros não deram resposta.

“Enquanto estivermos trabalhando para corrigir falhas de segurança, ficamos tranquilos com o que fazemos”, disse à Wired Aaron Schulman, professor da Universidade da Califórnia em San Diego e um dos líderes da pesquisa.

Com informações da Wired

Satélites transmitem chamadas, mensagens e dados militares sem proteção

Tecnologia D2D promete levar sinal a áreas não cobertas por meios terrestres (Imagem: Kevin Stadnyk/Unsplash)

Equipamento de US$ 800 foi suficiente para capturar transmissões (imagem: reprodução/UCSD)
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Google lança ferramenta de vibe coding no Brasil

captura de tela do vídeo de anuncio do Opal, IA do Google
Serviço de IA do Google ajuda leigos em desenvolvimento a criar apps (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • O Google lançou no Brasil a ferramenta de IA Opal, que permite criar miniaplicativos a partir de comandos de texto.
  • A Opal oferece um editor visual para leigos em programação, permitindo a edição de blocos de fluxo de trabalho e publicação dos miniaplicativos na web.
  • O Google introduziu uma ferramenta de depuração visual e otimizações de desempenho para agilizar a criação de aplicativos.

O Google anunciou nesta terça-feira (07/10) o lançamento da ferramenta de inteligência artificial Opal no Brasil. A ideia, que parte do Google Labs, é permitir que os usuários criem miniaplicativos a partir de comandos de texto. A plataforma estava em testes apenas nos Estados Unidos desde julho.

A expansão, que inclui mais 14 países além do Brasil, acontece simultaneamente à liberação de novas funcionalidades. Em comunicado oficial, o Google informou que a decisão de ampliar o acesso foi motivada pela complexidade e criatividade dos projetos desenvolvidos pela primeira leva de usuários.

Como o Opal funciona

O Opal opera a partir de um editor visual voltado a leigos em programação, oferecendo a infraestrutura do próprio Google (com Labs, Gemini e APIs do Android). O processo é semelhante ao uso de qualquer chatbot de IA, em que o usuário descreve a função do aplicativo que deseja criar, e a IA constrói um fluxo de trabalho com blocos que representam cada etapa do processo, como “receber dado do usuário”, “gerar texto” ou “exibir imagem”.

Cada um desses blocos pode ser editado individualmente, o que permite ao usuário refinar os comandos de texto para guiar a IA com mais precisão. Ao final do processo, o miniaplicativo pode ser publicado na web e compartilhado por meio de um link.

Além das criações próprias, a ferramenta possui uma galeria reunindo criações do Google e de outros usuários. Seguindo a ideia “colaborativa” de redes sociais como o TikTok, o Opal possui a opção editar projetos de outras pessoas por meio do botão “remixar”.

Captura de tela do fluxo do Opal
Fluxo dos apps gerados por IA no Opal (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Inteligências artificiais já são usadas para auxiliar ou até mesmo gerar novos apps. O avanço das capacidades de codificação dos modelos é sempre um destaque nas novas versões.

O Gemini permite gerar códigos de apps para web e ter a pré-visualização diretamente no chatbot pelo menos desde março. A função foi aprimorada com o lançamento do Gemini 2.5 Pro, em maio.

Expansão global traz novas ferramentas

O Google anunciou duas atualizações voltadas a dar mais controle e agilidade aos criadores. A primeira é uma ferramenta de depuração visual, que permite executar o aplicativo passo a passo dentro do editor. Ela facilita a identificação de erros, destacando em qual bloco do fluxo ocorreu a falha.

A segunda melhoria diz respeito ao desempenho. O Google afirma ter implementado otimizações que reduzem o tempo necessário para criar novos aplicativos e permitem que fluxos de trabalho mais complexos executem tarefas em paralelo, diminuindo o tempo de espera.

A plataforma também está sendo liberada em países como Canadá, Índia, Japão, Coreia do Sul, Argentina e Colômbia.

Google lança ferramenta de vibe coding no Brasil

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Plataforma experimental Opal, criada pelo Google Labs, estava em testes nos EUA desde julho.

(imagem: reprodução/Google)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
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ChatGPT terá venda de produtos dentro de conversas

Três telas de celular mostram o recurso de compras no ChatGPT. À esquerda, a conversa exibe o pedido “Can you help me find a great housewarming gift for my friend? maybe something ceramic under 0?” e a resposta sugere opções de jogos de tigelas de cerâmica, com imagens e preços. A tela central mostra um conjunto de cerâmica por US$ 75 no Etsy. À direita, aparece o checkout com endereço, frete grátis e valor total de US$ 81,47.
OpenAI criou protocolo aberto para integrar sistemas de varejo (imagem: divulgação)
Resumo
  • O ChatGPT lança o recurso Instant Checkout nos EUA, em parceria com a Etsy, aceitando Apple Pay, Google Pay e Stripe para compras diretas no chatbot.
  • A OpenAI planeja monetizar o ChatGPT com comissões sobre vendas, sem alterar o preço para o consumidor, visando aumentar a receita e reduzir prejuízos.
  • O Agentic Commerce Protocol permite que mais lojas integrem suas plataformas ao ChatGPT, com o Shopify sendo um dos próximos parceiros esperados.

A OpenAI começou a ativar o Instant Checkout, recurso para fazer compras diretamente do ChatGPT, sem precisar acessar o site de uma loja. Inicialmente, a funcionalidade estará disponível apenas nos Estados Unidos, com o marketplace Etsy como primeiro parceiro.

Com a ferramenta, os usuários poderão pedir para o ChatGPT encontrar produtos específicos, que se encaixem nos critérios desejados. A solicitação pode ser feita em linguagem natural, sem seguir comandos predefinidos.

O ChatGPT, então, seleciona as mercadorias e as apresenta ao usuário. Ele pode escolher o que quer e fechar a compra ali mesmo, sem sair do chatbot.

O Instant Checkout aceita Apple Pay, Google Pay e Stripe, e o cliente também pode digitar as informações do cartão de crédito diretamente na plataforma. Inicialmente, apenas compras com um produto serão aceitas — não dá para colocar vários itens no carrinho, como acontece nos sites. Isso deve mudar futuramente.

A ferramenta vinha sendo testada desde abril de 2025 e pode se tornar relevante para os negócios da OpenAI.

Comércio abre nova fonte de receita para OpenAI

A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman, CEO da OpenAI, diz que prioriza crescimento e não lucro (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A OpenAI diz que ficará com uma comissão das vendas feitas por meio de sua plataforma, mas não revelou qual a porcentagem cobrada. O preço para o consumidor será o mesmo via site da loja ou via ChatGPT.

Caso faça sucesso, o Instant Checkout pode ser uma nova forma de monetizar o chatbot. Atualmente, a OpenAI tem prejuízos na casa dos bilhões de dólares — só em 2024, foram US$ 5 bilhões queimados (algo em torno de R$ 26,6 bilhões, na cotação anual). Isso, porém, parece não preocupar o CEO Sam Altman, que prioriza o crescimento da empresa.

Do outro lado, a receita anual recorrente deve passar os US$ 20 bilhões em 2025. Grande parte desse dinheiro vem dos serviços prestados via API e das assinaturas do ChatGPT.

O varejo pode ser um mercado interessante para a empresa. Michelle Fradin, líder de produtos de comércio da OpenAI, diz que mais de 10% dos usuários do ChatGPT têm interesse ou intenção de realizar uma compra.

Além da Etsy, o Shopify deve chegar ao chatbot em breve, e mais empresas poderão se juntar a essa lista: a OpenAI criou um padrão técnico de código aberto para integrar lojas online ao ChatGPT, chamado Agentic Commerce Protocol.

Com informações da OpenAI, CNBC, Axios e Wall Street Journal

ChatGPT terá venda de produtos dentro de conversas

OpenAI criou protocolo aberto para integrar sistemas de varejo (imagem: divulgação)

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Vídeo: arma americana derruba 61 drones imediatamente

Ilustração da arma Leonidas derrubam drones no céu
Nova arma utiliza feixe de micro-ondas para derrubar drones inimigos (imagem: divulgação/Epirus)
Resumo
  • A arma Leonidas, da Epirus, neutralizou 61 drones com um feixe de micro-ondas de alta potência em teste nos EUA, com aproveitamento de 100%.
  • A empresa, especializada em guerra eletrônica, levantou mais de US$ 550 milhões para desenvolver sistemas de energia direcionada.
  • A Epirus já apresentou a versão Leonidas Generation II, que promete dobrar alcance e letalidade em relação ao modelo atual.

A empresa de tecnologia de defesa Epirus testou com sucesso uma nova arma de micro-ondas, a Leonidas, que foi capaz de neutralizar 61 drones em um teste com fogo real nos EUA. O sistema, que dispara um feixe de energia eletromagnética, teve 100% de aproveitamento e chegou a derrubar 49 deles com um único pulso.

O teste foi realizado no estado de Indiana, nos Estados Unidos, e foi acompanhado por representantes do Departamento de Justiça do país e aliados. Andy Lowery, CEO da Epirus, classificou o evento como um “momento decisivo” e reforçou o sucesso da demonstração.

Confira no vídeo abaixo:

A Epirus é uma empresa norte-americana especializada em guerra eletrônica, focada no desenvolvimento de sistemas de energia direcionada. Um dos focos da companhia é criar soluções de defesa contra ameaças assimétricas. Entre os focos, está combater drones em campo de batalha, tática cada vez mais comum.

Em 2023, a então startup fechou um acordo de US$ 66 milhões com o exército dos EUA. Já em março deste ano, levantou US$ 250 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão) em uma rodada de investimentos. Com isso, a empresa elevou seu total de captação para mais de US$ 550 milhões (R$ 2,9 bilhões), segundo o TechCrunch.

Como a arma funciona?

O sistema Leonidas não dispara projéteis como uma arma de fogo comum, mas sim um feixe de interferência eletromagnética. Essas micro-ondas de alta potência sobrecarregam e desativam os sistemas eletrônicos dos drones em pleno voo, fazendo com que percam o controle e caiam.

Durante o evento, a empresa destacou a versatilidade do sistema ao simular diferentes situações de combate. Em um dos cenários, o Leonidas neutralizou um trio de drones vindo pela esquerda e, logo depois, redirecionou o feixe para derrubar outro grupo que se aproximava pelo lado oposto.

Houve também um momento em que os espectadores puderam escolher qual, entre dois drones, a arma deveria abater. O sistema respondeu com precisão, desativando apenas o alvo indicado sem afetar o outro.

Outro teste demonstrou a capacidade de controle do Leonidas: um drone foi derrubado de forma calculada, de modo que a queda ocorresse dentro de uma zona segura previamente definida por software.

Por fim, o sistema mostrou potência em situações de múltiplas ameaças, derrubando simultaneamente três drones que voavam em diferentes distâncias em direção à área de combate.

Nova corrida contra os drones

Segundo a Epirus, o teste utilizou a primeira geração da arma, desenvolvida em 2022. Uma nova versão, apresentada em julho de 2025, chamada de “Leonidas Generation II”, promete mais que o dobro do alcance e da letalidade.

O desenvolvimento de armas como a Leonidas ocorre em um momento de rápida evolução dos equipamentos e táticas de guerra, com dispositivos de ataque controlados a longa distância. Segundo o site Tom’s Hardware, a crescente importância dos drones em conflitos atuais é um fator-chave.

A publicação avalia que, diante da “ascensão surpreendente e mortal” do que chama de “guerra assimétrica”, é natural que surjam investimentos para reforçar a competitividade militar, com foco em tecnologias de defesa e ataque eletrônico.

Vídeo: arma americana derruba 61 drones imediatamente

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Arma Leonidas utiliza um feixe de micro-ondas de alta potência para neutralizar enxames de drones. Governo dos EUA e aliados militares assistiram à demonstração.
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“Anatel dos EUA” vaza segredos do iPhone 16e sem querer

Imagem mostra um iPhone 16e sendo segurado em uma mão. A parte traseira está para cima.
FCC expõe informações que deveriam ser mantidas em segredo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A FCC, equivalente à Anatel dos EUA, divulgou um documento de 163 páginas contendo segredos do iPhone 16e.
  • A Apple pediu sigilo das informações em 2024, mas o material traz esquemas elétricos e informações confidenciais, que podem beneficiar concorrentes.
  • O órgão ainda não se pronunciou sobre o vazamento, que pode ter resultado de erro humano ou falha no sistema.

A Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos publicou um documento de 163 páginas com esquemas elétricos e confidenciais do iPhone 16e. O arquivo, aparentemente divulgado sem querer, foi descoberto no banco de dados público da agência reguladora nesta segunda-feira (29/09), ignorando um pedido da própria Apple para manter o material em segredo.

O documento em questão, um arquivo PDF técnico, expôs segredos dos modelos A3212, A3408, A3409 e A3410 e foi publicado no site da FCCID, que monitora os registros feitos pelo órgão equivalente à Anatel dos EUA.

Apple pediu sigilo

Três aparelhos iPhone 16e, sendo um de frente, mostrando o notch da tela, e dois de traseira, mostrando as cores preto e branco
Segredos de engenharia do iPhone 16e foram expostos em documento oficial (imagem: divulgação/Apple)

Além dos esquemas, foi localizada uma carta da Apple, datada de 16 de setembro de 2024, endereçada diretamente à FCC. No ofício, a empresa solicita tratamento confidencial para vários anexos relacionados ao processo de certificação do equipamento.

A companhia justifica o pedido afirmando que os documentos contêm “segredos comerciais e proprietários” que, se divulgados, poderiam fornecer a concorrentes uma “vantagem injusta”.

A carta da Apple distinguia dois níveis de confidencialidade. A empresa solicitou sigilo “por tempo indeterminado” para materiais mais críticos, que não são revelados mesmo após o lançamento do produto. Esta categoria inclui: diagramas de blocos, de esquemáticos elétricos, descrições técnicas, especificações do produto, informações sobre a localização das antenas, procedimentos de ajuste e a descrição de segurança do software.

Um segundo nível, de “confidencialidade de curto prazo”, foi solicitado para outros itens, como fotografias externas e internas do dispositivo, imagens da configuração de teste e manual do usuário. Para estes, a Apple solicitou um sigilo de 180 dias após a data da concessão da autorização do equipamento, um procedimento padrão que visa proteger a aparência e funcionalidades do produto até o seu anúncio oficial.

Vale mencionar que o processo de certificação junto à FCC é uma etapa obrigatória para qualquer dispositivo com capacidade de comunicação sem fio, como Wi-Fi e redes celulares, antes que possa ser comercializado no mercado norte-americano.

A agência avalia, por exemplo, se o hardware cumpre as normas de radiofrequência e segurança. Para isso, as fabricantes são obrigadas a submeter documentação técnica aprofundada.

“Mapa do tesouro”

Homem usando celular
Vazamento representa risco competitivo para a Apple (imagem: divulgação/Apple)

Segundo o Apple Inside, o vazamento dos esquemas elétricos representa a falha mais grave. Para o consumidor final, os esquemas possuem pouca ou nenhuma utilidade. No entanto, para concorrentes no setor de tecnologia e fabricantes de smartphones, o documento funciona como um “mapa do tesouro” da engenharia da Apple.

A posse desses esquemas pode permitir que rivais estudem as soluções de design da Apple, acelerando o desenvolvimento de produtos. O vazamento também expõe inovações patenteadas e pode até abrir caminho para disputas legais sobre propriedade intelectual.

Até o momento, a FCC não emitiu nenhum comunicado oficial sobre a divulgação aparentemente indevida nem removeu o arquivo de seu banco de dados público.

A causa provável para o incidente é falha humana ou configuração incorreta no sistema de gerenciamento de documentos da agência. Não há indícios de que a publicação tenha sido uma ação intencional.

“Anatel dos EUA” vaza segredos do iPhone 16e sem querer

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Documento de 163 páginas da FCC detalha engenharia do aparelho, dando a concorrentes acesso a segredos comerciais.

iPhone 16e é o iPhone mais barato com acesso ao Apple Intelligence (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iPhone 16e reaproveita design do iPhone 14 (imagem: divulgação)

iPhone 16e: novo celular “acessível” da Apple custa a partir de R$ 5.799 (imagem: divulgação)
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Samsung prepara telas dobráveis para importante cliente dos EUA. Seria a Apple?

Conceito de iPhone dobrável com duas telas (Foto: Reprodução/MacRumors)
Conceito de iPhone dobrável com duas telas (foto: reprodução/MacRumors)
Resumo
  • A Samsung Display confirmou a produção de displays OLED dobráveis para um cliente norte-americano, com rumores indicando que seja a Apple.
  • A Apple deve lançar um iPhone dobrável em 2026, possivelmente com design similar ao Galaxy Z Fold e tecnologia de display que evita vinco.
  • A Samsung planeja investir 4,1 trilhões de wons em produção de telas OLED da geração 8.6 para o mercado de TI até 2026.

A Samsung Display, divisão de telas da gigante sul-coreana, confirmou que prepara a produção em massa de displays OLED para celulares dobráveis para “um cliente norte-americano”. A declaração é de Lee Cheong, presidente da empresa, que participou de um encontro com jornalistas em Seul, na Coreia do Sul, na última semana.

Embora o executivo não mencione o nome do parceiro comercial, o portal sul-coreano Chosun Biz, que cobriu o evento, afirma que a Samsung Display será fornecedora exclusiva de telas para o futuro celular dobrável da Apple, o suposto iPhone Fold.

Samsung está otimista

Stand da Samsung Display voltado para games na MWC 2025
Stand da Samsung Display na MWC 2025 (imagem: Reprodução/SamMobile)

O encontro precedeu um evento da indústria. Lee Cheong falou sobre o fornecimento de telas dobráveis para clientes externos: “embora eu não possa divulgar detalhes sobre o cliente, estamos nos preparando bem”.

Ele também destacou que a perspectiva para o segundo semestre deste ano é positiva, impulsionada pelo lançamento de novos produtos de “clientes importantes”, o que deve aumentar o volume de fornecimento de telas OLED.

Além da novidade sobre as telas flexíveis, o executivo comentou que a produção em massa de telas OLED da chamada geração 8.6, voltadas para o mercado de TI (laptops e tablets), deve começar no terceiro trimestre do próximo ano. A empresa planeja investir 4,1 trilhões de wons (cerca de R$ 15 bilhões em conversão direta) na nova linha de produção até 2026.

O que esperar do iPhone dobrável?

A fala de Lee Cheong chega para colocar mais lenha na fogueira dos boatos sobre o primeiro celular dobrável da Apple. As especulações mais recentes sugerem que o aparelho pode ser lançado em menos de um ano, possivelmente junto à linha iPhone 18, em 2026.

Segundo as informações que circulam na indústria, o dispositivo teria um design de dobra para dentro, similar ao Galaxy Z Fold, mas com uma tecnologia de display que evitaria o vinco no centro da tela. Segundo o portal MacRumors, outras possíveis características incluem a volta do Touch ID, que substituiria o Face ID, a implementação do novo chip A20 e um sistema de duas câmeras na traseira.

Há meses, rumores tentam adivinhar como será o design do primeiro dobrável da Apple. Segundo vazamentos, a empresa estaria com um protótipo, em junho, com display interno de 7,58 polegadas, corpo em titânio e câmeras duplas de 48 MP. Entretanto, vale lembrar que a companhia largou mão do material na linha mais recente, voltando ao alumínio anodizado.

renderização do iPhone dobrável com tela de 7,58"
iPhone dobrável deve ter uma tela interna de 7,58″ (imagem: reprodução/Digital Chat Station)

De qualquer forma, a expectativa, de acordo com insiders, é de que o tão aguardado dobrável tenha uma proporção próxima a dos iPads, só que menor. A ideia é permitir que a novidade seja capaz de rodar os apps otimizados para os tablets da marca, sem que haja maiores adaptações.

Além dos iPhones com tela dobrável, a gigante de Cupertino também já estuda o lançamento de tablets com tela enrolável, sendo uma alternativa no mercado de telas flexíveis. A Apple vem atualizando o conceito — que já apareceu em outras marcas em protótipos de TVs e smartphones — internamente desde 2017.

Vídeo: confira 24 horas com o Fold 7

Samsung prepara telas dobráveis para importante cliente dos EUA. Seria a Apple?

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Presidente da Samsung Display confirma preparativos para produção displays para um "cliente norte-americano". Apple deve lançar um iPhone dobrável em 2026.

Stand da Samsung Display voltado para games na MWC 2025 (imagem: Reprodução/SamMobile)
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Trump quer demissão de executiva da Microsoft por “ameaça à segurança”

Donald Trump durante comício
Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
Resumo
  • Trump pediu demissão de Lisa Monaco, presidente de assuntos globais da Microsoft, alegando risco à segurança nacional;

  • Monaco já atuou em cargos estratégicos nos governos Obama e Biden, inclusive na resposta ao ataque ao Capitólio em 2021;

  • Microsoft não comentou o caso; situação é delicada, dado que a empresa tenta manter boa relação com o governo Trump.

Agora é a vez de a Microsoft entrar na mira de Donald Trump. Em agosto, o presidente dos Estados Unidos declarou que Lip-Bu Tan deveria deixar de ser CEO da Intel. Recentemente, Trump fez outra declaração do tipo, esta direcionada a Lisa Monaco, presidente de assuntos globais da Microsoft.

Lisa Monaco ocupa a referida função na Microsoft desde julho deste ano. Suas atribuições incluem tratar das políticas de segurança digital e do relacionamento da companhia com lideranças governamentais de diversos países.

Antes de ingressar na Microsoft, Monaco foi procuradora-geral adjunta no governo do presidente Joe Biden. Ela também foi assessora de segurança do governo Barack Obama.

Usando a plataforma Truth Social, o presidente Trump lembrou as posições ocupadas por Monaco nos governos anteriores e, na sequência, criticou a contratação dela, pela Microsoft, em uma posição tão importante:

Monaco foi surpreendentemente contratada como presidente de assuntos globais da Microsoft, em um cargo de alto escalão com acesso a informações altamente sensíveis.

O fato de Monaco ter esse tipo de acesso é inaceitável e não podemos permitir que continue assim. Ela é uma ameaça à Segurança Nacional dos EUA, especialmente considerando os importantes contratos que a Microsoft tem com o governo dos Estados Unidos.

(…) Na minha opinião, a Microsoft deveria rescindir imediatamente o contrato de trabalho de Lisa Monaco.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

Monaco atuou junto ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos na resposta aos ataques de apoiadores de Trump ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. Por isso, há quem considere a declaração como uma tentativa de retaliação a uma pessoa a quem o presidente considera inimiga.

Lisa Monaco, atual líder de assuntos globais da Microsoft
Lisa Monaco, atual líder de assuntos globais da Microsoft (imagem: reprodução/Wikimedia)

Microsoft não comentou o assunto

Até o momento, a Microsoft não se manifestou sobre a declaração de Trump. Fato é que o assunto é delicado. A companhia está entre as big techs americanas que tentam manter uma relação próxima à administração Trump. Por conta disso, os desdobramentos desse assunto exigirão “jogo de cintura” por parte da Microsoft.

O caso da Intel teve um desfecho favorável. Após Trump pedir a sua demissão, Lip-Bu Tan teve um encontro com o presidente dos Estados Unidos que resultou em um entendimento entre ambas as partes. Pouco tempo depois, o governo americano passou a deter quase 10% de participação na Intel.

Com informações de Reuters

Trump quer demissão de executiva da Microsoft por “ameaça à segurança”

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Lisa Monaco, atual líder de assuntos globais da Microsoft (imagem: reprodução/Wikimedia)
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Trump assina ordem para TikTok ser vendido nos EUA

TikTok
Trump assina ordem para TikTok ser vendido nos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que determina a venda das operações do TikTok no país;

  • A ByteDance, atual proprietária, poderá manter até 20% de participação;

  • Larry Ellison, fundador da Oracle, poderá será ser um dos controladores americanos do TikTok.

O destino do TikTok nos Estados Unidos está definido. Pelo menos no entendimento de Donald Trump. Na quinta-feira (25/09), o presidente assinou uma ordem executiva que determina a venda das operações americanas da rede social para investidores do país, um negócio avaliado pelo próprio governo em US$ 14 bilhões (R$ 74,8 bilhões).

A ordem executiva prevê que 80% do controle do TikTok nos Estados Unidos sejam assumidos por uma empresa ou grupo de investidores americanos. Já a ByteDance, atual proprietária do TikTok, poderá manter uma participação de até 20% do controle do serviço no país. É de se presumir que a empresa chinesa também poderá manter o controle da rede social em outros países.

Entre os controladores americanos poderá estar Larry Ellison, fundador da Oracle. Ainda não está claro como será a divisão de controle do TikTok com os chineses. Mas o governo dos Estados Unidos fala em “controle total” das operações americanas pelos empresários do país.

Donald Trump declarou que assinou o documento após conversar com o presidente da China, Xi Jinping. “Tivemos uma boa conversa, expliquei a ele o que estávamos fazendo e ele disse para prosseguirmos”, completou o presidente americano.

De fato, nesta sexta-feira (26/09), o Ministério das Relações Exteriores da China deu a entender que o governo chinês concordou com a operação, embora ainda não haja uma confirmação oficial vinda do presidente Xi Jinping.

Donald Trump durante comício
Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Por que os EUA querem que o TikTok seja vendido no país?

No primeiro mandato de Donald Trump como presidente, o governo dos Estados Unidos passou a considerar o TikTok uma ameaça à soberania do país.

Isso porque a ByteDance é de origem chinesa e estaria coletando informações de americanos e as repassando ao governo da China, prática que a companhia sempre negou.

Com base em argumentos relacionados à segurança nacional, o governo americano aprovou uma lei que condiciona a venda das operações do TikTok nos Estados Unidos para um grupo do país. Caso contrário, a rede social poderá ser bloqueada nos Estados Unidos.

A venda deveria ter sido anunciada até janeiro de 2025, mas o presidente Trump deu prazos adicionais para que a operação fosse concluída.

A ordem executiva assinada nesta semana abre caminho para a venda das operações americanas do TikTok finalmente ocorrer, mas ainda não há data marcada para isso.

Com informações de Reuters

Trump assina ordem para TikTok ser vendido nos EUA

TikTok (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
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Console Xbox Ally X esgota após anúncio de preço

Imagem mostra um ROG Xbox Ally X, console de videogame portátil de cor preta. Na imagem, o aparelho flutua no ar contra um fundo desfocado de corredor futurista em tons de cinza e branco. A tela do console está ligada e mostra uma interface de usuário com vários jogos e aplicativos. O logotipo "ROG" está visível na parte inferior da tela.
ROG Xbox Ally X esgotou no mercado internacional (imagem: divulgação)
Resumo
  • O ROG Xbox Ally X esgotou rapidamente após o anúncio de preço de US$ 999 (R$ 5.348) nos EUA.
  • A versão mais modesta do console, o ROG Xbox Ally, custa US$ 599 (R$ 3.200).
  • O lançamento dos portáteis ROG Xbox Ally e ROG Xbox Ally X no Brasil está confirmado, mas ainda sem data ou valor definidos.

A Microsoft e a Asus abriram ontem (25/09) as pré-vendas dos novos portáteis ROG Xbox Ally e ROG Xbox Ally X, disponíveis por enquanto somente no mercado internacional. Nos EUA, os preços são de US$ 599 e US$ 999, com entregas a partir de 16 de outubro.

Em conversão direta, estamos falando de R$ 3.200 e R$ 5.348. Os valores não são baratos nem para os padrões estrangeiros: o Xbox Ally custa US$ 150 a mais que o Nintendo Switch 2, vendido nos EUA por US$ 449 – valor criticado logo no anúncio. 

Mas isso não impediu que os estoques fossem totalmente vendidos. Em um post no X nesta sexta-feira (26/09), o Xbox comunicou que o Xbox Ally X, a versão mais cara do console, esgotou “no mundo todo”.

The hype is real! ROG Xbox Ally X preorders are sold out on the Xbox Store worldwide.

You can still grab yours at https://t.co/eRMel1t1yy or find a local retailer on https://t.co/MSGd97Wi6f

— Xbox (@Xbox) September 26, 2025

Como observa o Windows Central, o esgotamento não indica necessariamente grandes números de venda, já que a disponibilidade inicial pode ter sido limitada. Mas mostra que há demanda e que a nova estratégia de “Xbox em todo lugar”, que aposta no ecossistema multiplataforma, pode se mostrar viável economicamente.

No Brasil, os portáteis ROG Xbox Ally e ROG Xbox Ally X estão confirmados, mas ainda não têm preço nem data de lançamento divulgados.

Relembre o lançamento do ROG Ally X no Brasil

Console Xbox Ally X esgota após anúncio de preço

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Novo portátil da Microsoft e Asus custa mais que o Nintendo Switch 2 nos EUA. Produto será vendido no Brasil, mas ainda não tem data e preço definidos.

ROG Xbox Ally X (imagem: divulgação)
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